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ÍNDICE 0. INTRODUÇÃO 3 1. REGULAMENTAÇÃO NACIONAL 4 1.1 C ARACTERIZAÇÃO DOS E DIFÍCIOS E

ÍNDICE

0. INTRODUÇÃO

3

1. REGULAMENTAÇÃO NACIONAL

4

1.1 CARACTERIZAÇÃO DOS EDIFÍCIOS E RECINTOS

4

1.2 RESPONSÁVEL E DELEGADO DE SEGURANÇA

9

1.3 MEDIDAS DE AUTOPROTECÇÃO

9

1.4 CÁLCULO DO EFECTIVO

15

2. NORMALIZAÇÃO

17

3. DEFINIÇÕES E CARACTERÍSTICAS DE CENÁRIOS DOS INCÊNDIOS

21

3.1 CARACTERÍSTICAS DE INCÊNDIO

21

3.2 EFEITOS FISIOLÓGICOS DA EXPOSIÇÃO AO FOGO

23

3.3 EFEITOS DEVIDOS À PRODUÇÃO DE GASES

24

3.4 IMPACTO DO FUMO NA DESLOCAÇÃO

26

4. CARACTERÍSTICAS DO EDIFÍCIO

27

4.1

CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO DE CAMINHOS DE EVACUAÇÃO

27

5. SISTEMAS DE SEGURANÇA

30

5.1 SISTEMA AUTOMÁTICO DE DETECÇÃO DE INCÊNDIO (SADI)

30

5.2 CONTROLO DE FUMO

34

5.3 SINALIZAÇÃO DE

SEGURANÇA

35

5.4 ILUMINAÇÃO DE

SEGURANÇA

38

6. CARACTERIZAÇÃO DOS OCUPANTES

39

6.1 FACTORES INFLUENTES DOS COMPORTAMENTOS

39

6.2 ANÁLISE DE SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA E DE REACÇÕES QUE SE PODEM PRODUZIR

42

6.3 FENÓMENO DE CONTÁGIO MENTAL

52

4.4 CRITÉRIOS A TER EM CONSIDERAÇÃO PARA UMA ADEQUADA PREVENÇÃO E EVACUAÇÃO NUMA SITUAÇÃO DE

 

EMERGÊNCIA

52

4.5

FACTORES QUE AFECTAM O MOVIMENTO DAS PESSOAS

53

7. DETECÇÃO, ALARME E ALERTA

54

7.1 QUANTIFICAÇÃO DOS TEMPOS

54

7.2 ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE SEGURANÇA INCÊNDIO (SSI)

57

7.3 OBJECTIVOS DO SERVIÇO DE SEGURANÇA INCÊNDIO

57

7.4 ESTRUTURA DO SERVIÇO DE SEGURANÇA INCÊNDIO

58

7.5 SITUAÇÃO DE EVACUAÇÃO

58

7.6 CONDIÇÕES PARA A SELECÇÃO DO SSI

59

8. METODOLOGIA PARA A EVACUAÇÃO

60

8.1 DECISÃO DA EVACUAÇÃO

61

8.2 MEIOS DE ALARME

62

9. PRESTAÇÃO DE SOCORROS A VÍTIMAS

64

9.1 QUEIMADURAS

64

9.2 INTOXICAÇÕES POR MONÓXIDO DE CARBONO (CO)

66

10. CONCLUSÕES

67

11. GLOSSÁRIO TÉCNICO

70

12. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

81

0. INTRODUÇÃO O objectivo mais importante da Segurança Contra Incêndio em Edifícios consiste na protecção

0. INTRODUÇÃO

O objectivo mais importante da Segurança Contra Incêndio em Edifícios consiste na protecção da vida dos seus ocupantes, face ao risco de incêndio.

Assim, a evacuação das pessoas em risco é um meio essencial ao cumprimento desse objectivo.

Porém, para que essa evacuação se processe com sucesso, isto é, para que as pessoas em risco numa situação de emergência possam atingir um local seguro sem serem afectadas pelas consequências dessa emergência (incêndio ou outra situação) é necessário atender a vários factores. Estes podem ser agrupados em cinco categorias, relacionadas com:

A manifestação do risco de incêndio no edifício;

As condições de segurança das disposições construtivas, com destaque para a compartimentação corta-fogo, número, largura e distribuição de vias de evacuação e de saídas;

A existência de sistemas e equipamentos de segurança que garantam um alarme precoce e contribuam para a manutenção da evacuação em condições de segurança;

O número, tipo e condições dos ocupantes a evacuar, com destaque para eventuais limitações na capacidade de reacção e da percepção de uma situação de emergência, comportamentos que possam adoptar, sua formação, etc.;

A organização da segurança existente no edifício, com destaque para a estratégia de evacuação definida e para a capacidade das equipas de evacuação.

Estes temas integram-se na cadeia de valor da evacuação, pelo que são desenvolvidos neste documento destacando-se os factores que garantem o sucesso da evacuação de edifícios em condições de segurança.

1.

REGULAMENTAÇÃO NACIONAL

1. REGULAMENTAÇÃO NACIONAL Em termos de legislação, aplica-se à Evacuação de Edifícios o Regime Jurídico de

Em termos de legislação, aplica-se à Evacuação de Edifícios o Regime Jurídico de Segurança contra Incêndio em Edifícios, publicado através do Decreto-Lei nº 220/2008, de 12 de Novembro, e respectivas Portarias complementares:

Despacho nº 5533/2010, de 26 de Março: Procede à criação da Comissão de Acompanhamento do Regime Jurídico de Segurança contra Incêndio em Edifícios, bem como o respectivo mandato, as competências e as regras de funcionamento Portaria nº 1054/2009, de 16 de Setembro: Fixa o valor das taxas pelos serviços prestados pela Autoridade nacional de Protecção Civil (ANPC), no âmbito do Decreto- Lei nº 220/2008, de 12 de Novembro Portaria nº 773/2009, de 21 de Julho: Define o procedimento de Registo, na Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), das entidades que exerçam a actividade de comercialização, instalação e/ou manutenção de produtos e equipamentos de segurança contra incêndio em edifícios (SCIE) Portaria nº 610/2009, de 8 de Junho: Regulamenta o sistema informático que permite a tramitação desmaterializada dos procedimentos administrativos previstos no Regime Jurídico de Segurança contra Incêndio em Edifícios Portaria nº 64/2009, de 22 de Janeiro: Estabelece o regime de credenciação de entidades para a emissão de pareceres, realização de vistorias e de inspecções das condições de segurança contra incêndios em edifícios (SCIE) Despacho nº 2074/2009, de 15 de Janeiro: Critérios técnicos para a determinação da densidade de carga de incêndio modificada Portaria nº 1532/2008, de 29 de Dezembro: Estabelece o Regulamento Técnico de segurança contra Incêndio em Edifícios (RTSCIE)

1.1 Caracterização dos Edifícios e Recintos

O Regime Jurídico de Segurança contra Incêndio em Edifícios (RJSCIE) categoriza os edifícios e recintos em doze Utilizações-Tipo distintas, conforme indicado:

Utilização-Tipo I “Habitacionais” corresponde a edifícios ou partes de edifícios destinados a habitação unifamiliar ou multifamiliar, incluindo os espaços comuns de acessos e as áreas não residenciais reservadas ao uso exclusivo dos residentes

Utilização-Tipo II “Estacionamentos” corresponde a edifícios ou partes de edifícios destinados exclusivamente à recolha de veículos e seus reboques, fora da via pública, ou recintos delimitados ao ar livre, para o mesmo fim

Utilização-Tipo III “Administrativos” corresponde a edifícios ou partes de edifícios onde se desenvolvem actividades administrativas, de atendimento ao público ou de serviços, nomeadamente escritórios, repartições públicas, tribunais, conservatórias, balcões de atendimento, notários, gabinetes de profissionais liberais, espaços de investigação não dedicados ao ensino, postos de forças de segurança e de socorro, excluindo as oficinas de reparação e manutenção

Utilização-Tipo IV “Escolares” corresponde a edifícios ou partes de edifícios recebendo público, onde se ministrem acções de educação, ensino e formação ou

exerçam actividades lúdicas ou educativas para crianças e jovens, podendo ou não incluir espaços de

exerçam actividades lúdicas ou educativas para crianças e jovens, podendo ou não incluir espaços de repouso ou de dormida afectos aos participantes nessas acções e actividades, nomeadamente escolas de todos os níveis de ensino, creches, jardins-de- infância, centros de formação, centros de ocupação de tempos livres destinados a crianças e jovens e centros de juventude

Utilização-Tipo V “Hospitalares e Lares de Idosos” corresponde a edifícios ou partes de edifícios recebendo público, destinados à execução de acções de diagnóstico ou à prestação de cuidados na área da saúde, com ou sem internamento, ao apoio a pessoas idosas ou com condicionalismos decorrentes de factores de natureza física ou psíquica, ou onde se desenvolvam actividades dedicadas a essas pessoas, nomeadamente hospitais, clínicas, consultórios, policlínicas, dispensários médicos, centros de saúde, de diagnóstico, de enfermagem, de hemodiálise ou de fisioterapia, laboratórios de análises clínicas, bem como lares, albergues, residências, centros de abrigo e centros de dia com actividades destinadas à terceira idade

Utilização-Tipo VI “Espectáculos e Reuniões Públicas” corresponde a edifícios, partes de edifícios, recintos itinerantes ou provisórios e ao ar livre que recebam público, destinados a espectáculos, reuniões públicas, exibição de meios audiovisuais, bailes, jogos, conferências, palestras, culto religioso e exposições, podendo ser, ou não, polivalentes e desenvolver as actividades referidas em regime não permanente, nomeadamente teatros, cineteatros, cinemas, coliseus, praças de touros, circos, salas de jogo, salões de dança, discotecas, bares com música ao vivo, estúdios de gravação, auditórios, salas de conferências, templos religiosos, pavilhões multiusos e locais de exposições não classificáveis na utilização-tipo X

Utilização-Tipo VII “Hoteleiros e Restauração” corresponde a edifícios ou partes de edifícios, recebendo público, fornecendo alojamento temporário ou exercendo actividades de restauração e bebidas, em regime de ocupação exclusiva ou não, nomeadamente os destinados a empreendimentos turísticos, alojamento local, estabelecimentos de restauração ou de bebidas, dormitórios e, quando não inseridos num estabelecimento escolar, residências de estudantes e colónias de férias, ficando excluídos deste tipo os parques de campismo e caravanismo, que são considerados espaços da utilização-tipo IX

Utilização-Tipo VIII “Comerciais e Gares de Transporte” corresponde a edifícios ou partes de edifícios, recebendo público, ocupados por estabelecimentos comerciais onde se exponham e vendam materiais, produtos, equipamentos ou outros bens, destinados a ser consumidos no exterior desse estabelecimento, ou ocupados por gares destinados a aceder a meios de transporte rodoviário, ferroviário, marítimo, fluvial ou aéreo, incluindo as gares intermodais, constituindo espaço de interligação entre a via pública e esses meios de transporte, com excepção das plataformas de embarque ao ar livre

Utilização-Tipo IX “Desportivos e de Lazer” corresponde a edifícios, partes de edifícios e recintos, recebendo ou não público, destinados a actividades desportivas e de lazer, nomeadamente estádios, picadeiros, hipódromos, velódromos, autódromos, motódromos, kartódromos, campos de jogos, parques de campismo e caravanismo, pavilhões desportivos, piscinas, parques aquáticos, pistas de patinagem, ginásios e saunas

