DNIT

Publicação IPR - 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO-GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª EDIÇÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Albino Pereira Martins (Responsável Técnico) Eng° Francisco José Robalinho de Barros (Responsável Técnico) Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Téc° Felipe de Oliveira Martins (Tecnólogo em Informática) Téc° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Técª Célia de Lima Moraes Rosa (Técnica em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri (DNIT / DPP / IPR)

COLABORADORES TÉCNICOS
Engº Osvaldo Rezende Mendes (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Francisco José d’Almeida Diogo (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Maria das Graças Silveira Farias (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Rosane Roque Jacobson (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Osvaldo Barbosa (KANAFLEX / AMITECH – RJ) Eng° MSc Fernando Wickert (Coordenador Técnico Geotêxtil da Fiberweb Bidim) Eng° Eider Gomes de Azevedo Rocha (Consultor da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Engª Carla Borges de Araújo (Consultora da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Eng° Antônio Máximo da Silva Filho (Superintendência Regional – MA {ex 15ª UNIT/DNIT})

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng°Paulo Romeu de Assunção Gontijo Eng°Saul Birman Eng°Julio César de Miranda Eng°Genésio Almeida da Silva Eng°Ronaldo Simões Lopes Azambuja Eng°Pedro José Martorel Martorel Eng°Haroldo Stewart Dantas Eng°Renato Cavalcante Chaves Eng°Nelson Luiz de Souza Pinto Eng°Willy Alvarenga Lacerda Eng°Rui Vieira da Silva Eng°Antonio Roberto Martins Barbosa de Oliveira Eng°João Maggioli Dantas Eng°Guioberto Vieira de Rezende Eng°Humberto de Souza Gomes

COLABORAÇÃO: GEPEL – Consultoria de Engenharia Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de drenagem de Rodovias. - 2. ed. - Rio de Janeiro, 2006. 333p. (IPR. Publ., 724). 1. Rodovias – Drenagem – Manuais. I. Série. II. Título.
Impresso no Brasil / Printed in Brazil

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

Publicação IPR 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª Edição

Rio de Janeiro 2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, Km 163 – Vigário Geral Cep.: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel/Fax.: (21) 3371-5888 e-mail.: ipr@dnit.gov.br TÍTULO: MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado pela Diretoria Colegiada do DNIT em 15/08/2006.

Km 163.21240-000. fruto da revisão e atualização da 1ª Edição do Manual. vierem a consultá-lo. a fim de possibilitar o desenvolvimento dos projetos de drenagem para rodovias com eficiência e modernidade.br . Solicitamos a todos os usuários deste Manual que colaborem na permanente atualização e aperfeiçoamento do texto. Neste Manual de Drenagem de Rodovias são apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária. datado de 1990. dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos. buscando-se a simplificação de procedimentos e a facilidade de sua aplicação. Vigário Geral. atualiza e complementa o nível de informação do Manual original. A presente edição. RJ Tel/Fax. por ventura.: (21) 3371-5888 E-mail: ipr@dnit. Rio de Janeiro CEP . vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu Manual de Drenagem de Rodovias. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). enviando sugestões. procurando dar maiores e melhores subsídios técnicos aos profissionais que. comentários e críticas ao endereço abaixo. Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra.APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR).gov. Centro Rodoviário.

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.................. à seção plena com controle de saída n = 0............. 34 Variação de energia............................... 34 Largura da superfície livre do fluxo................................... 38 Grandezas hidráulicas dos bueiros celulares ....................................................................... com eixo longo horizontal e controle de entrada.................................................................................. 36 Ângulo Ø............................................................................... 106 Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada em anel biselado ............................ 112 Carga para bueiros em tubulação oval de concreto......................................... 79 Propriedades hidráulicas de estruturas lentículares e elípticas ................... 102 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto............................................................................................... 111 Carga para bueiros em tubulação de concreto........................................... com eixo longo vertical ou horizontal.................. 39 Curva Kq = g (d) ................................................................................................... com controle de entrada ......................................................012........................................................................... 104 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada............... 101 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de cimento e controle de entrada ....................................... 103 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada... 113 ............................................. à seção plena com controle de saída n = 0.................................... 94 Cotas hidráulicas no levantamento do Hw........012................................... 105 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóboda de chapa metálica corrugada com controle de entrada ...................................... 78 Curva Kv = f (d) .....................012............. 107 Interpolação de curva de coeficiente Ke.................. 85 Controle de saída .............................................................. à seção plena com controle de saída n = 0............................................ 80 Esquema de escoamento por orifício .............................. 35 Relação entre energia e profundidade críticas .......................................... 109 Carga para bueiros em célula de cimento.......................................... 96 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada ..........................LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE FIGURAS Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Figura 8 Figura 9 Figura 10 Figura 11 Figura 12 Figura 13 Figura 14 Figura 15 Figura 16 Figura 17 Figura 18 Figura 19 Figura 20 Figura 21 Figura 22 Figura 23 Linha de energia específica ...........

.................................................................. 140 Acréscimo de cota devida ao remanso............024........ 155 Seção retangular ....................................................................................................................................... 138 Perfis do fundo e linha d’água ............... 145 Vista em planta dos obstáculos .......024...................................................................................................................................................................................................................................................................... 114 Carga para bueiros em chapa metálica corrugada.............................. 117 Profundidade crítica seção retangular ........................................................................ 146 Vista em perfil d’água e obstáculos ... 149 Ábaco II ................ 119 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal ......... à seção plena n = 0.......................... 132 Gráficos de h = f (AR ⅔) e h = g (v)............................ 121 Profundidade crítica para bueiro lenticular em aço corrugado........................... à seção plena n = 0........................................................................................................ 149 Valetas de proteção de corte....................................... 146 Coeficientes da fórmula de Rehbock ........ à seção plena n = 0............... 124 Seção transversal de um rio ...............024........................................... 140 Curva dx/dy = f (y) ................................................................................................................................................... 155 Figura 34 Figura 35 Figura 36 Figura 37 Figura 38 Figura 39 Figura 40 Figura 41 Figura 42 Figura 43 Figura 44 Figura 45 Figura 46 Figura 47 Figura 48 Figura 49 Figura 50 Figura 51 .......Figura 24 Figura 25 Figura 26 Figura 27 Figura 28 Figura 29 Figura 30 Figura 31 Figura 32 Figura 33 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada............................024.. 118 Profundidade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados............................................................................................................................................... 142 Perfil hidráulico teórico ... 148 Ábaco I ................. 137 Comprimento elementar ............................... 155 Seção trapezoidal ............................................. 115 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada.............................................................................................................................................................. 116 Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada...................................... 133 Termos da equação de Bernoulli ................................................................ 144 Sobrelevação devida à obstrução de pilares ......................................... 120 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical.............................................................. 154 Seção triangular.................................................... à seção plena n = 0.......................................................................................... 122 Curvas do comportamento hidráulico para bueiros circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1.......................................................................2m de diâmetro e boca de montante saliente .....................................

............................................................................................................................................................................... 185 Seção curta de uma descida d’água de comprimento ∆x .................................................... 190 Curvas de profundidade e velocidade do líquido .............. 205 Bacia de contribuição da plataforma.............................................................................................................................. 172 Direção de maior declive ......................................... 164 Sarjeta trapezoidal com capa ... 172 Meio-fio sarjeta conjugados .................................. 200 Curva para levantamento do comprimento do ressalto ......................................................................................................................... 170 Meio-fio simples e acostamento ........... 199 Número de Froude................................................................. 170 Curvas de comprimento crítico para várias declividades........................................ 174 Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro .. 191 Saída d’água de greide em rampa............... 164 Sarjeta retangular ......................... 181 Descidas d’água tipo rápido ............................................................................. 190 Perfil do fluxo em descida d’água .................................... 206 ............................................................................................. 159 Descida d’água em degrau.......................................................................................................................... 162 Sarjeta triangular ................................... 204 Dissipador contínuo ao longo do aterro .......................................................................... 163 Sarjeta trapezoidal...................................................................... 161 Seção trapezoidal .................... 183 Elemento para o cálculo da velocidade d’água no pé da descida .... 180 Situações da valeta do canteiro central ............ 201 Esquema de um dissipador de energia ...........Figura 52 Figura 53 Figura 54 Figura 55 Figura 56 Figura 57 Figura 58 Figura 59 Figura 60 Figura 61 Figura 62 Figura 63 Figura 64 Figura 65 Figura 66 Figura 67 Figura 68 Figura 69 Figura 70 Figura 71 Figura 72 Figura 73 Figura 74 Figura 75 Figura 76 Figura 77 Figura 78 Figura 79 Figura 80 Figura 81 Figura 82 Figura 83 Escalonamento de valetas................................................ 192 Saída d’água de curva vertical côncava .......................... 176 Comprimento crítico de sarjeta em função de declividade longitudinal d = f (I) .. 203 Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap”............................................. 165 Bacia de contribuição da sarjeta.............................................................................................................. 198 Esquema completo de um bueiro de greide em corte ...................................................................................................................................................... 161 Seção retangular ............................................................................................................. 168 Curva d = f (I)... 193 Esquema completo de um bueiro de greide em aterro ....................................................................................

........................... 224 Camada drenante conectada a dreno profundo ..................................................................................................................................... 235 Elementos de cálculo do dreno lateral da base .............................. 210 Corta–rios .......................... 255 Perfil dos lençóis freáticos rebaixados.................................................. 236 Área de vazão máxima (I = L) ....................... 211 Esquemas de drenos em muros de arrimo...................................................................................... 250 Curvas granulométricas.. 267 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL......................................................... 233 Comportamento da água drenada nos pavimentos ..........Figura 84 Figura 85 Figura 86 Figura 87 Figura 88 Figura 89 Figura 90 Figura 91 Figura 92 Figura 93 Figura 94 Figura 95 Figura 96 Figura 97 Figura 98 Figura 99 Figura 100 Figura 101 Figura 102 Figura 103 Figura 104 Figura 105 Figura 106 Figura 107 Figura 108 Figura 109 Figura 110 Figura 111 Figura 112 Parâmetro no escalonamento do talude ................................................................................................................................................................................................................................................................................. 227 Elementos para o dimensionamento da camada drenante............................................. 286 Seção na entrada da boca-de-lobo........................................ 258 Drenos em espinha de peixe ............................................................................. 288 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas ..................... 1977) .................................... 224 Curvas para agregados de graduação ............................................................................................. 229 Nomograma para determinação da seção de vazão ....................................... 1997) ............................................ 268 Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia.................................................................... 290 ............................. 237 Área de vazão máxima (I < L).............. 266 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL..... 283 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas .............. 288 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas................................................................. 251 Rebaixamento do lençol freático................................................................. 262 Elementos de um dreno sub-horizontal ............................................................................................................................. 266 Dreno sub-horizontal com controle na saída .............................................................................................. 238 Seções de drenos profundos................................................................................... 273 Bocas de lobo .................. 207 Escalonamento de aterro – altura máxima ............................................... 216 Camada drenante ............ 225 Filtro separador .........................................................................................................

.............................................................................................................................................................. 322 Ábaco para escolha do fator “C” ............................................. 293 Coeficiente de distribuição (n) – Àbaco de Caquot ....................... 318 Mecanismo de filtração....................................................................... 326 Composição granulométrica .....................Figura 113 Figura 114 Figura 115 Figura 116 Figura 117 Figura 118 Figura 119 Figura 120 Figura 121 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas ....... 327 ......................................................................... 309 Tipos básicos de ensaios de tração para geotexteis ................................................................................................ 308 Capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção............................ 292 Esquema geral de grelha ..................... 307 Coeficiente de deflúvio f ..........................................................................

..............................LISTA DE TABELAS Tabela 1 Tabela 2 Tabela 3 Tabela 4 Tabela 5 Tabela 6 Tabela 7 Tabela 8 Tabela 9 Tabela 10 Tabela 11 Tabela 12 Tabela 13 Tabela 14 Tabela 15 Tabela 16 Tabela 17 Tabela 18 Tabela 19 Vazão.............................................. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .. 63 Vazão.... velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ............................................... 60 Vazão..................... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ...... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .. 58 Vazão........................................................................................................................................................................................... 76 Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados......................... 81 ...... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ............. 51 Vazão........................................................ 56 Vazão................ velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .... 54 Vazão............................ velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .. 59 Vazão............................... velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) ....... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .............................. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) ..................................... 61 Vazão.................. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ........................................................ velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ....................................... velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) ............................ velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ......................................... 65 Vazão......... 52 Vazão....... 64 Vazão.... 66 Tabelas dos circulares parcialmente cheios .......... 55 Vazão................ velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ...................................... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .................... 56 Vazão...... 53 Vazão............ velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ........................................ 62 Vazão.................. 57 Vazão....

.......................................................... 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios menores......... 287 Planilha para o cálculo de coletas circulares de águas pluviais .................................. 128 Valores dos coeficientes de rugosidade “n”.............................................. 188 Parâmetros geométricos para seções circulares de canais.................. variando de “y”min até “y”máx ........................................................................... 88 Vazão.................. 302 Coeficiente de redução das capacidades das bocas-de-lobos ...... 89 Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro ........................................................................................... 254 Granulometria a ser servida por drenos e colchões drenantes .............Tabela 20 Tabela 21 Tabela 22 Tabela 23 Tabela 24 Tabela 25 Tabela 26 Tabela 27 Tabela 28 Tabela 29 Tabela 30 Tabela 31 Tabela 32 Tabela 33 Tabela 34 Tabela 35 Tabela 36 Tabela 37 Tabela 38 Tabela 39 Tabela 40 Tabela 41 Tabela 42 Tabela 43 Tabela 44 Tabela 45 Tabela 46 Tabela 47 Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados.................................................... velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0................ 272 “k” em função do ângulo “y”........ 159 Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água ................. 84 Coeficientes de vazão ...... 128 Valores de “x” para “y”......... 123 Dados para as curvas de controle de saída ............................................................................................................................. 125 Coeficientes de perda em entrada de estruturas: Ke..................................................................................................................................... 220 Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos................................................. 87 Vazão..... 82 Vazão por metro linear de soleira ...................................................................................................... 126 Velocidades máximas admissíveis para a água ........................ 110 Dados para curva de controle de entrada............................................. 303 .......................................................................................................................................................................................................... 303 Valores do fator de “m” ............................................ velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0.........63 ................. 252 Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm)............................................ 143 Folga “f” para valetas revestidas ............... 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios maiores ....... 110 Valores de “n” para metálicos ....63 .............................................................................. 90 Valores de “n” para concreto ............................................ 220 Coeficientes de condutividade hidráulica (k) ................................................ 218 Coeficientes de escoamento superficial ......

............................................................. 304 Dados numéricos para o cálculo de escoamento em galeria circulares parcialmente cheias................................................ 304 Determinação de d 8/3/n e d 5/2 .................................... 303 Valores do fator de (a) .............................................................. 305 Requisitos básicos das mantas geotêxteis ........................................ 328 ...............................................................................................Tabela 48 Tabela 49 Tabela 50 Tabela 51 Tabela 52 Tempo de entrada .....................

..................................................................... 2............................................ 144 3..................2.....................................................................................3......................... 130 Pontes ....4..................................................................................................................... 30 Dimensionamento hidráulico................................3..................................................................................... 05 Lista de Ilustrações ................................................................................. 2........1...............................................................................2...............2.............3.................. 28 Objetivo e características.....1................................ 2... 3..... 3.......... DRENAGEM SUPERFICIAL ....................................... 2................................... 154 Elementos do projeto ................ 21 2.................................................. 161 .................. Bueiros .2............................ 07 Lista de Figuras ..5....................................................... 3... 135 Objetivo e características............................................................... 2.......1.................1.. 156 Valetas de proteção de aterro ............................ 2.............................. 131 Obstruções parciais de vazão .......1...................3......................... INTRODUÇÃO ...........................1............................... Valetas de proteção de corte.............................1 2................ DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES .....................1.................. 130 Pontilhões...........................3..................................... 123 Tabelas diversas............ 154 Dimensionamento hidráulico....1......................... 135 Influência dos pilares de pontes............................................... 3.......... 151 3................................................................ 07 Lista de Tabelas .........................................................1.......................2............. 32 Curvas de comportamento................................................. 25 2.................1..............................................SUMÁRIO APRESENTAÇÃO .. 154 Objetivo e características................ 135 Remansos................................................................... 2...........2 2...............................1............... 28 Elementos do projeto ..... 125 Pontilhões e pontes.......2........ 2.........1........... 2................1................................................................ 2..2....3............................... 12 1..3...........

...2 Objetivo e características ..4...... 163 Dimensionamento hidráulico ............ 191 Elementos do projeto ........ 171 Dimensionamento hidráulico ....................................................... 3.............. 162 Objetivo e características ... 3.... 171 Elementos do projeto ........3......................................3 3. 180 Objetivo e características ...............................................................1 3...... 180 Dimensionamento hidráulico ........................2 3...........1........................................................................................................2.....7..............................................3...........................................3 Objetivo e características .....3 Objetivo e características .... 162 Sarjetas de corte ...1 3.........8 Caixas coletoras.........7............................................................................ 184 Saídas d`água..3 3..............................................5............ 191 Objetivo e características .......................7.........................4. 166 Sarjetas de aterro.........................5........ 182 3............................................6................................................................8.2 3.................. 3............................................................ 3..................................................... 182 Elementos do projeto ....................3................2...................................................6.. 194 3.....................................2.........................3........ Descidas d`água ............1...................8................................................................3............................6...............................4 3......................................................... 195 3.......... 181 3...................................6....................... 3. 195 Elementos do projeto ..........................2........................... 3............................................... 3....... 182 Dimensionamento hidráulico ...............5 3........................1 3...................................1 3... 195 .............2 3.................3............. 162 Elementos do projeto ................... 191 Dimensionamento hidráulico ..................4....................................3.7........ 180 Elementos do projeto ........... 171 Objetivo e características .................................................. 161 Elementos do projeto ...................................... 161 Dimensionamento hidráulico .....2 3............................................1 3...................5...............................2 3.............................................. 173 Valeta do canteiro central ....................

.............1....................................................11................................. ............................................................ 212 3.......................9............... Objetivo e características.........13.....9...............................................12................ 196 Bueiros de greide ..................... DRENAGEM DO PAVIMENTO ...................................................................................................... 197 Objetivo e características .........................12....................13.......................................................................11...3.. 198 3... Camada drenante ....... 225 Dimensionamento hidráulico ........1................ 214 Dimensionamento hidráulico........ 231 ............................ 4............................................... 205 Elementos do projeto ... Corta-rios................... 3....2............. 3..................................................................... 199 Dissipadores contínuos .........9............1 ..... 3.....................2........ 211 Elementos do projeto ............................... 206 Dimensionamento hidráulico ..1...........9...1..........................3.... Drenagem de alívio de muros de arrimo ..14................ Dissipadores de energia............. 3.. 3.............................................................10..........................2........... 4................................1 3............... 211 3....... 223 4........3 Objetivo e características .................................... 214 3.......... 197 Elementos do projeto ......................................................................................... 3........ 199 3.............................12.......... Objetivo e características ................ 221 4......................................8...3 3................1 3............................12....................... 206 3.........2.11............................. 205 3.........2 3................2..................................................... Elementos geométricos para seções circulares de canais .....................2............11............10... Escalonamento de taludes ..2.......... 212 Dimensionamento hidráulico ...................................... 217 4.3 Dimensionamento hidráulico ..............................13......10.............2..........................................3 Objetivo e características .. 4.................................................................................. 224 Objetivo e características ........................... 214 3........ 197 Dimensionamento hidráulico ....................... Bacias de amortecimento................. 227 Drenos rasos longitudinais ............................ 205 3...............

5...............................................................................................................................................................................4................5....1..................................... .....................................................................................................2....1..............................4................... 263 5............ 262 5.......2 Objetivo e características ..2............1............ Valetões laterais........................................................................ 261 Elementos do projeto ...........1........................................5.. 247 Dimensionamento .......................................... 5....3..... Drenos espinhas de peixe.. 270 5.................. 270 ...............1 Objetivo............... 4.......................... características e projeto .................................2................................................1......................................................... 263 Elementos do projeto ...........................................4.............. 235 Drenos transversais .............................. 231 Dimensionamento hidráulico ... 4......... 240 Elementos de projeto ....................................... Drenos sub-horizontais ..........................................1....4. 5......... 5. 243 5...............4........................................... 264 Dimensionamento ......... 246 5...........5................................................................ Colchão drenante. 5..................................3 Objetivo e características ....................... Drenos profundos.........2 Objetivo e características ..................3 Objetivo e características ...........2.4..............................3.....................2................................... 4. 232 Drenos laterais de base .................................................... 261 Dimensionamento ...... 234 Objetivo e características .................... 248 5...4....................... 246 Elementos do projeto ...2........................5..............................2.......5...........................1............ 4................................................................ 262 Dimensionamento .......2............ 263 5........................................................ 4......1......................................... 240 Dimensionamento ....... 234 Dimensionamento hidráulico .. 5.............1.....1 4..........................4......................... DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA . 261 5.......3............................................................ 5..................... 4.......... 264 5.... 260 5...........3.........1...............3 Objetivo e características... 240 5..............................................3......2.........................

.....................4 Poço de visita ................................ 273 6.. 296 Galeria de jusante .................................................................................................................... 313 7...............................5......... 280 6.............1 6..... 316 Função proteção ............. GEOTÊXTEIS – Características.............. 303 7..... 279 6..........3 Bocas-de-lobo..................................................3....................................... 311 7............ 316 Função drenagem transversa .2 6.................4 Função filtração .3..6..................................................................................................................... 270 Elementos do projeto.............................4 Poços-de-visita ............. 5......................................................................................................6...............4 7.......3.........................................1 Dimensionamento hidráulico ..............................................1 Objetivo e características ........ 284 6..................................................... 298 Recomendações .............5.......................................................... 315 Função separação ........................... 316 Características dos geotêxteis – Detalhamento ....2 Características dos geotêxteis ..................................................................... Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo ....295 6......................6........................................................................................... 316 .....................2 7...................295 6.........................................................................5.....5 Roteiro para projeto para galerias pluviais de seção circular ..2..........................2 Sarjetas ................................................6..............3 6................................................................ 271 Dimensionamento.................. 5................................ 296 Deflúvio a escoar para jusante.....................6... 313 7.......................................3..............................5 7....... 282 6.................................. 315 Função reforço .....................................1 Introdução ..........1 7...................... Drenos verticais ......... funções e seu dimensionamento como filtro ... 277 6................3 Objetivo e características...........5.....3.5. ........................3 7................................................ 301 6........................................3............................................... 270 5.......3 Função dos geotêxteis ..........................1......................... 314 7....... ................ DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA..

..........................4.........11 Resistência à propagação do rasgo..............5 7..........4.........5..........................4......16 7..4......................................4.........4...............319 7.4...........2 7...............................................5....317 Diâmetro da fibra ou filamento...........4..319 7...................4.................................321 Resistência a agentes químicos..................................4...................................................4.............317 Resistência à tração....320 Abertura de filtração (capacidade de retenção de partículas)..................................5 Permeabilidade normal.....................3 7................18 7........................................319 7..................................................................318 Resistência ao puncionamento......4....................22 7.........7 7.................................................10 Resistência ao estouro................................323 .................4.........................321 Dimensionamento do geotêxtil para o desempenho da função........15 7...........4.............4........8 7...........................................................................................................................321 7.....317 Porosidade...............321 Resistência à temperatura...4......9 Gramatura (densidade superficial)..12 Flexibilidade.........................4..4 7........13 Atrito com o solo.1 7...........................21 7............................4........20 7.319 7.................321 Dimensionamento do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea .....316 Espessura....................23 7..................................................................4....................................................................321 Resistência à abrasão....4..................321 Resistência a agentes biológicos..............................................316 Densidade da fibra ou filamento.......................................................318 7.............318 Módulo de rigidez...314 7.............17 7............................................4................6 7...4..........19 7.........................................317 Alongamento......321 Resistência aos raios ultra-violetas ..........320 Permeabilidade transversal.............4..........2 Mecanismos de filtração.1 7..................................................................320 Fluência ...7........14 Isotropia.........................

......................................................................5 Algumas recomendações para a instalação do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea.............330 .3...............5........5...................4 Escolha final do geotêxtil tendo em vista a prática..Escolha do geotêxtil tendo em vista a instalação mesmo na obra...7.........................5.............328 7..............329 do 7.......

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Manual de Drenagem de Rodovias 21 1 – INTRODUÇÃO .

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Refere-se ainda esta 2ª Edição às canalizações executadas com novos materiais como o PEAD – polietileno de alta densidade e o PRFV – plástico reforçado com fibra de vidro. Basicamente. ao seu usuário. ou mesmo. pretendeu o extinto DNER suprir uma lacuna existente no módulo rodoviário. drenagem do pavimento. MT/DNIT/DPP/IPR . A 2ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias. A matéria apresentada fornece as ferramentas indispensáveis à adoção das medidas para a proteção do corpo estradal da ação prejudicial das águas que o atingem. o Manual de Drenagem de Rodovias – 1ª Edição é constituído pelos capítulos referentes à transposição de talvegues. Esta 2ª Edição manteve a forma original da 1ª Edição. e teve por finalidade orientar e permitir. da condução através de talvegues. relativas aos métodos e processos que deveriam ser adotados nos projetos e estudos de drenagem de rodovias.Manual de Drenagem de Rodovias 1 INTRODUÇÃO 23 A 1ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias (1990). Com sua aprovação. seja através das precipitações. cuja utilização em obras rodoviárias se inicia no Brasil e. a adequada utilização dos dispositivos de drenagem nos estudos e projetos de construção e restauração de rodovias. foi parte integrante do conjunto de trabalhos realizados por intermédio do Programa BIRD VII. no futuro. principalmente as mais importantes. implicando em freqüentes dúvidas e indecisões. objetiva a consolidação dos critérios e dos métodos de cálculo usuais. das existentes sob a forma de lençóis freáticos ou artesianos. cuja larga aplicação permitiu o seu próprio aprimoramento. foram tratadas com a profundidade teórica compatível com o projeto rodoviário. acrescentando-se as correções e complementações decorrentes do processo de revisão efetuado. drenagem subterrânea ou profunda e drenagem de travessia urbana. das infiltrações. drenagem superficial. o qual se apoiava na existência de diversos manuais contendo informações não oficializadas. onde as diferentes técnicas. será de larga aplicação. ora apresentada. Os assuntos foram abordados obedecendo a uma seqüência lógica.

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Manual de Drenagem de Rodovias 25 2 .DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES MT/DNIT/DPP/IPR .

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Para bueiros com carga a montante o escoamento é considerado como canal em movimento uniforme. em conseqüência. obstáculos a serem vencidos pela rodovia. Para bueiros trabalhando hidraulicamente como canais. estabeleça de maneira coerente. isto é. o correto dimensionamento das obras de drenagem a serem implantadas. É fundamental que o técnico responsável pelo projeto de uma rodovia tenha ampla consciência da importância da drenagem na garantia da estabilidade da via a ser construída e. ou a terceiros. na pesquisa do nível d'água a montante e a jusante da obra. sob qualquer forma. técnica e economicamente. baseada na energia específica mínima igual à altura do bueiro. a cota do nível d'água máximo a montante.USA". Esta metodologia se aplica às duas alternativas. atinge o corpo estradal. caso a elevação do nível d'água a montante não traga nenhum risco ao corpo estradal. Em termos hidráulicos os bueiros podem ser dimensionados como canais. MT/DNIT/DPP/IPR . baseado em ensaios de laboratório e observações de campo. A escolha do regime a adotar depende da possibilidade da obra poder ou não trabalhar com carga hidráulica a montante. para o dimensionamento. têm que ser atravessadas sem comprometer a estrutura da estrada. sem pressão interna. para bueiros trabalhando com ou sem carga hidráulica. Além desses procedimentos recomenda-se. o bueiro deve trabalhar livre como canal. a utilização do método alternativo da "Circular nº 5 do Bureau of Public Roads . respeitandose. o bueiro pode ser dimensionado como orifício. vertedouros ou orifícios. Não sendo possível a carga a montante. No caso da transposição de talvegues. a drenagem de uma rodovia deve eliminar a água que. Por outro lado. a metodologia adotada é a referente ao escoamento em regime crítico. fundamentalmente. e baseia-se.Manual de Drenagem de Rodovias 2 DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES 27 Em sua função primordial. As obras para transposição dos talvegues podem ser bueiros. pontilhões e pontes. evidentemente. essas águas originam-se de uma bacia e que. que poderia proporcionar o transbordamento do curso d’água causando danos aos aterros e pavimentos e inundação a montante do bueiro. por imperativos hidrológicos e do modelado do terreno. à seção plena. captando-a e conduzindo-a para locais em que menos afete a segurança e durabilidade da via. Esse objetivo é alcançado com a introdução de uma ou mais linhas de bueiros sob os aterros ou construção de pontilhões ou pontes transpondo os cursos d'água.

como é o caso dos arcos. foram feitas considerações sobre as obstruções parciais de descargas. quando a seção for circular. células etc. duplos e triplos. MT/DNIT/DPP/IPR . Os bueiros podem ser classificados em quatro classes. Para o caso dos bueiros metálicos corrugados. a) Quanto à forma da seção São tubulares. quanto ao número de linhas. a saber: • • • • quanto à forma da seção. elipses ou ovóides.Manual de Drenagem de Rodovias 28 Neste capítulo são também apresentadas considerações sobre pontes e pontilhões. 2. Corpo é a parte situada sob os cortes e aterros. baseadas na teoria do escoamento gradualmente variado em canais.1 BUEIROS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros são obras destinadas a permitir a passagem livre das águas que acorrem as estradas. quando tiver seções diferentes das citadas anteriormente. cujo dimensionamento hidráulico se baseia na fórmula de Manning e na equação da continuidade. visando a determinação do perfil hidráulico teórico. celulares. influindo no dimensionamento hidráulico das pontes e dos bueiros. quanto aos materiais com os quais são construídos. especial. por exemplo. a referida boca deverá ser substituída por uma caixa coletora. No caso de o nível da entrada d'água na boca de montante estar situado abaixo da superfície do terreno natural. Não são recomendáveis números maiores de linhas por provocar alagamento em uma faixa muito ampla. e são compostas de soleira.1 2. b) Quanto ao número de linhas São simples. quando só houver uma linha de tubos. a elíptica e os arcos semicirculares ou com raios variáveis (ovóides). As bocas constituem os dispositivos de admissão e lançamento. a montante e a jusante. muro de testa e alas. Tendo em vista a eventual ocorrência de remanso. entre elas: a circular. quanto à esconsidade.1. quando a seção transversal for retangular ou quadrada. de células etc. existe uma gama maior de formas e dimensões. quando houver 2 ou 3 linhas de tubos. a lenticular. Compõem-se de bocas e corpo.

– tubos metálicos corrugados Os tubos metálicos corrugados devem ser fabricados a partir de bobinas de aço. – Quanto à esconsidade A esconsidade é definida pelo ângulo formado entre o eixo longitudinal do bueiro e a normal ao eixo longitudinal da rodovia. além de concreto pré-moldado. de acordo com o tipo de produto escolhido. segundo normas da AASHTO e ASTM e revestidos adequadamente para resistir as mais diversas condições ambientais. devendo o concreto ser adensado por vibração.Manual de Drenagem de Rodovias c) Quanto ao material 29 Os materiais atualmente usados para a construção de bueiros no DNIT são de diversos tipos: concreto simples. chapa metálica corrugada ou polietileno de alta densidade. – células de concreto As seções transversais-tipos devem obedecer aos projetos elaborados. ou blocos de concreto de cimento. concreto armado. Os bueiros devem estar localizados: a) sob os aterros – em geral deve-se lançar o eixo do bueiro o mais próximo possível da linha do talvegue. deve-se procurar uma locação esconsa que MT/DNIT/DPP/IPR . NBR 9795 e NBR 9796 da Associação Brasileira de Normas Técnicas . Nas bocas. – tubos de concreto Os tubos de concreto. além do PRFV – plástico reforçado de fibra de vidro. Os bueiros podem ser: normais . devem: obedecer aos projetos-tipo do DNIT. esconsos . não sendo possível. simples ou armado. Tubos diferentes daqueles apresentados nos projetos-tipo podem ser aceitos desde que satisfaçam as exigências estabelecidas nas normas NBR-9794.ABNT. PEAD. ser moldados em formas metálicas e ter o concreto adensado por vibração ou centrifugação. alas e caixas coletoras usa-se alvenaria de pedra argamassada.quando o eixo do bueiro coincidir com a normal ao eixo da rodovia. com recobrimento de argamassa de cimento e areia. A união (costura) das chapas ou segmentos pode ser feita por meio de parafusos ou cintas.quando o eixo longitudinal do bueiro fizer um ângulo diferente de zero com a normal ao eixo da rodovia. de acordo com as peculiaridades locais.

Sobre a planta resultante será projetado o bueiro. se necessário.1. de escolha do projetista. 2.quando o volume de água dos dispositivos de drenagem (embora previstos no projeto) for tal que possa erodir o terreno natural nesses locais. deverá atender a esta descarga com a obra operando em condições de segurança. c) nos cortes – quando for interceptada uma ravina e caso a capacidade de escoamento das sarjetas seja superada. a declividade de seu corpo deve variar entre 0.2 ELEMENTOS DO PROJETO Levantamento topográfico em planta. definindo seu comprimento.Manual de Drenagem de Rodovias 30 afaste o eixo o mínimo possível da normal ao eixo da rodovia. b) nas bocas dos cortes . de metro em metro. folgas e posicionamento das alas. Os estudos geotécnicos devem ser feitos através de sondagens.4 e 5%. para permitir seu detalhamento. principalmente nos casos de aterros altos e nos locais de presumível presença de solos compressíveis. o bueiro deve ser projetado em degraus e deverá dispor do berço com dentes para fixação ao terreno. Ao ser escolhida a posição mais recomendável para o bueiro deve ser levada em conta a condição de que. para avaliação da capacidade de suporte do terreno natural. tomando-se precauções quanto aos deslocamentos dos canais nas entrada e saída d'água do bueiro. Quando essa declividade for elevada. A descarga é definida pelos estudos hidrológicos e a declividade. Seção transversal O cálculo da seção transversal ou seção de vazão do bueiro vai depender de dois elementos básicos: a descarga da bacia a ser drenada e a declividade adotada. Determinação do comprimento do bueiro Sobre a seção gabaritada traça-se o perfil ao longo do eixo do bueiro. normalmente. Fundações MT/DNIT/DPP/IPR . Pesquisa da declividade e estudos geotécnicos. bem como a altura do aterro sobre o bueiro e valas e descidas d'água por ventura necessárias. O projeto terá que ser precedido de um levantamento topográfico adequado. Quando a velocidade do escoamento na boca de jusante for superior à recomendada para a natureza do terreno natural existente (ver tabelas no Apêndice A) devem ser previstas bacias de amortecimento. com curvas de nível.

seção transversal. as obras celulares. obras de arte correntes ou apresentarem características que as coloquem entre as obras de arte especiais. cota das extremidades a montante e jusante. deve atender às resistências mínimas especificadas pela ABNT e as necessidades do projeto. comprimento. adotando-se inclusive o estaqueamento. e esconsidade. face ao seu tamanho e/ou condições adversas dos terrenos de fundação. pontilhões e as galerias. devem ser apresentadas em planta : – – – – – localização. Para os bueiros metálicos. sob o ponto de vista construtivo. independente da forma ou tamanho. Recobrimento O recobrimento dos tubos. impõem-se os controles estabelecidos nas normas próprias. muitas vezes. e altura do aterro da rodovia MT/DNIT/DPP/IPR . as fundações serão simples.Manual de Drenagem de Rodovias 31 Os bueiros podem ser. Em função da altura dos aterros podem. comprimento. apenas de uma regularização do terreno de assentamento. Entretanto é muito mais seguro a adoção de uma base de concreto magro. Estão neste caso. b) Em perfil segundo o eixo longitudinal contendo: – – – – declividade. quer de concreto quer metálicos. exigir cuidados especiais no que se refere à fundação. Os recobrimentos máximo e mínimo permitidos para os bueiros devem constar de seus respectivos projetos. para melhor adaptação ao terreno natural e distribuição dos esforços no solo. quanto às fundações. necessitando. com assentamento direto no terreno natural ou em valas de altura média do seu diâmetro. de acordo com convenções previamente aprovadas. Os bueiros circulares de concreto podem. Como os tubos têm que considerar as resistências estabelecidas pela ABNT. porém. quase sempre. ter soluções mais simples. Apresentação Os projetos dos bueiros serão apresentados segundo os seguintes elementos : a) No projeto geométrico. tipo.

isto é. considera-se a obra como orifício.1. com a entrada submersa. das bocas e caixas coletoras. limitando-se sua capacidade admissível á vazão correspondente ao regime crítico.3 de formas e armação. e do quadro de quantidades de material. No caso (a). DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO 32 Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros admite-se que eles possam funcionar como canais.Manual de Drenagem de Rodovias c) Em seção transversal com os detalhes: – – – 2. o comprimento. No caso de bueiros trabalhando como canais. a capacidade máxima considerada para o projeto está definida pela vazão correspondente a uma energia específica igual à altura da obra. sendo adequado apenas se a altura d'água a jusante ficar abaixo da altura crítica correspondente à descarga. vertedouros ou como orifícios. estabelecendo assim a condição do bueiro funcionar com a entrada não submersa. para qualquer tipo de funcionamento anteriormente citados. a rugosidade das paredes. para um projeto final mais preciso. e leva em consideração os fatores externos e internos do conduto. Circular nº 05. Tendo em vista as limitações dos métodos já citados. Para o dimensionamento dos bueiros como vertedores. Este método não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro. b) Considerando o funcionamento do bueiro no regime subcrítico. podem-se utilizar os estudos do "Bureau of Public Roads". em que a altura d'água sobre a borda superior é nula. Este método pode ser usado de uma forma geral. com energia específica igual ao seu diâmetro ou altura. o que exige a proteção à montante e a jusante aos riscos de erosão. Este método é limitado pois não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro. Para o dimensionamento dos bueiros como orifícios utiliza-se a Equação de Torricelli e a equação da continuidade. e a declividade do mesmo. o dimensionamento será feito baseado em duas hipóteses: a) Considerando o funcionamento do bueiro no regime supercrítico. Bueiros trabalhando como canais Considerações gerais sobre a hidrodinâmica MT/DNIT/DPP/IPR . considerando a opção do bueiro trabalhar com carga hidráulica. sendo baseado em que o escoamento de um bueiro é controlado pela capacidade hidráulica de uma determinada seção de controle do fluxo.

como melhor será entendido pela observação da Fig. 1. por meio de condutos livres. genericamente denominado h.Manual de Drenagem de Rodovias 33 Toda a técnica de drenagem na construção rodoviária se apóia na hidrodinâmica. correspondendo. Fundamentalmente o dimensionamento dos bueiros é feito usando a equação de Bernoulli(1700-1782): Z+ p + v2 = cte 2g γ em que: ao longo de qualquer linha de corrente. ela será a soma das energias cinética e de pressão. e que depende da rugosidade do revestimento. escoando sem atrito. a profundidade do líquido. como os que são objeto deste manual. A equação de Bernoulli e a da continuidade (Q = AV) abriram um vasto campo a hidrodinâmica e permitem resolver inúmeros problemas do movimento dos líquidos em regime permanente. esta última. Deste modo. piezométrica ( p / γ ) e cinética ( V 2 / 2g ). Convém ressaltar que esta expressão foi deduzida por Bernoulli para fluido perfeito. devese introduzir na equação acima a perda de carga por atrito da água com as paredes do canal. ou seja. Nos casos reais. MT/DNIT/DPP/IPR . O regime crítico a) As fórmulas que o definem Define-se a energia específica de um líquido como sendo a energia total por unidade de peso em relação ao fundo do canal. toda água prejudicial ao corpo estradal. é constante. uma vez que seu objetivo é o de afastar. a soma das alturas representativas das energias geométrica ou de posição (Z).

A. Figura 2 . FUNDO DO CANAL A definição. verifica-se a redução da altura d'água h. a variação da energia consumida no escoamento. O fluxo crítico é aquele que se realiza com um mínimo de energia. verificase que a energia diminui com a redução de h. 2). considerando-se a energia em relação ao fundo do canal. seguida de elevação. modificando-se a velocidade do escoamento pelo aumento da declividade. Para uma dada descarga. a energia específica.01). embora o valor de h continue a decrescer (Fig. é apoiada na equação: E = h+ V2 (equação 2.Linha de energia específica LINHA DE ENERGIA ESPECÍFICA V2 2g 34 h N. Ao se traçar uma figura com estes elementos referidos a dois eixos cartesianos. portanto.A. a profundidade hidráulica definida como a relação entre a área molhada A e a largura da superfície livre do fluxo (Fig.01) 2g uma vez Z = O.3).Largura da superfície livre do fluxo T N. a velocidade de escoamento e h. MT/DNIT/DPP/IPR .h. dentro do canal. E. d. V.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 1 . de acordo com a equação (2. passando por um mínimo.

dA = Tdh (Fig. desde que Q é uma constante e V = Q/A . Daí. correspondente à energia mínima.01). tem-se. e considerando-se que na seção transversal do fluxo. sua área molhada.Variação de energia 35 2 V 2g h Regime Lento hc Regime Rápido 45º Ec min h > hc I < Ic h < hc I > Ic O ponto de energia mínima define a altura h do regime crítico.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 3 . adota-se o cálculo diferencial. 2). para o mínimo desejado: ⎞ ⎛ Q2 ⎞ ⎛ V2 Q2 Q2 dE = d⎜ + h⎟ = − dA + dh = − tdh + dh + h ⎟ = d⎜ ⎟ ⎜ 2gA 2 ⎟ ⎜ 2g gA 3 gA 3 ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ Fazendo-se dE Q2 T x = 1− dh g A3 ou. tem-se. Para se chegar às fórmulas do fluxo que traduzem este estado. se T é a superfície livre do canal e A. dE = 0 . tem-se dh 1− Q2 T =0 x g A3 As grandezas do fluxo crítico são: MT/DNIT/DPP/IPR . para se obter o mínimo. anulando-se a derivada primeira de E em relação a h na equação (2.

uma grandeza adimensional que define os escoamentos subcríticos e supercríticos.Relação entre energia e profundidade críticas 2 V 2g hc = 2/3 Ec IC EC Além de ser o tipo de fluxo que se dá com o mínimo de energia. E =h+ V2 . desde que a declividade seja igual ou superior à crítica e as restrições a jusante não limitem tal capacidade. pelo menos. como será visto mais adiante e poderá ser melhor entendida com a representação gráfica da Fig. Figura 4 . resultará em: 2g Ec = 3 hc 2 Esta equação é básica para o dimensionamento dos bueiros no regime crítico. b) Quantificação da energia específica do fluxo crítico Substituindo-se na equação da energia específica. o regime crítico acontece ao longo do bueiro funcionando como canal.Manual de Drenagem de Rodovias hc = Ac Profundidade crítica Tc 36 Q c = A c gh c Vazão crítica Com a utilização de equação de continuidade a velocidade crítica será: Vc = gh c A expressão V = gh define o numero de Froude. 4. em uma seção. MT/DNIT/DPP/IPR . exercendo o controle da capacidade hidráulica da obra. c) Fórmulas empíricas que definem a velocidade nos canais. Correspondendo ao escoamento crítico temse F = 1. o valor da velocidade pelo da velocidade crítica Vc = gh c .

pode-se estabelecer a correlação dos elementos de definição do escoamento com a declividade do canal. tem sido largamente empregada em todo mundo. I = gradiente hidráulico. Essa fórmula. área molhada dividida pelo perímetro molhado). A e I. Será demonstrado mais adiante que os cálculos a serem empregados ficarão sobremodo simplificados ao se utilizar o ângulo Ø como parâmetro representativo do referido enchimento (Fig. V. Essa última ligação só é possível através de fórmulas empíricas como a idealizada por Chezy ou a de Manning.Manual de Drenagem de Rodovias 37 Considerando a ocorrência de fluxo uniforme. conduzindo a valores aceitáveis para o dimensionamento de sistemas de drenagem. de outra forma: I= V 2 x n2 R4/3 Onde: V = velocidade do canal. 5). MT/DNIT/DPP/IPR . Caso dos bueiros tubulares Os valores necessários ao projeto estão diretamente ligados ao nível do enchimento do respectivo conduto. é definida pela expressão: V = R 2 / 3 xI 1 / 2 n ou. considerado igual à declividade do canal se o fluxo é uniforme. esta. R = raio hidráulico (A/P. d) Expressões das grandezas hidráulicas visando ao estabelecimento das fórmulas do regime crítico. embora empírica. interligando Q. de longo uso. A = área molhada. n = coeficiente de rugosidade de Manning.

D/2 d Ø D Obtém-se sua ligação com o tirante d através da fórmula: cos Ø 2d = 1− 2 D Por outro lado. A= Ø − senØ x D2 8 Perímetro molhado: P= Ø xD 2 Raio hidráulico: R= A Ø − sen Ø xD = p 4θ Largura da superfície livre do fluxo: T = D x sen Ø 2 Profundidade hidráulica: h= A Ø − sen Ø = xD Ø T 8 sen 2 O ângulo Ø será sempre expresso em radianos (rad). nas fórmulas utilizadas.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 5 .A.Ângulo Ø 38 T N. Área molhada. Bueiros celulares MT/DNIT/DPP/IPR .

Pela figura.A. usando as expressões das grandezas hidráulicas. B = base da seção. A = área molhada do fluxo. 6 Figura 6 . tem-se que: – – – – área molhada: A = Bd perímetro molhado: P = B + 2d raio hidráulico: R = A Bd = P B + 2d profundidade hidráulica: h = A =d T e) As fórmulas do escoamento no regime crítico.Grandezas hidráulicas de bueiros celulares N.Manual de Drenagem de Rodovias 39 Para as fórmulas do escoamento uniforme serão utilizadas as expressões das grandezas hidráulicas consideradas na Fig. H A d B onde: H = altura da seção do bueiro. d = tirante. Bueiros tubulares A vazão crítica é dada pela expressão: Qc = A c g x hc Substituindo-se a área molhada crítica pelo seu valor: MT/DNIT/DPP/IPR .

5 x D2. no estudo das fórmulas representativas do regime crítico. obtém-se: Qc = Øc − senØc 8 x D2 x g Øc − senØc xD Ø 8 sen c 2 ou.Manual de Drenagem de Rodovias Ac = Øc − senØc 8 x D2 40 e a profundidade hidráulica pelo seu valor: hc = Øc − senØc Ø 8 sen c 2 ambos dados em d). Para que aconteça o escoamento crítico no movimento uniforme é necessário que a superfície da lâmina d'água seja paralela ao fundo do canal e tenha altura igual ao tirante crítico correspondente à vazão em escoamento. e em conseqüência a velocidade. em a): Vc = g x h c Substituindo-se hc pelo seu valor definido em função do ângulo Ø tem-se: Vc = Ø c − senØ c g xD Ø 8 sen c 2 Declividade crítica Como visto. finalmente: Qc = (Ø − senØc )1. Para se determinar a declividade que proporciona o escoamento em regime crítico lançase mão da expressão de Manning no movimento uniforme: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n Donde: MT/DNIT/DPP/IPR .5 g x c 512 Ø sen c 2 Velocidade crítica Para a velocidade crítica. foram estabelecidas as relações entre o tirante crítico e a vazão.

da velocidade e da declividade faz-se substituição nas fórmulas que constam do item a: Q c = A c g x hc . em m3/s Vc = 1. os valores de R representados por funções trigonométricas do ângulo Ø e de Vc dados no subitem anterior (velocidade crítica) temse: Ic = n2 Øc − senØc 1 gxDx 4/3 Øc ⎛ Øc − senØc ⎞ 8 sen ⎜ D⎟ 2 ⎜ ⎟ 4Øc ⎝ ⎠ que simplificada torna-se: Ic = n 2 x g Øc Øc x3 Øc 2D(Øc − senØc ) sen 2 Bueiros celulares Para se obter as expressões da vazão.138 (Øc − senØc )1. Caso dos bueiros tubulares Efetuando-se as operações possíveis e indicadas. em m. MT/DNIT/DPP/IPR .5 . resulta: Q c = g x B x d1.5 . Vc = g x h c e Ic = n 2 x Vc2 4/3 Rc pelos valores de A.Manual de Drenagem de Rodovias 41 Ic = n 2 x Vc2 4 Rc / 3 Substituindo-se na expressão acima Ic.81 m/s2. tem-se: Qc = 0. c Vc = g x dc e ⎛ B + 2d c Ic = n 2 x g x d c ⎜ ⎜ Bxd c ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ f) Simplificação das expressões do item anterior. em m/s onde: D = diâmetro interno.5 sen Øc 2 x x D2.107 θc − senθc θ sen c 2 D . e tomando-se o valor para g = 9. h e R.

