DNIT Manual Drenagem Rodovias

DNIT

Publicação IPR - 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO-GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª EDIÇÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Albino Pereira Martins (Responsável Técnico) Eng° Francisco José Robalinho de Barros (Responsável Técnico) Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Téc° Felipe de Oliveira Martins (Tecnólogo em Informática) Téc° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Técª Célia de Lima Moraes Rosa (Técnica em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri (DNIT / DPP / IPR)

COLABORADORES TÉCNICOS
Engº Osvaldo Rezende Mendes (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Francisco José d’Almeida Diogo (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Maria das Graças Silveira Farias (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Rosane Roque Jacobson (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Osvaldo Barbosa (KANAFLEX / AMITECH – RJ) Eng° MSc Fernando Wickert (Coordenador Técnico Geotêxtil da Fiberweb Bidim) Eng° Eider Gomes de Azevedo Rocha (Consultor da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Engª Carla Borges de Araújo (Consultora da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Eng° Antônio Máximo da Silva Filho (Superintendência Regional – MA {ex 15ª UNIT/DNIT})

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng°Paulo Romeu de Assunção Gontijo Eng°Saul Birman Eng°Julio César de Miranda Eng°Genésio Almeida da Silva Eng°Ronaldo Simões Lopes Azambuja Eng°Pedro José Martorel Martorel Eng°Haroldo Stewart Dantas Eng°Renato Cavalcante Chaves Eng°Nelson Luiz de Souza Pinto Eng°Willy Alvarenga Lacerda Eng°Rui Vieira da Silva Eng°Antonio Roberto Martins Barbosa de Oliveira Eng°João Maggioli Dantas Eng°Guioberto Vieira de Rezende Eng°Humberto de Souza Gomes

COLABORAÇÃO: GEPEL – Consultoria de Engenharia Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de drenagem de Rodovias. - 2. ed. - Rio de Janeiro, 2006. 333p. (IPR. Publ., 724). 1. Rodovias – Drenagem – Manuais. I. Série. II. Título.
Impresso no Brasil / Printed in Brazil

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

Publicação IPR 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª Edição

Rio de Janeiro 2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, Km 163 – Vigário Geral Cep.: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel/Fax.: (21) 3371-5888 e-mail.: ipr@dnit.gov.br TÍTULO: MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado pela Diretoria Colegiada do DNIT em 15/08/2006.

Km 163.21240-000.APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR). Neste Manual de Drenagem de Rodovias são apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária. dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos. comentários e críticas ao endereço abaixo. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). vierem a consultá-lo. por ventura. RJ Tel/Fax. buscando-se a simplificação de procedimentos e a facilidade de sua aplicação. Rio de Janeiro CEP . a fim de possibilitar o desenvolvimento dos projetos de drenagem para rodovias com eficiência e modernidade. Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra. enviando sugestões. Solicitamos a todos os usuários deste Manual que colaborem na permanente atualização e aperfeiçoamento do texto. fruto da revisão e atualização da 1ª Edição do Manual. A presente edição.gov. datado de 1990. procurando dar maiores e melhores subsídios técnicos aos profissionais que. Centro Rodoviário. atualiza e complementa o nível de informação do Manual original.br .: (21) 3371-5888 E-mail: ipr@dnit. vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu Manual de Drenagem de Rodovias. Vigário Geral.

.

. 105 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóboda de chapa metálica corrugada com controle de entrada ................ 79 Propriedades hidráulicas de estruturas lentículares e elípticas ........ 113 ....................................................................................... 112 Carga para bueiros em tubulação oval de concreto.............LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE FIGURAS Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Figura 8 Figura 9 Figura 10 Figura 11 Figura 12 Figura 13 Figura 14 Figura 15 Figura 16 Figura 17 Figura 18 Figura 19 Figura 20 Figura 21 Figura 22 Figura 23 Linha de energia específica ........................................................................................................................ 35 Relação entre energia e profundidade críticas ................. 36 Ângulo Ø.... à seção plena com controle de saída n = 0...................................................................................................012................................................................... 38 Grandezas hidráulicas dos bueiros celulares ...... à seção plena com controle de saída n = 0...................... 78 Curva Kv = f (d) ................................................ 94 Cotas hidráulicas no levantamento do Hw.... com eixo longo vertical ou horizontal.....................................012...............................................................................012............................................ 103 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada.......... 85 Controle de saída .............................................................................. 96 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada ............ 34 Variação de energia............................................................... 109 Carga para bueiros em célula de cimento...................................................................................................... 107 Interpolação de curva de coeficiente Ke.................. 111 Carga para bueiros em tubulação de concreto............................. 102 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto.. à seção plena com controle de saída n = 0............................................................... 80 Esquema de escoamento por orifício ......................................... 104 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada............................................... com eixo longo horizontal e controle de entrada.... com controle de entrada ............ 101 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de cimento e controle de entrada ...... 34 Largura da superfície livre do fluxo................ 39 Curva Kq = g (d) ....................................................................................... 106 Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada em anel biselado ...................................................................

......... à seção plena n = 0............................... 124 Seção transversal de um rio ....................................... à seção plena n = 0... à seção plena n = 0.............................. 142 Perfil hidráulico teórico ................. 116 Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada. 133 Termos da equação de Bernoulli ...................................................................................................................................................................................... 146 Coeficientes da fórmula de Rehbock ................................................................................................................................................................. 122 Curvas do comportamento hidráulico para bueiros circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1...................... 140 Acréscimo de cota devida ao remanso.. 154 Seção triangular........................................ 155 Seção retangular ......................................... 114 Carga para bueiros em chapa metálica corrugada................................................................................................................................................... 120 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical..................................................................................... 121 Profundidade crítica para bueiro lenticular em aço corrugado.................................................................. 149 Valetas de proteção de corte...........024........................................................................................... 119 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal ............................................................................................................................................................................................ à seção plena n = 0.......................................... 115 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada.........................................................................Figura 24 Figura 25 Figura 26 Figura 27 Figura 28 Figura 29 Figura 30 Figura 31 Figura 32 Figura 33 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada.......................................................................................... 149 Ábaco II ........... 137 Comprimento elementar ....................... 138 Perfis do fundo e linha d’água ....... 148 Ábaco I ............................................................ 155 Figura 34 Figura 35 Figura 36 Figura 37 Figura 38 Figura 39 Figura 40 Figura 41 Figura 42 Figura 43 Figura 44 Figura 45 Figura 46 Figura 47 Figura 48 Figura 49 Figura 50 Figura 51 ................. 132 Gráficos de h = f (AR ⅔) e h = g (v)............. 117 Profundidade crítica seção retangular ......................................... 118 Profundidade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados................................................. 145 Vista em planta dos obstáculos ...024.........................................................2m de diâmetro e boca de montante saliente ................................................................................................................................024........ 146 Vista em perfil d’água e obstáculos ........................ 155 Seção trapezoidal .................. 144 Sobrelevação devida à obstrução de pilares .............................024.... 140 Curva dx/dy = f (y) .................................................................................................................

................ 191 Saída d’água de greide em rampa............................................................................................... 183 Elemento para o cálculo da velocidade d’água no pé da descida ........................... 163 Sarjeta trapezoidal................................................. 172 Meio-fio sarjeta conjugados ... 161 Seção retangular ............ 204 Dissipador contínuo ao longo do aterro ............. 164 Sarjeta retangular .............................. 164 Sarjeta trapezoidal com capa ......................................................... 199 Número de Froude............................... 170 Meio-fio simples e acostamento ......... 192 Saída d’água de curva vertical côncava ....................................................................................................................... 168 Curva d = f (I)........................................................................................... 165 Bacia de contribuição da sarjeta..........................................Figura 52 Figura 53 Figura 54 Figura 55 Figura 56 Figura 57 Figura 58 Figura 59 Figura 60 Figura 61 Figura 62 Figura 63 Figura 64 Figura 65 Figura 66 Figura 67 Figura 68 Figura 69 Figura 70 Figura 71 Figura 72 Figura 73 Figura 74 Figura 75 Figura 76 Figura 77 Figura 78 Figura 79 Figura 80 Figura 81 Figura 82 Figura 83 Escalonamento de valetas........ 181 Descidas d’água tipo rápido .................. 198 Esquema completo de um bueiro de greide em corte .................................. 174 Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro ................. 176 Comprimento crítico de sarjeta em função de declividade longitudinal d = f (I) ............................................................................................................... 203 Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap”................. 206 .............. 180 Situações da valeta do canteiro central ................................................... 200 Curva para levantamento do comprimento do ressalto ................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 193 Esquema completo de um bueiro de greide em aterro ..................... 205 Bacia de contribuição da plataforma.................... 185 Seção curta de uma descida d’água de comprimento ∆x ........................................................................................................................................................................................................................................................................... 159 Descida d’água em degrau............... 201 Esquema de um dissipador de energia .................................... 190 Curvas de profundidade e velocidade do líquido ................. 170 Curvas de comprimento crítico para várias declividades.................................................................................................................................................. 161 Seção trapezoidal ...................... 162 Sarjeta triangular .... 190 Perfil do fluxo em descida d’água ............................. 172 Direção de maior declive ..............................................................................................................................

........................................ 283 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas ... 210 Corta–rios ............................................................................... 211 Esquemas de drenos em muros de arrimo........................... 233 Comportamento da água drenada nos pavimentos ................................................................................. 1997) .................................................................. 273 Bocas de lobo ........ 290 .......................... 227 Elementos para o dimensionamento da camada drenante......................................................................Figura 84 Figura 85 Figura 86 Figura 87 Figura 88 Figura 89 Figura 90 Figura 91 Figura 92 Figura 93 Figura 94 Figura 95 Figura 96 Figura 97 Figura 98 Figura 99 Figura 100 Figura 101 Figura 102 Figura 103 Figura 104 Figura 105 Figura 106 Figura 107 Figura 108 Figura 109 Figura 110 Figura 111 Figura 112 Parâmetro no escalonamento do talude ............... 235 Elementos de cálculo do dreno lateral da base .............................................................................. 267 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL........................................ 255 Perfil dos lençóis freáticos rebaixados........ 250 Curvas granulométricas....................................................................................................................................................................... 251 Rebaixamento do lençol freático.......................................................... 288 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas .......... 268 Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia................................................................. 258 Drenos em espinha de peixe .... 207 Escalonamento de aterro – altura máxima ....................................................................................................................... 1977) ............................................................. 286 Seção na entrada da boca-de-lobo........ 262 Elementos de um dreno sub-horizontal ................................................................................................................................................................. 225 Filtro separador ....................................... 229 Nomograma para determinação da seção de vazão ............................................................................................................................... 224 Curvas para agregados de graduação ... 266 Dreno sub-horizontal com controle na saída ................................................................................................. 238 Seções de drenos profundos........................................................................ 224 Camada drenante conectada a dreno profundo ................. 236 Área de vazão máxima (I = L) ........ 266 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL........................................................................................................................................................................................... 216 Camada drenante ......................... 288 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas..... 237 Área de vazão máxima (I < L)..................................................................................

... 293 Coeficiente de distribuição (n) – Àbaco de Caquot .................................................................................................................... 327 ................................................................... 292 Esquema geral de grelha .................................................................Figura 113 Figura 114 Figura 115 Figura 116 Figura 117 Figura 118 Figura 119 Figura 120 Figura 121 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas .... 308 Capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção.................... 326 Composição granulométrica ................................................ 309 Tipos básicos de ensaios de tração para geotexteis ............ 307 Coeficiente de deflúvio f ........ 322 Ábaco para escolha do fator “C” .................................................................................................................................................... 318 Mecanismo de filtração..............................................................................................................................

....... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ........................ 63 Vazão....................................................................... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ...... 55 Vazão................... 53 Vazão........................ velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ......................... 54 Vazão............................................................................................. 60 Vazão.............. 58 Vazão.............................................. velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) ....................... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ..... velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) ..... 64 Vazão......................................... velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ......... velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .................................................... 57 Vazão............... 52 Vazão. 76 Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados....................... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ........................................ 61 Vazão..... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .................. 81 ....................... 51 Vazão.................................................. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ................. 59 Vazão................................... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ........................................................................................ velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .LISTA DE TABELAS Tabela 1 Tabela 2 Tabela 3 Tabela 4 Tabela 5 Tabela 6 Tabela 7 Tabela 8 Tabela 9 Tabela 10 Tabela 11 Tabela 12 Tabela 13 Tabela 14 Tabela 15 Tabela 16 Tabela 17 Tabela 18 Tabela 19 Vazão..................... velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ................ 62 Vazão....................... velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) . 66 Tabelas dos circulares parcialmente cheios . velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) ........ 56 Vazão... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .................................................................................... 65 Vazão................ 56 Vazão.............

.. 84 Coeficientes de vazão ..... 88 Vazão.. 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios maiores ................................................. 110 Valores de “n” para metálicos ...................................... 159 Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água ............................................... variando de “y”min até “y”máx ................................................... 89 Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro ..................................... 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios menores........................................................... 303 ................................................................................................................ velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0........................................ 220 Coeficientes de condutividade hidráulica (k) .............................................................................Tabela 20 Tabela 21 Tabela 22 Tabela 23 Tabela 24 Tabela 25 Tabela 26 Tabela 27 Tabela 28 Tabela 29 Tabela 30 Tabela 31 Tabela 32 Tabela 33 Tabela 34 Tabela 35 Tabela 36 Tabela 37 Tabela 38 Tabela 39 Tabela 40 Tabela 41 Tabela 42 Tabela 43 Tabela 44 Tabela 45 Tabela 46 Tabela 47 Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados................................. 82 Vazão por metro linear de soleira ............................................................................ 128 Valores de “x” para “y”...........................................63 ....................................................... 123 Dados para as curvas de controle de saída ... 87 Vazão................ 218 Coeficientes de escoamento superficial .................................................. 254 Granulometria a ser servida por drenos e colchões drenantes ..... 272 “k” em função do ângulo “y”...........63 ..................... 303 Valores do fator de “m” ............................. 220 Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos........................................................................................................................................................................... 302 Coeficiente de redução das capacidades das bocas-de-lobos ....................................................... 125 Coeficientes de perda em entrada de estruturas: Ke................. 287 Planilha para o cálculo de coletas circulares de águas pluviais ............... 128 Valores dos coeficientes de rugosidade “n”..................................................... 252 Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm)............................ 90 Valores de “n” para concreto ............................... 110 Dados para curva de controle de entrada.............................. velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0.................................. 126 Velocidades máximas admissíveis para a água ................................................................................................ 143 Folga “f” para valetas revestidas ......................... 188 Parâmetros geométricos para seções circulares de canais.............................................................

....................................................... 328 ........................................................................................................... 303 Valores do fator de (a) ...... 304 Dados numéricos para o cálculo de escoamento em galeria circulares parcialmente cheias................................................................................................. 304 Determinação de d 8/3/n e d 5/2 .....................................Tabela 48 Tabela 49 Tabela 50 Tabela 51 Tabela 52 Tempo de entrada ............... 305 Requisitos básicos das mantas geotêxteis ..............................................

............... 32 Curvas de comportamento...................................................................... 154 Objetivo e características.. 125 Pontilhões e pontes.... 2.................................................................... 2......1............................. 30 Dimensionamento hidráulico....2.........................................1..........................................2................................................................................................... 2............................................... 154 Elementos do projeto ....................... 3.......... 3.....1...................2 2............................................................... DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES ...................................... 25 2................................................................................1.........3...........................3.......5... 161 ....................1..............................................1 2.......... 07 Lista de Figuras .......................................... 12 1................................... 3.... 2..3.3................................................................ DRENAGEM SUPERFICIAL .2..................4.............................1........ 123 Tabelas diversas...........................................................SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ... 151 3. 2..... 130 Pontilhões..................... 130 Pontes ... 154 Dimensionamento hidráulico.............. Bueiros . 135 Influência dos pilares de pontes........... 2.............................. 2............................................. 2............... 3.......3..1......1..................................................... INTRODUÇÃO ..................................................................................................2........... 144 3............................ 2.................................................................................................................... 131 Obstruções parciais de vazão ................ 28 Elementos do projeto .......................1..............3.............2.................................................................................................................. 21 2............................................................ 2.. 135 Objetivo e características............................... 156 Valetas de proteção de aterro ........2............... 135 Remansos........ 05 Lista de Ilustrações . Valetas de proteção de corte.......................................1...................1...............................1...2.. 28 Objetivo e características......................................................................................................................3......... 07 Lista de Tabelas ...............1.................

...... 3....................................... 171 Elementos do projeto .. 180 Dimensionamento hidráulico ...... 163 Dimensionamento hidráulico ..1 3.2.........6............... 191 Elementos do projeto .................... 3..5.......... 195 Elementos do projeto ................................................. 3...2 Objetivo e características ...............................................................7......... 180 Elementos do projeto .................................. 3..............................................3.................. 161 Dimensionamento hidráulico .1.3....3........................................................................................................ 195 3........... 171 Objetivo e características ......................2 3..................................................7.......................................8.........2 3............3 3...........................................2 3.........3 Objetivo e características ......... 162 Objetivo e características ............. 182 3.................6........................................ 191 Dimensionamento hidráulico ..........................................6....................................6....................................................................................................................................4..1 3..................................................................... 161 Elementos do projeto .................................................................................................................................2 3.......................... 162 Elementos do projeto ............3 3...................................... 171 Dimensionamento hidráulico ...1 3................3..... 162 Sarjetas de corte .. 184 Saídas d`água.............................................5 3.................1 3.......1 3............ 181 3.... 3.7........................3..........................8...................................2............................3....8 Caixas coletoras................................................2.. 166 Sarjetas de aterro....5..... 194 3.. 180 Objetivo e características ...........1...................................... 3....... 182 Dimensionamento hidráulico ............................................................................................................ 195 ..............................................4.......4.......................2 3.............4 3.................... 173 Valeta do canteiro central ...... 191 Objetivo e características ...................................................3............... 182 Elementos do projeto .......2........3 Objetivo e características ... 3...........7..............5................. Descidas d`água .........................................................

............... Corta-rios..2................................................................................................. 197 Elementos do projeto .....................1 3.11...13................12...................... 4........ Escalonamento de taludes ................ 206 Dimensionamento hidráulico ..... 196 Bueiros de greide ......................9...................... 197 Objetivo e características ..................... 199 3...............12..... 3............11............................................. 211 3.. Drenagem de alívio de muros de arrimo ..................................... 214 3....14.........1.....12................................................................................... 3..2.................... 211 Elementos do projeto .......................................... 224 Objetivo e características ..3 Dimensionamento hidráulico ...................... 214 Dimensionamento hidráulico......................... 231 .......1.........................................................................................................2.............. 221 4...............10..............................12..................... 4........1.....................................3 3.........................1 3..........................................................3.... 206 3........... 198 3...2 3..................................................2..........................2. 3................. 205 3.............................. 217 4............. Camada drenante ..................2............................................................. 227 Drenos rasos longitudinais ............................. 3......................... 214 3.... 199 Dissipadores contínuos ....................... 212 Dimensionamento hidráulico .. 4.10......................13.................1.8....3 Objetivo e características .13............................................................ 212 3. 205 Elementos do projeto .........................9..................11.........10...9.......................................... Objetivo e características.......................................................2.......2......................................................... Elementos geométricos para seções circulares de canais .............3 Objetivo e características ...... Objetivo e características ...............9.... ..1 ................................................. Bacias de amortecimento...... 223 4............. 205 3. 225 Dimensionamento hidráulico ......... 3....................... DRENAGEM DO PAVIMENTO ...................3.................... 197 Dimensionamento hidráulico ............................................... 3..........11........................................................ Dissipadores de energia............................

........1 4......... 246 5..................................... 4.......................................4....................3......................................... 232 Drenos laterais de base ......................1.....................4............ 231 Dimensionamento hidráulico .... 4...............2.................... 261 5............1............1 Objetivo................2...... 5.......................... 260 5.5......................................... 263 5...... 240 5..............4............ 270 5........3 Objetivo e características.................................. 4.5...... 262 5.........3.............................................. Drenos profundos..........................................................2.........................................................................4.................... 248 5......5.... 5......................................5....................................1.......................................... 263 Elementos do projeto ...............................1..................... Colchão drenante............................... 234 Objetivo e características .............3..............1....................... Drenos espinhas de peixe.....2.......1.......... DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA ....................................2..2 Objetivo e características ....... 240 Dimensionamento .................5..... 247 Dimensionamento .....................................3........................................................4.................................................................. 243 5................... 5...................1............................. 264 5......... Drenos sub-horizontais ......1..........................2................................. 264 Dimensionamento ..3 Objetivo e características ................................... 261 Elementos do projeto .............................. 5..... 5. 4............................................................................................................................................................. 270 ......3.............................. 5............ 234 Dimensionamento hidráulico ................ 5........... 4.....................................2................... .................... 261 Dimensionamento ........2...4.........................................................................3 Objetivo e características ............ 262 Dimensionamento .........1........................1....4.................. 4........................ características e projeto ................................ 263 5.... 235 Drenos transversais ............ 240 Elementos de projeto ......................4............................................ 246 Elementos do projeto ..............................2...........2 Objetivo e características ........... Valetões laterais............

........... 282 6.......................................... 313 7....................................3 7.......................... 315 Função reforço ....... 279 6.................. 271 Dimensionamento........... 270 5........3 Função dos geotêxteis .....295 6.........................................................6............................4 Poços-de-visita ...........................6................................. GEOTÊXTEIS – Características...............3........................................................................... 316 ... 284 6.............. 280 6.............................................................................. 316 Função drenagem transversa ............1 Objetivo e características .................2 Características dos geotêxteis .....................1 6......................................................................... 303 7.........................................2..6................................. Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo .........................................6..............................................3.......... 298 Recomendações ................................1 Dimensionamento hidráulico .....................3................................................5 7.4 7.............................................................6.................................. 273 6......4 Poço de visita .. 296 Galeria de jusante ..................................................................................5 Roteiro para projeto para galerias pluviais de seção circular ....................................................... 313 7.......................................................... 316 Função proteção ..............3 Objetivo e características.................................. 315 Função separação ........................................................3.................................1 7................................... 314 7.... ..........5.. DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA...................................................... 316 Características dos geotêxteis – Detalhamento ..........................295 6............2 7...............3................5.....3 6.............................2 Sarjetas ....... 270 Elementos do projeto.................................................................................5........................... ......... Drenos verticais .................... 277 6......... 5.............................................. 296 Deflúvio a escoar para jusante.........4 Função filtração ........ funções e seu dimensionamento como filtro .......1......1 Introdução ................. 311 7............................3.2 6...........................................................3 Bocas-de-lobo................................5.........5....... 301 6... 5.....

.............................4......4...............................................4............................318 Módulo de rigidez...16 7..........5 7................................321 Dimensionamento do geotêxtil para o desempenho da função....................321 Dimensionamento do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea ...320 Fluência ...4.......321 7.......................18 7.............13 Atrito com o solo........323 .......4.......4.......................316 Espessura....4.........................................20 7.....5 Permeabilidade normal...................................................14 Isotropia.................................319 7...319 7....................21 7...............................4.....10 Resistência ao estouro.319 7.......................1 7..................................8 7...4 7........4.....1 7.....7 7.........4.318 7............6 7............................2 Mecanismos de filtração.............4............9 Gramatura (densidade superficial)...................................320 Abertura de filtração (capacidade de retenção de partículas).............................................4.......................11 Resistência à propagação do rasgo..............................317 Alongamento.........317 Diâmetro da fibra ou filamento........................................................4..................19 7.....................................................316 Densidade da fibra ou filamento........................................5........................................................................................................7........4..........321 Resistência a agentes biológicos....3 7.............321 Resistência à abrasão.......................4.....321 Resistência aos raios ultra-violetas ...........................................319 7.............................................................4.........................23 7.........................4......................17 7..........12 Flexibilidade.......4....320 Permeabilidade transversal..............................4.....................317 Resistência à tração...321 Resistência a agentes químicos......317 Porosidade.............................4.2 7.....................314 7.4.....22 7....15 7................................................................318 Resistência ao puncionamento............................5...321 Resistência à temperatura..........................4.................................................4...........................

.5............5....................................3.......4 Escolha final do geotêxtil tendo em vista a prática....328 7................330 ..........Escolha do geotêxtil tendo em vista a instalação mesmo na obra.......................................5 Algumas recomendações para a instalação do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea.......................329 do 7..........7.............................5...

.

Manual de Drenagem de Rodovias 21 1 – INTRODUÇÃO .

.

ora apresentada. Os assuntos foram abordados obedecendo a uma seqüência lógica. o Manual de Drenagem de Rodovias – 1ª Edição é constituído pelos capítulos referentes à transposição de talvegues. Basicamente. e teve por finalidade orientar e permitir. o qual se apoiava na existência de diversos manuais contendo informações não oficializadas. seja através das precipitações. das infiltrações. será de larga aplicação. drenagem subterrânea ou profunda e drenagem de travessia urbana. no futuro. implicando em freqüentes dúvidas e indecisões. Refere-se ainda esta 2ª Edição às canalizações executadas com novos materiais como o PEAD – polietileno de alta densidade e o PRFV – plástico reforçado com fibra de vidro. Com sua aprovação. das existentes sob a forma de lençóis freáticos ou artesianos. objetiva a consolidação dos critérios e dos métodos de cálculo usuais. acrescentando-se as correções e complementações decorrentes do processo de revisão efetuado. relativas aos métodos e processos que deveriam ser adotados nos projetos e estudos de drenagem de rodovias. principalmente as mais importantes. foram tratadas com a profundidade teórica compatível com o projeto rodoviário. cuja larga aplicação permitiu o seu próprio aprimoramento. pretendeu o extinto DNER suprir uma lacuna existente no módulo rodoviário. A 2ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias. A matéria apresentada fornece as ferramentas indispensáveis à adoção das medidas para a proteção do corpo estradal da ação prejudicial das águas que o atingem. drenagem do pavimento.Manual de Drenagem de Rodovias 1 INTRODUÇÃO 23 A 1ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias (1990). cuja utilização em obras rodoviárias se inicia no Brasil e. MT/DNIT/DPP/IPR . da condução através de talvegues. foi parte integrante do conjunto de trabalhos realizados por intermédio do Programa BIRD VII. a adequada utilização dos dispositivos de drenagem nos estudos e projetos de construção e restauração de rodovias. Esta 2ª Edição manteve a forma original da 1ª Edição. ao seu usuário. drenagem superficial. onde as diferentes técnicas. ou mesmo.

.

DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 25 2 .

.

por imperativos hidrológicos e do modelado do terreno. na pesquisa do nível d'água a montante e a jusante da obra. em conseqüência. para bueiros trabalhando com ou sem carga hidráulica. A escolha do regime a adotar depende da possibilidade da obra poder ou não trabalhar com carga hidráulica a montante. a metodologia adotada é a referente ao escoamento em regime crítico. MT/DNIT/DPP/IPR . e baseia-se. sob qualquer forma. pontilhões e pontes. baseado em ensaios de laboratório e observações de campo. o correto dimensionamento das obras de drenagem a serem implantadas. vertedouros ou orifícios. atinge o corpo estradal. Não sendo possível a carga a montante. o bueiro pode ser dimensionado como orifício. Em termos hidráulicos os bueiros podem ser dimensionados como canais. isto é. obstáculos a serem vencidos pela rodovia. o bueiro deve trabalhar livre como canal. à seção plena. têm que ser atravessadas sem comprometer a estrutura da estrada. baseada na energia específica mínima igual à altura do bueiro. No caso da transposição de talvegues. a utilização do método alternativo da "Circular nº 5 do Bureau of Public Roads . a drenagem de uma rodovia deve eliminar a água que. para o dimensionamento. Por outro lado. a cota do nível d'água máximo a montante.Manual de Drenagem de Rodovias 2 DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES 27 Em sua função primordial. Esta metodologia se aplica às duas alternativas.USA". Além desses procedimentos recomenda-se. que poderia proporcionar o transbordamento do curso d’água causando danos aos aterros e pavimentos e inundação a montante do bueiro. essas águas originam-se de uma bacia e que. ou a terceiros. captando-a e conduzindo-a para locais em que menos afete a segurança e durabilidade da via. É fundamental que o técnico responsável pelo projeto de uma rodovia tenha ampla consciência da importância da drenagem na garantia da estabilidade da via a ser construída e. As obras para transposição dos talvegues podem ser bueiros. Para bueiros com carga a montante o escoamento é considerado como canal em movimento uniforme. evidentemente. Para bueiros trabalhando hidraulicamente como canais. respeitandose. Esse objetivo é alcançado com a introdução de uma ou mais linhas de bueiros sob os aterros ou construção de pontilhões ou pontes transpondo os cursos d'água. caso a elevação do nível d'água a montante não traga nenhum risco ao corpo estradal. fundamentalmente. estabeleça de maneira coerente. técnica e economicamente. sem pressão interna.

1. visando a determinação do perfil hidráulico teórico. Compõem-se de bocas e corpo. especial.Manual de Drenagem de Rodovias 28 Neste capítulo são também apresentadas considerações sobre pontes e pontilhões. a lenticular. quando só houver uma linha de tubos. Não são recomendáveis números maiores de linhas por provocar alagamento em uma faixa muito ampla. a referida boca deverá ser substituída por uma caixa coletora. e são compostas de soleira. duplos e triplos. por exemplo. quanto aos materiais com os quais são construídos. Os bueiros podem ser classificados em quatro classes. As bocas constituem os dispositivos de admissão e lançamento. células etc. quando houver 2 ou 3 linhas de tubos. existe uma gama maior de formas e dimensões. quando a seção for circular. a) Quanto à forma da seção São tubulares. muro de testa e alas. baseadas na teoria do escoamento gradualmente variado em canais. quanto à esconsidade. celulares. Corpo é a parte situada sob os cortes e aterros. No caso de o nível da entrada d'água na boca de montante estar situado abaixo da superfície do terreno natural. Tendo em vista a eventual ocorrência de remanso. 2. a saber: • • • • quanto à forma da seção. b) Quanto ao número de linhas São simples. Para o caso dos bueiros metálicos corrugados. de células etc. a elíptica e os arcos semicirculares ou com raios variáveis (ovóides). cujo dimensionamento hidráulico se baseia na fórmula de Manning e na equação da continuidade. influindo no dimensionamento hidráulico das pontes e dos bueiros.1 BUEIROS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros são obras destinadas a permitir a passagem livre das águas que acorrem as estradas. elipses ou ovóides. quando tiver seções diferentes das citadas anteriormente.1 2. foram feitas considerações sobre as obstruções parciais de descargas. como é o caso dos arcos. a montante e a jusante. entre elas: a circular. quando a seção transversal for retangular ou quadrada. quanto ao número de linhas. MT/DNIT/DPP/IPR .

– células de concreto As seções transversais-tipos devem obedecer aos projetos elaborados. além do PRFV – plástico reforçado de fibra de vidro. deve-se procurar uma locação esconsa que MT/DNIT/DPP/IPR . ou blocos de concreto de cimento. alas e caixas coletoras usa-se alvenaria de pedra argamassada. com recobrimento de argamassa de cimento e areia. esconsos . ser moldados em formas metálicas e ter o concreto adensado por vibração ou centrifugação.Manual de Drenagem de Rodovias c) Quanto ao material 29 Os materiais atualmente usados para a construção de bueiros no DNIT são de diversos tipos: concreto simples. – Quanto à esconsidade A esconsidade é definida pelo ângulo formado entre o eixo longitudinal do bueiro e a normal ao eixo longitudinal da rodovia. Nas bocas. – tubos de concreto Os tubos de concreto. não sendo possível.quando o eixo do bueiro coincidir com a normal ao eixo da rodovia.quando o eixo longitudinal do bueiro fizer um ângulo diferente de zero com a normal ao eixo da rodovia. PEAD. concreto armado.ABNT. NBR 9795 e NBR 9796 da Associação Brasileira de Normas Técnicas . de acordo com as peculiaridades locais. devendo o concreto ser adensado por vibração. A união (costura) das chapas ou segmentos pode ser feita por meio de parafusos ou cintas. de acordo com o tipo de produto escolhido. segundo normas da AASHTO e ASTM e revestidos adequadamente para resistir as mais diversas condições ambientais. Os bueiros devem estar localizados: a) sob os aterros – em geral deve-se lançar o eixo do bueiro o mais próximo possível da linha do talvegue. além de concreto pré-moldado. Tubos diferentes daqueles apresentados nos projetos-tipo podem ser aceitos desde que satisfaçam as exigências estabelecidas nas normas NBR-9794. simples ou armado. Os bueiros podem ser: normais . – tubos metálicos corrugados Os tubos metálicos corrugados devem ser fabricados a partir de bobinas de aço. chapa metálica corrugada ou polietileno de alta densidade. devem: obedecer aos projetos-tipo do DNIT.

O projeto terá que ser precedido de um levantamento topográfico adequado.quando o volume de água dos dispositivos de drenagem (embora previstos no projeto) for tal que possa erodir o terreno natural nesses locais. definindo seu comprimento.Manual de Drenagem de Rodovias 30 afaste o eixo o mínimo possível da normal ao eixo da rodovia. para avaliação da capacidade de suporte do terreno natural. Pesquisa da declividade e estudos geotécnicos. deverá atender a esta descarga com a obra operando em condições de segurança. principalmente nos casos de aterros altos e nos locais de presumível presença de solos compressíveis. Determinação do comprimento do bueiro Sobre a seção gabaritada traça-se o perfil ao longo do eixo do bueiro. b) nas bocas dos cortes . Quando a velocidade do escoamento na boca de jusante for superior à recomendada para a natureza do terreno natural existente (ver tabelas no Apêndice A) devem ser previstas bacias de amortecimento. para permitir seu detalhamento. c) nos cortes – quando for interceptada uma ravina e caso a capacidade de escoamento das sarjetas seja superada. de metro em metro. 2. com curvas de nível. folgas e posicionamento das alas. tomando-se precauções quanto aos deslocamentos dos canais nas entrada e saída d'água do bueiro.4 e 5%. Os estudos geotécnicos devem ser feitos através de sondagens. A descarga é definida pelos estudos hidrológicos e a declividade. bem como a altura do aterro sobre o bueiro e valas e descidas d'água por ventura necessárias. Sobre a planta resultante será projetado o bueiro. de escolha do projetista. a declividade de seu corpo deve variar entre 0. Seção transversal O cálculo da seção transversal ou seção de vazão do bueiro vai depender de dois elementos básicos: a descarga da bacia a ser drenada e a declividade adotada. Quando essa declividade for elevada. normalmente.2 ELEMENTOS DO PROJETO Levantamento topográfico em planta. Ao ser escolhida a posição mais recomendável para o bueiro deve ser levada em conta a condição de que. se necessário. o bueiro deve ser projetado em degraus e deverá dispor do berço com dentes para fixação ao terreno. Fundações MT/DNIT/DPP/IPR .1.

tipo. Como os tubos têm que considerar as resistências estabelecidas pela ABNT. pontilhões e as galerias. Os bueiros circulares de concreto podem. devem ser apresentadas em planta : – – – – – localização. quanto às fundações. as obras celulares. e esconsidade. comprimento. porém. Em função da altura dos aterros podem. face ao seu tamanho e/ou condições adversas dos terrenos de fundação. para melhor adaptação ao terreno natural e distribuição dos esforços no solo. deve atender às resistências mínimas especificadas pela ABNT e as necessidades do projeto. exigir cuidados especiais no que se refere à fundação. Apresentação Os projetos dos bueiros serão apresentados segundo os seguintes elementos : a) No projeto geométrico. seção transversal. b) Em perfil segundo o eixo longitudinal contendo: – – – – declividade. quer de concreto quer metálicos. Entretanto é muito mais seguro a adoção de uma base de concreto magro. necessitando. independente da forma ou tamanho. impõem-se os controles estabelecidos nas normas próprias. Para os bueiros metálicos. obras de arte correntes ou apresentarem características que as coloquem entre as obras de arte especiais. com assentamento direto no terreno natural ou em valas de altura média do seu diâmetro. comprimento. e altura do aterro da rodovia MT/DNIT/DPP/IPR . de acordo com convenções previamente aprovadas. muitas vezes. Estão neste caso. cota das extremidades a montante e jusante. Recobrimento O recobrimento dos tubos.Manual de Drenagem de Rodovias 31 Os bueiros podem ser. adotando-se inclusive o estaqueamento. quase sempre. apenas de uma regularização do terreno de assentamento. sob o ponto de vista construtivo. Os recobrimentos máximo e mínimo permitidos para os bueiros devem constar de seus respectivos projetos. as fundações serão simples. ter soluções mais simples.

das bocas e caixas coletoras. b) Considerando o funcionamento do bueiro no regime subcrítico. Circular nº 05. o comprimento. e a declividade do mesmo. e do quadro de quantidades de material. Este método pode ser usado de uma forma geral. com a entrada submersa. sendo adequado apenas se a altura d'água a jusante ficar abaixo da altura crítica correspondente à descarga. vertedouros ou como orifícios. podem-se utilizar os estudos do "Bureau of Public Roads". isto é. considera-se a obra como orifício. No caso (a). e leva em consideração os fatores externos e internos do conduto. o que exige a proteção à montante e a jusante aos riscos de erosão. Para o dimensionamento dos bueiros como vertedores. No caso de bueiros trabalhando como canais. Este método é limitado pois não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro. sendo baseado em que o escoamento de um bueiro é controlado pela capacidade hidráulica de uma determinada seção de controle do fluxo.3 de formas e armação. Este método não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro. para qualquer tipo de funcionamento anteriormente citados.1. Bueiros trabalhando como canais Considerações gerais sobre a hidrodinâmica MT/DNIT/DPP/IPR . considerando a opção do bueiro trabalhar com carga hidráulica. em que a altura d'água sobre a borda superior é nula. com energia específica igual ao seu diâmetro ou altura. a rugosidade das paredes. Tendo em vista as limitações dos métodos já citados. para um projeto final mais preciso. Para o dimensionamento dos bueiros como orifícios utiliza-se a Equação de Torricelli e a equação da continuidade. estabelecendo assim a condição do bueiro funcionar com a entrada não submersa.Manual de Drenagem de Rodovias c) Em seção transversal com os detalhes: – – – 2. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO 32 Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros admite-se que eles possam funcionar como canais. limitando-se sua capacidade admissível á vazão correspondente ao regime crítico. a capacidade máxima considerada para o projeto está definida pela vazão correspondente a uma energia específica igual à altura da obra. o dimensionamento será feito baseado em duas hipóteses: a) Considerando o funcionamento do bueiro no regime supercrítico.

toda água prejudicial ao corpo estradal. 1. como os que são objeto deste manual. por meio de condutos livres. Convém ressaltar que esta expressão foi deduzida por Bernoulli para fluido perfeito.Manual de Drenagem de Rodovias 33 Toda a técnica de drenagem na construção rodoviária se apóia na hidrodinâmica. A equação de Bernoulli e a da continuidade (Q = AV) abriram um vasto campo a hidrodinâmica e permitem resolver inúmeros problemas do movimento dos líquidos em regime permanente. como melhor será entendido pela observação da Fig. Deste modo. O regime crítico a) As fórmulas que o definem Define-se a energia específica de um líquido como sendo a energia total por unidade de peso em relação ao fundo do canal. é constante. uma vez que seu objetivo é o de afastar. Nos casos reais. e que depende da rugosidade do revestimento. ela será a soma das energias cinética e de pressão. devese introduzir na equação acima a perda de carga por atrito da água com as paredes do canal. MT/DNIT/DPP/IPR . genericamente denominado h. escoando sem atrito. esta última. ou seja. correspondendo. a profundidade do líquido. piezométrica ( p / γ ) e cinética ( V 2 / 2g ). Fundamentalmente o dimensionamento dos bueiros é feito usando a equação de Bernoulli(1700-1782): Z+ p + v2 = cte 2g γ em que: ao longo de qualquer linha de corrente. a soma das alturas representativas das energias geométrica ou de posição (Z).

2). E. é apoiada na equação: E = h+ V2 (equação 2. MT/DNIT/DPP/IPR .3). passando por um mínimo. embora o valor de h continue a decrescer (Fig. considerando-se a energia em relação ao fundo do canal.Largura da superfície livre do fluxo T N. Para uma dada descarga. d. a variação da energia consumida no escoamento. FUNDO DO CANAL A definição. seguida de elevação.A. Ao se traçar uma figura com estes elementos referidos a dois eixos cartesianos.01). a energia específica. verificase que a energia diminui com a redução de h.h. V.01) 2g uma vez Z = O. a velocidade de escoamento e h.A. Figura 2 . O fluxo crítico é aquele que se realiza com um mínimo de energia. dentro do canal. verifica-se a redução da altura d'água h.Linha de energia específica LINHA DE ENERGIA ESPECÍFICA V2 2g 34 h N. de acordo com a equação (2. portanto.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 1 . a profundidade hidráulica definida como a relação entre a área molhada A e a largura da superfície livre do fluxo (Fig. modificando-se a velocidade do escoamento pelo aumento da declividade.

desde que Q é uma constante e V = Q/A . dA = Tdh (Fig. dE = 0 . correspondente à energia mínima. anulando-se a derivada primeira de E em relação a h na equação (2. sua área molhada. 2). Daí. adota-se o cálculo diferencial. se T é a superfície livre do canal e A. para o mínimo desejado: ⎞ ⎛ Q2 ⎞ ⎛ V2 Q2 Q2 dE = d⎜ + h⎟ = − dA + dh = − tdh + dh + h ⎟ = d⎜ ⎟ ⎜ 2gA 2 ⎟ ⎜ 2g gA 3 gA 3 ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ Fazendo-se dE Q2 T x = 1− dh g A3 ou.01). tem-se dh 1− Q2 T =0 x g A3 As grandezas do fluxo crítico são: MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 3 . e considerando-se que na seção transversal do fluxo. tem-se.Variação de energia 35 2 V 2g h Regime Lento hc Regime Rápido 45º Ec min h > hc I < Ic h < hc I > Ic O ponto de energia mínima define a altura h do regime crítico. para se obter o mínimo. Para se chegar às fórmulas do fluxo que traduzem este estado.

Relação entre energia e profundidade críticas 2 V 2g hc = 2/3 Ec IC EC Além de ser o tipo de fluxo que se dá com o mínimo de energia. Correspondendo ao escoamento crítico temse F = 1. 4. como será visto mais adiante e poderá ser melhor entendida com a representação gráfica da Fig. resultará em: 2g Ec = 3 hc 2 Esta equação é básica para o dimensionamento dos bueiros no regime crítico. E =h+ V2 .Manual de Drenagem de Rodovias hc = Ac Profundidade crítica Tc 36 Q c = A c gh c Vazão crítica Com a utilização de equação de continuidade a velocidade crítica será: Vc = gh c A expressão V = gh define o numero de Froude. b) Quantificação da energia específica do fluxo crítico Substituindo-se na equação da energia específica. exercendo o controle da capacidade hidráulica da obra. pelo menos. o regime crítico acontece ao longo do bueiro funcionando como canal. c) Fórmulas empíricas que definem a velocidade nos canais. Figura 4 . uma grandeza adimensional que define os escoamentos subcríticos e supercríticos. desde que a declividade seja igual ou superior à crítica e as restrições a jusante não limitem tal capacidade. o valor da velocidade pelo da velocidade crítica Vc = gh c . em uma seção. MT/DNIT/DPP/IPR .

V. pode-se estabelecer a correlação dos elementos de definição do escoamento com a declividade do canal. n = coeficiente de rugosidade de Manning. esta. d) Expressões das grandezas hidráulicas visando ao estabelecimento das fórmulas do regime crítico. A = área molhada. 5). MT/DNIT/DPP/IPR . embora empírica. tem sido largamente empregada em todo mundo. Será demonstrado mais adiante que os cálculos a serem empregados ficarão sobremodo simplificados ao se utilizar o ângulo Ø como parâmetro representativo do referido enchimento (Fig. I = gradiente hidráulico. interligando Q.Manual de Drenagem de Rodovias 37 Considerando a ocorrência de fluxo uniforme. A e I. de longo uso. Essa última ligação só é possível através de fórmulas empíricas como a idealizada por Chezy ou a de Manning. considerado igual à declividade do canal se o fluxo é uniforme. conduzindo a valores aceitáveis para o dimensionamento de sistemas de drenagem. de outra forma: I= V 2 x n2 R4/3 Onde: V = velocidade do canal. Caso dos bueiros tubulares Os valores necessários ao projeto estão diretamente ligados ao nível do enchimento do respectivo conduto. é definida pela expressão: V = R 2 / 3 xI 1 / 2 n ou. R = raio hidráulico (A/P. Essa fórmula. área molhada dividida pelo perímetro molhado).

