MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE CUIABÁ

Manejo de Pragas Cultura do Algodoeiro

Eng. Agº. José Luiz de Siqueira

Como as pragas aparecem na lavoura?

Manejo de Pragas REFÚGIOS

Algodão

‡ Quanto uma praga pode comer? ‡Spodoptera spp ‡1 mação/planta ‡perda de 20 a 30 @/ha ‡Inseticida: ± 320 dólares/ha

Pragas iniciais

Lagarta rosca (Agrotis ipsilon)
‡ Asas anteriores: coloração escura, cinza ou marrom mosqueado; ‡ Asas post.: uniformemente claras e semi-transparentes; ‡ Comprimento: ± 20 mm e pode ultrapassar 30mm de envergadura; ‡ São de hábito noturno; ‡ Oviposição: fendas no solo, mas geralmente nas folhas ou no caule, separadamente ou em pequenos grupos; ‡ Uma fêmea coloca em média 1000 ovos.

Lagarta rosca (Agrotis ipsilon)
‡ As lagartas são verdeamarelo-claro; ‡ Quando totalmente desenvolvidas, atingem até 50 mm de comprimento; ‡ São moles, gordas e apresentam a caract. de enrolarem o corpo quando tocadas, por isso o nome comum de lagarta rosca; ‡ Abrigam no solo durante o dia e à noite saem p/ comer. ‡ Praga polífaga: alimentam de feijão, milho, arroz, trigo, melão, amendoim, algodão, etc.

Lagarta rosca - Controle

‡ Destruição de soqueira; ‡ Períodos chuvosos: redução da população; ‡ Ataques fortes - Controle químico:
² aplicando-se na base das plantas inseticidas em pulverizações; ² Tratamento de sementes

‡ Não esquecer que as larvas têm bastante inimigos naturais:
‡ Aves, besouros da família Carabidae, etc.

Broca da raiz ( Eutinobothrus brasiliensis)
‡ Larvas são ápodas e robustas; ‡ Com 6-7 mm de comp.; ‡ Coloração creme com cabeça parda; ‡ Destrói a casca e abre galeria no caule e raízes para seu abrigo e alimentação, cortando a circulação da seiva; ‡ Prejudica plantas com até 25 cm de altura; ‡ Entresafra: sobrevive em restos da cultura e malváceas (guanxumas).

Broca da raiz - Adulto

‡ Besouro noturno, 5 mm de comp., cor pardo-escura até quase preta-fosca;

‡ Ciclo:
‡ ‡ ‡ ‡ Adulto: 200 a 300 dias; Incubação: 6 a 15 dias; Larva: 30 a 90 dias; Pupa: 1 a 15 dias

Plantas atacadas por E. brasiliensis
‡ Plantas de até 25 cm de altura, geralmente causa a morte (Figura).

‡ Controle:
‡ Com defensivos é preventivo; ‡ TS: ± 60% de efic. (Santos, 1991); ‡ Rotação de culturas; ‡ Destruição de soq.; ‡ Eliminação de plantas daninhas hospedeiras; ‡ Plantas iscas. ‡ Pulv. da bordadura.

Percevejos castanho das raízes Scaptocoris castanea Atarsocoris brachiariae
‡ ‡ ‡ ‡ ‡ Período crítico: 0 a 60 dias Amostragem: no solo, até 50 cm de profundidade Nível de controle: Presença Prejuízos: Redução do stand e queda de produção. Medidas de controle (preventivas): ² ² ² ² ² Gradagem antes do plantio Tratamento de sementes Granulados no sulco de semeadura Pulverização no sulco de semeadura Melhor efeito de controle: ‡ antecipar a adubação de cobertura de 10 a 12 dias.

Adulto do Percevejo Castanho (S. castanea)

Cigarrinhas Agallia sp. Agallia albidula Sonesimia grossa Xenophloea viridis

‡ Adulto da cigarrinha verde. ‡ O adulto tem cor variada, depende da espécie (cinza, branco ou verde); ‡ Injetam uma saliva tóxica; ‡ Sugam a seiva das plantas provocando deformações de folha;

Cigarrinhas
‡ Período crítico: 7 aos 40 dias; ‡ Infestação migratória: Pastagens, soja, milho e ervas daninhas; ‡ Amostragem: Presença do inseto nas plantas; ‡ Medidas de controle:
‡ ‡ ‡ ‡ Tratamento de sementes; Granulados na semeadura; Pulverização; Usar produtos sistêmicos e de contato.

