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ENSINO MÉDIO Manual do Professor Everton Tomiazzi Fábio Gomes Márcia Regina da Silva
ENSINO MÉDIO
Manual do Professor
Everton Tomiazzi
Fábio
Gomes
Márcia Regina da Silva
ENSINO MÉDIO Manual do Professor Everton Tomiazzi Fábio Gomes Márcia Regina da Silva
ENSINO MÉDIO Manual do Professor Everton Tomiazzi Fábio Gomes Márcia Regina da Silva
CONSELHO EDITORIAL Nicolau Marmo Guilherme Faiguenboim COORDENAÇÃO EDITORIAL Assaf Faiguenboim EDIÇÃO Andréa
CONSELHO EDITORIAL Nicolau Marmo Guilherme Faiguenboim COORDENAÇÃO EDITORIAL Assaf Faiguenboim EDIÇÃO Andréa

CONSELHO EDITORIAL Nicolau Marmo Guilherme Faiguenboim COORDENAÇÃO EDITORIAL Assaf Faiguenboim EDIÇÃO Andréa Cozzolino REVISÃO Diana Brito Natália Gagliotti ICONOGRAFIA Ana Cristina Melchert (supervisão) Luara de Almeida (assistente) Tamires Castillo (estagiária) EDITORAÇÃO E ARTE LCT Tecnologia IMPRESSÃO E ACABAMENTO Gráfica e Editora Anglo Ltda.

Todos os direitos reservados por EDITORA ANGLO Rua Gibraltar, 368 – Santo Amaro CEP 04755-902 – São Paulo – SP (0XX11) 3273-6000 www.angloconvenio.com.br

código 827054111 © 2011 Gráfica e Editora Anglo Ltda.

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INTRODUÇÃO

Esta publicação, que integra o programa de Artes do Sistema Anglo de En- sino para o Ensino Médio, foi organizada segundo o conceito de obra aberta (Umberto Eco, 2001). Nossa intenção com isso – e a intencionalidade é um dos pressupostos do conceito de obra aberta – é oferecer ao colega professor elementos que permitam inúmeras combinações, com base nas quais cada um possa traçar um percurso próprio, consistente e original, na construção do polinômio pensar-ensinar-aprender-produzir artes.

Nossa proposta de trabalho só se completa pela sua mediação, pela sua ação como articulador entre as concepções, metodologias, conteúdos propos- tos e os saberes que emergirão durante o processo de ensino-aprendizagem, levando em conta o contexto particular em que se dá esse processo e as dife- renças individuais dos sujeitos envolvidos nele.

O nosso desejo é que, à medida que você conheça e reconheça o material, se sinta instigado a somar a ele seu conhecimento e sua experiência, seguin- do trilhas singulares e próprias, com o propósito de estimular a criação de novas relações, produtivas, dinâmicas e positivas, dentro do universo da arte, tornando-se coautor deste processo.

Os autores

SUMÁRIO

Concepção e enfoque da obra

5

A composição curricular

5

Estrutura da obra

6

Organização do conteúdo

7

Avaliação de processos e os resultados

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Módulo I – O conceito de arte

13

Roteiro Aula 1 – O que é e o que não é arte?

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Roteiro Aula 2 – Arte: imitação e expressão

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Roteiro Aula 3 – Artes: feminino plural

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Roteiro Aula 4 – Laboratório de criação

17

Roteiro Aula 5 – A obra de arte como objeto de representação do ideal

17

Roteiro Aula 6 – O processo de criação artística

18

Concepção e enfoque da obra

Consideramos que, para além da preparação para o vestibular e para o exercício profissional, os objetivos gerais do Ensino Médio envolvem a preparação para o exercício da cidadania e para o aprendizado permanente e autônomo.

Compactuamos com a visão mais contem- porânea do ensino de artes, que valoriza a construção e a elaboração como procedimento artístico, enfatiza a cognição em relação à emo- ção e procura acrescentar à dimensão do fazer artístico a possibilidade de acesso e compre- ensão do patrimônio cultural da humanidade, propiciando aos envolvidos no processo a pos- sibilidade de desenvolver competências que os instrumentalizem a refletir sobre si mesmos, a se inserir e a participar ativa e criticamente nos universos social, cultural e laboral.

Seguindo a trilha dos materiais do Ensino Fundamental I e II, estruturamos os conteú- dos segundo uma “proposta triangular” do en- sino de artes, isto é, que contempla três ações básicas ou três eixos de aprendizagem:

Leitura (apreciação) – envolve o questionamen- to, a busca, a descoberta e o despertar da capaci- dade crítica, estabelecendo relações entre sujeito, obra e contexto.

O fazer (produção) – dentro do domínio da práti- ca artística, envolve a apropriação de procedimen- tos e tentativas de cópia, interpretação e criação, com base em um referencial técnico e ideal.

O conhecer (contextualização) – implica em penetrar o domínio da história da arte para con- textualizar a obra, estabelecendo um diálogo com outras áreas do conhecimento humano.

Essa proposta triangular permite uma intera- ção dinâmica e multidimensional entre as partes e o todo, o que, no contexto do ensino de artes, significa estabelecer um inter-relacionamento entre as disciplinas básicas da área e as outras disciplinas, executando as três ações básicas:

apreciar, produzir e contextualizar, e as ações decorrentes: decodificar/codificar, experimen- tar, informar e refletir (Ana Mae Barbosa, 2002).

A composição curricular

A composição curricular adotada procura

articular as diferentes linguagens artísticas:

cênica (teatro e dança), musical e visual (artes plásticas e midiáticas).

Artes audiovisuais e midiáticas

No mundo contemporâneo as linguagens artísticas rompem o limite do espaço-tempo, ampliam-se por meio de combinações entre seus elementos estruturais, gerando novas modalidades e propostas estéticas.

A criação em multimídia, o videoclipe, as

performances e os museus virtuais são alguns exemplos de como a imagem integra-se ao tex- to e ao som em suportes e espaços impalpáveis.

Expectativas de aprendizagem

O estudo das artes audiovisuais (cinema,

televisão, vídeo, computação gráfica, hologra- fia, design) possibilitará ao aluno entender e se expressar em várias mídias, estabelecendo as- sim uma conexão com as formas de expressão da sociedade contemporânea.