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 5 . Área molhada.A. nas fórmulas utilizadas. A= Ø − senØ x D2 8 Perímetro molhado: P= Ø xD 2 Raio hidráulico: R= A Ø − sen Ø xD = p 4θ Largura da superfície livre do fluxo: T = D x sen Ø 2 Profundidade hidráulica: h= A Ø − sen Ø = xD Ø T 8 sen 2 O ângulo Ø será sempre expresso em radianos (rad). D/2 d Ø D Obtém-se sua ligação com o tirante d através da fórmula: cos Ø 2d = 1− 2 D Por outro lado.Ângulo Ø 38 T N. Bueiros celulares MT/DNIT/DPP/IPR .

Bueiros tubulares A vazão crítica é dada pela expressão: Qc = A c g x hc Substituindo-se a área molhada crítica pelo seu valor: MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se que: – – – – área molhada: A = Bd perímetro molhado: P = B + 2d raio hidráulico: R = A Bd = P B + 2d profundidade hidráulica: h = A =d T e) As fórmulas do escoamento no regime crítico. A = área molhada do fluxo.Manual de Drenagem de Rodovias 39 Para as fórmulas do escoamento uniforme serão utilizadas as expressões das grandezas hidráulicas consideradas na Fig. Pela figura. d = tirante.A. usando as expressões das grandezas hidráulicas. B = base da seção. H A d B onde: H = altura da seção do bueiro. 6 Figura 6 .Grandezas hidráulicas de bueiros celulares N.

em a): Vc = g x h c Substituindo-se hc pelo seu valor definido em função do ângulo Ø tem-se: Vc = Ø c − senØ c g xD Ø 8 sen c 2 Declividade crítica Como visto. obtém-se: Qc = Øc − senØc 8 x D2 x g Øc − senØc xD Ø 8 sen c 2 ou. foram estabelecidas as relações entre o tirante crítico e a vazão.5 g x c 512 Ø sen c 2 Velocidade crítica Para a velocidade crítica. finalmente: Qc = (Ø − senØc )1. Para que aconteça o escoamento crítico no movimento uniforme é necessário que a superfície da lâmina d'água seja paralela ao fundo do canal e tenha altura igual ao tirante crítico correspondente à vazão em escoamento.Manual de Drenagem de Rodovias Ac = Øc − senØc 8 x D2 40 e a profundidade hidráulica pelo seu valor: hc = Øc − senØc Ø 8 sen c 2 ambos dados em d). e em conseqüência a velocidade.5 x D2. no estudo das fórmulas representativas do regime crítico. Para se determinar a declividade que proporciona o escoamento em regime crítico lançase mão da expressão de Manning no movimento uniforme: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n Donde: MT/DNIT/DPP/IPR .

Vc = g x h c e Ic = n 2 x Vc2 4/3 Rc pelos valores de A. os valores de R representados por funções trigonométricas do ângulo Ø e de Vc dados no subitem anterior (velocidade crítica) temse: Ic = n2 Øc − senØc 1 gxDx 4/3 Øc ⎛ Øc − senØc ⎞ 8 sen ⎜ D⎟ 2 ⎜ ⎟ 4Øc ⎝ ⎠ que simplificada torna-se: Ic = n 2 x g Øc Øc x3 Øc 2D(Øc − senØc ) sen 2 Bueiros celulares Para se obter as expressões da vazão. e tomando-se o valor para g = 9. Caso dos bueiros tubulares Efetuando-se as operações possíveis e indicadas. em m/s onde: D = diâmetro interno.5 sen Øc 2 x x D2. da velocidade e da declividade faz-se substituição nas fórmulas que constam do item a: Q c = A c g x hc . em m.Manual de Drenagem de Rodovias 41 Ic = n 2 x Vc2 4 Rc / 3 Substituindo-se na expressão acima Ic. resulta: Q c = g x B x d1. em m3/s Vc = 1.107 θc − senθc θ sen c 2 D .81 m/s2. h e R. tem-se: Qc = 0. MT/DNIT/DPP/IPR .5 .138 (Øc − senØc )1. c Vc = g x dc e ⎛ B + 2d c Ic = n 2 x g x d c ⎜ ⎜ Bxd c ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ f) Simplificação das expressões do item anterior.5 .

0022 ⎛ 2dc ⎞ ⎜1 + ⎟ B ⎠ d1 / 3 ⎝ c 4/3 .138 sen Øc 2 .90 D dc = 3.786 D − 5 Q c − 4.786xn2 xØc Ø D1/3 xsen c 2 3 42 Øc Øc − senØc .5 = 0. em m/s Ic = 0. em m/m Tirante crítico De posse da expressão da vazão crítica em função do ângulo θ . tem-se: Q c = g x B x d1. em m³/s c 0 Vc = 3.12 dc. em m³/s c donde: ⎛ 1 ⎞ ⎟ dc = ⎜ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 2/3 ⎛Q ⎞ x⎜ c ⎟ ⎝ B ⎠ 2/3 .5 x D2. em m³/s e da expressão do ângulo Ø em função do tirante dc e do diâmetro D. leva às duas equações abaixo: dc = 0. em m para dc 〈 0.5 .596 Qc D .obtida por ajustagem de D⎠ ⎝ curvas. Qc (Øc − senØc )1.015 e g = 9. em m/m Do item e (bueiros celulares).81 m/s2 e efetuando-se as operações indicadas.132 B x d1.5 .Manual de Drenagem de Rodovias Ic = 7.0235 Q c x 2. d ⎞ ⎛ Øc = 2arc cos⎜1 − 2 c ⎟ a explicitação de dc em função de Qc . Bueiros celulares ( ) em m para 1 〉 dc 〉 0 . em m MT/DNIT/DPP/IPR . 65 D Adotando-se n = 0.869D .5 . as fórmulas do item anterior se tornam passíveis da simplificação abaixo: Q c = 3.

em m ⎝ B ⎠ Dimensionamento dos bueiros Pelo exposto. Ec = D como Ec = 3 hc 2 e hc = Øc − senØc xD Øc 8 sen 2 tem-se 3 Ø c − senØ c x xD = E Øc 2 8sen 2 ou Øc − senØc 16 = Øc 3 sen 2 A solução desta equação fornece: Øc = 4. definido por ter uma declividade superior à do regime crítico. isto é. ter-se-á: ⎛Q ⎞ dc = 0. em função da declividade. no caso dos bueiros tubulares. outro para o regime subcrítico. definido por uma declividade inferior à do regime crítico. c) subcrítico.Manual de Drenagem de Rodovias 43 para g = 9.467 3 ⎜ c ⎟ . destaca-se que o regime de escoamento pode ser dividido em 3 categorias: a) o crítico. ocorrendo o mínimo de energia. Deste modo.0335 rd MT/DNIT/DPP/IPR . – Dimensionamento nos regimes crítico e rápido 2 Caso de bueiros tubulares Arbitra-se.81 m/s². que a altura representativa da energia específica do fluxo crítico seja igual à altura dos bueiros. de modo a permitir que não haja carga hidráulica a montante. que não funcione como orifício. Existem dois processos para o dimensionamento dos bueiros como canais. um para o regime crítico e rápido. b) o rápido.

o que poderá acarretar velocidades excessivas.Manual de Drenagem de Rodovias 44 ou Øc = 231o06'09" correspondente a um tirante crítico dc = 0. considera-se que para as declividades superiores a crítica.5 . Assim em termos práticos. não havendo interferência a jusante do bueiro. para obra de maior extensão.5 m/s. Há.56 D . para a descarga estabelecida. Do fluxo uniforme em regime supercrítico o tirante d'água em relação ao crítico diminui. de 4.538 D2. por intermédio do argumento A/D2: Kv = obtém-se a declividade procurada. em m/s n2 Ic = 32.82 3 . todavia uma restrição para esta velocidade. a vazão admissível está limitada a do fluxo crítico. No corpo do bueiro funcionando em regime supercrítico o fluxo varia desde o crítico junto a entrada do bueiro. admite-se recurso de procurar outro tipo de tubo com maior resistência à erosão. até o supercrítico uniforme. ou investigar declividade possível de instalação do conduto para que não seja ultrapassada velocidade limite de erosão do material. ocorrendo concomitantemente o aumento de velocidade. chega-se as fórmulas finais para o dimensionamento dos bueiros tubulares no regime crítico: Qc = 1. tem-se um fluxo uniforme em regime supercrítico. Regime rápido ou supercrítico Toda vez que o escoamento no bueiro se dá em uma declividade superior â crítica (regime supercrítico). que nos casos dos tubos de concreto. junto à boca de saída. MT/DNIT/DPP/IPR V xn D x I1 / 2 2/3 . em m/m D Esses valores são apresentados na Tabela 1 para as dimensões usuais dos tubos. em m³/s Vc = 2. arbitrada conforme abordado anteriormente para a condição de energia específica igual a D ou H. Atingido o limite de início da erosão das paredes de concreto. é o a a Através da tabela conhecida como dos "Tubos parcialmente cheios”.716 D Substituindo-se o valor de Q nas fórmulas do item (f).

em m3/s . em m/s MT/DNIT/DPP/IPR . dentre as que se apresentarem como mais viáveis.Manual de Drenagem de Rodovias 45 Se essa velocidade for maior do que 4.em m/s 4/3 2 ⎛ ⎞ Ic = 2.56L1/2 .56 H . neste caso. tem-se que: Qc = 1. as expressões para dimensionamento dos bueiros celulares se apóiam na condição de que a altura representativa de energia específica do fluxo crítico seja igual à altura do bueiro.5 m/s. Caso de bueiros celulares de seção retangular Pelas mesmas razões anteriormente apresentadas. pode-se diminuir a declividade do bueiro ou procurar outras alternativas. hc = dc .705L5/2 Vc = 2. tem-se: dc = 2 H 3 Levando-se este valor de (d) profundidade crítica às fórmulas apresentadas no item (f). Ec = daí 3 hc 2 H = 3 hc 2 2 hc = H 3 e Como. chega-se às seguintes equações finais para dimensionamento dos bueiros celulares de seção retangular: Qc = 1. em m/m 3H ⎜ B ⎟ ⎝ ⎠ Caso de bueiros celulares de seção quadrada Nos bueiros celulares de seção quadrada. Ec = H porém.60 n × ⎜ 3 + 4H ⎟ . em m3/s .705B ×H1.5 Vc = 2. como B é igual a H que por sua vez é igual ao lado do quadrado (L).

Por terem geometrias mais complexas. com o apoio das expressões genéricas que definem o fluxo crítico. envolvendo 3 raios distintos (para as partes: topo. onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = H 3 2 n2 × Vc 4/3 Rc MT/DNIT/DPP/IPR . Para se calcular suas capacidades e limitações faz-se a equivalência com superfícies retangulares. de propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares. tem-se: E c = H . e por analogia com base nas premissas envolvendo energia e altura crítica pode-se. recorrendo-se também ao gráfico da Fig. Por analogia. estimar o tirante crítico. em m/m Estes valores são apresentados na tabela 02 para as dimensões usuais. Caso de bueiros lenticulares metálicos corrugados. para quaisquer seções. Expressões genéricas Vazão critica Qc = A c g× hc (a) Velocidade crítica Q Vc = c = g× hc (a) Ac Declividade crítica Ic = Considerações iniciais. 9. as estruturas lenticulares possuem dimensões e propriedades difíceis de serem expressas por fórmulas práticas.75 n L1/3 46 . por tentativas.Manual de Drenagem de Rodovias 2 Ic = 34. fundo e canto). Esta equivalência fornece as dimensões aproximadas dos dados indispensáveis à determinação das equações para o escoamento crítico. A partir das dimensões comerciais das estruturas lenticulares constantes em tabelas fornecidas pelos fabricantes.

Expressões genéricas Qc = A c g× hc .Manual de Drenagem de Rodovias 47 Utilizando o gráfico da Fig. Caso de bueiros elípticos metálicos corrugados Para a determinação das equações que regem o escoamento crítico para bueiros de forma elíptica. A = área total da seção interna da estrutura Rc ≅ 1. 9.65H A c ≅ 0. Vc e Ic estão indicados para as dimensões usuais dos mesmos (tabelas 12 a 14). em m3/s Vc = 2. o gráfico da Fig.5 . onde. 9 de propriedades hidráulicas de estruturas elípticas.17R . Utilizou-se para auxílio à determinação.5 . R = raio hidráulico a seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 1. seguiu-se o mesmo procedimento do adotado para as estruturas lenticulares. 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ em m/s em m/m Os valores de Qc.56 ×H0. obtém-se: dc ≅ 0. por tentativas.76A .944 × AH0. o tirante crítico e levando-se em conta que h = A /T. 2 Ic = 5. tem-se: Ec = H .316Hn . onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = ×H 3 Q Vc = c = g× hc Ac e Ic = 2 n2Vc R4/3 MT/DNIT/DPP/IPR . estimando-se. Considerações iniciais Por analogia.

5 . Fórmulas que deram origem as tabelas utilizadas para o dimensionamento dos bueiros (canal no regime crítico) Bueiros tubulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.533D2.área total da seção interna da estrutura R .816 H× n2 .5 3 Velocidade crítica: V = 2. Tc obtém-se: dc ≅ 0.5 2 bueiro triplo : Q = 3 ×1.816A Rc ≅ 1.56 D MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 48 Por intermédio do gráfico de propriedades hidráulicas.533D2.5 1 bueiro duplo : Q = 2×1. em m3/s Qc = 1. Vc e Ic estão indicados para as suas dimensões usuais nas tabelas 15 a 17.56H0.638L ×H1.72H A c ≅ 0. R 4/3 onde L = vão da seção interna da estrutura em m/s em m/m Os valores de Qc.5 . Ic = 4.raio hidráulico à seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 2.5 .086A ×H0. estimando por tentativas o tirante crítico e levando-se em conta que: A hc = c . Vc = 2.533D2.26R onde A .

0585 ⎜ 3 + 4H ⎟ ⎜ 3H ⎝ B ⎟ ⎠ Vc = 2.015 Área molhada crítica: bueiro simples: A = B × 2 H 3 bueiro duplo: A = 2 ×B × 2 H 3 bueiro triplo: A = 3×B × 2 H 3 Bueiros circulares metálicos corrugados Declividade crítica: 2 I = 3282 n (%) 3D MT/DNIT/DPP/IPR .705B ×H1. para n = 0.015 3D Área molhada crítica: bueiro simples: A = θ − senθ ×D2 8 ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro duplo : A = 2⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro triplo : A = 3⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ Bueiros celulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.5 2 bueiro triplo: Q = 3×1.5 4/3 . em %.5 3 Velocidade crítica: Declividade crítica: ⎛ ⎞ Ic = 0.705B ×H1.5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.705B ×H1.56xV0.739 (%) para n = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 49 Declividade crítica: Ic = 0.

024 76 mm x 25 mmn = 0.944 × A ×H1/2 3 Velocidade crítica: Vc = 2.024 2 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎝P⎠ Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Bueiros elípticos metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.944 × A ×H1/2 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.5 2 MT/DNIT/DPP/IPR .638 ×L ×H1.024 Bueiros lenticulares metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.56 ×H1/2 Declividade crítica: I = c 5.316 × H × 0.638 ×L ×H1.019 152mm x 51 mmn = 0. a saber: 68mm x 13mmn = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 50 A rugosidade de bueiros metálicos corrugados é definida em função do tipo da corrugação da chapa.944 × A ×H1/2 2 bueiro triplo: ' Q = 3×1.021 Bueiros para processo não destrutivon = 0.

80 0.20 1.60 0.50 ÁREA MOLHADA VAZÃO 2 CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 0.74 0.70 0.22 1.65 0.26 4.20 1.98 2.5 3 Velocidade crítica: V = 2.00 1.42 1.60 2.50 1.14 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.80 3.638 ×L ×H1.56 2.56 × H0.67 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.73 4.024 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ 2 Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Tabela 1 .60 7.80 3.50 1.65 0.35 4.88 0.5 c Declividade crítica: Ic = 4.39 0.29 2.14 2.00 1.60 1.80 1.74 0.70 0.88 0.45 1.14 2.06 12.00 1.74 0.70 0.20 1.65 TIPO BSTC BSTC BSTC BSTC BSTC BDTC BDTC BDTC BTTC BTTC BTTC MT/DNIT/DPP/IPR .80 3.53 0.816 × 0.71 8.20 3.22 0.81 4.56 2.Vazão.56 2.84 2. velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = D) DIÂMETRO (m) 0.07 1.87 2.Manual de Drenagem de Rodovias 51 bueiro triplo: Q = 3×1.43 0.

00 12.56 3.43 4.00 4.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.22 26.43 4.0 x 2.0 2.Manual de Drenagem de Rodovias 52 Tabela 2 .44 50.0 x 2.0 x 2.62 4.0 2.5 3.00 4.67 1.43 3.93 40.5 2.5 3.5 3.72 16.33 6.00 12.62 0.43 3.69 0.71 4.14 3.47 0.0 2.05 3.53 19.70 6.62 4.0 x 3.00 6.33 6.62 4.00 8.44 33.67 3.58 0.0 x 2.00 10.56 0.40 14.5 2.55 43.93 40.0 x 2.00 18.54 MT/DNIT/DPP/IPR .44 0.0 x 2.0 3.05 4.0 x 2.0 x 1.00 5.00 5.0 x 2.Vazão.5 x 1.5 x 2.69 0.5 3.5 2.47 20.05 3.54 0.16 28.00 8.0 x 2.5 2.5 3.58 0.63 4.05 4.5 3.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.69 0.33 4.0 0.0 1.78 0.14 3.05 3.00 1.54 0.05 4.5 3.00 15.0 3.0 x 2.62 4.00 4.96 35.0 2.51 0.5 x 2.44 0.00 10.05 4.47 0.50 12.0 3.0 x 1.0 x 3.48 17.62 0. velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) TIPO BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC ÁREA MOLHADA VAZÃO BASE X 2 ALTURA (mxm) CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 1.14 3.85 9.0 x 3.62 0.64 13.5 x 2.14 3.5 2.29 26.70 17.51 0.0 x 3.68 0.0 x 1.62 4.0 x 3.26 9.0 x 1.67 8.05 4.0 2.76 0.79 28.51 0.14 3.0 x 2.0 x 1.76 0.0 2.17 3.00 2.40 60.66 79.0 2.58 12.00 8.5 3.0 x 2.47 0.44 53.56 0.05 4.50 2.5 2.58 0.

24 244.65 3.18 1.91 28.00 6.00 5.23 4.39 24.00 0.06 1.92 6.07 31.80 4.18 5.50 1.75 3.80 TIPO BSTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ÁREA MOLHADA VAZÃO CRÍTICA (m2) CRÍTICA (m3/s) 1.46 1.37 1.96 0.96 220.35 5.75 3.11 1.22 6.89 132.96 8.59 21.40 3.53 3.70 101.17 2.02 1.65 2.85 165.30 7.72 4.14 1.22 18.11 1.25 5.16 1.60 6.49 108.22 1.48 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.72 5.21 216.12 1.05 1.61 5.04 1.05 3.97 0.25 4.30 17.18 55.53 6.20 3.06 7.30 1.12 10.57 85.85 6.95 5.08 32.65 1.32 6.68 39.89 158.49 5.02 41.02 8.38 83.17 4.Vazão.08 1.78 69.03 1.11 6.62 11.38 140.95 6.20 19.95 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .13 12.70 5.65 25.20 4.45 7.26 1.40 6.78 3.98 0.96 4.30 22.61 4.01 1.90 2.63 10.69 10.55 5.80 4.53 1.95 7.15 2.14 3.95 2.52 19.28 1.15 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.89 4.60 4.75 118.75 43.50 5.47 4.97 0.17 1.73 13.99 5.92 6.18 4.70 5.10 260.63 32.10 4.85 5.55 20.57 77.40 34.70 6.48 6.35 1.24 29.16 6.42 58.07 1.23 24.23 1.76 36.19 6.50 6.55 1.43 28.10 6.26 195.75 3.58 4.43 3.86 14.91 126.07 33.13 188.66 7.39 12.99 7.88 4.04 17.80 1.60 7.99 0.25 7.21 1.24 6.30 4.15 52.46 8.72 232. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (mxm) 1.43 1.Manual de Drenagem de Rodovias 53 Tabela 3 .75 6.30 2.89 6.31 5.35 1.75 15.

15 2.98 0.84 117.47 4.56 139.18 1.55 1.Vazão.95 BDTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .53 3.75 6.58 4.32 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 8.40 6.97 0.52 73.17 1.92 6.30 1.35 5.01 1.36 110.14 171.97 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.06 1.78 24.99 0.95 7.23 21.80 4.49 30.30 2.45 49.30 7.70 330.95 6.77 281.81 56.42 433.60 7.30 50.89 4.77 167.99 7.80 4.60 35.06 7.31 5.30 4.53 1.10 4.73 29.20 3.65 1.26 64.93 17.30 104.20 4.32 13.70 6.25 7.04 1.70 5.14 1.71 3.45 13.32 6.37 1.09 34.25 4.10 11.92 6.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.23 1.05 38.98 217.16 1.00 5.11 6.45 .53 6.43 3.14 154.56 6.89 6.50 5.65 2.33 15.10 41.Manual de Drenagem de Rodovias 54 Tabela 4 .99 5.22 1.04 83.12 1.18 5.47 58.91 16.41 39.96 0.25 5.49 86.20 12.37 8.21 1.17 4.65 3.72 5.72 4.08 1.50 1.88 4.60 4.26 376.05 1.26 1.48 488.21 520.97 0.16 65.85 6.51 237.90 4.00 6.05 16.24 6.50 6.93 441.14 3. 36.61 44.43 1.11 1.15 1.48 6.61 5.34 5.19 42.40 3.75 3.78 49.85 56.75 3.53 390.45 7.46 1.35 78.85 5.02 1.83 253.47 27.05 3.03 1.23 22.14 66.11 1.19 6.10 6.28 1.49 5. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.78 264.25 25.80 1.95 5.70 5.77 317.75 3.38 20.00 0.45 9.07 1.13 63.90 2.96 4.45 464.35 1.26 20.80 69.39 202.

33 208.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.13 51.99 5.53 6.78 63.50 1.11 6.71 257.87 24.72 84.06 125.09 304.02 1.53 1.37 1 .95 BTTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .92 6.17 1.60 4.85 6.28 l.47 4.07 1.54 166.98 0.75 3.88 4.66 476.75 3.28 109.10 6.96 0.60 7.31 5.14 3. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.00 6. 30 1.53 3.84 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 12.99 22.26 176.03 1.85 33.25 5.30 7.08 1.72 232.03 117.10 4.89 662.18 73.80 1.71 87.75 3.35 31.20 41.21 100.39 564.20 4.05 1.89 96.66 61.79 585.80 4.21 1.65 3.80 4.85 6.28 84.15 7.67 397.07 30.11 1.31 781.68 13.35 l .04 1.20 3.06 5.58 4.06 1.97 0.49 5.61 58.15 1.39 26.55 12.95 6.43 1.70 5.38 38.17 628.74 380.26 356.24 129.91 67.49 20.46 1.72 4.90 2.15 250.60 52.40 6.05 25.50 5.25 4.57 57.95 76.35 5.88 31 .95 5.15 2.99 0.12 1.35 9.63 650.01 1.32 6.47 326.89 6.45 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.20 104.17 24.40 3.59 44.24 98.20 94.72 5.95 7.23 1.99 7.00 5.26 1.61 5.00 0.89 4.24 45.Vazão.18 1.85 5.70 6.70 5.22 1.97 0.11 1.46 156.65 1.67 19.43 3.Manual de Drenagem de Rodovias 55 Tabela 5 .30 4.79 18.19 6.25 7.52 8.67 54.15 422.65 2.92 6.17 4.55 1.18 5.65 16.14 1.68 74.75 6.24 6.68 732.06 7.96 4.50 6.16 1.30 2.05 3.66 495.48 6.

03 3.Vazão.23 1.84 7.84 124.55 1. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.73 30.80 3.21 1.20 4.40 4.17 1.55 1.43 4.72 5.00 2.80 2.43 3.83 12.69 1.80 4.28 1.11 23.32 13.21 1.95 2.56 4.26 21.83 6.93 13.44 10.70 43.01 13.61 5.80 3.04 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.20 2.79 56.25 5.60 3.39 86.26 1.80 4.20 1.13 4.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.63 3.19 1.28 1.41 1.80 3.86 4.06 55.60 4.77 171.97 4.14 9.60 1.43 3.80 3.38 85.28 4.78 1.20 3.57 77.20 1.11 9.73 2.60 2.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.26 1.34 1.34 22.47 4.40 1.15 49.09 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.12 1.68 16.73 13.90 4.14 1.54 1.80 3.20 4.72 4.31 1.69 9.86 15.80 5.40 2.14 1.24 3.49 5..58 4.15 1.11 BSTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO Tabela 7 .37 5.81 5.13 4.66 8.37 1.01 27.50 1.69 1.87 1.36 33.11 110.40 3.33 17.90 28.18 1.65 12.20 3.62 3.42 62.96 7.50 1.35 75.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.00 4.24 3.40 2.40 1.68 37.03 3.49 5.42 6.22 47.23 23.60 3.31 1.30 25.40 4.71 20.72 DECLVIDADE CRÍTICA (%) 1.60 17.41 1.99 5.12 1.60 4.17 1.45 1.61 5.30 98.62 1.08 32.80 5.25 5.70 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.62 3.40 3.41 2.19 1.51 139.38 19.60 1.28 4.42 40.12 5.00 2.45 1.14 154.62 11.16 65.39 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.47 27.58 4.86 4.62 1.20 2.00 3.25 69.12 5.67 11.96 6.16 6.42 3.80 2.97 4.00 3.80 3.43 4.34 1.37 5.60 2.Vazão. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.63 10.80 8.11 BDTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .91 3.78 1.37 1.07 4.15 1.Manual de Drenagem de Rodovias 56 Tabela 6 .08 3.23 1.99 5.72 4.93 8.00 4.91 15.

85 34.80 4.46 147.40 12.86 4.80 3.80 3.17 1.24 3.09 129.61 5.17 166.15 257.00 3.59 45.19 1.87 23.60 2.62 5.28 4.23 1.80 2.21 1.72 232.62 1.55 1.33 71.40 26.89 19.02 41.62 3.40 3.00 4.09 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.04 50.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.69 84.58 4.60 4.37 5.20 1.28 1.15 16.37 1.76 208.Vazão.20 4.02 33.49 5.95 38.13 60.07 28.14 1.43 4.25 10.45 1.78 1.89 26.11 BTTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .60 3.72 4.20 3.74 10.60 1.40 4.69 1.Manual de Drenagem de Rodovias 57 Tabela 8 .25 18.00 2.20 2.25 5.13 4.50 1.03 113.80 5.60 3.80 3. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.26 1.12 5.20 41.43 3.49 20.24 98.26 186.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.41 1.15 1.97 4.03 3.22 8.31 1.40 2.20 14.99 5.34 1.12 1.40 1.54 4.89 31.85 7.67 14.13 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 7.

00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.43 3.03 3.08 3.26 17.80 1.15 1.97 0.46 1.54 1.34 4.10 1.89 4.91 7.53 3.41 1.11 8.98 2.90 2.40 1.80 2.94 1.22 0.18 1.99 0.40 1.36 2.01 0.39 0.60 1.50 1.56 2.Manual de Drenagem de Rodovias 58 Tabela 9 .34 3.96 5.03 2.09 1.81 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 0.88 1.17 2.06 1.95 2.15 1.03 3.66 7.14 3.04 1.20 1.95 3.62 2.84 5.00 1.92 3.87 1.68 2.10 1.00 1.67 3.99 0.20 1.02 1.60 1.60 0.00 1.71 3.43 0.53 3.55 13.33 15.90 4.45 9.06 1.50 1.04 1.11 1.28 1.14 3.30 1.18 1.22 4.56 2.78 6.92 3.34 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.30 1. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 0.01 0.93 11.43 3.42 2.60 0.80 1.74 1.24 3.80 1.97 0.94 BSTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm BDTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .62 DECLIVIDADE CRÍTICA 1.96 0.20 1.11 1.73 0.29 2.95 2.80 2.53 1.96 0.Vazão.07 3.09 1.18 1.68 2.48 3.63 8.73 2.70 1.24 3.90 2.70 1.34 3.56 4.35 1.40 1.

velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.67 12.05 3.88 26.67 14.68 2.60 1.80 1.01 0.Vazão.03 3.60 5.43 3.99 0.81 2.20 1.06 1 .Manual de Drenagem de Rodovias 59 Tabela 10 .84 7.09 1.56 2.92 3.99 22.14 3.18 1.52 7.11 1 .70 1.10 1.04 1.34 3.86 10.89 17.06 4.40 1.24 3.85 6.96 0.18 2.33 19.97 0.53 3.54 4.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.62 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.15 1.94 BTTM CURRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .60 3.50 1.02 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.90 2.22 5.25 8.00 1.80 2.22 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.62 5.30 1.

96 6.24 1.88 4.50 2.90 5.04 1.55 11.54 1.05 3.07 1.29 1.60 1.10 1.33 17.03 3.70 3.60 30.86 10.50 2.62 3.34 24.50 1.21 4.05 4.24 3.76 4.25 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.02 36.15 1.43 3.39 5.95 2.99 26.03 2.52 8.30 1.10 1.30 2.29 1.79 8.35 1.04 1.19 1. 15 18.81 6.21 4.36 2.26 1.00 1.00 1.89 19.03 3.00 BSTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BDTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BTTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm 76 25 MT/DNIT/DPP/IPR .50 1.18 1.62 3.40 1.26 1.60 36.92 3.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.50 2.71 3.16 16.26 1.07 1.66 8.24 1.22 9.00 2.93 13.92 3.45 55.85 7.30 1.30 2.43 2.21 4.92 3.30 2.11 8.05 4.67 12.04 1.24 3.43 3.62 3.05 4.00 2.88 4. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.14 3.80 2.70 3.40 1.42 2.69 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.00 1.Vazão.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.19 1.37 7.77 10.33 1.14 3.43 2.83 3.70 3.06 4.09 71.24 3.15 1.10 1.90 45.15 1.30 15.80 2.90 4.67 14.22 4.00 2.91 7.30 1.33 1.45 9.41 3.54 4.28 13.07 1.73 47.62 5.Manual de Drenagem de Rodovias 60 Tabela 11 .03 3.60 1.88 4.67 12.36 23.50 1.40 1.24 1.00 1.80 2.43 3.29 1.56 4.33 1.19 1.95 3.18 3.02 1.60 1.14 3.08 3.

11 10.85 14.30 4.51 4.63 74.43 13.80 6.88 4.30 1.72 19.03 4.05x2.72 4.36 53.20x1.85x1.69 4.13 8.32 49.98 0.72 7.84 3.72x3.03 3.85 4.19 3.41 8.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.92 4.11 1.90 4.99 5.46 29.30 10.26 66.93 31.70 5.65 13.25 3.99 0.40x3.21 8.12 1.98 0.96 BSLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .96 0.70x3.08 1.93 7.33 37.04 1.03 5.89 39.70 2.20x3.85x1.51 1.01 1.Manual de Drenagem de Rodovias 61 Tabela 12 .95 6.47 4.47 11.48 3.09 5.71 15.30x3.82 47.10 5.54 4.86 6.96 69.25x2.05 4.55 15.36 4.08 1.76 77.17 12.27x4.40 2.77 10.16 1.00x3.37 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.56 2.50 5.10 4.20x2.46 62.42 36.15 5.45 1.00x3.40 5.85 3.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.95x3.55x3.07 1.79 4.32 4.29 1.02 6.34 3.02 0.12 TIPO VÃO x ALTURA (mxm) 1.22x3.35 5. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.75x2.Vazão.

34 25.03 3.74 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.65 75.20x3.Vazão.38 6.70 2.30 1.75x2.72 4.83 72.63 94.25 149.05 4.98 0.10 31.26 16.80 6.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 9.12 1. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 3.72x3.42 16.06 8.95 6.03 13.15 5.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.30x3.86 14.96 0.31 26.86 27.99 5.95x3.43 14.51 1.41 30.30 4.40x3.04 1.36 4.92 4.22 20.85x1.86 62.60 21.98 0.52 154.16 1.12 4.92 59.54 4.78 79.32 4.20x1.85 3.72 106.92 124.90 4.29 1.65 98.03 5.50 5.19 10.01 1.11 1.88 4.10 4.00x3.99 0.07 1.79 4.84 3.69 4.25x2.08 1.52 133.93 22.40 5.85x1.47 4.71 29.43 38.51 4.25 3.10x2.40 2.34 3.05x2.08 1.27x4.85 4.48 3.22x3.86 6.45 1.25 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.70 5.55x3.92 139.Manual de Drenagem de Rodovias 62 Tabela 13 .54 20.00x3.02 0.35 5.83 17.96 BDLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .09 5.70x3.

08 1.29 15.99 0.99 5.79 21.36 4.25 108.45 1.29 1.98 0.78 200.03 3.11 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.22x3.95x3.08 1.05x2.40 5.20x1.25 3.Manual de Drenagem de Rodovias 63 Tabela 14 .05 20.35 5.56 44.90 4.80 6.88 208.57 9.79 94.05 4.98 0.85 3. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.24 26.15 21.48 3.97 148.85 4.40 25.30 1.88 4.96 BTLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .92 4.40x3.27x4.69 4.10 12.04 1.08 160.20x3.00x3.02 0.09 5.07 1.96 0.88 224.Vazão.65 47.00 VAZÃO CRÍTICA (m2/s) 14.41.50 5.45 1.72x3.79 4.34 3.37 89.31 30.67 119.72 4.10x2.85x1.12 1.40 33.75x2.32 4.90 31.16 1.00x3.15 5.70 5.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.01 1.03 5.32 31.51 4.67 6.70 2.54 4.39 186.40 2.96 40.11 1.37 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.64 24.70x3.29 41 .86 6.98 113.55x3.47 4.30 4.25x2.84 3.95 6. 15 58.51 1.30x3.52 37.28 232.10 4.12 45.85x1.

16 7.69 0.35x3.97 55.85 10.10 321.24 6.22 19.85 0.47x4.90 287.80 11.30 5.15 9.23x4.54 8.93 8.70 0.69 25.78 0.93 5.75 0.85 0.76 10.39x7.40 214.55x5.82 8.69 6.44 269.15 220.63 5.33 6.29 165.43 42.85 7.72 0.46 9.56x5.36 28.31 8.41 60.89 6.41 69.71 0.90x7.83x6.17x6.25 394.03 402.78 323.19x9.57 34.81 0.11 294.11 7.62 101.14 6.78 0.83 0.87 4.64x6.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.78 15.12x3.71 6.11 10.92 125.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.54x6.02 50.30 47.03 21.18 6.22 42.89x3.17 14.86x4.78x5.71 121.50 10.51 12.69 0.77 0.23 31.40 29.65 7.97 7.69 0.80 0.29 7.73 0.04 5.63 6.77 118.01 138.97x6.77 0.46 7.96 6.17 25.50 6.06x6.46 28.67x4.60 14.41 24.81 146.17 6.42x5.68 7.26 192.74 0.51x5.97x6.05 47.78 7.41 5.21 8.71 0.77 0.84 10.69x7.65 6.32 48.36 89.Vazão.01x4.07 9.22x5.50 5.83 174.70 0.84 0.02 355.68 191.93 36.93 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 5.00x4. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 14.50 79.77 0.45 9.75x5.46 5.27 5.95x5.74 0.02 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 74.04 44.62 5.68 317.23 22.15 64.09 4.82 6.50 10.70 0.82 283.76 0.82 0.09x4.94 36.92 8.01 39.02 5.84 5.62 6.40x4.79x8.15x3.88 105.76 11.75 31.47 7.78 6.12 10.75 0.81 11.81 5.42 10.72 0.55 7.58x8.86 0.68 6.11x6.33x6.94 437.52 6.22 5.Manual de Drenagem de Rodovias 64 Tabela 15 .56 70.90 481.28x5.95 39.89 6.46 56.15 17.43 248.99 19.34 5.14 6.00 143.13 201.03 73.07 255.83 8.30 6.17 6.79x5.06 229.68 BSEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .98 6.25x7.72 0.64 544.84 0.56 223.16 171.75 0.20 24.71 0.81 0.07 147.28 7.13 32.20 22.72 0.60 21.57 44.71 0.79 0.10 11.03 114.42 6.68x4.79 0.29 34.50x6.77 9.59 5.84 9.

34 29.00 286.33x6.21 8.12x3.88 539.46 7.97 7.89x3.02 5.52 6.01x4.32 342.38 51.20 28.15x3.40 49.Vazão.19x9.02 277.06x6.79 0.14 294.30 440.79 0.95x5.46 63.83 0.47x4.51 12.18 6.30 5.75x5.80 59.09 4.17 6.63 5.28 1089.36 634.80 0.88 72.34 5.72 56.24 203.56 31.84 250.02 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 29.67x4.90x7.81 0.54x6.82 120.60 94.25x7.33 6.71 0.78x5.86 72.40x4.54 237.40 44.44 38.80 11.71 6.31 8.92 56.46 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.97x6.42 10.90 78.12 447.98 6.24 6.09x4.64 96.97x6.72 0.84 0.77 0.29 7.59 5.42 6.76 11.72 0.85 7.42 242.08 88.77 0.46 9.00x4.69x7.70 0.00 158.68x4.81 5.14 69.14 6.10 94.50 789.52 384.06 804.42x5.76 210.84 10.15 9.75 0.22x5.45 9.80 574.84 0.94 110.78 7.36 382.39x7.17x6.55 7.98 38.51x5.83 8.64x6.50x6.62 6.86 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 149.86x4.12 141.56x5.34 50.70 0.70 0.04 101.62 5.27 5.81 11.28 7.22 588.86 0.96 6.92 112.55x5.72 179.26 64.17 6.85 0.10 11.77 9.Manual de Drenagem de Rodovias 65 Tabela 16 .88 875.11 10.82 8.77 0.69 0.04 5.12 10.23x4.02 78.65 6.50 62.07 9.66 348.75 0.46 44.30 6.06 42.22 5.50 5. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) VÃO X ALTURA (m/m) 5.80 963.14 6.84 5.14 88.58 69.80 429.87 4.46 5.71 0.68 7.62 292.74 0.06 147.58x8.12 459.35x3.84 9.44 85.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.82 138.72 0.71 0.89 6.11 7.30 129.06 229.79x5.65 7.56 646.73 0.64 566.68 6.78 6.74 0.82 6.83x6.93 5.77 0.54 8.82 0.85 10.47 7.50 6.93 8.50 10.69 0.30 10.69 0.16 7.78 0.11x6.28x5.89 6.75 0.20 643.58 331.63 6.76 10.30 34.68 TIPO BDEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .92 8.72 0.20 42.26 402.04 710.71 0.86 84.81 0.69 6.04 510.85 0.78 0.82 49.79x8.41 5.76 0.86 497.