Utilização-Tipo X “Museus e Galerias de Arte” → → → → corresponde a edifícios ou

Utilização-Tipo X “Museus e Galerias de Arte” corresponde a edifícios ou partes de edifícios, recebendo ou não público, destinados à exibição de peças do património histórico e cultural ou a actividades de exibição, demonstração e divulgação de carácter científico, cultural ou técnico, nomeadamente museus, galerias de arte, oceanários, aquários, instalações de parques zoológicos ou botânicos, espaços de exposição destinados à divulgação científica e técnica, desde que não se enquadrem nas utilizações-tipo VI e IX

Utilização-Tipo XI “Bibliotecas e Arquivos” corresponde a edifícios ou partes de edifícios, recebendo ou não público, destinados a arquivo documental, podendo disponibilizar os documentos para consulta ou visualização no próprio local ou não, nomeadamente bibliotecas, mediatecas e arquivos

Utilização-Tipo XII “Industriais, Oficinas e Armazéns” corresponde a edifícios, partes de edifícios ou recintos ao ar livre, não recebendo habitualmente público, destinados ao exercício de actividades industriais ou ao armazenamento de materiais, substâncias, produtos ou equipamentos, oficinas de reparação e todos os serviços auxiliares ou complementares destas actividades

Locais de Risco

Complementarmente a esta categorização, o RJSCIE classifica ainda as áreas dos edifícios e recintos, com excepção dos espaços interiores dos fogos de habitação e das vias verticais e horizontais de evacuação, em função da natureza do risco de incêndio. Neste sentido, as áreas dos edifícios e recintos são classificadas em seis Locais de Risco, do seguinte modo:

Local de Risco A Local que não apresenta riscos especiais e no qual se verifiquem em simultâneo as condições seguintes:

Efectivo não superior a 100 pessoas

Efectivo de público não superior a 50 pessoas

Mais de 90% dos ocupantes não se encontrem limitados na mobilidade ou nas capacidades de percepção e reacção a um alarme

As actividades exercidas ou os produtos, materiais e equipamentos não envolvam riscos de incêndio agravados

Local de Risco B Local acessível ao público ou ao pessoal afecto ao estabelecimento, com um efectivo superior a 100 pessoas ou um efectivo de público superior a 50 pessoas, no qual se verifiquem simultaneamente as situações seguintes:

Mais de 90% dos ocupantes não se encontrem limitados na mobilidade ou nas capacidades de percepção a um alarme

As actividades exercidas ou os produtos, materiais e equipamentos não envolvam riscos de incêndio agravados

Local de Risco C Local que apresenta riscos agravados de eclosão e de desenvolvimento de incêndio devido quer às actividades nele desenvolvidas, quer às características dos produtos, materiais ou equipamentos nele existentes, designadamente à carga de incêndio.

Exemplos: Oficinas de manutenção e reparação destinados a carpintaria ou onde sejam utilizadas chamas nuas,

Exemplos: Oficinas de manutenção e reparação destinados a carpintaria ou onde sejam utilizadas chamas nuas, aparelhos envolvendo projecção de faíscas ou elementos incandescentes em contacto com o ar associados à presença de materiais

facilmente inflamáveis; Farmácias, laboratórios, oficinas e outros locais onde sejam produzidos, depositados, armazenados ou manipulados líquidos inflamáveis em quantidade superior a 10L; Cozinhas em que sejam instalados aparelhos, ou grupos de aparelhos, para confecção de alimentos ou sua conservação, com potência total útil superior a 20 kW, com excepção das incluídas no interior das habitações; Locais de confecção de alimentos que recorram a combustíveis sólidos; Lavandarias e rouparias com área superior a 50 m 2 em que sejam instalados aparelhos, ou grupos de aparelhos, para lavagem, secagem ou engomagem, com potência total útil superior a

20

kW; Instalações de frio para conservação cujos aparelhos possuam potência total

útil

superior a 70 kW; Arquivos, depósitos, armazéns e arrecadações de produtos ou

material diverso com volume superior a 100 m 3 ; Reprografias com área superior a 50

m 2 ; Locais de recolha de contentores ou de compactadores de lixo com capacidade total superior a 10 m 3 ; Locais afectos a serviços técnicos em que sejam instalados equipamentos eléctricos, electromecânicos ou térmicos com potência total superior a

70 kW, ou armazenados combustíveis; Locais de pintura e aplicação de vernizes;

Centrais de incineração; Locais cobertos de estacionamento de veículos com área compreendida entre 50 m 2 e 200 m 2 , com excepção dos estacionamentos individuais,

em

edifícios destinados à utilização-tipo referida na alínea a) do n.º 1 do artigo 8.º do

DL

220/2008; Outros locais que possuam uma densidade de carga de incêndio

modificada superior a 1000 MJ/m 2 de área útil, associada à presença de materiais

facilmente inflamáveis e, ainda, os que comportem riscos de explosão.

Local de Risco D Local de um estabelecimento com permanência de pessoas acamadas ou destinados a receber crianças com idade não superior a seis anos ou pessoas limitadas na mobilidade ou nas capacidades de percepção e reacção a um alarme.

Exemplos: Quartos nos locais afectos à utilização-tipo V ou grupos desses quartos e respectivas circulações horizontais exclusivas; Enfermarias ou grupos de enfermarias e respectivas circulações horizontais exclusivas; Salas de estar, de refeições e de outras actividades ou grupos dessas salas e respectivas circulações horizontais exclusivas, destinadas a pessoas idosas ou doentes em locais afectos à utilização-tipo V; Salas de dormida, de refeições e de outras actividades destinadas a crianças com idade inferior a 6 anos ou grupos dessas salas e respectivas circulações horizontais exclusivas, em locais afectos à utilização-tipo IV; Locais destinados ao ensino especial de deficientes.

Local de Risco E Local de um estabelecimento destinado a dormida, em que as pessoas não apresentem as limitações apresentadas nos locais de risco D.

Exemplos: Quartos nos locais afectos à utilização-tipo IV não considerados no Local de Risco D ou grupos desses quartos e respectivas circulações horizontais exclusivas; Quartos e suítes em espaços afectos à utilização-tipo VII ou grupos desses espaços e respectivas circulações horizontais exclusivas; Espaços turísticos destinados a alojamento, incluindo os afectos a turismo do espaço rural, de natureza e de habitação; Camaratas ou grupos de camaratas e respectivas circulações horizontais exclusivas.

Local de Risco F → → → → Local que possua meios e sistemas essenciais

Local de Risco F Local que possua meios e sistemas essenciais à continuidade de actividades sociais relevantes, nomeadamente os centros nevrálgicos de comunicação, comando e controlo.

Exemplos: Centros de controlo de tráfego rodoviário, ferroviário, marítimo ou aéreo; Centros de gestão, coordenação ou despacho de serviços de emergência, tais como centrais 112, centros de operações de socorro e centros de orientação de doentes urgentes; Centros de comando e controlo de serviços públicos ou privados de distribuição de água, gás e energia eléctrica; Centrais de comunicações das redes públicas; Centros de processamento e armazenamento de dados informáticos de serviços públicos com interesse social relevante; Postos de segurança.

Note-se que a Classificação de Risco de um dado espaço não só é independente da Utilização- Tipo como não pressupõe uma hierarquia de risco, uma vez que os parâmetros considerados na classificação de risco são distintos.

As Classificações de Risco das áreas dos edifícios e recintos são resumidamente apresentados na Tabela seguinte.

Tabela 1 - Locais de Risco

Local de Risco

A

B

C

D

E

F

Efectivo Total

≤100

>100

-

-

-

-

Efectivo Público

≤50

>50

-

-

-

-

Efectivo Incapacitado

≤10%

≤10%

≤10%

>10%

≤10%

≤10%

Efectivo Dormida

0

0

0

-

>0

0

Risco Agravado de Incêndio

-

-

Sim

-

-

-

Continuidade de Actividades Socialmente Relevantes

-

-

-

-

-

Sim

Categorias de Risco

As Utilizações-Tipo dos edifícios e recintos, no referente ao risco de incêndio, podem ser classificados em quatro Categorias de Risco:

1ª Categoria de Risco Risco Reduzido 2ª Categoria de Risco Risco Moderado 3ª Categoria de Risco Risco Elevado 4ª Categoria de Risco Risco Muito Elevado

Os factores de risco que permitem a atribuição das Categorias de Risco variam em função

Os factores de risco que permitem a atribuição das Categorias de Risco variam em função da Utilização-Tipo:

Tabela 2 - Factores de Risco

 

I

II

III

IV

V

VI

VII

VIII

IX

X

XI

XII

Altura da UT

-

Nº Pisos Abaixo do PR

-

-

-

-

-

Espaço Coberto/Ar Livre

-

-

-

-

-

-

-

-

Área Bruta

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Efectivo Total

-

-

-

Efectivo Locais Risco D ou E

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Saída Locais Risco D ou E

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Carga de Incêndio

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Densidade Carga Incêndio Modificada

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

1.2 Responsável e Delegado de Segurança

A manutenção das condições de segurança contra risco de incêndio aprovadas e a execução das medidas de autoprotecção aplicáveis aos edifícios e recintos são da responsabilidades dos entidades a seguir referidas, consoante a Utilização-Tipo:

Tabela 3 - Responsáveis de Segurança por Utilização-Tipo

Utilização-Tipo

Ocupação

Responsável de Segurança (RS)

I

Interior das habitações

Proprietário

Espaços Comuns

Administração do Condomínio

II a XII

Cada Utilização-Tipo

Proprietário ou Entidade Exploradora de cada Utilização- Tipo

Espaços Comuns a várias Utilizações-Tipo

Entidade Gestora dos Espaços Comuns a várias Utilizações- Tipo

Estas entidades são igualmente responsáveis pela manutenção das condições exteriores de SCIE, designadamente no referente às redes de hidrantes exteriores e às vias de acesso ou estacionamento dos veículos de socorro, sempre que as mesmas se situem em domínio privado.

No referente à atribuição de responsabilidades, há ainda a ter em consideração uma outra entidade: o Delegado de Segurança. Este é designado pelo RS para a execução das medidas de autoprotecção e age em representação da entidade responsável.

1.3 Medidas de Autoprotecção

As Medidas de Autoprotecção dos edifícios e recintos consistem em medidas de organização e gestão de segurança e baseiam-se em:

Medidas Preventivas Assumem a forma de procedimentos de prevenção ou planos de prevenção, conforme a Categoria de Risco

Medidas de Intervenção → → → → Tomam a forma de procedimentos de emergência ou

Medidas de Intervenção Tomam a forma de procedimentos de emergência ou planos de emergência internos, conforme a categoria de risco

Registos de Segurança conjunto de documentos que contém os registos de ocorrências relevantes e de relatórios relacionados com a segurança contra incêndios. As ocorrências devem ser registadas com data de início e de fim e com o responsável pelo seu acompanhamento, referindo-se à conservação ou manutenção das condições de segurança, às modificações, alterações e trabalhos perigosos efectuados, incidentes ou avarias ou, ainda, visitas de inspecção. De entre os relatórios a incluir nestes registos, são de destacar os referentes às acções de instrução e formação, aos exercícios de segurança e de eventuais incêndios ou outras situações de emergência.