0235 Q c x 2. 65 D Adotando-se n = 0. as fórmulas do item anterior se tornam passíveis da simplificação abaixo: Q c = 3.596 Qc D . d ⎞ ⎛ Øc = 2arc cos⎜1 − 2 c ⎟ a explicitação de dc em função de Qc .5 .138 sen Øc 2 . em m/m Tirante crítico De posse da expressão da vazão crítica em função do ângulo θ .786xn2 xØc Ø D1/3 xsen c 2 3 42 Øc Øc − senØc .5 x D2.obtida por ajustagem de D⎠ ⎝ curvas.132 B x d1.12 dc. Qc (Øc − senØc )1. em m³/s c 0 Vc = 3.5 = 0. em m/m Do item e (bueiros celulares).0022 ⎛ 2dc ⎞ ⎜1 + ⎟ B ⎠ d1 / 3 ⎝ c 4/3 .90 D dc = 3.869D .81 m/s2 e efetuando-se as operações indicadas.015 e g = 9.786 D − 5 Q c − 4.5 . tem-se: Q c = g x B x d1. em m/s Ic = 0. em m³/s c donde: ⎛ 1 ⎞ ⎟ dc = ⎜ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 2/3 ⎛Q ⎞ x⎜ c ⎟ ⎝ B ⎠ 2/3 . em m MT/DNIT/DPP/IPR . em m para dc 〈 0.5 . em m³/s e da expressão do ângulo Ø em função do tirante dc e do diâmetro D.Manual de Drenagem de Rodovias Ic = 7. leva às duas equações abaixo: dc = 0. Bueiros celulares ( ) em m para 1 〉 dc 〉 0 .

um para o regime crítico e rápido. ter-se-á: ⎛Q ⎞ dc = 0.em m ⎝ B ⎠ Dimensionamento dos bueiros Pelo exposto. de modo a permitir que não haja carga hidráulica a montante. isto é. destaca-se que o regime de escoamento pode ser dividido em 3 categorias: a) o crítico. no caso dos bueiros tubulares. definido por ter uma declividade superior à do regime crítico. ocorrendo o mínimo de energia. – Dimensionamento nos regimes crítico e rápido 2 Caso de bueiros tubulares Arbitra-se. c) subcrítico. Ec = D como Ec = 3 hc 2 e hc = Øc − senØc xD Øc 8 sen 2 tem-se 3 Ø c − senØ c x xD = E Øc 2 8sen 2 ou Øc − senØc 16 = Øc 3 sen 2 A solução desta equação fornece: Øc = 4.467 3 ⎜ c ⎟ . Deste modo. que a altura representativa da energia específica do fluxo crítico seja igual à altura dos bueiros. outro para o regime subcrítico. em função da declividade. definido por uma declividade inferior à do regime crítico.0335 rd MT/DNIT/DPP/IPR . Existem dois processos para o dimensionamento dos bueiros como canais. b) o rápido. que não funcione como orifício.81 m/s².Manual de Drenagem de Rodovias 43 para g = 9.

tem-se um fluxo uniforme em regime supercrítico. para a descarga estabelecida.5 . considera-se que para as declividades superiores a crítica. em m/m D Esses valores são apresentados na Tabela 1 para as dimensões usuais dos tubos. chega-se as fórmulas finais para o dimensionamento dos bueiros tubulares no regime crítico: Qc = 1. é o a a Através da tabela conhecida como dos "Tubos parcialmente cheios”.Manual de Drenagem de Rodovias 44 ou Øc = 231o06'09" correspondente a um tirante crítico dc = 0. a vazão admissível está limitada a do fluxo crítico. Assim em termos práticos. arbitrada conforme abordado anteriormente para a condição de energia específica igual a D ou H. MT/DNIT/DPP/IPR V xn D x I1 / 2 2/3 . ou investigar declividade possível de instalação do conduto para que não seja ultrapassada velocidade limite de erosão do material. No corpo do bueiro funcionando em regime supercrítico o fluxo varia desde o crítico junto a entrada do bueiro. Regime rápido ou supercrítico Toda vez que o escoamento no bueiro se dá em uma declividade superior â crítica (regime supercrítico). em m³/s Vc = 2. todavia uma restrição para esta velocidade.538 D2.56 D . ocorrendo concomitantemente o aumento de velocidade. junto à boca de saída. que nos casos dos tubos de concreto.5 m/s. Do fluxo uniforme em regime supercrítico o tirante d'água em relação ao crítico diminui. por intermédio do argumento A/D2: Kv = obtém-se a declividade procurada. em m/s n2 Ic = 32. de 4.716 D Substituindo-se o valor de Q nas fórmulas do item (f). Há. o que poderá acarretar velocidades excessivas. admite-se recurso de procurar outro tipo de tubo com maior resistência à erosão. Atingido o limite de início da erosão das paredes de concreto.82 3 . não havendo interferência a jusante do bueiro. para obra de maior extensão. até o supercrítico uniforme.

em m3/s . tem-se que: Qc = 1. em m/s MT/DNIT/DPP/IPR .705L5/2 Vc = 2. pode-se diminuir a declividade do bueiro ou procurar outras alternativas. hc = dc . como B é igual a H que por sua vez é igual ao lado do quadrado (L). Ec = H porém.56L1/2 .5 Vc = 2. neste caso.705B ×H1. em m/m 3H ⎜ B ⎟ ⎝ ⎠ Caso de bueiros celulares de seção quadrada Nos bueiros celulares de seção quadrada. dentre as que se apresentarem como mais viáveis. tem-se: dc = 2 H 3 Levando-se este valor de (d) profundidade crítica às fórmulas apresentadas no item (f).56 H .5 m/s. Ec = daí 3 hc 2 H = 3 hc 2 2 hc = H 3 e Como.60 n × ⎜ 3 + 4H ⎟ . chega-se às seguintes equações finais para dimensionamento dos bueiros celulares de seção retangular: Qc = 1. as expressões para dimensionamento dos bueiros celulares se apóiam na condição de que a altura representativa de energia específica do fluxo crítico seja igual à altura do bueiro. Caso de bueiros celulares de seção retangular Pelas mesmas razões anteriormente apresentadas.Manual de Drenagem de Rodovias 45 Se essa velocidade for maior do que 4.em m/s 4/3 2 ⎛ ⎞ Ic = 2.em m3/s .

as estruturas lenticulares possuem dimensões e propriedades difíceis de serem expressas por fórmulas práticas. onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = H 3 2 n2 × Vc 4/3 Rc MT/DNIT/DPP/IPR .75 n L1/3 46 . Esta equivalência fornece as dimensões aproximadas dos dados indispensáveis à determinação das equações para o escoamento crítico. envolvendo 3 raios distintos (para as partes: topo. 9. recorrendo-se também ao gráfico da Fig. A partir das dimensões comerciais das estruturas lenticulares constantes em tabelas fornecidas pelos fabricantes. com o apoio das expressões genéricas que definem o fluxo crítico. e por analogia com base nas premissas envolvendo energia e altura crítica pode-se.Manual de Drenagem de Rodovias 2 Ic = 34. Por analogia. por tentativas. estimar o tirante crítico. de propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares. fundo e canto). para quaisquer seções. Por terem geometrias mais complexas. tem-se: E c = H . Para se calcular suas capacidades e limitações faz-se a equivalência com superfícies retangulares. em m/m Estes valores são apresentados na tabela 02 para as dimensões usuais. Expressões genéricas Vazão critica Qc = A c g× hc (a) Velocidade crítica Q Vc = c = g× hc (a) Ac Declividade crítica Ic = Considerações iniciais. Caso de bueiros lenticulares metálicos corrugados.

76A . obtém-se: dc ≅ 0. Vc e Ic estão indicados para as dimensões usuais dos mesmos (tabelas 12 a 14).316Hn . 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ em m/s em m/m Os valores de Qc. o gráfico da Fig.5 .56 ×H0. R = raio hidráulico a seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 1. por tentativas. onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = ×H 3 Q Vc = c = g× hc Ac e Ic = 2 n2Vc R4/3 MT/DNIT/DPP/IPR .5 . Caso de bueiros elípticos metálicos corrugados Para a determinação das equações que regem o escoamento crítico para bueiros de forma elíptica. seguiu-se o mesmo procedimento do adotado para as estruturas lenticulares.Manual de Drenagem de Rodovias 47 Utilizando o gráfico da Fig.17R . estimando-se. 2 Ic = 5. Utilizou-se para auxílio à determinação.65H A c ≅ 0. A = área total da seção interna da estrutura Rc ≅ 1. onde. Considerações iniciais Por analogia.944 × AH0. tem-se: Ec = H . 9. Expressões genéricas Qc = A c g× hc . 9 de propriedades hidráulicas de estruturas elípticas. em m3/s Vc = 2. o tirante crítico e levando-se em conta que h = A /T.

816 H× n2 .816A Rc ≅ 1.638L ×H1.72H A c ≅ 0. Tc obtém-se: dc ≅ 0.533D2.5 3 Velocidade crítica: V = 2. Vc = 2.56 D MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 48 Por intermédio do gráfico de propriedades hidráulicas.26R onde A . estimando por tentativas o tirante crítico e levando-se em conta que: A hc = c .5 2 bueiro triplo : Q = 3 ×1. R 4/3 onde L = vão da seção interna da estrutura em m/s em m/m Os valores de Qc.5 .5 .533D2.raio hidráulico à seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 2.533D2.086A ×H0. Fórmulas que deram origem as tabelas utilizadas para o dimensionamento dos bueiros (canal no regime crítico) Bueiros tubulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1. Ic = 4.56H0.5 1 bueiro duplo : Q = 2×1.área total da seção interna da estrutura R . em m3/s Qc = 1.5 . Vc e Ic estão indicados para as suas dimensões usuais nas tabelas 15 a 17.

705B ×H1.015 3D Área molhada crítica: bueiro simples: A = θ − senθ ×D2 8 ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro duplo : A = 2⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro triplo : A = 3⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ Bueiros celulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.0585 ⎜ 3 + 4H ⎟ ⎜ 3H ⎝ B ⎟ ⎠ Vc = 2.5 3 Velocidade crítica: Declividade crítica: ⎛ ⎞ Ic = 0.5 2 bueiro triplo: Q = 3×1.705B ×H1.705B ×H1.015 Área molhada crítica: bueiro simples: A = B × 2 H 3 bueiro duplo: A = 2 ×B × 2 H 3 bueiro triplo: A = 3×B × 2 H 3 Bueiros circulares metálicos corrugados Declividade crítica: 2 I = 3282 n (%) 3D MT/DNIT/DPP/IPR . em %.56xV0. para n = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 49 Declividade crítica: Ic = 0.739 (%) para n = 0.5 4/3 .

944 × A ×H1/2 3 Velocidade crítica: Vc = 2. a saber: 68mm x 13mmn = 0.024 76 mm x 25 mmn = 0.638 ×L ×H1.944 × A ×H1/2 2 bueiro triplo: ' Q = 3×1.024 Bueiros lenticulares metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.Manual de Drenagem de Rodovias 50 A rugosidade de bueiros metálicos corrugados é definida em função do tipo da corrugação da chapa.5 2 MT/DNIT/DPP/IPR .944 × A ×H1/2 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.56 ×H1/2 Declividade crítica: I = c 5.024 2 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎝P⎠ Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Bueiros elípticos metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.638 ×L ×H1.021 Bueiros para processo não destrutivon = 0.019 152mm x 51 mmn = 0.316 × H × 0.5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.

84 2.81 4.50 1.67 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.00 1.65 0.80 3.56 2.56 2.80 3.88 0.20 1.70 0.50 ÁREA MOLHADA VAZÃO 2 CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 0.74 0.22 1.00 1.20 1.70 0.06 12.60 1.53 0.26 4.20 3.98 2.56 × H0.Manual de Drenagem de Rodovias 51 bueiro triplo: Q = 3×1.35 4.73 4.60 0. velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = D) DIÂMETRO (m) 0.638 ×L ×H1.00 1.14 2.74 0.5 c Declividade crítica: Ic = 4.71 8.70 0.80 1.88 0.80 0.42 1.65 TIPO BSTC BSTC BSTC BSTC BSTC BDTC BDTC BDTC BTTC BTTC BTTC MT/DNIT/DPP/IPR .22 0.56 2.20 1.14 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.29 2.87 2.14 2.60 7.Vazão.07 1.74 0.50 1.024 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ 2 Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Tabela 1 .816 × 0.80 3.5 3 Velocidade crítica: V = 2.43 0.39 0.45 1.60 2.65 0.

0 2.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.5 x 2.0 x 3.40 14.69 0.5 x 2.0 3.62 4.72 16.33 4.69 0.0 2.63 4.50 2.0 x 2.0 x 2.0 x 2.00 5.67 8.Manual de Drenagem de Rodovias 52 Tabela 2 .0 x 1.00 4.58 12.14 3.67 3.0 x 3.0 1. velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) TIPO BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC ÁREA MOLHADA VAZÃO BASE X 2 ALTURA (mxm) CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 1.14 3.00 12.56 3.0 3.54 MT/DNIT/DPP/IPR .62 4.26 9.96 35.05 4.40 60.00 12.43 3.70 17.05 3.05 3.71 4.93 40.79 28.66 79.14 3.5 2.5 2.44 50.93 40.00 2.47 20.5 3.70 6.56 0.Vazão.00 1.16 28.0 3.5 3.0 x 2.00 8.44 53.5 2.5 3.5 3.50 12.00 18.0 x 2.43 4.62 4.76 0.54 0.00 5.00 10.51 0.64 13.0 x 1.00 4.0 x 2.47 0.00 4.33 6.0 x 1.22 26.44 0.0 2.00 8.14 3.62 4.0 2.62 4.5 x 2.0 x 2.05 4.05 3.67 1.47 0.53 19.00 10.0 x 3.78 0.5 3.17 3.0 x 2.43 4.62 0.0 x 3.00 6.5 3.0 0.58 0.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.47 0.0 2.5 2.43 3.54 0.51 0.0 x 1.33 6.05 4.69 0.5 x 1.0 2.0 x 3.0 x 2.5 3.29 26.58 0.48 17.0 x 2.5 2.62 0.0 x 2.51 0.56 0.0 x 2.44 33.68 0.0 x 1.05 4.44 0.00 8.5 3.55 43.5 2.62 0.85 9.14 3.05 4.00 15.05 4.0 2.58 0.76 0.

60 4.43 1.96 8.15 52.Vazão.76 36.05 1.95 6.30 1.89 132.08 1.61 4.04 1.25 4.75 15.22 18.99 7.85 6.21 216.19 6.22 1.28 1.35 1.38 140.13 12.66 7.18 4.02 8.07 31.18 55.23 24.85 5.07 1.39 12.95 2.57 77.92 6.06 1.17 2.03 1.25 7.45 7.70 5.92 6.02 1.75 43.95 5.16 1.89 158.26 1.01 1.69 10.40 6.70 6.95 7.91 28.43 28.31 5.75 3.14 1.80 1.90 2.23 4.12 10.86 14.75 118.24 29.53 3.65 1.13 188.75 3.96 4.02 41.37 1.55 20.17 4. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (mxm) 1.16 6.57 85.75 3.32 6.30 22.10 6.88 4.49 5.00 5.24 6.72 5.89 6.30 2.65 2.15 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.14 3.24 244.97 0.78 69.43 3.20 4.80 4.35 1.89 4.30 7.11 6.62 11.75 6.00 6.52 19.99 0.96 0.05 3.85 165.11 1.26 195.91 126.20 3.21 1.65 3.22 6.65 25.40 3.04 17.Manual de Drenagem de Rodovias 53 Tabela 3 .50 5.98 0.10 260.55 5.80 TIPO BSTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ÁREA MOLHADA VAZÃO CRÍTICA (m2) CRÍTICA (m3/s) 1.48 6.72 232.46 1.99 5.96 220.97 0.49 108.63 10.95 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .53 1.15 2.73 13.47 4.53 6.23 1.68 39.25 5.50 1.35 5.48 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.30 4.18 5.80 4.78 3.20 19.72 4.40 34.11 1.42 58.61 5.50 6.18 1.12 1.63 32.58 4.60 6.39 24.00 0.06 7.10 4.55 1.70 5.59 21.07 33.60 7.08 32.38 83.70 101.17 1.46 8.30 17.

50 1.16 1.19 6.30 4.25 5.98 0.70 5.25 25.13 63.39 202.10 4.30 2.92 6.93 17.53 3.72 4.83 253.75 3.20 3.61 44.78 264.17 1.19 42. 36.06 7.48 488.00 6.71 3.78 24.65 2.55 1.10 6.70 330.95 6.56 6.26 20.14 154.14 66.70 5.70 6.95 5.05 3.25 7.32 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 8.45 7.49 30.90 4.99 7.46 1.38 20.60 7.41 39.14 171.20 12.75 3.45 13.15 1.47 27.28 1.10 41.35 5.02 1.65 3.49 5.37 8.53 390.96 4.92 6.88 4.36 110.Manual de Drenagem de Rodovias 54 Tabela 4 .40 3.97 0.78 49.05 1.26 376.99 5.99 0.58 4.23 22.40 6.75 6.77 167.08 1.65 1.18 5.11 1.12 1.23 1.89 6.04 83.43 3.05 38.47 4.61 5.37 1.89 4.80 4.95 BDTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .26 64.00 5.09 34.85 5.06 1.52 73.00 0.26 1.60 4.51 237.47 58.15 2. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.53 1.11 1.85 6.75 3.21 1.01 1.14 1.77 317.32 6.30 104.80 69.53 6.17 4.23 21.45 49.43 1.73 29.21 520.98 217.80 4.30 1.07 1.30 50.16 65.80 1.50 5.91 16.10 11.05 16.30 7.04 1.35 1.96 0.49 86.35 78.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.Vazão.25 4.72 5.85 56.45 .56 139.20 4.48 6.31 5.11 6.18 1.60 35.81 56.45 464.34 5.22 1.90 2.97 0.14 3.77 281.33 15.42 433.50 6.84 117.95 7.03 1.32 13.97 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.93 441.45 9.24 6.

Vazão.89 6.37 1 .35 5.20 3.21 1.59 44.99 5.68 732.88 4.38 38.10 4.20 94.60 7.53 3.18 73.85 6.85 33.11 1.70 5.60 4.24 6.90 2.89 96.17 4.12 1.18 1.20 41.65 3.Manual de Drenagem de Rodovias 55 Tabela 5 .95 5.47 326.20 104.06 5.96 4.75 6.24 45.00 6.66 61.95 76.04 1.16 1.31 5.40 6.55 1.21 100.54 166.02 1.84 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 12.63 650.97 0.23 1.99 7.19 6.85 6.13 51.35 9.66 495.91 67.68 74.55 12.05 25.06 1.71 87.67 54.60 52.65 2.49 20.35 31.25 7.33 208.78 63.11 1.31 781.17 24. 30 1.05 1.09 304.25 4.67 19.80 1.52 8.95 6.50 1.72 232.68 13.17 1.15 422.43 1.85 5.50 6.30 2.48 6.28 109.97 0.26 1.57 57.46 156.30 7.39 26.99 22.58 4.67 397.74 380.61 58.72 5.47 4.98 0.24 98.65 1.70 6. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.07 30.24 129.08 1.65 16.43 3.26 356.00 5.00 0.32 6.15 250.92 6.46 1.66 476.75 3.92 6.95 7.28 84.88 31 .30 4.80 4.03 117.71 257.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.26 176.35 l .96 0.49 5.50 5.05 3.80 4.18 5.03 1.17 628.72 4.61 5.10 6.15 1.20 4.79 585.15 2.89 4.70 5.15 7.95 BTTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .14 3.40 3.07 1.89 662.39 564.11 6.22 1.53 1.75 3.99 0.87 24.75 3.06 7.14 1.53 6.06 125.25 5.28 l.72 84.45 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.79 18.01 1.

80 2.28 4.11 23.96 6.83 12.60 17.68 16.21 1.20 4.12 5.86 4.96 7.06 55.73 13.55 1.50 1.25 5.90 4.08 32.90 28.41 1.23 1.72 4.42 62.40 1. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.60 1.35 75.12 1.00 4.17 1.72 5.37 5.70 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.58 4.14 154.20 4.19 1.39 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.37 5.99 5.84 124.14 1.13 4.31 1.34 1.80 3.42 6.60 2.11 9.20 2.80 3.66 8.58 4.57 77.62 1.80 3.Vazão.67 11.38 85.12 1.15 1.12 5.33 17.78 1.77 171.80 5.55 1.20 3.78 1.43 3.70 43.16 6.43 4.91 15.00 2.28 4.11 BSTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO Tabela 7 .00 2.26 1.80 8.20 3.60 2.01 13.80 5.62 1.07 4.80 4.71 20.37 1.14 9.80 3.40 2.93 13.31 1.40 3.62 3.60 3. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.24 3.65 12.54 1.36 33.40 1.Vazão.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.40 4.25 69.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.17 1.97 4.79 56.60 1.51 139.72 4.38 19.69 1.41 1.15 1.93 8.Manual de Drenagem de Rodovias 56 Tabela 6 .62 3.28 1.80 3.61 5.73 2..69 1.23 23.63 10.08 3.60 4.42 40.83 6.86 4.30 25.42 3.37 1.50 1.43 4.40 3.68 37.25 5.73 30.21 1.13 4.20 1.11 110.44 10.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.45 1.87 1.34 22.69 9.80 3.84 7.03 3.30 98.80 4.60 3.49 5.00 3.16 65.80 2.32 13.86 15.03 3.61 5.22 47.45 1.04 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.47 4.20 2.01 27.14 1.11 BDTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .47 27.23 1.81 5.99 5.09 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.60 4.00 3.43 3.49 5.72 DECLVIDADE CRÍTICA (%) 1.20 1.19 1.39 86.34 1.40 2.56 4.24 3.26 1.28 1.18 1.00 4.40 4.91 3.41 2.95 2.15 49.26 21.62 11.97 4.63 3.

26 186.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.69 1.23 1.24 98.00 3.20 41.49 20.20 14.03 113.03 3.62 3.19 1.80 2.80 5.09 129.76 208.15 257.15 16.12 5.40 12.17 166.60 3.17 1.80 3.37 1.28 4.40 26. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.25 18.60 1.22 8.20 4.80 3.99 5.60 2.00 4.89 31.02 33.62 1.69 84.80 3.87 23.43 4.13 4.74 10.15 1.46 147.11 BTTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .12 1.14 1.40 1.40 4.62 5.13 60.02 41.34 1.09 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.00 2.86 4.25 10.72 4.67 14.04 50.55 1.20 1.72 232.50 1.Vazão.61 5.89 19.Manual de Drenagem de Rodovias 57 Tabela 8 .21 1.54 4.49 5.60 3.60 4.37 5.20 3.95 38.85 34.40 2.28 1.13 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 7.20 2.78 1.07 28.85 7.58 4.26 1.45 1.31 1.41 1.24 3.25 5.59 45.33 71.97 4.40 3.89 26.43 3.80 4.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.

53 3.43 3.Vazão.97 0.Manual de Drenagem de Rodovias 58 Tabela 9 .94 1.94 BSTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm BDTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .95 2.55 13.96 0.53 3.29 2.80 2.96 0.18 1.90 2.92 3.33 15.71 3.35 1.84 5.80 2.34 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.03 3.43 0.34 3.98 2.15 1.50 1.68 2.80 1.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.02 1.56 2.56 4.68 2.93 11.11 1.78 6.06 1.95 2.70 1. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 0.30 1.56 2.80 1.14 3.24 3.07 3.60 0.67 3.20 1.40 1.39 0.62 2.90 2.09 1.54 1.11 8.99 0.73 2.46 1.20 1.28 1.14 3.22 4.63 8.03 3.70 1.18 1.90 4.53 1.89 4.04 1.88 1.41 1.91 7.80 1.81 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 0.99 0.10 1.60 1.97 0.60 0.50 1.40 1.15 1.11 1.00 1.66 7.74 1.95 3.18 1.10 1.62 DECLIVIDADE CRÍTICA 1.40 1.00 1.96 5.00 1.17 2.34 4.45 9.01 0.73 0.48 3.20 1.06 1.34 3.42 2.22 0.92 3.04 1.24 3.01 0.60 1.36 2.87 1.08 3.26 17.30 1.43 3.03 2.09 1.

94 BTTM CURRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .54 4.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.14 3.06 4.22 5.25 8.33 19.09 1.85 6.67 14.99 22.67 12.15 1.88 26.20 1.40 1.Vazão.92 3.90 2.68 2.62 5.53 3.70 1.04 1.30 1.81 2.80 2.43 3.97 0.18 2.34 3.60 1.01 0.86 10.80 1.00 1.05 3.03 3.52 7.24 3.10 1.06 1 .99 0.60 5.89 17.84 7. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.02 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.60 3.62 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.18 1.50 1.11 1 .Manual de Drenagem de Rodovias 59 Tabela 10 .56 2.96 0.22 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.

07 1.77 10.60 1.60 30.62 3.30 1.62 5.15 1.90 45.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.70 3.95 2.88 4.43 2.00 1.33 1.00 BSTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BDTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BTTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm 76 25 MT/DNIT/DPP/IPR .70 3.02 36.54 4.50 1.54 1.43 3.67 14.92 3.19 1.33 1.07 1.18 1.92 3.76 4.42 2.91 7.80 2.00 2.89 19.24 1.81 6.50 2.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.56 4.39 5.03 2.73 47.10 1.30 2.05 4.14 3.10 1.43 3.37 7.10 1.40 1.06 4.71 3.28 13.93 13.26 1.04 1.16 16.60 1.33 17.79 8.95 3.30 2.00 1.03 3.05 4.22 4.00 1.36 23.Manual de Drenagem de Rodovias 60 Tabela 11 .90 5.30 2.67 12.80 2.00 2.50 2.41 3.11 8.05 3.45 55.62 3.03 3.52 8.24 3.60 1.50 2.09 71.34 24.04 1.19 1.14 3.24 3.30 1.00 2.29 1.04 1.88 4.36 2.99 26.60 36.80 2.24 1.40 1.86 10.21 4.21 4.33 1.67 12.25 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.85 7.30 1.00 1.55 11.24 3.03 3.69 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.50 1.18 3.24 1.07 1.26 1.26 1.19 1.92 3. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.29 1.35 1.15 1.Vazão.43 2.66 8.14 3.30 15. 15 18.90 4.50 1.70 3.05 4.83 3.02 1.21 4.43 3.08 3.15 1.29 1.40 1.22 9.88 4.96 6.45 9.62 3.

93 31.85x1.77 10.70 5.79 4.63 74.16 1.03 4.36 4.30 1.11 10.30 4.46 29.34 3.85 4.75x2.47 11.55 15.98 0.85 14.95x3.88 4.20x2.33 37.32 49.00x3.29 1.12 TIPO VÃO x ALTURA (mxm) 1.20x3.89 39.Vazão.25 3.02 0.11 1.84 3.10 4.56 2.36 53.08 1.03 3.05 4.20x1.76 77.99 5.08 1.85x1.05x2.27x4.95 6.54 4.04 1.72x3.15 5.03 5.96 0.72 4.21 8.82 47.98 0.22x3.00x3.93 7.40 2.37 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.71 15.50 5.40 5.70x3.19 3.47 4.41 8.51 4.01 1.46 62.07 1.42 36.Manual de Drenagem de Rodovias 61 Tabela 12 .35 5.72 19.45 1.30x3.17 12.25x2.86 6.85 3.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.51 1.96 BSLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .72 7.10 5.96 69.43 13.12 1. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.40x3.90 4.70 2.02 6.32 4.30 10.65 13.92 4.80 6.48 3.99 0.69 4.55x3.26 66.09 5.13 8.

65 98.54 20.69 4.43 38.15 5.09 5.43 14.72x3.25 3.63 94.83 17.36 4.86 27.38 6.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.47 4.85 4.04 1.11 1.22 20.96 0.92 4.74 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.98 0.30 1.99 0.30x3.86 6.03 13.12 4.88 4.34 3.32 4.85x1.45 1.40 2.05 4.54 4.70x3.20x1.92 124.12 1.01 1.95 6.05x2.78 79.86 14.40 5.06 8.84 3.Vazão.10 4.00x3.80 6.19 10.50 5.03 3.71 29.16 1.93 22.96 BDLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR . velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 3.42 16.08 1.85 3.52 154.26 16.48 3.03 5.35 5.10x2.00x3.25x2.98 0.92 59.99 5.41 30.08 1.90 4.51 4.02 0.55x3.51 1.29 1.92 139.40x3.52 133.70 2.72 106.31 26.25 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.34 25.79 4.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 9.Manual de Drenagem de Rodovias 62 Tabela 13 .30 4.85x1.07 1.10 31.65 75.86 62.20x3.72 4.22x3.83 72.75x2.25 149.70 5.27x4.95x3.60 21.

29 15.88 4.57 9.00x3.72 4.97 148.12 1.12 45.96 BTLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .00 VAZÃO CRÍTICA (m2/s) 14.75x2.25 3.37 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.30 4.98 113.45 1.30x3.40 33.05 4.95x3.01 1.72x3.28 232.30 1.15 5.Manual de Drenagem de Rodovias 63 Tabela 14 .20x1.29 41 .29 1.52 37.79 21.80 6.98 0.90 31.05x2.90 4.27x4.22x3.41.86 6.56 44.50 5.79 4.34 3.15 21.84 3.25 108.37 89.05 20.47 4.70 5.78 200.85 4.09 5.69 4.92 4.67 6.10 4.95 6.25x2.85x1.16 1.55x3.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.08 1.98 0. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.85 3.85x1.40 2.03 3.10 12.32 31.54 4.48 3.Vazão.88 208.11 1.08 1.70x3.67 119.64 24.36 4.00x3.02 0.45 1.99 0.32 4.40 25.24 26.88 224. 15 58.10x2.51 4.35 5.07 1.39 186.08 160.99 5.79 94.96 40.65 47.03 5.51 1.96 0.31 30.40x3.11 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.20x3.70 2.04 1.40 5.

09 4.87 4.83 174.51 12.90x7.82 6.76 10.12 10.41 69.01x4.64 544.15 64.07 147.68 317.00 143.80 11.23 22.02 5.22 5.77 0.71 0.83 8.28 7.06x6.81 11.Manual de Drenagem de Rodovias 64 Tabela 15 .60 14.46 7.41 60.89 6.34 5.68x4.84 0.69 0.36 89.73 0.14 6.99 19.Vazão.79 0.89x3.17x6.95x5.97 7.29 165.79x5.11x6.03 402.79x8.89 6.69 0.70 0.62 101.51x5.46 56.01 39.94 437.85 10.72 0.50 10.84 0.17 25.92 8.82 8.84 10.78 0.03 114.71 121.68 BSEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .75 0.50 10.77 0.11 294.62 5.15 220.16 7.77 9.36 28.68 191.01 138.46 9.20 24.77 118.59 5.70 0.65 7.65 6.09x4.41 24.95 39.07 9.77 0.78 6.22x5.39x7.05 47.26 192.63 6.22 19.56 223.17 14.97 55.02 50.06 229.74 0.10 321.92 125.40 214.42x5.72 0.72 0.79 0.46 28.93 8.50 5.42 10.71 0.44 269.40 29.75 0.81 146.13 32.23 31.56 70.86 0.47 7.81 0.60 21.35x3.83 0.55 7.71 6.25x7.76 11.02 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 74.93 5.72 0.80 0.50x6.54x6.10 11.15x3.43 248.00x4.18 6.77 0.04 5.14 6.22 42.20 22. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 14.29 34.64x6.33x6.78 0.19x9.78 15.75 0.84 9.57 34.81 5.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.30 6.97x6.04 44.23x4.93 36.63 5.56x5.82 283.27 5.97x6.15 9.17 6.85 7.55x5.69 0.85 0.68 6.68 7.15 17.96 6.32 48.03 21.52 6.98 6.75x5.16 171.94 36.42 6.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.17 6.74 0.02 355.71 0.28x5.90 481.71 0.90 287.40x4.76 0.45 9.50 6.46 5.70 0.30 5.11 7.33 6.29 7.54 8.69 6.75 31.25 394.11 10.21 8.83x6.47x4.24 6.62 6.69 25.13 201.88 105.50 79.12x3.85 0.78 7.69x7.84 5.81 0.31 8.57 44.03 73.67x4.41 5.93 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 5.43 42.07 255.30 47.58x8.86x4.78x5.82 0.78 323.

85 0.50 6.74 0.56x5.04 5.10 94.06x6.69 0.73 0.15x3.75 0.58 69.71 0.92 56.36 382.93 8.98 6.58x8.52 6.19x9.46 7.02 277.79 0.68 7.83 0.76 10.26 64.22x5.72 0.15 9.42 242.84 0.77 0.81 11.94 110.50 789.06 42.81 0.40x4.47x4.71 0.86x4.30 34.82 49.63 5.17 6.60 94.30 5.78x5.92 8.62 5.82 0.46 63.64x6.14 294.26 402.59 5.98 38.88 72.17 6.54x6.50 62.82 120.86 72.50 5.58 331.85 0.89 6.83x6.64 566.36 634.41 5.78 7.47 7.82 6.06 804.28 1089.97x6.84 9.12x3.77 0.76 0.78 6.52 384.86 497.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.30 129.78 0.70 0.69x7.34 5.81 0.90x7.46 5.38 51.06 229.14 88.31 8.85 10.75x5.18 6.40 44.30 10.12 10.84 5.80 11.86 84.72 0.Vazão.87 4.12 141.12 459.89x3.42 10.68 TIPO BDEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .80 574.82 8.Manual de Drenagem de Rodovias 65 Tabela 16 .09x4.82 138.93 5.11 7.88 539.40 49.79 0.70 0.11x6.68 6.75 0.30 6.63 6.11 10.89 6.34 29.20 643.00x4.70 0.72 179.77 0.20 42.00 158.21 8.50 10.69 6.72 0.71 0.54 8.02 78.24 203.96 6.01x4.76 210.07 9.25x7.00 286.24 6.72 0.17x6.46 9.22 588.78 0.75 0.51 12.86 0.71 6.92 112.55 7.88 875.04 510.10 11.04 710.54 237.55x5.80 0.80 429.22 5. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) VÃO X ALTURA (m/m) 5.68x4.81 5.46 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.74 0.42x5.90 78.45 9.51x5.02 5.44 85.95x5.79x8.27 5.84 10.65 6.09 4.80 59.32 342.28 7.85 7.69 0.12 447.67x4.14 6.77 9.79x5.84 0.72 56.62 292.86 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 149.06 147.97 7.30 440.66 348.56 31.62 6.23x4.71 0.33x6.14 69.69 0.02 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 29.76 11.33 6.42 6.28x5.64 96.34 50.39x7.83 8.46 44.84 250.35x3.65 7.56 646.29 7.08 88.14 6.04 101.97x6.77 0.50x6.20 28.80 963.44 38.16 7.

Manual de Drenagem de Rodovias

66

Tabela 17 - Vazão, velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d)
ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 44,34 46,80 42,51 44,97 57,45 51 ,09 63,66 57,69 66,60 73,80 63,60 66,51 76,38 85,23 74,07 7 7,2 5 93,39 97,08 85,20 88,71 104,79 108,69 95,85 117,87 104,82 108,66 127,71 132,03 117,90 142,29 126,12 132,06 152,91 165,15 142,38 158,96 145,23 180,45 193,68 212,79

TIPO

VÃO X ALTURA (mxm) 5,89x3,89 6,12x3,96 6,15x3,63 6,35x3,71 6,40x4,62 6,68x4,24 6,86x4,78 7,01x4,25 7,09x4,85 7,42x5,16 7,47x4,47 7,67x4,55 7,75x5,11 7,95x5,54 8,00x4,83 8,23x4,93 8,28x5,82 8,51x5,92 8,56x5,21 8,79x5,31 8,97x6,07 9,17x6,15 9,22x5,46 9,50x6,45 9,55x5,77 9,78x5,84 9,83x6,76 10,06x6,84 10,11x6,12 10,39x7,11 10,54x6,30 10,64x6,50 10,69x7,42 10,90x7,85 10,97x6.81 11,25x7,80 11,33x6,76 11,58x8,10 11,79x8,51 12,19x9,02

VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 223,50 238,23 207,09 221,64 316,08 269,31 355,86 305,76 375,00 429,09 344,13 363,21 441,48 513,03 416,43 438,78 576,39 603,87 497,49 522,45 660,18 689,04 573,21 766,20 643,68 671,46 849,33 833,29 746,34 970,32 809,70 861,06 1065,75 1184,04 951,09 1206,30 965,82 1313,70 1444,92 1634,19

VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5,04 5,09 4,87 4,93 5,50 5,27 5,59 5,30 5,63 5,81 5,41 5,46 5,78 6,02 5,62 5,68 6,17 6,22 5,84 5,89 6,30 6,34 5,98 6,50 6.14 6,18 6,65 6,69 6,33 6,82 6,42 6,52 6,97 7,17 6,68 7,14 6,65 7,28 7,46 7,68

DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0,86 0.85 0,85 0,84 0,84 0,83 0,82 0,81 0,81 0,80 0,79 0,79 0,78 0,78 0,77 0,77 0,77 0,77 0,76 0,75 0,75 0,75 0,74 0,74 0,73 0,72 0,72 0,72 0,72 0,71 0,71 0,70 0,71 0,71 0,70 0,70 0,69 0,69 0,69 0,68

BDEM CORRUGAÇÂO 152 x 51mm

v h

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

67

Dimensionamento no regime subcrítico

Sempre que a declividade do bueiro for inferior à crítica, o dimensionamento (seção e velocidade do fluxo) será obtido por intermédio das equações gerais do fluxo. Equações gerais do fluxo Apresentam-se a seguir as equações gerais do fluxo para os bueiros tubulares (seção circular) e celulares (seção quadrada ou retangular). Para os bueiros de seção lenticular ou elíptica que não dispõem de fórmulas simples que relacionem suas grandezas hidráulicas, o procedimento para seu dimensionamento no regime subcrítico é apresentado adiante, no roteiro para dimensionamento. Bueiros tubulares Usando-se os valores obtidos em (d), e substituindo-os na fórmula de item (c) com recurso à equação da continuidade obtêm-se as equações gerais do fluxo para uma declividade estabelecida Velocidade:
I1/2 ⎛ Ø − senØ ⎞ V=3⎜ ⎟ x D2/3 x 4Ø n ⎝ ⎠
2

e vazão:
Q= Ø − senØ Ø − senØ 2 I1/2 x D2 x 3 D x 8 4Ø n

ou
1 Q= 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

xD

8/3

I1/2 x n

Na expressão da velocidade, V = K v x D2 / 3 x fazendo-se:
⎛ Ø − senØ ⎞ 3 ⎜ ⎟ = Kv 4Ø ⎝ ⎠
2

I1 / 2 n

tem-se:

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

68

Kv = ou:

V xn D x I1 / 2
2/3

Na expressão de vazão, fazendo-se:
1 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

= KQ

tem-se; Q = K Q x D8 / 3 x ou: KQ = Qxn D x I1 / 2
8/3

I1 / 2 n

ou ainda;
⎛ Qxn ⎞ ⎟ D=8 ⎜ ⎜ K x I1 / 2 ⎟ ⎝ Q ⎠
3

Coeficientes K v e K Q Os coeficientes KV e KQ, como se pode verificar, são funções exclusivas do ângulo Ø, o qual, por sua vez, está ligado ao tirante “d” e ao diâmetro D através da equação:
cos
ou
⎛ 2d ⎞ Ø = 2 arc cos⎜1 − ⎟ D⎠ ⎝

2d Ø = 1− (d) D 2

Assim, como Ø, KQ e Kv estão ligados ao tirante “d” e ao diâmetro D, pode-se tabelá-los em função da relação d/D. É a tabela dos parcialmente cheios, já citada, de grande utilidade no estudo dos bueiros nos regimes subcrítico e rápido, utilizada no item (a) e apresentada adiante, na tabela 18. Bueiros celulares Usando-se os valores das grandezas hidráulicas obtidas em “d”, a fórmula de Manning e com auxílio da equação da continuidade, obtêm-se as equações do fluxo nos bueiros celulares para uma declividade estabelecida:
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Velocidade:
1/ 2 ⎛ Bd ⎞ I V=3 ⎜ ⎟ x n ⎝ B + 2d ⎠ 2

,

em m/s

Vazão: ⎛ Bd ⎞ Q = Bd⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ ou:
Q=3
2/3

x

I1 / 2 , em m³/s n

(B x d)5 (B + 2d)2

x

I1 / 2 n

, em m³/s

Na expressão da velocidade, fazendo-se: ⎛ Bd ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ tem-se: I1 / 2 V = Kv x n ou: Kv = nxV I1 / 2
2/3

= Kv

Na expressão da vazão, fazendo-se:
3

(B + 2d)2

(Bd)5

= KQ

tem-se; Q = KQ x
OU:

I1 / 2 n

KQ =

Qxn I1/ 2

Existem nos bueiros celulares três grandezas a serem consideradas: a largura B, o tirante d e a altura H.
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Para se chegar a uma solução deve-se fixar uma delas, em geral B, para determinar a outra, d. A terceira, H, é uma conseqüência de d, pois admite-se uma folga, isto é, uma altura livre entre a lâmina d'água e a laje superior do bueiro, relacionada ao tirante. O DNIT tem adotado uma folga mínima de 25 % sobre d; desse modo a altura do bueiro passa a ser: H= d 0,80

Coeficientes K v e K Q Esses coeficientes são funções de B e d, portanto de duas variáveis. As curvas das Fig. 7 e 8 correlacionam B e d respectivamente a K Q e K v Nessas curvas o valor de B varia de 1,00 m a 3,00 m com intervalos de 0,50 m e o valor de (d) varia de 0,20 m até 3,00 m. Roteiro para dimensionamento Dados a) O valor de Q é conhecido porque é a descarga da bacia a ser drenada , calculada nos estudos hidrológicos do projeto; b) O valor de I é conhecido pelo levantamento topográfico do local onde o bueiro deverá ser implantado; c) O valor n (coeficiente de Manning) é conhecido pois depende da natureza do material de que será feito o bueiro (concreto, chapa metálica, corrugada etc). Seqüência das operações Bueiros tubulares a) admite-se inicialmente um valor para a relação d/D, variando de 0,20 a 0,80, optandose em geral pelo valor máximo; b) com o valor adotado para a relação d/D, entra-se na tabela dos parcialmente cheios, para obtenção do coeficiente K Q c) com K Q determina-se o valor do diâmetro teórico e se este mostrar-se inadequado pelas restrições do local de assentamento ou por não existir comercialmente tubo com diâmetro de tal porte, deverá ser considerado bueiro de seção múltipla, dividindo-se a descarga de projeto pelo número de linhas de tubo a adotar. Ao final será fixado para a linha de tubos simples ou múltipla o diâmetro mais próximo comercialmente disponível; d) com o diâmetro comercial calcula-se o novo valor de K Q obtendo-se na tabela a relação d/D, e o valor de K v , que fornecerá o valor de V, comparando a velocidade de
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escoamento com os valores mínimo e máximo aceitáveis, função da sedimentação das partículas em suspensão e da erosão das paredes dos tubos; e) se os valores acima estiverem dentro dos limites estabelecidos, o dimensionamento é concluído; caso contrário, faz-se nova tentativa com outra relação d/D, procurando-se aumentar ou diminuir a velocidade. Bueiros celulares Com os valores de Q, I e n, calcula-se K Q e com o valor de K Q obtém-se o valor de d, definindo-se conseqüentemente o valor B escolhido. Com os valores de B e d, na curva de K v , obtêm-se K v e conseqüentemente V. Estando o valor de V entre os limites permitidos e atendendo às condições locais, dá-se o dimensionamento como aceito, caso contrário, procura-se, mediante novas tentativas, dimensões que conduzam a valores aceitáveis. Quando o valor de Q conduz a um valor de K Q acima do limite superior das curvas, isso significa a necessidade da adoção de bueiros duplos e triplos. O cálculo é então refeito com o valor de Q dividido por 2 ou 3, conforme o número de linhas dos tubos. Bueiros lenticulares ou elípticos metálicos corrugados Tanto para os bueiros lenticulares como para aqueles de seção elíptica, por não se dispor de formulas simples que expressam o fluxo conforme a variação de lâmina d'água, o procedimento de cálculo atendendo a uma declividade de assentamento preestabelecida será diferente. Primeiramente deve-se calcular a vazão à seção plena para a declividade estabelecida e também a altura crítica relativa à descarga dada para conhecer o regime a que se refere. A vazão à plena seção é determinada com o auxílio das tabelas 19 ou 20 de onde são extraídos a área e o perímetro molhado da seção plena. Definido o coeficiente n a partir do tipo de corrugação escolhidos, determina-se, através da expressão de Manning e da equação da continuidade, a vazão à plena seção. Igualando a descarga de projeto à vazão escoada pelo bueiro, obtém-se através em um dos gráficos do diagrama 19 o tirante crítico correspondente que servirá de referência para definir o regime de funcionamento do fluxo na seção escolhida e a necessidade de ampliação da área da seção considerada. Se o tirante crítico superar a 65 % da altura da seção para os bueiros lenticulares e a 72 % da altura nos bueiros elípticos, deverá ser ensaiada seção maior ou seção múltipla, considerando-se nesta última a descarga, e correspondentemente a vazão de projeto, como sendo a descarga total dividida pelo número de linhas. Definida a vazão à plena seção e a altura crítica referente à descarga de projeto, passase ao dimensionamento hidráulico do bueiro funcionando parcialmente cheio.
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O tirante para a descarga de projeto dada é obtido através da utilização dos ábacos da Fig. 9, que define as propriedades hidráulicas desses tipos de estruturas; entrando-se com a relação entre a vazão a escoar e a vazão à seção plena, obtendo-se o valor percentual do tirante em relação à altura total da seção e daí o seu valor para o fluxo normal. Semelhantemente ao adotado para os demais bueiros, admite-se uma lâmina d'água máxima de 80 % da altura total da seção e uma lâmina mínima de 20%. Se o tirante encontrado situar-se fora desses limites deverá ser ensaiada uma nova seção ou seção múltipla. Ainda através da Fig. 9 pode-se verificar que a vazão máxima para os bueiros lenticulares é obtida para um tirante de 88 % da altura total da estrutura, sendo aproximadamente 8 % superior à vazão à plena seção e que nos bueiros elípticos a vazão máxima se dá com um tirante de 92 % da altura total, representando aproximadamente 10 % a mais que a vazão à plena seção. – Velocidades e vazões máximas para bueiros tubulares com declividades fixadas

Substituindo-se na Formula de Manning: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n

o raio hidráulico R pela sua expressão A/P, tem-se; I1 / 2 ⎛ A ⎞ V= x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

Para I constante, a velocidade será máxima quando a derivada de A/P, for nula. A e P, porém, são funções de (Ø) , sendo a condição de velocidade máxima dada pelos valores dessas variáveis que anulem a derivada da função f (Ø) , ou seja:
P dA dP −A dØ dØ = 0 P2

ou ainda,

P

dA dP =A dØ dØ

(1)

De (d),
P= Ø dP D x D , donde = 2 dØ 2
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e
A= Ø − senØ x D2 , donde 8

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dA 1 − cosØ x D2 = dØ 8

Substituindo-se os valores de P, A,
ØD − Øcos ØxD3 = ØD − senØxD3 Øcos ØxD3 = senØx D3 tg Ø = Ø ou

dA dP e na igualdade (1), tem-se; dØ dØ

equação cuja solução é:
Ø = 4,4934 rad, Ø = 257027'10"

ou
⎛ ⎝ 2d ⎞ ⎟ D⎠

Como, porém, Øc = 2 arc cos ⎜1 −
Øc = −0,626 2 2d 1− = −0,626 D cos

daí, d = 0,813D que corresponde ao tirante para a condição da velocidade máxima. Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para velocidade e vazão fornece: a velocidade máxima Vmáx = 0,452 D 2 / 3 x I1 / 2 n

e a vazão correspondente a esta velocidade
D8 / 3 x I 1/ 2 Q = 0,309 n

Vazão máxima Associando-se a fórmula de Manning; V= I1 / 2 ⎛ A ⎞ x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

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a equação de continuidade, tem-se: I1 / 2 ⎛ A 5 / 2 ⎞ ⎟ x⎜ Q= n ⎜ P ⎟ ⎝ ⎠
2/3

A vazão máxima se verificará quando A/P5/2, função de Ø, for máxima; vale dizer, quando sua derivada em relação a Ø for nula,isto é,
5 dA dP PxA 3/2 − A 5/2 2 dØ dØ = 0 P2

ou

5p x

dA dP = 2A x dØ dØ
dA dP e por suas expressões obtidas no item anterior, tem-se: dØ dØ

Substituindo-se P, A,

(Ø − senØ ) x D2 x D 5ØD (1 − cosØ ) 2 x D =2 2 8 8 2
ou
5Ø (1 − cosØ) = 2 (Ø − senØ)

ou ainda,
3Ø − 5Ø cosØ + 2 senØ = 0

cuja solução é
Ø = 5,2781 rad ou Ø = 302024'46" , que corresponde a um tirante de d = 0,938 D

Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para vazão e velocidade fornece: para vazão máxima Q máx = 0,335 D 8 / 3 x I1 / 2 n

e para a velocidade correspondente a essa vazão V = 0,438 D 2 / 3 x I1 / 2 n

A observação dos dados encontrados permite chegar a uma importante conclusão:
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Área Molhada. d = Tirante d'água D = Diâmetro do bueiro A = Área molhada R = Raio Hidráulico Q = Vazão (m3/s) n = Coeficiente de rugosidade de Manning I = declividade do bueiro (m/m) K K V ×n V D2/3 × I1/2 = = Q×n Q D8/3 × I1/2 MT/DNIT/DPP/IPR . para Bueiros de Seção Circular. em função da altura relativa do tirante. Raio Hidráulico.Manual de Drenagem de Rodovias 75 "A velocidade máxima não corresponde à vazão máxima". KV e KQ.

01313 0.4095 0.0910 0.2592 0.1453 0.0326 0.1772 0.1206 0.39 0.3243 0.3627 0.48 0.55 A/D2 0.35 0.4034 0.00306 0.2780 0.1416 0.0534 0.3394 0.0513 0.1381 0.0037 0.1449 0.3666 0.1349 0.1516 0.47 0.20 0.2582 0.2649 KV 0.0197 0.0575 0.0246 0.00005 0.0147 0.2435 0.0461 0.1802 0.3863 0.0497 0.0885 0.1019 0.11 0.3190 0.31 0.46 0.1364 0.3032 0.1611 0.1281 0.1535 0.0362 0.4027 0.2716 0.0600 0.0929 0.1267 0.41 0.3527 0.0192 0.1365 0.3934 0.0755 0.0173 0.0813 0.1118 0.2512 0.1711 0.1965 0.0559 0.1978 0.2562 0.1566 0.3295 0.2621 0.30 0.00150 0.3535 0.0571 0.09 0.2500 0.2965 0.1691 0.2905 0.1152 0.16 0.1662 0.2133 0.0733 0.2441 0.27 0.38 0.0389 0.1935 0.49 0.1786 0.2450 0.00651 0.1558 0.15 0.3624 0.1891 0.24 0.1099 0.0069.4227 0.36 0.3345 0.0273 0.1623 0.06 0.0427 0.2843 0.2739 0.3827 0.1825 76 MT/DNIT/DPP/IPR .40 0.2642 0.1756 0.22 0.2220 0.53 0.42 0.01126 0.4124 KQ 0.0220 0.1489 0.1709 0.0691 0.2355 0.4002 0.52 0.00221 0.45 0.25 0.0409 0.17 0.0871 0.18 0.0470 0.0353 0.3136 0.2836 0.1259 0.0986 0.0776 0.3968 0.0811 0.1614 0.43 0.07 0.1148 0.0881 0.29 0.3229 0.0534 0.01 0.0451 0.0301 0.00521 0.0196 0.1877 0.2142 0.3023 0.0956 0.00050 0.19 0.2650 0.3927 0. 0.00093 0.2531 0.12 0.13 0.1401 0.1197 0.2074 0.1665 0.2260 0.37 0.0739 0.1050 0.0331 0.2167 0.3328 0.2258 0.0242 0.4327 0.51 0.0668 0.2401 0.4127 0.3428 0.2366 0.44 0.1847 0.00406 0.0105 0.1506 0.4426 R/D 0.0066 0.0262 0.1147 0.0394 0.3787 0.00953 0.04 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios d/D 0.3443 0.0635 0.0730 0.3727 0.0864 0.1247 0.23 0.2102 0.1298 0.3130 0.05 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .1800 0.2062 0.1592 0.3708 0.0610 0.08 0.4065 0.0013 0.0132 0.26 0.21 0.2182 0.34 0.2331 0.3080 0.2546 0.03 0.2367 0.32 0.33 0.1097 0.14 0.3490 0.0961 0.3825 0.1199 0.0820 0.2934 0.1718 0.00021 0.2291 0.2468 0.3899 0.0350 0.1466 0.28 0.0152 0.50 0.2295 0.1003 0.3580 0.10 0.1982 0.1039 0.0294 0.3748 0.1312 0.0650 0.00795 0.2020 0.54 0.1890 0.1042 0.02 0.0695 0.2051 0.2214 0.

