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Estratégias

Espirituais:
Um Manual
Para A Guerra
Espiritual
Estratégias
Espirituais:
Um Manual Para A
Guerra Espiritual
Este curso é parte do INSTITUTO BÍBLICO TEMPO DE COLHEITA, um progra ma
elaborado para equipar os crentes para uma efetiva colheita espiritual. O tema básico do
treinam ento é ensinar o que Jesus ensinou, aqu ilo que ao chamar pescadores, coletores
de imp ostos, e etc., transformou -os em cristãos reprodutivos que alcançaram o mundo
com o Evangelho em demonstração de pod er.

Este manual é um simples curso dos diversos mód ulos do currículo que conduz os
crentes da visualização através da depuração, mu ltiplicação, organização e mobilização
para alcançar o objetivo da evangelização.

Para maiores informações sobre outros cursos, escreva para:

H arv estim e International Institute


14431 Tierra Dr.
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Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta tradução e


manual pode ser reproduzida, estocada em qualquer tipo de sistema,
ou reproduzida, de qualquer form a ou por qualquer meio, seja eletrônico,
mecân ico, fotocópia ou outro qualquer, sem a devida permissão por escrito de
H arv estim e International Institute ou de seu represen tante legal.
CONTEÚDO

Como Usar Este Manual


Sugestões Para o Estudo em Grupo
Introdução
Objetivos

O CHAMADO ÀS ARMAS

1. A Guerra Invisível

ADMISSÃO

2. Alistando-se no exército de Deus

TREINAMENTO BÁSICO

3. O C om and ante : O S enh or Jesus C risto


4. As Forças Espirituais do Bem: Os Anjos
5. O Inimigo: Satanás
6. As Forças Espirituais do Mal: Os Demôn ios
7. O Território do Inimigo
8. A Estratégia do Inimigo
9. O Plano de Deus Para a Batalha

MOBILIZAÇÃO

10. Guerra Defensiva e Ofensiva


11. Armas Defensivas
12. Armas Ofensivas
13. Paralelos Naturais da Guerra Espiritual

INVASÃO

14. Entrando na Zona de Combate: Batalhando Com o Mundo e a Carne


15. A Ba talha Na M ente
16. A Batalha Com a Língua
17. A Batalha Sobre Os M uros
18. A Batalh a Sobre o Território Estratégico

TREINAMENTO AVANÇADO NA GUERRA

19. Transferência de Espíritos


20. Forças Espirituais do Mal nas Regiões Celestes
21. Tratando Com os Poderes Demoníacos
22. As B aixa s da Gu erra
23. Com o Perd er Um a Ba talh a e G anhar a Gu erra

RESUMO FINAL

24. O Conflito Final


APÊNDICE

Bata lhas D ecisivas da B íblia


Respostas da Seção “Inspeção”
COMO USAR ESTE MANUAL
FORMATO DO MANUAL

Cada lição consiste de:

Objetivos: Estes são os objetivos que você deve alcançar ao estudar o capítulo. Leia-o
antes de começar a lição.

Versículo-Chave: Este versículo enfatiza o conceito principal do capítulo. Tente


mem orizá-o.

Conteúdo do Capítulo : Estude cada seção. Use sua Bíblia para procurar as referências
bíblicas não transcritas no manu al.

Teste o Seu Con hecim ento: Faça este teste depois de você terminar de estudar o
capítulo. Tente responder as questões sem usar sua Bíblia ou este manu al.

Para Estudo Adicional: Esta é a seção final de cada capítulo. Ela estim ula o estudo
independente do aluno.

Exa me Fin al: Se você está registrado neste curso para receber créditos e Diploma,
você deverá solicitar um ex am e final ao término deste curso. Após a conclusão do
exame, você deverá retorná-o a nós para receber os créditos que lhe darão ao Diploma
e que também servirão para você avançar em seus estudos posteriormen te.

SUGESTÕES PARA O ESTUDO EM GRUPO

PRIMEIRA REUNIÃO:

Abrindo: Abra com oração e apresentações. Conh eça e matricule os estudan tes.

Estabeleça os Procedimentos do Grupo: Determine quem conduzirá as reuniões, o


horário, os lugares e as datas para as sessões.

Louvor e adoração: Convida presença do Espírito San to em sua sessão de


treinamento.

Distribua os Manuais aos Estudantes: Introduza o título do m anu al, o forma to e os


objetivos do curso proporcionados nas primeiras páginas do manu al.

Faça a Prim eira Tarefa: Os estudantes lerão os capítulos determinados e farão o teste
para a p ró xim a reunião. O número de capítulos que você ensinará em cada sessão
dep end erá do tamanho do capítulo, conteúdo e das habilidades de seu grupo.

A SEGUNDA E DEM AIS REUNIÕES:

Abrindo: Ore. Dê as boas-vindas e matricule a qualquer novo aluno e também dê o


manu al. Veja quem está presen te ou ausente. Tenha um tempo de adoração e louvor.

Revisão: Apresente um breve resumo do que você ensinou na última reunião.

Lição: Discu ta cada seção do capítu lo usando os TÍTULOS EM LETRAS MAIÚSCULAS


E EM NEGRITO co mo um esboço do ensinam ento. Peça aos estudantes que façam
perguntas ou comentários sobre o que eles têm estudado. Aplique a lição às vidas e
ministérios de seus estudan tes.

Teste: Reveja com os estudantes o teste que eles completa ra m. (Nota: Se você não
quer que os estudantes tenham acesso às respostas, você pode tirar as páginas com as
respostas que se encontram no final de cada ma nual).

Para Estudo Ad icional: Você pode fazer estes projetos numa base individual ou em
grupo.

E xa me Final: Se o grupo está matriculado neste curso para os créditos e Diploma você
recebeu um ex am e com este curso. Dê uma cópia para cada estudante e administre o
exame na conclusão deste curso.

MATERIAL ADICIONAL NEC ESSÁ RIO

Você necessita rá apenas de um exemplar da Bíblia, preferencialm ente a Edição Revista


e Atualizada, 2ª Edição, mas outras versões também poderão ser usada s, em bora isto
talvez represen te a lg um a pequena dificuldade para o aluno acompanhar os textos
bíblicos deste curso.
M ód ulo: Delegação
Cu rso : Estratégias Espirituais: Uma Manual Para a Guerra Espiritual

INTRODUÇÃO
Há uma grande guerra que está acontecendo no mundo hoje. Não é um con flito en tre
nações, tribos ou líderes de governos. Não é uma rebelião ou golpe de estado. É uma
im portan te batalha invisível que está acontecendo no mundo esp iritual. A Bíblia
dec lara que o povo de D eus é d estruíd o pela falta de conhecim ento (Oséias 4 .6.).
U m a das principais área s nas quais o s crente s são derrotados é por causa da falta de
conh ecim ento d a gu erra espiritu al.

A Igreja Primitiva viu a experiência esp iritua l em term os de um a gu erra. A


term inolog ia m ilitar p ode ser encontrada por todo o Novo Testamento. A proteção é
encontrada na armad ura de Deus. A Palavra de Deus é co mparada com um a espada.
Os ataques de Satanás foram cham ados de dardos inflamados. A fé era a “boa
peleja” e aos crentes é dito para “comb ater o bom comb ate”. A Igreja Primitiv a sab ia
que ela estav a com prom etida e m um inten so con flito espiritua l.

A mesma batalha espiritual continua hoje, porém em lugar de estar combatend o o


inimigo, os crentes estão freqüentem ente construind o edifícios de igrejas, produzindo
dramas mu sicais, ten do en contros de fraternid ade e lutan do u ns con tra os outros,
enq uan to esta grande b atalha esp iritual está troando ao redor deles. Sa tanás,
inclusive, tem intensificado seus ataques contra uma igreja que tem se retirado das
linhas de frente de batalha.

Na medida em que o final dos tempos se a pro xim a é, inclusive, mais importante que
os crentes entendam a guerra espiritual nestes tempos m ais do que nos primeiros
dias da história da igreja. O apóstolo Paulo nos advertiu:

“Sabe, porém, isto: nos último s dias, sobrevirão tempos


difíceis” (2 Timó teo 3.1).

Para estarmos p reparados pa ra estes tempo s difíceis, uma ênfase renovada dever ser
estabelecida nas estratégias da guerra espiritual. A vida cristã é guerra. O qu anto
antes a reconhecermos e nos prepararmos para ela, tanto antes nós
experimentaremos a vitória.

Lucas 14.31 diz, “Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se
assen ta prime iro para ca lcular se com dez m il hom ens p ode rá enfren tar o
que ve m co ntra e le com vinte mil?” Nenhum rei jamais foi à batalha sem um
cuidad oso exame dos recursos e sem desenvolver estratégias de batalha. Em
essência, é isto que vamos fazer neste curso. Estamos fazendo um cuidadoso exame
das estratégias, a rm as e do pod er dis pon ível p ara n ós ganharm os a g uerra con tra
nosso inim igo, Sataná s.

No mun do militar, “estratégia” é a ciência de conduzir operações militares. É o plano


que leva ao objetivo da vitóri a. Neste curso vo cê apre nde rá a form ular e co ndu zir
estratég ias m ilitares esp irituais q ue lh e trará a vitó ria no m und o espiritu al.

FORMATO D O MANUAL
Cada lição é apresentad a em termos m ilitares consistindo das segu intes seções:

O CHAMAD O ÀS ARMAS:

O capítulo 1 explica a guerra invisível e o “chamado às arm as” para todos os crentes
verdadeiros.

ADMISSÃO:

Todos os exércitos no mund o natural têm procedimentos de adm issão. Estas são
coisas especiais que você tem que fazer para se u nir às forças militares. O m esm o
acontece no exército de Deus. O capítulo 3 explica como se alistar no Exército de
Deus.

TR EI NA ME N TO B ÁSI CO :

Dep ois da adm issão no exército, um soldado sem pre recebe treinam ento básico. O
treinam ento básico para o exército de Deus é apresentado desde o capítulo 3 até o
capítu lo 9. As linhas de batalha da guerra in visível são definidas. Discutem-se as
forças d o b em e d o m al, incluindo o Senhor dos Exércitos, os anjos, Satanás, os
dem ônios, o mu ndo, e a carne. Identificam -se o território do inim igo, as estratégias,
e apresentam-se também um a vista geral do plano de Deus para a batalha.

M O BILIZ A ÇÃ O :

O trein am en to é in útil a m en os q ue u m exército seja mobilizado. “Mobilizar-se”


significa “colocar-se em um estado de alerta para o serviço militar ativo”. Na seção
“mobilização” deste curso, que se estende dos capítulos 10 ao 13, você apre nd erá
sob re a guerra ofensiva e defensiva, sobre como utilizar as armas da guerra, e os
parale los na turais d a gu erra espiritu al.

I NVA SÃ O :

D urante uma invasão no mu ndo natural, o exército entre na zona de combate para
conquistar seus inimigos e reclamar o território. O treinamento básico é inú til a
men os que o que foi aprendido seja colocado em ação. Inclusive um exército
mobilizado e equipa do com arma s não é suficiente se é ma ntido inativo n os flancos.
Para ser efetivo na guerra, você deve entrar na zona de com bate. No estudo de
“invasão”, que se estende do capítulo 14 ao 19, você entrará na zona de combate do
mu ndo, da carne e do diabo. Você estudará a batalha na mente, contra a língua,
sob re os mu ros espirituais, nos lugares celestiais e sobre o território estratégico. Em
cada uma destas lições, as estratégias específicas de Satanás serão identificadas e
estratégias serão designadas para vencer o inimigo.

TREINAMEN TO AVANÇA DO NA G UERRA ESPIRITUAL:

Dep ois de ga nha r algu m a exp eriência na b atalh a, os sold ad os n orm almente recebem
trein am ento avançado nas áreas específicas da guerra. Esta parte deste manual é
intitulada de “Trein am ento Avançado na Guerra Espiritual”, cujas iniciais são
“T.A.G.E”. Nas ações militares, uma equipe “T.AG.E” é um grupo especializado de
soldados usado para as missões mais difíceis. No treinamento avança do o ferecido
neste m anual, você apre nd erá so bre tra nsferênc ia de esp íritos, co m o m inistrar a
prisioneiros e as baixas de guerra, e como tratar com os poderes dem oníacos. Você
aprend erá ta m bém sobre com o pe rder u m a ba talh a e aind a assim gan har a gu erra.

RESUM O FINAL:

Du rante o “Resumo Final” no capítulo 26 você estudará “o conflito fin al”, o qu al o


levará a esta guerra de todos os tempos a um a conclusão triunfante.

APÊNDICE:

No apêndice deste manual, você examinará os registros históricos de “Batalhas


Decisivas da Bíblia” na medida em que você continua desenvolvendo tuas habilidades
de gu erra espiritu al.

AS LIÇÕES

Cada lição neste manu al de guerra é organizada com o segue:

OBJETIVOS:

Estes são os objetivos espirituais que você deve alcança ao estudar a lição.

VERSÍCULOS-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

Quando um a na ção decl ara a guerra, freqüentemente se estabelecem “Cláusulas de


Guerra”. Este documento explica por que estã o em guerra, id entifica o inim igo, e
dec lara os objetivos da guerra. A Bíblia é a Palavra escrita do único Deus verdadeiro,
o comand ante de nosso exército espiritual. Em cada lição, os “versículos-chave das
cláusulas de guerra” enfatizam os conceitos principais da lição.

I NTR O D UÇ ÃO :

A introdução proporcionar um a visão geral do conteúdo do capítulo.

LIÇÃ O:

Esta apresenta o “relatório militar” para este capítulo . U m “relatório” é um tempo de


instrução antes da batalh a qu e pro porc iona a in form açã o ne cessá ria para cond uzi r a
guerra espiritual efetivamente.

I NS P EÇ ÃO :

No exército natural, as “inspeções” ocorrem regularmente para checar a preparação


e as habilidades dos sold a do s. A seçã o d e “in sp eçã o” d e ca da ca pítu lo é u m ex am e
para ver se os objetivos da lição foram alcançad os.

MANOBRAS TÁTICAS:

Du rante as m anobra s tátic as em um exérc ito n atu ral, os soldados aplicam o que eles
têm apren dido às con dições atua is de com bate. Es ta pa rte de cad a lição proporciona
u m a oportunidade para que você aplique o que tem aprendido e para estudar outros
materiais relacionados com a lição.
V O CÊ E STÁ P RE P ARA DO ?

A exposição do inimigo e de suas estratégias é uma das maiores revelações da


Pala vra de Deus. Maior ainda é a revelação de que, como crentes, nós temos poder
sob re todos os poderes do inimigo. Este manual de maneira alguma é um estudo
exaustivo do tema da guerra espiritual, porém é uma an álise bíblica com esm ero.
C om o na guerra natural, as habilidades na guerra espiritual são progressivas na
m edid a em que voc ê en tra na zo na de co m bate e co m eças a pe lejar.

OBJETIVOS
Ao concluir este curso você será capaz de:

n Identificar os dois reinos espirituais.


n Explicar o que se en tende po r “guerra espiritual”.
n Reco nhe cer as cau sas de ste gran de con flito espiritua l.
n Identificar as forças espirituais do bem.
n Identifica r as forças esp irituais d o m al.
n Reconh ecer as estratégias de Sata nás.
n Usar efetivam ente as contra-estratégias esp irituais.
n Aplic ar os pa ralelos n atura is da g uerra p ara a g uerra esp iritual.
n Usar tanto as a rmas esp irituais ofensivas quan to as defensivas.
n Detectar a possessão demoníaca.
n Entend er como se ob tém a libertação do pod er dos dem ônios.
n Gan har a g uerra a té m esm o dep ois de ter p erdido um a ba talha espiritua l.
n Desc rever o con flito final qu e term inará com a gu erra invis ível.
n Identificar os princípios espirituais da guerra nas batalhas decisivas da Bíblia.
O CHAMADO ÀS ARMAS

UMA CONVOCAÇÃO À GUERRA INVISÍVEL

Há uma grande batalha sendo travada no mundo espiritual. É uma batalha pessoal
interior entre a ca rne e o esp írito. É um a ba talha social com as forças do mal do
mu ndo. É um a batalha espiritual com os poderes sobren aturais m alignos.

Nos tempos do Antigo Testamento a trombeta era usada para convocar o povo de
Deus para a batalha. Hoje, um chama do está soando em tod as as nações do mun do.
É o cham ado à gu erra invisível. É um ch am ado às arm as.
Capítulo Um

A GUERRA INVISÍVEL

O B J ET IV O S :

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Dem onstra r enten dim ento d os reino s espiritu al e na tural.
n Definir a palavra “rei”.
n Definir a palavra “reino”.
n Identificar os dois reinos espirituais.
n Determinar a qual reino você pertence.
n Identificar as forças espirituais do bem.
n Identifica r as forças esp irituais d o m al.
n Explicar o que se en tende po r “guerra espiritual”.
n Identifica r a razão para a gue rra invisív el.
n Identifica r o princíp io básic o do en tend im ento d a gu erra espiritu al.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Porque a nos sa luta nã o é co ntra o sang ue e a carne, e sim


contra os prin cip ad os e p otestad es, co ntra o s dom inadores
deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal,
nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

INTRODUÇÃO

C om o você ap rende u na introdu ção d este curso , existe u m a gran de gu erra qu e está
sendo travad a no m und o hoje . Não é um conflito entre nações, tribos ou líderes de
governos. Não é uma rebelião ou um golpe de estado. É uma batalha invisível que
tem luga r no m und o espiritu al.

Este capítulo introduz a guerra invisível na qu al cada crente está com prom etido. É
u m a guerra na q ual nin gu ém usa un iform e, porém na q ual cad a um é um alvo . O
registro histórico e profético desta guerra está contido na Palavra de Deus, a Bíblia.

OS REINOS NATURAL E ESPIRITUAL

Para entender esta guerra invisível, você primeiro deve entender os mundos natural
e espi ritual. O homem existe em dois mundos: o mundo natural e o mundo
espiritu al.

O mun do natural é o que pode ser visto, sentido, tocado, escutado ou ta tead o. É
tangível e visív el. O p aís, a nação, cidade ou vila na qual você vive é parte do mundo
natu ral. Você é um residente no mundo natural localizado em um d os continentes
visíveis do mundo. Você pode ver o povo que faz parte de seu ambiente. Você pode
exp erim entar as paisag ens , sons e olo res ao seu redo r.

P orém , existe outro m undo no qua l você vive. Esse mund o é um m undo espiritual.
Você não pod e vê- lo com seus olh os físicos, porém é tão real quanto o mundo
natural no qual você vive.

Pau lo fala de sta div isão en tre o natu ral e o esp iritual:

“Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem


dúvida, um a é a glória dos c eles tiais, e outra, a dos
terrestres” (1 Coríntios 15.40).

Todos os hom ens têm um corpo na tura l qu e viv e no m un do n atu ral. Po rém , o
hom em também é um ser espiritual com alm a e esp írito eternos. O hom em é corpo,
alma e espírito. Teu ser espiritual (alma e espírito) é parte d o m und o espiritu al assim
com o teu co rpo na tural é p arte do m und o natu ral.

DISCERNIMENTO ESPIRITUAL

Posto que a guerra espiritual é justamente isso... espiritual... deve ser entendida com
u m a mente espiritual. Em nosso estado natural de pecado, nós não podemos
entend er as coisas espirituais:

“ O ra, o h om em na tural n ão aceita as co isas do E sp írito de


Deus, porq ue lhe s ão louc ura; e nã o po de en tend ê-las, porq ue
elas se discernem espiritualme nte” (1 Co ríntios 2.14).

É necessário usar o “discernim ento espiritual” para en tender as coisas espirituais.

Talvez um dos m elhores exem plos d e discern im ento n atura l e espiritu al está
registrado em 2 R eis capítulo 6, que registra a história de uma batalha natural na
qual tropas da inimiga nação da Síria haviam rodeado um pequeno povo chamado
Dotã onde o profeta Eliseu estav a. Quan do o servo de E liseu, Geazi, viu o grande
exército do inimigo, ele teve medo. Elis eu orou para que Deus abrisse os olhos
espiritu ais de Geazi para que ele pudesse ver as hostes espirituais que o rodeavam e
os prote gia m . Nesta ocasiã o, Deus abriu os olh os espiritu ais de G eazi e lh e perm itiu
ver visivelmente as forças superiores de Deus listadas para a batalha.

A história desta b atalh a em Dotã é sem elha nte às cond ições esp irituais n a Igreja. Há
alguns, como Eliseu, que vêem claramente dentro do reino espiritual. Eles sabem que
há um con flito que e stá ocorren do, têm identif icado o inimigo e reconhecido as
grandes forças de Deus que asseguram a vitória. Há outros como Geazi, que co m um
pouco de en corajam ento, serão capazes de abrir seus olhos espirituais e não serão
m ais temerosos ou derrotados pelo inimigo. Porém, tristemente, há muitas pessoas
que, com o aqu eles na cidad e de D ota, estão dorm indo espiritualmente. Eles não
sabem inclusive que o inimigo os tem rodeado e está posicionado para ao ataque.

DO IS REIN OS E SPIRIT UAIS

Den tro dos reinos natural e espiritual dos quais estamos falando existem reinos
separados q ue estão gov ernados p or líderes naturais e espirituais.
REINOS NATURAIS:

Todos os homens vivem em um reino natural deste mundo. E les viv em em u ma


cidade ou em um povo no qual é parte de uma nação. Essa nação é um reino do
mu ndo. Um reino natural é um território ou povo sobre o qual um rei ou líder político
é o governante soberano. A Bíblia fala destes reinos naturais como os “reinos do
mu ndo”. Os reinos do mundo têm vindo a estar sob o poder e a influência de
Satan ás:

“Lev ou-o ain da o d iab o a u m monte muito alto, mostrou-lhe


todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo
isto te darei se, prostrado, me adorares” (M ateus 4.8-9).

1 João 5 .19 tristemente nos relembra que “o mu ndo está sob o poder do maligno”
(NV I).

REINOS ESPIRITUAIS:

Em adição aos reinos n aturais deste m und o há dois reinos espirituais: o Reino de
Satanás e o Rein o de D eus. C ada pessoa viva é u m residen te de u m destes d ois
reinos.

O Reino de Satanás cons iste d e Sa tan ás, seres esp iritua is cham ados de dem ônios, e
todos os homens qu e vivem em pecado e rebelião à Palavra de Deus. Estes, juntos
com o mu ndo e a carn e, são as forças espirituais do mal que operam no mundo de
hoje.

O Reino de Deus consiste de Deus o Pai, Jesus Cristo, o Espírito Santo, seres
espiritu ais chama dos anjos, e todos os homens que vivem em justa obediência à
Palavra de Deus. Estas são as forças espirituais do bem.

O Reino de Deus não é uma igreja denominacional. As denominações são


organizações de criaçã o hu m ana para g rupos de ig rejas. Elas são estabelecidas com
propó sitos práticos de organização e administração. As denominações são
organ izações com o os B atistas, A ssem bléias d e De us, M etod istas , Lute ranos, etc. A
Bíblia nos fala da verdadeira Igreja a qual não é uma denominação ou organização
religiosa. A verdadeira Igreja é compo sta de todos aqueles que se converteram em
residentes do R eino de D eus.

No tem po pre sente n o m und o natu ral, o Reino de Deu s exis te individu alm ente dentro
de cad a ho m em , mulh er, crian ça ou jovem que fez a Jesus Cristo o Rei de sua vida.
Existe comun itariamen te na verdadeira Igreja e onde quer que as pessoas façam
deste mundo o tipo de mundo que Deus quer que seja. No futuro, haverá uma
ma nifestação visível do Rein o de Deu s.

A GUERRA INVISÍVEL

A Batalha espiritual invisível é um a batalha que env olve a todos os hom ens e
m ulh eres. P osto que o rein o de Satan ás é u m reino espi ritua l...

“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim


contra os principados e potestades, contra os dominadores
deste mundo tenebroso, contra a s fo rça s esp iritu ais do m al,
nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

A guerra espiritual não é uma batalha natural entre a carne e o sangue. Não é uma
batalha do homem contra o hom em . Não é u m a ba talha visível. É u m conflito
invisível no mu ndo espiritual. É uma batalha dentro e ao redor do hom em. Não é
u m a gue rra visível p orqu e os esp íritos estão envolvidos e aprendemos em Lucas
24.39 q ue um espírito não tem carne nem ossos.

A gue rra espiritu al é “multidimen sional”, o qual significa que é travada em diferentes
dim ens ões. É ...

1. Uma batalha social entre o crente e o mundo: João 15:18-27


2. Uma batalha pessoal entre a carne e o espírito: Gálatas 5:16-26
3. U m a batalha sobrenatural entre o crente e o s pod eres sob renatu rais
malignos: Efésios 6.10-27.

Toda pessoa viva está comp rometida nesta guerra, quer se dê conta ou não. Não há
campo neutro. Os não crentes estão sob o jugo do mal e têm sido levados pela forças
do inimigo. São vítimas da guerra.

Os crentes têm sido livrados do inimigo mediante Jesus Cristo e são vitoriosos,
porém estão ainda comprometidos na guerra. O versículo-chave d este capítulo indica
que n ós (todos os crentes) com batem os contra as forças espirituais ma lignas.

“Co m bater” implica contato pessoal próximo. Ninguém está isento desta batalha.
Ninguém pode vê-a à distân cia. Voc ê está n o m eio do co nflito quer você reconheça
ou não. Se você não reconhecer s erá melhor... Está errado. A guerra do cristão
nunca cessa.

ONDE A BATALHA RUGE

A guerra invisível está sendo travada na terra:

“O ladrão ve m som ente p ara rou bar, m atar e d estru ir; eu vim
para q ue te nh am vida e a tenham em abundância” (João
10.10).

Satanás luta para manter o controle dos reinos d o m undo. Ele não quer que eles
estejam sob a autoridade de Deus. A batalha também é efetuada dentro dos
corações, mentes, e almas dos homens e mulheres. Satanás cega as mentes dos não
crentes e ataca aos crentes nas áreas de adoração, Palavra, seu caminh ar diário, e
em seu trabalho p ara Deu s.

C O MO CO M EÇO U A BA TA LHA

A guerra invisível começou no céu com um a njo chamad o Lúcifer que foi
originalmente um anjo formoso criado por Deus e era parte do Reino de Deus. Lúcifer
decid iu que queria assumir o controle do Reino de Deus. Você pode ler sobre sua
rebelião em Isaías 14.12-17 e em Ezequiel 28.12-19. Você estudará sobre isso com
m ais detalhes depois neste curso. Lúcifer e os anjos rebeldes foram expulsos do céu
por Deus. Eles formaram seu próprio reino na terra:
“Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram
contra o dragão. Também pelejaram o d ragão e seus anjos”
(Apocalipse 12.7).
“E foi expulso o grande dragão, a antiga serpe nte , que se
c ha ma diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi
atirado para a terra, e , com ele, os seus anjos” (Apocalipse
12.7).

Lúcifer chegou a ser conhecido como Satanás e os anjos que o seguiram em sua
rebelião com o de m ônios. Os esp íritos d em oníacos podem entra r, atorm entar,
controlar e usar aos humanos que pertencem ao reino de Satanás. Eles motivam atos
malignos que são realiz ados por homen s e mulheres. Satanás dirige a seus demônios
em suas atividades malignas. Ele combina esta s forças poderosas com o m undo e a
carne para batalhar contra todo o gênero huma no.

RAZÕES POR TRÁS DO CONFLITO

O homem foi originalmente criado à imagem de Deus e para a glória de Deus


(Gên esis capítulo 2). A guerra invisível contra o homem com eçou com a prim eira
tentação no jardim do Éd en (G ênesis 3). Sa taná s fez peca r a Adã o e Eva . Isto
resultou em que todo o gênero h um ano herda ria a na tureza pecam inosa e realizaria
atos individuais de pecado conforme esta natureza:

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no


mundo, e pe lo pe ca do , a m orte, assim tam bém a m orte
passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos
5.12).

Tam bém resultou na g uerra in visível en tre o hom em e as forças d o m al:

“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência


e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o
calcanhar” (Gên esis 3.15).

Por causa do pecado, o homem foi separado de Deus e condenad o à morte. Porém,
Deus a m ou o hom em de ta l m aneira q ue id ealiz ou u m plano e spe cial p ara salvá- lo do
pecado:

“Porque D eu s am ou ao mundo de tal maneira que deu o seu


Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas
tenha a vida ete rna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao
mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o
mu ndo fosse salvo p or ele” (João 3.16-1 7).

Med iante a crença em Jesus, a confissão e o arrependimento do pecado, os hom ens e


mu lheres podem ser liberados do poder do inimigo. A m orte e a ressurreição de
Jesus não somente resultou na salvação do pecado. Também derrotou o inimigo,
Satan ás:

“A qu ele que pratica o pecado procede do diabo, porque o


diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou
o Filho de Deu s: para destruir as obras do diabo” (1 Jo ão 3.8).
P orém , se Satanás está derrotado, por que a guerra ainda continua? Após ca da
gu erra sempre há resíduos de resistência inim iga, tropas rebeldes qu e não se
renderão até que a força vencedora os obrigue a fazê-lo. Embora Jesus tenha
derrotado Satan ás, n ós estam os viv em os em território ainda ocu pado p elas forças
inimigas de resistência. Entender as estratégias de guerra espiritual nos dá a
habilida de de tratar com estes poderes m alignos.

Satanás está tratando de manter os homens cativos no pecado. Mediante os métodos


enganosos ele está incitando aos homens e mulheres às luxurias da vida
pecaminosa. Ele aponta os afetos da alm a e do espírito os q uais le gitim am ente
pertencem a Deus:

“O ladr ão vem som en te p ara rou bar, m ata r e d est ruir; e u vim
para que tenham vida e a tenham em abundância” (João
10.10).

Satanás ainda quer ser o governante supremo. Ele está travando uma batalha
intensa pelo coração, m ente, alm a e espírito do hom em . Suas estratégias estão
dirigidas con tra D eus , Seu plano e Seu pov o. A batalha continuará até o grande
conflito final, o qual você estudará no último capítulo deste curso.

O SIGNIFICADO DA GUERRA ESPIRITUAL

A guerra espiritu al é a an álise de e a pa rticipaçã o ativa na g uerra esp iritual in visível.


Inclui o estudo das forças opostas do bem e do mal, as estratégias de S atanás e as
estratégias espiritua is para v encer a Sata nás. A gue rra espiritu al é m ais do que u m a
m era análise de princípios espirituais. Inclui a participação ativa na guerra mediante
a aplicação destas estratégias na vida e no ministério.

U m a das m ais efetiva s estratég ias de S atan ás é m ante r aos cren tes ignorantes de
seu s enganos . Pau lo diz qu e é im portante con hec er as e straté gia s de S atanás...

“Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não
lhe ignoram os os desígnios” (2 C oríntios 2.11).

Devem os apre nder tudo o qu e podem os sobre as estratégias de ataq ue de S atanás.


Devem os também entender as bases bíblicas da vitória sobre Satanás e as forças do
m al. Nós somos cham ados a um combate inteligente. É básico ao entendimento da
guerra espiritual este princípio-chave:

Você dev e reco nh ecer q ue to das as b atalhas da v ida, sejam físicas, espirituais,
em ocionais, mentais, financeiras ou com personalidades humanas são apenas
m an ifestaçõ es exteriores de um a ca usa es piritu al.

Ainda que no m undo natural os problemas possam parecer ocorrer através de


circunstâncias da vida, a base destas batalhas natu rais está n o m und o espiritu al. Leia
a história de Jó (Jó capítulos 1 a 2) que confirma este princípio.

Temos tratado de corrigir os males deste mundo m ediante a educação, legislação e


um am bien te m elhorado. Não tem funcion ado por qu e os m ales in visíveis d este
mundo sã o o resu lta do d e u m a causa espiritual subjacente. Não podem ser corrigidos
por m eios naturais.

A QUAL REINO PERTENCES?


No reino na tura l um rei é o so bera no d e um reino . Tod o o território e o povo n o reino
pertencem a ele. Tem o poder da vida e a morte sobre seus súditos. O m esmo é
certo no m und o espiritual. Você é parte do reino d e Deus ou do Reino de Satan ás.
Deus ou Satanás tem o poder sobre a sua vida.

U m a das parábolas de Jesus ilustra que todos os homen s ou são parte do Reino de
Satanás ou d o Re ino de D eus . Jesu s com parou o m un do com um cam po. A boa
sem ente n o ca m po eram os filhos do Reino de Deus. A má sem ente, a qual resultou
no crescimento do joio, eram os filhos do maligno:

“O campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino ; o


joio são os filhos do m aligno” (Mateu s 13.38).

As pessoas entram no Reino de Sataná s mediante o nascim ento n atura l. A Bíb lia
ensina que todos os homens são nascidos em pecado. Isto significa que eles
possuem um a natureza básica de pe cado ou a “seme nte” do peca do den tro deles.
Sua inclinação natural é fazer o que é mau.

“Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha


mã e” (Salm os 51.5).

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no


mundo, e p elo pe cado , a m orte, assim ta mb ém a m orte
passou a to do s os ho m en s, porque todos pecaram” (Romanos
5.12).

“P ois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos


3.23).

Visto que todos nós temos nascido com a na tureza de pecado, todos nós, em algum
m o mento, fomos parte do Reino de Satanás. Todos os que continuam pecad ores
perdidos con tinuam sendo pa rte do Reino d e Satan ás.

Toda a mensagem da Palavra escrita de Deus, a Bíblia Sagrada, é o apelo ao homem


para mu dar do Reino de S atanás ao R eino de Deu s. Os h om ens são n ascidos den tro
do Rein o de S atan ás m edian te o nascim ento na tura l. Devem nas cer de nov o de ntro
do Reino de Deus através do nascimento espiritual. A entrada no reino de Deus é
pela experiência do novo nascimento explicada em João capítulo 3.

Há somente duas divisões na guerra invisível. Jesus disse, “Quem não é p or m im é


con tra mim ; e quem comig o não aju nta espalh a” (Lucas 11 .23). Você não pode ser
neu tro nesta gue rra. Você es tá de u m ou do outro lad o nesta gue rra espiritu al.
Inclusive, algu ns cren tes, devid o a seu me do da confron tação com o inim igo, tratam
de ignorar a guerra e fazem trégua com o inim igo. Pensam que se ignorarem a
Satan ás, ele não os incomod ará. Esta é uma das principais estratégias do inimigo.
Ele trata de deixar imóveis os membros do exército de Deus mediante suas táticas de
terror.

P orém , não há neutralida de n esta guerra. V ocê é um a vítim a ou um ven cedor. O


“chamado espiritual às arm as” está ocorrendo... Você está do lado do bem ou do
m al? Voc ê é pa rte do Reino d e Sa tan ás ou do R eino de Deu s? A qual reino você
perten ce? Vo cê é vítim a ou v enced or na g uerra in visível?
INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Quais são as duas divisões feitas em 1 Coríntios 15.44-49?


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3.Quais são os dois reinos invisíveis no mu ndo hoje?


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4. Enu m ere as forças e spiritua is do m al.


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5. Enum ere as forças espirituais do bem.


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6. Defina a pa lavra “lei”.


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7. O que se entende p or “guerra espiritual”?


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8. Qu al é a raz ão po r trás deste g rand e conflito es piritua l?


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9. Qu al é o prin cípio b ásico p ara o en tend im ento d a gu erra espiritu al?
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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo neste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Este curso, “Estratégias de Guerra Espiritual”, se centra no Reino de Satanás e a


guerra espiritual que se estabelece entre seu reino e o Reino de Deus. O curso do
Instituto Internacional Tem po de C olheita intitulado “V ivendo n o Reino”, proporciona
um completo estudo do Reino de Deu s. (Se você está matriculado no Instituto Tempo
de Colheita e estud ando os cursos na ordem sugerida, você já estudou este curso).
Se você não está matriculado no Instituto Tempo d e Colheita, você deveria obter
“Vivendo n o R ein o” co mo u m cu rso co mplementar ao atual. É im portante qu e você
alcance o entendimento dos reinos espirituais presentes no mu ndo de hoje.

2. Uma boa base espiritual é requerida tendo em visto efetuar uma guerra espiritual
vitoriosa. Se você é um novo crente, obtenha o curso do Instituto Internacional
Tempo d e C olh eita ch am ado “Fundam entos da Fé”. (Se você está tomando os cursos
do Instituto Internacional Temp o de Colheita em sua ordem suge rida, você já
estudou este curso).

3. Você sente que tem sido uma “vítima” da guerra espiritual? Em quais áreas de sua
vida ou m inistério v ocê te m perd ido a ba talh a? V ocê te m perd ido a ba talh a...

n No rein o espiritu al?


n No rein o em ocion al?
n No reino físico?
n No rein o m enta l?
n No reino da s finanças?
n Com personalidades humanas

É im portante ide ntificar estas áreas d e derrota de tal maneira que pode ser aplicado
ao conhecimento que você adq uiriu neste estudo às áreas práticas da vida e do
ministério.

n Rev eja a história de 2 Reis 6 discutida nesta lição. Você conhece pessoas
co mo Geazi ou como aqueles na cidade de Dotã? Como você poderia ajudá-
os?

n Visto que a guerra espiritual tem m uitas dimensões, devemos lutar


pesso alm ente contra o p ecad o, soci alm ente con tra o m al no m un do, e
sobrenaturalmente med iante o ministério de libertação.
n Estude a Bíblia como um Manuel de guerra espiritual. É o registro histórico da
gu erra espiritual, revelando a s vitórias e derro tas d as b atalha s pa ssad as. É
profética, m ostran do o cu rso da g uerra a té o tem po do conflito fina l.
ADMISSÃO

TORNANDO-SE PARTE DO
EXÉRCITO DE DEUS

Todos os exércitos no m und o natu ral têm procedimentos de admissão. Estes são
coisas especiais que precisam ser feitas para que você possa unir às forças militares.

Você está pron to para tornar-se parte do exé rcito de Deus?


CAPÍTULO DOIS

ALISTANDO-SE NO EXÉRCITO DE DEUS

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Definir “arrependim ento”.
n Explicar a imp ortância do arrependim ento.
n Definir “conversão”.
n Explicar a imp ortância da conversão.
n Definir “justificação”.
n Explicar o que sig nifica ser “salvo”.
n Usa a parábola do filho pródigo para descrever o arrependimento e a
conversão.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Não v im ch am ar ju sto s, e sim pe cad ore s, ao


arrependim ento” (Luc as 5.32).

INTRODUÇÃO

No último capítulo você aprendeu sobre uma grande invisível no mundo espiritua l.
Neste capítulo você aprenderá como se alistar no exército de Deus. No mundo
natu ral, os exércitos naturalm ente têm rituais especiais de admissão nos quais um
possível soldad o dev e particip ar para unir-se às forças m ilitares. Esta “adm issão” o
tornar parte do exército.

Deus também tem um p lano especial para a admissão mediante o qual você se torna
parte do Seu exército espiritual. Seu plano está centrado em d ois importantes
conceitos, arrependimento e conversão, os quais resultam em justificação.

ARREPENDIMENTO

No mun do natural, quando um soldado se une a um exército, ele deve renu ncia r a
qualquer filiação anterior com outro exército ou país. Quanto você se une ao exército
de Deus, você de ve se arrepende r de seu víncu lo com o p ecado e o Reino de
Satanás. Isto se faz mediante o arrependimento.

O arrependimento é “uma decisão interior ou mudança de mente que resu lta em u ma


ação exterior de converter-se do pecado a Deus e à justiça”. Em Atos 20.21 isso é
chamado de converter-se a Deus. Mediante o ato de arrependimento você deixa o
seu peca do e o Re ino de S atanás.
O arrep en dim en to é u m a decisão pessoal de mudar sua lealdade do Reino de Satanás
para o Reino de Deus. Esta mudança de mente e voltar-se do pecado não podem ser
feitos por si mesmo. É o poder de Deus que produz a m udança na m ente, coração e
na vida de u m peca dor.

“E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a


Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus
conced ido o arrepend imento p ara vida” (Atos 11.18 ).

O arrepend imen to é um dom de Deu s:

“Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e


Salvad or, a fim de co nc ed er a Israe l o arrependimento e a
remissão d e pecad os” (Atos 5.31 ).

Ainda que as emoções possam estar envolvidas no arrependimen to, o verda deiro
arrepen dim ento é uma decisão, não somente uma em oção. Sentir pena pelo pecado
e derra m ar lág rim as n ão é suficiente. Isto d eve ser acom panh ado po r uma decisão
inte rior qu e resu lta em m ud ança ex terior.

A IM P O RT ÂN C IA D O ARRE PE NDIM E N T O:

O Arrependimen to é importante porque:

Deus o ordena:

“Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância;


agora, porém, notifica aos hom ens que todos, em toda parte,
se arrependa m” (Atos 17.30 ).

É necessário para evitar a morte espiritual:

“Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos


arrepende rdes, todos igualme nte perecereis” (Luca s 13.3).

É necessário para a vida eterna:

Mediante o arrependimento a pena de morte é removida e a vida eterna é garantida:

“E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a


Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus
conced ido o arrepend imento p ara vida” (Atos 11.18 ).

É necessário para o perdão:

Deus não pode perdoar teus pecados a menos que você se arrependa:

“Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós


seja batizado em nom e de Jesus Cristo para remissão dos
vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos
2.38).

É o desejo de Deus para todos:


Deus não q uer qu e nin gué m experim en te a m orte espiritual de separação eterna de
Deus no inferno:

“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam


dem orada; pelo contrário, ele é longânimo p ara convosco, não
querendo que nenhu m pereça, senão que todos cheguem ao
arrependim ento” (2 P edro 3.9).

É a razão pela qual Jesus veio ao mundo:

“Não vim chamar j u st o s , e sim pe cad ore s, ao


arrependim ento” (Luc as 5.32).

É necessário para entrar no Reino de Deus:

“Daí po r dia nte, p asso u Jesus a p reg ar e a d ize r: Arre pe nd ei-


vos, porque está próxim o o reino dos cé us” (M ateus 4.17).

Quando você se torna parte do Reino de Deus, você está alistado no exército de
Deus.

CONVERSÃO

Quando você pede o p erdão de teus p ecados, você exp erimen ta a “conversão”.
Conversão significa “voltar-se ”. Qua ndo é usad a em conex ão com o arrepen dim ento
bíblico, significa “voltar-se do caminho errado ao caminho correto”. Você deixa o
Reino d e Satan ás e se une ao Reino de Deus.

“E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu


Deus” (Lucas 1.16).

“Viram-no todos os habitantes de Lida e Sarona, os quais se


converteram ao Senh or” (Atos 9.35).

“A mão do Senhor estava co m eles, e muitos, crendo, se


converteram ao Senh or” (Atos 11 .21).

Conv erter-se é voltar-se da escuridão do pe cado à luz da justiça de D eus:

“Para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a


luz...” (Atos 26.18 ).

É voltar-se do pod er de Satan ás a Deu s:

“... da potestade de Sataná s para Deu s...” (Atos 26.18 ).

É voltar-se das coisas terrenas às coisas espirituais:

“Senhores, por que fazeis isto? Nós também som os homens


com o vó s, su jeito s ao s m esm os s en tim en tos , e vos
anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos
co nv ert ais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o
que há neles” (Atos 14.15 ).

É voltar-se dos falsos deuses ao Deus vivo e verdadeiro:

“P ois eles mesm os, no tocante a nó s, proclamam que


repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como,
deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o
Deus v ivo e verdadeiro” (1 T essalonicenses 1.9).

A IMPORTÂNCIA DA CONVERSÃO:

A conversão deve acompanh ar o arrependimento. Você deve voltar-se do injusto ao


justo porq ue é ...

É necessário entrar no Reino de Deus:

“E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e


não vos to rnardes como crianças, de modo algum entrareis no
reino dos céus” (Mateu s 18.3).

Vo cê se salva da m orte e sp iritu al:

“Sabei que aquele que converte o pecad or do seu caminho


errado salvará da mo rte a alma de le e cobrirá m ult idão de
pecado s” (Tiago 5.20).

É necessário para cancelar o pecado:

Nosso pecado está escrito nos registros de Deus até que nos arrependamos e nos
convertam os, então nossos pe cados são can celados:

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados


os vossos p ecados” (A tos 3.18).

O FILHO PRÓDIGO

O arrep end im ento e a conv ersão são m elhores ilustra dos por u m a his tória que Jesus
contou sobre um filho pródigo. Leia em Lucas 15.11-24. Este homem jovem deixou
seu pai e sua casa , se dirigiu a um a terra dista nte, e devido ao pecado desperdiçou
tudo o que ele possu ía. Eventualm ente, este hom em logo se deu co nta de sua
condição. Estava faminto, sozinho, em farrapos, e seu trabalho era cuida r de porcos.
Logo ele tomou num a importante decisão. Disse, “me levantarei e irei a meu pai”.
Esta decisã o interior resu ltou em um a m udan ça de suas a ções exteriores. Dirigiu-se
à casa de seu pai em busca de perdão.

ARREPENDIMENTO... A MUDANÇA DE MEN TE:

Leia Lucas 15.17-19. O jovem se deu conta de sua condição de pecado. Tomou a
decis ão de ir a seu pai e arrepender-se de seu pecado. Isto é um exemplo de
arrep end im ento, um a de cisão int erior q ue re du nd a em um a ação exterio r.

CONVERSÃO ... A G IN D O :
Lucas 15.20 registra com o o hom em se levan tou e d eixou a sua velha vida e foi a
seu pai para começar um a vida nova. Isto é conversão.

O HOM E M P RÓ D IG O :

O h om em é co mo o filho pródigo. Em sua condição pecaminosa ele tem dado às


costas a Deus , Seu Pai, e à su a casa, o Céu. A cada passo qu e ele dá, é um passo
para longe de Deus, e um passo para mais perto da morte espiritual da eterna
sep ara ção de D eus. Ex iste um a decis ão prin cipal q ue d eve ser tom ada . Ele deve “cair
em si mesmo” e reconhecer sua condição espiritual. Deve tomar uma decisão que
resultará em um a m uda nça d e direçã o espiritu al.

JUSTIFICAÇÃO E SALVAÇÃO

Há dois term os m ais usa dos n a Bíb lia que se relacionam com o arrependimento.
Estes termos são “justificação” e “salvação”. Deus é o juiz de todo o gênero hum ano.
Quand o você vive em pecado, você está condenado dian te de Dele:

“Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado,
porq uanto não crê no nome do un igên ito F ilho d e D eu s. O
julgam ento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens
amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras
eram má s” (João 3.18 -19).

Quando você se arrepende do pecado e tom a a decisão de converter-se de seus


caminh os pecaminosos, uma relação correta com Deus é estabelecida. Esta relação
correta ou situação correta dian te de Deu s é cham ada de “justificação”.

“Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos


para obediência, desse mes mo a quem obedeceis sois servos,
seja do pecado para a m orte ou da obediência para a justiça?
Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado,
contudo, viestes a o bed ecer d e coraç ão à form a de doutrina a
que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes
feitos servos da justiça” (Rom anos 6.16 -18).

Quando você é ju stificado m edian te o arrepe ndim ento e a conversão, você é “salvo”
de uma vida de pecado como tam bém d o castigo do pecado. Isto é o que significa ser
“salvo” e do qu e a Bíblia está faland o quan do usa o term o “salvação”.

A GUERRA ESPIRITUAL E O PONTO DE VISTA BÍBLICO

A questão da guerra espiritual deve ser estudada dentro do contexto do propósito


total de Deus para a redenção da humanidade pecadora. Estude as parábolas do
semeador e do trigo e o joio em Ma teus 13. Ambas as parábolas se referem ao
crescim ento do Reino de Deus o qual ocorre mediante o plantar a Palavra de D eus.
As duas p aráb olas refletem a guerra entre os dois reinos com a batalha centrada nos
propósitos redentores de D eus.

Aprender da guerra espiritual lhe prepara para entrar na arena deste mundo e
pelejar pelas a lm as de homen s e mulheres, crianças e jovens. Por isso você recebeu
autoridade sobre Satanás aos discípu los antes de s erem env iad os a com partilha r o
evangelho (ver Mateus 28.18-20). Satanás e suas hordas de demônios pelejarão
con tra você na m edida em que você busca ganhar homens para Cristo e trazê-os ao
governo de D eus. Em prega r estratégias bíblicas da guerra espiritual lhe ajuda a
desafiar os principados e potestades que governam sobre as vidas humanas
individuais, sociedades e áreas do mund o.

ADMISSÃO DENTRO DO EXÉRCITO DE DEUS

Arrepe ndim ento e conversão resultam em justificação e salvação. Este é o plano de


Deus para a admissão dentro de Seu exército. Se você ainda não tem sido admitido
no exército de Deus, a seção “Manobras Táticas” desta lição lhe dará a oportunidade
para que você se uma ao exército de Deus. Se você já um mem bro do exército de
Deus, esta seção o a judará a leva r outros a se alistar no exército de Deus.

Seja bem -vindo ao exército de Deus!

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Defina “arrepend imen to”.


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3. Explique a importância do arrependimento.


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4. Defina “conv ersão”.


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5. Explica a importância da conversão.


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6. Defina “justificação”.
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7. Explica o qu e significa “ser salvo”.


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8. Use as palavras do filho pródigo para descrever o arrependim ento e a conversão.
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(As respostas se encon tram ao final Do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Você já se arrependeu e converteu? Se não, você precisa deter-se ag ora me smo


neste estudo e fazer o seguinte:

n Arrepend er-se de seus pecad os.


n Pedir a Jesus que o perdoe.
n Ace itá-lo com o seu Sen hor e Salvad or.
n Aban dona r seus cam inhos peca min osos (converter-se).

2. Com o crente, quando você peca, também é preciso arrepender-se. Estude os


seguintes ex em plos bíblicos:

OS CORÍNTIOS:

Os crentes em um a cid ade cham ada Corinto tive ram que se a rrepe nd er:

“Agora, me alegro não porque fostes contristados, mas


porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes
contristados seg un do De us, p ara qu e, de nossa parte,
nenhu m d ano sofrêsseis” (2 Co ríntios 7.9).

“Temo, pois, que, indo ter convosco, não vos encontre na


fo rm a em que vo s qu ero , e q ue tam bé m vó s m e ach eis
diferente do que esperáveis, e que haja entre vós contendas,
invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos.
Re ce io que, indo outra vez , o m eu De us m e h um ilhe no m eio
de vós, e e u ven ha a ch orar por muitos que, outrora, pecaram
e não se arrependeram da im pu rez a, p rostituiç ão e lascívia
que co me teram” (2 Coríntios 12.20-21).

OS EFÉSIOS:

Aos crentes em Éfeso foi dito que se arrependessem:

“Lembra-te, pois, de onde ca íste, arrepende-te e volta à


prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei
do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”
(Apocalipse 2.5).

OS CRI ST Ã O S P É RG A MO :

Deus disse aos cristãos em Pérgamo:


“Portanto, arrepe nde -te; e, se não, venho a ti sem dem ora e
contra eles pelejarei co m a espada da m inha boca”
(Apocalipse 2.16).

OS CRISTÃOS EM SARDES:

“Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e


arrepende-te. Porquanto , se n ão vigia res, virei com o lad rão , e
não co nh ec erá s de m od o a lgu m em qu e h ora v irei c on tra ti”
(Apocalipse 3.3).

OS CRISTÃOS EM LAODICÉIA:

“Eu repreendo e disciplino a quantos am o. Sê, pois, zeloso e


arrepende -te” (Apocalipse 3.19).

E O QUE DIZER DE VOCÊ:

Existe pecado sem confessar em sua vida? Ond e quer que haja pecado, deve haver
arrependimento:

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesm os


nos eng anam os, e a verdade n ão está em nós” (1 Joã o 1.8-9).

1. Visto que o arrependimento é necessário para a salvação, Deus idealizou um plano


especial de tal maneira para tornar possível a mensagem de arrependimento ao
alcance de cada um. O chamado ao arrependimento começou no Novo Te stam ento
com o ministério de João, o Batista:

“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor,


endireitai as suas vered as; apare ceu Jo ão Ba tista no de serto,
pregando batismo de arrependimento para remissão de
pecado s” (Marco s 1.3-4).

O arrependimento foi a primeira mensagem que Jesus pregou:

“D ep ois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galiléia,


pregando o eva nge lho de D eus, dize ndo : O tem po e stá
cumprido, e o reino de D eus e stá próx imo ; arrepen dei-vos e
crede no e vangelho” (Marcos 1 .14-15).

O arrependimento foi pregado pelos crentes na igreja primitiva:

“Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse”


(Marco s 6.12).

“Testificando tanto a judeus como a gregos o arrependime nto


para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (Atos
20.21).

Hoje, os crentes ainda têm a responsabilidade de pregar a mensagem de


a rrep en dim ento por todo o mu ndo. Jesus deu instruções finais a seus seguidores
qu e...
“E que em seu nom e se pregasse arrepen dim ento p ara
remissão de pecados a todas as nações, começando de
Jerusalém” (Lucas 24 .47).

Quando você p rega a me nsag em de arrep end im ento a os outro s, você está
cham ando-os a alistar-se no exército de Deus. Você assumirá o compromisso de
recrutar ou tros para este gran de exé rcito espiritu al?

1. Se você é responsável de compartilhar a mensagem de arrependimento e chamar


outros a se alistar no exército de Deus, então você deve saber como os hom ens são
persuadidos a se arrepender. Os homens se arrependem por causa de:

A BONDADE DE DEUS:

As bênçãos de Deus na vida de uma pessoa não santa não devem ser confundidas
com a aprovação de Deus ao seu estilo de vida. A bondade de Deu s é u m a das
man eiras do Senhor apelar aos homens para que se voltem para Ele.

“ O u desprezas a riqueza da sua bondade, e to lerânc ia, e


longanimidade, ignorando que a bo ndad e de D eus é que te
condu z ao arrepen dimen to?” (Rom anos 2.4).

P R EG A ÇÃ O :

A pregação da Palavra de Deus leva os homens ao arrependimento. A pregação de


Jonas levou toda a cidade de Nínive ao arrependimento:

“Ninivitas se le vanta rão , no Juíz o, c om esta geração e a


condenarão; porque se arrependeram co m a pregação de
Jonas. E eis aqui está quem é m aior do que Jo nas” (M ateus
12.41).

O CHAMA D O D E C RIS T O :

Na medida em que a Palavra de Cristo é pregada, as pessoas escutam e respondem


ao cham ado de Cristo que os leva ao arrependimento:

“Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e


não holocaustos; p ois nã o v im ch am ar ju sto s, e sim
pecado res ao arrepend imento” (Mateu s 9.13).

DEU S, O PA I:

Jesus disse que ninguém poderia vir a Ele a menos que o Pai o trouxesse. Deus leva
os homen s ao arrependimento:

“Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me en vio u, não o


trouxer; e eu o ressu scitarei no último dia” (João 6.44).

R EPR EEN S ÃO :

A repreensão leva os homens ao arrependimento. A repreensão é a correção dada


pela Palav ra de Deu s:
“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se
ele se arrepender, perdo a-lhe” (Lucas 17 .3).

TRISTEZA SEGUNDO DEUS:

C om o você aprende u, o arrependim ento pod e ser acomp anha do de em oções.


Som ente emoção natural não é verdadeiro arrependimento, porém a emo ção san ta
leva ao verdadeiro arrependimento:

“Porque a tristeza segundo Deus produz arrep end ime nto p ara
a salva ção, q ue a n ing ué m traz p esar; m as a tristeza do
mu ndo pro duz m orte” (2 Coríntios 7.10).
TREINAMENTO BÁSICO

PREPARANDO-NOS PARA A GUERRA


No m undo natural nenhu m soldado é enviado à ba talha sem receber primeiro o
treinamento básico. Este treinamento o prepara para entrar na zona de guerra.
Capítulo Três

O COMANDANTE:
O SENHOR DOS EXÉRCITOS

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Identificar as forças espirituais do bem.
n Identificar as pessoas da Trind ade de D eus.
n Descrever a natureza do Deus Trino.
n Explic ar a fun ção d e Deu s, o Pai, na gue rra espiritu al.
n Sin tetizar as fu nçõe s de Jesu s Cristo n a gu erra espiritu al.
n Sin tetizar as fu nçõe s do Esp írito San to na g uerra esp iritual.

V ERSÍCULO -CHAVE DAS C LÁUSULAS DE G U E R R A:

“Ouve, Israel, o SENHO R, nosso Deus, é o único SENHOR”


(Deuteron ôm io 6.4).

INTRODUÇÃO

No capítulo um você aprendeu sobre uma grande batalha espiritual que está sendo
travada entre as forças do bem e do mal. Esta lição e a próxima descrevem as forças
espiritu ais do b em . Estas incluem Deu s o Pa i, Jesu s Cris to o Filho , o Esp írito S anto, e
os anjos. Eles são poderosas forças espirituais que auxiliam aos crentes na guerra.

A TRINDADE DE DEUS

Há mu itos deuses qu e são adorad os no m und o, porém ex iste somente u m Deus


verdadeiro. A Bíblia contém a história deste Deus verdadeiro. Este Deus ún ico se
revelou em três distinta s person alidades, o Pa i, o Filho Je sus C risto, e o Espírito
Santo.

Deus o Pai, Jesus Cristo e o Espírito Santo são descritos na Bíblia em termos de sua
natureza. Quando falamos de “natureza” entendemos qualidades básicas que
descrevem a Deus. Estas qualidades são conhecidas também como “atributos”, que
significam “características”.

A B íblia revela qu e De us é...

TR INO:
Deus possui uma natureza trina. Isto quer dizer que Ele tem três personalidades
distintas, ainda q ue seja um só Deus:

“Ouve, Isra el, o S EN HOR, n oss o D eu s, é o único SENHOR”


(Deuteron ôm io 6.4).

As três pessoas da trindade de Deus são chama das de Deus o Pai, Jesus Cristo o
Filho, e o Espírito Santo. Há vá rias Escritura s que confirmam esta natureza trina de
Deus. Quand o Jesus estava sendo batizado por João, o Batista, no rio Jordão, Deus
falou e o Espírito Santo desceu:

“Batizado Jesu s, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram


os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo
sobre ele. E eis uma voz dos c éus, que dizia: Este é o meu
Filho amad o, em quem me com prazo” (M ateus 3.16-17 ).

Antes do retorno ao céu depois de Seu ministério na terra, Jesus falou da vinda do
Espírito Santo da parte de Deu s:

“Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da


parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse
dará testem unho de m im” (João 15.26).

O Ap óstolo Pedro falou desta n atureza trina de D eus:

“Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados


sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus”
(1 Pedro 4.14).

O Ap óstolo Paulo falou d a trindade em seus escritos:

“Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da


lei do pecado e d a m orte. Po rqua nto o qu e fo ra im po ssív el à
lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando
o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no
tocan te ao pecado; e, com efeito, condenou D eus, na carne , o
pecado ” (Rom anos 8.2-3).

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a


comu nhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2
Coríntios 13.14).

“Porque, po r ele , ambos temos acesso ao Pai em um Espírito”


(Efésios 2.18).

O livro de Atos tam bém atesta a natureza trina de Deu s:

“Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pa i a


promessa do E spírito Santo , derram ou isto que vedes e ouvis”
(Atos 2.33).
E T E R N O:

A trind ade d e Deu s é eterna , sem princíp io nem final:

“Sen hor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.


Antes que os m ontes nasce ssem e se form a sse m a terra e o
mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Salmos
90.1-2).

“ P lantou Abraão tamargueiras em Berseba e invocou ali o


nom e do SE NH OR , Deus Eterno ” (Gêne sis 21.33).

A natureza eterna de Deu s é ma is bem ilustrada por um círculo. Este círculo não tem
um princípio visível ou um ponto final, ainda que exista:

A Natureza Eterna de Deus

U M ESP ÍRIT O :

Deus é um espírito. Isto significa que não tem carne nem sangue e, portanto,
invisível aos olhos naturais do homem .

“Deus é espírito; e impo rta que os seus adoradores o adorem


em espírito e em verda de” (João 4.24).

S O B E R AN O :

Deus é o poder soberano (o maior) em todo o universo. Leia Efésios 1 e Romanos 9.

ONIPRESENTE:

Isto significa que Deu s está presente em todas as partes:

“Disse aos juíze s: V ede o que fazeis, porque não julgais da


parte do ho m em , e sim da parte d o S EN HOR, e , no julgardes,
ele está convosc o” (2 Crôn icas 16.9).

“ O s olhos do SENHO R estão em todo lugar, contemplando os


ma us e os bo ns” (Prové rbios 15.3).
“Para on de m e aus en tarei d o teu Es pírit o? Pa ra o nd e fu girei
da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a m in ha c am a
no m ais pro fundo abismo, lá estás também” (Salmos 139.7-
8).

ONISCIENTE:

Isto significa que Deu s conhece tod as as coisas:

“Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHO R, já a


conhe ces toda” (Sa lmos 13 9.4).

“Pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é


m aior do que o nosso c oração e co nhece to das as coisas” (1
João 3.20 ).

“E não há criatura que não seja manifesta na sua presença;


pe lo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes
aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus
4.13).

ONIPOTENTE:

Isto significa que Deus é todo-poderoso:

“Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos,


apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-
Poderoso; an da na m inh a p res en ça e sê p erfeito ” (G ên esis
17.1).

“Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos


hom ens, m as para De us tudo é p ossível” (Mateus 1 9.26).

“Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de


mu itas ág ua s e co m o d e fo rte s trov õe s, d ize nd o: A lelu ia! P ois
reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Pod eroso” (Apocalipse
19.6).

“ Um a vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder


pertence a D eus” (Salm os 62.11).

IMUTÁVEL:

Deus n ão m uda S ua pessoa , natureza, propósito ou planos:

“Porque e u, o S EN H O R, não mudo; por isso, vós, ó filhos de


Jacó, não sois consu midos” (Malaquias 3.6).

“Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre”


(Heb reus 13.8).

S ANTO :
Deus é sem pecad o, absolutamente puro:
“F ala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes:
Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo”
(Levítico 19.2).

J USTO :

Deus é justo e imparcial em juízo:

“E is a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus


caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça;
é justo e reto” (Deu teronôm io 32.4).

F IEL :

Deus mantém suas promessas e é absolutamente digno de confiança.

“Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de m aneira


nenhu ma pode n egar-se a si me sm o” (2 Tim óteo 2.13).

B ENEVOLENTE :

D eu s é b om , a má vel e d eseja teu bem :

“O SENHOR é bom para todos, e as suas ternas misericórdias


perm eiam tod as as suas obras” (Salmo s 145.9).

M I S E R I C O R D I O S O:

Deus mostra misericórdia à humanidade pecadora:

“E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHO R,


S E NH O R Deus compassivo, clemente e longânimo e grande
em m isericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em
m il gerações, que perdoa a in iqüidade, a transgressão e o
pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a
iniqüidade do s pais no s filh os e n os filhos do s filhos, até à
terceira e quarta geração!” (Êxo do 34 .6-7).

GRAÇA:

Deus m ostra bon dade im erecid a ao hom em peca dor:

“Porque é com ela que se cobre, é a veste do seu corpo; em


que se d eitaria? S erá , pois, q ue, quando clamar a mim, eu o
ouvirei, porque sou m isericordioso” (Êx odo 2 2.27).

“Benigno e misericordioso é o SENHOR , tardio em irar-se e de


grande clem ência” (Salmo s 145.8).

A MAN TE :
Deus é am or:

“Aque le que não am a não conhece a Deu s, pois Deus é am or”


(1 João 4.8).

S Á BI O :

Deus possui um profundo entendimento e um agudo discernimento.

“O SENHOR com sabe do ria fun do u a ter ra, c om inte ligê nc ia


estabeleceu os cé us” (Prové rbios 3.19).

I NFINITO :

Deus não está sujeito às limitações naturais nem hu man as. Não está sujeito às
limitações do espaço:

“Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o


céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa
que eu edifiquei” (1 Reis 8.27).

Não está sujeito às limitações do tempo:

“O S ENH OR reinará por todo o sem pre” (Êxo do 15 .18).

DEUS O PAI

Deus o P ai é o co mandante das forças espirituais do bem que se opõem às forças


espiritu ais do m al. Esta é a Sua funçã o espe cial no reino d a gu erra espiritu al.

ONDE ESTÁ DEUS:

Você aprendeu que Deus é onipresente, o que significa que Ele está em todas as
partes do universo. O trono de Deus está em u m luga r chamado céu, porém Ele é
onipresente.

“A ssim diz o SE NH OR: O céu é o m eu tron o, e a te rra, o


estrado dos meus pés; que casa me edificareis vós? E qual é o
lugar do m eu repou so?” (Isaías 66.1).

NOMES DE DEUS:

A Bíblia nos dá outros nomes para Deus que lhe revelam Seu min istério enq uan to
você está com prom etido com este grande con flito espiritual. Os nomes de Deu s
in clu em :

NOMBRES DE DEUS:

A Bib lia n os da otro s no m bres para Deu s qu e te rev elan Su m inisterio m ientras estás
comprometido em este gran conflicto espiritual. Os nombres de Deus incluyen:

1. Jeová: significa Senh or. A Bíblia com bina isto com outros nom es para Deu s:
n Jeová-Rafá: O Senhor que te cura: Ex 15.26.
n Jeová-Nissi: O Senhor nossa bandeira: Êxodo 17.8-15.
n Jeová-Shalom: O Senhor nossa paz: Juízes 6.24.
n Jeová-Ra’ah: O Senhor é meu pastor: Salmos 23.1.
n Jerová-Tsidqenuw: O Senhor, Justiça nossa: Jeremias 23.6.
n Jeová-Yireh: O Senhor que provê: Gênesis 22.14.
n Jeová-Shammah: O Senhor está ali: Ezequiel 4.35.

2. E loh im : Que significa Deus; usado onde o poder criativo de Deus está implícito:

3. P ai: Atos 17.28; João 1.12-13.

4. A do na i: Significa “Senhor” ou amo: Êxodo 23.17; Isaías 10.16, 33.

O: Este se usa freqüentem ente em comb inação com outras palavras p ara Deu s:

n O-S had dai: O Deus que é suficiente para as necessidades de Seu povo: Êxodo
6.3.
n Eloham: O Deus eterno: Gênesis 21.33.
n O-Eliom: Deus altíssimo, exaltado sobre todos os outros Deu s: Gên esis 14.18-
20.

5. Yahweh: No idioma hebraico no qual o Antigo Testamento foi esc rito, a p alavra
“Yahweh” quer dizer deus. Esta palavra é combinada com outras palavras para
revelar mais sobre o caráter de Deus. Deus é cham ado de:

n Yahweh-JYireh: O Senhor que provê: Gn 22.14.


n Yahweh-Nissi: O Senhor é minha bandeira: Ex 17.15.
n Yahweh-Shalom: O Senhor é paz: Juízes 6.24.
n Yahweh-Sabaó: O Senhor dos Exércitos: 1 Sm 1.3.
n Yahweh-Qadash: O Senhor que santifica: Ex 31.13.
n Yahweh-Ra’ah: O Senhor... meu pastor: Salmos 23.1.
n Yahweh-tsidqenuw: O Senhor nossa justiça: Jr 23.6.
n Yahweh-Shammah: O Senhor está ali: Ez 48.35.
n Yah we h-E lohim Israel: O S enh or Deus de Isra el: Jz 5.3
n Qadosh Israel: O Santo de Israel: Is 1.4.

2. O Senhor dos Exércitos: No registro bíblico, estes diferentes nomes de Deus


foram usados para solicitar a Deus que Ele se movesse de uma maneira específica a
favor de Seu povo. Por exemplo, o nome Jeová-Rafá, que significa “O Senhor que
cura” foi usado quando se buscava cura.

O no me espe cífico d e De us q ue será u sad o na guerra es piritu al é “Y ahwe h S eba ot”, o


qual é traduzido com o “O Sen hor dos Exércitos” em nossas versões da Bíblia.
Quando você clam a a esse nome na guerra, a batalha pertence ao Senhor e todos os
exércitos do céu vêm em sua ajuda.

DEUS O FILHO, JESUS CRISTO

Deus o Filho , Jesus C risto, com bina a natu reza d ivina e a hum ana em uma só união.
Deu s o Pai enviou a Jesus Cristo à terra na forma hum ana enqua nto proporciona Sua
natureza divina.
Jesus foi enviado por Deus à terra de tal maneira que o homem pudesse ser
perdoado por seu pecado:

“Porque Deus amou ao m undo de tal maneira que deu o seu


Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas
tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao
mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o
mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julga do ; o
que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do
unigênito Filho de Deu s” (João 3.16 -18).

A história de Jesus Cristo, o Filho, está registrada nos livros de M ateus, Marcos,
Luc as e João . Estes livros prop orcionam um regis tro detalhado do nascimento, morte,
ressurreição, ensinam entos e ministério de Jesus Cristo.

Com o parte do plan o de Deu s, Jesu s veio a terra em form a hu m ana, m inistrou entre
os hom ens, mo rreu pelos pecado s do hom em , foi ressuscitado de ntre os mo rtos e
comissionou a seus seguidores para levar o Evangelho às nações do m undo.

OND E ESTÁ JES US?:

Após à Sua ressurreição dentre os mortos, Jesus apareceu a muita pessoas,


comissionou a Seus seguidores e depois voltou ao céu. Porém, relem bre ... Ainda que
Ele esteja no céu, Ele é onipresen te... Sua p resença está em todas as partes.

FUNÇÕES ESPECIAIS:

As funções esp eciais de Jesus em relação à guerra espiritual inclu em as seguintes:

1. Redimir o hom em do pecad o: é median te a morte de Cristo que você é libertado


do jugo do pecado no qua l o inimigo havia lhe aprisionado:

“Prometendo-lhes liberdade, quando eles mesm os são


escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo
do ven cedor” (2 P edro 2.19).

“Na esperança de que a própria criação será redimida do


cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos
de De us” (Rom anos 8.21 ).

“Para a libe rdad e fo i qu e C risto n os libe rto u. P erm an ec ei,


pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de
escravidão” (Gálatas 5.1).

2. Autoridade sobre as forças do inim igo: você estud ará isto em detalh e m ais ad iante
neste curso. A m orte de Jesus não somen te libertou o ser humano d o pecado, se não
que também resultou em triunfo sobre as forças do mal. Por causa disso, você tem
autoridade sobre o inimigo:
“Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade
sobre to do s o s d em ônio s, e para efetuarem cu ras” (Lucas
9.1).

3. Destruir as obras do diabo:

“A qu ele que pratica o pecado procede do diabo, porque o


dia bo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou
o Filho de Deu s: para destruir as obras do diabo” (1 Jo ão 3.8).

4. Intercessão pelos crentes: no céu Jesus está à direita de Deus o Pai intercedendo
pelos crentes co m prom etidos co m a gu erra espiritu al. Isto sign ifica qu e Ele está
falan do com o Pai em teu fa vor:

“A fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não


andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito”
(Rom anos 8.4).

OS NOM ES DE JESUS:

O nome de “Jesus” significa “Salvador” ou Libertador (Mateus 1.21). O nom e “Cristo”


significa “O Ungido” (João 4.2 5-26 ). Nom es adic iona is dad os a Jesu s Cristo n a Bíb lia
in clu em :

Adão (o segundo) - 1 Coríntios 15.45-47


Ad vog ado - 1 João 2.1
Tod o-p ode roso - Ap 1.8
Alfa e Ôm ega - Ap 21.6
Amém - Ap 3.14
An cião de D ias - D n 7.9
An jo de Su a Pre sen ça - Is 6 3.9
Un gid o acim a de Seu s com panh eiros - Sl 4 5.7
Un gid o - Sl 2.2
Ap óstolo de nos sa co nfissão - H ebre us 3 .1
Braço do Senhor - Is 51.9-10
Au tor e co nsu m ador da fé - Hb 12.2
Au tor de Etern a Salva ção - Hb 5.9
Nascido de Deus - 1 Jo 5.18
Am ado - Efés ios 1 .6
Bispo das almas - 1 Pedro 2.25
Bem-aventurado e único soberano - 1 Timóteo 6.15
Renov o - Zaca rias 3 .8
Renovo Justo - Jeremias 33.15
Renov o da Raiz de Jessé - Isaía s 1.1
Pão de vida - João 6.48
Estrela resplandecente da manhã - Apocalipse 22.16
Capitão dos exércitos do Senhor - Josué 5.15
Filho do Carpinteiro - Mateus 13.55
Ped ra Ang ula r - 1 Pd 2.6
O mais distinguido entre 10 mil - Cântico dos Cânticos 5.10
O Cristo - João 1.41
Cristo, o Senhor - Lc 2.11
Jesus Cristo, nosso Senhor - Rm 8.39
Cristo, poder de Deus - 1 Coríntios 1.24
Con selh eiro - Is 9 .6
Me dia dor d a Alian za - Is 4 2.6
O Sol Nascente das Alturas - Lucas 1.78
Estrela da alva - 2 Pd 1.19
Libertador - Romanos 11.26
Porta - João 10 .9
Escolhido - Isaías 42.11
Emanuel - Mateus 1.23
Vida eterna - 1 João 5.20
Pai E terno - Isaías 9 .6
Fiel e Verdadeiro - Apocalipse 19.11
Testem un ha Fiel - Ap 1.5
Primogênito - Hb 1.6; Sl 89.27
Primogênito entre muitos irmãos - Romanos 8.29
Primícias - 1 Co 15.23
Primeiro e Último - Apocalipse 22.13
Pedra solidadamente assentada em Sião - Isaías 28:16
Glorioso Senhor - Isaías 33:21
Deus de Israel - Isaías 45:15
Deus conosco - Mateus 1:23
Grande Deus - Tito 2:13
Grande Sumo Sacerdote - Hebreus 4:14
Cabeça do Corpo - Colossenses 1:18
Cabeça de todas as coisas - Efésios 1:22
Pedra Angular- Salmo 118:22
Herd eiro d e tod as as coisas - H ebre us 1 .2
Santo de Israel - Isaías 41.14
Esperança de glória - Colossenses 1.27
Eu sou - João 8.58
Imagem do Deus invisível - Colossenses 1.15
Emanuel - Isaías 7.14
Jesu s Cris to no sso S enh or - Rom anos 1.3
Juiz de Isra el - M iqu éias 5.1
Rei da Glória - S alm os 24.7
Rei - Za caria s 9.9
Rei de to da a terra - Za caria s 14 .9
Cordeiro de Deus - João 1.29
Luz do mundo - João 8.12
Lírio d os va les - C ântico d os C ânticos 2.1
Pão Vivo - João 6.51
Sen hor D eus Tod o-p ode roso - Ap ocalipse 4.8
Senhor e Salvador - 2 Pedro 2.20
Senhor de tudo - Atos 10.36
Sen hor, n osso Justiça - Jerem ias 2 3.6
Senhor, Teu Redentor - Isaías 43:14
Am or - 1 João 4:8
Varão de dores - Isaías 53:3
Guia - Mateus 23:10
Messias - Daniel 9:25
Poderoso D eus - Isaías 9:6
Poderoso de Jacó - Isaías 60:16
Santo dos Santos - Daniel 9:24
Herói - Salm o 45:3
Nazareno - Mateus 2:23
Único e Sábio Deus - 1 Timóteo 1:17
Nossa Pá scoa - 1 Coríntios 5:7
Médico - Lucas 4:23
Príncipe da Pa z - Isaías 9:6
Príncipe dos R eis da terra - Apocalipse 1 :5
Profeta - Deuteronômio 18:15-18
Propiciação - Romanos 3:25
Rabi - João 1:49
Redentor - Isaías 59:20
Ressurreição - João 11:25
Servo Justo - Isaías 53:11
Rocha - 1 Coríntios 10:4
Raiz de Jessé - Isaías 11:10
Rosa de Sarom - Cântico dos C ânticos 2:1
Salvador do mundo - 1 João 4:14
Semente de Davi - João 7:42
Semente da mulher - Gênesis 3:15
Pastor - João 10:11
Filho de D eus - Rom anos 1:4
Filho do Homem - Atos 7:56
Filho de M aria - Marcos 6:3
Filho do Altíssimo - Lucas 1:32
Estrela de Jacó - Números 24:17
Pedra - Mateus 21.42
Sol da justiç a - M alaqu ias 4 .2
Pedra já provada, preciosa - Isaías 28:16
Mestre - João 3:2
Verdad e - João 14:6
Dom inefável - 2 Coríntios 9:15
Videira - João 15 :1
Cam inho - João 1 4:6
Adm irável - Isaías 9:6
Verbo - João 1:14
Palavra de Deus - Apocalipse 19:13

DEUS ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo é parte da natureza trina de Deus, porém o Espírito Santo tamb ém
tem uma pe rsonalidade individual. O tema do Espírito Santo é tão vasto que um
curso inteiro do Instituto Tempo d e Colheita é oferecido sobre o tem a - “O M inistério
do Espírito Santo”. Este curso é recomendado para um estudo mais detalhado do
Espírito Santo.

P ERS O N AL ID A D E D O E SP ÍRITO SAN T O :

A Bíblia revela que o Espírito Santo:

Tem um a mente:
“E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do
Espírito, porq ue seg un do a von tad e d e D eu s é qu e e le
intercede pelos santos” (R om anos 8.27 ).

Esquadrinha a mente hum ana:

“Mas Deus no-lo revelo u pelo Espírito; porque o Espírito a


todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de
Deus” (1 Coríntios 2.10).

Tem Vontade:

“Mas um só e o mesmo Espírito rea liza todas estas coisas,


distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente”
(1 Coríntios 12.11).

A vontade d o Espírito Santo g uia os crentes ao negar-lhes a permissão para certas


ações:

“E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos


pe lo Espírito San to de p regar a palavra na Ásia, defrontando
M ísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o
perm itiu” (Atos 16 .6-7).

A vontade do Espírito Santo também guia aos crentes ao conceder-lhes permissão:

“A ssim qu e te ve a visão, im ed iata m en te, pro cu ram os pa rtir


para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado
para lhes anun ciar o evangelho” (A tos 16.10).

Fala:

“Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha -o” (Atos
8.29).

Am a:

“Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e


também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente com igo
nas oraçõe s a Deu s a m eu favor” (Ro ma nos 15 .30).

Intercede:

O Espírito San to intercede (ora a Deu s) em favor do s crentes:

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa


fraqueza; porque não sabem os orar como convém , mas o
m e sm o Espírito intercede por nós sobrem aneira, com gemidos
inexprimíveis” (Rom anos 8.26 ).

Desta lista de características da personalidade você pode imed iatamente reconhecer


as imp ortante s funçõ es do E spírito San to na g uerra esp iritual. O E spírito S anto guia a
sua guerra. Revela as coisas espirituais que não podem ser conhecidas naturalmente.
O Espírito Santo fala a vontade e as palavras de Deus para você. Também intercede
por você qua ndo em batalhas esp irituais.

O BA TI SMO N O E SP ÍRIT O S AN T O :

Existe um a experiência esp iritual cham ada de “o batism o no Espírito San to” o qual
envolve o sinal de falar em línguas (Atos 2) e a evidên cia d o po der n ecessário para
tornar-se um a efetiva testemu nha d o evang elho (Atos 1.8).

Para travar a g uerra esp iritual efetiva , é imp ortante que você ex perim ente o bati sm o
no Espírito Santo. Esta é um a fonte de pod er para as batalh as espirituais. O batism o
no Espírito San to é discutido no cu rso “O Ministério do Esp írito Santo”.

D ONS DO E S PÍ RI TO S ANT O :

O Espírito Santo dá dons espi rituais especiais aos crentes. Estes dons espirituais são
abordados em detalh e no cu rso sobre o Espírito S anto . As prin cipais referências que
listam os dons do Espírito Santo são:

n Rom anos 12 .1-8


n 1 Coríntios 12.1-31
n Efésios 4.1-16
n 1 Pedro 4.7-11

Os dons do Espírito Santo são necessários para equipar aos crentes p ara o com bate
com as forças do ma l. Os dons do Esp írito Santo incluem os seguintes:

Dons especiais para equipar o povo de Deus:

Apóstolos, profetas, evang elistas, pastores e mestres.

Dons verbais para explicar a verdade de Deus:

Profecia, ensino, exortação, palavra de sabedoria, palavra de conhecimento.

Dons de serviço para a obra de Deus:

Ministério, ajud a, lideran ça, adm inistraçã o, contrib uição , mise ricórdia, dis cernim ento
de espíritos, fé, hospitalidade.

Dons de sinais para estabelecer a autoridade de Deu s:

Língua s, interpretação, milagres, curas.

F R UTO D O ES P ÍRIT O S AN T O :

O Espírito Santo também d esenvo lve o fruto es piritua l na vid a dos crentes. O “Fruto
do Espírito Santo” se refere à natureza do Espírito revelada na vida do crente. São
qualida des espirituais que devem ser evidentes nas vid as de todos os cristãos.

Os dons do Espírito Santo são para poder. O fruto do Espírito Santo é para o caráter
na vida do crente. Se você não desenvo lve os traços do caráter de Cristo então você
se tornará vítima das forças do mal. O fruto espiritual é evidência de maturidade
espiritu al. Com o o fruto no mu ndo natural, ele é um produto que resulta de um
processo de vida.

Há dois tipos de fruto espiritual. Existe um fruto espiritual de reprodução:

“Não fostes vós que me e scolhestes a mim; pelo contrário, eu


vos escolhi a vós outros e vo s design ei p ara qu e v ad es e d eis
fruto, e o vosso fruto p erm aneç a; a fim de que tudo quan to
pedirdes ao Pai em me u nom e, ele vo-lo conceda” (J oão
15.16).

Existe também um fruto interno de características de Cristo. Estas qualidades são


completam ente opostas às da natureza carnal do homem :

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição,


impureza, lasc ívia, ido latria, fe itiça rias , inim izades, porfias,
ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções” (Gálatas 5.19-
20).

Ainda que o poder da carne tenha sido derrotado na cruz, como cren te você só
expe rime nta isso na medida em que você exerce fé na obra consu ma da de Jesu s.
Portanto, para ser efetivo em neg ar o p ode da n atu reza peca m inosa d a carne, é
necessário desenvolver ou se “vestir” do fruto do Espírito Santo.

OND E ES T Á O E S PÍ RI TO S ANTO :

Jesus prometeu a Seus seguidores que depois de Seu retorno ao céu, Ele enviaria o
Espírito Santo a terra para con solá-os:

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de


que esteja pa ra sem pre co nvo sco, o E spírito da verdade, que
o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece ;
vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vó s”
(João 14 .16-17).

Um a das funções principais do Espírito Santo é dirigir a atenção a Jesus Cristo:

“Quando, po rém , vie r o C on so lad or, qu e e u v os en via rei da


parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse
dará testem unho de m im” (João 15.26).

Deus o Espírito Santo, em forma espiritual e invisível para o s olhos naturais do


h om em , está no mu ndo hoje. Está ativo convencendo os homens de pecad o, atraindo
os homen s a Jesus Cristo, equipando os crentes co m pode r para a gue rra espiritu al,
guian do-os e testificando de Jesu s.

O Espírito Santo ministra de muitas outras formas no m undo. Estas são tratadas em
detalhes no cu rso de o In stituto T em po de C olheita cham ado “Min istério do E spírito
Santo”.

A S ENS IB IL ID A D E D O E SP ÍRITO SAN T O :


O Espírito Santo tem um a natureza sensível. Isto significa que Ele tem sentimentos
que podem ser afetados pelas ações d o h om em. Devido a esta natureza sensível do
Espírito Santo a Bíblia nos ad verte de que n ão devem os men tir ao Esp írito San to
(Atos 5.3- 4), res istir ao Espírito (A tos 7 .51), apagar o Espírito (1 Tessalonicenses
5.19), entristece r o Espírito (S alm os 78 .40 e Efés ios 4.30 ), insulta r o Espírito
(Hebreus 6.4-6), blasfemar o Espírito (Mateus 12.32-32) ou se rebelar contra o
Espírito Santo (Isaías 63.10). Estas ações são discutidas em detalhe no curso do
Instituto Tem po de C olheita intitulado “O Ministério do Espírito San to”.
É importante que você não ofenda a natureza sensível do Espírito Santo. Se o
Espírito Santo é ofendido por suas ações, a presença Dele se retirará. Você não pode
travar a guerra espiritual de man eira efetiva sem o poder do Espírito Santo.

TÍTU LO S D O ES PÍRIT O S AN T O :

Há vários títulos usados na Bíblia para descrever o Espírito Santo. Um título é uma
frase descritiva que explica a posiç ão e/o u fun ção d e um a pess oa. É im portan te que
você conheça a função do Espírito Santo na m edid a em que en tra na gu erra
espiritu al. Bu squ e as segu inte s referên cias em sua Bíb lia p ara e stud ar os títulos
dados ao Espírito Santo.

O Espírito Santo é chamado:

n O Espírito de Deus - 1 Coríntios 3.16.


n O Espírito de Cristo - Romanos 8.9.
n Espírito Eterno - Hebreus 9.14.
n Espírito da Verdade - João 16.13.
n Espírito de Graça - Hebreus 10.29.
n Espírito de Vida - Romanos 8.2.
n Espírito de Glória - 1 Pedro 4.14.
n Espírito de Sabedoria e Revelação - Efésios 1.17.
n Consolador - João 14.26.
n O Espírito da Promessa - Atos 1.4-5.
n Espírito de Santidade - Romanos 1.4.
n Espírito de Fé - 2 Coríntios 4.13.
n Espírito de Adoção - Romanos 8.15.

S ÍM BO L O S D O E SP ÍRIT O S AN TO :

A Bíb lia u sa vá rios sím bolos p ara repre senta r o Espírito S anto . Um sím bolo
represen ta a lg o. É u m sím b olo q ue tem u m sign ificado especial. Busque as seguintes
referências em sua Bíblia. Cada uma delas tem em blem as qu e represen tam o Espírito
Santo:

Pomba: João 1.32; Cânticos dos Cânticos 6.9.


Azeite: Lucas 4.18, atos 10.38; Hebreus 1.9.
Água: João 7.37-39; Isaías 44.3.
Selo: Efésios 1.13; 4.30; 2 Coríntios 1.22.
Vento: João 3.8; Atos 2.1-2.
Fogo: Êxodo 3.2; 13.21; Levítico 9.24; Atos 2.3.

O significado de ca da um destes símb olos do Espírito San to é explicado n o curso “O


Ministério do Esp írito Santo”.
R E SU M O

Neste capítulo você aprendeu sobre a natureza trina de Deus e estudou sobre Deus o
Pai, o Filho Jesus C risto, e o Espírito San to. Com suas funções com binad as no reino
da guerra espiritual eles são uma poderosa força do bem no universo.

Porém, não é suficiente que as forças espirituais do bem existem. A Bíblia diz:

“Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios


crêem e treme m” (Tiago 2.19).

As forças espi rituais do m al crêem em D eus e tremem, porém ainda assim são elas
são m aligna s. Crer sim plesm ente em Deu s não é suficien te. Você d eve recon hecê- lo
co mo Senhor de sua vida. Você deve aceitar o sacrifício de Jesus C risto pelo pecado,
arrepender-se, pedir perdão e converter-se em uma nova criatura em Cristo.

Você ainda não com pletou seu estu do da s forças esp irituais d o bem . O próx im o
capítu lo trata de um a poderosa hoste de seres espirituais conhe cida com o anjos e
descrev e sua funçã o na g uerra esp iritual.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Enum ere as forças espirituais do bem.


