UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL – UCS CAMPUS UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO DOS VINHEDOS – CARVI CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS DA NATUREZA E DE TECNOLOGIA

– CENT DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ENGENHARIA ELÉTRICA

TIAGO MAGGI

ESTUDO E IMPLEMENTAÇÃO DE LÂMPADAS DE LEDS PARA SUBSTITUIÇÃO DE LÂMPADAS HALÓGENAS

BENTO GONÇALVES 2009

TIAGO MAGGI

ESTUDO E IMPLEMENTAÇÃO DE LÂMPADAS DE LEDS PARA SUBSTITUIÇÃO DE LÂMPADAS HALÓGENAS

Trabalho de conclusão de curso de graduação, apresentado ao Centro de Ciências Exatas da Natureza e de Tecnologia da Universidade de Caxias do Sul, como requisito para a obtenção do grau de Engenheiro Eletricista. Orientador: Prof. Me. Marcelo Toss

BENTO GONÇALVES 2009

meus pais Alfeu e Ivete e minha irmã Silviane.DEDICATÓRIA Pela confiança. dedico este trabalho a minha família. amor e carinho sempre demonstrados e pela educação dada a mim. .

A Intral S/A pelo espaço oportunizado para o desenvolvimento deste trabalho e apoio financeiro.AGRADECIMENTOS Ao final deste trabalho agradeço à minha família por todo o apoio e força dedicados a mim em todos estes anos. pelo companheirismo alegrias e amizade incondicional de tantos anos. Marco Antônio Dalla Costa pela orientação na parte inicial deste trabalho e ao Professor Mestre Eng°. pelo apoio técnico e permanente disponibilidade. Ao professor Doutor Eng°. Marcelo Toss pela orientação final. Aos meus grandes amigos. A toda equipe da engenharia do produto da empresa Intral S/A. .

“Nas grandes batalhas da vida. o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer!” Mahatma Gandhi .

O trabalho incorpora uma revisão bibliográfica da literatura sobre as fontes de emissão luminosa. É apresentada também uma metodologia para a avaliação luminosa deste tipo de lâmpada. passando pelos conceitos luminotécnicos básicos.RESUMO O presente trabalho trata da análise. de forma detalhada. São descritas ainda. onde são apresentadas todas as particularidades dos LEDs. quando comparados com as lâmpadas halógenas. É proposto então. bem como é realizado um estudo sobre seu desempenho com as fontes de baixa tensão. MR16. é necessário a utilização de um driver eletrônico para o controle dos LEDs. usualmente utilizadas. Neste caso. O enfoque principal é voltado para as características da iluminação de estado sólido. que visa garantir o mesmo desempenho luminoso com as vantagens principais de economia de energia e diminuição dos custos de manutenção do sistema. bem como realizando uma abordagem sobre as características e princípios básicos dos vários tipos de lâmpadas existentes no mercado. Lâmpadas. que são os elementos chaves deste método de geração luminosa. . Conversores . um sistema baseado em LEDs que pode substituir as lâmpadas halógenas diretamente. que também será avaliado e implementado. Palavras-Chave: LEDs. as características das lâmpadas halógenas. Isto é devido a maior durabilidade e eficiência luminosa dos LEDs. alimentadas em baixa tensão. proposta e confecção de um protótipo de lâmpada a base de LEDs para substituir as lâmpadas halógenas com refletor dicróico.

where are presented all the details of the LEDs.ABSTRACT This work deals with the analysis. with the advantages of energy saving and reduction of system maintenance costs. The characteristics of halogen lamps are also described in detail. with dichroic reflector. . Lamps. In this case. Keywords : LEDs. The work includes a literature review of light emitting sources. aimed at providing the same performance light. Then. is proposed a system based on LEDs that can replace halogen lamps directly. Converters . is presented a methodology for evaluate the luminous characteristics of this type of light bulb. as well as a study of its performance with the low voltage sources usually used. MR16. it is necessary to use an electronic driver for the LEDs control. This is due to better durability and luminous efficiency of LEDs when compared with halogen lamps. which are the key elements of this method of light generation. proposal and construction of a prototype of a LED lamp to replace halogen lamp. Also. The main focus turns to the characteristics of solid-state lighting. from the basic lighting design concepts to the characteristics and basic principles of various types of lamps available in the market. fed in low voltage. which will also be evaluated and implemented in this work.

.......Controle de LEDs de sistema de RGB....... ........... 23 Figura 1-6 .. 44 Figura 2-8 . 27 Figura 1-9 ........................ 47 Figura 2-11 ...........................................Faixa de atuação dos tipos de visão.............. 31 Figura 2-1 . 40 Figura 2-5 .......Marcas da indústria sobre eficácia dos LEDs L .Evolução das fontes luminosas ..............Resistência térmica dos encapsulamentos de LEDs .................................. 21 Figura 1-4 .............................Estrutura da Lâmpada Fluorescente..).. 48 Figura 2-13 ....................................................(d e e – LUMILEDS Corp.......................................... ) e “Dragon”(d e e – Osram Opto Semiconductors Corp.... 48 Figura 2-12 ....(a)5 mm (b)perfil baixo (c)Perfil baixo com lead frame estendido (d) pad de dissipação (heatsink slug) (e) pad de dissipação mondado em placa de circuito impresso. ....Iluminação para atividade não laborativa – residência......... ........................ 18 Figura 1-2 ...... 25 Figura 1-8 ...... 28 Figura 1-10 .....................Geração de LUZ branca pelo sistema de RGB .... .......Sensibilidade das células sensoras do olho humano....... .. ...........................................Relação da manutenção luminosa pela temperatura na junção do LED ...... 29 Figura 1-12 ...........................Manutenção luminosa de diferentes fontes de luz ................. ... ................................................................................................................................................) ... “Barracuda”...... 35 Figura 2-2 ...........................Manutenção luminosa pelo tempo de operação LED LUXEON K2 ............Influência do material de interface térmica no caminho térmico entre dois .... 19 Figura 1-3 ......Curva de sensibilidade visual do olho humano..... .................. 30 Figura 1-13 .......... ...........Iluminação para atividade laborativa – escritório.... ........................................................... Os nomes comerciais para estes encapsulamentos são “piranha”(b e c – Hewlett Packard Corp.................................. 47 Figura 2-10 ...................Comprimento de onda das cores.....Estrutura da lâmpada incandescente................... .................... 28 Figura 1-11 . 40 Figura 2-4 ...................Divisão do Espectro Eletromagnético..............................................Temperatura de cor......................................Relação da manutenção luminosa pela corrente de funcionamento ....... ........................... 42 Figura 2-6 ............................... 30 Figura 1-14 ........................................... 24 Figura 1-7 ...... 43 Figura 2-7 ...................Diagrama CIE 1931............... ................................... 37 Figura 2-3 .........................................................Curva de distribuição de intensidades luminosas para uma lâmpada fluorescente isolada (A) ou associada a um refletor (B).........Influência do IRC ...........................Estrutura do LED de potência................. 22 Figura 1-5 ..............................................LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1-1 ......Emissão espectral do LED Branco baseado em conversão por fósforo.................................................. 45 Figura 2-9 ..........Eficiência de cada modelo de lâmpada..Relação da manutenção luminosa pela temperatura na junção do LED e corrente de operação ....................... ........................Prize Competition...........................

........... ........Sistema de controle do conversor Flyback com controle em laço fechado........... 62 Figura 4-4 ......................... 53 Figura 3-2 ......Regulador chaveado .................................. ..............................Regulador Linear com resistor ..............................Emissão da Luz MR16 com lâmpada halógena .................... 80 Figura 5-7 ........................................ 71 Figura 4-15 ..........................Elemento óptico secundário para LEDs ..... 60 Figura 4-2 ............................. 79 Figura 5-5 ......................Cálculo de resistência dinâmica (LED REBEL) ....................................... 71 Figura 4-14 ...... 70 Figura 4-13 .................................................materiais ........ 65 Figura 4-8 ....................................................................Câmara de ensaio luminoso desenvolvida ................................................................................ 49 Figura 3-1 ...Desempenho lâmpadas halógenas pela variação da tensão de alimentação ................................. 76 Figura 5-2 ..................Tensão direta pela corrente de trabalho LED Branco ...Conversor SEPIC...................................................Regulador linear a transistor .......................................... 95 ............................LED modelo Rebel (LUMILEDS) .............................................................................................Lâmpada halógena com refletor MR16 .... 69 Figura 4-12 .........Esquema da câmara de medição de intensidade luminosa proposta ..................... 63 Figura 4-5 .............................. 82 Figura 6-1 .................................................Regulador de tensão rebaixador ...........................................Fluxo Luminoso x corrente direta do LED Rebel .............................. 76 Figura 5-3 ......................CREE-Xlamp XP-E....... 94 Figura 6-6 ............................................................................................................Buck ....... 58 Figura 4-1 ............................... 80 Figura 5-6 ............................................................. 67 Figura 4-10 ..................... ........................................................Temperatura do pad térmico versus Fluxo luminoso (LED Rebel) ..........................Regulador de corrente constante tipo Buck .......Ângulo sólido entre dois ângulos paralelos ....................................... 68 Figura 4-11 ..................................................................... 74 Figura 5-1 ......................Ângulo de abertura ................. 66 Figura 4-9 ... 65 Figura 4-7 ....... 87 Figura 6-2 .... 54 Figura 3-3 .......................................................................Lâmpada Halógena MR16 Decostar 51S da OSRAM ............ 88 Figura 6-3 ..................Distribuição espectral da energia das lâmpadas incandescentes .....Forma de onda na saída dos transformadores eletrônicos .................TIR .......... 57 Figura 3-4 ... 61 Figura 4-3 ..........Circuito transformador eletrônico ...................... 73 Figura 4-17 ...Conversor CUK ...............................Conversor Buck-Boost típico............Circuito equivalente dos diodos ............ 90 Figura 6-5 ....................................Elemento óptico secundário para LEDs ......................................................................................................Refletor .Ambiente de medição de intensidade luminosa ........ 72 Figura 4-16 . 89 Figura 6-4 .................... 78 Figura 5-4 ...... 64 Figura 4-6 .....Tensão direta x corrente direta (Rebel) ...Vista explodida de uma Lâmpada de LED ....Curva de distribuição luminosa Lâmpada Decostar 20W ....................................Definição de ângulo sólido .......................................Regulador tipo Boost............

..............Corrente nos LEDs com indutor alterado ........................................................................................... 112 Figura 7-5 ... 114 Figura 7-7 ..........................Corrente nos LEDs com tensão de alimentação de 7.................... 108 Figura 7-2 ......Protótipo da Lâmpada de LED .. 102 Figura 6-13 .................. 117 Figura 7-11 ..........Circuito Buck-Boost para alimentação dos 3 LEDs conectados em série ..................Forma de onda nos LEDs do conversor buck-boost simulado ..... 98 Figura 6-11 .............. 115 Figura 7-8 ................... 105 Figura 6-18 .............Formas de onda do conversor Buck-Boost ........................................................................................ 97 Figura 6-10 ................................Circuito Buck-Boost com chave referenciada ao terra...............................8V ...........................................Corrente nos LEDs com tensão de alimentação de 13........................................Modelagem elétrica de três LEDs REBEL ligados em série ...... 101 Figura 6-12 .................Ripple típico de 25% de um conversor tipo Buck ............... 96 Figura 6-8 ..............0 ..... 106 Figura 7-1 ............Corrente nos LEDs com tensão de alimentação de 12V....................Circuito montado com a Lâmpada proposta ....................... 97 Figura 6-9 ........... 111 Figura 7-4 ..... com circuito alimentado em 12V ........ 116 Figura 7-9 ..Formas de onda no conversor Buck-Boost proposto ........................................ 119 .. 102 Figura 6-14 ..................8V.. 116 Figura 7-10 ........................Circuito Buck-boost montado no simulador PSIM 6.....................................................Circuito Buck-Boost clássico .......Gerador de PWM implementado............................................................. 109 Figura 7-3 ................ 103 Figura 6-15 ................................Corrente sobre os LEDs ........Circuito integrado SG3524 ..Característica da carga do driver ................... 104 Figura 6-16 ...............................Figura 6-7 .........................................Distribuição luminosa da Lâmpada de LED proposta ......Sinal de controle da Chave..Ripple de corrente medida sobre os 3 LEDs conectados em série ... 114 Figura 7-6 ............ 105 Figura 6-17 .......................Circuito básico da topologia buck-boost com carga de LEDs .................

Ensaio com o transformador Eletrônico Fabricante A ... 81 Tabela 5-3 ...............Fluxo Luminoso real dos LEDs na operação proposta (REBEL) ..... ......Medidas Lâmpada MR16 20W ......................................................... 58 Tabela 5-1 ................................................................. 115 Tabela 7-2 ................Características da tensão de entrada do driver .LISTA DE TABELAS Tabela 1-1 ......................................................................................2008) ..................................................... 84 Tabela 6-1 ................................... 27 Tabela 3-1 ...............Dados da lâmpada Decostar OSRAM ...... 81 Tabela 5-2 ...... 87 Tabela 6-2 .Razão cíclica x Tensão de entrada .........Dados do LED Rebel da Philips LUMILEDs ......IRC x Incicações (OSRAM............................................... 118 ................................... 90 Tabela 6-3 .....Medidas luminosas da Lâmpada de LED proposta................Fluxo luminoso da Lâmpada halógena com transformadores eletrônicos.. 93 Tabela 7-1 ......

Green and Blue (Padrão de cores primárias vermelho.org Indice de reproducão de cores Light Emitting Diode (Diodo emissor de luz) Phosphor-conversion (Conversão por fósforo) Print circuit board (Placa de circuito impresso) Pin Throught Hole (Pinos através de furos) Red. verde e azul) Surface Mount Devices (Dispositivos de montagem em superfície) Spectral power distribution (Distribuição espectral da potência) Total internal reflecting (Refletância interna total) .LISTA DE SIGLAS ABNT ANSI ASSIST CA CC CI CIE DOE América) FWHM Associação Brasileira de Normas Técnicas American National Standards Institute .org Alliance for Solid-State Illumination Systems and Technologies Corrente alternada Corrente contínua Circuito integrado Comission Internationale de l`Eclaire (comissão internacional de iluminação) Department of Energy USA (Departamento de energia dos Estados Unidos da Full width Half Maximum (ângulo onde a emissão luminosa é a metada da máxima encontrada) IESNA IRC LED PC PCB PTH RGB SMD SPD TIR Illuminating Engineering Society of North America.www.iesna. www.ansi.

......................................1..............3 2....................................2......................................................... 48 LÂMPADAS HALÓGENAS ....2..............1.....................2............................2 4........................................................2 2.......... 34 CARACTERÍSTICAS DOS LEDS ................................................................................................................... 67 CONVERSOR TIPO BOOST.....1 4.......................................................................................1 2................................2................................................................................................1 2..............................................................4 1.................................................................................................................1...............................................................................................2 1... 43 GERENCIAMENTO TÉRMICO ..... 61 CONTROLADORES PARA LEDS – DRIVER DE CORRENTE ...............................................................................................................2 ILUMINAÇÃO DE AMBIENTES ................................................................................. 18 A LUZ E SUAS CARACTERÍSTICAS ........................................................ 56 2 LEDS – DIODOS EMISORES DE LUZ ............. 55 TRANSFORMADORES ELETRÔNICOS ..........2.....................2 O MODELO MR 16 ......................................................................3......................................................................................................................1.............................................1 3.......... 41 LED ULTRAVIOLETA RECOBERTO POR UMA CAMADA DE FÓSFORO ........................ 31 OS SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO ............................................ 51 4 LÂMPADAS DE LED COMO SUBSTITUTAS DAS LÂMPADAS HALÓGENAS MR16 DE BAIXA TENSÃO ................... 17 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .......................................................................................................... 41 LED AZUL RECOBERTO POR CAMADA DE FÓSFORO ............................................2 2...... 55 TRANSFORMADORES ELETROMAGNÉTICOS .................................3..................2 2............................... 59 4...........2 1.......................... 32 LED ...................................................................2...........................................................1.......3 2............................................1.............................................................................................1 3.............................. 19 A COR ...................1 4......................................................................... 29 CONFORTO LUMISOSO ...................... 35 TIPOS DE LED .................................................1 3..............................................1 4.........SUMÁRIO INTRODUÇÃO ...................................................................................2....6 1................................................................................................. 22 FONTES PARA GERAÇÃO DE LUZ ........ 68 .................. 39 LED DE LUZ BRANCA ....................3...............................................................................................................................1 2.................. 25 SENSIBILIDADE VISUAL ..... 52 CONVERSORES DE BAIXA TENSÃO ....DIODOS EMISSORES DE LUZ ..... 44 3 AS LÂMPADAS INCANDESCENTES TRADICIONAIS ................................2 3..................................................................1 1....................................................5 1...... 42 CONJUNTO DE LEDS DE DIFERENTES CORES ............................6....................................................... 21 PADRONIZAÇÃO DA COR ........................1...................................1 1...............3 1..............................................................................1.............................................................. 60 CONSTRUÇÃO DAS LÂMPADAS DE LED NO PADRÃO MR16 ................... 15 OBJETIVO ....................................... 63 CONVERSOR TIPO BUCK ................................................. 34 MANUTENÇÃO DO FLUXO LUMINOSO DOS LEDS .......................................................... 18 1................................................................2.................................1 2...... 23 GRANDEZAS E UNIDADES DE ILUMINAÇÃO .......................................

.......................................2................................................. 107 CONCLUSÃO .....................................................1..1....4......................2.....................................3 5...................... 78 MEDIÇÃO FLUXO LUMINOSO DA LAMPADA HALÓGENA DE 20W MR16 ......2 6.................................................................. 109 GERADOR DE PWM ........................... 114 ENSAIO LUMINOSO .. 97 CIRCUITO BUCK-BOOST PROPOSTO ...2 7.......................1 6..............................................................................................5 4................................................................................... 107 COMPONENTES DO CONVERSOR BUCK-BOOST ............................................................ 77 CÂMARA DE MEDIÇÃO DE INTENSIDADE LUMINOSA ............ 71 CONVERSOR CUK ..........................4 4.............................................5 CONVERSOR TIPO BUCK-BOOST ................................................................................... 117 6 AVALIAÇÃO DOS COMPONENTES PARA A LÂMPADA PROPOSTA ........................................ 72 ELEMENTO ÓPTICO SECUNDÁRIO .........1 7...3............................................................................................... 120 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.....4 5.....................1 6................................................................ 77 MEDIÇÃO DA INTENSIDADE LUMINOSA .........................................................................................2......................1.......1........................................3.................................... 69 REGULADOR TIPO FLYBACK (BUCK-BOOST ISOLADO) ... 91 CONFIGURAÇÃO DO DRIVER BUCK-BOOST .................................................. 93 RESISTÊNCIA DINÂMICA DOS LEDS ....................................................1 5.............3.....................................................................................4...... 96 CÁLCULO DO CONVERSOR BUCK-BOOST .................3 7...........................................................................................................................1..........................2... 72 5 AVALIAÇÃO LUMINOTÉCNICA DAS LÂMPADAS HALÓGENAS PADRÃO MR16 .......................................................... 80 FLUXO LUMINOSO PRÁTICO DAS LÂMPADAS HALÓGENAS: ..........1 5............................................1 6.......... 94 CORRENTE DE RIPPLE ADMISSÍVEL .................................................... 86 SELEÇÃO DO TIPO DO CONVERSOR .................................................................................................................. 75 CÁLCULO DO FLUXO LUMINOSO .................. 110 LÂMPADA PROPOSTA .............2........... 70 CONVERSOR TIPO SEPIC .................................................. 113 ENSAIO ELÉTRICO............2 5............... 75 ÂNGULO SÓLIDO .2....................................6 4............................................................ 83 SELEÇÃO DO TIPO E QUANTIDADE DE LEDS ............... 86 7 IMPLEMENTAÇÃO DO CIRCUITO ..........................................................2 6....................................................3 7..................................................................................................................................................1 7......3 4................................................4 7..............2 5........................................................................................................... 122 ................................................................................................................3 6.....

Dessa forma com a crescente demanda por novas opções para o mercado de iluminação. nota-se um crescimento na solicitação por soluções a base de LEDs. ou seja. como o impacto gerado pelo “apagão” em 2001. tanto na diminuição do desperdício de materiais. vem a informação que nos últimos dezoito anos. conseqüentemente. apesar de apresentarem um rendimento luminoso levemente aprimorado. nos projetos arquitetônicos deve-se levar em consideração tanto a questão do conforto ambiental interno quanto a eficiência energética. As lâmpadas halógenas que são uma variação destas. Atrelado a este cenário. Elas têm seu uso voltado a iluminação decorativa direcionada. e menos eficiente. vem acompanhando a exploração das reservas naturais para obtenção de energia. A iluminação é responsável por cerca de 17 % do total da eletricidade utilizada no país. Com inúmeras vantagens sobre as formas de iluminação convencional. Os LEDs estão evoluindo a cada dia e sua utilização está se tornando universal. contribuindo. possibilitando seu uso com pequenos refletores. em nível nacional. são as lâmpadas incandescentes. decorativa e até mesmo vem tomando corpo na iluminação pública. pois podem ser fabricadas em tamanhos reduzidos. como a crise do petróleo ocorrida na década de 70 e. a ser substituída pelos LEDs. é utilizada para a obtenção de energia luminosa (COSTA. Uma das formas mais comuns de . a população de uma maneira em geral. por possuírem a menor eficiência luminosa e vida útil dentre as lâmpadas disponíveis atualmente. o consumo total de energia quase triplicou. muitos investimentos estão sendo realizados para melhorar a eficiência energética e disponibilizar esta tecnologia para o mercado em geral.INTRODUÇÃO Nos últimos tempos. sendo que 19 % do consumo total são usados em edifícios comerciais e públicos (BONATES. A primeira forma de geração luminosa. principalmente voltadas para o consumo de energia elétrica e longa durabilidade. este tipo de fonte de luz está começando a ser utilizado em todos os ramos da iluminação. seja a geral. tendem a ser substituídas rapidamente. 2004). O processo de globalização e a instauração de uma economia altamente competitiva vêm exigindo das empresas maiores eficiências em todos os sentidos. cerca de 40 % a 45 % da eletricidade consumida por um prédio comercial. automotiva. para a melhoria da qualidade das edificações. Sendo que. Desta forma. 2000). e do uso dos recursos do meio ambiente. Esta constante exploração dos bens naturais acaba por gerar problemas em nível mundial. quanto na redução no consumo de energia elétrica.

utilizando diferentes tipos de LEDs.calor. porém acredita-se que em breve começarão a surgir as primeiras normas nacionais para reger este tipo de produtos. onde as halógenas não são aptas. o que amplia as possibilidades para a utilização do modelo proposto. 12 volts. e para tanto fazem necessário o uso de um transformador para reduzir a tensão de rede elétrica. Neste contexto este trabalho visa o estudo e a avaliação e proposta de uma solução a base de LEDs que substitua estas lâmpadas. a redução nos custos de manutenção e a melhora do conforto térmico do ambiente. .16 se encontrar este tipo de lâmpadas. é em refletores dicróicos. Por não emitir radiação infra-vermelha . sem a necessidade da troca do transformador da instalação. é possível alterar a cor da luz gerada. Além disso. porém ganhando com a redução no consumo de energia. São amplamente utilizados em decorações de vitrines. Como se trata de uma tecnologia recente. não há ainda padrões brasileiros para tal. poderão ser utilizadas também em aplicações sensíveis a este tipo de radiação. juntamente com a luz. Tipicamente operam em baixa tensão. conhecidos como MR16. Assim o usuário poderá simplesmente retirar a lâmpada halógena de sua aplicação e colocar uma outra lâmpada de mesmas características físicas. móveis ou iluminação de destaque.