Objetivos gerais para cada eixo de aprendizagem

Apreciar: exercitar a capacidade de análise e de compreensão dos elementos do discurso au- diovisual e midiático.

Contextualizar: entender os mecanismos da ex- pressão audiovisual ligados aos processos de investigação, compreensão e contextualização histórico-social.

Produzir: familiarizar-se com os mecanismos de produção técnica para criação e produção de audiovisuais.

Artes plásticas As produções visuais plásticas, ao lado de outras formas de produção de artes visuais re- sultantes dos avanços tecnológicos, continuam e continuarão a ser criadas e recriadas em suas formas tradicionais — pintura, escultura, dese- nho, gravura, objetos, cerâmica, cestaria, enta- lhe, fotografia, artes gráficas entre outras tantas.

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Expectativas de aprendizagem

O estudo das artes plásticas tradicionais fa-

vorece o encontro com produtores de distintos grupos étnicos, fundamentais para a construção da história da arte e acessa os canais de interpre- tação da história da humanidade nos contextos sociais de produção e reprodução e recepção.

Objetivos gerais para cada eixo de aprendizagem

Apreciar: identificar, relacionar e respeitar con- cepções e produções artísticas e estéticas, no âmbito material e de significação.

Contextualizar: reconhecer e valorizar a diver- sidade de produções artísticas como bens cul- turais discursivos ligados ao contexto históri- co, econômico e social da sua criação.

Produzir: aplicar técnicas artísticas com inten- cionalidade; realizar trabalho artístico funda- mentado por uma ideia/conceito.

Artes cênicas

O corpo é capaz de produzir, consciente-

mente, conhecimento, emoção além de expres- sar e comunicar textos próprios, relativos a cada cultura.

O conhecimento e a prática da dança e do tea-

tro propiciam a construção do conceito de corpo como agente portador de histórias e significados étnico-culturais e produtor de linguagem.

Expectativas e aprendizagem

A compreensão de aspectos históricos e a

prática das artes cênicas permitem construir uma relação de respeito, diálogo e valorização das diversas escolhas e possibilidades de inter- pretação e de criação em teatro e dança, que ocorrem em sala de aula e na sociedade.

Objetivos gerais para cada eixo de aprendizagem

Apreciar: construir parâmetros para a expressão verbal das impressões relativas ao teatro e à dança, em produções criadas, interpretadas e assistidas.

Contextualizar: compreender e respeitar a di- versidade de repertório das artes cênicas nos diversos contextos, como os históricos e so- cioculturais.

Produzir: aperfeiçoar a capacidade expressiva e comunicativa do corpo em processos de interpre- tação, criação e recriação de artes cênicas e os as- pectos técnicos e criativos que as envolvem, como cenografia, iluminação, figurino, maquiagem etc.

Música

A música é construção cultural presente em todos os contextos e uma das mais próximas do cotidiano dos jovens. Com o conhecimento

e a prática da música, é possível perceber as-

pectos do contexto histórico, político e social

de cada cultura e desenvolver novos modos de criação, recriação e comunicação.

Expectativas de aprendizagem

Espera-se que os estudantes, por meio da compreensão morfológica e das experiências de apreciação, sintam-se aptos a se expressar por meio da linguagem musical, compreen- dam e respeitem a diversidade de gêneros e

estilos musicais, estabelecendo relações com o contexto da sua produção, além de se sentirem

à vontade com os elementos do universo musi-

cal para efetuar análise estética, elaborar, criar

e improvisar em sala de aula.

Objetivos gerais para cada eixo de aprendizagem

Apreciar: Compreender os aspectos rítmicos, me- lódicos e harmônicos como formas discursivas.

Contextualizar: valorizar as criações, recriações

e apropriações musicais tradicionais e atuais,

sejam locais, regionais, nacionais ou interna-

cionais, considerando o contexto de criação.

Produzir: produzir e registrar células musicais com finalidades diversas.

Estrutura da obra

Segundo Miriam Celeste Martins, mais do que falar de conteúdo, as aulas de artes devem

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“fazer com que o aluno estabeleça relações entre o mundo e a maneira como o homem o

] Lidar com arte

é construir um olhar cada vez mais sensível e crítico para perceber como os elementos esté-

ticos trazem significados diversos. [

cular o ‘eu não entendo’ do ‘eu não gosto’. Ele

precisa, para isso, encontrar significados”.

Os fenômenos artísticos são grandemente influenciados pelo contexto em que são gera- dos, e que os legitima como tal. Partindo dessa premissa, procuramos apresentar produções artísticas de pessoas pertencentes a culturas diversas, de épocas e locais diferentes, desta- cando a arte contemporânea brasileira, e nos empenhamos em ir além do “o que” e apresen- tar os “porquês” das representações artísticas.

Buscamos contemplar a diversidade das linguagens artísticas, dos seus produtos, pro- dutores e fruidores, atendendo sempre os três eixos articuladores do processo de ensino- -aprendizagem em artes. A seleção dos con- teúdos procurou ainda favorecer a compreen- são da arte como linguagem, como fenômeno cultural do qual todos fazemos parte, seja como produtores ou apreciadores, inclusive os estudantes, como seres que precisam se comunicar, expressar e registrar suas ideias, anseios, desejos, impressões.

] Desvin-

percebe ao longo do tempo. [

Organização do conteúdo

O programa de artes para o Ensino Médio foi organizado em quatro módulos temáticos, que abordam os fenômenos artísticos, estabe- lecendo uma articulação entre o conhecimen- to, a apreciação e o fazer artísticos.

Cada módulo foi engendrado de maneira a construir um diálogo entre todas as linguagens artísticas e também entre a tradição e a contem- poraneidade, de modo que os conteúdos não se prendem a uma ordem cronológica, não há uma sucessão linear de temas, mas sim propos- tas didáticas inter-relacionadas das maneiras mais dinâmicas possíveis, com a intenção de instigar o estudante a criar, descobrir e enxergar novas relações espaço-temporais e ideológicas.

