DNIT

Publicação IPR - 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO-GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª EDIÇÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Albino Pereira Martins (Responsável Técnico) Eng° Francisco José Robalinho de Barros (Responsável Técnico) Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Téc° Felipe de Oliveira Martins (Tecnólogo em Informática) Téc° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Técª Célia de Lima Moraes Rosa (Técnica em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri (DNIT / DPP / IPR)

COLABORADORES TÉCNICOS
Engº Osvaldo Rezende Mendes (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Francisco José d’Almeida Diogo (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Maria das Graças Silveira Farias (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Rosane Roque Jacobson (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Osvaldo Barbosa (KANAFLEX / AMITECH – RJ) Eng° MSc Fernando Wickert (Coordenador Técnico Geotêxtil da Fiberweb Bidim) Eng° Eider Gomes de Azevedo Rocha (Consultor da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Engª Carla Borges de Araújo (Consultora da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Eng° Antônio Máximo da Silva Filho (Superintendência Regional – MA {ex 15ª UNIT/DNIT})

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng°Paulo Romeu de Assunção Gontijo Eng°Saul Birman Eng°Julio César de Miranda Eng°Genésio Almeida da Silva Eng°Ronaldo Simões Lopes Azambuja Eng°Pedro José Martorel Martorel Eng°Haroldo Stewart Dantas Eng°Renato Cavalcante Chaves Eng°Nelson Luiz de Souza Pinto Eng°Willy Alvarenga Lacerda Eng°Rui Vieira da Silva Eng°Antonio Roberto Martins Barbosa de Oliveira Eng°João Maggioli Dantas Eng°Guioberto Vieira de Rezende Eng°Humberto de Souza Gomes

COLABORAÇÃO: GEPEL – Consultoria de Engenharia Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de drenagem de Rodovias. - 2. ed. - Rio de Janeiro, 2006. 333p. (IPR. Publ., 724). 1. Rodovias – Drenagem – Manuais. I. Série. II. Título.
Impresso no Brasil / Printed in Brazil

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

Publicação IPR 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª Edição

Rio de Janeiro 2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, Km 163 – Vigário Geral Cep.: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel/Fax.: (21) 3371-5888 e-mail.: ipr@dnit.gov.br TÍTULO: MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado pela Diretoria Colegiada do DNIT em 15/08/2006.

procurando dar maiores e melhores subsídios técnicos aos profissionais que.gov. Solicitamos a todos os usuários deste Manual que colaborem na permanente atualização e aperfeiçoamento do texto. Neste Manual de Drenagem de Rodovias são apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária. dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos. Rio de Janeiro CEP . buscando-se a simplificação de procedimentos e a facilidade de sua aplicação. a fim de possibilitar o desenvolvimento dos projetos de drenagem para rodovias com eficiência e modernidade. Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra. por ventura.21240-000. A presente edição. comentários e críticas ao endereço abaixo. vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu Manual de Drenagem de Rodovias. fruto da revisão e atualização da 1ª Edição do Manual. Vigário Geral.br . Centro Rodoviário.APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR). atualiza e complementa o nível de informação do Manual original. Km 163. enviando sugestões. datado de 1990.: (21) 3371-5888 E-mail: ipr@dnit. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). RJ Tel/Fax. vierem a consultá-lo.

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....... 38 Grandezas hidráulicas dos bueiros celulares ....... à seção plena com controle de saída n = 0................................................ 34 Largura da superfície livre do fluxo................................................................................ 39 Curva Kq = g (d) .. 94 Cotas hidráulicas no levantamento do Hw.............................................. 103 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada.................................................................. 105 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóboda de chapa metálica corrugada com controle de entrada ....... 113 .................................................... 78 Curva Kv = f (d) .......... à seção plena com controle de saída n = 0........................................................ 79 Propriedades hidráulicas de estruturas lentículares e elípticas ... 102 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto................................. 96 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada ............................. 101 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de cimento e controle de entrada .......................... 36 Ângulo Ø............................................................................................................................. 111 Carga para bueiros em tubulação de concreto.. à seção plena com controle de saída n = 0...012............................................... com controle de entrada ............................................. com eixo longo horizontal e controle de entrada......................................................................................... 80 Esquema de escoamento por orifício ....012........................................................................................... 34 Variação de energia....... com eixo longo vertical ou horizontal.......... 109 Carga para bueiros em célula de cimento................................................................LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE FIGURAS Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Figura 8 Figura 9 Figura 10 Figura 11 Figura 12 Figura 13 Figura 14 Figura 15 Figura 16 Figura 17 Figura 18 Figura 19 Figura 20 Figura 21 Figura 22 Figura 23 Linha de energia específica ...................................... 35 Relação entre energia e profundidade críticas ................................................................... 106 Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada em anel biselado .........012..................... 112 Carga para bueiros em tubulação oval de concreto..................................................................... 85 Controle de saída ........... 104 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada.......................... 107 Interpolação de curva de coeficiente Ke.................................................................................................................................

................................... 146 Coeficientes da fórmula de Rehbock ...........................................................................024............................................................................................... à seção plena n = 0....................................................................................................... à seção plena n = 0................................................. 121 Profundidade crítica para bueiro lenticular em aço corrugado........................................ 122 Curvas do comportamento hidráulico para bueiros circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1................................................024................. 155 Seção trapezoidal ..................................... 154 Seção triangular......024........................................................ 137 Comprimento elementar ....................................................................................................... 132 Gráficos de h = f (AR ⅔) e h = g (v)................................ à seção plena n = 0.................................................................................... 138 Perfis do fundo e linha d’água .................. 116 Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada........................................................................................................... 155 Figura 34 Figura 35 Figura 36 Figura 37 Figura 38 Figura 39 Figura 40 Figura 41 Figura 42 Figura 43 Figura 44 Figura 45 Figura 46 Figura 47 Figura 48 Figura 49 Figura 50 Figura 51 ................................................................................................................... 149 Ábaco II .................................. 115 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada................................................. 117 Profundidade crítica seção retangular ......024................. à seção plena n = 0.......................................................................................................... 155 Seção retangular ........................................ 118 Profundidade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados................................................................................... 142 Perfil hidráulico teórico ....................................................................2m de diâmetro e boca de montante saliente .......................................................... 146 Vista em perfil d’água e obstáculos ......................................................................................................................... 119 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal ........ 120 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical............. 149 Valetas de proteção de corte..................... 145 Vista em planta dos obstáculos .................................. 133 Termos da equação de Bernoulli ............................ 140 Curva dx/dy = f (y) .............. 144 Sobrelevação devida à obstrução de pilares .. 148 Ábaco I ....................................... 124 Seção transversal de um rio ......... 114 Carga para bueiros em chapa metálica corrugada......................... 140 Acréscimo de cota devida ao remanso.............................Figura 24 Figura 25 Figura 26 Figura 27 Figura 28 Figura 29 Figura 30 Figura 31 Figura 32 Figura 33 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada........................................................................................................................................................

.. 159 Descida d’água em degrau........................................ 165 Bacia de contribuição da sarjeta................................................................ 200 Curva para levantamento do comprimento do ressalto ........................................................................... 206 ...... 162 Sarjeta triangular .................................................................................... 174 Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro ............................................................... 190 Curvas de profundidade e velocidade do líquido ....Figura 52 Figura 53 Figura 54 Figura 55 Figura 56 Figura 57 Figura 58 Figura 59 Figura 60 Figura 61 Figura 62 Figura 63 Figura 64 Figura 65 Figura 66 Figura 67 Figura 68 Figura 69 Figura 70 Figura 71 Figura 72 Figura 73 Figura 74 Figura 75 Figura 76 Figura 77 Figura 78 Figura 79 Figura 80 Figura 81 Figura 82 Figura 83 Escalonamento de valetas.... 183 Elemento para o cálculo da velocidade d’água no pé da descida ......................... 205 Bacia de contribuição da plataforma......................... 161 Seção trapezoidal ......... 172 Meio-fio sarjeta conjugados ............ 203 Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap”................... 204 Dissipador contínuo ao longo do aterro . 161 Seção retangular .......................... 172 Direção de maior declive ............................................................................................................................................... 198 Esquema completo de um bueiro de greide em corte .......................................................................... 185 Seção curta de uma descida d’água de comprimento ∆x ............................................ 180 Situações da valeta do canteiro central ........................ 163 Sarjeta trapezoidal......................................................................................................................................... 201 Esquema de um dissipador de energia ................................................................................................................................................................................................... 190 Perfil do fluxo em descida d’água ................................................................................................................................................................................... 191 Saída d’água de greide em rampa. 199 Número de Froude....................................................... 170 Meio-fio simples e acostamento ............................................................................................................................... 164 Sarjeta retangular ..................................................................................................... 168 Curva d = f (I).................. 193 Esquema completo de um bueiro de greide em aterro ..................................................................... 181 Descidas d’água tipo rápido ............ 176 Comprimento crítico de sarjeta em função de declividade longitudinal d = f (I) ......... 164 Sarjeta trapezoidal com capa .................................................................................................................................... 192 Saída d’água de curva vertical côncava .............. 170 Curvas de comprimento crítico para várias declividades..............................................................

............................................................................................................... 227 Elementos para o dimensionamento da camada drenante............... 288 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas.................................. 262 Elementos de um dreno sub-horizontal ......................................................................... 216 Camada drenante . 211 Esquemas de drenos em muros de arrimo............... 258 Drenos em espinha de peixe .................................................................................................................................................................................... 1997) ...........Figura 84 Figura 85 Figura 86 Figura 87 Figura 88 Figura 89 Figura 90 Figura 91 Figura 92 Figura 93 Figura 94 Figura 95 Figura 96 Figura 97 Figura 98 Figura 99 Figura 100 Figura 101 Figura 102 Figura 103 Figura 104 Figura 105 Figura 106 Figura 107 Figura 108 Figura 109 Figura 110 Figura 111 Figura 112 Parâmetro no escalonamento do talude ............................... 266 Dreno sub-horizontal com controle na saída .... 207 Escalonamento de aterro – altura máxima ............................. 266 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL.................................................................................................................. 210 Corta–rios ................................................................................................ 237 Área de vazão máxima (I < L)............................................................................................................................................. 288 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas ......... 283 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas ... 286 Seção na entrada da boca-de-lobo...................................... 225 Filtro separador ........................ 255 Perfil dos lençóis freáticos rebaixados............................. 250 Curvas granulométricas..................................................................................................... 251 Rebaixamento do lençol freático...................................................................... 238 Seções de drenos profundos.............................. 235 Elementos de cálculo do dreno lateral da base ......... 290 ........ 273 Bocas de lobo ................................... 233 Comportamento da água drenada nos pavimentos ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 268 Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia..... 236 Área de vazão máxima (I = L) ...................... 267 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL.... 224 Curvas para agregados de graduação ........................................... 1977) ......................................................................... 224 Camada drenante conectada a dreno profundo .................................................................................................................................................................. 229 Nomograma para determinação da seção de vazão .............................

....................................... 318 Mecanismo de filtração.................................................... 327 ......................... 309 Tipos básicos de ensaios de tração para geotexteis .............. 326 Composição granulométrica .......... 292 Esquema geral de grelha ......................... 308 Capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção.................................................................................................................. 307 Coeficiente de deflúvio f .......... 322 Ábaco para escolha do fator “C” ........................... 293 Coeficiente de distribuição (n) – Àbaco de Caquot ................................................................................................................................................................................................................................................................................Figura 113 Figura 114 Figura 115 Figura 116 Figura 117 Figura 118 Figura 119 Figura 120 Figura 121 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas .............................

.... 65 Vazão...... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ................ 54 Vazão.................... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .............. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ................................................ velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .................................................................................... velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) .................................. 66 Tabelas dos circulares parcialmente cheios .................. 63 Vazão..................... 64 Vazão...... 55 Vazão................ 51 Vazão......... 56 Vazão........................................................................................................ velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ............................................. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ......................... velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ............... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ...................................... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ....................... 52 Vazão.............................. 53 Vazão...... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) ................. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) . velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) ... 62 Vazão............................................ velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .......................... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .........................................LISTA DE TABELAS Tabela 1 Tabela 2 Tabela 3 Tabela 4 Tabela 5 Tabela 6 Tabela 7 Tabela 8 Tabela 9 Tabela 10 Tabela 11 Tabela 12 Tabela 13 Tabela 14 Tabela 15 Tabela 16 Tabela 17 Tabela 18 Tabela 19 Vazão...................... 58 Vazão.............................. 81 ............... 60 Vazão............ velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ............................... 76 Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados.................... velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ............ 56 Vazão......... 59 Vazão..... 57 Vazão........................................................................................ 61 Vazão........

159 Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água ....... 90 Valores de “n” para concreto ................... 220 Coeficientes de condutividade hidráulica (k) ........................................................................... 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios maiores ...................................... 87 Vazão.............................................................................................................................................................. 143 Folga “f” para valetas revestidas ............................................. 287 Planilha para o cálculo de coletas circulares de águas pluviais ....... 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios menores..... 128 Valores dos coeficientes de rugosidade “n”.................................................................................................... velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0.............................. 110 Valores de “n” para metálicos ......................................................................................................... 272 “k” em função do ângulo “y”.................................Tabela 20 Tabela 21 Tabela 22 Tabela 23 Tabela 24 Tabela 25 Tabela 26 Tabela 27 Tabela 28 Tabela 29 Tabela 30 Tabela 31 Tabela 32 Tabela 33 Tabela 34 Tabela 35 Tabela 36 Tabela 37 Tabela 38 Tabela 39 Tabela 40 Tabela 41 Tabela 42 Tabela 43 Tabela 44 Tabela 45 Tabela 46 Tabela 47 Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados............................................................. 303 .......................................63 .................... 126 Velocidades máximas admissíveis para a água ......................... velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0......................... 220 Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos........................................................................... 84 Coeficientes de vazão ...................................................................... 125 Coeficientes de perda em entrada de estruturas: Ke.............. 218 Coeficientes de escoamento superficial ....... 110 Dados para curva de controle de entrada................................................................................. 123 Dados para as curvas de controle de saída ......................................................................................... 128 Valores de “x” para “y”........ 89 Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro .............................................................. variando de “y”min até “y”máx ..................................................................... 252 Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm)..... 82 Vazão por metro linear de soleira ................................................. 254 Granulometria a ser servida por drenos e colchões drenantes .............................................................63 .. 88 Vazão..... 303 Valores do fator de “m” .... 188 Parâmetros geométricos para seções circulares de canais................ 302 Coeficiente de redução das capacidades das bocas-de-lobos ....................................................................

................................... 304 Dados numéricos para o cálculo de escoamento em galeria circulares parcialmente cheias................................. 328 ......................................Tabela 48 Tabela 49 Tabela 50 Tabela 51 Tabela 52 Tempo de entrada ..................................................................... 304 Determinação de d 8/3/n e d 5/2 ....................................................................................................................................................................... 305 Requisitos básicos das mantas geotêxteis ................... 303 Valores do fator de (a) ..

............... 28 Elementos do projeto ...........................2....................1.......... 2................................................................2 2.........3. 12 1............... 2...... INTRODUÇÃO ...................................... 130 Pontilhões................................................1.................................. 3.................. 135 Remansos....................................................................1....................4......................... 07 Lista de Figuras .......... 2...................................... 154 Dimensionamento hidráulico..................... 130 Pontes .....3..................................................................................2.. 05 Lista de Ilustrações ..............................2......1......1........................................1..............2............................................................. 154 Elementos do projeto ................ 2. 2......... 151 3.... 32 Curvas de comportamento............................... 156 Valetas de proteção de aterro .........1................ 2........................ 144 3............................1........................................................................................3..............................1.............. 3.........3.. 21 2........................... 154 Objetivo e características...2.......... 135 Objetivo e características................. 131 Obstruções parciais de vazão .................3.......1..................................... 2.............. 30 Dimensionamento hidráulico....... DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES ...................................................................... Valetas de proteção de corte................... 2........ 2. 161 ...........3...........................1..1................3.............................................................2............................ 28 Objetivo e características............................................... 25 2......................... 125 Pontilhões e pontes........................................................................ Bueiros ................................. 123 Tabelas diversas..........................................................................1 2................ 135 Influência dos pilares de pontes................................................................ 3.. 3................................................................................ 2...........................1..............................................2..............................5................ DRENAGEM SUPERFICIAL .......... 07 Lista de Tabelas ......................SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................

.............4.....1 3...6....2 3................2 Objetivo e características .....2 3..........3.............. 184 Saídas d`água......7................. 195 ....................7.... 195 3....... Descidas d`água .................. 191 Objetivo e características ................................................................................. 166 Sarjetas de aterro.............................5 3.. 3..................................................1.........5......................................................................................................3........................................... 3...................................................3 Objetivo e características ........................................... 161 Dimensionamento hidráulico ...............................................................................2 3........2.............................6........................................ 3......... 163 Dimensionamento hidráulico .................................. 171 Dimensionamento hidráulico .....................................8............... 180 Objetivo e características ...........................................................1 3........................................................... 182 Dimensionamento hidráulico ............................... 182 3..............6.............. 3..............5............... 162 Elementos do projeto ......................................4........................2 3.........7......................3 3......................................... 195 Elementos do projeto .......................1 3.................2..........7................6..1 3.....1.2 3........................................................................2........... 180 Dimensionamento hidráulico ........ 162 Objetivo e características ...................... 171 Objetivo e características ........3 Objetivo e características ........8 Caixas coletoras.............3.................... 194 3..........5................................................... 161 Elementos do projeto ................... 171 Elementos do projeto ............. 3............................................................................................................................ 180 Elementos do projeto ................................... 191 Dimensionamento hidráulico ........ 173 Valeta do canteiro central ............................2............. 3........................3....3 3.....4.......3........................3.....1 3. 191 Elementos do projeto ................................................ 3.4 3................................... 162 Sarjetas de corte ...... 182 Elementos do projeto ....................................................................................3.........8. 181 3......................

.3 3..........................13..............................1.....14.............................................. 3................................... 206 3.....9........ 212 Dimensionamento hidráulico ......12...2.................. 197 Elementos do projeto . DRENAGEM DO PAVIMENTO ................. 197 Dimensionamento hidráulico ................................ 4........2...................................3 Objetivo e características ................. 3.2 3......................... 4..................................................... ......................................................................................................................................... Corta-rios................................... 206 Dimensionamento hidráulico . Drenagem de alívio de muros de arrimo ..................2. 198 3.....................1..........................9........................... 214 3.......1 ............ 196 Bueiros de greide .......................1 3..............................................11........................................ 3........3 Dimensionamento hidráulico ............... 205 3.............................2......... 4............... 217 4...... 3............................ 223 4....................8............................. 214 3..........12.................................................. 227 Drenos rasos longitudinais ...................................................................1 3.............. 211 Elementos do projeto ...... Objetivo e características.................. Bacias de amortecimento.. Escalonamento de taludes ........11..........................2..................................10................................................................................................ Elementos geométricos para seções circulares de canais .........10............................ 199 Dissipadores contínuos .11..................................................13...... 212 3..............................9.... 214 Dimensionamento hidráulico.... 3.2...... 199 3................3...............................3................... 231 ......10...........................1...............................12.......... 3...................13.............9..2................ 205 3......................... 221 4.............................................. 225 Dimensionamento hidráulico ................ Dissipadores de energia.......... Camada drenante ............. 205 Elementos do projeto ............... 197 Objetivo e características ....... 224 Objetivo e características ...............................................................3 Objetivo e características ...............................................12.... Objetivo e características .............2.........1.......................... 211 3.11..

................ 234 Objetivo e características .......................... ..............2....5........3.............1.................................................. 234 Dimensionamento hidráulico ............. 4............. 270 ....................................................5. 270 5................... 5....................................................1................................................................................................. 4......... Drenos espinhas de peixe...... Drenos sub-horizontais .................. Valetões laterais.......................................... 262 Dimensionamento ...........2 Objetivo e características .................................. 5.........2......1........3 Objetivo e características.2.... 235 Drenos transversais ..................................................1 4.............. 232 Drenos laterais de base ...................... 260 5........ 243 5.................. 246 5....2............................4.......................4....5........................2....... DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA ....................... Colchão drenante................................................ 5.................3.........2..............1..............4.. 263 5...................................... Drenos profundos......... 5...5..................................1............................. 231 Dimensionamento hidráulico ...................3 Objetivo e características ........................................ 4......................1............4... 240 Elementos de projeto ............................... 248 5....................................................................... 4. 262 5.... 261 5........................... 240 Dimensionamento .............................................................2......1.................................... 246 Elementos do projeto .... 4. 5.................3........4...1............................3....... 261 Elementos do projeto .4.........................................................................1 Objetivo....................................................4......................................1...............................2............5..........................2 Objetivo e características ..............2............. 261 Dimensionamento ........................................................3......................................................... 5. 264 5............ 240 5............................................................................................. características e projeto ... 247 Dimensionamento ........1.................. 5................................................... 263 5............... 4.........................3 Objetivo e características ..4................................... 263 Elementos do projeto ..... 264 Dimensionamento .....................

................................ 316 Características dos geotêxteis – Detalhamento .......... Drenos verticais .............4 Poços-de-visita ........... 271 Dimensionamento...................... 5...........................6.................................... 316 Função drenagem transversa ..........................3.................................................. 270 5................................. Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo ...............3.............................................6.......... .2 7................................... 279 6.............. 315 Função separação ........ 303 7................3 6.........................................................4 7.................1 Dimensionamento hidráulico .............................................................................................................. 311 7....... 277 6.. 270 Elementos do projeto... ..............................3 Função dos geotêxteis ... 280 6.........5..... 296 Deflúvio a escoar para jusante.....5....................3................................................................4 Função filtração ...3 Bocas-de-lobo....... DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA...295 6....................................... 282 6......................................... 313 7.....2 Características dos geotêxteis .................................................................3....................................................................................5......................3 7....3.3 Objetivo e características.....................................................1........................................................................................................5......1 6..................................................2 Sarjetas ........................................ 5..................................... 296 Galeria de jusante .......................................6...................5 7.................................1 Objetivo e características ........................................................................... 314 7..................... funções e seu dimensionamento como filtro ... 273 6............... 316 ........ 313 7..............1 Introdução ................................... GEOTÊXTEIS – Características........... 298 Recomendações ............................4 Poço de visita ... 315 Função reforço ......................6..........................295 6....................................................................... 301 6.......... 316 Função proteção .2 6..........5...........................................................1 7.3...................6...................2................................................................. 284 6..............5 Roteiro para projeto para galerias pluviais de seção circular ....

........................................4.......10 Resistência ao estouro......................321 Resistência a agentes químicos...................................319 7............20 7..4................8 7......................................................................................................................................323 .....4.........4......320 Abertura de filtração (capacidade de retenção de partículas)..................317 Alongamento.12 Flexibilidade..............321 Dimensionamento do geotêxtil para o desempenho da função......320 Permeabilidade transversal................11 Resistência à propagação do rasgo..3 7...........5.........4....4 7......321 Resistência a agentes biológicos........4..316 Espessura...................................4...............317 Porosidade............23 7..15 7..........1 7.................................4...............................................2 7...................................22 7........................................319 7........4.............21 7.........................2 Mecanismos de filtração..................................317 Resistência à tração....................................................321 7.............4....318 Módulo de rigidez.......321 Resistência à abrasão..........318 7.......4........................17 7....6 7.....9 Gramatura (densidade superficial)..........................................................................................................14 Isotropia.........7 7.........................4..........321 Resistência à temperatura...319 7...............19 7................5...5 Permeabilidade normal...........318 Resistência ao puncionamento.........320 Fluência ............................................................................4.4...........4...............5 7........................................4...............4....................................16 7...........................13 Atrito com o solo............................316 Densidade da fibra ou filamento...................4.......321 Resistência aos raios ultra-violetas ......319 7.........................................................4...................4.....321 Dimensionamento do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea ..........................................18 7.................................4......................................................4..........317 Diâmetro da fibra ou filamento.................1 7......7.......4......................................314 7...........

...............329 do 7.............................................3...5...........328 7......................Escolha do geotêxtil tendo em vista a instalação mesmo na obra......4 Escolha final do geotêxtil tendo em vista a prática...........................7..........5..............5 Algumas recomendações para a instalação do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea......5..................330 .............

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Manual de Drenagem de Rodovias 21 1 – INTRODUÇÃO .

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Com sua aprovação. acrescentando-se as correções e complementações decorrentes do processo de revisão efetuado. Basicamente. foi parte integrante do conjunto de trabalhos realizados por intermédio do Programa BIRD VII. a adequada utilização dos dispositivos de drenagem nos estudos e projetos de construção e restauração de rodovias. Os assuntos foram abordados obedecendo a uma seqüência lógica. foram tratadas com a profundidade teórica compatível com o projeto rodoviário. será de larga aplicação. drenagem superficial. o Manual de Drenagem de Rodovias – 1ª Edição é constituído pelos capítulos referentes à transposição de talvegues. Esta 2ª Edição manteve a forma original da 1ª Edição. cuja utilização em obras rodoviárias se inicia no Brasil e. pretendeu o extinto DNER suprir uma lacuna existente no módulo rodoviário. ao seu usuário. ou mesmo. das existentes sob a forma de lençóis freáticos ou artesianos. principalmente as mais importantes. das infiltrações. Refere-se ainda esta 2ª Edição às canalizações executadas com novos materiais como o PEAD – polietileno de alta densidade e o PRFV – plástico reforçado com fibra de vidro. no futuro. objetiva a consolidação dos critérios e dos métodos de cálculo usuais. da condução através de talvegues. ora apresentada. onde as diferentes técnicas. cuja larga aplicação permitiu o seu próprio aprimoramento. A matéria apresentada fornece as ferramentas indispensáveis à adoção das medidas para a proteção do corpo estradal da ação prejudicial das águas que o atingem. A 2ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias.Manual de Drenagem de Rodovias 1 INTRODUÇÃO 23 A 1ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias (1990). drenagem do pavimento. e teve por finalidade orientar e permitir. drenagem subterrânea ou profunda e drenagem de travessia urbana. relativas aos métodos e processos que deveriam ser adotados nos projetos e estudos de drenagem de rodovias. seja através das precipitações. MT/DNIT/DPP/IPR . implicando em freqüentes dúvidas e indecisões. o qual se apoiava na existência de diversos manuais contendo informações não oficializadas.

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Manual de Drenagem de Rodovias 25 2 .DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES MT/DNIT/DPP/IPR .

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Não sendo possível a carga a montante. baseado em ensaios de laboratório e observações de campo. atinge o corpo estradal. Além desses procedimentos recomenda-se. Para bueiros trabalhando hidraulicamente como canais. As obras para transposição dos talvegues podem ser bueiros. É fundamental que o técnico responsável pelo projeto de uma rodovia tenha ampla consciência da importância da drenagem na garantia da estabilidade da via a ser construída e. ou a terceiros. para bueiros trabalhando com ou sem carga hidráulica. essas águas originam-se de uma bacia e que. Para bueiros com carga a montante o escoamento é considerado como canal em movimento uniforme. o bueiro deve trabalhar livre como canal. respeitandose. Esta metodologia se aplica às duas alternativas. baseada na energia específica mínima igual à altura do bueiro. têm que ser atravessadas sem comprometer a estrutura da estrada. sem pressão interna. estabeleça de maneira coerente. que poderia proporcionar o transbordamento do curso d’água causando danos aos aterros e pavimentos e inundação a montante do bueiro. na pesquisa do nível d'água a montante e a jusante da obra. Esse objetivo é alcançado com a introdução de uma ou mais linhas de bueiros sob os aterros ou construção de pontilhões ou pontes transpondo os cursos d'água. evidentemente. o bueiro pode ser dimensionado como orifício. caso a elevação do nível d'água a montante não traga nenhum risco ao corpo estradal. No caso da transposição de talvegues. pontilhões e pontes. a drenagem de uma rodovia deve eliminar a água que. Em termos hidráulicos os bueiros podem ser dimensionados como canais. isto é. a metodologia adotada é a referente ao escoamento em regime crítico. o correto dimensionamento das obras de drenagem a serem implantadas. e baseia-se. a utilização do método alternativo da "Circular nº 5 do Bureau of Public Roads . a cota do nível d'água máximo a montante. para o dimensionamento. obstáculos a serem vencidos pela rodovia. em conseqüência. A escolha do regime a adotar depende da possibilidade da obra poder ou não trabalhar com carga hidráulica a montante. MT/DNIT/DPP/IPR .USA". por imperativos hidrológicos e do modelado do terreno. à seção plena.Manual de Drenagem de Rodovias 2 DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES 27 Em sua função primordial. vertedouros ou orifícios. Por outro lado. fundamentalmente. técnica e economicamente. sob qualquer forma. captando-a e conduzindo-a para locais em que menos afete a segurança e durabilidade da via.

Não são recomendáveis números maiores de linhas por provocar alagamento em uma faixa muito ampla. foram feitas considerações sobre as obstruções parciais de descargas. a referida boca deverá ser substituída por uma caixa coletora. especial. Os bueiros podem ser classificados em quatro classes. a) Quanto à forma da seção São tubulares. 2. quanto aos materiais com os quais são construídos.1 BUEIROS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros são obras destinadas a permitir a passagem livre das águas que acorrem as estradas. quanto ao número de linhas. baseadas na teoria do escoamento gradualmente variado em canais. Tendo em vista a eventual ocorrência de remanso. quanto à esconsidade. muro de testa e alas. Para o caso dos bueiros metálicos corrugados. As bocas constituem os dispositivos de admissão e lançamento. quando houver 2 ou 3 linhas de tubos.1 2. a elíptica e os arcos semicirculares ou com raios variáveis (ovóides). como é o caso dos arcos. influindo no dimensionamento hidráulico das pontes e dos bueiros. visando a determinação do perfil hidráulico teórico. quando a seção transversal for retangular ou quadrada. por exemplo. a saber: • • • • quanto à forma da seção. No caso de o nível da entrada d'água na boca de montante estar situado abaixo da superfície do terreno natural. elipses ou ovóides. existe uma gama maior de formas e dimensões. de células etc. duplos e triplos. quando só houver uma linha de tubos. Corpo é a parte situada sob os cortes e aterros. células etc.1. MT/DNIT/DPP/IPR . a lenticular. quando tiver seções diferentes das citadas anteriormente. quando a seção for circular. cujo dimensionamento hidráulico se baseia na fórmula de Manning e na equação da continuidade. a montante e a jusante. entre elas: a circular.Manual de Drenagem de Rodovias 28 Neste capítulo são também apresentadas considerações sobre pontes e pontilhões. celulares. b) Quanto ao número de linhas São simples. e são compostas de soleira. Compõem-se de bocas e corpo.

com recobrimento de argamassa de cimento e areia. ser moldados em formas metálicas e ter o concreto adensado por vibração ou centrifugação. de acordo com o tipo de produto escolhido. Tubos diferentes daqueles apresentados nos projetos-tipo podem ser aceitos desde que satisfaçam as exigências estabelecidas nas normas NBR-9794. esconsos . NBR 9795 e NBR 9796 da Associação Brasileira de Normas Técnicas . PEAD. não sendo possível. devendo o concreto ser adensado por vibração. alas e caixas coletoras usa-se alvenaria de pedra argamassada. – tubos de concreto Os tubos de concreto. devem: obedecer aos projetos-tipo do DNIT. Os bueiros devem estar localizados: a) sob os aterros – em geral deve-se lançar o eixo do bueiro o mais próximo possível da linha do talvegue. ou blocos de concreto de cimento. além do PRFV – plástico reforçado de fibra de vidro. segundo normas da AASHTO e ASTM e revestidos adequadamente para resistir as mais diversas condições ambientais. simples ou armado. além de concreto pré-moldado. deve-se procurar uma locação esconsa que MT/DNIT/DPP/IPR . – Quanto à esconsidade A esconsidade é definida pelo ângulo formado entre o eixo longitudinal do bueiro e a normal ao eixo longitudinal da rodovia. Nas bocas. – tubos metálicos corrugados Os tubos metálicos corrugados devem ser fabricados a partir de bobinas de aço. chapa metálica corrugada ou polietileno de alta densidade. Os bueiros podem ser: normais .Manual de Drenagem de Rodovias c) Quanto ao material 29 Os materiais atualmente usados para a construção de bueiros no DNIT são de diversos tipos: concreto simples.quando o eixo do bueiro coincidir com a normal ao eixo da rodovia. concreto armado. de acordo com as peculiaridades locais.ABNT.quando o eixo longitudinal do bueiro fizer um ângulo diferente de zero com a normal ao eixo da rodovia. A união (costura) das chapas ou segmentos pode ser feita por meio de parafusos ou cintas. – células de concreto As seções transversais-tipos devem obedecer aos projetos elaborados.

o bueiro deve ser projetado em degraus e deverá dispor do berço com dentes para fixação ao terreno.Manual de Drenagem de Rodovias 30 afaste o eixo o mínimo possível da normal ao eixo da rodovia. Os estudos geotécnicos devem ser feitos através de sondagens.4 e 5%. Quando essa declividade for elevada. com curvas de nível. b) nas bocas dos cortes . Determinação do comprimento do bueiro Sobre a seção gabaritada traça-se o perfil ao longo do eixo do bueiro.2 ELEMENTOS DO PROJETO Levantamento topográfico em planta. principalmente nos casos de aterros altos e nos locais de presumível presença de solos compressíveis. para permitir seu detalhamento. A descarga é definida pelos estudos hidrológicos e a declividade. folgas e posicionamento das alas. Quando a velocidade do escoamento na boca de jusante for superior à recomendada para a natureza do terreno natural existente (ver tabelas no Apêndice A) devem ser previstas bacias de amortecimento. 2. para avaliação da capacidade de suporte do terreno natural. normalmente. se necessário. Ao ser escolhida a posição mais recomendável para o bueiro deve ser levada em conta a condição de que. Sobre a planta resultante será projetado o bueiro. de metro em metro. Seção transversal O cálculo da seção transversal ou seção de vazão do bueiro vai depender de dois elementos básicos: a descarga da bacia a ser drenada e a declividade adotada. definindo seu comprimento. a declividade de seu corpo deve variar entre 0. c) nos cortes – quando for interceptada uma ravina e caso a capacidade de escoamento das sarjetas seja superada. deverá atender a esta descarga com a obra operando em condições de segurança. tomando-se precauções quanto aos deslocamentos dos canais nas entrada e saída d'água do bueiro.1. de escolha do projetista. Fundações MT/DNIT/DPP/IPR . O projeto terá que ser precedido de um levantamento topográfico adequado.quando o volume de água dos dispositivos de drenagem (embora previstos no projeto) for tal que possa erodir o terreno natural nesses locais. bem como a altura do aterro sobre o bueiro e valas e descidas d'água por ventura necessárias. Pesquisa da declividade e estudos geotécnicos.

cota das extremidades a montante e jusante. porém. Como os tubos têm que considerar as resistências estabelecidas pela ABNT. muitas vezes. Apresentação Os projetos dos bueiros serão apresentados segundo os seguintes elementos : a) No projeto geométrico. Estão neste caso. tipo. com assentamento direto no terreno natural ou em valas de altura média do seu diâmetro. face ao seu tamanho e/ou condições adversas dos terrenos de fundação. pontilhões e as galerias. Para os bueiros metálicos. devem ser apresentadas em planta : – – – – – localização. quanto às fundações.Manual de Drenagem de Rodovias 31 Os bueiros podem ser. as fundações serão simples. ter soluções mais simples. comprimento. obras de arte correntes ou apresentarem características que as coloquem entre as obras de arte especiais. seção transversal. sob o ponto de vista construtivo. b) Em perfil segundo o eixo longitudinal contendo: – – – – declividade. Entretanto é muito mais seguro a adoção de uma base de concreto magro. para melhor adaptação ao terreno natural e distribuição dos esforços no solo. quase sempre. as obras celulares. Recobrimento O recobrimento dos tubos. impõem-se os controles estabelecidos nas normas próprias. quer de concreto quer metálicos. exigir cuidados especiais no que se refere à fundação. Os bueiros circulares de concreto podem. comprimento. Em função da altura dos aterros podem. Os recobrimentos máximo e mínimo permitidos para os bueiros devem constar de seus respectivos projetos. independente da forma ou tamanho. de acordo com convenções previamente aprovadas. e altura do aterro da rodovia MT/DNIT/DPP/IPR . necessitando. deve atender às resistências mínimas especificadas pela ABNT e as necessidades do projeto. adotando-se inclusive o estaqueamento. e esconsidade. apenas de uma regularização do terreno de assentamento.

para qualquer tipo de funcionamento anteriormente citados. com energia específica igual ao seu diâmetro ou altura. a rugosidade das paredes. para um projeto final mais preciso. limitando-se sua capacidade admissível á vazão correspondente ao regime crítico. e leva em consideração os fatores externos e internos do conduto. o dimensionamento será feito baseado em duas hipóteses: a) Considerando o funcionamento do bueiro no regime supercrítico. e do quadro de quantidades de material. Tendo em vista as limitações dos métodos já citados. e a declividade do mesmo. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO 32 Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros admite-se que eles possam funcionar como canais. o que exige a proteção à montante e a jusante aos riscos de erosão. com a entrada submersa. vertedouros ou como orifícios. No caso de bueiros trabalhando como canais. Bueiros trabalhando como canais Considerações gerais sobre a hidrodinâmica MT/DNIT/DPP/IPR .1. Este método não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro. No caso (a). Para o dimensionamento dos bueiros como orifícios utiliza-se a Equação de Torricelli e a equação da continuidade. estabelecendo assim a condição do bueiro funcionar com a entrada não submersa. sendo baseado em que o escoamento de um bueiro é controlado pela capacidade hidráulica de uma determinada seção de controle do fluxo. em que a altura d'água sobre a borda superior é nula. Este método é limitado pois não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro.Manual de Drenagem de Rodovias c) Em seção transversal com os detalhes: – – – 2. Este método pode ser usado de uma forma geral. das bocas e caixas coletoras. considerando a opção do bueiro trabalhar com carga hidráulica. b) Considerando o funcionamento do bueiro no regime subcrítico. a capacidade máxima considerada para o projeto está definida pela vazão correspondente a uma energia específica igual à altura da obra. Para o dimensionamento dos bueiros como vertedores.3 de formas e armação. isto é. Circular nº 05. o comprimento. podem-se utilizar os estudos do "Bureau of Public Roads". sendo adequado apenas se a altura d'água a jusante ficar abaixo da altura crítica correspondente à descarga. considera-se a obra como orifício.

a soma das alturas representativas das energias geométrica ou de posição (Z). Fundamentalmente o dimensionamento dos bueiros é feito usando a equação de Bernoulli(1700-1782): Z+ p + v2 = cte 2g γ em que: ao longo de qualquer linha de corrente. é constante. e que depende da rugosidade do revestimento. por meio de condutos livres. ou seja. genericamente denominado h. como melhor será entendido pela observação da Fig. ela será a soma das energias cinética e de pressão. a profundidade do líquido. toda água prejudicial ao corpo estradal. 1. piezométrica ( p / γ ) e cinética ( V 2 / 2g ). devese introduzir na equação acima a perda de carga por atrito da água com as paredes do canal. Convém ressaltar que esta expressão foi deduzida por Bernoulli para fluido perfeito. Deste modo. como os que são objeto deste manual. O regime crítico a) As fórmulas que o definem Define-se a energia específica de um líquido como sendo a energia total por unidade de peso em relação ao fundo do canal. esta última.Manual de Drenagem de Rodovias 33 Toda a técnica de drenagem na construção rodoviária se apóia na hidrodinâmica. escoando sem atrito. A equação de Bernoulli e a da continuidade (Q = AV) abriram um vasto campo a hidrodinâmica e permitem resolver inúmeros problemas do movimento dos líquidos em regime permanente. Nos casos reais. uma vez que seu objetivo é o de afastar. MT/DNIT/DPP/IPR . correspondendo.

portanto.01) 2g uma vez Z = O. Figura 2 . Para uma dada descarga. modificando-se a velocidade do escoamento pelo aumento da declividade. seguida de elevação. dentro do canal.3). a profundidade hidráulica definida como a relação entre a área molhada A e a largura da superfície livre do fluxo (Fig. 2).A.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 1 . FUNDO DO CANAL A definição.Largura da superfície livre do fluxo T N. V. E. verificase que a energia diminui com a redução de h.A.h. passando por um mínimo. a energia específica. considerando-se a energia em relação ao fundo do canal. embora o valor de h continue a decrescer (Fig. O fluxo crítico é aquele que se realiza com um mínimo de energia. a variação da energia consumida no escoamento. é apoiada na equação: E = h+ V2 (equação 2.01). d. MT/DNIT/DPP/IPR . verifica-se a redução da altura d'água h. Ao se traçar uma figura com estes elementos referidos a dois eixos cartesianos. a velocidade de escoamento e h.Linha de energia específica LINHA DE ENERGIA ESPECÍFICA V2 2g 34 h N. de acordo com a equação (2.

para se obter o mínimo.01). dA = Tdh (Fig.Variação de energia 35 2 V 2g h Regime Lento hc Regime Rápido 45º Ec min h > hc I < Ic h < hc I > Ic O ponto de energia mínima define a altura h do regime crítico. dE = 0 . desde que Q é uma constante e V = Q/A . tem-se. tem-se. para o mínimo desejado: ⎞ ⎛ Q2 ⎞ ⎛ V2 Q2 Q2 dE = d⎜ + h⎟ = − dA + dh = − tdh + dh + h ⎟ = d⎜ ⎟ ⎜ 2gA 2 ⎟ ⎜ 2g gA 3 gA 3 ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ Fazendo-se dE Q2 T x = 1− dh g A3 ou. se T é a superfície livre do canal e A. correspondente à energia mínima. anulando-se a derivada primeira de E em relação a h na equação (2. Daí. Para se chegar às fórmulas do fluxo que traduzem este estado. 2).Manual de Drenagem de Rodovias Figura 3 . adota-se o cálculo diferencial. sua área molhada. tem-se dh 1− Q2 T =0 x g A3 As grandezas do fluxo crítico são: MT/DNIT/DPP/IPR . e considerando-se que na seção transversal do fluxo.

Relação entre energia e profundidade críticas 2 V 2g hc = 2/3 Ec IC EC Além de ser o tipo de fluxo que se dá com o mínimo de energia. b) Quantificação da energia específica do fluxo crítico Substituindo-se na equação da energia específica. exercendo o controle da capacidade hidráulica da obra. o valor da velocidade pelo da velocidade crítica Vc = gh c . MT/DNIT/DPP/IPR . Correspondendo ao escoamento crítico temse F = 1. desde que a declividade seja igual ou superior à crítica e as restrições a jusante não limitem tal capacidade. E =h+ V2 . c) Fórmulas empíricas que definem a velocidade nos canais. o regime crítico acontece ao longo do bueiro funcionando como canal. como será visto mais adiante e poderá ser melhor entendida com a representação gráfica da Fig. Figura 4 .Manual de Drenagem de Rodovias hc = Ac Profundidade crítica Tc 36 Q c = A c gh c Vazão crítica Com a utilização de equação de continuidade a velocidade crítica será: Vc = gh c A expressão V = gh define o numero de Froude. uma grandeza adimensional que define os escoamentos subcríticos e supercríticos. em uma seção. pelo menos. resultará em: 2g Ec = 3 hc 2 Esta equação é básica para o dimensionamento dos bueiros no regime crítico. 4.

de outra forma: I= V 2 x n2 R4/3 Onde: V = velocidade do canal. d) Expressões das grandezas hidráulicas visando ao estabelecimento das fórmulas do regime crítico. Essa fórmula. área molhada dividida pelo perímetro molhado). 5). I = gradiente hidráulico. A = área molhada. interligando Q. MT/DNIT/DPP/IPR . n = coeficiente de rugosidade de Manning. conduzindo a valores aceitáveis para o dimensionamento de sistemas de drenagem. A e I. Caso dos bueiros tubulares Os valores necessários ao projeto estão diretamente ligados ao nível do enchimento do respectivo conduto. tem sido largamente empregada em todo mundo. de longo uso. pode-se estabelecer a correlação dos elementos de definição do escoamento com a declividade do canal. R = raio hidráulico (A/P. Essa última ligação só é possível através de fórmulas empíricas como a idealizada por Chezy ou a de Manning.Manual de Drenagem de Rodovias 37 Considerando a ocorrência de fluxo uniforme. esta. V. considerado igual à declividade do canal se o fluxo é uniforme. é definida pela expressão: V = R 2 / 3 xI 1 / 2 n ou. embora empírica. Será demonstrado mais adiante que os cálculos a serem empregados ficarão sobremodo simplificados ao se utilizar o ângulo Ø como parâmetro representativo do referido enchimento (Fig.

D/2 d Ø D Obtém-se sua ligação com o tirante d através da fórmula: cos Ø 2d = 1− 2 D Por outro lado. A= Ø − senØ x D2 8 Perímetro molhado: P= Ø xD 2 Raio hidráulico: R= A Ø − sen Ø xD = p 4θ Largura da superfície livre do fluxo: T = D x sen Ø 2 Profundidade hidráulica: h= A Ø − sen Ø = xD Ø T 8 sen 2 O ângulo Ø será sempre expresso em radianos (rad). Área molhada.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 5 .A. nas fórmulas utilizadas.Ângulo Ø 38 T N. Bueiros celulares MT/DNIT/DPP/IPR .

Pela figura. 6 Figura 6 . d = tirante. tem-se que: – – – – área molhada: A = Bd perímetro molhado: P = B + 2d raio hidráulico: R = A Bd = P B + 2d profundidade hidráulica: h = A =d T e) As fórmulas do escoamento no regime crítico.Manual de Drenagem de Rodovias 39 Para as fórmulas do escoamento uniforme serão utilizadas as expressões das grandezas hidráulicas consideradas na Fig.Grandezas hidráulicas de bueiros celulares N. usando as expressões das grandezas hidráulicas. H A d B onde: H = altura da seção do bueiro. B = base da seção. Bueiros tubulares A vazão crítica é dada pela expressão: Qc = A c g x hc Substituindo-se a área molhada crítica pelo seu valor: MT/DNIT/DPP/IPR . A = área molhada do fluxo.A.

5 g x c 512 Ø sen c 2 Velocidade crítica Para a velocidade crítica. finalmente: Qc = (Ø − senØc )1. no estudo das fórmulas representativas do regime crítico.Manual de Drenagem de Rodovias Ac = Øc − senØc 8 x D2 40 e a profundidade hidráulica pelo seu valor: hc = Øc − senØc Ø 8 sen c 2 ambos dados em d).5 x D2. Para se determinar a declividade que proporciona o escoamento em regime crítico lançase mão da expressão de Manning no movimento uniforme: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n Donde: MT/DNIT/DPP/IPR . Para que aconteça o escoamento crítico no movimento uniforme é necessário que a superfície da lâmina d'água seja paralela ao fundo do canal e tenha altura igual ao tirante crítico correspondente à vazão em escoamento. foram estabelecidas as relações entre o tirante crítico e a vazão. em a): Vc = g x h c Substituindo-se hc pelo seu valor definido em função do ângulo Ø tem-se: Vc = Ø c − senØ c g xD Ø 8 sen c 2 Declividade crítica Como visto. e em conseqüência a velocidade. obtém-se: Qc = Øc − senØc 8 x D2 x g Øc − senØc xD Ø 8 sen c 2 ou.

h e R. da velocidade e da declividade faz-se substituição nas fórmulas que constam do item a: Q c = A c g x hc . e tomando-se o valor para g = 9. c Vc = g x dc e ⎛ B + 2d c Ic = n 2 x g x d c ⎜ ⎜ Bxd c ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ f) Simplificação das expressões do item anterior. tem-se: Qc = 0.81 m/s2. em m/s onde: D = diâmetro interno. Vc = g x h c e Ic = n 2 x Vc2 4/3 Rc pelos valores de A. em m.5 sen Øc 2 x x D2.107 θc − senθc θ sen c 2 D . os valores de R representados por funções trigonométricas do ângulo Ø e de Vc dados no subitem anterior (velocidade crítica) temse: Ic = n2 Øc − senØc 1 gxDx 4/3 Øc ⎛ Øc − senØc ⎞ 8 sen ⎜ D⎟ 2 ⎜ ⎟ 4Øc ⎝ ⎠ que simplificada torna-se: Ic = n 2 x g Øc Øc x3 Øc 2D(Øc − senØc ) sen 2 Bueiros celulares Para se obter as expressões da vazão. MT/DNIT/DPP/IPR . em m3/s Vc = 1.5 .Manual de Drenagem de Rodovias 41 Ic = n 2 x Vc2 4 Rc / 3 Substituindo-se na expressão acima Ic. Caso dos bueiros tubulares Efetuando-se as operações possíveis e indicadas.5 .138 (Øc − senØc )1. resulta: Q c = g x B x d1.

obtida por ajustagem de D⎠ ⎝ curvas.5 .786 D − 5 Q c − 4.138 sen Øc 2 .5 x D2. Qc (Øc − senØc )1. em m³/s e da expressão do ângulo Ø em função do tirante dc e do diâmetro D.596 Qc D . em m MT/DNIT/DPP/IPR .0022 ⎛ 2dc ⎞ ⎜1 + ⎟ B ⎠ d1 / 3 ⎝ c 4/3 .5 . 65 D Adotando-se n = 0.90 D dc = 3. em m/m Tirante crítico De posse da expressão da vazão crítica em função do ângulo θ . Bueiros celulares ( ) em m para 1 〉 dc 〉 0 .132 B x d1. em m/s Ic = 0.0235 Q c x 2.869D .81 m/s2 e efetuando-se as operações indicadas.Manual de Drenagem de Rodovias Ic = 7.015 e g = 9. leva às duas equações abaixo: dc = 0. em m/m Do item e (bueiros celulares).786xn2 xØc Ø D1/3 xsen c 2 3 42 Øc Øc − senØc . tem-se: Q c = g x B x d1.12 dc.5 = 0. d ⎞ ⎛ Øc = 2arc cos⎜1 − 2 c ⎟ a explicitação de dc em função de Qc . as fórmulas do item anterior se tornam passíveis da simplificação abaixo: Q c = 3. em m³/s c donde: ⎛ 1 ⎞ ⎟ dc = ⎜ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 2/3 ⎛Q ⎞ x⎜ c ⎟ ⎝ B ⎠ 2/3 . em m para dc 〈 0.5 . em m³/s c 0 Vc = 3.

outro para o regime subcrítico. Ec = D como Ec = 3 hc 2 e hc = Øc − senØc xD Øc 8 sen 2 tem-se 3 Ø c − senØ c x xD = E Øc 2 8sen 2 ou Øc − senØc 16 = Øc 3 sen 2 A solução desta equação fornece: Øc = 4. definido por ter uma declividade superior à do regime crítico.81 m/s². que a altura representativa da energia específica do fluxo crítico seja igual à altura dos bueiros. no caso dos bueiros tubulares.em m ⎝ B ⎠ Dimensionamento dos bueiros Pelo exposto. que não funcione como orifício.0335 rd MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 43 para g = 9. Existem dois processos para o dimensionamento dos bueiros como canais. em função da declividade. ter-se-á: ⎛Q ⎞ dc = 0.467 3 ⎜ c ⎟ . de modo a permitir que não haja carga hidráulica a montante. c) subcrítico. b) o rápido. – Dimensionamento nos regimes crítico e rápido 2 Caso de bueiros tubulares Arbitra-se. isto é. destaca-se que o regime de escoamento pode ser dividido em 3 categorias: a) o crítico. um para o regime crítico e rápido. Deste modo. ocorrendo o mínimo de energia. definido por uma declividade inferior à do regime crítico.