Assim as lâmpadas atuais desde modelo poderão ser substituídas de maneira simples e diretamente. É objetivo também que a lâmpada proposta apresente as mesmas ou melhores características luminosas e que possibilite sua ligação na mesma instalação onde as lâmpadas halógenas estão conectadas. uma análise das fontes utilizadas para alimentação destas lâmpadas e a análise elétrica e luminotécnica da lâmpada a base de LED proposta. por estas que são propostas neste trabalho. Os objetivos específicos do trabalho são a análise dos LEDs de potência. o aumento na durabilidade da lâmpada e a geração de luz livre de radiação infra-vermelha e ultra-violeta. Esta substituição trará benefícios como a redução no consumo de energia. a avaliação luminotécnica lâmpadas halógenas. .17 OBJETIVO O objetivo geral deste trabalho é propor e implementar uma topologia de lâmpada a base de LED para ser uma alternativa na substituição das tradicionais lâmpadas halógenas do tipo MR16.

Fonte: OSRAM. e uma breve abordagem sobre os tipos de lâmpadas existentes no mercado atualmente. Um exemplo de aplicação para este tipo de iluminação pode ser visto na figura 1-1. bancos. segurança e orientação dentro de um determinado ambiente. indústrias etc. seja ela natural ou artificial. Está intimamente associado às atividades não laborativas. bibliotecas.18 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Será apresentada a seguir a referência bibliográfica referente aos conceitos luminotécnicos.1 ILUMINAÇÃO DE AMBIENTES Para um projeto de iluminação. que estimulam a atividade. igrejas . Figura 1-1 .Iluminação para atividade laborativa – escritório. o primeiro e mais importante parâmetro a ser determinado é qual será o propósito da iluminação. restaurantes. 1. Está intimamente associado às atividades laborativas e produtivas – escritórios. escolas. seja na criação de efeitos especiais com a própria luz como no destaque de objetos e superfícies ou mesmo do próprio espaço. não produtivas. Este irá determinar o tipo de luz que o ambiente necessita. Para este tipo de aplicação são utilizadas lâmpadas de cor fria. museus e galerias. de lazer. O primeiro visa à obtenção de boas condições de visão associadas à visibilidade. Em iluminação de ambientes citam-se dois tipos principais. estar e religiosas – residências. 2008 O segundo tipo utiliza a luz como instrumento de ambientação do espaço.

raios gama. existem outros tipos de radiação eletromagnética como.19 etc. dita visível. radiação infravermelha. As características e efeitos destas radiações são determinados pela sua frequência e. Um exemplo de aplicação para este tipo pode ser observado na figura 1-2. Comprimentos de onda não compreendidos nessa faixa possuem outras funções como pode ser visto na figura 1-3 e não podem ser detectados pelo olho humano. Assim como a luz visível. Os comprimentos de onda que podem produzir uma sensação visual estão compreendidos na faixa de 380 à 740nm. 2008 Possui um tom mais amarelado. ondas de rádio. radiação ultravioleta.Iluminação para atividade não laborativa – residência. Figura 1-2 .2 A LUZ E SUAS CARACTERÍSTICAS A luz. dentre outros. Fonte: OSRAM. observado devido a sua natureza ondulatória. consequentemente. podem-se citar os raios x. . pelo seu comprimento de onda. 1. pode ser traduzida como uma radiação eletromagnética que tem a propriedade de impressionar o olho humano. geram uma sensação de conforto e relaxamento (OSRAM. por exemplo. 2008). cuja tonalidade da cor emitida é conhecida como cor quente.

2. A cor é a componente da sensação visual que depende fundamentalmente da distribuição espectral da luz. sofre desvio e continua em seguida o trajeto retilíneo (OSRAM. cada cor está associada a um comprimento específico como pode ser visto na figura 1-3 que apresenta o espectro de luz visível ao ser humano e as cores com seus respectivos comprimentos de onda.21 Figura 1-3 .Divisão do Espectro Eletromagnético. A cor branca pura é gerada quando todos os comprimentos de onda visíveis são gerados ao mesmo tempo (OSRAM. 2008). quando o seu estímulo é processado pelo sistema nervoso do olho e interpretado pelo cérebro. . 2008). Dentro da faixa de comprimentos de onda da luz. Quando refletida ou refratada. 1. Uma cor específica somente consegue ser distinguida de outra.1 A Cor A colorimetria é a ciência que estuda os fenômenos relacionados com a cor. Fonte: OSRAM. 2008 A luz possui uma velocidade aproximada de 3x108 m/s em linha reta no vácuo. A colorimetria na prática utiliza métodos comparativos “color matching” associados com medições de fenômenos físicos correlatos com a percepção da cor.

e são denotadas por X. Por meio de uma transformação matemática. . A premissa do modelo foi a padronização dos iluminantes (fontes de luz) e das características do observador. Em 1931. 2008 1 2 CIE .2. a CIE elaborou o primeiro modelo para a cor. conforme apresentada na figura 1-4. Fonte: SCHUBERT.CIE1 foi criada em 1913. Z (GAMBA. verde e azul.Diagrama CIE 1931. dessa forma é possível expressar o diagrama de cromaticidade em uma representação em duas dimensões.2 Padronização da cor A Comissão Internacional de Iluminação . Y. A quantidade de RGB necessária para gerar uma cor em particular é chamada de tristimulus values. os 3 valores XYZ são normalizados para que Y sempre assuma o valor de 100. A CIE elaborou um diagrama de cromaticidade utilizando os valores das grandezas matemáticas dos tristímulos2. como fórum para troca de informações e padronização de grandezas relacionadas à iluminação. baseado na percepção de cor e totalmente independente de qualquer dispositivo e das características da fonte e da emissão. 2008).comission Internationale de l`Eclaire ou em português comissão internacional de iluminação Tristímulos – refere-se prática de criar e especificar cores utilizando os três estímulos de cor: vermelho.22 1. Figura 1-4 .

Lâmpadas Incandescentes – Neste tipo de lâmpada a emissão de luz é resultado da incandescência de um filamento espiralado devido à passagem da corrente elétrica.23 A curva em forma de ferradura é o lugar geométrico das cores espectrais. foram desenvolvidas lâmpadas que realizam a transformação desta em energia luminosa. elétricas. 2004 Dentre as lâmpadas incandescentes. A seguir será apresentada uma breve explicação referente ao princípio de funcionamento de cada uma. lâmpadas de descarga e lâmpadas de estado sólido. apenas cerca de 5% da energia consumida é convertida em luz. O esquema desta lâmpada pode ser visto na figura 1-5. 1. e o resto é perdido como calor. e o espaço limitado em seu interior. cada fonte luminosa é ajustada para que possibilite o melhor resultado para a aplicação a que é desenvolvida. Fonte: ANDRÉ. é possível separar a família de lâmpadas halógenas que é um tipo de lâmpada incandescente com o bulbo de vidro compreendendo um .3 FONTES PARA GERAÇÃO DE LUZ Para a geração de luz artificial utilizando a eletricidade como fonte de energia. Figura 1-5 . As cores situadas na borda do diagrama são as cores monocromáticas (SCHUBERT. Estes são formados respectivamente pelas lâmpadas incandescentes. Em um bulbo selado cheio de gás. representa toda a gama de cores possíveis. Basicamente estas lâmpadas se dividem em três grandes grupos. Com características específicas.Estrutura da lâmpada incandescente. 2008). de aquecimento e principalmente pelas características da luz. uma corrente elétrica circula através de um filamento de tungstênio que o faz brilhar. As lâmpadas incandescentes são irradiadores térmicos.A vida útil de uma lâmpada incandescente comum fica em torno de mil horas. Com esse método de geração de luz. seja por características mecânicas.

Uma descarga elétrica é estabilizada entre os eletrodos que ficam alojados em um invólucro de óxido de alumínio sinterizado. daí surge o nome dos diferentes tipos destas lâmpadas. Por isso a durabilidade das lâmpadas halógenas é superior a das lâmpadas incandescentes comuns com aproximadamente duas mil horas de operação (OSRAM. que transforma a radiação ultravioleta da descarga elétrica em luz visível. criando assim um ciclo regenerativo. contra a durabilidade normal de mil horas das incandescentes. As lâmpadas de descarga de alta pressão também operam a partir de arcos de descarga. Este princípio pode ser obtido através de diferentes metais e materiais de preenchimento interno. Neste material ocorrem as .24 gás inerte e halogênio. faz com que as partículas se depositem de volta no filamento. 2009).Estrutura da Lâmpada Fluorescente. Fonte: ANDRÉ. Estes gases se combinam com as partículas de tungstênio desprendidas do filamento. dentre estas as mais comuns pode-se citar as de vapor de sódio. as fluorescentes chegam a ter vida útil acima de dez mil horas de uso. porém neste caso há um arco constante entre dois eletrodos que fornecem a luz. Além das lâmpadas fluorescentes à baixa pressão. existem lâmpadas que trabalham com gás a alta pressão. Praticamente todas as lâmpadas de descarga necessitam de reatores e ignitores para dar partida e limitar a corrente que circula por seu interior (OSRAM. O esquema interno das lâmpadas fluorescentes é mostrado na figura 1-6. Lâmpadas de Estado sólido – Neste tipo de lâmpada a geração de luz se dá pela passagem de corrente elétrica por um material semicondutor. Nas lâmpadas fluorescentes. o invólucro apresenta uma cobertura de fósforo. Figura 1-6 . somada à corrente térmica dentro da lâmpada. Essa combinação. 2004 Além de serem de duas a quatro vezes mais eficientes em relação às lâmpadas incandescentes. 2009). vapor mercúrio e Multi-vapor metálico. Lâmpadas de Descarga – A geração de luz é efetuada pela passagem da corrente elétrica em um gás ou uma mistura de gases.

Fluxo Luminoso (φ) – É a radiação total da fonte luminosa. entre os limites de comprimento de onda de 380 nm a 780 nm.25 interações energéticas dos elétrons. Fonte: LUMILEDS. Dopando-se com fósforo. percebida pelo olho humano.Estrutura do LED de potência. . Utilizando-se fosfeto de gálio com dopagem de nitrogênio.4 GRANDEZAS E UNIDADES DE ILUMINAÇÃO Os conceitos apresentados nesta seção darão auxílio para o entendimento dos elementos da luminotécnica que são de grande relevância para a interpretação dos parâmetros ópticos das lâmpadas. a luz emitida pode ser verde ou amarela. Figura 1-7 . dentro destes estão os LEDs brancos que possibilitaram a utilização destes dispositivos para a iluminação em geral. A luz emitida por eles é monocromática. 2007). que acabam por liberar energia na forma de calor e fótons de luz. da construção e da impureza de dopagem do semicondutor. 1. 2008 Atualmente. A construção básica de um LED de potência pode ser vista na figura 1-7. o qual é o foco deste trabalho. de acordo com a concentração. Eles podem ser construídos de formas diferentes e este assunto será abordado detalhadamente mais a frente (OLIVEIRA. com o uso de outros materiais. Sua unidade é o 3 LEDs – Lighting emmiting diodes ou em português Diodos emissores de luz. consegue-se fabricar LEDs que emitem luz de todas as cores. e a cor é. portanto. dependente do cristal. a emissão pode ser vermelha ou amarela. Os conhecidos LEDs3 são os componentes que possibilitam esta transformação.

Temperatura de Cor – É a grandeza que expressa a aparência de cor da luz. . Intensidade Luminosa (I) – É o fluxo luminoso irradiado na direção de um determinado ponto. A “luz quente” é a que tem aparência amarelada e temperatura de cor baixa: 3000 K ou menos. 1998). a menos que sejam refletidos em uma superfície e aí transmitam a sensação de claridade aos olhos. mais branca é a cor da luz. É expressa em candela (cd). Sua unidade de medida é o LUX (COSTA.26 lúmen (lm). Como o fluxo luminoso não é distribuído uniformemente. Sua unidade é a candela por metro ao quadrado (cd/m2) (COSTA. 2006). Na figura 1-8 é mostrada esta relação. Indica o fluxo luminoso de uma fonte de luz que incide sobre uma superfície situada a certa distância desta fonte. Essa sensação de claridade é chamada de Luminância. para ambientes diferenciados pela atividade exercida e relacionados ao conforto visual. relacionada à superfície a qual incide. dentro de um ângulo sólido de 1 esferoradiano. 1998). Quanto mais alta a temperatura de cor. A definição para a leitura de uma intensidade luminosa de 1 cd pode ser entendida como a potência óptica emitida por uma luz monocromática de 1/683 W com um comprimento de onda de 555 nm. a iluminância não será a mesma em todos os pontos da área em questão. Comparando com candelas pode-se dizer que 1 cd é igual a 1 lúmen por esterroradiano (SCHUBERT. A “luz fria”. os raios de luz não são vistos. 2006). 1998). com temperatura de cor elevada: 6000 K ou mais. Na prática. A “luz branca natural” é aquela emitida pelo sol em céu aberto ao meio-dia. tem aparência azul-violeta. Toda a intensidade de luz medida pode ser traçada em candelas (SCHUBERT. Iluminância ou Iluminamento (E) – É a luz que uma lâmpada irradia. é a quantidade de luz dentro de um ambiente e pode ser medida com o auxílio de um luxímetro. ao contrário. Em outras palavras. nenhuma é visível. Uma luz monocromática emitindo uma potência óptica de 1/683 W com comprimento de onda de 555nm tem fluxo luminoso de 1 lúmen. é a Intensidade Luminosa que emana de uma superfície. pela sua superfície aparente. isto é. cuja temperatura de cor é de 5800K. Existem normas especificando o valor mínimo da iluminância média. Sua unidade é o Kelvin (K) (COSTA. Considera-se por isso a iluminância média (Em). Luminância (L) – Das grandezas mencionadas.

. Quanto mais baixo o índice. 2008 Índice de Reprodução de Cores (IRC) – É a medida de correspondência entre a cor real de um objeto ou superfície e sua aparência diante de uma fonte de luz. Postos de gasolina. estacionamentos Na figura 1-9 é ilustrada a influência do índice de reprodução de cores. ou o mais próximo possível da luz natural. deve permitir ao olho humano perceber as cores corretamente. Lâmpadas com IRC de 100 % apresentam as cores com total fidelidade e precisão.Temperatura de cor. É possível observar na tabela 1-1 os índices de IRC usualmente utilizados em vários tipos de ambientes. 2004). como regra.27 Figura 1-8 . escritórios Áreas de circulação. Ginásios Depósitos. mais deficiente é a reprodução de cores. Fonte: OSRAM. Escadas. Indústrias Vias de tráfego.2008) IRC 100 80 60 40 QUALIDADE Excelente / Muito bom Bom / Razoável Regular Ruim USOS Testes de cor. Tabela 1-1 . quando iluminando um determinado objeto (ANDRÉ. residências. lojas.IRC x Incicações (OSRAM. Oficinas. Canteiros de obras. Os índices variam conforme a natureza da luz e são indicados de acordo com o uso de cada ambiente. A luz artificial.

Influência do IRC Fonte: OSRAM. com paredes que reflitam a luz ao mínimo. a não ser que esteja especificado diferentemente. varrendo toda a circunferência ao redor da fonte. T 5 S Ó D IO Figura 1-10 . A intensidade luminosa geralmente é representada na direção transversal e longitudinal. Na figura 1-10 é apresentado um gráfico com a eficiência das principais fontes de luz. 1998). partindo do centro do diagrama. Esta. deve ser uma fonte luminosa . Assim esta relação é conhecida como eficiência energética e sua unidade de medida é o lúmen/Watt (lm/W) (COSTA. São adquiridos valores sempre em candelas. mas também pelas diferentes potências que consomem. no qual se considera a lâmpada ou luminária como um ponto no centro do diagrama. 2008 Eficácia Energética – As lâmpadas se diferenciam entre si não só pelos diferentes fluxos luminosos que irradiam. As medidas são realizadas em uma sala completamente escura. M IS T A LE D Luxe o n I M E R C ÚR IO M E T Á LIC A LE D R e be l F LUO R .Eficiência de cada modelo de lâmpada. Fonte: INTRAL.Essa curva é representada em um diagrama polar. 120 100 80 lm/W 60 40 17 20 0 19 20 50 80 113 100 104 IN C A N D . 2008 Curva de Distribuição Luminosa . como pode ser visto na figura 1-11. Para poder compará-las é necessário que se saiba quantos lúmens são gerados por watt absorvido.28 Figura 1-9 .

que formam o receptor RGB do olho.29 de 1000 lúmens. Figura 1-11 . São identificados três diferentes tipos de visão. as sensíveis a faixa de espectro correspondente a cor vermelha. de acordo com a sensibilidade de cada uma das células do olho. Internamente ao globo ocular existe a retina. Os bastonetes são mais abundantes e mais sensíveis que os cones.Curva de distribuição de intensidades luminosas para uma lâmpada fluorescente isolada (A) ou associada a um refletor (B). identificando a intensidade luminosa em cada abertura.5 SENSIBILIDADE VISUAL O olho humano é receptor do corpo humano responsável pela captura do espectro visível emitido pelas fontes de luz. A relação dos tipos de visão está representada na figura 1-12. 2008 1. As células responsáveis pela captura das cores são identificadas como cones e os bastonetes. . Dentre os cones é possível identificar mais três divisões de células. para diferentes regimes de luminosidade. sendo que a curva de distribuição luminosa é obtida ligando-se as extremidades desses vetores (OSRAM. que é a parte sensora de luz. cor verde e cor azul. São traçados vetores a partir do ponto central. Fonte: OSRAM . 2008).

quando os níveis de luminância são de 0.003 cd/m². entretanto o senso de cor é essencialmente perdido no regime de visão escotópica.003 cd/m² até 3 cd/m². por fim.Faixa de atuação dos tipos de visão. 2006 A visão fotópica refere-se a visão em ambientes com altos níveis de luminância. quando os sensores do olho são basicamente dos bastonetes. como a sensibilidade visual depende do comprimento de onda e da . 2006). Figura 1-13 . acima de 3 cd/m². Existe. Eles têm muito mais sensibilidade que os cones. Fonte: SCHUBERT.Sensibilidade das células sensoras do olho humano. a visão mesópica que se situa entre os níveis de luz da visão escotópica e fotópica. como a noite. aparentando ter apenas diferentes tons de cinza. Este tipo de visão ocorre quando a luminosidade do ambiente está a níveis inferiores a 0.30 Figura 1-12 . Em situações de baixa luminosidade como uma noite sem lua. A visão escotópica refere-se à visão do olho humano quando os níveis de luminância são baixos. Na figura 1-13 é possível observar a sensibilidade de cada célula do olho humano para os diferentes comprimentos de onda (SCHUBERT. Fonte: SCHUBERT. os objetos perdem sua cor. 2006 Então.

figura 1-14 relata aproximadamente em que comprimentos de onda os maiores níveis de sensibilidade do olho humano são identificados. Como resumo. contrastes dentre outros. Figura 1-14 . Um determinado ambiente provido de luz natural e/ou artificial. qualidade da luz e sua distribuição. maior será a intensidade de sensação luminosa com pouca luz. e quanto maior comprimento de onda (tons mais próximos ao laranja e vermelho).6 CONFORTO LUMISOSO O primeiro nível para ser avaliado sobre o que é o conforto luminoso refere-se à resposta fisiológica do usuário. Para a área de conforto térmico. as freqüências desse ruído. quanto menor o comprimento de onda (tons mais próximos ao violeta e azul).Curva de sensibilidade visual do olho humano. teremos a temperatura do ar. 2006). O mesmo raciocínio serve para as outras áreas do conforto ambiental. a ventilação no ambiente. ou seja. 2008 Por este motivo que uma cor branca fria (cor azulada) aparenta ter um melhor rendimento à noite. Para a área de acústica. a umidade relativa.31 luminosidade do ambiente. teremos certo nível de barulho (ruído de fundo medido pelo seu nível de intensidade sonora em dB(A). produz estímulos ambientais. menor será a intensidade de sensação luminosa com pouca luz (SCHUBERT. sua distribuição e propagação etc). Fonte: OSRAM. um certo resultado em termos de quantidade. 1. uma certa quantidade de .