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3. Cite as três personalidad es da trindad e de Deu s:


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4. Res um a a fun ção esp ecial de Deu s no rein o da g uerra esp iritual.
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5. Res um a as fun ções de Jesus C risto na g uerra esp iritual.


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6. Res um a as fun ções do Espírito S anto na g uerra esp iritual.


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7. A coluna um enumera alguns dos atrib utos da trin dad e de D eus. A colun a dois
enu m era as definições destes atributos, porém não se encontram na ordem correta.
Olhe cada um dos atrib utos n a colu na u m . Depo is enco ntre a definição correta na
coluna dois. Escreva o número da definição correta no espaço em b ranco
prop orcionado. A prim eira e stá feita com o um exem plo para segu ir.

Coluna Um Co lun a D ois

1. ___H___ Eterno a) Sem carne nem sangue.


2. _______ Soberano b) Presente em todas as partes.
3. __ ___ __ O nipresente c) Bom, bondoso.
4. __ ___ __ S anto d) Excelso, poder supremo.
5. __ ___ __ Infin ito e) Todo-po deroso
6. _______ Imutável f) Conhece todas as coisas
7. __ ___ __ B enev olente g) Sem pecado
8. __ ___ __ E spírito h) S em princíp io nem fim
9. __ ___ __ O niscien te i) Sem mu dança
10. _ ___ __ O nipo tente j) Correto e imparcial em juízo
11. _ ___ __ Ju sto l) M o s t r a m i s e r ic ó r d ia a o s
pecadores
12. ___ ___ M isericordioso m) Não su jeito às limitações
natu rais

8. Qu al é o no m e de D eus p ara ser u sado na g uerra esp iritual?


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(As rep ostas se e ncon tram ao final d o últim o cap ítulo d este m anu al)

MANOBRAS TÁTICAS

1. Se você está estudando os cursos do Instituto Tempo de Colheita em sua ordem


sugerida, você estudará o “Ministério do Esp írito San to” dep ois da c onclu são d este
curso. O prim eiro cap ítulo d o “Min istério do E spírito S anto ” inclui d iretrizes p ara
estudos adiciona is sobre D eus o P ai e Jesu s Cristo, Se u Filh o. Se vo cê nã o está
matriculado no programa com pleto do Instituto, sugerimos que você obtenha o curso
intitulado “O Ministério do Espírito Santo” ao concluir este curso.

2. Estudos adicionais sobre a vida, ministério e ensinos de Jesus Cristo são


proporcionados nos cursos do Instituto Tempo de Colheita intitulados “Vivendo no
Reino” e “Táticas d e Ensino”.

3. Você está atualmente em um a batalha espiritual? Enquanto você ora por seus
problem as, clame p elo nom e do Sen hor dos Exércitos.

4. P en se em u ma bata lha q ue vo cê está a tualm ente en frentan do e estu de n ovam ente


as funções de D eus o Pai, Jesu s Cris to, e o Espírito Santo na guerra. Como Deus
pode ajud á-lo em sua b atalh a pess oal? C om o Jesu s pod e ajud á-lo? Qual é a função
do Espírito Santo no problema que você está enfrentando?
Capítulo Quatro

AS ESPIRITUAIS DO BEM: ANJOS

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Proporcionar um a referência que explique o que os anjos são.
n Contar com o se originaram os anjos.
n Identificar os dois tipos de anjos.
n Identificar sua esfera de atividade.
n Resu m ir o min istério dos anjos n a gu erra espiritu al.
n Identificar atributos dos anjos.
n Dar um a referência bíblica que ex plique a orga nização d as hostes ang elicais.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o te m em e


os livra” (Salmos 34.7).

INTRODUÇÃO

No último capítulo você aprendeu sobre a trinda de de Deu s que inclui D eus o P ai,
Deus o Filho - Jesus Cristo - e Deus, o Espírito Santo. Você aprendeu sobre sua
origem , atributo s, e funçõ es na gue rra espiritu al.

Este capítulo continua o estudo das forças espirituais do bem. Explica a origem, os
atributos, esfera de atividade, classificação e organiza ção dos an jos, também explica
seu m inistério n a gu erra espiritu al.

QUEM SÃO O S ANJOS?

Os anjos são espíritos ministradores enviados por Deus para fazer Sua vontade:

“Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para


se rviç o a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hebreus
1.14).

O título anjo sign ifica “mensa geiro”.

A O RIG E M DO S A N JO S

Os anjos foram criados por Deu s:


“Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas
legiões c ele stes ... L ou v em o nom e do SE NHOR, p ois mandou
ele, e foram criados” (Salm os 148 .2, 5).

“Pois, nele, foram criadas to das as coisas, nos céus e sobre a


terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam
soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi
criado por m eio dele e para ele” (Colossenses 1 .16).

Todos os anjo s eram justos e sa ntos q uan do foram originalmente criados. Eles
adoravam e serviam ao ún ico Deus verdadeiro. Depois, alguns anjos se revelaram
con tra Deus e perderam sua posição como a njo s. Eles se converteram em parte de
um a força do m al cham ada de “dem ônios”.

Existem agora duas clas ses d e an jos: a njos bons, q ue são o tem a de ste ca pítu lo, e
os anjos malignos (dem ônios) os quais serão tratados no capítulo seis deste curso.

A O RGA N IZA ÇÃ O DO S A N JO S

Os anjos do bem têm sido organizados por Deus em um a ordem especia l. A Bíb lia
não revela os detalhes dessa ordem, porém indica essa organização:

“Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a


terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam
soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi
criado por meio dele e para ele” (Colossenses 1.16. Ver
tamb ém Efésios 3.10).

A organização do mundo invisível é descrita aqui em termos de tronos, dom ínios,


principados e potesta des. N ão no s são d ado s detalh es desta estrutu ra. V ocê
aprend erá depois co m o Sa taná s tem imita do esta organ izaçã o em sua p rópria
estrutura de forças m alignas.

A C LA SSI FI CA ÇÃO DO S AN JOS

Existem literalm ente multidões de anjos ( Luca s 2.13 -15) os qu ais são apa rentem ente
classificados co nfo rm e os dev eres qu e cum prem . Estas são as prin cipais
classificações de anjos:

MENSAGEIROS:

Este tipo de anjo é provavelmen te em maior número. Estes são os anjos que
compõem o gru po in um eráv el visualizado p or Daniel (Daniel 7.10), que levam
adia nte a vontade d e Deu s no céu e na terra . Este é o gru po qu e norm alm ente se
relaciona com o crente em termos da guerra espiritual. Eles interpretam a vontade
de Deu s, protege m , prop orcionar direç ão, trazem respostas à oração, anunciam,
ad vertem , instru em , leva m juízo, an im am , suste nta m , libertam e inte rcedem a favor
dos crentes.

ANJOS ELEITOS:

Som ente uma referência é dados para os anjos eleitos em 1 Timóteo 5.21. Não
existe informação adicional dada sobre este grupo.
QUERUBINS:

Esta classe de anjos aparece pela primeira vez em Gênesis 3.24. São também
men cionados como parte da arca da aliança (Êxodo 25.18-22). Ezequiel menciona
estes seres e os descreve como tendo qu atro aparências: rosto de leão, de boi, de
hom em e de águia (Ezequiel 1:3-28; 10:22). O simbolismo do querubim sug ere que
eles são seres viventes que rodeiam o trono de Deus em Apocalipse 4.6. Parece que
eles são a ordem ma is alta dos anjos, os gua rdiões de Deu s.

SERAFINS:

Este grupo é mencionado em Isaías 6.2, 6. Sua posição é por cima do trono de Deus
em contraste com a posição dos querubins que rodeiam Seu trono. O dever deste s
anjos parecem ser liderar a adoração a Deus no céu.

SERES VIVENTES:

Este grupo de anjos é mencionado em Apocalipse 4.6, 8; 5.6. Este título apresenta
estes anjos como manifestando a plenitude da vida divina, cujo ministério principal
parece ser a adoração a Deus.

ANJOS INDIVIDUAIS:

Em adição às diferentes classificações de an jos, existem algu ns an jos ind ividu ais
mencionados por seu nome na Bíblia:

Miguel:

Mig uel, o arcanjo, é mencionado por seu nome em Daniel 10.13, 21; 12.1; Judas 9;
e Apocalipse 12.7. Ele é o único anjo chamado de arcanjo. É apresentado como tendo
comando sobre um exérc ito de an jos em Ap ocalipse 12.7 e é dito que ele é o príncipe
do povo de Israel em Daniel 10.13, 21; 12.1.

Gabriel:

O sign ificad o de seu nom e é “p ode roso”. É m enc ionado em Da niel 8.16, 9.21, e em
Lucas 1.19 , 26. Ele sem pre é com issiona do p ara entregar uma m ensagem
imp ortante da pa rte de Deus. Foi Gabriel quem interpretou a visão de Daniel em 8.16
e 9.21, e quem anunciou o nascimento de João e o de Jesus em Lucas 1.19, 26.

GRUPOS ESPECIAIS DE ANJOS:

A Bíblia menciona grup os especiais de anjos além desses acima, que incluem :

n Anjos das sete igrejas: Apocalipse 1.20.


n Quatro anjos que controlam os ventos: Apocalipse 1.7.
n Sete anjos que estão diante de Deus: Apocalipse 8.2.
n Sete anjos que administram as sete últimas pragas: Apocalipse 15.1, 7.
n 24 anciãos (estes podem ser seres angelicais): Apocalipse 4 e 5.

O S A TRIBU TO S DO S A N JO S
Você recordará do capítulo anterior que os atributos são características da
persona lida de o u as características de u m ind ivíd uo. O s an jos...

n São espíritos: Hebreus 1.14.


n Não possuem sexo: Lucas 20.34-36.
n São imortais: Mateus 22.28-30.
n Possuem tanto formas visíveis como invisíveis: Números 22.22-35.
n Aparecem com a semelhança da forma humana: Gênesis 19.1-22; 18.2, 4, 8.
n Possuem emo ções: Lucas 15 .1-10 (an jos se alegrando).
n Possuem apetite: Gênesis 18.8.
n São seres glorificados: Lucas 9.26.
n São inteligentes: 2 Samuel 14.20.
n São dóceis: Judas 9.
n São poderosos: Salmos 103.20; 2 Pedro 2.11.
n Não têm necessidade de descansar: Apocalipse 4.8.
n Viajam a velocidades incríveis: Apocalipse 8.13; 9.1.
n Falam em idiomas: 1 Coríntios 13.1.
n São inumeráveis: Lucas 2.13; Hebreus 12.22; Salmos 68.17; Marcos 1.13;
Apocalipse 5.19.
n São imortais: Lucas 20.34-36.
n Não se casam e nem têm filhos: Lucas 20.34-26.
n São obedientes: Salmos 103.20.
n São santos: Apocalipse 14.10; Marcos 8.38.
n São reverentes: sua atividade mais importante é adorar a Deus: Neemias 9.6;
Filipenses 2.9-11; Hebreus 1.6.

SUA ESFERA DE ATIVIDADE

Os anjos são ativos tanto no céu com o na terra. A fonte de seu poder está garantida
por Deus e governado por Ele. Ele tem acesso à presença de Deus no céu:

“Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque


eu vos afirmo q ue os seus anjos nos céus vêem
incessantem ente a face de m eu Pai celeste” (M ateus 18.10 ).

Tam bém são ativos na aterra. Isto está documentado pelos variados ministérios e
aparições de anjos a pessoas que estão registrados na Bíblia.

O MINI ST É RI O DO S A NJO S

Os anjos ministram em m uita s formas tanto no céu como na terra. Busque cada uma
das seguintes referências em sua Bíblia. Na med ida que você estuda estes versículos
você en tend erá a im portân cia dos anjos n a gu erra espiritu al.

O M INISTÉ RIO D OS A NJO S NO CÉU IN CLUI:

Adoração: Apocalipse 4.8; 5:11 ; Isaías 6:3; Salm os 103:2 0; 148 :1-2

Permanecer prontos para fazer a vontade de Deus: Salmos 103:20-21

Ministrar aos santos que morrem em Cristo Jesus: Judas 9: Lucas 16:22

Representar as crianças de uma man eira especial: Mateus 18:10


Regozijar-se por aqueles que aceitam o evangelho: Lucas 15:10

O m inistér io d os an jos na ter ra in clu i:

Governar nações: Daniel 10.

Ministrar aos crentes na s tentações: Mateus 4:11

Fortalecer aos crentes: Lucas 22:43

Interpretar a vontade de Deus para os homens: Zacarias 1:9; Daniel 7:16.

Guiar aos crentes: Atos 8:26

Trazer juízo sobre indivíduos ou nações: Atos 12:23; Gênesis 19:3; 2 Samuel 24:16:
Apocalipse 16:1.

Trazer respostas à oração: Daniel 9:21-22

Anunciar: Lucas 1:11-20; Mateus 1:20, 21.

Adv ertir: Mateus 2:13.

Instruir: Mateus 28:2-6; Atos 10:3-6; Daniel 4:13-17.

Animar: Atos 27:23; Gênesis 28:12.

Revelar: Atos 7:53; Gálatas 3:19; Hebreus 2:2; Daniel 9:21-27; Apocalipse 1:1.

Sustentar: Mateus 4:11; Lucas 22:43.

Preservar: Gênesis 16:7; 24:7; Êxodo 23:20; Apocalipse 7:1.

Proteger: Salmos 91:11

Libertar: Núm eros 20:16 ; Salm os 34:7; Isaías 63 :9; Dan iel 3:28; 6:22; Gên esis
48:16; Mateus 26:53; Atos 12:1-19

Destru ir: Atos 12:20-23

Interceder: Zacarias 1:12; Apocalipse 8:3, 4.

As atividades futuras dos anjos incluirão:

Participar da vind a de Jesus: 1 Tessalonicenses 4:16

Reunir aos escolhidos: Mateus 24:31

Advertir e pregar durante a tribulação: Apocalipse 14:6-9

Separar aos justos dos injustos: Mateus 13:39 e 49


Atar a Satanás: Apocalipse 20

OS ANJOS E A GUERRA ESPIRITUAL

Os anjos mensageiros são os que usualm ente se relacionam com o crente em termos
da gue rra espiritu al. Eles inte rpretam a von tade d e Deu s, protegem , provêem
direção, trazem respostas às orações, anunciam, advertem, instruem, trazem juízo,
anim am , suste nta m , libertam e inte rcedem a favor do s cren tes n a ba talh a.

Muitos crentes não têm se aproveitado da ajuda disponível da parte dos anjos porque
não têm sido en sinados co m relação a sua função na guerra espiritual. Eles são
“espíritos min istradores” e podem m inistrar para você assim como por você. Você
pode pedir a Deus que envie anjos para ajudá-lo na batalha . O Rei D avi fez isso . Ele
orou ...

“Sejam como a palha ao léu do vento, impelindo-os o anjo do


SENHOR. Torne-se-lhes o caminho tenebroso e escorregadio,
e o anjo do SEN HO R os pe rsiga” (Salmos 3 5.5-6).

Leia os seg uin tes reg istros bíb licos da p articipação dos anjos n a gu erra conta o
inimigo: 2 Reis 19.35; 2 Crônicas 32.21; Isaías 37.36; Apocalipse 12.7.

ADVERTÊNCIAS IMPORTANTES

Os anjos são seres santos com importantes ministérios a favor dos crentes. Eles são
parte das forças espirituais do bem assim como a Trindade de D eus . Mas a Bíblia nos
dá algu ma s advertências com respeito aos anjos:

NÃO ADORÁ-LOS:

Você nã o deve ad orar aos anjos:

“Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando


humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões,
enfatuado, sem motivo algum , na sua m en te c arn al”
(Colossenses 2 .18).

“Eu, João, sou quem ou viu e viu estas coisas. E, quando as


ouvi e vi, pro stre i-m e an te o s pé s do anjo que me m ostrou
essas coisas, para adorá-lo. Então, ele me d isse: Vê, não faças
isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos
que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus”
(Apocalipse 22.8-9).

REJEITAR OS AN JOS Q UE PRE GAM “OUTR O EVA NGELH O”:

Algumas pessoas têm declarado que já viram anjos que lhe deram “novas
revelações”, contrárias à Palavra escrita de Deus. Movimentos religiosos inteiros têm
sido fundados com base em tais revelações falsas. A Bíblia adverte:

“ M as, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos


pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado,
seja anátem a” (Gálatas 1.8).
Você tem que escu tar um homem , um anjo ou qua lquer outro ser que lhe guie em
sentido contrário à Palavra de Deu s. Com o você a prend erá logo neste curso, uma das
principais estratégias de Satanás é o engano. A Bíblia adverte:

“E não é de adm irar, porque o próprio Satanás se transform a


em anjo de luz” (2 Co ríntios 11.14).

NÃO PROVOCAR O S ANJOS:

Leia a história de Balaão em Números 22, um profeta que atuou em desobediência a


Deus. Você notará que o anjo do Senhor se opôs a ele. Quand o você é desob edien te
a Deus, os an jos pode m se op or a você. V ocê e stá p eleja nd o na luta , mas n ão se rá
gu erra contra o inimigo. Seja cuidadoso para não provocar os anjos de Deus
(Eclesiastes 5.1-6).

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____

2. Anjos ministram tanto ______________ como ____________________.

3. Com o surgiram os anjos?


___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____

4. Res um a o m inistério d os an jos com respeito à gue rra espiritu al.

5. Enum ere tantos atributos dos anjos quanto você possa se recordar dos que foram
citados neste capítulo.
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____

6. Dê um a referência bíblica que ex plique o q ue são os an jos.


___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____

7. Esta declaração é verda deira ou falsa? “Você n ão tem que ad orar aos anjos”.

A declaração é _____________________________________

8. Esta declaração é verdadeira ou falsa? “Se um anjo aparece e revela algo que não
está de acordo com a Palavra escrita de Deu s, você deve escutá-lo porque é um
me nsageiro direto do S enhor”.
A declaração é _____________________________________

9. Use as palavras abaixo para completar os parágra fos. Use ca da p alavra som ente
um a vez.

Mensageiros
Anjos escolhidos
Querubins
Serafins
Seres viventes

_____________________________ Som ente um a referência é feita com respeito a


este grupo de anjos (1 Timóteo 5.21). Na Bíblia não se dá nenhuma informação
adicion al sobre este g rup o.

_____________________________ Este grupo de anjos é mais ativo em termos da


guerra espiritual e provavelmente constitui o de maior núm ero.

_____________________________ Este grupo de anjos parece ser o de maior


ordem , guardiões de D eus. Rodeia m o trono de Deu s.

____ ____ ____ ____ ____ ____ ____ __ Se u m inistério principal é adorar a D eus.

______________________________ Sua posição é por cima do trono de Deus.


Guiam o céu na ad oração a De us.

10. Existem dois tipo s de an jos. Estes são os anjos


___________________________e os anjos ________________________ qu e são
cha m ados de dem ônios.

11. Qu e versículo revela que D eus tem um a organiza ção de várias classes de a njos?
___________________________________________________________________
__

(As repostas se encon tra ao final do últim o capitulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Use o segu inte guia p ara estudar ad icionalm ente sobre os an jos:

Os anjos no Antigo Testamento:

Resgataram Hagar: Gênesis 16:7-12


Anunciaram o nascimento de Isaque: Gênesis 18:1-15
Anunciaram a destruição de Sodoma: Gênesis 18:16-33.
Destruíram Sodoma e resgataram a Ló: Gênesis 22.11-12.
Evitaram o sacrifício de Isaque: Gênesis 22.11-12.
Guardaram a Jacó: Gênesis 28.12; 31.11; 32.1; 48.16.
Comissionaram a Moisés: Êxodo 3.2.
Guiaram a Israel: Êxodo 14.19; 23.20-23; 32.34.
Arranjaram o matrimonio de Isaque e Rebeca: Gênesis 24.7.
Entregaram a Lei: Atos 7.38; Gálatas 3,19; Hebreus 2.2.
Repreenderam a Balaão: Números 22.31-35.
Apareceram a Josué: Josué 5.13-15.
Repreenderam a Israel pela Idolatria: Juízes 2.1-5.
Comissionaram Gideão: Juízes 6.11-40.
Anunciaram o nascimento de Sansão: Juízes 13.
Castigaram a Israel: 1 Reis 19.5-8.
Resgataram a Elias: 1 Reis 19.5-8.
Rodearam a Eliseu: 2 Reis 6.14-17.
Salvaram Daniel dos leões: Daniel 6.22.
Conquistaram o exército Assírio: 2 Reis 19.35 e Isaías 37.36.
Acampam ao redor do povo de Deus: Salmos 34.7; 91.11.
Men cionados freqü entem ente com o me nsageiros aos p rofetas da parte de De us.

Anjos na vida de Jesus:

Anunciaram o nascimento de João: Lucas 1.11-17.


Deram-lhe o nome: Lucas 1.13.
Anunciaram o nascimento de Jesus a Maria: Lucas 1:26-37
Anunciaram o nascimento de Jesus a José: Mateus 1:20-21
Anunciaram o nome de Jesus: Mateus 1:21
Anunciaram o nascimento de Jesus aos pastores: Lucas 2:8-15
Cantaram: Lucas 2:13-14
Dirigiram a fuga ao Egito: Mateus 2:13, 20
Ministraram a Jesus durante a tentação: Mateus 4:11
Vieram a Jesus no Getsêmani: Lucas 22:43
Retiraram a pedra de S eu túm ulo: Ma teus 28:2
Anu nciaram Sua ressurreição: M ateus 28 :5-7
O apresentaram a Maria Madalena: João 20:11-14
Subir e descer sobre o Filho do Homem: João 1:51
Poderia ter doze legiões de anjos: Mateus 26:53
Os anjos virão com Ele quan do Jesus retornar a terra: Mateus 25:31; 16 :27; Marcos
8:38; Lucas 9:26.
Anjos serão os ceifeiros: Mateus 13:39
Reunirão os escolhidos: Mateus 24:31
Dividirão os justos dos injustos: Mateus 13:41,49
Levaram o mendigo a Abrão: Lucas 16:22
Regozijam-se pelos pecadores que se arrependem: Lucas 15.10.
Representam as crianças pequenas: Mateus 18:10
Confessará a Seu povo diante dos anjos: Lucas 12.8.
Não têm sexo nem podem m orrer: Lucas 20:35-36
O diabo tem anjos malvados: Mateus 25:41

Anjos no livro de Atos:

Abriram a porta da prisão: 5:19


Dirigiram Felipe ao etíope: 8:26
Levaram Cornélio a buscar por Pedro: capítulo 10
Libertaram Pedro da prisão: 12:7-19
Infligiram a morte a Herodes: 12:23
Com Paulo durante a tormenta: 27:23
Tam bém men cionados em : 6:15; 7 :30, 35,38 , 53; 11:1 3; 23:8 -9
Anjos nas epístolas:

Anjos escolhidos: 1 Timóteo 5:21


Inumeráveis: Hebreus 12:22
Ministram aos herdeiros da salvação: Hebreus 1:13-14
Regressarão com Jesus: 2 Tessalon icenses 1:7
Não devemos adorar aos anjos: Colossenses 2:18

Anjos no livro de Apocalipse:

Ditaram o livro a João: 1:1-2; 22:16


Presidem as sete igrejas: capítulos 1-2
Interessados no livro selado: 5 :2
Cantaram louvores ao Cordeiro: 5:11-12
Foi dado a eles poder especial sob re a terra: 7:1-4
Selaram os escolhidos: 7:1 -4
Prostram-se diante de Deus: 7:11
Usad os para respon der orações dos san tos: 8:3-5
Soaram as sete trombeta s: 8:6
Governam o exército de gafanhotos: 9:11
Liberaram os 200 milhões das tropas da cavalaria: 9:15-16
An un ciara m o fim do te m po: 10:1, 2 , 6
Com bateram o dragão e seu s anjos: 12:7
Proclam aram o evang elho às na ções: 14:6
Proclam aram a qued a da Ba bilônia: 14 :8; 18:2
Proclamaram o juízo dos seguidores da besta: 14:9-10
Anunciaram a colheita da terra: 14:15-18
Têm as última s sete pragas: 15 :1
An un ciara m o juíz o a B abilôn ia: 1 7:1 , 5
Participaram na destruição de Babilônia: 18:21
Mostraram a João a No va Jerusalém : 21:9
Proibiu João de adorá-lo: 22 :8-9

2. Estude a aparição do anjo em Juízes 13. Leve em conta que o anjo regressa ao
céu através da adoração, a qual aparentemente abre o caminho através da
“atm osfera satân ica” ao n osso red or para p erm itir aos anjos operar em nos so fav or.
Rev eja a história de Daniel e considere que o obstáculo do príncipe da Pérsia (um
poder satânico) foi quebrado pela oração e jejum.

3. Não há apoio bíblico para quem um crente possa ordenar a seu anjo a fazer o que
ele deseja, mas pode-se pedir a Deus que os envie em seu favor. Pense em uma
batalha que você esteja enfrentando e peça a Deus que envie Seus “espíritos
ministradores” para operar nessa situação.

4. Leia os S alm os 78 .36, 40 e Eclesias tes 5.6. Israel tin ha u m anjo es pecia l velando
pelo povo até que eles O provocaram no deserto. Se Deus envia um anjo para ajudá-
lo e você o p rovoca por m eio do p ecad o ou in credu lidad e, ele pod e se afasta r de
você. É bom prestar atenção ao que dito em Êxodo 23.20-22. Você pode inclusive
receber um anjo e não estar consciente disso... Olhe em Hebreus 13.2.
CAPÍTULO CINCO

O INIMIGO: SATANÁS

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Identifica r a Sata nás co m o seu in im igo esp iritual.
n Explicar como Satanás se originou.
n Descrever a posição a nterior de Satan ás.
n Exp licar com o Sa tan ás ca iu d e sua po sição an terior.
n Identificar os resultados do pecad o de Sata nás.
n Enumerar os atributos de sua natureza.
n Identificar sua esfera de atividade.
n Resum ir as atividades de S atanás.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda


em derredor, como leão que ruge procu rando alguém para
devorar” (1 P edro 5.8).

I N T R O D U ÇÃO

Nos capítulos anteriores você aprendeu sobre uma g uerra invisível que está em
progresso no m und o espiritual. Você estudou as forças espirituais do bem
comprometidas nesta guerra. Estas incluem a Deus o Pai, o Filho, o Espírito e os
anjos.

Este capítulo apresen ta seu inimigo espiritual, uma força espiritual poderosa do mal
conhecida com o Sa tan ás. V ocê aprend erá so bre su a orig em , sua posição ant erior,
co mo ca iu dela , e d aq ueles q ue ele lev ou ju nta m ente com ele em su a qued a. Você
aprend erá sobre os atributos de sua natureza, sua esfera de atividade, e receberás
u m a introdução a suas estratégias. N os segu inte s dois cap ítulo s voc ê con tinu ará
estudando sobre as forças espirituais do mal ao aprender dos demôn ios, o mu ndo e a
carne.

Na guerra em o mundo natural, um soldado deve primeiro identificar a seu inimigo


antes de en trar no cam po d e ba talh a. Vo cê de ve es tud ar toda a informação que
esteja disponível sobre seu inimigo, sua natureza, e estratégia s. Esta é a raz ão pe la
qual as forças m ilitares passam mu ito tem po reu nind o inform ação da in teligên cia
sobre o inimigo.

O mesm o é verdade no mun do espiritual. Você só pode b atalhar efetivam ente se


você identificar a seu inimigo, entende a sua na tureza, e reconhece su as estratégias.
C om o você apre nd eu, a s forças esp iritua is qu e voc ê en frenta não são da carne. São
espiritu ais do m al.

A ORIGEM DE SATANÁS

Satan ás foi originalme nte criado por De us:

“Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele,


nada do que foi feito se fez” (João 1.3).

“Pois, nele, f oram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a


terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam
soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi
criado por m eio dele e para ele” (Colossenses 1 .16).

Deus não criou o ma l. Satanás era perfeito qua ndo foi originalm ente criado por D eus,
porém ele recebe u um a von tade liv re para e scolhe r o bem e o m al:

“Pe rfeito eras no s teus c am inhos, de sde o dia em que foste


criado até que se ac hou iniqüidade em ti” (Ezequiel 28.15).

A POSIÇÃO ANTERIOR DE SATANÁS

A Bíblia descreve a posição original de Sataná s em Ezeq uiel 28 .12-1 7. Leia es ta


passagem em sua Bíblia antes de proceder com esta lição. Quand o Satanás foi
origina lm ente criado, ele era um anjo de Deus. Era um integrante da classe dos
querub ins, santo, sábio, formoso e perfeito. Ele foi um líder entre os querubins e é
chamado “guardião” ou querubim “protetor”. Seu nom e original era Lúcifer, que
significa “portador da luz” (Isaías 14.12). Ele foi ataviado com pedras preciosas
engastadas em ouro (Ezequiel 28.13; Êxodo 28.11-15). A ele foi dada uma posição
na m ontanh a sagrada de Deu s e aparentem ente guia va a ado ração (Ezequ iel 28.13).

Quão brilhante e formoso quadro de Satanás em sua posição original é dado na


Pala vra de Deu s. É descrito como um a gem a de ped ras preciosas. P orém u m a g em a
não tem lu z p or si m esm a. Não é formoso em quarto escuro. Sua beleza reside em
sua hab ilida de p ara re fletir a lu z do exterior.

Quand o Deus criou Lúcifer, Ele o fez com a capacidade de refletir a glória de Deus em
um grau maior do que qualquer outro ser criado. Deus era a luz que fazia Lúcifer
radiar de beleza.

A QUEDA DE SATANÁS

Porém Satanás não reteve sua gloriosa posição. A Bíblia descreve sua rebelião e
queda:

“ Co m o caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como


foste lançado por terra, tu que de bilitavas as nações! Tu
dizias no teu co raç ão : Eu subire i ao céu; acima das estrelas
de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me
assentare i, nas extremidades do Norte; subirei acima das
m ais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo,
serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo
do abism o” (Isaías 14.12-15).

“Elevou-se o teu coração por causa da tua formo sura,


corrom peste a tua sa bed oria por ca usa d o teu re splend or;
lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te
contem plem” (Ezequ iel 28.17).

A queda de S atanás de sua posição angelical ocorreu por causa do orgulho e a


rebelião demonstrada em cinco atitudes equivocadas. Satanás disse:

SUBIREI ao céu: deseja ocupar a morada de Deus, o céu, esperando um


reconhecimento semelhan te.

LEVANTAREI meu trono acima das estrelas (anjos) de Deus: Não som ente d eseja
ocupar a mo rada de D eus, se não qu e tam bém seu governo sobre as hostes
angelicais.

ME ASSENTAREI no monte da congregação: conforme a Isaías 2.2 e o Salmo 48.2,


este é o centro do governo terreno de Deus. Satanás deseja governar a terra igual
aos anjos.

SUBIREI acima das altas nuvens: as nuven s nos falam da glória de Deus. Satanás
que ria a glória de Deus para si mesmo (os seguintes versículos documentam as
nuvens em relação com a glória de Deus. Êxodo 13.21; 40.28-34; Jó 37.15-16;
Mateu s 26.64; A pocalipse 14 .14-16).

S ER EI sem elh an te a o A ltíssim o: como aprendemos no capitulo três deste curso, Deus
tem mu itos nom es pelo s qua is Ele é ch am a do . P or q ue S ata ná s esco lh eu este n om e
em particular? Selecionou este título porque reflete a Deus como “possuidor do céu e
da terra”.

RESULTADOS DO PECADO DE SATANÁS

Aqu i estão os terríveis resultados do pecado d e Satan ás:

1. EXPULSÃO DO CÉU:

Por causa de sua rebelião, Satan ás foi atirado do céu D eus:

“... pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de D eu s...


lancei-te por terra” (Ezequiel 28.16-17).

2. CORRUPÇÃO DE CARÁTER:

Lúc ifer, um a vez criado pa ra a glória de Deu s, se to rn ou em Satanás com um caráter


que se opunha a tudo o que Deus é e faz.

3. PERVERSÃO DE PODER:

O poder de Satanás foi uma vez usado para a glória de Deus. Agora ele tem se
inclinado a propósitos desorganizados e destrutivos. De acordo com Isaías 14 , ele
deb ilita as nações (versículo 12), provoca que a terra e os governos também
(versícu lo 16), e aqueles tomados como prisioneiros não possue m alívio (ve rsículo
17).

4 . D EST IN AD O AO L AG O D E F O G O:

Satan ás foi destinado ao lago de fogo (Isaías 14 .15).

5. AFETOU A OUTROS ANJOS DE DEUS:

Quando Satanás caiu do céu não caiu sozinho. Levou consigo um a porção dos anjos
do céu que participaram em sua rebelião contra Deus. Este g rupo de an jos é pa rte
agora de uma força do mal, os demônios, sobre os quais você estudará no ca pítulo
seguinte.

6 . ENTRA D A D O P EC A DO N O U NI VE RSO :

Quando Satanás se rebelou o pecado no universo. Com o resultado, havia duas ações
que Deus pod eria ter tomado:

1. Pode ria ter vencido e eliminado a Satanás. Porém, se Deus tivesse eliminado
o prim eiro inim igo de sta m ane ira, pod eria ter ha vido se m pre a p ossibilidade
de outra rebelião. A história do céu poderia ter sido perturbada sempre com
estes desastres.

2. A outra ação aberta para Deus era aquele que a Bíblia indica que aconteceu.
As aspirações de Satanás ao pod er suprem o teria m seu juízo com pleto sob re
a terra no período da eternidade que chamam os tempo.

Quando Deu s criou o prim eiro h om em e a prim eira m ulh er, o juízo so bre a terra
começou. Você pode ler a história da tentação de Adão e Eva por Satanás e sua
queda no pecado em Gênesis 3. Você estudará mais a respeito quando analisar as
estratégias de Satanás depois neste curso.

A batalh a ain da está em prog resso sobre a terra. É sob re isso que trata a gu erra
espiritu al. Satanás ainda est á buscan do pod er, posição, adoração. Porém , como você
aprend erá depois neste curso, ele já é um inimigo derrotado. Jesus venceu o poder
de Satanás mediante Sua m orte e ressu rreição. O d estino fin al de S atan ás já está
revelado na Bíblia.

ONDE ESTÁ SATANÁS?

Satanás, em forma de espírito, está presente no mundo:

“Então, perguntou o SENHOR a Satanás: Donde vens? Satanás


respondeu ao SENH OR e disse: De rodear a terra e passear
por ela” (Jó 1.7).

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda


em derredor, com o leão que ruge procurando algué m para
devorar” (1 P edro 5.8).

Ainda que Sata nás esteja presente n o mu ndo, ele não é on ipresente, o que sign ifica
que ele não pod e estar em tod os os lugares do m und o ao m esm o tempo com o Deus
pode fazê-lo. Esta é a razão pela qual ele emprega um a ho ste d e dem ônios para
cum prir seus planos.

ATIVIDADES DE SATANÁS

Satanás tem acesso à presença de Deus e opera sobre a terra , incluindo o “ar” ou a
região acima da terra:

“Num dia em qu e os filhos de Deus vieram apresentar-se


peran te o SENHOR, veio também Satanás entre eles. Então,
perguntou o SENHOR a Satanás: Donde vens? Satanás
respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear
por ela” (Jó 1.6-7).

“Nos quais andas tes outrora, segundo o curso deste mundo,


segundo o príncipe d a pote stade d o ar, do e spírito que a gora
atua nos filhos da desob ediência” (Efésios 2.2).

Podem os resum ir as atividades de Satanás assegurando que sempre estão dirigidas


con tra Deus, Seu plano e Seu povo. Ele lhe atacará nas áreas de adoração a Deus, a
Pala vra de Deus, seu caminhar cristão, e seu trabalho para Deus. Mais atividades
específicas serão abordad as em futuras lições.

O S A T RI BU T O S DE SATANÁS

C om o você já aprendeu, Satanás é um espírito, porém tam bém tem atributos de


um a personalidade real. A Bíblia ensina que ele:

É INTEL IG E N TE E AS T UT O :

“Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a


sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e
se aparte da sim plicidade e purez a devidas a Cristo” (2
Coríntios 11.3).

TEM EMO ÇÕES:

“Irou-se o dragão con tra a mulher e foi pelejar com os


restantes da sua descendência, os que guardam os
mandamentos de Deus e têm o teste munho de Jesus; e se pôs
em pé sobre a areia do ma r” (Apocalipse 12.17).

TEM VONTADE PRÓ PRIA:

“Mas tam bé m o re torno à sens ate z, liv ran do -se ele s dos laços
do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a
sua von tade” (2 Tim óteo 2.26).

PODEROSO :

“Nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo,


segundo o príncipe da potestade do ar, do espírit o qu e ago ra
atua nos filhos da desob ediência” (Efésios 2.2).
ENGAN O S O :

“Revesti-vos de toda a armadura de De us, para poderdes ficar


firmes contra as ciladas do diabo” (E fésios 6.11).

RUGE E É CRUEL:

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda


em derredor, como leão que ruge procurando alguém para
devorar” (1 P edro 5.8).

M ENTIROSO:

“E não é de ad m irar, porque o próp rio Satan ás se tran sform a


em anjo de luz” (2 Co ríntios 11.14).

OS NOM ES DE SATANÁS

A Bíblia dá muitos nomes ao diabo, nomes que revelam mais sobre a sua natureza e
atividades. Com o voc ê ap rend eu a nteriorm ente, Sa tan ás foi originalmente chamado
de “querubim ungido” e “Lúcifer” antes de sua rebelião. Outros nomes de Satanás
são:

Abadom: (palavra hebraica para “anjo da destruição”) - Apocalipse 9.11.


Acusador dos irmãos: Ap 12.10.
Anjo do abismo: Ap 9.11
Anjo de luz: 2 Co 11.4.
Apoliom: (palavra grega para “destruidor”) - Ap 9.11.
Belzebu: Mateus 12.24; Lucas 11.15; Marcos 3.22.
Belial: 2 Co 6.15.
Enganador: Apocalipse 12.9; 20.3.
Destuidor: Ap 9.11; 1 Co 10.10.
Diabo: (significa ‘caluniador’) - 1 Pedro 5.8; Mateus 4.1.
Dragão: Apocalipse 12.3.
Inimigo: Mateus 13.39.
Maligno: 1 João 5.19.
Deus deste mundo: 2 Co 4.4.
Rei de Tiro: Ezequiel 28.12-15.
Mentiroso - pai da mentira: João 8.44.
Assassino: João 8.44.
Príncipe dos demônios: Mateus 12.24.
Príncipe deste mundo: João 12.31; 14.30; 16.11.
Príncipe da potestade do ar: Efésios 2.2.
Satanás: (significa adversário, opositor) - João 13.27.
Serpente: Apocalipse 12.9; 2 Coríntios 1.3.
Tentador: Mateus 4.3; 1 Tessalonicenses 3.5.
Leão que ruge: 1 Pedro 5.8.
Governante das trevas: Efésios 6.12.
Espírito que opera nos filhos da desobediência: Efésios 2.2.

Você pode reconhecer o poder de Satanás a partir de seus atributos e nomes. Devido
ao fato de ele ser um engana dor e um poderoso inimigo, a Bíblia adverte:
“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda
em derredor, como leão que ruge procurando alguém para
devorar” (1 P edro 5.8).
“Nem deis lugar ao diabo” (Efésios 4.27).

SA TA NÁ S N ÃO É...

Dife rentem ente de Deus, Satanás não é onisciente (conhecedor de todas as coisas).
Se Satanás pudesse ver o futuro nunca ele teria permitido que Jesus morresse na
cruz. Ele teria conhecido que a morte de Jesu s derrotaria seu p oder e p roporcion aria
um a via de escape do jugo do pecado para o ser humano.

Satanás não é onipotente (todo poderoso). Jesus disse q ue o pod er de Deu s den tro
de você é maior do que o po der de Sata nás. Para aqu eles que crêem em Jesu s,
Satanás já é um inimigo derrotado (João 12.31). Ele é forte somente com aqueles
que se rendem a ele. Seu poder está limitado ao poder de Deus (Jó 1.10-12) e só é
cap az d e ven cer um crente na m edid a em que o cristão lh e dá o con trole.

Visto que Satanás não é onipresente (presente em todas as partes), ele envia uma
hoste de d em ônios por tod a a te rra, para fazer sua vontade e cumprir seus
propósitos. Você aprenderá mais sobre eles no capítulo seguinte.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Com o surgiu Sa tanás?


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3. Q ual era su a po sição an terior?


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4. O que causou a queda de Satan ás?


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5. Quais foram os resultados do pe cado de S atanás?


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6. Qual é a esfera de a tividade de S atanás?


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7. Quais são as atividades g erais de Satan ás?


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8. En um ere ta ntos atrib utos de S atanás qu antos vo cê po ssa se reco rdar.


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(As repostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Estude o registro bíblico das palavras de Satanás. Suas palavras servem como
u m a introdução ad icional às suas estratégias: G ênesis 3.1, 4, 5; Jó 1.7-12; 2.1-6;
Mateus 4.1-11; Lucas 4.1-13.

2. Satanás é um oposto exato ao Espírito S anto. O Espírito foi e nvi ado po r Deu s pa ra
aproximar os homen s Dele. Satanás está comprometido em afastar os homens de
Deus.

Espírito San to Satanás Referências

Espírito da Verdade Esp írito d o erro 1 João 4:6

Verd adeiro Men tiroso João 14:17; 8:44

Doador da vida Assassino 1 Coríntios 15:4;


João 8:44

San to Malvado Romanos 1:4;


Mateus 6:13

Como pomba Com o serpen te Mateus 3:16;


Apoca lipse 12:9

Ajudador Adv ersário Romanos 8:26;


1 Pedro 5:8

Concede expressão Faz os homens se calar Atos 2:4;


Marcos 9:17

Advogado Caluniador João 14:16; Jó 1:9-11


Mais forte que Satanás Hom em forte Lucas 11:21-22

3. Jes us d isse q ue S atanás...

É um inimigo: Mateus 13.39.


É malvado: Mateus 13.38.
É o príncipe deste mundo: João 12.31; 14.30.
É um mentiroso e o pai da mentira: João 8.44.
É um assassino: João 8.44.
Caiu do céu: Lucas 10.18.
Tem um reino: Mateus 12.26.
Semeia o joio entre o trigo: Mateus 13.38-39.
Arrebata a Palavra de Deus dos ouvintes: Mateus 13:19; Marcos 4:15; Lucas 8:12.
Atou uma mulher durante 18 anos: Lucas 13.16.
Desejava ter a Pedro: Lucas 22:31.
Tem anjos: Mateus 25.41.
Está preparado para o fogo eterno: Mateus 25.41.

4. Ao estudar esta lição sobre Satan ás, você tem ide ntificado áreas nas q uais o
inimigo está ativo em sua vida? Você tem enganado e mentido? Ele tem entrada
sorrateiram ente em su a vida para destruí-lo e roubar-lhe o gozo, a paz, ou seu
testemunho cristão? É im portante de termin ar isso, porq ue as áreas n as qu ais
Satanás está ativo em sua vida são campos de batalha nos quais você aplicará as
estratégias que aprenderá neste curso.

5. Satanás é comparado a uma víbora ou serpente no mun do natural. Considere a


aplicação esp iritual dos seguintes p rincípios naturais:

O veneno das serpentes p eçonhen tas está dentro de três categorias:

n Neurotóxico: afeta os n ervos.


n Hem otóxico: afetam o sangu e.
n Cardiotóxico: afetam o coração.

Satanás tamb ém afeta a seus nervos (corage m), seu coração (ataca sua adoração e
serviço a Deus), e trata de evitar a obra do sangue de Jesus (salvação, libertação,
cura) em sua vida.

As serpentes se protegem mediante:

Disfarce: algum as serpentes são muito difíceis de ver porque parecem com o o
pó ou as árvores nas quais se encontram.

Imitação: algu m as serpe ntes se p roteg em m edian te a im itação. U m exem plo


disso é a víb ora de árvore africana que se “congela” e coloca seu corpo como
o galho de um a árvore.

Tam anho: a víbora aspiradora se protege inflando-se para aum entar seu
tam anh o o qu anto for possíve l.

Sons Atemorizantes: algumas serpentes sibilam ou chocalham, produzindo sons


que a ssu sta m . S eu in im igo espiritua l vem disfarçad o com o um “anjo d e luz” e im ita
as coisa s de D eus . Tam bém trata de assustá-lo parecendo maior e mais amea çador
do que realmente é.

As serpentes capturam sua comida de qua tro man eiras diferentes:

n Golpe: um ataque rápido.


n Contração: quando a serpente se envolve ao redor do objetivo e lentamente
exprime sua vida.
n Lançando peso sobre a presa para vencê-la.
n Mo rdend o e m ante ndo a presa em seus ca nino s enq uan to o veneno a paralisa.
Alg umas veze s os d entes da serpe nte se qu ebra m na b atalha , porém as
serpentes estão co nstan tem ente d esenv olven do novos d entes. A parte m ais
perigosa da serpe nte é sua boca. Possui ven eno suficiente pa ra pa ralisa r e
depois devorar a sua presa.

Você vê como estes métodos são paralelos àqueles u sados nos a taques d e Satan ás?
Às vezes ataca com g olpes rápidos e m ortais. Outras vezes oprime sua vida espiritual
com as preocupações do mundo e enredos pecaminosos. Sempre está tratando de
“lançar peso” para lhe atem orizar e adora m antê-lo sob jug o enqu anto lhe pa ralisa
com seu veneno.

As serpentes localizam sua presa colocando pó sobre sua língua, que leva
informação ao cérebro. Se você permanecer tranqüilo, uma serpente não pode
localizá-lo. S ata ná s lh e vê m elhor quando o pó se revolve e você está correndo em
confusão e tem or. Quando o pó se assen ta e você se levanta contra ele sem tem or,
assim como a serpente, ele não pode golp ear-lhe . Esta é a raz ão pe la qu al a Bíb lia
diz “perm anecei firmes”, “perm aneçam de pé”.

Em uma situação de pânico, um a serpe nte dis parará to do o seu ven en o d e u m a


vez, fican do in defesa p or um tem po a té pro duzir m ais vene no. É p ossível q ue isto
seja o que ocorreu na tentação no deserto quando Jesus usou a Palavra de Deus
contra os ataqu es de Satan ás e o levou a “afastar-se por um temp o”.

Aqui estão algum as m aneiras d e evitar a p icada de serpen te no mundo


natu ral. Con sidere q ue ela s tam bém são ap licáveis n o m und o natu ral:

a) Reconh ecer as serpentes venen osas (conh ecer seu inim igo).
b) Usar roupa protetora (sua arm adura esp iritual).
c) Evitar o território das serpentes (não ir às áreas da tentação conhecida ou da
atividade satâ nica).
d) Ter um a migo com você (isto ilustra a importância de ser parte do corpo de
Cristo).
e) Evitar caminhar depois do anoitecer ou nas áreas escuras. As serpentes
evitam a luz direta do so l (como crentes já não caminhamos como filhos da
escuridão, se não com o filhos da luz).
f) Não coloque sua s mã os ou seus pé s em lu gares nos qu ais você não p ossa ver
(guarda seus sentidos h um anos).
g) Não se sente sem olhar ao seu redor cuidadosamente (alvos estáticos são
ma is fáceis de ferir do que a lvos mó veis).
h) Não saia d e seu ca m inho para m atar um a serpe nte. M ilha res de pessoas são
picadas a cada ano porque tentam matá-las sem conhecimento de seus
hábitos ou habitat (temos de resistir ao inimigo quando o encontramos, não
anda r buscand o-o).
i) Sabe r o que fazer em caso de m ordida (gu erra defensiva).

Em caso de mordida, a primeira coisa que se faz no mund o natural é um corte em


form a de cruz (+) sobre cada marca de picada e depois sugar o veneno. Que
ilustração da obra da cruz de Jesus Cristo em libertar-nos do “veneno” do pecado.

Temos autoridade sobre as serpentes. Em Gênesis 3, Deus pronunciou uma


maldição sobre a se rpente (Sata nás) . Disse q ue su a cab eça seria ferida pe la sem ente
da m ulher (Jesus) e que o calcanhar da semen te (Jesus) seria ferido pela serpente.

A “ferida” no “calcanhar” de Jesus nos fala da pressão resultante de ferir a cabeça de


Satanás na cruz do Calvário. Quando Jesus feriu a cabeça de Satanás, foi como pisar
a cabeça da serpente venenosa no mundo natural. A cabeça de uma serpente pode
ser separada de seu corpo, porém ela ainda pode morder horas após. O coração pode
m anter-se batendo por dois dias e o corp o da serpen te pode con tinuar se
movim entando.

Jesus separou a cabeça da “serpente” no Calvário, porém a serpente ainda tem vida.
Ainda está ativa no mundo de hoje e ainda tem poder. Porém Satanás não tem
autoridade. A única autoridade que tem em sua vida é a que v ocê p ode dar e o poder
e a autorida de d entro de você (Jesu s) é m aior q ue seu p ode r.
Capítulo Seis

AS FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL:


OS DEMÔNIOS

O B J ET IV O S :

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Mostrar a origem dos dem ônios.
n Explic ar sua posiçã o origin al.
n Identificar sua esfera de atividade.
n Identificar os atributos dos dem ônios.
n Explicar com o as forças dos dem ônios estão organ izadas.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“ O ra, o E sp írito afirm a exp res sam en te q ue , no s últim os


tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos
engan adores e a en sinos de dem ônios” (1 Tim óteo 4.1).

INTRODUÇÃO

Nos capítulos anteriores você aprendeu sobre Satanás. Neste capítulo você
aprend erá sobre as “tropas”, conhecidas como demônios, que estão sob o comando
de Satan ás. A lgu ns ig nora m o assunto dos demônios completamente. Outros têm um
interesse com pu lsivo nele s. Você não d eve m inim izar o pod er dos espíritos
demon íacos no mu ndo de hoj e, porém, tampou co deve estar tão preocupado com
eles que você veja demônios em todas as coisas que acontecem e em todos ao red or.
Você deve ter livros seculares sobre tais poderes do ma l. Suas ú nicas fontes de
estudo nestas áreas devem ser a Palavra de Deus ou boa literatura cristã.

A O RIG E M DO S DE M Ô N IO S

Deus origina lm ente criou todos o s anjos , algun s dos q uais d epois se tornariam
dem ônios:

“Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele,


nada do que foi feito se fez” (João 1.3).

“Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a


terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam
soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi
criado por m eio dele e para ele” (Colossenses 1 .16).

SUA POSIÇÃO ORIGINAL E QUEDA


Os dem ônios eram origina lm ente co m o os ou tros anjo s d e D eu s co m a m esm a
posição e atributos iguais aos anjos bons descritos no capítulo quatro deste curso.
Quando Satanás se rebelou contra Deus, uma porção dos anjos participou em sua
rebelião. Deus os expulsou do céu junto com Satanás. Eles não foram m ais seres
espirituais do bem (anjos). Eles se tornaram seres espirituais do m al (dem ônios):

“Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram


contra o dra gã o. T am bém pelejaram o dragão e seus anjos;
todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar
deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que
se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim ,
foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” (Apocalipse
12.7-9).

Se os demônios não são anjos “caídos”, então não tem os outra explicação bíblica
para sua existênc ia. Satanás nã o po de cri ar su as p róprias forças, porque todas as
coisas foram criadas p or Deus. Existem dois grupos destes anjos caídos. Um grupo
está a tiv am ente oposto a Deus e Seu povo sobre a terra. Outro está confinado em
cadeias:

“Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes,


precipitando-os no infern o, os en tregou a abism os de trevas,
reservando -os para juízo” (2 Ped ro 2.4).

“E a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas


abandonaram o seu próprio dom icílio, ele tem guardado sob
trevas, e m algemas eternas, para o juízo do grande Dia”
(Judas 6).

Existem dem ônios confinados e demônios ativos. O líder de am bos os grup os é


Sata nás, q uem é chamado de o Príncipe dos demônios (Mateus 12.24). O inferno
está pre parad o para o diab o e seu s anjos . Será seu destin o final:

“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda:


Apartai-vos d e m im , malditos, para o fogo eterno, preparado
para o diabo e se us anjos” (M ateus 25.41 ).

Qu and o Jesu s confron tou d ois hom ens p ossuíd os por d em ônios , sua resp osta foi:

“E eis que gritaram: Que tem os nós contigo, ó Filho de Deus!


Vieste aqui atorme ntar-nos antes de temp o?” (M ateus 8.29).

Os d em ônios nos homens possuídos sabiam que seu destino final era um lugar de
torm ento eterno. Visto que o inferno é um lugar de to rm ento e foi p repa rado pa ra
Satan ás e seus anjos, logo, os dem ônios devem ser os anjos caídos.

SUA ESFERA DE ATIVIDADE

Através de to da a Bíb lia, os dem ônios sã o m ostra dos ativo s sob re a terra . Visto que
Satanás não é onipresente (pre sen te em toda s as p artes ), ele u sa os dem ônios para
fazer sua v onta de e cu m prir seus propósitos em todo o mundo. Eles constituem as
“potestades do ar” (Efésios 2.2) e o “império das trevas” (Colossenses 1.13) e estão
todos sob o con trole de Sataná s.

O S A TRIBU TO S DO S DE M Ô N IO S

Em sua condição original livre do pecado, os demônios tinham os mesm os atributos


que os anjo s do be m previam ente es tuda dos. Em seu esta do de ma ldade presente os
dem ônios:

São espíritos: Mateus 8.16; Lucas 10.17, 20.


Podem aparecer visivelmente: Gênesis 3.1; Zacarias 3.1; Mateus 4.9-10.
Podem falar: Marcos 5:9, 12; Lucas 8:28; Mateus 8:31.
Crêem: Tiago 2.19.
Exercitam sua vontade: Lucas 11.24; 8.32.
Demonstram inteligência: Marcos 1.24.
Têm emoções: Lucas 8.28; Tiago 2.19.
Reconhecem: Atos 19.15.
Possuem força sobrenatural: Daniel 9.21-23.
São eternos: Mateus 25.41.
Possuem sua própria doutrina: 1 Timóteo 4.1-3.
São malignos: Mateus 10.1; Marcos 1.27; 3.11.

O S N O M ES DO S DE M Ô N IO S

Os demôn ios são cham ados espírito(s) m aligno(s) 12 vezes e espírito(s) imu ndo(s)
24 vezes no Novo Testamento. Tam bém são cham ados de demôn ios (Marcos 1.32 ), e
anjos do d iabo (M ateus 25 .41).

A ORGANIZAÇÃO DAS FORÇAS DEMONÍACAS

Va m os rev er com o Deus orga niz ou s uas forças an gelicais...

“P ois, ne le, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a


terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam
soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi
criado por m eio dele e para ele” (Colossenses 1 .16).

Satanás é um im itad or, não um criador. Ele tem organizado seus demônios em uma
estrutura sem elhante à d as forças de Deus:

“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim


contra os principados e potestades, contra os dom inadores
deste mun do te ne bros o, c on tra as forças esp iritu ais do m al,
nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

Satanás tem organizad o suas forças em:

Principados: Satanás aparentemente dividiu o mundo em principados. Um


principado é o território de jurisprudên cia de um príncipe. Satanás tem colocado um
príncipe sobre cada principado. O príncipe da pérsia é mencionad o em Dan iel capítu lo
10. Esta é a m an eira pela qual Satanás opera no plano nacional influenciando
governos e n ações.
Potestades e governadores das trevas deste mundo: estas duas categorias de
demôn ios estão em operação no sistema social, político, e cultural do mun do. Você
ap rend erá sobre como tratar com estes espíritos e os principados quando estudar as
estratégias espirituais para vencer o mundo no capítulo quatorze.

Hostes espirituais da maldade nas regiões celestes: os lug ares altos no Antigo
Testam ento eram onde acontecia a adoração. É assim que Satanás opera nas
estruturas religiosas do mundo. Você aprenderá mais sobre isso no capítulo vinte ao
estudar sobre as h ostes espirituais nas regiões celestes.

Estes grupos organizados variam de tam anho. Por exemplo, M aria Madalena tinha
sete espíritos em seu estado anterior à libertação. L u ca s 8 .3 0 n os fa la de u m a
“legião” de demôn ios. Uma legião no exército romano que dominava o mundo no
tempo de Jesus se referia a 6.100 soldados a pé e 726 hom ens a cavalo!

Esta s forças organizad as d e dem ônios...

Estão unidas:

No caso do h om em possuíd o po r dem ônios, confo rme registrado em Lucas 8.30, os


demôn ios estavam unidos quanto a seu propósito, que neste curso, era a possessão
do homem . O mesmo é certo em Mateus 12.45 e no caso de M aria Madalena que
tinha sete dem ônios (Luca s 16.9). Jesus falou da unidade dos poderes demon íacos
quando d isse:

“Se Satanás expele a Satanás, dividido está contra si mesm o;


com o, pois, subsistirá o seu reino?” (M ateus 12.26 ).

Tem diferentes graus de maldade:

Isto é ilustrad o pelo d em ônio q ue d isse qu e regressa ria com outros espíritos
ma lignos:

“Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares


áridos procurando re pouso, porém não encontra. Por isso,
diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo vo ltad o, a
enco ntra vazia, varrida e ornamen tada. Então, vai e leva
consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando,
habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior
do que o primeiro. Assim tam bém acon tecerá a esta geração
perversa” (M ateus 12.43 -45).

Podem mud ar as funções:

O demônio em 1 Reis 22.21-23 declarou que seria um espírito de men tira. Isto indica
que ele nã o era previam ente porqu e disse “serei...”.

São de diferentes tipos:

A Bíblia ensina que o homem tem um corpo, alma e espírito. Existem três classes
principais de espíritos que atacam o corpo, a alma e o espírito do homem :
1. Espíritos malignos ou im undos: são responsá veis pelos atos imorais, pensamentos
imp uros, opressão, depressão e outras estratégias de Satanás que estudarem os
depois. Afligem a mente e a natureza almática do homem (Exemplos em Mateus
10.1; 12 .43; Ma rcos 1.23-26).
2. Espíritos de doença s: estes espí ritos a fligem o corp o físico (Exemplo em Lucas
13.11).

3. Espíritos Sedutores: os espíritos sedutores afligem a m ente, a a lm a, e o esp írito


do hom em , levando-o a crer em falsas doutrinas como é indicado em 1 Timóteo 4.1.
Estes espíritos seduzem as pessoas para crer e m um a men tira e para serem
condenadas ao castigo eterno. São espíritos de falsas dou trinas, seitas, falsos cristos,
e falsos mestres.

A S AT IV IDA DES DO S DE M Ô N IO S

Os dem ônios segu em as ordens da das por seu p rincípio, Sataná s. Podem os resum ir
as atividades dos demônios dizendo que elas sem pre estão dirigidas contra D eus,
Seu plano e Seu pov o. Os dem ônios sã o us ados por Sa tan ás p ara a taca r a Pa lavra de
Deus, sua adoração, seu cam inhar com Deus e su a obra para D eus.

No cap ítulo oito v ocê a pren derá deta lhes da estratégia do inim igo na g uerra
espiritu al. Satanás usa seus demôn ios para levar adiante suas estratégias ao redor
de todo o mundo. Os demônios estendem o pod er de Satanás ao promover o engano
e a maldad e. Afetam ind ivíduos, governos, nações e o sistema m undial. Eles
promovem a rebelião e a calúnia tanto contra Deus quanto entre os homens. Eles
promovem a ido latria , as do utrin as falsas, e cega m os ho m ens e m ulh eres à verdade
do Evangelho.

Os demôn ios atacam aos não crentes guiando-os a cometer terríveis atos de
maldad e, a assa ssina r, injuriar, com eter suicíd io, etc. Afetam a m ente com
problemas emocionais e o corpo com doenças físicas. Os dem ônios atacam aos
crentes com tentaç ões, desilusões, dep ressã o, calu nia nd o-lh e e cria nd o div isão entre
o povo de Deus. Convertem em seu objetivo seu cam inhar espiritual com Deus e
pelejam contra a Palavra de Deus, a adoração a Deu s e o seu trabalho p ara Deu s.
Tam bém atacam seu corpo físico.

Os não crentes estão indefesos contra os ataques dos poderes demoníacos, porém os
crentes possuem poderosas arm as espirituais e estratégias para tratar com estas
poderosas forças do mal. Você aprenderá sobre estas armas e estratégias enquanto
contin ua n o estud o da g uerra esp iritual.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Como os demônios surgiram?


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3. Qual é esfera de ativida des deles?
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4. Resum a suas ativida des.


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5. Enum ere tantos atributos dos demônios quanto você possa recordar das
discussões deste capítulo.
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6. Com o estão organiza das as forças dos dem ônios?


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7. Qual foi a posição original dos dem ônios?


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8. Com o se converteram em d em ônios?


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9. Dê um a breve definição d e cada um a das segu intes características dos dem ônios:

Principados:
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Potestades e dom inadores da s trevas:


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Forças espirituais da m aldade n as regiões celestes:


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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS
1. Para aprender mais sobre as forças espirituais do mal, estude as seguin tes
referências bíblicas sobre o tem a dos dem ônios:

Gênesis 3:1-15; 6:1-4; 41:8; 44:5.


Êxodo 7:8-13, 20-24; 8:6-7, 18-19; 9:11; 22:18.
Levítico 17:7; 19:26, 31; 20:6, 27.
Números 22:7; 23:23.
Deuteronômio 18:9-14, 20-22; 32:17.
Juízes 8:21, 26.
1 Samuel 15:23; 16:14; 18:10; 28:1-15.
1 Reis 5:4; 18:28; 22:19-38
2 Reis 9:22; 17:17; 21:1-9; 23: 5, 24
1 Crônicas 21:1.
2 Crônicas 33:1-10.
Jó 1:1-12; 2:1.
Salmos 78:49; 91:6; 106:36-38.
Isaías 3:18-19; 8:19; 14:12-17; 47:11-15.
Jeremias 27:9.
Ezequiel 21:21; 28:11-19
Daniel 1:20; 2:2, 27; 4:6-9; 5:7, 11, 15.
Oséias 4:12
Miquéias 5:12
Zacarias 3:1 , 2; 10:2
Malaq uias 3:5
Mateus 4:1-11 , 24; 8:16 , 28-34; 9 :32-34 ; 10:1, 25 ; 11:18 ; 12:22-30; 11: 43-45;
13:19, 39; 15: 21-28; 17:14-21; 24:24; 25:41
Marcos 1:12-13, 21-28; 32, 34, 39; 3:11-12, 15, 22-30; 5: 1-20; 6: 7, 13; 7:24-30;
8:33; 9:17-29, 38-40; 13:22; 16:9, 17
Lucas 4:1-13, 33-37; 6:18; 7:21, 33; 8:2, 26-39; 9:1, 37-42, 49-50; 10:17-20;
11:14-26; 13:10-17, 32; 22:3, 31; 24:39
João 6:70; 7:20; 8:44, 48-49; 10:20-21; 12:31; 13:27; 14:30; 16:11; 17:15
Atos 5:3, 16; 8:7, 9-11, 18:24; 10:38; 13:6-12; 16:16-19; 19:12-20; 26:18
Romanos 8:38-39; 16:20
1 Coríntios 5:5; 7:5; 10:20-21
2 Coríntios 2:1 1; 4:4; 6 :14, 15, 17 ; 11:13 -14; 12 :7
Gálatas 1:4; 3:1; 4:8-9; 5:19-21
Efésios 1:21; 2:2; 4:26-27; 6:11, 12, 16
Colossenses 1:13; 2:15
1 Tessalon icenses 2:18 ; 3:5
2 Tessalon icenses 2:1-1 0; 3:3
1 Tim óteo 1:20; 3 :6; 4:1-3
2 Timóteo 1:7; 2:26; 4:18
Hebreus 2:14
Tiago 2:1 9; 3:15 ; 4:7
1 Pedro 5:8
2 Pedro 2:4, 19
1 João 2:13, 18; 3:8, 12; 4:1-4, 6; 5:18
Jud as 1 :6, 9
Apocalipse 2:9, 13, 24; 3:9; 9:1-11, 20-21; 12:1-13; 13:1-18; 16:13-16; 18 :2;
19:20 ; 20:1-1 4; 21:8

2. Estude o registro do An tigo Testam ento dos po deres dem oníacos:


n Satanás na forma de um a serpente é m encionad o sete vezes em G ênesis
3:1-24 e em Isaías 27:1.
n Satanás também é m encionado em 1 Crônicas 21.1; 2 Samuel 24:1;
Salmos 10 9:6; Zacarias 3:1-2; e 14 vezes no livro de Jó.
n Espíritos malignos são m encionados oito vezes no regis tro do rei Saul: 1
Samuel 16:14-23; 18:10; 19:9.
n Espíritos mentirosos são mencionados seis vezes em 1 Reis 22:21-23.
n Espíritos familiares são m encionados seis vezes em Levítico 20:27 e 1
Samuel 28.
n Espíritos religiosos e espíritos de prostituição física são iden tificados no
livro de Oséias.
n Os dem ônios são iden tificados com os de use s da s na ções pag ãs q uatro
vezes: Levítico 17:7; Deuteronômio 32:17; 2 Crônicas 11:15; Salmos
106:19-39.
n Príncipes ma lignos que governam nações são ide ntificados nos Sa lmos,
profetas e especificamente no livro de Daniel 10.10-21.
n Espíritos impuros perversos são mencionados duas vezes: Isaías 19:14.

2. Pense sobre isto: enqu anto as forças dem oníacas são in imig as de deu s, ao mesm o
tempo estão sujeitos à Sua vontade e são usados por Ele para derrotar a si mesm os:
Ver 1 Samuel 16.14; 18.10; 19.9; 1 Reis 22.20-22; e Isaías 19.14.
Capítulo Sete

O TERRITÓRIO DO INIMIGO

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Definir o que é entendido pela palavra “mu ndo” e como é usado nesta lição.
n Identificar o príncipe do mun do.
n Explic ar a razã o para o atua l sistem a m und ial.
n Descrever a atitude d o mu ndo pa ra com os cren tes.
n Definir o que se entende pela palavra “carne” e como é usada nesta lição.
n Explicar o que se en tende pelos “d esejos da carne”.
n Explicar como se desenvolve à paixão.
n Explicar os resultados da paixão não conquistada.
n Identificar uma referência bíblica que enum era as obras da carne.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Não ameis o m undo nem as coisas que há no mundo. Se


alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque
tudo que há no m undo, a concupiscência da carne, a
co nc up iscên cia dos olhos e a soberba da vida, não procede do
Pai, mas proc ede do mu ndo” (1 João 2.15-1 6).

INTRODUÇÃO

Existe somente um inimigo, porém como você apren deu nas liçõ es an teriores, ele
ope ra mediante um a poderosa força d e dem ônios . Com o o versícu lo-cha ve des te
capítu lo revela, Satanás não som ente usa os dem ônios, po rém tam bém ope ra
através das forças malignas da carne e do mu ndo:

“Não ameis o m undo nem as coisas que há no mundo. Se


alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque
tudo que há n o m un do , a co nc up iscê nc ia da carne , a
co nc up iscên cia dos olhos e a soberba da vida, não procede do
Pai, mas proc ede do mu ndo” (1 João 2.15-1 6).

O propósito deste capítu lo é identificar e discutir as forças do mal do inimigo


conhecidas co mo o m und o e a carn e. Cuid ado ! Você e stá en trand o em território
hostil. O m undo e a carne são o território do inimigo.

PARTE UM: O MUNDO


A palavra “mundo” tem diferentes significados na Escritura. Pode significar a terra ou
o universo na ordem física. É usada para referir-se aos gentios que são todas as
outras nações exceto a nação judaica.

P orém , a p ala vra “m un do ” ta m bém é usada para referir-se à presente condição dos
assuntos hu m anos em opo sição a D eus . É o sistem a que atua no m undo hab itado,
um sistema q ue é oposto a D eus e ao Se nhor Jesu s Cristo. Este é o significado que é
usado nesta lição. O “m und o” é o grupo corporativo d e indivídu os centrados na carne
atual de se u co rpo. É um term o que descreve a natureza maligna do homem, a qual
está em voluntária rebelião con tra Deus.

C om o seu inimigo, o mundo é a totalidade do sistema organizado socialmente,


econom icam ente e materialmente, e de filosofias religiosas que têm sua expressão
m edian te organizações, personalidades e governo. Não é um governo especifico,
org anização ou pessoa, mas sim o sistema m undial sobre o qual estes estão
basead os. O sistema m undial é uma extensão da carnalidade do homem. Proporciona
u m a atmosfera, ambiente, e um sistema que prom ove os pecados da carne. Rodeia o
hom em com a quilo qu e apela a seu s desejos carnais.

O P R ÍN C IPE D O MU N D O :

Sata nás é o “príncip e” ou g overn ante do sistem a m und ial:

“Chegou o mo men to de ser julgado este mu ndo, e agora o seu


príncipe será expulso” (Jud as 12.31).

“Já nã o fa lare i m uito c on vo sco, p orqu e aí ve m o p ríncipe do


mu ndo; e ele nada tem em mim ” (João 14 .30).

Satanás é tamb ém cham ado o deus deste século:

“Nos quais o deus deste sé cu lo cegou o entendimento dos


incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho
da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios
4.4).

Os reinos do mundo estão atualmen te influenciados por Satanás. Estão guiados por
filosofias e princípios satânicos. Estão centrados na carne e governados pela carne:

“Lev ou-o ain da o dia bo a u m monte muito alto, mostrou-lhe


todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo
isto te darei se, prostrado, me adorares” (M ateus 4.8-9).

Alg um dia eles se rão os rein os do no sso S enh or:

“O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes


vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor
e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”
(Apocalipse 11.15 ).

A RAZÃO PARA A CONDIÇÃO DO MUNDO:


O pecado é a razão para a presente condição do m un do. Q uando Adão e Eva foram
origina riam ente criados por Deus, foi dado-lhes o domínio sobre o mundo. Isto
significava que eles tinh am o controle sobre o mu ndo, para g uiar seus sistem as e
habitantes conforme o plano de Deus. Quando pecaram contra Deus, eles perderam
esse dom ínio (Gêne sis 1 a 3).

Quando Jesus foi crucificado pelos pecados d o gênero humano e ressuscitado da


m orte, Ele reivin dicou o m und o. Pronu nciou juízo co ntra as forças espiritu ais do m al:

“E, despojando os principados e as potestades, pu blicam ente


os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (C olossenses
2.15).

Ainda que Jesus ten ha reivindicad o o m und o do pod er do inim igo, Sataná s ainda não
reconhece u essa reivindicação. Satanás ainda está trabalhando no mundo com seus
poderes demoníacos. Satanás não reconhecerá as reivindicações de Jesus sobre os
reinos do m un do a té qu e o conflito final sobre o qua l você estu dará n o últim o
capítulo deste curso.

A presen te situação é sem elha nte às cond ições m ilitares qu e freqüe ntem ente
ocorrem no mundo natural. Um poder político ou militar tomará o controle sobre uma
nação, poré m sua s reivind icações n ão se rão recon hec ida s pel as tropas den tro
daq uela nação. As tropas rebeldes continuarão guerreando por todo o país. Tratam
de tomar posse do território que não legitimamente seu e su bjugar aos seus
cidadão s. Freqüentem ente usam táticas de terror para alcançar seus prop ósitos.

A situação no m und o espiritual é semelhante. Jesus reivindicou controle sobre o


mu ndo, o inimigo, e suas forças da maldad e. Porém, as tropas rebeldes de Satanás
ainda guerreiam por todo o mundo. Trata m d e to mar posse do que não é
leg itim a mente seu e influenciar a homens e mu lheres ao mal. Esta batalha, que é
nossa “gue rra espiritu al” con tinua rá até o co nflito final.

A ESTRUT U RA D O MU ND O :

A estrutura do mundo está em direta oposição a Deus, Seu plano, propósitos e povo:

O SISTEMA M UNDIAL DO MAL:

O presente sistema m undial é maligno:

“O qu al se entregou a si me sm o pe los noss os pe cado s, para


nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de
nosso D eus e Pai” (Gálatas 1.4).

O sistem a m und ial está sem D eus:

“Naq ue le tem po , es táv eis sem Cristo, separados da


comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa,
não tend o esperanç a e sem Deus n o m undo ” (Efésios 2.12).

Existe mu ito eng ano no m und o para sedu zir aos cren tes de m odo q ue eles se tornem
parte do mund o:
“Porque muitos enganadores têm saído pelo mu ndo fora, os
qu ais nã o c on fes sam Jesu s C risto v indo em carne; assim é o
engan ador e o an ticristo” (2 João 7 ).

O m und o já está julgado e sob a conden ação de D eus:

“Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para


não serm os cond enado s com o m undo ” (1 Coríntios 11.32).

OS P RI NC ÍPIO S D O MUN D O :

Os “princíp ios do mund o” se referem aos princípios elementares que governam o


m und o. Levam ao jug o espiritu al:

“ Assim , também nós, quando éram os menores, estávamos


servilm ente sujeitos aos rudimen tos do mun do” (Gálatas
4.3).

OS R UDIME N T OS D O MU ND O :

Estes são os regulamentos sobre os quais a estrutura mundial descansa. São


diferentes dos princípios sobre os quais Deus estrutura Seu reino:

“Se m orrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por


que, como se vivêsseis no mu ndo, vos sujeitais a ordenanças”
(Colossenses 2 .20).

O ES PÍ RI TO D O MU N DO :

O Espírito do mundo está em d ireta oposição ao Espírito Santo:

“Ora, nós não temos recebido o espírito d o m u nd o, e sim o


Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por
Deus n os foi dado gratuitam ente” (1 Co ríntios 2.12).

A FILOSOFIA DO MUNDO:

Filosofias são princípios de conhecimento. As filosofias mundanas não estão baseadas


em Cristo:

“Cuidado que ningu ém vos v enh a a en redar com sua filo so fia
e vãs su tilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os
rudimentos do m undo e não segun do Cristo” (Colossenses
2.8).

A S ABE D ORIA D O MU ND O :

A sabed oria mu ndan a não é a sa bedoria de D eus:

“Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus;


porq uanto está escrito: Ele apanha os sábio s na p rópria
astúcia deles” (1 Coríntios 3.19).
A CORRE N TE D O MU ND O :

A “corrente” do mu ndo é o ciclo do m und o presen te, sua rotin a, a form a na qua l ele
opera:

“Nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo,


segundo o p rínc ipe d a pote stade do ar, d o espírito que ag ora
atua nos filhos da desob ediência” (Efésios 2.2).

A S VOZ ES D O MU ND O :

As m uitas “vozes” do m und o são contrárias à voz d e Deus:

“Há, sem dúvida, m uitos tipos de vozes no mundo; nenhum


deles, contudo, sem sentido” (1 Co ríntios 14.10).

A P AZ D O MUN D O :

A paz do mundo é temporária, frágil e algumas vezes enganosa:

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a
dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”
(João 14 .27).

A TRISTEZA DO MUNDO:

A tristeza santa difere daquela do m undo:

“Porque a tristeza segundo Deu s prod uz arre pen dim ento p ara
a salvação, que a ninguém traz pesar; m as a tristeza do
mu ndo pro duz m orte” (2 Coríntios 7.10).

A ATITUDE DO MUNDO:

O m und o odeia a D eus:

“Infiéis, não compreendeis que a amizade do m undo é inimiga


de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo
constitui-se inimigo d e Deu s” (Tiago 4.4).

O m und o odeia aos crentes:

“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós


outros, m e odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo
am aria o que era seu; como, todav ia, nã o sois do m un do , pe lo
contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia”
(João 15 .18-19).

Visto que o mu ndo está cheio de indivíduos centrados na carne que odeiam aos
crentes, nós precisam os aprend er mais sob re esta força poderosa cham ada “carne”.

PARTE DOIS: A CARNE


O mundo é uma força social maligna de Satanás que obra a partir do exte rior para
atacar aos crentes. É a organização corporativa de indivíduos carnais. A carne é uma
força que opera den tro do crente. O m esmo “espírito carnal” que opera no mu ndo
ope rará em sua v ida, se vo cê perm itir. A palavra “carne”, da maneira como é usada
na Escritura, pode referir-se ao atual corpo do hom em ou d e uma fera. Porém, não é
sobre isso que estamos falando quan do usam os a palavra “carne” nesta lição.

A Bíblia também usa a palavra “carne” para descrever a natureza básica de pecado
do hom em . A carne é o centro da volu ntária provocaçã o e rebelião contra Deu s:

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não


habita bem nenhum , pois o querer o bem está em mim; não,
porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem q ue prefiro, mas o
mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não
quero, já não so u e u q ue m o faz, e sim o pec ado q ue h abita
em mim ” (Rom anos 7.18 -20).

A carne é uma força compulsiva interior que se expressa em rebelião mediante o


pecado. Este é o significado da carn e que usa mo s nesta lição. O termo “carnal” e o
term o “velho homem ” também são usadas para descrever a natureza carnal d o
homem . Todos os homens possuem esta natureza pecadora e carnal básica:

“Portanto, assim como por um só hom em entrou o pecado no


mundo, e pelo pecado, a morte, assim tam bém a m orte
passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos
5.12).

“P ois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos


3.23).

AS PAIXÕES DA CARNE:

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à


concup iscência da carne” (Gálatas 5.16).

O que é paixão da carne? Primeiro definamos a palavra “paixão ”. Paixão é “um forte
desejo, emoções da alma, a tendência natural do hom em para o ma l”. A Bíb lia
adv erte qu e não devem os dese jar as coisa s do m al:

“Ora, estas coisas se tornaram ex emp los para nós, a fim de


que não cobicem os as coisas m ás, com o eles cobiçaram ” (1
Coríntios 10.6).

Desejar as coisas do mal que agradarão à sua natureza carnal é o que se chamam
“paixões da carne”. É assim que Sa tanás ataca desde o interior. É c om o um a gu erra
civil dentro de uma nação, com seu espírito e sua carne guerreando um contra o
outro.

COM O S E D E SE N VO L VE A PA IXÃ O :

A paixã o, ou d esejo peca m inoso, prim eiro en tra por m eio d os sentid os n atu rais. O
olho vê algo mal ou o ouvido escuta algo maligno. Um toque, o saborear, ou inclusive
um expirar, p odem até fom enta r a paix ão. Esta é a primeira maneira na qual Satanás
usa o am biente do m und o para tentar a carne . Estes sentidos naturais disp aram um
pen sam ento maligno ou u m desejo na mente. Isto é paixão. O pensam ento lascivo é
o qu e lhe ten ta a faze r o m al:

“ Nin gu ém , ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus;


porque Deus não pode ser tentado pelo m al e ele mesmo a
ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua
própria cobiça, quando esta o atrai e seduz” (Tiago 1 .13-14).

Lembre-se, Deus nunca lhe tenta. Você é tentado quando é atraído por suas próprias
paixões pecaminosas e carnais. Porém, você não tem que se render à tentação. Deus
sempre proporciona uma vida de escape:

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; m as


Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além d as
vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos
prov erá livrame nto, de sorte qu e a po ssais sup ortar” (1
Coríntios 10.13).

Visto que a mente é usada pa ra tentar a carne, Paulo adverte:

“Por isso, o pendor da carne é in im izade co ntra D eu s, p ois


não está su jeito à lei d e D eu s, ne m m esm o po de es tar”
(Rom anos 7.7-8).

Você aprenderá depois como a mente é um dos principais campos de batalha na


gue rra espiritu al.

OS R ES U LT A D OS D A P A IX ÃO :

Se você se ren de à p aixão , vem a tenta ção, e se vo cê se rend e à ten tação , resulta
em pecado q ue leva à morte:

“Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o


pecado; e o pecado, uma v ez consumado, gera a morte”
(Tiago 1.15).

O m undo é corrupto devido à paixão:

“Pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui


grandes promessas, para que por elas vos torneis co-
participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção
das paixões q ue há no mu ndo” (2 Pedro 1 .4).

Sua carne é corrupta devido à paixão:

“ N o sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis


do v e lh o home m , que se c o r ro m p e segundo as
concup iscências do engan o” (Efésios 4.22).

A RELAÇÃO DO ESPÍRITO COM A CARNE:


“Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a
obede cer à verdade ?” (Gálatas 5.17).

Quando você é salvo e cheio do Espírito Santo, o Espírito habita em seu espírito. O
Espírito Santo em seu espírito se opõe à paixão da carne. Sua carne luta contra seu
espírito e contra o Espírito de Deu s dentro de você. A carn e lhe seduz às paixões
carnais. É por isso que você, com freqüência, não pode viver da maneira que deseja.

Pau lo descreve esta batalha entre o espírito e a carne em Rom an os 7 . Leia o ca pítulo
inteiro em sua Bíblia. Ele resume a batalha:

“Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal


reside em m im . Po rque , no tocante ao h om em interior, tenho
prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus mem bros, outr a lei
que, guerreando contra a lei da minha mente, m e faz
prisio ne iro da lei do pecado que está nos m eus mem bros”
(Rom anos 7.21 -23).

AS OBRAS DA CARNE:

As paixões da carne, se não são con quistada s, levam às obras malignas da carne que
resultam em mo rte espiritu al:

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição,


im pureza, lascívia, ido latria, feitiçarias, in imiz ade s, po rfias,
ciúmes, iras , dis có rdias, dissensões, facções, invejas,
bebedices, glutonarias e coisas semelhante s a e stas, a
respe ito das qu ais e u v os d ecla ro, c omo já, outrora, vos
prev en i, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas
praticam” (G álatas 5.19-21).

Esta lista pode ser dividida em q uatro categorias de p ecados:

Pecados de adoração: idolatria e bruxaria.

Pecad os sexu ais: adultério, fornicação, imundícia e lascívia.

Pecad os pess oais: bebedices e rebeliões.

Pecados de relação: ódios, discórdia, ciúm es, ira, rivalidades, dissen sões, facções,
invejas, assassinatos.

Cada uma dessas obras pecaminosas é definida em detalhe no curso “Ministério do


Espírito Santo” do Instituto Internacional Tempo de Colheita. As obras são opostas ao
fruto do Espírito Santo qu e deverá ser desenv olvido nas vid as dos crentes.

FORÇAS PODEROSAS DO MAL

O m un do e a carn e são com bin ados por Sa tan ás e seus dem ônios para guerrear
con tra os crentes. Estas são as forças espirituais do mal. Nas lições seguintes você
aprenderá as estratégias da guerra espiritual para combater as poderosas forças
espiritu ais do m al.
INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. O que se entende pela palavra “carne” segundo ela é usada nesta lição?
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3. O que se entende pela palavra “mund o” conforme é usada nesta lição?


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4. Quem é o príncipe deste mun do?


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5. Res um a as ca racterísticas d o presen te sistem a m und ial.


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6. Qu al é a raz ão pa ra a con dição pecam inosa do sistem a m und ial atu al?
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7. Qual é a a titude do m und o para com os crentes?


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8. O que se entende p or “paixão da ca rne”?


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9. Como se desenvolve a paixão?


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10. O que acontece se você não controla a paixão?


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11. Dê um a referência bíblica que identifique as obras da carne.
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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo neste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Estude adicionalmente sobre as obras da carne em Gálatas 5.19-21.

2. Contraste estas obras malignas com o fruto do Espírito em Gálatas 6.22-23.

3. Leia João 1.1-15 e capítulo 3. Observe o grande am or de Deus pelo mundo apesar
de sua condição pecaminosa e carnal. O que Deus fez para demonstrar Seu am or?
Qual foi a resposta do mun do?

4. Estude adicionalmente sobre a tentação.

n Satanás é chamado de “o tentador”: Mateus 4.3; 1 Tessalonicenses 3.15.


n Deus não tenta aos homens a fazer o mal: Tiago 1.13-14.
n Você é tenta do p or:
o Hom ens: Mateu s 16:1; 1 9:3; 22 :35; M arcos 8:11; 1 0:2; Lucas 11:16;
João 8:6.
o Satanás: Mateus 4:1; Marcos 1:13; Lucas 4:2; 1 Coríntios 7:5.
o Suas paixões: Tiago 1:13-14.
o Riquezas: 1 Timóteo 6:9.
n Você tem que orar para nã o cai r em tentação: Mateus 26:41; Lucas 11:4;
Marcos 14:38; 22:46.
n Jesus foi tentado, porém não pecou: Hebreus 2.18; 4.15.
n Você é abençoado se você resiste à tentação: Tiago 1.12.
n Deus pode livra r você da tentação: Hebreus 4.15; 2 Pedro 2.9; 1 Coríntios
10.13.
n A tentação traz pesa r (Tiago 1.2), porém você deve con siderar cada tentaçã o
um a alegria (1 Ped ro 1.6).

5. Você está experimentando paixão que o tem levado à tentação e depois ao


pecado? Siga a estratégia de 1 João 1.8-9.

6. É dentro do co ntexto d a de scriçã o da guerra en tre o Es pírito Santo e a carne que


Pau lo identifica as obras da carne que batalham dentro dos crentes. Ver Gálatas
5.16-26.
Capítulo Oito

A ESTRATÉGIA DO INIMIGO

O B J ET IV O S :

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Resum ir a estratégia do inim igo em relação a Deu s.
n Resum ir a estratégia do inim igo em relação às nações.
n Resum ir a estratégia do inim igo em relação aos não cren tes.
n Resum ir a estratégia do inim igo em relação aos crentes.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda


em derredor, co m o leão q ue rug e proc urand o algué m para
devo rar; resisti-lhe firm es n a fé, certos de que sofrimentos
igu ais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade
espalhada pe lo mun do” (1 P edro 5.8-9).

INTRODUÇÃO

Esta lição apre senta uma visão geral das estratégias de nosso inimigo, Satanás. Na
p ró xim a lição, você terá um pan orama do “Plano de Batalha” de Deu s. Nas lições
posteriores, depois qu e você tenha sido arm ado com suas a rm as espirituais, dar-se-
lhe-ão ma is contra-estratégias específicas para ven cer todos os planos m alignos d o
inimigo. Porém , prim eiro você n ecessita enten der a estra tégia g eral d o in im igo em
relação a Deu s, as nações, não crentes, e os crentes.

O INIMIGO E DEUS

O pecado original de Satanás foi o que ele qu eria ser como Deus, de tal maneira que
seu poder e atividades atuais estão dirigidos primordialmente contra Deus. Todas as
suas outras atividades e sua própria natureza são vistas como ramificações de sua
am bição rebeld e origin al.

Por exemplo, o ataque d e Sa tan ás so bre o prim eiro h om em e a prim eira m ulh er,
Adão e Eva, foi realm ente u m ataq ue ao caráter e ao con trole de D eus (v er Gên esis
3.1-5). Sata nás ta m bém indu ziu C aiu a assassin ar a Ab el em oposiç ão a Deu s (ver 1
João 3.10-12 ). Você pode estudar cada ataque de Satanás registrado nas Escrituras
e você descobrirá que é um ataque contra Deus e Suas atividades e natureza.

Satanás está em oposição direta a Deus em cada atividade e característica da


natu reza. Por e xem plo, Deus é am or enqua nto Satan ás é odioso e prom ove o ódio (1
João 3.7-15). Deus é vida e cria vida enquanto qu e Satanás promove a m orte e a
destruição (Heb reus 2.14).