Assim em termos práticos. Do fluxo uniforme em regime supercrítico o tirante d'água em relação ao crítico diminui. o que poderá acarretar velocidades excessivas.82 3 . é o a a Através da tabela conhecida como dos "Tubos parcialmente cheios”.56 D . para obra de maior extensão. MT/DNIT/DPP/IPR V xn D x I1 / 2 2/3 . a vazão admissível está limitada a do fluxo crítico. que nos casos dos tubos de concreto.716 D Substituindo-se o valor de Q nas fórmulas do item (f). No corpo do bueiro funcionando em regime supercrítico o fluxo varia desde o crítico junto a entrada do bueiro. Há. considera-se que para as declividades superiores a crítica. tem-se um fluxo uniforme em regime supercrítico. em m³/s Vc = 2. em m/s n2 Ic = 32.5 . não havendo interferência a jusante do bueiro.5 m/s. admite-se recurso de procurar outro tipo de tubo com maior resistência à erosão. Regime rápido ou supercrítico Toda vez que o escoamento no bueiro se dá em uma declividade superior â crítica (regime supercrítico). de 4. ou investigar declividade possível de instalação do conduto para que não seja ultrapassada velocidade limite de erosão do material. Atingido o limite de início da erosão das paredes de concreto. por intermédio do argumento A/D2: Kv = obtém-se a declividade procurada. para a descarga estabelecida. até o supercrítico uniforme. todavia uma restrição para esta velocidade.Manual de Drenagem de Rodovias 44 ou Øc = 231o06'09" correspondente a um tirante crítico dc = 0. junto à boca de saída. em m/m D Esses valores são apresentados na Tabela 1 para as dimensões usuais dos tubos.538 D2. chega-se as fórmulas finais para o dimensionamento dos bueiros tubulares no regime crítico: Qc = 1. arbitrada conforme abordado anteriormente para a condição de energia específica igual a D ou H. ocorrendo concomitantemente o aumento de velocidade.

em m/m 3H ⎜ B ⎟ ⎝ ⎠ Caso de bueiros celulares de seção quadrada Nos bueiros celulares de seção quadrada. pode-se diminuir a declividade do bueiro ou procurar outras alternativas. hc = dc .56 H . tem-se: dc = 2 H 3 Levando-se este valor de (d) profundidade crítica às fórmulas apresentadas no item (f).56L1/2 . as expressões para dimensionamento dos bueiros celulares se apóiam na condição de que a altura representativa de energia específica do fluxo crítico seja igual à altura do bueiro. chega-se às seguintes equações finais para dimensionamento dos bueiros celulares de seção retangular: Qc = 1. Ec = daí 3 hc 2 H = 3 hc 2 2 hc = H 3 e Como.5 Vc = 2. como B é igual a H que por sua vez é igual ao lado do quadrado (L).Manual de Drenagem de Rodovias 45 Se essa velocidade for maior do que 4.em m3/s .5 m/s. Caso de bueiros celulares de seção retangular Pelas mesmas razões anteriormente apresentadas. neste caso.705B ×H1. dentre as que se apresentarem como mais viáveis. tem-se que: Qc = 1. em m/s MT/DNIT/DPP/IPR . Ec = H porém.60 n × ⎜ 3 + 4H ⎟ .705L5/2 Vc = 2. em m3/s .em m/s 4/3 2 ⎛ ⎞ Ic = 2.

em m/m Estes valores são apresentados na tabela 02 para as dimensões usuais. as estruturas lenticulares possuem dimensões e propriedades difíceis de serem expressas por fórmulas práticas. Expressões genéricas Vazão critica Qc = A c g× hc (a) Velocidade crítica Q Vc = c = g× hc (a) Ac Declividade crítica Ic = Considerações iniciais. onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = H 3 2 n2 × Vc 4/3 Rc MT/DNIT/DPP/IPR . por tentativas. envolvendo 3 raios distintos (para as partes: topo. A partir das dimensões comerciais das estruturas lenticulares constantes em tabelas fornecidas pelos fabricantes. de propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares. Por terem geometrias mais complexas. Para se calcular suas capacidades e limitações faz-se a equivalência com superfícies retangulares. com o apoio das expressões genéricas que definem o fluxo crítico. e por analogia com base nas premissas envolvendo energia e altura crítica pode-se. tem-se: E c = H . recorrendo-se também ao gráfico da Fig. fundo e canto).Manual de Drenagem de Rodovias 2 Ic = 34.75 n L1/3 46 . Por analogia. para quaisquer seções. Esta equivalência fornece as dimensões aproximadas dos dados indispensáveis à determinação das equações para o escoamento crítico. 9. estimar o tirante crítico. Caso de bueiros lenticulares metálicos corrugados.

9.17R . Expressões genéricas Qc = A c g× hc .944 × AH0. 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ em m/s em m/m Os valores de Qc. o gráfico da Fig.65H A c ≅ 0. por tentativas. estimando-se. onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = ×H 3 Q Vc = c = g× hc Ac e Ic = 2 n2Vc R4/3 MT/DNIT/DPP/IPR . Considerações iniciais Por analogia. o tirante crítico e levando-se em conta que h = A /T. Vc e Ic estão indicados para as dimensões usuais dos mesmos (tabelas 12 a 14). seguiu-se o mesmo procedimento do adotado para as estruturas lenticulares.5 . tem-se: Ec = H . A = área total da seção interna da estrutura Rc ≅ 1. Utilizou-se para auxílio à determinação.56 ×H0.Manual de Drenagem de Rodovias 47 Utilizando o gráfico da Fig.316Hn . R = raio hidráulico a seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 1. 9 de propriedades hidráulicas de estruturas elípticas.5 . Caso de bueiros elípticos metálicos corrugados Para a determinação das equações que regem o escoamento crítico para bueiros de forma elíptica.76A . em m3/s Vc = 2. obtém-se: dc ≅ 0. 2 Ic = 5. onde.

533D2.638L ×H1. Tc obtém-se: dc ≅ 0. Vc = 2.área total da seção interna da estrutura R .5 2 bueiro triplo : Q = 3 ×1.816A Rc ≅ 1.56H0. Vc e Ic estão indicados para as suas dimensões usuais nas tabelas 15 a 17.5 .5 .56 D MT/DNIT/DPP/IPR . estimando por tentativas o tirante crítico e levando-se em conta que: A hc = c .Manual de Drenagem de Rodovias 48 Por intermédio do gráfico de propriedades hidráulicas.533D2. Ic = 4. em m3/s Qc = 1.5 3 Velocidade crítica: V = 2.72H A c ≅ 0.raio hidráulico à seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 2.533D2.5 1 bueiro duplo : Q = 2×1. Fórmulas que deram origem as tabelas utilizadas para o dimensionamento dos bueiros (canal no regime crítico) Bueiros tubulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.5 .816 H× n2 . R 4/3 onde L = vão da seção interna da estrutura em m/s em m/m Os valores de Qc.26R onde A .086A ×H0.

739 (%) para n = 0.705B ×H1.5 2 bueiro triplo: Q = 3×1.5 4/3 .Manual de Drenagem de Rodovias 49 Declividade crítica: Ic = 0.705B ×H1.015 Área molhada crítica: bueiro simples: A = B × 2 H 3 bueiro duplo: A = 2 ×B × 2 H 3 bueiro triplo: A = 3×B × 2 H 3 Bueiros circulares metálicos corrugados Declividade crítica: 2 I = 3282 n (%) 3D MT/DNIT/DPP/IPR .5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.705B ×H1. para n = 0.56xV0.015 3D Área molhada crítica: bueiro simples: A = θ − senθ ×D2 8 ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro duplo : A = 2⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro triplo : A = 3⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ Bueiros celulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.0585 ⎜ 3 + 4H ⎟ ⎜ 3H ⎝ B ⎟ ⎠ Vc = 2. em %.5 3 Velocidade crítica: Declividade crítica: ⎛ ⎞ Ic = 0.

019 152mm x 51 mmn = 0.024 Bueiros lenticulares metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.Manual de Drenagem de Rodovias 50 A rugosidade de bueiros metálicos corrugados é definida em função do tipo da corrugação da chapa.024 76 mm x 25 mmn = 0.5 2 MT/DNIT/DPP/IPR .024 2 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎝P⎠ Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Bueiros elípticos metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.56 ×H1/2 Declividade crítica: I = c 5. a saber: 68mm x 13mmn = 0.316 × H × 0.944 × A ×H1/2 3 Velocidade crítica: Vc = 2.638 ×L ×H1.638 ×L ×H1.021 Bueiros para processo não destrutivon = 0.944 × A ×H1/2 2 bueiro triplo: ' Q = 3×1.5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.944 × A ×H1/2 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.

84 2.53 0.81 4.5 c Declividade crítica: Ic = 4.024 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ 2 Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Tabela 1 .70 0.74 0.74 0.00 1.29 2.35 4.80 0.70 0.07 1.80 3.20 1.73 4.98 2.20 1.87 2.65 TIPO BSTC BSTC BSTC BSTC BSTC BDTC BDTC BDTC BTTC BTTC BTTC MT/DNIT/DPP/IPR .45 1.88 0.65 0.50 ÁREA MOLHADA VAZÃO 2 CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 0.22 1.39 0.56 2.60 0.42 1.14 2.638 ×L ×H1.22 0.56 2.14 2.80 3.56 × H0.00 1.60 2.71 8.80 3.Vazão.00 1.816 × 0.60 7.74 0.14 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.50 1.56 2.80 1. velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = D) DIÂMETRO (m) 0.06 12.5 3 Velocidade crítica: V = 2.70 0.43 0.26 4.65 0.88 0.60 1.Manual de Drenagem de Rodovias 51 bueiro triplo: Q = 3×1.67 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.50 1.20 3.20 1.

00 8.0 x 2.62 4.69 0.47 0.5 x 2.5 2.62 4.67 1.00 4.00 4.69 0.16 28.56 3.0 x 3.93 40.54 0.0 3.0 2.5 x 2.0 x 2.40 14.62 4.14 3.14 3.40 60.48 17.67 3.0 2.5 2.0 2.0 x 2.54 MT/DNIT/DPP/IPR .05 4.0 x 1.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.93 40.62 4.58 0.0 2.14 3.56 0.05 4.67 8.51 0.00 5.62 4.5 2.5 3.47 20.79 28.22 26.5 x 2.5 3.00 8.43 4.0 3.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.0 3.43 3.70 6.43 4.5 3.5 2.0 2.00 18.Manual de Drenagem de Rodovias 52 Tabela 2 .71 4.5 3.0 0.26 9.62 0.0 x 2.05 3.76 0.0 x 2.00 1.44 33.78 0.69 0.00 6.66 79.05 4.00 12.14 3.68 0.00 5.5 3.0 1.55 43.47 0.33 6.50 12.85 9.14 3.0 x 2.Vazão.58 0.05 3.5 3.5 2.05 4.44 53. velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) TIPO BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC ÁREA MOLHADA VAZÃO BASE X 2 ALTURA (mxm) CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 1.33 6.0 x 2.54 0.44 0.0 2.00 2.0 x 3.00 12.0 x 2.0 x 2.0 x 1.05 4.58 0.0 x 3.5 x 1.00 10.62 0.47 0.64 13.43 3.50 2.51 0.96 35.00 8.05 4.44 50.63 4.56 0.0 x 1.00 15.0 x 2.0 2.29 26.5 2.00 4.33 4.0 x 1.62 0.44 0.72 16.0 x 2.5 3.0 x 1.0 x 2.00 10.0 x 3.53 19.05 3.17 3.51 0.70 17.58 12.0 x 3.5 3.76 0.

85 5.50 1.47 4.10 260.65 25.62 11.75 43.48 6.35 1.00 0.60 4.24 6.72 232.48 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.57 85.89 6.92 6.96 220.95 2.99 5.30 4.25 4.97 0.37 1.78 3.61 5.17 1.90 2.55 5.35 1.98 0.63 10.31 5.70 5.25 5.30 1.14 1.39 24.30 17.58 4.99 7.69 10.50 6.06 1.07 1.20 3.26 195.96 4.85 165.26 1.Vazão.23 4.89 132.01 1.75 3.15 52.55 1.99 0.65 2.20 19.17 4.07 33.25 7.19 6.28 1.70 6.17 2.18 55.14 3.42 58.10 6.35 5.08 1.65 1.16 6.43 3.02 8.21 216.59 21.76 36.46 1.16 1.45 7.00 5.72 5.13 188.23 1.13 12.08 32.05 1.20 4.18 1.80 4.04 1.04 17.38 83.06 7.53 3.80 TIPO BSTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ÁREA MOLHADA VAZÃO CRÍTICA (m2) CRÍTICA (m3/s) 1.02 1.11 1.Manual de Drenagem de Rodovias 53 Tabela 3 .15 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.30 2.95 6.61 4.91 126.38 140.97 0.22 18.85 6.96 8.07 31.12 10.49 108.11 6.46 8.18 5.96 0.39 12.00 6.68 39.75 3.50 5.40 6.88 4.57 77.91 28.03 1.95 7.75 15.95 5.40 34.12 1.10 4.21 1.78 69.55 20.70 101.60 7.65 3.60 6.75 6.70 5.75 3.02 41.92 6.73 13.18 4.80 4.95 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .15 2.52 19.24 244.89 4.43 28.80 1.32 6.30 7.75 118.30 22.49 5.24 29.43 1.63 32.72 4.66 7.40 3.89 158.53 1.23 24. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (mxm) 1.22 6.05 3.53 6.11 1.86 14.22 1.

50 1.93 441.25 5.25 25.70 6.56 139.45 .12 1.96 4.56 6.51 237.05 38.14 171.23 22.24 6.14 3.48 488.55 1.77 317.34 5.30 7.23 21.04 1.06 1. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.07 1.78 49.89 4.36 110.80 1.06 7.43 3.26 1.53 6.00 6.26 376.47 58.45 464.75 3.80 4.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.10 41.11 1.99 0.52 73.28 1.98 0.96 0.61 44.84 117.53 1.60 4.58 4.83 253.03 1.11 1.53 3.70 330.77 281.15 2.22 1.33 15.19 42.48 6.75 6.85 56.02 1.49 5.11 6. 36.45 49.71 3.50 6.42 433.Manual de Drenagem de Rodovias 54 Tabela 4 .95 6.21 1.09 34.21 520.65 1.81 56.91 16.14 1.97 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.30 4.40 3.16 1.25 7.35 78.80 4.47 4.10 11.20 12.88 4.95 7.39 202.01 1.97 0.60 7.49 86.72 4.45 9.00 5.99 5.05 3.25 4.20 4.98 217.70 5.47 27.65 2.41 39.23 1.92 6.10 6.Vazão.95 5.31 5.90 2.85 6.32 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 8.61 5.53 390.49 30.50 5.43 1.00 0.97 0.32 13.99 7.14 154.73 29.46 1.14 66.37 1.17 1.35 5.05 16.89 6.15 1.92 6.40 6.18 1.95 BDTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .13 63.26 64.60 35.65 3.77 167.20 3.70 5.26 20.05 1.45 7.30 2.30 104.32 6.10 4.17 4.80 69.90 4.93 17.72 5.78 264.85 5.78 24.75 3.35 1.38 20.19 6.30 50.18 5.04 83.16 65.08 1.45 13.37 8.30 1.75 3.

31 5.00 5.78 63.07 1.95 7.15 1.50 5.07 30.11 1.80 4.98 0.46 156.53 6.79 18.15 7.25 5. 30 1.06 7.18 5.80 1.09 304.54 166.21 100.67 54.25 4.88 4.43 3.35 5.60 4.53 3.70 6.06 125.75 3.95 76.20 41.79 585.31 781.02 1.84 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 12.06 5.05 1.21 1.20 104.99 0.95 6.05 25.65 2.35 l .50 6.95 5.24 45.13 51.28 84.66 495.59 44.30 4.11 6.17 628.75 6.99 7.91 67.52 8.25 7.75 3.97 0.96 4.71 87.12 1.40 6.70 5.17 24.15 422.58 4.47 326.28 l.40 3.71 257.20 4.66 61.92 6.43 1.88 31 .67 19.49 20.55 12.26 356.00 6.92 6.30 2.26 1.99 22.90 2.68 13.11 1.99 5.65 16.03 117.85 6.70 5.72 84.80 4.05 3.04 1.17 4.38 38.95 BTTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .17 1.65 1.89 4.89 6.26 176.00 0.89 662.55 1.Manual de Drenagem de Rodovias 55 Tabela 5 . velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.75 3.33 208.32 6.06 1.85 6.72 5.24 6.72 232.39 26.10 4.57 57.30 7.24 98.Vazão.28 109.89 96.53 1.01 1.50 1.48 6.15 250.67 397.60 52.22 1.74 380.96 0.49 5.16 1.72 4.10 6.87 24.08 1.97 0.03 1.14 3.85 5.39 564.45 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.60 7.15 2.85 33.24 129.46 1.63 650.61 58.23 1.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.18 1.65 3.47 4.19 6.61 5.37 1 .68 74.20 3.20 94.35 9.68 732.14 1.66 476.18 73.35 31.

61 5.38 19.62 11.40 3.44 10.60 4.95 2.15 1.Vazão.00 3.63 10.96 6.47 4.37 1.65 12.80 3.33 17.19 1.40 1.07 4.00 3.50 1.80 2.25 5.15 1.78 1.62 1.72 4.14 154.80 3.70 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2..19 1.00 2.22 47.96 7.14 1.00 4.18 1.69 9.60 1.13 4.26 1.Manual de Drenagem de Rodovias 56 Tabela 6 .26 21.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.28 4.71 20.84 7.34 1.49 5.68 16.11 BDTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .00 2.80 3.97 4.45 1.56 4.80 2.12 1.86 4.80 3.30 98.60 3.63 3.51 139.49 5.55 1.21 1.99 5.41 1. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.41 1.43 3.20 4.20 1.17 1.40 2.28 1.42 62.42 40.11 23.39 86.58 4.16 65.11 110.57 77.67 11.84 124.23 23.34 22.40 1.31 1.90 28.42 6.62 3.55 1.73 30.60 17.12 5.86 4.35 75.12 5.04 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.08 3.47 27.12 1.20 2.14 9.38 85.01 27.73 2.37 5.42 3.20 1.97 4.60 2.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.50 1.24 3.99 5.20 3.80 4.77 171.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.25 5.78 1.28 1.80 5.39 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.40 4.91 3.87 1.36 33.43 4.40 3.00 4.01 13.90 4.43 3.06 55.25 69.93 8.91 15.80 8.81 5.31 1.60 4.73 13.80 5.13 4.11 9.16 6.45 1.41 2.79 56.03 3.17 1.80 4.15 49.20 3.03 3.86 15.40 2.21 1.34 1.08 32.72 4.14 1.11 BSTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO Tabela 7 .72 DECLVIDADE CRÍTICA (%) 1.83 12.23 1.68 37.58 4.70 43.09 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.80 3.37 5.54 1.32 13.30 25.69 1.72 5.83 6.62 3.Vazão.93 13.24 3.40 4.23 1.60 1. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.28 4.69 1.60 3.37 1.80 3.20 2.66 8.20 4.62 1.60 2.43 4.26 1.61 5.

49 5.23 1.25 18.11 BTTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .00 3.25 5.28 1.80 3.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.74 10.37 5.Manual de Drenagem de Rodovias 57 Tabela 8 .12 5.25 10.40 2.13 4.07 28.89 31.72 232.46 147.17 166.69 1.60 4.50 1.04 50.20 14.59 45.02 33.99 5.03 3.21 1.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.Vazão.80 4.28 4.02 41.26 1.19 1.33 71.86 4.22 8.12 1.40 1.85 7.89 19.60 3.37 1.31 1.34 1.61 5.95 38.60 1.87 23.62 1.78 1.20 1.40 12.80 5.20 41.55 1.54 4.49 20.80 3.80 2.89 26.13 60.15 1.62 3.40 4.45 1.67 14.72 4.20 2.00 4.24 3.80 3.76 208.00 2.85 34.60 3.09 129.62 5.03 113.17 1.97 4.24 98. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.20 3.41 1.58 4.15 257.13 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 7.15 16.09 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.43 3.14 1.60 2.43 4.20 4.69 84.26 186.40 3.40 26.

60 1.41 1.91 7.54 1.30 1.10 1.11 1.80 1.34 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.17 2.88 1.66 7.20 1.45 9.06 1.18 1.46 1.20 1.09 1.22 0.99 0.Manual de Drenagem de Rodovias 58 Tabela 9 .08 3.30 1.43 3.96 0.00 1.73 2.56 2.43 0.36 2.11 8.26 17.71 3.07 3.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.01 0.73 0.53 1.48 3.42 2.92 3.04 1.24 3.14 3.80 1.00 1.24 3.03 2.03 3.84 5.60 1.10 1.90 2.98 2.50 1.62 2.62 DECLIVIDADE CRÍTICA 1.35 1.70 1.94 1.33 15.96 0.40 1.00 1.92 3.02 1.Vazão.94 BSTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm BDTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .99 0.18 1.56 2.09 1.60 0.50 1.29 2.01 0.74 1.40 1.70 1.87 1.93 11. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 0.95 3.67 3.04 1.89 4.68 2.06 1.14 3.96 5.95 2.28 1.53 3.80 2.15 1.56 4.60 0.11 1.78 6.63 8.68 2.81 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 0.53 3.20 1.22 4.15 1.34 3.95 2.97 0.80 1.90 2.18 1.55 13.03 3.80 2.97 0.39 0.34 4.34 3.43 3.90 4.40 1.

60 3.62 5.97 0.84 7.04 1.10 1.54 4.52 7.80 1.25 8.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.80 2.22 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.90 2.14 3.60 1.33 19.60 5.02 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.Manual de Drenagem de Rodovias 59 Tabela 10 .96 0.99 0.68 2.15 1.22 5.20 1.81 2.92 3.18 1.53 3.89 17.06 4.70 1.43 3.06 1 .85 6.56 2.62 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.11 1 .88 26.05 3.01 0.34 3.67 14.99 22.09 1.50 1.40 1.67 12.03 3.Vazão.00 1.24 3.86 10.30 1.94 BTTM CURRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .18 2.

43 2.14 3.26 1.15 1.15 1.26 1.19 1.54 4.60 30.88 4.50 1.37 7.30 1.80 2.33 1.77 10.60 1.09 71.95 3.10 1.33 1.19 1.41 3.79 8.70 3.50 1.93 13.29 1.73 47.36 2.19 1.21 4.76 4.24 1.05 4.15 1.Manual de Drenagem de Rodovias 60 Tabela 11 .50 1.29 1.21 4.70 3.40 1.16 16.04 1.28 13.71 3.24 3.89 19.10 1.50 2.11 8.05 3.80 2.00 1.14 3.22 9.05 4.66 8.86 10.43 3.52 8.43 3.26 1.43 2.07 1.60 1.30 2.30 15.90 4. 15 18.30 1.35 1.83 3.80 2.24 3.45 55.00 1.60 36.90 45.03 3.70 3.24 1.00 2.00 1.24 3.45 9.92 3.07 1.30 1.40 1.88 4.50 2.92 3.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.62 3.10 1.03 3.18 3.06 4.00 2.69 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.00 1.00 BSTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BDTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BTTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm 76 25 MT/DNIT/DPP/IPR .21 4.Vazão.43 3.42 2.39 5.29 1.24 1.96 6.50 2.67 14.18 1.81 6.54 1.56 4.14 3.67 12.60 1.40 1.85 7.33 17.36 23.04 1.02 36.00 2.04 1.55 11.07 1.03 3.90 5.25 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.08 3.95 2.62 3.30 2.88 4.62 5.62 3. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.67 12.99 26.33 1.02 1.34 24.91 7.92 3.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.22 4.03 2.05 4.30 2.

99 0.70 5.40 5.Vazão.08 1.55 15.42 36.07 1.99 5.96 69.89 39.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.72 4.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.35 5.95 6.34 3.05x2.33 37.22x3.11 1.00x3.27x4.10 4.72 7.08 1.29 1.20x3.63 74.79 4.85 4.16 1.50 5.30 1.95x3.96 BSLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .30 10.70 2.12 TIPO VÃO x ALTURA (mxm) 1.Manual de Drenagem de Rodovias 61 Tabela 12 .00x3.55x3.85x1.80 6.46 29.72x3.88 4.85 14.47 4.40x3.26 66.32 49.54 4.70x3.05 4.02 6.25 3.43 13.01 1.51 4.93 7.46 62.98 0.51 1.82 47.72 19.86 6.03 3.17 12.12 1.36 4.37 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.48 3.98 0.03 5.20x2.25x2.84 3.77 10.85x1. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.56 2.96 0.45 1.10 5.30 4.36 53.69 4.76 77.15 5.13 8.19 3.47 11.32 4.93 31.41 8.09 5.40 2.75x2.20x1.02 0.85 3.90 4.21 8.30x3.03 4.11 10.65 13.04 1.92 4.71 15.

86 62.88 4.92 139.32 4.10 4.40x3.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.90 4.25 149.95x3.85x1.96 0.00x3.65 75.22 20.85 4.27x4.20x3.15 5.96 BDLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .10 31. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 3.72x3.79 4.12 1.52 133.07 1.25x2.71 29.70 2.34 3.03 3.85x1.43 38.86 27.86 14.95 6.06 8.47 4.30 4.85 3.63 94.03 13.51 4.30 1.35 5.01 1.42 16.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 9.54 4.93 22.38 6.80 6.41 30.29 1.00x3.50 5.98 0.31 26.08 1.70 5.36 4.22x3.Vazão.75x2.40 5.83 72.70x3.55x3.84 3.43 14.92 59.48 3.72 106.16 1.92 4.99 0.19 10.26 16.92 124.30x3.25 3.86 6.04 1.98 0.09 5.08 1.25 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.83 17.Manual de Drenagem de Rodovias 62 Tabela 13 .03 5.78 79.99 5.12 4.65 98.10x2.72 4.05x2.60 21.45 1.11 1.69 4.54 20.20x1.40 2.05 4.34 25.52 154.02 0.51 1.74 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.

00x3.02 0.Manual de Drenagem de Rodovias 63 Tabela 14 .09 5.90 4.75x2.85x1.32 31.79 4.78 200.04 1.85x1.47 4.84 3.11 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.80 6.40 33.37 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.27x4.10 12.28 232.16 1.65 47.08 160.20x1.25x2.35 5.50 5.57 9.05 4.69 4.03 3.40x3.25 108.48 3.00 VAZÃO CRÍTICA (m2/s) 14. 15 58.95 6.29 1.96 BTLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .79 94.03 5.96 0.72 4.40 2.72x3.07 1.97 148.70 2.12 1.24 26.98 113.51 1.34 3.41.85 4.79 21.12 45.08 1. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.85 3.30 4.29 15.51 4.98 0.99 5.88 224.29 41 .25 3.95x3.45 1.Vazão.20x3.86 6.30x3.39 186.36 4.70 5.08 1.10x2.11 1.55x3.99 0.98 0.45 1.31 30.01 1.67 119.00x3.88 208.92 4.15 5.05x2.54 4.15 21.40 25.05 20.70x3.52 37.90 31.30 1.56 44.64 24.88 4.96 40.40 5.10 4.22x3.32 4.37 89.67 6.

29 7.03 73.06 229.75 0.15x3.30 47.28 7.09 4.77 0.72 0.46 5.90 287.69 0.02 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 74.Manual de Drenagem de Rodovias 64 Tabela 15 .00x4.41 24.96 6.15 9.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.02 5.72 0.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.23 22.06x6.26 192.84 10.85 0.33x6.55 7.25x7.11 294.69x7.80 11.70 0.45 9.97x6.36 89.84 0.77 0.40x4.69 6.81 0.50 5.98 6.63 6.70 0.55x5.80 0.71 0.71 121.05 47.04 5.83 174.46 7.82 0.93 5.72 0.58x8.40 29.92 125.95x5.76 11.12x3.78x5.42x5.18 6.50 10.42 10.83x6.02 355.62 5.92 8.82 8.81 146.27 5.99 19.83 0.56 70.17 14.35x3.75 0.15 64.90 481.84 0.93 8.88 105.23 31.28x5.11 7.44 269.21 8.42 6.11 10.81 0.54 8.68 6.54x6.23x4.07 255.16 171.78 323.86 0.79 0.Vazão.50x6.86x4.68 317.63 5.94 437.59 5.57 34.74 0.47x4.97x6.30 5.83 8.93 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 5.40 214.95 39.69 0.11x6.20 22.75 0.67x4.30 6.89x3.02 50.69 25.43 42.46 56.04 44.78 0.00 143.89 6.46 9.15 17.01x4.25 394.89 6.57 44.68 7.41 69.56x5.84 9. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 14.84 5.22 5.75 31.22x5.19x9.77 118.71 0.97 7.10 321.12 10.39x7.14 6.50 6.17x6.52 6.34 5.78 15.46 28.56 223.64 544.60 21.50 10.82 283.62 6.24 6.43 248.76 10.29 165.22 19.81 11.17 25.10 11.47 7.16 7.01 39.77 0.32 48.14 6.01 138.76 0.79 0.78 6.41 60.78 7.77 9.51 12.69 0.79x5.17 6.22 42.93 36.36 28.94 36.31 8.03 21.41 5.85 0.03 402.15 220.17 6.60 14.07 147.07 9.71 6.70 0.97 55.13 201.50 79.77 0.62 101.64x6.20 24.85 10.90x7.75x5.85 7.73 0.09x4.65 7.71 0.68 BSEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .65 6.82 6.68 191.87 4.03 114.51x5.78 0.13 32.79x8.71 0.29 34.81 5.74 0.68x4.33 6.72 0.

81 11.30 440.10 11.74 0.30 5.02 5.17 6.44 38.69 6.79x5.62 5.93 5.50 10.62 6.23x4.26 64.86 0.12 447.17 6.50 62.85 0.65 6.35x3.47x4.32 342.63 6.80 59.78x5.22x5.47 7.80 11.28x5.65 7.09x4.33x6.56 646.09 4.38 51.00 286.97 7.77 0.76 11.17x6.11 7.81 0.46 5.77 0.Vazão.24 203.52 384.90 78.88 875.29 7.00x4.84 5.84 9.14 88.15 9.45 9.81 5.21 8.67x4.63 5. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) VÃO X ALTURA (m/m) 5.98 38.72 56.82 120.41 5.70 0.15x3.68 6.62 292.55x5.87 4.06 42.34 50.01x4.68 TIPO BDEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .78 0.11 10.06 804.58 331.97x6.50 789.76 210.92 56.88 72.78 6.71 0.11x6.50 5.46 44.95x5.08 88.97x6.79 0.84 10.89x3.84 0.04 710.85 7.59 5.19x9.69x7.76 0.42 10.00 158.12 459.40x4.86 497.69 0.86 84.68x4.06 147.27 5.75x5.98 6.73 0.07 9.34 5.82 0.06x6.90x7.60 94.46 9.80 429.85 10.71 0.83 0.44 85.83 8.86 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 149.34 29.79x8.80 0.24 6.79 0.20 42.50x6.82 49.52 6.02 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 29.72 0.30 129.14 6.10 94.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.51 12.22 588.22 5.54 237.28 1089.26 402.28 7.06 229.30 6.72 0.78 7.83x6.50 6.04 5.56x5.82 6.46 63.18 6.12x3.40 44.70 0.25x7.36 382.16 7.80 963.02 78.86 72.85 0.89 6.84 250.14 6.71 0.92 8.02 277.39x7.42 6.64 566.40 49.88 539.46 7.89 6.30 10.04 510.31 8.14 69.96 6.42x5.51x5.64x6.69 0.54 8.14 294.86x4.66 348.58x8.80 574.71 6.76 10.20 643.20 28.77 9.74 0.72 0.94 110.12 141.71 0.04 101.84 0.82 138.75 0.92 112.68 7.33 6.78 0.Manual de Drenagem de Rodovias 65 Tabela 16 .69 0.42 242.64 96.93 8.82 8.72 0.81 0.75 0.46 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.36 634.77 0.30 34.75 0.77 0.55 7.72 179.12 10.70 0.56 31.54x6.58 69.

Manual de Drenagem de Rodovias

66

Tabela 17 - Vazão, velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d)
ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 44,34 46,80 42,51 44,97 57,45 51 ,09 63,66 57,69 66,60 73,80 63,60 66,51 76,38 85,23 74,07 7 7,2 5 93,39 97,08 85,20 88,71 104,79 108,69 95,85 117,87 104,82 108,66 127,71 132,03 117,90 142,29 126,12 132,06 152,91 165,15 142,38 158,96 145,23 180,45 193,68 212,79

TIPO

VÃO X ALTURA (mxm) 5,89x3,89 6,12x3,96 6,15x3,63 6,35x3,71 6,40x4,62 6,68x4,24 6,86x4,78 7,01x4,25 7,09x4,85 7,42x5,16 7,47x4,47 7,67x4,55 7,75x5,11 7,95x5,54 8,00x4,83 8,23x4,93 8,28x5,82 8,51x5,92 8,56x5,21 8,79x5,31 8,97x6,07 9,17x6,15 9,22x5,46 9,50x6,45 9,55x5,77 9,78x5,84 9,83x6,76 10,06x6,84 10,11x6,12 10,39x7,11 10,54x6,30 10,64x6,50 10,69x7,42 10,90x7,85 10,97x6.81 11,25x7,80 11,33x6,76 11,58x8,10 11,79x8,51 12,19x9,02

VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 223,50 238,23 207,09 221,64 316,08 269,31 355,86 305,76 375,00 429,09 344,13 363,21 441,48 513,03 416,43 438,78 576,39 603,87 497,49 522,45 660,18 689,04 573,21 766,20 643,68 671,46 849,33 833,29 746,34 970,32 809,70 861,06 1065,75 1184,04 951,09 1206,30 965,82 1313,70 1444,92 1634,19

VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5,04 5,09 4,87 4,93 5,50 5,27 5,59 5,30 5,63 5,81 5,41 5,46 5,78 6,02 5,62 5,68 6,17 6,22 5,84 5,89 6,30 6,34 5,98 6,50 6.14 6,18 6,65 6,69 6,33 6,82 6,42 6,52 6,97 7,17 6,68 7,14 6,65 7,28 7,46 7,68

DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0,86 0.85 0,85 0,84 0,84 0,83 0,82 0,81 0,81 0,80 0,79 0,79 0,78 0,78 0,77 0,77 0,77 0,77 0,76 0,75 0,75 0,75 0,74 0,74 0,73 0,72 0,72 0,72 0,72 0,71 0,71 0,70 0,71 0,71 0,70 0,70 0,69 0,69 0,69 0,68

BDEM CORRUGAÇÂO 152 x 51mm

v h

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

67

Dimensionamento no regime subcrítico

Sempre que a declividade do bueiro for inferior à crítica, o dimensionamento (seção e velocidade do fluxo) será obtido por intermédio das equações gerais do fluxo. Equações gerais do fluxo Apresentam-se a seguir as equações gerais do fluxo para os bueiros tubulares (seção circular) e celulares (seção quadrada ou retangular). Para os bueiros de seção lenticular ou elíptica que não dispõem de fórmulas simples que relacionem suas grandezas hidráulicas, o procedimento para seu dimensionamento no regime subcrítico é apresentado adiante, no roteiro para dimensionamento. Bueiros tubulares Usando-se os valores obtidos em (d), e substituindo-os na fórmula de item (c) com recurso à equação da continuidade obtêm-se as equações gerais do fluxo para uma declividade estabelecida Velocidade:
I1/2 ⎛ Ø − senØ ⎞ V=3⎜ ⎟ x D2/3 x 4Ø n ⎝ ⎠
2

e vazão:
Q= Ø − senØ Ø − senØ 2 I1/2 x D2 x 3 D x 8 4Ø n

ou
1 Q= 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

xD

8/3

I1/2 x n

Na expressão da velocidade, V = K v x D2 / 3 x fazendo-se:
⎛ Ø − senØ ⎞ 3 ⎜ ⎟ = Kv 4Ø ⎝ ⎠
2

I1 / 2 n

tem-se:

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

68

Kv = ou:

V xn D x I1 / 2
2/3

Na expressão de vazão, fazendo-se:
1 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

= KQ

tem-se; Q = K Q x D8 / 3 x ou: KQ = Qxn D x I1 / 2
8/3

I1 / 2 n

ou ainda;
⎛ Qxn ⎞ ⎟ D=8 ⎜ ⎜ K x I1 / 2 ⎟ ⎝ Q ⎠
3

Coeficientes K v e K Q Os coeficientes KV e KQ, como se pode verificar, são funções exclusivas do ângulo Ø, o qual, por sua vez, está ligado ao tirante “d” e ao diâmetro D através da equação:
cos
ou
⎛ 2d ⎞ Ø = 2 arc cos⎜1 − ⎟ D⎠ ⎝

2d Ø = 1− (d) D 2

Assim, como Ø, KQ e Kv estão ligados ao tirante “d” e ao diâmetro D, pode-se tabelá-los em função da relação d/D. É a tabela dos parcialmente cheios, já citada, de grande utilidade no estudo dos bueiros nos regimes subcrítico e rápido, utilizada no item (a) e apresentada adiante, na tabela 18. Bueiros celulares Usando-se os valores das grandezas hidráulicas obtidas em “d”, a fórmula de Manning e com auxílio da equação da continuidade, obtêm-se as equações do fluxo nos bueiros celulares para uma declividade estabelecida:
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Velocidade:
1/ 2 ⎛ Bd ⎞ I V=3 ⎜ ⎟ x n ⎝ B + 2d ⎠ 2

,

em m/s

Vazão: ⎛ Bd ⎞ Q = Bd⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ ou:
Q=3
2/3

x

I1 / 2 , em m³/s n

(B x d)5 (B + 2d)2

x

I1 / 2 n

, em m³/s

Na expressão da velocidade, fazendo-se: ⎛ Bd ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ tem-se: I1 / 2 V = Kv x n ou: Kv = nxV I1 / 2
2/3

= Kv

Na expressão da vazão, fazendo-se:
3

(B + 2d)2

(Bd)5

= KQ

tem-se; Q = KQ x
OU:

I1 / 2 n

KQ =

Qxn I1/ 2

Existem nos bueiros celulares três grandezas a serem consideradas: a largura B, o tirante d e a altura H.
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Para se chegar a uma solução deve-se fixar uma delas, em geral B, para determinar a outra, d. A terceira, H, é uma conseqüência de d, pois admite-se uma folga, isto é, uma altura livre entre a lâmina d'água e a laje superior do bueiro, relacionada ao tirante. O DNIT tem adotado uma folga mínima de 25 % sobre d; desse modo a altura do bueiro passa a ser: H= d 0,80

Coeficientes K v e K Q Esses coeficientes são funções de B e d, portanto de duas variáveis. As curvas das Fig. 7 e 8 correlacionam B e d respectivamente a K Q e K v Nessas curvas o valor de B varia de 1,00 m a 3,00 m com intervalos de 0,50 m e o valor de (d) varia de 0,20 m até 3,00 m. Roteiro para dimensionamento Dados a) O valor de Q é conhecido porque é a descarga da bacia a ser drenada , calculada nos estudos hidrológicos do projeto; b) O valor de I é conhecido pelo levantamento topográfico do local onde o bueiro deverá ser implantado; c) O valor n (coeficiente de Manning) é conhecido pois depende da natureza do material de que será feito o bueiro (concreto, chapa metálica, corrugada etc). Seqüência das operações Bueiros tubulares a) admite-se inicialmente um valor para a relação d/D, variando de 0,20 a 0,80, optandose em geral pelo valor máximo; b) com o valor adotado para a relação d/D, entra-se na tabela dos parcialmente cheios, para obtenção do coeficiente K Q c) com K Q determina-se o valor do diâmetro teórico e se este mostrar-se inadequado pelas restrições do local de assentamento ou por não existir comercialmente tubo com diâmetro de tal porte, deverá ser considerado bueiro de seção múltipla, dividindo-se a descarga de projeto pelo número de linhas de tubo a adotar. Ao final será fixado para a linha de tubos simples ou múltipla o diâmetro mais próximo comercialmente disponível; d) com o diâmetro comercial calcula-se o novo valor de K Q obtendo-se na tabela a relação d/D, e o valor de K v , que fornecerá o valor de V, comparando a velocidade de
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escoamento com os valores mínimo e máximo aceitáveis, função da sedimentação das partículas em suspensão e da erosão das paredes dos tubos; e) se os valores acima estiverem dentro dos limites estabelecidos, o dimensionamento é concluído; caso contrário, faz-se nova tentativa com outra relação d/D, procurando-se aumentar ou diminuir a velocidade. Bueiros celulares Com os valores de Q, I e n, calcula-se K Q e com o valor de K Q obtém-se o valor de d, definindo-se conseqüentemente o valor B escolhido. Com os valores de B e d, na curva de K v , obtêm-se K v e conseqüentemente V. Estando o valor de V entre os limites permitidos e atendendo às condições locais, dá-se o dimensionamento como aceito, caso contrário, procura-se, mediante novas tentativas, dimensões que conduzam a valores aceitáveis. Quando o valor de Q conduz a um valor de K Q acima do limite superior das curvas, isso significa a necessidade da adoção de bueiros duplos e triplos. O cálculo é então refeito com o valor de Q dividido por 2 ou 3, conforme o número de linhas dos tubos. Bueiros lenticulares ou elípticos metálicos corrugados Tanto para os bueiros lenticulares como para aqueles de seção elíptica, por não se dispor de formulas simples que expressam o fluxo conforme a variação de lâmina d'água, o procedimento de cálculo atendendo a uma declividade de assentamento preestabelecida será diferente. Primeiramente deve-se calcular a vazão à seção plena para a declividade estabelecida e também a altura crítica relativa à descarga dada para conhecer o regime a que se refere. A vazão à plena seção é determinada com o auxílio das tabelas 19 ou 20 de onde são extraídos a área e o perímetro molhado da seção plena. Definido o coeficiente n a partir do tipo de corrugação escolhidos, determina-se, através da expressão de Manning e da equação da continuidade, a vazão à plena seção. Igualando a descarga de projeto à vazão escoada pelo bueiro, obtém-se através em um dos gráficos do diagrama 19 o tirante crítico correspondente que servirá de referência para definir o regime de funcionamento do fluxo na seção escolhida e a necessidade de ampliação da área da seção considerada. Se o tirante crítico superar a 65 % da altura da seção para os bueiros lenticulares e a 72 % da altura nos bueiros elípticos, deverá ser ensaiada seção maior ou seção múltipla, considerando-se nesta última a descarga, e correspondentemente a vazão de projeto, como sendo a descarga total dividida pelo número de linhas. Definida a vazão à plena seção e a altura crítica referente à descarga de projeto, passase ao dimensionamento hidráulico do bueiro funcionando parcialmente cheio.
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O tirante para a descarga de projeto dada é obtido através da utilização dos ábacos da Fig. 9, que define as propriedades hidráulicas desses tipos de estruturas; entrando-se com a relação entre a vazão a escoar e a vazão à seção plena, obtendo-se o valor percentual do tirante em relação à altura total da seção e daí o seu valor para o fluxo normal. Semelhantemente ao adotado para os demais bueiros, admite-se uma lâmina d'água máxima de 80 % da altura total da seção e uma lâmina mínima de 20%. Se o tirante encontrado situar-se fora desses limites deverá ser ensaiada uma nova seção ou seção múltipla. Ainda através da Fig. 9 pode-se verificar que a vazão máxima para os bueiros lenticulares é obtida para um tirante de 88 % da altura total da estrutura, sendo aproximadamente 8 % superior à vazão à plena seção e que nos bueiros elípticos a vazão máxima se dá com um tirante de 92 % da altura total, representando aproximadamente 10 % a mais que a vazão à plena seção. – Velocidades e vazões máximas para bueiros tubulares com declividades fixadas

Substituindo-se na Formula de Manning: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n

o raio hidráulico R pela sua expressão A/P, tem-se; I1 / 2 ⎛ A ⎞ V= x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

Para I constante, a velocidade será máxima quando a derivada de A/P, for nula. A e P, porém, são funções de (Ø) , sendo a condição de velocidade máxima dada pelos valores dessas variáveis que anulem a derivada da função f (Ø) , ou seja:
P dA dP −A dØ dØ = 0 P2

ou ainda,

P

dA dP =A dØ dØ

(1)

De (d),
P= Ø dP D x D , donde = 2 dØ 2
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e
A= Ø − senØ x D2 , donde 8

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dA 1 − cosØ x D2 = dØ 8

Substituindo-se os valores de P, A,
ØD − Øcos ØxD3 = ØD − senØxD3 Øcos ØxD3 = senØx D3 tg Ø = Ø ou

dA dP e na igualdade (1), tem-se; dØ dØ

equação cuja solução é:
Ø = 4,4934 rad, Ø = 257027'10"

ou
⎛ ⎝ 2d ⎞ ⎟ D⎠

Como, porém, Øc = 2 arc cos ⎜1 −
Øc = −0,626 2 2d 1− = −0,626 D cos

daí, d = 0,813D que corresponde ao tirante para a condição da velocidade máxima. Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para velocidade e vazão fornece: a velocidade máxima Vmáx = 0,452 D 2 / 3 x I1 / 2 n

e a vazão correspondente a esta velocidade
D8 / 3 x I 1/ 2 Q = 0,309 n

Vazão máxima Associando-se a fórmula de Manning; V= I1 / 2 ⎛ A ⎞ x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

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a equação de continuidade, tem-se: I1 / 2 ⎛ A 5 / 2 ⎞ ⎟ x⎜ Q= n ⎜ P ⎟ ⎝ ⎠
2/3

A vazão máxima se verificará quando A/P5/2, função de Ø, for máxima; vale dizer, quando sua derivada em relação a Ø for nula,isto é,
5 dA dP PxA 3/2 − A 5/2 2 dØ dØ = 0 P2

ou

5p x

dA dP = 2A x dØ dØ
dA dP e por suas expressões obtidas no item anterior, tem-se: dØ dØ

Substituindo-se P, A,

(Ø − senØ ) x D2 x D 5ØD (1 − cosØ ) 2 x D =2 2 8 8 2
ou
5Ø (1 − cosØ) = 2 (Ø − senØ)

ou ainda,
3Ø − 5Ø cosØ + 2 senØ = 0

cuja solução é
Ø = 5,2781 rad ou Ø = 302024'46" , que corresponde a um tirante de d = 0,938 D

Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para vazão e velocidade fornece: para vazão máxima Q máx = 0,335 D 8 / 3 x I1 / 2 n

e para a velocidade correspondente a essa vazão V = 0,438 D 2 / 3 x I1 / 2 n

A observação dos dados encontrados permite chegar a uma importante conclusão:
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para Bueiros de Seção Circular.Manual de Drenagem de Rodovias 75 "A velocidade máxima não corresponde à vazão máxima". d = Tirante d'água D = Diâmetro do bueiro A = Área molhada R = Raio Hidráulico Q = Vazão (m3/s) n = Coeficiente de rugosidade de Manning I = declividade do bueiro (m/m) K K V ×n V D2/3 × I1/2 = = Q×n Q D8/3 × I1/2 MT/DNIT/DPP/IPR . em função da altura relativa do tirante. Raio Hidráulico. Área Molhada. KV e KQ.

10 0.1312 0.1152 0.11 0.0755 0.4065 0.20 0.01126 0.1466 0. 0.00021 0.01 0.0776 0.13 0.3394 0.43 0.24 0.21 0.2716 0.3032 0.3899 0.2582 0.2133 0.19 0.00050 0.04 0.0811 0.0691 0.1709 0.3968 0.0409 0.34 0.2780 0.0394 0.0262 0.3345 0.1199 0.0961 0.0610 0.3825 0.1691 0.3428 0.09 0.3934 0.0331 0.3443 0.00306 0.3863 0.1592 0.0820 0.2546 0.1097 0.1566 0.28 0.3708 0.29 0.23 0.26 0.0037 0.1381 0.02 0.37 0.0427 0.2531 0.1267 0.0389 0.0986 0.2020 0.1489 0.2258 0.1453 0.32 0.0513 0.4426 R/D 0.2295 0.0220 0.3130 0.14 0.3243 0.1147 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios d/D 0.07 0.3080 0.0864 0.1982 0.00953 0.2331 0.2142 0.2500 0.41 0.35 0.1825 76 MT/DNIT/DPP/IPR .3023 0.48 0.0461 0.0600 0.1890 0.0152 0.3627 0.0559 0.3328 0.3295 0.2102 0.1662 0.4124 KQ 0.0929 0.0871 0.1349 0.2366 0.2167 0.0571 0.1786 0.1558 0.12 0.0105 0.1756 0.2450 0.3624 0.1877 0.16 0.06 0.27 0.0301 0.1800 0.1042 0.50 0.2512 0.38 0.1259 0.1039 0.39 0.1614 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .1711 0.00150 0.25 0.3748 0.0196 0.1365 0.1364 0.0066 0.0650 0.0294 0.4227 0.2592 0.0497 0.1148 0.54 0.3535 0.1611 0.1891 0.3490 0.0353 0.2051 0.15 0.3136 0.0668 0.2182 0.55 A/D2 0.2649 KV 0.00651 0.1516 0.00795 0.2214 0.0739 0.00406 0.0147 0.17 0.46 0.0733 0.22 0.1099 0.0635 0.1281 0.2642 0.3727 0.0695 0.1847 0.51 0.49 0.0885 0.2355 0.2905 0.2562 0.2468 0.0470 0.2367 0.1772 0.2965 0.0730 0.0192 0.1623 0.40 0.3190 0.1718 0.2291 0.0350 0.31 0.4127 0.00093 0.1298 0.33 0.1802 0.03 0.0881 0.4034 0.53 0.1197 0.1050 0.2739 0.1935 0.1118 0.2401 0.45 0.0173 0.0956 0.3787 0.0362 0.1401 0.3527 0.0813 0.2220 0.00005 0.0910 0.0451 0.08 0.0534 0.52 0.2074 0.4027 0.30 0.0242 0.0197 0.1978 0.3666 0.18 0.2843 0.4095 0.1247 0.42 0.2650 0.36 0.1206 0.2435 0.3229 0.01313 0.0534 0.2260 0.2062 0.0069.00221 0.1506 0.1535 0.0246 0.05 0.2934 0.44 0.3580 0.1003 0.0132 0.1665 0.0575 0.0013 0.0273 0.00521 0.47 0.0326 0.2621 0.2836 0.1449 0.1019 0.1416 0.4327 0.3827 0.3927 0.1965 0.2441 0.4002 0.

