DNIT

Publicação IPR - 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO-GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª EDIÇÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Albino Pereira Martins (Responsável Técnico) Eng° Francisco José Robalinho de Barros (Responsável Técnico) Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Téc° Felipe de Oliveira Martins (Tecnólogo em Informática) Téc° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Técª Célia de Lima Moraes Rosa (Técnica em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri (DNIT / DPP / IPR)

COLABORADORES TÉCNICOS
Engº Osvaldo Rezende Mendes (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Francisco José d’Almeida Diogo (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Maria das Graças Silveira Farias (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Rosane Roque Jacobson (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Osvaldo Barbosa (KANAFLEX / AMITECH – RJ) Eng° MSc Fernando Wickert (Coordenador Técnico Geotêxtil da Fiberweb Bidim) Eng° Eider Gomes de Azevedo Rocha (Consultor da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Engª Carla Borges de Araújo (Consultora da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Eng° Antônio Máximo da Silva Filho (Superintendência Regional – MA {ex 15ª UNIT/DNIT})

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng°Paulo Romeu de Assunção Gontijo Eng°Saul Birman Eng°Julio César de Miranda Eng°Genésio Almeida da Silva Eng°Ronaldo Simões Lopes Azambuja Eng°Pedro José Martorel Martorel Eng°Haroldo Stewart Dantas Eng°Renato Cavalcante Chaves Eng°Nelson Luiz de Souza Pinto Eng°Willy Alvarenga Lacerda Eng°Rui Vieira da Silva Eng°Antonio Roberto Martins Barbosa de Oliveira Eng°João Maggioli Dantas Eng°Guioberto Vieira de Rezende Eng°Humberto de Souza Gomes

COLABORAÇÃO: GEPEL – Consultoria de Engenharia Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de drenagem de Rodovias. - 2. ed. - Rio de Janeiro, 2006. 333p. (IPR. Publ., 724). 1. Rodovias – Drenagem – Manuais. I. Série. II. Título.
Impresso no Brasil / Printed in Brazil

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

Publicação IPR 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª Edição

Rio de Janeiro 2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, Km 163 – Vigário Geral Cep.: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel/Fax.: (21) 3371-5888 e-mail.: ipr@dnit.gov.br TÍTULO: MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado pela Diretoria Colegiada do DNIT em 15/08/2006.

br . Centro Rodoviário. buscando-se a simplificação de procedimentos e a facilidade de sua aplicação. Km 163. vierem a consultá-lo. enviando sugestões. a fim de possibilitar o desenvolvimento dos projetos de drenagem para rodovias com eficiência e modernidade. Neste Manual de Drenagem de Rodovias são apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária. Rio de Janeiro CEP . por ventura.21240-000. procurando dar maiores e melhores subsídios técnicos aos profissionais que. datado de 1990. fruto da revisão e atualização da 1ª Edição do Manual.gov. Vigário Geral. vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu Manual de Drenagem de Rodovias.APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR). A presente edição. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).: (21) 3371-5888 E-mail: ipr@dnit. Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra. comentários e críticas ao endereço abaixo. Solicitamos a todos os usuários deste Manual que colaborem na permanente atualização e aperfeiçoamento do texto. RJ Tel/Fax. dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos. atualiza e complementa o nível de informação do Manual original.

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........................ 35 Relação entre energia e profundidade críticas ................................... 112 Carga para bueiros em tubulação oval de concreto............................ com eixo longo vertical ou horizontal...................................................................................... 113 ................................................................................ com eixo longo horizontal e controle de entrada.................. 38 Grandezas hidráulicas dos bueiros celulares .. 104 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada........................................... 94 Cotas hidráulicas no levantamento do Hw.................. à seção plena com controle de saída n = 0........ 34 Largura da superfície livre do fluxo................................................................................................................. com controle de entrada .... 85 Controle de saída ................ 36 Ângulo Ø.......................... 107 Interpolação de curva de coeficiente Ke............................................................... 39 Curva Kq = g (d) ........................... à seção plena com controle de saída n = 0.......................012...................................................... 34 Variação de energia.......................................... 102 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto........................ 106 Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada em anel biselado ..................012.......................................................... 96 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada ....................................................................................012......................................................... 78 Curva Kv = f (d) .................. 111 Carga para bueiros em tubulação de concreto............................LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE FIGURAS Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Figura 8 Figura 9 Figura 10 Figura 11 Figura 12 Figura 13 Figura 14 Figura 15 Figura 16 Figura 17 Figura 18 Figura 19 Figura 20 Figura 21 Figura 22 Figura 23 Linha de energia específica .............................................. 80 Esquema de escoamento por orifício ........................................................................................................ 109 Carga para bueiros em célula de cimento............... 101 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de cimento e controle de entrada .............. à seção plena com controle de saída n = 0....... 79 Propriedades hidráulicas de estruturas lentículares e elípticas .................... 105 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóboda de chapa metálica corrugada com controle de entrada ..................................... 103 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada.........................................................................................

................................................................................. 117 Profundidade crítica seção retangular .......................................................................................................................................................................................................................................................... 140 Curva dx/dy = f (y) ...... à seção plena n = 0.............................................. à seção plena n = 0..... 155 Seção retangular .024................... 148 Ábaco I ................................. 154 Seção triangular...... 133 Termos da equação de Bernoulli .. 140 Acréscimo de cota devida ao remanso... 124 Seção transversal de um rio ... 155 Seção trapezoidal ..... 116 Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada............................................................................................................................ 137 Comprimento elementar ................................................................................... 114 Carga para bueiros em chapa metálica corrugada..................................................................... 145 Vista em planta dos obstáculos ..........024................................................................................................................................... 122 Curvas do comportamento hidráulico para bueiros circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1............... 146 Vista em perfil d’água e obstáculos .................................. 155 Figura 34 Figura 35 Figura 36 Figura 37 Figura 38 Figura 39 Figura 40 Figura 41 Figura 42 Figura 43 Figura 44 Figura 45 Figura 46 Figura 47 Figura 48 Figura 49 Figura 50 Figura 51 .......................................... 115 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada.................................................................. 142 Perfil hidráulico teórico ......................................................024............................................................................................................2m de diâmetro e boca de montante saliente ........................................... à seção plena n = 0....................................................... 120 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical............ 149 Ábaco II ........................................... à seção plena n = 0....... 138 Perfis do fundo e linha d’água ......................................... 121 Profundidade crítica para bueiro lenticular em aço corrugado..................................................... 144 Sobrelevação devida à obstrução de pilares .................... 118 Profundidade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados............................ 132 Gráficos de h = f (AR ⅔) e h = g (v).....................................................................................................................................................................Figura 24 Figura 25 Figura 26 Figura 27 Figura 28 Figura 29 Figura 30 Figura 31 Figura 32 Figura 33 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada................................ 146 Coeficientes da fórmula de Rehbock ...................................................................................................................................................... 119 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal .....................................024............................................. 149 Valetas de proteção de corte.................................................

...................................................................................... 164 Sarjeta trapezoidal com capa ... 193 Esquema completo de um bueiro de greide em aterro .................................................................................................................................................. 172 Direção de maior declive ................................................................... 185 Seção curta de uma descida d’água de comprimento ∆x ................................................................ 191 Saída d’água de greide em rampa........................................................................................ 190 Perfil do fluxo em descida d’água .............................................Figura 52 Figura 53 Figura 54 Figura 55 Figura 56 Figura 57 Figura 58 Figura 59 Figura 60 Figura 61 Figura 62 Figura 63 Figura 64 Figura 65 Figura 66 Figura 67 Figura 68 Figura 69 Figura 70 Figura 71 Figura 72 Figura 73 Figura 74 Figura 75 Figura 76 Figura 77 Figura 78 Figura 79 Figura 80 Figura 81 Figura 82 Figura 83 Escalonamento de valetas............................................................................................................................................................................................................................ 204 Dissipador contínuo ao longo do aterro .................................................................. 170 Curvas de comprimento crítico para várias declividades... 163 Sarjeta trapezoidal.......................... 174 Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro . 181 Descidas d’água tipo rápido ...................... 205 Bacia de contribuição da plataforma.................................................. 170 Meio-fio simples e acostamento ....................................................... 165 Bacia de contribuição da sarjeta........................................................................................................................................... 162 Sarjeta triangular ................... 183 Elemento para o cálculo da velocidade d’água no pé da descida ...................................................................... 203 Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap”...................... 200 Curva para levantamento do comprimento do ressalto .................................... 168 Curva d = f (I)................................................... 176 Comprimento crítico de sarjeta em função de declividade longitudinal d = f (I) .......................................................................................................................... 172 Meio-fio sarjeta conjugados ..................................................... 164 Sarjeta retangular ............... 159 Descida d’água em degrau..... 199 Número de Froude............ 206 ............. 161 Seção retangular ....................................... 190 Curvas de profundidade e velocidade do líquido ..................... 201 Esquema de um dissipador de energia ........... 161 Seção trapezoidal ............................................................................................. 198 Esquema completo de um bueiro de greide em corte ................................................................... 192 Saída d’água de curva vertical côncava ........................................................................ 180 Situações da valeta do canteiro central .....................................................

........................................................................ 288 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas .................................................................... 225 Filtro separador ..................................................... 268 Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia.................................................................................................................................................................................................................................................................. 267 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL.............Figura 84 Figura 85 Figura 86 Figura 87 Figura 88 Figura 89 Figura 90 Figura 91 Figura 92 Figura 93 Figura 94 Figura 95 Figura 96 Figura 97 Figura 98 Figura 99 Figura 100 Figura 101 Figura 102 Figura 103 Figura 104 Figura 105 Figura 106 Figura 107 Figura 108 Figura 109 Figura 110 Figura 111 Figura 112 Parâmetro no escalonamento do talude ................................ 255 Perfil dos lençóis freáticos rebaixados................................................................................. 290 ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 216 Camada drenante ............................ 283 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas ......................................................................................... 237 Área de vazão máxima (I < L)....................... 266 Dreno sub-horizontal com controle na saída ......... 236 Área de vazão máxima (I = L) ........................................ 207 Escalonamento de aterro – altura máxima .................................. 233 Comportamento da água drenada nos pavimentos ................................................ 266 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL.................................. 250 Curvas granulométricas......................... 224 Curvas para agregados de graduação ..................................................... 288 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas.............................................................................. 262 Elementos de um dreno sub-horizontal .......................................... 1997) ......................................................................................................................................................................................... 251 Rebaixamento do lençol freático.......... 1977) ........... 224 Camada drenante conectada a dreno profundo . 235 Elementos de cálculo do dreno lateral da base ........... 227 Elementos para o dimensionamento da camada drenante............................. 273 Bocas de lobo ............................................... 286 Seção na entrada da boca-de-lobo....... 210 Corta–rios .................. 211 Esquemas de drenos em muros de arrimo...................................................................... 238 Seções de drenos profundos....................................... 229 Nomograma para determinação da seção de vazão ..... 258 Drenos em espinha de peixe ....................................

.................................. 327 ... 308 Capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção....................................................................................................................... 318 Mecanismo de filtração.............................................................................. 309 Tipos básicos de ensaios de tração para geotexteis ..................................................... 307 Coeficiente de deflúvio f ............................................................................. 326 Composição granulométrica ...................................................................................................... 322 Ábaco para escolha do fator “C” ........... 292 Esquema geral de grelha . 293 Coeficiente de distribuição (n) – Àbaco de Caquot ..............................Figura 113 Figura 114 Figura 115 Figura 116 Figura 117 Figura 118 Figura 119 Figura 120 Figura 121 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas .............................................................................................................

....... 51 Vazão..... 59 Vazão.............. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ....... 56 Vazão.................................................................... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ........... 62 Vazão................... velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ....................... velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) ........................................................LISTA DE TABELAS Tabela 1 Tabela 2 Tabela 3 Tabela 4 Tabela 5 Tabela 6 Tabela 7 Tabela 8 Tabela 9 Tabela 10 Tabela 11 Tabela 12 Tabela 13 Tabela 14 Tabela 15 Tabela 16 Tabela 17 Tabela 18 Tabela 19 Vazão...................... 76 Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados............ velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) . 52 Vazão.... 64 Vazão......................................................... velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ........ 63 Vazão........................................ velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ... 53 Vazão.................................................................................................... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ............................................... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) . 55 Vazão........................................................................................................................ 66 Tabelas dos circulares parcialmente cheios ........................................................... 60 Vazão...................................................... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) ........ 54 Vazão..... velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ..................... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ....... 65 Vazão.................. 56 Vazão................................................................ 81 ............. 61 Vazão.... velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) ................... velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) . velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) . 58 Vazão............. 57 Vazão.......................... velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ..........................

............... 143 Folga “f” para valetas revestidas ............................................................................................................ 128 Valores de “x” para “y”................................................................. 84 Coeficientes de vazão ...................... 128 Valores dos coeficientes de rugosidade “n”............ 188 Parâmetros geométricos para seções circulares de canais................ 90 Valores de “n” para concreto ...... 110 Dados para curva de controle de entrada..................... 110 Valores de “n” para metálicos ......................................... 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios maiores ............................................... 123 Dados para as curvas de controle de saída ................................ velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0............................ 220 Coeficientes de condutividade hidráulica (k) .............................................................................................................................................................................. velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0..................................................... 303 Valores do fator de “m” ....................................... 87 Vazão.................................. 218 Coeficientes de escoamento superficial ........................... 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios menores.............................................. 89 Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro ........................................................................................................................................................ 272 “k” em função do ângulo “y”........................................ 159 Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água ................................................ 126 Velocidades máximas admissíveis para a água ............................................ 287 Planilha para o cálculo de coletas circulares de águas pluviais .. variando de “y”min até “y”máx ......................................................... 254 Granulometria a ser servida por drenos e colchões drenantes ............. 303 ............ 88 Vazão... 125 Coeficientes de perda em entrada de estruturas: Ke.................. 302 Coeficiente de redução das capacidades das bocas-de-lobos ................... 82 Vazão por metro linear de soleira ................................................................................................ 252 Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm)........................63 ..........Tabela 20 Tabela 21 Tabela 22 Tabela 23 Tabela 24 Tabela 25 Tabela 26 Tabela 27 Tabela 28 Tabela 29 Tabela 30 Tabela 31 Tabela 32 Tabela 33 Tabela 34 Tabela 35 Tabela 36 Tabela 37 Tabela 38 Tabela 39 Tabela 40 Tabela 41 Tabela 42 Tabela 43 Tabela 44 Tabela 45 Tabela 46 Tabela 47 Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados.........................................................63 ..................................................... 220 Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos...........................................

................................................................... 328 . 303 Valores do fator de (a) ........................................................................................................................ 304 Dados numéricos para o cálculo de escoamento em galeria circulares parcialmente cheias.................................................................... 304 Determinação de d 8/3/n e d 5/2 ..............................................................Tabela 48 Tabela 49 Tabela 50 Tabela 51 Tabela 52 Tempo de entrada .................................... 305 Requisitos básicos das mantas geotêxteis .........

....................................................... 21 2........................... 2..............................1...................5..................................................................................... 12 1.. 3............ 130 Pontes .. 2......................1..2 2............................................1.................................................. 130 Pontilhões................................3......... INTRODUÇÃO ... 135 Objetivo e características...................................3............................................ 25 2........................................................1.................................................................................................1................................................................ 2..........................1 2................. 3............................................................. 135 Influência dos pilares de pontes............................. 2....... 05 Lista de Ilustrações .............. 2.. 2......... 154 Elementos do projeto ................. 144 3............................2................................ 125 Pontilhões e pontes......................1..........................................................2................................. 32 Curvas de comportamento.................................................................. DRENAGEM SUPERFICIAL .....................................................2.........3... 2.....2................................. 3...........SUMÁRIO APRESENTAÇÃO .... 156 Valetas de proteção de aterro ...... Valetas de proteção de corte................ 123 Tabelas diversas......................................................................................2........ 135 Remansos............................................ 07 Lista de Tabelas ..........................................2...................... 07 Lista de Figuras ......................1...................................................................1.......... 154 Dimensionamento hidráulico. 30 Dimensionamento hidráulico... 2..................1..............................................................1.....2................1.................................3...........3... 161 ......4............... DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES ......................................1............ 28 Elementos do projeto .............. 28 Objetivo e características.............................................................................. 2...........................................................3............... 151 3................... Bueiros ................ 154 Objetivo e características................ 131 Obstruções parciais de vazão ..........................................1...... 3... 2.......3............................

......... 162 Sarjetas de corte ............7..... 191 Elementos do projeto ..........................................................................6...........................................5........................................1 3..................... 163 Dimensionamento hidráulico ...2 3.......................4.................................................................................................................................... 195 ..............................3 Objetivo e características .........3 3.......1...6......................................................3..........................2.....................................................6....................................... 184 Saídas d`água..........3......7............................................................ 171 Objetivo e características .........................3............................................4.8..................... 161 Elementos do projeto ...............3 3...........................3....2...........................................................4...........................................8..2 3................ 166 Sarjetas de aterro....................................................... 182 Elementos do projeto ... 191 Dimensionamento hidráulico .......... 3.........6...................................2.... 3.....................1 3................................2..................................7.........................7............................................................................5............... 3..........1 3.................................... 180 Dimensionamento hidráulico ................................................. 182 Dimensionamento hidráulico .......................... 3.........3 Objetivo e características ...... 181 3...... 171 Dimensionamento hidráulico ........2 3...................................................................................................4 3..................... 182 3.........................3... 195 Elementos do projeto . 173 Valeta do canteiro central ..3... 191 Objetivo e características .... 171 Elementos do projeto ............. 180 Elementos do projeto .......................................2 3..8 Caixas coletoras.............. 195 3.............. 3.................1.....................5.................................... 180 Objetivo e características .1 3........................... 3..... 3.................................5 3...3......................................................................1 3............... 194 3...................................2 3... Descidas d`água ...........2 Objetivo e características ......................... 162 Elementos do projeto ..................... 162 Objetivo e características .... 161 Dimensionamento hidráulico ....

...........2.1 ........ 206 3................................................. Dissipadores de energia............................................................................ 211 3........................... 196 Bueiros de greide .. 206 Dimensionamento hidráulico ..3 3. 3.................................... 198 3.. 211 Elementos do projeto ................ 221 4..........................14........................... Camada drenante ..1 3... 214 3...................... 199 3..................................................................................13.............................. 223 4..................3.......................1.......3 Objetivo e características ............................... 231 ........................... 3.... 214 3.... Objetivo e características ... 205 3....... 217 4...2.......................3.........12...................12............. 3............................. DRENAGEM DO PAVIMENTO ..13...............9.............11................................ 3...............1.................. 199 Dissipadores contínuos ......... 4...............2................12.....9.............................................................................. 197 Objetivo e características ........................... Bacias de amortecimento............ 4...............................11................. 3....... 224 Objetivo e características .......................................................................................11....... 197 Elementos do projeto ........................................................................ 205 Elementos do projeto .................................2......................................... 3.........................9................................... 205 3....................10.........1 3...................... Corta-rios........ ............12...............................2.....2............................ Drenagem de alívio de muros de arrimo ......................................9...............2....... 227 Drenos rasos longitudinais ....2....................................1......10........ 214 Dimensionamento hidráulico......... 197 Dimensionamento hidráulico ............................1...... 225 Dimensionamento hidráulico ....... Elementos geométricos para seções circulares de canais ..... 4.............................2 3........13....11........................................3 Objetivo e características ....................................3 Dimensionamento hidráulico ........ Objetivo e características.................. 212 3...................................................................10............................................................. Escalonamento de taludes ............. 212 Dimensionamento hidráulico .........8..............................

.......................................4...... 5...............................................3....... 260 5.........1............ 4..........................2............................................. Drenos sub-horizontais ..1..................................... 231 Dimensionamento hidráulico ............... Drenos espinhas de peixe..........3....................... 234 Objetivo e características ..4.........3...............................................................4........................................................ 246 5............. 264 Dimensionamento ........ 4....................2.........5.........5......... 261 Dimensionamento ............................. Drenos profundos...................1.......................................... 270 5...................... 261 Elementos do projeto .........1.............................2..........2 Objetivo e características ................ 240 Elementos de projeto ............... 4.....................................................................1 Objetivo....................................... 235 Drenos transversais ....... Valetões laterais............................ 5..................5............................2 Objetivo e características ................................... 246 Elementos do projeto .. 263 5.......... 263 5..2.......................... 270 ................................1..........................1......................................... 232 Drenos laterais de base ................. 247 Dimensionamento .............4............................... ................3................................. 262 Dimensionamento .........................................................................................4..... 261 5..................... 234 Dimensionamento hidráulico .................3 Objetivo e características .......... 4... 5........................4...............4.............................3 Objetivo e características......................................3.................................2.. 262 5.........1...................................1...........4.......................................... 240 5.................................................... 4..................................... 248 5. 264 5................................................. 243 5. Colchão drenante.............2.........1 4........ 5................. 4.............................................2.........5.....3 Objetivo e características ....................1................1.........5.......................................................................2................................................................. 263 Elementos do projeto .... 240 Dimensionamento ..........2............................. DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA .. 5.... características e projeto ............................. 5.. 5.

.................... 279 6....3 6... 303 7............................1 Objetivo e características .............. Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo ......................................6..........5...1 Dimensionamento hidráulico ..................................... Drenos verticais ...........................................................................................6.............................295 6... 5.............. 273 6..........3...................................................... 282 6......................4 Função filtração ............ ................................................................................................................................................... 271 Dimensionamento............... 314 7........295 6..............................................5 Roteiro para projeto para galerias pluviais de seção circular ....... DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA...........................................3 7...........5.................... 270 5....3..........................................3................... 311 7................... 277 6............................3..1 6............................4 7......................2 6.................................... 280 6.5..................................................................................3 Bocas-de-lobo.2.......................................................................................4 Poço de visita ......................................................................... 316 Função drenagem transversa .............................6..3........1...................... 316 Características dos geotêxteis – Detalhamento . 313 7.................. 315 Função reforço ............... GEOTÊXTEIS – Características............................................. 284 6....1 7............5 7........2 7......................... 298 Recomendações . ................ 315 Função separação .................................5..................................6.........................................6................................................ 301 6............................. 296 Deflúvio a escoar para jusante..........3.................................. 5.........3 Objetivo e características....... 270 Elementos do projeto............3 Função dos geotêxteis .4 Poços-de-visita ................................................ 296 Galeria de jusante ........5......... 316 ........... 313 7.......................................................2 Sarjetas .................2 Características dos geotêxteis ............ 316 Função proteção ....... funções e seu dimensionamento como filtro ...............................................................................................................1 Introdução ..................................................

..............................4......4....................................19 7......................4...........7...320 Permeabilidade transversal....12 Flexibilidade.........321 Resistência aos raios ultra-violetas .4.5...14 Isotropia.......323 .....................................................317 Porosidade.................11 Resistência à propagação do rasgo.317 Diâmetro da fibra ou filamento..................20 7............................318 Módulo de rigidez....4......321 Dimensionamento do geotêxtil para o desempenho da função......16 7..........................13 Atrito com o solo....................................4...............................................319 7...........17 7..............................4.....................................................4 7................................6 7......................................................4....................317 Resistência à tração.............10 Resistência ao estouro....................2 7.......................4........318 Resistência ao puncionamento.......................320 Fluência ..........318 7......314 7.....23 7...................319 7...........4.....4.........321 Resistência a agentes biológicos..........319 7........................................4.........321 Resistência a agentes químicos............4......320 Abertura de filtração (capacidade de retenção de partículas)......319 7.................................................4................317 Alongamento.............................................22 7.........4............................................5 7...........................................4..............5 Permeabilidade normal.....321 Resistência à abrasão..15 7...321 Resistência à temperatura....................321 7.....................................4..........4....1 7................................9 Gramatura (densidade superficial)...............................................21 7......................4.....................4..............18 7........................................321 Dimensionamento do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea ..........................................316 Espessura....4.............5........................................8 7...................................................................................7 7.2 Mecanismos de filtração..........4..................4..............1 7............................................316 Densidade da fibra ou filamento...........3 7........................................

.5.7.........330 ........................................................Escolha do geotêxtil tendo em vista a instalação mesmo na obra...............3............5.......................5 Algumas recomendações para a instalação do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea....328 7.4 Escolha final do geotêxtil tendo em vista a prática..5............................................................329 do 7......

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Manual de Drenagem de Rodovias 21 1 – INTRODUÇÃO .

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foram tratadas com a profundidade teórica compatível com o projeto rodoviário. pretendeu o extinto DNER suprir uma lacuna existente no módulo rodoviário. drenagem superficial. Com sua aprovação. cuja utilização em obras rodoviárias se inicia no Brasil e. seja através das precipitações. drenagem subterrânea ou profunda e drenagem de travessia urbana. onde as diferentes técnicas. será de larga aplicação. foi parte integrante do conjunto de trabalhos realizados por intermédio do Programa BIRD VII. acrescentando-se as correções e complementações decorrentes do processo de revisão efetuado. ou mesmo. o Manual de Drenagem de Rodovias – 1ª Edição é constituído pelos capítulos referentes à transposição de talvegues. A 2ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias. relativas aos métodos e processos que deveriam ser adotados nos projetos e estudos de drenagem de rodovias. Os assuntos foram abordados obedecendo a uma seqüência lógica. MT/DNIT/DPP/IPR . Basicamente. ora apresentada. cuja larga aplicação permitiu o seu próprio aprimoramento. drenagem do pavimento. A matéria apresentada fornece as ferramentas indispensáveis à adoção das medidas para a proteção do corpo estradal da ação prejudicial das águas que o atingem. Refere-se ainda esta 2ª Edição às canalizações executadas com novos materiais como o PEAD – polietileno de alta densidade e o PRFV – plástico reforçado com fibra de vidro. da condução através de talvegues. principalmente as mais importantes. no futuro. das infiltrações.Manual de Drenagem de Rodovias 1 INTRODUÇÃO 23 A 1ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias (1990). e teve por finalidade orientar e permitir. das existentes sob a forma de lençóis freáticos ou artesianos. a adequada utilização dos dispositivos de drenagem nos estudos e projetos de construção e restauração de rodovias. implicando em freqüentes dúvidas e indecisões. ao seu usuário. o qual se apoiava na existência de diversos manuais contendo informações não oficializadas. objetiva a consolidação dos critérios e dos métodos de cálculo usuais. Esta 2ª Edição manteve a forma original da 1ª Edição.

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DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 25 2 .

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Por outro lado. Em termos hidráulicos os bueiros podem ser dimensionados como canais. a metodologia adotada é a referente ao escoamento em regime crítico. Para bueiros trabalhando hidraulicamente como canais. na pesquisa do nível d'água a montante e a jusante da obra. Para bueiros com carga a montante o escoamento é considerado como canal em movimento uniforme. que poderia proporcionar o transbordamento do curso d’água causando danos aos aterros e pavimentos e inundação a montante do bueiro. o bueiro pode ser dimensionado como orifício. ou a terceiros. pontilhões e pontes. Esta metodologia se aplica às duas alternativas. fundamentalmente. sem pressão interna. por imperativos hidrológicos e do modelado do terreno. atinge o corpo estradal.USA". à seção plena. para o dimensionamento. No caso da transposição de talvegues. captando-a e conduzindo-a para locais em que menos afete a segurança e durabilidade da via. a drenagem de uma rodovia deve eliminar a água que. obstáculos a serem vencidos pela rodovia. a utilização do método alternativo da "Circular nº 5 do Bureau of Public Roads . o bueiro deve trabalhar livre como canal. MT/DNIT/DPP/IPR . vertedouros ou orifícios. sob qualquer forma. Não sendo possível a carga a montante.Manual de Drenagem de Rodovias 2 DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES 27 Em sua função primordial. a cota do nível d'água máximo a montante. Além desses procedimentos recomenda-se. isto é. para bueiros trabalhando com ou sem carga hidráulica. técnica e economicamente. estabeleça de maneira coerente. As obras para transposição dos talvegues podem ser bueiros. Esse objetivo é alcançado com a introdução de uma ou mais linhas de bueiros sob os aterros ou construção de pontilhões ou pontes transpondo os cursos d'água. têm que ser atravessadas sem comprometer a estrutura da estrada. A escolha do regime a adotar depende da possibilidade da obra poder ou não trabalhar com carga hidráulica a montante. e baseia-se. o correto dimensionamento das obras de drenagem a serem implantadas. evidentemente. caso a elevação do nível d'água a montante não traga nenhum risco ao corpo estradal. essas águas originam-se de uma bacia e que. É fundamental que o técnico responsável pelo projeto de uma rodovia tenha ampla consciência da importância da drenagem na garantia da estabilidade da via a ser construída e. baseada na energia específica mínima igual à altura do bueiro. baseado em ensaios de laboratório e observações de campo. respeitandose. em conseqüência.

células etc.Manual de Drenagem de Rodovias 28 Neste capítulo são também apresentadas considerações sobre pontes e pontilhões. Corpo é a parte situada sob os cortes e aterros. Tendo em vista a eventual ocorrência de remanso. a saber: • • • • quanto à forma da seção. As bocas constituem os dispositivos de admissão e lançamento. existe uma gama maior de formas e dimensões. visando a determinação do perfil hidráulico teórico. quanto ao número de linhas. por exemplo. elipses ou ovóides. quanto à esconsidade. especial.1 2. MT/DNIT/DPP/IPR . quanto aos materiais com os quais são construídos. Não são recomendáveis números maiores de linhas por provocar alagamento em uma faixa muito ampla. de células etc. a referida boca deverá ser substituída por uma caixa coletora. quando tiver seções diferentes das citadas anteriormente.1 BUEIROS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros são obras destinadas a permitir a passagem livre das águas que acorrem as estradas. entre elas: a circular. a montante e a jusante. a) Quanto à forma da seção São tubulares. 2. quando a seção for circular. b) Quanto ao número de linhas São simples. muro de testa e alas. celulares. como é o caso dos arcos. a lenticular. quando a seção transversal for retangular ou quadrada. e são compostas de soleira. quando só houver uma linha de tubos. duplos e triplos. No caso de o nível da entrada d'água na boca de montante estar situado abaixo da superfície do terreno natural. cujo dimensionamento hidráulico se baseia na fórmula de Manning e na equação da continuidade. a elíptica e os arcos semicirculares ou com raios variáveis (ovóides). Para o caso dos bueiros metálicos corrugados. foram feitas considerações sobre as obstruções parciais de descargas. baseadas na teoria do escoamento gradualmente variado em canais. influindo no dimensionamento hidráulico das pontes e dos bueiros. Compõem-se de bocas e corpo.1. Os bueiros podem ser classificados em quatro classes. quando houver 2 ou 3 linhas de tubos.

A união (costura) das chapas ou segmentos pode ser feita por meio de parafusos ou cintas. PEAD. – células de concreto As seções transversais-tipos devem obedecer aos projetos elaborados.Manual de Drenagem de Rodovias c) Quanto ao material 29 Os materiais atualmente usados para a construção de bueiros no DNIT são de diversos tipos: concreto simples. Nas bocas. Os bueiros devem estar localizados: a) sob os aterros – em geral deve-se lançar o eixo do bueiro o mais próximo possível da linha do talvegue. ser moldados em formas metálicas e ter o concreto adensado por vibração ou centrifugação. devendo o concreto ser adensado por vibração. – Quanto à esconsidade A esconsidade é definida pelo ângulo formado entre o eixo longitudinal do bueiro e a normal ao eixo longitudinal da rodovia. alas e caixas coletoras usa-se alvenaria de pedra argamassada. de acordo com as peculiaridades locais. Tubos diferentes daqueles apresentados nos projetos-tipo podem ser aceitos desde que satisfaçam as exigências estabelecidas nas normas NBR-9794. com recobrimento de argamassa de cimento e areia. Os bueiros podem ser: normais . concreto armado. chapa metálica corrugada ou polietileno de alta densidade. – tubos metálicos corrugados Os tubos metálicos corrugados devem ser fabricados a partir de bobinas de aço.quando o eixo do bueiro coincidir com a normal ao eixo da rodovia. segundo normas da AASHTO e ASTM e revestidos adequadamente para resistir as mais diversas condições ambientais. além de concreto pré-moldado.ABNT. devem: obedecer aos projetos-tipo do DNIT. de acordo com o tipo de produto escolhido. NBR 9795 e NBR 9796 da Associação Brasileira de Normas Técnicas . – tubos de concreto Os tubos de concreto. ou blocos de concreto de cimento. simples ou armado. esconsos .quando o eixo longitudinal do bueiro fizer um ângulo diferente de zero com a normal ao eixo da rodovia. deve-se procurar uma locação esconsa que MT/DNIT/DPP/IPR . além do PRFV – plástico reforçado de fibra de vidro. não sendo possível.

a declividade de seu corpo deve variar entre 0. o bueiro deve ser projetado em degraus e deverá dispor do berço com dentes para fixação ao terreno.4 e 5%. Quando essa declividade for elevada.Manual de Drenagem de Rodovias 30 afaste o eixo o mínimo possível da normal ao eixo da rodovia. bem como a altura do aterro sobre o bueiro e valas e descidas d'água por ventura necessárias. tomando-se precauções quanto aos deslocamentos dos canais nas entrada e saída d'água do bueiro. 2. Pesquisa da declividade e estudos geotécnicos. se necessário. folgas e posicionamento das alas.quando o volume de água dos dispositivos de drenagem (embora previstos no projeto) for tal que possa erodir o terreno natural nesses locais. b) nas bocas dos cortes . com curvas de nível. principalmente nos casos de aterros altos e nos locais de presumível presença de solos compressíveis. Fundações MT/DNIT/DPP/IPR . de escolha do projetista. de metro em metro. para permitir seu detalhamento. Seção transversal O cálculo da seção transversal ou seção de vazão do bueiro vai depender de dois elementos básicos: a descarga da bacia a ser drenada e a declividade adotada. c) nos cortes – quando for interceptada uma ravina e caso a capacidade de escoamento das sarjetas seja superada. Os estudos geotécnicos devem ser feitos através de sondagens. definindo seu comprimento. normalmente. Quando a velocidade do escoamento na boca de jusante for superior à recomendada para a natureza do terreno natural existente (ver tabelas no Apêndice A) devem ser previstas bacias de amortecimento.2 ELEMENTOS DO PROJETO Levantamento topográfico em planta. Ao ser escolhida a posição mais recomendável para o bueiro deve ser levada em conta a condição de que. A descarga é definida pelos estudos hidrológicos e a declividade. para avaliação da capacidade de suporte do terreno natural. Sobre a planta resultante será projetado o bueiro. Determinação do comprimento do bueiro Sobre a seção gabaritada traça-se o perfil ao longo do eixo do bueiro.1. O projeto terá que ser precedido de um levantamento topográfico adequado. deverá atender a esta descarga com a obra operando em condições de segurança.

muitas vezes. comprimento. exigir cuidados especiais no que se refere à fundação. Para os bueiros metálicos. quer de concreto quer metálicos. pontilhões e as galerias. Estão neste caso. quase sempre. apenas de uma regularização do terreno de assentamento. porém. independente da forma ou tamanho. obras de arte correntes ou apresentarem características que as coloquem entre as obras de arte especiais. necessitando. com assentamento direto no terreno natural ou em valas de altura média do seu diâmetro. Apresentação Os projetos dos bueiros serão apresentados segundo os seguintes elementos : a) No projeto geométrico. as obras celulares. comprimento. quanto às fundações. para melhor adaptação ao terreno natural e distribuição dos esforços no solo. Recobrimento O recobrimento dos tubos. as fundações serão simples. Como os tubos têm que considerar as resistências estabelecidas pela ABNT. Em função da altura dos aterros podem. tipo. e esconsidade. Os recobrimentos máximo e mínimo permitidos para os bueiros devem constar de seus respectivos projetos. impõem-se os controles estabelecidos nas normas próprias. ter soluções mais simples. face ao seu tamanho e/ou condições adversas dos terrenos de fundação. Os bueiros circulares de concreto podem. cota das extremidades a montante e jusante. adotando-se inclusive o estaqueamento. devem ser apresentadas em planta : – – – – – localização.Manual de Drenagem de Rodovias 31 Os bueiros podem ser. b) Em perfil segundo o eixo longitudinal contendo: – – – – declividade. e altura do aterro da rodovia MT/DNIT/DPP/IPR . seção transversal. deve atender às resistências mínimas especificadas pela ABNT e as necessidades do projeto. sob o ponto de vista construtivo. Entretanto é muito mais seguro a adoção de uma base de concreto magro. de acordo com convenções previamente aprovadas.

Este método não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro. para um projeto final mais preciso. e do quadro de quantidades de material. Tendo em vista as limitações dos métodos já citados. sendo adequado apenas se a altura d'água a jusante ficar abaixo da altura crítica correspondente à descarga. o que exige a proteção à montante e a jusante aos riscos de erosão. Circular nº 05. Este método é limitado pois não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro. No caso (a). considera-se a obra como orifício. das bocas e caixas coletoras. o comprimento. em que a altura d'água sobre a borda superior é nula.3 de formas e armação. a capacidade máxima considerada para o projeto está definida pela vazão correspondente a uma energia específica igual à altura da obra. isto é.Manual de Drenagem de Rodovias c) Em seção transversal com os detalhes: – – – 2. e a declividade do mesmo. Bueiros trabalhando como canais Considerações gerais sobre a hidrodinâmica MT/DNIT/DPP/IPR . o dimensionamento será feito baseado em duas hipóteses: a) Considerando o funcionamento do bueiro no regime supercrítico. No caso de bueiros trabalhando como canais. vertedouros ou como orifícios. limitando-se sua capacidade admissível á vazão correspondente ao regime crítico. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO 32 Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros admite-se que eles possam funcionar como canais. b) Considerando o funcionamento do bueiro no regime subcrítico. e leva em consideração os fatores externos e internos do conduto. com a entrada submersa. podem-se utilizar os estudos do "Bureau of Public Roads".1. Para o dimensionamento dos bueiros como orifícios utiliza-se a Equação de Torricelli e a equação da continuidade. considerando a opção do bueiro trabalhar com carga hidráulica. a rugosidade das paredes. sendo baseado em que o escoamento de um bueiro é controlado pela capacidade hidráulica de uma determinada seção de controle do fluxo. Este método pode ser usado de uma forma geral. com energia específica igual ao seu diâmetro ou altura. para qualquer tipo de funcionamento anteriormente citados. estabelecendo assim a condição do bueiro funcionar com a entrada não submersa. Para o dimensionamento dos bueiros como vertedores.

genericamente denominado h. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 33 Toda a técnica de drenagem na construção rodoviária se apóia na hidrodinâmica. é constante. a soma das alturas representativas das energias geométrica ou de posição (Z). 1. como melhor será entendido pela observação da Fig. por meio de condutos livres. Deste modo. a profundidade do líquido. O regime crítico a) As fórmulas que o definem Define-se a energia específica de um líquido como sendo a energia total por unidade de peso em relação ao fundo do canal. Nos casos reais. correspondendo. Convém ressaltar que esta expressão foi deduzida por Bernoulli para fluido perfeito. toda água prejudicial ao corpo estradal. esta última. piezométrica ( p / γ ) e cinética ( V 2 / 2g ). escoando sem atrito. como os que são objeto deste manual. Fundamentalmente o dimensionamento dos bueiros é feito usando a equação de Bernoulli(1700-1782): Z+ p + v2 = cte 2g γ em que: ao longo de qualquer linha de corrente. ou seja. ela será a soma das energias cinética e de pressão. uma vez que seu objetivo é o de afastar. A equação de Bernoulli e a da continuidade (Q = AV) abriram um vasto campo a hidrodinâmica e permitem resolver inúmeros problemas do movimento dos líquidos em regime permanente. devese introduzir na equação acima a perda de carga por atrito da água com as paredes do canal. e que depende da rugosidade do revestimento.

a energia específica.A. a variação da energia consumida no escoamento. O fluxo crítico é aquele que se realiza com um mínimo de energia. a profundidade hidráulica definida como a relação entre a área molhada A e a largura da superfície livre do fluxo (Fig. portanto. embora o valor de h continue a decrescer (Fig. E.Linha de energia específica LINHA DE ENERGIA ESPECÍFICA V2 2g 34 h N. 2). dentro do canal.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 1 . FUNDO DO CANAL A definição.01) 2g uma vez Z = O.3).01).A. é apoiada na equação: E = h+ V2 (equação 2. modificando-se a velocidade do escoamento pelo aumento da declividade. Ao se traçar uma figura com estes elementos referidos a dois eixos cartesianos. Para uma dada descarga. passando por um mínimo. verifica-se a redução da altura d'água h. V. seguida de elevação. verificase que a energia diminui com a redução de h. de acordo com a equação (2. MT/DNIT/DPP/IPR . Figura 2 . considerando-se a energia em relação ao fundo do canal. a velocidade de escoamento e h.h. d.Largura da superfície livre do fluxo T N.

Variação de energia 35 2 V 2g h Regime Lento hc Regime Rápido 45º Ec min h > hc I < Ic h < hc I > Ic O ponto de energia mínima define a altura h do regime crítico. para se obter o mínimo. Para se chegar às fórmulas do fluxo que traduzem este estado. correspondente à energia mínima. adota-se o cálculo diferencial.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 3 . tem-se. se T é a superfície livre do canal e A.01). dA = Tdh (Fig. tem-se. anulando-se a derivada primeira de E em relação a h na equação (2. Daí. 2). e considerando-se que na seção transversal do fluxo. desde que Q é uma constante e V = Q/A . para o mínimo desejado: ⎞ ⎛ Q2 ⎞ ⎛ V2 Q2 Q2 dE = d⎜ + h⎟ = − dA + dh = − tdh + dh + h ⎟ = d⎜ ⎟ ⎜ 2gA 2 ⎟ ⎜ 2g gA 3 gA 3 ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ Fazendo-se dE Q2 T x = 1− dh g A3 ou. sua área molhada. tem-se dh 1− Q2 T =0 x g A3 As grandezas do fluxo crítico são: MT/DNIT/DPP/IPR . dE = 0 .

exercendo o controle da capacidade hidráulica da obra. desde que a declividade seja igual ou superior à crítica e as restrições a jusante não limitem tal capacidade. 4. E =h+ V2 . MT/DNIT/DPP/IPR .Relação entre energia e profundidade críticas 2 V 2g hc = 2/3 Ec IC EC Além de ser o tipo de fluxo que se dá com o mínimo de energia. o regime crítico acontece ao longo do bueiro funcionando como canal. o valor da velocidade pelo da velocidade crítica Vc = gh c . em uma seção. b) Quantificação da energia específica do fluxo crítico Substituindo-se na equação da energia específica. c) Fórmulas empíricas que definem a velocidade nos canais. resultará em: 2g Ec = 3 hc 2 Esta equação é básica para o dimensionamento dos bueiros no regime crítico. Correspondendo ao escoamento crítico temse F = 1.Manual de Drenagem de Rodovias hc = Ac Profundidade crítica Tc 36 Q c = A c gh c Vazão crítica Com a utilização de equação de continuidade a velocidade crítica será: Vc = gh c A expressão V = gh define o numero de Froude. como será visto mais adiante e poderá ser melhor entendida com a representação gráfica da Fig. uma grandeza adimensional que define os escoamentos subcríticos e supercríticos. pelo menos. Figura 4 .

R = raio hidráulico (A/P. d) Expressões das grandezas hidráulicas visando ao estabelecimento das fórmulas do regime crítico.Manual de Drenagem de Rodovias 37 Considerando a ocorrência de fluxo uniforme. A e I. pode-se estabelecer a correlação dos elementos de definição do escoamento com a declividade do canal. de outra forma: I= V 2 x n2 R4/3 Onde: V = velocidade do canal. A = área molhada. área molhada dividida pelo perímetro molhado). é definida pela expressão: V = R 2 / 3 xI 1 / 2 n ou. conduzindo a valores aceitáveis para o dimensionamento de sistemas de drenagem. embora empírica. de longo uso. Essa fórmula. I = gradiente hidráulico. n = coeficiente de rugosidade de Manning. MT/DNIT/DPP/IPR . Será demonstrado mais adiante que os cálculos a serem empregados ficarão sobremodo simplificados ao se utilizar o ângulo Ø como parâmetro representativo do referido enchimento (Fig. V. considerado igual à declividade do canal se o fluxo é uniforme. 5). esta. Essa última ligação só é possível através de fórmulas empíricas como a idealizada por Chezy ou a de Manning. interligando Q. Caso dos bueiros tubulares Os valores necessários ao projeto estão diretamente ligados ao nível do enchimento do respectivo conduto. tem sido largamente empregada em todo mundo.

nas fórmulas utilizadas.Ângulo Ø 38 T N. A= Ø − senØ x D2 8 Perímetro molhado: P= Ø xD 2 Raio hidráulico: R= A Ø − sen Ø xD = p 4θ Largura da superfície livre do fluxo: T = D x sen Ø 2 Profundidade hidráulica: h= A Ø − sen Ø = xD Ø T 8 sen 2 O ângulo Ø será sempre expresso em radianos (rad).A. D/2 d Ø D Obtém-se sua ligação com o tirante d através da fórmula: cos Ø 2d = 1− 2 D Por outro lado. Área molhada. Bueiros celulares MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 5 .

Manual de Drenagem de Rodovias 39 Para as fórmulas do escoamento uniforme serão utilizadas as expressões das grandezas hidráulicas consideradas na Fig. Bueiros tubulares A vazão crítica é dada pela expressão: Qc = A c g x hc Substituindo-se a área molhada crítica pelo seu valor: MT/DNIT/DPP/IPR . Pela figura. H A d B onde: H = altura da seção do bueiro. B = base da seção. usando as expressões das grandezas hidráulicas. tem-se que: – – – – área molhada: A = Bd perímetro molhado: P = B + 2d raio hidráulico: R = A Bd = P B + 2d profundidade hidráulica: h = A =d T e) As fórmulas do escoamento no regime crítico. d = tirante. 6 Figura 6 .Grandezas hidráulicas de bueiros celulares N. A = área molhada do fluxo.A.

no estudo das fórmulas representativas do regime crítico. finalmente: Qc = (Ø − senØc )1. obtém-se: Qc = Øc − senØc 8 x D2 x g Øc − senØc xD Ø 8 sen c 2 ou.Manual de Drenagem de Rodovias Ac = Øc − senØc 8 x D2 40 e a profundidade hidráulica pelo seu valor: hc = Øc − senØc Ø 8 sen c 2 ambos dados em d). e em conseqüência a velocidade. foram estabelecidas as relações entre o tirante crítico e a vazão.5 x D2. Para que aconteça o escoamento crítico no movimento uniforme é necessário que a superfície da lâmina d'água seja paralela ao fundo do canal e tenha altura igual ao tirante crítico correspondente à vazão em escoamento. em a): Vc = g x h c Substituindo-se hc pelo seu valor definido em função do ângulo Ø tem-se: Vc = Ø c − senØ c g xD Ø 8 sen c 2 Declividade crítica Como visto.5 g x c 512 Ø sen c 2 Velocidade crítica Para a velocidade crítica. Para se determinar a declividade que proporciona o escoamento em regime crítico lançase mão da expressão de Manning no movimento uniforme: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n Donde: MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 41 Ic = n 2 x Vc2 4 Rc / 3 Substituindo-se na expressão acima Ic. tem-se: Qc = 0. em m/s onde: D = diâmetro interno.5 . e tomando-se o valor para g = 9. em m3/s Vc = 1.138 (Øc − senØc )1. h e R. resulta: Q c = g x B x d1. Caso dos bueiros tubulares Efetuando-se as operações possíveis e indicadas. da velocidade e da declividade faz-se substituição nas fórmulas que constam do item a: Q c = A c g x hc .5 sen Øc 2 x x D2. em m. c Vc = g x dc e ⎛ B + 2d c Ic = n 2 x g x d c ⎜ ⎜ Bxd c ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ f) Simplificação das expressões do item anterior.5 .81 m/s2. os valores de R representados por funções trigonométricas do ângulo Ø e de Vc dados no subitem anterior (velocidade crítica) temse: Ic = n2 Øc − senØc 1 gxDx 4/3 Øc ⎛ Øc − senØc ⎞ 8 sen ⎜ D⎟ 2 ⎜ ⎟ 4Øc ⎝ ⎠ que simplificada torna-se: Ic = n 2 x g Øc Øc x3 Øc 2D(Øc − senØc ) sen 2 Bueiros celulares Para se obter as expressões da vazão.107 θc − senθc θ sen c 2 D . Vc = g x h c e Ic = n 2 x Vc2 4/3 Rc pelos valores de A. MT/DNIT/DPP/IPR .

em m/m Tirante crítico De posse da expressão da vazão crítica em função do ângulo θ .132 B x d1. em m³/s c 0 Vc = 3.Manual de Drenagem de Rodovias Ic = 7. d ⎞ ⎛ Øc = 2arc cos⎜1 − 2 c ⎟ a explicitação de dc em função de Qc .869D . em m/s Ic = 0.81 m/s2 e efetuando-se as operações indicadas.5 = 0.786 D − 5 Q c − 4.5 . 65 D Adotando-se n = 0.138 sen Øc 2 . em m³/s e da expressão do ângulo Ø em função do tirante dc e do diâmetro D. em m³/s c donde: ⎛ 1 ⎞ ⎟ dc = ⎜ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 2/3 ⎛Q ⎞ x⎜ c ⎟ ⎝ B ⎠ 2/3 .786xn2 xØc Ø D1/3 xsen c 2 3 42 Øc Øc − senØc .5 x D2.0022 ⎛ 2dc ⎞ ⎜1 + ⎟ B ⎠ d1 / 3 ⎝ c 4/3 .12 dc.015 e g = 9. em m/m Do item e (bueiros celulares). Qc (Øc − senØc )1.obtida por ajustagem de D⎠ ⎝ curvas.5 . Bueiros celulares ( ) em m para 1 〉 dc 〉 0 .5 . leva às duas equações abaixo: dc = 0. as fórmulas do item anterior se tornam passíveis da simplificação abaixo: Q c = 3.596 Qc D . em m MT/DNIT/DPP/IPR . em m para dc 〈 0.0235 Q c x 2. tem-se: Q c = g x B x d1.90 D dc = 3.

