P. 1
Relatório Destilação

Relatório Destilação

2.0

|Views: 489|Likes:
Publicado porEmanuel Capela

More info:

Published by: Emanuel Capela on Oct 24, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

06/16/2015

pdf

text

original

DEPARTAMENTO DE QUÍMICA – UNIVERSIDADE DE AVEIRO

T4- Destilação de uma mistura de água e acetona

Data: 26 de Março de 2012 Hora de início: 16:43h Hora de fim: 19:02h

Grupo 4: Catarina Cruz Emanuel Capela Nádia Santos

Resumo
O objectivo deste trabalho prático é a realização de uma destilação simples e de uma destilação fraccionada, assim como identificar o tipo de destilação mais adequado à separação dos componentes de uma mistura. Para isso efectuámos a montagem do material necessário a ambas as destilações e iniciámos a destilação de uma mistura de acetona e água. No caso da destilação simples, a primeira gota foi recolhida na proveta a uma temperatura de 57,5ºC e terminou a uma temperatura de 98,7ºC, tendo sido recolhidos 80 mL de destilado. Em relação à destilação fraccionada, a primeira gota foi recolhida na proveta a uma temperatura de 55ºC e terminou a uma temperatura de 97,5ºC, tendo sido recolhidos 70 mL de destilado. Estes resultados assemelham-se ao que era esperado, na medida em que a temperatura de ebulição da acetona é de 56ºC, e a da água é de 100ºC, sendo portanto, temperaturas próximas daquelas em que destilámos cada componente. Após toda a análise associada a este trabalho, verificámos que na destilação fraccionada podemos identificar duas “secções” correspondentes à temperatura de ebulição da acetona e à temperatura de ebulição da água enquanto que na destilação simples verifica-se que a temperatura vai subindo gradualmente. De forma a dar resposta aos objectivos deste trabalho, concluímos que a destilação fraccionada é a mais eficiente.

Introdução Teórica
A destilação é uma das operações unitárias de separação mais importantes e mais utilizada, quer laboratorialmente quer na indústria química. Fundamentalmente, consiste na volatilização de líquidos e na condensação dos vapores produzidos num recipiente separado. Sendo uma sucessão de estados de equilíbrio, a destilação, se convenientemente efectuada, é uma operação muito eficaz de separação mas, pela mesma razão, exige uma técnica aperfeiçoada e um conhecimento razoável dos fenómenos que a permitem. Os líquidos puros têm, a uma dada pressão, uma temperatura de ebulição bem definida. Se um líquido puro estiver encerrado num espaço fechado, liberta vapor até que se atinja o equilíbrio entre o líquido e o seu vapor, equilíbrio esse que depende essencialmente da temperatura do sistema. Define-se pressão de vapor de um líquido puro, p°i, como a pressão do vapor em equilíbrio com a fase líquida, a uma dada temperatura. Se tivermos uma mistura de dois líquidos miscíveis, haverá vaporização parcial dos dois componentes, numa proporção que se relaciona com as pressões de vapor de cada um deles puro (volatilidade) e com a fracção molar de cada um na fase líquida. A pressão de vapor resultante de cada componente é chamada pressão parcial, pi. Um líquido (ou uma mistura líquida) entra em ebulição quando a sua pressão de vapor (ou a soma das pressões parciais de vapor dos seus componentes) iguala a pressão que se exerce sobre a superfície do líquido. No caso de misturas de líquidos miscíveis depreende-se, do que se disse atrás, que a composição do vapor em equilíbrio com a fase líquida é diferente da composição da fase líquida que a originou, e, naturalmente, mais rica no componente mais volátil. Esta propriedade permite, em certas condições, fazer a separação, parcial ou total, de misturas líquidas nos seus componentes. No caso da destilação simples, a condensação do vapor formado dá-se rapidamente, o que não permite o estabelecimento de uma sucessão de estados de equilíbrio de vaporização/condensação, necessários à separação total dos componentes da mistura. Assim, obtém-se um destilado de composição variável no tempo, mas sempre mais rico no componente mais volátil do que a mistura líquida de que se partiu. Esta operação serve, assim, para o enriquecimento de misturas líquidas no seu componente mais volátil. A percentagem de enriquecimento obtida depende da altura em que se interrompe a destilação, sendo tanto mais elevada quanto mais cedo for interrompida. A destilação com uma coluna de fraccionamento é também conhecida pelo nome de rectificação ou de destilação fraccionada. Fundamentalmente este tipo de destilação difere da chamada destilação simples pela introdução (à saída do balão de destilação) de uma coluna que prolonga o trajecto a percorrer pelo vapor antes de atingir o condensador. Este trajecto mais prolongado do vapor ao longo da coluna de fraccionamento, com a consequente sucessão de estados de equilíbrio de vaporização/condensação, permite um aumento da eficiência de separação. Em casos favoráveis (grande diferença das temperaturas de ebulição, dimensionamento correcto da coluna de fraccionamento e uma correcta velocidade de aquecimento), é possível a separação completa dos componentes da mistura.

