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Mulheres no Antigo Testamento

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Mulher Cristã

Mulheres do Antigo Testamento
Owen D. Olbricht
As Escrituras definem e ilustram o papel da mulher no plano de Deus, desde a época da criação até os dias da igreja primitiva. Os exemplos fornecidos a nós na Palavra de Deus mostram a tremenda influência que as mulheres exerceram em seus lares, suas comunidades e suas nações, tanto para o bem quanto para o mal. A MULHER NO JARDIM DO ÉDEN A seqüência de acontecimentos em torno da queda de Adão e Eva, quando eles pecaram no jardim, sugere os papéis de liderança que Deus planejou na criação. A Tentação de Satanás Deus falou diretamente ao homem: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:16, 17). Ou Deus falou diretamente a Eva a respeito dessa proibição, numa ocasião posterior, ou — o que é mais provável — a mensagem foi revelada a Eva por Adão, quando Deus trouxe Eva até ele. Eva sabia que a árvore do conhecimento do bem e do mal era proibida, pois ela declarou à serpente: “Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais” (Gênesis 3:2, 3). A partir das informações providas por Deus em Gênesis, ficamos sabendo o que Eva viu no fruto que a tentou a pecar. 1) A árvore era “boa para se comer”, 2) era “agradável aos olhos” e 3) “desejável para dar entendimento” (Gênesis 3:6). A serpente havia dito que Adão e Eva seriam “como Deus… conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3:5b). Após comerem, disse Deus: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal” (Gênesis 3:22a). De acordo com o texto, só podemos chegar a uma conclusão: antes de comerem o fruto, não tinham entendimento do bem e do mal. Isto deve significar que eles eram inocentes quanto à moralidade e não podiam ser tentados nessa área. Após terem comido, já não eram ignorantes do bem e do mal, mas saíram do estado mental de inocência. Estando antes destituídos de uma consciência moral, haviam entrado agora no domínio divino do conhecimento moral. A conclusão de que Adão e Eva corromperam sua natureza comendo do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal é inválida. Eles não adquiriram apenas o conhecimento do mal, mas também o conhecimento do bem. Se o conhecimento do mal pôde torná-los maus, então por que o conhecimento do bem não poderia torná-los bons? Comer do fruto proibido não corrompeu a natureza deles; mas o ato de desobediência lhes abriu a percepção moral que Deus possui. Antes de comerem, não possuíam o conhecimento do bem e do mal, sendo como crianças, e por isso tinham a inocência das crianças (Deuteronômio 1:39; Isaías 7:16). Deus administra bem o seu conhecimento do bem e do mal; o ser humano não consegue administrar esse conhecimento da mesma maneira que Deus. Evidentemente, foi por isso que Deus quis que Adão e Eva não comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal: Ele sabia que eles teriam dificuldade para escolher entre fazer o bem e recusar-se a fazer o mal. Deus impôs a ambos um severo

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castigo porque Ele queria dissuadi-los de comer do fruto que os deixaria suscetíveis à rebelião contra o Seu código moral e espiritual. O Castigo de Deus Segundo Gênesis 3:9 e 11, Deus falou primeiramente com Adão e o interrogou a respeito da violação da Sua vontade. Isto pode indicar que Adão já tinha um papel de liderança como marido de Eva. Como tal, ele tinha uma responsabilidade maior e tinha de prestar mais contas do que Eva. Lemos o seguinte: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1 Coríntios 15:22). Todavia, a relação de Adão com a transgressão não foi a mesma que a de Eva, pois 1 Timóteo 2:14 diz: “E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão”. Os castigos dados a ambos envolveram a criação de condições que não existiam antes da transgressão. 1) Antes da transgressão, a serpente não rastejava sobre o seu ventre; depois da transgressão, ela foi amaldiçoada mais do que todos os demais animais, passando a rastejar sobre o seu ventre e a comer pó todos os dias da sua vida. 2) A mulher passou a ter dores intensas no parto e a ser governada pelo marido. Antes disso, o parto devia ser relativamente sem dor. Se o homem já a governasse, esse não seria um castigo divino imposto às mulheres por causa da transgressão. 3) A terra foi amaldiçoada como um castigo para o homem (Gênesis 3:17–19). Além disso, ele teria de voltar ao pó de onde fora formado. Esses castigos dados por Deus não existiam antes da transgressão. Pode ser que Deus tenha planejado que o homem assumisse o papel de liderança desde o princípio, mas não declarou isso antes de Adão e Eva comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 3:16). “Governar” é a palavra hebraica mashal, que pode ser traduzida por “dominar” (Gênesis 37:8; Deuteronômio 15:6) ou “poder” (Êxodo 21:8). Em toda a história do mundo, os homens desempenharam o papel de liderança. Eles têm se sobressaído mais do que as mulheres no que diz respeito a conduzir os interesses da humanidade na maioria das culturas.