Satanás não so m ente se opõe a Deu s e Su a na tureza , se não q ue tam bém se opõe
ao programa de Deus. Nega a existência de Deus (Salmos 14.1-3), promove
mentiras (Efésios 2.2; 2 Tessalonicen ses 2.8-11); e está por trás de falsas religiões,
o oculto, e cultos com falsas do utrinas e práticas. O sistem a religioso de Satanás
resulta em falsos mestres, profetas, e “cristos”. Você estuda rá ma is sobre isso
depois, qua ndo estud ar “Forças Espirituais do M al nas Reg iões Celestes”.

Satanás a lca nça rá o clím ax de sua rebelião contra Deus e Seus planos durante o
tempo da “Batalha Final” abordada no último capítulo deste curso. Ao final, Sataná s e
suas hostes de poderes demoníacos serão colocados sob o controle do Deus único e
verdadeiro.

O INIMIGO E AS NAÇÕES

Satanás é cham ado de o “d eus deste século” o qual inclui os homens que não são
crentes e os anjo s demoníacos (2 Coríntios 4.4). Ele ofereceu a Jesus as nações
dura nte a tentação de Cristo, e nosso Senhor não disputou a legitimidade da oferta.
Ele simp lesmen te resistiu a rebelar-se contra Deus ao submeter-se à maneira de
Satan ás para obter gov erno (Ma teus 4.8-10 ).

Satanás usa seus demônios para influenciar e enganar as nações, guiando aos líderes
e ao povo longe de Deus. Esta é a razão pela qual há ditadores cruéis e sistemas
políticos não sa ntos em mu itas na ções. Tam bém explica as gu erras e div isões entre
as nações.

Satanás influen cia esp ecialm ente os líderes con tra a Igreja e o povo escolhido de
Deus, Israel. Também opera mediante governos para evitar a difusão do evangelho.

Du rante o período da tribula ção Satan ás dirigirá os assuntos de um grupo de dez


nações mediante o Anticristo. Depois da segunda vinda de Cristo, Satanás será atado
por mil anos “para q ue n ão m ais engane as nações” (Apocalipse 20.3). Depois de sua
liberação, ele enganará as naçõ es u m a última vez para reuni-las contra Jerusalém e
con tra Deus (Apocalipse 20.7-10). Porém, no final, cada rein o d a terra e a té m esm o
o reino de Satanás se tornarão os Reinos de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

O INIMIGO E OS NÃO CRENTES

O inimigo tem um a poderosa estratégia operando contra os não crentes. Cega suas
men tes ao Evangelho (2 Coríntios 4.3-4) e arrebata a verdade do Evangelho quando
o escutam de ta l maneira que nenh um a reposta ocorra (Lucas 8.12). Com o
conseqüência, o evangelho parece tolo e irrelevante àqueles que estão perdidos em
pecado (1 Coríntios 1.18).

Satanás também laça os não crentes em falsas religiões (1 Timóteo 4.1-3) e os leva
a cam inha r conform e o “curso do m und o”, o qu al é a filosofia do sé culo . Tal filosofia
pode varia de geração em geração e de cultura a cu ltura , porém é sem pre
antropocên trica e promovedora da criatura em lugar de ser teocêntrica. Satanás está
consta ntem ente semeand o as sementes da rebelião (pecado) nos corações e mentes
dos não crentes.
Um dos propósitos do Espírito Santo é batalhar contra Satanás pelas almas dos não
crentes. O Espírito Santo opera para red arg üir aos homens e mulheres de sua
pecam inosa rebelião con tra Deus (João 16.7-11 ).

O INIMIGO E OS CRENTES

Quando você aceita a Jesus Cristo como Salvad or, certamente não sign ifica que a
batalha terminou! Você tem ganh ado um a confrontação maior quando você é salvo,
porém na realidade, sua intensa batalha só começou.

Você aprende rá mu itas estratégias específicas de Satan ás na m edida em que você


continua estudando este curso e se arma com suas armas espirituais e as mobiliza
para entrar no território inimigo. Porém, todos estes ataques podem ser resumidos
em quatro áreas principais. Na vida de um crente Satanás ataca:

A PALAVRA DE DEUS:

Satanás o levará a questionar a Palavra de Deus e a acrescentar, diminuir ou


distorcer as Escrituras. Relemb re que estas coisas estiveram presentes na m esm a
tentação de Eva. É por isso que é importante estudar e entender a Palavra de Deus
de tal m aneira qu e você não será en gana do por estes ataqu es.

S U A A DO RAÇ Ã O :

A rebelião origina l de Sa taná s inclu ía seu desejo d e ser ado rado, p elo qu al,
especialm ente, ele faz da adoração dos crentes um de seus alvos. Ele tratará de
impedir que você o adore ou ele lhe guiará a uma falsa ou carnal adoração.

SEU CAMINHAR COM DEUS:

Satanás ataca seu caminhar pessoal com Deus. Ele lhe acusa e calunia, tenta-lhe
para você comprometer-se com as obras da carn e, pa ra estar ocupado com o mundo
e para co nfiar em sua p rópria e h um ana sabed oria e força. Se Satanás puder ganhar
território em seu ca m inha r pessoa l com D eus, será mais fácil para ele derrotá-lo em
sua próx im a áre a qu e é...

SEU TRABALHO PARA DEUS:

Satanás também ataca seu trabalho para Deus. Ele tratará de dissuadir-lh e a faz er a
vontade de Deus m ediante a perseguição, o desa stre, o de sân im o, falta de oraçã o, e
pelo estar ocupado com as coisas do mun do. Satanás também trata de afetar seu
trabalho para Deus infiltrando-se na igreja com falsos mestres e discípulos (2
Coríntios 11.13 -15; 2 Ped ro 2.1-19; M ateus 13 .38-39).

Enq uan to Deus semeia a boa semente através de seu ministério, o inimigo semeia o
joio, que são os “filhos do m align o”. Ele prom ove a d ivisão d entro d o corpo de Cristo
tratando de afetar o operar de Deus e Seus propósitos em sua vida e m inistério.

ENTÃO... O QUE VOCÊ PODE FAZER?

As estratégias d e Satanás certamente são variadas e poderosas na medida em que


opera contra D eus, as nações, os nã o crentes, e os crentes.
Tendo passado as quatro últimas lições estudando o inimigo, as forças espirituais do
m al, o território e a estratégia do inim igo, você pode estar um pouco assombrado a
estas alturas. Porém, como você aprenderá no próximo capítulo, Deus tem um “plano
de batalha” mu ito maior e mais poderoso do que qualquer projeto do inimigo.

Ag ora você está pronto para estudar o plano e depois se armar com suas armas
espirituais e mobilizar-se para a batalha.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Resum a a estratégia do inim igo em relação a Deu s.


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3. Resum e a estratégia do inim igo em relação às nações.


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4. Resum a a estratégia do inim igo em relação aos não cren tes.


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5. Resum a a estratégia do inim igo em relação aos crentes.


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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Ana lise a nação na qual você vive. Quais estratégias do inimigo você vê em
operação em sua nação?

2. Analise os nã o crente s ao seu redor pelos quais você está orando. O inimigo tem
cegado seus olhos ao evangelho? Ele está roubando a m ensagem o Evangelho
apresentado a eles? Estão send o do utrin ados em falsas religiões? Estão eles vivendo
no “curso deste mundo” e em seu estilo de vida? Torne estes assuntos em temas de
oração.

3. Leve em consideração a s quatro acusa ções de Sata nás:


n Acusa a Deus diante do crente: Gênesis 3.1-5.
n Acusa o crente diante de Deus: Jó 1-2; Apocalipse 12.9-10.
n Acusa o crente diante de sua própria consciência: Jeremias 31.34; Rom anos
8.33-39.
n Acusa o crente mediante outros crentes: Mateus 16.13-23; Romanos 8.33-39.

4. Pense em sua própria vida. No espaço propo rcio na do a ba ix o, a na lise co mo


Satanás tem lhe atacado em relação à Palavra de Deus, sua adoração, seu caminhar
com Deus, ou su a obra para com Deus.

A Palavra de Deus:
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Adoração a Deus:
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Cam inhar com Deus:


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Obra para Deus:


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Nas segu inte s liçõe s voc ê ap rend erá es tratég ias específicas pa ra ganhar batalhas em
cada u ma destas áreas.
Capítulo Nove

O PLANO DE DEUS PARA A BATALHA

O B J ET IV O S :

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Identificar o propósito de Deu s.
n Identificar o propósito pelo qual Jesus veio ao mun do.
n Explic ar os seu s pon tos do p lano de ba talha da g uerra esp iritual.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Aque le que pratica o pecado procede do diabo, porque o


diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou
o Filho de Deu s: para destruir as obras do diabo” (1 Jo ão 3.8).

INTRODUÇÃO

Este capítu lo apres enta a bata lha b ásica d a gu erra espiritu al. É um a estratégia que
descansa no entendimento dos propósitos de nossa guerra e está baseada na
com unicaçã o com nosso Com anda nte pela oração, jejum e a Palavra escrita de De us.

Quando você não entende os propósitos e planos de Deus, você po de ser m uito
tentado a se desanimar nos conflitos da vida. Esta é a razão por que m uitos dos
soldados cristãos fracassam na guerra: não entendem o propósito divino por trás da
batalha:

“Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os;


porque, se este co nse lh o o u e sta o bra v em de hom ens,
perecerá; m as, se é d e De us, não pod ereis destru í-los, para
que não s ejais, porven tura, achado s luta nd o con tra D eu s. E
concord aram com ele” (Atos 5.38-39 ).

O PROPÓSITO DA GUERRA

Desde o início do tempo, cada uma das batalhas naturais que têm sido travadas
sem pre teve um propó sito pelo qua l vieram a existir. Antes que examinemos o plano
de Deu s pa ra a b atalha , é im portante qu e en tendam os o p ropó sito d a gu erra
espiritual. Isto en volv e en tender o s propós itos d e De us o Pai e de Je sus Cristo , o
Filho.

O PROPÓSITO DE DEUS:

É o p ropó sito d e De us q ue...


“De fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos
tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra”
(Efésios 1.10).

Desde o início do tempo, Sataná s tem pele jado co ntra o cu m prim ento d este
propósito. Sua própria guerra no mund o espiritual está relacionada com este
propó sito de D eus . Satanás co m bate pa ra atra ir seu coração, m ente, esp írito, e alm a
a ele ao invés do Senhor Jesus Cristo.

Deus opera em você para cum prir Seu propósito:

“Porque Deu s é qu em efetua e m vós tan to o querer como o


realizar, segund o a sua bo a vontade ” (Filipenses 2 .13).

Deus também opera através de sua vida para cum prir Seus propósitos:

“Nem ofereçais cada um os m emb ros do seu corpo ao pecado,


c om o instrum entos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus,
c om o ressurretos dentre o s m orto s, e o s vo sso s m em bro s, a
Deus, com o instrume ntos de justiça” (Rom anos 6.13 ).

Quando você se dá a si mesmo para tornar-se um “instrume nto de justiça” de D eus,


coloca sua v ida e m inistério em ha rmonia com Seus propósitos e planos. Ao fazer
isso, você se converte em um alvo do inim igo de De us, Satan ás.

O PROPÓSITO DE JESUS:

Jesus disse:

“A qu ele que pratica o pecado procede do diabo, porque o


diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou
o Filho de Deu s: para destruir as obras do diabo” (1 Jo ão 3.8).

A razão pela qu al Jesus veio ao m und o foi destruir as obras de Sataná s. Isto
imediatam ente o colocou em oposição ao inimigo:

“O ladrão ve m som en te p ara rou ba r, m ata r e d estru ir; eu vim


para que tenham vida e a tenham em abundância” (João
10.10).

Desde o princípio de Seu ministério terreno, Jesus se dedicou à destruição das obras
de Sata nás:

n Revelou o jugo do p ecado (João 8.34).


n Perdoou os p ecados (M ateus 9.1-8 ; Marcos 2.1-1 2, 17; Luca s 4.17-32 ).
n Enfatizou a condição do coração ao invés do engano da aparência exterior
(Mateu s 15.16-2 0; Ma rcos 7.20-23; Lu cas 6.45; 11 .39).
n Curou o enfermo (M ateus 11 .5).
n Levantou pessoas de entre os m ortos (Marcos 5.35-43; Lucas 8.49-56; João
11).
n Livrou as pessoas d os poderes dem oníacos (M ateus 8.16 ).
Em resum o, destruiu as obras de S atanás n os corações, alma s, mentes, e corpos de
hom ens e m ulheres:

“ O s cegos vêem , os coxos andam, os leprosos são purificados,


os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres
está sendo pregado o evang elho” (Ma teus 11.5).

Jesus não somen te destruiu as obras de Satanás, Ele também expulsou as


estratégias enganosas do inimigo:

n Ensinou que os enganos de Satanás se aumentariam durante os últimos dias


na terra (Mateu s 24 a 25 ; Marcos 13 ; Lucas 17 .22-37; 2 1.8-36).
n Advertiu sob re Sataná s que era capa z de destruir a alm a (Ma teus 10.28 ).
n Falou sobre a necessida de d e ata r ao h om em forte (S atanás) an tes d e tirar-
lhe seus ben s (Mateu s 12.26-3 0; Ma rcos 3.23-27; Lu cas 11.17 -24).
n Revelou com o Sa taná s trata de evitar que a Palavra de Deus seja efetiva nos
corações dos hom ens e m ulheres (M ateus 13 .38; Ma rcos 4.15; Lucas 8 .12).
n Repreendeu aqu eles que nã o eram corretos com De us com o sendo d o “vosso
Pai, o diabo” (João 8 .44-47).
n Revelou a Satan ás com o o “príncipe deste m und o” (João 14.30 ).

A GRANDE DIVISÃO

Ainda que Jesus tenha vindo pa ra trazer a paz de Deus (João 14.27; Filipenses 4.7) e
a paz com Deus (Rom anos 5.1), sua vinda também trouxe divisão:

“Não pen seis que vim trazer pa z à terra; nã o v im trazer paz,


mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu
pa i; entre a filha e sua mãe e entre a no ra e sua sog ra. A ssim ,
os inimigos do homem serão os da sua própria casa” (Mateus
10.34-36 ).

Jesus dividiu a todos os homens em dois campos de batalha. Não é possível ser
neutro:

“Ninguém pod e servir a dois senhores; porque ou há de


aborre cer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e
desp rezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”
(Mateu s 6.24).

“ Q uem não é por mim é contra mim; e quem comigo não


ajunta espalha” (Luc as 11.23).

Jesus falou d esta gra nde divisã o na h istória do s dois cam inho s, um que era estreito e
outro que era largo. Advertiu sobre o engano do caminho largo de Satanás, no qual
mu itos entram por ele (Mateus 7.13-14). Mediante a história do rico e Lázaro (Lucas
16.19-3 1), Jesus removeu o véu entre a vida e a morte. Ele permitiu que os homens
vissem o resultado final de escolher o caminh o errado.

Devido ao fato Dele ter expulsado e destruído as obras do diabo, Jesus esteve sob
ataque durante toda a Sua vida terrena. O inimigo constantemente tratou de destruí-
lo ou de evitar que Ele cumprisse a missão para a qual Ele veio ao mundo. No
m om ento em qu e nasceu, houve o primeiro atentado contra Sua vida. Durante Seu
m inistério público houve diferentes conspirações contra a Sua vida e ao m enos um
atentado que foi abortado. Ele encontrou a oposição dos poderes demoníacos, dos
líderes religiosos, Seus próprios seguid ores e Sataná s.

Quando você alinha com o plano e propósitos de Jesus ao aceitá-lo como Seu
Sa lvad or, você se torna parte do exército que guerreia contra Satanás. Os propósitos
de Jesus se convertem em seus propósitos e isso lhe coloca em um a posição tática
de direta oposição ao inimigo.

O P LAN O DE BA T ALHA

Existem m uita s estra tégias b íblic as d iferen tes q ue p ode m ser us adas n a gu erra
espiritu al, porém o plano básico de batalha para os crentes é revelado ao observar
co mo Jesus tratou com o inimigo. O plano básico de batalha para a guerra espiritual
está baseado em seis pontos principais. Estes são:

n A Palavra d e Deus.
n Delegação de poder e autoridade.
n Oração
n Jeju m .
n As chaves do Reino.
n O Nom e de Jesus.

A PALAVRA DE DEUS

U m a confrontação direta entre Jesus e Sataná s veio durante um período especial de


tentação pelo inim igo. Neste encon tro, uma d as porções principais de nosso plano de
batalha espiritual foi revelada. Antes de proce der com esta lição, leia os registros da
tentação em Mateus 4.1-11; Marcos 1:12-13, e Lucas 4:1-13.

Prim eiro Satanás tratou de convencer a Jesus que con verte sse p edra s em pão . O
pode de Jesus que converteu água em vinho seg uramente poderia ter convertido
pedras em pão. Porém, fazer isso nesta situação teria sido atua r indep end entem ente
de D eus e u sar Seu pode r para o b enefício p essoal.

Dep ois Satanás tratou de fazer com que Jesus se lançasse do pináculo do Tempo.
Con side re que Satanás disse “Lança-te”. Satanás não podia lançá-lo, porque o poder
de Satanás é limitado.

Satanás pode persuadir-lhe a pecar, porém ele não pod e obrigá-lo. Com o você
aprendeu, cada ho me m é ten tado qu ando é atraído por seus próprios desejo s. Ele
não é forçado, ma sim seduzido. Nesta tentação, Satanás usou a Palavra de Deus
para fundamentar seu apelo, porém, nã o a aplicou corretam ente (Ma teus 4.6).
Aplicação errônea da Palavra de Deus é uma das e stratégias fundamentais de
Satan ás.

Nas duas primeiras tentações Satanás disse “Se você é o Filho de Deus”, faça estas
coisas. Se Jesus tivesse obedecido, isso teria sido o mesmo que admitir que a
confirmação da p arte do P ai de q ue Ele Seu Filho e ra inad equ ada . Deu s já ha via
falado desde o céu confirmando esta relação (Mateus 3.17). Satanás sem pre
centraliza seus ataqu es em su a relação com Deus. A ten tação final foi uma intenção
de receber adoração. Em resposta, Satanás entregaria a Jesus todos os reinos do
mu ndo.
Nestas três situações de tentação você pode ver as forças do mal do mu ndo, carne e
diabo batalhando contra Jesus. Jesus confrontou as tentações de Satanás com a
Pala vra de D eus . A Bí blia é um a arm a esp iritua l m uito im portante é parte da
arm adura de Deus que você estudará depois. É chamado de “a espada do Espírito”. A
Palavra de D eus é o único ma nua l divin am ente in spirad o para a gu erra espiritu al.
Outros livros são úteis somente na medida em que estã o em harm onia com a Pa lavra
de Deu s.

Ao confrontar as tentações de Satanás, Jesus usou a Palavra de Deus. Jesus citou


Escrituras específica s aplicá veis à b atalh a im ediata . Não cito u passagens de
cronolo gia ou história do Antigo Testamen to. Jesus disse “está escrito...”. Quando
você usa Escrituras específicas, assegure-se que elas estão em equ ilíbrio com o resto
da Palavra de D eus. Devem ser vistas em se con texto e aplicadas em h armonia com
a totalidade d a Palavra revelad a de De us.

Com vistas a usar a Palavra de Deus efetivamente na guerra espiritual, você deve
reconhecer a Palavra de Deus. Deve estudar, meditar, e memorizá-la. Muitas
derrotas na vida vêm porque n ão conh ecem os a Palavra de Deus:

“Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras


nem o pode r de Deu s” (Mateu s 22.29).

A Palavra d e De us é nos so m anual de g uerra e reve la o p lan o esp iritua l de D eus para
a batalha.

PODER E AUTORIDADE DELEGADA

A segunda parte do plano de batalha está baseada no poder e autoridade sob re


Satan ás que foram delegad as por Jesus a Se us seguid ores:

“Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade


sobre todos os demô nios, e para efetuarem curas” (Lucas
9.1).

Autoridade e poder são du as coisas diferen tes. Con sidere o e xem plo de um policial.
Ele tem um a insíg nia e um uniforme que são símbolos de sua autoridade. Sua
autoridade vem por cau sa de su a pos ição n o gov erno. Po rém , visto que nem todas as
pessoas respe itam essa aut oridade, o policial tamb ém tem uma arma. A arma é seu
pod er.

Sua autoridade sobre o inimigo vem mediante Jesu s C risto e su a p osiçã o N ele co mo
crente. Seu poder sobre o inimigo vem m ediante o Espírito Santo:

“E is que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei,


pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder”
(Lu cas 24 .49 ).

C om o o policial, você deve ter tanto autoridade como poder para se efetivo. Alguns
crentes recebem autorid ade m edian te a exp eriência do no vo na scim ento e sua
posição em Cristo, porém nunca seguem adiante para receber o poder do Espírito
Santo, o qual tem que ser combinado com a autoridade para uma guerra efetiva.

O poder que Jesus deu é poder para propósitos específicos. Estes incluem:
P O D ER S O BRE O IN IMI GO :

“Tendo Jesus c onv ocad o os d oze, d eu-lhes pod er e autoridade


sobre todos os dem ônios, e para efetuarem curas” (Lucas
9.1).

PODER SOBRE O PECADO:

“E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei


o Espírito Santo. Se de alguns perd oardes os pecados, são-
lhes pe rdo ados; s e lho s retive rde s, sã o re tido s” ( Joã o 2 0.2 2-
23).

P O D ER P ARA ES T EN D E R O E V AN G E LHO :

“Mas recebereis pode r, ao de sce r so bre vó s o E spírito S anto, e


sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em
toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos
1.8).

ORAÇÃO

Oração é a terceira parte do plano básico de batalha. Aqui está um a referência


detalhada para ajudá-lo no estudo sobre a oração:

A D EF IN IÇ ÃO DE O RAÇ Ã O :

A oração é comunhão com Deus. Assume diferentes form as, p orém basica m ente
ocorre quando um homem fala com Deus e Deus fala com o homem. A oração é
descrita como:

n Invocação do nome do Senhor: Gênesis 12.8.


n Clamor a Deus: Salmos 27.7; 34.6.
n Aproximar-se de Deus: Salmos 73.28; Hebreus 10.22.
n Buscar: Salmos 5.3.
n Elevar a alma: Salmos 25.1.
n Elevar o coração: Lamentações 3.41.
n Derramar o coração: Salmos 62.8.
n Derramar a alma: 1 Samuel 1.15.
n Chamar o céu: 2 Crônicas 32.20.
n Suplicar ao Senhor: Êxodo 32.11.
n Buscar a Deus: Jó 8.5.
n Buscar o rosto do Senhor: Salmos 27.8.
n Fazer súplicas: Jó 8.5; Jeremias 36.7.

A VIDA DE ORAÇÃO DE JESUS:

A oração foi um a estratégia im portante do S enhor Jesus:

Jesus fez da oração uma prioridade:

n Orou em qualquer momento do dia ou da noite: Lucas 6.12-13.


n Teve prioridade sobre o comer: João 4.31-32.
n Teve prioridade sobre os negócios: João 4.31-32.

A o raç ão acom pa nh ou cada ev en to de im po rtânc ia:

n Em Seu batismo: Lucas 3.21-22.


n Durante sua primeira viagem m inisterial: Marcos 1.35; Lucas 5.16.
n Antes da escolha dos discípulos: Lucas 6.12-13.
n Antes e depois da alim entação dos 5.000: Mateus 14.19, 23; Marcos 6.41,
46; João 6.11, 14-15.
n Depois da alimentação dos 4.000: Mateus 15.36; Marcos 8.6, 7.
n Antes da confissão de Pedro: Lucas 9.18.
n Antes da transfiguração: Lucas 9.28, 29.
n Ao regresso dos 70: Mateus 11.25; Lucas 10.21.
n Na tumba de Lázaro: João 11.41-42.
n Na bênção das crianças: Mateus 19.13.
n À chegada de certos gregos: João 12.27-28.
n Diante da hora de Sua maior angústia: Mateus 26.26-27; Marcos 14.22-23;
Lucas 22.17-19.
n Por Pedro: Lucas 22.32.
n Pela vinda do Espírito Santo: João 14.1-6.
n No caminho a Emaús: Lucas 24.30-31.
n Antes de Sua ascensão: Lucas 24,50-53.
n Por Seus seguidores: João 17.
n A oração que Jesus ensinou está registrada em Mateus 6.9-13.

TIP OS DE O RA ÇÃ O :

Pau lo exorta aos crentes a orar sem pre co m “toda ora ção” (Efés ios 6 .18). Ou tra
tradução da Bíblia diz “orando com todo tipo de oração” (tradução Goodsee d). Isto se
refere aos vários níveis e tipos de oração.

Níveis de oração:

Há três níveis de in tensida de n a ora ção: ped ir, bu scar e bater:

“P ed i, e dar-se-vos-á; b uscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-


á. Po is tod o o qu e p ed e re ceb e; o qu e b usc a en contra ; e, a
quem bate, abrir-se-lhe-á” (M ateus 7.7-8).

Pedir é o primeiro nível de oração. É sim plesm ente apresen tar um pedido a Deus e
receb er um a resp osta im edia ta. Pa ra rece ber, a con diçã o é pedir:

“Cobiç ais e n ad a te nd es; m ata is, e inv eja is, e na da po de is


obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque
não pe dis” (Tiago 4.2).

Temos a poderosa arma espiritual da oração, porém mu itos não a usam. Eles não
pedem , e por causa disso não recebem.

Buscar é um nível m ais p rofun do d e oração. Este é o nív el de oração no qual as


repostas não sã o tão im ediatas como no nível de pedir. Os 120 se reuniram no
cená culo onde “continuaram” em oração com o um exemplo de buscar. Estes homens
e mulheres buscavam o cumprimento da promessa do Espírito Santo e continuaram
“buscan do” até que a resposta veio (Atos 1-2 ).

Bater é um nível a ind a m ais profundo. É oração persistente quando as respostas


atrasam a chegar. É ilustrado pela parábola de Jesus contada em Lucas 11.5-10. O
nível de b ater é o nív el m ais in tenso da gu erra esp iritual em oração . É ilustrad o pela
persistên cia de Daniel que continuou batend o apesar do fato de não ver resultados
visíveis, já que Satan ás imp edia a resposta d e Deus (D aniel 10).

Tipos De Oração:

Há vário s tipo s de o raçã o ilustrados no modelo de oração dado pelo Senhor (Mateus
6.9-13). Os tipos de oração incluem:

1. Ado ração e Louv or:

Você entra na presença de Deus com louvor e adoração:

“Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus


átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe
o nom e” (Salm os 100 .4).

Adoração é render honra e devoção. Louvor é ação de graças e uma declaração de


gratidão não som ente pelo qu e Deus tem feito, mas tam bém por quem Ele é. Você
deve adorar a Deus em espírito e em verdade:

“Mas v em a hora e já chegou, em que os verdadeiros


adoradores adora rão o P ai em esp írito e em verda de ; porque
são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é
espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em
espírito e em verda de” (João 4.23-24).

O lo uvo r e ad oração p ode m ser:

Com Cânticos: Salmos 9.2, 11; 40.3; Marcos 14.26.


Com Louvor Audível: Salmos 103.1.
Com Gritos: Salmos 47.1.
Com Instrumentos musicais: Salmos 150.3-5.
De Pé: 2 Crônicas 20.19.
Prostrado: Salmos 95.6.
Ajoelhado: Salmos 95.6.
Deitad o: S alm os 149 .5

O g uerre iro de Deu s no m un do e spirit ual é m ostra do a ssim ...

“Nos seus láb ios estejam os altos louvores de Deus, nas suas
mã os, espada de dois gum es” (Salm os 149 .6).

2. Comprom isso

Esta é a oração comprometendo sua vida e vontade a Deus. Inclui orações de


consagração e dedicação.
3. Petição:

As oraçõ es de petiç ão sã o pe did os. Os ped idos devem ser feitos segundo a vontade
de Deus revelada em Sua Palavra escrita. As petições podem estar no nível de pedir ,
buscar ou bater. Súp lica é outra palavra pa ra este tipo de oração. A pala vra súplica
“imp lorar a Deus ou apelar ardentem ente a Ele por cau sa de um a necessidad e”.

3. Arrependimento e confissão:

Um a oração de confissão é arrepender-se e pedir perdão pelo pecado:

“Se confessarmos os no ssos p ecad os, ele é fiel e justo p ara


nos perdoar os pecado s e nos pu rificar de toda injustiça” (1
João 1.9).

4. Intercessão:

Intercessão é oraç ão p or ou tros. U m intercessor é a qu ele q ue to m a o lu gar de outro


ou pede pelo caso de outro. A Bíblia registra que em um tempo Deus olhou a terra e
viu que nã o ha via in terces sor:

“V iu que não havia ajudador algum e maravilhou-se de que


não hou vesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço
lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve”
(Isaías 59.16).

Quando Deus viu que não havia intercessor, Ele supriu a necessidade. Ele enviou
Jesus:

“Po rquan to há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os


hom ens, Cristo Jesus, hom em ” (1 Tim óteo 2.5).

“Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes,


quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também
intercede por nó s” (Rom anos 8.34 ).

“Por isso, também pode salvar totalme nte os que por ele se
chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”
(Heb reus 7.25).

“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não


pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temo s Advogado junto ao
Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2.1).

Um advo gad o em um a corte de justiça é um assistente legal ou um conselheiro que


pede pela causa de outro. A intercessão na guerra espiritual é orar a Deus a favor de
outra pessoa. Algumas vezes está intercessão é com entendim ento. Você intercede
em sua própria língua nativa:

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas,


orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os
hom ens, em favor dos reis e de todos os que se acham
investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e
ma nsa, com toda piedade e respeito” (1 Tim óteo 2.1-2).

Em outras ocasiões, a intercessão é feita pelo Espírito Santo. Pode ser com gemidos
resultantes de uma pesada carga espiritual. Pode ser em um a língua desconhecida.
Pode ser intercessão por outro ou o Espírito Santo intercedendo por você. Quando
isto acontece, o Espírito Santo fala por m eio de você orand o diretam ente a De us e
segundo a vontade de D eus. Você não entende este tipo de intercessão:

“Também o E spírito, se m elh antemente, nos assiste em nossa


fraqueza; porque não sabem os orar como convém , mas o
m esm o Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos
inexprimíveis” (Rom anos 8.26 ).

Este é o nível mais profundo de oração intercessora e o m ais efetivo na g uerra


espiritu al.

O M O D E LO D E O RA Ç ÃO :

Du rante o ministério terreno de Jesus Seus discípulos uma vez vieram a Ele com um
pedido interessante:

“De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando


terminou, um do s se us d iscíp ulo s lhe pe diu : Senhor, ensina-
nos a orar como também João en sinou aos seus discípulos”
(Lucas 11 .1).

Os discípulos não perguntaram sobre como pregar ou realizar milagres. Não


buscaram lições sobre como construir relações mais duradouras. Não inquiriram
sob re a cu ra física . Ped iram que Ele lhes ensina sse a orar.

O que produziu este desejo? Foi o efeito visível da oração na vida e ministério de
Jesus. Os discípulos havia m presencia do os p oderos os resulta dos d esta estra tégia
espiritual em ação.

Leia o modelo de oração e observe os vários tipos de oração que temos discutido:

Pai nosso, que estás nos céus, santificado Louvor e adoração


seja o teu nom e; ve nh a o teu rein o.
Faç a-se a tua von tad e ass im na te rra Com promisso.
com o no céu.
O p ão n osso de ca da dia, dá-nos hoje . Petição.
E perdoa-nos nossas dívidas, como Confissão e intercessão.
também nós perdoamos a nossos
dev edo res.
E não nos deixes cair em tentação, mas Petição.
livrá-no s do m al.
Pois teu é o rein o, o po der e a gló ria para Louvor e adoração.
sem pre. Am ém ! (Mateus 6 .9-13).

COMO ORAR:
Procu re cada um a das segu intes referências em su a Bíblia pa ra aprender como deve
orar:
n A oração é para ser feita a Deus: Salmos 5.2.
n A vã repetição está proibida, porém a repetição sincera não: Mateus 6.7;
Daniel 6.10; Lucas 11.5-13; 18.1-8.
n Você peca ao negar-se a orar pelos outros: 1 Samuel 12.33.
n Orar com entendimento (em uma língua conhecida): Efésios 6.18.
n Orar no Espírito: Romanos 8.26; Judas 20.
n Orar conforme a vontade de Deus: 1 João 5.14-15.
n Orar em secreto: Mateus 6.6.
n Busca-se ma is qua lidad e do q ue q uan tida de. A oração não é vitoriosa por
causa do “muito falar”: Mateus 6.7.
n Orar sempre: Lucas 21.36; Efésios 6.18.
n Orar continuamente: Romanos 12.12.
n Orar sem cessar: 1 Tessalonicenses 5.17.
n Orar ao Pai em nome de Jesus: João 15.16.
n Com uma atitude atenta: 1 Pedro 4.7.
n Conforme o exemplo do modelo de oração: Mateus 6.9-13.
n Orar com um espírito perdoador: Marcos 11.25.
n Orar com humildade: Mateus 6.7.
n Algumas vezes a oração é acompanhada do jejum: Mateus 17.21.
n Orar fervorosamente: Tiago 5.16; Colossenses 4.12.
n Orar com submissão a Deus: Lucas 22.42.
n Usar as estratégias de atar e desatar em oração: Mateus 16.19.

POR QUE VOCÊ DEVE ORAR:

n Pela paz de Jerusalém: Salmos 112.6.


n Obreiros na colheita: Mateus 9.38.
n Que você não entre em tentação: Lucas 22.40-46.
n Por aqueles que lhe amaldiçoam e vituperam (seus inimigos): Lucas 6.28.
n Por todos os santos: Efésios 6.18.
n O enfermo: Tiago 5.14.
n Uns pelos outros (levando as cargas uns dos outros): Tiago 5.16.
n Por todos os homens, reis e aqueles em autoridade: 1 Timóteo 2.1-4.
n Pelas necessidades diárias: Mateus 6.11.
n Por sabedoria: Tiago 1.5.
n Por cura: Tiago 5.14-15.
n Por perdão: Mateus 6.12.
n Para qu e se fa ça a vontade de Deus e que Seu reino seja estabelecido:
Mateus 6.10.
n Por ajuda na aflição: Tiago 5.13.

ORAR AS PROM ESSAS:

“P ed is e não recebeis, porque pedis ma l, para esbanjardes em


vossos praz eres” (Tiago 4.3).

Deus respo nd e à ora ção con form e as S uas prom essa s. Qu ando v ocê n ão p ede sobre
a base d estas p rom essas, su a oraçã o não é respon dida . É sem elhante à maneira na
qual um pai se relaciona com seus filhos. Nenhum pai se compromete em dar a seus
jovens qualquer coisas que q ueira m ou peçam. Ele deixa clara que fará certas coisas
e não ou tras. Dentro destes limites o pa i responde os pe didos de seu s filhos.
Da me sm a m ane ira é com Deu s. Ele tem dad o prom essas e e las con stituem a base
ap ropriada para a oração. Aprendam os o que Deus tem prom etido e o rem os
conform e as promessas de Deus. Um a man eira de fazer isso é ir pela Bíblia e marcar
todas as promessas que Deus tem feito. Use sua Bíblia na medida em que você ora e
baseie suas oraçõ es sobre estas prom essas.

OBS TÁ C UL O S À O RAÇ ÃO :

n Pecado de qua lquer tipo: Isaías 59:1-2; Salmos 66:18; Isaías 1:15;
Provérbios 28:9.
n Ídolos no coração: Ezequiel 14:1-3.
n Um espírito não perdoador: Marcos 11.25; Mateus 5.23.
n Egoísmo, motivos equivocados: Provérbios 21.13; Tiago 4.3.
n Fome de poder, orações manipuladoras: Tiago 4.2-3.
n Maus tratos da companheira de matrimônio: 1 Pedro 3.7.
n Autojustificação: Lucas 18.10-14.
n Incredulidade: Tiago 1.6-7.
n Não permanecer em Cristo e em Sua Palavra: João 15.7.
n Falta de compaixão: Provérbios 21.13.
n Hipocrisia, orgulho, repetições sem sentido: Mateus 6.5; Jó 35.12-13.
n Por não pedir conforme a vontade de Deus: João 16.24.
n Impedimentos de demônios: Daniel 10.10-13; Efésios 6.12.
n Por não buscar primeiro o Reino: é somente quando você busca o reino de
Deus que se lhe prometem as “outras coisas”: Mateus 6.33.
n Deus tem um propósito maior ao negar seu pedido: 2 Coríntios 12.8-9.
n Quando você n ão sab e orar com o conv ém , a oração é im pedida. É por isso
que é importante permitir ao Espírito Santo orar através de ti: Roma nos
8:26.

QUANDO ORAR:

É im portante aprender a esperar diante do Senhor em oração por Sua direção antes
de ag ir. Porém, é igualmente im portante saber quando não orar. Quando Deus
cham a você à ação, você deve agir, não continuar orando.

Por exem plo, as água s am argas de M ara quan do Mo isés clamou ao senhor, Deus lhe
mostrou exata men te o que fazer para adocicar as águas. Não havia necessidade de
esperar adicionalmente no Senh or em oração. Moisés teria que agir baseando-se no
que Deus h avia revelado. O m esm o aconteceu com Josué quando ele orou por cau sa
da terrível derrota de Israel em Ai. Deus revelou que havia pecado entre o povo de
Israel. E le dis se a Josu é...

“Então, disse o SENHOR a Josué: Levanta-te! Por que estás


prostrado assim sobre o rosto?... Dispõe-te, santifica o
povo...” (Josué 7.10, 12 -13).

Não era tem po de orar. Era tempo de agir na direção dada em oração. Algumas
pessoas usam a oração com o u m a desculpa para evitar comprom eter-se e agir em
função do que deus lhe disse que faria.

Outros con tinu am oran do q uand o Deus já tem respondido, porém não gostam da
resposta. Reve ja a histó ria de B alaã o em Núm eros 22 . Leve em conta especia lm ente
os versículos 18-19. Balaão não tinh a direito de ir a D eus co m o m esm o assu nto
porque D eus lhe ha via proibido claram ente ter algo a ver com ele (veja versículo 12).

JEJUM

O jejum é a quarta parte de nosso plano de bata lha . É com bin ado com oraçã o pa ra
travar u m a gu erra efetiva n o m und o espiritu al.

A D EF IN IÇ ÃO D E J EJ UM :

Jeju m , em sua defin ição m ais sim ples , é nã o com er.

T IP O S D E JE JU M :

De acordo com a Bíblia há dois tipos de jejuns. O jejum total é quando você não
co me ou bebe em absoluto. Um exem plo disto é encontrado em A tos 9.9. O jejum
parcial é o caso de uma dieta restrita. Um exemplo está em Daniel 10.3.

JEJUM P Ú BL IC O E PRIV ADO :

O jejum é um assunto pessoal entre Deus e um indivíduo. É para ser feito em


privado e não é motivo de jactância:

“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os


hipócritas; porque desfiguram o rosto co m o fim de parecer
aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já
receberam a recompensa. Tu, porém, quando jejuares, unge a
cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homen s
que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em
secreto, te recom pensará” (M ateus 6.16-18 ).

Os líderes podem convocar um jejum público e solicitar que a igreja toda jejue:

“Tocai a tro m be ta e m Sião, p romulgai um santo jejum,


proclama i uma asse mb léia solene” (Joel 2.15).

O S PR O PÓ S IT O S D O JE JU M :

Há propósitos espirituais definidos para o jejum. É importante que você entenda isto,
visto que se você jejua pelos motivos equivocados você será ineficaz.

Estude cada uma das seguintes referências relacionadas com os propósitos do jejum.
Revelam o grande poder do jejum na guerra espiritual. Você jejua:

n Para humilhar-se a si mesmo: Salmos 35.13; 69.10.


n Para arrepender-se do pecado: Joel 2.12.
n Por revelação: Daniel 9.2; 3.21-22.
n Para soltar ligaduras de maldade, levantar jugos pesados, liberar os oprimidos
e romper todo o jugo: Isaías 58.6.
n Para alimentar o faminto, tanto física como espiritualmente: Isaías 58:7.
n Para ser escutado por Deus: 2 Samuel 12:16, 22; Jonas 3:5, 10.
O jejum n ão m uda a Deus. Ele m uda a você. Deus se relaciona com v ocê com base
em seu relacionamento com Ele. Quando você muda, então a maneira na qual Deus
trata com você é afeta da. Você nã o jeju a pa ra m ud ar a D eus , porque D eus não
muda. Porém, jejuar muda com o Ele trata com você. Leia o livro de Jonas como um
exemplo de com o isto aconteceu na cidade de Nínive.

D U RA ÇÃ O DO JE JU M :

Qu anto você jejuará depende do que Deus fala dentro de seu espírito. Ele pode guiá-
lo a jejuar por um período curto ou long o. Você se lem bra da história de Esaú e Jacó?
Jacó estava originalm ente fazend o um a com ida para si m esm o, porém n egou-se a si
m esm o para o bter o dire ito de p rimo gen itura. Qu ão m elhor teria sido se Esaú tivesse
jejuado!

AS CHAVES DO REINO

Jesus deu aos crentes as cha ves d o Re ino. Essa s cha ves in clue m o poder p ara a tar e
desatar e elas são a quinta parte de nosso plano básico de batalha:

“ D ar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra


terá sido lig ad o n os céus ; e o qu e d esligares na terra terá sido
desligado nos céu s” (Mateu s 16.19).

Jesus ensinou a importância de atar os espíritos dem oníacos an tes de expulsá -los.
Porém , o princípio de atar (e desa tar) é mais do que lan çar fora os demôn ios. Você
pode atar o poder do inimigo para não operar em sua vida, lar, comu nidade e igreja.
Você pode desatar a homens e mulheres do jugo do pecado, depressão e do
desânimo d o inimigo.

O prin cípio de a tar e d esat ar é u m a im portante estratégia para vencer o poder do


inimigo. É uma chave do Reino de Deus. Em cada situação que você confronta... cada
problema, cada desafio... há uma chave espiritual. Essa chave é o exercício do
princíp io de atar e desatar. Quando você reconhece o que é atar e o que é desatar e
você age com base nisso, o inimigo será derrotado.

O NOME DE JESUS

A parte final do plano básico de batalha se encontra no nome de Jesus. A Palavra de


Deus é para aplicada em Seu nom e; a oração, jejum, nosso poder e autoridade
delegada, e as chaves do reino devem ser usados todos em Seu nom e:

“Se m e p ed irde s algu m a coisa em m eu no m e, e u o farei”


(João 14 .14).

“N aq ue le dia, nada me perguntareis. Em verdade, em verdade


vos digo: se p edirdes a lgum a coisa ao Pai, ele vo-la co nced erá
em me u nom e” (João 16 .23).

“Estes sinais hão de ac om panhar aqueles que crêem: em m eu


nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em
serpentes; e, se algu m a co isa m ortífe ra b eb ere m , não lhes
fará mal; se imp userem as m ãos sobre enfermos, eles ficarão
curados” (M arcos 16.17-1 8).
“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a
autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei
discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pa i,
e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas
as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco
todos os d ias a té à consu m açã o d o sé culo” ( M ate us 2 8.1 8-
20).

Você tem que en sina r, expulsar demônios, curar o enfermo e vencer cada poder do
inimigo m ediante o nome de Jesus. É mais poderoso do que qualqu er outro nome:

“ Ac im a de todo principado, e p ote stade , e pod er, e do m ínio, e


de todo nome que se possa referir, não só no presente século,
ma s tamb ém no vindou ro” (Efésios 1.21).

“P elo que também D eus o exaltou sobrem aneira e lhe deu o


n om e que está acima de todo nome, para que ao nome de
Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da
terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para
glória de Deus P ai” (Filipenses 2.9-11).

UMA ESTRATÉGIA VENCEDORA

Jesus enfrentou cada tentação do inimigo que nós enfrentam os, porém ELE venceu
estas tentações sem pecar. Visto que Ele entrou na arena da gue rra espiritu al, Ele
entende suas batalhas e lhe fortalece:

“Porque não temos sum o sacerdote que não possa


com padecer-se das n ossas fraq ueza s; antes, foi ele tentado
em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”
(Heb reus 4.15).

Vist o qu e Ele saiu vitorio so, vo cê tam bém pod e ser u m ven cedor:

“Pois, naquilo que ele mesmo sofreu , ten do sido ten tad o, é
podero so para soco rrer os que são ten tados” (H ebreus 2.18 ).

Leia a história da morte e ressurreição de Jesus em Mateus 26 a 28 ; M arcos 14 a 16;


Lucas 22 a 24 ; João 18 a 21. A morte e ressurreição de Jesus Cristo foi a maior
confrontação qu e já ocorreu entre o poder de S atanás e o p oder de De us.

Med iante a mo rte de Jesus, Satanás pensou que havia destruído o plan o de D eus. Ele
hav ia matado o único Filho de Deus. Que ele havia destruído o Rei que deveria reinar
sobre o Reino de Deus. Porém, Jesus disse:

“Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me


m an daria neste mom ento mais de doze legiões de anjos?
Como, po is, se cum pririam as Es crituras, se gu nd o a s qua is
assim dev e sucede r?” (Mateu s 26.53-54 ).

“Respondeu Jesus: O m eu reino não é deste mundo. Se o meu


reino fosse deste mundo , os meus m inistros se empenhariam
por mim, para que não fosse eu en tregue aos judeus; mas
agora o m eu reino não é daqui” (João 1 8.36).
“Respondeu Jesu s: N en hu m a autorida de ter ias sobre m im , se
de cim a não te fosse d ada; po r isso, quem m e entre gou a ti
ma ior pecado tem ” (João 19 .11).

Jesus não morreu porque Seu poder fosse m enor que o do inimigo. Sua morte não
terminou o plano do Reino de Deus. Não era o tempo para que SEU Reino visível se
estabelecesse no mu ndo.

A morte de Jesus cumpriu o plano de Deu s. Os homens agora podem ser salvos do
jugo do pecado e da pen a da “segu nda m orte” (separação eterna de Deus p or causa
do pecad o).

Apesar de ter sigo grande, a salvação do pecado não foi a única vitória conquistada
por Jesus mediante Sua morte na cruz. Mediante Sua morte e ressurreição, Jesus
derrotou todo o poder do inimigo:

“Por isso , diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o


ca tiveiro e concedeu dons aos homens. Ora, que quer dizer
subiu, senã o q ue tam bé m ha via descido às regiões inferiores
da terra? Aquele q ue de sceu é ta m bé m o m esm o q ue subiu
a cim a de todos os céus, para encher todas as coisas” (Efésios
4.8-10).

“E, despojando os principados e as potestades, publicamente


os exp ôs ao desp rezo, triunfando deles na cruz” (Colossenses
2.15).

Jesus derrotou cad a poder do inimig o, incluindo a m orte. Tamb ém julgou a S atanás:

“Chegou o mo men to de ser julgado este mundo, e agora o seu


príncipe será expulso” (João 12.31).

Jesus fez um cam inhão de salvação. Jesus derrotou a morte e os principados e os


poderes do inimigo. Restaurou ao hom em o dom ínio sobre todas as coisas.
Pronunciou juízo sobre Satanás o qual será cumprido no futuro.

C om o você aprendeu, a presente situação é semelhante às condições que existem


em certos países no mundo natural. Os poderes das forças rebeldes serão derrotados
pelo governo. O líder rebelde estará sob juízo, porém ainda estará livre. As forças da
resistência sob sua direção ainda pelejam na terra.

Jesus tem conq uistad o a Sa taná s e pron unc iou S eu juíz o. Porém Sata nás a inda está
livre e suas forças de pode res demoníacos, a carne e o mundo estão ainda
guerreando na terra. Tra tam de con trolar o território que é legitimamente do
Con qu istad or. Tratam de ceg ar aos homens ao fato de que Satanás tem sido
derrotado e qu e está sob juízo. Tratam de controlar os lares, igrejas e nações.

Ali é onde a guerra do crente entre em foco. Jesus tem derrota do ao inimigo, porém
Sata nás permanece livre no mun do. É nosso objetivo abrir os olhos dos homens e
mu lheres a seu engano e retomar o controle do território que é legitimamen te nosso.
Sua batalha pessoal continuará até que o juízo sobre S atan ás seja e xecu tado o u até
que você parta para estar com Jesus m ediante a morte, o que vier primeiro:

“Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se


torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos
lugares celestiais” (Efésios 3.10).

VENCEDORES, NÃO VÍTIMAS

Med iante Jesus, você é um vencedor sobre o inimigo em lugar de uma vítima do
inimigo:

“E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça


sobre tod as a s co isas, o d eu à igreja, a qu al é o seu corpo , a
plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas”
(Efésios 1.22-23).

Todas as coisas estão “sob os pés” de Jesu s. Isto significa que Ele as tem
conquistado. Ele é a cabeça da Igreja, e nós somos o corpo. Está declarado que
todas as coisas estão sob Seu s pés , o qu e sig nifica sob Seu corpo, a Igre ja. Si gn ifica
isto que somos vencedores, não vítimas. Você pode ser guardado do poder de
Satanás. Jesus mesm o orou para que sejamos guardados do poder do inim igo:

“Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do


mal... Não rogo somente por estes, mas também por aquele s
que vierem a crer em m im, por intermédio da sua palavra”
(João 17 .15, 20).

Você é um conq uistador, não m ediante seu próprio poder, se não mediante o poder
de a lgu ém m aior:

“Em todas estas coisas, porém, somos m ais que vencedores,


por m eio daquele qu e nos am ou” (Ro ma nos 8.37).

Quando a batalha espiritual se torna dura, só lembre que a Bíblia assegura que os
propósitos de D eus serão cum pridos:

“Jurou o SENHOR dos Exército s, d ize nd o: C om o p en sei, assim


sucederá, e, como determinei, assim se efetuará” (Isaías
14.24).

“Este é o desígnio que se formo u concernente a toda a terra;


e esta é a m ão qu e está e stend ida sob re todas as nações.
Porque o SENHOR dos Exércitos o determ ino u; q uem , po is, o
invalidará? A sua m ão está esten dida; qu em , pois, a fará
voltar atrás?” (Isaías 14.26-27).

O Senhor dos exércitos tem um propósito, e nenhum a força do mundo, carne,


dem ônios, inferno ou Satanás em pessoa o anulará. O plano básico de batalha que
você tem estudado nesta lição assegurará sua vitória espiritual! Agora que você
entende o plan o, voc ê está pron to pa ra ser m obilizado p ara a guerra e a rm ado pa ra
a ação. Você começara esse processo no próximo capítulo.
INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Qual é o p ropósito de Deu s?


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3. Por qual propósito Jesus veio ao mundo?


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4. Qu al é o pla no d e seus p ontos de D eus p ara a g uerra esp iritual?


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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Nesta lição você ap rende u da imp ortânc ia da Palav ra de D eus n a gu erra espiritu al.
O Instituto Temp o de Colh eita oferece dois cursos que au me ntarão sua ha bilidade de
conhecer e usa r a Pa lavra de D eus . Escre va-nos para informações sobre os cursos
“Método s Criativos de Estudo Bíblico” e “Estudo B ásico da Bíb lia”.

2. Nesta lição, você apre nde u qu e Jesus veio pa ra destru ir as obras de Sa taná s. Leia
m ais sobre os p ropósito s de Jesu s nos se guin tes versículos: Lucas 4:18-19; 4:43;
19:10: 24:46 -49; João 6 :38; 9:4 ; 12:46 ; 18:37 . Leia a declaração do p ropósito de
Deus e como ele se relaciona com Jesus: João 3:16-18; Efésios 1:9-10.

3. Jesus teve vários encontros com espíritos demoníaco s. Porém, os espíritos


demoníacos e a tentação de Satanás não foram as únicas batalhas que Jesus pelejou.
Satanás também usou aos homen s qu e esta vam perto de Je sus para pele jar con tra
Ele:

P ED RO :
Simão Pedro foi um d os doze discípulos escolhidos por Jesus, ainda que algumas
vezes Ped ro foi usado por Sata nás p ara ba talha r contra Jes us. Qu and o Jesu s hav ia
revelado Sua mo rte futura, Pedro começou a repreendê-lo por dizer tais coisas
(M arcos 8.3 2). Je sus disse a Pedro ...

“Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos,


repreendeu a P ed ro e diss e: A rreda, Satanás! Porque não
cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (Marcos
8.33).

Jesus não q ueria d izer qu e Ped ro fosse o pró prio Sa taná s, ma s sim que Pedro estava
sen do u sad o po r Satan ás n esse m om ento em particular.

U m a das principias estratégias de Satanás é usar aqueles pró xim os a v ocê p ara
tratar de im pedir-lhe de fazer a vontade de Deus. Como Jesus, você deve colocar
suas persuasões para trás de si. Satanás está usando alguém próximo a ti para tratar
de im pedir-lhe de fazer a von tade de D eus?

Temp o depois, quando Pedro prometeu lealdade ao Senhor, Jesus lhe disse:

“Simão, Sim ão , eis que Satanás vos reclamou para vos


peneirar com o trig o! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua
fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os
teus irmãos” (L ucas 22.31 -32).

Jesus sabia que quando o tempo da crucificaçã o se ap roxim asse, Ped ro o neg aria. Ele
viu como o inimigo deseja tirar tudo o que havia de bom na vida de Pedro. Porém,
Jesus tam bém podia ver o gran de poten cial de Pedro. Ele sabia u m d ia Pedro se
levantaria como um grande líder da igreja primitiva.

JUDAS:

Judas foi um dos doze discípulos originais escolhidos por Jesus. Jesus sabia desde o
princípio como o inimigo usaria este homem :

“Replicou-lhes Jesus: Não vos escolhi eu em número de doze?


Contudo, um de vó s é d iabo . Referia-se ele a Judas, filho de
Simão Iscariotes; porque era quem estava para traí-lo, sendo
um dos doz e” (João 6.70 -71).

Leia a traição de Jesus por Judas em Mateus 26.20-25 e João 13.21-30. Satanás tem
usado pessoas próximas para trair-lhe e ferir-lhe? Como Jesus, você não pode
perm itir que isso lhe d esan im e qu anto ao prop ósito qu e o Sen hor tem determ inado
para você.

4. Leia Malaquias 1.13. O profeta enfatiza que em seu tempo alguns estavam tão
entediados com suas observâncias religiosas que disseram, “que canseira”. Talvez
esta gen te nu nca apre nd eu com o ad orar?

Estude mais sobre a adoração: Salmos 5:7; 22:27; 29:2; 45:11; 66:4; 86:9; 95:6;
96:9; 9 7:7; 99 :5, 9; Êxodo 3 4:14; 1 Crônicas 16:29; Mateus 15:9; Marcos 7:7; João
4:23-24; Filipenses 3:3.
O curso do Instituto Internacional Tempo de Colheita chamado “Metodologias de
Mobilização” contém informação adicional sobre o assunto de adoração.

5. Estud e m ais sob re o louv or no liv ro d os S alm os. Marque a palavra “louvor” cada
vez que aparece nos Salmos, depois retorne e estude todos os versículos que você
marcou.

6. Aqui estão mais fatos sobre a oração:


As Respostas à oração estão garantidas:

Imediatamente em certas ocasiões: Isaías 65.24; Daniel 9.21-23.

Tardia em certos tempos: Lucas 18.7.

Em certas ocasiões, diferente de nossos desejos: 2 Coríntios 12.8-9.

Mais além de nossas expectativas: Jeremias 33.3; Efésios 3.20.

Diferentes posturas podem ser usadas na oração:

Parado: 1 Reis 8.22; Marcos 11.25.

Prostrado: Salmos 95.6.

Ajoelhado: 2 Crônicas 6.13; Salmos 95.6; Lucas 22.41; Atos 20.36.

Prostrado sobre o rosto: N úm eros 16.22; Josué 5.14; 1 Crônicas 21.16; Mateus
26.39.

Com as mãos estendidas: Isaías 1.15; 2 Crônicas 6.13.

Com as mãos levantadas: Salmos 28.2; Lamentações 2.19; 1 Timóteo 2.8.

Prob lem as com uns q ue vo cê ne cessita ve ncer p ara orar:

Falta de Tempo

Distrações

Cansa ço

Falta d e Des ejo

Organizando as forças de oração:

A oração é um a das m ais poderosas arm as da gu erra espiritual. O Novo Testam ento
revela a seguinte estrutura para orga niz ar as forças de oraçã o pa ra livra r a gu erra
mais efetivamente:

Oraçã o pesso al: A oração tem de ser feita individualmente em particular: Mateus 6.6.

Dois orando juntos: A oração de dois juntos é a menor unidade de oração


corporativa: Mateus 18.19.
Grupos Pequenos: as células com ma is de dois indivíduos reunidos em oração. Há
u m a grande poder quando d ois ou três se reúnem para este prop ósito: Mateus
18.20.

Oração congregacional total: a igreja inteira deveria reunir-se em tempos de oração


corporativa: Atos 1.14-15.

Promessas de oração:

Estude as seguintes promessas relacionadas com a oração: elas revelam o grande


pod er desta arm a na gue rra espiritu al:

n O Pai sabe o que você necessita inclusive antes de você pedir: Mateus 6.8.
n Se dois concordam em oração, a mesma será respondida: Mateus 18.19.
n Todas as coisas são possíveis para Deus: Mateus 19.26; Lucas 18.27.
n A oração combinada com fé é efetiva: Mateus 21.22; Marcos 11.24.
n A oração fervorosa do justo por muito: Tiago 5.16.
n Se você pede em nome de Jesus, será feito: João 14.14.

7. Est ud e ad icion alm ente sob re o jeju ar:

n Jejuar é uma d as coisas que nos aprova como ministros de Deus: 2 Coríntios
6.3-10.
n A oração acompanhada de jejum foi usada ao organizar a igreja: Atos 14.23.

8. Jesus disse que você teria pode r para p isar “serpe ntes e es corpiõe s”. No cap ítulo
cinco você estu dou os para lelos natu rais e espirituais de uma serpente. Aqui há
alguns fatos sobre os escorpiões que podem ser aplicados espiritualmen te:

Os e scorp iões e vitam outro s. Um escorpiã o pe lejará até a morte. Sujeitará sua presa,
a abaterá e depois injetará veneno mortal de seu aguilhão. Se você é picado por um
escorpião, você pode experimentar dor, dificuldades de falar, cansaço, debilidade e
insensibilidade.

Os escorpiões vivem em lugares escuros e morrem quando são expostos ao calor (à


luz). Primeiro, o escorpião tratará de escapar, depois começará a golpear com sua
calda. No mun do natural, as formigas guerreiras são o principal inimigo do escorpião.

Você pode aplicar estas verdades espiritualmente como fizemos com os atos
vinculados às serpentes no capítulo cinco?
MOBILIZAÇÃO

SERVIÇO MILITAR ATIVO


NO EXÉRCITO DE DEUS

“Mobilizar-se” sign ifica colocar-se em um estado de alerta para o serviço militar


ativo. “Mob ilização” é um processo de ser adicionado como parte das forças
espirituais do exército de De us.
Capítulo Dez

GUERRA OFENSIVA E DEFENSIVA

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Definir “guerra ofensiva”.
n Definir “guerra defensiva”.
n Identificar o fato comum na guerra ofensiva e defensiva.
n Resumir o rol do Espírito Santo na guerra ofensiva e defensiva.
n Usar o exemplo natural de combater para explicar as estratégias da guerr a
ofensiva e defensiva.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Nem deis lugar ao diabo” (Efésiso 4.27).

INTRODUÇÃO

Existem dois tipos de gu erra no m und o natu ral: ofens iva e d efensiv a. A Bíb lia
tam bém ensin a tan to as estratégias espirituais ofensivas com o defensivas. Você deve
aprender a pelejar tanto ofensiva como defensivamente. A única outra opção é a
deserçã o, que é inace itável.

Esta lição proporciona uma introdução à guerra tanto ofensiva quanto à defensiva.
Os dois capítulos seguintes ex am inam em d etalhe suas a rmas esp irituais ofensivas e
defensivas.

A GUERRA DEFENSIVA

A guerra defensiva é trav ada para d efend er o território. É gu erra qu e espe ra pelo
ataque do inimigo, e depois golpeia suas forças em resposta defensiva. O defensor
deve responder a seu oponente e suas decisões são forçadas pelo atacante. Este tipo
de gue rra não avan ça sob re o território do in imigo. Defende o território já possuído.
É importante, sem dúvida, visto que as forças da maldad e estão consta ntem ente
atacando-lhe porque você é um cristão. Se você não sab e se defender, você se
tornará um a vítima destes ataqu es.

GUERRA OFENSIVA

A guerra ofensiva é guerra agressiva. Não é uma guerra de esperar e responder em


defesa. É gue rra que tom a a inic iativa d o ataq ue. O in im igo é id entificado, sua
estratégia reconhecida, e se levam a cabo avanços ofensivos contra ele no mundo do
espírito. Na guerra ofensiva, o atacante tem a vantagem de tomar as decisões em
primeiro lugar. A guerra ofensiva ganha território ao invés de defendê-lo.

Os avan ços ofen sivos sã o o ún ico tipo d e gu erra espiritu al que alcançará o mundo
com o evangelho de Jesus Cristo. Não p odem os perm anecer em nossos lares e
igrejas con fortáv eis e p ratica r som ente as e straté gia s defe nsiv as. O exército de Deus
deve avançar dentro do território do inimigo. Deve ir contra as fortalezas de Satanás
com o poder da mensag em do evan gelh o. Dev em os trava r batalh as esp irituais
ofensivas.

O FATOR COMUM

Existe uma coisa em comu m entre a guerra ofensiva e a defensiva. Am bas envolvem
a ação pessoal por parte do crente. Na guerra natural, as armas não utilizadas não
infringem baixas sobre o inimigo nem ganhar guerras. O mesmo é certo no mundo
do espí rito. Suas arm as es piritu ais sã o afetadas pela von tade p ara us á-las. É ce rto
que Deus dá poder para a batalhar, porém você tem uma responsabilidade pessoal
tanto nas estratégia s espirituais ofensivas e defensivas.

Nas batalhas do Antigo Testamento, Deus lutou por e com Seu povo, Israel. Porém,
primeiro, eles tinham que se posicionar no campo de batalha. Quando Deus vê uma
a rm a esp iritu al q ue está sen do u sa da em S eu no me e u m h om em ou uma mulher no
campo de b atalha atrev end o-se a alcançar o im pos sível, o Senh or dos Exércitos se
move à ação.

Leia a história de Eliseu em 2 Reis 13 .14-19. Ne sta passagem , na qual se u sa o arco


e a flecha, nós percebemos alguns paralelos espirituais que lhe ajudarão a entender
sua parte na guerra:

1. DEMONSTRAR SUA INTENÇÃO DE PELEJAR:

Eliseu disse ao rei Joás, “toma seu arco e flechas”. Paulo disse, “toma a espada do
Espírito” e dec lare g uerra. A o tom ar sua s arm as ofen sivas e d efensiv as você está
dem ons tran do sua intençã o de luta r.

2. PÔR AS SUAS MÃOS NA ARM A:

Eliseu disse ao rei que colocasse as mãos sobre o arco, depois Eliseu colocou suas
mãos sobre as mãos do rei. A estratégia para a vitória é suas m ãos sobre as arm as,
e as m ãos Dele sob re as suas.

3. ABRIR A JANELA:

Abrir a jane la do lu gar no q ual o ini m igo é vitorioso. O in im igo de Isra el esta va p ara
o leste, portanto Eliseu disse ao rei que abrisse a janela do oriente. Deus quer que
você abra a s “janelas” de cada área em sua vida para expor os fracassos, a derrota,
e o jugo do inimigo.

4. DISPARAR:

Eliseu disse ao Rei “tira” e o rei tirou. Depois Eliseu disse, “flecha ta salvação do
Senhor e flecha da salvação contra a Síria”. A janela a berta não é sufic iente. A a rm a
em sua mão não é suficiente. Inclusive a mão do Senhor sobre a sua mão não
ganh ará a batalha. Você deve seguir o mandamento do Senhor d os Ex ército s pa ra
“DISPA RAR ”. Esta é sua parte na batalh a... usar a arma q ue está em suas m ãos e
qu e é gu iad a pe la m ão d o Se nh or.

5. CON H EC E R O O B JE T IV O :

Eliseu disse ao rei que tomasse as flechas e que as golpeasse contra o solo como um
sím bolo de sua vitória contra a Síria. O rei fez dessa maneira, porém ele “golpeou
três vezes e de deteve”. Eliseu disse que visto que ele limitou a Deus p or go lpea r a
terra som ente três v ezes, sua vitória m ilitar seria lim itada. Isto aconteceu porque o
rei não e nten deu o objetiv o da b atalh a. Eliseu havia dito que o Senh or que ria
consu m ir totalmente o inimigo (versículo 17). Ao golpear o solo some nte três vezes,
o rei resolveu alcan çar som ente u m a vitória p arcial.

O objetivo do Sen hor pa ra você é a vitória tota l em cada área de sua v ida e
ministério. Se você fracassa em entender este objetivo, então sua vitóri a será
limitada.

6. GANHAR PRIMEIRO NA CÂMARA SECRETA:

O que aco nteceu entre Eliseu e o rei Joá s na câm ara secreta naquele dia foi o que
determinou o resultado da batalha com a Síria. É o que acontece na “câmara secreta”
com o Senhor que determina suas vitórias nas batalhas atuais da vida.

ENGANOS DE SATANÁS

Básico tanto à guerra ofensiva como defensiva é o conhecimento das estratégias de


Satan ás:

“Para que Satanás não alcance vantagem sob re nós, pois não
lhe ignoram os os desígnios” (2 C oríntios 2.11).

A palavra “m aquin ações” significa planos, projetos, complôs ou planos astutos do


caráter maligno. Satanás pode ganh ar vantag em sobre você qua ndo você é ig noran te
de seus enganos e fracassos em responder na batalha ofensiva ou defensiva.

O MINISTERIO DO ESPÍRITO SANTO

Antes neste curso você aprendeu sobre uma força espiritual do bem conhecid a co mo
Espírito Santo. O Espírito Santo é importante tanto na guerra ofensiva como
defensiva. O Espírito San to conhece as estratégias de Satanás e intercede pelos
crentes comprometidos na batalha:

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa


fraqueza; porque não sabem os orar como convém , mas o
m e sm o Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos
inexp rimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a
m ente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que
ele in terc ed e p elos san tos ” (R om anos 8 .26 -27 ).

O Espírito Santo dá poder para reclamar o território inimigo:


“ M as receb ereis pod er, ao de scer so bre vó s o Esp írito Santo, e
sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em
toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos
1.8).
Os dons do Espírito Santo são armas valiosas na batalha ofensiva e defensiva. Os
dons de palavra de conhecimento e palavra de sabedoria proporcionam revelação
sob renatural para a batalha espiritual. O dom de discernimento de espíritos revela os
enganos do inim igo.

Os dons espe ciais de pastor, profeta, apóstolo, evangelista e m estre nos assistem
ao equipa r-nos para a ba talha. Os don s de fala do E spírito Santo proporcionam
instruções especiais da parte de Deus e os dons de serviço d o Esp írito ca pa cita m o
exército de Deus para avançar espiritualmente.

COMBATER: UM PARALELO NATURAL DA VERDADE ESPIRITUAL

Um dos versíc ulos m ais p ode rosos sobre o com bate esp iritua l ofen sivo é...

“Porque a nossa lu ta n ão é con tra o san gu e e a carn e, e sim


contra os principados e potestades, contra os dominadores
deste mundo tenebroso, contra as forças esp iritu ais do m al,
nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

A escolha de Deus pela palavra “luta” é significativo. Lutar é um paralelo natural de


u m a grande verdade espiritual. A luta no mundo natural é um esporte de competição
do dom ínio da força. Combater significa “contender na batalha por poder sobre o
inim igo”.

Con side re estes fatos sobre o combater no mundo natural para aplicar em sua guerra
espiritu al:

1. P R EPA RAÇ ÃO E T RE IN AMENT O :

Um combatente no mundo espiritual deve treinar para ser vitorioso em sua


com petição. Deve praticar o combate. Deve ter uma dieta apropriada. Deve aprender
as regra s da batalha e elas devem ser cuidadosamen te seguidas para poder
conseguir a vitória.

Um crente deve aprender as regras da guerra espiritual para ser vitorioso. Um a dieta
“apropriada” da Palavra de Deus e da oração é necessária para o combate espiritual
vitorioso. A semelhança do combate no plano natural, habilidade é conseguida
mediante a prática.

O pro pósito p rincipa l do treina m ento no mundo natural é pre parar o co m batente pa ra
alcançar o ponto mais alto de eficiência enquanto se experimenta a menor
quantidade de cansaço. Isto é certo também no mu ndo espiritual. Algumas pessoas
se cansam facilmente e são derrotadas espiritualmente porque não estão
aprop riadam ente trein ada s para a gue rra espiritu al.

2. A NATUREZA DO COMBATE:
Os campeonatos individuais de combate não são esportes de equipe. Quando um
lutador se cansa não há um membro substituto da equipe p ara enviar. O combater
envolve contato íntimo, pessoal, cara a cara com o oponente.

O m esm o é certo no m un do e spirit ual. Os cren tes estão en volvid os no co m bate


íntimo, cara a cara com o inim igo. Nen hu m outro crente po de to m ar seu lugar no
com bate espiritual. Não há “p edido de tem po” no com bate com o nos outros esportes.
Tam bém não existem os “pedidos de tempo” n o m undo esp iritual. Satanás nu nca
descansa desta guerra. O crente nunca deve estar com a guarda baixa.

3. AS ESTRATÉGIAS

Existem tanto estratégias defensivas quanto ofensivas no combate natural que são
aplicá veis no m un do e spirit ual. Distrair é u m a técnica usa da no co m bate. Distrair
evita a confrontação com um oponen te. Perdem-se pontos por distrair. Você também
“perde pon tos” qu and o você se “distrai” esp iritualm ente e n ão com bate
agress ivam ente a seu inimigo. Alguns crentes passam suas vidas inteiras distraídas
da confrontação com o inimigo. Nunca combatem agressivamente e obtêm a vitória.

4. A LTE RAR O E Q UI LÍ BRIO :

Ou tra estratégia importante no comb ate natural é alterar o equilíbrio do oponente.


U m a vez que o equilíbrio do opon ente tem sido destruído, ele perm anece
combatend o para recuperá-lo.

A Bíblia fala muito da importância do equilíbrio ou “moderação”. Uma das estratégias


de Satanás no reino espiritual é tratar de alterar o equilíbrio. Muitos cultos resultam
por causa de equilíbrio inapropriado sobre assuntos doutrinários. Lares,
congrega ções, e inclu sive na ções têm sido de rrotada s por cau sa de u m equ ilíbrio
inapropriad o pela ênfase errada ou falta de ênfase em certas áreas.

Existem dois tipos de equilíbrio envolvidos no combate: equilíbrio físico e mental.


Antes que o equ ilíbrio físico possa ser destruído, o equilíbrio mental deve primeiro ser
atacado. Para a lcanç ar isso, você usa u m a estratégia de surpresa. Você inicia um
m ovim ento de distração e de su rpresa. Enqua nto o com batente fica centrado nisso,
você aplica a técnic a pla nejad a. Ao lev ar o opo nen te a crer qu e algu m mo vim ento
está sendo p rocu rado, ele tra tará de evitar o perigo imaginado e o deixará aberto ao
verdadeiro ataque.

Quão certo é isto no mundo espiritual! Satanás altera o equilíb rio m ediante a
estratég ia da surpresa. Ele altera seu equilíbrio mental mediante ataques de
distração e, enquan to você está com med o centrado nisso, ele lança seu verd adeiro
ataque em outra área de sua vida.

5. A NTE C IPA ÇÃO :

A antecipaçã o é imp ortante no com bate natu ral. Um com batente qu e pode disce rnir
quando um movimento em particular é realizado, freqüentemente é capaz de
bloquear ou enfrentar o ataque. Quando o m ovim ento pensado é realizado não é tão
pro vável que seja vencedor, visto que tem sido antecipado e o combatente está
preparado.
O mesm o é certo no mundo espiritual. Se você não é ignorante dos enganos de
Satanás e antecipa suas estratégias, então você está preparado. Você não é tirado
do equilíbrio quando o ataque ocorre.

6. IMPACIENTAR:

Existem movim entos no com bate que são realizados para “impacientar” a um
opon ente, para tentá-lo e seduzi-lo a levar a cabo um movimento que debilitará sua
oposição. No mundo espiritual, Satanás está constantemente tentando-o a realizar
m ovim entos que debilita riam sua p osição espiritua l.

No comb ate natural, os m ovim entos são planejados para colocar um oponente em
u m a posiçã o qu e o deix e abe rto ao ata que . Circun stânc ias sã o cria da s co m o
propó sito de alca nçar isto e tom ar van tagem da p osição de debilidade do inimigo no
mom ento em que ocorre.

Espiritualmen te, Sataná s tamb ém cria situações que lhe deixam aberto ao ataque.
Depo is, imediatam ente, ele toma vantag em de sua p osição débil. Porém, você deve
recordar que ao com bate r, é Sa tan ás q ue p ossu i a po sição de m aior d ebilida de. O
poder dentro de você é maior do que seu poder. Satanás já tem recebido o golpe
final debilitante da parte do Senhor Jesus Cristo. Porém, você deve exercer a
vantagem que lhe foi dada pelo Senhor para ganhar o combate.

7. ATAQUE E CONTRA-ATAQUE:

No combate natural cada movim ento que você faz lhe coloca em posição de receber
u m a resposta da parte do inimigo. O m esmo é certo no mu ndo esp iritual. Quando
você faz um movimento para Deus, Satanás sempre contra-atacará com um
movim ento de sua parte.

8. MOBILIDADE:

No combate, um oponente móvel é considerado perigoso. Esta é a razão pela qual


você quer derrubar seu inimigo. No mund o espiritual, Satanás é um op onente m óvel.
Ele anda como um leão que b usca alguém para devorar. Você deve estar de guarda
por causa de sua constante mobilidade. Satanás também reconhece a efetividade de
sua mob ilidade. Ele quer evitar que você faça m ovim entos para D eus. É por isso que
ele trata de derrubar-lhe espiritualmente.

9 . R ECU P ERAÇÃO :

Um erro no combate resulta em um a ação da qual pod e se a prov eitar o opo nen te. O
m esm o acontece espiritualmente! Qualquer erro que você comete na batalha
espiritual é rapidamente aproveitado pelo inimigo. É importante na hora de comb ater
que você aprenda a se recuperar de uma queda. É ne cessá rio ser capaz de converter
a posiçã o inferior em um a van tagem . Existem mo vim entos de escape e retrocesso
que possibilitarão isso.

No combate espiritual você pode experimen tar algumas qu edas e ser


tem poraria m ente derrubado pelo inimigo. Porém, você não tem que perma necer
nesta posição. Deus lhe dá estratégias em Sua Pa lavra as quais, se você as segue,
converterão sua desvantagem em vantagem. Ele tem proporcionado estratégias
espiritu ais para o escap e e retirada sem elha ntes as qu e são u sada s no com bate
natu ral.

A vida de José é um excelente exemplo disso. Ele teve a desvantagem de ser vendido
à escravidão e colocado na prisão. Porém, ele converteu as desvan tagens em
vantagens. No final, triunfou sobre o inimigo.

Há ou tro s m ovimentos no comb ate que resultam em d errubar o inim igo por trás,
arrastando-o e empurrando-o. Você pode reconhecer os movimentos semelhantes do
inimigo espiritualmente?
1 0 . O O B JE T IV O :

O Objetivo de pelejar no mundo natural é o de derrotar o oponente ao causar sua


queda ao chão. Isto resulta em uma série de movimentos estratégicos e/ou derr ubar
o oponente.

Satanás constantem ente está pelejan do contra os crentes e tratand o de derrubá -los.
Seu objetivo é provocar a queda dos crentes, “empurrando-os” e amarrando-os ao
jugo do pecado. Seu objetivo é destruir seus pontos de apoio, tal como o
combaten te faz com seu opon ente no m und o natural. O ob jetivo é o prostrar-se
espiritualmen te.

11. CONCESSÃO DE PONTO S:

A vitória nas com petições naturais vem através de um processo de pontuação dos
juízes. O co mb aten te co m a p on tu açã o m ais a lta dev id o à m aior qua ntidade de
movim entos estratégicos ganha o jogo.

Teu inimigo espiritual já foi julga do. Sa taná s foi derrotad o pelo m ovim ento m ais
eficaz de toda a hist ória, a m orte e ressu rreição de Jesus C risto. Você co m bate
con tra um inimig o que já foi julgad o com o um perdedor no jog o. Por causa disso
você não n ecessita estar com medo do seu poder ou estratégias no combate no qual
você está envolvido. Você não tem que cair no jugo do peca do. Você pode
permanecer confiado no combate da gu erra espiritual e resistir-lhe firme na fé.

12. ATITUDE MENTAL:

A atitude mental é muito importante no combate. No estudo sobre a questão, as


seguintes atitudes são ne cessária s para a competição no mundo natural. Estas
atitud es tam bém são verd adeira s no rein o espiritu al.

Desejo: Desejar e querer ganhar não são suficientes. O combatente deve ter um
arden te desejo d e gan har. O desejo é um a em oção q ue transce nde tudo o mais na
vida.

Persistência: Um esforço con stan te se requ er no com bate. Um comb atente não
aceitará a derrota.

Propósito: o combatente deve ter a vontade de ga nh ar. G anhar é o objetivo e o


propósito. Para alcançar este objetivo ele não somen te deve saber que é o senhor da
situação, mas sim que tam bém d eve permitir o inimigo sabê-lo.
INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. O que é a guerra defensiva?


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3. Qual fator comum existe na guerra espiritual ofensiva e defensiva?


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4.Resuma a posição do Espírito na guerra ofensiva e defensiva.


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5. Resuma o que você a prend eu sob re a gu erra ofensiv a e defen siva d o exem plo
natural do combate.
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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Você não tem que confiar nos “carros” (armas naturais) dos hom ens: Salmos
20.7. Porém, Deus tem carros “espirituais”. Leia a respeito nos Salmos 68.17; 104.3;
Isaías 19.1; e 2 Reis 2.11.

2. Você necessita travar tanto a guerra ofensiva quanto a defensiva porque Satanás
é um destruidor: João 10.10; 1 Coríntios 10.10; Mateus 10.28.

n Se você obedece ao Senhor, Ele não permitirá ao destruidor entrar: Êxodo


12.23.
n Deus guarda você da destruição de Satanás: Salmos 17.4.
n Satanás é seu adversário, aqu ele contra quem você com bate: 1 Pedro 5.8.
Você não tem que dar-lhe o lugar para falar contra você: 1 Timóteo 5.14. Se
você obedece a Deus, Ele será inimigo de seus adversários: Êxodo 23.22.

3. Você não precisa ser derrotado por Satan ás. Estude as segu intes referências:
n Você pode perseguir ao inimigo: Levítico 26: 7-8; Deuteronômio 32:30; Josué
23:10.
n Você pode obter a vitória: Deuteronôm io 7:21; 1 Crônicas 29:11; Salm os
5:11; 18:29; 24:8; 91:1; Isaías 49:19; 1 Coríntios 15:57; 1 João 5:4.
n O Sen hor é sua fortaleza: 2 Sa mu el 22.2; Salm os 18:2; 3 1:3; 71 :3; 91:2 ;
144:2; Jeremias 16:19.
n Você tem o domínio sobre o inimigo: Salmos 8:6; 49:14; 72:8; 119:133;
Daniel 7:27; Efésios 1:21.
n A segurança vem do S enhor: Provérbios 18:10; 21:31; 29 :25. Leia Salmos
91.
n Deus liberta você da angústia: Salmos 25:17; 107:6, 13; 19:28.
n Você pode capturar os pensamentos do inimigo: 2 Coríntios 10.5.
n Deus desata as ligaduras do inimigo: Salmos 116.16; Romanos 8.15-21;
Gálatas 5.1.

4. Quando Paulo fala da batalha, ele está falando de pelejar com o inim igo e não com
Deus, como foi o caso de Jacó. Fique certo de que quando você combate não é Deus
que você lutando contra você para rom per o esp írito d e au to-su ficiên cia p ara
transformá-lo d e “Jacó” em “Israel”.

5. Reveja o capítulo três deste manual e enum ere as funçõe s do Esp írito San to tanto
na guerra ofensiva quanto na defensiva:

O m inisterio do Es pírito Santo

Na Guerra OfensivaNa Guerra Defensiva


Capítulo Onze

ARMAS DEFENSIVAS

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Descrever suas arm as defensivas esp irituais.
n Dar um a referência da Escritura que en um era a arm adura d e Deus.
n Identificar cada peça da arma dura de D eus.
n Explicar a função de cada peça da armadura.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Revesti-vos de toda a armadura de Deu s, para poderdes ficar


firmes contra as ciladas do diabo” (E fésios 6.11).

INTRODUÇÃO

Você tem aprendido que a grande batalha espiritual na qual você está comprometido
não pode ser pelejada com armas naturais. A batalha espiritual deve ser pelejada
tanto ofensivamente quanto defensivamen te com armas espirituais. Você tem
estudado o “Plano de Deus para a Batalha” no capítulo nove. Você aprendeu que a
estratég ia bá sica inc lui:

n A Palavra d e Deus.
n Poder e autoridade.
n Oração.
n Jeju m .
n As chaves do Reino.
n O nom e de Jesus.

Em adição a estas estratégias básicas de batalha, a Bíblia revela que você dispõe de
todo um arsenal de armas espirituais. Neste capítulo, você aprenderá sobre suas
arma s espirituais defensivas. Na p róxima lição, você estudará as arm as ofensivas.

ESTRATÉGIAS DEFENSIVAS

A Bíblia ensina as seguintes ações defensivas que devem ser tomad as pelo crente:

SUBMETER E RESISTIR:

“Sujeitai-vos, po rtanto, a De us ; m as res isti a o d iab o, e ele


fugirá de vós” (Tiago 4 .7).
Note a ordem do versículo: primeiro subm eter-s e (“su jeitai-vos”), de pois resist ir.
Mu itas pessoa s om item o prim eiro pas so de su bm eter-se e trata m de resistir ao
diabo, some nte para desco brir que não fun ciona. A derrota resulta qu ando você atua
inde pen den tem ente de Deu s. É o hum ilde, não o arrogan te e autoconfian te, que
derrota o inim igo. Você será capaz d e resistir a Satanás som ente qua ndo você se
render a Deus. “Resistir” significa “permanecer firme contra e opor-se ao inimigo em
cada pon to”. A Escritura não nos ensina a andar buscand o demôn ios, se não a
resisti-lo quando se a proxim am de nós.

RESISTIR FIRMEMENTE NA FÉ:

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda


em derred or, com o leão q ue ru ge procura ndo alguém para
devo rar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos
igu ais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade
espalhada pe lo mun do” (1 P edro 5.8-9).

Resistir “na fé” significa resistir na autorida de da Pa lavra de Deu s.

NÃO DAR LUGAR:

Não dar lugar a Satanás para operar em sua vida:

“Nem deis lugar ao diabo” (Efésios 4.27).

ESCAPAR:

Você dev e se recuperar dos eng anos de S atanás a plicando estratégias bíblicas:

“Mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços


do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a
sua von tade” (2 Tim óteo 2.26).

ABSTER-SE DOS DESEJOS DA CARNE:

“Abster-se” significa guardar-se de algo e recusar fazê-lo:

“Am ados, exorto -vos, como peregrinos e forasteiros que sois,


a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra
a alma” (1 Pedro 2 .11).

“P ois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos


abstenhais da p rostituição” (1 T essalonicenses 4.3).

“Abstende-vos de toda forma de m al” (1 Tessalonicenses


5.22).

ESQUIVAR:

“Esq uiv ar” significa “evitar ou voltar-se de” alguma coisa. Você deve evitar cada
coisa maligna relacionada ao inimigo.
“Evita, igua lme nte, o s falatórios inúteis e profanos, pois os
que deles usam passarão a impiedade ainda maior” (2
Timó teo 2.16).

PERMANECER:

“Portanto, tomai toda a arm ad ura d e D eu s, p ara qu e p ossais


resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo,
permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com
a verd ade e vestindo-vos da couraça da justiça” (Efésios
6.13-14).

Quando você “mantém seu território”, você es tá defen den do o q ue é leg itim am ente
seu.

ESTAR ALERTA:

“Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão,


acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses
insubordinados, desca iais da voss a pró pria firmeza ” (2 P edro
3.17).

PROVAR OS ESPÍRITOS:

Provar os espíritos evita o engano:

“Am ados, não d eis crédito a qualquer espírito; antes, provai


os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos
profetas têm saído pelo m undo fora” (1 João 4.1).

“Provar” significa “examinar”. Você não está operando com incredulidade quando
você aprova os “espíritos” daqueles com os quais você entra em con tato ou em
operação ao seu redor. Se forem verdadeiros, eles passarão no teste.

EVITAR OS FALSOS MESTRES:

Quando você recebe falsos mestres dentro de sua casa, você se converte em
participante de sua maldade. Defenda seu lar dos ataques do inimigo.

“Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o
rec eb ais em cas a, nem lhe d eis a s bo as-vindas. Porquan to
aq ue le que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras
má s” (2 João 1 0.11).

DEIXAR DE LADO:

Deixar de lado assuntos mun danos que podem evitar que você seja um bom soldado.
“De ixar d e lad o” é u m a ação d efen siva que voc ê deve tom ar.

“Participa do s m eu s so frim en tos com o b om solda do de Cristo


Jesus” (2 Tim óteo 2.3-4).
“Portanto, tam bém nós, visto que temos a rodear-nos tão
grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo
peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com
perseverança, a carreira que nos está proposta” (Hebreus
12.1).

“Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de


maldade, aco lhei, c om m ansidã o, a palavra em vós
implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma”
(Tiago 1.21).

DESPOJAR-SE DE TODA A MALDADE:

Estude Efésios 4.1 7-32 . O “desp ojar-se” d e todo co m portam ento m align o listado ali é
guerra defensiva.

COLOCAR A ARMADURA D E DEUS:

“Revesti-vos de toda a armadura de De us, para poderdes ficar


firmes contra as ciladas do diabo” (E fésios 6.11).

“Co loca r” indica uma ação q ue você deve tomar. A descrição básica da armadura de
Deus é dada em Efésios 6.10-17. Leia essa passagem em sua Bíblia.

Pau lo introduz a matéria da guerra enfatizando que a batalha não é natural e que as
armas natu rais são in eficazes. A s bata lhas e spirituais devem ser pelejadas com
arm as esp irituais. Pa ulo d escreve a arm adu ra a ser us ada na g uerra esp iritual.

“Portanto, tomai toda a armadur a d e D eus , pa ra q ue po ssa is


res istir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo,
permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com
a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés
com a preparação do evan gelho da pa z; em braçan do se m pre
o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos
inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação
e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios
6.13-17).

O propósito da armadura é ser capaz de pe rman ecer contra os ardis (engan os,
astúcias, maldades) do inimigo, Satanás. É sua responsabilidade colocar a armadura:

“Revesti-vos de toda a armadura de De us, para poderdes ficar


firmes contra as ciladas do diabo” (E fésios 6.11).

“Mas revesti-vos do Sen ho r Je sus C risto e na da dispo nh ais


para a carne no tocante às suas concupiscências” (Efésios
5.11).

“Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixem os, pois, as


obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz”
(Rom anos 13 .12).
O vocábulo “revestir” significa “colocar uma vez por todas”. Sua armadura espiritual
não é como um uniform e esportivo que vo cê só coloca na h ora do jogo. Você colocar
a armadu ra de uma vez por todas e a deixa coloca da pelo resto d e sua vid a. À
sem elhança de um soldado no campo de batalha que não tira sua arm adura, você
não deixará a armadura até que você se encontre com o Senh or em g lória. Se você
não tem colocado a armadu ra em todo o temp o, você está vu lneráve l ao in im igo. É
sáb io ch ecar c om freqü ênc ia se cad a pe ça d e sua arm adura ainda está no lu gar.

A p rim eira divisão da armadura cobre três coisas que você há fez no passado. “Tendo
cingido” (Revista e Corrigida) indica algo que você JÁ FEZ se você é um crente.

n Cingir-se com a verdade (ve rsículo 14).


n Revestir-se com a couraça da justiça (v. 14).
n Calçar os pés com a preparação d o evang elho da p az (v. 15).

A segunda d ivisão inclui coisas que têm deve ser colocadas no presente:

n Tom ar o escudo da fé (versículo 16).


n Tom ar o capacete da salvação (v. 17).
n Tom ar a espada do Espírito (v. 17).

Em Efésios 6.11 Paulo enfatiza o colocar TODA a armadura de Deus. Alguns de nós
estamos mais preocupados com uma peça da armadura de Deus até o ponto que as
outras são esquec ida s. Você de ve co loca r toda a arma dura ou você pode se
encontrar expo sto no uso da “espada do Espírito” e assim tudo é derrotado porque
você esqueceu o escudo da fé.

O Cinto:

A primeira peça da armadura é cingir-se com o cinturão ou cinto da verdade. No


mundo natural, uma peça da arm adura é atada ao cinto, o qual sustenta as outras
peças da arm adura no lu gar. A verdade da Palavra de Deus é o cinto espiritual a qual
todas as ou tras p eças da a rm adura estão atadas. O primeiro ataque de Satanás
sobre o homem foi uma relação com a verdade:

“E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jard im


come remos, mas, do fruto da árvore que está no meio do
ja rd im , disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis,
para que não m orrais. Então , a serpen te disse à m ulher:
Certam ente não mo rrereis” (Gênesis 3.2-4).

A verdade lhe protegerá das mentiras e erros doutrinários do inimigo. A verdade é o


que cinge a arm adura d e Deus. Vo cê tem q ue ter seus lom bos (seus órgão s vitais
espirituais) cobertos com a verdade:

“E sta i, pois, firmes , tend o c ing id os o s v osso s lo m bo s co m a


verdade, e ve stida a couraça da justiça” (Efésios 6.14).

O que é a verdade?

n Jesus disse: “Eu sou a verdade” (Joã o 14.6).


n O Espírito San to é o “Espírito da verdade” (João 14.17).
n Deus é ve rdade (R om anos 3.4).
n A Palavra d e Deus é a verdade (S alm os 119.15 1).
n O Evan gelho é a verd ade (Co lossenses 1.5).

A Couraça:

No mu ndo natu ral, a cou raça cobre a p arte sup erior d o corp o do guerreiro para
proteger seus órgãos vitais como , por exemp lo, o coração, pulm ões, etc. A couraça
espiritual da justiça não se refere a sua justiça, se não a cobertura da justiça de
Cristo:

“E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da


lei, mas a que ve m pe la fé em Cristo, a saber, a justiça que
vem de De us, pela fé” (Filipenses 3.9).

Você não perm anece d e pé por se us p róprio s m éritos. Você é sustentado em Cristo.
Você não pode enfrentar o inimigo sem a proteção da justiça de Cristo:

“Na palavra d a verd ade, no pod er de Deus, pelas armas da


justiça, à direita e à esquerda” (2 Co ríntios 6.7).

A justiça de Cristo protege seus “órgãos vitais” espirituais dos ataqu es de Satan ás e
da impiedad e. A couraça da justiça deve ser colocada sobre o cinto a verdade.

Os Sapatos:

Existem diferen tes tip os de sap atos para difere ntes propós itos. A lgu ns sã o pa ra
cam inh ar, outros sã o ativid ades desp ortivas específicas. Os sapatos do soldado são
de outro tipo... São sapatos designados para a guerra. Um soldado que não é capaz
de avançar no campo de batalha é incapaz na guerra.

“Calçados os pés com a preparação d o evang elho da p az” indica uma atitude de
alerta para ava nça r no reino espi ritua l. Estes sap atos espi rituais protegem sua
vontade da tentação do inimigo que lhe guiaria em caminhos equivocados. Indicam
sua dispo sição p ara faze r toda a boa o bre e pa ra difun dir o eva nge lho em todas as
nações. Estes sap atos espi ritua is lhe cap acita riam também a “resistir” contra o
inim igo com o Paulo n os anim a a fazer (Efésios 6.14).

O Escudo:

No mundo natural, o escu do e ra us ado pa ra pro porc ionar pro teçã o ao corpo inteiro
do gue rreiro. Seu escu do espiritual é cham ado de o “escu do da fé”.

Há vários tipos de fé mencionadas na Bíblia. Há fé para a salvação, o dom da fé, e o


fruto espiritual da fé. Porém, a palavra “fé”, quando é usad a em relação com o
“escudo da fé”, fala de fé defensiva. Esta fé é uma firme confiança em Deus que
protege todo seu ser. Ela proteg e você d os m ísseis de dúvida e incredulidade
enviados pelo inimigo. Este escudo de fé é uma confiança em D eus que desvia todos
os dardos do inimigo de seu objetivo.

O escudo da fé é uma constante ap licação da Pa lavra de Deu s aos assuntos da vida.


É um a fé que lhe capacita a vencer as forças malignas do m undo:
“Porque todo o qu e é na scido d e De us ve nce o m und o; e esta
é a vitória que vence o mu ndo: a nossa fé” (1 João 5.4).

Combinada com o am or de Deus, a fé é mais efetiva:


“Mas nó s, qu e so m os d o d ia, se ja mos sóbrios, vestindo-nos
da couraça da fé e da caridade e tendo por capacete a
esperança d a salvação” (1 Ts 5 .8).

É a fé baseada na verdade:

“E le te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas


estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel” (Salmos
91.4).

É fé baseada na salvação:

“Também me deste o escudo da tua salvação; a tua mão


direita me susteve, e a tua mansidão me engrandeceu”
(Salmo s 18.35).

Sem fé, você não tem entendim ento da verdade. Sem fé você não pode receber
salvação. Sem fé você não pode levar o evangelho da paz. Sem fé você não pode
reivindicar a justiça de Cristo e usar efetivamente a espada do Espírito que é a
Palavra de D eus.

A fé não é uma suposição ou uma idéia. É um fato baseado sobre a Palavra de Deus.
Você pode incrementar sua fé ao escutar a Palavra de Deus (Rom anos 10.17),
atuan do sobre sua fé atual (Rom anos 1.17 ), e por buscar a Deu s (Hebreus 1 2.2).

O Capacete ou Elmo:

O capacete da salvação não é algo que você coloca quando voc ê se converte.
Lembre-se, estamos tratando com arm aduras espirituais aqui, e supõe-se que você é
um crente e um mem bro do exército de Deus antes de colocar a armadura.

O capacete da salvação representa uma mente regenerada. Representa um


pen sam ento de vida transformad o e renovado. Você aprenderá depois neste curso
que Satanás desesperadam ente batalha pelo controle da men te. U m a me nte
indisciplinada faz do g uerreiro cristã o um a presa fácil dos dons p ecaminosos do
inimigo.

Pau lo fala d o cap acet e com o da “esp eran ça d e salvação” e m 1 Te ssalonicen ses 5 .8. A
salvação, quando é apropriadamente experimentada e entendida, protege sua
men te. A salvação abraça o passado, o presente e o futuro. Você tem sido salvo da
penalidade e culpa do pecado passado. Você é salvo do poder do pecado no presen te.
A “esperança de salvação” se refere à salvação no tempo futu ro. É a sa lvaç ão fu tura
que fortalece sua mente contra os ataques de Satanás. Você tem uma esperança
confiante no futuro porque Deus está operando Seu propósito:

“Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu


ben eplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele,
na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas,
tanto as do cé u, com o as da terra” (Efésios 1.9-10).
A Espada do Espírito:

A “espad a do E spírito” é a P alavra de D eus. É tan to um a arm a ofens iva qu anto


defensiva. Você já aprendeu como Jesus usou a Palavra em defesa contra os ataques
de Satanás. Na próxima lição, você aprenderá como esta arma é usada
ofensivamente.

Oração:

Depois de descrever a armadura do soldado cristão, Paulo comenta:

“Orando em todo tempo com toda oração e súplica no E spírito


e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos
os santos” (Efésios 6.18 ).

Como você aprendeu quando estudando o “Plano de Deus para a Batalha”, a oração e
a su a p rá tica asso cia da qu e é o jeju m sã o ta m bém poderosas arma s espirituais.
Estas duas arm as espirituais p odem ser usad as tan to ofensiv a qu anto
defensivamente.

Reveja o resu m o da arm adura de D eus e seu s propós itos n a pá gin a seg uin te...

A ARMADURA DE DEUS (Efésios 6.10-18)

VERD ADE (Cinturão)


Protege você do…
ENGANO

JUSTIÇA (couraça)
Prote ge v ocê d a...
IMPIEDADE

Espírito S anto

PAZ (S apatos)
Prote ge v ocê d a...
CONFUSÃO

FÉ (Escudo)
Prote ge v ocê d a...
INCREDULIDADE

SALVA ÇÃO (Elm o)


Prote ge v ocê...
ESCRAVIDÃO

n O centurião ou cinto da verdade protege do engano de Satanás que pode


levar à injustiça (pecad o).
n A couraça da justiça protege da impiedad e (pecado) que leva à confusão.
n Os pés calçados com a preparação do evangelho da paz protegem você da
confusão espiritual que desemb oca na incredulidade.
n O escudo da fé protege contra a incredulidade que leva à escravid ão. O
capacete da salvação protege contra a escravidão.
n A espad a do E spírito, a P alavra d e De us, é u sad a tan to com o um a arm a
ofensiva quanto defensiva.

Note a progressão descendente de alguém não protegido pela armadura de Deus . O


eng ano leva à im pied ade (p ecad o), a qu al sem pre resu lta em jugo e spiritua l.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas da guerra.


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2. Resum a o que vo cê aprende u de sua s arma s espirituais defensivas:


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3. Dê um a referência bíblica que en um ere a arma dura de D eus.


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4. Enum ere cada peça da armadura de Deu s e defina brevemente sua função.

Peça da arm adura Função


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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).
MANOBRAS TÁTICAS

1. Leia Salmos 45.3 e Isaías 59.17. Ambas as passagens descrevem a Deus


colocando armaduras espirituais. Quais são as duas peças da armadura que Deus
coloca e que n ão estão incluíd as em nossa arm adura esp iritual? (Isaías 59.17).

2. Dav i me nciona a armadu ra espiritual quando recorda como Deus o ajudou na


batalha. Estude Salmos 18.29-50.

3. É importante que tenha a experiência usando sua arma dura espiritu a l. Em 1


Sa m uel 17, leia so bre o que aco nteceu quando D avi tra tou de u sar a arm adura com a
qual não estava familiarizado.

4. Deus usa a armadura espiritual para proteger-lhe de seus inimigos: Salmos 35.1-
3.

Davi tinha mu ito qu e dizer so bre seu s inim igos: S alm os 5:8 ; 6:10; 8:2; 9:3; 11:2;
15:5; 17:9; 18:3, 17, 20, 34, 37; 27:2; 30:1; 31:23; 44:5-6; 56:9; 60:12; 61:3;
95:6;108:13.

Leia o que Deus diz sobre seus inimigos: Êxodo 15.6; Mateus 10.36 ; 13.39; Lucas
1.11; 10.19; atos 2.35; 1 Coríntios 15.25-26; Colossenses 1.21.

5. Deus é seu escudo. Veja Gênesis 15:1; Salmos 3:3; 5:12; 28:7; 33:20; 59:11;
84:9, 11; 115:9-11; 119:114; 144:2.

6. Leia Êxodo 17. Israel estava sob ataque e Deus disse a Moisés que estendesse sua
vara. Anteriormente Moisés havia usa do seu cajad o com o um a va ra de pas tor pa ra
prover água para o povo d e De us. Ag ora, p ela p rim eira v ez, estenda sua vara para
resistir aos p rincip ado s e pod eres da s hoste s de esp íritos da m alda de resp onsá veis
pelo ataque am alequita. Existe uma grand e lição espiritual nesta história. Os líderes
do povo de D eus não são som ente responsá veis por p astorear, alimentar e dar de
beber o rebanho, mas sim que também quando um ataque do inimigo vem é sua
responsab ilidade usar o “cajad o de Deu s” para defende r o povo de D eus.

7. Como você responde aos dados de Satanás? Pense sobre como você usaria o
escudo da fé para defender-se de cada um destes ataques. Registre suas respostas
para usá-las no seguinte ataque:

Egoísmo:

Cobiça:

Orgulho:

Dúvida:

Tem or:

Depressão:

Falta de ânimo:
Luxúria:

Avareza:

Ódio:

6. Exam ine-se a si mesmo: toda a sua armadura espiritual está no seu devido
lug ar?

7. Estude com o o Senh or é apresentado como um escudo no livro de Salm os:

a. É escudo ao derredor: Salmos 5:12


b. É escudo de Salvação: Salmos 18:35
c. É escudo p essoal: Salm os 3:3
d. É escudo àqueles que confiam Nele: Salmos 18:30
e. Seu escudo é um dom: Salmos 18:35
f. Ele é um escudo prova do: Salm os 28:7
g. Ele é um escu do d e con fiança: S alm os 144 .2
h. É um escudo vitorioso: Salmos 59.11.
i. É um escudo protetor: Salmos 84.11.
j. É um escudo ungido: Salmos 84.9.
k. É um escudo de refúgio: Salmos 119.114.
l. É um escudo de ajuda: Salmos 116.11.
m. Sua v erdade é no sso escudo: S alm os 91:4
CAPÍTULO DOZE

ARMAS OFENSIVAS

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Identificar suas arma s ofensivas.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“O SENHOR abriu o seu tesouro e tirou os instrumentos da


sua indignação, porque o Senhor JEO VÁ dos Exércitos , tem
um a obra a realizar na terra dos caldeus” (Jerem ias 50.25).

INTRODUÇÃO

Ag ora que você tem aprendido como se defender espiritualmente, você também deve
aprender com o travar a gue rra ofensiv a qu e lhe a juda rá a ava nçar d entro do
território de Satanás. Com armas ofensivas, você será capaz de reclamar novo
território na medida que você difunde o Evangelho e traz a liberdade àqueles que
estavam no jugo do inim igo.

Para “combater o bom comb ate” é evidente que você deve tomar uma ação ofensiva:

“Este mandamento te dou, meu filho Timóteo, que, segundo


as profecias que houve acerca de ti, milites por elas boa
milícia” (1 Timóteo 1.18 ).

“M ilita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a


qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão
diante de m uitas testemun has” (1 Tim óteo 6.12).

Você deve lutar inteligentemente e com propósito:

“P ois eu a ssim corro, nã o c om o a co isa inc ert a; assim


com bato, não com o batend o no ar” (1 C oríntios 9.26).

Conh ecer suas a rma s ofensiv as po de da r-lhe a h abilid ade d e peleja r com propó sito
em lugar de fazê-lo com insegurança.

ESTRATÉGIAS OFENSIVAS

Aqui estão as armas que você usa para travar a guerra espiritual ofensiva:
OR A ÇÃ O :

Você já estudou o jejum e a oração como parte do “plano de Deus para a batalha” no
capítu lo dez e com o um a arm a de fensiva n a últim a liçã o. Porém , ora r é ta m bém u ma
poderosa arma ofensiva. Quando você a usa para travar a guerra ofensiva você não
som ente ora pelo que você quer, por suas necessidades e problemas. Você intercede
por pessoas, líderes e nações, derruban do fo rtalezas de Satanás e suas forças
dem oníacas.

Todos os cristãos h ão de interced er, porém existe u m cham ado especia l à


intercessão para algun s. Este pod eroso m inistério tra z o in tercessor diante do Senhor
para tra var po derosa s bata lhas n o reino in visível.

O valor do louvor e da adoração foi também mencionado no capítulo dez. O louvo r e


a adoração são poderosas armas ofensivas. Em 2 C rônicas 20, quando Israel
enfrentou um p oderoso inimigo, começaram a cantar e louvar a Deus e Ele p repa rou
u m a embos cada para derrotar seu inim igo. Quan do você louv a e adorar a D eus, você
está prep aran do “e m bos cad as” espirit uais.

A ESP A D A D O E SPÍRIT O :

“Portanto, tomai toda a armadu ra de D eu s, p ara qu e p ossais


res istir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”
(Efésios 6.13).

“Tomar” algo é agarrá-lo, tomá-lo, levá-lo para si. Tomar a armadura de Deus
implica em u ma ação ofensiva da parte do crente.

Você estudou sob re as partes defensivas da arma dura na última lição. Estas incluem
o cinto d a justiça , a couraç a da justiça, o ca pace te da sa lvaçã o, o calçado da
preparação do evangelho da paz e a espada do Espírito.

A “espada do Espírito”, a qual é a Palavra de Deus, é uma arma que pode ser usada
tanto de form a ofens iva com o defen siva. A P alavra é um a arm a defen siva quando
você a usa para defender-se contra as ataques de Satanás. É ofensiva quando você a
usa para defender-se conta os ataques de Satanás. É ofensiva quand o você a usa
para reivindicar território para o Senhor ao compartilhar a mensagem do evangelho e
levar libertação aos outros.

Há duas palavras diferentes usadas na Escritura para a “Palavra de D eu s”. U m a


palavra é “logos”, que se refere à expressão total de D eus. Esta se refere à com pleta
revelação do que Deus tem dito. A segunda palavra, “rhema”, se refere a uma
me nsagem específica de Deus que tem aplicação especial a uma situação específica.
Esta é a palavra u sada n esta passag em da “espad a do Espírito”, a Palavra de D eus.

Você relembrará que Jesus usou palavras específicas (“rhema”) de Deus, aplicadas à
tentação imediata. Ser capaz de fazer isso implica em familiaridade com a total
Palavra de D eus.

Se você tem que usar as Escrituras específicas aplicáveis à batalhas imediatas, você
deve ter conhecim entos da revelaçã o total de Deu s.

A M ENT E DE C RI ST O :
“Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do
m e sm o pensamento; pois aquele que sofreu na carn e deixou
o pecad o” (1 Pe dro 4.1).

“Tende em vós o m esmo sentimento que houve também em


Cristo Jesus” (Filipenses 2 .5).

“Tende em vós” sign ifica p erm itir. V ocê tem que se armar com a mesma mente que
Jesus teve, uma m ente preparada para travar uma guerra agressiva:

“... Para isto se man ifestou o Filho de Deu s: para destruir as


obras do d iabo” (1 João 3 .8).

Você deve “deixar” ou perm itir qu e esta mente se d esen volv a. Vo cê de ve tom ar a
ação agressiva de “se armar” com um a atitude mental semelhan te:

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos


pe la renovação da vossa mente, para que experimenteis qual
seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos
12.2).

Ser “tran sform ado” sig nifica experim entar um a m udan ça com pleta a qu al se
exp ressa rá no cará ter e cond uta. R enov ar e arm ar sua me nte à se m elha nça d e Cristo
resulta em tal transformação.

D ER RU B AN D O :

O objetivo da guerra ofensiva é destruir as fortalezas do inimigo:

“Porque as arm as da n os sa m ilícia nã o são carnais, e sim


poderosas em De us , pa ra d estru ir fortalezas, anulando nós
sofismas e toda altivez que se levan te con tra o con hecim ento
de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de
Cristo” (2 Coríntios 10.4-5).

“De struir” significa derrubar pelo esforço ou força. “Derrubar” significa atirar ou
lançar por terra violentamente. É-lhe dito que você deve rejeitar as obras das trevas
(Rom anos 13 .12) e expu lsar os poderes dem oníacos (M ateus 10 .8).

Quando você derru ba as forta leza s de S atanás, você está trava nd o um a gu erra
ofensiva. Você não está esperando defender-se contra um ataque de Satanás, mas
sim que você está atacando as fortalezas do poder inimigo.

ATAR E DESATAR:

Você tem o poder para atar as forças do mal e desatar as forças do bem:

“Dar-te-ei as chaves do reino dos cé us; o qu e ligares na te rra


terá sido ligado n os céu s; e o qu e des ligares na terra terá sido
desligado nos céu s” (Mateu s 16.19).

Med iante a delegação de poder e autoridade da parte de Jesu s, você po de a tar e


desatar as forças espirituais. Leve em consideração qu e esta arma opera junta: é
atando e desatando. Qua ndo você ata algo, vo cê tam bém deve d esata r algo. Por
exemplo, se você a ta o esp írito de m entira, você deve desatar o espírito de verdade
para op erar em seu lug ar.

O SANGUE DE JESUS:

Quando Jesus morreu na cruz do Calvário, Ele nos desatou do domínio do pecado e
do poder de S ata ná s. A Palavra de D eus indica q ue “eles (os crentes) o venceram (a
Satan ás) por m eio do sang ue do C ordeiro (Jesus)” (Apoca lipse 12.11).

A salvação, a cura e a libertação estão todas disponíveis por causa do sangue de


Jesus. O sangue Dele lhe capacita a travar a guerra ofensiva pelas almas de homens
e mulheres e trazer libertação e cura no nome de Jesus. Seu poder para “derrota r” o
inim igo se deve ao “san gue do Cordeiro”.

S EU TE ST E MUN H O :

Apocalipse 12.11 indica que o inimigo é derrotado pela “palavra de seu testemunho”.
A palavra “testem unho” significa “evidência ou registro” como a que é usada em um
caso legal no tribunal de justiça.

Você se lemb rará que Jesus freqüe ntem ente m anda va as pesso as que haviam sido
libertadas ir e contar aos outros aquilo que Deus tinha feito por elas. Na medida em
que você “testifica” ou dá a evidência do poder de Deus em sua vida, você trava a
batalha ofensiva. Para ser efetivo, seu testem unho deve estar baseado no
testemunho d a P ala vra de D eu s, ta l co mo u m ad vo ga do em u m tribun al baseia seus
argum entos na lei do território.

O NOM E DE JESUS:

Você aprendeu que o nome de Jesus é parte do plano básico de Deus para a batalha.
O nome d e Jesus é uma poderosa arma ofensiva tamb ém. Jesus disse que “em m eu
nom e” você expulsará demônios, curará os enfermos, e derrotará a todos os poderes
do inim igo (Ma rcos 16.17).

Rev eja os vários nomes de Jesus no capítulo três deste manual para ver como m uitos
de Seus nomes refletem ação ofensiva contra o inimigo. Também leia através do livro
de Atos e m inistra os milag res feitos “em Seu n om e”.

O nom e de Jesus nã o é um a frase mág ica com a qual con cluím os nossas orações. É
um símbolo da autoridade e do poder que Ele nos deu.

É melhor estar primeiram ente autorizado a usar Seu poder e autoridade antes de
com eça diretam ente a usar Seu s nom es para batalh ar contra os poderes satân icos.
Reveja a história em Atos 19.13-17 e observe o que aconteceu aos filhos de Ceva.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Resum a o que vo cê tem ap rendido acerca d as arm as ofensivas:


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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Estude estas referências sobre a ação ofensiva de “tirar”:

Ma teus 5:29-3 0; 7:5; 8 :16; M arcos 16:17 ; Rom anos 13 :12; 2 C oríntios 10:5; 1
Pedro 5:7.

2. Estude estas referências sobre a ação ofensiva de “rejeitar”:

Rom anos 13:12 , 14; 1 Coríntios 5:1 3; 13:1 1; Gálata s 3:27; Efésios 4:22-24; 6:11;
Colossenses 3:8-14.

3. Estude estas referências sobre a ação ofensiva de “tom ar”:

1 Coríntios 3:10; 8:9; 10:12; Gálatas 5:15; Efésios 6:13, 17; 1 Timóteo 4:16;
Hebreus 3:12.

5. Como você aprendeu neste capítulo, você deve participar na guerra ag ressiv a pa ra
vencer o inimigo. Você deve “deixar” ou permitir certas coisas em sua vida espiritual
se você quer ser vencedor. Estude as segu intes referências e comp lete o gráfico
registrando o que a Bíblia que você tem que “deixar” ou permitir em sua vida:

Referências O q ue tem os qu e “pe rm itir”


Mateus 5:16
João 4:1, 27
Romanos 13:1, 12-13
Romanos 14:5, 13, 16, 19
1 Coríntios 3:18-21
1 Coríntios 10:8-9
2 Coríntios 7:1
2 Coríntios 10:17
Gálatas 5:26
Efésios 4:26-31
Efésios 5:3, 6, 33
Filipenses 1:27
Filip ens es 2: 3, 5
Filipenses 3:15-16
Filipenses 4:5 -6
Colossenses 3:15-16
Colossenses 4 :6
1 Tessalonicenses 5:6-8
2 Timóteo 2:19
Hebreus 4:1, 14, 16
Hebreus 6 :1
Hebreus 10:22-24
Hebreus 1 2:1
Hebreus 13:1, 5, 15

Tiago 1:5 -9
Tiago 3:13
Tiago 4:9
Tiago 5:13
1 Pedro 3:3-4, 10-11

1 Pedro 4:11, 15, 16, 19

1 João 2:24

1 João 3:7, 18

1 João 4:7
Capítulo Treze

PARALELOS NATURAIS
DA GUERRA ESPIRITUAL

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Explicar porque a “guerra” é usada para explicar o conflito entre o bem e o
m al.
n Resu m ir os princípios naturais da guerra que são aplicáv eis à guerra
espiritu al.
n Aplic ar os prin cípios n atura is da g uerra n o reino e spiritua l.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo


as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate,
firmado ne las, o bom co mb ate” (1 Tim óteo 1.18).

INTRODUÇÃO

A Igreja prim itiva viu sua ex periên cia esp iritual em term os de um a gu erra. A
proteção é descrita como a “arma dura de D eus”. A Palavra d e Deus é co m pa rada
com uma “espada”. Os ataques de Satanás são dardos e a fé é a “boa batalha”. Aos
crentes é dito que se pe lejem a “b oa batalh a”.

Por que Deus esco lheu o exem plo da gue rra natu ral para descrev er o qu e está
acontecendo no m und o do espírito entre as forças do bem e do m al? A resposta se
enco ntra em um princípio bíblico básico: princípios naturais da verdade espiritual.
Deus usa os princípios naturais para explicar o que está acontecendo no mundo do
espírito. Podemos entend er o que vemos no mund o natural. Quando se traçam
paralelos entre algo no mundo natural e no mundo espiritual, então podem os
enten der o esp iritual m edian te o na tural.

Jesus utiliz ou e ste p rincípio com freqüência. Ele usou o exemplo da colheita natural
para ilustrar a grande colh eita espiritual à qua l estava cham ando os obreiros.
Existem mu itos para lelos en tre a colh eita na tural e a colheita no m und o espiritu al.

O mes mo é certo em relação à guerra. Existem muitos princípios da guerra natural


que têm sido estudados e aplicados por especialistas na guerra física. Estes princípios
natu rais são a plicá veis no m un do e spirit ual. Este capítulo apresenta princípios da
gu erra natural e os aplica no reino espiritual. Revela por que Deus u sa a guerra
natural pa ra descrever a guerra espiritual na qual os crentes estão com prom etidos.
PARALELOS NATURAIS DA GUERRA ESPIRITUAL

Aqu i estão os p rincípio s natu rais da g uerra q ue sã o para lelos na bata lha es piritua l:

A DEFINIÇÃO DA GUERRA:

U m a sim ples defin ição de g uerra no m un do n atu ral é “u m ato d e força q ue p rocu ra
obrigar nosso inimigo a fazer nossa vontade”. Esta definição é também aplicável no
mundo espiritual. Satanás está con stan tem ente usando a s forças do m al para
obrigar-lhe a fazer sua vontade.

U M EST IL O D E V ID A G UE RREI RO :

Quando um a nação está em g uerra, o estilo de vida dessa n ação se vê afetado. Os


h om ens abandonam seus trabalhos para pelejar por sua nação. Passam horas em
preparação e treinamento. Fundos são retirados da economia para ajudar na batalha.
Os residentes estão em alerta à invasão e guardas extras são colocados nas
fronteiras nacionais.

No mundo espiritual, há muitos crentes que estão totalmente desprevenidos da


gu erra que está sendo realizada ao seu redor e não têm adotado um estilo de vida
guerreiro. As congregações possu em programas e festas, porém não possuem um
plano de ba talha . Vivem no lu xo e na tran qüilid ade e nqu anto o inim igo está
reclamando as alma s de incontáveis homens e m ulheres sem Jesus Cristo. Mem bros
da con greg açã o estã o de san im ados, deprimidos, e vivem em pecados da carne. São
vítimas de um a guerra que nem sequ er sabem que existe.

Você deve entender: Estamos em gu erra! Devem os ad otar um estilo de vida


gu erreiro no mundo espiritual. A guerra espiritual deve converter-se no centro de
nossas vidas . Devem os ga star tem po em preparação e treinamento. Devemos
aprend er a e colocar em u so nossas arm as espirituais.

Devem os dedicar nossos bens materiais para difundir a mensagem do evangelho


para reivindicar as nações q ue estão send o am eaçada s por Satanás. Deveríamos
estar alertas à invasão d o inim igo e colocar gua rdas extras nas fronteiras de nosso
coração, mente, língua, alma, espírito, lar, comunidade e igreja. Estamos em guer ra
e nosso estilo de vida no plano do espírito deve refleti-lo.

O OBJETIVO DA GUERRA:

O objetivo prin cipa l da guerra n o m un do n atu ral é a vitória sobre o in im igo. Este é
também o objetivo principal no mundo espiritual. Para alcançar a vitória no mundo
natu ral, existem mu itos objetivos em curto prazo que devem ser alcançados. As
bata lhas individuais devem ser ganhas e os territórios reivindicados. Cada uma
destas batalhas individuais contribui ao objetivo final da vitória.

O mes mo é certo no mundo espiritual. Nosso objetivo em longo prazo é a vitória


sob re o inimigo. Porém, devemos converter esse objetivo em longo prazo em
objetivos mais específicos. Devemos conhecer os objetivos que Deus tem para nós
na guerra espiritual em nossa família, congregações, comunidad e e nação. Devemos
identificar o território específico que nos foi designado para a conquista.
Cada soldado em um exército natural tem uma posição diferente e responsabilidade
na batalha. O mesmo é verdade no mundo espiritual. Você deve identificar objetivos
pesso ais os quais contribuirão ao objetivo geral da vitória. O comandante da batalha
espiritual designa objetivos aos soldados no m und o natu ral. Deu s é seu co m and ante
na batalha espiritu al e Ele tem estabele cido obje tivos espi ritua is esp ecífico s pa ra
você como um soldado cristão.

TR EI NA ME N TO B ÁSI CO :

Conhecer os objetivos para a guerra não é suficiente. Um soldado deve receber


trein am ento básico em com o alcan çar estes ob jetivos. No mu ndo natu ral este
treinam ento inclui aprender sobre o inimigo, suas táticas, como utilizar as armas de
guerra, e o plano de batalha.

No mun do espiritual os crentes geralmente entram no cam po de batalha sem este


treinamento básico. Não entendem as táticas do inimigo. Não estão alertados de suas
armas espirituais e sobre com o usá-las e nã o estão estudan do o plan o de batalh a (a
Palavra escrita de De us).

No mundo natural, enviar u m so ld ad o a o ca m po d e b ata lh a sem o treinam ento básico


resu lta n a de rrota. O mesmo é certo no mundo do espírito. Você deve ser treinado na
gu erra espiritual se você deseja experimentar a vitória. Quando um soldado entra no
treinam ento básico no mundo natural, ele deixa a vida civil para trás. Não está m ais
comprom etido com os assuntos civis, mas sim com o exército no qual está alistado.

No reino espi ritua l, para combater uma boa batalha, não devemos estar
comprom etidos nos assun tos da vida. Não somos cidadãos civis deste mundo
presente. Som os guerreiros do Rein o de Deu s:

“Participa dos me us sofrime ntos c om o bo m soldad o de Cristo


Jesus. Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios
desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o
arregimen tou” (2 Tim óteo 2.3-4).

PROPAGANDA:

As nações sempre difundem a p ropaganda falsa (informação) sobre cada um.


Satanás também injeta falsa propaganda em sua men te se você o permite. Você
aprenderá mais sobre isso quando você estudar “A Batalha Na Mente” no capítulo 15.

PROPOSTAS DIPLOMÁTICAS:

U m a das estratégias das nações na guerra é debilitar o inimigo mediante propostas


diplom áticas. Estas são sugestões de comprometimento. Mediante tais propostas
cada nação trata de ob ter vantagem sobre a ou tra. Na batalha espiritual, Satanás
trata de fazer co m que os cre ntes se en volv am no p ecad o. Ele sabe qu e sem elha nte
“diplo m acia” resu ltará em debilid ade e spiritua l.

INTELIGÊNCIA:

Quando as nações estão em guerra, existe sempre uma intrincada organização de


inteligência. Cada lado tem forças de inteligência dedicadas a reunir informações do
outro. As forças de inteligência reún em e analisam toda a informação disponível
sob re o inimigo. Comunicam o que tem aprendido aos soldados comprom etidos no
combate.

Na guerra espiritual seu conhecimento sobre o inimigo e suas táticas sã o vita is pa ra


a vitória. A Bíblia é seu “manual de inteligência” que revela informações sobre o
inimigo. Na m edid a em que voc ê ap rend e as e straté gia s de S atanás e as estratégias
bíblicas de confrontação, você deve comu nicá-los aos outros solda dos cristãos.
Satanás também reúne informação sobre você. Ele aprende seus pontos débeis e os
converte em objetivos de ataqu es ofensivos.

GUERRA OFENSIVA E DEFENSIVA:

Os exércitos no mundo natural usa m tan to as estratégias ofensivas com o defensivas.


C om o você tem aprendido, a guerra ofensiva é um ava nço agressivo contra o
inimigo. Gu erra d efen siva é qu ando o inim igo atac a e vo cê de ve d efen der seu
território.

Você tem aprendido que paralelos tanto da guerra ofensiva como da defensiva
existem no mundo espiritual. Quando Satanás ata ca vo cê de ve u sar a guerra
espiritual defensiva. Quando você está reclamando novo território para Deus , tal
co mo quando você compartilha o evangelho com aqueles que nunca o escutaram
ainda, você está levando adiante a guerra ofensiva. Você está reclamando novo
território em nom e do Senhor Jesus Cristo.

Um grande g eneral no m und o natural um a vez disse a sua s tropas “não vamos cavar
trincheiras e esperar pelo inimigo vir e disparar contra nós. Vamos a diante e rápido”
(u m a trincheira é um buraco no solo, no qual um soldado se esconder). O general
disse, “quando você cava uma trinche ira, você ca va um a tum ba. Q uan do vo cê está
nesse buraco e dispara contra o inimigo, ele sabe sua localização exata... vamos
continuar nos movend o e o inimigo sempre atirará onde estivemos e não onde
estam os”. Esse gen eral n ão a creditava em defes a. Su a teo ria era que se o inimigo
estava constantemente sob ataque, não havia nenhuma necessidade de defender-se.
Ele se deu conta de que a força movendo-se na guerra ofensiva tinha vantagem
sobre as forças de defesa. Ele disse, “pelejaremos em nosso term os e ganh arem os”.

Na guerra espiritual, o que entende o objetivo da guerra como a derrota do inimigo


não será facilm ente red uzid o a um a pos ição de fensiva . Para ga nha r vitória total,
frentes ofensivas são necessárias.

ARMAS:

Em cada guerra há armas que são usadas. Pode m ser arm as simp les como a lança
ou o arco e a flecha, ou pode m ser arm as com plexas com o um sistema d e mísse is. O
soldado deve conhecer qu ais arma s estão disponív eis para o uso e com o usá-las.
Algumas arm as estão especifica m ente d esign ada s para a gue rra defen siva en qua nto
outras o são para a guerra ofensiva.

Isto é verdade também no mu ndo esp iritual. Como um soldado cristão você deve
estar inteirado de suas armas espirituais e saber como usá-las. Como você tem
aprendido, há armas espirituais tanto ofensivas quando defensivas. A diferença é que
suas armas são arma s espirituais. Nunca use armas naturais ineficientes para pelejar
batalha s espirituais.
ATAQUE SURPRESA:

Terrorismo, sabo tagem , e em bosca das sã o todos ataques surpresas e são métodos
usados pelos exércitos naturais na guerra. Estes métodos tem duas coisas em
co mu m : prim eiro, são m étod os vio lentos ofensiv os. Segundo, todos têm um
elem ento de su rpresa. O obje tivo a o qu al tais ass altos são dirigidos é pegar
desprevenidos e não preparados. A confusão e a derrota resultam freqüentemente.

C om o os terroristas que sab otam e emb oscam , Satanás tam bém usa os métodos de
ataques violentos, ofensivos e surpresas. Ele lhe atacará quando menos você esperar
em áreas de sua vida que não estejam preparadas. Não assuma que o inimigo lhe
prov erá com advertências de seus ataques. Isto não sucede no mundo da g uerra
natu ral. Nem suced erá no mu ndo espiritua l.

BATALHAS DECISIVAS:

Em cada guerra há “batalhas decisivas”. Estas são batalhas que determinam o


resultado de toda a guerra. As batalhas decisivas são importantes pelo território que
está envo lvido n a ba talha . Se um exército g anh a o con trole de certo território
estratégico ele pode ganhar controle dos territórios circund antes. Na guerra espiritual
estas são tam b ém batalhas decisivas. Por exemplo, se você falha na batalha da
m ente e língua isso afetará sua alma, espírito, coração e possivelmente todo o seu
corpo.

No mundo natural, a maior concentração de tropas é enviada a uma batalha decisiva.


No mun do espiritual isto também é certo. Se exige a concentração de seus recursos
espirituais nos lugares estratégicos para uma guerra bem sucedida. Isto também é
certo em termos da difusão do evangelho. Há tem pos n os qu ais a colh eita esp iritual é
colhida em á reas geográficas importantes do mundo e as forças evangelísticas
devem ser concentradas nesse campo.

Infelizmente, isto n em sempre é assim. A maior concentração de ministros no


presen te está nos Estados Unidos da América, onde há uma igreja em cada
com unid ade e programas de rádio e televisão cristãos facilmente acessíveis a cada
lar. Nas demais nações do m undo está a maior concentração da população e há
mu itos grupos que estão além do testemu nho cristão efetivo. Há m ui poucos
ministros treinados ali para alcançá-los. O inimigo está montando batalhas decisivas
em muitas destas nações, combatendo pelos corações, men tes e alma s de hom ens e
mu lheres. Enq uanto isso, n ossas forças espirituais estão concentradas em qualqu er
outro lado.

COM U N IC AÇÃ O :

A comun icação é muito importante no m undo natural. As tropas devem ser capazes
de com un icar-se com seu com andante para receb er ins truçõ es e en corajam ento. O
inimigo tratará de imp edir a com unic ação entre as trop as de fren te e seu líder,
sabendo que isto resultará em fracasso no campo de batalha.

Na guerra espiritual, Satanás trata de destruir suas linhas de comunicação. Tratará


de evitar que você ore e que leia a Palavra de Deus, já que estas proporcionam
instrução e encorajamento na guerra esp iritua l. Se v ocê e stá tã o ocu pado n a gu erra
que deixa de lado a comunicação com o Com and ante , você po de ser facilm ente
derrotado. O m inistério es piritua l, deixar d e ser efetivo. Seu poder na linhas de
frente vem da comunicação com o Comandante da batalha. Você deve
constantemen te receber Suas instruções e encorajamen to mediante a oração e
estudo de Sua Palavra.

ALVOS:

Na guerra no m und o natural existem dois tipos de alvos: móveis (tais como botes,
aviões, tanques ou tropas) e estacionários (tais como os depósitos de arm as,
quartéis, etc.). Os alvos móveis são a maior ameaça na guerra natural porque são
ofensivos. Estão em m ovimento para conquistar território.

No m un do e spirit ual, Satan ás es tá m ais p reocu pado com os alv os m óveis. O homem
ou a mu lher que se torna um alvo é quem agressivamente está se movendo no
campo de batalh a da guerra espiritual para conquistar as forças inimigas. Satanás
atacará alvos estacionários também (crentes que não estão envolvidos na guerra
ofensiva). Porém, relembre, quando você está no mover de Deus, você é um alvo
principal para Satanás. Você quer derrotar seu avanço para reivindicar as armas dos
hom ens cativos e mulheres dentro de seu território.

ATAQUES E CONTRA-ATAQUES:

Na guerra natural, quando uma parte ataca, a outra contra-ataca. Um contra-ataque


é um a tenta tiva de deter as força s do in im igo de avançar e recu perar território
perdido. Satanás contra-ataca cada m ovim ento ofensivo realizad o pelos crentes.
Quando você decide orar mais, ler a Palavra de Deus, ou entrar em um ministério,
ele ime diata m ente d isporá d e um contra- ataq ue p ara evitar que você avance. Se
você está advertido desta estratégia de contra-ataque, você estará preparado e não
estará de guarda baixa.

Em termos militares, há basicamen te três formas de ataqu e. Ataques semelhantes


são lan çado s pelo in im igo n o reino e spiritua l.

1. Ataque Frontal: estes são ataques frontais diretos. As tentações de Satanás são
co mo um assalto frontal no mund o natural. Estes ataques espirituais diretos devem
ser confron tad os resistin do a Satan ás, o q ue o faz fugir.

2. Um sítio o u cerc o: um sítio ou ce rco no m und o natu ral é qu and o o inim igo
assu m e o controle do território q ue n ão lhe perten cia. O ju go esp iritual é sem elha nte
ao sítio ou cerco no mund o natural. O inimigo penetra através de seus m uros e p arte
de sua vida é colocada sobre o controle dele. Ele não possui a área, porém evita que
você funcione apropriadamente para a glória de Deus. A maneira de lidar com o
cerco espi ritua l é usando o s podere s e ata r e des atar apre nd idos neste cu rsos. O
inimigo deve ser atado e a área da vida sob o controle dele deve ser desatada de seu
pod er.

3. Invasão e ocupação: quan do um inimig o invade n o mu ndo n atural, ele ocupa e


controla um território. Isto é semelhante à possessão demoníaca no mundo do
espírito. A pes soa n ão salv a ou a que tem recaído sob o controle de um espírito
maligno que tem entrado para possuí-la. A maneira de tratar com este tipo de ataque
é atar o inimigo e expulsá-lo.

MOBILIDADE:
Para sermos efetivos na guerra natural, um exército deve ser móvel. As forças
devem ser capazes de mover-se ao lugar no qual a ação ofensiva acontece. Se são
elas são apa nhad as e m antidas im óveis pelo inim igo, elas se tornam ineficazes.

A mobilidade é um requisito no mundo natural se você quer levar adiante as ordens


de “ir por todo o mundo e pregar o evangelho”. Você é um soldado cristão que está
imobilizado pelo inimigo ou está ativo perseg uin do o m a nd am en to d e a va nça r co m a
men sagem d o evangelho?

Um soldado não coloca uma armadura e tom a su as arm as tã o som ente pa ra sen tar-
se confortavelm ente em casa em frente de u m fogo. Ele n ão so m ente se p repa ra
para a batalha, ele vai ao campo de batalha. Alguns soldados cristãos se preparam
para a ba talh a, p orém nun ca deix am a segu rança de seu lar ou con grega ção p ara ir
ao campo de b atalha. A guerra está acontecendo nas ruas de nossas cidades. Está
acontece ndo nas vilas ain da não alca nça das com a m ens agem do evan gelh o. Não
im portan te o quão preparados estamos espiritualmente, nunca ganharemos a batalha
a men os que sejamos capazes de m over-nos para o Senhor Jesus Cristo.

Um soldad o não gan ha h abilidades como guerreiro somente estudando os livros


sobre a guerra. Avança nas habilidades mediante a experiência no campo de batalha.
Estudar seu manual de guerra espiritual (a Bíblia) é importante, porém a batalha
jam ais será ganha a menos qu e você ponha em prática o que você tem aprend ido.
Habilidade na guerra espiritual ve m me dian te a exp eriência e a ap licação , assim
com o acon tece no mu ndo natu ral.

COO P ERAÇÃO :

A guerra é um esforço de equipe. Os soldados devem cooperar uns com os outros em


seu esforço para derrotar o inimigo. Devem estar sob a direção de um com andante.
Se movem adiante como um a frente unida. Não com batem em seu próprio nome,
mas sim em nome de seu pais. Os crentes devem aprender a cooperar na arena da
gu erra espiritual. Em lugar de pelejarmo s uns com os outros, necessitamos
concentrar-nos no ataque contra o inimigo.

No mundo natural, quando um soldado é ferido, seus amigos fazem todos os esforços
para resgatá-lo. Quando as tropas avançam, se movem como um a unidade. Não
deixam os débeis para trás, se não que os colocam no centro junto com os guerreiros
ma is fortes na frente e por trás até que o d ébil se recupere de sua s feridas.

O exército cristão tem a tendên cia de disparar em seus próprios feridos. Quando um
crente cai na batalha nós fofocamos sobre ele ou o abandonam os. O que nós
deveríamos, ao contrário, é resgatar estes feridos espiritualmente e rode á-los com
nossa força. As forças de deus deveriam avançar como uma frente unida, não co mo
um grupo desordenado com g uerreiros feridos que caem e m orrem pelo flanco.

Não estam os pelejand o em nosso próprio nom e. Estamos pelejando em o nome do


Senhor Jesus. Não estamos pelejando por nosso próprio proveito. Estamos pelejando
a favor de nossa n ação espiritual, o Reino de Deu s.

OBEDIÊNCIA:

Um soldado no campo de batalha no mundo natu ral não faz o qu e lhe a grad a. Ele
segue ordens do comand ante. Requer-se obediência total. Não há nada de m aior
im portân cia na guerra que a obediência. O mesm o é verdadeiro n o reino esp iritual.
Se você tem que ser efetivo na guerra espiritual, você deve seguir as instruções de
seu coman dante. Você deve estar em total obediência a Ele.

C O RA G EM :

Um grande general no mu ndo natural um a vez disse “se você tem m edo de disp arar,
você será abatido a ntes de com eçar... temer m atas m ais pessoas do q ue a m orte”.
Não tema o fracasso na guerra espiritual. S e você es tá com me do de ser ferido pelo
inim igo, você está derro tad o an tes d e com eçar.

O vale nte gen eral ta m bém disse “nu nca hav erá d errota se o h om em recusa aceita r a
derrota. As guerras estão perdidas na mente antes de estarem perdidas no cam po.
Nenh um a nação jama is foi derrotada até que a pe ssoa aceitou a d errota”.

A semelhança do mundo natural, não pode haver derrota se você se recusa a aceitá-
la. As batalhas espirituais são perdidas primeiramente na mente. Recuse-se a aceitar
a derrota em sua men te.

CONQUISTANDO A LIDERANÇA:

Um imp ortante general freqüen temen te expressava seu desejo pessoal de combater
o maior líder inimigo e que o vencedor da batalha pess oal de cidisse a gue rra. Isto
também tem sido feito no reino espiritual por nosso Comandante. Mediante Sua
m orte e ressurreição, Jesus conquistou o pod er o in im igo. O resu ltad o fina l da guerra
já está revelado na Palavra de Deus. Porém, as forças rebeldes de resistência estão
ainda na terra. Jesus conquistou a liderança, porém a nós é dado o objetivo de
derrotar os focos de resistência.

COM P RO MI SS O :

Ao falar sobre o comprom isso um famoso general disse:

“Somos pessoa s com sorte. E stam os em guerra! T em os a o portun ida de d e pelejar e


morrer por algo. Muitas pessoas nunca têm essa oportunidade. Pensem em todas
essas pobres pessoas que conhecem que viveram e morreram por nada... vidas
inteiras desperdiçad as em nada ma is do que em come r, dormir e ir trabalhar...”.

C om o crentes, estamos em guerra no mundo espiritual. Temos a oportunidade de


pelejar e morrer por algo. Não temos que p assar nossas vidas na monótona rotina de
com er, dormir e trabalhar. Pelejamos por um reino que não terá fim . Pelejam os para
um Comandante que já tem conquistado as forças d o inim igo. No ssa vitória está
assegurada. Temos algo pelo que vale a pena viver, pelejar e se somos chama dos a
isso, também morrer por isso.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas da guerra.


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2. Por que o exemplo da guerra é usado para descrever o conflito entre as forças
espiritu ais do b em e do m al?
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3. Resum a o que você aprendeu neste capítulo relacionado com os princípios da


gue rra natu ral qu e são a plicáv eis à gu erra espiritu al.

Definição de guerra.
Estilo de vida guerreiro.
O objetivo da guerra.
Treinamento básico.
Propaganda.
Propostas diplom áticas.
Inteligência.
Guerra ofensiva e defensiva.
Arm as.
Ataques de surpresa.
Batalha s decisivas.
Com unicação.
Alvos.
Ataqu es e contra-ataqu es.
Mobilidade.
Cooperação.
Obediência.
C ora gem .
Conquistar a liderança.
Com promisso.

(As respostas se encon tram n o final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Para apre nd er m ais d os ob jetivo s da guerra no m undo espiritual, leia Mateus


28:18-20, Marcos 16:15-18; Atos 1:8; Efésios 3:9-11 e Colossenses 1:24-29.
Encontre as respostas a estas pergun tas:

Quem tem d etermina do nossos ob jetivos?


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Qu ais são os objetiv os qu e nos tê m sido de sign ado s com o igreja lo cal?
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__

Quais são os objetivos designados a você pessoalmente?


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2. Não é suficiente aprender princípios naturais da guerra que são paralelos aos do
mundo espiritual. Você deve aplicar estes princípios em su as próprias batalhas
espirituais. Conhecimento sem aplicação desse conhecimento é ineficaz.

Revise o que você tem apren dido neste capítulo , dep ois es creva um pará grafo
resumindo como você planeja aplicar o que tem aprendido sobre os princípios
naturais à su as batalha s espirituais.
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INVASIÓN

ENTRANDO EN LA ZONA DE COMBATE...

Du rante una invasión en el m und o natu ral, un eje rcito entra e n la zo na d e com bate
para conquistar sus enem igos y recla m ar territorio. El entren am iento b ásico es in útil
a menos qu e lo aprendido sea puesto en acción. Incluso un ejército movilizado
equipado con armas no es efectivo si permanece inactivo en los flancos. Para ser
efectivo en la guerra, debes entrar en la zona de combate.
Capítulo Quatorze

ENTRANDO NA ZONA DE GUERRA:


BATALHANDO CONTRA O DIABO,
A CARNE E O MUNDO.

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever os versículos-chave de memória.


n Definir a palavra “estratégia”.
n Definir a palavra “con tra-estratégia”.
n Explicar as estratégias de Satanás que combinam as forças malignas do
mu ndo com a carne.
n Identificar contra-estratégias espirituais para a vitória sobre o mundo e a
carne.

VERSÍCULOS-CHAVE DAS CLÁUSULAS DA GUERRA:

“Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho


h om e m, para que o corpo do pecado seja destruído, e não
sirvamos o pecado com o escravos; porquanto quem morreu
está justificado do pe cado” (R om anos 6.6-7).

INTRODUÇÃO

Você tem respondido ao cham ado às armas e tem sido incluído no exército de Deus.
Você tem estudado sobre a estratégia e o território do inimigo. Você aprend eu sobre
o plano de batalha de Deus e tem sido armado com armas defensivas e ofensivas.
Com esta lição , você está entra nd o na zon a de com bate e co m eçará a pe lejar!

Este capítulo é o primeiro em uma série que se centra nas estratégias de Sataná s e
nas contra-estratégias bíblicas para derrotar suas enganosas táticas. “Estratégia” é a
ciência de traçar e levar adiante operações militares. São os métodos ou planos que
levam à vitória.

ESTRATÉGIAS DE SATANÁS:

Sata nás tem organizado m étodos para vencer os crentes. É a isso que Paulo se
refere quando fala das “ciladas” do diabo:

“Revesti-vos de toda a armadu ra de Deus, para poderdes ficar


firmes contra as ciladas do diabo” (E fésios 6.11).

A palavra “ciladas” de Satanás são suas estratégias enganosas de ataque.


AS CONTRA-ESTRATÉGIAS DE DEUS:

O crente n ão é d eixad o ind efeso frente a o ataq ue d o inim igo. Em Sua Palav ra escrita
Deu s tem propo rciona do u m ma nua l de estraté gias p ara a g uerra esp iritual:

“Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não
lhe ignoram os os desígnios” (2 C oríntios 2.11).

A palavra “desígnios” significa pensamentos ou propósitos. A Bíblia contem contra-


estratégias para derrotar a todo o poder do inimigo.

A palavra “enfrentar” significa “atuar em oposição a, imped ir, derrotar, ou frustrar”.


No mundo espiritual uma contra-estratégia é um plano organizado e um mé todo de
oposição a Sa tan ás. D esig na-se a im ped ir, derro tar e frustrar suas “tram as” e
“ma quina ções”.

Os capítu los qu e segu em estão org aniz ados em estratégias e contra-estratégias. As


estratégias de Satanás em áreas específicas da guerra espiritual são abordadas
prim eiram ente em cada capítulo. As contra-estratégias espirituais para a vitória logo
se apresentam. Nesta lição você estudará como o mundo e a carne trabalham juntas
na g uerra esp iritual e as contra- estratég ias pa ra ven cer a estas forças do m al.

ESTRATÉGIAS DE SATANÁS: O MUNDO E A CARNE

Você ap rendeu n o capítulo sete qu e o mu ndo e a carn e são territórios inim igos:

S A TA N ÁS O P ERA MED IA N TE O M U NDO :

“Sabemos qu e so m os d e D eu s e q ue o m un do inte iro jaz no


Maligno” (1 Jo ão 5.19).

Satanás é o príncipe deste mundo e como seu príncipe influencia nos governos das
nações. Ele é descrito como “enganador das nações” em Apocalipse 20.3 e 7. Daniel
capítu lo 10 iden tifica um po der dem oníaco sobre a n ação da Pérsia que estava
opera ndo para im ped ir a oração de D anie l.

Satanás é como u m leão que ruge no m undo:

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda


em derredo r, com o leão q ue rug e proc urand o algué m para
devorar” (1 P edro 5.8).

O qua dro de um leão que ruge ilustra as táticas abertas de terrorismos que Satanás
utiliza. Porém, Sa tanás tam bém é descrito como u m “an jo de luz”:

“E não é de admirar, porque o pró prio Sata nás se transform a


em an jo d e lu z. N ão é m uito, p ois, qu e o s se us pró prios
ministros se transformem em m inistros de jus tiça ; e o fim
deles será conform e as suas ob ras” (2 Coríntios 11.14-15 ).

Isto descreve a Sata nás co m o sedu zind o e ap elan do a u m tem po m ais sutil e se creto
de ataque. Assim, Satanás opera tanto abertamente como em segredo no mun do.
As ativida des d e Sata nás sã o variad as no mu ndo , porém sem pre estã o dirigidas
con tra Deus, Seu Plano e Seu povo. Satanás se opõe ao operar de Deus no mu ndo.
Isto é bem evidente em sua rebelião e queda do céu que você já estudou (Ezequiel
28.12-1 9). Satanás se opõe ao operar de Jesus no m und o. Ele está por trás do
espírito do “anticristo” do mundo:

“Porque muitos enganadores têm saído pelo m undo fora, os


quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o
engan ador e o an ticristo” (2 João 7 ).

Satanás também se opõe ao opera r do Esp írito San to no mu ndo. Um dos propósitos
do Espírito Santo é gu iar aos hom ens e m ulheres à verda de da Pa lavra de Deu s.
Satanás trata de evitar que a Palavra de Deus influencie nos corações e vida dos
hom ens e m ulheres:

“Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos


incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho
da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios
4.4).

Satanás aflige e tenta aos crentes no mundo:

“Foi por isso que, já não me sendo possível continuar


esperando, mandei indagar o estado da vossa fé, temendo
que o Tentador vos provasse, e se tornasse inútil o nosso
labor” (1 Tessalonicenses 3 .5).

“Disse o S EN HOR a Satan ás: E is que tudo qu anto e le tem está


em te u p od er; so m ente c on tra e le nã o este nd as a m ão. E
Satanás saiu da p resença do SEN HO R” (Jó 1.12 ).

Satanás eng ana o m und o m edian te “as fo rças espirituais do mal nas regiões
celestes”. Assim é como ele opera na estrutura religiosa do mundo. Ele engana
me diante falsas dou trinas, ministros, me stres, apóstolos e religiões.

Satanás tamb ém comb ate contra os crentes que estão no mundo, porém não são do
mu ndo. Voc ê ler so bre esta g uerra em Efésios 6.10-18. Satanás acusa e calunia aos
crentes:

“E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se


c ha ma diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi
atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. Então, ouvi
grande vo z d o céu , pro clam ando : Ag ora , veio a s alva ção , o
pod er, o reino d o no sso D eus e a auto ridade do seu Cristo,
po is foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que
os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Apocalipse
12.9-10).

Ele sem eia dú vida s nos co rações d os crente s. Isto foi parte da primeira tentação do
hom em no jardim do Éden (ver Gênesis 3.1-5 ).

Satanás incita a perseguição dos crentes pelo mundo:


“Não temas as coisas que tens de so frer. Eis que o diabo e stá
para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à
prova, e tereis tribu laçã o d e d ez dias . Sê fiel até à m orte , e
dar-te-ei a coroa da vida” (Ap ocalipse 2.10).

Satanás trata de evitar que o crente seja efetivo no serviço cristão:

“Por isso, quisemos ir até vós (pelo menos eu, Paulo, não
som ente uma vez, mas duas); contudo, Satanás nos barrou o
cam inho” (1 Te ssalonicenses 2.18).

Satanás usa o mundo para seduzir aos crentes a pecar. Tenta mediante a atm osfera
do m un do, o am bien te, e o sistem a ao seu redo r. Anim a o a m or ao mu ndo em seu
coração:

“Não am e is o m un do ne m as coisas que há no mundo. Se


alguém amar o m undo, o amo r do Pai não está nele; porque
tudo que há no m un do , a co nc up iscê nc ia da carne , a
co nc up iscên cia dos olhos e a soberba da vida, não procede do
Pai, mas proc ede do mu ndo” (1 João 2.15-1 6).

Satanás combate contra a mente, a língu a, o espírito, o co rpo e os m uros esp irituais
dos crentes. Ataca m ediante a fam ília e associados, finanças e circunstâ ncias. Você
aprend erá ma is destas áreas específicas de ataq ue em outros capítulos.

Os nomes de Satanás também revelam suas estratégias no mun do. Você estudou os
nom es de Satanás no capítulo cinco deste curso. Reveja isto e pense sobre como
cada nom e reflete as estratégias de Satanás no m undo hoje.

SATANÁS OPERA MEDIANTE A CARNE:

O corpo, alm a e es pírito do h om em estão intim am ente relacionado s. Por causa disso,
Satanás acessa a alma e o espírito mediante a carne. Esta estratégia é evidente na
prim eira tentação do hom em. “VEND O a m ulher que a árvore era boa para se comer
(GOS TO), agradável aos olhos e árvore DESEJÁV EL para dar entendimen to”, ela
tomou do fruto e o deu tamb ém ao seu m arido (Gênesis 3.6). Satanás usou os
sentidos humanos e desejos para ter acesso à alma e espírito de Eva.

Se Satanás não pode “cegar sua mente” e impedi-lo de aceitar a verdade do


evangelho, então ele trata d e m antê -lo atad o à carn e dep ois que você recebe o
evangelho. Os desejos carnais combatem contra a alma:

“Am ados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois,


a vos absterdes das paixõe s carna is, que faze m gue rra con tra
a alma” (1 Pedro 2 .11).

Satanás usa a carne para afetar a mente:

“Mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando


contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do
pecado que está no s me us m em bros” (Ro ma nos 7.23).
“Meus m em bros ” é um a referê ncia à carne. Satanás u sa a carn e pa ra afetar o
espírito:

“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de


toda imp ureza , tanto da carne com o do espírito,
aperfeiçoando a nossa santidade no tem or de De us” (2
Coríntios 7.1).

Satanás usa a carne para você colha corrupção (podridão, perversão) em sua vida:

“Porque o que sem eia para a sua própria carne da carne


colherá corrupção; mas o que sem eia para o Espírito do
Espírito colherá vida eterna” (Gálatas 6.8).

Em Efésios 4, onde Paulo trata dos pecados da carne n o conte x to d o velh o h om em e


do novo homem, ele insere esta advertência:

“Nem deis lugar ao diabo” (Efésios 4.27).

Esta advertência significa que quando você comete estes pecados da carne, você dá
lugar (literalm ente u m direito) a S atan ás em sua v ida. Co ntínu a ind ulgê ncia
voluntária ao s pecados carn ais pode resultar em jugo a Sa tanás:

“Mas tam bé m o re torno à sens ate z, livrando-se eles dos laços


do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a
sua von tade” (2 Tim óteo 2.26).

SATANÁS OPERA MEDIANTE OS DEMÔ NIOS:

C om o você aprend erá depois neste curso, um nascido de novo não pode ser
“possuído” por Satanás, pois ele permanece como um crente genuíno. Possessão por
parte de Satanás envolve controle do corpo, alma, espírito, conduta e pensam ento.
P orém , se um crente continua praticando pecados carnais chegará o tempo q uando a
prática pod e levar de um peca do d a carne a um peca do controlad o po r atividade
demoníaca e satânica.

C O M O O P ERA M JU N T OS

O m undo, a carne e o diabo com seus demônios com bin am sua s forças m alig nas pa ra
combater contra o s crentes. C ada força pod e opera r indep end entem ente contra os
crentes, porém estas forças estão freq üen tem ente com bin adas em seu ataq ue sobre
os crentes.

Satanás u sa o m undo, com su as ilusões, encantos, filosofias e sistemas m und anos,


para gan har aces so à carne. Us a a ca rne p ara o bter a cesso à alm a, m ente e esp írito.
Depois trata de fazer você conformar-se com o m undo m ais do que com
Deus.

CONTRA-ESTRATÉGIAS ESPIRITUAIS: VENCENDO A CARNE

O m un do, a carn e e o diabo, certamente, criam uma zona de combate ameaçadora!


Porém aqui estão algumas poderosas contra-estratégias espirituais para vencer estas
forças:
A P RES EN T E S E U C O RPO C O MO SA CRI FÍ CI O :

Nas forças m ilitares do mundo natural, um hom em qu e alista para o serviço vem sob
o controle completo de seus superiores. Eles lhe dão instruçõe s sobre com o se
cond uzir, com o se vestir e sobre como combater o inimigo. Para ser efetivo n a gu erra
espiritual o mesm o tipo de controle deve ser posto em ação:

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que


apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e
agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos
co nfo rm eis com este sécu lo, m as tra nsfo rm ai-v os pe la
renovação da vo ssa m en te, p ara qu e exp erim en teis q ua l seja
a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Ro mano s 12.1-
2).

Você deve apresen tar-se a si m esmo a D eus como um ato de sua própria vontade.
No Antigo Testamento, quando se sacrificava a Deus, a pessoa que o oferecia não
tinha ma is controle sobre ele. Era dado totalmente ao Senhor. Em lugar de
conforma r-se ao mun do e à carne, você deve ser transformado (m udado) m ediante a
renovação de sua mente. Você estudará m ais sobre a b atalh a na me nte n o cap ítulo
quinze.

A R M E-SE C O M O MES MO P EN S AM E N T O DE CRIST O :

A renovação de sua mente acontece ao “armar-se” com o mesm o pensam ento de


Jesus.

“Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do


m e sm o pensam ento; pois aquele que sofreu na carne deixou
o pecado, para que, no tempo que vo s resta na carne, já não
viv ais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a
vontade de De us” (1 Pe dro 4.1-2).

DESENVOLVA A ATITUDE CORRETA PARA COM A CARNE:

A Bíblia nos diz que devemos até m esmo “detestar a roupa contaminada pela carne”
(Judas 23). Você dev e com preender qu e os desejos da carne não são d o P ai, m as
sim do m undo:

“Porque tudo qu e h á n o m un do , a con cu piscê nc ia da carne , a


co nc up iscên cia dos olhos e a soberba da vida, não procede do
Pai, mas proc ede do mu ndo” (1 João 2.16).

Você não deve ter confiança na carne:

“Porque nós é que som os a circuncisão, nós que adoramos a


Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não
confiamo s na carne” (Filipenses 3.3).

Você deve entender que a vida na carne traz corrupção, enquanto que a vida no
espírito traz vida:
“Po rque o que semeia para a sua própria carne da carne
colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do
Espírito colherá vida eterna” (Gálatas 6.8).

CONSIDERE QUE VOCÊ NÃO TEM Q UE ESTAR SOB O JUGO DA CARNE:

Nos tem pos pas sad os, vo cê est eve sob o jug o da carn e qu ando e ra pe cad or:

“En tre os quais também todos nós andamos outrora, segundo


as inclinações d a nos sa carn e, fazen do a v onta de da carne e
dos pen sam ento s; e éra m os, p or n ature za, filhos da ira, como
tamb ém os dem ais” (Efésios 2.3).

“Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões


pecam inosas posta s em realce pela lei operavam em nossos
m e mbros, a fim de frutificarem para a morte. Agora, porém,
libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que
estávamos sujeitos, de modo que servimos e m novidade de
espírito e não na cadu cidade da letra” (Rom anos 7.5-6).

Estude Efésios capítulo 2 e Romanos 8. Você descobrirá que não tem m ais que estar
no jugo da carne. Sua liberdade vem m ediante Jesus Cristo:

“Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da


lei do pecado e d a m orte” (Rom anos 8.2).

INSTRUA A SUA CARNE PARA OBEDECER:

No m un do m ilitar, o sold ado de ve ob ede cer todas as orden s. Passa pelo trein am ento
básico para aprender as regras da guerra. Apresentam-se-lhe situações de prova nas
qua is você d eve colo car estas estratégias em ação e aprender mediante o fracasso e
o êxito. Você está em treinamento para a guerra.

Isto também é certo no mundo espiritu al. Você d eve instru ir a su a carne a obe decer.
Você deve aprender as regras de D eus. M edian te as prov as qu e Deu s perm ite em sua
vida você terá a oportunidade de colocar estas regras em ação:

“Am ados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de


vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa
extraordinária vos estivesse acontece ndo” (1 Pedro 4 .12).

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de


sere m feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu
nom e” (João 1.12 ).

No mundo natural, um soldado aprender as respostas corretas e equivocadas na


estratégia militar mediante repetitivos exercícios de tropa. Você pode ser treinado
m edian te o estudo de seu man ual de guerra, a Bíblia. Na medida q ue você treina ou
exercita se us sen tidos esp irituais, voc ê apren derá a discern ir entre o be m e o m al:

“Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na


palavra da just iça, p orq ue é cr ianç a. Mas o alimento sólido é
para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas
faculdades exercitadas para discernir não somente o bem ,
ma s tamb ém o m al” (Hebreus 5 .13-14).

Você deve instruir a sua carne a obedecer à Palavra de Deus. Você não conquista sua
carne cedendo a ela. Na medida em que Deus revela a você as áreas carnais em sua
vida, você de ve p assa r a ag ir:

“Am ados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois,


a vos absterdes das paixões carnais, qu e fazem gue rra con tra
a alma” (1 Pedro 2 .11).

“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de


toda imp ureza , tanto da carne com o do espírito,
aperfeiçoando a nossa santidade no temo r de Deu s” (2
Coríntios 7.1).

“Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nad a d ispo nh ais


para a carne no tocante às suas concupiscências” (Romanos
13.14).

Note que VOCÊ deve agir. VOCÊ deve abster-se dos desejos carnais. VOCÊ deve
limpar-se das imund ícias da carne. VOCÊ nã o deve fazer provisão para a carne.

D E SP O JA R -S E D O VE LH O H O M EM :

O “velho homem ” se refere à natureza carnal. Paulo escreve:

“No sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis


do velho homem , que se corrompe segundo as
co nc up iscên cias do engano, e vos renoveis no espírito do
vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado
segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade”
(Efésios 4.22-24).

MATAR A CARNE:

A carne d eve ser cru cificada . Não so frerá um a m orte na tural. Vo cê dev e crucificá-la
recusando-se a ser controlado por ela:

“Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho


ho m em , para que o corpo do pecado seja destruído, e não
sirvamos o pec ado c om o escra vos; po rquan to quem m orreu
está justificado do pe cado” (R om anos 6.6-7).

“Logo, já não sou eu qu em vive , m as C risto vive em m im ; e


esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de
Deus, que m e am ou e a si m esm o se e ntreg ou po r m im ”
(Gálatas 2.20).

“E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as


suas paixões e concup iscências” (Gálatas 5.24).

CA M INH AR N O E SP ÍRIT O :
Seu cam inh ar diário (com o voc ê viv e) po de se r controlado por Satanás operando
med iante a carne, o mundo ou os poderes demoníacos se você permitir. Você não
tem que ser controlado pelo mu ndo, a carne ou o diabo. Você pode apre nd er a
caminh ar no Espírito:

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à


concup iscência da carne” (Gálatas 5.16).

“Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”


(Gálatas 5.25).

Caminhar no Espírito significa permitir ao Espírito Santo de Deus controlar sua


conduta e sua vida.

A carne não é mais poderosa que o espírito. Se você permite ao Espírito Santo
ma nifestar Seu pod er em você , Ele vivifica rá seu corpo m oral d a carne. “V ivificar”
significa encher de vida.

Você não te m que viver na morte do pecado. Deus pode vivificar seu espírito a uma
nova vida:

“Se, porém, Cristo está em vós, o corp o, na ve rdade , está


m orto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa
da justiça. Se habita em vós o Espírito daquele que
ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que
ressuscitou a C risto Jesus de ntre o s m ortos vivificará também
o vosso corpo m ortal, por meio do seu Espírito, que em vós
habita. A ssim , pois, irmãos, somos devedores, não à carne
c om o se constrangidos a viver segundo a carne. Porque, se
viverdes segundo a carne , caminhais para a morte; mas, se,
pe lo Es pírit o, m ortificardes os feitos do corpo, certamente,
vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Es pírit o de Deus
são filhos de Deus” (R om anos 8.10 -14).

Para ser guiad o pelo Espírito você deve ter o Espírito San to dentro de si. Você deve
ser nascido de novo pelo Espírito:

“A isto, r esp on de u Je sus : Em verda de , em verdade te digo


que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de
Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um hom em
nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre
materno e nascer segunda vez? Respondeu Jesus: E m
verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do
Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da
carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” (João
3.3-6).

Você também deve ser cheio do Espírito Santo. É o Espírito Santo que lhe dá poder
para caminhar no espírito em lugar de andar na carne. Um curso in teiro do Ins tituto
Internacional Tem po de Colh eita é de dicad o ao M inistério d o Espírito San to na vida
do crente. Se você está estudando os cursos do Instituto na ordem sugerida, este é o
p ró xim o curso que voc ê fará quando completar este manual. Não podemos enfatizar
suficien tem ente a im portância d o Esp írito Santo na hora de vencer o mundo, a carne
e o diabo. Mediante o Espírito Santo pode ser guiado pelo Espírito em lugar da carne.

P ERM I TE A SE U ES PÍRIT O FA LAR P ELO ESP ÍRIT O SAN T O :

Deus se comu nica com seu espírito mediante o Espírito Santo:

“P ois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são


filhos de D eus” (Ro ma nos 8.14).

O Espírito Santo pode também se comu nicar diretamen te com Deus a partir de seu
espírito:

“P ois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a


Deus, visto que ninguém o e nten de , e e m espírit o fa la
mistérios” (1 Coríntios 14.2).

Quando você fala em uma linguagem desconhecida, a qual é a evidência física do


b atism o do Espírito Santo (Atos 2), seu espírito está se com unic and o diretam ente
com Deus. Quando isto acontece, uma das funçõ es importantes do Espírito Santo é
orar conforme a vo ntade d e Deus:

“Também o Espírito, semelhan temente, nos assiste em n ossa


fraqueza; porque não sabem os orar como convém , mas o
m e sm o Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos
ine xp rim íveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a
m ente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que
ele intercede pelos santos” (R om anos 8.26 -27).

D ESENVO L VA O FRU TO D O E SP ÍRIT O SAN T O :

Em contras te com as obra s da ca rne, dese nvolv a o fruto d o Espírito San to. Isto
inclui...

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade,


benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, d omínio próprio.
Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5.22-23).

O fruto d o Esp írito S anto é d iscu tido em deta lhe no cu rso do Ins tituto Internacional
Tem po de C olheita, “O Min istério do Espírito Santo”.

NÃ O VI VA E M CO N D E NA Ç ÃO :

Satanás usa a debilid ade d a carn e para fazê-lo viv er em cond ena ção. Porém , Paulo
disse:

“Agora, pois, já nenhuma con denação há para os que estão


em Cristo Jesus” (Rom anos 8.1).

Se você falha e se envolve em um a conduta carnal, não perman eça em conden ação.
Arrependa-se e busque o perdão:
“Se confessarmos os nossos peca dos, ele é fiel e justo para
nos pe rdoa r os pe cado s e no s purificar de toda injustiça” (1
João 1.9).

CONTRA-ESTRATÉGIAS: VENCENDO O MUNDO

Aqui há algum as diretrizes para vencer no mu ndo:

D ESENVO L VA U MA A T IT U D E A P RO P RIA DA P A RA CO M O M UN DO :

Reconheça que você não é do m undo:

“Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou,


porque e le s n ão sã o d o m undo, como também eu não sou.
Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do
m al. Eles não são do mundo, como também eu não sou” (João
17.14-16 ).

“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós


outros, me o diou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo
am aria o que era seu; como, todavia, nã o sois do m un do , pe lo
contrário, de le v os esco lhi, p or isso, o mundo v os odeia”
(João 15 .18-19).

Entenda que você experimentará tribulação no mun do:

“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No
m undo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci
o m undo ” (João 16 .33).

Reconheça que ganhar o mundo não é mais valioso do que perder a sua alma:

“ Q ue aprov eita ao ho m em ganh ar o m und o inteiro e p erder a


sua alma ?” (Marco s 8.36).

“Que aproveita ao ho m em ganh ar o m und o inteiro, se vier a


perder-se ou a causar dano a si mesm o?” (Lucas 9 .25).

Reconh eça que se vo cê am a o m und o, você é um inimig o de Deu s:

“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se


alguém am ar o m un do , o a m or do Pa i não está nele; porque
tudo que há no mundo, a conc up iscê nc ia da carne , a
co nc up iscên cia dos olhos e a soberba da vida, não procede do
Pai, mas proc ede do mu ndo” (1 João 2.15-1 6).

“Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inim iga


de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo
constitui-se inimigo d e Deu s” (Tiago 4.4).

Reconheça a natureza temp oral do mundo:


“Ora, o m un do pa ssa , be m co m o a sua con cu piscê nc ia;
aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece
eternam ente” (1 Joã o 2.17).

“E os que se utilizam do mundo , co m o se de le nã o u sa sse m ;


porque a aparência deste m undo passa” (1 Co ríntios 7.31).

“Visto qu e to da s essa s coisas hã o d e ser a ssim des feitas,


de ve is ser tais como os que vivem em sa nto procedimento e
piedade” (2 P edro 3.11).

R ECON H E ÇA Q U E V O C Ê N ÃO EST Á SO B O JUG O DO M U NDO :

C om o crente você não deve estar sob o jugo do sistem a m undial. Ainda que no
passado tenha sido governado pelo mun do presente (Efésios 2.2), você não está
mais sob este jugo:

“Nos qu ais a nd astes o utro ra, segundo o curso deste mundo,


segundo o príncipe d a pote stade d o ar, do e spírito que a gora
atua nos filhos da desob ed iência; entre os quais também
todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa
carne, fazendo a vontade da carne e dos p en sam en tos ; e
éra mos, por natureza, filhos da ira, como também os dem ais”
(Efésios 2.2-3, 13, 19).

Em Rom anos 12.1-3 ensina que você não necessita ser mais conformad o ao mun do.
Você pode ser transformado (m udado). Você é parte de um nov o reino agora. Você é
um residente do Reino de Deus. Você não está mais sob o poder do mundo:

“Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o


Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por
Deus n os foi dado gratuitam ente” (1 Co ríntios 2.12).

Aprenda mais sobre sua liberdade em Gálatas 4.1-7.

P R OTEJA-S E DO MU N D O :

Ag ora que você está livre do mundo, estabeleça uma proteção contra a sua in fluênc ia
em sua vida. Nã o dirija sua vida con forme os rudim entos ou princíp ios básicos do
mu ndo:

“Cuidado qu e n ingué m vo s ven ha a enred ar c om sua filo so fia


e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os
rudimentos do m undo e não se gundo Cristo” (Colossenses
2.8).

Não am e ao mun do:

“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se


alguém amar o mu ndo, o amor do P ai não está nele” (1 João
2.15).

Não permita que as filosofias do mu ndo te prejudiquem:


“Cuidado que ning uém vos ven ha a enre dar c om sua filos ofia
e vã s su tilez as, co nfo rm e a tradiç ão dos homens, conforme os
rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Colossenses
2.8).

Negu e-se aos desejos m und anos:

“Educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões


mu ndanas, vivamo s, no presente século, sensata, justa e
piedosam ente” (Tito 2.12).

Mantenh a-se sem m ancha do m undo:

“A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é


esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si
me sm o guarda r-se incontam inado do m undo ” (Tiago 1.27).

Crucifique o poder do mundo:

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso


Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está cru cificado pa ra
mim , e eu, para o m undo ” (Gálatas 6.14).

A crucificação não é uma morte natural. A semelhança da carne, o poder do mundo


em sua carne não sofrerá uma m orte natural. Você deve forçosamen te crucificá-lo.

R ECON H E ÇA Q U E V O C Ê P O D E V E NCE R A O M U NDO :

Você não tem que ser d errotado pelo mundo. Não permite que as preocupações do
mundo destruam a obra da Palavra de Deus em sua vida (Mateus 13.22; Marcos
4.19). Este “cuidado” n as preo cup ações d o m und o é um a da s estratég ias do E spírito
do anticristo (Daniel 7.25). Jesus disse:

“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No
mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci
o m undo ” (João 16 .33).

Você pode vencer ao mun do porque Jesus habita dentro de você:

“Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos


profetas, porque m aior é aquele que está em vós d o que
aquele que está no m undo ” (1 João 4 .4).

Você pode escapar da corrupção do mund o:

“Pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui


grandes pro m essas, p ara qu e p or elas vos torneis co-
participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção
das paixões q ue há no mu ndo” (2 Pedro 1 .4).

Você vence o mun do pelo novo nascimento e sua fé:


“Porque todo o qu e é na scido d e De us ve nce o m und o; e esta
é a vitória que vence o mu ndo: a nossa fé” (1 João 5.4).

Você vence ao mu ndo m ediante o sangue de Jesus e seu testemunho:

“Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e


por causa da pa lavra do testem unh o qu e dera m e, m esm o em
face da morte, não amaram a própria vida” (Apocalipse
12.11).

ENTENDA S U A MI SS ÃO NO MUN DO :

Você não tem ser afetado pelo mundo, porém você é quem tem que afetar ao
mundo. O crente deve ser uma luz no mundo da escuridão, refletindo a glória de
Deus e comp artilhando as boas novas do Evan gelho:

“Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade


edificada sobre um mo nte” (M ateus 5.14).

O im pacto d os prim eiros c rentes no mu ndo foi tão grande que foi dito que eles
“colocaram o mu ndo de cabeça pa ra baixo” (Atos 17 .6, tradução do origina l).

C om o soldados em um exército enviado em m issão a uma nação estrangeira, os


crentes estão em um a m issão especial de D eus no m und o. Eles foram instruídos:

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a


toda criatura” (Marcos 1 6.15).

INSPEÇÃO

1. Escreva os versículos-chave das cláusulas de guerra.


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2. Defina a pa lavra “estratégia”.


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3. Defina a pa lavra “contra-estratégia”.


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4. Resum a o que você tem aprendido das estratégias de Satanás no mundo e na


carne.
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5. Resuma as contra-estratégias dadas neste capítulo para vencer ao mundo, a carne


e ao diabo.
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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. A crucificaç ão e ra uma das piores formas de morte possível. Leia a respeito da


crucificação d e Jesu s em Mateus 27. Isto é o qu e se dev e fazer esp iritualm ente
falando tanto ao mundo com o à carne, as forças espirituais do mal que estão
operand o contra os crentes.

2. Exam ine su a próp ria vida e m inistério. Em quais áreas você vê os efeitos do
mundo? Da carne? Do diabo? Como você pode aplicar o que tem sido aprendido
nesta lição a estas áreas de problema?

3. Estud e Da niel 7 .25. Os cuidados do mundo é uma das principais táticas do


anticristo. Esta s são as pequ ena s situ ações qu e can sam e irritam , as quais Satanás
constrói umas atrás das outras, até que você é derrotado e enredado no te rreno em
lugar das coisas espirituais. Isto está sucedendo em sua vida? R ecorde, os guerreiros
eficazes não se enred am nas coisas do m und o. Pense e ore sobre como você pode
estar menos envolvido nos assuntos do mun do.

A Bíblia descreve a vida cristã como:

n Uma vida de conquista: Romanos 8.37.


n Uma vida vitoriosa: 1 Coríntios 15.57.
n Uma vida abundante: João 10.10.
n Uma vida triunfante: 2 Coríntios 2.14.
n Uma vida santa: Efésios 1.3-5; 5.25-27; 1 Pedro 1.13-16.

Estes são os ideais pelos quais você deve continuamente reavaliar seu caminhar
cristão. A Bíblia registra as lutas pessoais de Paulo nesta área (Filipenses 3.12-17;
Tiago 1.2-4 ; Hebreus 1 2.10-16 ).
Sem pre se lembre que um cristão é ainda um crente mesmo se está lutando com
algum problema de pecado (1 Coríntios 5.1-5; 11.30-32; 1 João 2.1-2), com o
mundo (2 Timóteo 4.10) ou com as influências demoníacas (Atos 5.1-10; 1 Timóteo
5.9-15; 3 .6-7).

4. Em Efésios 4.22 e 24 Paulo nos fala do velho homem , o qual deve ser desp ojado,
e do n ov o h om em , do qual devemos revestir-nos. Leia Efésios 4.22 a 6.18. Faça uma
lista de coisas que devem ser “despojadas”. Enumere as coisas das quais devemos
“revestir-nos”, por exemplo, atitud es, condutas, etc.

Coisas para nos despojar Coisas para nos revestirmos


Capítulo Quinze

A BATALLA NA MENTE

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever os versículos-chave de memória.


n Identifica r o cam po prin cipal d a ba talha na g uerra esp iritual.
n Explicar o que se en tende po r “dardos inflam ados” de S atanás.
n Reconhecer as estratégias mentais de Satanás para atacar a mente.
n Usar as estratég ias d e con fronta ção para apagar os “dardos inflamados” de
Satan ás.

VERSÍCULOS-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Porque, em bora andando na carne, não militamos segundo a


carne. Porque as armas da nossa milícia não são carn ais , e
sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando
nós sofismas e toda altivez que se levante contra o
conh ecim ento de Deus, e levando cativo todo pensamento à
obediência de C risto” (2 Coríntios 10.3-5).

INTRODUÇÃO

Quando Paulo advertiu aos crentes de Corinto sobre não serem ignorantes dos
“desígnios” do diabo, a palavra grega para “desígnios” significa planos e provém da
m esm a palavra usada para “mente”. Em outras palavras, os primeiros ataques de
Satanás ocorrem em nossa vida de pensam ento. A mente é o campo de batalha
espiritual na guerra espiritual. Cada ataque de Satanás envolve a mente humana.

Este capítu lo conc entra-se na batalha n a m ente. Discute as estratégias d e Satan ás e


proporciona estratégias de confrontação para a vitória sobre seus ataques. A Batalha
pela mente se resume facilmente:

“Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do


Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é
inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus,
nem me sm o pode estar” (Rom anos 8.6-7).

Sata nás quer fazer sua mente carnal (pecaminosa, mundana). Deus quer que sua
m ente se ja espiritu al.

POR QUE SATANÁS ATACA A MENTE


O ma ior m and am ento in clui ama r a Deus com toda a sua mente. Esta é uma das
razões principais pelas quais ele, Satanás, peleja por sua m ente:

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o


teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.
Este é o gran de e prim eiro man dam ento” (M ateus 22.37 -38).

Satanás peleja por sua men te porque ela está intimam ente relacionada com seu
coração e sua boca:

“Mas o q ue sai d a boca ve m do coraç ão, e é isso que


contamina o homem. Porque do coração procedem m aus
desígnios, hom icídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos
testem unho s, blasfêmias” (Mateu s 15.18-19 ).

Satanás peleja por sua mente p orqu e a m aneira com o voc ê pensa afeta a m aneira
como você age:

“Porque, como imagina em sua alma, assim ele é; ele te diz:


C om e e bebe; mas o seu coração não está contigo”
(Provérbios 23 .7).

Satanás sabe que se você pode controlar sua men te, você pode controlar seu corpo,
suas ações e seu espírito.

DARDOS INFLAMADOS DO INIMIGO

Nos tempos do An tigo Testamento, os dardos inflamados eram usados como armas
nas batalhas. Eles consistiam de um tipo de bambu oco cheio de m aterial q ue p odia
inflamar facilmente. Coloca va-se fogo e dep ois eram d isparados m ediante arcos.
Eram excelen tes arm as con tra as cida des m urad as da que le tempo, porque podiam
ser disparadas contra os muros para incendiar os telhados das casas que estavam
dentro das m uralhas.

Em Efésios 6.11-17, Paulo fala da batalha espiritual contra Satanás. Ele fala dos
“dardos inflamados do m align o”. O inim igo con tinua m ente la nça v iolenta m ente
“dardos inflamados” contra você no m und o do espírito. A m aioria destes “dardos”
está dirigida a sua m ente.

O Apóstolo Paulo adverte que você não “vos demovais da vossa mente, com
facilidade” (2 Tessa lonicen ses 2 .2). N o gre go, “d em over” sign ifica “a gita r, molest ar,
derrib ar, (implicado) destruir”. Se você pode agarrar algo e sacudi-lo, você tem o
controle sobre ele. Satanás quer “sacudir” ou exercer controle sobre sua m ente.

AS ESTRATÉGIAS DE SATANÁS: BATALHAS NA MENTE

A m ente é uma d as partes mais complexas e men os entendidas do corpo human o.


Visto que ela é m uito com plexa , Sata nás tem m uito s m étod os su tis de atac ar a
men te. Aind a qu e possa ser im possív el listar todas, a seguinte lista resume as
principais estratégias de ataque que Satanás usa na batalha pela m ente:

CUESTIONAR A AUTORIDADE DE DEUS:


A primeira tentação do homem com eçou na mente. Começou com esta estratégia:
qu estio nar a au torid ade de Deu s. Sa tan ás d isse a Eva : De us d isse...? Deus realm ente
disse q ue vo cê n ão p od ia co mer da árvore do con hecim ento d o bem e do m al?
Questionar a Deus e a Sua Palavra levam à d úvida, à incredulidade, e ao ceticismo.