Parte experimental / Materiais e Métodos
Tabela 1: Material necessário à realização das destilações simples e fraccionada.

Destilação Simples Termómetro Provetas Balão de Destilação Condensador Mangueiras de borracha Reguladores de Ebulição Garras Suporte Universal Conexões Manta de Aquecimento Suporte Elevatório

Destilação Fraccionada Termómetro Provetas Balão de Destilação Condensador Mangueiras de borracha Reguladores de Ebulição Garras Suporte Universal Conexões Manta de Aquecimento Suporte Elevatório Coluna de Fraccionamento

Tabela 2: Reagentes utilizados nas destilações simples e fraccionada.

Reagentes Utilizados Mistura de água e acetona

Destilação Simples

Destilação Fraccionada

Esquema 1: Esquema de montagem de uma destilação simples e de uma destilação fraccionada, respectivamente.

Tratamento de Dados
 Destilação Simples
Tabela 3: Dados obtidos durante a destilação simples.

Volume Destilado (mL)
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80

Temperatura (ºC)
57,5 58 58,2 58,5 58,9 58,9 58,9 59 59,2 59,2 60 61,2 63,9 75 94,7 98 98,7

Gráfico 1: Temperatura em função do volume de destilado da destilação simples.

 Destilação Fraccionada
Tabela 4: Dados obtidos durante a destilação fraccionada.

Volume Destilado (mL)
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70

Temperatura (ºC)
55 56 57 57,5 57 57 57 57 57,5 58 56 55 54 95 97,5

Gráfico 2: Temperatura em função do volume de destilado da destilação fraccionada.

Questão do Guia Laboratorial : Atendendo ao diagrama temperatura-composição de uma mistura de dois componentes líquidos da Figura 4.1, indique a composição aproximada do destilado quando a solução de partida contenha: 1) 90% de A e 10% de B R: Aproximadamente 100% de A e 0% de B.

2) 50% de A e 50% de B. R: Aproximadamente 80% de A e 20% de B.

Discussão
Na destilação simples a condensação do vapor formado dá-se rapidamente, o que não permite o estabelecimento de uma sucessão de estados de equilíbrio de evaporação/condensação necessários à separação dos componentes da mistura, logo obtém-se um destilado mais rico em acetona, mas de composição variável, isto é, comprovado através da curva do gráfico em que se verifica que a temperatura vai subindo gradualmente. Pelo contrário, na destilação fraccionada podemos identificar duas “secções” correspondentes à temperatura de ebulição da acetona e à temperatura de ebulição da água, porque devido à utilização da coluna de fracionamento, o trajecto de vapor vai prolongar-se antes de chegar ao condensador, permitindo que exista uma sucessão de estados de equilíbrio de evaporação/condensação, aumentando a eficiência da separação. Observa-se ainda durante este processo, uma ligeira descida de temperatura por volta dos 45 aos 60 mL de destilado, o que pode ser explicado pelo fluxo de calor proveniente da manta de aquecimento e não exclusivamente da variação da temperatura do vapor. A subida acentuada da temperatura ocorre quando a acetona se esgota e se começa a destilar água, estabilizando a temperatura quando se atinge o ponto de ebulição da água.

Conclusão
Concluímos desta forma, que o processo mais eficiente é a destilação fraccionada, sendo este o único em que ocorre separação total dos componentes da mistura. Concluímos ainda que este tipo de destilação é mais eficaz uma vez que a primeira gota de destilado ocorreu a uma temperatura próxima do ponto de ebulição tabelado da acetona, e a água começou também a ser destilada a uma temperatura próxima do seu ponto de ebulição tabelado.

Bibliografia
- D.L.Pavia; G.M. Lampman e G.E. Kriz, Jr. “Introduction to Organic Laboratory Techniques - a contemporary approach”, 2ª Ed, Saunders College Publishing, Philadelphia, 1982. - Armando Pombeiro “Técnicas e Operações Unitárias em Química Laboratorial”, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1983. - “Guia de Trabalhos Práticos- Laboratório Q1”, Departamento de Química da Universidade de Aveiro, Ano Lectivo 2011/2012.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->