5594 0.2511 0.3322 0.7445 0.3038 0.2094 0.2500 KV 0.3008 0.68 0.2963 0.2987 0.90 0.4425 0.3182 0.00 A/D2 0.63 0.6736 0.7384 0.6405 0.2666 0.7841 0.2917 0.95 0.7707 0.4142 0.99 1.6815 0.4444 0.4267 0.2969 0.4309 0.4231 0.2703 0.3007 0.2821 0.66 0.6143 0.6573 0.4514 0.4301 0.2560 0.7115 0.3212 0.6319 0.4523 0.2147 0.2200 0.7254 0.2842 0.89 0.97 0.2881 0.3036 0.3008 0.3043 0.74 0.3322 0.4345 0.6231 0.7504 0.81 0.2921 0.3351 0.2658 0.58 0.4323 0.4462 0.3353 0.98 0.3047 0.3349 0.2799 0.4489 0.3263 0.2862 0.3018 0.2409 0.6655 0.2829 0.4381 0.5404 0.77 0.2886 0.2948 0.64 0.2900 0.3345 0.2676 0.4625 0.3335 0.4398 0.2776 0.3151 0.2306 0.3305 0.2865 0.4445 0.3042 0.4498 0.69 0.4519 0.85 0.3286 0.4206 0.59 0.7785 0.4153 0.7816 0.7749 0.73 0.4724 0.72 0.75 0.2962 0.3024 0.3339 0.6054 0.7854 R/D 0.4279 0.4512 0.70 0.3118 0.87 0.7662 0.2728 0.2842 0.3083 0.3043 0.5872 0.78 0.2944 0.3239 0.2995 0.57 0.88 0.93 0.83 0.65 0.2752 0.4517 0.4414 0.4343 0.4402 0.4180 0.61 0.2705 0.91 0.2460 0.96 0.4524 0.94 0.4520 0.1987 0.2358 0.2895 0.84 0.3039 0.2998 0.7043 0.2797 0.6893 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .7560 0.86 0.2253 0.5964 0.5499 0.2980 0.2609 0.4376 0.4822 0.80 0.4499 0.3041 0.4469 0.4524 0.1879 0.60 0.71 0.5780 0.2975 0.5687 0.4476 0.79 0.56 0.6969 0.3117 77 A Ø − senØ = 2 8 D R Ø − senØ = D 40 MT/DNIT/DPP/IPR .5212 0.5018 0.6489 0.4457 0.4489 0.3293 0.3031 0.3033 0.3968 KQ 0.3017 0.4507 0.1933 0.4920 0.2787 0.4480 0.62 0.4213 0.82 0.2933 0.4522 0.4362 0.7186 0.4505 0.5115 0.76 0.2928 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios (Continuação) d/D 0.3247 0.2753 0.5308 0.4429 0.67 0.2040 0.2735 0.4526 0.7320 0.4256 0.92 0.7612 0.3026 0.

00 2.00 3.00 0 0.0 B =1 0m 5.10 0.00 2. 5 = 00 2.00 0 m B 7.00 m 1.Curva KQ = g(d) CURVA KQ = g (d) Q (m /s) KQ = 9. m 0 1.20 1.5 B= .00 B = B 3.00 2.00 4.Manual de Drenagem de Rodovias ⎛R ⎞ KV = ⎜ ⎟ ⎝D ⎠ 2/3 ⎛ Ø − senØ ⎞ = 3 ⎜ ⎟ 4Ø ⎝ ⎠ 2/3 − 78 2 KQ = A ⎛R ⎞ ×⎜ ⎟ 2 ⎝D ⎠ D (Ø − senØ 1 ×3 16 2Ø 2 )5 ⎛ 2d ⎞ Ø = 2arc ⋅ cos ⋅ ⎜1 − ⎟ D ⎠ ⎝ Figura 7 . 00 m 6.00 B =3 . d 8.00 (dm) MT/DNIT/DPP/IPR .00 Qn I 3 I (m/m) N.A.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 8 .20 0.50 B .60 B= 0m 1.00 2. 0 0.90 B= m 2.10 0 0.00 Kv= Va I B= 0m 3.80 m 2.00 d (m) MT/DNIT/DPP/IPR . 5 0.00 =1 m 0.50 0.20 1.40 0.30 0.70 0. 0 0 B= 0.Curva KV = f(d) 79 CURVA KV = f (d) 1.00 3.

7 0.3 0.6 0.1 1.9 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA 90 PM 80 A = Área R = RAIO HIDRÁULICO PM = PERÍMETRO MOLHADO A 70 AR2/3 60 R AR2/3 A 20 PM 30 50 40 ELIPSE HORIZONTAL 10 0.0 1.2 0.4 0.1 0.3 0.Propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares e elípticas 80 SEÇÃO PLENA PERÍMETRO MOLHADO 90 PORCENTAGEM D A ALTURA TOTAL PORCENTAGEM DA ALTURA TOTAL Área 80 70 60 50 VAZÃO 40 30 20 RAIO HIDRÁULICO 10 1.8 0.2 1.2 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 9 .1 0.7 0.8 0.2 1.3 0 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA MT/DNIT/DPP/IPR .4 0.9 1.0 1.1 1.3 0 0.6 0.5 0.5 0.

15 5.67 18.40 2.27 4.00 PERÍMETRO (m) 5.60 9.21 12.40 5.30 13.01 11.25 3.90 4.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 19 .70 2.35 19.Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados 81 DIMENSÕES VÃO ALTURA 1.05 4.05 2.58 11.35 5.07 11.85 1.30 3.08 15.25 2.12 15.62 9.50 5.22 3.28 16.72 3.95 3.88 3.12 9.27 6.85 3.00 3.41 13.30.39 6.90 MT/DNIT/DPP/IPR .80 6.22 7.45 13.65 17.20 3.65 14.86 6.85 1.97 12.70 3.75 2.85 4.40 3.42 8.23 19.25 11.77 14.52 ÁREA (m2) 2.55 3. 4.95 6.20 1.54 13.49 10.70 16.56 15.99 5.70 5.10 2.80 16.10 4.00 3.05 2.70 11.

11 20.07 20.15 86.85 10.22 5.25 7.06 6.36 73.54 6.89 3.77 9.02 59.07 9.28 5.12 10.33 26.92 8.51 12.90 23.97 6.42 10.19 9.13 17.80 15.58 38.42 25.84 10.21 27.50 6.59 22.68 4.00 4.83 8.24 16.24 29.21 30.71 6.82 44.02 23.97 6.45 9.84 9.15 20.19 17.89 6.09 4.51 5.29 26.55 7.90 26.11 7.58 8.97 48.19 26.21 8.32 15.17 6.60 33.55 53.40 4.15 9.23 4.82 44.21 58.28 31.50 21.78 7.50 10.71 18.15 3.20 48.01 4.47 7.64 31.20 53.Manual de Drenagem de Rodovias 82 Tabela 20 .10 11.01 27.62 6.83 6.40 52.24 6.21 31.21 42.31 8.50 20.21 34.94 24.Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados DIMENSÕES VÃO ALTURA (m) (m) 5.95 5.33 25.85 7.38 27.90 7.12 3.75 5.39 7.29 7.52 67.39 23.83 36.54 8.67 19.80 11.11 21.81 28.80 17.68 28.82 8.25 30.94 22.86 4.67 4.96 6.40 39.11 6.35 3.79 5.79 8.81 11.46 9.32 15.24 69.04 ÁREA (m2) 18.46 23.02 22.23 42.15 51.76 10.16 7.01 23.33 6.11 10.42 5.76 18.77 29.56 5.59 27.95 Bueiros trabalhando como vertedores Objetivo e características Denominam-se vertedores as aberturas projetadas na parte superior das paredes de um reservatório qualquer através das quais possa se escoar o líquido represado.83 30.66 34.55 5.55 22.69 7.97 62.76 11.98 24.30 10.67 19.85 26.37 18.11 19.18 39.64 6.63 6.47 4.02 PERÍMETRO (m) 15. MT/DNIT/DPP/IPR .53 58.63 18.93 8.76 79.78 5.

têm-se: 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ Q = 1.devida a WEISSBACH: 2 Q = C 3 L 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ 2g ⎢ − ⎜α ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥ ⎥ ⎦ como 2 C 2g = 1. será o resultado da divisão da descarga total registrada pela descarga de cada vertedor. para o vertedor. o coeficiente de Coriolis e o coeficiente de descarga do orifício. o cálculo de L. = 0 e h2. y. Dimensionamento hidráulico Cálculo da largura L A solução do problema é. escolhido pela prática ou resultante de tentativas a serem feitas. têm-se MT/DNIT/DPP/IPR .622. pode começar pela fórmula da vazão dos orifícios: ⎡ 3/2 ⎤ 3/2 ⎛ ⎢⎛ V2 ⎞ ⎥ 2 V2 ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎥ − ⎜h + α Q = cb 2g ⎢⎜ h + α 2g ⎟ ⎥ 2g ⎟ 3 ⎟ ⎜ 1 ⎟ ⎢⎜ 2 ⎢⎝ ⎣ ⎠ ⎝ ⎠ ⎥ ⎦ onde h1 e h2 são as alturas d'água nas bordas do orifício(inferior e superior). = H.838 . L a sua largura. Então. para c = 0. 3 L e tomando L=1. pois. obtém-se a fórmula básica da vazão dos vertedores retangulares. Os vertedores podem ser considerados orifícios em que a altura da parede sobre a borda superior é nula.Manual de Drenagem de Rodovias 83 Na drenagem rodoviária o vertedor desempenha uma grande função no escoamento da água acumulada nas várzeas extensas ou em terrenos alagadiços. b sua largura. calcular o tempo em que se deseja fazer a drenagem e escolher o número e a largura L dos vertedores. O tempo de escoamento vai ser estabelecido em função da largura L dos vertedores projetados.838 ⎢ −⎜ ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥×L ⎥ ⎦ Desprezando-se a velocidade de aproximação V. O número dos vertedores. a altura d`água sobre a soleira do vertedor. Fazendo h1.

para a contração bilateral. a Fórmula de Francis passa a ser: Q = 1.5 1442.05 34.Vazão por metro linear de soleira ALTURA H (cm) 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 20 Q (l/s) 9.7 1195.838 ⎜ L − ⎛ ⎝ 2H ⎞ 3/2 ⎟ H 10 ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR .68 58.2 1077. muito usada na Inglaterra e nos recomendada para uso no Brasil (Dilson F.5 555.12 76.14 67.53 86.2 964. Usando a Fórmula de Francis pode-se tabelar a vazão por metro linear de soleira como a seguir.3 381.2H.57 14.58 49.1 1316.04 41.838H3/2 Estados Unidos e que é a Fórmula de Francis.838 × LH3/2 84 ou L= Q 1.0 1 57 1. que passaria a ser tomado igual a L-0. Influência da contração As contrações ocorrem nos vertedores de represamentos e naqueles cuja largura é inferior às dos canais onde se acham instalados. De acordo com Francis.5 855.90 164. Pinto). Desse modo. a mais comum nas rodovias. Tabela 21 .24 96.0 302.0 ∗Para os vertedores com largura menor ou maior que um metro. Vertedores retangulares em parede delgada e sem contrações.5 650.6 750.34 106.50 ALTURA H (cm) 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 ∗ Q (l/s) 230.1 465. deve-se considerar na fórmula do item anterior uma correção para o valor de L.61 27.72 20.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 1. multiplicam-se os valores indicados de vazão pela largura real.

nesse caso. sendo independente da rugosidade das paredes. Como se trata do deslocamento de uma partícula d`água no regime permanente entre S1. aplicando-se o teorema de Bernoulli. 10: Figura 10 .cotas das seções S1 e S2 relativas a um plano de referência (datum).velocidades nas seções S1 e S2.2H sendo D o diâmetro e H a altura do bueiro. do comprimento e da declividade do bueiro. da diferença de cotas dos níveis d'água a montante e a jusante. P1 e P2 . Z1 e Z2 . tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 85 Bueiros trabalhando como orifício Objetivo e características Diz-se que um bueiro trabalha como orifício quando o nível d`água a montante (HW) atende à condição: HW ≥ 1. Diz-se.2D ou HW ≥ 1.Esquema de escoamento por orifício V1 (1) h Z1 Z2 (2) V2 DATUM em que: V1 e V2 . Dimensionamento hidráulico Estudo do fluxo Considerando-se o escoamento indicado na Fig. vale dizer. e S2. que a vazão depende de sua carga a montante.pressões nessas seções respectivamente.

porém. devido à viscosidade do líquido. então.64. que P1 = P2. Desse modo. segundo Weissbach.62 e 0. Z1 – Z2 = h. Cc. foi verificado que o jato sofre uma contração tornando-se inferior à seção do orifício. cujo valor é 0.Manual de Drenagem de Rodovias 86 V2 V2 P P z+ 1+ 1 =z + 2 + 2 2 γ γ 2g 2g Considerando-se. porque é a pressão atmosférica atuando nas seções S1 e S2. a velocidade real do jato sofre uma redução que costuma ser representada por um coeficiente CV.98. V1 será muito inferior a V2 e poderá ser desprezada. carga hidráulica da seção S2 (eixo) tem-se: V2 V2 2 = 1 +h 2g 2g ou V = V 2 + 2g × h 2 1 Como a área da seção S1 (superfície da água acumulada a montante do bueiro) é muito superior à área da seção S2 (orifício). que. Por outro lado.97 ou 0. A vazão através do orifício seria então: Q = C × C × A 2g × h V C ou fazendo C ×C =C V C Q = CA 2g × h MT/DNIT/DPP/IPR . de acordo com a lei de continuidade: Q = AV = A 2g × h Acontece que. obtém-se: V = 2g × h A vazão do orifício seria. sem que se cometa erro apreciável. Essa contração é habitualmente representada por outro coeficiente. osciIa entre 0.

nos livros de Hidráulica mais comuns em nosso país. os coeficientes de vazão 0.Coeficientes de vazão L D C 10 25 50 75 100 0. Porém.62 e 0.63.5 vezes o diâmetro do orifício.770 0. não seja maior do que duas vezes o diâmetro ou a sua altura. para o diâmetro do bueiro de 1. MANNING recomenda para L/D = 75 e L/D = 100. variando de 0.63. a contar do centro de gravidade da seção do bueiro. respectivamente.548. 20 e 30 metros. mais ou menos. os coeficientes de vazão C. Deve-se considerar. não podendo ultrapassar 1. são os seguintes: Tabela 22 . os Coeficientes de Vazão C. para os dois modelos (orifícios e bocais) são próximos um do outro. a diferença depende do coeficiente de vazão. Em resumo. que para as alturas médias comuns de aterro em torno de 15 metros. Chamando L o comprimento do bueiro e D o seu diâmetro.548 Carga hidráulica Toda a conceituação exposta presupõe que a carga hidráulica. Esses dois valores. o que excluiria a opção do modelo.Manual de Drenagem de Rodovias 87 sendo que C.643 0. atinge valores entre 0. coeficiente de vazão. a estrutura comumente empregada.588 0.674 0. MT/DNIT/DPP/IPR . representam alturas de aterro de. no caso dos bueiros. como os processos de cálculo de vazões são os mesmos para os dois casos. O nível d'água a montante não poderá ultrapassar a cota de nível mínimo admissível fixada em função da altura do aterro e das restrições de alagamento a montante por ventura existentes. para o caso dos bueiros tubulares. A velocidade máxima para a obra deverá ser inferior ao limite de erosão das paredes dos bueiros. as paredes dos orifícios são divididas em delgadas e espessas. respectivamente. Desse modo. seria a de um bocal e não de um orifício.0 metro.60 a 0.588 e 0. segundo MANNING. Verifica-se. no entanto. que.

Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 23 .99 5.42 3.46 4.35 3.10 1.75 1.04 4.23 5.89 5.19 V (m/s) 2.63 5.71 4.23 7.80 1.78 9.32 4.40 1.04 11.40 8.192xD 2 h 1 e V = 2.5 D Q (m3/s) 0.90 4.54 10.36 15.53 3.62 3.2 D Q (m3/s) 0.65 3.58 3.14159 h e Q = 2.50 4.95 13.58 V (m/s) 2.48 3.30 1.32 4.77 3.17 6.44 11.93 4.21 3.86 1.14 4.37 2.05 3.68 13.48 15.29 5.40 3.12 11.06 3.67 13.14 5.90 2.Vazão.74 3.32 h = 1.68 3.60 1.87 3.05 10.37 2.73 3.54 BSTC OU BSTM Vazão: bueiro simples: Q1 = Velocidade: V = c 2g × h c 2g 4 × D 2 × 3.19 4.79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR .20 1.79 4.70 1.54 2.97 7.10 3.80 1.74 3.67 1.06 3.57 6.00 h = 1.10 4.62 7.19 8.58 (m3/s) 0.98 4.60 0.21 4.06 3.58 4.95 4.43 17.83 Q h = 2D V (m/s) 3.83 4.63 88 TIPO DIÂMETRO (m) 0.44 5.50 1.00 1.69 10. velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.67 4.41 4.

Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 24 .576 × D 2 h 3 1 Velocidade: V = 2.63 89 Vazão: bueiro duplo: Q = 2Q = 4.79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR .Vazão. velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.384 × D 2 h 2 1 bueiro triplo: Q = 3Q = 6.

92 4.00 2.00 3.83 4.20 41.32 4.83 3.00 40.83 5.50 3.55 60.30 4.24 6.30 24.98 93.92 4. MT/DNIT/DPP/IPR .02 100.52 33.32 4.50 22.32 4.00 2.50 3.791BH h 1 bueiro duplo: bueiro triplo: Q = 2× Q 2 1 Q = 3×Q 3 1 B = Base.98 93.83 4.24 5.34 27.00 1.77 142.29 38.40 5.86 V 3.58 6. significando nesses casos que a vazão do bueiro corresponderá à carga hidráulica que satisfaça a velocidade admissível.00 2.74 3.01 81.00 2.83 5.00 2.84 6.2 H Q 3.83 5.34 87.83 5.43 11.32 4.30 4.41 82.50 2.5 H Q 3.85 25.40 5.56 58.04 78.84 5.30 4.19 4.84 6.40 5.01 81.24 4.07 101.00 2.58 6.50 1.02 39.78 18.58 6.50 3.00 2.83 5.00 3.53 44.33 31.51 90.51 95.83 5.00 3.06 3.00 3.30 4.61 117.21 16.42 12.40 5.5 m/s).00 2.00 h =1.24 6.19 4.50 2.42 4.88 14.66 34.00 3.00 2.40 4.50 3.00 2.00 3.98 V 3.59 48.40 4.24 6.50 2.00 2.84 BDCC BTCC Vazão: bueiro simples: Q = 2.42 184.24 5.50 2.32 51.06 8.83 108.89 72.40 5.43 51.92 h = 2.50 3.19 4.64 77.17 31.24 6.54 53.40 4.49 46.00 2.01 66.89 72.77 30.05 71.00 2.40 5.61 123.01 121.50 2.50 1.32 4.07 106.84 5.83 4.74 4.00 2.0 H Q 3.74 4.00 2.67 54.00 1.00 H 1.95 4.00 2.84 29.24 6.58 6.59 V 3.00 2.48 140. H = altura do bueiro e h = carga hidráulica Velocidade: V = 2.50 3.42 9.83 5.50 3.00 3.50 3.95 10.83 5.30 h = 1.06 66.00 2.92 5.58 6.66 62.83 5.81 61.Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro TIPO BSCC B 1.00 2.23 17.34 63.50 2.83 4.58 6.94 36.24 6.83 5.92 5.83 5.00 2.26 47.57 58.Manual de Drenagem de Rodovias 90 Tabela 25 .05 67.83 5.01 21.02 35.56 19.32 4.61 159.00 2.75 33.79 h ∗ A velocidade excede o valor limite de erosão do concreto (4.83 5.

os bueiros são tratados. MT/DNIT/DPP/IPR . foram obtidas através de pesquisas em modelos nos laboratórios e verificadas. pela geometria da boca de entrada e pela seção transversal do conduto. em alguns casos. quanto ao fluxo. se dedicando ao estudo de novas técnicas para a solução dos problemas de drenagem. Com controle de saída. em pesquisas de campo e laboratório. é a distância vertical da soleira do bueiro à linha energética na sua entrada. Em outras palavras: o bueiro com controle de entrada deve ter seção transversal mínima e condições de boca que permitam escoar a vazão desejada com o máximo de represamento permitido pelo projeto. Partindo dessa premissa. A engenharia busca a melhor obra ao menor custo. no caso (HW). As relações entre profundidade de represamento e altura ou diâmetro do bueiro (HW/D) para os vários tipos de bueiros circulares e em arco. em todos os seus aspectos (funcional. com controle de entrada. têm merecido especial atenção pela importância que essas estruturas representam para o corpo estradal. que é o parâmetro dimensionante da capacidade da obra. não há inconveniente no represamento ou aumento da profundidade do curso d'água a montante da obra. no caso dos bueiros. se isso for tecnicamente viável. inclusive com uso de modelos reduzidos. Devido às baixas velocidades geralmente verificadas na maioria dos represamentos. segurança. denotando grande interesse em fugir ao empirismo reinante.Manual de Drenagem de Rodovias 91 Dimensionamento de bueiro segundo a Circular nº 5 do “Bureau of Public Roads” Generalidades Os norte-americanos vêm. Eles dão a altura da água represada (HW). Controle de entrada Controle de entrada significa que a capacidade de descarga do bueiro é controlada na sua entrada pela profundidade da água represada a montante (HW). Essas pesquisas serviram de base para a confecção de nomogramas que permitem determinar a capacidade dos bueiros com controle de entrada. a superfície da água e a linha energética na boca de montante dos bueiros são consideradas coincidentes. com protótipos. dada a freqüência de sua repetição. econômico e ambiental) Tipos de funcionamento de bueiros Com essa orientação. Os bueiros. de duas formas: − − Com controle de entrada. há muito tempo. A profundidade da água represada.

entretanto. No apêndice B são encontrados valores de Ke para vários tipos de boca. Se a seção do bueiro está cheia em todo o seu cumprimento.33 ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR . (m/s2) (m) Substituindo-se os valores de HV. é a energia consumida no atrito ao longo do bueiro: n = Coeficiente de rugosidade de Manning. sendo aceitável. Os procedimentos da Circular nº 5 fornecem os métodos para a determinação precisa da profundidade da água na entrada para as condições de escoamento mostrados nas figuras 11A. Essas parcelas. usualmente expressas em metros de altura d'água são: a parcela HV. Nas Figuras 11C e 11D os bueiros estão escoando à seção parcialmente cheia e com controle de saída. necessária para o escoamento através de um bueiro. quando o regime do fluxo é de controle de saída.03) ⎥ 2g R 1. é composta por três parcelas importantes. é a parte da carga que produz velocidade. (V2/2g).75D.02) V f Onde: Hv = V2/2g . é a perda na entrada da boca que depende da sua geometria. até o valor de 0. decorrente das perdas ao longo do corpo do bueiro. 11B e 11C.Manual de Drenagem de Rodovias 92 Controle de saída O escoamento de bueiros com controle de saída pode ocorrer com o conduto total ou parcialmente cheio.02) obtém-se: H = ⎢1 + K e + ⎢ ⎢ ⎣ ⎡ 2g × n 2 × L ⎤ V 2 ⎥ (equação 2. e R = Raio hidráulico. (m) V = Velocidade média do fluxo no corpo do bueiro. necessária para vencer as resistências de entrada e a Hf . (m/s) g = Aceleração da gravidade. L = Comprimento do corpo do bueiro. A carga H. conforme Figuras 11A e 11B. correspondente à velocidade. diz-se que o bueiro está trabalhando a seção plena. A energia consumida provém da carga represada a montante eé expressa pela equação: H = H + He + H (equação 2. a parcela He. He e Hf.33] . H f = [(2gn 2 L)/R 1. na equação (2. em parte ou em todo o seu comprimento. He = Ke (V2/2g). enchendo-o completamente em todo seu comprimento. Para o caso indicado pela figura 11D a precisão do método diminui.

como se verá a seguir. MT/DNIT/DPP/IPR . às vezes. na definição de HW. pois. como é o caso das verificações e alterações de projetos. Estas considerações dizem respeito aos bueiros operando à plena seção. é ela que vai definir o bueiro. (Fig. quando se exige rigor nas soluções. sendo H a diferença entre esse nível e o de HW a montante. a perda de carga H (Fig. Entretanto.03) pode ser resolvida facilmente com auxílio dos nomogramas de 8 a 14. 11C e 11D) exige-se o traçado das curvas de remanso. inferiores. a altura da água a montante. indicando a dimensão mínima que atenda às imposições do projeto. as descargas fluem a seção plena. Para os casos comuns este método permite soluções aceitáveis. ocorrendo alturas d'água superiores e. nem sempre. Cada um deles diz respeito a uma seção definida do corpo do bueiro e a um valor do coeficiente n.Manual de Drenagem de Rodovias 93 A equação (2. ou seja. 11B) é contada a partir da altura d`água na boca de jusante. à altura dos bueiros na entrada. para bueiro descarregando a plena seção. Quando a altura d'água na boca de saída é inferior à altura do bueiro. Quando o nível d'água a jusante do bueiro submerge sua boca de jusante ou quando o bueiro flui na boca de saída a seção plena. O dimensionamento consiste. portanto.

altura entre a soleira do bueiro. e o ponto da linha piezométrica equivalente. A relação de HW com H é dada. como pode ser observado na Fig. a partir do qual H deverá ser medido.04) MT/DNIT/DPP/IPR .12. HIDR.Controle de saída A SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA 94 B SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA C SUPERFÍCIE D´ÁGUA GRAD. pela equação: H W = H + ho − L × Io (equação 2.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 11 . HW A H SUPERFÍCIE D´ÁGUA D SUPERFÍCIE D´ÁGUA HW H SUPERFÍCIE D´ÁGUA Equação geral para controle de saída A altura do tirante hidráulico HW é obtido com a introdução de um fator ho. na boca de jusante.

ho é igual à profundidade da água na saída.4. Todavia.Manual de Drenagem de Rodovias 95 onde L é o comprimento do bueiro e Io a sua declividade em metros por metro. Sendo TW influenciado pelo nível d'água de outros cursos. a definição de h0 torna-se mais complexa. Pesquisa de HW Quando o nível d'água na saída está acima da crista do bueiro (Fig. Se o nível d'água na saída está em nível ou abaixo da crista do bueiro na boca de jusante (Fig. o ponto correspondente à profundidade crítica está suficientemente submerso de modo a não afetar HW. extraída dos nomogramas 15 a 20. as dimensões e forma do bueiro e a profundidade da água na saída (TW). A Fig. TW pode ser controlado através de obstrução na saída. em bueiros escoando com controle de saída. nesta última expressão é a distância vertical desde a soleira até a linha piezométrica equivalente. h0 é o maior dos dois seguintes valores: TW (profundidade d'água na saída) ou 2 dc + D h0. isto é. O valor de dc não pode exceder ao valor de D. Quando TW é o valor de h0 (maior dos valores). recomenda-se a utilização das equações da dinâmica do movimento uniformemente variado. obtém-se a altura do represamento a montante (HW) somando-se H ao nível d'água na saída (TW). Cálculo da profundidade da água na saída (TW) Sendo um fator externo. sendo este o limite superior daquele. uma vez que devem ser levadas em consideração a descarga. 12 fornece a visualização gráfica do que foi dito anteriormente. a profundidade da água na saída (TW) pode ser um fator importante para o cálculo da altura d'água represada a montante HW e da capacidade hidráulica do bueiro. por níveis d'água de outros cursos ou por influência de marés. Nesse caso. "Curva de Remanso". MT/DNIT/DPP/IPR . e D é o diâmetro ou altura do bueiro. 11C e 11D). declividade e rugosidade razoavelmente uniformes. 11A). dc é a profundidade crítica. não influindo no cálculo da altura d'água a montante HW. apresentado no item 1. Na maioria das vezes os canais naturais de saída são mais largos que os bueiros. 11B. pode-se determinar aproximadamente a profundidade do fluxo no canal de saída pela fórmula de Manning. ou marés. sendo necessário efetuar os cálculos e tendo o canal de saída seção transversal. e a profundidade da água (TW) é bem menor que a profundidade crítica.

Deve-se ter em conta que.Cotas hidráulicas no levantamento de HW L = comprimento do bueiro. Por isso. Figura 12 . para definir a necessidade de proteção do canal de saída. muitas vezes. h0 = altura piezométrica equivalente As informações locais e a observação do comportamento de outras obras na região podem ser de grande ajuda na solução do problema. Io = declividade do bueiro H = obtido através de nomograma.Manual de Drenagem de Rodovias 96 Velocidade do fluxo A velocidade da água no corpo dos bueiros é superior à dos canais naturais. a velocidade máxima do fluxo no centro do canal é consideravelmente mais alta do que a velocidade média do fluxo considerando toda a seção. As velocidades calculadas podem ser comparadas com as de outras existentes ou com as de correntes naturais. geralmente. pode haver necessidade. D = diâmetro ou altura do bueiro TW = profundidade do fluxo de descarga dc = profundidade crítica. do uso de dissipadores de energia no canal de descarga. Um elemento importante para isso. HW = profundidade hidráulica a montante do bueiro. MT/DNIT/DPP/IPR . de acordo com o tipo de material de que é constituído o bueiro e sua seção transversal. é o conhecimento da velocidade da água na boca de jusante. A velocidade na saída do bueiro deve ser comparada com a velocidade máxima da corrente.

Roteiro para dimensionar bueiros Etapa I . c) declividade definida do bueiro em m/m.5 a 2. Essa área pode ser tanto aquela correspondente à profundidade crítica como a profundidade a jusante. b) utilização das tabelas do fluxo crítico. o valor de R passa a ser desconhecido. elípticos ou arcos metálicos corrugados com largura maior do que a altura são soluções que devem ser consideradas. na boca de jusante dos fluxos com controle de entrada. b) comprimento L aproximado do bueiro em m. em m. por exemplo: HW = 1. pode ser usada a fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Como a solução se faz por tentativa. em m/s. lenticulares.0 D No caso de restrição de recobrimento dos bueiros nos aterros pode-se aumentar o número de linhas o que pode redundar em menores alturas de aterro ou maiores recobrimentos. c) uso dos nomogramas para controle de entrada. para os tempos de recorrência exigidos. Etapa III . não sendo conhecida a profundidade do fluxo. em m3/s. no caso de funcionamento a plena seção. O aumento da altura dos aterros.Coletar os elementos necessários ao projeto que são os seguintes: a) descarga Q de projeto. A solução final deve resultar da análise econômica. uma vez que.Definição de HW MT/DNIT/DPP/IPR . admitindo-se um valor arbitrado como. f) características do bueiro para a 1a tentativa.Na primeira tentativa para seleção das dimensões da seção transversal do bueiro adotam-se um dos seguintes critérios: a) seleção arbitrária.Manual de Drenagem de Rodovias 97 Na determinação da velocidade média na seção transversal. o uso de várias linhas de tubos e de bueiros celulares. No caso do controle de saída a velocidade média na boca de jusante será a descarga dividida pela área da seção transversal do fluxo. o uso de ábacos pode ser útil para resolver essa equação. Etapa II . incluindo seção transversal e tipo de boca de montante. e) velocidade média e máxima das águas no talvegue. d) altura admissível de represamento na entrada HW.

procurar o HW nos nomogramas de controle de entrada apropriados de n0 1 a 7.Computar a velocidade de saída para o tamanho e forma dos bueiros a serem testados. na boca de jusante. torna-se muito menos preciso quando se situar abaixo de 0. a velocidade de saída.Manual de Drenagem de Rodovias 98 a) Supondo controle de entrada Usando os dimensionamentos obtidos na etapa II. D. HW é definido pelo produto de HW/D. sendo Ao a área molhada. obtido nos nomogramas. a) Se ocorrer o controle de saída na etapa IV. Etapa V . valor mais alto indicará o tipo de fluxo a ser considerado para a situação de funcionamento de projeto. Se HW é maior do que o permitido pelo projeto. a velocidade de saída na boca de jusante deverá ser suposta igual à velocidade média no corpo do bueiro calculada pela fórmula de Manning. MT/DNIT/DPP/IPR . porém.o valor de HW. deve-se fazer nova tentativa. Essa área será a total da seção do bueiro se a boca de jusante estiver submersa. Para TW de elevação igual ou maior do que o topo do bueiro na saída d’água. para as condições de cheias do projeto. como explicado na Etapa IIIb Etapa VI . Calcular aproximadamente a profundidade da lâmina d'água (TW) na boca de jusante. b) Supondo Controle de Saída. achar HW pela equação anterior. é igual a Q/Ao. fazer ho igual a TW e achar HW pela equação: HW = H + ho – Io x L Para TW de elevação menor do que o topo do bueiro de jusante. como descrito no parágrafo acima. b) Verificado o controle de entrada na etapa IV.75D.Verificando-se a existência de um fluxo de controle de saída e obtido um valor de HW maior do que aceitável. ho igual ao maior entre estes dois valores: dc + D ou TW 2 Nota . Etapa IV . tomando. adota-se um bueiro com maior seção transversal ou linhas múltiplas. pela altura ou diâmetro do bueiro. assim obtido. aumentando a seção ou o número de linhas de bueiros até obter valor aceitável antes de tentar valores pelo controle de saída.Através da comparação dos valores de HW obtidos na etapa IIIa e IIIb (controle de entrada e de saída).

– – Determinação da vazão Q – • • • Dados: elevação d'água na entrada. MT/DNIT/DPP/IPR . – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. em m3/s. Determinação da elevação d`água na entrada HW (m) – Dados: descarga Q. Se a escala (1) de HW/D representar o tipo de entrada utilizada. ler Q ou Q/B na escala da descarga. ler HW/D na escala (1). em m. Calcular HW. tipo de bueiro (concreto ou metálico). multiplicando HW/D por D. em m. em m3/s. ou Q/B quando se tratar de bueiro celular.Manual de Drenagem de Rodovias 99 Orientação para utilização dos nomogramas para cálculo dos bueiros com controle de entrada. elevação admissível da água na entrada HW. se for usada a (2) ou (3) estender horizontalmente até (1). marcar a interseção dessa reta na escaIa (1) de HW/D. Ligar o ponto determinado (1) à dimensão do bueiro na escala à esquerda. dimensões: de D ou B. e a descarga (Q). em m. Determinação da seção do bueiro – Dados: • • descarga Q. em m (admissível ou pretendida). estender horizontalmente o ponto de interseção em (1) para (2) ou (3) e ler HW/D. Assinalar HW/D na escala adequada. Unir por linha reta o diâmetro do bueiro ou a altura (D). HW. dimensões: de D ou B. tipo de bueiro (concreto ou metálico). – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. se outro tipo de entrada entre as indicadas nos nomogramas for a indicada. Calcular HW/D.

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tipo do bueiro (de concreto ou metálico). – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. Calcular HW/D para uma dimensão arbitrária. Assinalar a posição de HW/D sobre a escala adequada ao tipo de entrada. Estender o valor de HW até a escala (1). Unir o ponto determinado acima à descarga de projeto marcada na escala de vazão e obter na escala do diâmetro o valor correspondente. Se o valor de D, ou base (vão) x altura, obtidos acima, não coincidir com o valor inicialmente adotado, repetir o procedimento com outro valor.

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Figura 13 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada

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Figura 14 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de concreto e controle de entrada

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Figura 15 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto, com eixo longo horizontal e controle de entrada

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Figura 16 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada

HW/D

ENTRADA

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Figura 17 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada, com controle de entrada.

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Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóbada de chapa metálica corrugada. com controle de entrada HW/D MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 106 Figura 18 .

Manual de Drenagem de Rodovias 107 Figura 19 .Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada com anel biselado MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 108 Utilização dos nomogramas para o cálculo de HW nos bueiros com controle de saída. Assinalar no nomograma o comprimento do bueiro (na escala L). ainda. mas o valor de Ke é intermediário aos das curvas aí existentes. 20). se o valor de n adotado enquadra-se naqueles do nomograma. MT/DNIT/DPP/IPR . assinalado nas duas curvas adjacentes de Ke. determinando-se assim o ponto que corresponde ao comprimento do bueiro na curva do Ke adotado (Fig. Os nomogramas para bueiros com controle de saída são utilizados para a determinação do valor de H (perda de carga a jusante. ho é obtido adotando-se o maior dos valores seguintes: ho = TW Determinação da perda da carga a jusante H – • • Dados: descarga Q. Poderão ser usados. interpola-se uma curva para o Ke adotado e liga-se por uma reta o comprimento dado. conforme as instruções a seguir: – • • se os valores de n e Ke adotados enquadram-se naqueles do nomograma. nos casos de bueiro operando a seção plena em toda a sua extensão. tipo do bueiro (de concreto ou metálico) . assinala-se na curva correspondente ao Ke o comprimento do bueiro. Observe-se que os nomogramas em estudo não levam à solução final da altura d'água a montante (HW) uma vez que dão apenas o valor de H na equação: H W = H + ho − L × Io onde h é obtido conforme o seguinte procedimento: – – d +D ho = c 2 se o nível d'água na saída for igual ou maior que o do topo de bueiro. para algumas condições de funcionamento parcialmente cheios. em m3/s. – Escolher o nomograma adequado ao bueiro utilizado. igualar ho a TW. se o nível d'água na saída se situar abaixo do topo do bueiro. Determinar o coeficiente de entrada (Ke) conforme o seu tipo e de acordo com a tabela constante no final do texto.

EXISTENTES NO NOMOGRAMA P = PONTO CORRESPONDENTE AO COMPRIMENTO DADO NA CURVA INTERPOLADA DE ke P2 ke2 P P1 109 • se o n adotado não se enquadra nos definidos pelo nomograma. – Calcular HW pela equação: H W = H + ho − L × Io Valores de n para materiais normalmente usados: MT/DNIT/DPP/IPR . à escala das dimensões do bueiro (D para bueiros tubulares ou B x H no caso dos celulares. marcada na escala de vazão e ler o valor da perda de carga a jusante na escala (H). Marcar o cruzamento dessa com a linha de base. com o valor do comprimento corrigido devido à diferença entre os coeficientes de rugosidade. n1= coeficiente de Manning do bueiro. utiliza-se um comprimento corrigido (L1) dado por: 2 ×L ⎛n ⎞ L =⎜ 1⎟ 1 ⎜n ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ 2⎠ onde: L= comprimento real do bueiro. por meio de uma linha reta. lenticulares e elípticos). Para os casos em que forem empregados bueiros elípticos metálicos corrugados. como obtido anteriormente.Interpolação de curva de coeficiente Ke 1 ke 1 3 ke 2 P1 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 1 P2 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 2 1 = CURVA DE COEFICIENTE ke 1 (existente) 2 = CURVA DE COEFICIENTE ke 2 (existente) 3 = CURVA INTERPOLADA DE COEFICIENTE ke P1 . e n2= coeficiente de Manning do nomograma.P2 = RETA LIGANDO OS PONTOS DO COMPRIMENTO DADO. – Ligar o valor (L1).Manual de Drenagem de Rodovias Figura 20 . Ligar o ponto da linha de base à descarga de projeto. utilizar os nomogramas para estruturas elípticas em concreto.

024 Cálculo da seção transversal da célula retangular.015 110 Tabela 27 . Ligar o ponto apropriado (ver instrução 1) na escala do comprimento do bueiro à sua área e marcar o ponto de interseção na linha de base. Os bueiros metálicos corrugados podem ser revestidos após sua montagem com concreto. melhorando sua rugosidade e conseqüentemente sua capacidade.Valores de n para metal MATERIAL CORRUGAÇÕES (mm) 66 x 12. Ler a altura d'água na escala H. MT/DNIT/DPP/IPR .4 152 x 51 Bueiros para processo não destrutivo n 0.019 0.021 0.Valores de n para concreto MATERIAL Concreto TIPOS Tubos e Células n 0. utiliza-se a equação de ponderação dada por Azevedo Netto: n 2 ∑ Pn × η n n =1 n ∑ Pn n=4 η médio = n −1 ∑ Pn × nn n 2 Onde P equivale aos perímetros molhados correspondentes às rugosidades n dos materiais de uma seção transversal de um bueiro em contato com o escoamento.7 Metálicos Aço Corrugado 76 x 25.024 0. Fixar esse ponto e ligar à descarga dada indicada na escala de vazão. asfalto ou outro material.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 26 . Para avaliar essa variação.

Manual de Drenagem de Rodovias 111 Figura 21 .Carga para bueiros em célula de concreto. à seção plena. calcule HW pelos métodos descritos.012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. MT/DNIT/DPP/IPR . com controle de saída n =0.

MT/DNIT/DPP/IPR . calcule HW pelos métodos descritos.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 22 .012 112 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.Carga para bueiros em tubulação de concreto. à seção plena com controle de saída n = 0.

MT/DNIT/DPP/IPR . Devem ser invertidas no caso de eixo longo vertical. à seção plena.Manual de Drenagem de Rodovias 113 Figura 23 . calcule HW pelos métodos descritos. com eixo longo vertical ou horizontal.012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. Obs: As dimensões em escala de tamanho estão ordenadas para instalação com eixo longo horizontal. com controle de saída n = 0.Carga para bueiros em tubulação oval de concreto.

Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada. MT/DNIT/DPP/IPR .024 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. à seção plena n = 0. calcule HW pelos métodos descritos.Manual de Drenagem de Rodovias 114 Figura 24 .

à seção plena n = 0.Carga para bueiros em chapa metálica corrugada.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 25 . calcule HW pelos métodos descritos. MT/DNIT/DPP/IPR .024 115 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 26 . calcule HW pelos métodos descritos. MT/DNIT/DPP/IPR .024 116 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada. à seção plena n = 0.

MT/DNIT/DPP/IPR . a seção plena n = 0. calcule HW pelos métodos descritos.Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada. Obs: Para dimensões intermediárias deve-se fazer a interpolação das rugosidades.024 117 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 27 .

Profundidade critica seção retangular 118 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 28 .

Profundidade critica para bueiros circulares metálicos corrugados MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 119 Figura 29 .

Manual de Drenagem de Rodovias 120 Figura 30 .Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 121 Figura 31 .Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 32 .Profundidade critica para bueiro lenticular em aço corrugado 122 MT/DNIT/DPP/IPR .

62 0.20 m de diâmetro e 60 m de comprimento.27 0.40 0.81 1.52 0. para Controle de Saída.66 *Nom.59 0.15 0.21 0.10 1. As curvas da Fig.e a segunda.Tubo com boca de montante saliente (3) MT/DNIT/DPP/IPR .86 3. 33 foram traçadas para um bueiro de 1.83 2.59 1.46 0.91 0.18 0.07 2.Dados para curva de controle de entrada HW * D Q* ⎛ m3 /s ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ H W = H W × 1.34 1.61 0.34 0.82 2.85 0.76 0. Os traçados foram obtidos com emprego dos nomogramas constantes neste Capítulo. para cada comprimento e tipo de bueiro.44 3.57 1.24 0. pelos nomogramas para Controle de Entrada.53 4.61 0.07 2. este pode ser feito mais rapidamente apoiado nas "curvas de comportamento".Manual de Drenagem de Rodovias 2. Usualmente os gráficos são feitos para intervalos de comprimentos de 7. dentro de certos limites de alturas de represamento (HW) e de descargas.98 1.04 1.06 4.05 3.14 3.73 0. A primeira relação de valores.1.30 0. Tabela 28 .29 1.2 D 0.4 CURVAS DE COMPORTAMENTO 123 Quando os projetos dos bueiros não exigem grande rigor no dimensionamento.22 1.52 2. 5 .5 a 15 m. Estas curvas são aplicáveis.

Curvas do comportamento hidráulico para bueiro circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1.Manual de Drenagem de Rodovias 124 Figura 33 .2 m de diâmetro e boca de montante saliente MT/DNIT/DPP/IPR .

24 0. 11 0% (m) 0.10 1.36 3. com controle de saída: Perda na entrada: He = K e × V 2 2g MT/DNIT/DPP/IPR .56 1.60 1.16 1.15 0.10 1.12 1.ou pela equação 2.24 0.96 5.39 0.47 3.40 0.77 3.59 2.5 TABELAS DIVERSAS Coeficiente de perdas da entrada Coeficiente Ke para determinação de perda na entrada de uma estrutura.98 1.00 0.82 1.38 3.04 1.11 4.01 1.77 2.16 3.1.04 2.02 2.16 1. 16 (m) (m) Nom.38 4. seja bueiro.13 H d +D = H + ho − L × Io onde.92 4.05 4.85 1.80 3.13 1. operando cheio ou parcialmente cheio.95 1.30 0.5% 2.66 4.08 0.69 0.48 0.68 3.Dados para as curvas de controle de saída Q dc 125 dc + D 2 H HW para vários Io (m3/s) Nom.95 1. 11 .58 0.29 3.79 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 29 .74 2.68 2.07 2.55 0.01 1.0% 0.34 0.43 2. seja um conduto.46 2.16 0.07 1.08 3.91 0.70 0.85 1.25 1.55 2.27 5.35 4.06* 0.5% 1% 1. hc c W 2 *Nom.64 1.82 0.24 2.

7 0. Muro de testa ou muro de testa com muros de ala e final do tubo em ângulo reto Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro (somente para bueiros metálicos corrugados) Seção terminal de entrada conformada com a saia do aterro Muro de testa paralelo ao aterro (sem muros de ala).2 0. Borda em ângulo reto .5 Coeficiente Ke MT/DNIT/DPP/IPR . Bueiro metálico corrugado e Bueiro Celular de Concreto Projetando-se para fora do aterro (sem muro de testa).Final do tubo Em bolsa Em ponta Arredondado (R = 1/2 D) Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro.Coeficientes de perda em entradas de estruturas: Ke TIPO DE ESTRUTURA E DE ENTRADA Tubo de concreto Bolsa projetando-se para fora do aterro.4 0.2 0.5 0.Manual de Drenagem de Rodovias 126 Tabela 30 .5 0.9 0.2 0. Com seção terminal de entrada conformada com a saída do aterro.7 0.5 0.5 0.Bordas arredondadas (R = 1/12 D) Muros de ala em ângulos entre 30° e 75° em relação ao bueiro Geratriz reta Geratriz arredondada Muros de ala em ângulo entre 10° e 20° em relação ao bueiro Geratriz reta Muros de Ala Paralelos Geratriz reta 0. Muro de testa ou muro de testa com muros de ala .5 0.2 0. Ponta projetando-se para fora do aterro.5 0.2 0.

050 0.50 4.80 0. alguma vegetação e pedras Alguma vegetação.035 0.030 0.045 0.40 0.30 1.040 0.00 127 Tabela 32 .070 0.80 0. margens íngremes.30 – 0. meandros suaves. mas com pedras e vegetação Limpo.033 0.70 – 1. sinuoso.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 31 .Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .20 0. cheio e de fundo regular Idem.35 – 0.00 3.30 – 1.Arroios Menores – Largura à superfície no estágio de inundação menor que 30.02 .080 0.45 0.050 0.35 – 0. seixo rolado e poucos matacões Fundo de seixos com grandes matacões Várzeas (adjacente ao curso d'água natural) MT/DNIT/DPP/IPR 0. sem vegetação no canal.070 0.025 0.060 0.040 0.01 0.00 – 4.Velocidades máximas admissíveis para a água COBERTURA SUPERFICIAL Grama comum firmemente implantada Tufos de grama com solo exposto Argila Argila coloidal Lodo Areia fina Areia média Cascalho fino Silte Alvenaria de tijolos Concreto de cimento portiand Aglomerados consistentes Revestimento betuminoso Velocidade máxima m/s 1. cheias de plantas e piscinas profundas Alguma vegetação.50 2. com charcos.00m Cursos d'água em região plana Limpo.040 0.050 0.50 – 0.030 0. árvores e plantas ao longo das margens submersas no alto estágio Fundo de cascalho.070 0.regular.80 – 1.035 0.85 0.01 0. aumente os valores acima de Correntes montanhosas. algumas piscinas e bancos de areia Idem. densos salgueiros nas margens Para árvores dentro do canal com ramos submersos no estágio alto todos os valores acima devem ser acrescidos de Para seção irregular.50 – 1.048 0.20 2.60 – 1. plantas pesadas nas margens Correntes muito lentas.050 0.02 0. plantas livres nas margens Alguma vegetação.80 0.

100 0.050 0.035 0.011 0.040 0. mas com o estágio caudaloso atingindo os ramos 0.050 0.024 0.110 0.025 0.030 128 0.070 0.060 0.014 0.010 0.Manual de Drenagem de Rodovias Pasto sem arbustos: Capim baixo Capim alto Áreas cultivadas Semeadura Vegetação rasteira alinhada Vegetação rasteira não alinhada Mato cerrado.050 0.arbustos dispersos Arbustos pequenos e árvores Vegetação de média a densa Árvores de grande porte Salgueiros densos em verão Terra limpa com tocos de árvores (250 a 400 por Ha sem renovos) Idem.Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .040 0.Valores dos coeficientes de rugosidade n Condutos Ferro Fundido Revestido Não revestido 0.120 0.021 0.115 0.024 0.028 Metálico com corrugação de 68 x 13mm Metálico com corrugação de 76 x 25mm Metálico com corrugação de 152 x 51mm Bueiros para processo não destrutivo MT/DNIT/DPP/IPR .200 0.160 Tabela 33 . algumas árvores baixas.025 0. estágio caudaloso sob os ramos Idem.00m ( O valor de n é menor que aqueles para arroios menores de características equivalentes uma vez que as margens são relativamente menos influentes) Seção regular sem matacões ou arbustos Seção irregular e não trabalhada 0. mas com grande crescimento de renovos Arvoredo denso.070 0.030 0.120 0.080 0.028 0.050 0.019 0.Arroios Maiores – Largura à superfície no estágio de inundação maior que 30.040 0.035 0.011 0. pouca vegetação rasteira.080 0.100 Tabela 34 .040 0.060 0.045 0.030 0.025 0.021 0.

016 0.020 0.013 0.014 0.023 0.016 0.020 0.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Cimento Superfície acabada Argamassa Canais abertos revestidos Concreto.027 0.017 0. paredes em: Concreto conformado Pedra irregular em argamassa Pedra seca (rip-rap) Tijolo Envernizado Em argamassa de cimento Alvenaria revestida Asfalto Liso Áspero Cobertura vegetal Madeira aplainada Sem tratamento 0.033 0.015 0.020 0.015 0.011 0.015 0.013 0.016 0.020 0.025 0.013 0.015 0.012 0.015 0.017 0.017 0. com superfície de: Acabamento a colher Acabamento a desempenadeira Acabamento com cascalhos no fundo Sem acabamento Sobre escavação em rocha boa Sobre escavação em rocha irregular Fundo em concreto acabado com desempenadeira e paredes com: Pedra aparelhada em argamassa Pedra irregular em argamassa Alvenaria de pedra rebocada Alvenaria de pedra rejuntada Fundo em cascalho.022 0.012 MT/DNIT/DPP/IPR .017 0.023 0.013 0.013 0.020 0.010 0.011 0.030 0.012 0.017 0.011 129 0.017 0.013 0.020 0.010 0.013 0.

025 0.025 0.080 0.030 0.e paredes limpas Escavado com dragline ou dragado Sem vegetação Arbustos nas margens Cortes em rocha Baseada na seção do projeto Lisa e uniforme Áspera e irregular Canais não conservados.110 0.030 0. maior altura do fluxo Arbustos em quantidade. MT/DNIT/DPP/IPR . não possam ser construídos bueiros.1 PONTILHÕES E PONTES PONTILHÕES Objetivo e características Os pontilhões são obras usadas para a transposição de talvegues nos casos em que. altura igual à profundidade do fluxo Fundo limpo. alguma vegetação Vegetação densa ou plantas aquáticas em canais profundos Fundo em terra. recentemente com pletada Limpa. paredes em pedra Fundo em pedra e margens cobertas de vegetação Fundo em seixos. após intempérie Saibro. altura elevada 0.030 0.027 0.035 0. pouca vegetação Em solo pedregulhoso.50 0.050 0.100 0.018 0.035 0.035 0.018 0. vegetação e arbustos sem cortar Vegetação densa.035 0.022 0.025 0.025 0.016 0.022 0.035 0.025 0.028 0.025 0.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Canais abertos não revestidos Terra em segmento reto e uniforme Limpa.030 0.140 2. seção uniforme.2 2.040 0.080 0.035 0.028 0. em segmento sinuoso Sem vegetação Grama. e arbustos nas paredes Idem. por imposição da descarga de projeto ou do greide projetado. limpa Com grama curta.026 0.040 0.2. limpo Terra.022 0.120 0.022 130 0.023 0.070 0.

