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Breves considerações a respeito do Estatuto do Idoso

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Breves considerações a respeito do Estatuto do Idoso - Juliana Moreira Mendonça A- A+ 20/10/2008-17:00 | Autor: Juliana Moreira Mendonça; Como citar

este artigo: MENDONÇA, Juliana Moreira. Breves considerações a respeito do Estatuto do Idoso. Disponível em http://www.lfg.com.br 20 outubro. 2008.

INTRODUÇÃO O Brasil, ao longo de sua existência, sempre foi considerado um país jovem. Entretanto, esta idéia do país do futuro, dos jovens e das crianças está perdendo espaço, em função da nova tendência mundial, qual seja, a presença intensa e massiva da Terceira Idade no cotidiano das civilizações. Aos poucos, a pirâmide etária brasileira vai se invertendo, embalada pela queda da natalidade, desenvolvimentos tecnológicos, avanços da medicina e, por incrível que pareça, pela melhora na qualidade de vida, favorecendo o crescimento do número de idosos, que, ao final da primeira metade do século XXI, representará cerca de 15% da população total, segundo estimativas oficiais. No fim de agosto deste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou sua projeção da população para 2050. Nesse ano, pela primeira vez, o número de idosos será igual ao de jovens. Se em 2000 as pessoas com mais de 65 anos representavam 5% da população, na década de 50 deste século elas serão 18%, mesma porcentagem dos que terão entre zero e 14 anos. Em pouco mais de quatro décadas, o número de pessoas com 80 anos ou mais será quase oito vezes maior do que era há quatro anos. De 1,8 milhão, a quantidade pode chegar a 13,7 milhões. Além disso, há o fato de que a proporção da população "mais idosa", leia-se, com mais de 80 anos, encontra-se em ascensão, transformando a pirâmide etária dentro de seu próprio grupo. Isto significa que a população idosa também está envelhecendo (Camarano et alii, 1999). Estas transformações repercutiram na estrutura política, através da necessidade maior de realização de políticas públicas voltadas ao atendimento dos idosos, bem como na esfera jurídica, com a edição de legislações protetivas, que procuram efetivar e complementar o princípio da dignidade da pessoa humana, bem como o artigo 230 da nossa lei Maior. Desta forma, o advento do Estatuto do Idoso representa uma mudança de paradigma, já que amplia o sistema protetivo desta camada da sociedade, caracterizando verdadeira ação afirmativa em prol da efetivação da igualdade material. Daí a importância do estudo do sistema jurídico de proteção ao idoso, tendo em vista a sua relevância para a sociedade atual e para a futura, sendo extremamente necessária a conscientização da população, no sentido de respeitar os direitos, a dignidade e a sabedoria de vida desta camada tão vulnerável e até bem pouco tempo desprezada da sociedade. ASPECTOS RELEVANTES DO ESTATUTO DO IDOSO Num primeiro momento, tratar-se-à de analisar quem, afinal, pode ser considerado idoso, para então, analisar o significado jurídico do Estatuto e por fim, suas garantias fundamentais. Quem é a pessoa idosa para fins de aquisição de Direitos? Sob este aspecto, o sistema jurídico brasileiro deixou a desejar, visto que não há uma coerência quanto à sistematização, o que traz certa dificuldade no que tange a interpretação e aplicação das normas referentes aos idosos.

sem amargurar humilhações e sem pedir para existir. finalmente.741. que. a idade fixada foi de 67 (sessenta e sete) anos. além de estarem também presentes em outras leis. saúde. v. Simplesmente viver como deve ser a vida em uma sociedade civilizada: com muita dignidade.842. de 03 de julho de 1996). Lei 8. O Significado Jurídico do Estatuto do Idoso O Estatuto do Idoso tramitou durante 6 (seis) longos anos pelas casas do Congresso Nacional até ser.173. a idade passou a ser de 60 (sessenta anos). Lei 10. encontram-se preceitos amplamente debatidos pela sociedade. que exige a idade mínima de 65 (sessenta e cinco) anos. 2º. entre outros.. de 09 de janeiro de 2001. em seu art. mas com a entrada em vigor do Estatuto do Idoso. cuja situação é extremamente precária. que trata do pagamento do benefício da prestação continuada ao idoso carente e sem renda para se manter ou ser mantido pela família. de 04 de janeiro de 1994. na mesma linha. As palavras do Presidente remontam a um questionamento prévio para o estudo em questão: a "adesão da sociedade" assume um papel preponderante.Basta observar a Lei 8. ou de recursos básicos para sobrevivência. porque só assim as inovações que ele traz . No âmbito internacional. considera pessoa idosa aquela com idade maior a 60 (sessenta anos). de fato. de 1º de outubro de 2003.742. Porém. não há um regramento específico sobre o tema.948. o Presidente da República afirmou que: Seus 118 (cento e dezoito) artigos formam um guarda-chuva de garantias legais que a sociedade devia aos seus idosos. basicamente. 230. § 2º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1998 . Esta é também a idade exigida para obter prioridade na tramitação de processos judiciais. É possível encontrar alguns artigos isolados. na dificuldade de transportes. Tais direitos estão estribados sobre o direito constitucional vigente no Brasil. g. Mas para que tudo isso se materialize. como. ponto a ser discutido mais adiante. seja no quesito aposentadoria. alguns direitos exigem dos idosos uma idade mais avançada.irão se transformar. de matérias relacionadas à previdência e seguridade social. de acordo com a Lei 10.e as leis que ele regulamenta .LOAS. em direitos na vida dos nossos idosos. A partir de agora. . o direito à gratuidade no transporte coletivo. vide art. é preciso que esse instrumento de cidadania tenha a adesão de toda a sociedade. moradia. de 07 de dezembro de 1993. revelando um caráter protetivo dos direitos fundamentais desta parcela da população com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. no tocante às garantias jurídicas descritas no Estatuto em tela? As Garantias Fundamentais Os direitos fundamentais do idoso estão elencados nos Capítulos I ao X do Título II do novel diploma. lazer. educação. O Estatuto do Idoso. prevê expressamente a idade de 60 anos para que uma pessoa seja considerada idosa. que tratam.CRFB/88. sendo muito escassos os documentos internacionais que façam referencia aos idosos. sancionado pelo atual Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva em 1º de outubro de 2003. que dispõe sobre a Política Nacional do Idoso e dá outras providências (regulamentado pelo Decreto 1. Em declaração divulgada pela imprensa sobre o Estatuto do Idoso. Na Lei de Organização da Assistência Social . eles terão uma ampla proteção jurídica para usufruir direitos da civilização sem depender de favores. Em suas normas.

