Prismas e Pirâmides: Geometria e Cálculos
Prismas e Pirâmides: Geometria e Cálculos
ESTEVAM
]PRISMAS E PIRÂMIDES
PRISMAS
É o sólido geométrico que possui duas bases paralelas e iguais.
Estudaremos, de maneira mais aprofundada apenas os prismas retos, e apenas algumas aplicações
dos prismas oblíquos.
Principais Prismas:
Áreas de um Prisma
Área da Base (Ab): é representada pela área das figuras planas, quadrado, triângulo, pentágono, ... .
Então:
Quadrangular Regular Triangular Regular Hexagonal Regular
𝐴𝑏 = 𝑙 2 𝑙 2 √3 6𝑙 2 √3
𝐴𝑏 = 𝐴𝑏 =
4 4
Área Lateral (Al): é a soma das áreas de todas as suas faces laterais. As faces laterais de um prisma
regular são retângulos.
Quadrangular regular Triangular regular Hexagonal regular
𝐴𝑙 = 4 ∙ (𝑙 ∙ ℎ) 𝐴𝑙 = 3 ∙ (𝑙 ∙ ℎ) 𝐴𝑙 = 6 ∙ (𝑙 ∙ ℎ)
Área Total (At): é a soma de sua área lateral com as áreas de suas bases.
𝐴𝑡 = 2𝐴𝑏 + 𝐴𝑙
Volume
Volume(V): é o produto da área de sua base pela altura (distância entre os planos das bases)
𝑉 = 𝐴𝑏 ∙ ℎ
Exemplo: Calcule a área lateral, a área total e o volume de um prisma hexagonal regular
cuja base está inscrita num círculo de raio 4 cm, sabendo que a altura do prisma mede
9 cm.
Primeiro fazemos o desenho para entendermos melhor o que já temos e o que
precisamos fazer:
Agora, para determinar as áreas, precisamos do valor das arestas da base. Como
esse hexágono regular está inscrito num círculo, sabemos que o raio do círculo é
igual ao valor do lado do hexágono, ou seja, a aresta da base mede 4 cm. A partir
disso podemos determinar as áreas da base e lateral:
6𝑙 2 √3 6 ∙ 42 ∙ √3 6 ∙ 16 ∙ √3
𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = ⇒ 𝐴𝑏 = 24√3 𝑐𝑚2 ⇒ 𝐴𝑏 ≅ 41,57𝑐𝑚2 .
4 4 4
𝐴𝑙 = 6 ∙ (𝑙 ∙ ℎ) ⇒ 𝐴𝑙 = 6 ∙ (4 ∙ 9) ⇒ 𝐴𝑙 = 6 ∙ 36 ⇒ 𝐴𝑙 = 216 𝑐𝑚2 .
A área total é a soma das 2 bases e a área lateral,
𝐴𝑡 = 2𝐴𝑏 + 𝐴𝑙 ⇒ 𝐴𝑡 = 2 ∙ 24√3 + 216 ⇒ 𝐴𝑡 = 48√3 + 216 𝑐𝑚2 ⇒ 𝐴𝑡 ≅ 299,14 𝑐𝑚2 .
Sabendo a área da base e a altura do prisma conseguimos determinar o volume,
𝑉 = 𝐴𝑏 ∙ ℎ ⇒ 𝑉 = 24√3 ∙ 9 ⇒ 𝑉 = 216√3 𝑐𝑚3 ⇒ 𝑉 ≅ 374,12 𝑐𝑚3 .
Exemplo: A aresta lateral de um prisma triangular regular tem a mesma medida da aresta
da base. Se a área total do prisma é igual a 2(6 + √3), a medida da sua aresta lateral é
aproximadamente:
a) 1,4. b) 1,7. c) 2. d) 6. e) (6 + √3)
Primeiro fazemos o desenho para entendermos melhor o que já temos e o que
precisamos fazer:
Área Lateral (Al): A área lateral de uma pirâmide é a soma de todas as suas faces laterais que são
triângulos.
Área Total (At): É a soma da sua área lateral com a área da base.
𝐴𝑡 = 𝐴𝑏 + 𝐴𝑙 .
Volume
Volume (V): O volume de qualquer pirâmide é dado por
1
𝑉= ∙𝐴 ∙ℎ
3 𝑏
onde Ab é a área da base e h representa a altura desta pirâmide.
Pirâmide Reta Pirâmide Oblíqua
Exemplo: Uma pirâmide cuja base é um quadrado de lado 4cm tem o mesmo volume de um
paralelepípedo de dimensões 2cm, 2cm e 8cm. A altura da pirâmide, em cm, é:
a) 16. b) 8. c) 6. d) 4. e) 2.
Primeiro fazemos o desenho para melhor interpretarmos o problema:
2
ℎ2 + 42 = (4√5) ⇒ ℎ2 = 80 − 16 ⇒ ℎ2 = 64 ⇒ ℎ = √64 ⇒ ℎ = 8 𝑐𝑚.
Fazendo a área lateral, temos
8∙8
𝐴𝑙 = 6 ∙ 𝐴Δ ⇒ 𝐴𝑙 = 6 ∙ ⇒ 𝐴𝑙 = 6 ∙ 32 ⇒ 𝐴𝑙 = 192 𝑐𝑚2 .
2
Somando a área da base e a área lateral, temos a área total:
𝐴𝑡 = 𝐴𝑏 + 𝐴𝑙 ⇒ 𝐴𝑡 = 96√3 + 192 ⇒ 𝐴𝑡 = 96(√3 + 2) 𝑐𝑚2 ⇒ 𝐴𝑡 ≅ 358,28 𝑐𝑚2 .
Para calcularmos o volume temos:
1 1 384√3
𝑉 = 𝐴𝑏 ℎ ⇒ 𝑉 = ∙ 96√3 ∙ 4 ⇒ 𝑉 = ⇒ 𝑉 = 128√3 𝑐𝑚3 ⇒ 𝑉 ≅ 221,70 𝑐𝑚3 .
3 3 3
Tetraedro Regular
É o sólido formado por quatro faces congruentes (triângulos equiláteros), logo possui todas as suas
arestas iguais.
𝑎 2 √3 3𝑎2 √3 2
𝑎 √6 𝑎3 √2
𝐴𝑏 = 𝐴𝑙 = 𝐴𝑡 = 𝑎 √3 𝐻= 𝑉=
4 4 3 12
Consideremos:
G: apótema da pirâmide maior.
g: apótema da pirâmide menor.
AB: área da base da pirâmide.
Ab: área da secção transversal.
H: altura da pirâmide.
h: distância da secção ao vértice.
V: volume da pirâmide maior.
v: volume da pirâmide menor.
Relações:
𝑔 ℎ 𝐴𝑏 ℎ2 𝑣 ℎ3
= = = 𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = 𝑉 − 𝑣
𝐺 𝐻 𝐴𝐵 𝐻 2 𝑉 𝐻3
Ou, ainda
ℎ
𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = (𝐴𝐵 + √𝐴𝐵 ∙ 𝐴𝑏 + 𝐴𝑏)
3
Exemplo: Uma pirâmide de altura 6 e área da base 27 é interceptada por um plano cuja
distância ao vértice é 2 e que é paralelo ao plano da base. O volume do tronco assim
determinado é:
Primeiro fazemos o desenho para melhor interpretarmos o problema:
GABARITO
1 2 3 4 5 6
D C A E A E
SÓLIDOS DE REVOLUÇÃO
Cilindro
É o sólido de revolução obtido na rotação de 360° de um paralelogramo em torno de um eixo.
Áreas de um Cilindro:
Área da Base (Ab): é um círculo cuja área é dada por
𝐴𝑏 = 𝜋𝑟 2
Área Lateral (Al): planificando o cilindro verificamos que sua área lateral é um retângulo, então:
𝐴𝑙 = 2𝜋𝑟ℎ
Área Total (At): é a soma de todas as áreas de um cilindro, como o cilindro possui duas bases, temos
que:
𝐴𝑡 = 2𝐴𝑏 + 𝐴𝑙 𝑜𝑢 𝐴𝑡 = 2𝜋𝑟(𝑟 + ℎ)
Volume
Volume de um cilindro(V): o volume de um cilindro é obtido multiplicando-se sua área da base por
sua altura, então:
𝑉 = 𝐴𝑏 ℎ 𝑜𝑢 𝑉 = 𝜋𝑟 2 ℎ
Como
1 1 1
𝑑2 = 𝑑 ⇒ 2𝑟2 = (2𝑟1 ) ⇒ 𝑟2 = 𝑟1 .
3 3 3
Logo, os volumes são
1 2 1 1 1 1
𝑉1 = 𝜋𝑟12 ℎ1 𝑒 𝑉2 = 𝜋𝑟22 ℎ2 ⇒ 𝑉2 = 𝜋 ( 𝑟1 ) ( ℎ1 ) ⇒ 𝑉2 = 𝜋 𝑟12 ℎ1 ⇒ 𝑉2 = 𝜋𝑟 2 ℎ
3 4 9 4 36 1 1
O número de potes necessários se dá dividindo o 𝑉1 pelo 𝑉2 , ou seja,
𝑉1 𝜋𝑟12 ℎ1 𝑉1 1 𝑉1 36 𝑉1
= ⇒ = ⇒ =1∙ ⇒ = 36 𝑐𝑜𝑝𝑜𝑠
𝑉2 1 2 𝑉 2 1 𝑉2 1 𝑉2
𝜋𝑟 ℎ
36 1 1 36
Alternativa E.
Exemplo: Calcule a área lateral, a área total e o volume de um cilindro equilátero cujo
raio da base é R.
Se o cilindro é equilátero, a altura é igual ao diâmetro, ou seja, ℎ = 2𝑅, logo,
𝐴𝑏 = 𝜋𝑅 2 𝑒 𝐴𝑙 = 2𝜋𝑅ℎ ⇒ 𝐴𝑙 = 2𝜋𝑅 ∙ 2𝑅 ⇒ 𝐴𝑙 = 4𝜋𝑅 2 .
Então, a área total é 𝐴𝑡 = 2𝐴𝑏 + 𝐴𝑙 ⇒ 𝐴𝑡 = 2𝜋𝑅 2 + 4𝜋𝑅 2 ⇒ 𝐴𝑡 = 6𝜋𝑅 2 .
E seu volume é
𝑉 = 𝜋𝑅 2 ℎ ⇒ 𝑉 = 𝜋𝑅 2 ∙ 2𝑅 ⇒ 𝑉 = 2𝜋𝑅 3 .
Cone
É o sólido de revolução obtido na rotação de 360° de um triângulo retângulo em torno de um eixo.
Áreas do Cone
𝐴𝑏 = 𝜋𝑟 2
Área lateral: Planificando-se um cone observou que sua área lateral é um setor circular cujo raio é g
(medida da geratriz) e cujo arco tem comprimento igual a perímetro da base do cone (2𝜋𝑟). Então,
temos que:
𝐴𝑙 = 𝜋𝑟𝑔
Área total: é a soma de todas as áreas de um cilindro, como o cilindro possui duas bases, temos que:
𝐴𝑡 = 𝐴𝑏 + 𝐴𝑙 𝑜𝑢 𝐴𝑡 = 𝜋𝑟(𝑟 + 𝑔)
Volume
Volume de um cone: o volume de um cone é um terço do produto da área da base por sua altura,
então:
1 1
𝑉= 𝐴 ℎ 𝑜𝑢 𝑉 = 𝜋𝑟 2 ℎ
3 𝑏 3
Cone equilátero possui geratriz igual ao diâmetro da base (𝑔 = 2𝑟).
Exemplo: Um cone reto tem 40 cm de altura e 30cm de raio da base. Sabendo que a
superfície lateral do cone é um setor circular, ache:
a) a geratriz.
Por se tratar de um cone reto, demos aplicar o Teorema
de Pitágoras para encontrar a geratriz:
𝑔2 = 302 + 402 ⇒ 𝑔2 = 900 + 1600
⇒ 𝑔2 = 2500 ⇒ 𝑔 = √2500 ⇒ 𝑔 = 50 𝑐𝑚.
b) At.
