INSTITUTO POLITÉCNICO
PRIVADO LUCRÉCIO DOS SANTOS
ÁREA DE FORMAÇÃO DE INFORMÁTICA
CURSO TÉCNICO DE GESTÃO DE SISTEMAS INFORMÁTICOS
PROJECTO TECNOLÓGICO
13ª CLASSE
DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA WEB DE ARMAZENAMENTO
(REPOSITÓRIO) DE TRABALHOS JÁ DEFENDIDOS NO IPPLS -
CLOUDBASE
ANTÓNIO PAULO DE SOUSA COSTA
STELVIO ELIEZER SIMÃO BAPTISTA
ORIENTADOR
_____________________________
GARCIA OLIVEIRA
ANO LECTIVO 2024/2025
INSTITUTO POLITÉCNICO
PRIVADO LUCRÉCIO DOS SANTOS
ÁREA DE FORMAÇÃO DE INFORMÁTICA
CURSO TÉCNICO DE GESTÃO DE SISTEMAS INFORMÁTICOS
PROJECTO TECNOLÓGICO
13ª CLASSE
DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA WEB DE ARMAZENAMENTO
(REPOSITÓRIO) DE TRABALHOS JÁ DEFENDIDOS NO IPPLS -
CLOUDBASE
ANTÓNIO PAULO DE SOUSA COSTA
STELVIO ELIEZER SIMÃO BAPTISTA
ORIENTADOR
_____________________________
GARCIA OLIVEIRA
ANO LECTIVO 2024/2025
DEDICATÓRIA
Com imensa gratidão e emoção, dedicamos esta conquista a todas as pessoas que
fizeram parte da nossa jornada acadêmica. A Deus, pela força e sabedoria em cada
desafio. À nossa família, pelo apoio incansável e por acreditar em nós mesmo nos
momentos mais difíceis. Aos professores, orientador e colegas por compartilharem não
apenas conhecimento, mas também inspiração para seguir em frente.
II
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a todos que contribuíram direta ou indiretamente para a realização
deste trabalho. Em especial, expressamos nossa gratidão aos nossos professores pelo
apoio e orientação, e aos nossos colegas e familiares pelo incentivo e suporte durante todo
o processo acadêmico.
III
EPÍGRAFE
“O poder da Web está em sua universalidade. O
acesso por todos, independentemente de deficiência, é um
aspecto essencial.”
Tim Berners-Lee (Inventor da World Wide Web)
IV
RESUMO
Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um sistema WEB de
armazenamento (repositório) denominado CloudBase, destinado à catalogação e
preservação de trabalhos acadêmicos já defendidos no Instituto Politécnico Privado
Lucrécio dos Santos (IPPLS).
O sistema permitirá que alunos arquivem e professores consultem trabalhos
finais (dissertações e projetos concluídos), assegurando o acesso organizado ao
conhecimento produzido na instituição. A plataforma integrará funcionalidades como:
Cadastro de utilizadores (com níveis de acesso diferenciados); Upload seguro de
documentos (formatos PDF, DOCX, etc.); Busca avançada (por autor, ano, área temática
ou palavras-chave); Visualização controlada (com restrições conforme políticas
institucionais).
Desenvolvido em PHP e MySQL (backend), HTML, CSS e JavaScript
(frontend), o CloudBase priorizará: Segurança (proteção contra acessos não autorizados);
Escalabilidade (para suportar o crescimento do acervo); Usabilidade (interface intuitiva
para pesquisa e recuperação de trabalhos).
Palavras-chave: Repositório digital, Trabalhos acadêmicos, Armazenamento,
CloudBase, IPPLS.
V
ABSTRACT
This paper presents the development of a web storage system (repository) called
CloudBase, intended for cataloging and preserving academic papers already defended at
the Lucrécio dos Santos Private Polytechnic Institute (IPPLS).
The system will allow students to archive and professors to consult final papers
(dissertations and completed projects), ensuring organized access to the knowledge
produced at the institution. The platform will integrate features such as: User registration
(with different access levels); Secure upload of documents (PDF, DOCX formats, etc.);
Advanced search (by author, year, subject area or keywords); Controlled viewing (with
restrictions according to institutional policies).
Developed in PHP and MySQL (backend), HTML, CSS and JavaScript
(frontend), CloudBase will prioritize: Security (protection against unauthorized access);
Scalability (to support the growth of the collection); Usability (intuitive interface for
searching and retrieving papers).
Keywords: Digital repository, Academic works, Storage, CloudBase, IPPLS.