2962 0.6815 0.2895 0.4213 0.4489 0.4517 0.2998 0.7384 0.4920 0.4309 0.2358 0.4153 0.4522 0.4231 0.2306 0.64 0.5687 0.4489 0.4505 0.3305 0.88 0.4462 0.4402 0.2980 0.1879 0.3008 0.3038 0.82 0.65 0.4425 0.83 0.4398 0.68 0.7560 0.3031 0.3351 0.7662 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .5018 0.2975 0.3043 0.3263 0.97 0.4480 0.6655 0.2928 0.4256 0.6893 0.86 0.71 0.7841 0.73 0.76 0.98 0.4444 0.6231 0.87 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios (Continuação) d/D 0.2799 0.2948 0.3007 0.7504 0.5594 0.4267 0.2609 0.4519 0.70 0.2753 0.4414 0.5115 0.4301 0.2666 0.95 0.4822 0.3042 0.2728 0.1933 0.3151 0.4457 0.7043 0.00 A/D2 0.2787 0.4376 0.5872 0.91 0.58 0.4520 0.90 0.94 0.2560 0.7254 0.7707 0.93 0.4526 0.3047 0.3353 0.66 0.2676 0.5404 0.74 0.7749 0.3118 0.5212 0.4381 0.2933 0.81 0.3239 0.6969 0.7186 0.3039 0.3339 0.5308 0.2921 0.3017 0.4323 0.2969 0.6405 0.3008 0.2886 0.6573 0.5964 0.60 0.75 0.4476 0.4343 0.3345 0.2917 0.2253 0.3182 0.4429 0.7854 R/D 0.2705 0.3024 0.67 0.3043 0.4180 0.2963 0.7785 0.2460 0.4206 0.3335 0.6054 0.3968 KQ 0.3286 0.84 0.89 0.2094 0.4345 0.3293 0.3041 0.7320 0.2658 0.3018 0.7115 0.61 0.4524 0.2511 0.4498 0.62 0.4524 0.2703 0.2776 0.4512 0.69 0.4445 0.3117 77 A Ø − senØ = 2 8 D R Ø − senØ = D 40 MT/DNIT/DPP/IPR .3083 0.4514 0.3033 0.2040 0.3247 0.79 0.80 0.2862 0.3349 0.72 0.56 0.2865 0.3212 0.2735 0.2409 0.2987 0.6319 0.85 0.4362 0.92 0.2829 0.4523 0.3322 0.7816 0.5780 0.2842 0.99 1.3036 0.4724 0.78 0.4142 0.6489 0.2797 0.5499 0.2500 KV 0.2842 0.96 0.7445 0.63 0.6143 0.6736 0.1987 0.4279 0.4469 0.2752 0.2147 0.77 0.57 0.59 0.2995 0.2881 0.3026 0.7612 0.2900 0.2821 0.4625 0.3322 0.2200 0.4507 0.2944 0.4499 0.

20 1.00 3.00 0 0.00 2.5 B= .00 Qn I 3 I (m/m) N.00 B =3 . 5 = 00 2.0 B =1 0m 5. d 8.Curva KQ = g(d) CURVA KQ = g (d) Q (m /s) KQ = 9.00 (dm) MT/DNIT/DPP/IPR .00 2.00 2.00 0 m B 7.10 0.00 4. 00 m 6.00 B = B 3.Manual de Drenagem de Rodovias ⎛R ⎞ KV = ⎜ ⎟ ⎝D ⎠ 2/3 ⎛ Ø − senØ ⎞ = 3 ⎜ ⎟ 4Ø ⎝ ⎠ 2/3 − 78 2 KQ = A ⎛R ⎞ ×⎜ ⎟ 2 ⎝D ⎠ D (Ø − senØ 1 ×3 16 2Ø 2 )5 ⎛ 2d ⎞ Ø = 2arc ⋅ cos ⋅ ⎜1 − ⎟ D ⎠ ⎝ Figura 7 .A. m 0 1.00 m 1.

40 0. 5 0.Curva KV = f(d) 79 CURVA KV = f (d) 1.20 0.00 Kv= Va I B= 0m 3.90 B= m 2.30 0.60 B= 0m 1.00 =1 m 0. 0 0 B= 0.80 m 2.00 d (m) MT/DNIT/DPP/IPR .50 B .10 0 0.00 3.20 1. 0 0.50 0.70 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 8 .00 2.

8 0.7 0.6 0.4 0.2 0.1 1.1 0.7 0.8 0.3 0.0 1.Propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares e elípticas 80 SEÇÃO PLENA PERÍMETRO MOLHADO 90 PORCENTAGEM D A ALTURA TOTAL PORCENTAGEM DA ALTURA TOTAL Área 80 70 60 50 VAZÃO 40 30 20 RAIO HIDRÁULICO 10 1.3 0 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA MT/DNIT/DPP/IPR .4 0.2 1.3 0 0.2 1.2 0.6 0.1 1.5 0.9 1.3 0.1 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 9 .9 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA 90 PM 80 A = Área R = RAIO HIDRÁULICO PM = PERÍMETRO MOLHADO A 70 AR2/3 60 R AR2/3 A 20 PM 30 50 40 ELIPSE HORIZONTAL 10 0.5 0.0 1.

75 2.90 MT/DNIT/DPP/IPR .00 PERÍMETRO (m) 5.70 16.20 3.85 3.30 3.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 19 .65 14.72 3.77 14.49 10.41 13.40 3.85 4.40 5.54 13.25 3.86 6.80 16.00 3.30.25 2.56 15.08 15.58 11.15 5.90 4.35 19.39 6.01 11.05 4.95 3.Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados 81 DIMENSÕES VÃO ALTURA 1.60 9.42 8.12 15.00 3.28 16.62 9.27 4.70 3.70 11.88 3.52 ÁREA (m2) 2.10 4.20 1.10 2.55 3.65 17.80 6.07 11.45 13. 4.85 1.99 5.35 5.23 19.05 2.50 5.22 7.30 13.70 2.12 9.97 12.22 3.95 6.27 6.05 2.85 1.67 18.25 11.21 12.40 2.70 5.

47 7.47 4.13 17.17 6.53 58.04 ÁREA (m2) 18.29 7.01 27.93 8. MT/DNIT/DPP/IPR .21 27.59 22.78 7.82 44.02 22.06 6.09 4.58 8.55 5.12 3.21 42.30 10.52 67.01 4.69 7.12 10.79 8.46 23.59 27.23 42.01 23.67 19.51 12.95 Bueiros trabalhando como vertedores Objetivo e características Denominam-se vertedores as aberturas projetadas na parte superior das paredes de um reservatório qualquer através das quais possa se escoar o líquido represado.20 53.75 5.80 11.07 9.64 31.33 25.50 20.68 4.00 4.21 34.11 10.83 30.11 19.97 6.68 28.77 29.86 4.25 30.55 53.82 44.28 5.28 31.80 15.35 3.24 6.02 PERÍMETRO (m) 15.40 4.21 30.19 9.97 62.36 73.76 10.19 26.85 26.50 21.10 11.42 10.15 3.19 17.60 33.15 20.24 16.02 59.66 34.37 18.07 20.42 5.83 36.71 6.24 69.62 6.33 6.Manual de Drenagem de Rodovias 82 Tabela 20 .38 27.45 9.89 3.25 7.58 38.79 5.31 8.22 5.20 48.23 4.11 6.50 6.40 39.67 19.94 24.81 11.Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados DIMENSÕES VÃO ALTURA (m) (m) 5.78 5.46 9.55 7.29 26.95 5.64 6.97 6.02 23.94 22.80 17.84 10.76 79.32 15.82 8.56 5.32 15.76 18.63 18.40 52.55 22.21 8.39 23.63 6.21 31.11 21.67 4.18 39.54 6.15 9.92 8.50 10.85 10.39 7.85 7.15 51.98 24.90 26.77 9.71 18.11 20.76 11.33 26.81 28.90 7.15 86.90 23.83 8.42 25.97 48.11 7.96 6.16 7.89 6.21 58.83 6.84 9.24 29.54 8.51 5.

Dimensionamento hidráulico Cálculo da largura L A solução do problema é. Então. o coeficiente de Coriolis e o coeficiente de descarga do orifício. y.Manual de Drenagem de Rodovias 83 Na drenagem rodoviária o vertedor desempenha uma grande função no escoamento da água acumulada nas várzeas extensas ou em terrenos alagadiços. para c = 0. será o resultado da divisão da descarga total registrada pela descarga de cada vertedor. b sua largura. calcular o tempo em que se deseja fazer a drenagem e escolher o número e a largura L dos vertedores. escolhido pela prática ou resultante de tentativas a serem feitas. o cálculo de L. L a sua largura. a altura d`água sobre a soleira do vertedor. pode começar pela fórmula da vazão dos orifícios: ⎡ 3/2 ⎤ 3/2 ⎛ ⎢⎛ V2 ⎞ ⎥ 2 V2 ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎥ − ⎜h + α Q = cb 2g ⎢⎜ h + α 2g ⎟ ⎥ 2g ⎟ 3 ⎟ ⎜ 1 ⎟ ⎢⎜ 2 ⎢⎝ ⎣ ⎠ ⎝ ⎠ ⎥ ⎦ onde h1 e h2 são as alturas d'água nas bordas do orifício(inferior e superior).838 ⎢ −⎜ ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥×L ⎥ ⎦ Desprezando-se a velocidade de aproximação V.838 . pois. obtém-se a fórmula básica da vazão dos vertedores retangulares. Fazendo h1. 3 L e tomando L=1.622. = 0 e h2. têm-se MT/DNIT/DPP/IPR . = H. O tempo de escoamento vai ser estabelecido em função da largura L dos vertedores projetados. para o vertedor. têm-se: 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ Q = 1. O número dos vertedores. Os vertedores podem ser considerados orifícios em que a altura da parede sobre a borda superior é nula.devida a WEISSBACH: 2 Q = C 3 L 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ 2g ⎢ − ⎜α ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥ ⎥ ⎦ como 2 C 2g = 1.

para a contração bilateral. Usando a Fórmula de Francis pode-se tabelar a vazão por metro linear de soleira como a seguir.3 381.1 1316.14 67. Tabela 21 .90 164.5 555. deve-se considerar na fórmula do item anterior uma correção para o valor de L.2 964.7 1195. que passaria a ser tomado igual a L-0.838 ⎜ L − ⎛ ⎝ 2H ⎞ 3/2 ⎟ H 10 ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR .05 34.Vazão por metro linear de soleira ALTURA H (cm) 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 20 Q (l/s) 9.838H3/2 Estados Unidos e que é a Fórmula de Francis.0 302.5 855.0 1 57 1.5 650.61 27. muito usada na Inglaterra e nos recomendada para uso no Brasil (Dilson F.04 41.72 20.2 1077.838 × LH3/2 84 ou L= Q 1. Pinto). a mais comum nas rodovias.2H. Vertedores retangulares em parede delgada e sem contrações. Desse modo.34 106. multiplicam-se os valores indicados de vazão pela largura real.1 465. Influência da contração As contrações ocorrem nos vertedores de represamentos e naqueles cuja largura é inferior às dos canais onde se acham instalados.58 49.0 ∗Para os vertedores com largura menor ou maior que um metro.68 58.50 ALTURA H (cm) 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 ∗ Q (l/s) 230. De acordo com Francis.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 1.6 750. a Fórmula de Francis passa a ser: Q = 1.24 96.5 1442.57 14.53 86.12 76.

P1 e P2 . que a vazão depende de sua carga a montante.velocidades nas seções S1 e S2. e S2. vale dizer. Como se trata do deslocamento de uma partícula d`água no regime permanente entre S1. do comprimento e da declividade do bueiro. nesse caso.2H sendo D o diâmetro e H a altura do bueiro. Dimensionamento hidráulico Estudo do fluxo Considerando-se o escoamento indicado na Fig. tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR .cotas das seções S1 e S2 relativas a um plano de referência (datum). 10: Figura 10 . Z1 e Z2 . aplicando-se o teorema de Bernoulli. Diz-se.pressões nessas seções respectivamente. da diferença de cotas dos níveis d'água a montante e a jusante.Esquema de escoamento por orifício V1 (1) h Z1 Z2 (2) V2 DATUM em que: V1 e V2 . sendo independente da rugosidade das paredes.Manual de Drenagem de Rodovias 85 Bueiros trabalhando como orifício Objetivo e características Diz-se que um bueiro trabalha como orifício quando o nível d`água a montante (HW) atende à condição: HW ≥ 1.2D ou HW ≥ 1.

que P1 = P2. Z1 – Z2 = h. cujo valor é 0.64. A vazão através do orifício seria então: Q = C × C × A 2g × h V C ou fazendo C ×C =C V C Q = CA 2g × h MT/DNIT/DPP/IPR . foi verificado que o jato sofre uma contração tornando-se inferior à seção do orifício. obtém-se: V = 2g × h A vazão do orifício seria. segundo Weissbach. porque é a pressão atmosférica atuando nas seções S1 e S2. que. Essa contração é habitualmente representada por outro coeficiente. Desse modo. então. de acordo com a lei de continuidade: Q = AV = A 2g × h Acontece que. V1 será muito inferior a V2 e poderá ser desprezada. sem que se cometa erro apreciável. porém.Manual de Drenagem de Rodovias 86 V2 V2 P P z+ 1+ 1 =z + 2 + 2 2 γ γ 2g 2g Considerando-se.97 ou 0. osciIa entre 0. Por outro lado.98. carga hidráulica da seção S2 (eixo) tem-se: V2 V2 2 = 1 +h 2g 2g ou V = V 2 + 2g × h 2 1 Como a área da seção S1 (superfície da água acumulada a montante do bueiro) é muito superior à área da seção S2 (orifício). Cc. a velocidade real do jato sofre uma redução que costuma ser representada por um coeficiente CV. devido à viscosidade do líquido.62 e 0.

a estrutura comumente empregada. as paredes dos orifícios são divididas em delgadas e espessas. são os seguintes: Tabela 22 . Desse modo.0 metro.62 e 0. respectivamente.548 Carga hidráulica Toda a conceituação exposta presupõe que a carga hidráulica. representam alturas de aterro de. nos livros de Hidráulica mais comuns em nosso país. a contar do centro de gravidade da seção do bueiro. os coeficientes de vazão 0.63.63. MT/DNIT/DPP/IPR . para o caso dos bueiros tubulares. coeficiente de vazão. 20 e 30 metros. Chamando L o comprimento do bueiro e D o seu diâmetro.770 0.Manual de Drenagem de Rodovias 87 sendo que C.588 0. não seja maior do que duas vezes o diâmetro ou a sua altura. como os processos de cálculo de vazões são os mesmos para os dois casos. que para as alturas médias comuns de aterro em torno de 15 metros. que.674 0. Em resumo. Porém. mais ou menos. no caso dos bueiros.548. variando de 0. respectivamente.5 vezes o diâmetro do orifício.643 0. atinge valores entre 0. o que excluiria a opção do modelo. Verifica-se. segundo MANNING. O nível d'água a montante não poderá ultrapassar a cota de nível mínimo admissível fixada em função da altura do aterro e das restrições de alagamento a montante por ventura existentes. a diferença depende do coeficiente de vazão. Esses dois valores. Deve-se considerar. os coeficientes de vazão C.588 e 0. para os dois modelos (orifícios e bocais) são próximos um do outro. não podendo ultrapassar 1. os Coeficientes de Vazão C.Coeficientes de vazão L D C 10 25 50 75 100 0. A velocidade máxima para a obra deverá ser inferior ao limite de erosão das paredes dos bueiros.60 a 0. no entanto. para o diâmetro do bueiro de 1. seria a de um bocal e não de um orifício. MANNING recomenda para L/D = 75 e L/D = 100.

98 4.00 1.58 3.32 4.62 3.54 BSTC OU BSTM Vazão: bueiro simples: Q1 = Velocidade: V = c 2g × h c 2g 4 × D 2 × 3.40 3.06 3.67 13.19 V (m/s) 2.14 4.10 4.77 3.05 3.21 3.58 V (m/s) 2.67 1.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 23 .29 5.50 4.53 3.78 9.97 7.83 Q h = 2D V (m/s) 3.14159 h e Q = 2.12 11.50 1.68 3.93 4.80 1.32 h = 1.90 4.44 5.87 3.19 4.30 1.19 8.40 8.32 4.73 3.99 5.04 11. velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.74 3.06 3.05 10.58 (m3/s) 0.89 5.06 3.63 88 TIPO DIÂMETRO (m) 0.68 13.83 4.04 4.192xD 2 h 1 e V = 2.67 4.5 D Q (m3/s) 0.00 h = 1.57 6.2 D Q (m3/s) 0.48 15.71 4.23 5.95 13.80 1.43 17.75 1.37 2.70 1.95 4.54 2.40 1.10 1.54 10.36 15.21 4.90 2.46 4.23 7.58 4.17 6.60 1.35 3.63 5.69 10.10 3.79 4.41 4.62 7.65 3.86 1.Vazão.79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR .42 3.48 3.44 11.14 5.60 0.20 1.74 3.37 2.

Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 24 .384 × D 2 h 2 1 bueiro triplo: Q = 3Q = 6.79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR .63 89 Vazão: bueiro duplo: Q = 2Q = 4. velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.576 × D 2 h 3 1 Velocidade: V = 2.Vazão.

00 H 1. MT/DNIT/DPP/IPR .01 81.50 2.83 3.00 2.19 4.83 108.61 117.30 4.50 2.00 2.30 24.83 5.43 51.83 5.88 14.83 5.Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro TIPO BSCC B 1.42 12.58 6.26 47.66 62.34 27.32 51.20 41.66 34.40 4.00 2.40 5.89 72.24 6.00 40.00 3.00 2.06 8.23 17.51 95.83 5.42 4.84 5.05 67.32 4.00 2.50 3.50 2.50 1.24 6.58 6.17 31.77 30.32 4.40 5.24 6.50 3.01 81.06 66.07 106.24 6.00 2.40 4.92 4.00 3.85 25.56 19.58 6.06 3.74 4.79 h ∗ A velocidade excede o valor limite de erosão do concreto (4.40 5.54 53.48 140.00 2.83 5.00 2.30 4.74 3.59 V 3.24 6.0 H Q 3.61 123.40 4.95 4.59 48.86 V 3.791BH h 1 bueiro duplo: bueiro triplo: Q = 2× Q 2 1 Q = 3×Q 3 1 B = Base.42 9.40 5.00 3.83 5.19 4.41 82.50 2.64 77.84 6.50 3.01 121.24 6.56 58.81 61.21 16.92 4.02 100.00 3. H = altura do bueiro e h = carga hidráulica Velocidade: V = 2.58 6.83 5.00 1.53 44.00 2.00 2.49 46.83 5.52 33.00 2.34 63.00 3.95 10.57 58.02 35.58 6.32 4.58 6.30 4.50 3.50 3.00 3.00 2.05 71.84 5.43 11.30 4.84 29.30 h = 1.00 2.51 90.50 3.01 21.00 3.00 1.98 93.24 5.00 2.50 2.50 3.77 142.01 66.00 2.5 H Q 3.50 22.92 h = 2. significando nesses casos que a vazão do bueiro corresponderá à carga hidráulica que satisfaça a velocidade admissível.84 BDCC BTCC Vazão: bueiro simples: Q = 2.40 5.24 4.83 4.00 2.24 5.34 87.92 5.5 m/s).92 5.83 5.29 38.94 36.50 2.78 18.00 2.83 4.83 5.83 5.83 5.50 3.83 5.00 2.19 4.32 4.2 H Q 3.74 4.83 4.98 93.50 1.83 4.32 4.33 31.84 6.98 V 3.00 h =1.02 39.Manual de Drenagem de Rodovias 90 Tabela 25 .00 2.00 2.40 5.07 101.67 54.75 33.89 72.42 184.55 60.32 4.00 2.04 78.61 159.

Essas pesquisas serviram de base para a confecção de nomogramas que permitem determinar a capacidade dos bueiros com controle de entrada. A profundidade da água represada. não há inconveniente no represamento ou aumento da profundidade do curso d'água a montante da obra. se dedicando ao estudo de novas técnicas para a solução dos problemas de drenagem. Controle de entrada Controle de entrada significa que a capacidade de descarga do bueiro é controlada na sua entrada pela profundidade da água represada a montante (HW). Com controle de saída. é a distância vertical da soleira do bueiro à linha energética na sua entrada. foram obtidas através de pesquisas em modelos nos laboratórios e verificadas. no caso (HW). segurança. os bueiros são tratados. em pesquisas de campo e laboratório. MT/DNIT/DPP/IPR . em todos os seus aspectos (funcional. Devido às baixas velocidades geralmente verificadas na maioria dos represamentos. em alguns casos. com protótipos. dada a freqüência de sua repetição. se isso for tecnicamente viável. inclusive com uso de modelos reduzidos. As relações entre profundidade de represamento e altura ou diâmetro do bueiro (HW/D) para os vários tipos de bueiros circulares e em arco. econômico e ambiental) Tipos de funcionamento de bueiros Com essa orientação. Eles dão a altura da água represada (HW). no caso dos bueiros. Os bueiros. quanto ao fluxo. Partindo dessa premissa. têm merecido especial atenção pela importância que essas estruturas representam para o corpo estradal.Manual de Drenagem de Rodovias 91 Dimensionamento de bueiro segundo a Circular nº 5 do “Bureau of Public Roads” Generalidades Os norte-americanos vêm. pela geometria da boca de entrada e pela seção transversal do conduto. de duas formas: − − Com controle de entrada. A engenharia busca a melhor obra ao menor custo. há muito tempo. com controle de entrada. denotando grande interesse em fugir ao empirismo reinante. que é o parâmetro dimensionante da capacidade da obra. a superfície da água e a linha energética na boca de montante dos bueiros são consideradas coincidentes. Em outras palavras: o bueiro com controle de entrada deve ter seção transversal mínima e condições de boca que permitam escoar a vazão desejada com o máximo de represamento permitido pelo projeto.

33 ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR . necessária para o escoamento através de um bueiro. (m) V = Velocidade média do fluxo no corpo do bueiro.75D. A energia consumida provém da carga represada a montante eé expressa pela equação: H = H + He + H (equação 2. H f = [(2gn 2 L)/R 1. L = Comprimento do corpo do bueiro.02) obtém-se: H = ⎢1 + K e + ⎢ ⎢ ⎣ ⎡ 2g × n 2 × L ⎤ V 2 ⎥ (equação 2. (m/s) g = Aceleração da gravidade. necessária para vencer as resistências de entrada e a Hf .03) ⎥ 2g R 1. correspondente à velocidade. Essas parcelas.33] . (V2/2g). (m/s2) (m) Substituindo-se os valores de HV. He = Ke (V2/2g). é a parte da carga que produz velocidade. sendo aceitável. e R = Raio hidráulico. é a energia consumida no atrito ao longo do bueiro: n = Coeficiente de rugosidade de Manning.02) V f Onde: Hv = V2/2g . é composta por três parcelas importantes. entretanto. em parte ou em todo o seu comprimento. Para o caso indicado pela figura 11D a precisão do método diminui. quando o regime do fluxo é de controle de saída. No apêndice B são encontrados valores de Ke para vários tipos de boca. Se a seção do bueiro está cheia em todo o seu cumprimento. decorrente das perdas ao longo do corpo do bueiro. enchendo-o completamente em todo seu comprimento.Manual de Drenagem de Rodovias 92 Controle de saída O escoamento de bueiros com controle de saída pode ocorrer com o conduto total ou parcialmente cheio. 11B e 11C. A carga H. é a perda na entrada da boca que depende da sua geometria. Nas Figuras 11C e 11D os bueiros estão escoando à seção parcialmente cheia e com controle de saída. conforme Figuras 11A e 11B. até o valor de 0. diz-se que o bueiro está trabalhando a seção plena. na equação (2. a parcela He. usualmente expressas em metros de altura d'água são: a parcela HV. He e Hf. Os procedimentos da Circular nº 5 fornecem os métodos para a determinação precisa da profundidade da água na entrada para as condições de escoamento mostrados nas figuras 11A.

Estas considerações dizem respeito aos bueiros operando à plena seção. MT/DNIT/DPP/IPR . Entretanto. inferiores. Quando a altura d'água na boca de saída é inferior à altura do bueiro.Manual de Drenagem de Rodovias 93 A equação (2. Quando o nível d'água a jusante do bueiro submerge sua boca de jusante ou quando o bueiro flui na boca de saída a seção plena. portanto. pois. as descargas fluem a seção plena. a perda de carga H (Fig. (Fig.03) pode ser resolvida facilmente com auxílio dos nomogramas de 8 a 14. ocorrendo alturas d'água superiores e. à altura dos bueiros na entrada. Para os casos comuns este método permite soluções aceitáveis. é ela que vai definir o bueiro. ou seja. quando se exige rigor nas soluções. às vezes. como se verá a seguir. para bueiro descarregando a plena seção. indicando a dimensão mínima que atenda às imposições do projeto. a altura da água a montante. 11B) é contada a partir da altura d`água na boca de jusante. 11C e 11D) exige-se o traçado das curvas de remanso. na definição de HW. Cada um deles diz respeito a uma seção definida do corpo do bueiro e a um valor do coeficiente n. nem sempre. sendo H a diferença entre esse nível e o de HW a montante. como é o caso das verificações e alterações de projetos. O dimensionamento consiste.

e o ponto da linha piezométrica equivalente. na boca de jusante. HIDR.Controle de saída A SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA 94 B SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA C SUPERFÍCIE D´ÁGUA GRAD. a partir do qual H deverá ser medido.04) MT/DNIT/DPP/IPR .12. A relação de HW com H é dada. HW A H SUPERFÍCIE D´ÁGUA D SUPERFÍCIE D´ÁGUA HW H SUPERFÍCIE D´ÁGUA Equação geral para controle de saída A altura do tirante hidráulico HW é obtido com a introdução de um fator ho.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 11 . altura entre a soleira do bueiro. como pode ser observado na Fig. pela equação: H W = H + ho − L × Io (equação 2.

11C e 11D). sendo necessário efetuar os cálculos e tendo o canal de saída seção transversal. não influindo no cálculo da altura d'água a montante HW. A Fig. 11B. apresentado no item 1. recomenda-se a utilização das equações da dinâmica do movimento uniformemente variado. a profundidade da água na saída (TW) pode ser um fator importante para o cálculo da altura d'água represada a montante HW e da capacidade hidráulica do bueiro. e D é o diâmetro ou altura do bueiro. nesta última expressão é a distância vertical desde a soleira até a linha piezométrica equivalente. extraída dos nomogramas 15 a 20.4. Na maioria das vezes os canais naturais de saída são mais largos que os bueiros. Quando TW é o valor de h0 (maior dos valores). O valor de dc não pode exceder ao valor de D. 12 fornece a visualização gráfica do que foi dito anteriormente. MT/DNIT/DPP/IPR . declividade e rugosidade razoavelmente uniformes. TW pode ser controlado através de obstrução na saída. em bueiros escoando com controle de saída.Manual de Drenagem de Rodovias 95 onde L é o comprimento do bueiro e Io a sua declividade em metros por metro. a definição de h0 torna-se mais complexa. Se o nível d'água na saída está em nível ou abaixo da crista do bueiro na boca de jusante (Fig. pode-se determinar aproximadamente a profundidade do fluxo no canal de saída pela fórmula de Manning. sendo este o limite superior daquele. Todavia. 11A). ou marés. isto é. uma vez que devem ser levadas em consideração a descarga. e a profundidade da água (TW) é bem menor que a profundidade crítica. Nesse caso. por níveis d'água de outros cursos ou por influência de marés. Sendo TW influenciado pelo nível d'água de outros cursos. obtém-se a altura do represamento a montante (HW) somando-se H ao nível d'água na saída (TW). "Curva de Remanso". h0 é o maior dos dois seguintes valores: TW (profundidade d'água na saída) ou 2 dc + D h0. ho é igual à profundidade da água na saída. dc é a profundidade crítica. Pesquisa de HW Quando o nível d'água na saída está acima da crista do bueiro (Fig. Cálculo da profundidade da água na saída (TW) Sendo um fator externo. o ponto correspondente à profundidade crítica está suficientemente submerso de modo a não afetar HW. as dimensões e forma do bueiro e a profundidade da água na saída (TW).

Manual de Drenagem de Rodovias 96 Velocidade do fluxo A velocidade da água no corpo dos bueiros é superior à dos canais naturais. Deve-se ter em conta que. para definir a necessidade de proteção do canal de saída. muitas vezes. Um elemento importante para isso. geralmente. MT/DNIT/DPP/IPR . Figura 12 . é o conhecimento da velocidade da água na boca de jusante. A velocidade na saída do bueiro deve ser comparada com a velocidade máxima da corrente. Por isso. do uso de dissipadores de energia no canal de descarga. h0 = altura piezométrica equivalente As informações locais e a observação do comportamento de outras obras na região podem ser de grande ajuda na solução do problema. D = diâmetro ou altura do bueiro TW = profundidade do fluxo de descarga dc = profundidade crítica. pode haver necessidade.Cotas hidráulicas no levantamento de HW L = comprimento do bueiro. HW = profundidade hidráulica a montante do bueiro. Io = declividade do bueiro H = obtido através de nomograma. As velocidades calculadas podem ser comparadas com as de outras existentes ou com as de correntes naturais. a velocidade máxima do fluxo no centro do canal é consideravelmente mais alta do que a velocidade média do fluxo considerando toda a seção. de acordo com o tipo de material de que é constituído o bueiro e sua seção transversal.

O aumento da altura dos aterros. Roteiro para dimensionar bueiros Etapa I . elípticos ou arcos metálicos corrugados com largura maior do que a altura são soluções que devem ser consideradas.5 a 2. uma vez que. o uso de várias linhas de tubos e de bueiros celulares. em m.0 D No caso de restrição de recobrimento dos bueiros nos aterros pode-se aumentar o número de linhas o que pode redundar em menores alturas de aterro ou maiores recobrimentos. f) características do bueiro para a 1a tentativa. d) altura admissível de represamento na entrada HW. admitindo-se um valor arbitrado como.Na primeira tentativa para seleção das dimensões da seção transversal do bueiro adotam-se um dos seguintes critérios: a) seleção arbitrária. e) velocidade média e máxima das águas no talvegue.Definição de HW MT/DNIT/DPP/IPR . No caso do controle de saída a velocidade média na boca de jusante será a descarga dividida pela área da seção transversal do fluxo. por exemplo: HW = 1. c) uso dos nomogramas para controle de entrada. c) declividade definida do bueiro em m/m. no caso de funcionamento a plena seção. em m3/s. lenticulares. pode ser usada a fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Como a solução se faz por tentativa. A solução final deve resultar da análise econômica. na boca de jusante dos fluxos com controle de entrada. para os tempos de recorrência exigidos. o valor de R passa a ser desconhecido. Essa área pode ser tanto aquela correspondente à profundidade crítica como a profundidade a jusante. o uso de ábacos pode ser útil para resolver essa equação. b) utilização das tabelas do fluxo crítico. Etapa III .Manual de Drenagem de Rodovias 97 Na determinação da velocidade média na seção transversal. Etapa II . em m/s.Coletar os elementos necessários ao projeto que são os seguintes: a) descarga Q de projeto. b) comprimento L aproximado do bueiro em m. não sendo conhecida a profundidade do fluxo. incluindo seção transversal e tipo de boca de montante.

valor mais alto indicará o tipo de fluxo a ser considerado para a situação de funcionamento de projeto. HW é definido pelo produto de HW/D. para as condições de cheias do projeto. tomando. Para TW de elevação igual ou maior do que o topo do bueiro na saída d’água. pela altura ou diâmetro do bueiro.Verificando-se a existência de um fluxo de controle de saída e obtido um valor de HW maior do que aceitável. b) Verificado o controle de entrada na etapa IV. Se HW é maior do que o permitido pelo projeto. MT/DNIT/DPP/IPR .75D. é igual a Q/Ao. assim obtido.Através da comparação dos valores de HW obtidos na etapa IIIa e IIIb (controle de entrada e de saída). Etapa IV . Etapa V . como explicado na Etapa IIIb Etapa VI . ho igual ao maior entre estes dois valores: dc + D ou TW 2 Nota . torna-se muito menos preciso quando se situar abaixo de 0.Manual de Drenagem de Rodovias 98 a) Supondo controle de entrada Usando os dimensionamentos obtidos na etapa II. b) Supondo Controle de Saída. adota-se um bueiro com maior seção transversal ou linhas múltiplas. sendo Ao a área molhada.Computar a velocidade de saída para o tamanho e forma dos bueiros a serem testados. deve-se fazer nova tentativa. na boca de jusante. porém. obtido nos nomogramas. achar HW pela equação anterior. como descrito no parágrafo acima. a) Se ocorrer o controle de saída na etapa IV. D. a velocidade de saída. procurar o HW nos nomogramas de controle de entrada apropriados de n0 1 a 7. Calcular aproximadamente a profundidade da lâmina d'água (TW) na boca de jusante. fazer ho igual a TW e achar HW pela equação: HW = H + ho – Io x L Para TW de elevação menor do que o topo do bueiro de jusante. Essa área será a total da seção do bueiro se a boca de jusante estiver submersa.o valor de HW. aumentando a seção ou o número de linhas de bueiros até obter valor aceitável antes de tentar valores pelo controle de saída. a velocidade de saída na boca de jusante deverá ser suposta igual à velocidade média no corpo do bueiro calculada pela fórmula de Manning.

Calcular HW/D. estender horizontalmente o ponto de interseção em (1) para (2) ou (3) e ler HW/D. Se a escala (1) de HW/D representar o tipo de entrada utilizada. tipo de bueiro (concreto ou metálico). e a descarga (Q). se for usada a (2) ou (3) estender horizontalmente até (1). marcar a interseção dessa reta na escaIa (1) de HW/D. dimensões: de D ou B. Ligar o ponto determinado (1) à dimensão do bueiro na escala à esquerda. MT/DNIT/DPP/IPR . ou Q/B quando se tratar de bueiro celular. em m3/s. em m (admissível ou pretendida). se outro tipo de entrada entre as indicadas nos nomogramas for a indicada. em m3/s. – – Determinação da vazão Q – • • • Dados: elevação d'água na entrada. Determinação da seção do bueiro – Dados: • • descarga Q. em m. – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. elevação admissível da água na entrada HW. multiplicando HW/D por D. em m. Unir por linha reta o diâmetro do bueiro ou a altura (D). HW. ler Q ou Q/B na escala da descarga. Calcular HW. ler HW/D na escala (1). – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro.Manual de Drenagem de Rodovias 99 Orientação para utilização dos nomogramas para cálculo dos bueiros com controle de entrada. dimensões: de D ou B. tipo de bueiro (concreto ou metálico). Determinação da elevação d`água na entrada HW (m) – Dados: descarga Q. em m. Assinalar HW/D na escala adequada.

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tipo do bueiro (de concreto ou metálico). – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. Calcular HW/D para uma dimensão arbitrária. Assinalar a posição de HW/D sobre a escala adequada ao tipo de entrada. Estender o valor de HW até a escala (1). Unir o ponto determinado acima à descarga de projeto marcada na escala de vazão e obter na escala do diâmetro o valor correspondente. Se o valor de D, ou base (vão) x altura, obtidos acima, não coincidir com o valor inicialmente adotado, repetir o procedimento com outro valor.

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Figura 13 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada

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Figura 14 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de concreto e controle de entrada

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Figura 15 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto, com eixo longo horizontal e controle de entrada

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Figura 16 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada

HW/D

ENTRADA

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Figura 17 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada, com controle de entrada.

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Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóbada de chapa metálica corrugada. com controle de entrada HW/D MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 106 Figura 18 .

Manual de Drenagem de Rodovias 107 Figura 19 .Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada com anel biselado MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 108 Utilização dos nomogramas para o cálculo de HW nos bueiros com controle de saída. se o valor de n adotado enquadra-se naqueles do nomograma. assinalado nas duas curvas adjacentes de Ke. Poderão ser usados. assinala-se na curva correspondente ao Ke o comprimento do bueiro. determinando-se assim o ponto que corresponde ao comprimento do bueiro na curva do Ke adotado (Fig. Assinalar no nomograma o comprimento do bueiro (na escala L). 20). ainda. mas o valor de Ke é intermediário aos das curvas aí existentes. igualar ho a TW. interpola-se uma curva para o Ke adotado e liga-se por uma reta o comprimento dado. Os nomogramas para bueiros com controle de saída são utilizados para a determinação do valor de H (perda de carga a jusante. ho é obtido adotando-se o maior dos valores seguintes: ho = TW Determinação da perda da carga a jusante H – • • Dados: descarga Q. MT/DNIT/DPP/IPR . Observe-se que os nomogramas em estudo não levam à solução final da altura d'água a montante (HW) uma vez que dão apenas o valor de H na equação: H W = H + ho − L × Io onde h é obtido conforme o seguinte procedimento: – – d +D ho = c 2 se o nível d'água na saída for igual ou maior que o do topo de bueiro. conforme as instruções a seguir: – • • se os valores de n e Ke adotados enquadram-se naqueles do nomograma. tipo do bueiro (de concreto ou metálico) . para algumas condições de funcionamento parcialmente cheios. em m3/s. – Escolher o nomograma adequado ao bueiro utilizado. nos casos de bueiro operando a seção plena em toda a sua extensão. se o nível d'água na saída se situar abaixo do topo do bueiro. Determinar o coeficiente de entrada (Ke) conforme o seu tipo e de acordo com a tabela constante no final do texto.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 20 . e n2= coeficiente de Manning do nomograma. lenticulares e elípticos). – Ligar o valor (L1). utilizar os nomogramas para estruturas elípticas em concreto. utiliza-se um comprimento corrigido (L1) dado por: 2 ×L ⎛n ⎞ L =⎜ 1⎟ 1 ⎜n ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ 2⎠ onde: L= comprimento real do bueiro. – Calcular HW pela equação: H W = H + ho − L × Io Valores de n para materiais normalmente usados: MT/DNIT/DPP/IPR . com o valor do comprimento corrigido devido à diferença entre os coeficientes de rugosidade.Interpolação de curva de coeficiente Ke 1 ke 1 3 ke 2 P1 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 1 P2 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 2 1 = CURVA DE COEFICIENTE ke 1 (existente) 2 = CURVA DE COEFICIENTE ke 2 (existente) 3 = CURVA INTERPOLADA DE COEFICIENTE ke P1 . Para os casos em que forem empregados bueiros elípticos metálicos corrugados. n1= coeficiente de Manning do bueiro. EXISTENTES NO NOMOGRAMA P = PONTO CORRESPONDENTE AO COMPRIMENTO DADO NA CURVA INTERPOLADA DE ke P2 ke2 P P1 109 • se o n adotado não se enquadra nos definidos pelo nomograma. marcada na escala de vazão e ler o valor da perda de carga a jusante na escala (H). como obtido anteriormente. Ligar o ponto da linha de base à descarga de projeto. Marcar o cruzamento dessa com a linha de base. à escala das dimensões do bueiro (D para bueiros tubulares ou B x H no caso dos celulares. por meio de uma linha reta.P2 = RETA LIGANDO OS PONTOS DO COMPRIMENTO DADO.

Valores de n para metal MATERIAL CORRUGAÇÕES (mm) 66 x 12.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 26 .019 0.4 152 x 51 Bueiros para processo não destrutivo n 0. MT/DNIT/DPP/IPR . melhorando sua rugosidade e conseqüentemente sua capacidade. Os bueiros metálicos corrugados podem ser revestidos após sua montagem com concreto. Fixar esse ponto e ligar à descarga dada indicada na escala de vazão. utiliza-se a equação de ponderação dada por Azevedo Netto: n 2 ∑ Pn × η n n =1 n ∑ Pn n=4 η médio = n −1 ∑ Pn × nn n 2 Onde P equivale aos perímetros molhados correspondentes às rugosidades n dos materiais de uma seção transversal de um bueiro em contato com o escoamento.024 0. Ler a altura d'água na escala H. asfalto ou outro material. Para avaliar essa variação.Valores de n para concreto MATERIAL Concreto TIPOS Tubos e Células n 0.015 110 Tabela 27 .021 0. Ligar o ponto apropriado (ver instrução 1) na escala do comprimento do bueiro à sua área e marcar o ponto de interseção na linha de base.024 Cálculo da seção transversal da célula retangular.7 Metálicos Aço Corrugado 76 x 25.

calcule HW pelos métodos descritos.Manual de Drenagem de Rodovias 111 Figura 21 . com controle de saída n =0.Carga para bueiros em célula de concreto.012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. à seção plena. MT/DNIT/DPP/IPR .

à seção plena com controle de saída n = 0. calcule HW pelos métodos descritos.Carga para bueiros em tubulação de concreto.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 22 . MT/DNIT/DPP/IPR .012 112 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.

calcule HW pelos métodos descritos. Devem ser invertidas no caso de eixo longo vertical.Manual de Drenagem de Rodovias 113 Figura 23 .012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. à seção plena.Carga para bueiros em tubulação oval de concreto. MT/DNIT/DPP/IPR . com eixo longo vertical ou horizontal. com controle de saída n = 0. Obs: As dimensões em escala de tamanho estão ordenadas para instalação com eixo longo horizontal.

à seção plena n = 0. MT/DNIT/DPP/IPR . calcule HW pelos métodos descritos.Manual de Drenagem de Rodovias 114 Figura 24 .024 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada.

à seção plena n = 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 25 .Carga para bueiros em chapa metálica corrugada.024 115 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. MT/DNIT/DPP/IPR . calcule HW pelos métodos descritos.

calcule HW pelos métodos descritos. MT/DNIT/DPP/IPR .024 116 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada. à seção plena n = 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 26 .

Obs: Para dimensões intermediárias deve-se fazer a interpolação das rugosidades.Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada.024 117 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. MT/DNIT/DPP/IPR . a seção plena n = 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 27 . calcule HW pelos métodos descritos.

Profundidade critica seção retangular 118 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 28 .

Manual de Drenagem de Rodovias 119 Figura 29 .Profundidade critica para bueiros circulares metálicos corrugados MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 120 Figura 30 .Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 121 Figura 31 .Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 32 .Profundidade critica para bueiro lenticular em aço corrugado 122 MT/DNIT/DPP/IPR .

40 0.21 0.22 1.24 0.04 1. dentro de certos limites de alturas de represamento (HW) e de descargas.1. Estas curvas são aplicáveis.62 0. As curvas da Fig.18 0.44 3.15 0.5 a 15 m. 5 .2 D 0.86 3.61 0.52 2.66 *Nom.10 1.98 1.Tubo com boca de montante saliente (3) MT/DNIT/DPP/IPR . A primeira relação de valores.29 1.20 m de diâmetro e 60 m de comprimento.61 0.05 3.46 0. 33 foram traçadas para um bueiro de 1.Manual de Drenagem de Rodovias 2. Tabela 28 .52 0. pelos nomogramas para Controle de Entrada.Dados para curva de controle de entrada HW * D Q* ⎛ m3 /s ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ H W = H W × 1.30 0.06 4.83 2.91 0.07 2.4 CURVAS DE COMPORTAMENTO 123 Quando os projetos dos bueiros não exigem grande rigor no dimensionamento.07 2.27 0.e a segunda.53 4.76 0.73 0. Os traçados foram obtidos com emprego dos nomogramas constantes neste Capítulo.57 1.82 2.59 1.34 1.14 3.85 0.34 0. este pode ser feito mais rapidamente apoiado nas "curvas de comportamento". para cada comprimento e tipo de bueiro.81 1. Usualmente os gráficos são feitos para intervalos de comprimentos de 7.59 0. para Controle de Saída.

2 m de diâmetro e boca de montante saliente MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 124 Figura 33 .Curvas do comportamento hidráulico para bueiro circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1.

com controle de saída: Perda na entrada: He = K e × V 2 2g MT/DNIT/DPP/IPR .29 3.64 1.1.Dados para as curvas de controle de saída Q dc 125 dc + D 2 H HW para vários Io (m3/s) Nom.91 0.98 1.16 1.02 2.70 0.60 1.10 1.5% 1% 1.68 2.55 2.07 1.01 1.5% 2.06* 0.24 0.85 1.00 0.48 0.04 2.77 2.16 1.82 0.30 0.08 0. seja um conduto.01 1. 16 (m) (m) Nom.38 3.13 H d +D = H + ho − L × Io onde.10 1.12 1.16 0.36 3.38 4.08 3.74 2.59 2.96 5.85 1.68 3.16 3.92 4.58 0.47 3.69 0.ou pela equação 2. operando cheio ou parcialmente cheio.13 1.27 5.82 1. 11 0% (m) 0.35 4.46 2.11 4.95 1.05 4.34 0.79 0. seja bueiro.55 0.24 2.77 3.0% 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 29 . hc c W 2 *Nom.43 2.66 4.80 3.95 1.39 0.07 2.15 0.40 0.25 1.56 1. 11 .5 TABELAS DIVERSAS Coeficiente de perdas da entrada Coeficiente Ke para determinação de perda na entrada de uma estrutura.04 1.24 0.

5 0. Com seção terminal de entrada conformada com a saída do aterro. Bueiro metálico corrugado e Bueiro Celular de Concreto Projetando-se para fora do aterro (sem muro de testa).Coeficientes de perda em entradas de estruturas: Ke TIPO DE ESTRUTURA E DE ENTRADA Tubo de concreto Bolsa projetando-se para fora do aterro.5 Coeficiente Ke MT/DNIT/DPP/IPR .5 0.5 0.5 0. Borda em ângulo reto .2 0.7 0.2 0.Final do tubo Em bolsa Em ponta Arredondado (R = 1/2 D) Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro. Ponta projetando-se para fora do aterro.2 0.7 0.2 0.5 0.Manual de Drenagem de Rodovias 126 Tabela 30 . Muro de testa ou muro de testa com muros de ala e final do tubo em ângulo reto Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro (somente para bueiros metálicos corrugados) Seção terminal de entrada conformada com a saia do aterro Muro de testa paralelo ao aterro (sem muros de ala).5 0.4 0.9 0.Bordas arredondadas (R = 1/12 D) Muros de ala em ângulos entre 30° e 75° em relação ao bueiro Geratriz reta Geratriz arredondada Muros de ala em ângulo entre 10° e 20° em relação ao bueiro Geratriz reta Muros de Ala Paralelos Geratriz reta 0. Muro de testa ou muro de testa com muros de ala .2 0.

30 1. algumas piscinas e bancos de areia Idem.030 0. meandros suaves. plantas livres nas margens Alguma vegetação.050 0.Velocidades máximas admissíveis para a água COBERTURA SUPERFICIAL Grama comum firmemente implantada Tufos de grama com solo exposto Argila Argila coloidal Lodo Areia fina Areia média Cascalho fino Silte Alvenaria de tijolos Concreto de cimento portiand Aglomerados consistentes Revestimento betuminoso Velocidade máxima m/s 1.50 4.70 – 1.00 127 Tabela 32 .025 0.035 0.Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .35 – 0.Arroios Menores – Largura à superfície no estágio de inundação menor que 30.20 2.60 – 1.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 31 .070 0. com charcos.035 0.060 0. mas com pedras e vegetação Limpo.02 .02 0.50 – 1.080 0.85 0.040 0.30 – 1.50 2.80 0.048 0. sinuoso.30 – 0.regular. sem vegetação no canal.070 0.40 0. árvores e plantas ao longo das margens submersas no alto estágio Fundo de cascalho.050 0.040 0.45 0.50 – 0.070 0.050 0. aumente os valores acima de Correntes montanhosas.00m Cursos d'água em região plana Limpo.01 0.045 0. margens íngremes. cheio e de fundo regular Idem. plantas pesadas nas margens Correntes muito lentas.80 – 1.35 – 0.00 3. seixo rolado e poucos matacões Fundo de seixos com grandes matacões Várzeas (adjacente ao curso d'água natural) MT/DNIT/DPP/IPR 0.20 0.80 0.80 0. densos salgueiros nas margens Para árvores dentro do canal com ramos submersos no estágio alto todos os valores acima devem ser acrescidos de Para seção irregular.050 0.033 0.040 0. alguma vegetação e pedras Alguma vegetação.030 0.00 – 4. cheias de plantas e piscinas profundas Alguma vegetação.01 0.

160 Tabela 33 .Valores dos coeficientes de rugosidade n Condutos Ferro Fundido Revestido Não revestido 0. mas com o estágio caudaloso atingindo os ramos 0.030 128 0.025 0. estágio caudaloso sob os ramos Idem.arbustos dispersos Arbustos pequenos e árvores Vegetação de média a densa Árvores de grande porte Salgueiros densos em verão Terra limpa com tocos de árvores (250 a 400 por Ha sem renovos) Idem.010 0. pouca vegetação rasteira.035 0.040 0.025 0.070 0.030 0.040 0. algumas árvores baixas.200 0.100 Tabela 34 .011 0.050 0.060 0.120 0.019 0.028 Metálico com corrugação de 68 x 13mm Metálico com corrugação de 76 x 25mm Metálico com corrugação de 152 x 51mm Bueiros para processo não destrutivo MT/DNIT/DPP/IPR .040 0.021 0.120 0.050 0.110 0.011 0.060 0.Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .Manual de Drenagem de Rodovias Pasto sem arbustos: Capim baixo Capim alto Áreas cultivadas Semeadura Vegetação rasteira alinhada Vegetação rasteira não alinhada Mato cerrado.070 0.035 0.025 0.028 0.021 0.024 0.030 0.100 0.Arroios Maiores – Largura à superfície no estágio de inundação maior que 30.050 0. mas com grande crescimento de renovos Arvoredo denso.080 0.045 0.050 0.024 0.115 0.040 0.00m ( O valor de n é menor que aqueles para arroios menores de características equivalentes uma vez que as margens são relativamente menos influentes) Seção regular sem matacões ou arbustos Seção irregular e não trabalhada 0.014 0.080 0.

015 0.014 0.017 0.013 0.017 0.020 0.011 0.010 0.015 0.016 0.020 0.027 0.022 0.016 0.013 0.017 0.015 0.017 0.025 0.033 0.017 0.015 0.020 0.012 0.012 0.013 0.015 0.013 0.020 0.017 0.013 0.023 0. com superfície de: Acabamento a colher Acabamento a desempenadeira Acabamento com cascalhos no fundo Sem acabamento Sobre escavação em rocha boa Sobre escavação em rocha irregular Fundo em concreto acabado com desempenadeira e paredes com: Pedra aparelhada em argamassa Pedra irregular em argamassa Alvenaria de pedra rebocada Alvenaria de pedra rejuntada Fundo em cascalho. paredes em: Concreto conformado Pedra irregular em argamassa Pedra seca (rip-rap) Tijolo Envernizado Em argamassa de cimento Alvenaria revestida Asfalto Liso Áspero Cobertura vegetal Madeira aplainada Sem tratamento 0.016 0.010 0.013 0.011 0.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Cimento Superfície acabada Argamassa Canais abertos revestidos Concreto.020 0.012 MT/DNIT/DPP/IPR .023 0.011 129 0.030 0.013 0.020 0.