ENGAN O E SE D U ÇÃ O :

O engano foi também parte da estratégia do inimigo. Quando Satanás co nfrontou


Eva, ele estava camuflado como uma serpente formosa. Satanás usa men tiras, cultos
e “espíritos religiosos” pa ra enganar a milhões em nosso mundo hoje. Algumas das
estratégias que S atanás u sa incluem as seguintes:

n “Você pod e se tornar um deus”.


n “Você pod e prever o futuro”.
n “Seu futuro, incluído a eternidade, está predestinado. Não há nada q ue você
possa fazer a respeito”.
n “Todos são filhos de D eus”.
n “Há m ais cam inhos ao céu do que Jesu s”.
n “Deus é d em asiadam ente bom para enviar alg uém ao inferno”.
n “Tudo o q ue D eu s esp era de vo cê é q ue viv a u m a boa v ida e te nha o m elhor
que pu der”.
n “A Bíblia nã o deve ser tom ada literalm ente”.
n “A Bíblia con tém m uitos erros”.

Espíritos sedutores da parte de Satanás atacam a mente para distorcer a verdade da


Palavra de D eus:

“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos


tem pos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos
engan adores e a en sinos de dem ônios” (1 Tim óteo 4.1).

Satanás usou este ataque sobre Jesu s em Lucas 4.9-12. Ele tentou a Jesus para que
Ele se joga sse d o pin ácu lo do tem po, v isto q ue D eus tinh a pro m etido...

“... Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e:


Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma
pedra” (Lu cas 4.10-11 ).

A CARNE:

An teriorm ente você estudou sobre a carne como um a força espiritual do m al.
Satanás usa a carne para comba ter contra a men te:

“Mas vejo, nos meus m emb ros, outra lei que, guerreando
contra a lei da minha m en te, me faz prisioneiro da lei do
pecado que está no s me us m em bros” (Ro ma nos 7.23).

Satanás usa su a próp ria boca , seus olh os, ouvidos e inclusive os sentidos do tato e
olfato para fomentar pensam entos malvados em sua men te.

CEGAR AS MENTES DOS CRENTES:

Satanás opera nas m entes dos não crentes para cegá-los à verdade do Evangelho:
“Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos
incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho
da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios
4.4).

D EP RES SÃ O :

Estar deprim ido é esta r triste, desan im ado, cabisb aixo, ou de espírito baixo. Inclui
sentimentos de desesp ero, desalento e abatim ento. A d epre ssão pod e levar a
pensam entos suicidas ou ao suicídio devido aos sentimentos de desespero que
produzem uma pena m ental incontrolável, dor e pranto.

Algumas vezes, Satanás usa situações da vida para guiar à d epre ssão. Por exemplo,
u m a grande perda ou um temor de perda, ira deprimida, baixa estima, expectativas
não cum prid as e u m a atitud e ne gativa, todas podem ser usadas para causar
depressão. Em Provérb ios 24.10, nós somos advertidos sobre não nos “mostrar
fracos no dia da an gústia” (circunstân cias problem áticas ou tribulações).

Algumas vezes a depressão é causada pelas atitudes negativas daqueles ao redor de


nós mediante os quais Satanás opera. Em D euteronômio 1.28, o povo de Deus
adm itiu: “... Nossos irm ãos fizeram com que se derretesse o nosso coraçã o”.

Lemos em Nú meros 21.4 que o povo do Senhor se to rnou im pacien te no cam inh o. O
Rei Davi com freqüência refletiu desalento nos Salmos (ver o Salmo 69 , por
exemplo). O apóstolo Paulo advertiu também que teve tempos de profunda
depressão:

“Porque não q ue rem os, irmãos, que ignoreis a natureza da


tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das
nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida”
(2 Coríntios 1.8).

Se você não conquista a depressão, você pode ser levado à opressão dos espíritos
satânicos. Esta é uma forma profunda de depressão onde Satanás ganh a mais poder
restritivo sobre a mente.

D ESA LEN T O :

Desalento significa “estar sem alen to”. Satanás qu er desalentar-lhe po rque se você
está “sem alento”, você se torna ineficaz na guerra.

I SO LAM E N T O:

Ou tra man eira na qual Satanás ataca a men te é mediante o isolamento. O propósito
desta estratégia é isolar-lhe do resto do corpo de Cristo. Visto que os crentes
funcionam juntos no ministério como um corpo, o isolamento lhe torna não-
funcio nal. Exemplos de hom ens de Deus que foram atacados m entalmente por
Satan ás e se isolaram são Elias (1 Reis 19 ) e Jonas (Jona s 4.5-11).

MOTIVOS IMPRÓPRIOS:

Um motivo é sua razão para fazer algo. Os motivos são importantes porque ainda
que o hom em olhe as aparências exteriores (ações), Deus vê o coração:
“Po rém o S E N HOR disse a Samuel: Não atentes para a sua
aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o
S E NH O R não vê como vê o homem . O h om em vê o e xterior,
porém o SEN HO R, o coração” (1 Sam uel 16.7).

P orém , Jesus não se su bm eteu a Si m esm o a eles, porque Ele con hecia a todos os
hom ens.

“ M as o pró prio Jesus não se confiava a eles, porque os


co nh ec ia a todos. E não precisava de que alguém lhe desse
testemunho a respeito do hom em, porque ele mesm o sabia o
que era a n atureza hum ana” (João 2.24-25).

Muitas pessoas entram no m inistério cristão pelas errada s. Deu s está m ais
interessado nos m otivo s do que no m inistério. A qui é onde você deve colocar suas
preocupações também , porque quando os m otivos são apropriados, então o
m inistério seguirá naturalmente. Seus motivos para o ministério devem ser
apropriados:

“Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por


constrangimento, mas espontaneamente, como D eus q uer;
nem por sórdida ganância, m as d e b oa v on ta de ; n em co m o
dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-
vos m odelos do reb anho” (1 Pedro 5 .2-3).

Você deve entrar no ministério de boa vontade, não devido às vantagens e benefícios
do ofício, não como um ditador, mas sim como um exemplo. Satanás tratará de criar
motivos errados p ara o serv iço cristão co locan do-o s sutilmente em sua men te.
Satanás provoca motivos errados para desejar o poder de Deus. Você pode encontrar
um exemplo dele em Atos 8.18-23 na história de um hom em cham ado Sim ão.

Você pode ter motivos vingativos para suas ações (“vingativo” significa que quer
castigar a alguém que lhe fez o m al ou a quem você não gosta). Exemplos bíblicos
incluem os discípulos querendo ordenar que desça fogo do céu (Lucas 9.54) e a
Jonas qu erendo qu e Nínive fosse destruída (Jonas 4).

Davi tamb ém teve um motivo incorreto ao contar o povo:

“Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Da vi a


levantar o censo d e Israel” (1 Crônicas 21.1).

ATITUDES E EMOÇÕES ERRADAS:

Satanás provoca atitude s equivocadas para com outros. Ele insere dados inflamados
de inveja, ciúmes , suspeitas, falta de perdão, desconfiança, ira, ódio, intolerância,
prejuízo, competência, impaciência, juízo, crítica, cobiça e egoísmo.

Tam bém trata de provocar atitudes in corretas da avareza, descontentamento,


orgulho, vaidade, ego, importância, arrogância, intelectualismo e autojustificação.
Atitudes erradas leva m a emo ções erradas e am bas procede m d e seus pen sam entos.
Estas atitu des e em oçõe s lhe torna m inefic azes na guerra espiritual. Por exemplo,
Tiago 4.6 indica que “Deus resiste ao soberbo”. Quand o você está cheio de orgulho,
você está em batalha con tra Deus.

R EBELIÃ O :

Satanás também introduz pensamentos rebeldes dentro de sua mente. Rebelião é


desobediência voluntária contra a autoridade de Deus. A rebelião inclui porfia,
obstinação e desobediência. Registre que a rebelião foi o pecad o original de Sa tanás.
Suas cinco declarações demonstraram sua rebelião (Isaías 14.12-14). O espírito de
“eu...” é uma m aneira de reconhecer a obra de Satanás m ediante a rebelião.

A CUS A ÇÃ O E CO N D E NAÇ ÃO :

Satanás é chamado “o acusador dos irmãos” (Apoca lipse 12.10). Ele envia dardos
inflamados de acusação a sua mente, fazendo-se sentir inferior e con den and o-se. Ele
lhe dará sentimentos de culpa, vingança, indignidade e vergonha.

U m a boa maneira de estabelece a diferença entre a convicção do Espírito Santo e a


condenação de Sa taná s é registrar que Sata nás se m pre ge neraliz a. Por exem plo, ele
hav ia dentro de sua mente algo como isso: “você não é bom”, “não posso viver uma
vida cristã”, “Deus não pode lhe a ma r porque você é u m g rande pe cado”.

Quando o Espírito Santo está redargüindo-lhe, Ele é específico. Por exemplo, Ele
cham a sua aten ção a qu em tem u m p roblem a com a ira ou a deson estidade, etc.

IMPUREZA SEXU AL:

Satanás introduzirá pensam entos de im purez a sexu al, luxú ria, e fantas ias sexu ais
men tais. Jesus disse:

“Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para um a mulher


com intenção imp ura, no coração, já adulterou com ela”
(Mateu s 5.28).

CONFU S ÃO :

Satanás também provoca indecisão, confusão e frustração em sua mente. Quando


você está confundido, indeciso e frustrado, certamente você não pode ser um
soldado cristão.

PENSAMENTOS TORTUR ANTES:

Há uma am pla categ oria de p ensa m entos torturan tes qu e Sata nás e nvia a sua me nte
incluindo preocupação, ansiedade, apreensão e nervosismo. O tormento mental pode
também vir através de uma mente hiper-ativa que não se “descon ecta ” ou um a
men te que não pode funcionar apropriadamente.

Pensam entos de tortura também incluem o tem or. Paulo também fala do “espírito de
tem or” em 2 Timóteo 1.7 e o “temor de morte” em Hebreus 2.15. Os pensamentos
de torm entos tam bém inclu em regis tros am arg os de eventos que devem ser
perdoad os e esquecido s.
COM P RO ME T IME N T O:

“Comp rometimento” é resolver os conflitos acom odan do-se. Os princípios d e Deus e


Satanás estão em oposição. Satan ás faz com que você se com prom eta e abaixe seis
princípios espirituais. Por exemplo, ele lhe dirá que não é necessário que você seja
tão santo, que creia n a Bíblia literalm ente, etc.

INTERESSES MENTAIS ERRADOS:

Satanás constantemente fará com que você se centre nas coisas do mundo em lugar
das coisas de natureza eterna:

“Não ameis o m undo nem as coisas que há no mundo. Se


alguém amar o m undo, o am or do Pai não está nele” (1 João
2.15).

As preocupações do mundo podem fazer com que a Palavra de Deus seja ineficaz em
sua vida. (Ver a parábola do semeador em Mateus 13, Marcos 4 e Lucas 8). As
preocupações do m undo p odem fazer-lhe com que fique desatento quanto ao breve
progresso de Jesus:

“Acautelai-vos por vós mesm os, para que nunca vos suceda
que o vosso coração fique sobrecarregado com as
conseqüências da org ia, d a e mbriaguez e das preocupações
deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós
repentinam ente, com o um laço” (Lucas 21 .34).

Satanás ocupará seu s pensam entos com ma terialismo em lugar de valores eternos.
Leia a parábola do rico em Lucas 12.16-21:

“Porque o amor do dinh eiro é ra iz de tod os o s m ales ; e


alguns, ne ssa co biç a, se desviaram da fé e a si mesm os se
atorme ntaram com mu itas dores” (1 Timó teo 6.10).

Paulo n os adverte qu e há m uitos que “pe nsam no terreno” (Filipenses 3.18 -19).

CONDICIONAMENTOS M ENTAIS:

Se você permite que Satanás p ersista em pen samen tos de depressão, suicídio,
tormento, acusação, etc., você pode tornar-se mentalm ente enfermo. Isto pode
inclu ir um colapso nervoso ou men tal e várias condições m entais reconh ecida s pela
medicina. Sataná s pode po ssuir a me nte dos n ão cren tes e dos apóstatas, aqueles
que algum a vez tem con hec ido a Deus , e dep ois se afastaram Del e. (Você a prenderá
ma is disto no capítulo 21 ).

ESTRATÉGIAS ESPIRITUAIS DE CONFRONTAÇÃO: VITÓRIA NA MENTE

Que arsen al de arm as Satanás tem dirigido contra a mente! Deixar sem conquistar
estes pen sam entos lev a a a ções peca m inosas. Por exemplo, o ódio pode levar ao
assassinato. Pensamentos adúlteros podem levar a um ato de adultério. O div órcio
começa na m ente. A cobiça pode levar ao roubo.
Não há dúvida... A maior área de guerra espiritual é a mente. Porém, não tema!
Deus tem dado algumas tremendas estratégias para vencer os ataques de Satanás
na m ente:

DEIXE O ESPÍRITO SANTO SONDE SUA M ENTE:

Primeiramente, peça a Deus que sonde sua men te e lhe revele as atitudes errôneas,
motivos e pensam entos que tem sido introduzido pelo inimigo:

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o m eu coração, prova-me e


conhece o s m eu s p en sa me nto s; v ê se há e m m im algum
caminho mau e g uia-me pelo caminho eterno” (Salmos
139.23 -24).

Na me did a em qu e o Espírito Santo lhe revela coisas, atue em conformidad e com


essa revelação. Peça o perdão pelos padrões de pensamentos equivocados e use a
Palavra de Deus para desenvolver novos padrões de pensamento.

USE SUA ARM ADURA ESPIRITUAL:

Duas peças da armadura espiritual lhe defendem dos ataques na mente. Estas estão
enumeradas em Efésios 6.16-1 7. U m a das peça s é o ca pacete d a salvaç ão. O
capacete é usado sobre a cabeça e imp lica em proteção para a mente.

Pau lo não está somente falando de sua salvação presente em Jesus Cristo que pode
limpar a sua mente, ele está falando da salvação futura:

“E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de


vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está,
agora, mais perto do que quando no princípio cremos”
(Rom anos 13 .11).

A salvação é também sua esperança para o futuro. O crente que tem o “capacete da
salvação” em seu lugar entende qu e Deus está operando Seu propósito eterno de
salvação. Ele não é m olesta do pelos ataques do inimigo. Ele tem esperança não
somente para o presente, mas também para o futuro.

A outra peça da armadura para proteção mental é o escudo da fé. Com o você
aprendeu quando e studou sobre as armas, um escudo era uma peça de material
pesado que um soldado su stenta va em frente de si mesmo para evitar que as flechas
o feriram. As flechas golpeavam contra o escudo e caiam sem provocar dano ao solo.

O escu do d o sold ado cristã o é ch am ado de o “escud o da fé”. A p alavra d e “fé” não
som ente se refere às verdades básicas do evangelho cristão, mas também a sua
confiança em D eus. Outra peça da armadura espiritual é o cinto da verdade (Efésios
6.14). A verdade da Palavra de Deus lhe defenderá de qualquer acusação falsa que o
inimigo traga à sua m ente.

USE A PALAVRA DE DEUS:

Na tentação de Jesus, quan do Sata nás usou inapropriada me nte a Palavra d e Deus,
Jesus confrontou o ataque com a Palavra de Deus. Quando Sata nás vem com
acusações de culpa, usa a Escritura:
“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão
em Cristo Jesus” (Rom anos 8.1).

Quando Satanás vem com sentimentos de tormento tal como temor, use a Escritura:

“No amor não ex iste med o; antes, o perfeito amor lança fora
o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme
não é ap erfeiçoado no am or” (1 João 4 .18).

“Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de


poder, de am or e de m oderação ” (2 Tim óteo 1.7).

Quand o Satanás tratar de desanimá-lo, use este versículo:

“A saber, a verdadeira luz, que, vinda ao m undo, ilum ina a


todo ho me m” (Josué 1.9).

Quand o Satanás traz culpa falsa à sua men te, relembre…

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para


nos perdo ar os pe cado s e no s purificar de toda injustiça” (1
João 1.9).

… e use todo s os outro s versícu los sobre a m ente d ado s nesta lição pa ra bata lhar
contra os ataques de Satanás em sua m ente.

CLAME POR UMA M ENTE SÃ:

C la m e por uma m ente sã conforme a vontad e de Deus para você. Para eliminar
pensamentos de tortura, clame pela paz que é legitimam ente sua:

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a
dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”
(João 14 .27).

“E a paz de D eus, qu e exc ede to do o enten dim ento, g uarda rá


o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses
4.7).

Estes são exem plos de como você pode desenvolver todo um “arsenal” das Escrituras
que são aplic áveis aos ataques mentais de Satanás. Na medida que você estuda a
Pala vra de Deus, continue identificando versículos específicos para defender sua
men te contra a invasão do inimigo.

DEIX E QU E A M ENT E DE CRIST O ES TEJA E M T I:

Paulo escreveu sob a inspiração do Espírito Santo:

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em


Cristo Jesus” (Filipenses 2 .5).

As palavras “tende em vós” sign ificam perm itir ou ab raçar. Vo cê tem que perm itir
que sua men te se torne a men te de Jesus. Com o era a men te de Jesu s? Um projeto
para estud ar esta q uestã o é prop orciona do n a seção de “m ano bras tátic as” des te
capítulo. É possível alcançar isto porque Paulo escreveu:

“P ois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa


instruir? Nós, p oré m , temos a mente de Cristo” (1 Coríntios
2.16).

CINJA OS LOMBOS DE SUA MENTE:

“Por isso, cin gin do o vosso entendimen to, sede sóbrios e


esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na
revelação de Jesu s Cristo” (1 Pedro 1 .13).

No corpo natural, os lombos são a parte central do corpo abaixo da cintura. Os


lombos são a part e mais forte do corpo. Pedro está dizendo que você deve preparar
sua mente para ser forte. Uma vez mais, é algo que VOCÊ faz.

LEVE OS PENSAMENTOS ERRÔNEO S CATIVOS:

A Bíblia nos diz para levarm os “cativos todo pen sam ento à obed iência de Cristo” (2
Coríntios 10.5). Se os pensamentos não foram inimigos não haveria nenhuma
necessidade de levá-los cativos. Pense em como um soldado leva cativo a um inimigo
no mu ndo natu ral. Apliq ue esta s idéias espiritualmente na medida em que você “leva
cativo” cada pensamento.

DERRUBE PENSAMENTOS ERRÔ NEOS:

U m a das principais estratégias de confrontação para proteger a mente é a de


derrubar. Derrubar algo significa arrojá-lo com grande força. Paulo disse:

“Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a


carne. Porque as armas da nossa m ilícia não são carnais, e
sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando
nós sofisma s” (2 Coríntios 10.3-4).

Você tem que derrubar as imaginações m alignas que Satanás insere em sua m ente.
Você tem que derrubar pensam entos que se exaltam a si mesm os contra Deus. Você
tem que levar cada pen sam ento à ob ediê ncia do S enh or.

Você “derrubar” ao tomar, conscientemente, o controle de sua mente e recusa r a


conv iver com os pensamentos que Satanás insere. Leva em consideração que VOCÊ
tem que derrubar... não é algo Deus faz por você.

PENSE NESTAS COISAS:

U m a maneira de “cingir” os lombos de sua mente é pensa r em assu ntos m enta is


apropriados. Paulo disse:

“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é


res pe itáv el, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que
é am áv el, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e
se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso
pensam ento” (Filipenses 4.8).
RENOVE SUA MENTE:

“E vos renoveis no espírito do vosso entendimento” (Efésios


4.23).

“E n ão vo s co nfo rm eis com este século, mas transformai-vos


pe la renovação da vossa m ente, para que experimen teis qual
seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos
12.2).

Reno ve sua m ente m ediante a oraçã o e a m editação da Palavra de D eus.

ANIME-SE NO SENHOR:

Da vi se a nim ava no S enh or:

“Davi m uito se ang us tiou, p ois o povo falava de apedrejá-lo,


porque todos estavam em amargura, cada um por c ausa de
seus filhos e de suas filhas; porém Davi se reanimou no
SEN HO R, seu De us” (1 Sam uel 30.6).

U m a vez mais, VOCÊ deve agir. Você deve animar-se no Senhor. Não espere que
outros o façam . Faça-o você m esm o com a ajuda d e Deus!

R ECON H E ÇA A FO N T E D E CO N FUSÃ O :

Reconh eça que a confusão nã o é de Deu s:

“Porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em


todas as igrejas dos santos” (1 Coríntios 14.33).

Desde que a confusão não é de Deus, recuse a aceitar o espírito de confusão em sua
men te.

CONTROLE AS PORTAS:

Nos tempos do Antigo Testamento, as cidades estavam rodeadas por muros de


proteção contra os inimigos. Os muros tinham portas onde os guardas controlavam a
entrada. Qualquer um qu e controlasse as portas da cidade controlava a cidade.

U m a situação semelhante em termos de controlar a mente. As “portas” de seu ser


m ais íntimo são os cinco sentidos. É importante que você não permita nada que
tenha a habilidade de destruir-lhe a partir do seu próprio interior. Isto significa que
você d eve con trolar sua natu reza ca rnal.

Evite as coisas que abririam as portas à sua m ente. Isto inclui coisas como d rogas e
o álcool que reduzem sua hab ilida de d e pensa r e resp ond er. A p orno grafia in spira
ralações pecam inosa s e crim es sexu ais. Certos tipos de m úsica, bruxaria, atividade
de culto e controle mental, tudo isso abre as “portas” de sua men te.

Tire todas as obras da carne e permita que Deus desenvolva em você o fruto do
Espírito Santo (ver Gálatas 5.19-26). NUNCA CEDA aos ataques men tais do inimigo.
Se você ced e, pode ser que Deus não intervenha. Considere Romanos 1... Deus
algumas vezes não impede as pesso as naq uelas coisas às qu ais elas têm se
entregado. Peça a Jesus que lhe ajude. Recorde aquela profecia do Antigo
Testam ento com relação à qual Jesus disse que Ele “controlaria as portas de Seu
inim igo”. Deixe-lhe tom ar este controle sobre suas “portas” espirituais.

QUE SEU PENSAMENTO PERSEVERE EM D EUS:

Man tenha su a m ente “perseverand o” ou centrada em D eus:

“Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aque le cu jo


propósito é firme; porqu e ele confia em ti” (Isaías 26.3).

Esta é u m a g ra nd e p ro messa ! S e vo cê m an tém a su a m ente centrada em D eus, você


pode ter paz apesar de cada ataque do inimigo.

INSPEÇÃO

1. Escreva os versículos-chave das cláusulas de guerra.


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2. On de está o princip al cam po de bata lha d a gu erra espiritu al?


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3. O que se entende p or “dados inflam ados” de S atanás?


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4. Resuma as estratégias de Satanás usadas para batalhar contra a mente.


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5. Resu m a as estra tégias espirituais para confrontar apresentadas neste capítulo que
vencerão os ataq ues m entais de Sa tanás.
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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).
MANOBRAS TÁTICAS

1. Na ba talh a pe la m ente Sa tan ás tra ta de pro voca r:

n Uma m ente carnal: Romanos 8.6-7.


n Uma m ente separada de Deus pelas obras malignas: Colossenses 1.21.
n Uma m ente profanada: Tito 1.15.
n Uma m ente que segue à carne: Efésios 2.3.
n Uma m ente endurecida: Daniel 5.20.
n Uma m ente duvidosa: Lucas 12.29.
n Uma m ente vã: Efésios 4.17.
n Uma m ente cega: 2 Coríntios 3.14.
n Uma m ente e consciência cauterizada: Tito 1.15.
n Uma m ente depreciativa: Ezequiel 36.5.
n Uma m ente maligna: Atos 14.2.
n Uma m ente incrédula: 2 Coríntios 4.4.
n Uma m ente débil: Hebreus 12.3.
n Uma m ente reprovada: 2 Timóteo 3.8.
n Ânimo dobre: Tiago 1.8; 4.8.
n Uma m ente corrupta: 1 Timóteo 6.5; 2 Timóteo 3.8; 2 Coríntios 11.3.

2. Q ualida des m entais p ositiv as q ue v ocê d eve dese nvo lver:

n Uma m ente pronta: 2 Coríntios 8.19; 1 Pedro 5.2; Atos 17.11.


n Uma m ente pura: 2 Pedro 3.1.
n Uma m ente perseverante: Isaías 26.3.
n Uma m ente renovada: Efésios 4.23; Romanos 12.2.
n Uma m ente humilde: Colossenses 3.12; Atos 20.19.
n Uma m ente sóbria: Tito 2.6.
n Uma m ente sã: 2 Timóteo 1.7.
n Uma m ente de amor: Mateus 22.37.
n Uma m ente servil: Romanos 7.25.
n Uma m ente persuadida plenamente: Romanos 14.5.
n Uma m ente fervorosa: 2 Coríntios 7.7.
n Uma m ente disposta: 2 Coríntios 8.12.

3. Por causa do p ecado con stante os hom ens po dem ser guia dos a um a m ente
reprovada. Con sidere R om ano s 1.28 -32. U m a m ente rep rovad a é o m ais m alvado
tipo de m ente qu e po de im agina r.

4. Com o você aprendeu neste capítulo, um a da s estratég ias pa ra a vitória na m ente


é permitir-se que haja em você a mesma m ente que Jesus teve. Estude mais o Novo
Testam ento p ara de scobrir como era a mente de Jesus. Quais atitudes mentais foram
refletidas em Su as ações? Como Seu m inistério refletiu Sua vida intelectual? Com o
Suas p alavras refletiram Seu s pensam entos?

5. Jesus conhece inclusive os pensamentos de sua mente: ver Lucas 5.22; 6.8;
11.17.
7. Com pare 2 Sam uel 1 3.28 com Josué 1.9. Ob serva q ue a p assag em em Sam uel é
semelhante aqu ela em Josué onde Deu s está falando. Porém, a passagem d e Sam uel
m al ap licad a. Ab salã o falo u estas p alavras aos a ssas sino s de s eu irm ão, A m non . O
diabo faz eco d e algum as das m aiores palavras bíb licas já que ele usa e ap lica
erradamente as Escrituras. Satanás nunca é tão perigoso do que quando ele cita a
Bíblia. Esta é uma estratégia-chave que ele usa ao atacar a mente.
O CHAMADO ÀS ARMAS

UMA CONVOCAÇÃO À GUERRA INVISÍVEL

Há uma grande batalha sendo travada no mundo espiritual. É uma batalha pessoal
interior entre a ca rne e o esp írito. É um a ba talha social com as forças do mal do
mu ndo. É um a batalha espiritual com os poderes sobren aturais m alignos.

Nos tempos do Antigo Testamento a trombeta era usada para convocar o povo de
Deus para a batalha. Hoje, um chama do está soando em tod as as nações do mun do.
É o cham ado à gu erra invisível. É um ch am ado às arm as.
Capítulo Um

A GUERRA INVISÍVEL

O B J ET IV O S :

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Dem onstra r enten dim ento d os reino s espiritu al e na tural.
n Definir a palavra “rei”.
n Definir a palavra “reino”.
n Identificar os dois reinos espirituais.
n Determinar a qual reino você pertence.
n Identificar as forças espirituais do bem.
n Identifica r as forças esp irituais d o m al.
n Explicar o que se en tende po r “guerra espiritual”.
n Identifica r a razão para a gue rra invisív el.
n Identifica r o princíp io básic o do en tend im ento d a gu erra espiritu al.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Porque a nos sa luta nã o é co ntra o sang ue e a carne, e sim


contra os prin cip ad os e p otestad es, co ntra o s dom inadores
deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal,
nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

INTRODUÇÃO

C om o você ap rende u na introdu ção d este curso , existe u m a gran de gu erra qu e está
sendo travad a no m und o hoje . Não é um conflito entre nações, tribos ou líderes de
governos. Não é uma rebelião ou um golpe de estado. É uma batalha invisível que
tem luga r no m und o espiritu al.

Este capítulo introduz a guerra invisível na qu al cada crente está com prom etido. É
u m a guerra na q ual nin gu ém usa un iform e, porém na q ual cad a um é um alvo . O
registro histórico e profético desta guerra está contido na Palavra de Deus, a Bíblia.

OS REINOS NATURAL E ESPIRITUAL

Para entender esta guerra invisível, você primeiro deve entender os mundos natural
e espi ritual. O homem existe em dois mundos: o mundo natural e o mundo
espiritu al.

O mun do natural é o que pode ser visto, sentido, tocado, escutado ou ta tead o. É
tangível e visív el. O p aís, a nação, cidade ou vila na qual você vive é parte do mundo
natu ral. Você é um residente no mundo natural localizado em um d os continentes
visíveis do mundo. Você pode ver o povo que faz parte de seu ambiente. Você pode
exp erim entar as paisag ens , sons e olo res ao seu redo r.

P orém , existe outro m undo no qua l você vive. Esse mund o é um m undo espiritual.
Você não pod e vê- lo com seus olh os físicos, porém é tão real quanto o mundo
natural no qual você vive.

Pau lo fala de sta div isão en tre o natu ral e o esp iritual:

“Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem


dúvida, um a é a glória dos c eles tiais, e outra, a dos
terrestres” (1 Coríntios 15.40).

Todos os hom ens têm um corpo na tura l qu e viv e no m un do n atu ral. Po rém , o
hom em também é um ser espiritual com alm a e esp írito eternos. O hom em é corpo,
alma e espírito. Teu ser espiritual (alma e espírito) é parte d o m und o espiritu al assim
com o teu co rpo na tural é p arte do m und o natu ral.

DISCERNIMENTO ESPIRITUAL

Posto que a guerra espiritual é justamente isso... espiritual... deve ser entendida com
u m a mente espiritual. Em nosso estado natural de pecado, nós não podemos
entend er as coisas espirituais:

“ O ra, o h om em na tural n ão aceita as co isas do E sp írito de


Deus, porq ue lhe s ão louc ura; e nã o po de en tend ê-las, porq ue
elas se discernem espiritualme nte” (1 Co ríntios 2.14).

É necessário usar o “discernim ento espiritual” para en tender as coisas espirituais.

Talvez um dos m elhores exem plos d e discern im ento n atura l e espiritu al está
registrado em 2 R eis capítulo 6, que registra a história de uma batalha natural na
qual tropas da inimiga nação da Síria haviam rodeado um pequeno povo chamado
Dotã onde o profeta Eliseu estav a. Quan do o servo de E liseu, Geazi, viu o grande
exército do inimigo, ele teve medo. Elis eu orou para que Deus abrisse os olhos
espiritu ais de Geazi para que ele pudesse ver as hostes espirituais que o rodeavam e
os prote gia m . Nesta ocasiã o, Deus abriu os olh os espiritu ais de G eazi e lh e perm itiu
ver visivelmente as forças superiores de Deus listadas para a batalha.

A história desta b atalh a em Dotã é sem elha nte às cond ições esp irituais n a Igreja. Há
alguns, como Eliseu, que vêem claramente dentro do reino espiritual. Eles sabem que
há um con flito que e stá ocorren do, têm identif icado o inimigo e reconhecido as
grandes forças de Deus que asseguram a vitória. Há outros como Geazi, que co m um
pouco de en corajam ento, serão capazes de abrir seus olhos espirituais e não serão
m ais temerosos ou derrotados pelo inimigo. Porém, tristemente, há muitas pessoas
que, com o aqu eles na cidad e de D ota, estão dorm indo espiritualmente. Eles não
sabem inclusive que o inimigo os tem rodeado e está posicionado para ao ataque.

DO IS REIN OS E SPIRIT UAIS

Den tro dos reinos natural e espiritual dos quais estamos falando existem reinos
separados q ue estão gov ernados p or líderes naturais e espirituais.
REINOS NATURAIS:

Todos os homens vivem em um reino natural deste mundo. E les viv em em u ma


cidade ou em um povo no qual é parte de uma nação. Essa nação é um reino do
mu ndo. Um reino natural é um território ou povo sobre o qual um rei ou líder político
é o governante soberano. A Bíblia fala destes reinos naturais como os “reinos do
mu ndo”. Os reinos do mundo têm vindo a estar sob o poder e a influência de
Satan ás:

“Lev ou-o ain da o d iab o a u m monte muito alto, mostrou-lhe


todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo
isto te darei se, prostrado, me adorares” (M ateus 4.8-9).

1 João 5 .19 tristemente nos relembra que “o mu ndo está sob o poder do maligno”
(NV I).

REINOS ESPIRITUAIS:

Em adição aos reinos n aturais deste m und o há dois reinos espirituais: o Reino de
Satanás e o Rein o de D eus. C ada pessoa viva é u m residen te de u m destes d ois
reinos.

O Reino de Satanás cons iste d e Sa tan ás, seres esp iritua is cham ados de dem ônios, e
todos os homens qu e vivem em pecado e rebelião à Palavra de Deus. Estes, juntos
com o mu ndo e a carn e, são as forças espirituais do mal que operam no mundo de
hoje.

O Reino de Deus consiste de Deus o Pai, Jesus Cristo, o Espírito Santo, seres
espiritu ais chama dos anjos, e todos os homens que vivem em justa obediência à
Palavra de Deus. Estas são as forças espirituais do bem.

O Reino de Deus não é uma igreja denominacional. As denominações são


organizações de criaçã o hu m ana para g rupos de ig rejas. Elas são estabelecidas com
propó sitos práticos de organização e administração. As denominações são
organ izações com o os B atistas, A ssem bléias d e De us, M etod istas , Lute ranos, etc. A
Bíblia nos fala da verdadeira Igreja a qual não é uma denominação ou organização
religiosa. A verdadeira Igreja é compo sta de todos aqueles que se converteram em
residentes do R eino de D eus.

No tem po pre sente n o m und o natu ral, o Reino de Deu s exis te individu alm ente dentro
de cad a ho m em , mulh er, crian ça ou jovem que fez a Jesus Cristo o Rei de sua vida.
Existe comun itariamen te na verdadeira Igreja e onde quer que as pessoas façam
deste mundo o tipo de mundo que Deus quer que seja. No futuro, haverá uma
ma nifestação visível do Rein o de Deu s.

A GUERRA INVISÍVEL

A Batalha espiritual invisível é um a batalha que env olve a todos os hom ens e
m ulh eres. P osto que o rein o de Satan ás é u m reino espi ritua l...

“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim


contra os principados e potestades, contra os dominadores
deste mundo tenebroso, contra a s fo rça s esp iritu ais do m al,
nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

A guerra espiritual não é uma batalha natural entre a carne e o sangue. Não é uma
batalha do homem contra o hom em . Não é u m a ba talha visível. É u m conflito
invisível no mu ndo espiritual. É uma batalha dentro e ao redor do hom em. Não é
u m a gue rra visível p orqu e os esp íritos estão envolvidos e aprendemos em Lucas
24.39 q ue um espírito não tem carne nem ossos.

A gue rra espiritu al é “multidimen sional”, o qual significa que é travada em diferentes
dim ens ões. É ...

4. Uma batalha social entre o crente e o mundo: João 15:18-27


5. Uma batalha pessoal entre a carne e o espírito: Gálatas 5:16-26
6. U m a batalha sobrenatural entre o crente e o s pod eres sob renatu rais
malignos: Efésios 6.10-27.

Toda pessoa viva está comp rometida nesta guerra, quer se dê conta ou não. Não há
campo neutro. Os não crentes estão sob o jugo do mal e têm sido levados pela forças
do inimigo. São vítimas da guerra.

Os crentes têm sido livrados do inimigo mediante Jesus Cristo e são vitoriosos,
porém estão ainda comprometidos na guerra. O versículo-chave d este capítulo indica
que n ós (todos os crentes) com batem os contra as forças espirituais ma lignas.

“Co m bater” implica contato pessoal próximo. Ninguém está isento desta batalha.
Ninguém pode vê-a à distân cia. Voc ê está n o m eio do co nflito quer você reconheça
ou não. Se você não reconhecer s erá melhor... Está errado. A guerra do cristão
nunca cessa.

ONDE A BATALHA RUGE

A guerra invisível está sendo travada na terra:

“O ladrão ve m som ente p ara rou bar, m atar e d estru ir; eu vim
para q ue te nh am vida e a tenham em abundância” (João
10.10).

Satanás luta para manter o controle dos reinos d o m undo. Ele não quer que eles
estejam sob a autoridade de Deus. A batalha também é efetuada dentro dos
corações, mentes, e almas dos homens e mulheres. Satanás cega as mentes dos não
crentes e ataca aos crentes nas áreas de adoração, Palavra, seu caminh ar diário, e
em seu trabalho p ara Deu s.

C O MO CO M EÇO U A BA TA LHA

A guerra invisível começou no céu com um a njo chamad o Lúcifer que foi
originalmente um anjo formoso criado por Deus e era parte do Reino de Deus. Lúcifer
decid iu que queria assumir o controle do Reino de Deus. Você pode ler sobre sua
rebelião em Isaías 14.12-17 e em Ezequiel 28.12-19. Você estudará sobre isso com
m ais detalhes depois neste curso. Lúcifer e os anjos rebeldes foram expulsos do céu
por Deus. Eles formaram seu próprio reino na terra:
“Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram
contra o dragão. Também pelejaram o d ragão e seus anjos”
(Apocalipse 12.7).
“E foi expulso o grande dragão, a antiga serpe nte , que se
c ha ma diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi
atirado para a terra, e , com ele, os seus anjos” (Apocalipse
12.7).

Lúcifer chegou a ser conhecido como Satanás e os anjos que o seguiram em sua
rebelião com o de m ônios. Os esp íritos d em oníacos podem entra r, atorm entar,
controlar e usar aos humanos que pertencem ao reino de Satanás. Eles motivam atos
malignos que são realiz ados por homen s e mulheres. Satanás dirige a seus demônios
em suas atividades malignas. Ele combina esta s forças poderosas com o m undo e a
carne para batalhar contra todo o gênero huma no.

RAZÕES POR TRÁS DO CONFLITO

O homem foi originalmente criado à imagem de Deus e para a glória de Deus


(Gên esis capítulo 2). A guerra invisível contra o homem com eçou com a prim eira
tentação no jardim do Éd en (G ênesis 3). Sa taná s fez peca r a Adã o e Eva . Isto
resultou em que todo o gênero h um ano herda ria a na tureza pecam inosa e realizaria
atos individuais de pecado conforme esta natureza:

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no


mundo, e pe lo pe ca do , a m orte, assim tam bém a m orte
passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos
5.12).

Tam bém resultou na g uerra in visível en tre o hom em e as forças d o m al:

“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência


e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o
calcanhar” (Gên esis 3.15).

Por causa do pecado, o homem foi separado de Deus e condenad o à morte. Porém,
Deus a m ou o hom em de ta l m aneira q ue id ealiz ou u m plano e spe cial p ara salvá- lo do
pecado:

“Porque D eu s am ou ao mundo de tal maneira que deu o seu


Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas
tenha a vida ete rna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao
mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o
mu ndo fosse salvo p or ele” (João 3.16-1 7).

Med iante a crença em Jesus, a confissão e o arrependimento do pecado, os hom ens e


mu lheres podem ser liberados do poder do inimigo. A m orte e a ressurreição de
Jesus não somente resultou na salvação do pecado. Também derrotou o inimigo,
Satan ás:

“A qu ele que pratica o pecado procede do diabo, porque o


diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou
o Filho de Deu s: para destruir as obras do diabo” (1 Jo ão 3.8).
P orém , se Satanás está derrotado, por que a guerra ainda continua? Após ca da
gu erra sempre há resíduos de resistência inim iga, tropas rebeldes qu e não se
renderão até que a força vencedora os obrigue a fazê-lo. Embora Jesus tenha
derrotado Satan ás, n ós estam os viv em os em território ainda ocu pado p elas forças
inimigas de resistência. Entender as estratégias de guerra espiritual nos dá a
habilida de de tratar com estes poderes m alignos.

Satanás está tratando de manter os homens cativos no pecado. Mediante os métodos


enganosos ele está incitando aos homens e mulheres às luxurias da vida
pecaminosa. Ele aponta os afetos da alm a e do espírito os q uais le gitim am ente
pertencem a Deus:

“O ladr ão vem som en te p ara rou bar, m ata r e d est ruir; e u vim
para que tenham vida e a tenham em abundância” (João
10.10).

Satanás ainda quer ser o governante supremo. Ele está travando uma batalha
intensa pelo coração, m ente, alm a e espírito do hom em . Suas estratégias estão
dirigidas con tra D eus , Seu plano e Seu pov o. A batalha continuará até o grande
conflito final, o qual você estudará no último capítulo deste curso.

O SIGNIFICADO DA GUERRA ESPIRITUAL

A guerra es piritual é a aná lise de e a particip ação ativa n a gu erra espiritu al invis ível.
Inclui o estudo das forças opostas do bem e do m al, as estratégias de Satanás e as
estratégias espirituais para vencer a Satanás. A guerra espiritual é mais do que um a
mera aná lise de p rincípio s espiritu ais. Inclui a participação ativa n a gu erra m edian te
a aplicação destas estratégias na vida e no ministério.

U m a das m ais efetiva s estratég ias de S atan ás é m ante r aos cren tes ign orante s de
seu s enganos . Pau lo diz qu e é im portante con hec er as e straté gia s de S atanás...

“Para que S atanás não alcance vantagem sobre nós, pois não
lhe ignoram os os desígnios” (2 C oríntios 2.11).

Devem os apren der tudo o que po dem os sobre as estratégias de ataq ue de S atanás.
Devem os ta m bém ente nd er as bases bíblicas da vitória sobre Satanás e as forças do
m al. Nós somos chamados a um combate inteligente. É básico ao entendimento da
guerra espiritual este princípio-chave:

Você deve reconhecer que todas as batalhas da vida, sejam físicas, espirituais,
em ocionais, mentais, financeiras ou com personalidades humanas são apenas
m an ifestaçõ es exteriores de um a ca usa es piritu al.

Ainda que no m un do n atu ral os prob lem as p ossa m pare cer ocorrer através de
circunstâncias da vida, a base destas batalhas naturais está no mu ndo espiritua l. Leia
a história de Jó (Jó capítulos 1 a 2) que confirma este princípio.

Temos tratado de corrigir os males d este mu ndo m ediante a ed ucação, legislação e


um ambiente melhorado. Não tem funciona do po r que o s m ales in visíveis d este
mund o são o resultado de uma causa espiritual subjacente. Não podem ser corrigidos
por m eios naturais.

A QUAL REINO PERTENCES?


No reino natural um rei é o soberano de um reino. Todo o território e o povo no reino
pertencem a ele. Tem o poder da vida e a morte sobre seus súditos. O mesm o é
certo no m und o espiritual. Você é parte do reino d e Deus ou do Reino de Satan ás.
Deus ou Satanás tem o poder sobre a sua vida.

U m a das parábolas de Jesus ilustra que todos os homens ou são parte do Reino de
Satanás ou do Reino de Deus. Jesus comparou o mun do com um cam po. A boa
sem ente no camp o eram os filhos do Reino de Deus. A má sem ente, a qual resultou
no crescimento do joio, eram os filhos do maligno:

“O ca mp o é o m undo; a bo a se m en te são os filh os d o re ino ; o


joio são os filhos do m aligno” (Mateu s 13.38).

As pessoas entram no Reino de Satanás me dian te o na scim ento n atura l. A Bíb lia
ensina que todos os homens são nascidos em pecado. Isto significa que eles
possuem um a natureza básica de pe cado ou a “seme nte” do peca do den tro deles.
Sua inclinação natural é fazer o que é mau.

“Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha


mã e” (Salm os 51.5).

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no


m undo, e pelo pecado, a morte, assim também a m orte
passou a todo s os ho m ens, po rque to dos p ecara m” (Romanos
5.12).

“P ois todos pecaram e carecem da glória de D eus” (Romanos


3.23).

Visto que todos nós temos nascido com a natureza de pecad o, todos nós, em algum
mom ento, fomos parte do Reino de Satanás. Todos os que continuam p ecadores
perdidos con tinuam sendo pa rte do Reino d e Satan ás.

Toda a mensag em da Pa lavra escrita de Deus, a Bíblia Sagrada, é o apelo ao homem


para mu dar do Re ino de Sa tanás ao R eino de D eus. Os hom ens são na scidos dentro
do Reino de Satanás m edia nte o na scim ento na tura l. Devem nas cer de nov o de ntro
do Rein o de D eus a través d o nas cim ento es piritua l. A en trada n o reino de Deu s é
pela experiência do novo nascimento explicada em João capítulo 3.

Há some nte dua s divisões na gu erra invisível. Jesus disse, “Q uem n ão é p or m im é


con tra mim ; e quem com igo não ajunta espalha” (Lucas 11.23). Você não pode ser
neu tro nesta gue rra. Você es tá de u m ou do outro lad o nesta gue rra espiritual.
Inclusive, algu ns cren tes, devid o a seu me do da confron tação com o inimigo, tratam
de ignorar a guerra e fazem trégua com o inim igo. Pensam que se ignorarem a
Satanás, ele não os incomodará. Esta é uma das principais estratégias do inimigo.
Ele trata de deixar imóveis os membros do exército de Deus mediante suas táticas de
terror.

Porém , não há n eutralid ade ne sta g uerra . Você é um a vítim a ou um ven cedor. O
“chamado espi ritua l às a rm as” está ocorrendo... Você está do lado do bem ou do
m al? Você é parte do Reino de Satanás ou do Reino de Deu s? A qua l reino você
perten ce? Vo cê é vítim a ou v enced or na g uerra in visível?
INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Quais são as duas divisões feitas em 1 Coríntios 15.44-49?


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3.Quais são os dois reinos invisíveis no mu ndo hoje?


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4. Enu m ere as forças e spiritua is do m al.


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5. Enum ere as forças espirituais do bem.


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6. Defina a pa lavra “lei”.


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7. O que se entende p or “guerra espiritual”?


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8. Qu al é a raz ão po r trás deste g rand e conflito es piritua l?


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9. Qu al é o prin cípio b ásico p ara o en tend im ento d a gu erra espiritu al?
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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo neste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Este curso, “Estratégias de Guerra Espiritual”, se centra no Reino de Satanás e a


guerra espiritual que se estabelece entre seu reino e o Reino de Deus. O curso do
Instituto Internacional Tem po de C olheita intitulado “V ivendo n o Reino”, proporciona
um completo estudo do Reino de Deu s. (Se você está matriculado no Instituto Tempo
de Colheita e estud ando os cursos na ordem sugerida, você já estudou este curso).
Se você não está matriculado no Instituto Tempo d e Colheita, você deveria obter
“Vivendo n o R ein o” co mo u m cu rso co mplementar ao atual. É im portante qu e você
alcance o entendimento dos reinos espirituais presentes no mu ndo de hoje.

2. Uma boa base espiritual é requerida tendo em visto efetuar uma guerra espiritual
vitoriosa. Se você é um novo crente, obtenha o curso do Instituto Internacional
Tempo d e C olh eita ch am ado “Fundam entos da Fé”. (Se você está tomando os cursos
do Instituto Internacional Temp o de Colheita em sua ordem suge rida, você já
estudou este curso).

3. Você sente que tem sido uma “vítima” da guerra espiritual? Em quais áreas de sua
vida ou m inistério v ocê te m perd ido a ba talh a? V ocê te m perd ido a ba talh a...

n No rein o espiritu al?


n No rein o em ocion al?
n No reino físico?
n No rein o m enta l?
n No reino da s finanças?
n Com personalidades humanas

É im portante ide ntificar estas áreas d e derrota de tal maneira que pode ser aplicado
ao conhecimento que você adq uiriu neste estudo às áreas práticas da vida e do
ministério.

n Rev eja a história de 2 Reis 6 discutida nesta lição. Você conhece pessoas
co mo Geazi ou como aqueles na cidade de Dotã? Como você poderia ajudá-
os?

n Visto que a guerra espiritual tem m uitas dimensões, devemos lutar


pesso alm ente contra o p ecad o, soci alm ente con tra o m al no m un do, e
sobrenaturalmente med iante o ministério de libertação.
n Estude a Bíblia como um Manuel de guerra espiritual. É o registro histórico da
gu erra espiritual, revelando a s vitórias e derro tas d as b atalha s pa ssad as. É
profética, m ostran do o cu rso da g uerra a té o tem po do conflito fina l.
ADMISSÃO

TORNANDO-SE PARTE DO
EXÉRCITO DE DEUS

Todos os exércitos no m und o natu ral têm procedimentos de admissão. Estes são
coisas especiais que precisam ser feitas para que você possa unir às forças militares.

Você está pron to para tornar-se parte do exé rcito de Deus?


CAPÍTULO DOIS

ALISTANDO-SE NO EXÉRCITO DE DEUS

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Definir “arrependim ento”.
n Explicar a imp ortância do arrependim ento.
n Definir “conversão”.
n Explicar a imp ortância da conversão.
n Definir “justificação”.
n Explicar o que sig nifica ser “salvo”.
n Usa a parábola do filho pródigo para descrever o arrependimento e a
conversão.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Não v im ch am ar ju sto s, e sim pe cad ore s, ao


arrependim ento” (Luc as 5.32).

INTRODUÇÃO

No último capítulo você aprendeu sobre uma grande invisível no mundo espiritua l.
Neste capítulo você aprenderá como se alistar no exército de Deus. No mundo
natu ral, os exércitos naturalm ente têm rituais especiais de admissão nos quais um
possível soldad o dev e particip ar para unir-se às forças m ilitares. Esta “adm issão” o
tornar parte do exército.

Deus também tem um p lano especial para a admissão mediante o qual você se torna
parte do Seu exército espiritual. Seu plano está centrado em d ois importantes
conceitos, arrependimento e conversão, os quais resultam em justificação.

ARREPENDIMENTO

No mun do natural, quando um soldado se une a um exército, ele deve renu ncia r a
qualquer filiação anterior com outro exército ou país. Quanto você se une ao exército
de Deus, você de ve se arrepende r de seu víncu lo com o p ecado e o Reino de
Satanás. Isto se faz mediante o arrependimento.

O arrependimento é “uma decisão interior ou mudança de mente que resu lta em u ma


ação exterior de converter-se do pecado a Deus e à justiça”. Em Atos 20.21 isso é
chamado de converter-se a Deus. Mediante o ato de arrependimento você deixa o
seu peca do e o Re ino de S atanás.
O arrep en dim en to é u m a decisão pessoal de mudar sua lealdade do Reino de Satanás
para o Reino de Deus. Esta mudança de mente e voltar-se do pecado não podem ser
feitos por si mesmo. É o poder de Deus que produz a m udança na m ente, coração e
na vida de u m peca dor.

“E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a


Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus
conced ido o arrepend imento p ara vida” (Atos 11.18 ).

O arrepend imen to é um dom de Deu s:

“Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e


Salvad or, a fim de co nc ed er a Israe l o arrependimento e a
remissão d e pecad os” (Atos 5.31 ).

Ainda que as emoções possam estar envolvidas no arrependimen to, o verda deiro
arrepen dim ento é uma decisão, não somente uma em oção. Sentir pena pelo pecado
e derra m ar lág rim as n ão é suficiente. Isto d eve ser acom panh ado po r uma decisão
inte rior qu e resu lta em m ud ança ex terior.

A IM P O RT ÂN C IA D O ARRE PE NDIM E N T O:

O Arrependimen to é importante porque:

Deus o ordena:

“Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância;


agora, porém, notifica aos hom ens que todos, em toda parte,
se arrependa m” (Atos 17.30 ).

É necessário para evitar a morte espiritual:

“Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos


arrepende rdes, todos igualme nte perecereis” (Luca s 13.3).

É necessário para a vida eterna:

Mediante o arrependimento a pena de morte é removida e a vida eterna é garantida:

“E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a


Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus
conced ido o arrepend imento p ara vida” (Atos 11.18 ).

É necessário para o perdão:

Deus não pode perdoar teus pecados a menos que você se arrependa:

“Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós


seja batizado em nom e de Jesus Cristo para remissão dos
vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos
2.38).

É o desejo de Deus para todos:


Deus não q uer qu e nin gué m experim en te a m orte espiritual de separação eterna de
Deus no inferno:

“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam


dem orada; pelo contrário, ele é longânimo p ara convosco, não
querendo que nenhu m pereça, senão que todos cheguem ao
arrependim ento” (2 P edro 3.9).

É a razão pela qual Jesus veio ao mundo:

“Não vim chamar j u st o s , e sim pe cad ore s, ao


arrependim ento” (Luc as 5.32).

É necessário para entrar no Reino de Deus:

“Daí po r dia nte, p asso u Jesus a p reg ar e a d ize r: Arre pe nd ei-


vos, porque está próxim o o reino dos cé us” (M ateus 4.17).

Quando você se torna parte do Reino de Deus, você está alistado no exército de
Deus.

CONVERSÃO

Quando você pede o p erdão de teus p ecados, você exp erimen ta a “conversão”.
Conversão significa “voltar-se ”. Qua ndo é usad a em conex ão com o arrepen dim ento
bíblico, significa “voltar-se do caminho errado ao caminho correto”. Você deixa o
Reino d e Satan ás e se une ao Reino de Deus.

“E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu


Deus” (Lucas 1.16).

“Viram-no todos os habitantes de Lida e Sarona, os quais se


converteram ao Senh or” (Atos 9.35).

“A mão do Senhor estava co m eles, e muitos, crendo, se


converteram ao Senh or” (Atos 11 .21).

Conv erter-se é voltar-se da escuridão do pe cado à luz da justiça de D eus:

“Para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a


luz...” (Atos 26.18 ).

É voltar-se do pod er de Satan ás a Deu s:

“... da potestade de Sataná s para Deu s...” (Atos 26.18 ).

É voltar-se das coisas terrenas às coisas espirituais:

“Senhores, por que fazeis isto? Nós também som os homens


com o vó s, su jeito s ao s m esm os s en tim en tos , e vos
anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos
co nv ert ais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o
que há neles” (Atos 14.15 ).

É voltar-se dos falsos deuses ao Deus vivo e verdadeiro:

“P ois eles mesm os, no tocante a nó s, proclamam que


repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como,
deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o
Deus v ivo e verdadeiro” (1 T essalonicenses 1.9).

A IMPORTÂNCIA DA CONVERSÃO:

A conversão deve acompanh ar o arrependimento. Você deve voltar-se do injusto ao


justo porq ue é ...

É necessário entrar no Reino de Deus:

“E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e


não vos to rnardes como crianças, de modo algum entrareis no
reino dos céus” (Mateu s 18.3).

Vo cê se salva da m orte e sp iritu al:

“Sabei que aquele que converte o pecad or do seu caminho


errado salvará da mo rte a alma de le e cobrirá m ult idão de
pecado s” (Tiago 5.20).

É necessário para cancelar o pecado:

Nosso pecado está escrito nos registros de Deus até que nos arrependamos e nos
convertam os, então nossos pe cados são can celados:

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados


os vossos p ecados” (A tos 3.18).

O FILHO PRÓDIGO

O arrep end im ento e a conv ersão são m elhores ilustra dos por u m a his tória que Jesus
contou sobre um filho pródigo. Leia em Lucas 15.11-24. Este homem jovem deixou
seu pai e sua casa , se dirigiu a um a terra dista nte, e devido ao pecado desperdiçou
tudo o que ele possu ía. Eventualm ente, este hom em logo se deu co nta de sua
condição. Estava faminto, sozinho, em farrapos, e seu trabalho era cuida r de porcos.
Logo ele tomou num a importante decisão. Disse, “me levantarei e irei a meu pai”.
Esta decisã o interior resu ltou em um a m udan ça de suas a ções exteriores. Dirigiu-se
à casa de seu pai em busca de perdão.

ARREPENDIMENTO... A MUDANÇA DE MEN TE:

Leia Lucas 15.17-19. O jovem se deu conta de sua condição de pecado. Tomou a
decis ão de ir a seu pai e arrepender-se de seu pecado. Isto é um exemplo de
arrep end im ento, um a de cisão int erior q ue re du nd a em um a ação exterio r.

CONVERSÃO ... A G IN D O :
Lucas 15.20 registra com o o hom em se levan tou e d eixou a sua velha vida e foi a
seu pai para começar um a vida nova. Isto é conversão.

O HOM E M P RÓ D IG O :

O h om em é co mo o filho pródigo. Em sua condição pecaminosa ele tem dado às


costas a Deus , Seu Pai, e à su a casa, o Céu. A cada passo qu e ele dá, é um passo
para longe de Deus, e um passo para mais perto da morte espiritual da eterna
sep ara ção de D eus. Ex iste um a decis ão prin cipal q ue d eve ser tom ada . Ele deve “cair
em si mesmo” e reconhecer sua condição espiritual. Deve tomar uma decisão que
resultará em um a m uda nça d e direçã o espiritu al.

JUSTIFICAÇÃO E SALVAÇÃO

Há dois term os m ais usa dos n a Bíb lia que se relacionam com o arrependimento.
Estes termos são “justificação” e “salvação”. Deus é o juiz de todo o gênero hum ano.
Quand o você vive em pecado, você está condenado dian te de Dele:

“Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado,
porq uanto não crê no nome do un igên ito F ilho d e D eu s. O
julgam ento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens
amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras
eram má s” (João 3.18 -19).

Quando você se arrepende do pecado e tom a a decisão de converter-se de seus


caminh os pecaminosos, uma relação correta com Deus é estabelecida. Esta relação
correta ou situação correta dian te de Deu s é cham ada de “justificação”.

“Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos


para obediência, desse mes mo a quem obedeceis sois servos,
seja do pecado para a m orte ou da obediência para a justiça?
Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado,
contudo, viestes a o bed ecer d e coraç ão à form a de doutrina a
que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes
feitos servos da justiça” (Rom anos 6.16 -18).

Quando você é ju stificado m edian te o arrepe ndim ento e a conversão, você é “salvo”
de uma vida de pecado como tam bém d o castigo do pecado. Isto é o que significa ser
“salvo” e do qu e a Bíblia está faland o quan do usa o term o “salvação”.

A GUERRA ESPIRITUAL E O PONTO DE VISTA BÍBLICO

A questão da guerra espiritual deve ser estudada dentro do contexto do propósito


total de Deus para a redenção da humanidade pecadora. Estude as parábolas do
semeador e do trigo e o joio em Ma teus 13. Ambas as parábolas se referem ao
crescim ento do Reino de Deus o qual ocorre mediante o plantar a Palavra de D eus.
As duas p aráb olas refletem a guerra entre os dois reinos com a batalha centrada nos
propósitos redentores de D eus.

Aprender da guerra espiritual lhe prepara para entrar na arena deste mundo e
pelejar pelas a lm as de homen s e mulheres, crianças e jovens. Por isso você recebeu
autoridade sobre Satanás aos discípu los antes de s erem env iad os a com partilha r o
evangelho (ver Mateus 28.18-20). Satanás e suas hordas de demônios pelejarão
con tra você na m edida em que você busca ganhar homens para Cristo e trazê-os ao
governo de D eus. Em prega r estratégias bíblicas da guerra espiritual lhe ajuda a
desafiar os principados e potestades que governam sobre as vidas humanas
individuais, sociedades e áreas do mund o.

ADMISSÃO DENTRO DO EXÉRCITO DE DEUS

Arrepe ndim ento e conversão resultam em justificação e salvação. Este é o plano de


Deus para a admissão dentro de Seu exército. Se você ainda não tem sido admitido
no exército de Deus, a seção “Manobras Táticas” desta lição lhe dará a oportunidade
para que você se uma ao exército de Deus. Se você já um mem bro do exército de
Deus, esta seção o a judará a leva r outros a se alistar no exército de Deus.

Seja bem -vindo ao exército de Deus!

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Defina “arrepend imen to”.


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3. Explique a importância do arrependimento.


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4. Defina “conv ersão”.


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5. Explica a importância da conversão.


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6. Defina “justificação”.
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7. Explica o qu e significa “ser salvo”.


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8. Use as palavras do filho pródigo para descrever o arrependim ento e a conversão.
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(As respostas se encon tram ao final Do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Você já se arrependeu e converteu? Se não, você precisa deter-se ag ora me smo


neste estudo e fazer o seguinte:

n Arrepend er-se de seus pecad os.


n Pedir a Jesus que o perdoe.
n Ace itá-lo com o seu Sen hor e Salvad or.
n Aban dona r seus cam inhos peca min osos (converter-se).

2. Com o crente, quando você peca, também é preciso arrepender-se. Estude os


seguintes ex em plos bíblicos:

OS CORÍNTIOS:

Os crentes em um a cid ade cham ada Corinto tive ram que se a rrepe nd er:

“Agora, me alegro não porque fostes contristados, mas


porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes
contristados seg un do De us, p ara qu e, de nossa parte,
nenhu m d ano sofrêsseis” (2 Co ríntios 7.9).

“Temo, pois, que, indo ter convosco, não vos encontre na


fo rm a em que vo s qu ero , e q ue tam bé m vó s m e ach eis
diferente do que esperáveis, e que haja entre vós contendas,
invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos.
Re ce io que, indo outra vez , o m eu De us m e h um ilhe no m eio
de vós, e e u ven ha a ch orar por muitos que, outrora, pecaram
e não se arrependeram da im pu rez a, p rostituiç ão e lascívia
que co me teram” (2 Coríntios 12.20-21).

OS EFÉSIOS:

Aos crentes em Éfeso foi dito que se arrependessem:

“Lembra-te, pois, de onde ca íste, arrepende-te e volta à


prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei
do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”
(Apocalipse 2.5).

OS CRI ST Ã O S P É RG A MO :

Deus disse aos cristãos em Pérgamo:


“Portanto, arrepe nde -te; e, se não, venho a ti sem dem ora e
contra eles pelejarei co m a espada da m inha boca”
(Apocalipse 2.16).

OS CRISTÃOS EM SARDES:

“Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e


arrepende-te. Porquanto , se n ão vigia res, virei com o lad rão , e
não co nh ec erá s de m od o a lgu m em qu e h ora v irei c on tra ti”
(Apocalipse 3.3).

OS CRISTÃOS EM LAODICÉIA:

“Eu repreendo e disciplino a quantos am o. Sê, pois, zeloso e


arrepende -te” (Apocalipse 3.19).

E O QUE DIZER DE VOCÊ:

Existe pecado sem confessar em sua vida? Ond e quer que haja pecado, deve haver
arrependimento:

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesm os


nos eng anam os, e a verdade n ão está em nós” (1 Joã o 1.8-9).

1. Visto que o arrependimento é necessário para a salvação, Deus idealizou um plano


especial de tal maneira para tornar possível a mensagem de arrependimento ao
alcance de cada um. O chamado ao arrependimento começou no Novo Te stam ento
com o ministério de João, o Batista:

“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor,


endireitai as suas vered as; apare ceu Jo ão Ba tista no de serto,
pregando batismo de arrependimento para remissão de
pecado s” (Marco s 1.3-4).

O arrependimento foi a primeira mensagem que Jesus pregou:

“D ep ois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galiléia,


pregando o eva nge lho de D eus, dize ndo : O tem po e stá
cumprido, e o reino de D eus e stá próx imo ; arrepen dei-vos e
crede no e vangelho” (Marcos 1 .14-15).

O arrependimento foi pregado pelos crentes na igreja primitiva:

“Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse”


(Marco s 6.12).

“Testificando tanto a judeus como a gregos o arrependime nto


para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (Atos
20.21).

Hoje, os crentes ainda têm a responsabilidade de pregar a mensagem de


a rrep en dim ento por todo o mu ndo. Jesus deu instruções finais a seus seguidores
qu e...
“E que em seu nom e se pregasse arrepen dim ento p ara
remissão de pecados a todas as nações, começando de
Jerusalém” (Lucas 24 .47).

Quando você p rega a me nsag em de arrep end im ento a os outro s, você está
cham ando-os a alistar-se no exército de Deus. Você assumirá o compromisso de
recrutar ou tros para este gran de exé rcito espiritu al?

2. Se você é responsável de compartilhar a mensagem de arrependimento e chamar


outros a se alistar no exército de Deus, então você deve saber como os hom ens são
persuadidos a se arrepender. Os homens se arrependem por causa de:

A BONDADE DE DEUS:

As bênçãos de Deus na vida de uma pessoa não santa não devem ser confundidas
com a aprovação de Deus ao seu estilo de vida. A bondade de Deu s é u m a das
man eiras do Senhor apelar aos homens para que se voltem para Ele.

“ O u desprezas a riqueza da sua bondade, e to lerânc ia, e


longanimidade, ignorando que a bo ndad e de D eus é que te
condu z ao arrepen dimen to?” (Rom anos 2.4).

P R EG A ÇÃ O :

A pregação da Palavra de Deus leva os homens ao arrependimento. A pregação de


Jonas levou toda a cidade de Nínive ao arrependimento:

“Ninivitas se le vanta rão , no Juíz o, c om esta geração e a


condenarão; porque se arrependeram co m a pregação de
Jonas. E eis aqui está quem é m aior do que Jo nas” (M ateus
12.41).

O CHAMA D O D E C RIS T O :

Na medida em que a Palavra de Cristo é pregada, as pessoas escutam e respondem


ao cham ado de Cristo que os leva ao arrependimento:

“Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e


não holocaustos; p ois nã o v im ch am ar ju sto s, e sim
pecado res ao arrepend imento” (Mateu s 9.13).

DEU S, O PA I:

Jesus disse que ninguém poderia vir a Ele a menos que o Pai o trouxesse. Deus leva
os homen s ao arrependimento:

“Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me en vio u, não o


trouxer; e eu o ressu scitarei no último dia” (João 6.44).

R EPR EEN S ÃO :

A repreensão leva os homens ao arrependimento. A repreensão é a correção dada


pela Palav ra de Deu s:
“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se
ele se arrepender, perdo a-lhe” (Lucas 17 .3).

TRISTEZA SEGUNDO DEUS:

C om o você aprende u, o arrependim ento pod e ser acomp anha do de em oções.


Som ente emoção natural não é verdadeiro arrependimento, porém a emo ção san ta
leva ao verdadeiro arrependimento:

“Porque a tristeza segundo Deus produz arrep end ime nto p ara
a salva ção, q ue a n ing ué m traz p esar; m as a tristeza do
mu ndo pro duz m orte” (2 Coríntios 7.10).
TREINAMENTO BÁSICO

PREPARANDO-NOS PARA A GUERRA


No m undo natural nenhu m soldado é enviado à ba talha sem receber primeiro o
treinamento básico. Este treinamento o prepara para entrar na zona de guerra.
Capítulo Três

O COMANDANTE:
O SENHOR DOS EXÉRCITOS

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Identificar as forças espirituais do bem.
n Identificar as pessoas da Trind ade de D eus.
n Descrever a natureza do Deus Trino.
n Explic ar a fun ção d e Deu s, o Pai, na gue rra espiritu al.
n Sin tetizar as fu nçõe s de Jesu s Cristo n a gu erra espiritu al.
n Sin tetizar as fu nçõe s do Esp írito San to na g uerra esp iritual.

V ERSÍCULO -CHAVE DAS C LÁUSULAS DE G U E R R A:

“Ouve, Israel, o SENHO R, nosso Deus, é o único SENHOR”


(Deuteron ôm io 6.4).

INTRODUÇÃO

No capítulo um você aprendeu sobre uma grande batalha espiritual que está sendo
travada entre as forças do bem e do mal. Esta lição e a próxima descrevem as forças
espiritu ais do b em . Estas incluem Deu s o Pa i, Jesu s Cris to o Filho , o Esp írito S anto, e
os anjos. Eles são poderosas forças espirituais que auxiliam aos crentes na guerra.

A TRINDADE DE DEUS

Há mu itos deuses qu e são adorad os no m und o, porém ex iste somente u m Deus


verdadeiro. A Bíblia contém a história deste Deus verdadeiro. Este Deus ún ico se
revelou em três distinta s person alidades, o Pa i, o Filho Je sus C risto, e o Espírito
Santo.

Deus o Pai, Jesus Cristo e o Espírito Santo são descritos na Bíblia em termos de sua
natureza. Quando falamos de “natureza” entendemos qualidades básicas que
descrevem a Deus. Estas qualidades são conhecidas também como “atributos”, que
significam “características”.

A B íblia revela qu e De us é...

TR INO:
Deus possui uma natureza trina. Isto quer dizer que Ele tem três personalidades
distintas, ainda q ue seja um só Deus:

“Ouve, Isra el, o S EN HOR, n oss o D eu s, é o único SENHOR”


(Deuteron ôm io 6.4).

As três pessoas da trindade de Deus são chama das de Deus o Pai, Jesus Cristo o
Filho, e o Espírito Santo. Há vá rias Escritura s que confirmam esta natureza trina de
Deus. Quand o Jesus estava sendo batizado por João, o Batista, no rio Jordão, Deus
falou e o Espírito Santo desceu:

“Batizado Jesu s, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram


os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo
sobre ele. E eis uma voz dos c éus, que dizia: Este é o meu
Filho amad o, em quem me com prazo” (M ateus 3.16-17 ).

Antes do retorno ao céu depois de Seu ministério na terra, Jesus falou da vinda do
Espírito Santo da parte de Deu s:

“Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da


parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse
dará testem unho de m im” (João 15.26).

O Ap óstolo Pedro falou desta n atureza trina de D eus:

“Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados


sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus”
(1 Pedro 4.14).

O Ap óstolo Paulo falou d a trindade em seus escritos:

“Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da


lei do pecado e d a m orte. Po rqua nto o qu e fo ra im po ssív el à
lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando
o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no
tocan te ao pecado; e, com efeito, condenou D eus, na carne , o
pecado ” (Rom anos 8.2-3).

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a


comu nhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2
Coríntios 13.14).

“Porque, po r ele , ambos temos acesso ao Pai em um Espírito”


(Efésios 2.18).

O livro de Atos tam bém atesta a natureza trina de Deu s:

“Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pa i a


promessa do E spírito Santo , derram ou isto que vedes e ouvis”
(Atos 2.33).
E T E R N O:

A trind ade d e Deu s é eterna , sem princíp io nem final:

“Sen hor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.


Antes que os m ontes nasce ssem e se form a sse m a terra e o
mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Salmos
90.1-2).

“ P lantou Abraão tamargueiras em Berseba e invocou ali o


nom e do SE NH OR , Deus Eterno ” (Gêne sis 21.33).

A natureza eterna de Deu s é ma is bem ilustrada por um círculo. Este círculo não tem
um princípio visível ou um ponto final, ainda que exista:

A Natureza Eterna de Deus

U M ESP ÍRIT O :

Deus é um espírito. Isto significa que não tem carne nem sangue e, portanto,
invisível aos olhos naturais do homem .

“Deus é espírito; e impo rta que os seus adoradores o adorem


em espírito e em verda de” (João 4.24).

S O B E R AN O :

Deus é o poder soberano (o maior) em todo o universo. Leia Efésios 1 e Romanos 9.

ONIPRESENTE:

Isto significa que Deu s está presente em todas as partes:

“Disse aos juíze s: V ede o que fazeis, porque não julgais da


parte do ho m em , e sim da parte d o S EN HOR, e , no julgardes,
ele está convosc o” (2 Crôn icas 16.9).

“ O s olhos do SENHO R estão em todo lugar, contemplando os


ma us e os bo ns” (Prové rbios 15.3).
“Para on de m e aus en tarei d o teu Es pírit o? Pa ra o nd e fu girei
da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a m in ha c am a
no m ais pro fundo abismo, lá estás também” (Salmos 139.7-
8).

ONISCIENTE:

Isto significa que Deu s conhece tod as as coisas:

“Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHO R, já a


conhe ces toda” (Sa lmos 13 9.4).

“Pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é


m aior do que o nosso c oração e co nhece to das as coisas” (1
João 3.20 ).

“E não há criatura que não seja manifesta na sua presença;


pe lo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes
aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus
4.13).

ONIPOTENTE:

Isto significa que Deus é todo-poderoso:

“Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos,


apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-
Poderoso; an da na m inh a p res en ça e sê p erfeito ” (G ên esis
17.1).

“Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos


hom ens, m as para De us tudo é p ossível” (Mateus 1 9.26).

“Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de


mu itas ág ua s e co m o d e fo rte s trov õe s, d ize nd o: A lelu ia! P ois
reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Pod eroso” (Apocalipse
19.6).

“ Um a vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder


pertence a D eus” (Salm os 62.11).

IMUTÁVEL:

Deus n ão m uda S ua pessoa , natureza, propósito ou planos:

“Porque e u, o S EN H O R, não mudo; por isso, vós, ó filhos de


Jacó, não sois consu midos” (Malaquias 3.6).

“Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre”


(Heb reus 13.8).

S ANTO :
Deus é sem pecad o, absolutamente puro:
“F ala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes:
Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo”
(Levítico 19.2).

J USTO :

Deus é justo e imparcial em juízo:

“E is a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus


caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça;
é justo e reto” (Deu teronôm io 32.4).

F IEL :

Deus mantém suas promessas e é absolutamente digno de confiança.

“Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de m aneira


nenhu ma pode n egar-se a si me sm o” (2 Tim óteo 2.13).

B ENEVOLENTE :

D eu s é b om , a má vel e d eseja teu bem :

“O SENHOR é bom para todos, e as suas ternas misericórdias


perm eiam tod as as suas obras” (Salmo s 145.9).

M I S E R I C O R D I O S O:

Deus mostra misericórdia à humanidade pecadora:

“E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHO R,


S E NH O R Deus compassivo, clemente e longânimo e grande
em m isericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em
m il gerações, que perdoa a in iqüidade, a transgressão e o
pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a
iniqüidade do s pais no s filh os e n os filhos do s filhos, até à
terceira e quarta geração!” (Êxo do 34 .6-7).

GRAÇA:

Deus m ostra bon dade im erecid a ao hom em peca dor:

“Porque é com ela que se cobre, é a veste do seu corpo; em


que se d eitaria? S erá , pois, q ue, quando clamar a mim, eu o
ouvirei, porque sou m isericordioso” (Êx odo 2 2.27).

“Benigno e misericordioso é o SENHOR , tardio em irar-se e de


grande clem ência” (Salmo s 145.8).

A MAN TE :
Deus é am or:

“Aque le que não am a não conhece a Deu s, pois Deus é am or”


(1 João 4.8).

S Á BI O :

Deus possui um profundo entendimento e um agudo discernimento.

“O SENHOR com sabe do ria fun do u a ter ra, c om inte ligê nc ia


estabeleceu os cé us” (Prové rbios 3.19).

I NFINITO :

Deus não está sujeito às limitações naturais nem hu man as. Não está sujeito às
limitações do espaço:

“Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o


céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa
que eu edifiquei” (1 Reis 8.27).

Não está sujeito às limitações do tempo:

“O S ENH OR reinará por todo o sem pre” (Êxo do 15 .18).

DEUS O PAI

Deus o P ai é o co mandante das forças espirituais do bem que se opõem às forças


espiritu ais do m al. Esta é a Sua funçã o espe cial no reino d a gu erra espiritu al.

ONDE ESTÁ DEUS:

Você aprendeu que Deus é onipresente, o que significa que Ele está em todas as
partes do universo. O trono de Deus está em u m luga r chamado céu, porém Ele é
onipresente.

“A ssim diz o SE NH OR: O céu é o m eu tron o, e a te rra, o


estrado dos meus pés; que casa me edificareis vós? E qual é o
lugar do m eu repou so?” (Isaías 66.1).

NOMES DE DEUS:

A Bíblia nos dá outros nomes para Deus que lhe revelam Seu min istério enq uan to
você está com prom etido com este grande con flito espiritual. Os nomes de Deu s
in clu em :

NOMBRES DE DEUS:

A Bib lia n os da otro s no m bres para Deu s qu e te rev elan Su m inisterio m ientras estás
comprometido em este gran conflicto espiritual. Os nombres de Deus incluyen:

1. Jeová: significa Senh or. A Bíblia com bina isto com outros nom es para Deu s:
n Jeová-Rafá: O Senhor que te cura: Ex 15.26.
n Jeová-Nissi: O Senhor nossa bandeira: Êxodo 17.8-15.
n Jeová-Shalom: O Senhor nossa paz: Juízes 6.24.
n Jeová-Ra’ah: O Senhor é meu pastor: Salmos 23.1.
n Jerová-Tsidqenuw: O Senhor, Justiça nossa: Jeremias 23.6.
n Jeová-Yireh: O Senhor que provê: Gênesis 22.14.
n Jeová-Shammah: O Senhor está ali: Ezequiel 4.35.

2. E loh im : Que significa Deus; usado onde o poder criativo de Deus está implícito:

3. P ai: Atos 17.28; João 1.12-13.

4. A do na i: Significa “Senhor” ou amo: Êxodo 23.17; Isaías 10.16, 33.

O: Este se usa freqüentem ente em comb inação com outras palavras p ara Deu s:

n O-S had dai: O Deus que é suficiente para as necessidades de Seu povo: Êxodo
6.3.
n Eloham: O Deus eterno: Gênesis 21.33.
n O-Eliom: Deus altíssimo, exaltado sobre todos os outros Deu s: Gên esis 14.18-
20.

5. Yahweh: No idioma hebraico no qual o Antigo Testamento foi esc rito, a p alavra
“Yahweh” quer dizer deus. Esta palavra é combinada com outras palavras para
revelar mais sobre o caráter de Deus. Deus é cham ado de:

n Yahweh-JYireh: O Senhor que provê: Gn 22.14.


n Yahweh-Nissi: O Senhor é minha bandeira: Ex 17.15.
n Yahweh-Shalom: O Senhor é paz: Juízes 6.24.
n Yahweh-Sabaó: O Senhor dos Exércitos: 1 Sm 1.3.
n Yahweh-Qadash: O Senhor que santifica: Ex 31.13.
n Yahweh-Ra’ah: O Senhor... meu pastor: Salmos 23.1.
n Yahweh-tsidqenuw: O Senhor nossa justiça: Jr 23.6.
n Yahweh-Shammah: O Senhor está ali: Ez 48.35.
n Yah we h-E lohim Israel: O S enh or Deus de Isra el: Jz 5.3
n Qadosh Israel: O Santo de Israel: Is 1.4.

2. O Senhor dos Exércitos: No registro bíblico, estes diferentes nomes de Deus


foram usados para solicitar a Deus que Ele se movesse de uma maneira específica a
favor de Seu povo. Por exemplo, o nome Jeová-Rafá, que significa “O Senhor que
cura” foi usado quando se buscava cura.

O no me espe cífico d e De us q ue será u sad o na guerra es piritu al é “Y ahwe h S eba ot”, o


qual é traduzido com o “O Sen hor dos Exércitos” em nossas versões da Bíblia.
Quando você clam a a esse nome na guerra, a batalha pertence ao Senhor e todos os
exércitos do céu vêm em sua ajuda.

DEUS O FILHO, JESUS CRISTO

Deus o Filho , Jesus C risto, com bina a natu reza d ivina e a hum ana em uma só união.
Deu s o Pai enviou a Jesus Cristo à terra na forma hum ana enqua nto proporciona Sua
natureza divina.
Jesus foi enviado por Deus à terra de tal maneira que o homem pudesse ser
perdoado por seu pecado:

“Porque Deus amou ao m undo de tal maneira que deu o seu


Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas
tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao
mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o
mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julga do ; o
que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do
unigênito Filho de Deu s” (João 3.16 -18).

A história de Jesus Cristo, o Filho, está registrada nos livros de M ateus, Marcos,
Luc as e João . Estes livros prop orcionam um regis tro detalhado do nascimento, morte,
ressurreição, ensinam entos e ministério de Jesus Cristo.

Com o parte do plan o de Deu s, Jesu s veio a terra em form a hu m ana, m inistrou entre
os hom ens, mo rreu pelos pecado s do hom em , foi ressuscitado de ntre os mo rtos e
comissionou a seus seguidores para levar o Evangelho às nações do m undo.

OND E ESTÁ JES US?:

Após à Sua ressurreição dentre os mortos, Jesus apareceu a muita pessoas,


comissionou a Seus seguidores e depois voltou ao céu. Porém, relem bre ... Ainda que
Ele esteja no céu, Ele é onipresen te... Sua p resença está em todas as partes.

FUNÇÕES ESPECIAIS:

As funções esp eciais de Jesus em relação à guerra espiritual inclu em as seguintes:

1. Redimir o hom em do pecad o: é median te a morte de Cristo que você é libertado


do jugo do pecado no qua l o inimigo havia lhe aprisionado:

“Prometendo-lhes liberdade, quando eles mesm os são


escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo
do ven cedor” (2 P edro 2.19).

“Na esperança de que a própria criação será redimida do


cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos
de De us” (Rom anos 8.21 ).

“Para a libe rdad e fo i qu e C risto n os libe rto u. P erm an ec ei,


pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de
escravidão” (Gálatas 5.1).

2. Autoridade sobre as forças do inim igo: você estud ará isto em detalh e m ais ad iante
neste curso. A m orte de Jesus não somen te libertou o ser humano d o pecado, se não
que também resultou em triunfo sobre as forças do mal. Por causa disso, você tem
autoridade sobre o inimigo:
“Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade
sobre to do s o s d em ônio s, e para efetuarem cu ras” (Lucas
9.1).

3. Destruir as obras do diabo:

“A qu ele que pratica o pecado procede do diabo, porque o


dia bo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou
o Filho de Deu s: para destruir as obras do diabo” (1 Jo ão 3.8).

4. Intercessão pelos crentes: no céu Jesus está à direita de Deus o Pai intercedendo
pelos crentes co m prom etidos co m a gu erra espiritu al. Isto sign ifica qu e Ele está
falan do com o Pai em teu fa vor:

“A fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não


andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito”
(Rom anos 8.4).

OS NOM ES DE JESUS:

O nome de “Jesus” significa “Salvador” ou Libertador (Mateus 1.21). O nom e “Cristo”


significa “O Ungido” (João 4.2 5-26 ). Nom es adic iona is dad os a Jesu s Cristo n a Bíb lia
in clu em :

Adão (o segundo) - 1 Coríntios 15.45-47


Ad vog ado - 1 João 2.1
Tod o-p ode roso - Ap 1.8
Alfa e Ôm ega - Ap 21.6
Amém - Ap 3.14
An cião de D ias - D n 7.9
An jo de Su a Pre sen ça - Is 6 3.9
Un gid o acim a de Seu s com panh eiros - Sl 4 5.7
Un gid o - Sl 2.2
Ap óstolo de nos sa co nfissão - H ebre us 3 .1
Braço do Senhor - Is 51.9-10
Au tor e co nsu m ador da fé - Hb 12.2
Au tor de Etern a Salva ção - Hb 5.9
Nascido de Deus - 1 Jo 5.18
Am ado - Efés ios 1 .6
Bispo das almas - 1 Pedro 2.25
Bem-aventurado e único soberano - 1 Timóteo 6.15
Renov o - Zaca rias 3 .8
Renovo Justo - Jeremias 33.15
Renov o da Raiz de Jessé - Isaía s 1.1
Pão de vida - João 6.48
Estrela resplandecente da manhã - Apocalipse 22.16
Capitão dos exércitos do Senhor - Josué 5.15
Filho do Carpinteiro - Mateus 13.55
Ped ra Ang ula r - 1 Pd 2.6
O mais distinguido entre 10 mil - Cântico dos Cânticos 5.10
O Cristo - João 1.41
Cristo, o Senhor - Lc 2.11
Jesus Cristo, nosso Senhor - Rm 8.39
Cristo, poder de Deus - 1 Coríntios 1.24
Con selh eiro - Is 9 .6
Me dia dor d a Alian za - Is 4 2.6
O Sol Nascente das Alturas - Lucas 1.78
Estrela da alva - 2 Pd 1.19
Libertador - Romanos 11.26
Porta - João 10 .9
Escolhido - Isaías 42.11
Emanuel - Mateus 1.23
Vida eterna - 1 João 5.20
Pai E terno - Isaías 9 .6
Fiel e Verdadeiro - Apocalipse 19.11
Testem un ha Fiel - Ap 1.5
Primogênito - Hb 1.6; Sl 89.27
Primogênito entre muitos irmãos - Romanos 8.29
Primícias - 1 Co 15.23
Primeiro e Último - Apocalipse 22.13
Pedra solidadamente assentada em Sião - Isaías 28:16
Glorioso Senhor - Isaías 33:21
Deus de Israel - Isaías 45:15
Deus conosco - Mateus 1:23
Grande Deus - Tito 2:13
Grande Sumo Sacerdote - Hebreus 4:14
Cabeça do Corpo - Colossenses 1:18
Cabeça de todas as coisas - Efésios 1:22
Pedra Angular- Salmo 118:22
Herd eiro d e tod as as coisas - H ebre us 1 .2
Santo de Israel - Isaías 41.14
Esperança de glória - Colossenses 1.27
Eu sou - João 8.58
Imagem do Deus invisível - Colossenses 1.15
Emanuel - Isaías 7.14
Jesu s Cris to no sso S enh or - Rom anos 1.3
Juiz de Isra el - M iqu éias 5.1
Rei da Glória - S alm os 24.7
Rei - Za caria s 9.9
Rei de to da a terra - Za caria s 14 .9
Cordeiro de Deus - João 1.29
Luz do mundo - João 8.12
Lírio d os va les - C ântico d os C ânticos 2.1
Pão Vivo - João 6.51
Sen hor D eus Tod o-p ode roso - Ap ocalipse 4.8
Senhor e Salvador - 2 Pedro 2.20
Senhor de tudo - Atos 10.36
Sen hor, n osso Justiça - Jerem ias 2 3.6
Senhor, Teu Redentor - Isaías 43:14
Am or - 1 João 4:8
Varão de dores - Isaías 53:3
Guia - Mateus 23:10
Messias - Daniel 9:25
Poderoso D eus - Isaías 9:6
Poderoso de Jacó - Isaías 60:16
Santo dos Santos - Daniel 9:24
Herói - Salm o 45:3
Nazareno - Mateus 2:23
Único e Sábio Deus - 1 Timóteo 1:17
Nossa Pá scoa - 1 Coríntios 5:7
Médico - Lucas 4:23
Príncipe da Pa z - Isaías 9:6
Príncipe dos R eis da terra - Apocalipse 1 :5
Profeta - Deuteronômio 18:15-18
Propiciação - Romanos 3:25
Rabi - João 1:49
Redentor - Isaías 59:20
Ressurreição - João 11:25
Servo Justo - Isaías 53:11
Rocha - 1 Coríntios 10:4
Raiz de Jessé - Isaías 11:10
Rosa de Sarom - Cântico dos C ânticos 2:1
Salvador do mundo - 1 João 4:14
Semente de Davi - João 7:42
Semente da mulher - Gênesis 3:15
Pastor - João 10:11
Filho de D eus - Rom anos 1:4
Filho do Homem - Atos 7:56
Filho de M aria - Marcos 6:3
Filho do Altíssimo - Lucas 1:32
Estrela de Jacó - Números 24:17
Pedra - Mateus 21.42
Sol da justiç a - M alaqu ias 4 .2
Pedra já provada, preciosa - Isaías 28:16
Mestre - João 3:2
Verdad e - João 14:6
Dom inefável - 2 Coríntios 9:15
Videira - João 15 :1
Cam inho - João 1 4:6
Adm irável - Isaías 9:6
Verbo - João 1:14
Palavra de Deus - Apocalipse 19:13

DEUS ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo é parte da natureza trina de Deus, porém o Espírito Santo tamb ém
tem uma pe rsonalidade individual. O tema do Espírito Santo é tão vasto que um
curso inteiro do Instituto Tempo d e Colheita é oferecido sobre o tem a - “O M inistério
do Espírito Santo”. Este curso é recomendado para um estudo mais detalhado do
Espírito Santo.