moradia. (k) Prioridade nos programas habitacionais. 34). (b) Garantia de acesso à assistência social e aos serviços de saúde (eficiência no atendimento em hospitais públicos e particulares). destacando-se: a dignidade da pessoa humana. 9º . (j) O cidadão passa a ter a obrigação de comunicar qualquer tipo de violação que o idoso vier a sofrer. garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde. (g) A polêmica dos planos de saúde que não podem cobrar valores mais elevados para os idosos. sendo-lhes reservados 3% (três por cento) das anuidades e. mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade".741/03 que diz. conclui-se que a omissão de tais obrigações ensejam medidas energéticas. é estipulado como um dos objetivos fundamentais de nosso País a promoção do bem de todos. No tocante à proteção do idoso e do ser humano referente à sua dignidade. embora o tema seja tratado. Neste Título I ainda encontramos assegurados o direito à liberdade. em seus artigos 8º e 9º. (i) Atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde . se é dever do Estado.SUS. ao respeito e à dignidade. inciso IV. sexo. onde o envelhecimento é tratado como um direito personalíssimo.: bancos. como a instauração de inquérito civil para a celebração de termo de ajustamento de conduta. irrestringíveis e inalienáveis.O Capítulo I do Estatuto cuida. como previsto na Lei 8. para famílias com dificuldades financeiras. do Direito à vida. vide art. a lei é bem específica quanto a finalidade social.É obrigação do Estado. por meio de leis municipais. Nestes artigos. finalmente. bem como de raça. cor e quaisquer outros tipos de discriminação. do transporte e da segurança. esta fornecida pelo Poder Público. propositura de ações civis públicas. (c) O direito à pensão alimentícia. observa-se a grande influência de nossa Constituição Federal. a questão da saúde. (h) Redução da idade de 67 (sessenta e sete) para 65 (sessenta e cinco) anos para que os idosos carentes se beneficiem com 1 salário mínimo. ou seja. etc. sendo apontadas aqui. Observa-se que nos artigos 11 a 21 do Código Civil em vigor. às autoridades competentes. geralmente. Os direitos da personalidade caracterizam-se por serem irrenunciáveis. (d) Estimulação de empresas privadas com redução em suas cargas tributárias para a contratação de pessoas que já estejam nesta faixa etária. educação. origem. (e) Transporte coletivo gratuito para os que contam 65 (sessenta e cinco) anos. MEDIDAS DE PROTEÇÃO E A POLÍTICA DE ATENDIMENTO AO IDOSO A proteção ao idoso encontra-se prevista nos arts. pois logo em seu artigo 3º. Pela leitura do artigo 9º da Lei 10.742 de 7 de dezembro de 1993 que dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências (no Estatuto. mandados de injunção e tantas outras medidas cabíveis. mais uma vez. o respeito. quais sejam: saúde. a relação com o Estado e o Poder Público. 43 e 45 do Estatuto. a mens legislatoris dedica-se à conservação dos laços familiares e uma conseqüente inserção da sociedade. "Art. Outras garantias também são de extrema relevância para o estudo em tela. (f) Prioridade na tramitação de processos judiciais ou administrativos. entre outros. sem preconceito ou discriminação em face da idade do cidadão. a liberdade física e intelectual. . (l) As empresas prestadoras de serviços públicos deverão ter em seus quadros um mínimo de 20% (vinte por cento) de trabalhadores com 45 anos ou mais. Aqui. correios e outros órgãos públicos). os idosos devem ser protegidos por meio do que chamamos de direitos sociais. estão disciplinadas as normas inerentes aos direitos da personalidade. algumas de maior importância e que ensejam grandes discussões: (a) O atendimento preferencial e imediato junto aos órgãos públicos e privados que prestam serviços à população (exemplos. transporte. passando estes a ter prioridade no atendimento das políticas públicas.