Iluminação de tarefa: as luminárias são instaladas perto da tarefa visual e do plano de trabalho iluminando uma área muito pequena. Sistema secundário . para desenvolvermos determinadas atividades visuais. auditivo e termo-metabólico e a elas responderá. numa abordagem mais criativa.1 Os Sistemas de Iluminação Os sistemas de iluminação de ambientes podem ser divididos em dois grandes grupos. num primeiro momento. visual. Quanto melhores forem as condições propiciadas pelo ambiente. Todos esses estímulos ambientais são físicos. objetivos e quantificáveis.este sistema dá ênfase à “personalidade” do espaço. Geralmente. Quanto menor for o esforço de adaptação do indivíduo. É avaliado pela forma com que as luminárias são distribuídas no ambiente e pelos efeitos esperados. O usuário sentirá todas estas variáveis físicas do espaço por meio de seus sentidos. como um objeto ou uma superfície. Iluminação localizada: concentra-se a luminária em locais de principal interesse. pois possibilita a formação de várias cores. que são: Iluminação geral: distribuição aproximadamente regular das luminárias pelo teto. gôndolas. 5 ou até 10 vezes maior em relação à luz geral ambiente. O uso de LEDs adapta-se perfeitamente a este tipo de iluminação. Este tipo de iluminação é útil para áreas restritas de trabalho em fábrica.32 insolação dentre outros. Esta parte do sistema pode ser ainda dividida em outros quatro grupos: Iluminação de destaque: coloca-se ênfase em determinados aspectos do interior arquitetônico. menor será o esforço físico que o olho terá de fazer para se adaptar às condições ambientais e desenvolver bem a atividade em questão. Do ponto de vista fisiológico. chamando a atenção do olhar. Este efeito pode ser obtido também posicionando a luz muito próxima à superfície a ser iluminada. uniformidade.6. livre e não tão “funcional”. objetos. esse efeito é obtido com o uso de pontos de luz. nosso olho necessita de condições específicas e que dependem muito das atividades que o usuário realiza. a sua “ambientação” por meio da luz. gerando visuais modernos e reduzindo o consumo de energia. 1. Sistema Principal – caracteriza-se pela iluminação funcional do plano de trabalho. Exemplo: paredes. displays e . Este sistema ainda é dividido em três subgrupos. criando-se uma diferença 3. através de sensações. maior será sua sensação de conforto.

sancas e corrimãos dentre outros. Iluminação de efeito: enquanto na luz de destaque procuramos destacar algo. pois toda a luz deve ser. arquitetônica. estão apenas sendo escolhidos elementos arquitetônicos para servirem de suporte à luz (OSRAM. contrastes de luz e sombra etc. Deve-se tomar cuidado com esse termo. como cornijas. 2008). Nesse caso. destacando o objeto mais do que iluminando o próprio espaço. Iluminação decorativa: aqui não é o efeito de luz que importa. estar em perfeita integração com a arquitetura. Iluminação arquitetônica: obtida quando posicionamos a luz dentro de elementos arquitetônicos do espaço. arandelas coloniais e velas criam uma área de interesse no ambiente.33 quadros entre outros. Ex: Lustres antigos. aqui o objeto de interesse é a própria luz: jogos de fachos de luz nas paredes. mas o objeto que produz a luz. . Ou seja. por definição.

têm se mostrado uma fonte luminosa promissora para o futuro. em menos de 60 anos de sua descoberta. elétrica e luminosa. de forma que. amplamente utilizado na eletrônica. Neste capítulo serão apresentadas as principais características dos LEDs.DIODOS EMISSORES DE LUZ A sigla em Inglês LED significa Light Emitting Diode. criando assim uma fonte luminosa. Um diodo nada mais é. o que . Eles têm chamado a atenção de pesquisadores e projetistas e estão sendo introduzidos no mercado principalmente como substitutos das lâmpadas de filamento. Em qualquer junção P-N polarizada de forma direta. ocorrem recombinações entre as lacunas e os elétrons. seja liberada. que até então era livre. 2. principalmente devido a preocupação que o mundo tem demonstrado em relação ao esgotamento das fontes de energia. abrangendo a parte física.34 2 LEDS – DIODOS EMISORES DE LUZ A busca por fontes luminosas mais eficientes tem se intensificado nos últimos tempos. ele passa a emitir luz quando uma corrente elétrica interage com os elétrons de seu material. Os LEDs. ou em português Diodo Emissor de Luz. Existem vários programas governamentais e fundos de investimento que são dedicados à pesquisa de produtos mais eficientes e que agridem menos o meio-ambiente. não possuir metais pesados em sua fabricação (como no caso das lâmpadas fluorescentes) e estarem alcançando níveis de eficiência cada vez maiores. Com algumas variações em sua construção. com uma junção tipo P-N. Este processo de emissão de luz proveniente de uma fonte de energia elétrica é chamado de eletroluminescência. por possuírem um pequeno tamanho físico. foi possível transformá-lo em um produto competitivo e atrativo para o mercado de iluminação (LUMIERE-2009). As elevadas expectativas acerca dos LEDs mobilizaram o avanço das pesquisas sobre esse produto.1 LED . Essas recombinações forçam que a energia adquirida por esse elétron. do que um dispositivo semicondutor. A luz gerada na pastilha é essencialmente monocromática e é produzida pelas interações energéticas do elétron. quando cientistas britânicos conduziram experimentos com Arseneto de Gálio (Gallium Arsenide – GaAs) e descobriram os primeiros diodos de luz que emitiam baixo nível de luz infravermelha.

alumínio (Al). 2. de acordo com a relação de cada um destes componentes. utilizada em LEDs emissores de luz azul. de forma a se obter várias cores no espectro. nos diodos comuns ou fótons de luz e calor nos diodos tipo LED. 2007). dependente do cristal e da impureza de dopagem com que o componente é fabricado.2005).Comprimento de onda das cores. portanto. e AlInGaP. fósforo (P). cada comprimento de onda emitido na faixa visível corresponde a uma cor específica (CERVI. e a alteração da mistura desses elementos. os LEDs deixaram de ser componentes utilizados somente para sinalização de pequeno porte e passaram a ser empregados em aplicações em iluminação antes dificilmente abrangíveis. utilizada em LEDs emissores de luz vermelha. índio (In) e nitrogênio (N). pode-se variar os comprimentos de onda emitidos. Como a luz gerada é praticamente monocromática. também dependendo da relação utilizada na mistura destes componentes. ou da relação dessa mistura. verde e branca.1. Figura 2-1 . a radiação emitida se concentra em uma faixa de comprimento de onda muito estreito. arsênio (Ar).35 ocorre na forma de calor. a cor emitida é. 2005 O comprimento de onda resultante da excitação do cristal de um LED é determinado pelos elementos químicos utilizados na construção do cristal semicondutor. Fonte: CERVI. Na figura 2-1 é possível observar as cores geradas para cada comprimento de onda. Dentre esses elementos estão o gálio (Ga). Assim. Comparações entre as eficiências . laranja e amarela. Os compostos mais usados são InGaN. Como visto anteriormente.1 CARACTERÍSTICAS DOS LEDS Com as constantes melhorias apresentadas. altera o comprimento de onda da luz emitida (OLIVEIRA.

É é a ciência que mede a luz em termos de sua potência absoluta. deve-se obter valores acima de 150 lm/W em 2010.É o ramo da óptica que se preocupa em medir a luz. um LED de potência com eficácia luminosa de 161 lm/W para LEDs na cor branco frio com 4689K utilizando uma corrente de 350 mA o que consagraria seu uso na iluminação pública. mostram o potencial que estes dispositivos têm. Esses produtos já existem tecnicamente. para serem inseridos em maior volume em inúmeras aplicações do mercado. Na figura 2-2 pode ser vista a projeção da evolução dos LEDs segundo o U.S DOE . O desafio agora é conseguir fabricá-lo em escala comercial. para os LEDs tipo branco frio. 2008).36 luminosas das lâmpadas incandescentes. em termos de como seu brilho é percebido pelo olho humano. fluorescentes e de descarga e o seu tempo de vida útil. sendo assim representando quanto brilha e quanto o dispositivo é eficiente em termos de consumo de energia. em 20 de novembro de 2008. de forma fotométrica4. uma vez que a eficiência luminosa máxima (teórica) obtida a partir de LEDs brancos é entre 160 e 250 lm/W. Com estes dois combinados. Lúmen é a medida da intensidade percebida da luz e Watt é a medida padrão para potência. DOE (U. dependendo da temperatura de cor e índice de reprodução de cores obtidos. A medida da intensidade do brilho dos LEDs. tem-se uma definição da eficiência óptica da potência consumida. Radiometria . quando o comprimento de onda emitido por ele está no espectro visível do olho humano. 4 Fotometria . A empresa CREE anunciou na revista Led Magazine. Para comprimentos de onda que não estão visíveis ao olho humano. DOE. 5 . apresentada em setembro de 2008. e acima de 200 lm/W ao final da próxima década. dado em mW. Este valor deve ser aumentado ainda mais nos próximos anos devido ao crescente interesse de pesquisadores e governos nesta tecnologia. 2008).S. Mesmo assim isto representa que ainda há espaço para o incremento de eficiência destes dispositivos (LED MAGAZINE.S. descreve a potência radiante associada a um dado comprimento de onda. em lúmens. Sua unidade é o miliwatt (mW). é medida geralmente. como royal blue a medida é feita pelo método radiométrico5. Conforme pesquisa realizada pelo U.

assim. Nos LEDs é possível a utilização de lentes refletoras diretamente sobre a pastilha emissora de luz. grande parte deste fluxo é irradiado em direções onde não há interesse e acaba sendo absorvido pelas superfícies sem contribuir de forma plena para a iluminação do ambiente mesmo com o uso de luminárias para o direcionamento da luz. Também não apresentam gás ou filamento para 6 A expectativa de 20 anos é considerando o uso de 8 horas por dia e 30 dias por mês do LED K2 da Philips .Prize Competition.000 horas. 2007). 2008). pois podem atingir uma vida útil elevada. podendo ultrapassar às 100. chegando a casa dos 20 anos6. Os LEDs apresentam outros benefícios. 2008 Um detalhe importante a ser analisado é que o fluxo luminoso característico de uma lâmpada convencional é irradiado em todas as direções e. Os LEDs apresentam uma vida útil muito elevada. garantindo assim a continuidade de operação independentemente das condições do local de uso.S. Apresentam também um baixo custo de manutenção.37 Figura 2-2 . o que direciona a luz e pode representar um aproveitamento de praticamente 100% da energia luminosa produzida dependendo da aplicação (OLIVEIRA. DOE. resistência a grandes variações de temperatura (de -20 ºC a 120 ºC) e a vibrações.Marcas da indústria sobre eficácia dos LEDs L . Fonte: U. se forem utilizados valores de corrente abaixo de seus limites máximos e um bom gerenciamento térmico (LUMILEDS. dos quais é possível citar sua confiabilidade.

Entretanto. 2007). 2005) Os LEDs possuem um grande mérito com as questões ambientais. é diretamente dependente da temperatura da junção semicondutora e da forma como a energia é fornecida a eles. bem como a emissão de radiação ultravioleta que podem causar a degradação da imagem. 2007). devido ao seu menor consumo de energia. cita-se que o famoso quadro “Mona lisa” de Leonardo Da Vinci. DOE cerca de 22 % do total de energia consumida nos Estados Unidos é para iluminação) e que a queima de carvão e petróleo ainda é uma das principais fontes de energia elétrica. bem como a eficiência e a coloração dos LEDs. radiação esta que é intrínseca nas lâmpadas de filamento. . a emissão de carbono na atmosfera também seria reduzida (PERIN. o que resulta em uma baixa irradiação de calor. incluindo as lâmpadas compactas (U. Lumileds. no processo de fabricação. 2008). evita-se a geração de radiação infravermelha responsável pelo aquecimento do ambiente. Assim com a adoção das lâmpadas de estado sólido para a iluminação em geral. para gerar um pulso de alta tensão para sua partida.S.38 geração de luz. DOE. É conhecido que a iluminação representa uma grande porcentagem da energia consumida no mundo (segundo o U. Como não necessitam de ignitores ou como as lâmpadas fluorescentes e HID. passou a ser iluminado por uma luminária com sete LEDs reunidos de forma que alcançassem um IRC maior que 90. todas estas vantagens. Como é possível delimitar os comprimentos de onda a serem emitidos. Assim foi possível evitar o efeito de aquecimento (radiação infra-vermelha). os dispositivos de acionamento também se apresentam mais seguros. é proporcionada uma maior segurança ao usuário. Como curiosidade. operando com corrente de 700mA e temperaturas de junção de até 140 ºC. (LED MAGAZINE. Com essa nova tecnologia o sistema de dimerização também se torna mais simples. este processo é bastante complicado e por isso pouco comum na maioria das aplicações gerais. Devido às baixas tensões a que os LEDs operam. exposto no Museu de Louvre em Paris.S. como lâmpadas fluorescentes e HID. nas fontes luminosas convencionais de alta eficiência. caso que. pois não necessitam de mercúrio (considerado altamente tóxico) como todas as lâmpadas fluorescentes. Um dispositivo eletrônico de alta confiabilidade e um bom sistema de estabilização térmica deve ser utilizado para prover o correto desempenho de uma luminária de LEDs (PERIN.

2 Tipos de LED Existem disponíveis no mercado várias formas e tamanhos de LEDs. • LEDs de alto brilho: emitem em um comprimento de onda específico e não necessitam de filtros ópticos. As cores mais comuns destes tipos são vermelha. determinará a máxima potência térmica que poderá ser dissipada pelo encapsulamento. Estes LEDs são usualmente aplicados onde não se necessita de uma grande intensidade luminosa. verde e amarela. A máxima temperatura de operação é determinada pelas considerações de desempenho. juntamente com a máxima temperatura de operação. Na figura 2-3 são apresentados diversos tipos de encapsulamento dos LEDs e suas resistências térmicas. A resistência térmica do encapsulamento dos LEDs. 2007). Os mais antigos. o que representa uma potência em torno de 1 W. Estes LEDs já são utilizados para iluminação em ambientes internos. o que representa uma vida útil menor se comparado com os LEDs de potência. sendo que cada tipo apresenta um encapsulamento próprio. são de baixa potência e funcionam com correntes na faixa dos 20 mA. selecionando a cor emitida. Basicamente. introduzidos no final de 1960 e ainda utilizados para itens de baixa potência até os dias atuais. os LEDs se dividem em três categorias: • LEDs indicadores: geralmente utilizados em equipamentos eletro-eletrônicos para sinalização de status do equipamento. muitos estudos vêm sendo executados para a utilização destes LEDs em luminárias de iluminação pública (OLIVEIRA. como em semáforos. Assim.39 2. Os encapsulamentos que utilizam pads de dissipação feitos de alumínio ou cobre. Possuem um invólucro colorido que tem a função de filtro óptico. resultando em diferenciados tipos de feixes luminosos com ângulos de abertura específicos. sendo aplicados em projetos arquitetônicos e vitrines. 2006). Apostando nas inúmeras vantagens destes dispositivos. Seu encapsulamento não propicia uma troca térmica com o dissipador. têm uma resistência térmica de aproximadamente 250 K/W.1. pela degradação do encapsulamento e pelas considerações de eficiência quântica interna. dentre outros. possuem uma resistência térmica entre 6-12 K/W (SHCUBERT. caracteriza-se como LEDs de potência os que trabalham com correntes maiores que 350 mA. estes LEDs são geralmente transparentes e possuem uma eficiência maior que a dos LEDs indicadores. o que permite a extração de um fluxo luminoso maior. . pequenas lanternas. que transferem o calor diretamente a partir do chip para a placa de circuito impresso. • LEDs de potência: Por convenção. painéis eletrônicos.

2006 A tecnologia de LEDs teve um avanço exponencial nos últimos 10 anos. “Barracuda”-(d e e – LUMILEDS Corp. Esta tecnologia tem um potencial não só para alcançar os altos níveis de desempenho das mais eficientes fontes luminosas atuais. mas possibilitam também. Na figura 2-4 é possível observar a evolução das diferentes formas de fontes luminosas. Os nomes comerciais para estes encapsulamentos são “piranha”(b e c – Hewlett Packard Corp. Figura 2-4 .40 Figura 2-3 .).Evolução das fontes luminosas Fonte: LUMILEDS-2008 .) Fonte: SCHUBERT. ) e “Dragon”(d e e – Osram Opto Semiconductors Corp.Resistência térmica dos encapsulamentos de LEDs . multiplicando sua eficiência luminosa algumas vezes. uma nova concepção de design devido ao seu reduzido tamanho.(a)5 mm (b)perfil baixo (c)Perfil baixo com lead frame estendido (d) pad de dissipação (heatsink slug) (e) pad de dissipação mondado em placa de circuito impresso.

Parte da onda é absorvida pelo fósforo e retransmitida em uma vasta quantidade de comprimentos de onda complementares ao azul. Os primeiros Leds azuis surgiram nos anos 90. sinalização de objetos.1. se os três tipos de cones localizados na retina do olho humano são excitados em uma determina razão. Após a descoberta da luz azul. recoberto por uma camada de fósforo. etc. Conforme pode ser visto na figura 2-5 o resultado da combinação destas cores é a emissão de um feixe luminoso branco. A luz é percebida pelo olho humano com sendo branca. e gerar luz branca (LUMIERE-2009). o sistema RGB.3 LED de Luz Branca O primeiro passo que possibilitou o uso de LEDs como concorrentes das fontes tradicionais de luz foi a descoberta do diodo de luz branca. que são.3. Existem basicamente três formas para a obtenção da luz branca nos LEDs. os Leds verdes foram produzidos usando Gallium Phosphide (GaP). . isto é. sendo que. Em meados dos anos 70. A outra parcela de energia é absorvida pela camada de fósforo e convertida nas porções do espectro complementar ao azul. 2006). a utilização de um LED ultravioleta recoberto por uma camada de fósforo (similar as lâmpadas fluorescentes) e a utilização de um conjunto de LED’s de diferentes cores. com intensidades similares (SCHUBERT.1. os Leds coloridos já eram bastante utilizados na iluminação de fachadas. que tem comprimento de onda na faixa dos 450nm. usando Gallium Nitride (GaN). Uma parcela da luz azul atravessa a camada de fósforo. que permitiu assim sua aplicação também na iluminação de ambientes. 2.1 LED Azul Recoberto por Camada de Fósforo Este método é baseado no LED de cor azul. dez anos após a descoberta dos LEDs vermelhos. gerando a parte azul do espectro. foi possível avançar ainda mais. até então.41 2. a utilização de um LED azul recoberto por uma camada de fósforo.

Blue). 2.42 Figura 2-5 . isto não influencia na temperatura de cor. Este método é similar ao utilizado em tubos de lâmpadas fluorescentes. As bandas visíveis são originadas pelos fósforos e são independentes da corrente de polarização. recoberto por camadas de fósforo diferentes. Esta configuração apresenta um deslocamento da banda relativo à variação da corrente de polarização. vermelho e verde) formando o sistema RGB (Red. . que possam emitir as cores primárias (azul.Emissão espectral do LED Branco baseado em conversão por fósforo. Entretanto.S. pois a banda deslocada está numa faixa praticamente invisível.3. O fósforo absorve o ultravioleta e o converte em bandas nas cores primárias que quando combinados geram a luz branca.2 LED Ultravioleta Recoberto por uma Camada de Fósforo A segunda maneira de se obter a luz branca é a partir de um LED emissor de luz ultravioleta. 2007) A eficiência luminosa de LEDs baseados em conversores de radiação ultravioleta em luz branca é menor do que os baseados em LEDs azuis excitando fósforo amarelo (SCHUBERT. Esta redistribuição da onda também causa uma perda de eficiência.1. ainda é o método mais utilizado pois ainda gera uma eficiência energética aceitável. (OLIVEIRA. 2006 Essa técnica resulta em uma alta temperatura de cor e índice de reprodução de cor relativamente baixo. DOE. Green. 2008). 2006). atrelada a um simples processo de controle (U. resultando em uma temperatura de cor estável. Fonte: SCHUBERT.

2007).3.43 2. pode-se obter um resultado que fique próximo a qualquer cor dentro do plano formado por estes comprimentos de onda. o que causa um incremento significativo na complexidade do sistema de alimentação e controle (OLIVEIRA. Combinando-se as cores vermelhas.1. A obtenção da luz branca através desta metodologia é a mais eficiente de todas. Uma característica importante dos LEDs. 2005 .3 Conjunto de LEDs de Diferentes Cores A terceira maneira de obter-se o LED de cor branca consiste em misturar radiações de LEDs coloridos em proporções determinadas. Entretanto os custos com o complexo circuito de controle vide figura 2-6 desse sistema são mais elevados que os utilizados nos LEDs a base de fósforo. tornando-a bastante promissora. reduzindo sua eficácia luminosa e alterando a temperatura de cor resultante. Figura 2-6 . é que efeitos como temperatura de junção. que deve ser levada em conta. Fonte: CERVI.Controle de LEDs de sistema de RGB. através de um controle de intensidade luminosa de cada um destes feixes luminosos. tempo de utilização e corrente de polarização direta de cada cor de LED podem alterar de forma diferente. devido à necessidade de sensoriamento e comandos independentes para as diferentes cores emitidas no espectro. conforme pode ser visto na figura 2-7. verdes e azuis.

Esta técnica de controle dos LEDs não deve ser analisada simplesmente como um método para a geração de um feixe de luz branca. 2003 Este sistema apresenta várias vantagens em relação às outras formas de geração de luz a partir de LEDs.44 Figura 2-7 . 2. existe um valor mínimo de luz admissível pelos padrões impostos pelos clientes. Isto porque este sistema é ideal para aplicações arquitetônicas ou decorativas onde há a necessidade de se iluminar com diferentes cores. a alteração da cor conforme a temperatura ou conforme a estação do ano. A indústria de iluminação historicamente tem estipulado valores para permitir que os projetistas possam estimar os intervalos de troca de lâmpadas. ou pelas normas vigentes. possibilidade de ajuste da temperatura de cor e possibilidade para variação de cores. Essa característica não é observada nos LEDs de potência. até falhar e cessar a emissão de luz totalmente. a substituição do sistema deve ser efetuada. dentre outras inúmeras aplicações (CERVI. 2005). mas sim a geração de qualquer cor de luz a partir da mesma fonte luminosa. sendo que sua intensidade luminosa diminui progressivamente.2 MANUTENÇÃO DO FLUXO LUMINOSO DOS LEDS Geralmente as fontes de luz artificial tradicionais como as lâmpadas incandescentes. Na grande parte das instalações. dentre elas um alto índice de reprodução de cores. garantir nos níveis de . mas dificilmente se extinguirá totalmente. Quando houver diminuição da intensidade luminosa do ambiente pela falha das lâmpadas ou pela redução da intensidade luminosa.Geração de LUZ branca pelo sistema de RGB Fonte: SERPENGUZEL. fluorescentes e as lâmpadas de alta pressão mantém a emissão de luz com leve depreciação ao longo de sua vida útil. Este trabalho de substituição tem um custo extremamente elevado e pode chegar a 16 vezes o custo da lâmpada segundo estudo realizado pela PHILIPS LUMILEDS. por exemplo. um ambiente que altere a cor de tempos em tempos.

