Resumo da Lei nº 8.666/93, Lei n° 10.520/02 e Decreto nº 5.

450/2005 Licitação A licitação é uma “sucessão ordenada de atos vinculantes para a Administração e para os licitantes”, ou seja, é um procedimento, que tem uma dupla finalidade: “obtenção do contrato mais vantajoso e resguardo dos direitos de possíveis contratados”. Logo, o procedimento busca atender os princípios da licitação, sendo que vários dos atos previstos em lei claramente protegem os princípios da publicidade dos atos, igualdade entre os licitantes, entre outros. A importância da correta observância dos atos do procedimento é tal que um dos princípios da licitação é o procedimento formal, ou seja, a “vinculação da licitação às prescrições legais que a regem em todos os seus atos e fases.” Outra noção necessária é a diferença entre modalidade e tipo de licitação. As modalidades são: concorrência, tomada de preço, convite, concurso, leilão e pregão (CCCTLP). Os tipos de licitação são: menor preço, melhor técnica, técnica e preço ou maior lance ou oferta. Fases da licitação A) Interna e externa Primeira discussão. Conforme Helly Lopes Meirelles, de um modo geral nas diversas modalidades de licitação, há sempre duas grandes fases, a fase interna e a fase externa. Já Celso Antônio Bandeira de Mello as chamará de etapas interna e externa. “O procedimento da licitação inicia-se na repartição interessada com a abertura de processo em que a autoridade competente determina sua realização, define seu objeto e indica os recursos hábeis para a despesa”, sendo essa a fase interna da licitação (art. 38, Lei nº 8666/93). Maria Sylvia Zanella Di Pietro expõe que a licitação fica a cargo de uma Comissão, permanente ou especial, de no mínimo três componentes, que possuem responsabilidade solidária pelas decisões. “Na etapa interna (....) avultam dois temas: o dos requisitos para instaurá-la e o das vedações”. Requisitos para instauração de licitação: - se for pra contratar obra ou serviço: um projeto básico, orçamento, recursos orçamentários previstos e, se for o caso, estar nas metas do Plano Plurianual do art. 165 da CF. - se for pra compras: caracterização do objeto e indicação dos recursos orçamentários. Vedações nas licitações: - quanto ao objeto: veda-se incluir no projeto obtenção de recursos financeiros para sua execução (salvo no regime de concessão); vedase incluir objetos sem previsão de quantitativos ou que não

correspondem ao projeto básico; veda-se incluir bens e serviços sem similares (salvo justificados); - quanto aos participantes (a participação é nula): o membro da comissão ou servidor do órgão; os que estiverem impedidos (por sanções administrativas); nos casos de obra, serviço ou fornecimento de bens: a pessoa que foi autora do projeto básico; e a empresa na qual o autor do projeto básico seja dirigente, gerente, subcontratado... B) Etapa externa A fase externa compreende os seguintes atos: “audiência pública, edital ou convite de convocação dos interessados, recebimento da documentação e propostas, habilitação dos licitantes julgamento das propostas, adjudicação e homologação.” Durante a sua obra Hely vai chamar estes atos de fases. Celso Antônio Bandeira de Mello ao analisar a etapa externa afirma: “considerando-se a licitação desde o ato de abertura até o encerramento, pode-se decompô-la nas seguintes fases”: a) edital; b) habilitação; c) julgamento com a classificação; d) homologação; e) adjudicação. (EHJHA) Celso Antônio Bandeira de Mello ainda complementa, informando que após a abertura pelo edital (etapa externa), dois momentos são fundamentais: 1) Exame dos afluentes à licitação: verificam-se os sujeitos, pela habilitação; 2) exame das propostas: como um segundo momento, após a habilitação, vê-se se estão conformes à exigência do edital e após quanto a qualidades delas, fazendo-se a classificação. Antes de entrar no procedimento de cada uma das modalidades, passaremos a uma visão geral de cada fase da licitação. Audiência pública (art. 39 da Lei 8666/93): objetiva divulgar a licitação e tornar mais clara para a população a conveniência da obra ou serviço. Todos têm direito de se manifestar e inquirir as autoridades. Deve ser divulgada no mínimo 10 dias antes da realização pelos mesmos meios que o edital (ver abaixo) e deve ser feita com uma antecedência mínima de 15 dias da publicação do edital. É obrigatória esta audiência quando o valor estimado da licitação ou de um conjunto simultâneo (não superior a 30 dias) e sucessivo (de objeto semelhante, até 120 dias após o término da obrigação da licitação anterior) de licitações ultrapasse 100 vezes o quantum para concorrência de obras e serviços de engenharia (art. 23, I, “c”, R$ 1.500.000,00 x 100 = 150.000.000,00).

Edital: instrumento que divulga a concorrência, tomada de preços, concurso, leilão e pregão. Designa-se edital tanto o ato que realiza a publicidade do certame (que a Lei denomina de resumo do edital) como o documento que fixa as condições deste. Vincula a administração e os proponentes, sendo “lei interna”. Prazo mínimo para convocação dos licitantes se verá conforme a modalidade licitatória. “O edital, à semelhança da lei, tem preâmbulo, texto e fecho” . O texto é o mais importante, devendo conter: 1) objeto da licitação; 2) prazo e condições de execução, de entrega e de recebimento do objeto; 3) garantias para a execução; 4) local e condições e exame do projeto básico, se houver; 5) condições de participação na licitação; 6) fornecimento de informações relativos à licitação; 7) critério de julgamento; 8) critério de aceitabilidade dos preços unitário e global; 9) critério de reajuste de preços; 10) condições de pagamento e atualização financeira dos valores; 11) recursos administrativos: os cabíveis na licitação, na celebração e execução do contrato estão relacionados na lei (art. 109), sendo vedada a proibição de recurso; 12) recebimento do objeto; 13) outras indicações. Constituem anexos do edital, fazendo-lhe parte: o projeto básico e/ou executivo, com todas as suas especificações; orçamento estimado; minuta do contrato a ser firmado e especificações complementares. Interessante ressaltar que o que é publicado é o aviso-resumo, que deve indicar: declaração do objeto licitado, do local que está o texto completo e de todas as informações sobre a licitação. E mais, o edital não é exaustivo, pois normas superiores e anteriores do órgão licitante o complementam. O edital tem as seguintes funções: dar publicidade, identifica o objeto e delimita o universo das propostas, delimita os proponentes, estabelece critérios para avaliação, regulas atos e termos do procedimento e fixa as cláusulas do futuro contrato. Curiosidade: se a licitação contar com recursos provenientes de agência oficial de cooperação estrangeira ou organismo multilateral de que o Brasil participe, pode-se admitir as condições decorrentes dos acordos e tratados internacionais, se propiciarem julgamento objetivo. Cartaconvite: é o instrumento que dá publicidade na modalidade convite. Segue as regras do edital, sendo enviada diretamente pela Administração aos possíveis proponentes. Cabe impugnação administrativa do edital, em petição autônoma ao subscritor do edital (não no envelope de documentação e proposta) no prazo de 5 dias úteis antes da data da abertura dos envelopes da habilitação se feita por qualquer cidadão, e até 2 dias úteis antes se feita por licitante. “O fato, entretanto, é que, a qualquer tempo, qualquer cidadão pode exercer direito de petição aos Poderes Públicos, “em defesa de direitos ou contra ilegalidades ou abuso de poder”. Vícios do edital: Nulo o edital se omisso em pontos essenciais (como indicação defeituosa do objeto, estabelecimentos de trâmites

processuais disposições avaliação.

cerceadores de liberdade) ou se apresentarem discricionárias ou discriminatórias no critério de

Recebimento da documentação e propostas: são apresentadas duas pastas pelo interessado, uma contendo a documentação e outra a proposta, sendo abertas separadamente, iniciando a análise das propostas depois de ser analisada a documentação. Quanto a abertura da pasta de documentação: inicia a fase de habilitação dos licitantes. É sempre público, abrindo-se os envelopes com a documentação e fazendo-se o exame da regularidade formal. “A documentação é o conjunto de comprovantes da personalidade jurídica, da capacidade técnica, da idoneidade financeira e da regularidade fiscal” dos interessados. A administração não pode exigir mais do que solicitado, considerar completa a documentação falha ou conceder prazo para apresentar o restante, pois criaria desigualdades invalidando-se o procedimento licitatório. A Constituição Federal estabelece no seu art. 37, XXI, que o processo licitatório “somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.” Deve-se, assim, evitar rigorismos inúteis. Inabilitado o licitante e este não impugnando no prazo legal, devolve-se a pasta da proposta ainda lacrada, não participando este do segundo momento. “Nada, absolutamente nada, relativo a segunda etapa pode ser tratado enquanto não se exaurir a primeira.” Quanto a abertura da proposta: a proposta é oferta de contrato, obrigando o proponente. Uma vez entregue a proposta, não poderá ser alterada, podendo ser retirado o envelope antes da abertura. Só cabe desistência da proposta por motivo justificado e aceito pela Comissão. Depois do conhecimento da proposta ficará sujeito o proponente às sanções administrativas e responderá por eventuais perdas e danos. Se não for possível, pela excessiva quantidade de licitantes, analisar os documentos e propostas quando do recebimento, marca-se “dia, hora e local em que se dará conhecimento do julgamento adiado”. Habilitação dos Licitantes: “habilitação ou qualificação é o ato pelo qual o órgão competente (...), examinada a documentação, manifesta-se sobre os requisitos pessoais dos licitantes, habilitandoos ou inabilitando-os”. A fase de habilitação é distinta da de julgamento, pois nesta se vê só o sujeito. Os inabilitados receberão suas propostas intactas, motivo pelo qual o recurso cabível dessa decisão tem efeitos suspensivo (art. 109, §2º). A habilitação pode ser revista após esta fase pelo conhecimento de fato superveniente (art. 43, §5º). O momento da habilitação varia conforme a modalidade (ver abaixo). A habilitação verificará: 1) a habilitação (qualificação) jurídica: aptidão efetiva para exercer direitos e contrair obrigações. Os documentos que podem ser demandados são cédula de identidade, registro comercial, ato constitutivo registrado,

inscrição de ato constitutivo e ato de registro ou autorização para funcionamento. não bastando apenas a comprovação teórica. ou seja. 2) a regularidade fiscal. Vícios da habilitação: decorrem da infringência dos dispositivos legais ou . englobando o INSS e o FGTS (e não de quitação. que proíbe o trabalho noturno. podem empresas concorrerem juntas ao certame com o compromisso de. Eles responderão solidariamente e uma das empresas que deverá ser empresa brasileira. os documentos de habilitação podem ser dispensados “total ou parcialmente” (embora a lei diga total não pode. certidão negativa de falência ou concordata e. no concurso. vai só ela para a análise da proposta. por garantias reais ou fidejussórias. há o caráter preclusivo da habilitação. Observação de Celso Mello (p. no convite e no fornecimento de bens para pronta entrega. perigoso ou insalubre aos menores de dezoito anos. No consórcio a habilitação será individualmente feita a cada empresa proporcionalmente a participação dela no compromisso. e. com um plano de trabalho. salvo na condição de aprendiz a partir dos 14 anos. XXXIII. provada pelos balanços financeiros. conforme edital. ou de qualquer trabalho aos menores de 16. permitindo a lei que para estas licitações se possa exigir a metodologia de execução. só podendo desabilitar no caso de fato superveniente ou só conhecido após o julgamento (ex. 4) qualificação econômica: capacidade para satisfazer os encargos econômicos. para Celso Mello. comprovada pela inscrição no CPF ou CGC. que é a que exige alta especialização. Nos casos de compra pra entrega futura pode se exigir capital mínimo. c) o consórcio de empresas: se o edital permitir. §1º. Três observações de Celso Mello: a) o registro cadastral pode substituir os documentos necessários à habilitação. se ganharem. se tiver. 5) o cumprimento do art. b) pelo art. 32. se estrangeiro. específica (por atestado anterior ou por aparelhamento e pessoal adequados) ou operativa (demonstração da disponibilidade de pessoal e material para a execução). da CF. se discutido judicialmente um débito não impede a participação no certame). todavia não precisa ter o maquinário necessário na licitação. Há a previsão na lei da alta complexidade técnica. 7º. caso de falência). eventualmente. inscrição estadual ou municipal. 551): débito fiscal só inabilita se comprometer a garantia do cumprimento das obrigações. deverá liderá-la. Em alguns casos. 3) qualificação técnica: que pode ser genérica (registro profissional). Últimas idéias: não há prejuízo se só uma empresa ficar habilitada. constituírem consórcios. bastando demonstrar a possibilidade de o adquirir. após feita não se pode desclassificar a empresa por problemas nesta fase. como fator de extrema relevância para garantir a execução do contratado ou que possa comprometer os serviços públicos essenciais. prova de regularidade fiscal com as fazendas pública. pela complexidade do objeto. de autorização para funcionar no país. nunca superior a 10% do valor do contrato. dispensar todos os comprovantes) no leilão. se exige a comprovação da real disponibilidade financeira e real capacidade operativa.