VI
LISTA DE ABREVIATURAS
API – Application Programming Interface
CSS – Cascading Style Sheets
HTML – HyperText Markup Language
IPPLS – Instituto Politécnico Privado Lucrécio dos Santos
JS – JavaScript
MVC – Model-View-Controller
MySQL – Structured Query Language Database
PHP – Hypertext Preprocessor
UI – User Interface
UX – User Experience
WWW – World Wide Web
VII
LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Logotipo HTML 5........................................................................................................ 7
Figura 2. Logotipo CSS 3 ............................................................................................................ 7
Figura 3. Logotipo JavaScript ..................................................................................................... 8
Figura 4. Imagem PHP ................................................................................................................. 8
Figura 5. Imagem MySQL .......................................................................................................... 9
Figura 6. Imagem BRModelo ....................................................................................................... 9
Figura 7. Imagem XAMPP ......................................................................................................... 10
Figura 8. Imagem Figma ............................................................................................................ 10
Figura 9. Imagem VS Code ........................................................................................................ 11
Figura 10. Imagem Google Chrome ........................................................................................... 11
Figura 11. Regras de Negócio .................................................................................................... 13
Figura 12. Casos de Uso do Sistema para Administrador ........................................................... 15
Figura 13. Casos de Uso do Sistema para Estudante .................................................................. 16
Figura 14. Casos de Uso do Sistema para Professor ................................................................... 17
Figura 15. Diagrama Entidade - Relacionamento (Fonte própria) .............................................. 26
Figura 16. Modelo Lógico (Fonte própria) ................................................................................. 28
Figura 17: Tela Do Chat ............................................................................................................. 39
Figura 18: Tela Do Simulador De Código .................................................................................. 39
Figura 19: Tela De Criaçao Do Repositório ............................................................................... 40
Figura 20: Tela Do Perfil Do Aluno ........................................................................................... 40
Figura 21: Tela De Perfil Do Professor ...................................................................................... 41
Figura 22: Tela Da Lista De Disciplinas .................................................................................... 41
Figura 23: Tela De Repositórios Criados ................................................................................... 42
Figura 24: Tela De Feedbacks Dos Utilizadores ........................................................................ 42
Figura 25: Tela Do Administrador (Gerir Cursos)...................................................................... 43
Figura 26: Tela Do Administrador (Gerir Repositórios)............................................................. 43
Figura 27: Tela Do Administrador (Gerir Utilizadores) ............................................................. 44
Figura 28: Tela Do Administrador (Painel Estático) .................................................................. 44
VIII
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Especificação de Caso de Uso - Fazer Login .............................................................. 18
Tabela 2: Especificação de Caso de Uso - Administrar Utilizadores .......................................... 19
Tabela 3: Especificação de Caso de Uso - Criar Repositório ..................................................... 20
Tabela 4: Especificação de Caso de Uso - Upload de Arquivos ................................................. 21
Tabela 5. Requisitos funcionais .................................................................................................. 23
Tabela 6. Classificação dos requisitos não funcionais ................................................................ 24
IX
SUMÁRIO
T
1.1 ESTRUTURA DO TRABALHO ........................................................................................... 2
O
1.2 PROBLEMA DE INVESTIGAÇÃO ..................................................................................... 2
C
1.3 JUSTIFICATIVA ................................................................................................................... 3
1.4 OBJECTIVO GERAL ............................................................................................................ 4
\
1.5 OBJETIVOS ESPECIFICOS ................................................................................................. 4
o
1.6 DELIMITAÇÃO DO TEMA ................................................................................................. 4
" METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA ....................................................... 4
1.7
1
-H
2.1 TECNOLOGIAS WEB E DESENVOLVIMENTO FRONTEND ......................................... 7
3Y
2.2 TECNOLOGIAS WEB E DESENVOLVIMENTO FRONTEND ......................................... 8
P
"
FERRAMENTAS
E AUXILIARES ................................................................................................ 9
R
\
L
H
h DESCRIÇÃO DO SISTEMA ............................................................................................... 12
3.1
I
Y
3.2 REGRAS DE NEGÓCIO ..................................................................................................... 13
N
P
\
3.3
E DIAGRAMA DE CASOS DE USO DO SISTEMA ............................................................ 14
K
z
R
3.3.1 ESPECIALIZAÇÕES DOS CASOS DE USO DO SISTEMA ......................................... 18
\
L
3.4 DESCRIÇÃO DOS REQUISITOS FUNCIONAIS E NÃO FUNCIONAIS ........................ 22
\Il
3.4.1
u REQUISITOS FUNCIONAIS ........................................................................................... 22
N
"3.4.2 REQUISITOS NÃO FUNCIONAIS ................................................................................. 23
K
_
H
\T
H
3.5 DIAGRAMA ENTIDADE - RELACIONAMENTO ........................................................... 25
oY
l
Y
3.5.1 MODELO LÓGICO .......................................................................................................... 27
cP
P
"3.5.2
2EE MODELO FÍSICO ............................................................................................................ 29
_0R
R
4. CONCLUSÃO ....................................................................................................................... 36
2L
T
L
4.1 RECOMENDAÇÕES .......................................................................................................... 37
o7II
4.3
4N REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 38
cN
0K
ANEXOS
2
K ................................................................................................................................... 39
80 X
20\\
1l7l
4"
1. INTRODUÇÃO
No contexto educacional contemporâneo, a colaboração e a partilha de
conhecimento assumem um papel central na consolidação de aprendizagens
significativas. Com o avanço exponencial das tecnologias digitais, torna-se imperativo
desenvolver ferramentas que não apenas acompanhem essa evolução, mas que também
se integrem ao ambiente académico como suporte efectivo ao processo de ensino-
aprendizagem.
A presente aplicação web insere-se como uma proposta inovadora, concebida
especificamente para estudantes e docentes, com o intuito de oferecer uma plataforma
digital que viabilize o armazenamento.
Para além de funcionar como um repositório académico digital, a aplicação
integra um vasto conjunto de funcionalidades orientadas à colaboração efectiva: sistema
de comunicação interactiva, que facilita a troca directa de ideias entre estudantes e
professores; ambiente de experimentação de código, direccionado a projectos na área da
informática, incentivando a prática e a aplicação de conhecimentos de programação;
interface de interacção contínua, promovendo o acompanhamento activo por parte dos
professores.
Esta abordagem visa não apenas facilitar a gestão de projectos, mas também
fomentar a autonomia, o pensamento crítico e o trabalho em equipa, pilares essenciais na
formação académica e profissional. Ao reunir num único ambiente digital os recursos
necessários para a produção colaborativa, a plataforma representa um avanço
significativo no apoio à investigação, à partilha do saber e à inovação educativa.
A CloudBase é uma plataforma web concebida para o armazenamento e
organização de trabalhos académicos já defendidos no IPPLS. Desenvolvida com
tecnologias modernas (PHP, HTML, CSS, JS e MySQL), permite o registo de alunos e
professores, o carregamento de ficheiros, e busca avançada. Visa preservar o
conhecimento, facilitar o acesso à produção científica e fomentar o trabalho académico
em equipa.
1
1.1 ESTRUTURA DO TRABALHO
A seguir apresenta-se uma síntese dos quatro capítulos que compõem este
Trabalho de Conclusão de Curso.
No primeiro capítulo, apresenta-se a introdução do tema, o problema de
investigação, a justificação, os objectivos geral e específicos, bem como a metodologia
adoptada na realização do projecto.
O segundo capítulo aborda a fundamentação teórica, onde são discutidos
conceitos relacionados aos sistemas de armazenamento digital e repositórios académicos,
suas vantagens e desafios. Também são descritas as tecnologias utilizadas no
desenvolvimento do sistema, como PHP, MySQL, HTML, CSS, JavaScript, além de
mecanismos de segurança em aplicações web.
No terceiro capítulo, detalha-se o processo de desenvolvimento do sistema
CloudBase. Apresentam-se os requisitos funcionais e não funcionais, os modelos criados
(como diagramas de caso de uso, entidade-relacionamento e modelo lógico), além da
implementação das funcionalidades e a programação do sistema.