𝐴𝑡 = 𝜋𝑟(𝑟 + 𝑔) ⇒ 𝐴𝑡 = 𝜋 ∙ 30(30 + 50)
⇒ 𝐴𝑡 = 30𝜋 ∙ 80 ⇒ 𝐴𝑡 = 2400𝜋 𝑐𝑚2 ⇒ 𝐴𝑡 ≅ 7539,82 𝑐𝑚2 .
c) Al.
𝐴𝑙 = 𝜋𝑟𝑔 ⇒ 𝐴𝑙 = 𝜋 ∙ 30 ∙ 50 ⇒ 𝐴𝑙 = 1500𝜋 𝑐𝑚2 ⇒ 𝐴𝑙 ≅ 4712,39 𝑐𝑚2 .
d) V.
1 1 1
𝑉 = 𝜋𝑟 2 ℎ ⇒ 𝑉 = 𝜋 ∙ 302 ∙ 40 ⇒ 𝑉 = 𝜋 ∙ 900 ∙ 40 ⇒ 𝑉 = 12000𝜋 𝑐𝑚3 ⇒ 𝑉 ≅ 37699,11 𝑐𝑚3
3 3 3
Tronco de Cone
𝑟 ℎ 𝐴𝑏 ℎ2 𝑣 ℎ3
= = = 𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = 𝑉 − 𝑣
𝑅 𝐻 𝐴𝐵 𝐻 2 𝑉 𝐻3
Ou, ainda
𝜋(𝐻 − ℎ) 2
𝑉𝑡𝑟𝑜𝑛𝑐𝑜 = (𝑟 + 𝑟𝑅 + 𝑅 2 )
3
Exemplo: Corta-se um cone reto de raio igual a 5cm por um plano paralelo a base e
distante 3cm deste. Se a área da secção obtida é 1/25 da área da base do cone, o volume
do tronco determinado, é:
Primeiro desenhamos para termos uma melhor interpretação do problema:
Exemplo: Fundindo-se três esferas idênticas e maciças de raio a pode-se formar uma
única esfera de raio:
a) a / 3. b) a / √3
3
c) a √3
3
d) 3a. e) 3a².
Como as esferas se fundiram, seu volume triplicou, logo,
4 4
𝑉 = 𝜋𝑎3 ⇒ 3𝑉 = 4𝜋𝑎3 ⇒ 𝑉𝑓 = 4𝜋𝑎3 = 𝜋𝑟𝑓3
3 3
Isolando o raio final, temos
3 3
𝑟𝑓3 = 3𝑎3 ⇒ 𝑟𝑓 = √3𝑎3 ⇒ 𝑟𝑓 = 𝑎 √3
Alternativa C.
Exemplo: (PUCRS) O volume da esfera cuja superfície mede 36πcm² é, em cm³, igual a:
a) 36π. b) 216π. c) 288π. d) 4π/3 e) 81π/4
A superfície é o mesmo que a área, logo a área da esfera é 36𝜋 cm², com isso
conseguimos encontrar o valor do raio, ou seja,
𝐴 = 4𝜋𝑟 2 ⇒ 36𝜋 = 4𝜋𝑟 2 ⇒ 𝑟 2 = 9 ⇒ 𝑟 = √9 ⇒ 𝑟 = 3 𝑐𝑚.
Com isso, conseguimos calcular o seu volume,
4 4 4
𝑉 = 𝜋𝑟 3 ⇒ 𝑉 = 𝜋33 ⇒ 𝑉 = 𝜋27 ⇒ 𝑉 = 36𝜋 𝑐𝑚3 .
3 3 3
Alternativa A.
Partes da Esfera
𝑅2 = 𝑑2 + 𝑟 2
Onde:
R: raio da esfera;
r: raio do círculo da secção;
d: distância do centro da esfera a seção plana.
Círculo Máximo r = R
Exemplo: (UFRGS) Um plano seciona uma esfera determinando um círculo de raio igual
à distância do plano ao centro da esfera. Sendo 36π à área da secção determinada, o
volume da esfera é:
a) 192√2π. b) 576π. c) 576√2π. d) 1296π. e) 7776π.
O segmento ̅̅̅̅
𝐵𝐷 representa o plano que secciona a esfera.
Perceba que aplicando Pitágoras no triângulo ABC, obtemos que
𝑅 2 = 62 + 62 ⇒ 𝑅 2 = 36 + 36 ⇒ 𝑅 2 = 72 ⇒ 𝑅 = √72 ⇒ 𝑅 = 6√2 .
Então o volume da esfera é dado por:
4 4 3 4
𝑉 = 𝜋𝑅 3 ⇒ 𝑉 = 𝜋(6√2) ⇒ 𝑉 = 𝜋432√2 ⇒ 𝑉 = 576√2𝜋 .
3 3 3
Alternativa C.
Sólidos inscritos e Circunscritos
I. Esfera – Cubo.
𝑙 𝑎 √3
2𝑟 = 𝑙 ⇒ 𝑟 = 2𝑅 = 𝑎√3 ⇒ 𝑅 =
2 2
𝑅 𝑔
=
𝑟 ℎ
Pontos
Sistema Cartesiano Ortogonal
É constituído de dois eixos, eixo das abscissas(x) e eixos das ordenadas(y) perpendiculares entre si.
Coordenadas Polares
𝜌 é 𝑜 𝑚ó𝑑𝑢𝑙𝑜;
São representadas pelo par ordenado (𝜌, 𝜃), onde: {
𝜃 é 𝑜 𝑎𝑟𝑔𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜.
Então, temos que:
𝑦 𝑥
𝜌2 = 𝑥 2 + 𝑦 2 sen 𝜃 = cos 𝜃 =
𝜌 𝜌
Exemplo: Converta as coordenadas polares dadas para coordenadas cartesianas:
a) (4, 30°)
Podemos utilizar quaisquer 2 relações anteriores:
(4, 30°) = (𝜌, 𝜃) ⇒ 𝜌 = 4 𝑒 𝜃 = 30°
𝑦 𝑦 𝑦
sen 𝜃 = ⇒ sen 30° = ⇒ 0,5 = ⇒ 𝑦 = 0,5 ∙ 4 ⇒ 𝑦 = 2
𝜌 4 4
𝜌 = 𝑥 + 𝑦 ⇒ 4 = 𝑥 + 2 ⇒ 𝑥 = 16 − 4 ⇒ 𝑥 2 = 12 ⇒ 𝑥 = √12 ⇒ 𝑥 = 2√3
2 2 2 2 2 2 2
b) (2, 5𝜋/6)
Podemos utilizar quaisquer 2 relações anteriores:
5𝜋 5𝜋
(2, ) = (𝜌, 𝜃) ⇒ 𝜌 = 2 𝑒 𝜃 =
6 6
𝑦 5𝜋 𝑦 𝑦
sen 𝜃 = ⇒ sen = ⇒ 0,5 = ⇒ 𝑦 = 0,5 ∙ 2 ⇒ 𝑦 = 1
𝜌 6 2 2
𝑥 5𝜋 𝑥 √3 𝑥
cos 𝜃 = ⇒ cos = ⇒− = ⇒ 𝑥 = −√3
𝜌 6 2 2 2
5𝜋
Logo, (2, 6
) em coordenadas polares é igual a (−√3, 1) em coordenadas
cartesianas.
b) (0, 9)
Podemos utilizar quaisquer 2 relações anteriores:
(0,9) = (𝑥, 𝑦) ⇒ 𝑥 = 0 𝑒 𝑦 = 9
𝜌2 = 𝑥 2 + 𝑦 2 ⇒ 𝜌 = √𝑥 2 + 𝑦 2 ⇒ 𝜌 = √02 + 92 ⇒ 𝜌 = √81 ⇒ 𝜌 = 9
9 𝜋
sen 𝜃 = ⇒ sen 𝜃 = 1 ⇒ arcsen 1 = 𝜃 ⇒ 𝜃 = 90° 𝑜𝑢 𝜃 =
9 2
Logo, (0,9) em coordenadas cartesianas é igual a (9, 90°) em coordenadas
cartesianas.
⇒ 10 = √𝑦𝐴2 − 14𝑦𝐴 + 113 ⇒ 102 = 𝑦𝐴2 − 14𝑦𝐴 + 113 ⇒ 100 = 𝑦𝐴2 − 14𝑦𝐴 + 113
⇒ 𝑦𝐴2 − 14𝑦𝐴 + 113 − 100 = 0 ⇒ 𝑦𝐴2 − 14𝑦𝐴 + 13 = 0.
Fazendo a fórmula de Bhaskara, temos
−(−14) ± √(−14)2 − 4 ∙ 1 ∙ 13 14 ± √196 − 52 14 ± √144
𝑦𝐴 = ⇒ 𝑦𝐴 = ⇒ 𝑦𝐴 =
2∙1 2 2
14 ± 12 26 2
⇒ 𝑦𝐴 = ⇒ 𝑦𝐴′ = 𝑜𝑢 𝑦𝐴′′ = ⇒ 𝑦𝐴′ = 13 𝑜𝑢 𝑦𝐴′′ = 1.
2 2 2
Alternativa C.
𝑥𝐴 𝑦𝐴
II. Os pontos formam um triângulo, pela definição: 𝑥
𝐷=| 𝐵 𝑦𝐵 | ≠ 0
𝑥𝐶 𝑦𝐶
A área do triângulo é dada por:
1
𝐴= |𝐷|
2
Exemplo: O valor de x para que os pontos A(x, 0), B(3, 1) e C(- 4, 2) sejam colineares é:
a) 0. b) 10. c) 3. d) 12. e) – 4.
𝑥𝐴 𝑦𝐴 𝑥 0 𝑥 0 1
𝐷 = |𝑥𝐵 𝑦𝐵 | = 0 ⇒ 𝐷 = | 3 1| = 0 ⇒ 𝐷 = | 3 1 1| = 0
𝑥𝐶 𝑦𝐶 −4 2 −4 2 1
⇒ 𝑥 + 6 − 2𝑥 + 4 = 0 ⇒ −𝑥 = −10 ⇒ 𝑥 = 10
Alternativa B.
Exemplo: Se A(0, 0), B(2, y) e C(- 4, 2y) e a área do triângulo ABC é igual a 8, então o
valor de y é:
a) ± 2. b) ± 4. c) ± 6. d) ± 8. e) ± 10.
1 1
𝐴 = |𝐷| ⇒ 8 = |𝐷| ⇒ |𝐷| = 16
2 2
0 0 0 0 1
𝐷=| 2 𝑦|≠0⇒| 2 𝑦 1| = ±16 ⇒ 4𝑦 + 4𝑦 = ±16
−4 2𝑦 −4 2𝑦 1
16
⇒ 8𝑦 = ±16 ⇒ 𝑦 = ± ⇒ 𝑦 = ±2
8
Alternativa A.
Lembretes:
I. Bissetriz dos quadrantes ímpares, equação y = x divide os quadrantes ímpares ao meio,
com isso formando um ângulo de 45º. Pontos sobre essa bissetriz (a, a) ou (- a, - a).
II. Bissetriz dos quadrantes pares, equação y = - x divide os quadrantes pares ao meio,
com isso formando um ângulo de 135º. Pontos sobre essa bissetriz (- a, a) ou (a, - a).
III. Pontos equidistantes (possuem a mesma distância) a um determinado ponto.
CÔNICAS
Elipse
Definição: A partir de dois pontos F1 e F2 (chamados focos), define-se elipse como o conjunto de
pontos P do plano, tais que a soma das distâncias PF1 e PF2 seja constante e igual ao eixo maior
da elipse (2a).
A elipse é uma secção obtida em um cone.
Elementos de uma elipse:
• F1 e F2: focos da elipse;
• A1, A2, B1 e B2: vértices da elipse;
• O: centro da elipse;
• Distância entre F1 e F2: distância focal (2c);
• Distância entre A1 e A2: eixo maior (2a);
• Distância entre B1 e B2: eixo menor (2b).
𝑎2 = 𝑏 2 + 𝑐 2
𝑥 2 𝑦2 𝑥 2 𝑦2
+ =1 + =1
𝑎2 𝑏 2 𝑏 2 𝑎2
Definição: Dados dois pontos fixos F1 e F2 (focos), hipérbole é o lugar geométrico dos pontos P do
plano, tais que o valor absoluto da diferença entre as distâncias PF1 e PF2 é constante e igual à
medida do eixo real dessa hipérbole.