Ec = D como Ec = 3 hc 2 e hc = Øc − senØc xD Øc 8 sen 2 tem-se 3 Ø c − senØ c x xD = E Øc 2 8sen 2 ou Øc − senØc 16 = Øc 3 sen 2 A solução desta equação fornece: Øc = 4.em m ⎝ B ⎠ Dimensionamento dos bueiros Pelo exposto.Manual de Drenagem de Rodovias 43 para g = 9. b) o rápido. c) subcrítico. um para o regime crítico e rápido. – Dimensionamento nos regimes crítico e rápido 2 Caso de bueiros tubulares Arbitra-se. Deste modo. em função da declividade. que não funcione como orifício. ocorrendo o mínimo de energia.0335 rd MT/DNIT/DPP/IPR . definido por ter uma declividade superior à do regime crítico. destaca-se que o regime de escoamento pode ser dividido em 3 categorias: a) o crítico.467 3 ⎜ c ⎟ . definido por uma declividade inferior à do regime crítico. outro para o regime subcrítico.81 m/s². isto é. que a altura representativa da energia específica do fluxo crítico seja igual à altura dos bueiros. Existem dois processos para o dimensionamento dos bueiros como canais. no caso dos bueiros tubulares. de modo a permitir que não haja carga hidráulica a montante. ter-se-á: ⎛Q ⎞ dc = 0.

admite-se recurso de procurar outro tipo de tubo com maior resistência à erosão. chega-se as fórmulas finais para o dimensionamento dos bueiros tubulares no regime crítico: Qc = 1. de 4.538 D2. considera-se que para as declividades superiores a crítica. Do fluxo uniforme em regime supercrítico o tirante d'água em relação ao crítico diminui. Assim em termos práticos. para a descarga estabelecida. não havendo interferência a jusante do bueiro.Manual de Drenagem de Rodovias 44 ou Øc = 231o06'09" correspondente a um tirante crítico dc = 0. a vazão admissível está limitada a do fluxo crítico.5 . Regime rápido ou supercrítico Toda vez que o escoamento no bueiro se dá em uma declividade superior â crítica (regime supercrítico). Atingido o limite de início da erosão das paredes de concreto.5 m/s. o que poderá acarretar velocidades excessivas. junto à boca de saída. até o supercrítico uniforme. MT/DNIT/DPP/IPR V xn D x I1 / 2 2/3 . em m/m D Esses valores são apresentados na Tabela 1 para as dimensões usuais dos tubos. que nos casos dos tubos de concreto.56 D . No corpo do bueiro funcionando em regime supercrítico o fluxo varia desde o crítico junto a entrada do bueiro. por intermédio do argumento A/D2: Kv = obtém-se a declividade procurada. ocorrendo concomitantemente o aumento de velocidade. tem-se um fluxo uniforme em regime supercrítico. arbitrada conforme abordado anteriormente para a condição de energia específica igual a D ou H. em m³/s Vc = 2.716 D Substituindo-se o valor de Q nas fórmulas do item (f). Há. em m/s n2 Ic = 32. todavia uma restrição para esta velocidade.82 3 . para obra de maior extensão. é o a a Através da tabela conhecida como dos "Tubos parcialmente cheios”. ou investigar declividade possível de instalação do conduto para que não seja ultrapassada velocidade limite de erosão do material.

Ec = daí 3 hc 2 H = 3 hc 2 2 hc = H 3 e Como. Caso de bueiros celulares de seção retangular Pelas mesmas razões anteriormente apresentadas.Manual de Drenagem de Rodovias 45 Se essa velocidade for maior do que 4.em m/s 4/3 2 ⎛ ⎞ Ic = 2. chega-se às seguintes equações finais para dimensionamento dos bueiros celulares de seção retangular: Qc = 1. como B é igual a H que por sua vez é igual ao lado do quadrado (L).56L1/2 .705B ×H1. tem-se que: Qc = 1. pode-se diminuir a declividade do bueiro ou procurar outras alternativas.5 Vc = 2.5 m/s.705L5/2 Vc = 2. em m/s MT/DNIT/DPP/IPR . as expressões para dimensionamento dos bueiros celulares se apóiam na condição de que a altura representativa de energia específica do fluxo crítico seja igual à altura do bueiro. em m/m 3H ⎜ B ⎟ ⎝ ⎠ Caso de bueiros celulares de seção quadrada Nos bueiros celulares de seção quadrada. em m3/s . dentre as que se apresentarem como mais viáveis. tem-se: dc = 2 H 3 Levando-se este valor de (d) profundidade crítica às fórmulas apresentadas no item (f).56 H . hc = dc .em m3/s . Ec = H porém.60 n × ⎜ 3 + 4H ⎟ . neste caso.

para quaisquer seções. Expressões genéricas Vazão critica Qc = A c g× hc (a) Velocidade crítica Q Vc = c = g× hc (a) Ac Declividade crítica Ic = Considerações iniciais. Caso de bueiros lenticulares metálicos corrugados. onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = H 3 2 n2 × Vc 4/3 Rc MT/DNIT/DPP/IPR . por tentativas. Esta equivalência fornece as dimensões aproximadas dos dados indispensáveis à determinação das equações para o escoamento crítico. 9. Por analogia. fundo e canto). com o apoio das expressões genéricas que definem o fluxo crítico. de propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares. e por analogia com base nas premissas envolvendo energia e altura crítica pode-se. A partir das dimensões comerciais das estruturas lenticulares constantes em tabelas fornecidas pelos fabricantes. tem-se: E c = H .Manual de Drenagem de Rodovias 2 Ic = 34. Para se calcular suas capacidades e limitações faz-se a equivalência com superfícies retangulares. estimar o tirante crítico. Por terem geometrias mais complexas.75 n L1/3 46 . em m/m Estes valores são apresentados na tabela 02 para as dimensões usuais. envolvendo 3 raios distintos (para as partes: topo. as estruturas lenticulares possuem dimensões e propriedades difíceis de serem expressas por fórmulas práticas. recorrendo-se também ao gráfico da Fig.

17R .Manual de Drenagem de Rodovias 47 Utilizando o gráfico da Fig. Utilizou-se para auxílio à determinação. Expressões genéricas Qc = A c g× hc . estimando-se. onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = ×H 3 Q Vc = c = g× hc Ac e Ic = 2 n2Vc R4/3 MT/DNIT/DPP/IPR . 9. o tirante crítico e levando-se em conta que h = A /T.944 × AH0. o gráfico da Fig. Caso de bueiros elípticos metálicos corrugados Para a determinação das equações que regem o escoamento crítico para bueiros de forma elíptica.316Hn . Considerações iniciais Por analogia.56 ×H0. 9 de propriedades hidráulicas de estruturas elípticas.5 . seguiu-se o mesmo procedimento do adotado para as estruturas lenticulares.65H A c ≅ 0. onde.5 . R = raio hidráulico a seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 1. obtém-se: dc ≅ 0. A = área total da seção interna da estrutura Rc ≅ 1. Vc e Ic estão indicados para as dimensões usuais dos mesmos (tabelas 12 a 14). 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ em m/s em m/m Os valores de Qc. em m3/s Vc = 2. tem-se: Ec = H . por tentativas. 2 Ic = 5.76A .

56H0. Vc e Ic estão indicados para as suas dimensões usuais nas tabelas 15 a 17.533D2.086A ×H0.638L ×H1. Fórmulas que deram origem as tabelas utilizadas para o dimensionamento dos bueiros (canal no regime crítico) Bueiros tubulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.5 .área total da seção interna da estrutura R .72H A c ≅ 0.816A Rc ≅ 1. Vc = 2.Manual de Drenagem de Rodovias 48 Por intermédio do gráfico de propriedades hidráulicas.56 D MT/DNIT/DPP/IPR .5 3 Velocidade crítica: V = 2. R 4/3 onde L = vão da seção interna da estrutura em m/s em m/m Os valores de Qc.5 2 bueiro triplo : Q = 3 ×1.533D2.26R onde A .816 H× n2 .5 1 bueiro duplo : Q = 2×1. em m3/s Qc = 1. Tc obtém-se: dc ≅ 0. Ic = 4.raio hidráulico à seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 2.533D2.5 .5 . estimando por tentativas o tirante crítico e levando-se em conta que: A hc = c .

5 4/3 .0585 ⎜ 3 + 4H ⎟ ⎜ 3H ⎝ B ⎟ ⎠ Vc = 2.56xV0. para n = 0. em %.Manual de Drenagem de Rodovias 49 Declividade crítica: Ic = 0.705B ×H1.705B ×H1.5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.5 2 bueiro triplo: Q = 3×1.015 3D Área molhada crítica: bueiro simples: A = θ − senθ ×D2 8 ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro duplo : A = 2⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro triplo : A = 3⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ Bueiros celulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.5 3 Velocidade crítica: Declividade crítica: ⎛ ⎞ Ic = 0.739 (%) para n = 0.015 Área molhada crítica: bueiro simples: A = B × 2 H 3 bueiro duplo: A = 2 ×B × 2 H 3 bueiro triplo: A = 3×B × 2 H 3 Bueiros circulares metálicos corrugados Declividade crítica: 2 I = 3282 n (%) 3D MT/DNIT/DPP/IPR .705B ×H1.

638 ×L ×H1.024 2 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎝P⎠ Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Bueiros elípticos metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.021 Bueiros para processo não destrutivon = 0.944 × A ×H1/2 3 Velocidade crítica: Vc = 2.024 Bueiros lenticulares metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.638 ×L ×H1.316 × H × 0.5 2 MT/DNIT/DPP/IPR . a saber: 68mm x 13mmn = 0.024 76 mm x 25 mmn = 0.944 × A ×H1/2 2 bueiro triplo: ' Q = 3×1.944 × A ×H1/2 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.Manual de Drenagem de Rodovias 50 A rugosidade de bueiros metálicos corrugados é definida em função do tipo da corrugação da chapa.019 152mm x 51 mmn = 0.56 ×H1/2 Declividade crítica: I = c 5.

22 0.74 0.45 1.20 1.39 0.56 × H0.80 3.14 2.42 1.29 2.5 c Declividade crítica: Ic = 4.00 1.81 4.60 2.60 7.80 0.87 2.816 × 0.84 2.65 0.65 TIPO BSTC BSTC BSTC BSTC BSTC BDTC BDTC BDTC BTTC BTTC BTTC MT/DNIT/DPP/IPR .35 4.98 2.50 ÁREA MOLHADA VAZÃO 2 CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 0.22 1.65 0.80 3.00 1.14 2.88 0.43 0.74 0.5 3 Velocidade crítica: V = 2.26 4.06 12.20 1.024 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ 2 Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Tabela 1 .60 1.Vazão.80 1.73 4.71 8.74 0.20 3.Manual de Drenagem de Rodovias 51 bueiro triplo: Q = 3×1.20 1.70 0.638 ×L ×H1.50 1.60 0.88 0.56 2.67 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.80 3.56 2.53 0.70 0.70 0.56 2.07 1.14 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0. velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = D) DIÂMETRO (m) 0.50 1.00 1.

5 3.0 x 1.17 3.43 4.00 10.16 28.51 0.54 0.76 0.14 3.43 3.78 0.76 0.68 0.5 2.40 60.69 0.43 3.00 12.00 8.58 0.05 4.0 2.22 26.0 x 2.5 3.51 0.58 0.0 2.0 x 3.67 3.Vazão.72 16.64 13.00 8.14 3.0 x 3.0 x 1.44 50.26 9.0 0.40 14.5 2.48 17.14 3.47 0.55 43.0 x 2.00 12.05 3.85 9.93 40.5 2.05 4.50 2.0 x 3.43 4.62 4.0 x 2.0 x 2.50 12.69 0.58 12.69 0.05 4.14 3.33 6.62 0.0 x 2.14 3.54 0.05 4.00 5.51 0.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.56 3.33 4.62 4.44 33.5 3.0 x 2.0 2.00 15.0 x 2.00 6.5 3.5 2.0 2.54 MT/DNIT/DPP/IPR .0 2.Manual de Drenagem de Rodovias 52 Tabela 2 .5 x 2.62 0.00 18.05 3.47 0.0 1.62 4.0 2.0 x 1.56 0.79 28.67 1.00 4.33 6.00 2.62 0.5 x 2.0 2.5 3.44 0. velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) TIPO BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC ÁREA MOLHADA VAZÃO BASE X 2 ALTURA (mxm) CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 1.00 5.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.5 3.0 x 1.0 x 2.0 x 3.29 26.0 3.0 x 2.63 4.05 3.5 x 1.58 0.62 4.67 8.00 4.05 4.5 x 2.5 2.93 40.47 20.53 19.00 10.0 x 3.44 0.71 4.5 3.00 4.62 4.5 2.44 53.05 4.0 x 2.00 8.47 0.70 6.0 x 2.5 3.70 17.0 x 1.00 1.56 0.0 3.66 79.0 x 2.0 3.96 35.

04 17.11 6.15 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.68 39.30 1.80 4.10 4.03 1.35 1.06 1.35 5.02 8.80 1.62 11.10 6.22 18.04 1.75 3.96 8.13 12.75 43.49 108.48 6.07 1.14 1.65 1.Manual de Drenagem de Rodovias 53 Tabela 3 .53 3.49 5.05 3.35 1.95 7.96 4.61 4.26 195.91 126.80 4.70 101.60 4. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (mxm) 1.60 7.95 6.17 2.08 32.52 19.Vazão.50 6.00 6.47 4.53 1.20 19.43 28.17 1.73 13.89 4.85 6.30 22.60 6.16 1.15 2.10 260.02 41.69 10.80 TIPO BSTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ÁREA MOLHADA VAZÃO CRÍTICA (m2) CRÍTICA (m3/s) 1.92 6.46 1.96 0.40 34.00 5.46 8.38 83.90 2.95 2.17 4.75 118.15 52.20 3.22 6.18 4.70 5.25 4.11 1.45 7.32 6.72 4.75 15.25 5.55 20.97 0.48 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.28 1.63 10.96 220.30 4.23 1.02 1.24 244.58 4.86 14.37 1.01 1.26 1.11 1.13 188.40 6.92 6.88 4.91 28.16 6.18 1.72 5.07 31.53 6.85 165.98 0.66 7.40 3.57 77.55 1.21 216.95 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .43 3.07 33.76 36.25 7.89 158.39 12.75 6.78 3.63 32.95 5.39 24.23 4.12 10.89 132.43 1.50 5.06 7.50 1.18 5.00 0.72 232.65 25.89 6.65 2.23 24.99 7.38 140.70 6.30 2.99 5.65 3.24 6.55 5.20 4.05 1.22 1.57 85.59 21.75 3.30 7.14 3.61 5.30 17.18 55.85 5.12 1.24 29.19 6.42 58.70 5.78 69.08 1.99 0.21 1.75 3.97 0.31 5.

15 1.31 5.46 1.99 5.78 264.30 2.48 6.35 1.90 4.10 6.32 6.12 1.04 1. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.60 7.95 7.48 488.61 5.00 6.50 6.23 21.53 6.30 1.77 167.89 6.95 6.77 281.39 202.34 5.95 5.05 1.53 1.11 6.23 22.75 3.11 1.56 6.25 7.21 520.10 41.05 38.98 217.98 0.37 1.30 50.05 16.41 39.45 7.49 86.32 13.14 154.20 4.56 139.03 1.22 1.35 5.17 1.15 2.45 .92 6.61 44.23 1.07 1.49 30.70 5.60 35.Vazão.47 4.93 441.96 4.45 13.14 3.58 4. 36.90 2.75 3.81 56.14 171.84 117.96 0.25 5.26 20.Manual de Drenagem de Rodovias 54 Tabela 4 .01 1.05 3.80 1.10 4.20 3.99 7.45 49.45 9.18 5.83 253.97 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.26 376.88 4.75 3.30 7.14 1.55 1.35 78.72 4.25 25.37 8.33 15.16 65.04 83.95 BDTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .73 29.72 5.85 5.93 17.92 6.06 7.20 12.08 1.70 330.28 1.80 4.09 34.43 3.30 104.32 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 8.17 4.45 464.47 27.85 6.14 66.40 3.51 237.71 3.97 0.47 58.65 1.30 4.97 0.00 0.70 6.77 317.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.65 2.80 69.89 4.49 5.99 0.06 1.25 4.50 5.80 4.78 49.43 1.40 6.00 5.19 6.53 390.11 1.78 24.42 433.18 1.24 6.85 56.60 4.26 64.21 1.19 42.50 1.16 1.38 20.75 6.53 3.36 110.65 3.52 73.91 16.26 1.13 63.02 1.70 5.10 11.

28 109.66 495.88 31 .68 13.92 6.60 52.28 l.06 125.72 232.15 7.07 30.85 33.43 3.55 12.03 117.50 5.16 1.53 6.09 304.35 9.30 7.47 4.98 0.23 1.99 5.17 24.65 16.24 129.65 2.97 0.01 1.79 585.39 26.05 1.17 628.99 22.71 257.18 5.25 5.18 73.25 4.75 3.55 1.63 650.11 1.72 4.53 3.30 2.20 41.15 250.75 3.61 58.53 1.35 l .43 1.15 422.49 5.06 5.89 4.20 4.26 356.85 5.40 6. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.17 4.85 6.60 4.74 380.37 1 .71 87.65 1.17 1.59 44.24 98.52 8.19 6.35 5.04 1.02 1.99 0.00 6.03 1.11 6.90 2.75 6.18 1.75 3.80 4.66 61.30 4.95 6.20 104.26 1.15 1.38 38.58 4.92 6.47 326.70 5.39 564.46 1.66 476.50 6.35 31.95 5.28 84.Vazão.08 1.50 1.96 4.88 4.97 0.14 1.85 6.95 76.57 57.15 2.48 6.89 6.54 166.31 781.21 100.67 397.67 19.45 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.65 3.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.68 732.13 51.40 3.96 0.06 1.20 94.61 5.11 1.24 6.70 5.68 74.72 5.Manual de Drenagem de Rodovias 55 Tabela 5 .95 BTTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .05 25.21 1.31 5.22 1.67 54. 30 1.46 156.14 3.25 7.89 662.80 4.10 4.89 96.20 3.24 45.00 5.78 63.84 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 12.70 6.60 7.49 20.95 7.91 67.10 6.00 0.72 84.12 1.33 208.79 18.87 24.32 6.06 7.05 3.07 1.26 176.99 7.80 1.

39 86.47 4.81 5.40 3.11 BSTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO Tabela 7 .32 13.37 1.11 23.13 4.95 2.69 9.80 3.79 56.86 4.66 8.97 4.41 2.83 6.43 3.60 1.84 7.40 2.00 2.21 1.18 1.20 4.34 1.60 17.80 4.20 1.47 27.25 69.50 1.80 5.97 4.80 3.62 11.70 43.69 1. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.60 3.42 40.80 3.07 4.35 75.90 4.14 9.73 13.12 1.86 4.80 3.84 124.60 2.20 3.54 1.44 10.60 3.08 3.16 65.45 1.71 20.80 4.73 30.65 12.11 BDTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .38 85.60 1.49 5.24 3.15 1. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.41 1.03 3.34 22.20 1.62 1..30 25.73 2.23 1.96 6.87 1.80 8.99 5.43 4.99 5.20 3.60 4.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.61 5.01 13.60 4.42 6.72 DECLVIDADE CRÍTICA (%) 1.14 1.37 1.33 17.00 4.25 5.93 8.00 4.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.16 6.41 1.80 5.21 1.51 139.14 1.42 62.40 1.93 13.13 4.42 3.23 23.03 3.70 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.37 5.00 2.20 2.40 4.Vazão.63 10.69 1.72 4.61 5.25 5.28 4.26 21.78 1.09 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.62 1.50 1.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.19 1.62 3.45 1.55 1.49 5.15 1.90 28.96 7.14 154.57 77.72 5.86 15.43 4.31 1.20 2.00 3.63 3.80 2.11 110.30 98.40 4.39 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.36 33.01 27.Vazão.15 49.58 4.12 1.80 3.83 12.00 3.72 4.12 5.20 4.04 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.91 3.40 1.19 1.67 11.22 47.17 1.56 4.77 171.12 5.31 1.58 4.28 4.Manual de Drenagem de Rodovias 56 Tabela 6 .62 3.80 2.26 1.80 3.17 1.34 1.24 3.78 1.28 1.37 5.28 1.08 32.91 15.43 3.55 1.60 2.40 3.68 16.11 9.40 2.23 1.38 19.06 55.26 1.68 37.

12 1.23 1.25 5.20 2.40 1.80 3.40 26.85 34.37 5.60 1.45 1.15 1.72 4.33 71.69 1.80 3.89 26.22 8.03 3.49 5.40 12.37 1.89 19.25 10.80 5.03 113.20 41.09 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.28 4.62 5.00 3.46 147.Vazão.17 166.02 41.14 1.89 31.00 2.78 1.15 257.86 4.12 5.67 14.02 33.43 4.62 3.60 2.15 16.20 3.13 4.60 4.40 2.61 5.49 20.25 18.13 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 7.20 4.62 1.72 232.13 60.97 4.59 45.41 1.87 23.00 4.40 4.04 50. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.60 3.80 2.50 1.80 4.19 1.58 4.31 1.80 3.34 1.95 38.26 186.Manual de Drenagem de Rodovias 57 Tabela 8 .40 3.60 3.43 3.20 14.55 1.76 208.99 5.54 4.20 1.24 3.74 10.21 1.28 1.69 84.24 98.17 1.11 BTTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .09 129.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.26 1.85 7.07 28.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.

17 2.71 3.81 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 0.10 1.73 2.56 4.97 0.28 1.11 1.26 17.50 1.55 13.96 0.11 1.22 0.36 2.30 1.70 1.18 1.Vazão.34 3.01 0.96 0.97 0.15 1.53 1.88 1.99 0.Manual de Drenagem de Rodovias 58 Tabela 9 .43 3.90 2.62 DECLIVIDADE CRÍTICA 1.66 7.00 1.80 2.30 1.24 3.90 2.08 3.43 0. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 0.40 1.99 0.20 1.43 3.14 3.96 5.53 3.18 1.70 1.56 2.60 1.03 3.06 1.53 3.74 1.34 4.09 1.00 1.62 2.34 3.20 1.00 1.95 2.54 1.06 1.92 3.11 8.02 1.03 2.56 2.78 6.48 3.33 15.14 3.40 1.29 2.01 0.15 1.80 1.98 2.40 1.73 0.63 8.93 11.80 1.18 1.07 3.89 4.22 4.10 1.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.35 1.50 1.03 3.68 2.41 1.80 1.20 1.45 9.90 4.42 2.34 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.60 1.80 2.94 1.46 1.95 2.84 5.67 3.87 1.24 3.39 0.94 BSTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm BDTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .91 7.68 2.95 3.09 1.04 1.04 1.60 0.92 3.60 0.

86 10.05 3.20 1.22 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.85 6.90 2.70 1.60 5.50 1.09 1.80 1. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.14 3.33 19.Manual de Drenagem de Rodovias 59 Tabela 10 .81 2.67 14.25 8.96 0.18 2.06 1 .10 1.56 2.60 1.15 1.30 1.03 3.53 3.18 1.43 3.99 0.11 1 .06 4.94 BTTM CURRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .Vazão.99 22.62 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.84 7.88 26.52 7.89 17.01 0.68 2.04 1.22 5.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.62 5.00 1.60 3.67 12.40 1.92 3.54 4.24 3.34 3.02 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.80 2.97 0.

54 1.14 3.19 1.19 1.09 71.88 4.30 1.24 3.34 24.71 3.33 1.62 3.29 1.14 3.40 1.07 1.36 2.70 3.60 1.30 1.00 1.04 1.45 55.40 1.28 13.25 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.50 2.30 15.26 1.00 1.52 8.70 3.56 4.92 3.86 10.43 3.50 2.67 12.10 1.62 5.00 BSTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BDTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BTTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm 76 25 MT/DNIT/DPP/IPR .10 1. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.05 4.26 1.99 26.39 5.43 3.29 1.77 10.24 1.91 7.79 8.00 2.50 1.36 23.33 1.60 36.00 1.85 7.33 17.92 3.22 4.18 1.05 3.03 2.81 6.15 1.60 30.35 1.54 4.21 4.08 3.67 14.06 4.60 1.04 1.62 3.07 1.80 2.43 3.07 1.90 5.04 1.11 8.30 2.95 2.02 1.37 7.14 3. 15 18.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.80 2.03 3.70 3.24 3.30 1.10 1.62 3.Vazão.43 2.76 4.69 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.05 4.26 1.Manual de Drenagem de Rodovias 60 Tabela 11 .00 2.21 4.33 1.92 3.90 45.41 3.40 1.22 9.05 4.95 3.89 19.16 16.03 3.03 3.43 2.15 1.18 3.90 4.00 1.02 36.24 3.45 9.73 47.24 1.50 1.30 2.93 13.24 1.88 4.29 1.21 4.30 2.50 1.15 1.80 2.19 1.42 2.96 6.83 3.50 2.88 4.60 1.67 12.66 8.00 2.55 11.

93 7.54 4.33 37.75x2. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.93 31.36 53.72x3.45 1.90 4.12 1.70 2.85 14.41 8.85 3.37 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.30 10.85 4.55 15.04 1.36 4.80 6.79 4.30 4.15 5.07 1.03 3.Manual de Drenagem de Rodovias 61 Tabela 12 .40 2.40 5.96 69.65 13.63 74.21 8.95 6.11 1.32 49.72 4.03 5.19 3.48 3.99 0.70 5.72 7.03 4.02 6.08 1.71 15.85x1.98 0.82 47.25x2.47 11.46 62.55x3.47 4.29 1.86 6.17 12.76 77.69 4.50 5.42 36.13 8.35 5.30x3.00x3.99 5.51 4.51 1.00x3.05 4.70x3.92 4.95x3.40x3.10 4.Vazão.43 13.25 3.32 4.84 3.12 TIPO VÃO x ALTURA (mxm) 1.27x4.02 0.77 10.56 2.72 19.46 29.88 4.09 5.85x1.01 1.05x2.08 1.20x1.96 0.11 10.34 3.22x3.20x2.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.89 39.16 1.30 1.20x3.96 BSLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .26 66.10 5.98 0.

65 98.22 20.00x3.98 0.45 1.41 30.25x2.00x3.07 1.10 4.Vazão.22x3.20x3.55x3.95x3.71 29.95 6.69 4.42 16.51 4.29 1.92 124.51 1.40 2.83 17.86 62.10x2.83 72.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.70 2.30 4.80 6.88 4.10 31.12 4.30 1.74 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.92 59.78 79.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 9.43 14.50 5.86 14.02 0.75x2.72x3.35 5.05x2.08 1.03 5.47 4.38 6.16 1.03 13.20x1.05 4.06 8.04 1.86 27.85x1.08 1.30x3.70 5.01 1.11 1.54 20. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 3.63 94.52 154.85 3.92 139.79 4.25 3.15 5.Manual de Drenagem de Rodovias 62 Tabela 13 .27x4.85 4.93 22.40 5.31 26.99 0.96 BDLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .99 5.92 4.86 6.12 1.84 3.03 3.52 133.09 5.98 0.40x3.70x3.26 16.72 4.25 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.34 3.48 3.34 25.96 0.54 4.25 149.72 106.60 21.43 38.65 75.19 10.90 4.32 4.36 4.85x1.

12 1.30x3.85 4.16 1.37 89.45 1.84 3.11 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.85 3.08 1.47 4.40x3.15 5.54 4.00 VAZÃO CRÍTICA (m2/s) 14.05 20.30 1.70 5.31 30.05x2.95x3.36 4.96 BTLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 63 Tabela 14 .95 6.79 21.24 26.07 1.98 0.30 4.80 6.10 4.90 31.32 31.40 5.78 200.72x3.22x3.67 6.79 94.56 44.39 186. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.40 33.64 24.92 4.40 25.03 5.69 4.25x2.85x1.75x2.37 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.Vazão.50 5.12 45.00x3.09 5.25 108.40 2.99 5.02 0.08 160.98 113.88 4.01 1.57 9.48 3.67 119.20x1.45 1.70x3.70 2.20x3.79 4.41.88 208.52 37.99 0.29 15. 15 58.51 1.88 224.10x2.11 1.27x4.03 3.65 47.86 6.90 4.32 4.25 3.15 21.51 4.96 0.98 0.35 5.72 4.04 1.28 232.29 41 .85x1.05 4.29 1.10 12.34 3.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.00x3.08 1.55x3.97 148.96 40.

02 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 74.79 0.84 5.56 70.86x4.71 0.65 6.73 0.07 255.10 321.76 0.12 10.81 0.89 6.57 44.68 317.69 0.93 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 5.72 0.40 29.03 114.80 11.94 437.84 9.78x5.54 8.57 34.63 5.52 6.19x9.10 11.31 8.67x4.89 6.28 7.13 32.16 7.01x4.83 174.14 6.93 36.51 12.33x6.30 47.78 7.69 6.59 5.15x3.70 0.01 39.20 24.07 9.11 294.71 0.27 5.71 0.20 22.04 5.06 229.77 0.45 9.82 0.11x6.98 6.41 24.68 7.17x6.79 0.78 6.35x3.06x6.50x6.71 121.75 0.25x7.85 0.18 6.81 5.43 248.02 50.44 269.97 55.41 60.78 323.77 118.71 6.50 10.68 191.75 0.56 223.69 25.88 105.28x5.50 79.40 214.90 287.97 7.11 10.60 14.92 8.02 355.46 7.85 7.17 14.56x5.83 8.78 0.84 0.33 6.90x7.95x5.Manual de Drenagem de Rodovias 64 Tabela 15 .36 89.41 69.70 0.93 8.25 394.76 11.86 0.85 0.87 4.00x4.72 0.07 147.69x7.55 7.92 125.75 31.42 10.26 192.78 15.96 6.93 5.15 17.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.71 0.46 28.50 10.68 6.34 5.77 0.78 0.29 165.94 36.83x6.90 481.55x5.81 146.03 21.72 0.15 64.68x4.12x3.68 BSEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .17 25.65 7.80 0.21 8.29 7.82 283.03 402.62 5.76 10.32 48.85 10.43 42.62 101.14 6.30 5.75x5.63 6.74 0.50 6.95 39.75 0.99 19.03 73.58x8.72 0.30 6.47 7.02 5.60 21.50 5.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.36 28.97x6.74 0.23 22.42 6. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 14.15 9.15 220.79x8.17 6.05 47.09x4.42x5.29 34.89x3.13 201.64 544.24 6.81 0.69 0.17 6.16 171.46 9.22 19.51x5.64x6.46 5.81 11.77 0.04 44.23x4.84 10.77 9.22 5.70 0.83 0.62 6.47x4.01 138.41 5.79x5.84 0.00 143.69 0.22x5.39x7.23 31.22 42.11 7.97x6.54x6.77 0.40x4.46 56.09 4.82 6.82 8.Vazão.

26 64.22x5.75 0.77 0.11 7.40x4.45 9.26 402.66 348.87 4.25x7.76 0.00 286.77 9.14 88.32 342.82 120.86 497.30 6.79 0.46 63.11x6.88 875.24 203.12 10.46 9.80 0.50x6.39x7.02 277.62 292.75 0.75x5.52 384.29 7.69x7.69 0.81 11.77 0.84 0.11 10.80 11.30 34.71 0.34 50.86 84.76 11.10 94.97x6.15 9.38 51.00 158.88 539.70 0.84 5.40 49.04 101.70 0.46 44.54x6.94 110.89x3.81 5.42 6.14 69.82 0.84 10.72 0.98 6.56x5.90x7.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.58 69.95x5.34 29.80 429.85 10.41 5.34 5.92 56.83 8.50 6.17x6.08 88.33 6.76 210.64 96.54 8.12 447.78 0.83 0.30 5.92 8.50 10.78 0.42 10.71 0.72 0.92 112.86 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 149.14 6.51 12.56 31.93 5.19x9.64x6.63 6.86x4.81 0.46 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.69 0.22 5.06 804.46 5.17 6.Manual de Drenagem de Rodovias 65 Tabela 16 .12 459.89 6.83x6.51x5.84 9.65 7.28 1089.04 5.42 242.82 138.20 28.64 566.50 789.20 42.72 0.80 963.09 4.15x3.97x6.77 0.75 0.44 38.68 TIPO BDEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .71 0.69 6.30 129.54 237.36 634.04 710.24 6.69 0.30 10.67x4.55x5.44 85.71 0.50 62.62 5.30 440.79x8.10 11.58 331.47x4.02 5.84 0.12 141.Vazão.59 5.80 574.36 382.78 7.04 510.78 6.46 7.58x8.90 78.82 8.47 7.85 0.72 0.00x4.76 10.28 7.68 6.62 6.81 0.68 7.23x4.12x3.06 147.02 78.93 8.77 0.35x3.06x6.70 0.16 7.14 294.96 6.42x5.88 72.21 8.79x5.80 59.07 9.74 0.56 646.27 5.86 72.52 6. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) VÃO X ALTURA (m/m) 5.65 6.82 6.72 56.02 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 29.98 38.01x4.72 179.86 0.33x6.14 6.50 5.06 229.85 7.55 7.20 643.84 250.85 0.18 6.68x4.06 42.60 94.31 8.97 7.79 0.71 6.28x5.22 588.17 6.63 5.40 44.89 6.74 0.73 0.78x5.09x4.82 49.

Manual de Drenagem de Rodovias

66

Tabela 17 - Vazão, velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d)
ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 44,34 46,80 42,51 44,97 57,45 51 ,09 63,66 57,69 66,60 73,80 63,60 66,51 76,38 85,23 74,07 7 7,2 5 93,39 97,08 85,20 88,71 104,79 108,69 95,85 117,87 104,82 108,66 127,71 132,03 117,90 142,29 126,12 132,06 152,91 165,15 142,38 158,96 145,23 180,45 193,68 212,79

TIPO

VÃO X ALTURA (mxm) 5,89x3,89 6,12x3,96 6,15x3,63 6,35x3,71 6,40x4,62 6,68x4,24 6,86x4,78 7,01x4,25 7,09x4,85 7,42x5,16 7,47x4,47 7,67x4,55 7,75x5,11 7,95x5,54 8,00x4,83 8,23x4,93 8,28x5,82 8,51x5,92 8,56x5,21 8,79x5,31 8,97x6,07 9,17x6,15 9,22x5,46 9,50x6,45 9,55x5,77 9,78x5,84 9,83x6,76 10,06x6,84 10,11x6,12 10,39x7,11 10,54x6,30 10,64x6,50 10,69x7,42 10,90x7,85 10,97x6.81 11,25x7,80 11,33x6,76 11,58x8,10 11,79x8,51 12,19x9,02

VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 223,50 238,23 207,09 221,64 316,08 269,31 355,86 305,76 375,00 429,09 344,13 363,21 441,48 513,03 416,43 438,78 576,39 603,87 497,49 522,45 660,18 689,04 573,21 766,20 643,68 671,46 849,33 833,29 746,34 970,32 809,70 861,06 1065,75 1184,04 951,09 1206,30 965,82 1313,70 1444,92 1634,19

VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5,04 5,09 4,87 4,93 5,50 5,27 5,59 5,30 5,63 5,81 5,41 5,46 5,78 6,02 5,62 5,68 6,17 6,22 5,84 5,89 6,30 6,34 5,98 6,50 6.14 6,18 6,65 6,69 6,33 6,82 6,42 6,52 6,97 7,17 6,68 7,14 6,65 7,28 7,46 7,68

DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0,86 0.85 0,85 0,84 0,84 0,83 0,82 0,81 0,81 0,80 0,79 0,79 0,78 0,78 0,77 0,77 0,77 0,77 0,76 0,75 0,75 0,75 0,74 0,74 0,73 0,72 0,72 0,72 0,72 0,71 0,71 0,70 0,71 0,71 0,70 0,70 0,69 0,69 0,69 0,68

BDEM CORRUGAÇÂO 152 x 51mm

v h

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

67

Dimensionamento no regime subcrítico

Sempre que a declividade do bueiro for inferior à crítica, o dimensionamento (seção e velocidade do fluxo) será obtido por intermédio das equações gerais do fluxo. Equações gerais do fluxo Apresentam-se a seguir as equações gerais do fluxo para os bueiros tubulares (seção circular) e celulares (seção quadrada ou retangular). Para os bueiros de seção lenticular ou elíptica que não dispõem de fórmulas simples que relacionem suas grandezas hidráulicas, o procedimento para seu dimensionamento no regime subcrítico é apresentado adiante, no roteiro para dimensionamento. Bueiros tubulares Usando-se os valores obtidos em (d), e substituindo-os na fórmula de item (c) com recurso à equação da continuidade obtêm-se as equações gerais do fluxo para uma declividade estabelecida Velocidade:
I1/2 ⎛ Ø − senØ ⎞ V=3⎜ ⎟ x D2/3 x 4Ø n ⎝ ⎠
2

e vazão:
Q= Ø − senØ Ø − senØ 2 I1/2 x D2 x 3 D x 8 4Ø n

ou
1 Q= 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

xD

8/3

I1/2 x n

Na expressão da velocidade, V = K v x D2 / 3 x fazendo-se:
⎛ Ø − senØ ⎞ 3 ⎜ ⎟ = Kv 4Ø ⎝ ⎠
2

I1 / 2 n

tem-se:

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

68

Kv = ou:

V xn D x I1 / 2
2/3

Na expressão de vazão, fazendo-se:
1 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

= KQ

tem-se; Q = K Q x D8 / 3 x ou: KQ = Qxn D x I1 / 2
8/3

I1 / 2 n

ou ainda;
⎛ Qxn ⎞ ⎟ D=8 ⎜ ⎜ K x I1 / 2 ⎟ ⎝ Q ⎠
3

Coeficientes K v e K Q Os coeficientes KV e KQ, como se pode verificar, são funções exclusivas do ângulo Ø, o qual, por sua vez, está ligado ao tirante “d” e ao diâmetro D através da equação:
cos
ou
⎛ 2d ⎞ Ø = 2 arc cos⎜1 − ⎟ D⎠ ⎝

2d Ø = 1− (d) D 2

Assim, como Ø, KQ e Kv estão ligados ao tirante “d” e ao diâmetro D, pode-se tabelá-los em função da relação d/D. É a tabela dos parcialmente cheios, já citada, de grande utilidade no estudo dos bueiros nos regimes subcrítico e rápido, utilizada no item (a) e apresentada adiante, na tabela 18. Bueiros celulares Usando-se os valores das grandezas hidráulicas obtidas em “d”, a fórmula de Manning e com auxílio da equação da continuidade, obtêm-se as equações do fluxo nos bueiros celulares para uma declividade estabelecida:
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Velocidade:
1/ 2 ⎛ Bd ⎞ I V=3 ⎜ ⎟ x n ⎝ B + 2d ⎠ 2

,

em m/s

Vazão: ⎛ Bd ⎞ Q = Bd⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ ou:
Q=3
2/3

x

I1 / 2 , em m³/s n

(B x d)5 (B + 2d)2

x

I1 / 2 n

, em m³/s

Na expressão da velocidade, fazendo-se: ⎛ Bd ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ tem-se: I1 / 2 V = Kv x n ou: Kv = nxV I1 / 2
2/3

= Kv

Na expressão da vazão, fazendo-se:
3

(B + 2d)2

(Bd)5

= KQ

tem-se; Q = KQ x
OU:

I1 / 2 n

KQ =

Qxn I1/ 2

Existem nos bueiros celulares três grandezas a serem consideradas: a largura B, o tirante d e a altura H.
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Para se chegar a uma solução deve-se fixar uma delas, em geral B, para determinar a outra, d. A terceira, H, é uma conseqüência de d, pois admite-se uma folga, isto é, uma altura livre entre a lâmina d'água e a laje superior do bueiro, relacionada ao tirante. O DNIT tem adotado uma folga mínima de 25 % sobre d; desse modo a altura do bueiro passa a ser: H= d 0,80

Coeficientes K v e K Q Esses coeficientes são funções de B e d, portanto de duas variáveis. As curvas das Fig. 7 e 8 correlacionam B e d respectivamente a K Q e K v Nessas curvas o valor de B varia de 1,00 m a 3,00 m com intervalos de 0,50 m e o valor de (d) varia de 0,20 m até 3,00 m. Roteiro para dimensionamento Dados a) O valor de Q é conhecido porque é a descarga da bacia a ser drenada , calculada nos estudos hidrológicos do projeto; b) O valor de I é conhecido pelo levantamento topográfico do local onde o bueiro deverá ser implantado; c) O valor n (coeficiente de Manning) é conhecido pois depende da natureza do material de que será feito o bueiro (concreto, chapa metálica, corrugada etc). Seqüência das operações Bueiros tubulares a) admite-se inicialmente um valor para a relação d/D, variando de 0,20 a 0,80, optandose em geral pelo valor máximo; b) com o valor adotado para a relação d/D, entra-se na tabela dos parcialmente cheios, para obtenção do coeficiente K Q c) com K Q determina-se o valor do diâmetro teórico e se este mostrar-se inadequado pelas restrições do local de assentamento ou por não existir comercialmente tubo com diâmetro de tal porte, deverá ser considerado bueiro de seção múltipla, dividindo-se a descarga de projeto pelo número de linhas de tubo a adotar. Ao final será fixado para a linha de tubos simples ou múltipla o diâmetro mais próximo comercialmente disponível; d) com o diâmetro comercial calcula-se o novo valor de K Q obtendo-se na tabela a relação d/D, e o valor de K v , que fornecerá o valor de V, comparando a velocidade de
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escoamento com os valores mínimo e máximo aceitáveis, função da sedimentação das partículas em suspensão e da erosão das paredes dos tubos; e) se os valores acima estiverem dentro dos limites estabelecidos, o dimensionamento é concluído; caso contrário, faz-se nova tentativa com outra relação d/D, procurando-se aumentar ou diminuir a velocidade. Bueiros celulares Com os valores de Q, I e n, calcula-se K Q e com o valor de K Q obtém-se o valor de d, definindo-se conseqüentemente o valor B escolhido. Com os valores de B e d, na curva de K v , obtêm-se K v e conseqüentemente V. Estando o valor de V entre os limites permitidos e atendendo às condições locais, dá-se o dimensionamento como aceito, caso contrário, procura-se, mediante novas tentativas, dimensões que conduzam a valores aceitáveis. Quando o valor de Q conduz a um valor de K Q acima do limite superior das curvas, isso significa a necessidade da adoção de bueiros duplos e triplos. O cálculo é então refeito com o valor de Q dividido por 2 ou 3, conforme o número de linhas dos tubos. Bueiros lenticulares ou elípticos metálicos corrugados Tanto para os bueiros lenticulares como para aqueles de seção elíptica, por não se dispor de formulas simples que expressam o fluxo conforme a variação de lâmina d'água, o procedimento de cálculo atendendo a uma declividade de assentamento preestabelecida será diferente. Primeiramente deve-se calcular a vazão à seção plena para a declividade estabelecida e também a altura crítica relativa à descarga dada para conhecer o regime a que se refere. A vazão à plena seção é determinada com o auxílio das tabelas 19 ou 20 de onde são extraídos a área e o perímetro molhado da seção plena. Definido o coeficiente n a partir do tipo de corrugação escolhidos, determina-se, através da expressão de Manning e da equação da continuidade, a vazão à plena seção. Igualando a descarga de projeto à vazão escoada pelo bueiro, obtém-se através em um dos gráficos do diagrama 19 o tirante crítico correspondente que servirá de referência para definir o regime de funcionamento do fluxo na seção escolhida e a necessidade de ampliação da área da seção considerada. Se o tirante crítico superar a 65 % da altura da seção para os bueiros lenticulares e a 72 % da altura nos bueiros elípticos, deverá ser ensaiada seção maior ou seção múltipla, considerando-se nesta última a descarga, e correspondentemente a vazão de projeto, como sendo a descarga total dividida pelo número de linhas. Definida a vazão à plena seção e a altura crítica referente à descarga de projeto, passase ao dimensionamento hidráulico do bueiro funcionando parcialmente cheio.
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O tirante para a descarga de projeto dada é obtido através da utilização dos ábacos da Fig. 9, que define as propriedades hidráulicas desses tipos de estruturas; entrando-se com a relação entre a vazão a escoar e a vazão à seção plena, obtendo-se o valor percentual do tirante em relação à altura total da seção e daí o seu valor para o fluxo normal. Semelhantemente ao adotado para os demais bueiros, admite-se uma lâmina d'água máxima de 80 % da altura total da seção e uma lâmina mínima de 20%. Se o tirante encontrado situar-se fora desses limites deverá ser ensaiada uma nova seção ou seção múltipla. Ainda através da Fig. 9 pode-se verificar que a vazão máxima para os bueiros lenticulares é obtida para um tirante de 88 % da altura total da estrutura, sendo aproximadamente 8 % superior à vazão à plena seção e que nos bueiros elípticos a vazão máxima se dá com um tirante de 92 % da altura total, representando aproximadamente 10 % a mais que a vazão à plena seção. – Velocidades e vazões máximas para bueiros tubulares com declividades fixadas

Substituindo-se na Formula de Manning: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n

o raio hidráulico R pela sua expressão A/P, tem-se; I1 / 2 ⎛ A ⎞ V= x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

Para I constante, a velocidade será máxima quando a derivada de A/P, for nula. A e P, porém, são funções de (Ø) , sendo a condição de velocidade máxima dada pelos valores dessas variáveis que anulem a derivada da função f (Ø) , ou seja:
P dA dP −A dØ dØ = 0 P2

ou ainda,

P

dA dP =A dØ dØ

(1)

De (d),
P= Ø dP D x D , donde = 2 dØ 2
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e
A= Ø − senØ x D2 , donde 8

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dA 1 − cosØ x D2 = dØ 8

Substituindo-se os valores de P, A,
ØD − Øcos ØxD3 = ØD − senØxD3 Øcos ØxD3 = senØx D3 tg Ø = Ø ou

dA dP e na igualdade (1), tem-se; dØ dØ

equação cuja solução é:
Ø = 4,4934 rad, Ø = 257027'10"

ou
⎛ ⎝ 2d ⎞ ⎟ D⎠

Como, porém, Øc = 2 arc cos ⎜1 −
Øc = −0,626 2 2d 1− = −0,626 D cos

daí, d = 0,813D que corresponde ao tirante para a condição da velocidade máxima. Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para velocidade e vazão fornece: a velocidade máxima Vmáx = 0,452 D 2 / 3 x I1 / 2 n

e a vazão correspondente a esta velocidade
D8 / 3 x I 1/ 2 Q = 0,309 n

Vazão máxima Associando-se a fórmula de Manning; V= I1 / 2 ⎛ A ⎞ x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

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a equação de continuidade, tem-se: I1 / 2 ⎛ A 5 / 2 ⎞ ⎟ x⎜ Q= n ⎜ P ⎟ ⎝ ⎠
2/3

A vazão máxima se verificará quando A/P5/2, função de Ø, for máxima; vale dizer, quando sua derivada em relação a Ø for nula,isto é,
5 dA dP PxA 3/2 − A 5/2 2 dØ dØ = 0 P2

ou

5p x

dA dP = 2A x dØ dØ
dA dP e por suas expressões obtidas no item anterior, tem-se: dØ dØ

Substituindo-se P, A,

(Ø − senØ ) x D2 x D 5ØD (1 − cosØ ) 2 x D =2 2 8 8 2
ou
5Ø (1 − cosØ) = 2 (Ø − senØ)

ou ainda,
3Ø − 5Ø cosØ + 2 senØ = 0

cuja solução é
Ø = 5,2781 rad ou Ø = 302024'46" , que corresponde a um tirante de d = 0,938 D

Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para vazão e velocidade fornece: para vazão máxima Q máx = 0,335 D 8 / 3 x I1 / 2 n

e para a velocidade correspondente a essa vazão V = 0,438 D 2 / 3 x I1 / 2 n

A observação dos dados encontrados permite chegar a uma importante conclusão:
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Raio Hidráulico. Área Molhada. d = Tirante d'água D = Diâmetro do bueiro A = Área molhada R = Raio Hidráulico Q = Vazão (m3/s) n = Coeficiente de rugosidade de Manning I = declividade do bueiro (m/m) K K V ×n V D2/3 × I1/2 = = Q×n Q D8/3 × I1/2 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 75 "A velocidade máxima não corresponde à vazão máxima". em função da altura relativa do tirante. para Bueiros de Seção Circular. KV e KQ.

00093 0.1558 0.4065 0.2450 0.2836 0.00021 0.1197 0.15 0.2214 0.1718 0.3190 0.1199 0.3490 0.1267 0.1662 0.01126 0.11 0.0813 0.1800 0.0470 0.0220 0.0196 0.3934 0.2220 0.24 0.0650 0.0575 0.0066 0.0571 0.1097 0.2182 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .26 0.07 0.0986 0.3968 0.0326 0.31 0.2435 0.01 0.29 0.1847 0.35 0.18 0.21 0.00795 0.2260 0.4124 KQ 0.44 0.32 0.0147 0.4034 0.2934 0.45 0.0497 0.0956 0.3927 0.36 0.3580 0.2780 0.0534 0.2650 0.0013 0.0610 0.2366 0. 0.0811 0.39 0.3627 0.0242 0.4027 0.1756 0.3787 0.1449 0.2142 0.2074 0.3328 0.1935 0.0691 0.0559 0.2512 0.1516 0.2367 0.1466 0.01313 0.2843 0.23 0.0197 0.48 0.2621 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios d/D 0.0534 0.1614 0.1506 0.1489 0.3727 0.1259 0.53 0.0427 0.3428 0.2592 0.0362 0.00005 0.2716 0.00406 0.1147 0.00221 0.05 0.1039 0.1535 0.54 0.00521 0.2649 KV 0.1877 0.4002 0.0695 0.1148 0.0929 0.2258 0.0881 0.2133 0.28 0.20 0.22 0.3624 0.09 0.1050 0.00306 0.3825 0.46 0.0755 0.2642 0.25 0.30 0.2295 0.47 0.0961 0.1364 0.0739 0.1965 0.0173 0.1982 0.0262 0.37 0.3863 0.3666 0.13 0.42 0.00953 0.1978 0.0394 0.04 0.0350 0.0353 0.1592 0.0069.2441 0.1312 0.0461 0.03 0.4227 0.1786 0.3229 0.33 0.2562 0.3243 0.3527 0.3899 0.2500 0.27 0.3295 0.0668 0.1890 0.3827 0.0037 0.0389 0.1711 0.2062 0.0885 0.52 0.17 0.0331 0.3708 0.0513 0.0864 0.1623 0.4327 0.3394 0.51 0.1566 0.0600 0.1019 0.2020 0.2965 0.0730 0.1365 0.0871 0.1118 0.1152 0.1611 0.0301 0.1891 0.2355 0.10 0.3748 0.3443 0.1206 0.1281 0.0273 0.1825 76 MT/DNIT/DPP/IPR .3130 0.2905 0.43 0.2739 0.1709 0.1298 0.3032 0.00150 0.2331 0.3136 0.2468 0.0451 0.38 0.0409 0.3080 0.12 0.19 0.0152 0.1401 0.40 0.2102 0.2546 0.0776 0.1042 0.1247 0.0105 0.1416 0.1691 0.49 0.34 0.3345 0.4426 R/D 0.14 0.06 0.3023 0.0910 0.4095 0.1665 0.08 0.0820 0.00050 0.1772 0.2401 0.0192 0.3535 0.0132 0.2291 0.1349 0.2582 0.0246 0.50 0.1003 0.1381 0.02 0.16 0.41 0.0294 0.1099 0.4127 0.55 A/D2 0.2531 0.0635 0.00651 0.1802 0.0733 0.2167 0.2051 0.1453 0.