O quarto capítulo traz as considerações finais, incluindo a análise dos resultados
obtidos, sugestões para melhoramentos futuros e possíveis aplicações do sistema em
outros contextos académicos, além das referências bibliográficas utilizadas na construção
do trabalho.
1.2 PROBLEMA DE INVESTIGAÇÃO
No Instituto Politécnico Privado Lucrécio dos Santos (IPPLS), estudantes e
professores enfrentam dificuldades na organização, preservação e consulta dos trabalhos
científicos já defendidos. A ausência de um repositório centralizado compromete a
conservação deste património académico e limita o seu aproveitamento por novos
estudantes.
Actualmente, os trabalhos finais estão dispersos em diversos formatos e suportes
físicos, dificultando a recuperação da informação, a preservação a longo prazo, o
cumprimento dos padrões institucionais e o acesso por parte de investigadores.
A fragmentação dos processos de arquivamento e consulta evidencia a
necessidade de uma solução unificada que garanta armazenamento seguro, organização
académica, acesso controlado e integridade documental.
De que forma o desenvolvimento do sistema CloudBase pode optimizar essa
gestão, oferecendo ao IPPLS uma plataforma eficaz para armazenar, organizar e
consultar os trabalhos académicos?
2
1.3 JUSTIFICATIVA
A criação do sistema CloudBase como repositório digital de trabalhos
académicos no Instituto Politécnico Privado Lucrécio dos Santos (IPPLS) justifica-se pela
necessidade urgente de organizar e preservar o conhecimento produzido na instituição.
Atualmente os trabalhos finais encontram-se dispersos em diferentes formatos e locais
físicos o que dificulta o acesso e coloca em risco a conservação deste valioso património
intelectual
O IPPLS carece de um sistema centralizado que permita armazenar de forma
segura e organizada todos os trabalhos já defendidos. Esta dispersão actual não só
prejudica a consulta por parte de alunos e professores como também compromete a
preservação a longo prazo destes documentos académicos
O desenvolvimento do CloudBase vem responder a estas necessidades
prementes oferecendo uma solução tecnológica completa que garantirá a conservação
permanente dos trabalhos A plataforma permitirá não apenas o armazenamento seguro,
mas também a organização sistemática por critérios académicos como cursos e áreas de
conhecimento facilitando sobremaneira a pesquisa e recuperação da informação
Para a instituição este projecto representa um avanço significativo na
modernização dos seus processos de gestão documental. Transformará o IPPLS numa
referência no que diz respeito à preservação do conhecimento académico garantindo que
o trabalho desenvolvido por estudantes e professores permaneça acessível para futuras
gerações
A longo prazo o CloudBase contribuirá para a valorização da produção científica
da instituição servindo como arquivo histórico e como ferramenta pedagógica. Esta
solução tecnológica posicionar-se-á como elemento fundamental na política de qualidade
e excelência que caracteriza o IPPLS.
3
1.4 OBJECTIVO GERAL
Desenvolver uma plataforma colaborativa para gestão de projetos, promovendo
organização, acessibilidade, interação e inovação dentro do IPPLS.
1.5 OBJETIVOS ESPECIFICOS
Armazenar projectos;
Compartilhar projectos;
Implementar um simulador de código;
Organizar repositórios;
Promover a colaboração entre alunos;
Permitir upload e download de projectos;
Gerar relatórios estatísticos;
Garantir integridade e segurança;
Establecer um canal de comunicação interna.
1.6 DELIMITAÇÃO DO TEMA
O presente projecto está delimitado ao desenvolvimento e à implementação de
um sistema web de armazenamento digital destinado exclusivamente à gestão dos
trabalhos académicos já defendidos no Instituto Politécnico Privado Lucrécio dos Santos
(IPPLS).
1.7 METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
A escolha de uma metodologia adequada é essencial para orientar de forma
coerente as etapas de um projecto. A metodologia científica, por sua vez, representa um
conjunto de técnicas, princípios e procedimentos que possibilitam a investigação
sistemática de um problema ou fenômeno. No âmbito do desenvolvimento do sistema
CloudBase, adotar uma abordagem metodológica estruturada é fundamental para
assegurar a criação de uma plataforma funcional, segura e acessível. Tal prática contribui
significativamente para a qualidade do produto final e para a sua utilidade no meio
acadêmico, promovendo o avanço do conhecimento e facilitando o acesso à produção
científica do IPPLS.
4
Método qualitativo
Observação: A observação, enquanto técnica de coleta de dados, pode ocorrer
de forma direta ou indireta e permite ao investigador compreender o ambiente e os
comportamentos dos participantes. Durante os anos de convivência no Instituto
Politécnico Privado Lucrécio dos Santos (IPPLS), foi possível identificar a ausência de
um meio eficiente para armazenamento e acesso aos trabalhos acadêmicos já concluídos.
Muitos estudantes relataram dificuldades em consultar monografias anteriores para fins
de referência e pesquisa. Essas observações foram fundamentais para a concepção do
sistema CloudBase, que visa suprir essa carência, oferecendo um repositório digital
seguro, acessível e bem estruturado.
Entrevista: A entrevista é uma técnica de pesquisa social utilizada para obter
informações detalhadas sobre as experiências, opiniões e necessidades dos participantes.
Para o desenvolvimento deste projecto, foram realizadas entrevistas com professores da
instituição, como Garcia de Oliveira e João Victorino, bem como com alguns estudantes,
entre eles Edgar Sacala, Maurício Maquengo, Edmundo Rimuca, João Bianda, Paulo
Satchi e Cardoso Caolo Obed Filho. Com base nos relatos obtidos, identificaram-se
dificuldades recorrentes na consulta a trabalhos acadêmicos anteriores e na inexistência
de um repositório institucional. Essas contribuições foram essenciais para orientar o
desenvolvimento do CloudBase, garantindo que a plataforma atendesse às reais
necessidades da comunidade acadêmica do IPPLS.
Método quantitativo
Análise de documentos: A análise documental é uma técnica utilizada em
pesquisas quantitativas e qualitativas, voltada para o exame e interpretação de registros
com o objetivo de extrair informações relevantes. Neste estudo, foram analisados
documentos institucionais do Instituto Politécnico Privado Lucrécio dos Santos (IPPLS),
como regulamentos acadêmicos, modelos de monografias e projetos finais, o que
possibilitou compreender os padrões exigidos e orientar a estrutura do sistema CloudBase
para atender às normas vigentes da instituição.