Figura 2-8 . ao término deste tempo. .S. um valor enquadrado na classificação B10 representa a quantidade de horas estimadas para que 10% da população de lâmpadas falhem totalmente.000 horas este processo leva em torno de 15 meses. porém mesmo testando-os em regime permanente 24 horas por dia e 7 dias por semana para um LED com expectativa de 50. Uma amostra estatística de lâmpadas é testada a uma temperatura ambiente de 25°C usando um ciclo de operação de 3 horas ligadas e 20 minutos desligadas. O tempo em que metade das lâmpadas falharem é indicado então como a vida média daquelas lâmpadas.000 horas o teste levaria 5. provavelmente os itens testados já estariam obsoletos. Para uma lâmpada com vida útil de 10.Illuminating Engineering Society of North America.7 anos.Manutenção luminosa de diferentes fontes de luz Fonte: U. a expectativa de vida de uma lâmpada fluorescente compacta é encontrada de acordo com os testes da norma LM-65 publicada pela IESNA7. Na figura 2-8 é possível visualizar a depreciação do fluxo de diferentes fontes de luz. Por exemplo. Por exemplo. 2008 Um LED raramente falha totalmente. A vida útil das fontes de luz tradicionais é indicada através de procedimentos de testes já consagrados e normalizados. Baseado no rápido desenvolvimento desta tecnologia. Diferente das lâmpadas tradicionais. DOE. a aplicação de ciclos de liga e desliga não é um fator determinante da vida dos LEDs. ao invés disto.45 iluminação mínima e comprovar os gastos do investimento inicial. diminui seu fluxo luminoso com 7 IESNA . Outra classificação comumente utilizada para as lâmpadas convencionais é o B50 conhecido também como vida média das lâmpadas.

esses dados são extrapolados para assim estimar a sua expectativa de vida.(LUMILEDS². As medidas entre as 1000 e 6000 horas são comparadas com o nível de intensidade inicial (1000 horas). Em grande parte das aplicações decorativas o valor de 50% de redução pode ser considerado. indicada por L50. indicada por L70. GELcore. autoridades de pesquisa e desenvolvimento de energia de New York. A IESNA desenvolveu um procedimento de teste para LEDs baseado em recomendações da ASSIST.46 o passar do tempo. A intensidade luminosa dos LEDs normalmente varia mais rapidamente durante as primeiras 1000 horas de operação.Alliance for Solid-State Illumination Systems and Technologies.. America Corporation. Assim. Baseado nesta pesquisa. que é publicado pelo LM 80. uma nova forma para estimar a durabilidade destes componentes precisou ser criada. Pesquisas da ASSIST mostram que 30 % de redução na intensidade luminosa também é aceitável para a maioria das aplicações de iluminação em geral. Tempo para manutenção da intensidade luminosa de 50 %. Se o nível L70 e L50 não forem atingidos durante as 6000 horas iniciais. a ASSIST propõe basicamente dois padrões para estimar a vida útil de um LED: • • Tempo para manutenção da intensidade luminosa de 70 %. 8 ASSIST . Nichia. Philips Lighting e a Agencia de proteção ambiental do s Estados Unidos. A ASSIST8 definiu que uma manutenção de fluxo luminoso de 70% entra no limite a que o olho humano consegue distinguir. Na figura 2-9 é apresentado um gráfico representando as medidas adquiridas nas primeiras 6000 horas de funcionamento do LED Luxeon K2 da PHILIPS LUMILEDS (LUMILEDS². 2009) . Então a intensidade luminosa é medida após este primeiro período de sazonamento e a partir daí é normalizada para 100%. quando a redução é gradual. 2009).é um comitê independente cujos participantes incluem a Boeing. Osram Sylvania/Osram Opto Semiconductors. Entretanto em aplicações mais específicas recomendase que este valor seja melhor analisado.

2009 Entretanto. embora o fabricante indique os valores de vida neste padrão.47 Figura 2-9 . Sua temperatura de trabalho e corrente de funcionamento são os principais fatores a serem analisados para garantir que seu desempenho seja de acordo com o esperado.Manutenção luminosa pelo tempo de operação LED LUXEON K2 Fonte: LUMILEDS².Relação da manutenção luminosa pela corrente de funcionamento Fonte: LUMILEDS². Nas figura 2-10 e figura 2-11 é possível visualizar os efeitos da redução da corrente e da redução da temperatura da junção na vida útil dos LEDs. externos a construção dos LEDs que influem no seu desempenho e vida útil. 2009 . Figura 2-10 . existem vários fatores.

traduz o tempo de manutenção da luminosidade levando em conta estes dois parâmetros (LUMILEDS².Relação da manutenção luminosa pela temperatura na junção do LED e corrente de operação Fonte: LUMILEDS².2009). 2009 Sendo assim. Quanto maior for a temperatura na junção do LED.1 GERENCIAMENTO TÉRMICO Um bom controle térmico de uma aplicação com LEDs é muito importante para garantir a expectativa de vida indicada e melhorar a performance do sistema de iluminação. representado pela figura 2-12. dada pelo fabricante.2. A máxima temperatura de junção da pastilha interna do encapsulamento. para que seja possível uma correta avaliação faz-se necessário juntar essas duas características. menor será a intensidade luminosa do dispositivo. O gráfico abaixo. é baseada no máximo estresse térmico do material que não pode ser excedido para evitar a falha precoce do semicondutor. A temperatura da junção é basicamente afetada pelos três parâmetros citados . 2009 2.48 Figura 2-11 .Relação da manutenção luminosa pela temperatura na junção do LED Fonte: LUMILEDS². Figura 2-12 .

Desta forma o calor gerado pelo driver não contribuirá para o aquecimento da junção do LED.A mais importante consideração para o sucesso do projeto é minimizar a quantidade de calor que precisa ser removida. até o dissipador é por meio de condução.Potência dissipada pelo LED. e o calor gerado pelo LED também não afetará a vida útil do driver (CREE.Melhorar a condutividade térmica entre o dissipador e o LED é muito útil para diminuir a temperatura da junção. no caminho térmico entre dois materiais. Figura 2-13 .2008 . .Caminho térmico entre a Junção do LED e as condições do ambiente.Influência do material de interface térmica no caminho térmico entre dois materiais Fonte: BREIDENASSEL. para convenção natural de resfriamento. Na figura 2-13 pode ser vista a influência de um material de interface térmica. . o caminho térmico a partir da pastilha.A segunda estratégia mais eficiente é minimizar a temperatura ambiente dentro da luminária. da pastilha do LED. . fonte de calor. permitindo um caminho desobstruído para o fluxo de ar. . geralmente é utilizada pasta térmica ou adesivos propriamente desenvolvidos para este fim. 2008).Temperatura ambiente nas imediações do LED. Então é importante separar o sistema eletrônico de controle de corrente. os vãos de ar são preenchidos e a área de troca térmica é aumentada. Como material de interface.49 abaixo: . devem ser realizadas as seguintes considerações: . Pode-se perceber que quando há um material de interface. Para isto devem ser analisadas as características da luminária. Quando um projeto utilizando LED de potência é realizado. Embora o calor removido do dissipador seja por convecção.

Finalmente. Se estiverem no plano horizontal. este bloqueará a formação de correntes de ar de convecção e reduzirá substancialmente a capacidade de resfriamento do sistema (CREE. É importante que a posição da placa/dissipador fique no plano vertical. . a orientação da placa do LED e/ou dissipador deve ser considerada cuidadosamente.50 . 2008).

1 % das lâmpadas dos domicílios brasileiros. Atualmente o preço médio de uma lâmpada fluorescente compacta é o triplo do valor de uma incandescente com características semelhantes. elas ainda mantêm seu uso em alta no Brasil. já em 2010. O Brasil apesar de possuir planos mais conservadores. que pretende extinguir o uso desses produtos nos próximos três anos. representando aproximadamente 37. Estima-se que estas mudanças no cenário internacional provocarão queda de preços também no Brasil. é que o país não fabrica as lâmpadas eficientes. principalmente por lâmpadas fluorescentes e LEDs. . quando as lâmpadas eficientes invadiram o mercado brasileiro. não esta fora desse cenário. 2007). Mesmo com a previsão da extinção das lâmpadas incandescentes. por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).Canadá : Anunciou a interrupção de vendas de lâmpadas incandescentes até 2012. Essas decisões. também farão com que ocorra a redução em seu preço. a extinção das lâmpadas incandescentes vai ser benéfica também para o bolso dos consumidores brasileiros. em 2002. Na época do racionamento. 2007). que farão aumentar a busca por outras tecnologias.Austrália: O país deverá ser o primeiro a banir o uso de lâmpadas incandescentes. e assim abre-se a possibilidade das lâmpadas de LED também serem uma opção na substituição das lâmpadas incandescentes. sendo que a grande maioria é importada da China (ABILUMI. Este estudo mostra que de uma forma geral há uma grande preocupação com o consumo de energia eficiente no país. Nos tópicos a seguir é possível ter uma idéia de como os países estão se planejando referente ao uso das lâmpadas incandescentes: . o que tornará estas opções ainda mais viáveis. Mesmo ainda não aplicando um programa de substituição compulsória destas lâmpadas. . O mais radical é o governo da Austrália. Além de um consumo da energia mais eficiente.51 3 AS LÂMPADAS INCANDESCENTES TRADICIONAIS Já é fato que em um breve futuro as lâmpadas incandescentes deixarão de ser utilizadas em todo o mundo. Estas lâmpadas de baixa eficiência já tiveram o fim de sua fabricação decretado em vários países Europeus que programam a descontinuidade de fabricação para os próximos dez anos. Uma grande dificuldade em promover a substituição em massa das lâmpadas incandescentes no Brasil. o país possui políticas para o uso mais eficiente da energia elétrica em iluminação. essa relação era de seis vezes (BRASIL ENERGIA.

o país europeu pagou pela troca de lâmpadas incandescentes por outras mais eficientes no México. residenciais e/ou iluminação pública. em contra partida este vendeu cota de emissão de gás carbônico para a Noruega. diante de US$27 por milhões de lúmens/hora de uma lâmpada incandescente (LUMIERE.1 LÂMPADAS HALÓGENAS As lâmpadas halógenas. uma lâmpada de LED já se torna mais viável do que lâmpadas incandescentes convencionais.Venezuela: tem como meta substituir 27 milhões de lâmpadas incandescentes por lâmpadas eficientes nos setores comerciais. Assim.Nova Zelândia: estuda a adoção de medidas semelhantes às da Austrália. a principal dificuldade para desencadear a utilização de lâmpadas de LED em grande escala é o preço. em um futuro não tão distante estará presente na maioria das aplicações de iluminação. tratam de ser um aperfeiçoamento das lâmpadas incandescentes comuns. de acordo com estudo realizado pelo instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Com isso. átomos de tungstênio evaporam do filamento. Lâmpadas incandescentes entre 25 e 100 W deverão ser extintas em 2015 (BRASIL ENERGIA. industriais e oficiais. .União Européia: As indústrias terão 8 anos para alterar a produção de lâmpadas incandescentes para a produção de lâmpadas de halogênio e fluorescentes e desenvolver lâmpadas incandescentes mais eficientes.000 ºC. 3. O governo Americano já reconheceu o potencial dos LEDs e pretende utilizar esta tecnologia em todos os prédios do governo para também estimular o desenvolvimento da iluminação de estado sólido (FIMIANI. Considerando o significante avanço na tecnologia. neste processo. . sejam elas comerciais. .México: implementação com a Noruega. Ambas apresentam um filamento de tungstênio em seu interior. e provavelmente. . aquece a altas temperaturas. 2007). ao longo de sua vida útil.52 . atingindo aproximadamente 3. 2009). que quando este é percorrido por corrente elétrica. durante sua vida útil. é possível deduzir que mesmo com um investimento inicial mais elevado. um LED custa US$ 20 por milhões de lúmens/hora. 2009). Entretanto a correta comparação do preço das lâmpadas de LED com as lâmpadas comuns não possa ser feita levando em conta simplesmente a relação de intensidade luminosa por potência. mas sim a quantidade de lúmens/hora emitida pelo ponto de luz.

53 Desta forma. apesar de serem mais eficientes que as incandescentes comuns. 2009). No caso das lâmpadas halógenas. Segundo matéria disponibilizada pela Philips uma variação de apenas 5% na tensão de alimentação da lâmpada. também compartilham dos mesmos problemas. quando o filamento opera muito quente a sua vida é encurtada. nas lâmpadas incandescentes comuns. Quanto mais quente o filamento. 2008). 2009 .Desempenho lâmpadas halógenas pela variação da tensão de alimentação Fonte: OSRAM. em relação a sua sensibilidade e a tensão de alimentação. Contudo.conforme pode ser analisado na figura 3-1. sendo que sua vida é inversamente proporcional ao sentido da variação da alimentação (GOODMAN. Esta característica proporciona às lâmpadas halógenas um tamanho reduzido e uma durabilidade maior (OSRAM. As lâmpadas halógenas. o projeto de cada lâmpada é um equilíbrio entre eficiência e vida. provoca variações de mais de 50% em sua vida útil. mais eficiente ele é na conversão da eletricidade em luz. Os átomos desses gases combinam-se com os átomos de tungstênio que se desprendem do filamento e os transportam de volta. estes átomos prendem-se na parte interna do bulbo. A luz é gerada pelo aquecimento do filamento até a incandescência. assim. Figura 3-1 . Este é o motivo porque lâmpadas de mesma potência (watts) podem ter diferentes fluxos luminosos (lúmens) e diferentes vidas (horas). por isso necessitam de um bulbo suficientemente grande para evitar seu rápido escurecimento. estas são preenchidas por uma mistura de gases inertes e halogênio.

Distribuição espectral da energia das lâmpadas incandescentes Fonte: GE. que significa que não existem falhas no espectro de energia de comprimentos de ondas. com essa mesma variação na tensão de alimentação. É percebido que a energia é relativamente pequena nas faixas próximas ao azul do espectro. as cores "quentes". como vermelho. Neste caso. O quartzo possui pequenas ranhuras e sofre pequenas dilatações durante o funcionamento da lâmpada. Devido a esta característica de distribuição. esta é distribuída no que é chamado de espectro contínuo. que é emitido desde o ultravioleta até infravermelho. Figura 3-2 . Notase que todos os comprimentos de onda estão presentes na faixa de emissão da lâmpada. não seria possível. pode ser encontrada uma flutuação de 8% na potência consumida. não existe nenhuma banda ou comprimento de onda específicos no qual a radiação não ocorra.54 Além disso. 2002 ). a gordura presente nas mãos pode se depositar nestas ranhuras. aumentando até seu ponto máximo na extremidade vermelha. As curvas espectrais de energia mostrada na figura 3-2 apresentam os valores comumente encontrados nas lâmpadas de iluminação de diferentes temperaturas de cor. pois não irá dilatar adequadamente devido aos obstáculos presentes nas ranhuras. 2002 Elas são fabricadas com um bulbo à base de quartzo que resiste às altas temperaturas geradas. 12 % na eficiência luminosa e 22% no fluxo luminoso emitido. Assim que a lâmpada é colocada em operação. pode ocorrer a evaporação dos gases halógenos e . ao se retirar da embalagem por exemplo. ou seja. o que no caso do vidro. Se a lâmpada halógena for tocada com as mãos. o bulbo da lâmpada pode vir a trincar. laranja e amarelo são enfatizadas na iluminação com estas lâmpadas enquanto as cores "frias" como azul e violeta sofrem suavização (GE. Quanto a distribuição da energia radiante produzida pelas lâmpadas. mas não em quantidades iguais.

tipicamente utilizada para referenciar equipamentos/dispositivos que trabalham em baixa tensão. Inicialmente utilizadas basicamente em aplicações comerciais mais sofisticadas.2 CONVERSORES DE BAIXA TENSÃO Como visto.1 Transformadores Eletromagnéticos Este tipo de transformador já foi utilizado em grande escala. para alimentação de lâmpadas de baixa tensão. 3. que é ideal para ambientes de lazer. pois apresentam uma temperatura de cor quente. em instalações decorativas. o qual perdeu força no mercado e cedeu seu lugar para os transformadores eletrônicos. Os transformadores eletromagnéticos são disponibilizados no mercado em várias faixas de potências para a utilização como fonte de alimentação destas lâmpadas.Extra Low voltage ou em português tensão extra baixa. é comum a utilização de lâmpadas alimentadas em baixa tensão . 20 W. o uso de um transformador de maior potência pode-se tornar vantajoso se o objetivo é instalar várias lâmpadas em uma mesma rede. torna-se necessária a utilização de um conversor que reduza a tensão da rede elétrica para a tensão adequada a seu funcionamento. O método mais comum para tanto. Para a alimentação destas lâmpadas. menos que 50V. 50 W. 12 V e 24 V. 35 W. principalmente na área de iluminação decorativa. é a utilização de transformadores. Isso evitaria a necessidade de ter-se um pequeno 9 ELV. . 127 V ou 220 V. 75 W e 100W . Os valores de potência mais comuns para estas lâmpadas.55 conseqüentemente a queima precoce do filamento (OSRAM. O sistema mais antigo para estes conversores é baseado no transformador eletromagnético.ELV9. sendo que o maior volume está centrado nas lâmpadas de potência igual ou inferior a 50 W. sendo que as mais comuns são as de 12 V. 2009). Desta forma necessitam de um conversor para prover esta baixa tensão a partir da rede elétrica principal. A seguir será apresentada uma descrição destes conversores. 3.2. sejam eletromagnéticos ou eletrônicos. porém perdeu força e cedeu espaço para os transformadores eletrônicos. Geralmente são disponíveis em tensões de 6 V. A seguir será realizada uma análise mais detalhada sobre as duas topologias. passaram a ser utilizadas em grande escala também em casas e escritórios. Estas lâmpadas absorveram uma grande parcela do mercado de iluminação nos últimos anos. são de 10 W.

onde os dois transistores são comandados por fases opostas provenientes da realimentação pela saída do circuito. conforme pode ser visto na figura 3-3. 50 ou 60 Hz.2. A topologia para este circuito mais comum é o clássico half-bridge ou meia-ponte.56 transformador para cada lâmpada. Possibilitam a dimerização e eliminam o ruído audível. Um diac inicia a condução de um transistor da meia-ponte a cada ciclo iniciando a oscilação. é colocado um retificador de ponte completa. Uma vez que o ciclo tenha iniciado. o diodo “D” mantém a tensão em “C1” abaixo do nível de disparo do diac. gerando uma tensão semi-senoidal com o dobro da freqüência de alimentação. a corrente para a alimentação de várias lâmpadas juntas pode acabar sendo muito elevada. devido ao seu reduzido peso e tamanho.2 Transformadores Eletrônicos Os transformadores eletrônicos têm tomado grandes proporções de venda para aplicação com lâmpadas halógenas. se comparado com um modelo eletromagnético de mesma potência. O princípio de funcionamento A partir de uma linha de tensão de 127 V ou 220 V. tamanho. entretanto como é uma solução mais cara a grande maioria dos fabricantes opta por um circuito auto-oscilante. com o desligamento de seu circuito e rearme automático quando o problema for resolvido. Os transformadores eletrônicos possibilitam a inclusão de um sistema de proteção contra curto circuito na saída. e geração de ruído audível. 3. sendo que na grande maioria das novas instalações os modelos eletrônicos são utilizados. . por trabalhar em baixas freqüências. enquanto seu similar eletromagnético apresenta uma eficiência em torno de 75 % (ELLIS. a eficiência energética de um transformador eletrônico fica na faixa de 90 %. dependendo da instalação pode não ser viável. Seu controle poderia ser realizado com um circuito integrado. São comuns em instalações mais antigas. Essa variação pode ser utilizada para prover a característica de dimerização para a lâmpada. Além disso. como a tensão é baixa. Para esta corrente elevada os cabos da rede precisariam de uma bitola também elevada para evitar queda de tensão significativa o que. Porém. geralmente 12 V. pois operam em freqüências maiores que 20 kHz. O tempo para o diac iniciar a condução pode ser modificado alterando a constante de tempo da rede RC formada pelo resistor “R” e o capacitor “C1”.2005). Ainda são inconvenientes devido ao seu elevado peso. assim o transistor poderá desligar.

Quando é aumentada a impedância de saída (cargas menores). tipicamente utilizada como sendo 10 vezes a freqüência natural do circuito (FICHIERA. em antiparalelo com as chaves. Figura 3-3 .Em um circuito com transistores BJT. Experimentos práticos com um modelo de transformador eletrônico mostraram que a freqüência aumenta e a tensão eficaz diminui à medida que a impedância de saída aumenta. . usado no transformador de realimentação bem como do storage-time10 do transistor. 1999). Estes diodos são conhecidos como diodos de roda livre. A tabela 3-1 mostra os valores obtidos no transformador 10 Storage-time. permitem que a corrente circule quando estas estão desligadas. Neste tipo de aplicação a freqüência de oscilação é em torno de 35kHz. Esta por sua vez depende da carga que está ligada em sua saída.Circuito transformador eletrônico Fonte: FICHIERA.57 A freqüência de oscilação depende principalmente do tamanho e da máxima densidade de fluxo do núcleo. Os diodos. 1999 O circuito de controle das chaves é dependente da corrente que circula no enrolamento primário do transformador de saída. tempo para corrente do coletor diminuir de 100% para 90% de seu valor máximo. usualmente toroidal. Quando o ciclo inicia a corrente no transformador de feedback aumenta até a saturação do núcleo. menos corrente circula pelo transformador de realimentação “T1” que polariza os transistores. este é o tempo requerido para o transistor sair do etapa de saturação. Neste ponto a alimentação da base do transistor é removida e uma vez que o storage-time tenha decorrido o transistor desliga. assim a freqüência de oscilação também é alterada. sendo que esta é proporcional a corrente que circula no secundário.ts .

logo.4 9.2 Fonte: O Autor.5 44.6 9.1 9.Forma de onda na saída dos transformadores eletrônicos Fonte: O Autor. 2009 Este tipo de transformador eletrônico é utilizado em grande escala em instalações de cunho decorativo. e na figura 3-4 b. . com uma base de tempo menor. referenciado aqui como “A”. deixando de funcionar em certas ocasiões. Abaixo é apresentada a forma de onda dos transformadores eletrônicos onde pode ser verificada a envoltória em baixa freqüência na figura 3-4 a. 2009 Frequência de operação (kHz) 100 66 50. pode ser verificada sua componente em alta frequência.7 9.58 eletrônico de um determinado fabricante.5 38 31 Nota-se também. Tabela 3-1 . que se a carga diminuir abaixo de 3 W o funcionamento do transformador torna-se instável. estas lâmpadas deverão ser aptas a trabalhar com tensões mais baixas (em torno de 8 Vrms ) e altas freqüências (aproximadamente 100 kHz).Ensaio com o transformador Eletrônico Fabricante A Carga: 3W 6W 10 W 15 W 20 W 50 W Tensão na saída (Vrms) 8.7 10. Figura 3-4 . que são o foco principal da utilização das lâmpadas MR16 a base de LEDs estudadas neste trabalho.