Formação em SCIE sob a forma de acções destinadas a todos os funcionários e colaboradores das entidades exploradoras, ou de formação específica, destinada aos delegados de segurança e outros elementos que lidam com situações de maior risco de incêndio

Simulacros para teste do plano de emergência interno e treino dos ocupantes com vista a criação de rotinas de comportamento e aperfeiçoamento de procedimentos

As Medidas de Autoprotecção exigíveis para cada Categoria de Risco das diversas Utilizações-Tipo são as constantes da tabela abaixo:

Tabela 4 - Medidas de Autoprotecção Exigíveis

 

Medidas de Autoprotecção

 

UT

Categoria de Risco

Registos de Segurança

Procedimentos de

Prevenção

Planos de Prevenção

Procedimentos em Caso de Emergência

Plano de Emergência Interno

Acções de Sensibilização e Formação em SCIE

Simulacros

 

3ª (apenas para

   

 

 

I

espaços comuns)

4ª (apenas para os espaços comuns)

 

 

 

         

II

 

 

 

3ª e 4ª

 

 

III, VI, VIII IX, X, XI, XII

         

 

 

3ª e 4ª

 

 

 

1ª (sem locais de risco D ou E)

         

IV, V, VII

1ª (com locais de risco D ou E) e 2ª (sem locais de risco D ou E)

 

 

 

2ª (com locais de risco D ou E), 3ª e 4ª

 

 

Estas Medidas devem ser adaptadas às condições reais de exploração de cada Utilização-Tipo e à

Estas Medidas devem ser adaptadas às condições reais de exploração de cada Utilização-Tipo e à sua Categoria de Risco. No caso específico dos edifícios e recintos existentes à data de entrada em vigor do Regime Jurídico de Segurança contra Incêndio em Edifícios, quando as características construtivas, os equipamentos ou os sistemas de segurança apresentarem graves desconformidades com o estabelecido no Regulamento Técnico de SCIE, existe a possibilidade de serem exigidas medidas de autoprotecção compensatórias mais gravosas do que as mencionadas, sempre que a entidade competente o entenda. Por outro lado, há que ter em consideração o facto das Medidas de Autoprotecção serem auditáveis a qualquer momento, devendo o RS nestas situações facultar a documentação solicitada e o acesso a todos os espaços dos edifícios e recintos à entidade competente.

1.3.1 Medidas Preventivas

Tal como anteriormente referido,as Medidas Preventivas podem assumir a forma de Procedimentos de Prevenção ou Planos de Prevenção, consoante a Categoria de Risco:

Procedimentos de Prevenção - constituem o conjunto de procedimentos de prevenção a adoptar pelos ocupantes, destinados a garantir a manutenção das condições de segurança, sendo que devem garantir permanentemente a:

Acessibilidade dos meios de socorro aos espaços da utilização-tipo

Acessibilidade dos veículos de socorro dos bombeiros aos meios de abastecimento de água, designadamente hidrantes exteriores

Praticabilidade dos caminhos de evacuação,

Eficácia da estabilidade ao fogo e dos meios de compartimentação, isolamento e protecção,

Acessibilidade aos meios de alarme e de intervenção em caso de emergência

Vigilância dos espaços, em especial os de maior risco de incêndio e os que estão normalmente desocupados

Conservação dos espaços em condições de limpeza e arrumação adequadas

Segurança na produção, na manipulação e no armazenamento de matérias e substâncias perigosas Segurança em todos os trabalhos de manutenção, recuperação, beneficiação, alteração ou remodelação de sistemas ou das instalações, que impliquem um risco agravado de incêndio, introduzam limitações em sistemas de segurança instalados ou que possam afectar a evacuação dos ocupantes

Planos de Prevenção - devem ser constituídos:

Por informações relativas à identificação da Utilização-Tipo, data da sua entrada em funcionamento, identificação do RS, identificação de eventuais Delegados de Segurança

Por plantas, à escala de 1:100 ou 1:200 com a representação inequívoca, recorrendo à simbologia constante das normas portuguesas, da classificação de risco e efectivo previsto para cada

local, vias horizontais e verticais de evacuação, incluindo os eventuais percursos em comunicações comuns e

local, vias horizontais e verticais de evacuação, incluindo os eventuais percursos em comunicações comuns e localização de todos os dispositivos e equipamentos ligados à segurança contra Incêndio

Pelos procedimentos de prevenção

De referir que os planos de prevenção devem ser actualizados sempre que as modificações ou alterações efectuadas na Utilização-Tipo o justifiquem. Estes planos estão sujeitos a verificação durante as inspecções regulares e extraordinárias, devendo existir, no Posto de Segurança, um exemplar do Plano de Prevenção.

1.3.2 Medidas de Intervenção

Consoante a Categoria de Risco, as Medidas de Intervenção assumem a forma de Procedimentos de Emergência ou de Planos de Emergência Internos:

Procedimentos de Emergência - constituem o conjunto de procedimentos e técnicas de actuação a adoptar pelos ocupantes em caso de emergência, designadamente:

Os procedimentos de alarme a cumprir em caso de detecção ou percepção de um alarme

Os procedimentos de alerta

Os procedimentos a adoptar de modo a garantir a evacuação rápida e segura dos espaços em risco

As técnicas de utilização dos meios de primeira intervenção e de outros meios de actuação em caso de incêndio

Os procedimentos de recepção e encaminhamento dos bombeiros

Planos de Emergência Internos – têm como objectivo sistematizar a evacuação dos ocupantes e limitar a propagação e as consequências dos incêndios, recorrendo a meios próprios. Os Planos de Emergência Internos devem ser constituídos:

Pela definição da Organização a adoptar em caso de emergência, que deve contemplar:

Os organogramas hierárquicos e funcionais do Serviço de Segurança contra Incêndio (SSI), cobrindo as várias fases do desenvolvimento de uma situação de emergência

A identificação dos Delegados e Agentes de Segurança e respectivas missões e responsabilidades, a concretizar em situações de emergência

Pela indicação das entidades internas e externas a contactar em situação de emergência,

Pelo Plano de Actuação, contemplando a organização das operações a desencadear pelos Delegados e Agentes de Segurança em caso de ocorrência de uma situação de emergência, designadamente:

O conhecimento prévio dos riscos presentes nos espaços afectos à utilização-tipo, nomeadamente nos locais de risco C, D e F

Os procedimentos a adoptar em caso de detecção ou percepção de um alarme de incêndio

Os

procedimentos

a

adoptar

em

caso

de

detecção

ou

percepção de um alarme de incêndio

 

A planificação da difusão dos alarmes restritos e geral e a transmissão do alerta

A coordenação das operações previstas no plano de evacuação

A activação dos meios de primeira intervenção que sirvam os espaços da utilização-tipo, apropriados a cada circunstância, incluindo as técnicas de utilização desses meios

A execução da manobra dos dispositivos de segurança, designadamente de corte da alimentação de energia eléctrica e de combustíveis, de fecho de portas resistentes ao fogo e das instalações de controlo de fumo

A prestação de primeiros socorros

A protecção de locais de risco e de pontos nevrálgicos da utilização-tipo

O acolhimento, informação, orientação e apoio dos bombeiros

A reposição das condições de segurança após uma situação de emergência

Pelo Plano de Evacuação,

o qual deve contemplar as instruções e os

procedimentos, a observar por todos os ocupantes da Utilização-Tipo,

relativos à articulação das operações destinadas a garantir a evacuação ordenada, total ou parcial, dos espaços considerados em risco pelo RS. O Plano de Evacuação deve abranger:

O encaminhamento rápido e seguro dos ocupantes para o exterior ou para uma zona segura, mediante referenciação de vias de evacuação, zonas de refúgio e pontos de encontro

O

auxílio

a

pessoas

com

capacidades

limitadas

ou

em

dificuldade,

de

forma

a

assegurar

que

ninguém

fique

bloqueado

 

A confirmação da evacuação total dos espaços e garantia de que ninguém a eles regressa

Por um anexo com as instruções de segurança

Por um anexo com as plantas de emergência, podendo ser acompanhadas por esquemas de emergência. Deve existir uma Planta de Emergência para cada piso da Utilização-Tipo, junto aos acessos principais do piso a que se referem

1.3.3

Registos de Segurança

1.3.3 Registos de Segurança A existência dos Registos de Segurança deve ser garantida pelo Responsável de

A existência dos Registos de Segurança deve ser garantida pelo Responsável de Segurança. Estes Registos destinam-se à inscrição de ocorrências relevantes e ao arquivo de relatórios relacionados com a segurança contra incêndio, compreendendo, designadamente:

Os Relatórios de Vistoria e de Inspecção ou Fiscalização de condições de segurança, realizadas pelas entidades competentes

Informações sobre anomalias observadas nas operações de verificação, conservação ou manutenção das instalações técnicas, dos sistemas e equipamentos de segurança, incluindo a sua descrição, impacte, datas da sua detecção e duração da respecxtiva reparação

relação de todas as acções de manutenção efectuadas às instalações técnicas

A

e

aos sistemas e equipamentos de segurança, com indicação do(s) elemento(s)

intervencionado(s), tipo e motivo da acção efectuada, data e responsável

A descrição sumária das modificações, alterações e trabalhos perigosos efectuados nos espaços da Utilização-Tipo, com indicação das datas de início e de fim

Os relatórios das ocorrências directa e indirectamente relacionadas com a segurança contra incêndio em edifícios, tais como falsos alarmes, princípios de incêndio ou actuação das equipas de intervenção da Utilização-Tipo

Relatórios sucintos de acções de formação e de simulacros

De referir que os Registos de Segurança devem ser arquivados pelo período de 10 anos, de modo a facilitar as devidas auditorias pelas entidades competentes.

1.3.4 Formação em SCIE

Devem possuir formação, no âmbito da Segurança contra Incêndios, todos os funcionários e colaboradores das entidades exploradoras dos espaços afectos às Utilizações-Tipo, bem como todas as pessoas que exerçam actividades profissionais nesses espaços por períodos superiores a 30 dias por ano e todos os elementos com atribuições previstas nas actividades de autoprotecção. Estas acções de formação podem consistir em:

Sensibilização para a Segurança contra Incêndio, com o objectivo de familiarizar os ocupantes com os espaços e com a identificaçõs dos respectivos riscos de incêndio, com o cumprimento dos procedimentos e planos de prevenção contra incêndio, procedimentos de alarme e procedimentos gerais de actuação em caso de emergência, e ainda com as instruções básicas de utilização dos meios de primeira intervenção, designadamente dos extintores portáteis.

Formação específica destinadas aos elementos que, na sua actividade profissional, lidam com situações de maior risco de incêndio

Formação específica destinada aos elementos que possuem atribuições especiais de actuação em caso de emergência (emissão do alerta, evacuação, utilização dos comandos de meios de actuação em caso de incêndio e de segunda intervenção)

1.3.5 Simulacros Nas Utilizações-Tipo em que sejam exigidos Planos de Emergência Internos devem ser realizados

1.3.5 Simulacros

Nas Utilizações-Tipo em que sejam exigidos Planos de Emergência Internos devem ser realizados exercícios com o objectivo de testar o referido Plano de Emergência e treinar os ocupantes com vista à criação de rotinas e ao aperfeiçoamento dos procedimentos em causa. Estes exercícios devem ser devidamente planeados, executados e avaliados, com a eventual colaboração da corporação de bombeiros local e de coordenadores ou delegados da Protecção Civil.

A realização dos simulacros deve ser sempre comunicada com a devida antecedência aos ocupantes do edifício e a sua periodicidade deve cumprir com os estipulado na Tabela seguinte:

Tabela 5 - Periodicidade da realização de simulacros

Utilizações-Tipo

Categoria de Risco

Períodos máximos entre exercícios

I

2

Anos

II

3ª e 4ª

2

Anos

VI

e IX

2ª e 3ª

2

Anos

VI

e IX

1

Ano

III,

VIII, X, XI e XII

2ª e 3ª

2

Anos

III,

VIII, X, XI e XII

1

ano

 

IV, V e VII

2ª com locais de risco D ou E e 3ª e 4ª

1

Ano

1.4 Cálculo do Efectivo O número máximo de ocupantes de um edifício ou recinto é denominado de EFECTIVO e consiste no somatório do número de ocupantes de todos os espaços susceptíveis de ocupação. Tendo em consideração a capacidade instalada dos diferentes espaços, no cálculo do efectivo devem ser considerados os valores (arredondados para o inteiro superior) resultantes dos seguintes critérios:

a. O número de ocupantes em camas nos locais de dormida das Utilizações-Tipo IV – Escolares, V - Hospitalares e Lares de Idosos e VI - Hoteleiros e Restauração

b. 3,2 Vezes o número de lugares reservados a acamados nos locais destinados a doentes acamados da utilização V «Hospitalares e Lares de Idosos»

c. Nos apartamentos e moradias com fins turísticos, conforme a respectiva tipologia de acordo com a tabela seguinte:

Tabela 6 - Efectivo em função da tipologia

T 0

T 1

T 2

T 3

T 4

T n

2

4

6

8

10

2(n+1)

d.