Aplicação de questionário: Para complementar a análise, foi aplicado um
questionário tanto de forma presencial quanto por meio do aplicativo WhatsApp,
direcionado a estudantes e professores do IPPLS. O objectivo foi obter dados objectivos
e quantificáveis sobre as dificuldades enfrentadas no acesso a trabalhos acadêmicos
5
anteriores, bem como sobre as funcionalidades esperadas em um repositório digital. As
respostas coletadas permitiram identificar com maior precisão as necessidades dos
usuários e foram essenciais para a definição dos requisitos funcionais e não funcionais do
sistema CloudBase, assegurando que a plataforma fosse desenvolvida de forma prática,
acessível e alinhada às expectativas da comunidade acadêmica.
6
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Um repositório digital escolar é uma plataforma destinada a organizar,
armazenar e disponibilizar trabalhos académicos, promovendo o acesso e a preservação
do conhecimento produzido. No IPPLS, o sistema CloudBase foi desenvolvido com o
objectivo de registar e disponibilizar monografias e projectos finais, facilitando a consulta
por estudantes e docentes. Para garantir uma plataforma segura, funcional e acessível,
foram utilizadas tecnologias como HTML5, CSS3, PHP e MySQL, seguindo boas
práticas de desenvolvimento web e respondendo às necessidades da comunidade
académica da instituição.
2.1 TECNOLOGIAS WEB E DESENVOLVIMENTO FRONTEND
HTML5 (HyperText Markup Language 5): Linguagem de marcação usada
para estruturar o conteúdo das páginas web. Define a organização dos elementos visuais,
como botões, formulários e secções, garantindo acessibilidade e compatibilidade com
diferentes dispositivos.
Figura 1. Logotipo HTML 5
Fonte: www.google.com
CSS3 (Cascading Style Sheets 3): Linguagem de estilização que define a
aparência do site, como cores, fontes e layouts. Garante um desenho moderno, responsivo
e atractivo, proporcionando uma experiência visual agradável para os utilizadores.
Figura 2. Logotipo CSS 3
Fonte: www.google.com
7
JavaScript (ES6+): Linguagem de programação usada para adicionar
dinamismo e interactividade às páginas web. Permite funcionalidades como animações,
validação de formulários, requisições assíncronas e interacções com o backend.
Figura 3. Logotipo JavaScript
Fonte: www.google.com
2.2 TECNOLOGIAS WEB E DESENVOLVIMENTO FRONTEND
PHP (Hypertext Preprocessor): é uma linguagem de programação amplamente
utilizada para desenvolvimento web dinâmico. Será a base do backend, processando
requisições e enviando respostas ao frontend. Permitirá a conexão com a base de dados
para armazenar e recuperar informações.
Figura 4. Imagem PHP
Fonte: www.google.com
8
MySQL (Base de Dados Relacional): é uma base de dados relacional fiável e
eficiente para armazenar grandes volumes de dados. Armazenará utilizadores, projectos,
arquivos, mensagens e avaliações. Relacionamento estruturado entre tabelas para garantir
a integridade dos dados. Consultas optimizadas para um melhor desempenho.
Figura 5. Imagem MySQL
Fonte: www.google.com
FERRAMENTAS AUXILIARES
BRModelo: é uma ferramenta utilizada para modelação de base de dados,
permitindo a criação de diagramas Entidade-Relacionamento (ER). Ajuda a estruturar a
base de dados do CloudBase de forma eficiente. Facilita a visualização das tabelas,
relacionamentos e restrições. Permite exportar a modelação para implementação no
MySQL.
Figura 6. Imagem BRModelo
Fonte: www.google.com
9
XAMPP: é um pacote que inclui Apache (servidor web), MySQL (base de
dados) e PHP (linguagem backend). Permite testar o PHP + MySQL localmente antes de
implantar o sistema na web. Inclui o phpMyAdmin, facilitando a administração da base
de dados. Simula um ambiente de servidor real no computador.
Figura 7. Imagem XAMPP
Fonte: www.google.com
Figma: é uma ferramenta online para desenho de interfaces, permitindo a
criação de esquemas interactivos. Criação do protótipo da interface do CloudBase. Ajuda
a planear o desenho adaptável da plataforma. Permite a colaboração em tempo real na
construção da UI.
Figura 8. Imagem Figma
Fonte: www.google.com
10
VS Code (Visual Studio Code): é um dos editores de código mais populares,
com suporte para HTML, CSS, JavaScript, PHP e outras linguagens. Utilizado para
redacção do código do frontend (HTML, CSS, JS) e do backend (PHP, Laravel). Possui
extensões úteis para o desenvolvimento web, como Emmet, PHP Intelephense e Live
Server. Facilita a integração com Git/GitHub para o controlo de versões do código.
Figura 9. Imagem VS Code
Fonte: www.google.com
Navegadores para Testes
Google Chrome: utilizado para testes e depuração durante o desenvolvimento.
Ferramentas de desenvolvedor para análise de performance.
Figura 10. Imagem Google Chrome
Fonte: www.google.com
11
3. CONCEPÇÃO DO SISTEMA
O Capítulo 3 representa uma das partes mais extensas e fundamentais deste
trabalho, pois é nele que ocorre a apresentação e concepção do sistema CloudBase,
aplicando-se todas as técnicas e metodologias utilizadas ao longo do desenvolvimento.
Para a criação do repositório digital do IPPLS, é essencial considerar diversos elementos,
desde os requisitos funcionais e não funcionais, até a definição da arquitetura do sistema,
estrutura do banco de dados e interface do utilizador. Nesta secção, é apresentada uma
visão geral do processo de concepção do sistema, detalhando as decisões técnicas
adotadas para garantir eficiência, usabilidade e segurança na gestão dos trabalhos
acadêmicos.
3.1 DESCRIÇÃO DO SISTEMA
A CloudBase é uma plataforma web colaborativa concebida para facilitar o
armazenamento, a gestão e a consulta de trabalhos académicos já defendidos no Instituto
Politécnico Privado Lucrécio dos Santos (IPPLS). O sistema visa a criação de um
repositório digital institucional que permita a catalogação organizada e o acesso seguro
ao acervo intelectual produzido na instituição.