ato que deve ser fundamentado pela administração. Após abre-se a de preços. se usa o sorteio público.desatenção as condições estabelecidas no edital. inclusive. Após. Julgamento das propostas: antes de serem tomadas em consideração as propostas passam por um exame de admissibilidade. contratação de bens e serviços de informática. Celso de Mello dá exemplos: a) exigência de documentação excessiva. b) ajustada as condições do edital. ficar em primeiro o de menor preço. Classificação é o ato de ordenar as propostas pelas vantagens oferecidas. Os requisitos para a admissibilidade da proposta. Julgamento: é feito conforme o tipo de licitação (os tipos são critérios de julgamento). iniciando uma negociação com a de melhor técnica para que rebaixe o preço tendo como parâmetro a de menor preço. A inexeqüibilidade é tratada no art. Serão apresentadas em duas pastas distintas a proposta: uma com a proposta técnica e outra com o preço. No empate. e d) concreta: não pode ter por base outra proposta (algo do tipo 5% a menos que a menor proposta). Se todas as propostas forem desclassificadas a Administração pode fixar prazo de 8 dias para os habilitados fazerem outras propostas (no convite é três dias). por primeiro. sendo desclassificadas as que forem abaixo de 70% do valor orçado pela Administração ou “abaixo de 70% da média aritmética das propostas que excedam em 50% o valor orçado”. Nem sempre será o preço nominalmente mais baixo. é que ela deve ser: a) séria: com a possibilidade de ser mantida. pelas de melhor técnica. Se classifica. pode se levar em conta rendimento e condições de pagamento. sendo que classifica-se pela técnica.666/93. e a lei diz que se for abaixo de 80% do orçado deve-se ter garantias complementares. que exijam técnicas de reconhecida qualificação. nos casos em que o objeto pretendido admitir soluções alternativas e estas puderem ser adotadas a livre escolha dos licitantes. podendo. conforme o edital.excepcionalmente. Se não aceitar rebaixar. . em sessão . quando de grande vulto. Não pode ser irrisória. pega-se o próximo com melhor técnica. Logo. se não passarem há a desclassificação desta proposta. por autorização expressa e justificada da administração. c) firme: sem reservas. desclassificando as que não atenderem o mínimo. 48 da Lei 8. b) melhor técnica: nesta se propõe ao que apresentou a melhor técnica que rebaixe a cotação que havia feito até o montante da proposta de menor preço dentre as ofertadas. a) menor preço: mais usada. Apresenta-se duas pastas (uma da técnica e outra do preço). sendo que a melhor técnica e técnica e preço só se usa para: serviço de natureza predominantemente intelectual. c) técnica e preço: se classifica pela média ponderada das notas atribuídas entre os fatores técnicos e o preço. Celso de Mello afirma que. b) exigência de índice de capacidade econômica ou técnica desproporcional ao objeto. a par destas presunções iuris tantum. deve se ver se a proposta é economicamente viável. conforme Celso de Mello. o de melhor técnica pode não ser o primeiro da classificação.

. 3) a habilitação preliminar: constitui fase inicial. Homologação: é o “ato pelo qual a autoridade competente (estranha à comissão. logo após a abertura pela publicação do edital.” Se não. Conseqüências: a licitação é condição para que a Administração possa contratar. desde que o faça com o ofertante da proposta vencedora. 30 dias para outros tipos de concorrência.) proclama-lhe a correção jurídica. prefere a anulação. muitos doutrinadores tratam das fases gerais antes vistas dentro da concorrência. e 4) o julgamento por comissão: formada por três membros. sendo que aos estrangeiros é acrescido os gravantes resultantes da tributação interna. após examinar todos os atos (. Habilitação: em ato público recebem-se os envelopes referentes à documentação e à proposta. Aliás. Vícios de classificação: são mais comuns (conforme Celso de Mello): classificar propostas de quem deveriam ser inabilitadas. sendo nulo se preterido este. os requisitos peculiares da concorrências são: 1) a universalidade: qualquer interessado poderá participar. Procedimento para cada Modalidade A) Concorrência “A modalidade em que todas as fases externas da licitação se encontram claramente delineadas”. Edital: 45 de antecedência da próxima fase para a concorrência por melhor técnica ou de técnica e preço ou se usar-se a modalidade empreitada integral. a Administração. 2) a ampla publicidade. por ser aplicado integralmente cada um daqueles atos nesta modalidade. Abaixo.pública. estará obrigada a contratar”. se aplicando este procedimento seqüencial às demais no que couber. Conforme Hely Lopes Meirelles. classificar propostas que deveriam ser desclassificadas. que analisam a documentação e as propostas. “nenhuma autoridade poderá substituí-la na sua função . Adjudicação: é o ato pelo qual a promotora do certame convoca o vencedor para travar o contrato em vista do qual se realizou o certame. classificar por propostas não previstas nos editais. algumas peculiaridades da concorrência.. e pros nacionais permite-se cotação em moeda estrangeira se o edital permitir tal cotação aos estrangeiros. é o órgão julgador da concorrência. que deveriam repercutir só na habilitação. “Concluído o procedimento com sucesso. e classificar por critérios pessoais. Em princípio porque pode haver motivo superveniente que justifique a revogação. abre-se a de preços e faz-se a nova classificação com a média ponderada. em princípio. Busca-se a igualdade entre estrangeiros e nacionais.

usar-se-á a concorrência. nesta modalidade é que se vê os consórcios (ver acima). B) Tomada de preços A diferença básica é quanto ao prazo de antecedência do edital à entrega das pastas = 15 dias (salvo para a tomada de preço por melhor técnica ou de técnica e preço. e quanto a habilitação: os interessados em participar necessitam inscrever-se em um cadastro administrativo (ainda que o façam para uma dada licitação já instaurada. Pode ser exigida a metodologia de execução. “c”. quando pode-se usar o leilão. A habilitação é inespecífica para uma certa licitação. com cinco dias úteis de antecedência.decisória. Ficam habilitados por 1 ano. A administração fica obrigada a contratar com o registrado se negociar nas mesmas condições. “c”. Licitação de “imenso vulto” = mais de 100 vezes o limite do art. A lei permite-o apenas para compras. por ramos de atividade. Os já catalogados podem apresentar a proposta. I. até 3 dias antes da abertura das propostas) ficando catalogados. como fator de extrema relevância para garantir a execução do objeto a ser contrato ou para não comprometer a continuidade de serviços público essenciais. Licitação de alta complexidade técnica = objeto envolve alta especialização. “Esta é presumida”. salvo para venda de bens adquiridos por procedimento judicial ou dação de pagamento. Procedimentos especiais de certas hipóteses: Licitação de grande vulto = mais que 25 vezes o limite do art.” Pelo grande vulto. os que ainda não o são podem até 3 dias antes da apresentação desta entregar a documentação para habilitação. C) Convite Nesta modalidade não há habilitação. Alienação de bens: serão sempre precedidas de justificativa. A própria entidade licitante convoca os que se reputam habilitados. Os registros cadastrais: são registros mantidos pelos órgãos da administração. a pelo menos 3 interessados (podendo ser . Pode se exigida a metodologia de execução. 23. renováveis com a apresentação de novos documentos. No caso de imóvel. O registro de preços: pode ser adotado pela Administração perante compras rotineiras de bens padronizados ou mesmos de serviços. 23. que será de 30 dias). A internacional é a aberta para empresa estrangeira que não esteja em funcionamento no país. é igual a concorrência. Licitação interna e internacional = a Administração pode decidir. Exige a audiência preliminar. estabelecendo formalmente habilitações (com a documentação para tal) tendo em vista futuros certames licitatórios. I. No mais.

menos se justificado pela administração pelas condições de mercado). o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até 10% superiores (ou os três com as melhores ofertas) poderão fazer novos lances verbais e sucessivos. Após. podendo se desclassificar por critérios de prazo para fornecimento e qualidade. adjudicação e homologação. Será conduzida por uma comissão especial. Veda-se exigência de garantia de proposta pela lei. A fase externa compreende: 1) publicação do aviso do edital: antecedência de 8 dias da entrega da proposta. A classificação é pelo menor preço. 3) habilitação do licitante vencedor: abre-se apenas o envelope do licitante vencedor (o pregoeiro só analiso o do segundo se inabilitado o primeiro).666. que receberá as propostas. frente a concorrência. chama-se o próximo negociando o leiloeiro diretamente com o próximo proponente para baixar o valor. sendo este valor o preço mínimo de arrematação do bem móvel. em envelope contendo indicação do objeto e do preço oferecido. 5) homologação: pela autoridade competente. e a adjudicação e homologação. F) Pregão Está regulado pela Lei 10. Recebidas as propostas. afixando em local apropriado a cópia do instrumento convocatório (é opcional divulgar no Diário Oficial). se não pagar o restante perde o valor já pago. Após a homologação será chamado para assinar o contrato. Se a melhor oferta não atender o edital. habilitará e adjudicará.. bastando apenas um funcionário para realiza-a. 2) julgamento e classificação: em sessão pública. b) diretrizes para apresentação do trabalho. c) condições da realização e o prêmio. Apenas afirma a antecedência de 45 dias na publicação do edital e prevendo que o regulamento deve indicar: a) qualificação exigida. D)Concurso A lei 8. Pode ser feito por leiloeiro oficial ou servidor designado. Abertos os envelopes se faz um exame prévio de conformidade. Também tem a fase interna (no art. Exige demonstração do interesse público e avaliação do bem. . a classificação e a habilitação. Os bens serão pagos à vista ou no percentual estabelecido no edital (não inferior a 5%).520. Não é obrigatória a Comissão. 3º) e externa. podendo ser por meio eletrônico. devendo ser feita no Diário Oficial. Não se usa no concurso os critérios de julgamento previstos na lei (tipos de licitação). 4) adjudicação: ao vencedor pelo leiloeiro. Inverte. conforme previsto no edital. até a proclamação do vencedor. Na fase externa há a figura do pregoeiro. E) Leilão Também não tem procedimento próprio na Lei 8.666/93 não especifica o procedimento. com pessoas com reconhecido conhecimento técnico. seguem-se a classificação.

