0% acharam este documento útil (0 voto)
58 visualizações79 páginas

Prismas e Pirâmides: Geometria e Cálculos

Enviado por

dariel.soares
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
58 visualizações79 páginas

Prismas e Pirâmides: Geometria e Cálculos

Enviado por

dariel.soares
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

PROFE.

ESTEVAM
]PRISMAS E PIRÂMIDES
PRISMAS
É o sólido geométrico que possui duas bases paralelas e iguais.

Classificação conforma a inclinação das arestas laterais:


• Reto: quando as arestas laterais são • Oblíquo: quando as arestas laterais
perpendiculares aos planos das bases. formam um ângulo diferente de 90º com
os planos que contém as bases.

Estudaremos, de maneira mais aprofundada apenas os prismas retos, e apenas algumas aplicações
dos prismas oblíquos.

Classificação conforme o número de arestas da base:


• Triangular: quando as bases são triângulos.
• Quadrangular: quando as bases são quadriláteras.
• Pentagonal: quando as bases são pentágonos e assim por diante.

Prisma Regular é todo o prisma reto cuja base é um polígono regular.

Principais Prismas:
Áreas de um Prisma
Área da Base (Ab): é representada pela área das figuras planas, quadrado, triângulo, pentágono, ... .
Então:
Quadrangular Regular Triangular Regular Hexagonal Regular

𝐴𝑏 = 𝑙 2 𝑙 2 √3 6𝑙 2 √3
𝐴𝑏 = 𝐴𝑏 =
4 4

Área Lateral (Al): é a soma das áreas de todas as suas faces laterais. As faces laterais de um prisma
regular são retângulos.
Quadrangular regular Triangular regular Hexagonal regular

𝐴𝑙 = 4 ∙ (𝑙 ∙ ℎ) 𝐴𝑙 = 3 ∙ (𝑙 ∙ ℎ) 𝐴𝑙 = 6 ∙ (𝑙 ∙ ℎ)

Área Total (At): é a soma de sua área lateral com as áreas de suas bases.

𝐴𝑡 = 2𝐴𝑏 + 𝐴𝑙

Volume
Volume(V): é o produto da área de sua base pela altura (distância entre os planos das bases)

𝑉 = 𝐴𝑏 ∙ ℎ

Exemplo: Determine o volume de um prisma reto cuja base é um triângulo retângulo


isósceles de hipotenusa 2√2 cm, sabendo que a altura do prisma mede 6 cm.
Primeiro fazemos o desenho para entendermos melhor o que já temos e o que
precisamos fazer:
Agora, para determinar a área da base, precisamos dos catetos do triângulo
retângulo, que são iguais, pois esse triângulo é isósceles, de acordo com o
enunciado. Conseguimos determiná-los a partir do Teorema de Pitágoras,
2
𝑥 2 + 𝑥 2 = (2√2) ⇒ 2𝑥 2 = 4 ∙ 2 ⇒ 𝑥 2 = 4 ⇒ 𝑥 = 2 𝑐𝑚.
Com isso, temos:

Fazendo a área da base, temos,


𝑏∙ℎ 2∙2 4
𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = 2 𝑐𝑚2 .
2 2 2
Como a área da base é 2 cm² e a altura do prisma é 6 cm, conseguimos calcular
seu volume,
𝑉 = 𝐴𝑏 ∙ ℎ ⇒ 𝑉 = 2 ∙ 6 ⇒ 𝑉 = 12 𝑐𝑚3 .

Exemplo: Calcule a área lateral, a área total e o volume de um prisma hexagonal regular
cuja base está inscrita num círculo de raio 4 cm, sabendo que a altura do prisma mede
9 cm.
Primeiro fazemos o desenho para entendermos melhor o que já temos e o que
precisamos fazer:

Agora, para determinar as áreas, precisamos do valor das arestas da base. Como
esse hexágono regular está inscrito num círculo, sabemos que o raio do círculo é
igual ao valor do lado do hexágono, ou seja, a aresta da base mede 4 cm. A partir
disso podemos determinar as áreas da base e lateral:
6𝑙 2 √3 6 ∙ 42 ∙ √3 6 ∙ 16 ∙ √3
𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = 24√3 𝑐𝑚2 ⇒ 𝐴𝑏 ≅ 41,57𝑐𝑚2 .
4 4 4
𝐴𝑙 = 6 ∙ (𝑙 ∙ ℎ) ⇒ 𝐴𝑙 = 6 ∙ (4 ∙ 9) ⇒ 𝐴𝑙 = 6 ∙ 36 ⇒ 𝐴𝑙 = 216 𝑐𝑚2 .
A área total é a soma das 2 bases e a área lateral,
𝐴𝑡 = 2𝐴𝑏 + 𝐴𝑙 ⇒ 𝐴𝑡 = 2 ∙ 24√3 + 216 ⇒ 𝐴𝑡 = 48√3 + 216 𝑐𝑚2 ⇒ 𝐴𝑡 ≅ 299,14 𝑐𝑚2 .
Sabendo a área da base e a altura do prisma conseguimos determinar o volume,
𝑉 = 𝐴𝑏 ∙ ℎ ⇒ 𝑉 = 24√3 ∙ 9 ⇒ 𝑉 = 216√3 𝑐𝑚3 ⇒ 𝑉 ≅ 374,12 𝑐𝑚3 .
Exemplo: A aresta lateral de um prisma triangular regular tem a mesma medida da aresta
da base. Se a área total do prisma é igual a 2(6 + √3), a medida da sua aresta lateral é
aproximadamente:
a) 1,4. b) 1,7. c) 2. d) 6. e) (6 + √3)
Primeiro fazemos o desenho para entendermos melhor o que já temos e o que
precisamos fazer:

Fazendo as áreas em função de x, temos,


𝑥 2 √3
𝐴𝑏 = 𝑒 𝐴𝑙 = 3 ∙ 𝑥 2
4
Com isso, temos a área total sendo
𝑥 2 √3 𝑥 2 √3 √3
𝐴𝑡 = 2 + 3𝑥 2 ⇒ 𝐴𝑡 = + 3𝑥 2 ⇒ 𝐴𝑡 = 𝑥 2 ( + 3)
4 2 2
Se a área total do prisma é igual a 2(6 + √3), temos
√3
√3
2 2 √3 2
12 + 2√3 2
12 + 2√3 2 − 3
𝐴𝑡 = 𝑥 ( + 3) ⇒ 𝑥 ( + 3) = 2(6 + √3) ⇒ 𝑥 = ⇒𝑥 = ∙
2 2 √3 √3 √3
+3 +3 −3
2 2 2
√3 12√3 2∙3
(12 + 2√3) ( 2 − 3) − 36 + 2 − 6√3
2 2 2 6√3 − 36 + 3 − 6√3
⇒𝑥 = ⇒𝑥 = ⇒ 𝑥2 =
√3 √3
2 3
( 2 + 3) ( 2 − 3) √3 −9
( 2 ) −9 4
−33 4
⇒ 𝑥2 = ⇒ 𝑥 2 = 33 ∙ ⇒ 𝑥 2 = 4 ⇒ 𝑥 = √4 ⇒ 𝑥 = 2.
33 33
− 4
Alternativa C.
PIRÂMIDES
É o sólido obtido pela união de arestas de um polígono contido em um plano, com um ponto V, fora
deste plano, denominado vértice da pirâmide.

Elementos de uma Pirâmide

Áreas de uma Pirâmide


Área da Base (Ab): Uma pirâmide é denominada triangular, quadrangular, pentagonal, etc...
Conforme sua base seja, um triângulo, um quadrilátero, um pentágono, etc...

As pirâmides triangulares também são denominadas tetraedros ( 4 faces).

Área Lateral (Al): A área lateral de uma pirâmide é a soma de todas as suas faces laterais que são
triângulos.

Área Total (At): É a soma da sua área lateral com a área da base.

𝐴𝑡 = 𝐴𝑏 + 𝐴𝑙 .
Volume
Volume (V): O volume de qualquer pirâmide é dado por

1
𝑉= ∙𝐴 ∙ℎ
3 𝑏
onde Ab é a área da base e h representa a altura desta pirâmide.
Pirâmide Reta Pirâmide Oblíqua

Na pirâmide reta, a altura é Na pirâmide oblíqua, a altura forma


perpendicular ao plano que um ângulo diferente de 90º com o
contém a base. plano que contém a base.

Pirâmide Regular e suas Relações Métricas


É uma pirâmide que tem como base um polígono regular e cuja projeção ortogonal do vértice sobre
o plano da base coincide com o centro da base.

Em uma pirâmide regular, destacamos:


I. As arestas laterais são congruentes;
II. As faces laterais são triângulos isósceles congruentes;
III. O apótema do polígono regular da base é chamado de apótema
da base;
IV. A altura de uma face lateral relativa à aresta da base é chamada
de apótema da pirâmide.

Exemplo: Uma pirâmide cuja base é um quadrado de lado 4cm tem o mesmo volume de um
paralelepípedo de dimensões 2cm, 2cm e 8cm. A altura da pirâmide, em cm, é:
a) 16. b) 8. c) 6. d) 4. e) 2.
Primeiro fazemos o desenho para melhor interpretarmos o problema:

Sabemos que os volumes são iguais, logo,


1 1
𝑉1 = 𝐴𝑏1 ℎ1 = 𝐴𝑏2 ℎ2 = 𝑉2 ⇒ 𝐴𝑏1 ℎ1 = 𝐴𝑏2 ℎ2
3 3
Como as bases são quadrados, a área da base da pirâmide é 16 cm² e a área da base do
paralelepípedo é 4 cm². Substituindo essas informações e a altura do prisma como 8cm,
conseguimos encontrar a altura da pirâmide:
1 1 16 32 3
𝐴𝑏1 ℎ1 = 𝐴𝑏2 ℎ2 ⇒ ∙ 16 ∙ ℎ1 = 4 ∙ 8 ⇒ ℎ2 = 32 ⇒ ℎ2 = ⇒ ℎ2 = 32 ∙ ⇒ ℎ2 = 6 𝑐𝑚.
3 3 3 16 16
3
Alternativa C.
Exemplo: Calcule a área lateral, a área total e o volume de uma pirâmide reta hexagonal
regular cuja aresta da base mede 8 cm e a altura 4cm.
Primeiro fazemos o desenho para melhor interpretarmos o problema:

Começamos pelas áreas da base e lateral:


6𝑙 2 √3 6 ∙ 82 ∙ √3 384√3
𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = 96√3 𝑐𝑚2 ⇒ 𝐴𝑏 ≅ 166,28𝑐𝑚2
4 4 4
Nesse caso a apótema da pirâmide também é a altura dos triângulos que ajudam
a definir a área lateral, com o Teorema de Pitágoras conseguimos determinar a
aresta lateral desses triângulos e, assim, descobrir a sua altura:

𝑎2 = 42 + 82 ⇒ 𝑎2 = 16 + 64 ⇒ 𝑎2 = 80 ⇒ 𝑎 = √80 ⇒ 𝑎 = 4√5 𝑐𝑚 ⇒ 𝑎 ≅ 8,94 𝑐𝑚.


Com isso, achamos a altura do triângulo lateral:

2
ℎ2 + 42 = (4√5) ⇒ ℎ2 = 80 − 16 ⇒ ℎ2 = 64 ⇒ ℎ = √64 ⇒ ℎ = 8 𝑐𝑚.
Fazendo a área lateral, temos
8∙8
𝐴𝑙 = 6 ∙ 𝐴Δ ⇒ 𝐴𝑙 = 6 ∙ ⇒ 𝐴𝑙 = 6 ∙ 32 ⇒ 𝐴𝑙 = 192 𝑐𝑚2 .
2
Somando a área da base e a área lateral, temos a área total:
𝐴𝑡 = 𝐴𝑏 + 𝐴𝑙 ⇒ 𝐴𝑡 = 96√3 + 192 ⇒ 𝐴𝑡 = 96(√3 + 2) 𝑐𝑚2 ⇒ 𝐴𝑡 ≅ 358,28 𝑐𝑚2 .
Para calcularmos o volume temos:
1 1 384√3
𝑉 = 𝐴𝑏 ℎ ⇒ 𝑉 = ∙ 96√3 ∙ 4 ⇒ 𝑉 = ⇒ 𝑉 = 128√3 𝑐𝑚3 ⇒ 𝑉 ≅ 221,70 𝑐𝑚3 .
3 3 3
Tetraedro Regular
É o sólido formado por quatro faces congruentes (triângulos equiláteros), logo possui todas as suas
arestas iguais.

Então, temos que:

𝑎 2 √3 3𝑎2 √3 2
𝑎 √6 𝑎3 √2
𝐴𝑏 = 𝐴𝑙 = 𝐴𝑡 = 𝑎 √3 𝐻= 𝑉=
4 4 3 12

Exemplo: Determinar a altura de um tetraedro regular cujo volume é 18 √2 m³.


Temos duas fórmulas, a do volume para determinar o valor da aresta “a” e a da
altura H:
𝑎3 √2 𝑎3 √2 3
𝑉= ⇒ = 18√2 ⇒ 𝑎3 = 216 ⇒ 𝑎3 = 216 ⇒ 𝑎 = √216 ⇒ 𝑎 = 6 𝑚
12 12
Assim, a altura é:
𝑎√6 6√6
𝐻= ⇒𝐻= ⇒ 𝐻 = 2√6 𝑚 ⇒ 𝐻 ≅ 4,9 𝑚.
3 3

Principais Planificações de um Tetraedro Regular


Tronco de Pirâmide

Consideremos:
G: apótema da pirâmide maior.
g: apótema da pirâmide menor.
AB: área da base da pirâmide.
Ab: área da secção transversal.
H: altura da pirâmide.
h: distância da secção ao vértice.
V: volume da pirâmide maior.
v: volume da pirâmide menor.

Relações:

𝑔 ℎ 𝐴𝑏 ℎ2 𝑣 ℎ3
= = = 𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = 𝑉 − 𝑣
𝐺 𝐻 𝐴𝐵 𝐻 2 𝑉 𝐻3
Ou, ainda

𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = (𝐴𝐵 + √𝐴𝐵 ∙ 𝐴𝑏 + 𝐴𝑏)
3

Exemplo: Uma pirâmide de altura 6 e área da base 27 é interceptada por um plano cuja
distância ao vértice é 2 e que é paralelo ao plano da base. O volume do tronco assim
determinado é:
Primeiro fazemos o desenho para melhor interpretarmos o problema:

Para determinar o volume do tronco, precisamos da área da secção transversal


(verde):
𝐴𝑏 ℎ2 𝐴𝐵ℎ2 27 ∙ 42
= ⇒ 𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = 12
𝐴𝐵 𝐻 2 𝐻2 62
Com isso, conseguimos determinar o volume do tronco da pirâmide:
ℎ 4
𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = (𝐴𝐵 + √𝐴𝐵 ∙ 𝐴𝑏 + 𝐴𝑏) ⇒ 𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = (27 + √27 ∙ 12 + 12)
3 3
4 4
⇒ 𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = (27 + √324 + 12) ⇒ 𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = (27 + 18 + 12)
3 3
4
⇒ 𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = ∙ 57 ⇒ 𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = 76.
3
EXERCÍCIOS
1) (ULBRA – 15) Uma caixa d’água de concreto são necessários para combater a larva do
possui 6 m de comprimento, 2 m de largura e mosquito transmissor da dengue por até 15
1,5 m de altura. Depois de ser completamente dias?
cheia, o nível da água começa a baixar devi- a) 27.
do a um vazamento. Os proprietários notam b) 23.
este vazamento 2 horas depois, quando 30% c) 13,5.
da água que estava na caixa foi perdida. En- d) 11,5.
tão, ainda restam na caixa e) 9.
a) 7.200 litros de água.
b) 18.000 litros de água. 3) (UFRGS – 17) Considere a planificação de um
c) 5.400 litros de água. tetraedro, conforme a figura abaixo.
d) 12.600 litros de água.
e) 9.000 litros de água.

2) (UNIFRA – 15) Atualmente, a prevenção é a


única arma contra a doença. Preocupada com
os números alarmantes de casos de dengue
em todo o estado de Minas Gerais, a Secreta-
ria de Estado de Saúde (SES) tem divulgado
procedimentos para o controle e erradicação Os triângulos ABC e ABD são isósceles res-
da doença. A mais recente recomendação é o pectivamente em B e D. As medidas dos seg-
uso da água sanitária no combate ao mosquito mentos AC, BC , BD e DF estão indicadas na
Aedes aegypti. O órgão alerta para a utiliza- figura. A soma das medidas de todas as ares-
ção do líquido na desinfecção de recipientes tas do tetraedro é
que contêm água parada e limpa. (Fonte: Jornal a) 33.
Estado de Minas) b) 34.
Uma solução à base de água sanitária é feita c) 43.
da seguinte forma: 10 ml de água sanitária di- d) 47.
luída em 1 litro de água. Utiliza-se um copo de e) 48.
300 ml dessa mistura a cada 200 litros de água,
quantidade eficaz no combate à larva do mos- 4) (UFRGS – 17) Considere um cubo de aresta a.
quito transmissor da dengue por até 15 dias. Os pontos I, J, K, L, M e N são os centros das
faces ABCD, BCGF, DCGH, ADHE, ABFE e
EFGH, respectivamente, conforme represen-
tado na figura abaixo.

Supondo que um reservatório esteja com água


até a metade de sua altura máxima, conforme
mostra a figura, quantos litros dessa mistura
O octaedro regular, cujos vértices são os pon- 6) (ENEM – 16) É comum os artistas plásticos se
tos I, J, K, L, M e N, tem aresta medindo apropriarem de entes matemáticos para pro-
a) 𝑎√3 duzirem, por exemplo, formas e imagens por
b) 𝑎√2 meio de manipulações. Um artista plástico, em
c) 𝑎√3/2 uma de suas obras, pretende retratar os diver-
d) 𝑎√5/2 sos polígonos obtidos pelas intersecções de
e) 𝑎√2/2 um plano com uma pirâmide regular de base
quadrada. Segundo a classificação dos polí-
5) (UCPEL – 17) A área de um quadrado de lado gonos, quais deles são possíveis de serem ob-
x.cm aumenta em 28cm² se o seu lado for au- tidos pelo artista plástico?
mentado em 2cm. Considerando que a me- a) Quadrados, apenas.
dida da aresta de um tetraedro regular é igual b) Triângulos e quadrados, apenas.
ao lado x deste quadrado, então a altura h c) Triângulos, quadrados e trapézios,
deste tetraedro vale apenas.
a) 2√6. d) Triângulos, quadrados, trapézios e
b) 2√3. quadriláteros irregulares, apenas.
c) 2√2. e) Triângulos, quadrados, trapézios,
d) 3√2. quadriláteros irregulares e pentá-
e) 4√6. gonos, apenas.

GABARITO
1 2 3 4 5 6
D C A E A E
SÓLIDOS DE REVOLUÇÃO
Cilindro
É o sólido de revolução obtido na rotação de 360° de um paralelogramo em torno de um eixo.

Classificação dos cilindros:


Cilindro reto: a altura forma um ângulo de 90 Cilindro Oblíquo: a altura forma um ângulo
graus com o plano que contém a base. diferente de 90º com os planos que contém as
bases.

Em todo o cilindro reto a altura é igual à


geratriz ( h = g).

Áreas de um Cilindro:
Área da Base (Ab): é um círculo cuja área é dada por

𝐴𝑏 = 𝜋𝑟 2

Área Lateral (Al): planificando o cilindro verificamos que sua área lateral é um retângulo, então:

𝐴𝑙 = 2𝜋𝑟ℎ

Área Total (At): é a soma de todas as áreas de um cilindro, como o cilindro possui duas bases, temos
que:

𝐴𝑡 = 2𝐴𝑏 + 𝐴𝑙 𝑜𝑢 𝐴𝑡 = 2𝜋𝑟(𝑟 + ℎ)

Volume
Volume de um cilindro(V): o volume de um cilindro é obtido multiplicando-se sua área da base por
sua altura, então:

𝑉 = 𝐴𝑏 ℎ 𝑜𝑢 𝑉 = 𝜋𝑟 2 ℎ

Cilindro Equilátero possui altura igual ao diâmetro da base (ℎ = 𝑔 = 2𝑅)

Secção Meridiana de um Cilindro


Reto Equilátero

Exemplo: A área lateral de um cilindro de revolução é a metade da área da base. Se o


perímetro da seção meridiana é 18m, o volume vale, em 𝜋 m³?
a) 8. b) 10. c) 12. d) 16. e) 18.
Pelo enunciado temos que
𝐴𝑏 𝜋𝑟 2
𝐴𝑙 = ⇒ 2𝜋𝑟ℎ = ⇒ 4𝜋𝑟ℎ = 𝜋𝑟 2 ⇒ 𝑟 = 4ℎ.
2 2
E o perímetro da seção meridiana é
2𝑟 + ℎ + 2𝑟 + ℎ = 18 ⇒ 2ℎ + 4𝑟 = 18 ⇒ 2(ℎ + 2𝑟) = 18 ⇒ ℎ + 2𝑟 = 9.
Substituindo r = 4h na equação anterior, temos
ℎ + 2𝑟 = 9 ⇒ ℎ + 2(4ℎ) = 9 ⇒ ℎ + 8ℎ = 9 ⇒ 9ℎ = 9 ⇒ ℎ = 1 𝑚.
Se h = 1, então
𝑟 = 4ℎ ⇒ 𝑟 = 4 ∙ 1 ⇒ 𝑟 = 4 𝑚.
Logo, o volume do cilindro é
𝑉 = 𝜋𝑟 2 ℎ ⇒ 𝑉 = 𝜋 ∙ 42 ∙ 1 ⇒ 𝑉 = 16𝜋 𝑚3 .
Alternativa D.
Exemplo: O líquido contido em uma lata cilíndrica deve ser distribuído em potes também
cilíndricos cuja altura é 1/4 da altura da lata e cujo diâmetro da base é 1/3 do diâmetro da
base da lata. O número de potes necessários é:
a) 6. b) 12. c) 18. d) 24. e) 36.
Pelo enunciado, temos

Como
1 1 1
𝑑2 = 𝑑 ⇒ 2𝑟2 = (2𝑟1 ) ⇒ 𝑟2 = 𝑟1 .
3 3 3
Logo, os volumes são
1 2 1 1 1 1
𝑉1 = 𝜋𝑟12 ℎ1 𝑒 𝑉2 = 𝜋𝑟22 ℎ2 ⇒ 𝑉2 = 𝜋 ( 𝑟1 ) ( ℎ1 ) ⇒ 𝑉2 = 𝜋 𝑟12 ℎ1 ⇒ 𝑉2 = 𝜋𝑟 2 ℎ
3 4 9 4 36 1 1
O número de potes necessários se dá dividindo o 𝑉1 pelo 𝑉2 , ou seja,
𝑉1 𝜋𝑟12 ℎ1 𝑉1 1 𝑉1 36 𝑉1
= ⇒ = ⇒ =1∙ ⇒ = 36 𝑐𝑜𝑝𝑜𝑠
𝑉2 1 2 𝑉 2 1 𝑉2 1 𝑉2
𝜋𝑟 ℎ
36 1 1 36
Alternativa E.

Exemplo: Seja um cilindro de revolução de volume V. Se quadruplicarmos a medida do


raio da base e reduzirmos sua altura à metade, seu volume passa a ser:
a) 2V. b) 4V. c) 6V. d) 8V. e) 16V.
Pelo enunciado temos

𝑟 → 4𝑟 𝑒 ℎ→
2
Então,
ℎ ℎ
𝑉2 = 𝜋𝑟 2 ℎ ⇒ 𝑉2 = 𝜋(4𝑟)2 ⇒ 𝑉2 = 𝜋16𝑟 2 ⇒ 𝑉2 = 8𝜋𝑟 2 ℎ ⇒ 𝑉2 = 8𝑉.
2 2
Alternativa D.