O fato de os demais castigos que Deus impôs a Adão e Eva ainda vigorarem pode indicar que o homem ainda deve governar a mulher como um castigo imposto. Se esse castigo não for uma imposição, então ele é uma exceção. Se Deus não o cancelou, então ele ainda está em vigor. Será que Deus ainda quer que o homem exerça o papel dominante na relação marido e mulher e também em outras relações? É importante entendermos a vontade de Deus neste caso, porque o Novo Testamento faz alusão a isso e ensina verdades relativas ao papel da mulher baseadas nesse acontecimento ocorrido no jardim do Éden. Entender mal o castigo pelo pecado de Adão e Eva pode levar a entender mal outras passagens bíblicas. Nosso objetivo não deve ser procurar ensinamentos que apóiem nossos preconceitos; devemos buscar uma compreensão da vontade de Deus em todas as áreas. Para se entender um ensinamento, às vezes é preciso ver como ele é aplicado na prática. Quem começou a assumir o papel de liderança depois que Adão e Eva pecaram no jardim do Éden? A quem Deus reconheceu como líderes da comunidade, do lar e em questões religiosas? Qual era o papel da mulher antes da Lei de Moisés, debaixo da Lei e até Israel entrar na terra prometida? AS MULHERES ANTES DA LEI SER DADA A Bíblia não diminui as mulheres que viveram antes da Lei, embora alguns pensem que as listas genealógicas baseadas na linhagem dos homens sejam uma afronta às mulheres. Os filhos homens são mencionados, mas as esposas e as filhas, quando se faz alguma alusão a elas, não são citadas nominalmente nas genealogias (Gênesis 5:1–32; 10:1–32; 11:10–28) até chegarmos às esposas de Abrão e Naor (Gênesis 11:29). Por causa da obediência de Abraão, Deus fez uma aliança com ele (Gênesis 22:16–18). Essa aliança se estendeu aos descendentes de Abraão por causa da liderança dele, e não de Sara, no lar (Gênesis 18:19). Eli, e não a sua mulher, foi responsabilizado pela má conduta de seus filhos (1 Samuel 2:27–36; 3:13). Os homens desse período receberam grandes responsabilidades, mas eles também foram julgados com maior rigor e punidos mais severamente. Abraão certamente era o líder na sua relação com Sara. Deus apareceu a ele e lhe deu instruções para deixar o país (Gênesis 12:1–3). A aliança

