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Cultura Indigena Da Bahia

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Published by: Edvania Machado on Apr 11, 2013
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08/09/2013

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Cultura baiana – Índios no território baiano Muito interessante a influência fonética das línguas indígenas na Bahia.

Por ser o tupi, para usarmos o termo mais geral, ou o tupinambá, mais particular, uma língua do tipo aglutinante, que juntava numa só palavra os elementos indicativos das relações gramaticais e semânticas, com manutenção de sua individualidade, a pronúncia clara dos componentes de cada ítem de seu léxico teria de ser, como de fato era, uma de suas características principais. Não se trata, pois, de procurar na língua do índio um acento de duração como responsável pela articulação mais clara do português da Bahia. O hábito de pronunciar com nitidez as sílabas surgiu do fato de, em cada palavra da língua materna do índio ou do caboclo, serem elas freqüentemente palavras independentes e oxítonas, em sua maioria. Outra conseqüência importante dessa situação é a valorização das vogais abertas ou semi-abertas, naturalmente, configuram nitidez de pronúncia. É absoluta na Bahia, por exemplo, a predominância das vogais abertas ou que tendem à abertura. O [a], inclusive, vogal central e aberta, é emitido sem modificações condicionadas pela posição, seja a de sílaba pretônica, seja a de postônica. Algumas palavras de origem indígena absorvidas pela língua portuguesa: - Biboca (do guarani yvyoca) = casa de barro; - Canoa (do caribe canuaua) = embarcação; - Pereba (do guarani peré) = cicatriz, vestígio, mancha; - Pipoca (do guarani popó) = saltar, brincar; - Pitar (do guarani pitá) = fumar; Agricultura de Coivara As técnicas de plantio desenvolvidas pelas populações indígenas são até hoje utilizadas por pequenos agricultores por todo o país. Conhecida como coivara, a agricultura de corte e queima, quando feita de maneira controlada, produz baixo impacto ambiental. Primeiramente, um pequeno trecho de mata é derrubado. Após secar, o mato derrubado é queimado para que, no começo das chuvas, inicie-se, de maneira combinada, o plantio de diversas espécies. As roças plantadas com essa técnica têm duração de dois a três anos, sendo abandonadas em seguida para a abertura de novos espaços. Esse processo garante a recuperação da área desmatada e a manutenção da fertilidade do solo. Plantas domesticadas O conhecimento das populações indígenas sobre as espécies nativas é fruto de milhares de anos de experimentações no manejo e domesticação de plantas. Entre as centenas de espécies cultivadas pelos índios, podemos destacar: o milho, a batata-doce, o cará, o feijão, o tomate, o amendoim, o tabaco, a abóbora, o urucu, as cuias e cabaças, o abacaxi, o mamão, a erva-mate e o guaraná, além de árvores como o caju, o pequi e o cacau. Bibliografia: - Enciclopédia Delta Larousse

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