O módulo I discute o conceito de arte e

apresenta a produção artística como lingua- gem, fenômeno cultural gerado em diálogo com o contexto histórico e social, destacando as inter-relações entre as diversas linguagens e técnicas artísticas.

O módulo II discute o conceito e a função

da tecnologia como propulsora da diversidade de novos modos do fazer artístico ao longo da história da arte, e enfatiza o impacto das novas tecnologias para a produção, recepção e media- ção das produções artísticas contemporâneas.

O módulo III convida à reflexão sobre a

ação social dos produtores de arte que rompem os limites dos espaços expositivos convencio- nais, apropriando-se de espaços públicos, que se transformam em lugares de arte pela inter- venção estética.

Finalmente, o módulo IV aborda a arte como profissão, trabalha a construção de pon- tes entre os campos das artes e das profissões, revelando a compatibilidade e a fecundidade das relações entre as artes e as formas de orga- nização e as tecnologias do mundo contempo- râneo do trabalho.

Cada módulo tem seu conteúdo dividido em seções de trabalho que exploram diferen- tes áreas da construção do conhecimento, para cada tema abordado.

Observar e pensar / Ouvir e apreciar

Apresenta uma produção artística para leitu- ra ou audição, que pode ser formal, crítica e/ou interpretativa. Objetiva acionar e ampliar meca- nismos de descrição, análise e interpretação.

As questões propostas são pontos de parti-

da para orientar a reflexão, e o professor pode e deve propor questões mais complexas, con- forme as colocações e os interesses manifesta- dos pelos estudantes, sempre tendo em vista a investigação, a identificação e a organização de informações sobre possibilidades de processo técnico e de articulação dos elementos expres- sivos e comunicativos das produções artísticas, que levam à compreensão dos seus elementos estruturais e expressivos, sejam elas realizadas

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por artistas de etnias, épocas e contextos diver- sos ou pelos próprios estudantes.

Ação do professor

É necessário ativar os recursos intelecto-emo- tivos dos estudantes para além do fascínio dos sons, cores, formas e ritmos, para que possam analisar e compreender como as linguagens ar- tísticas se estruturam.

As indicações dadas neste livro não cons- tituem uma fórmula mágica e única para me- diar a apreciação de imagens, formas ou sons, são apenas recursos que se tornam efetivos ao serem associados às competências pessoais do docente mediador e ao seu conhecimento sobre o grupo de fruidores, adequando-se ao contexto em que se dá a leitura.

O ideal é que, antes de promover a aprecia- ção, o professor crie intimidade com a obra, levante as possibilidades de significações, para planejar ações de forma a promover uma rela- ção positiva, dinâmica e significativa no con- texto da proposta do material.

Sugerimos variar os percursos de leitura, contemplando, no momento oportuno, os se- guintes aspectos:

Acionar/diagnosticar o repertório dos es-

tudantes a respeito do assunto suscitado pela produção artística.

Salientar que o objeto de análise é a pro-

dução e não o pensamento do produtor, bus- cando a coerência das colocações em relação aos elementos fatuais e suas relações compo- sitivas.

Para essa ação, propomos três enfoques bá-

sicos para a apreciação, o que não impossibilita

a inserção de outros pontos de exploração.

Formal: preocupa-se com a identificação da

estrutura da forma, com a apreensão do que

a obra exibe objetivamente. É o momento em

que se descrevem, isoladamente, os elementos que compõem a obra – formas figurativas e/ou abstratas, cores, posições, sons, tipos de movi- mento, expressões faciais etc.

Interpretativo: permite considerações sob o

ponto de vista estético das relações entre for-

ma e conteúdo da obra. Neste tipo de leitura, cada um interpreta a obra como a vê, sente e pensa de acordo com seu repertório cultural e conceitual, portanto, não existe certo ou erra- do e, sim, coerência na interpretação. Estimu- le a fala dos estudantes, e valorize a coerência das colocações. Após garantir a fala de todos, retome os registros e enfatize os aspectos per- tinentes ao objetivo da aula.

Crítica: a leitura crítica pressupõe a contex-

tualização da produção e dos seus elementos, e requer o diálogo entre outras áreas do conheci- mento, como história e literatura. Nesta etapa é necessário, além de provocar os conhecimen- tos prévios sobre o tema, acrescentar informa- ções que contextualizem a produção.

Retrato do artista

Esta seção oferece referências sobre aspec- tos da vida e obra dos produtores e profissio- nais das artes.

Ação do professor

Além da apresentação do livro do estu- dante, é importante estimular o contato com textos de diversos gêneros, como biografias de artistas, críticas de arte e entrevistas com pro- fissionais.

As obras apresentadas na proposta, evi- dentemente, não contemplam a infinidade de possibilidades estéticas presentes no mundo da arte, por isso, é fundamental incluir no plano de curso visitas a museus e instituições cultu- rais para ampliação da concepção de arte.

É importante que essas visitas a museus, tea- tros e espaços culturais não se transformem apenas motivo para “não ter aula” ou adquiram

o caráter de excursão de lazer, na qual o maior

prazer seja o percurso, as brincadeiras com os

colegas no ônibus e o lanche especial para o dia.

É preciso ter claro os objetivos e conteúdos a se-

rem contemplados para que esse prazer se pro- longue de volta à escola, desenvolvendo-se ati- vidades pertinentes aos conteúdos apreendidos.

Geralmente, os museus e teatros contam com um setor educativo com profissionais espe- cializados para atender faixas etárias diversas.

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Se possível, visite o espaço e/ou converse com

o setor educativo para definirem a dinâmica da

visita e possíveis conexões com o desenvolvi-

mento do trabalho em curso.

Você é o artista

Propõe ações de desenvolvimento de pro- cessos pessoais e/ou coletivos para produções artísticas.

Ação do professor

Quanto menor o domínio técnico, maior

a necessidade de orientação. O primeiro mo-

mento é de orientação demonstrativa para o grupo e, no decorrer do processo, interven-

ções direcionadas, conforme as necessidades individuais.

É importante que o estudante esteja ciente previamente do que se espera como produção para que tenha tempo de pensar sobre o proces- so e os materiais.

