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Universidade de São Paulo

Escola de Engenharia de São Carlos


Departamento de Engenharia Mecânica

Aluno: Plínio Rodrigues de Oliveira Zanini


Orientador: Prof. Dr. Marcelo Areias Trindade
São Carlos, 2014
Sumário
• Objetivo

• Polímeros Eletroativos

• Elastômeros Dielétrico

• Modelos de material hiperelástico

• Modelo adotado

• Resultados
Objetivo
Avaliar o comportamento de um atuador com geometria a base de
elastômeros dielétricos visando atuação em seu sentido axial
EAP – Electroactive Polymers
Tipo de EAP Vantagens Desvantagens

 Necessitam de grandes diferenças de potencial (~150


 Podem operar em condições ambientes
MV/m)
 Apresentam resposta rápida (nível de msec)
 Há necessidade de um compromisso entre tensão e
EAP eletrônicos  Capazes de manter deformação sob estímulo
deformação
de corrente contínua Induzem forças
 Devido a temperatura de transição vítrea, são
relativamente grandes
inadequados para atuação em baixa temperatura

 Com exceção dos polímeros condutivos, não sustentam


 Não necessitam de uma grande diferença de
deformação quando estimulados por corrente contínua
potencial
 Resposta lenta
 Atuam principalmente através de flexão
EAP Iônicos  Em geral apresentam dificuldades para se produzir um
(embora atuadores longitudinais possam ser
material consistente
construídos)
 Em sistemas aquosos, o material sustenta hidrólise em
 Apresentam grandes deslocamentos em flexão
diferença de potencial >1.23-V

(Bar-Cohen, 2001)
Elastômeros dielétricos
Tensão de Maxwell
2
𝑉
𝜎𝑚 = 𝜀0 𝜀𝑚
𝑡

Tensão de Cauchy
𝜕𝑊
𝜎𝑖 = 𝜆𝑖 −𝑝
𝜕𝜆𝑖

Incompressibilidade (Tepel, et al., 2013)

𝜆𝑥 𝜆𝑦 𝜆𝑧 = 1
Modelos de material
Ogden

𝑊 = ෍ 𝜇𝑝 (𝜆1 𝛼𝑝 + 𝜆2 𝛼𝑝 + 𝜆3 𝛼𝑝 − 3)/ 𝛼𝑝
𝑝=1

Mooney-Rivlin
𝑊 = 𝐶1 𝐼1 − 3 + 𝐶2 𝐼2 − 3

Neo-Hookeano
𝑊 = 𝐺 𝐼1 − 3

Yeoh (Kofod, 2001)

𝑊 = 𝐶10 𝐼1 − 3 + 𝐶20 (𝐼1 − 3)2 + 𝐶30 (𝐼1 − 3)3


Modelo Adotado
Condições de contorno:
• Carga axial: constante
• Carga radial: somente Tensão de Maxwell

Hipóteses simplificadoras:
• Extremidades livres na direção radial
• Tensão radial e axial uniforme
• Material incompressível
• Modelo de material Neo-Hookeano aplicável
Modelo Matemático
Relação entre tensão elétrica atuante, deformação e carga mecânica

2
𝐺 1 − 𝜆𝜃 6 𝑉
2 + 𝜎𝜆𝜃 2 = 𝜀0 𝜀𝑚
𝜆𝜃 𝑡0

Resolução:

• 𝑥 = 𝜆𝜃 2

𝑉 2
• 𝑦 = 𝜀0 𝜀𝑚 − 𝜎0
𝑡0

3 3
𝑦3 1 1 𝑦3 1 1
𝑥= + + + − + +
27 4 2 27 4 2
Resultados – Modelo de deformação
1.7

1.6

1.5

1.4

1.3 λθ Sem carga


λz Sem carga
1.2 λθ 100MPa
λz 100MPa
1.1
λθ 200MPa

1 λz 200MPa
2.5
2 0.9

1.5 0.8
1
0.7
0.5 0 10000 20000 30000 40000
Tensão (V)
0
0.00 0.50 1.00 1.50 2.00
Y (𝜀0 𝜀𝑚 𝑉2/(𝑡0 2 G))

λθ λz
Resultados – Modelo de deformação

• Energia elétrica:
• Energia de deformação
• Mecânica (Carga)

• Carga torna-se menos


relevante para grandes
deformações

𝑑𝜎0 2𝜀0 𝜀𝑚 𝑉
=
𝑑𝑉 𝐺 𝑡0
Resultados: Análise paramétrica
Espessura

𝜎𝑚 = 𝜀0 𝜀𝑚 𝐸 2

2
𝑉
𝜎𝑚 = 𝜀0 𝜀𝑚
𝑡
Resultados: Análise paramétrica
Propriedades do material
Material 𝜺𝒎 𝑮 (kPa) 𝜺𝒎 /𝑮
(Mpa-1)
Silicone Dow Corning HS3 2.8 41.7 67.2
Fluorosilicone Dow Corning 730 6.9 166.7 41.4
Fluoroelastomer LaurentL143HC 12.7 833.3 15.2

Silicone Dow Corning Sylgard 186 2.8 233.3 12.0


Isoprene Natural Rubber Latex 2.7 283.3 9.5
Silicone Nusil CF19-2186 2.8 333.3 8.4
Polybutadiene Aldrich PBD 4.0 566.7 7.1
Silicone KE441 2.8 666.7 4.2
Polyurethane Deerfield PT6100S 7.0 5666.7 1.2

14.0
Constante Dielétrica (𝜀m)

12.0
10.0
8.0
6.0
4.0
2.0
0.0
10.0 100.0 1000.0 10000.0
Módulo de Cisalhamento (G) (kPa)
Muito obrigado
Plínio Rodrigues de Oliveira Zanini
pliniozanini@hotmail.com