𝑐 2 = 𝑎2 + 𝑏 2
𝑥 2 𝑦2 𝑦2 𝑥2
− =1 − =1
𝑎2 𝑏 2 𝑎2 𝑏 2
Excentricidade de uma hipérbole
𝑐
𝑒=
𝑎
Parábola
Definição: Dados um ponto F e uma reta r de um plano, com F r, chama-se parábola o conjunto de
todos os pontos desse plano equidistantes de r e F.
RETAS
Observação:
Dizer que ax + by + c = 0 é equação da reta r significa que:
𝑃(𝑥𝑃 , 𝑦𝑃 ) ∈ 𝑟 ⇔ 𝑎 ∙ 𝑥𝑃 + 𝑏 ∙ 𝑦𝑃 + 𝑐 = 0
Exemplo: Determinar as equações gerais das retas suportes das três medianas do triângulo
ABC onde A(2, 1), B(- 3, 5) e C(- 1, - 1).
Primeiro precisamos lembrar que as medianas são as retas que unem o ponto médio
de um lado do triângulo ao vértice oposto, então precisamos das coordenadas dos
pontos médios de AB, AC e BC:
𝑥𝐴 + 𝑥𝐵 𝑦𝐴 + 𝑦𝐵 2 + (−3) 1 + 5
𝑀𝐴𝐵 = ( , ) ⇒ 𝑀𝐴𝐵 = ( , )
2 2 2 2
1 6 1
⇒ 𝑀𝐴𝐵 = (− , ) ⇒ 𝑀𝐴𝐵 = (− , 3)
2 2 2
𝑥𝐴 + 𝑥𝐶 𝑦𝐴 + 𝑦𝐶 2+ (−1) 1 + (−1)
𝑀𝐴𝐶 = ( , ) ⇒ 𝑀𝐴𝐶 = ( , )
2 2 2 2
1 0 1
⇒ 𝑀𝐴𝐶 = ( , ) ⇒ 𝑀𝐴𝐶 = ( , 0)
2 2 2
𝑥𝐵 + 𝑥𝐶 𝑦𝐵 + 𝑦𝐶 −3 + (−1) 5 + (−1)
𝑀𝐵𝐶 = ( , ) ⇒ 𝑀𝐵𝐶 = ( , )
2 2 2 2
4 4
⇒ 𝑀𝐵𝐶 = (− , ) ⇒ 𝑀𝐵𝐶 = (−2,2)
2 2
Agora, com o baricentro podemos determinar as equações das retas suportes das três
medianas do triângulo ABC. Assim, com todos os pontos determinados, conseguimos
calcular as equações das retas suportes das três medianas do triângulo ABC:
1) Reta dos pontos A(2, 1), D(x, y) e MBC(-2, 2):
𝑥 𝑦 𝑥 𝑦 1
| 2 1| = 0 ⇒ | 2 1 1| = 0 ⇒ 𝑥 − 2𝑦 + 4 − 2𝑦 − 2𝑥 + 2 = 0
−2 2 −2 2 1
⇒ −𝑥 − 4𝑦 + 6 = 0 ⇒ 𝑥 + 4𝑦 = 6 (𝑉𝑒𝑟𝑑𝑒)
Inclinação:
A inclinação da reta r é o ângulo α entre o eixo x e a reta r, sempre medido de x para r no sentido
anti-horário. As únicas situações possíveis são:
Coeficiente Angular:
É a tangente trigonométrica do ângulo α. É geralmente representada por m.
𝑚 = 𝑡𝑔 𝛼
Observe que:
I. Se r for horizontal então α = 0° portanto m = 0.
II. Se r for crescente então 0° < α < 90° portanto m > 0.
III. Se r for vertical então α = 90° e portanto não existe m.
IV. Se r for decrescente então 90° < α < 180° e portanto m < 0.
Δ𝑦 𝑦𝐵 − 𝑦𝐴
𝑚 = 𝑡𝑔 𝛼 = =
Δ𝑥 𝑥𝐵 − 𝑥𝐴
Exemplo: Determine a declividade da reta que passa pelos pontos A(4, 2) e B(2, 1).
Devemos calcular o m:
𝑦𝐵 − 𝑦𝐴 1−2 −1 1
𝑚= ⇒𝑚= ⇒𝑚= ⇒𝑚= .
𝑥𝐵 − 𝑥𝐴 2−4 −2 2
Equação Fundamental da Reta
Seja r uma reta não vertical determinada pelo ponto P(x0, y0) e pela inclinação α. Sendo Q(x, y)
um ponto genérico de r e m o seu coeficiente angular, temos que:
𝑦 − 𝑦0
𝑚 = 𝑡𝑔 𝛼 = ⇔ 𝑦 − 𝑦0 = 𝑚(𝑥 − 𝑥0 )
𝑥 − 𝑥0
Observação:
Se r for vertical, a equação será: x = x0.
Conclusão:
A equação de qualquer reta que passa pelo ponto P(x0, y0) é também chamada de feixe de retas
concorrentes.
Lembretes:
I. Por dois pontos distintos passa uma única reta.
II. Por um ponto passam infinitas retas.
𝑚 é 𝑜 𝑐𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎𝑛𝑔𝑢𝑙𝑎𝑟
𝑦 = 𝑚𝑥 + ℎ ⇒ {
ℎ é 𝑜 𝑐𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑙𝑖𝑛𝑒𝑎𝑟
Exemplo: (PUCRS) Para que a reta que passa por A(m – 1, 2) e B(3, 2m) forme com o eixo
das abscissas, no sentido positivo, um ângulo de 45°, m deve ser igual a:
a) – 2. b) -1/2. c) 1. d) 1/2. e) 2.
𝑦𝐵 − 𝑦𝐴 2𝑚 − 2 2𝑚 − 2
𝑚 = 𝑡𝑔 𝛼 = ⇒ 𝑡𝑔 45° = ⇒1=
𝑥𝐵 − 𝑥𝐴 3− (𝑚 − 1) 4−𝑚
⇒ 4 − 𝑚 = 2𝑚 − 2 ⇒ 2𝑚 + 𝑚 = 4 + 2 ⇒ 3𝑚 = 6 ⇒ 𝑚 = 2
Alternativa E.
Exemplo: (MACK) A reta que passa pelo ponto A(2, 5), com coeficiente angular – 3/2,
também passa pelo ponto:
a) (4, 2). b) (5, 2). c) (- 2, - 5). d) (- 3, 2). e) (2, 4).
Pelo enunciado, temos que
3
𝑦 =− 𝑥+ℎ
2
Que passa pelo ponto A(2, 5), ou seja,
3
5=− ∙2+ℎ ⇒ℎ =5+3⇒ℎ =8
2
Areta é dada por
3
𝑦 =− 𝑥+8
2
A única alternativa que corresponde a essa reta é a alternativa A. Observe:
a) 2 = - 3/2 . 4 + 8 ⇒ 2 = - 6 + 8 ⇒ 2 = 2
b) 2 = -3/2 . 5 + 8 ⇒ 2 = -15/2 + 8 ⇒ 2 ≠ 1/2
c) – 5 = -3/2 . (-2) + 8 ⇒ - 5 = 3 + 8 ⇒ - 5 ≠ 11
d) 2 = -3/2 . (-3) + 8 ⇒ 2 = 9/2 + 8 ⇒ 2 ≠ 25/2
e) 4 = -3/2 . 2 + 8 ⇒ 4 = -3 + 8 ⇒ 4 ≠ 5
Dica:
• Fazendo-se y = 0, tem-se o valor de x onde a reta corta o eixo das abscissas.
• Fazendo-se x = 0, tem-se o valor de y onde a reta corta o eixo das ordenadas.
Exemplo: (PUCRS) A reta de equação x + 3y – 2 = 0 intercepta os eixos Ox e Oy,
respectivamente, nos pontos:
a) (2, 0) e (0, 3). c) (- 2, 0) e (0, 2/3). e) (2, 0) e (0, 3/2).
b) (2, 0) e (0, 2/3). d) (2, 0) e (0, - 2/3).
Para isso, precisamos encontrar a equação segmentária da reta:
𝑥 3𝑦 𝑥 𝑦
𝑥 + 3𝑦 − 2 = 0 ⇒ 𝑥 + 3𝑦 = 2 ⇒ + =1⇒ + =1
2 2 2 2
3
Logo, a reta intercepta os eixos nos pontos (2, 0) e (0, 2/3). Alternativa B.
𝛼1 ≠ 𝛼2 ⇒ 𝑡𝑔 𝛼1 ≠ 𝑡𝑔 𝛼2 ⇒ 𝑚1 ≠ 𝑚2
III. Retas Perpendiculares (s ⊥ t): são retas que se interceptam em um único ponto, caso
particular das retas concorrentes, e formam entre si um
ângulo de 90°. Então:
Se (s) e (t) são retas perpendiculares, então temos que:
𝛼2 = 𝛼1 + 90° ⇒ 𝛼1 = 𝛼2 − 90° …
1
𝑚1 = − ⇒ 𝑚1 ∙ 𝑚2 = −1
𝑚2
Exemplo: (PUCRS) A reta r passa pelo ponto P(- 1, 3) e pela origem dos eixos coordenados.
A reta s passa pelo ponto Q(- 5, 1) e é paralela a r. A equação de s é:
a) x – 3y + 2 = 0. d) 3x + y + 16 = 0.
b) x – 3y + 8 = 0. e) 3x + y + 14 = 0
c) 3x – y + 16 = 0.
Primeiro encontramos a equação da reta r que passa pelos pontos P(-1, 3) e O(0,0)
3 = 𝑚 ∙ (−1) + ℎ 3 = −𝑚 + ℎ
{ ⇒{ ⇒ 3 = −𝑚 ⇒ 𝑚 = −3
0=𝑚∙0+ℎ ℎ=0
Logo, a reta r possui equação 𝑦 = −3𝑥. Como é
paralela a reta s que passa pelo ponto Q(-5,1),
temos
𝑚𝑟 = 𝑚𝑠 ⇒ −3 = 𝑚𝑠
Assim, temos
1 = 𝑚 ∙ (−5) + ℎ
{ ⇒ 1 = (−3) ∙ (−5) + ℎ
𝑚 = −3
⇒ ℎ = 1 − 15 ⇒ ℎ = −14
Logo, a equação de s é
𝑦 = −3𝑥 − 14 ⇒ 3𝑥 + 𝑦 + 14 = 0.
Alternativa E.
Exemplo: (UFRGS) Considere um sistema cartesiano ortogonal e o ponto P(3, 1) de
intersecção das duas diagonais do losango. Se a equação da reta que contém uma das
diagonais do losango for y = 2x – 5,a equação da reta que contém a outra diagonal será:
a) x + 2y - 5 = 0. c) x - 2y - 1 = 0. e) x - y - 2 = 0.
b) 2x + y - 7 = 0. d) 2x - y - 7 = 0.
As diagonais de um losango são perpendiculares, logo temos que encontrar a reta que
é perpendicular a y = 2x – 5 e contenha P(3,1):
1
𝑚1 ∙ 𝑚2 = −1 ⇒ 2𝑚2 = −1 ⇒ 𝑚2 = −
2
E, com o ponto P(3,1), temos
1 1 3 5
{𝑚 = − 2 ⇒1=− ∙3+ℎ ⇒ℎ =1+ ⇒ℎ =
2 2 2
1=𝑚∙3+ℎ
Logo, a outra diagonal será
1 5
𝑦 = − 𝑥 + ⇒ 2𝑦 = −𝑥 + 5 ⇒ 𝑥 + 2𝑦 − 5 = 0 .
2 2
Alternativa A.
|𝑎𝑥0 + 𝑏𝑦0 + 𝑐| P
𝑑= x
√𝑎2 + 𝑏 2
Exemplo: Determinar a altura AH do triângulo de vértices A(1, 2), B(2, 0) e C(1, 1).