Manual de Drenagem de Rodovias

66

Tabela 17 - Vazão, velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d)
ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 44,34 46,80 42,51 44,97 57,45 51 ,09 63,66 57,69 66,60 73,80 63,60 66,51 76,38 85,23 74,07 7 7,2 5 93,39 97,08 85,20 88,71 104,79 108,69 95,85 117,87 104,82 108,66 127,71 132,03 117,90 142,29 126,12 132,06 152,91 165,15 142,38 158,96 145,23 180,45 193,68 212,79

TIPO

VÃO X ALTURA (mxm) 5,89x3,89 6,12x3,96 6,15x3,63 6,35x3,71 6,40x4,62 6,68x4,24 6,86x4,78 7,01x4,25 7,09x4,85 7,42x5,16 7,47x4,47 7,67x4,55 7,75x5,11 7,95x5,54 8,00x4,83 8,23x4,93 8,28x5,82 8,51x5,92 8,56x5,21 8,79x5,31 8,97x6,07 9,17x6,15 9,22x5,46 9,50x6,45 9,55x5,77 9,78x5,84 9,83x6,76 10,06x6,84 10,11x6,12 10,39x7,11 10,54x6,30 10,64x6,50 10,69x7,42 10,90x7,85 10,97x6.81 11,25x7,80 11,33x6,76 11,58x8,10 11,79x8,51 12,19x9,02

VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 223,50 238,23 207,09 221,64 316,08 269,31 355,86 305,76 375,00 429,09 344,13 363,21 441,48 513,03 416,43 438,78 576,39 603,87 497,49 522,45 660,18 689,04 573,21 766,20 643,68 671,46 849,33 833,29 746,34 970,32 809,70 861,06 1065,75 1184,04 951,09 1206,30 965,82 1313,70 1444,92 1634,19

VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5,04 5,09 4,87 4,93 5,50 5,27 5,59 5,30 5,63 5,81 5,41 5,46 5,78 6,02 5,62 5,68 6,17 6,22 5,84 5,89 6,30 6,34 5,98 6,50 6.14 6,18 6,65 6,69 6,33 6,82 6,42 6,52 6,97 7,17 6,68 7,14 6,65 7,28 7,46 7,68

DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0,86 0.85 0,85 0,84 0,84 0,83 0,82 0,81 0,81 0,80 0,79 0,79 0,78 0,78 0,77 0,77 0,77 0,77 0,76 0,75 0,75 0,75 0,74 0,74 0,73 0,72 0,72 0,72 0,72 0,71 0,71 0,70 0,71 0,71 0,70 0,70 0,69 0,69 0,69 0,68

BDEM CORRUGAÇÂO 152 x 51mm

v h

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

67

Dimensionamento no regime subcrítico

Sempre que a declividade do bueiro for inferior à crítica, o dimensionamento (seção e velocidade do fluxo) será obtido por intermédio das equações gerais do fluxo. Equações gerais do fluxo Apresentam-se a seguir as equações gerais do fluxo para os bueiros tubulares (seção circular) e celulares (seção quadrada ou retangular). Para os bueiros de seção lenticular ou elíptica que não dispõem de fórmulas simples que relacionem suas grandezas hidráulicas, o procedimento para seu dimensionamento no regime subcrítico é apresentado adiante, no roteiro para dimensionamento. Bueiros tubulares Usando-se os valores obtidos em (d), e substituindo-os na fórmula de item (c) com recurso à equação da continuidade obtêm-se as equações gerais do fluxo para uma declividade estabelecida Velocidade:
I1/2 ⎛ Ø − senØ ⎞ V=3⎜ ⎟ x D2/3 x 4Ø n ⎝ ⎠
2

e vazão:
Q= Ø − senØ Ø − senØ 2 I1/2 x D2 x 3 D x 8 4Ø n

ou
1 Q= 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

xD

8/3

I1/2 x n

Na expressão da velocidade, V = K v x D2 / 3 x fazendo-se:
⎛ Ø − senØ ⎞ 3 ⎜ ⎟ = Kv 4Ø ⎝ ⎠
2

I1 / 2 n

tem-se:

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

68

Kv = ou:

V xn D x I1 / 2
2/3

Na expressão de vazão, fazendo-se:
1 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

= KQ

tem-se; Q = K Q x D8 / 3 x ou: KQ = Qxn D x I1 / 2
8/3

I1 / 2 n

ou ainda;
⎛ Qxn ⎞ ⎟ D=8 ⎜ ⎜ K x I1 / 2 ⎟ ⎝ Q ⎠
3

Coeficientes K v e K Q Os coeficientes KV e KQ, como se pode verificar, são funções exclusivas do ângulo Ø, o qual, por sua vez, está ligado ao tirante “d” e ao diâmetro D através da equação:
cos
ou
⎛ 2d ⎞ Ø = 2 arc cos⎜1 − ⎟ D⎠ ⎝

2d Ø = 1− (d) D 2

Assim, como Ø, KQ e Kv estão ligados ao tirante “d” e ao diâmetro D, pode-se tabelá-los em função da relação d/D. É a tabela dos parcialmente cheios, já citada, de grande utilidade no estudo dos bueiros nos regimes subcrítico e rápido, utilizada no item (a) e apresentada adiante, na tabela 18. Bueiros celulares Usando-se os valores das grandezas hidráulicas obtidas em “d”, a fórmula de Manning e com auxílio da equação da continuidade, obtêm-se as equações do fluxo nos bueiros celulares para uma declividade estabelecida:
MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

69

Velocidade:
1/ 2 ⎛ Bd ⎞ I V=3 ⎜ ⎟ x n ⎝ B + 2d ⎠ 2

,

em m/s

Vazão: ⎛ Bd ⎞ Q = Bd⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ ou:
Q=3
2/3

x

I1 / 2 , em m³/s n

(B x d)5 (B + 2d)2

x

I1 / 2 n

, em m³/s

Na expressão da velocidade, fazendo-se: ⎛ Bd ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ tem-se: I1 / 2 V = Kv x n ou: Kv = nxV I1 / 2
2/3

= Kv

Na expressão da vazão, fazendo-se:
3

(B + 2d)2

(Bd)5

= KQ

tem-se; Q = KQ x
OU:

I1 / 2 n

KQ =

Qxn I1/ 2

Existem nos bueiros celulares três grandezas a serem consideradas: a largura B, o tirante d e a altura H.
MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

70

Para se chegar a uma solução deve-se fixar uma delas, em geral B, para determinar a outra, d. A terceira, H, é uma conseqüência de d, pois admite-se uma folga, isto é, uma altura livre entre a lâmina d'água e a laje superior do bueiro, relacionada ao tirante. O DNIT tem adotado uma folga mínima de 25 % sobre d; desse modo a altura do bueiro passa a ser: H= d 0,80

Coeficientes K v e K Q Esses coeficientes são funções de B e d, portanto de duas variáveis. As curvas das Fig. 7 e 8 correlacionam B e d respectivamente a K Q e K v Nessas curvas o valor de B varia de 1,00 m a 3,00 m com intervalos de 0,50 m e o valor de (d) varia de 0,20 m até 3,00 m. Roteiro para dimensionamento Dados a) O valor de Q é conhecido porque é a descarga da bacia a ser drenada , calculada nos estudos hidrológicos do projeto; b) O valor de I é conhecido pelo levantamento topográfico do local onde o bueiro deverá ser implantado; c) O valor n (coeficiente de Manning) é conhecido pois depende da natureza do material de que será feito o bueiro (concreto, chapa metálica, corrugada etc). Seqüência das operações Bueiros tubulares a) admite-se inicialmente um valor para a relação d/D, variando de 0,20 a 0,80, optandose em geral pelo valor máximo; b) com o valor adotado para a relação d/D, entra-se na tabela dos parcialmente cheios, para obtenção do coeficiente K Q c) com K Q determina-se o valor do diâmetro teórico e se este mostrar-se inadequado pelas restrições do local de assentamento ou por não existir comercialmente tubo com diâmetro de tal porte, deverá ser considerado bueiro de seção múltipla, dividindo-se a descarga de projeto pelo número de linhas de tubo a adotar. Ao final será fixado para a linha de tubos simples ou múltipla o diâmetro mais próximo comercialmente disponível; d) com o diâmetro comercial calcula-se o novo valor de K Q obtendo-se na tabela a relação d/D, e o valor de K v , que fornecerá o valor de V, comparando a velocidade de
MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

71

escoamento com os valores mínimo e máximo aceitáveis, função da sedimentação das partículas em suspensão e da erosão das paredes dos tubos; e) se os valores acima estiverem dentro dos limites estabelecidos, o dimensionamento é concluído; caso contrário, faz-se nova tentativa com outra relação d/D, procurando-se aumentar ou diminuir a velocidade. Bueiros celulares Com os valores de Q, I e n, calcula-se K Q e com o valor de K Q obtém-se o valor de d, definindo-se conseqüentemente o valor B escolhido. Com os valores de B e d, na curva de K v , obtêm-se K v e conseqüentemente V. Estando o valor de V entre os limites permitidos e atendendo às condições locais, dá-se o dimensionamento como aceito, caso contrário, procura-se, mediante novas tentativas, dimensões que conduzam a valores aceitáveis. Quando o valor de Q conduz a um valor de K Q acima do limite superior das curvas, isso significa a necessidade da adoção de bueiros duplos e triplos. O cálculo é então refeito com o valor de Q dividido por 2 ou 3, conforme o número de linhas dos tubos. Bueiros lenticulares ou elípticos metálicos corrugados Tanto para os bueiros lenticulares como para aqueles de seção elíptica, por não se dispor de formulas simples que expressam o fluxo conforme a variação de lâmina d'água, o procedimento de cálculo atendendo a uma declividade de assentamento preestabelecida será diferente. Primeiramente deve-se calcular a vazão à seção plena para a declividade estabelecida e também a altura crítica relativa à descarga dada para conhecer o regime a que se refere. A vazão à plena seção é determinada com o auxílio das tabelas 19 ou 20 de onde são extraídos a área e o perímetro molhado da seção plena. Definido o coeficiente n a partir do tipo de corrugação escolhidos, determina-se, através da expressão de Manning e da equação da continuidade, a vazão à plena seção. Igualando a descarga de projeto à vazão escoada pelo bueiro, obtém-se através em um dos gráficos do diagrama 19 o tirante crítico correspondente que servirá de referência para definir o regime de funcionamento do fluxo na seção escolhida e a necessidade de ampliação da área da seção considerada. Se o tirante crítico superar a 65 % da altura da seção para os bueiros lenticulares e a 72 % da altura nos bueiros elípticos, deverá ser ensaiada seção maior ou seção múltipla, considerando-se nesta última a descarga, e correspondentemente a vazão de projeto, como sendo a descarga total dividida pelo número de linhas. Definida a vazão à plena seção e a altura crítica referente à descarga de projeto, passase ao dimensionamento hidráulico do bueiro funcionando parcialmente cheio.
MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

72

O tirante para a descarga de projeto dada é obtido através da utilização dos ábacos da Fig. 9, que define as propriedades hidráulicas desses tipos de estruturas; entrando-se com a relação entre a vazão a escoar e a vazão à seção plena, obtendo-se o valor percentual do tirante em relação à altura total da seção e daí o seu valor para o fluxo normal. Semelhantemente ao adotado para os demais bueiros, admite-se uma lâmina d'água máxima de 80 % da altura total da seção e uma lâmina mínima de 20%. Se o tirante encontrado situar-se fora desses limites deverá ser ensaiada uma nova seção ou seção múltipla. Ainda através da Fig. 9 pode-se verificar que a vazão máxima para os bueiros lenticulares é obtida para um tirante de 88 % da altura total da estrutura, sendo aproximadamente 8 % superior à vazão à plena seção e que nos bueiros elípticos a vazão máxima se dá com um tirante de 92 % da altura total, representando aproximadamente 10 % a mais que a vazão à plena seção. – Velocidades e vazões máximas para bueiros tubulares com declividades fixadas

Substituindo-se na Formula de Manning: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n

o raio hidráulico R pela sua expressão A/P, tem-se; I1 / 2 ⎛ A ⎞ V= x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

Para I constante, a velocidade será máxima quando a derivada de A/P, for nula. A e P, porém, são funções de (Ø) , sendo a condição de velocidade máxima dada pelos valores dessas variáveis que anulem a derivada da função f (Ø) , ou seja:
P dA dP −A dØ dØ = 0 P2

ou ainda,

P

dA dP =A dØ dØ

(1)

De (d),
P= Ø dP D x D , donde = 2 dØ 2
MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias
e
A= Ø − senØ x D2 , donde 8

73

dA 1 − cosØ x D2 = dØ 8

Substituindo-se os valores de P, A,
ØD − Øcos ØxD3 = ØD − senØxD3 Øcos ØxD3 = senØx D3 tg Ø = Ø ou

dA dP e na igualdade (1), tem-se; dØ dØ

equação cuja solução é:
Ø = 4,4934 rad, Ø = 257027'10"

ou
⎛ ⎝ 2d ⎞ ⎟ D⎠

Como, porém, Øc = 2 arc cos ⎜1 −
Øc = −0,626 2 2d 1− = −0,626 D cos

daí, d = 0,813D que corresponde ao tirante para a condição da velocidade máxima. Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para velocidade e vazão fornece: a velocidade máxima Vmáx = 0,452 D 2 / 3 x I1 / 2 n

e a vazão correspondente a esta velocidade
D8 / 3 x I 1/ 2 Q = 0,309 n

Vazão máxima Associando-se a fórmula de Manning; V= I1 / 2 ⎛ A ⎞ x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

74

a equação de continuidade, tem-se: I1 / 2 ⎛ A 5 / 2 ⎞ ⎟ x⎜ Q= n ⎜ P ⎟ ⎝ ⎠
2/3

A vazão máxima se verificará quando A/P5/2, função de Ø, for máxima; vale dizer, quando sua derivada em relação a Ø for nula,isto é,
5 dA dP PxA 3/2 − A 5/2 2 dØ dØ = 0 P2

ou

5p x

dA dP = 2A x dØ dØ
dA dP e por suas expressões obtidas no item anterior, tem-se: dØ dØ

Substituindo-se P, A,

(Ø − senØ ) x D2 x D 5ØD (1 − cosØ ) 2 x D =2 2 8 8 2
ou
5Ø (1 − cosØ) = 2 (Ø − senØ)

ou ainda,
3Ø − 5Ø cosØ + 2 senØ = 0

cuja solução é
Ø = 5,2781 rad ou Ø = 302024'46" , que corresponde a um tirante de d = 0,938 D

Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para vazão e velocidade fornece: para vazão máxima Q máx = 0,335 D 8 / 3 x I1 / 2 n

e para a velocidade correspondente a essa vazão V = 0,438 D 2 / 3 x I1 / 2 n

A observação dos dados encontrados permite chegar a uma importante conclusão:
MT/DNIT/DPP/IPR

d = Tirante d'água D = Diâmetro do bueiro A = Área molhada R = Raio Hidráulico Q = Vazão (m3/s) n = Coeficiente de rugosidade de Manning I = declividade do bueiro (m/m) K K V ×n V D2/3 × I1/2 = = Q×n Q D8/3 × I1/2 MT/DNIT/DPP/IPR . para Bueiros de Seção Circular. em função da altura relativa do tirante. Área Molhada.Manual de Drenagem de Rodovias 75 "A velocidade máxima não corresponde à vazão máxima". KV e KQ. Raio Hidráulico.

0650 0.1099 0.2450 0.49 0.1206 0.1147 0.04 0.1847 0.0820 0.2167 0.06 0.00221 0.1298 0.3934 0.2331 0.0929 0.1152 0.1592 0.0326 0.2260 0.15 0.2366 0.2500 0.0470 0.1416 0.2062 0.1365 0.1197 0.00150 0.2102 0.1466 0.37 0.1772 0.16 0.01126 0.1800 0.4065 0.00093 0.0192 0.3229 0.0811 0.3130 0.0571 0.3527 0.2934 0.1566 0.22 0.1381 0.2401 0.1802 0.0013 0.1935 0.0635 0.2621 0.2051 0.12 0.1978 0.0497 0.2355 0.1718 0.1825 76 MT/DNIT/DPP/IPR .01313 0.1662 0.3968 0.1401 0.26 0.2582 0.0196 0.0350 0.2367 0.33 0.1786 0.4002 0.23 0.1982 0.47 0.2592 0.3295 0.1364 0.2843 0.28 0.3394 0.3708 0.0513 0.0362 0.2716 0.51 0.3535 0.00050 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .0069. 0.1535 0.07 0.0695 0.25 0.20 0.02 0.3023 0.50 0.0559 0.1148 0.3927 0.00953 0.1665 0.1312 0.2546 0.2562 0.1506 0.3899 0.1259 0.0066 0.2074 0.30 0.0733 0.00651 0.0739 0.00021 0.0534 0.2836 0.40 0.0610 0.3032 0.2780 0.4034 0.1449 0.43 0.0427 0.0152 0.1281 0.0273 0.0301 0.2220 0.03 0.27 0.17 0.0956 0.1890 0.0871 0.1711 0.00306 0.11 0.1965 0.0910 0.3490 0.2133 0.1247 0.14 0.0105 0.3666 0.2468 0.2291 0.2258 0.0037 0.1199 0.3863 0.0461 0.0691 0.34 0.3627 0.4124 KQ 0.2531 0.0755 0.0885 0.05 0.2182 0.42 0.08 0.2295 0.1019 0.46 0.0409 0.0534 0.0961 0.1623 0.1756 0.3428 0.0147 0.1453 0.0575 0.29 0.4426 R/D 0.0197 0.00406 0.4027 0.1039 0.1267 0.00795 0.0668 0.3080 0.4127 0.1050 0.1349 0.3787 0.0331 0.2020 0.0389 0.24 0.1691 0.13 0.4227 0.45 0.01 0.0451 0.0242 0.4095 0.2649 KV 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios d/D 0.3328 0.1097 0.0986 0.31 0.3190 0.2512 0.0132 0.1611 0.48 0.3580 0.00521 0.54 0.0262 0.2435 0.1877 0.1614 0.2739 0.44 0.52 0.39 0.1891 0.0294 0.3624 0.3748 0.0600 0.3727 0.1516 0.1489 0.2142 0.1118 0.53 0.00005 0.3825 0.1042 0.35 0.3345 0.3827 0.36 0.19 0.0353 0.10 0.21 0.09 0.2214 0.4327 0.2965 0.32 0.0813 0.0881 0.2441 0.38 0.1709 0.2642 0.41 0.0173 0.1558 0.55 A/D2 0.3243 0.0776 0.18 0.3136 0.0394 0.1003 0.0220 0.2905 0.0730 0.0246 0.2650 0.3443 0.0864 0.

7254 0.5308 0.4231 0.4425 0.4343 0.4524 0.5018 0.5780 0.4256 0.4724 0.90 0.2799 0.2560 0.63 0.4520 0.76 0.4414 0.6489 0.2728 0.67 0.5115 0.2895 0.2995 0.1987 0.4309 0.4505 0.3335 0.6231 0.62 0.7384 0.82 0.6405 0.2980 0.5687 0.73 0.2900 0.4822 0.5404 0.72 0.80 0.89 0.81 0.64 0.4429 0.3026 0.3247 0.3047 0.2147 0.4153 0.4469 0.7662 0.83 0.5872 0.2963 0.77 0.4499 0.4498 0.94 0.4517 0.4920 0.2944 0.59 0.4526 0.86 0.2842 0.7186 0.3008 0.2969 0.70 0.2460 0.4402 0.3038 0.79 0.2797 0.3117 77 A Ø − senØ = 2 8 D R Ø − senØ = D 40 MT/DNIT/DPP/IPR .7707 0.2975 0.71 0.2409 0.4267 0.4512 0.4457 0.2842 0.4489 0.7445 0.2040 0.3263 0.3182 0.92 0.2886 0.4523 0.4444 0.3353 0.6736 0.65 0.2609 0.4206 0.2676 0.4625 0.58 0.2865 0.4381 0.75 0.4345 0.2094 0.2666 0.7320 0.6893 0.3349 0.5594 0.3083 0.95 0.3118 0.2962 0.2821 0.2200 0.88 0.2987 0.93 0.3968 KQ 0.5499 0.3212 0.3322 0.99 1.6969 0.3239 0.7560 0.3043 0.7854 R/D 0.6054 0.4476 0.2358 0.3042 0.57 0.6319 0.4180 0.4507 0.96 0.2921 0.3322 0.66 0.3007 0.4376 0.91 0.68 0.4462 0.4142 0.61 0.78 0.6655 0.98 0.1879 0.3039 0.00 A/D2 0.87 0.3151 0.2998 0.3018 0.4480 0.7785 0.7612 0.2948 0.74 0.7749 0.4519 0.3351 0.2917 0.7504 0.3031 0.2306 0.4514 0.3008 0.97 0.1933 0.2753 0.85 0.3017 0.7816 0.3305 0.2776 0.2511 0.2933 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios (Continuação) d/D 0.84 0.7043 0.5964 0.7115 0.3043 0.4445 0.2862 0.3286 0.2735 0.3345 0.2253 0.2829 0.2705 0.56 0.69 0.6815 0.3339 0.4301 0.2881 0.2703 0.2658 0.4279 0.6143 0.3036 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .4323 0.3293 0.2500 KV 0.5212 0.7841 0.4362 0.4213 0.4522 0.2787 0.2752 0.4398 0.3041 0.4489 0.3024 0.60 0.4524 0.2928 0.6573 0.3033 0.

00 B = B 3.20 1. d 8.00 2.00 B =3 .00 Qn I 3 I (m/m) N. m 0 1.Curva KQ = g(d) CURVA KQ = g (d) Q (m /s) KQ = 9.00 0 0.00 (dm) MT/DNIT/DPP/IPR .00 4.10 0.5 B= .00 3.A. 5 = 00 2.0 B =1 0m 5.00 m 1.00 2. 00 m 6.Manual de Drenagem de Rodovias ⎛R ⎞ KV = ⎜ ⎟ ⎝D ⎠ 2/3 ⎛ Ø − senØ ⎞ = 3 ⎜ ⎟ 4Ø ⎝ ⎠ 2/3 − 78 2 KQ = A ⎛R ⎞ ×⎜ ⎟ 2 ⎝D ⎠ D (Ø − senØ 1 ×3 16 2Ø 2 )5 ⎛ 2d ⎞ Ø = 2arc ⋅ cos ⋅ ⎜1 − ⎟ D ⎠ ⎝ Figura 7 .00 2.00 0 m B 7.

50 B .00 d (m) MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 8 .Curva KV = f(d) 79 CURVA KV = f (d) 1. 5 0.00 =1 m 0.50 0.40 0.00 Kv= Va I B= 0m 3.70 0.60 B= 0m 1.80 m 2. 0 0.00 3.90 B= m 2.00 2.30 0. 0 0 B= 0.20 0.10 0 0.20 1.

7 0.4 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 9 .2 1.0 1.3 0 0.2 1.1 0.3 0.5 0.6 0.9 1.5 0.3 0 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA MT/DNIT/DPP/IPR .8 0.1 0.1 1.4 0.9 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA 90 PM 80 A = Área R = RAIO HIDRÁULICO PM = PERÍMETRO MOLHADO A 70 AR2/3 60 R AR2/3 A 20 PM 30 50 40 ELIPSE HORIZONTAL 10 0.0 1.1 1.7 0.6 0.3 0.8 0.2 0.Propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares e elípticas 80 SEÇÃO PLENA PERÍMETRO MOLHADO 90 PORCENTAGEM D A ALTURA TOTAL PORCENTAGEM DA ALTURA TOTAL Área 80 70 60 50 VAZÃO 40 30 20 RAIO HIDRÁULICO 10 1.2 0.

60 9.Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados 81 DIMENSÕES VÃO ALTURA 1.10 4.90 MT/DNIT/DPP/IPR .25 11.50 5.70 3.70 16.27 6.08 15.56 15.22 7.21 12.70 2.88 3.15 5.00 3.97 12.65 14.99 5.75 2.65 17.25 3.85 1.80 16.85 4.80 6.00 PERÍMETRO (m) 5.40 3.95 3.05 2.70 5.12 15.30 13.52 ÁREA (m2) 2.23 19.86 6.42 8.30 3.49 10.95 6.41 13.54 13.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 19 .07 11.10 2.30.05 4.55 3.25 2.85 1.90 4.39 6.62 9.70 11.35 19.40 2.40 5.05 2.72 3.77 14.22 3.01 11.28 16.58 11.20 3.00 3.12 9. 4.45 13.67 18.20 1.27 4.35 5.85 3.

02 23.07 20.47 4.28 5.01 4.76 10.80 11.80 17.64 6.15 9.33 25.35 3.96 6.81 11.75 5.69 7.81 28.24 29.94 24.83 6.28 31.55 7.24 16.53 58.63 6.15 86.90 26.19 17.67 19.11 21. MT/DNIT/DPP/IPR .58 8.78 5.40 39.02 PERÍMETRO (m) 15.42 5.21 58.58 38.50 10.85 26.59 22.11 7.82 8.36 73.30 10.95 5.50 6.06 6.46 9.92 8.11 19.29 26.33 6.15 20.20 53.97 62.76 11.82 44.31 8.38 27.01 27.55 22.15 3.39 23.89 6.93 8.94 22.37 18.23 4.02 59.21 31.20 48.29 7.97 48.51 12.90 23.21 34.40 4.84 10.21 30.97 6.79 5.90 7.Manual de Drenagem de Rodovias 82 Tabela 20 .50 20.68 4.86 4.18 39.68 28.76 79.55 5.45 9.02 22.67 19.12 3.12 10.79 8.54 6.62 6.97 6.11 20.77 9.66 34.84 9.11 10.17 6.11 6.71 18.64 31.09 4.42 25.21 42.32 15.55 53.60 33.78 7.13 17.Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados DIMENSÕES VÃO ALTURA (m) (m) 5.95 Bueiros trabalhando como vertedores Objetivo e características Denominam-se vertedores as aberturas projetadas na parte superior das paredes de um reservatório qualquer através das quais possa se escoar o líquido represado.89 3.19 26.07 9.22 5.56 5.83 30.85 7.00 4.40 52.10 11.01 23.04 ÁREA (m2) 18.63 18.83 8.67 4.24 6.50 21.15 51.52 67.82 44.23 42.16 7.46 23.32 15.59 27.42 10.77 29.54 8.25 30.80 15.21 27.51 5.19 9.76 18.25 7.83 36.71 6.24 69.33 26.85 10.21 8.98 24.39 7.47 7.

3 L e tomando L=1. pois. O número dos vertedores. = H.devida a WEISSBACH: 2 Q = C 3 L 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ 2g ⎢ − ⎜α ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥ ⎥ ⎦ como 2 C 2g = 1. será o resultado da divisão da descarga total registrada pela descarga de cada vertedor. escolhido pela prática ou resultante de tentativas a serem feitas. para o vertedor.838 . b sua largura. Então. para c = 0. pode começar pela fórmula da vazão dos orifícios: ⎡ 3/2 ⎤ 3/2 ⎛ ⎢⎛ V2 ⎞ ⎥ 2 V2 ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎥ − ⎜h + α Q = cb 2g ⎢⎜ h + α 2g ⎟ ⎥ 2g ⎟ 3 ⎟ ⎜ 1 ⎟ ⎢⎜ 2 ⎢⎝ ⎣ ⎠ ⎝ ⎠ ⎥ ⎦ onde h1 e h2 são as alturas d'água nas bordas do orifício(inferior e superior). calcular o tempo em que se deseja fazer a drenagem e escolher o número e a largura L dos vertedores.622. têm-se MT/DNIT/DPP/IPR . o cálculo de L. a altura d`água sobre a soleira do vertedor. = 0 e h2. obtém-se a fórmula básica da vazão dos vertedores retangulares. O tempo de escoamento vai ser estabelecido em função da largura L dos vertedores projetados. Fazendo h1. o coeficiente de Coriolis e o coeficiente de descarga do orifício. L a sua largura.Manual de Drenagem de Rodovias 83 Na drenagem rodoviária o vertedor desempenha uma grande função no escoamento da água acumulada nas várzeas extensas ou em terrenos alagadiços.838 ⎢ −⎜ ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥×L ⎥ ⎦ Desprezando-se a velocidade de aproximação V. Dimensionamento hidráulico Cálculo da largura L A solução do problema é. y. Os vertedores podem ser considerados orifícios em que a altura da parede sobre a borda superior é nula. têm-se: 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ Q = 1.

2 964.2H.838 ⎜ L − ⎛ ⎝ 2H ⎞ 3/2 ⎟ H 10 ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR . Vertedores retangulares em parede delgada e sem contrações.5 650.12 76. Pinto).5 855.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 1. para a contração bilateral.5 1442. a mais comum nas rodovias.50 ALTURA H (cm) 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 ∗ Q (l/s) 230.57 14.1 465.838H3/2 Estados Unidos e que é a Fórmula de Francis. multiplicam-se os valores indicados de vazão pela largura real.Vazão por metro linear de soleira ALTURA H (cm) 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 20 Q (l/s) 9.34 106.2 1077.838 × LH3/2 84 ou L= Q 1.53 86.0 ∗Para os vertedores com largura menor ou maior que um metro.61 27.3 381.05 34. muito usada na Inglaterra e nos recomendada para uso no Brasil (Dilson F.6 750.04 41.0 302.68 58.72 20.1 1316. a Fórmula de Francis passa a ser: Q = 1.5 555. que passaria a ser tomado igual a L-0. Desse modo. Tabela 21 .0 1 57 1.14 67. deve-se considerar na fórmula do item anterior uma correção para o valor de L.7 1195. De acordo com Francis. Influência da contração As contrações ocorrem nos vertedores de represamentos e naqueles cuja largura é inferior às dos canais onde se acham instalados.90 164. Usando a Fórmula de Francis pode-se tabelar a vazão por metro linear de soleira como a seguir.24 96.58 49.

pressões nessas seções respectivamente. nesse caso. vale dizer.2D ou HW ≥ 1. Dimensionamento hidráulico Estudo do fluxo Considerando-se o escoamento indicado na Fig.velocidades nas seções S1 e S2. Como se trata do deslocamento de uma partícula d`água no regime permanente entre S1. que a vazão depende de sua carga a montante. do comprimento e da declividade do bueiro. da diferença de cotas dos níveis d'água a montante e a jusante.Esquema de escoamento por orifício V1 (1) h Z1 Z2 (2) V2 DATUM em que: V1 e V2 . Z1 e Z2 . 10: Figura 10 .2H sendo D o diâmetro e H a altura do bueiro.cotas das seções S1 e S2 relativas a um plano de referência (datum). Diz-se.Manual de Drenagem de Rodovias 85 Bueiros trabalhando como orifício Objetivo e características Diz-se que um bueiro trabalha como orifício quando o nível d`água a montante (HW) atende à condição: HW ≥ 1. tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . P1 e P2 . e S2. aplicando-se o teorema de Bernoulli. sendo independente da rugosidade das paredes.

que.97 ou 0. osciIa entre 0. Essa contração é habitualmente representada por outro coeficiente.62 e 0. devido à viscosidade do líquido. Z1 – Z2 = h. V1 será muito inferior a V2 e poderá ser desprezada. foi verificado que o jato sofre uma contração tornando-se inferior à seção do orifício.98.Manual de Drenagem de Rodovias 86 V2 V2 P P z+ 1+ 1 =z + 2 + 2 2 γ γ 2g 2g Considerando-se. segundo Weissbach. porque é a pressão atmosférica atuando nas seções S1 e S2. Por outro lado. sem que se cometa erro apreciável. Desse modo. A vazão através do orifício seria então: Q = C × C × A 2g × h V C ou fazendo C ×C =C V C Q = CA 2g × h MT/DNIT/DPP/IPR . que P1 = P2. a velocidade real do jato sofre uma redução que costuma ser representada por um coeficiente CV. obtém-se: V = 2g × h A vazão do orifício seria. carga hidráulica da seção S2 (eixo) tem-se: V2 V2 2 = 1 +h 2g 2g ou V = V 2 + 2g × h 2 1 Como a área da seção S1 (superfície da água acumulada a montante do bueiro) é muito superior à área da seção S2 (orifício). porém.64. cujo valor é 0. então. Cc. de acordo com a lei de continuidade: Q = AV = A 2g × h Acontece que.

MT/DNIT/DPP/IPR . a diferença depende do coeficiente de vazão.548 Carga hidráulica Toda a conceituação exposta presupõe que a carga hidráulica. não seja maior do que duas vezes o diâmetro ou a sua altura. no caso dos bueiros.588 e 0. O nível d'água a montante não poderá ultrapassar a cota de nível mínimo admissível fixada em função da altura do aterro e das restrições de alagamento a montante por ventura existentes. MANNING recomenda para L/D = 75 e L/D = 100. Porém. respectivamente. Verifica-se. a contar do centro de gravidade da seção do bueiro. os coeficientes de vazão 0.62 e 0. os Coeficientes de Vazão C. que.63. os coeficientes de vazão C.Coeficientes de vazão L D C 10 25 50 75 100 0. seria a de um bocal e não de um orifício. segundo MANNING. as paredes dos orifícios são divididas em delgadas e espessas. representam alturas de aterro de.63.5 vezes o diâmetro do orifício. o que excluiria a opção do modelo.0 metro. mais ou menos. como os processos de cálculo de vazões são os mesmos para os dois casos. Esses dois valores. não podendo ultrapassar 1. 20 e 30 metros.Manual de Drenagem de Rodovias 87 sendo que C. atinge valores entre 0.674 0.588 0. respectivamente. coeficiente de vazão. Deve-se considerar. A velocidade máxima para a obra deverá ser inferior ao limite de erosão das paredes dos bueiros.770 0.643 0. para o diâmetro do bueiro de 1. para o caso dos bueiros tubulares.60 a 0. para os dois modelos (orifícios e bocais) são próximos um do outro. variando de 0. a estrutura comumente empregada. Em resumo. são os seguintes: Tabela 22 . no entanto. Chamando L o comprimento do bueiro e D o seu diâmetro. nos livros de Hidráulica mais comuns em nosso país. que para as alturas médias comuns de aterro em torno de 15 metros.548. Desse modo.

40 8.32 4.29 5.23 7.06 3.80 1.19 8.37 2.78 9.98 4. velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.36 15.73 3.79 4.67 1.5 D Q (m3/s) 0.19 V (m/s) 2.74 3.35 3.04 11.06 3.93 4.48 3.53 3.44 11.00 h = 1.86 1.68 13.62 7.2 D Q (m3/s) 0.90 2.14 5.60 0.41 4.14159 h e Q = 2.50 1.74 3.89 5.95 13.77 3.83 Q h = 2D V (m/s) 3.23 5.10 3.Vazão.99 5.46 4.10 1.40 3.21 4.65 3.04 4.54 10.63 5.14 4.32 h = 1.71 4.10 4.75 1.70 1.19 4.67 4.21 3.37 2.30 1.63 88 TIPO DIÂMETRO (m) 0.43 17.62 3.05 3.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 23 .20 1.83 4.42 3.58 V (m/s) 2.54 2.06 3.67 13.80 1.40 1.87 3.97 7.90 4.44 5.60 1.12 11.48 15.192xD 2 h 1 e V = 2.68 3.95 4.32 4.54 BSTC OU BSTM Vazão: bueiro simples: Q1 = Velocidade: V = c 2g × h c 2g 4 × D 2 × 3.58 (m3/s) 0.69 10.05 10.57 6.00 1.58 4.17 6.50 4.79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR .58 3.

63 89 Vazão: bueiro duplo: Q = 2Q = 4.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 24 .Vazão.576 × D 2 h 3 1 Velocidade: V = 2.384 × D 2 h 2 1 bueiro triplo: Q = 3Q = 6.79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR . velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.

50 3.83 4.98 V 3.50 2.00 2.5 m/s).57 58.00 2.06 66.00 2.32 4.30 4.83 5.50 3.40 4.86 V 3.89 72.Manual de Drenagem de Rodovias 90 Tabela 25 .84 5.02 100.17 31.74 3.43 11.49 46.42 9.50 2.83 108.50 2.30 4.00 1.01 21.83 5.32 4.77 142.24 6.00 3.00 2.61 117.26 47.24 5.88 14.67 54.84 6.00 2.06 3.74 4.07 101.58 6.40 5.30 4.54 53.74 4.42 184.58 6.83 5.05 67.00 2.29 38.64 77.40 5.52 33.24 5.50 3.00 2.00 2.61 159.61 123.51 95.00 3.00 2.50 1.59 V 3.66 62.50 3.02 35.84 6.48 140.50 22.791BH h 1 bueiro duplo: bueiro triplo: Q = 2× Q 2 1 Q = 3×Q 3 1 B = Base.50 2.43 51.83 5.00 2.01 66.00 2.58 6.41 82.24 6. MT/DNIT/DPP/IPR .24 4.56 19.92 5.04 78.40 4.50 3.32 4.50 3.58 6.83 5.19 4.94 36.40 4.01 121.51 90.24 6.84 BDCC BTCC Vazão: bueiro simples: Q = 2.81 61.21 16.83 5.00 3.01 81.83 5.98 93.00 3.07 106.40 5.50 2.00 3.53 44.24 6.83 3.78 18.77 30.92 h = 2.02 39.00 2.34 27.32 4.83 5.00 2.92 5.06 8.83 5.58 6.50 3.0 H Q 3.56 58.24 6.00 2.55 60.30 h = 1.00 2.00 2.19 4.34 87.85 25.00 40.00 2.50 1.30 4.00 2.19 4.79 h ∗ A velocidade excede o valor limite de erosão do concreto (4.50 3.5 H Q 3.83 4.30 24.83 5.83 4.84 29.00 h =1.23 17.2 H Q 3.32 51. significando nesses casos que a vazão do bueiro corresponderá à carga hidráulica que satisfaça a velocidade admissível.83 4.05 71.83 5.92 4.83 5.00 2.98 93.95 4.58 6.00 2.Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro TIPO BSCC B 1.40 5.00 1.40 5.92 4.00 3.32 4.50 2.34 63.20 41.84 5.32 4.00 2.42 12.01 81.33 31.42 4.95 10.00 H 1.24 6. H = altura do bueiro e h = carga hidráulica Velocidade: V = 2.75 33.00 3.59 48.66 34.83 5.89 72.40 5.

têm merecido especial atenção pela importância que essas estruturas representam para o corpo estradal. segurança. a superfície da água e a linha energética na boca de montante dos bueiros são consideradas coincidentes. em todos os seus aspectos (funcional. com protótipos. se isso for tecnicamente viável. os bueiros são tratados. Eles dão a altura da água represada (HW). de duas formas: − − Com controle de entrada. no caso dos bueiros. com controle de entrada. A profundidade da água represada. As relações entre profundidade de represamento e altura ou diâmetro do bueiro (HW/D) para os vários tipos de bueiros circulares e em arco. Em outras palavras: o bueiro com controle de entrada deve ter seção transversal mínima e condições de boca que permitam escoar a vazão desejada com o máximo de represamento permitido pelo projeto. há muito tempo. A engenharia busca a melhor obra ao menor custo. não há inconveniente no represamento ou aumento da profundidade do curso d'água a montante da obra. econômico e ambiental) Tipos de funcionamento de bueiros Com essa orientação. Devido às baixas velocidades geralmente verificadas na maioria dos represamentos. quanto ao fluxo. dada a freqüência de sua repetição. que é o parâmetro dimensionante da capacidade da obra. Os bueiros. em alguns casos. denotando grande interesse em fugir ao empirismo reinante. inclusive com uso de modelos reduzidos. Controle de entrada Controle de entrada significa que a capacidade de descarga do bueiro é controlada na sua entrada pela profundidade da água represada a montante (HW). Com controle de saída. Essas pesquisas serviram de base para a confecção de nomogramas que permitem determinar a capacidade dos bueiros com controle de entrada. em pesquisas de campo e laboratório. pela geometria da boca de entrada e pela seção transversal do conduto. Partindo dessa premissa. foram obtidas através de pesquisas em modelos nos laboratórios e verificadas. no caso (HW). MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 91 Dimensionamento de bueiro segundo a Circular nº 5 do “Bureau of Public Roads” Generalidades Os norte-americanos vêm. é a distância vertical da soleira do bueiro à linha energética na sua entrada. se dedicando ao estudo de novas técnicas para a solução dos problemas de drenagem.

33 ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR . (m/s) g = Aceleração da gravidade. necessária para o escoamento através de um bueiro. é composta por três parcelas importantes. é a energia consumida no atrito ao longo do bueiro: n = Coeficiente de rugosidade de Manning. decorrente das perdas ao longo do corpo do bueiro.02) V f Onde: Hv = V2/2g . na equação (2. No apêndice B são encontrados valores de Ke para vários tipos de boca. He = Ke (V2/2g).Manual de Drenagem de Rodovias 92 Controle de saída O escoamento de bueiros com controle de saída pode ocorrer com o conduto total ou parcialmente cheio.75D. A energia consumida provém da carga represada a montante eé expressa pela equação: H = H + He + H (equação 2. entretanto. Essas parcelas. conforme Figuras 11A e 11B. necessária para vencer as resistências de entrada e a Hf . (V2/2g). Os procedimentos da Circular nº 5 fornecem os métodos para a determinação precisa da profundidade da água na entrada para as condições de escoamento mostrados nas figuras 11A. correspondente à velocidade. enchendo-o completamente em todo seu comprimento. é a perda na entrada da boca que depende da sua geometria. H f = [(2gn 2 L)/R 1. diz-se que o bueiro está trabalhando a seção plena. Para o caso indicado pela figura 11D a precisão do método diminui.03) ⎥ 2g R 1. a parcela He. (m/s2) (m) Substituindo-se os valores de HV. sendo aceitável. He e Hf. até o valor de 0. L = Comprimento do corpo do bueiro. em parte ou em todo o seu comprimento. 11B e 11C.33] . Se a seção do bueiro está cheia em todo o seu cumprimento. e R = Raio hidráulico. usualmente expressas em metros de altura d'água são: a parcela HV. quando o regime do fluxo é de controle de saída. é a parte da carga que produz velocidade.02) obtém-se: H = ⎢1 + K e + ⎢ ⎢ ⎣ ⎡ 2g × n 2 × L ⎤ V 2 ⎥ (equação 2. A carga H. Nas Figuras 11C e 11D os bueiros estão escoando à seção parcialmente cheia e com controle de saída. (m) V = Velocidade média do fluxo no corpo do bueiro.

a perda de carga H (Fig. inferiores. as descargas fluem a seção plena. 11B) é contada a partir da altura d`água na boca de jusante. MT/DNIT/DPP/IPR . indicando a dimensão mínima que atenda às imposições do projeto. Quando a altura d'água na boca de saída é inferior à altura do bueiro. para bueiro descarregando a plena seção. Cada um deles diz respeito a uma seção definida do corpo do bueiro e a um valor do coeficiente n. pois. quando se exige rigor nas soluções. como é o caso das verificações e alterações de projetos. 11C e 11D) exige-se o traçado das curvas de remanso. portanto.Manual de Drenagem de Rodovias 93 A equação (2. Para os casos comuns este método permite soluções aceitáveis. ou seja. Entretanto. (Fig. na definição de HW. O dimensionamento consiste. ocorrendo alturas d'água superiores e. nem sempre. a altura da água a montante. como se verá a seguir. à altura dos bueiros na entrada. às vezes. é ela que vai definir o bueiro. Quando o nível d'água a jusante do bueiro submerge sua boca de jusante ou quando o bueiro flui na boca de saída a seção plena.03) pode ser resolvida facilmente com auxílio dos nomogramas de 8 a 14. Estas considerações dizem respeito aos bueiros operando à plena seção. sendo H a diferença entre esse nível e o de HW a montante.

HIDR.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 11 . na boca de jusante. a partir do qual H deverá ser medido.Controle de saída A SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA 94 B SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA C SUPERFÍCIE D´ÁGUA GRAD. HW A H SUPERFÍCIE D´ÁGUA D SUPERFÍCIE D´ÁGUA HW H SUPERFÍCIE D´ÁGUA Equação geral para controle de saída A altura do tirante hidráulico HW é obtido com a introdução de um fator ho. como pode ser observado na Fig. A relação de HW com H é dada.12.04) MT/DNIT/DPP/IPR . altura entre a soleira do bueiro. pela equação: H W = H + ho − L × Io (equação 2. e o ponto da linha piezométrica equivalente.

12 fornece a visualização gráfica do que foi dito anteriormente. por níveis d'água de outros cursos ou por influência de marés. 11C e 11D). a profundidade da água na saída (TW) pode ser um fator importante para o cálculo da altura d'água represada a montante HW e da capacidade hidráulica do bueiro. h0 é o maior dos dois seguintes valores: TW (profundidade d'água na saída) ou 2 dc + D h0. apresentado no item 1. e D é o diâmetro ou altura do bueiro. ho é igual à profundidade da água na saída. e a profundidade da água (TW) é bem menor que a profundidade crítica. ou marés. nesta última expressão é a distância vertical desde a soleira até a linha piezométrica equivalente. Na maioria das vezes os canais naturais de saída são mais largos que os bueiros. o ponto correspondente à profundidade crítica está suficientemente submerso de modo a não afetar HW. não influindo no cálculo da altura d'água a montante HW. Nesse caso. sendo este o limite superior daquele. 11B. Pesquisa de HW Quando o nível d'água na saída está acima da crista do bueiro (Fig. pode-se determinar aproximadamente a profundidade do fluxo no canal de saída pela fórmula de Manning. sendo necessário efetuar os cálculos e tendo o canal de saída seção transversal. A Fig. Cálculo da profundidade da água na saída (TW) Sendo um fator externo. TW pode ser controlado através de obstrução na saída. obtém-se a altura do represamento a montante (HW) somando-se H ao nível d'água na saída (TW). recomenda-se a utilização das equações da dinâmica do movimento uniformemente variado. declividade e rugosidade razoavelmente uniformes. Sendo TW influenciado pelo nível d'água de outros cursos. Todavia. uma vez que devem ser levadas em consideração a descarga. a definição de h0 torna-se mais complexa. dc é a profundidade crítica. 11A). MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 95 onde L é o comprimento do bueiro e Io a sua declividade em metros por metro. isto é. as dimensões e forma do bueiro e a profundidade da água na saída (TW). em bueiros escoando com controle de saída. O valor de dc não pode exceder ao valor de D. Se o nível d'água na saída está em nível ou abaixo da crista do bueiro na boca de jusante (Fig. "Curva de Remanso". extraída dos nomogramas 15 a 20.4. Quando TW é o valor de h0 (maior dos valores).

Figura 12 . geralmente. h0 = altura piezométrica equivalente As informações locais e a observação do comportamento de outras obras na região podem ser de grande ajuda na solução do problema. D = diâmetro ou altura do bueiro TW = profundidade do fluxo de descarga dc = profundidade crítica.Manual de Drenagem de Rodovias 96 Velocidade do fluxo A velocidade da água no corpo dos bueiros é superior à dos canais naturais. MT/DNIT/DPP/IPR . do uso de dissipadores de energia no canal de descarga. Deve-se ter em conta que. Por isso. muitas vezes. Io = declividade do bueiro H = obtido através de nomograma. As velocidades calculadas podem ser comparadas com as de outras existentes ou com as de correntes naturais. pode haver necessidade.Cotas hidráulicas no levantamento de HW L = comprimento do bueiro. para definir a necessidade de proteção do canal de saída. HW = profundidade hidráulica a montante do bueiro. a velocidade máxima do fluxo no centro do canal é consideravelmente mais alta do que a velocidade média do fluxo considerando toda a seção. A velocidade na saída do bueiro deve ser comparada com a velocidade máxima da corrente. de acordo com o tipo de material de que é constituído o bueiro e sua seção transversal. Um elemento importante para isso. é o conhecimento da velocidade da água na boca de jusante.

