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artigo técnico

Cuidados que a indústria farmacêutica deve ter

ao fazer a qualificação em sistemas de hvac para salas limpas

Rinaldo Lúcio de Almeida

sistemas de hvac para salas limpas Rinaldo Lúcio de Almeida Introdução As salas limpas na indústria

Introdução

As salas limpas na indústria farmacêutica podem ser consideradas um dos sistemas mais críticos na fabricação dos produtos. Isto porque a validação, rotina de manu- tenção e o monitoramento destes sistemas são impor- tantes para assegurar a qualidade do produto final. Os sistemas de HVAC (Heating, ventilation and air conditio- ning) que atendem os ambientes de salas limpas podem ser considerados um dos principais suportes e devem ser projetados para manter os parâmetros de temperatura, umidade relativa, quantidade de partículas em suspensão, diferencial de pressão, direção do fluxo de ar e renovação de ar. Sem uma validação adequada dos ambientes de salas limpas, a qualidade dos produtos pode ser questionada. A validação, certificação e o monitoramento de ambien- tes de salas limpas variará e dependerá da classificação destas áreas. Por esta razão, é importante ter um projeto adequado na tentativa de validar e ou monitorar estes ambientes. Os conceitos de qualidade total ditam que é necessário haver um controle de qualidade em cada etapa do pro- cesso, por isso é de suma importância que um plano de qualificação seja estabelecido, planejado e ocorra desde o início do processo, quando o controle é possível de uma maneira mais abrangente a um custo menor.

O Plano de Qualificação além de integrar as Boas

Práticas de Engenharia com as Boas Práticas de Fabricação,

dá subsídios para a validação, contribui para a garantia da

integridade e eficiência dos equipamentos e instalações para a continuidade do processo produtivo. Uma docu- mentação bem elaborada serve como fonte de pesquisa para ajudar a Manutenção a identificar falhas e também resgatar as condições originais da instalação.

O plano de qualificação consiste em DQ “Design

Qualification” (Qualificação de Projeto), IQ “Instalation Qualification” (Qualificação da Instalação), OQ “Operation Qualification” (Qualificação da Operação)

e PQ “Performance Qualification” (Qualificação da

Performance). No quadro, indicado como fig.1, apresentamos esque- maticamente as etapas de qualificação. Nele, podemos observar que o ponto de partida é o VMP (Plano de Validação Master). Este é um documento criado pelo usuário, que contém todas as diretrizes do processo.

pelo usuário, que contém todas as diretrizes do processo. Rinaldo ¬Lúcio de Almeida Coordenador de Engenharia

Rinaldo ¬Lúcio de Almeida Coordenador de Engenharia Antibióticos do Brasil Ltda

Contato: rlalmeida@ablbrasil.com.br Fig. 1 - Etapas de Validação

Ltda Contato: rlalmeida@ablbrasil.com.br F i g . 1 - E t a p a s d
artigo técnico Qualificação de Projeto em Salas Limpas É um documento preparado pelo usuário da

artigo técnico

Qualificação de Projeto em Salas Limpas

É um documento preparado pelo usuário da instalação

e que serve de base para o desenvolvimento do projeto

conceitual, contêm dados específicos do processo, des- creve os produtos a serem manipulados, normas a serem seguidas, conceitos de boas práticas de fabricação, segu- rança e meio ambiente. Este documento servirá de base para o desenvolvimento dos protocolos de qualificação da instalação, operação e performance. Um dos primeiros passos que devem ser considerados é definir quais áreas devem ser qualificadas e quais as suas intenções para uso. As classificações das salas limpas ou as especificações de projetos devem ser em função do produto a ser fabricado e do processo a ser usado.