Destinada a discentes e docentes, a aplicação oferece um ambiente digital
integrado, promovendo o acesso partilhado ao conhecimento e a preservação da memória
académica. A plataforma possibilita o registo de dois tipos de utilizadores: estudantes e
professores. Após autenticação, os utilizadores acedem a um painel personalizado no
qual podem carregar documentos finais (monografias, dissertações, projectos), consultar
outros trabalhos e efectuar pesquisas avançadas por autor, ano, curso ou palavras-chave.
Os docentes, para além de acompanharem os trabalhos submetidos, podem
deixar pareceres, classificações e observações. O sistema dispõe ainda de
funcionalidades como comunicação interativa bem como mecanismos de simulação de
código para exucução de códigos de programação e garantia de integridade documental.
A CloudBase propõe-se a concentrar, num único ambiente virtual, todas as
funcionalidades necessárias para a gestão eficaz dos trabalhos académicos já concluídos,
fomentando a transparência, a partilha de saberes e o acesso contínuo à produção
científica interna.
12
3.2 REGRAS DE NEGÓCIO
As regras de negócio constituem princípios fundamentais que orientam o
funcionamento do sistema CLOUDBASE, garantindo que todas as operações estejam
alinhadas com as necessidades e normas do IPPLS. Estas regras definem a lógica
essencial do sistema, estabelecendo padrões para o tratamento de dados e a execução de
processos.
No desenvolvimento do CLOUDBASE, estas regras foram cuidadosamente
definidas para assegurar que o sistema opere de accordo com os requisitos institucionais,
mantendo a consistência e integridade em todas as suas funcionalidades. Elas servem
como base para a implementação das características do repositório digital, desde o
cadastro de utilizadores até à gestão de documentos académicos.
A aplicação destas regras permite que o sistema funcione como uma ferramenta
eficiente e segura, adaptada às especificidades do ambiente académico do IPPLS,
garantindo assim o cumprimento dos seus objectivos educacionais e de gestão do
conhecimento.
Figura 11. Regras de Negócio
Fonte: Própria
13
3.3 DIAGRAMA DE CASOS DE USO DO SISTEMA
O diagrama de casos de uso do sistema CloudBase foi desenvolvido para ilustrar
de forma clara as interacções entre os actores principais, Administrador, Professor e
Estudante, e as funcionalidades da plataforma. Estruturado segundo os padrões UML,
está dividido em três subsistemas que espelham os documentos de referência.
As relações seguem lógicas bem definidas. As inclusões representam operações
obrigatórias, como validação de ficheiros no upload ou verificação de credenciais no
login, enquanto as extensões indicam funcionalidades opcionais ou condicionais, como
recuperação de senha. Certas funções, como “Gerir Perfil”, são comuns a todos os
utilizadores, mas com permissões diferenciadas.
O diagrama posiciona os actores fora do sistema e organiza os casos de uso por
área funcional dentro do limite da aplicação. Setas de associação ligam actores às suas
operações, e linhas tracejadas evidenciam relações de inclusão e extensão.
Como próximos passos, o diagrama será refinado com fluxos alternativos
detalhados e validado junto dos stakeholders, priorizando funcionalidades conforme a sua
relevância e complexidade.
14
Figura 12. Casos de Uso do Sistema para Administrador
Fonte: Própria
15
Figura 13. Casos de Uso do Sistema para Estudante
Fonte: Própria
16
Figura 14. Casos de Uso do Sistema para Professor
Fonte: Própria
17
3.3.1 ESPECIALIZAÇÕES DOS CASOS DE USO DO SISTEMA
Caso de uso é a técnica de especialisação que descreve uma sequência de acções
que o sistema deve realizar para produzir uma resposta para um actor. Na verdade. Tem-
se uma sequência da interacção entre caso de uso e actor. Detalhamos o significado de
caso de uso apresentados nas figuras anteriores.
Ator(es): Utilizador (Aluno/Professor/Administrador)
Descrição: permite que o utilizador se autentique no sistema para aceder às funcionalidades
conforme seu perfil.
Evento Iniciador: Interface de login disponível na página inicial.
Pré-Condição: Utilizador deve estar registado no sistema.
Sequência de Eventos:
1. Utilizador insere e-mail e senha.
2. Sistema verifica credenciais.
3. Se válidas, concede acesso ao painel correspondente (aluno/professor/admin).
Pós-Condição: Utilizador autenticado e redirecionado para o dashboard.
Extensões:
Se os dados estiverem incorrectos, sistema solicita reentrada.
Nome do Fluxo-Alternativo Descrição
Credenciais inválidas Sistema exibe mensagem: "E-mail ou senha
incorrectos. Tente novamente."
Conta não verificada Sistema solicita verificação por e-mail (para
novos registos).
Tabela 1: Especificação de Caso de Uso - Fazer Login
Fonte: Própria
18
Ator(es): Administrador
Descrição: permite ao administrador gerir registros de alunos e professores no sistema.
Evento iniciado: Acesso ao painel de gestão de utilizadores.
Evento Iniciador: Acesso ao painel de gestão de utilizadores.
Pré-Condição: Administrador autenticado no sistema.
Sequência de Eventos:
1. Administrador acessa o painel.
2. Sistema exibe lista de utilizadores.
3. Administrador adiciona/edita/remove utilizadores.
4. Sistema valida e salva alterações.
Pós-Condição: Base de dados atualizada com as alterações realizadas.
Extensões:
Se o e-mail já estiver registrado, o sistema notifica o administrador.
Nome do Fluxo-Alternativo Descrição
Dados inválidos Sistema destaca campos incorrectos e solicita
correção.
Acesso negado Caso o administrador não tenha permissão, o
sistema bloqueia a ação.
Tabela 2: Especificação de Caso de Uso - Administrar Utilizadores
Fonte: Própria
19
Ator(es): Aluno
Descrição: Permite ao aluno criar um novo repositório para armazenar trabalhos
acadêmicos.
Evento Iniciador: Acesso à opção "Criar Repositório".
Pré-Condição: Aluno autenticado e com permissão para criação.
Sequência de Eventos:
1. Aluno preenche formulário (nome, descrição, visibilidade).
2. Sistema valida dados.
3. Repositório é criado.
Pós-Condição: Novo repositório disponível na lista do aluno.
Extensões:
Se o nome do repositório já existir, o sistema solicita um novo nome.
Nome do Fluxo-Alternativo Descrição
Campos obrigatórios vazios Sistema bloqueia submissão até
preenchimento.