Coletar os elementos necessários ao projeto que são os seguintes: a) descarga Q de projeto. A solução final deve resultar da análise econômica.5 a 2. Roteiro para dimensionar bueiros Etapa I . o uso de várias linhas de tubos e de bueiros celulares. o uso de ábacos pode ser útil para resolver essa equação. Essa área pode ser tanto aquela correspondente à profundidade crítica como a profundidade a jusante. para os tempos de recorrência exigidos.Na primeira tentativa para seleção das dimensões da seção transversal do bueiro adotam-se um dos seguintes critérios: a) seleção arbitrária. Etapa III . e) velocidade média e máxima das águas no talvegue. em m.Definição de HW MT/DNIT/DPP/IPR . o valor de R passa a ser desconhecido.0 D No caso de restrição de recobrimento dos bueiros nos aterros pode-se aumentar o número de linhas o que pode redundar em menores alturas de aterro ou maiores recobrimentos. Etapa II . b) comprimento L aproximado do bueiro em m. c) uso dos nomogramas para controle de entrada. pode ser usada a fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Como a solução se faz por tentativa. No caso do controle de saída a velocidade média na boca de jusante será a descarga dividida pela área da seção transversal do fluxo. f) características do bueiro para a 1a tentativa. O aumento da altura dos aterros. em m/s. d) altura admissível de represamento na entrada HW. em m3/s. admitindo-se um valor arbitrado como. uma vez que. não sendo conhecida a profundidade do fluxo. c) declividade definida do bueiro em m/m. lenticulares. no caso de funcionamento a plena seção. incluindo seção transversal e tipo de boca de montante. por exemplo: HW = 1. na boca de jusante dos fluxos com controle de entrada. elípticos ou arcos metálicos corrugados com largura maior do que a altura são soluções que devem ser consideradas. b) utilização das tabelas do fluxo crítico.Manual de Drenagem de Rodovias 97 Na determinação da velocidade média na seção transversal.

assim obtido. a velocidade de saída.75D. D. pela altura ou diâmetro do bueiro. procurar o HW nos nomogramas de controle de entrada apropriados de n0 1 a 7. MT/DNIT/DPP/IPR . a) Se ocorrer o controle de saída na etapa IV. HW é definido pelo produto de HW/D. como descrito no parágrafo acima. sendo Ao a área molhada. ho igual ao maior entre estes dois valores: dc + D ou TW 2 Nota .o valor de HW. torna-se muito menos preciso quando se situar abaixo de 0. na boca de jusante. Etapa V . adota-se um bueiro com maior seção transversal ou linhas múltiplas. é igual a Q/Ao. a velocidade de saída na boca de jusante deverá ser suposta igual à velocidade média no corpo do bueiro calculada pela fórmula de Manning. para as condições de cheias do projeto. Essa área será a total da seção do bueiro se a boca de jusante estiver submersa. porém. como explicado na Etapa IIIb Etapa VI . b) Verificado o controle de entrada na etapa IV. Para TW de elevação igual ou maior do que o topo do bueiro na saída d’água. aumentando a seção ou o número de linhas de bueiros até obter valor aceitável antes de tentar valores pelo controle de saída. obtido nos nomogramas. Etapa IV . deve-se fazer nova tentativa. tomando.Através da comparação dos valores de HW obtidos na etapa IIIa e IIIb (controle de entrada e de saída). fazer ho igual a TW e achar HW pela equação: HW = H + ho – Io x L Para TW de elevação menor do que o topo do bueiro de jusante. achar HW pela equação anterior. Se HW é maior do que o permitido pelo projeto. valor mais alto indicará o tipo de fluxo a ser considerado para a situação de funcionamento de projeto.Computar a velocidade de saída para o tamanho e forma dos bueiros a serem testados.Verificando-se a existência de um fluxo de controle de saída e obtido um valor de HW maior do que aceitável.Manual de Drenagem de Rodovias 98 a) Supondo controle de entrada Usando os dimensionamentos obtidos na etapa II. Calcular aproximadamente a profundidade da lâmina d'água (TW) na boca de jusante. b) Supondo Controle de Saída.

em m (admissível ou pretendida). em m. marcar a interseção dessa reta na escaIa (1) de HW/D. e a descarga (Q). tipo de bueiro (concreto ou metálico). Calcular HW/D. tipo de bueiro (concreto ou metálico). Determinação da seção do bueiro – Dados: • • descarga Q.Manual de Drenagem de Rodovias 99 Orientação para utilização dos nomogramas para cálculo dos bueiros com controle de entrada. ou Q/B quando se tratar de bueiro celular. elevação admissível da água na entrada HW. se outro tipo de entrada entre as indicadas nos nomogramas for a indicada. – – Determinação da vazão Q – • • • Dados: elevação d'água na entrada. ler HW/D na escala (1). dimensões: de D ou B. ler Q ou Q/B na escala da descarga. em m. estender horizontalmente o ponto de interseção em (1) para (2) ou (3) e ler HW/D. multiplicando HW/D por D. HW. em m. se for usada a (2) ou (3) estender horizontalmente até (1). em m3/s. – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. MT/DNIT/DPP/IPR . Se a escala (1) de HW/D representar o tipo de entrada utilizada. Determinação da elevação d`água na entrada HW (m) – Dados: descarga Q. em m3/s. Ligar o ponto determinado (1) à dimensão do bueiro na escala à esquerda. Calcular HW. Unir por linha reta o diâmetro do bueiro ou a altura (D). Assinalar HW/D na escala adequada. dimensões: de D ou B.

Manual de Drenagem de Rodovias

100

tipo do bueiro (de concreto ou metálico). – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. Calcular HW/D para uma dimensão arbitrária. Assinalar a posição de HW/D sobre a escala adequada ao tipo de entrada. Estender o valor de HW até a escala (1). Unir o ponto determinado acima à descarga de projeto marcada na escala de vazão e obter na escala do diâmetro o valor correspondente. Se o valor de D, ou base (vão) x altura, obtidos acima, não coincidir com o valor inicialmente adotado, repetir o procedimento com outro valor.

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

101

Figura 13 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

102

Figura 14 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de concreto e controle de entrada

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

103

Figura 15 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto, com eixo longo horizontal e controle de entrada

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

104

Figura 16 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada

HW/D

ENTRADA

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

105

Figura 17 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada, com controle de entrada.

HW/D

MT/DNIT/DPP/IPR

com controle de entrada HW/D MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 106 Figura 18 .Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóbada de chapa metálica corrugada.

Manual de Drenagem de Rodovias 107 Figura 19 .Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada com anel biselado MT/DNIT/DPP/IPR .

para algumas condições de funcionamento parcialmente cheios. nos casos de bueiro operando a seção plena em toda a sua extensão. em m3/s. tipo do bueiro (de concreto ou metálico) .Manual de Drenagem de Rodovias 108 Utilização dos nomogramas para o cálculo de HW nos bueiros com controle de saída. ho é obtido adotando-se o maior dos valores seguintes: ho = TW Determinação da perda da carga a jusante H – • • Dados: descarga Q. determinando-se assim o ponto que corresponde ao comprimento do bueiro na curva do Ke adotado (Fig. se o valor de n adotado enquadra-se naqueles do nomograma. – Escolher o nomograma adequado ao bueiro utilizado. se o nível d'água na saída se situar abaixo do topo do bueiro. assinala-se na curva correspondente ao Ke o comprimento do bueiro. Determinar o coeficiente de entrada (Ke) conforme o seu tipo e de acordo com a tabela constante no final do texto. 20). Os nomogramas para bueiros com controle de saída são utilizados para a determinação do valor de H (perda de carga a jusante. ainda. assinalado nas duas curvas adjacentes de Ke. Poderão ser usados. conforme as instruções a seguir: – • • se os valores de n e Ke adotados enquadram-se naqueles do nomograma. interpola-se uma curva para o Ke adotado e liga-se por uma reta o comprimento dado. MT/DNIT/DPP/IPR . igualar ho a TW. Observe-se que os nomogramas em estudo não levam à solução final da altura d'água a montante (HW) uma vez que dão apenas o valor de H na equação: H W = H + ho − L × Io onde h é obtido conforme o seguinte procedimento: – – d +D ho = c 2 se o nível d'água na saída for igual ou maior que o do topo de bueiro. Assinalar no nomograma o comprimento do bueiro (na escala L). mas o valor de Ke é intermediário aos das curvas aí existentes.

EXISTENTES NO NOMOGRAMA P = PONTO CORRESPONDENTE AO COMPRIMENTO DADO NA CURVA INTERPOLADA DE ke P2 ke2 P P1 109 • se o n adotado não se enquadra nos definidos pelo nomograma.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 20 . – Calcular HW pela equação: H W = H + ho − L × Io Valores de n para materiais normalmente usados: MT/DNIT/DPP/IPR . Marcar o cruzamento dessa com a linha de base. como obtido anteriormente. à escala das dimensões do bueiro (D para bueiros tubulares ou B x H no caso dos celulares. marcada na escala de vazão e ler o valor da perda de carga a jusante na escala (H). lenticulares e elípticos). e n2= coeficiente de Manning do nomograma. com o valor do comprimento corrigido devido à diferença entre os coeficientes de rugosidade. Para os casos em que forem empregados bueiros elípticos metálicos corrugados. por meio de uma linha reta.P2 = RETA LIGANDO OS PONTOS DO COMPRIMENTO DADO. – Ligar o valor (L1). n1= coeficiente de Manning do bueiro.Interpolação de curva de coeficiente Ke 1 ke 1 3 ke 2 P1 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 1 P2 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 2 1 = CURVA DE COEFICIENTE ke 1 (existente) 2 = CURVA DE COEFICIENTE ke 2 (existente) 3 = CURVA INTERPOLADA DE COEFICIENTE ke P1 . utilizar os nomogramas para estruturas elípticas em concreto. utiliza-se um comprimento corrigido (L1) dado por: 2 ×L ⎛n ⎞ L =⎜ 1⎟ 1 ⎜n ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ 2⎠ onde: L= comprimento real do bueiro. Ligar o ponto da linha de base à descarga de projeto.

019 0.Valores de n para concreto MATERIAL Concreto TIPOS Tubos e Células n 0. melhorando sua rugosidade e conseqüentemente sua capacidade. Para avaliar essa variação. Ligar o ponto apropriado (ver instrução 1) na escala do comprimento do bueiro à sua área e marcar o ponto de interseção na linha de base. asfalto ou outro material.4 152 x 51 Bueiros para processo não destrutivo n 0.024 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 26 .7 Metálicos Aço Corrugado 76 x 25.024 Cálculo da seção transversal da célula retangular. Os bueiros metálicos corrugados podem ser revestidos após sua montagem com concreto.Valores de n para metal MATERIAL CORRUGAÇÕES (mm) 66 x 12. Fixar esse ponto e ligar à descarga dada indicada na escala de vazão. Ler a altura d'água na escala H. MT/DNIT/DPP/IPR .015 110 Tabela 27 . utiliza-se a equação de ponderação dada por Azevedo Netto: n 2 ∑ Pn × η n n =1 n ∑ Pn n=4 η médio = n −1 ∑ Pn × nn n 2 Onde P equivale aos perímetros molhados correspondentes às rugosidades n dos materiais de uma seção transversal de um bueiro em contato com o escoamento.021 0.

Carga para bueiros em célula de concreto.Manual de Drenagem de Rodovias 111 Figura 21 . MT/DNIT/DPP/IPR .012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. à seção plena. calcule HW pelos métodos descritos. com controle de saída n =0.

012 112 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. à seção plena com controle de saída n = 0. MT/DNIT/DPP/IPR .Carga para bueiros em tubulação de concreto. calcule HW pelos métodos descritos.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 22 .

Obs: As dimensões em escala de tamanho estão ordenadas para instalação com eixo longo horizontal.Manual de Drenagem de Rodovias 113 Figura 23 . calcule HW pelos métodos descritos. à seção plena. com eixo longo vertical ou horizontal. Devem ser invertidas no caso de eixo longo vertical.Carga para bueiros em tubulação oval de concreto. com controle de saída n = 0.012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. MT/DNIT/DPP/IPR .

calcule HW pelos métodos descritos. MT/DNIT/DPP/IPR . à seção plena n = 0.Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada.024 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.Manual de Drenagem de Rodovias 114 Figura 24 .

calcule HW pelos métodos descritos. MT/DNIT/DPP/IPR .Carga para bueiros em chapa metálica corrugada. à seção plena n = 0.024 115 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 25 .

Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada. à seção plena n = 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 26 . calcule HW pelos métodos descritos.024 116 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. MT/DNIT/DPP/IPR .

Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 27 . a seção plena n = 0. MT/DNIT/DPP/IPR .024 117 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. Obs: Para dimensões intermediárias deve-se fazer a interpolação das rugosidades. calcule HW pelos métodos descritos.

Profundidade critica seção retangular 118 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 28 .

Profundidade critica para bueiros circulares metálicos corrugados MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 119 Figura 29 .

Manual de Drenagem de Rodovias 120 Figura 30 .Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 121 Figura 31 .Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 32 .Profundidade critica para bueiro lenticular em aço corrugado 122 MT/DNIT/DPP/IPR .

61 0.14 3.73 0.34 1.59 0.4 CURVAS DE COMPORTAMENTO 123 Quando os projetos dos bueiros não exigem grande rigor no dimensionamento.82 2.85 0.98 1.2 D 0. Estas curvas são aplicáveis.20 m de diâmetro e 60 m de comprimento.62 0.30 0.81 1.52 2.1. pelos nomogramas para Controle de Entrada.40 0.Tubo com boca de montante saliente (3) MT/DNIT/DPP/IPR .59 1.5 a 15 m.07 2.44 3.05 3.91 0.21 0.34 0. 5 .Manual de Drenagem de Rodovias 2. Usualmente os gráficos são feitos para intervalos de comprimentos de 7.07 2.27 0.15 0.22 1.24 0. Os traçados foram obtidos com emprego dos nomogramas constantes neste Capítulo.66 *Nom.46 0.53 4.76 0. As curvas da Fig. A primeira relação de valores. dentro de certos limites de alturas de represamento (HW) e de descargas.29 1.18 0. 33 foram traçadas para um bueiro de 1.e a segunda.06 4.52 0.10 1. Tabela 28 . este pode ser feito mais rapidamente apoiado nas "curvas de comportamento".04 1.57 1.61 0. para cada comprimento e tipo de bueiro.86 3.83 2.Dados para curva de controle de entrada HW * D Q* ⎛ m3 /s ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ H W = H W × 1. para Controle de Saída.

Curvas do comportamento hidráulico para bueiro circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1.2 m de diâmetro e boca de montante saliente MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 124 Figura 33 .

07 2.02 2.82 1.55 2. seja bueiro.5% 2.91 0. 16 (m) (m) Nom.13 1.08 3.40 0.59 2.39 0.66 4.15 0.Dados para as curvas de controle de saída Q dc 125 dc + D 2 H HW para vários Io (m3/s) Nom.05 4.74 2.ou pela equação 2.92 4.60 1.5 TABELAS DIVERSAS Coeficiente de perdas da entrada Coeficiente Ke para determinação de perda na entrada de uma estrutura.11 4.38 4.08 0.16 3.36 3.01 1.12 1.98 1.06* 0.16 1.34 0.77 3.43 2.29 3.46 2.10 1.95 1.24 2.24 0.70 0.13 H d +D = H + ho − L × Io onde.16 1.64 1. 11 0% (m) 0.00 0.30 0.01 1.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 29 .38 3.95 1.10 1.79 0.85 1.1.56 1.96 5.55 0.25 1. 11 .80 3. seja um conduto.5% 1% 1.07 1.0% 0.58 0. com controle de saída: Perda na entrada: He = K e × V 2 2g MT/DNIT/DPP/IPR .48 0.68 3.47 3. hc c W 2 *Nom.68 2.27 5.24 0.69 0.35 4.77 2.04 2. operando cheio ou parcialmente cheio.85 1.04 1.16 0.82 0.

2 0. Ponta projetando-se para fora do aterro.5 0. Bueiro metálico corrugado e Bueiro Celular de Concreto Projetando-se para fora do aterro (sem muro de testa).2 0.7 0. Muro de testa ou muro de testa com muros de ala e final do tubo em ângulo reto Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro (somente para bueiros metálicos corrugados) Seção terminal de entrada conformada com a saia do aterro Muro de testa paralelo ao aterro (sem muros de ala).9 0. Muro de testa ou muro de testa com muros de ala . Borda em ângulo reto .5 0.7 0.5 0.Final do tubo Em bolsa Em ponta Arredondado (R = 1/2 D) Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro.2 0.Bordas arredondadas (R = 1/12 D) Muros de ala em ângulos entre 30° e 75° em relação ao bueiro Geratriz reta Geratriz arredondada Muros de ala em ângulo entre 10° e 20° em relação ao bueiro Geratriz reta Muros de Ala Paralelos Geratriz reta 0.5 0.Manual de Drenagem de Rodovias 126 Tabela 30 . Com seção terminal de entrada conformada com a saída do aterro.4 0.5 0.Coeficientes de perda em entradas de estruturas: Ke TIPO DE ESTRUTURA E DE ENTRADA Tubo de concreto Bolsa projetando-se para fora do aterro.5 Coeficiente Ke MT/DNIT/DPP/IPR .2 0.5 0.2 0.

30 – 0.40 0.00 127 Tabela 32 . plantas livres nas margens Alguma vegetação.80 0.35 – 0.50 – 0. cheias de plantas e piscinas profundas Alguma vegetação.025 0. sem vegetação no canal.50 2. árvores e plantas ao longo das margens submersas no alto estágio Fundo de cascalho.040 0. aumente os valores acima de Correntes montanhosas.060 0.80 – 1.80 0.45 0.030 0.02 . plantas pesadas nas margens Correntes muito lentas.Arroios Menores – Largura à superfície no estágio de inundação menor que 30.85 0.60 – 1.50 4.045 0.Velocidades máximas admissíveis para a água COBERTURA SUPERFICIAL Grama comum firmemente implantada Tufos de grama com solo exposto Argila Argila coloidal Lodo Areia fina Areia média Cascalho fino Silte Alvenaria de tijolos Concreto de cimento portiand Aglomerados consistentes Revestimento betuminoso Velocidade máxima m/s 1. margens íngremes.050 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 31 .regular.00 – 4.033 0.70 – 1. densos salgueiros nas margens Para árvores dentro do canal com ramos submersos no estágio alto todos os valores acima devem ser acrescidos de Para seção irregular.080 0.00 3.30 – 1. meandros suaves.070 0.20 2. sinuoso.00m Cursos d'água em região plana Limpo.070 0. com charcos.048 0.20 0.01 0.040 0.050 0. algumas piscinas e bancos de areia Idem.Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .050 0.80 0. alguma vegetação e pedras Alguma vegetação.035 0.035 0.02 0.050 0.35 – 0.040 0.070 0.01 0.030 0. cheio e de fundo regular Idem. seixo rolado e poucos matacões Fundo de seixos com grandes matacões Várzeas (adjacente ao curso d'água natural) MT/DNIT/DPP/IPR 0.30 1.50 – 1. mas com pedras e vegetação Limpo.

mas com grande crescimento de renovos Arvoredo denso.160 Tabela 33 .100 0.030 0.070 0.014 0.Arroios Maiores – Largura à superfície no estágio de inundação maior que 30.011 0. algumas árvores baixas.120 0.035 0.045 0.050 0.025 0.050 0.110 0.Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .00m ( O valor de n é menor que aqueles para arroios menores de características equivalentes uma vez que as margens são relativamente menos influentes) Seção regular sem matacões ou arbustos Seção irregular e não trabalhada 0.040 0. pouca vegetação rasteira.040 0.028 0.040 0.024 0.040 0.100 Tabela 34 .025 0.035 0.060 0.024 0.030 128 0.Manual de Drenagem de Rodovias Pasto sem arbustos: Capim baixo Capim alto Áreas cultivadas Semeadura Vegetação rasteira alinhada Vegetação rasteira não alinhada Mato cerrado.019 0. estágio caudaloso sob os ramos Idem.080 0.021 0. mas com o estágio caudaloso atingindo os ramos 0.Valores dos coeficientes de rugosidade n Condutos Ferro Fundido Revestido Não revestido 0.115 0.050 0.025 0.030 0.011 0.050 0.021 0.010 0.arbustos dispersos Arbustos pequenos e árvores Vegetação de média a densa Árvores de grande porte Salgueiros densos em verão Terra limpa com tocos de árvores (250 a 400 por Ha sem renovos) Idem.080 0.070 0.120 0.060 0.028 Metálico com corrugação de 68 x 13mm Metálico com corrugação de 76 x 25mm Metálico com corrugação de 152 x 51mm Bueiros para processo não destrutivo MT/DNIT/DPP/IPR .200 0.

017 0.023 0.025 0.014 0.011 0.015 0.011 129 0.017 0.010 0.013 0.013 0.012 MT/DNIT/DPP/IPR .020 0.015 0.016 0.015 0.012 0.033 0.013 0.020 0.017 0.020 0.020 0.017 0.016 0.013 0. com superfície de: Acabamento a colher Acabamento a desempenadeira Acabamento com cascalhos no fundo Sem acabamento Sobre escavação em rocha boa Sobre escavação em rocha irregular Fundo em concreto acabado com desempenadeira e paredes com: Pedra aparelhada em argamassa Pedra irregular em argamassa Alvenaria de pedra rebocada Alvenaria de pedra rejuntada Fundo em cascalho.016 0.017 0.015 0.023 0.020 0.013 0.027 0.020 0. paredes em: Concreto conformado Pedra irregular em argamassa Pedra seca (rip-rap) Tijolo Envernizado Em argamassa de cimento Alvenaria revestida Asfalto Liso Áspero Cobertura vegetal Madeira aplainada Sem tratamento 0.010 0.015 0.011 0.017 0.012 0.013 0.030 0.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Cimento Superfície acabada Argamassa Canais abertos revestidos Concreto.013 0.022 0.

040 0.022 0.018 0.035 0.025 0. paredes em pedra Fundo em pedra e margens cobertas de vegetação Fundo em seixos.080 0. altura elevada 0.1 PONTILHÕES E PONTES PONTILHÕES Objetivo e características Os pontilhões são obras usadas para a transposição de talvegues nos casos em que.022 130 0.120 0.025 0.022 0.50 0. maior altura do fluxo Arbustos em quantidade.040 0. vegetação e arbustos sem cortar Vegetação densa.030 0.035 0.025 0.025 0. pouca vegetação Em solo pedregulhoso.e paredes limpas Escavado com dragline ou dragado Sem vegetação Arbustos nas margens Cortes em rocha Baseada na seção do projeto Lisa e uniforme Áspera e irregular Canais não conservados.023 0.050 0. após intempérie Saibro.035 0. MT/DNIT/DPP/IPR .025 0.110 0. alguma vegetação Vegetação densa ou plantas aquáticas em canais profundos Fundo em terra. em segmento sinuoso Sem vegetação Grama. seção uniforme.027 0.030 0.2 2.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Canais abertos não revestidos Terra em segmento reto e uniforme Limpa.030 0. limpo Terra. recentemente com pletada Limpa.2.035 0. por imposição da descarga de projeto ou do greide projetado.070 0.016 0.035 0. limpa Com grama curta.140 2.022 0.028 0.030 0.100 0.026 0. altura igual à profundidade do fluxo Fundo limpo.025 0. e arbustos nas paredes Idem. não possam ser construídos bueiros.035 0.028 0.080 0.018 0.

Levantamento de seções normais ao curso do rio no local de sua travessia pelo eixo da rodovia a montante e jusante. levando em conta o tempo de recorrência adotado e os métodos de cálculo recomendados para o caso. Fixação do coeficiente de Manning a adotar para o curso d`água após inspeção local e exame da tabela própria constante de Apêndice B. determinada entre dois pontos distantes no mínimo de 200m. de vidas humanas e de propriedades adjacentes. do qual devem distar 100m cada um. obtida pelos estudos hidrológicos. Elementos de projeto Tempo de recorrência O tempo de recorrência a adotar na determinação da descarga de projeto deve ser compatível com o porte da obra e sua vida útil. MT/DNIT/DPP/IPR . 2. ou do seu gradiente. por esta razão. Esse valor está relacionado ao menor risco a temer com referência à destruição da obra ou interrupção do tráfego. sempre que possível. apresentado no capítulo 2 deste Manual. Dimensionamento hidráulico Inicialmente devem ser obtidos os seguintes elementos: – Descarga do projeto. de preferência os estatísticos. sendo um a montante e outro a jusante do eixo da rodovia. Por sua maior importância e pelas suas extensões estas obras exigem estruturas mais complexas do que as usadas nos pontilhões e.2. com a importância da rodovia e com o risco a temer de sua interrupção ou da destruição da obra. – – – Método de determinação da cota de máxima cheia e vão da obra. se considera em geral inferior ao das pontes. no caso dos pontilhões. no seu dimensionamento os procedimentos de cálculo deverão ser mais rigorosas. cuja transposição não pode ser feita por bueiros e pontilhões.Manual de Drenagem de Rodovias 131 Elementos de projeto Os elementos necessários ao projeto dos pontilhões são os mesmos das pontes com exceção do tempo de recorrência que.2 PONTES Objetivo e características São obras-de-arte destinadas a vencer os talvegues formados pelos cursos d'água. Declividade do leito do rio.

que. ter-se-á: V1 = Q1 = 2/3 R1 ×I1/2 e n 2/3 A1R1 ×I1/2 n Para o nível N2 (altura h2) ter-se-á: V2 = Q2 = R2/3 ×I1/2 2 e n A 2R2/3 × I1/2 2 n Para o nível NK (altura K) ter-se-á: VK = 2/3 RK ×I1/2 e n MT/DNIT/DPP/IPR .Seção transversal de um rio L = Vão livre mínimo da ponte Nível do ponto mais baixo da Ponte (Infradorso da Estrutura) NMC N NK SEÇÃO: N1 0 N´1 : N2 0 N´2 : Nk 0 N´k : N 0 N´ : P1 P2 P3 P4 A1 A2 AK A R1 R2 RK R N2 N1 Ak A2 A1 0 N´2 hk N´1 h1 h2 A N´K N´ Tirante Substituindo V pelo seu valor Q/A (equação de continuidade). corresponde uma área molhada (A). raio hidráulico (R) e velocidade (V).Manual de Drenagem de Rodovias 132 Para cada altura h do nível d´água. em conseqüência. obtém-se: Q = AR 2/3 × I1/2 n Quando o nível for N1. correspondendo à altura h1. um perímetro molhado (P) e. são relacionados através da fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Figura 34 .

em duas escalas. para simplificação dos desenhos. verifica-se sempre: AR2/3 = Q × n I1/2 Determinação do vão da ponte Sendo I e n constantes e independentes da altura do nível d'água. Variando-se. então. fornecido pelos estudos hidrológicos. portanto. no eixo das ordenadas. o valor de hmáx e na curva de V o valor da velocidade para a seção de cheia máxima prevista. No eixo das ordenadas. Considerações complementares a) Vão livre MT/DNIT/DPP/IPR . Com o valor do Qmáx. os valores de h acima especificados. Figura 35 . referente a uma travessia.Manual de Drenagem de Rodovias 133 QK = 2/3 AKRK × I1/2 n Para qualquer nível d'água.Gráficos de h = f(AR2/3) e h = g(V) No eixo das abcissas. traçam-se duas curvas referidas a dois eixos cartesianos (Fig. 35) . os valores de h entre os praticamente aconselháveis. marcam-se os valores de AR2/3 e V. A partir deste vai se obter. obtém-se o valor da expressão: Q ×n máx I1/2 2/3 que é igual. a ARmáx . verifica-se que V e Q são função apenas de h. em valor.

deve ser confirmada a seção de vazão considerando-se a largura e forma dos pilares. no qual a ponte está sendo projetada. A constatação da probabilidade de erosão nas margens do rio exigirá obras de proteção e a probabilidade de erosão no fundo do rio levará à estimativa da cota final da erosão. quando do abaixamento rápido das águas. a pressão provável das águas sobre os aterros da rodovia. o inconveniente da erosão dos aterros próximos à ponte. a fim de que se verifique a ocorrência de alguma variação apreciável na seção de vazão com comprometimento inclusive da velocidade da água. vão livre. definindo assim o limite das fundações da ponte. pois poderá coincidir uma máxima cheia do rio com a maré no nível máximo. e como vertedores no caso de aterros de baixa altura. as pontes são apresentadas no Projeto Geométrico. Igual precaução deve ser tomada em relação à elevação das marés. no estudo das pontes em rios próximos ao litoral.Manual de Drenagem de Rodovias 134 No caso dos rios espraiados. considerando-se: – – – a imposição do greide da rodovia. no caso de aterros altos. cota de máxima cheia. a seção de vazão deve ser fixada. se possível. a elevação do nível d'água devido ao remanso. com as seguintes características: – – – estacas iniciais. d) Verificação da velocidade Tendo em vista o comprimento das pontes. e) Apresentação Além do projeto estrutural. Nesses casos recomenda-se. às vezes há necessidade de verificação das velocidades na "caixa do rio" dentro da pesquisa da probabilidade de ocorrência de erosão do terreno nas margens e no fundo do rio. MT/DNIT/DPP/IPR . adotando-se os procedimentos antes apresentados. a construção de bueiros de alívio calculados como orifício. b) Influência de remansos e marés Deve ser verificado se o rio para o qual se cogita a construção da ponte deságua em outro curso d´água ou barragem. Nesse caso necessita-se de estudo de remanso acrescentando-se ao nível de máxima cheia do rio. c) Verificação do vão Apôs a concepção estrutural. em planta e perfil. isto é. aqueles que não apresentam caixas definidas.

cuja profundidade varia gradualmente ao longo da extensão do canal. hoje freqüentes em nosso país. logo: – a profundidade do escoamento pode ser medida.3. desde que sejam levadas em conta os valores da velocidade e do raio hidráulico que ocorrem na seção em estudo. o efeito do remanso provocado pelas barragens. O desenvolvimento teórico apresentado a seguir parte das seguintes premissas: a) A fórmula correspondente ao escoamento uniforme pode ser usada para avaliar a declividade da linha de energia do escoamento gradualmente variado. o "remanso". isto é. b) A declividade é pequena. conforme descrito no item de transposição de talvegues. No caso dos bueiros. ou da forma como é mais conhecido. calculado conforme descrito. na vertical ou na normal ao fundo. OBSTRUÇÕES PARCIAIS DE VAZÃO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo deste item é determinar os efeitos das obstruções parciais sobre o funcionamento hidráulico das pontes e bueiros. a distribuição hidrostática das pressões é verificada em uma seção. e. linhas de corrente são praticamente paralelas. a fixação do nível d'água a jusante é importante no dimensionamento. indiferentemente. No caso das pontes. as suas características hidráulicas permanecem constantes ao longo do intervalo de tempo sob consideração.3. 2.1 nível d'água na época do estudo de campo.3 2. o nível d'água máximo provável. Todavia. pode sofrer variações consideráveis devido aos efeitos do remanso. Tornam-se necessárias para este estudo algumas considerações teóricas sobre o escoamento gradualmente variado em canais. e pelas marés. em conseqüência. isto é. merece especial atenção.2 REMANSOS Escoamento gradualmente variado em canais Denomina-se movimento gradualmente variado em canais ao escoamento que se dá em regime permanente. Essa definição implica na observância de duas condições: O escoamento é permanente.Manual de Drenagem de Rodovias 135 – 2. uma vez que muitos são os casos de obstruções que interferem com o dimensionamento dessas obras. MT/DNIT/DPP/IPR . visando à determinação do perfil hidráulico teórico.

Equação dinâmica do movimento gradualmente variado A carga total acima do plano de referência é dada pela equação de Bernoulli: 2 H = Z + d × cosθ + α V 2g onde: α = coeficiente de Coriolis V = velocidade média da seção Os outros termos da equação encontram-se definidos na Fig. constante ao longo do canal. e o "fator de seção” Z. não há admissão de ar no escoamento. adiante definidos. são funções exponenciais da profundidade.Manual de Drenagem de Rodovias 136 – – a lei hidrostática da distribuição de pressões pode ser aplicada. 36. f) O coeficiente de rugosidade é independente da profundidade de escoamento. c) O canal é prismático. conseqüentemente a forma é constante d) A distribuição de velocidades na seção do canal é fixa. logo os coeficientes de distribuição e de velocidades são constantes. e) O "fator de condução" K. logo. No caso de revestimentos diversos adota-se a média ponderada dos diversos coeficientes. MT/DNIT/DPP/IPR .

É fácil constatar que dd/dx representa a declividade de linha d'água. e que. se dd/dx < 0. Adotando o fundo do canal como eixo do x e derivando-se em relação a x. cos Ø H y Ø 9 0º d Z Fun d o . e explicitando -se a relação dd/dx. se dd/dx = 0. 37. se dd/dx > 0. a declividade será menor que a do fundo.Termos da equação de Bernoulli 2 α V 2g 137 Plano de carga Dinâmico L in ha de E n e rg ia - D ecli v ida de =J dH d . a declividade da linha da lâmina energética é igual à do fundo. Pode-se verificar que: −J= −I= dH (declividade da linha de energia) dx dZ dx Substituindo os valores de J e I na equação anterior. dx representa um comprimento elementar medido ao longo do fundo do canal. tem-se: − J = −I + cos Ø dd = dx dd d + α× dx dx ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V 2 ⎞ dd dx ⎟ × × 2g ⎟ dx dd ⎟ ⎠ I− J d ⎛ V2 ⎞ ⎟ cosØ + α × ⎜ dd ⎜ 2g ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ (equação 2. a declividade será maior que a do fundo e. Para um ângulo Ø pequeno tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR .05) A equação 01 é chamada de "equação dinâmica do movimento gradualmente variado". e que. tem-se: dH = dZ + cosØ dd + α × d ⎛ V 2 ⎞ ⎟ ⎜ dx dx dx dx ⎜ 2g ⎟ ⎟ ⎜ ⎝ ⎠ α e Ø supostos constantes.De cliv ida dx de = I x Plano de Referência Na Fig.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 36 .

logo.Manual de Drenagem de Rodovias cosØ ≅ 1 e d ≅ y .05).07) g× A 3 Fazendo Z = A 3/T (equação 2. onde Q é um valor constante. tem-se: C C MT/DNIT/DPP/IPR .06) Para definição do perfil de lâmina d´água procede-se da seguinte forma: – Inicialmente define-se o termo α x d/dy (V2/2g). ou seja: g × A 3 dy g × A3 α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 2 = − α × Q × T (equação 2. Sendo V = Q/A.Comprimento elementar T (largura do tirante) dy dA tem-se: d α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ d =α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ d⎛ A − 2 ⎞ ⎜ ⎟ dQ 2 ⎠ = ×α ⎝ 2g dy 2gA 2 Q2 ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− α × Q2 dA α × Q2 × T × =− .08) e lembrando que no escoamento crítico a seguinte relação ocorre: 3 α × Q2 AC . que conduz a: Q = = g T C A3 C × T C g α substituindo-se A 3 /T por ZC. dd dy ≅ dx dx 138 Aplicando esse resultado na equação (2. tem-se: dy = dx I− J d 1+ α dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ (equação 2. que representa a variação da taquicarga. e mais: Figura 37 .

07).11) × A 2 × R2/3 e J = K2 n2 Considerando a descarga Q em escoamento uniforme. tem-se: 2 Kn J (equação 2. onde J = I.10) Z2 .Manual de Drenagem de Rodovias Zc = Q (equação 2. de acordo com a maior parte da literatura especializada: 2 dx 1 1 − (Z c /Z ) = × dy I 1 − (K /K )2 n (equação 2. onde Kn representa o fator de condução para o escoamento uniforme.11) pela equação (2.12).09) g/ α 139 Substituindo-se (2.06) os valores de αx(dx/dy) (V2/2q) e J por seus equivalentes obtidos respectivamente nas equações (2. ou ainda.13).Chamando-se 1/n x A x R2/3 de K. tem-se: α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− Z2 C (equação 2.14) MT/DNIT/DPP/IPR .12) 2 K2 Kn Dividindo membro a membro a equação (2.10) e (2.09) em (2. tem-se: dy/dx = I x (1 – K2n/K2)/(1 . fator de condução: K2 = Q2 1 (equação 2. I= K2 Q2 portanto J = I × n (equação 2.13) = I K2 Substituindo-se na equação (2. tem-se: 1 V = × R2/3 × J1/2 n J= n2 × V 2 n2 × Q 2 ∴J= ∴J= R 4/3 A 2 × R 4/3 Q2 1 × A 2 × R 4/3 2 n .Z2C/Z2).Análise do valor de J O termo J representa a declividade da linha energética De acordo com a fórmula de Manning.08) e (2. pode-se escrever: J = I = (Q2/K2n).

para a expressão da área o valor: dx = dx dy dy Fazendo a integração entre os limites y1.Através do que foi apresentado.Perfis do fundo e linha d’água y Linha d´Água y1 Fundo x 1 y2 x x 2 b) A Fig. Tem-se. portanto. y x = ∫y 2 d x d 1 d y y (Figura 39) x x 2 = x1 − x = ∫x 2 d x (Figura 38) 1 . Esta área é sensivelmente igual a um retângulo de dimensões dy e dx/dy.Manual de Drenagem de Rodovias 140 . onde se encontram assinaladas as seções (1) e (2). e y2 tem-se a distância que separa as seções de profundidade y1 e y2.Curva dx/dy = f (y) dx dy dy dx dy 1 dx dy = f (y) dx dy y1 y2 dx dy 2 y Nesta figura pode-se observar que a área assinalada representa a distância dx percorrida quando se faz y variar de um valor dy. indica-se o seguinte procedimento para a determinação da linha energética: MT/DNIT/DPP/IPR . 39 representa a curva dx/dy = f (y) Figura 39 .Determinação do perfil da linha d'água a) A Fig. Figura 38 . 38 representa perfis do fundo e linha d'água do canal.

e y2 será dada pela soma das áreas dos trapézios obtidos pela expressão anterior. devido ao remanso. (Ci).Manual de Drenagem de Rodovias 141 1º . utiliza-se a fórmula para a determinação da área do trapézio [∆ A y ]y j = i ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟i ⎟ ⎠ + 2 ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ j × ∆ y = ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ médio × ∆ y O valor da distância x entre as seções de profundidade y1. (Q). Coeficiente de Rugosidade. (d). no local da obra. Coeficiente de Coriolis. marés etc. Para a determinação desta área define-se subáreas que são assemelhadas a trapézios. MT/DNIT/DPP/IPR . Roteiro de cálculo Os procedimentos de cálculo. 2º . Cota do nível d'água máximo provável no caso de pontes ou cota de instalação da obra. Tirante correspondente ao escoamento uniforme. fazendo-se y variar de y1 até y2. (n) .Determina-se a área sob a curva dx/dy = f (y) e desse modo chega-se aos valores de x. através da equação (2. visando determinar o acréscimo de cota que sofrerá o nível d'água. e ainda pela curva dx/dy = f (y) e pelo eixo dos x. (Co). Descarga de projeto. Declividade média do fundo do canal. (a). (I). a seguir apresentados. têm por objetivo ilustrar de modo prático a teoria apresentada anteriormente. determine-se o perfil da linha d'água. Dados conhecidos – – – – – – – – – Cota do obstáculo. De posse dos valores de x e y. 4º . Assim para calcular o valor da subárea limitada pelas verticais y = yi e y = yj. Distância da obra ao obstáculo. no caso de bueiros.Arbitrando valores de y. Seção do canal. barragens.Constrói-se a curva dx/dy = f (y) ou trabalha-se com a tabulação desses valores. (yn). em intervalos ∆y.14) determinam-se os valores correspondentes de dx/dy.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 40 .Acréscimo de cota devido ao remanso Ci Co 142 ymin yn ymax I d A determinar: ⎡ ⎛ ⎞⎤ y = yn + ⎢Co − ⎜ Ci − I × d ⎟⎥ . fator de condução para o escoamento uniforme. g/α Kn = Q . 40 21. ⎜ máx 100 ⎟⎥ ⎢ ⎝ ⎠⎦ ⎣ Zc = Q . ver Fig. organizando-se a seguinte tabela: MT/DNIT/DPP/IPR . I – Arbitram-se valores para y. fator de seção para o escoamento uniforme. de tal forma que ymín < y < ymáx e determinam-se os valores de x correspondentes.

15) ⎜ ⎟ C ⎝ ⎠ ⎛ dx ⎞ ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ×⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠i ⎝ ⎠J ∆A = 2 × ∆y . K = 1/n × AR2/3 . distâncias das seções arbitradas. T . 2 dx/dy = 1 / I ⎛1− Z / Z ⎞ / (1− Kn / K )2 . área sob a curva dx/dy = f(y).cotas das seções arbitradas.largura da superfície livre do fluxo.área molhada. R = A/P raio hidráulico.perímetro molhado. fator de condução.0 Y1 T1 A1 P1 R1 R1 K1 Z1 ∆A1 ∆A2 ∆A3 * X1 Y2 T2 A2 P2 R2 R2 K2 Z2 X2 Y3 T3 A3 P3 R3 R3 K3 Z3 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠3 * X3 * * * * * * * * * Ymín Tmín Amín Pmín Rmín R2/3 mín Kmín Zmín ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠mín ∆Amín Xmín Onde: Y .Valores de x para y variando de ymin até ymax Y T A P R R2/3 R2/3 máx 143 K Z dx/dy ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠máx ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠1 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠2 ∆A - X Ymáx Tmáx Amáx Pmáx Rmáx Kmáx Zmáx 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 35 . A . MT/DNIT/DPP/IPR . Z= A 3/T fator de seção. X = ∑ ∆A . P . (equação 2.

considerando geralmente da ordem de 2%. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 144 – Desenha-se em escala conveniente o perfil hidráulico teórico. uma queda a seguir e depois. 2. Figura 41 .14) é assintótico ao perfil correspondente ao escoamento uniforme. deverá ser verificada. quando x → ∞ Entretanto. à redução da seção. de forma a estabelecer o tirante livre mínimo para a estrutura. por exemplo o “Direct Step Method”. Assim.Perfil hidráulico teórico Acréscimo a ser considerado ymin yn y3 y y local da obra y2 y1 ymáx xmin x3 x2 d x1 Pela facilidade hoje atingida com os procedimentos computacionais este cálculo é feito através de processos iterativos como. No caso dessas obstruções. 41.00 ou mais metros acima do nível de máxima cheia. ao trabalhar-se no caso real. uma elevação do nível d'água que. isto é. deve-se estabelecer um valor para ymín tal que: Y − Yn mín <E Yn onde E = erro aceitável. y → yn. Nota: O perfil hidráulico representado pela equação (2. havendo. Se o projeto da obra de arte já adota esse tirante em 3.3 INFLUÊNCIA DOS PILARES DE PONTES A implantação de pilares no leito do curso d'água constitui-se em um fenômeno semelhante a uma contração. não há necessidade de calcular a sobrelevação decorrente da obstrução. Marcando-se no eixo dos x a distância do local da obra ao obstáculo (d).3. de uso corrente em cálculo hidráulico. lê-se graficamente o valor do acréscimo a ser considerado. segue-se um alargamento. uma vez que com a obstrução decorrente resulta a redução da área da seção transversal do fluxo e a formação de remanso a montante do obstáculo. com a elevação do nível a montante do estrangulamento. em determinadas circunstâncias. Fig.

0 para pilares retangulares e entre 0. MT/DNIT/DPP/IPR .K) 1 2g 2g 2g Nessas condições. 42). função direta do perfil aerodinâmico da seção daqueles. Figura 42 . em decorrência. para V2. os pilares produzem uma redução da veia líquida. no caso da redução da seção provocada por pilares de ponte. pode-se escrever que os valores de y1 e y2 são definidos pelas expressões: Y1 = α 2 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V1 + K`⎢ 2 − 1 ⎥ ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V 2 ⎥ − K" ⎢ 2 − ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ Y2 = α em que a é o coeficiente de Coriolis e os valores de K e K" são função da forma dos pilares. No trecho obstruído. Se a seção transversal do canal é reduzida. uma diminuição das cotas da superfície da água. calculada pela expressão: 2 2 2 2 V2 − V1 V 2 − V1 V 2 − V1 +K 2 = (1 + K) 2 2g 2g 2g Se a seção aumenta. devendo estar situados entre 0. haverá.5 e 1. fato que vai provocar um aumento da velocidade da água de V1. pode-se encontrar regime sub ou supercrítico.0 para pilares arredondados.1 e 2. a velocidade se reduz de V1 para V2 e a elevação do nível da água será calculada pela fórmula: 2 2 2 2 V1 − V 2 V 2 − V2 V 2 − V2 −K 1 = (1 . normalmente.Sobrelevação devida à obstrução de pilares y1 v1 y2 v2 v Além da redução da largura livre do fluxo.Manual de Drenagem de Rodovias 145 nova elevação até estabilizar na profundidade normal de escoamento (Fig. em ensaios de laboratório. Esses valores são determinados.

Manual de Drenagem de Rodovias 146 Face às dificuldades expostas e a fim de possibilitar uma aplicação prática de mais fácil utilização. tem-se: Y=α Q2 2g ⎡ 1 1 − 2 ⎢ 2 2 2 2 L (h + y ) ⎢C × λ ×h ⎣ ⎤ ⎥ ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR .Vista em planta dos obstáculos Figura 44 . Figura 43 . pela equação de continuidade. Q = AV ou V = Q/A e substituindo.Vista em perfil d’água e obstáculos O valor de y correspondente à diferença das taquicargas a montante da ponte e entre os pilares e pode ser escrito como a seguir: Y=α 2 2 V 2 − V1 2g Sendo. Bresse partia do pressuposto que essa obstrução determinava o perfil da água de acordo com as figuras 43 e 44. é norma corrente o emprego do Método de Bresse. para determinar o valor da sobrelevação decorrente da implantação dos pilares de ponte no leito do rio.

descarga de projeto. em m. g .em m. 45: MT/DNIT/DPP/IPR 2 . 0.aceleração da gravidade (9.em m3/s . ao valor da sobrelevação y a ser acrescida ao nível de máxima cheia: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y =α − ⎢ C 2 × λ2 × h 2 2g L2 h + y ⎢ 2 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) A fórmula de Rehbock. O cálculo de y deve ser feito pelo método das aproximações sucessivas.coeficiente de contração.95.em m. em m.95.largura da lâmina da água. e l .largura livre da lâmina d'água. afilada e circular. ou seja. conforme Fig.é a sobrelevação. Q . calcula-se o valor de y1: Y1 = α Q2 ⎡ 1 ⎤ ⎢ C 2 × λ2 × h 2 ⎥ 2g ⎣ ⎦ Levando-se esse valor y1 à equação geral. 0. com esse valor de y2. obtém-se um novo valor de y: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y2 = α − 2g ⎢ C 2 × λ2 × h 2 L2 h + y ⎢ 1 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) Finalmente. variável com a forma dos pilares (adimensional).90 a 0. L .2 via de regra).80 e 0. O coeficiente c para os pilares de seção quadrada tem valor entre 0. chegando-se.85. c .81 m/s2). aplicável principalmente para o escoamento em regime subcrítico.Manual de Drenagem de Rodovias 147 onde: Y . tem a seguinte expressão: V Y = [δ − σ (δ − 1)]⎛ 0.40 σ + σ 2 + 9 σ 4 ⎞ (1 + F ) 3 ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ 2g em que. entra-se de novo na fórmula geral.97. desprezando-se o segundo termo no colchete. α .profundidade da lâmina d'água para a descarga Q.é o coeficiente de Coriolis (1. de seção triangular. 0. cilíndrica. com razoável aproximação. h .

onde: V3 .l2) l1 onde l1 é a seção total e l2 a seção obstruída pelos pilares.Coeficiente da fórmula de Rehbock Y h1 v1 h´ 2 h3 h2 v3 v2 i1 i2 i´2 i c i3 Os valores do coeficiente δ. resultantes dos estudos experimentais de Yarnell. O ábaco I. se retangulares ou circulares. variando com a seção do pilar.aceleração da gravidade (9. se retangular ou quadrada. g . (l1 .81 m/s2). MT/DNIT/DPP/IPR . portanto.coeficiente adimensional. ou seja. e. σ . h3 .velocidade após a obstrução. e. de acordo com as seções dos pilares. aparecem no ábaco I e no ábaco II. F . se é ou não aplicável a fórmula de Rehbock.número de Froude a jusante: F = V2 / g x h3. elaborado em função dos valores de σ e F. vai definir em que classe se enquadra o escoamento no trecho obstruído e. por sua vez.profundidade hidráulica. Figura 45 .taxa de redução da seção de vazão. Observe-se que esses ábacos foram elaborados a partir de ensaios de laboratório.Manual de Drenagem de Rodovias 148 δ .