Mesmo que os estudantes tenham domínio técnico e familiaridade com as produções, é es- sencial que a maior parte do processo de pro- dução seja feita em sala de aula.

A palavra é sua

Propõe uma discussão. Pede-se que os es- tudantes apresentem argumentos sobre uma determinada questão.

Ação do professor

Procure estimular, garantir e considerar a fala de todos os estudantes. Sempre enfatizar os aspectos pertinentes, que possibilitam a problematização da questão e o redimensiona- mento de conceitos relativos ao assunto.

Diante de uma colocação não esperada e/ ou em desacordo, verifique se há coerência na colocação ou se há visões preconceituosas em relação ao tema e retome o processo.

Proponha o registro individual e coletivo so- bre os pontos mais relevantes da discussão e as conclusões.

Para saber mais

Traz uma sugestão de aprofundamento ou de desdobramento de um tema. Apontamos tí- tulos de livros, filmes e endereços de sites per- tinentes aos conteúdos trabalhados.

Ação do professor

O mercado lança novos títulos constante- mente e o professor deve estar atento para in- serir outros títulos pertinentes aos objetivos da aula e compatíveis com a fase de desenvolvi- mento dos aprendizes.

De forma geral, antes da utilização de ou- tros recursos pedagógicos, deve-se considerar se a informação contida é suficiente e pertinen- te e se a linguagem é acessível aos estudantes.

Alguns procedimentos básicos para as atividades com audiovisual na escola:

É importante que você assista ao filme antes e destaque os pontos que quer en- fatizar.

Sempre estabeleça relações entre o con- teúdo do filme e os conteúdos apreendi- dos nas aulas.

Atividade complementar

Propõe atividades para serem feitas em casa que, em geral, são pré-requisitos ou uma prepa- ração para as que serão desenvolvidas na aula seguinte. Algumas vezes podem ser um reforço dos conteúdos trabalhados nas aulas anteriores.

Ação do professor

Explicite a atividade da tarefa e assegure-se de que foi bem compreendida.

Confira importância à tarefa feita em casa. Na aula que a suceder, é importante que o estu- dante apresente o resultado e discorra sobre o processo da produção.

No retorno da tarefa,valorize as produções, pergunte o que foi fácil e/ou difícil, como resol-

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veu um eventual problema para o desenvolvi- mento da tarefa.

As colocações dos colegas contribuem para ampliar o processo de aprendizagem de cada um. Ao socializar as produções, deixe que

primeiro os colegas falem, sempre primando pelo respeito ao percurso individual, e depois

o aluno-autor deverá fazer suas colocações, só

então aponte possíveis soluções para alguma dificuldade e ressalte os aspectos positivos. Caso haja necessidade e perceba que há condi- ções, oriente novamente e solicite que a tarefa

seja refeita, sempre dando um retorno.

Ampliando horizontes

Oferece um aprofundamento do tema ou introduz um novo viés relacionado ao assunto da aula que proporciona uma visão mais ampla do tema, estabelecendo novas relações, menos óbvias ou imediatas.

Ação do professor

Incentive os estudantes a extrapolarem os limites do que lhes é apresentado. O espíri- to criador é alimentado em grande parte pela curiosidade, pelas descobertas casuais, por cru- zamentos inesperados de informações e entre- laçamentos de contextos, que são parte impor- tante da aprendizagem autônoma.

Uma ferramenta utilíssima para auxiliar nesse processo, e que cada dia torna-se mais acessível, é o computador e a internet.

Os recursos do computador devem ser uti-

lizados de maneira que atendam aos objetivos

e conteúdos específicos das aulas de artes. É

preciso vigilância para não utilizar o mesmo enfoque tradicional de supremacia do texto em relação à imagem. O uso do computador também deve atender aos três eixos de apren- dizagem em artes.

A produção de arte com o auxílio de fer- ramentas tecnológicas é o resultado da ideia criadora do estudante associada ao potencial produtivo que a ferramenta tecnológica dispo- nibiliza por meio de softwares gráficos. Exis- tem inúmeros programas disponíveis, desde os comerciais e profissionais como Print artist,

Adobe Photoshop, Paint, CorelDraw etc., até outros gratuitos, os freewares, como Photosca- pe, Gimp, Google Sketchup, Imagemagick.

A apreciação e o conhecimento de arte pode

se dar também pela internet, nas visitas aos museus virtuais, sites de galerias, páginas pes- soais de artistas etc.

Além disso, o mercado especializado dispo- nibiliza softwares educativos que contemplam conteúdos específicos para o ensino de artes.

Glossário

Alguns termos pouco usuais no cotidiano escolar ou que são empregados em arte com significação própria aparecem em destaque no livro do aluno e trazem uma breve explicação em quadro lateral.

Ação do professor

Sempre que possível ou que achar necessário,

incentive os estudantes a consultarem o dicio- nário e adicionarem termos ao glossário. Esse

é

um hábito que se adquire e é essencial para

o

desenvolvimento do aprendizado autônomo,

além da ampliação vocabular. O domínio am- plo do vocabulário aumenta a capacidade e fle- xibilidade de comunicação e permite expressar as ideias com mais segurança e precisão.

Esta é uma oportunidade de contextualizar o tema da aula, de adequar o conteúdo à realida- de particular da turma, traçando paralelos com elementos do cotidiano, aproximando a arte da realidade de cada um e trazendo os saberes in- dividuais, a bagagem de conhecimento de cada um para somar ao conteúdo trabalhado.

Avaliação de processo e os resultados

Nossa experiência nos permite dizer que

é condição essencial para o desenvolvimento

do processo de ensino-aprendizagem em ar- tes que se estabeleça uma relação de parceria

e confiança mútua entre o professor, enquanto mediador do processo, e o aprendiz.

É necessário que o mediador tenha claro para

si os objetivos das ações e que explicite aos estu-

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dantes qual o seu papel no processo, isto é o que se espera deles. E que saibam que produzir arte exige

dedicação, trabalho e tempo

As ações devem ser organizadas, sequencia- das, avaliadas e planejadas em conjunto.