Manual de Drenagem de Rodovias 131 Elementos de projeto Os elementos necessários ao projeto dos pontilhões são os mesmos das pontes com exceção do tempo de recorrência que. Levantamento de seções normais ao curso do rio no local de sua travessia pelo eixo da rodovia a montante e jusante.2. levando em conta o tempo de recorrência adotado e os métodos de cálculo recomendados para o caso. – – – Método de determinação da cota de máxima cheia e vão da obra. sendo um a montante e outro a jusante do eixo da rodovia. se considera em geral inferior ao das pontes. ou do seu gradiente. sempre que possível. do qual devem distar 100m cada um. Elementos de projeto Tempo de recorrência O tempo de recorrência a adotar na determinação da descarga de projeto deve ser compatível com o porte da obra e sua vida útil. com a importância da rodovia e com o risco a temer de sua interrupção ou da destruição da obra. Fixação do coeficiente de Manning a adotar para o curso d`água após inspeção local e exame da tabela própria constante de Apêndice B. de preferência os estatísticos. de vidas humanas e de propriedades adjacentes. Por sua maior importância e pelas suas extensões estas obras exigem estruturas mais complexas do que as usadas nos pontilhões e. apresentado no capítulo 2 deste Manual. no seu dimensionamento os procedimentos de cálculo deverão ser mais rigorosas. Esse valor está relacionado ao menor risco a temer com referência à destruição da obra ou interrupção do tráfego. cuja transposição não pode ser feita por bueiros e pontilhões. MT/DNIT/DPP/IPR . 2. por esta razão. obtida pelos estudos hidrológicos.2 PONTES Objetivo e características São obras-de-arte destinadas a vencer os talvegues formados pelos cursos d'água. Declividade do leito do rio. Dimensionamento hidráulico Inicialmente devem ser obtidos os seguintes elementos: – Descarga do projeto. no caso dos pontilhões. determinada entre dois pontos distantes no mínimo de 200m.

que. corresponde uma área molhada (A). um perímetro molhado (P) e. correspondendo à altura h1. em conseqüência. são relacionados através da fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Figura 34 . ter-se-á: V1 = Q1 = 2/3 R1 ×I1/2 e n 2/3 A1R1 ×I1/2 n Para o nível N2 (altura h2) ter-se-á: V2 = Q2 = R2/3 ×I1/2 2 e n A 2R2/3 × I1/2 2 n Para o nível NK (altura K) ter-se-á: VK = 2/3 RK ×I1/2 e n MT/DNIT/DPP/IPR .Seção transversal de um rio L = Vão livre mínimo da ponte Nível do ponto mais baixo da Ponte (Infradorso da Estrutura) NMC N NK SEÇÃO: N1 0 N´1 : N2 0 N´2 : Nk 0 N´k : N 0 N´ : P1 P2 P3 P4 A1 A2 AK A R1 R2 RK R N2 N1 Ak A2 A1 0 N´2 hk N´1 h1 h2 A N´K N´ Tirante Substituindo V pelo seu valor Q/A (equação de continuidade).Manual de Drenagem de Rodovias 132 Para cada altura h do nível d´água. obtém-se: Q = AR 2/3 × I1/2 n Quando o nível for N1. raio hidráulico (R) e velocidade (V).

Variando-se. marcam-se os valores de AR2/3 e V. a ARmáx . verifica-se sempre: AR2/3 = Q × n I1/2 Determinação do vão da ponte Sendo I e n constantes e independentes da altura do nível d'água. referente a uma travessia. os valores de h entre os praticamente aconselháveis. Figura 35 .Manual de Drenagem de Rodovias 133 QK = 2/3 AKRK × I1/2 n Para qualquer nível d'água. em valor. Com o valor do Qmáx. obtém-se o valor da expressão: Q ×n máx I1/2 2/3 que é igual. fornecido pelos estudos hidrológicos. Considerações complementares a) Vão livre MT/DNIT/DPP/IPR . verifica-se que V e Q são função apenas de h. 35) . traçam-se duas curvas referidas a dois eixos cartesianos (Fig. portanto. em duas escalas. No eixo das ordenadas. o valor de hmáx e na curva de V o valor da velocidade para a seção de cheia máxima prevista. no eixo das ordenadas. então. A partir deste vai se obter. os valores de h acima especificados.Gráficos de h = f(AR2/3) e h = g(V) No eixo das abcissas. para simplificação dos desenhos.

às vezes há necessidade de verificação das velocidades na "caixa do rio" dentro da pesquisa da probabilidade de ocorrência de erosão do terreno nas margens e no fundo do rio. d) Verificação da velocidade Tendo em vista o comprimento das pontes. o inconveniente da erosão dos aterros próximos à ponte. a fim de que se verifique a ocorrência de alguma variação apreciável na seção de vazão com comprometimento inclusive da velocidade da água. no caso de aterros altos. aqueles que não apresentam caixas definidas. c) Verificação do vão Apôs a concepção estrutural. MT/DNIT/DPP/IPR . definindo assim o limite das fundações da ponte. Igual precaução deve ser tomada em relação à elevação das marés. no estudo das pontes em rios próximos ao litoral. Nesse caso necessita-se de estudo de remanso acrescentando-se ao nível de máxima cheia do rio. em planta e perfil. a pressão provável das águas sobre os aterros da rodovia. a construção de bueiros de alívio calculados como orifício. vão livre. pois poderá coincidir uma máxima cheia do rio com a maré no nível máximo. Nesses casos recomenda-se. no qual a ponte está sendo projetada. a elevação do nível d'água devido ao remanso. A constatação da probabilidade de erosão nas margens do rio exigirá obras de proteção e a probabilidade de erosão no fundo do rio levará à estimativa da cota final da erosão. b) Influência de remansos e marés Deve ser verificado se o rio para o qual se cogita a construção da ponte deságua em outro curso d´água ou barragem. as pontes são apresentadas no Projeto Geométrico. cota de máxima cheia. considerando-se: – – – a imposição do greide da rodovia. adotando-se os procedimentos antes apresentados. isto é. deve ser confirmada a seção de vazão considerando-se a largura e forma dos pilares. a seção de vazão deve ser fixada.Manual de Drenagem de Rodovias 134 No caso dos rios espraiados. quando do abaixamento rápido das águas. com as seguintes características: – – – estacas iniciais. e) Apresentação Além do projeto estrutural. se possível. e como vertedores no caso de aterros de baixa altura.

O desenvolvimento teórico apresentado a seguir parte das seguintes premissas: a) A fórmula correspondente ao escoamento uniforme pode ser usada para avaliar a declividade da linha de energia do escoamento gradualmente variado. a fixação do nível d'água a jusante é importante no dimensionamento.3. cuja profundidade varia gradualmente ao longo da extensão do canal. hoje freqüentes em nosso país.Manual de Drenagem de Rodovias 135 – 2. pode sofrer variações consideráveis devido aos efeitos do remanso. Essa definição implica na observância de duas condições: O escoamento é permanente. linhas de corrente são praticamente paralelas. indiferentemente. e pelas marés. conforme descrito no item de transposição de talvegues. uma vez que muitos são os casos de obstruções que interferem com o dimensionamento dessas obras. isto é. o "remanso". calculado conforme descrito. e. Todavia. merece especial atenção. as suas características hidráulicas permanecem constantes ao longo do intervalo de tempo sob consideração. ou da forma como é mais conhecido. a distribuição hidrostática das pressões é verificada em uma seção. em conseqüência. visando à determinação do perfil hidráulico teórico. No caso das pontes.1 nível d'água na época do estudo de campo. 2. MT/DNIT/DPP/IPR . No caso dos bueiros. na vertical ou na normal ao fundo. b) A declividade é pequena. logo: – a profundidade do escoamento pode ser medida. OBSTRUÇÕES PARCIAIS DE VAZÃO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo deste item é determinar os efeitos das obstruções parciais sobre o funcionamento hidráulico das pontes e bueiros. o efeito do remanso provocado pelas barragens. desde que sejam levadas em conta os valores da velocidade e do raio hidráulico que ocorrem na seção em estudo. isto é.2 REMANSOS Escoamento gradualmente variado em canais Denomina-se movimento gradualmente variado em canais ao escoamento que se dá em regime permanente.3 2. Tornam-se necessárias para este estudo algumas considerações teóricas sobre o escoamento gradualmente variado em canais.3. o nível d'água máximo provável.

36. não há admissão de ar no escoamento. No caso de revestimentos diversos adota-se a média ponderada dos diversos coeficientes. e) O "fator de condução" K. constante ao longo do canal. são funções exponenciais da profundidade. logo. MT/DNIT/DPP/IPR . Equação dinâmica do movimento gradualmente variado A carga total acima do plano de referência é dada pela equação de Bernoulli: 2 H = Z + d × cosθ + α V 2g onde: α = coeficiente de Coriolis V = velocidade média da seção Os outros termos da equação encontram-se definidos na Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 136 – – a lei hidrostática da distribuição de pressões pode ser aplicada. adiante definidos. f) O coeficiente de rugosidade é independente da profundidade de escoamento. conseqüentemente a forma é constante d) A distribuição de velocidades na seção do canal é fixa. e o "fator de seção” Z. logo os coeficientes de distribuição e de velocidades são constantes. c) O canal é prismático.

e que.Termos da equação de Bernoulli 2 α V 2g 137 Plano de carga Dinâmico L in ha de E n e rg ia - D ecli v ida de =J dH d . a declividade será menor que a do fundo. se dd/dx = 0. Adotando o fundo do canal como eixo do x e derivando-se em relação a x. se dd/dx > 0. tem-se: − J = −I + cos Ø dd = dx dd d + α× dx dx ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V 2 ⎞ dd dx ⎟ × × 2g ⎟ dx dd ⎟ ⎠ I− J d ⎛ V2 ⎞ ⎟ cosØ + α × ⎜ dd ⎜ 2g ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ (equação 2. se dd/dx < 0. a declividade da linha da lâmina energética é igual à do fundo. 37. e explicitando -se a relação dd/dx. tem-se: dH = dZ + cosØ dd + α × d ⎛ V 2 ⎞ ⎟ ⎜ dx dx dx dx ⎜ 2g ⎟ ⎟ ⎜ ⎝ ⎠ α e Ø supostos constantes. dx representa um comprimento elementar medido ao longo do fundo do canal. e que.De cliv ida dx de = I x Plano de Referência Na Fig. Para um ângulo Ø pequeno tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR .05) A equação 01 é chamada de "equação dinâmica do movimento gradualmente variado". a declividade será maior que a do fundo e.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 36 . Pode-se verificar que: −J= −I= dH (declividade da linha de energia) dx dZ dx Substituindo os valores de J e I na equação anterior. É fácil constatar que dd/dx representa a declividade de linha d'água. cos Ø H y Ø 9 0º d Z Fun d o .

que conduz a: Q = = g T C A3 C × T C g α substituindo-se A 3 /T por ZC. e mais: Figura 37 .08) e lembrando que no escoamento crítico a seguinte relação ocorre: 3 α × Q2 AC .06) Para definição do perfil de lâmina d´água procede-se da seguinte forma: – Inicialmente define-se o termo α x d/dy (V2/2g). Sendo V = Q/A.07) g× A 3 Fazendo Z = A 3/T (equação 2. ou seja: g × A 3 dy g × A3 α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 2 = − α × Q × T (equação 2.05). logo. onde Q é um valor constante. tem-se: C C MT/DNIT/DPP/IPR .Comprimento elementar T (largura do tirante) dy dA tem-se: d α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ d =α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ d⎛ A − 2 ⎞ ⎜ ⎟ dQ 2 ⎠ = ×α ⎝ 2g dy 2gA 2 Q2 ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− α × Q2 dA α × Q2 × T × =− . tem-se: dy = dx I− J d 1+ α dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ (equação 2.Manual de Drenagem de Rodovias cosØ ≅ 1 e d ≅ y . dd dy ≅ dx dx 138 Aplicando esse resultado na equação (2. que representa a variação da taquicarga.

Manual de Drenagem de Rodovias Zc = Q (equação 2.11) pela equação (2.12). tem-se: 1 V = × R2/3 × J1/2 n J= n2 × V 2 n2 × Q 2 ∴J= ∴J= R 4/3 A 2 × R 4/3 Q2 1 × A 2 × R 4/3 2 n . tem-se: dy/dx = I x (1 – K2n/K2)/(1 .06) os valores de αx(dx/dy) (V2/2q) e J por seus equivalentes obtidos respectivamente nas equações (2. fator de condução: K2 = Q2 1 (equação 2. tem-se: 2 Kn J (equação 2.Chamando-se 1/n x A x R2/3 de K. tem-se: α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− Z2 C (equação 2.08) e (2.14) MT/DNIT/DPP/IPR .12) 2 K2 Kn Dividindo membro a membro a equação (2. ou ainda.07).Z2C/Z2). de acordo com a maior parte da literatura especializada: 2 dx 1 1 − (Z c /Z ) = × dy I 1 − (K /K )2 n (equação 2.13).09) g/ α 139 Substituindo-se (2. onde J = I.10) e (2.Análise do valor de J O termo J representa a declividade da linha energética De acordo com a fórmula de Manning.10) Z2 .13) = I K2 Substituindo-se na equação (2. I= K2 Q2 portanto J = I × n (equação 2. onde Kn representa o fator de condução para o escoamento uniforme.09) em (2. pode-se escrever: J = I = (Q2/K2n).11) × A 2 × R2/3 e J = K2 n2 Considerando a descarga Q em escoamento uniforme.

Através do que foi apresentado. indica-se o seguinte procedimento para a determinação da linha energética: MT/DNIT/DPP/IPR . e y2 tem-se a distância que separa as seções de profundidade y1 e y2.Curva dx/dy = f (y) dx dy dy dx dy 1 dx dy = f (y) dx dy y1 y2 dx dy 2 y Nesta figura pode-se observar que a área assinalada representa a distância dx percorrida quando se faz y variar de um valor dy. y x = ∫y 2 d x d 1 d y y (Figura 39) x x 2 = x1 − x = ∫x 2 d x (Figura 38) 1 . para a expressão da área o valor: dx = dx dy dy Fazendo a integração entre os limites y1. Tem-se. Esta área é sensivelmente igual a um retângulo de dimensões dy e dx/dy. onde se encontram assinaladas as seções (1) e (2). portanto. 39 representa a curva dx/dy = f (y) Figura 39 .Manual de Drenagem de Rodovias 140 .Determinação do perfil da linha d'água a) A Fig. 38 representa perfis do fundo e linha d'água do canal. Figura 38 .Perfis do fundo e linha d’água y Linha d´Água y1 Fundo x 1 y2 x x 2 b) A Fig.

(yn). marés etc.14) determinam-se os valores correspondentes de dx/dy.Arbitrando valores de y. e y2 será dada pela soma das áreas dos trapézios obtidos pela expressão anterior. no local da obra. De posse dos valores de x e y. MT/DNIT/DPP/IPR . Declividade média do fundo do canal. (d). fazendo-se y variar de y1 até y2. (n) . Descarga de projeto. (I). (Co). Distância da obra ao obstáculo.Manual de Drenagem de Rodovias 141 1º . Dados conhecidos – – – – – – – – – Cota do obstáculo. (Ci). barragens. Seção do canal. (a). Coeficiente de Coriolis. (Q).Determina-se a área sob a curva dx/dy = f (y) e desse modo chega-se aos valores de x. Roteiro de cálculo Os procedimentos de cálculo. têm por objetivo ilustrar de modo prático a teoria apresentada anteriormente. devido ao remanso. Tirante correspondente ao escoamento uniforme. através da equação (2. no caso de bueiros. Cota do nível d'água máximo provável no caso de pontes ou cota de instalação da obra. 4º . e ainda pela curva dx/dy = f (y) e pelo eixo dos x. utiliza-se a fórmula para a determinação da área do trapézio [∆ A y ]y j = i ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟i ⎟ ⎠ + 2 ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ j × ∆ y = ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ médio × ∆ y O valor da distância x entre as seções de profundidade y1.Constrói-se a curva dx/dy = f (y) ou trabalha-se com a tabulação desses valores. Coeficiente de Rugosidade. Para a determinação desta área define-se subáreas que são assemelhadas a trapézios. determine-se o perfil da linha d'água. visando determinar o acréscimo de cota que sofrerá o nível d'água. 2º . em intervalos ∆y. a seguir apresentados. Assim para calcular o valor da subárea limitada pelas verticais y = yi e y = yj.

I – Arbitram-se valores para y.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 40 . fator de condução para o escoamento uniforme. ver Fig. de tal forma que ymín < y < ymáx e determinam-se os valores de x correspondentes. g/α Kn = Q . ⎜ máx 100 ⎟⎥ ⎢ ⎝ ⎠⎦ ⎣ Zc = Q . fator de seção para o escoamento uniforme. 40 21.Acréscimo de cota devido ao remanso Ci Co 142 ymin yn ymax I d A determinar: ⎡ ⎛ ⎞⎤ y = yn + ⎢Co − ⎜ Ci − I × d ⎟⎥ . organizando-se a seguinte tabela: MT/DNIT/DPP/IPR .

Valores de x para y variando de ymin até ymax Y T A P R R2/3 R2/3 máx 143 K Z dx/dy ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠máx ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠1 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠2 ∆A - X Ymáx Tmáx Amáx Pmáx Rmáx Kmáx Zmáx 0.largura da superfície livre do fluxo. X = ∑ ∆A . fator de condução. 2 dx/dy = 1 / I ⎛1− Z / Z ⎞ / (1− Kn / K )2 .15) ⎜ ⎟ C ⎝ ⎠ ⎛ dx ⎞ ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ×⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠i ⎝ ⎠J ∆A = 2 × ∆y . A . (equação 2.cotas das seções arbitradas. T .0 Y1 T1 A1 P1 R1 R1 K1 Z1 ∆A1 ∆A2 ∆A3 * X1 Y2 T2 A2 P2 R2 R2 K2 Z2 X2 Y3 T3 A3 P3 R3 R3 K3 Z3 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠3 * X3 * * * * * * * * * Ymín Tmín Amín Pmín Rmín R2/3 mín Kmín Zmín ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠mín ∆Amín Xmín Onde: Y . R = A/P raio hidráulico.perímetro molhado.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 35 . P . área sob a curva dx/dy = f(y).área molhada. K = 1/n × AR2/3 . distâncias das seções arbitradas. MT/DNIT/DPP/IPR . Z= A 3/T fator de seção.

isto é. No caso dessas obstruções. Fig. Marcando-se no eixo dos x a distância do local da obra ao obstáculo (d). com a elevação do nível a montante do estrangulamento. 2. y → yn. Assim. Se o projeto da obra de arte já adota esse tirante em 3. havendo. ao trabalhar-se no caso real. não há necessidade de calcular a sobrelevação decorrente da obstrução.14) é assintótico ao perfil correspondente ao escoamento uniforme. uma elevação do nível d'água que. lê-se graficamente o valor do acréscimo a ser considerado. segue-se um alargamento. uma queda a seguir e depois. deverá ser verificada. 41. considerando geralmente da ordem de 2%. MT/DNIT/DPP/IPR . uma vez que com a obstrução decorrente resulta a redução da área da seção transversal do fluxo e a formação de remanso a montante do obstáculo. de uso corrente em cálculo hidráulico.Manual de Drenagem de Rodovias 144 – Desenha-se em escala conveniente o perfil hidráulico teórico. de forma a estabelecer o tirante livre mínimo para a estrutura. deve-se estabelecer um valor para ymín tal que: Y − Yn mín <E Yn onde E = erro aceitável. à redução da seção. Figura 41 . Nota: O perfil hidráulico representado pela equação (2.3 INFLUÊNCIA DOS PILARES DE PONTES A implantação de pilares no leito do curso d'água constitui-se em um fenômeno semelhante a uma contração.3.Perfil hidráulico teórico Acréscimo a ser considerado ymin yn y3 y y local da obra y2 y1 ymáx xmin x3 x2 d x1 Pela facilidade hoje atingida com os procedimentos computacionais este cálculo é feito através de processos iterativos como.00 ou mais metros acima do nível de máxima cheia. quando x → ∞ Entretanto. em determinadas circunstâncias. por exemplo o “Direct Step Method”.

No trecho obstruído. em decorrência. Esses valores são determinados.Manual de Drenagem de Rodovias 145 nova elevação até estabilizar na profundidade normal de escoamento (Fig. haverá.0 para pilares arredondados. 42). MT/DNIT/DPP/IPR .0 para pilares retangulares e entre 0. devendo estar situados entre 0. para V2. pode-se escrever que os valores de y1 e y2 são definidos pelas expressões: Y1 = α 2 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V1 + K`⎢ 2 − 1 ⎥ ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V 2 ⎥ − K" ⎢ 2 − ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ Y2 = α em que a é o coeficiente de Coriolis e os valores de K e K" são função da forma dos pilares. fato que vai provocar um aumento da velocidade da água de V1. a velocidade se reduz de V1 para V2 e a elevação do nível da água será calculada pela fórmula: 2 2 2 2 V1 − V 2 V 2 − V2 V 2 − V2 −K 1 = (1 . normalmente. uma diminuição das cotas da superfície da água. pode-se encontrar regime sub ou supercrítico. Se a seção transversal do canal é reduzida.1 e 2. função direta do perfil aerodinâmico da seção daqueles. em ensaios de laboratório. calculada pela expressão: 2 2 2 2 V2 − V1 V 2 − V1 V 2 − V1 +K 2 = (1 + K) 2 2g 2g 2g Se a seção aumenta.5 e 1. no caso da redução da seção provocada por pilares de ponte.Sobrelevação devida à obstrução de pilares y1 v1 y2 v2 v Além da redução da largura livre do fluxo.K) 1 2g 2g 2g Nessas condições. Figura 42 . os pilares produzem uma redução da veia líquida.

Vista em planta dos obstáculos Figura 44 . tem-se: Y=α Q2 2g ⎡ 1 1 − 2 ⎢ 2 2 2 2 L (h + y ) ⎢C × λ ×h ⎣ ⎤ ⎥ ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 146 Face às dificuldades expostas e a fim de possibilitar uma aplicação prática de mais fácil utilização. é norma corrente o emprego do Método de Bresse. Figura 43 . para determinar o valor da sobrelevação decorrente da implantação dos pilares de ponte no leito do rio. Bresse partia do pressuposto que essa obstrução determinava o perfil da água de acordo com as figuras 43 e 44. pela equação de continuidade. Q = AV ou V = Q/A e substituindo.Vista em perfil d’água e obstáculos O valor de y correspondente à diferença das taquicargas a montante da ponte e entre os pilares e pode ser escrito como a seguir: Y=α 2 2 V 2 − V1 2g Sendo.

em m. conforme Fig. em m. de seção triangular.90 a 0. h . c . ao valor da sobrelevação y a ser acrescida ao nível de máxima cheia: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y =α − ⎢ C 2 × λ2 × h 2 2g L2 h + y ⎢ 2 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) A fórmula de Rehbock.85. aplicável principalmente para o escoamento em regime subcrítico. g .em m.80 e 0.é o coeficiente de Coriolis (1.em m3/s . variável com a forma dos pilares (adimensional). tem a seguinte expressão: V Y = [δ − σ (δ − 1)]⎛ 0.95. O cálculo de y deve ser feito pelo método das aproximações sucessivas.é a sobrelevação.40 σ + σ 2 + 9 σ 4 ⎞ (1 + F ) 3 ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ 2g em que.95.97.81 m/s2). cilíndrica. calcula-se o valor de y1: Y1 = α Q2 ⎡ 1 ⎤ ⎢ C 2 × λ2 × h 2 ⎥ 2g ⎣ ⎦ Levando-se esse valor y1 à equação geral.largura da lâmina da água. entra-se de novo na fórmula geral. 0.Manual de Drenagem de Rodovias 147 onde: Y . chegando-se. e l .coeficiente de contração. L . 0. afilada e circular.2 via de regra). ou seja. 0.profundidade da lâmina d'água para a descarga Q. obtém-se um novo valor de y: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y2 = α − 2g ⎢ C 2 × λ2 × h 2 L2 h + y ⎢ 1 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) Finalmente. desprezando-se o segundo termo no colchete.descarga de projeto. em m.largura livre da lâmina d'água. Q . 45: MT/DNIT/DPP/IPR 2 . α . com esse valor de y2. O coeficiente c para os pilares de seção quadrada tem valor entre 0. com razoável aproximação.aceleração da gravidade (9.

O ábaco I.taxa de redução da seção de vazão. (l1 . elaborado em função dos valores de σ e F. variando com a seção do pilar. por sua vez. se retangular ou quadrada. Observe-se que esses ábacos foram elaborados a partir de ensaios de laboratório.profundidade hidráulica.l2) l1 onde l1 é a seção total e l2 a seção obstruída pelos pilares. se é ou não aplicável a fórmula de Rehbock. e. se retangulares ou circulares.número de Froude a jusante: F = V2 / g x h3. portanto. MT/DNIT/DPP/IPR . vai definir em que classe se enquadra o escoamento no trecho obstruído e.Coeficiente da fórmula de Rehbock Y h1 v1 h´ 2 h3 h2 v3 v2 i1 i2 i´2 i c i3 Os valores do coeficiente δ.81 m/s2).velocidade após a obstrução. e.aceleração da gravidade (9. resultantes dos estudos experimentais de Yarnell. aparecem no ábaco I e no ábaco II. g . onde: V3 . h3 . F . σ . de acordo com as seções dos pilares. Figura 45 .coeficiente adimensional.Manual de Drenagem de Rodovias 148 δ . ou seja.

ou seja. MT/DNIT/DPP/IPR . tem efeito reduzido na sua eficiência hidráulica.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 46 .Ábaco I 149 Figura 47 .Ábaco II A fórmula de Rehbock é aplicável para os escoamentos em regime sub-crítico. a elevação do valor do afilamento do pilar (E = l/C). O aumento do comprimento do pilar em relação à sua largura. isto é. terão valores de F na área não hachurada. no ábaco I. aqueles que.

Manual de Drenagem de Rodovias 150 podendo-se admitir que a relação ótima comprimento-largura ou espessura varia com a velocidade e está normalmente compreendida entre 4 e 7. isto é: M = l’2 / l2 2. obriga à verificação dos seus níveis de máxima cheia e se estes irão influenciar aquele do rio sobre o qual será projetada a obra.00 m em um ponto a 2 km ou menos de sua foz ou do ponto em que deságua em outro curso d'água de maior porte. não afeta significativamente o valor do remanso.4 INFLUÊNCIA DOS PILARES NA FIXAÇÃO DO NÍVEL DE MÁXIMA CHEIA A JUSANTE DAS OBRAS DE ARTE ESPECIAIS. a colocação dos pilares em ângulo inferior a 10° em relação à corrente.3. l2. o que acontecerá se esse ângulo atingir 20 ou mais. A execução de uma ponte de vão maior que 30. da profundidade e do grau de contração. MT/DNIT/DPP/IPR . Por outro lado. sendo esse acréscimo função da descarga. Esse coeficiente de contração é a relação entre a seção contraída na veia líquida l’2 e a seção entre os pilares.

Manual de Drenagem de Rodovias 151 3 – DRENAGEM SUPERFICIAL MT/DNIT/DPP/IPR .

.

sua localização e posicionamento. resguardando sua segurança e estabilidade. Em objetivo e características procurou-se mostrar os aspectos particulares de cada dispositivo. utiliza-se uma série de dispositivos com objetivos específicos. conduzindo ao deságüe seguro. e algumas especificações mais importantes para a construção. a teoria do movimento uniforme em canais. Sarjetas de corte. Bueiros de greide. No dimensionamento hidráulico procurou-se simplificar ao máximo as complexas metodologias da hidrodinâmica. Descidas d'água. Corta-rios. Nos elementos de projeto procurou-se mostrar os tipos de seções e revestimentos mais utilizados e recomendados. Sarjeta de canteiro central. porém. Sarjetas de aterro. Em alguns capítulos. na maioria dos casos.Manual de Drenagem de Rodovias 3 DRENAGEM SUPERFICIAL 153 A drenagem superficial de uma rodovia tem como objetivo interceptar e captar. devido à precisão necessária. Para um sistema de drenagem superficial eficiente. Para cada dispositivo foram abordados os sub-itens objetivo e características. MT/DNIT/DPP/IPR . Caixas coletoras. Dissipadores de energia. sugerindo-se sempre a consulta às novas Especificações de Serviço da Diretoria de Planejamento e Pesquisa do DNIT. a saber: – – – – – – – – – – – – Valetas de proteção de corte. Saídas d'água. as águas provenientes de suas áreas adjacentes e aquelas que se precipitam sobre o corpo estradal. não foi possível abrir mão da dinâmica do movimento uniformemente variado. Escalonamento de taludes. elementos de projeto e dimensionamento hidráulico. considerando. Valetas de proteção de aterro.

0 metros. MT/DNIT/DPP/IPR . conforme indicado na Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 154 Torna-se importante acrescentar que o projeto de um sistema de drenagem superficial rodoviária deve ser feito de modo a sempre compatibilizar os requisitos operacionais dos dispositivos e seus custos de execução. O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e a crista do corte e apiloado manualmente. comprometendo a estabilidade do corpo estradal. retangulares ou triangulares como indicam as Figs. Figura 48 . 49. impedindo-as de atingir o talude de corte.1. Por motivo de facilidade de execução.Valeta de proteção de corte 3. a uma distância entre 2. Deverão ser localizadas proximamente paralelas às cristas dos cortes.1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de cortes têm como objetivo interceptar as águas que escorrem pelo terreno natural a montante. As valetas de proteção serão construídas em todos os trechos em corte onde o escoamento superficial proveniente dos terrenos adjacentes possa atingir o talude. 48.2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de cortes podem ser trapezoidais. por isso são pouco recomendadas para grandes vazões.1. 3. Na escolha do tipo de seção deve-se observar que as seções triangulares criam plano preferencial de escoamento d'água.1 3. a seção a adotar nos cortes em rocha deverá ser retangular.0 a 3.51. 50.

sendo isso obrigatório quando elas forem abertas em terreno permeável. Os revestimentos da valeta de corte deverão ser escolhidos de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B) e conforme a natureza do material do solo.Seção triangular 155 l α l α H Figura 50 . Em princípio. convém sempre revestir as valetas. MT/DNIT/DPP/IPR . Atenção especial deve ser dado ao revestimento da valeta triangular.Seção trapezoidal α α I H I B As valetas com forma trapezoidal são mais recomendáveis por apresentarem maior eficiência hidráulica.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 49 . para evitar que a infiltração provoque instabilidade no talude do corte.Seção retangular H B Figura 51 .

V= 1 n × R2/3 × i1/2 (fórmula de Manning). fixada no estudo hidrológico.1. Fixada a vazão de contribuição. A expressão da fórmula racional é: Q= C×i× A 36 × 104 onde: Q = descarga de contribuição em m3/s.Manual de Drenagem de Rodovias 156 pois. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004. e resistência Fck / 15Mpa para 28 dias. fixado de acordo com o complexo solocobertura vegetal e declividade do terreno (tabela 39 do Apêndice C). 3. i = intensidade de precipitação. Quando do revestimento em pedra. em m2. esta devera ser rejuntada com argamassa de cimento-areia no traço 1:4. Alvenaria de tijolo ou pedra. determinada através de levantamentos topográficos. em cm/h para a chuva de projeto. A = área de contribuição. passa-se ao dimensionamento hidráulico propriamente dito através da fórmula de Manning e da equação da continuidade. Quanto ao processo construtivo e demais especificações. Os tipos de revestimentos mais recomendados são: – – – – Concreto. Em caso de revestimento de concreto este devera ter espessura mínima de 0.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para proceder ao dimensionamento hidráulico das valetas. Pedra arrumada. MT/DNIT/DPP/IPR . c = coeficiente de escoamento. há uma tendência mais acentuada à erosão e infiltração. há necessidade de estimar a descarga de contribuição. onde a área de drenagem é limitada pela própria valeta e pela linha do divisor de águas da vertente a montante. Vegetação. aerofotogramétricos ou expeditos. utilizando-se o método racional. adimensional. pela própria forma da seção.08 m.

adimensional. determina-se a velocidade e a descarga admissível da valeta. deixando a altura h a determinar. n = coeficiente de rugosidade de Manning.467 × ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ – – – – – – – Q B ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 2 . a comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto. (tabelas 27 e 28 do Apêndice B). em m2. Q = vazão admissível na valeta. Através de tentativas. A seqüência de cálculo a seguir para o projeto da valeta será como abaixo descrito: – fixa-se o tipo de seção a ser adotada. tais como: perímetro molhado. A = área molhada. em m. geralmente a largura em caso de valetas retangulares. recalculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção. a comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura h. determina-se a declividade da valeta. R = raio hidráulico. em m/s. fixa-se a velocidade máxima admissível (v). raio hidráulico e área molhada. i = declividade longitudinal da valeta. a largura e a inclinação das paredes laterais nas trapezoidais ou a inclinação das paredes laterais em caso de seção triangular.seção retangular MT/DNIT/DPP/IPR . em m3/s. função do tipo de revestimento adotado. verifica-se o regime do fluxo através do cálculo da altura crítica cujas fórmulas a empregar para as diversas seções são: h c = 0. dá-se valores para a altura (h). e aplicando a fórmula de Manning e a equação de continuidade.Manual de Drenagem de Rodovias Q = A ⋅ V (Equação da continuidade) 157 onde: V = velocidade de escoamento. em m/m. tendo em vista o tipo de revestimento escolhido e conseqüentemente o valor do coeficiente de rugosidade n (tabela 34 do Apêndice B).

em m. em m.728 × 5 ⎜ ⎟ ⎜ Z ⎟ ⎝ ⎠ ⎛ ⎞ 2 2g 2 . g = aceleração da gravidade m/s2.0 m3/s f = 46 × h MT/DNIT/DPP/IPR . B = base da valeta. na situação de projeto.Seção triangular onde: h = altura crítica. h = altura do fluxo. f = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 4 × z × Ho − 3B + 16 × z2 × H + 16 × z × Ho × B + 9 × B2 o2 hc = . que é a distância vertical do topo da valeta à superfície da água na condição do projeto.2⋅ h f = folga (bordo livre). h = profundidade da valeta. – Se h < hc o regime do fluxo é supercrítico h > hc o regime do fluxo é subcrítico h = hc o regime do fluxo é crítico – – A altura do fluxo na valeta. dentro de uma faixa de 10% da altura crítica deve ser evitada.3m3/s.Seção trapezional 10 × z 158 sendo Ho = h + V Q h c = 0. de acordo com as seguintes fórmulas e indicações: Para valetas em terra com capacidade até 0. Determina-se o bordo livre da valeta. Q = vazão de projeto na valeta em m3/s.3 a 10. z = inclinação da parede da valeta (relação da horizontal para a vertical). em m/s. v = velocidade do escoamento. Para valetas em terra com capacidade de 0. em cm. em cm. em m.

Figura 52 .56 .84 0.84 .2.0. no máximo) por meio de pequenas barragens transversais de acordo com a Fig.0.0. 52. porque então a velocidade do escoamento seria superior à permissível.25 .80 10 13 14 15 18 20 Quando a declividade longitudinal da valeta não puder acompanhar a declividade natural do terreno.1.56 0. ela devera ser escalonada em trechos de menor declividade (2%.40 .Folga f para valetas revestidas Q(m3/s) f (cm) Até .Manual de Drenagem de Rodovias 159 Para valetas revestidas pode ser usada a seguinte tabela: Tabela 36 .80 acima de 2.40 1.Escalonamento de valetas Declividade Natural do Terreno ( α %) Declividade Admissível para o Nível D´água (β %) H E O espaçamento entre as barragens será calculado pela expressão: E= 100 × H α−β MT/DNIT/DPP/IPR .25 0.

em m. em m.6. MT/DNIT/DPP/IPR . concreto. ou através de "rápidos" com anteparos.0m entre dois vertedouros consecutivos. para que haja um escoamento contínuo. etc. quando o perfil longitudinal da valeta apresentar-se sinuoso com vários pontos baixos. o que corresponde à declividade de 2% com diferença de nível de 1. As pequenas barragens podem ser executadas com diversos materiais: madeiras. a grandes profundidades da valeta. obrigando. 53 . Assunto a ser visto com mais detalhes no item 3. – – Nesses casos. em % .Manual de Drenagem de Rodovias 160 onde: E = espaçamento. chapas metálicas. não raro. a necessidade de retirada da água da valeta de proteção de corte para a sarjeta ou para a caixa coletora de um bueiro de greide. β = declividade desejada para o nível d'água em cada trecho escalonado. em %. Acontece na prática. como mostra a Fig. ocasionando a concentração de água num único local. É aconselhável que o espaçamento não ultrapasse 50m. o dispositivo de saída d´água da valeta de proteção de corte para a plataforma é comumente denominado descida d'agua. Essas descidas d´água em geral são construídas em degraus. quando o terreno a montante da valeta apresentar um talvegue secundário bem definido. H = altura da barragem do vertedouro. o que obrigaria a construção de seção com grandes dimensões. α = declividade natural do terreno. devido às seguintes particularidades: – quando nos cortes muito extensos e de pequena declividade o comprimento crítico da valeta for atingido.

2. têm a finalidade de receber as águas das sarjetas e valetas de corte.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 53 .1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de aterros têm como objetivo interceptar as águas que escoam pelo terreno a montante. conduzindo -as com segurança ao dispositivo de transposição de talvegues. apiloado manualmente com o objetivo de suavizar a interseção das superfícies do talude e do terreno natural. 3.Seção trapezoidal 2.2 3.0 Talude de aterro a b h a b Material apiloado manualmente MT/DNIT/DPP/IPR .0 < d < 3.0 e 3. Além disso. 54 e 55. conforme as Figs.apresentadas a seguir: Figura 54 . As seções adotadas podem ser trapezoidais ou retangulares.2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de aterro deverão estar localizadas.Descida d’água em degraus Valeta de proteção de corte 161 Descida d´água em degraus Talude de corte Sarjeta de corte Bueiro de greide Caixa coletora Semi .2.plataforma 3. aproximadamente paralelas ao pé do talude de aterro a uma distancia entre 2. O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e o pé do talude de aterro. impedindo-as de atingir o pé do talude de aterro.0 metros.

Quanto às especificações e processos construtivos.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 55 . para valetas de proteção de corte. 3.Seção retangular 162 Talude de Aterro 2. alvenaria de tijolo ou pedra. pedra arrumada.3 3. a captação das águas provenientes das sarjetas e valetas de proteção de corte.3. deverão ser observadas as recomendações do item 3. 3. e as Especificações de Serviço DNIT 018/2004.2. vegetação. seguindo-se a metodologia do item 3. longitudinalmente à rodovia.0 < d < 3.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico das valetas de proteção de aterro faz-se de forma idêntica ao das valetas de proteção de corte.3. além da proteção do talude de aterro.1.1 SARJETAS DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A sarjeta de corte tem como objetivo captar as águas que se precipitam sobre a plataforma e taludes de corte e conduzi-las.2. natureza do solo e fatores de ordem econômica e estética.0 h Material Apiloado Manualmente O revestimento da valeta de proteção de aterro deverá ser escolhido de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B). equação da continuidade e método racional. ou seja através da fórmula de Manning.1. até o ponto de MT/DNIT/DPP/IPR . Os tipos de revestimento mais recomendados são: – – – – concreto. Cuidado especial deve ser tomado na fixação da área de contribuição quando a valeta tiver como objetivo.

a sarjeta deve ter do lado do acostamento a declividade de 25% ou seja 1:4. e do lado do talude a declividade deste.0 metros. – Sarjeta triangular A sarjeta triangular é um tipo bem aceito. 57. MT/DNIT/DPP/IPR . de forma a permitir a saída lateral para o terreno natural ou para a valeta de aterro. De acordo com a Fig.00m a seção da vazão ainda for insuficiente.Manual de Drenagem de Rodovias 163 transição entre o corte e o aterro. 56.Sarjeta Triangular LT 1 a L2 L1 A co stamen to H a 1 1 4 1% Os valores extremos da distância da borda do acostamento ao fundo da sarjeta (L1). além de apresentar uma razoável capacidade de vazão. pois. com dimensões convenientes para atender à descarga de projeto. sendo construídas à margem dos acostamentos. 3.2 ELEMENTOS DE PROJETO As sarjetas de corte podem ter diversos tipos de seção. terminando em pontos de saída convenientes (pontos de passagem de corte para aterro ou caixas coletoras). Figura 56 . o aumento de L1 fornecerá um acréscimo de L2. As sarjetas devem localizar-se em todos os cortes. deve-se adotar a sarjeta de seção trapezoidal seguindo as seguintes recomendações. e conseqüentemente um acréscimo na capacidade hidráulica da sarjeta. ou então. Quando para o valor máximo de L1 = 2. H e LT. situam-se entre os valores de 1. com a finalidade de proteger os veículos desgovernados que tendam a cair na mesma. Conforme indicado na Fig.3. a sarjeta é dotada de uma barreira tipo meio-fio.deverá então ser adotada seção tipo trapezoidal ou retangular. dependendo da capacidade de vazão necessária. Mantendo as declividades transversais estabelecidas.0 a 2. de acordo com a seção de vazão necessária. conta a seu favor com o importante fato da redução dos riscos de acidentes. – Sarjeta trapezoidal Quando a sarjeta triangular de máximas dimensões permitidas for insuficiente para atender à descarga de projeto. para a caixa coletora de um bueiro de greide.

As placas têm a finalidade também de evitar que a sarjeta seja obstruída pela entrada de materiais carreados pelas águas. conforme indicado na Fig.Sarjeta trapezoidal Talude de Corte 164 Sarjeta Acostamento Meio-fio barreira O meio fio barreira deverá ter aberturas calculadas. De acordo com a Fig.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 57 .Sarjeta trapezoidal com capa Talude de corte Capa A costa men to Sarjeta Quando a seção triangular não atender à vazão para a descarga de projeto. MT/DNIT/DPP/IPR . 58 ode-se também projetar a sarjeta capeada descontinuamente. Figura 58 . Usa-se nesse caso também o meio fio de proteção com a mesma finalidade já citada. em espaçamento conveniente de modo a permitir a entrada d'água proveniente da pista. pode-se optar pela sarjeta retangular. de modo a permitir a entrada d'água pela cobertura existente entre duas placas consecutivas. ou em caso de cortes em rocha pela facilidade de execução. 57.

apesar do excelente desempenho como função estética.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 59 . alvenaria de tijolo. pedra arrumada. Quanto ao revestimento das sarjetas de corte. as conseqüências da erosão e do custo do revestimento.Sarjeta retangular 165 Talude de corte 1 a Meio-fio Sarjeta A costamento Neste caso tem-se a vantagem de poder variar sua profundidade ao longo do percurso. ele é função da velocidade de erosão. “H” Variável MT/DNIT/DPP/IPR . O revestimento vegetal. proporcionando uma declividade mais acentuada que o greide da rodovia. tem o inconveniente do alto custo de conservação. pois deslizamentos de talude podem provocar paralisações no tráfego e conseqüentes prejuízos significativos. alvenaria de pedra argamassada. Os principais tipos de revestimentos são: – – – – – – concreto. isto é. aumentando assim sua capacidade hidráulica. Deve -se levar em conta neste caso o aspecto técnico-econômico. Sarjetas de corte sem revestimento devem ser evitadas. Tendo em vista a localização da sarjeta junto ao pé do talude de corte. pedra arrumada revestida. cuidados especiais quanto à erosão devem ser levados em conta. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. revestimento vegetal.

10m. deverá haver uma perfeita união entre a face da sarjeta de concreto e o pavimento do acostamento. área de implúvio. a seguir. o revestimento deverá ser dosado racionalmente para uma resistência mínima à compressão simples Fck = 15 Mpa a 28 dias. a espessura mínima para a sarjeta de concreto triangular é de 0. Pela comparação entre a descarga afluente e a capacidade de vazão da sarjeta determina-se o seu comprimento crítico.00m. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT-018/2004.3. do Os segmentos intermediários serão executados após o início do processo de cura dos demais redundando em juntas “secas”. MT/DNIT/DPP/IPR . algumas indicações complementares que devem ser seguidas: – – – – – – – – – quando o revestimento for de pedra argamassada.o diâmetro máximo deve ser de 0. quando for de concreto. a distância máxima da sarjeta para que não haja transbordamento. A intervalos de 12. A concretagem envolverá um plano executivo.0m serão executadas juntas de dilatação preenchidas com argamassa asfáltica.10m.Manual de Drenagem de Rodovias 166 Na execução do revestimento das sarjetas de corte.3 O dimensionamento hidráulico da sarjeta de corte consiste na determinação de uma seção transversal com capacidade hidráulica suficiente para atender à descarga de projeto. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de corte são: – – as características geométricas da rodovia. antes do lançamento do concreto deverá o local ser forrado com material impermeável que evite o preenchimento dos vazios da camada drenante pela penetração do concreto. quando a sarjeta de concreto moldada no local se situar sobre uma base granular drenante. rejuntada com argamassa de cimento e areia no traço de 1:4.08m e para a retangular e trapezoidal é de 0. evitando-se penetração d´água na sua junção. Apresentam-se entretanto. As formas (guias) serão espaçadas de 3. a sarjeta deverá ser moldada no local com formas de metal ou de outro material que proporcionem bom acabamento. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO – 3. isto é. prevendo o lançamento concreto em lances alternados.

composto da seção da plataforma contribuinte e da projeção horizontal equivalente do talude de corte. A fórmula básica é: Q= Onde: C×i× A (equação 3. c = coeficiente médio de escoamento superficial (adimensional).área de contribuição por metro linear da sarjeta.Manual de Drenagem de Rodovias 167 – coeficiente médio de escoamento superficial. 60). Coeficiente médio de escoamento superficial (c). Sendo a área de contribuição formada por superfície de diferentes coeficientes de escoamento adota-se a média ponderada de seus valores. Área de contribuição (A) A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo equivalente onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro a largura do implúvio. L ×C +L ×C C= 1 1 2 2 LT Intensidade de precipitação (i) O valor da intensidade de precipitação é obtido na curva de intensidade . fornecida pelo estudo hidrológico para um tempo de duração de 5 minutos e tempo de recorrência de 10 anos. levando-se em conta a diversidade do revestimento que compõe a bacia de captação.sendo pequenas.01) 36×104 Q = descarga por metro linear da rodovia (m3/s/m). de vez que as áreas de contribuição. usando-se como peso as respectivas larguras dos implúvios. estão dentro do limite de aplicabilidade desse método. (m2/m). A = (L1 + L 2 ) × d MT/DNIT/DPP/IPR . i = intensidade de precipitação (cm/h). (faixas de rolamento e talude de corte). (ver Fig. – Cálculo da descarga de projeto Para o cálculo da descarga de projeto. A .duração freqüência. elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto. calcula-se a contribuição por metro linear da rodovia pela aplicação da fórmula racional.

1 V = ×R2/3 ×Ι1/2 (equação de Manning) n V= Q (equação da continuidade) A MT/DNIT/DPP/IPR . Será nuIo ou se restringirá à largura do assentamento contíguo para a sarjeta na borda externa das curvas.Bacia de contribuição para sarjeta Off-set do talude de corte Retângulo equivalente da projeção Horizontal do talude de corte C2 L2 L1 + L2 Plataforma Sarjeta de corte C1 d L1 onde: L1 = faixa da plataforma da rodovia que contribui para a sarjeta. Cálculo da capacidade de vazão da sarjeta A capacidade hidráulica máxima da sarjeta é obtida pela associação das equações de Manning e da continuidade. Excetuam-se os casos em que se torna necessária a construção de descidas com deságüe diretamente na sarjeta de corte. a largura máxima L2 a ser considerada no cálculo do implúvio é referente à projeção horizontal do primeiro escalonamento. 60.Manual de Drenagem de Rodovias 168 A Fig. L2 = largura da projeção horizontal equivalente do talude de corte. já que os demais terão as águas conduzidas por meio de dispositivos próprios para fora do corte. Será a largura da semiplataforma nos trechos em tangente e toda a plataforma contribuinte para a sarjeta na borda interna das curvas. Havendo escalonamento de taludes. C2 = coeficiente de escoamento superficial do talude de corte. apresentada a seguir. elucida o que foi dito. C1 = coeficiente de escoamento superficial da plataforma da rodovia. Figura 60 .

ficando I. n = coeficiente de rugosidade. Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta função da sua declividade longitudinal. como única variável ao longo do trecho estudado. A = área molhada da sarjeta. Comprimento crítico Fixada a seção prévia da sarjeta. (m). Igualando-se as equações (3. (m/m). declividade longitudinal da sarjeta. tem-se: C ×i×L × d 36 × 10 4 = 1 n × A × R 2/3 × Ι 1/2 d = 36 × 10 × 4 A × R 2/3 × Ι 1/2 C×i×L ×n (equação 3. do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia. (m2). R e n são conhecidos de acordo com a sarjeta projetada.01) e (3. são conhecidos. (m/s) . i e L. Q = vazão máxima admissível. passa-se à determinação do seu comprimento crítico para as diversas declividades do greide correspondente aos cortes existentes. os valores de C. (m3/s). os valores de A.02) V = velocidade de escoamento. Q= onde : 1 n × A × R 2/3 × I1/2 (equação 3.02) e considerando à área de implúvio A = L x d (área do retângulo de contribuição). (adimensional). função da chuva de projeto. I = declividade da sarjeta.03. A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR .03) Na equação 3. R = raio hidráulico.Manual de Drenagem de Rodovias 169 do que resulta.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 61 . e sim seus valores individuais. o cálculo do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta. assumindo a seguinte forma: Figura 62 .Curva d = f(I) d (m) 170 d2 d1 I1 I2 I(m/m) Quando em um determinado trecho houver grande variação dos valores do implúvio. não é recomendada a adoção de uma altura média de corte. Dessa forma. cujos valores estão indicados na tabela 31 do Apêndice B. determina-se uma curva para cada declividade.Curvas de comprimento crítico para várias declividades d (m) (Comprimento crítico) I1 I2 I3 L (m) (Largura do implúvio) Além de determinar o posicionamento de saídas d'água. passando o gráfico a constituir-se de uma família de curvas. podendo-se estabelecer um sistema que dê diretamente os comprimentos críticos baseados em eixos coordenados. tendo nas abscissas as larguras do implúvio e nas ordenadas os comprimentos críticos. MT/DNIT/DPP/IPR .

Sendo a sarjeta de aterro um dispositivo que pode comprometer a segurança do tráfego. trechos onde. trapezoidais. no caso de ser possível considerar um alagamento temporário do acostamento.2 A sarjeta de aterro posiciona-se na faixa da plataforma contígua ao acostamento. Em situações eventuais. for mais econômica a utilização da sarjeta. Um tipo de sarjeta de aterro muito usado atualmente nas rodovias federais. para coletar e conduzir as águas provenientes dos ramos. etc. ilhas. interseções e trechos urbanos é o meio-fio-sarjeta conjugados. de modo a impedir que provoquem erosões na borda do acostamento e/ou no talude do aterro. retangulares.4. cuidados especiais devem ser tomados quanto ao posicionamento e à seção transversal a ser utilizada.Manual de Drenagem de Rodovias 3. MT/DNIT/DPP/IPR . aumentando com isso a altura necessária para o primeiro escalonamento de aterro. etc.4. de modo a garantir a segurança dos veículos em circulação. As Figs.1 SARJETAS DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 171 A sarjeta de aterro tem como objetivo captar as águas precipitadas sobre a plataforma. o tipo meio-fio simples também poderá ser usado. 63 e 64 ilustram melhor o que foi dito. A seção transversal deve seguir os projetos-tipos do DNIT. podendo ser triangulares. ELEMENTOS DE PROJETO – 3. em conjunto com a terraplenagem. A indicação da sarjeta de aterro deve fundamentar-se nas seguintes situações: – – trechos onde a velocidade das águas provenientes da pista provoque erosão na borda da plataforma. de acordo com a natureza e a categoria da rodovia. conduzindo-as ao local de deságüe seguro. interseções.4 3. estaduais.