Tripes (Frankliniella shulzei e Caliothrips brasiliensis)
‡ Adultos têm de 1 a 3 mm de comp.,cerca de 2 mm de envergadura; ‡ A fêmea pode colocar de 20 a 100 ovos (isoladamente nas folhas); ‡ Ciclo: ‡ Período adulto: 20 dias ‡ Período de incubação: 4 dias ‡ Período ninfal: 5 a 10 dias. ‡ Danos: Manchas prateadas no limbo, necrose ao longo das nervuras e dobramento das bordas voltadas para cima. ‡ Controle: Tratamento de sementes ou em incorporação no solo, é feito juntamente com o controle da broca-da-raiz. ‡ Aplicar produtos sistêmico quando a infestação atingir níveis de controle.

Tripes
‡ Período crítico: 7 aos 25 dias; ‡ Amostragem: Plantas jovens e flores; ‡ Nível de controle: 5 tripes/planta; 20% de pontos e 2-3 tripes/folha. ‡ Prejuízos: desenvolvimento retardado e virose (mosaico tardio).

‡ Controle:
‡ Tratamento de sementes; ‡ Granulados na semeadura; ‡ Pulverização; ‡ Usar inseticidas sistêmicos.

Tripes (Frankliniella shulzei e Caliothrips brasiliensis)

Pulgão (Aphis gossypii ) ‡ PRAGA
‡ Período crítico: 20 aos 60 dias ‡ Nível de controle: > 30% de plantas com pulgões ou > 20 pulgões/folha ‡ Amostragem: folha do ponteiro ‡ Variedades: resistentes e tolerantes a viroses ‡ Inseticidas: seletivos ‡ Vistorias: período crítico ‡ Medidas de controle: ‡ Destruição de soqueiras ‡ Manejo de ervas daninhas ‡ Tratamento de sementes ou granulados no sulco de semeadura ‡ Alternância de inseticidas ‡ Época de semeadura

Pulgão (Aphis gossypii ) ‡ VETOR
‡ Período crítico: 05 aos 120 dias ‡ Nível de controle: 5 a 10% de plantas com pulgões ou 1 pulgão/planta ‡ Amostragem: Toda a planta ‡ Variedades: Susceptíveis a viroses ( M. das nervuras e vermelhão ) ‡ Inseticidas: sistêmicos + contato ‡ Vistorias: Freqüentes ‡ Observar se é colônia (u 3 pulgões), presença ou pulgão alado ‡ Medidas de controle: ‡ Destruição de soqueiras ‡ Manejo de ervas daninhas ‡ Tratamento de sementes ou granulados no sulco de semeadura ‡ Alternância de inseticidas ‡ Época de semeadura

Ninfas, adultos alados e ápteros de pulgão; População de pulgões face inferior da folha.

Pragas Intermediárias

Desfolhadoras

Curuquerê (Alabama argillacea)
‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ Adulto: mariposa marrom-avermelhada Mede cerca de 38mm de envergadura e 15 de comp. Ciclo: adulto: 12 a 30 dias; Incubação: 2 a 8 dias; Larval: 14 a 21 dias e Pupal: 7 a 21 dias. Pode ter de 3 a 7 gerações/ano. Período crítico: 10 a 120 dias; Amostragem: Lagartas ou desfolhamento. Nível de controle: 1 a 2 lag. peq./planta 10% de desfolha; Esporadicamente pode atacar brotos, gemas ou maçãs. Prejuízos: redução da produção. Controle:
² Inimigos naturais (predador Joaninha) ² Inseticidas reguladores de crescimento ² Carbamatos e fosforados

Curuquerê (Adulto e Lagarta)

Curuquerê (Pupa e Danos das lagartas)

Lagarta do Cartucho do Milho (Spodoptera frugiperda)
‡Período crítico: 60 aos 110 dias ‡Nível de controle:
‡ 5 lagartas médias/100 flores ‡ 10 % de plantas com lagartas ‡ Presença de massa de ovos

‡Amostragem: 5ª folha da haste principal e flores ‡Postura: Massa de ovos (folhas e brácteas) ‡Infestação: Folhas, caules, brácteas, flores, botões e maçãs ‡Hospedeiro: Capim pé de galinha ‡Controle: Inset. reg. de crescimento, carbamatos, fosforados e piretróides ‡Observação: Plantas hospedeiras adjacentes, migração e níveis elevados de N ‡Feromônio sexual: Detecção de entrada de mariposas.