O número de lugares nos espaços com lugares fixos das salas de conferências, reunião, ensino, leitura ou consulta documental, ou salas de espectáculos, recintos desportivos, auditórios e lugares de culto religioso

desportivos, auditórios e lugares de culto religioso e. O número de ocupantes declarado pela respectiva

e. O número de ocupantes declarado pela respectiva entidade exploradora, com um mínimo de 0.03 pessoas por metro quadrado de área útil, nos arquivos e espaços não acessíveis a público afectos à utilização XII «Industriais, Oficinas e Armazéns»

Com base nos índices de ocupação dos diferentes espaços, medidos em pessoas por metro quadrado, em função da sua finalidade e reportados à sua área útil, devem ser considerados os valores, arredondados para o inteiro superior, resultantes da aplicação dos índices constantes da tabela seguinte:

Tabela 7 - Número de Ocupantes por unidade de área em função do uso dos espaços

Espaços

Índices (pessoas/m 2 )

Balneários e vestiários utilizados por público

 

1,00

Balneários e vestiários exclusivos para funcionários

 

0,30

Bares “zona de consumo com lugares em pé”

 

2,00

Circulações

horizontais

e

espaços

comuns

de

 

estabelecimentos comerciais

 

0,20

Espaços afectos a pistas de dança em salões e discotecas

 

3,00

Espaços de ensino não especializado

 

0,60

Espaços de exposição de galerias de arte

 

0,70

Espaços de exposição de museus

 

0,35

Espaços de exposição destinados à divulgação científica e técnica

0,35

Espaços em oceanários, aquários, jardins e parques zoológicos ou botânicos

1,00

Espaços ocupados pelo público em outros locais de exposição ou feiras

3,00

Espaços reservados a lugares de pé, em edifícios, tendas ou estruturas insufláveis, de salas de conferências, de reunião e de espectáculos, de recintos desportivos “galerias, terraços e zonas de peão”, auditórios ou de locais de culto religioso

3,00

Gabinetes de consulta e bancos de urgência

 

0,30

Gabinetes de escritório

 

0,10

Locais de venda de baixa ocupação de público

 

0,20

Locais de venda localizados até um piso acima ou abaixo do plano de referência

0,35

Locais de venda localizados mais de um piso acima ou abaixo do plano de referência

0,20

Locais de venda localizados no piso do plano de referência com área inferior ou igual a 300m 2

0,50

Locais de venda localizados no piso do plano de referência com área superior a 300m 2

0,60

Plataformas de embarque

 

3,00

Salas de convívio, refeitórios e zonas de restauração e bebidas com lugares sentados, permanentes ou eventuais, com ou sem espectáculo

1,00

Salas de desenho e laboratórios 0,20 Salas de diagnóstico e terapêutica 0,20 Salas de escritório

Salas de desenho e laboratórios

0,20

Salas de diagnóstico e terapêutica

0,20

Salas de escritório e secretarias

0,20

Salas de espera de exames e de consultas

1,00

Salas de espera em gares e salas de embarque

1,00

Salas de intervenção cirúrgica e de partos

0,10

Salas de jogo e de diversão “espaços afectos ao público”

1,00

Salas de leitura sem lugares fixos em bibliotecas

0,20

Salas de reunião, de estudo e de leitura sem lugares fixos ou salas de estar

0,50

Zona de actividades “gimnodesportivos”

0,15

O cálculo do efectivo é efectuado tendo em consideração a área do espaço ou recinto da Utilização-Tipo e o Número de Ocupantes por Unidade de Área, conforme apresentado:

EFECTIVO = ÁREA X NÚMERO DE OCUPANTES POR UNIDADE DE ÁREA

Exemplo de Cálculo:

Considere-se uma superfície comercial com uma área de 250m 2 , com um único piso localizado no plano de referência. De acordo com a Tabela 8, o número de ocupantes por unidade de área deste tipo de edifícios é de 0,50, o que se traduz num efectivo de 125 ocupantes, conforme apresentado:

Efectivo = 250X0,5 = 125

2. NORMALIZAÇÃO

A eficácia da evacuação de um edifício depende não só do cumprimento das disposições regulamentares nacionais que lhe são aplicáveis, mas também da sinalização, equipamentos e sistemas de segurança contra incêndio, uma vez que são estes que permitem o alarme e o alerta dos ocupantes do edifício, a praticabilidade e identificação dos caminhos de evacuação e o próprio combate ao incêndio. Isto só é possível se estes equipamentos e sistemas cumprirem com os critérios exigidos pela normalização aplicável no referente, designadamente, às suas características, funcionalidades, identificação, instalação e manutenção.

Assim sendo, a título informativo, listam-se de seguida as principais normas nacionais e europeias aplicáveis aos equipamentos e sistemas de segurança contra incêndio:

Tabela 8 - Normalização de segurança contra Incêndio Controlo de Fumo EN 12101-1 Smoke and

Tabela 8 - Normalização de segurança contra Incêndio

Controlo de Fumo

EN 12101-1

Smoke and heat control systems - Part 1: Specification for smoke barriers

EN 12101-2

Smoke and heat control systems - Part 2: Specification for natural smoke and heat exhaust ventilators

EN 12101-3

Smoke and heat control systems - Part 3: Specification for powered smoke and heat exhaust ventilators

EN 12101-6

Smoke and heat control systems - Part 6: Specification for pressure differential systems - Kits

EN 12101-10

Smoke and heat control systems - Part 10: Power supplies

 

Detecção, Alarme e Alerta

NP EN 54-1

Sistemas de detecção e alarme de incêndio. Parte 1: Introdução

EN 54-2

Fire detection and fire alarm systems. Part 2: Control and indicating equipment.

EN 54-3

Fire detection and fire alarm systems. Part 3: Fire alarm devices - Sounders

 

Sistemas de detecção e alarme de incêndio. Parte 4:

NP EN 54-4

Equipamento de alimentação de energia

EN 54-5

Fire detection and fire alarm systems. Part 5: Heat detectors. Point detectors

EN 54-7

Fire detection and fire alarm systems - Part 7: Smoke detectors - Point detectors using scattered light, transmitted light or ionization

EN 54-10

Fire detection and fire alarm systems - Part 10: Flame detectors - Point detectors

EN 54-11

Fire detection and fire alarm systems - Part 11: Manual call points

EN 54-12

Fire detection and fire alarm systems - Part 12: Smoke detectors - Line detectors using an optical light beam

EN 54-13

Fire detection and fire alarm systems - Part 13: Compatibility assessment of system components

EN 54-14

Fire detection and fire alarm systems - Part 14: Guidelines for planning, design, installation, commissioning, use and maintenance

EN 54-16

Fire detection and fire alarm systems - Part 16: Voice alarm control and indicating equipment

EN 54-17

Fire detection and fire alarm systems - Part 17: Short-circuit isolators

EN 54-18

Fire detection and fire alarm systems - Part 18: Input/output devices

EN 54-20

Fire detection and fire alarm systems - Part 20: Aspirating smoke detectors

EN 54-21

Fire detection and fire alarm systems - Part 21: Alarm transmission and fault warning routing equipment

EN 54-24 Fire detection and fire alarm systems - Part 24: Components of voice alarm

EN 54-24

Fire detection and fire alarm systems - Part 24: Components of voice alarm systems - Loudspeakers

EN 54-25

Fire detection and fire alarm systems - Part 25: Components using radio links

Extintores, Agentes Extintores e Classes de Fogos

NP EN 2

Classes de fogos

NP EN 3-3

Extintores de incêndio portáteis. Parte 3: Construção, resistência à pressão, ensaios mecânicos.

NP EN 3-7

Extintores de incêndio portáteis. Parte 7: Características, desempenho e métodos de ensaio

EN 3-8

Portable fire extinguishers. Part 8: Additional requirements to EN 3-7 for the construction, resistance to pressure and mechanical tests for extinguishers with a maximum allowable pressure equal to or lower than 30 bar

EN 3-9

Portable fire extinguishers. Part 9: Additional requirements to EN 3-7 for pressure resistance of CO2 extinguishers

EN 3-10

Portable fire extinguishers. Part 10: Provisions for evaluating the conformity of a portable fire extinguisher to EN 3-7.

NP EN 615

Segurança contra incêndio. Agentes extintores. Especificações para os pós (distintos dos pós classe D)

NP 1800

Segurança contra incêndio. Agentes extintores. Selecção segundo as classes de fogos

NP EN 1866

Extintores de incêndio móveis

NP EN 1869

Mantas de incêndio

NP 3064

Segurança contra incêndio. Utilização dos extintores de incêndio portáteis (Em revisão)

NP 4413

Segurança contra incêndio. Manutenção de extintores

Instalações Fixas de Combate a Incêndios

NP EN 671-1

Instalações fixas de combate a incêndio - Sistemas armados com mangueiras. Parte 1: bocas de Incêndio armadas com mangueiras semi-rígidas

NP EN 671-2

Instalações fixas de combate a incêndio - sistemas armados com mangueiras. Parte 2: bocas de incêndio armadas com mangueiras flexíveis

NP EN 671-3

Instalações fixas de combate a incêndio. Sistemas armados com mangueiras. Parte 3: Manutenção das bocas de incêndio armadas com mangueiras semi-rígidas e das bocas de incêndio armadas com mangueiras flexíveis

EN 12845

Fixed firefighting systems. Automatic sprinkler systems. Design, installation and maintenance

Plantas de Segurança e de Emergência

NP 4303

Equipamentos de segurança e de combate a incêndio - Simbolos gráficos para as plantas de projecto de segurança contra incêndio. Especificação (ISO 6790)

NP 4386 Equipamento de segurança e de combate a incêndio - simbolos gráficos para as

NP 4386

Equipamento de segurança e de combate a incêndio - simbolos gráficos para as plantas de emergência de segurança contra incêndio. Especificação

Sinalização de Segurança

EN 1089-3

Transportable gas cylinders - Gas cylinder identification (excluding LPG) - Part 3: Colour coding

NP 3992

Segurança contra incêndio. Sinais de segurança (ISO 6309)

NP 4280

Segurança contra incêndio. Sinalização de dispositivos de combate a incêndio

3.

DEFINIÇÕES E CARACTERÍSTICAS DE CENÁRIOS DOS INCÊNDIOS

DEFINIÇÕES E CARACTERÍSTICAS DE CENÁRIOS DOS INCÊNDIOS No que respeita à definição dos cenários, é essencial

No que respeita à definição dos cenários, é essencial identificar e obter todas as informações que podem contribuir para a possibilidade de um incêndio ocorrer, sobre a forma como pode ser causado e como se irá propagar. Da mesma forma, informações relativas à possibilidade de causar danos aos ocupantes, às estruturas do edifício e ao seu conteúdo serão importantes para analisar e minimizar os danos de um incêndio.