4920 0.2040 0.68 0.1933 0.2306 0.1879 0.4520 0.3293 0.3339 0.7445 0.92 0.2829 0.2928 0.2799 0.3239 0.4425 0.4489 0.4457 0.4505 0.2703 0.4507 0.2917 0.96 0.4362 0.3305 0.4309 0.4398 0.56 0.65 0.2705 0.2881 0.2752 0.2821 0.4279 0.6893 0.4213 0.6143 0.4301 0.7662 0.4498 0.93 0.3018 0.75 0.89 0.6405 0.2963 0.2728 0.7186 0.5780 0.3008 0.62 0.2948 0.7504 0.7841 0.3322 0.2933 0.2253 0.4206 0.2886 0.4526 0.4345 0.4524 0.3031 0.85 0.4381 0.3151 0.4522 0.7749 0.4402 0.72 0.3322 0.71 0.2842 0.4724 0.3351 0.83 0.7612 0.7560 0.3263 0.4429 0.4517 0.7254 0.4142 0.4469 0.70 0.3024 0.2975 0.2895 0.4489 0.84 0.79 0.95 0.2987 0.2500 KV 0.64 0.4480 0.61 0.90 0.66 0.3353 0.4514 0.2200 0.76 0.4323 0.74 0.4256 0.2944 0.4180 0.4444 0.2962 0.2787 0.2862 0.2995 0.4519 0.98 0.1987 0.2865 0.91 0.6231 0.4499 0.3043 0.4625 0.4462 0.59 0.3007 0.3349 0.3335 0.7854 R/D 0.2094 0.3038 0.5687 0.2900 0.2969 0.2658 0.3182 0.4376 0.3017 0.3026 0.7115 0.63 0.6489 0.2776 0.2797 0.7384 0.2676 0.5018 0.3041 0.3008 0.67 0.88 0.3083 0.58 0.6054 0.5594 0.4414 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios (Continuação) d/D 0.4524 0.3247 0.2753 0.4822 0.2998 0.2666 0.6655 0.77 0.3033 0.6573 0.5212 0.7707 0.3047 0.3118 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .00 A/D2 0.60 0.2460 0.5499 0.57 0.5404 0.3043 0.78 0.2409 0.86 0.4343 0.3117 77 A Ø − senØ = 2 8 D R Ø − senØ = D 40 MT/DNIT/DPP/IPR .6736 0.6815 0.97 0.7320 0.3042 0.94 0.3345 0.69 0.4523 0.81 0.3968 KQ 0.2921 0.5115 0.2560 0.4153 0.2842 0.7816 0.7043 0.2735 0.4231 0.99 1.4445 0.2358 0.5308 0.5964 0.2980 0.4512 0.6319 0.87 0.2147 0.3212 0.5872 0.3039 0.73 0.3286 0.82 0.6969 0.2511 0.2609 0.80 0.7785 0.4267 0.3036 0.4476 0.

00 Qn I 3 I (m/m) N.A.00 m 1.00 4. m 0 1.00 2. d 8.Curva KQ = g(d) CURVA KQ = g (d) Q (m /s) KQ = 9.20 1. 5 = 00 2.00 B = B 3. 00 m 6.00 0 m B 7.00 0 0.10 0.00 2.00 2.00 (dm) MT/DNIT/DPP/IPR .00 B =3 .Manual de Drenagem de Rodovias ⎛R ⎞ KV = ⎜ ⎟ ⎝D ⎠ 2/3 ⎛ Ø − senØ ⎞ = 3 ⎜ ⎟ 4Ø ⎝ ⎠ 2/3 − 78 2 KQ = A ⎛R ⎞ ×⎜ ⎟ 2 ⎝D ⎠ D (Ø − senØ 1 ×3 16 2Ø 2 )5 ⎛ 2d ⎞ Ø = 2arc ⋅ cos ⋅ ⎜1 − ⎟ D ⎠ ⎝ Figura 7 .00 3.0 B =1 0m 5.5 B= .

0 0 B= 0.20 1.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 8 . 5 0.30 0.00 d (m) MT/DNIT/DPP/IPR .Curva KV = f(d) 79 CURVA KV = f (d) 1.70 0.00 Kv= Va I B= 0m 3. 0 0.90 B= m 2.00 3.50 0.20 0.10 0 0.40 0.80 m 2.00 2.50 B .60 B= 0m 1.00 =1 m 0.

7 0.1 0.3 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 9 .5 0.0 1.7 0.2 1.1 1.3 0 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA MT/DNIT/DPP/IPR .1 1.6 0.2 0.2 1.9 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA 90 PM 80 A = Área R = RAIO HIDRÁULICO PM = PERÍMETRO MOLHADO A 70 AR2/3 60 R AR2/3 A 20 PM 30 50 40 ELIPSE HORIZONTAL 10 0.8 0.3 0.Propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares e elípticas 80 SEÇÃO PLENA PERÍMETRO MOLHADO 90 PORCENTAGEM D A ALTURA TOTAL PORCENTAGEM DA ALTURA TOTAL Área 80 70 60 50 VAZÃO 40 30 20 RAIO HIDRÁULICO 10 1.5 0.8 0.0 1.6 0.4 0.3 0 0.9 1.2 0.4 0.1 0.

99 5.88 3.65 14.20 1.00 PERÍMETRO (m) 5.25 11.70 16.95 3.85 1.27 6.27 4.30.70 3.39 6.60 9.15 5.35 5.49 10.07 11.40 3.70 2.70 5.00 3.23 19.10 2.28 16.95 6.90 MT/DNIT/DPP/IPR .77 14. 4.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 19 .22 3.40 5.Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados 81 DIMENSÕES VÃO ALTURA 1.05 4.86 6.05 2.08 15.05 2.01 11.70 11.65 17.52 ÁREA (m2) 2.42 8.54 13.80 16.75 2.35 19.80 6.72 3.20 3.56 15.12 9.25 2.58 11.55 3.97 12.85 4.10 4.62 9.30 13.90 4.67 18.40 2.00 3.85 3.30 3.21 12.85 1.12 15.25 3.22 7.41 13.50 5.45 13.

21 34.94 22.50 10.90 23.78 5.97 6.28 31.83 36.77 29.92 8.82 44.75 5.17 6.42 10.24 16.54 6.15 9.46 23.63 18.21 27.63 6.76 18.39 23.96 6.67 4.58 8.81 28.64 31.52 67.67 19.00 4.10 11.76 11.59 27.85 26.97 48.02 59.24 69.38 27.11 20.62 6.50 21.56 5.18 39.15 51.19 17.23 42.15 86.01 23.85 10.12 10.25 7.64 6.51 12.35 3.02 23.68 4.81 11.55 53.80 17.98 24.47 4.55 22.37 18.09 4.47 7.11 6.83 8.90 26.85 7.66 34.30 10.Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados DIMENSÕES VÃO ALTURA (m) (m) 5.60 33.40 52.33 25.71 6.89 3.79 5.11 19.86 4.06 6.24 29.93 8.46 9.33 6.20 48.76 79.Manual de Drenagem de Rodovias 82 Tabela 20 .58 38.04 ÁREA (m2) 18.07 20.24 6.84 9.80 11.51 5.19 26.45 9.55 7.02 22.19 9.21 31.40 39.78 7.16 7.11 21.59 22.11 7.42 5.22 5.32 15.76 10.29 26.32 15.02 PERÍMETRO (m) 15.15 3.21 42.50 20.89 6.39 7.11 10.90 7.83 30.40 4.01 27. MT/DNIT/DPP/IPR .25 30.68 28.69 7.97 62.36 73.21 30.07 9.80 15.95 Bueiros trabalhando como vertedores Objetivo e características Denominam-se vertedores as aberturas projetadas na parte superior das paredes de um reservatório qualquer através das quais possa se escoar o líquido represado.21 58.79 8.84 10.28 5.31 8.15 20.82 44.50 6.83 6.01 4.67 19.94 24.42 25.95 5.12 3.20 53.82 8.77 9.23 4.21 8.97 6.29 7.53 58.71 18.54 8.13 17.33 26.55 5.

pois. L a sua largura.devida a WEISSBACH: 2 Q = C 3 L 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ 2g ⎢ − ⎜α ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥ ⎥ ⎦ como 2 C 2g = 1. têm-se MT/DNIT/DPP/IPR . será o resultado da divisão da descarga total registrada pela descarga de cada vertedor.838 . = 0 e h2. Fazendo h1. Dimensionamento hidráulico Cálculo da largura L A solução do problema é. o coeficiente de Coriolis e o coeficiente de descarga do orifício. = H. calcular o tempo em que se deseja fazer a drenagem e escolher o número e a largura L dos vertedores.838 ⎢ −⎜ ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥×L ⎥ ⎦ Desprezando-se a velocidade de aproximação V. Então. O número dos vertedores. O tempo de escoamento vai ser estabelecido em função da largura L dos vertedores projetados. para o vertedor. têm-se: 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ Q = 1.Manual de Drenagem de Rodovias 83 Na drenagem rodoviária o vertedor desempenha uma grande função no escoamento da água acumulada nas várzeas extensas ou em terrenos alagadiços. 3 L e tomando L=1. escolhido pela prática ou resultante de tentativas a serem feitas. a altura d`água sobre a soleira do vertedor.622. para c = 0. pode começar pela fórmula da vazão dos orifícios: ⎡ 3/2 ⎤ 3/2 ⎛ ⎢⎛ V2 ⎞ ⎥ 2 V2 ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎥ − ⎜h + α Q = cb 2g ⎢⎜ h + α 2g ⎟ ⎥ 2g ⎟ 3 ⎟ ⎜ 1 ⎟ ⎢⎜ 2 ⎢⎝ ⎣ ⎠ ⎝ ⎠ ⎥ ⎦ onde h1 e h2 são as alturas d'água nas bordas do orifício(inferior e superior). Os vertedores podem ser considerados orifícios em que a altura da parede sobre a borda superior é nula. y. b sua largura. o cálculo de L. obtém-se a fórmula básica da vazão dos vertedores retangulares.

34 106.05 34.50 ALTURA H (cm) 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 ∗ Q (l/s) 230. Usando a Fórmula de Francis pode-se tabelar a vazão por metro linear de soleira como a seguir. Influência da contração As contrações ocorrem nos vertedores de represamentos e naqueles cuja largura é inferior às dos canais onde se acham instalados. De acordo com Francis.14 67. Vertedores retangulares em parede delgada e sem contrações.0 302.72 20.68 58.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 1.2H. Tabela 21 . a mais comum nas rodovias. Pinto).58 49. multiplicam-se os valores indicados de vazão pela largura real.5 555. que passaria a ser tomado igual a L-0. para a contração bilateral.5 650.1 1316.1 465. a Fórmula de Francis passa a ser: Q = 1.5 1442.0 1 57 1.838 × LH3/2 84 ou L= Q 1.5 855. muito usada na Inglaterra e nos recomendada para uso no Brasil (Dilson F.838 ⎜ L − ⎛ ⎝ 2H ⎞ 3/2 ⎟ H 10 ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR .3 381.0 ∗Para os vertedores com largura menor ou maior que um metro.90 164.6 750. deve-se considerar na fórmula do item anterior uma correção para o valor de L.7 1195.838H3/2 Estados Unidos e que é a Fórmula de Francis.2 964.53 86.12 76.61 27.24 96.Vazão por metro linear de soleira ALTURA H (cm) 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 20 Q (l/s) 9. Desse modo.57 14.04 41.2 1077.

P1 e P2 .cotas das seções S1 e S2 relativas a um plano de referência (datum). Como se trata do deslocamento de uma partícula d`água no regime permanente entre S1. e S2. aplicando-se o teorema de Bernoulli.Manual de Drenagem de Rodovias 85 Bueiros trabalhando como orifício Objetivo e características Diz-se que um bueiro trabalha como orifício quando o nível d`água a montante (HW) atende à condição: HW ≥ 1. que a vazão depende de sua carga a montante.Esquema de escoamento por orifício V1 (1) h Z1 Z2 (2) V2 DATUM em que: V1 e V2 . sendo independente da rugosidade das paredes. Z1 e Z2 . Dimensionamento hidráulico Estudo do fluxo Considerando-se o escoamento indicado na Fig. tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . 10: Figura 10 .2H sendo D o diâmetro e H a altura do bueiro. do comprimento e da declividade do bueiro. vale dizer. nesse caso.pressões nessas seções respectivamente. da diferença de cotas dos níveis d'água a montante e a jusante.velocidades nas seções S1 e S2.2D ou HW ≥ 1. Diz-se.

a velocidade real do jato sofre uma redução que costuma ser representada por um coeficiente CV. A vazão através do orifício seria então: Q = C × C × A 2g × h V C ou fazendo C ×C =C V C Q = CA 2g × h MT/DNIT/DPP/IPR . Por outro lado. devido à viscosidade do líquido. Cc. então. segundo Weissbach.98. Z1 – Z2 = h. Essa contração é habitualmente representada por outro coeficiente. porque é a pressão atmosférica atuando nas seções S1 e S2. que P1 = P2. que. obtém-se: V = 2g × h A vazão do orifício seria. de acordo com a lei de continuidade: Q = AV = A 2g × h Acontece que. carga hidráulica da seção S2 (eixo) tem-se: V2 V2 2 = 1 +h 2g 2g ou V = V 2 + 2g × h 2 1 Como a área da seção S1 (superfície da água acumulada a montante do bueiro) é muito superior à área da seção S2 (orifício).97 ou 0. porém. V1 será muito inferior a V2 e poderá ser desprezada. foi verificado que o jato sofre uma contração tornando-se inferior à seção do orifício. sem que se cometa erro apreciável.Manual de Drenagem de Rodovias 86 V2 V2 P P z+ 1+ 1 =z + 2 + 2 2 γ γ 2g 2g Considerando-se. Desse modo. osciIa entre 0. cujo valor é 0.62 e 0.64.

MANNING recomenda para L/D = 75 e L/D = 100. Esses dois valores.62 e 0. mais ou menos. atinge valores entre 0. seria a de um bocal e não de um orifício. variando de 0. os Coeficientes de Vazão C.588 0.643 0.548. o que excluiria a opção do modelo.588 e 0. nos livros de Hidráulica mais comuns em nosso país.63. para os dois modelos (orifícios e bocais) são próximos um do outro. MT/DNIT/DPP/IPR . que. Porém. a estrutura comumente empregada. Chamando L o comprimento do bueiro e D o seu diâmetro. para o diâmetro do bueiro de 1.Coeficientes de vazão L D C 10 25 50 75 100 0. representam alturas de aterro de. respectivamente. coeficiente de vazão.60 a 0. para o caso dos bueiros tubulares.674 0.63. não seja maior do que duas vezes o diâmetro ou a sua altura. são os seguintes: Tabela 22 . os coeficientes de vazão 0. no caso dos bueiros. Verifica-se. como os processos de cálculo de vazões são os mesmos para os dois casos. a diferença depende do coeficiente de vazão. segundo MANNING. as paredes dos orifícios são divididas em delgadas e espessas.Manual de Drenagem de Rodovias 87 sendo que C.0 metro. que para as alturas médias comuns de aterro em torno de 15 metros.548 Carga hidráulica Toda a conceituação exposta presupõe que a carga hidráulica. os coeficientes de vazão C. 20 e 30 metros. Deve-se considerar. respectivamente. O nível d'água a montante não poderá ultrapassar a cota de nível mínimo admissível fixada em função da altura do aterro e das restrições de alagamento a montante por ventura existentes. não podendo ultrapassar 1.5 vezes o diâmetro do orifício. no entanto. Desse modo. a contar do centro de gravidade da seção do bueiro. Em resumo. A velocidade máxima para a obra deverá ser inferior ao limite de erosão das paredes dos bueiros.770 0.

83 4.63 5.71 4. velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.40 3.57 6.29 5.63 88 TIPO DIÂMETRO (m) 0.00 1.2 D Q (m3/s) 0.79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR .192xD 2 h 1 e V = 2.40 8.58 3.17 6.06 3.62 3.23 7.67 1.42 3.54 BSTC OU BSTM Vazão: bueiro simples: Q1 = Velocidade: V = c 2g × h c 2g 4 × D 2 × 3.10 3.32 h = 1.40 1.77 3.75 1.14159 h e Q = 2.32 4.67 13.44 5.99 5.53 3.44 11.89 5.21 4.37 2.48 3.06 3.36 15.46 4.21 3.68 13.41 4.10 4.12 11.90 2.04 4.5 D Q (m3/s) 0.14 4.05 3.19 4.93 4.14 5.35 3.43 17.37 2.Vazão.86 1.62 7.04 11.19 V (m/s) 2.80 1.00 h = 1.48 15.54 10.67 4.19 8.30 1.95 4.87 3.70 1.98 4.60 0.05 10.58 (m3/s) 0.60 1.78 9.74 3.79 4.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 23 .95 13.73 3.74 3.32 4.06 3.58 4.97 7.23 5.90 4.68 3.10 1.69 10.54 2.20 1.50 4.83 Q h = 2D V (m/s) 3.50 1.80 1.58 V (m/s) 2.65 3.

Vazão. velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 24 .79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR .63 89 Vazão: bueiro duplo: Q = 2Q = 4.576 × D 2 h 3 1 Velocidade: V = 2.384 × D 2 h 2 1 bueiro triplo: Q = 3Q = 6.

00 2.00 3.06 66.50 3.2 H Q 3.77 142.24 6.40 4.50 2.19 4.00 2.42 9.24 6.02 100.98 93.58 6.86 V 3.34 87.34 63.50 3.40 5.79 h ∗ A velocidade excede o valor limite de erosão do concreto (4.00 3.67 54.50 2.41 82. MT/DNIT/DPP/IPR .19 4.83 108.24 6.77 30.74 4.92 5.00 H 1.51 90.84 6.06 8.83 5.07 101.98 93.55 60.95 10.32 4.58 6.00 40.00 2.02 39.50 3.32 4.92 5.83 5.83 5.00 2.89 72.50 3.56 58.0 H Q 3.26 47.78 18.50 2.42 184.32 4.83 5.02 35.20 41.43 51.84 5.30 4.50 3.00 1.24 6.00 2. H = altura do bueiro e h = carga hidráulica Velocidade: V = 2.84 6.00 2.58 6.83 5.32 4.66 34.00 2.00 2.00 2.92 4.59 48.40 4.43 11.19 4.64 77.50 3.57 58.40 5.00 2.50 2.30 4.01 21.83 5.00 2.83 4.00 3.23 17.24 5.61 159.49 46.40 4.21 16.42 4.51 95.84 5.83 5.00 3.40 5.24 6.06 3.00 2.33 31.61 117.32 51.Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro TIPO BSCC B 1.94 36.58 6.84 BDCC BTCC Vazão: bueiro simples: Q = 2.01 81.01 121.29 38.83 4.83 5.00 2.07 106.04 78.00 2.30 4.52 33.98 V 3.89 72.24 6.00 3.24 5.30 h = 1.83 5.83 4.34 27.24 4.01 81.48 140.30 4.58 6.83 5.40 5.5 m/s).00 1.83 5.58 6.75 33.01 66.56 19.66 62.85 25.00 2.83 4.00 2.83 5.50 3.74 4.61 123.92 h = 2.74 3.50 22.50 3.53 44.00 2.50 1.05 71.00 2.83 5.00 3.00 2.50 2.30 24.5 H Q 3.32 4.83 3.17 31.84 29.59 V 3.50 2.00 3.00 h =1.81 61.40 5.00 2.95 4.92 4.05 67.40 5. significando nesses casos que a vazão do bueiro corresponderá à carga hidráulica que satisfaça a velocidade admissível.50 1.54 53.42 12.791BH h 1 bueiro duplo: bueiro triplo: Q = 2× Q 2 1 Q = 3×Q 3 1 B = Base.Manual de Drenagem de Rodovias 90 Tabela 25 .00 2.88 14.32 4.

A profundidade da água represada. em pesquisas de campo e laboratório. há muito tempo. com controle de entrada. de duas formas: − − Com controle de entrada. quanto ao fluxo. no caso dos bueiros. dada a freqüência de sua repetição. em todos os seus aspectos (funcional. têm merecido especial atenção pela importância que essas estruturas representam para o corpo estradal. em alguns casos. Os bueiros. no caso (HW). Essas pesquisas serviram de base para a confecção de nomogramas que permitem determinar a capacidade dos bueiros com controle de entrada. os bueiros são tratados. se dedicando ao estudo de novas técnicas para a solução dos problemas de drenagem. é a distância vertical da soleira do bueiro à linha energética na sua entrada. Com controle de saída. segurança. a superfície da água e a linha energética na boca de montante dos bueiros são consideradas coincidentes. com protótipos.Manual de Drenagem de Rodovias 91 Dimensionamento de bueiro segundo a Circular nº 5 do “Bureau of Public Roads” Generalidades Os norte-americanos vêm. Devido às baixas velocidades geralmente verificadas na maioria dos represamentos. pela geometria da boca de entrada e pela seção transversal do conduto. As relações entre profundidade de represamento e altura ou diâmetro do bueiro (HW/D) para os vários tipos de bueiros circulares e em arco. se isso for tecnicamente viável. denotando grande interesse em fugir ao empirismo reinante. MT/DNIT/DPP/IPR . Eles dão a altura da água represada (HW). Controle de entrada Controle de entrada significa que a capacidade de descarga do bueiro é controlada na sua entrada pela profundidade da água represada a montante (HW). A engenharia busca a melhor obra ao menor custo. não há inconveniente no represamento ou aumento da profundidade do curso d'água a montante da obra. foram obtidas através de pesquisas em modelos nos laboratórios e verificadas. Em outras palavras: o bueiro com controle de entrada deve ter seção transversal mínima e condições de boca que permitam escoar a vazão desejada com o máximo de represamento permitido pelo projeto. inclusive com uso de modelos reduzidos. que é o parâmetro dimensionante da capacidade da obra. Partindo dessa premissa. econômico e ambiental) Tipos de funcionamento de bueiros Com essa orientação.

é a perda na entrada da boca que depende da sua geometria. decorrente das perdas ao longo do corpo do bueiro. diz-se que o bueiro está trabalhando a seção plena. entretanto.75D. Se a seção do bueiro está cheia em todo o seu cumprimento. necessária para vencer as resistências de entrada e a Hf . a parcela He. é a energia consumida no atrito ao longo do bueiro: n = Coeficiente de rugosidade de Manning. correspondente à velocidade. é composta por três parcelas importantes. H f = [(2gn 2 L)/R 1. A carga H.03) ⎥ 2g R 1. Os procedimentos da Circular nº 5 fornecem os métodos para a determinação precisa da profundidade da água na entrada para as condições de escoamento mostrados nas figuras 11A. quando o regime do fluxo é de controle de saída. enchendo-o completamente em todo seu comprimento. Para o caso indicado pela figura 11D a precisão do método diminui. Nas Figuras 11C e 11D os bueiros estão escoando à seção parcialmente cheia e com controle de saída.33 ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR . (V2/2g). Essas parcelas. (m/s2) (m) Substituindo-se os valores de HV. No apêndice B são encontrados valores de Ke para vários tipos de boca.Manual de Drenagem de Rodovias 92 Controle de saída O escoamento de bueiros com controle de saída pode ocorrer com o conduto total ou parcialmente cheio. conforme Figuras 11A e 11B. é a parte da carga que produz velocidade. L = Comprimento do corpo do bueiro. necessária para o escoamento através de um bueiro. (m/s) g = Aceleração da gravidade.33] . He = Ke (V2/2g). sendo aceitável. na equação (2. 11B e 11C. até o valor de 0.02) V f Onde: Hv = V2/2g . e R = Raio hidráulico. usualmente expressas em metros de altura d'água são: a parcela HV. A energia consumida provém da carga represada a montante eé expressa pela equação: H = H + He + H (equação 2.02) obtém-se: H = ⎢1 + K e + ⎢ ⎢ ⎣ ⎡ 2g × n 2 × L ⎤ V 2 ⎥ (equação 2. He e Hf. (m) V = Velocidade média do fluxo no corpo do bueiro. em parte ou em todo o seu comprimento.

à altura dos bueiros na entrada.03) pode ser resolvida facilmente com auxílio dos nomogramas de 8 a 14. Quando o nível d'água a jusante do bueiro submerge sua boca de jusante ou quando o bueiro flui na boca de saída a seção plena. as descargas fluem a seção plena.Manual de Drenagem de Rodovias 93 A equação (2. O dimensionamento consiste. Cada um deles diz respeito a uma seção definida do corpo do bueiro e a um valor do coeficiente n. Quando a altura d'água na boca de saída é inferior à altura do bueiro. nem sempre. às vezes. é ela que vai definir o bueiro. 11B) é contada a partir da altura d`água na boca de jusante. MT/DNIT/DPP/IPR . a perda de carga H (Fig. ou seja. portanto. Entretanto. pois. na definição de HW. Estas considerações dizem respeito aos bueiros operando à plena seção. para bueiro descarregando a plena seção. como se verá a seguir. a altura da água a montante. 11C e 11D) exige-se o traçado das curvas de remanso. como é o caso das verificações e alterações de projetos. Para os casos comuns este método permite soluções aceitáveis. inferiores. (Fig. ocorrendo alturas d'água superiores e. quando se exige rigor nas soluções. indicando a dimensão mínima que atenda às imposições do projeto. sendo H a diferença entre esse nível e o de HW a montante.

A relação de HW com H é dada. pela equação: H W = H + ho − L × Io (equação 2. HIDR. e o ponto da linha piezométrica equivalente. altura entre a soleira do bueiro. HW A H SUPERFÍCIE D´ÁGUA D SUPERFÍCIE D´ÁGUA HW H SUPERFÍCIE D´ÁGUA Equação geral para controle de saída A altura do tirante hidráulico HW é obtido com a introdução de um fator ho. a partir do qual H deverá ser medido. na boca de jusante.04) MT/DNIT/DPP/IPR .Controle de saída A SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA 94 B SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA C SUPERFÍCIE D´ÁGUA GRAD.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 11 . como pode ser observado na Fig.12.

apresentado no item 1. o ponto correspondente à profundidade crítica está suficientemente submerso de modo a não afetar HW. não influindo no cálculo da altura d'água a montante HW. declividade e rugosidade razoavelmente uniformes. MT/DNIT/DPP/IPR . e a profundidade da água (TW) é bem menor que a profundidade crítica. nesta última expressão é a distância vertical desde a soleira até a linha piezométrica equivalente. uma vez que devem ser levadas em consideração a descarga. O valor de dc não pode exceder ao valor de D. Sendo TW influenciado pelo nível d'água de outros cursos. isto é. Quando TW é o valor de h0 (maior dos valores). "Curva de Remanso".Manual de Drenagem de Rodovias 95 onde L é o comprimento do bueiro e Io a sua declividade em metros por metro. a profundidade da água na saída (TW) pode ser um fator importante para o cálculo da altura d'água represada a montante HW e da capacidade hidráulica do bueiro. Todavia.4. sendo este o limite superior daquele. TW pode ser controlado através de obstrução na saída. Pesquisa de HW Quando o nível d'água na saída está acima da crista do bueiro (Fig. obtém-se a altura do represamento a montante (HW) somando-se H ao nível d'água na saída (TW). Nesse caso. ho é igual à profundidade da água na saída. A Fig. 11C e 11D). por níveis d'água de outros cursos ou por influência de marés. Se o nível d'água na saída está em nível ou abaixo da crista do bueiro na boca de jusante (Fig. extraída dos nomogramas 15 a 20. h0 é o maior dos dois seguintes valores: TW (profundidade d'água na saída) ou 2 dc + D h0. as dimensões e forma do bueiro e a profundidade da água na saída (TW). pode-se determinar aproximadamente a profundidade do fluxo no canal de saída pela fórmula de Manning. e D é o diâmetro ou altura do bueiro. a definição de h0 torna-se mais complexa. em bueiros escoando com controle de saída. dc é a profundidade crítica. Cálculo da profundidade da água na saída (TW) Sendo um fator externo. Na maioria das vezes os canais naturais de saída são mais largos que os bueiros. 11B. ou marés. 11A). 12 fornece a visualização gráfica do que foi dito anteriormente. recomenda-se a utilização das equações da dinâmica do movimento uniformemente variado. sendo necessário efetuar os cálculos e tendo o canal de saída seção transversal.

Manual de Drenagem de Rodovias 96 Velocidade do fluxo A velocidade da água no corpo dos bueiros é superior à dos canais naturais. MT/DNIT/DPP/IPR . geralmente. do uso de dissipadores de energia no canal de descarga. para definir a necessidade de proteção do canal de saída.Cotas hidráulicas no levantamento de HW L = comprimento do bueiro. A velocidade na saída do bueiro deve ser comparada com a velocidade máxima da corrente. pode haver necessidade. Figura 12 . de acordo com o tipo de material de que é constituído o bueiro e sua seção transversal. Deve-se ter em conta que. muitas vezes. h0 = altura piezométrica equivalente As informações locais e a observação do comportamento de outras obras na região podem ser de grande ajuda na solução do problema. As velocidades calculadas podem ser comparadas com as de outras existentes ou com as de correntes naturais. D = diâmetro ou altura do bueiro TW = profundidade do fluxo de descarga dc = profundidade crítica. Um elemento importante para isso. Por isso. é o conhecimento da velocidade da água na boca de jusante. a velocidade máxima do fluxo no centro do canal é consideravelmente mais alta do que a velocidade média do fluxo considerando toda a seção. HW = profundidade hidráulica a montante do bueiro. Io = declividade do bueiro H = obtido através de nomograma.

c) uso dos nomogramas para controle de entrada. elípticos ou arcos metálicos corrugados com largura maior do que a altura são soluções que devem ser consideradas. d) altura admissível de represamento na entrada HW. A solução final deve resultar da análise econômica. em m3/s. lenticulares. na boca de jusante dos fluxos com controle de entrada. o uso de várias linhas de tubos e de bueiros celulares. incluindo seção transversal e tipo de boca de montante. Etapa III . pode ser usada a fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Como a solução se faz por tentativa.5 a 2. não sendo conhecida a profundidade do fluxo.Manual de Drenagem de Rodovias 97 Na determinação da velocidade média na seção transversal. No caso do controle de saída a velocidade média na boca de jusante será a descarga dividida pela área da seção transversal do fluxo. Etapa II .Na primeira tentativa para seleção das dimensões da seção transversal do bueiro adotam-se um dos seguintes critérios: a) seleção arbitrária. c) declividade definida do bueiro em m/m. b) comprimento L aproximado do bueiro em m.0 D No caso de restrição de recobrimento dos bueiros nos aterros pode-se aumentar o número de linhas o que pode redundar em menores alturas de aterro ou maiores recobrimentos. b) utilização das tabelas do fluxo crítico. o uso de ábacos pode ser útil para resolver essa equação. no caso de funcionamento a plena seção. em m. uma vez que. para os tempos de recorrência exigidos. f) características do bueiro para a 1a tentativa. por exemplo: HW = 1.Coletar os elementos necessários ao projeto que são os seguintes: a) descarga Q de projeto. e) velocidade média e máxima das águas no talvegue. em m/s. o valor de R passa a ser desconhecido. Roteiro para dimensionar bueiros Etapa I . Essa área pode ser tanto aquela correspondente à profundidade crítica como a profundidade a jusante.Definição de HW MT/DNIT/DPP/IPR . admitindo-se um valor arbitrado como. O aumento da altura dos aterros.

Verificando-se a existência de um fluxo de controle de saída e obtido um valor de HW maior do que aceitável. torna-se muito menos preciso quando se situar abaixo de 0. é igual a Q/Ao. a velocidade de saída.Através da comparação dos valores de HW obtidos na etapa IIIa e IIIb (controle de entrada e de saída).75D. porém. b) Supondo Controle de Saída. Se HW é maior do que o permitido pelo projeto. como explicado na Etapa IIIb Etapa VI . D. ho igual ao maior entre estes dois valores: dc + D ou TW 2 Nota . HW é definido pelo produto de HW/D.Manual de Drenagem de Rodovias 98 a) Supondo controle de entrada Usando os dimensionamentos obtidos na etapa II. obtido nos nomogramas. achar HW pela equação anterior.Computar a velocidade de saída para o tamanho e forma dos bueiros a serem testados. sendo Ao a área molhada. b) Verificado o controle de entrada na etapa IV. Calcular aproximadamente a profundidade da lâmina d'água (TW) na boca de jusante.o valor de HW. a) Se ocorrer o controle de saída na etapa IV. como descrito no parágrafo acima. adota-se um bueiro com maior seção transversal ou linhas múltiplas. valor mais alto indicará o tipo de fluxo a ser considerado para a situação de funcionamento de projeto. fazer ho igual a TW e achar HW pela equação: HW = H + ho – Io x L Para TW de elevação menor do que o topo do bueiro de jusante. aumentando a seção ou o número de linhas de bueiros até obter valor aceitável antes de tentar valores pelo controle de saída. Essa área será a total da seção do bueiro se a boca de jusante estiver submersa. Para TW de elevação igual ou maior do que o topo do bueiro na saída d’água. pela altura ou diâmetro do bueiro. procurar o HW nos nomogramas de controle de entrada apropriados de n0 1 a 7. a velocidade de saída na boca de jusante deverá ser suposta igual à velocidade média no corpo do bueiro calculada pela fórmula de Manning. deve-se fazer nova tentativa. MT/DNIT/DPP/IPR . na boca de jusante. tomando. Etapa IV . para as condições de cheias do projeto. assim obtido. Etapa V .

em m3/s. – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. ler HW/D na escala (1). Assinalar HW/D na escala adequada. multiplicando HW/D por D. – – Determinação da vazão Q – • • • Dados: elevação d'água na entrada. dimensões: de D ou B. Determinação da elevação d`água na entrada HW (m) – Dados: descarga Q. Calcular HW. marcar a interseção dessa reta na escaIa (1) de HW/D. Determinação da seção do bueiro – Dados: • • descarga Q. em m. estender horizontalmente o ponto de interseção em (1) para (2) ou (3) e ler HW/D.Manual de Drenagem de Rodovias 99 Orientação para utilização dos nomogramas para cálculo dos bueiros com controle de entrada. ou Q/B quando se tratar de bueiro celular. HW. em m3/s. se for usada a (2) ou (3) estender horizontalmente até (1). em m. Unir por linha reta o diâmetro do bueiro ou a altura (D). e a descarga (Q). em m (admissível ou pretendida). se outro tipo de entrada entre as indicadas nos nomogramas for a indicada. Calcular HW/D. Ligar o ponto determinado (1) à dimensão do bueiro na escala à esquerda. ler Q ou Q/B na escala da descarga. elevação admissível da água na entrada HW. Se a escala (1) de HW/D representar o tipo de entrada utilizada. – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. em m. dimensões: de D ou B. tipo de bueiro (concreto ou metálico). tipo de bueiro (concreto ou metálico). MT/DNIT/DPP/IPR .

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tipo do bueiro (de concreto ou metálico). – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. Calcular HW/D para uma dimensão arbitrária. Assinalar a posição de HW/D sobre a escala adequada ao tipo de entrada. Estender o valor de HW até a escala (1). Unir o ponto determinado acima à descarga de projeto marcada na escala de vazão e obter na escala do diâmetro o valor correspondente. Se o valor de D, ou base (vão) x altura, obtidos acima, não coincidir com o valor inicialmente adotado, repetir o procedimento com outro valor.

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Figura 13 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada

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Figura 14 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de concreto e controle de entrada

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Figura 15 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto, com eixo longo horizontal e controle de entrada

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Figura 16 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada

HW/D

ENTRADA

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Figura 17 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada, com controle de entrada.

HW/D

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Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóbada de chapa metálica corrugada.Manual de Drenagem de Rodovias 106 Figura 18 . com controle de entrada HW/D MT/DNIT/DPP/IPR .

Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada com anel biselado MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 107 Figura 19 .

em m3/s. Assinalar no nomograma o comprimento do bueiro (na escala L). interpola-se uma curva para o Ke adotado e liga-se por uma reta o comprimento dado. ainda. – Escolher o nomograma adequado ao bueiro utilizado. 20). tipo do bueiro (de concreto ou metálico) . se o nível d'água na saída se situar abaixo do topo do bueiro. Poderão ser usados. MT/DNIT/DPP/IPR . Determinar o coeficiente de entrada (Ke) conforme o seu tipo e de acordo com a tabela constante no final do texto. conforme as instruções a seguir: – • • se os valores de n e Ke adotados enquadram-se naqueles do nomograma. igualar ho a TW. nos casos de bueiro operando a seção plena em toda a sua extensão. para algumas condições de funcionamento parcialmente cheios. assinalado nas duas curvas adjacentes de Ke.Manual de Drenagem de Rodovias 108 Utilização dos nomogramas para o cálculo de HW nos bueiros com controle de saída. Os nomogramas para bueiros com controle de saída são utilizados para a determinação do valor de H (perda de carga a jusante. Observe-se que os nomogramas em estudo não levam à solução final da altura d'água a montante (HW) uma vez que dão apenas o valor de H na equação: H W = H + ho − L × Io onde h é obtido conforme o seguinte procedimento: – – d +D ho = c 2 se o nível d'água na saída for igual ou maior que o do topo de bueiro. mas o valor de Ke é intermediário aos das curvas aí existentes. se o valor de n adotado enquadra-se naqueles do nomograma. determinando-se assim o ponto que corresponde ao comprimento do bueiro na curva do Ke adotado (Fig. assinala-se na curva correspondente ao Ke o comprimento do bueiro. ho é obtido adotando-se o maior dos valores seguintes: ho = TW Determinação da perda da carga a jusante H – • • Dados: descarga Q.

Marcar o cruzamento dessa com a linha de base. Para os casos em que forem empregados bueiros elípticos metálicos corrugados. marcada na escala de vazão e ler o valor da perda de carga a jusante na escala (H).P2 = RETA LIGANDO OS PONTOS DO COMPRIMENTO DADO. utiliza-se um comprimento corrigido (L1) dado por: 2 ×L ⎛n ⎞ L =⎜ 1⎟ 1 ⎜n ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ 2⎠ onde: L= comprimento real do bueiro. lenticulares e elípticos). e n2= coeficiente de Manning do nomograma.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 20 . por meio de uma linha reta. com o valor do comprimento corrigido devido à diferença entre os coeficientes de rugosidade. como obtido anteriormente.Interpolação de curva de coeficiente Ke 1 ke 1 3 ke 2 P1 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 1 P2 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 2 1 = CURVA DE COEFICIENTE ke 1 (existente) 2 = CURVA DE COEFICIENTE ke 2 (existente) 3 = CURVA INTERPOLADA DE COEFICIENTE ke P1 . – Ligar o valor (L1). utilizar os nomogramas para estruturas elípticas em concreto. Ligar o ponto da linha de base à descarga de projeto. à escala das dimensões do bueiro (D para bueiros tubulares ou B x H no caso dos celulares. n1= coeficiente de Manning do bueiro. – Calcular HW pela equação: H W = H + ho − L × Io Valores de n para materiais normalmente usados: MT/DNIT/DPP/IPR . EXISTENTES NO NOMOGRAMA P = PONTO CORRESPONDENTE AO COMPRIMENTO DADO NA CURVA INTERPOLADA DE ke P2 ke2 P P1 109 • se o n adotado não se enquadra nos definidos pelo nomograma.

Valores de n para concreto MATERIAL Concreto TIPOS Tubos e Células n 0. Para avaliar essa variação. Ligar o ponto apropriado (ver instrução 1) na escala do comprimento do bueiro à sua área e marcar o ponto de interseção na linha de base. melhorando sua rugosidade e conseqüentemente sua capacidade. Ler a altura d'água na escala H. Fixar esse ponto e ligar à descarga dada indicada na escala de vazão. asfalto ou outro material.024 0.024 Cálculo da seção transversal da célula retangular.015 110 Tabela 27 .019 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 26 .4 152 x 51 Bueiros para processo não destrutivo n 0. Os bueiros metálicos corrugados podem ser revestidos após sua montagem com concreto.021 0.Valores de n para metal MATERIAL CORRUGAÇÕES (mm) 66 x 12.7 Metálicos Aço Corrugado 76 x 25. utiliza-se a equação de ponderação dada por Azevedo Netto: n 2 ∑ Pn × η n n =1 n ∑ Pn n=4 η médio = n −1 ∑ Pn × nn n 2 Onde P equivale aos perímetros molhados correspondentes às rugosidades n dos materiais de uma seção transversal de um bueiro em contato com o escoamento. MT/DNIT/DPP/IPR .

MT/DNIT/DPP/IPR . à seção plena.012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. calcule HW pelos métodos descritos.Manual de Drenagem de Rodovias 111 Figura 21 .Carga para bueiros em célula de concreto. com controle de saída n =0.

Carga para bueiros em tubulação de concreto. calcule HW pelos métodos descritos.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 22 . MT/DNIT/DPP/IPR . à seção plena com controle de saída n = 0.012 112 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.

Manual de Drenagem de Rodovias 113 Figura 23 . Obs: As dimensões em escala de tamanho estão ordenadas para instalação com eixo longo horizontal.Carga para bueiros em tubulação oval de concreto. MT/DNIT/DPP/IPR . com eixo longo vertical ou horizontal. Devem ser invertidas no caso de eixo longo vertical. à seção plena. com controle de saída n = 0.012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. calcule HW pelos métodos descritos.

calcule HW pelos métodos descritos.Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada.Manual de Drenagem de Rodovias 114 Figura 24 . MT/DNIT/DPP/IPR .024 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. à seção plena n = 0.

Carga para bueiros em chapa metálica corrugada. à seção plena n = 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 25 .024 115 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. calcule HW pelos métodos descritos. MT/DNIT/DPP/IPR .

Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada. à seção plena n = 0. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 26 . calcule HW pelos métodos descritos.024 116 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.

Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada.024 117 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. Obs: Para dimensões intermediárias deve-se fazer a interpolação das rugosidades.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 27 . calcule HW pelos métodos descritos. MT/DNIT/DPP/IPR . a seção plena n = 0.

Profundidade critica seção retangular 118 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 28 .

Profundidade critica para bueiros circulares metálicos corrugados MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 119 Figura 29 .

Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 120 Figura 30 .

Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 121 Figura 31 .

Profundidade critica para bueiro lenticular em aço corrugado 122 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 32 .

34 1.98 1.40 0.59 1.82 2.15 0.e a segunda.5 a 15 m. A primeira relação de valores.46 0.73 0.86 3. para cada comprimento e tipo de bueiro.81 1.83 2.66 *Nom.59 0.Tubo com boca de montante saliente (3) MT/DNIT/DPP/IPR . 33 foram traçadas para um bueiro de 1. pelos nomogramas para Controle de Entrada.22 1. Os traçados foram obtidos com emprego dos nomogramas constantes neste Capítulo.2 D 0.44 3.52 2.30 0.52 0.21 0. dentro de certos limites de alturas de represamento (HW) e de descargas.85 0.24 0. As curvas da Fig.14 3.29 1. Tabela 28 .34 0.07 2.62 0.Manual de Drenagem de Rodovias 2.18 0.06 4.53 4. 5 . para Controle de Saída.61 0. Usualmente os gráficos são feitos para intervalos de comprimentos de 7.20 m de diâmetro e 60 m de comprimento. este pode ser feito mais rapidamente apoiado nas "curvas de comportamento".07 2.91 0.10 1.05 3.61 0.Dados para curva de controle de entrada HW * D Q* ⎛ m3 /s ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ H W = H W × 1.76 0.57 1.4 CURVAS DE COMPORTAMENTO 123 Quando os projetos dos bueiros não exigem grande rigor no dimensionamento. Estas curvas são aplicáveis.04 1.1.27 0.

Curvas do comportamento hidráulico para bueiro circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1.2 m de diâmetro e boca de montante saliente MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 124 Figura 33 .

13 H d +D = H + ho − L × Io onde.07 2.34 0.30 0.66 4.Dados para as curvas de controle de saída Q dc 125 dc + D 2 H HW para vários Io (m3/s) Nom.82 0.5 TABELAS DIVERSAS Coeficiente de perdas da entrada Coeficiente Ke para determinação de perda na entrada de uma estrutura. seja um conduto.39 0.15 0.01 1.07 1.16 1.85 1.85 1.29 3.11 4.ou pela equação 2.13 1.0% 0.74 2.38 4.43 2.24 0.95 1.27 5. operando cheio ou parcialmente cheio.04 2.96 5.5% 1% 1.5% 2. com controle de saída: Perda na entrada: He = K e × V 2 2g MT/DNIT/DPP/IPR .80 3. 11 0% (m) 0.24 0.10 1.95 1.68 2.55 0.46 2.12 1.82 1.24 2.77 2.55 2.35 4.16 3.06* 0.91 0. 11 .08 0.48 0.68 3.16 1. seja bueiro.25 1.79 0.59 2.60 1.01 1.10 1.47 3.00 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 29 .77 3.69 0.70 0.16 0.56 1.58 0.92 4.64 1.36 3.05 4.38 3. hc c W 2 *Nom.02 2. 16 (m) (m) Nom.08 3.1.40 0.04 1.98 1.

5 0.9 0.2 0.2 0.2 0. Muro de testa ou muro de testa com muros de ala e final do tubo em ângulo reto Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro (somente para bueiros metálicos corrugados) Seção terminal de entrada conformada com a saia do aterro Muro de testa paralelo ao aterro (sem muros de ala).7 0. Bueiro metálico corrugado e Bueiro Celular de Concreto Projetando-se para fora do aterro (sem muro de testa).Manual de Drenagem de Rodovias 126 Tabela 30 . Ponta projetando-se para fora do aterro.Coeficientes de perda em entradas de estruturas: Ke TIPO DE ESTRUTURA E DE ENTRADA Tubo de concreto Bolsa projetando-se para fora do aterro.2 0.4 0.5 0.Bordas arredondadas (R = 1/12 D) Muros de ala em ângulos entre 30° e 75° em relação ao bueiro Geratriz reta Geratriz arredondada Muros de ala em ângulo entre 10° e 20° em relação ao bueiro Geratriz reta Muros de Ala Paralelos Geratriz reta 0.5 0. Borda em ângulo reto .5 Coeficiente Ke MT/DNIT/DPP/IPR . Muro de testa ou muro de testa com muros de ala .5 0.5 0.Final do tubo Em bolsa Em ponta Arredondado (R = 1/2 D) Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro.2 0.7 0. Com seção terminal de entrada conformada com a saída do aterro.5 0.

02 . mas com pedras e vegetação Limpo.070 0.040 0.048 0.80 0. meandros suaves.20 0.050 0.45 0.00 127 Tabela 32 .80 – 1. com charcos.50 2.060 0.35 – 0.035 0.regular. algumas piscinas e bancos de areia Idem. seixo rolado e poucos matacões Fundo de seixos com grandes matacões Várzeas (adjacente ao curso d'água natural) MT/DNIT/DPP/IPR 0.035 0.045 0.20 2.35 – 0.30 – 0.50 – 1.80 0.040 0.033 0.00 3.050 0.Velocidades máximas admissíveis para a água COBERTURA SUPERFICIAL Grama comum firmemente implantada Tufos de grama com solo exposto Argila Argila coloidal Lodo Areia fina Areia média Cascalho fino Silte Alvenaria de tijolos Concreto de cimento portiand Aglomerados consistentes Revestimento betuminoso Velocidade máxima m/s 1.040 0.025 0. cheias de plantas e piscinas profundas Alguma vegetação.02 0.60 – 1.Arroios Menores – Largura à superfície no estágio de inundação menor que 30.40 0.080 0. plantas pesadas nas margens Correntes muito lentas.01 0.030 0. cheio e de fundo regular Idem.00m Cursos d'água em região plana Limpo.00 – 4.80 0. alguma vegetação e pedras Alguma vegetação. sinuoso.030 0.Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 31 . densos salgueiros nas margens Para árvores dentro do canal com ramos submersos no estágio alto todos os valores acima devem ser acrescidos de Para seção irregular. plantas livres nas margens Alguma vegetação.01 0.30 – 1.50 – 0. margens íngremes. árvores e plantas ao longo das margens submersas no alto estágio Fundo de cascalho.70 – 1.85 0. aumente os valores acima de Correntes montanhosas.050 0.070 0.50 4.30 1.070 0.050 0. sem vegetação no canal.

120 0.110 0.00m ( O valor de n é menor que aqueles para arroios menores de características equivalentes uma vez que as margens são relativamente menos influentes) Seção regular sem matacões ou arbustos Seção irregular e não trabalhada 0.045 0.080 0.014 0.040 0. mas com grande crescimento de renovos Arvoredo denso.035 0.035 0.Valores dos coeficientes de rugosidade n Condutos Ferro Fundido Revestido Não revestido 0.011 0.arbustos dispersos Arbustos pequenos e árvores Vegetação de média a densa Árvores de grande porte Salgueiros densos em verão Terra limpa com tocos de árvores (250 a 400 por Ha sem renovos) Idem.Arroios Maiores – Largura à superfície no estágio de inundação maior que 30.011 0. mas com o estágio caudaloso atingindo os ramos 0. pouca vegetação rasteira. estágio caudaloso sob os ramos Idem.100 0.024 0.021 0.050 0.070 0.115 0.Manual de Drenagem de Rodovias Pasto sem arbustos: Capim baixo Capim alto Áreas cultivadas Semeadura Vegetação rasteira alinhada Vegetação rasteira não alinhada Mato cerrado.160 Tabela 33 .030 0.028 Metálico com corrugação de 68 x 13mm Metálico com corrugação de 76 x 25mm Metálico com corrugação de 152 x 51mm Bueiros para processo não destrutivo MT/DNIT/DPP/IPR .060 0.040 0.100 Tabela 34 .030 0.050 0.200 0.060 0.025 0.050 0.021 0.120 0.028 0.030 128 0.070 0.Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .080 0.040 0.010 0.040 0.025 0. algumas árvores baixas.019 0.025 0.024 0.050 0.

013 0.011 129 0.020 0.020 0.012 0.016 0. paredes em: Concreto conformado Pedra irregular em argamassa Pedra seca (rip-rap) Tijolo Envernizado Em argamassa de cimento Alvenaria revestida Asfalto Liso Áspero Cobertura vegetal Madeira aplainada Sem tratamento 0.017 0.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Cimento Superfície acabada Argamassa Canais abertos revestidos Concreto.011 0.023 0.013 0.017 0.015 0.022 0.013 0.012 0.020 0.025 0.017 0.023 0.020 0. com superfície de: Acabamento a colher Acabamento a desempenadeira Acabamento com cascalhos no fundo Sem acabamento Sobre escavação em rocha boa Sobre escavação em rocha irregular Fundo em concreto acabado com desempenadeira e paredes com: Pedra aparelhada em argamassa Pedra irregular em argamassa Alvenaria de pedra rebocada Alvenaria de pedra rejuntada Fundo em cascalho.020 0.013 0.010 0.020 0.012 MT/DNIT/DPP/IPR .017 0.013 0.015 0.015 0.017 0.015 0.013 0.013 0.033 0.016 0.015 0.011 0.027 0.016 0.010 0.017 0.030 0.014 0.

