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DNIT Manual Drenagem Rodovias

DNIT Manual Drenagem Rodovias

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DNIT

Publicação IPR - 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO-GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª EDIÇÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Albino Pereira Martins (Responsável Técnico) Eng° Francisco José Robalinho de Barros (Responsável Técnico) Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Téc° Felipe de Oliveira Martins (Tecnólogo em Informática) Téc° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Técª Célia de Lima Moraes Rosa (Técnica em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri (DNIT / DPP / IPR)

COLABORADORES TÉCNICOS
Engº Osvaldo Rezende Mendes (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Francisco José d’Almeida Diogo (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Maria das Graças Silveira Farias (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Rosane Roque Jacobson (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Osvaldo Barbosa (KANAFLEX / AMITECH – RJ) Eng° MSc Fernando Wickert (Coordenador Técnico Geotêxtil da Fiberweb Bidim) Eng° Eider Gomes de Azevedo Rocha (Consultor da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Engª Carla Borges de Araújo (Consultora da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Eng° Antônio Máximo da Silva Filho (Superintendência Regional – MA {ex 15ª UNIT/DNIT})

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng°Paulo Romeu de Assunção Gontijo Eng°Saul Birman Eng°Julio César de Miranda Eng°Genésio Almeida da Silva Eng°Ronaldo Simões Lopes Azambuja Eng°Pedro José Martorel Martorel Eng°Haroldo Stewart Dantas Eng°Renato Cavalcante Chaves Eng°Nelson Luiz de Souza Pinto Eng°Willy Alvarenga Lacerda Eng°Rui Vieira da Silva Eng°Antonio Roberto Martins Barbosa de Oliveira Eng°João Maggioli Dantas Eng°Guioberto Vieira de Rezende Eng°Humberto de Souza Gomes

COLABORAÇÃO: GEPEL – Consultoria de Engenharia Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de drenagem de Rodovias. - 2. ed. - Rio de Janeiro, 2006. 333p. (IPR. Publ., 724). 1. Rodovias – Drenagem – Manuais. I. Série. II. Título.
Impresso no Brasil / Printed in Brazil

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

Publicação IPR 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª Edição

Rio de Janeiro 2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, Km 163 – Vigário Geral Cep.: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel/Fax.: (21) 3371-5888 e-mail.: ipr@dnit.gov.br TÍTULO: MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado pela Diretoria Colegiada do DNIT em 15/08/2006.

vierem a consultá-lo.br . buscando-se a simplificação de procedimentos e a facilidade de sua aplicação. RJ Tel/Fax. A presente edição. procurando dar maiores e melhores subsídios técnicos aos profissionais que. Rio de Janeiro CEP .gov. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).21240-000. Centro Rodoviário. datado de 1990. a fim de possibilitar o desenvolvimento dos projetos de drenagem para rodovias com eficiência e modernidade. fruto da revisão e atualização da 1ª Edição do Manual. Neste Manual de Drenagem de Rodovias são apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária. enviando sugestões. comentários e críticas ao endereço abaixo. Solicitamos a todos os usuários deste Manual que colaborem na permanente atualização e aperfeiçoamento do texto.: (21) 3371-5888 E-mail: ipr@dnit. Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra. Km 163. por ventura. atualiza e complementa o nível de informação do Manual original. dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos. vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu Manual de Drenagem de Rodovias. Vigário Geral.APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR).

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.................... 107 Interpolação de curva de coeficiente Ke..................................... 78 Curva Kv = f (d) ........................................................... 34 Variação de energia....... 38 Grandezas hidráulicas dos bueiros celulares ........................................... à seção plena com controle de saída n = 0................ 79 Propriedades hidráulicas de estruturas lentículares e elípticas ..................................................................................................012.......................................................... 105 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóboda de chapa metálica corrugada com controle de entrada .. com controle de entrada ...... 80 Esquema de escoamento por orifício .................................................................... à seção plena com controle de saída n = 0............................................... 35 Relação entre energia e profundidade críticas ............................................. 101 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de cimento e controle de entrada .................................................................. com eixo longo vertical ou horizontal.............................................................................. 96 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada ..............................012... 109 Carga para bueiros em célula de cimento................................................LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE FIGURAS Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Figura 8 Figura 9 Figura 10 Figura 11 Figura 12 Figura 13 Figura 14 Figura 15 Figura 16 Figura 17 Figura 18 Figura 19 Figura 20 Figura 21 Figura 22 Figura 23 Linha de energia específica ..................................................... 94 Cotas hidráulicas no levantamento do Hw............................................................................................................................ 39 Curva Kq = g (d) ............................................................................................................................................................................... 34 Largura da superfície livre do fluxo.............................................................................. 113 ..... 104 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada...... 111 Carga para bueiros em tubulação de concreto..... 103 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada.012............ com eixo longo horizontal e controle de entrada........ 106 Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada em anel biselado .............................. 112 Carga para bueiros em tubulação oval de concreto...................... 36 Ângulo Ø....... à seção plena com controle de saída n = 0................................. 102 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto...................... 85 Controle de saída .................

.............................. 145 Vista em planta dos obstáculos ..................................................................... 138 Perfis do fundo e linha d’água ........024......................................................... à seção plena n = 0............................................................................... à seção plena n = 0......................................................................... 149 Valetas de proteção de corte.................... 121 Profundidade crítica para bueiro lenticular em aço corrugado.......................................................... 120 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical................024.............................................................................. 142 Perfil hidráulico teórico ........ 114 Carga para bueiros em chapa metálica corrugada....................................................................................................................................................................................................................... 137 Comprimento elementar .............................. 155 Figura 34 Figura 35 Figura 36 Figura 37 Figura 38 Figura 39 Figura 40 Figura 41 Figura 42 Figura 43 Figura 44 Figura 45 Figura 46 Figura 47 Figura 48 Figura 49 Figura 50 Figura 51 ...........2m de diâmetro e boca de montante saliente ............................................................................... 140 Curva dx/dy = f (y) .................................................................................................................................. 119 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal ..................................................................................................................................024............................. 124 Seção transversal de um rio ......................................................................... 117 Profundidade crítica seção retangular ....................................................................................... 116 Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada.......Figura 24 Figura 25 Figura 26 Figura 27 Figura 28 Figura 29 Figura 30 Figura 31 Figura 32 Figura 33 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada................................................................ 146 Vista em perfil d’água e obstáculos .......................................................... à seção plena n = 0.......................024......................................................... 118 Profundidade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados.......... 132 Gráficos de h = f (AR ⅔) e h = g (v)....................... 140 Acréscimo de cota devida ao remanso............................................. 146 Coeficientes da fórmula de Rehbock ....................................................................................... 155 Seção retangular ........................................ 133 Termos da equação de Bernoulli ...................................... à seção plena n = 0............................... 155 Seção trapezoidal .................................... 115 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada.................... 149 Ábaco II ...................................... 148 Ábaco I ......... 122 Curvas do comportamento hidráulico para bueiros circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1................................................. 154 Seção triangular...................................... 144 Sobrelevação devida à obstrução de pilares .......................

..... 185 Seção curta de uma descida d’água de comprimento ∆x ............................................................................................................................................................... 183 Elemento para o cálculo da velocidade d’água no pé da descida ................................. 206 .......................................... 170 Curvas de comprimento crítico para várias declividades...................... 190 Perfil do fluxo em descida d’água ................................................... 163 Sarjeta trapezoidal....................................................................................................... 164 Sarjeta retangular ........................................................................... 181 Descidas d’água tipo rápido ............................................................................................... 176 Comprimento crítico de sarjeta em função de declividade longitudinal d = f (I) ..................... 180 Situações da valeta do canteiro central ........................................................... 174 Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro ... 172 Direção de maior declive ..................................... 203 Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap”...... 190 Curvas de profundidade e velocidade do líquido ....Figura 52 Figura 53 Figura 54 Figura 55 Figura 56 Figura 57 Figura 58 Figura 59 Figura 60 Figura 61 Figura 62 Figura 63 Figura 64 Figura 65 Figura 66 Figura 67 Figura 68 Figura 69 Figura 70 Figura 71 Figura 72 Figura 73 Figura 74 Figura 75 Figura 76 Figura 77 Figura 78 Figura 79 Figura 80 Figura 81 Figura 82 Figura 83 Escalonamento de valetas.............................................................................. 199 Número de Froude............................................... 168 Curva d = f (I)............................... 201 Esquema de um dissipador de energia ............................................................................................... 200 Curva para levantamento do comprimento do ressalto .................................................. 159 Descida d’água em degrau........................................................................... 170 Meio-fio simples e acostamento ....................................................... 193 Esquema completo de um bueiro de greide em aterro ................................................. 205 Bacia de contribuição da plataforma............................ 161 Seção trapezoidal ........................ 161 Seção retangular .......... 172 Meio-fio sarjeta conjugados ......................................................... 191 Saída d’água de greide em rampa.................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 204 Dissipador contínuo ao longo do aterro ................... 164 Sarjeta trapezoidal com capa ........................................................................................................... 198 Esquema completo de um bueiro de greide em corte .......... 192 Saída d’água de curva vertical côncava ................................... 162 Sarjeta triangular ..... 165 Bacia de contribuição da sarjeta...........

....................................................................................... 255 Perfil dos lençóis freáticos rebaixados............................................................................................ 224 Camada drenante conectada a dreno profundo . 216 Camada drenante ................................................ 211 Esquemas de drenos em muros de arrimo................ 224 Curvas para agregados de graduação .......................... 268 Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia.................................................................................................... 238 Seções de drenos profundos........................................................................................................... 225 Filtro separador ... 229 Nomograma para determinação da seção de vazão . 288 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas....................................................................................................... 250 Curvas granulométricas.......................................................................... 262 Elementos de um dreno sub-horizontal .............................................. 266 Dreno sub-horizontal com controle na saída ..................................................... 290 ..................................... 273 Bocas de lobo ........................................................................................................... 235 Elementos de cálculo do dreno lateral da base ..................................... 267 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL. 286 Seção na entrada da boca-de-lobo........................... 288 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas ...... 1977) .................................... 258 Drenos em espinha de peixe .................................................................... 207 Escalonamento de aterro – altura máxima ......... 251 Rebaixamento do lençol freático.................................................................... 210 Corta–rios ................................................................................... 1997) .......................................................................................... 236 Área de vazão máxima (I = L) .... 266 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL............................. 233 Comportamento da água drenada nos pavimentos .................................................. 227 Elementos para o dimensionamento da camada drenante............................................................................................................................Figura 84 Figura 85 Figura 86 Figura 87 Figura 88 Figura 89 Figura 90 Figura 91 Figura 92 Figura 93 Figura 94 Figura 95 Figura 96 Figura 97 Figura 98 Figura 99 Figura 100 Figura 101 Figura 102 Figura 103 Figura 104 Figura 105 Figura 106 Figura 107 Figura 108 Figura 109 Figura 110 Figura 111 Figura 112 Parâmetro no escalonamento do talude ........................... 237 Área de vazão máxima (I < L)................................................................................................................................................ 283 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas ........................................................................................................................................................

........................................................................................................................................................ 322 Ábaco para escolha do fator “C” ......... 327 ........................................................................................... 309 Tipos básicos de ensaios de tração para geotexteis .......................Figura 113 Figura 114 Figura 115 Figura 116 Figura 117 Figura 118 Figura 119 Figura 120 Figura 121 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas .............................. 318 Mecanismo de filtração.................. 307 Coeficiente de deflúvio f .......................................................................................................................... 326 Composição granulométrica .................................. 308 Capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção........................................................................................... 292 Esquema geral de grelha .............................. 293 Coeficiente de distribuição (n) – Àbaco de Caquot .................

60 Vazão......... 61 Vazão................. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .............................. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .............................................. 56 Vazão. velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) .................................. 54 Vazão............................. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) ... 62 Vazão.. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ........... 65 Vazão....... 57 Vazão................................................ 76 Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados...... velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .................................................................. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ................................................ velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ....... 64 Vazão. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) . 58 Vazão................................................. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .... 55 Vazão.......................................... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ..................................... 52 Vazão.... velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) . 81 .............................. 51 Vazão.......................................................................................................................................................................................................................................... 59 Vazão........................... 66 Tabelas dos circulares parcialmente cheios ....... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) . velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ............................. 63 Vazão.............................................. velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) .................... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .......................... 53 Vazão..........................LISTA DE TABELAS Tabela 1 Tabela 2 Tabela 3 Tabela 4 Tabela 5 Tabela 6 Tabela 7 Tabela 8 Tabela 9 Tabela 10 Tabela 11 Tabela 12 Tabela 13 Tabela 14 Tabela 15 Tabela 16 Tabela 17 Tabela 18 Tabela 19 Vazão........ 56 Vazão.....

....................................... 254 Granulometria a ser servida por drenos e colchões drenantes .. 90 Valores de “n” para concreto ..................................... 84 Coeficientes de vazão .........................63 ........................................................................................................................................................... 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios maiores .............................................. 303 Valores do fator de “m” ......... 87 Vazão................................................................................................................... 126 Velocidades máximas admissíveis para a água .... 272 “k” em função do ângulo “y”.......................... 128 Valores de “x” para “y”...... 218 Coeficientes de escoamento superficial ......................................................... 125 Coeficientes de perda em entrada de estruturas: Ke.... velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0.................................................................... 82 Vazão por metro linear de soleira ...................................................................... 143 Folga “f” para valetas revestidas ........... velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0............................................................................................................................................................................................................................................................... 303 ....................... 128 Valores dos coeficientes de rugosidade “n”............... 188 Parâmetros geométricos para seções circulares de canais....................................... 302 Coeficiente de redução das capacidades das bocas-de-lobos ................. 287 Planilha para o cálculo de coletas circulares de águas pluviais ..................................... 110 Dados para curva de controle de entrada........... 89 Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro ....................................................................................... 110 Valores de “n” para metálicos .....................................................63 ... 220 Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos...................Tabela 20 Tabela 21 Tabela 22 Tabela 23 Tabela 24 Tabela 25 Tabela 26 Tabela 27 Tabela 28 Tabela 29 Tabela 30 Tabela 31 Tabela 32 Tabela 33 Tabela 34 Tabela 35 Tabela 36 Tabela 37 Tabela 38 Tabela 39 Tabela 40 Tabela 41 Tabela 42 Tabela 43 Tabela 44 Tabela 45 Tabela 46 Tabela 47 Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados....... variando de “y”min até “y”máx ........................................................................................................................................................................... 123 Dados para as curvas de controle de saída ....... 252 Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm). 220 Coeficientes de condutividade hidráulica (k) ............ 159 Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água ......................... 88 Vazão.... 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios menores.................

................................... 305 Requisitos básicos das mantas geotêxteis .................................................................................................................................................. 303 Valores do fator de (a) .... 304 Dados numéricos para o cálculo de escoamento em galeria circulares parcialmente cheias........................................................................................................................................... 328 .. 304 Determinação de d 8/3/n e d 5/2 ..............Tabela 48 Tabela 49 Tabela 50 Tabela 51 Tabela 52 Tempo de entrada .......................

............................................. 07 Lista de Figuras ............................................... 2............................. 2...... Bueiros ..............................3............................... Valetas de proteção de corte......................................1....1.. 135 Remansos..................................2...........2................................1.................................... 2...................3.....................................................4..... 2.........................3..... DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES ... 123 Tabelas diversas...3........................................ 32 Curvas de comportamento.................... 144 3.......1............................................ 2........5..................3................................................. 131 Obstruções parciais de vazão ...........2...........................................................1................... 05 Lista de Ilustrações .........................................................................................................1................................................................... 2............... 3.................................... 154 Objetivo e características..........1...................1.... DRENAGEM SUPERFICIAL .................... 30 Dimensionamento hidráulico.................................................. 2.................................................................................................................. 2...............................1............................1.................SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ............ 28 Elementos do projeto ............................ 3..... 21 2............. 25 2.......... 161 ..........2 2............... INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 135 Objetivo e características......2...1...... 154 Elementos do projeto ...............................................3.................... 130 Pontilhões...................1 2...................................................... 12 1...........................1................ 3........... 2.................................. 135 Influência dos pilares de pontes.............. 3............................1.................................... 156 Valetas de proteção de aterro ................................................ 154 Dimensionamento hidráulico...........2...................... 130 Pontes ............................................ 07 Lista de Tabelas ............................... 28 Objetivo e características........2....................3....................................... 2......................... 151 3............................. 125 Pontilhões e pontes......2...............................

..........1 3.................... 3..................................6....4.3..................................... 171 Objetivo e características ...........6.........................................4 3......2..... 181 3.......3......... 171 Dimensionamento hidráulico ............ 182 Dimensionamento hidráulico .............. 195 Elementos do projeto .........................................7.......................................... 182 3........8 Caixas coletoras.................................... 180 Dimensionamento hidráulico .5.........................3 3............................................... 3..................................................7............................................... 195 3..............................3 3......... 161 Dimensionamento hidráulico ..........3.............1 3....................................7......................... 173 Valeta do canteiro central .......... 191 Elementos do projeto ............. 3...........................................2.................................................................................1 3....................................................................................... 195 ........................5 3.....1 3................ 191 Objetivo e características ......... 184 Saídas d`água..7.............................3................................................................6.................2.............1....................................3.....1. 166 Sarjetas de aterro................................................................... 180 Objetivo e características ................... 3..........................2 3................. 171 Elementos do projeto ............. 194 3.......................................3 Objetivo e características .....................................8............................. 191 Dimensionamento hidráulico ....................2 3.................................................4......... 180 Elementos do projeto ............1 3...............................................3.. 163 Dimensionamento hidráulico ............................................................................... 162 Objetivo e características .......... 3... 162 Sarjetas de corte ........2 Objetivo e características ..............8........................................................ 182 Elementos do projeto ..........................2 3...............5................ 3...............6........................... 161 Elementos do projeto .....................3 Objetivo e características ...2......................... 162 Elementos do projeto ..4.... Descidas d`água ..........................5.................................2 3...2 3............................................................................3...... 3................

.............. Objetivo e características .................................................................................................................2. 205 Elementos do projeto ..................2 3..........................2.......................... Drenagem de alívio de muros de arrimo ......2................................................................................... 206 Dimensionamento hidráulico ................ 3.............. 197 Elementos do projeto ...................................................3... Objetivo e características.........................................1 ...... Escalonamento de taludes ... Dissipadores de energia............................. 217 4... 4.... 3....... Elementos geométricos para seções circulares de canais ........... 198 3......................... Corta-rios..........3 3................ Bacias de amortecimento..................... 4................................. 225 Dimensionamento hidráulico ......................................9.......3 Dimensionamento hidráulico ................ 211 Elementos do projeto .............. ............... 212 3................... 197 Dimensionamento hidráulico ..........3.................12.........12..2....................10.... 3.................1..............1.................................. 196 Bueiros de greide ..1........................3 Objetivo e características ...................... 214 3..................................... 221 4................................2..................... 205 3................. 3.......................13................................. 205 3.......................... 214 Dimensionamento hidráulico........... 206 3....................2...............................................................1 3.12.........................13............................................................1....3 Objetivo e características .... DRENAGEM DO PAVIMENTO .................................................. 197 Objetivo e características ........................ 4.......................11.................. 3..............................................................10......................9....2......... 199 3... 3............................... 214 3..... 211 3............14. 199 Dissipadores contínuos ..........10......9...9...........................2..........8...... Camada drenante .................12..................1 3............11..... 212 Dimensionamento hidráulico ......................................................... 227 Drenos rasos longitudinais ........................................................................................................... 224 Objetivo e características ....11........................................ 223 4..11............................................. 231 ...13.....

........ 240 5............................................. 264 Dimensionamento .................3...........................................................3.................1............. 263 Elementos do projeto .............3..............1..................................3 Objetivo e características .. 5... 4.4......... 234 Dimensionamento hidráulico ................................. 5........................1........ 4................ 4.......1.......... 246 5.2..4.........5..... 5..............................3........... 261 5.............................. .............................................................................................5............................. 262 Dimensionamento ...............................................1.................. 260 5.... 248 5..................4......................................2............ 240 Elementos de projeto ...2................. Drenos sub-horizontais .2..........3 Objetivo e características..2 Objetivo e características .......................................................................4..........2..... 240 Dimensionamento ........................... 264 5..............2........ 261 Elementos do projeto ......................................... 5. Drenos profundos............. 263 5...... 4...........................1.....................................................................1.. 5...... Valetões laterais........... Colchão drenante.................... 234 Objetivo e características ..................3 Objetivo e características ...............1..................... 263 5............................ 262 5.......................................................... 270 5................................... 232 Drenos laterais de base ........4.............................................. 5...... DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA .......................... 235 Drenos transversais ....................................... 246 Elementos do projeto .. características e projeto ......1........................... 4.... Drenos espinhas de peixe.....2 Objetivo e características ..3.................................2................................................................1 Objetivo........................................................................................ 5..................................5...... 247 Dimensionamento .......................... 261 Dimensionamento .4....1 4.........5............................... 231 Dimensionamento hidráulico ....... 4...........................................................5.. 243 5......................................................................1........................................................................................2.........................2...........4................................4.. 270 .................................................

.........3 Objetivo e características................................6.........................6.... 279 6............................................... 296 Deflúvio a escoar para jusante.......... 284 6.................... ............................ 316 Função proteção .................................3..5............................................... 316 Características dos geotêxteis – Detalhamento ..................... GEOTÊXTEIS – Características........................ 311 7....3.......................................................................................... 282 6............................................2 Sarjetas ......................3 Bocas-de-lobo.... 314 7.............1 Introdução .......................... 316 Função drenagem transversa .....................................2 Características dos geotêxteis ................................ 313 7................1...........................................1 Dimensionamento hidráulico ... funções e seu dimensionamento como filtro ............................................................3 6...........................................3.4 Função filtração .............................................................. Drenos verticais ..................... 277 6..................................................3...................... 271 Dimensionamento.1 7.................2 6.4 Poço de visita ...................................................... 5.2.......295 6............................2 7......295 6......... 5....6.................................4 Poços-de-visita ................................................3...5................................................3...........................3 7............ 273 6.....................................................................4 7......................6...................................... 280 6................ 313 7..................... 296 Galeria de jusante ................................5............................6.........................................................5 7... 301 6.......................................................................... 298 Recomendações ..........5............. 270 Elementos do projeto..........................5 Roteiro para projeto para galerias pluviais de seção circular ..................................................................................................... DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA...........................5......1 Objetivo e características .............................. Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo ........... .........................1 6.......................................... 315 Função separação .................................. 270 5..............3 Função dos geotêxteis .. 303 7....... 316 . 315 Função reforço ......................

.............4.......4..............................................................320 Abertura de filtração (capacidade de retenção de partículas)..........................321 Resistência à temperatura......4...................................4.321 Dimensionamento do geotêxtil para o desempenho da função...................................................321 Dimensionamento do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea .....................317 Diâmetro da fibra ou filamento..16 7....4..........................317 Alongamento............318 7..314 7..................4.................321 7...................318 Resistência ao puncionamento...........320 Permeabilidade transversal......................................5........4............................10 Resistência ao estouro..................................316 Densidade da fibra ou filamento.....321 Resistência a agentes biológicos...............................................................4.......................4..........4.....................321 Resistência aos raios ultra-violetas .............................................15 7................................4 7...................4....321 Resistência a agentes químicos....................................319 7..............................................................3 7................317 Resistência à tração.320 Fluência .............2 7.....................4....4..............................321 Resistência à abrasão..4..............................4..............23 7................4................................4........................12 Flexibilidade..........................................18 7...19 7..13 Atrito com o solo..........8 7..............323 .........317 Porosidade...............319 7....................................................4..318 Módulo de rigidez..........................22 7................11 Resistência à propagação do rasgo................1 7..................7................................4.................20 7.......................316 Espessura...........5 7....................4..................7 7.............................4.....................................14 Isotropia.......4...............1 7......................................21 7.....................319 7..........................................4........................5..........17 7...................9 Gramatura (densidade superficial).........6 7..5 Permeabilidade normal.............2 Mecanismos de filtração....................319 7...........

.............................7.......5.........................................................5 Algumas recomendações para a instalação do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea.......................................4 Escolha final do geotêxtil tendo em vista a prática.....330 .............5.328 7.3...............5...........329 do 7..........Escolha do geotêxtil tendo em vista a instalação mesmo na obra..

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Manual de Drenagem de Rodovias 21 1 – INTRODUÇÃO .

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e teve por finalidade orientar e permitir. acrescentando-se as correções e complementações decorrentes do processo de revisão efetuado. Esta 2ª Edição manteve a forma original da 1ª Edição. da condução através de talvegues. será de larga aplicação. ao seu usuário. drenagem do pavimento. Com sua aprovação. relativas aos métodos e processos que deveriam ser adotados nos projetos e estudos de drenagem de rodovias. cuja larga aplicação permitiu o seu próprio aprimoramento. foram tratadas com a profundidade teórica compatível com o projeto rodoviário. o Manual de Drenagem de Rodovias – 1ª Edição é constituído pelos capítulos referentes à transposição de talvegues. cuja utilização em obras rodoviárias se inicia no Brasil e. Basicamente. drenagem subterrânea ou profunda e drenagem de travessia urbana. o qual se apoiava na existência de diversos manuais contendo informações não oficializadas. Refere-se ainda esta 2ª Edição às canalizações executadas com novos materiais como o PEAD – polietileno de alta densidade e o PRFV – plástico reforçado com fibra de vidro. A 2ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias. ou mesmo. das existentes sob a forma de lençóis freáticos ou artesianos. das infiltrações. no futuro. pretendeu o extinto DNER suprir uma lacuna existente no módulo rodoviário.Manual de Drenagem de Rodovias 1 INTRODUÇÃO 23 A 1ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias (1990). MT/DNIT/DPP/IPR . seja através das precipitações. Os assuntos foram abordados obedecendo a uma seqüência lógica. drenagem superficial. onde as diferentes técnicas. implicando em freqüentes dúvidas e indecisões. ora apresentada. objetiva a consolidação dos critérios e dos métodos de cálculo usuais. a adequada utilização dos dispositivos de drenagem nos estudos e projetos de construção e restauração de rodovias. foi parte integrante do conjunto de trabalhos realizados por intermédio do Programa BIRD VII. A matéria apresentada fornece as ferramentas indispensáveis à adoção das medidas para a proteção do corpo estradal da ação prejudicial das águas que o atingem. principalmente as mais importantes.

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Manual de Drenagem de Rodovias 25 2 .DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES MT/DNIT/DPP/IPR .

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evidentemente. MT/DNIT/DPP/IPR . na pesquisa do nível d'água a montante e a jusante da obra. No caso da transposição de talvegues. técnica e economicamente. fundamentalmente. Esta metodologia se aplica às duas alternativas. a metodologia adotada é a referente ao escoamento em regime crítico.Manual de Drenagem de Rodovias 2 DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES 27 Em sua função primordial. o correto dimensionamento das obras de drenagem a serem implantadas. Não sendo possível a carga a montante. para o dimensionamento. Para bueiros trabalhando hidraulicamente como canais. baseada na energia específica mínima igual à altura do bueiro. a utilização do método alternativo da "Circular nº 5 do Bureau of Public Roads . por imperativos hidrológicos e do modelado do terreno. isto é. Em termos hidráulicos os bueiros podem ser dimensionados como canais. o bueiro deve trabalhar livre como canal. respeitandose. têm que ser atravessadas sem comprometer a estrutura da estrada. A escolha do regime a adotar depende da possibilidade da obra poder ou não trabalhar com carga hidráulica a montante. sob qualquer forma.USA". obstáculos a serem vencidos pela rodovia. para bueiros trabalhando com ou sem carga hidráulica. estabeleça de maneira coerente. As obras para transposição dos talvegues podem ser bueiros. à seção plena. baseado em ensaios de laboratório e observações de campo. Esse objetivo é alcançado com a introdução de uma ou mais linhas de bueiros sob os aterros ou construção de pontilhões ou pontes transpondo os cursos d'água. sem pressão interna. a cota do nível d'água máximo a montante. Além desses procedimentos recomenda-se. e baseia-se. em conseqüência. Para bueiros com carga a montante o escoamento é considerado como canal em movimento uniforme. É fundamental que o técnico responsável pelo projeto de uma rodovia tenha ampla consciência da importância da drenagem na garantia da estabilidade da via a ser construída e. o bueiro pode ser dimensionado como orifício. vertedouros ou orifícios. atinge o corpo estradal. caso a elevação do nível d'água a montante não traga nenhum risco ao corpo estradal. que poderia proporcionar o transbordamento do curso d’água causando danos aos aterros e pavimentos e inundação a montante do bueiro. essas águas originam-se de uma bacia e que. ou a terceiros. a drenagem de uma rodovia deve eliminar a água que. Por outro lado. captando-a e conduzindo-a para locais em que menos afete a segurança e durabilidade da via. pontilhões e pontes.

Para o caso dos bueiros metálicos corrugados. quanto ao número de linhas. b) Quanto ao número de linhas São simples. No caso de o nível da entrada d'água na boca de montante estar situado abaixo da superfície do terreno natural. a) Quanto à forma da seção São tubulares. quando tiver seções diferentes das citadas anteriormente. visando a determinação do perfil hidráulico teórico. celulares. quando houver 2 ou 3 linhas de tubos.Manual de Drenagem de Rodovias 28 Neste capítulo são também apresentadas considerações sobre pontes e pontilhões. a elíptica e os arcos semicirculares ou com raios variáveis (ovóides). a referida boca deverá ser substituída por uma caixa coletora. existe uma gama maior de formas e dimensões. Os bueiros podem ser classificados em quatro classes. foram feitas considerações sobre as obstruções parciais de descargas. quando a seção for circular. a lenticular. quanto à esconsidade. muro de testa e alas. duplos e triplos.1 2. quanto aos materiais com os quais são construídos. quando só houver uma linha de tubos. As bocas constituem os dispositivos de admissão e lançamento. Corpo é a parte situada sob os cortes e aterros.1. a saber: • • • • quanto à forma da seção. a montante e a jusante. de células etc. 2. Não são recomendáveis números maiores de linhas por provocar alagamento em uma faixa muito ampla. MT/DNIT/DPP/IPR . por exemplo. Tendo em vista a eventual ocorrência de remanso. como é o caso dos arcos. baseadas na teoria do escoamento gradualmente variado em canais.1 BUEIROS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros são obras destinadas a permitir a passagem livre das águas que acorrem as estradas. influindo no dimensionamento hidráulico das pontes e dos bueiros. elipses ou ovóides. especial. quando a seção transversal for retangular ou quadrada. cujo dimensionamento hidráulico se baseia na fórmula de Manning e na equação da continuidade. e são compostas de soleira. entre elas: a circular. células etc. Compõem-se de bocas e corpo.

simples ou armado. Nas bocas.Manual de Drenagem de Rodovias c) Quanto ao material 29 Os materiais atualmente usados para a construção de bueiros no DNIT são de diversos tipos: concreto simples. esconsos . ser moldados em formas metálicas e ter o concreto adensado por vibração ou centrifugação. segundo normas da AASHTO e ASTM e revestidos adequadamente para resistir as mais diversas condições ambientais. deve-se procurar uma locação esconsa que MT/DNIT/DPP/IPR . NBR 9795 e NBR 9796 da Associação Brasileira de Normas Técnicas . devem: obedecer aos projetos-tipo do DNIT.quando o eixo do bueiro coincidir com a normal ao eixo da rodovia. A união (costura) das chapas ou segmentos pode ser feita por meio de parafusos ou cintas. Os bueiros devem estar localizados: a) sob os aterros – em geral deve-se lançar o eixo do bueiro o mais próximo possível da linha do talvegue. de acordo com o tipo de produto escolhido. – tubos de concreto Os tubos de concreto. ou blocos de concreto de cimento.quando o eixo longitudinal do bueiro fizer um ângulo diferente de zero com a normal ao eixo da rodovia. Tubos diferentes daqueles apresentados nos projetos-tipo podem ser aceitos desde que satisfaçam as exigências estabelecidas nas normas NBR-9794. PEAD. concreto armado. – Quanto à esconsidade A esconsidade é definida pelo ângulo formado entre o eixo longitudinal do bueiro e a normal ao eixo longitudinal da rodovia. de acordo com as peculiaridades locais. Os bueiros podem ser: normais . além de concreto pré-moldado. chapa metálica corrugada ou polietileno de alta densidade.ABNT. com recobrimento de argamassa de cimento e areia. – tubos metálicos corrugados Os tubos metálicos corrugados devem ser fabricados a partir de bobinas de aço. – células de concreto As seções transversais-tipos devem obedecer aos projetos elaborados. devendo o concreto ser adensado por vibração. alas e caixas coletoras usa-se alvenaria de pedra argamassada. não sendo possível. além do PRFV – plástico reforçado de fibra de vidro.

Seção transversal O cálculo da seção transversal ou seção de vazão do bueiro vai depender de dois elementos básicos: a descarga da bacia a ser drenada e a declividade adotada. o bueiro deve ser projetado em degraus e deverá dispor do berço com dentes para fixação ao terreno. para avaliação da capacidade de suporte do terreno natural. O projeto terá que ser precedido de um levantamento topográfico adequado. Os estudos geotécnicos devem ser feitos através de sondagens.2 ELEMENTOS DO PROJETO Levantamento topográfico em planta. 2. se necessário. tomando-se precauções quanto aos deslocamentos dos canais nas entrada e saída d'água do bueiro. com curvas de nível. para permitir seu detalhamento. normalmente. folgas e posicionamento das alas. A descarga é definida pelos estudos hidrológicos e a declividade.Manual de Drenagem de Rodovias 30 afaste o eixo o mínimo possível da normal ao eixo da rodovia. Determinação do comprimento do bueiro Sobre a seção gabaritada traça-se o perfil ao longo do eixo do bueiro. definindo seu comprimento. b) nas bocas dos cortes . bem como a altura do aterro sobre o bueiro e valas e descidas d'água por ventura necessárias. Sobre a planta resultante será projetado o bueiro. Ao ser escolhida a posição mais recomendável para o bueiro deve ser levada em conta a condição de que. Quando essa declividade for elevada. Fundações MT/DNIT/DPP/IPR . principalmente nos casos de aterros altos e nos locais de presumível presença de solos compressíveis. deverá atender a esta descarga com a obra operando em condições de segurança.quando o volume de água dos dispositivos de drenagem (embora previstos no projeto) for tal que possa erodir o terreno natural nesses locais. Quando a velocidade do escoamento na boca de jusante for superior à recomendada para a natureza do terreno natural existente (ver tabelas no Apêndice A) devem ser previstas bacias de amortecimento. de escolha do projetista.1. Pesquisa da declividade e estudos geotécnicos.4 e 5%. de metro em metro. a declividade de seu corpo deve variar entre 0. c) nos cortes – quando for interceptada uma ravina e caso a capacidade de escoamento das sarjetas seja superada.

as fundações serão simples. quase sempre. Para os bueiros metálicos.Manual de Drenagem de Rodovias 31 Os bueiros podem ser. Em função da altura dos aterros podem. obras de arte correntes ou apresentarem características que as coloquem entre as obras de arte especiais. apenas de uma regularização do terreno de assentamento. exigir cuidados especiais no que se refere à fundação. para melhor adaptação ao terreno natural e distribuição dos esforços no solo. sob o ponto de vista construtivo. com assentamento direto no terreno natural ou em valas de altura média do seu diâmetro. porém. adotando-se inclusive o estaqueamento. necessitando. quanto às fundações. b) Em perfil segundo o eixo longitudinal contendo: – – – – declividade. tipo. Os recobrimentos máximo e mínimo permitidos para os bueiros devem constar de seus respectivos projetos. deve atender às resistências mínimas especificadas pela ABNT e as necessidades do projeto. e esconsidade. comprimento. Apresentação Os projetos dos bueiros serão apresentados segundo os seguintes elementos : a) No projeto geométrico. impõem-se os controles estabelecidos nas normas próprias. Recobrimento O recobrimento dos tubos. devem ser apresentadas em planta : – – – – – localização. Entretanto é muito mais seguro a adoção de uma base de concreto magro. Os bueiros circulares de concreto podem. quer de concreto quer metálicos. muitas vezes. comprimento. ter soluções mais simples. face ao seu tamanho e/ou condições adversas dos terrenos de fundação. seção transversal. pontilhões e as galerias. Estão neste caso. de acordo com convenções previamente aprovadas. cota das extremidades a montante e jusante. as obras celulares. independente da forma ou tamanho. Como os tubos têm que considerar as resistências estabelecidas pela ABNT. e altura do aterro da rodovia MT/DNIT/DPP/IPR .

das bocas e caixas coletoras. considera-se a obra como orifício. Para o dimensionamento dos bueiros como vertedores. No caso (a). em que a altura d'água sobre a borda superior é nula. vertedouros ou como orifícios.1. sendo baseado em que o escoamento de um bueiro é controlado pela capacidade hidráulica de uma determinada seção de controle do fluxo. o comprimento. o dimensionamento será feito baseado em duas hipóteses: a) Considerando o funcionamento do bueiro no regime supercrítico. e a declividade do mesmo.Manual de Drenagem de Rodovias c) Em seção transversal com os detalhes: – – – 2. para um projeto final mais preciso. Bueiros trabalhando como canais Considerações gerais sobre a hidrodinâmica MT/DNIT/DPP/IPR . Para o dimensionamento dos bueiros como orifícios utiliza-se a Equação de Torricelli e a equação da continuidade. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO 32 Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros admite-se que eles possam funcionar como canais. Este método é limitado pois não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro. a capacidade máxima considerada para o projeto está definida pela vazão correspondente a uma energia específica igual à altura da obra. o que exige a proteção à montante e a jusante aos riscos de erosão. podem-se utilizar os estudos do "Bureau of Public Roads". a rugosidade das paredes. com energia específica igual ao seu diâmetro ou altura. b) Considerando o funcionamento do bueiro no regime subcrítico. estabelecendo assim a condição do bueiro funcionar com a entrada não submersa. limitando-se sua capacidade admissível á vazão correspondente ao regime crítico. No caso de bueiros trabalhando como canais. com a entrada submersa. Este método pode ser usado de uma forma geral. Circular nº 05. considerando a opção do bueiro trabalhar com carga hidráulica. e do quadro de quantidades de material. isto é. sendo adequado apenas se a altura d'água a jusante ficar abaixo da altura crítica correspondente à descarga. e leva em consideração os fatores externos e internos do conduto. para qualquer tipo de funcionamento anteriormente citados. Tendo em vista as limitações dos métodos já citados. Este método não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro.3 de formas e armação.

esta última. e que depende da rugosidade do revestimento. Convém ressaltar que esta expressão foi deduzida por Bernoulli para fluido perfeito. como os que são objeto deste manual. ela será a soma das energias cinética e de pressão.Manual de Drenagem de Rodovias 33 Toda a técnica de drenagem na construção rodoviária se apóia na hidrodinâmica. MT/DNIT/DPP/IPR . a profundidade do líquido. Nos casos reais. por meio de condutos livres. como melhor será entendido pela observação da Fig. genericamente denominado h. é constante. toda água prejudicial ao corpo estradal. O regime crítico a) As fórmulas que o definem Define-se a energia específica de um líquido como sendo a energia total por unidade de peso em relação ao fundo do canal. 1. ou seja. Fundamentalmente o dimensionamento dos bueiros é feito usando a equação de Bernoulli(1700-1782): Z+ p + v2 = cte 2g γ em que: ao longo de qualquer linha de corrente. piezométrica ( p / γ ) e cinética ( V 2 / 2g ). escoando sem atrito. a soma das alturas representativas das energias geométrica ou de posição (Z). devese introduzir na equação acima a perda de carga por atrito da água com as paredes do canal. uma vez que seu objetivo é o de afastar. correspondendo. A equação de Bernoulli e a da continuidade (Q = AV) abriram um vasto campo a hidrodinâmica e permitem resolver inúmeros problemas do movimento dos líquidos em regime permanente. Deste modo.

embora o valor de h continue a decrescer (Fig. a profundidade hidráulica definida como a relação entre a área molhada A e a largura da superfície livre do fluxo (Fig.h. seguida de elevação. passando por um mínimo. E. dentro do canal. d.Largura da superfície livre do fluxo T N. FUNDO DO CANAL A definição. verificase que a energia diminui com a redução de h. modificando-se a velocidade do escoamento pelo aumento da declividade. 2). verifica-se a redução da altura d'água h. Figura 2 .A.3). considerando-se a energia em relação ao fundo do canal. V. a variação da energia consumida no escoamento. O fluxo crítico é aquele que se realiza com um mínimo de energia.Linha de energia específica LINHA DE ENERGIA ESPECÍFICA V2 2g 34 h N. a velocidade de escoamento e h. é apoiada na equação: E = h+ V2 (equação 2.01) 2g uma vez Z = O. portanto.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 1 .01). de acordo com a equação (2.A. a energia específica. Ao se traçar uma figura com estes elementos referidos a dois eixos cartesianos. Para uma dada descarga. MT/DNIT/DPP/IPR .

dE = 0 . 2).Variação de energia 35 2 V 2g h Regime Lento hc Regime Rápido 45º Ec min h > hc I < Ic h < hc I > Ic O ponto de energia mínima define a altura h do regime crítico. se T é a superfície livre do canal e A. adota-se o cálculo diferencial. para o mínimo desejado: ⎞ ⎛ Q2 ⎞ ⎛ V2 Q2 Q2 dE = d⎜ + h⎟ = − dA + dh = − tdh + dh + h ⎟ = d⎜ ⎟ ⎜ 2gA 2 ⎟ ⎜ 2g gA 3 gA 3 ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ Fazendo-se dE Q2 T x = 1− dh g A3 ou.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 3 . e considerando-se que na seção transversal do fluxo. tem-se. sua área molhada. tem-se dh 1− Q2 T =0 x g A3 As grandezas do fluxo crítico são: MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se. para se obter o mínimo. correspondente à energia mínima.01). dA = Tdh (Fig. Para se chegar às fórmulas do fluxo que traduzem este estado. Daí. anulando-se a derivada primeira de E em relação a h na equação (2. desde que Q é uma constante e V = Q/A .

E =h+ V2 . o valor da velocidade pelo da velocidade crítica Vc = gh c . Correspondendo ao escoamento crítico temse F = 1. em uma seção. c) Fórmulas empíricas que definem a velocidade nos canais. Figura 4 .Manual de Drenagem de Rodovias hc = Ac Profundidade crítica Tc 36 Q c = A c gh c Vazão crítica Com a utilização de equação de continuidade a velocidade crítica será: Vc = gh c A expressão V = gh define o numero de Froude.Relação entre energia e profundidade críticas 2 V 2g hc = 2/3 Ec IC EC Além de ser o tipo de fluxo que se dá com o mínimo de energia. uma grandeza adimensional que define os escoamentos subcríticos e supercríticos. MT/DNIT/DPP/IPR . desde que a declividade seja igual ou superior à crítica e as restrições a jusante não limitem tal capacidade. pelo menos. 4. como será visto mais adiante e poderá ser melhor entendida com a representação gráfica da Fig. o regime crítico acontece ao longo do bueiro funcionando como canal. b) Quantificação da energia específica do fluxo crítico Substituindo-se na equação da energia específica. resultará em: 2g Ec = 3 hc 2 Esta equação é básica para o dimensionamento dos bueiros no regime crítico. exercendo o controle da capacidade hidráulica da obra.

n = coeficiente de rugosidade de Manning. Essa última ligação só é possível através de fórmulas empíricas como a idealizada por Chezy ou a de Manning. é definida pela expressão: V = R 2 / 3 xI 1 / 2 n ou. Essa fórmula. 5). pode-se estabelecer a correlação dos elementos de definição do escoamento com a declividade do canal. conduzindo a valores aceitáveis para o dimensionamento de sistemas de drenagem. V. interligando Q. considerado igual à declividade do canal se o fluxo é uniforme. I = gradiente hidráulico. Caso dos bueiros tubulares Os valores necessários ao projeto estão diretamente ligados ao nível do enchimento do respectivo conduto. tem sido largamente empregada em todo mundo. Será demonstrado mais adiante que os cálculos a serem empregados ficarão sobremodo simplificados ao se utilizar o ângulo Ø como parâmetro representativo do referido enchimento (Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 37 Considerando a ocorrência de fluxo uniforme. área molhada dividida pelo perímetro molhado). R = raio hidráulico (A/P. de outra forma: I= V 2 x n2 R4/3 Onde: V = velocidade do canal. MT/DNIT/DPP/IPR . A e I. de longo uso. d) Expressões das grandezas hidráulicas visando ao estabelecimento das fórmulas do regime crítico. embora empírica. esta. A = área molhada.

A= Ø − senØ x D2 8 Perímetro molhado: P= Ø xD 2 Raio hidráulico: R= A Ø − sen Ø xD = p 4θ Largura da superfície livre do fluxo: T = D x sen Ø 2 Profundidade hidráulica: h= A Ø − sen Ø = xD Ø T 8 sen 2 O ângulo Ø será sempre expresso em radianos (rad). nas fórmulas utilizadas. Bueiros celulares MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 5 .Ângulo Ø 38 T N. Área molhada.A. D/2 d Ø D Obtém-se sua ligação com o tirante d através da fórmula: cos Ø 2d = 1− 2 D Por outro lado.

d = tirante. H A d B onde: H = altura da seção do bueiro.A. B = base da seção. Bueiros tubulares A vazão crítica é dada pela expressão: Qc = A c g x hc Substituindo-se a área molhada crítica pelo seu valor: MT/DNIT/DPP/IPR . A = área molhada do fluxo. Pela figura.Grandezas hidráulicas de bueiros celulares N. tem-se que: – – – – área molhada: A = Bd perímetro molhado: P = B + 2d raio hidráulico: R = A Bd = P B + 2d profundidade hidráulica: h = A =d T e) As fórmulas do escoamento no regime crítico. 6 Figura 6 .Manual de Drenagem de Rodovias 39 Para as fórmulas do escoamento uniforme serão utilizadas as expressões das grandezas hidráulicas consideradas na Fig. usando as expressões das grandezas hidráulicas.

foram estabelecidas as relações entre o tirante crítico e a vazão.5 g x c 512 Ø sen c 2 Velocidade crítica Para a velocidade crítica. Para se determinar a declividade que proporciona o escoamento em regime crítico lançase mão da expressão de Manning no movimento uniforme: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n Donde: MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Ac = Øc − senØc 8 x D2 40 e a profundidade hidráulica pelo seu valor: hc = Øc − senØc Ø 8 sen c 2 ambos dados em d). em a): Vc = g x h c Substituindo-se hc pelo seu valor definido em função do ângulo Ø tem-se: Vc = Ø c − senØ c g xD Ø 8 sen c 2 Declividade crítica Como visto. finalmente: Qc = (Ø − senØc )1. no estudo das fórmulas representativas do regime crítico. Para que aconteça o escoamento crítico no movimento uniforme é necessário que a superfície da lâmina d'água seja paralela ao fundo do canal e tenha altura igual ao tirante crítico correspondente à vazão em escoamento. e em conseqüência a velocidade. obtém-se: Qc = Øc − senØc 8 x D2 x g Øc − senØc xD Ø 8 sen c 2 ou.5 x D2.