Deve-se. conforme exposto para sarjetas de corte. solo cimento. Na execução da sarjeta de aterro de concreto de cimento deverão ser observadas as indicações próprias ao material. concreto betuminoso.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 63 . solo betume. a classe da rodovia e os condicionantes econômicos. não há recomendações rígidas no tocante ao material a ser empregado na construção da sarjeta de aterro.Meio-fio simples e acostamento Meio-fio simples Acostamento Canteiro ou passeio i% NA 172 Área de alongamento Talude de aterro Figura 64 . solo. todavia levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado. MT/DNIT/DPP/IPR . Os materiais mais indicados para a construção do dispositivo são: – – – – – concreto de cimento.Meio-fio-sarjeta conjugados Acostamento Meio-fio sarjeta conjugados Canteiro ou passeio i% NA Talude de aterro Quanto ao revestimento.

usa-se o próprio traço do revestimento de concreto betuminoso. de pequena importância econômica.Manual de Drenagem de Rodovias 173 Na execução das sarjetas de concreto betuminoso adota-se preferencialmente o traço usado para o binder. ou durante período curto de utilização. b) Optando pela utilização do dispositivo. de acordo com os limites de erosão do material de que é construído o aterro. conforme mencionado no item 3. comprimento crítico. 3. O cálculo da velocidade do escoamento na borda da plataforma determinará a necessidade ou não da utilização da sarjeta. quando tais misturas estão indicadas também para outros serviços. no entanto. MT/DNIT/DPP/IPR .1 . tendo em vista que o escoamento se dará na direção da reta de maior declive.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Pode-se dividir o dimensionamento hidráulico da sarjeta de aterro em dois subitens: a) Além dos fatores econômicos. elementos para o cálculo da vazão. área de implúvio. alguns cálculos preliminares precisam ser feitos.4. portanto. – – – – as características geométricas da rodovia. isto é. As sarjetas em solo são indicadas apenas para rodovias secundárias. ou. ou que a faixa de alagamento admissível no acostamento não ultrapasse os valores pré-fixados. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de aterro são. uma descida d´água. o dimensionamento hidráulico consistirá basicamente no cálculo da máxima extensão admissível da sarjeta. quando este não esta previsto. de modo que não haja transbordamento. Cálculo da velocidade de escoamento na borda da plataforma Para a determinação da velocidade de escoamento na borda da plataforma.4. função da declividade longitudinal do greide e da declividade transversal da plataforma. podendo também ser construídas para funcionamento temporário durante o tempo de execução da rodovia. a necessidade da utilização da sarjeta em aterro está condicionada fundamentalmente pela velocidade de erosão na borda da plataforma. exigindo. por não se justificar estudo de composição especial para construção deste dispositivo. A execução das sarjetas de solo-betume ou solo-cimento deve obedecer às especificações particulares do projeto rodoviário. elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto. conforme tabela 31 do Apêndice B. Entende-se por comprimento crítico da sarjeta a distância máxima acima da qual sua vazão admissível é inferior à descarga de projeto. dependendo evidentemente da quantidade do serviço.

Figura 65 . BE = D = comprimento da reta de maior declive.Manual de Drenagem de Rodovias 174 – Comprimento da reta de maior declive Considerando a Fig. 65. L = largura do implúvio. CA = t = curva de nível.000). I = declividade da reta de maior declive. considerando a cota de B como referência (0. β = declividade transversal da plataforma da rodovia. cota A = B x L.Direção de maior declive y C h B Eixo α F β L D E A Bordo onde: α = declividade longitudinal da rodovia. Cota A = cota C mas. cumpre observar: Para que CA seja uma curva de nível. O comprimento y da reta CB será: cota C – cotaB = α × y ou α × y = cotaC MT/DNIT/DPP/IPR . Para se chegar ao comprimento da reta de maior declive.

retângulos.Manual de Drenagem de Rodovias y= cota C β × L = α β 175 Considerando o triângulo BAC. tem-se: I= β ×L L × × α2 + β2 β α L × ×L α I = α2 + β2 (equação 3. BAC e BFC e fazendo FB = h . tem-se: D L = t y Substituindo-se os valores de t e y.04) Declividade da reta de maior declive Considerando os triângulos. MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se: D= – L β α 2 + β 2 (equação 3. retângulos. tem-se fazendo CA = t t2 = y2 + L2 Substituindo y pelo seu valor.05) – Determinação da descarga no bordo da plataforma Aplicando-se o método racional. t2 ⎛β ⎞ = ⎜ ×L⎟ ⎜α ⎟ ⎝ ⎠ 2 + L2 = 2 β2 × L2 + L2 × α2 = α2 ⎛L⎞ = α2 + β 2 ⎜ ⎟ ⎜α⎟ ⎝ ⎠ ∴t = L 2 2 α +β α Considerando os triângulos. BAC e BAE. tem-se: L t L = portanto h = × y t h y Como a cota de F é também β x L. tem-se: I= β ×L β ×L ∴I = ×t h L× Y Fazendo-se as substituições já demonstradas de y e t.

de acordo com a equação (3. pode-se também considerar que: D= L β × Ι (equação 3.06) Como A = D x 1. i = intensidade de precipitação em cm/h.04).Manual de Drenagem de Rodovias q= C×i× A 36×104 176 onde: q = descarga de contribuição por metro linear da plataforma em. A = área de contribuição por metro linear da sarjeta em m2/m. função do tipo de revestimento da rodovia.05) em (3. c = coeficiente de escoamento.06) A = L β ×Ι. m3/s/m. logo Q = c × i× L × Ι β × 36 × 10 4 MT/DNIT/DPP/IPR . de acordo com a tabela 39 do Apêndice C. Figura 66 .Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro sarjeta de aterro A bordo E eixo da rodovia L sarjeta de aterro A´ d bordo D Corte AA´ L Substituindo a equação (3.

Pela equação da continuidade. toma-se o raio hidráulico igual ao tirante d'água em conseqüência A = l x R. Q = onde.08) e isolando V.09) MT/DNIT/DPP/IPR .07) β × 36 × 10 4 Q = descarga no bordo da plataforma em m3/s/m.92 × β 2/5 ( )1/5 (equação 3.Manual de Drenagem de Rodovias 177 ou. R = A/P e K é o coeficiente de rugosidade de Strickler.07) e (3. Q=A×V então. Q = K × A × R2/3 × Ι1/2 mas. e como A = R. 1/2 V 5/3 Ι = K × 5/3 ⇒ Q 2/3 = Q 5/3 V K + Ι 1/2 Q Q= V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 (equação 3. C × i× L α2 + β2 (equação 3. Como a espessura do fluxo é pequena em relação ã largura. A = Q/V. tem-se: Q ⎛Q⎞ Q = K× ×⎜ ⎟ V ⎝V⎠ 2/3 × Ι1/2 ou seja. tomado igual ao inverso do coeficiente de rugosidade de Manning. A velocidade no bordo da plataforma pela fórmula de Strickler é: V = KR 2/3 Ι 1/2 onde.08) Igualando-se então as equações (3. tem-se: C × i × L α2 + β 2 β × 36 × 10 4 = V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 V = Ι 3/10 × K 3/5 × C 2/5 × i 2/5 × L2/5 × α 2 + β 2 166.

i = intensidade de precipitação em cm/h. função da seção transversal da rodovia. 66. A comparação desta velocidade com os valores limites de velocidade de erosão do material de construção do aterro na tabela 31 do Apêndice B.09) determina a velocidade do escoamento na borda da plataforma. onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro é a largura do implúvio. o dimensionamento hidráulico tem a seguinte sistemática apresentada a seguir: Cálculo da máxima extensão admissível – Cálculo da vazão de contribuição A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo. Caso seja necessário o projeto do dispositivo.11) onde: Q = vazão máxima admitida na sarjeta em m3/s. definirá a necessidade ou não da sarjeta de aterro. Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 178 A equação (3. C = coeficiente de escoamento superficial. A = área de contribuição em m2.10) 36x104 Onde: Q = vazão de contribuição em m3/s. Calcula-se a contribuição da plataforma em caso de trechos superelevados. pela aplicação do método racional: Q= C×i× A (equação 3. MT/DNIT/DPP/IPR . – Cálculo da capacidade hidráulica máxima da sarjeta A capacidade máxima de vazão da sarjeta será determinada pela associação das fórmulas de Manning e da continuidade: V = 1 n R 2/3 Ι 1/2 (fórmula de Manning) Q (equação da continuidade) A V= Q= 1 n AR 2/3 Ι 1/2 (equação 3. ou semiplataforma nos trechos em tangente.

60) 36 × 10 4 Q = C × i× d × L 36 × 10 4 onde: d = comprimento crítico a determinar. Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) (Fig . ficando I. R = raio hidráulico. I = declividade longitudinal da sarjeta. em m2. os valores C. n são conhecidos. temos: C × i× d × L 1 = AR 2/3 I1/2 n 30 × 10 4 d = 36 × 10 4 AR 2/3 I1/2 (equação 3. L são conhecidos em função da chuva de projeto. que geralmente acompanha o greide da rodovia. que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta em função da sua declividade longitudinal. em m. 67) .Manual de Drenagem de Rodovias 179 n = coeficiente de rugosidade.10) com a capacidade máxima de vazão admitida pela sarjeta (equação 3. Pela equação 7. Igualando as equações 7 e 8. – Cálculo do comprimento crítico da sarjeta O comprimento crítico da sarjeta será obtido igualando-se a descarga de contribuição (equação 3. condicionada pela capacidade máxima de sarjeta. O cálculo deste comprimento irá definir o espaçamento máximo entre as saídas d'água. i. A = área molhada da sarjeta. de acordo com a sarjeta projetada. função do tipo de revestimento da sarjeta de acordo com as tabelas 34 do Apêndice B. em m. como única variável ao longo do trecho estudado. em m. R. em m/m. Q= C × i× A .12. do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia. A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR .12) C × i× L × n Na equação 3. mas A = d x L (Fig. L = largura do implúvio. os valores de A.11). declividade longitudinal da sarjeta.

5. 68).Comprimento crítico em função da declividade longitudinal . (Fig. Quando a velocidade de escoamento ultrapassar a máxima permissível.2 ELEMENTOS DE PROJETO As seções transversais das valetas do canteiro central são em geral de forma triangular cujas faces têm as declividades coincidentes com os taludes do canteiro. ou seja. cujos valores são os da tabela 31 do Apêndice B. 3.d = f(I) (dm) L2 L1 I1 I2 I (m/m) – Verificação da velocidade de escoamento A determinação do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta. de forma a obter a velocidade de escoamento abaixo dos valores críticos de erosão.5 3.5. ou reduzir o espaçamento entre saídas d'água. Esta valeta tem como objetivo captar as águas provenientes das pistas e do próprio canteiro central e conduzi-las longitudinalmente até serem captadas por caixas coletoras de bueiros de greide.Manual de Drenagem de Rodovias 180 Figura 67 .1 VALETA DO CANTEIRO CENTRAL OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Quando uma rodovia for projetada em pista dupla. que pode ser calculada de acordo com a equação da continuidade deve-se usar dissipadores de energia. torna-se necessário drená-lo superficialmente através de um dispositivo chamado de valeta do canteiro central. conforme o item 3. Com este procedimento. MT/DNIT/DPP/IPR . 3. isto é. a velocidade limite de erosão. onde as pistas são separadas por um canteiro central côncavo. reduz-se a altura da lâmina d´água.10.

Quanto ao revestimento da valeta do canteiro central. deve-se levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado. Valetas do canteiro central sem revestimento devem ser evitadas. a não ser em casos de canteiros muito largos e planos.Situações da valeta do canteiro central Pista Esquerda Canteiro Central Pista Direita em nível Pista Direita em desnível Valeta do Canteiro Central para pistas em nível Valeta do Canteiro Central para pistas em desnível O cálculo do comprimento crítico. tem o inconveniente do alto custo de conservação.4. Figura 68 . Na execução do revestimento das valetas do canteiro central devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004.3 para sarjeta de corte baseada na fórmula de Manning associada à equação de continuidade.Manual de Drenagem de Rodovias 181 Podem ser usadas seções de forma circular. também segue a mesma metodologia apresentada para sarjeta de corte. 3. quando ocorrer a insuficiência hidráulica das seções de forma triangular ou meia cana. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B.5. e formas trapezoidal ou retangular. e demais recomendações feitas para a valeta de corte. que irá determinar o posicionamento das caixas coletoras. MT/DNIT/DPP/IPR . O revestimento vegetal.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da valeta do canteiro central segue a mesma metodologia apresentada no item 2. apesar do excelente desempenho como função estética. tipo meia cana.

Tratando-se de cortes. ou de pequenos talvegues. por se localizar em um ponto bastante vulnerável na rodovia. e.Manual de Drenagem de Rodovias 3. conforme apresentado na Fig. às valetas de banquetas quando é atingido seu comprimento crítico e em pontos baixos.2 ELEMENTOS DE PROJETO As descidas d'água podem ser do tipo rápido ou em degraus. A analise técnica e econômica desse conjunto de fatores levará o projetista à escolha de uma descida do tipo rápido ou em degraus. Posicionam-se sobre os taludes dos cortes e aterros seguindo as suas declividades e também na interseção do talude de aterro com o terreno natural nos pontos de passagem de corte-aterro.6. principalmente nos aterros. 69.6. Assim. 3. desaguando no terreno natural. nos pontos baixos.1 DESCIDAS D'ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 182 As descidas d'água tem como objetivo conduzir as águas captadas por outros dispositivos de drenagem. as descidas d'água conduzem as águas provenientes das sarjetas de aterro quando é atingido seu comprimento crítico. as descidas d'água são necessárias visando conduzir o fluxo pelo talude até o terreno natural. A escolha entre um e outro tipo será função da velocidade limite do escoamento para que não provoque erosão.6 3. das características geotécnicas dos taludes. A descida d'água. deve ser previsto o confinamento da descida no talude de aterro. através das saídas d'água. da necessidade da quebra de energia do fluxo d'água e dos dispositivos de amortecimento na saida. As descidas d'água também atendem. do terreno natural. No aterro. MT/DNIT/DPP/IPR . Não raramente. desaguando numa caixa coletora ou na sarjeta de corte. devido à necessidade de saída de bueiros elevados desaguando no talude do aterro. no caso de cortes e aterros. devidamente nivelada e protegida com o revestimento indicado para os taludes. as descidas d'água têm como objetivo principal conduzir as águas das valetas quando atingem seu comprimento crítico. requer que cuidados especiais sejam tomados para se evitar desníveis causados por caminhos preferenciais durante as chuvas intensas e conseqüentes erosões que podem levar ao colapso toda a estrutura. pelos taludes de corte e aterro.

de concreto ou metálica . pois a ação dinâmica do fluxo pode acarretar o descalçamento e o desjuntamento dos módulos. MT/DNIT/DPP/IPR . semicircular ou meia cana. em tubos de concreto ou metálicos. em calha tipo rápido ou em degraus.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 69 . É desaconselhável a seção de concreto em módulos. o que rapidamente atingiria o talude. o erodindo.Descida d’água tipo rápido 183 Bacia de amortecimento A J Descida d´água A PLANTA Saída d´água x y CORTE AA Bacia de amortecimento As descidas d'agua podem ter a seção de vazão das seguintes formas: – – – retangular.

H = altura média das paredes laterais da descida. as descidas retangulares podem ser executadas no local com formas de madeira. a saber: Pela fórmula empírica.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico consiste em calcular as dimensões da descida d'água de forma que esta possa conduzir ao deságüe seguro a vazão a ela destinada por outros dispositivos de drenagem superficial. as peças deverão ser assentadas sobre berço previamente construídos. que representa o talude de uma seção em aterro. Método I Neste caso. 3. fixando-se o valor da largura (L) e determinando-se o valor da altura (H). – Cálculo da velocidade da água no pé da descida. ou através da teoria hidráulica do movimento uniformemente variado. em m. Evidentemente. O dimensionamento pode ser feito por dois métodos. o segundo método é mais preciso. A escolha do método depende da precisão que se queira dar aos cálculos. em calha ou degraus.9 × H1. em m3/s. baseada em experiências de laboratório.07 × L0. em m. Quanto à execução. vê-se que: MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 184 No caso da utilização de módulos. Considerando a Fig.6. o dimensionamento pode ser feito através da expressão empírica seguinte. L = Largura da descida d'água.6 onde: Q = Descarga de projeto a ser conduzida pela descida d'água. embora o primeiro possa ser considerado satisfatório para obras de repercussão econômica menos significativa. Q = 2.70 . Para o detalhamento dos projetos de execução deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 .

esta sofre uma sensível redução quando o fluxo passa pela saída d'água. aplicado às seções A e B. função evidentemente da velocidade limite de erosão do material de que será construída a descida. Na prática. em virtude principalmente do aumento da seção de vazão. Método II MT/DNIT/DPP/IPR . desconsidera-se o valor de Va e a expressão anteriormente citada toma a forma: Vb = 2gh O objetivo da determinação da velocidade no pé da descida d'água é o dimensionamento da bacia de amortecimento e/ou dissipadores de energia. Como essa velocidade Va é teoricamente igual à velocidade da água na sarjeta de aterro. fornece: Z +P + V2 = cte 2g V2 V2 Z A + PA + = Z B + PB + 2g 2g como PA = PB = pressão atmosférica e Z A = ZB + H . têm-se: Vb = 2 Va + 2gH Para efeito de cálculo. A velocidade teórica calculada acima conduz a valores acima dos valores reais. considera-se Va igual à velocidade da água na sarjeta.Elementos para cálculo da velocidade d’água no pé da descida 185 O teorema de Bernoulli. Havendo necessidade de um cálculo mais preciso deve-se optar pelo segundo método.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 70 .

14) R 3/4 O método é baseado na equação 3. se o regime for supercrítico deve ser conduzido para jusante.13 e os passos de cálculo são a seguir expostos: – Determinação do regime do fluxo A determinação do regime do fluxo é um fator importante. ilustra uma seção curta de uma descida de comprimento ∆x. 71. – Determinação da profundidade crítica Para descidas d'agua retangulares a profundidade crítica será determinada pela expressão: MT/DNIT/DPP/IPR . considerar do fluxo gradualmente variado. V é a velocidade média. A Fig. Os cálculos conduzidos na direção errada tendem inevitavelmente a conduzir a resultado divergente do perfil do fluxo. Os cálculos são executados por etapas.Manual de Drenagem de Rodovias 186 Este método consiste em determinar o perfil da linha d'água ou a curva de profundidade da água ao longo da descida. Io é a declividade do fundo e If. pois se o regime for subcrítico o cálculo por etapas deve ser conduzido para montante.13) Io − If Io − If onde: E é a energia específica. é a declividade da linha de energia. a velocidade e a distância à origem. e admitindo-se que α1 =α 2 =α V 2 2g E = y + α Nas equações acima y é a profundidade do fluxo. a é o coeficiente de energia. dividindo-se a descida em curtas seções. tem-se: V2 V2 Io × ∆x + y 1 + α 1 = y2 + α 2 + If × ∆x 2g 2g isolando ∆x: ∆x = E 2 − E1 ∆E = (equação 3. determinando-se em cada seção a profundidade do líquido. Aplicando-se o Teorema de Bernoulli às seções extremas (seção 1 e 2) . Usando-se a fórmula de Manning. a declividade da linha de energia ou declividade de atrito é expressa por: If = n2V 2 (equação 3.

Q = vazão. 1 V = × R2/3 × I1/2 (Manning) o n V= Q (continuidade) A Sendo: A = L × yn e P = L + 2yn R= L × yn L + 2yn tem-se: ⎛ L × yn ⎞ ⎟ yn = ⎜ ⎜ L + 2y ⎟ n⎠ ⎝ 2/3 Q×n = 1/2 Io × L MT/DNIT/DPP/IPR . – Determinação da profundidade normal Para descidas d'água com seção retangular. em m. em m3/s. b = largura da descida d'água.5 onde : do .467 3 b 187 onde: y = profundidade crítica. Com o valor de W.é o diâmetro da seção circular. em m. pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade. Para descidas d'água circulares a profundidade crítica será determinada da seguinte forma: Determinar o fator de seção: Z= Q g Z =W do 2. a profundidade normal do regime uniforme pode ser calculada por tentativas.Manual de Drenagem de Rodovias Q2 Y c = 0. retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de y crítico.

em m2. n×Q AR2/3 = 1/2 Io Dividido por d8/3 . em m.Área molhada. o AR 2/3 =t d8/5 o Com o valor de t. Io = declividade do fundo. correspondente à profundidade y. Para descidas d'água de seção circular a profundidade normal pode ser determinada também pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade. em m/m. adimensional . – Determinação do perfil da linha d'água ou curva de profundidade Para a condução dos cálculos organiza-se a seguinte tabela: Tabela 37 . Col 2 . n = coeficiente de rugosidade de Manning. L = largura da descida.Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água Q= n= Io= α= Yc= Yn= Y (1) Y1 Y2 Yn A (2) A1 A2 An R (3) R1 R2 Rn R2/3 (4) 4/3 R1 4/3 R2 4/3 Rn V (5) V1 V2 Vn α V 2 2g (6) E (7) E1 E2 En ∆E (8) ∆E1 ∆En If (9) If1 If2 Ifn If Io − If ∆X (12) ∆X1 ∆Xn X (13) X1 Xn (10) If1 Ifn (11) - (α V2 2g)1 (α V2 2g)2 (α V2 2g)n (Io − If )1 (Io − If )n onde: Col 1 . em m3/s. Q = vazão de escoamento. em m.Manual de Drenagem de Rodovias 188 onde: yn = profundidade normal. MT/DNIT/DPP/IPR .Profundidade do fluxo. em m. valores arbitrários. retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de yn.

Col 12 . a velocidade em cada seção. Pode-se também traçar a curva de profundidade do líquido.Velocidade média. em m. em m.Diferença entre a declividade do fundo (Io). obtida dividindo a vazão (Q).Variação da energia específica.Manual de Drenagem de Rodovias 189 Col 3 . com o valor de n e os valores calculados nas colunas 4 e 5. pela área molhada (A) da coluna 2.Distância de cada seção estudada à origem. Posteriormente o fluxo estará a uma profundidade menor que Yc.Energia específica em m.13 ou pela divisão do valor de ∆E. em m/s. O aspecto do fluxo é como indicado na Fig. mas maior que Yn e tendendo para este valor.14.Declividade da linha de energia calculada pela equação 3. Desta forma. isto é. em m/m. da coluna 8.Distância entre duas seções consecutivas de profundidade Yn. Isso significa que a seção de controle está na entrada e conseqüentemente a água entrará na descida na profundidade crítica. é calculado o perfil hidráulico do fluxo na descida d'água e. a profundidade crítica Yc é maior que a profundidade normal Yn. em m/m. 73. Col 4 . MT/DNIT/DPP/IPR . Convém observar que.Média aritmética da declividade da linha de energia. calculada pela equação 3. Col 11 . obtida pela diferença entre o valor da coluna 7 da mesma linha e da linha anterior. Col 13 . 72.Potência a 4/3 do raio hidráulico. em m. Col 10 .Carga da velocidade.Raio hidráulico. Col 8 . em m/m. em m. obtida somando-se a carga de velocidade (coluna 6) à profundidade do fluxo (coluna 1). as declividades são sempre altas. e Yn-1. conseqüentemente. em m. Col 5 . e a declividade média da linha de energia. Col 6 . Col 7 . Col 9 . pelo valor da coluna 11. obtida pela média dos valores da coluna 9 da mesma linha e da linha anterior. no caso das descidas d'água. este valor é obtido acumulando-se os valores da coluna 12. que terá o aspecto mostrado na Fig.

0 10.0 2.8 0.0 20.4 0.2 0.0 12.Seção curta de uma descida de comprimento ∆x 190 Figura 72 .0 6.1 0 10 20 30 40 Distância à Seção Crítica em Metros Altura D´Água Velocidade Velocidade em m/s 4.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 71 .0 Altura do Fluxo em c m 3.0 16.Curvas de profundidade e velocidade do líquido Descida D´Água para Talude x:y 24.0 8.0 MT/DNIT/DPP/IPR .0 0.5 0.0 1.

é um método eficiente de captação. nos meios rodoviários também denominados de entradas d'água. 74 e 75 . são dispositivos destinados a conduzir as águas coletadas pelas sarjetas de aterro lançandoas nas descidas d'agua. 74.7 3.Perfil do fluxo em descida d’água 191 3.2 ELEMENTOS DE PROJETO As saídas d`água devem ter uma seção tal que permita uma rápida captação das águas que escoam pela borda da plataforma conduzindo-as às descidas d'água. conforme mostrado nas Fig. como esquematicamente se mostra na Fig. junto aos acostamentos ou em alargamentos próprios para sua execução. nos pontos baixos das curvas verticais côncavas. 3. São. O rebaixamento da borda deve ser controlado com rigor. e considerado nas notas de serviço de pavimentação.7.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 73 . junto às pontes.1 SAÍDAS D`ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As saídas d'água.7. Localizam-se na borda da plataforma. dispositivos de transição entre as sarjetas de aterro e as descidas d'água. nos pontos onde é atingido o comprimento crítico da sarjeta. o fluxo d'água se realiza num único sentido. MT/DNIT/DPP/IPR . O rebaixamento gradativo da seção. pontilhões e viadutos e. nos pontos de passagem de corte para aterro. Considerando sua localização. portanto. as saídas d'água devem ser projetadas obedecendo aos seguintes critérios: a) Greide em rampa Neste caso. algumas vezes.

Saída d’água de greide em rampa 192 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 74 .

convergindo para um ponto baixo. Figura 75 . como esquematicamente é mostrado na Fig.Saída d’água de curva vertical côncava MT/DNIT/DPP/IPR . 75.Manual de Drenagem de Rodovias 193 b) Curva vertical côncava (ponto baixo) Neste caso o fluxo d'água se dá nos dois sentidos.

74 e 75 ). As saídas d'água de concreto são executadas no local conjuntamente com as descidas d'água. Quanto ao revestimento. devem ser consultados os projetos tipo do DNIT. largura da saída.Manual de Drenagem de Rodovias 194 Para maiores detalhes sobre a seção das saídas d'água. conhecidas "a priori" a largura B e a altura H da descida d'água: – – O espaçamento entre o alinhamento da sarjeta e o início da descida. é dado pela fórmula: L= Q K × Y × g× Y onde: L = comprimento da abertura na sarjeta ou largura da saída d'água. 3. sem turbulências. B (Fig.7.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da saída d'água consiste em determinar a largura da entrada de forma a conduzir. Q = descarga afluente pela sarjeta (m3/s). As chapas metálicas são moldadas no canteiro de obra e fixadas no local. A determinação dos demais elementos constituintes da saída d'água pode ser feita como se segue. de modo a interceptar todo o seu fluxo (m). função da declividade.5 vezes a largura da descida d'água. 74 e 75 ). as saídas d'água podem ser de concreto com superfície lisa ou de chapas metálicas. através de chumbadores.20 para declividades da sarjeta entre 2% e 5% (adimensional). toda a água proveniente das sarjetas até as respectivas descidas d'água. K = coeficiente. y = altura do fluxo na sarjeta (m). O raio da curva da concordância entre a saída d'água e a descida d'água deve ser igual a altura H da descida. ou seja. X. g = aceleração da gravidade (m/s2). tomado igual a 0. Para maiores esclarecimentos deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 . deve ser igual a 2. MT/DNIT/DPP/IPR . O valor de L (Figs. correspondente à abertura da sarjeta.

conduzindo as águas para o bueiro de greide ou coletor longitudinal. quando se deseja construir um bueiro de transposição de talvegues abaixo da cota do terreno. Possibilitar mudanças de dimensão de bueiros.8. quanto à sua função. No terreno natural. Nas extremidades das descidas d'água de corte. Coletar as águas provenientes das descidas d'água de cortes. quando se torna necessária a condução das águas desses dispositivos para fora do corte sem a utilização das sarjetas. com o objetivo de verificação de sua funcionalidade e eficiência. As caixas coletoras localizam-se: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte. permitindo sua construção abaixo do terreno natural. de sua declividade e direção. conduzindo-as ao dispositivo de deságüe seguro. portanto. nos casos em que as águas ao atingir o terreno natural possam provocar erosões. inaplicável a boca convencional.1 CAIXAS COLETORAS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As caixas coletoras têm como objetivos principais: – – Coletar as águas provenientes das sarjetas e que se destinam aos bueiros de greide. Coletar as águas provenientes de áreas situadas a montante de bueiros de transposição de talvegues. podem ser: caixas coletoras. podem ser com tampa ou abertas. caixas de inspeção ou caixas de passagem e.2 As caixas coletoras. – – – MT/DNIT/DPP/IPR . Permitir a inspeção dos condutos que por elas passam. 3. quanto ao fechamento. sendo.8 3.Manual de Drenagem de Rodovias 195 – O valor mínimo recomendado para a largura da saída d'água é de 7 vezes a largura B da descida d'água. junto ao pé do aterro. Nos pontos de passagem de cortes para aterros. que as levará para o deságüe apropriado. ou ainda quando a um mesmo local concorre mais de um bueiro. coletando as águas das sarjetas de modo a conduzi-las para o bueiro.8. ELEMENTOS DE PROJETO – – – 3.

sendo localizadas em pontos que possam afetar a segurança do tráfego ou se destinem a coletar águas contendo sólidos em volume apreciável e que possam obstruir os bueiros ou coletores. 3.Manual de Drenagem de Rodovias 196 – – Nos canteiros centrais das rodovias com pista dupla.8.226 Q C H onde: A = Área útil da caixa. Em qualquer lugar onde se torne necessário captar as águas superficiais. As caixas abertas são indicadas quando têm finalidade coletora e localizam-se em pontos que não comprometam a segurança do tráfego. MT/DNIT/DPP/IPR . As caixas de passagem localizam-se: – – Onde houver necessidade de mudanças de dimensão. direção ou cotas de instalação de um bueiro.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Embora as dimensões das caixas coletoras sejam fixadas pelas dimensões dos dispositivos para os quais estão indicadas como coletora de passagem ou inspeção. são indicadas quando tem a finalidade coletora. As caixas com tampa removível são indicadas quando têm a finalidade de inspeção e de passagem. em m2. Nos trechos com drenos profundos com o objetivo de vistoriar seu funcionamento. Para a execução das caixas deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 026/2004 . A seção tipo das caixas coletoras deverá obedecer aos projetos tipos do DNIT onde são indicadas as dimensões e detalhes das tampas. em forma de grelha. transferindo-as para bueiros. As caixas com tampa. pode-se determinar a área transversal útil das caixas pela fórmula dos orifícios: A = 0. Nos lugares para os quais concorra mais de um bueiro. As caixas de inspeção localizam-se: – – Nos locais destinados a vistoriar os condutos construídos tendo em vista verificar sua eficiência hidráulica e seu estado de conservação. declividade.

recebendo as águas das valetas de proteção de corte e/ou valetas de banquetas. em seção de corte for possível o lançamento da água coletada através de janela de corte. C = Coeficiente de vazão. 76 e 77 ). H = Altura do fluxo.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos constituintes de um bueiro de greide são.Manual de Drenagem de Rodovias 197 Q = Vazão a captar. 3. – – – Os bueiros de greide podem ser implantados transversal ou longitudinalmente ao eixo da rodovia. em m3/s. Nos pés das descidas d'água dos cortes.60. com alturas de recobrimento atendendo à resistência de compressão estabelecida para as diversas classes de tubo pela NBR-9794 da ABNT. Nas rodovias de pista dupla. Localizam-se nos seguintes pontos: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte em seção mista ou quando.1 BUEIROS DE GREIDE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros de greide são dispositivos destinados a conduzir para locais de deságue seguro as águas captadas pelas caixas coletoras (Figs. Nas seções em corte . Corpo. quando não for possível o aumento da capacidade da sarjeta ou a utilização de abertura de janela no corte a jusante. em m. conduzindo ao deságue as águas coletadas dos dispositivos de drenagem do canteiro central. Boca.9. – – – Caixas coletoras.9. projeta-se um bueiro de greide longitudinalmente à pista até o ponto de passagem de corte-aterro. Nos pontos de passagem de corte-aterro.9 3. evitando-se que as águas provenientes das sarjetas de corte deságuem no terreno natural com possibilidade de erodi-lo. A profundidade das caixas será determinada pelas cotas de instalação dos condutos que delas partem ou chegam. 3. a ser tomado igual a 0. MT/DNIT/DPP/IPR . captadas através de caixas coletoras.

embora em ocasiões especiais possa ser dimensionado com carga hidráulica a montante. Para a execução de bueiros de concreto devem ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 023/2004. . A boca será construída à jusante. O bueiro de greide deve ser. sendo neste caso necessário construir uma descida d'água geralmente dotada de bacia de amortecimento. função do vulto econômico da obra. dos dois lados da pista e ainda no canteiro central.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros de greide devem ser obedecidas as seguintes recomendações: – A descarga de projeto deverá ser obtida pela soma das descargas das obras de drenagem superficial afluentes às caixas coletoras ou pelo levantamento da bacia de contribuição ao bueiro de greide. o diâmetro mínimo a adotar para o bueiro de greide é de 0. O corpo do bueiro de greide é constituído em geral de tubos de concreto armado ou metálicos. Figura 76 . observando-se sempre. Tendo em vista maior facilidade de limpeza.Esquema completo de um bueiro de greide em aterro – – MT/DNIT/DPP/IPR . aplicando-se o método de cálculo de descarga mais conveniente. ao nível do terreno ou no talude de aterro.9. fixando-se o tempo de recorrência.80m. com muito rigor. As caixas coletoras que atendem aos bueiros de greide. são geralmente dotadas de tampa em forma de grelha. função da altura da caixa coletora e policiando-se sempre a velocidade do fluxo a jusante. obedecendo às mesmas considerações formuladas para os bueiros de transposição de talvegues. sempre que possível.Manual de Drenagem de Rodovias 198 As caixas coletoras poderão ser construídas de um lado da pista. por estarem posicionadas próximo às pistas. dimensionado sem carga hidráulica a montante. a cota máxima do nível d'água a montante. 3.

As bacias de amortecimento serão instaladas de um modo geral nos seguintes locais: – – – No pé das descidas d´água nos aterros. Os dissipadores de energia classificam-se em dois grupos: – – 3.nos pontos de passagem de corte-aterro. Na saída das sarjetas de corte.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 77 .10. Na boca de jusante dos bueiros. quer no deságue para o terreno natural. de modo a evitar o fenômeno da erosão. reduzindo consequentemente sua velocidade. ou dissipadores localizados. Quanto à construção. são obras de drenagem destinadas.1 Dissipadores localizados Dissipadores contínuos BACIAS DE AMORTECIMENTO Objetivo e características As bacias de amortecimento. quer no escoamento através do dispositivo de drenagem. mediante a dissipação de energia.Esquema completo de um bueiro de greide em corte 199 3. são dispositivos destinados a dissipar energia do fluxo d´água. Dimensionamento hidráulico O dimensionamento hidráulico será função da velocidade de escoamento d`água a montante e da altura do fluxo afluente. MT/DNIT/DPP/IPR . Elementos de projeto O projeto das bacias de amortecimento deve seguir os projetos tipos do DNIT. devem ser seguidas as especificações de serviço DNIT 022/2006 . a diminuir a velocidade da água quando esta passa de um dispositivo de drenagem superficial qualquer para o terreno natural.10 DISSIPADORES DE ENERGIA Dissipadores de energia. como o nome indica.

5 F = 4. Figura 78 .Manual de Drenagem de Rodovias 200 Segundo experiências elaboradas pelo Bureau of Reclamation – USA. Para o número de Froude entre 1. o ressalto hidráulico que ocorre na bacia de amortecimento é função da variação do numero de Froude. não há necessidade de preocupações.5 .7. calculada através de experiências do BPR. E a determinação deste ressalto hidráulico permitirá o dimensionamento do dispositivo (Fig.1.7 .2.0 o efeito amortecedor para o ressalto que se forma pode ser feito através de uma bacia de amortecimento horizontal lisa de concreto.5 L y2 V2 F = 2.5 e entre 4.4.0 Calcula-se o número de Froude pela expressão: F1 = V1 g × Y1 MT/DNIT/DPP/IPR .Número de Froude F = 1 .78 ).7 y1 V1 F = 1.7 e 2.5 .5 e 9. Para o número de Froude até 1. pois haverá apenas pequena turbulência superfície da água.9.0 F > 9.

7 Descidas d´Água). é: Y2 1 = Y1 2 onde : Y2 = Altura do fluxo na saída. Y1 = altura do fluxo afluente à bacia. calcula-se o valor de Y2 pela equação acima. pode ser determinada pelo gráfico da Fig. Figura 79 . por conseguinte o comprimento da bacia de amortecimento. após do ressalto.Manual de Drenagem de Rodovias 201 onde : F1 = Número de Froude. Y1 e F1 = como descrito acima.Curva para levantamento do comprimento do ressalto MT/DNIT/DPP/IPR . em m. baseado em experiências de laboratório do BPR. V1 = velocidade do fluxo afluente à bacia. g = aceleração da gravidade. A longitude do ressalto. 78. em m/s2. em m. A equação que determina a altura do fluxo na saída da bacia de amortecimento. e. em m/s . ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ 2 1 + 8F 1 ⎟ − 1 ⎟ ⎠ ⎞ Calculado o número de Froude e determinada a altura do fluxo afluente (ver item 2.

Manual de Drenagem de Rodovias 202 Entrando-se no gráfico com o valor do número de Froude determina-se o valor de L Y2 . para F1 = 1.7 a 5. L = comprimento do ressalto. onde: Y2 = altura do fluxo na saída.85 × Y 2 . A altura da parede da bacia de amortecimento pode ser determinada através da expressão: ` H = Y2 + Z onde: H = Altura da parede.5 ⎜ 120 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ ` Y2 = 0. podem ser usadas as seguintes fórmulas: F1 = V1 gY1 Y ⎛ 2⎞ Y 2 = 1 ⎜ 1 + 8F1 ⎟ − 1 ⎜ ⎟ 2 ⎝ ⎠ ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜1.5 a 11 ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜100 − 1 ⎟ × Y2 . cunhas e dentes.10 − ⎜ ⎝ ⎛ F1 ⎞ ⎟× Y 120 ⎟ 2 ⎠ Y` Z= 2 3 Para o número de Froude até 17. devem ser usadas bacias de amortecimento com guarnições. em m. que são deflectores que produzem o efeito estabilizador no ressalto. para F1 = 5. para F1 = 11 a 17 ⎜ 800 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR .10 − 1 ⎟ × Y2 . em m. Nesse caso. ` Y2 = ⎜1. em m.

Figura 80 . saída de bueiros.38 Y` Z= 2 3 C = 0.5 × Y2 F1 × 0. ver Fig. Y2. deve ser adequada para a velocidade e volume d’água que sai do dissipador e as condições do leito a jusante. H e L. Y1. e na saída de outros dispositivos cuja velocidade da água não comprometa seriamente o terreno natural. 80. C = Altura da soleira.07Y2 onde: F1.Manual de Drenagem de Rodovias ` H = Z + Y2 203 L= 4. as quais devem possuir formas irregulares e seus diâmetros MT/DNIT/DPP/IPR . justificando neste caso o projeto completo de uma bacia de amortecimento. foram definidos anteriormente. 80. V1.Esquema de um dissipador de energia É recomendável a utilização de dissipador tipo "rip-rap" na saída das bacias de amortecimento. g. A extensão do “rip-rap”. Deve ser construído com as pedras dispostas em desordem. Os demais valores e melhores esclarecimentos podem ser identificados na Fig.

64 g/cm 3 0.5 4. 81.0 4.15 0. em g/cm3 Figura 81 . em metros.0 3.30 0.45 0.5 3.05 1. em cm.90 1. w = peso específico da pedra de diâmetro Kw. O diâmetro da pedra (K) obtido na Fig.60 0.0 1.5 2.20 Diâmetro Esférico Equivalente da Pedra.5 1:1 Para Pedra Pesada 2. o diâmetro corrigido pode ser obtido pela expressão : Kw = 1.Manual de Drenagem de Rodovias 204 resultam de um cálculo determinado pelas curvas da Fig. K = diâmetro da pedra obtido do gráfico. 81 é para pedras com peso específico de 2.64g/cm3. Entrando no gráfico com a velocidade de saída da água do dispositivo a montante e com a inclinação longitudinal do terreno de jusante.5 7.0 6.5 1.Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap” 7. determina-se o diâmetro esférico equivalente da pedra.0 0.5 6.64k w −1 Onde: Kw = diâmetro da pedra a ser usada. afim de que permaneçam estáveis.5 5. Para pedras com outro peso específico.75 0. em Metros MT/DNIT/DPP/IPR . em cm.0 12:1 4:1 3:1 2:1 11/2 :1 Velocidade (Vs) em Metros por Segundo 5.0 2.

1 ESCALONAMENTO DE TALUDES OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O escalonamento de taludes tem como objetivo evitar que as águas precipitadas sobre a plataforma e sobre os taludes. não o afetando (Fig.35m BRITA 0.Dissipador contínuo ao longo de aterro 0. uma velocidade acima dos limites de erosão dos materiais que os compõe. diminuir a velocidade da água continuamente ao longo de seu percurso. 82). Elementos de projeto O dissipador contínuo utilizado ao longo do aterro deve ser construído com uma camada de concreto de aproximadamente 0. mediante a dissipação de energia.075 0.11 3. 8261). na forma de degraus . Localizam-se em geral nas descidas d´água. e ao longo do aterro. MT/DNIT/DPP/IPR .50m 0. Para o projeto do dissipador contínuo tipo degraus .Manual de Drenagem de Rodovias 3. Figura 82 . de acabamento áspero obtido com o assentamento em disposição irregular de pedras de dimensões aproximadas de 7. de forma que a água precipitada sobre a plataforma seja conduzida pelo talude.50m de largura com espessura de 0.0 3.10m CONCRETO DE Fck ≥ 15 Mpa 9. de forma contínua. portanto. Quanto à construção devem ser seguidas as Especificações de serviço DNIT 022/2004 . sem criar preferências e.2 DISSIPADORES CONTÍNUOS 205 Objetivo e características O dissipador contínuo tem como objetivo.5cm (ver Fig. de modo a evitar o fenômeno da erosão em locais que possa comprometer a estabilidade do corpo estradal.através do escoamento superficial.10 m.10. devem ser seguidos os projetos tipos do DNIT.11. atinjam.075m 0.075 0.

a largura da plataforma. o parâmetro definidor da declividade do talude. que conduzirão as águas ao deságue seguro. de modo que a velocidade de escoamento seja inferior à de erosão do talude.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos de projeto necessários ao cálculo do escalonamento são: a intensidade de precipitação. o coeficiente de rugosidade de Strickler. O dimensionamento consiste em calcular a altura máxima entre a borda do acostamento e a primeira banqueta. há a necessidade de considerar nos cálculos a contribuição da plataforma.Manual de Drenagem de Rodovias 206 As banquetas neste caso são providas de dispositivos de captação das águas.11. b) Se houver sarjeta de aterro.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento da altura máxima entre banquetas. contribuem as águas que se precipitam sobre a plataforma e sobre o talude de aterro. os procedimentos para os cálculos do primeiro escalonamento de aterro são semelhantes ao cálculo para os demais escalonamentos em aterro e em corte. sarjetas de banqueta. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. Figura 83 . a declividade transversal e longitudinal da plataforma e a velocidade admissível de erosão do talude.11.Bacia de contribuição da plataforma MT/DNIT/DPP/IPR . Cálculo do primeiro escalonamento de aterro Para o primeiro escalonamento. deve-se observar dois casos: a) Se a rodovia não é provida de sarjeta de aterro. para o primeiro escalonamento de aterro. os coeficientes de escoamento do talude e da plataforma. 83 e 84 . 3. Para efeito do desenvolvimento dos cálculos podem-se considerar as Figs. 3.

A = área de contribuição. i = intensidade de precipitação. K = coeficiente de rugosidade de Strickler. q = descarga da plataforma no ponto P. m/m. mm/min. m3/s. β = declividade transversal da plataforma. MT/DNIT/DPP/IPR . Q = descarga total no ponto B. m3/s. b = projeção horizontal do talude. C1 = coeficiente de escoamento da plataforma.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 84 . I = declividade da reta de maior aclive. a = parâmetro definidor da declividade do talude. m/m (média pista + acostamento) . m3/s. qp= descarga do talude no ponto B. H = altura máxima do primeiro escalonamento. igual ao inverso do coeficiente de Manning. m2. α = declividade longitudinal da rodovia. C2 = coeficiente de escoamento do talude.Parâmetros no escalonamento do talude 207 Onde: L = largura da plataforma que contribui para o escoamento no talude.

MT/DNIT/DPP/IPR . onde: C × i × H× a qB = 2 6 × 104 – Cálculo da descarga total em B. A = b x 1.16) β × 6 × 104 – Cálculo da descarga em B devido a contribuição do talude. 84 . 83 . 84 ) Pelo método racional C ×i× A qB = 2 6 × 104 onde. C ×i× A qp = 1 6 × 104 Como A = D x 1. tem-se: H/1 = b/a e considerando a faixa unitária de contribuição. a velocidade em B. pela fórmula de Strickler. (Fig.4. por semelhança de triângulos.17) Por outro lado. 84 ).Manual de Drenagem de Rodovias 208 D = projeção horizontal da reta de maior aclive. Fig. ou A = H x a. qB. QB = qp + qB (equação 3. Tendo em vista as equações apresentadas no item 3. ou de acordo com a equação (3. qp = β × 6 × 104 C1 × i × L × I ou de acordo com a equação I = α 2 + β 2 C ×i×L α 2 × β 2 qp = 1 (equação 3. Pela Fig. Q . V = K × R2/3 × i1/2 o Pela equação da continuidade.15) – Cálculo da descarga em P (qp) Aplicando o método racional. (Fiq.15) A= β L × I ou.3 : tem-se: D= β L × I (equação 3.

Para a determinação da altura máxima de aterro ou corte.velocidade admissível de erosão do material do talude. de acordo com a tabela 31 do Apêndice B. pode-se considerar a Fig.17) 2 2 C × i × H× a V 5/2 × a3/4 C1 × i × L × α + β = + 2 β × 6 ×104 6 × 104 K 3/2 Explicitando o valor de H: H= 2. (parâmetro definidor da declividade do talude). pois a espessura do fluxo é pequena em relação a largura.5 C ×L × α 2 + β 2 Va × 6 × 104 − 1 C2 × a × β C2 × i × a0.25 × K1. MT/DNIT/DPP/IPR . têm-se: ⎛Q ⎞ V = K×⎜ B ⎟ ⎜ V ⎟ ⎠ ⎝ 2/3 ⎛ 1⎞ ×⎜ ⎟ ⎜a⎟ ⎝ ⎠ 1/2 QB = V 5/2 × a3/4 (equação 3. sem necessidade de escalonamento.18) K 3/2 – Cálculo da altura do 1° escalonamento em aterro. Fazendo as substituições na equação (3. V = Va . Cálculo dos demais escalonamentos em aterro e corte. io = 1/a. igual portanto ao raio hidráulico.5 onde. de modo que a velocidade da água precipitada chegue a seu pé com valor abaixo do limite de erosão.Manual de Drenagem de Rodovias 209 QB = A x V. onde A = 1 x R. 85 64.

qc = V5/2 × a3/4 (equação 3. R = A e io = 1 a Tem-se: q 2/3 11/2 V =K× c × v a ou seja.19) A velocidade em C. será: qc = C2 × i × A 6 × 104 Como: A = H× a × L qc = C2 × i× H × a 6 × 10 4 (equação 3. a vazão qC.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 85 .20).19) e (3.20) K3/2 Igualando as equações (3.Escalonamento de aterro: altura máxima 210 H 1 a ac C – Cálculo da descarga em C (qC) Aplicando o método racional. V = K × R 2/3 × i1/2 o Considerando que qc = A × V . por metro de largura. pela fórmula de Strickler. C2 × i × H× a 6 ×104 = V5/2 × a3/4 K3/2 MT/DNIT/DPP/IPR .

5 Esta fórmula nada mais é do que a fórmula do item anterior sem o subtraendo do 2º membro. Afastar as águas que ao serpentear em torno da diretriz da estrada. que será máximo quando a velocidade V for a admissível (Va).Corta-Rio curso d´água natural IA R ODOV corta . – – – Evitar que um curso d'água existente interfira com a diretriz da rodovia. isto é. 86 ). resulta: H= 2.Manual de Drenagem de Rodovias 211 e explicitando o valor de H. coloquem em risco a estabilidade dos aterros.rio MT/DNIT/DPP/IPR .5 Va × 6 × 104 C2 × i × a0. Melhorar a diretriz da rodovia. sem a parcela correspondente à vazão proveniente da plataforma da rodovia.1 CORTA-RIOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os corta-rios são canais de desvio abertos com a finalidade de: (Fig.12 3.25 × K1. obrigando a construção de sucessivas obras de transposição de talvegues. Figura 86 . 3.12.

memória de cálculo. R = Raio hidráulico. o revestimento adotado. quando for o caso. em m/s. constando do perfil longitudinal altimétrica do projeto da rodovia.12. com a mesma referência seções transversais típicas com indicação dos taludes laterais de acordo com a natureza do solo e detalhando.2 ELEMENTOS DE PROJETO 212 O projeto de corta-rio deverá constar de: – – – – – levantamento topográfico da área. em m/s. V = Velocidade de escoamento.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico dos corta-rios pode ser feito pela fórmula de Manning associada à equação da continuidade: Fórmula de Manning 1 V = × R2/3 × I1/2 n onde: V = Velocidade de escoamento. projeto horizontal. em m2.12. No projeto do corta-rio deverá sempre haver um comparativo econômico entre a construção deste. e a construção das obras necessárias para substituí-lo. constando de plantas amarradas ao projeto da rodovia e em escala conveniente. projeto vertical.Manual de Drenagem de Rodovias 3. 3. MT/DNIT/DPP/IPR . n = Coeficiente de rugosidade (adimensional) Equação da continuidade Q=A×V onde: Q = Vazão admissível. A = Área molhada. em m/m. em m. I = Declividade do canal. em m3/s.