Postura da Spodoptera
‡ Uma fêmea chega a por 1000 ovos ‡ Os ovos são em grupos separados ‡ Os ovos são cobertos por pêlos destacados do abdome da fêmea ‡ Na eclosão as lagartas têm 1 - 1,5 mm de comprimento ‡ Coloração: variável, do verde claro ao castanho escuro ‡ Apresenta 3 finas linhas long. branco-amareladas no dorso ‡ No 5º instar aparece uma mancha em forma de Y invertido na parte frontal da cabeça ‡ Lagartas penetram no solo onde se transformam em crisálidas.

Último estágio larval de (Spodoptera frugiperda) e Último estágio larval de (Spodopetra latifascia)

Lagarta falsa Medideira
‡ Adulto: mariposa com 35 mm de envergadura e 25 mm de comprimento; ‡ Asas anteriores: coloração cinza-parda-escura, pequeno desenho prateado no centro como uma letra U; ‡ Danos: larvas desfolham as plantas (folhas mais velhas); ‡ Controle:
‡ O controle químico se faz no mesmo nível de dano da Lagarta Curuquerê, principalmente com piretróides:

Lagarta Falsa Medideira e Danos

Vaquinha (Costalimaita ferruginea vulgata; Typophorus nigritus e Diabrotica speciosa) ‡ Ataca em qualquer fase, porém esporadica/e (considerada praga secundária); ‡ A larva vive no solo; ‡ Polífago: alimenta de algodão, eucalipto, goiabeira, cajueiro, etc. ‡ Danos: Destruição das folhas novas; ‡ Controle:
‡ Inseto muito sensível à maioria dos inseticidas; ‡ Controle não deve ser preventivo; ‡ Tanto os de contato como os de ingestão têm boa ação sobre esta praga.

Vaquinha (Costalimaita ferruginea vulgata e Typophorus nigritus)

Mosca Branca (Bemisia tabaci)
‡ Altas temperaturas e pouca precipitação, > ataque; ‡ Praga polífaga: soja, feijão, tomate, guanxumas e cucurbitáceas servem de hospedeiros; ‡ Período crítico: até 100 dias; ‡ Danos diretos: Sucção da seiva; Ação toxicogênica e Fotossíntese ( Fumagina); ‡ Danos indiretos: Gemnivirus e Mosaico Comum; ‡ Nível de controle: 10 insetos na 3ª folha a partir do ápice; ‡ Químico: Fosforados, Carbamatos, Neonicotinóides e Piretróides; ‡ Aplicação no final da tarde; Intercalar óleo: 0,5 a 0,8%. ‡ Cultural:
‡ Destruição de soqueiras; Preparo antecipado; Época de plantio definida; Rotação de culturas; Variedades de ciclo curto; Eliminação de ervas; Variedades resistentes; Aumentar densidade de plantio; Quebra ventos e Plantio na Palha.

Mosca Branca (Bemisia tabaci) e Capulho com substância pegajosa e fumagina

Percevejo Lygus ( Lygus lineolaris)
‡ Adulto é marrom, preto e amarelo; ‡ Danos: sugam as gemas, maçãs, talos e folhas jovens; ‡ Botões florais podem ser picados e logo caem; ‡ Gemas e maçãs não crescem normalmente; ‡ Maçãs produzidas: peq. manchas pardo-avermelh. e peq. maçãs amarelas e caem; ‡ Controle químico: Pode ser efetuado com produtos Sistêmicos.

Percevejo Rajado ( Horciasoides nobilelus )

‡ Período crítico: 40 a 120 dias; ‡ Amostragem: botões florais e rede entomológica; ‡ Nível de controle: 10 insetos/ 100 redadas ou 20% de botões com percevejos; ‡ Controle: Piretróides (CE) e Fosforados; ‡ Prejuízos: Bico de Papagaio.

Ácaro Branco e Rajado (Polyphagotarsonemus latus e Tetranychus urticae)

‡ ‡ ‡ ‡ ‡

Ocorrências: Reboleira e temperatura elevada; Umidade Alta: Ácaro branco e Baixa: Ácaro rajado; Hospedeiros: Mamona, Feijão, Soja, Mamoeiro, etc.; Prejuízos: na produção; Medidas de controle:
‡ Destruição de plantas hospedeiras; ‡ Controle de reboleira; ‡ Pulverização adequada; ‡ Uso de

acaricidas específicos.