Manual de Drenagem de Rodovias 41 Ic = n 2 x Vc2 4 Rc / 3 Substituindo-se na expressão acima Ic.138 (Øc − senØc )1.5 . em m. MT/DNIT/DPP/IPR . e tomando-se o valor para g = 9. em m/s onde: D = diâmetro interno. Vc = g x h c e Ic = n 2 x Vc2 4/3 Rc pelos valores de A. em m3/s Vc = 1. da velocidade e da declividade faz-se substituição nas fórmulas que constam do item a: Q c = A c g x hc .5 . resulta: Q c = g x B x d1. Caso dos bueiros tubulares Efetuando-se as operações possíveis e indicadas.5 sen Øc 2 x x D2. tem-se: Qc = 0.107 θc − senθc θ sen c 2 D .81 m/s2. c Vc = g x dc e ⎛ B + 2d c Ic = n 2 x g x d c ⎜ ⎜ Bxd c ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ f) Simplificação das expressões do item anterior. os valores de R representados por funções trigonométricas do ângulo Ø e de Vc dados no subitem anterior (velocidade crítica) temse: Ic = n2 Øc − senØc 1 gxDx 4/3 Øc ⎛ Øc − senØc ⎞ 8 sen ⎜ D⎟ 2 ⎜ ⎟ 4Øc ⎝ ⎠ que simplificada torna-se: Ic = n 2 x g Øc Øc x3 Øc 2D(Øc − senØc ) sen 2 Bueiros celulares Para se obter as expressões da vazão. h e R.

em m MT/DNIT/DPP/IPR .81 m/s2 e efetuando-se as operações indicadas.5 .5 = 0. em m/m Tirante crítico De posse da expressão da vazão crítica em função do ângulo θ .786xn2 xØc Ø D1/3 xsen c 2 3 42 Øc Øc − senØc .12 dc.obtida por ajustagem de D⎠ ⎝ curvas. em m³/s e da expressão do ângulo Ø em função do tirante dc e do diâmetro D. em m/s Ic = 0. as fórmulas do item anterior se tornam passíveis da simplificação abaixo: Q c = 3.132 B x d1. Bueiros celulares ( ) em m para 1 〉 dc 〉 0 .015 e g = 9.786 D − 5 Q c − 4. em m para dc 〈 0.5 x D2.138 sen Øc 2 .0022 ⎛ 2dc ⎞ ⎜1 + ⎟ B ⎠ d1 / 3 ⎝ c 4/3 .869D .5 .Manual de Drenagem de Rodovias Ic = 7. Qc (Øc − senØc )1. 65 D Adotando-se n = 0. em m³/s c donde: ⎛ 1 ⎞ ⎟ dc = ⎜ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 2/3 ⎛Q ⎞ x⎜ c ⎟ ⎝ B ⎠ 2/3 . tem-se: Q c = g x B x d1. em m/m Do item e (bueiros celulares). d ⎞ ⎛ Øc = 2arc cos⎜1 − 2 c ⎟ a explicitação de dc em função de Qc . em m³/s c 0 Vc = 3. leva às duas equações abaixo: dc = 0.0235 Q c x 2.5 .596 Qc D .90 D dc = 3.

destaca-se que o regime de escoamento pode ser dividido em 3 categorias: a) o crítico. no caso dos bueiros tubulares. isto é.81 m/s².em m ⎝ B ⎠ Dimensionamento dos bueiros Pelo exposto.0335 rd MT/DNIT/DPP/IPR . em função da declividade. Deste modo. que a altura representativa da energia específica do fluxo crítico seja igual à altura dos bueiros.467 3 ⎜ c ⎟ . Ec = D como Ec = 3 hc 2 e hc = Øc − senØc xD Øc 8 sen 2 tem-se 3 Ø c − senØ c x xD = E Øc 2 8sen 2 ou Øc − senØc 16 = Øc 3 sen 2 A solução desta equação fornece: Øc = 4. outro para o regime subcrítico.Manual de Drenagem de Rodovias 43 para g = 9. ter-se-á: ⎛Q ⎞ dc = 0. definido por uma declividade inferior à do regime crítico. c) subcrítico. que não funcione como orifício. ocorrendo o mínimo de energia. definido por ter uma declividade superior à do regime crítico. um para o regime crítico e rápido. b) o rápido. de modo a permitir que não haja carga hidráulica a montante. Existem dois processos para o dimensionamento dos bueiros como canais. – Dimensionamento nos regimes crítico e rápido 2 Caso de bueiros tubulares Arbitra-se.

em m/s n2 Ic = 32. admite-se recurso de procurar outro tipo de tubo com maior resistência à erosão. a vazão admissível está limitada a do fluxo crítico.Manual de Drenagem de Rodovias 44 ou Øc = 231o06'09" correspondente a um tirante crítico dc = 0. até o supercrítico uniforme. o que poderá acarretar velocidades excessivas. MT/DNIT/DPP/IPR V xn D x I1 / 2 2/3 . Há. é o a a Através da tabela conhecida como dos "Tubos parcialmente cheios”.716 D Substituindo-se o valor de Q nas fórmulas do item (f). tem-se um fluxo uniforme em regime supercrítico. não havendo interferência a jusante do bueiro.5 m/s. Assim em termos práticos. chega-se as fórmulas finais para o dimensionamento dos bueiros tubulares no regime crítico: Qc = 1. por intermédio do argumento A/D2: Kv = obtém-se a declividade procurada. todavia uma restrição para esta velocidade. ocorrendo concomitantemente o aumento de velocidade. em m/m D Esses valores são apresentados na Tabela 1 para as dimensões usuais dos tubos.82 3 . Atingido o limite de início da erosão das paredes de concreto.538 D2. Do fluxo uniforme em regime supercrítico o tirante d'água em relação ao crítico diminui. ou investigar declividade possível de instalação do conduto para que não seja ultrapassada velocidade limite de erosão do material. considera-se que para as declividades superiores a crítica. arbitrada conforme abordado anteriormente para a condição de energia específica igual a D ou H. em m³/s Vc = 2. No corpo do bueiro funcionando em regime supercrítico o fluxo varia desde o crítico junto a entrada do bueiro. que nos casos dos tubos de concreto.56 D . para obra de maior extensão. para a descarga estabelecida. junto à boca de saída.5 . Regime rápido ou supercrítico Toda vez que o escoamento no bueiro se dá em uma declividade superior â crítica (regime supercrítico). de 4.

em m/s MT/DNIT/DPP/IPR . Ec = H porém. pode-se diminuir a declividade do bueiro ou procurar outras alternativas.705B ×H1.56L1/2 .5 m/s. chega-se às seguintes equações finais para dimensionamento dos bueiros celulares de seção retangular: Qc = 1.Manual de Drenagem de Rodovias 45 Se essa velocidade for maior do que 4. tem-se: dc = 2 H 3 Levando-se este valor de (d) profundidade crítica às fórmulas apresentadas no item (f).em m/s 4/3 2 ⎛ ⎞ Ic = 2.56 H . neste caso. como B é igual a H que por sua vez é igual ao lado do quadrado (L).705L5/2 Vc = 2. em m/m 3H ⎜ B ⎟ ⎝ ⎠ Caso de bueiros celulares de seção quadrada Nos bueiros celulares de seção quadrada. Caso de bueiros celulares de seção retangular Pelas mesmas razões anteriormente apresentadas. tem-se que: Qc = 1.em m3/s . as expressões para dimensionamento dos bueiros celulares se apóiam na condição de que a altura representativa de energia específica do fluxo crítico seja igual à altura do bueiro.5 Vc = 2.60 n × ⎜ 3 + 4H ⎟ . hc = dc . Ec = daí 3 hc 2 H = 3 hc 2 2 hc = H 3 e Como. dentre as que se apresentarem como mais viáveis. em m3/s .

com o apoio das expressões genéricas que definem o fluxo crítico.75 n L1/3 46 . onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = H 3 2 n2 × Vc 4/3 Rc MT/DNIT/DPP/IPR . em m/m Estes valores são apresentados na tabela 02 para as dimensões usuais. estimar o tirante crítico. Para se calcular suas capacidades e limitações faz-se a equivalência com superfícies retangulares.Manual de Drenagem de Rodovias 2 Ic = 34. as estruturas lenticulares possuem dimensões e propriedades difíceis de serem expressas por fórmulas práticas. Por terem geometrias mais complexas. fundo e canto). 9. tem-se: E c = H . de propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares. por tentativas. envolvendo 3 raios distintos (para as partes: topo. Caso de bueiros lenticulares metálicos corrugados. Esta equivalência fornece as dimensões aproximadas dos dados indispensáveis à determinação das equações para o escoamento crítico. e por analogia com base nas premissas envolvendo energia e altura crítica pode-se. A partir das dimensões comerciais das estruturas lenticulares constantes em tabelas fornecidas pelos fabricantes. para quaisquer seções. Expressões genéricas Vazão critica Qc = A c g× hc (a) Velocidade crítica Q Vc = c = g× hc (a) Ac Declividade crítica Ic = Considerações iniciais. Por analogia. recorrendo-se também ao gráfico da Fig.

5 . Vc e Ic estão indicados para as dimensões usuais dos mesmos (tabelas 12 a 14).17R . o tirante crítico e levando-se em conta que h = A /T. o gráfico da Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 47 Utilizando o gráfico da Fig. Considerações iniciais Por analogia. 2 Ic = 5. estimando-se. obtém-se: dc ≅ 0. onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = ×H 3 Q Vc = c = g× hc Ac e Ic = 2 n2Vc R4/3 MT/DNIT/DPP/IPR . por tentativas. 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ em m/s em m/m Os valores de Qc.944 × AH0. Caso de bueiros elípticos metálicos corrugados Para a determinação das equações que regem o escoamento crítico para bueiros de forma elíptica.56 ×H0. em m3/s Vc = 2. Expressões genéricas Qc = A c g× hc . tem-se: Ec = H . seguiu-se o mesmo procedimento do adotado para as estruturas lenticulares.5 . onde. Utilizou-se para auxílio à determinação. A = área total da seção interna da estrutura Rc ≅ 1.316Hn . 9 de propriedades hidráulicas de estruturas elípticas. 9. R = raio hidráulico a seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 1.65H A c ≅ 0.76A .

086A ×H0. Vc = 2.816 H× n2 . R 4/3 onde L = vão da seção interna da estrutura em m/s em m/m Os valores de Qc. estimando por tentativas o tirante crítico e levando-se em conta que: A hc = c .26R onde A .56 D MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 48 Por intermédio do gráfico de propriedades hidráulicas.816A Rc ≅ 1.raio hidráulico à seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 2.533D2.5 2 bueiro triplo : Q = 3 ×1.638L ×H1.5 3 Velocidade crítica: V = 2.5 1 bueiro duplo : Q = 2×1.5 . Fórmulas que deram origem as tabelas utilizadas para o dimensionamento dos bueiros (canal no regime crítico) Bueiros tubulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1. Ic = 4.72H A c ≅ 0.533D2.533D2. em m3/s Qc = 1.5 .56H0.5 . Vc e Ic estão indicados para as suas dimensões usuais nas tabelas 15 a 17.área total da seção interna da estrutura R . Tc obtém-se: dc ≅ 0.

739 (%) para n = 0.705B ×H1. para n = 0.5 4/3 .0585 ⎜ 3 + 4H ⎟ ⎜ 3H ⎝ B ⎟ ⎠ Vc = 2.5 2 bueiro triplo: Q = 3×1. em %.705B ×H1.015 Área molhada crítica: bueiro simples: A = B × 2 H 3 bueiro duplo: A = 2 ×B × 2 H 3 bueiro triplo: A = 3×B × 2 H 3 Bueiros circulares metálicos corrugados Declividade crítica: 2 I = 3282 n (%) 3D MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 49 Declividade crítica: Ic = 0.5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.015 3D Área molhada crítica: bueiro simples: A = θ − senθ ×D2 8 ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro duplo : A = 2⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro triplo : A = 3⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ Bueiros celulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.5 3 Velocidade crítica: Declividade crítica: ⎛ ⎞ Ic = 0.705B ×H1.56xV0.

638 ×L ×H1.638 ×L ×H1.Manual de Drenagem de Rodovias 50 A rugosidade de bueiros metálicos corrugados é definida em função do tipo da corrugação da chapa.5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.024 Bueiros lenticulares metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.021 Bueiros para processo não destrutivon = 0.944 × A ×H1/2 2 bueiro triplo: ' Q = 3×1.024 76 mm x 25 mmn = 0.56 ×H1/2 Declividade crítica: I = c 5.024 2 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎝P⎠ Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Bueiros elípticos metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.944 × A ×H1/2 3 Velocidade crítica: Vc = 2.316 × H × 0. a saber: 68mm x 13mmn = 0.944 × A ×H1/2 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.5 2 MT/DNIT/DPP/IPR .019 152mm x 51 mmn = 0.

22 0.74 0.60 0.60 1.65 TIPO BSTC BSTC BSTC BSTC BSTC BDTC BDTC BDTC BTTC BTTC BTTC MT/DNIT/DPP/IPR .70 0.5 c Declividade crítica: Ic = 4.70 0.20 1.50 1.56 2.98 2.65 0.67 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.638 ×L ×H1.39 0.14 2.29 2.024 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ 2 Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Tabela 1 .80 1.80 3.42 1.45 1.35 4.50 ÁREA MOLHADA VAZÃO 2 CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 0.06 12.22 1.80 3.56 2.43 0.88 0.816 × 0.65 0.88 0.00 1.87 2.60 7. velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = D) DIÂMETRO (m) 0.74 0.07 1.70 0.84 2.00 1.73 4.56 2.Manual de Drenagem de Rodovias 51 bueiro triplo: Q = 3×1.20 1.14 2.26 4.80 0.80 3.20 3.50 1.71 8.00 1.14 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.81 4.60 2.53 0.20 1.56 × H0.Vazão.5 3 Velocidade crítica: V = 2.74 0.

14 3.0 2.5 3.56 0.54 0.Manual de Drenagem de Rodovias 52 Tabela 2 .5 x 2.56 0. velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) TIPO BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC ÁREA MOLHADA VAZÃO BASE X 2 ALTURA (mxm) CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 1.64 13.69 0.40 14.40 60.50 2.5 x 1.05 3.0 2.5 3.00 1.0 1.29 26.0 2.0 x 2.50 12.68 0.0 x 3.00 4.47 20.0 x 3.5 3.0 x 1.0 0.00 5.00 6.00 8.05 3.62 4.0 x 2.69 0.0 x 1.22 26.70 17.5 3.00 4.00 8.0 x 3.0 3.0 x 2.47 0.44 33.43 3.62 4.0 2.05 4.44 50.5 2.0 x 2.5 2.43 3.63 4.5 2.05 4.33 6.96 35.5 2.62 4.58 0.05 3.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.0 x 2.51 0.47 0.0 2.43 4.5 3.16 28.54 MT/DNIT/DPP/IPR .05 4.0 x 2.62 4.70 6.5 2.5 x 2.58 12.78 0.85 9.0 x 1.5 3.0 x 1.0 3.00 12.0 x 2.72 16.67 1.5 3.56 3.51 0.62 4.55 43.0 x 3.05 4.5 3.00 12.44 0.33 6.00 8.71 4.58 0.0 x 2.00 15.33 4.69 0.17 3.66 79.0 x 3.14 3.5 x 2.0 x 2.0 x 2.51 0.0 3.43 4.62 0.5 2.54 0.62 0.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.00 18.79 28.0 2.05 4.14 3.14 3.76 0.00 2.44 53.47 0.Vazão.0 2.00 5.26 9.62 0.00 10.67 8.53 19.00 4.67 3.00 10.14 3.0 x 2.0 x 2.93 40.58 0.0 x 1.48 17.44 0.93 40.76 0.05 4.

20 3.70 5.40 3.95 2.96 4.43 3.60 4.70 5.05 1.98 0.07 1.50 5.95 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .73 13.48 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.50 6.72 232.42 58.49 5.78 3.07 31.80 4.04 17.72 4.Manual de Drenagem de Rodovias 53 Tabela 3 .47 4.18 55.35 1.90 2.30 4.23 4.96 0.30 22.06 7.26 1.96 220.61 4.40 34.14 3.02 1.89 6.00 0.37 1.89 132.19 6.97 0.15 52.80 TIPO BSTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ÁREA MOLHADA VAZÃO CRÍTICA (m2) CRÍTICA (m3/s) 1.88 4.85 5.70 101.85 165.69 10.06 1.10 4.15 2.18 1.48 6.11 1.66 7.65 3.02 8.08 1.24 29.24 6.80 1.65 2.12 1.01 1.04 1.53 1.91 28.95 7.55 20.65 25.22 18.21 216.45 7. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (mxm) 1.92 6.13 188.55 5.99 0.12 10.76 36.75 118.40 6.20 4.70 6.53 3.16 1.57 77.43 28.95 6.38 83.16 6.59 21.10 260.75 3.75 6.32 6.22 6.61 5.13 12.53 6.75 3.00 6.25 4.63 32.35 1.39 12.07 33.03 1.30 7.65 1.39 24.89 4.15 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.Vazão.11 1.02 41.21 1.55 1.92 6.68 39.05 3.63 10.91 126.20 19.30 17.75 15.96 8.60 7.30 2.17 1.31 5.50 1.22 1.35 5.80 4.46 8.49 108.58 4.75 3.46 1.78 69.25 5.85 6.99 7.17 4.75 43.28 1.18 4.11 6.89 158.30 1.23 24.86 14.99 5.24 244.52 19.57 85.62 11.25 7.14 1.72 5.38 140.23 1.95 5.18 5.43 1.00 5.60 6.26 195.10 6.97 0.08 32.17 2.

39 202.15 1.97 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.41 39.36 110.97 0.90 4.45 9.96 0.96 4.12 1.17 4.30 104.53 6.18 1.49 30.10 4.45 49.75 3.89 4.04 83.73 29.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.02 1.84 117.80 4.48 488.93 441.14 154.75 3.04 1.60 35.06 7.40 6.25 4.95 6.05 16.61 5.77 167.33 15.80 1.01 1.16 65.23 21.21 1.20 3.78 24.05 1.17 1.25 7.51 237.50 1.14 66.35 78.70 330.43 1.85 56.80 4.72 4.30 4.Manual de Drenagem de Rodovias 54 Tabela 4 .11 6.47 4.34 5.14 3.26 20.16 1.99 0. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.99 7.45 7.05 38.00 0.20 4.26 1.21 520.06 1.72 5.25 25.49 86.37 1.05 3.50 6.52 73.91 16.56 6.98 0.78 49.77 281.65 1.30 2.20 12.53 1.32 13.81 56.71 3.56 139.50 5.70 5.40 3.99 5.32 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 8.60 7.24 6.45 .48 6.65 2.22 1.85 6.53 3.70 6.65 3.30 1.46 1.83 253.42 433.18 5.75 3.26 64.98 217.09 34.30 7.10 6.32 6.60 4.07 1.10 11.14 171.15 2.11 1.77 317.08 1.35 1.Vazão.43 3.10 41.25 5.31 5.58 4.90 2.35 5.47 27.88 4.00 5.37 8.30 50.45 464.00 6.61 44.78 264.19 6.49 5.89 6.23 1.85 5.45 13.75 6.95 5.26 376.14 1.92 6.28 1.97 0.11 1.95 7.93 17.70 5.38 20.92 6. 36.80 69.03 1.53 390.47 58.95 BDTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .55 1.13 63.19 42.23 22.

55 1.20 4.50 5.90 2.26 1.20 104.49 5.10 6.63 650.39 26.11 1.33 208.85 5.15 7.68 13.95 5.00 0.12 1.65 3.85 6.30 7.24 6.Manual de Drenagem de Rodovias 55 Tabela 5 .61 58.21 100.67 19.06 5.11 6.72 232.16 1.17 4.17 628.70 5.25 5.97 0.20 41.31 5.72 5.25 4.18 73.46 156. 30 1.30 4.91 67.03 1.50 6.09 304.06 1.35 l .15 422.31 781.98 0.92 6.28 109.52 8.60 52.71 87.79 18.53 3.72 4.18 5.99 5.85 6.80 4.43 1.05 3.67 397.75 3.70 6.20 3.95 BTTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR . velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.89 4.66 61.88 4.15 2.24 45.60 4.17 24.49 20.03 117.20 94.24 129.28 84.74 380.66 495.59 44.65 2.08 1.68 74.66 476.97 0.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.99 0.75 6.87 24.14 1.75 3.70 5.04 1.39 564.89 6.95 6.40 6.13 51.07 30.02 1.85 33.26 356.19 6.47 4.80 1.71 257.22 1.24 98.26 176.21 1.57 57.72 84.54 166.05 25.65 1.38 38.47 326.18 1.25 7.01 1.48 6.92 6.80 4.75 3.55 12.00 6.96 4.40 3.46 1.79 585.11 1.99 22.96 0.50 1.95 7.68 732.17 1.45 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.07 1.06 125.06 7.37 1 .53 1.15 250.00 5.05 1.88 31 .28 l.65 16.30 2.35 31.32 6.89 96.23 1.84 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 12.53 6.43 3.60 7.Vazão.89 662.35 9.67 54.78 63.35 5.10 4.61 5.99 7.15 1.58 4.95 76.14 3.

73 2.50 1.34 1.Vazão.00 2.43 3.86 15.68 37.21 1.55 1.41 2.37 5.97 4.19 1.15 1.49 5.80 3.17 1.38 85.70 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.Vazão. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.80 3.54 1.73 13.37 5.14 1.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.99 5.90 28.44 10.24 3.80 2.78 1.11 BSTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO Tabela 7 .04 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.65 12.40 3.60 2.90 4.00 2.45 1.00 3.80 4.40 4.28 4.81 5.96 6.20 3.32 13.77 171.13 4.36 33.15 49.96 7.03 3.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.61 5.69 1.47 27.12 1.12 5.69 9.16 6.62 11.63 3.34 22.28 1.87 1.63 10.69 1.40 1.47 4.80 3.03 3.80 8.40 2.31 1.14 9.80 3.61 5.37 1.60 1.23 1.62 1.11 9.40 3.49 5.57 77.83 12.25 69.62 3.79 56.40 2.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.86 4..42 40.12 5.80 5.23 1.00 4.20 2.60 3.72 4.42 62.26 1.39 86.50 1.20 4.42 3.73 30.21 1.07 4.67 11.62 3.56 4.19 1.18 1.08 32.43 3.60 17.41 1.17 1.08 3.84 7.51 139.68 16.16 65.62 1.66 8.60 4.00 3.95 2.38 19. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.72 5.80 3.37 1.14 154.71 20.13 4.30 25.09 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.91 15.12 1.20 4.20 3.28 1.83 6.72 DECLVIDADE CRÍTICA (%) 1.70 43.72 4.55 1.31 1.34 1.45 1.41 1.40 4.Manual de Drenagem de Rodovias 56 Tabela 6 .58 4.93 13.11 BDTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .30 98.22 47.80 2.93 8.60 4.42 6.80 5.01 13.40 1.91 3.20 1.11 23.24 3.58 4.26 21.60 2.99 5.60 3.11 110.15 1.01 27.23 23.28 4.14 1.35 75.25 5.20 1.25 5.86 4.80 3.33 17.43 4.39 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.60 1.97 4.84 124.43 4.26 1.80 4.06 55.20 2.78 1.00 4.

80 4.86 4.04 50.15 16.28 4.37 5.11 BTTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .60 1.74 10.20 1.34 1.03 3.15 257.80 3.20 3.25 18.49 20.61 5.20 14.97 4.40 2.20 41.89 19.17 166.46 147.78 1.80 2.72 4.37 1.58 4.60 3.49 5.23 1.02 41.21 1.14 1.45 1.26 1.33 71.00 3. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.62 3.62 5.69 1.55 1.59 45.12 5.00 2.13 4.99 5.72 232.40 4.12 1.80 3.24 3.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.41 1.09 129.67 14.40 3.02 33.17 1.15 1.13 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 7.19 1.60 4.69 84.60 3.62 1.24 98.07 28.85 7.03 113.00 4.Manual de Drenagem de Rodovias 57 Tabela 8 .89 26.43 3.25 5.40 1.22 8.87 23.25 10.60 2.20 4.89 31.43 4.13 60.80 3.54 4.40 12.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.85 34.95 38.09 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.26 186.80 5.31 1.76 208.28 1.50 1.Vazão.40 26.20 2.

80 2.60 1.45 9.43 0.96 0.09 1.92 3.96 5.08 3.30 1.53 3.01 0.11 1.02 1.35 1.09 1.78 6.68 2.62 2.63 8.60 0.24 3.56 4.62 DECLIVIDADE CRÍTICA 1.14 3.56 2.10 1.41 1.20 1.20 1.60 0.99 0.03 2.26 17.22 4.53 1.70 1.07 3.80 2.04 1.50 1.18 1.46 1.03 3.34 3.89 4.74 1.20 1.36 2.70 1.11 8.96 0.40 1.24 3.22 0.95 2.68 2. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 0.73 0.28 1.97 0.90 2.04 1.71 3.73 2.93 11.01 0.55 13.39 0.11 1.67 3.94 BSTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm BDTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .00 1.43 3.48 3.10 1.56 2.Vazão.33 15.34 3.90 2.88 1.91 7.40 1.34 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.40 1.03 3.14 3.95 2.53 3.06 1.15 1.00 1.95 3.87 1.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.80 1.06 1.17 2.42 2.50 1.30 1.84 5.15 1.90 4.60 1.80 1.80 1.34 4.94 1.81 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 0.66 7.98 2.18 1.97 0.18 1.Manual de Drenagem de Rodovias 58 Tabela 9 .00 1.54 1.92 3.43 3.99 0.29 2.

92 3.18 1.68 2.80 1.67 14.11 1 .80 2.90 2.01 0.18 2.56 2.22 5.67 12.60 1.86 10.06 4.20 1.94 BTTM CURRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .97 0.88 26.50 1.53 3.03 3.70 1.06 1 .05 3.14 3.34 3.85 6.02 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.84 7.99 22.22 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.30 1.60 5.62 5.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.04 1.89 17.25 8.00 1.43 3.96 0.52 7.33 19.Vazão.60 3.81 2.10 1. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.40 1.09 1.99 0.15 1.62 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.24 3.54 4.Manual de Drenagem de Rodovias 59 Tabela 10 .

96 6. 15 18.18 3.50 2.30 1.33 1.35 1.30 2.24 1.76 4.91 7.99 26.92 3.54 4.24 1.03 3.62 3.89 19.70 3.09 71.10 1.07 1.33 1.33 1.00 2.24 1.14 3.39 5.36 2.30 2. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.56 4.04 1.62 5.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.10 1.67 12.03 3.40 1.08 3.03 2.54 1.00 2.81 6.22 4.34 24.21 4.29 1.15 1.41 3.69 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.30 1.28 13.16 16.71 3.60 30.29 1.45 9.60 1.14 3.26 1.26 1.92 3.21 4.55 11.26 1.15 1.60 1.70 3.02 36.24 3.52 8.14 3.40 1.88 4.05 4.40 1.50 1.88 4.05 4.92 3.43 2.04 1.30 15.10 1.67 12.50 2.33 17.67 14.15 1.80 2.95 2.86 10.07 1.62 3.22 9.79 8.00 1.90 4.00 1.43 3.36 23.77 10.95 3.37 7.60 1.85 7.50 2.73 47.05 3.24 3.24 3.21 4.43 3.19 1.43 3.30 1.Vazão.03 3.00 BSTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BDTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BTTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm 76 25 MT/DNIT/DPP/IPR .06 4.70 3.42 2.00 2.04 1.50 1.50 1.45 55.90 5.62 3.00 1.00 1.90 45.18 1.93 13.07 1.02 1.80 2.19 1.80 2.11 8.83 3.25 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.29 1.Manual de Drenagem de Rodovias 60 Tabela 11 .88 4.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.60 36.43 2.19 1.66 8.30 2.05 4.

45 1.96 0.47 4.27x4.51 1.70 5.85x1.56 2.98 0.37 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.32 49.02 0.55 15.63 74.42 36.85 4.46 29.96 69.34 3.90 4.20x1.86 6.65 13.03 5.22x3.30 4.03 4.08 1.20x3.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.05 4.70 2.82 47.03 3.72x3.93 7.36 53.10 5.85 14.54 4.70x3.02 6.12 1.96 BSLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR . velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.10 4.77 10.09 5.75x2.25x2.40 5.01 1.47 11.80 6.32 4.40x3.11 1.16 1.99 0.20x2.85 3.99 5.15 5.12 TIPO VÃO x ALTURA (mxm) 1.51 4.04 1.98 0.30 10.00x3.84 3.26 66.36 4.50 5.08 1.93 31.17 12.00x3.95 6.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.85x1.79 4.69 4.Manual de Drenagem de Rodovias 61 Tabela 12 .40 2.29 1.46 62.48 3.35 5.43 13.11 10.33 37.Vazão.30 1.19 3.41 8.72 19.92 4.76 77.72 7.07 1.71 15.72 4.05x2.88 4.30x3.95x3.25 3.55x3.13 8.89 39.21 8.

34 25.95x3.72x3.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.34 3.08 1.54 4.25x2.75x2.12 1.15 5.00x3.08 1.19 10.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 9.35 5.72 106.86 62.50 5.74 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.85x1.55x3.10 31.41 30.25 3.30x3.96 0.42 16.70x3.40x3.30 4.02 0.26 16.43 38.71 29.27x4.51 4.03 3.70 5.83 17.78 79.83 72.54 20.51 1.98 0.04 1.85x1.Vazão.22x3.60 21.92 139.Manual de Drenagem de Rodovias 62 Tabela 13 .06 8.11 1.86 6.05x2.52 154.86 14.40 2. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 3.03 5.85 3.16 1.95 6.47 4.10 4.70 2.88 4.29 1.96 BDLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .40 5.63 94.48 3.00x3.03 13.32 4.79 4.36 4.09 5.20x3.05 4.85 4.45 1.99 0.01 1.92 4.65 75.22 20.86 27.12 4.52 133.43 14.69 4.25 149.20x1.92 124.99 5.38 6.72 4.90 4.98 0.10x2.80 6.92 59.93 22.25 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.31 26.07 1.84 3.65 98.30 1.

20x1.29 41 . 15 58.79 94.67 6.05x2.72 4.69 4.15 5.40 25.40x3.01 1.02 0.Manual de Drenagem de Rodovias 63 Tabela 14 .08 1.27x4.35 5.99 0.65 47.96 0.25 108.95x3.04 1.48 3.32 4.70x3.64 24.30 1.08 160.15 21.98 0.31 30.96 BTLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .99 5.55x3.96 40.29 1.28 232.88 208.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.12 45.85 3.39 186.70 2.57 9.85x1.25 3.11 1.20x3.25x2.30x3.52 37.67 119.32 31.79 4.16 1.75x2.90 31.85x1.40 5.84 3.11 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.10 12.90 4.95 6.51 4.47 4.10x2.72x3.Vazão.34 3.29 15.05 20.88 4.08 1.70 5.12 1.40 33.50 5.45 1.79 21.10 4.80 6.03 5.98 113.37 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.30 4.98 0.45 1.00x3.05 4.00 VAZÃO CRÍTICA (m2/s) 14.51 1.37 89.54 4.88 224.78 200.97 148.24 26.07 1.85 4.86 6.56 44.40 2.03 3. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.22x3.00x3.92 4.36 4.41.09 5.

47 7.62 5.30 5.85 0.36 89.77 0.55 7.83 174.90 481.79 0.13 201.54 8.Vazão.32 48.86x4.02 5.68 7.71 6.11 7.42x5.92 125.59 5.11 10.60 21.27 5.36 28.63 6.15 220.26 192.74 0.74 0.29 34.14 6.71 0.06 229.05 47.33 6.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.41 24.20 24.97x6.25x7.79x8.01x4.86 0.50 5.01 138.98 6.09x4.22x5.50 10.03 114.03 402.75 31.76 0.30 6.07 147.73 0.40x4.46 56.62 101.34 5.89x3.84 0.17 14.69 0.96 6.46 9.70 0.78x5.89 6.23 31.42 6.78 7.60 14.24 6.23x4.85 10.70 0.12 10.57 44.99 19.15 9.20 22.77 0.00x4.63 5.71 0.56x5.81 0.43 42.68 BSEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .78 0.44 269.14 6.00 143.22 5.29 7.15x3.04 44.78 0.77 118.69 0.84 9.70 0.13 32.07 9.33x6.11x6.01 39.42 10.64 544.18 6.68x4.69x7.10 11.56 70.19x9.65 6.82 6.40 214.78 6.68 317.51x5.65 7.04 5.31 8.97 55.52 6.41 60.80 11.56 223.95 39.11 294.75 0.17 6.93 8.16 7.55x5.82 0.15 17.51 12.93 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 5.58x8.22 42.64x6.90 287.75 0.15 64.88 105.83 0.68 191.12x3.02 355.17 25.50 10.71 121.35x3.30 47.77 0.54x6.71 0.29 165.50 6.03 73.69 25.97 7.84 5.41 69.06x6.50x6.02 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 74.28x5.46 5.93 5.72 0.17 6.25 394.77 9.78 15.69 6.94 437.83x6.79x5.94 36.10 321.77 0.68 6.81 146.67x4.28 7.75 0.95x5.72 0.Manual de Drenagem de Rodovias 64 Tabela 15 .83 8.82 283.72 0.97x6.85 0.17x6.09 4.57 34.39x7.84 10.72 0.03 21.21 8.81 0.92 8.40 29.62 6.02 50.79 0.46 7.16 171.41 5.43 248.89 6.90x7. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 14.07 255.87 4.76 11.85 7.81 11.81 5.45 9.47x4.82 8.50 79.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.71 0.46 28.69 0.84 0.76 10.93 36.23 22.78 323.75x5.80 0.22 19.

08 88.93 8.88 72.60 94.79 0.93 5.92 56.20 28.82 8.58 69.54x6.83 8.86 72.71 6.82 6.06 804.66 348.24 203.69 0.75x5.44 85.78 6.20 643.84 0.17x6.25x7.Vazão.14 6.04 510.14 88.22 588.67x4.69 6.26 402.83x6.46 63.28x5.30 129.02 5.00 158.50 6.26 64.81 0.97x6.69 0.86 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 149.01x4.20 42.06x6.72 56.98 6.78x5.80 963.23x4.62 5.62 6.79x5.39x7. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) VÃO X ALTURA (m/m) 5.78 0.89 6.89 6.62 292.72 0.79x8.55 7.42x5.34 29.09x4.64 566.46 9.46 7.86 84.11x6.88 875.80 11.02 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 29.73 0.15 9.33x6.30 34.85 10.06 229.30 440.80 574.29 7.76 0.87 4.75 0.12 459.04 101.81 5.72 0.12 10.56 31.17 6.00x4.06 42.40 44.40x4.12 447.28 7.42 10.77 0.21 8.04 710.84 5.59 5.14 6.17 6.58x8.69 0.89x3.31 8.81 11.46 5.79 0.77 9.Manual de Drenagem de Rodovias 65 Tabela 16 .50 5.82 138.44 38.64x6.47x4.92 8.33 6.02 78.58 331.72 179.65 6.09 4.77 0.46 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.19x9.74 0.30 10.82 120.75 0.51x5.68 7.71 0.46 44.38 51.68 6.11 10.68x4.10 94.36 382.76 10.64 96.30 6.22x5.24 6.14 69.34 5.72 0.76 11.85 0.84 0.04 5.40 49.56x5.71 0.84 250.50 789.74 0.94 110.68 TIPO BDEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .15x3.70 0.45 9.78 0.55x5.22 5.86 497.07 9.72 0.16 7.69x7.97x6.88 539.80 0.82 0.50 10.10 11.30 5.54 8.75 0.18 6.42 6.11 7.71 0.34 50.42 242.35x3.90 78.32 342.36 634.84 9.85 0.71 0.97 7.82 49.12 141.76 210.47 7.78 7.06 147.56 646.02 277.90x7.81 0.52 384.80 59.92 112.27 5.65 7.12x3.77 0.86 0.52 6.96 6.95x5.63 5.63 6.50 62.54 237.84 10.86x4.70 0.50x6.77 0.85 7.70 0.28 1089.41 5.14 294.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.51 12.00 286.98 38.80 429.83 0.

Manual de Drenagem de Rodovias

66

Tabela 17 - Vazão, velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d)
ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 44,34 46,80 42,51 44,97 57,45 51 ,09 63,66 57,69 66,60 73,80 63,60 66,51 76,38 85,23 74,07 7 7,2 5 93,39 97,08 85,20 88,71 104,79 108,69 95,85 117,87 104,82 108,66 127,71 132,03 117,90 142,29 126,12 132,06 152,91 165,15 142,38 158,96 145,23 180,45 193,68 212,79

TIPO

VÃO X ALTURA (mxm) 5,89x3,89 6,12x3,96 6,15x3,63 6,35x3,71 6,40x4,62 6,68x4,24 6,86x4,78 7,01x4,25 7,09x4,85 7,42x5,16 7,47x4,47 7,67x4,55 7,75x5,11 7,95x5,54 8,00x4,83 8,23x4,93 8,28x5,82 8,51x5,92 8,56x5,21 8,79x5,31 8,97x6,07 9,17x6,15 9,22x5,46 9,50x6,45 9,55x5,77 9,78x5,84 9,83x6,76 10,06x6,84 10,11x6,12 10,39x7,11 10,54x6,30 10,64x6,50 10,69x7,42 10,90x7,85 10,97x6.81 11,25x7,80 11,33x6,76 11,58x8,10 11,79x8,51 12,19x9,02

VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 223,50 238,23 207,09 221,64 316,08 269,31 355,86 305,76 375,00 429,09 344,13 363,21 441,48 513,03 416,43 438,78 576,39 603,87 497,49 522,45 660,18 689,04 573,21 766,20 643,68 671,46 849,33 833,29 746,34 970,32 809,70 861,06 1065,75 1184,04 951,09 1206,30 965,82 1313,70 1444,92 1634,19

VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5,04 5,09 4,87 4,93 5,50 5,27 5,59 5,30 5,63 5,81 5,41 5,46 5,78 6,02 5,62 5,68 6,17 6,22 5,84 5,89 6,30 6,34 5,98 6,50 6.14 6,18 6,65 6,69 6,33 6,82 6,42 6,52 6,97 7,17 6,68 7,14 6,65 7,28 7,46 7,68

DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0,86 0.85 0,85 0,84 0,84 0,83 0,82 0,81 0,81 0,80 0,79 0,79 0,78 0,78 0,77 0,77 0,77 0,77 0,76 0,75 0,75 0,75 0,74 0,74 0,73 0,72 0,72 0,72 0,72 0,71 0,71 0,70 0,71 0,71 0,70 0,70 0,69 0,69 0,69 0,68

BDEM CORRUGAÇÂO 152 x 51mm

v h

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

67

Dimensionamento no regime subcrítico

Sempre que a declividade do bueiro for inferior à crítica, o dimensionamento (seção e velocidade do fluxo) será obtido por intermédio das equações gerais do fluxo. Equações gerais do fluxo Apresentam-se a seguir as equações gerais do fluxo para os bueiros tubulares (seção circular) e celulares (seção quadrada ou retangular). Para os bueiros de seção lenticular ou elíptica que não dispõem de fórmulas simples que relacionem suas grandezas hidráulicas, o procedimento para seu dimensionamento no regime subcrítico é apresentado adiante, no roteiro para dimensionamento. Bueiros tubulares Usando-se os valores obtidos em (d), e substituindo-os na fórmula de item (c) com recurso à equação da continuidade obtêm-se as equações gerais do fluxo para uma declividade estabelecida Velocidade:
I1/2 ⎛ Ø − senØ ⎞ V=3⎜ ⎟ x D2/3 x 4Ø n ⎝ ⎠
2

e vazão:
Q= Ø − senØ Ø − senØ 2 I1/2 x D2 x 3 D x 8 4Ø n

ou
1 Q= 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

xD

8/3

I1/2 x n

Na expressão da velocidade, V = K v x D2 / 3 x fazendo-se:
⎛ Ø − senØ ⎞ 3 ⎜ ⎟ = Kv 4Ø ⎝ ⎠
2

I1 / 2 n

tem-se:

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

68

Kv = ou:

V xn D x I1 / 2
2/3

Na expressão de vazão, fazendo-se:
1 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

= KQ

tem-se; Q = K Q x D8 / 3 x ou: KQ = Qxn D x I1 / 2
8/3

I1 / 2 n

ou ainda;
⎛ Qxn ⎞ ⎟ D=8 ⎜ ⎜ K x I1 / 2 ⎟ ⎝ Q ⎠
3

Coeficientes K v e K Q Os coeficientes KV e KQ, como se pode verificar, são funções exclusivas do ângulo Ø, o qual, por sua vez, está ligado ao tirante “d” e ao diâmetro D através da equação:
cos
ou
⎛ 2d ⎞ Ø = 2 arc cos⎜1 − ⎟ D⎠ ⎝

2d Ø = 1− (d) D 2

Assim, como Ø, KQ e Kv estão ligados ao tirante “d” e ao diâmetro D, pode-se tabelá-los em função da relação d/D. É a tabela dos parcialmente cheios, já citada, de grande utilidade no estudo dos bueiros nos regimes subcrítico e rápido, utilizada no item (a) e apresentada adiante, na tabela 18. Bueiros celulares Usando-se os valores das grandezas hidráulicas obtidas em “d”, a fórmula de Manning e com auxílio da equação da continuidade, obtêm-se as equações do fluxo nos bueiros celulares para uma declividade estabelecida:
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Velocidade:
1/ 2 ⎛ Bd ⎞ I V=3 ⎜ ⎟ x n ⎝ B + 2d ⎠ 2

,

em m/s

Vazão: ⎛ Bd ⎞ Q = Bd⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ ou:
Q=3
2/3

x

I1 / 2 , em m³/s n

(B x d)5 (B + 2d)2

x

I1 / 2 n

, em m³/s

Na expressão da velocidade, fazendo-se: ⎛ Bd ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ tem-se: I1 / 2 V = Kv x n ou: Kv = nxV I1 / 2
2/3

= Kv

Na expressão da vazão, fazendo-se:
3

(B + 2d)2

(Bd)5

= KQ

tem-se; Q = KQ x
OU:

I1 / 2 n

KQ =

Qxn I1/ 2

Existem nos bueiros celulares três grandezas a serem consideradas: a largura B, o tirante d e a altura H.
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Para se chegar a uma solução deve-se fixar uma delas, em geral B, para determinar a outra, d. A terceira, H, é uma conseqüência de d, pois admite-se uma folga, isto é, uma altura livre entre a lâmina d'água e a laje superior do bueiro, relacionada ao tirante. O DNIT tem adotado uma folga mínima de 25 % sobre d; desse modo a altura do bueiro passa a ser: H= d 0,80

Coeficientes K v e K Q Esses coeficientes são funções de B e d, portanto de duas variáveis. As curvas das Fig. 7 e 8 correlacionam B e d respectivamente a K Q e K v Nessas curvas o valor de B varia de 1,00 m a 3,00 m com intervalos de 0,50 m e o valor de (d) varia de 0,20 m até 3,00 m. Roteiro para dimensionamento Dados a) O valor de Q é conhecido porque é a descarga da bacia a ser drenada , calculada nos estudos hidrológicos do projeto; b) O valor de I é conhecido pelo levantamento topográfico do local onde o bueiro deverá ser implantado; c) O valor n (coeficiente de Manning) é conhecido pois depende da natureza do material de que será feito o bueiro (concreto, chapa metálica, corrugada etc). Seqüência das operações Bueiros tubulares a) admite-se inicialmente um valor para a relação d/D, variando de 0,20 a 0,80, optandose em geral pelo valor máximo; b) com o valor adotado para a relação d/D, entra-se na tabela dos parcialmente cheios, para obtenção do coeficiente K Q c) com K Q determina-se o valor do diâmetro teórico e se este mostrar-se inadequado pelas restrições do local de assentamento ou por não existir comercialmente tubo com diâmetro de tal porte, deverá ser considerado bueiro de seção múltipla, dividindo-se a descarga de projeto pelo número de linhas de tubo a adotar. Ao final será fixado para a linha de tubos simples ou múltipla o diâmetro mais próximo comercialmente disponível; d) com o diâmetro comercial calcula-se o novo valor de K Q obtendo-se na tabela a relação d/D, e o valor de K v , que fornecerá o valor de V, comparando a velocidade de
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escoamento com os valores mínimo e máximo aceitáveis, função da sedimentação das partículas em suspensão e da erosão das paredes dos tubos; e) se os valores acima estiverem dentro dos limites estabelecidos, o dimensionamento é concluído; caso contrário, faz-se nova tentativa com outra relação d/D, procurando-se aumentar ou diminuir a velocidade. Bueiros celulares Com os valores de Q, I e n, calcula-se K Q e com o valor de K Q obtém-se o valor de d, definindo-se conseqüentemente o valor B escolhido. Com os valores de B e d, na curva de K v , obtêm-se K v e conseqüentemente V. Estando o valor de V entre os limites permitidos e atendendo às condições locais, dá-se o dimensionamento como aceito, caso contrário, procura-se, mediante novas tentativas, dimensões que conduzam a valores aceitáveis. Quando o valor de Q conduz a um valor de K Q acima do limite superior das curvas, isso significa a necessidade da adoção de bueiros duplos e triplos. O cálculo é então refeito com o valor de Q dividido por 2 ou 3, conforme o número de linhas dos tubos. Bueiros lenticulares ou elípticos metálicos corrugados Tanto para os bueiros lenticulares como para aqueles de seção elíptica, por não se dispor de formulas simples que expressam o fluxo conforme a variação de lâmina d'água, o procedimento de cálculo atendendo a uma declividade de assentamento preestabelecida será diferente. Primeiramente deve-se calcular a vazão à seção plena para a declividade estabelecida e também a altura crítica relativa à descarga dada para conhecer o regime a que se refere. A vazão à plena seção é determinada com o auxílio das tabelas 19 ou 20 de onde são extraídos a área e o perímetro molhado da seção plena. Definido o coeficiente n a partir do tipo de corrugação escolhidos, determina-se, através da expressão de Manning e da equação da continuidade, a vazão à plena seção. Igualando a descarga de projeto à vazão escoada pelo bueiro, obtém-se através em um dos gráficos do diagrama 19 o tirante crítico correspondente que servirá de referência para definir o regime de funcionamento do fluxo na seção escolhida e a necessidade de ampliação da área da seção considerada. Se o tirante crítico superar a 65 % da altura da seção para os bueiros lenticulares e a 72 % da altura nos bueiros elípticos, deverá ser ensaiada seção maior ou seção múltipla, considerando-se nesta última a descarga, e correspondentemente a vazão de projeto, como sendo a descarga total dividida pelo número de linhas. Definida a vazão à plena seção e a altura crítica referente à descarga de projeto, passase ao dimensionamento hidráulico do bueiro funcionando parcialmente cheio.
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O tirante para a descarga de projeto dada é obtido através da utilização dos ábacos da Fig. 9, que define as propriedades hidráulicas desses tipos de estruturas; entrando-se com a relação entre a vazão a escoar e a vazão à seção plena, obtendo-se o valor percentual do tirante em relação à altura total da seção e daí o seu valor para o fluxo normal. Semelhantemente ao adotado para os demais bueiros, admite-se uma lâmina d'água máxima de 80 % da altura total da seção e uma lâmina mínima de 20%. Se o tirante encontrado situar-se fora desses limites deverá ser ensaiada uma nova seção ou seção múltipla. Ainda através da Fig. 9 pode-se verificar que a vazão máxima para os bueiros lenticulares é obtida para um tirante de 88 % da altura total da estrutura, sendo aproximadamente 8 % superior à vazão à plena seção e que nos bueiros elípticos a vazão máxima se dá com um tirante de 92 % da altura total, representando aproximadamente 10 % a mais que a vazão à plena seção. – Velocidades e vazões máximas para bueiros tubulares com declividades fixadas

Substituindo-se na Formula de Manning: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n

o raio hidráulico R pela sua expressão A/P, tem-se; I1 / 2 ⎛ A ⎞ V= x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

Para I constante, a velocidade será máxima quando a derivada de A/P, for nula. A e P, porém, são funções de (Ø) , sendo a condição de velocidade máxima dada pelos valores dessas variáveis que anulem a derivada da função f (Ø) , ou seja:
P dA dP −A dØ dØ = 0 P2

ou ainda,

P

dA dP =A dØ dØ

(1)

De (d),
P= Ø dP D x D , donde = 2 dØ 2
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e
A= Ø − senØ x D2 , donde 8

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dA 1 − cosØ x D2 = dØ 8

Substituindo-se os valores de P, A,
ØD − Øcos ØxD3 = ØD − senØxD3 Øcos ØxD3 = senØx D3 tg Ø = Ø ou

dA dP e na igualdade (1), tem-se; dØ dØ

equação cuja solução é:
Ø = 4,4934 rad, Ø = 257027'10"

ou
⎛ ⎝ 2d ⎞ ⎟ D⎠

Como, porém, Øc = 2 arc cos ⎜1 −
Øc = −0,626 2 2d 1− = −0,626 D cos

daí, d = 0,813D que corresponde ao tirante para a condição da velocidade máxima. Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para velocidade e vazão fornece: a velocidade máxima Vmáx = 0,452 D 2 / 3 x I1 / 2 n

e a vazão correspondente a esta velocidade
D8 / 3 x I 1/ 2 Q = 0,309 n

Vazão máxima Associando-se a fórmula de Manning; V= I1 / 2 ⎛ A ⎞ x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

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a equação de continuidade, tem-se: I1 / 2 ⎛ A 5 / 2 ⎞ ⎟ x⎜ Q= n ⎜ P ⎟ ⎝ ⎠
2/3

A vazão máxima se verificará quando A/P5/2, função de Ø, for máxima; vale dizer, quando sua derivada em relação a Ø for nula,isto é,
5 dA dP PxA 3/2 − A 5/2 2 dØ dØ = 0 P2

ou

5p x

dA dP = 2A x dØ dØ
dA dP e por suas expressões obtidas no item anterior, tem-se: dØ dØ

Substituindo-se P, A,

(Ø − senØ ) x D2 x D 5ØD (1 − cosØ ) 2 x D =2 2 8 8 2
ou
5Ø (1 − cosØ) = 2 (Ø − senØ)

ou ainda,
3Ø − 5Ø cosØ + 2 senØ = 0

cuja solução é
Ø = 5,2781 rad ou Ø = 302024'46" , que corresponde a um tirante de d = 0,938 D

Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para vazão e velocidade fornece: para vazão máxima Q máx = 0,335 D 8 / 3 x I1 / 2 n

e para a velocidade correspondente a essa vazão V = 0,438 D 2 / 3 x I1 / 2 n

A observação dos dados encontrados permite chegar a uma importante conclusão:
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d = Tirante d'água D = Diâmetro do bueiro A = Área molhada R = Raio Hidráulico Q = Vazão (m3/s) n = Coeficiente de rugosidade de Manning I = declividade do bueiro (m/m) K K V ×n V D2/3 × I1/2 = = Q×n Q D8/3 × I1/2 MT/DNIT/DPP/IPR . para Bueiros de Seção Circular. KV e KQ.Manual de Drenagem de Rodovias 75 "A velocidade máxima não corresponde à vazão máxima". Raio Hidráulico. Área Molhada. em função da altura relativa do tirante.

0.0513 0.3136 0.2450 0.3535 0.4127 0.0910 0.1982 0.39 0.51 0.00795 0.01 0.0409 0.3627 0.0730 0.0871 0.1935 0.2546 0.00406 0.0192 0.00150 0.1890 0.4002 0.0326 0.1365 0.00021 0.3580 0.1847 0.4034 0.37 0.0427 0.1039 0.0350 0.3708 0.04 0.07 0.0132 0.3968 0.0389 0.0610 0.1592 0.36 0.1978 0.2649 KV 0.3727 0.2102 0.00521 0.1152 0.1558 0.2435 0.25 0.00093 0.00651 0.21 0.4327 0.2965 0.2258 0.11 0.52 0.1665 0.1416 0.55 A/D2 0.0695 0.3934 0.1364 0.0394 0.1381 0.2366 0.18 0.19 0.0331 0.33 0.30 0.2531 0.0262 0.3130 0.03 0.45 0.2500 0.2260 0.49 0.2836 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .00221 0.4227 0.29 0.2650 0.3748 0.1199 0.1097 0.42 0.1891 0.2716 0.00306 0.01126 0.3394 0.2512 0.1259 0.43 0.1772 0.1965 0.2220 0.0220 0.0813 0.2142 0.50 0.40 0.2074 0.2331 0.0956 0.2295 0.4027 0.3666 0.0534 0.41 0.3490 0.20 0.1802 0.23 0.4095 0.0301 0.1298 0.1489 0.38 0.1247 0.1118 0.0811 0.0650 0.1506 0.2214 0.22 0.3428 0.3825 0.4124 KQ 0.0885 0.0864 0.1099 0.1516 0.02 0.1711 0.2291 0.1466 0.1148 0.1003 0.2367 0.1566 0.00005 0.1042 0.06 0.1611 0.1281 0.1786 0.3927 0.17 0.0929 0.2401 0.34 0.2642 0.12 0.09 0.16 0.0273 0.0105 0.1877 0.13 0.0600 0.1691 0.1349 0.2355 0.1662 0.53 0.3080 0.3229 0.0733 0.10 0.0691 0.0451 0.05 0.0820 0.2133 0.3863 0.2780 0.15 0.2739 0.3032 0.4065 0.1197 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios d/D 0.0246 0.27 0.28 0.2020 0.4426 R/D 0.1453 0.0776 0.1312 0.0881 0.2843 0.0635 0.3328 0.1623 0.0069.47 0.3443 0.3243 0.0534 0.0461 0.24 0.0497 0.35 0.1147 0.3190 0.0037 0.46 0.2934 0.1050 0.1825 76 MT/DNIT/DPP/IPR .44 0.3345 0.0353 0.1267 0.1614 0.0197 0.3624 0.54 0.0013 0.32 0.0739 0.1535 0.0986 0.08 0.0152 0.2441 0.0668 0.0066 0.2621 0.2062 0.2582 0.3787 0.2905 0.26 0.0147 0.3023 0.1756 0.3899 0.14 0.0362 0.0755 0.1449 0.0196 0.3527 0.2182 0.0470 0.1401 0.1206 0.0559 0.2167 0.0571 0.31 0.0294 0.00050 0.2468 0.01313 0.3295 0.48 0.0575 0.1718 0.0961 0.1800 0.0173 0.0242 0.1019 0.2592 0.00953 0.3827 0.2562 0.2051 0.1709 0.