140 2.026 0.030 0.016 0.035 0.025 0.025 0.035 0.040 0.022 0.023 0. recentemente com pletada Limpa.2.e paredes limpas Escavado com dragline ou dragado Sem vegetação Arbustos nas margens Cortes em rocha Baseada na seção do projeto Lisa e uniforme Áspera e irregular Canais não conservados.110 0. limpo Terra.035 0.080 0.030 0.028 0.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Canais abertos não revestidos Terra em segmento reto e uniforme Limpa. paredes em pedra Fundo em pedra e margens cobertas de vegetação Fundo em seixos.050 0.080 0.030 0.040 0.025 0.035 0.035 0. após intempérie Saibro.025 0.120 0.022 0. altura igual à profundidade do fluxo Fundo limpo. por imposição da descarga de projeto ou do greide projetado.022 0. não possam ser construídos bueiros.027 0.028 0.035 0.030 0. pouca vegetação Em solo pedregulhoso.025 0. em segmento sinuoso Sem vegetação Grama.070 0. altura elevada 0.2 2. seção uniforme.018 0. alguma vegetação Vegetação densa ou plantas aquáticas em canais profundos Fundo em terra. e arbustos nas paredes Idem. limpa Com grama curta.025 0.1 PONTILHÕES E PONTES PONTILHÕES Objetivo e características Os pontilhões são obras usadas para a transposição de talvegues nos casos em que. maior altura do fluxo Arbustos em quantidade.022 130 0.50 0.018 0.100 0. MT/DNIT/DPP/IPR . vegetação e arbustos sem cortar Vegetação densa.

ou do seu gradiente. se considera em geral inferior ao das pontes. no seu dimensionamento os procedimentos de cálculo deverão ser mais rigorosas. Dimensionamento hidráulico Inicialmente devem ser obtidos os seguintes elementos: – Descarga do projeto. com a importância da rodovia e com o risco a temer de sua interrupção ou da destruição da obra. sendo um a montante e outro a jusante do eixo da rodovia. Por sua maior importância e pelas suas extensões estas obras exigem estruturas mais complexas do que as usadas nos pontilhões e. de preferência os estatísticos. Fixação do coeficiente de Manning a adotar para o curso d`água após inspeção local e exame da tabela própria constante de Apêndice B. por esta razão. determinada entre dois pontos distantes no mínimo de 200m. obtida pelos estudos hidrológicos.Manual de Drenagem de Rodovias 131 Elementos de projeto Os elementos necessários ao projeto dos pontilhões são os mesmos das pontes com exceção do tempo de recorrência que. MT/DNIT/DPP/IPR . no caso dos pontilhões.2. – – – Método de determinação da cota de máxima cheia e vão da obra. Esse valor está relacionado ao menor risco a temer com referência à destruição da obra ou interrupção do tráfego. Declividade do leito do rio. Elementos de projeto Tempo de recorrência O tempo de recorrência a adotar na determinação da descarga de projeto deve ser compatível com o porte da obra e sua vida útil. do qual devem distar 100m cada um. 2. apresentado no capítulo 2 deste Manual. cuja transposição não pode ser feita por bueiros e pontilhões. sempre que possível. de vidas humanas e de propriedades adjacentes. Levantamento de seções normais ao curso do rio no local de sua travessia pelo eixo da rodovia a montante e jusante.2 PONTES Objetivo e características São obras-de-arte destinadas a vencer os talvegues formados pelos cursos d'água. levando em conta o tempo de recorrência adotado e os métodos de cálculo recomendados para o caso.

Manual de Drenagem de Rodovias 132 Para cada altura h do nível d´água. ter-se-á: V1 = Q1 = 2/3 R1 ×I1/2 e n 2/3 A1R1 ×I1/2 n Para o nível N2 (altura h2) ter-se-á: V2 = Q2 = R2/3 ×I1/2 2 e n A 2R2/3 × I1/2 2 n Para o nível NK (altura K) ter-se-á: VK = 2/3 RK ×I1/2 e n MT/DNIT/DPP/IPR . obtém-se: Q = AR 2/3 × I1/2 n Quando o nível for N1. um perímetro molhado (P) e. raio hidráulico (R) e velocidade (V). são relacionados através da fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Figura 34 . em conseqüência. que. corresponde uma área molhada (A).Seção transversal de um rio L = Vão livre mínimo da ponte Nível do ponto mais baixo da Ponte (Infradorso da Estrutura) NMC N NK SEÇÃO: N1 0 N´1 : N2 0 N´2 : Nk 0 N´k : N 0 N´ : P1 P2 P3 P4 A1 A2 AK A R1 R2 RK R N2 N1 Ak A2 A1 0 N´2 hk N´1 h1 h2 A N´K N´ Tirante Substituindo V pelo seu valor Q/A (equação de continuidade). correspondendo à altura h1.

referente a uma travessia. fornecido pelos estudos hidrológicos. em duas escalas. verifica-se sempre: AR2/3 = Q × n I1/2 Determinação do vão da ponte Sendo I e n constantes e independentes da altura do nível d'água. Com o valor do Qmáx. os valores de h entre os praticamente aconselháveis. verifica-se que V e Q são função apenas de h. então. Considerações complementares a) Vão livre MT/DNIT/DPP/IPR . obtém-se o valor da expressão: Q ×n máx I1/2 2/3 que é igual. Variando-se.Gráficos de h = f(AR2/3) e h = g(V) No eixo das abcissas.Manual de Drenagem de Rodovias 133 QK = 2/3 AKRK × I1/2 n Para qualquer nível d'água. para simplificação dos desenhos. o valor de hmáx e na curva de V o valor da velocidade para a seção de cheia máxima prevista. portanto. 35) . No eixo das ordenadas. marcam-se os valores de AR2/3 e V. no eixo das ordenadas. traçam-se duas curvas referidas a dois eixos cartesianos (Fig. A partir deste vai se obter. Figura 35 . a ARmáx . em valor. os valores de h acima especificados.

Nesses casos recomenda-se. a construção de bueiros de alívio calculados como orifício. quando do abaixamento rápido das águas. a elevação do nível d'água devido ao remanso. deve ser confirmada a seção de vazão considerando-se a largura e forma dos pilares. aqueles que não apresentam caixas definidas. no qual a ponte está sendo projetada. MT/DNIT/DPP/IPR . às vezes há necessidade de verificação das velocidades na "caixa do rio" dentro da pesquisa da probabilidade de ocorrência de erosão do terreno nas margens e no fundo do rio. no caso de aterros altos. adotando-se os procedimentos antes apresentados. A constatação da probabilidade de erosão nas margens do rio exigirá obras de proteção e a probabilidade de erosão no fundo do rio levará à estimativa da cota final da erosão. pois poderá coincidir uma máxima cheia do rio com a maré no nível máximo. a fim de que se verifique a ocorrência de alguma variação apreciável na seção de vazão com comprometimento inclusive da velocidade da água. em planta e perfil. o inconveniente da erosão dos aterros próximos à ponte. cota de máxima cheia. b) Influência de remansos e marés Deve ser verificado se o rio para o qual se cogita a construção da ponte deságua em outro curso d´água ou barragem. e como vertedores no caso de aterros de baixa altura. Igual precaução deve ser tomada em relação à elevação das marés. c) Verificação do vão Apôs a concepção estrutural. a seção de vazão deve ser fixada. no estudo das pontes em rios próximos ao litoral. a pressão provável das águas sobre os aterros da rodovia. as pontes são apresentadas no Projeto Geométrico. considerando-se: – – – a imposição do greide da rodovia. Nesse caso necessita-se de estudo de remanso acrescentando-se ao nível de máxima cheia do rio. com as seguintes características: – – – estacas iniciais. isto é. definindo assim o limite das fundações da ponte. se possível.Manual de Drenagem de Rodovias 134 No caso dos rios espraiados. d) Verificação da velocidade Tendo em vista o comprimento das pontes. e) Apresentação Além do projeto estrutural. vão livre.

a distribuição hidrostática das pressões é verificada em uma seção. Tornam-se necessárias para este estudo algumas considerações teóricas sobre o escoamento gradualmente variado em canais. conforme descrito no item de transposição de talvegues. calculado conforme descrito. isto é. ou da forma como é mais conhecido. No caso dos bueiros. e pelas marés. isto é. uma vez que muitos são os casos de obstruções que interferem com o dimensionamento dessas obras. desde que sejam levadas em conta os valores da velocidade e do raio hidráulico que ocorrem na seção em estudo. hoje freqüentes em nosso país. cuja profundidade varia gradualmente ao longo da extensão do canal. logo: – a profundidade do escoamento pode ser medida. Essa definição implica na observância de duas condições: O escoamento é permanente. visando à determinação do perfil hidráulico teórico. as suas características hidráulicas permanecem constantes ao longo do intervalo de tempo sob consideração. o efeito do remanso provocado pelas barragens.3. merece especial atenção. pode sofrer variações consideráveis devido aos efeitos do remanso.3.1 nível d'água na época do estudo de campo. a fixação do nível d'água a jusante é importante no dimensionamento.Manual de Drenagem de Rodovias 135 – 2. o nível d'água máximo provável. indiferentemente. MT/DNIT/DPP/IPR .2 REMANSOS Escoamento gradualmente variado em canais Denomina-se movimento gradualmente variado em canais ao escoamento que se dá em regime permanente. b) A declividade é pequena. em conseqüência. No caso das pontes. O desenvolvimento teórico apresentado a seguir parte das seguintes premissas: a) A fórmula correspondente ao escoamento uniforme pode ser usada para avaliar a declividade da linha de energia do escoamento gradualmente variado. 2.3 2. o "remanso". e. na vertical ou na normal ao fundo. Todavia. OBSTRUÇÕES PARCIAIS DE VAZÃO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo deste item é determinar os efeitos das obstruções parciais sobre o funcionamento hidráulico das pontes e bueiros. linhas de corrente são praticamente paralelas.

No caso de revestimentos diversos adota-se a média ponderada dos diversos coeficientes. e) O "fator de condução" K. f) O coeficiente de rugosidade é independente da profundidade de escoamento. MT/DNIT/DPP/IPR . constante ao longo do canal. 36. são funções exponenciais da profundidade. logo. c) O canal é prismático. logo os coeficientes de distribuição e de velocidades são constantes. Equação dinâmica do movimento gradualmente variado A carga total acima do plano de referência é dada pela equação de Bernoulli: 2 H = Z + d × cosθ + α V 2g onde: α = coeficiente de Coriolis V = velocidade média da seção Os outros termos da equação encontram-se definidos na Fig. adiante definidos.Manual de Drenagem de Rodovias 136 – – a lei hidrostática da distribuição de pressões pode ser aplicada. não há admissão de ar no escoamento. e o "fator de seção” Z. conseqüentemente a forma é constante d) A distribuição de velocidades na seção do canal é fixa.

De cliv ida dx de = I x Plano de Referência Na Fig. Adotando o fundo do canal como eixo do x e derivando-se em relação a x. 37. É fácil constatar que dd/dx representa a declividade de linha d'água. cos Ø H y Ø 9 0º d Z Fun d o .Termos da equação de Bernoulli 2 α V 2g 137 Plano de carga Dinâmico L in ha de E n e rg ia - D ecli v ida de =J dH d . e que. Pode-se verificar que: −J= −I= dH (declividade da linha de energia) dx dZ dx Substituindo os valores de J e I na equação anterior. tem-se: − J = −I + cos Ø dd = dx dd d + α× dx dx ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V 2 ⎞ dd dx ⎟ × × 2g ⎟ dx dd ⎟ ⎠ I− J d ⎛ V2 ⎞ ⎟ cosØ + α × ⎜ dd ⎜ 2g ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ (equação 2. tem-se: dH = dZ + cosØ dd + α × d ⎛ V 2 ⎞ ⎟ ⎜ dx dx dx dx ⎜ 2g ⎟ ⎟ ⎜ ⎝ ⎠ α e Ø supostos constantes.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 36 . se dd/dx > 0. e explicitando -se a relação dd/dx. e que. se dd/dx = 0. a declividade será menor que a do fundo. a declividade será maior que a do fundo e. a declividade da linha da lâmina energética é igual à do fundo.05) A equação 01 é chamada de "equação dinâmica do movimento gradualmente variado". dx representa um comprimento elementar medido ao longo do fundo do canal. se dd/dx < 0. Para um ângulo Ø pequeno tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR .

que conduz a: Q = = g T C A3 C × T C g α substituindo-se A 3 /T por ZC. tem-se: C C MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se: dy = dx I− J d 1+ α dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ (equação 2. e mais: Figura 37 .06) Para definição do perfil de lâmina d´água procede-se da seguinte forma: – Inicialmente define-se o termo α x d/dy (V2/2g).07) g× A 3 Fazendo Z = A 3/T (equação 2. logo. dd dy ≅ dx dx 138 Aplicando esse resultado na equação (2.Comprimento elementar T (largura do tirante) dy dA tem-se: d α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ d =α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ d⎛ A − 2 ⎞ ⎜ ⎟ dQ 2 ⎠ = ×α ⎝ 2g dy 2gA 2 Q2 ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− α × Q2 dA α × Q2 × T × =− . onde Q é um valor constante.Manual de Drenagem de Rodovias cosØ ≅ 1 e d ≅ y .08) e lembrando que no escoamento crítico a seguinte relação ocorre: 3 α × Q2 AC . Sendo V = Q/A. ou seja: g × A 3 dy g × A3 α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 2 = − α × Q × T (equação 2.05). que representa a variação da taquicarga.

Chamando-se 1/n x A x R2/3 de K.Z2C/Z2).13) = I K2 Substituindo-se na equação (2. tem-se: 2 Kn J (equação 2. onde J = I. fator de condução: K2 = Q2 1 (equação 2. tem-se: dy/dx = I x (1 – K2n/K2)/(1 .Manual de Drenagem de Rodovias Zc = Q (equação 2. tem-se: α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− Z2 C (equação 2.07).Análise do valor de J O termo J representa a declividade da linha energética De acordo com a fórmula de Manning.13). ou ainda. onde Kn representa o fator de condução para o escoamento uniforme.11) × A 2 × R2/3 e J = K2 n2 Considerando a descarga Q em escoamento uniforme.10) Z2 .08) e (2. tem-se: 1 V = × R2/3 × J1/2 n J= n2 × V 2 n2 × Q 2 ∴J= ∴J= R 4/3 A 2 × R 4/3 Q2 1 × A 2 × R 4/3 2 n .06) os valores de αx(dx/dy) (V2/2q) e J por seus equivalentes obtidos respectivamente nas equações (2.09) em (2.09) g/ α 139 Substituindo-se (2.11) pela equação (2.12) 2 K2 Kn Dividindo membro a membro a equação (2.12). de acordo com a maior parte da literatura especializada: 2 dx 1 1 − (Z c /Z ) = × dy I 1 − (K /K )2 n (equação 2. I= K2 Q2 portanto J = I × n (equação 2.10) e (2.14) MT/DNIT/DPP/IPR . pode-se escrever: J = I = (Q2/K2n).

e y2 tem-se a distância que separa as seções de profundidade y1 e y2. Esta área é sensivelmente igual a um retângulo de dimensões dy e dx/dy. 38 representa perfis do fundo e linha d'água do canal. portanto. para a expressão da área o valor: dx = dx dy dy Fazendo a integração entre os limites y1. indica-se o seguinte procedimento para a determinação da linha energética: MT/DNIT/DPP/IPR . onde se encontram assinaladas as seções (1) e (2).Perfis do fundo e linha d’água y Linha d´Água y1 Fundo x 1 y2 x x 2 b) A Fig. Figura 38 .Manual de Drenagem de Rodovias 140 .Através do que foi apresentado.Determinação do perfil da linha d'água a) A Fig. y x = ∫y 2 d x d 1 d y y (Figura 39) x x 2 = x1 − x = ∫x 2 d x (Figura 38) 1 . Tem-se. 39 representa a curva dx/dy = f (y) Figura 39 .Curva dx/dy = f (y) dx dy dy dx dy 1 dx dy = f (y) dx dy y1 y2 dx dy 2 y Nesta figura pode-se observar que a área assinalada representa a distância dx percorrida quando se faz y variar de um valor dy.

visando determinar o acréscimo de cota que sofrerá o nível d'água. Coeficiente de Coriolis. Assim para calcular o valor da subárea limitada pelas verticais y = yi e y = yj. 2º . (Co). Dados conhecidos – – – – – – – – – Cota do obstáculo. Cota do nível d'água máximo provável no caso de pontes ou cota de instalação da obra. MT/DNIT/DPP/IPR . Descarga de projeto. devido ao remanso. Coeficiente de Rugosidade. barragens. (Q). e y2 será dada pela soma das áreas dos trapézios obtidos pela expressão anterior. Declividade média do fundo do canal. em intervalos ∆y. no local da obra. De posse dos valores de x e y.Arbitrando valores de y. Tirante correspondente ao escoamento uniforme. Distância da obra ao obstáculo. (n) . determine-se o perfil da linha d'água. 4º .Constrói-se a curva dx/dy = f (y) ou trabalha-se com a tabulação desses valores. (I). fazendo-se y variar de y1 até y2. Para a determinação desta área define-se subáreas que são assemelhadas a trapézios. Seção do canal. marés etc. no caso de bueiros. (yn). a seguir apresentados. Roteiro de cálculo Os procedimentos de cálculo. (d). têm por objetivo ilustrar de modo prático a teoria apresentada anteriormente.14) determinam-se os valores correspondentes de dx/dy. (a).Manual de Drenagem de Rodovias 141 1º . (Ci). através da equação (2.Determina-se a área sob a curva dx/dy = f (y) e desse modo chega-se aos valores de x. utiliza-se a fórmula para a determinação da área do trapézio [∆ A y ]y j = i ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟i ⎟ ⎠ + 2 ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ j × ∆ y = ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ médio × ∆ y O valor da distância x entre as seções de profundidade y1. e ainda pela curva dx/dy = f (y) e pelo eixo dos x.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 40 . de tal forma que ymín < y < ymáx e determinam-se os valores de x correspondentes. fator de condução para o escoamento uniforme. organizando-se a seguinte tabela: MT/DNIT/DPP/IPR . 40 21. ver Fig. fator de seção para o escoamento uniforme. I – Arbitram-se valores para y.Acréscimo de cota devido ao remanso Ci Co 142 ymin yn ymax I d A determinar: ⎡ ⎛ ⎞⎤ y = yn + ⎢Co − ⎜ Ci − I × d ⎟⎥ . g/α Kn = Q . ⎜ máx 100 ⎟⎥ ⎢ ⎝ ⎠⎦ ⎣ Zc = Q .

0 Y1 T1 A1 P1 R1 R1 K1 Z1 ∆A1 ∆A2 ∆A3 * X1 Y2 T2 A2 P2 R2 R2 K2 Z2 X2 Y3 T3 A3 P3 R3 R3 K3 Z3 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠3 * X3 * * * * * * * * * Ymín Tmín Amín Pmín Rmín R2/3 mín Kmín Zmín ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠mín ∆Amín Xmín Onde: Y .Valores de x para y variando de ymin até ymax Y T A P R R2/3 R2/3 máx 143 K Z dx/dy ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠máx ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠1 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠2 ∆A - X Ymáx Tmáx Amáx Pmáx Rmáx Kmáx Zmáx 0. distâncias das seções arbitradas. fator de condução.cotas das seções arbitradas. Z= A 3/T fator de seção. MT/DNIT/DPP/IPR .15) ⎜ ⎟ C ⎝ ⎠ ⎛ dx ⎞ ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ×⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠i ⎝ ⎠J ∆A = 2 × ∆y . área sob a curva dx/dy = f(y).largura da superfície livre do fluxo. X = ∑ ∆A . T .área molhada. (equação 2.perímetro molhado. P . R = A/P raio hidráulico. A . 2 dx/dy = 1 / I ⎛1− Z / Z ⎞ / (1− Kn / K )2 . K = 1/n × AR2/3 .Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 35 .

Manual de Drenagem de Rodovias 144 – Desenha-se em escala conveniente o perfil hidráulico teórico. Figura 41 . Assim. No caso dessas obstruções. quando x → ∞ Entretanto. com a elevação do nível a montante do estrangulamento. não há necessidade de calcular a sobrelevação decorrente da obstrução.14) é assintótico ao perfil correspondente ao escoamento uniforme. em determinadas circunstâncias. ao trabalhar-se no caso real. por exemplo o “Direct Step Method”. Nota: O perfil hidráulico representado pela equação (2.3 INFLUÊNCIA DOS PILARES DE PONTES A implantação de pilares no leito do curso d'água constitui-se em um fenômeno semelhante a uma contração. uma elevação do nível d'água que. havendo. y → yn. deve-se estabelecer um valor para ymín tal que: Y − Yn mín <E Yn onde E = erro aceitável. Fig. 2. uma queda a seguir e depois.3. considerando geralmente da ordem de 2%. à redução da seção.00 ou mais metros acima do nível de máxima cheia. segue-se um alargamento.Perfil hidráulico teórico Acréscimo a ser considerado ymin yn y3 y y local da obra y2 y1 ymáx xmin x3 x2 d x1 Pela facilidade hoje atingida com os procedimentos computacionais este cálculo é feito através de processos iterativos como. isto é. uma vez que com a obstrução decorrente resulta a redução da área da seção transversal do fluxo e a formação de remanso a montante do obstáculo. 41. de uso corrente em cálculo hidráulico. deverá ser verificada. Marcando-se no eixo dos x a distância do local da obra ao obstáculo (d). lê-se graficamente o valor do acréscimo a ser considerado. Se o projeto da obra de arte já adota esse tirante em 3. MT/DNIT/DPP/IPR . de forma a estabelecer o tirante livre mínimo para a estrutura.

Figura 42 . 42). Esses valores são determinados.0 para pilares arredondados. pode-se encontrar regime sub ou supercrítico.5 e 1. haverá. para V2. calculada pela expressão: 2 2 2 2 V2 − V1 V 2 − V1 V 2 − V1 +K 2 = (1 + K) 2 2g 2g 2g Se a seção aumenta.0 para pilares retangulares e entre 0. em ensaios de laboratório. uma diminuição das cotas da superfície da água.1 e 2. Se a seção transversal do canal é reduzida.K) 1 2g 2g 2g Nessas condições. no caso da redução da seção provocada por pilares de ponte.Sobrelevação devida à obstrução de pilares y1 v1 y2 v2 v Além da redução da largura livre do fluxo. MT/DNIT/DPP/IPR . No trecho obstruído. pode-se escrever que os valores de y1 e y2 são definidos pelas expressões: Y1 = α 2 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V1 + K`⎢ 2 − 1 ⎥ ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V 2 ⎥ − K" ⎢ 2 − ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ Y2 = α em que a é o coeficiente de Coriolis e os valores de K e K" são função da forma dos pilares. os pilares produzem uma redução da veia líquida. a velocidade se reduz de V1 para V2 e a elevação do nível da água será calculada pela fórmula: 2 2 2 2 V1 − V 2 V 2 − V2 V 2 − V2 −K 1 = (1 . em decorrência. devendo estar situados entre 0. função direta do perfil aerodinâmico da seção daqueles.Manual de Drenagem de Rodovias 145 nova elevação até estabilizar na profundidade normal de escoamento (Fig. fato que vai provocar um aumento da velocidade da água de V1. normalmente.

tem-se: Y=α Q2 2g ⎡ 1 1 − 2 ⎢ 2 2 2 2 L (h + y ) ⎢C × λ ×h ⎣ ⎤ ⎥ ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR . Q = AV ou V = Q/A e substituindo.Vista em perfil d’água e obstáculos O valor de y correspondente à diferença das taquicargas a montante da ponte e entre os pilares e pode ser escrito como a seguir: Y=α 2 2 V 2 − V1 2g Sendo.Vista em planta dos obstáculos Figura 44 . para determinar o valor da sobrelevação decorrente da implantação dos pilares de ponte no leito do rio. é norma corrente o emprego do Método de Bresse. pela equação de continuidade. Bresse partia do pressuposto que essa obstrução determinava o perfil da água de acordo com as figuras 43 e 44. Figura 43 .Manual de Drenagem de Rodovias 146 Face às dificuldades expostas e a fim de possibilitar uma aplicação prática de mais fácil utilização.

O cálculo de y deve ser feito pelo método das aproximações sucessivas. aplicável principalmente para o escoamento em regime subcrítico. tem a seguinte expressão: V Y = [δ − σ (δ − 1)]⎛ 0. 0. calcula-se o valor de y1: Y1 = α Q2 ⎡ 1 ⎤ ⎢ C 2 × λ2 × h 2 ⎥ 2g ⎣ ⎦ Levando-se esse valor y1 à equação geral. obtém-se um novo valor de y: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y2 = α − 2g ⎢ C 2 × λ2 × h 2 L2 h + y ⎢ 1 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) Finalmente. Q .80 e 0. g .2 via de regra).em m3/s .largura livre da lâmina d'água.97. chegando-se. com esse valor de y2. 0. afilada e circular. em m. O coeficiente c para os pilares de seção quadrada tem valor entre 0. c .aceleração da gravidade (9. ao valor da sobrelevação y a ser acrescida ao nível de máxima cheia: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y =α − ⎢ C 2 × λ2 × h 2 2g L2 h + y ⎢ 2 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) A fórmula de Rehbock.Manual de Drenagem de Rodovias 147 onde: Y . em m.é a sobrelevação. com razoável aproximação. 45: MT/DNIT/DPP/IPR 2 . desprezando-se o segundo termo no colchete. conforme Fig.largura da lâmina da água.40 σ + σ 2 + 9 σ 4 ⎞ (1 + F ) 3 ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ 2g em que. 0.95.coeficiente de contração.profundidade da lâmina d'água para a descarga Q. h .81 m/s2). variável com a forma dos pilares (adimensional). L .é o coeficiente de Coriolis (1.90 a 0. de seção triangular. entra-se de novo na fórmula geral.descarga de projeto.em m. cilíndrica.95.85.em m. α . ou seja. e l .

de acordo com as seções dos pilares. se retangulares ou circulares.número de Froude a jusante: F = V2 / g x h3. (l1 .aceleração da gravidade (9. ou seja. elaborado em função dos valores de σ e F.velocidade após a obstrução.taxa de redução da seção de vazão. se é ou não aplicável a fórmula de Rehbock. Figura 45 . onde: V3 . portanto. O ábaco I. h3 .Manual de Drenagem de Rodovias 148 δ . aparecem no ábaco I e no ábaco II. se retangular ou quadrada.coeficiente adimensional. variando com a seção do pilar. resultantes dos estudos experimentais de Yarnell. por sua vez. e.Coeficiente da fórmula de Rehbock Y h1 v1 h´ 2 h3 h2 v3 v2 i1 i2 i´2 i c i3 Os valores do coeficiente δ. vai definir em que classe se enquadra o escoamento no trecho obstruído e. e. MT/DNIT/DPP/IPR . Observe-se que esses ábacos foram elaborados a partir de ensaios de laboratório.81 m/s2). F . σ .l2) l1 onde l1 é a seção total e l2 a seção obstruída pelos pilares. g .profundidade hidráulica.

O aumento do comprimento do pilar em relação à sua largura.Ábaco II A fórmula de Rehbock é aplicável para os escoamentos em regime sub-crítico. terão valores de F na área não hachurada.Ábaco I 149 Figura 47 . isto é. no ábaco I. aqueles que. ou seja. a elevação do valor do afilamento do pilar (E = l/C).Manual de Drenagem de Rodovias Figura 46 . tem efeito reduzido na sua eficiência hidráulica. MT/DNIT/DPP/IPR .

Por outro lado. o que acontecerá se esse ângulo atingir 20 ou mais. MT/DNIT/DPP/IPR . a colocação dos pilares em ângulo inferior a 10° em relação à corrente. Esse coeficiente de contração é a relação entre a seção contraída na veia líquida l’2 e a seção entre os pilares.4 INFLUÊNCIA DOS PILARES NA FIXAÇÃO DO NÍVEL DE MÁXIMA CHEIA A JUSANTE DAS OBRAS DE ARTE ESPECIAIS. da profundidade e do grau de contração. A execução de uma ponte de vão maior que 30. l2. sendo esse acréscimo função da descarga.00 m em um ponto a 2 km ou menos de sua foz ou do ponto em que deságua em outro curso d'água de maior porte.Manual de Drenagem de Rodovias 150 podendo-se admitir que a relação ótima comprimento-largura ou espessura varia com a velocidade e está normalmente compreendida entre 4 e 7. isto é: M = l’2 / l2 2. obriga à verificação dos seus níveis de máxima cheia e se estes irão influenciar aquele do rio sobre o qual será projetada a obra.3. não afeta significativamente o valor do remanso.

Manual de Drenagem de Rodovias 151 3 – DRENAGEM SUPERFICIAL MT/DNIT/DPP/IPR .

.

utiliza-se uma série de dispositivos com objetivos específicos. a teoria do movimento uniforme em canais. considerando. Escalonamento de taludes. Em alguns capítulos. Saídas d'água. Valetas de proteção de aterro. devido à precisão necessária. Dissipadores de energia. MT/DNIT/DPP/IPR . e algumas especificações mais importantes para a construção. conduzindo ao deságüe seguro. a saber: – – – – – – – – – – – – Valetas de proteção de corte. Sarjetas de aterro. Sarjeta de canteiro central. Para um sistema de drenagem superficial eficiente. sugerindo-se sempre a consulta às novas Especificações de Serviço da Diretoria de Planejamento e Pesquisa do DNIT. não foi possível abrir mão da dinâmica do movimento uniformemente variado. Nos elementos de projeto procurou-se mostrar os tipos de seções e revestimentos mais utilizados e recomendados. Em objetivo e características procurou-se mostrar os aspectos particulares de cada dispositivo. elementos de projeto e dimensionamento hidráulico. resguardando sua segurança e estabilidade. as águas provenientes de suas áreas adjacentes e aquelas que se precipitam sobre o corpo estradal. Descidas d'água.Manual de Drenagem de Rodovias 3 DRENAGEM SUPERFICIAL 153 A drenagem superficial de uma rodovia tem como objetivo interceptar e captar. na maioria dos casos. Bueiros de greide. No dimensionamento hidráulico procurou-se simplificar ao máximo as complexas metodologias da hidrodinâmica. Caixas coletoras. Corta-rios. porém. sua localização e posicionamento. Para cada dispositivo foram abordados os sub-itens objetivo e características. Sarjetas de corte.

1 3. MT/DNIT/DPP/IPR . 3. 50. retangulares ou triangulares como indicam as Figs. 49. Na escolha do tipo de seção deve-se observar que as seções triangulares criam plano preferencial de escoamento d'água.0 a 3. Figura 48 .1. a seção a adotar nos cortes em rocha deverá ser retangular. 48.0 metros.2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de cortes podem ser trapezoidais. conforme indicado na Fig. O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e a crista do corte e apiloado manualmente.1. Por motivo de facilidade de execução. As valetas de proteção serão construídas em todos os trechos em corte onde o escoamento superficial proveniente dos terrenos adjacentes possa atingir o talude.1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de cortes têm como objetivo interceptar as águas que escorrem pelo terreno natural a montante. por isso são pouco recomendadas para grandes vazões. a uma distância entre 2.51. impedindo-as de atingir o talude de corte. Deverão ser localizadas proximamente paralelas às cristas dos cortes.Manual de Drenagem de Rodovias 154 Torna-se importante acrescentar que o projeto de um sistema de drenagem superficial rodoviária deve ser feito de modo a sempre compatibilizar os requisitos operacionais dos dispositivos e seus custos de execução.Valeta de proteção de corte 3. comprometendo a estabilidade do corpo estradal.

para evitar que a infiltração provoque instabilidade no talude do corte. Os revestimentos da valeta de corte deverão ser escolhidos de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B) e conforme a natureza do material do solo. Em princípio. Atenção especial deve ser dado ao revestimento da valeta triangular.Seção retangular H B Figura 51 .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 49 .Seção trapezoidal α α I H I B As valetas com forma trapezoidal são mais recomendáveis por apresentarem maior eficiência hidráulica.Seção triangular 155 l α l α H Figura 50 . MT/DNIT/DPP/IPR . convém sempre revestir as valetas. sendo isso obrigatório quando elas forem abertas em terreno permeável.

MT/DNIT/DPP/IPR . V= 1 n × R2/3 × i1/2 (fórmula de Manning). esta devera ser rejuntada com argamassa de cimento-areia no traço 1:4. i = intensidade de precipitação. Pedra arrumada. A = área de contribuição.1. aerofotogramétricos ou expeditos. A expressão da fórmula racional é: Q= C×i× A 36 × 104 onde: Q = descarga de contribuição em m3/s. pela própria forma da seção. Quando do revestimento em pedra. Em caso de revestimento de concreto este devera ter espessura mínima de 0.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para proceder ao dimensionamento hidráulico das valetas. Vegetação.Manual de Drenagem de Rodovias 156 pois. Alvenaria de tijolo ou pedra. 3. determinada através de levantamentos topográficos. fixado de acordo com o complexo solocobertura vegetal e declividade do terreno (tabela 39 do Apêndice C). utilizando-se o método racional.08 m. em cm/h para a chuva de projeto. há necessidade de estimar a descarga de contribuição. Fixada a vazão de contribuição. e resistência Fck / 15Mpa para 28 dias. há uma tendência mais acentuada à erosão e infiltração. passa-se ao dimensionamento hidráulico propriamente dito através da fórmula de Manning e da equação da continuidade. em m2. c = coeficiente de escoamento. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004. fixada no estudo hidrológico. onde a área de drenagem é limitada pela própria valeta e pela linha do divisor de águas da vertente a montante. Quanto ao processo construtivo e demais especificações. Os tipos de revestimentos mais recomendados são: – – – – Concreto. adimensional.

raio hidráulico e área molhada. adimensional. geralmente a largura em caso de valetas retangulares. em m. deixando a altura h a determinar. a comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto. em m3/s. tais como: perímetro molhado. fixa-se a velocidade máxima admissível (v). determina-se a declividade da valeta.467 × ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ – – – – – – – Q B ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 2 . Q = vazão admissível na valeta. dá-se valores para a altura (h). tendo em vista o tipo de revestimento escolhido e conseqüentemente o valor do coeficiente de rugosidade n (tabela 34 do Apêndice B). em m/m. em m2.Manual de Drenagem de Rodovias Q = A ⋅ V (Equação da continuidade) 157 onde: V = velocidade de escoamento. i = declividade longitudinal da valeta. e aplicando a fórmula de Manning e a equação de continuidade. Através de tentativas. a largura e a inclinação das paredes laterais nas trapezoidais ou a inclinação das paredes laterais em caso de seção triangular. verifica-se o regime do fluxo através do cálculo da altura crítica cujas fórmulas a empregar para as diversas seções são: h c = 0. R = raio hidráulico.seção retangular MT/DNIT/DPP/IPR . determina-se a velocidade e a descarga admissível da valeta. A seqüência de cálculo a seguir para o projeto da valeta será como abaixo descrito: – fixa-se o tipo de seção a ser adotada. recalculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção. A = área molhada. função do tipo de revestimento adotado. n = coeficiente de rugosidade de Manning. (tabelas 27 e 28 do Apêndice B). em m/s. a comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura h.

z = inclinação da parede da valeta (relação da horizontal para a vertical).3 a 10.Seção triangular onde: h = altura crítica. Para valetas em terra com capacidade de 0. h = altura do fluxo. v = velocidade do escoamento. de acordo com as seguintes fórmulas e indicações: Para valetas em terra com capacidade até 0. g = aceleração da gravidade m/s2. Determina-se o bordo livre da valeta. em m. em cm. em cm. em m/s.2⋅ h f = folga (bordo livre).3m3/s. na situação de projeto. em m. f = 0. B = base da valeta.Manual de Drenagem de Rodovias 4 × z × Ho − 3B + 16 × z2 × H + 16 × z × Ho × B + 9 × B2 o2 hc = . em m. que é a distância vertical do topo da valeta à superfície da água na condição do projeto.0 m3/s f = 46 × h MT/DNIT/DPP/IPR . Q = vazão de projeto na valeta em m3/s. dentro de uma faixa de 10% da altura crítica deve ser evitada. h = profundidade da valeta. – Se h < hc o regime do fluxo é supercrítico h > hc o regime do fluxo é subcrítico h = hc o regime do fluxo é crítico – – A altura do fluxo na valeta.Seção trapezional 10 × z 158 sendo Ho = h + V Q h c = 0.728 × 5 ⎜ ⎟ ⎜ Z ⎟ ⎝ ⎠ ⎛ ⎞ 2 2g 2 .

40 .25 0.56 0.Escalonamento de valetas Declividade Natural do Terreno ( α %) Declividade Admissível para o Nível D´água (β %) H E O espaçamento entre as barragens será calculado pela expressão: E= 100 × H α−β MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 159 Para valetas revestidas pode ser usada a seguinte tabela: Tabela 36 . no máximo) por meio de pequenas barragens transversais de acordo com a Fig. 52.0.84 0.Folga f para valetas revestidas Q(m3/s) f (cm) Até .2.56 .80 10 13 14 15 18 20 Quando a declividade longitudinal da valeta não puder acompanhar a declividade natural do terreno.0.0. ela devera ser escalonada em trechos de menor declividade (2%.25 .1. Figura 52 . porque então a velocidade do escoamento seria superior à permissível.40 1.80 acima de 2.84 .

quando o perfil longitudinal da valeta apresentar-se sinuoso com vários pontos baixos. a necessidade de retirada da água da valeta de proteção de corte para a sarjeta ou para a caixa coletora de um bueiro de greide.6. – – Nesses casos. quando o terreno a montante da valeta apresentar um talvegue secundário bem definido. 53 . em m. o que corresponde à declividade de 2% com diferença de nível de 1.Manual de Drenagem de Rodovias 160 onde: E = espaçamento. em %. o que obrigaria a construção de seção com grandes dimensões. a grandes profundidades da valeta. obrigando. concreto. etc. não raro. MT/DNIT/DPP/IPR . Essas descidas d´água em geral são construídas em degraus. α = declividade natural do terreno.0m entre dois vertedouros consecutivos. o dispositivo de saída d´água da valeta de proteção de corte para a plataforma é comumente denominado descida d'agua. ocasionando a concentração de água num único local. Acontece na prática. ou através de "rápidos" com anteparos. É aconselhável que o espaçamento não ultrapasse 50m. em % . H = altura da barragem do vertedouro. β = declividade desejada para o nível d'água em cada trecho escalonado. devido às seguintes particularidades: – quando nos cortes muito extensos e de pequena declividade o comprimento crítico da valeta for atingido. Assunto a ser visto com mais detalhes no item 3. em m. para que haja um escoamento contínuo. As pequenas barragens podem ser executadas com diversos materiais: madeiras. como mostra a Fig. chapas metálicas.

conforme as Figs.2. O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e o pé do talude de aterro. Além disso.2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de aterro deverão estar localizadas. apiloado manualmente com o objetivo de suavizar a interseção das superfícies do talude e do terreno natural. conduzindo -as com segurança ao dispositivo de transposição de talvegues.0 metros.0 < d < 3.plataforma 3.0 Talude de aterro a b h a b Material apiloado manualmente MT/DNIT/DPP/IPR . 54 e 55.apresentadas a seguir: Figura 54 .2 3. impedindo-as de atingir o pé do talude de aterro.2. têm a finalidade de receber as águas das sarjetas e valetas de corte.Descida d’água em degraus Valeta de proteção de corte 161 Descida d´água em degraus Talude de corte Sarjeta de corte Bueiro de greide Caixa coletora Semi .0 e 3.Seção trapezoidal 2.1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de aterros têm como objetivo interceptar as águas que escoam pelo terreno a montante. aproximadamente paralelas ao pé do talude de aterro a uma distancia entre 2. As seções adotadas podem ser trapezoidais ou retangulares. 3.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 53 .

além da proteção do talude de aterro. alvenaria de tijolo ou pedra.3 3.2. pedra arrumada. Cuidado especial deve ser tomado na fixação da área de contribuição quando a valeta tiver como objetivo. Quanto às especificações e processos construtivos.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 55 .0 h Material Apiloado Manualmente O revestimento da valeta de proteção de aterro deverá ser escolhido de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B).2.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico das valetas de proteção de aterro faz-se de forma idêntica ao das valetas de proteção de corte.1. vegetação. 3.1 SARJETAS DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A sarjeta de corte tem como objetivo captar as águas que se precipitam sobre a plataforma e taludes de corte e conduzi-las.3. equação da continuidade e método racional. longitudinalmente à rodovia. a captação das águas provenientes das sarjetas e valetas de proteção de corte. deverão ser observadas as recomendações do item 3.0 < d < 3. 3. ou seja através da fórmula de Manning.1.Seção retangular 162 Talude de Aterro 2. natureza do solo e fatores de ordem econômica e estética. até o ponto de MT/DNIT/DPP/IPR .3. para valetas de proteção de corte. Os tipos de revestimento mais recomendados são: – – – – concreto. seguindo-se a metodologia do item 3. e as Especificações de Serviço DNIT 018/2004.

3. Figura 56 . ou então.0 a 2.2 ELEMENTOS DE PROJETO As sarjetas de corte podem ter diversos tipos de seção. sendo construídas à margem dos acostamentos. com a finalidade de proteger os veículos desgovernados que tendam a cair na mesma. o aumento de L1 fornecerá um acréscimo de L2. a sarjeta deve ter do lado do acostamento a declividade de 25% ou seja 1:4. pois. para a caixa coletora de um bueiro de greide. além de apresentar uma razoável capacidade de vazão.Sarjeta Triangular LT 1 a L2 L1 A co stamen to H a 1 1 4 1% Os valores extremos da distância da borda do acostamento ao fundo da sarjeta (L1). – Sarjeta triangular A sarjeta triangular é um tipo bem aceito. de acordo com a seção de vazão necessária. situam-se entre os valores de 1.deverá então ser adotada seção tipo trapezoidal ou retangular. terminando em pontos de saída convenientes (pontos de passagem de corte para aterro ou caixas coletoras). 57. conta a seu favor com o importante fato da redução dos riscos de acidentes. MT/DNIT/DPP/IPR . 56. As sarjetas devem localizar-se em todos os cortes. De acordo com a Fig. dependendo da capacidade de vazão necessária. H e LT.Manual de Drenagem de Rodovias 163 transição entre o corte e o aterro. de forma a permitir a saída lateral para o terreno natural ou para a valeta de aterro.0 metros. a sarjeta é dotada de uma barreira tipo meio-fio. Mantendo as declividades transversais estabelecidas. e conseqüentemente um acréscimo na capacidade hidráulica da sarjeta. Quando para o valor máximo de L1 = 2. e do lado do talude a declividade deste. deve-se adotar a sarjeta de seção trapezoidal seguindo as seguintes recomendações. com dimensões convenientes para atender à descarga de projeto. – Sarjeta trapezoidal Quando a sarjeta triangular de máximas dimensões permitidas for insuficiente para atender à descarga de projeto. Conforme indicado na Fig. 3.00m a seção da vazão ainda for insuficiente.

Usa-se nesse caso também o meio fio de proteção com a mesma finalidade já citada. conforme indicado na Fig. 57. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 57 .Sarjeta trapezoidal com capa Talude de corte Capa A costa men to Sarjeta Quando a seção triangular não atender à vazão para a descarga de projeto. em espaçamento conveniente de modo a permitir a entrada d'água proveniente da pista. ou em caso de cortes em rocha pela facilidade de execução. De acordo com a Fig. 58 ode-se também projetar a sarjeta capeada descontinuamente. pode-se optar pela sarjeta retangular.Sarjeta trapezoidal Talude de Corte 164 Sarjeta Acostamento Meio-fio barreira O meio fio barreira deverá ter aberturas calculadas. Figura 58 . As placas têm a finalidade também de evitar que a sarjeta seja obstruída pela entrada de materiais carreados pelas águas. de modo a permitir a entrada d'água pela cobertura existente entre duas placas consecutivas.

pois deslizamentos de talude podem provocar paralisações no tráfego e conseqüentes prejuízos significativos. as conseqüências da erosão e do custo do revestimento. revestimento vegetal. proporcionando uma declividade mais acentuada que o greide da rodovia. “H” Variável MT/DNIT/DPP/IPR . Tendo em vista a localização da sarjeta junto ao pé do talude de corte.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 59 .Sarjeta retangular 165 Talude de corte 1 a Meio-fio Sarjeta A costamento Neste caso tem-se a vantagem de poder variar sua profundidade ao longo do percurso. alvenaria de tijolo. apesar do excelente desempenho como função estética. aumentando assim sua capacidade hidráulica. O revestimento vegetal. cuidados especiais quanto à erosão devem ser levados em conta. pedra arrumada. tem o inconveniente do alto custo de conservação. Sarjetas de corte sem revestimento devem ser evitadas. pedra arrumada revestida. Quanto ao revestimento das sarjetas de corte. Os principais tipos de revestimentos são: – – – – – – concreto. Deve -se levar em conta neste caso o aspecto técnico-econômico. alvenaria de pedra argamassada. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. ele é função da velocidade de erosão. isto é.

08m e para a retangular e trapezoidal é de 0. algumas indicações complementares que devem ser seguidas: – – – – – – – – – quando o revestimento for de pedra argamassada. quando a sarjeta de concreto moldada no local se situar sobre uma base granular drenante. do Os segmentos intermediários serão executados após o início do processo de cura dos demais redundando em juntas “secas”. deverá haver uma perfeita união entre a face da sarjeta de concreto e o pavimento do acostamento.3. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT-018/2004. rejuntada com argamassa de cimento e areia no traço de 1:4. prevendo o lançamento concreto em lances alternados. isto é. a distância máxima da sarjeta para que não haja transbordamento. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO – 3. A intervalos de 12. Pela comparação entre a descarga afluente e a capacidade de vazão da sarjeta determina-se o seu comprimento crítico.3 O dimensionamento hidráulico da sarjeta de corte consiste na determinação de uma seção transversal com capacidade hidráulica suficiente para atender à descarga de projeto. área de implúvio.10m.00m. a seguir. As formas (guias) serão espaçadas de 3. o revestimento deverá ser dosado racionalmente para uma resistência mínima à compressão simples Fck = 15 Mpa a 28 dias. Apresentam-se entretanto. a sarjeta deverá ser moldada no local com formas de metal ou de outro material que proporcionem bom acabamento. A concretagem envolverá um plano executivo.0m serão executadas juntas de dilatação preenchidas com argamassa asfáltica. evitando-se penetração d´água na sua junção. MT/DNIT/DPP/IPR . quando for de concreto. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de corte são: – – as características geométricas da rodovia.Manual de Drenagem de Rodovias 166 Na execução do revestimento das sarjetas de corte. a espessura mínima para a sarjeta de concreto triangular é de 0. antes do lançamento do concreto deverá o local ser forrado com material impermeável que evite o preenchimento dos vazios da camada drenante pela penetração do concreto.o diâmetro máximo deve ser de 0.10m.

01) 36×104 Q = descarga por metro linear da rodovia (m3/s/m). 60). estão dentro do limite de aplicabilidade desse método. (m2/m). calcula-se a contribuição por metro linear da rodovia pela aplicação da fórmula racional. levando-se em conta a diversidade do revestimento que compõe a bacia de captação. A fórmula básica é: Q= Onde: C×i× A (equação 3. c = coeficiente médio de escoamento superficial (adimensional). i = intensidade de precipitação (cm/h). Sendo a área de contribuição formada por superfície de diferentes coeficientes de escoamento adota-se a média ponderada de seus valores. (faixas de rolamento e talude de corte).sendo pequenas. composto da seção da plataforma contribuinte e da projeção horizontal equivalente do talude de corte. elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto. de vez que as áreas de contribuição.duração freqüência. A . usando-se como peso as respectivas larguras dos implúvios. Área de contribuição (A) A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo equivalente onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro a largura do implúvio. (ver Fig. A = (L1 + L 2 ) × d MT/DNIT/DPP/IPR . fornecida pelo estudo hidrológico para um tempo de duração de 5 minutos e tempo de recorrência de 10 anos.Manual de Drenagem de Rodovias 167 – coeficiente médio de escoamento superficial. Coeficiente médio de escoamento superficial (c). – Cálculo da descarga de projeto Para o cálculo da descarga de projeto.área de contribuição por metro linear da sarjeta. L ×C +L ×C C= 1 1 2 2 LT Intensidade de precipitação (i) O valor da intensidade de precipitação é obtido na curva de intensidade .

1 V = ×R2/3 ×Ι1/2 (equação de Manning) n V= Q (equação da continuidade) A MT/DNIT/DPP/IPR . Havendo escalonamento de taludes. L2 = largura da projeção horizontal equivalente do talude de corte. apresentada a seguir. C2 = coeficiente de escoamento superficial do talude de corte. Será a largura da semiplataforma nos trechos em tangente e toda a plataforma contribuinte para a sarjeta na borda interna das curvas. Figura 60 . C1 = coeficiente de escoamento superficial da plataforma da rodovia. elucida o que foi dito. a largura máxima L2 a ser considerada no cálculo do implúvio é referente à projeção horizontal do primeiro escalonamento. 60. já que os demais terão as águas conduzidas por meio de dispositivos próprios para fora do corte. Cálculo da capacidade de vazão da sarjeta A capacidade hidráulica máxima da sarjeta é obtida pela associação das equações de Manning e da continuidade.Bacia de contribuição para sarjeta Off-set do talude de corte Retângulo equivalente da projeção Horizontal do talude de corte C2 L2 L1 + L2 Plataforma Sarjeta de corte C1 d L1 onde: L1 = faixa da plataforma da rodovia que contribui para a sarjeta. Será nuIo ou se restringirá à largura do assentamento contíguo para a sarjeta na borda externa das curvas. Excetuam-se os casos em que se torna necessária a construção de descidas com deságüe diretamente na sarjeta de corte.Manual de Drenagem de Rodovias 168 A Fig.