P ERS O N AL ID A D E D O E SP ÍRITO SAN T O :

A Bíblia revela que o Espírito Santo:

Tem um a mente:
“E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do
Espírito, porq ue seg un do a von tad e d e D eu s é qu e e le
intercede pelos santos” (R om anos 8.27 ).

Esquadrinha a mente hum ana:

“Mas Deus no-lo revelo u pelo Espírito; porque o Espírito a


todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de
Deus” (1 Coríntios 2.10).

Tem Vontade:

“Mas um só e o mesmo Espírito rea liza todas estas coisas,


distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente”
(1 Coríntios 12.11).

A vontade d o Espírito Santo g uia os crentes ao negar-lhes a permissão para certas


ações:

“E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos


pe lo Espírito San to de p regar a palavra na Ásia, defrontando
M ísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o
perm itiu” (Atos 16 .6-7).

A vontade do Espírito Santo também guia aos crentes ao conceder-lhes permissão:

“A ssim qu e te ve a visão, im ed iata m en te, pro cu ram os pa rtir


para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado
para lhes anun ciar o evangelho” (A tos 16.10).

Fala:

“Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha -o” (Atos
8.29).

Am a:

“Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e


também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente com igo
nas oraçõe s a Deu s a m eu favor” (Ro ma nos 15 .30).

Intercede:

O Espírito San to intercede (ora a Deu s) em favor do s crentes:

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa


fraqueza; porque não sabem os orar como convém , mas o
m e sm o Espírito intercede por nós sobrem aneira, com gemidos
inexprimíveis” (Rom anos 8.26 ).

Desta lista de características da personalidade você pode imed iatamente reconhecer


as imp ortante s funçõ es do E spírito San to na g uerra esp iritual. O E spírito S anto guia a
sua guerra. Revela as coisas espirituais que não podem ser conhecidas naturalmente.
O Espírito Santo fala a vontade e as palavras de Deus para você. Também intercede
por você qua ndo em batalhas esp irituais.

O BA TI SMO N O E SP ÍRIT O S AN T O :

Existe um a experiência esp iritual cham ada de “o batism o no Espírito San to” o qual
envolve o sinal de falar em línguas (Atos 2) e a evidên cia d o po der n ecessário para
tornar-se um a efetiva testemu nha d o evang elho (Atos 1.8).

Para travar a g uerra esp iritual efetiva , é imp ortante que você ex perim ente o bati sm o
no Espírito Santo. Esta é um a fonte de pod er para as batalh as espirituais. O batism o
no Espírito San to é discutido no cu rso “O Ministério do Esp írito Santo”.

D ONS DO E S PÍ RI TO S ANT O :

O Espírito Santo dá dons espi rituais especiais aos crentes. Estes dons espirituais são
abordados em detalh e no cu rso sobre o Espírito S anto . As prin cipais referências que
listam os dons do Espírito Santo são:

n Rom anos 12 .1-8


n 1 Coríntios 12.1-31
n Efésios 4.1-16
n 1 Pedro 4.7-11

Os dons do Espírito Santo são necessários para equipar aos crentes p ara o com bate
com as forças do ma l. Os dons do Esp írito Santo incluem os seguintes:

Dons especiais para equipar o povo de Deus:

Apóstolos, profetas, evang elistas, pastores e mestres.

Dons verbais para explicar a verdade de Deus:

Profecia, ensino, exortação, palavra de sabedoria, palavra de conhecimento.

Dons de serviço para a obra de Deus:

Ministério, ajud a, lideran ça, adm inistraçã o, contrib uição , mise ricórdia, dis cernim ento
de espíritos, fé, hospitalidade.

Dons de sinais para estabelecer a autoridade de Deu s:

Língua s, interpretação, milagres, curas.

F R UTO D O ES P ÍRIT O S AN T O :

O Espírito Santo também d esenvo lve o fruto es piritua l na vid a dos crentes. O “Fruto
do Espírito Santo” se refere à natureza do Espírito revelada na vida do crente. São
qualida des espirituais que devem ser evidentes nas vid as de todos os cristãos.

Os dons do Espírito Santo são para poder. O fruto do Espírito Santo é para o caráter
na vida do crente. Se você não desenvo lve os traços do caráter de Cristo então você
se tornará vítima das forças do mal. O fruto espiritual é evidência de maturidade
espiritu al. Com o o fruto no mu ndo natural, ele é um produto que resulta de um
processo de vida.

Há dois tipos de fruto espiritual. Existe um fruto espiritual de reprodução:

“Não fostes vós que me e scolhestes a mim; pelo contrário, eu


vos escolhi a vós outros e vo s design ei p ara qu e v ad es e d eis
fruto, e o vosso fruto p erm aneç a; a fim de que tudo quan to
pedirdes ao Pai em me u nom e, ele vo-lo conceda” (J oão
15.16).

Existe também um fruto interno de características de Cristo. Estas qualidades são


completam ente opostas às da natureza carnal do homem :

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição,


impureza, lasc ívia, ido latria, fe itiça rias , inim izades, porfias,
ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções” (Gálatas 5.19-
20).

Ainda que o poder da carne tenha sido derrotado na cruz, como cren te você só
expe rime nta isso na medida em que você exerce fé na obra consu ma da de Jesu s.
Portanto, para ser efetivo em neg ar o p ode da n atu reza peca m inosa d a carne, é
necessário desenvolver ou se “vestir” do fruto do Espírito Santo.

OND E ES T Á O E S PÍ RI TO S ANTO :

Jesus prometeu a Seus seguidores que depois de Seu retorno ao céu, Ele enviaria o
Espírito Santo a terra para con solá-os:

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de


que esteja pa ra sem pre co nvo sco, o E spírito da verdade, que
o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece ;
vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vó s”
(João 14 .16-17).

Um a das funções principais do Espírito Santo é dirigir a atenção a Jesus Cristo:

“Quando, po rém , vie r o C on so lad or, qu e e u v os en via rei da


parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse
dará testem unho de m im” (João 15.26).

Deus o Espírito Santo, em forma espiritual e invisível para o s olhos naturais do


h om em , está no mu ndo hoje. Está ativo convencendo os homens de pecad o, atraindo
os homen s a Jesus Cristo, equipando os crentes co m pode r para a gue rra espiritu al,
guian do-os e testificando de Jesu s.

O Espírito Santo ministra de muitas outras formas no m undo. Estas são tratadas em
detalhes no cu rso de o In stituto T em po de C olheita cham ado “Min istério do E spírito
Santo”.

A S ENS IB IL ID A D E D O E SP ÍRITO SAN T O :


O Espírito Santo tem um a natureza sensível. Isto significa que Ele tem sentimentos
que podem ser afetados pelas ações d o h om em. Devido a esta natureza sensível do
Espírito Santo a Bíblia nos ad verte de que n ão devem os men tir ao Esp írito San to
(Atos 5.3- 4), res istir ao Espírito (A tos 7 .51), apagar o Espírito (1 Tessalonicenses
5.19), entristece r o Espírito (S alm os 78 .40 e Efés ios 4.30 ), insulta r o Espírito
(Hebreus 6.4-6), blasfemar o Espírito (Mateus 12.32-32) ou se rebelar contra o
Espírito Santo (Isaías 63.10). Estas ações são discutidas em detalhe no curso do
Instituto Tem po de C olheita intitulado “O Ministério do Espírito San to”.
É importante que você não ofenda a natureza sensível do Espírito Santo. Se o
Espírito Santo é ofendido por suas ações, a presença Dele se retirará. Você não pode
travar a guerra espiritual de man eira efetiva sem o poder do Espírito Santo.

TÍTU LO S D O ES PÍRIT O S AN T O :

Há vários títulos usados na Bíblia para descrever o Espírito Santo. Um título é uma
frase descritiva que explica a posiç ão e/o u fun ção d e um a pess oa. É im portan te que
você conheça a função do Espírito Santo na m edid a em que en tra na gu erra
espiritu al. Bu squ e as segu inte s referên cias em sua Bíb lia p ara e stud ar os títulos
dados ao Espírito Santo.

O Espírito Santo é chamado:

n O Espírito de Deus - 1 Coríntios 3.16.


n O Espírito de Cristo - Romanos 8.9.
n Espírito Eterno - Hebreus 9.14.
n Espírito da Verdade - João 16.13.
n Espírito de Graça - Hebreus 10.29.
n Espírito de Vida - Romanos 8.2.
n Espírito de Glória - 1 Pedro 4.14.
n Espírito de Sabedoria e Revelação - Efésios 1.17.
n Consolador - João 14.26.
n O Espírito da Promessa - Atos 1.4-5.
n Espírito de Santidade - Romanos 1.4.
n Espírito de Fé - 2 Coríntios 4.13.
n Espírito de Adoção - Romanos 8.15.

S ÍM BO L O S D O E SP ÍRIT O S AN TO :

A Bíb lia u sa vá rios sím bolos p ara repre senta r o Espírito S anto . Um sím bolo
represen ta a lg o. É u m sím b olo q ue tem u m sign ificado especial. Busque as seguintes
referências em sua Bíblia. Cada uma delas tem em blem as qu e represen tam o Espírito
Santo:

Pomba: João 1.32; Cânticos dos Cânticos 6.9.


Azeite: Lucas 4.18, atos 10.38; Hebreus 1.9.
Água: João 7.37-39; Isaías 44.3.
Selo: Efésios 1.13; 4.30; 2 Coríntios 1.22.
Vento: João 3.8; Atos 2.1-2.
Fogo: Êxodo 3.2; 13.21; Levítico 9.24; Atos 2.3.

O significado de ca da um destes símb olos do Espírito San to é explicado n o curso “O


Ministério do Esp írito Santo”.
R E SU M O

Neste capítulo você aprendeu sobre a natureza trina de Deus e estudou sobre Deus o
Pai, o Filho Jesus C risto, e o Espírito San to. Com suas funções com binad as no reino
da guerra espiritual eles são uma poderosa força do bem no universo.

Porém, não é suficiente que as forças espirituais do bem existem. A Bíblia diz:

“Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios


crêem e treme m” (Tiago 2.19).

As forças espi rituais do m al crêem em D eus e tremem, porém ainda assim são elas
são m aligna s. Crer sim plesm ente em Deu s não é suficien te. Você d eve recon hecê- lo
co mo Senhor de sua vida. Você deve aceitar o sacrifício de Jesus C risto pelo pecado,
arrepender-se, pedir perdão e converter-se em uma nova criatura em Cristo.

Você ainda não com pletou seu estu do da s forças esp irituais d o bem . O próx im o
capítu lo trata de um a poderosa hoste de seres espirituais conhe cida com o anjos e
descrev e sua funçã o na g uerra esp iritual.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____

2. Enum ere as forças espirituais do bem.


___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____

3. Cite as três personalidad es da trindad e de Deu s:


___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____

4. Res um a a fun ção esp ecial de Deu s no rein o da g uerra esp iritual.
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____

5. Res um a as fun ções de Jesus C risto na g uerra esp iritual.


___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____

6. Res um a as fun ções do Espírito S anto na g uerra esp iritual.


___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____
7. A coluna um enumera alguns dos atrib utos da trin dad e de D eus. A colun a dois
enu m era as definições destes atributos, porém não se encontram na ordem correta.
Olhe cada um dos atrib utos n a colu na u m . Depo is enco ntre a definição correta na
coluna dois. Escreva o número da definição correta no espaço em b ranco
prop orcionado. A prim eira e stá feita com o um exem plo para segu ir.

Coluna Um Co lun a D ois

1. ___H___ Eterno a) Sem carne nem sangue.


2. _______ Soberano b) Presente em todas as partes.
3. __ ___ __ O nipresente c) Bom, bondoso.
4. __ ___ __ S anto d) Excelso, poder supremo.
5. __ ___ __ Infin ito e) Todo-po deroso
6. _______ Imutável f) Conhece todas as coisas
7. __ ___ __ B enev olente g) Sem pecado
8. __ ___ __ E spírito h) S em princíp io nem fim
9. __ ___ __ O niscien te i) Sem mu dança
10. _ ___ __ O nipo tente j) Correto e imparcial em juízo
11. _ ___ __ Ju sto l) M o s t r a m i s e r ic ó r d ia a o s
pecadores
12. ___ ___ M isericordioso m) Não su jeito às limitações
natu rais

8. Qu al é o no m e de D eus p ara ser u sado na g uerra esp iritual?


___________________________________________________________________
__

(As rep ostas se e ncon tram ao final d o últim o cap ítulo d este m anu al)

MANOBRAS TÁTICAS

1. Se você está estudando os cursos do Instituto Tempo de Colheita em sua ordem


sugerida, você estudará o “Ministério do Esp írito San to” dep ois da c onclu são d este
curso. O prim eiro cap ítulo d o “Min istério do E spírito S anto ” inclui d iretrizes p ara
estudos adiciona is sobre D eus o P ai e Jesu s Cristo, Se u Filh o. Se vo cê nã o está
matriculado no programa com pleto do Instituto, sugerimos que você obtenha o curso
intitulado “O Ministério do Espírito Santo” ao concluir este curso.

2. Estudos adicionais sobre a vida, ministério e ensinos de Jesus Cristo são


proporcionados nos cursos do Instituto Tempo de Colheita intitulados “Vivendo no
Reino” e “Táticas d e Ensino”.

3. Você está atualmente em um a batalha espiritual? Enquanto você ora por seus
problem as, clame p elo nom e do Sen hor dos Exércitos.

4. P en se em u ma bata lha q ue vo cê está a tualm ente en frentan do e estu de n ovam ente


as funções de D eus o Pai, Jesu s Cris to, e o Espírito Santo na guerra. Como Deus
pode ajud á-lo em sua b atalh a pess oal? C om o Jesu s pod e ajud á-lo? Qual é a função
do Espírito Santo no problema que você está enfrentando?
Capítulo Quatro

AS ESPIRITUAIS DO BEM: ANJOS

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Proporcionar um a referência que explique o que os anjos são.
n Contar com o se originaram os anjos.
n Identificar os dois tipos de anjos.
n Identificar sua esfera de atividade.
n Resu m ir o min istério dos anjos n a gu erra espiritu al.
n Identificar atributos dos anjos.
n Dar um a referência bíblica que ex plique a orga nização d as hostes ang elicais.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o te m em e


os livra” (Salmos 34.7).

INTRODUÇÃO

No último capítulo você aprendeu sobre a trinda de de Deu s que inclui D eus o P ai,
Deus o Filho - Jesus Cristo - e Deus, o Espírito Santo. Você aprendeu sobre sua
origem , atributo s, e funçõ es na gue rra espiritu al.

Este capítulo continua o estudo das forças espirituais do bem. Explica a origem, os
atributos, esfera de atividade, classificação e organiza ção dos an jos, também explica
seu m inistério n a gu erra espiritu al.

QUEM SÃO O S ANJOS?

Os anjos são espíritos ministradores enviados por Deus para fazer Sua vontade:

“Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para


se rviç o a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hebreus
1.14).

O título anjo sign ifica “mensa geiro”.

A O RIG E M DO S A N JO S

Os anjos foram criados por Deu s:


“Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas
legiões c ele stes ... L ou v em o nom e do SE NHOR, p ois mandou
ele, e foram criados” (Salm os 148 .2, 5).

“Pois, nele, foram criadas to das as coisas, nos céus e sobre a


terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam
soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi
criado por m eio dele e para ele” (Colossenses 1 .16).

Todos os anjo s eram justos e sa ntos q uan do foram originalmente criados. Eles
adoravam e serviam ao ún ico Deus verdadeiro. Depois, alguns anjos se revelaram
con tra Deus e perderam sua posição como a njo s. Eles se converteram em parte de
um a força do m al cham ada de “dem ônios”.

Existem agora duas clas ses d e an jos: a njos bons, q ue são o tem a de ste ca pítu lo, e
os anjos malignos (dem ônios) os quais serão tratados no capítulo seis deste curso.

A O RGA N IZA ÇÃ O DO S A N JO S

Os anjos do bem têm sido organizados por Deus em um a ordem especia l. A Bíb lia
não revela os detalhes dessa ordem, porém indica essa organização:

“Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a


terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam
soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi
criado por meio dele e para ele” (Colossenses 1.16. Ver
tamb ém Efésios 3.10).

A organização do mundo invisível é descrita aqui em termos de tronos, dom ínios,


principados e potesta des. N ão no s são d ado s detalh es desta estrutu ra. V ocê
aprend erá depois co m o Sa taná s tem imita do esta organ izaçã o em sua p rópria
estrutura de forças m alignas.

A C LA SSI FI CA ÇÃO DO S AN JOS

Existem literalm ente multidões de anjos ( Luca s 2.13 -15) os qu ais são apa rentem ente
classificados co nfo rm e os dev eres qu e cum prem . Estas são as prin cipais
classificações de anjos:

MENSAGEIROS:

Este tipo de anjo é provavelmen te em maior número. Estes são os anjos que
compõem o gru po in um eráv el visualizado p or Daniel (Daniel 7.10), que levam
adia nte a vontade d e Deu s no céu e na terra . Este é o gru po qu e norm alm ente se
relaciona com o crente em termos da guerra espiritual. Eles interpretam a vontade
de Deu s, protege m , prop orcionar direç ão, trazem respostas à oração, anunciam,
ad vertem , instru em , leva m juízo, an im am , suste nta m , libertam e inte rcedem a favor
dos crentes.

ANJOS ELEITOS:

Som ente uma referência é dados para os anjos eleitos em 1 Timóteo 5.21. Não
existe informação adicional dada sobre este grupo.
QUERUBINS:

Esta classe de anjos aparece pela primeira vez em Gênesis 3.24. São também
men cionados como parte da arca da aliança (Êxodo 25.18-22). Ezequiel menciona
estes seres e os descreve como tendo qu atro aparências: rosto de leão, de boi, de
hom em e de águia (Ezequiel 1:3-28; 10:22). O simbolismo do querubim sug ere que
eles são seres viventes que rodeiam o trono de Deus em Apocalipse 4.6. Parece que
eles são a ordem ma is alta dos anjos, os gua rdiões de Deu s.

SERAFINS:

Este grupo é mencionado em Isaías 6.2, 6. Sua posição é por cima do trono de Deus
em contraste com a posição dos querubins que rodeiam Seu trono. O dever deste s
anjos parecem ser liderar a adoração a Deus no céu.

SERES VIVENTES:

Este grupo de anjos é mencionado em Apocalipse 4.6, 8; 5.6. Este título apresenta
estes anjos como manifestando a plenitude da vida divina, cujo ministério principal
parece ser a adoração a Deus.

ANJOS INDIVIDUAIS:

Em adição às diferentes classificações de an jos, existem algu ns an jos ind ividu ais
mencionados por seu nome na Bíblia:

Miguel:

Mig uel, o arcanjo, é mencionado por seu nome em Daniel 10.13, 21; 12.1; Judas 9;
e Apocalipse 12.7. Ele é o único anjo chamado de arcanjo. É apresentado como tendo
comando sobre um exérc ito de an jos em Ap ocalipse 12.7 e é dito que ele é o príncipe
do povo de Israel em Daniel 10.13, 21; 12.1.

Gabriel:

O sign ificad o de seu nom e é “p ode roso”. É m enc ionado em Da niel 8.16, 9.21, e em
Lucas 1.19 , 26. Ele sem pre é com issiona do p ara entregar uma m ensagem
imp ortante da pa rte de Deus. Foi Gabriel quem interpretou a visão de Daniel em 8.16
e 9.21, e quem anunciou o nascimento de João e o de Jesus em Lucas 1.19, 26.

GRUPOS ESPECIAIS DE ANJOS:

A Bíblia menciona grup os especiais de anjos além desses acima, que incluem :

n Anjos das sete igrejas: Apocalipse 1.20.


n Quatro anjos que controlam os ventos: Apocalipse 1.7.
n Sete anjos que estão diante de Deus: Apocalipse 8.2.
n Sete anjos que administram as sete últimas pragas: Apocalipse 15.1, 7.
n 24 anciãos (estes podem ser seres angelicais): Apocalipse 4 e 5.

O S A TRIBU TO S DO S A N JO S
Você recordará do capítulo anterior que os atributos são características da
persona lida de o u as características de u m ind ivíd uo. O s an jos...

n São espíritos: Hebreus 1.14.


n Não possuem sexo: Lucas 20.34-36.
n São imortais: Mateus 22.28-30.
n Possuem tanto formas visíveis como invisíveis: Números 22.22-35.
n Aparecem com a semelhança da forma humana: Gênesis 19.1-22; 18.2, 4, 8.
n Possuem emo ções: Lucas 15 .1-10 (an jos se alegrando).
n Possuem apetite: Gênesis 18.8.
n São seres glorificados: Lucas 9.26.
n São inteligentes: 2 Samuel 14.20.
n São dóceis: Judas 9.
n São poderosos: Salmos 103.20; 2 Pedro 2.11.
n Não têm necessidade de descansar: Apocalipse 4.8.
n Viajam a velocidades incríveis: Apocalipse 8.13; 9.1.
n Falam em idiomas: 1 Coríntios 13.1.
n São inumeráveis: Lucas 2.13; Hebreus 12.22; Salmos 68.17; Marcos 1.13;
Apocalipse 5.19.
n São imortais: Lucas 20.34-36.
n Não se casam e nem têm filhos: Lucas 20.34-26.
n São obedientes: Salmos 103.20.
n São santos: Apocalipse 14.10; Marcos 8.38.
n São reverentes: sua atividade mais importante é adorar a Deus: Neemias 9.6;
Filipenses 2.9-11; Hebreus 1.6.

SUA ESFERA DE ATIVIDADE

Os anjos são ativos tanto no céu com o na terra. A fonte de seu poder está garantida
por Deus e governado por Ele. Ele tem acesso à presença de Deus no céu:

“Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque


eu vos afirmo q ue os seus anjos nos céus vêem
incessantem ente a face de m eu Pai celeste” (M ateus 18.10 ).

Tam bém são ativos na aterra. Isto está documentado pelos variados ministérios e
aparições de anjos a pessoas que estão registrados na Bíblia.

O MINI ST É RI O DO S A NJO S

Os anjos ministram em m uita s formas tanto no céu como na terra. Busque cada uma
das seguintes referências em sua Bíblia. Na med ida que você estuda estes versículos
você en tend erá a im portân cia dos anjos n a gu erra espiritu al.

O M INISTÉ RIO D OS A NJO S NO CÉU IN CLUI:

Adoração: Apocalipse 4.8; 5:11 ; Isaías 6:3; Salm os 103:2 0; 148 :1-2

Permanecer prontos para fazer a vontade de Deus: Salmos 103:20-21

Ministrar aos santos que morrem em Cristo Jesus: Judas 9: Lucas 16:22

Representar as crianças de uma man eira especial: Mateus 18:10


Regozijar-se por aqueles que aceitam o evangelho: Lucas 15:10

O m inistér io d os an jos na ter ra in clu i:

Governar nações: Daniel 10.

Ministrar aos crentes na s tentações: Mateus 4:11

Fortalecer aos crentes: Lucas 22:43

Interpretar a vontade de Deus para os homens: Zacarias 1:9; Daniel 7:16.

Guiar aos crentes: Atos 8:26

Trazer juízo sobre indivíduos ou nações: Atos 12:23; Gênesis 19:3; 2 Samuel 24:16:
Apocalipse 16:1.

Trazer respostas à oração: Daniel 9:21-22

Anunciar: Lucas 1:11-20; Mateus 1:20, 21.

Adv ertir: Mateus 2:13.

Instruir: Mateus 28:2-6; Atos 10:3-6; Daniel 4:13-17.

Animar: Atos 27:23; Gênesis 28:12.

Revelar: Atos 7:53; Gálatas 3:19; Hebreus 2:2; Daniel 9:21-27; Apocalipse 1:1.

Sustentar: Mateus 4:11; Lucas 22:43.

Preservar: Gênesis 16:7; 24:7; Êxodo 23:20; Apocalipse 7:1.

Proteger: Salmos 91:11

Libertar: Núm eros 20:16 ; Salm os 34:7; Isaías 63 :9; Dan iel 3:28; 6:22; Gên esis
48:16; Mateus 26:53; Atos 12:1-19

Destru ir: Atos 12:20-23

Interceder: Zacarias 1:12; Apocalipse 8:3, 4.

As atividades futuras dos anjos incluirão:

Participar da vind a de Jesus: 1 Tessalonicenses 4:16

Reunir aos escolhidos: Mateus 24:31

Advertir e pregar durante a tribulação: Apocalipse 14:6-9

Separar aos justos dos injustos: Mateus 13:39 e 49


Atar a Satanás: Apocalipse 20

OS ANJOS E A GUERRA ESPIRITUAL

Os anjos mensageiros são os que usualm ente se relacionam com o crente em termos
da gue rra espiritu al. Eles inte rpretam a von tade d e Deu s, protegem , provêem
direção, trazem respostas às orações, anunciam, advertem, instruem, trazem juízo,
anim am , suste nta m , libertam e inte rcedem a favor do s cren tes n a ba talh a.

Muitos crentes não têm se aproveitado da ajuda disponível da parte dos anjos porque
não têm sido en sinados co m relação a sua função na guerra espiritual. Eles são
“espíritos min istradores” e podem m inistrar para você assim como por você. Você
pode pedir a Deus que envie anjos para ajudá-lo na batalha . O Rei D avi fez isso . Ele
orou ...

“Sejam como a palha ao léu do vento, impelindo-os o anjo do


SENHOR. Torne-se-lhes o caminho tenebroso e escorregadio,
e o anjo do SEN HO R os pe rsiga” (Salmos 3 5.5-6).

Leia os seg uin tes reg istros bíb licos da p articipação dos anjos n a gu erra conta o
inimigo: 2 Reis 19.35; 2 Crônicas 32.21; Isaías 37.36; Apocalipse 12.7.

ADVERTÊNCIAS IMPORTANTES

Os anjos são seres santos com importantes ministérios a favor dos crentes. Eles são
parte das forças espirituais do bem assim como a Trindade de D eus . Mas a Bíblia nos
dá algu ma s advertências com respeito aos anjos:

NÃO ADORÁ-LOS:

Você nã o deve ad orar aos anjos:

“Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando


humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões,
enfatuado, sem motivo algum , na sua m en te c arn al”
(Colossenses 2 .18).

“Eu, João, sou quem ou viu e viu estas coisas. E, quando as


ouvi e vi, pro stre i-m e an te o s pé s do anjo que me m ostrou
essas coisas, para adorá-lo. Então, ele me d isse: Vê, não faças
isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos
que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus”
(Apocalipse 22.8-9).

REJEITAR OS AN JOS Q UE PRE GAM “OUTR O EVA NGELH O”:

Algumas pessoas têm declarado que já viram anjos que lhe deram “novas
revelações”, contrárias à Palavra escrita de Deus. Movimentos religiosos inteiros têm
sido fundados com base em tais revelações falsas. A Bíblia adverte:

“ M as, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos


pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado,
seja anátem a” (Gálatas 1.8).
Você tem que escu tar um homem , um anjo ou qua lquer outro ser que lhe guie em
sentido contrário à Palavra de Deu s. Com o você a prend erá logo neste curso, uma das
principais estratégias de Satanás é o engano. A Bíblia adverte:

“E não é de adm irar, porque o próprio Satanás se transform a


em anjo de luz” (2 Co ríntios 11.14).

NÃO PROVOCAR O S ANJOS:

Leia a história de Balaão em Números 22, um profeta que atuou em desobediência a


Deus. Você notará que o anjo do Senhor se opôs a ele. Quand o você é desob edien te
a Deus, os an jos pode m se op or a você. V ocê e stá p eleja nd o na luta , mas n ão se rá
gu erra contra o inimigo. Seja cuidadoso para não provocar os anjos de Deus
(Eclesiastes 5.1-6).

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____

2. Anjos ministram tanto ______________ como ____________________.

3. Com o surgiram os anjos?


___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____

4. Res um a o m inistério d os an jos com respeito à gue rra espiritu al.

5. Enum ere tantos atributos dos anjos quanto você possa se recordar dos que foram
citados neste capítulo.
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____

6. Dê um a referência bíblica que ex plique o q ue são os an jos.


___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____

7. Esta declaração é verda deira ou falsa? “Você n ão tem que ad orar aos anjos”.

A declaração é _____________________________________

8. Esta declaração é verdadeira ou falsa? “Se um anjo aparece e revela algo que não
está de acordo com a Palavra escrita de Deu s, você deve escutá-lo porque é um
me nsageiro direto do S enhor”.
A declaração é _____________________________________

9. Use as palavras abaixo para completar os parágra fos. Use ca da p alavra som ente
um a vez.

Mensageiros
Anjos escolhidos
Querubins
Serafins
Seres viventes

_____________________________ Som ente um a referência é feita com respeito a


este grupo de anjos (1 Timóteo 5.21). Na Bíblia não se dá nenhuma informação
adicion al sobre este g rup o.

_____________________________ Este grupo de anjos é mais ativo em termos da


guerra espiritual e provavelmente constitui o de maior núm ero.

_____________________________ Este grupo de anjos parece ser o de maior


ordem , guardiões de D eus. Rodeia m o trono de Deu s.

____ ____ ____ ____ ____ ____ ____ __ Se u m inistério principal é adorar a D eus.

______________________________ Sua posição é por cima do trono de Deus.


Guiam o céu na ad oração a De us.

10. Existem dois tipo s de an jos. Estes são os anjos


___________________________e os anjos ________________________ qu e são
cha m ados de dem ônios.

11. Qu e versículo revela que D eus tem um a organiza ção de várias classes de a njos?
___________________________________________________________________
__

(As repostas se encon tra ao final do últim o capitulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Use o segu inte guia p ara estudar ad icionalm ente sobre os an jos:

Os anjos no Antigo Testamento:

Resgataram Hagar: Gênesis 16:7-12


Anunciaram o nascimento de Isaque: Gênesis 18:1-15
Anunciaram a destruição de Sodoma: Gênesis 18:16-33.
Destruíram Sodoma e resgataram a Ló: Gênesis 22.11-12.
Evitaram o sacrifício de Isaque: Gênesis 22.11-12.
Guardaram a Jacó: Gênesis 28.12; 31.11; 32.1; 48.16.
Comissionaram a Moisés: Êxodo 3.2.
Guiaram a Israel: Êxodo 14.19; 23.20-23; 32.34.
Arranjaram o matrimonio de Isaque e Rebeca: Gênesis 24.7.
Entregaram a Lei: Atos 7.38; Gálatas 3,19; Hebreus 2.2.
Repreenderam a Balaão: Números 22.31-35.
Apareceram a Josué: Josué 5.13-15.
Repreenderam a Israel pela Idolatria: Juízes 2.1-5.
Comissionaram Gideão: Juízes 6.11-40.
Anunciaram o nascimento de Sansão: Juízes 13.
Castigaram a Israel: 1 Reis 19.5-8.
Resgataram a Elias: 1 Reis 19.5-8.
Rodearam a Eliseu: 2 Reis 6.14-17.
Salvaram Daniel dos leões: Daniel 6.22.
Conquistaram o exército Assírio: 2 Reis 19.35 e Isaías 37.36.
Acampam ao redor do povo de Deus: Salmos 34.7; 91.11.
Men cionados freqü entem ente com o me nsageiros aos p rofetas da parte de De us.

Anjos na vida de Jesus:

Anunciaram o nascimento de João: Lucas 1.11-17.


Deram-lhe o nome: Lucas 1.13.
Anunciaram o nascimento de Jesus a Maria: Lucas 1:26-37
Anunciaram o nascimento de Jesus a José: Mateus 1:20-21
Anunciaram o nome de Jesus: Mateus 1:21
Anunciaram o nascimento de Jesus aos pastores: Lucas 2:8-15
Cantaram: Lucas 2:13-14
Dirigiram a fuga ao Egito: Mateus 2:13, 20
Ministraram a Jesus durante a tentação: Mateus 4:11
Vieram a Jesus no Getsêmani: Lucas 22:43
Retiraram a pedra de S eu túm ulo: Ma teus 28:2
Anu nciaram Sua ressurreição: M ateus 28 :5-7
O apresentaram a Maria Madalena: João 20:11-14
Subir e descer sobre o Filho do Homem: João 1:51
Poderia ter doze legiões de anjos: Mateus 26:53
Os anjos virão com Ele quan do Jesus retornar a terra: Mateus 25:31; 16 :27; Marcos
8:38; Lucas 9:26.
Anjos serão os ceifeiros: Mateus 13:39
Reunirão os escolhidos: Mateus 24:31
Dividirão os justos dos injustos: Mateus 13:41,49
Levaram o mendigo a Abrão: Lucas 16:22
Regozijam-se pelos pecadores que se arrependem: Lucas 15.10.
Representam as crianças pequenas: Mateus 18:10
Confessará a Seu povo diante dos anjos: Lucas 12.8.
Não têm sexo nem podem m orrer: Lucas 20:35-36
O diabo tem anjos malvados: Mateus 25:41

Anjos no livro de Atos:

Abriram a porta da prisão: 5:19


Dirigiram Felipe ao etíope: 8:26
Levaram Cornélio a buscar por Pedro: capítulo 10
Libertaram Pedro da prisão: 12:7-19
Infligiram a morte a Herodes: 12:23
Com Paulo durante a tormenta: 27:23
Tam bém men cionados em : 6:15; 7 :30, 35,38 , 53; 11:1 3; 23:8 -9
Anjos nas epístolas:

Anjos escolhidos: 1 Timóteo 5:21


Inumeráveis: Hebreus 12:22
Ministram aos herdeiros da salvação: Hebreus 1:13-14
Regressarão com Jesus: 2 Tessalon icenses 1:7
Não devemos adorar aos anjos: Colossenses 2:18

Anjos no livro de Apocalipse:

Ditaram o livro a João: 1:1-2; 22:16


Presidem as sete igrejas: capítulos 1-2
Interessados no livro selado: 5 :2
Cantaram louvores ao Cordeiro: 5:11-12
Foi dado a eles poder especial sob re a terra: 7:1-4
Selaram os escolhidos: 7:1 -4
Prostram-se diante de Deus: 7:11
Usad os para respon der orações dos san tos: 8:3-5
Soaram as sete trombeta s: 8:6
Governam o exército de gafanhotos: 9:11
Liberaram os 200 milhões das tropas da cavalaria: 9:15-16
An un ciara m o fim do te m po: 10:1, 2 , 6
Com bateram o dragão e seu s anjos: 12:7
Proclam aram o evang elho às na ções: 14:6
Proclam aram a qued a da Ba bilônia: 14 :8; 18:2
Proclamaram o juízo dos seguidores da besta: 14:9-10
Anunciaram a colheita da terra: 14:15-18
Têm as última s sete pragas: 15 :1
An un ciara m o juíz o a B abilôn ia: 1 7:1 , 5
Participaram na destruição de Babilônia: 18:21
Mostraram a João a No va Jerusalém : 21:9
Proibiu João de adorá-lo: 22 :8-9

2. Estude a aparição do anjo em Juízes 13. Leve em conta que o anjo regressa ao
céu através da adoração, a qual aparentemente abre o caminho através da
“atm osfera satân ica” ao n osso red or para p erm itir aos anjos operar em nos so fav or.
Rev eja a história de Daniel e considere que o obstáculo do príncipe da Pérsia (um
poder satânico) foi quebrado pela oração e jejum.

3. Não há apoio bíblico para quem um crente possa ordenar a seu anjo a fazer o que
ele deseja, mas pode-se pedir a Deus que os envie em seu favor. Pense em uma
batalha que você esteja enfrentando e peça a Deus que envie Seus “espíritos
ministradores” para operar nessa situação.

4. Leia os S alm os 78 .36, 40 e Eclesias tes 5.6. Israel tin ha u m anjo es pecia l velando
pelo povo até que eles O provocaram no deserto. Se Deus envia um anjo para ajudá-
lo e você o p rovoca por m eio do p ecad o ou in credu lidad e, ele pod e se afasta r de
você. É bom prestar atenção ao que dito em Êxodo 23.20-22. Você pode inclusive
receber um anjo e não estar consciente disso... Olhe em Hebreus 13.2.
CAPÍTULO CINCO

O INIMIGO: SATANÁS

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Identifica r a Sata nás co m o seu in im igo esp iritual.
n Explicar como Satanás se originou.
n Descrever a posição a nterior de Satan ás.
n Exp licar com o Sa tan ás ca iu d e sua po sição an terior.
n Identificar os resultados do pecad o de Sata nás.
n Enumerar os atributos de sua natureza.
n Identificar sua esfera de atividade.
n Resum ir as atividades de S atanás.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda


em derredor, como leão que ruge procu rando alguém para
devorar” (1 P edro 5.8).

I N T R O D U ÇÃO

Nos capítulos anteriores você aprendeu sobre uma g uerra invisível que está em
progresso no m und o espiritual. Você estudou as forças espirituais do bem
comprometidas nesta guerra. Estas incluem a Deus o Pai, o Filho, o Espírito e os
anjos.

Este capítulo apresen ta seu inimigo espiritual, uma força espiritual poderosa do mal
conhecida com o Sa tan ás. V ocê aprend erá so bre su a orig em , sua posição ant erior,
co mo ca iu dela , e d aq ueles q ue ele lev ou ju nta m ente com ele em su a qued a. Você
aprend erá sobre os atributos de sua natureza, sua esfera de atividade, e receberás
u m a introdução a suas estratégias. N os segu inte s dois cap ítulo s voc ê con tinu ará
estudando sobre as forças espirituais do mal ao aprender dos demôn ios, o mu ndo e a
carne.

Na guerra em o mundo natural, um soldado deve primeiro identificar a seu inimigo


antes de en trar no cam po d e ba talh a. Vo cê de ve es tud ar toda a informação que
esteja disponível sobre seu inimigo, sua natureza, e estratégia s. Esta é a raz ão pe la
qual as forças m ilitares passam mu ito tem po reu nind o inform ação da in teligên cia
sobre o inimigo.

O mesm o é verdade no mun do espiritual. Você só pode b atalhar efetivam ente se


você identificar a seu inimigo, entende a sua na tureza, e reconhece su as estratégias.
C om o você apre nd eu, a s forças esp iritua is qu e voc ê en frenta não são da carne. São
espiritu ais do m al.

A ORIGEM DE SATANÁS

Satan ás foi originalme nte criado por De us:

“Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele,


nada do que foi feito se fez” (João 1.3).

“Pois, nele, f oram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a


terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam
soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi
criado por m eio dele e para ele” (Colossenses 1 .16).

Deus não criou o ma l. Satanás era perfeito qua ndo foi originalm ente criado por D eus,
porém ele recebe u um a von tade liv re para e scolhe r o bem e o m al:

“Pe rfeito eras no s teus c am inhos, de sde o dia em que foste


criado até que se ac hou iniqüidade em ti” (Ezequiel 28.15).

A POSIÇÃO ANTERIOR DE SATANÁS

A Bíblia descreve a posição original de Sataná s em Ezeq uiel 28 .12-1 7. Leia es ta


passagem em sua Bíblia antes de proceder com esta lição. Quand o Satanás foi
origina lm ente criado, ele era um anjo de Deus. Era um integrante da classe dos
querub ins, santo, sábio, formoso e perfeito. Ele foi um líder entre os querubins e é
chamado “guardião” ou querubim “protetor”. Seu nom e original era Lúcifer, que
significa “portador da luz” (Isaías 14.12). Ele foi ataviado com pedras preciosas
engastadas em ouro (Ezequiel 28.13; Êxodo 28.11-15). A ele foi dada uma posição
na m ontanh a sagrada de Deu s e aparentem ente guia va a ado ração (Ezequ iel 28.13).

Quão brilhante e formoso quadro de Satanás em sua posição original é dado na


Pala vra de Deu s. É descrito como um a gem a de ped ras preciosas. P orém u m a g em a
não tem lu z p or si m esm a. Não é formoso em quarto escuro. Sua beleza reside em
sua hab ilida de p ara re fletir a lu z do exterior.

Quand o Deus criou Lúcifer, Ele o fez com a capacidade de refletir a glória de Deus em
um grau maior do que qualquer outro ser criado. Deus era a luz que fazia Lúcifer
radiar de beleza.

A QUEDA DE SATANÁS

Porém Satanás não reteve sua gloriosa posição. A Bíblia descreve sua rebelião e
queda:

“ Co m o caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como


foste lançado por terra, tu que de bilitavas as nações! Tu
dizias no teu co raç ão : Eu subire i ao céu; acima das estrelas
de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me
assentare i, nas extremidades do Norte; subirei acima das
m ais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo,
serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo
do abism o” (Isaías 14.12-15).

“Elevou-se o teu coração por causa da tua formo sura,


corrom peste a tua sa bed oria por ca usa d o teu re splend or;
lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te
contem plem” (Ezequ iel 28.17).

A queda de S atanás de sua posição angelical ocorreu por causa do orgulho e a


rebelião demonstrada em cinco atitudes equivocadas. Satanás disse:

SUBIREI ao céu: deseja ocupar a morada de Deus, o céu, esperando um


reconhecimento semelhan te.

LEVANTAREI meu trono acima das estrelas (anjos) de Deus: Não som ente d eseja
ocupar a mo rada de D eus, se não qu e tam bém seu governo sobre as hostes
angelicais.

ME ASSENTAREI no monte da congregação: conforme a Isaías 2.2 e o Salmo 48.2,


este é o centro do governo terreno de Deus. Satanás deseja governar a terra igual
aos anjos.

SUBIREI acima das altas nuvens: as nuven s nos falam da glória de Deus. Satanás
que ria a glória de Deus para si mesmo (os seguintes versículos documentam as
nuvens em relação com a glória de Deus. Êxodo 13.21; 40.28-34; Jó 37.15-16;
Mateu s 26.64; A pocalipse 14 .14-16).

S ER EI sem elh an te a o A ltíssim o: como aprendemos no capitulo três deste curso, Deus
tem mu itos nom es pelo s qua is Ele é ch am a do . P or q ue S ata ná s esco lh eu este n om e
em particular? Selecionou este título porque reflete a Deus como “possuidor do céu e
da terra”.

RESULTADOS DO PECADO DE SATANÁS

Aqu i estão os terríveis resultados do pecado d e Satan ás:

1. EXPULSÃO DO CÉU:

Por causa de sua rebelião, Satan ás foi atirado do céu D eus:

“... pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de D eu s...


lancei-te por terra” (Ezequiel 28.16-17).

2. CORRUPÇÃO DE CARÁTER:

Lúc ifer, um a vez criado pa ra a glória de Deu s, se to rn ou em Satanás com um caráter


que se opunha a tudo o que Deus é e faz.

3. PERVERSÃO DE PODER:

O poder de Satanás foi uma vez usado para a glória de Deus. Agora ele tem se
inclinado a propósitos desorganizados e destrutivos. De acordo com Isaías 14 , ele
deb ilita as nações (versículo 12), provoca que a terra e os governos também
(versícu lo 16), e aqueles tomados como prisioneiros não possue m alívio (ve rsículo
17).

4 . D EST IN AD O AO L AG O D E F O G O:

Satan ás foi destinado ao lago de fogo (Isaías 14 .15).

5. AFETOU A OUTROS ANJOS DE DEUS:

Quando Satanás caiu do céu não caiu sozinho. Levou consigo um a porção dos anjos
do céu que participaram em sua rebelião contra Deus. Este g rupo de an jos é pa rte
agora de uma força do mal, os demônios, sobre os quais você estudará no ca pítulo
seguinte.

6 . ENTRA D A D O P EC A DO N O U NI VE RSO :

Quando Satanás se rebelou o pecado no universo. Com o resultado, havia duas ações
que Deus pod eria ter tomado:

3. Pode ria ter vencido e eliminado a Satanás. Porém, se Deus tivesse eliminado
o prim eiro inim igo de sta m ane ira, pod eria ter ha vido se m pre a p ossibilidade
de outra rebelião. A história do céu poderia ter sido perturbada sempre com
estes desastres.

4. A outra ação aberta para Deus era aquele que a Bíblia indica que aconteceu.
As aspirações de Satanás ao pod er suprem o teria m seu juízo com pleto sob re
a terra no período da eternidade que chamam os tempo.

Quando Deu s criou o prim eiro h om em e a prim eira m ulh er, o juízo so bre a terra
começou. Você pode ler a história da tentação de Adão e Eva por Satanás e sua
queda no pecado em Gênesis 3. Você estudará mais a respeito quando analisar as
estratégias de Satanás depois neste curso.

A batalh a ain da está em prog resso sobre a terra. É sob re isso que trata a gu erra
espiritu al. Satanás ainda est á buscan do pod er, posição, adoração. Porém , como você
aprend erá depois neste curso, ele já é um inimigo derrotado. Jesus venceu o poder
de Satanás mediante Sua m orte e ressu rreição. O d estino fin al de S atan ás já está
revelado na Bíblia.

ONDE ESTÁ SATANÁS?

Satanás, em forma de espírito, está presente no mundo:

“Então, perguntou o SENHOR a Satanás: Donde vens? Satanás


respondeu ao SENH OR e disse: De rodear a terra e passear
por ela” (Jó 1.7).

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda


em derredor, com o leão que ruge procurando algué m para
devorar” (1 P edro 5.8).

Ainda que Sata nás esteja presente n o mu ndo, ele não é on ipresente, o que sign ifica
que ele não pod e estar em tod os os lugares do m und o ao m esm o tempo com o Deus
pode fazê-lo. Esta é a razão pela qual ele emprega um a ho ste d e dem ônios para
cum prir seus planos.

ATIVIDADES DE SATANÁS

Satanás tem acesso à presença de Deus e opera sobre a terra , incluindo o “ar” ou a
região acima da terra:

“Num dia em qu e os filhos de Deus vieram apresentar-se


peran te o SENHOR, veio também Satanás entre eles. Então,
perguntou o SENHOR a Satanás: Donde vens? Satanás
respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear
por ela” (Jó 1.6-7).

“Nos quais andas tes outrora, segundo o curso deste mundo,


segundo o príncipe d a pote stade d o ar, do e spírito que a gora
atua nos filhos da desob ediência” (Efésios 2.2).

Podem os resum ir as atividades de Satanás assegurando que sempre estão dirigidas


con tra Deus, Seu plano e Seu povo. Ele lhe atacará nas áreas de adoração a Deus, a
Pala vra de Deus, seu caminhar cristão, e seu trabalho para Deus. Mais atividades
específicas serão abordad as em futuras lições.

O S A T RI BU T O S DE SATANÁS

C om o você já aprendeu, Satanás é um espírito, porém tam bém tem atributos de


um a personalidade real. A Bíblia ensina que ele:

É INTEL IG E N TE E AS T UT O :

“Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a


sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e
se aparte da sim plicidade e purez a devidas a Cristo” (2
Coríntios 11.3).

TEM EMO ÇÕES:

“Irou-se o dragão con tra a mulher e foi pelejar com os


restantes da sua descendência, os que guardam os
mandamentos de Deus e têm o teste munho de Jesus; e se pôs
em pé sobre a areia do ma r” (Apocalipse 12.17).

TEM VONTADE PRÓ PRIA:

“Mas tam bé m o re torno à sens ate z, liv ran do -se ele s dos laços
do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a
sua von tade” (2 Tim óteo 2.26).

PODEROSO :

“Nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo,


segundo o príncipe da potestade do ar, do espírit o qu e ago ra
atua nos filhos da desob ediência” (Efésios 2.2).
ENGAN O S O :

“Revesti-vos de toda a armadura de De us, para poderdes ficar


firmes contra as ciladas do diabo” (E fésios 6.11).

RUGE E É CRUEL:

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda


em derredor, como leão que ruge procurando alguém para
devorar” (1 P edro 5.8).

M ENTIROSO:

“E não é de ad m irar, porque o próp rio Satan ás se tran sform a


em anjo de luz” (2 Co ríntios 11.14).

OS NOM ES DE SATANÁS

A Bíblia dá muitos nomes ao diabo, nomes que revelam mais sobre a sua natureza e
atividades. Com o voc ê ap rend eu a nteriorm ente, Sa tan ás foi originalmente chamado
de “querubim ungido” e “Lúcifer” antes de sua rebelião. Outros nomes de Satanás
são:

Abadom: (palavra hebraica para “anjo da destruição”) - Apocalipse 9.11.


Acusador dos irmãos: Ap 12.10.
Anjo do abismo: Ap 9.11
Anjo de luz: 2 Co 11.4.
Apoliom: (palavra grega para “destruidor”) - Ap 9.11.
Belzebu: Mateus 12.24; Lucas 11.15; Marcos 3.22.
Belial: 2 Co 6.15.
Enganador: Apocalipse 12.9; 20.3.
Destuidor: Ap 9.11; 1 Co 10.10.
Diabo: (significa ‘caluniador’) - 1 Pedro 5.8; Mateus 4.1.
Dragão: Apocalipse 12.3.
Inimigo: Mateus 13.39.
Maligno: 1 João 5.19.
Deus deste mundo: 2 Co 4.4.
Rei de Tiro: Ezequiel 28.12-15.
Mentiroso - pai da mentira: João 8.44.
Assassino: João 8.44.
Príncipe dos demônios: Mateus 12.24.
Príncipe deste mundo: João 12.31; 14.30; 16.11.
Príncipe da potestade do ar: Efésios 2.2.
Satanás: (significa adversário, opositor) - João 13.27.
Serpente: Apocalipse 12.9; 2 Coríntios 1.3.
Tentador: Mateus 4.3; 1 Tessalonicenses 3.5.
Leão que ruge: 1 Pedro 5.8.
Governante das trevas: Efésios 6.12.
Espírito que opera nos filhos da desobediência: Efésios 2.2.

Você pode reconhecer o poder de Satanás a partir de seus atributos e nomes. Devido
ao fato de ele ser um engana dor e um poderoso inimigo, a Bíblia adverte:
“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda
em derredor, como leão que ruge procurando alguém para
devorar” (1 P edro 5.8).
“Nem deis lugar ao diabo” (Efésios 4.27).

SA TA NÁ S N ÃO É...

Dife rentem ente de Deus, Satanás não é onisciente (conhecedor de todas as coisas).
Se Satanás pudesse ver o futuro nunca ele teria permitido que Jesus morresse na
cruz. Ele teria conhecido que a morte de Jesu s derrotaria seu p oder e p roporcion aria
um a via de escape do jugo do pecado para o ser humano.

Satanás não é onipotente (todo poderoso). Jesus disse q ue o pod er de Deu s den tro
de você é maior do que o po der de Sata nás. Para aqu eles que crêem em Jesu s,
Satanás já é um inimigo derrotado (João 12.31). Ele é forte somente com aqueles
que se rendem a ele. Seu poder está limitado ao poder de Deus (Jó 1.10-12) e só é
cap az d e ven cer um crente na m edid a em que o cristão lh e dá o con trole.

Visto que Satanás não é onipresente (presente em todas as partes), ele envia uma
hoste de d em ônios por tod a a te rra, para fazer sua vontade e cumprir seus
propósitos. Você aprenderá mais sobre eles no capítulo seguinte.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Com o surgiu Sa tanás?


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3. Q ual era su a po sição an terior?


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4. O que causou a queda de Satan ás?


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5. Quais foram os resultados do pe cado de S atanás?


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6. Qual é a esfera de a tividade de S atanás?


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7. Quais são as atividades g erais de Satan ás?


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8. En um ere ta ntos atrib utos de S atanás qu antos vo cê po ssa se reco rdar.


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(As repostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Estude o registro bíblico das palavras de Satanás. Suas palavras servem como
u m a introdução ad icional às suas estratégias: G ênesis 3.1, 4, 5; Jó 1.7-12; 2.1-6;
Mateus 4.1-11; Lucas 4.1-13.

2. Satanás é um oposto exato ao Espírito S anto. O Espírito foi e nvi ado po r Deu s pa ra
aproximar os homen s Dele. Satanás está comprometido em afastar os homens de
Deus.

Espírito San to Satanás Referências

Espírito da Verdade Esp írito d o erro 1 João 4:6

Verd adeiro Men tiroso João 14:17; 8:44

Doador da vida Assassino 1 Coríntios 15:4;


João 8:44

San to Malvado Romanos 1:4;


Mateus 6:13

Como pomba Com o serpen te Mateus 3:16;


Apoca lipse 12:9

Ajudador Adv ersário Romanos 8:26;


1 Pedro 5:8

Concede expressão Faz os homens se calar Atos 2:4;


Marcos 9:17

Advogado Caluniador João 14:16; Jó 1:9-11


Mais forte que Satanás Hom em forte Lucas 11:21-22

3. Jes us d isse q ue S atanás...

É um inimigo: Mateus 13.39.


É malvado: Mateus 13.38.
É o príncipe deste mundo: João 12.31; 14.30.
É um mentiroso e o pai da mentira: João 8.44.
É um assassino: João 8.44.
Caiu do céu: Lucas 10.18.
Tem um reino: Mateus 12.26.
Semeia o joio entre o trigo: Mateus 13.38-39.
Arrebata a Palavra de Deus dos ouvintes: Mateus 13:19; Marcos 4:15; Lucas 8:12.
Atou uma mulher durante 18 anos: Lucas 13.16.
Desejava ter a Pedro: Lucas 22:31.
Tem anjos: Mateus 25.41.
Está preparado para o fogo eterno: Mateus 25.41.

4. Ao estudar esta lição sobre Satan ás, você tem ide ntificado áreas nas q uais o
inimigo está ativo em sua vida? Você tem enganado e mentido? Ele tem entrada
sorrateiram ente em su a vida para destruí-lo e roubar-lhe o gozo, a paz, ou seu
testemunho cristão? É im portante de termin ar isso, porq ue as áreas n as qu ais
Satanás está ativo em sua vida são campos de batalha nos quais você aplicará as
estratégias que aprenderá neste curso.

5. Satanás é comparado a uma víbora ou serpente no mun do natural. Considere a


aplicação esp iritual dos seguintes p rincípios naturais:

O veneno das serpentes p eçonhen tas está dentro de três categorias:

n Neurotóxico: afeta os n ervos.


n Hem otóxico: afetam o sangu e.
n Cardiotóxico: afetam o coração.

Satanás tamb ém afeta a seus nervos (corage m), seu coração (ataca sua adoração e
serviço a Deus), e trata de evitar a obra do sangue de Jesus (salvação, libertação,
cura) em sua vida.

As serpentes se protegem mediante:

Disfarce: algum as serpentes são muito difíceis de ver porque parecem com o o
pó ou as árvores nas quais se encontram.

Imitação: algu m as serpe ntes se p roteg em m edian te a im itação. U m exem plo


disso é a víb ora de árvore africana que se “congela” e coloca seu corpo como
o galho de um a árvore.

Tam anho: a víbora aspiradora se protege inflando-se para aum entar seu
tam anh o o qu anto for possíve l.

Sons Atemorizantes: algumas serpentes sibilam ou chocalham, produzindo sons


que a ssu sta m . S eu in im igo espiritua l vem disfarçad o com o um “anjo d e luz” e im ita
as coisa s de D eus . Tam bém trata de assustá-lo parecendo maior e mais amea çador
do que realmente é.

As serpentes capturam sua comida de qua tro man eiras diferentes:

n Golpe: um ataque rápido.


n Contração: quando a serpente se envolve ao redor do objetivo e lentamente
exprime sua vida.
n Lançando peso sobre a presa para vencê-la.
n Mo rdend o e m ante ndo a presa em seus ca nino s enq uan to o veneno a paralisa.
Alg umas veze s os d entes da serpe nte se qu ebra m na b atalha , porém as
serpentes estão co nstan tem ente d esenv olven do novos d entes. A parte m ais
perigosa da serpe nte é sua boca. Possui ven eno suficiente pa ra pa ralisa r e
depois devorar a sua presa.

Você vê como estes métodos são paralelos àqueles u sados nos a taques d e Satan ás?
Às vezes ataca com g olpes rápidos e m ortais. Outras vezes oprime sua vida espiritual
com as preocupações do mundo e enredos pecaminosos. Sempre está tratando de
“lançar peso” para lhe atem orizar e adora m antê-lo sob jug o enqu anto lhe pa ralisa
com seu veneno.

As serpentes localizam sua presa colocando pó sobre sua língua, que leva
informação ao cérebro. Se você permanecer tranqüilo, uma serpente não pode
localizá-lo. S ata ná s lh e vê m elhor quando o pó se revolve e você está correndo em
confusão e tem or. Quando o pó se assen ta e você se levanta contra ele sem tem or,
assim como a serpente, ele não pode golp ear-lhe . Esta é a raz ão pe la qu al a Bíb lia
diz “perm anecei firmes”, “perm aneçam de pé”.

Em uma situação de pânico, um a serpe nte dis parará to do o seu ven en o d e u m a


vez, fican do in defesa p or um tem po a té pro duzir m ais vene no. É p ossível q ue isto
seja o que ocorreu na tentação no deserto quando Jesus usou a Palavra de Deus
contra os ataqu es de Satan ás e o levou a “afastar-se por um temp o”.

Aqui estão algum as m aneiras d e evitar a p icada de serpen te no mundo


natu ral. Con sidere q ue ela s tam bém são ap licáveis n o m und o natu ral:

j) Reconh ecer as serpentes venen osas (conh ecer seu inim igo).
k) Usar roupa protetora (sua arm adura esp iritual).
l) Evitar o território das serpentes (não ir às áreas da tentação conhecida ou da
atividade satâ nica).
m ) Ter um a migo com você (isto ilustra a importância de ser parte do corpo de
Cristo).
n) Evitar caminhar depois do anoitecer ou nas áreas escuras. As serpentes
evitam a luz direta do so l (como crentes já não caminhamos como filhos da
escuridão, se não com o filhos da luz).
o) Não coloque sua s mã os ou seus pé s em lu gares nos qu ais você não p ossa ver
(guarda seus sentidos h um anos).
p) Não se sente sem olhar ao seu redor cuidadosamente (alvos estáticos são
ma is fáceis de ferir do que a lvos mó veis).
q) Não saia d e seu ca m inho para m atar um a serpe nte. M ilha res de pessoas são
picadas a cada ano porque tentam matá-las sem conhecimento de seus
hábitos ou habitat (temos de resistir ao inimigo quando o encontramos, não
anda r buscand o-o).
r) Sabe r o que fazer em caso de m ordida (gu erra defensiva).

Em caso de mordida, a primeira coisa que se faz no mund o natural é um corte em


form a de cruz (+) sobre cada marca de picada e depois sugar o veneno. Que
ilustração da obra da cruz de Jesus Cristo em libertar-nos do “veneno” do pecado.

Temos autoridade sobre as serpentes. Em Gênesis 3, Deus pronunciou uma


maldição sobre a se rpente (Sata nás) . Disse q ue su a cab eça seria ferida pe la sem ente
da m ulher (Jesus) e que o calcanhar da semen te (Jesus) seria ferido pela serpente.

A “ferida” no “calcanhar” de Jesus nos fala da pressão resultante de ferir a cabeça de


Satanás na cruz do Calvário. Quando Jesus feriu a cabeça de Satanás, foi como pisar
a cabeça da serpente venenosa no mundo natural. A cabeça de uma serpente pode
ser separada de seu corpo, porém ela ainda pode morder horas após. O coração pode
m anter-se batendo por dois dias e o corp o da serpen te pode con tinuar se
movim entando.

Jesus separou a cabeça da “serpente” no Calvário, porém a serpente ainda tem vida.
Ainda está ativa no mundo de hoje e ainda tem poder. Porém Satanás não tem
autoridade. A única autoridade que tem em sua vida é a que v ocê p ode dar e o poder
e a autorida de d entro de você (Jesu s) é m aior q ue seu p ode r.
Capítulo Seis

AS FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL:


OS DEMÔNIOS

O B J ET IV O S :

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Mostrar a origem dos dem ônios.
n Explic ar sua posiçã o origin al.
n Identificar sua esfera de atividade.
n Identificar os atributos dos dem ônios.
n Explicar com o as forças dos dem ônios estão organ izadas.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“ O ra, o E sp írito afirm a exp res sam en te q ue , no s últim os


tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos
engan adores e a en sinos de dem ônios” (1 Tim óteo 4.1).

INTRODUÇÃO

Nos capítulos anteriores você aprendeu sobre Satanás. Neste capítulo você
aprend erá sobre as “tropas”, conhecidas como demônios, que estão sob o comando
de Satan ás. A lgu ns ig nora m o assunto dos demônios completamente. Outros têm um
interesse com pu lsivo nele s. Você não d eve m inim izar o pod er dos espíritos
demon íacos no mu ndo de hoj e, porém, tampou co deve estar tão preocupado com
eles que você veja demônios em todas as coisas que acontecem e em todos ao red or.
Você deve ter livros seculares sobre tais poderes do ma l. Suas ú nicas fontes de
estudo nestas áreas devem ser a Palavra de Deus ou boa literatura cristã.

A O RIG E M DO S DE M Ô N IO S

Deus origina lm ente criou todos o s anjos , algun s dos q uais d epois se tornariam
dem ônios:

“Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele,


nada do que foi feito se fez” (João 1.3).

“Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a


terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam
soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi
criado por m eio dele e para ele” (Colossenses 1 .16).

SUA POSIÇÃO ORIGINAL E QUEDA


Os dem ônios eram origina lm ente co m o os ou tros anjo s d e D eu s co m a m esm a
posição e atributos iguais aos anjos bons descritos no capítulo quatro deste curso.
Quando Satanás se rebelou contra Deus, uma porção dos anjos participou em sua
rebelião. Deus os expulsou do céu junto com Satanás. Eles não foram m ais seres
espirituais do bem (anjos). Eles se tornaram seres espirituais do m al (dem ônios):

“Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram


contra o dra gã o. T am bém pelejaram o dragão e seus anjos;
todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar
deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que
se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim ,
foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” (Apocalipse
12.7-9).

Se os demônios não são anjos “caídos”, então não tem os outra explicação bíblica
para sua existênc ia. Satanás nã o po de cri ar su as p róprias forças, porque todas as
coisas foram criadas p or Deus. Existem dois grupos destes anjos caídos. Um grupo
está a tiv am ente oposto a Deus e Seu povo sobre a terra. Outro está confinado em
cadeias:

“Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes,


precipitando-os no infern o, os en tregou a abism os de trevas,
reservando -os para juízo” (2 Ped ro 2.4).

“E a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas


abandonaram o seu próprio dom icílio, ele tem guardado sob
trevas, e m algemas eternas, para o juízo do grande Dia”
(Judas 6).

Existem dem ônios confinados e demônios ativos. O líder de am bos os grup os é


Sata nás, q uem é chamado de o Príncipe dos demônios (Mateus 12.24). O inferno
está pre parad o para o diab o e seu s anjos . Será seu destin o final:

“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda:


Apartai-vos d e m im , malditos, para o fogo eterno, preparado
para o diabo e se us anjos” (M ateus 25.41 ).

Qu and o Jesu s confron tou d ois hom ens p ossuíd os por d em ônios , sua resp osta foi:

“E eis que gritaram: Que tem os nós contigo, ó Filho de Deus!


Vieste aqui atorme ntar-nos antes de temp o?” (M ateus 8.29).

Os d em ônios nos homens possuídos sabiam que seu destino final era um lugar de
torm ento eterno. Visto que o inferno é um lugar de to rm ento e foi p repa rado pa ra
Satan ás e seus anjos, logo, os dem ônios devem ser os anjos caídos.

SUA ESFERA DE ATIVIDADE

Através de to da a Bíb lia, os dem ônios sã o m ostra dos ativo s sob re a terra . Visto que
Satanás não é onipresente (pre sen te em toda s as p artes ), ele u sa os dem ônios para
fazer sua v onta de e cu m prir seus propósitos em todo o mundo. Eles constituem as
“potestades do ar” (Efésios 2.2) e o “império das trevas” (Colossenses 1.13) e estão
todos sob o con trole de Sataná s.

O S A TRIBU TO S DO S DE M Ô N IO S

Em sua condição original livre do pecado, os demônios tinham os mesm os atributos


que os anjo s do be m previam ente es tuda dos. Em seu esta do de ma ldade presente os
dem ônios:

São espíritos: Mateus 8.16; Lucas 10.17, 20.


Podem aparecer visivelmente: Gênesis 3.1; Zacarias 3.1; Mateus 4.9-10.
Podem falar: Marcos 5:9, 12; Lucas 8:28; Mateus 8:31.
Crêem: Tiago 2.19.
Exercitam sua vontade: Lucas 11.24; 8.32.
Demonstram inteligência: Marcos 1.24.
Têm emoções: Lucas 8.28; Tiago 2.19.
Reconhecem: Atos 19.15.
Possuem força sobrenatural: Daniel 9.21-23.
São eternos: Mateus 25.41.
Possuem sua própria doutrina: 1 Timóteo 4.1-3.
São malignos: Mateus 10.1; Marcos 1.27; 3.11.

O S N O M ES DO S DE M Ô N IO S

Os demôn ios são cham ados espírito(s) m aligno(s) 12 vezes e espírito(s) imu ndo(s)
24 vezes no Novo Testamento. Tam bém são cham ados de demôn ios (Marcos 1.32 ), e
anjos do d iabo (M ateus 25 .41).

A ORGANIZAÇÃO DAS FORÇAS DEMONÍACAS

Va m os rev er com o Deus orga niz ou s uas forças an gelicais...

“P ois, ne le, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a


terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam
soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi
criado por m eio dele e para ele” (Colossenses 1 .16).

Satanás é um im itad or, não um criador. Ele tem organizado seus demônios em uma
estrutura sem elhante à d as forças de Deus:

“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim


contra os principados e potestades, contra os dom inadores
deste mun do te ne bros o, c on tra as forças esp iritu ais do m al,
nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

Satanás tem organizad o suas forças em:

Principados: Satanás aparentemente dividiu o mundo em principados. Um


principado é o território de jurisprudên cia de um príncipe. Satanás tem colocado um
príncipe sobre cada principado. O príncipe da pérsia é mencionad o em Dan iel capítu lo
10. Esta é a m an eira pela qual Satanás opera no plano nacional influenciando
governos e n ações.
Potestades e governadores das trevas deste mundo: estas duas categorias de
demôn ios estão em operação no sistema social, político, e cultural do mun do. Você
ap rend erá sobre como tratar com estes espíritos e os principados quando estudar as
estratégias espirituais para vencer o mundo no capítulo quatorze.

Hostes espirituais da maldade nas regiões celestes: os lug ares altos no Antigo
Testam ento eram onde acontecia a adoração. É assim que Satanás opera nas
estruturas religiosas do mundo. Você aprenderá mais sobre isso no capítulo vinte ao
estudar sobre as h ostes espirituais nas regiões celestes.

Estes grupos organizados variam de tam anho. Por exemplo, M aria Madalena tinha
sete espíritos em seu estado anterior à libertação. L u ca s 8 .3 0 n os fa la de u m a
“legião” de demôn ios. Uma legião no exército romano que dominava o mundo no
tempo de Jesus se referia a 6.100 soldados a pé e 726 hom ens a cavalo!

Esta s forças organizad as d e dem ônios...

Estão unidas:

No caso do h om em possuíd o po r dem ônios, confo rme registrado em Lucas 8.30, os


demôn ios estavam unidos quanto a seu propósito, que neste curso, era a possessão
do homem . O mesmo é certo em Mateus 12.45 e no caso de M aria Madalena que
tinha sete dem ônios (Luca s 16.9). Jesus falou da unidade dos poderes demon íacos
quando d isse:

“Se Satanás expele a Satanás, dividido está contra si mesm o;


com o, pois, subsistirá o seu reino?” (M ateus 12.26 ).

Tem diferentes graus de maldade:

Isto é ilustrad o pelo d em ônio q ue d isse qu e regressa ria com outros espíritos
ma lignos:

“Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares


áridos procurando re pouso, porém não encontra. Por isso,
diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo vo ltad o, a
enco ntra vazia, varrida e ornamen tada. Então, vai e leva
consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando,
habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior
do que o primeiro. Assim tam bém acon tecerá a esta geração
perversa” (M ateus 12.43 -45).

Podem mud ar as funções:

O demônio em 1 Reis 22.21-23 declarou que seria um espírito de men tira. Isto indica
que ele nã o era previam ente porqu e disse “serei...”.

São de diferentes tipos:

A Bíblia ensina que o homem tem um corpo, alma e espírito. Existem três classes
principais de espíritos que atacam o corpo, a alma e o espírito do homem :
1. Espíritos malignos ou im undos: são responsá veis pelos atos imorais, pensamentos
imp uros, opressão, depressão e outras estratégias de Satanás que estudarem os
depois. Afligem a mente e a natureza almática do homem (Exemplos em Mateus
10.1; 12 .43; Ma rcos 1.23-26).
2. Espíritos de doença s: estes espí ritos a fligem o corp o físico (Exemplo em Lucas
13.11).

3. Espíritos Sedutores: os espíritos sedutores afligem a m ente, a a lm a, e o esp írito


do hom em , levando-o a crer em falsas doutrinas como é indicado em 1 Timóteo 4.1.
Estes espíritos seduzem as pessoas para crer e m um a men tira e para serem
condenadas ao castigo eterno. São espíritos de falsas dou trinas, seitas, falsos cristos,
e falsos mestres.

A S AT IV IDA DES DO S DE M Ô N IO S

Os dem ônios segu em as ordens da das por seu p rincípio, Sataná s. Podem os resum ir
as atividades dos demônios dizendo que elas sem pre estão dirigidas contra D eus,
Seu plano e Seu pov o. Os dem ônios sã o us ados por Sa tan ás p ara a taca r a Pa lavra de
Deus, sua adoração, seu cam inhar com Deus e su a obra para D eus.

No cap ítulo oito v ocê a pren derá deta lhes da estratégia do inim igo na g uerra
espiritu al. Satanás usa seus demôn ios para levar adiante suas estratégias ao redor
de todo o mundo. Os demônios estendem o pod er de Satanás ao promover o engano
e a maldad e. Afetam ind ivíduos, governos, nações e o sistema m undial. Eles
promovem a rebelião e a calúnia tanto contra Deus quanto entre os homens. Eles
promovem a ido latria , as do utrin as falsas, e cega m os ho m ens e m ulh eres à verdade
do Evangelho.

Os demôn ios atacam aos não crentes guiando-os a cometer terríveis atos de
maldad e, a assa ssina r, injuriar, com eter suicíd io, etc. Afetam a m ente com
problemas emocionais e o corpo com doenças físicas. Os dem ônios atacam aos
crentes com tentaç ões, desilusões, dep ressã o, calu nia nd o-lh e e cria nd o div isão entre
o povo de Deus. Convertem em seu objetivo seu cam inhar espiritual com Deus e
pelejam contra a Palavra de Deus, a adoração a Deu s e o seu trabalho p ara Deu s.
Tam bém atacam seu corpo físico.

Os não crentes estão indefesos contra os ataques dos poderes demoníacos, porém os
crentes possuem poderosas arm as espirituais e estratégias para tratar com estas
poderosas forças do mal. Você aprenderá sobre estas armas e estratégias enquanto
contin ua n o estud o da g uerra esp iritual.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Como os demônios surgiram?


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3. Qual é esfera de ativida des deles?
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4. Resum a suas ativida des.


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5. Enum ere tantos atributos dos demônios quanto você possa recordar das
discussões deste capítulo.
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6. Com o estão organiza das as forças dos dem ônios?


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7. Qual foi a posição original dos dem ônios?


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8. Com o se converteram em d em ônios?


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9. Dê um a breve definição d e cada um a das segu intes características dos dem ônios:

Principados:
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Potestades e dom inadores da s trevas:


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Forças espirituais da m aldade n as regiões celestes:


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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS
1. Para aprender mais sobre as forças espirituais do mal, estude as seguin tes
referências bíblicas sobre o tem a dos dem ônios:

Gênesis 3:1-15; 6:1-4; 41:8; 44:5.


Êxodo 7:8-13, 20-24; 8:6-7, 18-19; 9:11; 22:18.
Levítico 17:7; 19:26, 31; 20:6, 27.
Números 22:7; 23:23.
Deuteronômio 18:9-14, 20-22; 32:17.
Juízes 8:21, 26.
1 Samuel 15:23; 16:14; 18:10; 28:1-15.
1 Reis 5:4; 18:28; 22:19-38
2 Reis 9:22; 17:17; 21:1-9; 23: 5, 24
1 Crônicas 21:1.
2 Crônicas 33:1-10.
Jó 1:1-12; 2:1.
Salmos 78:49; 91:6; 106:36-38.
Isaías 3:18-19; 8:19; 14:12-17; 47:11-15.
Jeremias 27:9.
Ezequiel 21:21; 28:11-19
Daniel 1:20; 2:2, 27; 4:6-9; 5:7, 11, 15.
Oséias 4:12
Miquéias 5:12
Zacarias 3:1 , 2; 10:2
Malaq uias 3:5
Mateus 4:1-11 , 24; 8:16 , 28-34; 9 :32-34 ; 10:1, 25 ; 11:18 ; 12:22-30; 11: 43-45;
13:19, 39; 15: 21-28; 17:14-21; 24:24; 25:41
Marcos 1:12-13, 21-28; 32, 34, 39; 3:11-12, 15, 22-30; 5: 1-20; 6: 7, 13; 7:24-30;
8:33; 9:17-29, 38-40; 13:22; 16:9, 17
Lucas 4:1-13, 33-37; 6:18; 7:21, 33; 8:2, 26-39; 9:1, 37-42, 49-50; 10:17-20;
11:14-26; 13:10-17, 32; 22:3, 31; 24:39
João 6:70; 7:20; 8:44, 48-49; 10:20-21; 12:31; 13:27; 14:30; 16:11; 17:15
Atos 5:3, 16; 8:7, 9-11, 18:24; 10:38; 13:6-12; 16:16-19; 19:12-20; 26:18
Romanos 8:38-39; 16:20
1 Coríntios 5:5; 7:5; 10:20-21
2 Coríntios 2:1 1; 4:4; 6 :14, 15, 17 ; 11:13 -14; 12 :7
Gálatas 1:4; 3:1; 4:8-9; 5:19-21
Efésios 1:21; 2:2; 4:26-27; 6:11, 12, 16
Colossenses 1:13; 2:15
1 Tessalon icenses 2:18 ; 3:5
2 Tessalon icenses 2:1-1 0; 3:3
1 Tim óteo 1:20; 3 :6; 4:1-3
2 Timóteo 1:7; 2:26; 4:18
Hebreus 2:14
Tiago 2:1 9; 3:15 ; 4:7
1 Pedro 5:8
2 Pedro 2:4, 19
1 João 2:13, 18; 3:8, 12; 4:1-4, 6; 5:18
Jud as 1 :6, 9
Apocalipse 2:9, 13, 24; 3:9; 9:1-11, 20-21; 12:1-13; 13:1-18; 16:13-16; 18 :2;
19:20 ; 20:1-1 4; 21:8

2. Estude o registro do An tigo Testam ento dos po deres dem oníacos:


n Satanás na forma de um a serpente é m encionad o sete vezes em G ênesis
3:1-24 e em Isaías 27:1.
n Satanás também é m encionado em 1 Crônicas 21.1; 2 Samuel 24:1;
Salmos 10 9:6; Zacarias 3:1-2; e 14 vezes no livro de Jó.
n Espíritos malignos são m encionados oito vezes no regis tro do rei Saul: 1
Samuel 16:14-23; 18:10; 19:9.
n Espíritos mentirosos são mencionados seis vezes em 1 Reis 22:21-23.
n Espíritos familiares são m encionados seis vezes em Levítico 20:27 e 1
Samuel 28.
n Espíritos religiosos e espíritos de prostituição física são iden tificados no
livro de Oséias.
n Os dem ônios são iden tificados com os de use s da s na ções pag ãs q uatro
vezes: Levítico 17:7; Deuteronômio 32:17; 2 Crônicas 11:15; Salmos
106:19-39.
n Príncipes ma lignos que governam nações são ide ntificados nos Sa lmos,
profetas e especificamente no livro de Daniel 10.10-21.
n Espíritos impuros perversos são mencionados duas vezes: Isaías 19:14.

2. Pense sobre isto: enqu anto as forças dem oníacas são in imig as de deu s, ao mesm o
tempo estão sujeitos à Sua vontade e são usados por Ele para derrotar a si mesm os:
Ver 1 Samuel 16.14; 18.10; 19.9; 1 Reis 22.20-22; e Isaías 19.14.
Capítulo Sete

O TERRITÓRIO DO INIMIGO

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Definir o que é entendido pela palavra “mu ndo” e como é usado nesta lição.
n Identificar o príncipe do mun do.
n Explic ar a razã o para o atua l sistem a m und ial.
n Descrever a atitude d o mu ndo pa ra com os cren tes.
n Definir o que se entende pela palavra “carne” e como é usada nesta lição.
n Explicar o que se en tende pelos “d esejos da carne”.
n Explicar como se desenvolve à paixão.
n Explicar os resultados da paixão não conquistada.
n Identificar uma referência bíblica que enum era as obras da carne.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Não ameis o m undo nem as coisas que há no mundo. Se


alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque
tudo que há no m undo, a concupiscência da carne, a
co nc up iscên cia dos olhos e a soberba da vida, não procede do
Pai, mas proc ede do mu ndo” (1 João 2.15-1 6).

INTRODUÇÃO

Existe somente um inimigo, porém como você apren deu nas liçõ es an teriores, ele
ope ra mediante um a poderosa força d e dem ônios . Com o o versícu lo-cha ve des te
capítu lo revela, Satanás não som ente usa os dem ônios, po rém tam bém ope ra
através das forças malignas da carne e do mu ndo:

“Não ameis o m undo nem as coisas que há no mundo. Se


alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque
tudo que há n o m un do , a co nc up iscê nc ia da carne , a
co nc up iscên cia dos olhos e a soberba da vida, não procede do
Pai, mas proc ede do mu ndo” (1 João 2.15-1 6).

O propósito deste capítu lo é identificar e discutir as forças do mal do inimigo


conhecidas co mo o m und o e a carn e. Cuid ado ! Você e stá en trand o em território
hostil. O m undo e a carne são o território do inimigo.

PARTE UM: O MUNDO


A palavra “mundo” tem diferentes significados na Escritura. Pode significar a terra ou
o universo na ordem física. É usada para referir-se aos gentios que são todas as
outras nações exceto a nação judaica.

P orém , a p ala vra “m un do ” ta m bém é usada para referir-se à presente condição dos
assuntos hu m anos em opo sição a D eus . É o sistem a que atua no m undo hab itado,
um sistema q ue é oposto a D eus e ao Se nhor Jesu s Cristo. Este é o significado que é
usado nesta lição. O “m und o” é o grupo corporativo d e indivídu os centrados na carne
atual de se u co rpo. É um term o que descreve a natureza maligna do homem, a qual
está em voluntária rebelião con tra Deus.

C om o seu inimigo, o mundo é a totalidade do sistema organizado socialmente,


econom icam ente e materialmente, e de filosofias religiosas que têm sua expressão
m edian te organizações, personalidades e governo. Não é um governo especifico,
org anização ou pessoa, mas sim o sistema m undial sobre o qual estes estão
basead os. O sistema m undial é uma extensão da carnalidade do homem. Proporciona
u m a atmosfera, ambiente, e um sistema que prom ove os pecados da carne. Rodeia o
hom em com a quilo qu e apela a seu s desejos carnais.

O P R ÍN C IPE D O MU N D O :

Sata nás é o “príncip e” ou g overn ante do sistem a m und ial:

“Chegou o mo men to de ser julgado este mu ndo, e agora o seu


príncipe será expulso” (Jud as 12.31).

“Já nã o fa lare i m uito c on vo sco, p orqu e aí ve m o p ríncipe do


mu ndo; e ele nada tem em mim ” (João 14 .30).

Satanás é tamb ém cham ado o deus deste século:

“Nos quais o deus deste sé cu lo cegou o entendimento dos


incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho
da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios
4.4).

Os reinos do mundo estão atualmen te influenciados por Satanás. Estão guiados por
filosofias e princípios satânicos. Estão centrados na carne e governados pela carne:

“Lev ou-o ain da o dia bo a u m monte muito alto, mostrou-lhe


todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo
isto te darei se, prostrado, me adorares” (M ateus 4.8-9).

Alg um dia eles se rão os rein os do no sso S enh or:

“O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes


vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor
e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”
(Apocalipse 11.15 ).

A RAZÃO PARA A CONDIÇÃO DO MUNDO:


O pecado é a razão para a presente condição do m un do. Q uando Adão e Eva foram
origina riam ente criados por Deus, foi dado-lhes o domínio sobre o mundo. Isto
significava que eles tinh am o controle sobre o mu ndo, para g uiar seus sistem as e
habitantes conforme o plano de Deus. Quando pecaram contra Deus, eles perderam
esse dom ínio (Gêne sis 1 a 3).

Quando Jesus foi crucificado pelos pecados d o gênero humano e ressuscitado da


m orte, Ele reivin dicou o m und o. Pronu nciou juízo co ntra as forças espiritu ais do m al:

“E, despojando os principados e as potestades, pu blicam ente


os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (C olossenses
2.15).

Ainda que Jesus ten ha reivindicad o o m und o do pod er do inim igo, Sataná s ainda não
reconhece u essa reivindicação. Satanás ainda está trabalhando no mundo com seus
poderes demoníacos. Satanás não reconhecerá as reivindicações de Jesus sobre os
reinos do m un do a té qu e o conflito final sobre o qua l você estu dará n o últim o
capítulo deste curso.

A presen te situação é sem elha nte às cond ições m ilitares qu e freqüe ntem ente
ocorrem no mundo natural. Um poder político ou militar tomará o controle sobre uma
nação, poré m sua s reivind icações n ão se rão recon hec ida s pel as tropas den tro
daq uela nação. As tropas rebeldes continuarão guerreando por todo o país. Tratam
de tomar posse do território que não legitimamente seu e su bjugar aos seus
cidadão s. Freqüentem ente usam táticas de terror para alcançar seus prop ósitos.

A situação no m und o espiritual é semelhante. Jesus reivindicou controle sobre o


mu ndo, o inimigo, e suas forças da maldad e. Porém, as tropas rebeldes de Satanás
ainda guerreiam por todo o mundo. Trata m d e to mar posse do que não é
leg itim a mente seu e influenciar a homens e mu lheres ao mal. Esta batalha, que é
nossa “gue rra espiritu al” con tinua rá até o co nflito final.

A ESTRUT U RA D O MU ND O :

A estrutura do mundo está em direta oposição a Deus, Seu plano, propósitos e povo:

O SISTEMA M UNDIAL DO MAL:

O presente sistema m undial é maligno:

“O qu al se entregou a si me sm o pe los noss os pe cado s, para


nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de
nosso D eus e Pai” (Gálatas 1.4).

O sistem a m und ial está sem D eus:

“Naq ue le tem po , es táv eis sem Cristo, separados da


comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa,
não tend o esperanç a e sem Deus n o m undo ” (Efésios 2.12).

Existe mu ito eng ano no m und o para sedu zir aos cren tes de m odo q ue eles se tornem
parte do mund o:
“Porque muitos enganadores têm saído pelo mu ndo fora, os
qu ais nã o c on fes sam Jesu s C risto v indo em carne; assim é o
engan ador e o an ticristo” (2 João 7 ).

O m und o já está julgado e sob a conden ação de D eus:

“Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para


não serm os cond enado s com o m undo ” (1 Coríntios 11.32).

OS P RI NC ÍPIO S D O MUN D O :

Os “princíp ios do mund o” se referem aos princípios elementares que governam o


m und o. Levam ao jug o espiritu al:

“ Assim , também nós, quando éram os menores, estávamos


servilm ente sujeitos aos rudimen tos do mun do” (Gálatas
4.3).

OS R UDIME N T OS D O MU ND O :

Estes são os regulamentos sobre os quais a estrutura mundial descansa. São


diferentes dos princípios sobre os quais Deus estrutura Seu reino:

“Se m orrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por


que, como se vivêsseis no mu ndo, vos sujeitais a ordenanças”
(Colossenses 2 .20).

O ES PÍ RI TO D O MU N DO :

O Espírito do mundo está em d ireta oposição ao Espírito Santo:

“Ora, nós não temos recebido o espírito d o m u nd o, e sim o


Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por
Deus n os foi dado gratuitam ente” (1 Co ríntios 2.12).

A FILOSOFIA DO MUNDO:

Filosofias são princípios de conhecimento. As filosofias mundanas não estão baseadas


em Cristo:

“Cuidado que ningu ém vos v enh a a en redar com sua filo so fia
e vãs su tilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os
rudimentos do m undo e não segun do Cristo” (Colossenses
2.8).

A S ABE D ORIA D O MU ND O :

A sabed oria mu ndan a não é a sa bedoria de D eus:

“Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus;


porq uanto está escrito: Ele apanha os sábio s na p rópria
astúcia deles” (1 Coríntios 3.19).
A CORRE N TE D O MU ND O :

A “corrente” do mu ndo é o ciclo do m und o presen te, sua rotin a, a form a na qua l ele
opera:

“Nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo,


segundo o p rínc ipe d a pote stade do ar, d o espírito que ag ora
atua nos filhos da desob ediência” (Efésios 2.2).

A S VOZ ES D O MU ND O :

As m uitas “vozes” do m und o são contrárias à voz d e Deus:

“Há, sem dúvida, m uitos tipos de vozes no mundo; nenhum


deles, contudo, sem sentido” (1 Co ríntios 14.10).

A P AZ D O MUN D O :

A paz do mundo é temporária, frágil e algumas vezes enganosa:

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a
dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”
(João 14 .27).

A TRISTEZA DO MUNDO:

A tristeza santa difere daquela do m undo:

“Porque a tristeza segundo Deu s prod uz arre pen dim ento p ara
a salvação, que a ninguém traz pesar; m as a tristeza do
mu ndo pro duz m orte” (2 Coríntios 7.10).

A ATITUDE DO MUNDO:

O m und o odeia a D eus:

“Infiéis, não compreendeis que a amizade do m undo é inimiga


de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo
constitui-se inimigo d e Deu s” (Tiago 4.4).

O m und o odeia aos crentes:

“Se o mu ndo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós


outros, me odiou a m im. Se vós fôsseis do mundo, o mundo
am aria o q ue era seu ; com o, to davia, n ão sois do m un do , pe lo
contrário, dele vos escolhi, por isso, o mu ndo vos odeia”
(João 15 .18-19).

Visto que o mu ndo está cheio de indivíduos centrados na carne que odeiam aos
crentes, nós precisam os aprend er mais sob re esta força poderosa cham ada “carne”.

PARTE DOIS: A CARNE


O mundo é uma força social maligna de Satanás que obra a partir do exte rior para
atacar aos crentes. É a organização corporativa de indivíduos carnais. A carne é uma
força que opera den tro do crente. O m esmo “espírito carnal” que opera no mu ndo
ope rará em sua v ida, se vo cê perm itir. A palavra “carne”, da maneira como é usada
na Escritura, pode referir-se ao atual corpo do hom em ou d e uma fera. Porém, não é
sobre isso que estamos falando quan do usam os a palavra “carne” nesta lição.

A Bíblia também usa a palavra “carne” para descrever a natureza básica de pecado
do hom em . A carne é o centro da volu ntária provocaçã o e rebelião contra Deu s:

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não


habita bem nenhum , pois o querer o bem está em mim; não,
porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem q ue prefiro, mas o
mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não
quero, já não so u e u q ue m o faz, e sim o pec ado q ue h abita
em mim ” (Rom anos 7.18 -20).