2842 0.4345 0.3033 0.4445 0.3117 77 A Ø − senØ = 2 8 D R Ø − senØ = D 40 MT/DNIT/DPP/IPR .60 0.58 0.4512 0.7115 0.61 0.80 0.3335 0.2962 0.3083 0.5308 0.4514 0.69 0.4520 0.2933 0.4213 0.4526 0.3286 0.3041 0.2728 0.2881 0.2658 0.6054 0.3239 0.2752 0.2995 0.7560 0.6893 0.4920 0.7707 0.4267 0.4522 0.2900 0.64 0.84 0.4523 0.4457 0.2511 0.5964 0.68 0.56 0.4381 0.89 0.4231 0.7749 0.3042 0.2200 0.2253 0.4517 0.62 0.2609 0.5780 0.99 1.81 0.6815 0.98 0.4505 0.4206 0.2147 0.7841 0.3351 0.3017 0.1933 0.59 0.5499 0.2862 0.2500 KV 0.2963 0.4256 0.4142 0.3968 KQ 0.7445 0.2917 0.85 0.3018 0.2666 0.92 0.2776 0.2460 0.2703 0.4429 0.00 A/D2 0.83 0.57 0.71 0.3039 0.3008 0.72 0.4524 0.3043 0.79 0.2895 0.3322 0.4498 0.3043 0.7816 0.4414 0.4462 0.3263 0.6736 0.3026 0.2306 0.67 0.94 0.2787 0.7384 0.3345 0.7254 0.2865 0.3036 0.3293 0.2928 0.4469 0.4489 0.4519 0.2797 0.3047 0.76 0.3353 0.4425 0.4362 0.6143 0.3118 0.4180 0.4402 0.2944 0.4301 0.6969 0.6319 0.2829 0.2735 0.95 0.6655 0.2948 0.70 0.5404 0.2358 0.78 0.90 0.4489 0.7612 0.4499 0.6489 0.2886 0.7043 0.6231 0.2799 0.3151 0.4398 0.7854 R/D 0.73 0.88 0.1987 0.2040 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios (Continuação) d/D 0.3031 0.4507 0.4724 0.2821 0.2969 0.1879 0.2842 0.4279 0.4309 0.66 0.6573 0.63 0.7504 0.2560 0.2921 0.87 0.4376 0.7662 0.3182 0.3024 0.5115 0.2705 0.2975 0.5687 0.2987 0.4153 0.3038 0.97 0.77 0.86 0.2094 0.5018 0.2409 0.3007 0.2998 0.65 0.7186 0.5872 0.96 0.2753 0.3008 0.91 0.93 0.3349 0.4625 0.5594 0.5212 0.3305 0.2676 0.4524 0.7785 0.3339 0.4444 0.4480 0.3212 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .74 0.4476 0.82 0.6405 0.7320 0.3247 0.2980 0.4343 0.3322 0.75 0.4323 0.4822 0.

00 Qn I 3 I (m/m) N.00 0 0. m 0 1.00 3. 5 = 00 2.00 B = B 3.00 0 m B 7.10 0.00 2.00 (dm) MT/DNIT/DPP/IPR .00 2.00 4. d 8.00 m 1.20 1.Curva KQ = g(d) CURVA KQ = g (d) Q (m /s) KQ = 9. 00 m 6.A.00 B =3 .Manual de Drenagem de Rodovias ⎛R ⎞ KV = ⎜ ⎟ ⎝D ⎠ 2/3 ⎛ Ø − senØ ⎞ = 3 ⎜ ⎟ 4Ø ⎝ ⎠ 2/3 − 78 2 KQ = A ⎛R ⎞ ×⎜ ⎟ 2 ⎝D ⎠ D (Ø − senØ 1 ×3 16 2Ø 2 )5 ⎛ 2d ⎞ Ø = 2arc ⋅ cos ⋅ ⎜1 − ⎟ D ⎠ ⎝ Figura 7 .00 2.0 B =1 0m 5.5 B= .

50 B .Curva KV = f(d) 79 CURVA KV = f (d) 1.80 m 2.20 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 8 .90 B= m 2.00 Kv= Va I B= 0m 3. 5 0. 0 0.60 B= 0m 1.70 0.00 2.30 0.50 0.20 1.00 3.10 0 0.00 d (m) MT/DNIT/DPP/IPR .40 0.00 =1 m 0. 0 0 B= 0.

3 0 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA MT/DNIT/DPP/IPR .8 0.1 1.3 0 0.3 0.1 1.6 0.9 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA 90 PM 80 A = Área R = RAIO HIDRÁULICO PM = PERÍMETRO MOLHADO A 70 AR2/3 60 R AR2/3 A 20 PM 30 50 40 ELIPSE HORIZONTAL 10 0.1 0.2 1.5 0.2 1.1 0.3 0.4 0.2 0.6 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 9 .4 0.Propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares e elípticas 80 SEÇÃO PLENA PERÍMETRO MOLHADO 90 PORCENTAGEM D A ALTURA TOTAL PORCENTAGEM DA ALTURA TOTAL Área 80 70 60 50 VAZÃO 40 30 20 RAIO HIDRÁULICO 10 1.7 0.9 1.5 0.2 0.7 0.0 1.0 1.8 0.

72 3.55 3.70 2.95 3.28 16.07 11.39 6.22 7. 4.25 3.70 5.01 11.25 11.99 5.12 15.20 1.40 5.85 3.54 13.30.35 19.49 10.86 6.95 6.08 15.70 11.80 16.85 4.80 6.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 19 .10 4.41 13.40 2.65 14.58 11.27 4.35 5.52 ÁREA (m2) 2.Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados 81 DIMENSÕES VÃO ALTURA 1.00 PERÍMETRO (m) 5.65 17.45 13.05 2.42 8.27 6.60 9.00 3.62 9.25 2.15 5.67 18.21 12.23 19.85 1.75 2.20 3.77 14.88 3.70 16.97 12.30 3.30 13.05 2.10 2.40 3.56 15.05 4.90 MT/DNIT/DPP/IPR .90 4.22 3.85 1.12 9.00 3.50 5.70 3.

21 27.68 4.71 6.68 28.15 20.76 79.69 7.06 6.79 5.36 73.62 6.11 7.51 5.33 6.01 23.55 22.07 9.24 6.04 ÁREA (m2) 18.92 8.24 29.83 8.67 19.59 22.16 7.11 19.21 31.18 39.33 25.46 23.02 PERÍMETRO (m) 15.71 18.11 21.55 53.12 10.60 33.12 3.11 10.50 20.63 6.84 10.39 7.90 23.52 67.94 22.02 59.96 6.22 5.50 6.38 27.15 9.64 6.17 6.83 6.59 27.19 17.93 8.77 9.29 26.77 29.67 19.02 23.24 16.50 21.42 25.30 10.89 6.97 62.82 44.89 3.80 11.19 26.94 24.97 6.Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados DIMENSÕES VÃO ALTURA (m) (m) 5.50 10.13 17.35 3.80 15.64 31.76 10.47 7.81 11.54 8.47 4.80 17.10 11.97 6.21 42.20 48.66 34.90 7.40 4.07 20.39 23.55 7.11 6.21 30.76 18.40 39.85 7.83 36.28 31.00 4.95 Bueiros trabalhando como vertedores Objetivo e características Denominam-se vertedores as aberturas projetadas na parte superior das paredes de um reservatório qualquer através das quais possa se escoar o líquido represado.82 8.33 26.84 9.19 9.85 26.76 11.02 22.79 8.Manual de Drenagem de Rodovias 82 Tabela 20 .11 20.51 12.21 8.42 5.21 58.37 18.01 4.24 69.67 4.97 48.86 4.82 44.40 52. MT/DNIT/DPP/IPR .23 42.78 5.53 58.15 86.09 4.42 10.90 26.20 53.63 18.85 10.55 5.98 24.83 30.56 5.54 6.28 5.23 4.95 5.46 9.58 8.58 38.29 7.21 34.15 3.15 51.01 27.25 7.25 30.32 15.32 15.31 8.78 7.45 9.81 28.75 5.

o coeficiente de Coriolis e o coeficiente de descarga do orifício. 3 L e tomando L=1. para o vertedor.838 ⎢ −⎜ ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥×L ⎥ ⎦ Desprezando-se a velocidade de aproximação V. pode começar pela fórmula da vazão dos orifícios: ⎡ 3/2 ⎤ 3/2 ⎛ ⎢⎛ V2 ⎞ ⎥ 2 V2 ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎥ − ⎜h + α Q = cb 2g ⎢⎜ h + α 2g ⎟ ⎥ 2g ⎟ 3 ⎟ ⎜ 1 ⎟ ⎢⎜ 2 ⎢⎝ ⎣ ⎠ ⎝ ⎠ ⎥ ⎦ onde h1 e h2 são as alturas d'água nas bordas do orifício(inferior e superior). = 0 e h2. Dimensionamento hidráulico Cálculo da largura L A solução do problema é.Manual de Drenagem de Rodovias 83 Na drenagem rodoviária o vertedor desempenha uma grande função no escoamento da água acumulada nas várzeas extensas ou em terrenos alagadiços. escolhido pela prática ou resultante de tentativas a serem feitas. y. Os vertedores podem ser considerados orifícios em que a altura da parede sobre a borda superior é nula. O tempo de escoamento vai ser estabelecido em função da largura L dos vertedores projetados. = H. L a sua largura. b sua largura. Fazendo h1. o cálculo de L. para c = 0.838 . têm-se MT/DNIT/DPP/IPR .622. a altura d`água sobre a soleira do vertedor. será o resultado da divisão da descarga total registrada pela descarga de cada vertedor.devida a WEISSBACH: 2 Q = C 3 L 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ 2g ⎢ − ⎜α ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥ ⎥ ⎦ como 2 C 2g = 1. obtém-se a fórmula básica da vazão dos vertedores retangulares. têm-se: 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ Q = 1. pois. calcular o tempo em que se deseja fazer a drenagem e escolher o número e a largura L dos vertedores. Então. O número dos vertedores.

5 555.12 76.1 1316.57 14.24 96. Vertedores retangulares em parede delgada e sem contrações.2 1077.72 20.838 ⎜ L − ⎛ ⎝ 2H ⎞ 3/2 ⎟ H 10 ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR . Influência da contração As contrações ocorrem nos vertedores de represamentos e naqueles cuja largura é inferior às dos canais onde se acham instalados. a Fórmula de Francis passa a ser: Q = 1. multiplicam-se os valores indicados de vazão pela largura real.3 381.04 41.5 855.61 27.5 650. a mais comum nas rodovias.5 1442.838H3/2 Estados Unidos e que é a Fórmula de Francis.68 58.0 302. Usando a Fórmula de Francis pode-se tabelar a vazão por metro linear de soleira como a seguir.58 49.53 86.50 ALTURA H (cm) 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 ∗ Q (l/s) 230.0 ∗Para os vertedores com largura menor ou maior que um metro. deve-se considerar na fórmula do item anterior uma correção para o valor de L. Pinto).90 164.2 964.14 67. De acordo com Francis.1 465.05 34.34 106. para a contração bilateral.838 × LH3/2 84 ou L= Q 1.0 1 57 1. que passaria a ser tomado igual a L-0. Tabela 21 .6 750. Desse modo.Vazão por metro linear de soleira ALTURA H (cm) 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 20 Q (l/s) 9. muito usada na Inglaterra e nos recomendada para uso no Brasil (Dilson F.2H.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 1.7 1195.

da diferença de cotas dos níveis d'água a montante e a jusante. e S2. do comprimento e da declividade do bueiro. P1 e P2 . que a vazão depende de sua carga a montante. Z1 e Z2 .velocidades nas seções S1 e S2. nesse caso.cotas das seções S1 e S2 relativas a um plano de referência (datum). Como se trata do deslocamento de uma partícula d`água no regime permanente entre S1.Manual de Drenagem de Rodovias 85 Bueiros trabalhando como orifício Objetivo e características Diz-se que um bueiro trabalha como orifício quando o nível d`água a montante (HW) atende à condição: HW ≥ 1. Dimensionamento hidráulico Estudo do fluxo Considerando-se o escoamento indicado na Fig. 10: Figura 10 . vale dizer. sendo independente da rugosidade das paredes.2D ou HW ≥ 1. Diz-se.pressões nessas seções respectivamente.2H sendo D o diâmetro e H a altura do bueiro. tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . aplicando-se o teorema de Bernoulli.Esquema de escoamento por orifício V1 (1) h Z1 Z2 (2) V2 DATUM em que: V1 e V2 .

Cc. osciIa entre 0. cujo valor é 0. devido à viscosidade do líquido. segundo Weissbach. que. a velocidade real do jato sofre uma redução que costuma ser representada por um coeficiente CV. V1 será muito inferior a V2 e poderá ser desprezada. porém.98. carga hidráulica da seção S2 (eixo) tem-se: V2 V2 2 = 1 +h 2g 2g ou V = V 2 + 2g × h 2 1 Como a área da seção S1 (superfície da água acumulada a montante do bueiro) é muito superior à área da seção S2 (orifício). Desse modo.62 e 0. sem que se cometa erro apreciável. Por outro lado.97 ou 0. porque é a pressão atmosférica atuando nas seções S1 e S2. de acordo com a lei de continuidade: Q = AV = A 2g × h Acontece que. Z1 – Z2 = h.Manual de Drenagem de Rodovias 86 V2 V2 P P z+ 1+ 1 =z + 2 + 2 2 γ γ 2g 2g Considerando-se.64. Essa contração é habitualmente representada por outro coeficiente. que P1 = P2. foi verificado que o jato sofre uma contração tornando-se inferior à seção do orifício. obtém-se: V = 2g × h A vazão do orifício seria. A vazão através do orifício seria então: Q = C × C × A 2g × h V C ou fazendo C ×C =C V C Q = CA 2g × h MT/DNIT/DPP/IPR . então.

mais ou menos.588 0.588 e 0. não seja maior do que duas vezes o diâmetro ou a sua altura.60 a 0. o que excluiria a opção do modelo. para o caso dos bueiros tubulares.674 0. seria a de um bocal e não de um orifício. que para as alturas médias comuns de aterro em torno de 15 metros. os Coeficientes de Vazão C.Manual de Drenagem de Rodovias 87 sendo que C. MANNING recomenda para L/D = 75 e L/D = 100. Porém. no entanto.548 Carga hidráulica Toda a conceituação exposta presupõe que a carga hidráulica. a diferença depende do coeficiente de vazão. as paredes dos orifícios são divididas em delgadas e espessas. coeficiente de vazão. Deve-se considerar. não podendo ultrapassar 1. a contar do centro de gravidade da seção do bueiro.63. como os processos de cálculo de vazões são os mesmos para os dois casos.643 0.62 e 0. MT/DNIT/DPP/IPR . variando de 0. representam alturas de aterro de.Coeficientes de vazão L D C 10 25 50 75 100 0. para os dois modelos (orifícios e bocais) são próximos um do outro. respectivamente. 20 e 30 metros. são os seguintes: Tabela 22 .63. que.5 vezes o diâmetro do orifício. a estrutura comumente empregada. respectivamente.0 metro. os coeficientes de vazão 0. para o diâmetro do bueiro de 1. O nível d'água a montante não poderá ultrapassar a cota de nível mínimo admissível fixada em função da altura do aterro e das restrições de alagamento a montante por ventura existentes. Desse modo. segundo MANNING. atinge valores entre 0. A velocidade máxima para a obra deverá ser inferior ao limite de erosão das paredes dos bueiros.548. Verifica-se. os coeficientes de vazão C. Esses dois valores. nos livros de Hidráulica mais comuns em nosso país. Em resumo. Chamando L o comprimento do bueiro e D o seu diâmetro. no caso dos bueiros.770 0.

71 4.00 h = 1.57 6.06 3.19 4.95 13.79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR .40 1.90 4.10 4.86 1.5 D Q (m3/s) 0.35 3.20 1.63 5.67 4.68 3.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 23 .10 3.58 V (m/s) 2.21 3.73 3.32 4.2 D Q (m3/s) 0.97 7.74 3.43 17.77 3.70 1.53 3.58 4.95 4.80 1.10 1.60 0.04 4.67 13.44 11.00 1.32 4.05 3.75 1.06 3.98 4.48 15.68 13.14 4.19 V (m/s) 2.36 15.40 8.58 (m3/s) 0.50 1.79 4.65 3.19 8.69 10.58 3.62 3.30 1.89 5.48 3.44 5.04 11.83 Q h = 2D V (m/s) 3.14 5.05 10.192xD 2 h 1 e V = 2.78 9.54 2.37 2.80 1.Vazão.90 2.63 88 TIPO DIÂMETRO (m) 0.37 2.54 BSTC OU BSTM Vazão: bueiro simples: Q1 = Velocidade: V = c 2g × h c 2g 4 × D 2 × 3.74 3.46 4.83 4.41 4.06 3.42 3.99 5.60 1.54 10.23 7.93 4.62 7.50 4.17 6.67 1.40 3.29 5.12 11.23 5.14159 h e Q = 2.87 3.21 4.32 h = 1. velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.

576 × D 2 h 3 1 Velocidade: V = 2.Vazão.384 × D 2 h 2 1 bueiro triplo: Q = 3Q = 6.63 89 Vazão: bueiro duplo: Q = 2Q = 4.79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR . velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 24 .

00 2.83 5.40 5.40 5.83 4.24 6.77 142.83 4.50 2.32 4.20 41.83 5.24 6.00 2.00 2.58 6.32 51.50 2.42 4.74 4.50 3.53 44.67 54.06 3.01 66.57 58.50 3.61 123.59 48.79 h ∗ A velocidade excede o valor limite de erosão do concreto (4.95 10.56 19. H = altura do bueiro e h = carga hidráulica Velocidade: V = 2.00 3.00 2.00 1.66 34.83 5.92 5.02 39.00 3.33 31.75 33.83 5.00 h =1.40 4.84 29.24 6.54 53.86 V 3.49 46.85 25.94 36.81 61.30 4.83 5.56 58.00 2.2 H Q 3.48 140.00 2.00 2.84 6.04 78.34 27.00 H 1.84 5.98 93.32 4.92 4.24 6.32 4.24 6.24 6.30 4.19 4.24 5.40 5.50 1.01 21.40 5.58 6.19 4.50 3.42 12.84 BDCC BTCC Vazão: bueiro simples: Q = 2.50 1.01 81.5 H Q 3.74 3.42 184.30 h = 1.30 4.00 2.51 90.83 5.32 4.83 5.40 5.5 m/s).00 2.50 3.83 5.00 2.83 4.30 24.40 4.791BH h 1 bueiro duplo: bueiro triplo: Q = 2× Q 2 1 Q = 3×Q 3 1 B = Base.50 2.89 72.84 6.05 67.92 h = 2.07 106.00 3.88 14.0 H Q 3.00 2.02 100.17 31.78 18.24 4.92 4.83 5.00 2.55 60.Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro TIPO BSCC B 1.21 16.83 5.89 72. MT/DNIT/DPP/IPR .00 2.50 2.40 4.58 6.00 2.23 17.52 33.40 5.50 2.26 47.98 93.00 2.58 6.61 159.50 2.00 3.95 4.50 3.01 121.00 2.00 1.83 5.50 22.83 108.61 117.41 82.29 38.Manual de Drenagem de Rodovias 90 Tabela 25 .74 4.01 81.50 3.64 77.05 71.59 V 3.92 5.00 3.00 40. significando nesses casos que a vazão do bueiro corresponderá à carga hidráulica que satisfaça a velocidade admissível.32 4.00 3.00 2.51 95.83 5.00 2.06 8.58 6.06 66.83 5.98 V 3.00 3.50 3.00 2.58 6.24 5.07 101.83 4.34 63.00 2.84 5.00 2.83 3.43 11.77 30.50 3.34 87.30 4.43 51.02 35.42 9.19 4.32 4.66 62.

se isso for tecnicamente viável. é a distância vertical da soleira do bueiro à linha energética na sua entrada. MT/DNIT/DPP/IPR . segurança. a superfície da água e a linha energética na boca de montante dos bueiros são consideradas coincidentes. Eles dão a altura da água represada (HW). no caso dos bueiros. Devido às baixas velocidades geralmente verificadas na maioria dos represamentos. no caso (HW). A profundidade da água represada. Com controle de saída. em pesquisas de campo e laboratório. os bueiros são tratados. se dedicando ao estudo de novas técnicas para a solução dos problemas de drenagem. Os bueiros. em alguns casos. que é o parâmetro dimensionante da capacidade da obra. Essas pesquisas serviram de base para a confecção de nomogramas que permitem determinar a capacidade dos bueiros com controle de entrada. dada a freqüência de sua repetição. de duas formas: − − Com controle de entrada. têm merecido especial atenção pela importância que essas estruturas representam para o corpo estradal. com controle de entrada. há muito tempo. Em outras palavras: o bueiro com controle de entrada deve ter seção transversal mínima e condições de boca que permitam escoar a vazão desejada com o máximo de represamento permitido pelo projeto. não há inconveniente no represamento ou aumento da profundidade do curso d'água a montante da obra. A engenharia busca a melhor obra ao menor custo. com protótipos. quanto ao fluxo. Partindo dessa premissa. foram obtidas através de pesquisas em modelos nos laboratórios e verificadas.Manual de Drenagem de Rodovias 91 Dimensionamento de bueiro segundo a Circular nº 5 do “Bureau of Public Roads” Generalidades Os norte-americanos vêm. pela geometria da boca de entrada e pela seção transversal do conduto. econômico e ambiental) Tipos de funcionamento de bueiros Com essa orientação. em todos os seus aspectos (funcional. As relações entre profundidade de represamento e altura ou diâmetro do bueiro (HW/D) para os vários tipos de bueiros circulares e em arco. denotando grande interesse em fugir ao empirismo reinante. Controle de entrada Controle de entrada significa que a capacidade de descarga do bueiro é controlada na sua entrada pela profundidade da água represada a montante (HW). inclusive com uso de modelos reduzidos.

a parcela He. e R = Raio hidráulico. é a energia consumida no atrito ao longo do bueiro: n = Coeficiente de rugosidade de Manning. Se a seção do bueiro está cheia em todo o seu cumprimento.03) ⎥ 2g R 1. Os procedimentos da Circular nº 5 fornecem os métodos para a determinação precisa da profundidade da água na entrada para as condições de escoamento mostrados nas figuras 11A. (V2/2g). é a parte da carga que produz velocidade.75D. é a perda na entrada da boca que depende da sua geometria. (m/s) g = Aceleração da gravidade. correspondente à velocidade. (m/s2) (m) Substituindo-se os valores de HV. conforme Figuras 11A e 11B. Para o caso indicado pela figura 11D a precisão do método diminui. usualmente expressas em metros de altura d'água são: a parcela HV.02) V f Onde: Hv = V2/2g . L = Comprimento do corpo do bueiro. entretanto. enchendo-o completamente em todo seu comprimento. decorrente das perdas ao longo do corpo do bueiro. até o valor de 0. necessária para vencer as resistências de entrada e a Hf . He = Ke (V2/2g).Manual de Drenagem de Rodovias 92 Controle de saída O escoamento de bueiros com controle de saída pode ocorrer com o conduto total ou parcialmente cheio. na equação (2. é composta por três parcelas importantes. em parte ou em todo o seu comprimento. Essas parcelas. A energia consumida provém da carga represada a montante eé expressa pela equação: H = H + He + H (equação 2. A carga H. 11B e 11C. necessária para o escoamento através de um bueiro.33 ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR . (m) V = Velocidade média do fluxo no corpo do bueiro. No apêndice B são encontrados valores de Ke para vários tipos de boca. H f = [(2gn 2 L)/R 1. quando o regime do fluxo é de controle de saída. sendo aceitável.33] . Nas Figuras 11C e 11D os bueiros estão escoando à seção parcialmente cheia e com controle de saída. diz-se que o bueiro está trabalhando a seção plena. He e Hf.02) obtém-se: H = ⎢1 + K e + ⎢ ⎢ ⎣ ⎡ 2g × n 2 × L ⎤ V 2 ⎥ (equação 2.

portanto. ocorrendo alturas d'água superiores e. quando se exige rigor nas soluções. a altura da água a montante. Cada um deles diz respeito a uma seção definida do corpo do bueiro e a um valor do coeficiente n. O dimensionamento consiste. (Fig.03) pode ser resolvida facilmente com auxílio dos nomogramas de 8 a 14. é ela que vai definir o bueiro. MT/DNIT/DPP/IPR . como é o caso das verificações e alterações de projetos. para bueiro descarregando a plena seção. a perda de carga H (Fig. 11B) é contada a partir da altura d`água na boca de jusante. como se verá a seguir. indicando a dimensão mínima que atenda às imposições do projeto. ou seja. Estas considerações dizem respeito aos bueiros operando à plena seção. as descargas fluem a seção plena. à altura dos bueiros na entrada. na definição de HW. inferiores. Quando a altura d'água na boca de saída é inferior à altura do bueiro.Manual de Drenagem de Rodovias 93 A equação (2. às vezes. sendo H a diferença entre esse nível e o de HW a montante. Para os casos comuns este método permite soluções aceitáveis. Quando o nível d'água a jusante do bueiro submerge sua boca de jusante ou quando o bueiro flui na boca de saída a seção plena. pois. 11C e 11D) exige-se o traçado das curvas de remanso. nem sempre. Entretanto.

altura entre a soleira do bueiro. como pode ser observado na Fig. a partir do qual H deverá ser medido. e o ponto da linha piezométrica equivalente.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 11 . pela equação: H W = H + ho − L × Io (equação 2. A relação de HW com H é dada. na boca de jusante.04) MT/DNIT/DPP/IPR . HIDR.12.Controle de saída A SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA 94 B SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA C SUPERFÍCIE D´ÁGUA GRAD. HW A H SUPERFÍCIE D´ÁGUA D SUPERFÍCIE D´ÁGUA HW H SUPERFÍCIE D´ÁGUA Equação geral para controle de saída A altura do tirante hidráulico HW é obtido com a introdução de um fator ho.

h0 é o maior dos dois seguintes valores: TW (profundidade d'água na saída) ou 2 dc + D h0. O valor de dc não pode exceder ao valor de D. isto é. apresentado no item 1.Manual de Drenagem de Rodovias 95 onde L é o comprimento do bueiro e Io a sua declividade em metros por metro. Sendo TW influenciado pelo nível d'água de outros cursos. e a profundidade da água (TW) é bem menor que a profundidade crítica. 11C e 11D). em bueiros escoando com controle de saída. a definição de h0 torna-se mais complexa. extraída dos nomogramas 15 a 20. obtém-se a altura do represamento a montante (HW) somando-se H ao nível d'água na saída (TW). A Fig. Se o nível d'água na saída está em nível ou abaixo da crista do bueiro na boca de jusante (Fig. as dimensões e forma do bueiro e a profundidade da água na saída (TW). por níveis d'água de outros cursos ou por influência de marés. ho é igual à profundidade da água na saída. ou marés. Nesse caso. Cálculo da profundidade da água na saída (TW) Sendo um fator externo. 12 fornece a visualização gráfica do que foi dito anteriormente. nesta última expressão é a distância vertical desde a soleira até a linha piezométrica equivalente. MT/DNIT/DPP/IPR . pode-se determinar aproximadamente a profundidade do fluxo no canal de saída pela fórmula de Manning. recomenda-se a utilização das equações da dinâmica do movimento uniformemente variado. 11B.4. Pesquisa de HW Quando o nível d'água na saída está acima da crista do bueiro (Fig. Todavia. 11A). Quando TW é o valor de h0 (maior dos valores). sendo este o limite superior daquele. uma vez que devem ser levadas em consideração a descarga. não influindo no cálculo da altura d'água a montante HW. TW pode ser controlado através de obstrução na saída. o ponto correspondente à profundidade crítica está suficientemente submerso de modo a não afetar HW. declividade e rugosidade razoavelmente uniformes. Na maioria das vezes os canais naturais de saída são mais largos que os bueiros. dc é a profundidade crítica. sendo necessário efetuar os cálculos e tendo o canal de saída seção transversal. "Curva de Remanso". e D é o diâmetro ou altura do bueiro. a profundidade da água na saída (TW) pode ser um fator importante para o cálculo da altura d'água represada a montante HW e da capacidade hidráulica do bueiro.

do uso de dissipadores de energia no canal de descarga. Por isso. de acordo com o tipo de material de que é constituído o bueiro e sua seção transversal. muitas vezes. Um elemento importante para isso. é o conhecimento da velocidade da água na boca de jusante. D = diâmetro ou altura do bueiro TW = profundidade do fluxo de descarga dc = profundidade crítica. geralmente. Figura 12 . h0 = altura piezométrica equivalente As informações locais e a observação do comportamento de outras obras na região podem ser de grande ajuda na solução do problema. pode haver necessidade. para definir a necessidade de proteção do canal de saída. HW = profundidade hidráulica a montante do bueiro. a velocidade máxima do fluxo no centro do canal é consideravelmente mais alta do que a velocidade média do fluxo considerando toda a seção. Deve-se ter em conta que.Cotas hidráulicas no levantamento de HW L = comprimento do bueiro. As velocidades calculadas podem ser comparadas com as de outras existentes ou com as de correntes naturais. Io = declividade do bueiro H = obtido através de nomograma. A velocidade na saída do bueiro deve ser comparada com a velocidade máxima da corrente. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 96 Velocidade do fluxo A velocidade da água no corpo dos bueiros é superior à dos canais naturais.

Na primeira tentativa para seleção das dimensões da seção transversal do bueiro adotam-se um dos seguintes critérios: a) seleção arbitrária. em m3/s. b) comprimento L aproximado do bueiro em m. na boca de jusante dos fluxos com controle de entrada.Manual de Drenagem de Rodovias 97 Na determinação da velocidade média na seção transversal.0 D No caso de restrição de recobrimento dos bueiros nos aterros pode-se aumentar o número de linhas o que pode redundar em menores alturas de aterro ou maiores recobrimentos.Definição de HW MT/DNIT/DPP/IPR .Coletar os elementos necessários ao projeto que são os seguintes: a) descarga Q de projeto. O aumento da altura dos aterros. Essa área pode ser tanto aquela correspondente à profundidade crítica como a profundidade a jusante. em m/s. Etapa III . o uso de várias linhas de tubos e de bueiros celulares. b) utilização das tabelas do fluxo crítico. não sendo conhecida a profundidade do fluxo. elípticos ou arcos metálicos corrugados com largura maior do que a altura são soluções que devem ser consideradas.5 a 2. Etapa II . incluindo seção transversal e tipo de boca de montante. em m. o uso de ábacos pode ser útil para resolver essa equação. c) declividade definida do bueiro em m/m. no caso de funcionamento a plena seção. e) velocidade média e máxima das águas no talvegue. A solução final deve resultar da análise econômica. No caso do controle de saída a velocidade média na boca de jusante será a descarga dividida pela área da seção transversal do fluxo. pode ser usada a fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Como a solução se faz por tentativa. c) uso dos nomogramas para controle de entrada. o valor de R passa a ser desconhecido. por exemplo: HW = 1. lenticulares. uma vez que. Roteiro para dimensionar bueiros Etapa I . admitindo-se um valor arbitrado como. f) características do bueiro para a 1a tentativa. para os tempos de recorrência exigidos. d) altura admissível de represamento na entrada HW.

b) Supondo Controle de Saída. Essa área será a total da seção do bueiro se a boca de jusante estiver submersa. torna-se muito menos preciso quando se situar abaixo de 0.75D. sendo Ao a área molhada.Verificando-se a existência de um fluxo de controle de saída e obtido um valor de HW maior do que aceitável. como descrito no parágrafo acima.Computar a velocidade de saída para o tamanho e forma dos bueiros a serem testados. como explicado na Etapa IIIb Etapa VI . b) Verificado o controle de entrada na etapa IV. Etapa IV . aumentando a seção ou o número de linhas de bueiros até obter valor aceitável antes de tentar valores pelo controle de saída. assim obtido.Manual de Drenagem de Rodovias 98 a) Supondo controle de entrada Usando os dimensionamentos obtidos na etapa II. fazer ho igual a TW e achar HW pela equação: HW = H + ho – Io x L Para TW de elevação menor do que o topo do bueiro de jusante. ho igual ao maior entre estes dois valores: dc + D ou TW 2 Nota . MT/DNIT/DPP/IPR . porém. Para TW de elevação igual ou maior do que o topo do bueiro na saída d’água. a) Se ocorrer o controle de saída na etapa IV. na boca de jusante. procurar o HW nos nomogramas de controle de entrada apropriados de n0 1 a 7. Calcular aproximadamente a profundidade da lâmina d'água (TW) na boca de jusante.o valor de HW. a velocidade de saída. deve-se fazer nova tentativa. Se HW é maior do que o permitido pelo projeto. a velocidade de saída na boca de jusante deverá ser suposta igual à velocidade média no corpo do bueiro calculada pela fórmula de Manning. obtido nos nomogramas. pela altura ou diâmetro do bueiro. para as condições de cheias do projeto. valor mais alto indicará o tipo de fluxo a ser considerado para a situação de funcionamento de projeto. achar HW pela equação anterior. tomando. D. Etapa V .Através da comparação dos valores de HW obtidos na etapa IIIa e IIIb (controle de entrada e de saída). adota-se um bueiro com maior seção transversal ou linhas múltiplas. HW é definido pelo produto de HW/D. é igual a Q/Ao.

e a descarga (Q). Ligar o ponto determinado (1) à dimensão do bueiro na escala à esquerda. em m. Calcular HW/D. em m. MT/DNIT/DPP/IPR . – – Determinação da vazão Q – • • • Dados: elevação d'água na entrada. Determinação da elevação d`água na entrada HW (m) – Dados: descarga Q. – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. tipo de bueiro (concreto ou metálico). estender horizontalmente o ponto de interseção em (1) para (2) ou (3) e ler HW/D. multiplicando HW/D por D. se for usada a (2) ou (3) estender horizontalmente até (1). Determinação da seção do bueiro – Dados: • • descarga Q. Calcular HW. dimensões: de D ou B. marcar a interseção dessa reta na escaIa (1) de HW/D. Unir por linha reta o diâmetro do bueiro ou a altura (D). Se a escala (1) de HW/D representar o tipo de entrada utilizada. HW. em m3/s. – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. ler HW/D na escala (1). elevação admissível da água na entrada HW. Assinalar HW/D na escala adequada. em m (admissível ou pretendida). em m. em m3/s. ler Q ou Q/B na escala da descarga.Manual de Drenagem de Rodovias 99 Orientação para utilização dos nomogramas para cálculo dos bueiros com controle de entrada. dimensões: de D ou B. ou Q/B quando se tratar de bueiro celular. se outro tipo de entrada entre as indicadas nos nomogramas for a indicada. tipo de bueiro (concreto ou metálico).

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tipo do bueiro (de concreto ou metálico). – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. Calcular HW/D para uma dimensão arbitrária. Assinalar a posição de HW/D sobre a escala adequada ao tipo de entrada. Estender o valor de HW até a escala (1). Unir o ponto determinado acima à descarga de projeto marcada na escala de vazão e obter na escala do diâmetro o valor correspondente. Se o valor de D, ou base (vão) x altura, obtidos acima, não coincidir com o valor inicialmente adotado, repetir o procedimento com outro valor.

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Figura 13 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada

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Figura 14 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de concreto e controle de entrada

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Figura 15 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto, com eixo longo horizontal e controle de entrada

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Figura 16 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada

HW/D

ENTRADA

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Figura 17 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada, com controle de entrada.

HW/D

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com controle de entrada HW/D MT/DNIT/DPP/IPR .Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóbada de chapa metálica corrugada.Manual de Drenagem de Rodovias 106 Figura 18 .

Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada com anel biselado MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 107 Figura 19 .

se o valor de n adotado enquadra-se naqueles do nomograma. Determinar o coeficiente de entrada (Ke) conforme o seu tipo e de acordo com a tabela constante no final do texto. ho é obtido adotando-se o maior dos valores seguintes: ho = TW Determinação da perda da carga a jusante H – • • Dados: descarga Q. em m3/s. assinala-se na curva correspondente ao Ke o comprimento do bueiro. determinando-se assim o ponto que corresponde ao comprimento do bueiro na curva do Ke adotado (Fig. igualar ho a TW. se o nível d'água na saída se situar abaixo do topo do bueiro. Assinalar no nomograma o comprimento do bueiro (na escala L). para algumas condições de funcionamento parcialmente cheios.Manual de Drenagem de Rodovias 108 Utilização dos nomogramas para o cálculo de HW nos bueiros com controle de saída. Poderão ser usados. ainda. conforme as instruções a seguir: – • • se os valores de n e Ke adotados enquadram-se naqueles do nomograma. Observe-se que os nomogramas em estudo não levam à solução final da altura d'água a montante (HW) uma vez que dão apenas o valor de H na equação: H W = H + ho − L × Io onde h é obtido conforme o seguinte procedimento: – – d +D ho = c 2 se o nível d'água na saída for igual ou maior que o do topo de bueiro. mas o valor de Ke é intermediário aos das curvas aí existentes. interpola-se uma curva para o Ke adotado e liga-se por uma reta o comprimento dado. assinalado nas duas curvas adjacentes de Ke. MT/DNIT/DPP/IPR . Os nomogramas para bueiros com controle de saída são utilizados para a determinação do valor de H (perda de carga a jusante. – Escolher o nomograma adequado ao bueiro utilizado. nos casos de bueiro operando a seção plena em toda a sua extensão. tipo do bueiro (de concreto ou metálico) . 20).

– Ligar o valor (L1). por meio de uma linha reta. – Calcular HW pela equação: H W = H + ho − L × Io Valores de n para materiais normalmente usados: MT/DNIT/DPP/IPR .P2 = RETA LIGANDO OS PONTOS DO COMPRIMENTO DADO. Ligar o ponto da linha de base à descarga de projeto. marcada na escala de vazão e ler o valor da perda de carga a jusante na escala (H). Marcar o cruzamento dessa com a linha de base. n1= coeficiente de Manning do bueiro. utiliza-se um comprimento corrigido (L1) dado por: 2 ×L ⎛n ⎞ L =⎜ 1⎟ 1 ⎜n ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ 2⎠ onde: L= comprimento real do bueiro. lenticulares e elípticos). utilizar os nomogramas para estruturas elípticas em concreto. EXISTENTES NO NOMOGRAMA P = PONTO CORRESPONDENTE AO COMPRIMENTO DADO NA CURVA INTERPOLADA DE ke P2 ke2 P P1 109 • se o n adotado não se enquadra nos definidos pelo nomograma.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 20 .Interpolação de curva de coeficiente Ke 1 ke 1 3 ke 2 P1 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 1 P2 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 2 1 = CURVA DE COEFICIENTE ke 1 (existente) 2 = CURVA DE COEFICIENTE ke 2 (existente) 3 = CURVA INTERPOLADA DE COEFICIENTE ke P1 . Para os casos em que forem empregados bueiros elípticos metálicos corrugados. e n2= coeficiente de Manning do nomograma. como obtido anteriormente. à escala das dimensões do bueiro (D para bueiros tubulares ou B x H no caso dos celulares. com o valor do comprimento corrigido devido à diferença entre os coeficientes de rugosidade.

utiliza-se a equação de ponderação dada por Azevedo Netto: n 2 ∑ Pn × η n n =1 n ∑ Pn n=4 η médio = n −1 ∑ Pn × nn n 2 Onde P equivale aos perímetros molhados correspondentes às rugosidades n dos materiais de uma seção transversal de um bueiro em contato com o escoamento.024 0. asfalto ou outro material.Valores de n para concreto MATERIAL Concreto TIPOS Tubos e Células n 0.Valores de n para metal MATERIAL CORRUGAÇÕES (mm) 66 x 12. Ligar o ponto apropriado (ver instrução 1) na escala do comprimento do bueiro à sua área e marcar o ponto de interseção na linha de base.021 0. Os bueiros metálicos corrugados podem ser revestidos após sua montagem com concreto.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 26 . melhorando sua rugosidade e conseqüentemente sua capacidade.7 Metálicos Aço Corrugado 76 x 25.4 152 x 51 Bueiros para processo não destrutivo n 0. MT/DNIT/DPP/IPR . Para avaliar essa variação.024 Cálculo da seção transversal da célula retangular. Fixar esse ponto e ligar à descarga dada indicada na escala de vazão. Ler a altura d'água na escala H.015 110 Tabela 27 .019 0.

Manual de Drenagem de Rodovias 111 Figura 21 . à seção plena. calcule HW pelos métodos descritos.012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. com controle de saída n =0. MT/DNIT/DPP/IPR .Carga para bueiros em célula de concreto.

Carga para bueiros em tubulação de concreto.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 22 . MT/DNIT/DPP/IPR .012 112 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. à seção plena com controle de saída n = 0. calcule HW pelos métodos descritos.

calcule HW pelos métodos descritos.Carga para bueiros em tubulação oval de concreto. à seção plena. Obs: As dimensões em escala de tamanho estão ordenadas para instalação com eixo longo horizontal.012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 113 Figura 23 . com eixo longo vertical ou horizontal. com controle de saída n = 0. Devem ser invertidas no caso de eixo longo vertical.

MT/DNIT/DPP/IPR . calcule HW pelos métodos descritos.Manual de Drenagem de Rodovias 114 Figura 24 .Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada.024 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. à seção plena n = 0.

calcule HW pelos métodos descritos. MT/DNIT/DPP/IPR . à seção plena n = 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 25 .024 115 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.Carga para bueiros em chapa metálica corrugada.

à seção plena n = 0. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 26 .024 116 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. calcule HW pelos métodos descritos.Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada.

a seção plena n = 0.Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada.024 117 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. MT/DNIT/DPP/IPR . calcule HW pelos métodos descritos.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 27 . Obs: Para dimensões intermediárias deve-se fazer a interpolação das rugosidades.

Profundidade critica seção retangular 118 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 28 .

Profundidade critica para bueiros circulares metálicos corrugados MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 119 Figura 29 .

Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 120 Figura 30 .

Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 121 Figura 31 .

Profundidade critica para bueiro lenticular em aço corrugado 122 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 32 .

Manual de Drenagem de Rodovias 2.05 3.5 a 15 m.91 0. para Controle de Saída.4 CURVAS DE COMPORTAMENTO 123 Quando os projetos dos bueiros não exigem grande rigor no dimensionamento.62 0.34 1.52 2.e a segunda.14 3.1.57 1.53 4. 5 .46 0. A primeira relação de valores.22 1. para cada comprimento e tipo de bueiro.2 D 0.40 0.85 0.29 1. este pode ser feito mais rapidamente apoiado nas "curvas de comportamento". Tabela 28 .06 4.07 2.81 1.04 1.34 0. As curvas da Fig.21 0. dentro de certos limites de alturas de represamento (HW) e de descargas.30 0.27 0.86 3.76 0.52 0. Estas curvas são aplicáveis. pelos nomogramas para Controle de Entrada.18 0. Usualmente os gráficos são feitos para intervalos de comprimentos de 7.44 3.Dados para curva de controle de entrada HW * D Q* ⎛ m3 /s ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ H W = H W × 1.82 2.61 0.98 1.73 0.66 *Nom.15 0.61 0.10 1.24 0.59 1. 33 foram traçadas para um bueiro de 1.59 0.Tubo com boca de montante saliente (3) MT/DNIT/DPP/IPR .20 m de diâmetro e 60 m de comprimento.07 2. Os traçados foram obtidos com emprego dos nomogramas constantes neste Capítulo.83 2.

Manual de Drenagem de Rodovias 124 Figura 33 .Curvas do comportamento hidráulico para bueiro circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1.2 m de diâmetro e boca de montante saliente MT/DNIT/DPP/IPR .

11 0% (m) 0.43 2.11 4.29 3.77 2.98 1.1.85 1.95 1.46 2.00 0.5% 2.55 2.48 0.04 1.68 2.39 0. seja bueiro.07 1.16 3.07 2.82 0. hc c W 2 *Nom.13 1. seja um conduto.16 1.08 3.35 4.12 1.15 0.16 0.04 2.95 1.60 1.34 0.92 4.5 TABELAS DIVERSAS Coeficiente de perdas da entrada Coeficiente Ke para determinação de perda na entrada de uma estrutura.08 0.58 0.02 2.68 3.01 1. 16 (m) (m) Nom.27 5.77 3.66 4.25 1.69 0. 11 .40 0.70 0.10 1.24 0.13 H d +D = H + ho − L × Io onde.01 1.0% 0.06* 0.74 2.5% 1% 1.30 0.16 1.10 1.05 4.96 5.47 3.ou pela equação 2.24 2.38 4. operando cheio ou parcialmente cheio.59 2.36 3.79 0.Dados para as curvas de controle de saída Q dc 125 dc + D 2 H HW para vários Io (m3/s) Nom.56 1.24 0.85 1.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 29 .64 1.55 0.91 0.80 3.82 1. com controle de saída: Perda na entrada: He = K e × V 2 2g MT/DNIT/DPP/IPR .38 3.

2 0.2 0. Muro de testa ou muro de testa com muros de ala e final do tubo em ângulo reto Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro (somente para bueiros metálicos corrugados) Seção terminal de entrada conformada com a saia do aterro Muro de testa paralelo ao aterro (sem muros de ala). Bueiro metálico corrugado e Bueiro Celular de Concreto Projetando-se para fora do aterro (sem muro de testa).Final do tubo Em bolsa Em ponta Arredondado (R = 1/2 D) Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro.5 0.7 0.Bordas arredondadas (R = 1/12 D) Muros de ala em ângulos entre 30° e 75° em relação ao bueiro Geratriz reta Geratriz arredondada Muros de ala em ângulo entre 10° e 20° em relação ao bueiro Geratriz reta Muros de Ala Paralelos Geratriz reta 0.4 0. Ponta projetando-se para fora do aterro.5 0.Manual de Drenagem de Rodovias 126 Tabela 30 .9 0.Coeficientes de perda em entradas de estruturas: Ke TIPO DE ESTRUTURA E DE ENTRADA Tubo de concreto Bolsa projetando-se para fora do aterro.5 Coeficiente Ke MT/DNIT/DPP/IPR . Borda em ângulo reto .5 0. Com seção terminal de entrada conformada com a saída do aterro.5 0.5 0.7 0.2 0.2 0.2 0. Muro de testa ou muro de testa com muros de ala .5 0.

050 0. plantas livres nas margens Alguma vegetação.01 0.060 0.50 – 0.Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .040 0. meandros suaves. sinuoso.01 0. seixo rolado e poucos matacões Fundo de seixos com grandes matacões Várzeas (adjacente ao curso d'água natural) MT/DNIT/DPP/IPR 0.35 – 0.30 – 0.30 1.035 0.033 0.70 – 1.00 127 Tabela 32 .Velocidades máximas admissíveis para a água COBERTURA SUPERFICIAL Grama comum firmemente implantada Tufos de grama com solo exposto Argila Argila coloidal Lodo Areia fina Areia média Cascalho fino Silte Alvenaria de tijolos Concreto de cimento portiand Aglomerados consistentes Revestimento betuminoso Velocidade máxima m/s 1.Arroios Menores – Largura à superfície no estágio de inundação menor que 30. sem vegetação no canal.20 0.070 0.080 0. margens íngremes.048 0.070 0.30 – 1.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 31 . plantas pesadas nas margens Correntes muito lentas.02 .00 3.80 0.030 0.35 – 0.85 0. árvores e plantas ao longo das margens submersas no alto estágio Fundo de cascalho.040 0. densos salgueiros nas margens Para árvores dentro do canal com ramos submersos no estágio alto todos os valores acima devem ser acrescidos de Para seção irregular.regular.050 0.040 0. cheio e de fundo regular Idem.045 0.00 – 4.50 4.40 0.025 0.50 – 1.45 0.00m Cursos d'água em região plana Limpo.050 0.070 0.030 0. mas com pedras e vegetação Limpo.80 0.80 0. alguma vegetação e pedras Alguma vegetação.02 0. cheias de plantas e piscinas profundas Alguma vegetação. aumente os valores acima de Correntes montanhosas.50 2.035 0.20 2.80 – 1. algumas piscinas e bancos de areia Idem.050 0.60 – 1. com charcos.

010 0.050 0.040 0.025 0.025 0.024 0. mas com o estágio caudaloso atingindo os ramos 0.021 0.050 0.035 0. algumas árvores baixas.011 0.200 0.024 0.030 0.011 0. pouca vegetação rasteira.025 0.040 0.Manual de Drenagem de Rodovias Pasto sem arbustos: Capim baixo Capim alto Áreas cultivadas Semeadura Vegetação rasteira alinhada Vegetação rasteira não alinhada Mato cerrado.100 0.080 0.040 0.Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .160 Tabela 33 .110 0.060 0.028 Metálico com corrugação de 68 x 13mm Metálico com corrugação de 76 x 25mm Metálico com corrugação de 152 x 51mm Bueiros para processo não destrutivo MT/DNIT/DPP/IPR .115 0.021 0. mas com grande crescimento de renovos Arvoredo denso.Arroios Maiores – Largura à superfície no estágio de inundação maior que 30.030 128 0.070 0.035 0.019 0.00m ( O valor de n é menor que aqueles para arroios menores de características equivalentes uma vez que as margens são relativamente menos influentes) Seção regular sem matacões ou arbustos Seção irregular e não trabalhada 0.120 0. estágio caudaloso sob os ramos Idem.arbustos dispersos Arbustos pequenos e árvores Vegetação de média a densa Árvores de grande porte Salgueiros densos em verão Terra limpa com tocos de árvores (250 a 400 por Ha sem renovos) Idem.050 0.014 0.060 0.100 Tabela 34 .Valores dos coeficientes de rugosidade n Condutos Ferro Fundido Revestido Não revestido 0.028 0.120 0.080 0.045 0.030 0.070 0.040 0.050 0.