a requerimento daquele e deve ser encaminhado à família ou ao curador do idoso. E mais. como por exemplo: compra de remédios. de preferência. vide Título IV . 46 a 68 do Estatuto. firmados para o bem-estar do idoso. de forma harmônica. o rol das políticas públicas. Encontra-se previsto no art. Observa-se a figura do curador de fato. As normas da curatela estão previstas nos arts. é claro.767 a 1. Na esfera constitucional no art. admitido apenas aos idosos abandonados à própria sorte. sem riscos de quedas e tantas outras medidas. Geralmente é nomeado para ser curador um membro da família. a competência será do Conselho Estadual ou Nacional da Pessoa Idosa. Esta medida é determinada pelo Ministério Público ou pelo Poder Judiciário. onde ele seja respeitado. ou seja. é essencial para que sejam cumpridas com êxito os benefícios legados aos idosos. daí a informalidade dos procedimentos decorrentes da mesma.governamentais responsáveis pela assistência aos idosos deverão inscrever seus programas de atendimento à terceira idade junto ao órgão competente da Vigilância Sanitária e ao Conselho Municipal da Pessoa Idosa. Neste documento são especificados o tipo de tratamento que o idoso deve receber. o legislador elegeu a família como o primeiro ente responsável pelo idoso.arts. sempre com vistas ao atendimento dos direitos dos idosos. além. de estar correndo riscos de arcar com as devidas conseqüências penais desta conduta de agente garantidor. acompanhamento médico sempre que preciso. 46.783 do Código Civil vigente. Haverá necessidade de curador quando o idoso tiver que ser interditado. O termo de responsabilidade é importante para estabelecer compromissos básicos. A Política de Atendimento ao Idoso A política de atendimento ao idoso. legando o encaminhamento à abrigos como derradeira solução. os entes federativos elencados no art. sendo todos os incisos referentes à dignidade da pessoa humana. não podem ficar inertes ante a defesa das políticas de atendimento ao idoso. Também constará no referido termo. esses entes deverão trabalhar em conjunto.Cabe ao Ministério Público a fiscalização dos interesses dos idosos com o intuito de fazer valer a lei. 1. o tratamento dado ao idoso por sua família. Este rol é exemplificativo. pois os demais familiares podem lhe exigir uma prestação de contas. devem ocorrer no próprio lar. O legislador adotou o sistema da co-responsabilidade social. ligado ao princípio da indissolubilidade do vínculo federativo. trata do termo de responsabilidade. é bastante perigosa. um lar agradável. Entidades de Atendimento ao Idoso As entidades governamentais e não . Esta situação apesar de muito comum. de modo que até mesmo os programas criados para o amparo aos idosos. onde são especificados os . 47 e seus incisos. 230. Este curador é um membro da família que pegou para si a responsabilidade da curatela. Caso este Conselho seja inexistente. 45 do Estatuto. etc. sem ter passado pelo processo judicial da interdição. Medidas Específicas de Proteção O inciso I do art. caput da Constituição Pátria. como passeios. adaptações na estrutura da casa para que o idoso possa se locomover com mais facilidade e continue exercendo suas atividades diárias.