025 0.035 0. limpo Terra.022 0.2 2. não possam ser construídos bueiros.100 0. limpa Com grama curta.022 130 0.030 0.2.028 0. paredes em pedra Fundo em pedra e margens cobertas de vegetação Fundo em seixos.035 0.030 0.026 0.e paredes limpas Escavado com dragline ou dragado Sem vegetação Arbustos nas margens Cortes em rocha Baseada na seção do projeto Lisa e uniforme Áspera e irregular Canais não conservados.50 0.110 0. recentemente com pletada Limpa.022 0.025 0. vegetação e arbustos sem cortar Vegetação densa.035 0.035 0. em segmento sinuoso Sem vegetação Grama.025 0.030 0.040 0.080 0.022 0. por imposição da descarga de projeto ou do greide projetado.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Canais abertos não revestidos Terra em segmento reto e uniforme Limpa.025 0. maior altura do fluxo Arbustos em quantidade.028 0.1 PONTILHÕES E PONTES PONTILHÕES Objetivo e características Os pontilhões são obras usadas para a transposição de talvegues nos casos em que.140 2.070 0. pouca vegetação Em solo pedregulhoso.050 0.030 0.018 0.018 0.023 0. altura igual à profundidade do fluxo Fundo limpo. e arbustos nas paredes Idem.027 0.040 0.016 0.025 0.025 0. altura elevada 0.035 0.035 0. após intempérie Saibro. alguma vegetação Vegetação densa ou plantas aquáticas em canais profundos Fundo em terra.080 0. seção uniforme.120 0. MT/DNIT/DPP/IPR .

por esta razão. MT/DNIT/DPP/IPR . sempre que possível. do qual devem distar 100m cada um.2 PONTES Objetivo e características São obras-de-arte destinadas a vencer os talvegues formados pelos cursos d'água. Dimensionamento hidráulico Inicialmente devem ser obtidos os seguintes elementos: – Descarga do projeto. ou do seu gradiente. determinada entre dois pontos distantes no mínimo de 200m. no caso dos pontilhões. apresentado no capítulo 2 deste Manual. – – – Método de determinação da cota de máxima cheia e vão da obra. levando em conta o tempo de recorrência adotado e os métodos de cálculo recomendados para o caso.Manual de Drenagem de Rodovias 131 Elementos de projeto Os elementos necessários ao projeto dos pontilhões são os mesmos das pontes com exceção do tempo de recorrência que. Levantamento de seções normais ao curso do rio no local de sua travessia pelo eixo da rodovia a montante e jusante. cuja transposição não pode ser feita por bueiros e pontilhões. Esse valor está relacionado ao menor risco a temer com referência à destruição da obra ou interrupção do tráfego. 2. Declividade do leito do rio. no seu dimensionamento os procedimentos de cálculo deverão ser mais rigorosas. de vidas humanas e de propriedades adjacentes. obtida pelos estudos hidrológicos. sendo um a montante e outro a jusante do eixo da rodovia. se considera em geral inferior ao das pontes.2. Por sua maior importância e pelas suas extensões estas obras exigem estruturas mais complexas do que as usadas nos pontilhões e. Elementos de projeto Tempo de recorrência O tempo de recorrência a adotar na determinação da descarga de projeto deve ser compatível com o porte da obra e sua vida útil. com a importância da rodovia e com o risco a temer de sua interrupção ou da destruição da obra. de preferência os estatísticos. Fixação do coeficiente de Manning a adotar para o curso d`água após inspeção local e exame da tabela própria constante de Apêndice B.

ter-se-á: V1 = Q1 = 2/3 R1 ×I1/2 e n 2/3 A1R1 ×I1/2 n Para o nível N2 (altura h2) ter-se-á: V2 = Q2 = R2/3 ×I1/2 2 e n A 2R2/3 × I1/2 2 n Para o nível NK (altura K) ter-se-á: VK = 2/3 RK ×I1/2 e n MT/DNIT/DPP/IPR . que.Manual de Drenagem de Rodovias 132 Para cada altura h do nível d´água. correspondendo à altura h1. raio hidráulico (R) e velocidade (V). são relacionados através da fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Figura 34 . em conseqüência. um perímetro molhado (P) e.Seção transversal de um rio L = Vão livre mínimo da ponte Nível do ponto mais baixo da Ponte (Infradorso da Estrutura) NMC N NK SEÇÃO: N1 0 N´1 : N2 0 N´2 : Nk 0 N´k : N 0 N´ : P1 P2 P3 P4 A1 A2 AK A R1 R2 RK R N2 N1 Ak A2 A1 0 N´2 hk N´1 h1 h2 A N´K N´ Tirante Substituindo V pelo seu valor Q/A (equação de continuidade). corresponde uma área molhada (A). obtém-se: Q = AR 2/3 × I1/2 n Quando o nível for N1.

em valor.Gráficos de h = f(AR2/3) e h = g(V) No eixo das abcissas. fornecido pelos estudos hidrológicos. portanto. Figura 35 . traçam-se duas curvas referidas a dois eixos cartesianos (Fig. no eixo das ordenadas. então. Com o valor do Qmáx. 35) . para simplificação dos desenhos. referente a uma travessia. A partir deste vai se obter. a ARmáx . em duas escalas. verifica-se que V e Q são função apenas de h. verifica-se sempre: AR2/3 = Q × n I1/2 Determinação do vão da ponte Sendo I e n constantes e independentes da altura do nível d'água. Considerações complementares a) Vão livre MT/DNIT/DPP/IPR . Variando-se. os valores de h acima especificados. o valor de hmáx e na curva de V o valor da velocidade para a seção de cheia máxima prevista. os valores de h entre os praticamente aconselháveis. obtém-se o valor da expressão: Q ×n máx I1/2 2/3 que é igual.Manual de Drenagem de Rodovias 133 QK = 2/3 AKRK × I1/2 n Para qualquer nível d'água. marcam-se os valores de AR2/3 e V. No eixo das ordenadas.

MT/DNIT/DPP/IPR . isto é. e como vertedores no caso de aterros de baixa altura. considerando-se: – – – a imposição do greide da rodovia. no qual a ponte está sendo projetada. a seção de vazão deve ser fixada. Nesses casos recomenda-se. a pressão provável das águas sobre os aterros da rodovia. a fim de que se verifique a ocorrência de alguma variação apreciável na seção de vazão com comprometimento inclusive da velocidade da água.Manual de Drenagem de Rodovias 134 No caso dos rios espraiados. Igual precaução deve ser tomada em relação à elevação das marés. definindo assim o limite das fundações da ponte. as pontes são apresentadas no Projeto Geométrico. pois poderá coincidir uma máxima cheia do rio com a maré no nível máximo. A constatação da probabilidade de erosão nas margens do rio exigirá obras de proteção e a probabilidade de erosão no fundo do rio levará à estimativa da cota final da erosão. Nesse caso necessita-se de estudo de remanso acrescentando-se ao nível de máxima cheia do rio. com as seguintes características: – – – estacas iniciais. b) Influência de remansos e marés Deve ser verificado se o rio para o qual se cogita a construção da ponte deságua em outro curso d´água ou barragem. aqueles que não apresentam caixas definidas. quando do abaixamento rápido das águas. no caso de aterros altos. em planta e perfil. deve ser confirmada a seção de vazão considerando-se a largura e forma dos pilares. se possível. o inconveniente da erosão dos aterros próximos à ponte. no estudo das pontes em rios próximos ao litoral. cota de máxima cheia. a construção de bueiros de alívio calculados como orifício. c) Verificação do vão Apôs a concepção estrutural. e) Apresentação Além do projeto estrutural. a elevação do nível d'água devido ao remanso. às vezes há necessidade de verificação das velocidades na "caixa do rio" dentro da pesquisa da probabilidade de ocorrência de erosão do terreno nas margens e no fundo do rio. adotando-se os procedimentos antes apresentados. vão livre. d) Verificação da velocidade Tendo em vista o comprimento das pontes.

Essa definição implica na observância de duas condições: O escoamento é permanente. No caso dos bueiros. merece especial atenção. indiferentemente. visando à determinação do perfil hidráulico teórico. logo: – a profundidade do escoamento pode ser medida.Manual de Drenagem de Rodovias 135 – 2. isto é. o "remanso". linhas de corrente são praticamente paralelas. 2. b) A declividade é pequena. pode sofrer variações consideráveis devido aos efeitos do remanso. o nível d'água máximo provável. conforme descrito no item de transposição de talvegues.3. cuja profundidade varia gradualmente ao longo da extensão do canal.1 nível d'água na época do estudo de campo. Tornam-se necessárias para este estudo algumas considerações teóricas sobre o escoamento gradualmente variado em canais. ou da forma como é mais conhecido. No caso das pontes.3 2. a fixação do nível d'água a jusante é importante no dimensionamento.2 REMANSOS Escoamento gradualmente variado em canais Denomina-se movimento gradualmente variado em canais ao escoamento que se dá em regime permanente. a distribuição hidrostática das pressões é verificada em uma seção. isto é. desde que sejam levadas em conta os valores da velocidade e do raio hidráulico que ocorrem na seção em estudo. Todavia. em conseqüência. o efeito do remanso provocado pelas barragens. e pelas marés. hoje freqüentes em nosso país.3. O desenvolvimento teórico apresentado a seguir parte das seguintes premissas: a) A fórmula correspondente ao escoamento uniforme pode ser usada para avaliar a declividade da linha de energia do escoamento gradualmente variado. calculado conforme descrito. OBSTRUÇÕES PARCIAIS DE VAZÃO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo deste item é determinar os efeitos das obstruções parciais sobre o funcionamento hidráulico das pontes e bueiros. MT/DNIT/DPP/IPR . e. as suas características hidráulicas permanecem constantes ao longo do intervalo de tempo sob consideração. na vertical ou na normal ao fundo. uma vez que muitos são os casos de obstruções que interferem com o dimensionamento dessas obras.

logo. adiante definidos. f) O coeficiente de rugosidade é independente da profundidade de escoamento. são funções exponenciais da profundidade. Equação dinâmica do movimento gradualmente variado A carga total acima do plano de referência é dada pela equação de Bernoulli: 2 H = Z + d × cosθ + α V 2g onde: α = coeficiente de Coriolis V = velocidade média da seção Os outros termos da equação encontram-se definidos na Fig. e o "fator de seção” Z. MT/DNIT/DPP/IPR . c) O canal é prismático. conseqüentemente a forma é constante d) A distribuição de velocidades na seção do canal é fixa. 36. constante ao longo do canal. No caso de revestimentos diversos adota-se a média ponderada dos diversos coeficientes. logo os coeficientes de distribuição e de velocidades são constantes. não há admissão de ar no escoamento. e) O "fator de condução" K.Manual de Drenagem de Rodovias 136 – – a lei hidrostática da distribuição de pressões pode ser aplicada.

De cliv ida dx de = I x Plano de Referência Na Fig. e que. Pode-se verificar que: −J= −I= dH (declividade da linha de energia) dx dZ dx Substituindo os valores de J e I na equação anterior. a declividade será menor que a do fundo. se dd/dx > 0.05) A equação 01 é chamada de "equação dinâmica do movimento gradualmente variado". a declividade da linha da lâmina energética é igual à do fundo. se dd/dx < 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 36 . 37.Termos da equação de Bernoulli 2 α V 2g 137 Plano de carga Dinâmico L in ha de E n e rg ia - D ecli v ida de =J dH d . a declividade será maior que a do fundo e. cos Ø H y Ø 9 0º d Z Fun d o . dx representa um comprimento elementar medido ao longo do fundo do canal. se dd/dx = 0. Para um ângulo Ø pequeno tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . e explicitando -se a relação dd/dx. É fácil constatar que dd/dx representa a declividade de linha d'água. e que. tem-se: dH = dZ + cosØ dd + α × d ⎛ V 2 ⎞ ⎟ ⎜ dx dx dx dx ⎜ 2g ⎟ ⎟ ⎜ ⎝ ⎠ α e Ø supostos constantes. Adotando o fundo do canal como eixo do x e derivando-se em relação a x. tem-se: − J = −I + cos Ø dd = dx dd d + α× dx dx ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V 2 ⎞ dd dx ⎟ × × 2g ⎟ dx dd ⎟ ⎠ I− J d ⎛ V2 ⎞ ⎟ cosØ + α × ⎜ dd ⎜ 2g ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ (equação 2.

dd dy ≅ dx dx 138 Aplicando esse resultado na equação (2.06) Para definição do perfil de lâmina d´água procede-se da seguinte forma: – Inicialmente define-se o termo α x d/dy (V2/2g).05).07) g× A 3 Fazendo Z = A 3/T (equação 2. tem-se: dy = dx I− J d 1+ α dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ (equação 2.Comprimento elementar T (largura do tirante) dy dA tem-se: d α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ d =α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ d⎛ A − 2 ⎞ ⎜ ⎟ dQ 2 ⎠ = ×α ⎝ 2g dy 2gA 2 Q2 ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− α × Q2 dA α × Q2 × T × =− . que representa a variação da taquicarga. que conduz a: Q = = g T C A3 C × T C g α substituindo-se A 3 /T por ZC. Sendo V = Q/A. ou seja: g × A 3 dy g × A3 α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 2 = − α × Q × T (equação 2. logo.08) e lembrando que no escoamento crítico a seguinte relação ocorre: 3 α × Q2 AC . e mais: Figura 37 .Manual de Drenagem de Rodovias cosØ ≅ 1 e d ≅ y . onde Q é um valor constante. tem-se: C C MT/DNIT/DPP/IPR .

tem-se: α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− Z2 C (equação 2. I= K2 Q2 portanto J = I × n (equação 2.06) os valores de αx(dx/dy) (V2/2q) e J por seus equivalentes obtidos respectivamente nas equações (2. onde J = I.08) e (2.Chamando-se 1/n x A x R2/3 de K.10) Z2 . pode-se escrever: J = I = (Q2/K2n). tem-se: dy/dx = I x (1 – K2n/K2)/(1 .10) e (2.11) × A 2 × R2/3 e J = K2 n2 Considerando a descarga Q em escoamento uniforme.13) = I K2 Substituindo-se na equação (2.09) g/ α 139 Substituindo-se (2. tem-se: 1 V = × R2/3 × J1/2 n J= n2 × V 2 n2 × Q 2 ∴J= ∴J= R 4/3 A 2 × R 4/3 Q2 1 × A 2 × R 4/3 2 n .12) 2 K2 Kn Dividindo membro a membro a equação (2.Z2C/Z2).13). tem-se: 2 Kn J (equação 2. ou ainda.Manual de Drenagem de Rodovias Zc = Q (equação 2.09) em (2.14) MT/DNIT/DPP/IPR . fator de condução: K2 = Q2 1 (equação 2.Análise do valor de J O termo J representa a declividade da linha energética De acordo com a fórmula de Manning. onde Kn representa o fator de condução para o escoamento uniforme.12).11) pela equação (2. de acordo com a maior parte da literatura especializada: 2 dx 1 1 − (Z c /Z ) = × dy I 1 − (K /K )2 n (equação 2.07).

para a expressão da área o valor: dx = dx dy dy Fazendo a integração entre os limites y1. e y2 tem-se a distância que separa as seções de profundidade y1 e y2. y x = ∫y 2 d x d 1 d y y (Figura 39) x x 2 = x1 − x = ∫x 2 d x (Figura 38) 1 . 38 representa perfis do fundo e linha d'água do canal. Figura 38 .Determinação do perfil da linha d'água a) A Fig.Perfis do fundo e linha d’água y Linha d´Água y1 Fundo x 1 y2 x x 2 b) A Fig. 39 representa a curva dx/dy = f (y) Figura 39 .Manual de Drenagem de Rodovias 140 .Através do que foi apresentado. portanto.Curva dx/dy = f (y) dx dy dy dx dy 1 dx dy = f (y) dx dy y1 y2 dx dy 2 y Nesta figura pode-se observar que a área assinalada representa a distância dx percorrida quando se faz y variar de um valor dy. Esta área é sensivelmente igual a um retângulo de dimensões dy e dx/dy. indica-se o seguinte procedimento para a determinação da linha energética: MT/DNIT/DPP/IPR . Tem-se. onde se encontram assinaladas as seções (1) e (2).

(n) . em intervalos ∆y. De posse dos valores de x e y. Seção do canal. Distância da obra ao obstáculo. Coeficiente de Rugosidade. Declividade média do fundo do canal. Assim para calcular o valor da subárea limitada pelas verticais y = yi e y = yj. (Q). barragens. Para a determinação desta área define-se subáreas que são assemelhadas a trapézios. Cota do nível d'água máximo provável no caso de pontes ou cota de instalação da obra. Tirante correspondente ao escoamento uniforme. (Co). marés etc. devido ao remanso. a seguir apresentados. (yn).Arbitrando valores de y. através da equação (2.14) determinam-se os valores correspondentes de dx/dy. MT/DNIT/DPP/IPR . (d). visando determinar o acréscimo de cota que sofrerá o nível d'água. (Ci). Dados conhecidos – – – – – – – – – Cota do obstáculo. no caso de bueiros. Roteiro de cálculo Os procedimentos de cálculo. fazendo-se y variar de y1 até y2. têm por objetivo ilustrar de modo prático a teoria apresentada anteriormente. (I). utiliza-se a fórmula para a determinação da área do trapézio [∆ A y ]y j = i ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟i ⎟ ⎠ + 2 ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ j × ∆ y = ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ médio × ∆ y O valor da distância x entre as seções de profundidade y1. Coeficiente de Coriolis. (a). determine-se o perfil da linha d'água.Manual de Drenagem de Rodovias 141 1º .Constrói-se a curva dx/dy = f (y) ou trabalha-se com a tabulação desses valores. 4º . e ainda pela curva dx/dy = f (y) e pelo eixo dos x. no local da obra. Descarga de projeto.Determina-se a área sob a curva dx/dy = f (y) e desse modo chega-se aos valores de x. 2º . e y2 será dada pela soma das áreas dos trapézios obtidos pela expressão anterior.

⎜ máx 100 ⎟⎥ ⎢ ⎝ ⎠⎦ ⎣ Zc = Q . de tal forma que ymín < y < ymáx e determinam-se os valores de x correspondentes. I – Arbitram-se valores para y.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 40 . fator de condução para o escoamento uniforme. ver Fig. fator de seção para o escoamento uniforme. 40 21. g/α Kn = Q .Acréscimo de cota devido ao remanso Ci Co 142 ymin yn ymax I d A determinar: ⎡ ⎛ ⎞⎤ y = yn + ⎢Co − ⎜ Ci − I × d ⎟⎥ . organizando-se a seguinte tabela: MT/DNIT/DPP/IPR .

P . distâncias das seções arbitradas. A .largura da superfície livre do fluxo. fator de condução. (equação 2. K = 1/n × AR2/3 . MT/DNIT/DPP/IPR . R = A/P raio hidráulico. área sob a curva dx/dy = f(y).cotas das seções arbitradas. X = ∑ ∆A .perímetro molhado.15) ⎜ ⎟ C ⎝ ⎠ ⎛ dx ⎞ ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ×⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠i ⎝ ⎠J ∆A = 2 × ∆y . T .0 Y1 T1 A1 P1 R1 R1 K1 Z1 ∆A1 ∆A2 ∆A3 * X1 Y2 T2 A2 P2 R2 R2 K2 Z2 X2 Y3 T3 A3 P3 R3 R3 K3 Z3 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠3 * X3 * * * * * * * * * Ymín Tmín Amín Pmín Rmín R2/3 mín Kmín Zmín ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠mín ∆Amín Xmín Onde: Y . Z= A 3/T fator de seção. 2 dx/dy = 1 / I ⎛1− Z / Z ⎞ / (1− Kn / K )2 .área molhada.Valores de x para y variando de ymin até ymax Y T A P R R2/3 R2/3 máx 143 K Z dx/dy ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠máx ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠1 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠2 ∆A - X Ymáx Tmáx Amáx Pmáx Rmáx Kmáx Zmáx 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 35 .

Se o projeto da obra de arte já adota esse tirante em 3.14) é assintótico ao perfil correspondente ao escoamento uniforme.Perfil hidráulico teórico Acréscimo a ser considerado ymin yn y3 y y local da obra y2 y1 ymáx xmin x3 x2 d x1 Pela facilidade hoje atingida com os procedimentos computacionais este cálculo é feito através de processos iterativos como.Manual de Drenagem de Rodovias 144 – Desenha-se em escala conveniente o perfil hidráulico teórico. 41. No caso dessas obstruções. segue-se um alargamento. lê-se graficamente o valor do acréscimo a ser considerado. deve-se estabelecer um valor para ymín tal que: Y − Yn mín <E Yn onde E = erro aceitável. Fig. uma vez que com a obstrução decorrente resulta a redução da área da seção transversal do fluxo e a formação de remanso a montante do obstáculo. Nota: O perfil hidráulico representado pela equação (2. por exemplo o “Direct Step Method”.00 ou mais metros acima do nível de máxima cheia. não há necessidade de calcular a sobrelevação decorrente da obstrução. MT/DNIT/DPP/IPR . y → yn. em determinadas circunstâncias. Figura 41 . Marcando-se no eixo dos x a distância do local da obra ao obstáculo (d). uma elevação do nível d'água que.3 INFLUÊNCIA DOS PILARES DE PONTES A implantação de pilares no leito do curso d'água constitui-se em um fenômeno semelhante a uma contração. quando x → ∞ Entretanto. deverá ser verificada. isto é. 2. de uso corrente em cálculo hidráulico. Assim. de forma a estabelecer o tirante livre mínimo para a estrutura. havendo. ao trabalhar-se no caso real. à redução da seção. considerando geralmente da ordem de 2%. uma queda a seguir e depois. com a elevação do nível a montante do estrangulamento.3.

MT/DNIT/DPP/IPR . calculada pela expressão: 2 2 2 2 V2 − V1 V 2 − V1 V 2 − V1 +K 2 = (1 + K) 2 2g 2g 2g Se a seção aumenta. uma diminuição das cotas da superfície da água.Sobrelevação devida à obstrução de pilares y1 v1 y2 v2 v Além da redução da largura livre do fluxo. função direta do perfil aerodinâmico da seção daqueles. pode-se encontrar regime sub ou supercrítico. 42). haverá. Figura 42 . Se a seção transversal do canal é reduzida. a velocidade se reduz de V1 para V2 e a elevação do nível da água será calculada pela fórmula: 2 2 2 2 V1 − V 2 V 2 − V2 V 2 − V2 −K 1 = (1 . para V2. devendo estar situados entre 0.5 e 1. em decorrência. no caso da redução da seção provocada por pilares de ponte.1 e 2. os pilares produzem uma redução da veia líquida. em ensaios de laboratório.0 para pilares arredondados.Manual de Drenagem de Rodovias 145 nova elevação até estabilizar na profundidade normal de escoamento (Fig. pode-se escrever que os valores de y1 e y2 são definidos pelas expressões: Y1 = α 2 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V1 + K`⎢ 2 − 1 ⎥ ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V 2 ⎥ − K" ⎢ 2 − ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ Y2 = α em que a é o coeficiente de Coriolis e os valores de K e K" são função da forma dos pilares. normalmente. No trecho obstruído.0 para pilares retangulares e entre 0. fato que vai provocar um aumento da velocidade da água de V1.K) 1 2g 2g 2g Nessas condições. Esses valores são determinados.

Figura 43 . Bresse partia do pressuposto que essa obstrução determinava o perfil da água de acordo com as figuras 43 e 44.Vista em perfil d’água e obstáculos O valor de y correspondente à diferença das taquicargas a montante da ponte e entre os pilares e pode ser escrito como a seguir: Y=α 2 2 V 2 − V1 2g Sendo.Vista em planta dos obstáculos Figura 44 . tem-se: Y=α Q2 2g ⎡ 1 1 − 2 ⎢ 2 2 2 2 L (h + y ) ⎢C × λ ×h ⎣ ⎤ ⎥ ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR . Q = AV ou V = Q/A e substituindo. para determinar o valor da sobrelevação decorrente da implantação dos pilares de ponte no leito do rio. é norma corrente o emprego do Método de Bresse.Manual de Drenagem de Rodovias 146 Face às dificuldades expostas e a fim de possibilitar uma aplicação prática de mais fácil utilização. pela equação de continuidade.

em m. em m. L .97. afilada e circular. h . O cálculo de y deve ser feito pelo método das aproximações sucessivas. de seção triangular.81 m/s2). 0. O coeficiente c para os pilares de seção quadrada tem valor entre 0. 45: MT/DNIT/DPP/IPR 2 .aceleração da gravidade (9. e l . cilíndrica. aplicável principalmente para o escoamento em regime subcrítico.largura da lâmina da água. 0.Manual de Drenagem de Rodovias 147 onde: Y .95.90 a 0. entra-se de novo na fórmula geral. ou seja. c .80 e 0.descarga de projeto.95. tem a seguinte expressão: V Y = [δ − σ (δ − 1)]⎛ 0.em m3/s . em m.40 σ + σ 2 + 9 σ 4 ⎞ (1 + F ) 3 ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ 2g em que.85.é a sobrelevação. ao valor da sobrelevação y a ser acrescida ao nível de máxima cheia: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y =α − ⎢ C 2 × λ2 × h 2 2g L2 h + y ⎢ 2 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) A fórmula de Rehbock. g . 0. chegando-se. com razoável aproximação. conforme Fig.coeficiente de contração. obtém-se um novo valor de y: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y2 = α − 2g ⎢ C 2 × λ2 × h 2 L2 h + y ⎢ 1 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) Finalmente. com esse valor de y2.é o coeficiente de Coriolis (1.em m. desprezando-se o segundo termo no colchete.2 via de regra). variável com a forma dos pilares (adimensional). α . calcula-se o valor de y1: Y1 = α Q2 ⎡ 1 ⎤ ⎢ C 2 × λ2 × h 2 ⎥ 2g ⎣ ⎦ Levando-se esse valor y1 à equação geral. Q .profundidade da lâmina d'água para a descarga Q.largura livre da lâmina d'água.

portanto. se retangular ou quadrada. O ábaco I. se retangulares ou circulares.Manual de Drenagem de Rodovias 148 δ . F .aceleração da gravidade (9. e.l2) l1 onde l1 é a seção total e l2 a seção obstruída pelos pilares. Figura 45 .número de Froude a jusante: F = V2 / g x h3.velocidade após a obstrução. se é ou não aplicável a fórmula de Rehbock.profundidade hidráulica. MT/DNIT/DPP/IPR . σ .taxa de redução da seção de vazão. aparecem no ábaco I e no ábaco II. elaborado em função dos valores de σ e F.81 m/s2). Observe-se que esses ábacos foram elaborados a partir de ensaios de laboratório. ou seja. (l1 . por sua vez. resultantes dos estudos experimentais de Yarnell. onde: V3 . h3 . de acordo com as seções dos pilares.Coeficiente da fórmula de Rehbock Y h1 v1 h´ 2 h3 h2 v3 v2 i1 i2 i´2 i c i3 Os valores do coeficiente δ. e. vai definir em que classe se enquadra o escoamento no trecho obstruído e.coeficiente adimensional. variando com a seção do pilar. g .

isto é. tem efeito reduzido na sua eficiência hidráulica.Ábaco II A fórmula de Rehbock é aplicável para os escoamentos em regime sub-crítico. MT/DNIT/DPP/IPR . no ábaco I. O aumento do comprimento do pilar em relação à sua largura. ou seja. a elevação do valor do afilamento do pilar (E = l/C).Manual de Drenagem de Rodovias Figura 46 . aqueles que.Ábaco I 149 Figura 47 . terão valores de F na área não hachurada.

Por outro lado. a colocação dos pilares em ângulo inferior a 10° em relação à corrente.4 INFLUÊNCIA DOS PILARES NA FIXAÇÃO DO NÍVEL DE MÁXIMA CHEIA A JUSANTE DAS OBRAS DE ARTE ESPECIAIS. obriga à verificação dos seus níveis de máxima cheia e se estes irão influenciar aquele do rio sobre o qual será projetada a obra. MT/DNIT/DPP/IPR . isto é: M = l’2 / l2 2.3. o que acontecerá se esse ângulo atingir 20 ou mais. não afeta significativamente o valor do remanso. A execução de uma ponte de vão maior que 30. da profundidade e do grau de contração.Manual de Drenagem de Rodovias 150 podendo-se admitir que a relação ótima comprimento-largura ou espessura varia com a velocidade e está normalmente compreendida entre 4 e 7. l2. Esse coeficiente de contração é a relação entre a seção contraída na veia líquida l’2 e a seção entre os pilares. sendo esse acréscimo função da descarga.00 m em um ponto a 2 km ou menos de sua foz ou do ponto em que deságua em outro curso d'água de maior porte.

Manual de Drenagem de Rodovias 151 3 – DRENAGEM SUPERFICIAL MT/DNIT/DPP/IPR .

.

Em objetivo e características procurou-se mostrar os aspectos particulares de cada dispositivo. Valetas de proteção de aterro. Descidas d'água.Manual de Drenagem de Rodovias 3 DRENAGEM SUPERFICIAL 153 A drenagem superficial de uma rodovia tem como objetivo interceptar e captar. a teoria do movimento uniforme em canais. sugerindo-se sempre a consulta às novas Especificações de Serviço da Diretoria de Planejamento e Pesquisa do DNIT. Dissipadores de energia. Corta-rios. Sarjetas de aterro. Saídas d'água. e algumas especificações mais importantes para a construção. utiliza-se uma série de dispositivos com objetivos específicos. Em alguns capítulos. não foi possível abrir mão da dinâmica do movimento uniformemente variado. Para um sistema de drenagem superficial eficiente. Bueiros de greide. resguardando sua segurança e estabilidade. Sarjeta de canteiro central. devido à precisão necessária. a saber: – – – – – – – – – – – – Valetas de proteção de corte. Nos elementos de projeto procurou-se mostrar os tipos de seções e revestimentos mais utilizados e recomendados. na maioria dos casos. Escalonamento de taludes. porém. Caixas coletoras. Sarjetas de corte. as águas provenientes de suas áreas adjacentes e aquelas que se precipitam sobre o corpo estradal. elementos de projeto e dimensionamento hidráulico. No dimensionamento hidráulico procurou-se simplificar ao máximo as complexas metodologias da hidrodinâmica. MT/DNIT/DPP/IPR . considerando. sua localização e posicionamento. Para cada dispositivo foram abordados os sub-itens objetivo e características. conduzindo ao deságüe seguro.

Por motivo de facilidade de execução. por isso são pouco recomendadas para grandes vazões.1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de cortes têm como objetivo interceptar as águas que escorrem pelo terreno natural a montante. Na escolha do tipo de seção deve-se observar que as seções triangulares criam plano preferencial de escoamento d'água.1 3. MT/DNIT/DPP/IPR .1.1.51.Valeta de proteção de corte 3. 48. 3. conforme indicado na Fig. 49. a seção a adotar nos cortes em rocha deverá ser retangular. retangulares ou triangulares como indicam as Figs.0 a 3. O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e a crista do corte e apiloado manualmente. Figura 48 .Manual de Drenagem de Rodovias 154 Torna-se importante acrescentar que o projeto de um sistema de drenagem superficial rodoviária deve ser feito de modo a sempre compatibilizar os requisitos operacionais dos dispositivos e seus custos de execução. Deverão ser localizadas proximamente paralelas às cristas dos cortes. 50. comprometendo a estabilidade do corpo estradal.2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de cortes podem ser trapezoidais.0 metros. impedindo-as de atingir o talude de corte. a uma distância entre 2. As valetas de proteção serão construídas em todos os trechos em corte onde o escoamento superficial proveniente dos terrenos adjacentes possa atingir o talude.

Seção triangular 155 l α l α H Figura 50 . MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 49 . convém sempre revestir as valetas. para evitar que a infiltração provoque instabilidade no talude do corte. Os revestimentos da valeta de corte deverão ser escolhidos de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B) e conforme a natureza do material do solo.Seção trapezoidal α α I H I B As valetas com forma trapezoidal são mais recomendáveis por apresentarem maior eficiência hidráulica. Em princípio. Atenção especial deve ser dado ao revestimento da valeta triangular. sendo isso obrigatório quando elas forem abertas em terreno permeável.Seção retangular H B Figura 51 .

i = intensidade de precipitação.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para proceder ao dimensionamento hidráulico das valetas. fixado de acordo com o complexo solocobertura vegetal e declividade do terreno (tabela 39 do Apêndice C). utilizando-se o método racional. MT/DNIT/DPP/IPR . fixada no estudo hidrológico. pela própria forma da seção. em cm/h para a chuva de projeto. Fixada a vazão de contribuição. e resistência Fck / 15Mpa para 28 dias. passa-se ao dimensionamento hidráulico propriamente dito através da fórmula de Manning e da equação da continuidade.08 m. V= 1 n × R2/3 × i1/2 (fórmula de Manning). devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004. em m2. esta devera ser rejuntada com argamassa de cimento-areia no traço 1:4. Vegetação. 3. há necessidade de estimar a descarga de contribuição. Pedra arrumada. A expressão da fórmula racional é: Q= C×i× A 36 × 104 onde: Q = descarga de contribuição em m3/s. c = coeficiente de escoamento. A = área de contribuição.Manual de Drenagem de Rodovias 156 pois. Quando do revestimento em pedra. onde a área de drenagem é limitada pela própria valeta e pela linha do divisor de águas da vertente a montante. Quanto ao processo construtivo e demais especificações. Em caso de revestimento de concreto este devera ter espessura mínima de 0. aerofotogramétricos ou expeditos. adimensional. Os tipos de revestimentos mais recomendados são: – – – – Concreto.1. determinada através de levantamentos topográficos. há uma tendência mais acentuada à erosão e infiltração. Alvenaria de tijolo ou pedra.

geralmente a largura em caso de valetas retangulares. determina-se a velocidade e a descarga admissível da valeta. em m3/s. (tabelas 27 e 28 do Apêndice B). A = área molhada. dá-se valores para a altura (h). Q = vazão admissível na valeta. a comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto. raio hidráulico e área molhada. adimensional. em m/m.seção retangular MT/DNIT/DPP/IPR . A seqüência de cálculo a seguir para o projeto da valeta será como abaixo descrito: – fixa-se o tipo de seção a ser adotada. n = coeficiente de rugosidade de Manning. e aplicando a fórmula de Manning e a equação de continuidade. tendo em vista o tipo de revestimento escolhido e conseqüentemente o valor do coeficiente de rugosidade n (tabela 34 do Apêndice B). deixando a altura h a determinar. Através de tentativas. fixa-se a velocidade máxima admissível (v). em m/s. determina-se a declividade da valeta. verifica-se o regime do fluxo através do cálculo da altura crítica cujas fórmulas a empregar para as diversas seções são: h c = 0. a largura e a inclinação das paredes laterais nas trapezoidais ou a inclinação das paredes laterais em caso de seção triangular. R = raio hidráulico. a comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura h. em m2.Manual de Drenagem de Rodovias Q = A ⋅ V (Equação da continuidade) 157 onde: V = velocidade de escoamento. tais como: perímetro molhado. recalculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção.467 × ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ – – – – – – – Q B ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 2 . i = declividade longitudinal da valeta. função do tipo de revestimento adotado. em m.

g = aceleração da gravidade m/s2. em m. Para valetas em terra com capacidade de 0. em m/s. em m. Determina-se o bordo livre da valeta. na situação de projeto. em cm.2⋅ h f = folga (bordo livre). em m. Q = vazão de projeto na valeta em m3/s. de acordo com as seguintes fórmulas e indicações: Para valetas em terra com capacidade até 0.728 × 5 ⎜ ⎟ ⎜ Z ⎟ ⎝ ⎠ ⎛ ⎞ 2 2g 2 .3 a 10. v = velocidade do escoamento.Manual de Drenagem de Rodovias 4 × z × Ho − 3B + 16 × z2 × H + 16 × z × Ho × B + 9 × B2 o2 hc = .Seção triangular onde: h = altura crítica. em cm. B = base da valeta. f = 0. h = profundidade da valeta. que é a distância vertical do topo da valeta à superfície da água na condição do projeto.0 m3/s f = 46 × h MT/DNIT/DPP/IPR .Seção trapezional 10 × z 158 sendo Ho = h + V Q h c = 0. dentro de uma faixa de 10% da altura crítica deve ser evitada. h = altura do fluxo. – Se h < hc o regime do fluxo é supercrítico h > hc o regime do fluxo é subcrítico h = hc o regime do fluxo é crítico – – A altura do fluxo na valeta.3m3/s. z = inclinação da parede da valeta (relação da horizontal para a vertical).

25 . Figura 52 .0.0.Escalonamento de valetas Declividade Natural do Terreno ( α %) Declividade Admissível para o Nível D´água (β %) H E O espaçamento entre as barragens será calculado pela expressão: E= 100 × H α−β MT/DNIT/DPP/IPR .80 10 13 14 15 18 20 Quando a declividade longitudinal da valeta não puder acompanhar a declividade natural do terreno.Folga f para valetas revestidas Q(m3/s) f (cm) Até .84 .25 0.56 .1.84 0.2.Manual de Drenagem de Rodovias 159 Para valetas revestidas pode ser usada a seguinte tabela: Tabela 36 .40 1. porque então a velocidade do escoamento seria superior à permissível. ela devera ser escalonada em trechos de menor declividade (2%.56 0. 52.80 acima de 2.0. no máximo) por meio de pequenas barragens transversais de acordo com a Fig.40 .

quando o terreno a montante da valeta apresentar um talvegue secundário bem definido. Assunto a ser visto com mais detalhes no item 3. É aconselhável que o espaçamento não ultrapasse 50m. Essas descidas d´água em geral são construídas em degraus. 53 . a necessidade de retirada da água da valeta de proteção de corte para a sarjeta ou para a caixa coletora de um bueiro de greide. β = declividade desejada para o nível d'água em cada trecho escalonado. para que haja um escoamento contínuo. a grandes profundidades da valeta. chapas metálicas. ocasionando a concentração de água num único local. devido às seguintes particularidades: – quando nos cortes muito extensos e de pequena declividade o comprimento crítico da valeta for atingido. o que corresponde à declividade de 2% com diferença de nível de 1. H = altura da barragem do vertedouro. obrigando. Acontece na prática. ou através de "rápidos" com anteparos. em %. quando o perfil longitudinal da valeta apresentar-se sinuoso com vários pontos baixos. em m. o que obrigaria a construção de seção com grandes dimensões.0m entre dois vertedouros consecutivos. MT/DNIT/DPP/IPR . como mostra a Fig. o dispositivo de saída d´água da valeta de proteção de corte para a plataforma é comumente denominado descida d'agua.Manual de Drenagem de Rodovias 160 onde: E = espaçamento. não raro. em m.6. etc. concreto. α = declividade natural do terreno. – – Nesses casos. As pequenas barragens podem ser executadas com diversos materiais: madeiras. em % .

2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de aterro deverão estar localizadas. impedindo-as de atingir o pé do talude de aterro.2 3.Seção trapezoidal 2. O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e o pé do talude de aterro. conduzindo -as com segurança ao dispositivo de transposição de talvegues.0 < d < 3. conforme as Figs.1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de aterros têm como objetivo interceptar as águas que escoam pelo terreno a montante. As seções adotadas podem ser trapezoidais ou retangulares.2.Descida d’água em degraus Valeta de proteção de corte 161 Descida d´água em degraus Talude de corte Sarjeta de corte Bueiro de greide Caixa coletora Semi . têm a finalidade de receber as águas das sarjetas e valetas de corte.0 Talude de aterro a b h a b Material apiloado manualmente MT/DNIT/DPP/IPR .2. 3.0 e 3. 54 e 55. Além disso.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 53 .0 metros. aproximadamente paralelas ao pé do talude de aterro a uma distancia entre 2.apresentadas a seguir: Figura 54 . apiloado manualmente com o objetivo de suavizar a interseção das superfícies do talude e do terreno natural.plataforma 3.

1. alvenaria de tijolo ou pedra.3. e as Especificações de Serviço DNIT 018/2004. pedra arrumada. equação da continuidade e método racional.0 < d < 3.2. longitudinalmente à rodovia.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico das valetas de proteção de aterro faz-se de forma idêntica ao das valetas de proteção de corte. Quanto às especificações e processos construtivos.3. Cuidado especial deve ser tomado na fixação da área de contribuição quando a valeta tiver como objetivo.Seção retangular 162 Talude de Aterro 2.0 h Material Apiloado Manualmente O revestimento da valeta de proteção de aterro deverá ser escolhido de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B). até o ponto de MT/DNIT/DPP/IPR . seguindo-se a metodologia do item 3. deverão ser observadas as recomendações do item 3. vegetação.1 SARJETAS DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A sarjeta de corte tem como objetivo captar as águas que se precipitam sobre a plataforma e taludes de corte e conduzi-las. além da proteção do talude de aterro. ou seja através da fórmula de Manning.3 3. Os tipos de revestimento mais recomendados são: – – – – concreto.2. 3. natureza do solo e fatores de ordem econômica e estética. 3.1.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 55 . para valetas de proteção de corte. a captação das águas provenientes das sarjetas e valetas de proteção de corte.

para a caixa coletora de um bueiro de greide. com a finalidade de proteger os veículos desgovernados que tendam a cair na mesma. – Sarjeta trapezoidal Quando a sarjeta triangular de máximas dimensões permitidas for insuficiente para atender à descarga de projeto. a sarjeta deve ter do lado do acostamento a declividade de 25% ou seja 1:4. As sarjetas devem localizar-se em todos os cortes.2 ELEMENTOS DE PROJETO As sarjetas de corte podem ter diversos tipos de seção. dependendo da capacidade de vazão necessária. 56. 3. sendo construídas à margem dos acostamentos. Conforme indicado na Fig. Mantendo as declividades transversais estabelecidas. com dimensões convenientes para atender à descarga de projeto.Sarjeta Triangular LT 1 a L2 L1 A co stamen to H a 1 1 4 1% Os valores extremos da distância da borda do acostamento ao fundo da sarjeta (L1).deverá então ser adotada seção tipo trapezoidal ou retangular. o aumento de L1 fornecerá um acréscimo de L2.3.0 metros. situam-se entre os valores de 1. e conseqüentemente um acréscimo na capacidade hidráulica da sarjeta. ou então.Manual de Drenagem de Rodovias 163 transição entre o corte e o aterro. conta a seu favor com o importante fato da redução dos riscos de acidentes. De acordo com a Fig. e do lado do talude a declividade deste. deve-se adotar a sarjeta de seção trapezoidal seguindo as seguintes recomendações. Quando para o valor máximo de L1 = 2. além de apresentar uma razoável capacidade de vazão. pois. H e LT.0 a 2. de acordo com a seção de vazão necessária. – Sarjeta triangular A sarjeta triangular é um tipo bem aceito. 57. Figura 56 . MT/DNIT/DPP/IPR . terminando em pontos de saída convenientes (pontos de passagem de corte para aterro ou caixas coletoras). a sarjeta é dotada de uma barreira tipo meio-fio.00m a seção da vazão ainda for insuficiente. de forma a permitir a saída lateral para o terreno natural ou para a valeta de aterro.

conforme indicado na Fig. As placas têm a finalidade também de evitar que a sarjeta seja obstruída pela entrada de materiais carreados pelas águas. Figura 58 .Sarjeta trapezoidal Talude de Corte 164 Sarjeta Acostamento Meio-fio barreira O meio fio barreira deverá ter aberturas calculadas.Sarjeta trapezoidal com capa Talude de corte Capa A costa men to Sarjeta Quando a seção triangular não atender à vazão para a descarga de projeto.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 57 . 58 ode-se também projetar a sarjeta capeada descontinuamente. em espaçamento conveniente de modo a permitir a entrada d'água proveniente da pista. ou em caso de cortes em rocha pela facilidade de execução. MT/DNIT/DPP/IPR . 57. De acordo com a Fig. de modo a permitir a entrada d'água pela cobertura existente entre duas placas consecutivas. Usa-se nesse caso também o meio fio de proteção com a mesma finalidade já citada. pode-se optar pela sarjeta retangular.

pois deslizamentos de talude podem provocar paralisações no tráfego e conseqüentes prejuízos significativos. aumentando assim sua capacidade hidráulica. Deve -se levar em conta neste caso o aspecto técnico-econômico. tem o inconveniente do alto custo de conservação. O revestimento vegetal. Sarjetas de corte sem revestimento devem ser evitadas. Tendo em vista a localização da sarjeta junto ao pé do talude de corte. pedra arrumada revestida.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 59 . “H” Variável MT/DNIT/DPP/IPR . Os principais tipos de revestimentos são: – – – – – – concreto. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B.Sarjeta retangular 165 Talude de corte 1 a Meio-fio Sarjeta A costamento Neste caso tem-se a vantagem de poder variar sua profundidade ao longo do percurso. ele é função da velocidade de erosão. Quanto ao revestimento das sarjetas de corte. proporcionando uma declividade mais acentuada que o greide da rodovia. alvenaria de tijolo. cuidados especiais quanto à erosão devem ser levados em conta. as conseqüências da erosão e do custo do revestimento. pedra arrumada. apesar do excelente desempenho como função estética. isto é. revestimento vegetal. alvenaria de pedra argamassada.

o diâmetro máximo deve ser de 0. isto é. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT-018/2004. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de corte são: – – as características geométricas da rodovia. deverá haver uma perfeita união entre a face da sarjeta de concreto e o pavimento do acostamento. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO – 3. Apresentam-se entretanto. do Os segmentos intermediários serão executados após o início do processo de cura dos demais redundando em juntas “secas”. MT/DNIT/DPP/IPR . rejuntada com argamassa de cimento e areia no traço de 1:4. quando a sarjeta de concreto moldada no local se situar sobre uma base granular drenante. quando for de concreto.00m.Manual de Drenagem de Rodovias 166 Na execução do revestimento das sarjetas de corte.08m e para a retangular e trapezoidal é de 0. antes do lançamento do concreto deverá o local ser forrado com material impermeável que evite o preenchimento dos vazios da camada drenante pela penetração do concreto. prevendo o lançamento concreto em lances alternados. a seguir. As formas (guias) serão espaçadas de 3.3 O dimensionamento hidráulico da sarjeta de corte consiste na determinação de uma seção transversal com capacidade hidráulica suficiente para atender à descarga de projeto.10m. o revestimento deverá ser dosado racionalmente para uma resistência mínima à compressão simples Fck = 15 Mpa a 28 dias.10m. a distância máxima da sarjeta para que não haja transbordamento.3. a sarjeta deverá ser moldada no local com formas de metal ou de outro material que proporcionem bom acabamento. a espessura mínima para a sarjeta de concreto triangular é de 0. área de implúvio. A concretagem envolverá um plano executivo.0m serão executadas juntas de dilatação preenchidas com argamassa asfáltica. A intervalos de 12. algumas indicações complementares que devem ser seguidas: – – – – – – – – – quando o revestimento for de pedra argamassada. evitando-se penetração d´água na sua junção. Pela comparação entre a descarga afluente e a capacidade de vazão da sarjeta determina-se o seu comprimento crítico.

(ver Fig.área de contribuição por metro linear da sarjeta.sendo pequenas. Área de contribuição (A) A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo equivalente onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro a largura do implúvio. 60). L ×C +L ×C C= 1 1 2 2 LT Intensidade de precipitação (i) O valor da intensidade de precipitação é obtido na curva de intensidade .01) 36×104 Q = descarga por metro linear da rodovia (m3/s/m). – Cálculo da descarga de projeto Para o cálculo da descarga de projeto. c = coeficiente médio de escoamento superficial (adimensional). fornecida pelo estudo hidrológico para um tempo de duração de 5 minutos e tempo de recorrência de 10 anos. A = (L1 + L 2 ) × d MT/DNIT/DPP/IPR . Coeficiente médio de escoamento superficial (c). levando-se em conta a diversidade do revestimento que compõe a bacia de captação. i = intensidade de precipitação (cm/h). usando-se como peso as respectivas larguras dos implúvios.duração freqüência. (faixas de rolamento e talude de corte). elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto. composto da seção da plataforma contribuinte e da projeção horizontal equivalente do talude de corte. estão dentro do limite de aplicabilidade desse método. de vez que as áreas de contribuição. A .Manual de Drenagem de Rodovias 167 – coeficiente médio de escoamento superficial. A fórmula básica é: Q= Onde: C×i× A (equação 3. Sendo a área de contribuição formada por superfície de diferentes coeficientes de escoamento adota-se a média ponderada de seus valores. (m2/m). calcula-se a contribuição por metro linear da rodovia pela aplicação da fórmula racional.

Manual de Drenagem de Rodovias 168 A Fig. C2 = coeficiente de escoamento superficial do talude de corte. Será a largura da semiplataforma nos trechos em tangente e toda a plataforma contribuinte para a sarjeta na borda interna das curvas. apresentada a seguir.Bacia de contribuição para sarjeta Off-set do talude de corte Retângulo equivalente da projeção Horizontal do talude de corte C2 L2 L1 + L2 Plataforma Sarjeta de corte C1 d L1 onde: L1 = faixa da plataforma da rodovia que contribui para a sarjeta. a largura máxima L2 a ser considerada no cálculo do implúvio é referente à projeção horizontal do primeiro escalonamento. Cálculo da capacidade de vazão da sarjeta A capacidade hidráulica máxima da sarjeta é obtida pela associação das equações de Manning e da continuidade. L2 = largura da projeção horizontal equivalente do talude de corte. Havendo escalonamento de taludes. 60. Figura 60 . C1 = coeficiente de escoamento superficial da plataforma da rodovia. elucida o que foi dito. já que os demais terão as águas conduzidas por meio de dispositivos próprios para fora do corte. Será nuIo ou se restringirá à largura do assentamento contíguo para a sarjeta na borda externa das curvas. 1 V = ×R2/3 ×Ι1/2 (equação de Manning) n V= Q (equação da continuidade) A MT/DNIT/DPP/IPR . Excetuam-se os casos em que se torna necessária a construção de descidas com deságüe diretamente na sarjeta de corte.

Q = vazão máxima admissível. Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta função da sua declividade longitudinal. são conhecidos. do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia. Q= onde : 1 n × A × R 2/3 × I1/2 (equação 3. i e L. (m3/s). I = declividade da sarjeta.02) V = velocidade de escoamento. os valores de A. Comprimento crítico Fixada a seção prévia da sarjeta. (m). (m/s) . R = raio hidráulico.03. (m2). função da chuva de projeto. tem-se: C ×i×L × d 36 × 10 4 = 1 n × A × R 2/3 × Ι 1/2 d = 36 × 10 × 4 A × R 2/3 × Ι 1/2 C×i×L ×n (equação 3.Manual de Drenagem de Rodovias 169 do que resulta. Igualando-se as equações (3.01) e (3. passa-se à determinação do seu comprimento crítico para as diversas declividades do greide correspondente aos cortes existentes. os valores de C. declividade longitudinal da sarjeta. n = coeficiente de rugosidade.02) e considerando à área de implúvio A = L x d (área do retângulo de contribuição). R e n são conhecidos de acordo com a sarjeta projetada. (m/m). A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR . A = área molhada da sarjeta.03) Na equação 3. (adimensional). como única variável ao longo do trecho estudado. ficando I.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 61 . podendo-se estabelecer um sistema que dê diretamente os comprimentos críticos baseados em eixos coordenados.Curvas de comprimento crítico para várias declividades d (m) (Comprimento crítico) I1 I2 I3 L (m) (Largura do implúvio) Além de determinar o posicionamento de saídas d'água. determina-se uma curva para cada declividade. o cálculo do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta. MT/DNIT/DPP/IPR . tendo nas abscissas as larguras do implúvio e nas ordenadas os comprimentos críticos. cujos valores estão indicados na tabela 31 do Apêndice B.Curva d = f(I) d (m) 170 d2 d1 I1 I2 I(m/m) Quando em um determinado trecho houver grande variação dos valores do implúvio. Dessa forma. não é recomendada a adoção de uma altura média de corte. passando o gráfico a constituir-se de uma família de curvas. e sim seus valores individuais. assumindo a seguinte forma: Figura 62 .

Manual de Drenagem de Rodovias 3. trapezoidais. etc. trechos onde. interseções e trechos urbanos é o meio-fio-sarjeta conjugados. em conjunto com a terraplenagem. cuidados especiais devem ser tomados quanto ao posicionamento e à seção transversal a ser utilizada.4 3. ELEMENTOS DE PROJETO – 3. Em situações eventuais. podendo ser triangulares. conduzindo-as ao local de deságüe seguro. ilhas. estaduais. etc. for mais econômica a utilização da sarjeta. no caso de ser possível considerar um alagamento temporário do acostamento. de modo a garantir a segurança dos veículos em circulação. aumentando com isso a altura necessária para o primeiro escalonamento de aterro. de acordo com a natureza e a categoria da rodovia.4. A indicação da sarjeta de aterro deve fundamentar-se nas seguintes situações: – – trechos onde a velocidade das águas provenientes da pista provoque erosão na borda da plataforma. de modo a impedir que provoquem erosões na borda do acostamento e/ou no talude do aterro. retangulares. Sendo a sarjeta de aterro um dispositivo que pode comprometer a segurança do tráfego.2 A sarjeta de aterro posiciona-se na faixa da plataforma contígua ao acostamento.4. interseções. o tipo meio-fio simples também poderá ser usado. MT/DNIT/DPP/IPR . 63 e 64 ilustram melhor o que foi dito. As Figs. A seção transversal deve seguir os projetos-tipos do DNIT. Um tipo de sarjeta de aterro muito usado atualmente nas rodovias federais.1 SARJETAS DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 171 A sarjeta de aterro tem como objetivo captar as águas precipitadas sobre a plataforma. para coletar e conduzir as águas provenientes dos ramos.