Exemplo: Calcule a área lateral, a área total e o volume de um cilindro equilátero cujo
raio da base é R.
Se o cilindro é equilátero, a altura é igual ao diâmetro, ou seja, ℎ = 2𝑅, logo,
𝐴𝑏 = 𝜋𝑅 2 𝑒 𝐴𝑙 = 2𝜋𝑅ℎ ⇒ 𝐴𝑙 = 2𝜋𝑅 ∙ 2𝑅 ⇒ 𝐴𝑙 = 4𝜋𝑅 2 .
Então, a área total é 𝐴𝑡 = 2𝐴𝑏 + 𝐴𝑙 ⇒ 𝐴𝑡 = 2𝜋𝑅 2 + 4𝜋𝑅 2 ⇒ 𝐴𝑡 = 6𝜋𝑅 2 .
E seu volume é
𝑉 = 𝜋𝑅 2 ℎ ⇒ 𝑉 = 𝜋𝑅 2 ∙ 2𝑅 ⇒ 𝑉 = 2𝜋𝑅 3 .
Cone
É o sólido de revolução obtido na rotação de 360° de um triângulo retângulo em torno de um eixo.

Classificação dos Cones


Reto Oblíquo
Cone Reto: altura forma um ângulo de 90o com Cone Oblíquo: altura forma um ângulo
o plano que contém a base diferente de 90º com o plano que contém a
base.

Áreas do Cone

Área da base: é um círculo cuja área é dada por

𝐴𝑏 = 𝜋𝑟 2

Área lateral: Planificando-se um cone observou que sua área lateral é um setor circular cujo raio é g
(medida da geratriz) e cujo arco tem comprimento igual a perímetro da base do cone (2𝜋𝑟). Então,
temos que:
𝐴𝑙 = 𝜋𝑟𝑔

Área total: é a soma de todas as áreas de um cilindro, como o cilindro possui duas bases, temos que:

𝐴𝑡 = 𝐴𝑏 + 𝐴𝑙 𝑜𝑢 𝐴𝑡 = 𝜋𝑟(𝑟 + 𝑔)
Volume
Volume de um cone: o volume de um cone é um terço do produto da área da base por sua altura,
então:
1 1
𝑉= 𝐴 ℎ 𝑜𝑢 𝑉 = 𝜋𝑟 2 ℎ
3 𝑏 3
Cone equilátero possui geratriz igual ao diâmetro da base (𝑔 = 2𝑟).

Secção Meridiana de um Cone


Reto Equilátero

Exemplo: Um cone reto tem 40 cm de altura e 30cm de raio da base. Sabendo que a
superfície lateral do cone é um setor circular, ache:
a) a geratriz.
Por se tratar de um cone reto, demos aplicar o Teorema
de Pitágoras para encontrar a geratriz:
𝑔2 = 302 + 402 ⇒ 𝑔2 = 900 + 1600
⇒ 𝑔2 = 2500 ⇒ 𝑔 = √2500 ⇒ 𝑔 = 50 𝑐𝑚.
b) At.
𝐴𝑡 = 𝜋𝑟(𝑟 + 𝑔) ⇒ 𝐴𝑡 = 𝜋 ∙ 30(30 + 50)
⇒ 𝐴𝑡 = 30𝜋 ∙ 80 ⇒ 𝐴𝑡 = 2400𝜋 𝑐𝑚2 ⇒ 𝐴𝑡 ≅ 7539,82 𝑐𝑚2 .
c) Al.
𝐴𝑙 = 𝜋𝑟𝑔 ⇒ 𝐴𝑙 = 𝜋 ∙ 30 ∙ 50 ⇒ 𝐴𝑙 = 1500𝜋 𝑐𝑚2 ⇒ 𝐴𝑙 ≅ 4712,39 𝑐𝑚2 .
d) V.
1 1 1
𝑉 = 𝜋𝑟 2 ℎ ⇒ 𝑉 = 𝜋 ∙ 302 ∙ 40 ⇒ 𝑉 = 𝜋 ∙ 900 ∙ 40 ⇒ 𝑉 = 12000𝜋 𝑐𝑚3 ⇒ 𝑉 ≅ 37699,11 𝑐𝑚3
3 3 3

Tronco de Cone

R: raio da base do cone.


r: raio da base da secção.
AB: área da base da pirâmide.
Ab: área da secção transversal.
H: altura do cone
h: distância da secção ao vértice.
V: volume do cone maior.
v: volume do cone menor.
Relações:

𝑟 ℎ 𝐴𝑏 ℎ2 𝑣 ℎ3
= = = 𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = 𝑉 − 𝑣
𝑅 𝐻 𝐴𝐵 𝐻 2 𝑉 𝐻3
Ou, ainda
𝜋(𝐻 − ℎ) 2
𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = (𝑟 + 𝑟𝑅 + 𝑅 2 )
3

Exemplo: Corta-se um cone reto de raio igual a 5cm por um plano paralelo a base e
distante 3cm deste. Se a área da secção obtida é 1/25 da área da base do cone, o volume
do tronco determinado, é:
Primeiro desenhamos para termos uma melhor interpretação do problema:

Como sabemos o raio da base do cone, conseguimos encontrar o valor da área


da secção:
1 1 1 1
𝐴𝑏 = 𝐴𝐵 ⇒ 𝐴𝑏 = 𝜋𝑅 2 ⇒ 𝐴𝑏 = 𝜋52 ⇒ 𝐴𝑏 = 𝜋25 ⇒ 𝐴𝑏 = 𝜋 𝑐𝑚2 .
25 25 25 25
Com isso conseguimos descobrir o valor do raio da secção:
𝐴𝑏 = 𝜋𝑟 2 ⇒ 𝜋 = 𝜋𝑟 2 ⇒ 𝑟 2 = 1 ⇒ 𝑟 = 1 𝑐𝑚.
Conhecendo os raios e a altura da secção ao vértice, conseguimos encontrar a
altura do cone:
𝑟 ℎ 1 3
= ⇒ = ⇒ 𝐻 = 15 𝑐𝑚
𝑅 𝐻 5 𝐻
Com essas informações, conseguimos calcular o volume do tronco determinado:
𝜋(15 − 3) 2 𝜋12
𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = (1 + 1 ∙ 5 + 52 ) ⇒ 𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = (1 + 5 + 25)
3 3
⇒ 𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = 4𝜋 ∙ 31 ⇒ 𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = 124𝜋 𝑐𝑚3 ⇒ 𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 ≅ 389,56 𝑐𝑚3
Esfera
É o sólido gerado pela revolução completa de um semicírculo em torno do seu diâmetro.

Área e Volume de uma Esfera:


4
𝐴 = 4𝜋𝑟 2 𝑉 = 𝜋𝑟 3
3

Exemplo: Fundindo-se três esferas idênticas e maciças de raio a pode-se formar uma
única esfera de raio:
a) a / 3. b) a / √3
3
c) a √3
3
d) 3a. e) 3a².
Como as esferas se fundiram, seu volume triplicou, logo,
4 4
𝑉 = 𝜋𝑎3 ⇒ 3𝑉 = 4𝜋𝑎3 ⇒ 𝑉𝑓 = 4𝜋𝑎3 = 𝜋𝑟𝑓3
3 3
Isolando o raio final, temos
3 3
𝑟𝑓3 = 3𝑎3 ⇒ 𝑟𝑓 = √3𝑎3 ⇒ 𝑟𝑓 = 𝑎 √3
Alternativa C.

Exemplo: (PUCRS) O volume da esfera cuja superfície mede 36πcm² é, em cm³, igual a:
a) 36π. b) 216π. c) 288π. d) 4π/3 e) 81π/4
A superfície é o mesmo que a área, logo a área da esfera é 36𝜋 cm², com isso
conseguimos encontrar o valor do raio, ou seja,
𝐴 = 4𝜋𝑟 2 ⇒ 36𝜋 = 4𝜋𝑟 2 ⇒ 𝑟 2 = 9 ⇒ 𝑟 = √9 ⇒ 𝑟 = 3 𝑐𝑚.
Com isso, conseguimos calcular o seu volume,
4 4 4
𝑉 = 𝜋𝑟 3 ⇒ 𝑉 = 𝜋33 ⇒ 𝑉 = 𝜋27 ⇒ 𝑉 = 36𝜋 𝑐𝑚3 .
3 3 3
Alternativa A.
Partes da Esfera

𝑅2 = 𝑑2 + 𝑟 2
Onde:
R: raio da esfera;
r: raio do círculo da secção;
d: distância do centro da esfera a seção plana.

Círculo Máximo r = R

Exemplo: (UFRGS) Um plano seciona uma esfera determinando um círculo de raio igual
à distância do plano ao centro da esfera. Sendo 36π à área da secção determinada, o
volume da esfera é:
a) 192√2π. b) 576π. c) 576√2π. d) 1296π. e) 7776π.

Primeiramente, determinaremos o raio do círculo:


𝜋𝑟 2 = 36𝜋 ⇒ 𝑟 = 6 .
Fazendo uma secção que passa pelo centro da esfera e é perpendicular à primeira
secção, obtém-se a figura abaixo:

O segmento ̅̅̅̅
𝐵𝐷 representa o plano que secciona a esfera.
Perceba que aplicando Pitágoras no triângulo ABC, obtemos que
𝑅 2 = 62 + 62 ⇒ 𝑅 2 = 36 + 36 ⇒ 𝑅 2 = 72 ⇒ 𝑅 = √72 ⇒ 𝑅 = 6√2 .
Então o volume da esfera é dado por:
4 4 3 4
𝑉 = 𝜋𝑅 3 ⇒ 𝑉 = 𝜋(6√2) ⇒ 𝑉 = 𝜋432√2 ⇒ 𝑉 = 576√2𝜋 .
3 3 3
Alternativa C.
Sólidos inscritos e Circunscritos
I. Esfera – Cubo.

𝑙 𝑎 √3
2𝑟 = 𝑙 ⇒ 𝑟 = 2𝑅 = 𝑎√3 ⇒ 𝑅 =
2 2

II. Esfera – Cilindro

𝐴𝑙𝑐 = 𝐴𝑙𝑒 = 4𝜋𝑟 2 diâmetro da esfera é a diagonal


da seção meridiana do cilindro.

III. Esfera inscrita num Cone

𝑅 𝑔
=
𝑟 ℎ

IV. Cone inscrito num Cilindro

O volume de um cilindro é o triplo do volume de


um cone com a mesma base e a mesma altura.
EXERCÍCIOS
1) (ULBRA – 15) A figura mostra uma caixa retan- 4) (UNIFRA – 17) O reservatório de água de um
gular de concreto com 3 vasos cilíndricos parque tem a forma de um tronco de cone,
idênticos. Os vasos serão preenchidos com com as dimensões apresentadas na figura a
terra para a plantação de flores. seguir.

A quantidade de concreto usado na sua fabri-


cação é de aproximadamente:
a) 0,2175 m³.
b) 0,7065 m³.
c) 0,9000 m³.
d) 0,1935 m³. Supondo que, quando totalmente cheio, ocor-
e) 0,3750 m³. resse um pequeno vazamento de 1 litro/mi-
nuto, localizado no fundo desse reservatório,
Figura para as questões 02 e 03 o menor tempo, em dias, para que fique total-
mente vazio, é (use π = 3)
a) 14.
b) 16.
c) 18.
d) 20.
e) 22.

2) (UPF – 15) Se o diâmetro do dado redondo 5) (UFSC) Assinale o resultado encontrado no


mede 4 cm, a soma das medidas das arestas cartão – resposta.
do octaedro dentro do dado é: A base quadrada de uma pirâmide
a) 16 cm tem 144 m² de área. A 4 m do vértice
b) 24 cm traça-se um plano paralelo à base e a
c) 8√2 cm secção assim feita tem 64 m² de área.
d) 12√2 cm Qual a altura da pirâmide?
e) 24√2 cm
6) (UFRGS) Um cone equilátero tem sua superfí-
3) (UPF – 15) Se a esfera metálica que está dentro cie lateral desenvolvida sobre um plano. A
da cavidade em forma de octaedro do dado medida do ângulo central do setor obtido é:
redondo tiver 6 mm de diâmetro e for feita de a) 90º.
chumbo, que tem massa específica de b) 120º.
11,3g/cm³, qual é a massa dessa esfera? c) 72º.
a) 0,4068πg. d) 180º.
b) 4,068πg. e) 120º.
c) 12,204 g.
d) 0,8136πg. GABARITO
e) 8,136g. 1 2 3 4 5 6
D E A D (06) D
GEOMETRIA ANALÍTICA
Estuda a relação dos pontos, retas, circunferências,... etc., no sistema cartesiano ortogonal.

Pontos
Sistema Cartesiano Ortogonal
É constituído de dois eixos, eixo das abscissas(x) e eixos das ordenadas(y) perpendiculares entre si.

Características dos pontos:


Origem (0,0)
Eixo dos x (x, 0)
Eixo dos y (0, y)
1º quadrante (+, +)
2º quadrante (-, +)
3º quadrante (-, -)
4º quadrante (+, -)

Exemplo: Dado o ponto P(2a, a – 3), então é correto afirmar que:


a) se a > 0, P pertence ao primeiro quadrante.
b) se a = 0, P pertence ao eixo das abscissas.
c) se a < 0, P pertence ao quarto quadrante.
d) se a = 3, P pertence ao eixo das ordenadas.
e) se a < 0, P pertence ao terceiro quadrante.
Note que
• Se a = 1, P(2, -2) o qual pertence ao quarto quadrante, o que torna a alternativa A falsa.
• Se a = 0, P(0, - 3) que pertence ao eixo das ordenadas, o que torna a alternativa B falsa.
• Se a < 0, P(-, -) que pertence ao 3º quadrante, o que torna a alternativa C falsa.
• Se a = 3, P(6, 0) que pertence ao eixo das abscissas, o que torna a alternativa D falsa.
• Se a < 0, P(-, -) que pertence ao 3º quadrante, o que torna a alternativa E verdadeira.

Coordenadas Retangulares ou Cartesianas


São representadas pelo par ordenado (x, y).

Coordenadas Polares
𝜌 é 𝑜 𝑚ó𝑑𝑢𝑙𝑜;
São representadas pelo par ordenado (𝜌, 𝜃), onde: {
𝜃 é 𝑜 𝑎𝑟𝑔𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜.
Então, temos que:

𝑦 𝑥
𝜌2 = 𝑥 2 + 𝑦 2 sen 𝜃 = cos 𝜃 =
𝜌 𝜌
Exemplo: Converta as coordenadas polares dadas para coordenadas cartesianas:
a) (4, 30°)
Podemos utilizar quaisquer 2 relações anteriores:
(4, 30°) = (𝜌, 𝜃) ⇒ 𝜌 = 4 𝑒 𝜃 = 30°
𝑦 𝑦 𝑦
sen 𝜃 = ⇒ sen 30° = ⇒ 0,5 = ⇒ 𝑦 = 0,5 ∙ 4 ⇒ 𝑦 = 2
𝜌 4 4
𝜌 = 𝑥 + 𝑦 ⇒ 4 = 𝑥 + 2 ⇒ 𝑥 = 16 − 4 ⇒ 𝑥 2 = 12 ⇒ 𝑥 = √12 ⇒ 𝑥 = 2√3
2 2 2 2 2 2 2

Logo, (4, 30°) em coordenadas polares é igual a (2√3, 2) em coordenadas


cartesianas.

b) (2, 5𝜋/6)
Podemos utilizar quaisquer 2 relações anteriores:
5𝜋 5𝜋
(2, ) = (𝜌, 𝜃) ⇒ 𝜌 = 2 𝑒 𝜃 =
6 6
𝑦 5𝜋 𝑦 𝑦
sen 𝜃 = ⇒ sen = ⇒ 0,5 = ⇒ 𝑦 = 0,5 ∙ 2 ⇒ 𝑦 = 1
𝜌 6 2 2
𝑥 5𝜋 𝑥 √3 𝑥
cos 𝜃 = ⇒ cos = ⇒− = ⇒ 𝑥 = −√3
𝜌 6 2 2 2
5𝜋
Logo, (2, 6
) em coordenadas polares é igual a (−√3, 1) em coordenadas
cartesianas.

Exemplo: Converta as coordenadas cartesianas dadas em coordenadas polares:


a) (2, 2)
Podemos utilizar quaisquer 2 relações anteriores:
(2,2) = (𝑥, 𝑦) ⇒ 𝑥 = 2 𝑒 𝑦 = 2
𝜌2 = 𝑥 2 + 𝑦 2 ⇒ 𝜌 = √𝑥 2 + 𝑦 2 ⇒ 𝜌 = √22 + 22 ⇒ 𝜌 = √4 + 4 ⇒ 𝜌 = √8 ⇒ 𝜌 = 2√2
𝑦 2 √2 √2 𝜋
sen 𝜃 = ⇒ sen 𝜃 = ⇒ sen 𝜃 = ⇒ arcsen = 𝜃 ⇒ 𝜃 = 45° 𝑜𝑢 𝜃 =
𝜌 2√2 2 2 4
𝜋
Logo, (2,2) em coordenadas cartesianas é igual a (2√2, 4 ) em coordenadas
cartesianas.

b) (0, 9)
Podemos utilizar quaisquer 2 relações anteriores:
(0,9) = (𝑥, 𝑦) ⇒ 𝑥 = 0 𝑒 𝑦 = 9
𝜌2 = 𝑥 2 + 𝑦 2 ⇒ 𝜌 = √𝑥 2 + 𝑦 2 ⇒ 𝜌 = √02 + 92 ⇒ 𝜌 = √81 ⇒ 𝜌 = 9
9 𝜋
sen 𝜃 = ⇒ sen 𝜃 = 1 ⇒ arcsen 1 = 𝜃 ⇒ 𝜃 = 90° 𝑜𝑢 𝜃 =
9 2
Logo, (0,9) em coordenadas cartesianas é igual a (9, 90°) em coordenadas
cartesianas.

Distância Entre Dois Pontos


Conhecendo-se dois pontos A (xA, yA) e B(xB, yB) a distância d entre
ambos é calculada por:

𝑑𝐴𝐵 = √(𝑦𝐵 − 𝑦𝐴 )2 + (𝑥𝐵 − 𝑥𝐴 )2


Exemplo: (UFPEL) A distância entre os pontos A(-2, y) e B(6, 7) é 10. O valor de y é:
a) – 1. b) 0. c) 1 ou 13. d) – 1 ou 10. e) 2 ou 12.
Utilizando a relação anterior, temos
2
𝑑𝐴𝐵 = √(𝑦𝐵 − 𝑦𝐴 )2 + (𝑥𝐵 − 𝑥𝐴 )2 ⇒ 10 = √(7 − 𝑦𝐴 )2 + (6 − (−2))

⇒ 10 = √(7 − 𝑦𝐴 )2 + (6 + 2)2 ⇒ 10 = √(7 − 𝑦𝐴 )2 + 82 ⇒ 10 = √49 − 14𝑦𝐴 + 𝑦𝐴2 + 64

⇒ 10 = √𝑦𝐴2 − 14𝑦𝐴 + 113 ⇒ 102 = 𝑦𝐴2 − 14𝑦𝐴 + 113 ⇒ 100 = 𝑦𝐴2 − 14𝑦𝐴 + 113
⇒ 𝑦𝐴2 − 14𝑦𝐴 + 113 − 100 = 0 ⇒ 𝑦𝐴2 − 14𝑦𝐴 + 13 = 0.
Fazendo a fórmula de Bhaskara, temos
−(−14) ± √(−14)2 − 4 ∙ 1 ∙ 13 14 ± √196 − 52 14 ± √144
𝑦𝐴 = ⇒ 𝑦𝐴 = ⇒ 𝑦𝐴 =
2∙1 2 2
14 ± 12 26 2
⇒ 𝑦𝐴 = ⇒ 𝑦𝐴′ = 𝑜𝑢 𝑦𝐴′′ = ⇒ 𝑦𝐴′ = 13 𝑜𝑢 𝑦𝐴′′ = 1.
2 2 2
Alternativa C.

Ponto Médio de Dois Pontos


O ponto médio pode ser representado por M(xm . ym), onde xm é a
média aritmética das abscissas e ym é a média aritmética das
ordenadas. Então:
𝑥𝐴 + 𝑥𝐵 𝑦𝐴 + 𝑦𝐵
𝑀𝐴𝐵 = (𝑥𝑀 , 𝑦𝑀 ) = ( , )
2 2

Exemplo: A distância da origem de um sistema de eixos coordenados ao ponto médio


do segmento que une os pontos M(- 10, 6) e N(- 6, 6) é:
a) 2√7. b) 4. c) √10. d) 10. e) 100.
Teremos dois cálculos para fazer aqui, descobrir o ponto médio de M e N e, em
seguida, fazer a distância desse ponto médio até a origem (0, 0).
−10 + (−6) 6 + 6 16 12
𝑀𝑀𝑁 = ( , ) ⇒ 𝑀𝑀𝑁 = (− , ) ⇒ 𝑀𝑀𝑁 = (−8, 6).
2 2 2 2
Agora, fazendo a distância entre (-8, 6) e (0, 0), temos
2
𝑑 = √(0 − 6)2 + (0 − (−8)) ⇒ 𝑑 = √(−6)2 + (8)2
⇒ 𝑑 = √36 + 64 ⇒ 𝑑 = √100 ⇒ 𝑑 = 10.
Alternativa D.

Área do Triangulo e Condição de Alinhamento de Três Pontos


Dados três pontos A(xA, yA), B(xB, yB) e C(xC, yC) estes pontos podem estar dispostos de duas
formas no sistema cartesiano:
𝑥𝐴 𝑦𝐴
I. Os pontos são colineares, estão alinhados, então: 𝐷 = |𝑥𝐵 𝑦𝐵 | = 0
𝑥𝐶 𝑦𝐶

𝑥𝐴 𝑦𝐴
II. Os pontos formam um triângulo, pela definição: 𝑥
𝐷=| 𝐵 𝑦𝐵 | ≠ 0
𝑥𝐶 𝑦𝐶
A área do triângulo é dada por:
1
𝐴= |𝐷|
2

Exemplo: O valor de x para que os pontos A(x, 0), B(3, 1) e C(- 4, 2) sejam colineares é:
a) 0. b) 10. c) 3. d) 12. e) – 4.
𝑥𝐴 𝑦𝐴 𝑥 0 𝑥 0 1
𝐷 = |𝑥𝐵 𝑦𝐵 | = 0 ⇒ 𝐷 = | 3 1| = 0 ⇒ 𝐷 = | 3 1 1| = 0
𝑥𝐶 𝑦𝐶 −4 2 −4 2 1
⇒ 𝑥 + 6 − 2𝑥 + 4 = 0 ⇒ −𝑥 = −10 ⇒ 𝑥 = 10
Alternativa B.

Exemplo: Se A(0, 0), B(2, y) e C(- 4, 2y) e a área do triângulo ABC é igual a 8, então o
valor de y é:
a) ± 2. b) ± 4. c) ± 6. d) ± 8. e) ± 10.
1 1
𝐴 = |𝐷| ⇒ 8 = |𝐷| ⇒ |𝐷| = 16
2 2
0 0 0 0 1
𝐷=| 2 𝑦|≠0⇒| 2 𝑦 1| = ±16 ⇒ 4𝑦 + 4𝑦 = ±16
−4 2𝑦 −4 2𝑦 1
16
⇒ 8𝑦 = ±16 ⇒ 𝑦 = ± ⇒ 𝑦 = ±2
8
Alternativa A.