013 0.013 0.017 0.015 0.017 0.013 0.020 0. com superfície de: Acabamento a colher Acabamento a desempenadeira Acabamento com cascalhos no fundo Sem acabamento Sobre escavação em rocha boa Sobre escavação em rocha irregular Fundo em concreto acabado com desempenadeira e paredes com: Pedra aparelhada em argamassa Pedra irregular em argamassa Alvenaria de pedra rebocada Alvenaria de pedra rejuntada Fundo em cascalho. paredes em: Concreto conformado Pedra irregular em argamassa Pedra seca (rip-rap) Tijolo Envernizado Em argamassa de cimento Alvenaria revestida Asfalto Liso Áspero Cobertura vegetal Madeira aplainada Sem tratamento 0.025 0.020 0.013 0.011 0.033 0.016 0.011 0.012 MT/DNIT/DPP/IPR .015 0.015 0.020 0.014 0.013 0.017 0.017 0.020 0.017 0.023 0.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Cimento Superfície acabada Argamassa Canais abertos revestidos Concreto.013 0.012 0.023 0.022 0.010 0.012 0.010 0.027 0.030 0.013 0.015 0.015 0.016 0.011 129 0.017 0.020 0.020 0.016 0.

limpo Terra.025 0.022 130 0.100 0.035 0.027 0. após intempérie Saibro.035 0.022 0.2 2.025 0. e arbustos nas paredes Idem.030 0.035 0. não possam ser construídos bueiros.080 0.040 0.023 0. alguma vegetação Vegetação densa ou plantas aquáticas em canais profundos Fundo em terra.035 0.2.070 0.018 0.026 0.080 0.025 0. MT/DNIT/DPP/IPR .025 0.028 0. seção uniforme. altura elevada 0. maior altura do fluxo Arbustos em quantidade.110 0.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Canais abertos não revestidos Terra em segmento reto e uniforme Limpa. vegetação e arbustos sem cortar Vegetação densa. limpa Com grama curta.018 0.030 0. paredes em pedra Fundo em pedra e margens cobertas de vegetação Fundo em seixos. pouca vegetação Em solo pedregulhoso.050 0.120 0.028 0. por imposição da descarga de projeto ou do greide projetado.025 0.50 0.1 PONTILHÕES E PONTES PONTILHÕES Objetivo e características Os pontilhões são obras usadas para a transposição de talvegues nos casos em que.016 0. altura igual à profundidade do fluxo Fundo limpo.e paredes limpas Escavado com dragline ou dragado Sem vegetação Arbustos nas margens Cortes em rocha Baseada na seção do projeto Lisa e uniforme Áspera e irregular Canais não conservados.025 0.040 0.030 0.022 0. em segmento sinuoso Sem vegetação Grama.140 2.035 0.030 0. recentemente com pletada Limpa.022 0.035 0.

no seu dimensionamento os procedimentos de cálculo deverão ser mais rigorosas. se considera em geral inferior ao das pontes.2.Manual de Drenagem de Rodovias 131 Elementos de projeto Os elementos necessários ao projeto dos pontilhões são os mesmos das pontes com exceção do tempo de recorrência que. Por sua maior importância e pelas suas extensões estas obras exigem estruturas mais complexas do que as usadas nos pontilhões e. obtida pelos estudos hidrológicos. Elementos de projeto Tempo de recorrência O tempo de recorrência a adotar na determinação da descarga de projeto deve ser compatível com o porte da obra e sua vida útil. Levantamento de seções normais ao curso do rio no local de sua travessia pelo eixo da rodovia a montante e jusante. MT/DNIT/DPP/IPR . levando em conta o tempo de recorrência adotado e os métodos de cálculo recomendados para o caso. Fixação do coeficiente de Manning a adotar para o curso d`água após inspeção local e exame da tabela própria constante de Apêndice B. do qual devem distar 100m cada um. de preferência os estatísticos. determinada entre dois pontos distantes no mínimo de 200m. sempre que possível. 2. – – – Método de determinação da cota de máxima cheia e vão da obra.2 PONTES Objetivo e características São obras-de-arte destinadas a vencer os talvegues formados pelos cursos d'água. Declividade do leito do rio. no caso dos pontilhões. apresentado no capítulo 2 deste Manual. Dimensionamento hidráulico Inicialmente devem ser obtidos os seguintes elementos: – Descarga do projeto. cuja transposição não pode ser feita por bueiros e pontilhões. sendo um a montante e outro a jusante do eixo da rodovia. ou do seu gradiente. com a importância da rodovia e com o risco a temer de sua interrupção ou da destruição da obra. Esse valor está relacionado ao menor risco a temer com referência à destruição da obra ou interrupção do tráfego. por esta razão. de vidas humanas e de propriedades adjacentes.

correspondendo à altura h1. um perímetro molhado (P) e. raio hidráulico (R) e velocidade (V). são relacionados através da fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Figura 34 . que. corresponde uma área molhada (A). obtém-se: Q = AR 2/3 × I1/2 n Quando o nível for N1.Manual de Drenagem de Rodovias 132 Para cada altura h do nível d´água.Seção transversal de um rio L = Vão livre mínimo da ponte Nível do ponto mais baixo da Ponte (Infradorso da Estrutura) NMC N NK SEÇÃO: N1 0 N´1 : N2 0 N´2 : Nk 0 N´k : N 0 N´ : P1 P2 P3 P4 A1 A2 AK A R1 R2 RK R N2 N1 Ak A2 A1 0 N´2 hk N´1 h1 h2 A N´K N´ Tirante Substituindo V pelo seu valor Q/A (equação de continuidade). ter-se-á: V1 = Q1 = 2/3 R1 ×I1/2 e n 2/3 A1R1 ×I1/2 n Para o nível N2 (altura h2) ter-se-á: V2 = Q2 = R2/3 ×I1/2 2 e n A 2R2/3 × I1/2 2 n Para o nível NK (altura K) ter-se-á: VK = 2/3 RK ×I1/2 e n MT/DNIT/DPP/IPR . em conseqüência.

Variando-se. obtém-se o valor da expressão: Q ×n máx I1/2 2/3 que é igual. os valores de h acima especificados. portanto. verifica-se sempre: AR2/3 = Q × n I1/2 Determinação do vão da ponte Sendo I e n constantes e independentes da altura do nível d'água. 35) . no eixo das ordenadas. referente a uma travessia. o valor de hmáx e na curva de V o valor da velocidade para a seção de cheia máxima prevista. marcam-se os valores de AR2/3 e V. Considerações complementares a) Vão livre MT/DNIT/DPP/IPR . em valor. os valores de h entre os praticamente aconselháveis. No eixo das ordenadas. a ARmáx . Figura 35 .Manual de Drenagem de Rodovias 133 QK = 2/3 AKRK × I1/2 n Para qualquer nível d'água. Com o valor do Qmáx. A partir deste vai se obter. em duas escalas.Gráficos de h = f(AR2/3) e h = g(V) No eixo das abcissas. para simplificação dos desenhos. verifica-se que V e Q são função apenas de h. então. fornecido pelos estudos hidrológicos. traçam-se duas curvas referidas a dois eixos cartesianos (Fig.

A constatação da probabilidade de erosão nas margens do rio exigirá obras de proteção e a probabilidade de erosão no fundo do rio levará à estimativa da cota final da erosão. Nesses casos recomenda-se. considerando-se: – – – a imposição do greide da rodovia. com as seguintes características: – – – estacas iniciais.Manual de Drenagem de Rodovias 134 No caso dos rios espraiados. a seção de vazão deve ser fixada. a elevação do nível d'água devido ao remanso. aqueles que não apresentam caixas definidas. definindo assim o limite das fundações da ponte. a fim de que se verifique a ocorrência de alguma variação apreciável na seção de vazão com comprometimento inclusive da velocidade da água. MT/DNIT/DPP/IPR . Nesse caso necessita-se de estudo de remanso acrescentando-se ao nível de máxima cheia do rio. e) Apresentação Além do projeto estrutural. Igual precaução deve ser tomada em relação à elevação das marés. a construção de bueiros de alívio calculados como orifício. b) Influência de remansos e marés Deve ser verificado se o rio para o qual se cogita a construção da ponte deságua em outro curso d´água ou barragem. pois poderá coincidir uma máxima cheia do rio com a maré no nível máximo. adotando-se os procedimentos antes apresentados. cota de máxima cheia. a pressão provável das águas sobre os aterros da rodovia. vão livre. em planta e perfil. deve ser confirmada a seção de vazão considerando-se a largura e forma dos pilares. no qual a ponte está sendo projetada. no caso de aterros altos. e como vertedores no caso de aterros de baixa altura. isto é. o inconveniente da erosão dos aterros próximos à ponte. as pontes são apresentadas no Projeto Geométrico. se possível. às vezes há necessidade de verificação das velocidades na "caixa do rio" dentro da pesquisa da probabilidade de ocorrência de erosão do terreno nas margens e no fundo do rio. no estudo das pontes em rios próximos ao litoral. c) Verificação do vão Apôs a concepção estrutural. d) Verificação da velocidade Tendo em vista o comprimento das pontes. quando do abaixamento rápido das águas.

desde que sejam levadas em conta os valores da velocidade e do raio hidráulico que ocorrem na seção em estudo. pode sofrer variações consideráveis devido aos efeitos do remanso. logo: – a profundidade do escoamento pode ser medida.1 nível d'água na época do estudo de campo. e.3.Manual de Drenagem de Rodovias 135 – 2. Todavia. isto é. visando à determinação do perfil hidráulico teórico. b) A declividade é pequena. 2.2 REMANSOS Escoamento gradualmente variado em canais Denomina-se movimento gradualmente variado em canais ao escoamento que se dá em regime permanente. conforme descrito no item de transposição de talvegues. No caso das pontes. linhas de corrente são praticamente paralelas. as suas características hidráulicas permanecem constantes ao longo do intervalo de tempo sob consideração. a distribuição hidrostática das pressões é verificada em uma seção. o efeito do remanso provocado pelas barragens. indiferentemente. e pelas marés. o "remanso". OBSTRUÇÕES PARCIAIS DE VAZÃO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo deste item é determinar os efeitos das obstruções parciais sobre o funcionamento hidráulico das pontes e bueiros. merece especial atenção. na vertical ou na normal ao fundo. MT/DNIT/DPP/IPR . calculado conforme descrito. O desenvolvimento teórico apresentado a seguir parte das seguintes premissas: a) A fórmula correspondente ao escoamento uniforme pode ser usada para avaliar a declividade da linha de energia do escoamento gradualmente variado. isto é. Essa definição implica na observância de duas condições: O escoamento é permanente. Tornam-se necessárias para este estudo algumas considerações teóricas sobre o escoamento gradualmente variado em canais. a fixação do nível d'água a jusante é importante no dimensionamento. cuja profundidade varia gradualmente ao longo da extensão do canal. No caso dos bueiros. uma vez que muitos são os casos de obstruções que interferem com o dimensionamento dessas obras.3.3 2. ou da forma como é mais conhecido. hoje freqüentes em nosso país. em conseqüência. o nível d'água máximo provável.

constante ao longo do canal. logo os coeficientes de distribuição e de velocidades são constantes. MT/DNIT/DPP/IPR . logo. não há admissão de ar no escoamento. Equação dinâmica do movimento gradualmente variado A carga total acima do plano de referência é dada pela equação de Bernoulli: 2 H = Z + d × cosθ + α V 2g onde: α = coeficiente de Coriolis V = velocidade média da seção Os outros termos da equação encontram-se definidos na Fig. c) O canal é prismático. e) O "fator de condução" K. são funções exponenciais da profundidade. No caso de revestimentos diversos adota-se a média ponderada dos diversos coeficientes. 36. f) O coeficiente de rugosidade é independente da profundidade de escoamento. e o "fator de seção” Z. adiante definidos.Manual de Drenagem de Rodovias 136 – – a lei hidrostática da distribuição de pressões pode ser aplicada. conseqüentemente a forma é constante d) A distribuição de velocidades na seção do canal é fixa.

se dd/dx = 0. se dd/dx < 0. tem-se: − J = −I + cos Ø dd = dx dd d + α× dx dx ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V 2 ⎞ dd dx ⎟ × × 2g ⎟ dx dd ⎟ ⎠ I− J d ⎛ V2 ⎞ ⎟ cosØ + α × ⎜ dd ⎜ 2g ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ (equação 2. 37. Para um ângulo Ø pequeno tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR .Termos da equação de Bernoulli 2 α V 2g 137 Plano de carga Dinâmico L in ha de E n e rg ia - D ecli v ida de =J dH d . a declividade será menor que a do fundo. Pode-se verificar que: −J= −I= dH (declividade da linha de energia) dx dZ dx Substituindo os valores de J e I na equação anterior.De cliv ida dx de = I x Plano de Referência Na Fig.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 36 . tem-se: dH = dZ + cosØ dd + α × d ⎛ V 2 ⎞ ⎟ ⎜ dx dx dx dx ⎜ 2g ⎟ ⎟ ⎜ ⎝ ⎠ α e Ø supostos constantes. Adotando o fundo do canal como eixo do x e derivando-se em relação a x. É fácil constatar que dd/dx representa a declividade de linha d'água. e que. e explicitando -se a relação dd/dx. e que. a declividade será maior que a do fundo e. dx representa um comprimento elementar medido ao longo do fundo do canal. a declividade da linha da lâmina energética é igual à do fundo. se dd/dx > 0.05) A equação 01 é chamada de "equação dinâmica do movimento gradualmente variado". cos Ø H y Ø 9 0º d Z Fun d o .

07) g× A 3 Fazendo Z = A 3/T (equação 2. e mais: Figura 37 . Sendo V = Q/A. dd dy ≅ dx dx 138 Aplicando esse resultado na equação (2. tem-se: dy = dx I− J d 1+ α dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ (equação 2. que representa a variação da taquicarga.Manual de Drenagem de Rodovias cosØ ≅ 1 e d ≅ y . tem-se: C C MT/DNIT/DPP/IPR .Comprimento elementar T (largura do tirante) dy dA tem-se: d α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ d =α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ d⎛ A − 2 ⎞ ⎜ ⎟ dQ 2 ⎠ = ×α ⎝ 2g dy 2gA 2 Q2 ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− α × Q2 dA α × Q2 × T × =− . ou seja: g × A 3 dy g × A3 α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 2 = − α × Q × T (equação 2. que conduz a: Q = = g T C A3 C × T C g α substituindo-se A 3 /T por ZC. onde Q é um valor constante.08) e lembrando que no escoamento crítico a seguinte relação ocorre: 3 α × Q2 AC .05).06) Para definição do perfil de lâmina d´água procede-se da seguinte forma: – Inicialmente define-se o termo α x d/dy (V2/2g). logo.

onde Kn representa o fator de condução para o escoamento uniforme.10) e (2. tem-se: 1 V = × R2/3 × J1/2 n J= n2 × V 2 n2 × Q 2 ∴J= ∴J= R 4/3 A 2 × R 4/3 Q2 1 × A 2 × R 4/3 2 n .09) g/ α 139 Substituindo-se (2.08) e (2.Análise do valor de J O termo J representa a declividade da linha energética De acordo com a fórmula de Manning.Z2C/Z2).12) 2 K2 Kn Dividindo membro a membro a equação (2. I= K2 Q2 portanto J = I × n (equação 2. de acordo com a maior parte da literatura especializada: 2 dx 1 1 − (Z c /Z ) = × dy I 1 − (K /K )2 n (equação 2.06) os valores de αx(dx/dy) (V2/2q) e J por seus equivalentes obtidos respectivamente nas equações (2. tem-se: dy/dx = I x (1 – K2n/K2)/(1 .10) Z2 .11) pela equação (2.Chamando-se 1/n x A x R2/3 de K. tem-se: α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− Z2 C (equação 2. onde J = I. pode-se escrever: J = I = (Q2/K2n). tem-se: 2 Kn J (equação 2.14) MT/DNIT/DPP/IPR .13).12).07).11) × A 2 × R2/3 e J = K2 n2 Considerando a descarga Q em escoamento uniforme.09) em (2. fator de condução: K2 = Q2 1 (equação 2.Manual de Drenagem de Rodovias Zc = Q (equação 2. ou ainda.13) = I K2 Substituindo-se na equação (2.

Perfis do fundo e linha d’água y Linha d´Água y1 Fundo x 1 y2 x x 2 b) A Fig.Determinação do perfil da linha d'água a) A Fig. Figura 38 . portanto.Através do que foi apresentado. y x = ∫y 2 d x d 1 d y y (Figura 39) x x 2 = x1 − x = ∫x 2 d x (Figura 38) 1 . Tem-se.Manual de Drenagem de Rodovias 140 . Esta área é sensivelmente igual a um retângulo de dimensões dy e dx/dy. para a expressão da área o valor: dx = dx dy dy Fazendo a integração entre os limites y1.Curva dx/dy = f (y) dx dy dy dx dy 1 dx dy = f (y) dx dy y1 y2 dx dy 2 y Nesta figura pode-se observar que a área assinalada representa a distância dx percorrida quando se faz y variar de um valor dy. onde se encontram assinaladas as seções (1) e (2). indica-se o seguinte procedimento para a determinação da linha energética: MT/DNIT/DPP/IPR . 39 representa a curva dx/dy = f (y) Figura 39 . 38 representa perfis do fundo e linha d'água do canal. e y2 tem-se a distância que separa as seções de profundidade y1 e y2.

marés etc. Coeficiente de Rugosidade. determine-se o perfil da linha d'água.Determina-se a área sob a curva dx/dy = f (y) e desse modo chega-se aos valores de x. Coeficiente de Coriolis. Roteiro de cálculo Os procedimentos de cálculo. devido ao remanso. Para a determinação desta área define-se subáreas que são assemelhadas a trapézios. De posse dos valores de x e y. fazendo-se y variar de y1 até y2. Descarga de projeto. (Ci). 4º . têm por objetivo ilustrar de modo prático a teoria apresentada anteriormente.Arbitrando valores de y. Distância da obra ao obstáculo. no local da obra. Seção do canal. Tirante correspondente ao escoamento uniforme. através da equação (2. em intervalos ∆y. (n) . (I). Cota do nível d'água máximo provável no caso de pontes ou cota de instalação da obra. e ainda pela curva dx/dy = f (y) e pelo eixo dos x. (d). a seguir apresentados. (Q). MT/DNIT/DPP/IPR . barragens. Assim para calcular o valor da subárea limitada pelas verticais y = yi e y = yj.Manual de Drenagem de Rodovias 141 1º .Constrói-se a curva dx/dy = f (y) ou trabalha-se com a tabulação desses valores. no caso de bueiros. e y2 será dada pela soma das áreas dos trapézios obtidos pela expressão anterior. Dados conhecidos – – – – – – – – – Cota do obstáculo. (Co). 2º . visando determinar o acréscimo de cota que sofrerá o nível d'água.14) determinam-se os valores correspondentes de dx/dy. (yn). Declividade média do fundo do canal. (a). utiliza-se a fórmula para a determinação da área do trapézio [∆ A y ]y j = i ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟i ⎟ ⎠ + 2 ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ j × ∆ y = ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ médio × ∆ y O valor da distância x entre as seções de profundidade y1.

I – Arbitram-se valores para y. ver Fig. ⎜ máx 100 ⎟⎥ ⎢ ⎝ ⎠⎦ ⎣ Zc = Q . g/α Kn = Q . 40 21.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 40 . fator de seção para o escoamento uniforme. fator de condução para o escoamento uniforme.Acréscimo de cota devido ao remanso Ci Co 142 ymin yn ymax I d A determinar: ⎡ ⎛ ⎞⎤ y = yn + ⎢Co − ⎜ Ci − I × d ⎟⎥ . organizando-se a seguinte tabela: MT/DNIT/DPP/IPR . de tal forma que ymín < y < ymáx e determinam-se os valores de x correspondentes.

A .largura da superfície livre do fluxo. (equação 2.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 35 .15) ⎜ ⎟ C ⎝ ⎠ ⎛ dx ⎞ ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ×⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠i ⎝ ⎠J ∆A = 2 × ∆y . T . distâncias das seções arbitradas.perímetro molhado. área sob a curva dx/dy = f(y). 2 dx/dy = 1 / I ⎛1− Z / Z ⎞ / (1− Kn / K )2 . P . MT/DNIT/DPP/IPR .área molhada. X = ∑ ∆A . fator de condução.cotas das seções arbitradas. K = 1/n × AR2/3 . R = A/P raio hidráulico. Z= A 3/T fator de seção.Valores de x para y variando de ymin até ymax Y T A P R R2/3 R2/3 máx 143 K Z dx/dy ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠máx ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠1 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠2 ∆A - X Ymáx Tmáx Amáx Pmáx Rmáx Kmáx Zmáx 0.0 Y1 T1 A1 P1 R1 R1 K1 Z1 ∆A1 ∆A2 ∆A3 * X1 Y2 T2 A2 P2 R2 R2 K2 Z2 X2 Y3 T3 A3 P3 R3 R3 K3 Z3 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠3 * X3 * * * * * * * * * Ymín Tmín Amín Pmín Rmín R2/3 mín Kmín Zmín ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠mín ∆Amín Xmín Onde: Y .

de forma a estabelecer o tirante livre mínimo para a estrutura. com a elevação do nível a montante do estrangulamento. Assim.3 INFLUÊNCIA DOS PILARES DE PONTES A implantação de pilares no leito do curso d'água constitui-se em um fenômeno semelhante a uma contração. não há necessidade de calcular a sobrelevação decorrente da obstrução. deve-se estabelecer um valor para ymín tal que: Y − Yn mín <E Yn onde E = erro aceitável. lê-se graficamente o valor do acréscimo a ser considerado.3. uma queda a seguir e depois. quando x → ∞ Entretanto. uma vez que com a obstrução decorrente resulta a redução da área da seção transversal do fluxo e a formação de remanso a montante do obstáculo. por exemplo o “Direct Step Method”.Perfil hidráulico teórico Acréscimo a ser considerado ymin yn y3 y y local da obra y2 y1 ymáx xmin x3 x2 d x1 Pela facilidade hoje atingida com os procedimentos computacionais este cálculo é feito através de processos iterativos como. Se o projeto da obra de arte já adota esse tirante em 3. Fig.00 ou mais metros acima do nível de máxima cheia. Figura 41 . 41. No caso dessas obstruções. isto é. deverá ser verificada. à redução da seção. uma elevação do nível d'água que.14) é assintótico ao perfil correspondente ao escoamento uniforme. y → yn. em determinadas circunstâncias.Manual de Drenagem de Rodovias 144 – Desenha-se em escala conveniente o perfil hidráulico teórico. 2. Marcando-se no eixo dos x a distância do local da obra ao obstáculo (d). havendo. Nota: O perfil hidráulico representado pela equação (2. ao trabalhar-se no caso real. de uso corrente em cálculo hidráulico. MT/DNIT/DPP/IPR . segue-se um alargamento. considerando geralmente da ordem de 2%.

1 e 2. normalmente.0 para pilares retangulares e entre 0. a velocidade se reduz de V1 para V2 e a elevação do nível da água será calculada pela fórmula: 2 2 2 2 V1 − V 2 V 2 − V2 V 2 − V2 −K 1 = (1 .0 para pilares arredondados. para V2. função direta do perfil aerodinâmico da seção daqueles. em decorrência.Manual de Drenagem de Rodovias 145 nova elevação até estabilizar na profundidade normal de escoamento (Fig. devendo estar situados entre 0. 42).K) 1 2g 2g 2g Nessas condições.5 e 1. Esses valores são determinados.Sobrelevação devida à obstrução de pilares y1 v1 y2 v2 v Além da redução da largura livre do fluxo. Figura 42 . pode-se escrever que os valores de y1 e y2 são definidos pelas expressões: Y1 = α 2 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V1 + K`⎢ 2 − 1 ⎥ ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V 2 ⎥ − K" ⎢ 2 − ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ Y2 = α em que a é o coeficiente de Coriolis e os valores de K e K" são função da forma dos pilares. em ensaios de laboratório. calculada pela expressão: 2 2 2 2 V2 − V1 V 2 − V1 V 2 − V1 +K 2 = (1 + K) 2 2g 2g 2g Se a seção aumenta. Se a seção transversal do canal é reduzida. uma diminuição das cotas da superfície da água. MT/DNIT/DPP/IPR . No trecho obstruído. haverá. no caso da redução da seção provocada por pilares de ponte. fato que vai provocar um aumento da velocidade da água de V1. pode-se encontrar regime sub ou supercrítico. os pilares produzem uma redução da veia líquida.

pela equação de continuidade. Bresse partia do pressuposto que essa obstrução determinava o perfil da água de acordo com as figuras 43 e 44. para determinar o valor da sobrelevação decorrente da implantação dos pilares de ponte no leito do rio. é norma corrente o emprego do Método de Bresse. Figura 43 .Vista em perfil d’água e obstáculos O valor de y correspondente à diferença das taquicargas a montante da ponte e entre os pilares e pode ser escrito como a seguir: Y=α 2 2 V 2 − V1 2g Sendo.Manual de Drenagem de Rodovias 146 Face às dificuldades expostas e a fim de possibilitar uma aplicação prática de mais fácil utilização. Q = AV ou V = Q/A e substituindo. tem-se: Y=α Q2 2g ⎡ 1 1 − 2 ⎢ 2 2 2 2 L (h + y ) ⎢C × λ ×h ⎣ ⎤ ⎥ ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR .Vista em planta dos obstáculos Figura 44 .

e l .Manual de Drenagem de Rodovias 147 onde: Y .95. 0.em m3/s .2 via de regra). de seção triangular.40 σ + σ 2 + 9 σ 4 ⎞ (1 + F ) 3 ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ 2g em que. O cálculo de y deve ser feito pelo método das aproximações sucessivas.descarga de projeto. variável com a forma dos pilares (adimensional). O coeficiente c para os pilares de seção quadrada tem valor entre 0.é o coeficiente de Coriolis (1.largura da lâmina da água. ao valor da sobrelevação y a ser acrescida ao nível de máxima cheia: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y =α − ⎢ C 2 × λ2 × h 2 2g L2 h + y ⎢ 2 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) A fórmula de Rehbock.em m. ou seja. aplicável principalmente para o escoamento em regime subcrítico. h . 0.90 a 0. entra-se de novo na fórmula geral.97. L .aceleração da gravidade (9. desprezando-se o segundo termo no colchete.largura livre da lâmina d'água. tem a seguinte expressão: V Y = [δ − σ (δ − 1)]⎛ 0. calcula-se o valor de y1: Y1 = α Q2 ⎡ 1 ⎤ ⎢ C 2 × λ2 × h 2 ⎥ 2g ⎣ ⎦ Levando-se esse valor y1 à equação geral. g . com razoável aproximação. 45: MT/DNIT/DPP/IPR 2 .81 m/s2). α .em m.é a sobrelevação.85. obtém-se um novo valor de y: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y2 = α − 2g ⎢ C 2 × λ2 × h 2 L2 h + y ⎢ 1 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) Finalmente.coeficiente de contração. c . 0. Q . com esse valor de y2. chegando-se.95. conforme Fig.profundidade da lâmina d'água para a descarga Q.80 e 0. afilada e circular. em m. em m. cilíndrica.

vai definir em que classe se enquadra o escoamento no trecho obstruído e. de acordo com as seções dos pilares. variando com a seção do pilar.Coeficiente da fórmula de Rehbock Y h1 v1 h´ 2 h3 h2 v3 v2 i1 i2 i´2 i c i3 Os valores do coeficiente δ. g .taxa de redução da seção de vazão. F . e. O ábaco I. se é ou não aplicável a fórmula de Rehbock.número de Froude a jusante: F = V2 / g x h3. ou seja. (l1 . σ . MT/DNIT/DPP/IPR . se retangulares ou circulares. portanto.profundidade hidráulica.aceleração da gravidade (9.81 m/s2). resultantes dos estudos experimentais de Yarnell. Figura 45 .Manual de Drenagem de Rodovias 148 δ . Observe-se que esses ábacos foram elaborados a partir de ensaios de laboratório. h3 . se retangular ou quadrada.velocidade após a obstrução. aparecem no ábaco I e no ábaco II. e. elaborado em função dos valores de σ e F.l2) l1 onde l1 é a seção total e l2 a seção obstruída pelos pilares.coeficiente adimensional. onde: V3 . por sua vez.

terão valores de F na área não hachurada.Ábaco II A fórmula de Rehbock é aplicável para os escoamentos em regime sub-crítico. a elevação do valor do afilamento do pilar (E = l/C). ou seja. tem efeito reduzido na sua eficiência hidráulica. aqueles que. MT/DNIT/DPP/IPR . isto é.Ábaco I 149 Figura 47 . O aumento do comprimento do pilar em relação à sua largura.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 46 . no ábaco I.

obriga à verificação dos seus níveis de máxima cheia e se estes irão influenciar aquele do rio sobre o qual será projetada a obra.Manual de Drenagem de Rodovias 150 podendo-se admitir que a relação ótima comprimento-largura ou espessura varia com a velocidade e está normalmente compreendida entre 4 e 7. a colocação dos pilares em ângulo inferior a 10° em relação à corrente. l2.3. da profundidade e do grau de contração. o que acontecerá se esse ângulo atingir 20 ou mais. sendo esse acréscimo função da descarga. A execução de uma ponte de vão maior que 30. não afeta significativamente o valor do remanso.00 m em um ponto a 2 km ou menos de sua foz ou do ponto em que deságua em outro curso d'água de maior porte. isto é: M = l’2 / l2 2. Por outro lado. Esse coeficiente de contração é a relação entre a seção contraída na veia líquida l’2 e a seção entre os pilares.4 INFLUÊNCIA DOS PILARES NA FIXAÇÃO DO NÍVEL DE MÁXIMA CHEIA A JUSANTE DAS OBRAS DE ARTE ESPECIAIS. MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 151 3 – DRENAGEM SUPERFICIAL MT/DNIT/DPP/IPR .

.

sugerindo-se sempre a consulta às novas Especificações de Serviço da Diretoria de Planejamento e Pesquisa do DNIT. Nos elementos de projeto procurou-se mostrar os tipos de seções e revestimentos mais utilizados e recomendados. Para um sistema de drenagem superficial eficiente. conduzindo ao deságüe seguro. Escalonamento de taludes. Descidas d'água. utiliza-se uma série de dispositivos com objetivos específicos. as águas provenientes de suas áreas adjacentes e aquelas que se precipitam sobre o corpo estradal.Manual de Drenagem de Rodovias 3 DRENAGEM SUPERFICIAL 153 A drenagem superficial de uma rodovia tem como objetivo interceptar e captar. resguardando sua segurança e estabilidade. Saídas d'água. considerando. a saber: – – – – – – – – – – – – Valetas de proteção de corte. na maioria dos casos. Sarjetas de aterro. não foi possível abrir mão da dinâmica do movimento uniformemente variado. sua localização e posicionamento. Dissipadores de energia. a teoria do movimento uniforme em canais. No dimensionamento hidráulico procurou-se simplificar ao máximo as complexas metodologias da hidrodinâmica. elementos de projeto e dimensionamento hidráulico. porém. MT/DNIT/DPP/IPR . Em objetivo e características procurou-se mostrar os aspectos particulares de cada dispositivo. Em alguns capítulos. Para cada dispositivo foram abordados os sub-itens objetivo e características. e algumas especificações mais importantes para a construção. Sarjetas de corte. Valetas de proteção de aterro. devido à precisão necessária. Bueiros de greide. Sarjeta de canteiro central. Corta-rios. Caixas coletoras.

Na escolha do tipo de seção deve-se observar que as seções triangulares criam plano preferencial de escoamento d'água.1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de cortes têm como objetivo interceptar as águas que escorrem pelo terreno natural a montante.1. 3.51. 48.1. a uma distância entre 2. comprometendo a estabilidade do corpo estradal. 49. Por motivo de facilidade de execução. MT/DNIT/DPP/IPR . Figura 48 . Deverão ser localizadas proximamente paralelas às cristas dos cortes. impedindo-as de atingir o talude de corte.0 a 3.1 3.Valeta de proteção de corte 3. As valetas de proteção serão construídas em todos os trechos em corte onde o escoamento superficial proveniente dos terrenos adjacentes possa atingir o talude. conforme indicado na Fig. retangulares ou triangulares como indicam as Figs. a seção a adotar nos cortes em rocha deverá ser retangular.Manual de Drenagem de Rodovias 154 Torna-se importante acrescentar que o projeto de um sistema de drenagem superficial rodoviária deve ser feito de modo a sempre compatibilizar os requisitos operacionais dos dispositivos e seus custos de execução. por isso são pouco recomendadas para grandes vazões.2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de cortes podem ser trapezoidais. O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e a crista do corte e apiloado manualmente.0 metros. 50.

Atenção especial deve ser dado ao revestimento da valeta triangular.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 49 . Em princípio.Seção retangular H B Figura 51 . para evitar que a infiltração provoque instabilidade no talude do corte. sendo isso obrigatório quando elas forem abertas em terreno permeável. convém sempre revestir as valetas.Seção triangular 155 l α l α H Figura 50 .Seção trapezoidal α α I H I B As valetas com forma trapezoidal são mais recomendáveis por apresentarem maior eficiência hidráulica. Os revestimentos da valeta de corte deverão ser escolhidos de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B) e conforme a natureza do material do solo. MT/DNIT/DPP/IPR .

esta devera ser rejuntada com argamassa de cimento-areia no traço 1:4. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004. há necessidade de estimar a descarga de contribuição. Alvenaria de tijolo ou pedra.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para proceder ao dimensionamento hidráulico das valetas. e resistência Fck / 15Mpa para 28 dias.1.Manual de Drenagem de Rodovias 156 pois. determinada através de levantamentos topográficos. pela própria forma da seção. V= 1 n × R2/3 × i1/2 (fórmula de Manning). MT/DNIT/DPP/IPR . c = coeficiente de escoamento. Quanto ao processo construtivo e demais especificações. utilizando-se o método racional. em cm/h para a chuva de projeto. i = intensidade de precipitação. A expressão da fórmula racional é: Q= C×i× A 36 × 104 onde: Q = descarga de contribuição em m3/s. passa-se ao dimensionamento hidráulico propriamente dito através da fórmula de Manning e da equação da continuidade. fixada no estudo hidrológico. Os tipos de revestimentos mais recomendados são: – – – – Concreto. Fixada a vazão de contribuição. Quando do revestimento em pedra. fixado de acordo com o complexo solocobertura vegetal e declividade do terreno (tabela 39 do Apêndice C). há uma tendência mais acentuada à erosão e infiltração. onde a área de drenagem é limitada pela própria valeta e pela linha do divisor de águas da vertente a montante. aerofotogramétricos ou expeditos. 3. adimensional. Pedra arrumada. em m2. Em caso de revestimento de concreto este devera ter espessura mínima de 0. A = área de contribuição. Vegetação.08 m.

em m/m. A = área molhada. (tabelas 27 e 28 do Apêndice B).seção retangular MT/DNIT/DPP/IPR . a comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura h. em m3/s. em m/s.467 × ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ – – – – – – – Q B ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 2 . a comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto. tais como: perímetro molhado. Através de tentativas. recalculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção. i = declividade longitudinal da valeta. dá-se valores para a altura (h). determina-se a declividade da valeta. Q = vazão admissível na valeta. n = coeficiente de rugosidade de Manning. adimensional. em m2. deixando a altura h a determinar. função do tipo de revestimento adotado. A seqüência de cálculo a seguir para o projeto da valeta será como abaixo descrito: – fixa-se o tipo de seção a ser adotada. a largura e a inclinação das paredes laterais nas trapezoidais ou a inclinação das paredes laterais em caso de seção triangular. em m. raio hidráulico e área molhada. determina-se a velocidade e a descarga admissível da valeta. verifica-se o regime do fluxo através do cálculo da altura crítica cujas fórmulas a empregar para as diversas seções são: h c = 0. fixa-se a velocidade máxima admissível (v). R = raio hidráulico. tendo em vista o tipo de revestimento escolhido e conseqüentemente o valor do coeficiente de rugosidade n (tabela 34 do Apêndice B). e aplicando a fórmula de Manning e a equação de continuidade. geralmente a largura em caso de valetas retangulares.Manual de Drenagem de Rodovias Q = A ⋅ V (Equação da continuidade) 157 onde: V = velocidade de escoamento.

728 × 5 ⎜ ⎟ ⎜ Z ⎟ ⎝ ⎠ ⎛ ⎞ 2 2g 2 .3 a 10.Seção trapezional 10 × z 158 sendo Ho = h + V Q h c = 0. f = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 4 × z × Ho − 3B + 16 × z2 × H + 16 × z × Ho × B + 9 × B2 o2 hc = . dentro de uma faixa de 10% da altura crítica deve ser evitada. Para valetas em terra com capacidade de 0.2⋅ h f = folga (bordo livre). em m. B = base da valeta. – Se h < hc o regime do fluxo é supercrítico h > hc o regime do fluxo é subcrítico h = hc o regime do fluxo é crítico – – A altura do fluxo na valeta. em m. em cm. em m.0 m3/s f = 46 × h MT/DNIT/DPP/IPR . Determina-se o bordo livre da valeta. de acordo com as seguintes fórmulas e indicações: Para valetas em terra com capacidade até 0. v = velocidade do escoamento. que é a distância vertical do topo da valeta à superfície da água na condição do projeto. h = altura do fluxo. Q = vazão de projeto na valeta em m3/s. g = aceleração da gravidade m/s2. em cm. h = profundidade da valeta.Seção triangular onde: h = altura crítica.3m3/s. na situação de projeto. em m/s. z = inclinação da parede da valeta (relação da horizontal para a vertical).

40 1. 52.Escalonamento de valetas Declividade Natural do Terreno ( α %) Declividade Admissível para o Nível D´água (β %) H E O espaçamento entre as barragens será calculado pela expressão: E= 100 × H α−β MT/DNIT/DPP/IPR .84 0. no máximo) por meio de pequenas barragens transversais de acordo com a Fig.25 0.Folga f para valetas revestidas Q(m3/s) f (cm) Até .0.40 .80 acima de 2.84 .80 10 13 14 15 18 20 Quando a declividade longitudinal da valeta não puder acompanhar a declividade natural do terreno.1.56 . ela devera ser escalonada em trechos de menor declividade (2%.0.2.25 .0. porque então a velocidade do escoamento seria superior à permissível.Manual de Drenagem de Rodovias 159 Para valetas revestidas pode ser usada a seguinte tabela: Tabela 36 .56 0. Figura 52 .

em %. α = declividade natural do terreno. – – Nesses casos. β = declividade desejada para o nível d'água em cada trecho escalonado. Assunto a ser visto com mais detalhes no item 3. em m. Essas descidas d´água em geral são construídas em degraus. a grandes profundidades da valeta. ou através de "rápidos" com anteparos.Manual de Drenagem de Rodovias 160 onde: E = espaçamento. a necessidade de retirada da água da valeta de proteção de corte para a sarjeta ou para a caixa coletora de um bueiro de greide.0m entre dois vertedouros consecutivos. não raro. MT/DNIT/DPP/IPR .6. o que corresponde à declividade de 2% com diferença de nível de 1. chapas metálicas. o que obrigaria a construção de seção com grandes dimensões. devido às seguintes particularidades: – quando nos cortes muito extensos e de pequena declividade o comprimento crítico da valeta for atingido. ocasionando a concentração de água num único local. para que haja um escoamento contínuo. As pequenas barragens podem ser executadas com diversos materiais: madeiras. É aconselhável que o espaçamento não ultrapasse 50m. em % . em m. quando o perfil longitudinal da valeta apresentar-se sinuoso com vários pontos baixos. quando o terreno a montante da valeta apresentar um talvegue secundário bem definido. Acontece na prática. o dispositivo de saída d´água da valeta de proteção de corte para a plataforma é comumente denominado descida d'agua. etc. 53 . H = altura da barragem do vertedouro. como mostra a Fig. obrigando. concreto.

têm a finalidade de receber as águas das sarjetas e valetas de corte. conforme as Figs. conduzindo -as com segurança ao dispositivo de transposição de talvegues.0 metros.2.0 Talude de aterro a b h a b Material apiloado manualmente MT/DNIT/DPP/IPR .Descida d’água em degraus Valeta de proteção de corte 161 Descida d´água em degraus Talude de corte Sarjeta de corte Bueiro de greide Caixa coletora Semi .0 < d < 3.2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de aterro deverão estar localizadas.0 e 3.Seção trapezoidal 2. impedindo-as de atingir o pé do talude de aterro. As seções adotadas podem ser trapezoidais ou retangulares. O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e o pé do talude de aterro. 3.2. aproximadamente paralelas ao pé do talude de aterro a uma distancia entre 2.2 3.plataforma 3. 54 e 55.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 53 .1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de aterros têm como objetivo interceptar as águas que escoam pelo terreno a montante. Além disso.apresentadas a seguir: Figura 54 . apiloado manualmente com o objetivo de suavizar a interseção das superfícies do talude e do terreno natural.

1 SARJETAS DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A sarjeta de corte tem como objetivo captar as águas que se precipitam sobre a plataforma e taludes de corte e conduzi-las. além da proteção do talude de aterro. natureza do solo e fatores de ordem econômica e estética. 3.2. 3. alvenaria de tijolo ou pedra. Quanto às especificações e processos construtivos. seguindo-se a metodologia do item 3. deverão ser observadas as recomendações do item 3. até o ponto de MT/DNIT/DPP/IPR .2. a captação das águas provenientes das sarjetas e valetas de proteção de corte. Cuidado especial deve ser tomado na fixação da área de contribuição quando a valeta tiver como objetivo.1.3.Seção retangular 162 Talude de Aterro 2. Os tipos de revestimento mais recomendados são: – – – – concreto.1. equação da continuidade e método racional. pedra arrumada.3 3.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 55 .0 h Material Apiloado Manualmente O revestimento da valeta de proteção de aterro deverá ser escolhido de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B). e as Especificações de Serviço DNIT 018/2004.0 < d < 3.3. longitudinalmente à rodovia. vegetação. para valetas de proteção de corte.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico das valetas de proteção de aterro faz-se de forma idêntica ao das valetas de proteção de corte. ou seja através da fórmula de Manning.

Quando para o valor máximo de L1 = 2. 57. de forma a permitir a saída lateral para o terreno natural ou para a valeta de aterro. a sarjeta deve ter do lado do acostamento a declividade de 25% ou seja 1:4. e conseqüentemente um acréscimo na capacidade hidráulica da sarjeta. 56. MT/DNIT/DPP/IPR .2 ELEMENTOS DE PROJETO As sarjetas de corte podem ter diversos tipos de seção. deve-se adotar a sarjeta de seção trapezoidal seguindo as seguintes recomendações.Sarjeta Triangular LT 1 a L2 L1 A co stamen to H a 1 1 4 1% Os valores extremos da distância da borda do acostamento ao fundo da sarjeta (L1).Manual de Drenagem de Rodovias 163 transição entre o corte e o aterro. H e LT. com dimensões convenientes para atender à descarga de projeto. – Sarjeta triangular A sarjeta triangular é um tipo bem aceito.0 a 2.deverá então ser adotada seção tipo trapezoidal ou retangular. – Sarjeta trapezoidal Quando a sarjeta triangular de máximas dimensões permitidas for insuficiente para atender à descarga de projeto. o aumento de L1 fornecerá um acréscimo de L2.00m a seção da vazão ainda for insuficiente. para a caixa coletora de um bueiro de greide. dependendo da capacidade de vazão necessária. ou então. situam-se entre os valores de 1. com a finalidade de proteger os veículos desgovernados que tendam a cair na mesma. de acordo com a seção de vazão necessária. conta a seu favor com o importante fato da redução dos riscos de acidentes. De acordo com a Fig. a sarjeta é dotada de uma barreira tipo meio-fio. Figura 56 . e do lado do talude a declividade deste. Conforme indicado na Fig. terminando em pontos de saída convenientes (pontos de passagem de corte para aterro ou caixas coletoras).0 metros. sendo construídas à margem dos acostamentos. além de apresentar uma razoável capacidade de vazão. 3. As sarjetas devem localizar-se em todos os cortes.3. Mantendo as declividades transversais estabelecidas. pois.

57. Usa-se nesse caso também o meio fio de proteção com a mesma finalidade já citada. pode-se optar pela sarjeta retangular. Figura 58 . ou em caso de cortes em rocha pela facilidade de execução.Sarjeta trapezoidal com capa Talude de corte Capa A costa men to Sarjeta Quando a seção triangular não atender à vazão para a descarga de projeto. As placas têm a finalidade também de evitar que a sarjeta seja obstruída pela entrada de materiais carreados pelas águas. conforme indicado na Fig.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 57 . MT/DNIT/DPP/IPR . de modo a permitir a entrada d'água pela cobertura existente entre duas placas consecutivas. em espaçamento conveniente de modo a permitir a entrada d'água proveniente da pista.Sarjeta trapezoidal Talude de Corte 164 Sarjeta Acostamento Meio-fio barreira O meio fio barreira deverá ter aberturas calculadas. De acordo com a Fig. 58 ode-se também projetar a sarjeta capeada descontinuamente.

Deve -se levar em conta neste caso o aspecto técnico-econômico. pois deslizamentos de talude podem provocar paralisações no tráfego e conseqüentes prejuízos significativos. proporcionando uma declividade mais acentuada que o greide da rodovia. aumentando assim sua capacidade hidráulica. revestimento vegetal. O revestimento vegetal. Sarjetas de corte sem revestimento devem ser evitadas. pedra arrumada. Quanto ao revestimento das sarjetas de corte. tem o inconveniente do alto custo de conservação. alvenaria de tijolo. Tendo em vista a localização da sarjeta junto ao pé do talude de corte.Sarjeta retangular 165 Talude de corte 1 a Meio-fio Sarjeta A costamento Neste caso tem-se a vantagem de poder variar sua profundidade ao longo do percurso. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. apesar do excelente desempenho como função estética. ele é função da velocidade de erosão.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 59 . Os principais tipos de revestimentos são: – – – – – – concreto. isto é. as conseqüências da erosão e do custo do revestimento. alvenaria de pedra argamassada. pedra arrumada revestida. “H” Variável MT/DNIT/DPP/IPR . cuidados especiais quanto à erosão devem ser levados em conta.

A intervalos de 12. antes do lançamento do concreto deverá o local ser forrado com material impermeável que evite o preenchimento dos vazios da camada drenante pela penetração do concreto. quando a sarjeta de concreto moldada no local se situar sobre uma base granular drenante. rejuntada com argamassa de cimento e areia no traço de 1:4.3. evitando-se penetração d´água na sua junção. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO – 3. MT/DNIT/DPP/IPR .10m.08m e para a retangular e trapezoidal é de 0. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT-018/2004. quando for de concreto.00m.0m serão executadas juntas de dilatação preenchidas com argamassa asfáltica. Apresentam-se entretanto.o diâmetro máximo deve ser de 0. A concretagem envolverá um plano executivo. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de corte são: – – as características geométricas da rodovia.3 O dimensionamento hidráulico da sarjeta de corte consiste na determinação de uma seção transversal com capacidade hidráulica suficiente para atender à descarga de projeto.10m. a distância máxima da sarjeta para que não haja transbordamento. algumas indicações complementares que devem ser seguidas: – – – – – – – – – quando o revestimento for de pedra argamassada. deverá haver uma perfeita união entre a face da sarjeta de concreto e o pavimento do acostamento. As formas (guias) serão espaçadas de 3.Manual de Drenagem de Rodovias 166 Na execução do revestimento das sarjetas de corte. a sarjeta deverá ser moldada no local com formas de metal ou de outro material que proporcionem bom acabamento. isto é. a seguir. área de implúvio. do Os segmentos intermediários serão executados após o início do processo de cura dos demais redundando em juntas “secas”. prevendo o lançamento concreto em lances alternados. o revestimento deverá ser dosado racionalmente para uma resistência mínima à compressão simples Fck = 15 Mpa a 28 dias. Pela comparação entre a descarga afluente e a capacidade de vazão da sarjeta determina-se o seu comprimento crítico. a espessura mínima para a sarjeta de concreto triangular é de 0.

– Cálculo da descarga de projeto Para o cálculo da descarga de projeto.01) 36×104 Q = descarga por metro linear da rodovia (m3/s/m). usando-se como peso as respectivas larguras dos implúvios.área de contribuição por metro linear da sarjeta.sendo pequenas. A fórmula básica é: Q= Onde: C×i× A (equação 3. (faixas de rolamento e talude de corte). i = intensidade de precipitação (cm/h). A . L ×C +L ×C C= 1 1 2 2 LT Intensidade de precipitação (i) O valor da intensidade de precipitação é obtido na curva de intensidade .Manual de Drenagem de Rodovias 167 – coeficiente médio de escoamento superficial. estão dentro do limite de aplicabilidade desse método. elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto. Área de contribuição (A) A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo equivalente onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro a largura do implúvio. (ver Fig. composto da seção da plataforma contribuinte e da projeção horizontal equivalente do talude de corte. Sendo a área de contribuição formada por superfície de diferentes coeficientes de escoamento adota-se a média ponderada de seus valores. 60).duração freqüência. levando-se em conta a diversidade do revestimento que compõe a bacia de captação. (m2/m). fornecida pelo estudo hidrológico para um tempo de duração de 5 minutos e tempo de recorrência de 10 anos. c = coeficiente médio de escoamento superficial (adimensional). Coeficiente médio de escoamento superficial (c). calcula-se a contribuição por metro linear da rodovia pela aplicação da fórmula racional. A = (L1 + L 2 ) × d MT/DNIT/DPP/IPR . de vez que as áreas de contribuição.

60. Será nuIo ou se restringirá à largura do assentamento contíguo para a sarjeta na borda externa das curvas. C1 = coeficiente de escoamento superficial da plataforma da rodovia. 1 V = ×R2/3 ×Ι1/2 (equação de Manning) n V= Q (equação da continuidade) A MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 168 A Fig. L2 = largura da projeção horizontal equivalente do talude de corte. elucida o que foi dito. Cálculo da capacidade de vazão da sarjeta A capacidade hidráulica máxima da sarjeta é obtida pela associação das equações de Manning e da continuidade. a largura máxima L2 a ser considerada no cálculo do implúvio é referente à projeção horizontal do primeiro escalonamento. Excetuam-se os casos em que se torna necessária a construção de descidas com deságüe diretamente na sarjeta de corte. Será a largura da semiplataforma nos trechos em tangente e toda a plataforma contribuinte para a sarjeta na borda interna das curvas. já que os demais terão as águas conduzidas por meio de dispositivos próprios para fora do corte. C2 = coeficiente de escoamento superficial do talude de corte.Bacia de contribuição para sarjeta Off-set do talude de corte Retângulo equivalente da projeção Horizontal do talude de corte C2 L2 L1 + L2 Plataforma Sarjeta de corte C1 d L1 onde: L1 = faixa da plataforma da rodovia que contribui para a sarjeta. Figura 60 . Havendo escalonamento de taludes. apresentada a seguir.

tem-se: C ×i×L × d 36 × 10 4 = 1 n × A × R 2/3 × Ι 1/2 d = 36 × 10 × 4 A × R 2/3 × Ι 1/2 C×i×L ×n (equação 3.Manual de Drenagem de Rodovias 169 do que resulta. como única variável ao longo do trecho estudado. n = coeficiente de rugosidade. Q= onde : 1 n × A × R 2/3 × I1/2 (equação 3. Comprimento crítico Fixada a seção prévia da sarjeta. declividade longitudinal da sarjeta. ficando I. (adimensional). Q = vazão máxima admissível. i e L.03) Na equação 3. do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia. Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta função da sua declividade longitudinal. são conhecidos.02) e considerando à área de implúvio A = L x d (área do retângulo de contribuição). (m). os valores de A. I = declividade da sarjeta.03. Igualando-se as equações (3. os valores de C. passa-se à determinação do seu comprimento crítico para as diversas declividades do greide correspondente aos cortes existentes. A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR .01) e (3. R e n são conhecidos de acordo com a sarjeta projetada. (m2). (m/s) . (m3/s). (m/m).02) V = velocidade de escoamento. função da chuva de projeto. R = raio hidráulico. A = área molhada da sarjeta.

não é recomendada a adoção de uma altura média de corte. MT/DNIT/DPP/IPR .Curva d = f(I) d (m) 170 d2 d1 I1 I2 I(m/m) Quando em um determinado trecho houver grande variação dos valores do implúvio. cujos valores estão indicados na tabela 31 do Apêndice B. Dessa forma. e sim seus valores individuais.Curvas de comprimento crítico para várias declividades d (m) (Comprimento crítico) I1 I2 I3 L (m) (Largura do implúvio) Além de determinar o posicionamento de saídas d'água. assumindo a seguinte forma: Figura 62 . determina-se uma curva para cada declividade. tendo nas abscissas as larguras do implúvio e nas ordenadas os comprimentos críticos. o cálculo do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta. passando o gráfico a constituir-se de uma família de curvas.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 61 . podendo-se estabelecer um sistema que dê diretamente os comprimentos críticos baseados em eixos coordenados.

de modo a impedir que provoquem erosões na borda do acostamento e/ou no talude do aterro. Um tipo de sarjeta de aterro muito usado atualmente nas rodovias federais. no caso de ser possível considerar um alagamento temporário do acostamento. Sendo a sarjeta de aterro um dispositivo que pode comprometer a segurança do tráfego. 63 e 64 ilustram melhor o que foi dito. de acordo com a natureza e a categoria da rodovia. A seção transversal deve seguir os projetos-tipos do DNIT. podendo ser triangulares. MT/DNIT/DPP/IPR . em conjunto com a terraplenagem. cuidados especiais devem ser tomados quanto ao posicionamento e à seção transversal a ser utilizada. para coletar e conduzir as águas provenientes dos ramos. interseções. ELEMENTOS DE PROJETO – 3.1 SARJETAS DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 171 A sarjeta de aterro tem como objetivo captar as águas precipitadas sobre a plataforma. aumentando com isso a altura necessária para o primeiro escalonamento de aterro.Manual de Drenagem de Rodovias 3. interseções e trechos urbanos é o meio-fio-sarjeta conjugados. for mais econômica a utilização da sarjeta. o tipo meio-fio simples também poderá ser usado. retangulares. Em situações eventuais. As Figs.2 A sarjeta de aterro posiciona-se na faixa da plataforma contígua ao acostamento.4. estaduais.4 3. ilhas. conduzindo-as ao local de deságüe seguro. trapezoidais. trechos onde. A indicação da sarjeta de aterro deve fundamentar-se nas seguintes situações: – – trechos onde a velocidade das águas provenientes da pista provoque erosão na borda da plataforma.4. etc. de modo a garantir a segurança dos veículos em circulação. etc.