Meio-fio-sarjeta conjugados Acostamento Meio-fio sarjeta conjugados Canteiro ou passeio i% NA Talude de aterro Quanto ao revestimento. solo betume. solo. solo cimento. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 63 .Meio-fio simples e acostamento Meio-fio simples Acostamento Canteiro ou passeio i% NA 172 Área de alongamento Talude de aterro Figura 64 . todavia levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado. não há recomendações rígidas no tocante ao material a ser empregado na construção da sarjeta de aterro. Na execução da sarjeta de aterro de concreto de cimento deverão ser observadas as indicações próprias ao material. Os materiais mais indicados para a construção do dispositivo são: – – – – – concreto de cimento. a classe da rodovia e os condicionantes econômicos. conforme exposto para sarjetas de corte. Deve-se. concreto betuminoso.

O cálculo da velocidade do escoamento na borda da plataforma determinará a necessidade ou não da utilização da sarjeta. exigindo. Cálculo da velocidade de escoamento na borda da plataforma Para a determinação da velocidade de escoamento na borda da plataforma. por não se justificar estudo de composição especial para construção deste dispositivo. A execução das sarjetas de solo-betume ou solo-cimento deve obedecer às especificações particulares do projeto rodoviário.1 . conforme mencionado no item 3. a necessidade da utilização da sarjeta em aterro está condicionada fundamentalmente pela velocidade de erosão na borda da plataforma.4.Manual de Drenagem de Rodovias 173 Na execução das sarjetas de concreto betuminoso adota-se preferencialmente o traço usado para o binder. o dimensionamento hidráulico consistirá basicamente no cálculo da máxima extensão admissível da sarjeta. comprimento crítico. isto é. conforme tabela 31 do Apêndice B. uma descida d´água. ou que a faixa de alagamento admissível no acostamento não ultrapasse os valores pré-fixados. dependendo evidentemente da quantidade do serviço. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de aterro são. Entende-se por comprimento crítico da sarjeta a distância máxima acima da qual sua vazão admissível é inferior à descarga de projeto. alguns cálculos preliminares precisam ser feitos. de modo que não haja transbordamento. tendo em vista que o escoamento se dará na direção da reta de maior declive. As sarjetas em solo são indicadas apenas para rodovias secundárias. quando este não esta previsto.usa-se o próprio traço do revestimento de concreto betuminoso. MT/DNIT/DPP/IPR . b) Optando pela utilização do dispositivo. portanto. 3. – – – – as características geométricas da rodovia. função da declividade longitudinal do greide e da declividade transversal da plataforma. elementos para o cálculo da vazão.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Pode-se dividir o dimensionamento hidráulico da sarjeta de aterro em dois subitens: a) Além dos fatores econômicos. área de implúvio. de pequena importância econômica. ou.4. de acordo com os limites de erosão do material de que é construído o aterro. podendo também ser construídas para funcionamento temporário durante o tempo de execução da rodovia. elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto. ou durante período curto de utilização. quando tais misturas estão indicadas também para outros serviços. no entanto.

Direção de maior declive y C h B Eixo α F β L D E A Bordo onde: α = declividade longitudinal da rodovia. L = largura do implúvio. O comprimento y da reta CB será: cota C – cotaB = α × y ou α × y = cotaC MT/DNIT/DPP/IPR . Figura 65 .000).Manual de Drenagem de Rodovias 174 – Comprimento da reta de maior declive Considerando a Fig. β = declividade transversal da plataforma da rodovia. BE = D = comprimento da reta de maior declive. considerando a cota de B como referência (0. cumpre observar: Para que CA seja uma curva de nível. Para se chegar ao comprimento da reta de maior declive. Cota A = cota C mas. 65. cota A = B x L. I = declividade da reta de maior declive. CA = t = curva de nível.

MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se: D L = t y Substituindo-se os valores de t e y. tem-se: D= – L β α 2 + β 2 (equação 3. tem-se: L t L = portanto h = × y t h y Como a cota de F é também β x L. BAC e BFC e fazendo FB = h . tem-se: I= β ×L L × × α2 + β2 β α L × ×L α I = α2 + β2 (equação 3.Manual de Drenagem de Rodovias y= cota C β × L = α β 175 Considerando o triângulo BAC. tem-se: I= β ×L β ×L ∴I = ×t h L× Y Fazendo-se as substituições já demonstradas de y e t. retângulos. BAC e BAE. t2 ⎛β ⎞ = ⎜ ×L⎟ ⎜α ⎟ ⎝ ⎠ 2 + L2 = 2 β2 × L2 + L2 × α2 = α2 ⎛L⎞ = α2 + β 2 ⎜ ⎟ ⎜α⎟ ⎝ ⎠ ∴t = L 2 2 α +β α Considerando os triângulos. retângulos. tem-se fazendo CA = t t2 = y2 + L2 Substituindo y pelo seu valor.05) – Determinação da descarga no bordo da plataforma Aplicando-se o método racional.04) Declividade da reta de maior declive Considerando os triângulos.

c = coeficiente de escoamento. Figura 66 . logo Q = c × i× L × Ι β × 36 × 10 4 MT/DNIT/DPP/IPR . i = intensidade de precipitação em cm/h.Manual de Drenagem de Rodovias q= C×i× A 36×104 176 onde: q = descarga de contribuição por metro linear da plataforma em.04).Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro sarjeta de aterro A bordo E eixo da rodovia L sarjeta de aterro A´ d bordo D Corte AA´ L Substituindo a equação (3. m3/s/m. de acordo com a equação (3.06) Como A = D x 1.05) em (3. de acordo com a tabela 39 do Apêndice C. A = área de contribuição por metro linear da sarjeta em m2/m. função do tipo de revestimento da rodovia.06) A = L β ×Ι. pode-se também considerar que: D= L β × Ι (equação 3.

92 × β 2/5 ( )1/5 (equação 3.09) MT/DNIT/DPP/IPR . Q=A×V então. Pela equação da continuidade.07) β × 36 × 10 4 Q = descarga no bordo da plataforma em m3/s/m. Q = onde. A = Q/V. tem-se: C × i × L α2 + β 2 β × 36 × 10 4 = V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 V = Ι 3/10 × K 3/5 × C 2/5 × i 2/5 × L2/5 × α 2 + β 2 166. C × i× L α2 + β2 (equação 3. toma-se o raio hidráulico igual ao tirante d'água em conseqüência A = l x R.08) e isolando V.07) e (3. tem-se: Q ⎛Q⎞ Q = K× ×⎜ ⎟ V ⎝V⎠ 2/3 × Ι1/2 ou seja.Manual de Drenagem de Rodovias 177 ou. Como a espessura do fluxo é pequena em relação ã largura. 1/2 V 5/3 Ι = K × 5/3 ⇒ Q 2/3 = Q 5/3 V K + Ι 1/2 Q Q= V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 (equação 3. Q = K × A × R2/3 × Ι1/2 mas. e como A = R. A velocidade no bordo da plataforma pela fórmula de Strickler é: V = KR 2/3 Ι 1/2 onde. tomado igual ao inverso do coeficiente de rugosidade de Manning. R = A/P e K é o coeficiente de rugosidade de Strickler.08) Igualando-se então as equações (3.

11) onde: Q = vazão máxima admitida na sarjeta em m3/s. Calcula-se a contribuição da plataforma em caso de trechos superelevados. ou semiplataforma nos trechos em tangente. Caso seja necessário o projeto do dispositivo.10) 36x104 Onde: Q = vazão de contribuição em m3/s. MT/DNIT/DPP/IPR . pela aplicação do método racional: Q= C×i× A (equação 3. A = área de contribuição em m2. o dimensionamento hidráulico tem a seguinte sistemática apresentada a seguir: Cálculo da máxima extensão admissível – Cálculo da vazão de contribuição A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo. i = intensidade de precipitação em cm/h. Fig.09) determina a velocidade do escoamento na borda da plataforma.Manual de Drenagem de Rodovias 178 A equação (3. 66. C = coeficiente de escoamento superficial. – Cálculo da capacidade hidráulica máxima da sarjeta A capacidade máxima de vazão da sarjeta será determinada pela associação das fórmulas de Manning e da continuidade: V = 1 n R 2/3 Ι 1/2 (fórmula de Manning) Q (equação da continuidade) A V= Q= 1 n AR 2/3 Ι 1/2 (equação 3. função da seção transversal da rodovia. A comparação desta velocidade com os valores limites de velocidade de erosão do material de construção do aterro na tabela 31 do Apêndice B. definirá a necessidade ou não da sarjeta de aterro. onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro é a largura do implúvio.

declividade longitudinal da sarjeta. como única variável ao longo do trecho estudado. O cálculo deste comprimento irá definir o espaçamento máximo entre as saídas d'água. ficando I.12) C × i× L × n Na equação 3.11). função do tipo de revestimento da sarjeta de acordo com as tabelas 34 do Apêndice B. que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta em função da sua declividade longitudinal.Manual de Drenagem de Rodovias 179 n = coeficiente de rugosidade. i. os valores de A. que geralmente acompanha o greide da rodovia. L são conhecidos em função da chuva de projeto. Pela equação 7. A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR . – Cálculo do comprimento crítico da sarjeta O comprimento crítico da sarjeta será obtido igualando-se a descarga de contribuição (equação 3. R = raio hidráulico. de acordo com a sarjeta projetada. 60) 36 × 10 4 Q = C × i× d × L 36 × 10 4 onde: d = comprimento crítico a determinar. os valores C. n são conhecidos. em m/m. I = declividade longitudinal da sarjeta. Igualando as equações 7 e 8. em m. 67) .10) com a capacidade máxima de vazão admitida pela sarjeta (equação 3. temos: C × i× d × L 1 = AR 2/3 I1/2 n 30 × 10 4 d = 36 × 10 4 AR 2/3 I1/2 (equação 3. Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) (Fig . R. Q= C × i× A . condicionada pela capacidade máxima de sarjeta. mas A = d x L (Fig. A = área molhada da sarjeta. em m2. L = largura do implúvio. do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia.12. em m. em m.

ou reduzir o espaçamento entre saídas d'água. ou seja.5. 3. (Fig.d = f(I) (dm) L2 L1 I1 I2 I (m/m) – Verificação da velocidade de escoamento A determinação do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta.Manual de Drenagem de Rodovias 180 Figura 67 .2 ELEMENTOS DE PROJETO As seções transversais das valetas do canteiro central são em geral de forma triangular cujas faces têm as declividades coincidentes com os taludes do canteiro. que pode ser calculada de acordo com a equação da continuidade deve-se usar dissipadores de energia.5 3. reduz-se a altura da lâmina d´água.10. 3. a velocidade limite de erosão.1 VALETA DO CANTEIRO CENTRAL OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Quando uma rodovia for projetada em pista dupla. Esta valeta tem como objetivo captar as águas provenientes das pistas e do próprio canteiro central e conduzi-las longitudinalmente até serem captadas por caixas coletoras de bueiros de greide. cujos valores são os da tabela 31 do Apêndice B. torna-se necessário drená-lo superficialmente através de um dispositivo chamado de valeta do canteiro central. 68). conforme o item 3. Quando a velocidade de escoamento ultrapassar a máxima permissível. isto é. de forma a obter a velocidade de escoamento abaixo dos valores críticos de erosão. onde as pistas são separadas por um canteiro central côncavo. Com este procedimento. MT/DNIT/DPP/IPR .Comprimento crítico em função da declividade longitudinal .5.

4. a não ser em casos de canteiros muito largos e planos. Valetas do canteiro central sem revestimento devem ser evitadas. O revestimento vegetal.3 para sarjeta de corte baseada na fórmula de Manning associada à equação de continuidade.Manual de Drenagem de Rodovias 181 Podem ser usadas seções de forma circular.5.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da valeta do canteiro central segue a mesma metodologia apresentada no item 2. 3. tem o inconveniente do alto custo de conservação. deve-se levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado. apesar do excelente desempenho como função estética. MT/DNIT/DPP/IPR . que irá determinar o posicionamento das caixas coletoras. Na execução do revestimento das valetas do canteiro central devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004. tipo meia cana. e demais recomendações feitas para a valeta de corte. também segue a mesma metodologia apresentada para sarjeta de corte. e formas trapezoidal ou retangular.Situações da valeta do canteiro central Pista Esquerda Canteiro Central Pista Direita em nível Pista Direita em desnível Valeta do Canteiro Central para pistas em nível Valeta do Canteiro Central para pistas em desnível O cálculo do comprimento crítico. Figura 68 . de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. Quanto ao revestimento da valeta do canteiro central. quando ocorrer a insuficiência hidráulica das seções de forma triangular ou meia cana.

6. Posicionam-se sobre os taludes dos cortes e aterros seguindo as suas declividades e também na interseção do talude de aterro com o terreno natural nos pontos de passagem de corte-aterro. No aterro. nos pontos baixos. requer que cuidados especiais sejam tomados para se evitar desníveis causados por caminhos preferenciais durante as chuvas intensas e conseqüentes erosões que podem levar ao colapso toda a estrutura.1 DESCIDAS D'ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 182 As descidas d'água tem como objetivo conduzir as águas captadas por outros dispositivos de drenagem. as descidas d'água são necessárias visando conduzir o fluxo pelo talude até o terreno natural. ou de pequenos talvegues. da necessidade da quebra de energia do fluxo d'água e dos dispositivos de amortecimento na saida. deve ser previsto o confinamento da descida no talude de aterro. as descidas d'água têm como objetivo principal conduzir as águas das valetas quando atingem seu comprimento crítico. devido à necessidade de saída de bueiros elevados desaguando no talude do aterro. devidamente nivelada e protegida com o revestimento indicado para os taludes. Tratando-se de cortes.2 ELEMENTOS DE PROJETO As descidas d'água podem ser do tipo rápido ou em degraus.6 3.6. A descida d'água. Não raramente. As descidas d'água também atendem. às valetas de banquetas quando é atingido seu comprimento crítico e em pontos baixos. A escolha entre um e outro tipo será função da velocidade limite do escoamento para que não provoque erosão.Manual de Drenagem de Rodovias 3. as descidas d'água conduzem as águas provenientes das sarjetas de aterro quando é atingido seu comprimento crítico. conforme apresentado na Fig. Assim. principalmente nos aterros. MT/DNIT/DPP/IPR . por se localizar em um ponto bastante vulnerável na rodovia. e. das características geotécnicas dos taludes. desaguando no terreno natural. no caso de cortes e aterros. A analise técnica e econômica desse conjunto de fatores levará o projetista à escolha de uma descida do tipo rápido ou em degraus. do terreno natural. 69. através das saídas d'água. pelos taludes de corte e aterro. desaguando numa caixa coletora ou na sarjeta de corte. 3.

É desaconselhável a seção de concreto em módulos. o erodindo. pois a ação dinâmica do fluxo pode acarretar o descalçamento e o desjuntamento dos módulos.Descida d’água tipo rápido 183 Bacia de amortecimento A J Descida d´água A PLANTA Saída d´água x y CORTE AA Bacia de amortecimento As descidas d'agua podem ter a seção de vazão das seguintes formas: – – – retangular.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 69 . o que rapidamente atingiria o talude. de concreto ou metálica . MT/DNIT/DPP/IPR . em calha tipo rápido ou em degraus. em tubos de concreto ou metálicos. semicircular ou meia cana.

em m.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico consiste em calcular as dimensões da descida d'água de forma que esta possa conduzir ao deságüe seguro a vazão a ela destinada por outros dispositivos de drenagem superficial. H = altura média das paredes laterais da descida.6 onde: Q = Descarga de projeto a ser conduzida pela descida d'água.9 × H1. fixando-se o valor da largura (L) e determinando-se o valor da altura (H). o segundo método é mais preciso. ou através da teoria hidráulica do movimento uniformemente variado. em calha ou degraus. Evidentemente. a saber: Pela fórmula empírica. 3.70 . Quanto à execução. Para o detalhamento dos projetos de execução deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 . em m. vê-se que: MT/DNIT/DPP/IPR . Método I Neste caso.07 × L0. baseada em experiências de laboratório. Q = 2. o dimensionamento pode ser feito através da expressão empírica seguinte.Manual de Drenagem de Rodovias 184 No caso da utilização de módulos. as peças deverão ser assentadas sobre berço previamente construídos. O dimensionamento pode ser feito por dois métodos. as descidas retangulares podem ser executadas no local com formas de madeira. A escolha do método depende da precisão que se queira dar aos cálculos.6. em m3/s. – Cálculo da velocidade da água no pé da descida. L = Largura da descida d'água. Considerando a Fig. embora o primeiro possa ser considerado satisfatório para obras de repercussão econômica menos significativa. que representa o talude de uma seção em aterro.

em virtude principalmente do aumento da seção de vazão. fornece: Z +P + V2 = cte 2g V2 V2 Z A + PA + = Z B + PB + 2g 2g como PA = PB = pressão atmosférica e Z A = ZB + H .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 70 . Método II MT/DNIT/DPP/IPR .Elementos para cálculo da velocidade d’água no pé da descida 185 O teorema de Bernoulli. aplicado às seções A e B. Havendo necessidade de um cálculo mais preciso deve-se optar pelo segundo método. Como essa velocidade Va é teoricamente igual à velocidade da água na sarjeta de aterro. considera-se Va igual à velocidade da água na sarjeta. desconsidera-se o valor de Va e a expressão anteriormente citada toma a forma: Vb = 2gh O objetivo da determinação da velocidade no pé da descida d'água é o dimensionamento da bacia de amortecimento e/ou dissipadores de energia. função evidentemente da velocidade limite de erosão do material de que será construída a descida. Na prática. A velocidade teórica calculada acima conduz a valores acima dos valores reais. têm-se: Vb = 2 Va + 2gH Para efeito de cálculo. esta sofre uma sensível redução quando o fluxo passa pela saída d'água.

a é o coeficiente de energia.13) Io − If Io − If onde: E é a energia específica.Manual de Drenagem de Rodovias 186 Este método consiste em determinar o perfil da linha d'água ou a curva de profundidade da água ao longo da descida. considerar do fluxo gradualmente variado. Io é a declividade do fundo e If. a velocidade e a distância à origem. Os cálculos conduzidos na direção errada tendem inevitavelmente a conduzir a resultado divergente do perfil do fluxo. – Determinação da profundidade crítica Para descidas d'agua retangulares a profundidade crítica será determinada pela expressão: MT/DNIT/DPP/IPR . determinando-se em cada seção a profundidade do líquido. e admitindo-se que α1 =α 2 =α V 2 2g E = y + α Nas equações acima y é a profundidade do fluxo.14) R 3/4 O método é baseado na equação 3. 71. Aplicando-se o Teorema de Bernoulli às seções extremas (seção 1 e 2) . a declividade da linha de energia ou declividade de atrito é expressa por: If = n2V 2 (equação 3. Os cálculos são executados por etapas. se o regime for supercrítico deve ser conduzido para jusante. é a declividade da linha de energia. V é a velocidade média.13 e os passos de cálculo são a seguir expostos: – Determinação do regime do fluxo A determinação do regime do fluxo é um fator importante. Usando-se a fórmula de Manning. ilustra uma seção curta de uma descida de comprimento ∆x. tem-se: V2 V2 Io × ∆x + y 1 + α 1 = y2 + α 2 + If × ∆x 2g 2g isolando ∆x: ∆x = E 2 − E1 ∆E = (equação 3. dividindo-se a descida em curtas seções. A Fig. pois se o regime for subcrítico o cálculo por etapas deve ser conduzido para montante.

é o diâmetro da seção circular. Q = vazão. b = largura da descida d'água. – Determinação da profundidade normal Para descidas d'água com seção retangular.467 3 b 187 onde: y = profundidade crítica. em m.5 onde : do . Para descidas d'água circulares a profundidade crítica será determinada da seguinte forma: Determinar o fator de seção: Z= Q g Z =W do 2. 1 V = × R2/3 × I1/2 (Manning) o n V= Q (continuidade) A Sendo: A = L × yn e P = L + 2yn R= L × yn L + 2yn tem-se: ⎛ L × yn ⎞ ⎟ yn = ⎜ ⎜ L + 2y ⎟ n⎠ ⎝ 2/3 Q×n = 1/2 Io × L MT/DNIT/DPP/IPR . pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade.Manual de Drenagem de Rodovias Q2 Y c = 0. em m3/s. em m. a profundidade normal do regime uniforme pode ser calculada por tentativas. Com o valor de W. retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de y crítico.

Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água Q= n= Io= α= Yc= Yn= Y (1) Y1 Y2 Yn A (2) A1 A2 An R (3) R1 R2 Rn R2/3 (4) 4/3 R1 4/3 R2 4/3 Rn V (5) V1 V2 Vn α V 2 2g (6) E (7) E1 E2 En ∆E (8) ∆E1 ∆En If (9) If1 If2 Ifn If Io − If ∆X (12) ∆X1 ∆Xn X (13) X1 Xn (10) If1 Ifn (11) - (α V2 2g)1 (α V2 2g)2 (α V2 2g)n (Io − If )1 (Io − If )n onde: Col 1 . o AR 2/3 =t d8/5 o Com o valor de t. L = largura da descida. Para descidas d'água de seção circular a profundidade normal pode ser determinada também pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade. n = coeficiente de rugosidade de Manning. retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de yn. em m. – Determinação do perfil da linha d'água ou curva de profundidade Para a condução dos cálculos organiza-se a seguinte tabela: Tabela 37 .Manual de Drenagem de Rodovias 188 onde: yn = profundidade normal. n×Q AR2/3 = 1/2 Io Dividido por d8/3 . em m. em m2. em m. em m3/s. Io = declividade do fundo. Col 2 . adimensional . em m/m. valores arbitrários. correspondente à profundidade y.Profundidade do fluxo. MT/DNIT/DPP/IPR .Área molhada. Q = vazão de escoamento.

mas maior que Yn e tendendo para este valor. em m/m.Média aritmética da declividade da linha de energia. no caso das descidas d'água. Col 4 . obtida pela diferença entre o valor da coluna 7 da mesma linha e da linha anterior. pelo valor da coluna 11. em m. da coluna 8. Desta forma. a profundidade crítica Yc é maior que a profundidade normal Yn. com o valor de n e os valores calculados nas colunas 4 e 5. obtida pela média dos valores da coluna 9 da mesma linha e da linha anterior. obtida dividindo a vazão (Q). em m. calculada pela equação 3. Convém observar que. em m/m.Distância entre duas seções consecutivas de profundidade Yn.Potência a 4/3 do raio hidráulico. Col 10 . e Yn-1.Carga da velocidade. Col 8 .Variação da energia específica. 73. as declividades são sempre altas. Posteriormente o fluxo estará a uma profundidade menor que Yc. conseqüentemente. Isso significa que a seção de controle está na entrada e conseqüentemente a água entrará na descida na profundidade crítica.Velocidade média. a velocidade em cada seção. Col 5 . Col 13 . em m/s. Pode-se também traçar a curva de profundidade do líquido. que terá o aspecto mostrado na Fig. é calculado o perfil hidráulico do fluxo na descida d'água e. Col 7 . pela área molhada (A) da coluna 2. 72. em m. em m.Declividade da linha de energia calculada pela equação 3.Diferença entre a declividade do fundo (Io). Col 9 . MT/DNIT/DPP/IPR . Col 6 . isto é. este valor é obtido acumulando-se os valores da coluna 12. e a declividade média da linha de energia.Energia específica em m. em m. em m/m. O aspecto do fluxo é como indicado na Fig. obtida somando-se a carga de velocidade (coluna 6) à profundidade do fluxo (coluna 1).Distância de cada seção estudada à origem.13 ou pela divisão do valor de ∆E.Raio hidráulico. Col 11 .Manual de Drenagem de Rodovias 189 Col 3 .14. Col 12 .

0 2.0 0.4 0.Curvas de profundidade e velocidade do líquido Descida D´Água para Talude x:y 24.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 71 .8 0.1 0 10 20 30 40 Distância à Seção Crítica em Metros Altura D´Água Velocidade Velocidade em m/s 4.0 Altura do Fluxo em c m 3.Seção curta de uma descida de comprimento ∆x 190 Figura 72 .0 1.0 MT/DNIT/DPP/IPR .0 16.5 0.0 6.2 0.0 12.0 20.0 10.0 8.

3. algumas vezes. as saídas d'água devem ser projetadas obedecendo aos seguintes critérios: a) Greide em rampa Neste caso. são dispositivos destinados a conduzir as águas coletadas pelas sarjetas de aterro lançandoas nas descidas d'agua. é um método eficiente de captação. conforme mostrado nas Fig. dispositivos de transição entre as sarjetas de aterro e as descidas d'água. nos pontos de passagem de corte para aterro. portanto. São.Perfil do fluxo em descida d’água 191 3. 74 e 75 . nos pontos baixos das curvas verticais côncavas. 74.7. MT/DNIT/DPP/IPR . o fluxo d'água se realiza num único sentido. O rebaixamento gradativo da seção.7. nos meios rodoviários também denominados de entradas d'água. Localizam-se na borda da plataforma.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 73 . nos pontos onde é atingido o comprimento crítico da sarjeta. e considerado nas notas de serviço de pavimentação. Considerando sua localização. junto às pontes. como esquematicamente se mostra na Fig.7 3. O rebaixamento da borda deve ser controlado com rigor. junto aos acostamentos ou em alargamentos próprios para sua execução.2 ELEMENTOS DE PROJETO As saídas d`água devem ter uma seção tal que permita uma rápida captação das águas que escoam pela borda da plataforma conduzindo-as às descidas d'água.1 SAÍDAS D`ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As saídas d'água. pontilhões e viadutos e.

Saída d’água de greide em rampa 192 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 74 .

Saída d’água de curva vertical côncava MT/DNIT/DPP/IPR . como esquematicamente é mostrado na Fig. convergindo para um ponto baixo. Figura 75 .Manual de Drenagem de Rodovias 193 b) Curva vertical côncava (ponto baixo) Neste caso o fluxo d'água se dá nos dois sentidos. 75.

3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da saída d'água consiste em determinar a largura da entrada de forma a conduzir. MT/DNIT/DPP/IPR . O valor de L (Figs. ou seja. B (Fig. Q = descarga afluente pela sarjeta (m3/s). 74 e 75 ).Manual de Drenagem de Rodovias 194 Para maiores detalhes sobre a seção das saídas d'água. é dado pela fórmula: L= Q K × Y × g× Y onde: L = comprimento da abertura na sarjeta ou largura da saída d'água. deve ser igual a 2. Quanto ao revestimento. toda a água proveniente das sarjetas até as respectivas descidas d'água. X. A determinação dos demais elementos constituintes da saída d'água pode ser feita como se segue. K = coeficiente. As chapas metálicas são moldadas no canteiro de obra e fixadas no local. 3.7. as saídas d'água podem ser de concreto com superfície lisa ou de chapas metálicas. devem ser consultados os projetos tipo do DNIT.5 vezes a largura da descida d'água. 74 e 75 ). As saídas d'água de concreto são executadas no local conjuntamente com as descidas d'água. O raio da curva da concordância entre a saída d'água e a descida d'água deve ser igual a altura H da descida. conhecidas "a priori" a largura B e a altura H da descida d'água: – – O espaçamento entre o alinhamento da sarjeta e o início da descida. Para maiores esclarecimentos deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 . função da declividade. através de chumbadores. de modo a interceptar todo o seu fluxo (m). tomado igual a 0. y = altura do fluxo na sarjeta (m).20 para declividades da sarjeta entre 2% e 5% (adimensional). sem turbulências. largura da saída. correspondente à abertura da sarjeta. g = aceleração da gravidade (m/s2).

ELEMENTOS DE PROJETO – – – 3. No terreno natural. podem ser: caixas coletoras. portanto. As caixas coletoras localizam-se: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte. Permitir a inspeção dos condutos que por elas passam. Nas extremidades das descidas d'água de corte. que as levará para o deságüe apropriado. – – – MT/DNIT/DPP/IPR .8 3. junto ao pé do aterro.8. podem ser com tampa ou abertas. ou ainda quando a um mesmo local concorre mais de um bueiro. Nos pontos de passagem de cortes para aterros. inaplicável a boca convencional.1 CAIXAS COLETORAS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As caixas coletoras têm como objetivos principais: – – Coletar as águas provenientes das sarjetas e que se destinam aos bueiros de greide. sendo. quando se torna necessária a condução das águas desses dispositivos para fora do corte sem a utilização das sarjetas. caixas de inspeção ou caixas de passagem e.8. quanto à sua função. permitindo sua construção abaixo do terreno natural. Possibilitar mudanças de dimensão de bueiros. conduzindo as águas para o bueiro de greide ou coletor longitudinal. Coletar as águas provenientes de áreas situadas a montante de bueiros de transposição de talvegues. Coletar as águas provenientes das descidas d'água de cortes. coletando as águas das sarjetas de modo a conduzi-las para o bueiro. quanto ao fechamento.2 As caixas coletoras. com o objetivo de verificação de sua funcionalidade e eficiência. 3. nos casos em que as águas ao atingir o terreno natural possam provocar erosões. de sua declividade e direção.Manual de Drenagem de Rodovias 195 – O valor mínimo recomendado para a largura da saída d'água é de 7 vezes a largura B da descida d'água. quando se deseja construir um bueiro de transposição de talvegues abaixo da cota do terreno. conduzindo-as ao dispositivo de deságüe seguro.

direção ou cotas de instalação de um bueiro. As caixas de inspeção localizam-se: – – Nos locais destinados a vistoriar os condutos construídos tendo em vista verificar sua eficiência hidráulica e seu estado de conservação. em forma de grelha. As caixas abertas são indicadas quando têm finalidade coletora e localizam-se em pontos que não comprometam a segurança do tráfego. A seção tipo das caixas coletoras deverá obedecer aos projetos tipos do DNIT onde são indicadas as dimensões e detalhes das tampas.226 Q C H onde: A = Área útil da caixa. Em qualquer lugar onde se torne necessário captar as águas superficiais.8. MT/DNIT/DPP/IPR . em m2. pode-se determinar a área transversal útil das caixas pela fórmula dos orifícios: A = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 196 – – Nos canteiros centrais das rodovias com pista dupla.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Embora as dimensões das caixas coletoras sejam fixadas pelas dimensões dos dispositivos para os quais estão indicadas como coletora de passagem ou inspeção. 3. Nos lugares para os quais concorra mais de um bueiro. Para a execução das caixas deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 026/2004 . declividade. são indicadas quando tem a finalidade coletora. As caixas com tampa removível são indicadas quando têm a finalidade de inspeção e de passagem. As caixas de passagem localizam-se: – – Onde houver necessidade de mudanças de dimensão. Nos trechos com drenos profundos com o objetivo de vistoriar seu funcionamento. As caixas com tampa. sendo localizadas em pontos que possam afetar a segurança do tráfego ou se destinem a coletar águas contendo sólidos em volume apreciável e que possam obstruir os bueiros ou coletores. transferindo-as para bueiros.

Nas rodovias de pista dupla. 76 e 77 ). 3. – – – Caixas coletoras. quando não for possível o aumento da capacidade da sarjeta ou a utilização de abertura de janela no corte a jusante. com alturas de recobrimento atendendo à resistência de compressão estabelecida para as diversas classes de tubo pela NBR-9794 da ABNT. – – – Os bueiros de greide podem ser implantados transversal ou longitudinalmente ao eixo da rodovia. a ser tomado igual a 0.9. Nos pés das descidas d'água dos cortes. A profundidade das caixas será determinada pelas cotas de instalação dos condutos que delas partem ou chegam. em m3/s.60. recebendo as águas das valetas de proteção de corte e/ou valetas de banquetas. H = Altura do fluxo.9. Nos pontos de passagem de corte-aterro. evitando-se que as águas provenientes das sarjetas de corte deságuem no terreno natural com possibilidade de erodi-lo. em m. C = Coeficiente de vazão. Corpo. Localizam-se nos seguintes pontos: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte em seção mista ou quando. 3. conduzindo ao deságue as águas coletadas dos dispositivos de drenagem do canteiro central.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos constituintes de um bueiro de greide são. Nas seções em corte .Manual de Drenagem de Rodovias 197 Q = Vazão a captar. captadas através de caixas coletoras. em seção de corte for possível o lançamento da água coletada através de janela de corte.9 3. Boca. projeta-se um bueiro de greide longitudinalmente à pista até o ponto de passagem de corte-aterro.1 BUEIROS DE GREIDE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros de greide são dispositivos destinados a conduzir para locais de deságue seguro as águas captadas pelas caixas coletoras (Figs. MT/DNIT/DPP/IPR .

dos dois lados da pista e ainda no canteiro central. com muito rigor. A boca será construída à jusante. fixando-se o tempo de recorrência. 3. .3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros de greide devem ser obedecidas as seguintes recomendações: – A descarga de projeto deverá ser obtida pela soma das descargas das obras de drenagem superficial afluentes às caixas coletoras ou pelo levantamento da bacia de contribuição ao bueiro de greide.Manual de Drenagem de Rodovias 198 As caixas coletoras poderão ser construídas de um lado da pista. sempre que possível. o diâmetro mínimo a adotar para o bueiro de greide é de 0. observando-se sempre. embora em ocasiões especiais possa ser dimensionado com carga hidráulica a montante. são geralmente dotadas de tampa em forma de grelha. dimensionado sem carga hidráulica a montante. ao nível do terreno ou no talude de aterro. As caixas coletoras que atendem aos bueiros de greide. O bueiro de greide deve ser. Para a execução de bueiros de concreto devem ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 023/2004. a cota máxima do nível d'água a montante. sendo neste caso necessário construir uma descida d'água geralmente dotada de bacia de amortecimento. aplicando-se o método de cálculo de descarga mais conveniente. Figura 76 . função do vulto econômico da obra. Tendo em vista maior facilidade de limpeza.Esquema completo de um bueiro de greide em aterro – – MT/DNIT/DPP/IPR . O corpo do bueiro de greide é constituído em geral de tubos de concreto armado ou metálicos.80m. função da altura da caixa coletora e policiando-se sempre a velocidade do fluxo a jusante. obedecendo às mesmas considerações formuladas para os bueiros de transposição de talvegues.9. por estarem posicionadas próximo às pistas.

devem ser seguidas as especificações de serviço DNIT 022/2006 . são dispositivos destinados a dissipar energia do fluxo d´água.nos pontos de passagem de corte-aterro. são obras de drenagem destinadas. a diminuir a velocidade da água quando esta passa de um dispositivo de drenagem superficial qualquer para o terreno natural. As bacias de amortecimento serão instaladas de um modo geral nos seguintes locais: – – – No pé das descidas d´água nos aterros. quer no escoamento através do dispositivo de drenagem.10. ou dissipadores localizados. quer no deságue para o terreno natural.10 DISSIPADORES DE ENERGIA Dissipadores de energia.Esquema completo de um bueiro de greide em corte 199 3. Na saída das sarjetas de corte. de modo a evitar o fenômeno da erosão. Na boca de jusante dos bueiros. Os dissipadores de energia classificam-se em dois grupos: – – 3.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 77 . como o nome indica. MT/DNIT/DPP/IPR . Quanto à construção. Dimensionamento hidráulico O dimensionamento hidráulico será função da velocidade de escoamento d`água a montante e da altura do fluxo afluente. Elementos de projeto O projeto das bacias de amortecimento deve seguir os projetos tipos do DNIT. reduzindo consequentemente sua velocidade.1 Dissipadores localizados Dissipadores contínuos BACIAS DE AMORTECIMENTO Objetivo e características As bacias de amortecimento. mediante a dissipação de energia.

5 e 9.5 .1.0 Calcula-se o número de Froude pela expressão: F1 = V1 g × Y1 MT/DNIT/DPP/IPR .9.Número de Froude F = 1 .0 F > 9.Manual de Drenagem de Rodovias 200 Segundo experiências elaboradas pelo Bureau of Reclamation – USA.7.7 . o ressalto hidráulico que ocorre na bacia de amortecimento é função da variação do numero de Froude.78 ). pois haverá apenas pequena turbulência superfície da água.7 e 2. Figura 78 .7 y1 V1 F = 1. Para o número de Froude entre 1. não há necessidade de preocupações.5 .4. E a determinação deste ressalto hidráulico permitirá o dimensionamento do dispositivo (Fig.5 L y2 V2 F = 2.0 o efeito amortecedor para o ressalto que se forma pode ser feito através de uma bacia de amortecimento horizontal lisa de concreto. calculada através de experiências do BPR. Para o número de Froude até 1.5 e entre 4.5 F = 4.2.

em m. por conseguinte o comprimento da bacia de amortecimento. após do ressalto.7 Descidas d´Água).Curva para levantamento do comprimento do ressalto MT/DNIT/DPP/IPR . baseado em experiências de laboratório do BPR. A longitude do ressalto. V1 = velocidade do fluxo afluente à bacia. em m/s . e.Manual de Drenagem de Rodovias 201 onde : F1 = Número de Froude. ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ 2 1 + 8F 1 ⎟ − 1 ⎟ ⎠ ⎞ Calculado o número de Froude e determinada a altura do fluxo afluente (ver item 2. pode ser determinada pelo gráfico da Fig. Figura 79 . calcula-se o valor de Y2 pela equação acima. Y1 = altura do fluxo afluente à bacia. g = aceleração da gravidade. em m. A equação que determina a altura do fluxo na saída da bacia de amortecimento. em m/s2. Y1 e F1 = como descrito acima. 78. é: Y2 1 = Y1 2 onde : Y2 = Altura do fluxo na saída.

7 a 5.5 ⎜ 120 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ ` Y2 = 0. em m. em m. em m. para F1 = 11 a 17 ⎜ 800 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR . podem ser usadas as seguintes fórmulas: F1 = V1 gY1 Y ⎛ 2⎞ Y 2 = 1 ⎜ 1 + 8F1 ⎟ − 1 ⎜ ⎟ 2 ⎝ ⎠ ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜1.5 a 11 ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜100 − 1 ⎟ × Y2 .Manual de Drenagem de Rodovias 202 Entrando-se no gráfico com o valor do número de Froude determina-se o valor de L Y2 . onde: Y2 = altura do fluxo na saída. L = comprimento do ressalto. cunhas e dentes. ` Y2 = ⎜1.85 × Y 2 . devem ser usadas bacias de amortecimento com guarnições. para F1 = 1. para F1 = 5. que são deflectores que produzem o efeito estabilizador no ressalto. A altura da parede da bacia de amortecimento pode ser determinada através da expressão: ` H = Y2 + Z onde: H = Altura da parede.10 − 1 ⎟ × Y2 . Nesse caso.10 − ⎜ ⎝ ⎛ F1 ⎞ ⎟× Y 120 ⎟ 2 ⎠ Y` Z= 2 3 Para o número de Froude até 17.

A extensão do “rip-rap”. deve ser adequada para a velocidade e volume d’água que sai do dissipador e as condições do leito a jusante.Esquema de um dissipador de energia É recomendável a utilização de dissipador tipo "rip-rap" na saída das bacias de amortecimento. ver Fig. foram definidos anteriormente. Y2. Figura 80 .07Y2 onde: F1. as quais devem possuir formas irregulares e seus diâmetros MT/DNIT/DPP/IPR . saída de bueiros. V1. 80. C = Altura da soleira. Y1. 80. Deve ser construído com as pedras dispostas em desordem.Manual de Drenagem de Rodovias ` H = Z + Y2 203 L= 4. Os demais valores e melhores esclarecimentos podem ser identificados na Fig. g. justificando neste caso o projeto completo de uma bacia de amortecimento.5 × Y2 F1 × 0.38 Y` Z= 2 3 C = 0. H e L. e na saída de outros dispositivos cuja velocidade da água não comprometa seriamente o terreno natural.

0 4. em metros.0 3.20 Diâmetro Esférico Equivalente da Pedra. K = diâmetro da pedra obtido do gráfico.05 1.5 4.75 0. em Metros MT/DNIT/DPP/IPR .64 g/cm 3 0.5 7.5 1:1 Para Pedra Pesada 2. em g/cm3 Figura 81 . o diâmetro corrigido pode ser obtido pela expressão : Kw = 1. w = peso específico da pedra de diâmetro Kw. em cm. 81 é para pedras com peso específico de 2. determina-se o diâmetro esférico equivalente da pedra.0 6.Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap” 7.30 0.45 0. Entrando no gráfico com a velocidade de saída da água do dispositivo a montante e com a inclinação longitudinal do terreno de jusante. em cm.90 1.0 0.5 5.5 1.60 0.64g/cm3.0 1.0 12:1 4:1 3:1 2:1 11/2 :1 Velocidade (Vs) em Metros por Segundo 5.15 0.0 2.5 2. 81.5 3. Para pedras com outro peso específico. O diâmetro da pedra (K) obtido na Fig.5 6.Manual de Drenagem de Rodovias 204 resultam de um cálculo determinado pelas curvas da Fig. afim de que permaneçam estáveis.64k w −1 Onde: Kw = diâmetro da pedra a ser usada.

11. Quanto à construção devem ser seguidas as Especificações de serviço DNIT 022/2004 . 8261). uma velocidade acima dos limites de erosão dos materiais que os compõe. Figura 82 . não o afetando (Fig. de modo a evitar o fenômeno da erosão em locais que possa comprometer a estabilidade do corpo estradal. na forma de degraus .através do escoamento superficial. Localizam-se em geral nas descidas d´água. de forma contínua.075 0.Manual de Drenagem de Rodovias 3.35m BRITA 0.10m CONCRETO DE Fck ≥ 15 Mpa 9.50m 0.075m 0. mediante a dissipação de energia.10.0 3.1 ESCALONAMENTO DE TALUDES OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O escalonamento de taludes tem como objetivo evitar que as águas precipitadas sobre a plataforma e sobre os taludes. sem criar preferências e.50m de largura com espessura de 0.Dissipador contínuo ao longo de aterro 0. portanto. atinjam.5cm (ver Fig.075 0. diminuir a velocidade da água continuamente ao longo de seu percurso. devem ser seguidos os projetos tipos do DNIT. 82).11 3. e ao longo do aterro. Para o projeto do dissipador contínuo tipo degraus . de forma que a água precipitada sobre a plataforma seja conduzida pelo talude. MT/DNIT/DPP/IPR . Elementos de projeto O dissipador contínuo utilizado ao longo do aterro deve ser construído com uma camada de concreto de aproximadamente 0. de acabamento áspero obtido com o assentamento em disposição irregular de pedras de dimensões aproximadas de 7.10 m.2 DISSIPADORES CONTÍNUOS 205 Objetivo e características O dissipador contínuo tem como objetivo.

contribuem as águas que se precipitam sobre a plataforma e sobre o talude de aterro. os coeficientes de escoamento do talude e da plataforma. para o primeiro escalonamento de aterro. de modo que a velocidade de escoamento seja inferior à de erosão do talude. sarjetas de banqueta. deve-se observar dois casos: a) Se a rodovia não é provida de sarjeta de aterro. Para efeito do desenvolvimento dos cálculos podem-se considerar as Figs. há a necessidade de considerar nos cálculos a contribuição da plataforma. os procedimentos para os cálculos do primeiro escalonamento de aterro são semelhantes ao cálculo para os demais escalonamentos em aterro e em corte. a declividade transversal e longitudinal da plataforma e a velocidade admissível de erosão do talude.Bacia de contribuição da plataforma MT/DNIT/DPP/IPR .2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos de projeto necessários ao cálculo do escalonamento são: a intensidade de precipitação.11. o coeficiente de rugosidade de Strickler. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. 3.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento da altura máxima entre banquetas. b) Se houver sarjeta de aterro. O dimensionamento consiste em calcular a altura máxima entre a borda do acostamento e a primeira banqueta. a largura da plataforma. Figura 83 . 83 e 84 . o parâmetro definidor da declividade do talude. 3. Cálculo do primeiro escalonamento de aterro Para o primeiro escalonamento. que conduzirão as águas ao deságue seguro.11.Manual de Drenagem de Rodovias 206 As banquetas neste caso são providas de dispositivos de captação das águas.

MT/DNIT/DPP/IPR . Q = descarga total no ponto B. m3/s. A = área de contribuição. b = projeção horizontal do talude. mm/min. I = declividade da reta de maior aclive. K = coeficiente de rugosidade de Strickler. m3/s. C2 = coeficiente de escoamento do talude. igual ao inverso do coeficiente de Manning. qp= descarga do talude no ponto B.Parâmetros no escalonamento do talude 207 Onde: L = largura da plataforma que contribui para o escoamento no talude. α = declividade longitudinal da rodovia. m2. m/m.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 84 . i = intensidade de precipitação. C1 = coeficiente de escoamento da plataforma. H = altura máxima do primeiro escalonamento. q = descarga da plataforma no ponto P. a = parâmetro definidor da declividade do talude. m/m (média pista + acostamento) . β = declividade transversal da plataforma. m3/s.

16) β × 6 × 104 – Cálculo da descarga em B devido a contribuição do talude. onde: C × i × H× a qB = 2 6 × 104 – Cálculo da descarga total em B. qp = β × 6 × 104 C1 × i × L × I ou de acordo com a equação I = α 2 + β 2 C ×i×L α 2 × β 2 qp = 1 (equação 3. C ×i× A qp = 1 6 × 104 Como A = D x 1.3 : tem-se: D= β L × I (equação 3. MT/DNIT/DPP/IPR . Tendo em vista as equações apresentadas no item 3. tem-se: H/1 = b/a e considerando a faixa unitária de contribuição. 84 ) Pelo método racional C ×i× A qB = 2 6 × 104 onde. a velocidade em B.17) Por outro lado. Pela Fig. V = K × R2/3 × i1/2 o Pela equação da continuidade. 84 ).4. pela fórmula de Strickler. ou de acordo com a equação (3. (Fig. (Fiq. 83 . Q . A = b x 1. ou A = H x a. Fig. por semelhança de triângulos. QB = qp + qB (equação 3.Manual de Drenagem de Rodovias 208 D = projeção horizontal da reta de maior aclive. 84 .15) – Cálculo da descarga em P (qp) Aplicando o método racional. qB.15) A= β L × I ou.

têm-se: ⎛Q ⎞ V = K×⎜ B ⎟ ⎜ V ⎟ ⎠ ⎝ 2/3 ⎛ 1⎞ ×⎜ ⎟ ⎜a⎟ ⎝ ⎠ 1/2 QB = V 5/2 × a3/4 (equação 3.5 onde. V = Va .Manual de Drenagem de Rodovias 209 QB = A x V. igual portanto ao raio hidráulico. sem necessidade de escalonamento. Cálculo dos demais escalonamentos em aterro e corte. 85 64.17) 2 2 C × i × H× a V 5/2 × a3/4 C1 × i × L × α + β = + 2 β × 6 ×104 6 × 104 K 3/2 Explicitando o valor de H: H= 2. (parâmetro definidor da declividade do talude). pode-se considerar a Fig. de acordo com a tabela 31 do Apêndice B. pois a espessura do fluxo é pequena em relação a largura.5 C ×L × α 2 + β 2 Va × 6 × 104 − 1 C2 × a × β C2 × i × a0. Fazendo as substituições na equação (3.18) K 3/2 – Cálculo da altura do 1° escalonamento em aterro.25 × K1. onde A = 1 x R. io = 1/a. de modo que a velocidade da água precipitada chegue a seu pé com valor abaixo do limite de erosão. Para a determinação da altura máxima de aterro ou corte.velocidade admissível de erosão do material do talude. MT/DNIT/DPP/IPR .

19) e (3. pela fórmula de Strickler. a vazão qC.19) A velocidade em C.20) K3/2 Igualando as equações (3. por metro de largura. V = K × R 2/3 × i1/2 o Considerando que qc = A × V . qc = V5/2 × a3/4 (equação 3.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 85 .Escalonamento de aterro: altura máxima 210 H 1 a ac C – Cálculo da descarga em C (qC) Aplicando o método racional. R = A e io = 1 a Tem-se: q 2/3 11/2 V =K× c × v a ou seja. C2 × i × H× a 6 ×104 = V5/2 × a3/4 K3/2 MT/DNIT/DPP/IPR .20). será: qc = C2 × i × A 6 × 104 Como: A = H× a × L qc = C2 × i× H × a 6 × 10 4 (equação 3.

resulta: H= 2. 3. coloquem em risco a estabilidade dos aterros.rio MT/DNIT/DPP/IPR . isto é.5 Va × 6 × 104 C2 × i × a0. que será máximo quando a velocidade V for a admissível (Va). obrigando a construção de sucessivas obras de transposição de talvegues. – – – Evitar que um curso d'água existente interfira com a diretriz da rodovia.Manual de Drenagem de Rodovias 211 e explicitando o valor de H. sem a parcela correspondente à vazão proveniente da plataforma da rodovia. Figura 86 .Corta-Rio curso d´água natural IA R ODOV corta .25 × K1.12. Afastar as águas que ao serpentear em torno da diretriz da estrada.1 CORTA-RIOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os corta-rios são canais de desvio abertos com a finalidade de: (Fig. Melhorar a diretriz da rodovia.5 Esta fórmula nada mais é do que a fórmula do item anterior sem o subtraendo do 2º membro.12 3. 86 ).

Manual de Drenagem de Rodovias 3. em m2. constando do perfil longitudinal altimétrica do projeto da rodovia. e a construção das obras necessárias para substituí-lo. A = Área molhada.12.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico dos corta-rios pode ser feito pela fórmula de Manning associada à equação da continuidade: Fórmula de Manning 1 V = × R2/3 × I1/2 n onde: V = Velocidade de escoamento. em m/m. constando de plantas amarradas ao projeto da rodovia e em escala conveniente. quando for o caso. V = Velocidade de escoamento. em m3/s. em m. R = Raio hidráulico. projeto vertical. o revestimento adotado.12. com a mesma referência seções transversais típicas com indicação dos taludes laterais de acordo com a natureza do solo e detalhando. memória de cálculo. em m/s. 3. No projeto do corta-rio deverá sempre haver um comparativo econômico entre a construção deste. em m/s.2 ELEMENTOS DE PROJETO 212 O projeto de corta-rio deverá constar de: – – – – – levantamento topográfico da área. n = Coeficiente de rugosidade (adimensional) Equação da continuidade Q=A×V onde: Q = Vazão admissível. I = Declividade do canal. projeto horizontal. MT/DNIT/DPP/IPR .