Caso a escola exija medida por notas, ex- plicite o processo para os alunos, estabeleça os critérios para atingir determinado grau, de maneira que eles mesmos atribuam sua nota, considerando: a avaliação do portfólio, a opi- nião dos colegas e a sua. Ao final, procure pon- tos coerentes entre todas as observações.

Faça deste um momento especial porque realmente é. É o momento em que o pensamen- to individual do aluno/criador/artista torna-se de todos. É um momento em que os estudantes têm a oportunidade de (re)conhecer seus avan- ços e dificuldades em arte, exercitar a aplicação de vocabulário específico e aprender a contribuir com suas opiniões sobre o trabalho dos colegas.

É uma oportunidade de adaptação e de

identificação entre os membros do grupo, é uma atividade de relacionamento e convívio, de respeito à diversidade. Para você, professor, é um momento de observação e registro do percurso individual e geral dos estudantes.

A questão da avaliação se apresenta como

uma situação inquietante do processo ensino- -aprendizagem pela natureza simbólica e sen- sível da atividade artística.

O sistema de avaliações escritas – a tradicional

prova – pode atender, em parte, a essa necessida- de, mas como corrigir e medir o processo intelec- to-afetivo necessário para a produção artística?

Avaliar é diferente de julgar, essa ação deve ser promotora do crescimento intelecto-afeti- vo do estudante e do professor. Ao avaliarmos uma produção de arte, devemos considerar o processo cognitivo que a gerou, ou seja, con- siderar como o aluno pensou para chegar a tal resultado.

É necessário considerar a diversidade de

experiências de cada um e observar como cada estudante se relaciona com as atividades pro- postas, valorizando o pensamento divergente.

tempo de criação.

Para atender a essa necessidade, propomos que cada um tenha o seu “livro do artista”, uma espécie de diário de percurso onde registrem com palavras, desenhos, colagens etc., a cada aula, o que julgarem pertinente. O suporte pode ser fichário, scrapbook ou um blog da turma.

A visita periódica ao livro do artista permite

dar vistas aos avanços e às dificuldades de apre- ensão de conteúdos e de domínio técnico, além de conferir importância a tudo o que é realizado nas aulas de artes.

É essencial que você também organize o seu

livro do artista e participe das comunidades vir- tuais, na medida do possível. Essa experiência

é única e intransferível e favorece as condições

para o desenvolvimento das ações metodológi- cas e da avaliação, à medida que permite que es- tudante e professor acompanhem o processo de ensino-aprendizagem ao rever, refletir e discor- rer sobre o seu percurso individual e coletivo.

Considerações finais

O manual do professor oferece um rotei-

ro de ações para o desenvolvimento das aulas propostas no livro do estudante e sugestões de ações complementares com o intuito de refor- çar, explorar ou ampliar o tema estudado.

Ressaltamos mais uma vez que este não é um material para ser tomado como um guia, deve servir a várias intepretações e usos segundo os saberes e propósitos que surgirem durante o processo. Embora o conjunto do material tenha alvos definidos, os marcos podem ser variáveis.

Os módulos não são seriados e progressivos,

a estrutura permite uma interação dinâmica e

multidimensional entre os conteúdos e as lin- guagens artísticas, sem apresentar predominân- cia ou hierarquia entre eles, podendo ser reorga- nizados conforme a necessidade ou escolha do professor, sempre atentando para que as ações contemplem os três eixos de aprendizagem: co- nhecer, apreciar e produzir.

É importante que o professor faça um diag-

nóstico do grau de conhecimento dos estudan- tes, mesmo que já os conheça, buscando apri- morar e integrar esses saberes para desenvolver os conteúdos de cada módulo.

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Desejamos que receba essa proposta, que não se pretende original, mas sim, eficaz, como uma oportunidade de compartilharmos expe- riências vitoriosas no processo de ensino-apren- dizagem em artes e não como um receituário a ser seguido. Não se acanhe em adequá-la às necessidades dos seus alunos.

Se você não tem familiaridade com ativida-

des artísticas, não se sinta impedido de desen- volver as atividades com sucesso. Persiga as in- certezas e mobilize suas competências pessoais.

George E. Palade, prêmio Nobel de Medici- na, em 1974, por suas descobertas sobre a or- ganização, estrutura e funcionamento da célula, diz que a questão “o que eu não sei?” faz parte da vida do pesquisador e que cada nova desco- berta — isto é, cada elemento novo do conheci- mento — constitui uma etapa que nos obriga a nos interrogarmos cada vez mais.

Seja cúmplice e parceiro dos estudantes e as- suma um compromisso consigo mesmo. Leia sobre arte, visite espaços de arte e faça muita arte.

O professor só alcança a verdadeira beleza

de ensinar e de aprender se participar, efeti- vamente, do processo com o estudante, ob- servando, perguntando, duvidando, testando, encorajando e produzindo arte.

Por isso, esta é também uma proposta aos colegas de desenvolvimento de um processo de busca pessoal, em aliança com os seus par- ceiros de aprendizagem, sustentado dialetica-

mente pelas dúvidas que surgirão e pela busca conjunta de respostas e soluções.

Nós consideramos você, professor, como sujeito de seu fazer profissional. Contamos com seu espírito livre e criativo, e apostamos nos seus conhecimentos e experiências para engendrar trilhas singulares capazes de pro- mover uma relação dinâmica e significativa nesse processo de pensar-fazer-conhecer arte.

Dessa forma, cada aula será única e bela na sua significação, como é uma obra de arte. Bom trabalho!

Bibliografia

BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudan- ças no ensino da arte. São Paulo: Cortez, 2002.

COSTELLA, Antonio F. Para apreciar a arte. São Paulo: SENAC / Mantiqueira, 1997.

DOMINGUES, Diana (org). A arte no século XXI: A humanização das tecnologias. São Paulo:

UNESP, 1997.

ECO, Umberto. Obra aberta. São Paulo: Perspecti- va, 2001. (Debates)

SOARES, Suely Galli. Arquitetura da identidade:

sobre educação, ensino e aprendizagem. São Paulo:

Cortêz, 2000

Parâmetros Curriculares Nacionais – Ensino Mé- dio, 2000. Parte II - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias.