Lembretes:
I. Bissetriz dos quadrantes ímpares, equação y = x divide os quadrantes ímpares ao meio,
com isso formando um ângulo de 45º. Pontos sobre essa bissetriz (a, a) ou (- a, - a).
II. Bissetriz dos quadrantes pares, equação y = - x divide os quadrantes pares ao meio,
com isso formando um ângulo de 135º. Pontos sobre essa bissetriz (- a, a) ou (a, - a).
III. Pontos equidistantes (possuem a mesma distância) a um determinado ponto.

CÔNICAS
Elipse

Definição: A partir de dois pontos F1 e F2 (chamados focos), define-se elipse como o conjunto de
pontos P do plano, tais que a soma das distâncias PF1 e PF2 seja constante e igual ao eixo maior
da elipse (2a).
A elipse é uma secção obtida em um cone.
Elementos de uma elipse:
• F1 e F2: focos da elipse;
• A1, A2, B1 e B2: vértices da elipse;
• O: centro da elipse;
• Distância entre F1 e F2: distância focal (2c);
• Distância entre A1 e A2: eixo maior (2a);
• Distância entre B1 e B2: eixo menor (2b).

Relação pitagórica entre os elementos da elipse

𝑎2 = 𝑏 2 + 𝑐 2

Equação Reduzida de uma Elipse com centro na origem


Com eixo maior em x: Com eixo maior em y:

𝑥 2 𝑦2 𝑥 2 𝑦2
+ =1 + =1
𝑎2 𝑏 2 𝑏 2 𝑎2

Excentricidade de uma elipse


𝑐
𝑒=
𝑎

Exemplo: Determinar a excentricidade da elipse de equação


𝑥2 𝑦2
+ =1.
25 16
Com a equação temos 𝑎2 = 25 ⇒ 𝑎 = 5 e 𝑏 2 = 16 ⇒ 𝑏 = 4, então
𝑎2 = 𝑏 2 + 𝑐 2 ⇒ 25 = 16 + 𝑐 2 ⇒ 𝑐 2 = 9 ⇒ 𝑐 = √9 ⇒ 𝑐 = 3 .
Logo, a excentricidade é
𝑐 3
𝑒 = ⇒ 𝑒 = ⇒ 𝑒 = 0,6 .
𝑎 5
Hipérbole

Definição: Dados dois pontos fixos F1 e F2 (focos), hipérbole é o lugar geométrico dos pontos P do
plano, tais que o valor absoluto da diferença entre as distâncias PF1 e PF2 é constante e igual à
medida do eixo real dessa hipérbole.

Elementos de uma hipérbole:


• F1 e F2: focos da hipérbole;
• A1, A2, B1 e B2: vértices da hipérbole;
• O: centro da hipérbole (ponto médio entre F1 e F2);
• Distância entre F1 e F2: distância focal (2c);
• Distância entre A1 e A2: eixo real (2a);
• Distância entre B1 e B2: eixo imaginário (2b).

Relação pitagórica entre os elementos da hipérbole

𝑐 2 = 𝑎2 + 𝑏 2

Equação reduzida de uma Hipérbole com centro na origem


Com eixo maior em x: Com eixo maior em y:

𝑥 2 𝑦2 𝑦2 𝑥2
− =1 − =1
𝑎2 𝑏 2 𝑎2 𝑏 2
Excentricidade de uma hipérbole
𝑐
𝑒=
𝑎

Exemplo: Determine a excentricidade da hipérbole de equação


𝑥2 𝑦2
− =1.
16 9
Com a equação temos 𝑎2 = 16 ⇒ 𝑎 = 4 e 𝑏 2 = 9 ⇒ 𝑏 = 3, então
𝑐 2 = 𝑎2 + 𝑏 2 ⇒ 𝑐 2 = 16 + 9 ⇒ 𝑐 2 = 25 ⇒ 𝑐 = √25 ⇒ 𝑐 = 5 .
Logo, a excentricidade é
𝑐 5
𝑒 = ⇒ 𝑒 = ⇒ 𝑒 = 1,25 .
𝑎 4

Parábola

Definição: Dados um ponto F e uma reta r de um plano, com F r, chama-se parábola o conjunto de
todos os pontos desse plano equidistantes de r e F.

Elementos de uma parábola:


• e: eixo de simetria;
• F: foco da parábola;
• r: diretriz da parábola;
• V: vértice da parábola;
• p: distância do foco à diretriz é o parâmetro da
parábola.
Obs: A distância entre o vértice e o foco é a metade do parâmetro p, pois V pertence à parábola
e, portanto, V equidista de F e r.

Equação reduzida de uma parábola


Diretriz paralela ao eixo Ox:
concavidade para cima concavidade para baixo
(𝑥 − 𝑥0 )2 = 2𝑝(𝑦 − 𝑦0 ) (𝑥 − 𝑥0 )2 = −2𝑝(𝑦 − 𝑦0 )
Diretriz paralela ao eixo Oy:
concavidade para cima concavidade para baixo
(𝑦 − 𝑦0 )2 = 2𝑝(𝑥 − 𝑥0 ) (𝑦 − 𝑦0 )2 = −2𝑝(𝑥 − 𝑥0 )

Exemplo: Uma parábola P tem como equação y = x² – 2x + 2. Determine essa equação


na sua forma reduzida.
𝑦 = 𝑥 2 − 2𝑥 + 2 ⇒ 𝑦 − 1 = 𝑥 2 − 2𝑥 + 2 − 1 ⇒ 𝑦 − 1 = 𝑥 2 − 2𝑥 + 1 ⇒ 𝑦 − 1 = (𝑥 − 1)2
Assim,
(𝑥 − 𝑥0 )2 = 2𝑝(𝑦 − 𝑦0 ) ⇒ (𝑥 − 1)2 = 1(𝑦 − 1) ⇒ 𝑥0 = 1, 2𝑝 = 1 𝑒 𝑦0 = 1.

RETAS

Equação Geral da Reta


A toda a reta r do plano cartesiano associa-se uma única equação do tipo ax + by + c = 0, com, a
e b não simultaneamente nulos. A característica da equação geral é a igualdade, ela sempre será
igual a zero.

Determinação da equação Geral


Seja r a reta do plano cartesiano determinada pelos pontos A(xA, yA), B(xB, yB) sendo P(x, y) um
ponto qualquer de r temos que:
𝑥 𝑦
𝑃, 𝐴 𝑒 𝐵 𝑎𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎𝑑𝑜𝑠 ⇔ | 𝑥𝐴 𝑦𝐴 | = 0
𝑥𝐵 𝑦𝐵

Observação:
Dizer que ax + by + c = 0 é equação da reta r significa que:

𝑃(𝑥𝑃 , 𝑦𝑃 ) ∈ 𝑟 ⇔ 𝑎 ∙ 𝑥𝑃 + 𝑏 ∙ 𝑦𝑃 + 𝑐 = 0
Exemplo: Determinar as equações gerais das retas suportes das três medianas do triângulo
ABC onde A(2, 1), B(- 3, 5) e C(- 1, - 1).
Primeiro precisamos lembrar que as medianas são as retas que unem o ponto médio
de um lado do triângulo ao vértice oposto, então precisamos das coordenadas dos
pontos médios de AB, AC e BC:
𝑥𝐴 + 𝑥𝐵 𝑦𝐴 + 𝑦𝐵 2 + (−3) 1 + 5
𝑀𝐴𝐵 = ( , ) ⇒ 𝑀𝐴𝐵 = ( , )
2 2 2 2
1 6 1
⇒ 𝑀𝐴𝐵 = (− , ) ⇒ 𝑀𝐴𝐵 = (− , 3)
2 2 2
𝑥𝐴 + 𝑥𝐶 𝑦𝐴 + 𝑦𝐶 2+ (−1) 1 + (−1)
𝑀𝐴𝐶 = ( , ) ⇒ 𝑀𝐴𝐶 = ( , )
2 2 2 2
1 0 1
⇒ 𝑀𝐴𝐶 = ( , ) ⇒ 𝑀𝐴𝐶 = ( , 0)
2 2 2
𝑥𝐵 + 𝑥𝐶 𝑦𝐵 + 𝑦𝐶 −3 + (−1) 5 + (−1)
𝑀𝐵𝐶 = ( , ) ⇒ 𝑀𝐵𝐶 = ( , )
2 2 2 2
4 4
⇒ 𝑀𝐵𝐶 = (− , ) ⇒ 𝑀𝐵𝐶 = (−2,2)
2 2
Agora, com o baricentro podemos determinar as equações das retas suportes das três
medianas do triângulo ABC. Assim, com todos os pontos determinados, conseguimos
calcular as equações das retas suportes das três medianas do triângulo ABC:
1) Reta dos pontos A(2, 1), D(x, y) e MBC(-2, 2):
𝑥 𝑦 𝑥 𝑦 1
| 2 1| = 0 ⇒ | 2 1 1| = 0 ⇒ 𝑥 − 2𝑦 + 4 − 2𝑦 − 2𝑥 + 2 = 0
−2 2 −2 2 1
⇒ −𝑥 − 4𝑦 + 6 = 0 ⇒ 𝑥 + 4𝑦 = 6 (𝑉𝑒𝑟𝑑𝑒)

2) Reta dos pontos B(- 3, 5), D(x, y) e MAC(1/2, 0):


𝑥 𝑦 𝑥 𝑦 1
−3 5 −3 5 1 𝑦 5
|1 |=0⇒| 1 | = 0 ⇒ 5𝑥 + + 0 + 3𝑦 + 0 − = 0
0 2 2
0 1
2 2
7 5 7 5
⇒ 5𝑥 + 𝑦 − = 0 ⇒ 5𝑥 + 𝑦 = (𝐿𝑎𝑟𝑎𝑛𝑗𝑎)
2 2 2 2

3) Reta dos pontos C(-1, -1), D(x, y) e MAB(-1/2, 3):


𝑥 𝑦 𝑥 𝑦 1
−1 −1 −1 −1 1
| 1 |=0⇒| 1 |=0
− 3 − 3 1
2 2
𝑦 1
⇒ −𝑥 − − 3 + 𝑦 − 3𝑥 − = 0
2 2
1 7
⇒ −4𝑥 + 𝑦 − = 0
2 2
1 7
⇒ −4𝑥 + 𝑦 = (𝑉𝑒𝑟𝑚𝑒𝑙ℎ𝑜)
2 2

Posições Particulares da Reta

A equação geral de uma reta é do tipo ax + by + c = 0, com a e b não simultaneamente nulos. Se


um dos três coeficientes for nulo então a reta será paralela a um dos eixos ou passará pela origem
do sistema cartesiano, então:
I. Reta Paralela ao eixo y: a ≠ 0 e b = 0, então a equação ax + by + c = 0 se transforma em
ax + 0.y + c = 0, logo ax + c = 0, que nos dá x = - c / a.

II. Reta Paralela ao eixo x: a = 0 e b ≠ 0, então a equação ax + by + c = 0 se transforma em


0.x + by + c = 0, logo by + c = 0, que nos dá y = - c / b.

III. Reta que contém a Origem: c = 0, então a equação ax + by + c = 0 se transforma em


ax + by = 0, logo ax = - by.

Coeficiente Angular e Equação Fundamental da Reta

Inclinação:
A inclinação da reta r é o ângulo α entre o eixo x e a reta r, sempre medido de x para r no sentido
anti-horário. As únicas situações possíveis são:

Reta Horizontal Reta Vertical Reta Crescente Reta Decrescente

Coeficiente Angular:
É a tangente trigonométrica do ângulo α. É geralmente representada por m.

𝑚 = 𝑡𝑔 𝛼
Observe que:
I. Se r for horizontal então α = 0° portanto m = 0.
II. Se r for crescente então 0° < α < 90° portanto m > 0.
III. Se r for vertical então α = 90° e portanto não existe m.
IV. Se r for decrescente então 90° < α < 180° e portanto m < 0.

Como obter m, dados dois pontos:


Seja r uma reta, não vertical, e sejam A(xA, yA) e B(xB, yB) dois
pontos distintos de r, graficamente temos:

Δ𝑦 𝑦𝐵 − 𝑦𝐴
𝑚 = 𝑡𝑔 𝛼 = =
Δ𝑥 𝑥𝐵 − 𝑥𝐴

Exemplo: Determine a declividade da reta que passa pelos pontos A(4, 2) e B(2, 1).
Devemos calcular o m:
𝑦𝐵 − 𝑦𝐴 1−2 −1 1
𝑚= ⇒𝑚= ⇒𝑚= ⇒𝑚= .
𝑥𝐵 − 𝑥𝐴 2−4 −2 2
Equação Fundamental da Reta
Seja r uma reta não vertical determinada pelo ponto P(x0, y0) e pela inclinação α. Sendo Q(x, y)
um ponto genérico de r e m o seu coeficiente angular, temos que:

𝑦 − 𝑦0
𝑚 = 𝑡𝑔 𝛼 = ⇔ 𝑦 − 𝑦0 = 𝑚(𝑥 − 𝑥0 )
𝑥 − 𝑥0

Observação:
Se r for vertical, a equação será: x = x0.

Conclusão:
A equação de qualquer reta que passa pelo ponto P(x0, y0) é também chamada de feixe de retas
concorrentes.

Lembretes:
I. Por dois pontos distintos passa uma única reta.
II. Por um ponto passam infinitas retas.

Equação Reduzida da Reta:


É a equação onde a variável y está isolada e os valores dos coeficientes angular e linear são obtidos
diretamente na equação. A equação reduzida é escrita da seguinte forma:

𝑚 é 𝑜 𝑐𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎𝑛𝑔𝑢𝑙𝑎𝑟
𝑦 = 𝑚𝑥 + ℎ ⇒ {
ℎ é 𝑜 𝑐𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑙𝑖𝑛𝑒𝑎𝑟

Exemplo: (UCS) O coeficiente angular e o coeficiente linear da reta (r) 2x + 3y – 6 = 0


são, respectivamente:
a) -2/3 e 2. b) 2 e -2/3. c) 2/3 e 2. d) – 2 2/3. e) 2 e -6.
Temos que encontrar a equação reduzida da reta:
2
2𝑥 + 3𝑦 − 6 = 0 ⇒ 3𝑦 = −2𝑥 + 6 ⇒ 𝑦 = − 𝑥 + 2 .
3
Logo, o coeficiente angular e o coeficiente linear da reta (r) são, respectivamente,
-2/3 e 2. Alternativa A.

Exemplo: (PUCRS) Para que a reta que passa por A(m – 1, 2) e B(3, 2m) forme com o eixo
das abscissas, no sentido positivo, um ângulo de 45°, m deve ser igual a:
a) – 2. b) -1/2. c) 1. d) 1/2. e) 2.
𝑦𝐵 − 𝑦𝐴 2𝑚 − 2 2𝑚 − 2
𝑚 = 𝑡𝑔 𝛼 = ⇒ 𝑡𝑔 45° = ⇒1=
𝑥𝐵 − 𝑥𝐴 3− (𝑚 − 1) 4−𝑚
⇒ 4 − 𝑚 = 2𝑚 − 2 ⇒ 2𝑚 + 𝑚 = 4 + 2 ⇒ 3𝑚 = 6 ⇒ 𝑚 = 2
Alternativa E.
Exemplo: (MACK) A reta que passa pelo ponto A(2, 5), com coeficiente angular – 3/2,
também passa pelo ponto:
a) (4, 2). b) (5, 2). c) (- 2, - 5). d) (- 3, 2). e) (2, 4).
Pelo enunciado, temos que
3
𝑦 =− 𝑥+ℎ
2
Que passa pelo ponto A(2, 5), ou seja,
3
5=− ∙2+ℎ ⇒ℎ =5+3⇒ℎ =8
2
Areta é dada por
3
𝑦 =− 𝑥+8
2
A única alternativa que corresponde a essa reta é a alternativa A. Observe:
a) 2 = - 3/2 . 4 + 8 ⇒ 2 = - 6 + 8 ⇒ 2 = 2
b) 2 = -3/2 . 5 + 8 ⇒ 2 = -15/2 + 8 ⇒ 2 ≠ 1/2
c) – 5 = -3/2 . (-2) + 8 ⇒ - 5 = 3 + 8 ⇒ - 5 ≠ 11
d) 2 = -3/2 . (-3) + 8 ⇒ 2 = 9/2 + 8 ⇒ 2 ≠ 25/2
e) 4 = -3/2 . 2 + 8 ⇒ 4 = -3 + 8 ⇒ 4 ≠ 5

Equação Segmentária da Reta


É a equação nas variáveis x e y que fica igualada a 1. Usa-se quando conhecemos os dois
interceptos, horizontal e vertical.
𝑥 𝑦
+ =1
𝑎 𝑏
Exemplo: Determinar a equação da reta que passa pelos pontos A(5, 0) e B(0, 5), esboçar
o seu gráfico.
Como conhecemos os dois interceptos, temos
𝑥 𝑦
+ =1⇒𝑥+𝑦 =5⇒𝑦 =5−𝑥
5 5

Intersecções da Reta com os Eixos Coordenados:


Eixo x: (x, 0) Eixo y: (0, y)

Dica:
• Fazendo-se y = 0, tem-se o valor de x onde a reta corta o eixo das abscissas.
• Fazendo-se x = 0, tem-se o valor de y onde a reta corta o eixo das ordenadas.
Exemplo: (PUCRS) A reta de equação x + 3y – 2 = 0 intercepta os eixos Ox e Oy,
respectivamente, nos pontos:
a) (2, 0) e (0, 3). c) (- 2, 0) e (0, 2/3). e) (2, 0) e (0, 3/2).
b) (2, 0) e (0, 2/3). d) (2, 0) e (0, - 2/3).
Para isso, precisamos encontrar a equação segmentária da reta:
𝑥 3𝑦 𝑥 𝑦
𝑥 + 3𝑦 − 2 = 0 ⇒ 𝑥 + 3𝑦 = 2 ⇒ + =1⇒ + =1
2 2 2 2
3
Logo, a reta intercepta os eixos nos pontos (2, 0) e (0, 2/3). Alternativa B.

Intersecção de duas Retas:


Determina-se através de um Sistema de Equações do 1º grau com duas variáveis, formado pelas
equações das respectivas retas. A solução é dada sempre através de um par ordenado (x, y).

Exemplo: As retas de equações x = 2, y = x e x + 2y = 12 determinam um triângulo T. A


área desse triângulo é:
a) 1. b) 2. c) 4. d) 3. e) 5.
Podemos determinar a área pedida a partir da determinação dos vértices do
triângulo e do cálculo da área do triângulo por determinante. Seja A, B e C os
vértices do triângulo. Podemos determinar suas coordenadas encontrando os
pontos de interseção entre as retas, ou seja, igualando as equações. Igualando as
equações x = 2 e y = x:
𝑥=2
{ ⇒𝑦=2
𝑦=𝑥
Assim, como x = 2, um dos vértices possui coordenada B = (2,2). Fazendo o
mesmo para x = 2 e x+2y=12:
𝑥=2
{ ⇒ 2 + 2𝑦 = 12 ⇒ 2𝑦 = 10 ⇒ 𝑦 = 5
𝑥 + 2𝑦 = 12
Assim, como x = 2, outro vértice do triângulo é A = (2,5). Por fim, igualando y = x
e x+2y = 12:
𝑥=𝑦
{𝑥 + 2𝑦 = 12 ⇒ 𝑥 + 2𝑥 = 12 ⇒ 3𝑥 = 12 ⇒ 𝑥 = 4 = 𝑦
Assim, como x = y, o vértice restante tem coordenadas C = (4,4).
Sendo A, B e C os pontos relativos aos vértices
de um triângulo. Podemos determinar a área
do triangulo pelo módulo do determinante:
1
𝐴 = |𝐷|
2
Substituindo os vértices do triângulo no
determinante:
1 1 2 5 1
𝐴 = |𝐷| ⇒ 𝐴 = ∙ |2 2 1|
2 2
4 4 1
1
⇒ 𝐴 = ∙ (4 + 20 + 8 − 10 − 8 − 8)
2
1
⇒ 𝐴 = ∙ (6) ⇒ 𝐴 = 3
2
Assim, a área do triângulo é igual a 3.
Alternativa D.
Posições Relativas entre duas Retas:
Considerando-se duas retas (s) y = m1x + h1 e (t) y = m2x + h2, tem-se que:
I. Paralelas (s//t): são retas que não se interceptam e forma o
mesmo ângulo, no sentido anti-horário, com o eixo das
abscissas. Então:
𝛼1 = 𝛼2 ⇒ 𝑡𝑔 𝛼1 = 𝑡𝑔 𝛼2 ⇒ 𝑚1 = 𝑚2
Paralelas e Coincidentes: ℎ1 = ℎ2
Paralelas e Distintas: ℎ1 ≠ ℎ2

II. Retas Concorrentes: são retas que se interceptam em um


único ponto e formam ângulos diferentes, no sentido anti-
horário, com o eixo das abscissas. Então:

𝛼1 ≠ 𝛼2 ⇒ 𝑡𝑔 𝛼1 ≠ 𝑡𝑔 𝛼2 ⇒ 𝑚1 ≠ 𝑚2

III. Retas Perpendiculares (s ⊥ t): são retas que se interceptam em um único ponto, caso
particular das retas concorrentes, e formam entre si um
ângulo de 90°. Então:
Se (s) e (t) são retas perpendiculares, então temos que:

𝛼2 = 𝛼1 + 90° ⇒ 𝛼1 = 𝛼2 − 90° …
1
𝑚1 = − ⇒ 𝑚1 ∙ 𝑚2 = −1
𝑚2

Exemplo: (PUCRS) A reta r passa pelo ponto P(- 1, 3) e pela origem dos eixos coordenados.
A reta s passa pelo ponto Q(- 5, 1) e é paralela a r. A equação de s é:
a) x – 3y + 2 = 0. d) 3x + y + 16 = 0.
b) x – 3y + 8 = 0. e) 3x + y + 14 = 0
c) 3x – y + 16 = 0.
Primeiro encontramos a equação da reta r que passa pelos pontos P(-1, 3) e O(0,0)
3 = 𝑚 ∙ (−1) + ℎ 3 = −𝑚 + ℎ
{ ⇒{ ⇒ 3 = −𝑚 ⇒ 𝑚 = −3
0=𝑚∙0+ℎ ℎ=0
Logo, a reta r possui equação 𝑦 = −3𝑥. Como é
paralela a reta s que passa pelo ponto Q(-5,1),
temos
𝑚𝑟 = 𝑚𝑠 ⇒ −3 = 𝑚𝑠
Assim, temos
1 = 𝑚 ∙ (−5) + ℎ
{ ⇒ 1 = (−3) ∙ (−5) + ℎ
𝑚 = −3
⇒ ℎ = 1 − 15 ⇒ ℎ = −14
Logo, a equação de s é
𝑦 = −3𝑥 − 14 ⇒ 3𝑥 + 𝑦 + 14 = 0.
Alternativa E.
Exemplo: (UFRGS) Considere um sistema cartesiano ortogonal e o ponto P(3, 1) de
intersecção das duas diagonais do losango. Se a equação da reta que contém uma das
diagonais do losango for y = 2x – 5,a equação da reta que contém a outra diagonal será:
a) x + 2y - 5 = 0. c) x - 2y - 1 = 0. e) x - y - 2 = 0.
b) 2x + y - 7 = 0. d) 2x - y - 7 = 0.
As diagonais de um losango são perpendiculares, logo temos que encontrar a reta que
é perpendicular a y = 2x – 5 e contenha P(3,1):
1
𝑚1 ∙ 𝑚2 = −1 ⇒ 2𝑚2 = −1 ⇒ 𝑚2 = −
2
E, com o ponto P(3,1), temos
1 1 3 5
{𝑚 = − 2 ⇒1=− ∙3+ℎ ⇒ℎ =1+ ⇒ℎ =
2 2 2
1=𝑚∙3+ℎ
Logo, a outra diagonal será
1 5
𝑦 = − 𝑥 + ⇒ 2𝑦 = −𝑥 + 5 ⇒ 𝑥 + 2𝑦 − 5 = 0 .
2 2
Alternativa A.

