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07 - Do Adimplemento da Obrigação (Pagamento, Cumprimento

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Do Adimplemento da Obrigação (Pagamento, Cumprimento, Execução

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Do adimplemento e extinção das obrigações. CC, arts. 304 e ss. 

As obrigações que decorrem da LEI, do NEGÓCIO JURÍDICO (CONTRATOS), dos ATOS UNILATERAIS, do ATO ILÍCITO, DO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA realizam seu ciclo: surgem nas circunstâncias que lhes são apropriadas e se extinguem com seu cumprimento; O adimplemento é o cumprimento pelo devedor, da prestação a que estava vinculado, consistindo num dar, fazer ou não fazer. dar, fazer. 

304 e ss. como é mais conhecido na linguagem comum. CC. CUMPRIMENTO.Do adimplemento e extinção das obrigações. em sentido técnico-jurídico e não apenas como técnicocumprimento de obrigação pecuniária (soma em dinheiro). palavra sinônima de ADIMPLEMENTO. . O legislador do Código Civil (tanto deste como do anterior) emprega o termo PAGAMENTO.   O adimplemento EXTINGUE a relação jurídica obrigacional entre o devedor e o credor. EXECUÇÃO da obrigação. arts.

Do adimplemento e extinção das obrigações.  Enquanto .  Os romanos chamavam o pagamento de solutio (solução) que decorre de solvere e tem o sentido contrário da palavra obligatio (obrigação). CC. esta (ob ligatio) une credor e (ob ligatio) devedor perante o objeto. 304 e ss. arts. a solutio desata o vínculo entre ambos.

percebemos que o cumprimento da obrigação pode se dar de três maneiras: maneiras:  Então .Modalidades de adimplemento O Código Civil dispõe que o pagamento se dá pelo ato VOLUNTÁRIO do devedor que cumpre com a obrigação assumida.

. quando o devedor cumpre a espontâneo. obrigação no seu termo (vencimento). notificado voluntário. C) coercitivo. quando fica obrigado a satisfazêcoercitivo.Modalidades de adimplemento    A) espontâneo. ou após sentença transitada em julgada em processo de conhecimento cumpre com o devido. B) voluntário. satisfazêla em processo ou fase de execução judicial (não tem mais como evitar). quando interpelado.

boa-fé objetiva. prestarem as informações devidas. que prescreve às partes se portarem com honestidade.Princípios do pagamento  1) boa.objetiva. correção de propósitos. Comentário: BOA-FÉ OBJETIVA : (e: o BOAfazendeiro que vendeu 50 vacas e se comprometeu à entrega-las somente entrega- .  2) pontualidade: o adimplemento deve ser realizado na data aprazada. lealdade.

  . ATOATO-FATO JURÍDICO (Judith Martins-Costa. liberando o devedor perante o credor. Paulo Nader). Gonçalves.Natureza Jurídica do Pagamento  Para uns. através REALIZAÇÃO. MartinsPontes de Miranda e Paulo Luiz Netto Lobo). mero ATO DE REALIZAÇÃO. ATO JURÍDICO EM SENTIDO ESTRITO ou negócio jur bilateral ou unilateral (Caio Mário. do qual a obrigação se extingue.

QUALQUER INTERESSADO NA EXTINÇÃO DA DÍVIDA PODE PAGÁ-LA. o fiador. O interesse aqui é o INTERESSE JURÍDICO. o sublocatário etc. Comentário: CC. se não se tratar de dívida personalíssima. porque podem ter o seu patrimônio afetado caso não ocorra o pagamento.  Tem também interesse jurídico em pagar. o avalista.   .Quem deve Pagar (legitimação ativa) CC.  O principal interessado é o devedor que pode pagar por si ou por representante. PAGÁDOS MEIOS CONDUCENTES À EXONERAÇÃO DO DEVEDOR . o adquirente do imóvel hipotecado. SE O CREDOR SE OPUSER. art. o solidariamente obrigado.. 304. 304. o herdeiro. USANDO. ART.

nos subtermos do inc.Efeitos do pagamento do interessado  No caso de pagarem em lugar do devedor ficam sub-rogados de pleno direito.  Assumem com isto o lugar do credor. . III do art. 346 do CC.

se o fizer em nome e à conta do devedor. salvo oposição deste .  Ex: pai que paga dívida de filho maior de idade.Pagamento pelo não interessado O terceiro NÃO INTERESSADO pode pagar nos termos do § único do art. 304: Igual direito cabe ao terceiro não interessado. .