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 46 . tem efeito reduzido na sua eficiência hidráulica. ou seja. O aumento do comprimento do pilar em relação à sua largura.Ábaco I 149 Figura 47 . terão valores de F na área não hachurada. a elevação do valor do afilamento do pilar (E = l/C). no ábaco I. aqueles que. isto é.Ábaco II A fórmula de Rehbock é aplicável para os escoamentos em regime sub-crítico. MT/DNIT/DPP/IPR .

o que acontecerá se esse ângulo atingir 20 ou mais.00 m em um ponto a 2 km ou menos de sua foz ou do ponto em que deságua em outro curso d'água de maior porte. l2.Manual de Drenagem de Rodovias 150 podendo-se admitir que a relação ótima comprimento-largura ou espessura varia com a velocidade e está normalmente compreendida entre 4 e 7. A execução de uma ponte de vão maior que 30. sendo esse acréscimo função da descarga. a colocação dos pilares em ângulo inferior a 10° em relação à corrente.4 INFLUÊNCIA DOS PILARES NA FIXAÇÃO DO NÍVEL DE MÁXIMA CHEIA A JUSANTE DAS OBRAS DE ARTE ESPECIAIS.3. Esse coeficiente de contração é a relação entre a seção contraída na veia líquida l’2 e a seção entre os pilares. isto é: M = l’2 / l2 2. MT/DNIT/DPP/IPR . obriga à verificação dos seus níveis de máxima cheia e se estes irão influenciar aquele do rio sobre o qual será projetada a obra. Por outro lado. da profundidade e do grau de contração. não afeta significativamente o valor do remanso.

Manual de Drenagem de Rodovias 151 3 – DRENAGEM SUPERFICIAL MT/DNIT/DPP/IPR .

.

sugerindo-se sempre a consulta às novas Especificações de Serviço da Diretoria de Planejamento e Pesquisa do DNIT. não foi possível abrir mão da dinâmica do movimento uniformemente variado. considerando. Saídas d'água. Dissipadores de energia. Corta-rios. Nos elementos de projeto procurou-se mostrar os tipos de seções e revestimentos mais utilizados e recomendados. e algumas especificações mais importantes para a construção. Em alguns capítulos. Escalonamento de taludes. devido à precisão necessária. Em objetivo e características procurou-se mostrar os aspectos particulares de cada dispositivo. as águas provenientes de suas áreas adjacentes e aquelas que se precipitam sobre o corpo estradal. Sarjeta de canteiro central. Para um sistema de drenagem superficial eficiente. Para cada dispositivo foram abordados os sub-itens objetivo e características. a saber: – – – – – – – – – – – – Valetas de proteção de corte. Caixas coletoras. a teoria do movimento uniforme em canais. Descidas d'água. Bueiros de greide. resguardando sua segurança e estabilidade. porém. Valetas de proteção de aterro. MT/DNIT/DPP/IPR . utiliza-se uma série de dispositivos com objetivos específicos. Sarjetas de aterro. conduzindo ao deságüe seguro. sua localização e posicionamento. elementos de projeto e dimensionamento hidráulico. na maioria dos casos.Manual de Drenagem de Rodovias 3 DRENAGEM SUPERFICIAL 153 A drenagem superficial de uma rodovia tem como objetivo interceptar e captar. Sarjetas de corte. No dimensionamento hidráulico procurou-se simplificar ao máximo as complexas metodologias da hidrodinâmica.

1 3. retangulares ou triangulares como indicam as Figs. a seção a adotar nos cortes em rocha deverá ser retangular. 48.Manual de Drenagem de Rodovias 154 Torna-se importante acrescentar que o projeto de um sistema de drenagem superficial rodoviária deve ser feito de modo a sempre compatibilizar os requisitos operacionais dos dispositivos e seus custos de execução. As valetas de proteção serão construídas em todos os trechos em corte onde o escoamento superficial proveniente dos terrenos adjacentes possa atingir o talude. impedindo-as de atingir o talude de corte. por isso são pouco recomendadas para grandes vazões.2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de cortes podem ser trapezoidais. a uma distância entre 2.1. Por motivo de facilidade de execução. Deverão ser localizadas proximamente paralelas às cristas dos cortes. Na escolha do tipo de seção deve-se observar que as seções triangulares criam plano preferencial de escoamento d'água.Valeta de proteção de corte 3. 3.51. 49. 50. comprometendo a estabilidade do corpo estradal. Figura 48 . O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e a crista do corte e apiloado manualmente. conforme indicado na Fig. MT/DNIT/DPP/IPR .1.0 metros.0 a 3.1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de cortes têm como objetivo interceptar as águas que escorrem pelo terreno natural a montante.

Seção retangular H B Figura 51 . Atenção especial deve ser dado ao revestimento da valeta triangular. convém sempre revestir as valetas. Em princípio. MT/DNIT/DPP/IPR . para evitar que a infiltração provoque instabilidade no talude do corte. sendo isso obrigatório quando elas forem abertas em terreno permeável.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 49 . Os revestimentos da valeta de corte deverão ser escolhidos de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B) e conforme a natureza do material do solo.Seção trapezoidal α α I H I B As valetas com forma trapezoidal são mais recomendáveis por apresentarem maior eficiência hidráulica.Seção triangular 155 l α l α H Figura 50 .

há necessidade de estimar a descarga de contribuição. determinada através de levantamentos topográficos. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004. Alvenaria de tijolo ou pedra. esta devera ser rejuntada com argamassa de cimento-areia no traço 1:4. utilizando-se o método racional. Vegetação. pela própria forma da seção. Quanto ao processo construtivo e demais especificações. fixada no estudo hidrológico. Os tipos de revestimentos mais recomendados são: – – – – Concreto. onde a área de drenagem é limitada pela própria valeta e pela linha do divisor de águas da vertente a montante. A = área de contribuição. e resistência Fck / 15Mpa para 28 dias. Quando do revestimento em pedra. Pedra arrumada. em cm/h para a chuva de projeto. adimensional.08 m. aerofotogramétricos ou expeditos. MT/DNIT/DPP/IPR . em m2. c = coeficiente de escoamento. fixado de acordo com o complexo solocobertura vegetal e declividade do terreno (tabela 39 do Apêndice C). Fixada a vazão de contribuição. há uma tendência mais acentuada à erosão e infiltração. 3.Manual de Drenagem de Rodovias 156 pois. i = intensidade de precipitação. Em caso de revestimento de concreto este devera ter espessura mínima de 0. passa-se ao dimensionamento hidráulico propriamente dito através da fórmula de Manning e da equação da continuidade. A expressão da fórmula racional é: Q= C×i× A 36 × 104 onde: Q = descarga de contribuição em m3/s.1. V= 1 n × R2/3 × i1/2 (fórmula de Manning).3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para proceder ao dimensionamento hidráulico das valetas.

Através de tentativas.seção retangular MT/DNIT/DPP/IPR . i = declividade longitudinal da valeta. (tabelas 27 e 28 do Apêndice B). em m3/s. determina-se a velocidade e a descarga admissível da valeta. verifica-se o regime do fluxo através do cálculo da altura crítica cujas fórmulas a empregar para as diversas seções são: h c = 0. em m/s. A seqüência de cálculo a seguir para o projeto da valeta será como abaixo descrito: – fixa-se o tipo de seção a ser adotada. tendo em vista o tipo de revestimento escolhido e conseqüentemente o valor do coeficiente de rugosidade n (tabela 34 do Apêndice B). em m/m.Manual de Drenagem de Rodovias Q = A ⋅ V (Equação da continuidade) 157 onde: V = velocidade de escoamento. n = coeficiente de rugosidade de Manning. a comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto. adimensional. A = área molhada. dá-se valores para a altura (h).467 × ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ – – – – – – – Q B ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 2 . raio hidráulico e área molhada. em m. determina-se a declividade da valeta. tais como: perímetro molhado. a largura e a inclinação das paredes laterais nas trapezoidais ou a inclinação das paredes laterais em caso de seção triangular. deixando a altura h a determinar. e aplicando a fórmula de Manning e a equação de continuidade. em m2. fixa-se a velocidade máxima admissível (v). recalculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção. função do tipo de revestimento adotado. geralmente a largura em caso de valetas retangulares. R = raio hidráulico. Q = vazão admissível na valeta. a comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura h.

f = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 4 × z × Ho − 3B + 16 × z2 × H + 16 × z × Ho × B + 9 × B2 o2 hc = . em cm.Seção triangular onde: h = altura crítica.0 m3/s f = 46 × h MT/DNIT/DPP/IPR . em m. em m. Q = vazão de projeto na valeta em m3/s.3m3/s. em m.728 × 5 ⎜ ⎟ ⎜ Z ⎟ ⎝ ⎠ ⎛ ⎞ 2 2g 2 . Determina-se o bordo livre da valeta. na situação de projeto. dentro de uma faixa de 10% da altura crítica deve ser evitada. Para valetas em terra com capacidade de 0. v = velocidade do escoamento. h = profundidade da valeta. h = altura do fluxo. – Se h < hc o regime do fluxo é supercrítico h > hc o regime do fluxo é subcrítico h = hc o regime do fluxo é crítico – – A altura do fluxo na valeta. g = aceleração da gravidade m/s2.2⋅ h f = folga (bordo livre). que é a distância vertical do topo da valeta à superfície da água na condição do projeto.Seção trapezional 10 × z 158 sendo Ho = h + V Q h c = 0. em cm.3 a 10. z = inclinação da parede da valeta (relação da horizontal para a vertical). em m/s. de acordo com as seguintes fórmulas e indicações: Para valetas em terra com capacidade até 0. B = base da valeta.

ela devera ser escalonada em trechos de menor declividade (2%.0. porque então a velocidade do escoamento seria superior à permissível. no máximo) por meio de pequenas barragens transversais de acordo com a Fig.56 . Figura 52 .84 .25 0.80 acima de 2.84 0.Manual de Drenagem de Rodovias 159 Para valetas revestidas pode ser usada a seguinte tabela: Tabela 36 . 52.0.80 10 13 14 15 18 20 Quando a declividade longitudinal da valeta não puder acompanhar a declividade natural do terreno.2.40 1.56 0.0.1.Escalonamento de valetas Declividade Natural do Terreno ( α %) Declividade Admissível para o Nível D´água (β %) H E O espaçamento entre as barragens será calculado pela expressão: E= 100 × H α−β MT/DNIT/DPP/IPR .25 .40 .Folga f para valetas revestidas Q(m3/s) f (cm) Até .

como mostra a Fig. Essas descidas d´água em geral são construídas em degraus. em m. etc. MT/DNIT/DPP/IPR . o que corresponde à declividade de 2% com diferença de nível de 1. devido às seguintes particularidades: – quando nos cortes muito extensos e de pequena declividade o comprimento crítico da valeta for atingido. H = altura da barragem do vertedouro. para que haja um escoamento contínuo. β = declividade desejada para o nível d'água em cada trecho escalonado. a necessidade de retirada da água da valeta de proteção de corte para a sarjeta ou para a caixa coletora de um bueiro de greide. 53 . em m.Manual de Drenagem de Rodovias 160 onde: E = espaçamento.6. chapas metálicas. ocasionando a concentração de água num único local. Acontece na prática. em % .0m entre dois vertedouros consecutivos. obrigando. É aconselhável que o espaçamento não ultrapasse 50m. a grandes profundidades da valeta. não raro. o dispositivo de saída d´água da valeta de proteção de corte para a plataforma é comumente denominado descida d'agua. o que obrigaria a construção de seção com grandes dimensões. quando o perfil longitudinal da valeta apresentar-se sinuoso com vários pontos baixos. em %. concreto. – – Nesses casos. quando o terreno a montante da valeta apresentar um talvegue secundário bem definido. Assunto a ser visto com mais detalhes no item 3. α = declividade natural do terreno. As pequenas barragens podem ser executadas com diversos materiais: madeiras. ou através de "rápidos" com anteparos.

3.plataforma 3. aproximadamente paralelas ao pé do talude de aterro a uma distancia entre 2.2. impedindo-as de atingir o pé do talude de aterro.2. O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e o pé do talude de aterro.2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de aterro deverão estar localizadas. têm a finalidade de receber as águas das sarjetas e valetas de corte.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 53 . apiloado manualmente com o objetivo de suavizar a interseção das superfícies do talude e do terreno natural.Seção trapezoidal 2.0 metros.1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de aterros têm como objetivo interceptar as águas que escoam pelo terreno a montante. conforme as Figs.0 e 3.apresentadas a seguir: Figura 54 .0 < d < 3. conduzindo -as com segurança ao dispositivo de transposição de talvegues.0 Talude de aterro a b h a b Material apiloado manualmente MT/DNIT/DPP/IPR .Descida d’água em degraus Valeta de proteção de corte 161 Descida d´água em degraus Talude de corte Sarjeta de corte Bueiro de greide Caixa coletora Semi . As seções adotadas podem ser trapezoidais ou retangulares. Além disso. 54 e 55.2 3.

3.0 h Material Apiloado Manualmente O revestimento da valeta de proteção de aterro deverá ser escolhido de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B).1. vegetação. 3. e as Especificações de Serviço DNIT 018/2004. alvenaria de tijolo ou pedra. Os tipos de revestimento mais recomendados são: – – – – concreto.1.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico das valetas de proteção de aterro faz-se de forma idêntica ao das valetas de proteção de corte.3. deverão ser observadas as recomendações do item 3. Cuidado especial deve ser tomado na fixação da área de contribuição quando a valeta tiver como objetivo. a captação das águas provenientes das sarjetas e valetas de proteção de corte.3 3. longitudinalmente à rodovia.2. natureza do solo e fatores de ordem econômica e estética. pedra arrumada. equação da continuidade e método racional.2. até o ponto de MT/DNIT/DPP/IPR .Seção retangular 162 Talude de Aterro 2.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 55 . 3. além da proteção do talude de aterro.0 < d < 3. para valetas de proteção de corte. Quanto às especificações e processos construtivos.1 SARJETAS DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A sarjeta de corte tem como objetivo captar as águas que se precipitam sobre a plataforma e taludes de corte e conduzi-las. seguindo-se a metodologia do item 3. ou seja através da fórmula de Manning.

para a caixa coletora de um bueiro de greide. o aumento de L1 fornecerá um acréscimo de L2. terminando em pontos de saída convenientes (pontos de passagem de corte para aterro ou caixas coletoras). a sarjeta é dotada de uma barreira tipo meio-fio. e do lado do talude a declividade deste. MT/DNIT/DPP/IPR . Figura 56 . com a finalidade de proteger os veículos desgovernados que tendam a cair na mesma. – Sarjeta trapezoidal Quando a sarjeta triangular de máximas dimensões permitidas for insuficiente para atender à descarga de projeto. ou então. As sarjetas devem localizar-se em todos os cortes. com dimensões convenientes para atender à descarga de projeto. pois. Conforme indicado na Fig. sendo construídas à margem dos acostamentos.Manual de Drenagem de Rodovias 163 transição entre o corte e o aterro. e conseqüentemente um acréscimo na capacidade hidráulica da sarjeta. 57. 3. deve-se adotar a sarjeta de seção trapezoidal seguindo as seguintes recomendações. conta a seu favor com o importante fato da redução dos riscos de acidentes.2 ELEMENTOS DE PROJETO As sarjetas de corte podem ter diversos tipos de seção.3. a sarjeta deve ter do lado do acostamento a declividade de 25% ou seja 1:4. situam-se entre os valores de 1. dependendo da capacidade de vazão necessária. de forma a permitir a saída lateral para o terreno natural ou para a valeta de aterro. – Sarjeta triangular A sarjeta triangular é um tipo bem aceito.0 a 2. Mantendo as declividades transversais estabelecidas. de acordo com a seção de vazão necessária.deverá então ser adotada seção tipo trapezoidal ou retangular. Quando para o valor máximo de L1 = 2.00m a seção da vazão ainda for insuficiente. 56.Sarjeta Triangular LT 1 a L2 L1 A co stamen to H a 1 1 4 1% Os valores extremos da distância da borda do acostamento ao fundo da sarjeta (L1). H e LT.0 metros. De acordo com a Fig. além de apresentar uma razoável capacidade de vazão.

Sarjeta trapezoidal com capa Talude de corte Capa A costa men to Sarjeta Quando a seção triangular não atender à vazão para a descarga de projeto. De acordo com a Fig. As placas têm a finalidade também de evitar que a sarjeta seja obstruída pela entrada de materiais carreados pelas águas. pode-se optar pela sarjeta retangular. ou em caso de cortes em rocha pela facilidade de execução. conforme indicado na Fig. 57. MT/DNIT/DPP/IPR . de modo a permitir a entrada d'água pela cobertura existente entre duas placas consecutivas. Usa-se nesse caso também o meio fio de proteção com a mesma finalidade já citada. 58 ode-se também projetar a sarjeta capeada descontinuamente.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 57 . Figura 58 . em espaçamento conveniente de modo a permitir a entrada d'água proveniente da pista.Sarjeta trapezoidal Talude de Corte 164 Sarjeta Acostamento Meio-fio barreira O meio fio barreira deverá ter aberturas calculadas.

cuidados especiais quanto à erosão devem ser levados em conta. as conseqüências da erosão e do custo do revestimento. isto é. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. revestimento vegetal. Quanto ao revestimento das sarjetas de corte. pedra arrumada. pois deslizamentos de talude podem provocar paralisações no tráfego e conseqüentes prejuízos significativos. tem o inconveniente do alto custo de conservação. proporcionando uma declividade mais acentuada que o greide da rodovia.Sarjeta retangular 165 Talude de corte 1 a Meio-fio Sarjeta A costamento Neste caso tem-se a vantagem de poder variar sua profundidade ao longo do percurso. Sarjetas de corte sem revestimento devem ser evitadas. apesar do excelente desempenho como função estética. “H” Variável MT/DNIT/DPP/IPR . Os principais tipos de revestimentos são: – – – – – – concreto.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 59 . alvenaria de pedra argamassada. Deve -se levar em conta neste caso o aspecto técnico-econômico. pedra arrumada revestida. ele é função da velocidade de erosão. Tendo em vista a localização da sarjeta junto ao pé do talude de corte. alvenaria de tijolo. O revestimento vegetal. aumentando assim sua capacidade hidráulica.

o diâmetro máximo deve ser de 0. isto é. quando a sarjeta de concreto moldada no local se situar sobre uma base granular drenante. do Os segmentos intermediários serão executados após o início do processo de cura dos demais redundando em juntas “secas”. a sarjeta deverá ser moldada no local com formas de metal ou de outro material que proporcionem bom acabamento. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de corte são: – – as características geométricas da rodovia. algumas indicações complementares que devem ser seguidas: – – – – – – – – – quando o revestimento for de pedra argamassada. a distância máxima da sarjeta para que não haja transbordamento. Apresentam-se entretanto.3 O dimensionamento hidráulico da sarjeta de corte consiste na determinação de uma seção transversal com capacidade hidráulica suficiente para atender à descarga de projeto. prevendo o lançamento concreto em lances alternados. MT/DNIT/DPP/IPR .3.08m e para a retangular e trapezoidal é de 0.00m. A intervalos de 12. antes do lançamento do concreto deverá o local ser forrado com material impermeável que evite o preenchimento dos vazios da camada drenante pela penetração do concreto. quando for de concreto. o revestimento deverá ser dosado racionalmente para uma resistência mínima à compressão simples Fck = 15 Mpa a 28 dias. As formas (guias) serão espaçadas de 3.Manual de Drenagem de Rodovias 166 Na execução do revestimento das sarjetas de corte. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT-018/2004. rejuntada com argamassa de cimento e areia no traço de 1:4.10m. Pela comparação entre a descarga afluente e a capacidade de vazão da sarjeta determina-se o seu comprimento crítico.0m serão executadas juntas de dilatação preenchidas com argamassa asfáltica. evitando-se penetração d´água na sua junção. a espessura mínima para a sarjeta de concreto triangular é de 0. deverá haver uma perfeita união entre a face da sarjeta de concreto e o pavimento do acostamento. a seguir. área de implúvio. A concretagem envolverá um plano executivo.10m. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO – 3.

Manual de Drenagem de Rodovias 167 – coeficiente médio de escoamento superficial. L ×C +L ×C C= 1 1 2 2 LT Intensidade de precipitação (i) O valor da intensidade de precipitação é obtido na curva de intensidade . Coeficiente médio de escoamento superficial (c). (faixas de rolamento e talude de corte). A . Sendo a área de contribuição formada por superfície de diferentes coeficientes de escoamento adota-se a média ponderada de seus valores. elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto.área de contribuição por metro linear da sarjeta. estão dentro do limite de aplicabilidade desse método. levando-se em conta a diversidade do revestimento que compõe a bacia de captação.duração freqüência. usando-se como peso as respectivas larguras dos implúvios. (ver Fig. Área de contribuição (A) A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo equivalente onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro a largura do implúvio. A fórmula básica é: Q= Onde: C×i× A (equação 3.01) 36×104 Q = descarga por metro linear da rodovia (m3/s/m). fornecida pelo estudo hidrológico para um tempo de duração de 5 minutos e tempo de recorrência de 10 anos. de vez que as áreas de contribuição. calcula-se a contribuição por metro linear da rodovia pela aplicação da fórmula racional. i = intensidade de precipitação (cm/h). A = (L1 + L 2 ) × d MT/DNIT/DPP/IPR . composto da seção da plataforma contribuinte e da projeção horizontal equivalente do talude de corte. c = coeficiente médio de escoamento superficial (adimensional).sendo pequenas. – Cálculo da descarga de projeto Para o cálculo da descarga de projeto. 60). (m2/m).

Bacia de contribuição para sarjeta Off-set do talude de corte Retângulo equivalente da projeção Horizontal do talude de corte C2 L2 L1 + L2 Plataforma Sarjeta de corte C1 d L1 onde: L1 = faixa da plataforma da rodovia que contribui para a sarjeta. L2 = largura da projeção horizontal equivalente do talude de corte.Manual de Drenagem de Rodovias 168 A Fig. Figura 60 . apresentada a seguir. já que os demais terão as águas conduzidas por meio de dispositivos próprios para fora do corte. Será a largura da semiplataforma nos trechos em tangente e toda a plataforma contribuinte para a sarjeta na borda interna das curvas. C1 = coeficiente de escoamento superficial da plataforma da rodovia. elucida o que foi dito. Excetuam-se os casos em que se torna necessária a construção de descidas com deságüe diretamente na sarjeta de corte. 60. Será nuIo ou se restringirá à largura do assentamento contíguo para a sarjeta na borda externa das curvas. 1 V = ×R2/3 ×Ι1/2 (equação de Manning) n V= Q (equação da continuidade) A MT/DNIT/DPP/IPR . a largura máxima L2 a ser considerada no cálculo do implúvio é referente à projeção horizontal do primeiro escalonamento. Cálculo da capacidade de vazão da sarjeta A capacidade hidráulica máxima da sarjeta é obtida pela associação das equações de Manning e da continuidade. C2 = coeficiente de escoamento superficial do talude de corte. Havendo escalonamento de taludes.

n = coeficiente de rugosidade. como única variável ao longo do trecho estudado. os valores de A. R e n são conhecidos de acordo com a sarjeta projetada.02) V = velocidade de escoamento. (m3/s).03) Na equação 3. os valores de C. Igualando-se as equações (3. tem-se: C ×i×L × d 36 × 10 4 = 1 n × A × R 2/3 × Ι 1/2 d = 36 × 10 × 4 A × R 2/3 × Ι 1/2 C×i×L ×n (equação 3. (m).02) e considerando à área de implúvio A = L x d (área do retângulo de contribuição). i e L. I = declividade da sarjeta. função da chuva de projeto. passa-se à determinação do seu comprimento crítico para as diversas declividades do greide correspondente aos cortes existentes. A = área molhada da sarjeta. (m/s) . (adimensional).Manual de Drenagem de Rodovias 169 do que resulta. A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR . Q = vazão máxima admissível.03. (m/m). Q= onde : 1 n × A × R 2/3 × I1/2 (equação 3. são conhecidos. Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta função da sua declividade longitudinal.01) e (3. Comprimento crítico Fixada a seção prévia da sarjeta. do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia. declividade longitudinal da sarjeta. ficando I. (m2). R = raio hidráulico.

MT/DNIT/DPP/IPR . cujos valores estão indicados na tabela 31 do Apêndice B.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 61 .Curvas de comprimento crítico para várias declividades d (m) (Comprimento crítico) I1 I2 I3 L (m) (Largura do implúvio) Além de determinar o posicionamento de saídas d'água. tendo nas abscissas as larguras do implúvio e nas ordenadas os comprimentos críticos. Dessa forma. assumindo a seguinte forma: Figura 62 .Curva d = f(I) d (m) 170 d2 d1 I1 I2 I(m/m) Quando em um determinado trecho houver grande variação dos valores do implúvio. podendo-se estabelecer um sistema que dê diretamente os comprimentos críticos baseados em eixos coordenados. passando o gráfico a constituir-se de uma família de curvas. não é recomendada a adoção de uma altura média de corte. determina-se uma curva para cada declividade. e sim seus valores individuais. o cálculo do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta.

interseções e trechos urbanos é o meio-fio-sarjeta conjugados. ilhas. As Figs. ELEMENTOS DE PROJETO – 3. de modo a impedir que provoquem erosões na borda do acostamento e/ou no talude do aterro. estaduais.2 A sarjeta de aterro posiciona-se na faixa da plataforma contígua ao acostamento. para coletar e conduzir as águas provenientes dos ramos. em conjunto com a terraplenagem. o tipo meio-fio simples também poderá ser usado. for mais econômica a utilização da sarjeta. etc.4. etc.4 3. de modo a garantir a segurança dos veículos em circulação.1 SARJETAS DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 171 A sarjeta de aterro tem como objetivo captar as águas precipitadas sobre a plataforma. 63 e 64 ilustram melhor o que foi dito. cuidados especiais devem ser tomados quanto ao posicionamento e à seção transversal a ser utilizada.4. trapezoidais. A seção transversal deve seguir os projetos-tipos do DNIT. retangulares. conduzindo-as ao local de deságüe seguro. A indicação da sarjeta de aterro deve fundamentar-se nas seguintes situações: – – trechos onde a velocidade das águas provenientes da pista provoque erosão na borda da plataforma. Em situações eventuais. Sendo a sarjeta de aterro um dispositivo que pode comprometer a segurança do tráfego. aumentando com isso a altura necessária para o primeiro escalonamento de aterro. Um tipo de sarjeta de aterro muito usado atualmente nas rodovias federais.Manual de Drenagem de Rodovias 3. interseções. trechos onde. MT/DNIT/DPP/IPR . no caso de ser possível considerar um alagamento temporário do acostamento. de acordo com a natureza e a categoria da rodovia. podendo ser triangulares.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 63 . MT/DNIT/DPP/IPR . Deve-se.Meio-fio-sarjeta conjugados Acostamento Meio-fio sarjeta conjugados Canteiro ou passeio i% NA Talude de aterro Quanto ao revestimento. todavia levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado. solo. Os materiais mais indicados para a construção do dispositivo são: – – – – – concreto de cimento. solo cimento. não há recomendações rígidas no tocante ao material a ser empregado na construção da sarjeta de aterro. conforme exposto para sarjetas de corte.Meio-fio simples e acostamento Meio-fio simples Acostamento Canteiro ou passeio i% NA 172 Área de alongamento Talude de aterro Figura 64 . Na execução da sarjeta de aterro de concreto de cimento deverão ser observadas as indicações próprias ao material. solo betume. concreto betuminoso. a classe da rodovia e os condicionantes econômicos.

área de implúvio.Manual de Drenagem de Rodovias 173 Na execução das sarjetas de concreto betuminoso adota-se preferencialmente o traço usado para o binder. exigindo. elementos para o cálculo da vazão. MT/DNIT/DPP/IPR . Entende-se por comprimento crítico da sarjeta a distância máxima acima da qual sua vazão admissível é inferior à descarga de projeto. alguns cálculos preliminares precisam ser feitos. 3.4. ou durante período curto de utilização. por não se justificar estudo de composição especial para construção deste dispositivo. de pequena importância econômica. As sarjetas em solo são indicadas apenas para rodovias secundárias. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de aterro são. O cálculo da velocidade do escoamento na borda da plataforma determinará a necessidade ou não da utilização da sarjeta.4. Cálculo da velocidade de escoamento na borda da plataforma Para a determinação da velocidade de escoamento na borda da plataforma. de acordo com os limites de erosão do material de que é construído o aterro. tendo em vista que o escoamento se dará na direção da reta de maior declive. quando este não esta previsto. a necessidade da utilização da sarjeta em aterro está condicionada fundamentalmente pela velocidade de erosão na borda da plataforma.usa-se o próprio traço do revestimento de concreto betuminoso. b) Optando pela utilização do dispositivo. ou. dependendo evidentemente da quantidade do serviço. função da declividade longitudinal do greide e da declividade transversal da plataforma. – – – – as características geométricas da rodovia. comprimento crítico. podendo também ser construídas para funcionamento temporário durante o tempo de execução da rodovia. conforme tabela 31 do Apêndice B. A execução das sarjetas de solo-betume ou solo-cimento deve obedecer às especificações particulares do projeto rodoviário.1 . conforme mencionado no item 3. isto é. ou que a faixa de alagamento admissível no acostamento não ultrapasse os valores pré-fixados. elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto. uma descida d´água. de modo que não haja transbordamento. no entanto. quando tais misturas estão indicadas também para outros serviços. portanto.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Pode-se dividir o dimensionamento hidráulico da sarjeta de aterro em dois subitens: a) Além dos fatores econômicos. o dimensionamento hidráulico consistirá basicamente no cálculo da máxima extensão admissível da sarjeta.

cota A = B x L. β = declividade transversal da plataforma da rodovia. cumpre observar: Para que CA seja uma curva de nível. I = declividade da reta de maior declive. considerando a cota de B como referência (0. 65.Manual de Drenagem de Rodovias 174 – Comprimento da reta de maior declive Considerando a Fig. L = largura do implúvio. Cota A = cota C mas.Direção de maior declive y C h B Eixo α F β L D E A Bordo onde: α = declividade longitudinal da rodovia. O comprimento y da reta CB será: cota C – cotaB = α × y ou α × y = cotaC MT/DNIT/DPP/IPR .000). CA = t = curva de nível. BE = D = comprimento da reta de maior declive. Figura 65 . Para se chegar ao comprimento da reta de maior declive.

retângulos. tem-se: I= β ×L L × × α2 + β2 β α L × ×L α I = α2 + β2 (equação 3. tem-se: I= β ×L β ×L ∴I = ×t h L× Y Fazendo-se as substituições já demonstradas de y e t. tem-se: L t L = portanto h = × y t h y Como a cota de F é também β x L. t2 ⎛β ⎞ = ⎜ ×L⎟ ⎜α ⎟ ⎝ ⎠ 2 + L2 = 2 β2 × L2 + L2 × α2 = α2 ⎛L⎞ = α2 + β 2 ⎜ ⎟ ⎜α⎟ ⎝ ⎠ ∴t = L 2 2 α +β α Considerando os triângulos. tem-se: D= – L β α 2 + β 2 (equação 3.05) – Determinação da descarga no bordo da plataforma Aplicando-se o método racional.Manual de Drenagem de Rodovias y= cota C β × L = α β 175 Considerando o triângulo BAC. tem-se: D L = t y Substituindo-se os valores de t e y.04) Declividade da reta de maior declive Considerando os triângulos. MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se fazendo CA = t t2 = y2 + L2 Substituindo y pelo seu valor. BAC e BFC e fazendo FB = h . retângulos. BAC e BAE.

função do tipo de revestimento da rodovia. de acordo com a equação (3. A = área de contribuição por metro linear da sarjeta em m2/m.06) Como A = D x 1. Figura 66 . logo Q = c × i× L × Ι β × 36 × 10 4 MT/DNIT/DPP/IPR .06) A = L β ×Ι.05) em (3.Manual de Drenagem de Rodovias q= C×i× A 36×104 176 onde: q = descarga de contribuição por metro linear da plataforma em. i = intensidade de precipitação em cm/h.Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro sarjeta de aterro A bordo E eixo da rodovia L sarjeta de aterro A´ d bordo D Corte AA´ L Substituindo a equação (3.04). pode-se também considerar que: D= L β × Ι (equação 3. de acordo com a tabela 39 do Apêndice C. c = coeficiente de escoamento. m3/s/m.

Como a espessura do fluxo é pequena em relação ã largura. Pela equação da continuidade. C × i× L α2 + β2 (equação 3.08) Igualando-se então as equações (3. e como A = R. toma-se o raio hidráulico igual ao tirante d'água em conseqüência A = l x R. tomado igual ao inverso do coeficiente de rugosidade de Manning. Q = K × A × R2/3 × Ι1/2 mas.09) MT/DNIT/DPP/IPR . A = Q/V.92 × β 2/5 ( )1/5 (equação 3.Manual de Drenagem de Rodovias 177 ou. Q=A×V então. A velocidade no bordo da plataforma pela fórmula de Strickler é: V = KR 2/3 Ι 1/2 onde. tem-se: C × i × L α2 + β 2 β × 36 × 10 4 = V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 V = Ι 3/10 × K 3/5 × C 2/5 × i 2/5 × L2/5 × α 2 + β 2 166. 1/2 V 5/3 Ι = K × 5/3 ⇒ Q 2/3 = Q 5/3 V K + Ι 1/2 Q Q= V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 (equação 3.07) β × 36 × 10 4 Q = descarga no bordo da plataforma em m3/s/m.08) e isolando V. Q = onde. tem-se: Q ⎛Q⎞ Q = K× ×⎜ ⎟ V ⎝V⎠ 2/3 × Ι1/2 ou seja.07) e (3. R = A/P e K é o coeficiente de rugosidade de Strickler.

Calcula-se a contribuição da plataforma em caso de trechos superelevados. função da seção transversal da rodovia.Manual de Drenagem de Rodovias 178 A equação (3.10) 36x104 Onde: Q = vazão de contribuição em m3/s. C = coeficiente de escoamento superficial. – Cálculo da capacidade hidráulica máxima da sarjeta A capacidade máxima de vazão da sarjeta será determinada pela associação das fórmulas de Manning e da continuidade: V = 1 n R 2/3 Ι 1/2 (fórmula de Manning) Q (equação da continuidade) A V= Q= 1 n AR 2/3 Ι 1/2 (equação 3. MT/DNIT/DPP/IPR . Caso seja necessário o projeto do dispositivo. Fig. ou semiplataforma nos trechos em tangente.11) onde: Q = vazão máxima admitida na sarjeta em m3/s. pela aplicação do método racional: Q= C×i× A (equação 3. o dimensionamento hidráulico tem a seguinte sistemática apresentada a seguir: Cálculo da máxima extensão admissível – Cálculo da vazão de contribuição A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo.09) determina a velocidade do escoamento na borda da plataforma. A = área de contribuição em m2. onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro é a largura do implúvio. 66. A comparação desta velocidade com os valores limites de velocidade de erosão do material de construção do aterro na tabela 31 do Apêndice B. i = intensidade de precipitação em cm/h. definirá a necessidade ou não da sarjeta de aterro.

em m. os valores C. L são conhecidos em função da chuva de projeto. temos: C × i× d × L 1 = AR 2/3 I1/2 n 30 × 10 4 d = 36 × 10 4 AR 2/3 I1/2 (equação 3. do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia. como única variável ao longo do trecho estudado. em m2. A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR . Pela equação 7.12) C × i× L × n Na equação 3. Q= C × i× A . Igualando as equações 7 e 8. ficando I. R. 67) . de acordo com a sarjeta projetada.10) com a capacidade máxima de vazão admitida pela sarjeta (equação 3. condicionada pela capacidade máxima de sarjeta.12. que geralmente acompanha o greide da rodovia. em m/m. os valores de A. mas A = d x L (Fig. R = raio hidráulico. em m. – Cálculo do comprimento crítico da sarjeta O comprimento crítico da sarjeta será obtido igualando-se a descarga de contribuição (equação 3. O cálculo deste comprimento irá definir o espaçamento máximo entre as saídas d'água. declividade longitudinal da sarjeta. Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) (Fig . 60) 36 × 10 4 Q = C × i× d × L 36 × 10 4 onde: d = comprimento crítico a determinar.11). que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta em função da sua declividade longitudinal. I = declividade longitudinal da sarjeta. n são conhecidos. em m.Manual de Drenagem de Rodovias 179 n = coeficiente de rugosidade. i. função do tipo de revestimento da sarjeta de acordo com as tabelas 34 do Apêndice B. A = área molhada da sarjeta. L = largura do implúvio.

Manual de Drenagem de Rodovias 180 Figura 67 . conforme o item 3. 3. de forma a obter a velocidade de escoamento abaixo dos valores críticos de erosão. Esta valeta tem como objetivo captar as águas provenientes das pistas e do próprio canteiro central e conduzi-las longitudinalmente até serem captadas por caixas coletoras de bueiros de greide. reduz-se a altura da lâmina d´água. 68).2 ELEMENTOS DE PROJETO As seções transversais das valetas do canteiro central são em geral de forma triangular cujas faces têm as declividades coincidentes com os taludes do canteiro.Comprimento crítico em função da declividade longitudinal .5. 3. cujos valores são os da tabela 31 do Apêndice B.1 VALETA DO CANTEIRO CENTRAL OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Quando uma rodovia for projetada em pista dupla. Com este procedimento. Quando a velocidade de escoamento ultrapassar a máxima permissível. que pode ser calculada de acordo com a equação da continuidade deve-se usar dissipadores de energia.5. (Fig. onde as pistas são separadas por um canteiro central côncavo. torna-se necessário drená-lo superficialmente através de um dispositivo chamado de valeta do canteiro central. ou reduzir o espaçamento entre saídas d'água. isto é. MT/DNIT/DPP/IPR .5 3. ou seja.d = f(I) (dm) L2 L1 I1 I2 I (m/m) – Verificação da velocidade de escoamento A determinação do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta.10. a velocidade limite de erosão.

Situações da valeta do canteiro central Pista Esquerda Canteiro Central Pista Direita em nível Pista Direita em desnível Valeta do Canteiro Central para pistas em nível Valeta do Canteiro Central para pistas em desnível O cálculo do comprimento crítico. tem o inconveniente do alto custo de conservação.5.Manual de Drenagem de Rodovias 181 Podem ser usadas seções de forma circular. MT/DNIT/DPP/IPR . tipo meia cana. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. e formas trapezoidal ou retangular. quando ocorrer a insuficiência hidráulica das seções de forma triangular ou meia cana. Figura 68 . Valetas do canteiro central sem revestimento devem ser evitadas. Quanto ao revestimento da valeta do canteiro central. que irá determinar o posicionamento das caixas coletoras.3 para sarjeta de corte baseada na fórmula de Manning associada à equação de continuidade. apesar do excelente desempenho como função estética.4. Na execução do revestimento das valetas do canteiro central devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004. deve-se levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado. também segue a mesma metodologia apresentada para sarjeta de corte. a não ser em casos de canteiros muito largos e planos. e demais recomendações feitas para a valeta de corte. 3.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da valeta do canteiro central segue a mesma metodologia apresentada no item 2. O revestimento vegetal.

Manual de Drenagem de Rodovias 3. das características geotécnicas dos taludes. Tratando-se de cortes.6.2 ELEMENTOS DE PROJETO As descidas d'água podem ser do tipo rápido ou em degraus. devido à necessidade de saída de bueiros elevados desaguando no talude do aterro. A descida d'água. Não raramente. às valetas de banquetas quando é atingido seu comprimento crítico e em pontos baixos. as descidas d'água são necessárias visando conduzir o fluxo pelo talude até o terreno natural. desaguando no terreno natural. da necessidade da quebra de energia do fluxo d'água e dos dispositivos de amortecimento na saida. As descidas d'água também atendem. as descidas d'água têm como objetivo principal conduzir as águas das valetas quando atingem seu comprimento crítico. no caso de cortes e aterros. Posicionam-se sobre os taludes dos cortes e aterros seguindo as suas declividades e também na interseção do talude de aterro com o terreno natural nos pontos de passagem de corte-aterro. pelos taludes de corte e aterro. devidamente nivelada e protegida com o revestimento indicado para os taludes.1 DESCIDAS D'ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 182 As descidas d'água tem como objetivo conduzir as águas captadas por outros dispositivos de drenagem. do terreno natural. deve ser previsto o confinamento da descida no talude de aterro. desaguando numa caixa coletora ou na sarjeta de corte. MT/DNIT/DPP/IPR . através das saídas d'água. por se localizar em um ponto bastante vulnerável na rodovia. nos pontos baixos. principalmente nos aterros. A escolha entre um e outro tipo será função da velocidade limite do escoamento para que não provoque erosão. Assim.6. ou de pequenos talvegues. as descidas d'água conduzem as águas provenientes das sarjetas de aterro quando é atingido seu comprimento crítico. A analise técnica e econômica desse conjunto de fatores levará o projetista à escolha de uma descida do tipo rápido ou em degraus. requer que cuidados especiais sejam tomados para se evitar desníveis causados por caminhos preferenciais durante as chuvas intensas e conseqüentes erosões que podem levar ao colapso toda a estrutura.6 3. No aterro. e. 69. conforme apresentado na Fig. 3.

semicircular ou meia cana.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 69 . em calha tipo rápido ou em degraus.Descida d’água tipo rápido 183 Bacia de amortecimento A J Descida d´água A PLANTA Saída d´água x y CORTE AA Bacia de amortecimento As descidas d'agua podem ter a seção de vazão das seguintes formas: – – – retangular. o erodindo. É desaconselhável a seção de concreto em módulos. MT/DNIT/DPP/IPR . em tubos de concreto ou metálicos. de concreto ou metálica . pois a ação dinâmica do fluxo pode acarretar o descalçamento e o desjuntamento dos módulos. o que rapidamente atingiria o talude.

O dimensionamento pode ser feito por dois métodos. embora o primeiro possa ser considerado satisfatório para obras de repercussão econômica menos significativa.9 × H1.6 onde: Q = Descarga de projeto a ser conduzida pela descida d'água. Para o detalhamento dos projetos de execução deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 .3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico consiste em calcular as dimensões da descida d'água de forma que esta possa conduzir ao deságüe seguro a vazão a ela destinada por outros dispositivos de drenagem superficial. ou através da teoria hidráulica do movimento uniformemente variado. o segundo método é mais preciso. a saber: Pela fórmula empírica. Quanto à execução. em m. vê-se que: MT/DNIT/DPP/IPR . as descidas retangulares podem ser executadas no local com formas de madeira.Manual de Drenagem de Rodovias 184 No caso da utilização de módulos. L = Largura da descida d'água. – Cálculo da velocidade da água no pé da descida.6. A escolha do método depende da precisão que se queira dar aos cálculos. que representa o talude de uma seção em aterro. Q = 2.07 × L0. fixando-se o valor da largura (L) e determinando-se o valor da altura (H). as peças deverão ser assentadas sobre berço previamente construídos. em m. 3. baseada em experiências de laboratório. Método I Neste caso.70 . Evidentemente. o dimensionamento pode ser feito através da expressão empírica seguinte. H = altura média das paredes laterais da descida. Considerando a Fig. em m3/s. em calha ou degraus.