(m2). ficando I. (adimensional). os valores de A. tem-se: C ×i×L × d 36 × 10 4 = 1 n × A × R 2/3 × Ι 1/2 d = 36 × 10 × 4 A × R 2/3 × Ι 1/2 C×i×L ×n (equação 3. Q = vazão máxima admissível.01) e (3. declividade longitudinal da sarjeta.03) Na equação 3.02) e considerando à área de implúvio A = L x d (área do retângulo de contribuição). como única variável ao longo do trecho estudado.02) V = velocidade de escoamento. (m3/s). R e n são conhecidos de acordo com a sarjeta projetada. são conhecidos. função da chuva de projeto. (m/m). Q= onde : 1 n × A × R 2/3 × I1/2 (equação 3. (m). (m/s) . passa-se à determinação do seu comprimento crítico para as diversas declividades do greide correspondente aos cortes existentes. Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta função da sua declividade longitudinal. i e L.03. I = declividade da sarjeta. os valores de C. Comprimento crítico Fixada a seção prévia da sarjeta. Igualando-se as equações (3. do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia. A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 169 do que resulta. R = raio hidráulico. A = área molhada da sarjeta. n = coeficiente de rugosidade.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 61 . Dessa forma. cujos valores estão indicados na tabela 31 do Apêndice B. e sim seus valores individuais. podendo-se estabelecer um sistema que dê diretamente os comprimentos críticos baseados em eixos coordenados. tendo nas abscissas as larguras do implúvio e nas ordenadas os comprimentos críticos. o cálculo do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta. não é recomendada a adoção de uma altura média de corte.Curva d = f(I) d (m) 170 d2 d1 I1 I2 I(m/m) Quando em um determinado trecho houver grande variação dos valores do implúvio. assumindo a seguinte forma: Figura 62 . determina-se uma curva para cada declividade. MT/DNIT/DPP/IPR . passando o gráfico a constituir-se de uma família de curvas.Curvas de comprimento crítico para várias declividades d (m) (Comprimento crítico) I1 I2 I3 L (m) (Largura do implúvio) Além de determinar o posicionamento de saídas d'água.

podendo ser triangulares. retangulares.Manual de Drenagem de Rodovias 3. A seção transversal deve seguir os projetos-tipos do DNIT. trechos onde. interseções.4 3. MT/DNIT/DPP/IPR . de modo a garantir a segurança dos veículos em circulação.4. trapezoidais.1 SARJETAS DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 171 A sarjeta de aterro tem como objetivo captar as águas precipitadas sobre a plataforma. As Figs. ELEMENTOS DE PROJETO – 3. o tipo meio-fio simples também poderá ser usado. etc. etc. 63 e 64 ilustram melhor o que foi dito. A indicação da sarjeta de aterro deve fundamentar-se nas seguintes situações: – – trechos onde a velocidade das águas provenientes da pista provoque erosão na borda da plataforma. ilhas. para coletar e conduzir as águas provenientes dos ramos. conduzindo-as ao local de deságüe seguro. no caso de ser possível considerar um alagamento temporário do acostamento. Um tipo de sarjeta de aterro muito usado atualmente nas rodovias federais. de modo a impedir que provoquem erosões na borda do acostamento e/ou no talude do aterro.2 A sarjeta de aterro posiciona-se na faixa da plataforma contígua ao acostamento.4. estaduais. de acordo com a natureza e a categoria da rodovia. Sendo a sarjeta de aterro um dispositivo que pode comprometer a segurança do tráfego. for mais econômica a utilização da sarjeta. Em situações eventuais. cuidados especiais devem ser tomados quanto ao posicionamento e à seção transversal a ser utilizada. interseções e trechos urbanos é o meio-fio-sarjeta conjugados. em conjunto com a terraplenagem. aumentando com isso a altura necessária para o primeiro escalonamento de aterro.

solo. solo cimento.Meio-fio-sarjeta conjugados Acostamento Meio-fio sarjeta conjugados Canteiro ou passeio i% NA Talude de aterro Quanto ao revestimento. conforme exposto para sarjetas de corte. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 63 . concreto betuminoso. Na execução da sarjeta de aterro de concreto de cimento deverão ser observadas as indicações próprias ao material.Meio-fio simples e acostamento Meio-fio simples Acostamento Canteiro ou passeio i% NA 172 Área de alongamento Talude de aterro Figura 64 . Os materiais mais indicados para a construção do dispositivo são: – – – – – concreto de cimento. a classe da rodovia e os condicionantes econômicos. todavia levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado. não há recomendações rígidas no tocante ao material a ser empregado na construção da sarjeta de aterro. solo betume. Deve-se.

ou durante período curto de utilização. portanto. isto é. 3. elementos para o cálculo da vazão. – – – – as características geométricas da rodovia. de pequena importância econômica.Manual de Drenagem de Rodovias 173 Na execução das sarjetas de concreto betuminoso adota-se preferencialmente o traço usado para o binder.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Pode-se dividir o dimensionamento hidráulico da sarjeta de aterro em dois subitens: a) Além dos fatores econômicos. uma descida d´água.usa-se o próprio traço do revestimento de concreto betuminoso. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de aterro são. de modo que não haja transbordamento. área de implúvio. dependendo evidentemente da quantidade do serviço. o dimensionamento hidráulico consistirá basicamente no cálculo da máxima extensão admissível da sarjeta. por não se justificar estudo de composição especial para construção deste dispositivo. Cálculo da velocidade de escoamento na borda da plataforma Para a determinação da velocidade de escoamento na borda da plataforma. a necessidade da utilização da sarjeta em aterro está condicionada fundamentalmente pela velocidade de erosão na borda da plataforma. quando este não esta previsto. no entanto. alguns cálculos preliminares precisam ser feitos. de acordo com os limites de erosão do material de que é construído o aterro. As sarjetas em solo são indicadas apenas para rodovias secundárias. tendo em vista que o escoamento se dará na direção da reta de maior declive. O cálculo da velocidade do escoamento na borda da plataforma determinará a necessidade ou não da utilização da sarjeta. MT/DNIT/DPP/IPR . conforme mencionado no item 3. Entende-se por comprimento crítico da sarjeta a distância máxima acima da qual sua vazão admissível é inferior à descarga de projeto. podendo também ser construídas para funcionamento temporário durante o tempo de execução da rodovia. conforme tabela 31 do Apêndice B. A execução das sarjetas de solo-betume ou solo-cimento deve obedecer às especificações particulares do projeto rodoviário. ou que a faixa de alagamento admissível no acostamento não ultrapasse os valores pré-fixados. b) Optando pela utilização do dispositivo.1 .4. quando tais misturas estão indicadas também para outros serviços. exigindo. elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto. comprimento crítico.4. ou. função da declividade longitudinal do greide e da declividade transversal da plataforma.

65. L = largura do implúvio. I = declividade da reta de maior declive.Direção de maior declive y C h B Eixo α F β L D E A Bordo onde: α = declividade longitudinal da rodovia. considerando a cota de B como referência (0. BE = D = comprimento da reta de maior declive. cota A = B x L. Para se chegar ao comprimento da reta de maior declive. cumpre observar: Para que CA seja uma curva de nível. Cota A = cota C mas. CA = t = curva de nível. β = declividade transversal da plataforma da rodovia. O comprimento y da reta CB será: cota C – cotaB = α × y ou α × y = cotaC MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 174 – Comprimento da reta de maior declive Considerando a Fig.000). Figura 65 .

retângulos. tem-se: L t L = portanto h = × y t h y Como a cota de F é também β x L.04) Declividade da reta de maior declive Considerando os triângulos. BAC e BAE. BAC e BFC e fazendo FB = h . t2 ⎛β ⎞ = ⎜ ×L⎟ ⎜α ⎟ ⎝ ⎠ 2 + L2 = 2 β2 × L2 + L2 × α2 = α2 ⎛L⎞ = α2 + β 2 ⎜ ⎟ ⎜α⎟ ⎝ ⎠ ∴t = L 2 2 α +β α Considerando os triângulos. tem-se: I= β ×L β ×L ∴I = ×t h L× Y Fazendo-se as substituições já demonstradas de y e t. tem-se: D= – L β α 2 + β 2 (equação 3. tem-se: I= β ×L L × × α2 + β2 β α L × ×L α I = α2 + β2 (equação 3. tem-se: D L = t y Substituindo-se os valores de t e y.Manual de Drenagem de Rodovias y= cota C β × L = α β 175 Considerando o triângulo BAC.05) – Determinação da descarga no bordo da plataforma Aplicando-se o método racional. tem-se fazendo CA = t t2 = y2 + L2 Substituindo y pelo seu valor. retângulos. MT/DNIT/DPP/IPR .

06) Como A = D x 1.Manual de Drenagem de Rodovias q= C×i× A 36×104 176 onde: q = descarga de contribuição por metro linear da plataforma em.06) A = L β ×Ι.05) em (3. A = área de contribuição por metro linear da sarjeta em m2/m.04). função do tipo de revestimento da rodovia. Figura 66 . c = coeficiente de escoamento. m3/s/m. pode-se também considerar que: D= L β × Ι (equação 3. de acordo com a tabela 39 do Apêndice C. logo Q = c × i× L × Ι β × 36 × 10 4 MT/DNIT/DPP/IPR .Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro sarjeta de aterro A bordo E eixo da rodovia L sarjeta de aterro A´ d bordo D Corte AA´ L Substituindo a equação (3. i = intensidade de precipitação em cm/h. de acordo com a equação (3.

Q = onde. 1/2 V 5/3 Ι = K × 5/3 ⇒ Q 2/3 = Q 5/3 V K + Ι 1/2 Q Q= V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 (equação 3. tomado igual ao inverso do coeficiente de rugosidade de Manning. Q = K × A × R2/3 × Ι1/2 mas.07) e (3.09) MT/DNIT/DPP/IPR .92 × β 2/5 ( )1/5 (equação 3. toma-se o raio hidráulico igual ao tirante d'água em conseqüência A = l x R.08) Igualando-se então as equações (3. Q=A×V então. A velocidade no bordo da plataforma pela fórmula de Strickler é: V = KR 2/3 Ι 1/2 onde. A = Q/V.08) e isolando V. Como a espessura do fluxo é pequena em relação ã largura. tem-se: Q ⎛Q⎞ Q = K× ×⎜ ⎟ V ⎝V⎠ 2/3 × Ι1/2 ou seja.07) β × 36 × 10 4 Q = descarga no bordo da plataforma em m3/s/m. Pela equação da continuidade.Manual de Drenagem de Rodovias 177 ou. C × i× L α2 + β2 (equação 3. tem-se: C × i × L α2 + β 2 β × 36 × 10 4 = V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 V = Ι 3/10 × K 3/5 × C 2/5 × i 2/5 × L2/5 × α 2 + β 2 166. e como A = R. R = A/P e K é o coeficiente de rugosidade de Strickler.

ou semiplataforma nos trechos em tangente. MT/DNIT/DPP/IPR . pela aplicação do método racional: Q= C×i× A (equação 3. definirá a necessidade ou não da sarjeta de aterro. o dimensionamento hidráulico tem a seguinte sistemática apresentada a seguir: Cálculo da máxima extensão admissível – Cálculo da vazão de contribuição A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo.11) onde: Q = vazão máxima admitida na sarjeta em m3/s. C = coeficiente de escoamento superficial. A comparação desta velocidade com os valores limites de velocidade de erosão do material de construção do aterro na tabela 31 do Apêndice B.09) determina a velocidade do escoamento na borda da plataforma. 66. i = intensidade de precipitação em cm/h. Fig.10) 36x104 Onde: Q = vazão de contribuição em m3/s. Calcula-se a contribuição da plataforma em caso de trechos superelevados. – Cálculo da capacidade hidráulica máxima da sarjeta A capacidade máxima de vazão da sarjeta será determinada pela associação das fórmulas de Manning e da continuidade: V = 1 n R 2/3 Ι 1/2 (fórmula de Manning) Q (equação da continuidade) A V= Q= 1 n AR 2/3 Ι 1/2 (equação 3.Manual de Drenagem de Rodovias 178 A equação (3. Caso seja necessário o projeto do dispositivo. A = área de contribuição em m2. onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro é a largura do implúvio. função da seção transversal da rodovia.

como única variável ao longo do trecho estudado. R = raio hidráulico. condicionada pela capacidade máxima de sarjeta.Manual de Drenagem de Rodovias 179 n = coeficiente de rugosidade. função do tipo de revestimento da sarjeta de acordo com as tabelas 34 do Apêndice B. em m. n são conhecidos. A = área molhada da sarjeta. em m.12) C × i× L × n Na equação 3. em m/m. R. – Cálculo do comprimento crítico da sarjeta O comprimento crítico da sarjeta será obtido igualando-se a descarga de contribuição (equação 3. O cálculo deste comprimento irá definir o espaçamento máximo entre as saídas d'água. L = largura do implúvio. os valores C. temos: C × i× d × L 1 = AR 2/3 I1/2 n 30 × 10 4 d = 36 × 10 4 AR 2/3 I1/2 (equação 3. de acordo com a sarjeta projetada.10) com a capacidade máxima de vazão admitida pela sarjeta (equação 3.12. mas A = d x L (Fig. ficando I. Q= C × i× A . que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta em função da sua declividade longitudinal. os valores de A. 67) . Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) (Fig . Pela equação 7. A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR . i. do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia. em m2.11). declividade longitudinal da sarjeta. Igualando as equações 7 e 8. 60) 36 × 10 4 Q = C × i× d × L 36 × 10 4 onde: d = comprimento crítico a determinar. I = declividade longitudinal da sarjeta. que geralmente acompanha o greide da rodovia. em m. L são conhecidos em função da chuva de projeto.

isto é.Manual de Drenagem de Rodovias 180 Figura 67 .5. cujos valores são os da tabela 31 do Apêndice B.5. de forma a obter a velocidade de escoamento abaixo dos valores críticos de erosão. ou seja.d = f(I) (dm) L2 L1 I1 I2 I (m/m) – Verificação da velocidade de escoamento A determinação do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta. a velocidade limite de erosão. ou reduzir o espaçamento entre saídas d'água.5 3. MT/DNIT/DPP/IPR . torna-se necessário drená-lo superficialmente através de um dispositivo chamado de valeta do canteiro central.1 VALETA DO CANTEIRO CENTRAL OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Quando uma rodovia for projetada em pista dupla. reduz-se a altura da lâmina d´água. onde as pistas são separadas por um canteiro central côncavo.Comprimento crítico em função da declividade longitudinal . Com este procedimento. 3. 68). 3. (Fig. que pode ser calculada de acordo com a equação da continuidade deve-se usar dissipadores de energia. Esta valeta tem como objetivo captar as águas provenientes das pistas e do próprio canteiro central e conduzi-las longitudinalmente até serem captadas por caixas coletoras de bueiros de greide. Quando a velocidade de escoamento ultrapassar a máxima permissível.2 ELEMENTOS DE PROJETO As seções transversais das valetas do canteiro central são em geral de forma triangular cujas faces têm as declividades coincidentes com os taludes do canteiro. conforme o item 3.10.

apesar do excelente desempenho como função estética. também segue a mesma metodologia apresentada para sarjeta de corte.Manual de Drenagem de Rodovias 181 Podem ser usadas seções de forma circular.4. tem o inconveniente do alto custo de conservação. a não ser em casos de canteiros muito largos e planos. 3. Valetas do canteiro central sem revestimento devem ser evitadas.3 para sarjeta de corte baseada na fórmula de Manning associada à equação de continuidade. Na execução do revestimento das valetas do canteiro central devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004.Situações da valeta do canteiro central Pista Esquerda Canteiro Central Pista Direita em nível Pista Direita em desnível Valeta do Canteiro Central para pistas em nível Valeta do Canteiro Central para pistas em desnível O cálculo do comprimento crítico. quando ocorrer a insuficiência hidráulica das seções de forma triangular ou meia cana. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. e formas trapezoidal ou retangular. e demais recomendações feitas para a valeta de corte. MT/DNIT/DPP/IPR .5. Quanto ao revestimento da valeta do canteiro central. O revestimento vegetal.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da valeta do canteiro central segue a mesma metodologia apresentada no item 2. Figura 68 . tipo meia cana. que irá determinar o posicionamento das caixas coletoras. deve-se levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado.

6.Manual de Drenagem de Rodovias 3. as descidas d'água são necessárias visando conduzir o fluxo pelo talude até o terreno natural.2 ELEMENTOS DE PROJETO As descidas d'água podem ser do tipo rápido ou em degraus. as descidas d'água têm como objetivo principal conduzir as águas das valetas quando atingem seu comprimento crítico. e. por se localizar em um ponto bastante vulnerável na rodovia. desaguando numa caixa coletora ou na sarjeta de corte.6 3. no caso de cortes e aterros. das características geotécnicas dos taludes. principalmente nos aterros. ou de pequenos talvegues. MT/DNIT/DPP/IPR . Assim. Não raramente. No aterro. às valetas de banquetas quando é atingido seu comprimento crítico e em pontos baixos. desaguando no terreno natural. A descida d'água.1 DESCIDAS D'ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 182 As descidas d'água tem como objetivo conduzir as águas captadas por outros dispositivos de drenagem. Tratando-se de cortes. A analise técnica e econômica desse conjunto de fatores levará o projetista à escolha de uma descida do tipo rápido ou em degraus. Posicionam-se sobre os taludes dos cortes e aterros seguindo as suas declividades e também na interseção do talude de aterro com o terreno natural nos pontos de passagem de corte-aterro. requer que cuidados especiais sejam tomados para se evitar desníveis causados por caminhos preferenciais durante as chuvas intensas e conseqüentes erosões que podem levar ao colapso toda a estrutura. da necessidade da quebra de energia do fluxo d'água e dos dispositivos de amortecimento na saida. pelos taludes de corte e aterro. conforme apresentado na Fig. As descidas d'água também atendem. deve ser previsto o confinamento da descida no talude de aterro. do terreno natural. 3. através das saídas d'água. nos pontos baixos. as descidas d'água conduzem as águas provenientes das sarjetas de aterro quando é atingido seu comprimento crítico. devido à necessidade de saída de bueiros elevados desaguando no talude do aterro. devidamente nivelada e protegida com o revestimento indicado para os taludes. 69. A escolha entre um e outro tipo será função da velocidade limite do escoamento para que não provoque erosão.6.

semicircular ou meia cana. pois a ação dinâmica do fluxo pode acarretar o descalçamento e o desjuntamento dos módulos. de concreto ou metálica .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 69 . É desaconselhável a seção de concreto em módulos. em calha tipo rápido ou em degraus. o que rapidamente atingiria o talude. MT/DNIT/DPP/IPR .Descida d’água tipo rápido 183 Bacia de amortecimento A J Descida d´água A PLANTA Saída d´água x y CORTE AA Bacia de amortecimento As descidas d'agua podem ter a seção de vazão das seguintes formas: – – – retangular. o erodindo. em tubos de concreto ou metálicos.

Considerando a Fig. baseada em experiências de laboratório. Quanto à execução. fixando-se o valor da largura (L) e determinando-se o valor da altura (H). o dimensionamento pode ser feito através da expressão empírica seguinte. Q = 2. em m. em calha ou degraus. 3.70 . vê-se que: MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 184 No caso da utilização de módulos.6 onde: Q = Descarga de projeto a ser conduzida pela descida d'água. o segundo método é mais preciso. a saber: Pela fórmula empírica. Para o detalhamento dos projetos de execução deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 . em m. ou através da teoria hidráulica do movimento uniformemente variado.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico consiste em calcular as dimensões da descida d'água de forma que esta possa conduzir ao deságüe seguro a vazão a ela destinada por outros dispositivos de drenagem superficial. L = Largura da descida d'água. as descidas retangulares podem ser executadas no local com formas de madeira. Método I Neste caso. que representa o talude de uma seção em aterro. Evidentemente.07 × L0. A escolha do método depende da precisão que se queira dar aos cálculos. O dimensionamento pode ser feito por dois métodos. – Cálculo da velocidade da água no pé da descida.9 × H1. embora o primeiro possa ser considerado satisfatório para obras de repercussão econômica menos significativa. em m3/s. as peças deverão ser assentadas sobre berço previamente construídos.6. H = altura média das paredes laterais da descida.

Elementos para cálculo da velocidade d’água no pé da descida 185 O teorema de Bernoulli. Na prática. esta sofre uma sensível redução quando o fluxo passa pela saída d'água. função evidentemente da velocidade limite de erosão do material de que será construída a descida. em virtude principalmente do aumento da seção de vazão. Como essa velocidade Va é teoricamente igual à velocidade da água na sarjeta de aterro. têm-se: Vb = 2 Va + 2gH Para efeito de cálculo. A velocidade teórica calculada acima conduz a valores acima dos valores reais. considera-se Va igual à velocidade da água na sarjeta. fornece: Z +P + V2 = cte 2g V2 V2 Z A + PA + = Z B + PB + 2g 2g como PA = PB = pressão atmosférica e Z A = ZB + H . Havendo necessidade de um cálculo mais preciso deve-se optar pelo segundo método. aplicado às seções A e B.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 70 . Método II MT/DNIT/DPP/IPR . desconsidera-se o valor de Va e a expressão anteriormente citada toma a forma: Vb = 2gh O objetivo da determinação da velocidade no pé da descida d'água é o dimensionamento da bacia de amortecimento e/ou dissipadores de energia.

dividindo-se a descida em curtas seções. A Fig. Aplicando-se o Teorema de Bernoulli às seções extremas (seção 1 e 2) .Manual de Drenagem de Rodovias 186 Este método consiste em determinar o perfil da linha d'água ou a curva de profundidade da água ao longo da descida. 71. determinando-se em cada seção a profundidade do líquido. – Determinação da profundidade crítica Para descidas d'agua retangulares a profundidade crítica será determinada pela expressão: MT/DNIT/DPP/IPR . Os cálculos são executados por etapas.14) R 3/4 O método é baseado na equação 3. Io é a declividade do fundo e If. Usando-se a fórmula de Manning.13) Io − If Io − If onde: E é a energia específica. Os cálculos conduzidos na direção errada tendem inevitavelmente a conduzir a resultado divergente do perfil do fluxo. ilustra uma seção curta de uma descida de comprimento ∆x. a velocidade e a distância à origem. é a declividade da linha de energia. a declividade da linha de energia ou declividade de atrito é expressa por: If = n2V 2 (equação 3. se o regime for supercrítico deve ser conduzido para jusante.13 e os passos de cálculo são a seguir expostos: – Determinação do regime do fluxo A determinação do regime do fluxo é um fator importante. pois se o regime for subcrítico o cálculo por etapas deve ser conduzido para montante. a é o coeficiente de energia. e admitindo-se que α1 =α 2 =α V 2 2g E = y + α Nas equações acima y é a profundidade do fluxo. considerar do fluxo gradualmente variado. V é a velocidade média. tem-se: V2 V2 Io × ∆x + y 1 + α 1 = y2 + α 2 + If × ∆x 2g 2g isolando ∆x: ∆x = E 2 − E1 ∆E = (equação 3.

b = largura da descida d'água.Manual de Drenagem de Rodovias Q2 Y c = 0. Q = vazão. Com o valor de W. em m3/s. em m. pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade. retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de y crítico. – Determinação da profundidade normal Para descidas d'água com seção retangular. em m. a profundidade normal do regime uniforme pode ser calculada por tentativas. 1 V = × R2/3 × I1/2 (Manning) o n V= Q (continuidade) A Sendo: A = L × yn e P = L + 2yn R= L × yn L + 2yn tem-se: ⎛ L × yn ⎞ ⎟ yn = ⎜ ⎜ L + 2y ⎟ n⎠ ⎝ 2/3 Q×n = 1/2 Io × L MT/DNIT/DPP/IPR .5 onde : do .467 3 b 187 onde: y = profundidade crítica.é o diâmetro da seção circular. Para descidas d'água circulares a profundidade crítica será determinada da seguinte forma: Determinar o fator de seção: Z= Q g Z =W do 2.

Col 2 . Io = declividade do fundo.Profundidade do fluxo. em m.Manual de Drenagem de Rodovias 188 onde: yn = profundidade normal. valores arbitrários.Área molhada. o AR 2/3 =t d8/5 o Com o valor de t. em m/m. em m. Q = vazão de escoamento. retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de yn. em m. n×Q AR2/3 = 1/2 Io Dividido por d8/3 . MT/DNIT/DPP/IPR . correspondente à profundidade y. – Determinação do perfil da linha d'água ou curva de profundidade Para a condução dos cálculos organiza-se a seguinte tabela: Tabela 37 .Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água Q= n= Io= α= Yc= Yn= Y (1) Y1 Y2 Yn A (2) A1 A2 An R (3) R1 R2 Rn R2/3 (4) 4/3 R1 4/3 R2 4/3 Rn V (5) V1 V2 Vn α V 2 2g (6) E (7) E1 E2 En ∆E (8) ∆E1 ∆En If (9) If1 If2 Ifn If Io − If ∆X (12) ∆X1 ∆Xn X (13) X1 Xn (10) If1 Ifn (11) - (α V2 2g)1 (α V2 2g)2 (α V2 2g)n (Io − If )1 (Io − If )n onde: Col 1 . n = coeficiente de rugosidade de Manning. em m3/s. em m2. adimensional . L = largura da descida. Para descidas d'água de seção circular a profundidade normal pode ser determinada também pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade.

72.Variação da energia específica.Potência a 4/3 do raio hidráulico. em m/m. Pode-se também traçar a curva de profundidade do líquido.Carga da velocidade.Distância entre duas seções consecutivas de profundidade Yn. Col 9 .Diferença entre a declividade do fundo (Io). e a declividade média da linha de energia. pela área molhada (A) da coluna 2. obtida dividindo a vazão (Q). em m. em m. Col 4 . MT/DNIT/DPP/IPR . mas maior que Yn e tendendo para este valor. este valor é obtido acumulando-se os valores da coluna 12. Desta forma. as declividades são sempre altas. em m. Convém observar que. em m. obtida pela média dos valores da coluna 9 da mesma linha e da linha anterior. da coluna 8. em m/s.Média aritmética da declividade da linha de energia. calculada pela equação 3. Posteriormente o fluxo estará a uma profundidade menor que Yc. Col 10 . obtida somando-se a carga de velocidade (coluna 6) à profundidade do fluxo (coluna 1). Col 11 . pelo valor da coluna 11. obtida pela diferença entre o valor da coluna 7 da mesma linha e da linha anterior.Velocidade média. Col 7 . no caso das descidas d'água. em m/m. Isso significa que a seção de controle está na entrada e conseqüentemente a água entrará na descida na profundidade crítica.13 ou pela divisão do valor de ∆E. a velocidade em cada seção. com o valor de n e os valores calculados nas colunas 4 e 5. Col 12 .Raio hidráulico. isto é. Col 13 .Energia específica em m. Col 8 . em m/m.Declividade da linha de energia calculada pela equação 3.14. que terá o aspecto mostrado na Fig. 73.Distância de cada seção estudada à origem. Col 5 . é calculado o perfil hidráulico do fluxo na descida d'água e. Col 6 . e Yn-1. conseqüentemente.Manual de Drenagem de Rodovias 189 Col 3 . em m. a profundidade crítica Yc é maior que a profundidade normal Yn. O aspecto do fluxo é como indicado na Fig.

2 0.0 8.Seção curta de uma descida de comprimento ∆x 190 Figura 72 .4 0.Curvas de profundidade e velocidade do líquido Descida D´Água para Talude x:y 24.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 71 .0 2.0 16.0 Altura do Fluxo em c m 3.8 0.0 1.0 10.5 0.0 20.0 12.0 MT/DNIT/DPP/IPR .1 0 10 20 30 40 Distância à Seção Crítica em Metros Altura D´Água Velocidade Velocidade em m/s 4.0 6.0 0.

O rebaixamento da borda deve ser controlado com rigor. como esquematicamente se mostra na Fig.2 ELEMENTOS DE PROJETO As saídas d`água devem ter uma seção tal que permita uma rápida captação das águas que escoam pela borda da plataforma conduzindo-as às descidas d'água. 74 e 75 . MT/DNIT/DPP/IPR . Localizam-se na borda da plataforma. 74. nos pontos baixos das curvas verticais côncavas. dispositivos de transição entre as sarjetas de aterro e as descidas d'água. 3.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 73 . é um método eficiente de captação.7. conforme mostrado nas Fig.Perfil do fluxo em descida d’água 191 3.7. São. nos pontos onde é atingido o comprimento crítico da sarjeta. algumas vezes. as saídas d'água devem ser projetadas obedecendo aos seguintes critérios: a) Greide em rampa Neste caso. junto aos acostamentos ou em alargamentos próprios para sua execução. e considerado nas notas de serviço de pavimentação.1 SAÍDAS D`ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As saídas d'água. junto às pontes. nos pontos de passagem de corte para aterro. são dispositivos destinados a conduzir as águas coletadas pelas sarjetas de aterro lançandoas nas descidas d'agua. Considerando sua localização.7 3. nos meios rodoviários também denominados de entradas d'água. o fluxo d'água se realiza num único sentido. O rebaixamento gradativo da seção. portanto. pontilhões e viadutos e.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 74 .Saída d’água de greide em rampa 192 MT/DNIT/DPP/IPR .

como esquematicamente é mostrado na Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 193 b) Curva vertical côncava (ponto baixo) Neste caso o fluxo d'água se dá nos dois sentidos. Figura 75 . 75.Saída d’água de curva vertical côncava MT/DNIT/DPP/IPR . convergindo para um ponto baixo.

correspondente à abertura da sarjeta. ou seja. B (Fig. 74 e 75 ).Manual de Drenagem de Rodovias 194 Para maiores detalhes sobre a seção das saídas d'água. toda a água proveniente das sarjetas até as respectivas descidas d'água. A determinação dos demais elementos constituintes da saída d'água pode ser feita como se segue. através de chumbadores. tomado igual a 0. O valor de L (Figs. As saídas d'água de concreto são executadas no local conjuntamente com as descidas d'água. sem turbulências. K = coeficiente. é dado pela fórmula: L= Q K × Y × g× Y onde: L = comprimento da abertura na sarjeta ou largura da saída d'água. X. O raio da curva da concordância entre a saída d'água e a descida d'água deve ser igual a altura H da descida. Para maiores esclarecimentos deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 .5 vezes a largura da descida d'água. de modo a interceptar todo o seu fluxo (m). largura da saída. devem ser consultados os projetos tipo do DNIT. conhecidas "a priori" a largura B e a altura H da descida d'água: – – O espaçamento entre o alinhamento da sarjeta e o início da descida. MT/DNIT/DPP/IPR .3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da saída d'água consiste em determinar a largura da entrada de forma a conduzir. As chapas metálicas são moldadas no canteiro de obra e fixadas no local. deve ser igual a 2. função da declividade. Q = descarga afluente pela sarjeta (m3/s).20 para declividades da sarjeta entre 2% e 5% (adimensional). Quanto ao revestimento.7. 74 e 75 ). y = altura do fluxo na sarjeta (m). g = aceleração da gravidade (m/s2). 3. as saídas d'água podem ser de concreto com superfície lisa ou de chapas metálicas.

8. ou ainda quando a um mesmo local concorre mais de um bueiro. permitindo sua construção abaixo do terreno natural. quanto ao fechamento. conduzindo as águas para o bueiro de greide ou coletor longitudinal.8 3.Manual de Drenagem de Rodovias 195 – O valor mínimo recomendado para a largura da saída d'água é de 7 vezes a largura B da descida d'água. Coletar as águas provenientes das descidas d'água de cortes. quanto à sua função.8. que as levará para o deságüe apropriado. de sua declividade e direção. As caixas coletoras localizam-se: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte. podem ser com tampa ou abertas. quando se torna necessária a condução das águas desses dispositivos para fora do corte sem a utilização das sarjetas. No terreno natural. nos casos em que as águas ao atingir o terreno natural possam provocar erosões. ELEMENTOS DE PROJETO – – – 3. caixas de inspeção ou caixas de passagem e. inaplicável a boca convencional. Nos pontos de passagem de cortes para aterros. conduzindo-as ao dispositivo de deságüe seguro. Possibilitar mudanças de dimensão de bueiros. junto ao pé do aterro.2 As caixas coletoras. Coletar as águas provenientes de áreas situadas a montante de bueiros de transposição de talvegues. portanto. Permitir a inspeção dos condutos que por elas passam. sendo. podem ser: caixas coletoras. com o objetivo de verificação de sua funcionalidade e eficiência. Nas extremidades das descidas d'água de corte. 3. quando se deseja construir um bueiro de transposição de talvegues abaixo da cota do terreno. coletando as águas das sarjetas de modo a conduzi-las para o bueiro. – – – MT/DNIT/DPP/IPR .1 CAIXAS COLETORAS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As caixas coletoras têm como objetivos principais: – – Coletar as águas provenientes das sarjetas e que se destinam aos bueiros de greide.

transferindo-as para bueiros. As caixas com tampa removível são indicadas quando têm a finalidade de inspeção e de passagem. Nos lugares para os quais concorra mais de um bueiro. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 196 – – Nos canteiros centrais das rodovias com pista dupla.226 Q C H onde: A = Área útil da caixa. A seção tipo das caixas coletoras deverá obedecer aos projetos tipos do DNIT onde são indicadas as dimensões e detalhes das tampas. em forma de grelha. declividade. pode-se determinar a área transversal útil das caixas pela fórmula dos orifícios: A = 0. direção ou cotas de instalação de um bueiro. As caixas de passagem localizam-se: – – Onde houver necessidade de mudanças de dimensão. Para a execução das caixas deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 026/2004 . são indicadas quando tem a finalidade coletora. sendo localizadas em pontos que possam afetar a segurança do tráfego ou se destinem a coletar águas contendo sólidos em volume apreciável e que possam obstruir os bueiros ou coletores. em m2. Em qualquer lugar onde se torne necessário captar as águas superficiais. 3. As caixas abertas são indicadas quando têm finalidade coletora e localizam-se em pontos que não comprometam a segurança do tráfego.8. As caixas com tampa. As caixas de inspeção localizam-se: – – Nos locais destinados a vistoriar os condutos construídos tendo em vista verificar sua eficiência hidráulica e seu estado de conservação. Nos trechos com drenos profundos com o objetivo de vistoriar seu funcionamento.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Embora as dimensões das caixas coletoras sejam fixadas pelas dimensões dos dispositivos para os quais estão indicadas como coletora de passagem ou inspeção.

9. Boca. Nos pontos de passagem de corte-aterro. 3.9 3. quando não for possível o aumento da capacidade da sarjeta ou a utilização de abertura de janela no corte a jusante. evitando-se que as águas provenientes das sarjetas de corte deságuem no terreno natural com possibilidade de erodi-lo. Nas rodovias de pista dupla. Corpo.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos constituintes de um bueiro de greide são.Manual de Drenagem de Rodovias 197 Q = Vazão a captar.1 BUEIROS DE GREIDE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros de greide são dispositivos destinados a conduzir para locais de deságue seguro as águas captadas pelas caixas coletoras (Figs. H = Altura do fluxo. em seção de corte for possível o lançamento da água coletada através de janela de corte. projeta-se um bueiro de greide longitudinalmente à pista até o ponto de passagem de corte-aterro. Nos pés das descidas d'água dos cortes. em m. Localizam-se nos seguintes pontos: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte em seção mista ou quando. 76 e 77 ). em m3/s. – – – Caixas coletoras. C = Coeficiente de vazão. com alturas de recobrimento atendendo à resistência de compressão estabelecida para as diversas classes de tubo pela NBR-9794 da ABNT. Nas seções em corte . captadas através de caixas coletoras. 3. recebendo as águas das valetas de proteção de corte e/ou valetas de banquetas. conduzindo ao deságue as águas coletadas dos dispositivos de drenagem do canteiro central. – – – Os bueiros de greide podem ser implantados transversal ou longitudinalmente ao eixo da rodovia. MT/DNIT/DPP/IPR . a ser tomado igual a 0. A profundidade das caixas será determinada pelas cotas de instalação dos condutos que delas partem ou chegam.9.60.

função do vulto econômico da obra. a cota máxima do nível d'água a montante. aplicando-se o método de cálculo de descarga mais conveniente.80m. função da altura da caixa coletora e policiando-se sempre a velocidade do fluxo a jusante. A boca será construída à jusante. O bueiro de greide deve ser. sendo neste caso necessário construir uma descida d'água geralmente dotada de bacia de amortecimento. ao nível do terreno ou no talude de aterro.Manual de Drenagem de Rodovias 198 As caixas coletoras poderão ser construídas de um lado da pista. Para a execução de bueiros de concreto devem ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 023/2004. são geralmente dotadas de tampa em forma de grelha. Figura 76 . Tendo em vista maior facilidade de limpeza. o diâmetro mínimo a adotar para o bueiro de greide é de 0. As caixas coletoras que atendem aos bueiros de greide. dos dois lados da pista e ainda no canteiro central.9. . dimensionado sem carga hidráulica a montante. sempre que possível. fixando-se o tempo de recorrência.Esquema completo de um bueiro de greide em aterro – – MT/DNIT/DPP/IPR . 3. com muito rigor. embora em ocasiões especiais possa ser dimensionado com carga hidráulica a montante. O corpo do bueiro de greide é constituído em geral de tubos de concreto armado ou metálicos. obedecendo às mesmas considerações formuladas para os bueiros de transposição de talvegues. por estarem posicionadas próximo às pistas.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros de greide devem ser obedecidas as seguintes recomendações: – A descarga de projeto deverá ser obtida pela soma das descargas das obras de drenagem superficial afluentes às caixas coletoras ou pelo levantamento da bacia de contribuição ao bueiro de greide. observando-se sempre.

reduzindo consequentemente sua velocidade. quer no deságue para o terreno natural. Quanto à construção. Elementos de projeto O projeto das bacias de amortecimento deve seguir os projetos tipos do DNIT. MT/DNIT/DPP/IPR . Dimensionamento hidráulico O dimensionamento hidráulico será função da velocidade de escoamento d`água a montante e da altura do fluxo afluente.nos pontos de passagem de corte-aterro. a diminuir a velocidade da água quando esta passa de um dispositivo de drenagem superficial qualquer para o terreno natural. devem ser seguidas as especificações de serviço DNIT 022/2006 .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 77 .10 DISSIPADORES DE ENERGIA Dissipadores de energia. mediante a dissipação de energia. são obras de drenagem destinadas. Os dissipadores de energia classificam-se em dois grupos: – – 3.Esquema completo de um bueiro de greide em corte 199 3.10. são dispositivos destinados a dissipar energia do fluxo d´água. Na boca de jusante dos bueiros. quer no escoamento através do dispositivo de drenagem. ou dissipadores localizados. Na saída das sarjetas de corte. As bacias de amortecimento serão instaladas de um modo geral nos seguintes locais: – – – No pé das descidas d´água nos aterros. de modo a evitar o fenômeno da erosão. como o nome indica.1 Dissipadores localizados Dissipadores contínuos BACIAS DE AMORTECIMENTO Objetivo e características As bacias de amortecimento.

pois haverá apenas pequena turbulência superfície da água. Para o número de Froude até 1.78 ).7 y1 V1 F = 1.5 L y2 V2 F = 2.5 e 9.7.9. Para o número de Froude entre 1.Número de Froude F = 1 .7 e 2.1.0 F > 9. não há necessidade de preocupações.5 .7 . Figura 78 . calculada através de experiências do BPR.5 .0 Calcula-se o número de Froude pela expressão: F1 = V1 g × Y1 MT/DNIT/DPP/IPR . E a determinação deste ressalto hidráulico permitirá o dimensionamento do dispositivo (Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 200 Segundo experiências elaboradas pelo Bureau of Reclamation – USA.4. o ressalto hidráulico que ocorre na bacia de amortecimento é função da variação do numero de Froude.2.5 F = 4.0 o efeito amortecedor para o ressalto que se forma pode ser feito através de uma bacia de amortecimento horizontal lisa de concreto.5 e entre 4.

calcula-se o valor de Y2 pela equação acima. e. Figura 79 . em m/s2. g = aceleração da gravidade. em m. por conseguinte o comprimento da bacia de amortecimento. em m. após do ressalto. é: Y2 1 = Y1 2 onde : Y2 = Altura do fluxo na saída. A equação que determina a altura do fluxo na saída da bacia de amortecimento. pode ser determinada pelo gráfico da Fig. Y1 = altura do fluxo afluente à bacia. V1 = velocidade do fluxo afluente à bacia. 78.Curva para levantamento do comprimento do ressalto MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 201 onde : F1 = Número de Froude. Y1 e F1 = como descrito acima. em m/s . baseado em experiências de laboratório do BPR. ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ 2 1 + 8F 1 ⎟ − 1 ⎟ ⎠ ⎞ Calculado o número de Froude e determinada a altura do fluxo afluente (ver item 2. A longitude do ressalto.7 Descidas d´Água).

onde: Y2 = altura do fluxo na saída. Nesse caso. em m.Manual de Drenagem de Rodovias 202 Entrando-se no gráfico com o valor do número de Froude determina-se o valor de L Y2 . L = comprimento do ressalto. para F1 = 5.5 ⎜ 120 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ ` Y2 = 0.10 − 1 ⎟ × Y2 .5 a 11 ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜100 − 1 ⎟ × Y2 . que são deflectores que produzem o efeito estabilizador no ressalto.85 × Y 2 .7 a 5. cunhas e dentes. podem ser usadas as seguintes fórmulas: F1 = V1 gY1 Y ⎛ 2⎞ Y 2 = 1 ⎜ 1 + 8F1 ⎟ − 1 ⎜ ⎟ 2 ⎝ ⎠ ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜1.10 − ⎜ ⎝ ⎛ F1 ⎞ ⎟× Y 120 ⎟ 2 ⎠ Y` Z= 2 3 Para o número de Froude até 17. em m. devem ser usadas bacias de amortecimento com guarnições. A altura da parede da bacia de amortecimento pode ser determinada através da expressão: ` H = Y2 + Z onde: H = Altura da parede. em m. para F1 = 1. para F1 = 11 a 17 ⎜ 800 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR . ` Y2 = ⎜1.

e na saída de outros dispositivos cuja velocidade da água não comprometa seriamente o terreno natural.5 × Y2 F1 × 0.Esquema de um dissipador de energia É recomendável a utilização de dissipador tipo "rip-rap" na saída das bacias de amortecimento.Manual de Drenagem de Rodovias ` H = Z + Y2 203 L= 4. 80. as quais devem possuir formas irregulares e seus diâmetros MT/DNIT/DPP/IPR . Os demais valores e melhores esclarecimentos podem ser identificados na Fig. 80. A extensão do “rip-rap”. deve ser adequada para a velocidade e volume d’água que sai do dissipador e as condições do leito a jusante. g.38 Y` Z= 2 3 C = 0. ver Fig. Figura 80 . H e L. Deve ser construído com as pedras dispostas em desordem. justificando neste caso o projeto completo de uma bacia de amortecimento. foram definidos anteriormente. V1. Y1.07Y2 onde: F1. Y2. C = Altura da soleira. saída de bueiros.

Para pedras com outro peso específico.Manual de Drenagem de Rodovias 204 resultam de um cálculo determinado pelas curvas da Fig.15 0.Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap” 7. w = peso específico da pedra de diâmetro Kw.5 3.20 Diâmetro Esférico Equivalente da Pedra. afim de que permaneçam estáveis.0 1.64g/cm3.5 7.60 0. 81 é para pedras com peso específico de 2. em metros.90 1. em Metros MT/DNIT/DPP/IPR .5 1.0 0.05 1. Entrando no gráfico com a velocidade de saída da água do dispositivo a montante e com a inclinação longitudinal do terreno de jusante. em g/cm3 Figura 81 .5 1:1 Para Pedra Pesada 2. 81.64k w −1 Onde: Kw = diâmetro da pedra a ser usada.5 6. K = diâmetro da pedra obtido do gráfico.0 12:1 4:1 3:1 2:1 11/2 :1 Velocidade (Vs) em Metros por Segundo 5.30 0.0 4.5 4. o diâmetro corrigido pode ser obtido pela expressão : Kw = 1. em cm.5 5. em cm.5 2.0 2.75 0.64 g/cm 3 0.0 6.45 0.0 3. determina-se o diâmetro esférico equivalente da pedra. O diâmetro da pedra (K) obtido na Fig.

8261).50m 0. de acabamento áspero obtido com o assentamento em disposição irregular de pedras de dimensões aproximadas de 7.075m 0. de modo a evitar o fenômeno da erosão em locais que possa comprometer a estabilidade do corpo estradal.11.2 DISSIPADORES CONTÍNUOS 205 Objetivo e características O dissipador contínuo tem como objetivo.1 ESCALONAMENTO DE TALUDES OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O escalonamento de taludes tem como objetivo evitar que as águas precipitadas sobre a plataforma e sobre os taludes.50m de largura com espessura de 0. Para o projeto do dissipador contínuo tipo degraus .075 0. uma velocidade acima dos limites de erosão dos materiais que os compõe. devem ser seguidos os projetos tipos do DNIT.11 3. 82).10 m.através do escoamento superficial. MT/DNIT/DPP/IPR .0 3.10m CONCRETO DE Fck ≥ 15 Mpa 9. diminuir a velocidade da água continuamente ao longo de seu percurso. e ao longo do aterro. mediante a dissipação de energia.5cm (ver Fig.35m BRITA 0.075 0. Elementos de projeto O dissipador contínuo utilizado ao longo do aterro deve ser construído com uma camada de concreto de aproximadamente 0. de forma que a água precipitada sobre a plataforma seja conduzida pelo talude.10. de forma contínua.Manual de Drenagem de Rodovias 3. não o afetando (Fig. atinjam. portanto.Dissipador contínuo ao longo de aterro 0. Localizam-se em geral nas descidas d´água. Figura 82 . na forma de degraus . sem criar preferências e. Quanto à construção devem ser seguidas as Especificações de serviço DNIT 022/2004 .

de modo que a velocidade de escoamento seja inferior à de erosão do talude. Para efeito do desenvolvimento dos cálculos podem-se considerar as Figs.11. 3. o coeficiente de rugosidade de Strickler.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento da altura máxima entre banquetas.11. há a necessidade de considerar nos cálculos a contribuição da plataforma.Manual de Drenagem de Rodovias 206 As banquetas neste caso são providas de dispositivos de captação das águas. os procedimentos para os cálculos do primeiro escalonamento de aterro são semelhantes ao cálculo para os demais escalonamentos em aterro e em corte. 3. que conduzirão as águas ao deságue seguro. a declividade transversal e longitudinal da plataforma e a velocidade admissível de erosão do talude. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. 83 e 84 . deve-se observar dois casos: a) Se a rodovia não é provida de sarjeta de aterro. Figura 83 .Bacia de contribuição da plataforma MT/DNIT/DPP/IPR . O dimensionamento consiste em calcular a altura máxima entre a borda do acostamento e a primeira banqueta. b) Se houver sarjeta de aterro. os coeficientes de escoamento do talude e da plataforma. o parâmetro definidor da declividade do talude.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos de projeto necessários ao cálculo do escalonamento são: a intensidade de precipitação. Cálculo do primeiro escalonamento de aterro Para o primeiro escalonamento. sarjetas de banqueta. a largura da plataforma. para o primeiro escalonamento de aterro. contribuem as águas que se precipitam sobre a plataforma e sobre o talude de aterro.

K = coeficiente de rugosidade de Strickler. q = descarga da plataforma no ponto P. m3/s. I = declividade da reta de maior aclive. C2 = coeficiente de escoamento do talude. β = declividade transversal da plataforma. m3/s. m2. m3/s. a = parâmetro definidor da declividade do talude. Q = descarga total no ponto B. b = projeção horizontal do talude. MT/DNIT/DPP/IPR . C1 = coeficiente de escoamento da plataforma. m/m (média pista + acostamento) . i = intensidade de precipitação.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 84 . qp= descarga do talude no ponto B. mm/min. m/m. igual ao inverso do coeficiente de Manning. H = altura máxima do primeiro escalonamento. α = declividade longitudinal da rodovia.Parâmetros no escalonamento do talude 207 Onde: L = largura da plataforma que contribui para o escoamento no talude. A = área de contribuição.

qB. Q .Manual de Drenagem de Rodovias 208 D = projeção horizontal da reta de maior aclive.16) β × 6 × 104 – Cálculo da descarga em B devido a contribuição do talude. (Fig.3 : tem-se: D= β L × I (equação 3. C ×i× A qp = 1 6 × 104 Como A = D x 1.17) Por outro lado. onde: C × i × H× a qB = 2 6 × 104 – Cálculo da descarga total em B. a velocidade em B.15) A= β L × I ou. 84 . ou A = H x a. 84 ) Pelo método racional C ×i× A qB = 2 6 × 104 onde. QB = qp + qB (equação 3. V = K × R2/3 × i1/2 o Pela equação da continuidade.4. A = b x 1. pela fórmula de Strickler. 84 ). por semelhança de triângulos. qp = β × 6 × 104 C1 × i × L × I ou de acordo com a equação I = α 2 + β 2 C ×i×L α 2 × β 2 qp = 1 (equação 3. Pela Fig. (Fiq.15) – Cálculo da descarga em P (qp) Aplicando o método racional. ou de acordo com a equação (3. Fig. MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se: H/1 = b/a e considerando a faixa unitária de contribuição. 83 . Tendo em vista as equações apresentadas no item 3.

(parâmetro definidor da declividade do talude). de acordo com a tabela 31 do Apêndice B. Para a determinação da altura máxima de aterro ou corte. 85 64. MT/DNIT/DPP/IPR . pois a espessura do fluxo é pequena em relação a largura.17) 2 2 C × i × H× a V 5/2 × a3/4 C1 × i × L × α + β = + 2 β × 6 ×104 6 × 104 K 3/2 Explicitando o valor de H: H= 2.5 onde. igual portanto ao raio hidráulico. de modo que a velocidade da água precipitada chegue a seu pé com valor abaixo do limite de erosão.Manual de Drenagem de Rodovias 209 QB = A x V. têm-se: ⎛Q ⎞ V = K×⎜ B ⎟ ⎜ V ⎟ ⎠ ⎝ 2/3 ⎛ 1⎞ ×⎜ ⎟ ⎜a⎟ ⎝ ⎠ 1/2 QB = V 5/2 × a3/4 (equação 3. io = 1/a.5 C ×L × α 2 + β 2 Va × 6 × 104 − 1 C2 × a × β C2 × i × a0. onde A = 1 x R. sem necessidade de escalonamento.velocidade admissível de erosão do material do talude. pode-se considerar a Fig. V = Va . Cálculo dos demais escalonamentos em aterro e corte.25 × K1.18) K 3/2 – Cálculo da altura do 1° escalonamento em aterro. Fazendo as substituições na equação (3.

pela fórmula de Strickler.20).Manual de Drenagem de Rodovias Figura 85 . por metro de largura.19) e (3.Escalonamento de aterro: altura máxima 210 H 1 a ac C – Cálculo da descarga em C (qC) Aplicando o método racional. a vazão qC. C2 × i × H× a 6 ×104 = V5/2 × a3/4 K3/2 MT/DNIT/DPP/IPR . qc = V5/2 × a3/4 (equação 3.20) K3/2 Igualando as equações (3.19) A velocidade em C. será: qc = C2 × i × A 6 × 104 Como: A = H× a × L qc = C2 × i× H × a 6 × 10 4 (equação 3. R = A e io = 1 a Tem-se: q 2/3 11/2 V =K× c × v a ou seja. V = K × R 2/3 × i1/2 o Considerando que qc = A × V .

5 Va × 6 × 104 C2 × i × a0.5 Esta fórmula nada mais é do que a fórmula do item anterior sem o subtraendo do 2º membro. sem a parcela correspondente à vazão proveniente da plataforma da rodovia. 86 ).Corta-Rio curso d´água natural IA R ODOV corta . – – – Evitar que um curso d'água existente interfira com a diretriz da rodovia. resulta: H= 2. que será máximo quando a velocidade V for a admissível (Va). obrigando a construção de sucessivas obras de transposição de talvegues.1 CORTA-RIOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os corta-rios são canais de desvio abertos com a finalidade de: (Fig.12 3.25 × K1. coloquem em risco a estabilidade dos aterros. Figura 86 .rio MT/DNIT/DPP/IPR . Melhorar a diretriz da rodovia.Manual de Drenagem de Rodovias 211 e explicitando o valor de H. Afastar as águas que ao serpentear em torno da diretriz da estrada. isto é.12. 3.