Considerações gerais de projeto para ambientes de salas limpas

As salas limpas devem ser construídas com o objetivo de minimizar a introdução, geração e retenção de contami- nantes (partículas viáveis e não viáveis) Uma consideração importante a ser feita ao se fabricar produtos estéreis é o layout da sala limpa. Sem um proje- to adequado o produto pode ser facilmente contaminado devido à insuficiência na qualidade do ar, má qualidade no acabamento dos materiais, fluxo de ar turbulento devido a posição incorreta dos equipamentos e movi- mento inadequado de pessoas devido ao layout. Antes do início de um projeto é necessário identificar os participantes, criar um plano de comunicação entre todos os envolvidos, envolver a Garantia da Qualidade, Engenharia de Processo, Produção, Serviços Técnicos, Manutenção etc. É necessária a elaboração de um pla- no de qualificação, redigir uma declaração de trabalho, incorporar a matriz de responsabilidades e ter em mente toda a documentação técnica que dará suporte para a validação. Nesta fase deve ser definido e acordado entre o usuário

e fornecedor os seguintes requisitos:

• Propósito geral para a utilização da sala limpa e opera- ções conduzidas em seu interior;

• A classe de limpeza requerida para partículas em sus- pensão no ar;

• O estado de ocupação especificado, selecionados den- tre “como construído”, “em repouso” e “em opera- ção”;

• Parâmetros ambientais críticos, incluindo seus pontos de ajustes específicos, níveis de alerta e de ação a serem medidos para assegurar a conformidade com os requi-

sitos, junto com os métodos de medição adotados, incluindo calibrações;

• Os requisitos de processo e de produto que afetam a instalação;

• Requisitos de qualidade do produto;

• Requisitos regulamentares;

• Necessidades e restrições impostas pelos equipamen- tos e processos;

• Confiabilidade e facilidade de operação e de manuten- ção;

• Economia de energia;

• Saúde, Segurança e Meio Ambiente;

• Custos de aquisição e operação. Para se obter êxito em todas as fases de implementa- ção de um projeto, é necessário que as áreas envolvidas estejam alinhadas com o Plano de Qualificação desde o projeto até a qualificação de desempenho. Documentos como especificação de engenharia, docu- mentação técnica de referência, layout, folha de dados de processo, fluxograma de processo, balanço de materiais e energia são importantes na fase inicial do projeto. Outro ponto relevante é definir regras para a contratação e

qualificação dos fornecedores na fase inicial do projeto. Dentro das regras também devem estar definidos os requisitos de Segurança, Saúde e Meio Ambiente.

Se especificado, os testes de aceitação de fábrica podem

ser realizados antes da execução do protocolo de IQ.

podem ser realizados antes da execução do protocolo de IQ. COMISSIONAMENTO Comissionamento: “Série de inspeções,

COMISSIONAMENTO

Comissionamento: “Série de inspeções, ajustes e ensaios, realizados sistematicamente para colocar a insta- lação técnica correta”.

O comissionamento ocorre durante a fase de monta-

gem e os itens importantes devem estar completamente comissionados antes da Qualificação da Instalação que assegurará no mínimo:

• Que todos os itens de equipamentos, utilidades e pro- cesso estarão prontos para serem validados;

Todas as montagens mecânicas e as verificações das pré-qualificações estarão completadas;

Itens de equipamentos, utilidades e processo estarão prontos para operação;

A documentação estará completa e disponível.

Os relatórios de comissionamento podem e devem ser parte do plano de qualificação que dará suporte para os estudos de validação. Comissionar o sistema de HVAC é importante, pois:

O operador necessita estar familiarizado com o sistema para mantê-lo funcionando dentro das condições de projeto, por isso necessita das informações de que o sistema foi testado, verificado e documentado;

• O operador necessita conhecer as limitações do siste- ma;

A demanda pelo conforto e a qualidade do ar interior são prejudicados pelo mau funcionamento do sistema de HVAC;

O sistema de HVAC influencia direto na produção.

• O sistema de HVAC influencia direto na produção. Testes que devem ser realizados durante o

Testes que devem ser realizados durante o comissionamento

Testes de fabricação

Compreende os testes e vistorias de equipamentos na fábrica ou testes de montagem como testes de vazamen- to em dutos de ar, equipamentos, teste hidrostático, etc. Este teste poderá antecipar as verificações previstas nos protocolos de IQ, OQ e PQ e compreende os testes de fabricação.

Teste de desempenho

Teste em bancada no fabricante para levantamento de curvas de performance e certificação dos dados de catá- logo e selecionamento dos equipamentos.