Exemplo: (UFMG) Seja P(a, 1) um ponto da reta r de equação 4x – 2y – 2 = 0. A equação


da reta s que passa por P e é perpendicular a r é:
a) x + 2y – 3 = 0. c) 2x – y = 0. e) 2x + y + 3 = 0.
b) x – 2y + 1 = 0. d) 2x + y – 3 = 0.
Substituindo P(a,1) na equação reduzida de e, que é y = 2x – 1, temos
1 = 2𝑎 − 1 ⇒ 2𝑎 = 2 ⇒ 𝑎 = 1
Pelo enunciado temos que r e s são perpendiculares
1
𝑚1 ∙ 𝑚2 = −1 ⇒ 𝑚2 = −
2
e passam pelo ponto P(1,1), então
1 1 3
{𝑚 = − 2 ⇒ℎ =1+ ⇒ℎ =
2 2
1 = 𝑚∙1+ℎ
A equação de s é
1 3
𝑦 = − 𝑥 + ⇒ 2𝑦 = −𝑥 + 3 ⇒ 𝑥 + 2𝑦 − 3 = 0
2 2
Alternativa A.

Exemplo: (UFRGS) As retas x + y – c = 0 e x + by + 3c = 0, sendo b e c números reais,


interceptam-se no ponto (- 1, 2). O valor de b + c é:
a) – 1. b) 0. c) 1. d) 2. e) 3.
Como elas se interceptam no mesmo ponto, temos que substituí-lo nas equações,
logo
𝑥+𝑦−𝑐 =0 −1 + 2 − 𝑐 = 0 𝑐=1
{ ⇒{ ⇒{
𝑥 + 𝑏𝑦 + 3𝑐 = 0 −1 + 2𝑏 + 3𝑐 = 0 −1 + 2𝑏 + 3 = 0
2
⇒ 2𝑏 = −2 ⇒ 𝑏 = − ⇒ 𝑏 = −1
2
Assim,
𝑏 + 𝑐 = −1 + 1 = 0 .
Alternativa B.
Distância entre ponto e reta:
Seja r uma reta de equação ax + by + c = 0 e P(x0, y0) um ponto qualquer do plano cartesiano.
A distância d do ponto P à reta r é igual a distância entre os pontos P e Q, Q ∈ r, com PQ
perpendicular a r e a menor distância entre o ponto e a reta. y
Demonstra-se que: Q

|𝑎𝑥0 + 𝑏𝑦0 + 𝑐| P
𝑑= x
√𝑎2 + 𝑏 2

Exemplo: Determinar a altura AH do triângulo de vértices A(1, 2), B(2, 0) e C(1, 1).
Como o problema pede a altura AH, é a distância do vértice A até a base BC, então
precisamos saber qual é a equação da reta que passa por B(2,0) e C(1,1). Então,
0 = 2𝑚 + ℎ ℎ = −2𝑚
{ ⇒{
1=𝑚+ℎ 1 = 𝑚 − 2𝑚
ℎ = −2𝑚 ℎ=2
⇒{ ⇒{
𝑚 = −1 𝑚 = −1
Logo, queremos a distância de A(1,2) até a reta
𝑦 = −𝑥 + 2, onde
𝑥0 = 1, 𝑦0 = 2, 𝑎 = 1, 𝑏 = 1 𝑒 𝑐 = −2
Assim,
|1 ∙ 1 + 1 ∙ 2 − 2| |1 + 2 − 2|
𝑑= ⇒𝑑=
2
√1 + 1 2 √2
|1| 1 √2 √2
⇒𝑑= ⇒𝑑= ∙ ⇒𝑑= .
√2 √2 √2 2

Ângulo formado por duas retas:


Considerando-se duas retas (s) y = m1x + h1 e (t) y = m2x + h2, tem-se
que:
|𝑚1 − 𝑚2 |
𝑡𝑔 𝛼 =
1 + 𝑚1 ∙ 𝑚2

Observação: a fórmula é utilizada para o cálculo do ângulo agudo.

Exemplo: Seja α o ângulo formado pelas retas de equações x – 3y – 7 = 0 e


x – 13y – 9 = 0. Calcule cotg α.
Fazendo a equação reduzidas das retas, temos
1 7 1
𝑥 − 3𝑦 − 7 = 0 ⇒ 3𝑦 = 𝑥 − 7 ⇒ 𝑦 = 𝑥 − ⇒ 𝑚1 =
3 3 3
1 9 1
𝑥 − 13𝑦 − 9 = 0 ⇒ 13𝑦 = 𝑥 − 9 ⇒ 𝑦 = 𝑥− ⇒ 𝑚2 =
13 13 13
Assim o ângulo formado entre elas é
1 1 10 10
|3 − 13| |39| |39| 10 39 1
𝑡𝑔 𝛼 = ⇒ 𝑡𝑔 𝛼 = ⇒ 𝑡𝑔 𝛼 = ⇒ 𝑡𝑔 𝛼 = ∙ ⇒ 𝑡𝑔 𝛼 =
1 1 1 40 39 40 4
1 + 3 ∙ 13 1 + 39 39
Assim, a cotangente é
1 1 4
cotg 𝛼 = ⇒ cotg 𝛼 = ⇒ cotg 𝛼 = 1 ∙ ⇒ cotg 𝛼 = 4 .
𝑡𝑔 𝛼 1 1
4
TRIÂNGULOS

Coordenadas do Baricentro do Triângulo:


• Mediana: É o segmento de reta que une o vértice à metade do lado oposto.
• Mediatriz: É a reta que passa pelo ponto médio do lado, formando 90° com este.
• Altura: É o segmento de reta que une o vértice ao lado oposto, formando com este 90°.
• Baricentro: É o ponto de intersecção das três medianas.
• Circuncentro: É o ponto de intersecção de suas três mediatrizes.
• Ortocentro: É o ponto de intersecção de suas três alturas.

As coordenadas do baricentro G do triângulo de vértices A(xA, yA), B(xB, yB) e C(xC, yC) são:

𝑥𝐴 + 𝑥𝐵 + 𝑥𝐶 𝑦𝐴 + 𝑦𝐵 + 𝑦𝐶
𝐺=( , )
3 3

Exemplo: (UCS) Se G(- 2, 3) é o baricentro do triângulo ABC, onde A(- 4, 6) e B(0, 4),
então as coordenadas do vértice C são:
a) (2, 1). b) (- 1, 4). c) (- 2, - 1). d) (- 1, - 1). e) (- 2, 0).
Temos que,
𝑥𝐴 + 𝑥𝐵 + 𝑥𝐶 𝑦𝐴 + 𝑦𝐵 + 𝑦𝐶 𝑥𝐴 + 𝑥𝐵 + 𝑥𝐶 𝑦𝐴 + 𝑦𝐵 + 𝑦𝐶
(𝑥𝐺 , 𝑦𝐺 ) = ( , ) ⇒ 𝑥𝐺 = 𝑒 𝑦𝐺 =
3 3 3 3
Assim,
−4 + 0 + 𝑥𝐶
−2 = ⇒ −6 = −4 + 𝑥𝐶 ⇒ 𝑥𝐶 = −2
3
6 + 4 + 𝑦𝐶
3= ⇒ 9 = 10 + 𝑦𝐶 ⇒ 𝑦𝐶 = −1
3
Portanto, C tem coordenadas (-2, -1). Alternativa C.

CIRCUNFERÊNCIA

Definição: Seja C um ponto do plano e r um número real estritamente positivo. Circunferência de


centro C e raio r é o lugar geométrico dos pontos de α que distam de C.

Equação Reduzida:
Sejam (a, b) as coordenadas do centro e R o raio da circunferência, demonstramos que:

(𝑥 − 𝑎)2 + (𝑦 − 𝑏)2 = 𝑅 2

Observação:
Se o centro da circunferência for a origem do sistema cartesiano, e portanto
C(0, 0), então a equação reduzida será x2 + y2 = R2.
Equação Geral:
A equação Geral provém da equação reduzida, calculando-se os produtos notáveis.

(x – a)2 + (y – b)2 = R2, desenvolvendo-se os produtos notáveis têm-se que:

x2 + y2 – 2ax – 2by + a2 + b2 – R2 = 0.

Observação:
Para obter as equações, basta conhecer as coordenadas do centro e a medida do raio.

Exemplo: (UFRGS) A equação da circunferência que passa pela origem e tem como
coordenadas do centro o ponto P(- 3, 4) é:
a) (x + 3)2 + (y – 4)2 = 25. d) x2 + y2 = 5.
b) (x – 3)2 + (y + 4)2 = 25. e) (x – 3)2 + (y + 4)2 = 25.
c) x2 + y2 = 25.
Como sabemos o centro e um ponto da circunferência, conseguimos calcular o raio dessa
com a distância do ponto P(-3,4) até O(0,0):
2
𝑑𝑃𝑂 = √(𝑦𝐵 − 𝑦𝐴 )2 + (𝑥𝐵 − 𝑥𝐴 )2 = 𝑟 ⇒ 𝑟 = √(0 − 4)2 + (0 − (−3))
⇒ 𝑟 = √16 + 9 ⇒ 𝑟 = √25 ⇒ 𝑟 = 5
Com o centro e o raio, conseguimos determinar a equação da reta:
2
(𝑥 − 𝑎)2 + (𝑦 − 𝑏)2 = 𝑟 2 ⇒ (𝑥 − (−3)) + (𝑦 − 4)2 = 52 ⇒ (𝑥 + 3)2 + (𝑦 − 4)2 = 25
Alternativa A.

Exemplo: (PUCRS) A equação da circunferência cujas extremidades de um diâmetro são os


pontos A(- 5, 1) e B(3, 5) é:
a) x2 + y2 + 2x + 6y + 10 = 0. d) x2 + y2 + 2x – 6y – 10 = 0.
b) x2 + y2 – 2x – 6y + 10 = 0. e) x2 + y2 – 2x + 6y – 10 = 0.
c) x2 + y2 – 2x + 6y + 10 = 0.
O ponto médio de A e B é o centro da circunferência, logo
𝑥𝐴 + 𝑥𝐵 𝑦𝐴 + 𝑦𝐵 −5 + 3 1 + 5
𝑀𝐴𝐵 = (𝑥𝑀 , 𝑦𝑀 ) = ( , ) ⇒ 𝑀𝐴𝐵 = ( , )
2 2 2 2
−2 6
⇒ 𝑀𝐴𝐵 = ( , ) ⇒ 𝑀𝐴𝐵 = (−1,3)
2 2
A distãncia entre M e A é o raio da circunferência:
2
𝑑𝐴𝑀 = √(3 − 1)2 + (−1 − (−5)) ⇒ 𝑑𝐴𝑀 = √22 + 42
⇒ 𝑑𝐴𝑀 = √4 + 16 ⇒ 𝑑𝐴𝑀 = √20 ⇒ 𝑑𝐴𝑀 = 2√5 = 𝑟
Logo, a equação da circunferência pode ser calculada a partir do ponto M(-1, 3) e o raio
r = 2√5:
2 2
(𝑥 − 𝑎)2 + (𝑦 − 𝑏)2 = 𝑟 2 ⇒ (𝑥 − (−1)) + (𝑦 − 3)2 = (2√5)
⇒ (𝑥 + 1)2 + (𝑦 − 3)2 = 20
Abrindo os produtos notáveis, temos
(𝑥 + 1)2 + (𝑦 − 3)2 = 20 ⇒ 𝑥 2 + 2𝑥 + 1 + 𝑦 2 − 6𝑦 + 9 = 20 ⇒ 𝑥 2 + 𝑦 2 + 2𝑥 − 6𝑦 − 10 = 0
Alternativa D.
Exemplo: Uma circunferência de centro no ponto C(- 2, 3) e tangente ao eixo das abscissas
tem como equação:
a) 2x2 – 3y2 – 9 = 0. d) (x – 2)2 + (y + 3)2 + 9 = 0.
b) x2 + y2 + 4x – 6y + 4 = 0. e) x2 + y2 – 4x + 6y + 4 = 0.
c) x2 + y2 + 2x – 3y + 9 = 0.
Precisamos determinar a distância do centro C(-2, 3) até a reta y = 0, pois a reta tangente
toca em apenas um único ponto da circunferência, essa distância também será a medida
do raio:
|𝑎𝑥0 + 𝑏𝑦0 + 𝑐| |0 ∙ (−2) + 1 ∙ 3 + 0| |3| 3
𝑑= ⇒𝑑= ⇒𝑑= ⇒𝑑= ⇒𝑑=3=𝑟
√𝑎2 + 𝑏 2 √02 + 12 √1 1
Logo, a equação da circunferência pode ser calculada a partir do ponto C(-2, 3) e o raio
r = 3:
2
(𝑥 − 𝑎)2 + (𝑦 − 𝑏)2 = 𝑟 2 ⇒ (𝑥 − (−2)) + (𝑦 − 3)2 = 32
⇒ (𝑥 + 2)2 + (𝑦 − 3)3 = 9 ⇒ 𝑥 2 + 4𝑥 + 4 + 𝑦 2 − 6𝑦 + 9 − 9 = 0
⇒ 𝑥 2 + 𝑦 2 + 4𝑥 − 6𝑦 + 4 = 0
Alternativa B.

Obtenção do Centro e do Raio de uma Circunferência a partir de sua Equação Geral:


I. POR COMPARAÇÃO:

Exemplo: Obter o centro e o raio da circunferência de equação x² + y² + 6x – 10y + 18 = 0.


Fazemos manipulações matemáticas de modo a obter a equação reduzida da
circunferência:
𝑥 2 + 𝑦 2 + 6𝑥 − 10𝑦 + 18 = 0 ⇒ 𝑥 2 + 6𝑥 + 9 + 𝑦 2 − 10𝑦 + 25 + 18 = 0 + 9 + 25
⇒ (𝑥 + 3)2 + (𝑦 − 5)2 = 34 − 18 ⇒ (𝑥 + 3)2 + (𝑦 − 5)2 = 16
⇒ (𝑥 + 3)2 + (𝑦 − 5)2 = 42 ⇒ (𝑥 − 𝑎)2 + (𝑦 − 𝑏)2 = 𝑟 2
Logo, o raio é 4 e o centro é C(-3, 5).

II. POR FÓRMULA:

Consideremos a equação Ax² + By² + Cx + Dy + F = 0

𝐶 𝐷 𝐹
𝑎=− 𝑒 𝑏=− 𝑒 𝑅 = √𝑎 2 + 𝑏 2 −
2𝐴 2𝐴 𝐴

Exemplo: A equação x2 + y2 + 2x + 2y + F = 0 é um círculo somente quando:


a) F = 2 b) F > 0 c) F < 0 d) F > 2 e) F < 2.
Para termos uma equação da circunferência, temos
𝑥 2 + 𝑦 2 + 2𝑥 + 2𝑦 + 𝐹 = 0 ⇒ 𝑥 2 + 2𝑥 + 1 + 𝑦 2 + 2𝑦 + 1 + 𝐹 = 0 + 1 + 1
⇒ (𝑥 + 1)2 + (𝑦 + 1)2 = 2 − 𝐹
Assim, temos que
2 − 𝐹 > 0 ⇒ 𝐹 < 2.
Alternativa E.
Posições Relativas entre Ponto e Circunferência:
Ponto interior à circunferência (x – a)2 + (y – b)2 < R2

Ponto pertence a circunferência (x – a)2 + (y – b)2 = R2

Ponto exterior à circunferência (x – a)2 + (y – b)2 > R2

Exemplo: Obter o comprimento da corda que a circunferência de equação


x2 + y2 – 2x + 4y – 3 = 0 determina no eixo das abscissas.
Queremos a distância entre os pontos que possuem a coordenada y = 0:
𝑥 2 + 𝑦 2 − 2𝑥 + 4𝑦 − 3 = 0 ⇒ 𝑥 2 + 02 − 2𝑥 + 4 ∙ 0 − 3 = 0 ⇒ 𝑥 2 − 2𝑥 − 3 = 0
Aplicando a fórmula de Bhaskara, temos
−(−2) ± √(−2)2 − 4 ∙ 1 ∙ (−3) 2 ± √4 + 12 2 ± √16
𝑥= ⇒𝑥= ⇒𝑥=
2∙1 2 2
2±4
⇒𝑥= ⇒ 𝑥 ′ = 3 𝑜𝑢 𝑥 ′′ = −1
2
Logo, queremos o comprimento da corda que liga os pontos (3, 0) e (-1, 0):
2
𝑑 = √(3 − (−1)) + (0 − 0)2 ⇒ 𝑑 = √42 ⇒ 𝑑 = 4 .

Posições Relativas entre Retas e Circunferências:


I. Retas Secantes: Pontos de Intersecção ⇒ Sistema com duas soluções ( Δ > 0).
II. Reta Tangente à circunferência: Ponto de Intersecção ⇒ Sistema com uma solução ( Δ = 0).
III. Reta Exterior à circunferência: Não há ponto de Intersecção ⇒ Sistema sem solução ( Δ < 0).

Exemplo: (UFRGS) A reta r de equação x = 3 é tangente à circunferência de equação


x2 + y2 + 4x – 2y + k = 0. Nessas condições, calcule o valor de k.
Primeiro, precisamos encontrar o centro e o raio da circunferência:
𝑥 2 + 𝑦 2 + 4𝑥 − 2𝑦 + 𝑘 = 0 ⇒ 𝑥 2 + 4𝑥 + 4 + 𝑦 2 − 2𝑦 + 1 + 𝑘 = 0 + 4 + 1
⇒ (𝑥 + 2)2 + (𝑦 − 1)2 = 5 − 𝑘
Logo, C(-2, 1) e o raio é √5 − 𝑘.
A distância do centro até a reta r de equação x = 3 tem que ser igual ao raio:
|𝑎𝑥0 + 𝑏𝑦0 + 𝑐| |1 ∙ (−2) + 0 ∙ 1 − 3| |−2 − 3|
𝑑= =𝑟⇒𝑑= =𝑟⇒𝑑= =𝑟
√𝑎2 + 𝑏 2 √12 + 02 √1
|−5|
⇒𝑑= = 𝑟 ⇒ 𝑑 = 5 = 𝑟 ⇒ 5 = √5 − 𝑘 ⇒ 25 = 5 − 𝑘 ⇒ 𝑘 = −20 .
1

Posições Relativas entre duas Circunferências:


I. Secantes: Pontos de Intersecção ⇒ Sistema com duas soluções ( Δ > 0).
II. Tangentes: Ponto de Intersecção ⇒ Sistema com uma solução ( Δ = 0).
III. Sem ponto Comum: Não há Pontos de Intersecção ⇒ Sistema sem solução ( Δ < 0).

Tangentes Tangentes Sem ponto Sem ponto


Secantes
Interiormente Exteriormente comum comum

Distância entre Distância entre Distância entre Distância entre


os centros < R os centros > R os centros < R os centros > R
Inequações no plano
Dizer que ax + by + c = 0 é a equação da reta r significa que todos os pontos de r, e somente eles,
verificam a equação. Assim sendo:

𝑃(𝑥0 , 𝑦0 ) ∈ 𝑟 ⇔ 𝑎𝑥0 + 𝑏𝑦0 + 𝑐 = 0


𝑃(𝑥0 , 𝑦0 ) ∉ 𝑟 ⇔ 𝑎𝑥0 + 𝑏𝑦0 + 𝑐 > 0 𝑜𝑢 𝑎𝑥0 + 𝑏𝑦0 + 𝑐 < 0

Observação:
As inequações no plano também envolvem o conceito de circunferência, ou seja,
determinar os ponto eu são internos ou externos à ela, procedemos da mesma
forma. Em muitos casos iremos resolver sistemas de inequações envolvendo retas
e circunferências.

Alguns exemplos:
(x – a)2 + (y – b)2 < R2 (x – a’)2 + (y – b’)2 ≤ R2

Exemplo: Representar graficamente os pontos do plano, tal que x – y + 6 >0.


𝑦 ≤ 𝑥 + 3 (𝑟𝑜𝑠𝑎)
Exemplo: Determinar graficamente a solução do sistema { .
𝑥<2 (𝑎𝑧𝑢𝑙)
Solução na região hachurada.

Exemplo: Seja 𝑆 = {(𝑥, 𝑦) ∈ ℝ2 ∶ 𝑥 2 + 𝑦 2 ≤ 16 𝑒 𝑥 2 + (𝑦 − 1)2 ≥ 9} uma região do plano. A


área de S é:
a) 5. b) 7. c) 5 𝜋. d) 7 𝜋. e) 7 𝜋 2 .
Analisamos as inequações individualmente:
• 𝑥 2 + 𝑦 2 ≤ 16 ⇒ círculo de raio ≤ 4 centrada em (0,0) ⇒ 𝐴 ≤ 𝜋𝑟 2 ⇒ 𝐴 ≤ 16𝜋.
• 𝑥 2 + (𝑦 − 1)2 ≥ 9 ⇒ toda a região além do círculo de raio ≤ 3 centrada em
(0, 1) ⇒ 𝐴 ≥ 𝜋𝑟 2 ⇒ 𝐴 ≥ 9𝜋
A aréa de S é a interseção dessas regiões, ou seja
9𝜋 ≤ 𝐴 ≤ 16𝜋 ⇒ 𝐴 = 16𝜋 − 9𝜋 ⇒ 𝐴 = 7𝜋 .
Alternativa D.

Atenção!
As inequações no plano que envolve as desigualdades (≤ ou ≥) devem ser
representadas com linhas cheias, visto que são intervalos fechados e devem
incluir os extremos; já as inequações envolvendo as desigualdades (< ou >)
devem ser representadas com linhas pontilhadas, visto que são intervalos abertos
e devem excluir os extremos.
EXERCÍCIOS
1) (ULBRA – 16) Três pontos distintos A(2, 0), 6) (UFSC – 17 – ADAPTADA) Em relação às pro-
B(a, - a) e C(3a/2, - 2a) são colineares. Então posições abaixo, é correto afirmar que:
a) a = 2. 01. A catedral de Brasília foi projetada pelo
b) a = 3. arquiteto Oscar Niemeyer. Sua estrutura
c) a = 4. se destaca pela beleza e pela forma, um
d) a = 5.
hiperboloide de rotação. A figura 4 des-
e) a = 6.
taca os principais elementos da hipérbole
2) (ULBRA – 15) A área do triângulo determi- associada à forma da catedral e é possível
nado pelas retas y = x – 4, y = - 2 e x = 8, e é perceber que ela tem como base um cír-
igual a: culo de diâmetro d. Supondo que a equa-
a) 18. ção dessa hipérbole seja x²/225 – y²/400 =
b) 16. 1 e que a medida do diâmetro tenha 10
c) 12. metros a mais que a distância focal, então
d) 10. a medida d será igual a 60 metros.
e) 8.