da culpabilidade. ela incorrerá a pena de multa de R$ 500. como veremos a seguir. poderá ficar convencido da existência dos elementos que configuram a tipicidade. 50 do Estatuto. As infrações têm natureza administrativa. dos Estados. a ilicitude e até mesmo. Caso as entidades de atendimento ao idoso descumpram os preceitos legais previstos no Estatuto. mas. fica a impressão de que a punição administrativa seria condicionada à inexistência de crime (sanção excepcional ou residual). Este contrato se sujeita às regras do Código de Defesa do Consumidor. supervisionar e avaliar a política nacional do idoso. visto que o magistrado penal. Ministério Público.842/94 no âmbito da União. dá margem à improbidade administrativa e ao desvio de verbas públicas.00 (três mil reais). a sanção administrativa. podendo ser aplicadas pelo juiz competente a requerimento dos legitimados à fiscalização. Pela redação do artigo 56. que seguem os ritos da Lei de Responsabilidade Fiscal. nas respectivas atuações). tanto de recursos públicos. Fiscalização das Entidades O ponto crucial é a fiscalização dessas entidades (governamentais e não . Também serão observadas as normas da Lei 8.741/03. serão transferidos para outra instituição. respeitados os requisitos dos incs. caracterizar-se-á o delito de maus tratos ao idoso.A Política Nacional do Idoso. apenas. I a IV do art. Vigilância Sanitária e. a Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar nº 64. caput. previstos em lei. 48 da Lei 10. quanto à responsabilidade civil. Esta fiscalização é feita pelo Conselho do Idoso (criado pela Lei 8. ficarão sujeitas tanto às sanções penais. Uma das obrigações mais relevantes é a do inc. As obrigações estão contidas no art. Infrações das Entidades de Atendimento ao Idoso de Caráter Administrativo Se por ventura a entidade de atendimento deixar de cumprir quaisquer determinações do art. Caso não sejam atendidas quaisquer das exigências do supracitado artigo.governamentais) que atendem às demandas da terceira idade. mantém uma certa independência com relação à punição penal. tantos outros. A fiscalização tem como um de seus princípios regentes o Princípio da Publicidade.00 (quinhentos reais) a R$ 3. coordenar. ao término do . reportando-se. 50 e seus incisos.842/94 . Pode haver. de 18 de maio de 1990) e a Lei da Contabilidade Pública. Distrito Federal e Municípios. A não aprovação das contas pelos Tribunais de Contas. No entanto. Para o Ministério Público a fiscalização também se opera na esfera penal. visto que é a melhor maneira de resguardar os direitos da parte mais vulnerável. I que trata da celebração de contrato escrito para a prestação de serviços ao idoso.regimes de atendimento. Tais sanções regem-se pelos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Essas infrações podem ser administrativas ou judiciais. ainda. Os idosos que estiverem em estabelecimento interditado. se o fato não for caracterizado como crime. enquanto perdurar a fiscalização. a interdição do estabelecimento para a devida averiguação do Ministério Público.000. quanto privados. após receber a denúncia. tudo por conta e risco do estabelecimento interditado. aos dirigentes e aos prepostos. Esta fiscalização poderá realizar-se em conjunto ou separadamente. O Estatuto não mencionou nada sobre a responsabilidade penal dessas entidades concernentes às pessoas jurídicas. com o escopo de formular. observado nas prestações de contas.

Se este não existir. ficarão passíveis de execução. vide artigo 13. esquecido em um leito hospitalar. promovida pelo MP. se houver reincidência. Esta punição também será aplicada aos responsáveis por estabelecimentos de saúde e às instituições de longa permanência.00 (quinhentos reais) a R$ 1. II. sendo esta uma atribuição exclusiva dos Procuradores . Esta omissão é muito comum. absolver o réu. Procedimento para a Imposição das Penalidades Originadas das Infrações Administrativas . Alguns doutrinadores. a pena será de R$ 500. toma a responsabilidade para si. observando o dano que o idoso veio a sofrer. Conclui-se que o artigo acima abordado pode estar contaminado pela inconstitucionalidade. é recomendável que a sanção administrativa seja imposta ao se constatar violação a algum dos incisos do artigo 50. ficará sujeito ao artigo 66. Por tudo isso. As multas previstas no Estatuto serão distribuídas ao Fundo do Idoso. do Código Penal. responderão pelo crime de maus-tratos.00 (quinhentos reais) a R$ 3. previsto no artigo 136 do Código Penal. § 2º.000. após o trânsito em julgado da sentença. o agente que contribuiu com esta conduta omissiva. onde médicos e enfermeiras não comunicam o fato à autoridade competente. As multas que não forem recolhidas até 30 (trinta) dias. Mas se a omissão se configurar. da Lei das Contravenções Penais. Se um médico ou uma enfermeira. caso não sejam cumpridas as determinações previstas no diploma em estudo. vai de encontro com o texto legal da Constituição Federal de 1988 em seu artigo 129. IX. porém. A terceira e última infração administrativa prevista no Estatuto é sobre a prioridade no atendimento ao idoso.00 (mil reais) e mais multa civil que será estipulada pelo juiz. Há divergência quanto à decretação da interdição administrativa por parte do Ministério Público que é o órgão fiscalizador. O dever de prioridade estende-se a todos os que tomem o idoso por sua responsabilidade. serão revertidas para o Fundo Municipal de Assistência Social vinculados ao atendimento ao idoso.00 (três mil reais) que poderá ser cobrada em dobro.Gerais. não os comunica à autoridade competente. por exemplo. ocorrendo tipicamente nos casos em que o idoso encontra-se desamparado por seus familiares ou responsável. caso o MP fique inerte. Esta norma. podendo também dar-se por iniciativa dos demais legitimados. como o ilustre Promotor de Justiça Marcos Ramayana alega que o Parquet não tem poder de polícia para decretá-la. Um segundo caso de infração administrativa é o do profissional de saúde que tendo conhecimento de crimes contra o idoso. Há uma ressalva quanto aos profissionais da saúde. À esta infração caberá como pena a multa de R$ 500. "a".julgamento.000. Aqui. Apenas uma única comunicação à autoridade é suficiente para descaracterizar a omissão dos demais agentes. dentro dos próprios autos. já que lhe cabe a promoção das medidas protetivas. visto que não é atribuição do Ministério Público promover a execução fiscal da multa. pois lhe é vedado representar judicialmente a Fazenda Pública em qualquer uma de suas esferas.