Conforme Hely Lopes Meirelles. com chave de identificação e senha. anulada a licitação por nulidade imputável ao Estado e sabido quem é o vencedor. privativa da Administração. parágrafo único. podendo ser retiradas até a abertura da sessão. g) após os recursos será adjudicado e homologado pela autoridade. 49 da lei 8666/93 a autoridade competente deve anular a licitação. vêem-se os motivos de conveniência e oportunidade. A nulidade da licitação induz a nulidade do contrato que dela decorreu. assegurados o contraditório e ampla defesa. Não há revogação parcial. Tem efeitos ex nunc. a anulação não gera o dever de indenizar. 37. por responsabilizála por atos de seus agentes. salvo por prejuízos regularmente comprovados na execução do contrato. de ofício ou por provocação se maculada de ilegalidade”. do pregoeiro e dos membros. mas com algumas outras exigências. § 6º. é todo o procedimento que se revoga”. entre elas: a) recurso de criptografia para dar segurança nas mensagens: b) prévio credenciamento perante o provedor da autoridade do órgão. a anulação pode ser feita em qualquer fase e em qualquer tempo. a este cabe indenização. A autoridade só pode revogar por razões de interesse público decorrente de fato superveniente. Se a licitação for ilicitamente revogada caberá a este indenização pelo que perdeu e deixou de ganhar com o contrato. Pelo art. A competência é geralmente da autoridade superior. contanto que o vício invalidador não lhe seja imputável. 49. c) divulgação pela imprensa e pela internet. Para Hely Lopes Meirelles. §1º c/c 59. regulado pelo Decreto nº 5. “ocorrendo motivo de interesse público que desaconselhe a contratação do objeto da licitação. Revogação da licitação Por ato fundamentado. Se a nulidade retirou de outrem a .Há a previsão de pregão eletrônico. aparecendo o menor valor sem dizer quem o deu. para Celso Antônio Bandeira de Mello. com contraditório e ampla defesa. A Constituição Federal. Anulação da licitação “Pelo art. por ato escrito e fundamentado. motivando o ato. com as mesmas fases. Assim. por motivo superveniente que gere justificativas de interesse público bastantes para não contratar. sendo que a comissão que o proferiu poderá anulá-lo no recurso próprio. Para Celso Antônio Bandeira de Mello cabe ao licitante vencedor indenização pelas despesas em que incorreu para disputar o certame. por isso. e) serão feitos lances pela internet. f) se quiser recorrer o licitante deve fazê-lo durante a sessão. sem distinguir entre atos lícitos ou ilícitos. d) as propostas são por meio eletrônico. art.450. pode a Administração revogar a licitação. aumenta a responsabilidade da Administração.

aplicação das penas de advertência.e julgamento das propostas. Da decisão (art. Hely Lopes ressalta que se a anulação for nula por falta de justa causa haveria abuso de poder. retroage.supervisão ministerial. que pode ser proposta por qualquer cidadão em até 5 dias antes do recebimento da proposta e da documentação. Maria di Pietro lembra a súmula 473 do STF que reconhece “à administração o poder de anular os atos ilegais e revogar os inoportunos ou inconvenientes. se atuaram de boa-fé e em nada concorreram para o vício invalidante.julgamento da habilitação ou inabilitação. Não há porque os interessados. Só se inicia e acaba o . A comunicação se dará pela imprensa oficial. não rendendo ensejo a ação judicial. O artigo 109 da Lei 8666/93 prevê os recursos administrativos cabíveis: recurso. devendo ser indenizado o licitante dos prejuízos sofridos pela ilegal anulação. e – pelos recursos. o que é comum nos recursos administrativos contra inabilitação ou desclassificação de proposta. todos devem ser indenizados pelos custos com o certame. Para Hely o uso do recurso com efeito suspensivo impede o uso da via judicial. pois o ato se tornaria inexeqüível.condição de vencedor. multa ou suspensão temporária. a que se refere o inciso I do artigo 79. assevera que os meios de controle administrativo são: fiscalização hierárquica (na licitação ocorrendo com mais intensidade na fase da homologação). que presume-se legítimos. . sem efeitos suspensivo. afirma que a anulação pode ser parcial. A lei prevê recurso com efeito suspensivo contra: .rescisão do contrato. da Lei) que anula ou revoga cabe recurso no prazo de 5 dias. . A anulação tem efeito ex tunc. A lei não prevê efeito suspensivo. desde que respeitados os direitos adquiridos”. àquele também caberá indenização. 109. . que agiram conforme ato administrativo. ao tratar genericamente sobre o controle interno da administração pública (não especificamente sobre licitação). podendo ser dado pela administração: -contra anulação ou revogação da licitação. representação e pedido de reconsideração. salvo se presentes os prepostos nos atos de habilitação e julgamento das propostas. No mais. I. Controle administrativo – recursos Hely Lopes Meirelles. . Agora se a nulidade é decretada antes de se saber o vencedor. ou seja. mas atribuível pela administração. Só após a decisão do recurso caberia a ação judicial.contra pedido de inscrição em registro cadastral. Hely ainda lembra o recurso de impugnação ao edital. a anulação pode ser feita pela Administração ou pelo Poder Judiciário. Ainda. Não conta-se o dia do começo e inclui-se o do fim. Operaria a indenização como advertência a administração. . arquem com os gastos que tiveram. atingindo só certos atos.

As vias judiciais utilizáveis são as ordinárias (ação comum de anulação. cabem aos atos administrativos da licitação as mesmas vias judiciais analisadas quando se analisa o controle externo da administração. qualquer licitante pode motivar a intenção de recorrer na hora (sob pena de se decair o direito de recurso). Especificamente no pregão. indenização. §2º da CF. ação civil pública. Ainda. As penas variam de seis meses de detenção a seis anos e incluem sempre multa.prazo em dia de expediente do órgão. Ainda. 74. A ação popular presta-se à invalidação de atos ou contratos administrativos lesivos ao patrimônio público. Meirelles só entende que não pode ter ação judicial de ato que teve recurso com efeitos suspensivo. pois a pretensão jurídica surge durante o procedimento. assim. Controle jurisdicional Hely lembra que o controle judicial fica restrito ao controle de legalidade. quando o seguimento deste necessita ser detido. a Lei 10520/02 afirma que declarado o vencedor. não podendo entrar na análise do mérito. mas da coletividade. O pedido de reconsideração: contra ato de Ministro de Estado ou Secretário estadual ou municipal no caso de aplicação da pena de declaração de inidoneidade para licitar ou contratar. qualquer interessado pode representar ao Tribunal de Contas contra irregularidades. O prazo só corre se o processo estiver com vista franqueada ao interessado. dos atos da administração pública as ações de mandado de segurança coletivo. “Contra os atos do procedimento licitatório cabe recurso administrativo ou. 113. quando não previsto. O ato tem que ser ilegal e lesivo ao patrimônio público. devendo em 3 dias apresentar as razões. Salvo no caso de carta-convite. A parte não precisa esgotar a via administrativa para usar da judicial. No mais.) e as especiais (mandado de segurança e ação popular). Cabem. O autor não defende direito próprio. cabendo a autoridade reconsiderar em 5 dias sua decisão (no convite é 2 dias úteis).666/93 que trata dos crimes em relação à licitação. que o prazo é de dois dias úteis. conforme art. Qualquer cidadão pode interpôla. entre outras. há o controle jurisdicional pelo capítulo da Lei 8. O mandado de segurança é a principal via judicial para que haja controle do Judiciário sobre a licitação. etc. cabe representação. § 1º da Lei e o art. a partir da intimação do ato”. em 10 dias (sendo dois para carta-convite). Interposto ouve-se os demais para impugnar o recurso. sempre no prazo de cinco dias úteis. ação popular. .

Contrato Administrativo A teoria do contrato administrativo foi desenvolvida pelo direito francês. Por sua vez. Como pacto consensual. c) conter cláusulas exorbitantes.-lei 2300. modificando a lei 8. . A autoridade se manifesta tanto pela presunção de legitimidade de seus atos. pressupõe liberdade e capacidade jurídica das partes para se obrigarem validamente. A lei 8. b) ter por objeto a própria execução de um serviço público. Importante contribuição deixada pelo direito francês – e que nos ajudará nestes estudos – diz respeito ao discernimento de duas importantes questões: a) o que caracteriza o regime de contrato administrativo? b) quando o contrato é administrativo? À primeira pergunta respondem que caracteriza o regime de contrato administrativo a supremacia de uma das partes. realizado entre pessoas que se obrigam a prestações mútuas e equivalentes em encargos e vantagens. Modernamente a obra mais importante é a de André de Laubadère. encampou a doutrina atual dominante na matéria.-lei 2. de 1922.06. Anteriormente a essa data.987/95 e os contratos de parcerias público-privadas. que consiste em modalidade de contrato de concessão. A fonte principal de estudo desse assunto são os artigos 54 a 80 da Lei 8. O contrato administrativo no Brasil não teve um tratamento orgânico e sistemático até o advento do Dec.666. alterado mais de quatro décadas depois pelo Dec. bem como. Quanto à segunda pergunta. O seu principal teórico foi Gaston Jèze.666/93.079/2004. Os contratos de concessões e permissões de serviços públicos submetem-se ao disposto na Lei 8.06.94. na autoridade do contratante público.883/94 apenas efetuou alterações na Lei 8. Interessante notar.-lei 200/67. que o esforço que fizeram os franceses foi o de sistematizar sua jurisprudência proveniente do Conselho de Estado. A lei que rege os contratos administrativos é a Lei 8. Convém lembrar que alguns contratos não estão disciplinados na Lei 8. todo contrato é negócio jurídico bilateral. para criar obrigações e direitos recíprocos. saber-se-á que um contrato é administrativo sempre que concorrer os seguintes três requisitos: a) receber tal qualificação por lei. quanto pelo amplo controle e fiscalização da execução do contrato. de 08. A lei 8. Em princípio. firmado livremente pelas partes.300/86 e instituiu o novo regime jurídico das licitações e dos contratos administrativos estabelecendo normas gerais. A Lei 8.883.666/93. de 21. de 21. são regidos pela Lei 11. era regido pelo Código da Contabilidade Pública da União. Contrato é todo acordo de vontades. requer objeto lícito e forma prescrita ou não vedada em lei. revogou o Dec.86.666/93.666/93. a supremacia é notada quando houver a possibilidade instabilizar a relação.666/93.93.11. isto é. como negócio jurídico.

. por uma imposição do serviço público. ao passo que no Direito Público a Administração Pública está sujeita a limitações de conteúdo e a requisitos formais rígidos. jamais substituindo ou derrogando as regras privativas da Administração Pública. o segundo obriga-as a cumprir fielmente o que avençaram e prometeram reciprocamente.Embora típica do Direito Privado. as vontades das partes se equivalem. Todo contrato. O SEGUNDO entende que todo contrato celebrado pela Administração é contrato administrativo. Essas peculiaridades é que distinguem o contrato administrativo do contrato privado. mas em contrapartida. Daí porque a teoria geral do contrato é a mesma tanto para os contratos privados (civis e comerciais) como para os contratos públicos. É o que se denomina verticalidade contratual. Podemos citar três posicionamentos: O PRIMEIRO nega a existência de um contrato administrativo. dispõe sempre de privilégios administrativos para a fixação e alteração das cláusulas de interesse público e até mesmo para pôr fim ao contrato em meio à sua execução. o da autonomia da vontade e o da força obrigatória das convenções (Oswaldo Aranha Bandeira de Mello). o que caracteriza o contrato administrativo é precisamente a preponderância da vontade do Estado. O primeiro impede a alteração do que as partes convencionaram. os contratos públicos são regidos por normas e princípios próprios do Direito Público. é dominado por dois princípios: o da lei entre as partes contratantes (lex inter partes) e o da observância do pactuado. No Direito Privado a liberdade de contratar é ampla e informal. salvo as exigências da lei e as restrições especiais de formas para certos ajustes. supletivamente. Mas. Não obstante. Nos contratos de direito privado. de que são espécies os contratos administrativos e os acordos internacionais. atuando o Direito Privado. e. há divergência doutrinária a respeito dos contratos administrativos. diferentemente. pois o mesmo não respeita o princípio da igualdade entre as partes. com características próprias que os distinguem do contrato de direito privado (maioria da doutrina brasileira). privado ou público. que tira a essa espécie de contrato a paridade inerente à natureza dos atos jurídicos bilaterais privados. pois quando a Administração participa haverá sempre a interferência do regime jurídico administrativo (José Roberto Dromi). Todavia. O TERCEIRO admite a existência de contratos administrativos. isso. a instituição do contrato é utilizada pela Administração Pública na sua pureza originária (contratos privados realizados pela Administração pública – contrato da administração) ou com as adaptações necessárias aos negócios públicos (contrato administrativo propriamente dito). é o que se chama horizontalidade contratual. apenas.