Ácaro Branco (rasgaduras das folhas antes da dessecação) e Ácaro rajado (coloração vermelha característica)

Pragas da Fase Reprodutiva

Lagarta das maçãs (Heliothis virescens e H. zea )
‡ CICLO Período adulto: 15 a 20 dias Período de incubação: 3 a 5 dias Período larval: 2 a 3 semanas Período pupal: 1 a 2 semanas Período crítico: 40 aos 130 dias Nível de controle: 1 a 2 lagartas peq./ planta ou 10% de desfolha no ponteiro Amostragem: Ponteiro, botões florais e maçãs com presença de ovos Prejuízo: redução da produção Controle:
² Tem que ser feito no 1º ínstar, no 2º ínstar só com mistura de produtos para controlar. ² Lagartas pequenas (até 1 cm) ² Inseticidas Carbamatos, fosforados e piretróides (após os 70 dias)

‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡

Lagarta das Maçãs (Adulto) ‡ Adultos:
± Mariposas de aproximad. 20mm de comp. e 35 mm de envergadura; ± Cor: esverdeada pálida; ± As asas anteriores têm bordas com faixas escuras e claras onduladas; ± Possui três listras nas asas; ± Ficam escondidos nas folhas, saem de noite para alimentar-se e fazer a oviposição. ± Obs.: H. zea - precisa 25% a mais do i.a do produto para ser controlada do que a H. virescens

Lagarta das maçãs e Danos nas maçãs

Bicudo (Anthonomus grandis)
‡ Chegou no Brasil em 1983; ‡ Período crít.: 35 a 100 dias ‡ Adulto: Inseto com cerca de 7 mm de comprimento; ‡ Coloração: cinza ou cast.; ‡ Possui dois espinhos no fêmur do 1º par de pernas; ‡ Move-se ativamente nas superfícies vegetais e se alimenta dos botões florais, flores e maçãs novas; ‡ Final da cultura: abrigos (capim, mata) abaixo da cobertura vegetal entra em diapausa.

Bicudo ( A. Grandis)
‡ Ovos do bicudo num botão floral; ‡ Oviposição nos botões ou maçãs; ‡ Ovos: postos isoladamente através de um orifício feito pela fêmea; ‡ Em seguida: é fechado por uma secreção cerosa; ‡ O ovo é liso, branco, com aproximadamente 0,8 mm de comprimento.

Bicudo ( A. grandis )

‡ Larva: é branca, ápoda em forma de C, mede em torno de 5 mm de comprimento. ‡ Alimenta-se dentro do próprio botão ou maças jovens; ‡ Pupa muito parecida com a larva; ‡ Ciclo: Adulto: 20 a 40 dias ‡ Incubação: 2 a 4 dias ‡ Larva: 4 a 12 dias ‡ Pupa: 2 a 6 dias ‡ 5 a 6 gerações/safra.

Danos
‡ Danos: ataque inicia-se pela bordadura; ‡ Causados pelo adulto e larva; ‡ Ausência de estruturas reprodutivas: pode alimentar-se de folhas jovens, pecíolo e parte terminal do caule; ‡ Geralmente perfura os botões florais, para alimentar-se ou colocar seus ovos; ‡ Brácteas tornam-se amarelas, bem abertas e caem após sete dias; ‡ Flores: aspecto de ´balãoµ, por causa da não abertura normal das pétalas; ‡ Larvas: alimentam dentro das gemas florais ou maçãs, ocasionando mais queda de gemas ou dano na fibra.

Controle
‡ Nível de controle: 10 a 15% de botões atacados; ‡ Plantio isca: plantar 5 linhas de algodão na bordadura pelo menos 10 dias antes da semeadura; ‡ Destruição dos restos culturais (soqueiras); ‡ Catação de estruturas reprodutivas até 70 DAE; ‡ Semeadura uniforme; ‡ Tubo mata bicudo (TMB) - 10% morre no tubo e 90% fora; ‡ Pulverização na bordadura; ‡ Instalação de Biobicudo para detectar a entrada da praga; ‡ Uso de inseticidas: Sistêmico e Contato; ‡ No meio do talhão: se encontrar um bicudo, fazer aplicação no talhão inteiro.

Pragas finais

Lagarta rosada ( Pectinophora gossypiella )
‡ Descrição e biologia
‡ Adulto é mariposa pequena (± 15 mm de envergadura e 9 mm de comp.); ‡ A fêmea tem hábito noturno; ‡ Macho é <, asas anteriores pardo-escuras, com manchas transversais mais escuras e bem marcadas (fig.); ‡ Asas posteriores, mais estreitas, acinzentadas, com reflexos de pérola, com orla de pêlos bronzeados. ‡ O corpo vai até na metade da asa.