Em vista disso. Mesmo assim. pois estas possuem todas as características desejáveis para um sistema de iluminação decorativa. No âmbito da iluminação geral. por produtos à base de LEDs. tamanho reduzido. devido ao seu modo de construção. Para permitir a substituição das tradicionais lâmpadas halógenas do modelo MR16. as lâmpadas fluorescentes compactas ainda são as mais competitivas como substitutas das incandescentes. Desta forma. a supremacia dos LEDs é visualizada. É importante que as características luminosas também sejam compatíveis. como a proposta é fazer a substituição das lâmpadas halógenas comuns. devido ao seu baixo custo. este mercado torna-se promissor para as lâmpadas de LEDs. permite-se que a substituição seja realizada na grande maioria das luminárias desenvolvidas para as lâmpadas MR16. 2009). onde se necessita uma iluminação direcionada. Embora ainda apresentem desvantagens ambientais como o uso de mercúrio. atinge valores de aproximadamente 60 lm/W em temperaturas de cor quentes (3000 K) e 100 lm/W na cor branca fria (LUMILEDS. torna-se necessário que estes sejam similares em geometria e tamanho. e visto que o uso desta tecnologia está diminuindo. na área da iluminação decorativa. estas lâmpadas não se adaptaram devido principalmente ao tamanho. abre-se a oportunidade de substituição destas por modelos à base de LEDs. a eficiência luminosa nesta faixa de temperatura de cor é menor do que em temperaturas de cores maiores. Como visto anteriormente.59 4 LÂMPADAS DE LED COMO SUBSTITUTAS DAS LÂMPADAS HALÓGENAS MR16 DE BAIXA TENSÃO Tendo em vista as inúmeras vantagens dos LEDs em relação às lâmpadas incandescentes. a seguir será avaliada a substituição das lâmpadas incandescentes halógenas de uso decorativo por lâmpadas de LED. Atualmente a eficiência luminosa dos LEDs comerciais que emitem cor branca. a análise deste trabalho fará a comparação na temperatura de cor do branco quente. amplamente utilizado em instalações decorativas. Para os LEDs. porém se a comparação for realizada com lâmpadas halógenas especiais que imitam cores frias. as lâmpadas halógenas apresentam uma temperatura de cor na faixa próxima aos 3000 K. construção ecologicamente correta e alta eficiência energética. Assim. Isso o torna menos competitivo com as halógenas comuns. Porém. . como: longa vida útil.

juntamente com as lâmpadas halógenas. .Lâmpada halógena com refletor MR16 Fonte: CALIPER. O ângulo de abertura é determinado. Esse modelo é utilizado em grande escala para destaques de objetos. o ângulo de abertura é definido quando a intensidade luminosa atinge 50% do valor medido no ângulo de 0°. A figura 4-2 ilustra a relação entre intensidade luminosa central e seu ângulo de abertura. a iluminação de quadros ou obras de arte em museus. O pequeno tamanho. O ângulo de abertura é chamado de FWHM que é a sigla em inglês para o termo Full Width Half Maximum. em iluminação decorativa. Figura 4-1 . larga faixa de abertura luminosa. Na figura 4-1 é mostrado o esboço de uma lâmpada halógena montada em um refletor MR16. 2008 Este modelo é geralmente caracterizado pelo ângulo de abertura luminosa. 2008).60 4. medindo-se a intensidade do feixe luminoso de forma radial aumentando o ângulo de medição progressivamente. construção robusta. fez do modelo MR16 uma opção muito utilizada. que é ditado pelo modo de construção do refletor. como por exemplo. e pela potência da lâmpada em seu interior. que significa o ângulo onde a emissão é a metade da máxima encontrada (CARCLO.1 O MODELO MR 16 O modelo MR16 tornou-se conhecido como um refletor de lâmpada halógena originalmente utilizado em projetores de slides.

sendo que a maior parte dos raios luminosos só é direcionada ao alvo. Desta forma quando esta lâmpada é instalada em um refletor. onde MR significa em multifaceted reflector. como pode ser visto na figura 4-3. Outros modelos similares. mas de menor expressão. Ele é emitido de forma similar em todas as direções em volta da lâmpada (360°). nos refletores do padrão MR. 2008 A sigla MR16 refere-se ao tipo de construção da lâmpada e o diâmetro de sua maior circunferência. 4. . e o número “16” que está expresso em oitavos de polegada. O fluxo luminoso das lâmpadas halógenas não é dirigido em uma determinada direção. em português refletor multifacetado. são os modelos MR11 e MR8. significa que o modelo possui um diâmetro de 50 mm.61 Figura 4-2 . o rendimento do conjunto é prejudicado. 2008). há uma perda luminosa para a parte de trás da lâmpada e no próprio refletor.2 CONSTRUÇÃO DAS LÂMPADAS DE LED NO PADRÃO MR16 Quando são utilizadas lâmpadas halógenas.Ângulo de abertura Fonte: CALIPER. Para fontes de luz direcionais a unidade de medida luminosa mais utilizada é a candela (CALIPER. após ser refletida pelo refletor. para direcionar a luz com um determinado ângulo de abertura. Isto ocorre pois uma pequena parcela da luz gerada é direcionada diretamente sobre o alvo.

utiliza-se uma lente colimadora secundária aplicada sobre estes dispositivos. que aumentam a superfície de contato com o ar e assim melhoram a troca térmica (CALIPER. o ângulo de abertura luminosa é de 120° do modo lambertian11. este calor deve ser conduzido de forma eficiente para o ambiente. Então. que servia como refletor para as lâmpadas halógenas. não mais exercerá esta função. O corpo da lâmpada então. aliado à utilização de aletas. SSL – Solid State Lighting. as MR16 a base de 11 Lambertian – É a forma de espalhamento da luz.62 Figura 4-3 . mas será utilizado como dissipador térmico. a partir dos LEDs do que de uma lâmpada halógena que gera luz para todos os lados. 2009). 2009 Nos LEDs esse efeito é reduzido. Comparado com as lâmpadas halógenas. o projeto do corpo da lâmpada e do tipo de material utilizado deverá ser um fator analisado na construção deste tipo de lâmpada.Emissão da Luz MR16 com lâmpada halógena Fonte: O Autor. Desta forma. termo típico utilizado para referenciar-se a sistemas de iluminação a base de LEDs. Como as lâmpadas halógenas em questão são ligadas em 12 V. torna-se mais fácil e eficiente dirigir a luz. 12 . Assim para garantir sua expectativa de vida e qualidade da luz. visto que a luz proveniente deles já é direcionada para a sua parte frontal. em uma SSL12 uma mínima radiação infravermelha (calor) é projetada juntamente com a luz. para controlar o ângulo de abertura luminosa de uma lâmpada baseada em LEDs. porém uma grande quantidade de calor é gerada na pastilha do LED. Na grande maioria dos LEDs disponíveis no mercado. descreve um modelo de superfície onde qualquer luz incidente é refletida uniformemente em todas as direções. Uma opção bastante explorada neste tipo de projeto é a utilização de alumínio como material para fabricação do corpo. visto ser um bom condutor térmico. ou em português Iluminação de estado sólido. Como as lâmpadas do modelo MR geralmente são fabricadas apresentando um ângulo de abertura entre 10° e 60°.

63 LEDs substitutas necessitam de um driver interno. Figura 4-4 . Na figura 4-4 é mostrado um esquema proposto dos componentes de uma lâmpada de LED. 4. Os LEDs geram luz de acordo com o valor médio de corrente que circula por eles. como pode ser visto na figura 4-5.Vista explodida de uma Lâmpada de LED Fonte: O Autor. para seu correto funcionamento. Porém. faz-se necessário incorporar o uso de um dispositivo que controle a corrente que circulará por eles. para a corrente adequada para os LEDs. a definição do tipo e quantidade de LEDs necessários. no âmbito dos LEDs de potência. 2009 Para a definição da topologia do driver de corrente a ser utilizada na lâmpada. primeiramente. conhecidos como drivers. Em aplicações mais simples. é necessário. O fluxo de corrente pelo seu interior é proporcional à tensão aplicada a ele. é comum a utilização de resistores para limitar a corrente.1 CONTROLADORES PARA LEDS – DRIVER DE CORRENTE Os LEDs são dispositivos que funcionam com um baixo nível de tensão e necessitam de um limitador de corrente. A seguir serão apresentados mais detalhadamente os sistemas disponíveis para estes controladores de corrente.2. que converta esta tensão de alimentação. esta solução se torna inviável devido às altas perdas de potência que teríamos nestes componentes. nota-se que estes dispositivos são muito mais sensíveis à variação de tensão do . como LEDs de sinalização de baixa potência. Sendo assim.

Dependendo da aplicação. neste caso torna-se necessário controlar a corrente em cada LED. do tipo série-paralela. Assim. torna-se necessária a utilização de mais de um. Até em LEDs de mesma referência e mesmo fabricante. um LED individual poderá não ser suficiente para prover toda a luz necessária. maiores tensões de fonte são necessárias. quando utilizado individualmente. Fonte: CREE. o uso de uma maior quantidade de LEDs se faz necessária. mas. 2008 Um LED de potência branco. Assim. . porém nesse caso devem ser utilizadas algumas técnicas para equalização das correntes em cada ramo (RICHARDSON. para serem alimentados pela mesma fonte. se eles forem conectados em paralelo. 2007). A técnica de colocar LEDs conectados em série garante que a mesma corrente circule através de cada um deles. é possível trabalhar com tensões mais reduzidas. necessita entre 2 a 4 VDC e algumas centenas de mili-Ampères de corrente. Isto poderá acarretar em aquecimento e geração de luz não uniforme em todos eles.Tensão direta pela corrente de trabalho LED Branco .CREE-Xlamp XP-E. a divisão da corrente não será igual em cada LED. Figura 4-5 . por causa de seu processo de construção. Em aplicações onde uma maior intensidade luminosa é requerida.64 que à variação de corrente. porém. é utilizada uma técnica de conexão mista. utilizando-se apenas um dispositivo para controle de corrente. por isso uma preocupação maior com o controle de corrente deve ser tomada. sem algum dispositivo que compense estas variações de tensão. Geralmente. são observadas variações nos valores de tensão direta de cada um. Conectando-os em paralelo. São apresentadas a seguir algumas técnicas para a conexão de vários LEDs.

e quando é possível que a tensão dos LEDs seja levemente inferior a . Tamanho e custo. pois caso seja utilizada para LEDs que necessitem correntes maiores. Pode-se controlar a corrente nos LEDs com sistemas simples e baratos. tornando a solução pouco eficiente. uma parcela significativa de potência será desperdiçada nos componentes lineares de controle. A seleção do driver e da topologia apropriada depende dos seguintes fatores: • • • • A relação da tensão do LED em relação à tensão da fonte de alimentação. Características de controle de fluxo luminoso. porém. A eficiência desejada do driver.Regulador linear a transistor Fonte: O Autor. os lineares. Esta aplicação.Regulador Linear com resistor Fonte: O Autor. como por exemplo. os constituídos por uma fonte de tensão e um componente ou conjunto de componentes que atuam como limitadores de corrente vide figura 4-6 e figura 4-7. Figura 4-6 . é recomendada somente para LEDs de baixa potência ou sinalização. 2009 Esta opção é geralmente utilizada em LEDs de alto brilho cuja corrente de operação é na faixa dos 20 mA. 2009 Figura 4-7 .65 Os circuitos dos drivers de LEDs podem ser divididos basicamente em dois tipos: baseados em fontes chaveadas e baseados fontes lineares.

esta corrente permanece em nível zero por um determinado período. Flyback e Sepic. 2007). A flexibilidade de aplicações e a melhoria da eficiência. conhecidos como modo de condução contínuo. cada um com características específicas para diferentes aplicações. A interrupção do fluxo de potência representa uma tensão ou corrente pulsada e assim necessita o uso de elementos armazenadores de energia (indutores e/ou capacitores) para filtrar estas formas de ondas pulsadas. da maior complexidade do circuito. Já no modo de condução crítico. a corrente sobre o indutor nunca alcança o nível zero. se comparado com as soluções lineares. Boost. Figura 4-8 – Regulador chaveado Fonte: O Autor. O modo contínuo possibilita um menor valor de corrente de pico sobre . a corrente alcança o nível zero. O método mais eficiente para este tipo de controle são os baseados em fontes chaveadas vide figura 4-8. para melhorar a confiabilidade e diminuir os custos (RICHARDSON. que permitem realizar as funções de elevação (Boost). Reguladores chaveados de potência operam com a interrupção do fluxo de potência (responsável pelo alto rendimento) através do controle do ciclo de trabalho (duty-cycle). No modo de condução descontínuo. que podem ser construídas em diversas topologias. e elevação do custo devido ao aumento do número de componentes. 2009 Dentre as configurações mais populares de reguladores chaveados podem-se citar os tipos Buck. Os conversores chaveados podem operar em diferentes modos de condução. No modo de condução contínuo. modo descontínuo e modo crítico. assim menos perdas ocorrem nos elementos de controle de corrente. Dessa forma a topologia selecionada deve combinar alto desempenho com a mínima quantidade de componentes possível. redução (Buck) ou elevação e redução juntos (Buck-Boost) dos níveis de tensão e corrente. porém não permanece neste estágio e volta a subir. Buck-Boost.66 tensão de alimentação. vêm à custas da redução da confiabilidade.

mesmo sob os transientes da carga. 2007 O indutor L é selecionado para configurar a corrente de ripple pico-a-pico. A tensão desejada é mantida graças a um sensor que realimenta o circuito.67 as chaves. por isso é o modelo que deve ser escolhido sempre que possível.2. O modo descontínuo apresenta um controle mais simplificado porém a corrente de pico sobre as chaves é maior. A figura 4-10 ilustra o regulador de corrente constante tipo Buck. o redutor tipo Buck. reúne todas as características de um driver eficiente e de baixo custo. porém seu sistema de controle torna-se mais complexo. é indicado para conversores de baixo potência. mesmo com a variação da tensão de alimentação. O modo descontínuo é um meio termo entre os dois e é indicado para conversores de média potência. É indicado para aplicações onde a tensão necessária na carga é inferior a tensão de alimentação. A corrente média no indutor do conversor Buck é igual à corrente de carga.1.Regulador de tensão rebaixador . e assim. . ideal para o uso com LEDs.1 Conversor tipo Buck É o mais simples modelo de reguladores chaveados. pois varia o ciclo de trabalho (duty-cycle) ou a freqüência de chaveamento. Co. é possível ajustar a corrente da carga controlando a corrente de pico a pico do indutor. O controle de realimentação mantém a tensão de saída constante. Figura 4-9 . é selecionado para garantir um determinado ripple de tensão e manter a tensão de saída. tipicamente em torno de 150 W (RICHARDSON.Buck Fonte: RICHARDSON. enquanto o capacitor. Na figura 4-9 é apresentado o esquema de um regulador de tensão tipo buck. 2007). Isto simplifica significativamente a conversão de uma fonte de tensão constante em uma fonte de corrente constante. 4.

o conversor Boost. com a função de sensor. então se torna necessário o uso de um conversor elevador. Muitos projetos de fontes luminosas já contam com sistemas que utilizam vários LEDs. considerando situações onde não haja transientes provenientes da carga e o quando controlador tenha saída de corrente constante. Entretanto pode ocorrer uma perda excessiva de potência sobre este resistor. que é a topologia mais simples para esta aplicação. O uso deste capacitor.68 Figura 4-10 . geralmente oferecem tensões de referência (Feedback Voltages) na faixa de 50 mV a 200 mV. RFB. melhora-se a capacidade do conversor para regular rapidamente a tensão de saída e assim manter uma corrente sobre os LEDs sempre constante (RICHARDSON.1. Co. Quando esta configuração é escolhida. para assim utilizar resistores menores e conseqüentemente reduzir as perdas (RICHARDSON. 2008). reguladores de corrente do tipo Buck podem ser configurados sem o capacitor de saída. como . Os novos drivers de bom rendimento dedicados para LEDs.Regulador de corrente constante tipo Buck Fonte: RICHARDSON. a tensão da saída pode passar a ser maior do que a de entrada. 2008 A variação de corrente admissível para o uso com LEDs é tipicamente em torno de 5 a 15 %. caso tensão de referência do CI for alta. é possível assegurar que IF ficará dentro destes limites. Por isso é importante a utilização de controladores que necessitem uma baixa tensão de realimentação.2 Conversor tipo Boost Quando há a necessidade de se controlar vários LEDs juntos. 2008). assim se for inserido um resistor em série com o circuito.2. Excepcionalmente. nestes reguladores é limitado para filtrar o nível de corrente AC. aumenta-se a impedância de saída do circuito e por vezes. 4.

o capacitor de saída é projetado para atuar como filtro e estabilizador da tensão de saída durante os transientes da carga. tem como principal diferença. a corrente de saída constante. a principal questão é garantir uma corrente constante circulando pelos LEDs. Em um regulador de tensão. “dimerização” (RICHARDSON. possibilitará uma resposta mais rápida do conversor para alterar a corrente de saída e conseqüentemente melhorar a resposta dinâmica dos LEDs quando operando com sistema de controle de luminosidade. Tanto o sistema tipo Buck quanto o tipo . em geral é o mais aconselhado para uso em drivers de LEDs. a característica de nunca conectar a fonte de alimentação diretamente na saída. além de manter o custo e o tamanho reduzidos. mostrado na figura 4-12. porém. 4. Fonte: RICHARDSON. Na figura 4-11 é possível visualizar o esquema elétrico de um conversor tipo Boost. Quanto menor for o capacitor de saída. 2008). os conversores Boost se caracterizam por uma corrente de saída descontínua. enquanto em um regulador de corrente ele funcionará somente como um filtro de corrente alternada AC. em relação aos outros dois mencionados.Regulador tipo Boost.69 exemplo estão as aplicações em iluminação pública. O valor de capacitância deve ser estipulado como o menor possível para garantir corrente de ripple desejada.3 Conversor tipo Buck-Boost Como visto anteriormente o sistema tipo Buck. e assim arranjos com vários LEDs. cada um tem suas restrições e nem sempre podem ser utilizados.2. O sistema Buck-Boost. Da mesma forma que no sistema linear e no sistema tipo Buck. Por essa razão um capacitor acoplado a saída do circuito torna-se necessário para manter a tensão. iluminação decorativa e iluminação arquitetônica que necessitam de milhares de lúmens. e então. iluminação geral residencial e comercial. Figura 4-11 .1. 2008 Diferentemente dos reguladores tipo Buck com seu indutor em série com a saída. seguido pelo sistema tipo Boost.

O transformador nestes casos faz a adequação das tensões para valores mais próximos entre entrada e saída. 2008). principalmente por motivos de segurança. o conversor Buck-Boost para uma determinada potência será de dimensões maiores que um conversor tipo Buck ou tipo Boost. Esta conexão direta possibilita a eles uma maior eficiência. sendo que para isso.4 Regulador Tipo Flyback (Buck-Boost Isolado) Este tipo de conversor utiliza um indutor acoplado em sua construção. A figura 4-13 mostra o circuito de um conversor flyback. para a mesma potência. . Em muitas aplicações de drivers para LEDs. é armazenada ou por um campo magnético (indutor ou transformador) ou por um campo elétrico (capacitor). durante um período dos seus ciclos de chaveamento. a energia entregue pela fonte de alimentação. entregue para a carga. isto significa que. Na outra etapa de operação a energia armazenada.2009 Da mesma forma que os conversores Boost. além de menos eficiente.70 Boost conectam a fonte de alimentação com a carga através de um indutor e/ou uma chave ou diodo. os transformadores são utilizados para a função de isoladores. o emprego de ciclos de trabalho muito estreitos ou muito largos.1. Em geral. Figura 4-12 .2. No caso dos conversores tipo Buck-Boost. o que diminui a estabilidade do sistema. é então. e requerem um capacitor de saída para manter uma corrente contínua nos LEDs (RICHARDSON. é necessário que a saída esteja eletricamente isolada da entrada. em um primeiro ciclo. eles tem uma corrente de saída descontínua. dados os valores de tensões de entrada e de saída. 4.Conversor Buck-Boost típico Fonte: POMÍLIO. Em outros casos. o uso de transformadores também é conveniente para evitar.

devido ao indutor na entrada e a tensão positiva de saída.2. Figura 4-14 . possui a vantagem de ter uma corrente de entrada contínua. como o sensor de corrente fica na carga.5 Conversor tipo SEPIC O conversor tipo SEPIC é outra configuração que pode ser utilizada para o controle de corrente dos LEDs.1. ele requer um capacitor de saída para manter a corrente de saída constante. e a chave a ser controlada no lado primário. entretanto.71 Figura 4-13 . 2008 O sistema de controle dos conversores flyback como nos outros sistemas já vistos também deverá ser feito pela corrente que circulará pelos LEDs. O esquema do conversor SEPIC é mostrado na figura 4-14. 2007 . que geralmente é um opto-acoplador. Fonte: MOSELY.Conversor SEPIC Fonte: RICHARDSON. Não é uma técnica muito utilizada pois necessita de um maior número de componentes e com isso torna o sistema mais caro.Sistema de controle do conversor Flyback com controle em laço fechado. O transformador isolador realiza a transferência de potência do lado primário para o secundário. Da mesma forma que o conversor tipo BuckBoost. 4. é necessário que haja um isolador para a etapa de controle também.

São basicamente divididos em duas categorias. São comumente utilizados para garantir que a saída luminosa total da fonte seja totalmente transferida para a direção requerida de forma eficiente.2 ELEMENTO ÓPTICO SECUNDÁRIO É entendido como o elemento necessário a ser acoplado aos LEDs para direcionar a luz emitida de acordo com o ângulo de abertura requerido. O conversor CUK é o único sistema não isolado que tem esta habilidade.1. Este tipo pode alcançar eficiências superiores a 90%. elementos ópticos divergentes.72 4. porém neste conversor o capacitor de saída pode ser eliminado da mesma forma que ocorre no conversor Buck. Para aplicações simples e onde o ângulo de abertura necessário é bastante largo.6 Conversor CUK Este conversor é raramente utilizado como regulador de tensão e tem emergido como driver de corrente para LEDs. . 2007 4.Conversor CUK Fonte: RICHARDSON. são de modo contínuo.2. (até 80 graus FWHM) a melhor escolha é o uso de refletores feitos de metal prensado ou de plástico moldado com uma cobertura de material refletivo.2. Na figura 4-16 tem-se a ilustração de uma aplicação de LED com refletor (EKSPOLED. Neste regulador a corrente de entrada e corrente de saída. e elementos ópticos colimadores. que espalham a luz. A polaridade da tensão de saída é invertida como no caso dos conversores Buck-Boost. O esquema deste conversor é mostrado na figura 4-15. 2009). Figura 4-15 . que reúnem a luz em um feixe.

que está sempre presente quando a luz atravessa um meio (EKSPOLED.2008 Para produzir uma distribuição luminosa circular.Elemento óptico secundário para LEDs .Refletor Fonte: CARCLO.73 Figura 4-16 . incluindo o efeito Fresnel. sendo que o policarbonato apresenta uma maior resistência à temperatura. caso seja projetado para este fim. Para obter uma correta distribuição de luz. é importante que o LED seja posicionado exatamente sobre o eixo óptico da lente e a uma altura correta. Este tipo de elemento óptico também permite uma distribuição luminosa de forma elíptica. Podem ser fabricadas em policarbonato ou acrílico. Uma forma de garantir esta posição é com o uso de suportes especiais conhecidos como holders. 125°C contra 95°C do acrílico. 2009). com ângulo de abertura entre 12° e 35° o elemento óptico secundário do tipo TIR é a solução mais utilizada. A eficiência típica deste tipo de elemento é de 85%. Na figura 4-17 é apresentada a aplicação de um elemento óptico do tipo TIR. . e a impactos físicos. A sigla TIR significa total internal reflecting. É um componente óptico que utiliza uma combinação de uma lente central e um sistema de espelho de reflexão interna para direcionar toda a luz proveniente da fonte.

TIR Fonte: CARCLO. .74 Figura 4-17 .Elemento óptico secundário para LEDs . 2008 Baseado nestas características e como a lâmpada proposta visa atingir uma abertura luminosa próximas aos 36° da lâmpada halógena. o modelo de lente utilizado na avaliação será o tipo TIR.