3) (PUCRS) O ponto do eixo dos x equidistante


dos pontos A(0, - 1) e B(4, 3) é:
a) (- 1, 0).
b) (1, 0).
c) (2, 0).
d) (3, 0).
e) (7, 0).

4) (FURG) Dados os pontos A(2, 3), B(4, 6) e


C(5, 1), vértices de um triângulos ABC, con-
02. A excentricidade da elipse de equação
sidere as seguintes afirmações:
x²/25 + y²/4 = 1 é 1/3.
I. A reta suporte do lado AB passa na ori-
gem.
II. A área do triângulo ABC é igual a 7 uni- 7) (AFA – SP) O parâmetro da parábola que
dades de área. passa pelo ponto P(6, 2) e cujo vértice
III. O triângulo ABC é isósceles. V(3, 0) é o seu ponto de tangência com o
Quais afirmações estão corretas? eixo das abscissas, é
a) apenas I. a) 9/5.
b) apenas I e III. b) 9/4.
c) apenas II. c) 3.
d) apenas III. d) 9/2.
e) todas.
8) (UCPEL – 17) Considerando que as três retas
5) (ULBRA – 18) Sabendo que o ponto
no plano xy dadas pelas equações y = 2 – 4x,
B (3t – 4, - t + 8) pertence à bissetriz dos qua-
x + 4y – 3 = 0 e y = 2b – 3x interceptam-se
drantes ímpares é possível afirmar que o va-
num ponto P, pode-se afirmar que o valor de
lor de t corresponde a:

a) 3
b) –3 a) 2/3.
c) 4 b) 1/6.
d) 3√2 c) 1/3.
d) 5/6.
e) – √2 / 2
e) 5/3.
9) (PUCRS – 16) O polígono ABCD, na figura 11) (PEIES) Sejam A(1, 2) e B(-5, 8). A equação
abaixo, indica o trajeto de uma maratona re- da reta que passa pelo ponto médio do seg-
alizada em uma cidade, sendo que as coor- mento ̅̅̅̅
𝐴𝐵 e é perpendicular à reta de equa-
denadas estão representadas no sistema de ção 3x + 5y + 10 = 0 é:
eixos cartesianos abaixo. a) 5x – 3y + 25 = 0.
b) 5y – 3x – 6 = 0.
c) 3y – 5x – 24 = 0.
d) 5x + 3y – 6 = 0.
e) 5x – 3y – 6 = 0.

12) (PEIES) A soma dos possíveis valores de k,


para que a distância do ponto P(3, 4) à reta
(r): 4x – 3y + k = 0 seja igual a 1, é:
a) – 5.
b) – 1.
c) 2.
d) 0.
A reta que passa pelos pontos A e C, vértices e) 5.
desse polígono, possui coeficiente linear
igual a 13) (ULBRA – 16) O vértice da parábola
a) 0. y = x² + 6x + 8, o centro da circunferência
b) 2/3. x² + y² +6x – 18y – 8 = 0 e a origem do sis-
c) 3/4. tema cartesiano formam um triângulo cuja
d) 4/5. área mede:
e) 1. a) 7,5.
b) 15,0.
10) (UFRGS – 17) Os pontos A, B, C, D, E e F de- c) 22,5.
d) 30,0.
terminam um hexágono regular ABCDEF de
e) 37,5.
lado 1, tal que o ponto A tem coordenadas
(1,0) e o ponto D tem coordenadas (-1,0),
14) (UPF – 16) Considere, num referencial 𝑥𝑦, a
como na figura abaixo.
circunferência de equação (𝑥+1)²+(𝑦−3)²=9 .
A equação que define uma reta tangente a
essa circunferência é:
a) 𝑥 = 3.
b) 𝑥 = −3.
c) 𝑦 = 0.
d) 𝑦 = 5.
e) 𝑥 = 0.

15) (UFRGS – 16) A circunferência definida pela


A equação da reta que passa pelos pontos B equação x² + y² – 6x + 2y = 6 está inscrita em
eDé um quadrado. A medida da diagonal desse
a) 𝑦 = √3 𝑥. quadrado é
b) 𝑦 = √3 𝑥 /3 + √3 / 3. a) √2.
c) 𝑦 = √3 𝑥 / 2 + √3 / 2. b) 2√2.
c) 4√2.
d) 𝑦 = √3 𝑥 /2 − √3 / 3.
d) 6√2.
e) 𝑦 = √3 𝑥 / 2 − √3 / 2.
e) 8√2.
16) (PUCRS – 16) Considere a figura abaixo, 18) (UPF – 15) Sabendo que o ponto P(4, 1) é o
onde um quadra- do está representado no ponto médio de uma corda AB da circunfe-
primeiro quadrante do plano xy. rência x² – 6x + y² + 4 = 0, então a equação
da reta que passa por A e B é dada por:
a) y = - x + 5.
b) y = x + 5.
c) y = - x + 3.
d) y = x – 3.
e) y = -0,5x + 5

19) (UFRGS) O número de pontos da região de-


finida pela inequação x2 + y2 ≤ 8 que têm co-
ordenadas cartesianas inteiras é
Para que uma reta da forma y = x + m não a) 11.
intercepte qualquer ponto do quadrado, de- b) 15.
vemos ter c) 19.
a) m < 3. d) 21.
b) m < 0. e) 25.
c) m > 0.
d) m > –1. 20) (UFRGS) Considere a região plana limitada
e) m < –1 ou m > 1. pelos gráficos das inequações y ≤ - x – 1 e
x² + y² ≤ 1, no sistema de coordena- das car-
17) (PUCRS – 16) A circunferência que está cen- tesianas. A área dessa região é
trada na origem do plano cartesiano e que 𝜋 1
a) −
tangencia a reta de equação y = 2 – x possui 4 2
equação
𝜋 1
b) −
a) x2 + y2 = 1/2. 4 3
𝜋
b) x2 + y2 = 1/4. c) −1
2
c) x2 + y2 = 1. 𝜋
d) +1
d) x2 + y2 = 2. 2
e) x2 + y2 = 4. 3𝜋
e) −1
2

GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
A A D B A (01) B D E B A D B C E E D A E A
MATRIZES
É uma tabela de elementos ordenados em linhas horizontais e colunas verticais.

Exemplos:
𝑎 1 2 3
𝐴 = [1 ] 𝐵 = (1 3 2 𝑏) 𝐶 = [4 5 6]
2 7 8 9

Representação de uma matriz


Genericamente, uma matriz pode ser representada por 𝐴 = (𝑎𝑖𝑗 )𝑚×𝑛 , onde:
• aij = representa os elementos da matriz.
• i = representa a linha na qual o elemento se encontra.
• j = representa a coluna na qual o elemento se encontra.
• m = representa a quantidade de linhas da matriz.
• n = representa a quantidade de colunas da matriz.

Exemplo: Determine a ordem de cada uma das matrizes anteriores:


𝐴3×2 , 𝐵1×4 𝑒 𝐶3×3

Exemplo: Representar a matriz 𝐴 = (𝑎𝑖𝑗 )2×3, onde 𝑎𝑖𝑗 = 2𝑖 + 3𝑗.


𝑎11 𝑎12 𝑎13
𝐴 = [𝑎21 𝑎22 𝑎23 ] , 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑎𝑖𝑗 = 2𝑖 + 3𝑗, 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠
𝑎31 𝑎32 𝑎33
2∙1+3∙1 2∙1+3∙2 2∙1+3∙3 5 8 11
𝐴 = [2 ∙ 2 + 3 ∙ 1 2 ∙ 2 + 3 ∙ 2 2 ∙ 2 + 3 ∙ 3] ⇒ 𝐴 = [7 10 13]
2∙3+3∙1 2∙3+3∙2 2∙3+3∙3 9 12 15

Tipos de Matrizes
I. Matriz retangular: É uma matriz que apresenta uma quantidade diferente de linhas e colunas.
Ou seja, m ≠ n.

Exemplo:
2 2 9
𝐴3×1 = [ 7 ] 𝐵3×2 = [ 4 −5 ] 𝐶1×2 = [2,75 −1,05]
−4 −2 1/2

II. Matriz Linha: É a matriz que possui apenas uma linha. Ou seja, m = 1.

Exemplo:
𝐴1×3 = [2 7 −8] 𝐵1×1 = [−3] 𝐶1×4 = [2,5 −0,5 15 7/5]

III. Matriz Coluna: É a matriz que possui apenas uma coluna. Ou seja, n = 1.

Exemplo:
2 2
1 −7
𝐴3×1 =[ 7 ] 𝐵2×1 =[ ] 𝐶4×1 =[ ]
0 −2
−4 0
IV. Matriz Quadrada: É uma matriz que apresenta a mesma quantidade de linhas e colunas.
Ou seja, m = n.

Exemplo:
1 2 3
1 0
𝐴2×2 =[ ] 𝐵3×3 =[ 7 6 5]
0 1
−8 −4 −9

Toda a matriz quadrada apresenta duas diagonais:


I. Diagonal Principal: cujos elementos aij tem a propriedade de que i = j.
II. Diagonal Secundária: cujos elementos aij tem a propriedade de que i + j = n + 1.

V. Matriz Nula: É a matriz em que todos os seus elementos são iguais a zero.

Exemplo:
0 0 0 0
𝐴 = [ 0] 𝐵 = (0 0 0 0) 𝐶 = [ 0 0 0]
0 0 0 0

VI. Matriz Oposta: É a matriz obtida trocando-se o sinal de todos os de uma matriz.

Exemplo:
𝑎 −𝑎 1 2 3 −1 −2 −3
𝐴 = [1] ⇒ −𝐴 = [−1] 𝐶 = [4 5 6] ⇒ −𝐶 = [−4 −5 −6]
2 −2 7 8 9 −7 −8 −9

VII. Matriz Identidade ou Unidade: É uma matriz quadrada cujos elementos da diagonal principal
são iguais a 1 e os demais elementos são iguais a zero. Por definição, temos que:
1, 𝑠𝑒 𝑖 = 𝑗
𝐼𝑛 = (𝐼𝑖𝑗 )𝑛×𝑛 = { .
0, 𝑠𝑒 𝑖 ≠ 𝑗
Exemplo:
1 0 0
1 0
𝐴2×2 = [ ] 𝐵3×3 = [0 1 0]
0 1
0 0 1

VIII. Matriz Transposta: É a matriz obtida quando trocamos ordenadamente as linhas pelas colunas
e, vice-versa.

Exemplo:
1 2 3 1 7 −8
1 −4 1 0
𝐴=[ ] ⇒ 𝐴𝑇 = [ ] 𝐵=[ 7 6 5 ] ⇒ 𝐵 𝑇 = [2 6 −4]
0 1 −4 1
−8 −4 −9 3 5 −9
𝑎 1
𝐶 = [1] ⇒ 𝐶 𝑇 = [𝑎 1 2] 𝐷 = [1 3 2 𝑏] ⇒ 𝐷 𝑇 = [3]
2 2
𝑏
IX. Matriz Simétrica: É uma matriz quadrada igual a sua transposta.

Exemplo: As matrizes A e B, a seguir, são simétricas, pois


1 2 3 1 2 3
1 4 1 4
𝐴=[ ] ⇒ 𝐴𝑇 = [ ] 𝐵 = [2 4 −5] ⇒ 𝐵𝑇 = [2 4 −5]
4 1 4 1
3 −5 −9 3 −5 −9

X. Matriz Antissimétrica: É a matriz que tem transposta igual a oposta.

Exemplo: As matrizes A e B, a seguir, são antissimétricas, pois


0 4 0 −4
𝐴=[ ] ⇒ 𝐴𝑇 = [ ] = −𝐴
−4 0 4 0
0 2 3 0 −2 −3
𝐵 = [−2 0 −5] ⇒ 𝐵𝑇 = [2 0 5 ] = −𝐵
−3 5 0 3 −5 0

XI. Matriz Triangular Superior: É a matriz quadrada em que os elementos abaixo da diagonal
principal são iguais a zero.

Exemplo:
1 2 3 1 2 3 4
1 4 7 ]
𝐴=[ ] 𝐵 = [0 4 −5] 𝐶 = [0 5 6
0 1 0 0 8 9
0 0 −9 0 0 0 1

XII. Matriz Triangular Inferior: É a matriz quadrada em que os elementos acima da diagonal prin-
cipal são iguais a zero.

Exemplo:
1 0 0 1 0 0 0
1 0 3 0 0 ]
𝐴=[ ] 𝐵 = [2 4 0] 𝐶 = [2
4 1 4 5 8 0
3 −5 −9 6 7 9 1

XIII. Matriz Diagonal: É a matriz quadrada cujos elementos “de fora” da diagonal principal são
iguais a zero.

Exemplo:
1 0 0 1 0 0 0
1 0
𝐴=[ ] 𝐵 = [0 4 0] 𝐶 = [0 3 0 0 ]
0 1 0 0 8 0
0 0 −9 0 0 0 1

Igualdade de Matrizes
Duas matrizes A e B, de mesma ordem, são iguais se, e somente se, todos os elementos correspon-
dentes de A e B são iguais.

Exemplo:
1 2 3 1 2 3
𝐴 = [2 4 −5] 𝑒 𝐵 = [2 4 −5] ⇒ 𝐴=𝐵
3 −5 −9 3 −5 −9
Operações com Matrizes
• Adição: Para somarmos duas matrizes, somamos os elementos correspondentes, só conse-
guimos somar matrizes de mesma ordem.

Exemplo:
21 17 15 23 14 17
𝐴 = [18 13 9 ] 𝑒 𝐵 = [17 16 8 ]
11 9 3 18 10 5
21 + 23 17 + 14 15 + 17 44 31 32
⇒ 𝐴 + 𝐵 = [18 + 17 13 + 16 9+8 ] = [ 35 29 17]
11 + 18 9 + 10 3+5 29 19 8

• Subtração: Para subtrairmos duas matrizes, subtraímos os elementos correspondentes, só


conseguimos subtrair matrizes de mesma ordem.

Exemplo:
21 17 15 23 14 17
𝐴 = [18 13 9 ] 𝑒 𝐵 = [17 16 8 ]
11 9 3 18 10 5
21 − 23 17 − 14 15 − 17 −2 3 −2
⇒ 𝐴 − 𝐵 = [18 − 17 13 − 16 9 − 8 ] = [ 1 −3 1 ]
11 − 18 9 − 10 3−5 −7 −1 −2

• Multiplicação de um número real por uma matriz: Devemos multiplicar todos os elementos da
matriz por esse número.

Exemplo:
21 17 15
𝐴 = [18 13 9 ] 𝑒 𝑜 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 5
11 9 3
21 17 15 5 ∙ 21 5 ∙ 17 5 ∙ 15 105 85 75
⇒ 5𝐴 = 5 ∙ [18 13 9 ] = [5 ∙ 18 5 ∙ 13 5 ∙ 9 ] = [ 90 65 45]
11 9 3 5 ∙ 11 5 ∙ 9 5∙3 55 45 15

• Multiplicação de Matrizes: Para multiplicarmos duas matrizes, devemos multiplicar, ordena-


damente, os elementos de uma linha da primeira matriz pelos elementos de uma coluna da
segunda matriz, e adicionar os produtos assim obtidos; para tal, é necessário que o número
de colunas da primeira matriz seja igual ao número de linhas da segunda matriz.

2 1
3 2 1
Exemplo: Determine o produto das matrizes a seguir [ ∙
] [1 3].
7 0 −3
4 0
2 1
3 2 1 3∙2+2∙1+1∙4 3∙1+2∙3+1∙0 12 9
[ ] ∙ [ 1 3] = [ ]=[ ]
7 0 −3 7 ∙ 2 + 0 ∙ 1 + (−3) ∙ 4 7 ∙ 1 + 0 ∙ 3 + (−3) ∙ 0 2 7
4 0

Atenção!
I. Para multiplicar duas matrizes o número de colunas da primeira matriz
deve ser igual ao número de linhas da segunda matriz.
II. 𝐴 = (𝑎𝑖𝑗 )𝑚×𝑛 × 𝐵 = (𝑏𝑖𝑗 )𝑛×𝑝 ⇒ (𝐴 ∙ 𝐵)𝑚×𝑝
Observações:
I. Em geral – AB ≠ BA
II. II. (AB)t ≠ At . Bt
III. A . B = 0, então podemos ter A ≠ 0 e B ≠ 0.
IV. Pode existir det(A . B), porém não implica que existe det(A) e det(B).
V. Matrizes Equiparáveis são matrizes de mesma ordem e que possuem o mesmo determinante.

Exemplo: A matriz A = (aij), de segunda ordem, é definida por aij = i – 2j. Então A – At é:
Primeiro definimos a matriz:
𝑎11 𝑎12 1−2∙1 1−2∙2 −1 −3 −1 0
𝐴2×2 = [𝑎 𝑎 ]⇒𝐴=[ ]⇒𝐴=[ ] ⇒ 𝐴𝑇 = [ ].
21 22 2−2∙1 2−2∙2 0 −2 −3 −2
Então, A – At é
−1 −3 −1 0 −1 − (−1) −3 − 0 0 −3
𝐴 − 𝐴𝑇 = [ ]−[ ] ⇒ 𝐴 − 𝐴𝑇 = [ ] ⇒ 𝐴 − 𝐴𝑇 = [ ].
0 −2 −3 −2 0 − (−3) −2 − (−2) 3 0

3 −1 1 6
Exemplo: (PUCRS) Dadas às matrizes 𝐴 = [ ], 𝐵 = [ ] e C = 2A – 3B, a soma dos ele-
2 5 3 0
mentos da diagonal principal da matriz C é igual a:
a) – 25. b) 10. c) 13. d) 18. e) 25.
Primeiro encontramos a matriz C:
3 −1 1 6 6 −2 −3 −18 3 −20
𝐶 = 2𝐴 − 3𝐵 ⇒ 𝐶 = 2 ∙ [ ]−3∙[ ]⇒𝐶=[ ]+[ ]⇒𝐶=[ ]
2 5 3 0 4 10 −9 0 −5 10
Agora somamos os elemento da diagonal principal da matriz C:
3 + 10 = 13
Alternativa C.

2 0 4 2
Exemplo: (UCS) Sendo 𝐴 = [ ] e 𝐵=[ ], então no produto A.B = C tem-se que
−1 3 1 −2
c22 – 3.c12 é:
a) – 10. b) 5. c) – 20. d) 15. e) – 5.
Primeiro encontramos a matriz C:
2 0 4 2 2∙4+0∙1 2 ∙ 2 + 0 ∙ (−2) 8 4
𝐶 = 𝐴𝐵 ⇒ 𝐶 = [ ]∙[ ]⇒𝐶=[ ]⇒𝐶=[ ]
−1 3 1 −2 −1 ∙ 4 + 3 ∙ 1 −1 ∙ 2 + 3 ∙ (−2) −1 −8
Os elementos 𝑐22 e 𝑐12 são – 8 e 4, respectivamente, assim
𝑐22 − 3𝑐12 = −8 − 3 ∙ 4 = −8 − 12 = −20
Alternativa C.

2, 𝑠𝑒 𝑖 = 𝑗
Exemplo: (UPF) A soma de todos os elementos da matriz A = (aij)3x3 onde 𝑎𝑖𝑗 = { é:
0, 𝑠𝑒 𝑖 ≠ 𝑗
a) 2. b) 4. c) 6. d) 8. e) 10.
Primeiro definimos a matriz:
𝑎11 𝑎12 𝑎13 2 0 0
𝐴 = [𝑎21 𝑎22 𝑎23 ] ⇒ 𝐴 = [0 2 0]
𝑎31 𝑎32 𝑎33 0 0 2
Logo, a soma dos elementos da matriz A é
2+0+0 +0+2+0+0+0+2 = 6
Alternativa C.
Determinantes
Determinante de uma matriz quadrada A é um número real associado a essa matriz, indicamos por
det (A) ou |A|, ou seja, seus elementos são colocados entre duas barras verticais.

Determinante de uma Matriz de ordem 1: É dado pelo próprio elemento da matriz.

Exemplo: Calcule o determinante da matriz A = [101]. Temos, det 𝐴 = 101.

Determinante de uma Matriz de ordem 2:

𝑎11 𝑎12
det 𝐴 = |𝑎 𝑎22 | = 𝑎11 ∙ 𝑎22 − 𝑎12 ∙ 𝑎21
21

1 3
Exemplo: Calcule o determinante da matriz [ ].
3 6
1 3
det 𝐴 = | | = 1 ∙ 6 − 3 ∙ 3 = 6 − 9 = −3 .
3 6

Determinante de uma Matriz de ordem 3: Vamos utilizar a Regra de Sarrus, então:

𝑎11 𝑎12 𝑎13


det 𝐴 = |𝑎21 𝑎22 𝑎23 |
𝑎31 𝑎32 𝑎33
⇒ det 𝐴 = 𝑎11 ∙ 𝑎22 ∙ 𝑎33 + 𝑎12 ∙ 𝑎23 ∙ 𝑎31 + 𝑎13 ∙ 𝑎21 ∙ 𝑎32
− (𝑎12 ∙ 𝑎21 ∙ 𝑎33 + 𝑎11 ∙ 𝑎23 ∙ 𝑎32 + 𝑎13 ∙ 𝑎22 ∙ 𝑎31 )

1 1 2
Exemplo: Calcule o valor de |3 1 1|.
2 1 3
det 𝐴 = 1 ∙ 1 ∙ 3 + 1 ∙ 1 ∙ 2 + 2 ∙ 3 ∙ 1 − (1 ∙ 3 ∙ 3 + 1 ∙ 1 ∙ 1 + 2 ∙ 1 ∙ 2) = 3 + 2 + 6 − (9 + 1 + 4)
⇒ det 𝐴 = 11 − 14 ⇒ det 𝐴 = −3

Determinantes de uma Matriz Quadrada de Qualquer Ordem:


I. Teorema de Laplace
O determinante de uma matriz quadrada de ordem “n” é a soma dos produtos de cada elemento de
uma fila pelos seus respectivos cofatores. Considere uma matriz quadrada A = (aij)n x n, seu determi-
nante, calculado pela regra de Laplace, escolhida a primeira linha, é dado por:

det 𝐴 = 𝑎11 ∙ 𝐴11 + 𝑎12 ∙ 𝐴12 + ⋯ + 𝑎1𝑛 ∙ 𝐴1𝑛

Exemplo: Calcule o determinante da matriz .

Escolhemos sempre a linha com a maior quantidade de zeros, nesse caso a linha 2:
det 𝐴 = 𝑎21 𝐴21 + 𝑎22 𝐴22 + 𝑎23 𝐴23 + 𝑎24 𝐴24 + 𝑎25 𝐴25
0 2 1 0 2 1 0 0 1 0 0 2
det 𝐴 = 1 ∙ |5 1 4| + (−3) ∙ |0 1 4| + (−4) ∙ |0 5 4| + (−2) ∙ |0 5 1 |
0 −1 2 0 −1 2 0 0 2 0 0 −1
det 𝐴 = −25 + 0 + 0 + 0 ⇒ det 𝐴 = −25
Dicas:
I. Utilizar sempre a fila que apresentar a maior quantidade de zeros.
II. Laplace serve para baixar a ordem das matrizes.

II. Teorema de Chio


Para calcular o determinante de uma matriz de ordem n 3, vamos abaixar a ordem utilizando uma
regra prática dada por Chio, que consiste em:
I. Suprimir da matriz a linha e a coluna da matriz que contêm um elemento aij = 1.
II. Subtrair de cada elemento da matriz o produto dos elementos que se acham nas extremidades
das perpendiculares traçadas desse elemento à linha e à coluna eliminadas.
III. Calcular o determinante da matriz que foi obtida da matriz inicial de acordo com (1) e (2) e
multiplicar o resultado por (-1)i + j.