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que Ele fez com Abraão teve de ser selada com a circuncisão, um sinal que se aplicava somente aos homens (Gênesis 17). Deus fez outra aliança com Abraão e a repetiu aos seus descendentes do sexo masculino, Isaque e Jacó: Ele prometeu abençoa-los e torná-los grandes, uma grande nação, que abençoaria todas as famílias da terra de Canaã (Gênesis 12:1–3; 17:8; 22:18; 26:3–5; 28:13, 14). Deus usou José para preservar o povo de Israel durante a fome (Gênesis 50:20). Mulheres como Sara, Rebeca, Raquel e Lia foram importantes durante o período dos patriarcas; mas Deus tratava os homens, e não as mulheres, como representantes das famílias. As doze tribos descendiam dos filhos de Jacó, e não de sua filha Diná, ou dos descendentes dela. A Judá, um homem, foi feita a promessa de que o governo permaneceria nas mãos de sua tribo (Gênesis 49:10). Deus escolheu Moisés e Arão para liderarem o povo de Israel na saída da escravidão egípcia (Êxodo 7:1, 2) e na peregrinação pelo deserto. Ele deu a Lei por intermédio de Moisés (João 1:17). Deus deu a mulheres como Miriã, a filha do Faraó e a esposa de Moisés, Zípora, papéis proeminentes; todavia, Ele não designou a elas posições de liderança, como fez com Moisés, Arão, Josué (Êxodo 17:9), Calebe (Números 14:24), os setenta anciãos (Êxodo 24:1; Números 11:16, 25) e outros homens. Homens como Eldade e Medade profetizaram (Números 11:26). Os escritos da Bíblia se compõem de revelações dadas a homens. Só há registro de duas profecias proclamadas por mulheres, a saber, Miriã e Hulda e essas profecias são insignificantes. Embora Miriã seja chamada de profetisa (Êxodo 15:20a), sua declaração foi feita a mulheres enquanto ela as conduzia após a travessia do mar Vermelho (Êxodo 15:20b, 21). Não há registro de que ela tenha conduzido homens. Hulda profetizou a homens que foram até ela em particular (2 Reis 22:14–20). Em todo esse período, Deus designou os papéis de liderança a homens israelitas. AS MULHERES DEBAIXO DA LEI Debaixo da Lei de Moisés, continuamos vendo o papel administrativo atribuído a homens. Nos Dias dos Juízes Durante os dias dos juízes, os líderes nacionais foram todos homens, exceto Débora. Ela foi

uma profetisa e é importante como exemplo de uma mulher exercendo a liderança. A Bíblia não deixa dúvida de que ela julgou em Israel, sendo uma profetisa (Juízes 4:4, 5). Podemos concluir, porém, que ela não exerceu liderança nas questões religiosas da congregação do Senhor. A Lei havia dado essa responsabilidade somente a homens da tribo de Levi (Números 1:50; 3:9, 10). As interrogações que surgem por causa de Débora não são respondidas na Bíblia. O povo a nomeou para esse ofício? Os juízes foram nomeados com a total bênção e aprovação de Deus, ou Deus permitiu que Israel tivesse juízes assim como permitiu que tivesse reis (Oséias 13:11)? Débora assumiu esse papel por que os homens não estavam assumindo uma responsabilidade que era deles? Será que Deus instituiu Débora como juíza devido a uma situação degenerativa de Israel, semelhante à que surgiu mais tarde na história da nação? Deus disse o seguinte a respeito de Israel: “Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres estão à testa do seu governo. Oh! Povo meu!” (Isaías 3:12). Nada é revelado a respeito do cenário em que Débora proferiu suas profecias. Será que ela se dirigiu à congregação do povo de Israel, ou será que falou somente a grupos pequenos, em particular? Será que ela profetizou a homens, ou somente a mulheres? Será que ela escreveu suas profecias para serem lidas por outros, ou as proferiu a grupos ou indivíduos? Ela profetizou a respeito de questões civis ou religiosas? Não sabemos. Por essa razão, devemos exercitar cautela ao tentar desenvolver uma visão do papel da mulher com base no fato de Débora ter sido juíza e profetisa. Deus pode ter permitido que ela fosse juíza por concessão, como no caso da instituição de reis em Israel. Como profetisa, talvez ela nunca tenha se pronunciado numa reunião pública ou numa assembléia religiosa do povo de Deus. Outras grandiosas mulheres viveram durante esse período: Raabe, a mãe de Sansão, Noemi, Rute e Ana. Nenhuma dessas mulheres, com exceção de Débora, exerceram papéis de liderança, nem as Escrituras registram que elas falaram em nome de suas famílias, como fez Josué (Josué 24:15). Mesmo no período mais decadente de Israel, quando homens que não estavam qualificados para serem sacerdotes e assumirem papéis de liderança em questões religiosas, não se registra que mulheres tenham assumido tais papéis.