75 5 AVALIAÇÃO LUMINOTÉCNICA DAS LÂMPADAS HALÓGENAS PADRÃO MR16 Cada tipo de fonte luminosa é identificado pelas características de emissão de luz.1 ÂNGULO SÓLIDO Como o estudo da visão é voltado para a visão no espaço. como o ângulo de abertura. representa em sua superfície. 5. A seguir será mostrada a relação entre a unidade básica. 5-1 . O ângulo sólido expresso por “ω” em esterroradianos. Em lâmpadas que não possuem a luz dirigida em uma estreita faixa angular. Em fontes luminosas direcionais. tendo o vértice no centro da esfera. Todas as outras unidades são suas derivadas. é o quociente entre uma área “A” situada na superfície de uma esfera e o quadrado de seu raio. Assim um [sr] é o ângulo sólido que. dado pela equação 5-1. sendo que as mais conhecidas e importantes são o fluxo luminoso dado em lúmens. área igual ao quadrado do raio da esfera. dada em candelas que são indispensáveis nos projetos de iluminação A unidade básica do sistema internacional em luminotécnica é a candela. a maneira mais usual dos fabricantes disporem da informação é através do fluxo luminoso gerado. Na figura 5-1 é possível visualizar o ângulo formado. = Onde: A= área da superfície da esfera [m²] R= raio da esfera [m] ω = ângulo sólido [sr] Eq. é indispensável o trabalho com ângulos tridimensionais. em geometria conhecidos como ângulos sólidos. [sr]. que expressa a intensidade luminosa. e a intensidade luminosa. bem como por suas grandezas luminotécnicas. intensidade luminosa e o fluxo luminoso. é comum os fabricantes disporem as características em função da intensidade luminosa e o seu ângulo de abertura. e temperatura de cor. Para tanto é necessário conhecer alguns conceitos que também são mostrados a seguir.

quando a superfície analisada não é toda a esfera. e pela definição acima. que tem grande aplicação no cálculo do fluxo luminoso de uma fonte simétrica. trata de encontrar um ângulo sólido delimitado por meio de dois ângulos planos α1 e α2 conforme pode ser visto na figura 5-2. Estes fatores zonais serão utilizados para determinação do fluxo luminoso. tem-se que o valor do ângulo sólido para a esfera será de 4π [sr]. Figura 5-2 .Definição de ângulo sólido Fonte: COSTA.76 Figura 5-1 .1998 Resumindo as definições. e têm formas específicas.Ângulo sólido entre dois ângulos paralelos Fonte: COSTA. mais ao norte 180°. o ponto mais ao sul tem um ângulo de 0° e o seu oposto. temos a geração de um valor. = ( − ) Eq. Entretanto. O fator zonal é então calculado pela equação 5-2: . 5-2 Considerando um plano. O processo matemático para determinar outros ângulos sólidos. denominado fator zonal.1998 Pela fórmula da área da superfície da esfera (4πR²). o contorno do ângulo torna-se irregular e seu cálculo se torna mais complexo. .

= . Quando é somado o fluxo de cada faixa tem-se o fluxo luminoso total da fonte luminosa. tem-se que a intensidade luminosa está relacionada com a razão do fluxo luminoso que é emitido por uma fonte e propagado em um determinado ângulo sólido. 5-3 Iα : intensidade para o ângulo médio entre αi e αi+l . é possível encontrar o fluxo luminoso através da aplicação da equação 5-3 (COSTA. na direção do feixe luminoso.2. . é procedimento comum dos laboratórios fotométricos. Onde: αi e αi+l : são os respectivos ângulos de abertura ( ) Eq. sendo que a partir destes. Esta relação é mostrada na equação 5-4. uma candela é a intensidade luminosa de uma fonte puntiforme numa certa direção.2 CÁLCULO DO FLUXO LUMINOSO De forma simplificada. Pela definição. Para cálculo do fluxo luminoso de forma simplificada. que afirma que a iluminância em um ponto perpendicular à linha que liga este ponto e a fonte luminosa é igual à intensidade desta fonte dividida pelo quadrado da distância entre a fonte e o ponto em questão. na qual um ângulo sólido de 1 esterradiano emite 1 lúmen. .1998). obterem valores discretos da intensidade luminosa de uma fonte luminosa colocada no centro de uma esfera.77 5.medido em candelas [cd] Φ : Fluxo luminoso em lúmens Tem-se que o produto do fator zonal pela intensidade luminosa. 5.1 Medição da intensidade Luminosa A medição da intensidade luminosa é realizada através da aplicação da Lei de Bouguer ou também conhecida como lei do inverso das distâncias. Os valores são adquiridos em determinadas direções. resultará no fluxo luminoso de cada faixa analisada.

78

=
Onde: E = Iluminância, medida em lux [lx] I = Intensidade luminosa, medida em candela[cd] d = distância da fonte ao ponto analisado, dada em metros [m]

Eq. 5-4

Assim, com a utilização de um simples luxímetro e uma fita métrica, é possível encontrar a intensidade luminosa da fonte sob análise. Como há a necessidade de medir-se somente a radiação perpendicular proveniente da fonte, o ambiente utilizado deve ser totalmente escuro, com as paredes pintadas de preto fosco. Também devem ser inseridos anteparos negros nas laterais do caminho entre a fonte e a célula do luxímetro, com o objetivo de evitar qualquer reflexão ou difusão de luz (COSTA-1998). O modelo de um ambiente de medição para intensidade luminosa é apresentado na figura 5-3.

Figura 5-3 - Ambiente de medição de intensidade luminosa Fonte: COSTA, 1998

Onde [1] representa a fonte luminosa, [2] representa a o guia e anteparos para o feixe de luz, [3] é a célula de carga e [4] é o equipamento de medição. 5.3 CÂMARA DE MEDIÇÃO DE INTENSIDADE LUMINOSA Com base na teoria vista, foi desenvolvida a fim experimental, uma câmara de medição para intensidade luminosa. O objetivo da construção desta câmara é medir o fluxo

79 luminoso real de uma lâmpada halógena, quando alimentada com transformadores eletrônicos (aplicação típica). E, com base nos valores encontrados, estipular qual o fluxo luminoso ideal que a lâmpada de LED deva possuir para substituir a halógena, sem perdas. A câmara construída conta com um tubo com diâmetro de 200 mm, acoplado a outro tubo com diâmetro de 75 mm, que por sua vez é acoplado em um terceiro tubo de 50 mm de diâmetro. O acoplamento de tubos com diâmetros menores gera anteparos que barram possíveis feixes de luz refletidos. Desta forma, a luz incidente sobre o sensor do luxímetro é somente a luz que provém diretamente da fonte luminosa. Dentro da câmara, a fonte luminosa é fixada em um eixo que permite o movimento rotatório. Neste eixo foi fixado um transferidor, que medirá o ângulo de inclinação da fonte luminosa. Como a análise será realizada em lâmpadas simétricas, isto é, a intensidade luminosa longitudinal é a mesma da transversal, um eixo de liberdade é suficiente para determinar o ângulo de abertura da fonte.

Figura 5-4 - Esquema da câmara de medição de intensidade luminosa proposta Fonte: O Autor, 2009

De acordo com o esquema da figura 5-4 foi desenvolvida a câmara conforme é mostrada na figura 5-5. A idéia da câmara é possibilitar uma medição aproximada do fluxo luminoso das lâmpadas halógenas quando alimentadas por um transformador eletrônico.

80

Figura 5-5 - Câmara de ensaio luminoso desenvolvida Fonte: O Autor, 2009

Para comprovar a funcionalidade da câmara, foi realizado o teste com uma lâmpada halógena com refletor dicróico MR16 de um fabricante mundialmente conhecido e os dados encontrados foram comparados com os dados especificados pelo fabricante, conforme pode ser visto na próxima seção. 5.4 MEDIÇÃO FLUXO LUMINOSO DA LAMPADA HALÓGENA DE 20W MR16 A lâmpada escolhida para análise, foi a lâmpada modelo Decostar 51S da OSRAM de 20 W. Esta lâmpada foi escolhida por ser de uso geral e facilmente encontrada no comércio. As potências mais comuns para este tipo de lâmpada são de 20 W e 50 W. Dentre as duas, a lâmpada de 20 W foi escolhida por possuir uma potência e fluxo luminoso menor, assim torna o projeto da lâmpada de LED mais competitivo, visto que para ser compatível com a lâmpada de 50 W seria necessária o arranjo de vários LEDs, o que encareceria o projeto. A lâmpada em questão é mostrada na figura 5-6.

Figura 5-6 - Lâmpada Halógena MR16 Decostar 51S da OSRAM Fonte: OSRAM, 2009

As características desta lâmpada são apresentadas na tabela 5-1.

4 126.5 11. Na câmara.0 Fluxo Luminoso acumulado (lm) 12.1 33.0 34.9 235.5 370.2 18.0 505.6 Fluxo Luminoso parcial (lm) 12.8 28.0 52.1 45.5 89.0 305.3 4.9 2.7 226.5 219. o que representa a partir da equação 5-4 que a quantidade de lux medida será equivalente a intensidade de candelas.0 97.0 224.9 5.5 3.0 435.6 182.8 158.Medidas Lâmpada MR16 20W Lâmpada OSRAM 20W DECOSTAR 51S 12VAC Ângulo (°) 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 Luminância (cd) 513.7 11.000h 36° 510 cd 3000K A lâmpada em questão foi então ensaiada na câmara de ensaio construída.6 6.1 7.9 4.3 36.8 41.9 30.0 228.6 7.7 3.3 2.9 47.5 5.3 146.8 170. sendo que a tensão de saída foi ajustada para ser exatamente 12V.6 4.0 4.0 498.5 214. 2009 .5 4. Na tabela 5-2 são apresentados os valores de intensidade luminosa medidos na faixa angular de 0° a 90°.Dados da lâmpada Decostar OSRAM Fabricante: Referência: Potência: Tensão de Alimentação: Vida Média: Ângulo de abertura: Intensidade Luminosa: Temperatura de cor: Fonte: OSRAM.4 8.2 5.9 32.9 12.1 206.81 Tabela 5-1 .9 195.4 43.0 3.3 12.9 11.0 222.3 2.6 39.9 36. Com estes valores e a partir da equação 5-3 é possível calcular o fluxo luminoso da lâmpada em questão.3 Luminância Média (cd) 513.2 3.2 40.9 231.9 20.5 466.2 8.6 2.7 25. 2009 Osram Decostar 51S 20W 12V 2. a distância do luxímetro até a lâmpada foi ajustada para 1 metro.6 233.4 9.0 143.1 11. Para sua alimentação foi utilizado um transformador eletromagnético de 220V para 12V.9 Fonte: O Autor. Tabela 5-2 .

no caso 36°. a distribuição luminosa entre os ângulos de 90° e 0° será esta mesma só rebatida sobre o eixo vertical. conforme pode ser vista na figura 5-7.82 Comparando-se os ensaios realizados e demonstrados na tabela 5-2 com os dados do fabricante descritos na tabela 5-1 é possível visualizar que a variação entre a luminância teórica (510 cd) e a medida (513 cd) foi de 3 cd.9 lúmens. Aplicando-se os valores de luminância médios calculados em intervalos de 5° na equação 5-4.01%. foi possível calcular a quantidade do fluxo luminoso emitido. 2009 Como se trata de uma fonte simétrica. quando é considerado o intervalo de 0 a 90°. o que é uma variação desprezível. Pelo gráfico da figura 5-7. O valor do ângulo que corresponde à intensidade de 256 cd é de aproximadamente 18°. Essa . Na coluna referente ao fluxo luminoso acumulado da tabela 5-2 é encontrado o valor total de 235. nota-se que na lâmpada em questão há uma diminuição gradual da intensidade luminosa na medida em que o ângulo de abertura é incrementado. Como o ângulo de abertura é dado no ângulo onde a intensidade luminosa atinge 50% do valor máximo. cerca de 0. Com esses dados é possível também traçar a curva da distribuição luminosa. exatamente o valor dado pelo fabricante.Curva de distribuição luminosa Lâmpada Decostar 20 W Fonte: O Autor. que corresponde a um ângulo de abertura do dobro de seu valor. é possível verificar que o ângulo de abertura desta lâmpada ficou muito próximo do valor dado pelo fabricante. o que indica que a câmara de teste proposta pode gerar um resultado confiável para a utilização proposta. Ensaio Luminoso 600 Intensidade Luminosa (cd) 500 400 300 200 100 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Angulo (° ) Figura 5-7 .

. como visto anteriormente. Para as aberturas maiores que este ângulo é medida uma pequena emissão luminosa. os transformadores eletrônicos utilizados para este propósito. nos tipos mais comuns. Como não existem normas nacionais que regulamentem este tipo de produto. A metodologia de ensaio foi a mesma utilizada anteriormente com o transformador eletromagnético.4. foi realizado o ensaio luminoso da mesma lâmpada halógena de 20 W. doravante denominados como fabricante A e fabricante B. porém agora alimentada com transformadores eletrônicos de marcas diferentes. quando se reduz a carga aplicada à sua saída. redução do custo e aumento da eficiência. Como o interesse deste tipo de aplicação é direcionar a luz. a redução da tensão de saída acaba diminuindo também a luminosidade emitida por elas. Visto que as lâmpadas halógenas apresentam uma carga resistiva. que totaliza 159 lúmens. Como alternativa estão sendo utilizados os transformadores eletrônicos que são disponibilizados em versões compactas e com maior eficiência. aquele emitido até o ângulo de 30°.83 diminuição gradual se dá de forma praticamente linear até o ângulo de aproximadamente 30° ou ângulo de abertura da lâmpada de 60°. causada pela ineficiência do refletor dicróico em centralizar toda a luz para a parte frontal. apresentam uma variação nas características da tensão de saída quando a carga instalada varia. Ocorre que. É apresentada na tabela 5-3 o fluxo luminoso resultante desta lâmpada quando alimentada com transformadores eletrônicos de dois fabricantes diferentes. Baseado nesta característica. como forma de verificar qual é o fluxo luminoso que realmente é emitido por estas lâmpadas nas instalações comerciais de um modo geral. será considerado o fluxo luminoso útil.1 FLUXO LUMINOSO PRÁTICO DAS LÂMPADAS HALÓGENAS: Em busca da diminuição do tamanho. sua freqüência de operação aumenta e a tensão de saída diminui. A alimentação dos transformadores foi de 220 V. 5. utilizada anteriormente. não realimentados. não há um limite normalizado para as tensões geradas por esses transformadores. tem-se verificado uma redução significativa no uso de transformadores eletromagnéticos pelo mercado em uma forma geral. Entretanto.

6 Nota-se que a tensão de saída dos transformadores ficou abaixo dos 12 V o que representou uma diminuição significativa na quantidade de lúmens gerados pela lâmpada. a lâmpada alcançou 120 lúmens já com o fabricante B. dentro da abertura de interesse. Como visto no gráfico da distribuição luminosa desta lâmpada vide figura 5-7.24 119.24 115.4 44. além da emissão luminosa para a parte frontal da lâmpada.87 109. No caso do fabricante A .82 120.48 117. considerando o intervalo de 0° a 90°. ocorre uma emissão luminosa de fuga em ângulos de abertura que saem da faixa de interesse.38 74.64 86.07 105.01 22.06 160. 2009 10. Isto indica uma emissão em ângulos acima de 30°.87 159.42 63.24 162.84 Tabela 5-3 . o que representa que há uma parcela de emissão luminosa.76 101.37 153.06 141. pela parte lateral da lâmpada.1 Fonte: O Autor.9 125. .14 134. será considerado como abertura limite para o cálculo do fluxo luminoso o ângulo de 30°.26 147.27 60.66 117.41 9.07 92. embora seja de pequena intensidade.47 116.8 13.12 86. conforme a tabela 5-3. Dessa forma.93 8.52 150.Fluxo luminoso da Lâmpada halógena com transformadores eletrônicos. é obtido na lâmpada halógena ensaiada cerca de 81 lúmens com o transformador do fabricante A e 110 lúmens com o do fabricante B de fluxo luminoso útil. Ângulo (°) 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 Tensão de saída do transformador (Vrms) Potência sobre a lâmpada (W) Fluxo luminoso acumulado (lm) Fabricante A Fabricante B 5.5 14.65 99. Assim.04 155.77 109.78 113.39 30.53 157.01 80.61 111. alcançou 162 lúmens.

são condizentes com a relação de performance das lâmpadas incandescentes. embora bem abaixo do obtido quando a lâmpada foi alimentada com sua tensão nominal.85 Estes valores de fluxo. Se a reta do gráfico mostrado na figura 3-1. . apresentada anteriormente. obtidos com os transformadores eletrônicos. for extrapolada. considerando a tensão de alimentação.5V (13% a menos que a nominal). será obtida uma relação de diminuição luminosa muito próxima à esta encontrada na prática. Considerando a tensão de saída do transformador eletrônico como sendo 10. conforme foi apresentado no gráfico da figura 3-1. o fluxo luminoso gerado pela lâmpada teve uma redução de cerca de 32%. Neste gráfico há a indicação que uma diminuição de cerca de 10% na tensão de alimentação já representa uma redução de 25% no fluxo luminoso.

o fluxo luminoso alvo para a lâmpada de LED substituta.1 SELEÇÃO DO TIPO E QUANTIDADE DE LEDS Conforme analisado anteriormente. são a temperatura de cor da luz emitida. cuja imagem é apresentada na figura 6-1. e de seu desempenho prático. tem-se um fluxo útil resultante de 81 lúmens e 110 lúmens respectivamente para os dois transformadores ensaiados. = = . como Cree. deverá ser de no mínimo 110 lúmens. até 30°. 6-1 Foi realizada uma pesquisa com os maiores fabricantes mundiais de LEDs de potência. a quantidade de fluxo luminoso emitido pela lâmpada halógena MR16 de 20 W. é possível estipular quais são as características necessárias dos LEDs para que a lâmpada proposta possa atingir as mesmas características luminotécnicas. = . o qual despreza o fluxo emitido pela lateral da lâmpada. Tendo como referência o transformador que apresentou um maior rendimento luminoso para a lâmpada. é calculado conforme equação 6-1. ≈ ú Eq. foi de 120 lúmens quando utilizada com o transformador eletrônico do fabricante A e 162 lúmens com o transformador do fabricante B. A família analisada é chamada de Rebel. Filtrando o fluxo emitido para o ângulo de interesse. eficiência luminosa do LED e o rendimento do componente óptico secundário utilizado para controlar a abertura luminosa. Nichia e Everlight sendo que para esta análise foram escolhidos para análise os LEDs do fabricante LUMILEDs. Os principais dados que devem ser avaliados. 6. que os LEDs deverão gerar um fluxo luminoso de no mínimo 130 lúmens.86 6 AVALIAÇÃO DOS COMPONENTES PARA A LÂMPADA PROPOSTA Com base nas características encontradas nas lâmpadas halógenas. basicamente. Tendo como base a eficiência típica das lentes colimadoras do tipo TIR como sendo de 85 %. Lumileds. .

2009 Para a faixa de cor similar às lâmpadas halógenas (cor branca quente). será considerada a temperatura máxima no pad térmico. da potência aplicada sobre ele e da temperatura ambiente.Rj-c) Temperatura de cor: Fonte: LUMILEDs. A temperatura no pad térmico do LED irá depender diretamente do dissipador térmico utilizado.LED modelo Rebel (LUMILEDS) Fonte: LUMILEDS.2009 Modelo 2 LXML_PWW1_0050 1000 mA 50. A temperatura exata no pad térmico deverá ser calculada posteriormente. em que a lâmpada será instalada. esta família apresenta três versões dadas em catálogo. 2008).87 Figura 6-1 .000h Modelo 3 LXML_PWW1_0060 LXML_PWW1_0040 40 lm 50 lm 10 °C/W 3100K 60 lm Nota-se que as características luminosas são apresentadas a uma temperatura de 25°C no pad térmico13. . conforme podem ser vistas na tabela 6-1. para 13 Pad térmico – É a região metálica sob o LED que serve como caminho térmico entre a junção do componente e o dissipador (CREE.Dados do LED Rebel da Philips LUMILEDs LUMILEDS Modelo 1 Referência: Corrente máxima: Vida Média (B50/L70): If=700mA e Tj = 135°C Fluxo luminoso: @ 350mA e Tc=25°C Resistência térmica: (junção/pad térmico . Em nível de projeto. Quando se aumenta essa temperatura o fluxo luminoso emitido é reduzido de forma proporcional. Tabela 6-1 . em um protótipo.

38 Onde: P é a potência total Vf é a tensão direta sobre o LED . A queda de tensão sobre o LED também é relativa à sua corrente direta. 6-2 Aproximando os valores encontrados no gráfico. Assim.000 horas. 2009 Com se trata de uma carga linear.4 × 0. = × Eq.Tensão direta x corrente direta (Rebel) Fonte: LUMILEDS.700 = 2.88 que a temperatura na junção atinja no máximo 135 °C. tem-se: = 3. que é a temperatura dada pelo fabricante. na qual é garantida a expectativa de 50. com uma corrente de 700 mA. deverá ser levada em consideração a resistência térmica entre o pad térmico e a junção. que para este tipo de LED é de 10 °C/W. a potência total pode ser calculada diretamente pela equação 6-2. e é dada pelo gráfico da figura 6-2. esta também será calculada para a corrente de 700 mA. Como essa temperatura dependerá também da potência dissipada pelo LED. Figura 6-2 .

Temperatura do pad térmico versus Fluxo luminoso (LED Rebel) Fonte: LUMILEDS. 6-3 Assim a temperatura máxima no pad térmico deverá ser: = 135 − (2.38 × 10) = 111. 2009 De acordo com a figura 6-3 tem-se que. Estes valores são dados a uma corrente nominal de 350 mA. = −( × ) Eq. o LED em questão quando operar com uma tempera de junção. Figura 6-3 .89 If é a corrente que circula pelo LED Sabendo que a resistência térmica entre o pad térmico e a junção de LED é de Tj-c = 10 °C/W pode-se calcular a máxima temperatura no pad térmico para que a temperatura da junção não ultrapasse os 135 °C pela equação 6-3. tal que seja a máxima para garantir ao menos 50000 horas de operação.2 °C Agora com a temperatura do pad térmico é possível encontrar qual será o rendimento luminoso relativo deste LED pelo gráfico apresentado na figura 6-3. porém este tipo de LED . irá gerar um fluxo luminoso de 81 % do disposto em seu datasheet.

são alcançados os valores de fluxo luminoso apresentado na tabela 6-2. Dobrando-se a corrente aplicada ao LED aumenta-se o fluxo luminoso em aproximadamente 65 %.4 lm 66.2 lm Fonte: O Autor. e o acréscimo deste. O fabricante indica como corrente nominal máxima para garantir a expectativa de vida proposta. 700 mA. quanto maior a corrente. A relação do acréscimo do fluxo luminoso em função da corrente aplicada é dada pela figura 6-4 onde é constatado que o fluxo luminoso não aumenta linearmente com o aumento da corrente. e assim menor sua expectativa de vida.Fluxo Luminoso real dos LEDs na operação proposta (REBEL) LUMILEDS Modelo 1 Referência: Fluxo luminoso: @ 700mA e Tj=135°C Modelo 2 Modelo 3 LXML_PWW1_0040 LXML_PWW1_0050 LXML_PWW1_0060 53. Essa corrente será adotada como sendo o limite máximo para esta aplicação. Figura 6-4 . 2009 .8 lm 80. maior será também a temperatura da junção.Fluxo Luminoso x corrente direta do LED Rebel Fonte: LUMILEDS. Tabela 6-2 . em relação à corrente aplicada.2009 Considerando a redução do fluxo luminoso em relação à temperatura de operação. sendo que o fluxo luminoso do chip aumenta à medida que uma corrente maior é aplicada.90 pode operar até 1000 mA. Porém.