A velocidade teórica calculada acima conduz a valores acima dos valores reais. considera-se Va igual à velocidade da água na sarjeta. Método II MT/DNIT/DPP/IPR . Na prática. em virtude principalmente do aumento da seção de vazão. desconsidera-se o valor de Va e a expressão anteriormente citada toma a forma: Vb = 2gh O objetivo da determinação da velocidade no pé da descida d'água é o dimensionamento da bacia de amortecimento e/ou dissipadores de energia. Havendo necessidade de um cálculo mais preciso deve-se optar pelo segundo método. fornece: Z +P + V2 = cte 2g V2 V2 Z A + PA + = Z B + PB + 2g 2g como PA = PB = pressão atmosférica e Z A = ZB + H .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 70 . função evidentemente da velocidade limite de erosão do material de que será construída a descida. aplicado às seções A e B. esta sofre uma sensível redução quando o fluxo passa pela saída d'água. têm-se: Vb = 2 Va + 2gH Para efeito de cálculo.Elementos para cálculo da velocidade d’água no pé da descida 185 O teorema de Bernoulli. Como essa velocidade Va é teoricamente igual à velocidade da água na sarjeta de aterro.

Os cálculos conduzidos na direção errada tendem inevitavelmente a conduzir a resultado divergente do perfil do fluxo. a velocidade e a distância à origem. Io é a declividade do fundo e If. – Determinação da profundidade crítica Para descidas d'agua retangulares a profundidade crítica será determinada pela expressão: MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se: V2 V2 Io × ∆x + y 1 + α 1 = y2 + α 2 + If × ∆x 2g 2g isolando ∆x: ∆x = E 2 − E1 ∆E = (equação 3. Usando-se a fórmula de Manning.13) Io − If Io − If onde: E é a energia específica. determinando-se em cada seção a profundidade do líquido. considerar do fluxo gradualmente variado. se o regime for supercrítico deve ser conduzido para jusante. Aplicando-se o Teorema de Bernoulli às seções extremas (seção 1 e 2) . ilustra uma seção curta de uma descida de comprimento ∆x. dividindo-se a descida em curtas seções. a é o coeficiente de energia. a declividade da linha de energia ou declividade de atrito é expressa por: If = n2V 2 (equação 3.13 e os passos de cálculo são a seguir expostos: – Determinação do regime do fluxo A determinação do regime do fluxo é um fator importante. Os cálculos são executados por etapas. e admitindo-se que α1 =α 2 =α V 2 2g E = y + α Nas equações acima y é a profundidade do fluxo. 71.14) R 3/4 O método é baseado na equação 3.Manual de Drenagem de Rodovias 186 Este método consiste em determinar o perfil da linha d'água ou a curva de profundidade da água ao longo da descida. pois se o regime for subcrítico o cálculo por etapas deve ser conduzido para montante. é a declividade da linha de energia. A Fig. V é a velocidade média.

em m.Manual de Drenagem de Rodovias Q2 Y c = 0. em m. retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de y crítico. – Determinação da profundidade normal Para descidas d'água com seção retangular. em m3/s. Com o valor de W. pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade.5 onde : do .467 3 b 187 onde: y = profundidade crítica. Para descidas d'água circulares a profundidade crítica será determinada da seguinte forma: Determinar o fator de seção: Z= Q g Z =W do 2. 1 V = × R2/3 × I1/2 (Manning) o n V= Q (continuidade) A Sendo: A = L × yn e P = L + 2yn R= L × yn L + 2yn tem-se: ⎛ L × yn ⎞ ⎟ yn = ⎜ ⎜ L + 2y ⎟ n⎠ ⎝ 2/3 Q×n = 1/2 Io × L MT/DNIT/DPP/IPR . b = largura da descida d'água.é o diâmetro da seção circular. a profundidade normal do regime uniforme pode ser calculada por tentativas. Q = vazão.

retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de yn. adimensional . Io = declividade do fundo. L = largura da descida.Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água Q= n= Io= α= Yc= Yn= Y (1) Y1 Y2 Yn A (2) A1 A2 An R (3) R1 R2 Rn R2/3 (4) 4/3 R1 4/3 R2 4/3 Rn V (5) V1 V2 Vn α V 2 2g (6) E (7) E1 E2 En ∆E (8) ∆E1 ∆En If (9) If1 If2 Ifn If Io − If ∆X (12) ∆X1 ∆Xn X (13) X1 Xn (10) If1 Ifn (11) - (α V2 2g)1 (α V2 2g)2 (α V2 2g)n (Io − If )1 (Io − If )n onde: Col 1 . Para descidas d'água de seção circular a profundidade normal pode ser determinada também pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade. em m/m. em m. em m. n×Q AR2/3 = 1/2 Io Dividido por d8/3 . em m3/s. o AR 2/3 =t d8/5 o Com o valor de t.Profundidade do fluxo. Col 2 . n = coeficiente de rugosidade de Manning. em m2. correspondente à profundidade y. – Determinação do perfil da linha d'água ou curva de profundidade Para a condução dos cálculos organiza-se a seguinte tabela: Tabela 37 . MT/DNIT/DPP/IPR . Q = vazão de escoamento. em m. valores arbitrários.Área molhada.Manual de Drenagem de Rodovias 188 onde: yn = profundidade normal.

que terá o aspecto mostrado na Fig.Potência a 4/3 do raio hidráulico. este valor é obtido acumulando-se os valores da coluna 12. em m.Variação da energia específica. Col 6 . MT/DNIT/DPP/IPR . 73. Col 5 .Distância de cada seção estudada à origem. em m. da coluna 8. Desta forma.Raio hidráulico. a profundidade crítica Yc é maior que a profundidade normal Yn. em m/m.14. em m. Col 13 . obtida dividindo a vazão (Q). Col 12 . O aspecto do fluxo é como indicado na Fig.Declividade da linha de energia calculada pela equação 3. com o valor de n e os valores calculados nas colunas 4 e 5. em m/m. obtida somando-se a carga de velocidade (coluna 6) à profundidade do fluxo (coluna 1). obtida pela média dos valores da coluna 9 da mesma linha e da linha anterior. conseqüentemente. 72. calculada pela equação 3. e Yn-1. Pode-se também traçar a curva de profundidade do líquido. em m. é calculado o perfil hidráulico do fluxo na descida d'água e. isto é.Velocidade média. Convém observar que. obtida pela diferença entre o valor da coluna 7 da mesma linha e da linha anterior.Distância entre duas seções consecutivas de profundidade Yn. em m.13 ou pela divisão do valor de ∆E. Col 11 . no caso das descidas d'água.Energia específica em m. Col 7 .Manual de Drenagem de Rodovias 189 Col 3 .Média aritmética da declividade da linha de energia. e a declividade média da linha de energia. pelo valor da coluna 11. as declividades são sempre altas. Posteriormente o fluxo estará a uma profundidade menor que Yc. Col 4 . em m/m. Isso significa que a seção de controle está na entrada e conseqüentemente a água entrará na descida na profundidade crítica. Col 9 . pela área molhada (A) da coluna 2. em m/s.Diferença entre a declividade do fundo (Io). Col 8 .Carga da velocidade. a velocidade em cada seção. Col 10 . mas maior que Yn e tendendo para este valor.

0 1.0 2.2 0.0 20.0 10.0 MT/DNIT/DPP/IPR .0 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 71 .0 8.0 Altura do Fluxo em c m 3.8 0.4 0.5 0.0 16.0 6.Curvas de profundidade e velocidade do líquido Descida D´Água para Talude x:y 24.0 12.1 0 10 20 30 40 Distância à Seção Crítica em Metros Altura D´Água Velocidade Velocidade em m/s 4.Seção curta de uma descida de comprimento ∆x 190 Figura 72 .

as saídas d'água devem ser projetadas obedecendo aos seguintes critérios: a) Greide em rampa Neste caso. 74. O rebaixamento da borda deve ser controlado com rigor. MT/DNIT/DPP/IPR . portanto. nos pontos onde é atingido o comprimento crítico da sarjeta. 74 e 75 .Perfil do fluxo em descida d’água 191 3. nos pontos baixos das curvas verticais côncavas.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 73 . nos meios rodoviários também denominados de entradas d'água. junto aos acostamentos ou em alargamentos próprios para sua execução. o fluxo d'água se realiza num único sentido. Considerando sua localização. é um método eficiente de captação. São. pontilhões e viadutos e. 3.2 ELEMENTOS DE PROJETO As saídas d`água devem ter uma seção tal que permita uma rápida captação das águas que escoam pela borda da plataforma conduzindo-as às descidas d'água. são dispositivos destinados a conduzir as águas coletadas pelas sarjetas de aterro lançandoas nas descidas d'agua. nos pontos de passagem de corte para aterro.7 3.7.7. Localizam-se na borda da plataforma. conforme mostrado nas Fig. e considerado nas notas de serviço de pavimentação. algumas vezes. como esquematicamente se mostra na Fig. O rebaixamento gradativo da seção.1 SAÍDAS D`ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As saídas d'água. junto às pontes. dispositivos de transição entre as sarjetas de aterro e as descidas d'água.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 74 .Saída d’água de greide em rampa 192 MT/DNIT/DPP/IPR .

convergindo para um ponto baixo. como esquematicamente é mostrado na Fig.Saída d’água de curva vertical côncava MT/DNIT/DPP/IPR . Figura 75 . 75.Manual de Drenagem de Rodovias 193 b) Curva vertical côncava (ponto baixo) Neste caso o fluxo d'água se dá nos dois sentidos.

Para maiores esclarecimentos deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 . As chapas metálicas são moldadas no canteiro de obra e fixadas no local. Quanto ao revestimento. 74 e 75 ). K = coeficiente. y = altura do fluxo na sarjeta (m). é dado pela fórmula: L= Q K × Y × g× Y onde: L = comprimento da abertura na sarjeta ou largura da saída d'água. sem turbulências. deve ser igual a 2. MT/DNIT/DPP/IPR . 3.20 para declividades da sarjeta entre 2% e 5% (adimensional).5 vezes a largura da descida d'água. largura da saída. As saídas d'água de concreto são executadas no local conjuntamente com as descidas d'água.Manual de Drenagem de Rodovias 194 Para maiores detalhes sobre a seção das saídas d'água. B (Fig. O raio da curva da concordância entre a saída d'água e a descida d'água deve ser igual a altura H da descida. conhecidas "a priori" a largura B e a altura H da descida d'água: – – O espaçamento entre o alinhamento da sarjeta e o início da descida. através de chumbadores. correspondente à abertura da sarjeta. X. as saídas d'água podem ser de concreto com superfície lisa ou de chapas metálicas. tomado igual a 0. devem ser consultados os projetos tipo do DNIT. 74 e 75 ). g = aceleração da gravidade (m/s2). toda a água proveniente das sarjetas até as respectivas descidas d'água. função da declividade. ou seja.7. de modo a interceptar todo o seu fluxo (m). A determinação dos demais elementos constituintes da saída d'água pode ser feita como se segue.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da saída d'água consiste em determinar a largura da entrada de forma a conduzir. Q = descarga afluente pela sarjeta (m3/s). O valor de L (Figs.

quanto ao fechamento. portanto. Coletar as águas provenientes das descidas d'água de cortes. As caixas coletoras localizam-se: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte. quanto à sua função.8.8 3. nos casos em que as águas ao atingir o terreno natural possam provocar erosões.2 As caixas coletoras. – – – MT/DNIT/DPP/IPR . Nas extremidades das descidas d'água de corte. No terreno natural. ELEMENTOS DE PROJETO – – – 3. quando se deseja construir um bueiro de transposição de talvegues abaixo da cota do terreno. de sua declividade e direção. 3. coletando as águas das sarjetas de modo a conduzi-las para o bueiro. caixas de inspeção ou caixas de passagem e.1 CAIXAS COLETORAS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As caixas coletoras têm como objetivos principais: – – Coletar as águas provenientes das sarjetas e que se destinam aos bueiros de greide. permitindo sua construção abaixo do terreno natural.Manual de Drenagem de Rodovias 195 – O valor mínimo recomendado para a largura da saída d'água é de 7 vezes a largura B da descida d'água. podem ser: caixas coletoras. Permitir a inspeção dos condutos que por elas passam. Coletar as águas provenientes de áreas situadas a montante de bueiros de transposição de talvegues. conduzindo as águas para o bueiro de greide ou coletor longitudinal. ou ainda quando a um mesmo local concorre mais de um bueiro. com o objetivo de verificação de sua funcionalidade e eficiência. quando se torna necessária a condução das águas desses dispositivos para fora do corte sem a utilização das sarjetas. Possibilitar mudanças de dimensão de bueiros. sendo. inaplicável a boca convencional. podem ser com tampa ou abertas. que as levará para o deságüe apropriado.8. conduzindo-as ao dispositivo de deságüe seguro. junto ao pé do aterro. Nos pontos de passagem de cortes para aterros.

Em qualquer lugar onde se torne necessário captar as águas superficiais. sendo localizadas em pontos que possam afetar a segurança do tráfego ou se destinem a coletar águas contendo sólidos em volume apreciável e que possam obstruir os bueiros ou coletores. As caixas abertas são indicadas quando têm finalidade coletora e localizam-se em pontos que não comprometam a segurança do tráfego. As caixas de passagem localizam-se: – – Onde houver necessidade de mudanças de dimensão. direção ou cotas de instalação de um bueiro. declividade. 3. As caixas com tampa removível são indicadas quando têm a finalidade de inspeção e de passagem. em forma de grelha. A seção tipo das caixas coletoras deverá obedecer aos projetos tipos do DNIT onde são indicadas as dimensões e detalhes das tampas. Para a execução das caixas deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 026/2004 . As caixas com tampa. Nos lugares para os quais concorra mais de um bueiro.Manual de Drenagem de Rodovias 196 – – Nos canteiros centrais das rodovias com pista dupla. são indicadas quando tem a finalidade coletora. pode-se determinar a área transversal útil das caixas pela fórmula dos orifícios: A = 0. MT/DNIT/DPP/IPR .3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Embora as dimensões das caixas coletoras sejam fixadas pelas dimensões dos dispositivos para os quais estão indicadas como coletora de passagem ou inspeção.226 Q C H onde: A = Área útil da caixa.8. transferindo-as para bueiros. Nos trechos com drenos profundos com o objetivo de vistoriar seu funcionamento. em m2. As caixas de inspeção localizam-se: – – Nos locais destinados a vistoriar os condutos construídos tendo em vista verificar sua eficiência hidráulica e seu estado de conservação.

Nas rodovias de pista dupla.9 3.9. 3. conduzindo ao deságue as águas coletadas dos dispositivos de drenagem do canteiro central.Manual de Drenagem de Rodovias 197 Q = Vazão a captar. MT/DNIT/DPP/IPR . em m3/s. 3. captadas através de caixas coletoras.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos constituintes de um bueiro de greide são. Boca. em seção de corte for possível o lançamento da água coletada através de janela de corte.9. Corpo. em m. com alturas de recobrimento atendendo à resistência de compressão estabelecida para as diversas classes de tubo pela NBR-9794 da ABNT. a ser tomado igual a 0. evitando-se que as águas provenientes das sarjetas de corte deságuem no terreno natural com possibilidade de erodi-lo. 76 e 77 ). Nas seções em corte .1 BUEIROS DE GREIDE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros de greide são dispositivos destinados a conduzir para locais de deságue seguro as águas captadas pelas caixas coletoras (Figs.60. projeta-se um bueiro de greide longitudinalmente à pista até o ponto de passagem de corte-aterro. – – – Os bueiros de greide podem ser implantados transversal ou longitudinalmente ao eixo da rodovia. Nos pés das descidas d'água dos cortes. recebendo as águas das valetas de proteção de corte e/ou valetas de banquetas. Localizam-se nos seguintes pontos: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte em seção mista ou quando. Nos pontos de passagem de corte-aterro. H = Altura do fluxo. A profundidade das caixas será determinada pelas cotas de instalação dos condutos que delas partem ou chegam. quando não for possível o aumento da capacidade da sarjeta ou a utilização de abertura de janela no corte a jusante. – – – Caixas coletoras. C = Coeficiente de vazão.

sempre que possível. ao nível do terreno ou no talude de aterro. Figura 76 .3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros de greide devem ser obedecidas as seguintes recomendações: – A descarga de projeto deverá ser obtida pela soma das descargas das obras de drenagem superficial afluentes às caixas coletoras ou pelo levantamento da bacia de contribuição ao bueiro de greide. As caixas coletoras que atendem aos bueiros de greide. O corpo do bueiro de greide é constituído em geral de tubos de concreto armado ou metálicos. a cota máxima do nível d'água a montante. Tendo em vista maior facilidade de limpeza.9.80m. O bueiro de greide deve ser. A boca será construída à jusante. obedecendo às mesmas considerações formuladas para os bueiros de transposição de talvegues. observando-se sempre. embora em ocasiões especiais possa ser dimensionado com carga hidráulica a montante. o diâmetro mínimo a adotar para o bueiro de greide é de 0. Para a execução de bueiros de concreto devem ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 023/2004. por estarem posicionadas próximo às pistas. função do vulto econômico da obra.Esquema completo de um bueiro de greide em aterro – – MT/DNIT/DPP/IPR . aplicando-se o método de cálculo de descarga mais conveniente.Manual de Drenagem de Rodovias 198 As caixas coletoras poderão ser construídas de um lado da pista. dos dois lados da pista e ainda no canteiro central. 3. com muito rigor. função da altura da caixa coletora e policiando-se sempre a velocidade do fluxo a jusante. fixando-se o tempo de recorrência. dimensionado sem carga hidráulica a montante. . sendo neste caso necessário construir uma descida d'água geralmente dotada de bacia de amortecimento. são geralmente dotadas de tampa em forma de grelha.

ou dissipadores localizados. mediante a dissipação de energia. Na saída das sarjetas de corte. Dimensionamento hidráulico O dimensionamento hidráulico será função da velocidade de escoamento d`água a montante e da altura do fluxo afluente. de modo a evitar o fenômeno da erosão. MT/DNIT/DPP/IPR .10. a diminuir a velocidade da água quando esta passa de um dispositivo de drenagem superficial qualquer para o terreno natural. Elementos de projeto O projeto das bacias de amortecimento deve seguir os projetos tipos do DNIT. quer no escoamento através do dispositivo de drenagem.nos pontos de passagem de corte-aterro. reduzindo consequentemente sua velocidade. Quanto à construção.10 DISSIPADORES DE ENERGIA Dissipadores de energia. quer no deságue para o terreno natural. são dispositivos destinados a dissipar energia do fluxo d´água. Na boca de jusante dos bueiros. como o nome indica.1 Dissipadores localizados Dissipadores contínuos BACIAS DE AMORTECIMENTO Objetivo e características As bacias de amortecimento. são obras de drenagem destinadas. Os dissipadores de energia classificam-se em dois grupos: – – 3.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 77 . devem ser seguidas as especificações de serviço DNIT 022/2006 . As bacias de amortecimento serão instaladas de um modo geral nos seguintes locais: – – – No pé das descidas d´água nos aterros.Esquema completo de um bueiro de greide em corte 199 3.

o ressalto hidráulico que ocorre na bacia de amortecimento é função da variação do numero de Froude.7 e 2.0 o efeito amortecedor para o ressalto que se forma pode ser feito através de uma bacia de amortecimento horizontal lisa de concreto.1.5 e entre 4. Para o número de Froude entre 1. pois haverá apenas pequena turbulência superfície da água.7 .Número de Froude F = 1 . calculada através de experiências do BPR.4.Manual de Drenagem de Rodovias 200 Segundo experiências elaboradas pelo Bureau of Reclamation – USA. E a determinação deste ressalto hidráulico permitirá o dimensionamento do dispositivo (Fig.2.7.5 .9.5 F = 4.7 y1 V1 F = 1. não há necessidade de preocupações.0 Calcula-se o número de Froude pela expressão: F1 = V1 g × Y1 MT/DNIT/DPP/IPR .5 . Para o número de Froude até 1.5 L y2 V2 F = 2.0 F > 9.78 ).5 e 9. Figura 78 .

Figura 79 . em m. g = aceleração da gravidade.7 Descidas d´Água).Curva para levantamento do comprimento do ressalto MT/DNIT/DPP/IPR . em m/s2. baseado em experiências de laboratório do BPR. Y1 = altura do fluxo afluente à bacia. em m. e. pode ser determinada pelo gráfico da Fig. em m/s . é: Y2 1 = Y1 2 onde : Y2 = Altura do fluxo na saída. por conseguinte o comprimento da bacia de amortecimento. A longitude do ressalto. após do ressalto. A equação que determina a altura do fluxo na saída da bacia de amortecimento.Manual de Drenagem de Rodovias 201 onde : F1 = Número de Froude. V1 = velocidade do fluxo afluente à bacia. ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ 2 1 + 8F 1 ⎟ − 1 ⎟ ⎠ ⎞ Calculado o número de Froude e determinada a altura do fluxo afluente (ver item 2. Y1 e F1 = como descrito acima. calcula-se o valor de Y2 pela equação acima. 78.

que são deflectores que produzem o efeito estabilizador no ressalto. para F1 = 1. onde: Y2 = altura do fluxo na saída. em m.5 ⎜ 120 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ ` Y2 = 0. para F1 = 11 a 17 ⎜ 800 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR . cunhas e dentes. Nesse caso. em m.85 × Y 2 . ` Y2 = ⎜1. L = comprimento do ressalto. A altura da parede da bacia de amortecimento pode ser determinada através da expressão: ` H = Y2 + Z onde: H = Altura da parede.7 a 5. devem ser usadas bacias de amortecimento com guarnições. em m.5 a 11 ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜100 − 1 ⎟ × Y2 .Manual de Drenagem de Rodovias 202 Entrando-se no gráfico com o valor do número de Froude determina-se o valor de L Y2 . para F1 = 5.10 − 1 ⎟ × Y2 .10 − ⎜ ⎝ ⎛ F1 ⎞ ⎟× Y 120 ⎟ 2 ⎠ Y` Z= 2 3 Para o número de Froude até 17. podem ser usadas as seguintes fórmulas: F1 = V1 gY1 Y ⎛ 2⎞ Y 2 = 1 ⎜ 1 + 8F1 ⎟ − 1 ⎜ ⎟ 2 ⎝ ⎠ ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜1.

Esquema de um dissipador de energia É recomendável a utilização de dissipador tipo "rip-rap" na saída das bacias de amortecimento.38 Y` Z= 2 3 C = 0.5 × Y2 F1 × 0. C = Altura da soleira. deve ser adequada para a velocidade e volume d’água que sai do dissipador e as condições do leito a jusante.07Y2 onde: F1. foram definidos anteriormente. Y1. saída de bueiros. 80. justificando neste caso o projeto completo de uma bacia de amortecimento. H e L. Deve ser construído com as pedras dispostas em desordem.Manual de Drenagem de Rodovias ` H = Z + Y2 203 L= 4. Figura 80 . ver Fig. Os demais valores e melhores esclarecimentos podem ser identificados na Fig. e na saída de outros dispositivos cuja velocidade da água não comprometa seriamente o terreno natural. Y2. 80. as quais devem possuir formas irregulares e seus diâmetros MT/DNIT/DPP/IPR . g. A extensão do “rip-rap”. V1.

5 2. o diâmetro corrigido pode ser obtido pela expressão : Kw = 1.0 4.Manual de Drenagem de Rodovias 204 resultam de um cálculo determinado pelas curvas da Fig.0 2. K = diâmetro da pedra obtido do gráfico.64k w −1 Onde: Kw = diâmetro da pedra a ser usada.05 1.20 Diâmetro Esférico Equivalente da Pedra.15 0.60 0.5 1.5 4. 81 é para pedras com peso específico de 2. afim de que permaneçam estáveis. em metros. 81.0 1.64g/cm3.45 0.5 6.Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap” 7.0 6.0 3. em Metros MT/DNIT/DPP/IPR .5 1:1 Para Pedra Pesada 2.30 0. em cm. determina-se o diâmetro esférico equivalente da pedra. w = peso específico da pedra de diâmetro Kw.90 1.5 5. O diâmetro da pedra (K) obtido na Fig.5 3.75 0.0 0. Entrando no gráfico com a velocidade de saída da água do dispositivo a montante e com a inclinação longitudinal do terreno de jusante.0 12:1 4:1 3:1 2:1 11/2 :1 Velocidade (Vs) em Metros por Segundo 5. em cm. em g/cm3 Figura 81 .64 g/cm 3 0. Para pedras com outro peso específico.5 7.

MT/DNIT/DPP/IPR .075m 0.075 0.Manual de Drenagem de Rodovias 3. Localizam-se em geral nas descidas d´água. de forma que a água precipitada sobre a plataforma seja conduzida pelo talude. portanto.11.1 ESCALONAMENTO DE TALUDES OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O escalonamento de taludes tem como objetivo evitar que as águas precipitadas sobre a plataforma e sobre os taludes. de modo a evitar o fenômeno da erosão em locais que possa comprometer a estabilidade do corpo estradal.Dissipador contínuo ao longo de aterro 0. não o afetando (Fig. 82). de forma contínua. Elementos de projeto O dissipador contínuo utilizado ao longo do aterro deve ser construído com uma camada de concreto de aproximadamente 0.10m CONCRETO DE Fck ≥ 15 Mpa 9.através do escoamento superficial.50m de largura com espessura de 0.35m BRITA 0. Figura 82 . e ao longo do aterro.50m 0. devem ser seguidos os projetos tipos do DNIT. sem criar preferências e.5cm (ver Fig. Quanto à construção devem ser seguidas as Especificações de serviço DNIT 022/2004 . 8261).2 DISSIPADORES CONTÍNUOS 205 Objetivo e características O dissipador contínuo tem como objetivo.10 m. de acabamento áspero obtido com o assentamento em disposição irregular de pedras de dimensões aproximadas de 7. Para o projeto do dissipador contínuo tipo degraus .10. uma velocidade acima dos limites de erosão dos materiais que os compõe. atinjam. na forma de degraus . diminuir a velocidade da água continuamente ao longo de seu percurso.0 3.075 0.11 3. mediante a dissipação de energia.

de acordo com a tabela 26 do Apêndice B.Manual de Drenagem de Rodovias 206 As banquetas neste caso são providas de dispositivos de captação das águas. o coeficiente de rugosidade de Strickler. sarjetas de banqueta. os coeficientes de escoamento do talude e da plataforma. 83 e 84 .11. 3. b) Se houver sarjeta de aterro. para o primeiro escalonamento de aterro. deve-se observar dois casos: a) Se a rodovia não é provida de sarjeta de aterro. Figura 83 .Bacia de contribuição da plataforma MT/DNIT/DPP/IPR . O dimensionamento consiste em calcular a altura máxima entre a borda do acostamento e a primeira banqueta. Para efeito do desenvolvimento dos cálculos podem-se considerar as Figs.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos de projeto necessários ao cálculo do escalonamento são: a intensidade de precipitação. a declividade transversal e longitudinal da plataforma e a velocidade admissível de erosão do talude. contribuem as águas que se precipitam sobre a plataforma e sobre o talude de aterro. os procedimentos para os cálculos do primeiro escalonamento de aterro são semelhantes ao cálculo para os demais escalonamentos em aterro e em corte.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento da altura máxima entre banquetas. 3. de modo que a velocidade de escoamento seja inferior à de erosão do talude. a largura da plataforma. Cálculo do primeiro escalonamento de aterro Para o primeiro escalonamento. há a necessidade de considerar nos cálculos a contribuição da plataforma. que conduzirão as águas ao deságue seguro.11. o parâmetro definidor da declividade do talude.

Parâmetros no escalonamento do talude 207 Onde: L = largura da plataforma que contribui para o escoamento no talude. a = parâmetro definidor da declividade do talude. I = declividade da reta de maior aclive. m3/s. qp= descarga do talude no ponto B. i = intensidade de precipitação. mm/min. m3/s. A = área de contribuição. b = projeção horizontal do talude. Q = descarga total no ponto B. q = descarga da plataforma no ponto P. MT/DNIT/DPP/IPR . β = declividade transversal da plataforma. m/m (média pista + acostamento) . C1 = coeficiente de escoamento da plataforma.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 84 . H = altura máxima do primeiro escalonamento. C2 = coeficiente de escoamento do talude. α = declividade longitudinal da rodovia. m2. m3/s. K = coeficiente de rugosidade de Strickler. igual ao inverso do coeficiente de Manning. m/m.

84 ) Pelo método racional C ×i× A qB = 2 6 × 104 onde. Tendo em vista as equações apresentadas no item 3. 83 . Q . onde: C × i × H× a qB = 2 6 × 104 – Cálculo da descarga total em B. qB.3 : tem-se: D= β L × I (equação 3.15) A= β L × I ou. A = b x 1.Manual de Drenagem de Rodovias 208 D = projeção horizontal da reta de maior aclive.15) – Cálculo da descarga em P (qp) Aplicando o método racional. ou A = H x a. ou de acordo com a equação (3. (Fiq.17) Por outro lado. C ×i× A qp = 1 6 × 104 Como A = D x 1.4. 84 . pela fórmula de Strickler. Pela Fig. MT/DNIT/DPP/IPR . Fig. QB = qp + qB (equação 3. por semelhança de triângulos.16) β × 6 × 104 – Cálculo da descarga em B devido a contribuição do talude. tem-se: H/1 = b/a e considerando a faixa unitária de contribuição. qp = β × 6 × 104 C1 × i × L × I ou de acordo com a equação I = α 2 + β 2 C ×i×L α 2 × β 2 qp = 1 (equação 3. (Fig. V = K × R2/3 × i1/2 o Pela equação da continuidade. 84 ). a velocidade em B.

pode-se considerar a Fig.5 C ×L × α 2 + β 2 Va × 6 × 104 − 1 C2 × a × β C2 × i × a0. (parâmetro definidor da declividade do talude). de modo que a velocidade da água precipitada chegue a seu pé com valor abaixo do limite de erosão.18) K 3/2 – Cálculo da altura do 1° escalonamento em aterro.velocidade admissível de erosão do material do talude. MT/DNIT/DPP/IPR . 85 64. io = 1/a. V = Va .5 onde. de acordo com a tabela 31 do Apêndice B.Manual de Drenagem de Rodovias 209 QB = A x V.17) 2 2 C × i × H× a V 5/2 × a3/4 C1 × i × L × α + β = + 2 β × 6 ×104 6 × 104 K 3/2 Explicitando o valor de H: H= 2. sem necessidade de escalonamento. pois a espessura do fluxo é pequena em relação a largura. Para a determinação da altura máxima de aterro ou corte.25 × K1. igual portanto ao raio hidráulico. Cálculo dos demais escalonamentos em aterro e corte. têm-se: ⎛Q ⎞ V = K×⎜ B ⎟ ⎜ V ⎟ ⎠ ⎝ 2/3 ⎛ 1⎞ ×⎜ ⎟ ⎜a⎟ ⎝ ⎠ 1/2 QB = V 5/2 × a3/4 (equação 3. onde A = 1 x R. Fazendo as substituições na equação (3.

R = A e io = 1 a Tem-se: q 2/3 11/2 V =K× c × v a ou seja. por metro de largura.20) K3/2 Igualando as equações (3. pela fórmula de Strickler.Escalonamento de aterro: altura máxima 210 H 1 a ac C – Cálculo da descarga em C (qC) Aplicando o método racional.20). C2 × i × H× a 6 ×104 = V5/2 × a3/4 K3/2 MT/DNIT/DPP/IPR .19) e (3. qc = V5/2 × a3/4 (equação 3.19) A velocidade em C. será: qc = C2 × i × A 6 × 104 Como: A = H× a × L qc = C2 × i× H × a 6 × 10 4 (equação 3.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 85 . V = K × R 2/3 × i1/2 o Considerando que qc = A × V . a vazão qC.

25 × K1.Corta-Rio curso d´água natural IA R ODOV corta .12.5 Va × 6 × 104 C2 × i × a0. obrigando a construção de sucessivas obras de transposição de talvegues.1 CORTA-RIOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os corta-rios são canais de desvio abertos com a finalidade de: (Fig. Afastar as águas que ao serpentear em torno da diretriz da estrada. Figura 86 . que será máximo quando a velocidade V for a admissível (Va).Manual de Drenagem de Rodovias 211 e explicitando o valor de H. – – – Evitar que um curso d'água existente interfira com a diretriz da rodovia. 86 ).rio MT/DNIT/DPP/IPR . 3.12 3. Melhorar a diretriz da rodovia. resulta: H= 2. sem a parcela correspondente à vazão proveniente da plataforma da rodovia. coloquem em risco a estabilidade dos aterros. isto é.5 Esta fórmula nada mais é do que a fórmula do item anterior sem o subtraendo do 2º membro.

R = Raio hidráulico. o revestimento adotado. 3.12. quando for o caso. I = Declividade do canal. constando de plantas amarradas ao projeto da rodovia e em escala conveniente. MT/DNIT/DPP/IPR . em m3/s. V = Velocidade de escoamento. A = Área molhada. em m/m. com a mesma referência seções transversais típicas com indicação dos taludes laterais de acordo com a natureza do solo e detalhando. projeto vertical. projeto horizontal. memória de cálculo.Manual de Drenagem de Rodovias 3.2 ELEMENTOS DE PROJETO 212 O projeto de corta-rio deverá constar de: – – – – – levantamento topográfico da área. n = Coeficiente de rugosidade (adimensional) Equação da continuidade Q=A×V onde: Q = Vazão admissível. em m2.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico dos corta-rios pode ser feito pela fórmula de Manning associada à equação da continuidade: Fórmula de Manning 1 V = × R2/3 × I1/2 n onde: V = Velocidade de escoamento.12. e a construção das obras necessárias para substituí-lo. em m. No projeto do corta-rio deverá sempre haver um comparativo econômico entre a construção deste. constando do perfil longitudinal altimétrica do projeto da rodovia. em m/s. em m/s.

calculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção. Determina-se pelo projeto vertical a declividade do corta-rio. D= T A Sendo: A = Área da seção transversal do canal.00: Movimento subcrítico MT/DNIT/DPP/IPR . geralmente a largura. T = Largura da superfície livre do canal em m. Aplicando-se a fórmula de Manning e a equação da continuidade determina-se a velocidade e a vazão admissível no canal. Através de tentativas atribuem-se valores para a altura (h).tendo em vista o tipo de revestimento escolhido.00: Movimento crítico. A comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura (h). F < 1. Pode-se verificar o regime do fluxo no canal através do número de Froude: F= V gD – – – – – – – Onde: V = Velocidade média do fluxo. e conseqüentemente o coeficiente de rugosidade n (tabelas 27 e 28 do Apêndice B) .00: Movimento supercrítico. Se: F > 1. g = Aceleração da gravidade. F = 1. A comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto. Fixa-se o tipo de seção a ser adotada e uma de suas dimensões. determinando-se a altura no dimensionamento. em m/s. em m/s2.Manual de Drenagem de Rodovias 213 A sequência de cálculo para o dimensionamento do corta-rio é: – Determina-se a descarga de projeto do curso d'água afluente para um tempo de recorrência compatível com o custo econômico da obra através de um método de cálcuIo apropriado. Fixa-se a velocidade máxima admissível. em m2.

pois a consideração do empuxo pleno leva a projetos mais robustos.13. Para alturas maiores que 2.00m. O efeito da água em contato com a estrutura é apreciável. Em alguns casos. devido a dificuldades executivas ou falta de materiais drenantes. ou antieconômica. nas proximidades da obra.13 3. distância vertical do topo do canal à superfície da água na condição de projeto. pela fórmula: Sendo: d = Altura do canal. do posicionamento e características dos elementos drenantes.1 DRENAGEM DE ALÍVIO DE MUROS DE ARRIMO OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS A drenagem interna de estruturas de arrimo tem por objetivo aliviar as pressões hidrostáticas e hidrodinâmicas do lençol d'água porventura existente no maciço a ser arrimado. O nível d'água no maciço e a vazão d'água a ser percolada através do sistema de drenagem são elementos vitais para o projeto da drenagem.13.Manual de Drenagem de Rodovias 214 – f = 0. pode ser mais econômico omitir-se a drenagem e projetar-se o muro considerando o empuxo hidrostático adicional. O posicionamento dos elementos drenantes é crucial para o desempenho e o cálculo dos esforços atuantes na obra. as condições geométricas e de estabilidade durante a construção determinam o tipo e posicionamento da drenagem. chegando a dobrar o empuxo calculado para o solo sem água . MT/DNIT/DPP/IPR . pois os esforços transmitidos à obra dependem. O sistema de drenagem serve ainda para captar possíveis infiltrações devidas a rupturas em canalizações de serviços públicos. a ausência de drenagem passa a ser perigosa caso o efeito da água não seja considerado. 3. 3. Por sua vez. em grau elevado.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico do sistema de drenagem está intimamente associado ao projeto do muro. Para muros de arrimo com menos de 2. em cm. de modo a diminuir o empuxo total sobre ela .00m de altura. com maior consumo de materiais. causa comum de colapso de obras de arrimo em áreas urbanas. a drenagem é geralmente feita ao longo da face vertical do muro.2d Determina-se a borda livre do canal.

87a e 87c pode-se ignorar as pressões da água no contato com a parede e no plano de ruptura. como indicado nas Figs. Essa permeabilidade pode ser obtida por meio de ensaios de infiltração "in-situ". a execução de drenagem inadequada. é causa de muitos insucessos em obras de arrimo. ou. de modo a não haver carregamento de finos do interior da massa de solo. A espessura mínima do dreno pode ser calculada. calculadas com auxílio de uma rede de fluxo. mas na maioria das vezes. as pressões devidas à água. imporão a espessura mínima a ser executada. deverão ser consideradas no cálculo de estabilidade. Para o cálculo da vazão que o sistema de drenagem deverá comportar.Manual de Drenagem de Rodovias 215 Com drenagem inclinada. 87b e 87d. Como regra geral. detalhados no Boletim 04 da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental . Sérias erosões internas. Nestes casos. outras disposições no sistema de drenagem poderão ser adotadas. a permeabilidade do material de drenagem deve ser pelo menos 100 (cem) vezes maior que a permeabilidade do solo a ser drenado.Como material drenante também podem ser utilizados tubos dreno plásticos. geralmente maior que a obtida por cálculo. sem obedecer a critérios de filtro ou sem capacidade para escoar a vazão real do solo. A falta de drenagem. A não obediência àobservância dessa regra é fator de muitos insucessos. é essencial que se conheça a permeabilidade do maciço a drenar. especialmente no caso de cortinas ancoradas em solos com predominância siltosa. Onde as condições geométricas e de estabilidade durante a construção não o permitam. por razões práticas de ordem construtiva. O sistema de drenagem deve obedecer às regras usuais de materiais filtrantes.ABGE (1996). Deve-se dar preferência ao uso de materiais granulares de comprovada permeabilidade e com granulometria adequada. terminando em colapso de estradas ou do terreno a montante. MT/DNIT/DPP/IPR . como mostrado nas Figs. são freqüentes.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 87 .Esquemas de drenos em muros de arrimo 216 porosos MT/DNIT/DPP/IPR .

seixos rolados. apresentando métodos executivos e fornecendo os elementos necessários a uma boa execução dos serviços. e no proposto no Anexo deste Manual. misturas de solo. lavados e peneirados e pedras britadas. o comprimento do muro e a capacidade de vazão do dreno atestada pelo fabricante. As camadas drenantes podem ser substituídas por tubos-dreno de plástico perfurados. de acordo com o métodos constantes na literatura. 3.14 ELEMENTOS GEOMÉTRICOS PARA SEÇÕES CIRCULARES DE CANAIS do = diâmetro y = profundidade do fluxo A = área molhada P = perímetro molhado R = raio hidráulico T = largura do topo D = profundidade hidráulica A = A D = fator de seção para cálculo do fluxo crítico MT/DNIT/DPP/IPR . entre outros. nas recomendações dos fabricantes.Manual de Drenagem de Rodovias 217 Um projeto de obra de contenção deve necessariamente enfatizar os detalhes de drenagem. Materiais comumente utilizados são as mantas geotêxteis. deve-se levar em conta a contribuição que o dreno recebe por metro linear. pedriscos. O envelope deve seguir os critérios de proteção contra a erosão do solo e deve ser escolhido em função do tipo de solo ou aterro através das curvas granulométricas. areias grossas. devendo ser o seu uso objeto de uma análise técnico-econômica em função de suas facilidades de instalação e características de desempenho em confronto com eventuais dificuldades de instalação e não disponibilidade dos materiais granulares filtrantes. de forma a tentar atingir o melhor desempenho. revestidos por envelope apropriado. Para cálculo do diâmetro do tubo. a declividade do tubo. O dimensionamento do geotêxtil tem que ser criterioso. A substituição de camadas de materiais granulares filtrantes por materiais sintéticos (geotêxteis) é possível.

2661 1.2167 0.0031 0.39 0.1259 0.1844 0.2074 0.1696 0.0301 0.09 0.0217 0.1152 1.4510 0.1097 0.0326 0.0534 0.2084 0.1298 0.8879 0.17 0.37 0.3727 0.0409 0.2500 0.0813 0.7513 0.0418 0.13 0.2260 0.1118 0.0378 0.0427 0.0472 1.0053 0.0497 0.27 0.3828 0.0892 0.3627 0.2736 0.4028 0.1252 0.2142 0.2242 0.0668 0.9474 0.6094 0.8773 0.9950 0.1245 0.0955 0.0695 0.0270 0.0147 0.35 0.1682 0.20 0.0336 0.48 0.0822 0.9992 0.0542 0.0739 0.0247 0.0242 0.2162 0.0013 0.0015 0.9968 0.9837 0.24 0.9708 0.0040 0.1348 0.2568 0.0862 0.21 0.0027 0.1982 0.7075 0.4027 0.0239 1.15 0.9902 0.38 0.9521 0.8763 0.3284 1.2838 0.1416 0.2908 0.2822 0.5308 1.1178 0.9330 0.0646 0.1535 0.0066 0.6258 0.0132 0.0600 0.2531 0.3172 0.0610 0.2642 0. 5 0.0981 0.52 A d 2 o P do 0.2650 AR 3 do 3 0.19 0.0929 0.36 0.0701 1.2355 0.1364 0.0369 0.0179 0.7684 0.8660 0.1505 0.Manual de Drenagem de Rodovias 218 Tabela 38 .1152 0.4101 1.3634 0.9998 1.41 0.0009 0.0921 0.2870 1.03 0.01 0.1978 0.0754 0.7377 0.0003 1.3527 0.3898 1.0635 0.0002 0.0039 0.4359 0.0549 0.2294 0.1546 0.0129 0.9798 0.1528 0.1614 0.2366 0.33 0.42 0.1664 8 0.4949 0.1241 0.1755 0.1449 0.28 0.1147 0.2400 0.0173 0.6761 0.1711 0.2239 1.2451 1.4130 Z do 2 .06 0.2652 0.2220 0.1801 0.7332 0.0406 0.7954 0.3262 0.0000 0.3428 0.2434 0.10 0.9075 0.4706 1.2275 0.6000 0.9600 0.14 0.1926 0.1100 0.45 0.02 0.4750 0.0202 0.1927 0.0690 0.9764 1.4907 1.3412 0.1558 0.0986 0.5426 0.0776 0.12 0.9992 D do 0.7670 0.29 0.1312 0.0095 0.47 0.0536 0.1516 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais 2 y do 0.49 0.3352 0.0153 0.1800 0.1281 0.9250 0.2934 0.1566 0.3229 0.9539 0.1453 0.0470 0.1107 0.05 0.2003 0.9871 0.3538 0.1593 1.2242 0.1935 0.3730 0.0811 0.2450 0.0238 0.5355 0.0087 0.1603 0.0359 0.4303 1.1050 0.2800 0.0909 0.2836 0.25 0.8500 0.5103 0.3082 0.1472 0.9020 0.0394 0.3694 1.9982 0.04 0.0736 0.1324 0.32 0.4027 0.2102 0.2553 0.0066 0.1850 0.1039 0.5908 1.1610 0.0682 0.0650 0.0107 0.3032 0.1622 0.08 0.9998 0.0961 0.9755 0.0574 0.2331 0.0131 0.0113 0.0005 0.51 0.0010 0.8230 0.43 0.8285 0.34 0.0069 0.0513 0.07 0.1034 0.1044 0.1466 0.9273 0.0928 1.0597 0.23 0.0752 0.5508 1.0220 0.1990 0.0037 0.0022 0.2004 0.3919 0.2098 0.1106 0.6108 R do 0.3827 0.0152 0.3482 0.5724 0.9165 0.6940 0.8542 0.5708 1.9404 0.1890 0.0294 0.1662 0.3490 1.0004 0.1206 0.6726 0.1761 0.2186 0.0304 0.0864 0.0460 0.1848 0.1398 0.0820 0.1810 1.1365 0.3078 1.0001 0.9928 0.3927 0.0339 0.5735 0.0751 0.3928 0.8000 0.2181 0.26 0.2020 0.2011 0.0052 0.0350 0.2025 1.3328 0.7141 0.1381 0.44 0.9656 0.7846 0.0017 0.8146 0.16 0.0196 0.4127 MT/DNIT/DPP/IPR .0079 0.0885 0.40 0.1373 1.2061 0.8417 0.0612 0.11 0.4505 1.0197 0.3446 0.0464 0.1401 0.0273 0.0000 0.0697 0.2257 0.0268 0.0964 0.0503 0.1172 0.8980 0.0333 0.1042 0.0571 0.1020 0.6435 0.1623 0.3132 0.1196 0.0805 0.1774 0.0069 0.2739 0.0105 0.1891 0.30 0.1452 0.0192 0.2561 T do 0.2404 0.0871 0.2366 0.0134 0.6499 0.2467 0.0474 0.1199 0.2459 0.46 0.2994 0.1709 0.2546 0.18 0.1310 0.31 0.22 0.50 0.0262 0.0065 0.0451 0.2486 0.5108 1.