Pré Testes ou Sart-Up

Testes preparatórios ao funcionamento inaugural do sistema e equipamentos deixando-os prontos para a qua- lificação da operação.

deixando-os prontos para a qua- lificação da operação. TAB O TAB complementa a instalação garantindo a

TAB

O TAB complementa a instalação garantindo a harmo- nia operacional entre os equipamentos, sistemas e com- ponentes, obtendo o seu melhor desempenho energético explorando ao máximo as qualidades tecnológicas de cada equipamento previsto no projeto;

tecnológicas de cada equipamento previsto no projeto; Problemas que o TAB identifica e soluciona: • Diferença

Problemas que o TAB identifica e soluciona:

• Diferença de temperatura no ambiente causada por:

–Distribuição do ar em desacordo com o projeto;

–Sensores de temperatura e sensores dos variadores não calibrados.

• Má operacionalidade do sistema causados por:

–Desarme de proteções por falta de ajuste ou condi- ções gerais de operação;

–Baixa eficiência na central ou no condicionador de ar pela falta de ajuste das suas condições operacionais (vazão de ar e água, pressão, temperatura, corrente e tensão).

• Falta de recursos de regulagem;

• Falhas na distribuição do ar e água por:

–Avaria de componentes do sistema;

–Recursos físicos de distribuição de fluxo;

–Cargas térmicas não previstas;

–Alteração de layout e ocupação;

–Falta de manutenção preventiva;

–Outros que envolvem alterações físicas da instalação.

• Ruídos e vibrações anormais;

Vazamentos de ar ou água;

Má operação do sistema de controle;

Utilização inadequada da instalação.

Uma instalação sem um TAB bem feito não operará satisfatoriamente, implicando em consumo desnecessário de energia, desconforto térmico e acústico e má condição de trabalho dos equipamentos, sujeitando-os a uma redu- ção na sua vida útil.

sujeitando-os a uma redu- ção na sua vida útil. Certificação Escolha dos Testes para Certificação A

Certificação

Escolha dos Testes para Certificação

A escolha dos ensaios pode ser baseada em fatores como projeto da sala limpa ou zona limpa, estados de ocupação e nível requerido da classe de limpeza do ar. Na etapa de contratação da construção de salas limpas o usuário deve estar atento e especificar os ensaios que deverão ser realizados nos estados “como construído”, “em repouso” e “em operação”.

artigo técnico Tipos de Ensaios: • Contagem Eletrônica de Partículas em Suspensão no Ar; •

artigo técnico

Tipos de Ensaios:

• Contagem Eletrônica de Partículas em Suspensão no Ar;

• Recuperação;

Fumaça (Fluxo de ar unidirecional);

• Nível de Ruído e Pressão Sonora;

Estanqueidade de Sala;

Integridade e Estanqueidade de Filtros Absolutos (Vazamento de Filtros);

Uniformidade de Iluminação

• Uniformidade de Temperatura e Umidade Relativa do Ar em Pontos Simultâneos;

• TAB - Testes , Ajustes, Balanceamento;

de Dutos

Vazamento

e Gabinetes do Sistema de

HVAC;

Velocidade e Uniformidade do Fluxo de Ar;

Vazão;

Vibração;

Pressurização;

• Paralelismo;

• Infiltração por Indução;

• Partículas Sedimentadas.

Para a realização do comissionamento, TAB e certifi- cação, os seguintes documentos são necessários:

• Curvas características e dados do fabricante de ventila- dores, bombas e condicionadores de ar;

Dados de performance dos resfriadores de líquidos (chillers), trocadores de calor, torres de resfriamento, serpentinas;

Dados de placa dos motores dos ventiladores e bom- bas etc;

Desenho de layout da área;

Desenho de encaminhamento de dutos;

Catálogos de fabricantes;

Diagrama de fluxo de ar;

Diagrama de fluxo de instrumentação;

Desenho de localização de bocas de ar;

Desenho de classificação de área;

Desenho de intertravamento de portas;

Desenho de cascata de pressão;

Diagramas elétricos;

PI & D.