bem como para as sanções aplicáveis no processo administrativo. no próprio instrumento de autuação. o próprio juiz com competência para a vara cível. com as devidas assinaturas. O Parquet que tiver atribuições deverá ser também o responsável pela fiscalização tanto dos estabelecimentos de abrigo. no prazo de 10 (dez) dias. se necessário for. e a 9. sob a pendência de uma regulamentação a questão de um eventual órgão revisor da decisão que decretar a multa. o procedimento sumário previsto no Código de Processo Civil. o disposto nas Leis 6. quanto das entidades de proteção aos idosos. Aqui. contados da data da intimação. Inicia-se o procedimento com a requisição do Ministério Público ao Conselho do Idoso. visto que a medida administrativa poderá ser requerida logo na petição inicial de uma medida cautelar inominada. Apresentada a contestação. estabelece as sanções respectivas e dá outras providências. será permitida uma ação conjunta com o Promotor de Justiça encarregado das investigações penais. ou o juiz aplica. A petição inicial será dirigida ao juiz do órgão jurisdicional criado especificamente para esta matéria.O procedimento para a imposição das penalidades acima descritas encontra-se previsto no artigo 60 e seus §§ do Estatuto. não concluída a lei.Lei que configura infrações à legislação sanitária federal. Caso contrário terá competência o juiz cível. a legitimidade é genérica). de 29 de janeiro de 1999 . Cumpre lembrar que o Ministério Público é quem possui legitimidade exclusiva para a requisição das medidas protetivas . Se o procedimento tiver início por um auto de infração.437. por exemplo. no prazo de 10 dias. de preferência. o dirigente da entidade deverá. designará Audiência de Instrução e Julgamento. o Ministério Público será o que foi criado especialmente para atuar nestes casos). Assim. este deverá ser elaborado por servidor efetivo e. A intimação poderá ser feita ou pelo autuante. subsidiariamente.Lei que regula o procedimento administrativo de apuração judicial de irregularidades em entidade de atendimento. podendo haver necessidade de produção de outras provas. . por duas testemunhas. o procedimento de apuração de irregularidade de entidade governamental e nãogovernamental de atendimento ao idoso inicia-se por meio de petição devidamente fundamentada por pessoa interessada (não precisa haver grau de parentesco com o idoso. ou via postal contendo o aviso de recebimento. o autuado deverá. de 20 de agosto de 1977 . Após o procedimento descrito acima. apresentar sua defesa. oferecerá sua contestação. subsidiariamente. Após a citação. ou por iniciativa do Ministério Público (neste caso. ou. Contudo. quando lavrado na presença do infrator.784. Procedimento para a Apuração das Irregularidades na esfera Judicial Aplicar-se-ão. podendo juntar documentos e indicando as provas que pretende produzir. bem como. a grande maioria dos doutrinadores entende que o Conselho Estadual do Idoso carece de regulamentação em vários Estados. Encontra-se também.

ainda. a idade para tal benefício era de 65 (sessenta e cinco) anos em diante. o processo será extinto. para no prazo de 24 (vinte e quatro) horas proceder à substituição. . sem exceção. A multa ou a advertência decorrentes da sentença serão impostas ao dirigente da entidade ou ao responsável pelo programa de atendimento. observa-se que antes do advento da Lei 10. ainda. Antes de aplicar quaisquer medidas acima descritas. o acesso aos teatros. criar varas especializadas e exclusivas ao atendimento aos idosos.211 . o legislador procurou garantir meios para que o idoso venha a se beneficiar do direito pleiteado em juízo. incluindo o fazendário. Com a entrada em vigor da mencionada lei. (ii) reduziu o limite etário para fins de recebimento de tratamento especial e (iii) não há mais a necessidade de requerimento formal para fins de obtenção do citado benefício A prioridade também foi estendida aos procedimentos inerentes ao âmbito administrativo. decidirá a autoridade judiciária sobre o caso. por meio da Lei 10. IDOSOS E O ACESSO À JUSTIÇA A questão do acesso à justiça ganha dimensão especial com o advento do Estatuto. contudo esta norma ainda encontra-se na dependência de maiores estudos e discussões para a sua plena viabilidade e efetividade. Quando houver afastamento provisório ou definitivo de dirigente de uma entidade governamental. a idade passou para 60 (sessenta) anos.C. sem julgamento do mérito. 1.211 . implementadas com regras tanto das esferas estaduais.211 -B e 1.As alegações finais serão oferecidas com o prazo de 5 (cinco) dias e em igual prazo. ampliando o rol de garantias e direitos dos maiores de 65 anos. A ampliação do Código de Processo Civil se dá sob 3 (três) aspectos: (i) estendeu a garantia da celeridade a todos os tipos de processo. reservando um capítulo inteiro só para tratar deste tema. quanto das municipais. junto com o órgão do Ministério Público. A satisfação de tais exigências. Assim. As normas que definem a prioridade ao idoso são. de 9 de janeiro de 2001. 71 do Estatuto. como por exemplo. a autoridade judiciária irá oficiar a autoridade administrativa que for superior ao afastado. O Poder Público poderá.173. a autoridade judiciária poderá optar por fixar um prazo para a remoção das irregularidades averiguadas. Com relação ao item (ii) que trata da redução do limite etário pra recebimento de tratamento prioritário. que alterou o Código de Processo Civil acrescentando-lhe 3 (três) artigos: 1. cinemas e inúmeros outros estabelecimentos comerciais. APLICACAO SUBSIDIÁRIA DO CODIGO DE PROCESSO CIVIL Diante da reconhecida morosidade da tramitação dos processos no Poder Judiciário. poderão ser feitas por vistoria pericial ou pelo próprio juiz competente para a causa. Caso as exigências sejam plenamente satisfeitas.741/03. vide art.A.