T = Largura da superfície livre do canal em m. Através de tentativas atribuem-se valores para a altura (h). Fixa-se a velocidade máxima admissível. D= T A Sendo: A = Área da seção transversal do canal. A comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto. calculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção. geralmente a largura.tendo em vista o tipo de revestimento escolhido. F < 1. em m2.00: Movimento subcrítico MT/DNIT/DPP/IPR . Determina-se pelo projeto vertical a declividade do corta-rio. determinando-se a altura no dimensionamento. em m/s. e conseqüentemente o coeficiente de rugosidade n (tabelas 27 e 28 do Apêndice B) .00: Movimento crítico. em m/s2.Manual de Drenagem de Rodovias 213 A sequência de cálculo para o dimensionamento do corta-rio é: – Determina-se a descarga de projeto do curso d'água afluente para um tempo de recorrência compatível com o custo econômico da obra através de um método de cálcuIo apropriado. F = 1. Pode-se verificar o regime do fluxo no canal através do número de Froude: F= V gD – – – – – – – Onde: V = Velocidade média do fluxo. Aplicando-se a fórmula de Manning e a equação da continuidade determina-se a velocidade e a vazão admissível no canal. A comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura (h). Se: F > 1. Fixa-se o tipo de seção a ser adotada e uma de suas dimensões. g = Aceleração da gravidade.00: Movimento supercrítico.

13 3. Em alguns casos. pode ser mais econômico omitir-se a drenagem e projetar-se o muro considerando o empuxo hidrostático adicional.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico do sistema de drenagem está intimamente associado ao projeto do muro.1 DRENAGEM DE ALÍVIO DE MUROS DE ARRIMO OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS A drenagem interna de estruturas de arrimo tem por objetivo aliviar as pressões hidrostáticas e hidrodinâmicas do lençol d'água porventura existente no maciço a ser arrimado. distância vertical do topo do canal à superfície da água na condição de projeto. pois os esforços transmitidos à obra dependem. pela fórmula: Sendo: d = Altura do canal. as condições geométricas e de estabilidade durante a construção determinam o tipo e posicionamento da drenagem.13.2d Determina-se a borda livre do canal. 3. causa comum de colapso de obras de arrimo em áreas urbanas. de modo a diminuir o empuxo total sobre ela . a drenagem é geralmente feita ao longo da face vertical do muro. nas proximidades da obra. devido a dificuldades executivas ou falta de materiais drenantes. Por sua vez. O sistema de drenagem serve ainda para captar possíveis infiltrações devidas a rupturas em canalizações de serviços públicos. em cm.00m. com maior consumo de materiais. em grau elevado. O efeito da água em contato com a estrutura é apreciável. Para alturas maiores que 2.Manual de Drenagem de Rodovias 214 – f = 0. Para muros de arrimo com menos de 2. O nível d'água no maciço e a vazão d'água a ser percolada através do sistema de drenagem são elementos vitais para o projeto da drenagem. ou antieconômica. MT/DNIT/DPP/IPR . a ausência de drenagem passa a ser perigosa caso o efeito da água não seja considerado. do posicionamento e características dos elementos drenantes.13. pois a consideração do empuxo pleno leva a projetos mais robustos. chegando a dobrar o empuxo calculado para o solo sem água . 3. O posicionamento dos elementos drenantes é crucial para o desempenho e o cálculo dos esforços atuantes na obra.00m de altura.

Manual de Drenagem de Rodovias 215 Com drenagem inclinada. especialmente no caso de cortinas ancoradas em solos com predominância siltosa. A falta de drenagem. calculadas com auxílio de uma rede de fluxo. A espessura mínima do dreno pode ser calculada.Como material drenante também podem ser utilizados tubos dreno plásticos. ou. MT/DNIT/DPP/IPR . Para o cálculo da vazão que o sistema de drenagem deverá comportar. Onde as condições geométricas e de estabilidade durante a construção não o permitam. imporão a espessura mínima a ser executada. Como regra geral. de modo a não haver carregamento de finos do interior da massa de solo. é causa de muitos insucessos em obras de arrimo. mas na maioria das vezes. 87a e 87c pode-se ignorar as pressões da água no contato com a parede e no plano de ruptura. 87b e 87d. Essa permeabilidade pode ser obtida por meio de ensaios de infiltração "in-situ". deverão ser consideradas no cálculo de estabilidade. O sistema de drenagem deve obedecer às regras usuais de materiais filtrantes. outras disposições no sistema de drenagem poderão ser adotadas. como indicado nas Figs. terminando em colapso de estradas ou do terreno a montante. como mostrado nas Figs. a permeabilidade do material de drenagem deve ser pelo menos 100 (cem) vezes maior que a permeabilidade do solo a ser drenado. detalhados no Boletim 04 da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental . Nestes casos. é essencial que se conheça a permeabilidade do maciço a drenar. são freqüentes. A não obediência àobservância dessa regra é fator de muitos insucessos. sem obedecer a critérios de filtro ou sem capacidade para escoar a vazão real do solo. por razões práticas de ordem construtiva. a execução de drenagem inadequada. Sérias erosões internas. as pressões devidas à água. Deve-se dar preferência ao uso de materiais granulares de comprovada permeabilidade e com granulometria adequada.ABGE (1996). geralmente maior que a obtida por cálculo.

Esquemas de drenos em muros de arrimo 216 porosos MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 87 .

O envelope deve seguir os critérios de proteção contra a erosão do solo e deve ser escolhido em função do tipo de solo ou aterro através das curvas granulométricas. a declividade do tubo. seixos rolados. misturas de solo.Manual de Drenagem de Rodovias 217 Um projeto de obra de contenção deve necessariamente enfatizar os detalhes de drenagem. revestidos por envelope apropriado. A substituição de camadas de materiais granulares filtrantes por materiais sintéticos (geotêxteis) é possível. O dimensionamento do geotêxtil tem que ser criterioso.14 ELEMENTOS GEOMÉTRICOS PARA SEÇÕES CIRCULARES DE CANAIS do = diâmetro y = profundidade do fluxo A = área molhada P = perímetro molhado R = raio hidráulico T = largura do topo D = profundidade hidráulica A = A D = fator de seção para cálculo do fluxo crítico MT/DNIT/DPP/IPR . lavados e peneirados e pedras britadas. 3. entre outros. Para cálculo do diâmetro do tubo. apresentando métodos executivos e fornecendo os elementos necessários a uma boa execução dos serviços. nas recomendações dos fabricantes. devendo ser o seu uso objeto de uma análise técnico-econômica em função de suas facilidades de instalação e características de desempenho em confronto com eventuais dificuldades de instalação e não disponibilidade dos materiais granulares filtrantes. deve-se levar em conta a contribuição que o dreno recebe por metro linear. areias grossas. pedriscos. o comprimento do muro e a capacidade de vazão do dreno atestada pelo fabricante. de forma a tentar atingir o melhor desempenho. de acordo com o métodos constantes na literatura. e no proposto no Anexo deste Manual. Materiais comumente utilizados são as mantas geotêxteis. As camadas drenantes podem ser substituídas por tubos-dreno de plástico perfurados.

0813 0.0107 0.0196 0.1850 0.2355 0.8980 0.0000 0.1241 0.0238 0.1623 0.0262 0.0052 0.5426 0.0929 0.0986 0.42 0.1603 0.0217 0.0039 0.2181 0.1452 0.0822 0.44 0.0542 0.1891 0.39 0.0497 0.Manual de Drenagem de Rodovias 218 Tabela 38 .2220 0.1664 8 0.9020 0.2102 0.8500 0.14 0.2142 0.2400 0.0474 0.0000 0.3490 1.2450 0.0864 0.2994 0.5308 1.0350 0.52 A d 2 o P do 0.1020 0.0197 0.9330 0.0418 0.0928 1.6094 0.1152 1.08 0.1466 0.0336 0.0754 0.0220 0.1711 0.43 0.0600 0.9250 0.0147 0.2061 0.3727 0.2260 0.33 0.2836 0.1890 0.0359 0.0752 0.1097 0.1398 0.3032 0.0294 0.0333 0.0069 0.7954 0.0470 0.4750 0.0871 0.2275 0.0095 0.10 0.0460 0.0239 1.2500 0.2451 1.0066 0.26 0.0242 0.0697 0.3284 1.3828 0.2404 0.5708 1.2736 0.0001 0.0065 0.1324 0.0270 0.4303 1.0017 0.2294 0.2642 0.1348 0.5355 0.3328 0.7141 0.8542 0.36 0.0574 0.1990 0.7846 0.1982 0.1926 0.3730 0.0695 0.0427 0.0339 0.1453 0.9998 1.2242 0.45 0.2004 0.1178 0.1622 0.19 0.0635 0.2366 0.0013 0.02 0.18 0.0069 0.0690 0.6108 R do 0.0134 0.4510 0.8417 0.0409 0.0022 0.1245 0.0776 0.1810 1.03 0.0921 0.1152 0.04 0.2239 1.1696 0.0179 0.1449 0.0406 0.3898 1.23 0.0513 0.1039 0.0173 0.2661 1.1259 0.0079 0.0451 0.1848 0.2467 0.0571 0.2459 0.0326 0.0668 0.0682 0.31 0.13 0.09 0.8660 0.6258 0.0066 0.3229 0.2531 0.6000 0.3352 0.0268 0.0472 1.7075 0.0192 0.24 0.9165 0.2908 0.0202 0.9539 0.3132 0.4359 0.16 0.8285 0.0009 0.34 0.4706 1.7670 0.2084 0.1034 0.0003 1.2800 0.0301 0.0820 0.0129 0.1416 0.1298 0.2257 0.0736 0.2650 AR 3 do 3 0.0394 0.07 0.3082 0.0885 0.1682 0.41 0.1107 0.8146 0.9950 0.48 0.1206 0.8763 0.0909 0.1800 0.0304 0.2186 0.7684 0.47 0.1365 0.1978 0.0534 0.2003 0.4949 0.0597 0.32 0.7332 0.1147 0.9656 0.3527 0.27 0.1516 0.2652 0.4101 1.9902 0.2568 0.17 0.5724 0.0536 0.2934 0.1927 0.1310 0.4907 1.1199 0.49 0.0105 0.5735 0.0010 0.0002 0.3694 1.1844 0.2553 0.1774 0.2025 1.0751 0.1401 0.0701 1.3428 0.3927 0.3482 0.0153 0.0811 0.1044 0.9871 0.0805 0.1535 0.9755 0.3078 1.9600 0.3919 0.29 0.3538 0.9798 0.6761 0.0964 0.05 0.2162 0.9075 0.9998 0.1505 0.8000 0.0113 0.5103 0.21 0.2739 0.0031 0.0646 0.1610 0.1761 0.8879 0.1558 0.9708 0.35 0.20 0.0549 0.2434 0.0464 0.4027 0.1801 0.5508 1.1662 0.0378 0.3634 0.3446 0.0027 0.6940 0.0503 0.11 0.5108 1.0961 0.2486 0.9992 0.3412 0.2546 0.25 0.2074 0.1472 0.7377 0.9928 0.9764 1.0005 0.9521 0.0053 0.1755 0.37 0.0152 0.0739 0.1593 1.9982 0.9404 0.3172 0.2098 0.2242 0.4028 0.5908 1.2561 T do 0. 5 0.1172 0.50 0.0369 0.2020 0.1196 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais 2 y do 0.1935 0.28 0.1373 1.38 0.9474 0.1528 0.3262 0.1100 0.06 0.40 0.0015 0.1118 0.22 0.2366 0.0132 0.2838 0.0612 0.1042 0.3827 0.12 0.2331 0.1252 0.2167 0.0004 0.1381 0.01 0.2870 1.1566 0.1312 0.0087 0.6726 0.9837 0.0955 0.1364 0.1281 0.2011 0.15 0.8230 0.1546 0.7513 0.4127 MT/DNIT/DPP/IPR .6435 0.1614 0.6499 0.0610 0.0981 0.9968 0.4027 0.0131 0.1050 0.1709 0.0862 0.30 0.46 0.3928 0.3627 0.1106 0.0650 0.4505 1.0037 0.0247 0.4130 Z do 2 .2822 0.0040 0.0273 0.51 0.8773 0.9273 0.9992 D do 0.0892 0.

3746 2.8578 2.9823 2.1264 1.3462 2.2620 0.3263 0.2860 0.4227 0.6308 1.75 0.72 0.54 0.6258 0.9928 0.7389 2.2980 0.5404 0.94 0.66 0.00 219 A d 2 o P do 1.2591 0.73 0.9606 0.2916 2.2041 0.1772 0.4437 0.2753 0.3336 0.3291 0.1825 0.1933 0.2935 0.85 0.2092 0.5804 0.6404 0.2973 0.7934 0.2896 0.2408 1.7141 0.3040 0.2963 0.78 0.3050 1.6918 0.2950 0.3945 0.3932 1.57 0.7113 1.6893 0.7518 1.3324 0.3042 0.0714 2.4234 0.7320 0.7749 0.1176 2.0264 2.3051 0.56 0.7816 0.4426 0.3110 1.7445 0.2848 0. 5 0.61 0.6573 0.3006 0.9656 0.2787 0.8773 0.98 0.5212 0.3182 0.6815 0.9330 0.6000 0.6726 0.7926 1.7504 0.89 0.6408 0.4822 0.93 0.5426 0.4902 0.71 0.6524 0.5687 0.2881 0.3038 0.2969 0.8980 0.8000 0.7254 0.7846 0.3041 0.4670 0.7854 MT/DNIT/DPP/IPR .8132 1.2395 2.77 0.8586 0.5872 0.4918 1.6572 0.95 0.5144 0.2818 0.2995 0.6710 1.8755 1.8660 0.83 0.74 0.6489 0.2252 0.3151 0.3017 0.7380 0.87 0.4448 0.6318 0.97 0.63 0.5100 0.96 0.5850 0.6969 0.2653 0.6011 0.65 0.59 0.3026 0.69 0.4964 0.7934 2.7662 0.5780 0.5594 0.6096 0.5270 0.6177 0.0488 2.9770 2.2143 2.2996 0.6736 0.9600 0.2984 0.9400 ∞ Z do 2 .2748 0.3349 0.6231 0.6143 0.2797 0.7498 0.3484 0.6347 0.2665 0.7710 0.0784 1.2880 0.2407 0.92 0.4750 0.2922 0.62 0.9964 1.5964 0.3264 0.5540 0.8285 0.9412 3.3008 0.3350 0.5530 0.9755 0.1800 1.3307 0.'3043 0.3117 8 2 0.4831 0.2676 0.68 0.5499 0.7612 0.3830 0.2302 0.8170 0.7841 0.3045 0.8686 0.9606 1.3017 0.3560 0.8542 0.3032 0.5115 0.2917 0.67 0.1895 2.6467 2.3710 0.8146 0.2840 0.3345 0.8417 0.3340 0.6509 1.4341 2.8879 0.5018 0.4558 0.5103 0.7916 3.7186 0.91 0.9276 0.1878 0.6897 0.3033 0.2728 0.5948 0.4526 0.9391 1.2944 0.80 0.60 0.5666 0.2949 0.5248 0.7785 0.8285 0.6250 0.3240 0.1990 0.3186 2.82 0.7513 0.6911 1.7754 0.4655 2.2864 0.5398 0.3008 0.2776 0.6655 0.2146 0.5308 0.3118 0.6742 0.4038 2.2751 0.7684 0.6940 0.2702 0.9982 0.55 0.0242 1.4066 0.5392 0.3322 0.3353 0.8965 1.7104 0.9950 0.4981 2.6707 0.58 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais (Continuação) y do 0.4625 0.7722 1.5554 ∞ AR 3 do 3 0.3044 0.0354 1.2800 0.2500 T do 0.3919 0.8338 1.81 0.9725 1.1752 1.5724 0.3082 0.9968 0.0000 D do 0.9075 0.6499 0.4327 0.7560 0.53 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 38 .3248 0.2962 0.7332 0.88 0.4723 0.6906 2.1416 R do 0.7707 0.1652 2.0944 2.4920 0.8420 0.8917 0.2899 0.90 0.5322 2.1715 0.7115 0.79 0.70 0.3212 0.7296 0.2735 0.2930 0.2820 2.2510 0.7682 1.3158 0.2653 2.2460 0.9837 0.3025 0.6054 0.4566 0.8546 1.2500 0.9250 0.2830 0.2794 0.5022 0.9165 0.9474 0.7528 0.6130 1.0888 1.2199 0.3286 0.2608 0.4359 0.4340 0.76 0.2703 0.7098 0.4309 0.64 0.3373 0.86 0.6061 2.2839 0.4786 0.7043 0.8016 0.9177 1.9708 0.1987 0.9871 0.9292 0.9902 0.9539 0.9404 0.4694 0.5695 0.7315 1.99 1.8970 0.9798 0.5681 2.4188 0.7307 0.1412 2.0042 2.2649 0.84 0.2358 0.3412 0.3037 0.

40 0.5 0.65 0.15 – 0.5 1.5 a 1.60 0.005 menor que 0.40 – 0.2 a 0.10 – 0.0 a 2.5 a 5.5 2.Coeficientes de escoamento superficial Características da superfície Coeficiente de escoamento Revestimento de concreto de cimento portland Revestimento betuminoso Revestimento primário Solos sem revestimento com baixa permeabilidade Solos sem revestimento com permeabilidade moderada Taludes gramados Prados e campinas Áreas florestais Terrenos cultivados em zonas altas Terrenos cultivados em vales 0.70 0.5 a 10.90 0.0 0.0 a 7.005 a 0.0 5.10 – 0.50 – 0.10 – 0.25 0.0005 100 80 45 25 15 5 1 x 10-1 1 x 10-3 1 x 10-5 1 x 10-8 MT/DNIT/DPP/IPR .30 0.0 a 2.30 Tabela 40 .40 0.Manual de Drenagem de Rodovias 220 Tabela 39 .10 – 0.0 0.80 – 0.04 0.40 – 0.0005 a 0.0 2.70 – 0.Coeficientes de condutividade hidráulica (k) Tipo de material granulometria (cm) K (cm/s) Brita 5 Brita 4 Brita 3 Brita 2 Brita 1 Brita 0 Areia Grossa Areia Fina Silte Argila 7.95 0.

Manual de Drenagem de Rodovias 221 4 – DRENAGEM DO PAVIMENTO MT/DNIT/DPP/IPR .

.

com a finalidade de drenar as águas infiltradas para fora da pista de rolamento.são os drenos posicionados transversalmente à pista de rolamento em toda a largura da plataforma. inclusive base e sub-base. Essas águas. Os dispositivos usados são a base drenante e os drenos rasos longitudinais. com granulometria apropriada colocada logo abaixo do revestimento.é uma camada de material granular. à medida que se consiga melhorar as condições de vedação da superfície dos pavimentos. quando atingida sua capacidade de vazão. Camada drenante . nas regiões onde anualmente se verifica uma altura pluviométrica maior do que 1. encaminhando-as para fora da plataforma. essa drenagem se faz necessária. no caso de índices pluviométricos inferiores aos citados. se não forem adotadas dispositivo especial para drená-las.são drenos que recebem as águas drenadas pela camada drenante. podem causar sérios danos à estrutura do pavimento. Drenos laterais de base . são de duas procedências: infiltrações diretas das precipitações pluviométricas e provenientes de lençóis d'água subterrâneos. 4.Manual de Drenagem de Rodovias 4 DRENAGEM DO PAVIMENTO 223 O avanço da técnica da drenagem dos pavimentos tem sido grande nas últimas décadas e os técnicos vem reconhecendo cada vez mais a sua importância. conduzindo-as para fora da faixa estradal. no Brasil.1 OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo dessa técnica é defender o pavimento das águas que possam danificá-lo. Drenos transversais . usualmente. segundo pesquisa realizada. os drenos transversais e os drenos laterais de base. aliviadas pelos drenos laterais e transversais que recebem as águas por ele transportadas. seja ele asfáltico ou de concreto de cimento. de um modo geral. sendo usualmente utilizados nas situações em que o material da base dos acostamentos apresenta baixa permeabilidade. indicada sua localização nos pontos MT/DNIT/DPP/IPR .500 milímetros e nas estradas com um TMD de 500 veículos comerciais. não obstante sejam recomendados. Essas infiltrações podem ocorrer para a situação de chuvas de duração de 1 (uma) hora e tempo de recorrência de 1 (um) ano. Drenos rasos longitudinais . Essas águas. De um modo geral. sendo. obtendo-se coeficientes de infiltrações inferiores. que atravessam os revestimentos numa taxa variando de 33 a 50 % nos pavimentos com revestimentos asfálticos e de 50 a 67 % nos pavimentos de concreto cimento.são drenos que tem a função de recolher as águas que se infiltram na camada de base.

Figura 88 . 88 e 89 mostram a posição em que são colocadas.2 CAMADA DRENANTE As bases drenantes. caso existentes. provenientes das precipitações pluviométricas. sendo que a segunda é utilizada nos casos em que é possível conectar com os drenos profundos. localizam-se entre o revestimento e a base e se estendem até os drenos rasos longitudinais ou as bordas livres. 4. se infiltram no pavimento. tendo em vista que as águas oriundas dos lençóis subterrâneos são abordadas no capítulo 5 deste Manual. ou em outros locais onde se necessitar drenar as bases permeáveis. em relação aos demais elementos do pavimento. Será tratada neste capítulo a drenagem dos pavimentos devido às águas que.Camada drenante Figura 89 . como já foi dito.Manual de Drenagem de Rodovias 224 baixos das curvas côncavas.Camada drenante conectada a dreno profundo MT/DNIT/DPP/IPR . As Figs.

britados ou não. de modo a manter a permeabilidade elevada. de graduação aberta. 3 8" à 1 8" . A experiência tem recomendado algumas curvas para agregados de graduação que estão reproduzidas na Fig. 90. exigem um afastamento relativamente pequeno entre os tamanhos máximos e mínimos.etc. Materiais usados De um modo geral.2. por exemplo: 11/4" à 3 4" ..1 ELEMENTOS DO PROJETO 225 Dimensões Suas espessuras variam de acordo com as condições pluviométricas das regiões onde se situam e são fixadas pelas necessidades hidráulicas de drenagem das rodovias. As faixas usadas.Curvas para agregados de graduação MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 4. Nesse desenho verifica-se Figura 90 . os materiais usados nas bases drenantes são agregados de rocha sadia.

de vez que a compactação pode fazer variar o tamanho dos agregados e. Para os elementos filtros-separadores pode-se utilizar materiais granulares adequados ou materiais sintéticos (geotêxteis). por motivos estruturais. intrusão de finos e comprometimento da capacidade drenante (Figura 91c e 91d ). e nº 4. Observa-se neste caso que se verifica apenas. conseqüentemente. ex: solo do sub-leito. Materiais contendo porcentagem de silte e argila. de intercalar materiais que se constituam em filtro-separador para evitar sua mistura e comprometimento da capacidade drenante (Figuras 91a e 91b ). pelo menos. A condutividade hidráulica dessas faixas é avaliada pelos respectivos coeficientes de condutividade hidráulica que variam de k = 42cm/s para a faixa dos agregados de maior tamanho a k = 2. provenientes do subleito. misturar pequenas quantidades de asfalto na ordem de 2% aos agregados. 3" 4 e 3" 3" . para proteger a base drenante da intrusão de materiais finos que possam obstruir os poros da camada drenante. se as granulometrias não forem adequadas. valores amplamente satisfatórios. poderão ter suas condutividades hidráulicas extremamente reduzidas. um pequeno decréscimo da condutividade hidráulica. É recomendável. uma sub-base. em certos casos. A presença de materiais finos nos agregados reduzem sobremodo sua condutividade hidráulica.Manual de Drenagem de Rodovias que as cinco granulometrias recomendadas se situam entre os diâmetros de: 1 1 " 1 2 1 " 2 226 e 1”. drenos laterais de base e drenos transversais. ou. Nos casos de subleitos argilosos. depois de compactada. mesmo reduzidas. MT/DNIT/DPP/IPR . que envolvam contatos com seu material de enchimento e materiais de granulometrias diferentes. Entre os drenos rasos longitudinais. deve-se ter o mesmo cuidado em se dispor de elementos filtros-separadores para evitar mistura. comuns no Brasil. quando compactadas nos limites necessários às exigências estruturais. há sempre necessidade de uma base de valor estrutural sob a base drenante.1cm/s para a faixa dos de menores dimensões. com amostras tiradas da própria camada drenante. tanto para a granulometria como para a condutividade hidráulica. influir na alteração das citadas características. Entre as camadas drenantes (bases e sub-bases) e entre as camadas drenantes e o subleito deve-se ter o cuidado. 8 8 e nº 4 e nº 8. Recomenda-se que as características dos agregados usados sejam controladas durante os trabalhos de construção.

2. além dos cuidados normais para a sua escolha e dimensionamento como filtro-separador.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Considerações iniciais Figura 91 .Manual de Drenagem de Rodovias 227 No caso dos geotêxteis. normal à direção do fluxo (m2). quando instalados entre camadas estruturais sujeitas a carga de tráfego deve-se balizar sua escolha na resistência mecânica do tecido. 4. A = área de escoamento. baseia-se na Lei de Darcy. K = Coeficiente de condutividade hidráulica (m/s). I = gradiente hidráulico (m/m). relativa ao escoamento dos líquidos nos meios porosos: Q = KAI onde: Q = vazão (m3/s). assim como todos os drenos não providos de condutos.Filtro separador Revestimento Revestimento Base (drenante) Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito (a) (b) GEOTEXTIL Sub-leito Revestimento Revestimento Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito Dreno Base (drenante) Sub-leito GEOTEXTIL Dreno (d) (c) O dimensionamento da base drenante. MT/DNIT/DPP/IPR .

Os valores que têm sido empregados são os seguintes: – taxas de infiltração para a camada de revestimento: revestimento de concreto betuminoso 0. – A camada deve ter uma espessura real com 2cm a mais que a calculada. determinar um material com granulometria que garanta um coeficiente de condutividade capaz de permitir a vazão considerada. pelo método racional: Q= C × i × D × 24 ⎛ 3 ⎜m /dia⎞ ⎟ ⎝ ⎠ 100 Sendo Q a quantidade d'água a escoar na faixa de 1.33 a 0. verifica-se que o dimensionamento da base drenante vai depender do gradiente hidráulico. para maior segurança do escoamento necessário e um valor mínimo para permitir sua perfeita execução. (Fig.0m de largura. – fixado o tipo de material drenante pela sua granulometria e respectivo coeficiente de condutividade hidráulica.1 hora tempo máximo de permanência das águas nas camadas do pavimento .50 a 0.Manual de Drenagem de Rodovias Deve-se considerar também: – – O volume d'água que se infiltra no revestimento do pavimento. MT/DNIT/DPP/IPR . Determinação do gradiente hidráulico Face aos valores a considerar. considerando de 1. calcular a espessura da base drenante para a descarga considerada.1 ano tempo de duração .67 – chuva de projeto: tempo de recorrência . tem-se.00 m a largura da faixa de penetração na distância D. Determinação da quantidade de água a escoar Adotando uma taxa de infiltração C. fixada a espessura da camada drenante.50 revestimento de concreto de cimento 0. 92) e a intensidade i da chuva em centímetros por hora (cm/h). 228 O tempo máximo que as águas infiltradas podem permanecer nas camadas do pavimento e suas interfaces sem danificar sua estrutura. I. referida no item anterior.1 hora Os problemas que aparecem no projeto das bases drenantes podem exigir dois tipos de soluções.

β = declividade transversal da rodovia no segmento considerado (superelevação). escolhem-se.Manual de Drenagem de Rodovias 229 Não sendo possível variar o dimensionamento da camada drenante a cada mudança do seu gradiente. A = ponto localizado no nível inferior da camada drenante. Para se chegar ao valor do gradiente hidráulico I. X = projeção horizontal da reta de maior declive (sobre um plano vertical passando pelo dreno longitudinal). Para efeito de cálculo são feitas as seguintes hipóteses: – – – A água infiltrada no pavimento percola por suas camadas segundo a reta de maior declive. 92 : Figura 92 . dos trechos de projetos. Os valores α e β são os das declividades do segmento representativo do trecho sob projeto. A área de infiltração unitária é constituída de uma faixa de 1.0 m de largura e comprimento igual a D. cumpre observar-se no triângulo ABC: MT/DNIT/DPP/IPR . as situações mais desfavoráveis como representativas. do trecho. h = diferença de nível entre os pontos considerados. L = largura da faixa considerada sujeita à infiltração.Elementos para o dimensionamento da camada drenante α = declividade longitudinal da rodovia no segmento considerado (rampa). D = projeção horizontal da reta de maior declive. B e C = pontos localizados no nível do fluxo da camada drenante sobre o dreno longitudinal. Considera-se a Fig.

de um ponto qualquer P. oferecendo a relação: X +L α β Por outro lado.Manual de Drenagem de Rodovias 230 D = L2 + X 2 Para a reta de maior declive X = L α β Na Fig. o coeficiente angular da reta passando por esse ponto e A será dado por: f(x) = α X+Lβ X 2 + L2 O máximo da função f (x) = f (X) define a reta de maior declive. onde X = L α / β e que h(A − C) = Lβ + Xα = Lβ + L α 2 / β . sendo "e" a espessura da camada drenante.C) = X α h⎛ A − C ⎞ = h (A −B ) + h⎛ B − C ⎞ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ donde. tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . I = h (A −C ) D .B ) = L β h(B . 92 . para projeção P'. do segmento de reta BC. A = e x l. Pela fórmula de Darcy: Q = KAI como. h (A . considerando a equação anterior D = L2 x X 2 . afastando x do ponto B. tem-se: ( ) L 2 β + α2 β I= = L 2 2 β +α β ( ) β2 + α 2 Determinação da espessura “e” da camada drenante conhecida sua permeabilidade hidráulica. valor procurado Nessa última expressão.

tem-se: K= Q IA Substituindo-se o valor de Q pela expressão dada em 4. com a face superior localizada no prolongamento da face superior da base drenante. 88 e 89. Não é possível.0cm. Determinação da permeabilidade hidráulica da camada drenante de espessura pré-fixada.2. tem-se: K= 24C x i x D 100ei 4.3.2 e de A por e x 1. como foi dito anteriormente.2. c) Forma e dimensões A forma do dreno longitudinal é a de um pentágono achatado ou de um retângulo. interconectar a camada drenante com drenos longitudinais profundos que se façam necessários ao projeto. Pela fórmula de Darcy. MT/DNIT/DPP/IPR . para compensar deficiência das hipóteses feitas. é receber as águas drenadas pela base drenante.1 DRENOS RASOS LONGITUDINAIS ELEMENTOS DO PROJETO a) Utilização A função dos drenos rasos longitudinais.Manual de Drenagem de Rodovias 231 e= Q KI Substituindo-se o valor de Q pelo valor dado em 3.2. como no item anterior. como se observa nas Figs. segue: e= 24C x i x D 100KI A este valor teórico de "e" deve-se acrescentar 2.3. ou aconselhável. b) Localização Os drenos longitudinais são localizados abaixo da face superior da camada drenante e de modo que possam receber todas as suas águas.3 4. Deverão ser construídos quando: – – Não é técnica e economicamente aconselhável a extensão da camada drenante a toda largura da plataforma. conduzindo-as longitudinalmente até o local de deságue.

emprega-se para o dimensionamento da seção de vazão desejada. quando forem cegos. Os comprimentos dos drenos longitudinais estão correlacionados com as distâncias que devem guardar entre si as saídas d'água laterais do deságue de alívio dos referidos drenos. considerando que a largura normal de uma faixa de tráfego é de 3. como primeira tentativa.Determinação da seção de vazão Os drenos rasos longitudinais devem ser preferencialmente dotados de tubos. Os procedimentos para utilização do nomograma da Fig. assunto abordado no capítulo de drenagem subterrânea. por sua vez. 89). Quando forem aproveitados os drenos longitudinais profundos.60 m. estes devem ter também sua face superior no nível da face superior da base drenante. onde a combinação do diâmetro. a mesma condutividade hidráulica da camada drenante. aproximadamente. 88 e devem ser tais que impeçam o contato do tubo com os materiais de base e sub-base.33 a 0. utilizando a escala para tubos de paredes lisas ou tubo corrugado. à linha auxiliar (2). no mínimo. Estas distâncias ou comprimentos críticos. obtido multiplicando a intensidade de precipitação de projeto pela taxa de infiltração considerada 0. são o resultado da divisão da capacidade de vazão do dreno pela descarga unitária da base drenante. comprimento crítico e inclinação do tubo dará ao projetista a condição mais adequada e econômica para o projeto. MT/DNIT/DPP/IPR . conforme pode ser visto na seção transversal (Fig. as proporções da Fig. b) traçar uma linha ligando a inclinação do tubo (I) à linha auxiliar (1) passando pela linha do diâmetro prefixado como primeira tentativa. a fórmula de Darcy para escoamento de água em meios porosos. largura do pavimento. 93 são a seguir discriminados: a) fixar a priori um diâmetro.67 para revestimento de concreto de cimento). d) Materiais usados Os materiais usados terão. 4. 93 apresentada a seguir. passando por (L). o dimensionamento pode ser feito através da Fig.50 a 0. Eventualmente.Manual de Drenagem de Rodovias 232 As dimensões dos lados do pentágono devem guardar. Tratando-se de drenos com tubos.50 para revestimento de concreto betuminoso e 0.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO .3. c) traçar uma linha ligando o índice de infiltração (i) em mm/h.

0 metro da base drenante. Cd = coeficiente de vazão (número de Reynolds geralmente igual a 0. O dimensionamento pode ser feito também. N= Q 0. Cálculo do número mínimo de furos do dreno longitudinal A descarga a ser drenada por metro linear de dreno longitudinal será a correspondente à descarga de 1.Nomograma para determinação da seção de vazão 233 d) ligar o ponto sobre a linha auxiliar (1) ao ponto sobre a linha auxiliar (2). A = a área de cada orifício. pela fórmula de Hazen-Williams Scobey. f) repetir a operação para outro diâmetro se a primeira tentativa não resultar em solução técnica economicamente adequada para o projeto específico. N = número de furos por metro linear de dreno.61).85A MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 93 . daí. isto é: onde: h = a carga sobre cada orifício suposta em média de 0. conforme abordado no capítulo de drenagem subterrânea. e) ler a distância entre as saídas d'água (x).10 m.

KI ne 4. No item 4.2. As velocidades deverão ser calculadas pela fórmula: V= sendo: V = velocidade de percolação. ηe = porosidade efetiva do material usado. a de recolher a água drenada pela camada drenante porém explorando mais a sua capacidade de escoamento.4 DRENOS LATERAIS DE BASE Objetivo São drenos que tem a mesma função dos drenos rasos longitudinais. . K = coeficiente de condutividade hidráulica. O cálculo desse tempo é feito por meio da divisão dos comprimentos dos percursos da água na camada drenante pelas respectivas velocidades em cada trecho. provocando o fluxo das águas segundo geralmente a reta de maior declive determinada pelas declividades longitudinal e transversal do acostamento.2 foram discriminadas todas as condições necessárias de projeto abordadas até aqui e o tempo máximo de permanência das águas na camada drenante é fixado em 1 hora.Cálculo do tempo máximo de permanência das águas infiltradas na camada drenante. As águas drenadas passam a correr junto à base dos acostamentos até esgotar a capacidade da camada drenante quando serão captadas pelos drenos laterais de base que as conduzirão a lugar de deságue seguro.Manual de Drenagem de Rodovias 234 Recomenda-se a abertura dos furos variando entre 0. I = gradiente hidráulico. atravessando os acostamentos. qual seja. 4.1 ELEMENTOS DE PROJETO Posicionamento Os drenos laterais de base posicionam-se no acostamento entre a borda da camada drenante e a borda livre. Materiais usados MT/DNIT/DPP/IPR .60 a 10mm conforme o diâmetro da brita que envolver o tubo.4.

onde será o local indicado no projeto.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento dos drenos laterais é feito tendo em vista a seção transversal a adotar ou. Desse modo.Manual de Drenagem de Rodovias 235 Os materiais dos drenos laterais de base devem ser inertes e ter. por sua vez. O espaçamento máximo entre os drenos laterais deve ser obtido pela divisão da vazão de projeto do dreno lateral pela contribuição por metro linear da camada drenante.4. quando houver restrições a essa seção. 94 ). 95 MT/DNIT/DPP/IPR . com base nas declividades longitudinal e transversal do acostamento. comumente representado pela linha de maior declive. vão tender a se escoar longitudinalmente junto a eles. incluindo o percurso na referida camada. Figura 94 . pelo menos. 4. principalmente em pavimentos existentes. os valores dos coeficientes de condutividade hidráulica dos materiais usados nas respectivas camadas drenantes.Comportamento da água drenada nos pavimentos Cálculo da seção transversal necessária A seção de vazão do dreno deverá ter uma área que permita o escoamento da água drenada pela camada drenante. Considera-se a Fig. É comum. até que seja atingida a capacidade máxima da camada drenante. este. a pesquisa de materiais que tenham coeficientes de condutividade hidráulica que permitam o uso da seção imposta pelas condições locais. dentro de 1hora. para um dreno lateral (Fig. quando as águas drenadas pela camada drenante se aproximarem dos acostamentos. admitese que a inclinação do dreno seja igual ao seu gradiente hidráulico. Como já foi adotado anteriormente no cálculo da espessura da camada drenante. que os materiais dos acostamentos tenham condutividade hidráulica menor que aqueles das camadas correspondentes do pavimento.

Elementos de cálculo do dreno lateral de base A α β L D Pista de Rolamento 236 X B αa La βa A` C Da Xa B´ C´ Acostamento Adotando-se os símbolos e letras descritos em 4. Q = ci x D x 24 100 Essa descarga precisa ser drenada pelos drenos laterais porque qualquer excesso além da sua espessura irá provocar o aparecimento de pressões. também. B´ e C´ = pontos localizados ao nível do fundo do dreno lateral na boca de jusante. Ter-se-á. as áreas: MT/DNIT/DPP/IPR . de baixo para cima. o valor de Ia necessário ao emprego da fórmula de Darcy. 96 . ao dreno lateral.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 95 . Por outro lado. quando se tratou do dimensionamento da camada drenante que a descarga de água infiltrada na base segundo o Método Racional era por metro linear. incluindo seu prolongamento para deságue do dreno em área livre. por analogia com os cálculos anteriormente feitos para a camada drenante: Xa = α β a a L 2 D a = X a + L2a Ia = h(A − C) 2 Da ou seja. na camada do revestimento da rodovia.2 e acrescentando: A’ = ponto localizado ao nível inferior da borda da camada drenante. La = largura do acostamento. que irá ser abordada mais adiante. pertencente. Na Fig. viu-se anteriormente.2.

com largura igual à da faixa de contribuição da infiltração (I = L). 2 Am h β 2´ ℓ=L Essa figura dá a área de vazão máxima. MT/DNIT/DPP/IPR . porém. porém. h’=h. I > L . tem-se: βL ⎞ ⎛ A m = L⎜ h − ⎟ 2 ⎠ ⎝ Esta hipótese se verifica.Manual de Drenagem de Rodovias 237 1.β L .Área de vazão máxima (l = L) 1 β 1” h´ 1´ N.1”. 1’.1´.representam a seção de vazão da água infiltrada. Figura 96 . quando h > βL . for menor do que a da camada drenante. 2.2´ .representam a base drenante ou base permeável. ⎛ h + h' ⎞ A m = L⎜ ⎟ ⎝ 2 ⎠ Como. percolando longitudinalmente.2´ . Se a largura da seção de vazão. 2. β . a seção passa a ser a da Fig.A. 97 . sem pressão de baixo para cima. isto é.declividade transversal da pista de rolamento.

A. Amáx = área máxima permissível (m) α = gradiente hidráulico.Área de vazão máxima (l < L) L 238 1 β N. 1´ 2 β h ℓ<L 2´ Verifica-se. considerando. para obtenção do Qmáx para o cálculo do espaçamento dos drenos laterais. já será possível empregar-se a fórmula de Darcy. normal ao fluxo. (m/dia).2´ e sua área passa a ser: Am = 1h 2 2β Sendo. por aproximação. 1= h 2β a área máxima. passa a ter o valor Am = h2 2β Determinada a área de vazão máxima. MT/DNIT/DPP/IPR . porém. definida pelos pontos 1´ 2. A m . igual à declividade longitudinal da rodovia. que a seção de escoamento da água fluindo longitudinalmente passa a ter forma triangular.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 97 . Qmáx = K Amáx α Qmáx = vazão máxima permissível na camada drenante ou base permeável obtida pelas condições anteriormente expostas (m/dia). K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada ou base drenante. assim.

e. como Q é a vazão referente à contribuição das águas por metro linear da rodovia de acordo com o método racional. 95 . Ia = declividade do dreno lateral de base. Comumente adota-se o dreno de base com a mesma altura da camada a ser drenada por ele. entre drenos consecutivos. K = coeficiente de condutividade hidráulica do material a ser usado no dreno lateral de base (m/dia) . o espaçamento procurado. CD da Fig. tem-se: Qmáx = εmáx Q que dá εmáx = Qmáx . Q Cálculo da seção de vazão do dreno lateral de base Obtido o valor de Qm tem-se. O tempo gasto no percurso será a divisão da extensão do trecho pelas respectivas velocidades de percurso: t AD = L AB L BC L CD + + V AB VBC V CD MT/DNIT/DPP/IPR . geralmente a declividade da reta de maior declive do acostamento (m/m). Tempo máximo de permanência das águas no sistema O tempo máximo de permanência das águas no sistema de drenagem será o do percurso ABCD composto dos trechos AB. BC.Manual de Drenagem de Rodovias 239 Conhecendo-se Qmáx. e b a largura. As = área do dreno lateral de base (m2). por outro lado. do que resulta determinar apenas a largura (b) do dispositivo: b= As h Onde h é a altura da base e consequentemente do dreno. pela Fórmula de Darcy: Qmáx = K A s Ia ou As = Qa KIa onde: Qmáx = vazão máxima que vai funcionar como descarga para o cálculo da área do dreno lateral de base (m3/dia).

ou com tubos-dreno ranhurados ou perfurados.5. as velocidades de percolação serão. pelo menos. no caso de projetos novos. b) nos locais em que se deseje drenar águas acumuladas nas bases permeáveis.5. 4. no caso de pavimentos existentes ou camadas drenantes. I = gradiente hidráulico (m/m) η e = porosidade efetiva do material usado. calculadas pela fórmula: V = ηe KI sendo: V = velocidade de percolação (m/s). não drenadas por outros dispositivos (caso das restaurações). isto é.2 DIMENSIONAMENTO Os drenos transversais do pavimento são projetados como drenos cegos. Os materiais usados nos drenos transversais. longitudinalmente.1 DRENOS TRANSVERSAIS ELEMENTOS DE PROJETO Utilização São drenos destinados a drenar as águas que atravessam as camadas do pavimento. O espaçamento entre drenos consecutivos deverá ser calculado tendo em vista sua vazão de projeto e a contribuição recebida resultante da infiltração verificada por metro quadrado. K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada drenante ou base permeável (m/s).Manual de Drenagem de Rodovias 240 Por sua vez.5 4. sem tubos. devem ter coeficientes de condutividade hidráulica maiores ou. 4. Localização Os drenos transversais do pavimento são indicados nos seguintes locais: a) em pontos baixos das curvas verticais côncavas. com tubos ou sem tubos. ou suas interfaces. MT/DNIT/DPP/IPR . em cada trecho. iguais aos agregados das bases drenantes.

2. abaixo do revestimento. uma base drenante sem o necessário deságüe.2 tanto para dreno cego como para tubos.2 O dimensionamento hidráulico deve seguir o que já foi exposto no item 4. Nos casos de drenagem das bases drenantes (projetos de restauração) o dreno transversal também deve ser feito na largura dos acostamentos e de acordo com a técnica usada para os drenos laterais de base. excetuando-se os casos de curva côncava no perfil. MT/DNIT/DPP/IPR . onde houver.3. Esse tipo de dreno assume importante desempenho no caso das restaurações de rodovias. onde os drenos deverão atravessar toda a largura da pista e acostamento.Manual de Drenagem de Rodovias 241 Os elementos básicos usados para o dimensionamento dos drenos transversais são os mesmos adotados no item 4.

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Manual de Drenagem de Rodovias 243 5 -DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA MT/DNIT/DPP/IPR .

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A influência produzida pela "franja capilar" deve ser eliminada. É claro que estas situações não são únicas e distintas.50 a 2. criando condições próprias para cada região. havendo variação das condições em função das graduações que tornam os solos mais ou menos permeáveis ou impermeáveis. com obtenção de amostras dos solos por meio de sondagens a trado.00 metros do subleito das rodovias. De um modo ou de outro. b) Drenos espinha de peixe. rotativa e em certos casos. indicam-se os recursos selecionados ao longo dos anos para resolver os problemas causados pela água de infiltração. percussão. resultante da ascensão capilar a partir dos lençóis d'água. d) Drenos horizontais profundos. Quando a água escoa superficialmente. por meio dos seguintes dispositivos. e) Valetões laterais. a) Drenos profundos. A solução dos projetos de drenagem subterrânea exige : a) conhecimento da topografia da área. influenciadas pelo tipo de solo . por intermédio dos recursos que oferece a hidrologia. ou reduzida. podendo formar lençóis subterrâneos. b) observações geológicas e pedológicas necessárias. há sempre a necessidade indiscutível de manter-se o lençol freático a profundidades de 1. MT/DNIT/DPP/IPR . topografia e clima. dependendo do tipo de solo da área considerada. a água das chuvas . pelos rebaixamentos dos referidos lençóis freáticos. Há ainda um terceiro aspecto pelo qual a água se apresenta: a "franja capilar". as situações são tratadas Transposição de Talvegues e 2 . nos capítulos 1 - No presente capítulo. c) Colchão drenante.Drenagem Superficial. por abertura de poços a pá e picareta. obedecendo às leis da capilaridade. c) conhecimento da pluviometria da região.Manual de Drenagem de Rodovias 5 DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA 245 No que interessa à drenagem das estradas. f) Drenos verticais de areia. tem dois destinos : parte escorre sobre a superfície dos solos e parte se infiltra.

Podem. ranhurados) e metálicos. proteger o corpo estradal.1 DRENOS PROFUNDOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 246 Os drenos profundos têm por objetivo principal interceptar o fluxo da água subterrânea através do rebaixamento do lençol freático. a 1. impedindo-o de atingir o subleito. consequentemente. geralmente nas proximidades dos acostamentos.50 a 2.00m. etc. Nestes casos eles são chamados de " drenos cegos " .Manual de Drenagem de Rodovias 5.1 5.50m do pé dos taludes. em profundidades da ordem de 1. Os drenos profundos são instalados. materiais drenantes: britas. Localização Os drenos profundos devem ser instalados nos locais onde haja necessidade de interceptar e rebaixar o lençol freático. etc. ser instalados sob os aterros. nos terrenos planos que apresentem lençol freático próximo do subleito. a saber: materiais filtrantes: areia. de materiais plásticos (corrugados. recomenda-se que sejam instalados. mesmo sem a presença de água na ocasião da pesquisa do lençol freático. Materiais Os materiais empregados nos drenos profundos diferenciam-se de acordo com as suas funções. materiais condutores: tubos de concreto (porosos ou perfurados). quando ocorrer a possibilidade de aparecimento de água livre. Nos trechos em corte. agregados britados. também. Há casos em que não são colocados tubos no interior dos drenos. bem como quando forem encontradas camadas permeáveis sobrepostas a outras impermeáveis. para evitar futuros problemas de instabilidade. tendo por finalidade captar e aliviar o lençol freático e.1. flexíveis perfurados. Devem ser instalados nos trechos em corte. cascalho grosso lavado. preferencialmente. geotextil. de fibro-cimento. bem como nas áreas eventualmente saturadas próximas ao pé dos taludes. cerâmicos (perfurados). no mínimo. MT/DNIT/DPP/IPR .

sendo que nos tubos de materiais plásticos flexíveis corrugados são utilizadas ranhuras de 0. A função do material filtrante é a de permitir o escoamento da água sem carrear finos e consequentemente evitar a colmatação do dreno. poderão ser perfurados. caixas de inspeção e estruturas de deságue.1.00m. devem ter no fundo a largura mínima de 50cm e de boca a largura do fundo mais 10cm. Tubos Devem ser constituídos por tubos de concreto. com o uso de tubos. Poderão ser utilizados materiais naturais com granulometria apropriada ou geotexteis. MT/DNIT/DPP/IPR . com a função de captação ou de envoltório.50m. juntas. Na medida da necessidade. Os tubos deverão ser instalados com os furos voltados para cima. abertas manual ou mecanicamente. A função do material drenante é a de captar e ao mesmo tempo conduzir as águas a serem drenadas. podendo apresentar tubos-dreno. pois. materiais drenante e filtrante. Os diâmetros dos tubos comerciais variam de 10 a 15cm. ou no máximo 2. Material de enchimento O material de enchimento da vala pode ser filtrante ou drenante. à medida que se aumenta o raio hidráulico do dreno. em casos especiais de terrenos altamente porosos ou rochas com fendas amplas. no canteiro de obras. e metálicos. Há casos em que. de cerâmica. reduzindo a colmatação. Sua altura vai depender da profundidade do lençol freático podendo chegar a 1. Valas As valas.6 a 10mm. devendo apresentar uma granulometria adequada à vazão escoada.Manual de Drenagem de Rodovias 5. tubos de diâmetros maiores. Os tubos de concreto podem conter furos com diâmetros variando de 6 a 10mm. com a finalidade de aumentar o raio hidráulico na interface solo-envelope.2 ELEMENTOS DE PROJETO 247 Os drenos profundos são constituídos por vala. reduz-se a possibilidade de arraste de finos do solo. pode-se utilizar apenas o material drenante. No caso de drenos com tubos podem ser utilizados envoltórios drenantes ou filtrantes constituídos de materiais naturais ou sintéticos. de plástico rígido ou flexível corrugado. direcionando o fluxo da água do solo para o tubo.

e outras considerações. Drenos com tubos Os drenos são constituídos por uma vala onde são instalados os tubos e o material de enchimento. Das recomendações de Terzaghi tem-se as seguintes condições: • Condição de permeabilidade d 15% F ≥ 5d 15% S (máximo de 5% passando em peneira nº 200) • Condição de não entupimento do material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR . são obtidas pelo processo de Terzaghi . 5. voltados para cima. Quando selados contém uma camada de material impermeável. apresentados no anexo.3 DIMENSIONAMENTO No dimensionamento dos drenos profundos. exige que se encha a base da vala do dreno com material impermeável até a altura dos furos iniciais e na outra condição deve-se colocar filtro como material de proteção no fundo da vaIa. e drenos cegos. por disporem de orifícios em todo o perímetro.Manual de Drenagem de Rodovias 248 A posição dos furos. rígidos ou flexíveis.1. há dois modelos a considerar. podendo ser selados ou não. No caso de tubos plásticos corrugados flexíveis. Para evitar a colmatação e atender as condições de vazão. ou seja: drenos com tubos. com granulometria própria e adequada. pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service. não há necessidade de direcionar as aberturas de entrada d'água. Material de enchimento No enchimento da vala é recomendada a utilização de materiais inertes: pedra britada. ou envoltório. Materiais (escolha e dimensionamento) As granulometrias dos materiais drenantes e filtrantes. poderá haver a necessidade de execução de drenos descontínuos. e no caso de geotêxteis pelo método do Comité Francês de Geotexteis e Geomembranas. . cascalho ou areia lavada.

do material filtrante. do solo a drenar. 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando.Manual de Drenagem de Rodovias d 15% F F ≤ 5d 85% S S S 249 d 15% d 50% ≤ 40 d 15% ≤ 25 d F 50% • Condição de não entupimento do tubo d 85% F ≥ de • Condição de uniformidade d 2≤ 60% d 10% F ≤ 20 F Onde: de = diâmetro do furo do tubo d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando. do material filtrante. 60% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 10% passando. 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando do solo a drenar. 10% F Além dessas condições. 85% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 60% passando. 50% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando. de material filtrante. o método recomenda os cuidados expostos a seguir: • Uso de dreno contínuo (Fig. do material filtrante. 85% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando.vala enchida unicamente com material filtrante – são as seguintes as recomendações: MT/DNIT/DPP/IPR . do material filtrante. do solo a drenar. 98A) . 50% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando.