Como o problema pede a altura AH, é a distância do vértice A até a base BC, então
precisamos saber qual é a equação da reta que passa por B(2,0) e C(1,1). Então,
0 = 2𝑚 + ℎ ℎ = −2𝑚
{ ⇒{
1=𝑚+ℎ 1 = 𝑚 − 2𝑚
ℎ = −2𝑚 ℎ=2
⇒{ ⇒{
𝑚 = −1 𝑚 = −1
Logo, queremos a distância de A(1,2) até a reta
𝑦 = −𝑥 + 2, onde
𝑥0 = 1, 𝑦0 = 2, 𝑎 = 1, 𝑏 = 1 𝑒 𝑐 = −2
Assim,
|1 ∙ 1 + 1 ∙ 2 − 2| |1 + 2 − 2|
𝑑= ⇒𝑑=
2
√1 + 1 2 √2
|1| 1 √2 √2
⇒𝑑= ⇒𝑑= ∙ ⇒𝑑= .
√2 √2 √2 2
As coordenadas do baricentro G do triângulo de vértices A(xA, yA), B(xB, yB) e C(xC, yC) são:
𝑥𝐴 + 𝑥𝐵 + 𝑥𝐶 𝑦𝐴 + 𝑦𝐵 + 𝑦𝐶
𝐺=( , )
3 3
Exemplo: (UCS) Se G(- 2, 3) é o baricentro do triângulo ABC, onde A(- 4, 6) e B(0, 4),
então as coordenadas do vértice C são:
a) (2, 1). b) (- 1, 4). c) (- 2, - 1). d) (- 1, - 1). e) (- 2, 0).
Temos que,
𝑥𝐴 + 𝑥𝐵 + 𝑥𝐶 𝑦𝐴 + 𝑦𝐵 + 𝑦𝐶 𝑥𝐴 + 𝑥𝐵 + 𝑥𝐶 𝑦𝐴 + 𝑦𝐵 + 𝑦𝐶
(𝑥𝐺 , 𝑦𝐺 ) = ( , ) ⇒ 𝑥𝐺 = 𝑒 𝑦𝐺 =
3 3 3 3
Assim,
−4 + 0 + 𝑥𝐶
−2 = ⇒ −6 = −4 + 𝑥𝐶 ⇒ 𝑥𝐶 = −2
3
6 + 4 + 𝑦𝐶
3= ⇒ 9 = 10 + 𝑦𝐶 ⇒ 𝑦𝐶 = −1
3
Portanto, C tem coordenadas (-2, -1). Alternativa C.
CIRCUNFERÊNCIA
Equação Reduzida:
Sejam (a, b) as coordenadas do centro e R o raio da circunferência, demonstramos que:
(𝑥 − 𝑎)2 + (𝑦 − 𝑏)2 = 𝑅 2
Observação:
Se o centro da circunferência for a origem do sistema cartesiano, e portanto
C(0, 0), então a equação reduzida será x2 + y2 = R2.
Equação Geral:
A equação Geral provém da equação reduzida, calculando-se os produtos notáveis.
x2 + y2 – 2ax – 2by + a2 + b2 – R2 = 0.
Observação:
Para obter as equações, basta conhecer as coordenadas do centro e a medida do raio.
Exemplo: (UFRGS) A equação da circunferência que passa pela origem e tem como
coordenadas do centro o ponto P(- 3, 4) é:
a) (x + 3)2 + (y – 4)2 = 25. d) x2 + y2 = 5.
b) (x – 3)2 + (y + 4)2 = 25. e) (x – 3)2 + (y + 4)2 = 25.
c) x2 + y2 = 25.
Como sabemos o centro e um ponto da circunferência, conseguimos calcular o raio dessa
com a distância do ponto P(-3,4) até O(0,0):
2
𝑑𝑃𝑂 = √(𝑦𝐵 − 𝑦𝐴 )2 + (𝑥𝐵 − 𝑥𝐴 )2 = 𝑟 ⇒ 𝑟 = √(0 − 4)2 + (0 − (−3))
⇒ 𝑟 = √16 + 9 ⇒ 𝑟 = √25 ⇒ 𝑟 = 5
Com o centro e o raio, conseguimos determinar a equação da reta:
2
(𝑥 − 𝑎)2 + (𝑦 − 𝑏)2 = 𝑟 2 ⇒ (𝑥 − (−3)) + (𝑦 − 4)2 = 52 ⇒ (𝑥 + 3)2 + (𝑦 − 4)2 = 25
Alternativa A.
𝐶 𝐷 𝐹
𝑎=− 𝑒 𝑏=− 𝑒 𝑅 = √𝑎 2 + 𝑏 2 −
2𝐴 2𝐴 𝐴
Observação:
As inequações no plano também envolvem o conceito de circunferência, ou seja,
determinar os ponto eu são internos ou externos à ela, procedemos da mesma
forma. Em muitos casos iremos resolver sistemas de inequações envolvendo retas
e circunferências.
Alguns exemplos:
(x – a)2 + (y – b)2 < R2 (x – a’)2 + (y – b’)2 ≤ R2
Atenção!
As inequações no plano que envolve as desigualdades (≤ ou ≥) devem ser
representadas com linhas cheias, visto que são intervalos fechados e devem
incluir os extremos; já as inequações envolvendo as desigualdades (< ou >)
devem ser representadas com linhas pontilhadas, visto que são intervalos abertos
e devem excluir os extremos.
EXERCÍCIOS
1) (ULBRA – 16) Três pontos distintos A(2, 0), 6) (UFSC – 17 – ADAPTADA) Em relação às pro-
B(a, - a) e C(3a/2, - 2a) são colineares. Então posições abaixo, é correto afirmar que:
a) a = 2. 01. A catedral de Brasília foi projetada pelo
b) a = 3. arquiteto Oscar Niemeyer. Sua estrutura
c) a = 4. se destaca pela beleza e pela forma, um
d) a = 5.
hiperboloide de rotação. A figura 4 des-
e) a = 6.
taca os principais elementos da hipérbole
2) (ULBRA – 15) A área do triângulo determi- associada à forma da catedral e é possível
nado pelas retas y = x – 4, y = - 2 e x = 8, e é perceber que ela tem como base um cír-
igual a: culo de diâmetro d. Supondo que a equa-
a) 18. ção dessa hipérbole seja x²/225 – y²/400 =
b) 16. 1 e que a medida do diâmetro tenha 10
c) 12. metros a mais que a distância focal, então
d) 10. a medida d será igual a 60 metros.
e) 8.
GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
A A D B A (01) B D E B A D B C E E D A E A
MATRIZES
É uma tabela de elementos ordenados em linhas horizontais e colunas verticais.
Exemplos:
𝑎 1 2 3
𝐴 = [1 ] 𝐵 = (1 3 2 𝑏) 𝐶 = [4 5 6]
2 7 8 9
Tipos de Matrizes
I. Matriz retangular: É uma matriz que apresenta uma quantidade diferente de linhas e colunas.
Ou seja, m ≠ n.
Exemplo:
2 2 9
𝐴3×1 = [ 7 ] 𝐵3×2 = [ 4 −5 ] 𝐶1×2 = [2,75 −1,05]
−4 −2 1/2
II. Matriz Linha: É a matriz que possui apenas uma linha. Ou seja, m = 1.
Exemplo:
𝐴1×3 = [2 7 −8] 𝐵1×1 = [−3] 𝐶1×4 = [2,5 −0,5 15 7/5]
III. Matriz Coluna: É a matriz que possui apenas uma coluna. Ou seja, n = 1.
Exemplo:
2 2
1 −7
𝐴3×1 =[ 7 ] 𝐵2×1 =[ ] 𝐶4×1 =[ ]
0 −2
−4 0
IV. Matriz Quadrada: É uma matriz que apresenta a mesma quantidade de linhas e colunas.
Ou seja, m = n.
Exemplo:
1 2 3
1 0
𝐴2×2 =[ ] 𝐵3×3 =[ 7 6 5]
0 1
−8 −4 −9
V. Matriz Nula: É a matriz em que todos os seus elementos são iguais a zero.
Exemplo:
0 0 0 0
𝐴 = [ 0] 𝐵 = (0 0 0 0) 𝐶 = [ 0 0 0]
0 0 0 0
VI. Matriz Oposta: É a matriz obtida trocando-se o sinal de todos os de uma matriz.
Exemplo:
𝑎 −𝑎 1 2 3 −1 −2 −3
𝐴 = [1] ⇒ −𝐴 = [−1] 𝐶 = [4 5 6] ⇒ −𝐶 = [−4 −5 −6]
2 −2 7 8 9 −7 −8 −9
VII. Matriz Identidade ou Unidade: É uma matriz quadrada cujos elementos da diagonal principal
são iguais a 1 e os demais elementos são iguais a zero. Por definição, temos que:
1, 𝑠𝑒 𝑖 = 𝑗
𝐼𝑛 = (𝐼𝑖𝑗 )𝑛×𝑛 = { .
0, 𝑠𝑒 𝑖 ≠ 𝑗
Exemplo:
1 0 0
1 0
𝐴2×2 = [ ] 𝐵3×3 = [0 1 0]
0 1
0 0 1
VIII. Matriz Transposta: É a matriz obtida quando trocamos ordenadamente as linhas pelas colunas
e, vice-versa.
Exemplo:
1 2 3 1 7 −8
1 −4 1 0
𝐴=[ ] ⇒ 𝐴𝑇 = [ ] 𝐵=[ 7 6 5 ] ⇒ 𝐵 𝑇 = [2 6 −4]
0 1 −4 1
−8 −4 −9 3 5 −9
𝑎 1
𝐶 = [1] ⇒ 𝐶 𝑇 = [𝑎 1 2] 𝐷 = [1 3 2 𝑏] ⇒ 𝐷 𝑇 = [3]
2 2
𝑏
IX. Matriz Simétrica: É uma matriz quadrada igual a sua transposta.
XI. Matriz Triangular Superior: É a matriz quadrada em que os elementos abaixo da diagonal
principal são iguais a zero.
Exemplo:
1 2 3 1 2 3 4
1 4 7 ]
𝐴=[ ] 𝐵 = [0 4 −5] 𝐶 = [0 5 6
0 1 0 0 8 9
0 0 −9 0 0 0 1
XII. Matriz Triangular Inferior: É a matriz quadrada em que os elementos acima da diagonal prin-
cipal são iguais a zero.
Exemplo:
1 0 0 1 0 0 0
1 0 3 0 0 ]
𝐴=[ ] 𝐵 = [2 4 0] 𝐶 = [2
4 1 4 5 8 0
3 −5 −9 6 7 9 1
XIII. Matriz Diagonal: É a matriz quadrada cujos elementos “de fora” da diagonal principal são
iguais a zero.
Exemplo:
1 0 0 1 0 0 0
1 0
𝐴=[ ] 𝐵 = [0 4 0] 𝐶 = [0 3 0 0 ]
0 1 0 0 8 0
0 0 −9 0 0 0 1
Igualdade de Matrizes
Duas matrizes A e B, de mesma ordem, são iguais se, e somente se, todos os elementos correspon-
dentes de A e B são iguais.
Exemplo:
1 2 3 1 2 3
𝐴 = [2 4 −5] 𝑒 𝐵 = [2 4 −5] ⇒ 𝐴=𝐵
3 −5 −9 3 −5 −9
Operações com Matrizes
• Adição: Para somarmos duas matrizes, somamos os elementos correspondentes, só conse-
guimos somar matrizes de mesma ordem.
Exemplo:
21 17 15 23 14 17
𝐴 = [18 13 9 ] 𝑒 𝐵 = [17 16 8 ]
11 9 3 18 10 5
21 + 23 17 + 14 15 + 17 44 31 32
⇒ 𝐴 + 𝐵 = [18 + 17 13 + 16 9+8 ] = [ 35 29 17]
11 + 18 9 + 10 3+5 29 19 8
Exemplo:
21 17 15 23 14 17
𝐴 = [18 13 9 ] 𝑒 𝐵 = [17 16 8 ]
11 9 3 18 10 5
21 − 23 17 − 14 15 − 17 −2 3 −2
⇒ 𝐴 − 𝐵 = [18 − 17 13 − 16 9 − 8 ] = [ 1 −3 1 ]
11 − 18 9 − 10 3−5 −7 −1 −2
• Multiplicação de um número real por uma matriz: Devemos multiplicar todos os elementos da
matriz por esse número.