Para cada cenário, devem ser definidas três características:

Características de incêndiocada cenário, devem ser definidas três características: Características do edifício Características dos ocupantes

Características do edifíciotrês características: Características de incêndio Características dos ocupantes Cenário de Incêndio Modelo

Características dos ocupantesCaracterísticas de incêndio Características do edifício Cenário de Incêndio Modelo de Incêndio Características

Características do edifício Características dos ocupantes Cenário de Incêndio Modelo de Incêndio Características

Cenário de Incêndio

Características dos ocupantes Cenário de Incêndio Modelo de Incêndio Características do Incêndio

Modelo de Incêndio

Características do Incêndio

Modelo de Incêndio Características do Incêndio Condições Físicas Características do Edifício

Condições Físicas

Características do Edifício Características dos Ocupantes

3.1 Características de Incêndio Os incêndios manifestam-se através de diversos tipos de fenómenos que vulgarmente intitulamos de Primários e de Secundários.

Os Primários são fenómenos com reacções químicas de oxidação – redução complexas, no decorrer das quais um sólido passa ao estado líquido e posteriormente ao gasoso através de processos de destilação e de evaporação. Estes mecanismos dão lugar a outras manifestações a que chamamos de fenómenos Secundários.

Relativamente aos fenómenos Primários enunciamos factores que influenciam o seu início e que contribuem para o seu desenvolvimento:

a. Natureza dos materiais combustíveis

b. Distribuição dos combustíveis

c. Geometria dos compartimentos

d. Inflamabilidade do combustível

e. Características dos valores do calor libertado

f. Ventilação

g. Posição das portas (fechadas, abertas) - Período de tempo durante o qual o incêndio

g. Posição das portas (fechadas, abertas) - Período de tempo durante o qual o incêndio se desenvolve com portas abertas/fechadas.

h. Fluxo de calor externo

i. Área de superfície exposta

j. Sistema de pressurização

Os fenómenos Secundários originam a emissão de fumos e de chamas vivas, cujos efeitos podem e devem ser aproveitados para a detecção do incêndio.

As características do combustível (quantidade, tipo, ignição, etc.) e as condições de ventilação (geometria dos compartimentos) são essenciais para determinar a quantidade de calor libertada durante o incêndio. Esta definição identifica o incêndio e inclui os parâmetros que permitem calcular as taxas de produção de fumo e os valores que serão utilizados no software de simulação de incêndios.

O desenvolvimento de um incêndio pode ser representado através do calor libertado pelas seguintes fases:

Fase Incipiente (Eclosão) – caracterizada por uma série de estados que podem ser latente, chama ou radiante.

Fase

de

Propagação

contempla

o

período

da

propagação

até

à

inflamação

generalizada.

 

Fase

da

Combustão

Contínua

caracterizada

pela

combustão

de

todos

os

combustíveis presentes no local.

Fase do Declínio – período da diminuição da severidade do incêndio.

Extinção – momento em que não se produzirá mais energia (não haverá mais energia libertada).

Combustão Calor Contínua Incipiente Crescimento Declínio Eclosão Propagação Flashover Activação
Combustão
Calor
Contínua
Incipiente
Crescimento
Declínio
Eclosão
Propagação
Flashover
Activação
Sprinkler
Incêndio controlado - Sprinkler
Tempo

libertado

Figura 1 – Cenários de incêndio. Fonte: ISO TR 13387-2 “Design fire scenarios and design fires”

A concentração, natureza e propagação dos produtos da combustão dependem dos seguintes factores: Elementos químicos

A concentração, natureza e propagação dos produtos da combustão dependem dos seguintes

factores:

Elementos químicos das substâncias envolvidas na combustão Temperaturas máximas Concentração de oxigénio

Durante um incêndio são libertadas quantidades consideráveis de calor, de fumo e de gases tóxicos.

A progressão de um incêndio é em grande parte determinada pela composição dos materiais

combustíveis, pelo fornecimento e concentração de oxigénio e pela temperatura resultante

da combustão.

As quantidades de fumo e de gases tóxicos que são libertadas durante uma combustão podem ser bastante consideráveis. Veja-se o exemplo dos materiais de construção utilizados para isolamento térmico e acústico que produzem fumo e gases em grandes quantidades.

Em condições normais, o oxigénio encontra-se na atmosfera numa percentagem de 21%, sendo este consumido durante o desenvolvimento de uma combustão. A alteração da percentagem de oxigénio no ar também tem implicações sobre o bem-estar e a saúde das pessoas.

A existência de fumos e a consequente redução da visibilidade pode influenciar de diversas

formas o movimento das pessoas, destacando-se a diminuição da velocidade de deslocação, o aumento da instabilidade emocional, a interrupção do movimento e eventual pânico.

Quanto aos gases tóxicos, eles representam uma ameaça real à vida das pessoas, sendo os responsáveis directos por grande parte dos acidentes mortais que ocorrem durante os incêndios.

3.2 Efeitos Fisiológicos da Exposição ao Fogo

Em caso de evacuação, o tempo necessário para os ocupantes se deslocarem em segurança depende directamente dos efeitos da exposição ao fogo. Podemos resumidamente afirmar que os efeitos fisiológicos mais comuns são os seguintes:

a. Hipertermia

b. Queimaduras superficiais, causadas pela radiação do calor e do fumo

c. Queimaduras nas vias respiratórias causadas pelos gases quentes e fumo

O calor é perigoso para as pessoas porque pode causar desidratação, dificuldades respiratórias, asfixia e queimaduras. O limite sustentável da temperatura do ar é de cerca de 150ºC. O tempo de exposição terá de ser muito curto e o ar seco. Infelizmente, em caso de incêndio, a percentagem de vapor de água no ar é normalmente bastante elevada.

A temperatura limite sustentável num curto período de tempo ronda os 60ºC.

Tabela 9 - Limite de sustentabilidade para a Radiação e Convecção Modo de Produção Intensidade

Tabela 9 - Limite de sustentabilidade para a Radiação e Convecção

Modo de Produção

Intensidade

Tolerância de Tempo

 

<2,5 kW/m 2

> 5 min

Radiação

2,5 kW/m 2

30 seg

10 kW/m 2

4 seg

 

<60ºC 100% Saturado

> 30 min

100ºC < 10% H 2 O

8 min

110ºC < 10% H 2 O

6 min

Convecção

120ºC < 10% H 2 O

4 min

130ºC < 10% H 2 O

3 min

150ºC < 10% H 2 O

2 min

180ºC < 10% H 2 O

1 min

3.3 Efeitos Devidos à Produção de Gases

A facilidade para evacuar os edifícios e a capacidade dos ocupantes alcançarem as vias de

evacuação e as saídas depende dos seguintes factores:

a. Redução da visibilidade

b. Irritação para os olhos e vias respiratórias

A visibilidade é um elemento muito importante. Diminuindo a visibilidade, diminui a

possibilidade de encontrar um local seguro. Os ocupantes dificilmente alcançarão a saída se a

distância de visibilidade for inferior a aproximadamente 3 metros.

Os produtos irritantes da combustão consistem numa série de compostos orgânicos, incluindo

o acraldeído (ACROLEIN) e o formaldeído (FORMALDEHYDE), que estão sempre presentes nos

produtos de combustão, dependendo as suas concentrações da composição química dos materiais combustíveis.

Asfixia/Toxicidade

Os produtos mais comuns gerados durante uma combustão têm a particularidade de estar no

estado gasoso mesmo quando os locais em que se encontram arrefecem para cerca de 15ºC.

Os mais comuns são:

Tabela 10 - Produtos de Combustão mais comuns

Produtos de Combustão

Monóxido de Carbono

CO

Anidrido Carbónico (Dióxido de Carbono)

CO 2

Ácido Sulfídrico

H

2 S

Óxido de Enxofre

SO 2

Amoníaco

NH 3

Ácido Cianídrico

HCN

Ácido Clorídrico

HCl

Óxido de Azoto

NO 2

Fosgénio

COCl 2

Monóxido de Carbono O Monóxido de Carbono (CO) produz-se em incêndios em espaços fechados e

Monóxido de Carbono

O Monóxido de Carbono (CO) produz-se em incêndios em espaços fechados e com deficiência

de oxigénio, apresentando as seguintes características específicas:

Incolor Inodoro Não irritante

Nos incêndios, é o gás mais perigoso por ser altamente tóxico e normalmente produzido em grandes quantidades.

Anidrido Carbónico

O Anidrido Carbónico (CO 2 ) é um gás asfixiante. Não é tóxico, mas durante o decorrer dos

incêndios toma o lugar do oxigénio. Quando a concentração de oxigénio baixa para os 17%, o anidrido carbónico causa asfixia, acelerando o ritmo da respiração.

Com 2% de emissões de CO 2 a respiração aumenta de velocidade (ritmo) e de profundidade, em 50% comparativamente às condições normais. Se essa percentagem for de 3% duplica para

100%.

Ácido Cianídrico

Incêndios normais desenvolvem pequenas quantidades de Ácido Cianídrico (HCN) aquando de combustões incompletas (deficiência de oxigénio) de lã, seda, acrílico, poliamidas e resinas uretanas. Tem o odor característico de amêndoas amargas.

Tem efeitos nefastos para a função respiratória, destruindo os tecidos que necessitam de oxigénio para funcionar (coração e sistema nervoso).

Fosgénio

É um gás tóxico que é originado na combustão de materiais com cloro (materiais plásticos), sendo muito perigoso em espaços fechados.

Quando entra em contacto com a água ou humidade, o fosgénio divide-se em anidrido carbónico e ácido clorídrico.

O ácido clorídrico é muito perigoso por ser extremamente ácido e poder facilmente atingir as

vias respiratórias.

Consideramos o IDHL “Immediatly Dangerous to Life and Health” (Perigo imediato para a saúde e para a vida) como valor de referência. Este parâmetro avalia a concentração das substâncias tóxicas após uma exposição de 30 minutos sem causar danos severos para a saúde.

Tabela 11 - Valores de IDHL dos Produtos de Combustão mais comuns Substância Fórmula IDHL

Tabela 11 - Valores de IDHL dos Produtos de Combustão mais comuns

Substância

Fórmula

IDHL (ppm)

Monóxido de Carbono

CO

1.200

Anidrido Carbónico

CO 2

40.000

Ácido Cianídrico

HCN

50

Amoníaco

NH 3

300

Ácido Clorídrico

HCl

50

Efeitos causados pela redução de oxigénio (concentração)

Durante a combustão, o nível de oxigénio diminui e os produtos da combustão (gases) são produzidos. A diminuição de oxigénio torna-se muito perigosa. As pessoas necessitam de 10 L/min de oxigénio em cerca de 20 inspirações de 0,5 L/cada. O oxigénio nestas inspirações deve estar na concentração de 16%. Considera-se que há risco para a presença humana quando a concentração de oxigénio atinge valores abaixo dos 16%.

3.4 Impacto do fumo na deslocação

As velocidades de deslocação referidas na Secção 4.6 foram obtidas em testes realizados em ambientes sem fumo. Por conseguinte, os resultados não levaram em consideração os efeitos de atmosferas em fumos densos. Recorda-se que os efeitos fisiológicos da exposição ao fumo já foram analisados na Secção 1.2.

Na prática, constata-se que num corredor com fumo denso as pessoas tendem a voltar para trás, em vez de continuarem na área de fumo. Em situações de fogo pela retaguarda, as pessoas tendem a mover-se através do fumo.

A presença de fumo tem impacto na deslocação das pessoas de duas formas:

Pode diminuir a probabilidade dos ocupantes se deslocarem para o Ponto de Encontro ou de continuarem a evacuação Pode reduzir a velocidade de deslocação: quer pela densidade de fumo, quer pelas suas propriedades irritantes.