Os materiais mais indicados para a construção do dispositivo são: – – – – – concreto de cimento. solo cimento. concreto betuminoso. todavia levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado. não há recomendações rígidas no tocante ao material a ser empregado na construção da sarjeta de aterro.Meio-fio-sarjeta conjugados Acostamento Meio-fio sarjeta conjugados Canteiro ou passeio i% NA Talude de aterro Quanto ao revestimento.Meio-fio simples e acostamento Meio-fio simples Acostamento Canteiro ou passeio i% NA 172 Área de alongamento Talude de aterro Figura 64 . a classe da rodovia e os condicionantes econômicos. solo betume. Na execução da sarjeta de aterro de concreto de cimento deverão ser observadas as indicações próprias ao material. solo. MT/DNIT/DPP/IPR . Deve-se.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 63 . conforme exposto para sarjetas de corte.

portanto. quando tais misturas estão indicadas também para outros serviços.Manual de Drenagem de Rodovias 173 Na execução das sarjetas de concreto betuminoso adota-se preferencialmente o traço usado para o binder. comprimento crítico. isto é. o dimensionamento hidráulico consistirá basicamente no cálculo da máxima extensão admissível da sarjeta. quando este não esta previsto. Entende-se por comprimento crítico da sarjeta a distância máxima acima da qual sua vazão admissível é inferior à descarga de projeto. ou. dependendo evidentemente da quantidade do serviço. conforme tabela 31 do Apêndice B. a necessidade da utilização da sarjeta em aterro está condicionada fundamentalmente pela velocidade de erosão na borda da plataforma. ou durante período curto de utilização.4. por não se justificar estudo de composição especial para construção deste dispositivo. Cálculo da velocidade de escoamento na borda da plataforma Para a determinação da velocidade de escoamento na borda da plataforma. A execução das sarjetas de solo-betume ou solo-cimento deve obedecer às especificações particulares do projeto rodoviário.4. alguns cálculos preliminares precisam ser feitos. área de implúvio. uma descida d´água. função da declividade longitudinal do greide e da declividade transversal da plataforma. no entanto. conforme mencionado no item 3. elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto. de acordo com os limites de erosão do material de que é construído o aterro. exigindo. ou que a faixa de alagamento admissível no acostamento não ultrapasse os valores pré-fixados. – – – – as características geométricas da rodovia. podendo também ser construídas para funcionamento temporário durante o tempo de execução da rodovia. 3. tendo em vista que o escoamento se dará na direção da reta de maior declive. MT/DNIT/DPP/IPR .3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Pode-se dividir o dimensionamento hidráulico da sarjeta de aterro em dois subitens: a) Além dos fatores econômicos. As sarjetas em solo são indicadas apenas para rodovias secundárias. b) Optando pela utilização do dispositivo.1 . O cálculo da velocidade do escoamento na borda da plataforma determinará a necessidade ou não da utilização da sarjeta. elementos para o cálculo da vazão. de modo que não haja transbordamento. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de aterro são.usa-se o próprio traço do revestimento de concreto betuminoso. de pequena importância econômica.

CA = t = curva de nível.000). β = declividade transversal da plataforma da rodovia.Direção de maior declive y C h B Eixo α F β L D E A Bordo onde: α = declividade longitudinal da rodovia. Figura 65 . I = declividade da reta de maior declive. Cota A = cota C mas. BE = D = comprimento da reta de maior declive. 65. O comprimento y da reta CB será: cota C – cotaB = α × y ou α × y = cotaC MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 174 – Comprimento da reta de maior declive Considerando a Fig. L = largura do implúvio. cota A = B x L. cumpre observar: Para que CA seja uma curva de nível. considerando a cota de B como referência (0. Para se chegar ao comprimento da reta de maior declive.

BAC e BFC e fazendo FB = h . BAC e BAE. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias y= cota C β × L = α β 175 Considerando o triângulo BAC. tem-se: D L = t y Substituindo-se os valores de t e y. t2 ⎛β ⎞ = ⎜ ×L⎟ ⎜α ⎟ ⎝ ⎠ 2 + L2 = 2 β2 × L2 + L2 × α2 = α2 ⎛L⎞ = α2 + β 2 ⎜ ⎟ ⎜α⎟ ⎝ ⎠ ∴t = L 2 2 α +β α Considerando os triângulos.05) – Determinação da descarga no bordo da plataforma Aplicando-se o método racional.04) Declividade da reta de maior declive Considerando os triângulos. tem-se: I= β ×L β ×L ∴I = ×t h L× Y Fazendo-se as substituições já demonstradas de y e t. tem-se fazendo CA = t t2 = y2 + L2 Substituindo y pelo seu valor. tem-se: L t L = portanto h = × y t h y Como a cota de F é também β x L. tem-se: D= – L β α 2 + β 2 (equação 3. retângulos. tem-se: I= β ×L L × × α2 + β2 β α L × ×L α I = α2 + β2 (equação 3. retângulos.

Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro sarjeta de aterro A bordo E eixo da rodovia L sarjeta de aterro A´ d bordo D Corte AA´ L Substituindo a equação (3.04). logo Q = c × i× L × Ι β × 36 × 10 4 MT/DNIT/DPP/IPR . i = intensidade de precipitação em cm/h. A = área de contribuição por metro linear da sarjeta em m2/m.05) em (3. m3/s/m. de acordo com a tabela 39 do Apêndice C.Manual de Drenagem de Rodovias q= C×i× A 36×104 176 onde: q = descarga de contribuição por metro linear da plataforma em. Figura 66 . função do tipo de revestimento da rodovia.06) A = L β ×Ι.06) Como A = D x 1. de acordo com a equação (3. c = coeficiente de escoamento. pode-se também considerar que: D= L β × Ι (equação 3.

Q = onde. 1/2 V 5/3 Ι = K × 5/3 ⇒ Q 2/3 = Q 5/3 V K + Ι 1/2 Q Q= V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 (equação 3. tem-se: Q ⎛Q⎞ Q = K× ×⎜ ⎟ V ⎝V⎠ 2/3 × Ι1/2 ou seja. toma-se o raio hidráulico igual ao tirante d'água em conseqüência A = l x R. A velocidade no bordo da plataforma pela fórmula de Strickler é: V = KR 2/3 Ι 1/2 onde.07) e (3. tomado igual ao inverso do coeficiente de rugosidade de Manning. Como a espessura do fluxo é pequena em relação ã largura. Q = K × A × R2/3 × Ι1/2 mas.92 × β 2/5 ( )1/5 (equação 3. A = Q/V. tem-se: C × i × L α2 + β 2 β × 36 × 10 4 = V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 V = Ι 3/10 × K 3/5 × C 2/5 × i 2/5 × L2/5 × α 2 + β 2 166. Q=A×V então.07) β × 36 × 10 4 Q = descarga no bordo da plataforma em m3/s/m.08) Igualando-se então as equações (3. C × i× L α2 + β2 (equação 3.Manual de Drenagem de Rodovias 177 ou. Pela equação da continuidade.09) MT/DNIT/DPP/IPR . R = A/P e K é o coeficiente de rugosidade de Strickler. e como A = R.08) e isolando V.

Fig. Calcula-se a contribuição da plataforma em caso de trechos superelevados. o dimensionamento hidráulico tem a seguinte sistemática apresentada a seguir: Cálculo da máxima extensão admissível – Cálculo da vazão de contribuição A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo.09) determina a velocidade do escoamento na borda da plataforma.10) 36x104 Onde: Q = vazão de contribuição em m3/s. i = intensidade de precipitação em cm/h. definirá a necessidade ou não da sarjeta de aterro. C = coeficiente de escoamento superficial. 66. A comparação desta velocidade com os valores limites de velocidade de erosão do material de construção do aterro na tabela 31 do Apêndice B. A = área de contribuição em m2. – Cálculo da capacidade hidráulica máxima da sarjeta A capacidade máxima de vazão da sarjeta será determinada pela associação das fórmulas de Manning e da continuidade: V = 1 n R 2/3 Ι 1/2 (fórmula de Manning) Q (equação da continuidade) A V= Q= 1 n AR 2/3 Ι 1/2 (equação 3. função da seção transversal da rodovia. pela aplicação do método racional: Q= C×i× A (equação 3. ou semiplataforma nos trechos em tangente. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 178 A equação (3. Caso seja necessário o projeto do dispositivo. onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro é a largura do implúvio.11) onde: Q = vazão máxima admitida na sarjeta em m3/s.

como única variável ao longo do trecho estudado. em m.12. os valores de A. R. Q= C × i× A . do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia. em m/m. A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR . L = largura do implúvio.Manual de Drenagem de Rodovias 179 n = coeficiente de rugosidade. L são conhecidos em função da chuva de projeto. Igualando as equações 7 e 8.11). em m2. em m. ficando I. Pela equação 7. 60) 36 × 10 4 Q = C × i× d × L 36 × 10 4 onde: d = comprimento crítico a determinar. A = área molhada da sarjeta. – Cálculo do comprimento crítico da sarjeta O comprimento crítico da sarjeta será obtido igualando-se a descarga de contribuição (equação 3. que geralmente acompanha o greide da rodovia. temos: C × i× d × L 1 = AR 2/3 I1/2 n 30 × 10 4 d = 36 × 10 4 AR 2/3 I1/2 (equação 3. mas A = d x L (Fig. os valores C. n são conhecidos. Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) (Fig . 67) . O cálculo deste comprimento irá definir o espaçamento máximo entre as saídas d'água. de acordo com a sarjeta projetada. declividade longitudinal da sarjeta. função do tipo de revestimento da sarjeta de acordo com as tabelas 34 do Apêndice B.10) com a capacidade máxima de vazão admitida pela sarjeta (equação 3. i. R = raio hidráulico. que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta em função da sua declividade longitudinal. em m. I = declividade longitudinal da sarjeta. condicionada pela capacidade máxima de sarjeta.12) C × i× L × n Na equação 3.

(Fig. Quando a velocidade de escoamento ultrapassar a máxima permissível.Comprimento crítico em função da declividade longitudinal . ou reduzir o espaçamento entre saídas d'água. 3.10.2 ELEMENTOS DE PROJETO As seções transversais das valetas do canteiro central são em geral de forma triangular cujas faces têm as declividades coincidentes com os taludes do canteiro. isto é. de forma a obter a velocidade de escoamento abaixo dos valores críticos de erosão. 3. cujos valores são os da tabela 31 do Apêndice B.5. conforme o item 3. MT/DNIT/DPP/IPR . onde as pistas são separadas por um canteiro central côncavo. a velocidade limite de erosão. torna-se necessário drená-lo superficialmente através de um dispositivo chamado de valeta do canteiro central. que pode ser calculada de acordo com a equação da continuidade deve-se usar dissipadores de energia. 68). Esta valeta tem como objetivo captar as águas provenientes das pistas e do próprio canteiro central e conduzi-las longitudinalmente até serem captadas por caixas coletoras de bueiros de greide.5.Manual de Drenagem de Rodovias 180 Figura 67 .1 VALETA DO CANTEIRO CENTRAL OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Quando uma rodovia for projetada em pista dupla. Com este procedimento. reduz-se a altura da lâmina d´água.5 3.d = f(I) (dm) L2 L1 I1 I2 I (m/m) – Verificação da velocidade de escoamento A determinação do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta. ou seja.

3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da valeta do canteiro central segue a mesma metodologia apresentada no item 2. Na execução do revestimento das valetas do canteiro central devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004.3 para sarjeta de corte baseada na fórmula de Manning associada à equação de continuidade. tipo meia cana.Manual de Drenagem de Rodovias 181 Podem ser usadas seções de forma circular. que irá determinar o posicionamento das caixas coletoras. 3. e demais recomendações feitas para a valeta de corte. Figura 68 . de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. e formas trapezoidal ou retangular. MT/DNIT/DPP/IPR . também segue a mesma metodologia apresentada para sarjeta de corte. Quanto ao revestimento da valeta do canteiro central. a não ser em casos de canteiros muito largos e planos.4. tem o inconveniente do alto custo de conservação. Valetas do canteiro central sem revestimento devem ser evitadas. deve-se levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado.Situações da valeta do canteiro central Pista Esquerda Canteiro Central Pista Direita em nível Pista Direita em desnível Valeta do Canteiro Central para pistas em nível Valeta do Canteiro Central para pistas em desnível O cálculo do comprimento crítico.5. apesar do excelente desempenho como função estética. quando ocorrer a insuficiência hidráulica das seções de forma triangular ou meia cana. O revestimento vegetal.

conforme apresentado na Fig. às valetas de banquetas quando é atingido seu comprimento crítico e em pontos baixos. A escolha entre um e outro tipo será função da velocidade limite do escoamento para que não provoque erosão. as descidas d'água têm como objetivo principal conduzir as águas das valetas quando atingem seu comprimento crítico. e. Posicionam-se sobre os taludes dos cortes e aterros seguindo as suas declividades e também na interseção do talude de aterro com o terreno natural nos pontos de passagem de corte-aterro. devidamente nivelada e protegida com o revestimento indicado para os taludes. do terreno natural. nos pontos baixos. Não raramente. através das saídas d'água. desaguando numa caixa coletora ou na sarjeta de corte. Tratando-se de cortes.6 3.6. Assim. principalmente nos aterros. das características geotécnicas dos taludes. as descidas d'água conduzem as águas provenientes das sarjetas de aterro quando é atingido seu comprimento crítico. A descida d'água. desaguando no terreno natural.6. MT/DNIT/DPP/IPR . por se localizar em um ponto bastante vulnerável na rodovia. As descidas d'água também atendem. as descidas d'água são necessárias visando conduzir o fluxo pelo talude até o terreno natural. requer que cuidados especiais sejam tomados para se evitar desníveis causados por caminhos preferenciais durante as chuvas intensas e conseqüentes erosões que podem levar ao colapso toda a estrutura. da necessidade da quebra de energia do fluxo d'água e dos dispositivos de amortecimento na saida. ou de pequenos talvegues. pelos taludes de corte e aterro. 69. A analise técnica e econômica desse conjunto de fatores levará o projetista à escolha de uma descida do tipo rápido ou em degraus. deve ser previsto o confinamento da descida no talude de aterro. No aterro.2 ELEMENTOS DE PROJETO As descidas d'água podem ser do tipo rápido ou em degraus. 3.Manual de Drenagem de Rodovias 3. devido à necessidade de saída de bueiros elevados desaguando no talude do aterro.1 DESCIDAS D'ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 182 As descidas d'água tem como objetivo conduzir as águas captadas por outros dispositivos de drenagem. no caso de cortes e aterros.

semicircular ou meia cana. pois a ação dinâmica do fluxo pode acarretar o descalçamento e o desjuntamento dos módulos. em tubos de concreto ou metálicos. É desaconselhável a seção de concreto em módulos. MT/DNIT/DPP/IPR .Descida d’água tipo rápido 183 Bacia de amortecimento A J Descida d´água A PLANTA Saída d´água x y CORTE AA Bacia de amortecimento As descidas d'agua podem ter a seção de vazão das seguintes formas: – – – retangular. o erodindo. o que rapidamente atingiria o talude.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 69 . em calha tipo rápido ou em degraus. de concreto ou metálica .

3. fixando-se o valor da largura (L) e determinando-se o valor da altura (H). em calha ou degraus. A escolha do método depende da precisão que se queira dar aos cálculos. Considerando a Fig. Evidentemente.6. H = altura média das paredes laterais da descida.07 × L0. o segundo método é mais preciso.70 .Manual de Drenagem de Rodovias 184 No caso da utilização de módulos. em m. – Cálculo da velocidade da água no pé da descida. em m3/s.6 onde: Q = Descarga de projeto a ser conduzida pela descida d'água. embora o primeiro possa ser considerado satisfatório para obras de repercussão econômica menos significativa. ou através da teoria hidráulica do movimento uniformemente variado. o dimensionamento pode ser feito através da expressão empírica seguinte. L = Largura da descida d'água. Quanto à execução. as peças deverão ser assentadas sobre berço previamente construídos. baseada em experiências de laboratório. a saber: Pela fórmula empírica.9 × H1. Método I Neste caso. O dimensionamento pode ser feito por dois métodos. Para o detalhamento dos projetos de execução deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 . as descidas retangulares podem ser executadas no local com formas de madeira. em m.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico consiste em calcular as dimensões da descida d'água de forma que esta possa conduzir ao deságüe seguro a vazão a ela destinada por outros dispositivos de drenagem superficial. vê-se que: MT/DNIT/DPP/IPR . que representa o talude de uma seção em aterro. Q = 2.

função evidentemente da velocidade limite de erosão do material de que será construída a descida. esta sofre uma sensível redução quando o fluxo passa pela saída d'água. desconsidera-se o valor de Va e a expressão anteriormente citada toma a forma: Vb = 2gh O objetivo da determinação da velocidade no pé da descida d'água é o dimensionamento da bacia de amortecimento e/ou dissipadores de energia. Na prática. considera-se Va igual à velocidade da água na sarjeta.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 70 . em virtude principalmente do aumento da seção de vazão.Elementos para cálculo da velocidade d’água no pé da descida 185 O teorema de Bernoulli. têm-se: Vb = 2 Va + 2gH Para efeito de cálculo. Havendo necessidade de um cálculo mais preciso deve-se optar pelo segundo método. aplicado às seções A e B. fornece: Z +P + V2 = cte 2g V2 V2 Z A + PA + = Z B + PB + 2g 2g como PA = PB = pressão atmosférica e Z A = ZB + H . Método II MT/DNIT/DPP/IPR . A velocidade teórica calculada acima conduz a valores acima dos valores reais. Como essa velocidade Va é teoricamente igual à velocidade da água na sarjeta de aterro.

Os cálculos conduzidos na direção errada tendem inevitavelmente a conduzir a resultado divergente do perfil do fluxo.13) Io − If Io − If onde: E é a energia específica. a é o coeficiente de energia. 71. – Determinação da profundidade crítica Para descidas d'agua retangulares a profundidade crítica será determinada pela expressão: MT/DNIT/DPP/IPR . Aplicando-se o Teorema de Bernoulli às seções extremas (seção 1 e 2) . Io é a declividade do fundo e If. V é a velocidade média. considerar do fluxo gradualmente variado.13 e os passos de cálculo são a seguir expostos: – Determinação do regime do fluxo A determinação do regime do fluxo é um fator importante. tem-se: V2 V2 Io × ∆x + y 1 + α 1 = y2 + α 2 + If × ∆x 2g 2g isolando ∆x: ∆x = E 2 − E1 ∆E = (equação 3. pois se o regime for subcrítico o cálculo por etapas deve ser conduzido para montante. a declividade da linha de energia ou declividade de atrito é expressa por: If = n2V 2 (equação 3. a velocidade e a distância à origem. se o regime for supercrítico deve ser conduzido para jusante. dividindo-se a descida em curtas seções. determinando-se em cada seção a profundidade do líquido. Usando-se a fórmula de Manning. Os cálculos são executados por etapas.14) R 3/4 O método é baseado na equação 3. ilustra uma seção curta de uma descida de comprimento ∆x.Manual de Drenagem de Rodovias 186 Este método consiste em determinar o perfil da linha d'água ou a curva de profundidade da água ao longo da descida. e admitindo-se que α1 =α 2 =α V 2 2g E = y + α Nas equações acima y é a profundidade do fluxo. é a declividade da linha de energia. A Fig.

b = largura da descida d'água. Q = vazão. a profundidade normal do regime uniforme pode ser calculada por tentativas. pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade. em m. em m.5 onde : do . – Determinação da profundidade normal Para descidas d'água com seção retangular. Com o valor de W. em m3/s. retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de y crítico.467 3 b 187 onde: y = profundidade crítica. Para descidas d'água circulares a profundidade crítica será determinada da seguinte forma: Determinar o fator de seção: Z= Q g Z =W do 2. 1 V = × R2/3 × I1/2 (Manning) o n V= Q (continuidade) A Sendo: A = L × yn e P = L + 2yn R= L × yn L + 2yn tem-se: ⎛ L × yn ⎞ ⎟ yn = ⎜ ⎜ L + 2y ⎟ n⎠ ⎝ 2/3 Q×n = 1/2 Io × L MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Q2 Y c = 0.é o diâmetro da seção circular.

adimensional .Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água Q= n= Io= α= Yc= Yn= Y (1) Y1 Y2 Yn A (2) A1 A2 An R (3) R1 R2 Rn R2/3 (4) 4/3 R1 4/3 R2 4/3 Rn V (5) V1 V2 Vn α V 2 2g (6) E (7) E1 E2 En ∆E (8) ∆E1 ∆En If (9) If1 If2 Ifn If Io − If ∆X (12) ∆X1 ∆Xn X (13) X1 Xn (10) If1 Ifn (11) - (α V2 2g)1 (α V2 2g)2 (α V2 2g)n (Io − If )1 (Io − If )n onde: Col 1 .Área molhada. n = coeficiente de rugosidade de Manning. em m. em m/m. Para descidas d'água de seção circular a profundidade normal pode ser determinada também pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade. em m3/s. – Determinação do perfil da linha d'água ou curva de profundidade Para a condução dos cálculos organiza-se a seguinte tabela: Tabela 37 . Q = vazão de escoamento. o AR 2/3 =t d8/5 o Com o valor de t. L = largura da descida. em m. retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de yn. em m. MT/DNIT/DPP/IPR . Io = declividade do fundo. Col 2 . em m2. n×Q AR2/3 = 1/2 Io Dividido por d8/3 . valores arbitrários. correspondente à profundidade y.Manual de Drenagem de Rodovias 188 onde: yn = profundidade normal.Profundidade do fluxo.

obtida pela diferença entre o valor da coluna 7 da mesma linha e da linha anterior. mas maior que Yn e tendendo para este valor.13 ou pela divisão do valor de ∆E. em m/m. Col 11 . com o valor de n e os valores calculados nas colunas 4 e 5.Manual de Drenagem de Rodovias 189 Col 3 .14. 73.Distância de cada seção estudada à origem. em m/m. Col 4 . as declividades são sempre altas. a velocidade em cada seção.Média aritmética da declividade da linha de energia.Raio hidráulico. O aspecto do fluxo é como indicado na Fig. em m. Col 13 . em m. da coluna 8.Declividade da linha de energia calculada pela equação 3. 72. e a declividade média da linha de energia. Isso significa que a seção de controle está na entrada e conseqüentemente a água entrará na descida na profundidade crítica. obtida somando-se a carga de velocidade (coluna 6) à profundidade do fluxo (coluna 1). Convém observar que. e Yn-1. MT/DNIT/DPP/IPR . Col 10 .Velocidade média. este valor é obtido acumulando-se os valores da coluna 12. Col 9 .Variação da energia específica.Diferença entre a declividade do fundo (Io). obtida dividindo a vazão (Q). em m. Col 8 . em m/s. Col 5 .Potência a 4/3 do raio hidráulico. Col 12 .Carga da velocidade. em m/m. Col 7 . Pode-se também traçar a curva de profundidade do líquido. Col 6 . no caso das descidas d'água. que terá o aspecto mostrado na Fig. pelo valor da coluna 11. isto é. Posteriormente o fluxo estará a uma profundidade menor que Yc.Energia específica em m. obtida pela média dos valores da coluna 9 da mesma linha e da linha anterior. em m.Distância entre duas seções consecutivas de profundidade Yn. em m. pela área molhada (A) da coluna 2. calculada pela equação 3. Desta forma. conseqüentemente. a profundidade crítica Yc é maior que a profundidade normal Yn. é calculado o perfil hidráulico do fluxo na descida d'água e.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 71 .0 0.4 0.0 10.Seção curta de uma descida de comprimento ∆x 190 Figura 72 .1 0 10 20 30 40 Distância à Seção Crítica em Metros Altura D´Água Velocidade Velocidade em m/s 4.0 8.0 Altura do Fluxo em c m 3.Curvas de profundidade e velocidade do líquido Descida D´Água para Talude x:y 24.0 16.0 1.0 6.0 MT/DNIT/DPP/IPR .0 2.0 20.0 12.8 0.2 0.5 0.

MT/DNIT/DPP/IPR . é um método eficiente de captação. pontilhões e viadutos e. 74. conforme mostrado nas Fig. O rebaixamento da borda deve ser controlado com rigor. Considerando sua localização. São.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 73 . nos pontos baixos das curvas verticais côncavas. dispositivos de transição entre as sarjetas de aterro e as descidas d'água. como esquematicamente se mostra na Fig.2 ELEMENTOS DE PROJETO As saídas d`água devem ter uma seção tal que permita uma rápida captação das águas que escoam pela borda da plataforma conduzindo-as às descidas d'água.7 3.Perfil do fluxo em descida d’água 191 3.7. O rebaixamento gradativo da seção. nos pontos onde é atingido o comprimento crítico da sarjeta.1 SAÍDAS D`ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As saídas d'água.7. 74 e 75 . são dispositivos destinados a conduzir as águas coletadas pelas sarjetas de aterro lançandoas nas descidas d'agua. junto aos acostamentos ou em alargamentos próprios para sua execução. nos meios rodoviários também denominados de entradas d'água. o fluxo d'água se realiza num único sentido. as saídas d'água devem ser projetadas obedecendo aos seguintes critérios: a) Greide em rampa Neste caso. nos pontos de passagem de corte para aterro. Localizam-se na borda da plataforma. portanto. junto às pontes. e considerado nas notas de serviço de pavimentação. 3. algumas vezes.

Saída d’água de greide em rampa 192 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 74 .

convergindo para um ponto baixo.Manual de Drenagem de Rodovias 193 b) Curva vertical côncava (ponto baixo) Neste caso o fluxo d'água se dá nos dois sentidos. Figura 75 . como esquematicamente é mostrado na Fig.Saída d’água de curva vertical côncava MT/DNIT/DPP/IPR . 75.

de modo a interceptar todo o seu fluxo (m).5 vezes a largura da descida d'água. largura da saída.20 para declividades da sarjeta entre 2% e 5% (adimensional).Manual de Drenagem de Rodovias 194 Para maiores detalhes sobre a seção das saídas d'água. MT/DNIT/DPP/IPR . K = coeficiente. B (Fig. g = aceleração da gravidade (m/s2). y = altura do fluxo na sarjeta (m). tomado igual a 0. X. Para maiores esclarecimentos deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 . toda a água proveniente das sarjetas até as respectivas descidas d'água. é dado pela fórmula: L= Q K × Y × g× Y onde: L = comprimento da abertura na sarjeta ou largura da saída d'água. As saídas d'água de concreto são executadas no local conjuntamente com as descidas d'água. as saídas d'água podem ser de concreto com superfície lisa ou de chapas metálicas. função da declividade. A determinação dos demais elementos constituintes da saída d'água pode ser feita como se segue. deve ser igual a 2. ou seja. O valor de L (Figs. As chapas metálicas são moldadas no canteiro de obra e fixadas no local. 74 e 75 ). sem turbulências. através de chumbadores. correspondente à abertura da sarjeta. O raio da curva da concordância entre a saída d'água e a descida d'água deve ser igual a altura H da descida. 3. conhecidas "a priori" a largura B e a altura H da descida d'água: – – O espaçamento entre o alinhamento da sarjeta e o início da descida. Q = descarga afluente pela sarjeta (m3/s). devem ser consultados os projetos tipo do DNIT. 74 e 75 ). Quanto ao revestimento.7.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da saída d'água consiste em determinar a largura da entrada de forma a conduzir.

quanto à sua função. quando se torna necessária a condução das águas desses dispositivos para fora do corte sem a utilização das sarjetas. portanto. com o objetivo de verificação de sua funcionalidade e eficiência.8 3. Nos pontos de passagem de cortes para aterros. conduzindo-as ao dispositivo de deságüe seguro. ELEMENTOS DE PROJETO – – – 3. inaplicável a boca convencional.1 CAIXAS COLETORAS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As caixas coletoras têm como objetivos principais: – – Coletar as águas provenientes das sarjetas e que se destinam aos bueiros de greide. coletando as águas das sarjetas de modo a conduzi-las para o bueiro. 3.Manual de Drenagem de Rodovias 195 – O valor mínimo recomendado para a largura da saída d'água é de 7 vezes a largura B da descida d'água. Nas extremidades das descidas d'água de corte.8. junto ao pé do aterro. As caixas coletoras localizam-se: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte. conduzindo as águas para o bueiro de greide ou coletor longitudinal. caixas de inspeção ou caixas de passagem e. Coletar as águas provenientes de áreas situadas a montante de bueiros de transposição de talvegues. quando se deseja construir um bueiro de transposição de talvegues abaixo da cota do terreno. – – – MT/DNIT/DPP/IPR . No terreno natural. podem ser com tampa ou abertas.8. Permitir a inspeção dos condutos que por elas passam. permitindo sua construção abaixo do terreno natural. sendo. que as levará para o deságüe apropriado. quanto ao fechamento. Coletar as águas provenientes das descidas d'água de cortes. ou ainda quando a um mesmo local concorre mais de um bueiro. nos casos em que as águas ao atingir o terreno natural possam provocar erosões. Possibilitar mudanças de dimensão de bueiros. podem ser: caixas coletoras.2 As caixas coletoras. de sua declividade e direção.

em forma de grelha. As caixas de inspeção localizam-se: – – Nos locais destinados a vistoriar os condutos construídos tendo em vista verificar sua eficiência hidráulica e seu estado de conservação. em m2. MT/DNIT/DPP/IPR . Nos lugares para os quais concorra mais de um bueiro. Nos trechos com drenos profundos com o objetivo de vistoriar seu funcionamento.Manual de Drenagem de Rodovias 196 – – Nos canteiros centrais das rodovias com pista dupla. direção ou cotas de instalação de um bueiro. são indicadas quando tem a finalidade coletora. As caixas com tampa removível são indicadas quando têm a finalidade de inspeção e de passagem.226 Q C H onde: A = Área útil da caixa. declividade. 3. Para a execução das caixas deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 026/2004 . As caixas com tampa. pode-se determinar a área transversal útil das caixas pela fórmula dos orifícios: A = 0. sendo localizadas em pontos que possam afetar a segurança do tráfego ou se destinem a coletar águas contendo sólidos em volume apreciável e que possam obstruir os bueiros ou coletores.8.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Embora as dimensões das caixas coletoras sejam fixadas pelas dimensões dos dispositivos para os quais estão indicadas como coletora de passagem ou inspeção. A seção tipo das caixas coletoras deverá obedecer aos projetos tipos do DNIT onde são indicadas as dimensões e detalhes das tampas. As caixas de passagem localizam-se: – – Onde houver necessidade de mudanças de dimensão. As caixas abertas são indicadas quando têm finalidade coletora e localizam-se em pontos que não comprometam a segurança do tráfego. Em qualquer lugar onde se torne necessário captar as águas superficiais. transferindo-as para bueiros.

Boca.9. conduzindo ao deságue as águas coletadas dos dispositivos de drenagem do canteiro central. Nas rodovias de pista dupla. Localizam-se nos seguintes pontos: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte em seção mista ou quando. quando não for possível o aumento da capacidade da sarjeta ou a utilização de abertura de janela no corte a jusante. projeta-se um bueiro de greide longitudinalmente à pista até o ponto de passagem de corte-aterro. evitando-se que as águas provenientes das sarjetas de corte deságuem no terreno natural com possibilidade de erodi-lo.1 BUEIROS DE GREIDE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros de greide são dispositivos destinados a conduzir para locais de deságue seguro as águas captadas pelas caixas coletoras (Figs.Manual de Drenagem de Rodovias 197 Q = Vazão a captar. com alturas de recobrimento atendendo à resistência de compressão estabelecida para as diversas classes de tubo pela NBR-9794 da ABNT. MT/DNIT/DPP/IPR . Corpo.9. 3.60. em m. Nos pés das descidas d'água dos cortes. – – – Caixas coletoras. em seção de corte for possível o lançamento da água coletada através de janela de corte. a ser tomado igual a 0. A profundidade das caixas será determinada pelas cotas de instalação dos condutos que delas partem ou chegam.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos constituintes de um bueiro de greide são. – – – Os bueiros de greide podem ser implantados transversal ou longitudinalmente ao eixo da rodovia. em m3/s. H = Altura do fluxo. C = Coeficiente de vazão.9 3. Nos pontos de passagem de corte-aterro. 3. Nas seções em corte . captadas através de caixas coletoras. 76 e 77 ). recebendo as águas das valetas de proteção de corte e/ou valetas de banquetas.

Esquema completo de um bueiro de greide em aterro – – MT/DNIT/DPP/IPR . fixando-se o tempo de recorrência. o diâmetro mínimo a adotar para o bueiro de greide é de 0. sempre que possível. função da altura da caixa coletora e policiando-se sempre a velocidade do fluxo a jusante.Manual de Drenagem de Rodovias 198 As caixas coletoras poderão ser construídas de um lado da pista. Figura 76 . observando-se sempre. com muito rigor. Tendo em vista maior facilidade de limpeza. sendo neste caso necessário construir uma descida d'água geralmente dotada de bacia de amortecimento.80m. A boca será construída à jusante. função do vulto econômico da obra. dos dois lados da pista e ainda no canteiro central. As caixas coletoras que atendem aos bueiros de greide. a cota máxima do nível d'água a montante. são geralmente dotadas de tampa em forma de grelha. Para a execução de bueiros de concreto devem ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 023/2004. aplicando-se o método de cálculo de descarga mais conveniente. obedecendo às mesmas considerações formuladas para os bueiros de transposição de talvegues. 3. dimensionado sem carga hidráulica a montante.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros de greide devem ser obedecidas as seguintes recomendações: – A descarga de projeto deverá ser obtida pela soma das descargas das obras de drenagem superficial afluentes às caixas coletoras ou pelo levantamento da bacia de contribuição ao bueiro de greide. O bueiro de greide deve ser. por estarem posicionadas próximo às pistas. ao nível do terreno ou no talude de aterro. O corpo do bueiro de greide é constituído em geral de tubos de concreto armado ou metálicos.9. embora em ocasiões especiais possa ser dimensionado com carga hidráulica a montante. .

de modo a evitar o fenômeno da erosão. Dimensionamento hidráulico O dimensionamento hidráulico será função da velocidade de escoamento d`água a montante e da altura do fluxo afluente. Os dissipadores de energia classificam-se em dois grupos: – – 3.1 Dissipadores localizados Dissipadores contínuos BACIAS DE AMORTECIMENTO Objetivo e características As bacias de amortecimento. Quanto à construção.nos pontos de passagem de corte-aterro.10 DISSIPADORES DE ENERGIA Dissipadores de energia.10. a diminuir a velocidade da água quando esta passa de um dispositivo de drenagem superficial qualquer para o terreno natural. como o nome indica.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 77 . mediante a dissipação de energia. Na saída das sarjetas de corte. ou dissipadores localizados. Na boca de jusante dos bueiros. devem ser seguidas as especificações de serviço DNIT 022/2006 . quer no deságue para o terreno natural. Elementos de projeto O projeto das bacias de amortecimento deve seguir os projetos tipos do DNIT. As bacias de amortecimento serão instaladas de um modo geral nos seguintes locais: – – – No pé das descidas d´água nos aterros. quer no escoamento através do dispositivo de drenagem. são obras de drenagem destinadas. reduzindo consequentemente sua velocidade. são dispositivos destinados a dissipar energia do fluxo d´água.Esquema completo de um bueiro de greide em corte 199 3. MT/DNIT/DPP/IPR .

5 e entre 4.Manual de Drenagem de Rodovias 200 Segundo experiências elaboradas pelo Bureau of Reclamation – USA.0 Calcula-se o número de Froude pela expressão: F1 = V1 g × Y1 MT/DNIT/DPP/IPR .0 F > 9.Número de Froude F = 1 . pois haverá apenas pequena turbulência superfície da água.7 y1 V1 F = 1.1. Figura 78 .7 . Para o número de Froude até 1.4.5 .7 e 2.5 e 9.0 o efeito amortecedor para o ressalto que se forma pode ser feito através de uma bacia de amortecimento horizontal lisa de concreto.5 L y2 V2 F = 2.5 F = 4.7. Para o número de Froude entre 1.78 ). não há necessidade de preocupações. calculada através de experiências do BPR. o ressalto hidráulico que ocorre na bacia de amortecimento é função da variação do numero de Froude.5 . E a determinação deste ressalto hidráulico permitirá o dimensionamento do dispositivo (Fig.9.2.

A equação que determina a altura do fluxo na saída da bacia de amortecimento.Manual de Drenagem de Rodovias 201 onde : F1 = Número de Froude. A longitude do ressalto. calcula-se o valor de Y2 pela equação acima. V1 = velocidade do fluxo afluente à bacia. em m/s . 78.7 Descidas d´Água). pode ser determinada pelo gráfico da Fig. em m. Y1 = altura do fluxo afluente à bacia. Y1 e F1 = como descrito acima. baseado em experiências de laboratório do BPR. é: Y2 1 = Y1 2 onde : Y2 = Altura do fluxo na saída. Figura 79 . em m. em m/s2. e. g = aceleração da gravidade.Curva para levantamento do comprimento do ressalto MT/DNIT/DPP/IPR . ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ 2 1 + 8F 1 ⎟ − 1 ⎟ ⎠ ⎞ Calculado o número de Froude e determinada a altura do fluxo afluente (ver item 2. por conseguinte o comprimento da bacia de amortecimento. após do ressalto.

Manual de Drenagem de Rodovias 202 Entrando-se no gráfico com o valor do número de Froude determina-se o valor de L Y2 . para F1 = 11 a 17 ⎜ 800 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR .10 − 1 ⎟ × Y2 . Nesse caso. devem ser usadas bacias de amortecimento com guarnições. em m. L = comprimento do ressalto. podem ser usadas as seguintes fórmulas: F1 = V1 gY1 Y ⎛ 2⎞ Y 2 = 1 ⎜ 1 + 8F1 ⎟ − 1 ⎜ ⎟ 2 ⎝ ⎠ ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜1. em m. A altura da parede da bacia de amortecimento pode ser determinada através da expressão: ` H = Y2 + Z onde: H = Altura da parede.85 × Y 2 .5 ⎜ 120 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ ` Y2 = 0.10 − ⎜ ⎝ ⎛ F1 ⎞ ⎟× Y 120 ⎟ 2 ⎠ Y` Z= 2 3 Para o número de Froude até 17. que são deflectores que produzem o efeito estabilizador no ressalto.5 a 11 ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜100 − 1 ⎟ × Y2 . ` Y2 = ⎜1. para F1 = 1. para F1 = 5. cunhas e dentes.7 a 5. onde: Y2 = altura do fluxo na saída. em m.

A extensão do “rip-rap”. deve ser adequada para a velocidade e volume d’água que sai do dissipador e as condições do leito a jusante. 80. 80. saída de bueiros.Esquema de um dissipador de energia É recomendável a utilização de dissipador tipo "rip-rap" na saída das bacias de amortecimento. Y1.Manual de Drenagem de Rodovias ` H = Z + Y2 203 L= 4. V1. Y2. ver Fig. Deve ser construído com as pedras dispostas em desordem. foram definidos anteriormente. justificando neste caso o projeto completo de uma bacia de amortecimento. e na saída de outros dispositivos cuja velocidade da água não comprometa seriamente o terreno natural.38 Y` Z= 2 3 C = 0. Figura 80 .5 × Y2 F1 × 0. g. as quais devem possuir formas irregulares e seus diâmetros MT/DNIT/DPP/IPR . H e L. Os demais valores e melhores esclarecimentos podem ser identificados na Fig. C = Altura da soleira.07Y2 onde: F1.

20 Diâmetro Esférico Equivalente da Pedra. Entrando no gráfico com a velocidade de saída da água do dispositivo a montante e com a inclinação longitudinal do terreno de jusante.90 1.0 12:1 4:1 3:1 2:1 11/2 :1 Velocidade (Vs) em Metros por Segundo 5. Para pedras com outro peso específico. K = diâmetro da pedra obtido do gráfico.5 5. O diâmetro da pedra (K) obtido na Fig.64g/cm3. w = peso específico da pedra de diâmetro Kw.5 1:1 Para Pedra Pesada 2.0 6. determina-se o diâmetro esférico equivalente da pedra. 81 é para pedras com peso específico de 2. 81.0 1.64 g/cm 3 0. em metros. em cm. em Metros MT/DNIT/DPP/IPR .0 3.5 3.75 0.Manual de Drenagem de Rodovias 204 resultam de um cálculo determinado pelas curvas da Fig.45 0.5 6.60 0.Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap” 7.5 1. em g/cm3 Figura 81 . afim de que permaneçam estáveis.5 2.05 1. o diâmetro corrigido pode ser obtido pela expressão : Kw = 1.64k w −1 Onde: Kw = diâmetro da pedra a ser usada.0 0.5 7.5 4.15 0. em cm.0 4.30 0.0 2.

e ao longo do aterro. Elementos de projeto O dissipador contínuo utilizado ao longo do aterro deve ser construído com uma camada de concreto de aproximadamente 0.1 ESCALONAMENTO DE TALUDES OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O escalonamento de taludes tem como objetivo evitar que as águas precipitadas sobre a plataforma e sobre os taludes.50m 0.Manual de Drenagem de Rodovias 3. uma velocidade acima dos limites de erosão dos materiais que os compõe. Quanto à construção devem ser seguidas as Especificações de serviço DNIT 022/2004 . mediante a dissipação de energia. portanto. Figura 82 . 8261).Dissipador contínuo ao longo de aterro 0.10 m. Para o projeto do dissipador contínuo tipo degraus . devem ser seguidos os projetos tipos do DNIT.2 DISSIPADORES CONTÍNUOS 205 Objetivo e características O dissipador contínuo tem como objetivo.075 0. sem criar preferências e.075 0.5cm (ver Fig.10m CONCRETO DE Fck ≥ 15 Mpa 9. na forma de degraus . de forma que a água precipitada sobre a plataforma seja conduzida pelo talude. de forma contínua. atinjam.0 3. não o afetando (Fig. 82). de modo a evitar o fenômeno da erosão em locais que possa comprometer a estabilidade do corpo estradal.075m 0. MT/DNIT/DPP/IPR .35m BRITA 0.11. diminuir a velocidade da água continuamente ao longo de seu percurso.50m de largura com espessura de 0.11 3.10. de acabamento áspero obtido com o assentamento em disposição irregular de pedras de dimensões aproximadas de 7. Localizam-se em geral nas descidas d´água.através do escoamento superficial.

3. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B.11. há a necessidade de considerar nos cálculos a contribuição da plataforma. os coeficientes de escoamento do talude e da plataforma. a largura da plataforma.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento da altura máxima entre banquetas. Para efeito do desenvolvimento dos cálculos podem-se considerar as Figs.Manual de Drenagem de Rodovias 206 As banquetas neste caso são providas de dispositivos de captação das águas. sarjetas de banqueta. a declividade transversal e longitudinal da plataforma e a velocidade admissível de erosão do talude. que conduzirão as águas ao deságue seguro. deve-se observar dois casos: a) Se a rodovia não é provida de sarjeta de aterro.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos de projeto necessários ao cálculo do escalonamento são: a intensidade de precipitação.Bacia de contribuição da plataforma MT/DNIT/DPP/IPR . b) Se houver sarjeta de aterro. o coeficiente de rugosidade de Strickler.11. Cálculo do primeiro escalonamento de aterro Para o primeiro escalonamento. 3. O dimensionamento consiste em calcular a altura máxima entre a borda do acostamento e a primeira banqueta. o parâmetro definidor da declividade do talude. contribuem as águas que se precipitam sobre a plataforma e sobre o talude de aterro. de modo que a velocidade de escoamento seja inferior à de erosão do talude. os procedimentos para os cálculos do primeiro escalonamento de aterro são semelhantes ao cálculo para os demais escalonamentos em aterro e em corte. Figura 83 . para o primeiro escalonamento de aterro. 83 e 84 .

a = parâmetro definidor da declividade do talude. α = declividade longitudinal da rodovia. b = projeção horizontal do talude.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 84 . q = descarga da plataforma no ponto P. m/m (média pista + acostamento) . m3/s. i = intensidade de precipitação. Q = descarga total no ponto B.Parâmetros no escalonamento do talude 207 Onde: L = largura da plataforma que contribui para o escoamento no talude. MT/DNIT/DPP/IPR . qp= descarga do talude no ponto B. β = declividade transversal da plataforma. C1 = coeficiente de escoamento da plataforma. mm/min. m/m. K = coeficiente de rugosidade de Strickler. igual ao inverso do coeficiente de Manning. m3/s. m3/s. C2 = coeficiente de escoamento do talude. H = altura máxima do primeiro escalonamento. I = declividade da reta de maior aclive. A = área de contribuição. m2.

Pela Fig. Fig. qp = β × 6 × 104 C1 × i × L × I ou de acordo com a equação I = α 2 + β 2 C ×i×L α 2 × β 2 qp = 1 (equação 3. 84 . Q . QB = qp + qB (equação 3.15) – Cálculo da descarga em P (qp) Aplicando o método racional.3 : tem-se: D= β L × I (equação 3. ou A = H x a. pela fórmula de Strickler. 84 ).16) β × 6 × 104 – Cálculo da descarga em B devido a contribuição do talude.4. MT/DNIT/DPP/IPR . ou de acordo com a equação (3. (Fig. (Fiq. 84 ) Pelo método racional C ×i× A qB = 2 6 × 104 onde. V = K × R2/3 × i1/2 o Pela equação da continuidade. C ×i× A qp = 1 6 × 104 Como A = D x 1. a velocidade em B. onde: C × i × H× a qB = 2 6 × 104 – Cálculo da descarga total em B.17) Por outro lado.Manual de Drenagem de Rodovias 208 D = projeção horizontal da reta de maior aclive. tem-se: H/1 = b/a e considerando a faixa unitária de contribuição. 83 .15) A= β L × I ou. A = b x 1. Tendo em vista as equações apresentadas no item 3. por semelhança de triângulos. qB.

Para a determinação da altura máxima de aterro ou corte. sem necessidade de escalonamento. io = 1/a. 85 64.17) 2 2 C × i × H× a V 5/2 × a3/4 C1 × i × L × α + β = + 2 β × 6 ×104 6 × 104 K 3/2 Explicitando o valor de H: H= 2.velocidade admissível de erosão do material do talude.Manual de Drenagem de Rodovias 209 QB = A x V. têm-se: ⎛Q ⎞ V = K×⎜ B ⎟ ⎜ V ⎟ ⎠ ⎝ 2/3 ⎛ 1⎞ ×⎜ ⎟ ⎜a⎟ ⎝ ⎠ 1/2 QB = V 5/2 × a3/4 (equação 3. pois a espessura do fluxo é pequena em relação a largura. de acordo com a tabela 31 do Apêndice B. MT/DNIT/DPP/IPR .25 × K1.5 C ×L × α 2 + β 2 Va × 6 × 104 − 1 C2 × a × β C2 × i × a0. de modo que a velocidade da água precipitada chegue a seu pé com valor abaixo do limite de erosão. (parâmetro definidor da declividade do talude). pode-se considerar a Fig. V = Va .18) K 3/2 – Cálculo da altura do 1° escalonamento em aterro.5 onde. onde A = 1 x R. Fazendo as substituições na equação (3. Cálculo dos demais escalonamentos em aterro e corte. igual portanto ao raio hidráulico.

Escalonamento de aterro: altura máxima 210 H 1 a ac C – Cálculo da descarga em C (qC) Aplicando o método racional.19) e (3. C2 × i × H× a 6 ×104 = V5/2 × a3/4 K3/2 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 85 . qc = V5/2 × a3/4 (equação 3.20) K3/2 Igualando as equações (3.20). R = A e io = 1 a Tem-se: q 2/3 11/2 V =K× c × v a ou seja. a vazão qC. por metro de largura. pela fórmula de Strickler.19) A velocidade em C. será: qc = C2 × i × A 6 × 104 Como: A = H× a × L qc = C2 × i× H × a 6 × 10 4 (equação 3. V = K × R 2/3 × i1/2 o Considerando que qc = A × V .