é possível constatar que um único LED deste modelo. Como serão utilizados 3 LEDs. conforme foi proposto é possível garantir que a quantidade de fluxo luminoso gerado pelos semicondutores será de 160.2 lúmens. sendo proporcional à sua eficiência. com a utilização de um .91 Com esses dados. Parte-se então. assim este será o modelo escolhido. mesmo operando com uma corrente de 700 mA. não alcançará o valor dado pela equação 6-1. 6. mesmo com o modelo 1. 6-4 Φ = 53. a tensão necessária na saída e a corrente a ser utilizada. = Assim: ∗ Eq. com dois LEDs do modelo 2 seria possível atingir a quantidade necessária. porém como se necessita de uma geração luminosa circular. Torna-se necessário então. seguido do modelo 2 e do modelo 3. o fluxo luminoso proposto é atingido conforme a equação 6-4.2 SELEÇÃO DO TIPO DO CONVERSOR Para selecionar o tipo do conversor (driver) a ser utilizado. o que indica que o preço do modelo 1 é o mais baixo dos três. onde uma geração luminosa circular pode ser atingida mais facilmente. torna-se inviável esta aplicação. O preço dos LEDs acaba de uma forma geral. sendo que o necessário para garantir o mesmo fluxo da halógena de 20 W. que é no mínimo 130 lúmens. Conforme avaliado anteriormente não é possível atingir o fluxo alvo.2 Onde: Φl = é o fluxo produzido pela lâmpada Φled= é o fluxo luminoso de cada LED N= é a quantidade de LEDs utilizada Assim. Em relação ao fluxo luminoso. é de 130 lúmens. utilizando-se os três LEDs.4 ∗ 3 = 160. para uma solução com 3 LEDs. similar às lâmpadas halógenas. utilizar um arranjo com mais LEDs. Desta forma ainda tem-se um percentual de garantia de cerca de 20 %. é necessário saber qual será a tensão de alimentação.

a tensão necessária na saída do driver será dada pela equação 6-5. Assim. são possíveis duas configurações. tem-se que a tensão de saída do driver.2 V. Para a conexão destes LEDs. . a ligação em série ou a ligação em paralelo. esta é dependente do tipo da fonte a ser utilizada. deverá ser de 10. além também de ser compatível com fontes de tensão contínua. é possível montar relação das características do tipo de alimentação às quais o driver estará sujeito. o driver deverá fornecer uma corrente constante de 700 mA em sua saída.4 = 10. com uma tensão de aproximadamente 10. = Onde: Vo = tensão de saída do driver Vf = Tensão dos LEDs ∗ Eq. Assim torna-se necessária a utilização de três LEDs.92 único LED.2 V conforme calculado abaixo. A solução a ser utilizada então. = 3 ∗ 3. Para a ligação em paralelo seria necessário um controle individual de cada LED. ocasionando diferenças na luz emitida por cada um. 6-5 Assim.2 Quanto à tensão de entrada. baseado na queda de tensão sobre o LED quando alimentado em 700 mA. A proposta desta lâmpada é possibilitar sua utilização tanto com transformadores eletrônicos como com eletromagnéticos. a corrente não seria distribuída igualmente a todos eles. será a utilização dos LEDs conectados em série. Essa diferença poderia ocasionar uma geração de luz não homogênea do conjunto.Caso contrário. Assim. Considerando as fontes citadas. conforme mostrado na tabela 6-3. ou uma criteriosa seleção para que os três LEDs apresentassem a mesma queda de tensão.

a variação foi estipulada de forma arbitrária. e assim menores as perdas de potência sobre ele.2 Vrms. Quanto à fonte de tensão contínua. Para o controle da corrente de saída.2V. menor poderá ser resistor sensor. podendo ser de forma contínua. maior ou igual à tensão de saída. 2009 *Baseada na tolerância permitida para a rede elétrica de +/.3 CONFIGURAÇÃO DO DRIVER BUCK-BOOST Um driver dedicado para o controle da corrente em LEDs de potência possui algumas características que o difere dos outros conversores para uso comum. foi aplicada esta variação. na grande maioria das aplicações.8 AC 30 kHz – 100 kHz Fonte de tensão contínua 12 13. como geralmente possui algum tipo de regulador de tensão. o valor mínimo foi baseado tolerância permitida para a rede elétrica de +/. dessa forma o driver indicado para esta aplicação é o do tipo Buck-Boost. é considerada a freqüência disponível da rede elétrica. Para o transformador eletrônico.8 DC - Fonte: O Autor. o valor . Assim. A especificação chave é a habilidade de medir e controlar a corrente de saída com precisão e eficiência. tem-se que a tensão de entrada poderá ser menor. utiliza-se um resistor conectado em série com os LEDs para atuar como sensor. (Rsns).2 10.10% ** Para o transformador eletromagnético. Entretanto.10%. quanto menor for o valor desta tensão admissível para o correto funcionamento do controle. O sistema de controle do driver utilizará a queda de tensão sobre este resistor como parâmetro de realimentação para atuar no controle da corrente. Esta.8 AC 50 – 60 Hz Transformador eletrônico 12 13.2 7. ou alternada de até 100 kHz. Para o transformador eletrônico.Características da tensão de entrada do driver Tensão Nominal (Vrms) Tensão Máxima* (Vrms) Tensão Mínima** (Vrms) Característica Frequência*** Transformador eletromagnético 12 13. Com base nestas informações os limites para a tensão de alimentação na qual o driver deverá funcionar são de 7.93 Tabela 6-3 .8 a 13. porém tomando como base os valores de tensão medidos na prática (Tabela 3-1). *** Para o transformador eletromagnético.2 10. Como a tensão de saída encontrada foi de 10. foram utilizados os valores obtidos na prática conforme a tabela 3-1. 6.

2009 Para determinar a resistência dinâmica deve ser traçada um linha tangente à curva IxV.1 RESISTÊNCIA DINÂMICA DOS LEDS A resistência de carga é um importante parâmetro a ser analisado para o projeto de fontes de potência.Signal-noise-ratio. 14 SNR. é necessário verificar qual é a característica da carga. realizando a simples divisão da tensão direta do LED pela sua corrente. a resistência pode ser calculada simplesmente pela relação entre a tensão de saída e a corrente de saída. Assim. Para o desenvolvimento do conversor. já proposto anteriormente. Trata-se da curva do LED Rebel. Figura 6-5 .94 desta tensão (Vsns) não deve ser tão baixo que comprometa a relação sinal-ruído (SNR14) (RICHARDSON. 6. 2009). O circuito equivalente de um LED é demonstrado na figura 6-5. após identificada a topologia proposta. podem ocorrer problemas no controle do regulador. Em uma fonte simples que regula a tensão de saída. se este valor for muito alto. 2008). onde o diodo “D” indica um diodo ideal. conforme mostrado na figura 6-6. no caso dos LEDs esta resistência é dinâmica (rd). a seguir. A resistência dinâmica é geralmente disponibilizada por alguns fabricantes para uma determinada corrente.3. Em drivers de LEDs isso é utilizado também para definir a capacitância de saída necessária para alcançar o ripple desejado de corrente. Porém. pode-se ter um resultado na faixa de 5 a 10 vezes maior que o verdadeiro valor de rd. a fonte “Vd” indica a queda de tensão direta sobre o diodo.Circuito equivalente dos diodos Fonte: O Autor. e a resitência “rd” significa sua resistência série dinâmica. mas na maioria dos casos pode ser calculada pela curva de tensão por corrente. Para tanto é feita. significa a taxa de sinal pelo ruído criado. e é alterada com a mudança da corrente. particularmente para o laço de controle. que deve ser fornecida pelo fabricante (RICHARDSON. . uma análise da resistência dinâmica dos LEDs.

é possível calcular a resistência dinâmica para a corrente em questão. até as extremidades faz-se uma linearização da curva.47Ω .55 = 1125 − 0 = 1125 0.95 Estendendo a reta. levando em consideração a variação da corrente (∆If) e da tensão (∆Vf). assim para os três LEDs ligados em série como proposto esta resistência será: = ∗ = 3 ∗ 0.49 = 1.55 = 0.6 − 3.2009 Assim pela equação 6-6: ∆ ∆ = Eq. a partir do ponto de interesse.Cálculo de resistência dinâmica (LED REBEL) Fonte: LUMILEDS.05 = 0.125 = A resistência dinâmica se combina em série e em paralelo como resistores lineares. Figura 6-6 . 6-6 E sabendo que: ∆ ∆ Tem-se: = 3.49Ω 1.

Torna-se limitado pela relação não linear. a tensão direta sobre os LEDs também aumenta. 6. 2009 Nota-se que a modelagem é composta por um diodo ideal.Modelagem elétrica de três LEDs REBEL ligados em série Fonte: O Autor.96 Desta forma o modelo completo é mostrado na figura 6-7. maior do que consegue resfriar durante os períodos do vale. que pode significar em redução da PCB e diminuição dos custos de matéria prima. este pode ser admitido como sendo de 10 % a 40 % p-p da corrente direta If. Desta forma é possível visualizar o comportamento dinâmico da carga a ser utilizada no conversor. Permitir um maior ripple significa diminuir a indutância e a capacitância do filtro de saída. ele é definido como sendo o maior valor possível. a valores imperceptíveis ao olho humano. uma fonte de tensão e um resistor em série. Em geral. de modo a aproximar da situação real. Acima de 40 % de ripple. nos picos de corrente. (RICHARDSON-2009) Na figura 6-8 é apresentada a forma de onda respectiva um valor de ripple de 25 % em corrente de um conversor do tipo buck. Figura 6-7 . Esta larga tolerância é aceitável por que o ripple está em uma freqüência elevada. É típico que uma fonte de tensão deva trabalhar com ripple de até 4 %. resultando em um aquecimento excessivo e redução da vida útil do LED.3. Em drivers de corrente para LEDs . . a pastilha do LED sofre um aquecimento. geralmente. entre o calor e a quantidade de luz gerada nos picos de corrente através do LED. Por essa razão.2 CORRENTE DE RIPPLE ADMISSÍVEL Nestes drivers a corrente de ripple sobre os LEDs (∆I) é equivalente à tensão de ripple (∆V) em reguladores de tensão. os requisitos para a ondulação de corrente nos LEDs não são tão restritos quanto para as ondulações em fontes de tensão. Este modelo também será utilizado como carga para a simulação do circuito via software. sendo que à medida em que a corrente é incrementada.

A energia armazenada em “L” é então entregue ao capacitor e à carga. Enquanto a chave “T” está conduzindo é o capacitor que fornece a energia para a carga. Figura 6-9 . Na figura 6-9 é possível visualizar a topologia geral para o circuito com três LEDs como carga. e como o diodo “D” não conduz.3 CÁLCULO DO CONVERSOR BUCK-BOOST No conversor Buck-Boost.97 Figura 6-8 .Circuito básico da topologia buck-boost com carga de LEDs Fonte: O Autor. 2009 6. Quando a chave “T” desliga. ocorre a continuidade da corrente no indutor pela condução do diodo “D”. a tensão de saída tem polaridade oposta à da tensão de entrada. neste primeiro ciclo é transferida energia da fonte para o indutor “L”. . 2009 Quando a chave denominada como “T” é ligada.3. esta característica deve ser analisada na construção do driver. Assim.Ripple típico de 25% de um conversor tipo Buck Fonte: RICHARDSON.

Se d< 0. Na figura 6-10 são apresentadas as formas de onda esperadas sobre cada um dos principais componentes quando o conversor opera em modo de condução contínuo e descontínuo.5 possuirá características de redução de tensão enquanto que se trabalhar com d>0. ∗ = ( − ) Eq. 2009 Este tipo de conversor é uma junção de um conversor boost (elevador) com um conversor Buck (redutor).Formas de onda do conversor Buck-Boost Fonte: POMILIO. O que definirá em que método ele trabalhará será o duty-cycle (d) ou ciclo de trabalho. 6-7 A partir desta equação conclui-se que para o modo de condução contínuo. A relação da tensão de entrada pela tensão de saída é dada pela equação 6-7. Figura 6-10 .5 sua característica será de elevador. a tensão .98 Nesta topologia tanto a corrente de entrada quanto a de saída são descontínuas. aqui denominadas respectivamente por “E” e “Vo”. A tensão a ser suportada pelo diodo e pelo transistor será a soma das tensões de entrada e de saída.

6-9 No período em que a chave está conduzindo. O capacitor pode ser calculado a partir da equação 6-10 (MELLO. 2000).1996). desta forma. = Eq. as variações na tensão podem ser compensadas atuando-se na razão cíclica.99 média na carga depende apenas da tensão de alimentação e da razão cíclica. é utilizada a relação da equação 6-9 (MELLO. Assim. de modo a manter a tensão média na carga constante (BARBI. Sua corrente média de descarga durante este período será a própria corrente média na carga. A relação inversa ocorre para a razão cíclica mínima.1996). 6-10 ∆V = Variação de tensão admissível na carga Is = Corrente de saída . De outra forma esta relação pode ser dada pela equação 6-8. Para o dimensionamento do indutor. é o capacitor que fornece a energia para a carga. 6-8 Observa-se. a razão cíclica máxima será quando a tensão de alimentação atingir seu valor mínimo. ≥ Onde: ∗ ∗∆ Eq. ≥ Onde: Ps= Potência de Saída f = frequência de operação E =tensão de entrada d = duty-cycle ∗ ∗ ∗ Eq. para o modo de condução contínua. que se a tensão na carga for mantida constante.

no caso será admitido 25 % de ripple de corrente. então.100 Com as relações dadas acima é possível.47 = 10.15V + 0.8 V f = 500kHz Vo = 10. Como visto anteriormente. Como parâmetros de entrada nominais serão considerados os seguintes valores: E = 12 V Emáx = 13.8 V Emin = 7. é possível definir qual será a variação de .7*1. tem-se Vo= 9.2V (considerando o modelo visto anteriormente para os 3 LED operando em 700mA. que garante que para uma corrente média de 0. calcular os valores aproximados dos capacitores e indutores a serem utilizados na simulação.875 A que fica abaixo do limite de 1 A definido para o LED em questão.425 Logo. tem-se: L≥ E ∗d 2 ∗ Ps ∗ f ≥ 4. a corrente de ripple pode variar entre 10 % e 40 %.18 ≅ 10. assim será considerado o valor médio desta relação.2V) Po = 10.93 Agora.2V * 0. para o cálculo do indutor pela equação 6-9. para o cálculo do capacitor utiliza-se a equação 6-10. Tendo em vista a modelagem do LED. Foi considerada a condição onde será necessário o maior indutor no caso alimentação de 13.700A = 7.8V: = + = 0.700 A a máxima corrente será de 0.14W Então pela equação 6-8 é possível encontrar o valor de duty-cycle para a condição de análise.

612 A a 0. a variação de tensão deverá ser de aproximadamente 0.2 V.esta variação representa cerca de 3 %.306 Tem-se: = 1.7 A.787 A) para uma corrente média de 0.03 = 0. ≥ Logo. se: ∗ ∗∆ Δ = 10.101 tensão admissível para este ripple de corrente.3 V. Na figura 6-12 é apresentado o circuito buck-boost implementado.Característica da carga do driver Fonte: O Autor. Considerando a tensão nominal de saída de 10.97 Com os valores calculados foi realizada a simulação por meio do software PSIM 6. 2009 Pela avaliação da malha. para garantir que a ondulação na corrente seja de 25 % p-p. Figura 6-11 .2 ∗ 0. . (0.0. A figura 6-11 apresenta a etapa de saída do conversor.

foi utilizado o modelo elétrico dos LEDs conectados em série.46. de freqüência fixa. 2009 . referente a corrente na carga. C1=2. Rd = 1. Para atuar como elemento de chaveamento foi utilizado um transistor do tipo Mosfet (T1). Na figura 6-13 é apresentada a resposta do circuito. L1=10 uH. um oscilador (OSC). OSC= 500 kHz com duty-cycle igual a 0. um diodo ideal (D2) e um resistor em série (Rd). Vd = 9. 2009 Como apresentado anteriormente. O qual é constituído por uma fonte de tensão (Vd).Circuito Buck-boost montado no simulador PSIM 6. Como o circuito simulado é em laço aberto.47 Ω.102 Figura 6-12 . Figura 6-13 . para estes valores. realiza o comando da chave. torna-se possível a obtenção de uma resposta aproximada.2 uF.Forma de onda nos LEDs do conversor buck-boost simulado Fonte: O Autor.15 V. para simulação da carga. Assim atribuindo ao circuito os valores calculados.0 Fonte: O Autor. Os valores calculados e utilizados na simulação são: E=12 V.

566 e para E= 13. desta forma tem-se: Para E=7. para garantir a mesma corrente nos LEDs. Sendo assim. O valor do indutor foi alterado de 10 uH para 70 uH. porém. A figura 6-14 mostra a resposta do circuito após esta alteração.8V = + = 0. 2009 Esta simulação foi realizada considerando a tensão de alimentação nominal.Corrente nos LEDs com indutor alterado Fonte: o autor. a tensão de saída é dependente da tensão de entrada e do ciclo de trabalho utilizado. Nota-se. que na partida a corrente atingiu picos acima de 1. assim. melhora-se a resposta do sistema e consegue-se um menor valor de pico de corrente na partida.103 Como esperado. conforme a figura 6-13 a corrente apresentou um valor médio em regime de aproximadamente 700 mA. deve ser realizada a compensação no duty-cycle de acordo com a equação 6-8. Como visto anteriormente. Figura 6-14 . Porém.8 A que poderiam danificar os LEDs. o sistema deve apresentar as mesmas características na saída em toda a faixa de tensão estipulada. Desta forma.425 .8 V = + = 0. para reduzir este pico de corrente na partida. quando a tensão de alimentação está em seu limite mínimo ou máximo. foi aumentado o indutor.

fazendo a simulação no software. 7. mesmo utilizando um dutycycle maior. 2009 . foi alterado o valor do indutor de 70 uH para 100 uH . ou seja. A figura 6-15. nominal e máxima. é possível observar o comportamento do sistema. Como se trata de um sistema para iluminação geral. 12 V e 13. figura 6-16 e figura 6-17. este tempo torna-se ínfimo.8V Fonte: O Autor.8 V. Desta forma para garantir os valores de ripple definidos anteriormente. 12 V e 13. a seguir.8 V. No caso da tensão no limite inferior. Figura 6-15 .104 Da mesma forma. Com estes valores foi realizada novamente a simulação para as tensões de alimentação mínima. apresentam os resultados obtidos respectivamente para as tensões de alimentação de 7. respectivamente.8 V.Corrente nos LEDs com tensão de alimentação de 7. Analisando a estas figuras é possível perceber que o tempo de estabilização é maior na medida em que a tensão de alimentação é diminuída. os tempos são bastante curtos sendo que no pior caso a estabilização ocorre em 1 ms. Embora exista diferença. houve acréscimo no valor do ripple.8 V .

2009 Após a análise da saída do conversor é realizada a avaliação das formas de ondas nos componentes do circuito proposto. .Corrente nos LEDs com tensão de alimentação de 12V Fonte: O Autor.105 Figura 6-16 . cujas formas de onda são apresentadas na figura 6-18.8V Fonte: O Autor.Corrente nos LEDs com tensão de alimentação de 13. 2009 Figura 6-17 .

106

Figura 6-18 - Formas de onda no conversor Buck-Boost proposto Fonte: O Autor, 2009

Comparando as formas de onda sobre os componentes, capturadas no simulador, com as formas de onda típicas do conversor buck-boost, quando operando em condução contínua, é possível perceber a similaridade entre ambas. Como pode ser vista na figura 6-18, o primeiro gráfico I(L1), representa a corrente no indutor. O segundo I(D1), representa a corrente no diodo do conversor, o terceiro I(T1) a corrente sobre o transistor e no último (VT) a tensão sobre o transistor. Nota-se que a corrente no indutor nunca chega a zero, permanecendo entre os níveis de 1,25 A e 1,40 A , o que comprova que o conversor está operando no modo de condução continuo. Desta forma, fica também comprovado pela simulação, que o circuito apresenta as características necessárias para o controle dos LEDs da solução proposta. Esta característica foi avaliada nas tensões identificadas como mínima, nominal e máxima. As simulações foram realizadas utilizando uma fonte de tensão contínua ideal. No caso de se utilizar fontes de tensão alternada, será necessário o acréscimo de um retificador e filtro capacitivo. A etapa analisada foi a etapa de potência, sendo que para realizar o controle do dutycycle a ser aplicado no transistor é necessária também uma etapa de controle. Será realizada a montagem do circuito em laço aberto. Assim a parte de realimentação em corrente não será abordada neste trabalho.

107 7 IMPLEMENTAÇÃO DO CIRCUITO Com base na avaliação realizada nos capítulos anteriores será realizada a implementação do circuito do conversor Buck-Boost proposto com vista a confirmar os dados da simulação realizada.

7.1

CIRCUITO BUCK-BOOST PROPOSTO O circuito Buck-boost proposto anteriormente, foi calculado para a operar em 500 kHz.

Esta freqüência foi escolhida por existirem disponíveis no mercado, alguns circuitos integrados específicos para controle de conversores como estes, que podem operar nesta faixa de frequência. Operando em frequências elevadas como esta, é possível a diminuição dos componentes, principalmente o indutor e capacitor, o que permite que o circuito final possua um tamanho reduzido. Esta é uma característica imprescindível pois o espaço disponível para o circuito é restrito. Porém, operando em freqüências tão elevadas, é necessário que seja implementada uma placa de circuito impresso dedicada a operar nessa freqüência, visto que os efeitos das impedâncias parasitas se intensificam na medida em que a frequência é elevada. É recomendado também o uso de componentes em SMD15, que reduzem os efeitos das impedâncias parasitas dos terminais dos tradicionais componentes PTH16. No protótipo será utilizada a frequência de 100 kHz. Esta freqüência foi escolhida pois como o circuito será montado de forma discreta e com componentes PTH, freqüências mais elevadas gerariam altos níveis de ruído e mau funcionamento do circuito devido às impedâncias parasitas. Foram realizados testes com o circuito discreto e foi constatado que com esta faixa de frequência o circuito apresenta um resultado satisfatório. Alterando a frequência de operação o funcionamento do circuito permanece o mesmo, entretanto os componentes deverão ser recalculados. Como o intuito deste trabalho não é realizar a análise da parte de controle, foi realizada a implementação do circuito em malha aberta. Para o controle da chave comutadora do

15

SMD – Sigla corresponde a Surface-Mount Devices, ou em português, dispositivos de montagem em superfície. São componentes eletrônicos com tamanho reduzido que permitem serem soldados em placas de circuito impresso sem a necessidade de longos terminais. PTH – Sigla corresponde a Pin Throught Hole, ou em protuguês pino através de furos, são os componentes eletrônicos que possuem terminais de conexão que geralmente atravessam a placa de circuito impresso e são soldados na face oposta a que são inseridos.