Fixa-se a velocidade máxima admissível. Fixa-se o tipo de seção a ser adotada e uma de suas dimensões. D= T A Sendo: A = Área da seção transversal do canal. Através de tentativas atribuem-se valores para a altura (h). geralmente a largura. T = Largura da superfície livre do canal em m. em m2. g = Aceleração da gravidade. em m/s2. Pode-se verificar o regime do fluxo no canal através do número de Froude: F= V gD – – – – – – – Onde: V = Velocidade média do fluxo. A comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura (h). Se: F > 1. em m/s. A comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto.00: Movimento supercrítico.tendo em vista o tipo de revestimento escolhido.00: Movimento crítico. F = 1. Aplicando-se a fórmula de Manning e a equação da continuidade determina-se a velocidade e a vazão admissível no canal. determinando-se a altura no dimensionamento.Manual de Drenagem de Rodovias 213 A sequência de cálculo para o dimensionamento do corta-rio é: – Determina-se a descarga de projeto do curso d'água afluente para um tempo de recorrência compatível com o custo econômico da obra através de um método de cálcuIo apropriado. F < 1. e conseqüentemente o coeficiente de rugosidade n (tabelas 27 e 28 do Apêndice B) . calculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção. Determina-se pelo projeto vertical a declividade do corta-rio.00: Movimento subcrítico MT/DNIT/DPP/IPR .

distância vertical do topo do canal à superfície da água na condição de projeto.13 3. de modo a diminuir o empuxo total sobre ela . pela fórmula: Sendo: d = Altura do canal.00m de altura. em cm.13. a ausência de drenagem passa a ser perigosa caso o efeito da água não seja considerado. pois a consideração do empuxo pleno leva a projetos mais robustos. nas proximidades da obra. Para muros de arrimo com menos de 2. O sistema de drenagem serve ainda para captar possíveis infiltrações devidas a rupturas em canalizações de serviços públicos. O posicionamento dos elementos drenantes é crucial para o desempenho e o cálculo dos esforços atuantes na obra.1 DRENAGEM DE ALÍVIO DE MUROS DE ARRIMO OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS A drenagem interna de estruturas de arrimo tem por objetivo aliviar as pressões hidrostáticas e hidrodinâmicas do lençol d'água porventura existente no maciço a ser arrimado. a drenagem é geralmente feita ao longo da face vertical do muro. pois os esforços transmitidos à obra dependem. Para alturas maiores que 2. MT/DNIT/DPP/IPR . O nível d'água no maciço e a vazão d'água a ser percolada através do sistema de drenagem são elementos vitais para o projeto da drenagem. do posicionamento e características dos elementos drenantes. em grau elevado. chegando a dobrar o empuxo calculado para o solo sem água . Em alguns casos. as condições geométricas e de estabilidade durante a construção determinam o tipo e posicionamento da drenagem. pode ser mais econômico omitir-se a drenagem e projetar-se o muro considerando o empuxo hidrostático adicional. 3.00m.2d Determina-se a borda livre do canal. devido a dificuldades executivas ou falta de materiais drenantes. Por sua vez. com maior consumo de materiais. 3.13.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico do sistema de drenagem está intimamente associado ao projeto do muro. ou antieconômica. causa comum de colapso de obras de arrimo em áreas urbanas. O efeito da água em contato com a estrutura é apreciável.Manual de Drenagem de Rodovias 214 – f = 0.

ou. A falta de drenagem. terminando em colapso de estradas ou do terreno a montante. Como regra geral. é essencial que se conheça a permeabilidade do maciço a drenar.ABGE (1996). 87a e 87c pode-se ignorar as pressões da água no contato com a parede e no plano de ruptura. 87b e 87d. Onde as condições geométricas e de estabilidade durante a construção não o permitam. mas na maioria das vezes. Nestes casos. especialmente no caso de cortinas ancoradas em solos com predominância siltosa. a permeabilidade do material de drenagem deve ser pelo menos 100 (cem) vezes maior que a permeabilidade do solo a ser drenado. outras disposições no sistema de drenagem poderão ser adotadas. é causa de muitos insucessos em obras de arrimo. Para o cálculo da vazão que o sistema de drenagem deverá comportar. Essa permeabilidade pode ser obtida por meio de ensaios de infiltração "in-situ". geralmente maior que a obtida por cálculo. sem obedecer a critérios de filtro ou sem capacidade para escoar a vazão real do solo. a execução de drenagem inadequada. A espessura mínima do dreno pode ser calculada. detalhados no Boletim 04 da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental . por razões práticas de ordem construtiva. são freqüentes. O sistema de drenagem deve obedecer às regras usuais de materiais filtrantes. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 215 Com drenagem inclinada. de modo a não haver carregamento de finos do interior da massa de solo. A não obediência àobservância dessa regra é fator de muitos insucessos. imporão a espessura mínima a ser executada. como mostrado nas Figs. como indicado nas Figs. as pressões devidas à água. deverão ser consideradas no cálculo de estabilidade.Como material drenante também podem ser utilizados tubos dreno plásticos. calculadas com auxílio de uma rede de fluxo. Sérias erosões internas. Deve-se dar preferência ao uso de materiais granulares de comprovada permeabilidade e com granulometria adequada.

Esquemas de drenos em muros de arrimo 216 porosos MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 87 .

14 ELEMENTOS GEOMÉTRICOS PARA SEÇÕES CIRCULARES DE CANAIS do = diâmetro y = profundidade do fluxo A = área molhada P = perímetro molhado R = raio hidráulico T = largura do topo D = profundidade hidráulica A = A D = fator de seção para cálculo do fluxo crítico MT/DNIT/DPP/IPR . Para cálculo do diâmetro do tubo. 3. devendo ser o seu uso objeto de uma análise técnico-econômica em função de suas facilidades de instalação e características de desempenho em confronto com eventuais dificuldades de instalação e não disponibilidade dos materiais granulares filtrantes. Materiais comumente utilizados são as mantas geotêxteis. O envelope deve seguir os critérios de proteção contra a erosão do solo e deve ser escolhido em função do tipo de solo ou aterro através das curvas granulométricas. apresentando métodos executivos e fornecendo os elementos necessários a uma boa execução dos serviços. o comprimento do muro e a capacidade de vazão do dreno atestada pelo fabricante. e no proposto no Anexo deste Manual. A substituição de camadas de materiais granulares filtrantes por materiais sintéticos (geotêxteis) é possível. misturas de solo. O dimensionamento do geotêxtil tem que ser criterioso. de forma a tentar atingir o melhor desempenho. areias grossas. As camadas drenantes podem ser substituídas por tubos-dreno de plástico perfurados. lavados e peneirados e pedras britadas. nas recomendações dos fabricantes. a declividade do tubo. de acordo com o métodos constantes na literatura. deve-se levar em conta a contribuição que o dreno recebe por metro linear.Manual de Drenagem de Rodovias 217 Um projeto de obra de contenção deve necessariamente enfatizar os detalhes de drenagem. pedriscos. revestidos por envelope apropriado. seixos rolados. entre outros.

8146 0.1558 0.9992 0.3927 0.2181 0.0294 0.1664 8 0. 5 0.2739 0.3828 0.40 0.5708 1.3352 0.0000 0.1196 0.2275 0.2800 0.4127 MT/DNIT/DPP/IPR .0752 0.0066 0.8230 0.2568 0.0270 0.3538 0.4949 0.0864 0.1709 0.3634 0.0369 0.9928 0.Manual de Drenagem de Rodovias 218 Tabela 38 .1452 0.20 0.1978 0.0697 0.2650 AR 3 do 3 0.1466 0.3412 0.1891 0.50 0.3172 0.0066 0.1241 0.8417 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais 2 y do 0.3928 0.0192 0.0152 0.1623 0.0000 0.10 0.1259 0.9075 0.0220 0.0004 0.49 0.1118 0.0964 0.8773 0.2451 1.5735 0.0811 0.0892 0.0065 0.0460 0.9539 0.7846 0.9764 1.1107 0.21 0.2061 0.09 0.13 0.2239 1.45 0.2167 0.4706 1.1593 1.3827 0.0301 0.0079 0.2366 0.0069 0.0179 0.47 0.0027 0.2934 0.1662 0.0039 0.4359 0.8879 0.1050 0.3694 1.39 0.2294 0.0451 0.0986 0.2186 0.6726 0.6094 0.2084 0.9968 0.1042 0.9950 0.0304 0.2242 0.0005 0.1152 1.43 0.9798 0.1044 0.1449 0.2404 0.6258 0.0600 0.0470 0.12 0.9330 0.04 0.1245 0.2074 0.1381 0.1927 0.5426 0.1252 0.42 0.2011 0.2102 0.7954 0.9474 0.0131 0.01 0.0394 0.1810 1.1152 0.7684 0.1199 0.0682 0.4907 1.6435 0.1281 0.2003 0.0612 0.2162 0.3898 1.9992 D do 0.1178 0.0339 0.0739 0.1682 0.8285 0.1935 0.1206 0.8000 0.1364 0.0751 0.9982 0.3446 0.1365 0.15 0.0646 0.2838 0.2467 0.0822 0.1603 0.38 0.8500 0.9902 0.48 0.0571 0.2025 1.4505 1.1848 0.5724 0.1505 0.9656 0.0472 1.4101 1.24 0.0813 0.0695 0.26 0.6499 0.2459 0.3284 1.2994 0.1373 1.4027 0.8542 0.2486 0.0536 0.0497 0.1401 0.35 0.4130 Z do 2 .41 0.0574 0.0113 0.9273 0.3730 0.9165 0.0009 0.0359 0.1566 0.1622 0.0107 0.2822 0.1546 0.1100 0.2220 0.1324 0.08 0.1926 0.3082 0.2242 0.0010 0.0037 0.1696 0.07 0.25 0.7141 0.0928 1.6108 R do 0.0268 0.1755 0.7513 0.1890 0.1528 0.0273 0.0929 0.11 0.52 A d 2 o P do 0.7075 0.2400 0.46 0.23 0.6000 0.0418 0.37 0.2546 0.9871 0.1614 0.1990 0.0052 0.2908 0.3328 0.0022 0.7377 0.0095 0.34 0.0013 0.0173 0.2098 0.0247 0.1711 0.2642 0.0238 0.9250 0.0153 0.1610 0.5103 0.0409 0.3132 0.1535 0.0001 0.3527 0.0333 0.1850 0.27 0.0701 1.33 0.16 0.30 0.0955 0.3262 0.0921 0.17 0.2020 0.3727 0.1034 0.0147 0.3482 0.2257 0.1453 0.0262 0.0981 0.0776 0.0326 0.8660 0.1147 0.7670 0.0053 0.5355 0.2561 T do 0.0427 0.9998 1.4028 0.02 0.5508 1.0242 0.1416 0.1982 0.8763 0.2652 0.0069 0.32 0.0132 0.2142 0.0650 0.1020 0.2260 0.0129 0.0196 0.1801 0.0197 0.3919 0.0336 0.2500 0.0202 0.3032 0.2366 0.0105 0.9404 0.1172 0.2355 0.8980 0.0736 0.0464 0.0754 0.05 0.0002 0.0597 0.2531 0.2836 0.3078 1.51 0.9521 0.1312 0.0474 0.2870 1.0017 0.0542 0.4027 0.4750 0.2434 0.5308 1.0534 0.0503 0.19 0.0668 0.5108 1.0549 0.44 0.14 0.0871 0.1106 0.3428 0.9998 0.2553 0.0961 0.1761 0.0862 0.0690 0.9755 0.1310 0.1774 0.0378 0.9837 0.3229 0.0635 0.06 0.0003 1.1398 0.36 0.6761 0.3627 0.5908 1.0087 0.0805 0.9600 0.28 0.1298 0.31 0.2450 0.2331 0.1844 0.0406 0.0040 0.0610 0.6940 0.9020 0.2004 0.0909 0.1097 0.0217 0.0350 0.9708 0.1472 0.0015 0.0031 0.29 0.2661 1.03 0.0239 1.22 0.7332 0.4510 0.1516 0.1348 0.1039 0.3490 1.0513 0.2736 0.18 0.0134 0.4303 1.1800 0.0885 0.0820 0.

64 0.4426 0.7043 0.1752 1.7113 1.8686 0.59 0.3151 0.7934 2.3324 0.3182 0.7854 MT/DNIT/DPP/IPR .6815 0.7504 0.3240 0.6318 0.9950 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais (Continuação) y do 0.6408 0.5695 0.5780 0.5872 0.4981 2.9902 0.3830 0.99 1.3158 0.2510 0.2653 0.3484 0.9606 1.1715 0.6347 0.2653 2.'3043 0.5948 0.7707 0.8965 1.3008 0.8420 0.8285 0.7684 0.2302 0.4448 0.1878 0.5103 0.5540 0.53 0.9798 0.2848 0.6130 1.7841 0.6143 0.2751 0.7916 3.9968 0.6918 0.1987 0.2358 0.5322 2.9165 0.4234 0.4920 0.5850 0.2949 0.9871 0.3110 1.76 0.5392 0.4655 2.9539 0.6096 0.3307 0.2995 0.7380 0.2199 0.2800 0.88 0.9770 2.2860 0.9075 0.00 219 A d 2 o P do 1.5666 0.6308 1.6655 0.60 0.4227 0.8285 0.2984 0.9276 0.2818 0.6250 0.3345 0.8542 0.8970 0.8170 0.5594 0.3373 0.9725 1.2649 0.8980 0.96 0.0354 1.3006 0.70 0.6572 0.94 0.5212 0.1825 0.3919 0.6509 1.2787 0.5724 0.2880 0.2665 0.2973 0.7528 0.5398 0.2608 0.1416 R do 0.65 0.7662 0.4188 0.2963 0.7612 0.2702 0. 5 0.84 0.2500 T do 0.5499 0.8773 0.7926 1.98 0.7710 0.9404 0.9606 0.72 0.2407 0.54 0.4558 0.5018 0.6000 0.9823 2.3038 0.3037 0.58 0.3082 0.5308 0.79 0.85 0.4786 0.2996 0.2728 0.6707 0.3033 0.8417 0.3932 1.97 0.5426 0.6893 0.68 0.5100 0.2395 2.6499 0.5248 0.4723 0.2408 1.7513 0.3263 0.2797 0.62 0.4670 0.2500 0.3008 0.4327 0.3051 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 38 .3336 0.7518 1.9837 0.6940 0.3017 0.9391 1.2252 0.2830 0.3322 0.5964 0.7754 0.6489 0.4437 0.8338 1.3412 0.75 0.0042 2.2676 0.3025 0.5530 0.7141 0.7115 0.4340 0.6258 0.8132 1.3040 0.2969 0.3050 1.0714 2.7307 0.5144 0.2092 0.1412 2.82 0.0888 1.7846 0.7498 0.7722 1.1933 0.3118 0.7445 0.0944 2.6906 2.63 0.3945 0.66 0.2980 0.7254 0.1895 2.3462 2.0000 D do 0.4902 0.4831 0.3041 0.4038 2.3340 0.1176 2.2753 0.0264 2.9250 0.3212 0.5554 ∞ AR 3 do 3 0.6726 0.6231 0.9600 0.6969 0.0488 2.6054 0.8000 0.9982 0.1800 1.6011 0.3026 0.2840 0.2839 0.1264 1.7104 0.4822 0.6404 0.71 0.3710 0.67 0.3350 0.3186 2.7186 0.9400 ∞ Z do 2 .86 0.2864 0.2776 0.2899 0.3044 0.4964 0.73 0.8578 2.9412 3.9755 0.6524 0.8546 1.93 0.6911 1.6573 0.8917 0.4066 0.91 0.0242 1.3291 0.9964 1.74 0.87 0.7098 0.8879 0.5681 2.2896 0.7816 0.8146 0.2950 0.2916 2.7682 1.2748 0.4359 0.56 0.5804 0.6177 0.2922 0.4694 0.2917 0.9177 1.77 0.81 0.78 0.6710 1.3264 0.57 0.3045 0.4625 0.3248 0.2944 0.0784 1.5404 0.7315 1.7934 0.9656 0.3042 0.6061 2.9708 0.83 0.4918 1.2041 0.2930 0.7320 0.2146 0.3286 0.8660 0.3117 8 2 0.61 0.5270 0.2881 0.6897 0.3017 0.2703 0.7560 0.3353 0.3349 0.5115 0.4750 0.7785 0.2935 0.9330 0.8016 0.90 0.4526 0.7749 0.1772 0.2820 2.4566 0.3560 0.2962 0.4341 2.4309 0.8586 0.9292 0.1652 2.69 0.6736 0.6742 0.6467 2.7332 0.2794 0.55 0.5687 0.7296 0.2460 0.9928 0.95 0.1990 0.80 0.8755 1.5022 0.3746 2.92 0.89 0.3032 0.7389 2.9474 0.2591 0.2143 2.2735 0.2620 0.

60 0.30 0.0 a 7.10 – 0.04 0.Coeficientes de escoamento superficial Características da superfície Coeficiente de escoamento Revestimento de concreto de cimento portland Revestimento betuminoso Revestimento primário Solos sem revestimento com baixa permeabilidade Solos sem revestimento com permeabilidade moderada Taludes gramados Prados e campinas Áreas florestais Terrenos cultivados em zonas altas Terrenos cultivados em vales 0.0005 100 80 45 25 15 5 1 x 10-1 1 x 10-3 1 x 10-5 1 x 10-8 MT/DNIT/DPP/IPR .0 a 2.90 0.005 menor que 0.5 1.Coeficientes de condutividade hidráulica (k) Tipo de material granulometria (cm) K (cm/s) Brita 5 Brita 4 Brita 3 Brita 2 Brita 1 Brita 0 Areia Grossa Areia Fina Silte Argila 7.0 5.65 0.5 2.Manual de Drenagem de Rodovias 220 Tabela 39 .70 0.5 0.0 0.30 Tabela 40 .5 a 10.10 – 0.2 a 0.25 0.95 0.80 – 0.40 0.40 – 0.0005 a 0.10 – 0.0 a 2.50 – 0.15 – 0.40 – 0.40 0.5 a 5.005 a 0.5 a 1.0 0.10 – 0.0 2.70 – 0.

Manual de Drenagem de Rodovias 221 4 – DRENAGEM DO PAVIMENTO MT/DNIT/DPP/IPR .

.

500 milímetros e nas estradas com um TMD de 500 veículos comerciais. com a finalidade de drenar as águas infiltradas para fora da pista de rolamento. Essas águas. conduzindo-as para fora da faixa estradal. que atravessam os revestimentos numa taxa variando de 33 a 50 % nos pavimentos com revestimentos asfálticos e de 50 a 67 % nos pavimentos de concreto cimento. obtendo-se coeficientes de infiltrações inferiores. encaminhando-as para fora da plataforma.são os drenos posicionados transversalmente à pista de rolamento em toda a largura da plataforma. Essas águas. De um modo geral. os drenos transversais e os drenos laterais de base. seja ele asfáltico ou de concreto de cimento. Drenos transversais .Manual de Drenagem de Rodovias 4 DRENAGEM DO PAVIMENTO 223 O avanço da técnica da drenagem dos pavimentos tem sido grande nas últimas décadas e os técnicos vem reconhecendo cada vez mais a sua importância. nas regiões onde anualmente se verifica uma altura pluviométrica maior do que 1. com granulometria apropriada colocada logo abaixo do revestimento. Os dispositivos usados são a base drenante e os drenos rasos longitudinais. Drenos laterais de base .são drenos que tem a função de recolher as águas que se infiltram na camada de base. Camada drenante . 4. sendo usualmente utilizados nas situações em que o material da base dos acostamentos apresenta baixa permeabilidade. usualmente. podem causar sérios danos à estrutura do pavimento.1 OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo dessa técnica é defender o pavimento das águas que possam danificá-lo.são drenos que recebem as águas drenadas pela camada drenante. segundo pesquisa realizada. de um modo geral. quando atingida sua capacidade de vazão. aliviadas pelos drenos laterais e transversais que recebem as águas por ele transportadas. são de duas procedências: infiltrações diretas das precipitações pluviométricas e provenientes de lençóis d'água subterrâneos. se não forem adotadas dispositivo especial para drená-las. não obstante sejam recomendados.é uma camada de material granular. essa drenagem se faz necessária. no Brasil. no caso de índices pluviométricos inferiores aos citados. indicada sua localização nos pontos MT/DNIT/DPP/IPR . Essas infiltrações podem ocorrer para a situação de chuvas de duração de 1 (uma) hora e tempo de recorrência de 1 (um) ano. Drenos rasos longitudinais . inclusive base e sub-base. à medida que se consiga melhorar as condições de vedação da superfície dos pavimentos. sendo.

sendo que a segunda é utilizada nos casos em que é possível conectar com os drenos profundos. Figura 88 . caso existentes. Será tratada neste capítulo a drenagem dos pavimentos devido às águas que. localizam-se entre o revestimento e a base e se estendem até os drenos rasos longitudinais ou as bordas livres.2 CAMADA DRENANTE As bases drenantes. As Figs. ou em outros locais onde se necessitar drenar as bases permeáveis. tendo em vista que as águas oriundas dos lençóis subterrâneos são abordadas no capítulo 5 deste Manual.Camada drenante conectada a dreno profundo MT/DNIT/DPP/IPR . como já foi dito. em relação aos demais elementos do pavimento. 88 e 89 mostram a posição em que são colocadas.Camada drenante Figura 89 . provenientes das precipitações pluviométricas. 4. se infiltram no pavimento.Manual de Drenagem de Rodovias 224 baixos das curvas côncavas.

de modo a manter a permeabilidade elevada. 90. Materiais usados De um modo geral.Manual de Drenagem de Rodovias 4. britados ou não. exigem um afastamento relativamente pequeno entre os tamanhos máximos e mínimos.. Nesse desenho verifica-se Figura 90 . os materiais usados nas bases drenantes são agregados de rocha sadia.2.Curvas para agregados de graduação MT/DNIT/DPP/IPR . As faixas usadas. A experiência tem recomendado algumas curvas para agregados de graduação que estão reproduzidas na Fig. 3 8" à 1 8" . por exemplo: 11/4" à 3 4" .1 ELEMENTOS DO PROJETO 225 Dimensões Suas espessuras variam de acordo com as condições pluviométricas das regiões onde se situam e são fixadas pelas necessidades hidráulicas de drenagem das rodovias. de graduação aberta.etc.

Entre os drenos rasos longitudinais. Recomenda-se que as características dos agregados usados sejam controladas durante os trabalhos de construção. 3" 4 e 3" 3" . MT/DNIT/DPP/IPR . mesmo reduzidas. e nº 4. em certos casos.1cm/s para a faixa dos de menores dimensões. que envolvam contatos com seu material de enchimento e materiais de granulometrias diferentes. de intercalar materiais que se constituam em filtro-separador para evitar sua mistura e comprometimento da capacidade drenante (Figuras 91a e 91b ). com amostras tiradas da própria camada drenante. se as granulometrias não forem adequadas. tanto para a granulometria como para a condutividade hidráulica. 8 8 e nº 4 e nº 8. há sempre necessidade de uma base de valor estrutural sob a base drenante.Manual de Drenagem de Rodovias que as cinco granulometrias recomendadas se situam entre os diâmetros de: 1 1 " 1 2 1 " 2 226 e 1”. ex: solo do sub-leito. misturar pequenas quantidades de asfalto na ordem de 2% aos agregados. um pequeno decréscimo da condutividade hidráulica. conseqüentemente. quando compactadas nos limites necessários às exigências estruturais. ou. A condutividade hidráulica dessas faixas é avaliada pelos respectivos coeficientes de condutividade hidráulica que variam de k = 42cm/s para a faixa dos agregados de maior tamanho a k = 2. influir na alteração das citadas características. drenos laterais de base e drenos transversais. poderão ter suas condutividades hidráulicas extremamente reduzidas. de vez que a compactação pode fazer variar o tamanho dos agregados e. provenientes do subleito. deve-se ter o mesmo cuidado em se dispor de elementos filtros-separadores para evitar mistura. uma sub-base. valores amplamente satisfatórios. A presença de materiais finos nos agregados reduzem sobremodo sua condutividade hidráulica. para proteger a base drenante da intrusão de materiais finos que possam obstruir os poros da camada drenante. É recomendável. Materiais contendo porcentagem de silte e argila. pelo menos. Nos casos de subleitos argilosos. comuns no Brasil. intrusão de finos e comprometimento da capacidade drenante (Figura 91c e 91d ). Observa-se neste caso que se verifica apenas. Para os elementos filtros-separadores pode-se utilizar materiais granulares adequados ou materiais sintéticos (geotêxteis). por motivos estruturais. depois de compactada. Entre as camadas drenantes (bases e sub-bases) e entre as camadas drenantes e o subleito deve-se ter o cuidado.

assim como todos os drenos não providos de condutos.Manual de Drenagem de Rodovias 227 No caso dos geotêxteis. quando instalados entre camadas estruturais sujeitas a carga de tráfego deve-se balizar sua escolha na resistência mecânica do tecido.2. K = Coeficiente de condutividade hidráulica (m/s). 4.Filtro separador Revestimento Revestimento Base (drenante) Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito (a) (b) GEOTEXTIL Sub-leito Revestimento Revestimento Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito Dreno Base (drenante) Sub-leito GEOTEXTIL Dreno (d) (c) O dimensionamento da base drenante. relativa ao escoamento dos líquidos nos meios porosos: Q = KAI onde: Q = vazão (m3/s). A = área de escoamento. I = gradiente hidráulico (m/m). além dos cuidados normais para a sua escolha e dimensionamento como filtro-separador. baseia-se na Lei de Darcy. normal à direção do fluxo (m2). MT/DNIT/DPP/IPR .2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Considerações iniciais Figura 91 .

50 a 0. referida no item anterior.00 m a largura da faixa de penetração na distância D.0m de largura. I. Determinação da quantidade de água a escoar Adotando uma taxa de infiltração C. – fixado o tipo de material drenante pela sua granulometria e respectivo coeficiente de condutividade hidráulica. – A camada deve ter uma espessura real com 2cm a mais que a calculada. tem-se. fixada a espessura da camada drenante.50 revestimento de concreto de cimento 0. 228 O tempo máximo que as águas infiltradas podem permanecer nas camadas do pavimento e suas interfaces sem danificar sua estrutura. MT/DNIT/DPP/IPR .33 a 0. determinar um material com granulometria que garanta um coeficiente de condutividade capaz de permitir a vazão considerada. (Fig.67 – chuva de projeto: tempo de recorrência . Determinação do gradiente hidráulico Face aos valores a considerar.1 ano tempo de duração . para maior segurança do escoamento necessário e um valor mínimo para permitir sua perfeita execução. Os valores que têm sido empregados são os seguintes: – taxas de infiltração para a camada de revestimento: revestimento de concreto betuminoso 0.1 hora Os problemas que aparecem no projeto das bases drenantes podem exigir dois tipos de soluções. verifica-se que o dimensionamento da base drenante vai depender do gradiente hidráulico.Manual de Drenagem de Rodovias Deve-se considerar também: – – O volume d'água que se infiltra no revestimento do pavimento.1 hora tempo máximo de permanência das águas nas camadas do pavimento . 92) e a intensidade i da chuva em centímetros por hora (cm/h). considerando de 1. calcular a espessura da base drenante para a descarga considerada. pelo método racional: Q= C × i × D × 24 ⎛ 3 ⎜m /dia⎞ ⎟ ⎝ ⎠ 100 Sendo Q a quantidade d'água a escoar na faixa de 1.

D = projeção horizontal da reta de maior declive. h = diferença de nível entre os pontos considerados. X = projeção horizontal da reta de maior declive (sobre um plano vertical passando pelo dreno longitudinal). 92 : Figura 92 . cumpre observar-se no triângulo ABC: MT/DNIT/DPP/IPR . do trecho. escolhem-se. Considera-se a Fig. Os valores α e β são os das declividades do segmento representativo do trecho sob projeto. as situações mais desfavoráveis como representativas.Elementos para o dimensionamento da camada drenante α = declividade longitudinal da rodovia no segmento considerado (rampa). Para se chegar ao valor do gradiente hidráulico I.Manual de Drenagem de Rodovias 229 Não sendo possível variar o dimensionamento da camada drenante a cada mudança do seu gradiente. L = largura da faixa considerada sujeita à infiltração. β = declividade transversal da rodovia no segmento considerado (superelevação).0 m de largura e comprimento igual a D. A = ponto localizado no nível inferior da camada drenante. B e C = pontos localizados no nível do fluxo da camada drenante sobre o dreno longitudinal. Para efeito de cálculo são feitas as seguintes hipóteses: – – – A água infiltrada no pavimento percola por suas camadas segundo a reta de maior declive. dos trechos de projetos. A área de infiltração unitária é constituída de uma faixa de 1.

B ) = L β h(B . Pela fórmula de Darcy: Q = KAI como. onde X = L α / β e que h(A − C) = Lβ + Xα = Lβ + L α 2 / β . afastando x do ponto B. do segmento de reta BC. considerando a equação anterior D = L2 x X 2 . A = e x l. de um ponto qualquer P. I = h (A −C ) D . o coeficiente angular da reta passando por esse ponto e A será dado por: f(x) = α X+Lβ X 2 + L2 O máximo da função f (x) = f (X) define a reta de maior declive. para projeção P'. 92 .C) = X α h⎛ A − C ⎞ = h (A −B ) + h⎛ B − C ⎞ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ donde. oferecendo a relação: X +L α β Por outro lado. sendo "e" a espessura da camada drenante.Manual de Drenagem de Rodovias 230 D = L2 + X 2 Para a reta de maior declive X = L α β Na Fig. valor procurado Nessa última expressão. tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . h (A . tem-se: ( ) L 2 β + α2 β I= = L 2 2 β +α β ( ) β2 + α 2 Determinação da espessura “e” da camada drenante conhecida sua permeabilidade hidráulica.

MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se: K= Q IA Substituindo-se o valor de Q pela expressão dada em 4. interconectar a camada drenante com drenos longitudinais profundos que se façam necessários ao projeto.2 e de A por e x 1. segue: e= 24C x i x D 100KI A este valor teórico de "e" deve-se acrescentar 2. ou aconselhável.3.0cm. b) Localização Os drenos longitudinais são localizados abaixo da face superior da camada drenante e de modo que possam receber todas as suas águas.3 4. tem-se: K= 24C x i x D 100ei 4.3. Determinação da permeabilidade hidráulica da camada drenante de espessura pré-fixada.1 DRENOS RASOS LONGITUDINAIS ELEMENTOS DO PROJETO a) Utilização A função dos drenos rasos longitudinais.2. para compensar deficiência das hipóteses feitas. como se observa nas Figs. é receber as águas drenadas pela base drenante. Pela fórmula de Darcy. com a face superior localizada no prolongamento da face superior da base drenante.2.Manual de Drenagem de Rodovias 231 e= Q KI Substituindo-se o valor de Q pelo valor dado em 3. Deverão ser construídos quando: – – Não é técnica e economicamente aconselhável a extensão da camada drenante a toda largura da plataforma. conduzindo-as longitudinalmente até o local de deságue. Não é possível. c) Forma e dimensões A forma do dreno longitudinal é a de um pentágono achatado ou de um retângulo.2. como foi dito anteriormente. 88 e 89. como no item anterior.

67 para revestimento de concreto de cimento). são o resultado da divisão da capacidade de vazão do dreno pela descarga unitária da base drenante. a mesma condutividade hidráulica da camada drenante. 93 apresentada a seguir. b) traçar uma linha ligando a inclinação do tubo (I) à linha auxiliar (1) passando pela linha do diâmetro prefixado como primeira tentativa. como primeira tentativa. as proporções da Fig. Os procedimentos para utilização do nomograma da Fig. à linha auxiliar (2). largura do pavimento. emprega-se para o dimensionamento da seção de vazão desejada. obtido multiplicando a intensidade de precipitação de projeto pela taxa de infiltração considerada 0. 88 e devem ser tais que impeçam o contato do tubo com os materiais de base e sub-base. Eventualmente. d) Materiais usados Os materiais usados terão. no mínimo. c) traçar uma linha ligando o índice de infiltração (i) em mm/h.33 a 0. aproximadamente. comprimento crítico e inclinação do tubo dará ao projetista a condição mais adequada e econômica para o projeto. conforme pode ser visto na seção transversal (Fig. a fórmula de Darcy para escoamento de água em meios porosos. quando forem cegos. passando por (L).50 para revestimento de concreto betuminoso e 0. Quando forem aproveitados os drenos longitudinais profundos.Manual de Drenagem de Rodovias 232 As dimensões dos lados do pentágono devem guardar.3. 89). o dimensionamento pode ser feito através da Fig.Determinação da seção de vazão Os drenos rasos longitudinais devem ser preferencialmente dotados de tubos. estes devem ter também sua face superior no nível da face superior da base drenante. 4. Estas distâncias ou comprimentos críticos.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO . utilizando a escala para tubos de paredes lisas ou tubo corrugado. onde a combinação do diâmetro. por sua vez.50 a 0.60 m. assunto abordado no capítulo de drenagem subterrânea. Os comprimentos dos drenos longitudinais estão correlacionados com as distâncias que devem guardar entre si as saídas d'água laterais do deságue de alívio dos referidos drenos. 93 são a seguir discriminados: a) fixar a priori um diâmetro. MT/DNIT/DPP/IPR . Tratando-se de drenos com tubos. considerando que a largura normal de uma faixa de tráfego é de 3.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 93 . daí.10 m. O dimensionamento pode ser feito também.61). N = número de furos por metro linear de dreno. Cálculo do número mínimo de furos do dreno longitudinal A descarga a ser drenada por metro linear de dreno longitudinal será a correspondente à descarga de 1.Nomograma para determinação da seção de vazão 233 d) ligar o ponto sobre a linha auxiliar (1) ao ponto sobre a linha auxiliar (2). e) ler a distância entre as saídas d'água (x).85A MT/DNIT/DPP/IPR . Cd = coeficiente de vazão (número de Reynolds geralmente igual a 0. A = a área de cada orifício.0 metro da base drenante. f) repetir a operação para outro diâmetro se a primeira tentativa não resultar em solução técnica economicamente adequada para o projeto específico. pela fórmula de Hazen-Williams Scobey. isto é: onde: h = a carga sobre cada orifício suposta em média de 0. conforme abordado no capítulo de drenagem subterrânea. N= Q 0.

atravessando os acostamentos. As velocidades deverão ser calculadas pela fórmula: V= sendo: V = velocidade de percolação. O cálculo desse tempo é feito por meio da divisão dos comprimentos dos percursos da água na camada drenante pelas respectivas velocidades em cada trecho.Cálculo do tempo máximo de permanência das águas infiltradas na camada drenante. 4. I = gradiente hidráulico.2. provocando o fluxo das águas segundo geralmente a reta de maior declive determinada pelas declividades longitudinal e transversal do acostamento.60 a 10mm conforme o diâmetro da brita que envolver o tubo. K = coeficiente de condutividade hidráulica.Manual de Drenagem de Rodovias 234 Recomenda-se a abertura dos furos variando entre 0. As águas drenadas passam a correr junto à base dos acostamentos até esgotar a capacidade da camada drenante quando serão captadas pelos drenos laterais de base que as conduzirão a lugar de deságue seguro.4. ηe = porosidade efetiva do material usado. qual seja. a de recolher a água drenada pela camada drenante porém explorando mais a sua capacidade de escoamento. .1 ELEMENTOS DE PROJETO Posicionamento Os drenos laterais de base posicionam-se no acostamento entre a borda da camada drenante e a borda livre.2 foram discriminadas todas as condições necessárias de projeto abordadas até aqui e o tempo máximo de permanência das águas na camada drenante é fixado em 1 hora. Materiais usados MT/DNIT/DPP/IPR . No item 4. KI ne 4.4 DRENOS LATERAIS DE BASE Objetivo São drenos que tem a mesma função dos drenos rasos longitudinais.

comumente representado pela linha de maior declive.4. a pesquisa de materiais que tenham coeficientes de condutividade hidráulica que permitam o uso da seção imposta pelas condições locais. quando houver restrições a essa seção. dentro de 1hora. Como já foi adotado anteriormente no cálculo da espessura da camada drenante. incluindo o percurso na referida camada. Considera-se a Fig. quando as águas drenadas pela camada drenante se aproximarem dos acostamentos. os valores dos coeficientes de condutividade hidráulica dos materiais usados nas respectivas camadas drenantes. admitese que a inclinação do dreno seja igual ao seu gradiente hidráulico. este. até que seja atingida a capacidade máxima da camada drenante. onde será o local indicado no projeto.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento dos drenos laterais é feito tendo em vista a seção transversal a adotar ou. vão tender a se escoar longitudinalmente junto a eles. que os materiais dos acostamentos tenham condutividade hidráulica menor que aqueles das camadas correspondentes do pavimento. 95 MT/DNIT/DPP/IPR . Figura 94 . 4.Manual de Drenagem de Rodovias 235 Os materiais dos drenos laterais de base devem ser inertes e ter. para um dreno lateral (Fig. Desse modo. 94 ).Comportamento da água drenada nos pavimentos Cálculo da seção transversal necessária A seção de vazão do dreno deverá ter uma área que permita o escoamento da água drenada pela camada drenante. É comum. pelo menos. por sua vez. O espaçamento máximo entre os drenos laterais deve ser obtido pela divisão da vazão de projeto do dreno lateral pela contribuição por metro linear da camada drenante. com base nas declividades longitudinal e transversal do acostamento. principalmente em pavimentos existentes.

Por outro lado. quando se tratou do dimensionamento da camada drenante que a descarga de água infiltrada na base segundo o Método Racional era por metro linear. viu-se anteriormente. incluindo seu prolongamento para deságue do dreno em área livre. pertencente. por analogia com os cálculos anteriormente feitos para a camada drenante: Xa = α β a a L 2 D a = X a + L2a Ia = h(A − C) 2 Da ou seja.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 95 .2. Na Fig.Elementos de cálculo do dreno lateral de base A α β L D Pista de Rolamento 236 X B αa La βa A` C Da Xa B´ C´ Acostamento Adotando-se os símbolos e letras descritos em 4. B´ e C´ = pontos localizados ao nível do fundo do dreno lateral na boca de jusante. ao dreno lateral. as áreas: MT/DNIT/DPP/IPR . Ter-se-á. também. na camada do revestimento da rodovia. o valor de Ia necessário ao emprego da fórmula de Darcy. que irá ser abordada mais adiante. 96 . La = largura do acostamento.2 e acrescentando: A’ = ponto localizado ao nível inferior da borda da camada drenante. de baixo para cima. Q = ci x D x 24 100 Essa descarga precisa ser drenada pelos drenos laterais porque qualquer excesso além da sua espessura irá provocar o aparecimento de pressões.

2.Área de vazão máxima (l = L) 1 β 1” h´ 1´ N. a seção passa a ser a da Fig. I > L .1´.Manual de Drenagem de Rodovias 237 1. β . porém. 97 . ⎛ h + h' ⎞ A m = L⎜ ⎟ ⎝ 2 ⎠ Como. 2. h’=h. Se a largura da seção de vazão.A.β L . for menor do que a da camada drenante. isto é.declividade transversal da pista de rolamento. percolando longitudinalmente.2´ .representam a seção de vazão da água infiltrada. quando h > βL .1”. 2 Am h β 2´ ℓ=L Essa figura dá a área de vazão máxima. 1’.2´ . tem-se: βL ⎞ ⎛ A m = L⎜ h − ⎟ 2 ⎠ ⎝ Esta hipótese se verifica. Figura 96 . sem pressão de baixo para cima. com largura igual à da faixa de contribuição da infiltração (I = L). MT/DNIT/DPP/IPR .representam a base drenante ou base permeável. porém.

1= h 2β a área máxima.Área de vazão máxima (l < L) L 238 1 β N. MT/DNIT/DPP/IPR . A m .A.2´ e sua área passa a ser: Am = 1h 2 2β Sendo. por aproximação. Qmáx = K Amáx α Qmáx = vazão máxima permissível na camada drenante ou base permeável obtida pelas condições anteriormente expostas (m/dia). assim. (m/dia). normal ao fluxo. K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada ou base drenante. já será possível empregar-se a fórmula de Darcy. igual à declividade longitudinal da rodovia.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 97 . 1´ 2 β h ℓ<L 2´ Verifica-se. porém. definida pelos pontos 1´ 2. para obtenção do Qmáx para o cálculo do espaçamento dos drenos laterais. passa a ter o valor Am = h2 2β Determinada a área de vazão máxima. que a seção de escoamento da água fluindo longitudinalmente passa a ter forma triangular. Amáx = área máxima permissível (m) α = gradiente hidráulico. considerando.

tem-se: Qmáx = εmáx Q que dá εmáx = Qmáx . o espaçamento procurado. e b a largura. Q Cálculo da seção de vazão do dreno lateral de base Obtido o valor de Qm tem-se. As = área do dreno lateral de base (m2). O tempo gasto no percurso será a divisão da extensão do trecho pelas respectivas velocidades de percurso: t AD = L AB L BC L CD + + V AB VBC V CD MT/DNIT/DPP/IPR . geralmente a declividade da reta de maior declive do acostamento (m/m). Tempo máximo de permanência das águas no sistema O tempo máximo de permanência das águas no sistema de drenagem será o do percurso ABCD composto dos trechos AB. K = coeficiente de condutividade hidráulica do material a ser usado no dreno lateral de base (m/dia) . Comumente adota-se o dreno de base com a mesma altura da camada a ser drenada por ele. e. entre drenos consecutivos.Manual de Drenagem de Rodovias 239 Conhecendo-se Qmáx. 95 . Ia = declividade do dreno lateral de base. pela Fórmula de Darcy: Qmáx = K A s Ia ou As = Qa KIa onde: Qmáx = vazão máxima que vai funcionar como descarga para o cálculo da área do dreno lateral de base (m3/dia). por outro lado. do que resulta determinar apenas a largura (b) do dispositivo: b= As h Onde h é a altura da base e consequentemente do dreno. como Q é a vazão referente à contribuição das águas por metro linear da rodovia de acordo com o método racional. BC. CD da Fig.

pelo menos. K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada drenante ou base permeável (m/s). Os materiais usados nos drenos transversais. não drenadas por outros dispositivos (caso das restaurações).Manual de Drenagem de Rodovias 240 Por sua vez. 4. com tubos ou sem tubos. b) nos locais em que se deseje drenar águas acumuladas nas bases permeáveis. Localização Os drenos transversais do pavimento são indicados nos seguintes locais: a) em pontos baixos das curvas verticais côncavas. MT/DNIT/DPP/IPR . devem ter coeficientes de condutividade hidráulica maiores ou. ou com tubos-dreno ranhurados ou perfurados.5.1 DRENOS TRANSVERSAIS ELEMENTOS DE PROJETO Utilização São drenos destinados a drenar as águas que atravessam as camadas do pavimento. 4. as velocidades de percolação serão.2 DIMENSIONAMENTO Os drenos transversais do pavimento são projetados como drenos cegos. no caso de projetos novos.5. sem tubos. calculadas pela fórmula: V = ηe KI sendo: V = velocidade de percolação (m/s). no caso de pavimentos existentes ou camadas drenantes. iguais aos agregados das bases drenantes. longitudinalmente. I = gradiente hidráulico (m/m) η e = porosidade efetiva do material usado.5 4. em cada trecho. ou suas interfaces. O espaçamento entre drenos consecutivos deverá ser calculado tendo em vista sua vazão de projeto e a contribuição recebida resultante da infiltração verificada por metro quadrado. isto é.

Nos casos de drenagem das bases drenantes (projetos de restauração) o dreno transversal também deve ser feito na largura dos acostamentos e de acordo com a técnica usada para os drenos laterais de base.2. MT/DNIT/DPP/IPR .2 tanto para dreno cego como para tubos. excetuando-se os casos de curva côncava no perfil. uma base drenante sem o necessário deságüe.3.2 O dimensionamento hidráulico deve seguir o que já foi exposto no item 4. Esse tipo de dreno assume importante desempenho no caso das restaurações de rodovias. onde houver. abaixo do revestimento.Manual de Drenagem de Rodovias 241 Os elementos básicos usados para o dimensionamento dos drenos transversais são os mesmos adotados no item 4. onde os drenos deverão atravessar toda a largura da pista e acostamento.

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Manual de Drenagem de Rodovias 243 5 -DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA MT/DNIT/DPP/IPR .

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f) Drenos verticais de areia. Quando a água escoa superficialmente. ou reduzida. rotativa e em certos casos. pelos rebaixamentos dos referidos lençóis freáticos. dependendo do tipo de solo da área considerada. topografia e clima.Manual de Drenagem de Rodovias 5 DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA 245 No que interessa à drenagem das estradas. De um modo ou de outro. É claro que estas situações não são únicas e distintas. por abertura de poços a pá e picareta. influenciadas pelo tipo de solo . podendo formar lençóis subterrâneos. e) Valetões laterais. a água das chuvas . percussão.00 metros do subleito das rodovias. por meio dos seguintes dispositivos. A solução dos projetos de drenagem subterrânea exige : a) conhecimento da topografia da área. c) Colchão drenante. Há ainda um terceiro aspecto pelo qual a água se apresenta: a "franja capilar". MT/DNIT/DPP/IPR .50 a 2. c) conhecimento da pluviometria da região. A influência produzida pela "franja capilar" deve ser eliminada. havendo variação das condições em função das graduações que tornam os solos mais ou menos permeáveis ou impermeáveis. resultante da ascensão capilar a partir dos lençóis d'água. com obtenção de amostras dos solos por meio de sondagens a trado. a) Drenos profundos. as situações são tratadas Transposição de Talvegues e 2 . b) Drenos espinha de peixe. criando condições próprias para cada região. d) Drenos horizontais profundos. obedecendo às leis da capilaridade. tem dois destinos : parte escorre sobre a superfície dos solos e parte se infiltra. há sempre a necessidade indiscutível de manter-se o lençol freático a profundidades de 1. indicam-se os recursos selecionados ao longo dos anos para resolver os problemas causados pela água de infiltração. nos capítulos 1 - No presente capítulo. b) observações geológicas e pedológicas necessárias. por intermédio dos recursos que oferece a hidrologia.Drenagem Superficial.

mesmo sem a presença de água na ocasião da pesquisa do lençol freático. Há casos em que não são colocados tubos no interior dos drenos.1 DRENOS PROFUNDOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 246 Os drenos profundos têm por objetivo principal interceptar o fluxo da água subterrânea através do rebaixamento do lençol freático. Devem ser instalados nos trechos em corte. bem como nas áreas eventualmente saturadas próximas ao pé dos taludes. agregados britados. a saber: materiais filtrantes: areia.1 5. nos terrenos planos que apresentem lençol freático próximo do subleito. Materiais Os materiais empregados nos drenos profundos diferenciam-se de acordo com as suas funções. em profundidades da ordem de 1. consequentemente.50 a 2. para evitar futuros problemas de instabilidade. ranhurados) e metálicos.1. Podem. etc. de fibro-cimento. impedindo-o de atingir o subleito. geotextil. MT/DNIT/DPP/IPR . materiais condutores: tubos de concreto (porosos ou perfurados). a 1. recomenda-se que sejam instalados. também.Manual de Drenagem de Rodovias 5. Nestes casos eles são chamados de " drenos cegos " . Localização Os drenos profundos devem ser instalados nos locais onde haja necessidade de interceptar e rebaixar o lençol freático. Os drenos profundos são instalados. etc. proteger o corpo estradal. ser instalados sob os aterros. preferencialmente. Nos trechos em corte. tendo por finalidade captar e aliviar o lençol freático e. flexíveis perfurados. bem como quando forem encontradas camadas permeáveis sobrepostas a outras impermeáveis. quando ocorrer a possibilidade de aparecimento de água livre. de materiais plásticos (corrugados. geralmente nas proximidades dos acostamentos. no mínimo.00m. materiais drenantes: britas. cerâmicos (perfurados).50m do pé dos taludes. cascalho grosso lavado.

devem ter no fundo a largura mínima de 50cm e de boca a largura do fundo mais 10cm. Os diâmetros dos tubos comerciais variam de 10 a 15cm. devendo apresentar uma granulometria adequada à vazão escoada. MT/DNIT/DPP/IPR . e metálicos. à medida que se aumenta o raio hidráulico do dreno. A função do material filtrante é a de permitir o escoamento da água sem carrear finos e consequentemente evitar a colmatação do dreno. No caso de drenos com tubos podem ser utilizados envoltórios drenantes ou filtrantes constituídos de materiais naturais ou sintéticos.6 a 10mm. Sua altura vai depender da profundidade do lençol freático podendo chegar a 1. reduz-se a possibilidade de arraste de finos do solo. A função do material drenante é a de captar e ao mesmo tempo conduzir as águas a serem drenadas. poderão ser perfurados.50m. Poderão ser utilizados materiais naturais com granulometria apropriada ou geotexteis. de cerâmica. juntas. reduzindo a colmatação. tubos de diâmetros maiores. sendo que nos tubos de materiais plásticos flexíveis corrugados são utilizadas ranhuras de 0. com a função de captação ou de envoltório. Os tubos de concreto podem conter furos com diâmetros variando de 6 a 10mm. Os tubos deverão ser instalados com os furos voltados para cima.2 ELEMENTOS DE PROJETO 247 Os drenos profundos são constituídos por vala. em casos especiais de terrenos altamente porosos ou rochas com fendas amplas. caixas de inspeção e estruturas de deságue. Valas As valas. com o uso de tubos. Há casos em que. ou no máximo 2. podendo apresentar tubos-dreno. pode-se utilizar apenas o material drenante. abertas manual ou mecanicamente. com a finalidade de aumentar o raio hidráulico na interface solo-envelope. pois. Tubos Devem ser constituídos por tubos de concreto. Material de enchimento O material de enchimento da vala pode ser filtrante ou drenante.00m. de plástico rígido ou flexível corrugado.1. direcionando o fluxo da água do solo para o tubo. materiais drenante e filtrante.Manual de Drenagem de Rodovias 5. no canteiro de obras. Na medida da necessidade.

Das recomendações de Terzaghi tem-se as seguintes condições: • Condição de permeabilidade d 15% F ≥ 5d 15% S (máximo de 5% passando em peneira nº 200) • Condição de não entupimento do material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR . apresentados no anexo. ou envoltório.1. não há necessidade de direcionar as aberturas de entrada d'água. No caso de tubos plásticos corrugados flexíveis. Material de enchimento No enchimento da vala é recomendada a utilização de materiais inertes: pedra britada. exige que se encha a base da vala do dreno com material impermeável até a altura dos furos iniciais e na outra condição deve-se colocar filtro como material de proteção no fundo da vaIa. poderá haver a necessidade de execução de drenos descontínuos. pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service. 5. e no caso de geotêxteis pelo método do Comité Francês de Geotexteis e Geomembranas. Materiais (escolha e dimensionamento) As granulometrias dos materiais drenantes e filtrantes. há dois modelos a considerar. são obtidas pelo processo de Terzaghi . e drenos cegos. ou seja: drenos com tubos. Para evitar a colmatação e atender as condições de vazão. por disporem de orifícios em todo o perímetro. com granulometria própria e adequada. podendo ser selados ou não. Drenos com tubos Os drenos são constituídos por uma vala onde são instalados os tubos e o material de enchimento. .3 DIMENSIONAMENTO No dimensionamento dos drenos profundos. rígidos ou flexíveis. cascalho ou areia lavada. voltados para cima.Manual de Drenagem de Rodovias 248 A posição dos furos. Quando selados contém uma camada de material impermeável. e outras considerações.

do material filtrante. 50% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando.Manual de Drenagem de Rodovias d 15% F F ≤ 5d 85% S S S 249 d 15% d 50% ≤ 40 d 15% ≤ 25 d F 50% • Condição de não entupimento do tubo d 85% F ≥ de • Condição de uniformidade d 2≤ 60% d 10% F ≤ 20 F Onde: de = diâmetro do furo do tubo d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando. 50% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando. 85% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 60% passando. 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando. de material filtrante. 60% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 10% passando. 98A) . do material filtrante. 10% F Além dessas condições. 85% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando. do material filtrante. do solo a drenar. 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando do solo a drenar. do solo a drenar. do material filtrante. o método recomenda os cuidados expostos a seguir: • Uso de dreno contínuo (Fig.vala enchida unicamente com material filtrante – são as seguintes as recomendações: MT/DNIT/DPP/IPR .

vala enchida com material drenante protegido em toda a altura da vala pelo material filtrante. No caso do material envelopante deve-se seguir os critérios de estabilidade utilizados para drenagem subterrânea deste manual para evitar excesso de finos dentro do tubo. for maior do que o valor do diâmetro de 15% (passando) do mesmo material. à condição de não entupimento dos furos do tubo. c) Nos cortes em rocha quando houver a possibilidade de intrusão de finos no material drenante de enchimento. nos casos em que o material filtrante não satisfizer. nos cortes em rocha. • Uso do dreno descontínuo (Fig. em rocha. com fendas amplas. 98B e 98C pode-se utilizar tubos plásticos com furos distribuídos ao longo de sua parede. a não intrusão de finos no material filtrante. Figura 98 . com furos dos tubos voltados para baixo: • a) Quando houver excepcional quantidade de água no corte. • Uso de dreno descontínuo (Fig. obtido pelo cálculo da exigência de não entupimento do material filtrante. Uso do dreno descontínuo (Fig. 98B) . nos casos de terrenos altamente porosos. ou.enchimento da vala com material filtrante e com um material de proteção envolvendo o tubo.Manual de Drenagem de Rodovias 250 a) O material filtrante deve satisfazer a todas as exigências anteriormente listadas. b) Assegurar. b) No caso em que o valor do diâmetro da porcentagem de 15% (passando) do material filtrante. unicamente.vala cheia com material drenante protegido por material filtrante em toda altura da vala com furos do tubo voltados para cima. No caso das figuras 98A.Seções de drenos profundos Material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR . obtido pelo cálculo da exigência de "permeabilidade". 98D) . 98C) .