Tabela 12 - Efeitos do fumo. Fontes: PD 7974-6:2004 “Human Factors. Life Safety Strategies – Occupant evacuation, behaviour and condition”

Densidade de Fumo e Densidade Óptica de Fumo Irritante

Visibilidade Aproximada e Iluminação Difusa

Efeitos Reportados

Nenhum

Não Afectado

Velocidade de deslocação de

1,2m/s

0,5 (1,15) Não Irritante

2m

Velocidade de Deslocação 0,3m/s

0,2 (0,5) Irritante

Reduzida

Velocidade de Deslocação 0,3m/s

0,33 (0,76) Misto

3m

30% Pessoas Voltam Atrás em vez de Avançar

Limites Sugeridos de Segurança de Edifícios com:

Pequenos Espaços e Curtas Distâncias

Dm-1=0,2 (visibilidade de 5m)

Grandes Espaços e Longas Distâncias

Dm-1=0,08 (visibilidade 10m)

4. CARACTERÍSTICAS DO EDIFÍCIO No referente aos critérios de segurança, a legislação nacional prevê que

4. CARACTERÍSTICAS DO EDIFÍCIO

No referente aos critérios de segurança, a legislação nacional prevê que os espaços interiores dos edifícios e recintos sejam estruturados e organizados para permitir que, em caso de incêndio, os ocupantes possam alcançar um local seguro no exterior pelos seus próprios meios, de modo fácil, rápido e seguro.

Um problema adicional relaciona-se com o número de ocupantes, com as suas características psicológicas e fisiológicas e com as suas condições de mobilidade.

O tempo de percurso é função da velocidade de deslocação dos ocupantes e da distância a

percorrer até à saída de emergência e está intrinsecamente ligado ao número e às

características dos ocupantes.

Por outro lado, as características dos edifícios, designadamente a sua construção, conteúdo e condições ambientais, influenciam também a evacuação dos ocupantes, o início e o desenvolvimento do incêndio, bem como a distribuição do combustível.

Geralmente, são tomados em consideração os seguintes aspectos:

Características arquitectónicas (altura, largura, compartimentação)são tomados em consideração os seguintes aspectos: Características estruturais Existência de Sistemas de

Características estruturaisarquitectónicas (altura, largura, compartimentação) Existência de Sistemas de Detecção de Incêndios Uso do

Existência de Sistemas de Detecção de Incêndioslargura, compartimentação) Características estruturais Uso do edifício (escritórios, oficinas, hospitais, etc.)

Uso do edifício (escritórios, oficinas, hospitais, etc.)Existência de Sistemas de Detecção de Incêndios Tempo de resposta à emergência dos ocupantes do edifício

Tempo de resposta à emergência dos ocupantes do edifícioUso do edifício (escritórios, oficinas, hospitais, etc.) Factores ambientais Existência de ventilação natural e

Factores ambientaisTempo de resposta à emergência dos ocupantes do edifício Existência de ventilação natural e mecânica 4.1

Existência de ventilação natural e mecânicaemergência dos ocupantes do edifício Factores ambientais 4.1 Critérios de Dimensionamento de Caminhos de Evacuação

4.1 Critérios de Dimensionamento de Caminhos de Evacuação

O dimensionamento dos caminhos de evacuação e das saídas deve ser feito de forma a obter,

sempre que possível, uma densidade de fluxo constante de pessoas em qualquer secção das vias de evacuação no seu movimento em direcção às saídas.

O critério geral para o cálculo do número mínimo de saídas que servem um local de um edifício

ou recinto coberto, em função do seu efectivo é referido na tabela abaixo:

Tabela 13 - Número mínimo de saídas de locais cobertos em função do efectivo

Efectivo

Número Mínimo de Saídas

1 a 50

Uma

51 a 1500

Uma por 500 pessoas ou fracção, mais uma

1501 a 3000

Uma por 500 pessoas ou fracção

Mais de 3000

Número condicionado pelas distâncias a percorrer no local, com um número mínimo de seis

Já o critério de cálculo do número mínimo de saídas que servem um local de um recinto ao ar

livre, em função do seu efectivo, é o seguinte:

Tabela 14 - Número mínimo de saídas de recintos ao ar livre em função do

Tabela 14 - Número mínimo de saídas de recintos ao ar livre em função do efectivo

Efectivo

Número Mínimo de Saídas

1 a 150

Uma

151 a 4500

Uma por 1500 pessoas ou fracção, mais uma

4501 a 9000

Uma por 1500 pessoas ou fracção

Mais de 9000

Número condicionado pelas distâncias a percorrer no local, com um número mínimo de seis

Distribuição e localização das saídas

As saídas que servem os diferentes espaços de um edifício ou de um recinto devem ser distintas e estar localizadas de modo a permitir a rápida evacuação das pessoas, distribuindo entre elas o seu efectivo, na proporção das respectivas capacidades, minimizando a possibilidade de percursos de impasse. As saídas devem ser afastadas umas das outras, criteriosamente distribuídas pelo perímetro dos locais que servem, de forma a prevenir o seu bloqueio simultâneo em caso de incêndio.

Largura das saídas e dos Caminhos de Evacuação

A largura útil das saídas e dos caminhos de evacuação é medida em Unidades de Passagem (UP) e deve ser assegurada desde o pavimento, ou dos degraus das escadas, até à altura de 2 metros.

Sem prejuízo de disposições mais gravosas, a largura mínima das saídas deve ser de 2 UP:

a. Nos locais em edifícios cujo efectivo seja igual ou superior a 200 pessoas

b. Nos recintos ao ar livre cujo efectivo seja igual ou superior a 600 pessoas

A «Unidade de Passagem (UP)» é uma unidade teórica utilizada na avaliação da largura necessária à passagem de pessoas no decurso da evacuação. A correspondência em unidades métricas, arredondada por defeito para o número inteiro mais próximo, é a seguinte:

a. 1 UP=0,9m

b. 2 UP=1,4m

c. N UP= N x 0,6m (para N> 2)

Figura 2 - Exemplificação de Unidades de Passagem

a. 1 UP=0,9m b. 2 UP=1,4m c. N UP= N x 0,6m (para N> 2) Figura
Os caminhos de evacuação e as saídas de locais em edifícios devem, sem prejuízo de

Os caminhos de evacuação e as saídas de locais em edifícios devem, sem prejuízo de disposições mais gravosas, satisfazer os critérios da tabela abaixo:

Tabela 15 - Número mínimo de unidades de passagem em espaços cobertos

Efectivo

Número Mínimo de UP

1 a 50

Uma

51 a 500

Uma por 100 pessoas ou fracção, mais uma

Mais de 500

Uma por 100 pessoas ou fracção

Tabela 16 - Número mínimo de unidades de passagem em recintos ao ar livre

Efectivo

Número Mínimo de UP

1 a 150

Uma

151 a 1500

Uma por 300 pessoas ou fracção, mais uma

Mais de 1500

Uma por 300 pessoas ou fracção

Distâncias a percorrer nos locais

Os caminhos horizontais de evacuação devem proporcionar o acesso rápido e seguro às saídas de piso através de encaminhamentos claramente traçados, preferencialmente rectilíneos, com um número mínimo de mudanças de direcção e tão curtos quanto possível.

A distância máxima a percorrer nos locais de permanência em edifícios até ser atingida a saída mais próxima para o exterior ou para uma via de evacuação protegida, deve ser de:

a. 15 metros nos pontos em impasse, com excepção dos edifícios da Utilização-Tipo I, unifamiliares da 1ª categoria de risco

b. 30 metros nos pontos com acesso a saídas distintas

No caso de locais amplos cobertos, com áreas superiores a 800 m 2 , no piso de referência com saídas directas para o exterior, é admissível que a distância máxima constante na alínea b) anterior seja aumentada em 50%.

No caso de locais ao ar livre, são admissíveis distâncias máximas duplas das constantes nas alíneas a) e b).

Relativamente às Vias Verticais de Evacuação, o número de vias nos edifícios deve ser o imposto pela limitação das distâncias a percorrer nos seus pisos e pelas disposições específicas descritas na Portaria 1532/2008. Os edifícios com uma altura superior a 28 metros, em relação ao plano de referência, devem possuir pelo menos duas vias verticais de evacuação. Sempre que sejam exigíveis duas ou mais vias verticais de evacuação que sirvam os mesmos pisos de um edifício, os vãos de acesso às escadas ou às respectivas câmaras corta-fogo, caso existam, devem estar a uma distância mínima de 10 m, ligados por comunicação horizontal comum.

Zonas de Refúgio Os edifícios de muito grande altura e todas as Utilizações-Tipo da 4ª

Zonas de Refúgio

Os edifícios de muito grande altura e todas as Utilizações-Tipo da 4ª categoria de risco, ou da 3ª categoria de risco, que ocupem pisos com altura superior a 28 m, devem possuir zonas de refúgio que:

a. Sejam localizadas no piso com altura imediatamente inferior a 28 m e de dez em dez pisos, acima desse

b. Sejam dotados de paredes de compartimentação com a resistência ao fogo padrão igual à exigida para as vias horizontais de evacuação

c. Comuniquem, através de câmara ou câmaras corta-fogo, com uma via vertical de evacuação protegida e com elevador prioritário de bombeiros, conduzindo ambos a uma saída directa ao exterior no plano de referência

d. Possuam os meios de 1ª e 2ª intervenção

e. Disponham de meios de comunicação de emergência com o posto de segurança e de meios de comunicação directos com a rede pública

As zonas de refúgio poderão ser localizadas ao ar livre, desde que permitam a permanência do efectivo que delas se sirva, a uma distância superior a 8 m de quaisquer vãos abertos em paredes confinantes, ou que esses vãos, até uma altura de 4 m do pavimento da zona, sejam protegidos por elementos com uma resistência ao fogo padrão de E30.

As zonas de refúgio consideradas anteriormente devem possuir uma área de valor, em m 2 , não inferior ao efectivo dos locais que servem, multiplicado pelo índice 0,2.

5. SISTEMAS DE SEGURANÇA

5.1 Sistema Automático de Detecção de Incêndio (SADI)

Os Sistemas Automáticos de Detecção de Incêndios (SADI) são projectados para detectar a presença indesejada de um fogo através da monitorização de mudanças do meio (ambiente) associadas ao fenómeno da combustão. Assim, estes sistemas devem ser sensíveis aos fenómenos resultantes de uma reacção de combustão e ter capacidade de lhes reagir o mais precocemente possível.

A detecção automática de incêndios é possível graças a dispositivos designados de detectores, apresentando vantagens significativas em relação à detecção humana, pelo facto de, regra geral, ser mais rápida e permitir a cobertura de todas as áreas ou espaços a proteger, mesmo quando estes não são acessíveis às pessoas. Outro aspecto de grande importância consiste na reacção do Sistema à detecção de um foco de incêndio.

As funções genéricas de qualquer Sistema Automático de Detecção de incêndio são:

Detectar a presença de um fogo mediante a detecção de fumos, calor (temperatura) e radiações infravermelhas ou violeta Localizar o foco de incêndio Accionar um alarme Transmitir à distância o alarme

Promover a extinção e a contenção do incêndio, através do fecho de portas resistentes ao

Promover a extinção e a contenção do incêndio, através do fecho de portas resistentes ao fogo, registos corta-fogo, accionamento dos sistemas de desenfumagem, corte de alimentação de combustíveis, comando de elevadores, paragem de ventiladores, etc.

Um Sistema Automático de Detecção de Incêndio deve funcionar ininterruptamente (24horas/ dia) e possuir um elevado grau de fiabilidade, ou seja, apresentar uma probabilidade reduzida de ocorrência de falsos alarmes.