1 4 2 0
Exemplo: Calcular, pela Regra de Chio, o determinante D = [ 0 3 2 −1 ].
2 2 −3 2
1 3 1 3
I. Suprimir da matriz a linha e a coluna da matriz que contêm um elemento a11 = 1.
3 2 −1
[2 −3 2 ]
3 1 3
II. Subtrair de cada elemento da matriz o produto dos elementos que se acham nas ex-
tremidades das perpendiculares traçadas desse elemento à linha e à coluna elimina-
das.
3 − 0 ∙ 4 2 − 0 ∙ 2 −1 − 0 ∙ 0 3 2 −1
[2 − 2 ∙ 4 −3 − 2 ∙ 2 2 − 2 ∙ 0 ] = [−6 −7 2 ]
3−1∙4 1−1∙2 3−1∙0 −1 −1 3
III. Calcular o determinante da matriz que foi obtida da matriz inicial de acordo com (1)
e (2) e multiplicar o resultado por (-1)1 +1.
3 2 −1
det 𝐴 = (−1)2 ∙ |−6 −7 2 | = −63 − 4 − 6 + 36 + 6 + 7 = −24
−1 −1 3

Propriedades dos Determinantes

I. Se uma fila de uma matriz possui todos os seus elementos iguais a zero, então seu determi-
nante é igual a zero.
1 2 3 0 12 15
|𝑎 𝑏 𝑐 | = 0 |0 13 16| = 0
0 0 0 0 12 30
II. Se duas filas paralelas de uma matriz são iguais ou proporcionais, então seu determinante
é igual a zero.
1 2 3 𝑎 3 3𝑎
|𝑏 𝑐 𝑑 | = 0 |𝑏 4 3𝑏| = 0
2 4 6 𝑐 5 3𝑐
III. Se uma fila da matriz é uma combinação linear de outras filas paralelas, então o seu deter-
minante é igual a zero.
𝑎 𝑏 𝑐 1 3 4
| 7 8 9 |=0 |2 1 3| = 0
𝑎+1 𝑏+1 𝑐+1 0 4 4
IV. Um determinante troca de sinal quando trocamos de posição duas filas paralelas.
1 2 3 𝑎 𝑏 𝑐
|𝑎 𝑏 𝑐 | = 10 → |1 2 3| = −10
3 2 1 3 2 1
V. Se uma fila de um determinante é multiplicada (ou dividida) por um número, então o deter-
minante fica multiplicado (ou dividido) por esse número.
𝑎 𝑏 𝑐 𝑎 𝑏 𝑐
|2 2 3| = 15 → |4 4 6| = 15 ∙ 2 ∙ 2 = 60
1 3 2 2 6 4
VI. Se trocarmos, ordenadamente, as linhas de uma matriz pelas colunas, então seu determi-
nante não se altera.
det(𝐴) = det(𝐴𝑇 )
VII. Se duas matrizes são quadradas e de mesma ordem, então o determinante do produto das
matrizes é igual ao produto dos determinantes de cada matriz.
det(𝐴 ∙ 𝐵) = det(𝐴) ∙ det(𝐵)
VIII. Se todos os elementos situados acima, ou abaixo, da diagonal principal de uma matriz são
iguais a zero, então o determinante dessa matriz é obtido através do produto dos elementos
da diagonal principal.
1 0 0 1 2 3
| 2 2 0| = 1 ∙ 2 ∙ 3 = 6 |0 2 4| = 1 ∙ 2 ∙ 1 = 2
1 1 3 0 0 1

1 2 3
Exemplo: O determinante |𝑚 𝑚+1 −𝑚| é zero:
2 4 6
a) se m = 0. c) se m = - 1. e) para qualquer
b) se m = 1 d) se m > 0. valor de m.
Pela propriedade II, se duas filas paralelas de uma matriz são iguais ou proporcionais,
então seu determinante é igual a zero, como as linhas 1 e 3 são proporcionais, o deter-
minante sempre dará zero, independentemente do valor de m. Alternativa E.

Exemplo: Multiplicando-se a primeira linha da matriz A por 2 e a segunda por 3, obtém-se


a matriz B. Se det(A) = 5, então det(B) é:
a) 5. b) 6. c) 10. d) 15. e) 30.
Supondo que a matriz A é 2x2 e a B também, temos
𝑎11 𝑎12 2 ∙ 𝑎11 2 ∙ 𝑎12
𝐴 = [𝑎 ] 𝑒 𝐵=[ ]
21 𝑎22 3 ∙ 𝑎21 3 ∙ 𝑎22
Fazendo o determinante de A, temos
det(𝐴) = 𝑎11 ∙ 𝑎22 − 𝑎12 ∙ 𝑎21 = 5
Fazendo o determinante de B, temos
det(𝐵) = 2𝑎11 ∙ 3𝑎22 − 2𝑎12 ∙ 3𝑎21 = 6 ∙ 𝑎11 ∙ 𝑎22 − 6 ∙ 𝑎12 ∙ 𝑎21
⇒ det(𝐵) = 6 ∙ (𝑎11 ∙ 𝑎22 − 𝑎12 ∙ 𝑎21 ) = 6 ∙ det(𝐴) = 6 ∙ 5 = 30
Alternativa E.

Exemplo: Dadas as matrizes A e B tais que


1 5 −1 3 −1 0 0 0
𝐴 = [ 0 2 −2 4 ] 𝑒 𝐵 = [ 3 −4 0 0 ]
0 0 3 −1 1 2 1 0
0 0 0 4 2 1 3 2
O valor do determinante de A.B é:
a) -192. b) 32. c) -16. d) 0. e) 192.
Pela propriedade VIII, se todos os elementos situados acima, ou abaixo, da diagonal prin-
cipal de uma matriz são iguais a zero, então o determinante dessa matriz é obtido através
do produto dos elementos da diagonal principal, temos
det(𝐴) = 1 ∙ 2 ∙ 3 ∙ 4 = 24 𝑒 det(𝐵) = (−1) ∙ (−4) ∙ 1 ∙ 2 = 8
Pela propriedade VII, se duas matrizes são quadradas e de mesma ordem, então o de-
terminante do produto das matrizes é igual ao produto dos determinantes de cada matriz,
temos
det(𝐴 ∙ 𝐵) = det(𝐴) ∙ det(𝐵) ⇒ det(𝐴 ∙ 𝐵) = 24 ∙ 8 ⇒ det(𝐴 ∙ 𝐵) = 192
Alternativa E.

0 cos 𝑥 sen 𝑥
Exemplo: Resolva a equação | 0 sen 𝑥 cos 𝑥 | = 1
cos 2 𝑥 + sen2 𝑥 0 0
Pela regra de Sarrus, temos
det 𝐴 = cos 𝑥 ∙ cos 𝑥 ∙ (cos2 𝑥 + sen2 𝑥) − sen 𝑥 ∙ sen 𝑥 ∙ (cos2 𝑥 + sen2 𝑥) = 1
Aplicando as relações trigonométricas, temos
1 1
cos2 𝑥 ∙ 1 − sen2 𝑥 ∙ 1 = 1 ⇒ cos2 𝑥 − sen2 𝑥 = 1 ⇒ (1 + cos 2𝑥) − (1 − cos 2𝑥) = 1
2 2
1
⇒ (1 + cos 2𝑥 − 1 + cos 2𝑥) = 1 ⇒ 2 cos 2𝑥 = 2 ⇒ cos 2𝑥 = 1
2
⇒ 2𝑥 = 0 + 2𝜋𝑛, 𝑐𝑜𝑚 𝑛 ∈ ℤ ⇒ 𝑥 = 𝜋𝑛, 𝑐𝑜𝑚 𝑛 ∈ ℤ.

Exemplo: Seja uma matriz A = (aij)3 x 3 cujo determinante é igual a 5, então, o det (4A) é igual
a:
a) 5. b) 20. c) 40. d) 300. e) 320.
Pela propriedade V, se uma fila de um determinante é multiplicada (ou dividida) por um
número, então o determinante fica multiplicado (ou dividido) por esse número, temos
det(4𝐴) = 4 ∙ 4 ∙ 4 ∙ det(𝐴) = 64 ∙ 5 = 320
Alternativa E.

Matriz Inversa

Dada uma matriz A quadrada, de ordem n, sua inversa é a matriz A-1, tal que:

I. det (A) ≠ 0.
II. A.A-1 = In
III. det (A-1) = 1 / det (A)

Para calcular a matriz inversa de uma matriz quadrada de ordem 2, usaremos a seguinte regra prá-
tica:

I. Calcular o determinante da matriz.


II. Dividir todos os elementos da matriz pelo determinante obtido.
III. Trocar de posição os elementos da diagonal principal e trocar o sinal dos elementos da
diagonal secundária.
2 −1
Exemplo: Considere a matriz 𝐴 = [ ]. Determine, através da definição e, através da re-
5 −3
gra prática 𝐴−1 .
Pela regra prática, temos
I. Calcular o determinante da matriz.
det(𝐴) = 2 ∙ (−3) − (−1) ∙ 5 = −6 + 5 = −1
II. Dividir todos os elementos da matriz pelo determinante obtido.
2 −1
−2 1
[−1 −1] = [ ]
5 −3 −5 3
−1 −1
III. Trocar de posição os elementos da diagonal principal e trocar o sinal dos elemen-
tos da diagonal secundária.
−2 1 3 −1
[ ]→[ ] = 𝐴−1
−5 3 5 −2

Sistemas Lineares de Equações


São sistemas de equações da seguinte forma:
𝑎11 𝑥1 + 𝑎12 𝑥2 + ⋯ + 𝑎1𝑛 𝑥𝑛 = 𝑏1
𝑎 𝑥 + 𝑎22 𝑥2 + ⋯ + 𝑎2𝑛 𝑥𝑛 = 𝑏2
{ 21 1

𝑎𝑚1 𝑥1 + 𝑎𝑚2 𝑥2 + ⋯ + 𝑎𝑚𝑛 𝑥𝑛 = 𝑏𝑚

Exemplos:
𝑥 + 𝑦 + 𝑧 + 𝑤 = 10
𝑥+𝑦+𝑧 = 1
𝑥+𝑦 =8 𝑥 − 𝑦 + 𝑧 − 𝑤 = 11
{ , {𝑥 − 𝑦 − 𝑧 = 2 , { .
𝑥−𝑦 =6 −𝑥 − 𝑦 + 𝑧 − 𝑤 = 91
𝑥+𝑦−𝑧 = 3
2𝑥 − 3𝑦 + 𝑧 + 𝑤 = 1

Importante!
Note que para um sistema de equações ser um Sistema Linear é necessário que:
I. Os expoentes das variáveis sejam sempre iguais a 1.
II. As operações entre os termos com variáveis são sempre adições e/ ou subtrações.
Dois tipos de questões nos principais vestibulares, resolver o sistema linear ou fazer a
discussão do sistema linear.

Classificação de um Sistema Linear de Equações


Quanto ao número de soluções um sistema linear de equações pode ser:
• Sistema Possível e Determinado: admite uma única solução.
• Sistema Possível e Indeterminado: admite infinitas soluções.
• Sistema Impossível: não admite solução.

Regra de Cramer
É uma regra definida a partir do cálculo de determinantes.
• D = determinante principal – formado pelos coeficientes das incógnitas.
• Dx, Dy , Dz = determinantes secundários – obtém-se substituindo-se cada coluna de coefici-
entes da incógnita procurada pelos termos independentes.
Definidos os valores acima, encontramos as incógnitas da seguinte forma:
𝐷𝑥 𝐷𝑦 𝐷𝑧
𝑥= , 𝑦= , 𝑧=
𝐷 𝐷 𝐷

Observação:
vamos utilizar a Regra de Cramer para a solução de sistemas que apresentam 3 equações e
três variáveis, por isso definimos apenas Dx, Dy , Dz.

Para facilitar a resolução, podemos calcular os valores de x e y e, depois substituir esses valores na
equação, dessa forma determinando o valor de z.

𝑥 + 3𝑦 + 2𝑧 = 5
Exemplo: Resolva o sistema {2𝑥 + 𝑦 + 3𝑧 = 12 utilizando a Regra de Cramer.
3𝑥 − 𝑦 + 𝑧 = 10
Pela regra de Cramer, temos como determinante principal
1 3 2
𝐷 = |2 1 3| = 1 + 27 − 4 − 6 + 3 − 6 = 15
3 −1 1
Como determinantes secundários, temos
5 3 2
𝐷𝑥 = |12 1 3| = 5 + 90 − 24 − 36 + 15 − 20 = 30
10 −1 1
1 5 2
𝐷𝑦 = |2 12 3| = 12 + 45 + 40 − 10 − 30 − 72 = −15
3 10 1
1 3 5
𝐷𝑧 = |2 1 12| = 10 + 108 − 10 − 60 + 12 − 15 = 45
3 −1 10
Definidos os valores acima, encontramos as incógnitas da seguinte forma:
𝐷𝑥 30
𝑥= = =2⇒𝑥=2
𝐷 15
𝐷𝑦 15
𝑦= =− = −1 ⇒ 𝑦 = −1
𝐷 15
𝐷𝑧 45
𝑧= = =3⇒𝑧=3
𝐷 15

Discussão de um Sistema Linear de Equações pela Regra de Cramer:

• Sistema Possível e Determinado (SPD): D ≠ 0.


• Sistema Possível e Indeterminado (SPI): D = Dx = Dy = Dz = 0.
• Sistema Impossível (SI): D = 0, e Dx ou Dy ou Dz ≠ 0.

Exemplo: Discuta o sistema do exemplo anterior.


O sistema anterior é possível e determinado (SPD), pois 𝐷 = 15.

Regra das Proporções para Sistemas 2 x 2


𝑎𝑥 + 𝑏𝑦 = 𝑐
A classificação de um sistema linear de equações do tipo { pode ser obtida através do
𝑑𝑥 + 𝑒𝑦 = 𝑓
seguinte esquema:
Sistema Possível e Determinado (SPD):
𝑎 𝑏

𝑑 𝑒
Sistema Possível e Indeterminado (SPI):
𝑎 𝑏 𝑐
= =
𝑑 𝑒 𝑓
Sistema Impossível (SI):
𝑎 𝑏 𝑐
= ≠
𝑑 𝑒 𝑓
𝑥+𝑦 =𝑚
Exemplo: Faça a discussão do sistema { 2 .
𝑚 𝑥+𝑦 =𝑚
Pelo esquema anterior, temos
1 1
2
= ⇒ 𝑚2 = 1 ⇒ 𝑚 = ±1
𝑚 1
Se 𝑚 = ±1 o sistema é SPI. E se 𝑚 ≠ ±1, o sistema é SPD.

Sistema Linear Homogêneo


É um sistema em que as colunas dos termos independentes é toda igual a zero.

Exemplos:
𝑥+𝑦+𝑧 =0
𝑥+𝑦 =0
{ , {𝑥 − 𝑦 − 𝑧 = 0
𝑥−𝑦 =0
−𝑥 − 𝑦 + 𝑧 = 0

Discussão dos Sistemas Lineares Homogêneos a partir da Regra de Cramer:


Um Sistema Homogêneo nunca será Impossível, por que temos sempre Dx = Dy = Dz = 0.
Logo um Sistema Homogêneo pode ser:
• SPD – apenas a solução trivial – D ≠ 0.
• SPI – solução trivial mais soluções próprias – D = 0.

Observação
As soluções próprias são proporcionais, e a solução trivial é a terna que apresenta todos
os valores iguais a zero S = {(0, 0, 0)}.

𝑥 + 𝑦 + 2𝑧 = 0
Exemplo: Os valores de 𝑎 ∈ ℝ para que o sistema {𝑥 − 𝑎𝑦 + 𝑧 = 0 tenha apenas a solução
𝑎𝑥 − 𝑦 − 𝑧 = 0
trivial são:
a) a ≠ 0 e a ≠ -1. c) a = 0 e a = 1. e) a ≠ 0 e a = -1.
b) a = 0 e a = - 1. d) a = 1 e a = -1.
Para termos apenas a solução trivial, temos
1 1 2
𝐷 ≠ 0 ⇒ |1 −𝑎 1 | ≠ 0 ⇒ 𝑎 + 𝑎 − 2 + 1 + 1 + 2𝑎2 ≠ 0 ⇒ 2𝑎2 + 2𝑎 ≠ 0
𝑎 −1 −1
⇒ 2 ∙ (𝑎2 + 𝑎) ≠ 0 ⇒ 𝑎2 + 𝑎 ≠ 0 ⇒ 𝑎 ∙ (𝑎 + 1) ≠ 0
⇒ 𝑎 ≠ 0 𝑒 𝑎 + 1 ≠ 0 ⇒ 𝑎 ≠ 0 𝑒 𝑎 ≠ −1
Alternativa A.
Resolução e Discussão de Sistemas por Escalonamento
2𝑥 + 3𝑦 + 𝑧 + 𝑤 = 1
𝑦+𝑧+𝑤 =1
Consideremos o seguinte sistema: { . Observe que este sistema pode ser resol-
3𝑧 + 𝑤 = 5
2𝑤 = 4
vido de forma simples, basta encontrar w na última equação e posteriormente, substituirmos nas
demais equações, o sistema acima é chamado de sistema escalonado. Escalonar um sistema signi-
fica, anular os termos da triangular inferior, para obter na sua última equação apenas uma única va-
riável.

𝑥 + 3𝑦 + 2𝑧 = 5
Exemplo: Resolver o sistema {2𝑥 + 𝑦 + 3𝑧 = 12 .
3𝑥 − 𝑦 + 𝑧 = 10
Vamos escalonar o sistema manipulando a matriz:
1 3 2 5 1 3 2 5
[2 1 3] = [12] ⇒ [2 1 3 12]
3 −1 1 10 3 −1 1 10
Queremos zerar os termos da triangular inferior, então
𝐿2 𝐿3
𝐿2 → − 𝐿1 𝑒 𝐿3 → − 𝐿1
2 3
1 3 2 5 1 3 2
2 1 3 12 5 1 5
−1 −3 −2 −5 0 − − 1
2 2 2 2 = 2 2 5
3 1 1 10 10 5 −
[3 − 1 − 3 − 3 3 − 2 3 − 5] [0 − 3 − 3 3]

5 10
𝐿3 → 𝐿 3 + 𝐿2
2 3
1 3 2 5
5 1 1
0 − −
2 2 1
5 10 5 10 10 5 5 5 10 1 5 5 10
∙ 0 + (− ) ∙ 0 ∙ (− ) + (− ) ∙ (− ) ∙ (− ) + (− ) ∙ (− ) ∙ (− ) + (− ) ∙ 1
[2 3 2 3 3 2 2 3 3 2 2 3 3 ]
1 3 2 5 1 3 2 5
5 1 1 5 1 1
0 − − 0 − −
= 2 2 1 = 2 2 1
25 25 25 10 25 10 5 15
[0 + 0 − 3 + 3 − 6 + 6 − 6 − 3 ] [0 0 − 2 − 2 ]
1 3 2 5 𝑥 + 3𝑦 + 2𝑧 = 5
5 1 1 5 1
0 − − − 𝑦 − 𝑧=1
⇒ 2 2 1 = 2 2
5 15 5 15
[0 0 − 2 − 2 ] { − 𝑧=−
2 2
Agora, isolando as incógnitas, temos
5 15
− 𝑧=− ⇒𝑧=3
2 2
5 1 5 3 5 5
− 𝑦 − ∙ 3 = 1 ⇒ − 𝑦 = 1 + ⇒ − 𝑦 = ⇒ 𝑦 = −1
2 2 2 2 2 2
𝑥 + 3 ∙ (−1) + 2 ∙ 3 = 5 ⇒ 𝑥 = 5 + 3 − 6 ⇒ 𝑥 = 2
Como já era esperado.
Discussão de um Sistema Linear Escalonado
I. Sistema Possível e Determinado
Se não ocorrer nenhuma equação do tipo 0x + 0y + 0z = b, com b ≠ 0 após a eventual
eliminação de equações.
n = v → SPD
n = número de equações do sistema escalonado após a eventual
eliminação de linha nula.
v = número de variáveis do sistema.
II. Sistema Possível e Indeterminado
Se não ocorrer nenhuma equação do tipo 0x + 0y + 0z = b, com b ≠ 0 após a eventual
eliminação de equações.
n ≠ v → SPI
n = número de equações do sistema escalonado após a eventual
eliminação de linha nula.
v = número de variáveis do sistema.
III. Sistema Impossível
Se ocorrer uma equação do tipo 0x + 0y + 0z = b, com b ≠ 0.

𝑥 + 2𝑦 = 3
Exemplo: Classifique o sistema {2𝑥 + 5𝑦 = 7 :
5𝑥 + 3𝑦 = 8
a) possível e indeterminado. d) admite infinitas soluções.
b) possível e determinado. e) todas falsas.
c) impossível.
Escalonando o sistema, temas
1 2 3
[2 5 7] 𝐿2 → 𝐿2 − 2𝐿1 𝐿3 → 𝐿3 − 5𝐿1
5 3 8
1 2 3 1 2 3
⇒ [2 − 2 ∙ 1 5 − 2 ∙ 2 7 − 2 ∙ 3] = [0 1 1]
5−5∙1 3−5∙2 8−5∙3 0 −7 −7
1 2 3 1 2 3 𝑥 + 2𝑦 = 3 𝑥 + 2𝑦 = 3
𝐿3 → 𝐿3 + 7𝐿2 ⇒ [ 0 1 1 ] ⇒ [ 0 1 1] = { 𝑦 = 1 = {
𝑦=1
0 + 7 ∙ 0 −7 + 7 ∙ 1 −7 + 7 ∙ 1 0 0 0 0=0
Logo, n = v, é SPD. Alternativa B.

𝑥 + 2𝑦 + 5𝑧 = −1
Exemplo: Classificando o sistema {3𝑥 + 7𝑦 + 16𝑧 = −3 temos:
2𝑥 + 𝑦 + 7𝑧 = −2
a) possível e determinado. d) não tem solução.
b) possível e indeterminado. e) todas falsas.
c) impossível.
Escalonando o sistema, temas
1 2 5 −1
[3 7 16 −3] 𝐿2 → 𝐿2 − 3𝐿1 𝐿3 → 𝐿3 − 2𝐿1
2 1 7 −2
1 2 5 −1 1 2 5 −1
⇒ [3 − 3 ∙ 1 7 − 3 ∙ 2 16 − 3 ∙ 5 −3 − 3 ∙ (−1)] = [0 1 1 0]
2 − 2 ∙ 1 1 − 2 ∙ 2 7 − 2 ∙ 5 −2 − 2 ∙ (−1) 0 −3 −3 0
1 2 5 −1 1 2 5 −1
𝐿3 → 𝐿3 + 3𝐿2 ⇒ [ 0 1 1 0 ] = [0 1 1 0 ]
0 + 3 ∙ 0 −3 + 3 ∙ 1 −3 + 3 ∙ 1 0 + 3 ∙ 0 0 0 0 0
𝑥 + 2𝑦 + 5𝑧 = −1 𝑥 + 2𝑦 + 5𝑧 = −1
⇒{ 𝑦+𝑧 =0 ={
𝑦+𝑧 = 0
0=0
Logo, n ≠ v, é SPI. Alternativa B.
𝑥 + 𝑦 + 𝑧 = 10
Exemplo: O sistema linear { 3𝑥 + 3𝑦 + 3𝑧 = 30 é:
5𝑥 + 5𝑦 + 5𝑧 = 40
a) possível e determinado. d) Escalonado.
b) Possível e Indeterminado. e) Todas estão falsas.
c) Impossível.
Pela lógica, nem precisaríamos escalonar, pois na linha 3 as incógnitas são pro-
porcionais, mas o termo independente não é, o que nos mostra um sistema im-
possível. Faremos o cálculo mesmo assim.
Escalonando o sistema, temas
1 1 1 10
[3 3 3 30] 𝐿2 → 𝐿2 − 3𝐿1 𝐿3 → 𝐿3 − 5𝐿1
5 5 5 40
1 1 1 10 1 1 1 10 𝑥 + 𝑦 + 𝑧 = 10
⇒ [3 − 3 ∙ 1 3 − 3 ∙ 1 3 − 3 ∙ 1 30 − 3 ∙ 10] = [0 0 0 0 ]={ 0=0
5 − 5 ∙ 1 5 − 5 ∙ 1 5 − 5 ∙ 1 40 − 5 ∙ 10 0 0 0 −10 0 = −10
Logo, é SI. Alternativa C.