Determinação gráfica de material filtrante e drenante (proteção) MT/DNIT/DPP/IPR . 99 pontos A e B). Figura 99 . com direção mais ou menos paralela à reta A’B’. determinando uma área dentro da qual se posicionarão todas as curvas. .Da condição de permeabilidade Adota-se em seguida o maior diâmetro da porcentagem de 15% (passando) dos solos a drenar e com ele calcula-se o valor mínimo do diâmetro da quantidade de 15% do material filtrante. Por esses três pontos obrem-se duas curvas granulométricas. face às características dos solos dos cortes em estudo.Da condição de não entupimento do material filtrante Inicialmente adotam-se os menores diâmetros correspondentes às porcentagens de 15. ponto C).Manual de Drenagem de Rodovias 251 Para escolha do filtro no caso de materiais naturais determina-se. (Fig. curvas granulométricas que limitem faixas. satisfazendo às exigências do processo de Terzaghi para projetos de filtros de drenos. 99. nas jazidas encontradas. A primeira passando pelos pontos A e B e a segunda a partir do ponto C. Quando a jazida não atende às exigências. segundo Terzaghi (Fig. . tenta-se a mistura com dois materiais de granulometria diversas. 50 e 85% (porcentagens passando) dos solos a drenar e com esses valores calculam-se os valores máximos que deverão ter os diâmetros das porcentagens de 15 e 50% do material filtrante.

O envelope também pode se constituir diretamente de material sintético (geotêxtil) ou orgânico natural (fibra de coco. areia . Pode ser necessário com drenos de tubos flexíveis Nenhuma com filtro ---0.argila mal graduada Necessita Não é necessário onde é usado filtro de areia ou cascalho mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Nenhuma Sujeito à determinação no local Não necessário onde é usado filtro de areia e cascalho. areias finas siltosas ou argilosas com pequena plasticidade Siltes inorgânicos.areia mal graduada Siltes inorgânicos e areias muito finas. indicado a seguir.argilosos. areia grossa filtro MH GP SC SM (grosso) GC CL Argilas inorgânicas de plasticidade média ou Nenh uma Areias siltosas. pó de pedra. brita ou areia grossa lavada. argila ou outro material que possa alterar sua condutividade hidráulica com o tempo. palha. disponibilidade de material apropriado. etc). solos arenosos micáceos ou diatomáceos ou siltosos ou siltes elásticos Cascalho mal graduado. mistura de siltes . misturas silte . misturas cascalho. com a finalidade de proporcionar uma redução do gradiente hidráulico nas proximidades do tubo com a conseqüente redução da velocidade do fluxo nos poros do solo. mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Opcional. condições climáticas e tipos de solos.42m/s sem filtro Nenhuma para solos com pouco ou MT/DNIT/DPP/IPR . misturas areia-argila mal graduadas Areias siltosas.Manual de Drenagem de Rodovias 252 Outros critérios Define-se envelope como todo material colocado entre o tubo de um dreno e o solo. nas recomendações de uso de envelope ou filtro do Soil Conservation Service: Tabela 41 . Essa redução de velocidade faz com que o carreamento de partículas para o interior do tubo seja pequeno ou praticamente nulo. pela sua permeabilidade. A seleção do tipo de envelope depende de vários fatores. O envelope deve ter a função de permitir. tais como. Materiais de envelope Como envelope pode ser utilizado cascalho.Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos Recomendação Classificação unificada dos solos Descrição do solo filtro envelope velocidade mínima no dreno SP (Fino) SM (Fino) ML Areias mal graduadas.areia mal graduada Cascalhos . o movimento da água do solo para o dreno. mistura de areia e cascalho com pouco ou nenhum fino Areias argilosas. livre de matéria orgânica. Um envelope convenientemente selecionado impede que haja a liberação de partículas do solo e o conseqüente carreamento delas para o tubo.

pobres Mesmo que SP e GP Cascalhos bem graduados. o coeficiente de curvatura deve estar compreendido entre 1 e 3 para ambos os materiais.o material deverá ser produzido mecanicamente. Para determinar se o material é suficientemente graduado. Para ser bem graduado o coeficiente de uniformidade deve atender à condição de ser maior que 4 para o material graúdo e maior que 6 para o material miúdo e. Granulometria de material natural para envelope O material deve apresentar uma granulometria com 100% passando na peneira de 11/2" polegadas e no máximo 5% passando na peneira nº 50.42m/s para solos com apreciáveis quantidades de finos É importante considerar as condições climáticas quando se pretende empregar envelope orgânico. misturas cascalho-areia com pouco ou nenhum fino Areias bem graduadas. com pouco ou nenhum fino Argilas expansivas inorgânicas Siltes orgânicos e siltes-argilas orgânicas de baixa plasticidade Argilas orgânicas de média e alta plasticidade Turfa 253 nenhum fino ---0. em pontos percentuais da curva granulométrica do material escolhido. respectivamente. que em regiões tropicais. são definidos os coeficientes relativos à declividade e forma das curvas granulométricas: Coeficiente de uniformidade: Cu = D 60 D10 Coeficiente de curvatura: C c = D 10 × D 60 (D 30 )2 Onde D10. segundo as recomendações do Bureau of Reclamation. argilas com cascalho arenoso. areias com cascalhos. D30 e D60. siltosas.GP(grosso) GW SW CH OL OH Pt baixa. se deteriora facilmente. são os diâmetros das partículas em mm. Face à dificuldade de se encontrar material natural que atenda a estas características. MT/DNIT/DPP/IPR . nº 30 e nº 60. em complementação. passando nas peneiras n° 10. .Manual de Drenagem de Rodovias SP.

59 0.7 10. O U.45 0.3 0. admitindo um mínimo de 3 polegadas.05 0.07 1. Soil Conservation Service e o Bureau of Reclamation recomenda um envelope de 4 polegadas de espessura ao redor do tubo.0 15.05 0. ou só solo.42 0.81 1. 15 % e 85 %) do material do envelope. Cálculo do diâmetro dos tubos Há duas condições típicas de uso para os drenos longitudinais.0 3.0 - 0.1 38.4 13. a saber: rebaixamento do lençol freático ou interceptação do fluxo d'água das infiltrações.52 9. que se formaram através da superfície dos terrenos e se dirigem para a plataforma da rodovia.3 2. Para ambos os casos há necessidade de ser determinada a descarga de projeto.25 1.59 0. S.0 5.1 38.1 17.52 9.52 9. MT/DNIT/DPP/IPR .074 0.074 0.0 8.52 2.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 42 . poderá ser utilizada a seguinte relação: D 15 filtro < 5 D 15 solo Nessas expressões Di representa o diâmetro da peneira em que somente i % (50 %.25 0. os envelopes devem ser formados por material com diâmetro inferior a 11/2" . ou do filtro.3 0.0 12.59 Nas situações em que ocorrer a necessidade de filtro o Soil Conservation Service recomenda o seguinte: D 50 filtro = 12 a 58 D 50 solo D15 filtro = 12 a 40 D15 solo Para solos e envelopes com partículas distribuídas uniformemente.38 0. 90% com diâmetro inferior a 3/4".8 5. Além disso.10 0.3 0.0 3.59 0.0 20.074 0.00 9.10 0.1 10.20mm ) .0 3.1 38.40 0.02 0.30 1.3 0.33 0.5 3. e não mais que 10% devem passar na peneira nº 60 (≅ 0.Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm) Material Ocorrente Diâmetro em mm correspondente a 60% passando Limites inferiores % passando 100 60 30 10 5 0 100 Limites superiores % passando 60 30 10 5 254 0 0.0 0. passam por ela.074 38.

A = área da seção normal à direção do fluxo. Num ponto Py de coordenadas x e y. da linha do lençol freático. pela lei de Darcy. na largura de 1. H = altura máxima do lençol. tem-se: Q = Ky dy dx ou Qdx = K y × dy Através integração: Y2 Qdx = K y × dy ou Q x = K +c 2 MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se: A = Y × I ou I = dy dx Assim.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 100 . pela lei de Darcy. K = coeficiente de permeabilidade.Rebaixamento de lençol freático 255 a Considerando-se a contribuição de um lado do dreno e a extensão de um metro. tem-se: Q = K × A ×I onde: Q = descarga no meio poroso.00m. X = distância entre o tubo e o ponto de altura máxima do lençol. I = gradiente hidráulico. a ser rebaixado.

269 × c × D 0.5 onde: V = velocidade do escoamento (m/s). y = d. c = coeficiente que depende da rugosidade das paredes internas do tubo.2113 × c × D0.355 × c × D0.63 × I0. Também é usada a fórmula de Hazen . Q = vazão (m/s). V = 0.625 × I0. adota-se C= 132. Conhecendo-se o valor de Q é recomendável para o cálculo do diâmetro do tubo perfurado ou poroso a fórmula de Scobey: V = 0. então: Q= K ⎛ 2 2⎞ ⎜ ⎟ ⎜H − d ⎟ 2× X ⎝ ⎠ Como os valores de d são bem inferiores aos de H.625 × I0.Manual de Drenagem de Rodovias 256 Quando x = 0.Willians. c = −K e Qx = K⎜ 2 ⎟ 2 2 ⎜ 2 ⎟ ⎝ ⎠ Quando x = X.54 MT/DNIT/DPP/IPR .5 . função da distância compreendida entre o dreno e os limites desta área. I = declividade do dreno (m/m). assim como os de cerâmica. y = H. Dreno interceptante Para o dreno profundo com função interceptante deve-se ter o cuidado de considerar a precipitação na área a drenar. então: 0 =K ⎛ 2 d2 d2 d2 ⎞ ⎜Y ⎟ − + c ou. pode-se admitir d = 0 e a expressão de Darcy pode ser expressa por: Q= K 2 H 2× X Havendo contribuição dos dois lados do tubo o valor de Q deve ser duplicado para cada metro do dreno. ou Q = 0. bem acabados. D = diâmetro (m). Para os tubos de concreto liso.

flexíveis. I = gradiente hidráulico do dreno considerado igual à sua declividade (m/m). deve ser igual ao dobro da descarga Q. Para tubos-drenos plásticos. são obtidas pelo processo de Terzaghi. em virtude da conveniência do tubo trabalhar a meia seção. Alguns projetistas preferem a fórmula de Manning. Materiais As granulometrias dos materiais. drenantes e filtrantes. a ser exigida em ambas as fórmulas. como se observa.tabela 30 do capítulo 2.015 a 0. MT/DNIT/DPP/IPR .54 257 Onde os símbolos têm a mesma significação. As duas fórmulas. sendo.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 0. Cálculo da seção de vazão O cálculo é feito com a fórmula de Darcy Q = K × A ×I onde: Q = vazão do dreno. Drenos cegos Tem sua utilização nos casos em que o volume d'água a drenar é pequeno e a extensão do dreno é reduzida. ou pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Servie. A área A comumente é retangular e com isto A = bh. geralmente de forma retangular (m2). já exposto.2785 × c × D2. que também pode ser usada no caso. K = coeficiente de condutividade hidráulica do material drenante usado (m/dia) . c = 120 para os tubos de concreto bem acabados e os de cerâmica. A vazão. são muito semelhantes. face à sua baixa capacidade drenante.63 × I0.016. Geralmente fixa-se b (largura) para se obter h. igual à descarga de projeto (m3/dia). de modo que se faz necessário fixar uma dimensão para obter a outra. A = área da seção transversal do dreno. O problema quase sempre consiste em definir a área A de vazão do dreno ou um material com a condutividade hidráulica K capaz de permitir a vazão face à descarga Q. corrugados. adotar coeficiente de rugosidade de Manning de 0. porém. anteriormente obtida.

Nesta situação surgem duas soluções alternativas. os pontos em que o tubo atinge a capacidade de serviço calculada. q = a contribuição que o dreno recebe. y) h L E x d y dx L MT/DNIT/DPP/IPR .Perfil dos lençóis freáticos rebaixados PRECIPITAÇÃO SOBRE A PLATAFORMA Franja do lençol freático rebaixado P (x. Figura 101 . Nesses pontos indica-se o deságue com o tubo de alívio. O comprimento crítico é obtido pela fórmula: L= Q q onde: L = comprimento crítico (m). Q = vazão admissível do dreno (m3/s) . 101). por metro linear (m3/s/m) . Determinação do espaçamento entre drenos longitudinais No caso do uso de drenos longitudinais há necessidade de que seja definido o número de linhas necessárias para se conseguir a drenagem da área (Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 258 Comprimento crítico Após o cálculo da vazão do dreno torna-se necessário calcular o comprimento crítico do tubo usado no dreno. isto é. repetindo-se esta operação sucessivamente. em que a primeira consiste em conectar-se à linha dos drenos-tubos de maior diâmetro. e a outra em aumentar o número de linha de tubos.

I = gradiente hidráulico (m/m).04) Porém.02) e (5. após sua construção (m). ter-se-á para gradiente hidráulico: I= − dy dx (equação 5.sendo x o comprimento da faixa de um metro de largura.Manual de Drenagem de Rodovias 259 Este dimensionamento é conseguido com a igualdade de vazão da água infiltrada com a capacidade drenante dos tubos a serem usados. igualando-se (5. No cálculo. de coordenadas x e y.04): qx = −K y dy dx ou qx × dx + K y × dy = 0 Integrando-se. por sua vez.01) e a descarga proveniente da infiltração. h = altura do lençol freático acima da linha dos drenos. q = contribuição da infiltração por m2 de área sujeita à precipitação (m3/s/m2). então: Como a água infiltrada deverá ser escoada pelo dreno. Num ponto P. são utilizados os símbolos abaixo: E = espaçamento das linhas dos drenos (m). obtém-se: qx2 + Ky 2 = C MT/DNIT/DPP/IPR . no caso. a) Cálculo da água infiltrada . A = 1 x y. tratando-se de descarga num meio poroso. normal ao deslocamento do fluido.02) Esta descarga deverá ser escoada. segundo a lei de Darcy Q = K × A × I (equação 5. têm-se: A =I×X i (equação 5.03) onde: A = área total da seção do dreno. K = condutividade hidráulica do solo (m/s). será: Q = q× A i ou Q = q × X (equação 5. têm-se.

obtém-se: X 2 h2 + = 1 (equação 5. obtém-se: 2 E2 K 2 = h 4 q e.06) q Substituindo-se (6) em (5). Sendo E = L . resultando. finalmente E = 2h K q que é o espaçamento máximo permissível e dá ao projetista a possibilidade de verificar se no projeto há necessidade de serem usados duas.05) K 2 h2 h q Fazendo-se.07) h2 L2 que é a equação de uma elipse cujos semi-eixos são a metade da distância entre os drenos e a altura igual à altura máxima do lençol freático.Manual de Drenagem de Rodovias 260 Para determinação da constante. têm-se: qx2 + Ky2 = Kh2 ou. três ou mais linhas de drenos. x = L e têm-se: L2 =1 K 2 h q ou K L2 = h2 (equação 5. guardando entre si distâncias inferiores a E. y = 0. agora. dividindo-se ambos os membros por q: X2 + Kh2 K 2 = h q q Dividindo-se. ambos os membros por Kh2/q resulta: Y2 X2 + = 1 (equação 5. MT/DNIT/DPP/IPR . y = h e C = Kh2 Então. situada no meio da distância entre os drenos. faz-se x = 0.

Manual de Drenagem de Rodovias 5. Os materiais usados precisam atender às exigências do item . a fórmula a ser aplicada no dimensionamento é a de Darcy: Q = K × A ×I Tratando-se de drenos com tubos verificar o item 4. quando os drenos longitudinais forem insuficientes para a drenagem da área.1 DRENOS EM ESPINHAS DE PEIXE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 261 São drenos destinados à drenagem de grandes áreas. 5.2 5. por este motivo.2.1.2. de acordo com os métodos descritos no item 5.3 (Materiais) deste Manual.3. conforme se vê na Fig.1.1.3 (Cálculo da Seção de Vazão). em sentido oblíquo em relação ao eixo longitudinal da rodovia ou área a drenar. MT/DNIT/DPP/IPR . Para o projeto há necessidade de ser calculada a descarga. Podem também ser necessários nos aterros quando o solo natural for impermeável. deste Manual. pavimentadas ou não.3 DIMENSIONAMENTO Tratando-se de drenos cegos. sem tubos.1. Os coeficientes de permeabilidade dos agregados adotados podem ser obtidos na tabela 32. 5. Podem ser exigidos em cortes. Conforme as condições existentes podem desaguar livremente ou em drenos longitudinais. embora possam eventualmente ser usados com tubos. do Apêndice C.2. Geralmente são de pequena profundidade e.3. normalmente usados em série. Podem ser projetados em terrenos que receberão aterros e nos quais o lençol freático estiver próximo da superfície.2 ELEMENTOS DE PROJETO Tratando-se de drenos a serem construídos à pequena profundidade. 5. é conveniente que sejam adotados drenos do tipo cego ou com tubo dreno. 102.

MT/DNIT/DPP/IPR . São usadas: a) nos cortes em rocha.3. b) nos cortes em que o lençol freático estiver próximo do greide da terraplenagem. situadas a pequena profundidade do corpo estradal. A remoção das águas coletadas pelos colchões drenantes deverá ser feita por drenos longitudinais. c) na base dos aterros onde houver água livre próximo ao terreno natural.Drenos em espinha de peixe 262 5.3 5. d) nos aterros constituídos sobre terrenos impermeáveis.1 COLCHÃO DRENANTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo das camadas drenantes é drenar as águas. em que o volume não possa ser drenado pelos dreno "espinha de peixe".Manual de Drenagem de Rodovias Figura 102 .

Manual de Drenagem de Rodovias 5.3.2 DIMENSIONAMENTO

263

Para o dimensionamento do colchão drenante, como se trata, ainda, de meio poroso, há necessidade das seguintes determinações: a) Volume de água a escoar pela camada numa faixa de 1,0 metro de largura e comprimento, na direção do fluxo, até o limite da bacia de contribuição (Q); b) Gradiente hidráulico do fluxo que poderá ser substituído pela declividade da camada. Além dessas determinações há necessidade de pesquisa no campo para obtenção do material drenante e filtrante, cujas granulometrias deverão obedecer, conforme o caso, aos critérios de Terzaghi, do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service e do Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas ou literatura técnica especializada, conforme Anexo a este Manual. Os coeficientes de permeabilidade das camadas deverão atender às necessidades da vazão. De posse destes elementos, o cálculo da espessura da camada não será difícil e vai depender do emprego da lei de Darcy:
Q = K × A ×I

5.4 5.4.1

DRENOS SUB-HORIZONTAIS OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS

Os drenos sub-horizontais são aplicados para a prevenção e correção de escorregamentos nos quais a causa determinante da instabilidade é a elevação do lençol freático ou do nível piezométrico de lençóis confinados. No caso de escorregamentos de grandes proporções, geralmente trata-se da única solução econômica a se recorrer. São constituídos por tubos providos de ranhuras ou orifícios na sua parte superior, introduzidos em perfurações executadas na parede do talude, com inclinação próxima à horizontal. As Figs. 103 e 104 mostram um dreno típico. Estes tubos drenam a água do lençol ou lençóis, aliviando a pressão nos poros. Considera -se mais importante que o alívio da pressão a mudança da direção do fluxo d'água, orientando-se assim a percolação para uma direção que contribui para o aumento da estabilidade. Em solos ou rochas permeáveis ou muito fraturadas a vazão pode ser grande, enquanto que em solos menos permeáveis a vazão pode ser pequena ou nula, embora o alívio de pressão esteja presente; neste caso as vazões podem ser tão pequenas que a água recolhida evapora ao longo de seu caminho no interior do tubo, sendo porém seu efeito positivo. Neste último caso, somente com a instalação de instrumentação adequada poderá este efeito ser aquilatado, como se verá no item 4.5.5.
MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias 5.4.2 ELEMENTOS DE PROJETO

264

Para se projetar uma bateria de drenos sub-horizontais é necessário, primeiramente, caracterizar-se geotecnicamente o maciço, por meio de sondagens adequadas, verificando-se em seguida em que caso se enquadra o material do talude. Para isso, distinguem-se três situações: a) rochas ou solos heterogêneos com relação à permeabilidade; b) materiais essencialmente homogêneos com relação à permeabilidade; c) escorregamentos relativamente "impermeáveis" cobrindo formações mais permeáveis e saturadas, com nível piezométrico elevado; No primeiro caso, a drenagem tem o objetivo de interceptar o maior número possível de veios permeáveis ou bolsões permeáveis. Torna-se necessário o caso de rochas sedimentares ou metamórficas fraturadas (gnaisses bandeados, por exemplo). É necessário levantar o sistema de faturamento e as direções das fraturas. A direção dos drenos deve ser tal que intercepte cada família de fraturas, com o maior número possível de fraturas interceptadas por dreno. Pode ser necessário, em alguns casos, dispor os drenos em forma de leque, irradiando-os de um único ponto na superfície do talude, em um ou vários locais. No caso de rochas ou solos homogêneos quanto à permeabilidade, podem-se utilizar ábacos existentes para uma primeira estimativa do número, comprimento e espaçamento dos drenos, de modo a atingir-se a redução desejada das poro-pressões. No terceiro caso, o comprimento dos drenos deve ser tal que a camada saturada de alta permeabilidade seja interceptada ao longo de um trecho perfurado do tubo com comprimento razoável. Deve ser considerada a necessidade de utilizar o dreno dotado de trecho perfurado apenas nesta camada mais profunda, de modo a não se irrigar camadas mais superficiais, não saturadas, com a água que corre pelo tubo sob pressão.
5.4.3 DIMENSIONAMENTO

Considera-se que o fluxo no interior dos tubos é livre, isto é, a pressão da água no interior dos drenos é igual à pressão atmosférica. As Figs. 105 e 106 reproduzem os ábacos citados. Noveiller (1981) apresenta ábaco para um caso particular de talude usando o método das diferenças finitas para resolver a equação tridimensional de Laplace, não sendo aplicável para um caso mais geral. A condição inicial da pressão dos poros em talude (antes da colocação dos drenos) é caracterizada pela relação Hu/H das Figs. 105 e 106. Nas faixas de Hu/H entre 0,5 e 0,64 a melhora da estabilidade do talude expressa por ∆F/Fo (onde ∆F é o acréscimo do fator de segurança existente, Fo) é muito pouco influenciada pelas condições de pressões dos poros. Os ábacos dão, pois, resultados aceitáveis para a faixa de Hu/H = 0,5 a 0,7. Em
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Manual de Drenagem de Rodovias

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taludes com relação superior a este os resultados ficam subestimados, e para relações menores os ábacos superestimam a influência dos drenos. A altura do talude H é definida como a altura entre o pé e a crista. Em alguns casos a área instável ou de instabilidade potencial poderá ser localizada ocupando apenas uma parcela da altura total. Em tais casos, a altura equivalente do talude a ser utilizada como entrada nos ábacos pode ser a distância vertical entre a base até a parte superior da área instável ou potencialmente instável, como mostra a Fig. 105. Para estabilizar trechos com extensões maiores que 4H, em planta , deve usar-se os ábacos para estabilização geral, partes (a) das Figs. 105 e 106, adotando-se o incremento de segurança desejado, ∆F/Fo. Com este valor busca-se a curva e, comprimento do dreno para a largura unitária do talude, de menor valor. Da interseção obtêm-se os valores ótimos de S/H e L/H, onde S é o espaçamento em planta dos drenos e L o seu comprimento. Na Fig. 104 (a), para o caso do valor desejado na melhoria do fator de segurança ∆F/Fo = 0,25, obtem-se, interpolando nas curvas e , o valor mínimo requerido para e (no caso, 0,7), e os valores ótimos de S/H e L/H são 2,5 e 3,6, respectivamente. Se, por alguma outra razão, for mais vantajoso usar drenos mais curtos, o mesmo aumento de segurança obtém-se para L/H = 2 e S/H = 2,9, para um mesmo comprimento total de drenos. Pode-se ainda, no mesmo gráfico, verificar que para drenos com relação L/H = 1 e S/H = 0,8 tem-se o mesmo acréscimo de segurança, porém com um comprimento unitário total de drenos, e, igual a 1,1. Neste caso, portanto, estarão sendo gastos mais drenos para obter um mesmo aumento de segurança. No entanto, as condições reais podem conduzir a esta última escolha, desde que a geologia do local não atenda às hipóteses de homogeneidade e de isotropia admitidas nos ábacos. Assim, os ábacos de Kenney devem ser usados com a devida cautela.

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 103 - Elementos de um dreno sub-horizontal

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Figura 104 - Dreno sub-horizontal com controle na saída

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 105 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 106 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

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e cerca de seis meses para solos com Cv entre 10-6 e 10-7 m2/s. Materiais Os tubos para os drenos sub-horizontais poderão ser metálicos ou plásticos. devendo ser respeitadas as locações das bocas. em cada caso. drenos longos mais espaçados são mais eficientes no que se refere a aumento de fator de segurança do que drenos mais curtos. maior o comprimento necessário dos drenos. Execução dos drenos Generalidades Os drenos deverão ser executados nos locais e com as características previstas em projeto. aumenta quanto menor for o coeficiente de adensamento (Cv) do solo. com espaçamento menor. o tempo necessário para que se façam sentir estes benefícios. que: – Para o mesmo comprimento total de drenos instalados. Tipicamente. tipo ferro galvanizado ou inoxidável. deve ser usadas as partes (b) das Figs. não devendo apresentar fraturas. a direção em planta e as inclinações com a horizontal. Dos estudos existentes. também podem beneficiar-se dos efeitos promovidos pelos drenos sub-horizontais Contudo. mais uma vez. para um aumento de 20 por cento no fator de segurança. no que se refere a comprimento e diâmetro. Nestes solos de Cv mais baixo é necessário um número maior de drenos longos para reduzir o tempo necessário para o aumento de segurança desejado. 105 e 106. Recomendações para a execução Introdução Os drenos sub-horizontais previstos nos projetos terão as dimensões indicadas nos mesmos. em linhas gerais. até comprimentos da ordem de 40 metros. é necessário esperar 1 mês. que os ábacos citados são de aplicação restrita a taludes com inclinação da ordem de 1:2 e 1:3 (V:H). em termos do aumento do fator de segurança. Quanto mais suave o talude.Manual de Drenagem de Rodovias 269 Para o caso de taludes com extensões menores ou iguais a 4H. saturados. para solos siltosos e arenosos (Cv entre 10-5 e 10-6 m2/s). Taludes argilosos e compressíveis. pode-se concluir. devendo ser ajustados. Os espaçamentos e comprimentos obtidos através dos mesmos são úteis como previsão inicial. – – É importante salientar. Acima deste comprimento poderá ser necessário o emprego de material mais resistente. MT/DNIT/DPP/IPR . como o PEAD rígido com as dimensões indicadas no projeto. de acordo com a geologia local e a experiência do projetista.

deve ser precedida de um amplo estudo de campo e laboratório e de um criterioso estudo comparativo de custos. Entre a extensa gama de soluções possíveis de utilização. ao reduzir os recalques pós-construtivos. vai MT/DNIT/DPP/IPR . algumas vezes. A opção pela solução mais favorável técnica e econômica. quando possível.. velocidade de construção controlada. ou seja. visto poder trabalhar como sarjeta e dreno profundo. sendo este valetão constituído. normalmente. A profundidade do mesmo será de 1. a garantia da estabilidade dos aterros construídos sobre depósitos de argila mole saturada pode.6. o que equivale a dizer que os valetões laterais vão funcionar independentemente da plataforma da rodovia. ao mesmo tempo. pode exercer sua dupla função sem dificuldade.5. pelo acostamento. aparecem os drenos verticais de areia. a estrada ficará sem acostamento confiável na época das chuvas e nos tempos secos terá um acostamento perigoso. argilas sensíveis e turfas pode representar problemas de solução difícil e onerosa e. que vão da remoção do solo por escavação ou deslocamento até as técnicas construtivas. a fim de reduzir os custos de implantação. usando. bermas estabilizadoras. Recomenda-se o revestimento dos taludes do canal com gramíneas. e do outro pelo próprio talude do corte.1 DRENOS VERTICAIS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A eventual necessidade de executar um trecho rodoviário com aterros sobre depósitos de solos moles. de um lado. pré-adensamento. etc.5 5. tais como: siltes ou argilas orgânicas.Manual de Drenagem de Rodovias 270 As definições de uso e a execução obedecerão às Especificações de Serviço DNIT 017/2004-ES.6 5. drenos cartão e os drenos fibro-químicos. 5. face à rampa necessária. CARACTERÍSTICAS E PROJETO Existem casos em que se recomendam os valetões laterais formados a partir do bordo do acostamento.0 m e os taludes de 3/2. deve-se realizar cuidadoso exame do assunto na fase de projeto. Não obstante a economia obtida no sistema de drenagem. uma sobrecarga que. ser alcançada com o uso da velocidade de compressão controlada ou pré-adensamento. a não ser que hajam alargamentos substanciais. Sob o ponto de vista técnico-econômico. 5.1 VALETÕES LATERAIS OBJETIVO. processo este designado por falso-aterro. O dispositivo (valetão lateral). em regiões planas.5 a 2. por outro lado.

ao ser empregada deve sempre ser precedida de ampla investigação técnica-econômica. de baixa condição de permeabilidade. o processo de adensamento. contribuir para a estabilização do aterro ou da fundação e para apressar. O processo de adensamento com drenos fibro-químicos tem a mesma sistemática. tendo em vista que a permeabilidade dos solos turfosos pode baixar com elevado carregamento a níveis extremos. assim. a trado helicoidal contínuo com haste sólida ou oca e cravação por vibração. A compressão decorrente expulsa a água dos vazios do solo o que. nos quais são instalados cilindros com material granular de boa graduação. tornando então recomendável. igualmente. para a aceleração desse processo de adensamento. tubo de ponta aberta. 5. será possível o uso desse dispositivo em solos turfosos quando eles se assentam sobre camadas de argila mole de baixa velocidade de adensamento o que. com os mesmos tipos de cravação citados. que. os depósitos de solos compressíveis são. conforme amplamente verificado em experiências realizadas. assim. apenas. pois. Ocorre. Deve-se observar que os solos altamente orgânicos – turfosos. por exemplo . diminuindo. além de um recalque devido à compressão secundária maior que aquele devido ao adensamento primário em período de 10 a 15 anos após o carregamento. faz com que se reduza o tempo de drenagem. drenagem rotativa. sendo que entre os de maior eficiência podem ser citados o jato d'água rotativo.cujas principais características são a alta permeabilidade relativa. não são susceptíveis ao uso dos drenos verticais de areia. os recalques pós-construção. o tubo cravado por jato d'água e o uso da cravação por punção. o uso de drenos verticais de areia ou drenos fibro-químicos. atender ao equilíbrio do maciço. Os processos acima enumerados apresentam pontos favoráveis e desfavoráveis. apesar de ser uma solução onerosa.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os drenos verticais de areia consistem. Muitas vezes.Manual de Drenagem de Rodovias 271 contribuir para o aumento da resistência ao cisalhamento e. Os drenos fibro-químicos são implantados com a cravação dos perfis por punção o que transforma o processo mais rápido e menos oneroso. aliado ao fato de que normalmente a permeabilidade horizontal é menor que a vertical. jato de água rotativo. pode indicar a aplicação dos drenos verticais de areia para apressar o processo de adensamento da argila. O uso dos drenos de areia. em determinadas circunstâncias. sendo indicada para acelerar o aumento da resistência ao cisalhamento e. cravado por percussão ou jato d'água.6. fazendo com que o adensamento se produza de modo muito lento. porém. basicamente. além de espessos. MT/DNIT/DPP/IPR . na execução de furos verticais penetrando na camada de solo compressível. A instalação dos drenos de areia é procedida por métodos que podem ser descritos como de tubo de ponta fechada. alta sensibilidade para perturbação.

MT/DNIT/DPP/IPR . no caso de uso de geotêxteis. aos do Comitê Francês de geotêxteis e geomembranas. deve também evitar a penetração de partículas nos drenos tornando-os eventualmente inoperantes.093 0.Manual de Drenagem de Rodovias 272 Observação importante a fazer relaciona-se com os requisitos necessários para o material dos drenos e do colchão drenante. Tabela 43 . ou literatura técnica especializada conforme Anexo deste Manual.006 90 a 100 25 a 100 5 a 50 0 a 20 0a3 50 a 100 5 a 50 0 a 20 0a5 - Os materiais granulares dos colchões drenantes devem ser protegidos por filtros granulares ou geotêxteis para impedir a penetração de partículas finas do solo em seu interior e conseqüente diminuição de sua capacidade de condução de água. deverá obedecer aos critérios de Terzaghi ou Soil Conservation Service e.Granulometria a ser seguida por drenos e colchões drenantes Peneiras Nº Diâmetro (mm) % em peso passando Drenos Tapete drenante 1/2" 3/8" 8 30 50 100 12.022 0.011 0.70 9. Em função dos estudos feitos apresenta-se a seguir a granulometria a ser obedecida pelo material do dreno e do colchão drenante. A escolha das granulometrias de material drenante e filtrante. o qual. além de permitir a drenagem da água que é extraída do solo quando da compressão.52 0.

as perturbações do solo conseqüentes à introdução de drenos verticais de areia conduzem a grandes deformações. quando se tem: n= de dw MT/DNIT/DPP/IPR .107.Manual de Drenagem de Rodovias 5. o que não ocorre com os solos estratificados com diferentes características geológicas. assim. Em solos uniformes. para o que pede-se a atenção para a Fig.3 DIMENSIONAMENTO Figura 107 .6. Em qualquer hipótese convém deixar ressaltado que.Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia 273 A partir da Figura 107. quando esses ensaios podem conduzir a valores sem a necessária compatibilidade para a construção. v). Parte-se. esses coeficientes de adensamento podem ser obtidos através de ensaios de laboratório com amostras indeformadas de diâmetro relativamente pequeno. pode-se alcançar o valor do excesso de pressão na água dos poros em um ponto. via de regra. através de gráficos próprios desenvolvidos por Barron. uma vez que. usando-se o método de separação das variáveis. É necessário no projeto definir-se o espaçamento dos drenos. segundo alguns autores. após algum tempo (u r. e do adensamento com drenagem radial através das soluções e gráficos. uma vez que consideram que os resultados obtidos são razoáveis e satisfatórios. seu uso fica muito restrito. embora alguns técnicos admitam essa utilização. por intermédio da teoria de Terzaghi. ( u r. as teorias de adensamento disponíveis são aplicáveis a pequenas deformações e. v) e também o excesso médio de pressão na água dos poros resultantes da massa do solo. então para a análise do adensamento com drenagem vertical.

partindo-se do diâmetro de influência do dreno: de = 1.05 Finalmente. como por exemplo: – – – – – – – – – controle de locação. o que. em última análise. presença constante de fiscalização. fazendo com que indústrias em vários países tenham criado diversos tipos de drenos pré-fabricados visando. controle da verticalidade. MT/DNIT/DPP/IPR . Assim: S= de 1. devendo ser dada ênfase à verificação instrumental de todos os elementos. controle do material de enchimento. A evolução tecnológica chegou.Manual de Drenagem de Rodovias 274 onde: de = diâmetro de influência do dreno. controle de continuidade. igualar ou suplantar a eficiência dos drenos de areia. O espaçamento será então. não acumular material de aterro lançado em qualquer ponto da área trabalhada.05 × S onde: S = é o espaçamento entre os drenos. a menores custos. ao setor de consolidação de materiais de baixa consistência. cumpre assinalar que é essencial que a execução dos drenos de areia seja encarada como uma operação em seqüência ao projeto. dw = diâmetro do dreno. Os valores de de e dw são obtidos nos ensaios de adensamento. controle da compactação e comprimento dos drenos. representa a necessidade da adoção de uma série de cuidados na fase de construção. basicamente. adequadas análises de estabilidade. também. carregamento lento durante a construção.

MT/DNIT/DPP/IPR . podendo admitir-se uma produção média de 1000 m de drenos por dia. 0. Com base na afirmativa de Kjellman.75cm. respectivamente 10. citada. Estabelecendo um coeficiente de forma para a seção transversal retangular. constituídos basicamente por núcleos condutores plásticos flexíveis de seções variadas envolvidos por filtros geotêxteis. admitindo que um dreno de areia tenha o diâmetro D. O dreno fibro-químico de origem japonesa é constituído de um núcleo acanelado de polietileno. encontra-se D = 5. enquanto se admitido o dreno fibro-químico com largura igual a A e espessura igual a B. o perímetro do dreno será 2A + 2B . o que equivale dizer que o dreno fibro-químico será equivalente a um dreno de areia de 5cm de diâmetro. por equivalência.Manual de Drenagem de Rodovias 275 O princípio fundamental veio da constatação do cientista sueco Kjellman (1948) de que a eficiência dos drenos verticais depende em grande parte do perímetro e muito pouco da área de sua seção transversal e. revestido em ambos os lados por um tecido de fibra sintética.0cm. temos: πD = α (2A + 2B ) ou D= α (2A + 2B ) π Admitindo-se para valores de A e B e α. que a eficiência do dreno será proporcional ao perímetro do dreno. fabricado industrialmente em faixas extensas de larguras igual a 100 mm e espessura de 2. em conseqüência.8 mm e cuja execução reside em um processo de extrema simplicidade e rapidez. Existem ainda numerosos produtos sintéticos para drenagem vertical (geocompostos).0cm. o perímetro da seção transversal será πD.28cm e 0.

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Manual de Drenagem de Rodovias 277 6 .DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA MT/DNIT/DPP/IPR .

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procurou-se minimizar o trabalho com a adoção de planilha de cálculo. a colocação deste capítulo no Manual de Drenagem Rodoviária é plenamente justificável. ajustado aos novos rumos da Hidrologia para a determinação das descargas afluentes. Tendo em vista o exposto acima. uma vez que aqui não está envolvida somente a segurança do veículo e do seu usuário. nos projetos de restauração. é. tornando-se um fato grave a inexistência de uma drenagem específica. apresentando dois processos de ocorrência bem definidos: em primeiro lugar. surgem núcleos populacionais. pois. Este capítulo será apresentado basicamente na forma de um roteiro para o dimensionamento dos dispositivos na parte hidráulica. Em trechos urbanos. e no segundo cabe ao projeto de implantação o adequado sistema pluvial de drenagem para os trechos urbanos.Manual de Drenagem de Rodovias 6 6. não se aplicando a sistemática adotada em trechos rurais. a adequação do sistema de drenagem as novas realidades. mas também. O sistema de drenagem de transposição urbana de águas pluviais é com posto dos seguintes dispositivos: MT/DNIT/DPP/IPR . quando o país experimenta um rápido processo de urbanização. O objetivo. tabelas e ábacos. quando de sua implantação. assegurando o trânsito público e protegendo a rodovia e as propriedades particulares dos efeitos danosos das chuvas intensas. No primeiro caso citado cabe. na maioria das vezes de forma desordenada. As áreas urbanas ao longo das rodovias são inevitáveis e problemáticas. as rodovias atravessam áreas urbanas levando consigo seus benefícios à população. a drenagem deve ser tratada de forma mais específica e detalhada. de toda a população urbana que vive as margens da rodovia. são de ocorrência frequente trechos urbanos ao longo das rodovias. a drenagem urbana está afetada ao gerenciamento municipal. em segundo lugar. vias de regra. ou os já existentes e relativamente distantes da rodovia avançam sobre suas margens. salientando-se ainda que. com a implantação da rodovia e com os benefícios dela resultantes. fornecer ao projetista rodoviário os elementos básicos para promover de forma satisfatória o escoamento das águas das áreas urbanas. Tendo em vista os inevitáveis e extensos cálculos no enfoque do movimento uniformemente variado. no enfoque urbano. embora seja importante observar que não será dada à matéria o mesmo enfoque que é dado quando do projeto de complexas redes de drenagem como importante item do planejamento urbano.1 DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 279 Em todo o País.

01) n . a declividade e a rugosidade da sarjeta e as superfícies do pavimento sobre as quais a água escoa. embora de domínio da Hidrologia. em m/m. pode-se utilizar a formula de Izzard baseada na fórmula de Manning: Q o = 0. depende da altura d'água no trecho da sarjeta imediatamente a montante da boca de lobo. em m3/s. 280 Devido à necessidade de constar na planilha. galerias. ver Fig. 6. visando à otimização dos cálculos. Yo = altura d'água na sarjeta. em suma. a altura d'água na sarjeta dependerá das suas características de escoamento como conduto livre.2 SARJETAS As sarjetas em trecho urbano têm como objetivo conduzir as águas que se precipitam sobre a plataforma da rodovia e áreas adjacentes ao ponto de captação que normalmente é uma boca de lobo. estruturas especiais. Z = recíproca da declividade transversal. se necessário. n = coeficiente de rugosidade de Manning. sua localização e espaçamento.10.375 x y 8 / 3 x Z x o onde: Qo = vazão da sarjeta. As estruturas especiais tais como dissipadores de energia contínuos e descontínuos e as considerações sobre ressalto hidráulico já foram apresentadas no item 3. Se esta estiver localizada em trecho de declividade uniforme. isto é. I = declividade longitudinal da sarjeta. poços de visita. em m. bocas de lobo. MT/DNIT/DPP/IPR I1 / 2 (equação 6. serem aplicadas também na drenagem urbana. Tais características incluem a seção transversal. a determinação das "descargas afluentes". será tratada neste capítulo. Z = Z = tgθ .Manual de Drenagem de Rodovias – – – – – sarjetas. A capacidade de esgotamento de uma boca de lobo. conforme visto no item anterior. qualquer que seja o seu tipo. 110. Para o cálculo da altura d'água na sarjeta para uma dada vazão ou vice-versa. podendo. da capacidade de vazão da sarjeta.

i = intensidade de precipitação. com a descarga afluente (equação 6. em mm/h.04).78 x 10 −7 x C x i x L x d n 0.958 x 1 / 4 Z ⎛ I1 / 2 ⎞ x⎜ ⎜ n ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ 3/ 4 x Q1 / 4 (equação 6.Manual de Drenagem de Rodovias Dessa expressão. Para o cálculo do espaçamento entre as bocas de lobo pode-se utilizar a fórmula de Izzard associada à fórmula racional para a determinação das descargas afluentes.78 x 10 x C x i x L x n (equação 6. pois. para que não haja transbordamento da sarjeta. pela equação da continuidade: 1 Vo = 0.375 x y 8 / 3 x z x o d= I1 / 2 = 2. A = L x d. d = comprimento crítico da sarjeta. obtém-se: Y = 1. Igualando-se a capacidade hidráulica da sarjeta. em m2. em m/s. A = área de drenagem. em m. função do tipo de revestimento. obtém-se: 0. que pode ser expressa como.445 x 1 ⎛ Q ⎞ x ⎜ 1/ 2 o ⎟ Z3/8 ⎝ 1 / n ⎠ 3/8 281 (equação 6.375 x y 8 / 3 x Z x I1 / 2 o −7 2. permite determinar o tempo de percurso na sarjeta. O comprimento crítico irá definir o espaçamento máximo entre bocas de lobo.01. Pelo método racional.02) e. C = coeficiente de escoamento superficial. em m. além de ter limites restritos.05) MT/DNIT/DPP/IPR .03) o A determinação da velocidade de escoamento na sarjeta (V ) é importante.78 x 10 −7 x C x i x A (equação 6. onde: L = largura do implúvio. Q = 2. equação 6.04) onde: Q = descarga afluente à sarjeta.

em m/s. em seguida. em m. Além desses tipos. no cruzamento de ruas. através da qual se permite a entrada da água pluvial que escoa sobre as sarjetas. 108 (a) . caso em que a caixa coletora fica situada sob o passeio. Fig. A boca-de-lobo simples é constituída de uma abertura vertical no meio-fio denominada guia-chapéu. Fig. 6.06) Bocas de lobo são dispositivos especiais que têm a finalidade de captar as águas pluviais que escoam pelas sarjetas para. a saber: – – Boca-de-lobo simples. Vo = velocidade de escoamento. podem ainda ser classificados quanto à localização em: – – Bocas-de-lobo situadas em pontos intermediários das sarjetas. a boca-de-lobo localiza-se em pontos baixos das sarjetas ou junto à curvatura dos meio-fios. as bocas-de-lobo localizam-se em trechos contínuos e de declividade uniformes das sarjetas e a entrada das águas pluviais se dá através de apenas uma das extremidades da boca-de-lobo. Boca-de-lobo com grelha. MT/DNIT/DPP/IPR . e a entrada das águas pluviais ocorre peias duas extremidades da boca-de-lobo. No primeiro caso. caso em que a caixa coletora fica situada sob a faixa da sarjeta. isto é. 108 (b). Bocas-de-lobo situadas em pontos baixos das sarjetas. d = comprimento da sarjeta. 108 (c).3 BOCAS-DE-LOBO d 60v o (equação 6. em min. Basicamente. No segundo caso. conduzi-las às galerias subterrâneas. podem ser classificados em dois tipos.Manual de Drenagem de Rodovias 282 O tempo de percurso na sarjeta pode ser determinado através da equação: tp = onde: tp = tempo de percurso na sarjeta. Fig. Em casos especiais pode haver uma combinação dos dois tipos. com abertura no meio-fio.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 108 .Bocas-de-lobo 283 A capacidade de esgotamento de uma boca-de-lobo simples é função da rapidez com que se processa a mudança de direção do fluxo na sarjeta. MT/DNIT/DPP/IPR .

podendo também ser colocada a montante ou a jusante. a boca-de-lobo simples pode funcionar basicamente sob duas condições de escoamento: – – Escoamento com superfície livre. são menos freqüentes. funcionando como um conjunto único. As grelhas podem ser longitudinais ou transversais. A principal desvantagem das grelhas é a sua obstrução com detritos transportados pelas enxurradas. porém. sendo que normalmente a grelha é instalada defronte a abertura do meio-fio. A principal vantagem da boca-de-lobo simples é que as obstruções por detritos. 6. a abertura no meio-fio pouco influi em sua capacidade. a capacidade de esgotamento da boca-de-lobo será substancialmente aumentada. Quando ocorre qualquer obstrução. A boca-de-lobo com grelha possui. esta altura de fluxo. enquanto não houver obstrução da grelha. por serem as aberturas maiores. por exemplo. Escoamento afogado. segundo estejam localizadas paralela ou perpendicularmente em relação à direção do escoamento. Numerosas experiências têm mostrado que as grelhas constituídas de barras longitudinais são mais eficientes e menos sujeitas às obstruções do que aquelas compostas por barras transversais. obtém-se melhores resultados. Se a grelha for colocada a jusante da abertura. A boca-de-lobo combinada é uma associação entre a boca-de-lobo simples e a grelha. A desvantagem principal é a baixa eficiência quando utilizada em sarjetas com declividades longitudinais acentuadas. no qual a boca-de-lobo funciona como um vertedor.3. Localiza-se em pontos intermediários das sarjetas ou em pontos baixos.Manual de Drenagem de Rodovias 284 Portanto. essa abertura torna-se importante para o funcionamento da boca-de-lobo. Ensaios de laboratório revelaram que na boca-de-lobo combinada. uma abertura coberta com barras metálicas longitudinais ou transversais formando grelhas.1 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Boca-de-lobo simples em ponto baixo de sarjeta Segundo ensaios realizados no laboratório de hidráulica do "Bureau of Public Roads". através de uma depressão na sarjeta junto à face do meio-fio. aumentando-se. no qual a boca-de-lobo funciona como orifício. acarretando redução substancial em sua capacidade de esgotamento. MT/DNIT/DPP/IPR . embora sejam inevitáveis.

pode ser utilizada a Fig. Trata-se de uma adaptação baseada em resultados obtidos pelo Bureau of Public Roads.Manual de Drenagem de Rodovias 285 Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas. em m. Q = vazão máxima esgotada pela boca-de-lobo. sendo utilizado tanto para o escoamento como superfície livre quanto para o escoamento afogado.703y 3 / 2 (equação 6. sendo a vazão dada pela fórmula: Q = 1. O nomograma da Fig. L = comprimento da abertura. em m. em m. 109. em m3/s MT/DNIT/DPP/IPR . 109 foi construído sobre as seguintes hipóteses: – Para alturas d'água até a altura da abertura (y / h ≤ 1) .07) L Onde: h = altura da abertura no meio-fio. a boca-de-lobo funciona como vertedor. y = altura da água na entrada.

MT/DNIT/DPP/IPR .Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas.Manual de Drenagem de Rodovias 286 Figura 109 .

C = constante. sendo a vazão dada pela fórmula derivada dos orifícios: Q 1/ 2 = 3. em m. igual a y0 para a boca-de-lobo sem depressão.09) 12 24 48 0.08) onde fez-se c = 0.101h 3 / 2 (y' / h) L (equação 6. Boca-de-lobo simples em ponto intermediário da sarjeta Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em "pontos intermediários das sarjetas" pode ser usada a seguinte equação. y0 = profundidade da lâmina d'água na sarjeta.20 0. de acordo com a tabela abaixo: Tabela 44 . tendo sido adotada uma transição no nomograma. obtida através de pesquisas desenvolvidas pela Universidade John Hopkins: Q (K + C) x y x L onde: g = aceleração da gravidade.23 0. ou seja: y.7 e y' igual à carga no meio da abertura do meio-fio.Manual de Drenagem de Rodovias 287 Para alturas d'água iguais ou maiores que duas vezes a altura da abertura (y / h ≥ 2 ) . supõe-se que a boca-de-lobo funciona como orifício. em m/s2.K em função do ângulo Υ tg Ø K gxy (equação 6. K = função do ângulo Ø. y = altura do fluxo na sarjeta imediatamente antes da boca-de-lobo.20 A equação 6. o funcionamento da boca-de-lobo é indefinido. = y − h 2 – Para alturas d’água entre uma e duas vezes a altura da abertura no meio-fio.09 anterior assume a forma seguinte para boca de lobo sem depressão: Q = K x yo x L g x yo (equação 6.10) MT/DNIT/DPP/IPR . igual a zero para boca-de-lobo sem depressão.