2899 0.5948 0.3336 0.7934 2.79 0.2395 2.2092 0.53 0.9928 0.5308 0.5804 0.2984 0.7296 0.2748 0.5964 0.7445 0.5681 2.9656 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais (Continuação) y do 0.4066 0.7254 0.4831 0.7854 MT/DNIT/DPP/IPR .3158 0.6467 2.6969 0.1878 0.3240 0.6096 0.2980 0.7560 0.1752 1.9250 0.2950 0.3117 8 2 0.7841 0.2776 0.63 0.5695 0.2917 0.5554 ∞ AR 3 do 3 0.2916 2.3291 0.8686 0.56 0.7307 0.68 0.2252 0.6489 0.5687 0.9823 2.2860 0.93 0.6509 1.2408 1.85 0.4786 0.6231 0.8578 2.7662 0.6250 0.9539 0.6347 0.7098 0.3322 0.9177 1.1800 1.3017 0.2041 0.6655 0.3212 0.72 0.4981 2.9600 0.64 0.6707 0.6742 0.1895 2.6408 0.6893 0.98 0.8285 0.6143 0.60 0.4309 0.5115 0.6011 0.0488 2.5404 0.2703 0.8338 1.5724 0.4822 0.94 0.82 0.3008 0.3345 0.3110 1.8000 0.2820 2.2848 0.3151 0.7707 0.2935 0.2649 0.6054 0.80 0.3830 0.9871 0.7389 2.7320 0.65 0.8420 0.2922 0.2653 0.4526 0.3037 0.57 0.7498 0.0714 2.9404 0.9412 3.6736 0.3038 0.2797 0.3008 0.3307 0.4188 0.3484 0.2996 0.7113 1.88 0.7934 0.5850 0.8586 0.5322 2.9725 1.3042 0.7684 0.4558 0.4655 2.7816 0.9474 0.4902 0.3264 0.6572 0.66 0.71 0.0784 1.3006 0.1416 R do 0.8660 0.2199 0.5666 0.6726 0.99 1.7115 0.84 0.9165 0.6061 2.6573 0.9755 0.2735 0.2510 0.3118 0.4750 0.3026 0.4038 2.6940 0.5426 0.91 0.8965 1.3051 0.7710 0.61 0.5270 0.2753 0.74 0.9964 1.7504 0.4723 0.8016 0.9950 0.9798 0.4566 0.3082 0.0264 2.81 0.7749 0.7518 1.1176 2.3041 0.9982 0.69 0.6911 1.5022 0.58 0.8970 0.3044 0.73 0.5594 0.3286 0.3032 0.'3043 0.5530 0.4426 0.4227 0.4341 2.2969 0.1825 0.5398 0.2962 0.2881 0.4327 0.5103 0.3932 1.59 0.3050 1.7332 0.4964 0.96 0.70 0.9968 0.87 0.3412 0.4448 0.6318 0.6524 0.8417 0.5212 0.67 0. 5 0.2963 0.2500 0.3945 0.2620 0.2896 0.3560 0.2143 2.5392 0.9902 0.5100 0.2949 0.6815 0.7612 0.4234 0.3350 0.9606 0.2794 0.1412 2.4920 0.4918 1.2146 0.2973 0.2800 0.7380 0.3017 0.77 0.3025 0.2728 0.1987 0.9075 0.9708 0.2787 0.6499 0.3919 0.3353 0.7315 1.89 0.3710 0.83 0.8285 0.2830 0.2500 T do 0.8132 1.9276 0.2880 0.8542 0.00 219 A d 2 o P do 1.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 38 .8917 0.8879 0.1772 0.4359 0.2407 0.5018 0.5144 0.2653 2.8170 0.3373 0.9330 0.0242 1.9837 0.78 0.2676 0.7785 0.95 0.0354 1.90 0.8980 0.2665 0.7141 0.7104 0.75 0.3186 2.1933 0.0042 2.1264 1.2995 0.0888 1.4670 0.0944 2.6897 0.4437 0.2840 0.1990 0.2839 0.3349 0.7682 1.6000 0.2930 0.6918 0.9770 2.86 0.54 0.2751 0.4340 0.2358 0.97 0.6404 0.9400 ∞ Z do 2 .6308 1.3462 2.3182 0.8773 0.7846 0.3248 0.5540 0.2702 0.4694 0.3040 0.7926 1.2302 0.6177 0.92 0.6906 2.7722 1.0000 D do 0.7754 0.6710 1.7513 0.3340 0.6130 1.1715 0.76 0.8546 1.2460 0.6258 0.2944 0.7916 3.3324 0.8146 0.1652 2.8755 1.7186 0.3746 2.7528 0.3045 0.62 0.9292 0.5248 0.2818 0.55 0.3033 0.7043 0.9391 1.5872 0.2591 0.4625 0.2608 0.9606 1.3263 0.5499 0.2864 0.5780 0.

80 – 0.40 0.65 0.10 – 0.40 – 0.0 a 2.04 0.60 0.50 – 0.10 – 0.Manual de Drenagem de Rodovias 220 Tabela 39 .5 a 5.005 a 0.95 0.0 2.70 – 0.005 menor que 0.5 2.2 a 0.40 0.5 1.0 a 2.0 0.40 – 0.0 0.10 – 0.0 a 7.15 – 0.Coeficientes de condutividade hidráulica (k) Tipo de material granulometria (cm) K (cm/s) Brita 5 Brita 4 Brita 3 Brita 2 Brita 1 Brita 0 Areia Grossa Areia Fina Silte Argila 7.70 0.30 Tabela 40 .0 5.5 a 1.25 0.5 0.5 a 10.30 0.Coeficientes de escoamento superficial Características da superfície Coeficiente de escoamento Revestimento de concreto de cimento portland Revestimento betuminoso Revestimento primário Solos sem revestimento com baixa permeabilidade Solos sem revestimento com permeabilidade moderada Taludes gramados Prados e campinas Áreas florestais Terrenos cultivados em zonas altas Terrenos cultivados em vales 0.90 0.10 – 0.0005 100 80 45 25 15 5 1 x 10-1 1 x 10-3 1 x 10-5 1 x 10-8 MT/DNIT/DPP/IPR .0005 a 0.

Manual de Drenagem de Rodovias 221 4 – DRENAGEM DO PAVIMENTO MT/DNIT/DPP/IPR .

.

se não forem adotadas dispositivo especial para drená-las. indicada sua localização nos pontos MT/DNIT/DPP/IPR . com a finalidade de drenar as águas infiltradas para fora da pista de rolamento. Drenos rasos longitudinais . quando atingida sua capacidade de vazão. Drenos laterais de base . sendo. Essas águas. inclusive base e sub-base. os drenos transversais e os drenos laterais de base. essa drenagem se faz necessária.Manual de Drenagem de Rodovias 4 DRENAGEM DO PAVIMENTO 223 O avanço da técnica da drenagem dos pavimentos tem sido grande nas últimas décadas e os técnicos vem reconhecendo cada vez mais a sua importância. no caso de índices pluviométricos inferiores aos citados. Essas infiltrações podem ocorrer para a situação de chuvas de duração de 1 (uma) hora e tempo de recorrência de 1 (um) ano. podem causar sérios danos à estrutura do pavimento. aliviadas pelos drenos laterais e transversais que recebem as águas por ele transportadas. obtendo-se coeficientes de infiltrações inferiores. à medida que se consiga melhorar as condições de vedação da superfície dos pavimentos. de um modo geral. nas regiões onde anualmente se verifica uma altura pluviométrica maior do que 1. 4.são drenos que tem a função de recolher as águas que se infiltram na camada de base. que atravessam os revestimentos numa taxa variando de 33 a 50 % nos pavimentos com revestimentos asfálticos e de 50 a 67 % nos pavimentos de concreto cimento.500 milímetros e nas estradas com um TMD de 500 veículos comerciais. usualmente. Camada drenante . no Brasil. Os dispositivos usados são a base drenante e os drenos rasos longitudinais. segundo pesquisa realizada.são os drenos posicionados transversalmente à pista de rolamento em toda a largura da plataforma. De um modo geral. encaminhando-as para fora da plataforma.1 OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo dessa técnica é defender o pavimento das águas que possam danificá-lo. não obstante sejam recomendados. com granulometria apropriada colocada logo abaixo do revestimento.são drenos que recebem as águas drenadas pela camada drenante. conduzindo-as para fora da faixa estradal. sendo usualmente utilizados nas situações em que o material da base dos acostamentos apresenta baixa permeabilidade. Drenos transversais .é uma camada de material granular. Essas águas. seja ele asfáltico ou de concreto de cimento. são de duas procedências: infiltrações diretas das precipitações pluviométricas e provenientes de lençóis d'água subterrâneos.

ou em outros locais onde se necessitar drenar as bases permeáveis.Camada drenante Figura 89 .Camada drenante conectada a dreno profundo MT/DNIT/DPP/IPR . localizam-se entre o revestimento e a base e se estendem até os drenos rasos longitudinais ou as bordas livres. provenientes das precipitações pluviométricas. tendo em vista que as águas oriundas dos lençóis subterrâneos são abordadas no capítulo 5 deste Manual. 4. Figura 88 .Manual de Drenagem de Rodovias 224 baixos das curvas côncavas. As Figs. se infiltram no pavimento. sendo que a segunda é utilizada nos casos em que é possível conectar com os drenos profundos. em relação aos demais elementos do pavimento. caso existentes.2 CAMADA DRENANTE As bases drenantes. como já foi dito. 88 e 89 mostram a posição em que são colocadas. Será tratada neste capítulo a drenagem dos pavimentos devido às águas que.

2. de modo a manter a permeabilidade elevada. britados ou não. Materiais usados De um modo geral. por exemplo: 11/4" à 3 4" . Nesse desenho verifica-se Figura 90 . 90. A experiência tem recomendado algumas curvas para agregados de graduação que estão reproduzidas na Fig.1 ELEMENTOS DO PROJETO 225 Dimensões Suas espessuras variam de acordo com as condições pluviométricas das regiões onde se situam e são fixadas pelas necessidades hidráulicas de drenagem das rodovias. As faixas usadas. exigem um afastamento relativamente pequeno entre os tamanhos máximos e mínimos.etc. 3 8" à 1 8" .Curvas para agregados de graduação MT/DNIT/DPP/IPR . de graduação aberta..Manual de Drenagem de Rodovias 4. os materiais usados nas bases drenantes são agregados de rocha sadia.

de vez que a compactação pode fazer variar o tamanho dos agregados e. conseqüentemente. intrusão de finos e comprometimento da capacidade drenante (Figura 91c e 91d ). Entre os drenos rasos longitudinais. poderão ter suas condutividades hidráulicas extremamente reduzidas. É recomendável.Manual de Drenagem de Rodovias que as cinco granulometrias recomendadas se situam entre os diâmetros de: 1 1 " 1 2 1 " 2 226 e 1”. e nº 4. uma sub-base.1cm/s para a faixa dos de menores dimensões. de intercalar materiais que se constituam em filtro-separador para evitar sua mistura e comprometimento da capacidade drenante (Figuras 91a e 91b ). com amostras tiradas da própria camada drenante. Materiais contendo porcentagem de silte e argila. A condutividade hidráulica dessas faixas é avaliada pelos respectivos coeficientes de condutividade hidráulica que variam de k = 42cm/s para a faixa dos agregados de maior tamanho a k = 2. 8 8 e nº 4 e nº 8. comuns no Brasil. provenientes do subleito. deve-se ter o mesmo cuidado em se dispor de elementos filtros-separadores para evitar mistura. Para os elementos filtros-separadores pode-se utilizar materiais granulares adequados ou materiais sintéticos (geotêxteis). influir na alteração das citadas características. para proteger a base drenante da intrusão de materiais finos que possam obstruir os poros da camada drenante. Nos casos de subleitos argilosos. Entre as camadas drenantes (bases e sub-bases) e entre as camadas drenantes e o subleito deve-se ter o cuidado. um pequeno decréscimo da condutividade hidráulica. ex: solo do sub-leito. 3" 4 e 3" 3" . tanto para a granulometria como para a condutividade hidráulica. se as granulometrias não forem adequadas. pelo menos. A presença de materiais finos nos agregados reduzem sobremodo sua condutividade hidráulica. quando compactadas nos limites necessários às exigências estruturais. ou. valores amplamente satisfatórios. há sempre necessidade de uma base de valor estrutural sob a base drenante. mesmo reduzidas. Recomenda-se que as características dos agregados usados sejam controladas durante os trabalhos de construção. por motivos estruturais. Observa-se neste caso que se verifica apenas. drenos laterais de base e drenos transversais. misturar pequenas quantidades de asfalto na ordem de 2% aos agregados. depois de compactada. que envolvam contatos com seu material de enchimento e materiais de granulometrias diferentes. em certos casos. MT/DNIT/DPP/IPR .

2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Considerações iniciais Figura 91 . K = Coeficiente de condutividade hidráulica (m/s). I = gradiente hidráulico (m/m).Filtro separador Revestimento Revestimento Base (drenante) Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito (a) (b) GEOTEXTIL Sub-leito Revestimento Revestimento Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito Dreno Base (drenante) Sub-leito GEOTEXTIL Dreno (d) (c) O dimensionamento da base drenante. baseia-se na Lei de Darcy. 4.Manual de Drenagem de Rodovias 227 No caso dos geotêxteis. relativa ao escoamento dos líquidos nos meios porosos: Q = KAI onde: Q = vazão (m3/s).2. quando instalados entre camadas estruturais sujeitas a carga de tráfego deve-se balizar sua escolha na resistência mecânica do tecido. normal à direção do fluxo (m2). MT/DNIT/DPP/IPR . A = área de escoamento. além dos cuidados normais para a sua escolha e dimensionamento como filtro-separador. assim como todos os drenos não providos de condutos.

50 a 0.50 revestimento de concreto de cimento 0. verifica-se que o dimensionamento da base drenante vai depender do gradiente hidráulico.Manual de Drenagem de Rodovias Deve-se considerar também: – – O volume d'água que se infiltra no revestimento do pavimento. MT/DNIT/DPP/IPR . 228 O tempo máximo que as águas infiltradas podem permanecer nas camadas do pavimento e suas interfaces sem danificar sua estrutura. referida no item anterior. Determinação do gradiente hidráulico Face aos valores a considerar. determinar um material com granulometria que garanta um coeficiente de condutividade capaz de permitir a vazão considerada.1 hora Os problemas que aparecem no projeto das bases drenantes podem exigir dois tipos de soluções.33 a 0. tem-se. considerando de 1. Os valores que têm sido empregados são os seguintes: – taxas de infiltração para a camada de revestimento: revestimento de concreto betuminoso 0. – A camada deve ter uma espessura real com 2cm a mais que a calculada. para maior segurança do escoamento necessário e um valor mínimo para permitir sua perfeita execução.1 hora tempo máximo de permanência das águas nas camadas do pavimento .0m de largura. (Fig.67 – chuva de projeto: tempo de recorrência .1 ano tempo de duração . pelo método racional: Q= C × i × D × 24 ⎛ 3 ⎜m /dia⎞ ⎟ ⎝ ⎠ 100 Sendo Q a quantidade d'água a escoar na faixa de 1. 92) e a intensidade i da chuva em centímetros por hora (cm/h). Determinação da quantidade de água a escoar Adotando uma taxa de infiltração C.00 m a largura da faixa de penetração na distância D. – fixado o tipo de material drenante pela sua granulometria e respectivo coeficiente de condutividade hidráulica. fixada a espessura da camada drenante. calcular a espessura da base drenante para a descarga considerada. I.

Manual de Drenagem de Rodovias 229 Não sendo possível variar o dimensionamento da camada drenante a cada mudança do seu gradiente. cumpre observar-se no triângulo ABC: MT/DNIT/DPP/IPR . L = largura da faixa considerada sujeita à infiltração. Para se chegar ao valor do gradiente hidráulico I. Para efeito de cálculo são feitas as seguintes hipóteses: – – – A água infiltrada no pavimento percola por suas camadas segundo a reta de maior declive. dos trechos de projetos. Considera-se a Fig. A = ponto localizado no nível inferior da camada drenante. D = projeção horizontal da reta de maior declive. 92 : Figura 92 . as situações mais desfavoráveis como representativas.Elementos para o dimensionamento da camada drenante α = declividade longitudinal da rodovia no segmento considerado (rampa). B e C = pontos localizados no nível do fluxo da camada drenante sobre o dreno longitudinal. Os valores α e β são os das declividades do segmento representativo do trecho sob projeto.0 m de largura e comprimento igual a D. h = diferença de nível entre os pontos considerados. β = declividade transversal da rodovia no segmento considerado (superelevação). escolhem-se. A área de infiltração unitária é constituída de uma faixa de 1. do trecho. X = projeção horizontal da reta de maior declive (sobre um plano vertical passando pelo dreno longitudinal).

o coeficiente angular da reta passando por esse ponto e A será dado por: f(x) = α X+Lβ X 2 + L2 O máximo da função f (x) = f (X) define a reta de maior declive. de um ponto qualquer P. tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . I = h (A −C ) D . para projeção P'. tem-se: ( ) L 2 β + α2 β I= = L 2 2 β +α β ( ) β2 + α 2 Determinação da espessura “e” da camada drenante conhecida sua permeabilidade hidráulica. do segmento de reta BC. onde X = L α / β e que h(A − C) = Lβ + Xα = Lβ + L α 2 / β . sendo "e" a espessura da camada drenante. oferecendo a relação: X +L α β Por outro lado. h (A .Manual de Drenagem de Rodovias 230 D = L2 + X 2 Para a reta de maior declive X = L α β Na Fig. considerando a equação anterior D = L2 x X 2 . A = e x l.C) = X α h⎛ A − C ⎞ = h (A −B ) + h⎛ B − C ⎞ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ donde. Pela fórmula de Darcy: Q = KAI como.B ) = L β h(B . afastando x do ponto B. valor procurado Nessa última expressão. 92 .

conduzindo-as longitudinalmente até o local de deságue.Manual de Drenagem de Rodovias 231 e= Q KI Substituindo-se o valor de Q pelo valor dado em 3.3. ou aconselhável. é receber as águas drenadas pela base drenante. Deverão ser construídos quando: – – Não é técnica e economicamente aconselhável a extensão da camada drenante a toda largura da plataforma. Não é possível. tem-se: K= Q IA Substituindo-se o valor de Q pela expressão dada em 4. como se observa nas Figs. tem-se: K= 24C x i x D 100ei 4.2. interconectar a camada drenante com drenos longitudinais profundos que se façam necessários ao projeto. com a face superior localizada no prolongamento da face superior da base drenante. segue: e= 24C x i x D 100KI A este valor teórico de "e" deve-se acrescentar 2. como foi dito anteriormente. para compensar deficiência das hipóteses feitas.2.0cm. 88 e 89.3.3 4. c) Forma e dimensões A forma do dreno longitudinal é a de um pentágono achatado ou de um retângulo. MT/DNIT/DPP/IPR . Determinação da permeabilidade hidráulica da camada drenante de espessura pré-fixada.2 e de A por e x 1.2. b) Localização Os drenos longitudinais são localizados abaixo da face superior da camada drenante e de modo que possam receber todas as suas águas. Pela fórmula de Darcy. como no item anterior.1 DRENOS RASOS LONGITUDINAIS ELEMENTOS DO PROJETO a) Utilização A função dos drenos rasos longitudinais.

Determinação da seção de vazão Os drenos rasos longitudinais devem ser preferencialmente dotados de tubos. Estas distâncias ou comprimentos críticos. b) traçar uma linha ligando a inclinação do tubo (I) à linha auxiliar (1) passando pela linha do diâmetro prefixado como primeira tentativa.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO . quando forem cegos. d) Materiais usados Os materiais usados terão. Os comprimentos dos drenos longitudinais estão correlacionados com as distâncias que devem guardar entre si as saídas d'água laterais do deságue de alívio dos referidos drenos.50 para revestimento de concreto betuminoso e 0. à linha auxiliar (2). no mínimo.50 a 0. por sua vez. aproximadamente. Os procedimentos para utilização do nomograma da Fig.60 m. obtido multiplicando a intensidade de precipitação de projeto pela taxa de infiltração considerada 0. as proporções da Fig. 89). passando por (L). a fórmula de Darcy para escoamento de água em meios porosos. o dimensionamento pode ser feito através da Fig. c) traçar uma linha ligando o índice de infiltração (i) em mm/h.Manual de Drenagem de Rodovias 232 As dimensões dos lados do pentágono devem guardar. utilizando a escala para tubos de paredes lisas ou tubo corrugado. 4. 88 e devem ser tais que impeçam o contato do tubo com os materiais de base e sub-base.33 a 0. comprimento crítico e inclinação do tubo dará ao projetista a condição mais adequada e econômica para o projeto. Tratando-se de drenos com tubos. emprega-se para o dimensionamento da seção de vazão desejada.3. conforme pode ser visto na seção transversal (Fig. MT/DNIT/DPP/IPR . Quando forem aproveitados os drenos longitudinais profundos. a mesma condutividade hidráulica da camada drenante. considerando que a largura normal de uma faixa de tráfego é de 3. 93 apresentada a seguir. Eventualmente. assunto abordado no capítulo de drenagem subterrânea. largura do pavimento. como primeira tentativa. 93 são a seguir discriminados: a) fixar a priori um diâmetro. estes devem ter também sua face superior no nível da face superior da base drenante.67 para revestimento de concreto de cimento). onde a combinação do diâmetro. são o resultado da divisão da capacidade de vazão do dreno pela descarga unitária da base drenante.

A = a área de cada orifício. f) repetir a operação para outro diâmetro se a primeira tentativa não resultar em solução técnica economicamente adequada para o projeto específico. isto é: onde: h = a carga sobre cada orifício suposta em média de 0.10 m.0 metro da base drenante.Nomograma para determinação da seção de vazão 233 d) ligar o ponto sobre a linha auxiliar (1) ao ponto sobre a linha auxiliar (2). N= Q 0. O dimensionamento pode ser feito também. pela fórmula de Hazen-Williams Scobey.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 93 . N = número de furos por metro linear de dreno. Cálculo do número mínimo de furos do dreno longitudinal A descarga a ser drenada por metro linear de dreno longitudinal será a correspondente à descarga de 1.85A MT/DNIT/DPP/IPR .61). e) ler a distância entre as saídas d'água (x). Cd = coeficiente de vazão (número de Reynolds geralmente igual a 0. daí. conforme abordado no capítulo de drenagem subterrânea.

2. .1 ELEMENTOS DE PROJETO Posicionamento Os drenos laterais de base posicionam-se no acostamento entre a borda da camada drenante e a borda livre.4 DRENOS LATERAIS DE BASE Objetivo São drenos que tem a mesma função dos drenos rasos longitudinais.Cálculo do tempo máximo de permanência das águas infiltradas na camada drenante. Materiais usados MT/DNIT/DPP/IPR . O cálculo desse tempo é feito por meio da divisão dos comprimentos dos percursos da água na camada drenante pelas respectivas velocidades em cada trecho.2 foram discriminadas todas as condições necessárias de projeto abordadas até aqui e o tempo máximo de permanência das águas na camada drenante é fixado em 1 hora. atravessando os acostamentos. KI ne 4. No item 4.Manual de Drenagem de Rodovias 234 Recomenda-se a abertura dos furos variando entre 0. As velocidades deverão ser calculadas pela fórmula: V= sendo: V = velocidade de percolação. ηe = porosidade efetiva do material usado. provocando o fluxo das águas segundo geralmente a reta de maior declive determinada pelas declividades longitudinal e transversal do acostamento.4.60 a 10mm conforme o diâmetro da brita que envolver o tubo. K = coeficiente de condutividade hidráulica. I = gradiente hidráulico. a de recolher a água drenada pela camada drenante porém explorando mais a sua capacidade de escoamento. As águas drenadas passam a correr junto à base dos acostamentos até esgotar a capacidade da camada drenante quando serão captadas pelos drenos laterais de base que as conduzirão a lugar de deságue seguro. qual seja. 4.

4. É comum.Manual de Drenagem de Rodovias 235 Os materiais dos drenos laterais de base devem ser inertes e ter.4. comumente representado pela linha de maior declive. 94 ). quando as águas drenadas pela camada drenante se aproximarem dos acostamentos. os valores dos coeficientes de condutividade hidráulica dos materiais usados nas respectivas camadas drenantes. O espaçamento máximo entre os drenos laterais deve ser obtido pela divisão da vazão de projeto do dreno lateral pela contribuição por metro linear da camada drenante. Considera-se a Fig. 95 MT/DNIT/DPP/IPR .Comportamento da água drenada nos pavimentos Cálculo da seção transversal necessária A seção de vazão do dreno deverá ter uma área que permita o escoamento da água drenada pela camada drenante. Como já foi adotado anteriormente no cálculo da espessura da camada drenante. onde será o local indicado no projeto. Figura 94 . vão tender a se escoar longitudinalmente junto a eles. este. quando houver restrições a essa seção. dentro de 1hora.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento dos drenos laterais é feito tendo em vista a seção transversal a adotar ou. que os materiais dos acostamentos tenham condutividade hidráulica menor que aqueles das camadas correspondentes do pavimento. por sua vez. a pesquisa de materiais que tenham coeficientes de condutividade hidráulica que permitam o uso da seção imposta pelas condições locais. Desse modo. principalmente em pavimentos existentes. com base nas declividades longitudinal e transversal do acostamento. incluindo o percurso na referida camada. pelo menos. admitese que a inclinação do dreno seja igual ao seu gradiente hidráulico. até que seja atingida a capacidade máxima da camada drenante. para um dreno lateral (Fig.

o valor de Ia necessário ao emprego da fórmula de Darcy. viu-se anteriormente. La = largura do acostamento. Ter-se-á.2. na camada do revestimento da rodovia. 96 . que irá ser abordada mais adiante. Na Fig. pertencente. ao dreno lateral. de baixo para cima. B´ e C´ = pontos localizados ao nível do fundo do dreno lateral na boca de jusante. também. Por outro lado. Q = ci x D x 24 100 Essa descarga precisa ser drenada pelos drenos laterais porque qualquer excesso além da sua espessura irá provocar o aparecimento de pressões. quando se tratou do dimensionamento da camada drenante que a descarga de água infiltrada na base segundo o Método Racional era por metro linear.Elementos de cálculo do dreno lateral de base A α β L D Pista de Rolamento 236 X B αa La βa A` C Da Xa B´ C´ Acostamento Adotando-se os símbolos e letras descritos em 4. incluindo seu prolongamento para deságue do dreno em área livre. por analogia com os cálculos anteriormente feitos para a camada drenante: Xa = α β a a L 2 D a = X a + L2a Ia = h(A − C) 2 Da ou seja. as áreas: MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 95 .2 e acrescentando: A’ = ponto localizado ao nível inferior da borda da camada drenante.

declividade transversal da pista de rolamento.representam a seção de vazão da água infiltrada. h’=h. a seção passa a ser a da Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 237 1. com largura igual à da faixa de contribuição da infiltração (I = L). ⎛ h + h' ⎞ A m = L⎜ ⎟ ⎝ 2 ⎠ Como. quando h > βL . 97 .β L .Área de vazão máxima (l = L) 1 β 1” h´ 1´ N. porém. sem pressão de baixo para cima. I > L . MT/DNIT/DPP/IPR . 2. percolando longitudinalmente. isto é. porém.2´ .A.representam a base drenante ou base permeável.2´ . Se a largura da seção de vazão. 1’. 2 Am h β 2´ ℓ=L Essa figura dá a área de vazão máxima. β . tem-se: βL ⎞ ⎛ A m = L⎜ h − ⎟ 2 ⎠ ⎝ Esta hipótese se verifica. Figura 96 .1”.1´. for menor do que a da camada drenante. 2.

A. Qmáx = K Amáx α Qmáx = vazão máxima permissível na camada drenante ou base permeável obtida pelas condições anteriormente expostas (m/dia). normal ao fluxo. já será possível empregar-se a fórmula de Darcy. que a seção de escoamento da água fluindo longitudinalmente passa a ter forma triangular. K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada ou base drenante. porém. para obtenção do Qmáx para o cálculo do espaçamento dos drenos laterais.2´ e sua área passa a ser: Am = 1h 2 2β Sendo.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 97 .Área de vazão máxima (l < L) L 238 1 β N. por aproximação. (m/dia). MT/DNIT/DPP/IPR . 1= h 2β a área máxima. passa a ter o valor Am = h2 2β Determinada a área de vazão máxima. 1´ 2 β h ℓ<L 2´ Verifica-se. definida pelos pontos 1´ 2. considerando. assim. Amáx = área máxima permissível (m) α = gradiente hidráulico. A m . igual à declividade longitudinal da rodovia.

como Q é a vazão referente à contribuição das águas por metro linear da rodovia de acordo com o método racional. 95 . Tempo máximo de permanência das águas no sistema O tempo máximo de permanência das águas no sistema de drenagem será o do percurso ABCD composto dos trechos AB. entre drenos consecutivos. As = área do dreno lateral de base (m2). K = coeficiente de condutividade hidráulica do material a ser usado no dreno lateral de base (m/dia) . o espaçamento procurado. BC. do que resulta determinar apenas a largura (b) do dispositivo: b= As h Onde h é a altura da base e consequentemente do dreno.Manual de Drenagem de Rodovias 239 Conhecendo-se Qmáx. Q Cálculo da seção de vazão do dreno lateral de base Obtido o valor de Qm tem-se. CD da Fig. Ia = declividade do dreno lateral de base. e b a largura. por outro lado. O tempo gasto no percurso será a divisão da extensão do trecho pelas respectivas velocidades de percurso: t AD = L AB L BC L CD + + V AB VBC V CD MT/DNIT/DPP/IPR . geralmente a declividade da reta de maior declive do acostamento (m/m). tem-se: Qmáx = εmáx Q que dá εmáx = Qmáx . Comumente adota-se o dreno de base com a mesma altura da camada a ser drenada por ele. pela Fórmula de Darcy: Qmáx = K A s Ia ou As = Qa KIa onde: Qmáx = vazão máxima que vai funcionar como descarga para o cálculo da área do dreno lateral de base (m3/dia). e.

ou suas interfaces.5 4.2 DIMENSIONAMENTO Os drenos transversais do pavimento são projetados como drenos cegos. I = gradiente hidráulico (m/m) η e = porosidade efetiva do material usado.1 DRENOS TRANSVERSAIS ELEMENTOS DE PROJETO Utilização São drenos destinados a drenar as águas que atravessam as camadas do pavimento. não drenadas por outros dispositivos (caso das restaurações). devem ter coeficientes de condutividade hidráulica maiores ou. iguais aos agregados das bases drenantes. Localização Os drenos transversais do pavimento são indicados nos seguintes locais: a) em pontos baixos das curvas verticais côncavas. 4. isto é. b) nos locais em que se deseje drenar águas acumuladas nas bases permeáveis. as velocidades de percolação serão. sem tubos. pelo menos. calculadas pela fórmula: V = ηe KI sendo: V = velocidade de percolação (m/s).Manual de Drenagem de Rodovias 240 Por sua vez. no caso de projetos novos.5. MT/DNIT/DPP/IPR . Os materiais usados nos drenos transversais. longitudinalmente. em cada trecho. ou com tubos-dreno ranhurados ou perfurados.5. com tubos ou sem tubos. 4. K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada drenante ou base permeável (m/s). no caso de pavimentos existentes ou camadas drenantes. O espaçamento entre drenos consecutivos deverá ser calculado tendo em vista sua vazão de projeto e a contribuição recebida resultante da infiltração verificada por metro quadrado.

3. onde houver.2. uma base drenante sem o necessário deságüe. abaixo do revestimento. Nos casos de drenagem das bases drenantes (projetos de restauração) o dreno transversal também deve ser feito na largura dos acostamentos e de acordo com a técnica usada para os drenos laterais de base. MT/DNIT/DPP/IPR .2 tanto para dreno cego como para tubos. excetuando-se os casos de curva côncava no perfil. Esse tipo de dreno assume importante desempenho no caso das restaurações de rodovias.2 O dimensionamento hidráulico deve seguir o que já foi exposto no item 4. onde os drenos deverão atravessar toda a largura da pista e acostamento.Manual de Drenagem de Rodovias 241 Os elementos básicos usados para o dimensionamento dos drenos transversais são os mesmos adotados no item 4.

.

Manual de Drenagem de Rodovias 243 5 -DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA MT/DNIT/DPP/IPR .

.

MT/DNIT/DPP/IPR . b) Drenos espinha de peixe. nos capítulos 1 - No presente capítulo. a água das chuvas .Manual de Drenagem de Rodovias 5 DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA 245 No que interessa à drenagem das estradas. por intermédio dos recursos que oferece a hidrologia. É claro que estas situações não são únicas e distintas. f) Drenos verticais de areia. d) Drenos horizontais profundos. criando condições próprias para cada região. podendo formar lençóis subterrâneos. Quando a água escoa superficialmente. influenciadas pelo tipo de solo .Drenagem Superficial. topografia e clima.50 a 2. e) Valetões laterais. a) Drenos profundos. Há ainda um terceiro aspecto pelo qual a água se apresenta: a "franja capilar". havendo variação das condições em função das graduações que tornam os solos mais ou menos permeáveis ou impermeáveis. c) conhecimento da pluviometria da região. por abertura de poços a pá e picareta. há sempre a necessidade indiscutível de manter-se o lençol freático a profundidades de 1. De um modo ou de outro. as situações são tratadas Transposição de Talvegues e 2 . A solução dos projetos de drenagem subterrânea exige : a) conhecimento da topografia da área. b) observações geológicas e pedológicas necessárias. ou reduzida. A influência produzida pela "franja capilar" deve ser eliminada. dependendo do tipo de solo da área considerada. c) Colchão drenante. com obtenção de amostras dos solos por meio de sondagens a trado.00 metros do subleito das rodovias. tem dois destinos : parte escorre sobre a superfície dos solos e parte se infiltra. rotativa e em certos casos. obedecendo às leis da capilaridade. pelos rebaixamentos dos referidos lençóis freáticos. resultante da ascensão capilar a partir dos lençóis d'água. percussão. por meio dos seguintes dispositivos. indicam-se os recursos selecionados ao longo dos anos para resolver os problemas causados pela água de infiltração.

ser instalados sob os aterros. também. MT/DNIT/DPP/IPR . preferencialmente.00m.50 a 2. no mínimo. etc. ranhurados) e metálicos.50m do pé dos taludes. de materiais plásticos (corrugados. de fibro-cimento. recomenda-se que sejam instalados. Materiais Os materiais empregados nos drenos profundos diferenciam-se de acordo com as suas funções. materiais drenantes: britas. em profundidades da ordem de 1.1. Há casos em que não são colocados tubos no interior dos drenos. Nos trechos em corte. flexíveis perfurados. bem como quando forem encontradas camadas permeáveis sobrepostas a outras impermeáveis. cerâmicos (perfurados). Localização Os drenos profundos devem ser instalados nos locais onde haja necessidade de interceptar e rebaixar o lençol freático.Manual de Drenagem de Rodovias 5. mesmo sem a presença de água na ocasião da pesquisa do lençol freático. a 1. para evitar futuros problemas de instabilidade. materiais condutores: tubos de concreto (porosos ou perfurados). etc. Nestes casos eles são chamados de " drenos cegos " .1 DRENOS PROFUNDOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 246 Os drenos profundos têm por objetivo principal interceptar o fluxo da água subterrânea através do rebaixamento do lençol freático. Devem ser instalados nos trechos em corte.1 5. geotextil. quando ocorrer a possibilidade de aparecimento de água livre. a saber: materiais filtrantes: areia. agregados britados. Podem. Os drenos profundos são instalados. geralmente nas proximidades dos acostamentos. tendo por finalidade captar e aliviar o lençol freático e. nos terrenos planos que apresentem lençol freático próximo do subleito. impedindo-o de atingir o subleito. cascalho grosso lavado. bem como nas áreas eventualmente saturadas próximas ao pé dos taludes. consequentemente. proteger o corpo estradal.

50m. caixas de inspeção e estruturas de deságue. A função do material filtrante é a de permitir o escoamento da água sem carrear finos e consequentemente evitar a colmatação do dreno. Os diâmetros dos tubos comerciais variam de 10 a 15cm. Material de enchimento O material de enchimento da vala pode ser filtrante ou drenante.2 ELEMENTOS DE PROJETO 247 Os drenos profundos são constituídos por vala. com a função de captação ou de envoltório.1. Poderão ser utilizados materiais naturais com granulometria apropriada ou geotexteis. Na medida da necessidade.6 a 10mm. juntas. A função do material drenante é a de captar e ao mesmo tempo conduzir as águas a serem drenadas. devem ter no fundo a largura mínima de 50cm e de boca a largura do fundo mais 10cm. Os tubos deverão ser instalados com os furos voltados para cima. ou no máximo 2. sendo que nos tubos de materiais plásticos flexíveis corrugados são utilizadas ranhuras de 0. com a finalidade de aumentar o raio hidráulico na interface solo-envelope.00m. e metálicos.Manual de Drenagem de Rodovias 5. pode-se utilizar apenas o material drenante. Sua altura vai depender da profundidade do lençol freático podendo chegar a 1. Os tubos de concreto podem conter furos com diâmetros variando de 6 a 10mm. Há casos em que. tubos de diâmetros maiores. reduz-se a possibilidade de arraste de finos do solo. abertas manual ou mecanicamente. de plástico rígido ou flexível corrugado. de cerâmica. à medida que se aumenta o raio hidráulico do dreno. pois. no canteiro de obras. MT/DNIT/DPP/IPR . reduzindo a colmatação. em casos especiais de terrenos altamente porosos ou rochas com fendas amplas. Valas As valas. No caso de drenos com tubos podem ser utilizados envoltórios drenantes ou filtrantes constituídos de materiais naturais ou sintéticos. Tubos Devem ser constituídos por tubos de concreto. direcionando o fluxo da água do solo para o tubo. devendo apresentar uma granulometria adequada à vazão escoada. podendo apresentar tubos-dreno. poderão ser perfurados. com o uso de tubos. materiais drenante e filtrante.

Das recomendações de Terzaghi tem-se as seguintes condições: • Condição de permeabilidade d 15% F ≥ 5d 15% S (máximo de 5% passando em peneira nº 200) • Condição de não entupimento do material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR . exige que se encha a base da vala do dreno com material impermeável até a altura dos furos iniciais e na outra condição deve-se colocar filtro como material de proteção no fundo da vaIa. ou seja: drenos com tubos.3 DIMENSIONAMENTO No dimensionamento dos drenos profundos. Drenos com tubos Os drenos são constituídos por uma vala onde são instalados os tubos e o material de enchimento. Para evitar a colmatação e atender as condições de vazão. 5. não há necessidade de direcionar as aberturas de entrada d'água. há dois modelos a considerar. apresentados no anexo.1. são obtidas pelo processo de Terzaghi . voltados para cima. poderá haver a necessidade de execução de drenos descontínuos. por disporem de orifícios em todo o perímetro. Quando selados contém uma camada de material impermeável. cascalho ou areia lavada. podendo ser selados ou não. com granulometria própria e adequada. Material de enchimento No enchimento da vala é recomendada a utilização de materiais inertes: pedra britada. pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service. Materiais (escolha e dimensionamento) As granulometrias dos materiais drenantes e filtrantes. . e no caso de geotêxteis pelo método do Comité Francês de Geotexteis e Geomembranas.Manual de Drenagem de Rodovias 248 A posição dos furos. No caso de tubos plásticos corrugados flexíveis. e outras considerações. e drenos cegos. ou envoltório. rígidos ou flexíveis.

10% F Além dessas condições.vala enchida unicamente com material filtrante – são as seguintes as recomendações: MT/DNIT/DPP/IPR . 85% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 60% passando. o método recomenda os cuidados expostos a seguir: • Uso de dreno contínuo (Fig. 50% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando. do solo a drenar. 85% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando.Manual de Drenagem de Rodovias d 15% F F ≤ 5d 85% S S S 249 d 15% d 50% ≤ 40 d 15% ≤ 25 d F 50% • Condição de não entupimento do tubo d 85% F ≥ de • Condição de uniformidade d 2≤ 60% d 10% F ≤ 20 F Onde: de = diâmetro do furo do tubo d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando. 60% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 10% passando. do solo a drenar. 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando do solo a drenar. do material filtrante. 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando. de material filtrante. do material filtrante. 98A) . do material filtrante. do material filtrante. 50% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando.

98D) . Uso do dreno descontínuo (Fig. a não intrusão de finos no material filtrante. ou. • Uso do dreno descontínuo (Fig. c) Nos cortes em rocha quando houver a possibilidade de intrusão de finos no material drenante de enchimento.vala enchida com material drenante protegido em toda a altura da vala pelo material filtrante. à condição de não entupimento dos furos do tubo. b) No caso em que o valor do diâmetro da porcentagem de 15% (passando) do material filtrante.enchimento da vala com material filtrante e com um material de proteção envolvendo o tubo. com fendas amplas. em rocha. nos casos em que o material filtrante não satisfizer. unicamente. • Uso de dreno descontínuo (Fig. for maior do que o valor do diâmetro de 15% (passando) do mesmo material. com furos dos tubos voltados para baixo: • a) Quando houver excepcional quantidade de água no corte. b) Assegurar. Figura 98 .Seções de drenos profundos Material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR . No caso do material envelopante deve-se seguir os critérios de estabilidade utilizados para drenagem subterrânea deste manual para evitar excesso de finos dentro do tubo. obtido pelo cálculo da exigência de "permeabilidade". 98C) . nos cortes em rocha. 98B e 98C pode-se utilizar tubos plásticos com furos distribuídos ao longo de sua parede. 98B) . No caso das figuras 98A. nos casos de terrenos altamente porosos. obtido pelo cálculo da exigência de não entupimento do material filtrante.Manual de Drenagem de Rodovias 250 a) O material filtrante deve satisfazer a todas as exigências anteriormente listadas.vala cheia com material drenante protegido por material filtrante em toda altura da vala com furos do tubo voltados para cima.