Exemplo:
21 17 15
𝐴 = [18 13 9 ] 𝑒 𝑜 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 5
11 9 3
21 17 15 5 ∙ 21 5 ∙ 17 5 ∙ 15 105 85 75
⇒ 5𝐴 = 5 ∙ [18 13 9 ] = [5 ∙ 18 5 ∙ 13 5 ∙ 9 ] = [ 90 65 45]
11 9 3 5 ∙ 11 5 ∙ 9 5∙3 55 45 15
2 1
3 2 1
Exemplo: Determine o produto das matrizes a seguir [ ∙
] [1 3].
7 0 −3
4 0
2 1
3 2 1 3∙2+2∙1+1∙4 3∙1+2∙3+1∙0 12 9
[ ] ∙ [ 1 3] = [ ]=[ ]
7 0 −3 7 ∙ 2 + 0 ∙ 1 + (−3) ∙ 4 7 ∙ 1 + 0 ∙ 3 + (−3) ∙ 0 2 7
4 0
Atenção!
I. Para multiplicar duas matrizes o número de colunas da primeira matriz
deve ser igual ao número de linhas da segunda matriz.
II. 𝐴 = (𝑎𝑖𝑗 )𝑚×𝑛 × 𝐵 = (𝑏𝑖𝑗 )𝑛×𝑝 ⇒ (𝐴 ∙ 𝐵)𝑚×𝑝
Observações:
I. Em geral – AB ≠ BA
II. II. (AB)t ≠ At . Bt
III. A . B = 0, então podemos ter A ≠ 0 e B ≠ 0.
IV. Pode existir det(A . B), porém não implica que existe det(A) e det(B).
V. Matrizes Equiparáveis são matrizes de mesma ordem e que possuem o mesmo determinante.
Exemplo: A matriz A = (aij), de segunda ordem, é definida por aij = i – 2j. Então A – At é:
Primeiro definimos a matriz:
𝑎11 𝑎12 1−2∙1 1−2∙2 −1 −3 −1 0
𝐴2×2 = [𝑎 𝑎 ]⇒𝐴=[ ]⇒𝐴=[ ] ⇒ 𝐴𝑇 = [ ].
21 22 2−2∙1 2−2∙2 0 −2 −3 −2
Então, A – At é
−1 −3 −1 0 −1 − (−1) −3 − 0 0 −3
𝐴 − 𝐴𝑇 = [ ]−[ ] ⇒ 𝐴 − 𝐴𝑇 = [ ] ⇒ 𝐴 − 𝐴𝑇 = [ ].
0 −2 −3 −2 0 − (−3) −2 − (−2) 3 0
3 −1 1 6
Exemplo: (PUCRS) Dadas às matrizes 𝐴 = [ ], 𝐵 = [ ] e C = 2A – 3B, a soma dos ele-
2 5 3 0
mentos da diagonal principal da matriz C é igual a:
a) – 25. b) 10. c) 13. d) 18. e) 25.
Primeiro encontramos a matriz C:
3 −1 1 6 6 −2 −3 −18 3 −20
𝐶 = 2𝐴 − 3𝐵 ⇒ 𝐶 = 2 ∙ [ ]−3∙[ ]⇒𝐶=[ ]+[ ]⇒𝐶=[ ]
2 5 3 0 4 10 −9 0 −5 10
Agora somamos os elemento da diagonal principal da matriz C:
3 + 10 = 13
Alternativa C.
2 0 4 2
Exemplo: (UCS) Sendo 𝐴 = [ ] e 𝐵=[ ], então no produto A.B = C tem-se que
−1 3 1 −2
c22 – 3.c12 é:
a) – 10. b) 5. c) – 20. d) 15. e) – 5.
Primeiro encontramos a matriz C:
2 0 4 2 2∙4+0∙1 2 ∙ 2 + 0 ∙ (−2) 8 4
𝐶 = 𝐴𝐵 ⇒ 𝐶 = [ ]∙[ ]⇒𝐶=[ ]⇒𝐶=[ ]
−1 3 1 −2 −1 ∙ 4 + 3 ∙ 1 −1 ∙ 2 + 3 ∙ (−2) −1 −8
Os elementos 𝑐22 e 𝑐12 são – 8 e 4, respectivamente, assim
𝑐22 − 3𝑐12 = −8 − 3 ∙ 4 = −8 − 12 = −20
Alternativa C.
2, 𝑠𝑒 𝑖 = 𝑗
Exemplo: (UPF) A soma de todos os elementos da matriz A = (aij)3x3 onde 𝑎𝑖𝑗 = { é:
0, 𝑠𝑒 𝑖 ≠ 𝑗
a) 2. b) 4. c) 6. d) 8. e) 10.
Primeiro definimos a matriz:
𝑎11 𝑎12 𝑎13 2 0 0
𝐴 = [𝑎21 𝑎22 𝑎23 ] ⇒ 𝐴 = [0 2 0]
𝑎31 𝑎32 𝑎33 0 0 2
Logo, a soma dos elementos da matriz A é
2+0+0 +0+2+0+0+0+2 = 6
Alternativa C.
Determinantes
Determinante de uma matriz quadrada A é um número real associado a essa matriz, indicamos por
det (A) ou |A|, ou seja, seus elementos são colocados entre duas barras verticais.
𝑎11 𝑎12
det 𝐴 = |𝑎 𝑎22 | = 𝑎11 ∙ 𝑎22 − 𝑎12 ∙ 𝑎21
21
1 3
Exemplo: Calcule o determinante da matriz [ ].
3 6
1 3
det 𝐴 = | | = 1 ∙ 6 − 3 ∙ 3 = 6 − 9 = −3 .
3 6
1 1 2
Exemplo: Calcule o valor de |3 1 1|.
2 1 3
det 𝐴 = 1 ∙ 1 ∙ 3 + 1 ∙ 1 ∙ 2 + 2 ∙ 3 ∙ 1 − (1 ∙ 3 ∙ 3 + 1 ∙ 1 ∙ 1 + 2 ∙ 1 ∙ 2) = 3 + 2 + 6 − (9 + 1 + 4)
⇒ det 𝐴 = 11 − 14 ⇒ det 𝐴 = −3
Escolhemos sempre a linha com a maior quantidade de zeros, nesse caso a linha 2:
det 𝐴 = 𝑎21 𝐴21 + 𝑎22 𝐴22 + 𝑎23 𝐴23 + 𝑎24 𝐴24 + 𝑎25 𝐴25
0 2 1 0 2 1 0 0 1 0 0 2
det 𝐴 = 1 ∙ |5 1 4| + (−3) ∙ |0 1 4| + (−4) ∙ |0 5 4| + (−2) ∙ |0 5 1 |
0 −1 2 0 −1 2 0 0 2 0 0 −1
det 𝐴 = −25 + 0 + 0 + 0 ⇒ det 𝐴 = −25
Dicas:
I. Utilizar sempre a fila que apresentar a maior quantidade de zeros.
II. Laplace serve para baixar a ordem das matrizes.
1 4 2 0
Exemplo: Calcular, pela Regra de Chio, o determinante D = [ 0 3 2 −1 ].
2 2 −3 2
1 3 1 3
I. Suprimir da matriz a linha e a coluna da matriz que contêm um elemento a11 = 1.
3 2 −1
[2 −3 2 ]
3 1 3
II. Subtrair de cada elemento da matriz o produto dos elementos que se acham nas ex-
tremidades das perpendiculares traçadas desse elemento à linha e à coluna elimina-
das.
3 − 0 ∙ 4 2 − 0 ∙ 2 −1 − 0 ∙ 0 3 2 −1
[2 − 2 ∙ 4 −3 − 2 ∙ 2 2 − 2 ∙ 0 ] = [−6 −7 2 ]
3−1∙4 1−1∙2 3−1∙0 −1 −1 3
III. Calcular o determinante da matriz que foi obtida da matriz inicial de acordo com (1)
e (2) e multiplicar o resultado por (-1)1 +1.
3 2 −1
det 𝐴 = (−1)2 ∙ |−6 −7 2 | = −63 − 4 − 6 + 36 + 6 + 7 = −24
−1 −1 3
I. Se uma fila de uma matriz possui todos os seus elementos iguais a zero, então seu determi-
nante é igual a zero.
1 2 3 0 12 15
|𝑎 𝑏 𝑐 | = 0 |0 13 16| = 0
0 0 0 0 12 30
II. Se duas filas paralelas de uma matriz são iguais ou proporcionais, então seu determinante
é igual a zero.
1 2 3 𝑎 3 3𝑎
|𝑏 𝑐 𝑑 | = 0 |𝑏 4 3𝑏| = 0
2 4 6 𝑐 5 3𝑐
III. Se uma fila da matriz é uma combinação linear de outras filas paralelas, então o seu deter-
minante é igual a zero.
𝑎 𝑏 𝑐 1 3 4
| 7 8 9 |=0 |2 1 3| = 0
𝑎+1 𝑏+1 𝑐+1 0 4 4
IV. Um determinante troca de sinal quando trocamos de posição duas filas paralelas.
1 2 3 𝑎 𝑏 𝑐
|𝑎 𝑏 𝑐 | = 10 → |1 2 3| = −10
3 2 1 3 2 1
V. Se uma fila de um determinante é multiplicada (ou dividida) por um número, então o deter-
minante fica multiplicado (ou dividido) por esse número.
𝑎 𝑏 𝑐 𝑎 𝑏 𝑐
|2 2 3| = 15 → |4 4 6| = 15 ∙ 2 ∙ 2 = 60
1 3 2 2 6 4
VI. Se trocarmos, ordenadamente, as linhas de uma matriz pelas colunas, então seu determi-
nante não se altera.
det(𝐴) = det(𝐴𝑇 )
VII. Se duas matrizes são quadradas e de mesma ordem, então o determinante do produto das
matrizes é igual ao produto dos determinantes de cada matriz.
det(𝐴 ∙ 𝐵) = det(𝐴) ∙ det(𝐵)
VIII. Se todos os elementos situados acima, ou abaixo, da diagonal principal de uma matriz são
iguais a zero, então o determinante dessa matriz é obtido através do produto dos elementos
da diagonal principal.
1 0 0 1 2 3
| 2 2 0| = 1 ∙ 2 ∙ 3 = 6 |0 2 4| = 1 ∙ 2 ∙ 1 = 2
1 1 3 0 0 1
1 2 3
Exemplo: O determinante |𝑚 𝑚+1 −𝑚| é zero:
2 4 6
a) se m = 0. c) se m = - 1. e) para qualquer
b) se m = 1 d) se m > 0. valor de m.
Pela propriedade II, se duas filas paralelas de uma matriz são iguais ou proporcionais,
então seu determinante é igual a zero, como as linhas 1 e 3 são proporcionais, o deter-
minante sempre dará zero, independentemente do valor de m. Alternativa E.
0 cos 𝑥 sen 𝑥
Exemplo: Resolva a equação | 0 sen 𝑥 cos 𝑥 | = 1
cos 2 𝑥 + sen2 𝑥 0 0
Pela regra de Sarrus, temos
det 𝐴 = cos 𝑥 ∙ cos 𝑥 ∙ (cos2 𝑥 + sen2 𝑥) − sen 𝑥 ∙ sen 𝑥 ∙ (cos2 𝑥 + sen2 𝑥) = 1
Aplicando as relações trigonométricas, temos
1 1
cos2 𝑥 ∙ 1 − sen2 𝑥 ∙ 1 = 1 ⇒ cos2 𝑥 − sen2 𝑥 = 1 ⇒ (1 + cos 2𝑥) − (1 − cos 2𝑥) = 1
2 2
1
⇒ (1 + cos 2𝑥 − 1 + cos 2𝑥) = 1 ⇒ 2 cos 2𝑥 = 2 ⇒ cos 2𝑥 = 1
2
⇒ 2𝑥 = 0 + 2𝜋𝑛, 𝑐𝑜𝑚 𝑛 ∈ ℤ ⇒ 𝑥 = 𝜋𝑛, 𝑐𝑜𝑚 𝑛 ∈ ℤ.
Exemplo: Seja uma matriz A = (aij)3 x 3 cujo determinante é igual a 5, então, o det (4A) é igual
a:
a) 5. b) 20. c) 40. d) 300. e) 320.
Pela propriedade V, se uma fila de um determinante é multiplicada (ou dividida) por um
número, então o determinante fica multiplicado (ou dividido) por esse número, temos
det(4𝐴) = 4 ∙ 4 ∙ 4 ∙ det(𝐴) = 64 ∙ 5 = 320
Alternativa E.