10 está representada na Fig.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 110 .Seção na entrada de boca-de-lobo 288 Figura 111 . 111. e o cálculo do y é apresentado no item 6.Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas A equação 6.2 Boca-de-lobo com grelha em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 289 O dimensionamento das bocas-de-lobo com grelha situadas em pontos baixos das sarjetas pode ser feito baseado nas experiências efetuadas pelo United States Corps of Engineers (Hidraulic Laboratory Report nº 54).655 x y 1. O perímetro P da abertura da grelha deve ser calculado sem levar em consideração as barras internas e descontando-se os lados pelos quais a água não entra. para profundidades de lâmina d´água de até 12 cm. conseqüentemente. quando um dos lados está junto à face do meio-fio. a escolha de y depende exclusivamente do projetista. e. de sua experiência. entre os quais enumera-se: MT/DNIT/DPP/IPR . excluído as áreas A ocupadas pelas barras.42 m Q = 2. em razão de diversos fatores.12 m Q = 1. A é a área útil das aberturas da grelha. Os resultados obtidos através do nomograma da Fig. 112 reúne as duas condições acima e os gráficos fornecidos representam as seguintes equações: – Para y < 0. que permitiram constatar que a grelha tem um funcionamento análogo ao de um vertedor de soleira livre.91 x y 0. excluindo-se. 112 devem ser multiplicados pelos coeficientes de redução da tabela 54 apresentada no Apêndice D. A grelha passa a funcionar como orifício somente quando a lâmina d'água for superior a 42 cm e entre 12 e 42 cm o funcionamento é indefinido. na prática a capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo é menor que a calculada. Q = vazão por metro quadrado de área de abertura da grelha. portanto.5 P – Para y > 0. A Fig. Na faixa de transição entre 12 e 42 cm. da área total às áreas correspondentes as barras. como por exemplo.5 A Onde: Q = vazão por metro linear de perímetro da boca-de-lobo. P y = altura d'água na sarjeta sobre a grelha. pois.

Manual de Drenagem de Rodovias 290 Figura 112 .Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .

2). A Fig. junto às sarjetas e bocas-de-lobo. único que pode ser aplicado para configuração de grelhas e de ruas diferentes daquelas dos ensaios.5 cm. para compensar os efeitos globais desses fatores. devem-se aplicar coeficientes de redução sobre os valores teóricos calculados. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 291 – – – obstruções causadas por detritos carreados pelas águas. está assinalada a profundidade y’ que é facilmente calculada uma vez conhecido y0 (item 5. e recomenda a utilização do gráfico da Fig. aproximadamente. Estudos dessa mesma Universidade mostraram que a capacidade teórica de esgotamento das bocas-de-lobo combinadas é. 113 para o dimensionamento. Bocas-de-lobo com grelha em ponto intermediário das sarjetas Para se estudar o comportamento das grelhas instaladas em pontos intermediários das sarjetas destaca-se em particular "The Design of Storm Water Inlets" que consubstancia o estudo efetuado na Universidade John Hopkins. Na seção BB da figura. A seleção de um ou outro método de dimensionamento ficará a critério do projetista. irregularidades nos pavimentos das ruas. Assim. igual ao somatório das vazões pela grelha e pela abertura no meio-fio. consideradas isoladamente. segundo consta no Manual de Drenagem Urbana de Denver. Por outro lado. 114 mostra um esquema geral da grelha. hipóteses de cálculo que nem sempre correspondem à realidade. estudos conduzidos pela Universidade John Hopkins admitem o funcionamento da grelha como orifício a partir de 7. A diferença entre os resultados obtidos através das Figs. 112 e 113 decorre de critérios diferentes adotados na escolha do coeficiente de descarga pêlos orifícios.

Capacidade de escoamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 292 Figura 113 .

escoará lateralmente em direção à grelha como se fosse uma boca-de-lobo simples.25 x (L'−L ) x g x (y') 1. conforme mostra a Fig.2 x v o x tgØ x ⎜ ⎟ ⎜g⎟ ⎝ ⎠ 0.5 onde: y.114.W) e profundidade y'. baseada em experiências de laboratório: ⎛ y' ⎞ L' = 1.Esquema geral de grelha 293 A profundidade y' é importante neste método.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 114 . com lamina de largura (T . pois admitindo-se que a parcela d'água na sarjeta ao longo da largura W da grelha irá escoar longitudinalmente para seu interior. Para que toda essa água seja esgotada longitudinalmente e lateralmente. = y o − W tgØ Se for adotado um valor de L menor que L' haverá um excesso de água q2 que não será esgotado pela grelha e deve ser calculado por: q 2 = 0. calculado a partir da fórmula empírica seguinte. a grelha deverá possuir um comprimento mínimo L'. então a parcela restante.5 MT/DNIT/DPP/IPR .

L < Lo. o comprimento da grelha deverá ser maior ou igual a L para que todo o escoamento longitudinal na sarjeta dentro da faixa W da grelha seja esgotado. lateralmente. T = largura da seção molhada de escoamento. a vazão total que ultrapassa a grelha é calculada por. Ø' = ângulo formado entre o plano da superfície do pavimento e o plano vertical na grelha (tgØ'= 1/i) . q = q 2 + q3 Finalmente. as águas pluviais não esgotadas ultrapassam as grelhas. em m. Em condições normais. as grelhas devem ser dimensionadas de modo que L ≥ L o . O valor de L é calculado por: ⎛y⎞ Lo = m x v o ⎜ ⎟ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 0.Manual de Drenagem de Rodovias 294 Por outro lado. por algum motivo. L' = comprimento da grelha necessário para interceptar. em m. yo = profundidade da lâmina d´água na sarjeta. a vazão que ultrapassa a grelha pode ser calculada por: q3 = Q o ⎛ L ⎞ x ⎜ 1 − 22 ⎟ ⎜ Lo ⎟ ⎝ ⎠ 2 Assim sendo. Se L for menor que L0. W = largura da grelha. em m. em m2. toda a água que escoa fora da grelha q2. Q = Qo − q Símbolos empregados na formulação matemática: y' = profundidade da lâmina d’água junto à borda externa da grelha. em m.5 O fator m é uma constante que depende da configuração da grelha e os seus valores encontram-se na tabela 34 do Apêndice D. em m3/s. em m/s = Qo/Ao Qo = vazão que escoa na sarjeta. a vazão esgotada pela grelha será. Vo = velocidade média de escoamento nas sarjetas. Se. Ao = área da seção transversal de escoamento da sarjeta. em m. em função do tipo da boca-de-lobo. MT/DNIT/DPP/IPR .

Lo = comprimento da grelha necessário para captar toda a água que escoa sobre a grelha. em pontos baixos do perfil e em pontos intermediários. em m. em m/s2. concorrem mais de um coletor. segundo as necessidades de captação de águas. em m3/s. em m3/s. devem ser posicionados os poços de visita que atenderão às bocas-de-lobo projetadas e demais casos particulares. para um mesmo local. MT/DNIT/DPP/IPR . São dispositivos também previstos quando. em m. deflúvio a escoar para jusante e galeria de jusante. L = comprimento da grelha. g = aceleração da gravidade. q = vazão total não esgotada pela boca-de-lobo. Q = vazão esgotada pela boca-de-lobo. t = espessura das barras longitudinais das grelhas. conforme descrito acima. 6. que servirá de orientação ao roteiro.2) Para os procedimentos a serem seguidos na execução deste dispositivo. em m. Após o dimensionamento e localização das bocas-de-lobo e sarjetas. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES . é composta de três itens fundamentais: poço-de-visita.5 ROTEIRO PARA PROJETO DE GALERIAS PLUVIAIS DE SEÇÃO CIRCULAR Será apresentado a seguir um roteiro para o projeto de galerias pluviais de seção circular visando facilitar o trabalho. Ø' = ângulo formado entre o plano da sarjeta e o plano vertical. A planilha. e = espaçamento entre as barras longitudinais das grelhas. e seu espaçamento é função da capacidade hidráulica da sarjeta (item 5.4 POÇOS-DE-VISITA Os poços-de-visita são dispositivos especiais que têm a finalidade de permitir mudanças ou das dimensões das galerias ou de sua declividade e direção. 6. em m3/s. Têm ainda o objetivo de permitir a limpeza nas galerias e a verificação de seu funcionamento e eficiência.Manual de Drenagem de Rodovias 295 i = declividade transversal do pavimento da pista de rolamento. Qo = vazão que escoa lateralmente à grelha. As bocas-de-lobo devem ser localizadas imediatamente a montante das curvas dos meiofios nos cruzamentos. e otimizando de forma ordenada a seqüência de cálculos. apresentada a seguir. em m.

A individualização da bacia contribuinte é necessária e feita pelo traçado em planta topográfica das linhas dos divisores de água ou espigões.Área Determinar a área de cada sub-bacia de contribuição. b) Coluna 2 . coletora de água de chuva que. escoando pela superfície do solo.Terreno Deve ser indicada nesta coluna a cota do terreno do local.2 DEFLÚVIO A ESCOAR PARA JUSANTE Bacia contribuinte ou bacia de drenagem é uma área definida topograficamente. atinge a seção considerada. Deve ser marcado o divisor de águas de cada bacia que contribua diretamente para a seção de interesse. 6.Coeficiente de impermeabilidade MT/DNIT/DPP/IPR . d) Coluna 4 . de acordo com a locação.Nível d’água Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (5) e (19).Manual de Drenagem de Rodovias 296 Esta planilha está baseada no modelo adotado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro que é o modelo mais utilizado no país. c) Coluna 3 .5.Recobrimento Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (16) e (17) .Estaca Devem ser indicadas as estacas correspondentes aos poços-de-visita.Fundo Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (6) e (17) . Essas áreas devem ser calculadas ou planimetradas e o seu resultado deve ser indicado em hectares. f) Coluna 6 .1 POÇO-DE-VISITA a) Coluna l . 6. b) Coluna 8 . e) Coluna 5 .5. a) Coluna 7 .Número do poço Os poços-de-visita deverão ser numerados de montante para jusante. isto é. dividir a área de cada bacia em áreas contribuintes dos diversos-poços-de visita.

a ser indicado na coluna (11). do item 5. tc = te + tp onde: tc = tempo de concentração. até atingir a primeira boca de lobo a montante. as áreas totais. se a área total for maior que 1 ha. No caso do primeiro poço-de-visita ou boca-de-lobo. em min. c) Coluna 9 . No caso do primeiro poço-de-visita. baseado nos estudos de Burkli-Ziegler. r = 0. o tempo de percurso depende das suas características hidráulicas e extensão: valores indicados na coluna (23). ábaco de Caquot.Tempo de concentração O tempo de concentração para galerias de drenagem urbana. te = tempo de entrada. na forma cumulativa. d) Coluna 10 . única. classificar a impermeabilidade das áreas locais (r).15. Apêndice D. r = 0. n = A-0. ou tempo requerido pelo escoamento superficial para fluir sobre a superfície. corresponde a um tempo inicial de entrada. em hectares.Área total Na coluna 9 devem ser indicados. Na prática pode ser obtido através da tabela 56 do Apêndice D. O tempo de entrada depende geralmente da declividade e das características de superfície de drenagem.Manual de Drenagem de Rodovias 297 Em função do grau de urbanização da área do projeto. Nas galerias.Coeficiente de distribuição A coluna (10) deverá ser preenchida com o coeficiente de distribuição (n). e) Coluna 11 . e um tempo de percurso que é o tempo que decorre desde a entrada no conduto (sarjeta ou galeria) até o ponto de interesse. ou igual ao inverso desta área elevado à potência de 0. isto é. r = 0. a soma das áreas locais contribuintes para cada poço-de-visita. o tempo de percurso na sarjeta pode ser obtido para equação 6. em min. esta área é igual à respectiva área local. Os valores de (n) podem ainda ser obtidos da Fig.60 : para zona residencial urbana.80 : para áreas muito urbanizadas (zona central da cidade).cujas águas fluem para ele. MT/DNIT/DPP/IPR . isto é.25 : para zona rural. em quatro categorias: r = 0.2. tp = tempo de percurso.40 : para zona suburbana.15. em min. 115. que poderá ser tomado igual a 1 se a área for inferior a 1 ha.

que é a distância vertical entre o greide no centro do poço-de-visita e o prolongamento da geratriz superior externa do coletor. diâmetro e recobrimento Pelo exame do greide da rodovia e orientado pelo gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção. No caso do primeiro poço de visita o deflúvio total a escoar será o próprio deflúvio parcial coluna (14). já que não há contribuição de trecho anterior. coeficiente de distribuição (col 10). g) Coluna 13 . Após a escolha do tempo de recorrência da chuva de projeto. 6. ou pelo gráfico da Fig. a ser indicado na coluna (6).Declividade.5. h) Coluna 14 . podem ser determinados através da tabela 54 do Apêndice D. é obtido através do método racional pelo produto dos seguintes fatores: área da bacia local em ha (col 7).Coeficiente de deflúvio O coeficiente de deflúvio a ser indicado na coluna (13) deverá ser calculado com base no critério de Fantoli pela fórmula f = ax (i x t). a declividade "I" do primeiro trecho do coletor a ser indicado na coluna (16). coluna (17) deste mesmo coletor. ou através da equação de chuvas adotada para a localidade. coeficiente de deflúvio (col 13). a ser indicado na coluna (14).Deflúvio total a escoar O deflúvio total a escoar a ser indicado na coluna (15) será obtido pelo somatório dos deflúvios parciais na forma cumulativa. Os valores de (a). MT/DNIT/DPP/IPR . de acordo com o estudo hidrológico.78 (fator numérico de conversão de unidades). para uma chuva com uma dada freqüência e com uma duração igual ao tempo de concentração. escolher à priori.duração e freqüência. intensidade pluviométrica (i).Manual de Drenagem de Rodovias 298 O tempo de concentração mínimo adotado em sistemas urbanos é de t = 10 minutos f) Coluna 12 . determina-se a intensidade de precipitação através das curvas de intensidade . Fig. intensidade pluviométrica em mm/h (col 12).Deflúvio parcial O deflúvio parcial em l/s. onde (a) é um fator função dos coeficientes de impermeabilidade (r).60 metros. Apêndice D. 117.Intensidade pluviométrica A intensidade pluviométrica a ser indicada na coluna (12) é a quantidade de precipitação que ocorre em uma unidade de tempo (mm/h). e do tempo de concentração (t). Esta distância não deve ser inferior a 0. Apêndice D. e 2.3 GALERIA DE JUSANTE a) Colunas 16. 116.17 e 6 . o diâmetro "d". numa primeira tentativa. i) Coluna 15 . e o recobrimento.

valor este a ser indicado em porcentagem. i = declividade da galeria. Dividindo-se o fator de condução (K). o recobrimento. Para o preenchimento desta coluna devemse aguardar os cálculos efetuados para o preenchimento da coluna (19). c) Coluna 19 . Apêndice D. tem-se inicialmente que calcular o fator de condução K. Col4 = Col5 + Col19 d) Coluna 20 . será obtido através da equação: y =c ×d 2 A cota do nível d'água a ser indicada na coluna (4). em m/s. mediante a seguinte operação: Col5 = Col3 − (Col6 + Col17) b) Coluna 18 . é a relação entre o tirante normal e o diâmetro do tubo. coluna (5) e o tirante normal coluna (19). em m/m. coluna (17). determina-se o valor de d8/3/n. em função do diâmetro escolhido coluna (17) e do coeficiente de rugosidade do tubo (n).Enchimento O enchimento.Tirante crítico MT/DNIT/DPP/IPR . por d8/3/n tem-se o argumento c2: c2 = K d8 / 3 n Q i Entrando-se com o valor de c2 na tabela 59 do Apêndice D. coluna (5). a relação entre o tirante d'água (y) e o diâmetro (d) do tubo. Através da tabela 58.Manual de Drenagem de Rodovias 299 Sendo conhecido o diâmetro. coluna (6). O tirante normal (y) a ser indicado na coluna (19). na coluna (18). e a cota do terreno.Tirante normal Para o cálculo do tirante normal. coluna (3) pode ser calculada a cota do fundo do poço-de-visita. será a soma da cota do fundo. expresso em porcentagem. coluna (15). K= onde: Q = deflúvio a escoar. determina-se o enchimento y/d. isto é. coluna (16). a ser indicado na coluna (18).

Apêndice D. tem-se o argumento (c3). O tirante crítico (yc) será obtido através da equação: yc = c3 x d Donde pode-se concluir que se: yc > y o regime é supercrítico. yc/d. em m/s. Q A MT/DNIT/DPP/IPR . a ser indicado na coluna (21). Coluna 21 . Q = deflúvio a escoar. c3 = M d5 / 2 Q g Entrando-se com o valor de (03) na tabela 59 do apêndice D. por d5/2. em m/s2. Dividindo o módulo crítico(M). coluna (15). determina-se o valor de d5/2. em função do diâmetro escolhido. Através da tabela 58. yc = y o regime é crítico.Velocidade de escoamento A velocidade de escoamento será determinada pela equação da continuidade. em m2. yc < y o regime é subcrítico. A = área da seção molhada. determina -se o enchimento crítico. g = aceleração da gravidade. em m3/s. v= onde: V = velocidade de escoamento.Manual de Drenagem de Rodovias 300 O tirante crítico(yc). pode ser determinado através do cálculo do módulo crítico (M): M= onde: Q = deflúvio a escoar. coluna (15). a ser indicado na coluna (20). em m/s. coluna (17).

V = velocidade de escoamento. O diâmetro mínimo tanto para os ramais de boca-de-lobo como para as galerias não deverá ser inferior a 0. expresso em minutos: tp = onde: tp = tempo de percurso.5 m/s. nem inferior a 1. v= e) Coluna 22 . E = extensão.5. A altura d'água calculada não deverá ser inferior a 20 % nem superior a 85 % do diâmetro do coletor. tabela 59 do Apêndice D. MT/DNIT/DPP/IPR .Tempo de percurso Q c1 x d2 O tempo de percurso no trecho. ao quadrado. devido à resistência a erosão do tubo de concreto. multiplica-se o valor do argumento c1.4 RECOMENDAÇÕES E 1 x V 60 A velocidade de escoamento não deverá ser superior a 4. coluna 23 . tabela 58 do Apêndice D.Manual de Drenagem de Rodovias 301 Para a determinação da área da seção molhada.40 m. a ser indicado na coluna 23 é o resultado da divisão da extensão do trecho do coletor a montante pela respectiva velocidade de escoamento.Extensão A extensão deverá ser indicada em metros na coluna 22. Os procedimentos a serem seguidos na execução dos dispositivos devem obedecer às Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES . em min. 6. em m/s. coluna 22. visando facilitar a auto-limpeza. em m. coluna 21. de acordo com o projeto. função de y/d já determinado na coluna (20) pelo diâmetro escolhido coluna (17). f) Coluna 23 .0 m/s.

escoar m % m % m/s m Normal Crítico Coef. m ha min mm/h mm/h ℓ/s 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 COTAS NO POÇO Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 45 .Planilha para cálculo de coletores circulares de águas pluviais 1 2 3 4 5 6 MT/DNIT/DPP/IPR 302 . Parcial ℓ/s Nº Estaca d´água m m m m ha Imper. Defl. Distr. Defl.POÇO DE VISITA BACIA LOCAL DEFLUVIO A ESCOAR PARA JUSANTE GALERIA DE JUSANTE LOCAÇÃO CONTRIBUIÇÃO PARCIAL Tirante Defl. Tempo Total a Declividade Diâmetro Enchimento Recobrimento Velocidade Extensão Percurso Nível Área Tempo Intes Coef. Terreno Fundo Área Coef. min Total Conc. Pluv.

ou longitudinal com barras Transversais Combinada Tipo de Boca-de-Lobo % permitida sobre o valor teórico 80 65 50 80 60 50 110% dos valores indicados para a grelha correspondente Tabela 47 .Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo Localização nas Sarjetas Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Simples combinada Com grelha Simples Grelha longitudinal Grelha transversal.Manual de Drenagem de Rodovias 6. campos 10 min 12 min 15 min Declividade da Sarjeta I<3% 7 min 10 min 12 min I>3% MT/DNIT/DPP/IPR .0 m = 3.0 m = 8.Valores do fator m BOCA DE LOBO COMBINADA Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e GRELHAS Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e m = 4. jardins.3 m = 6.6 COEFICIENTES DE REDUÇÃO DAS CAPACIDADES DAS BOCAS DE LOBO 303 Tabela 46 .6 Tabela 48 .Tempo de entrada Natureza da área 1 – Área de construção densas 2 – Áreas residenciais 3 – Parques.

0400 0.8000 50.0625 0.2500 0.3330 66.0087 0.0000 1.0770 19.38 0.058 a = 0.5724 0.6667 n = 0.5774 MT/DNIT/DPP/IPR .0000 1.6670 5.20 0.0000 2.6400 0.0670 25.Valores do fator (a) r = 0.40 r = 0.2025 0.15 0.4620 58.6920 42.2789 0.80 0.043 a = 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 49 .0529 0.25 0.0000 108.2321 1.015 d 5/2 m 2 0.013 0.6154 12.4615 1.0770 76.4400 0.9230 99.0179 0.0254 0.80 r = 0.1012 0.70 0.0769 5.3600 0.8462 6.0890 0.2310 125.0312 0.1769 0.3850 10.8100 1.30 0.1358 0.6920 29.90 1.029 a = 0.0225 0.9231 3.2691 1.1444 0.60 0.7330 36.40 0.Determinação de d 8 3 n e d 5 2 Diâmetro m 0.018 304 Tabela 50 .0769 1.50 0.23 0.20 d 2 d8/3 n n = 0.5385 1.1600 0.10 1.0900 0.6670 86.6923 8.60 r = 0.4900 0.0493 0.4670 17.25 a = 0.45 0.7684 1.00 1.4100 0.

37 0.4620 0.0862 0.4312 0.0739 0.60 0.0304 0.27 0.0498 0.16 0.55 0. 0.1883 0.3130 0.15 0.32 0.28 0.0910 0.29 0.3930 0.4530 0.0535 0.20 0.57 0.2276 0.1830 0.2956 0.64 0.0549 0.1347 0.1107 0.41 0.3229 0.0777 0.5500 0.1535 0.0961 0.1988 0.1683 0.4330 0.4130 0.2354 0.36 0.0432 0.3069 0.48 0.61 0.1174 0.49 0.1668 0.0698 0.1530 0.26 0.1110 0.5120 0.0613 0.4162 0.2739 0.18 0.0752 0.2090 0.5690 C2 0.3466 0.4444 MT/DNIT/DPP/IPR .4062 0.5220 0.Dados numéricos para o cálculo do escoamento em galerias circulares parcialmente cheias y d 0.3420 0.35 0.2642 0.1719 0.1451 0.0646 0.1050 0.2251 0.2202 0.1248 0.0597 0.0174 0.3717 0.1623 0.0653 0.46 0.1449 0.1800 0.3328 0.22 0.5020 0.0246 0.2260 0.0955 0.2167 0.0805 0.2410 0.56 0.1612 0.2450 0.0221 0.67 0.3627 0.31 0.45 0.2098 0.0340 0.2074 0.1926 0.42 0.66 0.2038 0.1844 0.2934 0.2461 0.1762 0.1773 0.1455 0.40 0.33 0.44 0.0237 0.1383 0.34 0.3727 0.2546 0.4030 0.2550 0.3157 0.3374 0.3032 0.0818 0.3949 0.4230 0.1982 0.0864 0.59 0.0811 0.1044 0.1559 0.5400 0.0269 0.0981 0.3263 0.2510 C3 0.0427 0.52 0.0461 0.2853 0.3827 0.1366 0.65 0.38 0.0573 0.2149 0.39 0.0394 0.5590 0.63 0.21 0.1261 0.1242 0.0304 0.0694 0.47 0.0377 0.2355 0.0805 0.0302 0.62 0.1148 0.53 0.0197 0.0418 0.25 0.43 0.30 0.3828 0.0361 0.0152 0.2651 0.1711 0.0331 0.2185 0.2305 0.54 0.0735 0.68 C1 0.1828 0.1604 0.1401 0.0273 0.4920 0.2464 0.3599 0.5310.Manual de Drenagem de Rodovias 305 Tabela 51 .19 0.1890 0.24 0.2368 0.1002 0.1198 0.4820 0.2751 0.51 0.17 0.1199 0.50 0.2836 0.1508 0.0921 0.23 0.1312 0.58 0.1298 0.4430 0.1030 0.2014 0.2098 0.4720 0.3527 0.

87 0.6570 0.2928 0.76 0.5240 0.4700 0.2845 0.2798 0.6400 0.3011 0.81 0.6050 0.6970 0.72 0.7270 0.83 0.3263 0.6526 0.4831 0.6714 0.3267 0.4570 0.2970 0.7106 0.84 0.3115 0.6660 0.70 0.6051 0.3212 0.82 0.2751 0.3079 0.3300 C3 0.5599 0.69 0.6810 0.6490 0.6348 0.7190 0.78 0.6020 0.2659 0.5108 0.2881 0.2705 0.6320 0.7250 0.5400 0.2607 0.8017 306 MT/DNIT/DPP/IPR .2561 0.71 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 51 – (Continuação) y d 0.3151 0.89 C1 0.6890 0.80 0.4987 0.7320 0.75 0.3047 0.7527 0.5543 0.7120 0.6185 0.86 0.6960 0.73 0.7380 C2 0.74 0.79 0.5870 0.7040 0.6898 0.7767 0.6230 0.5780 0.85 0.77 0.3183 0.3243 0.6140 0.88 0.6740 0.

Àbaco de Caquot 307 MT/DNIT/DPP/IPR .Coeficiente de distribuição (n) .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 115 .

Coeficiente de deflúvio f 308 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 116 .

Manual de Drenagem de Rodovias 309 Figura 117 .Gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção MT/DNIT/DPP/IPR .

.

FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 311 GEOTÊXTEIS CARACTERÍSTICAS.

.

• • Processo de fabricação Matéria-prima Essas características são divididas em quatro grupos: • • • • Características Físicas Características Mecânicas Características Hidráulicas Características de Durabilidade Com relação ao processo de fabricação os geotêxteis podem ser tecidos ou não-tecidos. ou pelo menos que servir de subsídios para a seleção produto mais adequado situação de obra Esta situação de obra pode estar ligada ao desempenho do geotêxtil ou às suas condições de instalação.Manual de Drenagem de Rodovias 7 OS GEOTÊXTEIS: CARACTERÍSTICAS. que muitas vezes definem também o desempenho. Características físicas: a) Gramatura (densidade superficial) b) Espessura c) Densidade da fibra ou filamento d) Diâmetro da fibra ou filamento e) Porosidade MT/DNIT/DPP/IPR . 7. Como tantos outros materiais aplicados em obras de engenharia. Para se definir as características dos geotêxteis.1 Os geotêxteis são materiais têxteis permeáveis com aplicação em obras ou estruturas geotécnicas. os geotêxteis possuem características (propriedades) que definem seu comportamento quando instalados em uma estrutura pertencente à obra. esses materiais são submetidos a alguns ensaios que simulm situações reais e que fornem resultados que ser usados dimensionamento. FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO INTRODUÇÃO 313 7.2 CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis derivam diretamente de dois fatores básicos.

As funções são: – – – Filtração Separação Reforço MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 314 Características mecânicas: a) Resistência à tração b) Alongamento c) Módulo de rigidez d) Resistência ao Puncionamento e) Resistência ao estouro f) Resistência à propagação do rasgo g) Flexibilidade h) Atrito com o solo i) Isotropia Características hidráulicas: a) Permeabilidade normal b) Permeabilidade transversal c) Abertura de filtração (Porosimetria) .Capacidade de retenção de partículas.3 FUNÇÕES DOS GEOTÊXTEIS A função de um geotêxtil é tudo aquilo que se espera que o mesmo desempenhe na estrutura pertencente à obra. Características de durabilidade: a) Fluência b) Resistência à abrasão c) Resistência aos raios ultra-violetas d) Resistência à temperatura e) Resistência a agentes químicos f) Resistência a agentes biológicos 7.

ao mesmo tempo que retém as partículas do solo necessárias à sua estabilização.1 FUNÇÃO FILTRAÇÃO Por exemplo.2 Quando instalado entre dois materiais de granulometrias diferentes. Deve-se observar que são características importantes para função: • • • Permeabilidade Porosidade Abertura de Filtração (capacidade de retenção de partículas) Para a instalação (Resistência a esforço de instalação) • • • • Resistência à tração Alongamento Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo FUNÇÃO SEPARAÇÃO 7. o geotêxtil permite a livre passagem da água.Manual de Drenagem de Rodovias 315 – – Proteção Drenagem Nas obras os geotêxteis podem desempenhar simultânea ou isoladamente as funções apresentadas. o geotêxtil impede que estes se misturem. ou seja.3. se esperamos que um geotêxtil desempenhe uma determinada função na obra e condição básica que este possua as características exigidas para tal e com determinados valores (dimensionamento) 7.3. mantendo cada qual suas características. ao mesmo tempo que permite a livre passagem da água nos dois sentidos evitando sub-pressões. É importante que fique claro que as funções derivam e dependem das Características dos geotêxteis. quando instalado entre um solo e um meio drenante. Aqui também são características importantes: – – – – Abertura de filtração Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo Resistência à tração MT/DNIT/DPP/IPR .

são as seguintes: 7.2 Símbolo: Unidade: (gramas/m) ESPESSURA – – Símbolo: Unidade: (mm) MT/DNIT/DPP/IPR .4.4. onde o importante é caracterizar: – – 7.3 FUNÇÃO REFORÇO 316 O geotêxtil atua como reforço sempre que solicitado à tração no sentido de aumentar a resistência do material que o envolve. São características importantes: – – – – – 7.4 Espessura Permeabilidade CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis. também chamadas de propriedades.1 GRAMATURA (DENSIDADE SUPERFICIAL) – – 7.5 Espessura Resistência ao Puncionamento FUNÇÃO DRENAGEM TRANSVERSAL Função desempenhada pelo geotêxtil quando transporta gases ou líquidos através de sua espessura no plano da manta.Manual de Drenagem de Rodovias 7.3.3.4 Resistência à tração Alongamento Rigidez Atrito com o solo Fluência FUNÇÃO PROTEÇÃO Nessa função o geotêxtil absorve os esforços e tensões localizadas que se incidissem diretamente sobre o material protegido poderiam danificá-lo.3. São características importantes: – – 7.

7.4.3 DENSIDADE DA FIBRA OU FILAMENTO 317 – – Símbolo : ρf Unidade : (Kg/m3.6 – Símbolo: α E = força por unidade de largura para um dado alongamento α f = força por unidade de largura na ruptura – Unidade (KN/m) Os três tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis são os constantes da Fig. 118.5 POROSIDADE – – Símbolo: (ηGT ) Unidade: (%) É a relação entre o volume de vazios do geotêxtil e o volume total do mesmo. Analiticamente: η = 1− µ ϑf ⋅ Tg RESISTÊNCIA À TRAÇÃO 7. µm) Dimensão da seção transversal da fibra ou filamento que compõe o Geotêxtil 7.4 DIÂMETRO DA FIBRA OU FILAMENTO – – Símbolo: d f Unidade: (mm . Figura 118 .4.4. g/m3) É a própria densidade da matéria-prima com que são fabricadas.4.Manual de Drenagem de Rodovias 7.Tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis a) faixa estreita (strip test) b) faixa larga (wide width test) c) agarramento (grab test) MT/DNIT/DPP/IPR .

pela sua reduzida largura. pois. O ensaio consiste em se fazer penetrar uma determinada punção sobre a amostra de geotêxtil e medir o esforço necessário para tal. b) Puncionamento dinâmico – – símbolo : Wi Unidade : (J) MT/DNIT/DPP/IPR . 7. N) Representa o esforço concentrado e praticamente estático que pedras. Esse ensaio só é usado para controle de qualidade da fabricação.Manual de Drenagem de Rodovias 318 a) O ensaio de faixa estreita não é utilizado para caracterizar o comportamento de geotêxteis. mas não traduz corretamente o desempenho do geotêxtil devidamente confinado pelo solo. 7. para caracterizar um geotêxtil. b) Considerado um ensaio de performance.4. e pode assumir valores diferentes dependendo de cada fase da curva.4. é muito utilizado por ser bastante prático. 7.4. c) O ensaio de agarramento (GRAB-TEST) simula a solicitação de tração no geotêxtil quando utilizado entre duas pedras que tendem a se afastar.8 MODULO DE RIGIDEZ – – Símbolo: J Unidade : (KN/m) É a inclinação da curva tensão X deformação obtida nos ensaios de tração.7 ALONGAMENTO – – Símbolo: ε Unidade:(%) Corresponde à deformação que o geotêxtil sofre nos ensaios de tração. O módulo (J) depende do formato da curva tensão (α ) X deformação (ε ) .9 RESISTÊNCIA AO PUNCIONAMENTO a) Puncionamento estático: – – símbolo:Fp unidade: (KN. arames e outros objetos contundentes aplicam no geotêxtil durante sua instalação e/ou vida útil. produz distorções no resultado devido à grande estricção que o corpo de prova sofre na sua parte central.

7.10 RESISTÊNCIA AO ESTOURO – – símbolo: PB unidade: (KPa.14 ISOTROPIA Característica inerente ao geotêxtil que possui as mesmas propriedades mecânicas em todas as direções dentro do seu plano de fabricação. O ensaio (não normalizado para geotêxteis) consiste em lançar uma função sobre a amostra do geotêxtil e verificar a energia máxima de resistência ao impacto. fendas.4.Manual de Drenagem de Rodovias 319 Representa a solicitação dinâmica pontual que pedras e enrocamentos lançados impõe sobre o geotêxtil especialmente durante sua instalação. 7. rachaduras. ou em ensaios mais empíricos.4.4. é importante que esses danos não se propaguem para não comprometer ainda mais o seu desempenho. KN) Em situações onde o geotêxtil sofre danos localizados. em se medir o diâmetro do furo provocado pela punção e energia padronizadas. 7.4. MT/DNIT/DPP/IPR . 7. O ensaio de caracterização consiste em se fazer tracionar os lados não paralelos de um corpo de prova trapezoidal no qual se faz um corte inicial.11 RESISTÊNCIA À PROPAGAÇÃO DO RASGO – – símbolo: FT unidade: (N.12 FLEXIBILIDADE Essa propriedade está ligada à capacidade de acomodação do geotêxtil no terreno ou substrato onde é instalado.4.13 ATRITO COM O SOLO Característica muito importante quando o geotêxtil atua como reforço. etc. 7. MPa) É o esforço distribuído que solos moles ou líquidos impõem ao geotêxtil quando apoiado em substrato que apresente grandes vazios (espaços intragranulares. o atrito com o solo está ligado à interação entre este e o geotêxtil como medida da transmissão do esforço.) O ensaio de caracterização consiste em se aplicar uma carga hidráulica através de uma membrana de borracha na amostra de geotêxtil instalada em uma flange.

MT/DNIT/DPP/IPR . Ø = Kt Tg cm /s 7. µm ) Característica que representa o tamanho do maior poro do geotêxtil.17 ( ) ABERTURA DE FILTRAÇÃO (CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE PARTÍCULAS) – – Símbolo:Of Unidade (mm. Ψ= Kn −1 s Tg ( ) PERMEABILIDADE TRANSVERSAL 7. essa é a característica que expressa a capacidade do geotêxtil em conduzir um fluxo de água (ou gases) pela sua espessura no sentido paralelo à sua superfície. representa o tamanho da maior partícula que atravessa o geotêxtil nas condições de ensaio (capacidade de retenção de partículas).16 – – símbolo:Kt unidade:(cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade transversal. através da sua transmissividade (Ø) . É comum se expressar a permeabilidade transversal do geotêxtil.4. que é o produto de seu coeficiente de permeabilidade transversal pela sua espessura.15 PERMEABILIDADE NORMAL 320 – – Símbolo: Kn Unidade: (cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade normal.4.Manual de Drenagem de Rodovias 7. A determinação de Kn é feita através da passagem de um fluxo de água em regime laminar pelo geotêxtil em um permeâmetro de carga constante aplicando-se a lei de DARCY.que é a relação entre o coeficiente de permeabilidade normal e a espessura do geotêxtil. A determinação de Kt é feita fazendo-se percolar água pela sua espessura em condições de carga hidráulica conhecida lei de DARCY. essa é a característica que expressa sua capacidade em ser atravessado por um fluxo de água perpendicularmente ao plano do geotêxtil.4. Em outras palavras. É comum se expressar a permeabilidade normal do geotêxtil através de sua permissividade (Ψ ) .

4. 7. consistem na determinação do tamanho da maior partícula de um solo padrão que atravessa o geotêxtil em condições de percolação de água ou a seco com vibração.20 RESISTÊNCIA AOS RAIOS ULTRA-VIOLETAS Característica ligada à degradação da matéria prima do geotêxtil quando exposto à luz do sol. 7. 7.23 RESISTÊNCIA A AGENTES BIOLÓGICOS Resistência da matéria-prima do geotêxtil aos agentes biológicos em contato.4.4. não desejável de um geotêxtil.5.19 RESISTÊNCIA À ABRASÃO Característica pouco importante para a maioria das aplicações do geotêxtil. como os demais tipos de filtros. via de regra não há com o que se preocupar. – Solo em contato direto com o geotêxtil MT/DNIT/DPP/IPR . bem diferentes entre si.Manual de Drenagem de Rodovias 321 Os ensaios existentes. representa sua maior ou menor suscetibilidade em alterar sua textura superficial quando submetida a esforços de abrasão por cravação ou arrasto.1 MECANISMOS DE FILTRAÇÃO Para o correto dimensionamento do geotêxtil como filtro é importante que se entenda os dois mecanismos básicos de filtração a que os geotêxteis.4. Característica derivada da matéria-prima.18 FLUÊNCIA Corresponde à característica.4. em se deformar ao longo do tempo quando submetido à carga constante.5 O DIMENSIONAMENTO FUNÇÃO FILTRAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA DRENAGEM SUBTERRÂNEA – 7. podem vir a ser submetidos. Nas aplicações enterradas.4.22 RESISTÊNCIA A AGENTES QUÍMICOS Característica da matéria-prima ligada à sua degradação ou resistência aos elementos químicos. 7. 7. 7. concentração e demais condições do produto em contato com o geotêxtil.21 RESISTÊNCIA À TEMPERATURA Característica da matéria-prima de importância quando o geotêxtil entrar em contato com altas temperaturas. 7.

Com o passar do tempo as partículas retidas na superfície vão tornando o sistema menos permeável. pensão . etc. esgotos industriais e domésticos. as mais grossas que vão para junto do geotêxtil são retidas. seguindo as duas formações básicas que seguem – formação reticulada em pontes (figura 119a): Após a passagem.(c) MT/DNIT/DPP/IPR . Segundo Rollin e Denis (4). drenos de barragem. a aderência entre partículas do solo e as fibras do geotêxtil faz com que o processo seja semelhante ao anterior. retrolavagem ou até substituição do geotêxtil. Formando um novo arcabouço estável e criando um filtro natural. etc. Nesse mecanismo de filtração (figura 119c) o geotêxtil vai retendo as partículas em suspensão e deixando passar o fluído. enxurradas com partículas em suspensão.Manual de Drenagem de Rodovias 322 – Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluído percolante a) Solo em contato direto com o geotêxtil É o caso dos drenos subterrâneos de rebaixamento de lençol freático. – b) Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluido percolante É o caso da filtração de águas brutas de rios para abastecimento.Mecanismos de filtração Vazios Geotêxtil Fibras Geotêxtil Geotêstil em contacto com o solo: Formação reticulada em ponte . formação reticulada em abóbada (figura 119b): Em solos argilosos. praticamente por tempo indefinido. necessitando manutenção. Nesse caso. nesse mecanismo de filtração o geotêxtil atua como barreira provocando a formação de um filtro natural. formando um filtro natural.(a) Formação reticulada em abóboda . onde a água percola limpa através dos poros do solo. Geotêxtil em contacto com o solo: Figura 119 . em uma primeira fase de algumas partículas mais Finas.(b) Geotêxtil retendo partículas em sus. Nesse caso o geotêxtil pode ser instalado enterrado e sem acesso ao mesmo. lavagem. o geotêxtil só pode ser instalado quando for possível o acesso ao mesmo para retirada do material retido.

2 O DIMENIONAMENTO DO GEOTÊXTIL PARA O DESEMPENHO DA FUNÇÃO 323 Filtração Para o dimensionamento de um geotêxtil como filtro em uma drenagem subterrânea (ou sub-superficial).Manual de Drenagem de Rodovias 7. suficientemente capaz de reter as partículas necessárias para a estabilização do solo em contato Praticamente.Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas adota como método de escolha (dimensionamento) do geotêxtil como filtro a metodologia que segue: Critério de Permeabilidade A perda de carga ∆h à passagem do geotêxtil é dada pela relação: MT/DNIT/DPP/IPR .5. – – Critério de retenção Critério de permeabilidade ou seja. da mesma forma que para o dimensionamento de filtros granulares. de percolação e. B = constante do método Of = abertura de filtração do geotêxtil (capacidade de retenção) O CFGG . ao mesmo tempo. o geotêxtil deve ser permeável o suficiente para evitar perturbações no solo por problemas de pressão. dois critérios básicos devem ser considerados. todos os métodos de dimensionamento de geotêxteis como filtros propõe a seguinte relação: – kn ≥ C ⋅ ks Critério de Permeabilidade onde: Ks = coeficiente de permeabilidade do solo base C = constante do método Kn = coeficiente de permeabilidade normal do geotêxtil – Of ≤ B ⋅ d Critério de Retenção onde d = diâmetro da partícula do solo base tal que 85% em peso são inferiores a este diâmetro.

⎛ kn ⎞ ks x is ⎜ ⎟= ⎜ tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ kn tg ks x is = ∆h A MT/DNIT/DPP/IPR . etc) – – – – – contaminação: na colocação na obra ou em funcionamento: Fator 100. kn ≥ 10 5 ks tg pois. com o fator de correção A. compressão sob carga: Fator 3 gradiente 1s ≤ 10 : equivale a Fator 10 perda de carga admissível: ∆h = 0.016) A permissividade da obra será a permissividade do geotêxtil. novo e não comprimido.Manual de Drenagem de Rodovias 324 ⎛ kn ⎞ ks is ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ ⎛ kn ⎞ onde ⎜ ⎟ = permissividade do geotêxtil na obra em S-1 ⎜ Tg ⎟ ⎝ ⎠ Kn = coeficiente de permeabilidade do geotêxtil em m/s Ks = coeficiente de permeabilidade do solo em m/s Tg = espessura do geotêxtil em m is = gradiente hidráulico no solo ou vizinho do geotêxtil (adimensional) Obs : A permissividade é a medida sob pressão nula (AFNOR NF 38. kn ⎛ kn ⎞ Tg ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ A ⎝ ⎠ * * * Fator de Correção A (Produto de termos corretivos ou pré-fixados) a) Obras com alto nível de segurança (barragens.1 m: equivale a Fator 10 coeficiente de segurança global: Fator 3 A permissividade do geotêxtil deve ser.

074mm).10 kn = 10 5 ks tg b) Outras Obras (Trincheiras Drenantes. compacidade.8 solos densos e confinadosC2 = 1. ligadas à granulometria do solo. como segue: Of ≤ c d 85 sendo C=C1. Floreiras.C2.C3. Of é obtido através do ensaio de peneiramento hidrodinâmico (AFNOR NF-G 38017) A comparação acima é afetada por coeficientes para levar em conta condições particulares.C4 onde C 1 – influência da granulometria granulometria continua e bem graduada C1 = 1 granulometria uniforme C1 = 0.8 C 2 – influência do solo solos -fofos ou não confinadosC2 = 0. pode-se considerar a contaminação desprezível kn ≥ 10 3 ks tg Critério de Retenção É comparada a abertura de filtração ( Of ) do geotêxtil. 12% passando na peneira 200 (0. tipo de escoamento e função do geotêxtil. Etc) kn ≥ 10 4 ks tg c) No caso de areias puras: equivalente de areia > 60.Manual de Drenagem de Rodovias 325 kn ks x is x A = tg ∆h kn 10 x 100 x 3 x 3 x ks = tg 0. com as partículas maiores do solo (d 85 ) a filtrar.25 C 3 – escoamento hidráulico MT/DNIT/DPP/IPR . Drenagem De Taludes.

6 (proteção de margem) C 4 – função do geotêxtil função de filtroC4 = 1 função filtro-drenante (drenagem transversal)C4 = 0. MT/DNIT/DPP/IPR .3. do geotêxtil como filtro.Manual de Drenagem de Rodovias 326 gradiente hidráulico:i < 5 C3 = 1 5 < i < 20 C3 = 0. pode ser feita diretamente sobre o "ÁBACO" abaixo: Figura 120 .8 20 < i < 40 fluxo reversoC3 = 0. são multiplicados por C4 = 0.3 Gráfico para Determinação de C A escolha do fator "C".Ábaco para escolha do fator “C” NOTA: No caso de aplicações filtro-drenantes (drenagem transversal) os valores de “C” obtidos no ábaco.

adota-se Of = 50 µm. Comentários Para solos de granulometrias descontínuas. respeitando o critério seguinte: 4 ⋅ d15 〈 Of 〈 C ⋅ d 85 Considerações Porosimetria Medida da dimensão dos poros do geotêxtil e sua distribuição percentual. se não. MT/DNIT/DPP/IPR . se ela conduzir a um valor de Of superior a 50 µm. nos quais a curva granulométrica apresenta um patamar acima do limite de "20% passando". a abertura de filtração Of é comparado ao d85 da fração granulométrica inferior a este patamar (considera-se o patamar como sendo 100% passando). Neste caso a composição granulométrica tem a forma indicada na Figura 121 a seguir: Figura 121 . o geotêxtil deve reter os elementos mais grossos e deixar passar os elementos mais finos. aplica-se a regra de retenção.Composição granulométrica Para os solos que apresentam a possibilidade de terem partículas finas percolando nos seus vazios (britas pulverulentas.Manual de Drenagem de Rodovias 327 – no caso de solos-finos. areias pouco argilosas onde a porção argila não constitua uma matriz continua).

Manual de Drenagem de Rodovias 328 Abertura de Filtração (Of) Diâmetro do maior poro do geotêxtil.5 MT/DNIT/DPP/IPR . mas. é muito importante a escolha final de um geotêxtil em relação ao outro levando-se em conta as características que seguem (resistência à esforços de instalação): – – – – – Resistência à tração Alongamento Resistência ao puncionamento Resistência ao estouro Resistência à propagação do rasgo Requisitos básicos das mantas geotêxteis As mantas geotêxteis. NBR-12824 NBR-15224. para garantir a eficácia do mesmo durante sua instalação e vida útil.Requisitos básicos das mantas geotêxteis Requisitos Permeabilidade Abertura de Filtração Resistência à tração Alongamento εr Resistência ao puncionamento Norma (ABNT) NBR-15223 NBR-15229 NBR-15224. 7. agulhadas e atender aos seguintes requisitos básicos (Tabela 60). corresponde ao diâmetro do maior elemento de solo capaz de atravessar o geotêxtil sobre a ação da percolação de água. ocasião em que esforços mecânicos poderão danificálo. utilizadas como materiais filtrantes nos drenos. Tabela 52 . d10 e d15 = conceitos análogos ao d85.5. NBR-12824 NBR-13359 ou NBR-15224 Unidade cm/s µm kN/M % kN Dreno Profundo ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥ 12 ≥ 30 ≥ 2.5 Superficial ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥8 ≥ 30 ≥ 1.3 ESCOLHA DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A INSTALAÇÃO DO MESMO NA OBRA As características de permeabilidade e retenção de partículas são primordiais para o desempenho da Função Filtração do geotêxtil. Cu = d60 d10 (usado na definição do C1) Coeficiente de Uniformidade Parâmetros do Solo: d85: corresponde ao diâmetro da partícula do solo tal que 85% em peso são inferiores a esse diâmetro d60. não devem tecidos.

Após o enchimento da trincheira e rebatimento do geotêxtil na superfície (fechamento superior do filtro) deverá ser imediatamente executado o selo superior para impedir a entrada de partículas na trincheira drenante devido às águas de enxurrada. NOTAS: Recomendações complementares dos catálogos e folhetos dos fabricantes dos geotêxteis devem ser considerados para obter o melhor desempenho possível dos mesmos. A circulação de equipamentos da obra sobre a trincheira drenante antes de sua conclusão (selo) deve ser proibida. A instalação do geotêxtil.5 ALGUMAS RECOMENDAÇÕES DRENAGEM SUBTERRÂNEA PARA A INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA Preparo do terreno: as superfícies onde será instalado o geotêxtil deverão.5.Manual de Drenagem de Rodovias 7.5.30 m (aceita-se até 0. devem ser feitas logo após a abertura da vala.20 m) Colocação do material de enchimento (material drenante): o sentido de lançamento do material de enchimento deverá ser tal que impeça o levantamento e deslocamento do geotêxtil nos locais de recobrimento. Objetos contundentes deverão ser removidos Instalação e união dos geotêxteis: O geotêxtil deve ser instalado convenientemente contra o fundo e paredes da trincheira drenante para prevenir solicitações exageradas quando da colocação do material de enchimento e também para evitar a presença de "cavidades" entre o solo e o geotêxtil. 7. estarem isentas de lama ou de água com partículas em suspensão para evitar algum tipo de poluição das mesmas. A união do geotêxtil para o fechamento do filtro e emenda de duas mantas pode ser feita por recobrimento de 0. o projetista pode e deve colocar sua escolha final tendo em conta também a tradição de uso de certos geotêxteis em condições de instalação e solos conhecidos. causando a movimentação indesejada do solo a drenar. enchimento e selo.4 ESCOLHA FINAL DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A PRÁTICA 329 Tendo em vista a recente apresentação e uso dos métodos de dimensionamento de Geotêxteis para a Função Filtração. MT/DNIT/DPP/IPR . dentro do possível.

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Manual de Drenagem de Rodovias 331 BIBLIOGRAFIA MT/DNIT/DPP/IPR .

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MT/DNIT/DPP/IPR . n. 1987. Paul. Geotextiles and geomembranes. p. Designing with geosynthetics. New Orleans. 2. Paris.Manual de Drenagem de Rodovias BIBLIOGRAFIA 333 1. J. P. ROLLIN. Mn: Industrial Fabrics Association International. 107. 1987.. 1984-1985. 3. Jacques. Jean-Marie. properties and designs.1987.. New Orleans. RIGO. 2. Paris: Rhône-Poulenc. 5. GICOT. ed. Paris. ed. 6. Les géotextiles: guide de l'utilisateur. 2005. KOERNER. A. 83-92. 0livier. 4.. In: Geosynthetic’87 Conference. New Jersey: PrenticeHall. 1980. mai/jun. v. Proceedings. 1986. 5th. M. PERFETTI Jacques. Nouvelle approche de la mesure de la résistance à la traction des géotextiles non-tissés. R. definitions. Recommandations pour l'emploi des géotextiles dans les systemes de drainage et de filtration. COMITÉ FRANÇAIS DES GÉOTEXTILES ET LE GÉOMEMBRANES. PERFETTI. St. 3th. Bulletin de Liaison des Laboratoires des Ponts et Chaussées. Geosynthetic filtration in landfill design. 456-470. p. L. GIROUD. DENIS R.