– – – Evitar que um curso d'água existente interfira com a diretriz da rodovia. isto é.12. Afastar as águas que ao serpentear em torno da diretriz da estrada. 3. coloquem em risco a estabilidade dos aterros.5 Va × 6 × 104 C2 × i × a0. 86 ). sem a parcela correspondente à vazão proveniente da plataforma da rodovia. Figura 86 . que será máximo quando a velocidade V for a admissível (Va).12 3.25 × K1. obrigando a construção de sucessivas obras de transposição de talvegues.1 CORTA-RIOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os corta-rios são canais de desvio abertos com a finalidade de: (Fig.rio MT/DNIT/DPP/IPR .Corta-Rio curso d´água natural IA R ODOV corta .5 Esta fórmula nada mais é do que a fórmula do item anterior sem o subtraendo do 2º membro.Manual de Drenagem de Rodovias 211 e explicitando o valor de H. resulta: H= 2. Melhorar a diretriz da rodovia.

em m/m. em m3/s.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico dos corta-rios pode ser feito pela fórmula de Manning associada à equação da continuidade: Fórmula de Manning 1 V = × R2/3 × I1/2 n onde: V = Velocidade de escoamento. em m/s. o revestimento adotado. I = Declividade do canal. MT/DNIT/DPP/IPR . e a construção das obras necessárias para substituí-lo. constando de plantas amarradas ao projeto da rodovia e em escala conveniente. No projeto do corta-rio deverá sempre haver um comparativo econômico entre a construção deste. em m/s.12. n = Coeficiente de rugosidade (adimensional) Equação da continuidade Q=A×V onde: Q = Vazão admissível. quando for o caso. em m. projeto vertical. projeto horizontal. V = Velocidade de escoamento.12. memória de cálculo. A = Área molhada. 3.2 ELEMENTOS DE PROJETO 212 O projeto de corta-rio deverá constar de: – – – – – levantamento topográfico da área. constando do perfil longitudinal altimétrica do projeto da rodovia. com a mesma referência seções transversais típicas com indicação dos taludes laterais de acordo com a natureza do solo e detalhando. R = Raio hidráulico. em m2.Manual de Drenagem de Rodovias 3.

calculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção. D= T A Sendo: A = Área da seção transversal do canal.00: Movimento supercrítico. g = Aceleração da gravidade. Aplicando-se a fórmula de Manning e a equação da continuidade determina-se a velocidade e a vazão admissível no canal.00: Movimento subcrítico MT/DNIT/DPP/IPR . Fixa-se o tipo de seção a ser adotada e uma de suas dimensões. em m/s. Pode-se verificar o regime do fluxo no canal através do número de Froude: F= V gD – – – – – – – Onde: V = Velocidade média do fluxo.Manual de Drenagem de Rodovias 213 A sequência de cálculo para o dimensionamento do corta-rio é: – Determina-se a descarga de projeto do curso d'água afluente para um tempo de recorrência compatível com o custo econômico da obra através de um método de cálcuIo apropriado. Através de tentativas atribuem-se valores para a altura (h).tendo em vista o tipo de revestimento escolhido. em m/s2. T = Largura da superfície livre do canal em m. Determina-se pelo projeto vertical a declividade do corta-rio.00: Movimento crítico. em m2. F = 1. determinando-se a altura no dimensionamento. e conseqüentemente o coeficiente de rugosidade n (tabelas 27 e 28 do Apêndice B) . geralmente a largura. A comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura (h). A comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto. Se: F > 1. Fixa-se a velocidade máxima admissível. F < 1.

distância vertical do topo do canal à superfície da água na condição de projeto.00m de altura.13.2d Determina-se a borda livre do canal.1 DRENAGEM DE ALÍVIO DE MUROS DE ARRIMO OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS A drenagem interna de estruturas de arrimo tem por objetivo aliviar as pressões hidrostáticas e hidrodinâmicas do lençol d'água porventura existente no maciço a ser arrimado. com maior consumo de materiais. O sistema de drenagem serve ainda para captar possíveis infiltrações devidas a rupturas em canalizações de serviços públicos. as condições geométricas e de estabilidade durante a construção determinam o tipo e posicionamento da drenagem. O efeito da água em contato com a estrutura é apreciável. pois a consideração do empuxo pleno leva a projetos mais robustos.13 3. a drenagem é geralmente feita ao longo da face vertical do muro. nas proximidades da obra. devido a dificuldades executivas ou falta de materiais drenantes. pois os esforços transmitidos à obra dependem. chegando a dobrar o empuxo calculado para o solo sem água . O nível d'água no maciço e a vazão d'água a ser percolada através do sistema de drenagem são elementos vitais para o projeto da drenagem. 3. Por sua vez. Em alguns casos.Manual de Drenagem de Rodovias 214 – f = 0.00m. O posicionamento dos elementos drenantes é crucial para o desempenho e o cálculo dos esforços atuantes na obra. Para muros de arrimo com menos de 2. ou antieconômica. a ausência de drenagem passa a ser perigosa caso o efeito da água não seja considerado.13. pela fórmula: Sendo: d = Altura do canal. MT/DNIT/DPP/IPR . causa comum de colapso de obras de arrimo em áreas urbanas.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico do sistema de drenagem está intimamente associado ao projeto do muro. 3. do posicionamento e características dos elementos drenantes. de modo a diminuir o empuxo total sobre ela . pode ser mais econômico omitir-se a drenagem e projetar-se o muro considerando o empuxo hidrostático adicional. Para alturas maiores que 2. em grau elevado. em cm.

detalhados no Boletim 04 da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental . Como regra geral. a permeabilidade do material de drenagem deve ser pelo menos 100 (cem) vezes maior que a permeabilidade do solo a ser drenado. de modo a não haver carregamento de finos do interior da massa de solo. imporão a espessura mínima a ser executada. as pressões devidas à água. geralmente maior que a obtida por cálculo. terminando em colapso de estradas ou do terreno a montante. deverão ser consideradas no cálculo de estabilidade.Como material drenante também podem ser utilizados tubos dreno plásticos. outras disposições no sistema de drenagem poderão ser adotadas. a execução de drenagem inadequada. MT/DNIT/DPP/IPR . A falta de drenagem. A não obediência àobservância dessa regra é fator de muitos insucessos. Sérias erosões internas. Deve-se dar preferência ao uso de materiais granulares de comprovada permeabilidade e com granulometria adequada. Para o cálculo da vazão que o sistema de drenagem deverá comportar. é essencial que se conheça a permeabilidade do maciço a drenar. Essa permeabilidade pode ser obtida por meio de ensaios de infiltração "in-situ". sem obedecer a critérios de filtro ou sem capacidade para escoar a vazão real do solo. A espessura mínima do dreno pode ser calculada. 87a e 87c pode-se ignorar as pressões da água no contato com a parede e no plano de ruptura. calculadas com auxílio de uma rede de fluxo.Manual de Drenagem de Rodovias 215 Com drenagem inclinada. mas na maioria das vezes. Nestes casos. como mostrado nas Figs. como indicado nas Figs. Onde as condições geométricas e de estabilidade durante a construção não o permitam. O sistema de drenagem deve obedecer às regras usuais de materiais filtrantes. ou.ABGE (1996). por razões práticas de ordem construtiva. 87b e 87d. são freqüentes. especialmente no caso de cortinas ancoradas em solos com predominância siltosa. é causa de muitos insucessos em obras de arrimo.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 87 .Esquemas de drenos em muros de arrimo 216 porosos MT/DNIT/DPP/IPR .

As camadas drenantes podem ser substituídas por tubos-dreno de plástico perfurados. lavados e peneirados e pedras britadas. entre outros. revestidos por envelope apropriado. seixos rolados.14 ELEMENTOS GEOMÉTRICOS PARA SEÇÕES CIRCULARES DE CANAIS do = diâmetro y = profundidade do fluxo A = área molhada P = perímetro molhado R = raio hidráulico T = largura do topo D = profundidade hidráulica A = A D = fator de seção para cálculo do fluxo crítico MT/DNIT/DPP/IPR . a declividade do tubo. O envelope deve seguir os critérios de proteção contra a erosão do solo e deve ser escolhido em função do tipo de solo ou aterro através das curvas granulométricas. e no proposto no Anexo deste Manual. o comprimento do muro e a capacidade de vazão do dreno atestada pelo fabricante. de forma a tentar atingir o melhor desempenho. devendo ser o seu uso objeto de uma análise técnico-econômica em função de suas facilidades de instalação e características de desempenho em confronto com eventuais dificuldades de instalação e não disponibilidade dos materiais granulares filtrantes. Para cálculo do diâmetro do tubo. 3. A substituição de camadas de materiais granulares filtrantes por materiais sintéticos (geotêxteis) é possível. Materiais comumente utilizados são as mantas geotêxteis. deve-se levar em conta a contribuição que o dreno recebe por metro linear. apresentando métodos executivos e fornecendo os elementos necessários a uma boa execução dos serviços. areias grossas. nas recomendações dos fabricantes. pedriscos. O dimensionamento do geotêxtil tem que ser criterioso. de acordo com o métodos constantes na literatura.Manual de Drenagem de Rodovias 217 Um projeto de obra de contenção deve necessariamente enfatizar os detalhes de drenagem. misturas de solo.

0964 0.0961 0.1020 0.5308 1.30 0.3078 1.2242 0.9020 0.1147 0.1324 0.0173 0.0262 0.Manual de Drenagem de Rodovias 218 Tabela 38 .6940 0.9928 0.4101 1.3082 0.0610 0.0418 0.2142 0.0294 0.2870 1.1107 0.0754 0.22 0.1044 0.0503 0.9902 0.0039 0.5908 1.0513 0.1709 0.2074 0.2275 0.15 0.32 0.7332 0.2642 0.28 0.3827 0.4510 0.4359 0.0378 0.8285 0.0131 0.0534 0.2294 0.2239 1.0820 0.0087 0.3927 0.06 0.0682 0.0350 0.0301 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais 2 y do 0.07 0.8542 0.1890 0.9837 0.0597 0.42 0.46 0.2908 0.7670 0.0005 0.1199 0.4750 0.05 0.49 0.2800 0.9992 0.4027 0.0107 0.0003 1.2186 0.3730 0.5508 1.0986 0.0359 0.6435 0.0697 0.2020 0.3627 0.1622 0.1810 1.7954 0.51 0.0017 0.0460 0.1172 0.0394 0.10 0.44 0.34 0.2553 0.1528 0.1926 0.3527 0.1039 0.4303 1.0052 0.3727 0.47 0.1401 0.23 0.8980 0.0336 0.1774 0.9656 0.0239 1.1100 0.1241 0.1118 0.0273 0.0955 0.9474 0.1990 0.36 0.0333 0.9798 0.4706 1.5103 0.2257 0.0571 0.1245 0.0892 0.0470 0.0981 0.0549 0.1516 0.2661 1.8773 0.1466 0.1416 0.3229 0.0695 0.0040 0.0690 0.0270 0.7684 0.0134 0.1844 0.0132 0.2400 0.1848 0.1042 0.0027 0.0574 0.1381 0.1364 0.5735 0.1935 0.4505 1.0739 0.0864 0.45 0.0497 0.0179 0.1711 0.1449 0.29 0.1850 0.27 0.0069 0.9600 0.0196 0.0113 0.4028 0.20 0.1755 0.2500 0.1761 0.0646 0.0010 0.7846 0.12 0.4130 Z do 2 .0612 0.7141 0.2004 0.0650 0.3412 0.0474 0.1452 0.0268 0.4127 MT/DNIT/DPP/IPR .3132 0.7377 0.1664 8 0.9755 0.0001 0.1206 0.8879 0.0339 0.0000 0.35 0.1097 0.0002 0.0197 0.0031 0.2561 T do 0.13 0.1505 0.52 A d 2 o P do 0.0095 0.5724 0.6726 0.4027 0.1312 0.9273 0.0536 0.9998 1.0004 0.2366 0. 5 0.3490 1.04 0.0037 0.3172 0.2650 AR 3 do 3 0.8660 0.2011 0.0065 0.1891 0.8763 0.0202 0.0000 0.33 0.2486 0.2167 0.0776 0.9950 0.9998 0.6499 0.0451 0.9250 0.0217 0.0147 0.0152 0.0153 0.0066 0.6258 0.1034 0.40 0.1152 1.1682 0.1662 0.08 0.16 0.3482 0.1152 0.1050 0.2450 0.43 0.2736 0.0326 0.0009 0.1801 0.37 0.2434 0.2546 0.1259 0.1566 0.0247 0.2162 0.14 0.0369 0.2181 0.0238 0.1453 0.50 0.48 0.8417 0.3032 0.2994 0.9075 0.1472 0.38 0.11 0.2102 0.2404 0.2531 0.2242 0.0079 0.3928 0.1348 0.0928 1.0805 0.0427 0.0813 0.0600 0.9982 0.25 0.41 0.1106 0.3538 0.2934 0.3352 0.2331 0.9521 0.1603 0.0304 0.0822 0.2459 0.0406 0.2451 1.31 0.9404 0.9539 0.0862 0.0464 0.3284 1.1546 0.0192 0.2838 0.3428 0.0871 0.5426 0.2366 0.1178 0.2355 0.2822 0.3694 1.1365 0.8000 0.0668 0.6000 0.5355 0.0409 0.1252 0.0069 0.5108 1.17 0.2652 0.2003 0.0013 0.03 0.8230 0.18 0.0909 0.1696 0.0053 0.2260 0.9764 1.2467 0.1298 0.3828 0.09 0.2568 0.0929 0.24 0.3898 1.39 0.7513 0.0751 0.4949 0.0066 0.2061 0.1978 0.0220 0.1398 0.1614 0.2739 0.0129 0.9968 0.1982 0.19 0.0701 1.2220 0.0022 0.1927 0.0635 0.1373 1.26 0.0921 0.2836 0.1800 0.1196 0.0242 0.9330 0.9165 0.1623 0.1610 0.3328 0.2084 0.6094 0.0015 0.0885 0.9708 0.0736 0.21 0.5708 1.0542 0.8146 0.4907 1.3262 0.2098 0.2025 1.1281 0.3446 0.3634 0.3919 0.0105 0.1558 0.9871 0.7075 0.6761 0.1310 0.0472 1.9992 D do 0.6108 R do 0.8500 0.01 0.1593 1.02 0.0752 0.1535 0.0811 0.

7296 0.2830 0.1412 2.'3043 0.2984 0.5681 2.8879 0.74 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais (Continuação) y do 0.7754 0.8016 0.2146 0.1825 0.6054 0.7307 0.82 0.2839 0.59 0.3117 8 2 0.3340 0.96 0.1416 R do 0.98 0.2702 0.8146 0.3026 0.7498 0.83 0.5212 0.4981 2.3110 1.7518 1.7254 0.3349 0.0488 2.8170 0.6893 0.3158 0.3263 0.7315 1.8773 0.6742 0.7916 3.69 0.7846 0.7445 0.7389 2.2787 0.7854 MT/DNIT/DPP/IPR .8420 0. 5 0.3350 0.6736 0.8586 0.5308 0.7332 0.5724 0.2041 0.9725 1.5018 0.2143 2.92 0.7710 0.4526 0.5322 2.3082 0.2840 0.6011 0.4359 0.9330 0.3264 0.81 0.7320 0.7934 2.78 0.6911 1.1990 0.6231 0.56 0.54 0.5695 0.6318 0.9292 0.2950 0.5964 0.8000 0.2653 2.3050 1.6969 0.72 0.3118 0.77 0.7749 0.9708 0.2500 0.79 0.2500 T do 0.2818 0.3307 0.7722 1.9798 0.3186 2.6524 0.6258 0.2917 0.1772 0.8917 0.2676 0.6940 0.1652 2.0714 2.9982 0.5850 0.6906 2.5948 0.3945 0.2935 0.4448 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 38 .7785 0.9928 0.2620 0.2896 0.7115 0.1264 1.6143 0.2995 0.9177 1.2649 0.2800 0.2653 0.94 0.4038 2.7612 0.85 0.90 0.99 1.4426 0.6130 1.86 0.2797 0.65 0.4964 0.89 0.2748 0.1933 0.4920 0.8965 1.6308 1.73 0.4066 0.2252 0.8285 0.4694 0.80 0.4188 0.9823 2.2608 0.00 219 A d 2 o P do 1.3025 0.8285 0.8980 0.2820 2.2794 0.3322 0.53 0.2944 0.64 0.2949 0.2922 0.5115 0.2973 0.3412 0.9165 0.3932 1.4227 0.5554 ∞ AR 3 do 3 0.3006 0.9400 ∞ Z do 2 .4327 0.4234 0.5404 0.9075 0.60 0.3560 0.3040 0.9656 0.2751 0.2996 0.9968 0.5780 0.9755 0.2753 0.4437 0.4750 0.8542 0.6096 0.2460 0.5499 0.3044 0.7098 0.7528 0.9950 0.3919 0.9250 0.2776 0.6408 0.5248 0.6177 0.2510 0.3041 0.9600 0.5022 0.9474 0.3212 0.3324 0.7934 0.6726 0.7926 1.9964 1.8578 2.63 0.2302 0.6573 0.6918 0.6250 0.3746 2.7684 0.6572 0.62 0.9276 0.2980 0.2864 0.0242 1.6655 0.5103 0.3345 0.1800 1.55 0.4918 1.3045 0.7513 0.3017 0.2881 0.4831 0.71 0.8660 0.4822 0.67 0.9837 0.7186 0.7104 0.6897 0.8132 1.93 0.58 0.2665 0.2728 0.3038 0.66 0.0944 2.6404 0.7043 0.7113 1.9391 1.2963 0.2591 0.2962 0.4341 2.3462 2.3008 0.4558 0.6499 0.6509 1.0264 2.3484 0.6710 1.3286 0.9902 0.5687 0.2860 0.1176 2.68 0.4786 0.70 0.87 0.7707 0.3336 0.6489 0.5270 0.3051 0.4723 0.2199 0.5594 0.2408 1.95 0.5144 0.7662 0.2703 0.8546 1.7380 0.6815 0.61 0.3353 0.6061 2.2969 0.3240 0.9404 0.3182 0.5100 0.9770 2.7560 0.4566 0.5540 0.8338 1.1752 1.3373 0.8970 0.4902 0.97 0.3032 0.4309 0.5530 0.3248 0.8755 1.1987 0.2848 0.3151 0.0784 1.4340 0.2358 0.2899 0.3017 0.9606 1.2395 2.3830 0.84 0.1895 2.3008 0.0042 2.7504 0.8417 0.6000 0.3710 0.5872 0.4655 2.9606 0.76 0.2407 0.3037 0.3033 0.9539 0.2880 0.5398 0.7141 0.2735 0.9412 3.0354 1.6347 0.0888 1.2092 0.4670 0.9871 0.8686 0.2930 0.5426 0.75 0.3291 0.6707 0.7841 0.7682 1.6467 2.1715 0.88 0.2916 2.0000 D do 0.91 0.57 0.1878 0.5392 0.4625 0.7816 0.5666 0.5804 0.3042 0.

25 0.40 0.5 a 10.0 a 2.04 0.0 a 2.10 – 0.0 0.40 0.30 Tabela 40 .5 a 1.10 – 0.30 0.50 – 0.Manual de Drenagem de Rodovias 220 Tabela 39 .0 5.0005 100 80 45 25 15 5 1 x 10-1 1 x 10-3 1 x 10-5 1 x 10-8 MT/DNIT/DPP/IPR .2 a 0.5 a 5.005 a 0.70 0.5 0.5 2.95 0.15 – 0.Coeficientes de condutividade hidráulica (k) Tipo de material granulometria (cm) K (cm/s) Brita 5 Brita 4 Brita 3 Brita 2 Brita 1 Brita 0 Areia Grossa Areia Fina Silte Argila 7.40 – 0.0 2.65 0.80 – 0.5 1.10 – 0.90 0.10 – 0.Coeficientes de escoamento superficial Características da superfície Coeficiente de escoamento Revestimento de concreto de cimento portland Revestimento betuminoso Revestimento primário Solos sem revestimento com baixa permeabilidade Solos sem revestimento com permeabilidade moderada Taludes gramados Prados e campinas Áreas florestais Terrenos cultivados em zonas altas Terrenos cultivados em vales 0.0 a 7.0 0.0005 a 0.60 0.005 menor que 0.70 – 0.40 – 0.

Manual de Drenagem de Rodovias 221 4 – DRENAGEM DO PAVIMENTO MT/DNIT/DPP/IPR .

.

Essas águas.Manual de Drenagem de Rodovias 4 DRENAGEM DO PAVIMENTO 223 O avanço da técnica da drenagem dos pavimentos tem sido grande nas últimas décadas e os técnicos vem reconhecendo cada vez mais a sua importância. sendo. no Brasil. seja ele asfáltico ou de concreto de cimento. Drenos laterais de base . podem causar sérios danos à estrutura do pavimento. essa drenagem se faz necessária. Os dispositivos usados são a base drenante e os drenos rasos longitudinais.são os drenos posicionados transversalmente à pista de rolamento em toda a largura da plataforma.500 milímetros e nas estradas com um TMD de 500 veículos comerciais. Essas águas. se não forem adotadas dispositivo especial para drená-las. os drenos transversais e os drenos laterais de base. indicada sua localização nos pontos MT/DNIT/DPP/IPR . encaminhando-as para fora da plataforma.1 OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo dessa técnica é defender o pavimento das águas que possam danificá-lo. com a finalidade de drenar as águas infiltradas para fora da pista de rolamento. obtendo-se coeficientes de infiltrações inferiores. inclusive base e sub-base. que atravessam os revestimentos numa taxa variando de 33 a 50 % nos pavimentos com revestimentos asfálticos e de 50 a 67 % nos pavimentos de concreto cimento.é uma camada de material granular. Drenos transversais . nas regiões onde anualmente se verifica uma altura pluviométrica maior do que 1. não obstante sejam recomendados. segundo pesquisa realizada. à medida que se consiga melhorar as condições de vedação da superfície dos pavimentos. Camada drenante . de um modo geral. com granulometria apropriada colocada logo abaixo do revestimento. conduzindo-as para fora da faixa estradal. no caso de índices pluviométricos inferiores aos citados.são drenos que recebem as águas drenadas pela camada drenante. De um modo geral. sendo usualmente utilizados nas situações em que o material da base dos acostamentos apresenta baixa permeabilidade. Drenos rasos longitudinais . são de duas procedências: infiltrações diretas das precipitações pluviométricas e provenientes de lençóis d'água subterrâneos. 4. Essas infiltrações podem ocorrer para a situação de chuvas de duração de 1 (uma) hora e tempo de recorrência de 1 (um) ano. aliviadas pelos drenos laterais e transversais que recebem as águas por ele transportadas. usualmente. quando atingida sua capacidade de vazão.são drenos que tem a função de recolher as águas que se infiltram na camada de base.

4. Figura 88 .2 CAMADA DRENANTE As bases drenantes. tendo em vista que as águas oriundas dos lençóis subterrâneos são abordadas no capítulo 5 deste Manual. sendo que a segunda é utilizada nos casos em que é possível conectar com os drenos profundos. caso existentes. localizam-se entre o revestimento e a base e se estendem até os drenos rasos longitudinais ou as bordas livres. se infiltram no pavimento. ou em outros locais onde se necessitar drenar as bases permeáveis. provenientes das precipitações pluviométricas. 88 e 89 mostram a posição em que são colocadas.Manual de Drenagem de Rodovias 224 baixos das curvas côncavas.Camada drenante conectada a dreno profundo MT/DNIT/DPP/IPR . Será tratada neste capítulo a drenagem dos pavimentos devido às águas que. como já foi dito. em relação aos demais elementos do pavimento.Camada drenante Figura 89 . As Figs.

Curvas para agregados de graduação MT/DNIT/DPP/IPR . 3 8" à 1 8" . As faixas usadas. de modo a manter a permeabilidade elevada.Manual de Drenagem de Rodovias 4. os materiais usados nas bases drenantes são agregados de rocha sadia.2. de graduação aberta. exigem um afastamento relativamente pequeno entre os tamanhos máximos e mínimos. Nesse desenho verifica-se Figura 90 . por exemplo: 11/4" à 3 4" .1 ELEMENTOS DO PROJETO 225 Dimensões Suas espessuras variam de acordo com as condições pluviométricas das regiões onde se situam e são fixadas pelas necessidades hidráulicas de drenagem das rodovias. 90.. Materiais usados De um modo geral.etc. britados ou não. A experiência tem recomendado algumas curvas para agregados de graduação que estão reproduzidas na Fig.

um pequeno decréscimo da condutividade hidráulica. por motivos estruturais. 8 8 e nº 4 e nº 8. de intercalar materiais que se constituam em filtro-separador para evitar sua mistura e comprometimento da capacidade drenante (Figuras 91a e 91b ). se as granulometrias não forem adequadas. que envolvam contatos com seu material de enchimento e materiais de granulometrias diferentes. de vez que a compactação pode fazer variar o tamanho dos agregados e.1cm/s para a faixa dos de menores dimensões. quando compactadas nos limites necessários às exigências estruturais. há sempre necessidade de uma base de valor estrutural sob a base drenante. e nº 4. pelo menos. influir na alteração das citadas características. intrusão de finos e comprometimento da capacidade drenante (Figura 91c e 91d ). Entre os drenos rasos longitudinais. deve-se ter o mesmo cuidado em se dispor de elementos filtros-separadores para evitar mistura. para proteger a base drenante da intrusão de materiais finos que possam obstruir os poros da camada drenante. É recomendável. Materiais contendo porcentagem de silte e argila. Nos casos de subleitos argilosos. drenos laterais de base e drenos transversais. MT/DNIT/DPP/IPR . ex: solo do sub-leito. provenientes do subleito. comuns no Brasil. Para os elementos filtros-separadores pode-se utilizar materiais granulares adequados ou materiais sintéticos (geotêxteis). ou. depois de compactada. Recomenda-se que as características dos agregados usados sejam controladas durante os trabalhos de construção.Manual de Drenagem de Rodovias que as cinco granulometrias recomendadas se situam entre os diâmetros de: 1 1 " 1 2 1 " 2 226 e 1”. mesmo reduzidas. Entre as camadas drenantes (bases e sub-bases) e entre as camadas drenantes e o subleito deve-se ter o cuidado. poderão ter suas condutividades hidráulicas extremamente reduzidas. tanto para a granulometria como para a condutividade hidráulica. A presença de materiais finos nos agregados reduzem sobremodo sua condutividade hidráulica. em certos casos. conseqüentemente. misturar pequenas quantidades de asfalto na ordem de 2% aos agregados. Observa-se neste caso que se verifica apenas. A condutividade hidráulica dessas faixas é avaliada pelos respectivos coeficientes de condutividade hidráulica que variam de k = 42cm/s para a faixa dos agregados de maior tamanho a k = 2. 3" 4 e 3" 3" . uma sub-base. valores amplamente satisfatórios. com amostras tiradas da própria camada drenante.

MT/DNIT/DPP/IPR . além dos cuidados normais para a sua escolha e dimensionamento como filtro-separador. relativa ao escoamento dos líquidos nos meios porosos: Q = KAI onde: Q = vazão (m3/s). K = Coeficiente de condutividade hidráulica (m/s). A = área de escoamento. normal à direção do fluxo (m2). baseia-se na Lei de Darcy. quando instalados entre camadas estruturais sujeitas a carga de tráfego deve-se balizar sua escolha na resistência mecânica do tecido. assim como todos os drenos não providos de condutos.Filtro separador Revestimento Revestimento Base (drenante) Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito (a) (b) GEOTEXTIL Sub-leito Revestimento Revestimento Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito Dreno Base (drenante) Sub-leito GEOTEXTIL Dreno (d) (c) O dimensionamento da base drenante. 4.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Considerações iniciais Figura 91 .2. I = gradiente hidráulico (m/m).Manual de Drenagem de Rodovias 227 No caso dos geotêxteis.

(Fig. Determinação da quantidade de água a escoar Adotando uma taxa de infiltração C. Determinação do gradiente hidráulico Face aos valores a considerar. considerando de 1.33 a 0. para maior segurança do escoamento necessário e um valor mínimo para permitir sua perfeita execução.1 hora tempo máximo de permanência das águas nas camadas do pavimento . Os valores que têm sido empregados são os seguintes: – taxas de infiltração para a camada de revestimento: revestimento de concreto betuminoso 0. 228 O tempo máximo que as águas infiltradas podem permanecer nas camadas do pavimento e suas interfaces sem danificar sua estrutura.0m de largura. verifica-se que o dimensionamento da base drenante vai depender do gradiente hidráulico. I.1 ano tempo de duração . referida no item anterior. MT/DNIT/DPP/IPR .1 hora Os problemas que aparecem no projeto das bases drenantes podem exigir dois tipos de soluções. 92) e a intensidade i da chuva em centímetros por hora (cm/h).67 – chuva de projeto: tempo de recorrência . pelo método racional: Q= C × i × D × 24 ⎛ 3 ⎜m /dia⎞ ⎟ ⎝ ⎠ 100 Sendo Q a quantidade d'água a escoar na faixa de 1. – A camada deve ter uma espessura real com 2cm a mais que a calculada.00 m a largura da faixa de penetração na distância D.50 revestimento de concreto de cimento 0. tem-se. determinar um material com granulometria que garanta um coeficiente de condutividade capaz de permitir a vazão considerada.Manual de Drenagem de Rodovias Deve-se considerar também: – – O volume d'água que se infiltra no revestimento do pavimento. fixada a espessura da camada drenante. calcular a espessura da base drenante para a descarga considerada. – fixado o tipo de material drenante pela sua granulometria e respectivo coeficiente de condutividade hidráulica.50 a 0.

X = projeção horizontal da reta de maior declive (sobre um plano vertical passando pelo dreno longitudinal). escolhem-se. 92 : Figura 92 . Os valores α e β são os das declividades do segmento representativo do trecho sob projeto. β = declividade transversal da rodovia no segmento considerado (superelevação). L = largura da faixa considerada sujeita à infiltração. A área de infiltração unitária é constituída de uma faixa de 1. Para se chegar ao valor do gradiente hidráulico I.0 m de largura e comprimento igual a D.Elementos para o dimensionamento da camada drenante α = declividade longitudinal da rodovia no segmento considerado (rampa). A = ponto localizado no nível inferior da camada drenante. cumpre observar-se no triângulo ABC: MT/DNIT/DPP/IPR . do trecho. as situações mais desfavoráveis como representativas. B e C = pontos localizados no nível do fluxo da camada drenante sobre o dreno longitudinal.Manual de Drenagem de Rodovias 229 Não sendo possível variar o dimensionamento da camada drenante a cada mudança do seu gradiente. Considera-se a Fig. D = projeção horizontal da reta de maior declive. Para efeito de cálculo são feitas as seguintes hipóteses: – – – A água infiltrada no pavimento percola por suas camadas segundo a reta de maior declive. dos trechos de projetos. h = diferença de nível entre os pontos considerados.

para projeção P'. do segmento de reta BC. A = e x l. de um ponto qualquer P. tem-se: ( ) L 2 β + α2 β I= = L 2 2 β +α β ( ) β2 + α 2 Determinação da espessura “e” da camada drenante conhecida sua permeabilidade hidráulica. onde X = L α / β e que h(A − C) = Lβ + Xα = Lβ + L α 2 / β . o coeficiente angular da reta passando por esse ponto e A será dado por: f(x) = α X+Lβ X 2 + L2 O máximo da função f (x) = f (X) define a reta de maior declive. afastando x do ponto B. oferecendo a relação: X +L α β Por outro lado. sendo "e" a espessura da camada drenante.C) = X α h⎛ A − C ⎞ = h (A −B ) + h⎛ B − C ⎞ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ donde. considerando a equação anterior D = L2 x X 2 .B ) = L β h(B . Pela fórmula de Darcy: Q = KAI como. I = h (A −C ) D . tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . 92 .Manual de Drenagem de Rodovias 230 D = L2 + X 2 Para a reta de maior declive X = L α β Na Fig. valor procurado Nessa última expressão. h (A .

como no item anterior. interconectar a camada drenante com drenos longitudinais profundos que se façam necessários ao projeto.2.3 4. ou aconselhável.1 DRENOS RASOS LONGITUDINAIS ELEMENTOS DO PROJETO a) Utilização A função dos drenos rasos longitudinais.0cm. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 231 e= Q KI Substituindo-se o valor de Q pelo valor dado em 3. 88 e 89. b) Localização Os drenos longitudinais são localizados abaixo da face superior da camada drenante e de modo que possam receber todas as suas águas. Não é possível.3. para compensar deficiência das hipóteses feitas. tem-se: K= Q IA Substituindo-se o valor de Q pela expressão dada em 4. segue: e= 24C x i x D 100KI A este valor teórico de "e" deve-se acrescentar 2. com a face superior localizada no prolongamento da face superior da base drenante.3. é receber as águas drenadas pela base drenante. Deverão ser construídos quando: – – Não é técnica e economicamente aconselhável a extensão da camada drenante a toda largura da plataforma. como foi dito anteriormente. Determinação da permeabilidade hidráulica da camada drenante de espessura pré-fixada. como se observa nas Figs.2. c) Forma e dimensões A forma do dreno longitudinal é a de um pentágono achatado ou de um retângulo. tem-se: K= 24C x i x D 100ei 4. Pela fórmula de Darcy.2 e de A por e x 1.2. conduzindo-as longitudinalmente até o local de deságue.

Manual de Drenagem de Rodovias 232 As dimensões dos lados do pentágono devem guardar. no mínimo.67 para revestimento de concreto de cimento). 4. por sua vez. MT/DNIT/DPP/IPR . 89). onde a combinação do diâmetro. conforme pode ser visto na seção transversal (Fig. considerando que a largura normal de uma faixa de tráfego é de 3.50 a 0. a fórmula de Darcy para escoamento de água em meios porosos. assunto abordado no capítulo de drenagem subterrânea. Os comprimentos dos drenos longitudinais estão correlacionados com as distâncias que devem guardar entre si as saídas d'água laterais do deságue de alívio dos referidos drenos. o dimensionamento pode ser feito através da Fig. b) traçar uma linha ligando a inclinação do tubo (I) à linha auxiliar (1) passando pela linha do diâmetro prefixado como primeira tentativa.60 m. as proporções da Fig. d) Materiais usados Os materiais usados terão. 93 apresentada a seguir.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO . 88 e devem ser tais que impeçam o contato do tubo com os materiais de base e sub-base. Eventualmente. emprega-se para o dimensionamento da seção de vazão desejada. quando forem cegos.33 a 0. 93 são a seguir discriminados: a) fixar a priori um diâmetro. obtido multiplicando a intensidade de precipitação de projeto pela taxa de infiltração considerada 0.Determinação da seção de vazão Os drenos rasos longitudinais devem ser preferencialmente dotados de tubos. Estas distâncias ou comprimentos críticos. à linha auxiliar (2).3. estes devem ter também sua face superior no nível da face superior da base drenante. passando por (L).50 para revestimento de concreto betuminoso e 0. c) traçar uma linha ligando o índice de infiltração (i) em mm/h. utilizando a escala para tubos de paredes lisas ou tubo corrugado. aproximadamente. como primeira tentativa. a mesma condutividade hidráulica da camada drenante. Tratando-se de drenos com tubos. Quando forem aproveitados os drenos longitudinais profundos. comprimento crítico e inclinação do tubo dará ao projetista a condição mais adequada e econômica para o projeto. são o resultado da divisão da capacidade de vazão do dreno pela descarga unitária da base drenante. Os procedimentos para utilização do nomograma da Fig. largura do pavimento.

e) ler a distância entre as saídas d'água (x). f) repetir a operação para outro diâmetro se a primeira tentativa não resultar em solução técnica economicamente adequada para o projeto específico. daí. isto é: onde: h = a carga sobre cada orifício suposta em média de 0.10 m.Nomograma para determinação da seção de vazão 233 d) ligar o ponto sobre a linha auxiliar (1) ao ponto sobre a linha auxiliar (2).61). O dimensionamento pode ser feito também.85A MT/DNIT/DPP/IPR . Cálculo do número mínimo de furos do dreno longitudinal A descarga a ser drenada por metro linear de dreno longitudinal será a correspondente à descarga de 1. Cd = coeficiente de vazão (número de Reynolds geralmente igual a 0. pela fórmula de Hazen-Williams Scobey.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 93 . conforme abordado no capítulo de drenagem subterrânea.0 metro da base drenante. A = a área de cada orifício. N = número de furos por metro linear de dreno. N= Q 0.

4.4 DRENOS LATERAIS DE BASE Objetivo São drenos que tem a mesma função dos drenos rasos longitudinais. provocando o fluxo das águas segundo geralmente a reta de maior declive determinada pelas declividades longitudinal e transversal do acostamento. O cálculo desse tempo é feito por meio da divisão dos comprimentos dos percursos da água na camada drenante pelas respectivas velocidades em cada trecho. qual seja. Materiais usados MT/DNIT/DPP/IPR .Cálculo do tempo máximo de permanência das águas infiltradas na camada drenante. As águas drenadas passam a correr junto à base dos acostamentos até esgotar a capacidade da camada drenante quando serão captadas pelos drenos laterais de base que as conduzirão a lugar de deságue seguro. ηe = porosidade efetiva do material usado. atravessando os acostamentos.60 a 10mm conforme o diâmetro da brita que envolver o tubo.1 ELEMENTOS DE PROJETO Posicionamento Os drenos laterais de base posicionam-se no acostamento entre a borda da camada drenante e a borda livre. No item 4.2 foram discriminadas todas as condições necessárias de projeto abordadas até aqui e o tempo máximo de permanência das águas na camada drenante é fixado em 1 hora.2.Manual de Drenagem de Rodovias 234 Recomenda-se a abertura dos furos variando entre 0. . K = coeficiente de condutividade hidráulica. 4. I = gradiente hidráulico. As velocidades deverão ser calculadas pela fórmula: V= sendo: V = velocidade de percolação. a de recolher a água drenada pela camada drenante porém explorando mais a sua capacidade de escoamento. KI ne 4.

dentro de 1hora. principalmente em pavimentos existentes. por sua vez. os valores dos coeficientes de condutividade hidráulica dos materiais usados nas respectivas camadas drenantes. comumente representado pela linha de maior declive.Manual de Drenagem de Rodovias 235 Os materiais dos drenos laterais de base devem ser inertes e ter. este. É comum. Figura 94 . quando houver restrições a essa seção. vão tender a se escoar longitudinalmente junto a eles.Comportamento da água drenada nos pavimentos Cálculo da seção transversal necessária A seção de vazão do dreno deverá ter uma área que permita o escoamento da água drenada pela camada drenante. com base nas declividades longitudinal e transversal do acostamento. até que seja atingida a capacidade máxima da camada drenante. O espaçamento máximo entre os drenos laterais deve ser obtido pela divisão da vazão de projeto do dreno lateral pela contribuição por metro linear da camada drenante. 94 ). para um dreno lateral (Fig. 4. Desse modo. admitese que a inclinação do dreno seja igual ao seu gradiente hidráulico.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento dos drenos laterais é feito tendo em vista a seção transversal a adotar ou. incluindo o percurso na referida camada.4. Como já foi adotado anteriormente no cálculo da espessura da camada drenante. a pesquisa de materiais que tenham coeficientes de condutividade hidráulica que permitam o uso da seção imposta pelas condições locais. pelo menos. que os materiais dos acostamentos tenham condutividade hidráulica menor que aqueles das camadas correspondentes do pavimento. onde será o local indicado no projeto. 95 MT/DNIT/DPP/IPR . quando as águas drenadas pela camada drenante se aproximarem dos acostamentos. Considera-se a Fig.

Por outro lado. o valor de Ia necessário ao emprego da fórmula de Darcy. Q = ci x D x 24 100 Essa descarga precisa ser drenada pelos drenos laterais porque qualquer excesso além da sua espessura irá provocar o aparecimento de pressões. as áreas: MT/DNIT/DPP/IPR . pertencente. ao dreno lateral.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 95 . também. que irá ser abordada mais adiante. Ter-se-á. B´ e C´ = pontos localizados ao nível do fundo do dreno lateral na boca de jusante. na camada do revestimento da rodovia. de baixo para cima.Elementos de cálculo do dreno lateral de base A α β L D Pista de Rolamento 236 X B αa La βa A` C Da Xa B´ C´ Acostamento Adotando-se os símbolos e letras descritos em 4. viu-se anteriormente.2.2 e acrescentando: A’ = ponto localizado ao nível inferior da borda da camada drenante. 96 . por analogia com os cálculos anteriormente feitos para a camada drenante: Xa = α β a a L 2 D a = X a + L2a Ia = h(A − C) 2 Da ou seja. quando se tratou do dimensionamento da camada drenante que a descarga de água infiltrada na base segundo o Método Racional era por metro linear. incluindo seu prolongamento para deságue do dreno em área livre. Na Fig. La = largura do acostamento.

2 Am h β 2´ ℓ=L Essa figura dá a área de vazão máxima.Manual de Drenagem de Rodovias 237 1. I > L . ⎛ h + h' ⎞ A m = L⎜ ⎟ ⎝ 2 ⎠ Como.2´ . com largura igual à da faixa de contribuição da infiltração (I = L). porém. quando h > βL . 2.representam a base drenante ou base permeável. Figura 96 .representam a seção de vazão da água infiltrada. a seção passa a ser a da Fig. percolando longitudinalmente. sem pressão de baixo para cima.β L .A. porém.2´ .Área de vazão máxima (l = L) 1 β 1” h´ 1´ N. MT/DNIT/DPP/IPR . Se a largura da seção de vazão.1´. for menor do que a da camada drenante. h’=h. tem-se: βL ⎞ ⎛ A m = L⎜ h − ⎟ 2 ⎠ ⎝ Esta hipótese se verifica. isto é.declividade transversal da pista de rolamento. 1’. 97 .1”. 2. β .

igual à declividade longitudinal da rodovia. Qmáx = K Amáx α Qmáx = vazão máxima permissível na camada drenante ou base permeável obtida pelas condições anteriormente expostas (m/dia). definida pelos pontos 1´ 2. assim. por aproximação. K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada ou base drenante. porém.2´ e sua área passa a ser: Am = 1h 2 2β Sendo. (m/dia). MT/DNIT/DPP/IPR . A m . para obtenção do Qmáx para o cálculo do espaçamento dos drenos laterais.A. 1´ 2 β h ℓ<L 2´ Verifica-se. normal ao fluxo. Amáx = área máxima permissível (m) α = gradiente hidráulico. que a seção de escoamento da água fluindo longitudinalmente passa a ter forma triangular. considerando.Área de vazão máxima (l < L) L 238 1 β N. já será possível empregar-se a fórmula de Darcy.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 97 . 1= h 2β a área máxima. passa a ter o valor Am = h2 2β Determinada a área de vazão máxima.

por outro lado. 95 . e. O tempo gasto no percurso será a divisão da extensão do trecho pelas respectivas velocidades de percurso: t AD = L AB L BC L CD + + V AB VBC V CD MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se: Qmáx = εmáx Q que dá εmáx = Qmáx .Manual de Drenagem de Rodovias 239 Conhecendo-se Qmáx. As = área do dreno lateral de base (m2). Q Cálculo da seção de vazão do dreno lateral de base Obtido o valor de Qm tem-se. pela Fórmula de Darcy: Qmáx = K A s Ia ou As = Qa KIa onde: Qmáx = vazão máxima que vai funcionar como descarga para o cálculo da área do dreno lateral de base (m3/dia). CD da Fig. entre drenos consecutivos. o espaçamento procurado. geralmente a declividade da reta de maior declive do acostamento (m/m). como Q é a vazão referente à contribuição das águas por metro linear da rodovia de acordo com o método racional. do que resulta determinar apenas a largura (b) do dispositivo: b= As h Onde h é a altura da base e consequentemente do dreno. e b a largura. K = coeficiente de condutividade hidráulica do material a ser usado no dreno lateral de base (m/dia) . Comumente adota-se o dreno de base com a mesma altura da camada a ser drenada por ele. Tempo máximo de permanência das águas no sistema O tempo máximo de permanência das águas no sistema de drenagem será o do percurso ABCD composto dos trechos AB. Ia = declividade do dreno lateral de base. BC.

Manual de Drenagem de Rodovias 240 Por sua vez. isto é. no caso de projetos novos. sem tubos. Os materiais usados nos drenos transversais. longitudinalmente. no caso de pavimentos existentes ou camadas drenantes.5. K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada drenante ou base permeável (m/s). pelo menos.5 4. não drenadas por outros dispositivos (caso das restaurações). as velocidades de percolação serão. devem ter coeficientes de condutividade hidráulica maiores ou.5. 4. O espaçamento entre drenos consecutivos deverá ser calculado tendo em vista sua vazão de projeto e a contribuição recebida resultante da infiltração verificada por metro quadrado. b) nos locais em que se deseje drenar águas acumuladas nas bases permeáveis. calculadas pela fórmula: V = ηe KI sendo: V = velocidade de percolação (m/s).1 DRENOS TRANSVERSAIS ELEMENTOS DE PROJETO Utilização São drenos destinados a drenar as águas que atravessam as camadas do pavimento. 4. ou suas interfaces. em cada trecho. Localização Os drenos transversais do pavimento são indicados nos seguintes locais: a) em pontos baixos das curvas verticais côncavas. ou com tubos-dreno ranhurados ou perfurados.2 DIMENSIONAMENTO Os drenos transversais do pavimento são projetados como drenos cegos. com tubos ou sem tubos. iguais aos agregados das bases drenantes. MT/DNIT/DPP/IPR . I = gradiente hidráulico (m/m) η e = porosidade efetiva do material usado.

2. Nos casos de drenagem das bases drenantes (projetos de restauração) o dreno transversal também deve ser feito na largura dos acostamentos e de acordo com a técnica usada para os drenos laterais de base. excetuando-se os casos de curva côncava no perfil.2 O dimensionamento hidráulico deve seguir o que já foi exposto no item 4. uma base drenante sem o necessário deságüe. abaixo do revestimento. MT/DNIT/DPP/IPR . onde houver.Manual de Drenagem de Rodovias 241 Os elementos básicos usados para o dimensionamento dos drenos transversais são os mesmos adotados no item 4. onde os drenos deverão atravessar toda a largura da pista e acostamento. Esse tipo de dreno assume importante desempenho no caso das restaurações de rodovias.3.2 tanto para dreno cego como para tubos.

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Manual de Drenagem de Rodovias 243 5 -DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA MT/DNIT/DPP/IPR .

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obedecendo às leis da capilaridade. c) Colchão drenante. pelos rebaixamentos dos referidos lençóis freáticos. podendo formar lençóis subterrâneos. criando condições próprias para cada região. d) Drenos horizontais profundos. topografia e clima. f) Drenos verticais de areia.50 a 2. A solução dos projetos de drenagem subterrânea exige : a) conhecimento da topografia da área. e) Valetões laterais.00 metros do subleito das rodovias. tem dois destinos : parte escorre sobre a superfície dos solos e parte se infiltra. por intermédio dos recursos que oferece a hidrologia. De um modo ou de outro. É claro que estas situações não são únicas e distintas. as situações são tratadas Transposição de Talvegues e 2 . A influência produzida pela "franja capilar" deve ser eliminada. a) Drenos profundos. indicam-se os recursos selecionados ao longo dos anos para resolver os problemas causados pela água de infiltração.Manual de Drenagem de Rodovias 5 DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA 245 No que interessa à drenagem das estradas. c) conhecimento da pluviometria da região.Drenagem Superficial. b) Drenos espinha de peixe. ou reduzida. nos capítulos 1 - No presente capítulo. b) observações geológicas e pedológicas necessárias. percussão. com obtenção de amostras dos solos por meio de sondagens a trado. resultante da ascensão capilar a partir dos lençóis d'água. Quando a água escoa superficialmente. havendo variação das condições em função das graduações que tornam os solos mais ou menos permeáveis ou impermeáveis. por abertura de poços a pá e picareta. MT/DNIT/DPP/IPR . a água das chuvas . influenciadas pelo tipo de solo . dependendo do tipo de solo da área considerada. há sempre a necessidade indiscutível de manter-se o lençol freático a profundidades de 1. Há ainda um terceiro aspecto pelo qual a água se apresenta: a "franja capilar". por meio dos seguintes dispositivos. rotativa e em certos casos.

para evitar futuros problemas de instabilidade. cerâmicos (perfurados). a 1. Nestes casos eles são chamados de " drenos cegos " . Materiais Os materiais empregados nos drenos profundos diferenciam-se de acordo com as suas funções. geotextil. também. materiais condutores: tubos de concreto (porosos ou perfurados).50m do pé dos taludes. recomenda-se que sejam instalados.Manual de Drenagem de Rodovias 5. etc. geralmente nas proximidades dos acostamentos. Nos trechos em corte. flexíveis perfurados. agregados britados. etc. de fibro-cimento. ser instalados sob os aterros. cascalho grosso lavado. Os drenos profundos são instalados.50 a 2. a saber: materiais filtrantes: areia. Há casos em que não são colocados tubos no interior dos drenos. mesmo sem a presença de água na ocasião da pesquisa do lençol freático.1 DRENOS PROFUNDOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 246 Os drenos profundos têm por objetivo principal interceptar o fluxo da água subterrânea através do rebaixamento do lençol freático. Podem.1 5. MT/DNIT/DPP/IPR .1. em profundidades da ordem de 1. bem como quando forem encontradas camadas permeáveis sobrepostas a outras impermeáveis. quando ocorrer a possibilidade de aparecimento de água livre. de materiais plásticos (corrugados. Devem ser instalados nos trechos em corte. consequentemente. bem como nas áreas eventualmente saturadas próximas ao pé dos taludes. impedindo-o de atingir o subleito. proteger o corpo estradal. Localização Os drenos profundos devem ser instalados nos locais onde haja necessidade de interceptar e rebaixar o lençol freático.00m. tendo por finalidade captar e aliviar o lençol freático e. preferencialmente. ranhurados) e metálicos. nos terrenos planos que apresentem lençol freático próximo do subleito. no mínimo. materiais drenantes: britas.

pois. Os tubos de concreto podem conter furos com diâmetros variando de 6 a 10mm. abertas manual ou mecanicamente.00m. Sua altura vai depender da profundidade do lençol freático podendo chegar a 1. devem ter no fundo a largura mínima de 50cm e de boca a largura do fundo mais 10cm. devendo apresentar uma granulometria adequada à vazão escoada. podendo apresentar tubos-dreno.50m. ou no máximo 2.2 ELEMENTOS DE PROJETO 247 Os drenos profundos são constituídos por vala. à medida que se aumenta o raio hidráulico do dreno. Há casos em que. MT/DNIT/DPP/IPR . tubos de diâmetros maiores. A função do material drenante é a de captar e ao mesmo tempo conduzir as águas a serem drenadas. em casos especiais de terrenos altamente porosos ou rochas com fendas amplas. Os tubos deverão ser instalados com os furos voltados para cima. Os diâmetros dos tubos comerciais variam de 10 a 15cm. reduz-se a possibilidade de arraste de finos do solo. poderão ser perfurados. de cerâmica. com a finalidade de aumentar o raio hidráulico na interface solo-envelope. A função do material filtrante é a de permitir o escoamento da água sem carrear finos e consequentemente evitar a colmatação do dreno. juntas. direcionando o fluxo da água do solo para o tubo. materiais drenante e filtrante. Poderão ser utilizados materiais naturais com granulometria apropriada ou geotexteis. reduzindo a colmatação. pode-se utilizar apenas o material drenante.6 a 10mm. No caso de drenos com tubos podem ser utilizados envoltórios drenantes ou filtrantes constituídos de materiais naturais ou sintéticos. de plástico rígido ou flexível corrugado. Na medida da necessidade. caixas de inspeção e estruturas de deságue.Manual de Drenagem de Rodovias 5. no canteiro de obras. Material de enchimento O material de enchimento da vala pode ser filtrante ou drenante. com o uso de tubos. sendo que nos tubos de materiais plásticos flexíveis corrugados são utilizadas ranhuras de 0. com a função de captação ou de envoltório.1. e metálicos. Tubos Devem ser constituídos por tubos de concreto. Valas As valas.

e no caso de geotêxteis pelo método do Comité Francês de Geotexteis e Geomembranas. podendo ser selados ou não. com granulometria própria e adequada.1. pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service. são obtidas pelo processo de Terzaghi . Para evitar a colmatação e atender as condições de vazão. . Das recomendações de Terzaghi tem-se as seguintes condições: • Condição de permeabilidade d 15% F ≥ 5d 15% S (máximo de 5% passando em peneira nº 200) • Condição de não entupimento do material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR . por disporem de orifícios em todo o perímetro. poderá haver a necessidade de execução de drenos descontínuos. Drenos com tubos Os drenos são constituídos por uma vala onde são instalados os tubos e o material de enchimento. No caso de tubos plásticos corrugados flexíveis. rígidos ou flexíveis. há dois modelos a considerar.3 DIMENSIONAMENTO No dimensionamento dos drenos profundos. ou envoltório. não há necessidade de direcionar as aberturas de entrada d'água. ou seja: drenos com tubos. Quando selados contém uma camada de material impermeável. Materiais (escolha e dimensionamento) As granulometrias dos materiais drenantes e filtrantes. Material de enchimento No enchimento da vala é recomendada a utilização de materiais inertes: pedra britada. 5. cascalho ou areia lavada. voltados para cima.Manual de Drenagem de Rodovias 248 A posição dos furos. e outras considerações. exige que se encha a base da vala do dreno com material impermeável até a altura dos furos iniciais e na outra condição deve-se colocar filtro como material de proteção no fundo da vaIa. e drenos cegos. apresentados no anexo.

do solo a drenar. 60% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 10% passando. do material filtrante. 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando. 10% F Além dessas condições. 98A) . de material filtrante. 85% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 60% passando. o método recomenda os cuidados expostos a seguir: • Uso de dreno contínuo (Fig. do material filtrante. 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando do solo a drenar. do solo a drenar.vala enchida unicamente com material filtrante – são as seguintes as recomendações: MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias d 15% F F ≤ 5d 85% S S S 249 d 15% d 50% ≤ 40 d 15% ≤ 25 d F 50% • Condição de não entupimento do tubo d 85% F ≥ de • Condição de uniformidade d 2≤ 60% d 10% F ≤ 20 F Onde: de = diâmetro do furo do tubo d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando. 50% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando. 85% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando. do material filtrante. 50% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando. do material filtrante.

a não intrusão de finos no material filtrante.vala cheia com material drenante protegido por material filtrante em toda altura da vala com furos do tubo voltados para cima. • Uso de dreno descontínuo (Fig. No caso do material envelopante deve-se seguir os critérios de estabilidade utilizados para drenagem subterrânea deste manual para evitar excesso de finos dentro do tubo. nos cortes em rocha. à condição de não entupimento dos furos do tubo. nos casos em que o material filtrante não satisfizer. • Uso do dreno descontínuo (Fig. 98B e 98C pode-se utilizar tubos plásticos com furos distribuídos ao longo de sua parede. em rocha. obtido pelo cálculo da exigência de "permeabilidade". c) Nos cortes em rocha quando houver a possibilidade de intrusão de finos no material drenante de enchimento. for maior do que o valor do diâmetro de 15% (passando) do mesmo material. com fendas amplas. nos casos de terrenos altamente porosos. Figura 98 . 98B) . Uso do dreno descontínuo (Fig.Seções de drenos profundos Material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR . 98C) .enchimento da vala com material filtrante e com um material de proteção envolvendo o tubo. 98D) .vala enchida com material drenante protegido em toda a altura da vala pelo material filtrante. com furos dos tubos voltados para baixo: • a) Quando houver excepcional quantidade de água no corte. ou.Manual de Drenagem de Rodovias 250 a) O material filtrante deve satisfazer a todas as exigências anteriormente listadas. obtido pelo cálculo da exigência de não entupimento do material filtrante. No caso das figuras 98A. b) No caso em que o valor do diâmetro da porcentagem de 15% (passando) do material filtrante. unicamente. b) Assegurar.