. .Pagamento pelo não interessado O CC/02 inovou dizendo que o devedor pode não aceitar que o terceiro juridicamente não interessado pague em seu lugar salvo oposição deste por razões de ordem moral. jurídica ou religiosa (e: um budista não quer que um islâmico pague sua conta .).

. Normalmente quem paga quer ajudar o devedor mas pode ocorrer que alguém pague para colocar o devedor em situação mais difícil e: não concordar em parcelar o débito. 305). mas não se subsub-roga nos direitos do credor (CC. art. impondo.Efeitos do pagamento pelo não interessado O terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome tem direito a reembolsarreembolsar-se do que pagar. enfim. situação mais rigorosa ao devedor.

o cessionário e o subsubrogado nos direitos de crédito. Essencial é que a prestação seja paga a quem for credor na data do cumprimento da obrigação. sob pena de só valer depois de por ele ratificado. o legatário. É também o herdeiro. ou tanto quanto reverter em seu proveito .Daqueles a Quem se Deve Pagar (Legitimação Passiva)   Art. 308. . O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente. sabido que credor não é quem foi originariamente constituído como tal.

JUDICIAL (representante nomeado pelo juiz: o inventariante do Espólio. tutores e curadores são representantes dos filhos. . Representação LEGAL (pais. que ocorre por vontade das partes: contrato de mandato. o administrador judicial da falência. CONVENCIONAL.PAGAMENTO AO REPRESENTANTE   O pagamento é válido sendo feito ao credor ou a quem o represente. o administrador da empresa penhorada etc). pupilos e curatelados).

.. Presume-se Presumeque aquele que aparece portando um recibo assinado pelo credor está qualificado para receber o pagamento. Mas isto deverá ser avaliado pelas circunstâncias .PAGAMENTO AO REPRESENTANTE O art. 311 considera autorizado a receber o pagamento o portador da quitação. salvo se as circunstâncias contrariarem a presunção daí resultante . Trata-se Tratamandato tácito ou presumido..

.PAGAMENTO FEITO AO CREDOR PUTATIVO    Art. etc. 309. Ao locador aparente. ainda provado depois que não era credor . O pagamento feito de boa-fé ao credor boaputativo é válido. 138). E: pagamento feito ao herdeiro aparente: único sobrinho do falecido. não se sabe que o de cujus havia deixado todos os seus bens a outra pessoa mediante testamento. Presença do princípio da boa-fé e exigência da boaescusabilidade do erro (CC. art.

caso em que não haverá de se alegar incapacidade. Conseqüência: o cumprimento é inválido. salvo se o devedor provar que o adimplemento reverteu efetivamente para o incapaz. porque resultaria num enriquecimento indevido do credor. .Pagamento feito ao credor incapaz (devedor ciente da incapacidade)  Hipótese de o devedor SABER que o credor era incapaz.

Pagamento feito ao credor incapaz (devedor não ciente da incapacidade)  Hipótese de o devedor NÃO SABER que o credor era incapaz. Conseqüência: vale o pagamento em homenagem ao princípio da boa-fé provando-se que o erro do boa.provandodevedor foi escusável. .

o pagamento não valerá contra estes. Se o devedor pagar ao credor. apesar de intimado da penhora feita sobre o crédito. ficando-lhe ficandoressalvado o regresso contra o credor . que poderão constranger o devedor a pagar de novo. 312.Pagamento efetuado ao credor cujo crédito foi penhorado  Art. ou da impugnação a ele oposta por terceiros. .

DO OBJETO DO PAGAMENTO E SUA PROVA O pagamento só tem razão de ser se houver uma dívida. ensejará o pedido de restituição por falta de causa (enriquecimento sem causa).  Dispõe o art. um débito que o justifique.  o art. O CREDOR NÃO É OBRIGADO A RECEBER PRESTAÇÃO DIVERSA DA QUE LHE É DEVIDA. 313 que A obrigação do devedor é cumprir a prestação da maneira exata como ela foi assumida (seja no contrato ou em qualquer outra modalidade de negócio jurídico. AINDA QUE MAIS VALIOSA . 314 estabelece que mesmo que a obrigação tenha por objeto prestação DIVISÍVEL. 313. se for feito. ART. não pode o credor ser obrigado a recebe-la recebepor partes se assim não se convencionou  . Comentário: CC. seja no ressarcimento do dano em decorrência do ato ilícito ou em qualquer outra obrigação decorrente de disposição da lei e: alimentos). Caso contrário.