que nada mais é que uma investigação administrativa a cargo do próprio órgão ministerial. como expressa o § 2º do art. Então. Os interesses difusos são os que cuidam dos interesses dos idosos em geral. 81 do Estatuto. requisição de documentos. É atribuição do Procurador Geral de Justiça a criação destes órgãos de defesa ao idoso. que tem o condão de colher elementos de convicção para uma eventual propositura de ação civil pública. Nos incisos do art. já para outros. os interesses são passíveis de divisão e estão ligados a uma origem comum. como por exemplo. perícias e tomar depoimentos úteis à propositura de uma futura ação judicial. Assim. um grupo determinável de idoso que aciona o Ministério Público contra uma empresa de plano de saúde que cobra valor abusivo em contrato de adesão. Caso seja concedido. com união estável. caso haja desistência ou abandono da ação. Através dele. Poderá haver assunção do pólo ativo. O Ministério Público e a Tutela dos Direitos do Idoso O Ministério Público tem importante atuação na defesa dos direitos do idoso. podem-se promover diligências. 81 aborda uma questão que é ainda bastante controvertida entre os doutrinadores ao admitir o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União e dos Estados para a defesa dos interesses e direitos do Estatuto. individuais indisponíveis e individuais homogêneos. como é o caso de reivindicar redução de preço de um determinado bem móvel mensurável de modo discrepante para cada comprador (ferindo. exames. pioneiro nesta criação. podemos citar o inquérito civil público como um dos meios de atuação do Parquet. Ressalta-se que esta prioridade não cessa com a morte do beneficiário. sendo certo que esta pode ser identificada como uma ação que versa sobre a defesa de interesses difusos ou coletivos. anota-se essa concessão em local visível nos autos do processo. sendo estendida ao cônjuge supérstite. Verifica-se que estão sendo criadas Promotorias de Defesa do Idoso em vários Estados brasileiros. O inquérito civil tem natureza de procedimento preparatório de ação civil pública. pelo Ministério Público ou outro legitimado previsto na lei. o princípio da igualdade). companheiro ou companheira. Já no interesse individual homogêneo. o litisconsórcio é permitido apenas para a instauração de inquérito civil público. Para uns. sendo impossibilitada a sua individualização. compete ao Ministério Público instaurar o inquérito civil e a ação civil pública. informações. de preferência na capa. 74 do Estatuto. é cabível também para o ajuizamento da ação civil pública. Essas três modalidades de interesse também são conhecidas como transindividuais. O interesse coletivo é o de um grupo de idoso determináveis.Para efeitos de obtenção do benefício em tela. 71 do Estatuto. a exemplo do Estado do Rio de Janeiro. nos termos do art. que estejam acima dos 60 (sessenta) anos. unidos por uma relação jurídica. requerendo o benefício à autoridade judicial competente. ou seja. visto que interessam a todos os membros da coletividade. O § 1º do art. . o interessado deverá fazer prova de sua idade. inclusive. encontram-se previstos os legitimados para a propositura destas ações.