formal. seja sob a égide do direito Público. em princípio. e . pois em ambos os contratos o objeto terá como objetivo o interesse público. Exceção: Poderá ser verbal nos casos de pronta entrega. quando age no seu ius gestionis. oneroso. públicas ou privadas. .Comutativo: porque estabelece compensações recíprocas e equivalentes para as partes. nas condições estabelecidas pela própria Administração Pública. . Dessa forma. Os contratos privados da Administração apesar de celebrados pelo ente público são regidos pelo Direito Civil ou Empresarial. comutativo e realizado intuitu personae.Formal: porque se expressa por escrito e com requisitos especiais. celebra com pessoas físicas ou jurídicas. a sua substituição ou transferência do ajuste. agindo nessa qualidade. sendo vedadas. porque ambas podem firmar contratos com as peculiaridades que os sujeitem aos preceitos do Direito Público.Oneroso: porque é remunerado na forma pactuada. para abranger todos os contratos celebrados pela Administração Pública.00. seja sob a égide do Direito Privado. E o diferencial desses contratos não é nem o elemento subjetivo. José dos Santos Carvalho Filho faz interessante distinção: fala em Contratos Privados da Administração e Contratos Administrativos como espécies do gênero Contratos da Administração. para a consecução de fins públicos.000. Contrato Administrativo é o ajuste que a Administração Pública. O contrato administrativo é sempre consensual. pronto pagamento e não ultrapassar o valor de R$ 4. pois o Estado estará presente em ambos os tipos de contratos. A expressão contrato administrativo é utilizada para designar tão-somente os ajustes que a Administração.Consensual: porque consubstancia um acordo de vontades e não um ato unilateral e impositivo da Administração Pública. em regra.A expressão contratos da Administração é utilizada em sentido amplo. . . Se aperfeiçoa no momento em que se manifesta a vontade (é o contrário de contrato real.Intuitu personae: porque deve ser executado pelo próprio contratado. nessa qualidade. Nessa conceituação enquadram-se os ajustes da Administração Pública Direta e Indireta. que exige a entrega da coisa) . segundo o regime jurídico de direito Privado. firma com o particular ou com outra entidade administrativa para a consecução dos objetivos de interesse público. nem o elemento objetivo. o diferencial entre os contratos privados da Administração e os contratos administrativos será sempre o regime jurídico.

é realizado no particular. elas vêm expressas precisamente por meio das chamadas cláusulas exorbitantes ou de privilégios ou de prerrogativas. indiretamente. Os contratos administrativos podem ser de colaboração ou de atribuição..) e a finalidade e o interesse públicos estão sempre presentes em quaisquer contratos da Administração Pública. por exemplo. é sempre o interesse público que a Administração Pública tem que ter em vista. que tipifica o contrato administrativo. pois o objeto. tal como o uso especial de um bem público. nem a finalidade pública. alienações. mas. nem o interesse público. que caracterizam o contrato administrativo. às vezes. o sepultamento adequado é do interesse de todos e por isso é posto sob tutela do Poder Público). Desse privilégio administrativo na relação contratual decorre para a Administração Pública a faculdade de impor as chamadas cláusulas exorbitantes do direito Comum. compra. é idêntico ao do Direito privado (obra.Além dessas características substanciais. como pressupostos necessários da atuação administrativa. serviço. sob pena de desvio de poder (no exemplo citado. O primeiro é firmado no interesse precípuo da Administração. . não é o objeto. etc. sejam públicos ou privados. só dispensável nos casos previstos em lei. embora externa. o contrato de atribuição é o que a Administração Pública confere certas vantagens ou certos direitos ao particular. o segundo. o contrato administrativo possui outra que lhe é própria. pode ocorrer que a utilidade seja usufruída diretamente pelo particular. a exigência de prévia licitação. O contrato de colaboração é todo aquele em que o particular se obriga a prestar ou a realizar algo para a Administração (obras. serviços ou de fornecimentos). sob a égide do direito Público. Mas o que realmente o tipifica e o distingue do contrato privado é a participação da Administração Pública na relação jurídica com supremacia de poder para fixar as condições iniciais do ajuste. É a participação da Administração Pública. normalmente. como ocorre. derrogando normas de direito Privado e agindo “publicae utilitatis” causa. qual seja. desde que não contrarie o interesse público. na concessão de uso de sepultura. Finalidade pública Está presente em todos os contratos administrativos ainda que regidos pelo direito privado. O contrato administrativo apresenta as seguintes características: Presença da Administração Pública como Poder Público Nos contratos administrativos a Administração Pública aparece com uma série de prerrogativas que garantem a sua posição de supremacia sobre o particular. Portanto.

666 estabelece uma série de normas referentes ao aspecto formal. Único).Obediência à forma prescrita em lei Para os contratos celebrados pela Administração. por meio de “instrumento de contrato”. encontram-se na lei inúmeras normas referentes à forma. 54. os demais serão lavrados nas repartições interessadas. Se o contrato foi celebrado sem licitação. A lei 8. sob pena de nulidade do acordo. por burla aos demais licitantes. forma de execução. as referentes ao preço e critérios de reajustamento). resumidamente. como da própria Administração. “autorização de compra” ou “ordem de execução de serviço”. deve obedecer aos termos do auto que o autorizou e da proposta. se ultrapassado o prazo de vinte dias sem publicação do extrato. 2) Deve ser publicado. para fins de controle de legalidade. 3) O contrato formaliza-se. somente são permitidos contratos verbais para pequenas compras de pronto pagamento. o contrato não adquire eficácia. outras constituem as chamadas cláusulas financeiras. “carta contrato”. 4) Na redação do instrumento de contrato ou outro instrumento equivalente deverão ser observadas as condições constantes do instrumento convocatório da licitação. seu extrato no Diário Oficial. inc. que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas. 2º). responsabilidades das partes). de acordo com o art. não só em benefício do interessado. as quais manterão arquivos cronológicos de seus autógrafos e registro sistemático de seu extrato. . assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no art. já que o mesmo é a lei do contrato e da licitação. 62. esta é essencial. o ajuste deixa de adquirir efeitos e perde a sua validade. algumas podem ser consideradas regulamentares (as referentes ao objeto. contendo disposição não prevista na licitação. parágrafo. onde destacam-se: 1) Salvo os contratos relativos a direitos reais sobre bens imóveis. §. 23. nenhuma cláusula poderá ser acrescentada ao contrato. 61. alínea a (limite para a tomada de preços). rescisão. “nota de empenho de despesa”. por estabelecerem o equilíbrio econômico do contrato (em especial. além do que prescrevem outras esparsas. 60. quando for o caso (art. II. dentre as mesmas. 55. feitas em regime de adiantamento (art. Celso Antonio Bandeira de Mello menciona que este prazo máximo de 20 dias para a publicação resumida do instrumento e aditamentos consiste em condição de eficácia dos contratos administrativos. par. no prazo máximo de 20 (vinte) dias a contar da data da assinatura (art. antes disso. único). 5) Deverão constar do contrato determinadas cláusulas consideradas necessárias pelo art.

55. que a lei 8. ou seja. inc. 78. sem a prévia verificação da existência de verbas para atender à despesa. e o art. VI. Pelo instrumento convocatório de licitação. até mesmo a licitação. é a Administração Pública que estabelece. fixando as condições em que se pretende contratar. Procedimento legal A lei estabelece determinados procedimentos obrigatórios para a celebração de contratos e que podem variar de uma modalidade para outra. Além disso. alienações. Mesmo quando o contrato não é precedido de licitação. . Quanto aos recursos orçamentários. da lei 8. em seu art. para a concessão de serviços públicos. total ou parcial. pois não é viável que se cogite de celebrar contrato e se inicie qualquer procedimento. dentre as cláusulas necessárias (art. apuradas no procedimento licitatório. o Poder Público faz uma oferta a todos os interessados. vinculada que está à lei. em razões pessoais do contratado. previamente. é vedada a cisão. Contrato de Adesão Todas as cláusulas dos contratos administrativos são fixadas unilateralmente pela Administração Pública. O art. compras. exige licitação para os contratos de obras. V. avaliação.666). fusão ou incorporação que afetem a boa execução do contrato.Essa característica. inc. inc. veda a subcontratação. está presente na quase totalidade dos casos. a associação do contratado por outrem.666. compreendendo medidas como autorização legislativa. na realidade a verificação de sua existência deve preceder qualquer providência da Administração Pública. total ou parcial. regulamentos e ao princípio da indisponibilidade do interesse público. 37. Essas medidas só são possíveis se expressamente previstas no edital de licitação e no contrato. do seu objeto. avaliação pela autoridade competente. a cessão ou transferência. indicação de recursos orçamentários e licitação. consistindo em que os contratos administrativos devam ser formais e escritos. XXI. Natureza intuitu personae Todos os contratos para os quais a lei exige licitação são firmados intuitu personae. 175. É por esta razão. A própria Constituição Federal contém algumas exigências quanto ao procedimento. também denominada de “formalismo”. as cláusulas contratuais. embora a sua indicação deva constar do contrato. a apresentação de propostas pelos licitantes equivale à aceitação pela Administração. serviços. motivação.

666. Principais cláusulas exorbitantes: 1) Exigência de garantia É um poder-dever (pese a lei falar “poderá”) de que dispõe a Administração Pública de exigir nos contratos de obras. 4) aplicação de sanções. o contratado a sanções administrativas e outras conseqüências previstas na lei 8. que são: 1) alteração unilateral do contrato.Todas essas medidas constituem motivo para a rescisão unilateral do contrato. em cada caso. mas. as denomina de prerrogativas em seu artigo 58 e tais cláusulas exorbitantes ou cláusulas de privilégio ou prerrogativas são alçadas ao status de verdadeiros princípios de direito público. o Estatuto dos Contratos Administrativos. b) previsão no contrato.666/93. e 5) ocupação provisória de bens móveis. serviços e compras as seguintes modalidades (a serem escolhidas pelo contratado): a) Caução É toda garantia em dinheiro ou títulos da dívida pública (caução real). mediante as seguintes condições: a) previsão no edital. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. imóveis. no entanto. § 3º. Frise-se. 2) rescisão unilateral. na execução do contrato. d) estabelecimento dos limites das partes do objeto do contrato cuja execução poderá ser subcontratada. elas colocam a Administração Pública em posição de supremacia sobre o contratado. ainda. A “pessoalidade” (intuitu personae) não é uma regra absoluta! A Lei 8. por conferirem privilégios a uma das partes (Administração Pública) em relação à outra. Presença das cláusulas exorbitantes São cláusulas exorbitantes aquelas que não seriam comuns ou que seriam ilícitas em um contrato celebrado entre particulares. O artigo 72 da Lei 8. . até o limite admitido. a Lei 8. quando o ajuste visa à prestação de serviços essenciais. que no tocante ao serviços técnicos especializados existe vedação absoluta à subcontratação no artigo 13. serviço ou fornecimento. poderá subcontratar partes da obra. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais. As cláusulas exorbitantes também podem ser chamadas cláusulas de privilégio.666 dispõe: “O contratado. sujeitando. 3) fiscalização da execução do contrato. nos seguintes termos: “§ 3o A empresa de prestação de serviços técnicos especializados que apresente relação de integrantes de seu corpo técnico em procedimento licitatório ou como elemento de justificação de dispensa ou inexigibilidade de licitação.666/93 prevê a possibilidade de subcontratação parcial. c) autorização da Administração. pela Administração”. ficará obrigada a garantir que os referidos integrantes realizem pessoal e diretamente os serviços objeto do contrato”.