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MÓDULO I - O CONCEITO DE ARTE

Interdisciplinaridade: História e Português

Transversalidade: Diversidade Étnica / Gêne- ro / Mundo do Trabalho

Este módulo discute o conceito de arte e apresenta a produção artística como lingua- gem, fenômeno cultural gerado em diálogo com o contexto histórico e social.

Recomendações de leitura de apoio

COLI, Jorge. O que é Arte. 2.ed. São Paulo:

Brasiliense,1998.

O autor discute as concepções parcias e li- mitadas relativas às teorias da arte e discute

a autoridade e competência dos profissionais

do mercado da arte para determinar o que é e

o que não é arte.

MENESES, Adélia Bezerra de. Figuras do feminino na canção de Chico Buarque. 3.ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.

O livro apresenta um estudo temático das letras e músicas de Chico Buarque, que modulam o feminino, e estabelece diálo- go entre o texto e imagens das obras de Di Cavalcanti, Ismael Nery, Vicente do Rêgo Monteiro, Volpi, entre outros.

Objetivos

Entender a produção artística como repre-

sentação de sentimentos, ideias e acontecimen- tos vividos por sujeitos singulares, em diálogo com seu contexto.

Conhecer, valorizar e respeitar as diferentes concepções estéticas.

Vivenciar o processo de criação artística e físi- ca do trabalho artístico, baseado em um conceito.

Reconhecer a obra de arte como resultado

da linguagem e de saberes sensíveis-cognitivos.

Conhecer aspectos da história da arte uni- versal.

Orientações práticas

A presente proposta considera que os agentes

do processo ensino-aprendizagem (professores

e estudantes), independentemente de já serem

usuários do material de artes do Sistema Anglo

de Ensino, tenham vivenciado diversos proces- sos de criação artística das variadas linguagens

e trazem consigo um conjunto significativo de

experiências que, articulando-se com as ações

didáticas aqui propostas, lhes permitirá redi- mensionar com facilidade o conhecer, apreciar

e produzir artes.

Para o melhor aproveitamento deste ma- terial de apoio didático, atente para algumas questões importantes:

É essencial analisar o livro do estudante pa-

ralelamente às sugestões de roteiro e desenvol- vimento das aulas que apresentamos a seguir.

Deixe bem claro aos estudantes, desde o iní-

cio, os objetivos e conteúdos que serão trabalha-

dos, como forma de envolvê-los de maneira ativa no desenvolvimento das aulas e para que não se mantenham na posição de meros espectadores.

Quando for o caso, providencie com ante-

cedência o material físico e equipamentos ne- cessários para o desenvolvimento das ativida- des práticas.

Apresente-lhes as tarefas de casa (Ativida-

de complementar) como uma continuidade da construção do conhecimento, iniciada na aula.

Propomos a devolutiva da Atividade com-

plementar no início da aula subsequente, mas você pode promover a socialização no momen- to em que achar mais oportuno. Faça da roti- na de apresentação do resultado da Atividade complementar um momento agradável e des- contraído, em que todos tenham a oportunida- de de se expressar livremente e ouvir os demais com respeito. É uma ocasião importante para

aprender a receber e a emitir críticas, aprender

a ouvir e a se fazer ouvir sem cometer excessos, de exercitar a capacidade de observação e de trocar experiências e ideias.

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ROTEIRO

AULA 1 O que é e o que não é arte?

Apresentação

Promova a leitura conjunta do texto de apresentação do material. É importante que todos se familiarizem, desde o início do curso, com os conteúdos e temas propostos.

Em seguida, faça uma leitura interpretati- va da epígrafe, estabelecendo relações com o conteúdo do módulo, isto é, as várias concep- ções desenvolvidas ao longo da história sobre o conceito de arte.

Proponha uma leitura comentada do texto introdutório.

arte. Proponha uma leitura comentada do texto introdutório. Crie oportunidade para que todos opinem sobre o

Crie oportunidade para que todos opinem sobre o tema.

Faça a mediação, destacando pontos rele- vantes e esclarecendo equívocos.

Estimule o grupo a reconhecer e respeitar a variedade de opiniões e gostos, ressaltando que não há uma resposta melhor ou mais verdadei- ra que outra.

O conhecimento prévio deve ser considera- do, valorizado e respeitado, lembrando sempre que nada impede que, ao longo dos estudos, mudemos de opinião ao conhecer melhor e vi- venciar o processo de criação.

Anote as palavras-chave que se apresenta- rem e, ao final, sintetize as colocações, salien- tando que uma única palavra pode suscitar conceitos amplos sobre o fenômeno, prova- velmente todas as palavras/conceitos citados fazem parte do universo dessa área de conhe- cimento.

Encaminhe a leitura conjunta do texto com- plementar, do qual destacamos a seguir alguns parágrafos para serem comentados e discuti- dos com a classe.

Parágrafo 1: Como arte é produto da ativida-

de humana, seus motivos e modos de produção são variáveis de acordo com o contexto. O que para nós hoje é considerado obra de arte tinha outra função entre os povos nativos do Brasil, por exemplo. Se para nós dança é diversão, para eles tinha uma função mágico-religiosa.

Parágrafo 2: Estimule os estudantes a citar alguns exemplos de produções que conside- ram obra de arte.

Parágrafo 5: Explique que a opinião do au-

tor, que se soma a tantas outras, inclusive às nossas, não é suficiente para definir o conceito de arte, além do que a admiração nem sempre é um fator positivo.

Retome a frase “nossa cultura possui uma

noção que denomina solidamente algumas de suas atividades” e explique que a socie- dade ocidental possui instrumentos espe- cíficos para qualificar e determinar o que é ou não é arte. Um desses instrumentos é o discurso gerado por críticos, historiadores e peritos de artes. Esses discursos são consi- derados argumentos sólidos para determi- nar o que é arte, mas tais argumentos variam de acordo com o contexto, por isso não se chega a uma resposta única e exata, como afirma o autor; cada contexto gera mecanis- mos que se pretendem sólidos para julgar, classificar e privilegiar algumas produções em relação a outras, como teremos oportu- nidade de observar e discutir ao longo dos nossos estudos.