A carne é uma força compulsiva interior que se expressa em rebelião mediante o


pecado. Este é o significado da carn e que usa mo s nesta lição. O termo “carnal” e o
term o “velho homem ” também são usadas para descrever a natureza carnal d o
homem . Todos os homens possuem esta natureza pecadora e carnal básica:

“Portanto, assim como por um só hom em entrou o pecado no


mundo, e pelo pecado, a morte, assim tam bém a m orte
passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos
5.12).

“P ois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos


3.23).

AS PAIXÕES DA CARNE:

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à


concup iscência da carne” (Gálatas 5.16).

O que é paixão da carne? Primeiro definamos a palavra “paixão ”. Paixão é “um forte
desejo, emoções da alma, a tendência natural do hom em para o ma l”. A Bíb lia
adv erte qu e não devem os dese jar as coisa s do m al:

“Ora, estas coisas se tornaram ex emp los para nós, a fim de


que não cobicem os as coisas m ás, com o eles cobiçaram ” (1
Coríntios 10.6).

Desejar as coisas do mal que agradarão à sua natureza carnal é o que se chamam
“paixões da carne”. É assim que Sa tanás ataca desde o interior. É c om o um a gu erra
civil dentro de uma nação, com seu espírito e sua carne guerreando um contra o
outro.

COM O S E D E SE N VO L VE A PA IXÃ O :

A paixã o, ou d esejo peca m inoso, prim eiro en tra por m eio d os sentid os n atu rais. O
olho vê algo mal ou o ouvido escuta algo maligno. Um toque, o saborear, ou inclusive
um expirar, p odem até fom enta r a paix ão. Esta é a primeira maneira na qual Satanás
usa o am biente do m und o para tentar a carne . Estes sentidos naturais disp aram um
pen sam ento maligno ou u m desejo na mente. Isto é paixão. O pensam ento lascivo é
o qu e lhe ten ta a faze r o m al:

“ Nin gu ém , ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus;


porque Deus não pode ser tentado pelo m al e ele mesmo a
ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua
própria cobiça, quando esta o atrai e seduz” (Tiago 1 .13-14).

Lembre-se, Deus nunca lhe tenta. Você é tentado quando é atraído por suas próprias
paixões pecaminosas e carnais. Porém, você não tem que se render à tentação. Deus
sempre proporciona uma vida de escape:

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; m as


Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além d as
vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos
prov erá livrame nto, de sorte qu e a po ssais sup ortar” (1
Coríntios 10.13).

Visto que a mente é usada pa ra tentar a carne, Paulo adverte:

“Por isso, o pendor da carne é in im izade co ntra D eu s, p ois


não está su jeito à lei d e D eu s, ne m m esm o po de es tar”
(Rom anos 7.7-8).

Você aprenderá depois como a mente é um dos principais campos de batalha na


gue rra espiritu al.

OS R ES U LT A D OS D A P A IX ÃO :

Se você se ren de à p aixão , vem a tenta ção, e se vo cê se rend e à ten tação , resulta
em pecado q ue leva à morte:

“Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o


pecado; e o pecado, uma v ez consumado, gera a morte”
(Tiago 1.15).

O m undo é corrupto devido à paixão:

“Pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui


grandes promessas, para que por elas vos torneis co-
participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção
das paixões q ue há no mu ndo” (2 Pedro 1 .4).

Sua carne é corrupta devido à paixão:

“ N o sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis


do v e lh o home m , que se c o r ro m p e segundo as
concup iscências do engan o” (Efésios 4.22).

A RELAÇÃO DO ESPÍRITO COM A CARNE:


“Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a
obede cer à verdade ?” (Gálatas 5.17).

Quando você é salvo e cheio do Espírito Santo, o Espírito habita em seu espírito. O
Espírito Santo em seu espírito se opõe à paixão da carne. Sua carne luta contra seu
espírito e contra o Espírito de Deu s dentro de você. A carn e lhe seduz às paixões
carnais. É por isso que você, com freqüência, não pode viver da maneira que deseja.

Pau lo descreve esta batalha entre o espírito e a carne em Rom an os 7 . Leia o ca pítulo
inteiro em sua Bíblia. Ele resume a batalha:

“Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal


reside em m im . Po rque , no tocante ao h om em interior, tenho
prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus mem bros, outr a lei
que, guerreando contra a lei da minha mente, m e faz
prisio ne iro da lei do pecado que está nos m eus mem bros”
(Rom anos 7.21 -23).

AS OBRAS DA CARNE:

As paixões da carne, se não são con quistada s, levam às obras malignas da carne que
resultam em mo rte espiritu al:

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição,


im pureza, lascívia, ido latria, feitiçarias, in imiz ade s, po rfias,
ciúmes, iras , dis có rdias, dissensões, facções, invejas,
bebedices, glutonarias e coisas semelhante s a e stas, a
respe ito das qu ais e u v os d ecla ro, c omo já, outrora, vos
prev en i, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas
praticam” (G álatas 5.19-21).

Esta lista pode ser dividida em q uatro categorias de p ecados:

Pecados de adoração: idolatria e bruxaria.

Pecad os sexu ais: adultério, fornicação, imundícia e lascívia.

Pecad os pess oais: bebedices e rebeliões.

Pecados de relação: ódios, discórdia, ciúm es, ira, rivalidades, dissen sões, facções,
invejas, assassinatos.

Cada uma dessas obras pecaminosas é definida em detalhe no curso “Ministério do


Espírito Santo” do Instituto Internacional Tempo de Colheita. As obras são opostas ao
fruto do Espírito Santo qu e deverá ser desenv olvido nas vid as dos crentes.

FORÇAS PODEROSAS DO MAL

O m un do e a carn e são com bin ados por Sa tan ás e seus dem ônios para guerrear
con tra os crentes. Estas são as forças espirituais do mal. Nas lições seguintes você
aprenderá as estratégias da guerra espiritual para combater as poderosas forças
espiritu ais do m al.
INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. O que se entende pela palavra “carne” segundo ela é usada nesta lição?
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3. O que se entende pela palavra “mund o” conforme é usada nesta lição?


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4. Quem é o príncipe deste mun do?


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5. Res um a as ca racterísticas d o presen te sistem a m und ial.


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6. Qu al é a raz ão pa ra a con dição pecam inosa do sistem a m und ial atu al?
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7. Qual é a a titude do m und o para com os crentes?


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8. O que se entende p or “paixão da ca rne”?


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9. Como se desenvolve a paixão?


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10. O que acontece se você não controla a paixão?


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11. Dê um a referência bíblica que identifique as obras da carne.
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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo neste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Estude adicionalmente sobre as obras da carne em Gálatas 5.19-21.

2. Contraste estas obras malignas com o fruto do Espírito em Gálatas 6.22-23.

3. Leia João 1.1-15 e capítulo 3. Observe o grande am or de Deus pelo mundo apesar
de sua condição pecaminosa e carnal. O que Deus fez para demonstrar Seu am or?
Qual foi a resposta do mun do?

4. Estude adicionalmente sobre a tentação.

n Satanás é chamado de “o tentador”: Mateus 4.3; 1 Tessalonicenses 3.15.


n Deus não tenta aos homens a fazer o mal: Tiago 1.13-14.
n Você é tenta do p or:
o Hom ens: Mateu s 16:1; 1 9:3; 22 :35; M arcos 8:11; 1 0:2; Lucas 11:16;
João 8:6.
o Satanás: Mateus 4:1; Marcos 1:13; Lucas 4:2; 1 Coríntios 7:5.
o Suas paixões: Tiago 1:13-14.
o Riquezas: 1 Timóteo 6:9.
n Você tem que orar para nã o cai r em tentação: Mateus 26:41; Lucas 11:4;
Marcos 14:38; 22:46.
n Jesus foi tentado, porém não pecou: Hebreus 2.18; 4.15.
n Você é abençoado se você resiste à tentação: Tiago 1.12.
n Deus pode livra r você da tentação: Hebreus 4.15; 2 Pedro 2.9; 1 Coríntios
10.13.
n A tentação traz pesa r (Tiago 1.2), porém você deve con siderar cada tentaçã o
um a alegria (1 Ped ro 1.6).

5. Você está experimentando paixão que o tem levado à tentação e depois ao


pecado? Siga a estratégia de 1 João 1.8-9.

6. É dentro do co ntexto d a de scriçã o da guerra en tre o Es pírito Santo e a carne que


Pau lo identifica as obras da carne que batalham dentro dos crentes. Ver Gálatas
5.16-26.
Capítulo Oito

A ESTRATÉGIA DO INIMIGO

O B J ET IV O S :

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Resum ir a estratégia do inim igo em relação a Deu s.
n Resum ir a estratégia do inim igo em relação às nações.
n Resum ir a estratégia do inim igo em relação aos não cren tes.
n Resum ir a estratégia do inim igo em relação aos crentes.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda


em derredor, co m o leão q ue rug e proc urand o algué m para
devo rar; resisti-lhe firm es n a fé, certos de que sofrimentos
igu ais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade
espalhada pe lo mun do” (1 P edro 5.8-9).

INTRODUÇÃO

Esta lição apre senta uma visão geral das estratégias de nosso inimigo, Satanás. Na
p ró xim a lição, você terá um pan orama do “Plano de Batalha” de Deu s. Nas lições
posteriores, depois qu e você tenha sido arm ado com suas a rm as espirituais, dar-se-
lhe-ão ma is contra-estratégias específicas para ven cer todos os planos m alignos d o
inimigo. Porém , prim eiro você n ecessita enten der a estra tégia g eral d o in im igo em
relação a Deu s, as nações, não crentes, e os crentes.

O INIMIGO E DEUS

O pecado original de Satanás foi o que ele qu eria ser como Deus, de tal maneira que
seu poder e atividades atuais estão dirigidos primordialmente contra Deus. Todas as
suas outras atividades e sua própria natureza são vistas como ramificações de sua
am bição rebeld e origin al.

Por exemplo, o ataque d e Sa tan ás so bre o prim eiro h om em e a prim eira m ulh er,
Adão e Eva, foi realm ente u m ataq ue ao caráter e ao con trole de D eus (v er Gên esis
3.1-5). Sata nás ta m bém indu ziu C aiu a assassin ar a Ab el em oposiç ão a Deu s (ver 1
João 3.10-12 ). Você pode estudar cada ataque de Satanás registrado nas Escrituras
e você descobrirá que é um ataque contra Deus e Suas atividades e natureza.

Satanás está em oposição direta a Deus em cada atividade e característica da


natu reza. Por e xem plo, Deus é am or enqua nto Satan ás é odioso e prom ove o ódio (1
João 3.7-15). Deus é vida e cria vida enquanto qu e Satanás promove a m orte e a
destruição (Heb reus 2.14).

Satanás não so m ente se opõe a Deu s e Su a na tureza , se não q ue tam bém se opõe
ao programa de Deus. Nega a existência de Deus (Salmos 14.1-3), promove
mentiras (Efésios 2.2; 2 Tessalonicen ses 2.8-11); e está por trás de falsas religiões,
o oculto, e cultos com falsas do utrinas e práticas. O sistem a religioso de Satanás
resulta em falsos mestres, profetas, e “cristos”. Você estuda rá ma is sobre isso
depois, qua ndo estud ar “Forças Espirituais do M al nas Reg iões Celestes”.

Satanás a lca nça rá o clím ax de sua rebelião contra Deus e Seus planos durante o
tempo da “Batalha Final” abordada no último capítulo deste curso. Ao final, Sataná s e
suas hostes de poderes demoníacos serão colocados sob o controle do Deus único e
verdadeiro.

O INIMIGO E AS NAÇÕES

Satanás é cham ado de o “d eus deste século” o qual inclui os homens que não são
crentes e os anjo s demoníacos (2 Coríntios 4.4). Ele ofereceu a Jesus as nações
dura nte a tentação de Cristo, e nosso Senhor não disputou a legitimidade da oferta.
Ele simp lesmen te resistiu a rebelar-se contra Deus ao submeter-se à maneira de
Satan ás para obter gov erno (Ma teus 4.8-10 ).

Satanás usa seus demônios para influenciar e enganar as nações, guiando aos líderes
e ao povo longe de Deus. Esta é a razão pela qual há ditadores cruéis e sistemas
políticos não sa ntos em mu itas na ções. Tam bém explica as gu erras e div isões entre
as nações.

Satanás influen cia esp ecialm ente os líderes con tra a Igreja e o povo escolhido de
Deus, Israel. Também opera mediante governos para evitar a difusão do evangelho.

Du rante o período da tribula ção Satan ás dirigirá os assuntos de um grupo de dez


nações mediante o Anticristo. Depois da segunda vinda de Cristo, Satanás será atado
por mil anos “para q ue n ão m ais engane as nações” (Apocalipse 20.3). Depois de sua
liberação, ele enganará as naçõ es u m a última vez para reuni-las contra Jerusalém e
con tra Deus (Apocalipse 20.7-10). Porém, no final, cada rein o d a terra e a té m esm o
o reino de Satanás se tornarão os Reinos de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

O INIMIGO E OS NÃO CRENTES

O inimigo tem um a poderosa estratégia operando contra os não crentes. Cega suas
men tes ao Evangelho (2 Coríntios 4.3-4) e arrebata a verdade do Evangelho quando
o escutam de ta l maneira que nenh um a reposta ocorra (Lucas 8.12). Com o
conseqüência, o evangelho parece tolo e irrelevante àqueles que estão perdidos em
pecado (1 Coríntios 1.18).

Satanás também laça os não crentes em falsas religiões (1 Timóteo 4.1-3) e os leva
a cam inha r conform e o “curso do m und o”, o qu al é a filosofia do sé culo . Tal filosofia
pode varia de geração em geração e de cultura a cu ltura , porém é sem pre
antropocên trica e promovedora da criatura em lugar de ser teocêntrica. Satanás está
consta ntem ente semeand o as sementes da rebelião (pecado) nos corações e mentes
dos não crentes.
Um dos propósitos do Espírito Santo é batalhar contra Satanás pelas almas dos não
crentes. O Espírito Santo opera para red arg üir aos homens e mulheres de sua
pecam inosa rebelião con tra Deus (João 16.7-11 ).

O INIMIGO E OS CRENTES

Quando você aceita a Jesus Cristo como Salvad or, certamente não sign ifica que a
batalha terminou! Você tem ganh ado um a confrontação maior quando você é salvo,
porém na realidade, sua intensa batalha só começou.

Você aprende rá mu itas estratégias específicas de Satan ás na m edida em que você


continua estudando este curso e se arma com suas armas espirituais e as mobiliza
para entrar no território inimigo. Porém, todos estes ataques podem ser resumidos
em quatro áreas principais. Na vida de um crente Satanás ataca:

A PALAVRA DE DEUS:

Satanás o levará a questionar a Palavra de Deus e a acrescentar, diminuir ou


distorcer as Escrituras. Relemb re que estas coisas estiveram presentes na m esm a
tentação de Eva. É por isso que é importante estudar e entender a Palavra de Deus
de tal m aneira qu e você não será en gana do por estes ataqu es.

S U A A DO RAÇ Ã O :

A rebelião origina l de Sa taná s inclu ía seu desejo d e ser ado rado, p elo qu al,
especialm ente, ele faz da adoração dos crentes um de seus alvos. Ele tratará de
impedir que você o adore ou ele lhe guiará a uma falsa ou carnal adoração.

SEU CAMINHAR COM DEUS:

Satanás ataca seu caminhar pessoal com Deus. Ele lhe acusa e calunia, tenta-lhe
para você comprometer-se com as obras da carn e, pa ra estar ocupado com o mundo
e para co nfiar em sua p rópria e h um ana sabed oria e força. Se Satanás puder ganhar
território em seu ca m inha r pessoa l com D eus, será mais fácil para ele derrotá-lo em
sua próx im a áre a qu e é...

SEU TRABALHO PARA DEUS:

Satanás também ataca seu trabalho para Deus. Ele tratará de dissuadir-lh e a faz er a
vontade de Deus m ediante a perseguição, o desa stre, o de sân im o, falta de oraçã o, e
pelo estar ocupado com as coisas do mun do. Satanás também trata de afetar seu
trabalho para Deus infiltrando-se na igreja com falsos mestres e discípulos (2
Coríntios 11.13 -15; 2 Ped ro 2.1-19; M ateus 13 .38-39).

Enq uan to Deus semeia a boa semente através de seu ministério, o inimigo semeia o
joio, que são os “filhos do m align o”. Ele prom ove a d ivisão d entro d o corpo de Cristo
tratando de afetar o operar de Deus e Seus propósitos em sua vida e m inistério.

ENTÃO... O QUE VOCÊ PODE FAZER?

As estratégias d e Satanás certamente são variadas e poderosas na medida em que


opera contra D eus, as nações, os nã o crentes, e os crentes.
Tendo passado as quatro últimas lições estudando o inimigo, as forças espirituais do
m al, o território e a estratégia do inim igo, você pode estar um pouco assombrado a
estas alturas. Porém, como você aprenderá no próximo capítulo, Deus tem um “plano
de batalha” mu ito maior e mais poderoso do que qualquer projeto do inimigo.

Ag ora você está pronto para estudar o plano e depois se armar com suas armas
espirituais e mobilizar-se para a batalha.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Resum a a estratégia do inim igo em relação a Deu s.


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3. Resum e a estratégia do inim igo em relação às nações.


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4. Resum a a estratégia do inim igo em relação aos não cren tes.


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5. Resum a a estratégia do inim igo em relação aos crentes.


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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Ana lise a nação na qual você vive. Quais estratégias do inimigo você vê em
operação em sua nação?

2. Analise os nã o crente s ao seu redor pelos quais você está orando. O inimigo tem
cegado seus olhos ao evangelho? Ele está roubando a m ensagem o Evangelho
apresentado a eles? Estão send o do utrin ados em falsas religiões? Estão eles vivendo
no “curso deste mundo” e em seu estilo de vida? Torne estes assuntos em temas de
oração.

3. Leve em consideração a s quatro acusa ções de Sata nás:


n Acusa a Deus diante do crente: Gênesis 3.1-5.
n Acusa o crente diante de Deus: Jó 1-2; Apocalipse 12.9-10.
n Acusa o crente diante de sua própria consciência: Jeremias 31.34; Rom anos
8.33-39.
n Acusa o crente mediante outros crentes: Mateus 16.13-23; Romanos 8.33-39.

4. Pense em sua própria vida. No espaço propo rcio na do a ba ix o, a na lise co mo


Satanás tem lhe atacado em relação à Palavra de Deus, sua adoração, seu caminhar
com Deus, ou su a obra para com Deus.

A Palavra de Deus:
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Adoração a Deus:
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Cam inhar com Deus:


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Obra para Deus:


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Nas segu inte s liçõe s voc ê ap rend erá es tratég ias específicas pa ra ganhar batalhas em
cada u ma destas áreas.
Capítulo Nove

O PLANO DE DEUS PARA A BATALHA

O B J ET IV O S :

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Identificar o propósito de Deu s.
n Identificar o propósito pelo qual Jesus veio ao mun do.
n Explic ar os seu s pon tos do p lano de ba talha da g uerra esp iritual.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Aque le que pratica o pecado procede do diabo, porque o


diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou
o Filho de Deu s: para destruir as obras do diabo” (1 Jo ão 3.8).

INTRODUÇÃO

Este capítu lo apres enta a bata lha b ásica d a gu erra espiritu al. É um a estratégia que
descansa no entendimento dos propósitos de nossa guerra e está baseada na
com unicaçã o com nosso Com anda nte pela oração, jejum e a Palavra escrita de De us.

Quando você não entende os propósitos e planos de Deus, você po de ser m uito
tentado a se desanimar nos conflitos da vida. Esta é a razão por que m uitos dos
soldados cristãos fracassam na guerra: não entendem o propósito divino por trás da
batalha:

“Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os;


porque, se este co nse lh o o u e sta o bra v em de hom ens,
perecerá; m as, se é d e De us, não pod ereis destru í-los, para
que não s ejais, porven tura, achado s luta nd o con tra D eu s. E
concord aram com ele” (Atos 5.38-39 ).

O PROPÓSITO DA GUERRA

Desde o início do tempo, cada uma das batalhas naturais que têm sido travadas
sem pre teve um propó sito pelo qua l vieram a existir. Antes que examinemos o plano
de Deu s pa ra a b atalha , é im portante qu e en tendam os o p ropó sito d a gu erra
espiritual. Isto en volv e en tender o s propós itos d e De us o Pai e de Je sus Cristo , o
Filho.

O PROPÓSITO DE DEUS:

É o p ropó sito d e De us q ue...


“De fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos
tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra”
(Efésios 1.10).

Desde o início do tempo, Sataná s tem pele jado co ntra o cu m prim ento d este
propósito. Sua própria guerra no mund o espiritual está relacionada com este
propó sito de D eus . Satanás co m bate pa ra atra ir seu coração, m ente, esp írito, e alm a
a ele ao invés do Senhor Jesus Cristo.

Deus opera em você para cum prir Seu propósito:

“Porque Deu s é qu em efetua e m vós tan to o querer como o


realizar, segund o a sua bo a vontade ” (Filipenses 2 .13).

Deus também opera através de sua vida para cum prir Seus propósitos:

“Nem ofereçais cada um os m emb ros do seu corpo ao pecado,


c om o instrum entos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus,
c om o ressurretos dentre o s m orto s, e o s vo sso s m em bro s, a
Deus, com o instrume ntos de justiça” (Rom anos 6.13 ).

Quando você se dá a si mesmo para tornar-se um “instrume nto de justiça” de D eus,


coloca sua v ida e m inistério em ha rmonia com Seus propósitos e planos. Ao fazer
isso, você se converte em um alvo do inim igo de De us, Satan ás.

O PROPÓSITO DE JESUS:

Jesus disse:

“A qu ele que pratica o pecado procede do diabo, porque o


diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou
o Filho de Deu s: para destruir as obras do diabo” (1 Jo ão 3.8).

A razão pela qu al Jesus veio ao m und o foi destruir as obras de Sataná s. Isto
imediatam ente o colocou em oposição ao inimigo:

“O ladrão ve m som en te p ara rou ba r, m ata r e d estru ir; eu vim


para que tenham vida e a tenham em abundância” (João
10.10).

Desde o princípio de Seu ministério terreno, Jesus se dedicou à destruição das obras
de Sata nás:

n Revelou o jugo do p ecado (João 8.34).


n Perdoou os p ecados (M ateus 9.1-8 ; Marcos 2.1-1 2, 17; Luca s 4.17-32 ).
n Enfatizou a condição do coração ao invés do engano da aparência exterior
(Mateu s 15.16-2 0; Ma rcos 7.20-23; Lu cas 6.45; 11 .39).
n Curou o enfermo (M ateus 11 .5).
n Levantou pessoas de entre os m ortos (Marcos 5.35-43; Lucas 8.49-56; João
11).
n Livrou as pessoas d os poderes dem oníacos (M ateus 8.16 ).
Em resum o, destruiu as obras de S atanás n os corações, alma s, mentes, e corpos de
hom ens e m ulheres:

“ O s cegos vêem , os coxos andam, os leprosos são purificados,


os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres
está sendo pregado o evang elho” (Ma teus 11.5).

Jesus não somen te destruiu as obras de Satanás, Ele também expulsou as


estratégias enganosas do inimigo:

n Ensinou que os enganos de Satanás se aumentariam durante os últimos dias


na terra (Mateu s 24 a 25 ; Marcos 13 ; Lucas 17 .22-37; 2 1.8-36).
n Advertiu sob re Sataná s que era capa z de destruir a alm a (Ma teus 10.28 ).
n Falou sobre a necessida de d e ata r ao h om em forte (S atanás) an tes d e tirar-
lhe seus ben s (Mateu s 12.26-3 0; Ma rcos 3.23-27; Lu cas 11.17 -24).
n Revelou com o Sa taná s trata de evitar que a Palavra de Deus seja efetiva nos
corações dos hom ens e m ulheres (M ateus 13 .38; Ma rcos 4.15; Lucas 8 .12).
n Repreendeu aqu eles que nã o eram corretos com De us com o sendo d o “vosso
Pai, o diabo” (João 8 .44-47).
n Revelou a Satan ás com o o “príncipe deste m und o” (João 14.30 ).

A GRANDE DIVISÃO

Ainda que Jesus tenha vindo pa ra trazer a paz de Deus (João 14.27; Filipenses 4.7) e
a paz com Deus (Rom anos 5.1), sua vinda também trouxe divisão:

“Não pen seis que vim trazer pa z à terra; nã o v im trazer paz,


mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu
pa i; entre a filha e sua mãe e entre a no ra e sua sog ra. A ssim ,
os inimigos do homem serão os da sua própria casa” (Mateus
10.34-36 ).

Jesus dividiu a todos os homens em dois campos de batalha. Não é possível ser
neutro:

“Ninguém pod e servir a dois senhores; porque ou há de


aborre cer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e
desp rezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”
(Mateu s 6.24).

“ Q uem não é por mim é contra mim; e quem comigo não


ajunta espalha” (Luc as 11.23).

Jesus falou d esta gra nde divisã o na h istória do s dois cam inho s, um que era estreito e
outro que era largo. Advertiu sobre o engano do caminho largo de Satanás, no qual
mu itos entram por ele (Mateus 7.13-14). Mediante a história do rico e Lázaro (Lucas
16.19-3 1), Jesus removeu o véu entre a vida e a morte. Ele permitiu que os homens
vissem o resultado final de escolher o caminh o errado.

Devido ao fato Dele ter expulsado e destruído as obras do diabo, Jesus esteve sob
ataque durante toda a Sua vida terrena. O inimigo constantemente tratou de destruí-
lo ou de evitar que Ele cumprisse a missão para a qual Ele veio ao mundo. No
m om ento em qu e nasceu, houve o primeiro atentado contra Sua vida. Durante Seu
m inistério público houve diferentes conspirações contra a Sua vida e ao m enos um
atentado que foi abortado. Ele encontrou a oposição dos poderes demoníacos, dos
líderes religiosos, Seus próprios seguid ores e Sataná s.

Quando você alinha com o plano e propósitos de Jesus ao aceitá-lo como Seu
Sa lvad or, você se torna parte do exército que guerreia contra Satanás. Os propósitos
de Jesus se convertem em seus propósitos e isso lhe coloca em um a posição tática
de direta oposição ao inimigo.

O P LAN O DE BA T ALHA

Existem m uita s estra tégias b íblic as d iferen tes q ue p ode m ser us adas n a gu erra
espiritu al, porém o plano básico de batalha para os crentes é revelado ao observar
co mo Jesus tratou com o inimigo. O plano básico de batalha para a guerra espiritual
está baseado em seis pontos principais. Estes são:

n A Palavra d e Deus.
n Delegação de poder e autoridade.
n Oração
n Jeju m .
n As chaves do Reino.
n O Nom e de Jesus.

A PALAVRA DE DEUS

U m a confrontação direta entre Jesus e Sataná s veio durante um período especial de


tentação pelo inim igo. Neste encon tro, uma d as porções principais de nosso plano de
batalha espiritual foi revelada. Antes de proce der com esta lição, leia os registros da
tentação em Mateus 4.1-11; Marcos 1:12-13, e Lucas 4:1-13.

Prim eiro Satanás tratou de convencer a Jesus que con verte sse p edra s em pão . O
pode de Jesus que converteu água em vinho seg uramente poderia ter convertido
pedras em pão. Porém, fazer isso nesta situação teria sido atua r indep end entem ente
de D eus e u sar Seu pode r para o b enefício p essoal.

Dep ois Satanás tratou de fazer com que Jesus se lançasse do pináculo do Tempo.
Con side re que Satanás disse “Lança-te”. Satanás não podia lançá-lo, porque o poder
de Satanás é limitado.

Satanás pode persuadir-lhe a pecar, porém ele não pod e obrigá-lo. Com o você
aprendeu, cada ho me m é ten tado qu ando é atraído por seus próprios desejo s. Ele
não é forçado, ma sim seduzido. Nesta tentação, Satanás usou a Palavra de Deus
para fundamentar seu apelo, porém, nã o a aplicou corretam ente (Ma teus 4.6).
Aplicação errônea da Palavra de Deus é uma das e stratégias fundamentais de
Satan ás.

Nas duas primeiras tentações Satanás disse “Se você é o Filho de Deus”, faça estas
coisas. Se Jesus tivesse obedecido, isso teria sido o mesmo que admitir que a
confirmação da p arte do P ai de q ue Ele Seu Filho e ra inad equ ada . Deu s já ha via
falado desde o céu confirmando esta relação (Mateus 3.17). Satanás sem pre
centraliza seus ataqu es em su a relação com Deus. A ten tação final foi uma intenção
de receber adoração. Em resposta, Satanás entregaria a Jesus todos os reinos do
mu ndo.
Nestas três situações de tentação você pode ver as forças do mal do mu ndo, carne e
diabo batalhando contra Jesus. Jesus confrontou as tentações de Satanás com a
Pala vra de D eus . A Bí blia é um a arm a esp iritua l m uito im portante é parte da
arm adura de Deus que você estudará depois. É chamado de “a espada do Espírito”. A
Palavra de D eus é o único ma nua l divin am ente in spirad o para a gu erra espiritu al.
Outros livros são úteis somente na medida em que estã o em harm onia com a Pa lavra
de Deu s.

Ao confrontar as tentações de Satanás, Jesus usou a Palavra de Deus. Jesus citou


Escrituras específica s aplicá veis à b atalh a im ediata . Não cito u passagens de
cronolo gia ou história do Antigo Testamen to. Jesus disse “está escrito...”. Quando
você usa Escrituras específicas, assegure-se que elas estão em equ ilíbrio com o resto
da Palavra de D eus. Devem ser vistas em se con texto e aplicadas em h armonia com
a totalidade d a Palavra revelad a de De us.

Com vistas a usar a Palavra de Deus efetivamente na guerra espiritual, você deve
reconhecer a Palavra de Deus. Deve estudar, meditar, e memorizá-la. Muitas
derrotas na vida vêm porque n ão conh ecem os a Palavra de Deus:

“Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras


nem o pode r de Deu s” (Mateu s 22.29).

A Palavra d e De us é nos so m anual de g uerra e reve la o p lan o esp iritua l de D eus para
a batalha.

PODER E AUTORIDADE DELEGADA

A segunda parte do plano de batalha está baseada no poder e autoridade sob re


Satan ás que foram delegad as por Jesus a Se us seguid ores:

“Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade


sobre todos os demô nios, e para efetuarem curas” (Lucas
9.1).

Autoridade e poder são du as coisas diferen tes. Con sidere o e xem plo de um policial.
Ele tem um a insíg nia e um uniforme que são símbolos de sua autoridade. Sua
autoridade vem por cau sa de su a pos ição n o gov erno. Po rém , visto que nem todas as
pessoas respe itam essa aut oridade, o policial tamb ém tem uma arma. A arma é seu
pod er.

Sua autoridade sobre o inimigo vem mediante Jesu s C risto e su a p osiçã o N ele co mo
crente. Seu poder sobre o inimigo vem m ediante o Espírito Santo:

“E is que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei,


pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder”
(Lu cas 24 .49 ).

C om o o policial, você deve ter tanto autoridade como poder para se efetivo. Alguns
crentes recebem autorid ade m edian te a exp eriência do no vo na scim ento e sua
posição em Cristo, porém nunca seguem adiante para receber o poder do Espírito
Santo, o qual tem que ser combinado com a autoridade para uma guerra efetiva.

O poder que Jesus deu é poder para propósitos específicos. Estes incluem:
P O D ER S O BRE O IN IMI GO :

“Tendo Jesus c onv ocad o os d oze, d eu-lhes pod er e autoridade


sobre todos os dem ônios, e para efetuarem curas” (Lucas
9.1).

PODER SOBRE O PECADO:

“E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei


o Espírito Santo. Se de alguns perd oardes os pecados, são-
lhes pe rdo ados; s e lho s retive rde s, sã o re tido s” ( Joã o 2 0.2 2-
23).

P O D ER P ARA ES T EN D E R O E V AN G E LHO :

“Mas rec eb ere is po de r, ao descer sob re v ós o Esp írito S anto, e


sereis m in ha s te ste m unhas tanto em Jerusalém com o em
toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos
1.8).

ORAÇÃO

Oração é a terceira p arte do p lano básico de ba talha . Aqu i está uma referência
detalhada para ajudá-lo no estudo sobre a oração:

A D EF IN IÇ ÃO DE O RAÇ Ã O :

A oração é comunhão com Deus. Assume diferentes formas, porém basicam ente
ocorr e quando u m hom em fala com D eus e Deus fala com o hom em. A oração é
descrita como:

n Invocação do nome do Senhor: Gênesis 12.8.


n Clamor a Deus: Salmos 27.7; 34.6.
n Aproximar-se de Deus: Salmos 73.28; Hebreus 10.22.
n Buscar: Salmos 5.3.
n Elevar a alma: Salmos 25.1.
n Elevar o coração: Lamentações 3.41.
n Derramar o coração: Salmos 62.8.
n Derramar a alma: 1 Samuel 1.15.
n Chamar o céu: 2 Crônicas 32.20.
n Suplicar ao Senhor: Êxodo 32.11.
n Buscar a Deus: Jó 8.5.
n Buscar o rosto do Senhor: Salmos 27.8.
n Fazer súplicas: Jó 8.5; Jeremias 36.7.

A VIDA DE ORAÇÃO DE JESUS:

A oração foi um a estratégia im portante do S enhor Jesus:

Jesus fez da oração uma prioridade:

n Orou em qualquer momento do dia ou da noite: Lucas 6.12-13.


n Teve prioridade sobre o comer: João 4.31-32.
n Teve prioridade sobre os negócios: João 4.31-32.

A o raç ão acom pa nh ou cada ev en to de im po rtânc ia:

n Em Seu batismo: Lucas 3.21-22.


n Durante sua primeira viagem m inisterial: Marcos 1.35; Lucas 5.16.
n Antes da escolha dos discípulos: Lucas 6.12-13.
n Antes e depois da alim entação dos 5.000: Mateus 14.19, 23; Marcos 6.41,
46; João 6.11, 14-15.
n Depois da alimentação dos 4.000: Mateus 15.36; Marcos 8.6, 7.
n Antes da confissão de Pedro: Lucas 9.18.
n Antes da transfiguração: Lucas 9.28, 29.
n Ao regresso dos 70: Mateus 11.25; Lucas 10.21.
n Na tumba de Lázaro: João 11.41-42.
n Na bênção das crianças: Mateus 19.13.
n À chegada de certos gregos: João 12.27-28.
n Diante da hora de Sua maior angústia: Mateus 26.26-27; Marcos 14.22-23;
Lucas 22.17-19.
n Por Pedro: Lucas 22.32.
n Pela vinda do Espírito Santo: João 14.1-6.
n No caminho a Emaús: Lucas 24.30-31.
n Antes de Sua ascensão: Lucas 24,50-53.
n Por Seus seguidores: João 17.
n A oração que Jesus ensinou está registrada em Mateus 6.9-13.

TIP OS DE O RA ÇÃ O :

Pau lo exorta aos crentes a orar sem pre co m “toda ora ção” (Efés ios 6 .18). Ou tra
tradução da Bíblia diz “orando com todo tipo de oração” (tradução Goodsee d). Isto se
refere aos vários níveis e tipos de oração.

Níveis de oração:

Há três níveis de in tensida de n a ora ção: ped ir, bu scar e bater:

“P ed i, e dar-se-vos-á; b uscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-


á. Po is tod o o qu e p ed e re ceb e; o qu e b usc a en contra ; e, a
quem bate, abrir-se-lhe-á” (M ateus 7.7-8).

Pedir é o primeiro nível de oração. É sim plesm ente apresen tar um pedido a Deus e
receb er um a resp osta im edia ta. Pa ra rece ber, a con diçã o é pedir:

“Cobiç ais e n ad a te nd es; m ata is, e inv eja is, e na da po de is


obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque
não pe dis” (Tiago 4.2).

Temos a poderosa arma espiritual da oração, porém mu itos não a usam. Eles não
pedem , e por causa disso não recebem.

Buscar é um nível m ais p rofun do d e oração. Este é o nív el de oração no qual as


repostas não sã o tão im ediatas como no nível de pedir. Os 120 se reuniram no
cená culo onde “continuaram” em oração com o um exemplo de buscar. Estes homens
e mulheres buscavam o cumprimento da promessa do Espírito Santo e continuaram
“buscan do” até que a resposta veio (Atos 1-2 ).

Bater é um nível a ind a m ais profundo. É oração persistente quando as respostas


atrasam a chegar. É ilustrado pela parábola de Jesus contada em Lucas 11.5-10. O
nível de b ater é o nív el m ais in tenso da gu erra esp iritual em oração . É ilustrad o pela
persistên cia de Daniel que continuou batend o apesar do fato de não ver resultados
visíveis, já que Satan ás imp edia a resposta d e Deus (D aniel 10).

Tipos De Oração:

Há vário s tipo s de o raçã o ilustrados no modelo de oração dado pelo Senhor (Mateus
6.9-13). Os tipos de oração incluem:

1. Ado ração e Louv or:

Você entra na presença de Deus com louvor e adoração:

“Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus


átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe
o nom e” (Salm os 100 .4).

Adoração é render honra e devoção. Louvor é ação de graças e uma declaração de


gratidão não som ente pelo qu e Deus tem feito, mas tam bém por quem Ele é. Você
deve adorar a Deus em espírito e em verdade:

“Mas v em a hora e já chegou, em que os verdadeiros


adoradores adora rão o P ai em esp írito e em verda de ; porque
são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é
espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em
espírito e em verda de” (João 4.23-24).

O lo uvo r e ad oração p ode m ser:

Com Cânticos: Salmos 9.2, 11; 40.3; Marcos 14.26.


Com Louvor Audível: Salmos 103.1.
Com Gritos: Salmos 47.1.
Com Instrumentos musicais: Salmos 150.3-5.
De Pé: 2 Crônicas 20.19.
Prostrado: Salmos 95.6.
Ajoelhado: Salmos 95.6.
Deitad o: S alm os 149 .5

O g uerre iro de Deu s no m un do e spirit ual é m ostra do a ssim ...

“Nos seus láb ios estejam os altos louvores de Deus, nas suas
mã os, espada de dois gum es” (Salm os 149 .6).

2. Comprom isso

Esta é a oração comprometendo sua vida e vontade a Deus. Inclui orações de


consagração e dedicação.
3. Petição:

As oraçõ es de petiç ão sã o pe did os. Os ped idos devem ser feitos segundo a vontade
de Deus revelada em Sua Palavra escrita. As petições podem estar no nível de pedir ,
buscar ou bater. Súp lica é outra palavra pa ra este tipo de oração. A pala vra súplica
“imp lorar a Deus ou apelar ardentem ente a Ele por cau sa de um a necessidad e”.

3. Arrependimento e confissão:

Um a oração de confissão é arrepender-se e pedir perdão pelo pecado:

“Se confessarmos os no ssos p ecad os, ele é fiel e justo p ara


nos perdoar os pecado s e nos pu rificar de toda injustiça” (1
João 1.9).

4. Intercessão:

Intercessão é oraç ão p or ou tros. U m intercessor é a qu ele q ue to m a o lu gar de outro


ou pede pelo caso de outro. A Bíblia registra que em um tempo Deus olhou a terra e
viu que nã o ha via in terces sor:

“V iu que não havia ajudador algum e maravilhou-se de que


não hou vesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço
lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve”
(Isaías 59.16).

Quando Deus viu que não havia intercessor, Ele supriu a necessidade. Ele enviou
Jesus:

“Po rquan to há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os


hom ens, Cristo Jesus, hom em ” (1 Tim óteo 2.5).

“Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes,


quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também
intercede por nó s” (Rom anos 8.34 ).

“Por isso, também pode salvar totalme nte os que por ele se
chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”
(Heb reus 7.25).

“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não


pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temo s Advogado junto ao
Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2.1).

Um advo gad o em um a corte de justiça é um assistente legal ou um conselheiro que


pede pela causa de outro. A intercessão na guerra espiritual é orar a Deus a favor de
outra pessoa. Algumas vezes está intercessão é com entendim ento. Você intercede
em sua própria língua nativa:

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas,


orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os
hom ens, em favor dos reis e de todos os que se acham
investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e
ma nsa, com toda piedade e respeito” (1 Tim óteo 2.1-2).

Em outras ocasiões, a intercessão é feita pelo Espírito Santo. Pode ser com gemidos
resultantes de uma pesada carga espiritual. Pode ser em um a língua desconhecida.
Pode ser intercessão por outro ou o Espírito Santo intercedendo por você. Quando
isto acontece, o Espírito Santo fala por m eio de você orand o diretam ente a De us e
segundo a vontade de D eus. Você não entende este tipo de intercessão:

“Também o E spírito, se m elh antemente, nos assiste em nossa


fraqueza; porque não sabem os orar como convém , mas o
m esm o Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos
inexprimíveis” (Rom anos 8.26 ).

Este é o nível mais profundo de oração intercessora e o m ais efetivo na g uerra


espiritu al.

O M O D E LO D E O RA Ç ÃO :

Du rante o ministério terreno de Jesus Seus discípulos uma vez vieram a Ele com um
pedido interessante:

“De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando


terminou, um do s se us d iscíp ulo s lhe pe diu : Senhor, ensina-
nos a orar como também João en sinou aos seus discípulos”
(Lucas 11 .1).

Os discípulos não perguntaram sobre como pregar ou realizar milagres. Não


buscaram lições sobre como construir relações mais duradouras. Não inquiriram
sob re a cu ra física . Ped iram que Ele lhes ensina sse a orar.

O que produziu este desejo? Foi o efeito visível da oração na vida e ministério de
Jesus. Os discípulos havia m presencia do os p oderos os resulta dos d esta estra tégia
espiritual em ação.

Leia o modelo de oração e observe os vários tipos de oração que temos discutido:

Pai nosso, que estás nos céus, santificado Louvor e adoração


seja o teu nom e; ve nh a o teu rein o.
Faç a-se a tua von tad e ass im na te rra Com promisso.
com o no céu.
O p ão n osso de ca da dia, dá-nos hoje . Petição.
E perdoa-nos nossas dívidas, como Confissão e intercessão.
também nós perdoamos a nossos
dev edo res.
E não nos deixes cair em tentação, mas Petição.
livrá-no s do m al.
Pois teu é o rein o, o po der e a gló ria para Louvor e adoração.
sem pre. Am ém ! (Mateus 6 .9-13).

COMO ORAR:
Procu re cada um a das segu intes referências em su a Bíblia pa ra aprender como deve
orar:
n A oração é para ser feita a Deus: Salmos 5.2.
n A vã repetição está proibida, porém a repetição sincera não: Mateus 6.7;
Daniel 6.10; Lucas 11.5-13; 18.1-8.
n Você peca ao negar-se a orar pelos outros: 1 Samuel 12.33.
n Orar com entendimento (em uma língua conhecida): Efésios 6.18.
n Orar no Espírito: Romanos 8.26; Judas 20.
n Orar conforme a vontade de Deus: 1 João 5.14-15.
n Orar em secreto: Mateus 6.6.
n Busca-se ma is qua lidad e do q ue q uan tida de. A oração não é vitoriosa por
causa do “muito falar”: Mateus 6.7.
n Orar sempre: Lucas 21.36; Efésios 6.18.
n Orar continuamente: Romanos 12.12.
n Orar sem cessar: 1 Tessalonicenses 5.17.
n Orar ao Pai em nome de Jesus: João 15.16.
n Com uma atitude atenta: 1 Pedro 4.7.
n Conforme o exemplo do modelo de oração: Mateus 6.9-13.
n Orar com um espírito perdoador: Marcos 11.25.
n Orar com humildade: Mateus 6.7.
n Algumas vezes a oração é acompanhada do jejum: Mateus 17.21.
n Orar fervorosamente: Tiago 5.16; Colossenses 4.12.
n Orar com submissão a Deus: Lucas 22.42.
n Usar as estratégias de atar e desatar em oração: Mateus 16.19.

POR QUE VOCÊ DEVE ORAR:

n Pela paz de Jerusalém: Salmos 112.6.


n Obreiros na colheita: Mateus 9.38.
n Que você não entre em tentação: Lucas 22.40-46.
n Por aqueles que lhe amaldiçoam e vituperam (seus inimigos): Lucas 6.28.
n Por todos os santos: Efésios 6.18.
n O enfermo: Tiago 5.14.
n Uns pelos outros (levando as cargas uns dos outros): Tiago 5.16.
n Por todos os homens, reis e aqueles em autoridade: 1 Timóteo 2.1-4.
n Pelas necessidades diárias: Mateus 6.11.
n Por sabedoria: Tiago 1.5.
n Por cura: Tiago 5.14-15.
n Por perdão: Mateus 6.12.
n Para qu e se fa ça a vontade de Deus e que Seu reino seja estabelecido:
Mateus 6.10.
n Por ajuda na aflição: Tiago 5.13.

ORAR AS PROM ESSAS:

“P ed is e não recebeis, porque pedis ma l, para esbanjardes em


vossos praz eres” (Tiago 4.3).

Deus respo nd e à ora ção con form e as S uas prom essa s. Qu ando v ocê n ão p ede sobre
a base d estas p rom essas, su a oraçã o não é respon dida . É sem elhante à maneira na
qual um pai se relaciona com seus filhos. Nenhum pai se compromete em dar a seus
jovens qualquer coisas que q ueira m ou peçam. Ele deixa clara que fará certas coisas
e não ou tras. Dentro destes limites o pa i responde os pe didos de seu s filhos.
Da me sm a m ane ira é com Deu s. Ele tem dad o prom essas e e las con stituem a base
ap ropriada para a oração. Aprendam os o que Deus tem prom etido e o rem os
conform e as promessas de Deus. Um a man eira de fazer isso é ir pela Bíblia e marcar
todas as promessas que Deus tem feito. Use sua Bíblia na medida em que você ora e
baseie suas oraçõ es sobre estas prom essas.

OBS TÁ C UL O S À O RAÇ ÃO :

n Pecado de qua lquer tipo: Isaías 59:1-2; Salmos 66:18; Isaías 1:15;
Provérbios 28:9.
n Ídolos no coração: Ezequiel 14:1-3.
n Um espírito não perdoador: Marcos 11.25; Mateus 5.23.
n Egoísmo, motivos equivocados: Provérbios 21.13; Tiago 4.3.
n Fome de poder, orações manipuladoras: Tiago 4.2-3.
n Maus tratos da companheira de matrimônio: 1 Pedro 3.7.
n Autojustificação: Lucas 18.10-14.
n Incredulidade: Tiago 1.6-7.
n Não permanecer em Cristo e em Sua Palavra: João 15.7.
n Falta de compaixão: Provérbios 21.13.
n Hipocrisia, orgulho, repetições sem sentido: Mateus 6.5; Jó 35.12-13.
n Por não pedir conforme a vontade de Deus: João 16.24.
n Impedimentos de demônios: Daniel 10.10-13; Efésios 6.12.
n Por não buscar primeiro o Reino: é somente quando você busca o reino de
Deus que se lhe prometem as “outras coisas”: Mateus 6.33.
n Deus tem um propósito maior ao negar seu pedido: 2 Coríntios 12.8-9.
n Quando você n ão sab e orar com o conv ém , a oração é im pedida. É por isso
que é importante permitir ao Espírito Santo orar através de ti: Roma nos
8:26.

QUANDO ORAR:

É im portante aprender a esperar diante do Senhor em oração por Sua direção antes
de ag ir. Porém, é igualmente im portante saber quando não orar. Quando Deus
cham a você à ação, você deve agir, não continuar orando.

Por exem plo, as água s am argas de M ara quan do Mo isés clamou ao senhor, Deus lhe
mostrou exata men te o que fazer para adocicar as águas. Não havia necessidade de
esperar adicionalmente no Senh or em oração. Moisés teria que agir baseando-se no
que Deus h avia revelado. O m esm o aconteceu com Josué quando ele orou por cau sa
da terrível derrota de Israel em Ai. Deus revelou que havia pecado entre o povo de
Israel. E le dis se a Josu é...

“Então, disse o SENHOR a Josué: Levanta-te! Por que estás


prostrado assim sobre o rosto?... Dispõe-te, santifica o
povo...” (Josué 7.10, 12 -13).

Não era tem po de orar. Era tempo de agir na direção dada em oração. Algumas
pessoas usam a oração com o u m a desculpa para evitar comprom eter-se e agir em
função do que deus lhe disse que faria.

Outros con tinu am oran do q uand o Deus já tem respondido, porém não gostam da
resposta. Reve ja a histó ria de B alaã o em Núm eros 22 . Leve em conta especia lm ente
os versículos 18-19. Balaão não tinh a direito de ir a D eus co m o m esm o assu nto
porque D eus lhe ha via proibido claram ente ter algo a ver com ele (veja versículo 12).

JEJUM

O jejum é a quarta parte de nosso plano de bata lha . É com bin ado com oraçã o pa ra
travar u m a gu erra efetiva n o m und o espiritu al.

A D EF IN IÇ ÃO D E J EJ UM :

Jeju m , em sua defin ição m ais sim ples , é nã o com er.

T IP O S D E JE JU M :

De acordo com a Bíblia há dois tipos de jejuns. O jejum total é quando você não
co me ou bebe em absoluto. Um exem plo disto é encontrado em A tos 9.9. O jejum
parcial é o caso de uma dieta restrita. Um exemplo está em Daniel 10.3.

JEJUM P Ú BL IC O E PRIV ADO :

O jejum é um assunto pessoal entre Deus e um indivíduo. É para ser feito em


privado e não é motivo de jactância:

“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os


hipócritas; porque desfiguram o rosto co m o fim de parecer
aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já
receberam a recompensa. Tu, porém, quando jejuares, unge a
cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homen s
que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em
secreto, te recom pensará” (M ateus 6.16-18 ).

Os líderes podem convocar um jejum público e solicitar que a igreja toda jejue:

“Tocai a tro m be ta e m Sião, p romulgai um santo jejum,


proclama i uma asse mb léia solene” (Joel 2.15).

O S PR O PÓ S IT O S D O JE JU M :

Há propósitos espirituais definidos para o jejum. É importante que você entenda isto,
visto que se você jejua pelos motivos equivocados você será ineficaz.

Estude cada uma das seguintes referências relacionadas com os propósitos do jejum.
Revelam o grande poder do jejum na guerra espiritual. Você jejua:

n Para humilhar-se a si mesmo: Salmos 35.13; 69.10.


n Para arrepender-se do pecado: Joel 2.12.
n Por revelação: Daniel 9.2; 3.21-22.
n Para soltar ligaduras de maldade, levantar jugos pesados, liberar os oprimidos
e romper todo o jugo: Isaías 58.6.
n Para alimentar o faminto, tanto física como espiritualmente: Isaías 58:7.
n Para ser escutado por Deus: 2 Samuel 12:16, 22; Jonas 3:5, 10.
O jejum n ão m uda a Deus. Ele m uda a você. Deus se relaciona com v ocê com base
em seu relacionamento com Ele. Quando você muda, então a maneira na qual Deus
trata com você é afeta da. Você nã o jeju a pa ra m ud ar a D eus , porque D eus não
muda. Porém, jejuar muda com o Ele trata com você. Leia o livro de Jonas como um
exemplo de com o isto aconteceu na cidade de Nínive.

D U RA ÇÃ O DO JE JU M :

Qu anto você jejuará depende do que Deus fala dentro de seu espírito. Ele pode guiá-
lo a jejuar por um período curto ou long o. Você se lem bra da história de Esaú e Jacó?
Jacó estava originalm ente fazend o um a com ida para si m esm o, porém n egou-se a si
m esm o para o bter o dire ito de p rimo gen itura. Qu ão m elhor teria sido se Esaú tivesse
jejuado!

AS CHAVES DO REINO

Jesus deu aos crentes as cha ves d o Re ino. Essa s cha ves in clue m o poder p ara a tar e
desatar e elas são a quinta parte de nosso plano básico de batalha:

“ D ar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra


terá sido lig ad o n os céus ; e o qu e d esligares na terra terá sido
desligado nos céu s” (Mateu s 16.19).

Jesus ensinou a importância de atar os espíritos dem oníacos an tes de expulsá -los.
Porém , o princípio de atar (e desa tar) é mais do que lan çar fora os demôn ios. Você
pode atar o poder do inimigo para não operar em sua vida, lar, comu nidade e igreja.
Você pode desatar a homens e mulheres do jugo do pecado, depressão e do
desânimo d o inimigo.

O prin cípio de a tar e d esat ar é u m a im portante estratégia para vencer o poder do


inimigo. É uma chave do Reino de Deus. Em cada situação que você confronta... cada
problema, cada desafio... há uma chave espiritual. Essa chave é o exercício do
princíp io de atar e desatar. Quando você reconhece o que é atar e o que é desatar e
você age com base nisso, o inimigo será derrotado.

O NOME DE JESUS

A parte final do plano básico de batalha se encontra no nome de Jesus. A Palavra de


Deus é para aplicada em Seu nom e; a oração, jejum, nosso poder e autoridade
delegada, e as chaves do reino devem ser usados todos em Seu nom e:

“Se m e p ed irde s algu m a coisa em m eu no m e, e u o farei”


(João 14 .14).

“N aq ue le dia, nada me perguntareis. Em verdade, em verdade


vos digo: se p edirdes a lgum a coisa ao Pai, ele vo-la co nced erá
em me u nom e” (João 16 .23).

“Estes sinais hão de ac om panhar aqueles que crêem: em m eu


nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em
serpentes; e, se algu m a co isa m ortífe ra b eb ere m , não lhes
fará mal; se imp userem as m ãos sobre enfermos, eles ficarão
curados” (M arcos 16.17-1 8).
“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a
autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei
discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pa i,
e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas
as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco
todos os d ias a té à consu m açã o d o sé culo” ( M ate us 2 8.1 8-
20).

Você tem que en sina r, expulsar demônios, curar o enfermo e vencer cada poder do
inimigo m ediante o nome de Jesus. É mais poderoso do que qualqu er outro nome:

“ Ac im a de todo principado, e p ote stade , e pod er, e do m ínio, e


de todo nome que se possa referir, não só no presente século,
ma s tamb ém no vindou ro” (Efésios 1.21).

“P elo que também D eus o exaltou sobrem aneira e lhe deu o


n om e que está acima de todo nome, para que ao nome de
Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da
terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para
glória de Deus P ai” (Filipenses 2.9-11).

UMA ESTRATÉGIA VENCEDORA

Jesus enfrentou ca da tentaçã o do inim igo que nó s enfrenta m os, p orém ELE venceu
estas tentações sem pecar. Visto que Ele entrou na arena da guerra espiritu al, Ele
entende suas batalhas e lhe fortalece:

“Porque não temos sum o sacerdote que não possa


compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado
em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”
(Heb reus 4.15).

Vist o qu e Ele saiu vitorio so, vo cê tam bém pod e ser u m ven cedor:

“Pois, naquilo que ele mesm o sofreu, ten do sido ten tad o, é
podero so para soco rrer os que são ten tados” (H ebreus 2.18 ).

Leia a his tória da m orte e re ssurreiçã o de Jesu s em Ma teus 26 a 28 ; Marcos 14 a 16;


Lucas 22 a 24; João 18 a 2 1. A m orte e ressurreição de Jesus Cristo foi a maior
confrontação qu e já ocorreu entre o poder de S atanás e o p oder de De us.

Med iante a morte de Jesus, Satanás pensou que havia destruído o plan o de D eus. Ele
hav ia matado o único Filho de Deus. Que ele havia destruído o Rei que deveria reinar
sobre o Reino de Deus. Porém, Jesus disse:

“Acaso, pensas que não posso rogar a m e u P ai, e ele me


m an daria neste mom ento mais de doze legiões de anjos?
Como, po is, se cum pririam as Es crituras, se gu nd o a s qua is
assim dev e sucede r?” (Mateu s 26.53-54 ).

“Respondeu Je su s: O m eu reino não é deste mundo. Se o meu


reino fosse deste mu ndo, os meus m inistros se empenhariam
por mim, para que não fosse eu en tregue aos judeus; mas
agora o m eu reino não é daqui” (João 1 8.36).
“Respondeu Jesu s: N en hu m a autorida de ter ias sobre m im , se
de cim a não te fosse d ada; po r isso, quem m e entre gou a ti
ma ior pecado tem ” (João 19 .11).

Jesus não morreu porque Seu poder fosse m enor que o do inimigo. Sua morte não
terminou o plano do Reino de Deus. Não era o tempo para que SEU Reino visível se
estabelecesse no mu ndo.

A morte de Jesus cumpriu o plano de Deu s. Os homens agora podem ser salvos do
jugo do pecado e da pen a da “segu nda m orte” (separação eterna de Deus p or causa
do pecad o).

Apesar de ter sigo grande, a salvação do pecado não foi a única vitória conquistada
por Jesus mediante Sua morte na cruz. Mediante Sua morte e ressurreição, Jesus
derrotou todo o poder do inimigo:

“Por isso , diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o


ca tiveiro e concedeu dons aos homens. Ora, que quer dizer
subiu, senã o q ue tam bé m ha via descido às regiões inferiores
da terra? Aquele q ue de sceu é ta m bé m o m esm o q ue subiu
a cim a de todos os céus, para encher todas as coisas” (Efésios
4.8-10).

“E, despojando os principados e as potestades, publicamente


os exp ôs ao desp rezo, triunfando deles na cruz” (Colossenses
2.15).

Jesus derrotou cad a poder do inimig o, incluindo a m orte. Tamb ém julgou a S atanás:

“Chegou o mo men to de ser julgado este mundo, e agora o seu


príncipe será expulso” (João 12.31).

Jesus fez um cam inhão de salvação. Jesus derrotou a morte e os principados e os


poderes do inimigo. Restaurou ao hom em o dom ínio sobre todas as coisas.
Pronunciou juízo sobre Satanás o qual será cumprido no futuro.

C om o você aprendeu, a presente situação é semelhante às condições que existem


em certos países no mundo natural. Os poderes das forças rebeldes serão derrotados
pelo governo. O líder rebelde estará sob juízo, porém ainda estará livre. As forças da
resistência sob sua direção ainda pelejam na terra.

Jesus tem conq uistad o a Sa taná s e pron unc iou S eu juíz o. Porém Sata nás a inda está
livre e suas forças de pode res demoníacos, a carne e o mundo estão ainda
guerreando na terra. Tra tam de con trolar o território que é legitimamente do
Con qu istad or. Tratam de ceg ar aos homens ao fato de que Satanás tem sido
derrotado e qu e está sob juízo. Tratam de controlar os lares, igrejas e nações.

Ali é onde a guerra do crente entre em foco. Jesus tem derrota do ao inimigo, porém
Sata nás permanece livre no mun do. É nosso objetivo abrir os olhos dos homens e
mu lheres a seu engano e retomar o controle do território que é legitimamen te nosso.
Sua batalha pessoal continuará até que o juízo sobre S atan ás seja e xecu tado o u até
que você parta para estar com Jesus m ediante a morte, o que vier primeiro:

“Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se


torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos
lugares celestiais” (Efésios 3.10).

VENCEDORES, NÃO VÍTIMAS

Med iante Jesus, você é um vencedor sobre o inimigo em lugar de uma vítima do
inimigo:

“E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça


sobre tod as a s co isas, o d eu à igreja, a qu al é o seu corpo , a
plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas”
(Efésios 1.22-23).

Todas as coisas estão “sob os pés” de Jesu s. Isto significa que Ele as tem
conquistado. Ele é a cabeça da Igreja, e nós somos o corpo. Está declarado que
todas as coisas estão sob Seu s pés , o qu e sig nifica sob Seu corpo, a Igre ja. Si gn ifica
isto que somos vencedores, não vítimas. Você pode ser guardado do poder de
Satanás. Jesus mesm o orou para que sejamos guardados do poder do inim igo:

“Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do


mal... Não rogo somente por estes, mas também por aquele s
que vierem a crer em m im, por intermédio da sua palavra”
(João 17 .15, 20).

Você é um conq uistador, não m ediante seu próprio poder, se não mediante o poder
de a lgu ém m aior:

“Em todas estas coisas, porém, somos m ais que vencedores,


por m eio daquele qu e nos am ou” (Ro ma nos 8.37).

Quando a batalha espiritual se torna dura, só lembre que a Bíblia assegura que os
propósitos de D eus serão cum pridos:

“Jurou o SENHOR dos Exército s, d ize nd o: C om o p en sei, assim


sucederá, e, como determinei, assim se efetuará” (Isaías
14.24).

“Este é o desígnio que se formo u concernente a toda a terra;


e esta é a m ão qu e está e stend ida sob re todas as nações.
Porque o SENHOR dos Exércitos o determ ino u; q uem , po is, o
invalidará? A sua m ão está esten dida; qu em , pois, a fará
voltar atrás?” (Isaías 14.26-27).

O Senhor dos exércitos tem um propósito, e nenhum a força do mundo, carne,


dem ônios, inferno ou Satanás em pessoa o anulará. O plano básico de batalha que
você tem estudado nesta lição assegurará sua vitória espiritual! Agora que você
entende o plan o, voc ê está pron to pa ra ser m obilizado p ara a guerra e a rm ado pa ra
a ação. Você começara esse processo no próximo capítulo.
INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Qual é o p ropósito de Deu s?


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3. Por qual propósito Jesus veio ao mundo?


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4. Qu al é o pla no d e seus p ontos de D eus p ara a g uerra esp iritual?


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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Nesta lição você ap rende u da imp ortânc ia da Palav ra de D eus n a gu erra espiritu al.
O Instituto Temp o de Colh eita oferece dois cursos que au me ntarão sua ha bilidade de
conhecer e usa r a Pa lavra de D eus . Escre va-nos para informações sobre os cursos
“Método s Criativos de Estudo Bíblico” e “Estudo B ásico da Bíb lia”.

2. Nesta lição, você apre nde u qu e Jesus veio pa ra destru ir as obras de Sa taná s. Leia
m ais sobre os p ropósito s de Jesu s nos se guin tes versículos: Lucas 4:18-19; 4:43;
19:10: 24:46 -49; João 6 :38; 9:4 ; 12:46 ; 18:37 . Leia a declaração do p ropósito de
Deus e como ele se relaciona com Jesus: João 3:16-18; Efésios 1:9-10.

3. Jesus teve vários encontros com espíritos demoníaco s. Porém, os espíritos


demoníacos e a tentação de Satanás não foram as únicas batalhas que Jesus pelejou.
Satanás também usou aos homen s qu e esta vam perto de Je sus para pele jar con tra
Ele:

P ED RO :
Simão Pedro foi um d os doze discípulos escolhidos por Jesus, ainda que algumas
vezes Ped ro foi usado por Sata nás p ara ba talha r contra Jes us. Qu and o Jesu s hav ia
revelado Sua mo rte futura, Pedro começou a repreendê-lo por dizer tais coisas
(M arcos 8.3 2). Je sus disse a Pedro ...

“Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos,


repreendeu a P ed ro e diss e: A rreda, Satanás! Porque não
cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (Marcos
8.33).

Jesus não q ueria d izer qu e Ped ro fosse o pró prio Sa taná s, ma s sim que Pedro estava
sen do u sad o po r Satan ás n esse m om ento em particular.

U m a das principias estratégias de Satanás é usar aqueles pró xim os a v ocê p ara
tratar de im pedir-lhe de fazer a vontade de Deus. Como Jesus, você deve colocar
suas persuasões para trás de si. Satanás está usando alguém próximo a ti para tratar
de im pedir-lhe de fazer a von tade de D eus?

Temp o depois, quando Pedro prometeu lealdade ao Senhor, Jesus lhe disse:

“Simão, Sim ão , eis que Satanás vos reclamou para vos


peneirar com o trig o! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua
fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os
teus irmãos” (L ucas 22.31 -32).

Jesus sabia que quando o tempo da crucificaçã o se ap roxim asse, Ped ro o neg aria. Ele
viu como o inimigo deseja tirar tudo o que havia de bom na vida de Pedro. Porém,
Jesus tam bém podia ver o gran de poten cial de Pedro. Ele sabia u m d ia Pedro se
levantaria como um grande líder da igreja primitiva.

JUDAS:

Judas foi um dos doze discípulos originais escolhidos por Jesus. Jesus sabia desde o
princípio como o inimigo usaria este homem :

“Replicou-lhes Jesus: Não vos escolhi eu em número de doze?


Contudo, um de vó s é d iabo . Referia-se ele a Judas, filho de
Simão Iscariotes; porque era quem estava para traí-lo, sendo
um dos doz e” (João 6.70 -71).

Leia a traição de Jesus por Judas em Mateus 26.20-25 e João 13.21-30. Satanás tem
usado pessoas próximas para trair-lhe e ferir-lhe? Como Jesus, você não pode
perm itir que isso lhe d esan im e qu anto ao prop ósito qu e o Sen hor tem determ inado
para você.

4. Leia Malaquias 1.13. O profeta enfatiza que em seu tempo alguns estavam tão
entediados com suas observâncias religiosas que disseram, “que canseira”. Talvez
esta gen te nu nca apre nd eu com o ad orar?

Estude mais sobre a adoração: Salmos 5:7; 22:27; 29:2; 45:11; 66:4; 86:9; 95:6;
96:9; 9 7:7; 99 :5, 9; Êxodo 3 4:14; 1 Crônicas 16:29; Mateus 15:9; Marcos 7:7; João
4:23-24; Filipenses 3:3.
O curso do Instituto Internacional Tempo de Colheita chamado “Metodologias de
Mobilização” contém informação adicional sobre o assunto de adoração.

5. Estud e m ais sob re o louv or no liv ro d os S alm os. Marque a palavra “louvor” cada
vez que aparece nos Salmos, depois retorne e estude todos os versículos que você
marcou.

6. Aqui estão mais fatos sobre a oração:


As Respostas à oração estão garantidas:

Imediatamente em certas ocasiões: Isaías 65.24; Daniel 9.21-23.

Tardia em certos tempos: Lucas 18.7.

Em certas ocasiões, diferente de nossos desejos: 2 Coríntios 12.8-9.

Mais além de nossas expectativas: Jeremias 33.3; Efésios 3.20.

Diferentes posturas podem ser usadas na oração:

Parado: 1 Reis 8.22; Marcos 11.25.

Prostrado: Salmos 95.6.

Ajoelhado: 2 Crônicas 6.13; Salmos 95.6; Lucas 22.41; Atos 20.36.

Prostrado sobre o rosto: N úm eros 16.22; Josué 5.14; 1 Crônicas 21.16; Mateus
26.39.

Com as mãos estendidas: Isaías 1.15; 2 Crônicas 6.13.

Com as mãos levantadas: Salmos 28.2; Lamentações 2.19; 1 Timóteo 2.8.

Prob lem as com uns q ue vo cê ne cessita ve ncer p ara orar:

Falta de Tempo

Distrações

Cansa ço

Falta d e Des ejo

Organizando as forças de oração:

A oração é um a das m ais poderosas arm as da gu erra espiritual. O Novo Testam ento
revela a seguinte estrutura para orga niz ar as forças de oraçã o pa ra livra r a gu erra
mais efetivamente:

Oraçã o pesso al: A oração tem de ser feita individualmente em particular: Mateus 6.6.

Dois orando juntos: A oração de dois juntos é a menor unidade de oração


corporativa: Mateus 18.19.
Grupos Pequenos: as células com ma is de dois indivíduos reunidos em oração. Há
u m a grande poder quando d ois ou três se reúnem para este prop ósito: Mateus
18.20.

Oração congregacional total: a igreja inteira deveria reunir-se em tempos de oração


corporativa: Atos 1.14-15.

Promessas de oração:

Estude as seguintes promessas relacionadas com a oração: elas revelam o grande


pod er desta arm a na gue rra espiritu al:

n O Pai sabe o que você necessita inclusive antes de você pedir: Mateus 6.8.
n Se dois concordam em oração, a mesma será respondida: Mateus 18.19.
n Todas as coisas são possíveis para Deus: Mateus 19.26; Lucas 18.27.
n A oração combinada com fé é efetiva: Mateus 21.22; Marcos 11.24.
n A oração fervorosa do justo por muito: Tiago 5.16.
n Se você pede em nome de Jesus, será feito: João 14.14.

7. Est ud e ad icion alm ente sob re o jeju ar:

n Jejuar é uma d as coisas que nos aprova como ministros de Deus: 2 Coríntios
6.3-10.
n A oração acompanhada de jejum foi usada ao organizar a igreja: Atos 14.23.

8. Jesus disse que você teria pode r para p isar “serpe ntes e es corpiõe s”. No cap ítulo
cinco você estu dou os para lelos natu rais e espirituais de uma serpente. Aqui há
alguns fatos sobre os escorpiões que podem ser aplicados espiritualmen te:

Os e scorp iões e vitam outro s. Um escorpiã o pe lejará até a morte. Sujeitará sua presa,
a abaterá e depois injetará veneno mortal de seu aguilhão. Se você é picado por um
escorpião, você pode experimentar dor, dificuldades de falar, cansaço, debilidade e
insensibilidade.

Os escorpiões vivem em lugares escuros e morrem quando são expostos ao calor (à


luz). Primeiro, o escorpião tratará de escapar, depois começará a golpear com sua
calda. No mun do natural, as formigas guerreiras são o principal inimigo do escorpião.

Você pode aplicar estas verdades espiritualmente como fizemos com os atos
vinculados às serpentes no capítulo cinco?
MOBILIZAÇÃO

SERVIÇO MILITAR ATIVO


NO EXÉRCITO DE DEUS

“Mobilizar-se” sign ifica colocar-se em um estado de alerta para o serviço militar


ativo. “Mob ilização” é um processo de ser adicionado como parte das forças
espirituais do exército de De us.
Capítulo Dez

GUERRA OFENSIVA E DEFENSIVA

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Definir “guerra ofensiva”.
n Definir “guerra defensiva”.
n Identificar o fato comum na guerra ofensiva e defensiva.
n Resumir o rol do Espírito Santo na guerra ofensiva e defensiva.
n Usar o exemplo natural de combater para explicar as estratégias da guerr a
ofensiva e defensiva.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Nem deis lugar ao diabo” (Efésiso 4.27).

INTRODUÇÃO

Existem dois tipos de gu erra no m und o natu ral: ofens iva e d efensiv a. A Bíb lia
tam bém ensin a tan to as estratégias espirituais ofensivas com o defensivas. Você deve
aprender a pelejar tanto ofensiva como defensivamente. A única outra opção é a
deserçã o, que é inace itável.

Esta lição proporciona uma introdução à guerra tanto ofensiva quanto à defensiva.
Os dois capítulos seguintes ex am inam em d etalhe suas a rmas esp irituais ofensivas e
defensivas.

A GUERRA DEFENSIVA

A guerra defensiva é trav ada para d efend er o território. É gu erra qu e espe ra pelo
ataque do inimigo, e depois golpeia suas forças em resposta defensiva. O defensor
deve responder a seu oponente e suas decisões são forçadas pelo atacante. Este tipo
de gue rra não avan ça sob re o território do in imigo. Defende o território já possuído.
É importante, sem dúvida, visto que as forças da maldad e estão consta ntem ente
atacando-lhe porque você é um cristão. Se você não sab e se defender, você se
tornará um a vítima destes ataqu es.

GUERRA OFENSIVA

A guerra ofensiva é guerra agressiva. Não é uma guerra de esperar e responder em


defesa. É gue rra que tom a a inic iativa d o ataq ue. O in im igo é id entificado, sua
estratégia reconhecida, e se levam a cabo avanços ofensivos contra ele no mundo do
espírito. Na guerra ofensiva, o atacante tem a vantagem de tomar as decisões em
primeiro lugar. A guerra ofensiva ganha território ao invés de defendê-lo.

Os avan ços ofen sivos sã o o ún ico tipo d e gu erra espiritu al que alcançará o mundo
com o evangelho de Jesus Cristo. Não p odem os perm anecer em nossos lares e
igrejas con fortáv eis e p ratica r som ente as e straté gia s defe nsiv as. O exército de Deus
deve avançar dentro do território do inimigo. Deve ir contra as fortalezas de Satanás
com o poder da mensag em do evan gelh o. Dev em os trava r batalh as esp irituais
ofensivas.

O FATOR COMUM

Existe uma coisa em comu m entre a guerra ofensiva e a defensiva. Am bas envolvem
a ação pessoal por parte do crente. Na guerra natural, as armas não utilizadas não
infringem baixas sobre o inimigo nem ganhar guerras. O mesmo é certo no mundo
do espí rito. Suas arm as es piritu ais sã o afetadas pela von tade p ara us á-las. É ce rto
que Deus dá poder para a batalhar, porém você tem uma responsabilidade pessoal
tanto nas estratégia s espirituais ofensivas e defensivas.

Nas batalhas do Antigo Testamento, Deus lutou por e com Seu povo, Israel. Porém,
primeiro, eles tinham que se posicionar no campo de batalha. Quando Deus vê uma
a rm a esp iritu al q ue está sen do u sa da em S eu no me e u m h om em ou uma mulher no
campo de b atalha atrev end o-se a alcançar o im pos sível, o Senh or dos Exércitos se
move à ação.

Leia a história de Eliseu em 2 Reis 13 .14-19. Ne sta passagem , na qual se u sa o arco


e a flecha, nós percebemos alguns paralelos espirituais que lhe ajudarão a entender
sua parte na guerra:

8. DEMONSTRAR SUA INTENÇÃO DE PELEJAR:

Eliseu disse ao rei Joás, “toma seu arco e flechas”. Paulo disse, “toma a espada do
Espírito” e dec lare g uerra. A o tom ar sua s arm as ofen sivas e d efensiv as você está
dem ons tran do sua intençã o de luta r.

9. PÔR AS SUAS MÃOS NA ARM A:

Eliseu disse ao rei que colocasse as mãos sobre o arco, depois Eliseu colocou suas
mãos sobre as mãos do rei. A estratégia para a vitória é suas m ãos sobre as arm as,
e as m ãos Dele sob re as suas.

10.ABRIR A JANELA:

Abrir a jane la do lu gar no q ual o ini m igo é vitorioso. O in im igo de Isra el esta va p ara
o leste, portanto Eliseu disse ao rei que abrisse a janela do oriente. Deus quer que
você abra a s “janelas” de cada área em sua vida para expor os fracassos, a derrota,
e o jugo do inimigo.

11.DISPARAR:

Eliseu disse ao Rei “tira” e o rei tirou. Depois Eliseu disse, “flecha ta salvação do
Senhor e flecha da salvação contra a Síria”. A janela a berta não é sufic iente. A a rm a
em sua mão não é suficiente. Inclusive a mão do Senhor sobre a sua mão não
ganh ará a batalha. Você deve seguir o mandamento do Senhor d os Ex ército s pa ra
“DISPA RAR ”. Esta é sua parte na batalh a... usar a arma q ue está em suas m ãos e
qu e é gu iad a pe la m ão d o Se nh or.

12.CON H EC E R O O B JE T IV O :

Eliseu disse ao rei que tomasse as flechas e que as golpeasse contra o solo como um
sím bolo de sua vitória contra a Síria. O rei fez dessa maneira, porém ele “golpeou
três vezes e de deteve”. Eliseu disse que visto que ele limitou a Deus p or go lpea r a
terra som ente três v ezes, sua vitória m ilitar seria lim itada. Isto aconteceu porque o
rei não e nten deu o objetiv o da b atalh a. Eliseu havia dito que o Senh or que ria
consu m ir totalmente o inimigo (versículo 17). Ao golpear o solo some nte três vezes,
o rei resolveu alcan çar som ente u m a vitória p arcial.

O objetivo do Sen hor pa ra você é a vitória tota l em cada área de sua v ida e
ministério. Se você fracassa em entender este objetivo, então sua vitóri a será
limitada.

6. GANHAR PRIMEIRO NA CÂMARA SECRETA:

O que aco nteceu entre Eliseu e o rei Joá s na câm ara secreta naquele dia foi o que
determinou o resultado da batalha com a Síria. É o que acontece na “câmara secreta”
com o Senhor que determina suas vitórias nas batalhas atuais da vida.

ENGANOS DE SATANÁS

Básico tanto à guerra ofensiva como defensiva é o conhecimento das estratégias de


Satan ás:

“Para que Satanás não alcance vantagem sob re nós, pois não
lhe ignoram os os desígnios” (2 C oríntios 2.11).

A palavra “m aquin ações” significa planos, projetos, complôs ou planos astutos do


caráter maligno. Satanás pode ganh ar vantag em sobre você qua ndo você é ig noran te
de seus enganos e fracassos em responder na batalha ofensiva ou defensiva.

O MINISTERIO DO ESPÍRITO SANTO

Antes neste curso você aprendeu sobre uma força espiritual do bem conhecid a co mo
Espírito Santo. O Espírito Santo é importante tanto na guerra ofensiva como
defensiva. O Espírito San to conhece as estratégias de Satanás e intercede pelos
crentes comprometidos na batalha:

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa


fraqueza; porque não sabem os orar como convém , mas o
m e sm o Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos
inexp rimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a
m ente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que
ele in terc ed e p elos san tos ” (R om anos 8 .26 -27 ).

O Espírito Santo dá poder para reclamar o território inimigo:


“ M as receb ereis pod er, ao de scer so bre vó s o Esp írito Santo, e
sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em
toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos
1.8).
Os dons do Espírito Santo são armas valiosas na batalha ofensiva e defensiva. Os
dons de palavra de conhecimento e palavra de sabedoria proporcionam revelação
sob renatural para a batalha espiritual. O dom de discernimento de espíritos revela os
enganos do inim igo.

Os dons espe ciais de pastor, profeta, apóstolo, evangelista e m estre nos assistem
ao equipa r-nos para a ba talha. Os don s de fala do E spírito Santo proporcionam
instruções especiais da parte de Deus e os dons de serviço d o Esp írito ca pa cita m o
exército de Deus para avançar espiritualmente.

COMBATER: UM PARALELO NATURAL DA VERDADE ESPIRITUAL

Um dos versíc ulos m ais p ode rosos sobre o com bate esp iritua l ofen sivo é...

“Porque a nossa lu ta n ão é con tra o san gu e e a carn e, e sim


contra os principados e potestades, contra os dominadores
deste mundo tenebroso, contra as forças esp iritu ais do m al,
nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

A escolha de Deus pela palavra “luta” é significativo. Lutar é um paralelo natural de


u m a grande verdade espiritual. A luta no mundo natural é um esporte de competição
do dom ínio da força. Combater significa “contender na batalha por poder sobre o
inim igo”.

Con side re estes fatos sobre o combater no mundo natural para aplicar em sua guerra
espiritu al:

8. P R EPA RAÇ ÃO E T RE IN AMENT O :

Um combatente no mundo espiritual deve treinar para ser vitorioso em sua


com petição. Deve praticar o combate. Deve ter uma dieta apropriada. Deve aprender
as regra s da batalha e elas devem ser cuidadosamen te seguidas para poder
conseguir a vitória.

Um crente deve aprender as regras da guerra espiritual para ser vitorioso. Um a dieta
“apropriada” da Palavra de Deus e da oração é necessária para o combate espiritual
vitorioso. A semelhança do combate no plano natural, habilidade é conseguida
mediante a prática.

O pro pósito p rincipa l do treina m ento no mundo natural é pre parar o co m batente pa ra
alcançar o ponto mais alto de eficiência enquanto se experimenta a menor
quantidade de cansaço. Isto é certo também no mu ndo espiritual. Algumas pessoas
se cansam facilmente e são derrotadas espiritualmente porque não estão
aprop riadam ente trein ada s para a gue rra espiritu al.

9. A NATUREZA DO COMBATE:
Os campeonatos individuais de combate não são esportes de equipe. Quando um
lutador se cansa não há um membro substituto da equipe p ara enviar. O combater
envolve contato íntimo, pessoal, cara a cara com o oponente.

O m esm o é certo no m un do e spirit ual. Os cren tes estão en volvid os no co m bate


íntimo, cara a cara com o inim igo. Nen hu m outro crente po de to m ar seu lugar no
com bate espiritual. Não há “p edido de tem po” no com bate com o nos outros esportes.
Tam bém não existem os “pedidos de tempo” n o m undo esp iritual. Satanás nu nca
descansa desta guerra. O crente nunca deve estar com a guarda baixa.

10.AS ESTRATÉGIAS

Existem tanto estratégias defensivas quanto ofensivas no combate natural que são
aplicá veis no m un do e spirit ual. Distrair é u m a técnica usa da no co m bate. Distrair
evita a confrontação com um oponen te. Perdem-se pontos por distrair. Você também
“perde pon tos” qu and o você se “distrai” esp iritualm ente e n ão com bate
agress ivam ente a seu inimigo. Alguns crentes passam suas vidas inteiras distraídas
da confrontação com o inimigo. Nunca combatem agressivamente e obtêm a vitória.

11.A LTE RAR O E Q UI LÍ BRIO :

Ou tra estratégia importante no comb ate natural é alterar o equilíbrio do oponente.


U m a vez que o equilíbrio do opon ente tem sido destruído, ele perm anece
combatend o para recuperá-lo.

A Bíblia fala muito da importância do equilíbrio ou “moderação”. Uma das estratégias


de Satanás no reino espiritual é tratar de alterar o equilíbrio. Muitos cultos resultam
por causa de equilíbrio inapropriado sobre assuntos doutrinários. Lares,
congrega ções, e inclu sive na ções têm sido de rrotada s por cau sa de u m equ ilíbrio
inapropriad o pela ênfase errada ou falta de ênfase em certas áreas.

Existem dois tipos de equilíbrio envolvidos no combate: equilíbrio físico e mental.


Antes que o equ ilíbrio físico possa ser destruído, o equilíbrio mental deve primeiro ser
atacado. Para a lcanç ar isso, você usa u m a estratégia de surpresa. Você inicia um
m ovim ento de distração e de su rpresa. Enqua nto o com batente fica centrado nisso,
você aplica a técnic a pla nejad a. Ao lev ar o opo nen te a crer qu e algu m mo vim ento
está sendo p rocu rado, ele tra tará de evitar o perigo imaginado e o deixará aberto ao
verdadeiro ataque.

Quão certo é isto no mundo espiritual! Satanás altera o equilíb rio m ediante a
estratég ia da surpresa. Ele altera seu equilíbrio mental mediante ataques de
distração e, enquan to você está com med o centrado nisso, ele lança seu verd adeiro
ataque em outra área de sua vida.

12.A NTE C IPA ÇÃO :

A antecipaçã o é imp ortante no com bate natu ral. Um com batente qu e pode disce rnir
quando um movimento em particular é realizado, freqüentemente é capaz de
bloquear ou enfrentar o ataque. Quando o m ovim ento pensado é realizado não é tão
pro vável que seja vencedor, visto que tem sido antecipado e o combatente está
preparado.
O mesm o é certo no mundo espiritual. Se você não é ignorante dos enganos de
Satanás e antecipa suas estratégias, então você está preparado. Você não é tirado
do equilíbrio quando o ataque ocorre.

13.IMPACIENTAR:

Existem movim entos no com bate que são realizados para “impacientar” a um
opon ente, para tentá-lo e seduzi-lo a levar a cabo um movimento que debilitará sua
oposição. No mundo espiritual, Satanás está constantemente tentando-o a realizar
m ovim entos que debilita riam sua p osição espiritua l.

No comb ate natural, os m ovim entos são planejados para colocar um oponente em
u m a posiçã o qu e o deix e abe rto ao ata que . Circun stânc ias sã o cria da s co m o
propó sito de alca nçar isto e tom ar van tagem da p osição de debilidade do inimigo no
mom ento em que ocorre.

Espiritualmen te, Sataná s tamb ém cria situações que lhe deixam aberto ao ataque.
Depo is, imediatam ente, ele toma vantag em de sua p osição débil. Porém, você deve
recordar que ao com bate r, é Sa tan ás q ue p ossu i a po sição de m aior d ebilida de. O
poder dentro de você é maior do que seu poder. Satanás já tem recebido o golpe
final debilitante da parte do Senhor Jesus Cristo. Porém, você deve exercer a
vantagem que lhe foi dada pelo Senhor para ganhar o combate.

7. ATAQUE E CONTRA-ATAQUE:

No combate natural cada movim ento que você faz lhe coloca em posição de receber
u m a resposta da parte do inimigo. O m esmo é certo no mu ndo esp iritual. Quando
você faz um movimento para Deus, Satanás sempre contra-atacará com um
movim ento de sua parte.

8. MOBILIDADE:

No combate, um oponente móvel é considerado perigoso. Esta é a razão pela qual


você quer derrubar seu inimigo. No mund o espiritual, Satanás é um op onente m óvel.
Ele anda como um leão que b usca alguém para devorar. Você deve estar de guarda
por causa de sua constante mobilidade. Satanás também reconhece a efetividade de
sua mob ilidade. Ele quer evitar que você faça m ovim entos para D eus. É por isso que
ele trata de derrubar-lhe espiritualmente.

9 . R ECU P ERAÇÃO :

Um erro no combate resulta em um a ação da qual pod e se a prov eitar o opo nen te. O
m esm o acontece espiritualmente! Qualquer erro que você comete na batalha
espiritual é rapidamente aproveitado pelo inimigo. É importante na hora de comb ater
que você aprenda a se recuperar de uma queda. É ne cessá rio ser capaz de converter
a posiçã o inferior em um a van tagem . Existem mo vim entos de escape e retrocesso
que possibilitarão isso.

No combate espiritual você pode experimen tar algumas qu edas e ser


tem poraria m ente derrubado pelo inimigo. Porém, você não tem que perma necer
nesta posição. Deus lhe dá estratégias em Sua Pa lavra as quais, se você as segue,
converterão sua desvantagem em vantagem. Ele tem proporcionado estratégias
espiritu ais para o escap e e retirada sem elha ntes as qu e são u sada s no com bate
natu ral.

A vida de José é um excelente exemplo disso. Ele teve a desvantagem de ser vendido
à escravidão e colocado na prisão. Porém, ele converteu as desvan tagens em
vantagens. No final, triunfou sobre o inimigo.

Há ou tro s m ovimentos no comb ate que resultam em d errubar o inim igo por trás,
arrastando-o e empurrando-o. Você pode reconhecer os movimentos semelhantes do
inimigo espiritualmente?
1 0 . O O B JE T IV O :

O Objetivo de pelejar no mundo natural é o de derrotar o oponente ao causar sua


queda ao chão. Isto resulta em uma série de movimentos estratégicos e/ou derr ubar
o oponente.

Satanás constantem ente está pelejan do contra os crentes e tratand o de derrubá -los.
Seu objetivo é provocar a queda dos crentes, “empurrando-os” e amarrando-os ao
jugo do pecado. Seu objetivo é destruir seus pontos de apoio, tal como o
combaten te faz com seu opon ente no m und o natural. O ob jetivo é o prostrar-se
espiritualmen te.

11. CONCESSÃO DE PONTO S:

A vitória nas com petições naturais vem através de um processo de pontuação dos
juízes. O co mb aten te co m a p on tu açã o m ais a lta dev id o à m aior qua ntidade de
movim entos estratégicos ganha o jogo.

Teu inimigo espiritual já foi julga do. Sa taná s foi derrotad o pelo m ovim ento m ais
eficaz de toda a hist ória, a m orte e ressu rreição de Jesus C risto. Você co m bate
con tra um inimig o que já foi julgad o com o um perdedor no jog o. Por causa disso
você não n ecessita estar com medo do seu poder ou estratégias no combate no qual
você está envolvido. Você não tem que cair no jugo do peca do. Você pode
permanecer confiado no combate da gu erra espiritual e resistir-lhe firme na fé.