5.1.1 Organização do Alarme

A garantia de um estado de alerta permanente no Sistema é de importância extrema. Como

referido anteriormente, este deve ser o mais fiável possível, ter uma baixa ocorrência de falsos

alarmes, elevada sensibilidade e ser de resposta rápida face à ocorrência de um incêndio. A organização do alarme, definida como o conjunto de acções a desencadear automaticamente pelo Sistema face à ocorrência de uma situação de alarme de incêndio, é um aspecto fundamental da exploração do Sistema, e engloba a elaboração de todas as especificações funcionais da Central de Comando, no referente ao desencadear dos alarmes, alerta e comandos (matriz de comandos).

A organização do alarme depende grandemente dos riscos a proteger e da organização do

Serviço de Segurança Incêndio (SSI) do edifício.

O primeiro ponto a considerar refere-se ao período de funcionamento do Sistema. Isto é, se o

sistema opera sempre do mesmo modo durante as 24 horas do dia ou se, pelo contrário, tem um regime de funcionamento para quando a Central está vigiada (regime diurno) e outro para quando a Central não está vigiada (regime nocturno). A comutação entre estes dois regimes de funcionamento pode processar-se automaticamente ou de forma manual.

Outro aspecto a definir, para cada um dos regimes de funcionamento referidos, consiste no estabelecimento das acções a desencadear quando ocorre um alarme de incêndio, veiculado por um detector ou um botão de alarme. As acções podem ser sequenciadas no tempo, através de temporizações, e os SADI’s configurados em função de cada situação concreta.

Para exemplificar uma organização de alarme consideram-se os casos seguintes:

Posto de Segurança permanentemente vigiado (24h/ TDA) Posto de Segurança não vigiado durante o período nocturno

No modo de funcionamento com o Posto de Segurança permanentemente vigiado, qualquer detector ou botão de alarme desencadeará apenas o alarme restrito no Posto de Segurança e, após uma temporização acordada e testada previamente, é que serão desencadeados o alarme geral e o alerta aos Bombeiros, bem como as acções sequenciadas no tempo das paragens/arranques/fechos, a desencadear automaticamente pela CDI (matriz de comandos).

No decurso de qualquer temporização, o alarme geral e o alerta aos bombeiros poderão ser desencadeados por comando manual na Central. No modo de funcionamento do posto de segurança mão vigiado (nocturno), qualquer detector ou botão de alarme desencadeará o alarme geral e o alerta aos bombeiros, neste caso aconselha-se que o alarme, além de chegar aos bombeiros, informe o responsável de segurança do edifício, protegido pelo referido SADI.

Por Alarme de Incêndio entende-se o aviso aos ocupantes de um dado edifício ou estabelecimento

Por Alarme de Incêndio entende-se o aviso aos ocupantes de um dado edifício ou estabelecimento da ocorrência de um incêndio, que por sua vez determina (consoante a organização do Alarme) a evacuação do edifício.

Por Alerta entende-se a mensagem transmitida aos meios de socorro exteriores (corporações de bombeiros/112), comunicando-lhes a ocorrência de um incêndio no edifício.

Figura 3 - Central permanentemente guarnecida (vigiada) Posto de Segurança Alarme Local Central Esgotada
Figura 3 - Central permanentemente guarnecida (vigiada) Posto de Segurança Alarme Local Central Esgotada
Figura 3 - Central permanentemente guarnecida (vigiada)
Posto de Segurança
Alarme Local
Central
Esgotada
Temporização
Em Curso
Reconhecimento
Cancelamento
Sim
Sim
Não
Situação Normal
Alerta Bombeiros
Alarme Geral
Figura 4 - Posto de segurança desguarnecido no período nocturno (não vigiada) Posto de Segurança

Figura 4 - Posto de segurança desguarnecido no período nocturno (não vigiada)

Posto de Segurança

Posto de Segurança
no período nocturno (não vigiada) Posto de Segurança Alerta Bombeiros Alarme Geral 5.2 Controlo de Fumo
no período nocturno (não vigiada) Posto de Segurança Alerta Bombeiros Alarme Geral 5.2 Controlo de Fumo
no período nocturno (não vigiada) Posto de Segurança Alerta Bombeiros Alarme Geral 5.2 Controlo de Fumo

Alerta Bombeiros

Alarme Geral

5.2 Controlo de Fumo

Uma vez detectado um incêndio é necessário criar condições para evacuar as pessoas em risco e para extinguir o incêndio, aspectos muito dificultados se o fumo e os gases da combustão referidos anteriormente se mantiverem no edifício.

Assim, o controlo de fumo/desenfumagem constitui uma importante medida de segurança porque permite:

Tornar transitáveis os caminhos a usar na evacuação pelos ocupantes dos edifícios e possibilitar que os meios de intervenção (1ª e 2ª) possam ser utilizados no local do sinistro Limitar a propagação, fazendo a extracção do fumo resultante da combustão dos materiais combustíveis para o exterior. A extracção do fumo é uma forma de controlar a temperatura do ambiente interior, diminuindo a possibilidade de propagação do incêndio Promover a extracção do fumo de um incêndio após a circunscrição do sinistro que lhe deu origem

Existem várias técnicas de controlo de fumo. São possíveis quatro combinações de extracção/ insuflação:

Natural/Natural Forçada/Forçada Natural/Forçada

A Extracção Natural é realizada por aberturas de vãos existentes nos pontos mais elevados dos

A Extracção Natural é realizada por aberturas de vãos existentes nos pontos mais elevados dos

edifícios ou dos espaços a proteger, onde o fumo e os gases de combustão aquecidos têm tendência a acumular-se, permitindo a sua saída para o exterior.

A Insuflação Natural é obtida à custa de aberturas localizadas ao nível do piso do incêndio ou

abaixo dele, garantindo o varrimento de ar fresco que alimenta as correntes de convecção. Estas aberturas devem possuir uma secção pelo menos igual à das de extracção.

A Extracção Forçada é realizada por ventiladores, sistemas de condutas e bocas de extracção. Estas bocas consistem em aberturas localizadas em pontos altos dos espaços a desenfumar,

que captam o fumo e os gases de combustão desses espaços, de modo a encaminhá-los pelas condutas até às saídas para o exterior, em consequência da depressão criada pelos ventiladores de extracção.

A Insuflação Forçada é obtida à custa de ventiladores que insuflam ar fresco em aberturas localizadas ao nível do piso do incêndio ou abaixo dele.

5.3 Sinalização de Segurança

A sinalização deve obedecer à legislação nacional, designadamente ao Decreto-Lei nº 141/95,

de 14 de Junho, alterado pela Lei nº 113/99, de 3 Agosto, e à Portaria nº 1456- A/95, de 11

Dezembro.

Por sinalização entende-se genericamente, o conjunto de estímulos ópticos ou visuais, acústicos e tácteis, que podem condicionar e orientar a actuação das pessoas. No caso específico dos incêndios, como nos outros casos, a sinalização óptica ou visual consiste na instalação de sinais gráficos (símbolos ou pictogramas) nos locais apropriados, de formatos, desenhos e cores aprovadas, que dão indicações de:

Proibição: sinais que proíbem um comportamento Aviso: sinais que advertem de um perigo ou de um risco Obrigação: sinais que impõem um comportamento Salvamento ou Socorro: sinais que dão indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorro e salvamento Indicação: sinais que fornecem indicações não abrangidas de proibição, aviso, obrigação, salvamento ou socorro.

A sinalização de segurança destina-se a identificar:

Situações perigosas Percursos adequados a uma evacuação segura Equipamentos de intervenção Dispositivos manuais de accionamento do alarme Dispositivos de comando de sistemas de segurança

Na sinalização adoptam-se cores para segurança, a fim de advertir e indicar os riscos existentes.

As cores adoptadas em segurança são as seguintes: Vermelho: usado para distinguir e indicar equipamentos

As cores adoptadas em segurança são as seguintes:

Vermelho: usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de protecção e combate

a incêndio.

É empregue para identificar: caixa de alarme de incêndio (botoneiras), hidrantes, bombas de

incêndio, sirenes de alarme de incêndio, caixas com mantas de incêndio, extintores e sua localização, localização de mangueiras de incêndio, baldes de areia, tubagens, válvulas e hastes do sistema de água.

Amarelo: empregue para indicar “Cuidado“, assinalando espelhos de degraus de escadas, vigas

colocadas a baixa altura, gases não liquefeitos em canalizações, pilastras, vigas, postes, colunas

e partes salientes de estruturas e equipamentos em que se possa embater, etc.

Azul: utilizado para indicar “Cuidado“, ficando o seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos, que deverão permanecer fora de serviço

Verde: é a cor que caracteriza “Segurança“. É empregue para identificar chuveiros de segurança, dispositivos de segurança, fontes para lavagem dos olhos, caixas de equipamentos de socorro de urgência, etc.

Branco: empregue em direcção e circulação, por meio de sinais, localização e colectores de resíduos, áreas destinadas à armazenagem, zonas de segurança, passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas (localização e largura), áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência.

Preto: indica canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade. Poderá ser usado em substituição do branco, ou em combinação com este, quando condições especiais o exijam.

Na tabela abaixo apresenta-se o significado das cores utilizadas na sinalização de segurança:

Tabela 17 - Significado das cores dos sinais de segurança

Cor

Significado ou Finalidade

Indicações e Precisões

 

Sinal de Proibição

Atitudes perigosas

Vermelho

Perigo - Alarme

Stop, pausa, dispositivos de corte de emergência. Evacuação

Material e equipamento de combate a incêndios

Identificação e localização

Amarelo

Sinal de aviso

Atenção, precaução. Verificação

Azul

Sinal de obrigação

Comportamento ou fracção específicos – obrigação de utilizar equipamento de protecção individual

Verde

Sinal de salvamento ou de socorro

Portas, saídas, vias, material, postos, locais específicos

Situação de segurança

Regresso à normalidade

O significado da forma dos sinais de segurança é apresentado na tabela abaixo: Tabela 18

O significado da forma dos sinais de segurança é apresentado na tabela abaixo:

Tabela 18 – Significado da forma dos sinais de segurança

Forma

Significado

Cores associadas

Circulo

Proibição

Vermelho

Triângulo equilátero

Aviso

Amarelo

Rectângulo ou quadrado

Informação

Verde, Amarelo, Vermelho ou Azul

Seta

Sentido de Orientação

Verde e vermelho

Cruz

Primeiros socorros

Verde

Tabela 19 - Exemplos de Sinais de Segurança

 
 
 
 

Informação

Informação
Informação
Informação

Proibição

Proibição
Proibição
Proibição

Tabela 20 - Sinalização de Caminhos de Evacuação

de Sinais de Segurança   Informação Proibição Tabela 20 - Sinalização de Caminhos de Evacuação 37
de Sinais de Segurança   Informação Proibição Tabela 20 - Sinalização de Caminhos de Evacuação 37
de Sinais de Segurança   Informação Proibição Tabela 20 - Sinalização de Caminhos de Evacuação 37
de Sinais de Segurança   Informação Proibição Tabela 20 - Sinalização de Caminhos de Evacuação 37
de Sinais de Segurança   Informação Proibição Tabela 20 - Sinalização de Caminhos de Evacuação 37
de Sinais de Segurança   Informação Proibição Tabela 20 - Sinalização de Caminhos de Evacuação 37
Os sinais devem ser instalados em locais bem iluminados, devendo usar-se cores fosforescentes, materiais reflectores

Os sinais devem ser instalados em locais bem iluminados, devendo usar-se cores fosforescentes, materiais reflectores ou iluminação complementar para garantir uma maior visibilidade.

As dimensões dos sinais devem ser adequadas à distância máxima a que devem ser observados, podendo utilizar-se a fórmula prática:

Em que:

A≥d 2 /2000

d = Distância de observação do sinal, em metros A = Área do sinal, em metros quadrados

Figura 5 - Dimensão dos sinais

A d
A
d

A altura e aposição dos sinais também devem garantir a sua boa visibilidade à distância julgada conveniente.