Manual de Drenagem de Rodovias 3. MT/DNIT/DPP/IPR . projeto vertical. e a construção das obras necessárias para substituí-lo. No projeto do corta-rio deverá sempre haver um comparativo econômico entre a construção deste. quando for o caso. A = Área molhada. 3. constando de plantas amarradas ao projeto da rodovia e em escala conveniente. V = Velocidade de escoamento. projeto horizontal.12. em m3/s. em m/s. R = Raio hidráulico. em m2. em m/s. com a mesma referência seções transversais típicas com indicação dos taludes laterais de acordo com a natureza do solo e detalhando. constando do perfil longitudinal altimétrica do projeto da rodovia. em m/m.2 ELEMENTOS DE PROJETO 212 O projeto de corta-rio deverá constar de: – – – – – levantamento topográfico da área. I = Declividade do canal. em m.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico dos corta-rios pode ser feito pela fórmula de Manning associada à equação da continuidade: Fórmula de Manning 1 V = × R2/3 × I1/2 n onde: V = Velocidade de escoamento. n = Coeficiente de rugosidade (adimensional) Equação da continuidade Q=A×V onde: Q = Vazão admissível. o revestimento adotado.12. memória de cálculo.

em m/s2. em m2.tendo em vista o tipo de revestimento escolhido. Pode-se verificar o regime do fluxo no canal através do número de Froude: F= V gD – – – – – – – Onde: V = Velocidade média do fluxo. em m/s.00: Movimento subcrítico MT/DNIT/DPP/IPR . A comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura (h). Se: F > 1. Determina-se pelo projeto vertical a declividade do corta-rio. determinando-se a altura no dimensionamento. F < 1.00: Movimento supercrítico. D= T A Sendo: A = Área da seção transversal do canal. F = 1. g = Aceleração da gravidade. T = Largura da superfície livre do canal em m.Manual de Drenagem de Rodovias 213 A sequência de cálculo para o dimensionamento do corta-rio é: – Determina-se a descarga de projeto do curso d'água afluente para um tempo de recorrência compatível com o custo econômico da obra através de um método de cálcuIo apropriado. Através de tentativas atribuem-se valores para a altura (h). calculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção. Fixa-se a velocidade máxima admissível. Fixa-se o tipo de seção a ser adotada e uma de suas dimensões.00: Movimento crítico. Aplicando-se a fórmula de Manning e a equação da continuidade determina-se a velocidade e a vazão admissível no canal. A comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto. e conseqüentemente o coeficiente de rugosidade n (tabelas 27 e 28 do Apêndice B) . geralmente a largura.

nas proximidades da obra.00m. do posicionamento e características dos elementos drenantes. O nível d'água no maciço e a vazão d'água a ser percolada através do sistema de drenagem são elementos vitais para o projeto da drenagem. as condições geométricas e de estabilidade durante a construção determinam o tipo e posicionamento da drenagem. O sistema de drenagem serve ainda para captar possíveis infiltrações devidas a rupturas em canalizações de serviços públicos. devido a dificuldades executivas ou falta de materiais drenantes. pois a consideração do empuxo pleno leva a projetos mais robustos. de modo a diminuir o empuxo total sobre ela .00m de altura. 3. pois os esforços transmitidos à obra dependem. a ausência de drenagem passa a ser perigosa caso o efeito da água não seja considerado.Manual de Drenagem de Rodovias 214 – f = 0.2d Determina-se a borda livre do canal. em grau elevado. pode ser mais econômico omitir-se a drenagem e projetar-se o muro considerando o empuxo hidrostático adicional. Por sua vez.13. 3. Em alguns casos.13 3. distância vertical do topo do canal à superfície da água na condição de projeto.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico do sistema de drenagem está intimamente associado ao projeto do muro. O posicionamento dos elementos drenantes é crucial para o desempenho e o cálculo dos esforços atuantes na obra. a drenagem é geralmente feita ao longo da face vertical do muro. Para alturas maiores que 2. ou antieconômica. Para muros de arrimo com menos de 2.13. em cm. O efeito da água em contato com a estrutura é apreciável. chegando a dobrar o empuxo calculado para o solo sem água .1 DRENAGEM DE ALÍVIO DE MUROS DE ARRIMO OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS A drenagem interna de estruturas de arrimo tem por objetivo aliviar as pressões hidrostáticas e hidrodinâmicas do lençol d'água porventura existente no maciço a ser arrimado. com maior consumo de materiais. pela fórmula: Sendo: d = Altura do canal. causa comum de colapso de obras de arrimo em áreas urbanas. MT/DNIT/DPP/IPR .

as pressões devidas à água. detalhados no Boletim 04 da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental . A não obediência àobservância dessa regra é fator de muitos insucessos. ou. O sistema de drenagem deve obedecer às regras usuais de materiais filtrantes. MT/DNIT/DPP/IPR . Deve-se dar preferência ao uso de materiais granulares de comprovada permeabilidade e com granulometria adequada.Como material drenante também podem ser utilizados tubos dreno plásticos. terminando em colapso de estradas ou do terreno a montante. é essencial que se conheça a permeabilidade do maciço a drenar. geralmente maior que a obtida por cálculo. outras disposições no sistema de drenagem poderão ser adotadas. é causa de muitos insucessos em obras de arrimo. são freqüentes. como mostrado nas Figs.Manual de Drenagem de Rodovias 215 Com drenagem inclinada. A espessura mínima do dreno pode ser calculada.ABGE (1996). sem obedecer a critérios de filtro ou sem capacidade para escoar a vazão real do solo. mas na maioria das vezes. Como regra geral. a permeabilidade do material de drenagem deve ser pelo menos 100 (cem) vezes maior que a permeabilidade do solo a ser drenado. imporão a espessura mínima a ser executada. A falta de drenagem. Para o cálculo da vazão que o sistema de drenagem deverá comportar. Sérias erosões internas. Essa permeabilidade pode ser obtida por meio de ensaios de infiltração "in-situ". 87a e 87c pode-se ignorar as pressões da água no contato com a parede e no plano de ruptura. a execução de drenagem inadequada. 87b e 87d. por razões práticas de ordem construtiva. Onde as condições geométricas e de estabilidade durante a construção não o permitam. de modo a não haver carregamento de finos do interior da massa de solo. Nestes casos. especialmente no caso de cortinas ancoradas em solos com predominância siltosa. deverão ser consideradas no cálculo de estabilidade. como indicado nas Figs. calculadas com auxílio de uma rede de fluxo.

Esquemas de drenos em muros de arrimo 216 porosos MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 87 .

Materiais comumente utilizados são as mantas geotêxteis. revestidos por envelope apropriado. deve-se levar em conta a contribuição que o dreno recebe por metro linear. O dimensionamento do geotêxtil tem que ser criterioso. As camadas drenantes podem ser substituídas por tubos-dreno de plástico perfurados. apresentando métodos executivos e fornecendo os elementos necessários a uma boa execução dos serviços. A substituição de camadas de materiais granulares filtrantes por materiais sintéticos (geotêxteis) é possível.14 ELEMENTOS GEOMÉTRICOS PARA SEÇÕES CIRCULARES DE CANAIS do = diâmetro y = profundidade do fluxo A = área molhada P = perímetro molhado R = raio hidráulico T = largura do topo D = profundidade hidráulica A = A D = fator de seção para cálculo do fluxo crítico MT/DNIT/DPP/IPR . e no proposto no Anexo deste Manual. areias grossas. devendo ser o seu uso objeto de uma análise técnico-econômica em função de suas facilidades de instalação e características de desempenho em confronto com eventuais dificuldades de instalação e não disponibilidade dos materiais granulares filtrantes. o comprimento do muro e a capacidade de vazão do dreno atestada pelo fabricante. a declividade do tubo. entre outros. pedriscos. nas recomendações dos fabricantes. misturas de solo. O envelope deve seguir os critérios de proteção contra a erosão do solo e deve ser escolhido em função do tipo de solo ou aterro através das curvas granulométricas. 3. lavados e peneirados e pedras britadas. seixos rolados. de forma a tentar atingir o melhor desempenho. de acordo com o métodos constantes na literatura.Manual de Drenagem de Rodovias 217 Um projeto de obra de contenção deve necessariamente enfatizar os detalhes de drenagem. Para cálculo do diâmetro do tubo.

0040 0.9656 0.05 0.2061 0.0217 0.0242 0.5908 1.3538 0.3412 0.0701 1.8500 0.5724 0.2220 0.0301 0.2451 1.6094 0.1039 0.0004 0.1709 0.0220 0.5426 0.3262 0.49 0.0470 0.0005 0.3172 0.0197 0.24 0.9950 0.1682 0.0294 0.9075 0.0239 1.0134 0.0409 0.3428 0.3490 1.0087 0.5708 1.0451 0.0010 0.0238 0.48 0.8763 0.6435 0.0022 0.1848 0.0326 0.0037 0.0268 0.0921 0.3328 0.0813 0.8285 0.1622 0.0650 0.2004 0.Manual de Drenagem de Rodovias 218 Tabela 38 .0113 0.29 0.0015 0.9474 0.4706 1.10 0.2531 0.9521 0.3082 0.9539 0.9928 0.0066 0.1711 0.0359 0.1558 0.0333 0.1449 0.0173 0.0955 0.0697 0.0262 0.0736 0.2181 0.2568 0.20 0.2822 0.1365 0.1042 0.1603 0.15 0.9020 0.3446 0.1528 0.1245 0.51 0.37 0.2994 0.4127 MT/DNIT/DPP/IPR .0690 0.0095 0.0820 0.1662 0.03 0.0378 0.0695 0.23 0.3627 0.1152 1.2500 0.1298 0.3730 0.25 0.1199 0.7075 0. 5 0.31 0.9998 0.0571 0.26 0.0885 0.0754 0.2275 0.0751 0.9992 D do 0.5103 0.9968 0.4028 0.1593 1.0418 0.9404 0.28 0.9755 0.0069 0.0017 0.0247 0.2142 0.6000 0.0497 0.2239 1.1401 0.2162 0.0001 0.0179 0.11 0.7954 0.2098 0.1398 0.2434 0.1373 1.0039 0.2404 0.2450 0.1800 0.8542 0.4303 1.1106 0.52 A d 2 o P do 0.9992 0.8000 0.17 0.2294 0.0273 0.8980 0.1152 0.6499 0.46 0.0986 0.19 0.45 0.2546 0.2661 1.0646 0.0369 0.1381 0.07 0.1844 0.1206 0.0682 0.6726 0.1034 0.0752 0.1147 0.4907 1.9600 0.7141 0.2011 0.27 0.1472 0.1416 0.0964 0.0472 1.0066 0.0513 0.4750 0.0053 0.5508 1.7377 0.1281 0.0129 0.1020 0.0336 0.0152 0.0503 0.1546 0.0000 0.0147 0.1801 0.41 0.9982 0.4510 0.9330 0.3919 0.1348 0.35 0.9273 0.3727 0.1364 0.13 0.0811 0.18 0.4027 0.38 0.0600 0.2650 AR 3 do 3 0.2736 0.1324 0.1100 0.14 0.0464 0.7670 0.2800 0.9165 0.1453 0.2102 0.5108 1.2003 0.8879 0.1172 0.39 0.8230 0.0270 0.2074 0.1107 0.0549 0.0009 0.1505 0.44 0.0027 0.06 0.1452 0.0909 0.2366 0.6761 0.50 0.3898 1.9998 1.8417 0.2257 0.1178 0.1097 0.9871 0.0822 0.2366 0.0202 0.0739 0.0474 0.1982 0.3229 0.0052 0.3694 1.2242 0.0079 0.0406 0.0892 0.08 0.2838 0.4359 0.0460 0.2084 0.0132 0.36 0.2908 0.0961 0.2167 0.1890 0.1623 0.2400 0.0107 0.2186 0.0069 0.0536 0.3927 0.1935 0.1926 0.2331 0.1050 0.1310 0.0597 0.4505 1.0003 1.7332 0.3132 0.5735 0.0805 0.0929 0.3828 0.12 0.8773 0.6108 R do 0.3078 1.1664 8 0.4130 Z do 2 .42 0.1252 0.21 0.0002 0.0031 0.1466 0.0776 0.1241 0.2934 0.0668 0.9798 0.47 0.1566 0.43 0.4949 0.0350 0.4027 0.2486 0.1761 0.04 0.3827 0.3928 0.0394 0.3482 0.1118 0.22 0.0542 0.9837 0.0610 0.1927 0.1312 0.0192 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais 2 y do 0.3284 1.1614 0.0612 0.2553 0.5308 1.3032 0.0635 0.09 0.0534 0.02 0.2652 0.1774 0.2467 0.0065 0.1259 0.0339 0.1978 0.3352 0.7513 0.0105 0.0862 0.3527 0.2836 0.1196 0.2025 1.0131 0.0153 0.9708 0.9250 0.8146 0.8660 0.33 0.0871 0.1755 0.1891 0.0000 0.2459 0.2020 0.2242 0.1044 0.40 0.6258 0.0304 0.3634 0.1990 0.0013 0.1535 0.1610 0.34 0.2355 0.2260 0.9902 0.1696 0.0981 0.1810 1.0574 0.2642 0.0928 1.4101 1.6940 0.2561 T do 0.5355 0.16 0.01 0.1850 0.0864 0.7684 0.32 0.30 0.1516 0.0427 0.2739 0.9764 1.2870 1.0196 0.7846 0.

2860 0.3307 0.6742 0.6726 0.1176 2.94 0.8755 1.1800 1.5308 0.6061 2.3032 0.2753 0.2146 0.7612 0.7380 0.8879 0.9606 0.4964 0.9770 2.3345 0.4670 0.6906 2.5554 ∞ AR 3 do 3 0.4526 0.7934 2.3017 0.2407 0.9075 0.6707 0.4902 0.6918 0.2794 0.73 0.6573 0.9755 0.9292 0.7528 0.4750 0.6000 0.6467 2.7307 0.7115 0.4831 0.5804 0.86 0.6509 1.'3043 0.2840 0.8146 0.3830 0.0042 2.7841 0.9276 0.3044 0.2848 0.5687 0.8170 0.3117 8 2 0.2041 0.0944 2.3560 0.5270 0.5530 0.1933 0.8417 0.2728 0.8285 0.2408 1.0714 2.95 0.2649 0.9968 0.3263 0.7710 0.2665 0.5540 0.3110 1.1987 0.4066 0.6815 0.2395 2.2797 0.9330 0.3264 0.4786 0.87 0.3026 0.7722 1.3291 0.4655 2.4822 0.6489 0.3025 0.0264 2.3746 2.4359 0.67 0.5022 0.8000 0.2963 0.6893 0.3182 0.9708 0.83 0.7684 0.60 0.2950 0.2949 0.3248 0.2962 0.76 0.6969 0.6143 0.2944 0.2703 0.9964 1.69 0.7141 0.4426 0.9798 0.2839 0.9982 0.4918 1.57 0.2864 0.7518 1.5100 0.80 0.2620 0.9165 0.90 0.7513 0.2252 0.6096 0.9656 0.9177 1.4448 0.5850 0.7389 2.5964 0.6011 0.7332 0.8773 0.2702 0.8285 0.00 219 A d 2 o P do 1.2881 0.9400 ∞ Z do 2 .0000 D do 0.3082 0.7113 1.9902 0.7315 1.3008 0.6404 0.3932 1.9871 0.75 0.3050 1.53 0.3006 0.85 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 38 .6347 0.8016 0.2896 0.7785 0.2500 0.3919 0.9725 1.8965 1.6258 0.9600 0.2608 0.7445 0.65 0.6318 0.7186 0.78 0.71 0.2922 0.3353 0.6940 0.3186 2.3037 0.7043 0.5666 0.3042 0.3118 0.72 0.56 0.6177 0.7560 0.5212 0.0354 1.7104 0.6231 0.3340 0.0242 1.6499 0.81 0.3008 0.2880 0.70 0.1990 0.5872 0.5499 0.8578 2.2818 0.5144 0.1412 2.7098 0.2916 2.6130 1.5780 0.8917 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais (Continuação) y do 0.5681 2.3322 0.77 0.9823 2.2143 2.7916 3.2358 0.5594 0.2995 0.97 0.4558 0.6524 0.4038 2.2092 0.79 0.7749 0.93 0.6897 0.7662 0.9250 0.1264 1.66 0.2984 0.3945 0.7926 1. 5 0.82 0.4694 0.2460 0.5103 0.5398 0.2820 2.2935 0.9837 0.58 0.98 0.4566 0.2980 0.6655 0.2751 0.2653 0.2653 2.92 0.5248 0.6408 0.1772 0.8546 1.1752 1.2800 0.1416 R do 0.7504 0.3286 0.2996 0.2510 0.5948 0.5018 0.7816 0.5695 0.2591 0.74 0.4341 2.8586 0.8686 0.2917 0.5115 0.4188 0.9474 0.6250 0.5404 0.2748 0.0488 2.2969 0.3373 0.8980 0.3040 0.3041 0.9950 0.3710 0.9928 0.7934 0.7707 0.5724 0.4437 0.2302 0.7854 MT/DNIT/DPP/IPR .62 0.7254 0.1825 0.64 0.8970 0.7498 0.3017 0.2500 T do 0.9539 0.8338 1.3033 0.55 0.3051 0.3412 0.0888 1.9404 0.91 0.3045 0.4920 0.54 0.3484 0.3212 0.4981 2.7754 0.2199 0.3349 0.8660 0.2973 0.4340 0.6710 1.6572 0.6736 0.61 0.3158 0.6054 0.8542 0.63 0.59 0.2787 0.1715 0.3038 0.68 0.7296 0.89 0.4227 0.2930 0.1895 2.6308 1.7682 1.4234 0.2676 0.4327 0.4309 0.7320 0.4625 0.9412 3.8420 0.0784 1.96 0.2776 0.5426 0.3336 0.2735 0.3151 0.2830 0.99 1.3462 2.7846 0.4723 0.6911 1.84 0.2899 0.9391 1.5322 2.8132 1.88 0.1652 2.3324 0.1878 0.3350 0.3240 0.5392 0.9606 1.

0 2.10 – 0.40 – 0.5 a 5.15 – 0.60 0.04 0.30 0.5 a 1.40 0.65 0.Coeficientes de escoamento superficial Características da superfície Coeficiente de escoamento Revestimento de concreto de cimento portland Revestimento betuminoso Revestimento primário Solos sem revestimento com baixa permeabilidade Solos sem revestimento com permeabilidade moderada Taludes gramados Prados e campinas Áreas florestais Terrenos cultivados em zonas altas Terrenos cultivados em vales 0.30 Tabela 40 .80 – 0.Coeficientes de condutividade hidráulica (k) Tipo de material granulometria (cm) K (cm/s) Brita 5 Brita 4 Brita 3 Brita 2 Brita 1 Brita 0 Areia Grossa Areia Fina Silte Argila 7.5 2.0005 100 80 45 25 15 5 1 x 10-1 1 x 10-3 1 x 10-5 1 x 10-8 MT/DNIT/DPP/IPR .0 a 7.40 – 0.5 1.90 0.005 a 0.5 a 10.0 0.Manual de Drenagem de Rodovias 220 Tabela 39 .10 – 0.50 – 0.0 a 2.25 0.70 0.0005 a 0.40 0.10 – 0.005 menor que 0.0 a 2.0 0.2 a 0.5 0.70 – 0.95 0.0 5.10 – 0.

Manual de Drenagem de Rodovias 221 4 – DRENAGEM DO PAVIMENTO MT/DNIT/DPP/IPR .

.

com a finalidade de drenar as águas infiltradas para fora da pista de rolamento.Manual de Drenagem de Rodovias 4 DRENAGEM DO PAVIMENTO 223 O avanço da técnica da drenagem dos pavimentos tem sido grande nas últimas décadas e os técnicos vem reconhecendo cada vez mais a sua importância. à medida que se consiga melhorar as condições de vedação da superfície dos pavimentos.são drenos que tem a função de recolher as águas que se infiltram na camada de base. nas regiões onde anualmente se verifica uma altura pluviométrica maior do que 1. encaminhando-as para fora da plataforma. segundo pesquisa realizada. Camada drenante . se não forem adotadas dispositivo especial para drená-las. seja ele asfáltico ou de concreto de cimento. sendo usualmente utilizados nas situações em que o material da base dos acostamentos apresenta baixa permeabilidade. indicada sua localização nos pontos MT/DNIT/DPP/IPR . sendo. Os dispositivos usados são a base drenante e os drenos rasos longitudinais. aliviadas pelos drenos laterais e transversais que recebem as águas por ele transportadas. Drenos rasos longitudinais . não obstante sejam recomendados.são drenos que recebem as águas drenadas pela camada drenante. quando atingida sua capacidade de vazão. são de duas procedências: infiltrações diretas das precipitações pluviométricas e provenientes de lençóis d'água subterrâneos. Drenos transversais . 4. Essas infiltrações podem ocorrer para a situação de chuvas de duração de 1 (uma) hora e tempo de recorrência de 1 (um) ano. usualmente. Drenos laterais de base . de um modo geral.1 OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo dessa técnica é defender o pavimento das águas que possam danificá-lo. que atravessam os revestimentos numa taxa variando de 33 a 50 % nos pavimentos com revestimentos asfálticos e de 50 a 67 % nos pavimentos de concreto cimento. com granulometria apropriada colocada logo abaixo do revestimento. obtendo-se coeficientes de infiltrações inferiores.são os drenos posicionados transversalmente à pista de rolamento em toda a largura da plataforma. essa drenagem se faz necessária. De um modo geral. inclusive base e sub-base. podem causar sérios danos à estrutura do pavimento. Essas águas. os drenos transversais e os drenos laterais de base.é uma camada de material granular. conduzindo-as para fora da faixa estradal. no caso de índices pluviométricos inferiores aos citados. no Brasil. Essas águas.500 milímetros e nas estradas com um TMD de 500 veículos comerciais.

se infiltram no pavimento.Manual de Drenagem de Rodovias 224 baixos das curvas côncavas. ou em outros locais onde se necessitar drenar as bases permeáveis. provenientes das precipitações pluviométricas.Camada drenante conectada a dreno profundo MT/DNIT/DPP/IPR .Camada drenante Figura 89 . As Figs. 88 e 89 mostram a posição em que são colocadas. sendo que a segunda é utilizada nos casos em que é possível conectar com os drenos profundos. como já foi dito. tendo em vista que as águas oriundas dos lençóis subterrâneos são abordadas no capítulo 5 deste Manual.2 CAMADA DRENANTE As bases drenantes. 4. em relação aos demais elementos do pavimento. localizam-se entre o revestimento e a base e se estendem até os drenos rasos longitudinais ou as bordas livres. caso existentes. Será tratada neste capítulo a drenagem dos pavimentos devido às águas que. Figura 88 .

A experiência tem recomendado algumas curvas para agregados de graduação que estão reproduzidas na Fig. de graduação aberta.Manual de Drenagem de Rodovias 4. britados ou não.etc.2. As faixas usadas.Curvas para agregados de graduação MT/DNIT/DPP/IPR . exigem um afastamento relativamente pequeno entre os tamanhos máximos e mínimos. os materiais usados nas bases drenantes são agregados de rocha sadia. por exemplo: 11/4" à 3 4" . Materiais usados De um modo geral. 3 8" à 1 8" ..1 ELEMENTOS DO PROJETO 225 Dimensões Suas espessuras variam de acordo com as condições pluviométricas das regiões onde se situam e são fixadas pelas necessidades hidráulicas de drenagem das rodovias. 90. de modo a manter a permeabilidade elevada. Nesse desenho verifica-se Figura 90 .

Manual de Drenagem de Rodovias que as cinco granulometrias recomendadas se situam entre os diâmetros de: 1 1 " 1 2 1 " 2 226 e 1”. se as granulometrias não forem adequadas. depois de compactada. poderão ter suas condutividades hidráulicas extremamente reduzidas. Observa-se neste caso que se verifica apenas. pelo menos. 3" 4 e 3" 3" . um pequeno decréscimo da condutividade hidráulica. É recomendável. valores amplamente satisfatórios. mesmo reduzidas. tanto para a granulometria como para a condutividade hidráulica. MT/DNIT/DPP/IPR . A presença de materiais finos nos agregados reduzem sobremodo sua condutividade hidráulica. comuns no Brasil. Entre os drenos rasos longitudinais. influir na alteração das citadas características. de intercalar materiais que se constituam em filtro-separador para evitar sua mistura e comprometimento da capacidade drenante (Figuras 91a e 91b ). provenientes do subleito. que envolvam contatos com seu material de enchimento e materiais de granulometrias diferentes. Recomenda-se que as características dos agregados usados sejam controladas durante os trabalhos de construção. com amostras tiradas da própria camada drenante. A condutividade hidráulica dessas faixas é avaliada pelos respectivos coeficientes de condutividade hidráulica que variam de k = 42cm/s para a faixa dos agregados de maior tamanho a k = 2. Para os elementos filtros-separadores pode-se utilizar materiais granulares adequados ou materiais sintéticos (geotêxteis). drenos laterais de base e drenos transversais. misturar pequenas quantidades de asfalto na ordem de 2% aos agregados. e nº 4. quando compactadas nos limites necessários às exigências estruturais. de vez que a compactação pode fazer variar o tamanho dos agregados e. Entre as camadas drenantes (bases e sub-bases) e entre as camadas drenantes e o subleito deve-se ter o cuidado. em certos casos. há sempre necessidade de uma base de valor estrutural sob a base drenante. conseqüentemente. uma sub-base. 8 8 e nº 4 e nº 8. Materiais contendo porcentagem de silte e argila. deve-se ter o mesmo cuidado em se dispor de elementos filtros-separadores para evitar mistura. para proteger a base drenante da intrusão de materiais finos que possam obstruir os poros da camada drenante. ex: solo do sub-leito. por motivos estruturais. ou. intrusão de finos e comprometimento da capacidade drenante (Figura 91c e 91d ). Nos casos de subleitos argilosos.1cm/s para a faixa dos de menores dimensões.

normal à direção do fluxo (m2).Filtro separador Revestimento Revestimento Base (drenante) Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito (a) (b) GEOTEXTIL Sub-leito Revestimento Revestimento Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito Dreno Base (drenante) Sub-leito GEOTEXTIL Dreno (d) (c) O dimensionamento da base drenante. além dos cuidados normais para a sua escolha e dimensionamento como filtro-separador. A = área de escoamento. baseia-se na Lei de Darcy. K = Coeficiente de condutividade hidráulica (m/s).Manual de Drenagem de Rodovias 227 No caso dos geotêxteis.2. relativa ao escoamento dos líquidos nos meios porosos: Q = KAI onde: Q = vazão (m3/s). I = gradiente hidráulico (m/m).2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Considerações iniciais Figura 91 . assim como todos os drenos não providos de condutos. quando instalados entre camadas estruturais sujeitas a carga de tráfego deve-se balizar sua escolha na resistência mecânica do tecido. MT/DNIT/DPP/IPR . 4.

pelo método racional: Q= C × i × D × 24 ⎛ 3 ⎜m /dia⎞ ⎟ ⎝ ⎠ 100 Sendo Q a quantidade d'água a escoar na faixa de 1. Determinação da quantidade de água a escoar Adotando uma taxa de infiltração C. considerando de 1.1 ano tempo de duração .33 a 0. Determinação do gradiente hidráulico Face aos valores a considerar. (Fig. 92) e a intensidade i da chuva em centímetros por hora (cm/h).50 a 0. I. 228 O tempo máximo que as águas infiltradas podem permanecer nas camadas do pavimento e suas interfaces sem danificar sua estrutura. tem-se. referida no item anterior. para maior segurança do escoamento necessário e um valor mínimo para permitir sua perfeita execução.1 hora Os problemas que aparecem no projeto das bases drenantes podem exigir dois tipos de soluções.00 m a largura da faixa de penetração na distância D.Manual de Drenagem de Rodovias Deve-se considerar também: – – O volume d'água que se infiltra no revestimento do pavimento. MT/DNIT/DPP/IPR .0m de largura. verifica-se que o dimensionamento da base drenante vai depender do gradiente hidráulico. determinar um material com granulometria que garanta um coeficiente de condutividade capaz de permitir a vazão considerada. fixada a espessura da camada drenante.50 revestimento de concreto de cimento 0. calcular a espessura da base drenante para a descarga considerada.67 – chuva de projeto: tempo de recorrência . – fixado o tipo de material drenante pela sua granulometria e respectivo coeficiente de condutividade hidráulica. – A camada deve ter uma espessura real com 2cm a mais que a calculada. Os valores que têm sido empregados são os seguintes: – taxas de infiltração para a camada de revestimento: revestimento de concreto betuminoso 0.1 hora tempo máximo de permanência das águas nas camadas do pavimento .

escolhem-se. h = diferença de nível entre os pontos considerados. do trecho. Considera-se a Fig. A área de infiltração unitária é constituída de uma faixa de 1. X = projeção horizontal da reta de maior declive (sobre um plano vertical passando pelo dreno longitudinal). dos trechos de projetos. L = largura da faixa considerada sujeita à infiltração. 92 : Figura 92 .Manual de Drenagem de Rodovias 229 Não sendo possível variar o dimensionamento da camada drenante a cada mudança do seu gradiente. D = projeção horizontal da reta de maior declive.Elementos para o dimensionamento da camada drenante α = declividade longitudinal da rodovia no segmento considerado (rampa). A = ponto localizado no nível inferior da camada drenante. β = declividade transversal da rodovia no segmento considerado (superelevação). cumpre observar-se no triângulo ABC: MT/DNIT/DPP/IPR .0 m de largura e comprimento igual a D. Os valores α e β são os das declividades do segmento representativo do trecho sob projeto. Para efeito de cálculo são feitas as seguintes hipóteses: – – – A água infiltrada no pavimento percola por suas camadas segundo a reta de maior declive. B e C = pontos localizados no nível do fluxo da camada drenante sobre o dreno longitudinal. as situações mais desfavoráveis como representativas. Para se chegar ao valor do gradiente hidráulico I.

A = e x l.B ) = L β h(B . de um ponto qualquer P. para projeção P'. afastando x do ponto B. tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . sendo "e" a espessura da camada drenante. oferecendo a relação: X +L α β Por outro lado. o coeficiente angular da reta passando por esse ponto e A será dado por: f(x) = α X+Lβ X 2 + L2 O máximo da função f (x) = f (X) define a reta de maior declive.C) = X α h⎛ A − C ⎞ = h (A −B ) + h⎛ B − C ⎞ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ donde. Pela fórmula de Darcy: Q = KAI como. onde X = L α / β e que h(A − C) = Lβ + Xα = Lβ + L α 2 / β . valor procurado Nessa última expressão. h (A . considerando a equação anterior D = L2 x X 2 . do segmento de reta BC. tem-se: ( ) L 2 β + α2 β I= = L 2 2 β +α β ( ) β2 + α 2 Determinação da espessura “e” da camada drenante conhecida sua permeabilidade hidráulica. 92 . I = h (A −C ) D .Manual de Drenagem de Rodovias 230 D = L2 + X 2 Para a reta de maior declive X = L α β Na Fig.

é receber as águas drenadas pela base drenante.2.1 DRENOS RASOS LONGITUDINAIS ELEMENTOS DO PROJETO a) Utilização A função dos drenos rasos longitudinais.3.Manual de Drenagem de Rodovias 231 e= Q KI Substituindo-se o valor de Q pelo valor dado em 3. Não é possível. como no item anterior. Determinação da permeabilidade hidráulica da camada drenante de espessura pré-fixada. 88 e 89. MT/DNIT/DPP/IPR . como foi dito anteriormente. conduzindo-as longitudinalmente até o local de deságue.3 4. c) Forma e dimensões A forma do dreno longitudinal é a de um pentágono achatado ou de um retângulo. Deverão ser construídos quando: – – Não é técnica e economicamente aconselhável a extensão da camada drenante a toda largura da plataforma. como se observa nas Figs. tem-se: K= Q IA Substituindo-se o valor de Q pela expressão dada em 4.3. ou aconselhável.2. segue: e= 24C x i x D 100KI A este valor teórico de "e" deve-se acrescentar 2. interconectar a camada drenante com drenos longitudinais profundos que se façam necessários ao projeto. para compensar deficiência das hipóteses feitas. com a face superior localizada no prolongamento da face superior da base drenante.2 e de A por e x 1. Pela fórmula de Darcy.0cm.2. b) Localização Os drenos longitudinais são localizados abaixo da face superior da camada drenante e de modo que possam receber todas as suas águas. tem-se: K= 24C x i x D 100ei 4.

largura do pavimento. passando por (L). à linha auxiliar (2). Os comprimentos dos drenos longitudinais estão correlacionados com as distâncias que devem guardar entre si as saídas d'água laterais do deságue de alívio dos referidos drenos. Eventualmente. considerando que a largura normal de uma faixa de tráfego é de 3. o dimensionamento pode ser feito através da Fig. MT/DNIT/DPP/IPR . 93 apresentada a seguir.50 para revestimento de concreto betuminoso e 0.50 a 0. d) Materiais usados Os materiais usados terão.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO . 4. obtido multiplicando a intensidade de precipitação de projeto pela taxa de infiltração considerada 0. estes devem ter também sua face superior no nível da face superior da base drenante. c) traçar uma linha ligando o índice de infiltração (i) em mm/h. onde a combinação do diâmetro. 88 e devem ser tais que impeçam o contato do tubo com os materiais de base e sub-base. utilizando a escala para tubos de paredes lisas ou tubo corrugado. Tratando-se de drenos com tubos. as proporções da Fig. Os procedimentos para utilização do nomograma da Fig. a fórmula de Darcy para escoamento de água em meios porosos.33 a 0.3. comprimento crítico e inclinação do tubo dará ao projetista a condição mais adequada e econômica para o projeto. 93 são a seguir discriminados: a) fixar a priori um diâmetro. assunto abordado no capítulo de drenagem subterrânea. no mínimo. a mesma condutividade hidráulica da camada drenante. emprega-se para o dimensionamento da seção de vazão desejada. como primeira tentativa.60 m. são o resultado da divisão da capacidade de vazão do dreno pela descarga unitária da base drenante. 89).67 para revestimento de concreto de cimento). por sua vez. Quando forem aproveitados os drenos longitudinais profundos. Estas distâncias ou comprimentos críticos. quando forem cegos. b) traçar uma linha ligando a inclinação do tubo (I) à linha auxiliar (1) passando pela linha do diâmetro prefixado como primeira tentativa.Determinação da seção de vazão Os drenos rasos longitudinais devem ser preferencialmente dotados de tubos. conforme pode ser visto na seção transversal (Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 232 As dimensões dos lados do pentágono devem guardar. aproximadamente.

A = a área de cada orifício. Cálculo do número mínimo de furos do dreno longitudinal A descarga a ser drenada por metro linear de dreno longitudinal será a correspondente à descarga de 1. N= Q 0.61).85A MT/DNIT/DPP/IPR . isto é: onde: h = a carga sobre cada orifício suposta em média de 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 93 . Cd = coeficiente de vazão (número de Reynolds geralmente igual a 0. pela fórmula de Hazen-Williams Scobey.0 metro da base drenante. O dimensionamento pode ser feito também. e) ler a distância entre as saídas d'água (x). f) repetir a operação para outro diâmetro se a primeira tentativa não resultar em solução técnica economicamente adequada para o projeto específico.Nomograma para determinação da seção de vazão 233 d) ligar o ponto sobre a linha auxiliar (1) ao ponto sobre a linha auxiliar (2). conforme abordado no capítulo de drenagem subterrânea.10 m. N = número de furos por metro linear de dreno. daí.

4.Manual de Drenagem de Rodovias 234 Recomenda-se a abertura dos furos variando entre 0. ηe = porosidade efetiva do material usado.60 a 10mm conforme o diâmetro da brita que envolver o tubo. No item 4. . K = coeficiente de condutividade hidráulica.Cálculo do tempo máximo de permanência das águas infiltradas na camada drenante. a de recolher a água drenada pela camada drenante porém explorando mais a sua capacidade de escoamento.2. Materiais usados MT/DNIT/DPP/IPR . O cálculo desse tempo é feito por meio da divisão dos comprimentos dos percursos da água na camada drenante pelas respectivas velocidades em cada trecho. As águas drenadas passam a correr junto à base dos acostamentos até esgotar a capacidade da camada drenante quando serão captadas pelos drenos laterais de base que as conduzirão a lugar de deságue seguro. qual seja. As velocidades deverão ser calculadas pela fórmula: V= sendo: V = velocidade de percolação. atravessando os acostamentos.4 DRENOS LATERAIS DE BASE Objetivo São drenos que tem a mesma função dos drenos rasos longitudinais. I = gradiente hidráulico. 4.1 ELEMENTOS DE PROJETO Posicionamento Os drenos laterais de base posicionam-se no acostamento entre a borda da camada drenante e a borda livre.2 foram discriminadas todas as condições necessárias de projeto abordadas até aqui e o tempo máximo de permanência das águas na camada drenante é fixado em 1 hora. KI ne 4. provocando o fluxo das águas segundo geralmente a reta de maior declive determinada pelas declividades longitudinal e transversal do acostamento.

vão tender a se escoar longitudinalmente junto a eles.Comportamento da água drenada nos pavimentos Cálculo da seção transversal necessária A seção de vazão do dreno deverá ter uma área que permita o escoamento da água drenada pela camada drenante. admitese que a inclinação do dreno seja igual ao seu gradiente hidráulico. Desse modo. Figura 94 . incluindo o percurso na referida camada. por sua vez.4. dentro de 1hora. com base nas declividades longitudinal e transversal do acostamento. os valores dos coeficientes de condutividade hidráulica dos materiais usados nas respectivas camadas drenantes. este. comumente representado pela linha de maior declive. principalmente em pavimentos existentes. quando as águas drenadas pela camada drenante se aproximarem dos acostamentos. O espaçamento máximo entre os drenos laterais deve ser obtido pela divisão da vazão de projeto do dreno lateral pela contribuição por metro linear da camada drenante. quando houver restrições a essa seção. pelo menos.Manual de Drenagem de Rodovias 235 Os materiais dos drenos laterais de base devem ser inertes e ter.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento dos drenos laterais é feito tendo em vista a seção transversal a adotar ou. até que seja atingida a capacidade máxima da camada drenante. a pesquisa de materiais que tenham coeficientes de condutividade hidráulica que permitam o uso da seção imposta pelas condições locais. onde será o local indicado no projeto. que os materiais dos acostamentos tenham condutividade hidráulica menor que aqueles das camadas correspondentes do pavimento. Considera-se a Fig. É comum. 94 ). 4. 95 MT/DNIT/DPP/IPR . Como já foi adotado anteriormente no cálculo da espessura da camada drenante. para um dreno lateral (Fig.

pertencente. 96 .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 95 . Ter-se-á. Na Fig. também. incluindo seu prolongamento para deságue do dreno em área livre.Elementos de cálculo do dreno lateral de base A α β L D Pista de Rolamento 236 X B αa La βa A` C Da Xa B´ C´ Acostamento Adotando-se os símbolos e letras descritos em 4. Q = ci x D x 24 100 Essa descarga precisa ser drenada pelos drenos laterais porque qualquer excesso além da sua espessura irá provocar o aparecimento de pressões. Por outro lado. quando se tratou do dimensionamento da camada drenante que a descarga de água infiltrada na base segundo o Método Racional era por metro linear. as áreas: MT/DNIT/DPP/IPR .2 e acrescentando: A’ = ponto localizado ao nível inferior da borda da camada drenante. o valor de Ia necessário ao emprego da fórmula de Darcy. ao dreno lateral. viu-se anteriormente.2. B´ e C´ = pontos localizados ao nível do fundo do dreno lateral na boca de jusante. La = largura do acostamento. na camada do revestimento da rodovia. por analogia com os cálculos anteriormente feitos para a camada drenante: Xa = α β a a L 2 D a = X a + L2a Ia = h(A − C) 2 Da ou seja. que irá ser abordada mais adiante. de baixo para cima.

com largura igual à da faixa de contribuição da infiltração (I = L). β .Área de vazão máxima (l = L) 1 β 1” h´ 1´ N. 97 .2´ . Se a largura da seção de vazão.1´. I > L . porém.declividade transversal da pista de rolamento.representam a base drenante ou base permeável. a seção passa a ser a da Fig. isto é. percolando longitudinalmente. quando h > βL . porém. sem pressão de baixo para cima.1”. ⎛ h + h' ⎞ A m = L⎜ ⎟ ⎝ 2 ⎠ Como. 2. h’=h.β L . for menor do que a da camada drenante. tem-se: βL ⎞ ⎛ A m = L⎜ h − ⎟ 2 ⎠ ⎝ Esta hipótese se verifica. 2 Am h β 2´ ℓ=L Essa figura dá a área de vazão máxima. 2. Figura 96 . 1’. MT/DNIT/DPP/IPR .representam a seção de vazão da água infiltrada.2´ .Manual de Drenagem de Rodovias 237 1.A.

por aproximação. que a seção de escoamento da água fluindo longitudinalmente passa a ter forma triangular. MT/DNIT/DPP/IPR . porém. K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada ou base drenante. já será possível empregar-se a fórmula de Darcy.Área de vazão máxima (l < L) L 238 1 β N. (m/dia). 1´ 2 β h ℓ<L 2´ Verifica-se.A. igual à declividade longitudinal da rodovia. A m .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 97 . 1= h 2β a área máxima.2´ e sua área passa a ser: Am = 1h 2 2β Sendo. Amáx = área máxima permissível (m) α = gradiente hidráulico. definida pelos pontos 1´ 2. assim. Qmáx = K Amáx α Qmáx = vazão máxima permissível na camada drenante ou base permeável obtida pelas condições anteriormente expostas (m/dia). passa a ter o valor Am = h2 2β Determinada a área de vazão máxima. normal ao fluxo. para obtenção do Qmáx para o cálculo do espaçamento dos drenos laterais. considerando.

como Q é a vazão referente à contribuição das águas por metro linear da rodovia de acordo com o método racional. geralmente a declividade da reta de maior declive do acostamento (m/m). do que resulta determinar apenas a largura (b) do dispositivo: b= As h Onde h é a altura da base e consequentemente do dreno. Q Cálculo da seção de vazão do dreno lateral de base Obtido o valor de Qm tem-se. tem-se: Qmáx = εmáx Q que dá εmáx = Qmáx . CD da Fig. Tempo máximo de permanência das águas no sistema O tempo máximo de permanência das águas no sistema de drenagem será o do percurso ABCD composto dos trechos AB. BC. o espaçamento procurado. Ia = declividade do dreno lateral de base. As = área do dreno lateral de base (m2). 95 . e b a largura.Manual de Drenagem de Rodovias 239 Conhecendo-se Qmáx. O tempo gasto no percurso será a divisão da extensão do trecho pelas respectivas velocidades de percurso: t AD = L AB L BC L CD + + V AB VBC V CD MT/DNIT/DPP/IPR . pela Fórmula de Darcy: Qmáx = K A s Ia ou As = Qa KIa onde: Qmáx = vazão máxima que vai funcionar como descarga para o cálculo da área do dreno lateral de base (m3/dia). e. por outro lado. Comumente adota-se o dreno de base com a mesma altura da camada a ser drenada por ele. entre drenos consecutivos. K = coeficiente de condutividade hidráulica do material a ser usado no dreno lateral de base (m/dia) .

ou suas interfaces. isto é.5 4.Manual de Drenagem de Rodovias 240 Por sua vez. pelo menos. sem tubos. MT/DNIT/DPP/IPR .2 DIMENSIONAMENTO Os drenos transversais do pavimento são projetados como drenos cegos. com tubos ou sem tubos. longitudinalmente. Localização Os drenos transversais do pavimento são indicados nos seguintes locais: a) em pontos baixos das curvas verticais côncavas. b) nos locais em que se deseje drenar águas acumuladas nas bases permeáveis. I = gradiente hidráulico (m/m) η e = porosidade efetiva do material usado. 4. no caso de projetos novos. ou com tubos-dreno ranhurados ou perfurados.1 DRENOS TRANSVERSAIS ELEMENTOS DE PROJETO Utilização São drenos destinados a drenar as águas que atravessam as camadas do pavimento. 4. Os materiais usados nos drenos transversais. no caso de pavimentos existentes ou camadas drenantes. em cada trecho. K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada drenante ou base permeável (m/s). calculadas pela fórmula: V = ηe KI sendo: V = velocidade de percolação (m/s).5.5. não drenadas por outros dispositivos (caso das restaurações). iguais aos agregados das bases drenantes. devem ter coeficientes de condutividade hidráulica maiores ou. O espaçamento entre drenos consecutivos deverá ser calculado tendo em vista sua vazão de projeto e a contribuição recebida resultante da infiltração verificada por metro quadrado. as velocidades de percolação serão.

Nos casos de drenagem das bases drenantes (projetos de restauração) o dreno transversal também deve ser feito na largura dos acostamentos e de acordo com a técnica usada para os drenos laterais de base. MT/DNIT/DPP/IPR . onde houver.Manual de Drenagem de Rodovias 241 Os elementos básicos usados para o dimensionamento dos drenos transversais são os mesmos adotados no item 4. abaixo do revestimento. Esse tipo de dreno assume importante desempenho no caso das restaurações de rodovias.3.2 O dimensionamento hidráulico deve seguir o que já foi exposto no item 4. excetuando-se os casos de curva côncava no perfil.2 tanto para dreno cego como para tubos. onde os drenos deverão atravessar toda a largura da pista e acostamento.2. uma base drenante sem o necessário deságüe.

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Manual de Drenagem de Rodovias 243 5 -DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA MT/DNIT/DPP/IPR .

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A influência produzida pela "franja capilar" deve ser eliminada. por abertura de poços a pá e picareta. e) Valetões laterais. nos capítulos 1 - No presente capítulo. ou reduzida. havendo variação das condições em função das graduações que tornam os solos mais ou menos permeáveis ou impermeáveis.Manual de Drenagem de Rodovias 5 DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA 245 No que interessa à drenagem das estradas. por intermédio dos recursos que oferece a hidrologia.00 metros do subleito das rodovias. c) conhecimento da pluviometria da região. percussão. Há ainda um terceiro aspecto pelo qual a água se apresenta: a "franja capilar". b) Drenos espinha de peixe. tem dois destinos : parte escorre sobre a superfície dos solos e parte se infiltra.50 a 2. MT/DNIT/DPP/IPR . influenciadas pelo tipo de solo . pelos rebaixamentos dos referidos lençóis freáticos.Drenagem Superficial. por meio dos seguintes dispositivos. as situações são tratadas Transposição de Talvegues e 2 . indicam-se os recursos selecionados ao longo dos anos para resolver os problemas causados pela água de infiltração. De um modo ou de outro. d) Drenos horizontais profundos. A solução dos projetos de drenagem subterrânea exige : a) conhecimento da topografia da área. criando condições próprias para cada região. b) observações geológicas e pedológicas necessárias. Quando a água escoa superficialmente. há sempre a necessidade indiscutível de manter-se o lençol freático a profundidades de 1. a água das chuvas . É claro que estas situações não são únicas e distintas. topografia e clima. c) Colchão drenante. podendo formar lençóis subterrâneos. rotativa e em certos casos. com obtenção de amostras dos solos por meio de sondagens a trado. resultante da ascensão capilar a partir dos lençóis d'água. a) Drenos profundos. obedecendo às leis da capilaridade. f) Drenos verticais de areia. dependendo do tipo de solo da área considerada.

materiais drenantes: britas. proteger o corpo estradal. etc. consequentemente. cerâmicos (perfurados). materiais condutores: tubos de concreto (porosos ou perfurados). recomenda-se que sejam instalados. Os drenos profundos são instalados. quando ocorrer a possibilidade de aparecimento de água livre.50 a 2. mesmo sem a presença de água na ocasião da pesquisa do lençol freático. ranhurados) e metálicos. Localização Os drenos profundos devem ser instalados nos locais onde haja necessidade de interceptar e rebaixar o lençol freático. cascalho grosso lavado.00m. Há casos em que não são colocados tubos no interior dos drenos. Nos trechos em corte. de fibro-cimento. impedindo-o de atingir o subleito. nos terrenos planos que apresentem lençol freático próximo do subleito. para evitar futuros problemas de instabilidade. de materiais plásticos (corrugados. também. agregados britados. MT/DNIT/DPP/IPR . geotextil.Manual de Drenagem de Rodovias 5. bem como quando forem encontradas camadas permeáveis sobrepostas a outras impermeáveis. no mínimo. geralmente nas proximidades dos acostamentos.50m do pé dos taludes. Nestes casos eles são chamados de " drenos cegos " .1 DRENOS PROFUNDOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 246 Os drenos profundos têm por objetivo principal interceptar o fluxo da água subterrânea através do rebaixamento do lençol freático. a 1. tendo por finalidade captar e aliviar o lençol freático e. flexíveis perfurados. Materiais Os materiais empregados nos drenos profundos diferenciam-se de acordo com as suas funções. ser instalados sob os aterros. em profundidades da ordem de 1. etc. Devem ser instalados nos trechos em corte.1. Podem. preferencialmente.1 5. bem como nas áreas eventualmente saturadas próximas ao pé dos taludes. a saber: materiais filtrantes: areia.

em casos especiais de terrenos altamente porosos ou rochas com fendas amplas. ou no máximo 2. reduz-se a possibilidade de arraste de finos do solo. poderão ser perfurados. pois. Poderão ser utilizados materiais naturais com granulometria apropriada ou geotexteis. materiais drenante e filtrante.2 ELEMENTOS DE PROJETO 247 Os drenos profundos são constituídos por vala. MT/DNIT/DPP/IPR . de cerâmica. A função do material filtrante é a de permitir o escoamento da água sem carrear finos e consequentemente evitar a colmatação do dreno. podendo apresentar tubos-dreno. devendo apresentar uma granulometria adequada à vazão escoada. Valas As valas.6 a 10mm. Tubos Devem ser constituídos por tubos de concreto. Há casos em que. Os tubos de concreto podem conter furos com diâmetros variando de 6 a 10mm.50m. Na medida da necessidade. Sua altura vai depender da profundidade do lençol freático podendo chegar a 1. Material de enchimento O material de enchimento da vala pode ser filtrante ou drenante. sendo que nos tubos de materiais plásticos flexíveis corrugados são utilizadas ranhuras de 0. com o uso de tubos. com a finalidade de aumentar o raio hidráulico na interface solo-envelope. juntas. A função do material drenante é a de captar e ao mesmo tempo conduzir as águas a serem drenadas. No caso de drenos com tubos podem ser utilizados envoltórios drenantes ou filtrantes constituídos de materiais naturais ou sintéticos.Manual de Drenagem de Rodovias 5. devem ter no fundo a largura mínima de 50cm e de boca a largura do fundo mais 10cm. pode-se utilizar apenas o material drenante. tubos de diâmetros maiores. com a função de captação ou de envoltório.00m.1. Os tubos deverão ser instalados com os furos voltados para cima. caixas de inspeção e estruturas de deságue. e metálicos. à medida que se aumenta o raio hidráulico do dreno. abertas manual ou mecanicamente. no canteiro de obras. direcionando o fluxo da água do solo para o tubo. de plástico rígido ou flexível corrugado. reduzindo a colmatação. Os diâmetros dos tubos comerciais variam de 10 a 15cm.

Das recomendações de Terzaghi tem-se as seguintes condições: • Condição de permeabilidade d 15% F ≥ 5d 15% S (máximo de 5% passando em peneira nº 200) • Condição de não entupimento do material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR . ou seja: drenos com tubos.Manual de Drenagem de Rodovias 248 A posição dos furos. exige que se encha a base da vala do dreno com material impermeável até a altura dos furos iniciais e na outra condição deve-se colocar filtro como material de proteção no fundo da vaIa. cascalho ou areia lavada. No caso de tubos plásticos corrugados flexíveis. há dois modelos a considerar. Quando selados contém uma camada de material impermeável. ou envoltório. por disporem de orifícios em todo o perímetro. Material de enchimento No enchimento da vala é recomendada a utilização de materiais inertes: pedra britada. Drenos com tubos Os drenos são constituídos por uma vala onde são instalados os tubos e o material de enchimento. pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service. . com granulometria própria e adequada. e drenos cegos. e no caso de geotêxteis pelo método do Comité Francês de Geotexteis e Geomembranas. Materiais (escolha e dimensionamento) As granulometrias dos materiais drenantes e filtrantes. voltados para cima. rígidos ou flexíveis.3 DIMENSIONAMENTO No dimensionamento dos drenos profundos.1. apresentados no anexo. 5. Para evitar a colmatação e atender as condições de vazão. não há necessidade de direcionar as aberturas de entrada d'água. e outras considerações. são obtidas pelo processo de Terzaghi . poderá haver a necessidade de execução de drenos descontínuos. podendo ser selados ou não.

vala enchida unicamente com material filtrante – são as seguintes as recomendações: MT/DNIT/DPP/IPR . do solo a drenar. 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando. do material filtrante. de material filtrante. do solo a drenar.Manual de Drenagem de Rodovias d 15% F F ≤ 5d 85% S S S 249 d 15% d 50% ≤ 40 d 15% ≤ 25 d F 50% • Condição de não entupimento do tubo d 85% F ≥ de • Condição de uniformidade d 2≤ 60% d 10% F ≤ 20 F Onde: de = diâmetro do furo do tubo d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando. 98A) . 60% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 10% passando. 50% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando. 50% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando. 85% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando. 10% F Além dessas condições. do material filtrante. 85% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 60% passando. do material filtrante. o método recomenda os cuidados expostos a seguir: • Uso de dreno contínuo (Fig. 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando do solo a drenar. do material filtrante.

ou. 98B) . • Uso de dreno descontínuo (Fig. em rocha. obtido pelo cálculo da exigência de "permeabilidade". for maior do que o valor do diâmetro de 15% (passando) do mesmo material. nos cortes em rocha. Uso do dreno descontínuo (Fig. Figura 98 . 98B e 98C pode-se utilizar tubos plásticos com furos distribuídos ao longo de sua parede.Manual de Drenagem de Rodovias 250 a) O material filtrante deve satisfazer a todas as exigências anteriormente listadas. c) Nos cortes em rocha quando houver a possibilidade de intrusão de finos no material drenante de enchimento. unicamente. nos casos em que o material filtrante não satisfizer. nos casos de terrenos altamente porosos. No caso das figuras 98A. com furos dos tubos voltados para baixo: • a) Quando houver excepcional quantidade de água no corte. • Uso do dreno descontínuo (Fig. obtido pelo cálculo da exigência de não entupimento do material filtrante.vala enchida com material drenante protegido em toda a altura da vala pelo material filtrante. No caso do material envelopante deve-se seguir os critérios de estabilidade utilizados para drenagem subterrânea deste manual para evitar excesso de finos dentro do tubo. b) Assegurar.enchimento da vala com material filtrante e com um material de proteção envolvendo o tubo. b) No caso em que o valor do diâmetro da porcentagem de 15% (passando) do material filtrante. à condição de não entupimento dos furos do tubo. a não intrusão de finos no material filtrante. 98C) .Seções de drenos profundos Material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR .vala cheia com material drenante protegido por material filtrante em toda altura da vala com furos do tubo voltados para cima. com fendas amplas. 98D) .