50 e 85% (porcentagens passando) dos solos a drenar e com esses valores calculam-se os valores máximos que deverão ter os diâmetros das porcentagens de 15 e 50% do material filtrante.Determinação gráfica de material filtrante e drenante (proteção) MT/DNIT/DPP/IPR . ponto C). face às características dos solos dos cortes em estudo. A primeira passando pelos pontos A e B e a segunda a partir do ponto C. Figura 99 .Da condição de permeabilidade Adota-se em seguida o maior diâmetro da porcentagem de 15% (passando) dos solos a drenar e com ele calcula-se o valor mínimo do diâmetro da quantidade de 15% do material filtrante. satisfazendo às exigências do processo de Terzaghi para projetos de filtros de drenos. Por esses três pontos obrem-se duas curvas granulométricas. nas jazidas encontradas. 99 pontos A e B). determinando uma área dentro da qual se posicionarão todas as curvas. (Fig. . 99.Manual de Drenagem de Rodovias 251 Para escolha do filtro no caso de materiais naturais determina-se. Quando a jazida não atende às exigências. curvas granulométricas que limitem faixas. . tenta-se a mistura com dois materiais de granulometria diversas.Da condição de não entupimento do material filtrante Inicialmente adotam-se os menores diâmetros correspondentes às porcentagens de 15. segundo Terzaghi (Fig. com direção mais ou menos paralela à reta A’B’.

misturas silte .Manual de Drenagem de Rodovias 252 Outros critérios Define-se envelope como todo material colocado entre o tubo de um dreno e o solo. O envelope também pode se constituir diretamente de material sintético (geotêxtil) ou orgânico natural (fibra de coco. Um envelope convenientemente selecionado impede que haja a liberação de partículas do solo e o conseqüente carreamento delas para o tubo. etc). areia grossa filtro MH GP SC SM (grosso) GC CL Argilas inorgânicas de plasticidade média ou Nenh uma Areias siltosas.argila mal graduada Necessita Não é necessário onde é usado filtro de areia ou cascalho mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Nenhuma Sujeito à determinação no local Não necessário onde é usado filtro de areia e cascalho. solos arenosos micáceos ou diatomáceos ou siltosos ou siltes elásticos Cascalho mal graduado.areia mal graduada Cascalhos .42m/s sem filtro Nenhuma para solos com pouco ou MT/DNIT/DPP/IPR . indicado a seguir. argila ou outro material que possa alterar sua condutividade hidráulica com o tempo. O envelope deve ter a função de permitir. A seleção do tipo de envelope depende de vários fatores. com a finalidade de proporcionar uma redução do gradiente hidráulico nas proximidades do tubo com a conseqüente redução da velocidade do fluxo nos poros do solo. brita ou areia grossa lavada.argilosos. condições climáticas e tipos de solos. tais como. Pode ser necessário com drenos de tubos flexíveis Nenhuma com filtro ---0. nas recomendações de uso de envelope ou filtro do Soil Conservation Service: Tabela 41 . mistura de areia e cascalho com pouco ou nenhum fino Areias argilosas. misturas areia-argila mal graduadas Areias siltosas. Materiais de envelope Como envelope pode ser utilizado cascalho. o movimento da água do solo para o dreno. areia .Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos Recomendação Classificação unificada dos solos Descrição do solo filtro envelope velocidade mínima no dreno SP (Fino) SM (Fino) ML Areias mal graduadas. mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Opcional. mistura de siltes . pela sua permeabilidade. pó de pedra. disponibilidade de material apropriado. Essa redução de velocidade faz com que o carreamento de partículas para o interior do tubo seja pequeno ou praticamente nulo. palha. misturas cascalho. areias finas siltosas ou argilosas com pequena plasticidade Siltes inorgânicos.areia mal graduada Siltes inorgânicos e areias muito finas. livre de matéria orgânica.

nº 30 e nº 60. . se deteriora facilmente. são definidos os coeficientes relativos à declividade e forma das curvas granulométricas: Coeficiente de uniformidade: Cu = D 60 D10 Coeficiente de curvatura: C c = D 10 × D 60 (D 30 )2 Onde D10.Manual de Drenagem de Rodovias SP. D30 e D60. Para ser bem graduado o coeficiente de uniformidade deve atender à condição de ser maior que 4 para o material graúdo e maior que 6 para o material miúdo e. o coeficiente de curvatura deve estar compreendido entre 1 e 3 para ambos os materiais. passando nas peneiras n° 10. são os diâmetros das partículas em mm.o material deverá ser produzido mecanicamente. que em regiões tropicais. em pontos percentuais da curva granulométrica do material escolhido. siltosas. Para determinar se o material é suficientemente graduado. respectivamente. Face à dificuldade de se encontrar material natural que atenda a estas características. pobres Mesmo que SP e GP Cascalhos bem graduados. areias com cascalhos. MT/DNIT/DPP/IPR . misturas cascalho-areia com pouco ou nenhum fino Areias bem graduadas. em complementação.GP(grosso) GW SW CH OL OH Pt baixa. segundo as recomendações do Bureau of Reclamation. Granulometria de material natural para envelope O material deve apresentar uma granulometria com 100% passando na peneira de 11/2" polegadas e no máximo 5% passando na peneira nº 50.42m/s para solos com apreciáveis quantidades de finos É importante considerar as condições climáticas quando se pretende empregar envelope orgânico. argilas com cascalho arenoso. com pouco ou nenhum fino Argilas expansivas inorgânicas Siltes orgânicos e siltes-argilas orgânicas de baixa plasticidade Argilas orgânicas de média e alta plasticidade Turfa 253 nenhum fino ---0.

25 1.45 0.81 1.1 38.4 13.0 20.1 38.Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm) Material Ocorrente Diâmetro em mm correspondente a 60% passando Limites inferiores % passando 100 60 30 10 5 0 100 Limites superiores % passando 60 30 10 5 254 0 0.0 - 0.0 5.074 0. S.05 0.1 17. MT/DNIT/DPP/IPR .52 2.0 3.0 3.0 15.1 10. a saber: rebaixamento do lençol freático ou interceptação do fluxo d'água das infiltrações.7 10.10 0.5 3.0 3. O U.3 0.52 9. e não mais que 10% devem passar na peneira nº 60 (≅ 0.0 8.59 0. que se formaram através da superfície dos terrenos e se dirigem para a plataforma da rodovia.3 0.05 0. admitindo um mínimo de 3 polegadas. poderá ser utilizada a seguinte relação: D 15 filtro < 5 D 15 solo Nessas expressões Di representa o diâmetro da peneira em que somente i % (50 %. 90% com diâmetro inferior a 3/4".0 0.33 0.074 0.59 Nas situações em que ocorrer a necessidade de filtro o Soil Conservation Service recomenda o seguinte: D 50 filtro = 12 a 58 D 50 solo D15 filtro = 12 a 40 D15 solo Para solos e envelopes com partículas distribuídas uniformemente.8 5.20mm ) .30 1. passam por ela. Para ambos os casos há necessidade de ser determinada a descarga de projeto.40 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 42 . 15 % e 85 %) do material do envelope.25 0. os envelopes devem ser formados por material com diâmetro inferior a 11/2" .10 0.074 0.07 1.52 9.59 0. Além disso.52 9. Soil Conservation Service e o Bureau of Reclamation recomenda um envelope de 4 polegadas de espessura ao redor do tubo. ou do filtro.3 0.1 38.02 0.3 2.59 0.3 0.38 0.0 12. Cálculo do diâmetro dos tubos Há duas condições típicas de uso para os drenos longitudinais.074 38.42 0. ou só solo.00 9.

na largura de 1. Num ponto Py de coordenadas x e y. X = distância entre o tubo e o ponto de altura máxima do lençol. pela lei de Darcy. H = altura máxima do lençol.Rebaixamento de lençol freático 255 a Considerando-se a contribuição de um lado do dreno e a extensão de um metro. pela lei de Darcy. a ser rebaixado.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 100 . A = área da seção normal à direção do fluxo. I = gradiente hidráulico.00m. tem-se: Q = Ky dy dx ou Qdx = K y × dy Através integração: Y2 Qdx = K y × dy ou Q x = K +c 2 MT/DNIT/DPP/IPR . K = coeficiente de permeabilidade. tem-se: Q = K × A ×I onde: Q = descarga no meio poroso. tem-se: A = Y × I ou I = dy dx Assim. da linha do lençol freático.

Conhecendo-se o valor de Q é recomendável para o cálculo do diâmetro do tubo perfurado ou poroso a fórmula de Scobey: V = 0. assim como os de cerâmica. c = coeficiente que depende da rugosidade das paredes internas do tubo.269 × c × D 0. adota-se C= 132. Dreno interceptante Para o dreno profundo com função interceptante deve-se ter o cuidado de considerar a precipitação na área a drenar. função da distância compreendida entre o dreno e os limites desta área.2113 × c × D0. então: 0 =K ⎛ 2 d2 d2 d2 ⎞ ⎜Y ⎟ − + c ou. Q = vazão (m/s).625 × I0.5 onde: V = velocidade do escoamento (m/s). pode-se admitir d = 0 e a expressão de Darcy pode ser expressa por: Q= K 2 H 2× X Havendo contribuição dos dois lados do tubo o valor de Q deve ser duplicado para cada metro do dreno. Para os tubos de concreto liso.63 × I0.54 MT/DNIT/DPP/IPR . bem acabados.355 × c × D0. c = −K e Qx = K⎜ 2 ⎟ 2 2 ⎜ 2 ⎟ ⎝ ⎠ Quando x = X. V = 0.Willians. então: Q= K ⎛ 2 2⎞ ⎜ ⎟ ⎜H − d ⎟ 2× X ⎝ ⎠ Como os valores de d são bem inferiores aos de H.5 . D = diâmetro (m).625 × I0. I = declividade do dreno (m/m). Também é usada a fórmula de Hazen . y = d. ou Q = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 256 Quando x = 0. y = H.

ou pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Servie. As duas fórmulas. porém. O problema quase sempre consiste em definir a área A de vazão do dreno ou um material com a condutividade hidráulica K capaz de permitir a vazão face à descarga Q. Para tubos-drenos plásticos. A área A comumente é retangular e com isto A = bh. I = gradiente hidráulico do dreno considerado igual à sua declividade (m/m). K = coeficiente de condutividade hidráulica do material drenante usado (m/dia) . a ser exigida em ambas as fórmulas. face à sua baixa capacidade drenante.015 a 0. Geralmente fixa-se b (largura) para se obter h. corrugados. igual à descarga de projeto (m3/dia). A vazão. Cálculo da seção de vazão O cálculo é feito com a fórmula de Darcy Q = K × A ×I onde: Q = vazão do dreno.63 × I0.tabela 30 do capítulo 2. deve ser igual ao dobro da descarga Q. Drenos cegos Tem sua utilização nos casos em que o volume d'água a drenar é pequeno e a extensão do dreno é reduzida.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 0.2785 × c × D2. como se observa. Alguns projetistas preferem a fórmula de Manning. anteriormente obtida. flexíveis. geralmente de forma retangular (m2). A = área da seção transversal do dreno.54 257 Onde os símbolos têm a mesma significação. sendo. são obtidas pelo processo de Terzaghi.016. drenantes e filtrantes. em virtude da conveniência do tubo trabalhar a meia seção. c = 120 para os tubos de concreto bem acabados e os de cerâmica. são muito semelhantes. de modo que se faz necessário fixar uma dimensão para obter a outra. MT/DNIT/DPP/IPR . já exposto. que também pode ser usada no caso. adotar coeficiente de rugosidade de Manning de 0. Materiais As granulometrias dos materiais.

y) h L E x d y dx L MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 258 Comprimento crítico Após o cálculo da vazão do dreno torna-se necessário calcular o comprimento crítico do tubo usado no dreno. q = a contribuição que o dreno recebe. Figura 101 . repetindo-se esta operação sucessivamente. por metro linear (m3/s/m) . isto é.Perfil dos lençóis freáticos rebaixados PRECIPITAÇÃO SOBRE A PLATAFORMA Franja do lençol freático rebaixado P (x. os pontos em que o tubo atinge a capacidade de serviço calculada. 101). Determinação do espaçamento entre drenos longitudinais No caso do uso de drenos longitudinais há necessidade de que seja definido o número de linhas necessárias para se conseguir a drenagem da área (Fig. Q = vazão admissível do dreno (m3/s) . Nesses pontos indica-se o deságue com o tubo de alívio. e a outra em aumentar o número de linha de tubos. O comprimento crítico é obtido pela fórmula: L= Q q onde: L = comprimento crítico (m). em que a primeira consiste em conectar-se à linha dos drenos-tubos de maior diâmetro. Nesta situação surgem duas soluções alternativas.

segundo a lei de Darcy Q = K × A × I (equação 5.01) e a descarga proveniente da infiltração. obtém-se: qx2 + Ky 2 = C MT/DNIT/DPP/IPR . por sua vez. têm-se. K = condutividade hidráulica do solo (m/s).03) onde: A = área total da seção do dreno. A = 1 x y. No cálculo.02) e (5. têm-se: A =I×X i (equação 5. I = gradiente hidráulico (m/m). no caso. após sua construção (m). Num ponto P. a) Cálculo da água infiltrada . q = contribuição da infiltração por m2 de área sujeita à precipitação (m3/s/m2). tratando-se de descarga num meio poroso. ter-se-á para gradiente hidráulico: I= − dy dx (equação 5. de coordenadas x e y. h = altura do lençol freático acima da linha dos drenos.sendo x o comprimento da faixa de um metro de largura. normal ao deslocamento do fluido. são utilizados os símbolos abaixo: E = espaçamento das linhas dos drenos (m). igualando-se (5. será: Q = q× A i ou Q = q × X (equação 5. então: Como a água infiltrada deverá ser escoada pelo dreno.04) Porém.Manual de Drenagem de Rodovias 259 Este dimensionamento é conseguido com a igualdade de vazão da água infiltrada com a capacidade drenante dos tubos a serem usados.04): qx = −K y dy dx ou qx × dx + K y × dy = 0 Integrando-se.02) Esta descarga deverá ser escoada.

05) K 2 h2 h q Fazendo-se. situada no meio da distância entre os drenos. finalmente E = 2h K q que é o espaçamento máximo permissível e dá ao projetista a possibilidade de verificar se no projeto há necessidade de serem usados duas. obtém-se: X 2 h2 + = 1 (equação 5. guardando entre si distâncias inferiores a E.07) h2 L2 que é a equação de uma elipse cujos semi-eixos são a metade da distância entre os drenos e a altura igual à altura máxima do lençol freático. têm-se: qx2 + Ky2 = Kh2 ou. MT/DNIT/DPP/IPR . Sendo E = L .Manual de Drenagem de Rodovias 260 Para determinação da constante. agora. y = 0. três ou mais linhas de drenos. ambos os membros por Kh2/q resulta: Y2 X2 + = 1 (equação 5. x = L e têm-se: L2 =1 K 2 h q ou K L2 = h2 (equação 5. dividindo-se ambos os membros por q: X2 + Kh2 K 2 = h q q Dividindo-se. obtém-se: 2 E2 K 2 = h 4 q e. faz-se x = 0. y = h e C = Kh2 Então.06) q Substituindo-se (6) em (5). resultando.

Podem ser exigidos em cortes. de acordo com os métodos descritos no item 5. do Apêndice C.1.1.3. a fórmula a ser aplicada no dimensionamento é a de Darcy: Q = K × A ×I Tratando-se de drenos com tubos verificar o item 4. sem tubos. pavimentadas ou não.1. embora possam eventualmente ser usados com tubos. Geralmente são de pequena profundidade e. normalmente usados em série. 5. Os coeficientes de permeabilidade dos agregados adotados podem ser obtidos na tabela 32. é conveniente que sejam adotados drenos do tipo cego ou com tubo dreno. quando os drenos longitudinais forem insuficientes para a drenagem da área. por este motivo.2 5.3 (Materiais) deste Manual. 5.1 DRENOS EM ESPINHAS DE PEIXE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 261 São drenos destinados à drenagem de grandes áreas.Manual de Drenagem de Rodovias 5. Os materiais usados precisam atender às exigências do item . Conforme as condições existentes podem desaguar livremente ou em drenos longitudinais. conforme se vê na Fig. deste Manual. MT/DNIT/DPP/IPR . 102.3 DIMENSIONAMENTO Tratando-se de drenos cegos. 5.2 ELEMENTOS DE PROJETO Tratando-se de drenos a serem construídos à pequena profundidade. Para o projeto há necessidade de ser calculada a descarga.2.1.2. em sentido oblíquo em relação ao eixo longitudinal da rodovia ou área a drenar.3.2.3 (Cálculo da Seção de Vazão). Podem também ser necessários nos aterros quando o solo natural for impermeável. Podem ser projetados em terrenos que receberão aterros e nos quais o lençol freático estiver próximo da superfície.

A remoção das águas coletadas pelos colchões drenantes deverá ser feita por drenos longitudinais.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 102 .3 5. c) na base dos aterros onde houver água livre próximo ao terreno natural. MT/DNIT/DPP/IPR . em que o volume não possa ser drenado pelos dreno "espinha de peixe". b) nos cortes em que o lençol freático estiver próximo do greide da terraplenagem.3.Drenos em espinha de peixe 262 5.1 COLCHÃO DRENANTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo das camadas drenantes é drenar as águas. situadas a pequena profundidade do corpo estradal. São usadas: a) nos cortes em rocha. d) nos aterros constituídos sobre terrenos impermeáveis.

Manual de Drenagem de Rodovias 5.3.2 DIMENSIONAMENTO

263

Para o dimensionamento do colchão drenante, como se trata, ainda, de meio poroso, há necessidade das seguintes determinações: a) Volume de água a escoar pela camada numa faixa de 1,0 metro de largura e comprimento, na direção do fluxo, até o limite da bacia de contribuição (Q); b) Gradiente hidráulico do fluxo que poderá ser substituído pela declividade da camada. Além dessas determinações há necessidade de pesquisa no campo para obtenção do material drenante e filtrante, cujas granulometrias deverão obedecer, conforme o caso, aos critérios de Terzaghi, do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service e do Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas ou literatura técnica especializada, conforme Anexo a este Manual. Os coeficientes de permeabilidade das camadas deverão atender às necessidades da vazão. De posse destes elementos, o cálculo da espessura da camada não será difícil e vai depender do emprego da lei de Darcy:
Q = K × A ×I

5.4 5.4.1

DRENOS SUB-HORIZONTAIS OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS

Os drenos sub-horizontais são aplicados para a prevenção e correção de escorregamentos nos quais a causa determinante da instabilidade é a elevação do lençol freático ou do nível piezométrico de lençóis confinados. No caso de escorregamentos de grandes proporções, geralmente trata-se da única solução econômica a se recorrer. São constituídos por tubos providos de ranhuras ou orifícios na sua parte superior, introduzidos em perfurações executadas na parede do talude, com inclinação próxima à horizontal. As Figs. 103 e 104 mostram um dreno típico. Estes tubos drenam a água do lençol ou lençóis, aliviando a pressão nos poros. Considera -se mais importante que o alívio da pressão a mudança da direção do fluxo d'água, orientando-se assim a percolação para uma direção que contribui para o aumento da estabilidade. Em solos ou rochas permeáveis ou muito fraturadas a vazão pode ser grande, enquanto que em solos menos permeáveis a vazão pode ser pequena ou nula, embora o alívio de pressão esteja presente; neste caso as vazões podem ser tão pequenas que a água recolhida evapora ao longo de seu caminho no interior do tubo, sendo porém seu efeito positivo. Neste último caso, somente com a instalação de instrumentação adequada poderá este efeito ser aquilatado, como se verá no item 4.5.5.
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Manual de Drenagem de Rodovias 5.4.2 ELEMENTOS DE PROJETO

264

Para se projetar uma bateria de drenos sub-horizontais é necessário, primeiramente, caracterizar-se geotecnicamente o maciço, por meio de sondagens adequadas, verificando-se em seguida em que caso se enquadra o material do talude. Para isso, distinguem-se três situações: a) rochas ou solos heterogêneos com relação à permeabilidade; b) materiais essencialmente homogêneos com relação à permeabilidade; c) escorregamentos relativamente "impermeáveis" cobrindo formações mais permeáveis e saturadas, com nível piezométrico elevado; No primeiro caso, a drenagem tem o objetivo de interceptar o maior número possível de veios permeáveis ou bolsões permeáveis. Torna-se necessário o caso de rochas sedimentares ou metamórficas fraturadas (gnaisses bandeados, por exemplo). É necessário levantar o sistema de faturamento e as direções das fraturas. A direção dos drenos deve ser tal que intercepte cada família de fraturas, com o maior número possível de fraturas interceptadas por dreno. Pode ser necessário, em alguns casos, dispor os drenos em forma de leque, irradiando-os de um único ponto na superfície do talude, em um ou vários locais. No caso de rochas ou solos homogêneos quanto à permeabilidade, podem-se utilizar ábacos existentes para uma primeira estimativa do número, comprimento e espaçamento dos drenos, de modo a atingir-se a redução desejada das poro-pressões. No terceiro caso, o comprimento dos drenos deve ser tal que a camada saturada de alta permeabilidade seja interceptada ao longo de um trecho perfurado do tubo com comprimento razoável. Deve ser considerada a necessidade de utilizar o dreno dotado de trecho perfurado apenas nesta camada mais profunda, de modo a não se irrigar camadas mais superficiais, não saturadas, com a água que corre pelo tubo sob pressão.
5.4.3 DIMENSIONAMENTO

Considera-se que o fluxo no interior dos tubos é livre, isto é, a pressão da água no interior dos drenos é igual à pressão atmosférica. As Figs. 105 e 106 reproduzem os ábacos citados. Noveiller (1981) apresenta ábaco para um caso particular de talude usando o método das diferenças finitas para resolver a equação tridimensional de Laplace, não sendo aplicável para um caso mais geral. A condição inicial da pressão dos poros em talude (antes da colocação dos drenos) é caracterizada pela relação Hu/H das Figs. 105 e 106. Nas faixas de Hu/H entre 0,5 e 0,64 a melhora da estabilidade do talude expressa por ∆F/Fo (onde ∆F é o acréscimo do fator de segurança existente, Fo) é muito pouco influenciada pelas condições de pressões dos poros. Os ábacos dão, pois, resultados aceitáveis para a faixa de Hu/H = 0,5 a 0,7. Em
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Manual de Drenagem de Rodovias

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taludes com relação superior a este os resultados ficam subestimados, e para relações menores os ábacos superestimam a influência dos drenos. A altura do talude H é definida como a altura entre o pé e a crista. Em alguns casos a área instável ou de instabilidade potencial poderá ser localizada ocupando apenas uma parcela da altura total. Em tais casos, a altura equivalente do talude a ser utilizada como entrada nos ábacos pode ser a distância vertical entre a base até a parte superior da área instável ou potencialmente instável, como mostra a Fig. 105. Para estabilizar trechos com extensões maiores que 4H, em planta , deve usar-se os ábacos para estabilização geral, partes (a) das Figs. 105 e 106, adotando-se o incremento de segurança desejado, ∆F/Fo. Com este valor busca-se a curva e, comprimento do dreno para a largura unitária do talude, de menor valor. Da interseção obtêm-se os valores ótimos de S/H e L/H, onde S é o espaçamento em planta dos drenos e L o seu comprimento. Na Fig. 104 (a), para o caso do valor desejado na melhoria do fator de segurança ∆F/Fo = 0,25, obtem-se, interpolando nas curvas e , o valor mínimo requerido para e (no caso, 0,7), e os valores ótimos de S/H e L/H são 2,5 e 3,6, respectivamente. Se, por alguma outra razão, for mais vantajoso usar drenos mais curtos, o mesmo aumento de segurança obtém-se para L/H = 2 e S/H = 2,9, para um mesmo comprimento total de drenos. Pode-se ainda, no mesmo gráfico, verificar que para drenos com relação L/H = 1 e S/H = 0,8 tem-se o mesmo acréscimo de segurança, porém com um comprimento unitário total de drenos, e, igual a 1,1. Neste caso, portanto, estarão sendo gastos mais drenos para obter um mesmo aumento de segurança. No entanto, as condições reais podem conduzir a esta última escolha, desde que a geologia do local não atenda às hipóteses de homogeneidade e de isotropia admitidas nos ábacos. Assim, os ábacos de Kenney devem ser usados com a devida cautela.

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 103 - Elementos de um dreno sub-horizontal

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Figura 104 - Dreno sub-horizontal com controle na saída

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 105 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 106 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

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Materiais Os tubos para os drenos sub-horizontais poderão ser metálicos ou plásticos. para um aumento de 20 por cento no fator de segurança. para solos siltosos e arenosos (Cv entre 10-5 e 10-6 m2/s).Manual de Drenagem de Rodovias 269 Para o caso de taludes com extensões menores ou iguais a 4H. não devendo apresentar fraturas. saturados. deve ser usadas as partes (b) das Figs. devendo ser ajustados. que: – Para o mesmo comprimento total de drenos instalados. drenos longos mais espaçados são mais eficientes no que se refere a aumento de fator de segurança do que drenos mais curtos. Taludes argilosos e compressíveis. em linhas gerais. tipo ferro galvanizado ou inoxidável. a direção em planta e as inclinações com a horizontal. Nestes solos de Cv mais baixo é necessário um número maior de drenos longos para reduzir o tempo necessário para o aumento de segurança desejado. pode-se concluir. aumenta quanto menor for o coeficiente de adensamento (Cv) do solo. Dos estudos existentes. de acordo com a geologia local e a experiência do projetista. é necessário esperar 1 mês. devendo ser respeitadas as locações das bocas. que os ábacos citados são de aplicação restrita a taludes com inclinação da ordem de 1:2 e 1:3 (V:H). o tempo necessário para que se façam sentir estes benefícios. Os espaçamentos e comprimentos obtidos através dos mesmos são úteis como previsão inicial. MT/DNIT/DPP/IPR . como o PEAD rígido com as dimensões indicadas no projeto. com espaçamento menor. e cerca de seis meses para solos com Cv entre 10-6 e 10-7 m2/s. Acima deste comprimento poderá ser necessário o emprego de material mais resistente. também podem beneficiar-se dos efeitos promovidos pelos drenos sub-horizontais Contudo. Execução dos drenos Generalidades Os drenos deverão ser executados nos locais e com as características previstas em projeto. até comprimentos da ordem de 40 metros. Quanto mais suave o talude. – – É importante salientar. em termos do aumento do fator de segurança. 105 e 106. maior o comprimento necessário dos drenos. mais uma vez. Recomendações para a execução Introdução Os drenos sub-horizontais previstos nos projetos terão as dimensões indicadas nos mesmos. Tipicamente. no que se refere a comprimento e diâmetro. em cada caso.

velocidade de construção controlada. que vão da remoção do solo por escavação ou deslocamento até as técnicas construtivas. 5. Sob o ponto de vista técnico-econômico. O dispositivo (valetão lateral). quando possível.5. deve-se realizar cuidadoso exame do assunto na fase de projeto.5 a 2. CARACTERÍSTICAS E PROJETO Existem casos em que se recomendam os valetões laterais formados a partir do bordo do acostamento. a não ser que hajam alargamentos substanciais. Não obstante a economia obtida no sistema de drenagem. bermas estabilizadoras. pré-adensamento. sendo este valetão constituído. drenos cartão e os drenos fibro-químicos. algumas vezes. Entre a extensa gama de soluções possíveis de utilização.Manual de Drenagem de Rodovias 270 As definições de uso e a execução obedecerão às Especificações de Serviço DNIT 017/2004-ES. ao reduzir os recalques pós-construtivos. Recomenda-se o revestimento dos taludes do canal com gramíneas.. 5. o que equivale a dizer que os valetões laterais vão funcionar independentemente da plataforma da rodovia. a garantia da estabilidade dos aterros construídos sobre depósitos de argila mole saturada pode. ser alcançada com o uso da velocidade de compressão controlada ou pré-adensamento. processo este designado por falso-aterro. face à rampa necessária. usando.6.1 VALETÕES LATERAIS OBJETIVO. pode exercer sua dupla função sem dificuldade. normalmente. uma sobrecarga que. e do outro pelo próprio talude do corte.6 5.1 DRENOS VERTICAIS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A eventual necessidade de executar um trecho rodoviário com aterros sobre depósitos de solos moles. a fim de reduzir os custos de implantação. ao mesmo tempo. ou seja. vai MT/DNIT/DPP/IPR . tais como: siltes ou argilas orgânicas.0 m e os taludes de 3/2. por outro lado. pelo acostamento.5 5. visto poder trabalhar como sarjeta e dreno profundo. A opção pela solução mais favorável técnica e econômica. A profundidade do mesmo será de 1. de um lado. em regiões planas. deve ser precedida de um amplo estudo de campo e laboratório e de um criterioso estudo comparativo de custos. aparecem os drenos verticais de areia. etc. a estrada ficará sem acostamento confiável na época das chuvas e nos tempos secos terá um acostamento perigoso. argilas sensíveis e turfas pode representar problemas de solução difícil e onerosa e.

na execução de furos verticais penetrando na camada de solo compressível. apesar de ser uma solução onerosa. aliado ao fato de que normalmente a permeabilidade horizontal é menor que a vertical. Deve-se observar que os solos altamente orgânicos – turfosos. por exemplo . que. 5. conforme amplamente verificado em experiências realizadas. além de espessos. para a aceleração desse processo de adensamento. Muitas vezes. será possível o uso desse dispositivo em solos turfosos quando eles se assentam sobre camadas de argila mole de baixa velocidade de adensamento o que. apenas. O processo de adensamento com drenos fibro-químicos tem a mesma sistemática. tornando então recomendável. ao ser empregada deve sempre ser precedida de ampla investigação técnica-econômica. alta sensibilidade para perturbação. pode indicar a aplicação dos drenos verticais de areia para apressar o processo de adensamento da argila. tendo em vista que a permeabilidade dos solos turfosos pode baixar com elevado carregamento a níveis extremos. A compressão decorrente expulsa a água dos vazios do solo o que. Ocorre.cujas principais características são a alta permeabilidade relativa. tubo de ponta aberta. faz com que se reduza o tempo de drenagem. o processo de adensamento. o tubo cravado por jato d'água e o uso da cravação por punção. de baixa condição de permeabilidade. igualmente. diminuindo. não são susceptíveis ao uso dos drenos verticais de areia. fazendo com que o adensamento se produza de modo muito lento. assim. drenagem rotativa. MT/DNIT/DPP/IPR . basicamente. além de um recalque devido à compressão secundária maior que aquele devido ao adensamento primário em período de 10 a 15 anos após o carregamento. O uso dos drenos de areia. os depósitos de solos compressíveis são.6. A instalação dos drenos de areia é procedida por métodos que podem ser descritos como de tubo de ponta fechada. Os processos acima enumerados apresentam pontos favoráveis e desfavoráveis. sendo que entre os de maior eficiência podem ser citados o jato d'água rotativo. cravado por percussão ou jato d'água. em determinadas circunstâncias. com os mesmos tipos de cravação citados. contribuir para a estabilização do aterro ou da fundação e para apressar. a trado helicoidal contínuo com haste sólida ou oca e cravação por vibração. atender ao equilíbrio do maciço.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os drenos verticais de areia consistem.Manual de Drenagem de Rodovias 271 contribuir para o aumento da resistência ao cisalhamento e. os recalques pós-construção. Os drenos fibro-químicos são implantados com a cravação dos perfis por punção o que transforma o processo mais rápido e menos oneroso. porém. assim. nos quais são instalados cilindros com material granular de boa graduação. o uso de drenos verticais de areia ou drenos fibro-químicos. jato de água rotativo. pois. sendo indicada para acelerar o aumento da resistência ao cisalhamento e.

022 0. Tabela 43 .006 90 a 100 25 a 100 5 a 50 0 a 20 0a3 50 a 100 5 a 50 0 a 20 0a5 - Os materiais granulares dos colchões drenantes devem ser protegidos por filtros granulares ou geotêxteis para impedir a penetração de partículas finas do solo em seu interior e conseqüente diminuição de sua capacidade de condução de água.52 0. deverá obedecer aos critérios de Terzaghi ou Soil Conservation Service e. no caso de uso de geotêxteis. aos do Comitê Francês de geotêxteis e geomembranas.093 0.Granulometria a ser seguida por drenos e colchões drenantes Peneiras Nº Diâmetro (mm) % em peso passando Drenos Tapete drenante 1/2" 3/8" 8 30 50 100 12. A escolha das granulometrias de material drenante e filtrante.Manual de Drenagem de Rodovias 272 Observação importante a fazer relaciona-se com os requisitos necessários para o material dos drenos e do colchão drenante. MT/DNIT/DPP/IPR .011 0. deve também evitar a penetração de partículas nos drenos tornando-os eventualmente inoperantes.70 9. além de permitir a drenagem da água que é extraída do solo quando da compressão. o qual. ou literatura técnica especializada conforme Anexo deste Manual. Em função dos estudos feitos apresenta-se a seguir a granulometria a ser obedecida pelo material do dreno e do colchão drenante.

uma vez que consideram que os resultados obtidos são razoáveis e satisfatórios. v). uma vez que. quando se tem: n= de dw MT/DNIT/DPP/IPR .3 DIMENSIONAMENTO Figura 107 . por intermédio da teoria de Terzaghi. as perturbações do solo conseqüentes à introdução de drenos verticais de areia conduzem a grandes deformações. usando-se o método de separação das variáveis. ( u r. quando esses ensaios podem conduzir a valores sem a necessária compatibilidade para a construção. Em qualquer hipótese convém deixar ressaltado que. v) e também o excesso médio de pressão na água dos poros resultantes da massa do solo. após algum tempo (u r.Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia 273 A partir da Figura 107. assim. através de gráficos próprios desenvolvidos por Barron. Parte-se. esses coeficientes de adensamento podem ser obtidos através de ensaios de laboratório com amostras indeformadas de diâmetro relativamente pequeno. Em solos uniformes. e do adensamento com drenagem radial através das soluções e gráficos.6. via de regra. pode-se alcançar o valor do excesso de pressão na água dos poros em um ponto. embora alguns técnicos admitam essa utilização. então para a análise do adensamento com drenagem vertical.107. É necessário no projeto definir-se o espaçamento dos drenos.Manual de Drenagem de Rodovias 5. as teorias de adensamento disponíveis são aplicáveis a pequenas deformações e. para o que pede-se a atenção para a Fig. segundo alguns autores. o que não ocorre com os solos estratificados com diferentes características geológicas. seu uso fica muito restrito.

controle de continuidade. Assim: S= de 1. MT/DNIT/DPP/IPR . O espaçamento será então. basicamente. partindo-se do diâmetro de influência do dreno: de = 1. dw = diâmetro do dreno. carregamento lento durante a construção.05 × S onde: S = é o espaçamento entre os drenos. cumpre assinalar que é essencial que a execução dos drenos de areia seja encarada como uma operação em seqüência ao projeto. igualar ou suplantar a eficiência dos drenos de areia. Os valores de de e dw são obtidos nos ensaios de adensamento. o que. controle da compactação e comprimento dos drenos.05 Finalmente.Manual de Drenagem de Rodovias 274 onde: de = diâmetro de influência do dreno. fazendo com que indústrias em vários países tenham criado diversos tipos de drenos pré-fabricados visando. presença constante de fiscalização. em última análise. representa a necessidade da adoção de uma série de cuidados na fase de construção. a menores custos. controle do material de enchimento. também. A evolução tecnológica chegou. ao setor de consolidação de materiais de baixa consistência. adequadas análises de estabilidade. como por exemplo: – – – – – – – – – controle de locação. controle da verticalidade. devendo ser dada ênfase à verificação instrumental de todos os elementos. não acumular material de aterro lançado em qualquer ponto da área trabalhada.

0cm. Com base na afirmativa de Kjellman. respectivamente 10. 0. o que equivale dizer que o dreno fibro-químico será equivalente a um dreno de areia de 5cm de diâmetro. que a eficiência do dreno será proporcional ao perímetro do dreno. podendo admitir-se uma produção média de 1000 m de drenos por dia. O dreno fibro-químico de origem japonesa é constituído de um núcleo acanelado de polietileno.8 mm e cuja execução reside em um processo de extrema simplicidade e rapidez. MT/DNIT/DPP/IPR .0cm.28cm e 0. citada. constituídos basicamente por núcleos condutores plásticos flexíveis de seções variadas envolvidos por filtros geotêxteis. revestido em ambos os lados por um tecido de fibra sintética. fabricado industrialmente em faixas extensas de larguras igual a 100 mm e espessura de 2. admitindo que um dreno de areia tenha o diâmetro D.Manual de Drenagem de Rodovias 275 O princípio fundamental veio da constatação do cientista sueco Kjellman (1948) de que a eficiência dos drenos verticais depende em grande parte do perímetro e muito pouco da área de sua seção transversal e. encontra-se D = 5. enquanto se admitido o dreno fibro-químico com largura igual a A e espessura igual a B.75cm. o perímetro da seção transversal será πD. temos: πD = α (2A + 2B ) ou D= α (2A + 2B ) π Admitindo-se para valores de A e B e α. o perímetro do dreno será 2A + 2B . por equivalência. Existem ainda numerosos produtos sintéticos para drenagem vertical (geocompostos). em conseqüência. Estabelecendo um coeficiente de forma para a seção transversal retangular.

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DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 277 6 .

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No primeiro caso citado cabe. e no segundo cabe ao projeto de implantação o adequado sistema pluvial de drenagem para os trechos urbanos. embora seja importante observar que não será dada à matéria o mesmo enfoque que é dado quando do projeto de complexas redes de drenagem como importante item do planejamento urbano. Em trechos urbanos. no enfoque urbano. assegurando o trânsito público e protegendo a rodovia e as propriedades particulares dos efeitos danosos das chuvas intensas. são de ocorrência frequente trechos urbanos ao longo das rodovias. não se aplicando a sistemática adotada em trechos rurais. fornecer ao projetista rodoviário os elementos básicos para promover de forma satisfatória o escoamento das águas das áreas urbanas. O objetivo. apresentando dois processos de ocorrência bem definidos: em primeiro lugar. pois. as rodovias atravessam áreas urbanas levando consigo seus benefícios à população. de toda a população urbana que vive as margens da rodovia. Tendo em vista o exposto acima. salientando-se ainda que. tabelas e ábacos. a colocação deste capítulo no Manual de Drenagem Rodoviária é plenamente justificável. uma vez que aqui não está envolvida somente a segurança do veículo e do seu usuário. a drenagem deve ser tratada de forma mais específica e detalhada. mas também. surgem núcleos populacionais. ou os já existentes e relativamente distantes da rodovia avançam sobre suas margens. nos projetos de restauração. O sistema de drenagem de transposição urbana de águas pluviais é com posto dos seguintes dispositivos: MT/DNIT/DPP/IPR . vias de regra. Este capítulo será apresentado basicamente na forma de um roteiro para o dimensionamento dos dispositivos na parte hidráulica. quando o país experimenta um rápido processo de urbanização.1 DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 279 Em todo o País. tornando-se um fato grave a inexistência de uma drenagem específica. na maioria das vezes de forma desordenada.Manual de Drenagem de Rodovias 6 6. com a implantação da rodovia e com os benefícios dela resultantes. procurou-se minimizar o trabalho com a adoção de planilha de cálculo. é. As áreas urbanas ao longo das rodovias são inevitáveis e problemáticas. a drenagem urbana está afetada ao gerenciamento municipal. em segundo lugar. quando de sua implantação. ajustado aos novos rumos da Hidrologia para a determinação das descargas afluentes. Tendo em vista os inevitáveis e extensos cálculos no enfoque do movimento uniformemente variado. a adequação do sistema de drenagem as novas realidades.

será tratada neste capítulo.01) n . Tais características incluem a seção transversal. galerias. 6. se necessário. a altura d'água na sarjeta dependerá das suas características de escoamento como conduto livre. Z = Z = tgθ . sua localização e espaçamento. serem aplicadas também na drenagem urbana. qualquer que seja o seu tipo. MT/DNIT/DPP/IPR I1 / 2 (equação 6. I = declividade longitudinal da sarjeta. ver Fig.375 x y 8 / 3 x Z x o onde: Qo = vazão da sarjeta. n = coeficiente de rugosidade de Manning. em suma. pode-se utilizar a formula de Izzard baseada na fórmula de Manning: Q o = 0. em m/m. em m. 280 Devido à necessidade de constar na planilha.2 SARJETAS As sarjetas em trecho urbano têm como objetivo conduzir as águas que se precipitam sobre a plataforma da rodovia e áreas adjacentes ao ponto de captação que normalmente é uma boca de lobo. estruturas especiais. da capacidade de vazão da sarjeta. Para o cálculo da altura d'água na sarjeta para uma dada vazão ou vice-versa. em m3/s.Manual de Drenagem de Rodovias – – – – – sarjetas. A capacidade de esgotamento de uma boca de lobo.10. As estruturas especiais tais como dissipadores de energia contínuos e descontínuos e as considerações sobre ressalto hidráulico já foram apresentadas no item 3. 110. Z = recíproca da declividade transversal. depende da altura d'água no trecho da sarjeta imediatamente a montante da boca de lobo. embora de domínio da Hidrologia. isto é. bocas de lobo. a determinação das "descargas afluentes". a declividade e a rugosidade da sarjeta e as superfícies do pavimento sobre as quais a água escoa. poços de visita. visando à otimização dos cálculos. podendo. conforme visto no item anterior. Se esta estiver localizada em trecho de declividade uniforme. Yo = altura d'água na sarjeta.

em mm/h. A = L x d. Para o cálculo do espaçamento entre as bocas de lobo pode-se utilizar a fórmula de Izzard associada à fórmula racional para a determinação das descargas afluentes. onde: L = largura do implúvio. em m. d = comprimento crítico da sarjeta. função do tipo de revestimento.05) MT/DNIT/DPP/IPR .958 x 1 / 4 Z ⎛ I1 / 2 ⎞ x⎜ ⎜ n ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ 3/ 4 x Q1 / 4 (equação 6. pela equação da continuidade: 1 Vo = 0. O comprimento crítico irá definir o espaçamento máximo entre bocas de lobo. para que não haja transbordamento da sarjeta.78 x 10 −7 x C x i x L x d n 0. Pelo método racional.375 x y 8 / 3 x Z x I1 / 2 o −7 2.445 x 1 ⎛ Q ⎞ x ⎜ 1/ 2 o ⎟ Z3/8 ⎝ 1 / n ⎠ 3/8 281 (equação 6. i = intensidade de precipitação. Q = 2. A = área de drenagem. Igualando-se a capacidade hidráulica da sarjeta. pois.375 x y 8 / 3 x z x o d= I1 / 2 = 2.78 x 10 −7 x C x i x A (equação 6.02) e. além de ter limites restritos. em m. permite determinar o tempo de percurso na sarjeta. C = coeficiente de escoamento superficial. equação 6.03) o A determinação da velocidade de escoamento na sarjeta (V ) é importante.78 x 10 x C x i x L x n (equação 6. obtém-se: Y = 1. que pode ser expressa como.04).01. obtém-se: 0.04) onde: Q = descarga afluente à sarjeta. em m/s. com a descarga afluente (equação 6. em m2.Manual de Drenagem de Rodovias Dessa expressão.

em m. podem ser classificados em dois tipos. em min. conduzi-las às galerias subterrâneas. Fig. No primeiro caso. Boca-de-lobo com grelha. a saber: – – Boca-de-lobo simples. caso em que a caixa coletora fica situada sob o passeio. em seguida. as bocas-de-lobo localizam-se em trechos contínuos e de declividade uniformes das sarjetas e a entrada das águas pluviais se dá através de apenas uma das extremidades da boca-de-lobo. Além desses tipos. Em casos especiais pode haver uma combinação dos dois tipos. podem ainda ser classificados quanto à localização em: – – Bocas-de-lobo situadas em pontos intermediários das sarjetas. 108 (a) . no cruzamento de ruas. 108 (c). a boca-de-lobo localiza-se em pontos baixos das sarjetas ou junto à curvatura dos meio-fios. MT/DNIT/DPP/IPR . Fig. através da qual se permite a entrada da água pluvial que escoa sobre as sarjetas. Bocas-de-lobo situadas em pontos baixos das sarjetas. Fig. No segundo caso. Vo = velocidade de escoamento. d = comprimento da sarjeta. isto é.06) Bocas de lobo são dispositivos especiais que têm a finalidade de captar as águas pluviais que escoam pelas sarjetas para. A boca-de-lobo simples é constituída de uma abertura vertical no meio-fio denominada guia-chapéu. caso em que a caixa coletora fica situada sob a faixa da sarjeta. 108 (b). e a entrada das águas pluviais ocorre peias duas extremidades da boca-de-lobo. com abertura no meio-fio. em m/s. Basicamente.Manual de Drenagem de Rodovias 282 O tempo de percurso na sarjeta pode ser determinado através da equação: tp = onde: tp = tempo de percurso na sarjeta. 6.3 BOCAS-DE-LOBO d 60v o (equação 6.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 108 . MT/DNIT/DPP/IPR .Bocas-de-lobo 283 A capacidade de esgotamento de uma boca-de-lobo simples é função da rapidez com que se processa a mudança de direção do fluxo na sarjeta.

por serem as aberturas maiores. MT/DNIT/DPP/IPR . A principal vantagem da boca-de-lobo simples é que as obstruções por detritos. A boca-de-lobo combinada é uma associação entre a boca-de-lobo simples e a grelha. por exemplo. Localiza-se em pontos intermediários das sarjetas ou em pontos baixos. Numerosas experiências têm mostrado que as grelhas constituídas de barras longitudinais são mais eficientes e menos sujeitas às obstruções do que aquelas compostas por barras transversais. acarretando redução substancial em sua capacidade de esgotamento.3. a abertura no meio-fio pouco influi em sua capacidade. são menos freqüentes. essa abertura torna-se importante para o funcionamento da boca-de-lobo. a capacidade de esgotamento da boca-de-lobo será substancialmente aumentada. aumentando-se.Manual de Drenagem de Rodovias 284 Portanto. segundo estejam localizadas paralela ou perpendicularmente em relação à direção do escoamento. sendo que normalmente a grelha é instalada defronte a abertura do meio-fio. uma abertura coberta com barras metálicas longitudinais ou transversais formando grelhas. A principal desvantagem das grelhas é a sua obstrução com detritos transportados pelas enxurradas. 6. Se a grelha for colocada a jusante da abertura. As grelhas podem ser longitudinais ou transversais. A desvantagem principal é a baixa eficiência quando utilizada em sarjetas com declividades longitudinais acentuadas. obtém-se melhores resultados. funcionando como um conjunto único. porém. embora sejam inevitáveis. Quando ocorre qualquer obstrução. podendo também ser colocada a montante ou a jusante. no qual a boca-de-lobo funciona como um vertedor. A boca-de-lobo com grelha possui.1 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Boca-de-lobo simples em ponto baixo de sarjeta Segundo ensaios realizados no laboratório de hidráulica do "Bureau of Public Roads". enquanto não houver obstrução da grelha. no qual a boca-de-lobo funciona como orifício. Ensaios de laboratório revelaram que na boca-de-lobo combinada. através de uma depressão na sarjeta junto à face do meio-fio. a boca-de-lobo simples pode funcionar basicamente sob duas condições de escoamento: – – Escoamento com superfície livre. Escoamento afogado. esta altura de fluxo.

sendo a vazão dada pela fórmula: Q = 1. L = comprimento da abertura. em m. O nomograma da Fig. pode ser utilizada a Fig. a boca-de-lobo funciona como vertedor. sendo utilizado tanto para o escoamento como superfície livre quanto para o escoamento afogado. y = altura da água na entrada. 109.703y 3 / 2 (equação 6. Trata-se de uma adaptação baseada em resultados obtidos pelo Bureau of Public Roads. Q = vazão máxima esgotada pela boca-de-lobo. em m.Manual de Drenagem de Rodovias 285 Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas. em m. 109 foi construído sobre as seguintes hipóteses: – Para alturas d'água até a altura da abertura (y / h ≤ 1) .07) L Onde: h = altura da abertura no meio-fio. em m3/s MT/DNIT/DPP/IPR .

MT/DNIT/DPP/IPR .Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas.Manual de Drenagem de Rodovias 286 Figura 109 .

09) 12 24 48 0.20 0. ou seja: y. C = constante.101h 3 / 2 (y' / h) L (equação 6.09 anterior assume a forma seguinte para boca de lobo sem depressão: Q = K x yo x L g x yo (equação 6. obtida através de pesquisas desenvolvidas pela Universidade John Hopkins: Q (K + C) x y x L onde: g = aceleração da gravidade. tendo sido adotada uma transição no nomograma. sendo a vazão dada pela fórmula derivada dos orifícios: Q 1/ 2 = 3.23 0. K = função do ângulo Ø. = y − h 2 – Para alturas d’água entre uma e duas vezes a altura da abertura no meio-fio.10) MT/DNIT/DPP/IPR . y = altura do fluxo na sarjeta imediatamente antes da boca-de-lobo. em m.Manual de Drenagem de Rodovias 287 Para alturas d'água iguais ou maiores que duas vezes a altura da abertura (y / h ≥ 2 ) .7 e y' igual à carga no meio da abertura do meio-fio. igual a zero para boca-de-lobo sem depressão. o funcionamento da boca-de-lobo é indefinido. em m/s2. y0 = profundidade da lâmina d'água na sarjeta. Boca-de-lobo simples em ponto intermediário da sarjeta Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em "pontos intermediários das sarjetas" pode ser usada a seguinte equação. supõe-se que a boca-de-lobo funciona como orifício. de acordo com a tabela abaixo: Tabela 44 .20 A equação 6.08) onde fez-se c = 0.K em função do ângulo Υ tg Ø K gxy (equação 6. igual a y0 para a boca-de-lobo sem depressão.