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Nos Dias dos Reis Talvez não consigamos entender completamente a importância do fato de Deus ter instituído somente homens como reis em Israel. Todos os líderes militares, religiosos e civis alistados como tendo servido em Israel sob o governo de Davi eram homens (1 Crônicas 23–27). Poderíamos atribuir isto totalmente à cultura, exceto pelo fato de que em alguns casos Deus foi quem fez as esco-

lhas. Se instituir mulheres para papéis de liderança fosse o propósito de Deus, Ele o teria feito, ou teria instruído Davi, que também era profeta, a fazê-lo. Até Salomão, a quem Deus fez mais sábio que as autoridades, usou somente homens como líderes em seu governo (1 Reis 4:1–19). Lemos a respeito de mulheres más que usurparam a autoridade do governo. Jezabel usou o selo do rei Acabe para arquitetar a morte

As Prescrições da Lei de Moisés em relação às Mulheres
Deus mandou Moisés contar os homens em dois grupos: aqueles que serviriam no exército (Números 1:1–3) e aqueles que serviriam em atividades religiosas (Números 1:20–50; 3:5– 10, 14, 15). As mulheres não eram recrutadas para o serviço militar nem para o sacerdócio. Deus mandou Moisés contar os recém-nascidos meninos como pertencentes a Ele, mas não incluiu as meninas de Israel (Números 3:40, 45; Êxodo 13:12; 22:29). Todo varão em Israel tinha de se apresentar perante o Senhor três vezes por ano (Êxodo 23:17). Os varões da tribo dos sacerdotes tinham permissão para comer das ofertas (Levítico 6:18, 29; 7:6). Exigia-se das mulher um período de purificação mais longo quando ela dava à luz uma menina do que quando dava à luz um menino (Levítico 12:1–8). Quando prisioneiros de guerra eram trazidos para dentro da terra, todos do sexo masculino e do sexo feminino deveriam ser mortos, exceto as moças virgens (Números 31:17, 18). Os filhos homens deveriam receber a herança da família, e o primogênito recebia uma porção dobrada (Deuteronômio 21:16, 17). O nome da família e a herança deveriam ser preservados através do varão. Se um marido morresse, a esposa deveria ter filhos com o irmão dele para perpetuar a família e preservar o nome do falecido (Deuteronômio 25:5–10). Não se exigia que um marido abrigasse na família uma esposa que morresse sem ter filhos. Os homens tinham muitas esposas, mas não há registro de mulheres com mais de um marido. Não se sabe com certeza porque uma mulher usar roupa de homem ou um homem usar roupa de mulher era uma “abominação” para Deus (Deuteronômio 22:5). Talvez fosse porque Deus os criou diferentes um do outro e quisesse que eles aceitassem os seus papéis distintos, evitassem se parecer com o sexo oposto e se recusassem a assumir os papéis do sexo oposto. A condenação no Novo Testamento aos homens que são efeminados (1 Coríntios 6:9) sugere que a prática de homens se parecerem com mulheres e vice-versa ainda é detestável para Deus. Devese fazer uma distinção entre o comprimento dos cabelos de um homem e o de uma mulher. Deus criou a mulher para que ela seja glorificada com cabelos longos, mas um homem é motivo de vergonha se tem cabelos longos (1 Coríntios 11:14, 15). A vontade de Deus no sentido de que homem e mulher exerçam papéis diferentes pode ser vista na maneira como eles devem se apresentar. Segundo a Lei, a avaliação de um homem fazendo um voto deveria ser de cinqüenta siclos de prata, enquanto a de uma mulher entre vinte e sessenta anos de idade deveria ser de trinta siclos (Levítico 27:1–7)1 . Aqueles que eram mais pobres deveriam ser avaliados de acordo com o julgamento do sacerdote (Levítico 27:8). Isto pode significar que a avaliação se baseava mais nas condições financeiras do indivíduo do que no seu valor. Sendo assalariados, os homens teriam mais condições de pagar o voto do que as mulheres. Os homens estavam sempre sujeitos aos seus votos. Se um pai ou um marido proibisse a filha ou a esposa de fazer um voto, o voto dela seria invalidado. Os homens tinham o direito de confirmar ou anular os votos das mulheres da família (Números 30:1–15). Não havia uma prescrição semelhante a essa para as mulheres afetarem os votos dos homens. Novamente, isto aponta para a liderança masculina dentro do lar.
11 A avaliação era de vinte siclos para um homem e dez para uma mulher entre cinco e vinte anos de idade; cinco para um homem e três para uma mulher de um mês a cinco anos de idade; quinze para um homem e dez para uma mulher com mais de sessenta anos.