50 e 85% (porcentagens passando) dos solos a drenar e com esses valores calculam-se os valores máximos que deverão ter os diâmetros das porcentagens de 15 e 50% do material filtrante. satisfazendo às exigências do processo de Terzaghi para projetos de filtros de drenos. tenta-se a mistura com dois materiais de granulometria diversas. 99. (Fig. Figura 99 . A primeira passando pelos pontos A e B e a segunda a partir do ponto C.Da condição de permeabilidade Adota-se em seguida o maior diâmetro da porcentagem de 15% (passando) dos solos a drenar e com ele calcula-se o valor mínimo do diâmetro da quantidade de 15% do material filtrante. curvas granulométricas que limitem faixas. Por esses três pontos obrem-se duas curvas granulométricas. Quando a jazida não atende às exigências. .Determinação gráfica de material filtrante e drenante (proteção) MT/DNIT/DPP/IPR . com direção mais ou menos paralela à reta A’B’.Manual de Drenagem de Rodovias 251 Para escolha do filtro no caso de materiais naturais determina-se. face às características dos solos dos cortes em estudo. 99 pontos A e B). . determinando uma área dentro da qual se posicionarão todas as curvas. ponto C). segundo Terzaghi (Fig. nas jazidas encontradas.Da condição de não entupimento do material filtrante Inicialmente adotam-se os menores diâmetros correspondentes às porcentagens de 15.

Manual de Drenagem de Rodovias 252 Outros critérios Define-se envelope como todo material colocado entre o tubo de um dreno e o solo.42m/s sem filtro Nenhuma para solos com pouco ou MT/DNIT/DPP/IPR .areia mal graduada Cascalhos . areia grossa filtro MH GP SC SM (grosso) GC CL Argilas inorgânicas de plasticidade média ou Nenh uma Areias siltosas. Essa redução de velocidade faz com que o carreamento de partículas para o interior do tubo seja pequeno ou praticamente nulo. o movimento da água do solo para o dreno. argila ou outro material que possa alterar sua condutividade hidráulica com o tempo. misturas cascalho. A seleção do tipo de envelope depende de vários fatores. com a finalidade de proporcionar uma redução do gradiente hidráulico nas proximidades do tubo com a conseqüente redução da velocidade do fluxo nos poros do solo. indicado a seguir. O envelope deve ter a função de permitir. mistura de siltes . misturas areia-argila mal graduadas Areias siltosas. Um envelope convenientemente selecionado impede que haja a liberação de partículas do solo e o conseqüente carreamento delas para o tubo. disponibilidade de material apropriado. Pode ser necessário com drenos de tubos flexíveis Nenhuma com filtro ---0. areia . mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Opcional. pela sua permeabilidade. mistura de areia e cascalho com pouco ou nenhum fino Areias argilosas. nas recomendações de uso de envelope ou filtro do Soil Conservation Service: Tabela 41 . condições climáticas e tipos de solos. livre de matéria orgânica.areia mal graduada Siltes inorgânicos e areias muito finas. pó de pedra.argila mal graduada Necessita Não é necessário onde é usado filtro de areia ou cascalho mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Nenhuma Sujeito à determinação no local Não necessário onde é usado filtro de areia e cascalho. tais como.Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos Recomendação Classificação unificada dos solos Descrição do solo filtro envelope velocidade mínima no dreno SP (Fino) SM (Fino) ML Areias mal graduadas. brita ou areia grossa lavada. solos arenosos micáceos ou diatomáceos ou siltosos ou siltes elásticos Cascalho mal graduado.argilosos. areias finas siltosas ou argilosas com pequena plasticidade Siltes inorgânicos. O envelope também pode se constituir diretamente de material sintético (geotêxtil) ou orgânico natural (fibra de coco. etc). palha. Materiais de envelope Como envelope pode ser utilizado cascalho. misturas silte .

o coeficiente de curvatura deve estar compreendido entre 1 e 3 para ambos os materiais. passando nas peneiras n° 10. em pontos percentuais da curva granulométrica do material escolhido. segundo as recomendações do Bureau of Reclamation.Manual de Drenagem de Rodovias SP. respectivamente. Para ser bem graduado o coeficiente de uniformidade deve atender à condição de ser maior que 4 para o material graúdo e maior que 6 para o material miúdo e. MT/DNIT/DPP/IPR . siltosas. em complementação. nº 30 e nº 60. Face à dificuldade de se encontrar material natural que atenda a estas características. argilas com cascalho arenoso. areias com cascalhos.GP(grosso) GW SW CH OL OH Pt baixa. que em regiões tropicais. se deteriora facilmente. pobres Mesmo que SP e GP Cascalhos bem graduados. Granulometria de material natural para envelope O material deve apresentar uma granulometria com 100% passando na peneira de 11/2" polegadas e no máximo 5% passando na peneira nº 50. são definidos os coeficientes relativos à declividade e forma das curvas granulométricas: Coeficiente de uniformidade: Cu = D 60 D10 Coeficiente de curvatura: C c = D 10 × D 60 (D 30 )2 Onde D10.42m/s para solos com apreciáveis quantidades de finos É importante considerar as condições climáticas quando se pretende empregar envelope orgânico. são os diâmetros das partículas em mm. com pouco ou nenhum fino Argilas expansivas inorgânicas Siltes orgânicos e siltes-argilas orgânicas de baixa plasticidade Argilas orgânicas de média e alta plasticidade Turfa 253 nenhum fino ---0. Para determinar se o material é suficientemente graduado. D30 e D60.o material deverá ser produzido mecanicamente. misturas cascalho-areia com pouco ou nenhum fino Areias bem graduadas. .

ou do filtro.10 0.074 0.3 0.1 17.25 0.074 0.05 0.0 3.074 0. a saber: rebaixamento do lençol freático ou interceptação do fluxo d'água das infiltrações.10 0.3 2.3 0.59 0.1 38. os envelopes devem ser formados por material com diâmetro inferior a 11/2" .1 38. S. Cálculo do diâmetro dos tubos Há duas condições típicas de uso para os drenos longitudinais.52 9.0 - 0.52 9.0 15. Para ambos os casos há necessidade de ser determinada a descarga de projeto. que se formaram através da superfície dos terrenos e se dirigem para a plataforma da rodovia.3 0. Além disso.4 13.0 3. e não mais que 10% devem passar na peneira nº 60 (≅ 0. MT/DNIT/DPP/IPR . passam por ela.07 1.1 10. ou só solo.0 8. Soil Conservation Service e o Bureau of Reclamation recomenda um envelope de 4 polegadas de espessura ao redor do tubo.38 0.30 1.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 42 .7 10.0 3.59 0. 15 % e 85 %) do material do envelope. admitindo um mínimo de 3 polegadas.00 9.1 38.Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm) Material Ocorrente Diâmetro em mm correspondente a 60% passando Limites inferiores % passando 100 60 30 10 5 0 100 Limites superiores % passando 60 30 10 5 254 0 0.0 12.52 2.20mm ) .33 0.59 Nas situações em que ocorrer a necessidade de filtro o Soil Conservation Service recomenda o seguinte: D 50 filtro = 12 a 58 D 50 solo D15 filtro = 12 a 40 D15 solo Para solos e envelopes com partículas distribuídas uniformemente.074 38.45 0.25 1.5 3.0 0. poderá ser utilizada a seguinte relação: D 15 filtro < 5 D 15 solo Nessas expressões Di representa o diâmetro da peneira em que somente i % (50 %.81 1.0 5. O U.59 0.0 20.3 0.42 0. 90% com diâmetro inferior a 3/4".40 0.52 9.05 0.8 5.02 0.

K = coeficiente de permeabilidade. tem-se: A = Y × I ou I = dy dx Assim. a ser rebaixado. na largura de 1. A = área da seção normal à direção do fluxo. X = distância entre o tubo e o ponto de altura máxima do lençol.00m.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 100 .Rebaixamento de lençol freático 255 a Considerando-se a contribuição de um lado do dreno e a extensão de um metro. I = gradiente hidráulico. H = altura máxima do lençol. tem-se: Q = K × A ×I onde: Q = descarga no meio poroso. pela lei de Darcy. da linha do lençol freático. Num ponto Py de coordenadas x e y. tem-se: Q = Ky dy dx ou Qdx = K y × dy Através integração: Y2 Qdx = K y × dy ou Q x = K +c 2 MT/DNIT/DPP/IPR . pela lei de Darcy.

assim como os de cerâmica. Também é usada a fórmula de Hazen . c = coeficiente que depende da rugosidade das paredes internas do tubo.625 × I0. Q = vazão (m/s). Conhecendo-se o valor de Q é recomendável para o cálculo do diâmetro do tubo perfurado ou poroso a fórmula de Scobey: V = 0.355 × c × D0. então: Q= K ⎛ 2 2⎞ ⎜ ⎟ ⎜H − d ⎟ 2× X ⎝ ⎠ Como os valores de d são bem inferiores aos de H.Manual de Drenagem de Rodovias 256 Quando x = 0.269 × c × D 0. então: 0 =K ⎛ 2 d2 d2 d2 ⎞ ⎜Y ⎟ − + c ou.Willians. bem acabados.63 × I0.625 × I0. ou Q = 0. y = d. D = diâmetro (m).5 onde: V = velocidade do escoamento (m/s). adota-se C= 132.54 MT/DNIT/DPP/IPR . função da distância compreendida entre o dreno e os limites desta área. c = −K e Qx = K⎜ 2 ⎟ 2 2 ⎜ 2 ⎟ ⎝ ⎠ Quando x = X. y = H. Para os tubos de concreto liso.5 .2113 × c × D0. Dreno interceptante Para o dreno profundo com função interceptante deve-se ter o cuidado de considerar a precipitação na área a drenar. V = 0. I = declividade do dreno (m/m). pode-se admitir d = 0 e a expressão de Darcy pode ser expressa por: Q= K 2 H 2× X Havendo contribuição dos dois lados do tubo o valor de Q deve ser duplicado para cada metro do dreno.

Geralmente fixa-se b (largura) para se obter h. corrugados. O problema quase sempre consiste em definir a área A de vazão do dreno ou um material com a condutividade hidráulica K capaz de permitir a vazão face à descarga Q. já exposto. deve ser igual ao dobro da descarga Q. face à sua baixa capacidade drenante.54 257 Onde os símbolos têm a mesma significação.tabela 30 do capítulo 2. Drenos cegos Tem sua utilização nos casos em que o volume d'água a drenar é pequeno e a extensão do dreno é reduzida. porém. As duas fórmulas. c = 120 para os tubos de concreto bem acabados e os de cerâmica. sendo.016.015 a 0. I = gradiente hidráulico do dreno considerado igual à sua declividade (m/m). Para tubos-drenos plásticos. K = coeficiente de condutividade hidráulica do material drenante usado (m/dia) . flexíveis.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 0. são muito semelhantes. drenantes e filtrantes. geralmente de forma retangular (m2).63 × I0.2785 × c × D2. A = área da seção transversal do dreno. A área A comumente é retangular e com isto A = bh. de modo que se faz necessário fixar uma dimensão para obter a outra. MT/DNIT/DPP/IPR . Materiais As granulometrias dos materiais. A vazão. Cálculo da seção de vazão O cálculo é feito com a fórmula de Darcy Q = K × A ×I onde: Q = vazão do dreno. igual à descarga de projeto (m3/dia). que também pode ser usada no caso. como se observa. em virtude da conveniência do tubo trabalhar a meia seção. a ser exigida em ambas as fórmulas. adotar coeficiente de rugosidade de Manning de 0. são obtidas pelo processo de Terzaghi. Alguns projetistas preferem a fórmula de Manning. anteriormente obtida. ou pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Servie.

O comprimento crítico é obtido pela fórmula: L= Q q onde: L = comprimento crítico (m). por metro linear (m3/s/m) .Perfil dos lençóis freáticos rebaixados PRECIPITAÇÃO SOBRE A PLATAFORMA Franja do lençol freático rebaixado P (x. y) h L E x d y dx L MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 258 Comprimento crítico Após o cálculo da vazão do dreno torna-se necessário calcular o comprimento crítico do tubo usado no dreno. Nesses pontos indica-se o deságue com o tubo de alívio. Determinação do espaçamento entre drenos longitudinais No caso do uso de drenos longitudinais há necessidade de que seja definido o número de linhas necessárias para se conseguir a drenagem da área (Fig. Q = vazão admissível do dreno (m3/s) . os pontos em que o tubo atinge a capacidade de serviço calculada. Nesta situação surgem duas soluções alternativas. Figura 101 . em que a primeira consiste em conectar-se à linha dos drenos-tubos de maior diâmetro. 101). isto é. q = a contribuição que o dreno recebe. repetindo-se esta operação sucessivamente. e a outra em aumentar o número de linha de tubos.

No cálculo. ter-se-á para gradiente hidráulico: I= − dy dx (equação 5. I = gradiente hidráulico (m/m).03) onde: A = área total da seção do dreno. segundo a lei de Darcy Q = K × A × I (equação 5. após sua construção (m). igualando-se (5. será: Q = q× A i ou Q = q × X (equação 5. têm-se. q = contribuição da infiltração por m2 de área sujeita à precipitação (m3/s/m2). de coordenadas x e y. h = altura do lençol freático acima da linha dos drenos.01) e a descarga proveniente da infiltração. tratando-se de descarga num meio poroso. são utilizados os símbolos abaixo: E = espaçamento das linhas dos drenos (m). obtém-se: qx2 + Ky 2 = C MT/DNIT/DPP/IPR . A = 1 x y. no caso. então: Como a água infiltrada deverá ser escoada pelo dreno.Manual de Drenagem de Rodovias 259 Este dimensionamento é conseguido com a igualdade de vazão da água infiltrada com a capacidade drenante dos tubos a serem usados.sendo x o comprimento da faixa de um metro de largura. por sua vez. K = condutividade hidráulica do solo (m/s). a) Cálculo da água infiltrada . normal ao deslocamento do fluido.02) Esta descarga deverá ser escoada. têm-se: A =I×X i (equação 5. Num ponto P.02) e (5.04) Porém.04): qx = −K y dy dx ou qx × dx + K y × dy = 0 Integrando-se.

MT/DNIT/DPP/IPR . x = L e têm-se: L2 =1 K 2 h q ou K L2 = h2 (equação 5. obtém-se: X 2 h2 + = 1 (equação 5. três ou mais linhas de drenos.06) q Substituindo-se (6) em (5). faz-se x = 0. ambos os membros por Kh2/q resulta: Y2 X2 + = 1 (equação 5. têm-se: qx2 + Ky2 = Kh2 ou. guardando entre si distâncias inferiores a E. situada no meio da distância entre os drenos. y = 0. y = h e C = Kh2 Então. agora. obtém-se: 2 E2 K 2 = h 4 q e.07) h2 L2 que é a equação de uma elipse cujos semi-eixos são a metade da distância entre os drenos e a altura igual à altura máxima do lençol freático.Manual de Drenagem de Rodovias 260 Para determinação da constante. resultando. dividindo-se ambos os membros por q: X2 + Kh2 K 2 = h q q Dividindo-se.05) K 2 h2 h q Fazendo-se. finalmente E = 2h K q que é o espaçamento máximo permissível e dá ao projetista a possibilidade de verificar se no projeto há necessidade de serem usados duas. Sendo E = L .

conforme se vê na Fig. a fórmula a ser aplicada no dimensionamento é a de Darcy: Q = K × A ×I Tratando-se de drenos com tubos verificar o item 4. em sentido oblíquo em relação ao eixo longitudinal da rodovia ou área a drenar. de acordo com os métodos descritos no item 5. MT/DNIT/DPP/IPR . Os materiais usados precisam atender às exigências do item .2. Para o projeto há necessidade de ser calculada a descarga. por este motivo. Podem ser projetados em terrenos que receberão aterros e nos quais o lençol freático estiver próximo da superfície.1.3 (Cálculo da Seção de Vazão). 102.3.2. Geralmente são de pequena profundidade e. sem tubos. 5. pavimentadas ou não. do Apêndice C.Manual de Drenagem de Rodovias 5. Podem também ser necessários nos aterros quando o solo natural for impermeável.1. Podem ser exigidos em cortes.3. 5.2. normalmente usados em série.3 DIMENSIONAMENTO Tratando-se de drenos cegos.1. quando os drenos longitudinais forem insuficientes para a drenagem da área. Os coeficientes de permeabilidade dos agregados adotados podem ser obtidos na tabela 32.1.3 (Materiais) deste Manual. deste Manual. 5.1 DRENOS EM ESPINHAS DE PEIXE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 261 São drenos destinados à drenagem de grandes áreas.2 5. embora possam eventualmente ser usados com tubos. Conforme as condições existentes podem desaguar livremente ou em drenos longitudinais.2 ELEMENTOS DE PROJETO Tratando-se de drenos a serem construídos à pequena profundidade. é conveniente que sejam adotados drenos do tipo cego ou com tubo dreno.

MT/DNIT/DPP/IPR .1 COLCHÃO DRENANTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo das camadas drenantes é drenar as águas.3 5. São usadas: a) nos cortes em rocha. d) nos aterros constituídos sobre terrenos impermeáveis.Drenos em espinha de peixe 262 5. A remoção das águas coletadas pelos colchões drenantes deverá ser feita por drenos longitudinais. b) nos cortes em que o lençol freático estiver próximo do greide da terraplenagem. em que o volume não possa ser drenado pelos dreno "espinha de peixe".3. c) na base dos aterros onde houver água livre próximo ao terreno natural.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 102 . situadas a pequena profundidade do corpo estradal.

Manual de Drenagem de Rodovias 5.3.2 DIMENSIONAMENTO

263

Para o dimensionamento do colchão drenante, como se trata, ainda, de meio poroso, há necessidade das seguintes determinações: a) Volume de água a escoar pela camada numa faixa de 1,0 metro de largura e comprimento, na direção do fluxo, até o limite da bacia de contribuição (Q); b) Gradiente hidráulico do fluxo que poderá ser substituído pela declividade da camada. Além dessas determinações há necessidade de pesquisa no campo para obtenção do material drenante e filtrante, cujas granulometrias deverão obedecer, conforme o caso, aos critérios de Terzaghi, do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service e do Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas ou literatura técnica especializada, conforme Anexo a este Manual. Os coeficientes de permeabilidade das camadas deverão atender às necessidades da vazão. De posse destes elementos, o cálculo da espessura da camada não será difícil e vai depender do emprego da lei de Darcy:
Q = K × A ×I

5.4 5.4.1

DRENOS SUB-HORIZONTAIS OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS

Os drenos sub-horizontais são aplicados para a prevenção e correção de escorregamentos nos quais a causa determinante da instabilidade é a elevação do lençol freático ou do nível piezométrico de lençóis confinados. No caso de escorregamentos de grandes proporções, geralmente trata-se da única solução econômica a se recorrer. São constituídos por tubos providos de ranhuras ou orifícios na sua parte superior, introduzidos em perfurações executadas na parede do talude, com inclinação próxima à horizontal. As Figs. 103 e 104 mostram um dreno típico. Estes tubos drenam a água do lençol ou lençóis, aliviando a pressão nos poros. Considera -se mais importante que o alívio da pressão a mudança da direção do fluxo d'água, orientando-se assim a percolação para uma direção que contribui para o aumento da estabilidade. Em solos ou rochas permeáveis ou muito fraturadas a vazão pode ser grande, enquanto que em solos menos permeáveis a vazão pode ser pequena ou nula, embora o alívio de pressão esteja presente; neste caso as vazões podem ser tão pequenas que a água recolhida evapora ao longo de seu caminho no interior do tubo, sendo porém seu efeito positivo. Neste último caso, somente com a instalação de instrumentação adequada poderá este efeito ser aquilatado, como se verá no item 4.5.5.
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Manual de Drenagem de Rodovias 5.4.2 ELEMENTOS DE PROJETO

264

Para se projetar uma bateria de drenos sub-horizontais é necessário, primeiramente, caracterizar-se geotecnicamente o maciço, por meio de sondagens adequadas, verificando-se em seguida em que caso se enquadra o material do talude. Para isso, distinguem-se três situações: a) rochas ou solos heterogêneos com relação à permeabilidade; b) materiais essencialmente homogêneos com relação à permeabilidade; c) escorregamentos relativamente "impermeáveis" cobrindo formações mais permeáveis e saturadas, com nível piezométrico elevado; No primeiro caso, a drenagem tem o objetivo de interceptar o maior número possível de veios permeáveis ou bolsões permeáveis. Torna-se necessário o caso de rochas sedimentares ou metamórficas fraturadas (gnaisses bandeados, por exemplo). É necessário levantar o sistema de faturamento e as direções das fraturas. A direção dos drenos deve ser tal que intercepte cada família de fraturas, com o maior número possível de fraturas interceptadas por dreno. Pode ser necessário, em alguns casos, dispor os drenos em forma de leque, irradiando-os de um único ponto na superfície do talude, em um ou vários locais. No caso de rochas ou solos homogêneos quanto à permeabilidade, podem-se utilizar ábacos existentes para uma primeira estimativa do número, comprimento e espaçamento dos drenos, de modo a atingir-se a redução desejada das poro-pressões. No terceiro caso, o comprimento dos drenos deve ser tal que a camada saturada de alta permeabilidade seja interceptada ao longo de um trecho perfurado do tubo com comprimento razoável. Deve ser considerada a necessidade de utilizar o dreno dotado de trecho perfurado apenas nesta camada mais profunda, de modo a não se irrigar camadas mais superficiais, não saturadas, com a água que corre pelo tubo sob pressão.
5.4.3 DIMENSIONAMENTO

Considera-se que o fluxo no interior dos tubos é livre, isto é, a pressão da água no interior dos drenos é igual à pressão atmosférica. As Figs. 105 e 106 reproduzem os ábacos citados. Noveiller (1981) apresenta ábaco para um caso particular de talude usando o método das diferenças finitas para resolver a equação tridimensional de Laplace, não sendo aplicável para um caso mais geral. A condição inicial da pressão dos poros em talude (antes da colocação dos drenos) é caracterizada pela relação Hu/H das Figs. 105 e 106. Nas faixas de Hu/H entre 0,5 e 0,64 a melhora da estabilidade do talude expressa por ∆F/Fo (onde ∆F é o acréscimo do fator de segurança existente, Fo) é muito pouco influenciada pelas condições de pressões dos poros. Os ábacos dão, pois, resultados aceitáveis para a faixa de Hu/H = 0,5 a 0,7. Em
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Manual de Drenagem de Rodovias

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taludes com relação superior a este os resultados ficam subestimados, e para relações menores os ábacos superestimam a influência dos drenos. A altura do talude H é definida como a altura entre o pé e a crista. Em alguns casos a área instável ou de instabilidade potencial poderá ser localizada ocupando apenas uma parcela da altura total. Em tais casos, a altura equivalente do talude a ser utilizada como entrada nos ábacos pode ser a distância vertical entre a base até a parte superior da área instável ou potencialmente instável, como mostra a Fig. 105. Para estabilizar trechos com extensões maiores que 4H, em planta , deve usar-se os ábacos para estabilização geral, partes (a) das Figs. 105 e 106, adotando-se o incremento de segurança desejado, ∆F/Fo. Com este valor busca-se a curva e, comprimento do dreno para a largura unitária do talude, de menor valor. Da interseção obtêm-se os valores ótimos de S/H e L/H, onde S é o espaçamento em planta dos drenos e L o seu comprimento. Na Fig. 104 (a), para o caso do valor desejado na melhoria do fator de segurança ∆F/Fo = 0,25, obtem-se, interpolando nas curvas e , o valor mínimo requerido para e (no caso, 0,7), e os valores ótimos de S/H e L/H são 2,5 e 3,6, respectivamente. Se, por alguma outra razão, for mais vantajoso usar drenos mais curtos, o mesmo aumento de segurança obtém-se para L/H = 2 e S/H = 2,9, para um mesmo comprimento total de drenos. Pode-se ainda, no mesmo gráfico, verificar que para drenos com relação L/H = 1 e S/H = 0,8 tem-se o mesmo acréscimo de segurança, porém com um comprimento unitário total de drenos, e, igual a 1,1. Neste caso, portanto, estarão sendo gastos mais drenos para obter um mesmo aumento de segurança. No entanto, as condições reais podem conduzir a esta última escolha, desde que a geologia do local não atenda às hipóteses de homogeneidade e de isotropia admitidas nos ábacos. Assim, os ábacos de Kenney devem ser usados com a devida cautela.

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 103 - Elementos de um dreno sub-horizontal

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Figura 104 - Dreno sub-horizontal com controle na saída

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 105 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 106 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

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e cerca de seis meses para solos com Cv entre 10-6 e 10-7 m2/s. – – É importante salientar. em linhas gerais. de acordo com a geologia local e a experiência do projetista. Materiais Os tubos para os drenos sub-horizontais poderão ser metálicos ou plásticos. devendo ser respeitadas as locações das bocas. para solos siltosos e arenosos (Cv entre 10-5 e 10-6 m2/s). Nestes solos de Cv mais baixo é necessário um número maior de drenos longos para reduzir o tempo necessário para o aumento de segurança desejado. para um aumento de 20 por cento no fator de segurança. como o PEAD rígido com as dimensões indicadas no projeto. Execução dos drenos Generalidades Os drenos deverão ser executados nos locais e com as características previstas em projeto. MT/DNIT/DPP/IPR . deve ser usadas as partes (b) das Figs. drenos longos mais espaçados são mais eficientes no que se refere a aumento de fator de segurança do que drenos mais curtos. Acima deste comprimento poderá ser necessário o emprego de material mais resistente. em cada caso. em termos do aumento do fator de segurança. não devendo apresentar fraturas. no que se refere a comprimento e diâmetro. Taludes argilosos e compressíveis. que: – Para o mesmo comprimento total de drenos instalados. Quanto mais suave o talude. até comprimentos da ordem de 40 metros. devendo ser ajustados. aumenta quanto menor for o coeficiente de adensamento (Cv) do solo. pode-se concluir. Recomendações para a execução Introdução Os drenos sub-horizontais previstos nos projetos terão as dimensões indicadas nos mesmos. Dos estudos existentes.Manual de Drenagem de Rodovias 269 Para o caso de taludes com extensões menores ou iguais a 4H. que os ábacos citados são de aplicação restrita a taludes com inclinação da ordem de 1:2 e 1:3 (V:H). saturados. Os espaçamentos e comprimentos obtidos através dos mesmos são úteis como previsão inicial. o tempo necessário para que se façam sentir estes benefícios. mais uma vez. 105 e 106. com espaçamento menor. a direção em planta e as inclinações com a horizontal. é necessário esperar 1 mês. Tipicamente. maior o comprimento necessário dos drenos. tipo ferro galvanizado ou inoxidável. também podem beneficiar-se dos efeitos promovidos pelos drenos sub-horizontais Contudo.

que vão da remoção do solo por escavação ou deslocamento até as técnicas construtivas.1 VALETÕES LATERAIS OBJETIVO. velocidade de construção controlada. tais como: siltes ou argilas orgânicas. usando.1 DRENOS VERTICAIS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A eventual necessidade de executar um trecho rodoviário com aterros sobre depósitos de solos moles.5.0 m e os taludes de 3/2.5 5. pode exercer sua dupla função sem dificuldade. sendo este valetão constituído.Manual de Drenagem de Rodovias 270 As definições de uso e a execução obedecerão às Especificações de Serviço DNIT 017/2004-ES. drenos cartão e os drenos fibro-químicos. algumas vezes. pré-adensamento. pelo acostamento. aparecem os drenos verticais de areia. deve-se realizar cuidadoso exame do assunto na fase de projeto.. em regiões planas. bermas estabilizadoras. a estrada ficará sem acostamento confiável na época das chuvas e nos tempos secos terá um acostamento perigoso. uma sobrecarga que. normalmente. CARACTERÍSTICAS E PROJETO Existem casos em que se recomendam os valetões laterais formados a partir do bordo do acostamento. a fim de reduzir os custos de implantação. o que equivale a dizer que os valetões laterais vão funcionar independentemente da plataforma da rodovia. vai MT/DNIT/DPP/IPR . visto poder trabalhar como sarjeta e dreno profundo. deve ser precedida de um amplo estudo de campo e laboratório e de um criterioso estudo comparativo de custos. de um lado. 5. Recomenda-se o revestimento dos taludes do canal com gramíneas. O dispositivo (valetão lateral). Sob o ponto de vista técnico-econômico. quando possível. ser alcançada com o uso da velocidade de compressão controlada ou pré-adensamento. argilas sensíveis e turfas pode representar problemas de solução difícil e onerosa e. face à rampa necessária. ao mesmo tempo. a garantia da estabilidade dos aterros construídos sobre depósitos de argila mole saturada pode. ao reduzir os recalques pós-construtivos. Não obstante a economia obtida no sistema de drenagem. a não ser que hajam alargamentos substanciais. etc. e do outro pelo próprio talude do corte.6. 5. por outro lado. A profundidade do mesmo será de 1. ou seja. processo este designado por falso-aterro.6 5. Entre a extensa gama de soluções possíveis de utilização. A opção pela solução mais favorável técnica e econômica.5 a 2.

cujas principais características são a alta permeabilidade relativa. para a aceleração desse processo de adensamento. atender ao equilíbrio do maciço.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os drenos verticais de areia consistem. tendo em vista que a permeabilidade dos solos turfosos pode baixar com elevado carregamento a níveis extremos. Ocorre. com os mesmos tipos de cravação citados. de baixa condição de permeabilidade. contribuir para a estabilização do aterro ou da fundação e para apressar. MT/DNIT/DPP/IPR . o uso de drenos verticais de areia ou drenos fibro-químicos. Deve-se observar que os solos altamente orgânicos – turfosos. Muitas vezes. assim. ao ser empregada deve sempre ser precedida de ampla investigação técnica-econômica. em determinadas circunstâncias. por exemplo .6. jato de água rotativo. os depósitos de solos compressíveis são. a trado helicoidal contínuo com haste sólida ou oca e cravação por vibração. drenagem rotativa. os recalques pós-construção. igualmente. pois. Os drenos fibro-químicos são implantados com a cravação dos perfis por punção o que transforma o processo mais rápido e menos oneroso. sendo indicada para acelerar o aumento da resistência ao cisalhamento e. basicamente. aliado ao fato de que normalmente a permeabilidade horizontal é menor que a vertical. cravado por percussão ou jato d'água. fazendo com que o adensamento se produza de modo muito lento. que. tornando então recomendável. apenas. assim. A instalação dos drenos de areia é procedida por métodos que podem ser descritos como de tubo de ponta fechada. além de um recalque devido à compressão secundária maior que aquele devido ao adensamento primário em período de 10 a 15 anos após o carregamento. porém. o tubo cravado por jato d'água e o uso da cravação por punção. O uso dos drenos de areia. tubo de ponta aberta. conforme amplamente verificado em experiências realizadas. nos quais são instalados cilindros com material granular de boa graduação. O processo de adensamento com drenos fibro-químicos tem a mesma sistemática. além de espessos. sendo que entre os de maior eficiência podem ser citados o jato d'água rotativo. será possível o uso desse dispositivo em solos turfosos quando eles se assentam sobre camadas de argila mole de baixa velocidade de adensamento o que. não são susceptíveis ao uso dos drenos verticais de areia. apesar de ser uma solução onerosa. A compressão decorrente expulsa a água dos vazios do solo o que. Os processos acima enumerados apresentam pontos favoráveis e desfavoráveis. pode indicar a aplicação dos drenos verticais de areia para apressar o processo de adensamento da argila. diminuindo.Manual de Drenagem de Rodovias 271 contribuir para o aumento da resistência ao cisalhamento e. faz com que se reduza o tempo de drenagem. o processo de adensamento. alta sensibilidade para perturbação. 5. na execução de furos verticais penetrando na camada de solo compressível.

006 90 a 100 25 a 100 5 a 50 0 a 20 0a3 50 a 100 5 a 50 0 a 20 0a5 - Os materiais granulares dos colchões drenantes devem ser protegidos por filtros granulares ou geotêxteis para impedir a penetração de partículas finas do solo em seu interior e conseqüente diminuição de sua capacidade de condução de água.Granulometria a ser seguida por drenos e colchões drenantes Peneiras Nº Diâmetro (mm) % em peso passando Drenos Tapete drenante 1/2" 3/8" 8 30 50 100 12. Em função dos estudos feitos apresenta-se a seguir a granulometria a ser obedecida pelo material do dreno e do colchão drenante.011 0.52 0. o qual. Tabela 43 .70 9. aos do Comitê Francês de geotêxteis e geomembranas. ou literatura técnica especializada conforme Anexo deste Manual. A escolha das granulometrias de material drenante e filtrante.093 0. deve também evitar a penetração de partículas nos drenos tornando-os eventualmente inoperantes.022 0. além de permitir a drenagem da água que é extraída do solo quando da compressão. deverá obedecer aos critérios de Terzaghi ou Soil Conservation Service e. MT/DNIT/DPP/IPR . no caso de uso de geotêxteis.Manual de Drenagem de Rodovias 272 Observação importante a fazer relaciona-se com os requisitos necessários para o material dos drenos e do colchão drenante.

Em qualquer hipótese convém deixar ressaltado que.3 DIMENSIONAMENTO Figura 107 . através de gráficos próprios desenvolvidos por Barron. por intermédio da teoria de Terzaghi.Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia 273 A partir da Figura 107. Parte-se. via de regra. pode-se alcançar o valor do excesso de pressão na água dos poros em um ponto. uma vez que consideram que os resultados obtidos são razoáveis e satisfatórios. v) e também o excesso médio de pressão na água dos poros resultantes da massa do solo. segundo alguns autores. as perturbações do solo conseqüentes à introdução de drenos verticais de areia conduzem a grandes deformações. seu uso fica muito restrito. assim. quando esses ensaios podem conduzir a valores sem a necessária compatibilidade para a construção. esses coeficientes de adensamento podem ser obtidos através de ensaios de laboratório com amostras indeformadas de diâmetro relativamente pequeno. para o que pede-se a atenção para a Fig. o que não ocorre com os solos estratificados com diferentes características geológicas. embora alguns técnicos admitam essa utilização. as teorias de adensamento disponíveis são aplicáveis a pequenas deformações e. então para a análise do adensamento com drenagem vertical.107. e do adensamento com drenagem radial através das soluções e gráficos.6. ( u r. É necessário no projeto definir-se o espaçamento dos drenos. Em solos uniformes. quando se tem: n= de dw MT/DNIT/DPP/IPR . uma vez que. usando-se o método de separação das variáveis. após algum tempo (u r.Manual de Drenagem de Rodovias 5. v).

controle da verticalidade. também. dw = diâmetro do dreno. controle da compactação e comprimento dos drenos. o que. adequadas análises de estabilidade. controle de continuidade. partindo-se do diâmetro de influência do dreno: de = 1. devendo ser dada ênfase à verificação instrumental de todos os elementos. controle do material de enchimento. não acumular material de aterro lançado em qualquer ponto da área trabalhada. ao setor de consolidação de materiais de baixa consistência. cumpre assinalar que é essencial que a execução dos drenos de areia seja encarada como uma operação em seqüência ao projeto. basicamente. Assim: S= de 1.05 × S onde: S = é o espaçamento entre os drenos. como por exemplo: – – – – – – – – – controle de locação. MT/DNIT/DPP/IPR . representa a necessidade da adoção de uma série de cuidados na fase de construção. O espaçamento será então. a menores custos. fazendo com que indústrias em vários países tenham criado diversos tipos de drenos pré-fabricados visando.Manual de Drenagem de Rodovias 274 onde: de = diâmetro de influência do dreno.05 Finalmente. Os valores de de e dw são obtidos nos ensaios de adensamento. em última análise. igualar ou suplantar a eficiência dos drenos de areia. presença constante de fiscalização. A evolução tecnológica chegou. carregamento lento durante a construção.

o que equivale dizer que o dreno fibro-químico será equivalente a um dreno de areia de 5cm de diâmetro.Manual de Drenagem de Rodovias 275 O princípio fundamental veio da constatação do cientista sueco Kjellman (1948) de que a eficiência dos drenos verticais depende em grande parte do perímetro e muito pouco da área de sua seção transversal e. constituídos basicamente por núcleos condutores plásticos flexíveis de seções variadas envolvidos por filtros geotêxteis. Existem ainda numerosos produtos sintéticos para drenagem vertical (geocompostos). Com base na afirmativa de Kjellman.8 mm e cuja execução reside em um processo de extrema simplicidade e rapidez. 0.0cm. o perímetro do dreno será 2A + 2B . por equivalência. que a eficiência do dreno será proporcional ao perímetro do dreno. MT/DNIT/DPP/IPR .75cm. admitindo que um dreno de areia tenha o diâmetro D. Estabelecendo um coeficiente de forma para a seção transversal retangular. temos: πD = α (2A + 2B ) ou D= α (2A + 2B ) π Admitindo-se para valores de A e B e α. enquanto se admitido o dreno fibro-químico com largura igual a A e espessura igual a B.0cm. encontra-se D = 5. O dreno fibro-químico de origem japonesa é constituído de um núcleo acanelado de polietileno. em conseqüência. revestido em ambos os lados por um tecido de fibra sintética. podendo admitir-se uma produção média de 1000 m de drenos por dia. o perímetro da seção transversal será πD. fabricado industrialmente em faixas extensas de larguras igual a 100 mm e espessura de 2. respectivamente 10.28cm e 0. citada.

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Manual de Drenagem de Rodovias 277 6 .DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA MT/DNIT/DPP/IPR .

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tabelas e ábacos. é. a adequação do sistema de drenagem as novas realidades. salientando-se ainda que. a drenagem deve ser tratada de forma mais específica e detalhada. no enfoque urbano. assegurando o trânsito público e protegendo a rodovia e as propriedades particulares dos efeitos danosos das chuvas intensas. vias de regra. uma vez que aqui não está envolvida somente a segurança do veículo e do seu usuário. a drenagem urbana está afetada ao gerenciamento municipal. as rodovias atravessam áreas urbanas levando consigo seus benefícios à população. de toda a população urbana que vive as margens da rodovia. ajustado aos novos rumos da Hidrologia para a determinação das descargas afluentes. e no segundo cabe ao projeto de implantação o adequado sistema pluvial de drenagem para os trechos urbanos. apresentando dois processos de ocorrência bem definidos: em primeiro lugar. mas também. procurou-se minimizar o trabalho com a adoção de planilha de cálculo. nos projetos de restauração.1 DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 279 Em todo o País. na maioria das vezes de forma desordenada. não se aplicando a sistemática adotada em trechos rurais. O objetivo. ou os já existentes e relativamente distantes da rodovia avançam sobre suas margens. O sistema de drenagem de transposição urbana de águas pluviais é com posto dos seguintes dispositivos: MT/DNIT/DPP/IPR . quando de sua implantação. com a implantação da rodovia e com os benefícios dela resultantes. As áreas urbanas ao longo das rodovias são inevitáveis e problemáticas. Tendo em vista o exposto acima. surgem núcleos populacionais. são de ocorrência frequente trechos urbanos ao longo das rodovias. embora seja importante observar que não será dada à matéria o mesmo enfoque que é dado quando do projeto de complexas redes de drenagem como importante item do planejamento urbano. fornecer ao projetista rodoviário os elementos básicos para promover de forma satisfatória o escoamento das águas das áreas urbanas. Em trechos urbanos. a colocação deste capítulo no Manual de Drenagem Rodoviária é plenamente justificável. No primeiro caso citado cabe. tornando-se um fato grave a inexistência de uma drenagem específica. quando o país experimenta um rápido processo de urbanização. Tendo em vista os inevitáveis e extensos cálculos no enfoque do movimento uniformemente variado. pois.Manual de Drenagem de Rodovias 6 6. Este capítulo será apresentado basicamente na forma de um roteiro para o dimensionamento dos dispositivos na parte hidráulica. em segundo lugar.

depende da altura d'água no trecho da sarjeta imediatamente a montante da boca de lobo. Z = Z = tgθ . poços de visita. podendo.2 SARJETAS As sarjetas em trecho urbano têm como objetivo conduzir as águas que se precipitam sobre a plataforma da rodovia e áreas adjacentes ao ponto de captação que normalmente é uma boca de lobo. visando à otimização dos cálculos. Tais características incluem a seção transversal. em suma. MT/DNIT/DPP/IPR I1 / 2 (equação 6. conforme visto no item anterior. Yo = altura d'água na sarjeta. n = coeficiente de rugosidade de Manning. serem aplicadas também na drenagem urbana. 110. ver Fig. I = declividade longitudinal da sarjeta. Se esta estiver localizada em trecho de declividade uniforme. Para o cálculo da altura d'água na sarjeta para uma dada vazão ou vice-versa. As estruturas especiais tais como dissipadores de energia contínuos e descontínuos e as considerações sobre ressalto hidráulico já foram apresentadas no item 3. em m/m. em m. estruturas especiais. galerias. sua localização e espaçamento. isto é.375 x y 8 / 3 x Z x o onde: Qo = vazão da sarjeta. em m3/s. se necessário.01) n . 280 Devido à necessidade de constar na planilha. bocas de lobo.Manual de Drenagem de Rodovias – – – – – sarjetas. será tratada neste capítulo. 6. A capacidade de esgotamento de uma boca de lobo. Z = recíproca da declividade transversal. pode-se utilizar a formula de Izzard baseada na fórmula de Manning: Q o = 0. a declividade e a rugosidade da sarjeta e as superfícies do pavimento sobre as quais a água escoa. da capacidade de vazão da sarjeta. a determinação das "descargas afluentes".10. qualquer que seja o seu tipo. a altura d'água na sarjeta dependerá das suas características de escoamento como conduto livre. embora de domínio da Hidrologia.

permite determinar o tempo de percurso na sarjeta. C = coeficiente de escoamento superficial. para que não haja transbordamento da sarjeta. com a descarga afluente (equação 6.05) MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Dessa expressão.445 x 1 ⎛ Q ⎞ x ⎜ 1/ 2 o ⎟ Z3/8 ⎝ 1 / n ⎠ 3/8 281 (equação 6.03) o A determinação da velocidade de escoamento na sarjeta (V ) é importante. obtém-se: Y = 1. em m. além de ter limites restritos. em mm/h.04) onde: Q = descarga afluente à sarjeta. O comprimento crítico irá definir o espaçamento máximo entre bocas de lobo. pois. equação 6. obtém-se: 0.02) e. que pode ser expressa como. A = área de drenagem. função do tipo de revestimento. Pelo método racional.01. Para o cálculo do espaçamento entre as bocas de lobo pode-se utilizar a fórmula de Izzard associada à fórmula racional para a determinação das descargas afluentes.04). Q = 2. A = L x d.375 x y 8 / 3 x Z x I1 / 2 o −7 2. em m. pela equação da continuidade: 1 Vo = 0.958 x 1 / 4 Z ⎛ I1 / 2 ⎞ x⎜ ⎜ n ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ 3/ 4 x Q1 / 4 (equação 6.78 x 10 −7 x C x i x L x d n 0.78 x 10 −7 x C x i x A (equação 6. i = intensidade de precipitação. em m/s. Igualando-se a capacidade hidráulica da sarjeta.78 x 10 x C x i x L x n (equação 6. em m2.375 x y 8 / 3 x z x o d= I1 / 2 = 2. onde: L = largura do implúvio. d = comprimento crítico da sarjeta.

No primeiro caso. d = comprimento da sarjeta. com abertura no meio-fio. no cruzamento de ruas. Fig. isto é. Além desses tipos. Bocas-de-lobo situadas em pontos baixos das sarjetas. através da qual se permite a entrada da água pluvial que escoa sobre as sarjetas. A boca-de-lobo simples é constituída de uma abertura vertical no meio-fio denominada guia-chapéu.Manual de Drenagem de Rodovias 282 O tempo de percurso na sarjeta pode ser determinado através da equação: tp = onde: tp = tempo de percurso na sarjeta. as bocas-de-lobo localizam-se em trechos contínuos e de declividade uniformes das sarjetas e a entrada das águas pluviais se dá através de apenas uma das extremidades da boca-de-lobo. Fig.06) Bocas de lobo são dispositivos especiais que têm a finalidade de captar as águas pluviais que escoam pelas sarjetas para. 108 (b). a saber: – – Boca-de-lobo simples. Fig. em min. caso em que a caixa coletora fica situada sob a faixa da sarjeta. e a entrada das águas pluviais ocorre peias duas extremidades da boca-de-lobo. caso em que a caixa coletora fica situada sob o passeio. No segundo caso. em seguida. 108 (a) . podem ser classificados em dois tipos. conduzi-las às galerias subterrâneas. MT/DNIT/DPP/IPR . Em casos especiais pode haver uma combinação dos dois tipos. Vo = velocidade de escoamento. a boca-de-lobo localiza-se em pontos baixos das sarjetas ou junto à curvatura dos meio-fios. em m. podem ainda ser classificados quanto à localização em: – – Bocas-de-lobo situadas em pontos intermediários das sarjetas. em m/s. 108 (c).3 BOCAS-DE-LOBO d 60v o (equação 6. Boca-de-lobo com grelha. 6. Basicamente.

MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 108 .Bocas-de-lobo 283 A capacidade de esgotamento de uma boca-de-lobo simples é função da rapidez com que se processa a mudança de direção do fluxo na sarjeta.

1 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Boca-de-lobo simples em ponto baixo de sarjeta Segundo ensaios realizados no laboratório de hidráulica do "Bureau of Public Roads". Quando ocorre qualquer obstrução. no qual a boca-de-lobo funciona como um vertedor. segundo estejam localizadas paralela ou perpendicularmente em relação à direção do escoamento. Escoamento afogado. uma abertura coberta com barras metálicas longitudinais ou transversais formando grelhas. porém. A principal desvantagem das grelhas é a sua obstrução com detritos transportados pelas enxurradas. obtém-se melhores resultados. embora sejam inevitáveis. aumentando-se. enquanto não houver obstrução da grelha. Ensaios de laboratório revelaram que na boca-de-lobo combinada.3. são menos freqüentes. A boca-de-lobo combinada é uma associação entre a boca-de-lobo simples e a grelha. funcionando como um conjunto único. através de uma depressão na sarjeta junto à face do meio-fio. sendo que normalmente a grelha é instalada defronte a abertura do meio-fio. a capacidade de esgotamento da boca-de-lobo será substancialmente aumentada. a boca-de-lobo simples pode funcionar basicamente sob duas condições de escoamento: – – Escoamento com superfície livre. A principal vantagem da boca-de-lobo simples é que as obstruções por detritos.Manual de Drenagem de Rodovias 284 Portanto. esta altura de fluxo. a abertura no meio-fio pouco influi em sua capacidade. no qual a boca-de-lobo funciona como orifício. Numerosas experiências têm mostrado que as grelhas constituídas de barras longitudinais são mais eficientes e menos sujeitas às obstruções do que aquelas compostas por barras transversais. podendo também ser colocada a montante ou a jusante. A desvantagem principal é a baixa eficiência quando utilizada em sarjetas com declividades longitudinais acentuadas. essa abertura torna-se importante para o funcionamento da boca-de-lobo. por serem as aberturas maiores. MT/DNIT/DPP/IPR . As grelhas podem ser longitudinais ou transversais. Localiza-se em pontos intermediários das sarjetas ou em pontos baixos. acarretando redução substancial em sua capacidade de esgotamento. Se a grelha for colocada a jusante da abertura. por exemplo. 6. A boca-de-lobo com grelha possui.

sendo a vazão dada pela fórmula: Q = 1. O nomograma da Fig. 109 foi construído sobre as seguintes hipóteses: – Para alturas d'água até a altura da abertura (y / h ≤ 1) .07) L Onde: h = altura da abertura no meio-fio. pode ser utilizada a Fig. em m. Q = vazão máxima esgotada pela boca-de-lobo. Trata-se de uma adaptação baseada em resultados obtidos pelo Bureau of Public Roads. sendo utilizado tanto para o escoamento como superfície livre quanto para o escoamento afogado. em m. a boca-de-lobo funciona como vertedor. y = altura da água na entrada. L = comprimento da abertura.Manual de Drenagem de Rodovias 285 Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas.703y 3 / 2 (equação 6. 109. em m. em m3/s MT/DNIT/DPP/IPR .

MT/DNIT/DPP/IPR .Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas.Manual de Drenagem de Rodovias 286 Figura 109 .

obtida através de pesquisas desenvolvidas pela Universidade John Hopkins: Q (K + C) x y x L onde: g = aceleração da gravidade.20 A equação 6. y0 = profundidade da lâmina d'água na sarjeta. o funcionamento da boca-de-lobo é indefinido.09) 12 24 48 0.Manual de Drenagem de Rodovias 287 Para alturas d'água iguais ou maiores que duas vezes a altura da abertura (y / h ≥ 2 ) . ou seja: y. C = constante. supõe-se que a boca-de-lobo funciona como orifício. y = altura do fluxo na sarjeta imediatamente antes da boca-de-lobo. igual a zero para boca-de-lobo sem depressão. igual a y0 para a boca-de-lobo sem depressão.09 anterior assume a forma seguinte para boca de lobo sem depressão: Q = K x yo x L g x yo (equação 6. Boca-de-lobo simples em ponto intermediário da sarjeta Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em "pontos intermediários das sarjetas" pode ser usada a seguinte equação.101h 3 / 2 (y' / h) L (equação 6. em m.20 0.7 e y' igual à carga no meio da abertura do meio-fio. K = função do ângulo Ø. de acordo com a tabela abaixo: Tabela 44 .10) MT/DNIT/DPP/IPR .23 0.K em função do ângulo Υ tg Ø K gxy (equação 6.08) onde fez-se c = 0. sendo a vazão dada pela fórmula derivada dos orifícios: Q 1/ 2 = 3. tendo sido adotada uma transição no nomograma. = y − h 2 – Para alturas d’água entre uma e duas vezes a altura da abertura no meio-fio. em m/s2.