facultando ao alimentado optar entre os prestadores. onde o idoso poderá também. é dever do Ministério Público intervir em ações nos casos em que houver situação de risco ao idoso. por exemplo.Todas as ações abordadas serão propostas no foro do domicílio do idoso. 904). na propositura das ações diretas de inconstitucionalidade. As exceções ficam por conta das ações em face do Instituito Nacional de Serviço Social e às que envolvam a União. anulando-se a sentença e a respectiva audiência. Outro era o entendimento do ilustre doutrinador Yussef Sahid Cahali. em que qualquer dos co-devedores responde pela dívida toda (CC. Por último. verificam-se. As que são originárias dos Tribunais Superiores.1990) (RT 669/150) (RJ 175/80). já que. cumpre sejam todos eles citados. a interdição total ou parcial e à designação de curador especial. Des." (TJRJ . Acolhimento da alegação do "cerceamento de defesa. indiscutivelmente havido. é de ser anulada a sentença. há exceções quanto a esta competência que são de competência da Justiça Federal e as que são originárias dos Tribunais Superiores. coexistindo vários filhos. 13). art. A primeira delas é a solidariedade na obrigação de prestar alimentos. como litisconsortes passivos necessários. realizadas consensualmente.jurisprudencial sobre este tema. Pendia a discussão sobre se em ação de alimentos proposta por ascendente. eis que não se trata de obrigação solidária.Rel. todos sujeitos à obrigação alimentar para com a sua genitora. o chamamento dos demais filhos para que integrem o pólo passivo da lide não pode ser colocado em termos de litisconsórcio necessário.09.501/89 (SJ) .AÇÃO DE ALIMENTOS PROPOSTA PELA MÃE CONTRA UM DE SEUS FILHOS Comprovando o "cerceamento de defesa". Assim decidiu o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro: "ALIMENTOS . impondo-se também a citação dos outros filhos da autora. resolvendo-se em juízo de simples conveniência no interesse do alimentando para não expor-se ao risco de ver a pensão fixada apenas na proporção do correspondente à responsabilidade do filho demandado. bem como a audiência. A segunda diz respeito a possibilidade de transações quanto aos alimentos. 04. parece que o entendimento do citado doutrinador revela-se o . Sendo assim. facilitando sua locomoção e o pleno acesso à Justiça. Porém. A Tutela da Obrigação Alimentícia pelo Ministério Público O Ministério Público também será competente nas ações que versem sobre: os alimentos." A lei. Com o advento desta lei. 5. valendo como título executivo extrajudicial quando forem celebras perante um Promotor de Justiça (vide art. Sobre a obrigação alimentícia há importantes considerações. encerra-se um entrave doutrinário . em sua obra sobre alimentos: "Segundo entendimento que vimos sustentando. optar entre os prestadores (conferir art.J. Francisco Faria .Ap. 12 do Estatuto). seria necessária a integração da lide por todos os filhos ou se haveria a possibilidade de direcionar a demanda contra algum ou alguns isoladamente. porém consagrou a solidariedade da obrigação alimentícia.

sem justa causa. é inegável que a integração à lide de todos os potenciais alimentantes. serve como solução a futuros questionamentos jurídicos.mais acertado. o juiz teria maior facilidade na distribuição dos encargos de cada um. CRIMES COMETIDOS CONTRA OS IDOSOS PREVISTOS NO ESTATUTO O Estatuto do Idoso traz em seu Título VI importantes disposições acerca da tutela penal ao idoso. esta função será desempenhada por membro da Defensoria Pública. aquele que não prestar assistência ao idoso. proporcionalmente às suas possibilidades. observamos que no caso do Estado do Rio de Janeiro. observa-se que o Ministério Público também atuará como substituto processual do idoso que estiver em situação de risco e promoverá a revogação de instrumento procuratório nas hipóteses do citado artigo quando for necessário ou quando houver justificado interesse público. retardar ou dificultar assistência à saúde do idoso. para dividirem as responsabilidades alimentícias. 43 do Estatuto. ou ainda. 77 do Estatuto que a intervenção o Ministério Público é tão importante que sua falta acarretará em nulidade do feito. podendo ser declarada de ofício pelo juiz ou a requerimento de qualquer interessado. ou ainda. punindo com detenção de 6 (seis) a 1 (um) ano. Tal proteção tem como bem jurídico a dignidade da pessoa humana. 62 a 69 do Código de Processo Civil. Esta pena também recai àquele que não prover as necessidades básicas do idoso. sob condições desumanas ou degradantes. Conclui-se pelo disposto no art. Incorrerá. encontra-se o crime de abandono de idoso em hospitais. casas de saúde. quando for obrigado por lei ou por mandado. quem se recusar. elencados nos artigos 95 ao 108. neste crime. Entretanto. privá-lo de cuidados indispensáveis à sobrevivência humana. A pena é de detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos. quando for compelido a fazê-lo. Há aqui uma imprecisão legal que desafia uma correta interpretação. O artigo 98. elencados nos arts. O parente que for demandado isoladamente poderá utilizar-se do remédio processual da "nomeação à autoria". sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado. há o crime de exposição a perigo da integridade e da saúde física ou psíquica. Logo de início. já que em uma única demanda. já que só haverá a intervenção de membro do Parquet nas hipóteses de o idoso ser considerado total ou parcialmente incapaz. quando poderia fazê-lo sem risco pessoal. o artigo 97 que trata da omissão de socorro ao idoso. não pedir assistência de autoridade pública. Designação de Curador Especial Quanto ao curador especial. O sujeito ativo deste crime é a pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) . também. em situação de eminente perigo. ou congêneres. entidades de longa permanência. No artigo 99. A Atuação do Ministério Público com Substituto Processual Voltando ao art. bem como. Análise de alguns tipos penais Há no Estatuto do Idoso um capítulo inteiro apenas dedicado aos crimes em espécie.