Tabela 3: Especificação de Caso de Uso - Criar Repositório
Fonte: Própria
20
Ator(es): Aluno
Descrição: Permite ao aluno enviar arquivos para um repositório existente.
Evento Iniciador: Seleção da opção "Adicionar Arquivo" em um repositório.
Pré-Condição: Repositório criado e permissão de acesso concedida.
Sequência de Eventos:
1. Aluno seleciona arquivo.
2. Sistema verifica formato/tamanho.
3. Arquivo é carregado.
Pós-Condição: Arquivo disponível no repositório selecionado.
Extensões:
Se o formato for inválido, o sistema rejeita o upload.
Nome do Fluxo-Alternativo Descrição
Arquivo muito grande Sistema exibe mensagem com limite
máximo.
Falha no upload Sistema sugere tentar novamente.
Tabela 4: Especificação de Caso de Uso - Upload de Arquivos
Fonte: Própria
21
3.4 DESCRIÇÃO DOS REQUISITOS FUNCIONAIS E NÃO FUNCIONAIS
No levantamento de requisitos funcionais e não funcionais são definidas as
tarefas e serviços que o sistema deve realizar. Este procedimento está no modelo de
especialização de requisitos de sistema, no qual se trata de uma descrição detalhada de
todos os aspectos do sistema a ser construído.
3.4.1 REQUISITOS FUNCIONAIS
Os requisitos funcionais descrevem o comportamento do sistema e o que este
deve fazer para satisfazer as necessidades dos utilizadores:
O Estudante será capaz de realizar as seguintes tarefas:
Criar repositórios
Carregar ficheiros nos projectos
RF1 Interagir com Alunos e Professores
Gerir Perfil
Visualizar projectos
Utilizar simulador de código
Fornecer comentários e feedback
O Professor será capaz de realizar as seguintes tarefas:
Acessar projectos de alunos
Fornecer comentários e feedback
RF2 Utilizar simulador de código
Interagir com Alunos e Professores
Gerir Perfil
Visualizar projectos por turma
O Administrador será capaz de realizar as seguintes
tarefas:
Registrar Estudante
RF3 Registrar Professores
Gerir categorias de projectos
Definir permissões de acesso
22
Visualizar dashboard de atividades
RF3 Gerir Perfil de utilizadores
Receber feedbacks
Tabela 5. Requisitos funcionais
3.4.2 REQUISITOS NÃO FUNCIONAIS
Os requisitos não funcionais são fundamentais para assegurar a qualidade técnica
e a experiência do usuário no sistema. Eles definem como as funcionalidades devem ser
entregues, considerando aspectos como desempenho, usabilidade, segurança,
confiabilidade, disponibilidade, manutenibilidade e tecnologia utilizada.
3.4.3 CLASSIFICAÇÃO DOS REQUISITOS NÃO FUNCIONAIS
Compatível com navegadores
modernos e sistemas operativos
Portabilidade diversos.
Responsivo em dispositivos
móveis e computadores.
Resposta rápida (até 3 segundos).
Suporte para 100 utilizadores
simultâneos.
Desempenho Páginas carregadas em menos de
2 segundos.
Interface clara, intuitiva e
acessível.
Usabilidade Inclusão de acessibilidade
básica.
Registo único de cada acção do
Confiabilidade utilizador.
Geração de logs de auditoria.
Uptime mínimo de 95%.
Disponibilidade
23
Monitorização automática e
Disponibilidade recuperação rápida (menos de 1
hora).
Encerramento de sessões
Segurança inactivas após 15 minutos.
Prevenção contra fraudes.
Encriptação de dados sensíveis.
Código estruturado para futuras
melhorias.
Manutenção Atualizações sem interrupção.
Tabela 6. Classificação dos requisitos não funcionais
24
3.5 DIAGRAMA ENTIDADE - RELACIONAMENTO
O Diagrama Entidade-Relacionamento (MER) é uma representação gráfica que
descreve a estrutura de dados de um sistema, incluindo entidades (tabelas), atributos
(campos) e relacionamentos (ligações entre tabelas). É usado para planear a base de dados
antes da sua implementação, evitando redundâncias, organizando os dados e identificando
regras de negócio.
As entidades representam objectos reais, como ALUNO, DOCENTE e
TRABALHO, com atributos como NOME ou EMAIL. Cada entidade possui uma chave
primária (PK) que a identifica unicamente, como ID_ALUNO. Os relacionamentos
mostram como as entidades se ligam: 1:1 (um para um), 1:N (um para muitos) ou N:M
(muitos para muitos), sendo este último implementado com uma tabela intermediária.
A cardinalidade define a quantidade de ligações possíveis entre entidades —
como (1,1) para ligações obrigatórias ou (0,N) para opcionais. A normalização organiza
os dados em formas normais (1FN, 2FN e 3FN) para eliminar redundâncias e
dependências desnecessárias, garantindo eficiência e integridade na base de dados.
25
Figura 15. Diagrama Entidade - Relacionamento (Fonte própria)
26
3.5.1 MODELO LÓGICO
O modelo lógico de dados é uma representação mais técnica e estruturada da
informação de um sistema, servindo como transição entre o modelo conceptual (mais
abstracto) e o modelo físico (já implementado num SGBD específico). Neste modelo, as
entidades identificadas no levantamento de requisitos são organizadas em tabelas com
atributos bem definidos, incluindo os seus respectivos tipos de dados, como textos
(VARCHAR), números (INT) ou datas (DATE). Cada entidade possui uma chave
primária que a identifica univocamente, e podem existir chaves estrangeiras que criam
ligações entre diferentes tabelas, formando os relacionamentos.
Estes relacionamentos podem ser de um-para-um, um-para-muitos ou muitos-
para-muitos, e são acompanhados das suas cardinalidades, indicando quantas ocorrências
de uma entidade podem associar-se a outra. A normalização também é aplicada neste
estágio, com o objectivo de eliminar redundâncias e inconsistências, garantindo que cada
dado esteja armazenado no local mais apropriado. São utilizadas as três primeiras formas
normais (1FN, 2FN e 3FN) para estruturar os dados de forma lógica, clara e eficiente.
Além disso, o modelo lógico mantém-se independente da tecnologia usada para
implementação, permitindo que possa ser aplicado tanto em MySQL como em Oracle,
PostgreSQL ou outro sistema. Ele foca exclusivamente na organização lógica dos dados,
sendo essencial para orientar a implementação do modelo físico com precisão e
consistência.