Resolução de Sistemas pelo Método da Substituição ou Eliminação


Este é o método mais utilizado quando a regra de Cramer torna-se muito trabalhosa (os coeficientes
têm valores elevados).

3𝑥 + 4𝑦 − 7𝑧 = −34
Exemplo: Resolver o sistema { 5𝑥 − 4𝑦 + 7𝑧 = 50 .
3𝑥 − 3𝑦 − 7𝑧 = −13
Pelo método da substituição, precisamos isolar uma incógnita, escolhemos x na
linha 1:
−34 − 4𝑦 + 7𝑧
𝑥=
3
Substituímos esse x nas demais linhas:
−34 − 4𝑦 + 7𝑧
5∙ − 4𝑦 + 7𝑧 = 50 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑛𝑑𝑜 −32𝑦 + 56𝑧 − 170
3 ⇒ = 50
{ { 3
−34 − 4𝑦 + 7𝑧
3∙ − 3𝑦 − 7𝑧 = −13 −7𝑦 − 34 = −13
3
Isolando y na 2ª equação, temos
−7𝑦 = 21 ⇒ 𝑦 = −3
Substituindo na 1ª equação, temos
−32 ∙ (−3) + 56𝑧 − 170
= 50 ⇒ 56𝑧 − 74 = 150 ⇒ 56𝑧 = 224 ⇒ 𝑧 = 4
3
Substituindo os valores de y e z em x, temos
−34 − 4𝑦 + 7𝑧 −34 − 4 ∙ (−3) + 7 ∙ 4
𝑥= ⇒𝑥= ⇒𝑥=2
3 3
A solução do sistema é 𝑥 = 2, 𝑦 = −3 e 𝑧 = 4.

Exemplo: (UFRGS) Para medir a massa de três maçãs dispomos de uma massa de 100g
e de uma balança de pratos iguais. A massa da maçã maior é igual a massa das duas
outras juntas. A massa da menor mais 100g é igual a massa das outras. A massa da maior
mais a da menor é 100g. A massa total das três maçãs será:
a) 125g. b) 150g. c) 175g. d) 200g. e) 225g.
Interpretando o problema temos três incógnitas, x < y < z:
𝑥 =𝑦+𝑧 𝑜𝑟𝑔𝑎𝑛𝑖𝑧𝑎𝑛𝑑𝑜
𝑥−𝑦−𝑧 =0
{𝑧 + 100 = 𝑥 + 𝑦 ⇒ {𝑥 + 𝑦 − 𝑧 = 100
𝑥 + 𝑧 = 100 𝑥 + 𝑧 = 100
Isolando x na linha 3, temos
𝑥 = 100 − 𝑧
Substituindo esse x nas demais linhas, temos
100 − 𝑧 − 𝑦 − 𝑧 = 0 𝑦 + 2𝑧 = 100
{ ⇒{
100 − 𝑧 + 𝑦 − 𝑧 = 100 𝑦 − 2𝑧 = 0
Isolando na 2ª equação, temos
𝑦 = 2𝑧
Substituindo na 1ª equação, temos
100
2𝑧 + 2𝑧 = 100 ⇒ 4𝑧 = 100 ⇒ 𝑧 = ⇒ 𝑧 = 25
4
Substituindo z = 25 em y = 2z, temos
𝑦 = 2 ∙ 25 ⇒ 𝑦 = 50
Substituindo z = 25 em x =100 – z, temos
𝑥 = 100 − 25 ⇒ 𝑥 = 75 .

𝑥 + 3𝑦 = 0
Exemplo: (UFSC) Considere o sistema S1: { e determine a soma dos núme-
−2𝑥 − 6𝑦 = 0
ros associados à (s) proposição (ões) CORRETAS (S).
01. O par ordenado (-15, 5) é uma solução do sistema S1.
02. O sistema S1 é possível e determinado.
04. A solução do sistema S1 é uma reta que não passa pela origem.
2𝑥 + 6𝑦 = 0
08. O sistema S2: { é equivalente ao sistema S1.
−10𝑥 − 30𝑦 = 0
Resolvendo o sistema, temos
𝑥 + 3𝑦 = 0 𝑥 = −3𝑦 𝑥 = −3𝑦
{ ⇒{ ⇒{
−2𝑥 − 6𝑦 = 0 −2 ∙ (−3𝑦) − 6𝑦 = 0 0=0
Temos um SPI. Vamos analisar as proposições:
01. O par ordenado (-15, 5) é uma solução do sistema:
−15 + 3 ∙ 5 = 0 −15 + 15 = 0 0=0
{ ⇒{ ⇒{
−2 ∙ (−15) − 6 ∙ 5 = 0 30 − 30 = 0 0=0
Verdadeiro.
02. O sistema é possível e determinado. Falso, como vimos é possível e indeter-
minado.
04. A solução do sistema é uma reta que não passa pela origem. Temos que ana-
lisar de o ponto (0,0) é solução do sistema:
0+3∙0=0 0=0
{ ⇒{
−2 ∙ 0 − 6 ∙ 0 = 0 0=0
Falso, pois o ponto (0,0) é solução do sistema, logo a reta passa pela origem.
2𝑥 + 6𝑦 = 0
08. O sistema S2: { é equivalente ao sistema S1. Para serem equiva-
−10𝑥 − 30𝑦 = 0
lentes, devem ter a mesma solução, vejamos
2𝑥 + 6𝑦 = 0 2𝑥 = −6𝑦 𝑥 = −3𝑦 𝑥 = −3𝑦
{ ⇒{ ⇒{ ⇒{
−10𝑥 − 30𝑦 = 0 −10𝑥 − 30𝑦 = 0 −10 ∙ (−3𝑦) − 30𝑦 = 0 30𝑦 − 30𝑦 = 0
𝑥 = −3𝑦
⇒{
0=0
Sim, os sistemas são equivalentes. Verdadeiro.
Solução 01 + 08 = 09.
EXERCÍCIOS
] e a fun- 5) (UPF – 15) Considere a matriz 𝐴 =
1 1
1) (PUCRS – 15) Dada a matriz 𝐴 = [
1 1 sen 𝑥 cos 𝑥
ção f, definida no conjunto das matrizes 2 x 2 [ ] e avalie as seguintes afirma-
− cos 𝑥 sen 𝑥
por f(X) = X² - 2², então f(A) é ções:
−1 −1 I. A matriz é diagonal se, e somente se,
a) [ ]
−1 −1 sen x = ± 1
0 0
b) [ ] II. O determinante da matriz A é um nú-
0 0
c) [
1 1
] mero maior do que 1.
1 1
2 2 III. A matriz A é simétrica, se e somente se,
d) [ ]
2 2 x = 90º + k.180º, para k inteiro.
3 3 IV. A matriz é invertível, para qualquer que
e) [ ]
3 3
seja x ∈ lR.
1 2 É verdadeiro o que se afirma em:
2) (UPF) Sejam as matrizes 𝐴=[ ] e
3 4 a) I e II.
3 4
𝐵=[ ], e seja X uma matriz tal que b) II e III.
1 2
X.A = B. Então det(X) vale: c) II, III e IV.
a) – 2. d) I, III e IV.
b) – 1. e) I, II, III e IV.
c) 0.
d) 1. 6) (PUCRS) O valor do determinante
e) 2. 𝜋
log 3 2 cos
| 𝜋
6
| é igual a:
3) (UPF – 14) Dadas as matrizes quadradas A, B cos 6 log 2 3
e C, onde n, e a matriz identidade In, de a) cos 𝜋/3
mesma ordem, considere as proposições a se- b) cos2 𝜋/6
guir, verificando se são Verdadeiras(V) ou fal- c) 0
sas(F). d) sen2 𝜋/6
( ) (A + B)2 = A2 + 2AB + B2. e) 2 log 3 2
( ) (A – B)2 = A2 – B2
( ) CI = C 7) (UFBA) O conjunto verdade da equação
𝑥 1 0
A sequência correta de preenchimento dos |1 𝑥 2 | é:
parênteses, de cima para baixo, é 1 1 −1
a) VVV. a) {1}.
b) VFV. b) {- 1}.
c) FVV. c) {1, - 1}.
d) FFV d) lR.
e) FFF. e) { }.

1 2 𝑦 3𝑥 + 𝑚𝑦 = 𝑛
8) O sistema { admite infinitas solu-
4) (UFRGS) Se a matriz [𝑥 4 5 ] for simétrica, 𝑥 + 2𝑦 = 1
3 𝑧 5 ções se, e somente se, o valor de m – n é:
então x + y + z é: a) 9.
a) 7. b) 6.
b) 9. c) 3.
c) 10. d) 1.
d) 11. e) 0.
e) 12.
9) (ITA – SP) Analisando o sistema 11) (UPF – 15) Três planos no espaço podem ocu-
3𝑥 − 2𝑦 + 𝑧 = 7 par oito possíveis posições. Analisando as
{ 𝑥+𝑦−𝑧 =0 concluímos que este é: equações do sistema:
2𝑥 + 𝑦 − 2𝑧 = −1
4𝑥 + 2𝑦 − 6𝑧 = 2
a) possível e determinado com xyz = 7. { 2𝑥 + 𝑦 − 3𝑧 = 8
b) possível e determinado com xyz = - 8. 8𝑥 − 4𝑦 + 12𝑧 = 5
c) possível e determinado com xyz = 6. pode-se afirmar que:
d) possível e indeterminado. a) O sistema é impossível, sendo que dois
e) impossível. desses planos são paralelos e o terceiro os
intersecciona segundo retas paralelas.
(𝑘 + 2)𝑥 + 𝑦 − 𝑧 = 0 b) O sistema é indeterminado, sendo que os
10) (UFRGS) O sistema linear { 𝑥 + 𝑘𝑦 + 𝑧 = 0 três planos coincidem.
−𝑥 + (𝑘 − 1)𝑧 = 0
c) O sistema é impossível, sendo que dois
é possível e determinado, exceto para um nú-
desses planos coincidem e são paralelos
mero finito de valores de k. A soma de todos
ao terceiro.
esses de k é:
d) O sistema é indeterminado, sendo que
a) -1.
dois desses planos coincidem e o terceiro
b) – 1/2.
os intersecciona segundo uma reta.
c) 0.
e) O sistema é impossível, sendo que os três
d) 1/2.
são planos paralelos entre si.
e) 1.

GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
B B D C D D C C A A A
CORPO DOS COMPLEXOS
O conjunto dos números complexos, indicado por C é o conjunto dos pares ordenados de números
reais, em que estão definidas as operações:
Adição: (a, b) + (c, d) = (a + c, b + d).
Multiplicação: (a, b)(c, d) = (ac – bd, ad + bc).
O par (3, 0) corresponde ao número real 3.
O par (0, 0) corresponde ao número real (zero).
Os pares ordenados com o 2º elemento diferente de (zero), por exemplo, (0, 2), (0, 3), (1, 3) são os
números complexos que não são reais.

Unidade Imaginária
Criou-se um nome e um símbolo para o número complexo (0, 1). Ele será chamado de unidade
imaginária e indicado por 𝑖. Logo:
𝑖2 = 𝑖 ∙ 𝑖 , 𝑜𝑢 𝑠𝑒𝑗𝑎, (0, 1)(0, 1) = (0 ∙ 0 − 1 ∙ 1, 0 ∙ 1 + 1 ∙ 0) = (−1, 0), 𝑒𝑛𝑡ã𝑜

𝑖 2 = −1
Potências de 𝒊
Assim observa-se que ocorre repetição de valores a cada quatro expoentes. Desta forma, para
determinação de expoentes na forma in, sendo n um número natural, vamos utilizar a seguinte regra:
𝑖0 = 1 𝑖4 =1
1
{ 2𝑖 = 𝑖 𝑖5 = 𝑖 ⇒ 𝑖𝑛 = 𝑖𝑟 , 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜:
𝑖 = −1 𝑖6 = −1
𝑖 3 = −𝑖 𝑖7 = −𝑖
Exemplo: Calcule: 𝑖 82 .
82
= 20 ∙ 4 + 2 ⇒ 𝑖 82 = 𝑖 2 = −1
4

Exemplo: √𝑖 15 + 𝑖 56 + 𝑖 81 equivale a:
15
= 3 ∙ 4 + 3 ⇒ 𝑖 15 = 𝑖 3 = −𝑖
4
56
= 14 ∙ 4 + 0 ⇒ 𝑖 56 = 𝑖 0 = 1
4
81
= 20 ∙ 4 + 1 ⇒ 𝑖 81 = 𝑖 1 = 𝑖
4
Logo,
√𝑖 15 + 𝑖 56 + 𝑖 81 = √−𝑖 + 1 + 𝑖 = √1 = 1

Exemplo: (UFRGS) As raízes da equação x2 – 4x + 13 = 0 são:


a) – 1 e 5. c) Inexistentes. e) Irracionais.
b) 2 ± 3i. d) Múltiplas.
Pela fórmula de Bhaskara, temos
−(−4) ± √(−4)2 − 4 ∙ 1 ∙ 13 4 ± √16 − 52 4 ± √−36
𝑥= ⇒𝑥= ⇒𝑥= ⇒𝑥
2∙1 2 2
4 ± √36 ∙ (−1) 4 ± √36 ∙ √−1 4 ± 6𝑖
= ⇒𝑥= ⇒𝑥= ⇒ 𝑥 = 2 ± 3𝑖
2 2 2
Alternativa B.
Forma Algébrica de um Número Complexo
Todo o número complexo z = (a, b) pode ser escrito de forma única:

z = a + bi
Onde:
• a é a parte real, Re(z), do complexo;
• bi é a parte imaginária, Im(z), do complexo;
• a e b são os coeficientes das partes reais e imaginárias, respectivamente.

Exemplos: z = 3 + 4i , z1 = 0 + 3i , z2 = 5 + 0i.

Analisando um número complexo através de sua forma algébrica, temos que:


I. Número Real: quando b = 0.
II. Número Imaginário Puro: quando a = 0.
III. Número Imaginário, ou número não real: quando b ≠ 0.

Exemplo: Para que o número complexo z = (x + 2y) + xi, com y ≠ 0, seja um número
imaginário puro deve-se ter x igual a?
𝑥 + 2𝑦 = 0 ⇒ 𝑥 = −2𝑦

Exemplo: Para que o complexo (x + 2 + 8i) seja um número imaginário puro, deve-se ter
x igual a:
𝑥 + 2 = 0 ⇒ 𝑥 = −2

Exemplo: Para que o número complexo 2 + (x – 1)i seja um número real, deve-se ter x
igual a:
𝑥−1=0⇒𝑥 =1

Igualdade de Números Complexos

Dois números complexos z = a + bi e z1 = c + di são iguais se e somente se: a = c e b = d.

Exemplo: (PUCRS) O complexo z = (m – 1) + (m + n)i é igual ao complexo 5 + 2i.


Calculando-se n², encontra-se:
a) 25. b) 16. c) 9. d) 4. e) 1.
Temos,
𝑚−1=5 𝑒 𝑚 + 𝑛 = 2 ⇒ 𝑚 = 6 𝑒 6 + 𝑛 = 2 ⇒ 𝑚 = 6 𝑒 𝑛 = −4
Assim,
𝑛2 = (−4)2 = 16
Alternativa B.

Conjugado de um Número Complexo

Considere o complexo z = a + bi, definimos como seu conjugado 𝑧̅ = 𝑎 − 𝑏𝑖.


Observação: O conjugado de z é o simétrico de z em torno do eixo real.
Oposto de um Número Complexo

Considere o complexo z = a + bi, definimos como oposto do complexo – z = – a – bi.


Observação: O oposto de z é o simétrico de z em relação a origem do Plano de Gauss.

Norma de um Número Complexo

Considere o complexo z = a + bi, definimos como norma de complexo: N(z) = a2 + b2

Módulo de um Número Complexo

Considere o complexo z = a + bi, definimos como módulo do complexo, a raiz quadrada


da norma, então: ρ = |z| = √N(z) = √a2 + b 2

Exemplo: Dado o complexo z = 3 + 4i, determine:


a) conjugado: 𝑧̅ = 3 − 4𝑖
b) oposto: −𝑧 = −3 − 4𝑖
c) norma: 𝑁(𝑧) = 32 + 42 ⇒ 𝑁(𝑧) = 9 + 16 ⇒ 𝑁(𝑧) = 25

d) módulo: 𝜌 = √𝑁(𝑧) = √25 ⇒ 𝜌 = 5

Operações com Números Complexos

Adição e Subtração: somam-se ou subtraem-se entre si as partes reais e as partes imaginárias:

Exemplos:
a) (5 + 3𝑖) + (−2 + 6𝑖) = (5 − 2) + (3𝑖 + 6𝑖) = 3 + 9𝑖
b) (7 − 8𝑖) − (5 − 2𝑖) = (7 − 5) + (−8𝑖 + 2𝑖) = 2 − 6𝑖

Multiplicação: aplica-se a distributiva, como se fossem binômios.

Exemplo:
(2 + 3𝑖) ∙ (5 − 3𝑖) = 2 ∙ 5 − 2 ∙ 3𝑖 + 3𝑖 ∙ 5 − 3𝑖 ∙ 3𝑖 = 10 − 6𝑖 + 15𝑖 − 9𝑖 2 =
= 10 + 9𝑖 − 9 ∙ (−1) = 10 + 8𝑖 + 9 = 19 + 8𝑖

Divisão: quando o denominador apresentar “i”, multiplica-se e divide-se pelo conjugado do


denominador.

Exemplo:
3 + 4𝑖 2 + 3𝑖 (3 + 4𝑖)(2 + 3𝑖) 6 + 9𝑖 + 8𝑖 + 12𝑖 2
∙ = = =
2 − 3𝑖 2 + 3𝑖 (2 − 3𝑖)(2 + 3𝑖) 4 − 9𝑖 2
6 + 17𝑖 + 12(−1) 6 + 17𝑖 − 12 −6 + 17𝑖 6 17
= = = =− + 𝑖
4 − 9(−1) 4+9 13 13 13
Exemplo: (UCS) Multiplicando-se a parte real pelo coeficiente da parte imaginária do
5−𝑖
complexo resulta o produto:
2𝑖
a) 1,65. b) 1,55. c) 1,45. d) 1,35. e) 1,25.
Primeiro reduzimos esse complexo:
5 − 𝑖 𝑖 5𝑖 − 𝑖 2 5𝑖 − (−1) 5𝑖 + 1 1 5
∙ = 2
= = =− − 𝑖
2𝑖 𝑖 2𝑖 2(−1) −2 2 2
Multiplicando-se (-1/2) por (-5/2), temos
1 5 5
− ∙ (− ) = = 1,25
2 2 4
Alternativa E.

Representação Geométrica e Forma Trigonométrica ou Polar de um Número Complexo

Considere o complexo z = a + bi, então:

𝑏
sen 𝛼 = ⇒ 𝑏 = 𝜌 ∙ sen 𝛼
𝜌

𝑎
cos 𝛼 = ⇒ 𝑎 = 𝜌 ∙ cos 𝛼
𝜌

Para escrever um complexo definido em sua forma algébrica z = a + bi, na forma trigonométrica ou
polar, devemos escrever os coeficientes, das partes reais e imaginárias, em função do seu
argumento.

Exemplo: Escreva o número complexo z = 1 + i, na sua forma trigonométrica ou polar.


𝑎 = 1 𝑒 𝑏 = 1 ⇒ 𝜌 = √𝑎2 + 𝑏 2 = √1 + 1 ⇒ 𝜌 = √2
1 √2 √2 𝜋
cos 𝛼 = ⇒ cos 𝛼 = ⇒ arccos = 𝛼 ⇒ 𝛼 = 45° 𝑜𝑢 𝛼 =
√2 2 2 4
Logo, z pode ser escrito como
𝑧 = 𝑎 + 𝑏𝑖 = (𝜌 cos 𝛼) + (𝜌 sen 𝛼)𝑖 ⇒ 𝑧 = (√2 cos 45°) + (√2 sen 45°)𝑖
𝜋 𝜋
⇒ 𝑧 = √2 (cos + 𝑖 ∙ sen )
4 4

1+𝑖
Exemplo: Escreva o número complexo z = na forma trigonométrica.
𝑖
Primeiro reduzimos esse complexo:
1 + 𝑖 𝑖 𝑖 + 𝑖2 𝑖 − 1
𝑧= ∙ = 2 = = 1 − 𝑖 ⇒ 𝑎 = 1 𝑒 𝑏 = −1 ⇒ 𝜌 = √𝑎2 + 𝑏 2 = √1 + 1 ⇒ 𝜌 = √2
𝑖 𝑖 𝑖 −1
−1 √2 √2 𝜋
sen 𝛼 = ⇒ sen 𝛼 = − ⇒ arcsen − = 𝛼 ⇒ 𝛼 = −45° 𝑜𝑢 𝛼 = −
√2 2 2 4
Logo, z pode ser escrito como
𝑧 = 𝑎 + 𝑏𝑖 = (𝜌 cos 𝛼) + (𝜌 sen 𝛼)𝑖 ⇒ 𝑧 = (√2 cos −45°) + (√2 sen −45°)𝑖
𝜋 𝜋
⇒ 𝑧 = √2 (cos − + 𝑖 ∙ sen − )
4 4
Exemplo: Escreva o número complexo z = 4 (cos 2𝜋/3 + i sen 2𝜋/3) na forma algébrica.
2𝜋
𝜌=4 𝑒 𝛼=
3
2𝜋 1
𝑎 = 𝜌 cos 𝛼 ⇒ 𝑎 = 4 cos ⇒ 𝑎 = 4 ∙ (− ) ⇒ 𝑎 = −2
3 2
2𝜋 √3
𝑏 = 𝜌 sen 𝛼 ⇒ 𝑏 = 4 sen ⇒𝑏 =4∙ ⇒ 𝑏 = 2√3
3 2
Logo, z pode ser escrito como
𝑧 = 𝑎 + 𝑏𝑖 ⇒ 𝑧 = −2 + 2√3 𝑖

Exemplo: Escreva o complexo z = - 1 + i, na forma trigonométrica ou polar.


𝑎 = −1 𝑒 𝑏 = 1 ⇒ 𝜌 = √𝑎2 + 𝑏 2 = √1 + 1 ⇒ 𝜌 = √2
1 √2 √2 3𝜋
cos 𝛼 = ⇒ cos 𝛼 = ⇒ arccos = 𝛼 ⇒ 𝛼 = 135° 𝑜𝑢 𝛼 =
√2 2 2 4
Logo, z pode ser escrito como
𝑧 = 𝑎 + 𝑏𝑖 = (𝜌 cos 𝛼) + (𝜌 sen 𝛼)𝑖 ⇒ 𝑧 = (√2 cos 135°) + (√2 sen 135°)𝑖
3𝜋 3𝜋
⇒ 𝑧 = √2 (cos + 𝑖 ∙ sen )
4 4

Exemplo: Escreva o complexo z = -1 – i, na forma trigonométrica ou polar.