em prejuízo de vítimas. Essa responsabilidade objetiva não pode ser reduzida ou excluída de qualquer dos contratantes. mas. . (ii) o valor da garantia. alta complexidade ou risco financeiro para a administração. genericamente. Sua finalidade é a garantia de terceiros contra danos materiais ou pessoais. 65. podem ser pedidas com uma delas o seguro de pessoas e bens e o compromisso de entrega do material. o seguro garantia e a fiança são alternativas. a exigência de umas destas exclui as outras. A obrigação é entre este e o contratado. I. inc. não se exigindo um título executório da Administração Pública. Observações: (i) A caução. Nesse tipo de contrato a seguradora obriga-se a completar à sua custa o objeto do contrato ou pagar à Administração Pública o necessário para que o transfira a terceiro ou realize diretamente. mais especificamente. c) Seguro Garantia É a garantia oferecida por uma companhia seguradora para assegurar a plena execução do contrato. É de natureza comercial e onerosa. e) Compromisso de entrega do material. pois o compromissário não participa da relação contratual administrativa. I. obrigando-se a fornecer e manter o fornecimento durante a execução do ajuste. O contratado deverá apresentar documento firmado pelo fabricante. o art.b) Fiança bancária É a garantia fidejussória fornecida por um banco que se responsabiliza perante a Administração Pública pelo cumprimento das obrigações do contratado. 58. produtor ou fornecedor autorizado. isto é. nas obras e serviços públicos indenizáveis independentemente de culpa do executor.666. podendo ser de 10% em contratos de grande vulto. para possibilitar a melhor adequação às finalidades de interesse público.quando houver modificação do projeto ou das especificações. sem lhe permitir o benefício de ordem. 2) Alteração unilateral Essa prerrogativa está prevista. inc. de responsabilidade conjunta da Administração Pública e do empreiteiro. estabelece a possibilidade de alteração unilateral nos seguintes casos: . pelo que obriga o banco solidariamente até o limite da responsabilidade afiançada. no art. d) Seguro de pessoas e bens Pode ser exigido nos contratos administrativos cuja execução seja particularmente perigosa. em regra é 5% do valor do contrato. produto ou equipamento de fabricação ou produção de terceiros estranhos ao contrato É uma medida cautelar tomada pela Administração Pública em contratos que exigem grandes e contínuos fornecimentos. para melhor adequação técnica aos seus objetivos. que é privativo da fiança civil. da lei 8.

no momento da celebração do ajuste. 65. será denominada de alteração derivada. Celso Antonio Bandeira de Mello aponta cinco principais ocorrências que merecem a proteção do equilíbrio econômico-financeiro nos contratos administrativos: 1ª) agravos econômicos oriundos de sobrecargas decididas pelo contratante no uso de seu poder de alteração unilateral do contrato. 2ª) agravos econômicos resultantes de medidas tomadas sob titulação jurídica diversa da contratual. nos limites permitidos nos parágrafos do mesmo dispositivos. combinado com os arts. I. isto é. segundo Vedel. inc. se a modificação for de preço em decorrência daqueles fatores. impostas ao contratante privado para ajustar suas prestações a cambiante exigências do interesse público. isto é. ou dos quantitativos do objeto contratual. de ver mantido o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.quando necessária a mudança do valor contratual em decorrência do acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. 3) Rescisão unilateral Prevista no art. 4ª) agravos econômicos provenientes das chamadas “sujeições imprevistas”. Esse direito que sempre foi reconhecido pela jurisprudência e doutrina. E que a alteração é chamada qualitativa quando com vistas à melhor adequação técnica e denominada alteração quantitativa quando com vistas a modificação de valor em razão de aumento ou diminuição quantitativa do objeto contratual. está agora consagrado pela lei 8.. no exercício de outra competência. conferido à Administração Pública. Assim.666. 79. todavia. inc. 3ª) agravos econômicos sofridos em razão de fatos imprevisíveis produzidos por forças alheias às pessoas contratantes e que convulsionam gravemente a economia do contrato (é a “teoria da imprevisão”). I a XII e XVII. e 78. isto é. de uma violação contratual. em casos de: . assim considerada a relação que se estabelece. cujo desempenho vem a ter repercussão direta na economia contratual estabelecida na avenca (é o chamado “fato do príncipe”). entre o encargo assumido pelo contratado e a prestação pecuniária assegurada pela Administração. II. II. as “dificuldades de ordem material que as partes não podiam prever e que fazem pesar uma carga grave e anormal para o empreendedor”. Há que se ter o conhecimento de a alteração pode ser bilateral nos termos do art. corresponde o direito do contratado. que são. incs. e 5ª) agravos econômicos resultantes da inadimplência da Administração contratante. do Estatuto. Ao poder de alteração unilateral. haverá alteração primária quando atingir as cláusulas de execução da obra ou do serviço. 58.

. sem prejuízo das sanções cabíveis.razões de interesse público.inadimplemento. inc. também prevista no art. falecimento do contratado. subcontratação total ou parcial. assumindo o controle de determinadas atividades necessárias à sua execução. ou de ocorrência de caso fortuito ou força maior. cessão ou transferência (salvo se admitidas no edital e no contrato). abrangendo hipóteses como o não cumprimento ou cumprimento irregular das cláusulas contratuais. que exige seja a execução do contrato acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração. pagas as prestações devidas até a data da rescisão e o custo da desmobilização. assunção do objeto do contrato pela Administração. e disciplinada mais especificamente no art. especialmente designado. perda da garantia. . O não atendimento da autoridade fiscalizadora enseja a rescisão unilateral do contrato (art. solicitá-las a seus superiores. 4) Fiscalização Trata-se de prerrogativa do Poder Público. se ele for culposo: ressarcimento dos prejuízos. inc. desatendimento de determinações regulares da autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a execução do contrato.caso fortuito ou força maior. . determinado o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados ou. atraso injustificado. 58. nota-se que em caso de concordata é permitido à Administração manter o contrato. instauração de insolvência civil. já que a rescisão se deu por atos a ele mesmo atribuídos. VII). sanções administrativas.situações que caracterizam desaparecimento do sujeito. dissolução da sociedade. a devolver a garantia. . A esse fiscal caberá anotar em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato. lentidão. 5) Aplicação de penalidades . alteração social ou modificação da finalidade ou da estrutura da empresa. de rescisão por motivo de interesse público. paralisação. cometimento reiterado de faltas. o contratado é que fica sujeito às conseqüência do inadimplemento. 78. ainda. concordata. permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição. III. Nas duas primeiras hipóteses a Administração nada deve ao contratado. 67. se as decisões ultrapassarem a sua competência. a Administração fica obrigada a ressarcir os prejuízos regularmente comprovados e. Nas duas últimas hipóteses. sua insolvência ou comprometimento da execução do contrato: falência.

. da aplicação do princípio da continuidade do serviço público. impedindo os efeitos jurídicos que elas ordinariamente deveriam produzir. São possíveis as seguintes medidas no caso de rescisão unilateral: . . dentre as indicadas no art.multa. principalmente. 2º). em qualquer outra hipótese. não tendo para ela contribuído o contratado. este terá que ser indenizado pelos prejuízos sofridos. já que aquele procedimento é condição de validade deste. . além de desconstituir os já produzidos (art. . a acumulação de sanções administrativas. perante a própria autoridade que aplicou a penalidade. a Administração também tem o poder de declarar a sua nulidade. inc. 6) Anulação A Administração Pública.A inexecução total ou parcial do contrato dá à Administração a prerrogativa de aplicar sanções de natureza administrativa (art.retomada imediata do objeto do contrato. no estado e local em que se encontrar. Se a ilegalidade for imputável somente à própria Administração. com efeito retroativo. ao andamento do serviço público essencial – trata-se.advertência. 87. 58. é prerrogativa que alguns chamam de autotutela e que não deixa de corresponder a um dos atributos do ato administrativo. 59). cabendo-lhe o poder-dever de anular aqueles que contrariam a lei. estando sujeita ao princípio da legalidade. ficando vedada. par. Há que se observar que a ilegalidade no procedimento de licitação vicia também o próprio contrato. IV). neste último caso. A pena de multa pode ser aplicada conjuntamente com qualquer uma das outras (art. por prazo não superior a dois anos. na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato. enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que seja promovida a reabilitação.declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública. Esta decide e põe em execução sua própria decisão. a saber: . 87. que diz respeito à sua executoriedade pela própria Administração. que será concedida sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção aplicada. por ato próprio da Administração. sempre que a sua paralisação possa acarretar prejuízo ao interesse público e.suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Administração. tem que exercer constante controle sobre seus atos. 7) Retomada do objeto Essa prerrogativa visa assegurar a continuidade da execução do contrato. Em se tratando de ilegalidade verificada nos contratos de que é parte.

O assunto tem que ser analisado sob dois aspectos: o das circunstâncias que fazem mutável o contrato administrativo e o da conseqüência dessa mutabilidade. O rigor desse dispositivo tem sido abrandado pela doutrina e pela jurisprudência. A lei 8. .execução da garantia contratual. No Direito Privado. que. quando uma das partes descumpre o contrato. para ressarcimento da Administração e dos valores das multas e indenizações a ela devidos. a outra pode descumpri-lo também. quando a “inadimplência do Poder Público impeça de fato e diretamente a execução do serviço ou obra”. em nenhum dispositivo confere tal direito ao contratado.. unilateralmente. que é o direito do contratado à manutenção do equilíbrio econômico-financeiro (relação que se estabelece. entre o encargo assumido pelo contratado e a contraprestação assegurada pela Administração). no momento da celebração do contrato. ele pode romperse muito mais facilmente do que no direito privado. das que conferem à Administração o poder de.retenção dos créditos decorrentes dos contratos até o limite dos prejuízos causados à Administração. equipamentos. administrativa ou judicialmente. até que obtenha ordem da autoridade competente (administrativa ou judicial) para paralisá-lo. . posto existente também em contratos privados). socorrendo-se da exceptio non adimpleti contractus (exceção do contrato não cumprido). È por causa desses elementos de insegurança que se elaborou toda uma teoria do equilíbrio econômico-financeiro do contrato administrativo. necessários à sua continuidade. que dão margem à aplicação das teorias do fato do príncipe e da imprevisão. alterar as cláusulas regulamentares ou rescindir o contrato antes do prazo estabelecido. por motivo de interesse público.666 só prevê a possibilidade de rescisão unilateral por parte da Administração (art. 79. inc.ocupação e utilização do local. material e pessoal empregados na execução do contrato. em razão dos princípios da continuidade do serviço público e da supremacia do interesse público sobre o particular. decorre de determinadas cláusulas exorbitantes. O equilíbrio do contrato administrativo é dinâmico. o que ele deve fazer é requerer. dando continuidade à sua execução (por até 90 dias). No direito administrativo o particular não pode interromper a execução do contrato. 9) Mutabilidade Um dos traços característicos do contrato administrativo é a sua mutabilidade. instalações. ou seja. I). segundo muitos doutrinadores. em regra. . Mas. 8) Restrições ao uso da exceptio non adimpleti contractus (Parte da doutrina defende que não se trata de cláusula exorbitante. a mutabilidade pode decorrer também de outras circunstâncias. a rescisão do contrato e o pagamento das perdas e danos.