Lagarta rosada - oviposição
‡ Fêmea põe em média 250 a 500 ovos; ‡ Colocados isoladamente ou em grupo de 5 a 100 nas folhas, flores, gemas e principalmente na base das maçãs, onde ficam protegidos pelas brácteas; ‡ Ovos: são ovalados estriados de coloração branco-esverdeada, com cerca de 0,5 mm de comprimento; ‡ Antes da eclosão ficam avermelhados.

Lagarta rosada - Larva
‡ Ao eclodir, a lagarta é de coloração branco-palhabrilhante e a cabeça escura; ‡ Desenvolvendo-se, fica rosácea com duas faixas transversais bem marcadas em cada segmento (figura); ‡ Comp. máximo: ± 12 mm; ‡ Fase de pupa(8 mm de comp.): dentro da cápsula ou no solo; ‡ Ciclo: adulto 7 a 15 dias; ‡ incubação 3 a 12 dias; ‡ larva 6 a 30 dias; ‡ pupa 6 a 24 dias.

Danos da lagarta rosada
‡ Fase prejudicial à cultura: larval; ‡ Ataca botões florais, flores e maçãs; ‡ Ataque começa nos botões florais, impedindo a abertura dos mesmos, ou seja, as pétalas ficam embricadas, tomando um aspecto de roseta (figura); ‡ Posteriormente, os botões florais murcham e caem; ‡ Fura a maçã para entrar, que logo cicatriza; ‡ Alimenta-se das sementes, destruindo-as quase totalmente, deixando apenas o tegumento; ‡ Podem viver várias larvas no mesmo capulho; ‡ Ao transitar de uma semente para outra, ocorre a destruição, o murchamento e amarelecimento das fibras; ‡ Maçãs defeituosas não se abrem normalmente (carimã).

Flores em ´rosetaµ: danos provocado pela lagarta rosada

Controle
‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ Período crítico: 80 aos 120 dias; Nível de controle: 7% de maçãs atacadas; 15 a 20 mariposas/48 horas/armadilha; 10% de flores ´rosetadasµ; Amostragem: maçãs e feromônio sexual; Medidas de controle:
‡ Destruição de soqueira; ‡ Semeadura na época correta; ‡ O controle químico é dificultado devido a vida endocárpica da lagarta; ‡ Inseticidas piretróides (melhores resultados).

Percevejo manchador
(Dysdercus peruvianus e D. ruficolis)
‡ Aparecem na última fase da cultura; ‡ Insetos de 10 a 20 mm de comp., laranja-avermelhados a café-claros; ‡ Têm cabeças e apêndices marrom-escuros; ‡ Tórax com três listras brancas na base das pernas; ‡ As asas em repouso formam uma mancha em forma de ´Vµ invertido; ‡ Alimentam-se picando a semente do algodão.

Ninfas do percevejo manchador
‡ As ninfas têm cinco estágios; ‡ No primeiro: são ápteras, cor de rosa e não se alimentam; ‡ Segundo e terceiro: alimentam-se de sementes tenras no solo; ‡ Nos outros: Sobem pela planta, aglomeram-se sobre as maçãs, capulhos e com o rostro sugam a seiva das sementes. ‡ Ciclo: Adulto: 25 a 80 dias ‡ Incubação: 10 dias ‡ Ninfa: 3 a 6 semanas

Danos causados
‡ Os adultos e os últimos estágios ninfais ao picarem as maçãs e sugarem as sementes, causam os seguintes danos:
‡ Queda ou mau desenvolvimento das maçãs; ‡ Menos de 25 dias: calosidades no interior da lócula picada ( Figura esquerda); ‡ Abertura defeituosa dos capulhos; ‡ Podridão das fibras, com penetração de bactérias e fungos pelas perfurações; ‡ Manchas nas fibras de cor marrom-amarelada(dejeções ou outros), Figura direita; ‡ Redução do poder germinativo das sementes; ‡ Danos são mais importantes quanto mais cedo os percevejos atacarem.

Calosidade e lóculos de algodão em caroço danificados

Controle do percevejo manchador

‡ ‡ ‡ ‡ ‡

Período crítico: 60 a 120 dias; Amostragem: botões florais e rede entomológica; Nível de controle: 20% de botões com percevejos; Medidas de controle: inseticidas piretróides e fosforados; Em condições normais do aparecimento de populações, não se justificam pulverizações específicas para esta praga.