MOEDA CORRENTE é a moeda nacional. daí se dizer que tem CURSO FORÇADO.00 na data X). a única que tem exigência obrigatória e que deve ser aceita pelo credor. nem o pagamento em moeda nacional que se submeta à variação da moeda estrangeira (e: pagar o equivalente a U$ 2. O direito brasileiro não admite o pagamento de obrigações em dinheiro em moedas estrangeiras.   .000.PAGAMENTO EM DINHEIRO  Já dissemos anteriormente que as obrigações de dinheiro deverão ser pagas em MOEDA CORRENTE e por seu VALOR NOMINAL.

318. o recebimento em moeda estrangeira sofre as exceções já assinaladas.PAGAMENTO EM DINHEIRO  Por outro lado. art. contratos de câmbio etc). tais como. recebimento de exportações ou pagamento de importações. . CC.  Entende-se por VALOR NOMINAL aquele Entendeescrito e gravado na moeda: é o que nela se diz valer.

 Hipóteses de presunção do pagamento > Arts. execução)  Art. 320. enquanto não lhe seja dada. 322. 323 e 324. e pode reter o pagamento.  Conteúdo da Quitação > Art.Quitação da Dívida = prova do pagamento (cumprimento. 319. . O devedor que paga tem direito a quitação regular. adimplemento.

. ou se o contrário resultar da lei. da natureza da obrigação ou das circunstâncias. 327. Efetuar-se-á o pagamento no Efetuar-sedomicílio do devedor.DO LUGAR DO PAGAMENTO  Art. salvo se as partes convencionarem diversamente.

329. pois o devedor irá leválevá-la ao credor.Dívida quesível e dívida portável    TrataTrata-se da aplicação do princípio do favor debitoris. . debitoris. DÍVIDA QUÉRABLE (quesível). se diz tratar de DÍVIDA PORTABLE (portável). pois o credor deverá buscar a prestação junto ao devedor. Se as partes convencionam que o pagamento se dará no domicílio do credor. Relatividade da regra do art.

seja no implemento de alguma condição. condição. convertendoobrigação.DO TEMPO DO ADIMPLEMENTO. convertendo-se a dívida em obrigação.  O adimplemento terá de ser feito sempre em momento determinado ou determinável. PAGAMENTO PrecisaPrecisa-se saber em que momento pode o credor exigir a prestação. prestação. prefixada. segundo o que for partes. CUMPRIMENTO. prefixada. seja em data dívida.  Antes desse momento não há que se falar em MORA do devedor ou do credor. estipulado em lei ou pela convenção das partes.  . também conhecido como vencimento da dívida.  As obrigações convencionais podem fixar o tempo em que será exigível o adimplemento da prestação.

333. Se não houver prazo pré-determinado poderá o credor préexigir a prestação a qualquer momento (art. parágrafo único. caput e incisos I. a obrigação será apenas exigível quando ele se esgotar. CUMPRIMENTO.DO TEMPO DO ADIMPLEMENTO. 332 que elas deverão ser cumpridas na data do implemento da condição.II e III. PAGAMENTO      Se há prazo. . 331). Existem hipóteses em que se faculta ao credor a ANTECIPAÇÃO do cumprimento da obrigação: Art. No que respeita às obrigações condicionais prescreve o art.

Paulo Luiz Netto Lôbo. não se lhe aplicando as conseqüências da mora. pp. mora. 219 e ss.ADIMPLEMENTO SUBSTANCIAL   TrataTrata-se de construção doutrinária e jurisprudencial que realiza os princípios da função social do negócio jurídico e da equivalência material de direitos e deveres dos participantes. Considera. . Teoria Geral. Considera-se substancial. principalmente a da resolução do negócio jurídico.substancial. o adimplemento parcial em nível suficiente a satisfazer o crédito.

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