(c) Fato da Administração. inevitáveis. que está presente em qualquer tipo de negócio. Celso Antonio Bandeira de Mello frisa que o fato da Administração é comportamento irregular. (3) Álea econômica. ou. na expectativa de determinados efeitos e em vista de certa situação é que os contratantes aventaram o pacto. não diretamente relacionado com o contrato (genérico). que será um ato da autoridade. por isso. incidindo direta e especificamente sobre o contrato. de forma mais completa. o conceitua como “o comportamento irregular do contratante governamental que. que abrange três modalidades: (a) Alteração unilateral do contrato administrativo para atender ao interesse público. já que não decorreram da vontade de nenhuma das partes. estranhas à vontade das partes. por ele responde o particular. mas. que causam desequilíbrio muito grande no contrato. é um risco que todo empresário corre em razão das flutuações do próprio mercado. agrava ou impede a sua execução. por ela responde a Administração. repartem-se os prejuízos. violador do contrato. dando lugar à aplicação da teoria da imprevisão. retarda. excepcionais. (2) Álea administrativa. após a primeira guerra mundial renasceu sob nova roupagem: a “teoria da imprevisão”. imprevisíveis. a mudança acentuada dos pressupostos de fato em que se embasaram implica alterações que o Direito não pode desconhecer. em princípio. Assim. (b) Fato do Príncipe. sendo previsível. incumbindo-lhe a obrigação de restabelecer o equilíbrio rompido. EQUAÇÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA . O instituto encontrou pleno declínio por influência do Código napoleônico e o entendimento frio do pacta sunt servanda. nesta mesma qualidade. que. viola os direitos do contratado e eventualmente lhe dificulta ou impede a execução do que estava entre eles avençado. A CLÁUSULA “REBUS SIC STANTIBUS” Diz respeito a idéia de que as obrigações contratuais devem ser entendidas em função das circunstâncias ao lume das quais se travou o ajuste. mas que repercute indiretamente sobre ele. que corresponde às circunstâncias externas ao contrato. apontam-se três tipos de áleas ou riscos que o particular enfrenta quando contrata com a Administração: (1) Álea Administrativa ou empresarial. Em conseqüência. entendido como toda conduta ou comportamento desta que torne impossível para o cocontratante particular a execução do contrato. é toda ação ou omissão do Poder Público que.Além da força maior. neste caso a Administração também responde pelo equilíbrio rompido. em caso de abrupta mudança daquelas condições o Direito não deve se esquivar.

Todavia. mesmo como certa variação. (Nos contratos de Concessão é chamada de encampação). f) Anulação: Nos casos de ilegalidade do contrato. exceto quanto aos relativos: I .aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual. c) Rescisão Judicial d) Rescisão Consensual ou Amigável e) Rescisão de Pleno Direito: Se dá por circunstâncias estranhas à vontade das partes.666/93: Art.2) Por descumprimento de cláusula contratual. Este é um verdadeiro postulado e seu principal efeito é o de propiciar aos contratantes a possibilidade de restabelecer o equilíbrio toda vez que for rompido. se a Administração exercer o ius variandi. (Nos contratos de Concessão é chamada de caducidade). tal linha de equilíbrio deve ser preservada de modo a garantir o interesse das partes. b. ou modifica-lo. Quando um contrato é celebrado existe uma “linha de equilíbrio” entre as partes e. PRAZO DE DURAÇÃO DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS Regra geral: a duração dos contratos administrativos é limitada à vigência dos respectivos créditos orçamentários.Equação econômico-financeira do contrato é a relação de adequação entre o objeto e o preço. b. simultaneamente. 57. Extinção do contrato a) Conclusão do Objeto ou Advento do Termo Contratual b) De forma unilateral pela Administração. A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários.1) Por razões de interesse público. recompor a equação econômico-financeira. os quais poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório. “IUS VARIANDI” O ius variandi é o direito de instabilizar o vínculo. as “condições efetivas da proposta” devem ser mantidas enquanto perdurar o vínculo contratual. da indisponibilidade da coisa pública. deverá. . porém está atrelado à relação de administração. Tal direito não é absoluto e descende da indisponibilidade do interesse público. nos termos do que dispõe o art. 57 da Lei 8. segundo o qual. Encontra previsão constitucional no inciso XXI do artigo 37. A balança entre os direitos e deveres da Administração deverá dar o equilíbrio entre competências e deveres da Administração e direitos dos administrados.

sejam firmados por prazo indeterminado! . § 3o É vedado o contrato com prazo de vigência indeterminado. (Incluído pela Lei nº 9. inclusive quanto aos pagamentos previstos de que resulte.alteração do projeto ou especificações. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1998) III . 7º do Decreto-Lei 271/67.II . II . IV .107/2005.à prestação de serviços a serem executados de forma contínua. nos termos do Decreto 6.ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática. regidos pela Lei 11. pela Administração.interrupção da execução do contrato ou diminuição do ritmo de trabalho por ordem e no interesse da Administração.883. de conclusão e de entrega admitem prorrogação. o prazo de que trata o inciso II do caput deste artigo poderá ser prorrogado por até doze meses. VI . de 1994) IV . devidamente autuados em processo: I . devidamente justificado e mediante autorização da autoridade superior. de 1998) Frise-se que o contrato com prazo de vigência indeterminado é vedado pelo § 3º do artigo 57! Não obstante a mencionada regra. nos limites permitidos por esta Lei. que altere fundamentalmente as condições de execução do contrato. os contratos de concessão de direito real de uso de bem público podem ser celebrados sem prazo certo.017/2007 admite que os contratos de consórcio público.(Vetado). impedimento ou retardamento na execução do contrato.648. mantidas as demais cláusulas do contrato e assegurada a manutenção de seu equilíbrio econômicofinanceiro. desde que ocorra algum dos seguintes motivos. diretamente. estranho à vontade das partes. de acordo com o art. § 2o Toda prorrogação de prazo deverá ser justificada por escrito e previamente autorizada pela autoridade competente para celebrar o contrato. (Redação dada pela Lei nº 9. III . § 4o Em caráter excepcional.aumento das quantidades inicialmente previstas no contrato. podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início da vigência do contrato. limitada a sessenta meses.impedimento de execução do contrato por fato ou ato de terceiro reconhecido pela Administração em documento contemporâneo à sua ocorrência.648.superveniência de fato excepcional ou imprevisível. § 1o Os prazos de início de etapas de execução. E ainda. V . sem prejuízo das sanções legais aplicáveis aos responsáveis. que poderão ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a administração.omissão ou atraso de providências a cargo da Administração.

b) sem ocorrência de má-fé por parte do administrado a invalidação ocorre depois de prestações contratuais ou após a efetivação de despesas efetuadas em razão do contrato. como a de entrega. por força da vinculação contratual. 73 estabelece que: “O recebimento provisório ou definitivo não exclui a responsabilidade civil pela solidez e segurança da obra ou do serviço. em caso de má-fé.666/93 enumera as hipóteses de prorrogação dos contratos. a qualquer lucro ou remuneração. bem como. fará ainda jus a devolução das despesas que fez em relação ao que fora aproveitado pelo Estado. mesmo sem contrato. a prejuízos indiretos. mesmo que tenha gastado a mais. A regra geral é haver um recebimento provisório e um recebimento definitivo. efetuou-se prestações aceitas. isto é. como a de conclusão. ou. sem má-fé. entretanto. O recebimento do contrato é o atestado da administração pública de que o objeto do contrato foi corretamente executado e que o mesmo lhe foi entregue. 2009:653) RECEBIMENTO DO OBJETO DO CONTRATO As regras de recebimento do objeto do contrato estão nos artigos 73 e 74 da Lei 8. o administrado faz jus a indenização. tendo direito ao acobertamento dos prejuízos indiretos. há doutrina que entende não serem contratos propriamente ditos. (BANDEIRA DE MELLO. 2009:509) CONTRATOS INVÁLIDOS OU “INEXISTENTES” Os contratos inválidos ocorrem em meio as seguintes situações: a) a relação é invalidada antes de qualquer prestação ou despesa. § 1º. mas. de proveitos que deixou de captar em outra relação jurídica.Apesar da denominação “contratos de consórcio público” presente na Lei 11. Todas as prorrogações deverão ser justificadas por escrito e previamente autorizadas pela autoridade competente para celebrar o contrato. ou seja.666/93. e c) casos em que. (ALEXANDRINO. pela Administração – nestas últimas duas situações. Não terá direito. A prorrogação pode referir-se tanto a etapa de execução. da Lei 8. oriundo do atrelamento contratual – o que não implica qualquer dificuldade de solução. Agora. ajustes celebrados entre entes federados para a consecução de objetivos de interesse comum. sem que haja sofrido algum prejuízo indireto.107/05. por força do princípio do enriquecimento sem causa. mesmo que implicitamente. PRORROGAÇÃO DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS O artigo 57. nem ético-profissional pela perfeita execução . O § 2º do art. se esteve conluiado com a Administração.

realizada por execução direta ou indireta.obras e serviços de valor até o previsto no art. desta Lei.do contrato. inciso II. I. § 4º. II . tais como: demolição. conserto. Parágrafo único. desde que não se componham de aparelhos. 6º. dentro dos limites estabelecidos pela lei ou pelo contrato”. alínea "a". O artigo 74 autoriza a administração dispensar o recebimento provisório: Art. que reputar-se-ão realizadas as verificações se ultrapassados os prazos. conservação. Contrato de serviço serviço é “toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administração. o recebimento do material deverá ser confiado a uma comissão com no mínimo três membros. Se o contrato for de locação de equipamentos ou compras haverá recebimento provisório e recebimento definitivo após a verificação da qualidade e quantidade do material e consequente aceitação. da Lei 8.666/93: toda construção. instalação. equipamentos e instalações sujeitos à verificação de funcionamento e produtividade. Requer-se apenas que o contratado comunique a omissão a administração no prazo de 15 dias antes de terminados. montagem. O recebimento definitivo. PRINCIPAIS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 1. dispôs o art. o recebimento será feito mediante recibo. A diferença é que o recebimento será mediante recibo e somente se dará mediante termo circunstanciado se tratar de aquisição de equipamentos de grande vulto. recuperação ou ampliação. 23. Contrato de obra pública o contrato administrativo de obra pública será todo ajuste entre a administração e o particular que tenha por objeto um dos procedimentos previstos no art. reforma.serviços profissionais. Nos casos deste artigo. fabricação. 73. 74.gêneros perecíveis e alimentação preparada. III . Se o contrato for de obra ou serviço haverá o recebimento provisório mediante termo circunstanciado assinado pelas partes “em até quinze dias da comunicação escrita do contratado”. 2. Se as compras forem superiores a oitenta mil reais. operação. . O prazo de observação não pode ser superior a noventa dias. Poderá ser dispensado o recebimento provisório nos seguintes casos: I . também será mediante termo circunstanciado após o decurso do prazo de observação ou vistoria que comprove a adequação do objeto aos termos contratuais. Para que o contratado não fique eternamente a depender da administração para as verificações necessárias.

pelo prazo e nas condições regulamentares e contratuais”. mediante licitação.666/93 não faz distinção entre contrato de fornecimento e contrato de compra e venda. incisos II e III. adaptação. mediante remuneração paga pelos beneficiários da obra obtida em decorrência da exploração dos serviços ou utilidades que a obra proporciona”. do artigo 6º que afirma: “Compra – toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente”. da Lei 8. b) concessão de uso de bem público. para que o explore por sua conta e risco. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização. para que a exerça conforme a sua destinação”. de fornecimento parcelado. feita pelo poder concedente. na qual a coisa é entregue de uma só vez. delegada pelo poder concedente.concessão de serviço público precedida da execução de obra pública: a construção.reparação. e c) concessão de obra pública. na modalidade de concorrência.concessão de serviço público: a delegação de sua prestação. ou lhe cede o uso de bem público. 3. conservação. Tais serviços dizem respeito a serviços privados prestados a administração. publicidade. cuja entrega de bens de consumo habitual ou permanente é estendida a duração do contrato. locação de bens. Os contratos visando a prestação de serviços públicos cuja delegação se dá por contrato de concessão ou de permissão de serviço público precedidos de licitação.987/95: “II . III . reforma. transporte. Contrato de concessão que podem ser de três espécies: a) concessão de serviços públicos. por sua conta e risco. por sua conta e risco e por prazo determinado. . e de fornecimento contínuo. seguro ou trabalhos técnico-profissionais”. Contrato de concessão de serviços públicos está definido no artigo 2º. para que a execute por sua conta e risco. total ou parcial. O contrato de concessão de uso de bem público é um “contrato administrativo pelo qual a Administração Pública faculta ao particular a utilização privativa de bem público. de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado”. ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público. segundo Maria Sylvia Di Pietro. na modalidade de concorrência. é “o contrato administrativo pelo qual o Poder Público transfere a outrem a execução de uma obra pública. Contrato de concessão. manutenção. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho. Na opinião de Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo a Lei 8. é “contrato administrativo pelo qual a Administração confere ao particular a execução remunerada de serviço público ou de obra pública. O contrato de concessão de obra pública. Pode ser de fornecimento integral. mediante licitação. 4. Vide o inciso III. Contrato de fornecimento nesta seara permanece dúvidas quanta a diferença com a mera compra e venda. pela definição de Maria Sylvia Di Pietro. cuja entrega é fracionada em prestações certas e determinadas.