Parágrafo 7: mesmo se a produção de Mar-

cel Duchamp ou um cartaz publicitário não corresponde à ideia que se faz de arte, as mes-

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mas estão instauradas, institucional e histori- camente, como sendo obras de arte.

Prossiga o desenvolvimento da aula desta-

cando a informação do glossário e promoven- do a apreciação das imagens.

do glossário e promoven- do a apreciação das imagens. Oriente a Atividade complementar. AULA 2 Arte:

Oriente a Atividade complementar.

AULA 2 Arte: imitação e expressão

Promova a socialização dos resultados da Atividade complementar e reporte-se à frase de abertura do módulo.

Faça a leitura comentada do texto introdu- tório e do Ampliando horizontes.

do texto introdu- tório e do Ampliando horizontes. Promova a apreciação das imagens das partituras e

Promova a apreciação das imagens das partituras e a audição dos trechos das obras disponíveis no site do Convênio <www.anglo- convenio.com.br>. Para baixar os áudios entre com o seu login e senha e clique em Recursos Multimídias.

Faixa 1: O Guarani

Faixa 2: Aeterna Christi Munera, do Padre José Maurício Nunes Garcia.

Christi Munera , do Padre José Maurício Nunes Garcia. Comentário: Espera-se que os estudantes relacionem a

Comentário: Espera-se que os estudantes relacionem a disposição dos sinais da grafia musical com o ritmo das músicas

Leia e explique o texto complementar pro- movendo a apreciação da imagem.

Oriente os estudantes para que, durante a leitura do texto, anotem e pesquisem termos que não conheçam e destaquem possíveis dú- vidas para serem sanadas em conjunto.

Texto de apoio

Música clássica e romântica

A palavra clássico vem do latim clas- sicus, “que pertence à primeira classe, de elite”. A música desse período é marcada

pela simplicidade nas melodias, equilíbrio entre a estrutura formal e a expressividade nas peças, grande elegância nas composi- ções, com o objetivo primordial de agradar

o ouvinte. Foi uma fase de grande avanço da música instrumental.

Em contrapartida, no período românti- co, que veio a seguir, as composições des- tacam-se pela maior liberdade na forma e na concepção. Os músicos dessa fase bus- caram a expressão mais intensa, deixando aflorar a emoção, os sentimentos.

Uma das diferenças principais entre um

compositor clássico e um romântico consis-

te na intenção de usar ou não a música como

forma de expressão pessoal. Para o pensa- mento clássico, a música é essencialmente “forma”, independentemente dos sentimen- tos do compositor. Mas, para o romântico,

a música é “expressão”, é algo inerente aos sentimentos e às emoções do compositor.

Os compositores clássicos mais conhecidos são:

Franz Joseph Haydn (Rohrau, 1732 – Viena, 1809).

Wolfganf Amadeus Mozart (Salzburgo, 1756 – Vie- na, 1791).

Ludwig

Van

Beethoven

(Bonn,

1770

Viena,

1827).

Padre José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, 1767 - Rio de Janeiro, 1830).

Os compositores românticos mais conhecidos são:

Franz

Peter

Schubert

(Viena,

1797

Viena,

1828).

Giuseppe Verdi (Roncole, 1813 – Milão, 1901).

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Richard Wagner (Leipzig, 1813 – Veneza, 1883).

Felix Mendelssohn-Bartholdy (Hamburgo, 1809 – Leipzig, 1847).

Frédéric Chopin (Zelazowa, 1809 – Paris, 1849).

Robert

Schumann (Zwickau, 1810 – Endenich,

1856).

Franz Liszt (Raiding, 1811 - Bayreuth, 1886).

Johannes Brahms (Hamburgo, 1833 – Viena, 1897).

Antônio Carlos Gomes (Campinas, 1836 – Belém,

1896).

Antônio Carlos Gomes (Campinas, 1836 – Belém, 1896). Ao orientar a Atividade complementar, ex- plicite a

Ao orientar a Atividade complementar, ex- plicite a importância de conservar os esboços e anotações, todos os registros sobre o processo.

AULA 3 Artes: feminino plural

Socialize os resultados da Atividade com- plementar da aula 2.

Ao final das apresentações, destaque que a arte como ação e como produto humano está presente desde os tempos mais remotos da história da humanidade e sua função primeira tem sido a de comunicação.

Promova a leitura e discussão do texto in- trodutório.

Promova a leitura e discussão do texto in- trodutório. Encaminhe as propostas apresentadas na seção Observar

Encaminhe as propostas apresentadas na seção Observar e pensar.

as propostas apresentadas na seção Observar e pensar. Espera-se que os estudantes concluam que o bastidor

Espera-se que os estudantes concluam que o bastidor é um instrumento de auxílio ao tra- balho de bordadeiras, que serve para prender o tecido. Na obra, ele remete à ideia de aprisiona-

mento, ao mesmo tempo em que invoca o sagra- do, pela semelhança com o tondo renascentista.

O formato e a disposição do bastidor sugere

ainda porta-retratos antigos.

A mulher representada tem sobre seu ór-

gão de geração de fala (boca) um elemento de impedimento, um obstáculo: uma costura, um cerzido, de forma grosseira, sem acabamento, sem delicadeza, que contrasta com o ato de bordar para ornar, cerzir para consertar, costu- rar para formar – ações que, na cultura ociden- tal, pertencem tradicionalmente ao universo feminino. A falta de intenção de se esconder o cerzido sugere pressa / violência.

De acordo com o texto complementar desta aula, a obra não seria classificada como realista. O realismo da imagem está presente no tema, na realidade de milhares de mulheres, negras e não negras, que continuam sendo submetidas a condições limitantes, seja de pensar, falar, ou- vir, ver ou agir.

A obra é expressiva porque, embora seja baseada em memórias pessoais, suscita pensa- mentos e emoções sobre o tema que vão além do universo particular da artista, trazendo à tona uma questão importante: a denúncia das formas de violência que atingem mulheres de todas as etnias, esferas sociais e econômicas. Uma questão que atinge todas as pessoas, ho- mens e mulheres, pessoas negras e não negras.