27
Exemplo para o CloudBase (IPPLS)
Figura 16. Modelo Lógico (Fonte própria)
28
3.5.2 MODELO FÍSICO
Baseado no Modelo Entidade-Relacionamento (MER) apresentado
anteriormente, segue a implementação física do banco de dados em SQL, adaptado para
o repositório acadêmico do IPPLS:
CREATE TABLE `alunos` (
`id` int(11) NOT NULL,
`numero_processo` varchar(20) NOT NULL,
`primeiro_nome` varchar(50) NOT NULL,
`apelido` varchar(50) NOT NULL,
`curso_id` int(11) NOT NULL,
`turma_id` int(11) NOT NULL,
`data_registro` datetime NOT NULL DEFAULT current_timestamp()
);
CREATE TABLE `arquivos` (
`id` int(11) NOT NULL,
`repositorio_id` int(11) NOT NULL,
`usuario_id` int(11) NOT NULL,
`nome_original` varchar(255) NOT NULL,
`nome_arquivo` varchar(255) NOT NULL,
`tamanho` int(11) NOT NULL COMMENT 'Tamanho em bytes',
`tipo` varchar(100) NOT NULL COMMENT 'Tipo MIME do arquivo',
`descricao` text DEFAULT NULL,
`tecnologias` varchar(255) DEFAULT NULL COMMENT 'Tecnologias utilizadas,
separadas por vírgula',
`tipo_projeto` varchar(50) DEFAULT 'Outro',
29
`data_upload` datetime NOT NULL DEFAULT current_timestamp(),
`data_atualizacao` datetime NOT NULL DEFAULT current_timestamp() ON UPDATE
current_timestamp()
);
CREATE TABLE `arquivos_mensagens` (
`id` int(11) NOT NULL,
`nome_original` varchar(255) NOT NULL,
`nome_arquivo` varchar(255) NOT NULL,
`caminho` varchar(255) NOT NULL,
`tipo` varchar(100) NOT NULL,
`tamanho` int(11) NOT NULL COMMENT 'Tamanho em bytes',
`usuario_id` int(11) NOT NULL,
`data_upload` datetime NOT NULL DEFAULT current_timestamp()
);
CREATE TABLE `avaliacoes` (
`id` int(11) NOT NULL,
`repositorio_id` int(11) NOT NULL,
`usuario_id` int(11) NOT NULL,
`estrelas` int(1) NOT NULL COMMENT 'Valor de 1 a 5',
`comentario` text DEFAULT NULL,
`data_avaliacao` datetime NOT NULL DEFAULT current_timestamp()
);
30
CREATE TABLE `comentarios` (
`id` int(11) NOT NULL,
`arquivo_id` int(11) NOT NULL,
`usuario_id` int(11) NOT NULL,
`comentario` text NOT NULL,
`data_comentario` datetime NOT NULL DEFAULT current_timestamp()
);
CREATE TABLE `contas_desativadas` (
`id` int(11) NOT NULL,
`usuario_id` int(11) NOT NULL,
`email` varchar(255) NOT NULL,
`tipo_usuario` enum('admin','professor','aluno') NOT NULL,
`data_desativacao` datetime NOT NULL
);
CREATE TABLE `cursos` (
`id` int(11) NOT NULL,
`codigo` varchar(10) NOT NULL,
`nome` varchar(100) NOT NULL,
`descricao` text DEFAULT NULL
);
CREATE TABLE `disciplinas` (
`id` int(11) NOT NULL,
`nome` varchar(100) NOT NULL,
`curso_id` int(11) NOT NULL,
31
`descricao` text DEFAULT NULL
);
CREATE TABLE `feedbacks` (
`id` int(11) NOT NULL,
`usuario_id` int(11) NOT NULL,
`mensagem` text NOT NULL,
`data_envio` datetime NOT NULL,
`lido` tinyint(4) DEFAULT 0 COMMENT '0=não lido, 1=lido'
);
CREATE TABLE `mensagens` (
`id` int(11) NOT NULL,
`remetente_id` int(11) NOT NULL,
`destinatario_id` int(11) NOT NULL,
`mensagem` text NOT NULL,
`data_envio` datetime NOT NULL,
`lida` tinyint(1) DEFAULT 0,
`arquivo_id` int(11) DEFAULT NULL
);
CREATE TABLE `notificacoes` (
`id` int(11) NOT NULL,
`tipo` enum('convite_colaborador','outro_tipo') NOT NULL,
`remetente_id` int(11) NOT NULL,
`destinatario_id` int(11) NOT NULL,
`repositorio_id` int(11) NOT NULL,
32
`mensagem` text DEFAULT NULL,
`status` enum('pendente','aceito','rejeitado') DEFAULT 'pendente',
`data_criacao` datetime DEFAULT current_timestamp(),
`data_leitura` datetime DEFAULT NULL
);
CREATE TABLE `professores` (
`id` int(11) NOT NULL,
`primeiro_nome` varchar(50) NOT NULL,
`apelido` varchar(50) NOT NULL,
`email` varchar(100) NOT NULL,
`data_registro` datetime NOT NULL DEFAULT current_timestamp(),
`disciplina_principal` varchar(100) DEFAULT NULL
);
CREATE TABLE `professor_disciplina` (
`id` int(11) NOT NULL,
`professor_id` int(11) NOT NULL,
`disciplina_id` int(11) NOT NULL,
`curso_id` int(11) NOT NULL
);
CREATE TABLE `repositorios` (
`id` int(11) NOT NULL,
`usuario_id` int(11) NOT NULL,
`nome` varchar(100) NOT NULL,
`descricao` text DEFAULT NULL,
33
`visibilidade` enum('publico','privado') DEFAULT 'publico',
`categoria` varchar(100) DEFAULT NULL,
`disciplina` varchar(100) DEFAULT NULL,
`tipo` varchar(100) DEFAULT NULL,
`tags` text DEFAULT NULL,
`integrantes` text DEFAULT NULL,
`data_criacao` datetime DEFAULT current_timestamp(),
`data_atualizacao` datetime DEFAULT current_timestamp() ON UPDATE
current_timestamp()
);
CREATE TABLE `repositorio_colaboradores` (
`id` int(11) NOT NULL,
`repositorio_id` int(11) NOT NULL,
`usuario_id` int(11) NOT NULL,
`data_convidado` timestamp NOT NULL DEFAULT current_timestamp()
);
CREATE TABLE `turmas` (
`id` int(11) NOT NULL,
`nome` varchar(50) NOT NULL,
`curso_id` int(11) NOT NULL,
`ano_letivo` varchar(9) NOT NULL
);
CREATE TABLE `usuarios` (
`id` int(11) NOT NULL,
`email` varchar(255) NOT NULL,
34
`senha` varchar(255) NOT NULL,
`tipo` enum('admin','professor','aluno') NOT NULL,
`id_referencia` int(11) NOT NULL COMMENT 'ID na tabela correspondente (alunos
ou professores)',
`data_cadastro` datetime NOT NULL DEFAULT current_timestamp(),
`ultimo_login` datetime DEFAULT NULL,
`foto_capa` varchar(255) DEFAULT NULL,
`foto_perfil` varchar(255) DEFAULT 'perfis/avatar-padrao.jpg' COMMENT
'C:xampphtdocscloudbaseuploadsperfis',
`atualizado_em` timestamp NOT NULL DEFAULT current_timestamp() ON UPDATE
current_timestamp(),
`ativo` tinyint(4) DEFAULT 1 COMMENT '1=ativo, 0=inativo'
);
35
4. CONCLUSÃO
O desenvolvimento do sistema CloudBase representou uma resposta eficaz às
necessidades identificadas no Instituto Politécnico Privado Lucrécio dos Santos (IPPLS),
oferecendo uma solução tecnológica robusta para o armazenamento, organização e acesso
aos trabalhos académicos já defendidos na instituição. Através da implementação de um
repositório digital centralizado, o projecto alcançou os seus objectivos principais,
proporcionando uma plataforma segura, escalável e intuitiva para alunos e professores.