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de Nabote, a fim de que o rei adquirisse a vinha desse homem (1 Reis 21:7–10). Atalia assumiu o governo depois de matar todos os herdeiros do trono em potencial, assim que seu filho, Acazias, foi morto (2 Reis 11:1–3). CONCLUSÃO Muitas mulheres no Antigo Testamento

mostraram grande intelecto, sabedoria, virtude e coragem — em alguns casos, superaram os homens. Em nenhuma habilidade elas eram inferiores aos homens. Embora a liderança da comunidade religiosa e o governo civil não tenham sido entregues a mulheres, elas se destacaram sobremaneira através de atitudes sábias e serviço humilde. ❏

Profetisas na Bíblia
A Bíblia cita o nome de cinco mulheres profetisas: três verdadeiras, Miriã (Êxodo 15:20), Hulda (2 Reis 22:14; 2 Crônicas 34:22) e Ana (Lucas 2:36) e duas falsas, Noadia (Neemias 6:14) e a apocalíptica Jezabel (Apocalipse 2:20). Nenhum nome é dado para a esposa de Isaías, que é chamada de profetisa (Isaías 8:3), nem para as filhas de Filipe (Atos 21:9), que profetizaram durante os primórdios da igreja. Hulda teve uma consulta particular com representantes do rei (2 Reis 22:14–20; 2 Crônicas 34:22–28). Nada indica que ela tenha assumido a liderança em questões espirituais nem tenha se reportado à congregação do povo de Deus. Ana ficava continuamente no templo. Depois de ver o bebê Jesus, ela “falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém” (Lucas 2:38b). Não sabemos quanto tempo ela profetizou, em que parte do templo ela ficava, nem se ela profetizava a indivíduos ou a um grande grupo de pessoas. As mulheres podiam entrar no Pátio das Mulheres, mas não podiam entrar nas demais dependências do templo, onde só entravam homens israelitas cerimonialmente purificados. Podemos presumir que Ana profetizava regularmente, mas não podemos provar que suas profecias eram algo mais do que declarações a respeito do nascimento do Messias para quem passava por ali. A Bíblia não contém nenhuma prova conclusiva de que Ana profetizava em assembléias formais ou numa parte dos cultos realizados no templo. Não temos informações suficientes sobre a esposa de Isaías que nos ajudem a entender o que ela fazia. Talvez ela tenha sido chamada de profetisa simplesmente por ser esposa de um profeta, ou porque profetizava. Se ela realmente profetizava, não sabemos o quê, onde, quando nem a quem. O mesmo se aplica às filhas virgens de Filipe. As únicas palavras proféticas proferidas por profetisas que estão registradas na Bíblia são as de Hulda (2 Reis 22:14–22) e Miriã (Êxodo 15:20, 21). Essas profecias não foram ditas numa assembléia pública de homens e mulheres. Não temos registro de profetisas escrevendo uma palavra profética. Nenhuma declaração bíblica afirma incontestavelmente que uma mulher do Antigo Testamento tenha falado numa reunião formal e pública do povo de Deus. Deus usou homens para falarem a congregações do povo de Deus e para escreverem as Escrituras sagradas.

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