Cuidados que o usuário dever ter ao contratar uma empresa para a realização dos ensaios:

• A empresa deverá ter um plano de manutenção pre- ventiva para os equipamentos e instrumentos a serem utilizados no ensaio;

Certificar-se de que a empresa possua equipamentos compatíveis e adequados para o ensaio que será reali- zado;

Certificar-se de que os profissionais sejam qualifica- dos;

Certificar-se de que a empresa possua procedimentos adequados;

Antes da contratação dos trabalhos o usuário deverá certificar-se de que a empresa já tenha realizado o mesmo tipo de trabalho em outra empresa;

• O usuário deverá solicitar um exemplo dos relatórios de campo para análise e aprovação antes da realização dos ensaios;

É recomendado que a empresa tenha um programa escrito de treinamento para os seus funcionários.

Requisitos que deverão ser observados antes, durante e depois dos ensaios:

• A empresa deverá fornecer uma cópia do certificado de calibração dos instrumentos utilizados durante os ensaios;

• O relatório deverá ser conclusivo e assinado pelo técnico que realizou o trabalho e pelo responsável da empresa contratada;

• O relatório deverá conter a descrição de todos os ensaios realizados, incluindo o propósito, procedi- mentos utilizados, critérios de aceitação e resultados encontrados;

É recomendado que os ensaios sejam realizados com o acompanhamento do usuário;

Os certificados de calibração deverão ser rastreáveis por organismos credenciados;

• O relatório deverá conter uma lista completa com descrição de todos os instrumentos e equipamento utilizados nos ensaios;

• O relatório deverá mencionar o estado de ocupação em que as salas limpas foram ensaiadas.

Contagem de partículas em suspensão no ar

Este teste é realizado para certificar de que a instalação, nas condições “como construído”, “em repouso” ou em operação, pode atender às classes de limpeza do ar espe- cificadas pelo usuário, conforme descrito na norma ISO

14644-1.

Cuidados que devem ser tomados ao se realizar a contagem de partículas em suspensão no ar:

• Certificar-se de que todos os elementos que con- tribuem para a operação do sistema da Sala Limpa (unidade de tratamento de ar, sistemas de filtragem, paredes, forros, pisos, etc.) estejam completos e fun- cionando de acordo com as exigências do tipo de Sala Limpa e do estado de ocupação em que a contagem está sendo ensaiada;

Distribuir os pontos de amostragem de modo a satis- fazer os requisitos do usuário e ser compatível com as características da Sala Limpa (tipo da sala e estados de ocupação);

O número mínimo de pontos deve ser em função da raiz quadrada da área de acordo com a norma ISO

14644-1;

A determinação da localização e distribuição dos pontos de medição deverá ser baseada no número de pontos críticos existentes de modo a satisfazer os requisitos do usuário. A seleção dos mesmos deve con- siderar também:

–O contador de partículas em uso, seu limite de detecção de tamanhos de partículas e sua vazão de amostragem. – O tamanho da sala, sua configuração, equipamentos e pontos críticos do processo.

Relatório da contagem de partículas em suspensão no ar

Os seguintes dados devem ser registrados:

• Faixa de tamanho de partículas;

Estado de ocupação;

Volume do ar amostrado;

Modelo e número de série do contador;

Número de partículas;

Horário da medição;

Data do ensaio;

Localização dos pontos de medição;

Certificado de calibração do contador;

Outros dados relevantes para a medição.

O resultado da Contagem deve ser padronizado em número de partículas por metro cúbico de ar; Aceitação da contagem de partículas em suspensão no ar.

Aceitação da contagem de partículas em suspensão no ar. O ar da zona ou sala limpa

O ar da zona ou sala limpa atende à classe de limpeza especificada quando:

A média da concentração de partículas em cada ponto de medição é menor ou igual ao limite da classe;

A média das médias, considerando o limite superior de 95 % de confiança (conforme procedimentos descritos na ISO 14644-1 para a análise estatística) é também menor ou igual ao limite da classe.

• Observar que o ar da área limpa pode ser classificado diferentemente nas condições “como construída”, “em repouso” e “em operação”.

As especificações das classes de limpeza devem ser previamente acordadas entre usuário e fornecedores.

ser previamente acordadas entre usuário e fornecedores. Ensaio de Integridade e estanqueidade (Varredura) de filtros

Ensaio de Integridade e estanqueidade (Varredura) de filtros HEPA

É o método utilizado para detectar vazamentos em uni- dades filtrantes onde a sonda do instrumento utilizado é mantida a uma certa distância da área da face do filtro e movida de forma a sobrepor parte da varredura anterior numa certa velocidade.