Manejo Integrado de Pragas
MIP

‡ MIP - um sistema de manejo de pragas que no contexto do meio ambiente associado à dinâmica da população da espécie, utiliza todas as técnicas e métodos apropriados da maneira mais compatível possível e mantém as populações das pragas a um nível inferior ao que causaria danos econômicos (FAO, 1967). ‡ Preservação do meio ambiente:
‡ Respeito ao equilíbrio do agrossistema da lavoura de algodão; ‡ Utiliza a idéia chave de níveis de dano econômico.
‡ Cresceu ultimamente principalmente devido aos problemas de resistência de pragas e desequilíbrio ecológico, provocados pelo uso contínuo e sem critérios dos defensivos agrícolas.

MIP
‡ Métodos e técnicas que podem ser utilizados em conjunto: ‡ a) Controle cultural:
² Variedades: aumentar a precocidade - controle do bicudo; ² Algodão transgênico: Bacillus thuringiensis. ² b) Práticas culturais: ‡ Rotação de cultura; ‡ Semeadura concentrada dentro de um período recomendado; ‡ Lavoura isca; ‡ Catação de botões florais atacados; ‡ Destruição e incorporação de soqueiras. ² C) Controle biológico: ‡ Inseticidas biológicos (B.t); ‡ Uso de iscas de feromônios.

Conceitos básicos e práticos do MIP
‡ Nível de controle:
o nível de população da praga a partir da qual se estabelece o momento de tomada de decisão para o controle, a fim de evitar prejuízos.

É

‡ Amostragem: É um procedimento pelo qual se estima a
população da praga na cultura através da observação direta das plantas, procurando identificar e quantificar a presença das pragas, danos ou sintomas.

‡ Período crítico: São fases do desenvolvimento da planta em que
determinadas pragas encontram os melhores momentos para o crescimento populacional, ocasionando os maiores prejuízos.

‡ Praga-chave:

Uma ou mais pragas consideradas mais importantes para as diferentes fases de desenvolvimento da cultura. Determina os mecanismos e o momento de controle. como também se constitui em um meio efetivo de avaliação de eficiência de controle.

‡ Monitoramento: Determina o momento adequado das aplicações

Levantamento de Pragas
‡ Por que devemos fazer o levantamento das pragas?

‡ Como é feito o levantamento?
‡ Caminhamento em zigue-zague ‡ Caminhamento em ´Mµ ‡ Caminhamento em ´Wµ
‡ Quando deve ser feito? ‡ A partir de que nível de infestação devemos controlar?

Caminhamento em zigue e zague

Caminhamento em M

Caminhamento em W

Amostragem

‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡

1 monitor/500 ha; Até 40 DAE: 10 plantas/ponto; 40 a 80 DAE: 5 plantas/ponto; Após 80 DAE: 3 plantas/ponto; Talhão de 100 ha: 50 pontos de amostragem; Talhão de 150 ha: 70 pontos de amostragem.

Predadores e Parasitóides

‡ O algodoeiro abriga também numerosas espécies de insetos benéficos, que desempenham um papel importante no controle natural das populações de pragas. ‡ São divididos em dois grupos: predadores e Parasitóides.

Predadores - larvas e/ou adultos de alguns coleópteros, dípteros e neurópteros, se alimentam dos pulgões, moscas brancas, ácaros e ovos de diversos insetos.

Eriopsis Connexa e Cycloneda Sanguinea Predadores de pulgões

Polistes sp. e Podisus nigrispinus Predadores de Curuquerê

Parasitóides
‡ Insetos que podem atacar os diferentes estágios do hospedeiro: ovo, larva, ninfa e adulto; ‡ Fase larval: desenvolve parcial ou integralmente no hospedeiro, dentro ou sobre o qual os ovos são depositados; ‡ Os tricogramas são pequenos himenópteros ( 1 mm) que põem seus ovos dentro de lepidópteros prejudiciais:
‡ Heliothis virescens ‡ Alabama argillacea

Patógenos

‡ Doenças também interferem no controle nas populações de pragas:
‡ Doença branca (Nomuraea rileyi), infectando lagarta da Curuquerê); ‡ Poliedrose nuclear - doença preta; e ‡ Baculovírus: 2ª figura - lagarta de Spodoptera litoralis - última fase de desenvolvimento da doença.

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