349. cláusulas ou condições que comprometam.admitir. mesmo quando envolvidos financiamentos de agências internacionais. da moralidade. de 1994) .248. § 2o Em igualdade de condições.248. previdenciária ou qualquer outra. CRITÉRIO DE DESEMPATE – A NACIONALIDADE: Atenção.Princípios Específicos das Licitações Princípio da igualdade – O que se veda é a existência de privilégios ou favorecimentos desarrazoados de uns em detrimento de outros. nos atos de convocação. do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. será assegurada preferência. da sede ou domicílio dos licitantes ou de qualquer outra circunstância impertinente ou irrelevante para o específico objeto do contrato. (Redação dada pela Lei nº 12. inclusive nos casos de sociedades cooperativas.349. a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade. ressalvado o disposto no parágrafo seguinte e no art. legal.883.349. de 2010) § 1o É vedado aos agentes públicos: I . até a respectiva abertura. aos bens e serviços: I . trabalhista. tivemos alteração recente neste dispositivo: Art. de 23 de outubro de 1991. entre empresas brasileiras e estrangeiras.produzidos ou prestados por empresas brasileiras.estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial. modalidade e local de pagamentos. da probidade administrativa. da publicidade. da vinculação ao instrumento convocatório. 3o da Lei no 8. e estabeleçam preferências ou distinções em razão da naturalidade. (Incluído pela Lei nº 11. sucessivamente. de 2010) II . da impessoalidade. inclusive no que se refere a moeda. de 23 de outubro de 1991. prever.produzidos ou prestados por empresas brasileiras de capital nacional. IV . § 4º (Vetado). de 2005) § 3o A licitação não será sigilosa.produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País. (Redação dada pela Lei nº 12. (Revogado pela Lei nº 12. salvo quanto ao conteúdo das propostas. sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento. como critério de desempate. (Incluído pela Lei nº 8.produzidos no País. III . 3o A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia. ressalvado o disposto nos §§ 5o a 12 deste artigo e no art. da igualdade.196. restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo. incluir ou tolerar. de 2010) II . 3o da Lei no 8.

aos bens e serviços originários dos Estados Partes do Mercado Comum do Sul .ao quantitativo fixado com fundamento no § 7o do art. tecnológica ou acesso a condições vantajosas de financiamento. (Incluído pela Lei nº 12. grupo de produtos ou grupo de serviços. serão definidas pelo Poder Executivo federal. de 2010) II .349.349. poderá ser estabelecido margem de preferência para produtos manufaturados e para serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras. mediante prévia justificativa da autoridade competente. não podendo a soma delas ultrapassar o montante de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o preço dos produtos manufaturados e serviços estrangeiros.efeito na arrecadação de tributos federais.349. 23 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 12.349. (Incluído pela Lei nº 12. estaduais e municipais.349. (Incluído pela Lei nº 12.349. de 2010) § 10. de 2010) III . industrial. (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12. medidas de compensação comercial. de 2010) § 8o As margens de preferência por produto. análise retrospectiva de resultados. quando for o caso.à quantidade a ser adquirida ou contratada. de 2010) II . em prazo não superior a 5 (cinco) anos. cumulativamente ou não.custo adicional dos produtos e serviços. de 2010) V . (Incluído pela Lei nº 12. na forma estabelecida pelo Poder Executivo federal.em suas revisões.349. (Incluído pela Lei nº 12.349.349. de 2010) . serviço. que levem em consideração: (Incluído pela Lei nº 12. A margem de preferência a que se refere o § 5o poderá ser estendida. poderá ser estabelecido margem de preferência adicional àquela prevista no § 5o.Mercosul. de 2010) § 11. de 2010) I . de 2010) § 7o Para os produtos manufaturados e serviços nacionais resultantes de desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País. total ou parcialmente.349. Os editais de licitação para a contratação de bens. exigir que o contratado promova. de 2010) § 6o A margem de preferência de que trata o § 5o será estabelecida com base em estudos revistos periodicamente. serviços e obras poderão.349. de 2010) § 9o As disposições contidas nos §§ 5o e 7o deste artigo não se aplicam aos bens e aos serviços cuja capacidade de produção ou prestação no País seja inferior: (Incluído pela Lei nº 12. e (Incluído pela Lei nº 12.geração de emprego e renda. de 2010) I . em favor de órgão ou entidade integrante da administração pública ou daqueles por ela indicados a partir de processo isonômico. ou (Incluído pela Lei nº 12.349. a que se referem os §§ 5o e 7o.§ 5o Nos processos de licitação previstos no caput. de 2010) IV .349. (Incluído pela Lei nº 12.349.desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País. (Incluído pela Lei nº 12.

de 2010) Princípio da Vinculação ao Instrumento Convocatório: Tanto a Administração quanto os participantes devem obediência às regras contidas no edital. considerados estratégicos em ato do Poder Executivo federal. A Administração não pode descumprir as normas e condições do edital.§ 12. COBRANÇA DE VALORES PELO EDITAL O recolhimento prévio de taxas ou emolumentos relativos ao fornecimento do edital e seus elementos constitutivos. Acórdão 595/2001 Segunda Câmara. 32. 11 e 12 deste artigo. 41 da Lei nº 8. exceto quando. ao qual se acha estritamente vinculada. e somente em relação a estes. 7o. . hipótese em que deverá reabrir o prazo inicialmente fixado. haja vista o que dispõe o art. a alteração não afetar a formulação das propostas. 10. Cumpra rigorosamente as normas e condições do edital. de 11 de janeiro de 2001.666/1993. § 4º: Qualquer modificação no edital exige divulgação pela mesma forma que se deu o texto original. TCU. Art. 21. 41. com indicação do volume de recursos destinados a cada uma delas. reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido. a licitação poderá ser restrita a bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País e produzidos de acordo com o processo produtivo básico de que trata a Lei no 10. Acórdão 799/2005 Segunda Câmara. Será divulgada na internet. da Lei de Licitações. deve estar limitado ao valor do custo efetivo de reprodução gráfica e da documentação fornecida. a relação de empresas favorecidas em decorrência do disposto nos §§ 5o. inqüestionavelmente.349. TCU. 37 da Constituição Federal sempre que a alteração que se fizer necessária no edital puder vir a afetar a formulação das propostas. MODIFICAÇÃO DO EDITAL Art. na forma do art. manutenção e ao aperfeiçoamento dos sistemas de tecnologia de informação e comunicação. Nas contratações destinadas à implantação. a cada exercício financeiro. § 5º. respeitando o princípio da publicidade estabelecido no art. Evite a prática de cobrança de indenização relativa a fornecimento de editais de licitações ou convites em valores superiores ao do custo efetivo de reprodução gráfica da documentação. divulgando a modificação pelos mesmos meios que se deu a divulgação do texto original. § 4º.349.176. da referida Lei. (Incluído pela Lei nº 12. 21. conforme preceituado no art. (Incluído pela Lei nº 12. de 2010) § 13.

Para isso acontecer. .quando o critério de seleção da proposta mais vantajosa para a Administração determinar que será vencedor o licitante que apresentar a proposta de acordo com as especificações do edital ou convite e ofertar o menor preço. II .concurso.a de maior lance ou oferta . 45. § 1o Para os efeitos deste artigo. II . exceto na modalidade concurso: I . § 1o Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que. São modalidades de licitação: I . a ele deverá ser entregue o objeto da licitação.convite. o vencedor. subjetivo ou reservado que possa ainda que indiretamente elidir o princípio da igualdade entre os licitantes.nos casos de alienação de bens ou concessão de direito real de uso. constituem tipos de licitação. 45. pelos critérios constantes no edital. IV . secreto. 44. a Comissão levará em consideração os critérios objetivos definidos no edital ou convite. III . devendo a Comissão de licitação ou o responsável pelo convite realizá-lo em conformidade com os tipos de licitação. V . Art. Tal princípio não permite que seja atribuído a outro. No julgamento das propostas.a de técnica e preço. na fase inicial de habilitação preliminar. os quais não devem contrariar as normas e princípios estabelecidos por esta Lei. O julgamento das propostas será objetivo. 22.a de melhor técnica. Princípio da Adjudicação Compulsória: uma vez determinado.a de menor preço . Art. Tipos de Licitação Art. III . critério ou fator sigiloso. afastandose a discricionariedade da autoridade responsável pelo processo. § 1o É vedada a utilização de qualquer elemento. de maneira a possibilitar sua aferição pelos licitantes e pelos órgãos de controle. IV . os critérios previamente estabelecidos no ato convocatório e de acordo com os fatores exclusivamente nele referidos. Art.Princípio do Julgamento Objetivo das Propostas: julgamento objetivo é aquele realizado nos estritos termos do edital.leilão. aplica-se os tipos de licitação.concorrência. comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto.tomada de preços. mantendo-se a lisura do procedimento.

O instrumento convocatório dessa modalidade de licitação é denominada carta-convite. admitida a participação de técnicos e especialistas habilitados a julgar os concorrentes ainda que não pertencentes aos quadros da Administração Pública. cadastrados ou não. mas sem natureza licitatória. § 2o Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas. ou para a alienação de bens imóveis prevista no art. É a única modalidade de licitação em que a comissão especial não precisa ser composta por agentes públicos. Obs. em local apropriado. observada a necessária qualificação. cabe recurso no prazo de cinco dias. como uma viagem. 3 – licitações internacionais. 4 – contratos de empreitada integral. 5 – concessões de serviços públicos. que também é um procedimento administrativo seletivo. cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. por exemplo. § 3o Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto.Obs. Independentemente do valor da contratação. 2 – concessão de direito real de uso. Obs. Obs. Obs. Se o pedido de cadastramento for indeferido. escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa. É fundamental não confundir essa modalidade de licitação com o concurso para provimento de cargo. Obs. § 5o Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados. § 4o Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico. científico ou artístico. No convite não existe edital. mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores. No concurso não há tipo de licitação. . Obs. a concorrência é obrigatória nos seguintes casos: 1 – compras e alienações de imóveis. conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. O prêmio pode ser em dinheiro ou alguma outra espécie. a qual afixará.

até R$ 150. diferente dos já convidados.até R$ 80.000.00 ATÉ $1.00 ATÉ $650.00 Outros Concorrência Tomada Convite > $650.00 ATÉ $150.500. As modalidades concorrência.500.500. vai ter que decorar mesmo!!! Todo o cuidado é pouco com o art. Aqui não tem saída.para compras e serviços não referidos no inciso anterior: a) convite . no mínimo. mais um interessado.00 (um milhão e quinhentos mil reais).acima de R$ 650.500. 23. sob pena de repetição do convite.00 (seiscentos e cinquenta mil reais). tendo em vista o valor estimado da contratação: I . b) tomada de preços . independentemente do valor para a concessão de serviços públicos.00 ATÉ $80.para obras e serviços de engenharia: a) convite .até R$ 1. a quem oferecer o maior lance. c) concorrência: acima de R$ 1.000.000. tomada e convite serão determinadas em função de alguns limites. A concorrência também é modalidade utilizada.000.00 (seiscentos e cinquenta mil reais). c) concorrência . Chato de memorizar? Quer uma forma mais fácil? Vamos lá! Modalidades Obras//serviços de engenharia > $1. igual ou superior ao valor da avaliação. essas circunstâncias deverão ser devidamente justificadas no processo. é obrigatório o convite a.000.até R$ 650. b) tomada de preços .00 (cento e cinqüenta mil reais).000. Quando por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados. enquanto existirem cadastrados não convidados nas últimas licitações. for impossível a obtenção do número mínimo de três licitantes.000. 24 (licitação dispensável) porque ele sofreu alteração recente! .19. para a concessão de direito real de uso e é a regra para compra e alienação de bens imóveis.00 Obs1.000.000.00 (oitenta mil reais). As modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo anterior serão determinadas em função dos seguintes limites.00 (um milhão e quinhentos mil reais).000. II . A cada novo convite realizado para objeto idêntico ou assemelhado. Obs2. Obs3.000. tendo em vista o valor estimado da contratação: Art.000.