12. ATITUDE MENTAL:

A atitude mental é muito importante no combate. No estudo sobre a questão, as


seguintes atitudes são ne cessária s para a competição no mundo natural. Estas
atitud es tam bém são verd adeira s no rein o espiritu al.

Desejo: Desejar e querer ganhar não são suficientes. O combatente deve ter um
arden te desejo d e gan har. O desejo é um a em oção q ue transce nde tudo o mais na
vida.

Persistência: Um esforço con stan te se requ er no com bate. Um comb atente não
aceitará a derrota.

Propósito: o combatente deve ter a vontade de ga nh ar. G anhar é o objetivo e o


propósito. Para alcançar este objetivo ele não somen te deve saber que é o senhor da
situação, mas sim que tam bém d eve permitir o inimigo sabê-lo.
INSPEÇÃO

2. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. O que é a guerra defensiva?


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3. Qual fator comum existe na guerra espiritual ofensiva e defensiva?


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4.Resuma a posição do Espírito na guerra ofensiva e defensiva.


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5. Resuma o que você a prend eu sob re a gu erra ofensiv a e defen siva d o exem plo
natural do combate.
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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Você não tem que confiar nos “carros” (armas naturais) dos hom ens: Salmos
20.7. Porém, Deus tem carros “espirituais”. Leia a respeito nos Salmos 68.17; 104.3;
Isaías 19.1; e 2 Reis 2.11.

2. Você necessita travar tanto a guerra ofensiva quanto a defensiva porque Satanás
é um destruidor: João 10.10; 1 Coríntios 10.10; Mateus 10.28.

n Se você obedece ao Senhor, Ele não permitirá ao destruidor entrar: Êxodo


12.23.
n Deus guarda você da destruição de Satanás: Salmos 17.4.
n Satanás é seu adversário, aqu ele contra quem você com bate: 1 Pedro 5.8.
Você não tem que dar-lhe o lugar para falar contra você: 1 Timóteo 5.14. Se
você obedece a Deus, Ele será inimigo de seus adversários: Êxodo 23.22.

3. Você não precisa ser derrotado por Satan ás. Estude as segu intes referências:
n Você pode perseguir ao inimigo: Levítico 26: 7-8; Deuteronômio 32:30; Josué
23:10.
n Você pode obter a vitória: Deuteronôm io 7:21; 1 Crônicas 29:11; Salm os
5:11; 18:29; 24:8; 91:1; Isaías 49:19; 1 Coríntios 15:57; 1 João 5:4.
n O Sen hor é sua fortaleza: 2 Sa mu el 22.2; Salm os 18:2; 3 1:3; 71 :3; 91:2 ;
144:2; Jeremias 16:19.
n Você tem o domínio sobre o inimigo: Salmos 8:6; 49:14; 72:8; 119:133;
Daniel 7:27; Efésios 1:21.
n A segurança vem do S enhor: Provérbios 18:10; 21:31; 29 :25. Leia Salmos
91.
n Deus liberta você da angústia: Salmos 25:17; 107:6, 13; 19:28.
n Você pode capturar os pensamentos do inimigo: 2 Coríntios 10.5.
n Deus desata as ligaduras do inimigo: Salmos 116.16; Romanos 8.15-21;
Gálatas 5.1.

4. Quando Paulo fala da batalha, ele está falando de pelejar com o inim igo e não com
Deus, como foi o caso de Jacó. Fique certo de que quando você combate não é Deus
que você lutando contra você para rom per o esp írito d e au to-su ficiên cia p ara
transformá-lo d e “Jacó” em “Israel”.

5. Reveja o capítulo três deste manual e enum ere as funçõe s do Esp írito San to tanto
na guerra ofensiva quanto na defensiva:

O m inisterio do Es pírito Santo

Na Guerra OfensivaNa Guerra Defensiva


Capítulo Onze

ARMAS DEFENSIVAS

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Descrever suas arm as defensivas esp irituais.
n Dar um a referência da Escritura que en um era a arm adura d e Deus.
n Identificar cada peça da arma dura de D eus.
n Explicar a função de cada peça da armadura.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Revesti-vos de toda a armadura de Deu s, para poderdes ficar


firmes contra as ciladas do diabo” (E fésios 6.11).

INTRODUÇÃO

Você tem aprendido que a grande batalha espiritual na qual você está comprometido
não pode ser pelejada com armas naturais. A batalha espiritual deve ser pelejada
tanto ofensivamente quanto defensivamen te com armas espirituais. Você tem
estudado o “Plano de Deus para a Batalha” no capítulo nove. Você aprendeu que a
estratég ia bá sica inc lui:

n A Palavra d e Deus.
n Poder e autoridade.
n Oração.
n Jeju m .
n As chaves do Reino.
n O nom e de Jesus.

Em adição a estas estratégias básicas de batalha, a Bíblia revela que você dispõe de
todo um arsenal de armas espirituais. Neste capítulo, você aprenderá sobre suas
arma s espirituais defensivas. Na p róxima lição, você estudará as arm as ofensivas.

ESTRATÉGIAS DEFENSIVAS

A Bíblia ensina as seguintes ações defensivas que devem ser tomad as pelo crente:

SUBMETER E RESISTIR:

“Sujeitai-vos, po rtanto, a De us ; m as res isti a o d iab o, e ele


fugirá de vós” (Tiago 4 .7).
Note a ordem do versículo: primeiro subm eter-s e (“su jeitai-vos”), de pois resist ir.
Mu itas pessoa s om item o prim eiro pas so de su bm eter-se e trata m de resistir ao
diabo, some nte para desco brir que não fun ciona. A derrota resulta qu ando você atua
inde pen den tem ente de Deu s. É o hum ilde, não o arrogan te e autoconfian te, que
derrota o inim igo. Você será capaz d e resistir a Satanás som ente qua ndo você se
render a Deus. “Resistir” significa “permanecer firme contra e opor-se ao inimigo em
cada pon to”. A Escritura não nos ensina a andar buscand o demôn ios, se não a
resisti-lo quando se a proxim am de nós.

RESISTIR FIRMEMENTE NA FÉ:

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda


em derred or, com o leão q ue ru ge procura ndo alguém para
devo rar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos
igu ais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade
espalhada pe lo mun do” (1 P edro 5.8-9).

Resistir “na fé” significa resistir na autorida de da Pa lavra de Deu s.

NÃO DAR LUGAR:

Não dar lugar a Satanás para operar em sua vida:

“Nem deis lugar ao diabo” (Efésios 4.27).

ESCAPAR:

Você dev e se recuperar dos eng anos de S atanás a plicando estratégias bíblicas:

“Mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços


do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a
sua von tade” (2 Tim óteo 2.26).

ABSTER-SE DOS DESEJOS DA CARNE:

“Abster-se” significa guardar-se de algo e recusar fazê-lo:

“Am ados, exorto -vos, como peregrinos e forasteiros que sois,


a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra
a alma” (1 Pedro 2 .11).

“P ois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos


abstenhais da p rostituição” (1 T essalonicenses 4.3).

“Abstende-vos de toda forma de m al” (1 Tessalonicenses


5.22).

ESQUIVAR:

“Esq uiv ar” significa “evitar ou voltar-se de” alguma coisa. Você deve evitar cada
coisa maligna relacionada ao inimigo.
“Evita, igua lme nte, o s falatórios inúteis e profanos, pois os
que deles usam passarão a impiedade ainda maior” (2
Timó teo 2.16).

PERMANECER:

“Portanto, tomai toda a arm ad ura d e D eu s, p ara qu e p ossais


resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo,
permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com
a verd ade e vestindo-vos da couraça da justiça” (Efésios
6.13-14).

Quando você “mantém seu território”, você es tá defen den do o q ue é leg itim am ente
seu.

ESTAR ALERTA:

“Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão,


acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses
insubordinados, desca iais da voss a pró pria firmeza ” (2 P edro
3.17).

PROVAR OS ESPÍRITOS:

Provar os espíritos evita o engano:

“Am ados, não d eis crédito a qualquer espírito; antes, provai


os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos
profetas têm saído pelo m undo fora” (1 João 4.1).

“Provar” significa “examinar”. Você não está operando com incredulidade quando
você aprova os “espíritos” daqueles com os quais você entra em con tato ou em
operação ao seu redor. Se forem verdadeiros, eles passarão no teste.

EVITAR OS FALSOS MESTRES:

Quando você recebe falsos mestres dentro de sua casa, você se converte em
participante de sua maldade. Defenda seu lar dos ataques do inimigo.

“Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o
rec eb ais em cas a, nem lhe d eis a s bo as-vindas. Porquan to
aq ue le que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras
má s” (2 João 1 0.11).

DEIXAR DE LADO:

Deixar de lado assuntos mun danos que podem evitar que você seja um bom soldado.
“De ixar d e lad o” é u m a ação d efen siva que voc ê deve tom ar.

“Participa do s m eu s so frim en tos com o b om solda do de Cristo


Jesus” (2 Tim óteo 2.3-4).
“Portanto, tam bém nós, visto que temos a rodear-nos tão
grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo
peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com
perseverança, a carreira que nos está proposta” (Hebreus
12.1).

“Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de


maldade, aco lhei, c om m ansidã o, a palavra em vós
implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma”
(Tiago 1.21).

DESPOJAR-SE DE TODA A MALDADE:

Estude Efésios 4.1 7-32 . O “desp ojar-se” d e todo co m portam ento m align o listado ali é
guerra defensiva.

COLOCAR A ARMADURA D E DEUS:

“Revesti-vos de toda a armadura de De us, para poderdes ficar


firmes contra as ciladas do diabo” (E fésios 6.11).

“Co loca r” indica uma ação q ue você deve tomar. A descrição básica da armadura de
Deus é dada em Efésios 6.10-17. Leia essa passagem em sua Bíblia.

Pau lo introduz a matéria da guerra enfatizando que a batalha não é natural e que as
armas natu rais são in eficazes. A s bata lhas e spirituais devem ser pelejadas com
arm as esp irituais. Pa ulo d escreve a arm adu ra a ser us ada na g uerra esp iritual.

“Portanto, tomai toda a armadur a d e D eus , pa ra q ue po ssa is


res istir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo,
permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com
a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés
com a preparação do evan gelho da pa z; em braçan do se m pre
o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos
inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação
e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios
6.13-17).

O propósito da armadura é ser capaz de pe rman ecer contra os ardis (engan os,
astúcias, maldades) do inimigo, Satanás. É sua responsabilidade colocar a armadura:

“Revesti-vos de toda a armadura de De us, para poderdes ficar


firmes contra as ciladas do diabo” (E fésios 6.11).

“Mas revesti-vos do Sen ho r Je sus C risto e na da dispo nh ais


para a carne no tocante às suas concupiscências” (Efésios
5.11).

“Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixem os, pois, as


obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz”
(Rom anos 13 .12).
O vocábulo “revestir” significa “colocar uma vez por todas”. Sua armadura espiritual
não é como um uniform e esportivo que vo cê só coloca na h ora do jogo. Você colocar
a armadu ra de uma vez por todas e a deixa coloca da pelo resto d e sua vid a. À
sem elhança de um soldado no campo de batalha que não tira sua arm adura, você
não deixará a armadura até que você se encontre com o Senh or em g lória. Se você
não tem colocado a armadu ra em todo o temp o, você está vu lneráve l ao in im igo. É
sáb io ch ecar c om freqü ênc ia se cad a pe ça d e sua arm adura ainda está no lu gar.

A p rim eira divisão da armadura cobre três coisas que você há fez no passado. “Tendo
cingido” (Revista e Corrigida) indica algo que você JÁ FEZ se você é um crente.

n Cingir-se com a verdade (ve rsículo 14).


n Revestir-se com a couraça da justiça (v. 14).
n Calçar os pés com a preparação d o evang elho da p az (v. 15).

A segunda d ivisão inclui coisas que têm deve ser colocadas no presente:

n Tom ar o escudo da fé (versículo 16).


n Tom ar o capacete da salvação (v. 17).
n Tom ar a espada do Espírito (v. 17).

Em Efésios 6.11 Paulo enfatiza o colocar TODA a armadura de Deus. Alguns de nós
estamos mais preocupados com uma peça da armadura de Deus até o ponto que as
outras são esquec ida s. Você de ve co loca r toda a arma dura ou você pode se
encontrar expo sto no uso da “espada do Espírito” e assim tudo é derrotado porque
você esqueceu o escudo da fé.

O Cinto:

A primeira peça da armadura é cingir-se com o cinturão ou cinto da verdade. No


mundo natural, uma peça da arm adura é atada ao cinto, o qual sustenta as outras
peças da arm adura no lu gar. A verdade da Palavra de Deus é o cinto espiritual a qual
todas as ou tras p eças da a rm adura estão atadas. O primeiro ataque de Satanás
sobre o homem foi uma relação com a verdade:

“E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jard im


come remos, mas, do fruto da árvore que está no meio do
ja rd im , disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis,
para que não m orrais. Então , a serpen te disse à m ulher:
Certam ente não mo rrereis” (Gênesis 3.2-4).

A verdade lhe protegerá das mentiras e erros doutrinários do inimigo. A verdade é o


que cinge a arm adura d e Deus. Vo cê tem q ue ter seus lom bos (seus órgão s vitais
espirituais) cobertos com a verdade:

“E sta i, pois, firmes , tend o c ing id os o s v osso s lo m bo s co m a


verdade, e ve stida a couraça da justiça” (Efésios 6.14).

O que é a verdade?

n Jesus disse: “Eu sou a verdade” (Joã o 14.6).


n O Espírito San to é o “Espírito da verdade” (João 14.17).
n Deus é ve rdade (R om anos 3.4).
n A Palavra d e Deus é a verdade (S alm os 119.15 1).
n O Evan gelho é a verd ade (Co lossenses 1.5).

A Couraça:

No mu ndo natu ral, a cou raça cobre a p arte sup erior d o corp o do guerreiro para
proteger seus órgãos vitais como , por exemp lo, o coração, pulm ões, etc. A couraça
espiritual da justiça não se refere a sua justiça, se não a cobertura da justiça de
Cristo:

“E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da


lei, mas a que ve m pe la fé em Cristo, a saber, a justiça que
vem de De us, pela fé” (Filipenses 3.9).

Você não perm anece d e pé por se us p róprio s m éritos. Você é sustentado em Cristo.
Você não pode enfrentar o inimigo sem a proteção da justiça de Cristo:

“Na palavra d a verd ade, no pod er de Deus, pelas armas da


justiça, à direita e à esquerda” (2 Co ríntios 6.7).

A justiça de Cristo protege seus “órgãos vitais” espirituais dos ataqu es de Satan ás e
da impiedad e. A couraça da justiça deve ser colocada sobre o cinto a verdade.

Os Sapatos:

Existem diferen tes tip os de sap atos para difere ntes propós itos. A lgu ns sã o pa ra
cam inh ar, outros sã o ativid ades desp ortivas específicas. Os sapatos do soldado são
de outro tipo... São sapatos designados para a guerra. Um soldado que não é capaz
de avançar no campo de batalha é incapaz na guerra.

“Calçados os pés com a preparação d o evang elho da p az” indica uma atitude de
alerta para ava nça r no reino espi ritua l. Estes sap atos espi rituais protegem sua
vontade da tentação do inimigo que lhe guiaria em caminhos equivocados. Indicam
sua dispo sição p ara faze r toda a boa o bre e pa ra difun dir o eva nge lho em todas as
nações. Estes sap atos espi ritua is lhe cap acita riam também a “resistir” contra o
inim igo com o Paulo n os anim a a fazer (Efésios 6.14).

O Escudo:

No mundo natural, o escu do e ra us ado pa ra pro porc ionar pro teçã o ao corpo inteiro
do gue rreiro. Seu escu do espiritual é cham ado de o “escu do da fé”.

Há vários tipos de fé mencionadas na Bíblia. Há fé para a salvação, o dom da fé, e o


fruto espiritual da fé. Porém, a palavra “fé”, quando é usad a em relação com o
“escudo da fé”, fala de fé defensiva. Esta fé é uma firme confiança em Deus que
protege todo seu ser. Ela proteg e você d os m ísseis de dúvida e incredulidade
enviados pelo inimigo. Este escudo de fé é uma confiança em D eus que desvia todos
os dardos do inimigo de seu objetivo.

O escudo da fé é uma constante ap licação da Pa lavra de Deu s aos assuntos da vida.


É um a fé que lhe capacita a vencer as forças malignas do m undo:
“Porque todo o qu e é na scido d e De us ve nce o m und o; e esta
é a vitória que vence o mu ndo: a nossa fé” (1 João 5.4).

Combinada com o am or de Deus, a fé é mais efetiva:


“Mas nó s, qu e so m os d o d ia, se ja mos sóbrios, vestindo-nos
da couraça da fé e da caridade e tendo por capacete a
esperança d a salvação” (1 Ts 5 .8).

É a fé baseada na verdade:

“E le te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas


estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel” (Salmos
91.4).

É fé baseada na salvação:

“Também me deste o escudo da tua salvação; a tua mão


direita me susteve, e a tua mansidão me engrandeceu”
(Salmo s 18.35).

Sem fé, você não tem entendim ento da verdade. Sem fé você não pode receber
salvação. Sem fé você não pode levar o evangelho da paz. Sem fé você não pode
reivindicar a justiça de Cristo e usar efetivamente a espada do Espírito que é a
Palavra de D eus.

A fé não é uma suposição ou uma idéia. É um fato baseado sobre a Palavra de Deus.
Você pode incrementar sua fé ao escutar a Palavra de Deus (Rom anos 10.17),
atuan do sobre sua fé atual (Rom anos 1.17 ), e por buscar a Deu s (Hebreus 1 2.2).

O Capacete ou Elmo:

O capacete da salvação não é algo que você coloca quando voc ê se converte.
Lembre-se, estamos tratando com arm aduras espirituais aqui, e supõe-se que você é
um crente e um mem bro do exército de Deus antes de colocar a armadura.

O capacete da salvação representa uma mente regenerada. Representa um


pen sam ento de vida transformad o e renovado. Você aprenderá depois neste curso
que Satanás desesperadam ente batalha pelo controle da men te. U m a me nte
indisciplinada faz do g uerreiro cristã o um a presa fácil dos dons p ecaminosos do
inimigo.

Pau lo fala d o cap acet e com o da “esp eran ça d e salvação” e m 1 Te ssalonicen ses 5 .8. A
salvação, quando é apropriadamente experimentada e entendida, protege sua
men te. A salvação abraça o passado, o presente e o futuro. Você tem sido salvo da
penalidade e culpa do pecado passado. Você é salvo do poder do pecado no presen te.
A “esperança de salvação” se refere à salvação no tempo futu ro. É a sa lvaç ão fu tura
que fortalece sua mente contra os ataques de Satanás. Você tem uma esperança
confiante no futuro porque Deus está operando Seu propósito:

“Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu


ben eplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele,
na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas,
tanto as do cé u, com o as da terra” (Efésios 1.9-10).
A Espada do Espírito:

A “espad a do E spírito” é a P alavra de D eus. É tan to um a arm a ofens iva qu anto


defensiva. Você já aprendeu como Jesus usou a Palavra em defesa contra os ataques
de Satanás. Na próxima lição, você aprenderá como esta arma é usada
ofensivamente.

Oração:

Depois de descrever a armadura do soldado cristão, Paulo comenta:

“Orando em todo tempo com toda oração e súplica no E spírito


e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos
os santos” (Efésios 6.18 ).

Como você aprendeu quando estudando o “Plano de Deus para a Batalha”, a oração e
a su a p rá tica asso cia da qu e é o jeju m sã o ta m bém poderosas arma s espirituais.
Estas duas arm as espirituais p odem ser usad as tan to ofensiv a qu anto
defensivamente.

Reveja o resu m o da arm adura de D eus e seu s propós itos n a pá gin a seg uin te...

A ARMADURA DE DEUS (Efésios 6.10-18)

VERD ADE (Cinturão)


Protege você do…
ENGANO

JUSTIÇA (couraça)
Prote ge v ocê d a...
IMPIEDADE

Espírito S anto

PAZ (S apatos)
Prote ge v ocê d a...
CONFUSÃO

FÉ (Escudo)
Prote ge v ocê d a...
INCREDULIDADE

SALVA ÇÃO (Elm o)


Prote ge v ocê...
ESCRAVIDÃO

n O centurião ou cinto da verdade protege do engano de Satanás que pode


levar à injustiça (pecad o).
n A couraça da justiça protege da impiedad e (pecado) que leva à confusão.
n Os pés calçados com a preparação do evangelho da paz protegem você da
confusão espiritual que desemb oca na incredulidade.
n O escudo da fé protege contra a incredulidade que leva à escravid ão. O
capacete da salvação protege contra a escravidão.
n A espad a do E spírito, a P alavra d e De us, é u sad a tan to com o um a arm a
ofensiva quanto defensiva.

Note a progressão descendente de alguém não protegido pela armadura de Deus . O


eng ano leva à im pied ade (p ecad o), a qu al sem pre resu lta em jugo e spiritua l.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas da guerra.


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2. Resum a o que vo cê aprende u de sua s arma s espirituais defensivas:


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3. Dê um a referência bíblica que en um ere a arma dura de D eus.


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4. Enum ere cada peça da armadura de Deu s e defina brevemente sua função.

Peça da arm adura Função


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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).
MANOBRAS TÁTICAS

1. Leia Salmos 45.3 e Isaías 59.17. Ambas as passagens descrevem a Deus


colocando armaduras espirituais. Quais são as duas peças da armadura que Deus
coloca e que n ão estão incluíd as em nossa arm adura esp iritual? (Isaías 59.17).

2. Dav i me nciona a armadu ra espiritual quando recorda como Deus o ajudou na


batalha. Estude Salmos 18.29-50.

3. É importante que tenha a experiência usando sua arma dura espiritu a l. Em 1


Sa m uel 17, leia so bre o que aco nteceu quando D avi tra tou de u sar a arm adura com a
qual não estava familiarizado.

4. Deus usa a armadura espiritual para proteger-lhe de seus inimigos: Salmos 35.1-
3.

Davi tinha mu ito qu e dizer so bre seu s inim igos: S alm os 5:8 ; 6:10; 8:2; 9:3; 11:2;
15:5; 17:9; 18:3, 17, 20, 34, 37; 27:2; 30:1; 31:23; 44:5-6; 56:9; 60:12; 61:3;
95:6;108:13.

Leia o que Deus diz sobre seus inimigos: Êxodo 15.6; Mateus 10.36 ; 13.39; Lucas
1.11; 10.19; atos 2.35; 1 Coríntios 15.25-26; Colossenses 1.21.

5. Deus é seu escudo. Veja Gênesis 15:1; Salmos 3:3; 5:12; 28:7; 33:20; 59:11;
84:9, 11; 115:9-11; 119:114; 144:2.

6. Leia Êxodo 17. Israel estava sob ataque e Deus disse a Moisés que estendesse sua
vara. Anteriormente Moisés havia usa do seu cajad o com o um a va ra de pas tor pa ra
prover água para o povo d e De us. Ag ora, p ela p rim eira v ez, estenda sua vara para
resistir aos p rincip ado s e pod eres da s hoste s de esp íritos da m alda de resp onsá veis
pelo ataque am alequita. Existe uma grand e lição espiritual nesta história. Os líderes
do povo de D eus não são som ente responsá veis por p astorear, alimentar e dar de
beber o rebanho, mas sim que também quando um ataque do inimigo vem é sua
responsab ilidade usar o “cajad o de Deu s” para defende r o povo de D eus.

7. Como você responde aos dados de Satanás? Pense sobre como você usaria o
escudo da fé para defender-se de cada um destes ataques. Registre suas respostas
para usá-las no seguinte ataque:

Egoísmo:

Cobiça:

Orgulho:

Dúvida:

Tem or:

Depressão:

Falta de ânimo:
Luxúria:

Avareza:

Ódio:

13. Exam ine-se a si mesmo: toda a sua armadura espiritual está no seu devido
lug ar?

14. Estude com o o Senh or é apresentado como um escudo no livro de Salm os:

a. É escudo ao derredor: Salmos 5:12


b. É escudo de Salvação: Salmos 18:35
c. É escudo p essoal: Salm os 3:3
d. É escudo àqueles que confiam Nele: Salmos 18:30
e. Seu escudo é um dom: Salmos 18:35
f. Ele é um escudo prova do: Salm os 28:7
g. Ele é um escu do d e con fiança: S alm os 144 .2
h. É um escudo vitorioso: Salmos 59.11.
i. É um escudo protetor: Salmos 84.11.
j. É um escudo ungido: Salmos 84.9.
k. É um escudo de refúgio: Salmos 119.114.
l. É um escudo de ajuda: Salmos 116.11.
m. Sua v erdade é no sso escudo: S alm os 91:4
CAPÍTULO DOZE

ARMAS OFENSIVAS

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Identificar suas arma s ofensivas.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“O SENHOR abriu o seu tesouro e tirou os instrumentos da


sua indignação, porque o Senhor JEO VÁ dos Exércitos , tem
um a obra a realizar na terra dos caldeus” (Jerem ias 50.25).

INTRODUÇÃO

Ag ora que você tem aprendido como se defender espiritualmente, você também deve
aprender com o travar a gue rra ofensiv a qu e lhe a juda rá a ava nçar d entro do
território de Satanás. Com armas ofensivas, você será capaz de reclamar novo
território na medida que você difunde o Evangelho e traz a liberdade àqueles que
estavam no jugo do inim igo.

Para “combater o bom comb ate” é evidente que você deve tomar uma ação ofensiva:

“Este mandamento te dou, meu filho Timóteo, que, segundo


as profecias que houve acerca de ti, milites por elas boa
milícia” (1 Timóteo 1.18 ).

“M ilita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a


qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão
diante de m uitas testemun has” (1 Tim óteo 6.12).

Você deve lutar inteligentemente e com propósito:

“P ois eu a ssim corro, nã o c om o a co isa inc ert a; assim


com bato, não com o batend o no ar” (1 C oríntios 9.26).

Conh ecer suas a rma s ofensiv as po de da r-lhe a h abilid ade d e peleja r com propó sito
em lugar de fazê-lo com insegurança.

ESTRATÉGIAS OFENSIVAS

Aqui estão as armas que você usa para travar a guerra espiritual ofensiva:
OR A ÇÃ O :

Você já estudou o jejum e a oração como parte do “plano de Deus para a batalha” no
capítu lo dez e com o um a arm a de fensiva n a últim a liçã o. Porém , ora r é ta m bém u ma
poderosa arma ofensiva. Quando você a usa para travar a guerra ofensiva você não
som ente ora pelo que você quer, por suas necessidades e problemas. Você intercede
por pessoas, líderes e nações, derruban do fo rtalezas de Satanás e suas forças
dem oníacas.

Todos os cristãos h ão de interced er, porém existe u m cham ado especia l à


intercessão para algun s. Este pod eroso m inistério tra z o in tercessor diante do Senhor
para tra var po derosa s bata lhas n o reino in visível.

O valor do louvor e da adoração foi também mencionado no capítulo dez. O louvo r e


a adoração são poderosas armas ofensivas. Em 2 C rônicas 20, quando Israel
enfrentou um p oderoso inimigo, começaram a cantar e louvar a Deus e Ele p repa rou
u m a embos cada para derrotar seu inim igo. Quan do você louv a e adorar a D eus, você
está prep aran do “e m bos cad as” espirit uais.

A ESP A D A D O E SPÍRIT O :

“Portanto, tomai toda a armadu ra de D eu s, p ara qu e p ossais


res istir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”
(Efésios 6.13).

“Tomar” algo é agarrá-lo, tomá-lo, levá-lo para si. Tomar a armadura de Deus
implica em u ma ação ofensiva da parte do crente.

Você estudou sob re as partes defensivas da arma dura na última lição. Estas incluem
o cinto d a justiça , a couraç a da justiça, o ca pace te da sa lvaçã o, o calçado da
preparação do evangelho da paz e a espada do Espírito.

A “espada do Espírito”, a qual é a Palavra de Deus, é uma arma que pode ser usada
tanto de form a ofens iva com o defen siva. A P alavra é um a arm a defen siva quando
você a usa para defender-se contra as ataques de Satanás. É ofensiva quando você a
usa para defender-se conta os ataques de Satanás. É ofensiva quand o você a usa
para reivindicar território para o Senhor ao compartilhar a mensagem do evangelho e
levar libertação aos outros.

Há duas palavras diferentes usadas na Escritura para a “Palavra de D eu s”. U m a


palavra é “logos”, que se refere à expressão total de D eus. Esta se refere à com pleta
revelação do que Deus tem dito. A segunda palavra, “rhema”, se refere a uma
me nsagem específica de Deus que tem aplicação especial a uma situação específica.
Esta é a palavra u sada n esta passag em da “espad a do Espírito”, a Palavra de D eus.

Você relembrará que Jesus usou palavras específicas (“rhema”) de Deus, aplicadas à
tentação imediata. Ser capaz de fazer isso implica em familiaridade com a total
Palavra de D eus.

Se você tem que usar as Escrituras específicas aplicáveis à batalhas imediatas, você
deve ter conhecim entos da revelaçã o total de Deu s.

A M ENT E DE C RI ST O :
“Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do
m e sm o pensamento; pois aquele que sofreu na carn e deixou
o pecad o” (1 Pe dro 4.1).

“Tende em vós o m esmo sentimento que houve também em


Cristo Jesus” (Filipenses 2 .5).

“Tende em vós” sign ifica p erm itir. V ocê tem que se armar com a mesma mente que
Jesus teve, uma m ente preparada para travar uma guerra agressiva:

“... Para isto se man ifestou o Filho de Deu s: para destruir as


obras do d iabo” (1 João 3 .8).

Você deve “deixar” ou perm itir qu e esta mente se d esen volv a. Vo cê de ve tom ar a
ação agressiva de “se armar” com um a atitude mental semelhan te:

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos


pe la renovação da vossa mente, para que experimenteis qual
seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos
12.2).

Ser “tran sform ado” sig nifica experim entar um a m udan ça com pleta a qu al se
exp ressa rá no cará ter e cond uta. R enov ar e arm ar sua me nte à se m elha nça d e Cristo
resulta em tal transformação.

D ER RU B AN D O :

O objetivo da guerra ofensiva é destruir as fortalezas do inimigo:

“Porque as arm as da n os sa m ilícia nã o são carnais, e sim


poderosas em De us , pa ra d estru ir fortalezas, anulando nós
sofismas e toda altivez que se levan te con tra o con hecim ento
de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de
Cristo” (2 Coríntios 10.4-5).

“De struir” significa derrubar pelo esforço ou força. “Derrubar” significa atirar ou
lançar por terra violentamente. É-lhe dito que você deve rejeitar as obras das trevas
(Rom anos 13 .12) e expu lsar os poderes dem oníacos (M ateus 10 .8).

Quando você derru ba as forta leza s de S atanás, você está trava nd o um a gu erra
ofensiva. Você não está esperando defender-se contra um ataque de Satanás, mas
sim que você está atacando as fortalezas do poder inimigo.

ATAR E DESATAR:

Você tem o poder para atar as forças do mal e desatar as forças do bem:

“Dar-te-ei as chaves do reino dos cé us; o qu e ligares na te rra


terá sido ligado n os céu s; e o qu e des ligares na terra terá sido
desligado nos céu s” (Mateu s 16.19).

Med iante a delegação de poder e autoridade da parte de Jesu s, você po de a tar e


desatar as forças espirituais. Leve em consideração qu e esta arma opera junta: é
atando e desatando. Qua ndo você ata algo, vo cê tam bém deve d esata r algo. Por
exemplo, se você a ta o esp írito de m entira, você deve desatar o espírito de verdade
para op erar em seu lug ar.

O SANGUE DE JESUS:

Quando Jesus morreu na cruz do Calvário, Ele nos desatou do domínio do pecado e
do poder de S ata ná s. A Palavra de D eus indica q ue “eles (os crentes) o venceram (a
Satan ás) por m eio do sang ue do C ordeiro (Jesus)” (Apoca lipse 12.11).

A salvação, a cura e a libertação estão todas disponíveis por causa do sangue de


Jesus. O sangue Dele lhe capacita a travar a guerra ofensiva pelas almas de homens
e mulheres e trazer libertação e cura no nome de Jesus. Seu poder para “derrota r” o
inim igo se deve ao “san gue do Cordeiro”.

S EU TE ST E MUN H O :

Apocalipse 12.11 indica que o inimigo é derrotado pela “palavra de seu testemunho”.
A palavra “testem unho” significa “evidência ou registro” como a que é usada em um
caso legal no tribunal de justiça.

Você se lemb rará que Jesus freqüe ntem ente m anda va as pesso as que haviam sido
libertadas ir e contar aos outros aquilo que Deus tinha feito por elas. Na medida em
que você “testifica” ou dá a evidência do poder de Deus em sua vida, você trava a
batalha ofensiva. Para ser efetivo, seu testem unho deve estar baseado no
testemunho d a P ala vra de D eu s, ta l co mo u m ad vo ga do em u m tribun al baseia seus
argum entos na lei do território.

O NOM E DE JESUS:

Você aprendeu que o nome de Jesus é parte do plano básico de Deus para a batalha.
O nome d e Jesus é uma poderosa arma ofensiva tamb ém. Jesus disse que “em m eu
nom e” você expulsará demônios, curará os enfermos, e derrotará a todos os poderes
do inim igo (Ma rcos 16.17).

Rev eja os vários nomes de Jesus no capítulo três deste manual para ver como m uitos
de Seus nomes refletem ação ofensiva contra o inimigo. Também leia através do livro
de Atos e m inistra os milag res feitos “em Seu n om e”.

O nom e de Jesus nã o é um a frase mág ica com a qual con cluím os nossas orações. É
um símbolo da autoridade e do poder que Ele nos deu.

É melhor estar primeiram ente autorizado a usar Seu poder e autoridade antes de
com eça diretam ente a usar Seu s nom es para batalh ar contra os poderes satân icos.
Reveja a história em Atos 19.13-17 e observe o que aconteceu aos filhos de Ceva.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas de guerra.


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2. Resum a o que vo cê tem ap rendido acerca d as arm as ofensivas:


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(As respostas se encon tram ao final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Estude estas referências sobre a ação ofensiva de “tirar”:

Ma teus 5:29-3 0; 7:5; 8 :16; M arcos 16:17 ; Rom anos 13 :12; 2 C oríntios 10:5; 1
Pedro 5:7.

2. Estude estas referências sobre a ação ofensiva de “rejeitar”:

Rom anos 13:12 , 14; 1 Coríntios 5:1 3; 13:1 1; Gálata s 3:27; Efésios 4:22-24; 6:11;
Colossenses 3:8-14.

3. Estude estas referências sobre a ação ofensiva de “tom ar”:

1 Coríntios 3:10; 8:9; 10:12; Gálatas 5:15; Efésios 6:13, 17; 1 Timóteo 4:16;
Hebreus 3:12.

5. Como você aprendeu neste capítulo, você deve participar na guerra ag ressiv a pa ra
vencer o inimigo. Você deve “deixar” ou permitir certas coisas em sua vida espiritual
se você quer ser vencedor. Estude as segu intes referências e comp lete o gráfico
registrando o que a Bíblia que você tem que “deixar” ou permitir em sua vida:

Referências O q ue tem os qu e “pe rm itir”


Mateus 5:16
João 4:1, 27
Romanos 13:1, 12-13
Romanos 14:5, 13, 16, 19
1 Coríntios 3:18-21
1 Coríntios 10:8-9
2 Coríntios 7:1
2 Coríntios 10:17
Gálatas 5:26
Efésios 4:26-31
Efésios 5:3, 6, 33
Filipenses 1:27
Filip ens es 2: 3, 5
Filipenses 3:15-16
Filipenses 4:5 -6
Colossenses 3:15-16
Colossenses 4 :6
1 Tessalonicenses 5:6-8
2 Timóteo 2:19
Hebreus 4:1, 14, 16
Hebreus 6 :1
Hebreus 10:22-24
Hebreus 1 2:1
Hebreus 13:1, 5, 15

Tiago 1:5 -9
Tiago 3:13
Tiago 4:9
Tiago 5:13
1 Pedro 3:3-4, 10-11

1 Pedro 4:11, 15, 16, 19

1 João 2:24

1 João 3:7, 18

1 João 4:7
Capítulo Treze

PARALELOS NATURAIS
DA GUERRA ESPIRITUAL

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever o versículo-chave de memória.


n Explicar porque a “guerra” é usada para explicar o conflito entre o bem e o
m al.
n Resu m ir os princípios naturais da guerra que são aplicáv eis à guerra
espiritu al.
n Aplic ar os prin cípios n atura is da g uerra n o reino e spiritua l.

VERSÍCULO-CHAVE DAS CLÁUSULAS DE GUERRA:

“Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo


as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate,
firmado ne las, o bom co mb ate” (1 Tim óteo 1.18).

INTRODUÇÃO

A Igreja prim itiva viu sua ex periên cia esp iritual em term os de um a gu erra. A
proteção é descrita como a “arma dura de D eus”. A Palavra d e Deus é co m pa rada
com uma “espada”. Os ataques de Satanás são dardos e a fé é a “boa batalha”. Aos
crentes é dito que se pe lejem a “b oa batalh a”.

Por que Deus esco lheu o exem plo da gue rra natu ral para descrev er o qu e está
acontecendo no m und o do espírito entre as forças do bem e do m al? A resposta se
enco ntra em um princípio bíblico básico: princípios naturais da verdade espiritual.
Deus usa os princípios naturais para explicar o que está acontecendo no mundo do
espírito. Podemos entend er o que vemos no mund o natural. Quando se traçam
paralelos entre algo no mundo natural e no mundo espiritual, então podem os
enten der o esp iritual m edian te o na tural.

Jesus utiliz ou e ste p rincípio com freqüência. Ele usou o exemplo da colheita natural
para ilustrar a grande colh eita espiritual à qua l estava cham ando os obreiros.
Existem mu itos para lelos en tre a colh eita na tural e a colheita no m und o espiritu al.

O mes mo é certo em relação à guerra. Existem muitos princípios da guerra natural


que têm sido estudados e aplicados por especialistas na guerra física. Estes princípios
natu rais são a plicá veis no m un do e spirit ual. Este capítulo apresenta princípios da
gu erra natural e os aplica no reino espiritual. Revela por que Deus u sa a guerra
natural pa ra descrever a guerra espiritual na qual os crentes estão com prom etidos.
PARALELOS NATURAIS DA GUERRA ESPIRITUAL

Aqu i estão os p rincípio s natu rais da g uerra q ue sã o para lelos na bata lha es piritua l:

A DEFINIÇÃO DA GUERRA:

U m a sim ples defin ição de g uerra no m un do n atu ral é “u m ato d e força q ue p rocu ra
obrigar nosso inimigo a fazer nossa vontade”. Esta definição é também aplicável no
mundo espiritual. Satanás está con stan tem ente usando a s forças do m al para
obrigar-lhe a fazer sua vontade.

U M EST IL O D E V ID A G UE RREI RO :

Quando um a nação está em g uerra, o estilo de vida dessa n ação se vê afetado. Os


h om ens abandonam seus trabalhos para pelejar por sua nação. Passam horas em
preparação e treinamento. Fundos são retirados da economia para ajudar na batalha.
Os residentes estão em alerta à invasão e guardas extras são colocados nas
fronteiras nacionais.

No mundo espiritual, há muitos crentes que estão totalmente desprevenidos da


gu erra que está sendo realizada ao seu redor e não têm adotado um estilo de vida
guerreiro. As congregações possu em programas e festas, porém não possuem um
plano de ba talha . Vivem no lu xo e na tran qüilid ade e nqu anto o inim igo está
reclamando as alma s de incontáveis homens e m ulheres sem Jesus Cristo. Mem bros
da con greg açã o estã o de san im ados, deprimidos, e vivem em pecados da carne. São
vítimas de um a guerra que nem sequ er sabem que existe.

Você deve entender: Estamos em gu erra! Devem os ad otar um estilo de vida


gu erreiro no mundo espiritual. A guerra espiritual deve converter-se no centro de
nossas vidas . Devem os ga star tem po em preparação e treinamento. Devemos
aprend er a e colocar em u so nossas arm as espirituais.

Devem os dedicar nossos bens materiais para difundir a mensagem do evangelho


para reivindicar as nações q ue estão send o am eaçada s por Satanás. Deveríamos
estar alertas à invasão d o inim igo e colocar gua rdas extras nas fronteiras de nosso
coração, mente, língua, alma, espírito, lar, comunidade e igreja. Estamos em guer ra
e nosso estilo de vida no plano do espírito deve refleti-lo.

O OBJETIVO DA GUERRA:

O objetivo prin cipa l da guerra n o m un do n atu ral é a vitória sobre o in im igo. Este é
também o objetivo principal no mundo espiritual. Para alcançar a vitória no mundo
natu ral, existem mu itos objetivos em curto prazo que devem ser alcançados. As
bata lhas individuais devem ser ganhas e os territórios reivindicados. Cada uma
destas batalhas individuais contribui ao objetivo final da vitória.

O mes mo é certo no mundo espiritual. Nosso objetivo em longo prazo é a vitória


sob re o inimigo. Porém, devemos converter esse objetivo em longo prazo em
objetivos mais específicos. Devemos conhecer os objetivos que Deus tem para nós
na guerra espiritual em nossa família, congregações, comunidad e e nação. Devemos
identificar o território específico que nos foi designado para a conquista.
Cada soldado em um exército natural tem uma posição diferente e responsabilidade
na batalha. O mesmo é verdade no mundo espiritual. Você deve identificar objetivos
pesso ais os quais contribuirão ao objetivo geral da vitória. O comandante da batalha
espiritual designa objetivos aos soldados no m und o natu ral. Deu s é seu co m and ante
na batalha espiritu al e Ele tem estabele cido obje tivos espi ritua is esp ecífico s pa ra
você como um soldado cristão.

TR EI NA ME N TO B ÁSI CO :

Conhecer os objetivos para a guerra não é suficiente. Um soldado deve receber


trein am ento básico em com o alcan çar estes ob jetivos. No mu ndo natu ral este
treinam ento inclui aprender sobre o inimigo, suas táticas, como utilizar as armas de
guerra, e o plano de batalha.

No mun do espiritual os crentes geralmente entram no cam po de batalha sem este


treinamento básico. Não entendem as táticas do inimigo. Não estão alertados de suas
armas espirituais e sobre com o usá-las e nã o estão estudan do o plan o de batalh a (a
Palavra escrita de De us).

No mundo natural, enviar u m so ld ad o a o ca m po d e b ata lh a sem o treinam ento básico


resu lta n a de rrota. O mesmo é certo no mundo do espírito. Você deve ser treinado na
gu erra espiritual se você deseja experimentar a vitória. Quando um soldado entra no
treinam ento básico no mundo natural, ele deixa a vida civil para trás. Não está m ais
comprom etido com os assuntos civis, mas sim com o exército no qual está alistado.

No reino espi ritua l, para combater uma boa batalha, não devemos estar
comprom etidos nos assun tos da vida. Não somos cidadãos civis deste mundo
presente. Som os guerreiros do Rein o de Deu s:

“Participa dos me us sofrime ntos c om o bo m soldad o de Cristo


Jesus. Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios
desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o
arregimen tou” (2 Tim óteo 2.3-4).

PROPAGANDA:

As nações sempre difundem a p ropaganda falsa (informação) sobre cada um.


Satanás também injeta falsa propaganda em sua men te se você o permite. Você
aprenderá mais sobre isso quando você estudar “A Batalha Na Mente” no capítulo 15.

PROPOSTAS DIPLOMÁTICAS:

U m a das estratégias das nações na guerra é debilitar o inimigo mediante propostas


diplom áticas. Estas são sugestões de comprometimento. Mediante tais propostas
cada nação trata de ob ter vantagem sobre a ou tra. Na batalha espiritual, Satanás
trata de fazer co m que os cre ntes se en volv am no p ecad o. Ele sabe qu e sem elha nte
“diplo m acia” resu ltará em debilid ade e spiritua l.

INTELIGÊNCIA:

Quando as nações estão em guerra, existe sempre uma intrincada organização de


inteligência. Cada lado tem forças de inteligência dedicadas a reunir informações do
outro. As forças de inteligência reún em e analisam toda a informação disponível
sob re o inimigo. Comunicam o que tem aprendido aos soldados comprom etidos no
combate.

Na guerra espiritual seu conhecimento sobre o inimigo e suas táticas sã o vita is pa ra


a vitória. A Bíblia é seu “manual de inteligência” que revela informações sobre o
inimigo. Na m edid a em que voc ê ap rend e as e straté gia s de S atanás e as estratégias
bíblicas de confrontação, você deve comu nicá-los aos outros solda dos cristãos.
Satanás também reúne informação sobre você. Ele aprende seus pontos débeis e os
converte em objetivos de ataqu es ofensivos.

GUERRA OFENSIVA E DEFENSIVA:

Os exércitos no mundo natural usa m tan to as estratégias ofensivas com o defensivas.


C om o você tem aprendido, a guerra ofensiva é um ava nço agressivo contra o
inimigo. Gu erra d efen siva é qu ando o inim igo atac a e vo cê de ve d efen der seu
território.

Você tem aprendido que paralelos tanto da guerra ofensiva como da defensiva
existem no mundo espiritual. Quando Satanás ata ca vo cê de ve u sar a guerra
espiritual defensiva. Quando você está reclamando novo território para Deus , tal
co mo quando você compartilha o evangelho com aqueles que nunca o escutaram
ainda, você está levando adiante a guerra ofensiva. Você está reclamando novo
território em nom e do Senhor Jesus Cristo.

Um grande g eneral no m und o natural um a vez disse a sua s tropas “não vamos cavar
trincheiras e esperar pelo inimigo vir e disparar contra nós. Vamos a diante e rápido”
(u m a trincheira é um buraco no solo, no qual um soldado se esconder). O general
disse, “quando você cava uma trinche ira, você ca va um a tum ba. Q uan do vo cê está
nesse buraco e dispara contra o inimigo, ele sabe sua localização exata... vamos
continuar nos movend o e o inimigo sempre atirará onde estivemos e não onde
estam os”. Esse gen eral n ão a creditava em defes a. Su a teo ria era que se o inimigo
estava constantemente sob ataque, não havia nenhuma necessidade de defender-se.
Ele se deu conta de que a força movendo-se na guerra ofensiva tinha vantagem
sobre as forças de defesa. Ele disse, “pelejaremos em nosso term os e ganh arem os”.

Na guerra espiritual, o que entende o objetivo da guerra como a derrota do inimigo


não será facilm ente red uzid o a um a pos ição de fensiva . Para ga nha r vitória total,
frentes ofensivas são necessárias.

ARMAS:

Em cada guerra há armas que são usadas. Pode m ser arm as simp les como a lança
ou o arco e a flecha, ou pode m ser arm as com plexas com o um sistema d e mísse is. O
soldado deve conhecer qu ais arma s estão disponív eis para o uso e com o usá-las.
Algumas arm as estão especifica m ente d esign ada s para a gue rra defen siva en qua nto
outras o são para a guerra ofensiva.

Isto é verdade também no mu ndo esp iritual. Como um soldado cristão você deve
estar inteirado de suas armas espirituais e saber como usá-las. Como você tem
aprendido, há armas espirituais tanto ofensivas quando defensivas. A diferença é que
suas armas são arma s espirituais. Nunca use armas naturais ineficientes para pelejar
batalha s espirituais.
ATAQUE SURPRESA:

Terrorismo, sabo tagem , e em bosca das sã o todos ataques surpresas e são métodos
usados pelos exércitos naturais na guerra. Estes métodos tem duas coisas em
co mu m : prim eiro, são m étod os vio lentos ofensiv os. Segundo, todos têm um
elem ento de su rpresa. O obje tivo a o qu al tais ass altos são dirigidos é pegar
desprevenidos e não preparados. A confusão e a derrota resultam freqüentemente.

C om o os terroristas que sab otam e emb oscam , Satanás tam bém usa os métodos de
ataques violentos, ofensivos e surpresas. Ele lhe atacará quando menos você esperar
em áreas de sua vida que não estejam preparadas. Não assuma que o inimigo lhe
prov erá com advertências de seus ataques. Isto não sucede no mundo da g uerra
natu ral. Nem suced erá no mu ndo espiritua l.

BATALHAS DECISIVAS:

Em cada guerra há “batalhas decisivas”. Estas são batalhas que determinam o


resultado de toda a guerra. As batalhas decisivas são importantes pelo território que
está envo lvido n a ba talha . Se um exército g anh a o con trole de certo território
estratégico ele pode ganhar controle dos territórios circund antes. Na guerra espiritual
estas são tam b ém batalhas decisivas. Por exemplo, se você falha na batalha da
m ente e língua isso afetará sua alma, espírito, coração e possivelmente todo o seu
corpo.

No mundo natural, a maior concentração de tropas é enviada a uma batalha decisiva.


No mun do espiritual isto também é certo. Se exige a concentração de seus recursos
espirituais nos lugares estratégicos para uma guerra bem sucedida. Isto também é
certo em termos da difusão do evangelho. Há tem pos n os qu ais a colh eita esp iritual é
colhida em á reas geográficas importantes do mundo e as forças evangelísticas
devem ser concentradas nesse campo.

Infelizmente, isto n em sempre é assim. A maior concentração de ministros no


presen te está nos Estados Unidos da América, onde há uma igreja em cada
com unid ade e programas de rádio e televisão cristãos facilmente acessíveis a cada
lar. Nas demais nações do m undo está a maior concentração da população e há
mu itos grupos que estão além do testemu nho cristão efetivo. Há m ui poucos
ministros treinados ali para alcançá-los. O inimigo está montando batalhas decisivas
em muitas destas nações, combatendo pelos corações, men tes e alma s de hom ens e
mu lheres. Enq uanto isso, n ossas forças espirituais estão concentradas em qualqu er
outro lado.

COM U N IC AÇÃ O :

A comun icação é muito importante no m undo natural. As tropas devem ser capazes
de com un icar-se com seu com andante para receb er ins truçõ es e en corajam ento. O
inimigo tratará de imp edir a com unic ação entre as trop as de fren te e seu líder,
sabendo que isto resultará em fracasso no campo de batalha.

Na guerra espiritual, Satanás trata de destruir suas linhas de comunicação. Tratará


de evitar que você ore e que leia a Palavra de Deus, já que estas proporcionam
instrução e encorajamento na guerra esp iritua l. Se v ocê e stá tã o ocu pado n a gu erra
que deixa de lado a comunicação com o Com and ante , você po de ser facilm ente
derrotado. O m inistério es piritua l, deixar d e ser efetivo. Seu poder na linhas de
frente vem da comunicação com o Comandante da batalha. Você deve
constantemen te receber Suas instruções e encorajamen to mediante a oração e
estudo de Sua Palavra.

ALVOS:

Na guerra no m und o natural existem dois tipos de alvos: móveis (tais como botes,
aviões, tanques ou tropas) e estacionários (tais como os depósitos de arm as,
quartéis, etc.). Os alvos móveis são a maior ameaça na guerra natural porque são
ofensivos. Estão em m ovimento para conquistar território.

No m un do e spirit ual, Satan ás es tá m ais p reocu pado com os alv os m óveis. O homem
ou a mu lher que se torna um alvo é quem agressivamente está se movendo no
campo de batalh a da guerra espiritual para conquistar as forças inimigas. Satanás
atacará alvos estacionários também (crentes que não estão envolvidos na guerra
ofensiva). Porém, relembre, quando você está no mover de Deus, você é um alvo
principal para Satanás. Você quer derrotar seu avanço para reivindicar as armas dos
hom ens cativos e mulheres dentro de seu território.

ATAQUES E CONTRA-ATAQUES:

Na guerra natural, quando uma parte ataca, a outra contra-ataca. Um contra-ataque


é um a tenta tiva de deter as força s do in im igo de avançar e recu perar território
perdido. Satanás contra-ataca cada m ovim ento ofensivo realizad o pelos crentes.
Quando você decide orar mais, ler a Palavra de Deus, ou entrar em um ministério,
ele ime diata m ente d isporá d e um contra- ataq ue p ara evitar que você avance. Se
você está advertido desta estratégia de contra-ataque, você estará preparado e não
estará de guarda baixa.

Em termos militares, há basicamen te três formas de ataqu e. Ataques semelhantes


são lan çado s pelo in im igo n o reino e spiritua l.

1. Ataque Frontal: estes são ataques frontais diretos. As tentações de Satanás são
co mo um assalto frontal no mund o natural. Estes ataques espirituais diretos devem
ser confron tad os resistin do a Satan ás, o q ue o faz fugir.

2. Um sítio o u cerc o: um sítio ou ce rco no m und o natu ral é qu and o o inim igo
assu m e o controle do território q ue n ão lhe perten cia. O ju go esp iritual é sem elha nte
ao sítio ou cerco no mund o natural. O inimigo penetra através de seus m uros e p arte
de sua vida é colocada sobre o controle dele. Ele não possui a área, porém evita que
você funcione apropriadamente para a glória de Deus. A maneira de lidar com o
cerco espi ritua l é usando o s podere s e ata r e des atar apre nd idos neste cu rsos. O
inimigo deve ser atado e a área da vida sob o controle dele deve ser desatada de seu
pod er.

3. Invasão e ocupação: quan do um inimig o invade n o mu ndo n atural, ele ocupa e


controla um território. Isto é semelhante à possessão demoníaca no mundo do
espírito. A pes soa n ão salv a ou a que tem recaído sob o controle de um espírito
maligno que tem entrado para possuí-la. A maneira de tratar com este tipo de ataque
é atar o inimigo e expulsá-lo.

MOBILIDADE:
Para sermos efetivos na guerra natural, um exército deve ser móvel. As forças
devem ser capazes de mover-se ao lugar no qual a ação ofensiva acontece. Se são
elas são apa nhad as e m antidas im óveis pelo inim igo, elas se tornam ineficazes.

A mobilidade é um requisito no mundo natural se você quer levar adiante as ordens


de “ir por todo o mundo e pregar o evangelho”. Você é um soldado cristão que está
imobilizado pelo inimigo ou está ativo perseg uin do o m a nd am en to d e a va nça r co m a
men sagem d o evangelho?

Um soldado não coloca uma armadura e tom a su as arm as tã o som ente pa ra sen tar-
se confortavelm ente em casa em frente de u m fogo. Ele n ão so m ente se p repa ra
para a batalha, ele vai ao campo de batalha. Alguns soldados cristãos se preparam
para a ba talh a, p orém nun ca deix am a segu rança de seu lar ou con grega ção p ara ir
ao campo de b atalha. A guerra está acontecendo nas ruas de nossas cidades. Está
acontece ndo nas vilas ain da não alca nça das com a m ens agem do evan gelh o. Não
im portan te o quão preparados estamos espiritualmente, nunca ganharemos a batalha
a men os que sejamos capazes de m over-nos para o Senhor Jesus Cristo.

Um soldad o não gan ha h abilidades como guerreiro somente estudando os livros


sobre a guerra. Avança nas habilidades mediante a experiência no campo de batalha.
Estudar seu manual de guerra espiritual (a Bíblia) é importante, porém a batalha
jam ais será ganha a menos qu e você ponha em prática o que você tem aprend ido.
Habilidade na guerra espiritual ve m me dian te a exp eriência e a ap licação , assim
com o acon tece no mu ndo natu ral.

COO P ERAÇÃO :

A guerra é um esforço de equipe. Os soldados devem cooperar uns com os outros em


seu esforço para derrotar o inimigo. Devem estar sob a direção de um com andante.
Se movem adiante como um a frente unida. Não com batem em seu próprio nome,
mas sim em nome de seu pais. Os crentes devem aprender a cooperar na arena da
gu erra espiritual. Em lugar de pelejarmo s uns com os outros, necessitamos
concentrar-nos no ataque contra o inimigo.

No mundo natural, quando um soldado é ferido, seus amigos fazem todos os esforços
para resgatá-lo. Quando as tropas avançam, se movem como um a unidade. Não
deixam os débeis para trás, se não que os colocam no centro junto com os guerreiros
ma is fortes na frente e por trás até que o d ébil se recupere de sua s feridas.

O exército cristão tem a tendên cia de disparar em seus próprios feridos. Quando um
crente cai na batalha nós fofocamos sobre ele ou o abandonam os. O que nós
deveríamos, ao contrário, é resgatar estes feridos espiritualmente e rode á-los com
nossa força. As forças de deus deveriam avançar como uma frente unida, não co mo
um grupo desordenado com g uerreiros feridos que caem e m orrem pelo flanco.

Não estam os pelejand o em nosso próprio nom e. Estamos pelejando em o nome do


Senhor Jesus. Não estamos pelejando por nosso próprio proveito. Estamos pelejando
a favor de nossa n ação espiritual, o Reino de Deu s.

OBEDIÊNCIA:

Um soldado no campo de batalha no mundo natu ral não faz o qu e lhe a grad a. Ele
segue ordens do comand ante. Requer-se obediência total. Não há nada de m aior
im portân cia na guerra que a obediência. O mesm o é verdadeiro n o reino esp iritual.
Se você tem que ser efetivo na guerra espiritual, você deve seguir as instruções de
seu coman dante. Você deve estar em total obediência a Ele.

C O RA G EM :

Um grande general no mu ndo natural um a vez disse “se você tem m edo de disp arar,
você será abatido a ntes de com eçar... temer m atas m ais pessoas do q ue a m orte”.
Não tema o fracasso na guerra espiritual. S e você es tá com me do de ser ferido pelo
inim igo, você está derro tad o an tes d e com eçar.

O vale nte gen eral ta m bém disse “nu nca hav erá d errota se o h om em recusa aceita r a
derrota. As guerras estão perdidas na mente antes de estarem perdidas no cam po.
Nenh um a nação jama is foi derrotada até que a pe ssoa aceitou a d errota”.

A semelhança do mundo natural, não pode haver derrota se você se recusa a aceitá-
la. As batalhas espirituais são perdidas primeiramente na mente. Recuse-se a aceitar
a derrota em sua men te.

CONQUISTANDO A LIDERANÇA:

Um imp ortante general freqüen temen te expressava seu desejo pessoal de combater
o maior líder inimigo e que o vencedor da batalha pess oal de cidisse a gue rra. Isto
também tem sido feito no reino espiritual por nosso Comandante. Mediante Sua
m orte e ressurreição, Jesus conquistou o pod er o in im igo. O resu ltad o fina l da guerra
já está revelado na Palavra de Deus. Porém, as forças rebeldes de resistência estão
ainda na terra. Jesus conquistou a liderança, porém a nós é dado o objetivo de
derrotar os focos de resistência.

COM P RO MI SS O :

Ao falar sobre o comprom isso um famoso general disse:

“Somos pessoa s com sorte. E stam os em guerra! T em os a o portun ida de d e pelejar e


morrer por algo. Muitas pessoas nunca têm essa oportunidade. Pensem em todas
essas pobres pessoas que conhecem que viveram e morreram por nada... vidas
inteiras desperdiçad as em nada ma is do que em come r, dormir e ir trabalhar...”.

C om o crentes, estamos em guerra no mundo espiritual. Temos a oportunidade de


pelejar e morrer por algo. Não temos que p assar nossas vidas na monótona rotina de
com er, dormir e trabalhar. Pelejamos por um reino que não terá fim . Pelejam os para
um Comandante que já tem conquistado as forças d o inim igo. No ssa vitória está
assegurada. Temos algo pelo que vale a pena viver, pelejar e se somos chama dos a
isso, também morrer por isso.

INSPEÇÃO

1. Escreva o versículo-chave das cláusulas da guerra.


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2. Por que o exemplo da guerra é usado para descrever o conflito entre as forças
espiritu ais do b em e do m al?
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3. Resum a o que você aprendeu neste capítulo relacionado com os princípios da


gue rra natu ral qu e são a plicáv eis à gu erra espiritu al.

Definição de guerra.
Estilo de vida guerreiro.
O objetivo da guerra.
Treinamento básico.
Propaganda.
Propostas diplom áticas.
Inteligência.
Guerra ofensiva e defensiva.
Arm as.
Ataques de surpresa.
Batalha s decisivas.
Com unicação.
Alvos.
Ataqu es e contra-ataqu es.
Mobilidade.
Cooperação.
Obediência.
C ora gem .
Conquistar a liderança.
Com promisso.

(As respostas se encon tram n o final do últim o capítulo deste m anua l).

MANOBRAS TÁTICAS

1. Para apre nd er m ais d os ob jetivo s da guerra no m undo espiritual, leia Mateus


28:18-20, Marcos 16:15-18; Atos 1:8; Efésios 3:9-11 e Colossenses 1:24-29.
Encontre as respostas a estas pergun tas:

Quem tem d etermina do nossos ob jetivos?


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Qu ais são os objetiv os qu e nos tê m sido de sign ado s com o igreja lo cal?
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Quais são os objetivos designados a você pessoalmente?


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2. Não é suficiente aprender princípios naturais da guerra que são paralelos aos do
mundo espiritual. Você deve aplicar estes princípios em su as próprias batalhas
espirituais. Conhecimento sem aplicação desse conhecimento é ineficaz.

Revise o que você tem apren dido neste capítulo , dep ois es creva um pará grafo
resumindo como você planeja aplicar o que tem aprendido sobre os princípios
naturais à su as batalha s espirituais.
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INVASIÓN

ENTRANDO EN LA ZONA DE COMBATE...

Du rante una invasión en el m und o natu ral, un eje rcito entra e n la zo na d e com bate
para conquistar sus enem igos y recla m ar territorio. El entren am iento b ásico es in útil
a menos qu e lo aprendido sea puesto en acción. Incluso un ejército movilizado
equipado con armas no es efectivo si permanece inactivo en los flancos. Para ser
efectivo en la guerra, debes entrar en la zona de combate.
Capítulo Quatorze

ENTRANDO NA ZONA DE GUERRA:


BATALHANDO CONTRA O DIABO,
A CARNE E O MUNDO.

OBJETIV O S:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

n Escrever os versículos-chave de memória.


n Definir a palavra “estratégia”.
n Definir a palavra “con tra-estratégia”.
n Explicar as estratégias de Satanás que combinam as forças malignas do
mu ndo com a carne.
n Identificar contra-estratégias espirituais para a vitória sobre o mundo e a
carne.

VERSÍCULOS-CHAVE DAS CLÁUSULAS DA GUERRA:

“Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho


h om e m, para que o corpo do pecado seja destruído, e não
sirvamos o pecado com o escravos; porquanto quem morreu
está justificado do pe cado” (R om anos 6.6-7).

INTRODUÇÃO

Você tem respondido ao cham ado às armas e tem sido incluído no exército de Deus.
Você tem estudado sobre a estratégia e o território do inimigo. Você aprend eu sobre
o plano de batalha de Deus e tem sido armado com armas defensivas e ofensivas.
Com esta lição , você está entra nd o na zon a de com bate e co m eçará a pe lejar!

Este capítulo é o primeiro em uma série que se centra nas estratégias de Sataná s e
nas contra-estratégias bíblicas para derrotar suas enganosas táticas. “Estratégia” é a
ciência de traçar e levar adiante operações militares. São os métodos ou planos que
levam à vitória.

ESTRATÉGIAS DE SATANÁS:

Sata nás tem organizado m étodos para vencer os crentes. É a isso que Paulo se
refere quando fala das “ciladas” do diabo:

“Revesti-vos de toda a armadu ra de Deus, para poderdes ficar


firmes contra as ciladas do diabo” (E fésios 6.11).

A palavra “ciladas” de Satanás são suas estratégias enganosas de ataque.


AS CONTRA-ESTRATÉGIAS DE DEUS:

O crente n ão é d eixad o ind efeso frente a o ataq ue d o inim igo. Em Sua Palav ra escrita
Deu s tem propo rciona do u m ma nua l de estraté gias p ara a g uerra esp iritual:

“Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não
lhe ignoram os os desígnios” (2 C oríntios 2.11).

A palavra “desígnios” significa pensamentos ou propósitos. A Bíblia contem contra-


estratégias para derrotar a todo o poder do inimigo.

A palavra “enfrentar” significa “atuar em oposição a, imped ir, derrotar, ou frustrar”.


No mundo espiritual uma contra-estratégia é um plano organizado e um mé todo de
oposição a Sa tan ás. D esig na-se a im ped ir, derro tar e frustrar suas “tram as” e
“ma quina ções”.

Os capítu los qu e segu em estão org aniz ados em estratégias e contra-estratégias. As


estratégias de Satanás em áreas específicas da guerra espiritual são abordadas
prim eiram ente em cada capítulo. As contra-estratégias espirituais para a vitória logo
se apresentam. Nesta lição você estudará como o mundo e a carne trabalham juntas
na g uerra esp iritual e as contra- estratég ias pa ra ven cer a estas forças do m al.

ESTRATÉGIAS DE SATANÁS: O MUNDO E A CARNE

Você ap rendeu n o capítulo sete qu e o mu ndo e a carn e são territórios inim igos:

S A TA N ÁS O P ERA MED IA N TE O M U NDO :

“Sabemos qu e so m os d e D eu s e q ue o m un do inte iro jaz no


Maligno” (1 Jo ão 5.19).

Satanás é o príncipe deste mundo e como seu príncipe influencia nos governos das
nações. Ele é descrito como “enganador das nações” em Apocalipse 20.3 e 7. Daniel
capítu lo 10 iden tifica um po der dem oníaco sobre a n ação da Pérsia que estava
opera ndo para im ped ir a oração de D anie l.

Satanás é como u m leão que ruge no m undo:

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda


em derredo r, com o leão q ue rug e proc urand o algué m para
devorar” (1 P edro 5.8).

O qua dro de um leão que ruge ilustra as táticas abertas de terrorismos que Satanás
utiliza. Porém, Sa tanás tam bém é descrito como u m “an jo de luz”:

“E não é de admirar, porque o pró prio Sata nás se transform a


em an jo d e lu z. N ão é m uito, p ois, qu e o s se us pró prios
ministros se transformem em m inistros de jus tiça ; e o fim
deles será conform e as suas ob ras” (2 Coríntios 11.14-15 ).

Isto descreve a Sata nás co m o sedu zind o e ap elan do a u m tem po m ais sutil e se creto
de ataque. Assim, Satanás opera tanto abertamente como em segredo no mun do.
As ativida des d e Sata nás sã o variad as no mu ndo , porém sem pre estã o dirigidas
con tra Deus, Seu Plano e Seu povo. Satanás se opõe ao operar de Deus no mu ndo.
Isto é bem evidente em sua rebelião e queda do céu que você já estudou (Ezequiel
28.12-1 9). Satanás se opõe ao operar de Jesus no m und o. Ele está por trás do
espírito do “anticristo” do mundo:

“Porque muitos enganadores têm saído pelo m undo fora, os


quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o
engan ador e o an ticristo” (2 João 7 ).

Satanás também se opõe ao opera r do Esp írito San to no mu ndo. Um dos propósitos
do Espírito Santo é gu iar aos hom ens e m ulheres à verda de da Pa lavra de Deu s.
Satanás trata de evitar que a Palavra de Deus influencie nos corações e vida dos
hom ens e m ulheres:

“Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos


incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho
da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios
4.4).

Satanás aflige e tenta aos crentes no mundo:

“Foi por isso que, já não me sendo possível continuar


esperando, mandei indagar o estado da vossa fé, temendo
que o Tentador vos provasse, e se tornasse inútil o nosso
labor” (1 Tessalonicenses 3 .5).

“Disse o S EN HOR a Satan ás: E is que tudo qu anto e le tem está


em te u p od er; so m ente c on tra e le nã o este nd as a m ão. E
Satanás saiu da p resença do SEN HO R” (Jó 1.12 ).

Satanás eng ana o m und o m edian te “as fo rças espirituais do mal nas regiões
celestes”. Assim é como ele opera na estrutura religiosa do mundo. Ele engana
me diante falsas dou trinas, ministros, me stres, apóstolos e religiões.

Satanás tamb ém comb ate contra os crentes que estão no mundo, porém não são do
mu ndo. Voc ê ler so bre esta g uerra em Efésios 6.10-18. Satanás acusa e calunia aos
crentes:

“E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se


c ha ma diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi
atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. Então, ouvi
grande vo z d o céu , pro clam ando : Ag ora , veio a s alva ção , o
pod er, o reino d o no sso D eus e a auto ridade do seu Cristo,
po is foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que
os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Apocalipse
12.9-10).

Ele sem eia dú vida s nos co rações d os crente s. Isto foi parte da primeira tentação do
hom em no jardim do Éden (ver Gênesis 3.1-5 ).

Satanás incita a perseguição dos crentes pelo mundo:


“Não temas as coisas que tens de so frer. Eis que o diabo e stá
para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à
prova, e tereis tribu laçã o d e d ez dias . Sê fiel até à m orte , e
dar-te-ei a coroa da vida” (Ap ocalipse 2.10).

Satanás trata de evitar que o crente seja efetivo no serviço cristão:

“Por isso, quisemos ir até vós (pelo menos eu, Paulo, não
som ente uma vez, mas duas); contudo, Satanás nos barrou o
cam inho” (1 Te ssalonicenses 2.18).

Satanás usa o mundo para seduzir aos crentes a pecar. Tenta mediante a atm osfera
do m un do, o am bien te, e o sistem a ao seu redo r. Anim a o a m or ao mu ndo em seu
coração:

“Não am e is o m un do ne m as coisas que há no mundo. Se


alguém amar o m undo, o amo r do Pai não está nele; porque
tudo que há no m un do , a co nc up iscê nc ia da carne , a
co nc up iscên cia dos olhos e a soberba da vida, não procede do
Pai, mas proc ede do mu ndo” (1 João 2.15-1 6).

Satanás combate contra a mente, a língu a, o espírito, o co rpo e os m uros esp irituais
dos crentes. Ataca m ediante a fam ília e associados, finanças e circunstâ ncias. Você
aprend erá ma is destas áreas específicas de ataq ue em outros capítulos.

Os nomes de Satanás também revelam suas estratégias no mun do. Você estudou os
nom es de Satanás no capítulo cinco deste curso. Reveja isto e pense sobre como
cada nom e reflete as estratégias de Satanás no m undo hoje.

SATANÁS OPERA MEDIANTE A CARNE:

O corpo, alm a e es pírito do h om em estão intim am ente relacionado s. Por causa disso,
Satanás acessa a alma e o espírito mediante a carne. Esta estratégia é evidente na
prim eira tentação do hom em. “VEND O a m ulher que a árvore era boa para se comer
(GOS TO), agradável aos olhos e árvore DESEJÁV EL para dar entendimen to”, ela
tomou do fruto e o deu tamb ém ao seu m arido (Gênesis 3.6). Satanás usou os
sentidos humanos e desejos para ter acesso à alma e espírito de Eva.

Se Satanás não pode “cegar sua mente” e impedi-lo de aceitar a verdade do


evangelho, então ele trata d e m antê -lo atad o à carn e dep ois que você recebe o
evangelho. Os desejos carnais combatem contra a alma:

“Am ados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois,


a vos absterdes das paixõe s carna is, que faze m gue rra con tra
a alma” (1 Pedro 2 .11).

Satanás usa a carne para afetar a mente:

“Mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando


contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do
pecado que está no s me us m em bros” (Ro ma nos 7.23).
“Meus m em bros ” é um a referê ncia à carne. Satanás u sa a carn e pa ra afetar o
espírito:

“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de


toda imp ureza , tanto da carne com o do espírito,
aperfeiçoando a nossa santidade no tem or de De us” (2
Coríntios 7.1).

Satanás usa a carne para você colha corrupção (podridão, perversão) em sua vida:

“Porque o que sem eia para a sua própria carne da carne


colherá corrupção; mas o que sem eia para o Espírito do
Espírito colherá vida eterna” (Gálatas 6.8).

Em Efésios 4, onde Paulo trata dos pecados da carne n o conte x to d o velh o h om em e


do novo homem, ele insere esta advertência:

“Nem deis lugar ao diabo” (Efésios 4.27).

Esta advertência significa que quando você comete estes pecados da carne, você dá
lugar (literalm ente u m direito) a S atan ás em sua v ida. Co ntínu a ind ulgê ncia
voluntária ao s pecados carn ais pode resultar em jugo a Sa tanás:

“Mas tam bé m o re torno à sens ate z, livrando-se eles dos laços


do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a
sua von tade” (2 Tim óteo 2.26).

SATANÁS OPERA MEDIANTE OS DEMÔ NIOS:

C om o você aprend erá depois neste curso, um nascido de novo não pode ser
“possuído” por Satanás, pois ele permanece como um crente genuíno. Possessão por
parte de Satanás envolve controle do corpo, alma, espírito, conduta e pensam ento.
P orém , se um crente continua praticando pecados carnais chegará o tempo q uando a
prática pod e levar de um peca do d a carne a um peca do controlad o po r atividade
demoníaca e satânica.

C O M O O P ERA M JU N T OS

O m undo, a carne e o diabo com seus demônios com bin am sua s forças m alig nas pa ra
combater contra o s crentes. C ada força pod e opera r indep end entem ente contra os
crentes, porém estas forças estão freq üen tem ente com bin adas em seu ataq ue sobre
os crentes.

Satanás u sa o m undo, com su as ilusões, encantos, filosofias e sistemas m und anos,


para gan har aces so à carne. Us a a ca rne p ara o bter a cesso à alm a, m ente e esp írito.
Depois trata de fazer você conformar-se com o m undo m ais do que com
Deus.

CONTRA-ESTRATÉGIAS ESPIRITUAIS: VENCENDO A CARNE

O m un do, a carn e e o diabo, certamente, criam uma zona de combate ameaçadora!


Porém aqui estão algumas poderosas contra-estratégias espirituais para vencer estas
forças:
A P RES EN T E S E U C O RPO C O MO SA CRI FÍ CI O :

Nas forças m ilitares do mundo natural, um hom em qu e alista para o serviço vem sob
o controle completo de seus superiores. Eles lhe dão instruçõe s sobre com o se
cond uzir, com o se vestir e sobre como combater o inimigo. Para ser efetivo n a gu erra
espiritual o mesm o tipo de controle deve ser posto em ação:

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que


apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e
agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos
co nfo rm eis com este sécu lo, m as tra nsfo rm ai-v os pe la
renovação da vo ssa m en te, p ara qu e exp erim en teis q ua l seja
a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Ro mano s 12.1-
2).

Você deve apresen tar-se a si m esmo a D eus como um ato de sua própria vontade.
No Antigo Testamento, quando se sacrificava a Deus, a pessoa que o oferecia não
tinha ma is controle sobre ele. Era dado totalmente ao Senhor. Em lugar de
conforma r-se ao mun do e à carne, você deve ser transformado (m udado) m ediante a
renovação de sua mente. Você estudará m ais sobre a b atalh a na me nte n o cap ítulo
quinze.

A R M E-SE C O M O MES MO P EN S AM E N T O DE CRIST O :

A renovação de sua mente acontece ao “armar-se” com o mesm o pensam ento de


Jesus.

“Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do


m e sm o pensam ento; pois aquele que sofreu na carne deixou
o pecado, para que, no tempo que vo s resta na carne, já não
viv ais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a
vontade de De us” (1 Pe dro 4.1-2).

DESENVOLVA A ATITUDE CORRETA PARA COM A CARNE:

A Bíblia nos diz que devemos até m esmo “detestar a roupa contaminada pela carne”
(Judas 23). Você dev e com preender qu e os desejos da carne não são d o P ai, m as
sim do m undo:

“Porque tudo qu e h á n o m un do , a con cu piscê nc ia da carne , a


co nc up iscên cia dos olhos e a soberba da vida, não procede do
Pai, mas proc ede do mu ndo” (1 João 2.16).

Você não deve ter confiança na carne:

“Porque nós é que som os a circuncisão, nós que adoramos a


Deus no Esp írito, e no s glo riam os e m Crist o Je sus , e não
confiamo s na carne” (Filipenses 3.3).

Você deve entender que a vida na carne traz corrupção, enquanto que a vida no
espírito traz vida:
“Po rque o que semeia para a sua própria carne da carne
colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do
Espírito colherá vida eterna” (Gálatas 6.8).

CONSIDERE QUE VOCÊ NÃO TEM Q UE ESTAR SOB O JUGO DA CARNE:

Nos tem pos pas sad os, vo cê est eve sob o jug o da carn e qu ando e ra pe cad or:

“En tre os quais também todos nós andamos outrora, segundo


as inclinações d a nos sa carn e, fazen do a v onta de da carne e
dos pen sam ento s; e éra m os, p or n ature za, filhos da ira, como
tamb ém os dem ais” (Efésios 2.3).

“Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões


pecam inosas posta s em realce pela lei operavam em nossos
m e mbros, a fim de frutificarem para a morte. Agora, porém,
libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que
estávamos sujeitos, de modo que servimos e m novidade de
espírito e não na cadu cidade da letra” (Rom anos 7.5-6).

Estude Efésios capítulo 2 e Romanos 8. Você descobrirá que não tem m ais que estar
no jugo da carne. Sua liberdade vem m ediante Jesus Cristo:

“Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da


lei do pecado e d a m orte” (Rom anos 8.2).

INSTRUA A SUA CARNE PARA OBEDECER:

No m un do m ilitar, o sold ado de ve ob ede cer todas as orden s. Passa pelo trein am ento
básico para aprender as regras da guerra. Apresentam-se-lhe situações de prova nas
qua is você d eve colo car estas estratégias em ação e aprender mediante o fracasso e
o êxito. Você está em treinamento para a guerra.

Isto também é certo no mundo espiritu al. Você d eve instru ir a su a carne a obe decer.
Você deve aprender as regras de D eus. M edian te as prov as qu e Deu s perm ite em sua
vida você terá a oportunidade de colocar estas regras em ação:

“Am ados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de


vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa
extraordinária vos estivesse acontece ndo” (1 Pedro 4 .12).

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de


sere m feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu
nom e” (João 1.12 ).

No mundo natural, um soldado aprender as respostas corretas e equivocadas na


estratégia militar mediante repetitivos exercícios de tropa. Você pode ser treinado
m edian te o estudo de seu man ual de guerra, a Bíblia. Na medida q ue você treina ou
exercita se us sen tidos esp irituais, voc ê apren derá a discern ir entre o be m e o m al:

“Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na


palavra da just iça, p orq ue é cr ianç a. Mas o alimento sólido é
para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas
faculdades exercitadas para discernir não somente o bem ,
ma s tamb ém o m al” (Hebreus 5 .13-14).

Você deve instruir a sua carne a obedecer à Palavra de Deus. Você não conquista sua
carne cedendo a ela. Na medida em que Deus revela a você as áreas carnais em sua
vida, você de ve p assa r a ag ir:

“Am ados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois,


a vos absterdes das paixões carnais, qu e fazem gue rra con tra
a alma” (1 Pedro 2 .11).

“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de


toda imp ureza , tanto da carne com o do espírito,
aperfeiçoando a nossa santidade no temo r de Deu s” (2
Coríntios 7.1).

“Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nad a d ispo nh ais


para a carne no tocante às suas concupiscências” (Romanos
13.14).

Note que VOCÊ deve agir. VOCÊ deve abster-se dos desejos carnais. VOCÊ deve
limpar-se das imund ícias da carne. VOCÊ nã o deve fazer provisão para a carne.

D E SP O JA R -S E D O VE LH O H O M EM :

O “velho homem ” se refere à natureza carnal. Paulo escreve:

“No sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis


do velho homem , que se corrompe segundo as
co nc up iscên cias do engano, e vos renoveis no espírito do
vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado
segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade”
(Efésios 4.22-24).

MATAR A CARNE:

A carne d eve ser cru cificada . Não so frerá um a m orte na tural. Vo cê dev e crucificá-la
recusando-se a ser controlado por ela:

“Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho


ho m em , para que o corpo do pecado seja destruído, e não
sirvamos o pec ado c om o escra vos; po rquan to quem m orreu
está justificado do pe cado” (R om anos 6.6-7).

“Logo, já não sou eu qu em vive , m as C risto vive em m im ; e


esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de
Deus, que m e am ou e a si m esm o se e ntreg ou po r m im ”
(Gálatas 2.20).

“E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as


suas paixões e concup iscências” (Gálatas 5.24).

CA M INH AR N O E SP ÍRIT O :
Seu cam inh ar diário (com o voc ê viv e) po de se r controlado por Satanás operando
med iante a carne, o mundo ou os poderes demoníacos se você permitir. Você não
tem que ser controlado pelo mu ndo, a carne ou o diabo. Você pode apre nd er a
caminh ar no Espírito:

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à


concup iscência da carne” (Gálatas 5.16).

“Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”


(Gálatas 5.25).

Caminhar no Espírito significa permitir ao Espírito Santo de Deus controlar sua


conduta e sua vida.

A carne não é mais poderosa que o espírito. Se você permite ao Espírito Santo
ma nifestar Seu pod er em você , Ele vivifica rá seu corpo m oral d a carne. “V ivificar”
significa encher de vida.

Você não te m que viver na morte do pecado. Deus pode vivificar seu espírito a uma
nova vida:

“Se, porém, Cristo está em vós, o corp o, na ve rdade , está


m orto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa
da justiça. Se habita em vós o Espírito daquele que
ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que
ressuscitou a C risto Jesus de ntre o s m ortos vivificará também
o vosso corpo m ortal, por meio do seu Espírito, que em vós
habita. A ssim , pois, irmãos, somos devedores, não à carne
c om o se constrangidos a viver segundo a carne. Porque, se
viverdes segundo a carne , caminhais para a morte; mas, se,
pe lo Es pírit o, m ortificardes os feitos do corpo, certamente,
vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Es pírit o de Deus
são filhos de Deus” (R om anos 8.10 -14).

Para ser guiad o pelo Espírito você deve ter o Espírito San to dentro de si. Você deve
ser nascido de novo pelo Espírito:

“A isto, r esp on de u Je sus : Em verda de , em verdade te digo


que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de
Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um hom em
nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre
materno e nascer segunda vez? Respondeu Jesus: E m
verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do
Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da
carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” (João
3.3-6).

Você também deve ser cheio do Espírito Santo. É o Espírito Santo que lhe dá poder
para caminhar no espírito em lugar de andar na carne. Um curso in teiro do Ins tituto
Internacional Tem po de Colh eita é de dicad o ao M inistério d o Espírito San to na vida
do crente. Se você está estudando os cursos do Instituto na ordem sugerida, este é o
p ró xim o curso que voc ê fará quando completar este manual. Não podemos enfatizar
suficien tem ente a im portância d o Esp írito Santo na hora de vencer o mundo, a carne
e o diabo. Mediante o Espírito Santo pode ser guiado pelo Espírito em lugar da carne.

P ERM I TE A SE U ES PÍRIT O FA LAR P ELO ESP ÍRIT O SAN T O :

Deus se comu nica com seu espírito mediante o Espírito Santo:

“P ois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são


filhos de D eus” (Ro ma nos 8.14).

O Espírito Santo pode também se comu nicar diretamen te com Deus a partir de seu
espírito:

“P ois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a


Deus, visto que ninguém o e nten de , e e m espírit o fa la
mistérios” (1 Coríntios 14.2).

Quando você fala em uma linguagem desconhecida, a qual é a evidência física do


b atism o do Espírito Santo (Atos 2), seu espírito está se com unic and o diretam ente
com Deus. Quando isto acontece, uma das funçõ es importantes do Espírito Santo é
orar conforme a vo ntade d e Deus:

“Também o Espírito, semelhan temente, nos assiste em n ossa


fraqueza; porque não sabem os orar como convém , mas o
m e sm o Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos
ine xp rim íveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a
m ente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que
ele intercede pelos santos” (R om anos 8.26 -27).

D ESENVO L VA O FRU TO D O E SP ÍRIT O SAN T O :

Em contras te com as obra s da ca rne, dese nvolv a o fruto d o Espírito San to. Isto
inclui...

“Mas o fruto d o E sp írito é: amor, alegria, paz, longanimidade,


benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.
Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5.22-23).

O fruto do Esp írito Sa nto é discu tido em detalhe no curso d o Instit uto Internacional
Tem po de C olheita, “O Min istério do Espírito Santo”.

NÃ O VI VA E M CO N D E NA Ç ÃO :

Satanás usa a debilid ade d a carn e para fazê-lo viv er em cond ena ção. Porém , Paulo
disse:

“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão


em Cristo Jesus” (Rom anos 8.1).

Se você falha e se envolve em um a conduta carnal, não permaneça em condenação.


Arrependa-se e busque o perdão:
“Se confessarmos os nossos peca dos, ele é fiel e justo para
nos pe rdoa r os pe cado s e no s purificar de toda injustiça” (1
João 1.9).

CONTRA-ESTRATÉGIAS: VENCENDO O MUNDO

Aqui há algum as diretrizes para vencer no mu ndo:

D ESENVO L VA U MA A T IT U D E A P RO P RIA DA P A RA CO M O M UN DO :

Reconheça que você não é do m undo:

“Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou,


porque e le s n ão sã o d o m undo, como também eu não sou.
Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do
m al. Eles não são do mundo, como também eu não sou” (João
17.14-16 ).

“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós


outros, me o diou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo
am aria o que era seu; como, todavia, nã o sois do m un do , pe lo
contrário, de le v os esco lhi, p or isso, o mundo v os odeia”
(João 15 .18-19).

Entenda que você experimentará tribulação no mun do:

“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No
m undo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci
o m undo ” (João 16 .33).

Reconheça que ganhar o mundo não é mais valioso do que perder a sua alma:

“Que aproveita ao ho m em ganh ar o m und o inteiro e p erder a


sua alma ?” (Marco s 8.36).

“Que aproveita ao h om em ganh ar o m und o inteiro, se vier a


perder-se ou a causar dano a si mesm o?” (Lucas 9 .25).

Reconh eça que se vo cê am a o m und o, você é um inimig o de Deu s:

“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mun do. Se


alguém am ar o m und o, o am or do Pai não está nele; porque
tudo que há no mun do, a conc up iscê nc ia da carne , a
co nc up iscên cia dos olhos e a soberba da vida, não procede do
Pai, mas proc ede do mu ndo” (1 João 2.15-1 6).

“Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga


de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo
constitui-se inimigo d e Deu s” (Tiago 4.4).

Reconheça a natureza temp oral do mundo:


“Ora, o m un do pa ssa , be m co m o a sua con cu piscê nc ia;
aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece
eternam ente” (1 Joã o 2.17).

“E os que se utilizam do mundo , co m o se de le nã o u sa sse m ;


porque a aparência deste m undo passa” (1 Co ríntios 7.31).

“Visto qu e to da s essa s coisas hã o d e ser a ssim des feitas,


de ve is ser tais como os que vivem em sa nto procedimento e
piedade” (2 P edro 3.11).

R ECON H E ÇA Q U E V O C Ê N ÃO EST Á SO B O JUG O DO M U NDO :

C om o crente você não deve estar sob o jugo do sistem a m undial. Ainda que no
passado tenha sido governado pelo mun do presente (Efésios 2.2), você não está
mais sob este jugo:

“Nos qu ais a nd astes o utro ra, segundo o curso deste mundo,


segundo o príncipe d a pote stade d o ar, do e spírito que a gora
atua nos filhos da desob ed iência; entre os quais também
todos nós andamos outrora, segundo as inclinaç