à condição de não entupimento dos furos do tubo. 98B e 98C pode-se utilizar tubos plásticos com furos distribuídos ao longo de sua parede. • Uso de dreno descontínuo (Fig. nos cortes em rocha. b) No caso em que o valor do diâmetro da porcentagem de 15% (passando) do material filtrante.vala cheia com material drenante protegido por material filtrante em toda altura da vala com furos do tubo voltados para cima. No caso do material envelopante deve-se seguir os critérios de estabilidade utilizados para drenagem subterrânea deste manual para evitar excesso de finos dentro do tubo. com furos dos tubos voltados para baixo: • a) Quando houver excepcional quantidade de água no corte. 98D) . for maior do que o valor do diâmetro de 15% (passando) do mesmo material. b) Assegurar. c) Nos cortes em rocha quando houver a possibilidade de intrusão de finos no material drenante de enchimento.enchimento da vala com material filtrante e com um material de proteção envolvendo o tubo. ou. Figura 98 . • Uso do dreno descontínuo (Fig. com fendas amplas. No caso das figuras 98A.vala enchida com material drenante protegido em toda a altura da vala pelo material filtrante. nos casos de terrenos altamente porosos. obtido pelo cálculo da exigência de não entupimento do material filtrante. 98B) . unicamente. obtido pelo cálculo da exigência de "permeabilidade". em rocha. a não intrusão de finos no material filtrante.Manual de Drenagem de Rodovias 250 a) O material filtrante deve satisfazer a todas as exigências anteriormente listadas. Uso do dreno descontínuo (Fig.Seções de drenos profundos Material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR . 98C) . nos casos em que o material filtrante não satisfizer.

A primeira passando pelos pontos A e B e a segunda a partir do ponto C. curvas granulométricas que limitem faixas. tenta-se a mistura com dois materiais de granulometria diversas.Manual de Drenagem de Rodovias 251 Para escolha do filtro no caso de materiais naturais determina-se. 50 e 85% (porcentagens passando) dos solos a drenar e com esses valores calculam-se os valores máximos que deverão ter os diâmetros das porcentagens de 15 e 50% do material filtrante. satisfazendo às exigências do processo de Terzaghi para projetos de filtros de drenos. determinando uma área dentro da qual se posicionarão todas as curvas. Figura 99 . 99. . (Fig. ponto C). Quando a jazida não atende às exigências. 99 pontos A e B).Da condição de não entupimento do material filtrante Inicialmente adotam-se os menores diâmetros correspondentes às porcentagens de 15.Da condição de permeabilidade Adota-se em seguida o maior diâmetro da porcentagem de 15% (passando) dos solos a drenar e com ele calcula-se o valor mínimo do diâmetro da quantidade de 15% do material filtrante. segundo Terzaghi (Fig. nas jazidas encontradas. Por esses três pontos obrem-se duas curvas granulométricas. . com direção mais ou menos paralela à reta A’B’.Determinação gráfica de material filtrante e drenante (proteção) MT/DNIT/DPP/IPR . face às características dos solos dos cortes em estudo.

Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos Recomendação Classificação unificada dos solos Descrição do solo filtro envelope velocidade mínima no dreno SP (Fino) SM (Fino) ML Areias mal graduadas. palha.Manual de Drenagem de Rodovias 252 Outros critérios Define-se envelope como todo material colocado entre o tubo de um dreno e o solo. O envelope também pode se constituir diretamente de material sintético (geotêxtil) ou orgânico natural (fibra de coco. pó de pedra. Essa redução de velocidade faz com que o carreamento de partículas para o interior do tubo seja pequeno ou praticamente nulo. Pode ser necessário com drenos de tubos flexíveis Nenhuma com filtro ---0. mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Opcional.argila mal graduada Necessita Não é necessário onde é usado filtro de areia ou cascalho mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Nenhuma Sujeito à determinação no local Não necessário onde é usado filtro de areia e cascalho. o movimento da água do solo para o dreno. areia . misturas areia-argila mal graduadas Areias siltosas. areia grossa filtro MH GP SC SM (grosso) GC CL Argilas inorgânicas de plasticidade média ou Nenh uma Areias siltosas. disponibilidade de material apropriado. A seleção do tipo de envelope depende de vários fatores. brita ou areia grossa lavada. misturas cascalho. areias finas siltosas ou argilosas com pequena plasticidade Siltes inorgânicos.42m/s sem filtro Nenhuma para solos com pouco ou MT/DNIT/DPP/IPR . nas recomendações de uso de envelope ou filtro do Soil Conservation Service: Tabela 41 . pela sua permeabilidade. livre de matéria orgânica. solos arenosos micáceos ou diatomáceos ou siltosos ou siltes elásticos Cascalho mal graduado. argila ou outro material que possa alterar sua condutividade hidráulica com o tempo. Materiais de envelope Como envelope pode ser utilizado cascalho. etc).areia mal graduada Cascalhos .argilosos. mistura de areia e cascalho com pouco ou nenhum fino Areias argilosas. indicado a seguir. misturas silte . tais como.areia mal graduada Siltes inorgânicos e areias muito finas. Um envelope convenientemente selecionado impede que haja a liberação de partículas do solo e o conseqüente carreamento delas para o tubo. condições climáticas e tipos de solos. mistura de siltes . com a finalidade de proporcionar uma redução do gradiente hidráulico nas proximidades do tubo com a conseqüente redução da velocidade do fluxo nos poros do solo. O envelope deve ter a função de permitir.

areias com cascalhos. segundo as recomendações do Bureau of Reclamation.Manual de Drenagem de Rodovias SP.o material deverá ser produzido mecanicamente. o coeficiente de curvatura deve estar compreendido entre 1 e 3 para ambos os materiais. Para determinar se o material é suficientemente graduado. MT/DNIT/DPP/IPR .GP(grosso) GW SW CH OL OH Pt baixa. passando nas peneiras n° 10. . siltosas. nº 30 e nº 60. em pontos percentuais da curva granulométrica do material escolhido. com pouco ou nenhum fino Argilas expansivas inorgânicas Siltes orgânicos e siltes-argilas orgânicas de baixa plasticidade Argilas orgânicas de média e alta plasticidade Turfa 253 nenhum fino ---0. respectivamente. são definidos os coeficientes relativos à declividade e forma das curvas granulométricas: Coeficiente de uniformidade: Cu = D 60 D10 Coeficiente de curvatura: C c = D 10 × D 60 (D 30 )2 Onde D10. pobres Mesmo que SP e GP Cascalhos bem graduados. argilas com cascalho arenoso. em complementação. misturas cascalho-areia com pouco ou nenhum fino Areias bem graduadas. são os diâmetros das partículas em mm. D30 e D60. Face à dificuldade de se encontrar material natural que atenda a estas características. Para ser bem graduado o coeficiente de uniformidade deve atender à condição de ser maior que 4 para o material graúdo e maior que 6 para o material miúdo e.42m/s para solos com apreciáveis quantidades de finos É importante considerar as condições climáticas quando se pretende empregar envelope orgânico. que em regiões tropicais. Granulometria de material natural para envelope O material deve apresentar uma granulometria com 100% passando na peneira de 11/2" polegadas e no máximo 5% passando na peneira nº 50. se deteriora facilmente.

59 0.0 15.3 0. Soil Conservation Service e o Bureau of Reclamation recomenda um envelope de 4 polegadas de espessura ao redor do tubo. MT/DNIT/DPP/IPR . S. poderá ser utilizada a seguinte relação: D 15 filtro < 5 D 15 solo Nessas expressões Di representa o diâmetro da peneira em que somente i % (50 %.40 0.0 12.52 9.0 0.05 0.10 0. Para ambos os casos há necessidade de ser determinada a descarga de projeto.05 0.3 0.0 20.3 0.074 38.0 5.1 10.Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm) Material Ocorrente Diâmetro em mm correspondente a 60% passando Limites inferiores % passando 100 60 30 10 5 0 100 Limites superiores % passando 60 30 10 5 254 0 0.52 9.074 0. a saber: rebaixamento do lençol freático ou interceptação do fluxo d'água das infiltrações.33 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 42 .20mm ) .1 17.52 9.00 9.07 1.42 0.074 0.45 0.1 38. 15 % e 85 %) do material do envelope.59 Nas situações em que ocorrer a necessidade de filtro o Soil Conservation Service recomenda o seguinte: D 50 filtro = 12 a 58 D 50 solo D15 filtro = 12 a 40 D15 solo Para solos e envelopes com partículas distribuídas uniformemente. ou só solo.0 3. passam por ela.38 0.3 2.5 3. admitindo um mínimo de 3 polegadas.7 10.1 38.4 13.3 0. O U. Cálculo do diâmetro dos tubos Há duas condições típicas de uso para os drenos longitudinais. Além disso.8 5.81 1.1 38.30 1.25 1. ou do filtro.0 - 0.25 0. que se formaram através da superfície dos terrenos e se dirigem para a plataforma da rodovia.0 8.10 0. os envelopes devem ser formados por material com diâmetro inferior a 11/2" .59 0.074 0. 90% com diâmetro inferior a 3/4".0 3.59 0.02 0. e não mais que 10% devem passar na peneira nº 60 (≅ 0.0 3.52 2.

tem-se: Q = K × A ×I onde: Q = descarga no meio poroso. A = área da seção normal à direção do fluxo. pela lei de Darcy.Rebaixamento de lençol freático 255 a Considerando-se a contribuição de um lado do dreno e a extensão de um metro. pela lei de Darcy. a ser rebaixado. K = coeficiente de permeabilidade. da linha do lençol freático.00m. tem-se: Q = Ky dy dx ou Qdx = K y × dy Através integração: Y2 Qdx = K y × dy ou Q x = K +c 2 MT/DNIT/DPP/IPR . na largura de 1. X = distância entre o tubo e o ponto de altura máxima do lençol. H = altura máxima do lençol. tem-se: A = Y × I ou I = dy dx Assim. I = gradiente hidráulico. Num ponto Py de coordenadas x e y.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 100 .

I = declividade do dreno (m/m). ou Q = 0. Conhecendo-se o valor de Q é recomendável para o cálculo do diâmetro do tubo perfurado ou poroso a fórmula de Scobey: V = 0. Para os tubos de concreto liso. função da distância compreendida entre o dreno e os limites desta área.Manual de Drenagem de Rodovias 256 Quando x = 0.625 × I0.5 onde: V = velocidade do escoamento (m/s). adota-se C= 132. então: Q= K ⎛ 2 2⎞ ⎜ ⎟ ⎜H − d ⎟ 2× X ⎝ ⎠ Como os valores de d são bem inferiores aos de H.63 × I0. V = 0.2113 × c × D0.625 × I0.54 MT/DNIT/DPP/IPR . y = H. Q = vazão (m/s). Também é usada a fórmula de Hazen . assim como os de cerâmica. pode-se admitir d = 0 e a expressão de Darcy pode ser expressa por: Q= K 2 H 2× X Havendo contribuição dos dois lados do tubo o valor de Q deve ser duplicado para cada metro do dreno. c = coeficiente que depende da rugosidade das paredes internas do tubo. D = diâmetro (m).Willians. bem acabados.269 × c × D 0. então: 0 =K ⎛ 2 d2 d2 d2 ⎞ ⎜Y ⎟ − + c ou.5 . c = −K e Qx = K⎜ 2 ⎟ 2 2 ⎜ 2 ⎟ ⎝ ⎠ Quando x = X. y = d.355 × c × D0. Dreno interceptante Para o dreno profundo com função interceptante deve-se ter o cuidado de considerar a precipitação na área a drenar.

ou pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Servie.015 a 0. a ser exigida em ambas as fórmulas. corrugados. anteriormente obtida. em virtude da conveniência do tubo trabalhar a meia seção. porém. face à sua baixa capacidade drenante.54 257 Onde os símbolos têm a mesma significação. A área A comumente é retangular e com isto A = bh. A vazão. flexíveis. Geralmente fixa-se b (largura) para se obter h.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 0. igual à descarga de projeto (m3/dia). As duas fórmulas. já exposto. são muito semelhantes. Alguns projetistas preferem a fórmula de Manning. Para tubos-drenos plásticos. adotar coeficiente de rugosidade de Manning de 0. Materiais As granulometrias dos materiais. como se observa. geralmente de forma retangular (m2). A = área da seção transversal do dreno. c = 120 para os tubos de concreto bem acabados e os de cerâmica. são obtidas pelo processo de Terzaghi. K = coeficiente de condutividade hidráulica do material drenante usado (m/dia) . deve ser igual ao dobro da descarga Q. O problema quase sempre consiste em definir a área A de vazão do dreno ou um material com a condutividade hidráulica K capaz de permitir a vazão face à descarga Q. MT/DNIT/DPP/IPR .63 × I0. sendo.2785 × c × D2.tabela 30 do capítulo 2. Cálculo da seção de vazão O cálculo é feito com a fórmula de Darcy Q = K × A ×I onde: Q = vazão do dreno. drenantes e filtrantes. que também pode ser usada no caso. de modo que se faz necessário fixar uma dimensão para obter a outra. I = gradiente hidráulico do dreno considerado igual à sua declividade (m/m). Drenos cegos Tem sua utilização nos casos em que o volume d'água a drenar é pequeno e a extensão do dreno é reduzida.016.

Perfil dos lençóis freáticos rebaixados PRECIPITAÇÃO SOBRE A PLATAFORMA Franja do lençol freático rebaixado P (x.Manual de Drenagem de Rodovias 258 Comprimento crítico Após o cálculo da vazão do dreno torna-se necessário calcular o comprimento crítico do tubo usado no dreno. Figura 101 . q = a contribuição que o dreno recebe. Q = vazão admissível do dreno (m3/s) . Nesta situação surgem duas soluções alternativas. em que a primeira consiste em conectar-se à linha dos drenos-tubos de maior diâmetro. Nesses pontos indica-se o deságue com o tubo de alívio. e a outra em aumentar o número de linha de tubos. os pontos em que o tubo atinge a capacidade de serviço calculada. isto é. Determinação do espaçamento entre drenos longitudinais No caso do uso de drenos longitudinais há necessidade de que seja definido o número de linhas necessárias para se conseguir a drenagem da área (Fig. repetindo-se esta operação sucessivamente. O comprimento crítico é obtido pela fórmula: L= Q q onde: L = comprimento crítico (m). y) h L E x d y dx L MT/DNIT/DPP/IPR . 101). por metro linear (m3/s/m) .

ter-se-á para gradiente hidráulico: I= − dy dx (equação 5. será: Q = q× A i ou Q = q × X (equação 5. q = contribuição da infiltração por m2 de área sujeita à precipitação (m3/s/m2).03) onde: A = área total da seção do dreno. igualando-se (5.01) e a descarga proveniente da infiltração. por sua vez. no caso. A = 1 x y. após sua construção (m).Manual de Drenagem de Rodovias 259 Este dimensionamento é conseguido com a igualdade de vazão da água infiltrada com a capacidade drenante dos tubos a serem usados.04): qx = −K y dy dx ou qx × dx + K y × dy = 0 Integrando-se.sendo x o comprimento da faixa de um metro de largura. No cálculo. I = gradiente hidráulico (m/m). então: Como a água infiltrada deverá ser escoada pelo dreno.04) Porém. segundo a lei de Darcy Q = K × A × I (equação 5. Num ponto P. obtém-se: qx2 + Ky 2 = C MT/DNIT/DPP/IPR .02) e (5. h = altura do lençol freático acima da linha dos drenos. têm-se: A =I×X i (equação 5. K = condutividade hidráulica do solo (m/s). normal ao deslocamento do fluido. a) Cálculo da água infiltrada .02) Esta descarga deverá ser escoada. têm-se. de coordenadas x e y. são utilizados os símbolos abaixo: E = espaçamento das linhas dos drenos (m). tratando-se de descarga num meio poroso.

resultando. três ou mais linhas de drenos. dividindo-se ambos os membros por q: X2 + Kh2 K 2 = h q q Dividindo-se. y = 0. obtém-se: 2 E2 K 2 = h 4 q e. agora.06) q Substituindo-se (6) em (5). obtém-se: X 2 h2 + = 1 (equação 5. finalmente E = 2h K q que é o espaçamento máximo permissível e dá ao projetista a possibilidade de verificar se no projeto há necessidade de serem usados duas.05) K 2 h2 h q Fazendo-se. têm-se: qx2 + Ky2 = Kh2 ou.Manual de Drenagem de Rodovias 260 Para determinação da constante. x = L e têm-se: L2 =1 K 2 h q ou K L2 = h2 (equação 5. y = h e C = Kh2 Então. Sendo E = L . faz-se x = 0. situada no meio da distância entre os drenos.07) h2 L2 que é a equação de uma elipse cujos semi-eixos são a metade da distância entre os drenos e a altura igual à altura máxima do lençol freático. MT/DNIT/DPP/IPR . guardando entre si distâncias inferiores a E. ambos os membros por Kh2/q resulta: Y2 X2 + = 1 (equação 5.

Manual de Drenagem de Rodovias 5. sem tubos. em sentido oblíquo em relação ao eixo longitudinal da rodovia ou área a drenar. 5.3 (Materiais) deste Manual. pavimentadas ou não.2 5. embora possam eventualmente ser usados com tubos. a fórmula a ser aplicada no dimensionamento é a de Darcy: Q = K × A ×I Tratando-se de drenos com tubos verificar o item 4.1.3. Podem ser projetados em terrenos que receberão aterros e nos quais o lençol freático estiver próximo da superfície. Podem ser exigidos em cortes.3 DIMENSIONAMENTO Tratando-se de drenos cegos.2.3 (Cálculo da Seção de Vazão). de acordo com os métodos descritos no item 5. Para o projeto há necessidade de ser calculada a descarga.1. por este motivo. Os materiais usados precisam atender às exigências do item . normalmente usados em série. Conforme as condições existentes podem desaguar livremente ou em drenos longitudinais.1 DRENOS EM ESPINHAS DE PEIXE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 261 São drenos destinados à drenagem de grandes áreas. 5.3. quando os drenos longitudinais forem insuficientes para a drenagem da área. conforme se vê na Fig. 102. do Apêndice C. 5. Podem também ser necessários nos aterros quando o solo natural for impermeável.1.2. MT/DNIT/DPP/IPR .2 ELEMENTOS DE PROJETO Tratando-se de drenos a serem construídos à pequena profundidade. Geralmente são de pequena profundidade e. deste Manual.2. é conveniente que sejam adotados drenos do tipo cego ou com tubo dreno.1. Os coeficientes de permeabilidade dos agregados adotados podem ser obtidos na tabela 32.

São usadas: a) nos cortes em rocha. A remoção das águas coletadas pelos colchões drenantes deverá ser feita por drenos longitudinais. em que o volume não possa ser drenado pelos dreno "espinha de peixe".Manual de Drenagem de Rodovias Figura 102 . MT/DNIT/DPP/IPR .3.3 5. d) nos aterros constituídos sobre terrenos impermeáveis. b) nos cortes em que o lençol freático estiver próximo do greide da terraplenagem. situadas a pequena profundidade do corpo estradal.Drenos em espinha de peixe 262 5. c) na base dos aterros onde houver água livre próximo ao terreno natural.1 COLCHÃO DRENANTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo das camadas drenantes é drenar as águas.

Manual de Drenagem de Rodovias 5.3.2 DIMENSIONAMENTO

263

Para o dimensionamento do colchão drenante, como se trata, ainda, de meio poroso, há necessidade das seguintes determinações: a) Volume de água a escoar pela camada numa faixa de 1,0 metro de largura e comprimento, na direção do fluxo, até o limite da bacia de contribuição (Q); b) Gradiente hidráulico do fluxo que poderá ser substituído pela declividade da camada. Além dessas determinações há necessidade de pesquisa no campo para obtenção do material drenante e filtrante, cujas granulometrias deverão obedecer, conforme o caso, aos critérios de Terzaghi, do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service e do Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas ou literatura técnica especializada, conforme Anexo a este Manual. Os coeficientes de permeabilidade das camadas deverão atender às necessidades da vazão. De posse destes elementos, o cálculo da espessura da camada não será difícil e vai depender do emprego da lei de Darcy:
Q = K × A ×I

5.4 5.4.1

DRENOS SUB-HORIZONTAIS OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS

Os drenos sub-horizontais são aplicados para a prevenção e correção de escorregamentos nos quais a causa determinante da instabilidade é a elevação do lençol freático ou do nível piezométrico de lençóis confinados. No caso de escorregamentos de grandes proporções, geralmente trata-se da única solução econômica a se recorrer. São constituídos por tubos providos de ranhuras ou orifícios na sua parte superior, introduzidos em perfurações executadas na parede do talude, com inclinação próxima à horizontal. As Figs. 103 e 104 mostram um dreno típico. Estes tubos drenam a água do lençol ou lençóis, aliviando a pressão nos poros. Considera -se mais importante que o alívio da pressão a mudança da direção do fluxo d'água, orientando-se assim a percolação para uma direção que contribui para o aumento da estabilidade. Em solos ou rochas permeáveis ou muito fraturadas a vazão pode ser grande, enquanto que em solos menos permeáveis a vazão pode ser pequena ou nula, embora o alívio de pressão esteja presente; neste caso as vazões podem ser tão pequenas que a água recolhida evapora ao longo de seu caminho no interior do tubo, sendo porém seu efeito positivo. Neste último caso, somente com a instalação de instrumentação adequada poderá este efeito ser aquilatado, como se verá no item 4.5.5.
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Manual de Drenagem de Rodovias 5.4.2 ELEMENTOS DE PROJETO

264

Para se projetar uma bateria de drenos sub-horizontais é necessário, primeiramente, caracterizar-se geotecnicamente o maciço, por meio de sondagens adequadas, verificando-se em seguida em que caso se enquadra o material do talude. Para isso, distinguem-se três situações: a) rochas ou solos heterogêneos com relação à permeabilidade; b) materiais essencialmente homogêneos com relação à permeabilidade; c) escorregamentos relativamente "impermeáveis" cobrindo formações mais permeáveis e saturadas, com nível piezométrico elevado; No primeiro caso, a drenagem tem o objetivo de interceptar o maior número possível de veios permeáveis ou bolsões permeáveis. Torna-se necessário o caso de rochas sedimentares ou metamórficas fraturadas (gnaisses bandeados, por exemplo). É necessário levantar o sistema de faturamento e as direções das fraturas. A direção dos drenos deve ser tal que intercepte cada família de fraturas, com o maior número possível de fraturas interceptadas por dreno. Pode ser necessário, em alguns casos, dispor os drenos em forma de leque, irradiando-os de um único ponto na superfície do talude, em um ou vários locais. No caso de rochas ou solos homogêneos quanto à permeabilidade, podem-se utilizar ábacos existentes para uma primeira estimativa do número, comprimento e espaçamento dos drenos, de modo a atingir-se a redução desejada das poro-pressões. No terceiro caso, o comprimento dos drenos deve ser tal que a camada saturada de alta permeabilidade seja interceptada ao longo de um trecho perfurado do tubo com comprimento razoável. Deve ser considerada a necessidade de utilizar o dreno dotado de trecho perfurado apenas nesta camada mais profunda, de modo a não se irrigar camadas mais superficiais, não saturadas, com a água que corre pelo tubo sob pressão.
5.4.3 DIMENSIONAMENTO

Considera-se que o fluxo no interior dos tubos é livre, isto é, a pressão da água no interior dos drenos é igual à pressão atmosférica. As Figs. 105 e 106 reproduzem os ábacos citados. Noveiller (1981) apresenta ábaco para um caso particular de talude usando o método das diferenças finitas para resolver a equação tridimensional de Laplace, não sendo aplicável para um caso mais geral. A condição inicial da pressão dos poros em talude (antes da colocação dos drenos) é caracterizada pela relação Hu/H das Figs. 105 e 106. Nas faixas de Hu/H entre 0,5 e 0,64 a melhora da estabilidade do talude expressa por ∆F/Fo (onde ∆F é o acréscimo do fator de segurança existente, Fo) é muito pouco influenciada pelas condições de pressões dos poros. Os ábacos dão, pois, resultados aceitáveis para a faixa de Hu/H = 0,5 a 0,7. Em
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taludes com relação superior a este os resultados ficam subestimados, e para relações menores os ábacos superestimam a influência dos drenos. A altura do talude H é definida como a altura entre o pé e a crista. Em alguns casos a área instável ou de instabilidade potencial poderá ser localizada ocupando apenas uma parcela da altura total. Em tais casos, a altura equivalente do talude a ser utilizada como entrada nos ábacos pode ser a distância vertical entre a base até a parte superior da área instável ou potencialmente instável, como mostra a Fig. 105. Para estabilizar trechos com extensões maiores que 4H, em planta , deve usar-se os ábacos para estabilização geral, partes (a) das Figs. 105 e 106, adotando-se o incremento de segurança desejado, ∆F/Fo. Com este valor busca-se a curva e, comprimento do dreno para a largura unitária do talude, de menor valor. Da interseção obtêm-se os valores ótimos de S/H e L/H, onde S é o espaçamento em planta dos drenos e L o seu comprimento. Na Fig. 104 (a), para o caso do valor desejado na melhoria do fator de segurança ∆F/Fo = 0,25, obtem-se, interpolando nas curvas e , o valor mínimo requerido para e (no caso, 0,7), e os valores ótimos de S/H e L/H são 2,5 e 3,6, respectivamente. Se, por alguma outra razão, for mais vantajoso usar drenos mais curtos, o mesmo aumento de segurança obtém-se para L/H = 2 e S/H = 2,9, para um mesmo comprimento total de drenos. Pode-se ainda, no mesmo gráfico, verificar que para drenos com relação L/H = 1 e S/H = 0,8 tem-se o mesmo acréscimo de segurança, porém com um comprimento unitário total de drenos, e, igual a 1,1. Neste caso, portanto, estarão sendo gastos mais drenos para obter um mesmo aumento de segurança. No entanto, as condições reais podem conduzir a esta última escolha, desde que a geologia do local não atenda às hipóteses de homogeneidade e de isotropia admitidas nos ábacos. Assim, os ábacos de Kenney devem ser usados com a devida cautela.

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 103 - Elementos de um dreno sub-horizontal

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Figura 104 - Dreno sub-horizontal com controle na saída

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 105 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 106 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

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até comprimentos da ordem de 40 metros. em cada caso. em termos do aumento do fator de segurança. para um aumento de 20 por cento no fator de segurança. devendo ser ajustados. Taludes argilosos e compressíveis. MT/DNIT/DPP/IPR . Execução dos drenos Generalidades Os drenos deverão ser executados nos locais e com as características previstas em projeto. mais uma vez. também podem beneficiar-se dos efeitos promovidos pelos drenos sub-horizontais Contudo. 105 e 106. saturados. é necessário esperar 1 mês. Recomendações para a execução Introdução Os drenos sub-horizontais previstos nos projetos terão as dimensões indicadas nos mesmos. devendo ser respeitadas as locações das bocas. com espaçamento menor. e cerca de seis meses para solos com Cv entre 10-6 e 10-7 m2/s. Dos estudos existentes. para solos siltosos e arenosos (Cv entre 10-5 e 10-6 m2/s). Quanto mais suave o talude. Os espaçamentos e comprimentos obtidos através dos mesmos são úteis como previsão inicial. que: – Para o mesmo comprimento total de drenos instalados. drenos longos mais espaçados são mais eficientes no que se refere a aumento de fator de segurança do que drenos mais curtos. não devendo apresentar fraturas. como o PEAD rígido com as dimensões indicadas no projeto. que os ábacos citados são de aplicação restrita a taludes com inclinação da ordem de 1:2 e 1:3 (V:H). Tipicamente. maior o comprimento necessário dos drenos. em linhas gerais. tipo ferro galvanizado ou inoxidável. deve ser usadas as partes (b) das Figs. pode-se concluir. de acordo com a geologia local e a experiência do projetista. Acima deste comprimento poderá ser necessário o emprego de material mais resistente. no que se refere a comprimento e diâmetro. Materiais Os tubos para os drenos sub-horizontais poderão ser metálicos ou plásticos. aumenta quanto menor for o coeficiente de adensamento (Cv) do solo. – – É importante salientar. o tempo necessário para que se façam sentir estes benefícios. Nestes solos de Cv mais baixo é necessário um número maior de drenos longos para reduzir o tempo necessário para o aumento de segurança desejado.Manual de Drenagem de Rodovias 269 Para o caso de taludes com extensões menores ou iguais a 4H. a direção em planta e as inclinações com a horizontal.

A profundidade do mesmo será de 1. pode exercer sua dupla função sem dificuldade. O dispositivo (valetão lateral).6 5. argilas sensíveis e turfas pode representar problemas de solução difícil e onerosa e.. deve-se realizar cuidadoso exame do assunto na fase de projeto. e do outro pelo próprio talude do corte. A opção pela solução mais favorável técnica e econômica. pré-adensamento.6. Entre a extensa gama de soluções possíveis de utilização.Manual de Drenagem de Rodovias 270 As definições de uso e a execução obedecerão às Especificações de Serviço DNIT 017/2004-ES. a estrada ficará sem acostamento confiável na época das chuvas e nos tempos secos terá um acostamento perigoso.5. aparecem os drenos verticais de areia. que vão da remoção do solo por escavação ou deslocamento até as técnicas construtivas. ou seja. sendo este valetão constituído.1 DRENOS VERTICAIS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A eventual necessidade de executar um trecho rodoviário com aterros sobre depósitos de solos moles. pelo acostamento. 5.0 m e os taludes de 3/2.1 VALETÕES LATERAIS OBJETIVO. Recomenda-se o revestimento dos taludes do canal com gramíneas. drenos cartão e os drenos fibro-químicos. a não ser que hajam alargamentos substanciais. Não obstante a economia obtida no sistema de drenagem. deve ser precedida de um amplo estudo de campo e laboratório e de um criterioso estudo comparativo de custos. ao reduzir os recalques pós-construtivos. Sob o ponto de vista técnico-econômico. 5. a garantia da estabilidade dos aterros construídos sobre depósitos de argila mole saturada pode. tais como: siltes ou argilas orgânicas. processo este designado por falso-aterro. de um lado. ao mesmo tempo. etc. face à rampa necessária. uma sobrecarga que. por outro lado.5 5.5 a 2. algumas vezes. usando. a fim de reduzir os custos de implantação. em regiões planas. quando possível. velocidade de construção controlada. visto poder trabalhar como sarjeta e dreno profundo. o que equivale a dizer que os valetões laterais vão funcionar independentemente da plataforma da rodovia. normalmente. ser alcançada com o uso da velocidade de compressão controlada ou pré-adensamento. CARACTERÍSTICAS E PROJETO Existem casos em que se recomendam os valetões laterais formados a partir do bordo do acostamento. vai MT/DNIT/DPP/IPR . bermas estabilizadoras.

Os drenos fibro-químicos são implantados com a cravação dos perfis por punção o que transforma o processo mais rápido e menos oneroso. será possível o uso desse dispositivo em solos turfosos quando eles se assentam sobre camadas de argila mole de baixa velocidade de adensamento o que. os depósitos de solos compressíveis são. jato de água rotativo. basicamente. sendo que entre os de maior eficiência podem ser citados o jato d'água rotativo. cravado por percussão ou jato d'água. aliado ao fato de que normalmente a permeabilidade horizontal é menor que a vertical. diminuindo. MT/DNIT/DPP/IPR . além de espessos. alta sensibilidade para perturbação. 5. em determinadas circunstâncias. para a aceleração desse processo de adensamento. conforme amplamente verificado em experiências realizadas. os recalques pós-construção. A instalação dos drenos de areia é procedida por métodos que podem ser descritos como de tubo de ponta fechada. Os processos acima enumerados apresentam pontos favoráveis e desfavoráveis. tendo em vista que a permeabilidade dos solos turfosos pode baixar com elevado carregamento a níveis extremos. O uso dos drenos de areia.6.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os drenos verticais de areia consistem. drenagem rotativa. apesar de ser uma solução onerosa.cujas principais características são a alta permeabilidade relativa. Muitas vezes. nos quais são instalados cilindros com material granular de boa graduação. além de um recalque devido à compressão secundária maior que aquele devido ao adensamento primário em período de 10 a 15 anos após o carregamento. a trado helicoidal contínuo com haste sólida ou oca e cravação por vibração. apenas. Deve-se observar que os solos altamente orgânicos – turfosos. de baixa condição de permeabilidade. contribuir para a estabilização do aterro ou da fundação e para apressar. ao ser empregada deve sempre ser precedida de ampla investigação técnica-econômica. o uso de drenos verticais de areia ou drenos fibro-químicos. assim. Ocorre. atender ao equilíbrio do maciço. tubo de ponta aberta. por exemplo . pois. assim. faz com que se reduza o tempo de drenagem. o processo de adensamento. na execução de furos verticais penetrando na camada de solo compressível. o tubo cravado por jato d'água e o uso da cravação por punção. igualmente. que. fazendo com que o adensamento se produza de modo muito lento.Manual de Drenagem de Rodovias 271 contribuir para o aumento da resistência ao cisalhamento e. sendo indicada para acelerar o aumento da resistência ao cisalhamento e. O processo de adensamento com drenos fibro-químicos tem a mesma sistemática. com os mesmos tipos de cravação citados. porém. não são susceptíveis ao uso dos drenos verticais de areia. pode indicar a aplicação dos drenos verticais de areia para apressar o processo de adensamento da argila. A compressão decorrente expulsa a água dos vazios do solo o que. tornando então recomendável.

006 90 a 100 25 a 100 5 a 50 0 a 20 0a3 50 a 100 5 a 50 0 a 20 0a5 - Os materiais granulares dos colchões drenantes devem ser protegidos por filtros granulares ou geotêxteis para impedir a penetração de partículas finas do solo em seu interior e conseqüente diminuição de sua capacidade de condução de água. Tabela 43 . deve também evitar a penetração de partículas nos drenos tornando-os eventualmente inoperantes. aos do Comitê Francês de geotêxteis e geomembranas. Em função dos estudos feitos apresenta-se a seguir a granulometria a ser obedecida pelo material do dreno e do colchão drenante.093 0. o qual. deverá obedecer aos critérios de Terzaghi ou Soil Conservation Service e.70 9. ou literatura técnica especializada conforme Anexo deste Manual.52 0.Granulometria a ser seguida por drenos e colchões drenantes Peneiras Nº Diâmetro (mm) % em peso passando Drenos Tapete drenante 1/2" 3/8" 8 30 50 100 12. MT/DNIT/DPP/IPR . além de permitir a drenagem da água que é extraída do solo quando da compressão. A escolha das granulometrias de material drenante e filtrante.022 0. no caso de uso de geotêxteis.011 0.Manual de Drenagem de Rodovias 272 Observação importante a fazer relaciona-se com os requisitos necessários para o material dos drenos e do colchão drenante.

embora alguns técnicos admitam essa utilização. seu uso fica muito restrito. Em qualquer hipótese convém deixar ressaltado que. quando esses ensaios podem conduzir a valores sem a necessária compatibilidade para a construção. v) e também o excesso médio de pressão na água dos poros resultantes da massa do solo.Manual de Drenagem de Rodovias 5. usando-se o método de separação das variáveis. uma vez que. quando se tem: n= de dw MT/DNIT/DPP/IPR . Parte-se.6. segundo alguns autores. após algum tempo (u r. Em solos uniformes. as perturbações do solo conseqüentes à introdução de drenos verticais de areia conduzem a grandes deformações. através de gráficos próprios desenvolvidos por Barron. pode-se alcançar o valor do excesso de pressão na água dos poros em um ponto.Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia 273 A partir da Figura 107. esses coeficientes de adensamento podem ser obtidos através de ensaios de laboratório com amostras indeformadas de diâmetro relativamente pequeno. ( u r. para o que pede-se a atenção para a Fig. É necessário no projeto definir-se o espaçamento dos drenos. as teorias de adensamento disponíveis são aplicáveis a pequenas deformações e.3 DIMENSIONAMENTO Figura 107 . assim. o que não ocorre com os solos estratificados com diferentes características geológicas. e do adensamento com drenagem radial através das soluções e gráficos. via de regra. por intermédio da teoria de Terzaghi. v). então para a análise do adensamento com drenagem vertical.107. uma vez que consideram que os resultados obtidos são razoáveis e satisfatórios.

a menores custos. adequadas análises de estabilidade. A evolução tecnológica chegou. controle de continuidade. representa a necessidade da adoção de uma série de cuidados na fase de construção. igualar ou suplantar a eficiência dos drenos de areia. devendo ser dada ênfase à verificação instrumental de todos os elementos. partindo-se do diâmetro de influência do dreno: de = 1. Os valores de de e dw são obtidos nos ensaios de adensamento. dw = diâmetro do dreno. O espaçamento será então. basicamente. também. Assim: S= de 1. como por exemplo: – – – – – – – – – controle de locação. carregamento lento durante a construção.05 Finalmente. ao setor de consolidação de materiais de baixa consistência. o que. em última análise. controle do material de enchimento. não acumular material de aterro lançado em qualquer ponto da área trabalhada. cumpre assinalar que é essencial que a execução dos drenos de areia seja encarada como uma operação em seqüência ao projeto.05 × S onde: S = é o espaçamento entre os drenos.Manual de Drenagem de Rodovias 274 onde: de = diâmetro de influência do dreno. fazendo com que indústrias em vários países tenham criado diversos tipos de drenos pré-fabricados visando. controle da verticalidade. presença constante de fiscalização. controle da compactação e comprimento dos drenos. MT/DNIT/DPP/IPR .

0cm. 0. Com base na afirmativa de Kjellman. MT/DNIT/DPP/IPR .8 mm e cuja execução reside em um processo de extrema simplicidade e rapidez. o perímetro do dreno será 2A + 2B . em conseqüência. Existem ainda numerosos produtos sintéticos para drenagem vertical (geocompostos). Estabelecendo um coeficiente de forma para a seção transversal retangular. constituídos basicamente por núcleos condutores plásticos flexíveis de seções variadas envolvidos por filtros geotêxteis. fabricado industrialmente em faixas extensas de larguras igual a 100 mm e espessura de 2.0cm.28cm e 0.75cm. encontra-se D = 5. o perímetro da seção transversal será πD. citada. podendo admitir-se uma produção média de 1000 m de drenos por dia. o que equivale dizer que o dreno fibro-químico será equivalente a um dreno de areia de 5cm de diâmetro. por equivalência. revestido em ambos os lados por um tecido de fibra sintética.Manual de Drenagem de Rodovias 275 O princípio fundamental veio da constatação do cientista sueco Kjellman (1948) de que a eficiência dos drenos verticais depende em grande parte do perímetro e muito pouco da área de sua seção transversal e. temos: πD = α (2A + 2B ) ou D= α (2A + 2B ) π Admitindo-se para valores de A e B e α. enquanto se admitido o dreno fibro-químico com largura igual a A e espessura igual a B. O dreno fibro-químico de origem japonesa é constituído de um núcleo acanelado de polietileno. admitindo que um dreno de areia tenha o diâmetro D. que a eficiência do dreno será proporcional ao perímetro do dreno. respectivamente 10.

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Manual de Drenagem de Rodovias 277 6 .DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA MT/DNIT/DPP/IPR .

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salientando-se ainda que. e no segundo cabe ao projeto de implantação o adequado sistema pluvial de drenagem para os trechos urbanos. mas também. com a implantação da rodovia e com os benefícios dela resultantes. embora seja importante observar que não será dada à matéria o mesmo enfoque que é dado quando do projeto de complexas redes de drenagem como importante item do planejamento urbano. Tendo em vista os inevitáveis e extensos cálculos no enfoque do movimento uniformemente variado. a adequação do sistema de drenagem as novas realidades. O objetivo. pois. no enfoque urbano. surgem núcleos populacionais. assegurando o trânsito público e protegendo a rodovia e as propriedades particulares dos efeitos danosos das chuvas intensas. O sistema de drenagem de transposição urbana de águas pluviais é com posto dos seguintes dispositivos: MT/DNIT/DPP/IPR . são de ocorrência frequente trechos urbanos ao longo das rodovias. não se aplicando a sistemática adotada em trechos rurais. fornecer ao projetista rodoviário os elementos básicos para promover de forma satisfatória o escoamento das águas das áreas urbanas. procurou-se minimizar o trabalho com a adoção de planilha de cálculo. é. de toda a população urbana que vive as margens da rodovia. em segundo lugar. a colocação deste capítulo no Manual de Drenagem Rodoviária é plenamente justificável. tornando-se um fato grave a inexistência de uma drenagem específica. nos projetos de restauração. na maioria das vezes de forma desordenada. As áreas urbanas ao longo das rodovias são inevitáveis e problemáticas. as rodovias atravessam áreas urbanas levando consigo seus benefícios à população. ou os já existentes e relativamente distantes da rodovia avançam sobre suas margens. Tendo em vista o exposto acima. vias de regra.1 DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 279 Em todo o País. a drenagem urbana está afetada ao gerenciamento municipal. quando o país experimenta um rápido processo de urbanização. Em trechos urbanos. ajustado aos novos rumos da Hidrologia para a determinação das descargas afluentes. Este capítulo será apresentado basicamente na forma de um roteiro para o dimensionamento dos dispositivos na parte hidráulica. a drenagem deve ser tratada de forma mais específica e detalhada. tabelas e ábacos.Manual de Drenagem de Rodovias 6 6. apresentando dois processos de ocorrência bem definidos: em primeiro lugar. quando de sua implantação. uma vez que aqui não está envolvida somente a segurança do veículo e do seu usuário. No primeiro caso citado cabe.

podendo. MT/DNIT/DPP/IPR I1 / 2 (equação 6. pode-se utilizar a formula de Izzard baseada na fórmula de Manning: Q o = 0. a altura d'água na sarjeta dependerá das suas características de escoamento como conduto livre. A capacidade de esgotamento de uma boca de lobo. I = declividade longitudinal da sarjeta. estruturas especiais. qualquer que seja o seu tipo. Para o cálculo da altura d'água na sarjeta para uma dada vazão ou vice-versa. galerias.2 SARJETAS As sarjetas em trecho urbano têm como objetivo conduzir as águas que se precipitam sobre a plataforma da rodovia e áreas adjacentes ao ponto de captação que normalmente é uma boca de lobo. poços de visita. sua localização e espaçamento. 280 Devido à necessidade de constar na planilha. 6. em m3/s. Z = recíproca da declividade transversal.01) n . da capacidade de vazão da sarjeta. n = coeficiente de rugosidade de Manning. isto é. serem aplicadas também na drenagem urbana. 110.Manual de Drenagem de Rodovias – – – – – sarjetas.375 x y 8 / 3 x Z x o onde: Qo = vazão da sarjeta. depende da altura d'água no trecho da sarjeta imediatamente a montante da boca de lobo. em m. embora de domínio da Hidrologia. conforme visto no item anterior. As estruturas especiais tais como dissipadores de energia contínuos e descontínuos e as considerações sobre ressalto hidráulico já foram apresentadas no item 3. bocas de lobo. será tratada neste capítulo. a declividade e a rugosidade da sarjeta e as superfícies do pavimento sobre as quais a água escoa. a determinação das "descargas afluentes". Yo = altura d'água na sarjeta.10. em m/m. Se esta estiver localizada em trecho de declividade uniforme. Z = Z = tgθ . em suma. Tais características incluem a seção transversal. visando à otimização dos cálculos. ver Fig. se necessário.

onde: L = largura do implúvio. Para o cálculo do espaçamento entre as bocas de lobo pode-se utilizar a fórmula de Izzard associada à fórmula racional para a determinação das descargas afluentes.78 x 10 −7 x C x i x L x d n 0. O comprimento crítico irá definir o espaçamento máximo entre bocas de lobo.78 x 10 x C x i x L x n (equação 6. em m. que pode ser expressa como.375 x y 8 / 3 x z x o d= I1 / 2 = 2.78 x 10 −7 x C x i x A (equação 6. A = L x d.375 x y 8 / 3 x Z x I1 / 2 o −7 2. em mm/h.01. pela equação da continuidade: 1 Vo = 0. em m/s. Pelo método racional. em m. A = área de drenagem. pois.Manual de Drenagem de Rodovias Dessa expressão.04). com a descarga afluente (equação 6. Q = 2.03) o A determinação da velocidade de escoamento na sarjeta (V ) é importante. para que não haja transbordamento da sarjeta. além de ter limites restritos. C = coeficiente de escoamento superficial. em m2. i = intensidade de precipitação. equação 6. permite determinar o tempo de percurso na sarjeta. d = comprimento crítico da sarjeta. obtém-se: Y = 1. função do tipo de revestimento.02) e.445 x 1 ⎛ Q ⎞ x ⎜ 1/ 2 o ⎟ Z3/8 ⎝ 1 / n ⎠ 3/8 281 (equação 6.958 x 1 / 4 Z ⎛ I1 / 2 ⎞ x⎜ ⎜ n ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ 3/ 4 x Q1 / 4 (equação 6.04) onde: Q = descarga afluente à sarjeta. Igualando-se a capacidade hidráulica da sarjeta. obtém-se: 0.05) MT/DNIT/DPP/IPR .

3 BOCAS-DE-LOBO d 60v o (equação 6. em m. Fig. d = comprimento da sarjeta. 6. conduzi-las às galerias subterrâneas. a boca-de-lobo localiza-se em pontos baixos das sarjetas ou junto à curvatura dos meio-fios. no cruzamento de ruas. através da qual se permite a entrada da água pluvial que escoa sobre as sarjetas. Bocas-de-lobo situadas em pontos baixos das sarjetas. 108 (a) . em m/s. Basicamente.06) Bocas de lobo são dispositivos especiais que têm a finalidade de captar as águas pluviais que escoam pelas sarjetas para. e a entrada das águas pluviais ocorre peias duas extremidades da boca-de-lobo. caso em que a caixa coletora fica situada sob o passeio. Vo = velocidade de escoamento. Em casos especiais pode haver uma combinação dos dois tipos. com abertura no meio-fio. Fig. isto é. a saber: – – Boca-de-lobo simples. A boca-de-lobo simples é constituída de uma abertura vertical no meio-fio denominada guia-chapéu. 108 (b). No segundo caso. podem ser classificados em dois tipos. 108 (c). MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 282 O tempo de percurso na sarjeta pode ser determinado através da equação: tp = onde: tp = tempo de percurso na sarjeta. Boca-de-lobo com grelha. em seguida. as bocas-de-lobo localizam-se em trechos contínuos e de declividade uniformes das sarjetas e a entrada das águas pluviais se dá através de apenas uma das extremidades da boca-de-lobo. Fig. No primeiro caso. Além desses tipos. podem ainda ser classificados quanto à localização em: – – Bocas-de-lobo situadas em pontos intermediários das sarjetas. em min. caso em que a caixa coletora fica situada sob a faixa da sarjeta.

Bocas-de-lobo 283 A capacidade de esgotamento de uma boca-de-lobo simples é função da rapidez com que se processa a mudança de direção do fluxo na sarjeta. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 108 .

através de uma depressão na sarjeta junto à face do meio-fio. a capacidade de esgotamento da boca-de-lobo será substancialmente aumentada. funcionando como um conjunto único. aumentando-se. são menos freqüentes. A principal vantagem da boca-de-lobo simples é que as obstruções por detritos. Numerosas experiências têm mostrado que as grelhas constituídas de barras longitudinais são mais eficientes e menos sujeitas às obstruções do que aquelas compostas por barras transversais. obtém-se melhores resultados. A desvantagem principal é a baixa eficiência quando utilizada em sarjetas com declividades longitudinais acentuadas. MT/DNIT/DPP/IPR . uma abertura coberta com barras metálicas longitudinais ou transversais formando grelhas. segundo estejam localizadas paralela ou perpendicularmente em relação à direção do escoamento. Se a grelha for colocada a jusante da abertura. porém. Localiza-se em pontos intermediários das sarjetas ou em pontos baixos. a boca-de-lobo simples pode funcionar basicamente sob duas condições de escoamento: – – Escoamento com superfície livre.1 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Boca-de-lobo simples em ponto baixo de sarjeta Segundo ensaios realizados no laboratório de hidráulica do "Bureau of Public Roads". 6.3. Escoamento afogado. a abertura no meio-fio pouco influi em sua capacidade. Ensaios de laboratório revelaram que na boca-de-lobo combinada. As grelhas podem ser longitudinais ou transversais. no qual a boca-de-lobo funciona como orifício. sendo que normalmente a grelha é instalada defronte a abertura do meio-fio. esta altura de fluxo. A boca-de-lobo com grelha possui. enquanto não houver obstrução da grelha. no qual a boca-de-lobo funciona como um vertedor. por exemplo. acarretando redução substancial em sua capacidade de esgotamento. A principal desvantagem das grelhas é a sua obstrução com detritos transportados pelas enxurradas. essa abertura torna-se importante para o funcionamento da boca-de-lobo. embora sejam inevitáveis.Manual de Drenagem de Rodovias 284 Portanto. A boca-de-lobo combinada é uma associação entre a boca-de-lobo simples e a grelha. por serem as aberturas maiores. Quando ocorre qualquer obstrução. podendo também ser colocada a montante ou a jusante.

L = comprimento da abertura. pode ser utilizada a Fig.07) L Onde: h = altura da abertura no meio-fio. 109. O nomograma da Fig.703y 3 / 2 (equação 6. Q = vazão máxima esgotada pela boca-de-lobo. Trata-se de uma adaptação baseada em resultados obtidos pelo Bureau of Public Roads. sendo utilizado tanto para o escoamento como superfície livre quanto para o escoamento afogado. a boca-de-lobo funciona como vertedor.Manual de Drenagem de Rodovias 285 Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas. em m3/s MT/DNIT/DPP/IPR . sendo a vazão dada pela fórmula: Q = 1. 109 foi construído sobre as seguintes hipóteses: – Para alturas d'água até a altura da abertura (y / h ≤ 1) . em m. y = altura da água na entrada. em m. em m.

Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas.Manual de Drenagem de Rodovias 286 Figura 109 . MT/DNIT/DPP/IPR .

C = constante. o funcionamento da boca-de-lobo é indefinido. = y − h 2 – Para alturas d’água entre uma e duas vezes a altura da abertura no meio-fio. de acordo com a tabela abaixo: Tabela 44 . obtida através de pesquisas desenvolvidas pela Universidade John Hopkins: Q (K + C) x y x L onde: g = aceleração da gravidade. igual a y0 para a boca-de-lobo sem depressão. em m/s2. K = função do ângulo Ø.7 e y' igual à carga no meio da abertura do meio-fio. igual a zero para boca-de-lobo sem depressão. Boca-de-lobo simples em ponto intermediário da sarjeta Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em "pontos intermediários das sarjetas" pode ser usada a seguinte equação. ou seja: y.09 anterior assume a forma seguinte para boca de lobo sem depressão: Q = K x yo x L g x yo (equação 6.Manual de Drenagem de Rodovias 287 Para alturas d'água iguais ou maiores que duas vezes a altura da abertura (y / h ≥ 2 ) . sendo a vazão dada pela fórmula derivada dos orifícios: Q 1/ 2 = 3.20 A equação 6. em m.101h 3 / 2 (y' / h) L (equação 6.10) MT/DNIT/DPP/IPR . y0 = profundidade da lâmina d'água na sarjeta. y = altura do fluxo na sarjeta imediatamente antes da boca-de-lobo.08) onde fez-se c = 0. supõe-se que a boca-de-lobo funciona como orifício.23 0. tendo sido adotada uma transição no nomograma.20 0.K em função do ângulo Υ tg Ø K gxy (equação 6.09) 12 24 48 0.