Matriz Inversa
Dada uma matriz A quadrada, de ordem n, sua inversa é a matriz A-1, tal que:
I. det (A) ≠ 0.
II. A.A-1 = In
III. det (A-1) = 1 / det (A)
Para calcular a matriz inversa de uma matriz quadrada de ordem 2, usaremos a seguinte regra prá-
tica:
Exemplos:
𝑥 + 𝑦 + 𝑧 + 𝑤 = 10
𝑥+𝑦+𝑧 = 1
𝑥+𝑦 =8 𝑥 − 𝑦 + 𝑧 − 𝑤 = 11
{ , {𝑥 − 𝑦 − 𝑧 = 2 , { .
𝑥−𝑦 =6 −𝑥 − 𝑦 + 𝑧 − 𝑤 = 91
𝑥+𝑦−𝑧 = 3
2𝑥 − 3𝑦 + 𝑧 + 𝑤 = 1
Importante!
Note que para um sistema de equações ser um Sistema Linear é necessário que:
I. Os expoentes das variáveis sejam sempre iguais a 1.
II. As operações entre os termos com variáveis são sempre adições e/ ou subtrações.
Dois tipos de questões nos principais vestibulares, resolver o sistema linear ou fazer a
discussão do sistema linear.
Regra de Cramer
É uma regra definida a partir do cálculo de determinantes.
• D = determinante principal – formado pelos coeficientes das incógnitas.
• Dx, Dy , Dz = determinantes secundários – obtém-se substituindo-se cada coluna de coefici-
entes da incógnita procurada pelos termos independentes.
Definidos os valores acima, encontramos as incógnitas da seguinte forma:
𝐷𝑥 𝐷𝑦 𝐷𝑧
𝑥= , 𝑦= , 𝑧=
𝐷 𝐷 𝐷
Observação:
vamos utilizar a Regra de Cramer para a solução de sistemas que apresentam 3 equações e
três variáveis, por isso definimos apenas Dx, Dy , Dz.
Para facilitar a resolução, podemos calcular os valores de x e y e, depois substituir esses valores na
equação, dessa forma determinando o valor de z.
𝑥 + 3𝑦 + 2𝑧 = 5
Exemplo: Resolva o sistema {2𝑥 + 𝑦 + 3𝑧 = 12 utilizando a Regra de Cramer.
3𝑥 − 𝑦 + 𝑧 = 10
Pela regra de Cramer, temos como determinante principal
1 3 2
𝐷 = |2 1 3| = 1 + 27 − 4 − 6 + 3 − 6 = 15
3 −1 1
Como determinantes secundários, temos
5 3 2
𝐷𝑥 = |12 1 3| = 5 + 90 − 24 − 36 + 15 − 20 = 30
10 −1 1
1 5 2
𝐷𝑦 = |2 12 3| = 12 + 45 + 40 − 10 − 30 − 72 = −15
3 10 1
1 3 5
𝐷𝑧 = |2 1 12| = 10 + 108 − 10 − 60 + 12 − 15 = 45
3 −1 10
Definidos os valores acima, encontramos as incógnitas da seguinte forma:
𝐷𝑥 30
𝑥= = =2⇒𝑥=2
𝐷 15
𝐷𝑦 15
𝑦= =− = −1 ⇒ 𝑦 = −1
𝐷 15
𝐷𝑧 45
𝑧= = =3⇒𝑧=3
𝐷 15
Exemplos:
𝑥+𝑦+𝑧 =0
𝑥+𝑦 =0
{ , {𝑥 − 𝑦 − 𝑧 = 0
𝑥−𝑦 =0
−𝑥 − 𝑦 + 𝑧 = 0
Observação
As soluções próprias são proporcionais, e a solução trivial é a terna que apresenta todos
os valores iguais a zero S = {(0, 0, 0)}.
𝑥 + 𝑦 + 2𝑧 = 0
Exemplo: Os valores de 𝑎 ∈ ℝ para que o sistema {𝑥 − 𝑎𝑦 + 𝑧 = 0 tenha apenas a solução
𝑎𝑥 − 𝑦 − 𝑧 = 0
trivial são:
a) a ≠ 0 e a ≠ -1. c) a = 0 e a = 1. e) a ≠ 0 e a = -1.
b) a = 0 e a = - 1. d) a = 1 e a = -1.
Para termos apenas a solução trivial, temos
1 1 2
𝐷 ≠ 0 ⇒ |1 −𝑎 1 | ≠ 0 ⇒ 𝑎 + 𝑎 − 2 + 1 + 1 + 2𝑎2 ≠ 0 ⇒ 2𝑎2 + 2𝑎 ≠ 0
𝑎 −1 −1
⇒ 2 ∙ (𝑎2 + 𝑎) ≠ 0 ⇒ 𝑎2 + 𝑎 ≠ 0 ⇒ 𝑎 ∙ (𝑎 + 1) ≠ 0
⇒ 𝑎 ≠ 0 𝑒 𝑎 + 1 ≠ 0 ⇒ 𝑎 ≠ 0 𝑒 𝑎 ≠ −1
Alternativa A.
Resolução e Discussão de Sistemas por Escalonamento
2𝑥 + 3𝑦 + 𝑧 + 𝑤 = 1
𝑦+𝑧+𝑤 =1
Consideremos o seguinte sistema: { . Observe que este sistema pode ser resol-
3𝑧 + 𝑤 = 5
2𝑤 = 4
vido de forma simples, basta encontrar w na última equação e posteriormente, substituirmos nas
demais equações, o sistema acima é chamado de sistema escalonado. Escalonar um sistema signi-
fica, anular os termos da triangular inferior, para obter na sua última equação apenas uma única va-
riável.
𝑥 + 3𝑦 + 2𝑧 = 5
Exemplo: Resolver o sistema {2𝑥 + 𝑦 + 3𝑧 = 12 .
3𝑥 − 𝑦 + 𝑧 = 10
Vamos escalonar o sistema manipulando a matriz:
1 3 2 5 1 3 2 5
[2 1 3] = [12] ⇒ [2 1 3 12]
3 −1 1 10 3 −1 1 10
Queremos zerar os termos da triangular inferior, então
𝐿2 𝐿3
𝐿2 → − 𝐿1 𝑒 𝐿3 → − 𝐿1
2 3
1 3 2 5 1 3 2
2 1 3 12 5 1 5
−1 −3 −2 −5 0 − − 1
2 2 2 2 = 2 2 5
3 1 1 10 10 5 −
[3 − 1 − 3 − 3 3 − 2 3 − 5] [0 − 3 − 3 3]
5 10
𝐿3 → 𝐿 3 + 𝐿2
2 3
1 3 2 5
5 1 1
0 − −
2 2 1
5 10 5 10 10 5 5 5 10 1 5 5 10
∙ 0 + (− ) ∙ 0 ∙ (− ) + (− ) ∙ (− ) ∙ (− ) + (− ) ∙ (− ) ∙ (− ) + (− ) ∙ 1
[2 3 2 3 3 2 2 3 3 2 2 3 3 ]
1 3 2 5 1 3 2 5
5 1 1 5 1 1
0 − − 0 − −
= 2 2 1 = 2 2 1
25 25 25 10 25 10 5 15
[0 + 0 − 3 + 3 − 6 + 6 − 6 − 3 ] [0 0 − 2 − 2 ]
1 3 2 5 𝑥 + 3𝑦 + 2𝑧 = 5
5 1 1 5 1
0 − − − 𝑦 − 𝑧=1
⇒ 2 2 1 = 2 2
5 15 5 15
[0 0 − 2 − 2 ] { − 𝑧=−
2 2
Agora, isolando as incógnitas, temos
5 15
− 𝑧=− ⇒𝑧=3
2 2
5 1 5 3 5 5
− 𝑦 − ∙ 3 = 1 ⇒ − 𝑦 = 1 + ⇒ − 𝑦 = ⇒ 𝑦 = −1
2 2 2 2 2 2
𝑥 + 3 ∙ (−1) + 2 ∙ 3 = 5 ⇒ 𝑥 = 5 + 3 − 6 ⇒ 𝑥 = 2
Como já era esperado.
Discussão de um Sistema Linear Escalonado
I. Sistema Possível e Determinado
Se não ocorrer nenhuma equação do tipo 0x + 0y + 0z = b, com b ≠ 0 após a eventual
eliminação de equações.
n = v → SPD
n = número de equações do sistema escalonado após a eventual
eliminação de linha nula.
v = número de variáveis do sistema.
II. Sistema Possível e Indeterminado
Se não ocorrer nenhuma equação do tipo 0x + 0y + 0z = b, com b ≠ 0 após a eventual
eliminação de equações.
n ≠ v → SPI
n = número de equações do sistema escalonado após a eventual
eliminação de linha nula.
v = número de variáveis do sistema.
III. Sistema Impossível
Se ocorrer uma equação do tipo 0x + 0y + 0z = b, com b ≠ 0.
𝑥 + 2𝑦 = 3
Exemplo: Classifique o sistema {2𝑥 + 5𝑦 = 7 :
5𝑥 + 3𝑦 = 8
a) possível e indeterminado. d) admite infinitas soluções.
b) possível e determinado. e) todas falsas.
c) impossível.
Escalonando o sistema, temas
1 2 3
[2 5 7] 𝐿2 → 𝐿2 − 2𝐿1 𝐿3 → 𝐿3 − 5𝐿1
5 3 8
1 2 3 1 2 3
⇒ [2 − 2 ∙ 1 5 − 2 ∙ 2 7 − 2 ∙ 3] = [0 1 1]
5−5∙1 3−5∙2 8−5∙3 0 −7 −7
1 2 3 1 2 3 𝑥 + 2𝑦 = 3 𝑥 + 2𝑦 = 3
𝐿3 → 𝐿3 + 7𝐿2 ⇒ [ 0 1 1 ] ⇒ [ 0 1 1] = { 𝑦 = 1 = {
𝑦=1
0 + 7 ∙ 0 −7 + 7 ∙ 1 −7 + 7 ∙ 1 0 0 0 0=0
Logo, n = v, é SPD. Alternativa B.
𝑥 + 2𝑦 + 5𝑧 = −1
Exemplo: Classificando o sistema {3𝑥 + 7𝑦 + 16𝑧 = −3 temos:
2𝑥 + 𝑦 + 7𝑧 = −2
a) possível e determinado. d) não tem solução.
b) possível e indeterminado. e) todas falsas.
c) impossível.
Escalonando o sistema, temas
1 2 5 −1
[3 7 16 −3] 𝐿2 → 𝐿2 − 3𝐿1 𝐿3 → 𝐿3 − 2𝐿1
2 1 7 −2
1 2 5 −1 1 2 5 −1
⇒ [3 − 3 ∙ 1 7 − 3 ∙ 2 16 − 3 ∙ 5 −3 − 3 ∙ (−1)] = [0 1 1 0]
2 − 2 ∙ 1 1 − 2 ∙ 2 7 − 2 ∙ 5 −2 − 2 ∙ (−1) 0 −3 −3 0
1 2 5 −1 1 2 5 −1
𝐿3 → 𝐿3 + 3𝐿2 ⇒ [ 0 1 1 0 ] = [0 1 1 0 ]
0 + 3 ∙ 0 −3 + 3 ∙ 1 −3 + 3 ∙ 1 0 + 3 ∙ 0 0 0 0 0
𝑥 + 2𝑦 + 5𝑧 = −1 𝑥 + 2𝑦 + 5𝑧 = −1
⇒{ 𝑦+𝑧 =0 ={
𝑦+𝑧 = 0
0=0
Logo, n ≠ v, é SPI. Alternativa B.
𝑥 + 𝑦 + 𝑧 = 10
Exemplo: O sistema linear { 3𝑥 + 3𝑦 + 3𝑧 = 30 é:
5𝑥 + 5𝑦 + 5𝑧 = 40
a) possível e determinado. d) Escalonado.
b) Possível e Indeterminado. e) Todas estão falsas.
c) Impossível.
Pela lógica, nem precisaríamos escalonar, pois na linha 3 as incógnitas são pro-
porcionais, mas o termo independente não é, o que nos mostra um sistema im-
possível. Faremos o cálculo mesmo assim.
