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Nego Drama

A letra aborda a luta e as vitórias de um homem negro que vem da favela, refletindo sobre as dificuldades enfrentadas e a busca por superação. O 'negro drama' representa a realidade de muitos que, apesar das adversidades, buscam se afirmar e conquistar seu espaço. A canção destaca a importância da identidade, da resistência e da conexão com as raízes, mesmo diante das pressões sociais e econômicas.

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Nego Drama

A letra aborda a luta e as vitórias de um homem negro que vem da favela, refletindo sobre as dificuldades enfrentadas e a busca por superação. O 'negro drama' representa a realidade de muitos que, apesar das adversidades, buscam se afirmar e conquistar seu espaço. A canção destaca a importância da identidade, da resistência e da conexão com as raízes, mesmo diante das pressões sociais e econômicas.

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Nego drama Sou exemplo de vitórias, trajetos e glórias

O dinheiro tira um homem da miséria


Entre o sucesso e a lama
Mas não pode arrancar de dentro dele a favela
Dinheiro, problemas, invejas, luxo, fama
São poucos que entram em campo pra vencer
Nego drama
A alma guarda o que a mente tenta esquecer
Cabelo crespo e a pele escura
Olho pra trás, vejo a estrada que eu trilhei, mó cota
A ferida, a chaga, à procura da cura
Quem teve lado a lado e quem só ficou na bota
Nego drama
Entre as frases, fases e várias etapas
Tenta ver e não vê nada
Do quem é quem, dos mano e das mina fraca
A não ser uma estrela
Hum, nego drama de estilo
Longe, meio ofuscada
Pra ser, se for tem que ser
Sente o drama
Se temer é milho
O preço, a cobrança
Entre o gatilho e a tempestade
No amor, no ódio, a insana vingança
Sempre a provar
Nego drama
Que sou homem e não um covarde
Eu sei quem trama e quem tá comigo
Que Deus me guarde, pois eu sei que ele não é neutro
O trauma que eu carrego
Vigia os rico, mas ama os que vem do gueto
Pra não ser mais um preto fodido
Eu visto preto por dentro e por fora
O drama da cadeia e favela
Guerreiro, poeta, entre o tempo e a memória
Túmulo, sangue, sirene, choros e velas
Ora, nessa história vejo dólar e vários quilates
Passageiro do Brasil, São Paulo, agonia
Falo pro mano que não morra e também não mate
Que sobrevivem em meio às honras e covardias
O tic-tac não espera, veja o ponteiro
Periferias, vielas, cortiços
Essa estrada é venenosa e cheia de morteiro
Você deve tá pensando
Pesadelo, hum, é um elogio
O que você tem a ver com isso?
Pra quem vive na guerra, a paz nunca existiu
Desde o início, por ouro e prata
No clima quente, a minha gente sua frio
Olha quem morre, então
Vi um pretinho, seu caderno era um fuzil, fuzil
Veja você quem mata
Nego drama
Recebe o mérito a farda que pratica o mal
Crime, futebol, música, carai'
Me ver pobre, preso ou morto já é cultural
Eu também não consegui fugir disso aí
Histórias, registros e escritos
Eu sou mais um
Não é conto nem fábula, lenda ou mito
Forrest Gump é mato
Não foi sempre dito que preto não tem vez?
Eu prefiro contar uma história real
Então olha o castelo e não
Vou contar a minha
Foi você quem fez, cuzão
Daria um filme
Eu sou irmão do meus truta de batalha
Uma negra e uma criança nos braços
Eu era a carne, agora sou a própria navalha
Solitária na floresta de concreto e aço
Tim-tim, um brinde pra mim
Veja, olha outra vez o rosto na multidão Aquele que você odeia amar nesse instante
A multidão é um monstro sem rosto e coração Pele parda e ouço funk
Hei, São Paulo, terra de arranha-céu E de onde vem os diamante? Da lama
A garoa rasga a carne, é a Torre de Babel Valeu mãe, negro drama (drama, drama, drama)
Família brasileira, dois contra o mundo Aí, na época dos barraco de pau lá na Pedreira
Mãe solteira de um promissor vagabundo Onde cês tavam?
Luz, câmera e ação, gravando a cena vai Que que cês deram por mim?
Um bastardo, mais um filho pardo sem pai Que que cês fizeram por mim?
Hei, senhor de engenho, eu sei bem quem você é Agora tá de olho no dinheiro que eu ganho?
Sozinho cê num guenta, sozinho cê num entra a pé Agora tá de olho no carro que eu dirijo?
Cê disse que era bom e as favela ouviu Demorou, eu quero é mais, eu quero até sua alma
Lá também tem uísque, Red Bull, tênis Nike e fuzil Aí, o rap fez eu ser o que sou
Admito, seus carro é bonito, é, e eu não sei fazer Ice Blue, Edy Rock e KL Jay
Internet, videocassete, os carro loco E toda a família, e toda geração que faz o rap
Atrasado, eu tô um pouco sim, tô, eu acho A geração que revolucionou, a geração que vai
revolucionar
Só que tem que
Anos 90, século 21, é desse jeito
Seu jogo é sujo e eu não me encaixo
Aí, você sai do gueto
Eu sou problema de montão, de Carnaval a Carnaval
Mas o gueto nunca sai de você, morô irmão?
Eu vim da selva, sou leão, sou demais pro seu quintal
Cê tá dirigindo um carro
Problema com escola eu tenho mil, mil fita
O mundo todo tá de olho 'ni você, morô?
Inacreditável, mas seu filho me imita
Sabe por quê? Pela sua origem, morô irmão?
No meio de vocês ele é o mais esperto
É desse jeito que você vive, é o negro drama
Ginga e fala gíria; gíria não, dialeto
Eu num li, eu não assisti
Esse não é mais seu, oh, subiu
Eu vivo o negro drama
Entrei pelo seu rádio, tomei, cê nem viu
Eu sou o negro drama
Nóis é isso ou aquilo, o quê? Cê não dizia?
Eu sou o fruto do negro drama
Seu filho quer ser preto, ah, que ironia
Aí Dona Ana, sem palavra
Cola o pôster do 2Pac aí, que tal? Que cê diz?
A senhora é uma rainha, rainha
Sente o negro drama, vai, tenta ser feliz
Mas aí, se tiver que voltar pra favela
Ei bacana, quem te fez tão bom assim?
Eu vou voltar de cabeça erguida
O que cê deu, o que cê faz, o que cê fez por mim?
Porque assim é que é, renascendo das cinzas
Eu recebi seu ticket, quer dizer kit
Firme e forte, guerreiro de fé
De esgoto a céu aberto e parede madeirite
Vagabundo nato!
De vergonha eu não morri, to firmão, eis-me aqui
Fonte: Musixmatch
Você não, cê não passa quando o mar vermelho abrir
Compositores: Adivaldo Pereira Alves / Pedro Paulo
Eu sou o mano, homem duro, do gueto, Brown, oba
Soares Pereira
Aquele loco que não pode errar

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