𝑎 = −1 𝑒 𝑏 = −1 ⇒ 𝜌 = √𝑎2 + 𝑏 2 = √1 + 1 ⇒ 𝜌 = √2
1 √2 √2 3𝜋
cos 𝛼 = − ⇒ cos 𝛼 = − ⇒ arccos − = 𝛼 ⇒ 𝛼 = −135° 𝑜𝑢 𝛼 = −
√2 2 2 4
Logo, z pode ser escrito como
𝑧 = 𝑎 + 𝑏𝑖 = (𝜌 cos 𝛼) + (𝜌 sen 𝛼)𝑖 ⇒ 𝑧
= (√2 cos −135°) + (√2 sen −135°)𝑖
3𝜋 3𝜋
⇒ 𝑧 = √2 (cos − + 𝑖 ∙ sen − )
4 4

Operações com Números Complexos na forma Trigonométrica ou Polar

Para definir as operações vamos considerar os complexos 𝑧1 = |𝑧1 |(cos 𝜃1 + 𝑖 ∙ sen 𝜃1 ) e


𝑧2 = |𝑧2 |(cos 𝜃2 + 𝑖 ∙ sen 𝜃2 ).

Multiplicação: multiplicam-se os módulos e somam-se os argumentos. Então:

𝑧1 ∙ 𝑧2 = |𝑧1 ||𝑧2 |(cos(𝜃1 + 𝜃2 ) + 𝑖 ∙ sen(𝜃1 + 𝜃2 ))

Divisão: dividem-se os módulos e subtraem-se os argumentos. Então:

𝑧1 |𝑧1 |
= (cos(𝜃1 − 𝜃2 ) + 𝑖 ∙ sen(𝜃1 − 𝜃2 ))
𝑧2 |𝑧2 |

Potenciação: eleva-se o módulo ao expoente desejado e multiplica-se o argumento pelo expoente.


Então:
𝑧1𝑛 = |𝑧1 |𝑛 (cos(𝑛 ∙ 𝜃1 ) + 𝑖 ∙ sen(𝑛 ∙ 𝜃1 ))
Exemplo: Dados z = 4(cos 135° + i.sen 135°) e w = 2(cos 45° + i.sen 45°), determinar a
forma algébrica de:
a) z. w =
𝑧 ∙ 𝑤 = |𝑧||𝑤|(cos(𝜃1 + 𝜃2 ) + 𝑖 ∙ sen(𝜃1 + 𝜃2 ))
⇒ 𝑧 ∙ 𝑤 = 4 ∙ 2 ∙ (cos(135° + 45°) + 𝑖 ∙ sen(135° + 45°))
⇒ 𝑧 ∙ 𝑤 = 8 ∙ (cos 180° + 𝑖 ∙ sen 180°)
⇒ 𝑧 ∙ 𝑤 = 8 ∙ (−1 + 𝑖 ∙ 0) ⇒ 𝑧 ∙ 𝑤 = 8 ∙ (−1) ⇒ 𝑧 ∙ 𝑤 = −8
b) z / w =
𝑧 |𝑧|
= (cos(𝜃1 − 𝜃2 ) + 𝑖 ∙ sen(𝜃1 − 𝜃2 ))
𝑤 |𝑤|
𝑧 4
⇒ = (cos(135° − 45°) + 𝑖 ∙ sen(135° − 45°))
𝑤 2
𝑧 𝑧
⇒ = 2 ∙ (cos 90° + 𝑖 ∙ sen 90°) ⇒ = 2 ∙ (0 + 𝑖 ∙ 1)
𝑤 𝑤
𝑧 𝑧
⇒ =2∙𝑖 ⇒ =𝑖
𝑤 𝑤
c) z³ =
𝑧 𝑛 = |𝑧|𝑛 (cos(𝑛 ∙ 𝜃1 ) + 𝑖 ∙ sen(𝑛 ∙ 𝜃1 ))
⇒ 𝑧 3 = 43 (cos(3 ∙ 135°) + 𝑖 ∙ sen(3 ∙ 135°))
√2 √2
⇒ 𝑧 3 = 64 ∙ (cos 405° + 𝑖 ∙ sen 405°) ⇒ 𝑧 3 = 64 ∙ ( +𝑖∙ )
2 2
⇒ 𝑧 3 = 32√2 + 32√2𝑖 ⇒ 𝑧 3 = 32√2(1 + 𝑖)

Radiciação de Complexos
Qualquer número complexo z, não nulo, admite n raízes distintas. Todas têm módulo igual a √|𝑧| e
𝑛

seus argumentos formam uma (PA) de primeiro termo 𝜃/𝑛 e razão 2𝜋/𝑛. Todo o número complexo
w, tal que wn = z é chamado e raiz enésima de z. Estas raízes podem ser obtidas através da fórmula:

𝜃 + 2𝑘𝜋 𝜃 + 2𝑘𝜋
𝑤𝑘 = 𝑛√𝜌 ∙ [cos ( ) + 𝑖 ∙ sen ( )]
𝑛 𝑛
Onde k = 0, 1, 2, 3, ... (n – 1) e n natural, n > 1.

Observações que podem a facilitar a determinação dessas raízes:


I. Todas estas raízes possuem mesmo módulo;
II. As raízes são os vértices de um polígono regular de n lados;
III. As raízes complexas são sempre conjugadas, duas a duas;
IV. Este polígono regular de n lados é inscritível em uma circunferência de raio igual
ao módulo, e centrada na origem.

Equações e Inequações Envolvendo Módulo


Normalmente são questões de resolução geométrica, neste caso, simplesmente resolvemos através
da representação geométrica no plano de Gauss.
EXERCÍCIOS
1) (UPF – 16) O número complexo 𝑧, tal que 5) (UFSM) O valor de a para que o quociente
5𝑧 + 𝑧 = 12 + 16𝑖, é igual a: 2𝑎+3𝑖
dos complexos seja um número real
a) −2+2𝑖. 2−𝑖
b) 2−3𝑖. é:
c) 3+𝑖. a) – 3/2.
d) 2+4𝑖. b) – 2.
e) 1+2𝑖. c) – 3/4.
d) – 3.
2) (PUCRS – 15) Uma das soluções apresenta- e) 2.
das por um software para √1 em C é 𝑖. O me-
𝑛

nor valor possível para 𝑛 é 6) (UFRGS) Considere z1 = - 3 + 2i e z2 = 4 + i.


a) 2. A representação trigonométrica de 𝑧1 + 𝑧̅2 é
b) 3.
c) 4.
d) 5.
e) 6.

3) (PUCRS – 15) Foi construído, no plano de


Argand Gauss, um polígono cujos vértices
estão sobre as raízes do polinômio
p(z) = z – 16 em C. A área desse polígono,
4

em unidades de área, é
a) 64.
b) 32.
c) 16.
d) 8.
e) 4.

4) (ULBRA – 15) Considerando o plano de Ar-


gand-Gauss, o afixo do número complexo
z = (1 + i)6 é um ponto:
a) Do terceiro quadrante.
b) Do segundo quadrante.
c) Do primeiro quadrante.
d) Do eixo real.
e) Do eixo imaginário.

GABARITO
1 2 3 4 5 6
D C D E D B
POLINÔMIOS E EQUAÇÕES ALGÉBRICAS
Polinômios em uma Variável
Polinômio de grau n é uma função definida para P: C → C, onde todos os expoentes devem ser
números naturais, ou seja, 𝑛 ∈ ℕ.

Exemplo: P(x) = -10x5 + 2x3 + 6x2 -7ix + 10.

Observação:
As expressões x - 2 + 2x + 4 e 𝑥 100 + 3𝑥 2/3 não representam um polinômio, pois
em cada uma delas há pelo menos um expoente que não é um número natural.

Conceitos Importantes:

Grau de um polinômio: é o expoente máximo de x no polinômio, dentre os termos de coeficientes


não nulos. Representa-se por gr(P).

Coeficientes de um Polinômio: são números ∈ C que acompanham a variável.

Termo Independente de um Polinômio: é um número ∈ C, que acompanha a variável x elevada ao


expoente 0(zero).

Observação:
Polinômio constante é todo aquele formado apenas pelo termo independente.

Valor Numérico de um Polinômio: é o valor que se obtém substituindo – se todos os x do polinômio


por um número qualquer k ∈ C.

Raiz ou Zero de um Polinômio: é o valor de x que anula o polinômio, ou seja, P(x) = 0. É o ponto onde
a função polinomial intercepta o eixo das abscissas. O número de raízes de um polinômio é dado
pelo seu grau.

Observação:
• As raízes de um polinômio podem ser reais ou imaginárias.
• Então, a é raiz de um polinômio se, e somente se P(a) = 0.

Polinômios Idênticos: dois polinômios são ditos idênticos quando:


I. Possuem mesmo grau.
II. Possui coeficientes respectivos a mesma parte literal iguais.

Polinômios Identicamente Nulos: possuem todos os coeficientes iguais a zero. Não possuem grau.
São indicados por P(x) = 0.
Divisão de Polinômios

I. Método da Chave
Dada uma função polinomial P(x), chamada dividendo e a função polinomial não identicamente nula
D(x), dividir P(x) por D(x) é obter uma função polinomial Q(x), chamada quociente, e a função
polinomial R(x), chamada resto tal que: P(x) = Q(x).D(x) + R(x), em que:

II. Dispositivo Prático de Briot – Ruffini


Vamos usar este dispositivo somente para a divisão de um polinômios P(x) por um divisor que
apresentar grau igual a 1.

Exemplo: Dividir 2x4 – 6x3 + 4x – 7 por 2x + 2, utilizando o método da chave.


Pelo método da chave

III. Teorema do Resto


Sejam a e b constantes quaisquer. O resto da divisão de um polinômio P(x) por ax – b é igual ao valor
numérico da raiz do divisor no polinômio, ou seja,
R(x) = P(raiz do divisor(ax – b)).

IV. Teorema de D’Alembert


Sejam a e b constantes quaisquer. Um polinômio P(x) é divisível por ax – b se, e somente se,
P(raiz do divisor(ax – b)) = 0.

V. Divisão de um Polinômio pelo produto (x – a)(x – b)


Sejam a e b constantes quaisquer, com a ≠ b. Um polinômio P(x) é divisível por (x – a) e (x – b) se, e
somente se, P(x) é divisível pelo produto (x – a)(x – b).
Exemplo: Para que valores de m e n, respectivamente, o polinômio P(x) = x5 – mx4 + nx3
– 2x2 + 10x – 12 é divisível por (x – 2) (x – 3):
a) 5 e 6. b) 6 e 5. c) 2 e 3. d) 3 e 2. e) 4 e 5.
Como P(x) é divisível por (x – 2)(x - 3), então 2 e 3 são raízes de P(x):
25 − 𝑚 ∙ 24 + 𝑛 ∙ 23 − 2 ∙ 22 + 10 ∙ 2 − 12 = 0 ⇒ 32 − 16𝑚 + 8𝑛 − 8 + 20 − 12 = 0
⇒ 8𝑛 − 16𝑚 = −32 ⇒ 𝑛 − 2𝑚 = −4
35 − 𝑚 ∙ 34 + 𝑛 ∙ 33 − 2 ∙ 32 + 10 ∙ 3 − 12 = 0 ⇒ 243 − 81𝑚 + 27𝑛 − 18 + 30 − 12 = 0
⇒ 27𝑛 − 81𝑚 = −243 ⇒ 𝑛 − 3𝑚 = −9
Com isso, temos o sistema
𝑛 − 2𝑚 = −4 𝑛 = 2𝑚 − 4 𝑛 = 2𝑚 − 4 𝑛 =2∙5−4 𝑛=6
{ ⇒{ ⇒{ ⇒{ ⇒{
𝑛 − 3𝑚 = −9 2𝑚 − 4 − 3𝑚 = −9 −𝑚 = −5 𝑚=5 𝑚=5
Alternativa A.

Equações Algébricas

Obtemos uma equação algébrica quando queremos resolver P(x) = 0. Um polinômio P(x) de grau n
apresenta exatamente n raízes complexas (reais e/ou não reais), quando P(x) = 0. Resolver uma
equação polinomial significa achar suas raízes.

Exemplo: Seja P(x) = 4x – 8, quando P(x) = 0, temos uma equação de grau 1, que
apresenta exatamente 1 raiz.

Exemplo: Seja Q(x) = x2 – 5x + 6, quando Q(x) = 0, temos uma equação de grau 2, que
apresenta exatamente 2 raízes.

Teorema da Decomposição
Todo o polinômio de grau n, com n ≥ 1 pode ser escrito na forma de produtos de fatores do 1º grau:
P(x) = a.(x – x1)(x – x2)(x – x3)...(x – xn), onde x1, x2, x3, ... xn são todas as raízes de P(x).

Exemplo: Escreva a equação x2 – x – 6 = 0 na sua forma fatorada.


(𝑥 − 3)(𝑥 + 2)

Multiplicidade de uma raiz


É a quantidade de vezes que a raiz anula a equação polinomial. As raízes de uma equação polinomial
podem ser todas distintas ou não.

Exemplo: Determine o grau, e as raízes da equação (x – 1).(x – 2)2.(x – 3)3 = 0.


Grau: 1 + 2 + 3 = 6
Raízes: x = 1, x = 2 e x = 3

Raízes Imaginárias
Se o número complexo z = a + bi é raiz de uma equação polinomial com coeficientes reais, então o
conjugado z = a – bi também é raiz dessa equação. Portanto, o número de raízes não reais de uma
equação polinomial de coeficientes reais é necessariamente par.

Atenção!
Se uma equação polinomial de coeficientes reais tem grau ímpar, então essa
equação admite pelo menos uma raiz real.
Exemplo: Qual é o menor grau possível de uma equação polinomial P(x) = 0 de
coeficientes reais que possui como raízes simples os números 8 e 2 + i, e como raiz
dupla – 3i.
No mínimo grau 4, pois temos (x – 8)(x – (2 + i))(x + 3i)².

Teorema das Raízes Racionais


Seja p/q com p e q inteiros e primos entre si e q ≠ 0. Se p/q é raiz de uma equação polinomial, com
coeficientes inteiros, então p é divisor do termo independente e q é divisor do coeficiente que
acompanha x de maior grau.

Exemplo: Determinar todas as raízes racionais de 3x3 – 6x2 – x + 2 = 0.


Fatorando o polinômio, temos
(𝑥 − 2)(√3𝑥 + 1)(√3𝑥 − 1) = 0
As raízes são:
1 √3 1 √3
𝑥 =2, 𝑥=− =− , 𝑥= =
√3 3 √3 3

Número de Raízes Nulas


O número de raízes nulas de uma equação algébrica de termo independente nulo é igual ao menor
expoente de x.

Exemplo: Determine a quantidade de raízes nulas da equação x6 + 2x3 – 5x2 = 0.


Colocando x em evidência, temos 𝑥 2 (𝑥 4 + 2𝑥 − 5) = 0.
Logo, temos 2 raízes nulas, pois 𝑥 2 = 0 ⇒ 𝑥 ∙ 𝑥 = 0.

Relações de Girard
Relacionam os coeficientes da equação e suas raízes.

Equações de grau 2:
𝑏
𝑆 = 𝑥1 + 𝑥2 = −
𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 𝑐 = 0 ⇒ { 𝑎
𝑐
𝑃 = 𝑥1 ∙ 𝑥2 =
𝑎
Equações de grau 3:
𝑏
𝑆 = 𝑥1 + 𝑥2 + 𝑥3 = −
𝑎
𝑐
𝑎𝑥 3 + 𝑏𝑥 2 + 𝑐𝑥 + 𝑑 = 0 ⇒ 𝑃1 = 𝑥1 ∙ 𝑥2 + 𝑥1 ∙ 𝑥3 + 𝑥2 ∙ 𝑥3 =
𝑎
𝑑
{ 𝑃 = 𝑥1 ∙ 𝑥2 ∙ 𝑥3 = −
𝑎

Exemplo: Sendo a, b e c as raízes da equação 2x3 + 6x2 – 7x – 12 = 0, determine


1/a + 1/b + 1/c. Pela Relação de Girard,
𝑎+𝑏+𝑐 =3 7
7 1 1 1 𝑏𝑐 + 𝑎𝑐 + 𝑎𝑏 7 1 7
{𝑎𝑏 + 𝑎𝑐 + 𝑏𝑐 = − 𝑒 + + = =−2 =− ∙ =−
2 𝑎 𝑏 𝑐 𝑎𝑏𝑐 6 2 6 12
𝑎𝑏𝑐 = 6
Exemplo: Se o produto de duas raízes da equação x3 + kx2 + 2x – 6 = 0 é 3, o valor de k
é:
a) -3/2. b) – 3. c) 3. d) 3/2. e) 2.
Pela Relação de Girard,
𝑥1 + 𝑥2 + 𝑥3 = −𝑘
{𝑥1 ∙ 𝑥2 + 𝑥1 ∙ 𝑥3 + 𝑥2 ∙ 𝑥3 = 2
𝑥1 ∙ 𝑥2 ∙ 𝑥3 = 6
Tomando 𝑥1 ∙ 𝑥2 = 3, temos
𝑥1 + 𝑥2 = −𝑘 − 2
𝑥1 + 𝑥2 + 𝑥3 = −𝑘 𝑥1 + 𝑥2 = −𝑘 − 2
1
{3 + 𝑥1 ∙ 𝑥3 + 𝑥2 ∙ 𝑥3 = 2 ⇒ {𝑥1 ∙ 2 + 𝑥2 ∙ 2 = −1 ⇒ { 𝑥1 + 𝑥2 = −
3 ∙ 𝑥3 = 6 𝑥3 = 2 2
𝑥3 = 2
1 3 3
⇒ −𝑘 − 2 = − ⇒ −𝑘 = ⇒ 𝑘 = −
2 2 2
Alternativa A.

Gráficos de Polinômios
Vários elementos podem ser identificados nos gráficos das funções polinomiais.

Termo Independente: é o ponto onde a função intercepta o eixo das ordenadas(y). (0, tind)
Raízes: os valores de x onde a função intercepta o eixo das abscissas. (raiz, 0)

Multiplicidade das Raízes Reais


Podemos identificar o estilo de traçado, das raízes com multiplicidade par ou ímpar.

Desta forma observamos que, as raízes de multiplicidade par são sempre tangentes ao eixo dos x, e
as Raízes de multiplicidade ímpar cruzam o eixo dos x.
Grau das funções polinomiais

Grau do polinômio é par: a função começa e termina com o mesmo sinal.


Grau do polinômio é ímpar: a função começa com um sinal e termina com sinal contrário.

Exemplo: (UFRGS) O conjunto {(x, y) ∈ ℝ × ℝ / y = p(x)} está representado pela curva da


figura.

A expressão que pode representar o polinômio p(x) é:


a) x(x – 1)4. c) x(x – 1). e) x3(x – 1).
b) x(x – 1)3. d) x2(x – 1).
Pelo Teorema da Decomposição, temos duas raízes na figura x = 0 e x = 1,
𝑃(𝑥) = 𝑎(𝑥 − 𝑥1 )(𝑥 − 𝑥2 ) ⇒ 𝑃(𝑥) = 𝑎(𝑥 − 0)(𝑥 − 1)
Todas as alternativas mostram que a = 1, logo
𝑃(𝑥) = 𝑥(𝑥 − 1)
Alternativa C.
EXERCÍCIOS
1) (PUCRS – 15) Se p(x) = ax3 + bx2 + cx + d , 6) (UFRGS – 17) Considere o polinômio p defi-
onde a, b, c, d são números reais, e sabendo nido por p(x) = x2 + 2(n + 2)x + 9n. Se as raí-
que p(x) é divisível por x + 1, podemos afir- zes de p(x) = 0 são iguais, os valores de n são
mar que: a) 1 e 4.
a) a+c>b+d b) 2 e 3.
b) a+c=b+d c) – 1 e 4.
c) a+c<b+d d) 2 e 4.
d) a+b+c+d=0 e) 1 e – 4.
e) a+b+c+d=1
7) (PUCRS – 17) Os polinômios p(x), q(x), f(x),
2) (UPF – 15) Se o polinômio P(x) = x – 2x + mx
4 2
h(x) em C, nessa ordem, estão com seus graus
+ p é divisível por D(x) = x + 1, o valor de
2
em progressão geométrica. Os graus de p(x)
m – p é: e h(x) são, respectivamente, 16 e 2. A soma do
a) – 3. número de raízes de q(x) com o número de
b) – 1. raízes de f(x) é
c) 0. a) 24.
d) 2. b) 16.
e) 3. c) 12.
d) 8.
e) 4.
3) (UCS) Dado o polinômio P(x) = 4x3 – 5x2 – 2x
– 8, o valor de P(3) + P(2) é: 8) (UFRGS – 15) Considere o polinômio
a) 59. p(x) = x + 2x – 7x – 8x + 12. Se p(2) = 0 e
4 3 2

b) 56. p(- 2)= 0 , então as raízes do polinômio p(x)


c) 49. são
d) 46. a) -2, 0, 1 e 2 .
e) 39. b) -2, -1, 2 e 3 .
c) -2, -1, 1 e 2 .
4) (PUCRS) A igualdade d) -2, -1, 0 e 2 .
2𝑥 − 4 𝐴 𝐵 e) -3, -2, 1 e 2 .
= +
𝑥2 − 1 𝑥 + 1 𝑥 − 1
é verdadeira para A e B, respectivamente 9) (UFRGS – 11) Um polinômio de 5º com coefi-
iguais a, cientes reais que admite os números comple-
a) 1 e – 1. xos – 2 + i e 1 – 2i como raízes, admite
b) – 1 e 1. a) no máximo mais uma raiz complexa.
c) 3 e – 1. b) 2 – i e – 1 + 2i como raízes.
d) – 3 e – 1. c) uma raiz real.
e) 3 e 1. d) duas raízes reais distintas.
e) três raízes reais distintas.
5) (UFRGS) Se P(x) e Q(x) são polinômios de
graus respectivamente iguais a n e a m, então 10) (UFRGS) Se a e b são as raízes da equação 2x
2

o grau de 2(x – 1)3.P(x).Q(x) é: – 2mx + m2 = 0 com m ≠ 0 então 1/a + 1/b vale:


a) 12nm. a) m².
b) 12nm4. b) m.
c) 3nm4. c) 1/m.
d) 3 + n + m. d) 2/m.
e) 3 + n + m4. e) m – 2.
11) (UFRGS) A equação x4 - 6x3 + 22x + 15 = 0 possui
a) todas as raízes irracionais.
b) todas as raízes imaginárias.
c) todas as raízes naturais.
d) duas raízes irracionais e duas raízes racionais.
e) todas as raízes inteiras.

12) (UFSC – 18) Guardadas as condições de existência, determine o valor numérico da expressão
para x = 343.
(51𝑥 4 𝑦 + 51𝑥𝑦 4 ) ∙ (𝑚𝑥 − 2𝑚 + 𝑛𝑥 − 2𝑛) ∙ (𝑥 2 − 4)
(𝑥 3 − 4𝑥 2 + 4𝑥) ∙ (17𝑚𝑦 + 17𝑛𝑦) ∙ (𝑥 2 − 𝑥𝑦 + 𝑦 2 ) ∙ (69𝑥 + 69𝑦)

GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
B A C C D A C E C D E (15)

Você também pode gostar