5.4 Iluminação de Segurança

A sinalização dos caminhos de evacuação deve ser luminosa, normalmente através de blocos autónomos que devem possuir uma intensidade de 60 lm, complementada por meios de sinalização passiva, onde for necessário. A sinalização de saídas deve ser baseada em blocos autónomos permanentes que devem possuir uma intensidade luminosa de 60 lm e, de preferência, ser localizados sobre as portas de saída. A maior parte da sinalização de circulação também deve basear-se em blocos autónomos permanentes, ainda que, em certos casos se admitam sinais não activos com esta finalidade, desde que a iluminação ambiente garanta a sua visibilidade.

6. CARACTERIZAÇÃO DOS OCUPANTES 6.1 Factores Influentes dos Comportamentos A complexidade deste tema acarreta diversas

6. CARACTERIZAÇÃO DOS OCUPANTES

6.1 Factores Influentes dos Comportamentos

A complexidade deste tema acarreta diversas dificuldades na sua abordagem. Assim, far-se-á o

enquadramento geral de aspectos básicos, numa perspectiva teórico-prática, que possibilitará

a compreensão de situações bastante específicas, de modo a fornecer dados/elementos de aplicaçãoprática em cada uma dessas situações.

Por comportamento entende-se “toda a actuação de um indivíduo com consequências tanto a nível interno (para o próprio indivíduo), como externo (cujos efeitos influenciam outras pessoas ou o meio), tendo por base na sua constituição e manifestação, um conjunto de factores (biológicos, psicológicos, ambientais, sociais, cognitivos, etc) ”, podendo dizer-se que consiste num fenómeno único e com múltiplas causalidades.

Um determinado comportamento pode manifestar-se aparentemente de forma espontânea ou provocada.

Factores Influentes Comportamento Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada

Factores Influentes

Comportamento

Manifestação

Factores Influentes Comportamento Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada
Factores Influentes Comportamento Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada
Factores Influentes Comportamento Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada
Factores Influentes Comportamento Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada
Factores Influentes Comportamento Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada
Factores Influentes Comportamento Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada
Externas Actuação Consequências Internas
Externas
Actuação
Consequências
Internas
Factores Influentes Comportamento Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada
Factores Influentes Comportamento Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada
Factores Influentes Comportamento Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada
Factores Influentes Comportamento Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada
Factores Influentes Comportamento Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada
Factores Influentes Comportamento Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada

Psico-Biofeedback

Provocada

Manifestação Externas Actuação Consequências Internas Psico-Biofeedback Provocada Espontânea 39

Espontânea

39

Como mencionado anteriormente, todo o comportamento tem consequências que podem modificar uma conduta e, inclusivamente,

Como mencionado anteriormente, todo o comportamento tem consequências que podem modificar uma conduta e, inclusivamente, afectar o meio em questão, isto é, alterar as circunstâncias desse meio.

Este comportamento modificador pode ser adequado ou não à situação em questão. No caso de o comportamento não ser o adequado, traduz-se numa conduta obstrucionista para a solução salvadora de uma situação nociva, tanto a nível individual, como para o grupo, que em situações de pânico pode assumir dimensões bastante consideráveis.

Por pânico entende-se um comportamento desorganizado e irracional provocado pelo medo exagerado perante um facto, no qual predominam actos institivos, primários e descontrolados.

Para um melhor entendimento do comportamento psicológico das pessoas, perante situações de emergência, há que ter em consideração outros aspectos particularmente relevantes, dos quais se destacam os que a seguir se enumeram.

1) Características do local onde possa ocorrer uma situação de emergência:

a. Aberto

b. Fechado

c. Distribuição dos Pisos:

Horizontal (Rectilíneo / Quebrado)

Vertical (Largura dos Pisos / Número de Pisos)

Mista

d. Distribuição e desenho das escadas

e. Sinalização das vias de evacuação

Dimensão

Cor

Acústicos

f. Difusão das normas de actuação em caso de emergência

g. Indicação das áreas de refúgio (terraços e compartimentos)

2) Características dos ocupantes que circulam no edifício / recinto em que possa ocorrer uma catástrofe:

a. Média de Idades e Condição Física

Idosos

Deficientes Motores

Deficientes Visuais

Deficientes Auditivos

Comatosos

b. Sexo Predominante • Feminino • Masculino c. Permanência • Fixa • Passageira/Circunstancial •

b. Sexo Predominante

Feminino

Masculino

c. Permanência

Fixa

Passageira/Circunstancial

Hóspedes

d. Momento do Dia

Diurno

Nocturno

e. Experiência prévia em simulacros

f. Treino em simulacros

3) Factores influentes no comportamento das pessoas em situações de emergência:

a. Externos

Visibilidade

Tensão ambiental

Aspectos acústicos

b. Internos

Sentido de Orientação

Solidão

Angústia

Toxicidade (álcool, barbitúricos, etc.)

4) Fases de actuação durante o sinistro:

a. Do indivíduo

Tipos de Condutas:

o

Preventivas

o

Evacuação (Organizada/Altruísta)

Condutas Inadaptadas:

o

Egoístas e Agressivas

o

Vandalismo

o

Intolerante

o

Reentrada no Local do Sinistro

b. Do pessoal encarregue da Segurança (Serviço Segurança Incêndio)

Capacidade de liderança

Organização da evacuação

Eficácia e rapidez nas actuações

Controlo de massas

5) Quadro Resumo de Factores Influentes nos Comportamentos: Situações Tipo a. Individuais b. Grupos Aglomerações

5) Quadro Resumo de Factores Influentes nos Comportamentos:

Situações Tipo

a. Individuais

b. Grupos Aglomerações

Características do Espaço

a. Aberto (recintos desportivos, etc.)

b. Fechado

c. Distribuição do Recinto (Horizontal / Vertical / Misto)

d. Indicação de Áreas de Refúgio

e. Distribuição e Configuração das Escadas

f. Sinalização/Iluminação das Saídas de Evacuação

g. Difusão das Normas de Actuação

Características dos Ocupantes

a. Personalidade Tipo

b. Média de Idades

c. Sexo Predominante

d. Tipo de Permanência

e. Hora do Dia

f. Experiência

g. Treino de Simulacros

Tipos de Sinistro

a. Inundação

b. Incêndio

c. Derrocada

d. Explosão

e. Actuação Desordenada

Factores Influentes

a. Externos

b. Internos

Fases de Actuação

a. Do Incêndio

b. Do Pessoal Encarregue da Segurança

6.2 Análise de Situações de Emergência e de Reacções que se podem Produzir

Antes de mais há que analisar as reacções comportamentais a que se irá fazer referência, e que respeitam à histeria colectiva, com a consequente aparição do fenómeno “Pânico de Massas”.

Como referido anteriormente, existem inúmeras situações de emergência, pelo que estas podem ser classificadas com base em aspectos como a origem causadora da situação ou as condições físicas ou ambientais que favorecem o seu início e a sua propagação (volume, distribuição, vias de evacuação, etc.).

Contemplando a classificação referida, não é difícil imaginar que as reacções das pessoas variam consoante

Contemplando a classificação referida, não é difícil imaginar que as reacções das pessoas variam consoante a situação. No entanto, reflectindo sobre o aspecto do descontrolo do comportamento humano, pode deduzir-se facilmente que em todas as situações de emergência existe um perigo comum que é o pânico, o qual terá de ser evitado a todo o custo.

É muito importante que os serviços de segurança evitem situações de pânico nos primeiros

momentos de uma situação de emergência, pois uma vez desencadeado o pânico, o seu controlo é extremamente difícil. Assim sendo, é essencial ter conhecimento dos processos psicológicos que intervêm nas pessoas para que estas actuem de uma determinada forma.

É do conhecimento que “nem todas as pessoas actuam de igual forma perante uma mesma situação”.

Assim como:

“Uma

semelhantes”.

mesma

pessoa

não

actua

de

igual

modo

perante

situações

aparentemente

Considere-se o exemplo o Sr. “X”, presente num hotel onde ocorre um incêndio, que agirá de uma determinada forma (que não é, nem tem de ser igual à do Sr. “Y”, que está no quarto ao lado).

Caso o Sr. “X” tenha a infelicidade de presenciar outro incêndio, num outro hotel, não irá agir de forma igual à anterior.

As razões deste facto são, em princípio, fáceis de deduzir:

Adquiriu uma experiência de fogo.razões deste facto são, em princípio, fáceis de deduzir: Leu e informou-se mais profundamente sobre situações

Leu e informou-se mais profundamente sobre situações de fogo. Sensibilizou-se sobre o tema.fáceis de deduzir: Adquiriu uma experiência de fogo. Desenvolveu a percepção sensorial para detectar sinais de

Desenvolveu a percepção sensorial para detectar sinais de situações de perigo mais rapidamente.sobre situações de fogo. Sensibilizou-se sobre o tema. Reflectiu mentalmente sobre a situação, tomando em conta

Reflectiu mentalmente sobre a situação, tomando em conta os erros que cometeu na primeira vez.detectar sinais de situações de perigo mais rapidamente. Informou-se dos procedimentos correctos a realizar para a

Informou-se dos procedimentos correctos a realizar para a situação de perigo vivida.tomando em conta os erros que cometeu na primeira vez. Psicologicamente, não se encontra com a

Psicologicamente, não se encontra com a mesma predisposição.correctos a realizar para a situação de perigo vivida. Pessoalmente, o seu equilíbrio psicológico não será

Pessoalmente, o seu equilíbrio psicológico não será o mesmo.não se encontra com a mesma predisposição. Conclusão: Aprendeu a resolver uma situação. Parte-se

Conclusão: Aprendeu a resolver uma situação.

Parte-se agora do princípio que o Sr. “X” vive uma segunda situação de fogo, num edifício distinto de um hotel, como por exemplo, num Centro Comercial.

Como será a sua reacção comportamental? a. Igual à primeira b. Totalmente distinta c. De

Como será a sua reacção comportamental?

a. Igual à primeira

b. Totalmente distinta

c. De certo modo, parecida com a primeira, mas algo distinta

O mais provável é que proceda como na situação c), o que será devido a:

Ter adquirido um conhecimento de procedimentos à situação hostil (ex: colocar um pano no nariz para evitar os efeitos negativos do fumo).é que proceda como na situação c), o que será devido a: Não se sentir tão

Não se sentir tão confuso com a nova situação (ex: apresenta comportamento de fuga mais rápido).um pano no nariz para evitar os efeitos negativos do fumo). Psicologicamente: a. Controla a situação

Psicologicamente:(ex: apresenta comportamento de fuga mais rápido). a. Controla a situação (por ex. adquiriu confiança em

a. Controla a situação (por ex. adquiriu confiança em si próprio)

ou

b. Domina a situação (por ex. manteve traumas da ultima vez)

Ter moldado a sua percepção para detectar as vias de evacuação rapidamente.Domina a situação (por ex. manteve traumas da ultima vez) Aglomeração de situação diferente. Configuração da

Aglomeração de situação diferente.para detectar as vias de evacuação rapidamente. Configuração da planta do edifício diferente. Presença

Configuração da planta do edifício diferente.rapidamente. Aglomeração de situação diferente. Presença de obstáculos nas vias de evacuação é maior.

Presença de obstáculos nas vias de evacuação é maior.diferente. Configuração da planta do edifício diferente. Maior sensibilização para ruídos e gritos. Maior

Maior sensibilização para ruídos e gritos.Presença de obstáculos nas vias de evacuação é maior. Maior afluência de pessoas nas vias de

Maior afluência de pessoas nas vias de saída.é maior. Maior sensibilização para ruídos e gritos. Conclusão: O seu comportamento não será o mesmo!