111.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 110 . e o cálculo do y é apresentado no item 6.10 está representada na Fig.Seção na entrada de boca-de-lobo 288 Figura 111 .2 Boca-de-lobo com grelha em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas A equação 6.

O perímetro P da abertura da grelha deve ser calculado sem levar em consideração as barras internas e descontando-se os lados pelos quais a água não entra. Os resultados obtidos através do nomograma da Fig. 112 reúne as duas condições acima e os gráficos fornecidos representam as seguintes equações: – Para y < 0.5 A Onde: Q = vazão por metro linear de perímetro da boca-de-lobo. da área total às áreas correspondentes as barras. excluindo-se. quando um dos lados está junto à face do meio-fio. Q = vazão por metro quadrado de área de abertura da grelha. portanto.Manual de Drenagem de Rodovias 289 O dimensionamento das bocas-de-lobo com grelha situadas em pontos baixos das sarjetas pode ser feito baseado nas experiências efetuadas pelo United States Corps of Engineers (Hidraulic Laboratory Report nº 54). que permitiram constatar que a grelha tem um funcionamento análogo ao de um vertedor de soleira livre. A Fig. para profundidades de lâmina d´água de até 12 cm. a escolha de y depende exclusivamente do projetista. de sua experiência. A grelha passa a funcionar como orifício somente quando a lâmina d'água for superior a 42 cm e entre 12 e 42 cm o funcionamento é indefinido. entre os quais enumera-se: MT/DNIT/DPP/IPR . conseqüentemente.655 x y 1. e. P y = altura d'água na sarjeta sobre a grelha. como por exemplo. na prática a capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo é menor que a calculada. em razão de diversos fatores.42 m Q = 2. excluído as áreas A ocupadas pelas barras.91 x y 0. A é a área útil das aberturas da grelha.5 P – Para y > 0. Na faixa de transição entre 12 e 42 cm. pois.12 m Q = 1. 112 devem ser multiplicados pelos coeficientes de redução da tabela 54 apresentada no Apêndice D.

Manual de Drenagem de Rodovias 290 Figura 112 .Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .

estudos conduzidos pela Universidade John Hopkins admitem o funcionamento da grelha como orifício a partir de 7. A diferença entre os resultados obtidos através das Figs. Bocas-de-lobo com grelha em ponto intermediário das sarjetas Para se estudar o comportamento das grelhas instaladas em pontos intermediários das sarjetas destaca-se em particular "The Design of Storm Water Inlets" que consubstancia o estudo efetuado na Universidade John Hopkins. A Fig.5 cm. único que pode ser aplicado para configuração de grelhas e de ruas diferentes daquelas dos ensaios. está assinalada a profundidade y’ que é facilmente calculada uma vez conhecido y0 (item 5.Manual de Drenagem de Rodovias 291 – – – obstruções causadas por detritos carreados pelas águas. Estudos dessa mesma Universidade mostraram que a capacidade teórica de esgotamento das bocas-de-lobo combinadas é. 112 e 113 decorre de critérios diferentes adotados na escolha do coeficiente de descarga pêlos orifícios. segundo consta no Manual de Drenagem Urbana de Denver. e recomenda a utilização do gráfico da Fig. junto às sarjetas e bocas-de-lobo. para compensar os efeitos globais desses fatores. devem-se aplicar coeficientes de redução sobre os valores teóricos calculados. 114 mostra um esquema geral da grelha. 113 para o dimensionamento. hipóteses de cálculo que nem sempre correspondem à realidade. aproximadamente. Assim. consideradas isoladamente. A seleção de um ou outro método de dimensionamento ficará a critério do projetista. igual ao somatório das vazões pela grelha e pela abertura no meio-fio. Na seção BB da figura. Por outro lado.2). irregularidades nos pavimentos das ruas. MT/DNIT/DPP/IPR .

Capacidade de escoamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 292 Figura 113 .

a grelha deverá possuir um comprimento mínimo L'.25 x (L'−L ) x g x (y') 1.5 MT/DNIT/DPP/IPR .2 x v o x tgØ x ⎜ ⎟ ⎜g⎟ ⎝ ⎠ 0. escoará lateralmente em direção à grelha como se fosse uma boca-de-lobo simples. pois admitindo-se que a parcela d'água na sarjeta ao longo da largura W da grelha irá escoar longitudinalmente para seu interior.Esquema geral de grelha 293 A profundidade y' é importante neste método.5 onde: y.114. calculado a partir da fórmula empírica seguinte. baseada em experiências de laboratório: ⎛ y' ⎞ L' = 1. = y o − W tgØ Se for adotado um valor de L menor que L' haverá um excesso de água q2 que não será esgotado pela grelha e deve ser calculado por: q 2 = 0. então a parcela restante. com lamina de largura (T .W) e profundidade y'. Para que toda essa água seja esgotada longitudinalmente e lateralmente. conforme mostra a Fig.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 114 .

Manual de Drenagem de Rodovias 294 Por outro lado. Q = Qo − q Símbolos empregados na formulação matemática: y' = profundidade da lâmina d’água junto à borda externa da grelha. O valor de L é calculado por: ⎛y⎞ Lo = m x v o ⎜ ⎟ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 0. a vazão esgotada pela grelha será. em m. as águas pluviais não esgotadas ultrapassam as grelhas. Vo = velocidade média de escoamento nas sarjetas. Em condições normais. em m3/s. Ø' = ângulo formado entre o plano da superfície do pavimento e o plano vertical na grelha (tgØ'= 1/i) . Se. lateralmente. em m. T = largura da seção molhada de escoamento.5 O fator m é uma constante que depende da configuração da grelha e os seus valores encontram-se na tabela 34 do Apêndice D. por algum motivo. em função do tipo da boca-de-lobo. yo = profundidade da lâmina d´água na sarjeta. em m. L' = comprimento da grelha necessário para interceptar. L < Lo. o comprimento da grelha deverá ser maior ou igual a L para que todo o escoamento longitudinal na sarjeta dentro da faixa W da grelha seja esgotado. em m2. em m. q = q 2 + q3 Finalmente. W = largura da grelha. toda a água que escoa fora da grelha q2. a vazão total que ultrapassa a grelha é calculada por. Ao = área da seção transversal de escoamento da sarjeta. MT/DNIT/DPP/IPR . em m/s = Qo/Ao Qo = vazão que escoa na sarjeta. em m. a vazão que ultrapassa a grelha pode ser calculada por: q3 = Q o ⎛ L ⎞ x ⎜ 1 − 22 ⎟ ⎜ Lo ⎟ ⎝ ⎠ 2 Assim sendo. Se L for menor que L0. as grelhas devem ser dimensionadas de modo que L ≥ L o .

e seu espaçamento é função da capacidade hidráulica da sarjeta (item 5.2) Para os procedimentos a serem seguidos na execução deste dispositivo. em m. em m. é composta de três itens fundamentais: poço-de-visita. Têm ainda o objetivo de permitir a limpeza nas galerias e a verificação de seu funcionamento e eficiência. apresentada a seguir.Manual de Drenagem de Rodovias 295 i = declividade transversal do pavimento da pista de rolamento. em pontos baixos do perfil e em pontos intermediários. para um mesmo local. devem ser posicionados os poços de visita que atenderão às bocas-de-lobo projetadas e demais casos particulares. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES . 6. em m3/s. t = espessura das barras longitudinais das grelhas.4 POÇOS-DE-VISITA Os poços-de-visita são dispositivos especiais que têm a finalidade de permitir mudanças ou das dimensões das galerias ou de sua declividade e direção. e otimizando de forma ordenada a seqüência de cálculos. g = aceleração da gravidade. em m. concorrem mais de um coletor. São dispositivos também previstos quando. que servirá de orientação ao roteiro. deflúvio a escoar para jusante e galeria de jusante. L = comprimento da grelha. segundo as necessidades de captação de águas. e = espaçamento entre as barras longitudinais das grelhas. 6. q = vazão total não esgotada pela boca-de-lobo. Ø' = ângulo formado entre o plano da sarjeta e o plano vertical.5 ROTEIRO PARA PROJETO DE GALERIAS PLUVIAIS DE SEÇÃO CIRCULAR Será apresentado a seguir um roteiro para o projeto de galerias pluviais de seção circular visando facilitar o trabalho. Lo = comprimento da grelha necessário para captar toda a água que escoa sobre a grelha. Após o dimensionamento e localização das bocas-de-lobo e sarjetas. Q = vazão esgotada pela boca-de-lobo. em m/s2. Qo = vazão que escoa lateralmente à grelha. MT/DNIT/DPP/IPR . em m3/s. em m. A planilha. conforme descrito acima. em m3/s. As bocas-de-lobo devem ser localizadas imediatamente a montante das curvas dos meiofios nos cruzamentos.

5. c) Coluna 3 . b) Coluna 8 . atinge a seção considerada.5. escoando pela superfície do solo. Essas áreas devem ser calculadas ou planimetradas e o seu resultado deve ser indicado em hectares. Deve ser marcado o divisor de águas de cada bacia que contribua diretamente para a seção de interesse. isto é.1 POÇO-DE-VISITA a) Coluna l .Área Determinar a área de cada sub-bacia de contribuição. A individualização da bacia contribuinte é necessária e feita pelo traçado em planta topográfica das linhas dos divisores de água ou espigões. 6.Fundo Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (6) e (17) .2 DEFLÚVIO A ESCOAR PARA JUSANTE Bacia contribuinte ou bacia de drenagem é uma área definida topograficamente. coletora de água de chuva que. 6.Terreno Deve ser indicada nesta coluna a cota do terreno do local.Nível d’água Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (5) e (19). f) Coluna 6 . de acordo com a locação. e) Coluna 5 .Coeficiente de impermeabilidade MT/DNIT/DPP/IPR .Número do poço Os poços-de-visita deverão ser numerados de montante para jusante. dividir a área de cada bacia em áreas contribuintes dos diversos-poços-de visita.Manual de Drenagem de Rodovias 296 Esta planilha está baseada no modelo adotado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro que é o modelo mais utilizado no país. d) Coluna 4 .Recobrimento Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (16) e (17) . a) Coluna 7 .Estaca Devem ser indicadas as estacas correspondentes aos poços-de-visita. b) Coluna 2 .

ou igual ao inverso desta área elevado à potência de 0. isto é. do item 5. as áreas totais. o tempo de percurso na sarjeta pode ser obtido para equação 6.Área total Na coluna 9 devem ser indicados. em min. te = tempo de entrada. No caso do primeiro poço-de-visita. 115. Os valores de (n) podem ainda ser obtidos da Fig. r = 0. c) Coluna 9 . n = A-0. única. ou tempo requerido pelo escoamento superficial para fluir sobre a superfície.80 : para áreas muito urbanizadas (zona central da cidade).Manual de Drenagem de Rodovias 297 Em função do grau de urbanização da área do projeto. a soma das áreas locais contribuintes para cada poço-de-visita. r = 0. na forma cumulativa. O tempo de entrada depende geralmente da declividade e das características de superfície de drenagem.2. em min. se a área total for maior que 1 ha. a ser indicado na coluna (11). Nas galerias. Apêndice D. e um tempo de percurso que é o tempo que decorre desde a entrada no conduto (sarjeta ou galeria) até o ponto de interesse. No caso do primeiro poço-de-visita ou boca-de-lobo. esta área é igual à respectiva área local.15. corresponde a um tempo inicial de entrada. d) Coluna 10 .15. em quatro categorias: r = 0. tp = tempo de percurso. que poderá ser tomado igual a 1 se a área for inferior a 1 ha. e) Coluna 11 . o tempo de percurso depende das suas características hidráulicas e extensão: valores indicados na coluna (23). r = 0. baseado nos estudos de Burkli-Ziegler. isto é.40 : para zona suburbana.cujas águas fluem para ele. em hectares.Tempo de concentração O tempo de concentração para galerias de drenagem urbana.25 : para zona rural.Coeficiente de distribuição A coluna (10) deverá ser preenchida com o coeficiente de distribuição (n). em min. até atingir a primeira boca de lobo a montante. ábaco de Caquot. Na prática pode ser obtido através da tabela 56 do Apêndice D.60 : para zona residencial urbana. tc = te + tp onde: tc = tempo de concentração. MT/DNIT/DPP/IPR . classificar a impermeabilidade das áreas locais (r).

i) Coluna 15 . g) Coluna 13 . já que não há contribuição de trecho anterior. h) Coluna 14 . Os valores de (a). diâmetro e recobrimento Pelo exame do greide da rodovia e orientado pelo gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção.60 metros. ou pelo gráfico da Fig. No caso do primeiro poço de visita o deflúvio total a escoar será o próprio deflúvio parcial coluna (14).Declividade.17 e 6 . numa primeira tentativa.Intensidade pluviométrica A intensidade pluviométrica a ser indicada na coluna (12) é a quantidade de precipitação que ocorre em uma unidade de tempo (mm/h). Após a escolha do tempo de recorrência da chuva de projeto.Deflúvio parcial O deflúvio parcial em l/s.5.Deflúvio total a escoar O deflúvio total a escoar a ser indicado na coluna (15) será obtido pelo somatório dos deflúvios parciais na forma cumulativa. Esta distância não deve ser inferior a 0. 6. coluna (17) deste mesmo coletor. a ser indicado na coluna (14). de acordo com o estudo hidrológico. determina-se a intensidade de precipitação através das curvas de intensidade . é obtido através do método racional pelo produto dos seguintes fatores: área da bacia local em ha (col 7). intensidade pluviométrica em mm/h (col 12).3 GALERIA DE JUSANTE a) Colunas 16. e o recobrimento. e 2. a ser indicado na coluna (6). Apêndice D. e do tempo de concentração (t). coeficiente de distribuição (col 10). coeficiente de deflúvio (col 13). intensidade pluviométrica (i). ou através da equação de chuvas adotada para a localidade. MT/DNIT/DPP/IPR . Fig. onde (a) é um fator função dos coeficientes de impermeabilidade (r). escolher à priori. podem ser determinados através da tabela 54 do Apêndice D. 116. para uma chuva com uma dada freqüência e com uma duração igual ao tempo de concentração.duração e freqüência. que é a distância vertical entre o greide no centro do poço-de-visita e o prolongamento da geratriz superior externa do coletor.Manual de Drenagem de Rodovias 298 O tempo de concentração mínimo adotado em sistemas urbanos é de t = 10 minutos f) Coluna 12 . 117.Coeficiente de deflúvio O coeficiente de deflúvio a ser indicado na coluna (13) deverá ser calculado com base no critério de Fantoli pela fórmula f = ax (i x t).78 (fator numérico de conversão de unidades). o diâmetro "d". a declividade "I" do primeiro trecho do coletor a ser indicado na coluna (16). Apêndice D.

em função do diâmetro escolhido coluna (17) e do coeficiente de rugosidade do tubo (n). i = declividade da galeria. Através da tabela 58. expresso em porcentagem. tem-se inicialmente que calcular o fator de condução K. coluna (6). mediante a seguinte operação: Col5 = Col3 − (Col6 + Col17) b) Coluna 18 . por d8/3/n tem-se o argumento c2: c2 = K d8 / 3 n Q i Entrando-se com o valor de c2 na tabela 59 do Apêndice D. será a soma da cota do fundo. o recobrimento.Enchimento O enchimento.Tirante normal Para o cálculo do tirante normal.Tirante crítico MT/DNIT/DPP/IPR . coluna (16). coluna (3) pode ser calculada a cota do fundo do poço-de-visita. coluna (5) e o tirante normal coluna (19). coluna (5). Para o preenchimento desta coluna devemse aguardar os cálculos efetuados para o preenchimento da coluna (19). será obtido através da equação: y =c ×d 2 A cota do nível d'água a ser indicada na coluna (4). Col4 = Col5 + Col19 d) Coluna 20 . coluna (15). c) Coluna 19 . determina-se o valor de d8/3/n. é a relação entre o tirante normal e o diâmetro do tubo. Dividindo-se o fator de condução (K). na coluna (18). a relação entre o tirante d'água (y) e o diâmetro (d) do tubo. valor este a ser indicado em porcentagem. determina-se o enchimento y/d. em m/s. K= onde: Q = deflúvio a escoar. coluna (17). Apêndice D. em m/m. a ser indicado na coluna (18).Manual de Drenagem de Rodovias 299 Sendo conhecido o diâmetro. O tirante normal (y) a ser indicado na coluna (19). isto é. e a cota do terreno.

O tirante crítico (yc) será obtido através da equação: yc = c3 x d Donde pode-se concluir que se: yc > y o regime é supercrítico. por d5/2. yc/d. em m/s2. Dividindo o módulo crítico(M). em m3/s. determina-se o valor de d5/2. a ser indicado na coluna (21). coluna (15). em m/s. em m2. a ser indicado na coluna (20).Velocidade de escoamento A velocidade de escoamento será determinada pela equação da continuidade. Q A MT/DNIT/DPP/IPR . Apêndice D. v= onde: V = velocidade de escoamento. coluna (17). g = aceleração da gravidade. tem-se o argumento (c3). pode ser determinado através do cálculo do módulo crítico (M): M= onde: Q = deflúvio a escoar. yc < y o regime é subcrítico. Através da tabela 58. em m/s. determina -se o enchimento crítico.Manual de Drenagem de Rodovias 300 O tirante crítico(yc). yc = y o regime é crítico. A = área da seção molhada. em função do diâmetro escolhido. c3 = M d5 / 2 Q g Entrando-se com o valor de (03) na tabela 59 do apêndice D. coluna (15). Coluna 21 . Q = deflúvio a escoar.

40 m.Extensão A extensão deverá ser indicada em metros na coluna 22. V = velocidade de escoamento. de acordo com o projeto. em min.5 m/s. em m. 6.4 RECOMENDAÇÕES E 1 x V 60 A velocidade de escoamento não deverá ser superior a 4. coluna 22.5. tabela 58 do Apêndice D. f) Coluna 23 . coluna 21. coluna 23 .Tempo de percurso Q c1 x d2 O tempo de percurso no trecho. a ser indicado na coluna 23 é o resultado da divisão da extensão do trecho do coletor a montante pela respectiva velocidade de escoamento. E = extensão. ao quadrado. função de y/d já determinado na coluna (20) pelo diâmetro escolhido coluna (17). Os procedimentos a serem seguidos na execução dos dispositivos devem obedecer às Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES . v= e) Coluna 22 . A altura d'água calculada não deverá ser inferior a 20 % nem superior a 85 % do diâmetro do coletor.0 m/s. multiplica-se o valor do argumento c1. expresso em minutos: tp = onde: tp = tempo de percurso. devido à resistência a erosão do tubo de concreto.Manual de Drenagem de Rodovias 301 Para a determinação da área da seção molhada. nem inferior a 1. O diâmetro mínimo tanto para os ramais de boca-de-lobo como para as galerias não deverá ser inferior a 0. tabela 59 do Apêndice D. MT/DNIT/DPP/IPR . visando facilitar a auto-limpeza. em m/s.

Distr. Defl. min Total Conc. Tempo Total a Declividade Diâmetro Enchimento Recobrimento Velocidade Extensão Percurso Nível Área Tempo Intes Coef. Terreno Fundo Área Coef. escoar m % m % m/s m Normal Crítico Coef. Parcial ℓ/s Nº Estaca d´água m m m m ha Imper.Planilha para cálculo de coletores circulares de águas pluviais 1 2 3 4 5 6 MT/DNIT/DPP/IPR 302 . m ha min mm/h mm/h ℓ/s 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 COTAS NO POÇO Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 45 . Pluv. Defl.POÇO DE VISITA BACIA LOCAL DEFLUVIO A ESCOAR PARA JUSANTE GALERIA DE JUSANTE LOCAÇÃO CONTRIBUIÇÃO PARCIAL Tirante Defl.

campos 10 min 12 min 15 min Declividade da Sarjeta I<3% 7 min 10 min 12 min I>3% MT/DNIT/DPP/IPR .6 Tabela 48 .Tempo de entrada Natureza da área 1 – Área de construção densas 2 – Áreas residenciais 3 – Parques.0 m = 3.6 COEFICIENTES DE REDUÇÃO DAS CAPACIDADES DAS BOCAS DE LOBO 303 Tabela 46 .0 m = 8.3 m = 6.Valores do fator m BOCA DE LOBO COMBINADA Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e GRELHAS Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e m = 4. ou longitudinal com barras Transversais Combinada Tipo de Boca-de-Lobo % permitida sobre o valor teórico 80 65 50 80 60 50 110% dos valores indicados para a grelha correspondente Tabela 47 . jardins.Manual de Drenagem de Rodovias 6.Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo Localização nas Sarjetas Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Simples combinada Com grelha Simples Grelha longitudinal Grelha transversal.

38 0.0770 19.60 0.0087 0.5774 MT/DNIT/DPP/IPR .4615 1.8100 1.043 a = 0.0000 108.6670 86.6670 5.1444 0.1769 0.3850 10.0493 0.0900 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 49 .3330 66.4400 0.30 0.0254 0.50 0.015 d 5/2 m 2 0.6920 42.0225 0.8000 50.0769 1.7684 1.0312 0.013 0.2691 1.20 0.1012 0.15 0.1358 0.029 a = 0.Valores do fator (a) r = 0.058 a = 0.0769 5.6920 29.40 r = 0.2025 0.7330 36.40 0.5385 1.25 a = 0.9231 3.00 1.45 0.0000 2.0770 76.6154 12.80 0.0400 0.20 d 2 d8/3 n n = 0.4900 0.Determinação de d 8 3 n e d 5 2 Diâmetro m 0.90 1.4620 58.0000 1.6667 n = 0.80 r = 0.25 0.0000 1.9230 99.0670 25.0890 0.0529 0.2789 0.018 304 Tabela 50 .4670 17.6400 0.1600 0.0625 0.10 1.2310 125.70 0.2321 1.6923 8.60 r = 0.5724 0.4100 0.23 0.8462 6.2500 0.0179 0.3600 0.

18 0.4312 0.66 0.2651 0.15 0.1455 0.5220 0.Manual de Drenagem de Rodovias 305 Tabela 51 .1248 0.3727 0.0921 0.5020 0.0221 0.3328 0.2098 0.0174 0.0573 0.50 0.0613 0.0304 0.1719 0.2739 0.0698 0.0394 0.0535 0.61 0.2546 0.52 0.1883 0.0981 0.48 0.0361 0.3828 0.1890 0.1604 0.0752 0.2642 0.1535 0.1198 0.0427 0.51 0.0418 0.2167 0.42 0.47 0.5400 0.1988 0.4430 0.3157 0.0197 0.39 0.2934 0.33 0.27 0.38 0.65 0.4720 0.0498 0.29 0.0735 0.41 0.62 0.0302 0.0237 0.1002 0.0331 0.26 0.49 0.2355 0.2098 0.4130 0.0597 0.4230 0.40 0.5590 0.0549 0.3420 0.4444 MT/DNIT/DPP/IPR .59 0.1982 0.3599 0.2410 0.3527 0.2354 0.Dados numéricos para o cálculo do escoamento em galerias circulares parcialmente cheias y d 0.0864 0.3032 0.4920 0.2251 0.3627 0.35 0.3130 0.43 0.2305 0.0739 0.2038 0.64 0.1242 0.0432 0.2202 0.31 0.44 0.58 0.28 0.0961 0.1030 0.1773 0.2751 0.24 0.4620 0.1623 0. 0.0461 0.1044 0.2450 0.19 0.55 0.3930 0.1830 0.21 0.1298 0.0955 0.2464 0.3229 0.0653 0.57 0.2185 0.2853 0.46 0.0811 0.4530 0.1107 0.0377 0.63 0.1828 0.3466 0.30 0.0805 0.34 0.1050 0.1383 0.37 0.1366 0.60 0.1199 0.22 0.2368 0.1451 0.1559 0.1612 0.0694 0.20 0.5120 0.2550 0.4820 0.1530 0.2074 0.53 0.3949 0.1148 0.36 0.0269 0.1926 0.1844 0.2014 0.2260 0.0910 0.2149 0.2276 0.1762 0.16 0.5500 0.0818 0.2090 0.0777 0.3069 0.0304 0.0862 0.4030 0.1668 0.2510 C3 0.54 0.4330 0.2836 0.68 C1 0.3717 0.1347 0.17 0.1508 0.1683 0.1401 0.3827 0.5690 C2 0.67 0.56 0.1800 0.1174 0.1110 0.2956 0.1711 0.32 0.0273 0.23 0.4062 0.1312 0.1449 0.0340 0.0246 0.2461 0.0646 0.45 0.3263 0.4162 0.1261 0.0805 0.3374 0.25 0.5310.0152 0.

88 0.4700 0.4570 0.3183 0.86 0.2705 0.6185 0.76 0.6660 0.74 0.3263 0.3079 0.80 0.3300 C3 0.5108 0.77 0.8017 306 MT/DNIT/DPP/IPR .85 0.2607 0.6570 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 51 – (Continuação) y d 0.7106 0.6348 0.6714 0.2928 0.84 0.7250 0.69 0.3011 0.3267 0.6050 0.6970 0.6140 0.5599 0.78 0.6400 0.4987 0.6960 0.3115 0.71 0.7040 0.2881 0.2798 0.6810 0.5400 0.2970 0.6490 0.3212 0.7190 0.6020 0.2751 0.2845 0.3243 0.73 0.6320 0.75 0.6526 0.7320 0.83 0.7380 C2 0.7767 0.7270 0.6740 0.2561 0.6230 0.3151 0.70 0.5870 0.7120 0.79 0.3047 0.82 0.4831 0.6898 0.89 C1 0.72 0.6051 0.5543 0.2659 0.87 0.5780 0.81 0.5240 0.6890 0.7527 0.

Àbaco de Caquot 307 MT/DNIT/DPP/IPR .Coeficiente de distribuição (n) .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 115 .

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 116 .Coeficiente de deflúvio f 308 MT/DNIT/DPP/IPR .

Gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 309 Figura 117 .

.

FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 311 GEOTÊXTEIS CARACTERÍSTICAS.

.

que muitas vezes definem também o desempenho. os geotêxteis possuem características (propriedades) que definem seu comportamento quando instalados em uma estrutura pertencente à obra. Características físicas: a) Gramatura (densidade superficial) b) Espessura c) Densidade da fibra ou filamento d) Diâmetro da fibra ou filamento e) Porosidade MT/DNIT/DPP/IPR . esses materiais são submetidos a alguns ensaios que simulm situações reais e que fornem resultados que ser usados dimensionamento. Como tantos outros materiais aplicados em obras de engenharia. Para se definir as características dos geotêxteis. ou pelo menos que servir de subsídios para a seleção produto mais adequado situação de obra Esta situação de obra pode estar ligada ao desempenho do geotêxtil ou às suas condições de instalação.Manual de Drenagem de Rodovias 7 OS GEOTÊXTEIS: CARACTERÍSTICAS.1 Os geotêxteis são materiais têxteis permeáveis com aplicação em obras ou estruturas geotécnicas. • • Processo de fabricação Matéria-prima Essas características são divididas em quatro grupos: • • • • Características Físicas Características Mecânicas Características Hidráulicas Características de Durabilidade Com relação ao processo de fabricação os geotêxteis podem ser tecidos ou não-tecidos. FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO INTRODUÇÃO 313 7. 7.2 CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis derivam diretamente de dois fatores básicos.

Capacidade de retenção de partículas. Características de durabilidade: a) Fluência b) Resistência à abrasão c) Resistência aos raios ultra-violetas d) Resistência à temperatura e) Resistência a agentes químicos f) Resistência a agentes biológicos 7. As funções são: – – – Filtração Separação Reforço MT/DNIT/DPP/IPR .3 FUNÇÕES DOS GEOTÊXTEIS A função de um geotêxtil é tudo aquilo que se espera que o mesmo desempenhe na estrutura pertencente à obra.Manual de Drenagem de Rodovias 314 Características mecânicas: a) Resistência à tração b) Alongamento c) Módulo de rigidez d) Resistência ao Puncionamento e) Resistência ao estouro f) Resistência à propagação do rasgo g) Flexibilidade h) Atrito com o solo i) Isotropia Características hidráulicas: a) Permeabilidade normal b) Permeabilidade transversal c) Abertura de filtração (Porosimetria) .

Deve-se observar que são características importantes para função: • • • Permeabilidade Porosidade Abertura de Filtração (capacidade de retenção de partículas) Para a instalação (Resistência a esforço de instalação) • • • • Resistência à tração Alongamento Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo FUNÇÃO SEPARAÇÃO 7. É importante que fique claro que as funções derivam e dependem das Características dos geotêxteis. ao mesmo tempo que retém as partículas do solo necessárias à sua estabilização. se esperamos que um geotêxtil desempenhe uma determinada função na obra e condição básica que este possua as características exigidas para tal e com determinados valores (dimensionamento) 7. quando instalado entre um solo e um meio drenante.1 FUNÇÃO FILTRAÇÃO Por exemplo.Manual de Drenagem de Rodovias 315 – – Proteção Drenagem Nas obras os geotêxteis podem desempenhar simultânea ou isoladamente as funções apresentadas. Aqui também são características importantes: – – – – Abertura de filtração Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo Resistência à tração MT/DNIT/DPP/IPR . o geotêxtil permite a livre passagem da água. ao mesmo tempo que permite a livre passagem da água nos dois sentidos evitando sub-pressões. o geotêxtil impede que estes se misturem.3. mantendo cada qual suas características.3. ou seja.2 Quando instalado entre dois materiais de granulometrias diferentes.

2 Símbolo: Unidade: (gramas/m) ESPESSURA – – Símbolo: Unidade: (mm) MT/DNIT/DPP/IPR . São características importantes: – – – – – 7.1 GRAMATURA (DENSIDADE SUPERFICIAL) – – 7.3.3 FUNÇÃO REFORÇO 316 O geotêxtil atua como reforço sempre que solicitado à tração no sentido de aumentar a resistência do material que o envolve. também chamadas de propriedades.5 Espessura Resistência ao Puncionamento FUNÇÃO DRENAGEM TRANSVERSAL Função desempenhada pelo geotêxtil quando transporta gases ou líquidos através de sua espessura no plano da manta.Manual de Drenagem de Rodovias 7.4 Resistência à tração Alongamento Rigidez Atrito com o solo Fluência FUNÇÃO PROTEÇÃO Nessa função o geotêxtil absorve os esforços e tensões localizadas que se incidissem diretamente sobre o material protegido poderiam danificá-lo.4.4 Espessura Permeabilidade CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis. São características importantes: – – 7.3.4.3. são as seguintes: 7. onde o importante é caracterizar: – – 7.

3 DENSIDADE DA FIBRA OU FILAMENTO 317 – – Símbolo : ρf Unidade : (Kg/m3.5 POROSIDADE – – Símbolo: (ηGT ) Unidade: (%) É a relação entre o volume de vazios do geotêxtil e o volume total do mesmo.4 DIÂMETRO DA FIBRA OU FILAMENTO – – Símbolo: d f Unidade: (mm .6 – Símbolo: α E = força por unidade de largura para um dado alongamento α f = força por unidade de largura na ruptura – Unidade (KN/m) Os três tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis são os constantes da Fig. 118.4.Tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis a) faixa estreita (strip test) b) faixa larga (wide width test) c) agarramento (grab test) MT/DNIT/DPP/IPR . g/m3) É a própria densidade da matéria-prima com que são fabricadas. Figura 118 .4. µm) Dimensão da seção transversal da fibra ou filamento que compõe o Geotêxtil 7. 7.4.4. Analiticamente: η = 1− µ ϑf ⋅ Tg RESISTÊNCIA À TRAÇÃO 7.Manual de Drenagem de Rodovias 7.

N) Representa o esforço concentrado e praticamente estático que pedras. produz distorções no resultado devido à grande estricção que o corpo de prova sofre na sua parte central. Esse ensaio só é usado para controle de qualidade da fabricação. é muito utilizado por ser bastante prático. pela sua reduzida largura. O módulo (J) depende do formato da curva tensão (α ) X deformação (ε ) . e pode assumir valores diferentes dependendo de cada fase da curva.Manual de Drenagem de Rodovias 318 a) O ensaio de faixa estreita não é utilizado para caracterizar o comportamento de geotêxteis.4.8 MODULO DE RIGIDEZ – – Símbolo: J Unidade : (KN/m) É a inclinação da curva tensão X deformação obtida nos ensaios de tração. 7.4. b) Considerado um ensaio de performance. arames e outros objetos contundentes aplicam no geotêxtil durante sua instalação e/ou vida útil. mas não traduz corretamente o desempenho do geotêxtil devidamente confinado pelo solo. pois.4. b) Puncionamento dinâmico – – símbolo : Wi Unidade : (J) MT/DNIT/DPP/IPR . c) O ensaio de agarramento (GRAB-TEST) simula a solicitação de tração no geotêxtil quando utilizado entre duas pedras que tendem a se afastar. 7. para caracterizar um geotêxtil. O ensaio consiste em se fazer penetrar uma determinada punção sobre a amostra de geotêxtil e medir o esforço necessário para tal. 7.7 ALONGAMENTO – – Símbolo: ε Unidade:(%) Corresponde à deformação que o geotêxtil sofre nos ensaios de tração.9 RESISTÊNCIA AO PUNCIONAMENTO a) Puncionamento estático: – – símbolo:Fp unidade: (KN.

4. fendas.14 ISOTROPIA Característica inerente ao geotêxtil que possui as mesmas propriedades mecânicas em todas as direções dentro do seu plano de fabricação.13 ATRITO COM O SOLO Característica muito importante quando o geotêxtil atua como reforço.4. KN) Em situações onde o geotêxtil sofre danos localizados.4. em se medir o diâmetro do furo provocado pela punção e energia padronizadas. O ensaio (não normalizado para geotêxteis) consiste em lançar uma função sobre a amostra do geotêxtil e verificar a energia máxima de resistência ao impacto. 7. etc. 7. 7. ou em ensaios mais empíricos. MPa) É o esforço distribuído que solos moles ou líquidos impõem ao geotêxtil quando apoiado em substrato que apresente grandes vazios (espaços intragranulares.) O ensaio de caracterização consiste em se aplicar uma carga hidráulica através de uma membrana de borracha na amostra de geotêxtil instalada em uma flange. rachaduras. é importante que esses danos não se propaguem para não comprometer ainda mais o seu desempenho.12 FLEXIBILIDADE Essa propriedade está ligada à capacidade de acomodação do geotêxtil no terreno ou substrato onde é instalado. MT/DNIT/DPP/IPR .11 RESISTÊNCIA À PROPAGAÇÃO DO RASGO – – símbolo: FT unidade: (N. 7. o atrito com o solo está ligado à interação entre este e o geotêxtil como medida da transmissão do esforço.10 RESISTÊNCIA AO ESTOURO – – símbolo: PB unidade: (KPa.4. O ensaio de caracterização consiste em se fazer tracionar os lados não paralelos de um corpo de prova trapezoidal no qual se faz um corte inicial. 7.4.Manual de Drenagem de Rodovias 319 Representa a solicitação dinâmica pontual que pedras e enrocamentos lançados impõe sobre o geotêxtil especialmente durante sua instalação.

essa é a característica que expressa a capacidade do geotêxtil em conduzir um fluxo de água (ou gases) pela sua espessura no sentido paralelo à sua superfície.16 – – símbolo:Kt unidade:(cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade transversal.4. que é o produto de seu coeficiente de permeabilidade transversal pela sua espessura. Em outras palavras. MT/DNIT/DPP/IPR . Ø = Kt Tg cm /s 7. A determinação de Kn é feita através da passagem de um fluxo de água em regime laminar pelo geotêxtil em um permeâmetro de carga constante aplicando-se a lei de DARCY.4.4. essa é a característica que expressa sua capacidade em ser atravessado por um fluxo de água perpendicularmente ao plano do geotêxtil.15 PERMEABILIDADE NORMAL 320 – – Símbolo: Kn Unidade: (cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade normal. através da sua transmissividade (Ø) . Ψ= Kn −1 s Tg ( ) PERMEABILIDADE TRANSVERSAL 7. É comum se expressar a permeabilidade transversal do geotêxtil.que é a relação entre o coeficiente de permeabilidade normal e a espessura do geotêxtil. É comum se expressar a permeabilidade normal do geotêxtil através de sua permissividade (Ψ ) . representa o tamanho da maior partícula que atravessa o geotêxtil nas condições de ensaio (capacidade de retenção de partículas). µm ) Característica que representa o tamanho do maior poro do geotêxtil. A determinação de Kt é feita fazendo-se percolar água pela sua espessura em condições de carga hidráulica conhecida lei de DARCY.Manual de Drenagem de Rodovias 7.17 ( ) ABERTURA DE FILTRAÇÃO (CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE PARTÍCULAS) – – Símbolo:Of Unidade (mm.

bem diferentes entre si. 7. 7.21 RESISTÊNCIA À TEMPERATURA Característica da matéria-prima de importância quando o geotêxtil entrar em contato com altas temperaturas. 7.4. como os demais tipos de filtros.4. não desejável de um geotêxtil. em se deformar ao longo do tempo quando submetido à carga constante. representa sua maior ou menor suscetibilidade em alterar sua textura superficial quando submetida a esforços de abrasão por cravação ou arrasto. 7.4. podem vir a ser submetidos. – Solo em contato direto com o geotêxtil MT/DNIT/DPP/IPR . 7.4. consistem na determinação do tamanho da maior partícula de um solo padrão que atravessa o geotêxtil em condições de percolação de água ou a seco com vibração.5 O DIMENSIONAMENTO FUNÇÃO FILTRAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA DRENAGEM SUBTERRÂNEA – 7. 7. concentração e demais condições do produto em contato com o geotêxtil.18 FLUÊNCIA Corresponde à característica.23 RESISTÊNCIA A AGENTES BIOLÓGICOS Resistência da matéria-prima do geotêxtil aos agentes biológicos em contato.1 MECANISMOS DE FILTRAÇÃO Para o correto dimensionamento do geotêxtil como filtro é importante que se entenda os dois mecanismos básicos de filtração a que os geotêxteis. 7.Manual de Drenagem de Rodovias 321 Os ensaios existentes.4.4. Nas aplicações enterradas.20 RESISTÊNCIA AOS RAIOS ULTRA-VIOLETAS Característica ligada à degradação da matéria prima do geotêxtil quando exposto à luz do sol.5. via de regra não há com o que se preocupar. Característica derivada da matéria-prima.19 RESISTÊNCIA À ABRASÃO Característica pouco importante para a maioria das aplicações do geotêxtil.22 RESISTÊNCIA A AGENTES QUÍMICOS Característica da matéria-prima ligada à sua degradação ou resistência aos elementos químicos.

Manual de Drenagem de Rodovias 322 – Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluído percolante a) Solo em contato direto com o geotêxtil É o caso dos drenos subterrâneos de rebaixamento de lençol freático. nesse mecanismo de filtração o geotêxtil atua como barreira provocando a formação de um filtro natural. formando um filtro natural.(b) Geotêxtil retendo partículas em sus. etc. lavagem. drenos de barragem. onde a água percola limpa através dos poros do solo. a aderência entre partículas do solo e as fibras do geotêxtil faz com que o processo seja semelhante ao anterior. as mais grossas que vão para junto do geotêxtil são retidas. necessitando manutenção. enxurradas com partículas em suspensão. formação reticulada em abóbada (figura 119b): Em solos argilosos. Nesse mecanismo de filtração (figura 119c) o geotêxtil vai retendo as partículas em suspensão e deixando passar o fluído. o geotêxtil só pode ser instalado quando for possível o acesso ao mesmo para retirada do material retido. etc. Com o passar do tempo as partículas retidas na superfície vão tornando o sistema menos permeável. seguindo as duas formações básicas que seguem – formação reticulada em pontes (figura 119a): Após a passagem. pensão .Mecanismos de filtração Vazios Geotêxtil Fibras Geotêxtil Geotêstil em contacto com o solo: Formação reticulada em ponte . Segundo Rollin e Denis (4). em uma primeira fase de algumas partículas mais Finas. Nesse caso o geotêxtil pode ser instalado enterrado e sem acesso ao mesmo. Nesse caso. praticamente por tempo indefinido. – b) Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluido percolante É o caso da filtração de águas brutas de rios para abastecimento. Geotêxtil em contacto com o solo: Figura 119 . esgotos industriais e domésticos.(c) MT/DNIT/DPP/IPR .(a) Formação reticulada em abóboda . Formando um novo arcabouço estável e criando um filtro natural. retrolavagem ou até substituição do geotêxtil.

Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas adota como método de escolha (dimensionamento) do geotêxtil como filtro a metodologia que segue: Critério de Permeabilidade A perda de carga ∆h à passagem do geotêxtil é dada pela relação: MT/DNIT/DPP/IPR . todos os métodos de dimensionamento de geotêxteis como filtros propõe a seguinte relação: – kn ≥ C ⋅ ks Critério de Permeabilidade onde: Ks = coeficiente de permeabilidade do solo base C = constante do método Kn = coeficiente de permeabilidade normal do geotêxtil – Of ≤ B ⋅ d Critério de Retenção onde d = diâmetro da partícula do solo base tal que 85% em peso são inferiores a este diâmetro. B = constante do método Of = abertura de filtração do geotêxtil (capacidade de retenção) O CFGG . – – Critério de retenção Critério de permeabilidade ou seja. ao mesmo tempo. da mesma forma que para o dimensionamento de filtros granulares. dois critérios básicos devem ser considerados. o geotêxtil deve ser permeável o suficiente para evitar perturbações no solo por problemas de pressão.2 O DIMENIONAMENTO DO GEOTÊXTIL PARA O DESEMPENHO DA FUNÇÃO 323 Filtração Para o dimensionamento de um geotêxtil como filtro em uma drenagem subterrânea (ou sub-superficial). suficientemente capaz de reter as partículas necessárias para a estabilização do solo em contato Praticamente.Manual de Drenagem de Rodovias 7. de percolação e.5.

1 m: equivale a Fator 10 coeficiente de segurança global: Fator 3 A permissividade do geotêxtil deve ser. etc) – – – – – contaminação: na colocação na obra ou em funcionamento: Fator 100. kn ≥ 10 5 ks tg pois.016) A permissividade da obra será a permissividade do geotêxtil. compressão sob carga: Fator 3 gradiente 1s ≤ 10 : equivale a Fator 10 perda de carga admissível: ∆h = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 324 ⎛ kn ⎞ ks is ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ ⎛ kn ⎞ onde ⎜ ⎟ = permissividade do geotêxtil na obra em S-1 ⎜ Tg ⎟ ⎝ ⎠ Kn = coeficiente de permeabilidade do geotêxtil em m/s Ks = coeficiente de permeabilidade do solo em m/s Tg = espessura do geotêxtil em m is = gradiente hidráulico no solo ou vizinho do geotêxtil (adimensional) Obs : A permissividade é a medida sob pressão nula (AFNOR NF 38. kn ⎛ kn ⎞ Tg ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ A ⎝ ⎠ * * * Fator de Correção A (Produto de termos corretivos ou pré-fixados) a) Obras com alto nível de segurança (barragens. com o fator de correção A. ⎛ kn ⎞ ks x is ⎜ ⎟= ⎜ tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ kn tg ks x is = ∆h A MT/DNIT/DPP/IPR . novo e não comprimido.

8 C 2 – influência do solo solos -fofos ou não confinadosC2 = 0.10 kn = 10 5 ks tg b) Outras Obras (Trincheiras Drenantes. tipo de escoamento e função do geotêxtil. como segue: Of ≤ c d 85 sendo C=C1. com as partículas maiores do solo (d 85 ) a filtrar. Drenagem De Taludes. compacidade. Of é obtido através do ensaio de peneiramento hidrodinâmico (AFNOR NF-G 38017) A comparação acima é afetada por coeficientes para levar em conta condições particulares. 12% passando na peneira 200 (0.C4 onde C 1 – influência da granulometria granulometria continua e bem graduada C1 = 1 granulometria uniforme C1 = 0. ligadas à granulometria do solo.C2.C3.25 C 3 – escoamento hidráulico MT/DNIT/DPP/IPR . pode-se considerar a contaminação desprezível kn ≥ 10 3 ks tg Critério de Retenção É comparada a abertura de filtração ( Of ) do geotêxtil. Floreiras.Manual de Drenagem de Rodovias 325 kn ks x is x A = tg ∆h kn 10 x 100 x 3 x 3 x ks = tg 0.074mm).8 solos densos e confinadosC2 = 1. Etc) kn ≥ 10 4 ks tg c) No caso de areias puras: equivalente de areia > 60.

3 Gráfico para Determinação de C A escolha do fator "C". do geotêxtil como filtro. pode ser feita diretamente sobre o "ÁBACO" abaixo: Figura 120 . MT/DNIT/DPP/IPR . são multiplicados por C4 = 0.8 20 < i < 40 fluxo reversoC3 = 0.3.6 (proteção de margem) C 4 – função do geotêxtil função de filtroC4 = 1 função filtro-drenante (drenagem transversal)C4 = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 326 gradiente hidráulico:i < 5 C3 = 1 5 < i < 20 C3 = 0.Ábaco para escolha do fator “C” NOTA: No caso de aplicações filtro-drenantes (drenagem transversal) os valores de “C” obtidos no ábaco.

Neste caso a composição granulométrica tem a forma indicada na Figura 121 a seguir: Figura 121 . a abertura de filtração Of é comparado ao d85 da fração granulométrica inferior a este patamar (considera-se o patamar como sendo 100% passando).Manual de Drenagem de Rodovias 327 – no caso de solos-finos. se não. adota-se Of = 50 µm. nos quais a curva granulométrica apresenta um patamar acima do limite de "20% passando". areias pouco argilosas onde a porção argila não constitua uma matriz continua). aplica-se a regra de retenção. respeitando o critério seguinte: 4 ⋅ d15 〈 Of 〈 C ⋅ d 85 Considerações Porosimetria Medida da dimensão dos poros do geotêxtil e sua distribuição percentual. se ela conduzir a um valor de Of superior a 50 µm. Comentários Para solos de granulometrias descontínuas.Composição granulométrica Para os solos que apresentam a possibilidade de terem partículas finas percolando nos seus vazios (britas pulverulentas. o geotêxtil deve reter os elementos mais grossos e deixar passar os elementos mais finos. MT/DNIT/DPP/IPR .

NBR-12824 NBR-15224. NBR-12824 NBR-13359 ou NBR-15224 Unidade cm/s µm kN/M % kN Dreno Profundo ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥ 12 ≥ 30 ≥ 2. d10 e d15 = conceitos análogos ao d85. corresponde ao diâmetro do maior elemento de solo capaz de atravessar o geotêxtil sobre a ação da percolação de água.5 MT/DNIT/DPP/IPR . 7. é muito importante a escolha final de um geotêxtil em relação ao outro levando-se em conta as características que seguem (resistência à esforços de instalação): – – – – – Resistência à tração Alongamento Resistência ao puncionamento Resistência ao estouro Resistência à propagação do rasgo Requisitos básicos das mantas geotêxteis As mantas geotêxteis.5.Requisitos básicos das mantas geotêxteis Requisitos Permeabilidade Abertura de Filtração Resistência à tração Alongamento εr Resistência ao puncionamento Norma (ABNT) NBR-15223 NBR-15229 NBR-15224. mas. agulhadas e atender aos seguintes requisitos básicos (Tabela 60). não devem tecidos. Tabela 52 . para garantir a eficácia do mesmo durante sua instalação e vida útil. Cu = d60 d10 (usado na definição do C1) Coeficiente de Uniformidade Parâmetros do Solo: d85: corresponde ao diâmetro da partícula do solo tal que 85% em peso são inferiores a esse diâmetro d60.5 Superficial ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥8 ≥ 30 ≥ 1. ocasião em que esforços mecânicos poderão danificálo.3 ESCOLHA DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A INSTALAÇÃO DO MESMO NA OBRA As características de permeabilidade e retenção de partículas são primordiais para o desempenho da Função Filtração do geotêxtil. utilizadas como materiais filtrantes nos drenos.Manual de Drenagem de Rodovias 328 Abertura de Filtração (Of) Diâmetro do maior poro do geotêxtil.

30 m (aceita-se até 0. devem ser feitas logo após a abertura da vala.20 m) Colocação do material de enchimento (material drenante): o sentido de lançamento do material de enchimento deverá ser tal que impeça o levantamento e deslocamento do geotêxtil nos locais de recobrimento. dentro do possível.5. Após o enchimento da trincheira e rebatimento do geotêxtil na superfície (fechamento superior do filtro) deverá ser imediatamente executado o selo superior para impedir a entrada de partículas na trincheira drenante devido às águas de enxurrada. 7. A circulação de equipamentos da obra sobre a trincheira drenante antes de sua conclusão (selo) deve ser proibida. A união do geotêxtil para o fechamento do filtro e emenda de duas mantas pode ser feita por recobrimento de 0. enchimento e selo.5. NOTAS: Recomendações complementares dos catálogos e folhetos dos fabricantes dos geotêxteis devem ser considerados para obter o melhor desempenho possível dos mesmos.Manual de Drenagem de Rodovias 7.5 ALGUMAS RECOMENDAÇÕES DRENAGEM SUBTERRÂNEA PARA A INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA Preparo do terreno: as superfícies onde será instalado o geotêxtil deverão. estarem isentas de lama ou de água com partículas em suspensão para evitar algum tipo de poluição das mesmas. o projetista pode e deve colocar sua escolha final tendo em conta também a tradição de uso de certos geotêxteis em condições de instalação e solos conhecidos. A instalação do geotêxtil. Objetos contundentes deverão ser removidos Instalação e união dos geotêxteis: O geotêxtil deve ser instalado convenientemente contra o fundo e paredes da trincheira drenante para prevenir solicitações exageradas quando da colocação do material de enchimento e também para evitar a presença de "cavidades" entre o solo e o geotêxtil. causando a movimentação indesejada do solo a drenar.4 ESCOLHA FINAL DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A PRÁTICA 329 Tendo em vista a recente apresentação e uso dos métodos de dimensionamento de Geotêxteis para a Função Filtração. MT/DNIT/DPP/IPR .

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Manual de Drenagem de Rodovias 331 BIBLIOGRAFIA MT/DNIT/DPP/IPR .

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Paris: Rhône-Poulenc. GICOT.. 1987. p. 4. 6. definitions. New Orleans. Jacques. GIROUD. n.. M. 1984-1985. Nouvelle approche de la mesure de la résistance à la traction des géotextiles non-tissés.. 2005. properties and designs. RIGO. Paris. New Orleans.1987. P. St. 1987. COMITÉ FRANÇAIS DES GÉOTEXTILES ET LE GÉOMEMBRANES. 3th. Designing with geosynthetics. 1986. 107. L. p. Jean-Marie. PERFETTI. mai/jun. Geotextiles and geomembranes. A. MT/DNIT/DPP/IPR . Paris. Les géotextiles: guide de l'utilisateur. 456-470. Geosynthetic filtration in landfill design. 5. v. J. ROLLIN. KOERNER.Manual de Drenagem de Rodovias BIBLIOGRAFIA 333 1. Bulletin de Liaison des Laboratoires des Ponts et Chaussées. Recommandations pour l'emploi des géotextiles dans les systemes de drainage et de filtration. 83-92. 1980. PERFETTI Jacques. New Jersey: PrenticeHall. 3. In: Geosynthetic’87 Conference. Paul. DENIS R. ed. Proceedings. 0livier. 2. ed. R. 2. Mn: Industrial Fabrics Association International. 5th.

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