Cuidados que devem ser tomados ao realizar o ensaio:

Ter procedimentos escritos e aprovados para a realiza- ção do ensaio;

• Certificar-se de que o óleo a ser utilizado para o ensaio esteja limpo;

Utilizar a concentração adequada do aerossol confor- me recomendação da norma;

Verificar a concentração do aerossol de modo a obter uma boa homogeneidade na distribuição do mesmo;

• Configurar o fotômetro após a estabilização do aeros- sol e recomendação do fabricante;

O gerador de aerossol deverá ser conectado a uma fonte de ar comprimido filtrado de modo a fornecer uma pressão de ar de acordo com as especificações do fabricante e do tipo de aerossol a ser utilizado;

artigo técnico • Durante o escaneamento do filtro, verificar em interva- los de tempo razoáveis,

artigo técnico

Durante o escaneamento do filtro, verificar em interva- los de tempo razoáveis, a confirmação da estabilidade da concentração de aerossol, através da válvula seleto-

ra

up stream do fotômetro;

As borrachas de vedação do filtro, estrutura de mon- tagem devem ser testadas e os vazamentos devem ser registrados;

Ao localizar vazamentos durante a varredura, a sonda deverá ficar fixa de modo a obter a leitura máxima do fotômetro. Este valor deverá ser relatado e registrado;

Aceitação: Os limites devem ser previamente acorda- dos entre usuário e fornecedor;

O

modelo e o número de série dos instrumentos e

equipamentos utilizados nos ensaios devem constar no relatório;

Certificar-se que todos os equipamentos e instrumen- tos utilizados estejam com a calibração e a manuten- ção preventiva dentro do prazo de validade;

Efetuar uma limpeza adequada dos equipamentos e instrumentos a serem utilizados nos ensaios antes de ingressar em qualquer ambiente de sala asséptica.

Se

for aplicável, seguir os procedimentos estabelecidos

em relação ao acesso a salas assépticas, inclusive aque-

les relativos às roupas.

salas assépticas, inclusive aque- les relativos às roupas. Qualificação da Instalação A Qualificação da

Qualificação da Instalação

A Qualificação da Instalação (IQ) é um conjunto de

atividades realizadas através de protocolos que objetiva verificar se as instalações foram executadas conforme

especificado na fase de projeto.

Dentro deste protocolo é também verificado o recebi- mento dos materiais e documentos de fabricantes.

Cada protocolo deverá conter informações que decla- ram as exigências de validação para os itens de equipa- mentos / sistemas tais como:

Verificação do material de construção;

Peças sobressalentes;

Calibração dos instrumentos de medição;

Manuais de operação e manutenção;

Procedimentos de operação padrão;

Treinamento;

• Relatório de ensaio de estanqueidade dos dutos;

Ensaio

HEPA;

de

integridade

e

estanqueidade

dos

filtros

Teste hidrostático das tubulações;

Dry Loop Check (Verificação da malha de instrumenta- ção);

Verificação dos componentes como ventiladores, fan & coil´s , serpentinas de água gelada, serpentinas de aquecimento, caixas de ventilação, chillers, torres, bombas, etc.

Verificação do comissionamento;

• Requerimentos de manutenção.

Depois de executado o IQ (Qualificação da Instalação)

é assegurado que:

A instalação foi verificada e está de acordo com o que foi estabelecido em projeto. (Todos os desvios devem ser registrados e avaliados);

Toda a documentação dos equipamentos e os requeri- mentos de manutenção estão documentados;

As calibrações de todos os instrumentos de medição estão completas;

Os materiais de construção foram verificados.

• Os materiais de construção foram verificados. Qualificação da Operação O OQ é um conjunto de

Qualificação da Operação

O OQ é um conjunto de atividades que comprova que

os equipamentos e instalações operam dentro das faixas estabelecidas pelo projeto.