Tanto a obra de Rosana Paulino quanto a de Botticelli representam visões do universo feminino, mas essas visões são distintas. Ro- sana apresenta uma visão do universo femi- nino com foco nas questões étnicas e sociais, enquanto as obras de Botticelli, grande parte feita sob encomenda, ressaltam aspectos divi- nos e mitológicos do mundo feminino.

Importante: explique à turma que há outras teorias sobre a natureza da arte desenvolvidas ao longo da história, sobre as quais falaremos no decorrer dos estudos. Neste momento, é interessante que os estudantes articulem as informações sobre as teorias mais comuns.

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Oriente a Atividade complementar, es- timulando os estudantes a pesquisar sobre profissionais artistas de linguagens

Oriente a Atividade complementar, es- timulando os estudantes a pesquisar sobre profissionais artistas de linguagens variadas, como a música, as artes visuais, o cinema etc.

Para saber mais sobre a produção contem- porânea das mulheres na arte, acesse a página na intenet do Museu de Arte Contemporâ- nea da USP, que destaca a presença efetiva das mulheres no cenário artístico brasileiro contemporâneo: <www.mac.usp.br/mac/tem- plates/exposiçoes/mulheres/mulheres.asp>. Acesso em set. 2010.

Atividade extra

A partir das reflexões desenvolvidas na lei- tura da imagem, proponha aos estudantes que, em equipe, utilizando-se do bordado e/ou de técnicas diversas, como desenho, pintura, fo- tografia, serigrafia, colagem, computação grá- fica etc., produzam, outro bastidor como uma resposta. Por exemplo: se não estivesse impe- dida, o que essa mulher gostaria de ver, dizer, ouvir, pensar?

AULA 4 Laboratório de criação

Socialize os resultados da Atividade com- plementar da aula anterior. Retome a discus- são sobre a busca do conceito de arte e observe que, consequentemente, também se discute o conceito de artista.

Promova a leitura seguida de comentários do texto introdutório.

a leitura seguida de comentários do texto introdutório. Encaminhe a proposta, incentivando os es- tudantes a

Encaminhe a proposta, incentivando os es- tudantes a pensar em uma questão coletiva da comunidade, da cidade ou universal. Converse com eles sobre as possibilidades de linguagens

e respectivos suportes e materiais para produ-

ção artística que expresse a sua visão sobre o tema discutido.

artística que expresse a sua visão sobre o tema discutido. Oriente a Atividade complementar, expli- cando

Oriente a Atividade complementar, expli- cando que o texto complementar dessa aula oferece alguns subsídios para a escolha da lin- guagem a ser trabalhada.

As produções musicais, cênicas e videográ-

ficas podem ser desenvolvidas em equipe, caso

os temas tenham afinidade.

AULA 5 A obra de arte como objeto de representação do ideal

Explique e comente o texto inicial.

representação do ideal Explique e comente o texto inicial. Organize os estudantes em grupos e prepa-

Organize os estudantes em grupos e prepa- re com eles o ambiente de trabalho. Durante

a execução do trabalho, atenda cada estudante

ou grupo individualmente, conforme as neces- sidades que surgirem.

individualmente, conforme as neces- sidades que surgirem. Oriente a Atividade complementar como uma reflexão sobre o

Oriente a Atividade complementar como uma reflexão sobre o trabalho executado. Caso não tenham terminado o trabalho em classe, oriente os estudantes a terminar em casa antes de fazer a atividade.

Atividade extra

A Declaração Universal dos Direitos Hu-

manos afirma que “Toda pessoa tem o direi- to de participar livremente da vida cultural da

comunidade, de fruir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios.” (ONU, 1948: Artigo XXVII, § 1 o ).

Para viabilizar esse direito, muitos espaços expositivos se preocupam em adaptar obras e

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espaços para as pessoas portadoras de neces- sidades especiais, além disso, muitos artistas contemporâneos produzem obras que permi- tam a todas as pessoas, portadoras de necessi- dades especiais ou não, recebê-las e apreciá-las.

Proponha que as produções sejam adapta- das de maneira que atendam a esse artigo da Declaração.

AULA 6 O processo de criação artística

Leia e comente o texto introdutório.

criação artística Leia e comente o texto introdutório. Encaminhe a seção , dando oportunidade para que

Encaminhe a seção, dando oportunidade para que cada um apresente e comente o seu processo de trabalho na produção da obra.

Após todos terem se colocado, fale também sobre a sua experiência de trabalho junto com

eles neste módulo, enfatize os aspectos positi- vos do desenvolvimento de cada um, incentive

e

encoraje os que se sentiram insatisfeitos com

o

resultado da sua produção.

insatisfeitos com o resultado da sua produção. Encaminhe a atividade complementar. Atividade extra Retome a

Encaminhe a atividade complementar.

Atividade extra

Retome a frase de abertura do módulo, esta- belecendo relações com os resultados do diálogo.

Exponha as produções eleitas como obra de arte pelos estudantes na aula 1, as criadas por eles no laboratório de criação e as demais pre-

sentes neste módulo. Em seguida, pergunte aos estudantes se percebem alguma característica não física que seja comum a todas as obras.

Resposta esperada

Espera-se que os estudantes concluam que todas as produções são fenômenos de comu- nicação e foram geradas por um estímulo, pela necessidade de uma ou de várias pessoas de co- municar algo para outras pessoas.

Para a produção de todas empreendeu-se um trabalho mental e físico para articular ele- mentos específicos das linguagens artísticas.

Bibliografia consultada

BENNET, Roy. Uma breve história da músi- ca. In: Cadernos de Música da Universidade de Cambridge. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990.

CACIAGLIA, Mário. Pequena história do tea- tro no Brasil. São Paulo: Edusp,1986.

CALABRESE, Omar. A linguagem da arte. Rio de Janeiro: Globo, 2002.

COSTELLA, Antônio. Para apreciar a arte – roteiro didático. São Paulo: Senac, 1997.

ELLMERICH, Luís. História da Música. São Paulo: Fermata do Brasil, 1977.

PARSONS, Michael. Compreender a arte. Lis- boa: Presença, 1992.

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