111.10 está representada na Fig. e o cálculo do y é apresentado no item 6.Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas A equação 6.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 110 .2 Boca-de-lobo com grelha em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .Seção na entrada de boca-de-lobo 288 Figura 111 .

42 m Q = 2. A é a área útil das aberturas da grelha.5 P – Para y > 0. A grelha passa a funcionar como orifício somente quando a lâmina d'água for superior a 42 cm e entre 12 e 42 cm o funcionamento é indefinido. como por exemplo. A Fig. Q = vazão por metro quadrado de área de abertura da grelha. pois. para profundidades de lâmina d´água de até 12 cm. de sua experiência. excluído as áreas A ocupadas pelas barras. e. na prática a capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo é menor que a calculada. 112 devem ser multiplicados pelos coeficientes de redução da tabela 54 apresentada no Apêndice D. 112 reúne as duas condições acima e os gráficos fornecidos representam as seguintes equações: – Para y < 0. O perímetro P da abertura da grelha deve ser calculado sem levar em consideração as barras internas e descontando-se os lados pelos quais a água não entra. P y = altura d'água na sarjeta sobre a grelha.655 x y 1.91 x y 0. da área total às áreas correspondentes as barras. portanto. em razão de diversos fatores. a escolha de y depende exclusivamente do projetista. que permitiram constatar que a grelha tem um funcionamento análogo ao de um vertedor de soleira livre.12 m Q = 1.5 A Onde: Q = vazão por metro linear de perímetro da boca-de-lobo. conseqüentemente. Na faixa de transição entre 12 e 42 cm. entre os quais enumera-se: MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 289 O dimensionamento das bocas-de-lobo com grelha situadas em pontos baixos das sarjetas pode ser feito baseado nas experiências efetuadas pelo United States Corps of Engineers (Hidraulic Laboratory Report nº 54). quando um dos lados está junto à face do meio-fio. excluindo-se. Os resultados obtidos através do nomograma da Fig.

Manual de Drenagem de Rodovias 290 Figura 112 .Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .

único que pode ser aplicado para configuração de grelhas e de ruas diferentes daquelas dos ensaios. e recomenda a utilização do gráfico da Fig. MT/DNIT/DPP/IPR . para compensar os efeitos globais desses fatores. estudos conduzidos pela Universidade John Hopkins admitem o funcionamento da grelha como orifício a partir de 7. igual ao somatório das vazões pela grelha e pela abertura no meio-fio. consideradas isoladamente. 113 para o dimensionamento.5 cm. 114 mostra um esquema geral da grelha. 112 e 113 decorre de critérios diferentes adotados na escolha do coeficiente de descarga pêlos orifícios.2). hipóteses de cálculo que nem sempre correspondem à realidade. junto às sarjetas e bocas-de-lobo. Por outro lado. segundo consta no Manual de Drenagem Urbana de Denver. aproximadamente. Na seção BB da figura. A seleção de um ou outro método de dimensionamento ficará a critério do projetista. devem-se aplicar coeficientes de redução sobre os valores teóricos calculados. A diferença entre os resultados obtidos através das Figs. está assinalada a profundidade y’ que é facilmente calculada uma vez conhecido y0 (item 5.Manual de Drenagem de Rodovias 291 – – – obstruções causadas por detritos carreados pelas águas. Estudos dessa mesma Universidade mostraram que a capacidade teórica de esgotamento das bocas-de-lobo combinadas é. irregularidades nos pavimentos das ruas. Bocas-de-lobo com grelha em ponto intermediário das sarjetas Para se estudar o comportamento das grelhas instaladas em pontos intermediários das sarjetas destaca-se em particular "The Design of Storm Water Inlets" que consubstancia o estudo efetuado na Universidade John Hopkins. A Fig. Assim.

Capacidade de escoamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 292 Figura 113 .

baseada em experiências de laboratório: ⎛ y' ⎞ L' = 1. a grelha deverá possuir um comprimento mínimo L'.114.5 onde: y. calculado a partir da fórmula empírica seguinte. pois admitindo-se que a parcela d'água na sarjeta ao longo da largura W da grelha irá escoar longitudinalmente para seu interior.Esquema geral de grelha 293 A profundidade y' é importante neste método. Para que toda essa água seja esgotada longitudinalmente e lateralmente.5 MT/DNIT/DPP/IPR .25 x (L'−L ) x g x (y') 1. = y o − W tgØ Se for adotado um valor de L menor que L' haverá um excesso de água q2 que não será esgotado pela grelha e deve ser calculado por: q 2 = 0.2 x v o x tgØ x ⎜ ⎟ ⎜g⎟ ⎝ ⎠ 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 114 .W) e profundidade y'. com lamina de largura (T . escoará lateralmente em direção à grelha como se fosse uma boca-de-lobo simples. então a parcela restante. conforme mostra a Fig.

em m/s = Qo/Ao Qo = vazão que escoa na sarjeta. as águas pluviais não esgotadas ultrapassam as grelhas. lateralmente. L < Lo. Vo = velocidade média de escoamento nas sarjetas. toda a água que escoa fora da grelha q2. em função do tipo da boca-de-lobo. em m.5 O fator m é uma constante que depende da configuração da grelha e os seus valores encontram-se na tabela 34 do Apêndice D. MT/DNIT/DPP/IPR . em m. em m3/s. em m2. Se. Ao = área da seção transversal de escoamento da sarjeta. a vazão que ultrapassa a grelha pode ser calculada por: q3 = Q o ⎛ L ⎞ x ⎜ 1 − 22 ⎟ ⎜ Lo ⎟ ⎝ ⎠ 2 Assim sendo. as grelhas devem ser dimensionadas de modo que L ≥ L o . W = largura da grelha.Manual de Drenagem de Rodovias 294 Por outro lado. o comprimento da grelha deverá ser maior ou igual a L para que todo o escoamento longitudinal na sarjeta dentro da faixa W da grelha seja esgotado. a vazão total que ultrapassa a grelha é calculada por. Ø' = ângulo formado entre o plano da superfície do pavimento e o plano vertical na grelha (tgØ'= 1/i) . a vazão esgotada pela grelha será. em m. Se L for menor que L0. em m. Em condições normais. q = q 2 + q3 Finalmente. em m. O valor de L é calculado por: ⎛y⎞ Lo = m x v o ⎜ ⎟ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 0. por algum motivo. yo = profundidade da lâmina d´água na sarjeta. Q = Qo − q Símbolos empregados na formulação matemática: y' = profundidade da lâmina d’água junto à borda externa da grelha. T = largura da seção molhada de escoamento. L' = comprimento da grelha necessário para interceptar.

Q = vazão esgotada pela boca-de-lobo. conforme descrito acima. em m. em m3/s. em m/s2. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES . e seu espaçamento é função da capacidade hidráulica da sarjeta (item 5. em m3/s. g = aceleração da gravidade. que servirá de orientação ao roteiro.5 ROTEIRO PARA PROJETO DE GALERIAS PLUVIAIS DE SEÇÃO CIRCULAR Será apresentado a seguir um roteiro para o projeto de galerias pluviais de seção circular visando facilitar o trabalho. L = comprimento da grelha. em m. deflúvio a escoar para jusante e galeria de jusante. em m.2) Para os procedimentos a serem seguidos na execução deste dispositivo.4 POÇOS-DE-VISITA Os poços-de-visita são dispositivos especiais que têm a finalidade de permitir mudanças ou das dimensões das galerias ou de sua declividade e direção. concorrem mais de um coletor. Após o dimensionamento e localização das bocas-de-lobo e sarjetas. t = espessura das barras longitudinais das grelhas. São dispositivos também previstos quando. 6. em m3/s. e = espaçamento entre as barras longitudinais das grelhas. Lo = comprimento da grelha necessário para captar toda a água que escoa sobre a grelha. e otimizando de forma ordenada a seqüência de cálculos. apresentada a seguir. é composta de três itens fundamentais: poço-de-visita. Qo = vazão que escoa lateralmente à grelha. em pontos baixos do perfil e em pontos intermediários.Manual de Drenagem de Rodovias 295 i = declividade transversal do pavimento da pista de rolamento. segundo as necessidades de captação de águas. MT/DNIT/DPP/IPR . para um mesmo local. Têm ainda o objetivo de permitir a limpeza nas galerias e a verificação de seu funcionamento e eficiência. q = vazão total não esgotada pela boca-de-lobo. A planilha. em m. As bocas-de-lobo devem ser localizadas imediatamente a montante das curvas dos meiofios nos cruzamentos. Ø' = ângulo formado entre o plano da sarjeta e o plano vertical. devem ser posicionados os poços de visita que atenderão às bocas-de-lobo projetadas e demais casos particulares. 6.

Estaca Devem ser indicadas as estacas correspondentes aos poços-de-visita.Manual de Drenagem de Rodovias 296 Esta planilha está baseada no modelo adotado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro que é o modelo mais utilizado no país.Fundo Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (6) e (17) .Recobrimento Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (16) e (17) . 6. Deve ser marcado o divisor de águas de cada bacia que contribua diretamente para a seção de interesse. d) Coluna 4 . isto é. A individualização da bacia contribuinte é necessária e feita pelo traçado em planta topográfica das linhas dos divisores de água ou espigões.Área Determinar a área de cada sub-bacia de contribuição. atinge a seção considerada.Terreno Deve ser indicada nesta coluna a cota do terreno do local. b) Coluna 2 . 6.Número do poço Os poços-de-visita deverão ser numerados de montante para jusante. escoando pela superfície do solo.Nível d’água Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (5) e (19). dividir a área de cada bacia em áreas contribuintes dos diversos-poços-de visita. f) Coluna 6 .5.5. a) Coluna 7 . b) Coluna 8 .Coeficiente de impermeabilidade MT/DNIT/DPP/IPR . de acordo com a locação. c) Coluna 3 . Essas áreas devem ser calculadas ou planimetradas e o seu resultado deve ser indicado em hectares. coletora de água de chuva que.1 POÇO-DE-VISITA a) Coluna l .2 DEFLÚVIO A ESCOAR PARA JUSANTE Bacia contribuinte ou bacia de drenagem é uma área definida topograficamente. e) Coluna 5 .

2. se a área total for maior que 1 ha. em min. na forma cumulativa. No caso do primeiro poço-de-visita. Os valores de (n) podem ainda ser obtidos da Fig. classificar a impermeabilidade das áreas locais (r). c) Coluna 9 . única.15. em quatro categorias: r = 0. do item 5. a ser indicado na coluna (11). isto é. em hectares. te = tempo de entrada. O tempo de entrada depende geralmente da declividade e das características de superfície de drenagem. Apêndice D. a soma das áreas locais contribuintes para cada poço-de-visita.15. Na prática pode ser obtido através da tabela 56 do Apêndice D.Tempo de concentração O tempo de concentração para galerias de drenagem urbana. até atingir a primeira boca de lobo a montante. MT/DNIT/DPP/IPR . as áreas totais. r = 0. o tempo de percurso depende das suas características hidráulicas e extensão: valores indicados na coluna (23). d) Coluna 10 .Área total Na coluna 9 devem ser indicados. ou tempo requerido pelo escoamento superficial para fluir sobre a superfície. 115. o tempo de percurso na sarjeta pode ser obtido para equação 6. em min. baseado nos estudos de Burkli-Ziegler. Nas galerias. ou igual ao inverso desta área elevado à potência de 0. No caso do primeiro poço-de-visita ou boca-de-lobo. ábaco de Caquot. e um tempo de percurso que é o tempo que decorre desde a entrada no conduto (sarjeta ou galeria) até o ponto de interesse. r = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 297 Em função do grau de urbanização da área do projeto. isto é.25 : para zona rural.Coeficiente de distribuição A coluna (10) deverá ser preenchida com o coeficiente de distribuição (n). e) Coluna 11 . r = 0.cujas águas fluem para ele. esta área é igual à respectiva área local. tp = tempo de percurso. que poderá ser tomado igual a 1 se a área for inferior a 1 ha.80 : para áreas muito urbanizadas (zona central da cidade).60 : para zona residencial urbana. tc = te + tp onde: tc = tempo de concentração.40 : para zona suburbana. corresponde a um tempo inicial de entrada. n = A-0. em min.

a ser indicado na coluna (14). i) Coluna 15 .60 metros. diâmetro e recobrimento Pelo exame do greide da rodovia e orientado pelo gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção. Esta distância não deve ser inferior a 0. intensidade pluviométrica em mm/h (col 12).Declividade. numa primeira tentativa.78 (fator numérico de conversão de unidades).Manual de Drenagem de Rodovias 298 O tempo de concentração mínimo adotado em sistemas urbanos é de t = 10 minutos f) Coluna 12 . Fig.Deflúvio parcial O deflúvio parcial em l/s. a declividade "I" do primeiro trecho do coletor a ser indicado na coluna (16).5. Os valores de (a).Intensidade pluviométrica A intensidade pluviométrica a ser indicada na coluna (12) é a quantidade de precipitação que ocorre em uma unidade de tempo (mm/h). intensidade pluviométrica (i). Apêndice D. de acordo com o estudo hidrológico. a ser indicado na coluna (6). g) Coluna 13 . onde (a) é um fator função dos coeficientes de impermeabilidade (r). ou através da equação de chuvas adotada para a localidade. Apêndice D. determina-se a intensidade de precipitação através das curvas de intensidade . e o recobrimento. já que não há contribuição de trecho anterior. No caso do primeiro poço de visita o deflúvio total a escoar será o próprio deflúvio parcial coluna (14). para uma chuva com uma dada freqüência e com uma duração igual ao tempo de concentração.Deflúvio total a escoar O deflúvio total a escoar a ser indicado na coluna (15) será obtido pelo somatório dos deflúvios parciais na forma cumulativa. 117.17 e 6 . escolher à priori. coeficiente de deflúvio (col 13). e 2. ou pelo gráfico da Fig. o diâmetro "d". e do tempo de concentração (t). coeficiente de distribuição (col 10). Após a escolha do tempo de recorrência da chuva de projeto. MT/DNIT/DPP/IPR . é obtido através do método racional pelo produto dos seguintes fatores: área da bacia local em ha (col 7).3 GALERIA DE JUSANTE a) Colunas 16. h) Coluna 14 .Coeficiente de deflúvio O coeficiente de deflúvio a ser indicado na coluna (13) deverá ser calculado com base no critério de Fantoli pela fórmula f = ax (i x t). 6. 116. coluna (17) deste mesmo coletor.duração e freqüência. podem ser determinados através da tabela 54 do Apêndice D. que é a distância vertical entre o greide no centro do poço-de-visita e o prolongamento da geratriz superior externa do coletor.

a ser indicado na coluna (18). i = declividade da galeria. K= onde: Q = deflúvio a escoar. O tirante normal (y) a ser indicado na coluna (19). determina-se o enchimento y/d. Dividindo-se o fator de condução (K). coluna (6). tem-se inicialmente que calcular o fator de condução K. a relação entre o tirante d'água (y) e o diâmetro (d) do tubo. Apêndice D. na coluna (18).Enchimento O enchimento. coluna (3) pode ser calculada a cota do fundo do poço-de-visita. coluna (15). c) Coluna 19 . mediante a seguinte operação: Col5 = Col3 − (Col6 + Col17) b) Coluna 18 . coluna (5). coluna (16). determina-se o valor de d8/3/n. Col4 = Col5 + Col19 d) Coluna 20 . por d8/3/n tem-se o argumento c2: c2 = K d8 / 3 n Q i Entrando-se com o valor de c2 na tabela 59 do Apêndice D. será a soma da cota do fundo. isto é. Para o preenchimento desta coluna devemse aguardar os cálculos efetuados para o preenchimento da coluna (19). será obtido através da equação: y =c ×d 2 A cota do nível d'água a ser indicada na coluna (4).Tirante normal Para o cálculo do tirante normal. o recobrimento. valor este a ser indicado em porcentagem. expresso em porcentagem.Manual de Drenagem de Rodovias 299 Sendo conhecido o diâmetro. e a cota do terreno. em m/s. Através da tabela 58. coluna (17). é a relação entre o tirante normal e o diâmetro do tubo. coluna (5) e o tirante normal coluna (19).Tirante crítico MT/DNIT/DPP/IPR . em m/m. em função do diâmetro escolhido coluna (17) e do coeficiente de rugosidade do tubo (n).

Apêndice D. em m/s. em função do diâmetro escolhido. em m2. O tirante crítico (yc) será obtido através da equação: yc = c3 x d Donde pode-se concluir que se: yc > y o regime é supercrítico. coluna (17). determina -se o enchimento crítico.Velocidade de escoamento A velocidade de escoamento será determinada pela equação da continuidade. coluna (15). Q A MT/DNIT/DPP/IPR . em m/s. c3 = M d5 / 2 Q g Entrando-se com o valor de (03) na tabela 59 do apêndice D.Manual de Drenagem de Rodovias 300 O tirante crítico(yc). coluna (15). Q = deflúvio a escoar. g = aceleração da gravidade. Através da tabela 58. v= onde: V = velocidade de escoamento. a ser indicado na coluna (21). em m/s2. determina-se o valor de d5/2. em m3/s. Dividindo o módulo crítico(M). A = área da seção molhada. yc < y o regime é subcrítico. Coluna 21 . yc/d. tem-se o argumento (c3). yc = y o regime é crítico. por d5/2. pode ser determinado através do cálculo do módulo crítico (M): M= onde: Q = deflúvio a escoar. a ser indicado na coluna (20).

5 m/s. expresso em minutos: tp = onde: tp = tempo de percurso. tabela 59 do Apêndice D. MT/DNIT/DPP/IPR . a ser indicado na coluna 23 é o resultado da divisão da extensão do trecho do coletor a montante pela respectiva velocidade de escoamento. O diâmetro mínimo tanto para os ramais de boca-de-lobo como para as galerias não deverá ser inferior a 0. E = extensão. 6. de acordo com o projeto.4 RECOMENDAÇÕES E 1 x V 60 A velocidade de escoamento não deverá ser superior a 4. devido à resistência a erosão do tubo de concreto. coluna 21. coluna 23 . em min. em m. em m/s.0 m/s. tabela 58 do Apêndice D. nem inferior a 1.40 m. coluna 22. V = velocidade de escoamento. função de y/d já determinado na coluna (20) pelo diâmetro escolhido coluna (17). Os procedimentos a serem seguidos na execução dos dispositivos devem obedecer às Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES . ao quadrado.Manual de Drenagem de Rodovias 301 Para a determinação da área da seção molhada.Tempo de percurso Q c1 x d2 O tempo de percurso no trecho. A altura d'água calculada não deverá ser inferior a 20 % nem superior a 85 % do diâmetro do coletor.Extensão A extensão deverá ser indicada em metros na coluna 22. multiplica-se o valor do argumento c1.5. visando facilitar a auto-limpeza. f) Coluna 23 . v= e) Coluna 22 .

Planilha para cálculo de coletores circulares de águas pluviais 1 2 3 4 5 6 MT/DNIT/DPP/IPR 302 . min Total Conc. Tempo Total a Declividade Diâmetro Enchimento Recobrimento Velocidade Extensão Percurso Nível Área Tempo Intes Coef. Parcial ℓ/s Nº Estaca d´água m m m m ha Imper. Distr. m ha min mm/h mm/h ℓ/s 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 COTAS NO POÇO Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 45 .POÇO DE VISITA BACIA LOCAL DEFLUVIO A ESCOAR PARA JUSANTE GALERIA DE JUSANTE LOCAÇÃO CONTRIBUIÇÃO PARCIAL Tirante Defl. Defl. Pluv. escoar m % m % m/s m Normal Crítico Coef. Defl. Terreno Fundo Área Coef.

jardins.3 m = 6.0 m = 8.6 COEFICIENTES DE REDUÇÃO DAS CAPACIDADES DAS BOCAS DE LOBO 303 Tabela 46 . campos 10 min 12 min 15 min Declividade da Sarjeta I<3% 7 min 10 min 12 min I>3% MT/DNIT/DPP/IPR .Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo Localização nas Sarjetas Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Simples combinada Com grelha Simples Grelha longitudinal Grelha transversal.0 m = 3.6 Tabela 48 .Tempo de entrada Natureza da área 1 – Área de construção densas 2 – Áreas residenciais 3 – Parques. ou longitudinal com barras Transversais Combinada Tipo de Boca-de-Lobo % permitida sobre o valor teórico 80 65 50 80 60 50 110% dos valores indicados para a grelha correspondente Tabela 47 .Valores do fator m BOCA DE LOBO COMBINADA Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e GRELHAS Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e m = 4.Manual de Drenagem de Rodovias 6.

5385 1.8100 1.6400 0.80 0.0000 1.15 0.0900 0.10 1.0179 0.2789 0.058 a = 0.3330 66.50 0.6920 29.0529 0.1444 0.0670 25.2321 1.38 0.0400 0.6923 8.6667 n = 0.3600 0.043 a = 0.018 304 Tabela 50 .0769 1.6670 86.70 0.Valores do fator (a) r = 0.0087 0.0890 0.25 0.0493 0.4900 0.1012 0.2025 0.4615 1.40 0.1769 0.4100 0.2500 0.7330 36.0769 5.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 49 .4400 0.20 0.40 r = 0.9230 99.00 1.4620 58.5724 0.90 1.30 0.60 r = 0.6154 12.015 d 5/2 m 2 0.0254 0.9231 3.0000 108.60 0.2310 125.45 0.0000 2.8462 6.7684 1.013 0.1600 0.0770 76.0225 0.0000 1.25 a = 0.0312 0.6920 42.5774 MT/DNIT/DPP/IPR .0770 19.3850 10.0625 0.2691 1.80 r = 0.1358 0.029 a = 0.4670 17.Determinação de d 8 3 n e d 5 2 Diâmetro m 0.23 0.20 d 2 d8/3 n n = 0.8000 50.6670 5.

5120 0.2276 0.2354 0.19 0.48 0.0273 0.1883 0.2739 0.4312 0.16 0.5020 0.38 0.3717 0.46 0.0174 0.1623 0.0961 0.3069 0.3828 0.0432 0.1711 0.0304 0.37 0.0331 0.1199 0.4920 0.4820 0.0698 0.1844 0.56 0.1174 0.1107 0.2014 0.0302 0.1030 0.1668 0.1988 0.4230 0.2355 0.1559 0.0597 0.1383 0.2853 0.2185 0.0646 0.1002 0.1242 0.1828 0.64 0.0549 0.4330 0.42 0.1044 0.0498 0.1455 0.2149 0.5690 C2 0.0805 0.2651 0.1110 0.0653 0.1530 0.0573 0.20 0.2368 0.2836 0.5400 0.57 0.2098 0.2074 0.0377 0.2098 0.1401 0.3229 0.45 0.1890 0.0910 0.2251 0.3599 0.1248 0.3627 0.2934 0.0246 0.2751 0.0152 0.27 0.2202 0.26 0.0955 0.0340 0.Manual de Drenagem de Rodovias 305 Tabela 51 .1508 0.0752 0.28 0.5220 0.1762 0.21 0.5500 0.0864 0.0735 0.0221 0.4720 0.23 0.0921 0.1800 0.5310.30 0.25 0.4162 0.2550 0.3527 0.61 0.2305 0.29 0.1050 0.50 0.1261 0.33 0.2260 0.1719 0.1612 0.15 0.2510 C3 0.0981 0.1198 0.24 0.31 0.2167 0.3157 0.2461 0.3263 0.3130 0.51 0.40 0.2038 0.36 0.0269 0.62 0.4444 MT/DNIT/DPP/IPR .1347 0.0361 0.3420 0.0535 0.2956 0.47 0.1926 0.2450 0.Dados numéricos para o cálculo do escoamento em galerias circulares parcialmente cheias y d 0.52 0.1148 0.1366 0.18 0.1451 0.0739 0.3949 0.66 0.22 0.0394 0.2090 0.3374 0.3930 0.0304 0.49 0.1830 0.3328 0.39 0.41 0. 0.35 0.1604 0.0427 0.54 0.17 0.34 0.4030 0.2464 0.4130 0.5590 0.0461 0.68 C1 0.1535 0.59 0.60 0.4062 0.1982 0.1773 0.1683 0.2410 0.2642 0.4620 0.4530 0.0862 0.58 0.55 0.1449 0.3466 0.0777 0.2546 0.0237 0.44 0.3032 0.0418 0.0818 0.0197 0.1312 0.63 0.3727 0.3827 0.1298 0.0811 0.0805 0.0613 0.43 0.53 0.32 0.4430 0.0694 0.67 0.65 0.

6570 0.3263 0.2751 0.80 0.2705 0.6050 0.3047 0.3300 C3 0.7190 0.6660 0.4987 0.82 0.6400 0.6898 0.7270 0.6740 0.81 0.2798 0.7120 0.5870 0.2607 0.5543 0.78 0.2845 0.3011 0.5599 0.2970 0.8017 306 MT/DNIT/DPP/IPR .70 0.2881 0.6320 0.3079 0.7250 0.5240 0.2928 0.74 0.4570 0.3243 0.2659 0.79 0.3183 0.73 0.3267 0.6051 0.6348 0.75 0.83 0.6230 0.5108 0.7527 0.7767 0.6140 0.84 0.6526 0.7040 0.3151 0.6970 0.7320 0.77 0.7106 0.5780 0.88 0.85 0.6810 0.71 0.4700 0.6490 0.3212 0.72 0.6020 0.6714 0.6185 0.89 C1 0.6890 0.86 0.69 0.76 0.4831 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 51 – (Continuação) y d 0.3115 0.87 0.5400 0.7380 C2 0.6960 0.2561 0.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 115 .Coeficiente de distribuição (n) .Àbaco de Caquot 307 MT/DNIT/DPP/IPR .

Coeficiente de deflúvio f 308 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 116 .

Gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 309 Figura 117 .

.

Manual de Drenagem de Rodovias 311 GEOTÊXTEIS CARACTERÍSTICAS. FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO MT/DNIT/DPP/IPR .

.

2 CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis derivam diretamente de dois fatores básicos. Características físicas: a) Gramatura (densidade superficial) b) Espessura c) Densidade da fibra ou filamento d) Diâmetro da fibra ou filamento e) Porosidade MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 7 OS GEOTÊXTEIS: CARACTERÍSTICAS. os geotêxteis possuem características (propriedades) que definem seu comportamento quando instalados em uma estrutura pertencente à obra. FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO INTRODUÇÃO 313 7. Para se definir as características dos geotêxteis. Como tantos outros materiais aplicados em obras de engenharia. 7. que muitas vezes definem também o desempenho. • • Processo de fabricação Matéria-prima Essas características são divididas em quatro grupos: • • • • Características Físicas Características Mecânicas Características Hidráulicas Características de Durabilidade Com relação ao processo de fabricação os geotêxteis podem ser tecidos ou não-tecidos. ou pelo menos que servir de subsídios para a seleção produto mais adequado situação de obra Esta situação de obra pode estar ligada ao desempenho do geotêxtil ou às suas condições de instalação. esses materiais são submetidos a alguns ensaios que simulm situações reais e que fornem resultados que ser usados dimensionamento.1 Os geotêxteis são materiais têxteis permeáveis com aplicação em obras ou estruturas geotécnicas.

Características de durabilidade: a) Fluência b) Resistência à abrasão c) Resistência aos raios ultra-violetas d) Resistência à temperatura e) Resistência a agentes químicos f) Resistência a agentes biológicos 7.Manual de Drenagem de Rodovias 314 Características mecânicas: a) Resistência à tração b) Alongamento c) Módulo de rigidez d) Resistência ao Puncionamento e) Resistência ao estouro f) Resistência à propagação do rasgo g) Flexibilidade h) Atrito com o solo i) Isotropia Características hidráulicas: a) Permeabilidade normal b) Permeabilidade transversal c) Abertura de filtração (Porosimetria) . As funções são: – – – Filtração Separação Reforço MT/DNIT/DPP/IPR .Capacidade de retenção de partículas.3 FUNÇÕES DOS GEOTÊXTEIS A função de um geotêxtil é tudo aquilo que se espera que o mesmo desempenhe na estrutura pertencente à obra.

Aqui também são características importantes: – – – – Abertura de filtração Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo Resistência à tração MT/DNIT/DPP/IPR . ou seja. É importante que fique claro que as funções derivam e dependem das Características dos geotêxteis. ao mesmo tempo que retém as partículas do solo necessárias à sua estabilização. mantendo cada qual suas características. o geotêxtil permite a livre passagem da água. o geotêxtil impede que estes se misturem. quando instalado entre um solo e um meio drenante. ao mesmo tempo que permite a livre passagem da água nos dois sentidos evitando sub-pressões.Manual de Drenagem de Rodovias 315 – – Proteção Drenagem Nas obras os geotêxteis podem desempenhar simultânea ou isoladamente as funções apresentadas. Deve-se observar que são características importantes para função: • • • Permeabilidade Porosidade Abertura de Filtração (capacidade de retenção de partículas) Para a instalação (Resistência a esforço de instalação) • • • • Resistência à tração Alongamento Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo FUNÇÃO SEPARAÇÃO 7.2 Quando instalado entre dois materiais de granulometrias diferentes.3.1 FUNÇÃO FILTRAÇÃO Por exemplo.3. se esperamos que um geotêxtil desempenhe uma determinada função na obra e condição básica que este possua as características exigidas para tal e com determinados valores (dimensionamento) 7.

3 FUNÇÃO REFORÇO 316 O geotêxtil atua como reforço sempre que solicitado à tração no sentido de aumentar a resistência do material que o envolve.3.5 Espessura Resistência ao Puncionamento FUNÇÃO DRENAGEM TRANSVERSAL Função desempenhada pelo geotêxtil quando transporta gases ou líquidos através de sua espessura no plano da manta.4 Resistência à tração Alongamento Rigidez Atrito com o solo Fluência FUNÇÃO PROTEÇÃO Nessa função o geotêxtil absorve os esforços e tensões localizadas que se incidissem diretamente sobre o material protegido poderiam danificá-lo. São características importantes: – – 7.1 GRAMATURA (DENSIDADE SUPERFICIAL) – – 7. são as seguintes: 7.3.3.4 Espessura Permeabilidade CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis.4.4.2 Símbolo: Unidade: (gramas/m) ESPESSURA – – Símbolo: Unidade: (mm) MT/DNIT/DPP/IPR . onde o importante é caracterizar: – – 7. também chamadas de propriedades.Manual de Drenagem de Rodovias 7. São características importantes: – – – – – 7.

Tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis a) faixa estreita (strip test) b) faixa larga (wide width test) c) agarramento (grab test) MT/DNIT/DPP/IPR .5 POROSIDADE – – Símbolo: (ηGT ) Unidade: (%) É a relação entre o volume de vazios do geotêxtil e o volume total do mesmo. 7.4. 118. µm) Dimensão da seção transversal da fibra ou filamento que compõe o Geotêxtil 7.4 DIÂMETRO DA FIBRA OU FILAMENTO – – Símbolo: d f Unidade: (mm .4.Manual de Drenagem de Rodovias 7. g/m3) É a própria densidade da matéria-prima com que são fabricadas. Figura 118 .4.4.6 – Símbolo: α E = força por unidade de largura para um dado alongamento α f = força por unidade de largura na ruptura – Unidade (KN/m) Os três tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis são os constantes da Fig.3 DENSIDADE DA FIBRA OU FILAMENTO 317 – – Símbolo : ρf Unidade : (Kg/m3. Analiticamente: η = 1− µ ϑf ⋅ Tg RESISTÊNCIA À TRAÇÃO 7.

para caracterizar um geotêxtil.9 RESISTÊNCIA AO PUNCIONAMENTO a) Puncionamento estático: – – símbolo:Fp unidade: (KN. O módulo (J) depende do formato da curva tensão (α ) X deformação (ε ) . mas não traduz corretamente o desempenho do geotêxtil devidamente confinado pelo solo.4.7 ALONGAMENTO – – Símbolo: ε Unidade:(%) Corresponde à deformação que o geotêxtil sofre nos ensaios de tração. O ensaio consiste em se fazer penetrar uma determinada punção sobre a amostra de geotêxtil e medir o esforço necessário para tal. 7. pela sua reduzida largura. b) Puncionamento dinâmico – – símbolo : Wi Unidade : (J) MT/DNIT/DPP/IPR . b) Considerado um ensaio de performance. e pode assumir valores diferentes dependendo de cada fase da curva. pois. 7. é muito utilizado por ser bastante prático. N) Representa o esforço concentrado e praticamente estático que pedras. Esse ensaio só é usado para controle de qualidade da fabricação.4. arames e outros objetos contundentes aplicam no geotêxtil durante sua instalação e/ou vida útil.4. 7. produz distorções no resultado devido à grande estricção que o corpo de prova sofre na sua parte central.8 MODULO DE RIGIDEZ – – Símbolo: J Unidade : (KN/m) É a inclinação da curva tensão X deformação obtida nos ensaios de tração. c) O ensaio de agarramento (GRAB-TEST) simula a solicitação de tração no geotêxtil quando utilizado entre duas pedras que tendem a se afastar.Manual de Drenagem de Rodovias 318 a) O ensaio de faixa estreita não é utilizado para caracterizar o comportamento de geotêxteis.

) O ensaio de caracterização consiste em se aplicar uma carga hidráulica através de uma membrana de borracha na amostra de geotêxtil instalada em uma flange.14 ISOTROPIA Característica inerente ao geotêxtil que possui as mesmas propriedades mecânicas em todas as direções dentro do seu plano de fabricação. fendas. MPa) É o esforço distribuído que solos moles ou líquidos impõem ao geotêxtil quando apoiado em substrato que apresente grandes vazios (espaços intragranulares. 7. O ensaio (não normalizado para geotêxteis) consiste em lançar uma função sobre a amostra do geotêxtil e verificar a energia máxima de resistência ao impacto. KN) Em situações onde o geotêxtil sofre danos localizados.4. etc. rachaduras.4. 7. 7. é importante que esses danos não se propaguem para não comprometer ainda mais o seu desempenho. o atrito com o solo está ligado à interação entre este e o geotêxtil como medida da transmissão do esforço.Manual de Drenagem de Rodovias 319 Representa a solicitação dinâmica pontual que pedras e enrocamentos lançados impõe sobre o geotêxtil especialmente durante sua instalação.12 FLEXIBILIDADE Essa propriedade está ligada à capacidade de acomodação do geotêxtil no terreno ou substrato onde é instalado.10 RESISTÊNCIA AO ESTOURO – – símbolo: PB unidade: (KPa.4. em se medir o diâmetro do furo provocado pela punção e energia padronizadas.4. O ensaio de caracterização consiste em se fazer tracionar os lados não paralelos de um corpo de prova trapezoidal no qual se faz um corte inicial.11 RESISTÊNCIA À PROPAGAÇÃO DO RASGO – – símbolo: FT unidade: (N. 7.13 ATRITO COM O SOLO Característica muito importante quando o geotêxtil atua como reforço.4. 7. ou em ensaios mais empíricos. MT/DNIT/DPP/IPR .

que é o produto de seu coeficiente de permeabilidade transversal pela sua espessura. Ψ= Kn −1 s Tg ( ) PERMEABILIDADE TRANSVERSAL 7.que é a relação entre o coeficiente de permeabilidade normal e a espessura do geotêxtil.15 PERMEABILIDADE NORMAL 320 – – Símbolo: Kn Unidade: (cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade normal.17 ( ) ABERTURA DE FILTRAÇÃO (CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE PARTÍCULAS) – – Símbolo:Of Unidade (mm. essa é a característica que expressa a capacidade do geotêxtil em conduzir um fluxo de água (ou gases) pela sua espessura no sentido paralelo à sua superfície. Ø = Kt Tg cm /s 7. essa é a característica que expressa sua capacidade em ser atravessado por um fluxo de água perpendicularmente ao plano do geotêxtil.16 – – símbolo:Kt unidade:(cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade transversal. através da sua transmissividade (Ø) . µm ) Característica que representa o tamanho do maior poro do geotêxtil.4. A determinação de Kt é feita fazendo-se percolar água pela sua espessura em condições de carga hidráulica conhecida lei de DARCY. representa o tamanho da maior partícula que atravessa o geotêxtil nas condições de ensaio (capacidade de retenção de partículas).Manual de Drenagem de Rodovias 7. É comum se expressar a permeabilidade normal do geotêxtil através de sua permissividade (Ψ ) . MT/DNIT/DPP/IPR . Em outras palavras. É comum se expressar a permeabilidade transversal do geotêxtil.4. A determinação de Kn é feita através da passagem de um fluxo de água em regime laminar pelo geotêxtil em um permeâmetro de carga constante aplicando-se a lei de DARCY.4.

4. não desejável de um geotêxtil.5.Manual de Drenagem de Rodovias 321 Os ensaios existentes.4.4. Nas aplicações enterradas.20 RESISTÊNCIA AOS RAIOS ULTRA-VIOLETAS Característica ligada à degradação da matéria prima do geotêxtil quando exposto à luz do sol. 7.23 RESISTÊNCIA A AGENTES BIOLÓGICOS Resistência da matéria-prima do geotêxtil aos agentes biológicos em contato. como os demais tipos de filtros. representa sua maior ou menor suscetibilidade em alterar sua textura superficial quando submetida a esforços de abrasão por cravação ou arrasto.1 MECANISMOS DE FILTRAÇÃO Para o correto dimensionamento do geotêxtil como filtro é importante que se entenda os dois mecanismos básicos de filtração a que os geotêxteis. em se deformar ao longo do tempo quando submetido à carga constante. bem diferentes entre si. 7. – Solo em contato direto com o geotêxtil MT/DNIT/DPP/IPR . podem vir a ser submetidos. 7. concentração e demais condições do produto em contato com o geotêxtil. via de regra não há com o que se preocupar.18 FLUÊNCIA Corresponde à característica. 7.4.21 RESISTÊNCIA À TEMPERATURA Característica da matéria-prima de importância quando o geotêxtil entrar em contato com altas temperaturas. 7.5 O DIMENSIONAMENTO FUNÇÃO FILTRAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA DRENAGEM SUBTERRÂNEA – 7.22 RESISTÊNCIA A AGENTES QUÍMICOS Característica da matéria-prima ligada à sua degradação ou resistência aos elementos químicos. 7.4.19 RESISTÊNCIA À ABRASÃO Característica pouco importante para a maioria das aplicações do geotêxtil. consistem na determinação do tamanho da maior partícula de um solo padrão que atravessa o geotêxtil em condições de percolação de água ou a seco com vibração. Característica derivada da matéria-prima. 7.4.

– b) Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluido percolante É o caso da filtração de águas brutas de rios para abastecimento. etc. o geotêxtil só pode ser instalado quando for possível o acesso ao mesmo para retirada do material retido. Com o passar do tempo as partículas retidas na superfície vão tornando o sistema menos permeável.(a) Formação reticulada em abóboda .(b) Geotêxtil retendo partículas em sus. em uma primeira fase de algumas partículas mais Finas.Manual de Drenagem de Rodovias 322 – Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluído percolante a) Solo em contato direto com o geotêxtil É o caso dos drenos subterrâneos de rebaixamento de lençol freático. Segundo Rollin e Denis (4). etc. seguindo as duas formações básicas que seguem – formação reticulada em pontes (figura 119a): Após a passagem. esgotos industriais e domésticos. a aderência entre partículas do solo e as fibras do geotêxtil faz com que o processo seja semelhante ao anterior. praticamente por tempo indefinido. formando um filtro natural. drenos de barragem. formação reticulada em abóbada (figura 119b): Em solos argilosos. as mais grossas que vão para junto do geotêxtil são retidas. Nesse caso. onde a água percola limpa através dos poros do solo. enxurradas com partículas em suspensão. necessitando manutenção. lavagem. Geotêxtil em contacto com o solo: Figura 119 .(c) MT/DNIT/DPP/IPR . Nesse mecanismo de filtração (figura 119c) o geotêxtil vai retendo as partículas em suspensão e deixando passar o fluído. retrolavagem ou até substituição do geotêxtil. Formando um novo arcabouço estável e criando um filtro natural. nesse mecanismo de filtração o geotêxtil atua como barreira provocando a formação de um filtro natural. Nesse caso o geotêxtil pode ser instalado enterrado e sem acesso ao mesmo. pensão .Mecanismos de filtração Vazios Geotêxtil Fibras Geotêxtil Geotêstil em contacto com o solo: Formação reticulada em ponte .

5. B = constante do método Of = abertura de filtração do geotêxtil (capacidade de retenção) O CFGG . suficientemente capaz de reter as partículas necessárias para a estabilização do solo em contato Praticamente. da mesma forma que para o dimensionamento de filtros granulares. – – Critério de retenção Critério de permeabilidade ou seja.Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas adota como método de escolha (dimensionamento) do geotêxtil como filtro a metodologia que segue: Critério de Permeabilidade A perda de carga ∆h à passagem do geotêxtil é dada pela relação: MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 7. ao mesmo tempo. o geotêxtil deve ser permeável o suficiente para evitar perturbações no solo por problemas de pressão. todos os métodos de dimensionamento de geotêxteis como filtros propõe a seguinte relação: – kn ≥ C ⋅ ks Critério de Permeabilidade onde: Ks = coeficiente de permeabilidade do solo base C = constante do método Kn = coeficiente de permeabilidade normal do geotêxtil – Of ≤ B ⋅ d Critério de Retenção onde d = diâmetro da partícula do solo base tal que 85% em peso são inferiores a este diâmetro. de percolação e.2 O DIMENIONAMENTO DO GEOTÊXTIL PARA O DESEMPENHO DA FUNÇÃO 323 Filtração Para o dimensionamento de um geotêxtil como filtro em uma drenagem subterrânea (ou sub-superficial). dois critérios básicos devem ser considerados.

kn ⎛ kn ⎞ Tg ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ A ⎝ ⎠ * * * Fator de Correção A (Produto de termos corretivos ou pré-fixados) a) Obras com alto nível de segurança (barragens. novo e não comprimido.1 m: equivale a Fator 10 coeficiente de segurança global: Fator 3 A permissividade do geotêxtil deve ser. compressão sob carga: Fator 3 gradiente 1s ≤ 10 : equivale a Fator 10 perda de carga admissível: ∆h = 0. ⎛ kn ⎞ ks x is ⎜ ⎟= ⎜ tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ kn tg ks x is = ∆h A MT/DNIT/DPP/IPR .016) A permissividade da obra será a permissividade do geotêxtil. etc) – – – – – contaminação: na colocação na obra ou em funcionamento: Fator 100.Manual de Drenagem de Rodovias 324 ⎛ kn ⎞ ks is ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ ⎛ kn ⎞ onde ⎜ ⎟ = permissividade do geotêxtil na obra em S-1 ⎜ Tg ⎟ ⎝ ⎠ Kn = coeficiente de permeabilidade do geotêxtil em m/s Ks = coeficiente de permeabilidade do solo em m/s Tg = espessura do geotêxtil em m is = gradiente hidráulico no solo ou vizinho do geotêxtil (adimensional) Obs : A permissividade é a medida sob pressão nula (AFNOR NF 38. kn ≥ 10 5 ks tg pois. com o fator de correção A.

pode-se considerar a contaminação desprezível kn ≥ 10 3 ks tg Critério de Retenção É comparada a abertura de filtração ( Of ) do geotêxtil. Of é obtido através do ensaio de peneiramento hidrodinâmico (AFNOR NF-G 38017) A comparação acima é afetada por coeficientes para levar em conta condições particulares. compacidade. como segue: Of ≤ c d 85 sendo C=C1. Floreiras. 12% passando na peneira 200 (0.C3.8 C 2 – influência do solo solos -fofos ou não confinadosC2 = 0.C4 onde C 1 – influência da granulometria granulometria continua e bem graduada C1 = 1 granulometria uniforme C1 = 0. Drenagem De Taludes. tipo de escoamento e função do geotêxtil.25 C 3 – escoamento hidráulico MT/DNIT/DPP/IPR .074mm).Manual de Drenagem de Rodovias 325 kn ks x is x A = tg ∆h kn 10 x 100 x 3 x 3 x ks = tg 0.8 solos densos e confinadosC2 = 1. Etc) kn ≥ 10 4 ks tg c) No caso de areias puras: equivalente de areia > 60. com as partículas maiores do solo (d 85 ) a filtrar.C2. ligadas à granulometria do solo.10 kn = 10 5 ks tg b) Outras Obras (Trincheiras Drenantes.

8 20 < i < 40 fluxo reversoC3 = 0. pode ser feita diretamente sobre o "ÁBACO" abaixo: Figura 120 . são multiplicados por C4 = 0.Ábaco para escolha do fator “C” NOTA: No caso de aplicações filtro-drenantes (drenagem transversal) os valores de “C” obtidos no ábaco. MT/DNIT/DPP/IPR .3 Gráfico para Determinação de C A escolha do fator "C".6 (proteção de margem) C 4 – função do geotêxtil função de filtroC4 = 1 função filtro-drenante (drenagem transversal)C4 = 0. do geotêxtil como filtro.Manual de Drenagem de Rodovias 326 gradiente hidráulico:i < 5 C3 = 1 5 < i < 20 C3 = 0.3.

Neste caso a composição granulométrica tem a forma indicada na Figura 121 a seguir: Figura 121 . se ela conduzir a um valor de Of superior a 50 µm. o geotêxtil deve reter os elementos mais grossos e deixar passar os elementos mais finos. respeitando o critério seguinte: 4 ⋅ d15 〈 Of 〈 C ⋅ d 85 Considerações Porosimetria Medida da dimensão dos poros do geotêxtil e sua distribuição percentual. MT/DNIT/DPP/IPR . se não.Composição granulométrica Para os solos que apresentam a possibilidade de terem partículas finas percolando nos seus vazios (britas pulverulentas. areias pouco argilosas onde a porção argila não constitua uma matriz continua). Comentários Para solos de granulometrias descontínuas. a abertura de filtração Of é comparado ao d85 da fração granulométrica inferior a este patamar (considera-se o patamar como sendo 100% passando). adota-se Of = 50 µm. aplica-se a regra de retenção.Manual de Drenagem de Rodovias 327 – no caso de solos-finos. nos quais a curva granulométrica apresenta um patamar acima do limite de "20% passando".

5 MT/DNIT/DPP/IPR . não devem tecidos. ocasião em que esforços mecânicos poderão danificálo. Tabela 52 .Manual de Drenagem de Rodovias 328 Abertura de Filtração (Of) Diâmetro do maior poro do geotêxtil.3 ESCOLHA DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A INSTALAÇÃO DO MESMO NA OBRA As características de permeabilidade e retenção de partículas são primordiais para o desempenho da Função Filtração do geotêxtil. 7. NBR-12824 NBR-13359 ou NBR-15224 Unidade cm/s µm kN/M % kN Dreno Profundo ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥ 12 ≥ 30 ≥ 2. Cu = d60 d10 (usado na definição do C1) Coeficiente de Uniformidade Parâmetros do Solo: d85: corresponde ao diâmetro da partícula do solo tal que 85% em peso são inferiores a esse diâmetro d60.5.Requisitos básicos das mantas geotêxteis Requisitos Permeabilidade Abertura de Filtração Resistência à tração Alongamento εr Resistência ao puncionamento Norma (ABNT) NBR-15223 NBR-15229 NBR-15224. d10 e d15 = conceitos análogos ao d85. utilizadas como materiais filtrantes nos drenos. mas. corresponde ao diâmetro do maior elemento de solo capaz de atravessar o geotêxtil sobre a ação da percolação de água. é muito importante a escolha final de um geotêxtil em relação ao outro levando-se em conta as características que seguem (resistência à esforços de instalação): – – – – – Resistência à tração Alongamento Resistência ao puncionamento Resistência ao estouro Resistência à propagação do rasgo Requisitos básicos das mantas geotêxteis As mantas geotêxteis.5 Superficial ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥8 ≥ 30 ≥ 1. NBR-12824 NBR-15224. para garantir a eficácia do mesmo durante sua instalação e vida útil. agulhadas e atender aos seguintes requisitos básicos (Tabela 60).

A circulação de equipamentos da obra sobre a trincheira drenante antes de sua conclusão (selo) deve ser proibida.5. estarem isentas de lama ou de água com partículas em suspensão para evitar algum tipo de poluição das mesmas. dentro do possível.5 ALGUMAS RECOMENDAÇÕES DRENAGEM SUBTERRÂNEA PARA A INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA Preparo do terreno: as superfícies onde será instalado o geotêxtil deverão. devem ser feitas logo após a abertura da vala. NOTAS: Recomendações complementares dos catálogos e folhetos dos fabricantes dos geotêxteis devem ser considerados para obter o melhor desempenho possível dos mesmos. Após o enchimento da trincheira e rebatimento do geotêxtil na superfície (fechamento superior do filtro) deverá ser imediatamente executado o selo superior para impedir a entrada de partículas na trincheira drenante devido às águas de enxurrada. Objetos contundentes deverão ser removidos Instalação e união dos geotêxteis: O geotêxtil deve ser instalado convenientemente contra o fundo e paredes da trincheira drenante para prevenir solicitações exageradas quando da colocação do material de enchimento e também para evitar a presença de "cavidades" entre o solo e o geotêxtil.20 m) Colocação do material de enchimento (material drenante): o sentido de lançamento do material de enchimento deverá ser tal que impeça o levantamento e deslocamento do geotêxtil nos locais de recobrimento. MT/DNIT/DPP/IPR . causando a movimentação indesejada do solo a drenar. 7. A união do geotêxtil para o fechamento do filtro e emenda de duas mantas pode ser feita por recobrimento de 0.30 m (aceita-se até 0.4 ESCOLHA FINAL DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A PRÁTICA 329 Tendo em vista a recente apresentação e uso dos métodos de dimensionamento de Geotêxteis para a Função Filtração. o projetista pode e deve colocar sua escolha final tendo em conta também a tradição de uso de certos geotêxteis em condições de instalação e solos conhecidos. A instalação do geotêxtil.5.Manual de Drenagem de Rodovias 7. enchimento e selo.

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Manual de Drenagem de Rodovias 331 BIBLIOGRAFIA MT/DNIT/DPP/IPR .

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P. RIGO. COMITÉ FRANÇAIS DES GÉOTEXTILES ET LE GÉOMEMBRANES. 83-92. 2. J. New Jersey: PrenticeHall. St. 0livier. 456-470. L. mai/jun. Paris. GICOT. Geotextiles and geomembranes. Geosynthetic filtration in landfill design. 2005. ROLLIN. 1980. 3. 2. 1987. Recommandations pour l'emploi des géotextiles dans les systemes de drainage et de filtration. 5th. 107. Bulletin de Liaison des Laboratoires des Ponts et Chaussées.1987.Manual de Drenagem de Rodovias BIBLIOGRAFIA 333 1. Proceedings. R.. Paul. 3th. 5. MT/DNIT/DPP/IPR . In: Geosynthetic’87 Conference. Mn: Industrial Fabrics Association International. Les géotextiles: guide de l'utilisateur. n. PERFETTI. ed. New Orleans. M. p. p.. Jean-Marie. Jacques. Paris. ed. New Orleans. DENIS R. GIROUD. A. 1986. PERFETTI Jacques. v. KOERNER. definitions. Designing with geosynthetics. properties and designs. 4. 1984-1985. 6. Paris: Rhône-Poulenc. Nouvelle approche de la mesure de la résistance à la traction des géotextiles non-tissés. 1987..

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