O desenvolvimento do CloudBase proporcionou uma solução eficiente para o
armazenamento e gestão dos trabalhos académicos do IPPLS, resolvendo problemas de
dispersão e acesso aos documentos. Com funcionalidades como cadastro de utilizadores,
upload seguro e busca avançada, a plataforma demonstrou ser uma ferramenta essencial
para preservar e partilhar o conhecimento produzido na instituição.
A utilização de tecnologias modernas garantiu um sistema robusto e escalável,
preparado para futuras expansões. Este projecto não apenas atendeu às necessidades
actuais, mas também abriu caminho para melhorias contínuas, consolidando-se como um
recurso valioso para a comunidade académica.
36
4.1 RECOMENDAÇÕES
Para assegurar o sucesso contínuo da plataforma CloudBase, recomenda-se
promover formações regulares aos utilizadores, focando nas funcionalidades avançadas,
acompanhadas de materiais actualizados e suporte eficaz. É igualmente importante
desenvolver uma aplicação móvel nativa e optimizar a versão web para ampliar o acesso.
Sugere-se ainda implementar um programa de melhoria contínua baseado em feedback
dos utilizadores e dados de uso. A ampliação das ferramentas de análise e o reforço de
integrações com outros sistemas internos também são essenciais para criar um
ecossistema tecnológico coeso e eficiente.
37
4.3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COSTA, A. (1965). Sistemas de Gestão Documental em Instituições
Académicas. Lisboa: Edições Técnicas.
FERNANDES, M. (1972). Repositórios Digitais: Teoria e Aplicação. Porto:
Editora Educacional.
LARAVEL. Documentação Oficial do Laravel. Disponível em:
[https://laravel.com/docs](https://laravel.com/docs). Acesso em: 01 maio 2025.
MYSQL. MySQL 8.0 Reference Manual. Disponível em:
[https://dev.mysql.com/doc/](https://dev.mysql.com/doc/). Acesso em: 25 abril 2025.
W3SCHOOLS. HTML, CSS e JavaScript Tutorials. Disponível em:
[https://www.w3schools.com/](https://www.w3schools.com/). Acesso em: 19 março
2025.
IPPLS. Normas Académicas para Trabalhos Finais. Luanda: Instituto
Politécnico Privado Lucrécio dos Santos, 2024-2025.
BERNERS-LEE, T. (2000). Weaving the Web: The Original Design and
Ultimate Destiny of the World Wide Web. Harper Business.
38
ANEXOS
Tela do Chat: Permite a comunicação entre os estudantes cadastrados no sistema.
Figura 17: Tela Do Chat
Tela Do Simulador De Código: permite aos utilizadores escrever, testar e
executar pequenos trechos de códigos.
Figura 18: Tela Do Simulador De Código
39
Tela De Criaçao Do Repositório:Permite ao utilizador criar um novo
repositório acadênico. Definir nome, descrição, visiblidade e adicionar arquivos.
Figura 19: Tela De Criaçao Do Repositório
Tela Do Perfil Do Aluno: Permite ao aluno gerenciar as suas informações
pessoais.
Figura 20: Tela Do Perfil Do Aluno
40
Tela De Perfil Do Professor: Permite ao professor acessar aos seus dados.
Figura 21: Tela De Perfil Do Professor
Tela Da Lista De Disciplinas: Permite ao professor ver as disciplinas que
leciona.
Figura 22: Tela Da Lista De Disciplinas
41
Tela De Repositórios Criados: permite ao utilizador visualizar todos os
repositórios criados.
Figura 23: Tela De Repositórios Criados
Tela De Feedbacks Dos Utilizadores: permite ao utilizador enviar sugestões,
criticas ou elogios sobre a plataforma.
Figura 24: Tela De Feedbacks Dos Utilizadores
42
Tela Do Administrador (Gerir Cursos): Permite ao administrador gerir os
cursos do sistema como eliminar ou adicionar.
Figura 25: Tela Do Administrador (Gerir Cursos)
Tela Do Administrador (Gerir Repositórios): Permite ao administrador
visualizar todos repositórios do sistema. Aprovar, editar ou excluir.
Figura 26: Tela Do Administrador (Gerir Repositórios)
43
Tela Do Administrador (Gerir Utilizadores): Permite ao administrador gerir
o perfil dos alunos, professores e outros utilizadores.
Figura 27: Tela Do Administrador (Gerir Utilizadores)
Tela Do Administrador (Painel Estático): permite ao administrador
acompanhar as estatísticas da plataforma.
Figura 28: Tela Do Administrador (Painel Estático)
44