sob qualquer maneira. No art.347/85 (Lei da Ação Civil Pública). estão listadas várias condutas que dizem respeito ao idoso que podem vir a serem caracterizadas como infração penal. Pelo que se depreende do art. a execução de ordem judicial expedida nas ações em que for parte ou interveniente o idoso. 100. for lavrado sem a devida representação legal. concernente a benefícios. pensão ou qualquer outro rendimento.). ao direito de contratar. rádios. No artigo 102. o idoso a doar. ou seja. quando requisitados pelo Ministério Público. por motivo de idade. onde a conduta do agente que deixar de cumprir. dentre outros. incidirá a pena privativa de liberdade e detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. assim como qualquer outro documento. emprego ou trabalho. aos meios de transportes. reserva-se atenção ao inciso V ("recusar. negar a alguém. a discriminação ao idoso. atentando contra sua liberdade individual. são elas: impedir o aceso de alguém a qualquer cargo público. Igualmente disposto no artigo acima referido. tendo como base a sua idade. punindo aquele que impedir ou dificultar o acesso do idoso à operações bancárias. se pune a conduta do agente que se apropriar de ou desviar bens. 108. proventos ou pensão do idoso. como dispões o artigo 107. contratar. à pessoa idosa. o instrumento fornecido pelo Ministério Público é restrito ao idoso para instrução e propositura de ação civil pública. retardar ou dificulta atendimento ou deixar de prestar assistência à saúde. informações ou imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso. a pena será de 6 (seis) meses a 1 (um) ano de reclusão. estará o agente sujeito a pena de reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. representado por seus bens. objeto desta Lei. Já aquele que coagir. etc. recusar. incidirá a pena de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. sem a obrigatória interveniência de seu curador regularmente nomeado. legando-lhes outra aplicação da de sua finalidade."). Ainda sobre o artigo 100. revistas. se algum ato notorial que envolva a pessoa idosa desprovida de discernimento de seus atos.anos.g. proventos. ou discriminá-lo por qualquer outra maneira ou instrumento necessário ao exercício pleno da cidadania. sem justo motivo. incorrerá na pena de detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. A pena.. testar ou outorgar procuração. proventos. com o intuito de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida. incluindo os oriundos de aposentadoria ou benefícios previdenciários. sem justa causa. Destarte. Esta hipótese é ventilada pelo princípio da especialidade. foi criado no artigo 104 o crime de retenção de cartão magnético de conta bancária. retardar ou frustrar. Haverá qualificação desta infração. fixada em reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa. retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil. sem que tenha ocorrido sua revogação. . pensão ou qualquer outro rendimento de propriedade do idoso. sendo punido com detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. está o inciso III. subsiste na ordem jurídica a figura penal descrita no artigo 10 da Lei 7. observa-se uma modalidade bem específica do crime de apropriação indébita. jornais. Nesta situação. o indivíduo que exibir ou veicular por qualquer meio de comunicação (televisão. Encontra respaldo no artigo 96 do Estatuto. v. foi imposta pelo legislador com vistas à proteger o patrimônio do idoso. Do mesmo modo. se de seu resultado decorrer de morte ou lesão corporal de natureza grave. Aqui. Aqui. por motivo deidade.

Disponível em: < http:// www1.28-32. pp. ÁVILA.com. v. PRODIDE. pp.). 20-24. Marcos. IPEA. 2004. PRODIDE. Daniel. 1999. Rio de Janeiro. 3. 01. encerra-se a empreitada de apresentar do modo mais coerente e objetivo possível. NETO. Rio de Janeiro. pp.UNATI. pp. REFERÊNCIAS 1. principalmente. 1 jan.unati. A velhice e o Envelhecimento em Visão Globalizada. Ana Amélia e EL GHAOURI. CAMARANO.179.asp?id= 4619>. Incidência e Natureza da Pobreza entre Idosos no Brasil. Vinícius. pp. 2004. São Paulo. ed. NETTO. 4. (1999). Ed. n. JUS NAVEGANDI. ed. PRODIDE. nova polêmica. nos site da Universidade Estadual do Rio de Janeiro < http://www. IPEA. os direitos legados aos idosos. Rosane e SANTOS. A Proteção Penal do Idoso na Lei 10. Apontamentos sobre o Estatuto do Idoso. BARROS. SUXBERGER. Muito Além dos 60: os novos idosos brasileiros. Para Entender o Estatuto do Idoso. Biblioteca Virtual da Faculdade da Terceira Idade . para a necessidade de se concretizar as diversas conquistas já alcançadas. 5. 7. MENDONÇA. 2004. 8. Matheus Papaléo.01. Ed. Antonio Henrique Graciana. a. 2004. Rio de Janeiro. Teresina. seus deveres e prerrogativas enquanto cidadãos. RAMAYANA. ed. in: Revista Reviva. Ricardo Paes. 8.br/doutrina/texto. v.jus. 2004. 2.741/03. in: Revista Reviva.33-38 9. Muito Além dos 60: os novos idosos brasileiros. Estatuto do Idoso Comentado.CONCLUSÃO Após uma breve explanação sobre alguns dos principais artigos do Estatuto. (1999) Idosos brasileiros: que dependência é essa? In: CAMARANO (org. Pedro Thomé de Arruda.uerj.). in: Revista Reviva. 6.01. Roma Victor. 2002. Thiago Pierobom de. atentando. v. 2004. 221-250. Novos Crimes. 281-306. MARINS.br> . Solange Kanso. Atheneu. In: CMARANO (org. Acesso em: 05 de ago.

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