Escalonando o sistema, temas
1 1 1 10
[3 3 3 30] 𝐿2 → 𝐿2 − 3𝐿1 𝐿3 → 𝐿3 − 5𝐿1
5 5 5 40
1 1 1 10 1 1 1 10 𝑥 + 𝑦 + 𝑧 = 10
⇒ [3 − 3 ∙ 1 3 − 3 ∙ 1 3 − 3 ∙ 1 30 − 3 ∙ 10] = [0 0 0 0 ]={ 0=0
5 − 5 ∙ 1 5 − 5 ∙ 1 5 − 5 ∙ 1 40 − 5 ∙ 10 0 0 0 −10 0 = −10
Logo, é SI. Alternativa C.
3𝑥 + 4𝑦 − 7𝑧 = −34
Exemplo: Resolver o sistema { 5𝑥 − 4𝑦 + 7𝑧 = 50 .
3𝑥 − 3𝑦 − 7𝑧 = −13
Pelo método da substituição, precisamos isolar uma incógnita, escolhemos x na
linha 1:
−34 − 4𝑦 + 7𝑧
𝑥=
3
Substituímos esse x nas demais linhas:
−34 − 4𝑦 + 7𝑧
5∙ − 4𝑦 + 7𝑧 = 50 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑛𝑑𝑜 −32𝑦 + 56𝑧 − 170
3 ⇒ = 50
{ { 3
−34 − 4𝑦 + 7𝑧
3∙ − 3𝑦 − 7𝑧 = −13 −7𝑦 − 34 = −13
3
Isolando y na 2ª equação, temos
−7𝑦 = 21 ⇒ 𝑦 = −3
Substituindo na 1ª equação, temos
−32 ∙ (−3) + 56𝑧 − 170
= 50 ⇒ 56𝑧 − 74 = 150 ⇒ 56𝑧 = 224 ⇒ 𝑧 = 4
3
Substituindo os valores de y e z em x, temos
−34 − 4𝑦 + 7𝑧 −34 − 4 ∙ (−3) + 7 ∙ 4
𝑥= ⇒𝑥= ⇒𝑥=2
3 3
A solução do sistema é 𝑥 = 2, 𝑦 = −3 e 𝑧 = 4.
Exemplo: (UFRGS) Para medir a massa de três maçãs dispomos de uma massa de 100g
e de uma balança de pratos iguais. A massa da maçã maior é igual a massa das duas
outras juntas. A massa da menor mais 100g é igual a massa das outras. A massa da maior
mais a da menor é 100g. A massa total das três maçãs será:
a) 125g. b) 150g. c) 175g. d) 200g. e) 225g.
Interpretando o problema temos três incógnitas, x < y < z:
𝑥 =𝑦+𝑧 𝑜𝑟𝑔𝑎𝑛𝑖𝑧𝑎𝑛𝑑𝑜
𝑥−𝑦−𝑧 =0
{𝑧 + 100 = 𝑥 + 𝑦 ⇒ {𝑥 + 𝑦 − 𝑧 = 100
𝑥 + 𝑧 = 100 𝑥 + 𝑧 = 100
Isolando x na linha 3, temos
𝑥 = 100 − 𝑧
Substituindo esse x nas demais linhas, temos
100 − 𝑧 − 𝑦 − 𝑧 = 0 𝑦 + 2𝑧 = 100
{ ⇒{
100 − 𝑧 + 𝑦 − 𝑧 = 100 𝑦 − 2𝑧 = 0
Isolando na 2ª equação, temos
𝑦 = 2𝑧
Substituindo na 1ª equação, temos
100
2𝑧 + 2𝑧 = 100 ⇒ 4𝑧 = 100 ⇒ 𝑧 = ⇒ 𝑧 = 25
4
Substituindo z = 25 em y = 2z, temos
𝑦 = 2 ∙ 25 ⇒ 𝑦 = 50
Substituindo z = 25 em x =100 – z, temos
𝑥 = 100 − 25 ⇒ 𝑥 = 75 .
𝑥 + 3𝑦 = 0
Exemplo: (UFSC) Considere o sistema S1: { e determine a soma dos núme-
−2𝑥 − 6𝑦 = 0
ros associados à (s) proposição (ões) CORRETAS (S).
01. O par ordenado (-15, 5) é uma solução do sistema S1.
02. O sistema S1 é possível e determinado.
04. A solução do sistema S1 é uma reta que não passa pela origem.
2𝑥 + 6𝑦 = 0
08. O sistema S2: { é equivalente ao sistema S1.
−10𝑥 − 30𝑦 = 0
Resolvendo o sistema, temos
𝑥 + 3𝑦 = 0 𝑥 = −3𝑦 𝑥 = −3𝑦
{ ⇒{ ⇒{
−2𝑥 − 6𝑦 = 0 −2 ∙ (−3𝑦) − 6𝑦 = 0 0=0
Temos um SPI. Vamos analisar as proposições:
01. O par ordenado (-15, 5) é uma solução do sistema:
−15 + 3 ∙ 5 = 0 −15 + 15 = 0 0=0
{ ⇒{ ⇒{
−2 ∙ (−15) − 6 ∙ 5 = 0 30 − 30 = 0 0=0
Verdadeiro.
02. O sistema é possível e determinado. Falso, como vimos é possível e indeter-
minado.
04. A solução do sistema é uma reta que não passa pela origem. Temos que ana-
lisar de o ponto (0,0) é solução do sistema:
0+3∙0=0 0=0
{ ⇒{
−2 ∙ 0 − 6 ∙ 0 = 0 0=0
Falso, pois o ponto (0,0) é solução do sistema, logo a reta passa pela origem.
2𝑥 + 6𝑦 = 0
08. O sistema S2: { é equivalente ao sistema S1. Para serem equiva-
−10𝑥 − 30𝑦 = 0
lentes, devem ter a mesma solução, vejamos
2𝑥 + 6𝑦 = 0 2𝑥 = −6𝑦 𝑥 = −3𝑦 𝑥 = −3𝑦
{ ⇒{ ⇒{ ⇒{
−10𝑥 − 30𝑦 = 0 −10𝑥 − 30𝑦 = 0 −10 ∙ (−3𝑦) − 30𝑦 = 0 30𝑦 − 30𝑦 = 0
𝑥 = −3𝑦
⇒{
0=0
Sim, os sistemas são equivalentes. Verdadeiro.
Solução 01 + 08 = 09.
EXERCÍCIOS
] e a fun- 5) (UPF – 15) Considere a matriz 𝐴 =
1 1
1) (PUCRS – 15) Dada a matriz 𝐴 = [
1 1 sen 𝑥 cos 𝑥
ção f, definida no conjunto das matrizes 2 x 2 [ ] e avalie as seguintes afirma-
− cos 𝑥 sen 𝑥
por f(X) = X² - 2², então f(A) é ções:
−1 −1 I. A matriz é diagonal se, e somente se,
a) [ ]
−1 −1 sen x = ± 1
0 0
b) [ ] II. O determinante da matriz A é um nú-
0 0
c) [
1 1
] mero maior do que 1.
1 1
2 2 III. A matriz A é simétrica, se e somente se,
d) [ ]
2 2 x = 90º + k.180º, para k inteiro.
3 3 IV. A matriz é invertível, para qualquer que
e) [ ]
3 3
seja x ∈ lR.
1 2 É verdadeiro o que se afirma em:
2) (UPF) Sejam as matrizes 𝐴=[ ] e
3 4 a) I e II.
3 4
𝐵=[ ], e seja X uma matriz tal que b) II e III.
1 2
X.A = B. Então det(X) vale: c) II, III e IV.
a) – 2. d) I, III e IV.
b) – 1. e) I, II, III e IV.
c) 0.
d) 1. 6) (PUCRS) O valor do determinante
e) 2. 𝜋
log 3 2 cos
| 𝜋
6
| é igual a:
3) (UPF – 14) Dadas as matrizes quadradas A, B cos 6 log 2 3
e C, onde n, e a matriz identidade In, de a) cos 𝜋/3
mesma ordem, considere as proposições a se- b) cos2 𝜋/6
guir, verificando se são Verdadeiras(V) ou fal- c) 0
sas(F). d) sen2 𝜋/6
( ) (A + B)2 = A2 + 2AB + B2. e) 2 log 3 2
( ) (A – B)2 = A2 – B2
( ) CI = C 7) (UFBA) O conjunto verdade da equação
𝑥 1 0
A sequência correta de preenchimento dos |1 𝑥 2 | é:
parênteses, de cima para baixo, é 1 1 −1
a) VVV. a) {1}.
b) VFV. b) {- 1}.
c) FVV. c) {1, - 1}.
d) FFV d) lR.
e) FFF. e) { }.
1 2 𝑦 3𝑥 + 𝑚𝑦 = 𝑛
8) O sistema { admite infinitas solu-
4) (UFRGS) Se a matriz [𝑥 4 5 ] for simétrica, 𝑥 + 2𝑦 = 1
3 𝑧 5 ções se, e somente se, o valor de m – n é:
então x + y + z é: a) 9.
a) 7. b) 6.
b) 9. c) 3.
c) 10. d) 1.
d) 11. e) 0.
e) 12.
9) (ITA – SP) Analisando o sistema 11) (UPF – 15) Três planos no espaço podem ocu-
3𝑥 − 2𝑦 + 𝑧 = 7 par oito possíveis posições. Analisando as
{ 𝑥+𝑦−𝑧 =0 concluímos que este é: equações do sistema:
2𝑥 + 𝑦 − 2𝑧 = −1
4𝑥 + 2𝑦 − 6𝑧 = 2
a) possível e determinado com xyz = 7. { 2𝑥 + 𝑦 − 3𝑧 = 8
b) possível e determinado com xyz = - 8. 8𝑥 − 4𝑦 + 12𝑧 = 5
c) possível e determinado com xyz = 6. pode-se afirmar que:
d) possível e indeterminado. a) O sistema é impossível, sendo que dois
e) impossível. desses planos são paralelos e o terceiro os
intersecciona segundo retas paralelas.
(𝑘 + 2)𝑥 + 𝑦 − 𝑧 = 0 b) O sistema é indeterminado, sendo que os
10) (UFRGS) O sistema linear { 𝑥 + 𝑘𝑦 + 𝑧 = 0 três planos coincidem.
−𝑥 + (𝑘 − 1)𝑧 = 0
c) O sistema é impossível, sendo que dois
é possível e determinado, exceto para um nú-
desses planos coincidem e são paralelos
mero finito de valores de k. A soma de todos
ao terceiro.
esses de k é:
d) O sistema é indeterminado, sendo que
a) -1.
dois desses planos coincidem e o terceiro
b) – 1/2.
os intersecciona segundo uma reta.
c) 0.
e) O sistema é impossível, sendo que os três
d) 1/2.
são planos paralelos entre si.
e) 1.
GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
B B D C D D C C A A A
CORPO DOS COMPLEXOS
O conjunto dos números complexos, indicado por C é o conjunto dos pares ordenados de números
reais, em que estão definidas as operações:
Adição: (a, b) + (c, d) = (a + c, b + d).
Multiplicação: (a, b)(c, d) = (ac – bd, ad + bc).
O par (3, 0) corresponde ao número real 3.
O par (0, 0) corresponde ao número real (zero).
Os pares ordenados com o 2º elemento diferente de (zero), por exemplo, (0, 2), (0, 3), (1, 3) são os
números complexos que não são reais.
Unidade Imaginária
Criou-se um nome e um símbolo para o número complexo (0, 1). Ele será chamado de unidade
imaginária e indicado por 𝑖. Logo:
𝑖2 = 𝑖 ∙ 𝑖 , 𝑜𝑢 𝑠𝑒𝑗𝑎, (0, 1)(0, 1) = (0 ∙ 0 − 1 ∙ 1, 0 ∙ 1 + 1 ∙ 0) = (−1, 0), 𝑒𝑛𝑡ã𝑜
𝑖 2 = −1
Potências de 𝒊
Assim observa-se que ocorre repetição de valores a cada quatro expoentes. Desta forma, para
determinação de expoentes na forma in, sendo n um número natural, vamos utilizar a seguinte regra:
𝑖0 = 1 𝑖4 =1
1
{ 2𝑖 = 𝑖 𝑖5 = 𝑖 ⇒ 𝑖𝑛 = 𝑖𝑟 , 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜:
𝑖 = −1 𝑖6 = −1
𝑖 3 = −𝑖 𝑖7 = −𝑖
Exemplo: Calcule: 𝑖 82 .