10 está representada na Fig.Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas A equação 6.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 110 .Seção na entrada de boca-de-lobo 288 Figura 111 .2 Boca-de-lobo com grelha em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR . e o cálculo do y é apresentado no item 6. 111.

655 x y 1. quando um dos lados está junto à face do meio-fio. para profundidades de lâmina d´água de até 12 cm. na prática a capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo é menor que a calculada. excluído as áreas A ocupadas pelas barras. entre os quais enumera-se: MT/DNIT/DPP/IPR .91 x y 0. e.12 m Q = 1. como por exemplo. a escolha de y depende exclusivamente do projetista. portanto. Na faixa de transição entre 12 e 42 cm. em razão de diversos fatores.42 m Q = 2. O perímetro P da abertura da grelha deve ser calculado sem levar em consideração as barras internas e descontando-se os lados pelos quais a água não entra. 112 reúne as duas condições acima e os gráficos fornecidos representam as seguintes equações: – Para y < 0.Manual de Drenagem de Rodovias 289 O dimensionamento das bocas-de-lobo com grelha situadas em pontos baixos das sarjetas pode ser feito baseado nas experiências efetuadas pelo United States Corps of Engineers (Hidraulic Laboratory Report nº 54). de sua experiência. pois. Q = vazão por metro quadrado de área de abertura da grelha.5 A Onde: Q = vazão por metro linear de perímetro da boca-de-lobo. A é a área útil das aberturas da grelha. A grelha passa a funcionar como orifício somente quando a lâmina d'água for superior a 42 cm e entre 12 e 42 cm o funcionamento é indefinido. 112 devem ser multiplicados pelos coeficientes de redução da tabela 54 apresentada no Apêndice D. excluindo-se. Os resultados obtidos através do nomograma da Fig. da área total às áreas correspondentes as barras.5 P – Para y > 0. que permitiram constatar que a grelha tem um funcionamento análogo ao de um vertedor de soleira livre. P y = altura d'água na sarjeta sobre a grelha. conseqüentemente. A Fig.

Manual de Drenagem de Rodovias 290 Figura 112 .Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .

Por outro lado. A Fig. segundo consta no Manual de Drenagem Urbana de Denver. único que pode ser aplicado para configuração de grelhas e de ruas diferentes daquelas dos ensaios. hipóteses de cálculo que nem sempre correspondem à realidade. Na seção BB da figura. estudos conduzidos pela Universidade John Hopkins admitem o funcionamento da grelha como orifício a partir de 7. Assim. Bocas-de-lobo com grelha em ponto intermediário das sarjetas Para se estudar o comportamento das grelhas instaladas em pontos intermediários das sarjetas destaca-se em particular "The Design of Storm Water Inlets" que consubstancia o estudo efetuado na Universidade John Hopkins. aproximadamente.2). A seleção de um ou outro método de dimensionamento ficará a critério do projetista. consideradas isoladamente. 113 para o dimensionamento.5 cm. junto às sarjetas e bocas-de-lobo. para compensar os efeitos globais desses fatores. e recomenda a utilização do gráfico da Fig. igual ao somatório das vazões pela grelha e pela abertura no meio-fio. 114 mostra um esquema geral da grelha. 112 e 113 decorre de critérios diferentes adotados na escolha do coeficiente de descarga pêlos orifícios. Estudos dessa mesma Universidade mostraram que a capacidade teórica de esgotamento das bocas-de-lobo combinadas é. irregularidades nos pavimentos das ruas. devem-se aplicar coeficientes de redução sobre os valores teóricos calculados. está assinalada a profundidade y’ que é facilmente calculada uma vez conhecido y0 (item 5. A diferença entre os resultados obtidos através das Figs.Manual de Drenagem de Rodovias 291 – – – obstruções causadas por detritos carreados pelas águas. MT/DNIT/DPP/IPR .

Capacidade de escoamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 292 Figura 113 .

5 onde: y.2 x v o x tgØ x ⎜ ⎟ ⎜g⎟ ⎝ ⎠ 0. escoará lateralmente em direção à grelha como se fosse uma boca-de-lobo simples. = y o − W tgØ Se for adotado um valor de L menor que L' haverá um excesso de água q2 que não será esgotado pela grelha e deve ser calculado por: q 2 = 0.Esquema geral de grelha 293 A profundidade y' é importante neste método. pois admitindo-se que a parcela d'água na sarjeta ao longo da largura W da grelha irá escoar longitudinalmente para seu interior.5 MT/DNIT/DPP/IPR . Para que toda essa água seja esgotada longitudinalmente e lateralmente. conforme mostra a Fig. a grelha deverá possuir um comprimento mínimo L'. baseada em experiências de laboratório: ⎛ y' ⎞ L' = 1.25 x (L'−L ) x g x (y') 1.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 114 . calculado a partir da fórmula empírica seguinte. então a parcela restante.W) e profundidade y'. com lamina de largura (T .114.

em m. em m.Manual de Drenagem de Rodovias 294 Por outro lado. a vazão esgotada pela grelha será. O valor de L é calculado por: ⎛y⎞ Lo = m x v o ⎜ ⎟ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 0. em m. T = largura da seção molhada de escoamento. por algum motivo. Ø' = ângulo formado entre o plano da superfície do pavimento e o plano vertical na grelha (tgØ'= 1/i) . W = largura da grelha. Se. yo = profundidade da lâmina d´água na sarjeta. em m. em m/s = Qo/Ao Qo = vazão que escoa na sarjeta. o comprimento da grelha deverá ser maior ou igual a L para que todo o escoamento longitudinal na sarjeta dentro da faixa W da grelha seja esgotado. q = q 2 + q3 Finalmente. Se L for menor que L0. as águas pluviais não esgotadas ultrapassam as grelhas. a vazão que ultrapassa a grelha pode ser calculada por: q3 = Q o ⎛ L ⎞ x ⎜ 1 − 22 ⎟ ⎜ Lo ⎟ ⎝ ⎠ 2 Assim sendo. Vo = velocidade média de escoamento nas sarjetas. a vazão total que ultrapassa a grelha é calculada por.5 O fator m é uma constante que depende da configuração da grelha e os seus valores encontram-se na tabela 34 do Apêndice D. em m3/s. em função do tipo da boca-de-lobo. as grelhas devem ser dimensionadas de modo que L ≥ L o . Em condições normais. Ao = área da seção transversal de escoamento da sarjeta. Q = Qo − q Símbolos empregados na formulação matemática: y' = profundidade da lâmina d’água junto à borda externa da grelha. L' = comprimento da grelha necessário para interceptar. em m. L < Lo. toda a água que escoa fora da grelha q2. em m2. MT/DNIT/DPP/IPR . lateralmente.

Manual de Drenagem de Rodovias 295 i = declividade transversal do pavimento da pista de rolamento.2) Para os procedimentos a serem seguidos na execução deste dispositivo. devem ser posicionados os poços de visita que atenderão às bocas-de-lobo projetadas e demais casos particulares. Lo = comprimento da grelha necessário para captar toda a água que escoa sobre a grelha. deflúvio a escoar para jusante e galeria de jusante. L = comprimento da grelha. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES . em m. e otimizando de forma ordenada a seqüência de cálculos. em m. em m3/s. segundo as necessidades de captação de águas. MT/DNIT/DPP/IPR . 6. q = vazão total não esgotada pela boca-de-lobo. Q = vazão esgotada pela boca-de-lobo. concorrem mais de um coletor. que servirá de orientação ao roteiro.5 ROTEIRO PARA PROJETO DE GALERIAS PLUVIAIS DE SEÇÃO CIRCULAR Será apresentado a seguir um roteiro para o projeto de galerias pluviais de seção circular visando facilitar o trabalho. é composta de três itens fundamentais: poço-de-visita. em m. Qo = vazão que escoa lateralmente à grelha. Ø' = ângulo formado entre o plano da sarjeta e o plano vertical. 6. g = aceleração da gravidade. Após o dimensionamento e localização das bocas-de-lobo e sarjetas. em m/s2. em m3/s. A planilha. apresentada a seguir. Têm ainda o objetivo de permitir a limpeza nas galerias e a verificação de seu funcionamento e eficiência. e seu espaçamento é função da capacidade hidráulica da sarjeta (item 5. em m3/s. em pontos baixos do perfil e em pontos intermediários. para um mesmo local. em m. As bocas-de-lobo devem ser localizadas imediatamente a montante das curvas dos meiofios nos cruzamentos. t = espessura das barras longitudinais das grelhas.4 POÇOS-DE-VISITA Os poços-de-visita são dispositivos especiais que têm a finalidade de permitir mudanças ou das dimensões das galerias ou de sua declividade e direção. conforme descrito acima. São dispositivos também previstos quando. e = espaçamento entre as barras longitudinais das grelhas.

5.2 DEFLÚVIO A ESCOAR PARA JUSANTE Bacia contribuinte ou bacia de drenagem é uma área definida topograficamente. 6.Coeficiente de impermeabilidade MT/DNIT/DPP/IPR . dividir a área de cada bacia em áreas contribuintes dos diversos-poços-de visita. A individualização da bacia contribuinte é necessária e feita pelo traçado em planta topográfica das linhas dos divisores de água ou espigões. Deve ser marcado o divisor de águas de cada bacia que contribua diretamente para a seção de interesse.Número do poço Os poços-de-visita deverão ser numerados de montante para jusante.Manual de Drenagem de Rodovias 296 Esta planilha está baseada no modelo adotado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro que é o modelo mais utilizado no país. b) Coluna 2 .Área Determinar a área de cada sub-bacia de contribuição.1 POÇO-DE-VISITA a) Coluna l . Essas áreas devem ser calculadas ou planimetradas e o seu resultado deve ser indicado em hectares. isto é.5. 6. a) Coluna 7 .Fundo Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (6) e (17) . d) Coluna 4 .Recobrimento Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (16) e (17) .Terreno Deve ser indicada nesta coluna a cota do terreno do local. e) Coluna 5 .Estaca Devem ser indicadas as estacas correspondentes aos poços-de-visita. de acordo com a locação. f) Coluna 6 . b) Coluna 8 . coletora de água de chuva que.Nível d’água Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (5) e (19). c) Coluna 3 . atinge a seção considerada. escoando pela superfície do solo.

Área total Na coluna 9 devem ser indicados. Apêndice D. a soma das áreas locais contribuintes para cada poço-de-visita.cujas águas fluem para ele. ou tempo requerido pelo escoamento superficial para fluir sobre a superfície. e) Coluna 11 . Os valores de (n) podem ainda ser obtidos da Fig. No caso do primeiro poço-de-visita. r = 0. que poderá ser tomado igual a 1 se a área for inferior a 1 ha. te = tempo de entrada. se a área total for maior que 1 ha.60 : para zona residencial urbana. No caso do primeiro poço-de-visita ou boca-de-lobo. 115. tp = tempo de percurso.Manual de Drenagem de Rodovias 297 Em função do grau de urbanização da área do projeto. a ser indicado na coluna (11). esta área é igual à respectiva área local. em min. classificar a impermeabilidade das áreas locais (r). em hectares. em min. o tempo de percurso depende das suas características hidráulicas e extensão: valores indicados na coluna (23).15. Na prática pode ser obtido através da tabela 56 do Apêndice D.2. MT/DNIT/DPP/IPR . r = 0. ábaco de Caquot.25 : para zona rural.15. r = 0. isto é. d) Coluna 10 . ou igual ao inverso desta área elevado à potência de 0. corresponde a um tempo inicial de entrada.Tempo de concentração O tempo de concentração para galerias de drenagem urbana. única. Nas galerias. em quatro categorias: r = 0. o tempo de percurso na sarjeta pode ser obtido para equação 6. as áreas totais.80 : para áreas muito urbanizadas (zona central da cidade).40 : para zona suburbana. do item 5. em min. na forma cumulativa. c) Coluna 9 . e um tempo de percurso que é o tempo que decorre desde a entrada no conduto (sarjeta ou galeria) até o ponto de interesse. isto é. n = A-0. baseado nos estudos de Burkli-Ziegler.Coeficiente de distribuição A coluna (10) deverá ser preenchida com o coeficiente de distribuição (n). até atingir a primeira boca de lobo a montante. tc = te + tp onde: tc = tempo de concentração. O tempo de entrada depende geralmente da declividade e das características de superfície de drenagem.

e do tempo de concentração (t).Intensidade pluviométrica A intensidade pluviométrica a ser indicada na coluna (12) é a quantidade de precipitação que ocorre em uma unidade de tempo (mm/h). MT/DNIT/DPP/IPR . coeficiente de deflúvio (col 13). ou pelo gráfico da Fig. que é a distância vertical entre o greide no centro do poço-de-visita e o prolongamento da geratriz superior externa do coletor. coluna (17) deste mesmo coletor. Fig. a declividade "I" do primeiro trecho do coletor a ser indicado na coluna (16). No caso do primeiro poço de visita o deflúvio total a escoar será o próprio deflúvio parcial coluna (14).Manual de Drenagem de Rodovias 298 O tempo de concentração mínimo adotado em sistemas urbanos é de t = 10 minutos f) Coluna 12 .78 (fator numérico de conversão de unidades). i) Coluna 15 . Apêndice D. 117. onde (a) é um fator função dos coeficientes de impermeabilidade (r). para uma chuva com uma dada freqüência e com uma duração igual ao tempo de concentração. a ser indicado na coluna (14).Coeficiente de deflúvio O coeficiente de deflúvio a ser indicado na coluna (13) deverá ser calculado com base no critério de Fantoli pela fórmula f = ax (i x t). 6. coeficiente de distribuição (col 10). Após a escolha do tempo de recorrência da chuva de projeto.Deflúvio total a escoar O deflúvio total a escoar a ser indicado na coluna (15) será obtido pelo somatório dos deflúvios parciais na forma cumulativa. Os valores de (a). determina-se a intensidade de precipitação através das curvas de intensidade .60 metros. escolher à priori. g) Coluna 13 .3 GALERIA DE JUSANTE a) Colunas 16.17 e 6 . já que não há contribuição de trecho anterior. 116. e o recobrimento. é obtido através do método racional pelo produto dos seguintes fatores: área da bacia local em ha (col 7). a ser indicado na coluna (6). ou através da equação de chuvas adotada para a localidade.Declividade.duração e freqüência. podem ser determinados através da tabela 54 do Apêndice D. diâmetro e recobrimento Pelo exame do greide da rodovia e orientado pelo gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção.5. o diâmetro "d".Deflúvio parcial O deflúvio parcial em l/s. intensidade pluviométrica (i). intensidade pluviométrica em mm/h (col 12). e 2. numa primeira tentativa. Apêndice D. de acordo com o estudo hidrológico. h) Coluna 14 . Esta distância não deve ser inferior a 0.

na coluna (18). a ser indicado na coluna (18). determina-se o valor de d8/3/n. Col4 = Col5 + Col19 d) Coluna 20 . em m/s. a relação entre o tirante d'água (y) e o diâmetro (d) do tubo. K= onde: Q = deflúvio a escoar. por d8/3/n tem-se o argumento c2: c2 = K d8 / 3 n Q i Entrando-se com o valor de c2 na tabela 59 do Apêndice D. coluna (6). coluna (5) e o tirante normal coluna (19). isto é.Manual de Drenagem de Rodovias 299 Sendo conhecido o diâmetro. é a relação entre o tirante normal e o diâmetro do tubo. será a soma da cota do fundo. Dividindo-se o fator de condução (K). Apêndice D. coluna (5).Tirante normal Para o cálculo do tirante normal. será obtido através da equação: y =c ×d 2 A cota do nível d'água a ser indicada na coluna (4). i = declividade da galeria. coluna (16). em função do diâmetro escolhido coluna (17) e do coeficiente de rugosidade do tubo (n). coluna (3) pode ser calculada a cota do fundo do poço-de-visita. Para o preenchimento desta coluna devemse aguardar os cálculos efetuados para o preenchimento da coluna (19). c) Coluna 19 . em m/m.Tirante crítico MT/DNIT/DPP/IPR . o recobrimento. Através da tabela 58. determina-se o enchimento y/d. valor este a ser indicado em porcentagem. e a cota do terreno. expresso em porcentagem. coluna (17). coluna (15). mediante a seguinte operação: Col5 = Col3 − (Col6 + Col17) b) Coluna 18 .Enchimento O enchimento. tem-se inicialmente que calcular o fator de condução K. O tirante normal (y) a ser indicado na coluna (19).

Manual de Drenagem de Rodovias 300 O tirante crítico(yc). por d5/2. coluna (15). v= onde: V = velocidade de escoamento. A = área da seção molhada. em m2. em m3/s. yc/d. a ser indicado na coluna (21). a ser indicado na coluna (20). coluna (17). c3 = M d5 / 2 Q g Entrando-se com o valor de (03) na tabela 59 do apêndice D. Coluna 21 . pode ser determinado através do cálculo do módulo crítico (M): M= onde: Q = deflúvio a escoar. Q A MT/DNIT/DPP/IPR . em m/s. Através da tabela 58.Velocidade de escoamento A velocidade de escoamento será determinada pela equação da continuidade. yc < y o regime é subcrítico. em m/s. Dividindo o módulo crítico(M). em m/s2. Q = deflúvio a escoar. g = aceleração da gravidade. yc = y o regime é crítico. determina-se o valor de d5/2. tem-se o argumento (c3). em função do diâmetro escolhido. coluna (15). O tirante crítico (yc) será obtido através da equação: yc = c3 x d Donde pode-se concluir que se: yc > y o regime é supercrítico. Apêndice D. determina -se o enchimento crítico.

O diâmetro mínimo tanto para os ramais de boca-de-lobo como para as galerias não deverá ser inferior a 0. coluna 22.40 m. coluna 21. visando facilitar a auto-limpeza. Os procedimentos a serem seguidos na execução dos dispositivos devem obedecer às Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES . A altura d'água calculada não deverá ser inferior a 20 % nem superior a 85 % do diâmetro do coletor. v= e) Coluna 22 . em m/s.Manual de Drenagem de Rodovias 301 Para a determinação da área da seção molhada. multiplica-se o valor do argumento c1.Tempo de percurso Q c1 x d2 O tempo de percurso no trecho. f) Coluna 23 . expresso em minutos: tp = onde: tp = tempo de percurso. 6. de acordo com o projeto. devido à resistência a erosão do tubo de concreto.0 m/s. em min. tabela 58 do Apêndice D. MT/DNIT/DPP/IPR . V = velocidade de escoamento. ao quadrado. em m. nem inferior a 1.Extensão A extensão deverá ser indicada em metros na coluna 22.5. função de y/d já determinado na coluna (20) pelo diâmetro escolhido coluna (17). E = extensão. coluna 23 .4 RECOMENDAÇÕES E 1 x V 60 A velocidade de escoamento não deverá ser superior a 4. a ser indicado na coluna 23 é o resultado da divisão da extensão do trecho do coletor a montante pela respectiva velocidade de escoamento. tabela 59 do Apêndice D.5 m/s.

Pluv.Planilha para cálculo de coletores circulares de águas pluviais 1 2 3 4 5 6 MT/DNIT/DPP/IPR 302 . Distr. Parcial ℓ/s Nº Estaca d´água m m m m ha Imper. Tempo Total a Declividade Diâmetro Enchimento Recobrimento Velocidade Extensão Percurso Nível Área Tempo Intes Coef.POÇO DE VISITA BACIA LOCAL DEFLUVIO A ESCOAR PARA JUSANTE GALERIA DE JUSANTE LOCAÇÃO CONTRIBUIÇÃO PARCIAL Tirante Defl. escoar m % m % m/s m Normal Crítico Coef. Terreno Fundo Área Coef. Defl. min Total Conc. m ha min mm/h mm/h ℓ/s 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 COTAS NO POÇO Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 45 . Defl.

Manual de Drenagem de Rodovias 6.Tempo de entrada Natureza da área 1 – Área de construção densas 2 – Áreas residenciais 3 – Parques. ou longitudinal com barras Transversais Combinada Tipo de Boca-de-Lobo % permitida sobre o valor teórico 80 65 50 80 60 50 110% dos valores indicados para a grelha correspondente Tabela 47 .Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo Localização nas Sarjetas Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Simples combinada Com grelha Simples Grelha longitudinal Grelha transversal. campos 10 min 12 min 15 min Declividade da Sarjeta I<3% 7 min 10 min 12 min I>3% MT/DNIT/DPP/IPR .Valores do fator m BOCA DE LOBO COMBINADA Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e GRELHAS Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e m = 4.3 m = 6.0 m = 8.6 COEFICIENTES DE REDUÇÃO DAS CAPACIDADES DAS BOCAS DE LOBO 303 Tabela 46 .0 m = 3.6 Tabela 48 . jardins.

043 a = 0.4670 17.2321 1.25 0.23 0.50 0.1444 0.1600 0.5724 0.6400 0.70 0.058 a = 0.0254 0.00 1.3850 10.6667 n = 0.0769 5.20 0.0529 0.0770 19.30 0.2691 1.3600 0.40 0.2789 0.15 0.6154 12.90 1.1358 0.0000 2.8100 1.80 r = 0.40 r = 0.018 304 Tabela 50 .6920 42.029 a = 0.015 d 5/2 m 2 0.0493 0.0769 1.5385 1.4100 0.10 1.2500 0.0770 76.9231 3.0179 0.0087 0.8462 6.7330 36.38 0.Valores do fator (a) r = 0.4900 0.0225 0.0000 1.6920 29.1769 0.80 0.60 0.4400 0.6670 86.0400 0.60 r = 0.0900 0.1012 0.4615 1.3330 66.5774 MT/DNIT/DPP/IPR .20 d 2 d8/3 n n = 0.25 a = 0.2310 125.0625 0.0000 108.45 0.0890 0.8000 50.7684 1.0670 25.6670 5.0312 0.2025 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 49 .0000 1.9230 99.6923 8.Determinação de d 8 3 n e d 5 2 Diâmetro m 0.4620 58.013 0.

1107 0.2956 0.1366 0.0237 0.2934 0.2853 0.51 0.31 0.2098 0.44 0.40 0.4312 0.1719 0.1242 0.3069 0.3263 0.Manual de Drenagem de Rodovias 305 Tabela 51 .50 0.2739 0.41 0.3627 0.0331 0.1401 0.16 0.46 0.2410 0.3229 0.2651 0.29 0.0549 0.1926 0.32 0.0418 0.4920 0.58 0.1347 0.1762 0.2450 0.0805 0.5020 0.5500 0.0777 0.15 0.1451 0.0498 0.2090 0.1612 0.3420 0.0739 0.33 0.0694 0.3827 0.18 0.3032 0.0197 0.5400 0.1383 0.1623 0.1050 0.2202 0.66 0.2038 0.2368 0.2149 0.45 0.19 0.1148 0.52 0.0174 0.0573 0.4530 0.2014 0.4130 0.5590 0.3130 0.3157 0.2167 0.1030 0.3374 0.2185 0.Dados numéricos para o cálculo do escoamento em galerias circulares parcialmente cheias y d 0.0535 0.0921 0.2461 0.48 0.1668 0.1530 0.55 0.3527 0.4820 0.67 0.0597 0.57 0.4030 0.1683 0.3717 0.2642 0.1044 0.1298 0.1198 0.2464 0.5690 C2 0.2355 0.4330 0.1828 0.23 0.54 0.1449 0.24 0.2251 0.1982 0.0394 0.0273 0.43 0.3930 0.5120 0.0862 0.1800 0.3328 0.2354 0.5310.1199 0.0811 0.2074 0.3828 0.0646 0.60 0.3599 0.1312 0.0377 0.2305 0.0302 0. 0.1711 0.4720 0.62 0.3727 0.39 0.1248 0.1002 0.0221 0.22 0.27 0.0752 0.1890 0.0955 0.47 0.0961 0.1110 0.4230 0.36 0.1830 0.20 0.0304 0.35 0.0304 0.2510 C3 0.68 C1 0.4430 0.30 0.0735 0.21 0.0340 0.1988 0.0269 0.2098 0.0805 0.0152 0.2751 0.26 0.34 0.1455 0.0910 0.4444 MT/DNIT/DPP/IPR .1883 0.0246 0.1535 0.0461 0.0427 0.0432 0.17 0.1559 0.0818 0.0361 0.2550 0.3466 0.53 0.65 0.28 0.0698 0.1844 0.4062 0.1261 0.38 0.0613 0.1773 0.3949 0.0653 0.59 0.5220 0.1604 0.37 0.1508 0.0864 0.61 0.42 0.0981 0.2836 0.56 0.63 0.64 0.4620 0.1174 0.25 0.2276 0.2546 0.2260 0.4162 0.49 0.

6970 0.6714 0.73 0.87 0.6230 0.7767 0.8017 306 MT/DNIT/DPP/IPR .6050 0.6660 0.2845 0.6526 0.84 0.6490 0.5543 0.3079 0.6960 0.6890 0.7190 0.2970 0.70 0.6740 0.3011 0.4700 0.2561 0.85 0.2705 0.7270 0.7250 0.79 0.3151 0.3115 0.6348 0.5400 0.2607 0.3263 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 51 – (Continuação) y d 0.7380 C2 0.4987 0.6140 0.5599 0.7040 0.3047 0.7320 0.6570 0.6185 0.86 0.2928 0.6898 0.69 0.5240 0.71 0.78 0.3243 0.89 C1 0.2751 0.5780 0.83 0.2659 0.2798 0.75 0.2881 0.74 0.3212 0.82 0.76 0.7527 0.88 0.6810 0.7120 0.72 0.5870 0.81 0.77 0.80 0.7106 0.3183 0.6051 0.5108 0.6020 0.6400 0.3300 C3 0.4570 0.6320 0.3267 0.4831 0.

Coeficiente de distribuição (n) .Àbaco de Caquot 307 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 115 .

Coeficiente de deflúvio f 308 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 116 .

Manual de Drenagem de Rodovias 309 Figura 117 .Gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção MT/DNIT/DPP/IPR .

.

FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 311 GEOTÊXTEIS CARACTERÍSTICAS.

.

• • Processo de fabricação Matéria-prima Essas características são divididas em quatro grupos: • • • • Características Físicas Características Mecânicas Características Hidráulicas Características de Durabilidade Com relação ao processo de fabricação os geotêxteis podem ser tecidos ou não-tecidos. os geotêxteis possuem características (propriedades) que definem seu comportamento quando instalados em uma estrutura pertencente à obra. Características físicas: a) Gramatura (densidade superficial) b) Espessura c) Densidade da fibra ou filamento d) Diâmetro da fibra ou filamento e) Porosidade MT/DNIT/DPP/IPR . ou pelo menos que servir de subsídios para a seleção produto mais adequado situação de obra Esta situação de obra pode estar ligada ao desempenho do geotêxtil ou às suas condições de instalação. esses materiais são submetidos a alguns ensaios que simulm situações reais e que fornem resultados que ser usados dimensionamento. 7. FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO INTRODUÇÃO 313 7.1 Os geotêxteis são materiais têxteis permeáveis com aplicação em obras ou estruturas geotécnicas. Como tantos outros materiais aplicados em obras de engenharia. Para se definir as características dos geotêxteis.2 CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis derivam diretamente de dois fatores básicos. que muitas vezes definem também o desempenho.Manual de Drenagem de Rodovias 7 OS GEOTÊXTEIS: CARACTERÍSTICAS.

Características de durabilidade: a) Fluência b) Resistência à abrasão c) Resistência aos raios ultra-violetas d) Resistência à temperatura e) Resistência a agentes químicos f) Resistência a agentes biológicos 7. As funções são: – – – Filtração Separação Reforço MT/DNIT/DPP/IPR .Capacidade de retenção de partículas.3 FUNÇÕES DOS GEOTÊXTEIS A função de um geotêxtil é tudo aquilo que se espera que o mesmo desempenhe na estrutura pertencente à obra.Manual de Drenagem de Rodovias 314 Características mecânicas: a) Resistência à tração b) Alongamento c) Módulo de rigidez d) Resistência ao Puncionamento e) Resistência ao estouro f) Resistência à propagação do rasgo g) Flexibilidade h) Atrito com o solo i) Isotropia Características hidráulicas: a) Permeabilidade normal b) Permeabilidade transversal c) Abertura de filtração (Porosimetria) .

ou seja.Manual de Drenagem de Rodovias 315 – – Proteção Drenagem Nas obras os geotêxteis podem desempenhar simultânea ou isoladamente as funções apresentadas. Aqui também são características importantes: – – – – Abertura de filtração Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo Resistência à tração MT/DNIT/DPP/IPR . se esperamos que um geotêxtil desempenhe uma determinada função na obra e condição básica que este possua as características exigidas para tal e com determinados valores (dimensionamento) 7.3. ao mesmo tempo que retém as partículas do solo necessárias à sua estabilização.1 FUNÇÃO FILTRAÇÃO Por exemplo. o geotêxtil impede que estes se misturem. quando instalado entre um solo e um meio drenante. o geotêxtil permite a livre passagem da água. mantendo cada qual suas características.2 Quando instalado entre dois materiais de granulometrias diferentes.3. É importante que fique claro que as funções derivam e dependem das Características dos geotêxteis. ao mesmo tempo que permite a livre passagem da água nos dois sentidos evitando sub-pressões. Deve-se observar que são características importantes para função: • • • Permeabilidade Porosidade Abertura de Filtração (capacidade de retenção de partículas) Para a instalação (Resistência a esforço de instalação) • • • • Resistência à tração Alongamento Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo FUNÇÃO SEPARAÇÃO 7.

4.3 FUNÇÃO REFORÇO 316 O geotêxtil atua como reforço sempre que solicitado à tração no sentido de aumentar a resistência do material que o envolve.1 GRAMATURA (DENSIDADE SUPERFICIAL) – – 7. são as seguintes: 7.2 Símbolo: Unidade: (gramas/m) ESPESSURA – – Símbolo: Unidade: (mm) MT/DNIT/DPP/IPR .4 Espessura Permeabilidade CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis. São características importantes: – – – – – 7.Manual de Drenagem de Rodovias 7.3.3.5 Espessura Resistência ao Puncionamento FUNÇÃO DRENAGEM TRANSVERSAL Função desempenhada pelo geotêxtil quando transporta gases ou líquidos através de sua espessura no plano da manta.4.3.4 Resistência à tração Alongamento Rigidez Atrito com o solo Fluência FUNÇÃO PROTEÇÃO Nessa função o geotêxtil absorve os esforços e tensões localizadas que se incidissem diretamente sobre o material protegido poderiam danificá-lo. São características importantes: – – 7. também chamadas de propriedades. onde o importante é caracterizar: – – 7.

µm) Dimensão da seção transversal da fibra ou filamento que compõe o Geotêxtil 7.4. Analiticamente: η = 1− µ ϑf ⋅ Tg RESISTÊNCIA À TRAÇÃO 7.Manual de Drenagem de Rodovias 7. 7. Figura 118 .4.4.4.Tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis a) faixa estreita (strip test) b) faixa larga (wide width test) c) agarramento (grab test) MT/DNIT/DPP/IPR .6 – Símbolo: α E = força por unidade de largura para um dado alongamento α f = força por unidade de largura na ruptura – Unidade (KN/m) Os três tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis são os constantes da Fig.5 POROSIDADE – – Símbolo: (ηGT ) Unidade: (%) É a relação entre o volume de vazios do geotêxtil e o volume total do mesmo.4 DIÂMETRO DA FIBRA OU FILAMENTO – – Símbolo: d f Unidade: (mm . g/m3) É a própria densidade da matéria-prima com que são fabricadas. 118.3 DENSIDADE DA FIBRA OU FILAMENTO 317 – – Símbolo : ρf Unidade : (Kg/m3.

7.4. Esse ensaio só é usado para controle de qualidade da fabricação.4. pela sua reduzida largura. mas não traduz corretamente o desempenho do geotêxtil devidamente confinado pelo solo. para caracterizar um geotêxtil.Manual de Drenagem de Rodovias 318 a) O ensaio de faixa estreita não é utilizado para caracterizar o comportamento de geotêxteis.8 MODULO DE RIGIDEZ – – Símbolo: J Unidade : (KN/m) É a inclinação da curva tensão X deformação obtida nos ensaios de tração. é muito utilizado por ser bastante prático. arames e outros objetos contundentes aplicam no geotêxtil durante sua instalação e/ou vida útil. pois. N) Representa o esforço concentrado e praticamente estático que pedras.7 ALONGAMENTO – – Símbolo: ε Unidade:(%) Corresponde à deformação que o geotêxtil sofre nos ensaios de tração.9 RESISTÊNCIA AO PUNCIONAMENTO a) Puncionamento estático: – – símbolo:Fp unidade: (KN. O ensaio consiste em se fazer penetrar uma determinada punção sobre a amostra de geotêxtil e medir o esforço necessário para tal. O módulo (J) depende do formato da curva tensão (α ) X deformação (ε ) . c) O ensaio de agarramento (GRAB-TEST) simula a solicitação de tração no geotêxtil quando utilizado entre duas pedras que tendem a se afastar. b) Puncionamento dinâmico – – símbolo : Wi Unidade : (J) MT/DNIT/DPP/IPR . 7. b) Considerado um ensaio de performance. e pode assumir valores diferentes dependendo de cada fase da curva. 7.4. produz distorções no resultado devido à grande estricção que o corpo de prova sofre na sua parte central.

7. fendas. 7. 7. O ensaio (não normalizado para geotêxteis) consiste em lançar uma função sobre a amostra do geotêxtil e verificar a energia máxima de resistência ao impacto.4. etc. KN) Em situações onde o geotêxtil sofre danos localizados.11 RESISTÊNCIA À PROPAGAÇÃO DO RASGO – – símbolo: FT unidade: (N. é importante que esses danos não se propaguem para não comprometer ainda mais o seu desempenho.14 ISOTROPIA Característica inerente ao geotêxtil que possui as mesmas propriedades mecânicas em todas as direções dentro do seu plano de fabricação. 7. o atrito com o solo está ligado à interação entre este e o geotêxtil como medida da transmissão do esforço.4.13 ATRITO COM O SOLO Característica muito importante quando o geotêxtil atua como reforço.12 FLEXIBILIDADE Essa propriedade está ligada à capacidade de acomodação do geotêxtil no terreno ou substrato onde é instalado. rachaduras. 7. MT/DNIT/DPP/IPR . em se medir o diâmetro do furo provocado pela punção e energia padronizadas. ou em ensaios mais empíricos.4.Manual de Drenagem de Rodovias 319 Representa a solicitação dinâmica pontual que pedras e enrocamentos lançados impõe sobre o geotêxtil especialmente durante sua instalação.10 RESISTÊNCIA AO ESTOURO – – símbolo: PB unidade: (KPa.) O ensaio de caracterização consiste em se aplicar uma carga hidráulica através de uma membrana de borracha na amostra de geotêxtil instalada em uma flange. MPa) É o esforço distribuído que solos moles ou líquidos impõem ao geotêxtil quando apoiado em substrato que apresente grandes vazios (espaços intragranulares. O ensaio de caracterização consiste em se fazer tracionar os lados não paralelos de um corpo de prova trapezoidal no qual se faz um corte inicial.4.4.

15 PERMEABILIDADE NORMAL 320 – – Símbolo: Kn Unidade: (cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade normal.4.17 ( ) ABERTURA DE FILTRAÇÃO (CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE PARTÍCULAS) – – Símbolo:Of Unidade (mm. essa é a característica que expressa sua capacidade em ser atravessado por um fluxo de água perpendicularmente ao plano do geotêxtil. que é o produto de seu coeficiente de permeabilidade transversal pela sua espessura.Manual de Drenagem de Rodovias 7. É comum se expressar a permeabilidade normal do geotêxtil através de sua permissividade (Ψ ) .16 – – símbolo:Kt unidade:(cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade transversal. representa o tamanho da maior partícula que atravessa o geotêxtil nas condições de ensaio (capacidade de retenção de partículas). Ψ= Kn −1 s Tg ( ) PERMEABILIDADE TRANSVERSAL 7.4. Ø = Kt Tg cm /s 7. Em outras palavras. através da sua transmissividade (Ø) . µm ) Característica que representa o tamanho do maior poro do geotêxtil.que é a relação entre o coeficiente de permeabilidade normal e a espessura do geotêxtil. MT/DNIT/DPP/IPR .4. A determinação de Kt é feita fazendo-se percolar água pela sua espessura em condições de carga hidráulica conhecida lei de DARCY. É comum se expressar a permeabilidade transversal do geotêxtil. A determinação de Kn é feita através da passagem de um fluxo de água em regime laminar pelo geotêxtil em um permeâmetro de carga constante aplicando-se a lei de DARCY. essa é a característica que expressa a capacidade do geotêxtil em conduzir um fluxo de água (ou gases) pela sua espessura no sentido paralelo à sua superfície.

via de regra não há com o que se preocupar. em se deformar ao longo do tempo quando submetido à carga constante. concentração e demais condições do produto em contato com o geotêxtil.20 RESISTÊNCIA AOS RAIOS ULTRA-VIOLETAS Característica ligada à degradação da matéria prima do geotêxtil quando exposto à luz do sol. Característica derivada da matéria-prima. 7. – Solo em contato direto com o geotêxtil MT/DNIT/DPP/IPR .4.18 FLUÊNCIA Corresponde à característica.4. não desejável de um geotêxtil. 7. 7.4.4. 7.5. 7.5 O DIMENSIONAMENTO FUNÇÃO FILTRAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA DRENAGEM SUBTERRÂNEA – 7.4.Manual de Drenagem de Rodovias 321 Os ensaios existentes. 7. podem vir a ser submetidos.4. 7.19 RESISTÊNCIA À ABRASÃO Característica pouco importante para a maioria das aplicações do geotêxtil.21 RESISTÊNCIA À TEMPERATURA Característica da matéria-prima de importância quando o geotêxtil entrar em contato com altas temperaturas. representa sua maior ou menor suscetibilidade em alterar sua textura superficial quando submetida a esforços de abrasão por cravação ou arrasto. Nas aplicações enterradas. bem diferentes entre si. como os demais tipos de filtros. consistem na determinação do tamanho da maior partícula de um solo padrão que atravessa o geotêxtil em condições de percolação de água ou a seco com vibração.1 MECANISMOS DE FILTRAÇÃO Para o correto dimensionamento do geotêxtil como filtro é importante que se entenda os dois mecanismos básicos de filtração a que os geotêxteis.23 RESISTÊNCIA A AGENTES BIOLÓGICOS Resistência da matéria-prima do geotêxtil aos agentes biológicos em contato.22 RESISTÊNCIA A AGENTES QUÍMICOS Característica da matéria-prima ligada à sua degradação ou resistência aos elementos químicos.

(c) MT/DNIT/DPP/IPR . Segundo Rollin e Denis (4). formando um filtro natural. seguindo as duas formações básicas que seguem – formação reticulada em pontes (figura 119a): Após a passagem. as mais grossas que vão para junto do geotêxtil são retidas. Formando um novo arcabouço estável e criando um filtro natural. pensão . Nesse caso. lavagem. o geotêxtil só pode ser instalado quando for possível o acesso ao mesmo para retirada do material retido.(b) Geotêxtil retendo partículas em sus. Nesse caso o geotêxtil pode ser instalado enterrado e sem acesso ao mesmo. nesse mecanismo de filtração o geotêxtil atua como barreira provocando a formação de um filtro natural. etc. drenos de barragem.(a) Formação reticulada em abóboda . a aderência entre partículas do solo e as fibras do geotêxtil faz com que o processo seja semelhante ao anterior. em uma primeira fase de algumas partículas mais Finas. praticamente por tempo indefinido. necessitando manutenção. – b) Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluido percolante É o caso da filtração de águas brutas de rios para abastecimento. formação reticulada em abóbada (figura 119b): Em solos argilosos. etc. Geotêxtil em contacto com o solo: Figura 119 . enxurradas com partículas em suspensão. esgotos industriais e domésticos. Com o passar do tempo as partículas retidas na superfície vão tornando o sistema menos permeável. retrolavagem ou até substituição do geotêxtil.Manual de Drenagem de Rodovias 322 – Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluído percolante a) Solo em contato direto com o geotêxtil É o caso dos drenos subterrâneos de rebaixamento de lençol freático.Mecanismos de filtração Vazios Geotêxtil Fibras Geotêxtil Geotêstil em contacto com o solo: Formação reticulada em ponte . onde a água percola limpa através dos poros do solo. Nesse mecanismo de filtração (figura 119c) o geotêxtil vai retendo as partículas em suspensão e deixando passar o fluído.

Manual de Drenagem de Rodovias 7. B = constante do método Of = abertura de filtração do geotêxtil (capacidade de retenção) O CFGG . todos os métodos de dimensionamento de geotêxteis como filtros propõe a seguinte relação: – kn ≥ C ⋅ ks Critério de Permeabilidade onde: Ks = coeficiente de permeabilidade do solo base C = constante do método Kn = coeficiente de permeabilidade normal do geotêxtil – Of ≤ B ⋅ d Critério de Retenção onde d = diâmetro da partícula do solo base tal que 85% em peso são inferiores a este diâmetro. da mesma forma que para o dimensionamento de filtros granulares. dois critérios básicos devem ser considerados. ao mesmo tempo.2 O DIMENIONAMENTO DO GEOTÊXTIL PARA O DESEMPENHO DA FUNÇÃO 323 Filtração Para o dimensionamento de um geotêxtil como filtro em uma drenagem subterrânea (ou sub-superficial). suficientemente capaz de reter as partículas necessárias para a estabilização do solo em contato Praticamente.5. – – Critério de retenção Critério de permeabilidade ou seja.Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas adota como método de escolha (dimensionamento) do geotêxtil como filtro a metodologia que segue: Critério de Permeabilidade A perda de carga ∆h à passagem do geotêxtil é dada pela relação: MT/DNIT/DPP/IPR . o geotêxtil deve ser permeável o suficiente para evitar perturbações no solo por problemas de pressão. de percolação e.

kn ≥ 10 5 ks tg pois. com o fator de correção A.Manual de Drenagem de Rodovias 324 ⎛ kn ⎞ ks is ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ ⎛ kn ⎞ onde ⎜ ⎟ = permissividade do geotêxtil na obra em S-1 ⎜ Tg ⎟ ⎝ ⎠ Kn = coeficiente de permeabilidade do geotêxtil em m/s Ks = coeficiente de permeabilidade do solo em m/s Tg = espessura do geotêxtil em m is = gradiente hidráulico no solo ou vizinho do geotêxtil (adimensional) Obs : A permissividade é a medida sob pressão nula (AFNOR NF 38.1 m: equivale a Fator 10 coeficiente de segurança global: Fator 3 A permissividade do geotêxtil deve ser. compressão sob carga: Fator 3 gradiente 1s ≤ 10 : equivale a Fator 10 perda de carga admissível: ∆h = 0. novo e não comprimido. kn ⎛ kn ⎞ Tg ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ A ⎝ ⎠ * * * Fator de Correção A (Produto de termos corretivos ou pré-fixados) a) Obras com alto nível de segurança (barragens.016) A permissividade da obra será a permissividade do geotêxtil. etc) – – – – – contaminação: na colocação na obra ou em funcionamento: Fator 100. ⎛ kn ⎞ ks x is ⎜ ⎟= ⎜ tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ kn tg ks x is = ∆h A MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 325 kn ks x is x A = tg ∆h kn 10 x 100 x 3 x 3 x ks = tg 0. ligadas à granulometria do solo. tipo de escoamento e função do geotêxtil.8 C 2 – influência do solo solos -fofos ou não confinadosC2 = 0.C3.C4 onde C 1 – influência da granulometria granulometria continua e bem graduada C1 = 1 granulometria uniforme C1 = 0.074mm).25 C 3 – escoamento hidráulico MT/DNIT/DPP/IPR . 12% passando na peneira 200 (0. Of é obtido através do ensaio de peneiramento hidrodinâmico (AFNOR NF-G 38017) A comparação acima é afetada por coeficientes para levar em conta condições particulares.10 kn = 10 5 ks tg b) Outras Obras (Trincheiras Drenantes. Floreiras.8 solos densos e confinadosC2 = 1. compacidade. pode-se considerar a contaminação desprezível kn ≥ 10 3 ks tg Critério de Retenção É comparada a abertura de filtração ( Of ) do geotêxtil. Etc) kn ≥ 10 4 ks tg c) No caso de areias puras: equivalente de areia > 60. com as partículas maiores do solo (d 85 ) a filtrar.C2. Drenagem De Taludes. como segue: Of ≤ c d 85 sendo C=C1.

MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 326 gradiente hidráulico:i < 5 C3 = 1 5 < i < 20 C3 = 0.3 Gráfico para Determinação de C A escolha do fator "C".8 20 < i < 40 fluxo reversoC3 = 0.6 (proteção de margem) C 4 – função do geotêxtil função de filtroC4 = 1 função filtro-drenante (drenagem transversal)C4 = 0. pode ser feita diretamente sobre o "ÁBACO" abaixo: Figura 120 . do geotêxtil como filtro. são multiplicados por C4 = 0.3.Ábaco para escolha do fator “C” NOTA: No caso de aplicações filtro-drenantes (drenagem transversal) os valores de “C” obtidos no ábaco.

Composição granulométrica Para os solos que apresentam a possibilidade de terem partículas finas percolando nos seus vazios (britas pulverulentas. adota-se Of = 50 µm. MT/DNIT/DPP/IPR . Comentários Para solos de granulometrias descontínuas. areias pouco argilosas onde a porção argila não constitua uma matriz continua). o geotêxtil deve reter os elementos mais grossos e deixar passar os elementos mais finos. respeitando o critério seguinte: 4 ⋅ d15 〈 Of 〈 C ⋅ d 85 Considerações Porosimetria Medida da dimensão dos poros do geotêxtil e sua distribuição percentual.Manual de Drenagem de Rodovias 327 – no caso de solos-finos. nos quais a curva granulométrica apresenta um patamar acima do limite de "20% passando". se ela conduzir a um valor de Of superior a 50 µm. se não. aplica-se a regra de retenção. Neste caso a composição granulométrica tem a forma indicada na Figura 121 a seguir: Figura 121 . a abertura de filtração Of é comparado ao d85 da fração granulométrica inferior a este patamar (considera-se o patamar como sendo 100% passando).

Manual de Drenagem de Rodovias 328 Abertura de Filtração (Of) Diâmetro do maior poro do geotêxtil. Cu = d60 d10 (usado na definição do C1) Coeficiente de Uniformidade Parâmetros do Solo: d85: corresponde ao diâmetro da partícula do solo tal que 85% em peso são inferiores a esse diâmetro d60.3 ESCOLHA DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A INSTALAÇÃO DO MESMO NA OBRA As características de permeabilidade e retenção de partículas são primordiais para o desempenho da Função Filtração do geotêxtil. Tabela 52 . d10 e d15 = conceitos análogos ao d85. ocasião em que esforços mecânicos poderão danificálo. agulhadas e atender aos seguintes requisitos básicos (Tabela 60).Requisitos básicos das mantas geotêxteis Requisitos Permeabilidade Abertura de Filtração Resistência à tração Alongamento εr Resistência ao puncionamento Norma (ABNT) NBR-15223 NBR-15229 NBR-15224. para garantir a eficácia do mesmo durante sua instalação e vida útil. corresponde ao diâmetro do maior elemento de solo capaz de atravessar o geotêxtil sobre a ação da percolação de água. 7.5 Superficial ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥8 ≥ 30 ≥ 1. é muito importante a escolha final de um geotêxtil em relação ao outro levando-se em conta as características que seguem (resistência à esforços de instalação): – – – – – Resistência à tração Alongamento Resistência ao puncionamento Resistência ao estouro Resistência à propagação do rasgo Requisitos básicos das mantas geotêxteis As mantas geotêxteis. utilizadas como materiais filtrantes nos drenos. NBR-12824 NBR-15224.5. não devem tecidos. NBR-12824 NBR-13359 ou NBR-15224 Unidade cm/s µm kN/M % kN Dreno Profundo ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥ 12 ≥ 30 ≥ 2.5 MT/DNIT/DPP/IPR . mas.

5.5 ALGUMAS RECOMENDAÇÕES DRENAGEM SUBTERRÂNEA PARA A INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA Preparo do terreno: as superfícies onde será instalado o geotêxtil deverão. causando a movimentação indesejada do solo a drenar. o projetista pode e deve colocar sua escolha final tendo em conta também a tradição de uso de certos geotêxteis em condições de instalação e solos conhecidos.5. MT/DNIT/DPP/IPR . enchimento e selo. 7. A união do geotêxtil para o fechamento do filtro e emenda de duas mantas pode ser feita por recobrimento de 0.Manual de Drenagem de Rodovias 7.20 m) Colocação do material de enchimento (material drenante): o sentido de lançamento do material de enchimento deverá ser tal que impeça o levantamento e deslocamento do geotêxtil nos locais de recobrimento. A instalação do geotêxtil. devem ser feitas logo após a abertura da vala. Objetos contundentes deverão ser removidos Instalação e união dos geotêxteis: O geotêxtil deve ser instalado convenientemente contra o fundo e paredes da trincheira drenante para prevenir solicitações exageradas quando da colocação do material de enchimento e também para evitar a presença de "cavidades" entre o solo e o geotêxtil. dentro do possível.30 m (aceita-se até 0. NOTAS: Recomendações complementares dos catálogos e folhetos dos fabricantes dos geotêxteis devem ser considerados para obter o melhor desempenho possível dos mesmos.4 ESCOLHA FINAL DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A PRÁTICA 329 Tendo em vista a recente apresentação e uso dos métodos de dimensionamento de Geotêxteis para a Função Filtração. A circulação de equipamentos da obra sobre a trincheira drenante antes de sua conclusão (selo) deve ser proibida. Após o enchimento da trincheira e rebatimento do geotêxtil na superfície (fechamento superior do filtro) deverá ser imediatamente executado o selo superior para impedir a entrada de partículas na trincheira drenante devido às águas de enxurrada. estarem isentas de lama ou de água com partículas em suspensão para evitar algum tipo de poluição das mesmas.

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Manual de Drenagem de Rodovias 331 BIBLIOGRAFIA MT/DNIT/DPP/IPR .

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Paris: Rhône-Poulenc. definitions. 0livier. GICOT. GIROUD. R.1987. 3.Manual de Drenagem de Rodovias BIBLIOGRAFIA 333 1. New Jersey: PrenticeHall. 5. M. n. 2. J.. 83-92. mai/jun. Designing with geosynthetics. 1986. 6. Nouvelle approche de la mesure de la résistance à la traction des géotextiles non-tissés. Jacques. Mn: Industrial Fabrics Association International. 107. 3th. 1987. Les géotextiles: guide de l'utilisateur. ROLLIN. Recommandations pour l'emploi des géotextiles dans les systemes de drainage et de filtration. Paris. 5th. 2005. MT/DNIT/DPP/IPR . ed.. p. KOERNER. Jean-Marie. Bulletin de Liaison des Laboratoires des Ponts et Chaussées. PERFETTI Jacques. PERFETTI. L. Paul. ed. COMITÉ FRANÇAIS DES GÉOTEXTILES ET LE GÉOMEMBRANES. New Orleans. Geotextiles and geomembranes. 456-470. Geosynthetic filtration in landfill design. St. P. 2. Proceedings. v. A. In: Geosynthetic’87 Conference. 1984-1985. Paris. RIGO. 1987. DENIS R. New Orleans.. p. 4. properties and designs. 1980.

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