facultada. desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente. vedada a prorrogação dos respectivos contratos. compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez. 48. §3º .quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos praticados no mercado nacional. do inciso I do artigo anterior. do inciso II do artigo anterior e para alienações. e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos. a administração poderá fixar aos licitantes o prazo de oito dias úteis para a apresentação de nova documentação ou de outras propostas escoimadas das causas referidas neste artigo.quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta. desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço. públicos ou particulares. equipamentos e outros bens. a redução deste prazo para três dias úteis. IV . não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração.R$15. mantidas.A licitação será dispensável nos casos em que a lei permite. 24.000. VII . nos casos previstos nesta Lei. todas as condições preestabelecidas. faculta à Administração a aquisição direta de bens ou serviços sem realização de licitação.quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento. II . obras. discricionariamente. O art. quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas.nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem.00) do limite previsto na alínea "a". 24 traz um rol taxativo de situações nas quais o administrador poderá fazer. a dispensa de licitação: Art. serviços. É dispensável a licitação: I .00) do limite previsto na alínea "a".para outros serviços e compras de valor até 10% (dez por centoR$8. contados da ocorrência da emergência ou calamidade. (Licitação deserta) # Art. ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais . (Licitação Fracassada) VI .quando todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas forem desclassificadas. justificadamente.para obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez por cento. cabendo à própria Administração Pública decidir se deve ou não licitar. III . no caso de convite.nos casos de emergência ou de calamidade pública. neste caso. V .000.

criados para esse fim específico. ou de instituição dedicada à recuperação social do preso. necessários à manutenção de equipamentos durante o período de garantia técnica. XVII . pão e outros gêneros perecíveis. XVI . casos em que. desde que o preço seja compatível com o valor de mercado. serviço ou fornecimento. segundo avaliação prévia.para a aquisição de bens ou serviços nos termos de acordo internacional específico aprovado pelo Congresso Nacional.para a aquisição de componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira. de autenticidade certificada. de formulários padronizados de uso da administração. cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha.na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou estatutariamente da pesquisa. por pessoa jurídica de direito público interno. em conseqüência de rescisão contratual. ouvido o Conselho de Defesa Nacional. desde que atendida a ordem de classificação da licitação anterior e aceitas as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor. por valor não superior ao constante do registro de preços. quando tal condição de exclusividade for indispensável para a vigência da garantia. e de edições técnicas oficiais. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. de bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em data anterior à vigência desta Lei.nas compras de hortifrutigranjeiros.para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos. 48 desta Lei e. do ensino ou do desenvolvimento institucional. XIV . persistindo a situação. .competentes. devidamente corrigido. quando as condições ofertadas forem manifestamente vantajosas para o Poder Público. observado o parágrafo único do art. nos casos estabelecidos em decreto do Presidente da República. inclusive quanto ao preço. junto ao fornecedor original desses equipamentos. desde que a contratada detenha inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos.quando houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional. XII .na contratação de remanescente de obra. XIII . desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade.para a impressão dos diários oficiais. realizadas diretamente com base no preço do dia. no tempo necessário para a realização dos processos licitatórios correspondentes. X .para a aquisição.para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração. IX . por órgãos ou entidades que integrem a Administração Pública. VIII . XI . ou dos serviços. XV . bem como para prestação de serviços de informática a pessoa jurídica de direito público interno. será admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços.

mediante parecer de comissão instituída por decreto. unidades aéreas ou tropas e seus meios de deslocamento quando em estada eventual de curta duração em portos. processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis. qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo. XXVII . segundo as normas da legislação específica. XXIII . desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado.Para a aquisição de bens destinados exclusivamente a pesquisa científica e tecnológica com recursos concedidos pela CAPES.na contratação realizada por empresa pública ou sociedade de economia mista com suas subsidiárias e controladas. embarcações. aeroportos ou localidades diferentes de suas sedes. prestação ou obtenção de serviços. 23 desta Lei: XIX . para a aquisição ou alienação de bens. permissionário ou autorizado.na contratação da coleta. CNPq ou outras instituições de fomento a pesquisa credenciadas pelo CNPq para esse fim específico. XXIV .XVIII . XX . com exceção de materiais de uso pessoal e administrativo.na contratação realizada por Instituição Científica e Tecnológica . aéreos e terrestres.para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais. FINEP. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação.nas compras ou contratações de serviços para o abastecimento de navios. sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade.para as compras de material de uso pelas Forças Armadas. por órgãos ou entidades da Administração Pública. por motivo de movimentação operacional ou de adestramento. XXVI – na celebração de contrato de programa com ente da Federação ou com entidade de sua administração indireta. para a prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra. XXI .ICT ou por agência de fomento para a transferência de tecnologia e para o licenciamento de direito de uso ou de exploração de criação protegida. quando houver necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios navais. quando a exiguidade dos prazos legais puder comprometer a normalidade e os propósitos das operações e desde que seu valor não exceda ao limite previsto na alínea "a" do incico II do art. XXII . efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais .na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário. para atividades contempladas no contrato de gestão XXV .na contratação de associação de portadores de deficiência física. em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo.

recicláveis. Lei nº8666/93: • Estudos técnicos. sociedade de economia mista. Para aquisição de materiais. com o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas. empresa pública e por autarquia ou fundação qualificadas. alta complexidade tecnológica e defesa nacional. Serviços do art. empresa ou representante comercial exclusivo. XXXI . que envolvam. ainda. (Incluído pela Lei nº 12. instituído por lei federal. pelo sindicato. 13. para a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária. mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do órgão. com ou sem fins lucrativos. como Agências Executivas. desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. 3o. devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço. XXX . XXIX – na aquisição de bens e contratação de serviços para atender aos contingentes militares das Forças Singulares brasileiras empregadas em operações de paz no exterior. . em especial: I.nas contratações visando ao cumprimento do disposto nos arts. 4o. Para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 25 nos traz um rol meramente exemplificativo de situações nas quais o administrador se acha estritamente vinculado: Art.349. vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação. ambientais e de saúde pública. de natureza singular. a licitação será inexigível quando houver inviabilidade de competição. na forma da lei. Os percentuais referidos nos incisos I e II do caput deste artigo serão 20% (vinte por cento) para compras. de 2010) Parágrafo único. Ao contrário. XXVIII – para o fornecimento de bens e serviços. equipamentos. 5o e 20 da Lei no 10. diretamente ou através de empresário exclusivo. pública ou privada. O art. 13 desta Lei. pelas entidades equivalentes. Para contratação de profissional de qualquer setor artístico. de 2 de dezembro de 2004. planejamentos e projetos básicos ou executivos. II. federação ou confederação patronal. vedada a preferência por marca. obras e serviços contratados por consórcios públicos. Obs. necessariamente justificadas quanto ao preço e à escolha do fornecedor ou executante e ratificadas pelo Comandante da Força. observados os princípios gerais de contratação dela constantes. 25 – é inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição. produzidos ou prestados no País.973.na contratação de instituição ou organização. III. cumulativamente. ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor. com profissionais ou empresas de notória especialização. ou.

supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços. 24.• Pareceres. empresa pública e autarquia ou fundação qualificada LICITAÇÃO DISPENSÁVEL ATÉ $150.00 ATÉ $80. 24. É dispensável a licitação: I .00 ATÉ 10% do valor do ATÉ 10% do valor do convite convite $15. II . compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez.000. do inciso I do artigo anterior.00 $16. § único (consórcios públicos.000. I e II LICITAÇÃO DISPENSÁVEL ATÉ $150. perícias e avaliações em geral. Quer uma dica? Quando a banca fizer confusão nas alternativas entre dispensa e inexigibilidade de licitação.00 $8.para outros serviços e compras de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a". pare.000.00 20% do valor do 20% do valor do convite convite $30. dá pra licitar?” se a resposta for sim.000.00 ATÉ $80. 24. autarquia ou fundação qualificada como agência executiva e os consórcios públicos utilizam o dobro dos valores acima para dispensa e licitação: MODALIDADE Convite Art. ficará bem mais fácil: MODALIDADE Convite Art. desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente. é caso de licitação dispensável. A licitação também será dispensável a depender de determinados valores: Art. caso contrário de inexigibilidade.para obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a". sociedades e economia mista. Difícil memorizar? Então vamos para outra tabela.000. desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço. • Treinamento e aperfeiçoamento de pessoal. nos casos previstos nesta Lei. • Patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas.00 ATENÇÃO!!! As empresas públicas. • Restauração de obras de arte e bens de valor histórico. • Assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias. • Fiscalização. do inciso II do artigo anterior e para alienações.000.00 .000.000. respire fundo e pergunte a si mesmo em cada uma das alternativas: “nessa situação. sociedade de economia mista.

II . compras de objetos de pequeno valor Inexigibilidade art.balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública. na imprensa oficial. obrigando a contratação direta. 24.como agência executiva) Dispensável art. que imponha compatibilidade de especificações técnicas e de desempenho. IV . § 2o Os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da Administração. contratação de artista consagrado para show em aniversário da cidade Dispensada art. 15 da Lei nº 8666/93: Art. III . § 1o O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado. A decisão pela contratação direta é vinculada Ex. § 4o A existência de preços registrados não obriga a Administração a firmar as contratações que deles poderão advir. Lei nº 8666/93 Rol taxativo A Lei nº 8666/93 descreve casos em que a licitação é dispensada. A decisão pela contratação direta é vinculada Ex. assistência técnica e garantia oferecidas. III .submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor privado. visando economicidade. Lei nº 8666/93 Rol taxativo Casos em que a licitação é possível. V . sempre que possível. por inviabilidade de competição. mas pode ser inconveniente ao interesse público.ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para aproveitar as peculiaridades do mercado. quando for o caso. ficando-lhe facultada . 17.ser processadas através de sistema de registro de preços. as condições de manutenção.atender ao princípio da padronização.estipulação prévia do sistema de controle e atualização dos preços registrados. As compras. vejamos o que nos diz o art.validade do registro não superior a um ano. Lei nº 8666/93 Rol exemplificativo A realização da licitação é logicamente impossível.seleção feita mediante concorrência. atendidas as peculiaridades regionais. alienação de bens imóveis provenientes de dação em pagamento Sobre registro de preços. 15. § 3o O sistema de registro de preços será regulamentado por decreto. 25. observadas as seguintes condições: I . II . deverão: I . observadas. A decisão pela contratação direta é discricionária Ex.

as condições de guarda e armazenamento que não permitam a deterioração do material. mediante adequadas técnicas quantitativas de estimação. sempre que possível. deverá ser confiado a uma comissão de. II . . sendo assegurado ao beneficiário do registro preferência em igualdade de condições. § 7o Nas compras deverão ser observadas.a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca. 23 desta Lei. para a modalidade de convite. cuja estimativa será obtida. respeitada a legislação relativa às licitações.a utilização de outros meios. § 8o O recebimento de material de valor superior ao limite estabelecido no art. 3 (três) membros. ainda: I . no mínimo. III . § 5o O sistema de controle originado no quadro geral de preços. quando possível. deverá ser informatizado. § 6o Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar preço constante do quadro geral em razão de incompatibilidade desse com o preço vigente no mercado.a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do consumo e utilização prováveis.

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