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Disciplina: ME8010 – CONFIABILIDADE

Auditoria da Qualidade
Prof. Raul dos Santos Rodrigues MSc.
Referências Bibliográficas
1. FEIGENBAUM, A. V., Controle da Qualidade Total,
São Paulo: Makron Books, 1994.
2. HOYLE, David, QS – 9000 Quality Systems Handbook,
Warrendale, PA: Butterworth-Heinemann, 1997
3. JURAN, J. M. & GRYNA, F. M., Controle da Qualidade
– Volume III: Ciclo dos Produtos, do Projeto à
Produção, São Paulo: Makron Books, 1992.
4. NIEBEL, B. W. & DRAPER, A. B., Product Design and
Processo Engineering, New York: McGraw-Hill, 1974
5. RODRIGUES, Raul dos Santos, Confiabilidade do
Produto e Administração da Qualidade, São Paulo:
Formacon, 2005.
Auditoria: Definições

• Auditoria. Exame sistemático e independente para


definir se ações tomadas em relação à qualidade e aos
resultados relatados estão de acordo com o programa
de ações planejadas e se o mesmo foi de fato
implantado e é adequado para atingir os objetivos.
• Auditorias de Primeira Parte. Auditorias internas
conduzidas pela própria organização, ou em seu nome.
• Auditoria de Segunda Parte. Realizadas por parte de
quem tem interesses na organização, tais como os
clientes.
• Auditoria de Terceira Parte. Realizadas por entidades
externas de auditoria independente, tais como
empresas que propiciam a certificação.
Auditoria: Tipos

Sendo a auditoria um exame metódico de uma situação


a um nível determinado, comparado a um modelo
visando reduzir desvios nas especificações e, sempre
que possível procurando reduzi-los a zero a auditoria
pode ser conduzida sobre :
• O resultado de uma fabricação: peça, subconjunto,
conjunto, instalação, ou seja a um produto.
• Setor ou função bem delimitado, ligado à produção,
ou seja um processo.
• Todos os documentos que constituem o sistema.
Auditoria: Características

• Sistemática e não isolada, tem continuidade ao


longo do tempo, à medida que o sistema da
qualidade vai sendo implementado.
• Legítima (autorizada).
• Realizada por pessoal experiente, treinado e
sem ligação com o setor a ser auditado.
• Programada com antecedência.
• Resultados são discutidos em alto nível, bem
como as ações corretivas propostas.
• Não punição, mas educativa, de ação corretiva
de aprimoramento.
Auditoria: Objetivos

• Definir a extensão da conformidade do sistema de


gestão do auditado, ou parte dele, com o critério da
própria auditoria.
• Avaliação da capacidade do sistema de gestão para
assegurar a concordância com requisitos contratuais,
estatutários ou regulamentares.
• Avaliação da eficácia do sistema de gestão em
atingir os objetivos especificados.
• Identificação da áreas do sistema de gestão da
qualidade com potencial para melhoria.
Auditoria: Classificação

• Quanto à aplicação
• Quanto à abrangência
• Quanto à programação
• Quanto ao planejamento
• Quanto ao fluxo
Auditoria: Quanto à Aplicação

• Auditoria do Sistema de Gestão da Qualidade –


Avalia a conformidade do sistema
implementado em relação aos requisitos
preestabelecidos, a fim de julgar sua adequação
aos objetivos e diretrizes da organização quanto
ao parâmetro qualidade (todos os itens da
norma).
• Auditoria da Qualidade do Processo X – Avalia
a execução de uma determinada atividade em
comparação ao previsto nos procedimentos da
qualidade.
Auditoria: Outras Aplicações
• Quanto à Abrangência. Pode ser auditoria
completa ou parcial (alguns processos apenas)
• Quanto à Programação. Pode ser:
1. Auditoria Interna: inicial, acompanhamento e
periódica;
2. Auditoria Externa: avaliação, acompanhamento,
periódica e reavaliação
• Quanto ao Planejamento. Pode ser auditoria
programada ou suplementar
• Quanto ao Fluxo. Pode ser de fluxo aleatório,
fluxo comum ( seqüencial ), fluxo inverso
(rastreabilidade)
Pré-Auditoria: Atividades

• Formação da equipe de auditores

• Programação da auditoria

• Planejamento da auditoria

• Elaboração das listas de verificação


Auditoria: Programação

• As auditorias devem ser programadas o mais


cedo possível no desenvolvimento das
atividades envolvidas, de forma a verificar, em
tempo hábil, a conformidade e a eficácia do
Sistema.
• As auditorias devem ser programadas com a
freqüência adequada à situação e importância do
Processo.
• A programação das auditorias deve ser
verificada periodicamente e revisada sempre que
necessário para manutenção de uma cobertura
atualizada.
Auditoria: Planejamento

• O Plano de Auditoria é desenvolvido com


critério, de forma a abranger os detalhes
necessários e propiciar ganhos em
produtividade nas atividades posteriores.
• O Plano de Auditoria deve ser concebido
de maneira a permitir mudanças de
enfoques baseadas nas informações obtidas
durante o processo de sua realização.
Elaboração do Check-List

A Lista de Verificação deve ter os seguintes objetivos:


1. Uniformizar a atuação dos auditores
2. Evitar a omissão de pontos importantes
3. Reduzir o tempo da auditoria
4. Servir para treinamento
• É de vital importância que os pontos de verificação da
auditoria sejam cuidadosamente escolhidos a fim de
que os objetivos possam ser atingidos
• A lista de verificação deve ser simplificada ao máximo
e deve informar: o que se quer ver, o que se está
procurando, com quem deseja falar e o que perguntar
Auditoria: Execução

• Reunião de abertura
• Coleta de evidências objetivas
• Contratempos
• Reunião de consenso
• Reunião de encerramento
Auditoria: Elaboração do Relatório
Deve ser preparado no menor prazo de tempo possível
e levar em consideração os seguintes pontos:
1. Identificação dos processos auditados.
2. Identificação do líder da equipe e seus membros.
3. Tudo deve ser claro, conciso e preciso.
4. As ocorrências devem ser sempre relacionadas.
aos critérios da Norma e documentos utilizados.
5. Datas e lugares onde as auditorias foram
realizadas.
6. Devem gerar conclusões da auditoria.
7. Deve ser enviado formalmente ao auditado.
Follow-up de Ações Corretivas

• Devem ser levadas em consideração


a abrangência das ações corretivas,
ou seja, quais processos se
beneficiariam com a aplicação
dessas medidas das diversas
atividades uma vez estabelecido um
sistema de realimentação.
• Que responsáveis e prazos devem ser
antecipadamente estabelecidos.
Nada existe que seja permanente,
a não ser a própria mudança!
Heráclito

FIM