O controle operacional e operações dentro dos limites

e tolerâncias estabelecidas podem ser demonstrados por alguns dos itens a seguir:

• Capacidade do sistema em manter as faixas de tem- peratura, umidade relativa e pressão de acordo com o projeto;

Capacidade de fornecer ar na quantidade e qualidade para atender as condições requeridas das salas limpas;

• Capacidade do sistema em manter os parâmetros críti- cos estabelecidos na qualificação do projeto.

A qualificação da instalação deve incluir, mas não se

limitar a:

Os testes devem ser executados com o conhecimento do processo, sistema e equipamentos;

Os teste devem incluir as condições limites operacio- nais, as vezes sendo considerado o pior caso.

de IQ devem estar executados e

Os

protocolos

aprovados;

Os protocolos de OQ devem ser escritos e aprovados antes da execução;

• Os relatórios de medição são requeridos para demons- trar que os parâmetros críticos demonstrados na qua- lificação de projeto foram atendidos. Exemplos:

Relatório de medição de temperatura;

Relatório de medição de umidade;

Relatório de medição do diferencial de pressão;

Relatório de medição da direção do fluxo de ar;

Relatório de contagem eletrônica de partículas em suspensão no ar;

–Todos os desenhos atualizados;

manutenção

–Todos

os

procedimentos

de

disponíveis;

–Todo o pessoal treinado para operar o sistema de HVAC.

–Todo o pessoal treinado para operar o sistema de HVAC. Qualificação da performance O PQ é

Qualificação da performance

O PQ é um conjunto de atividades que comprova que os equipamentos e instalações operam dentro das faixas estabelecidas pelo projeto, sob condições normais de operação.

pelo projeto, sob condições normais de operação. Implementação do Plano de Manutenção Dar-se-á durante

Implementação do Plano de Manutenção

Dar-se-á durante as etapas de qualificação dos siste- mas. É uma série de atividades que têm como objetivo assegurar que o plano seja desenvolvido de forma a garantir a continuidade das operações e a disponibilida- de da Planta.

Durante a qualificação do sistema as seguintes ativida- des deverão ser providenciadas:

• Divisão de sistemas, equipamentos e sobressalentes definidos e aprovados;

• Os sobressalentes para partida e dois anos de opera- ção definidos e cadastrados no Sistema Informatizado de Manutenção;

• A análise de falha / confiabilidade realizada para cada Equipamento de um Sistema;

As freqüências de inspeção de preventivas e pre- ditivas definidas através da Análise de Falha / Confiabilidade;

Lista de todos os instrumentos utilizados no processo com sua respectiva classificação.

utilizados no processo com sua respectiva classificação. –Instrumentos de Classe A: Interferem no processo

–Instrumentos de Classe A: Interferem no processo produtivo (exemplo: temperatura e umidade das Salas Assépticas)

–Instrumentos de Classe B: Segurança do equipamen- to ou do processo produtivo (exemplo: pressosta- to de descarga do compressor do chiller);

–Instrumento de Classe C: Demais instrumentos utili- zados no processo (exemplo: Termômetro indica- dor de temperatura de água gelada da serpentina do fan & coil)

• Os equipamentos cadastrados no Sistema Informatizado de Manutenção;

• Os procedimentos Padrão de Manutenção escritos e aprovados;

• O Plano de Manutenção definido para cada equipa- mento dentro do Sistema Informatizado;

• Os Manutencistas treinados nos Procedimentos Padrão. u Fontes: IEST-RP-CC034.1 – Hepa And Ulpa Filter
• Os
Manutencistas
treinados
nos
Procedimentos
Padrão.
u
Fontes:
IEST-RP-CC034.1 – Hepa And Ulpa Filter Leak Tests;
SBCC-RN-005-97 – Testes Em Áreas LImpas;
IEST-RP-CC006.3 – Testing Cleanrooms;
HVAC, Testing, Adjusting And Balancing Manual – John
Gladstone and W. David Bevirt;
Guide For Industry – Sterile Drug Products - FDA
Smacna – Sheet Metal And Air Conditioning Contractors
National Association
ISO 14644-1; Cleanrooms And Associated Controlled
Environments - Part 1. Classification Of Air Cleanliness
NBR / ISO 14644-4 - Projeto, Construção e Partida