82
= 20 ∙ 4 + 2 ⇒ 𝑖 82 = 𝑖 2 = −1
4
Exemplo: √𝑖 15 + 𝑖 56 + 𝑖 81 equivale a:
15
= 3 ∙ 4 + 3 ⇒ 𝑖 15 = 𝑖 3 = −𝑖
4
56
= 14 ∙ 4 + 0 ⇒ 𝑖 56 = 𝑖 0 = 1
4
81
= 20 ∙ 4 + 1 ⇒ 𝑖 81 = 𝑖 1 = 𝑖
4
Logo,
√𝑖 15 + 𝑖 56 + 𝑖 81 = √−𝑖 + 1 + 𝑖 = √1 = 1
z = a + bi
Onde:
• a é a parte real, Re(z), do complexo;
• bi é a parte imaginária, Im(z), do complexo;
• a e b são os coeficientes das partes reais e imaginárias, respectivamente.
Exemplos: z = 3 + 4i , z1 = 0 + 3i , z2 = 5 + 0i.
Exemplo: Para que o número complexo z = (x + 2y) + xi, com y ≠ 0, seja um número
imaginário puro deve-se ter x igual a?
𝑥 + 2𝑦 = 0 ⇒ 𝑥 = −2𝑦
Exemplo: Para que o complexo (x + 2 + 8i) seja um número imaginário puro, deve-se ter
x igual a:
𝑥 + 2 = 0 ⇒ 𝑥 = −2
Exemplo: Para que o número complexo 2 + (x – 1)i seja um número real, deve-se ter x
igual a:
𝑥−1=0⇒𝑥 =1
Exemplos:
a) (5 + 3𝑖) + (−2 + 6𝑖) = (5 − 2) + (3𝑖 + 6𝑖) = 3 + 9𝑖
b) (7 − 8𝑖) − (5 − 2𝑖) = (7 − 5) + (−8𝑖 + 2𝑖) = 2 − 6𝑖
Exemplo:
(2 + 3𝑖) ∙ (5 − 3𝑖) = 2 ∙ 5 − 2 ∙ 3𝑖 + 3𝑖 ∙ 5 − 3𝑖 ∙ 3𝑖 = 10 − 6𝑖 + 15𝑖 − 9𝑖 2 =
= 10 + 9𝑖 − 9 ∙ (−1) = 10 + 8𝑖 + 9 = 19 + 8𝑖
Exemplo:
3 + 4𝑖 2 + 3𝑖 (3 + 4𝑖)(2 + 3𝑖) 6 + 9𝑖 + 8𝑖 + 12𝑖 2
∙ = = =
2 − 3𝑖 2 + 3𝑖 (2 − 3𝑖)(2 + 3𝑖) 4 − 9𝑖 2
6 + 17𝑖 + 12(−1) 6 + 17𝑖 − 12 −6 + 17𝑖 6 17
= = = =− + 𝑖
4 − 9(−1) 4+9 13 13 13
Exemplo: (UCS) Multiplicando-se a parte real pelo coeficiente da parte imaginária do
5−𝑖
complexo resulta o produto:
2𝑖
a) 1,65. b) 1,55. c) 1,45. d) 1,35. e) 1,25.
Primeiro reduzimos esse complexo:
5 − 𝑖 𝑖 5𝑖 − 𝑖 2 5𝑖 − (−1) 5𝑖 + 1 1 5
∙ = 2
= = =− − 𝑖
2𝑖 𝑖 2𝑖 2(−1) −2 2 2
Multiplicando-se (-1/2) por (-5/2), temos
1 5 5
− ∙ (− ) = = 1,25
2 2 4
Alternativa E.
𝑏
sen 𝛼 = ⇒ 𝑏 = 𝜌 ∙ sen 𝛼
𝜌
𝑎
cos 𝛼 = ⇒ 𝑎 = 𝜌 ∙ cos 𝛼
𝜌
Para escrever um complexo definido em sua forma algébrica z = a + bi, na forma trigonométrica ou
polar, devemos escrever os coeficientes, das partes reais e imaginárias, em função do seu
argumento.
1+𝑖
Exemplo: Escreva o número complexo z = na forma trigonométrica.
𝑖
Primeiro reduzimos esse complexo:
1 + 𝑖 𝑖 𝑖 + 𝑖2 𝑖 − 1
𝑧= ∙ = 2 = = 1 − 𝑖 ⇒ 𝑎 = 1 𝑒 𝑏 = −1 ⇒ 𝜌 = √𝑎2 + 𝑏 2 = √1 + 1 ⇒ 𝜌 = √2
𝑖 𝑖 𝑖 −1
−1 √2 √2 𝜋
sen 𝛼 = ⇒ sen 𝛼 = − ⇒ arcsen − = 𝛼 ⇒ 𝛼 = −45° 𝑜𝑢 𝛼 = −
√2 2 2 4
Logo, z pode ser escrito como
𝑧 = 𝑎 + 𝑏𝑖 = (𝜌 cos 𝛼) + (𝜌 sen 𝛼)𝑖 ⇒ 𝑧 = (√2 cos −45°) + (√2 sen −45°)𝑖
𝜋 𝜋
⇒ 𝑧 = √2 (cos − + 𝑖 ∙ sen − )
4 4
Exemplo: Escreva o número complexo z = 4 (cos 2𝜋/3 + i sen 2𝜋/3) na forma algébrica.
2𝜋
𝜌=4 𝑒 𝛼=
3
2𝜋 1
𝑎 = 𝜌 cos 𝛼 ⇒ 𝑎 = 4 cos ⇒ 𝑎 = 4 ∙ (− ) ⇒ 𝑎 = −2
3 2
2𝜋 √3
𝑏 = 𝜌 sen 𝛼 ⇒ 𝑏 = 4 sen ⇒𝑏 =4∙ ⇒ 𝑏 = 2√3
3 2
Logo, z pode ser escrito como
𝑧 = 𝑎 + 𝑏𝑖 ⇒ 𝑧 = −2 + 2√3 𝑖
𝑧1 |𝑧1 |
= (cos(𝜃1 − 𝜃2 ) + 𝑖 ∙ sen(𝜃1 − 𝜃2 ))
𝑧2 |𝑧2 |
Radiciação de Complexos
Qualquer número complexo z, não nulo, admite n raízes distintas. Todas têm módulo igual a √|𝑧| e
𝑛
seus argumentos formam uma (PA) de primeiro termo 𝜃/𝑛 e razão 2𝜋/𝑛. Todo o número complexo
w, tal que wn = z é chamado e raiz enésima de z. Estas raízes podem ser obtidas através da fórmula:
𝜃 + 2𝑘𝜋 𝜃 + 2𝑘𝜋
𝑤𝑘 = 𝑛√𝜌 ∙ [cos ( ) + 𝑖 ∙ sen ( )]
𝑛 𝑛
Onde k = 0, 1, 2, 3, ... (n – 1) e n natural, n > 1.
em unidades de área, é
a) 64.
b) 32.
c) 16.
d) 8.
e) 4.
GABARITO
1 2 3 4 5 6
D C D E D B
POLINÔMIOS E EQUAÇÕES ALGÉBRICAS
Polinômios em uma Variável
Polinômio de grau n é uma função definida para P: C → C, onde todos os expoentes devem ser
números naturais, ou seja, 𝑛 ∈ ℕ.
Observação:
As expressões x - 2 + 2x + 4 e 𝑥 100 + 3𝑥 2/3 não representam um polinômio, pois
em cada uma delas há pelo menos um expoente que não é um número natural.
Conceitos Importantes:
Observação:
Polinômio constante é todo aquele formado apenas pelo termo independente.
Raiz ou Zero de um Polinômio: é o valor de x que anula o polinômio, ou seja, P(x) = 0. É o ponto onde
a função polinomial intercepta o eixo das abscissas. O número de raízes de um polinômio é dado
pelo seu grau.
Observação:
• As raízes de um polinômio podem ser reais ou imaginárias.
• Então, a é raiz de um polinômio se, e somente se P(a) = 0.
Polinômios Identicamente Nulos: possuem todos os coeficientes iguais a zero. Não possuem grau.
São indicados por P(x) = 0.
Divisão de Polinômios
I. Método da Chave
Dada uma função polinomial P(x), chamada dividendo e a função polinomial não identicamente nula
D(x), dividir P(x) por D(x) é obter uma função polinomial Q(x), chamada quociente, e a função
polinomial R(x), chamada resto tal que: P(x) = Q(x).D(x) + R(x), em que:
Equações Algébricas
Obtemos uma equação algébrica quando queremos resolver P(x) = 0. Um polinômio P(x) de grau n
apresenta exatamente n raízes complexas (reais e/ou não reais), quando P(x) = 0. Resolver uma
equação polinomial significa achar suas raízes.
Exemplo: Seja P(x) = 4x – 8, quando P(x) = 0, temos uma equação de grau 1, que
apresenta exatamente 1 raiz.
Exemplo: Seja Q(x) = x2 – 5x + 6, quando Q(x) = 0, temos uma equação de grau 2, que
apresenta exatamente 2 raízes.
Teorema da Decomposição
Todo o polinômio de grau n, com n ≥ 1 pode ser escrito na forma de produtos de fatores do 1º grau:
P(x) = a.(x – x1)(x – x2)(x – x3)...(x – xn), onde x1, x2, x3, ... xn são todas as raízes de P(x).
Raízes Imaginárias
Se o número complexo z = a + bi é raiz de uma equação polinomial com coeficientes reais, então o
conjugado z = a – bi também é raiz dessa equação. Portanto, o número de raízes não reais de uma
equação polinomial de coeficientes reais é necessariamente par.
Atenção!
Se uma equação polinomial de coeficientes reais tem grau ímpar, então essa
equação admite pelo menos uma raiz real.
Exemplo: Qual é o menor grau possível de uma equação polinomial P(x) = 0 de
coeficientes reais que possui como raízes simples os números 8 e 2 + i, e como raiz
dupla – 3i.
No mínimo grau 4, pois temos (x – 8)(x – (2 + i))(x + 3i)².
Relações de Girard
Relacionam os coeficientes da equação e suas raízes.
Equações de grau 2:
𝑏
𝑆 = 𝑥1 + 𝑥2 = −
𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 𝑐 = 0 ⇒ { 𝑎
𝑐
𝑃 = 𝑥1 ∙ 𝑥2 =
𝑎
Equações de grau 3:
𝑏
𝑆 = 𝑥1 + 𝑥2 + 𝑥3 = −
𝑎
𝑐
𝑎𝑥 3 + 𝑏𝑥 2 + 𝑐𝑥 + 𝑑 = 0 ⇒ 𝑃1 = 𝑥1 ∙ 𝑥2 + 𝑥1 ∙ 𝑥3 + 𝑥2 ∙ 𝑥3 =
𝑎
𝑑
{ 𝑃 = 𝑥1 ∙ 𝑥2 ∙ 𝑥3 = −
𝑎
Gráficos de Polinômios
Vários elementos podem ser identificados nos gráficos das funções polinomiais.
Termo Independente: é o ponto onde a função intercepta o eixo das ordenadas(y). (0, tind)
Raízes: os valores de x onde a função intercepta o eixo das abscissas. (raiz, 0)
Desta forma observamos que, as raízes de multiplicidade par são sempre tangentes ao eixo dos x, e
as Raízes de multiplicidade ímpar cruzam o eixo dos x.
Grau das funções polinomiais
12) (UFSC – 18) Guardadas as condições de existência, determine o valor numérico da expressão
para x = 343.
(51𝑥 4 𝑦 + 51𝑥𝑦 4 ) ∙ (𝑚𝑥 − 2𝑚 + 𝑛𝑥 − 2𝑛) ∙ (𝑥 2 − 4)
(𝑥 3 − 4𝑥 2 + 4𝑥) ∙ (17𝑚𝑦 + 17𝑛𝑦) ∙ (𝑥 2 − 𝑥𝑦 + 𝑦 2 ) ∙ (69𝑥 + 69𝑦)
GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
B A C C D A C E C D E (15)