16

108 conversor, será utilizado um circuito integrado que gera um sinal com frequência fixa e possibilita o controle da largura do pulso de saída, método PWM17. Este controle é realizado pelo ajuste da tensão aplicada em seu pino de controle. O circuito integrado utilizado foi o SG 3524. Este componente permite configurar sua frequência de comutação em uma faixa de 200 Hz até 450 kHz, por meio do ajuste de componentes externos. Na topologia padrão do circuito Buck-Boost analisada anteriormente, e apresentada novamente na figura 7-1, a chave comutadora “T1”, não é referenciada ao terra da fonte. Esta topologia gera um problema para o controle da chave. Visto que esta chave é um transistor tipo MOSFET, que necessita de uma tensão entre gate e source para entrar em estado de condução, o sinal de controle precisaria ser referenciado no mesmo ponto que o pino source do MOSFET. O problema ocorre que neste ponto a tensão é variável, visto que está conectado na parte superior do indutor, que recebe diferentes valores de tensão e assim impossibilita a referência direta do sistema de controle. Neste caso seria necessária a utilização de um driver especial para comandar esta chave, como por exemplo o circuito IR2117 da empresa International Rectifier, que por intermédio de capacitores cria uma referência dinâmica para o controle da chave. Para contornar este problema foi alterada a disposição dos componentes do circuito de modo que a chave comutadora fosse referenciada ao mesmo terra da fonte de alimentação, o que torna o sistema de controle da chave simplificado. A figura 7-2 apresenta a solução proposta, com esta disposição dos componentes.

Figura 7-1 - Circuito Buck-Boost clássico Fonte: O Autor, 2009

17

PWM – Sigla corresponde a Pulse Width Modulation, ou em português, modulação por largura de pulso. É uma técnica comum em eletrônica para transportar informações ou servir como sinal de controle em fontes chaveadas.

se o duty-cicle do conversor for menor que 50 % a tensão de saída será menor que a de entrada. considerando os seguintes dados: f = 100 kHz Ps = 7.Circuito Buck-Boost com chave referenciada ao terra Fonte: O Autor. Dessa forma de acordo com a equação 6-9 . 7. é calculado o novo valor para o indutor.1. Assim.8 V (condição mais crítica para o cálculo do indutor) d = 0. enquanto que se o duty-cicle for maior que 50 % então a tensão de saída também será maior.425 Assim: L ≥ 24. tem-se que esta será proporcional a tensão e assim o controle baseado na corrente pode ser realizado da mesma forma. 2008). Fazendo-se uma relação com a corrente na carga.14 W E = 13. 2009 Nota-se nesta nova disposição o funcionamento do conversor se dá de forma semelhante sendo que a disposição dos componentes permite o acionamento do MOSFET referenciado pelo terra da fonte (ZETEX SEMICONDUCTORS.08 mH .109 Figura 7-2 . Como a frequência de operação será de 100 kHz.1 COMPONENTES DO CONVERSOR BUCK-BOOST Conforme já visto anteriormente o conversor Buck-Boost tem a propriedade de elevar ou diminuir a tensão de saída em relação a tensão de entrada. então os componentes serão ajustados para esta frequência.

9 uF Da mesma forma o capacitor deverá ser de valor superior a 12.306 V Assim. O cálculo do capacitor é realizado considerando os seguintes dados: d = 0. . responsável pelo aquecimento nos períodos de condução. Diodo Schottky – É um modelo de Diodo que possui uma baixa queda de tensão de condução direta e é caracterizado como ultra rápido e assim ideal para circuitos de alta freqüência. Assim como o transistor escolhido apresenta tensão de bloqueio máxima de 55V.7.8 V ) Is = 0. como o conversor trabalha em alta frequência. este atende a aplicação. Para o diodo. Como elemento comutador foi utilizado o transistor MOSFET modelo IRFZ44N da International Rectifier (IR). tem-se: C ≥ 12. que é um valor comercial e permite uma folga em relação ao valor calculado. Possui tensão de bloqueio de 40V e capacidade de condução de corrente de até 3 Àmperes. Assim será utilizado o próximo valor comercial típico que é de 22 uF. o modelo escolhido foi do tipo Schottky19 do tipo 1N5822.5 m . calculado na menor tensão de alimentação . pela aplicação da equação 6-10. na situação mais crítica no circuito proposto esta tensão não será superior a 30V.2 GERADOR DE PWM Como descrito anteriormente será utilizado o Circuito integrado SG3524 para geração dos pulsos de comando da chave.9 uF. sendo 18 19 RDson – É a resistência interna dos Mosfets. como no caso do transistor escolhido que é de 17. como este. A tensão máxima sobre a chave será a tensão da carga mais a tensão de alimentação. Este componente disponibiliza duas saídas de PWM.7 A f = 100 kHz ∆V = 0. é possível um valor de RDson18 reduzido.110 Como o indutor deverá ser maior que 24.566 ( maior duty-cicle. Utilizando um MOSFET com a tensão de bloqueio baixa. 7.08mH será utilizado um indutor de 47 mH.

Para o controle do duty-cicle. ∗ Eq.5 % até 56. o circuito integrado dispõe de um pino que está internamente conectado a um comparador. 7-1 Assim foi estipulado o valor do capacitor em 1 nF. = Onde: Rt = Valor do resitor em K Ct = Valor do capacitor em µF f = Frequência em kHz .Circuito integrado SG3524 Fonte: TEXAS INSTRUMENTS. “0 %” e com uma tensão de 3.111 que cada uma permite uma variação de duty-clicle de 0 % até 45 %. Figura 7-3 . Dessa forma.6 %. Desta forma.5 V a razão cíclica gerada é a máxima. 2003). O circuito integrado é apresentado na figura 7-3. para o controle do duty-cicle foi . o componente permite a regulação do duty-cicle em toda a faixa que foi calculada anteriormente. o intervalo de controle da largura de pulso poderá ser de 0 % até 90 % (TEXAS INSTRUMENTS. Aplicando-se a este pino uma tensão de 1 V é gerada a mínima razão cíclica possível. 2003 A frequência de trabalho deste dispositivo é configurada por meio de um circuito RC que pode ser calculado pela equação 7-1. de acordo com a indicação do fabricante para a frequência de 100 kHz e foi calculado o valor do resistor “RT” que conforme a equação 7-1 foi de 13 K . ou seja de 42. Como o componente permite a ligação de suas duas saídas em paralelo. no caso “90 %”.

Este circuito integrado possui internamente dois transistores responsáveis pelo sinal de saída. o resistor foi calculado pela equação 7-2.Gerador de PWM implementado Fonte: O Autor. como os dipositivos com saida de coletor aberto. Segue na figura 7-4 o circuito gerador de PWM montado. que é alimentado por uma tensão de referência de 5 V. como é o caso do CI SG3524 em questão. Assim. Como a corrente máxima de saída do CI é de 200 mA e será utilizado 12 V como tensão de alimentação do circuito de controle. tanto o coletor quanto o emissor destes transistores são disponibilizados em pinos para conexão externa. que atuará como resistor de pull-up20. que é gerada pelo próprio CI (TEXAS INSTRUMENTS. é necessário a conexão de um resistor de coletor “R5”. Figura 7-4 . pinos 12 e 13 referente aos coletores e pinos 11 e 14 referente aos emissores dos dois transistores respectivamente. por intermédio do potenciômetro “P1” é possível variar a tensão no pino 2 e assim alterar o duty-cicle de acordo com o necessário. 2009 Desta forma. . 20 Resistores de pull-up – Os resistores pull-up podem ser usados em saídas lógicas onde o dipositivo lógico não pode fornecer corrente necessária para o controle da carga. 2003).112 implementado um divisor resistivo regulável por um trimpot. gerando nos pinos de saída um pulso PWM controlado.

É o padrão utilizado para estas lâmpadas quando são alimentadas em 12 Volts. Iomax = é a máxima corrente de saída do CI.321. Na peça estampada em alumínio foi adaptado um soquete do tipo GU5. Esta abertura foi escolhida por ser similar a abertura luminosa das lâmpadas halógenas com refletor dicróico analisadas anteriormente. Vin = Tensão de alimentação do circuito. que permite que o protótipo possa ser testado no mesmo suporte da câmara de ensaio vide figura 5-5.3 – soquete com dois pinos metálicos geralmente utilizados como suporte para os refletores MR utilizados em lâmpadas halógenas. trata-se de uma placa de circuito impresso que utiliza material metálico em sua estrutura. a qual permite a conexão elétrica e garante um caminho térmico de resistência reduzida entre os LEDs e o corpo de alumínio. que é a base para a comparação luminosa. chamada de MCPCB22. no caso 36°. com baixa resistência térmica. 21 Soquete GU 5. Para direcionar a luz emitida pelos LEDs foi utilizada uma lente tripla que permite uma abertura luminosa de 38°. 22 . Foram soldados os três LEDs em uma placa de alumínio. Como o nome sugere. utilizado para testar a lâmpada halógena MR16 de 20W. 7. Assim considerando Iomax= 0. Para a construção deste protótipo. foi utilizado alumínio como material metálico responsável pela dissipação térmica dos LEDs. 7-2 Onde: Rpu = Resistor de pull-up.2 A e Vin= 12 V tem-se: ≥ 60 Por segurança para não ultrapassar a corrente máxima do CI foi utilizado um resistor de 100 . placa de circuito impresso de núcleo metálico.113 ≥ Eq.3 LÂMPADA PROPOSTA Foi construído um protótipo para a lâmpada proposta. MCPCB – Sigla de Metal Core Print Circuit Board ou em português. A figura 7-5 apresenta o protótipo da lâmpada construída. especial para uso em situações onde os componentes eletrônicos necessitem de melhor troca térmica com o dissipador/ambiente. usualmente utilizada com LEDs de potência.

4 ENSAIO ELÉTRICO DO PROTÓTIPO Acrescendo o circuito de controle de duty-cicle do transistor ao circuito Buck-Boost proposto.Protótipo da Lâmpada de LED Fonte: O Autor.8 V a 13.Circuito Buck-Boost para alimentação dos 3 LEDs conectados em série Fonte: O Autor. que foi de 7. apresentado no circuito da figura 7-6.8 V.114 Figura 7-5 . é possível controlar a razão cíclica (duty-cicle) do conversor e assim foi possível manter uma corrente constante sobre eles de 700 mA. Na figura 7-7 é apresentado o circuito montado com a lâmpada proposta . foi possível realizar a alimentação dos três LEDs conectados em série. O circuito completo é apresentado na figura 7-6. em toda a faixa de tensão avaliada. 2009 7. 2009 Assim realizando o controle do potenciômetro P1. montados na lâmpada proposta. Figura 7-6 .

115 conectada.

Figura 7-7 - Circuito montado com a Lâmpada proposta Fonte: O Autor, 2009

Conforme apresentado anteriormente, aumentando a razão cíclica, aumenta-se a tensão de saída e conseqüentemente a corrente de saída. Da mesma forma quando diminui-se a razão cíclica do conversor, a tensão de saída então diminui e assim também a corrente nos LEDs. A tabela 7-1 apresenta os valores de razão cíclica utilizados para cada tensão de alimentação analisada, para manter a corrente constante nos LEDs.

Tabela 7-1 - Razão cíclica x Tensão de entrada

Tensão de entrada (V) 7,8 12,0 13,8

Razão-cíclica (%) 61,2 47,0 33,0

Corrente de Saída (mA) 705 703 710

Tensão sobre os LED (V) 10,0 10,0 10,1

Fonte: O Autor, 2009

Na figura 7-8 é apresentada a forma de onda de controle da chave, com o circuito

116 alimentado em 12 V. Nota-se que o sinal é similar a uma onda quadrada, porém apresenta uma certa inclinação na rampa de subida e descida, o que pode explicar que o a razão cíclica calculada tenha apresentado uma faixa um pouco estreita se comparado com a razão cíclica encontrada na prática. A faixa calculada foi de 42,5 % para a tensão de 13,8 V e 56,6 % para a tensão de 7,8 V, enquanto na prática os valores encontrados foram de 33% e 61,2 % respectivamente.

Figura 7-8 - Sinal de controle da Chave, com circuito alimentado em 12 V Fonte: O Autor, 2009

Na figura 7-9 é apresentada a corrente respectiva sobre os LEDs quando operando na mesma tensão de alimentação de 12 V.

Figura 7-9 - Corrente sobre os LEDs Fonte: O Autor, 2009

Diminuindo-se a janela de tempo analisado, na tela do oscilospópio, é possível visualizar a forma de onda do ripple gerado sobre os LEDs, este é apresentado na figura 7-10.

117

Figura 7-10 - Ripple de corrente medida sobre os 3 LEDs conectados em série Fonte: O Autor, 2009

Nota-se que o ripple de corrente sobre os LEDs foi de aproximadamente 176mA sobre uma corrente média de 700mA, representa um valor de ripple de 25,1% . Conforme analisado anteriormente no capítulo 6, é admissível um ripple na corrente de 10 até 40% para frequências elevadas, acima de 100Hz que já são imperceptíveis ao olho humano. O valor de ripple de corrente encontrado no ensaio prático foi praticamente o valor considerado no cálculo dos componentes, que foi de 25% sendo assim a aplicação atendeu as expectativas. Na tensão nominal de operação, a eficiência do circuito foi de 65%. Esta eficiência é relativamente reduzida se comparada a eficiência declarada por fabricantes de circuitos integrados dedicados a estes conversores. Um exemplo é o do circuito integrado ZXLD1322 da ZETEX semiconductors , que é indicado como uma eficiência típica superior a 80%. Porém tendo em vista que o circuito foi desenvolvido de maneira discreta pode-se considerar que a eficiência foi satisfatória. Tendo em vista estes dados, com o aprimoramento dos componentes utilizados e com um sistema de controle dedicado, é possível esperar por rendimentos maiores, similares aos declarados pelo fabricante citado.

7.5

ENSAIO LUMINOSO Com o protótipo da lâmpada de LED construído, acoplado ao conversor buck-boost, foi

possível realizar o ensaio luminoso na câmara apresentada anteriormente. Este ensaio visa avaliar a relação do fluxo luminoso gerado pela lâmpada de LED proposta, frente a lâmpada

Esta câmara foi construída para permitir a aquisição da intensidade luminosa das lâmpadas sob análise.3 108. o ângulo de abertura luminosa é declarado para a abertura onde é medida a metade da intensidade luminosa máxima da lâmpada.5 170.1.1 3.9 192.3 186. dado em lúmens.8 3.5 . Assim.1 148.4 190. Para a comparação luminosa foi utilizada a teoria vista no capítulo 5.0 Fonte: O Autor. na equação 5-3 é obtido então o valor de fluxo luminoso. Tabela 7-2 .1 132.0 2.1 184.7 25. em diferentes aberturas luminosas. a câmara permite analisar a intensidade luminosa no intervalo de 0° a 180°. As lâmpadas analisadas possuem luz dirigida.8 9.0 240.Medidas luminosas da Lâmpada de LED proposta Ângulo (°) 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 Lâmpada MR16 Protótipo Intensidade Luminosa (cd) Fluxo acumulado (lm) 482.118 halógena de 20W considerada como referência. que permite a comparação entre as duas lâmpadas.0 361. onde foi também apresentada uma câmara de ensaio luminoso vide figura 5-5.0 182.6 165. Aplicando-se os valores das intensidades luminosas medidas nos diferentes intervalos angulares. 2009 11.0 16. a análise será realizada no intervalo de 0° a 30°.4.6 76.3 158.8 189.0 179. Como pretende-se analisar toda a luz gerada para a parte frontal da lâmpada.2 40. Como visto no sub-capítulo 4. com abertura luminosa em torno de 36°.3 2.2 187.1 do capítulo 5.2 11.6 175.0 83. Na tabela 7-2 são apresentados os valores medidos com a lâmpada de LED proposta.3 44. Esta abertura é a mesma considerada anteriormente para a avaliação do fluxo luminoso prático das lâmpadas halógenas no item 5.0 460.8 8.8 3.0 146.3 5.2 4.

8 W.3 lúmens até o ângulo de 30°. utilizando-se LEDs com eficiências maiores é possível aumentar ainda esta relação. Desta forma foi atingido o fluxo estimado para os três LEDs conforme calculado no sub-capítulo 6. Assim mesmo considerando a reduzida eficiência do conversor.Distribuição luminosa da Lâmpada de LED proposta Fonte: O Autor. 2009 Nota-se que a maior parte da energia luminosa encontra-se na faixa até 30° que foi o valor estipulado para a comparação.3 lúmens. em cada um dos ângulos analisados. sendo que. Conforme pode ser visto na tabela 7-2. o que representa um rendimento luminoso do circuito de cerca de 14 lúmens / Watt dentro da faixa de abertura luminosa analisada. de 65 %. com a lâmpada proposta foi encontrado um fluxo luminoso de 148. . são apresentados os valores da intensidade luminosa. foi possível traçar a curva demonstrada na figura 7-11. o que significa que o resultado foi satisfatório visto que o valor de referência medido com a lâmpada halógena de 20 W foi de 110 lúmens.1. fazendo a interpolação dos pontos. Com a lâmpada halógena este rendimento atinge um valor em torno de 7. dada em candelas. Com a qual foi possível a geração de 148. foi praticamente o dobro do rendimento da lâmpada halógena.3 lúmens/Watt (110 lúmens e consumo de 15 W). a potência total do circuito foi de 10. Ensaio Luminoso Intensidade Luminosa (cd) 500 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 ângulo (° ) Figura 7-11 . Aplicando-se a equação 5-3 são obtidos os valores de fluxo luminoso demonstrados na terceira coluna.119 Na segunda coluna da tabela 7-2. Com estes dados. Isto representa que o resultado de rendimento luminoso com a lâmpada de LED proposta.

sendo que a mais usual é o transformador eletrônico. Como forma de avaliação. por intermédio da variação do duty-cycle de comando de sua chave. que pode ultrapassar 50. foi realizado o levantamento das características luminosas das lâmpadas halógenas usualmente utilizadas no mercado. visto a maior eficiência luminosa dos LEDs.8 V. contra cerca de 2000 horas das lâmpadas halógenas e a ausência de radiação infravermelha e ultravioleta na luz emitida. a qual teve o foco no uso de LEDs para a substituição de lâmpadas halógenas dicróicas. . O circuito do driver proposto foi implementado. Assim a avaliação luminotécnica das lâmpadas halógenas foi realizada com este tipo de conversor. Para garantir a equivalência luminosa entre a lâmpada halógena e a lâmpada de LED proposta.000 horas de operação. diversas topologias de conversores são utilizadas para reduzir a tensão da rede. que está de acordo com o calculado no projeto. a corrente foi mantida sempre constante em 700 mA. Foi apresentada uma solução à base de LEDs que seja apta a substituir este tipo de lâmpadas. bem como a construção de um protótipo para a lâmpada. Para controle da corrente sobre eles foi necessária a utilização de um conversor CC/CC do tipo buck-boost visto que a tensão de alimentação pode ser maior ou menor do que a tensão sobre os LEDs. a maior durabilidade. Os três LEDs foram conectados em série para garantir a mesma corrente em todos sem a necessidade de um controle complexo. O circuito de controle do driver foi realizado em malha aberta. Este conversor pode manter sua tensão de saída constante. e realizando o devido ajuste na razão cíclica. A solução apresentada visou a construção de uma lâmpada alternativa para as lâmpadas halógenas com refletor dicróico de 20 W / 12 V. que pôde ser ajustado por intermédio de um potenciômetro. Como operam em tensão de 12 V. com um ripple de aproximadamente 25 %. Foi avaliada a corrente nos LEDs com as diferentes tensões de entrada de 7. mesmo quando há variação da tensão de alimentação.8 V a 13. O controle é realizado pela variação da razão cíclica da chave do circuito. tornou-se necessária a utilização de três LEDs de potência de cor branca quente.120 CONCLUSÃO O presente trabalho procurou apresentar uma abordagem consistente sobre o uso de LEDs em iluminação decorativa. As vantagens em realizar esta substituição são o ganho em economia de energia elétrica. mantendo as suas características luminosas.

do fluxo luminoso emitido pelo conjunto proposto de lâmpada e driver. Como sugestão para futuros trabalhos. . Este trabalho foi publicado e apresentado no XVII Encontro de Jovens Pesquisadores. de atingir o mesmo fluxo luminoso da lâmpada halógena em questão. realizado pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. espera-se que ganhe volume no mercado e seja melhor explorada. Além disso devido as suas características os LEDs permitem ser dimerizados facilmente. como por exemplo no período da madrugada. Os LEDs além de já alcançar um rendimento luminoso muito próximo ao destas lâmpadas. o que ainda pode gerar economia de energia se for implementado um circuito que faça a redução do fluxo luminoso em intervalos determinados. visto que o projeto dos LEDs já foi feito considerando os limites mínimos de eficiência. o que pode reduzir consideravelmente os gastos com a manutenção do sistema. A grande parte do material encontrado sobre o assunto foi retirado de web-sites de fabricantes ou de outros trabalhos de pesquisa relacionados ao assunto. A tecnologia de iluminação por LEDs é ainda muito recente se comparada com as tecnologias atuais e continua sendo aprimorada constantemente. Assim o projeto alcançou o objetivo proposto. apresentam vida útil superior.121 Foi realizada a análise luminotécnica. possibilitando assim uma alternativa para sua substituição. bem como no XXIII Congresso Regional de Iniciação Científica e Tecnológica em Engenharia (CRICTE). realizado pela Universidade de Caxias do Sul . cita-se o desenvolvimento de soluções à base de LEDs para a substituição das fontes luminosas utilizadas em iluminação pública. sendo este comparado com a lâmpada halógena de 20 W de referência. como as lâmpadas de vapor de sódio. quando não há intensa circulação de pessoas. Tendo em vista as inúmeras vantagens desta tecnologia. O conjunto proposto apresentou um fluxo luminoso de cerca de 34% superior ao fluxo da lâmpada halógena de 20 W. Este fluxo ficou dentro do esperado.UCS.

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