99 pontos A e B).Determinação gráfica de material filtrante e drenante (proteção) MT/DNIT/DPP/IPR . com direção mais ou menos paralela à reta A’B’. . tenta-se a mistura com dois materiais de granulometria diversas. 50 e 85% (porcentagens passando) dos solos a drenar e com esses valores calculam-se os valores máximos que deverão ter os diâmetros das porcentagens de 15 e 50% do material filtrante. segundo Terzaghi (Fig. determinando uma área dentro da qual se posicionarão todas as curvas. 99. Figura 99 . Quando a jazida não atende às exigências. ponto C). Por esses três pontos obrem-se duas curvas granulométricas.Da condição de não entupimento do material filtrante Inicialmente adotam-se os menores diâmetros correspondentes às porcentagens de 15. satisfazendo às exigências do processo de Terzaghi para projetos de filtros de drenos. curvas granulométricas que limitem faixas. .Manual de Drenagem de Rodovias 251 Para escolha do filtro no caso de materiais naturais determina-se.Da condição de permeabilidade Adota-se em seguida o maior diâmetro da porcentagem de 15% (passando) dos solos a drenar e com ele calcula-se o valor mínimo do diâmetro da quantidade de 15% do material filtrante. (Fig. nas jazidas encontradas. A primeira passando pelos pontos A e B e a segunda a partir do ponto C. face às características dos solos dos cortes em estudo.

o movimento da água do solo para o dreno. palha. livre de matéria orgânica.Manual de Drenagem de Rodovias 252 Outros critérios Define-se envelope como todo material colocado entre o tubo de um dreno e o solo. Materiais de envelope Como envelope pode ser utilizado cascalho. misturas silte . mistura de areia e cascalho com pouco ou nenhum fino Areias argilosas. condições climáticas e tipos de solos. mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Opcional. Pode ser necessário com drenos de tubos flexíveis Nenhuma com filtro ---0. pela sua permeabilidade. solos arenosos micáceos ou diatomáceos ou siltosos ou siltes elásticos Cascalho mal graduado. areia grossa filtro MH GP SC SM (grosso) GC CL Argilas inorgânicas de plasticidade média ou Nenh uma Areias siltosas. disponibilidade de material apropriado.42m/s sem filtro Nenhuma para solos com pouco ou MT/DNIT/DPP/IPR .Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos Recomendação Classificação unificada dos solos Descrição do solo filtro envelope velocidade mínima no dreno SP (Fino) SM (Fino) ML Areias mal graduadas. argila ou outro material que possa alterar sua condutividade hidráulica com o tempo. pó de pedra. misturas areia-argila mal graduadas Areias siltosas. etc). mistura de siltes .argila mal graduada Necessita Não é necessário onde é usado filtro de areia ou cascalho mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Nenhuma Sujeito à determinação no local Não necessário onde é usado filtro de areia e cascalho. Essa redução de velocidade faz com que o carreamento de partículas para o interior do tubo seja pequeno ou praticamente nulo. misturas cascalho.areia mal graduada Cascalhos . com a finalidade de proporcionar uma redução do gradiente hidráulico nas proximidades do tubo com a conseqüente redução da velocidade do fluxo nos poros do solo. areias finas siltosas ou argilosas com pequena plasticidade Siltes inorgânicos. brita ou areia grossa lavada. nas recomendações de uso de envelope ou filtro do Soil Conservation Service: Tabela 41 . indicado a seguir. Um envelope convenientemente selecionado impede que haja a liberação de partículas do solo e o conseqüente carreamento delas para o tubo. A seleção do tipo de envelope depende de vários fatores.areia mal graduada Siltes inorgânicos e areias muito finas. tais como.argilosos. areia . O envelope também pode se constituir diretamente de material sintético (geotêxtil) ou orgânico natural (fibra de coco. O envelope deve ter a função de permitir.

respectivamente. D30 e D60. misturas cascalho-areia com pouco ou nenhum fino Areias bem graduadas. .42m/s para solos com apreciáveis quantidades de finos É importante considerar as condições climáticas quando se pretende empregar envelope orgânico. com pouco ou nenhum fino Argilas expansivas inorgânicas Siltes orgânicos e siltes-argilas orgânicas de baixa plasticidade Argilas orgânicas de média e alta plasticidade Turfa 253 nenhum fino ---0.Manual de Drenagem de Rodovias SP. pobres Mesmo que SP e GP Cascalhos bem graduados. o coeficiente de curvatura deve estar compreendido entre 1 e 3 para ambos os materiais. Para determinar se o material é suficientemente graduado. Face à dificuldade de se encontrar material natural que atenda a estas características.o material deverá ser produzido mecanicamente.GP(grosso) GW SW CH OL OH Pt baixa. MT/DNIT/DPP/IPR . Granulometria de material natural para envelope O material deve apresentar uma granulometria com 100% passando na peneira de 11/2" polegadas e no máximo 5% passando na peneira nº 50. passando nas peneiras n° 10. nº 30 e nº 60. siltosas. em complementação. argilas com cascalho arenoso. que em regiões tropicais. em pontos percentuais da curva granulométrica do material escolhido. Para ser bem graduado o coeficiente de uniformidade deve atender à condição de ser maior que 4 para o material graúdo e maior que 6 para o material miúdo e. se deteriora facilmente. segundo as recomendações do Bureau of Reclamation. são definidos os coeficientes relativos à declividade e forma das curvas granulométricas: Coeficiente de uniformidade: Cu = D 60 D10 Coeficiente de curvatura: C c = D 10 × D 60 (D 30 )2 Onde D10. são os diâmetros das partículas em mm. areias com cascalhos.

25 1.5 3.59 0.81 1.10 0.3 0. passam por ela.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 42 . Cálculo do diâmetro dos tubos Há duas condições típicas de uso para os drenos longitudinais.40 0.074 0.52 9.4 13. 15 % e 85 %) do material do envelope.0 8.05 0. O U.3 0.0 - 0.20mm ) .1 38.52 9. ou só solo. Para ambos os casos há necessidade de ser determinada a descarga de projeto. 90% com diâmetro inferior a 3/4". e não mais que 10% devem passar na peneira nº 60 (≅ 0.3 0.1 38.7 10.Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm) Material Ocorrente Diâmetro em mm correspondente a 60% passando Limites inferiores % passando 100 60 30 10 5 0 100 Limites superiores % passando 60 30 10 5 254 0 0.8 5.07 1.0 12. os envelopes devem ser formados por material com diâmetro inferior a 11/2" .0 20.59 Nas situações em que ocorrer a necessidade de filtro o Soil Conservation Service recomenda o seguinte: D 50 filtro = 12 a 58 D 50 solo D15 filtro = 12 a 40 D15 solo Para solos e envelopes com partículas distribuídas uniformemente.074 0.0 3. admitindo um mínimo de 3 polegadas.02 0. Além disso. ou do filtro.074 38.10 0. S.0 15. poderá ser utilizada a seguinte relação: D 15 filtro < 5 D 15 solo Nessas expressões Di representa o diâmetro da peneira em que somente i % (50 %.45 0.52 9. MT/DNIT/DPP/IPR .59 0.0 0.3 0. a saber: rebaixamento do lençol freático ou interceptação do fluxo d'água das infiltrações.3 2.05 0. que se formaram através da superfície dos terrenos e se dirigem para a plataforma da rodovia.25 0.30 1.0 3.52 2.1 10.42 0.1 38.33 0.00 9.38 0.0 3.1 17.074 0. Soil Conservation Service e o Bureau of Reclamation recomenda um envelope de 4 polegadas de espessura ao redor do tubo.59 0.0 5.

na largura de 1. K = coeficiente de permeabilidade. pela lei de Darcy. a ser rebaixado.00m. A = área da seção normal à direção do fluxo.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 100 . H = altura máxima do lençol. tem-se: Q = K × A ×I onde: Q = descarga no meio poroso.Rebaixamento de lençol freático 255 a Considerando-se a contribuição de um lado do dreno e a extensão de um metro. tem-se: A = Y × I ou I = dy dx Assim. tem-se: Q = Ky dy dx ou Qdx = K y × dy Através integração: Y2 Qdx = K y × dy ou Q x = K +c 2 MT/DNIT/DPP/IPR . da linha do lençol freático. I = gradiente hidráulico. X = distância entre o tubo e o ponto de altura máxima do lençol. pela lei de Darcy. Num ponto Py de coordenadas x e y.

Manual de Drenagem de Rodovias 256 Quando x = 0. D = diâmetro (m).625 × I0. Para os tubos de concreto liso. y = d.54 MT/DNIT/DPP/IPR .2113 × c × D0. assim como os de cerâmica. bem acabados. I = declividade do dreno (m/m).63 × I0. então: Q= K ⎛ 2 2⎞ ⎜ ⎟ ⎜H − d ⎟ 2× X ⎝ ⎠ Como os valores de d são bem inferiores aos de H. pode-se admitir d = 0 e a expressão de Darcy pode ser expressa por: Q= K 2 H 2× X Havendo contribuição dos dois lados do tubo o valor de Q deve ser duplicado para cada metro do dreno. função da distância compreendida entre o dreno e os limites desta área. adota-se C= 132.5 onde: V = velocidade do escoamento (m/s). ou Q = 0.5 .355 × c × D0.625 × I0.Willians. Q = vazão (m/s). Conhecendo-se o valor de Q é recomendável para o cálculo do diâmetro do tubo perfurado ou poroso a fórmula de Scobey: V = 0.269 × c × D 0. c = coeficiente que depende da rugosidade das paredes internas do tubo. c = −K e Qx = K⎜ 2 ⎟ 2 2 ⎜ 2 ⎟ ⎝ ⎠ Quando x = X. então: 0 =K ⎛ 2 d2 d2 d2 ⎞ ⎜Y ⎟ − + c ou. y = H. Também é usada a fórmula de Hazen . V = 0. Dreno interceptante Para o dreno profundo com função interceptante deve-se ter o cuidado de considerar a precipitação na área a drenar.

ou pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Servie. como se observa. A área A comumente é retangular e com isto A = bh.016. anteriormente obtida. Materiais As granulometrias dos materiais. já exposto. Alguns projetistas preferem a fórmula de Manning. MT/DNIT/DPP/IPR . Geralmente fixa-se b (largura) para se obter h.tabela 30 do capítulo 2. geralmente de forma retangular (m2).015 a 0. K = coeficiente de condutividade hidráulica do material drenante usado (m/dia) . c = 120 para os tubos de concreto bem acabados e os de cerâmica.54 257 Onde os símbolos têm a mesma significação. A = área da seção transversal do dreno. I = gradiente hidráulico do dreno considerado igual à sua declividade (m/m). drenantes e filtrantes. porém. deve ser igual ao dobro da descarga Q. sendo. O problema quase sempre consiste em definir a área A de vazão do dreno ou um material com a condutividade hidráulica K capaz de permitir a vazão face à descarga Q. são muito semelhantes. Cálculo da seção de vazão O cálculo é feito com a fórmula de Darcy Q = K × A ×I onde: Q = vazão do dreno. a ser exigida em ambas as fórmulas.2785 × c × D2. igual à descarga de projeto (m3/dia). em virtude da conveniência do tubo trabalhar a meia seção. flexíveis. são obtidas pelo processo de Terzaghi.63 × I0. face à sua baixa capacidade drenante. de modo que se faz necessário fixar uma dimensão para obter a outra. A vazão. adotar coeficiente de rugosidade de Manning de 0. As duas fórmulas. que também pode ser usada no caso. Para tubos-drenos plásticos. corrugados.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 0. Drenos cegos Tem sua utilização nos casos em que o volume d'água a drenar é pequeno e a extensão do dreno é reduzida.

Figura 101 . Determinação do espaçamento entre drenos longitudinais No caso do uso de drenos longitudinais há necessidade de que seja definido o número de linhas necessárias para se conseguir a drenagem da área (Fig. y) h L E x d y dx L MT/DNIT/DPP/IPR . 101). Nesses pontos indica-se o deságue com o tubo de alívio. Q = vazão admissível do dreno (m3/s) . e a outra em aumentar o número de linha de tubos. Nesta situação surgem duas soluções alternativas. repetindo-se esta operação sucessivamente. isto é. em que a primeira consiste em conectar-se à linha dos drenos-tubos de maior diâmetro.Manual de Drenagem de Rodovias 258 Comprimento crítico Após o cálculo da vazão do dreno torna-se necessário calcular o comprimento crítico do tubo usado no dreno. os pontos em que o tubo atinge a capacidade de serviço calculada.Perfil dos lençóis freáticos rebaixados PRECIPITAÇÃO SOBRE A PLATAFORMA Franja do lençol freático rebaixado P (x. O comprimento crítico é obtido pela fórmula: L= Q q onde: L = comprimento crítico (m). por metro linear (m3/s/m) . q = a contribuição que o dreno recebe.

No cálculo. normal ao deslocamento do fluido. Num ponto P.01) e a descarga proveniente da infiltração. a) Cálculo da água infiltrada . obtém-se: qx2 + Ky 2 = C MT/DNIT/DPP/IPR . q = contribuição da infiltração por m2 de área sujeita à precipitação (m3/s/m2).03) onde: A = área total da seção do dreno.Manual de Drenagem de Rodovias 259 Este dimensionamento é conseguido com a igualdade de vazão da água infiltrada com a capacidade drenante dos tubos a serem usados. após sua construção (m). então: Como a água infiltrada deverá ser escoada pelo dreno. A = 1 x y.02) e (5.04): qx = −K y dy dx ou qx × dx + K y × dy = 0 Integrando-se. será: Q = q× A i ou Q = q × X (equação 5. igualando-se (5. são utilizados os símbolos abaixo: E = espaçamento das linhas dos drenos (m). de coordenadas x e y. no caso. por sua vez. K = condutividade hidráulica do solo (m/s). I = gradiente hidráulico (m/m). tratando-se de descarga num meio poroso. segundo a lei de Darcy Q = K × A × I (equação 5.04) Porém. têm-se. h = altura do lençol freático acima da linha dos drenos. ter-se-á para gradiente hidráulico: I= − dy dx (equação 5.02) Esta descarga deverá ser escoada.sendo x o comprimento da faixa de um metro de largura. têm-se: A =I×X i (equação 5.

finalmente E = 2h K q que é o espaçamento máximo permissível e dá ao projetista a possibilidade de verificar se no projeto há necessidade de serem usados duas. têm-se: qx2 + Ky2 = Kh2 ou. y = h e C = Kh2 Então. guardando entre si distâncias inferiores a E.Manual de Drenagem de Rodovias 260 Para determinação da constante. resultando.06) q Substituindo-se (6) em (5). obtém-se: X 2 h2 + = 1 (equação 5. dividindo-se ambos os membros por q: X2 + Kh2 K 2 = h q q Dividindo-se. y = 0. três ou mais linhas de drenos. ambos os membros por Kh2/q resulta: Y2 X2 + = 1 (equação 5. faz-se x = 0. situada no meio da distância entre os drenos.07) h2 L2 que é a equação de uma elipse cujos semi-eixos são a metade da distância entre os drenos e a altura igual à altura máxima do lençol freático. Sendo E = L . MT/DNIT/DPP/IPR . obtém-se: 2 E2 K 2 = h 4 q e.05) K 2 h2 h q Fazendo-se. x = L e têm-se: L2 =1 K 2 h q ou K L2 = h2 (equação 5. agora.

Manual de Drenagem de Rodovias 5. MT/DNIT/DPP/IPR . embora possam eventualmente ser usados com tubos. sem tubos. quando os drenos longitudinais forem insuficientes para a drenagem da área. conforme se vê na Fig. Geralmente são de pequena profundidade e. a fórmula a ser aplicada no dimensionamento é a de Darcy: Q = K × A ×I Tratando-se de drenos com tubos verificar o item 4. Para o projeto há necessidade de ser calculada a descarga.3.2.3 DIMENSIONAMENTO Tratando-se de drenos cegos. deste Manual.2.1.2 5.3 (Cálculo da Seção de Vazão). Podem ser exigidos em cortes.3. 5. por este motivo.1.1. de acordo com os métodos descritos no item 5.1 DRENOS EM ESPINHAS DE PEIXE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 261 São drenos destinados à drenagem de grandes áreas.2. Os materiais usados precisam atender às exigências do item . pavimentadas ou não. 5. 102. Podem ser projetados em terrenos que receberão aterros e nos quais o lençol freático estiver próximo da superfície. Podem também ser necessários nos aterros quando o solo natural for impermeável. 5. Os coeficientes de permeabilidade dos agregados adotados podem ser obtidos na tabela 32. Conforme as condições existentes podem desaguar livremente ou em drenos longitudinais. do Apêndice C.1.3 (Materiais) deste Manual. em sentido oblíquo em relação ao eixo longitudinal da rodovia ou área a drenar.2 ELEMENTOS DE PROJETO Tratando-se de drenos a serem construídos à pequena profundidade. normalmente usados em série. é conveniente que sejam adotados drenos do tipo cego ou com tubo dreno.

situadas a pequena profundidade do corpo estradal.1 COLCHÃO DRENANTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo das camadas drenantes é drenar as águas.3.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 102 . d) nos aterros constituídos sobre terrenos impermeáveis. em que o volume não possa ser drenado pelos dreno "espinha de peixe".Drenos em espinha de peixe 262 5. c) na base dos aterros onde houver água livre próximo ao terreno natural. São usadas: a) nos cortes em rocha. b) nos cortes em que o lençol freático estiver próximo do greide da terraplenagem.3 5. A remoção das águas coletadas pelos colchões drenantes deverá ser feita por drenos longitudinais. MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 5.3.2 DIMENSIONAMENTO

263

Para o dimensionamento do colchão drenante, como se trata, ainda, de meio poroso, há necessidade das seguintes determinações: a) Volume de água a escoar pela camada numa faixa de 1,0 metro de largura e comprimento, na direção do fluxo, até o limite da bacia de contribuição (Q); b) Gradiente hidráulico do fluxo que poderá ser substituído pela declividade da camada. Além dessas determinações há necessidade de pesquisa no campo para obtenção do material drenante e filtrante, cujas granulometrias deverão obedecer, conforme o caso, aos critérios de Terzaghi, do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service e do Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas ou literatura técnica especializada, conforme Anexo a este Manual. Os coeficientes de permeabilidade das camadas deverão atender às necessidades da vazão. De posse destes elementos, o cálculo da espessura da camada não será difícil e vai depender do emprego da lei de Darcy:
Q = K × A ×I

5.4 5.4.1

DRENOS SUB-HORIZONTAIS OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS

Os drenos sub-horizontais são aplicados para a prevenção e correção de escorregamentos nos quais a causa determinante da instabilidade é a elevação do lençol freático ou do nível piezométrico de lençóis confinados. No caso de escorregamentos de grandes proporções, geralmente trata-se da única solução econômica a se recorrer. São constituídos por tubos providos de ranhuras ou orifícios na sua parte superior, introduzidos em perfurações executadas na parede do talude, com inclinação próxima à horizontal. As Figs. 103 e 104 mostram um dreno típico. Estes tubos drenam a água do lençol ou lençóis, aliviando a pressão nos poros. Considera -se mais importante que o alívio da pressão a mudança da direção do fluxo d'água, orientando-se assim a percolação para uma direção que contribui para o aumento da estabilidade. Em solos ou rochas permeáveis ou muito fraturadas a vazão pode ser grande, enquanto que em solos menos permeáveis a vazão pode ser pequena ou nula, embora o alívio de pressão esteja presente; neste caso as vazões podem ser tão pequenas que a água recolhida evapora ao longo de seu caminho no interior do tubo, sendo porém seu efeito positivo. Neste último caso, somente com a instalação de instrumentação adequada poderá este efeito ser aquilatado, como se verá no item 4.5.5.
MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias 5.4.2 ELEMENTOS DE PROJETO

264

Para se projetar uma bateria de drenos sub-horizontais é necessário, primeiramente, caracterizar-se geotecnicamente o maciço, por meio de sondagens adequadas, verificando-se em seguida em que caso se enquadra o material do talude. Para isso, distinguem-se três situações: a) rochas ou solos heterogêneos com relação à permeabilidade; b) materiais essencialmente homogêneos com relação à permeabilidade; c) escorregamentos relativamente "impermeáveis" cobrindo formações mais permeáveis e saturadas, com nível piezométrico elevado; No primeiro caso, a drenagem tem o objetivo de interceptar o maior número possível de veios permeáveis ou bolsões permeáveis. Torna-se necessário o caso de rochas sedimentares ou metamórficas fraturadas (gnaisses bandeados, por exemplo). É necessário levantar o sistema de faturamento e as direções das fraturas. A direção dos drenos deve ser tal que intercepte cada família de fraturas, com o maior número possível de fraturas interceptadas por dreno. Pode ser necessário, em alguns casos, dispor os drenos em forma de leque, irradiando-os de um único ponto na superfície do talude, em um ou vários locais. No caso de rochas ou solos homogêneos quanto à permeabilidade, podem-se utilizar ábacos existentes para uma primeira estimativa do número, comprimento e espaçamento dos drenos, de modo a atingir-se a redução desejada das poro-pressões. No terceiro caso, o comprimento dos drenos deve ser tal que a camada saturada de alta permeabilidade seja interceptada ao longo de um trecho perfurado do tubo com comprimento razoável. Deve ser considerada a necessidade de utilizar o dreno dotado de trecho perfurado apenas nesta camada mais profunda, de modo a não se irrigar camadas mais superficiais, não saturadas, com a água que corre pelo tubo sob pressão.
5.4.3 DIMENSIONAMENTO

Considera-se que o fluxo no interior dos tubos é livre, isto é, a pressão da água no interior dos drenos é igual à pressão atmosférica. As Figs. 105 e 106 reproduzem os ábacos citados. Noveiller (1981) apresenta ábaco para um caso particular de talude usando o método das diferenças finitas para resolver a equação tridimensional de Laplace, não sendo aplicável para um caso mais geral. A condição inicial da pressão dos poros em talude (antes da colocação dos drenos) é caracterizada pela relação Hu/H das Figs. 105 e 106. Nas faixas de Hu/H entre 0,5 e 0,64 a melhora da estabilidade do talude expressa por ∆F/Fo (onde ∆F é o acréscimo do fator de segurança existente, Fo) é muito pouco influenciada pelas condições de pressões dos poros. Os ábacos dão, pois, resultados aceitáveis para a faixa de Hu/H = 0,5 a 0,7. Em
MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

265

taludes com relação superior a este os resultados ficam subestimados, e para relações menores os ábacos superestimam a influência dos drenos. A altura do talude H é definida como a altura entre o pé e a crista. Em alguns casos a área instável ou de instabilidade potencial poderá ser localizada ocupando apenas uma parcela da altura total. Em tais casos, a altura equivalente do talude a ser utilizada como entrada nos ábacos pode ser a distância vertical entre a base até a parte superior da área instável ou potencialmente instável, como mostra a Fig. 105. Para estabilizar trechos com extensões maiores que 4H, em planta , deve usar-se os ábacos para estabilização geral, partes (a) das Figs. 105 e 106, adotando-se o incremento de segurança desejado, ∆F/Fo. Com este valor busca-se a curva e, comprimento do dreno para a largura unitária do talude, de menor valor. Da interseção obtêm-se os valores ótimos de S/H e L/H, onde S é o espaçamento em planta dos drenos e L o seu comprimento. Na Fig. 104 (a), para o caso do valor desejado na melhoria do fator de segurança ∆F/Fo = 0,25, obtem-se, interpolando nas curvas e , o valor mínimo requerido para e (no caso, 0,7), e os valores ótimos de S/H e L/H são 2,5 e 3,6, respectivamente. Se, por alguma outra razão, for mais vantajoso usar drenos mais curtos, o mesmo aumento de segurança obtém-se para L/H = 2 e S/H = 2,9, para um mesmo comprimento total de drenos. Pode-se ainda, no mesmo gráfico, verificar que para drenos com relação L/H = 1 e S/H = 0,8 tem-se o mesmo acréscimo de segurança, porém com um comprimento unitário total de drenos, e, igual a 1,1. Neste caso, portanto, estarão sendo gastos mais drenos para obter um mesmo aumento de segurança. No entanto, as condições reais podem conduzir a esta última escolha, desde que a geologia do local não atenda às hipóteses de homogeneidade e de isotropia admitidas nos ábacos. Assim, os ábacos de Kenney devem ser usados com a devida cautela.

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 103 - Elementos de um dreno sub-horizontal

266

Figura 104 - Dreno sub-horizontal com controle na saída

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 105 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

267

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 106 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

268

MT/DNIT/DPP/IPR

não devendo apresentar fraturas. que os ábacos citados são de aplicação restrita a taludes com inclinação da ordem de 1:2 e 1:3 (V:H). a direção em planta e as inclinações com a horizontal. e cerca de seis meses para solos com Cv entre 10-6 e 10-7 m2/s. Materiais Os tubos para os drenos sub-horizontais poderão ser metálicos ou plásticos. pode-se concluir. MT/DNIT/DPP/IPR . Recomendações para a execução Introdução Os drenos sub-horizontais previstos nos projetos terão as dimensões indicadas nos mesmos. também podem beneficiar-se dos efeitos promovidos pelos drenos sub-horizontais Contudo.Manual de Drenagem de Rodovias 269 Para o caso de taludes com extensões menores ou iguais a 4H. tipo ferro galvanizado ou inoxidável. Os espaçamentos e comprimentos obtidos através dos mesmos são úteis como previsão inicial. drenos longos mais espaçados são mais eficientes no que se refere a aumento de fator de segurança do que drenos mais curtos. aumenta quanto menor for o coeficiente de adensamento (Cv) do solo. deve ser usadas as partes (b) das Figs. em termos do aumento do fator de segurança. em cada caso. maior o comprimento necessário dos drenos. Dos estudos existentes. de acordo com a geologia local e a experiência do projetista. – – É importante salientar. para um aumento de 20 por cento no fator de segurança. Taludes argilosos e compressíveis. devendo ser respeitadas as locações das bocas. Quanto mais suave o talude. 105 e 106. como o PEAD rígido com as dimensões indicadas no projeto. Tipicamente. devendo ser ajustados. Execução dos drenos Generalidades Os drenos deverão ser executados nos locais e com as características previstas em projeto. Nestes solos de Cv mais baixo é necessário um número maior de drenos longos para reduzir o tempo necessário para o aumento de segurança desejado. para solos siltosos e arenosos (Cv entre 10-5 e 10-6 m2/s). em linhas gerais. com espaçamento menor. Acima deste comprimento poderá ser necessário o emprego de material mais resistente. saturados. no que se refere a comprimento e diâmetro. que: – Para o mesmo comprimento total de drenos instalados. é necessário esperar 1 mês. mais uma vez. o tempo necessário para que se façam sentir estes benefícios. até comprimentos da ordem de 40 metros.

aparecem os drenos verticais de areia. drenos cartão e os drenos fibro-químicos. ao mesmo tempo. Recomenda-se o revestimento dos taludes do canal com gramíneas. sendo este valetão constituído. tais como: siltes ou argilas orgânicas. velocidade de construção controlada. normalmente. algumas vezes. O dispositivo (valetão lateral). a fim de reduzir os custos de implantação. deve-se realizar cuidadoso exame do assunto na fase de projeto. Sob o ponto de vista técnico-econômico. deve ser precedida de um amplo estudo de campo e laboratório e de um criterioso estudo comparativo de custos. a não ser que hajam alargamentos substanciais. pode exercer sua dupla função sem dificuldade. o que equivale a dizer que os valetões laterais vão funcionar independentemente da plataforma da rodovia. etc. processo este designado por falso-aterro. a estrada ficará sem acostamento confiável na época das chuvas e nos tempos secos terá um acostamento perigoso.5. CARACTERÍSTICAS E PROJETO Existem casos em que se recomendam os valetões laterais formados a partir do bordo do acostamento. A profundidade do mesmo será de 1.6 5. face à rampa necessária.1 DRENOS VERTICAIS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A eventual necessidade de executar um trecho rodoviário com aterros sobre depósitos de solos moles. ou seja. A opção pela solução mais favorável técnica e econômica. quando possível. argilas sensíveis e turfas pode representar problemas de solução difícil e onerosa e. uma sobrecarga que. Entre a extensa gama de soluções possíveis de utilização.0 m e os taludes de 3/2.Manual de Drenagem de Rodovias 270 As definições de uso e a execução obedecerão às Especificações de Serviço DNIT 017/2004-ES. e do outro pelo próprio talude do corte. a garantia da estabilidade dos aterros construídos sobre depósitos de argila mole saturada pode.. 5. pré-adensamento. usando. Não obstante a economia obtida no sistema de drenagem.5 5. bermas estabilizadoras. em regiões planas. de um lado. vai MT/DNIT/DPP/IPR .6. 5. visto poder trabalhar como sarjeta e dreno profundo. ser alcançada com o uso da velocidade de compressão controlada ou pré-adensamento. por outro lado. ao reduzir os recalques pós-construtivos. que vão da remoção do solo por escavação ou deslocamento até as técnicas construtivas. pelo acostamento.1 VALETÕES LATERAIS OBJETIVO.5 a 2.

A compressão decorrente expulsa a água dos vazios do solo o que. de baixa condição de permeabilidade. O processo de adensamento com drenos fibro-químicos tem a mesma sistemática.6. apenas. em determinadas circunstâncias. assim. fazendo com que o adensamento se produza de modo muito lento. atender ao equilíbrio do maciço. será possível o uso desse dispositivo em solos turfosos quando eles se assentam sobre camadas de argila mole de baixa velocidade de adensamento o que. o uso de drenos verticais de areia ou drenos fibro-químicos. tendo em vista que a permeabilidade dos solos turfosos pode baixar com elevado carregamento a níveis extremos. alta sensibilidade para perturbação. conforme amplamente verificado em experiências realizadas. O uso dos drenos de areia. 5. sendo que entre os de maior eficiência podem ser citados o jato d'água rotativo. tornando então recomendável. ao ser empregada deve sempre ser precedida de ampla investigação técnica-econômica. os recalques pós-construção. não são susceptíveis ao uso dos drenos verticais de areia. drenagem rotativa. o tubo cravado por jato d'água e o uso da cravação por punção. além de espessos.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os drenos verticais de areia consistem. Os processos acima enumerados apresentam pontos favoráveis e desfavoráveis. contribuir para a estabilização do aterro ou da fundação e para apressar. Ocorre. sendo indicada para acelerar o aumento da resistência ao cisalhamento e. diminuindo. com os mesmos tipos de cravação citados. faz com que se reduza o tempo de drenagem. além de um recalque devido à compressão secundária maior que aquele devido ao adensamento primário em período de 10 a 15 anos após o carregamento. igualmente. apesar de ser uma solução onerosa. porém. MT/DNIT/DPP/IPR . Os drenos fibro-químicos são implantados com a cravação dos perfis por punção o que transforma o processo mais rápido e menos oneroso. os depósitos de solos compressíveis são. aliado ao fato de que normalmente a permeabilidade horizontal é menor que a vertical. pois.Manual de Drenagem de Rodovias 271 contribuir para o aumento da resistência ao cisalhamento e.cujas principais características são a alta permeabilidade relativa. por exemplo . jato de água rotativo. o processo de adensamento. que. pode indicar a aplicação dos drenos verticais de areia para apressar o processo de adensamento da argila. Deve-se observar que os solos altamente orgânicos – turfosos. para a aceleração desse processo de adensamento. basicamente. A instalação dos drenos de areia é procedida por métodos que podem ser descritos como de tubo de ponta fechada. assim. nos quais são instalados cilindros com material granular de boa graduação. tubo de ponta aberta. cravado por percussão ou jato d'água. na execução de furos verticais penetrando na camada de solo compressível. Muitas vezes. a trado helicoidal contínuo com haste sólida ou oca e cravação por vibração.

deverá obedecer aos critérios de Terzaghi ou Soil Conservation Service e.52 0.022 0. A escolha das granulometrias de material drenante e filtrante. no caso de uso de geotêxteis.Manual de Drenagem de Rodovias 272 Observação importante a fazer relaciona-se com os requisitos necessários para o material dos drenos e do colchão drenante.093 0. o qual. aos do Comitê Francês de geotêxteis e geomembranas.011 0. além de permitir a drenagem da água que é extraída do solo quando da compressão. MT/DNIT/DPP/IPR . Tabela 43 .Granulometria a ser seguida por drenos e colchões drenantes Peneiras Nº Diâmetro (mm) % em peso passando Drenos Tapete drenante 1/2" 3/8" 8 30 50 100 12. Em função dos estudos feitos apresenta-se a seguir a granulometria a ser obedecida pelo material do dreno e do colchão drenante. ou literatura técnica especializada conforme Anexo deste Manual. deve também evitar a penetração de partículas nos drenos tornando-os eventualmente inoperantes.006 90 a 100 25 a 100 5 a 50 0 a 20 0a3 50 a 100 5 a 50 0 a 20 0a5 - Os materiais granulares dos colchões drenantes devem ser protegidos por filtros granulares ou geotêxteis para impedir a penetração de partículas finas do solo em seu interior e conseqüente diminuição de sua capacidade de condução de água.70 9.

seu uso fica muito restrito. quando se tem: n= de dw MT/DNIT/DPP/IPR . É necessário no projeto definir-se o espaçamento dos drenos. v) e também o excesso médio de pressão na água dos poros resultantes da massa do solo. por intermédio da teoria de Terzaghi. para o que pede-se a atenção para a Fig. ( u r. o que não ocorre com os solos estratificados com diferentes características geológicas. embora alguns técnicos admitam essa utilização.Manual de Drenagem de Rodovias 5. as teorias de adensamento disponíveis são aplicáveis a pequenas deformações e.107. Parte-se. através de gráficos próprios desenvolvidos por Barron. Em qualquer hipótese convém deixar ressaltado que.3 DIMENSIONAMENTO Figura 107 . segundo alguns autores. via de regra. uma vez que.Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia 273 A partir da Figura 107. assim. as perturbações do solo conseqüentes à introdução de drenos verticais de areia conduzem a grandes deformações. quando esses ensaios podem conduzir a valores sem a necessária compatibilidade para a construção. Em solos uniformes. uma vez que consideram que os resultados obtidos são razoáveis e satisfatórios. após algum tempo (u r. então para a análise do adensamento com drenagem vertical. esses coeficientes de adensamento podem ser obtidos através de ensaios de laboratório com amostras indeformadas de diâmetro relativamente pequeno. v). pode-se alcançar o valor do excesso de pressão na água dos poros em um ponto. e do adensamento com drenagem radial através das soluções e gráficos.6. usando-se o método de separação das variáveis.

como por exemplo: – – – – – – – – – controle de locação. devendo ser dada ênfase à verificação instrumental de todos os elementos. Assim: S= de 1. A evolução tecnológica chegou. controle de continuidade.05 × S onde: S = é o espaçamento entre os drenos. O espaçamento será então. Os valores de de e dw são obtidos nos ensaios de adensamento.Manual de Drenagem de Rodovias 274 onde: de = diâmetro de influência do dreno. dw = diâmetro do dreno. controle da compactação e comprimento dos drenos.05 Finalmente. controle do material de enchimento. partindo-se do diâmetro de influência do dreno: de = 1. cumpre assinalar que é essencial que a execução dos drenos de areia seja encarada como uma operação em seqüência ao projeto. em última análise. não acumular material de aterro lançado em qualquer ponto da área trabalhada. controle da verticalidade. igualar ou suplantar a eficiência dos drenos de areia. carregamento lento durante a construção. a menores custos. adequadas análises de estabilidade. também. basicamente. representa a necessidade da adoção de uma série de cuidados na fase de construção. fazendo com que indústrias em vários países tenham criado diversos tipos de drenos pré-fabricados visando. o que. presença constante de fiscalização. ao setor de consolidação de materiais de baixa consistência. MT/DNIT/DPP/IPR .

enquanto se admitido o dreno fibro-químico com largura igual a A e espessura igual a B. fabricado industrialmente em faixas extensas de larguras igual a 100 mm e espessura de 2. o que equivale dizer que o dreno fibro-químico será equivalente a um dreno de areia de 5cm de diâmetro. O dreno fibro-químico de origem japonesa é constituído de um núcleo acanelado de polietileno. citada. Existem ainda numerosos produtos sintéticos para drenagem vertical (geocompostos). que a eficiência do dreno será proporcional ao perímetro do dreno. o perímetro do dreno será 2A + 2B . Estabelecendo um coeficiente de forma para a seção transversal retangular.Manual de Drenagem de Rodovias 275 O princípio fundamental veio da constatação do cientista sueco Kjellman (1948) de que a eficiência dos drenos verticais depende em grande parte do perímetro e muito pouco da área de sua seção transversal e. revestido em ambos os lados por um tecido de fibra sintética. MT/DNIT/DPP/IPR . em conseqüência.75cm.8 mm e cuja execução reside em um processo de extrema simplicidade e rapidez. temos: πD = α (2A + 2B ) ou D= α (2A + 2B ) π Admitindo-se para valores de A e B e α. admitindo que um dreno de areia tenha o diâmetro D.0cm. encontra-se D = 5. constituídos basicamente por núcleos condutores plásticos flexíveis de seções variadas envolvidos por filtros geotêxteis. 0. respectivamente 10. por equivalência.0cm. o perímetro da seção transversal será πD. podendo admitir-se uma produção média de 1000 m de drenos por dia. Com base na afirmativa de Kjellman.28cm e 0.

.

DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 277 6 .

.

embora seja importante observar que não será dada à matéria o mesmo enfoque que é dado quando do projeto de complexas redes de drenagem como importante item do planejamento urbano. fornecer ao projetista rodoviário os elementos básicos para promover de forma satisfatória o escoamento das águas das áreas urbanas. surgem núcleos populacionais. tabelas e ábacos. O sistema de drenagem de transposição urbana de águas pluviais é com posto dos seguintes dispositivos: MT/DNIT/DPP/IPR . a colocação deste capítulo no Manual de Drenagem Rodoviária é plenamente justificável.1 DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 279 Em todo o País. No primeiro caso citado cabe. é. as rodovias atravessam áreas urbanas levando consigo seus benefícios à população. em segundo lugar. pois.Manual de Drenagem de Rodovias 6 6. são de ocorrência frequente trechos urbanos ao longo das rodovias. e no segundo cabe ao projeto de implantação o adequado sistema pluvial de drenagem para os trechos urbanos. de toda a população urbana que vive as margens da rodovia. procurou-se minimizar o trabalho com a adoção de planilha de cálculo. não se aplicando a sistemática adotada em trechos rurais. ajustado aos novos rumos da Hidrologia para a determinação das descargas afluentes. mas também. quando de sua implantação. a drenagem urbana está afetada ao gerenciamento municipal. As áreas urbanas ao longo das rodovias são inevitáveis e problemáticas. Tendo em vista o exposto acima. assegurando o trânsito público e protegendo a rodovia e as propriedades particulares dos efeitos danosos das chuvas intensas. na maioria das vezes de forma desordenada. salientando-se ainda que. vias de regra. uma vez que aqui não está envolvida somente a segurança do veículo e do seu usuário. com a implantação da rodovia e com os benefícios dela resultantes. tornando-se um fato grave a inexistência de uma drenagem específica. Em trechos urbanos. no enfoque urbano. nos projetos de restauração. apresentando dois processos de ocorrência bem definidos: em primeiro lugar. Este capítulo será apresentado basicamente na forma de um roteiro para o dimensionamento dos dispositivos na parte hidráulica. ou os já existentes e relativamente distantes da rodovia avançam sobre suas margens. a drenagem deve ser tratada de forma mais específica e detalhada. Tendo em vista os inevitáveis e extensos cálculos no enfoque do movimento uniformemente variado. a adequação do sistema de drenagem as novas realidades. quando o país experimenta um rápido processo de urbanização. O objetivo.

Se esta estiver localizada em trecho de declividade uniforme. pode-se utilizar a formula de Izzard baseada na fórmula de Manning: Q o = 0. galerias. em suma. I = declividade longitudinal da sarjeta. em m/m. a determinação das "descargas afluentes". sua localização e espaçamento. Z = Z = tgθ . a declividade e a rugosidade da sarjeta e as superfícies do pavimento sobre as quais a água escoa.10. n = coeficiente de rugosidade de Manning. da capacidade de vazão da sarjeta.375 x y 8 / 3 x Z x o onde: Qo = vazão da sarjeta. Yo = altura d'água na sarjeta. ver Fig. visando à otimização dos cálculos. será tratada neste capítulo. serem aplicadas também na drenagem urbana. A capacidade de esgotamento de uma boca de lobo. isto é. 110. se necessário. conforme visto no item anterior.01) n . 280 Devido à necessidade de constar na planilha. estruturas especiais. Para o cálculo da altura d'água na sarjeta para uma dada vazão ou vice-versa. 6.2 SARJETAS As sarjetas em trecho urbano têm como objetivo conduzir as águas que se precipitam sobre a plataforma da rodovia e áreas adjacentes ao ponto de captação que normalmente é uma boca de lobo. em m. bocas de lobo. poços de visita. MT/DNIT/DPP/IPR I1 / 2 (equação 6. As estruturas especiais tais como dissipadores de energia contínuos e descontínuos e as considerações sobre ressalto hidráulico já foram apresentadas no item 3. a altura d'água na sarjeta dependerá das suas características de escoamento como conduto livre. Z = recíproca da declividade transversal. em m3/s. depende da altura d'água no trecho da sarjeta imediatamente a montante da boca de lobo.Manual de Drenagem de Rodovias – – – – – sarjetas. Tais características incluem a seção transversal. qualquer que seja o seu tipo. podendo. embora de domínio da Hidrologia.

pela equação da continuidade: 1 Vo = 0. obtém-se: 0. Para o cálculo do espaçamento entre as bocas de lobo pode-se utilizar a fórmula de Izzard associada à fórmula racional para a determinação das descargas afluentes. A = área de drenagem. função do tipo de revestimento.375 x y 8 / 3 x z x o d= I1 / 2 = 2.958 x 1 / 4 Z ⎛ I1 / 2 ⎞ x⎜ ⎜ n ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ 3/ 4 x Q1 / 4 (equação 6.Manual de Drenagem de Rodovias Dessa expressão. que pode ser expressa como. em m2.445 x 1 ⎛ Q ⎞ x ⎜ 1/ 2 o ⎟ Z3/8 ⎝ 1 / n ⎠ 3/8 281 (equação 6. em m. i = intensidade de precipitação. pois. Q = 2. em m. O comprimento crítico irá definir o espaçamento máximo entre bocas de lobo. permite determinar o tempo de percurso na sarjeta. equação 6. com a descarga afluente (equação 6. A = L x d. em m/s. d = comprimento crítico da sarjeta.375 x y 8 / 3 x Z x I1 / 2 o −7 2.05) MT/DNIT/DPP/IPR . C = coeficiente de escoamento superficial.04) onde: Q = descarga afluente à sarjeta. obtém-se: Y = 1. onde: L = largura do implúvio. além de ter limites restritos. em mm/h.02) e.78 x 10 −7 x C x i x L x d n 0. para que não haja transbordamento da sarjeta.78 x 10 −7 x C x i x A (equação 6.01.03) o A determinação da velocidade de escoamento na sarjeta (V ) é importante. Igualando-se a capacidade hidráulica da sarjeta.78 x 10 x C x i x L x n (equação 6. Pelo método racional.04).

MT/DNIT/DPP/IPR . Vo = velocidade de escoamento. no cruzamento de ruas. Basicamente. Bocas-de-lobo situadas em pontos baixos das sarjetas. e a entrada das águas pluviais ocorre peias duas extremidades da boca-de-lobo. Boca-de-lobo com grelha. Fig. Além desses tipos. através da qual se permite a entrada da água pluvial que escoa sobre as sarjetas. as bocas-de-lobo localizam-se em trechos contínuos e de declividade uniformes das sarjetas e a entrada das águas pluviais se dá através de apenas uma das extremidades da boca-de-lobo. Fig. podem ser classificados em dois tipos. No segundo caso. 108 (b). a saber: – – Boca-de-lobo simples. A boca-de-lobo simples é constituída de uma abertura vertical no meio-fio denominada guia-chapéu. podem ainda ser classificados quanto à localização em: – – Bocas-de-lobo situadas em pontos intermediários das sarjetas. conduzi-las às galerias subterrâneas. em min. No primeiro caso. caso em que a caixa coletora fica situada sob o passeio. em seguida.3 BOCAS-DE-LOBO d 60v o (equação 6. a boca-de-lobo localiza-se em pontos baixos das sarjetas ou junto à curvatura dos meio-fios. em m/s. Em casos especiais pode haver uma combinação dos dois tipos. caso em que a caixa coletora fica situada sob a faixa da sarjeta.06) Bocas de lobo são dispositivos especiais que têm a finalidade de captar as águas pluviais que escoam pelas sarjetas para. 108 (a) . Fig. d = comprimento da sarjeta. isto é. com abertura no meio-fio. 6. em m. 108 (c).Manual de Drenagem de Rodovias 282 O tempo de percurso na sarjeta pode ser determinado através da equação: tp = onde: tp = tempo de percurso na sarjeta.

MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 108 .Bocas-de-lobo 283 A capacidade de esgotamento de uma boca-de-lobo simples é função da rapidez com que se processa a mudança de direção do fluxo na sarjeta.

Numerosas experiências têm mostrado que as grelhas constituídas de barras longitudinais são mais eficientes e menos sujeitas às obstruções do que aquelas compostas por barras transversais. a capacidade de esgotamento da boca-de-lobo será substancialmente aumentada. sendo que normalmente a grelha é instalada defronte a abertura do meio-fio. por exemplo. porém. embora sejam inevitáveis. A boca-de-lobo com grelha possui. no qual a boca-de-lobo funciona como um vertedor. segundo estejam localizadas paralela ou perpendicularmente em relação à direção do escoamento. Se a grelha for colocada a jusante da abertura. Localiza-se em pontos intermediários das sarjetas ou em pontos baixos. A principal vantagem da boca-de-lobo simples é que as obstruções por detritos. funcionando como um conjunto único. no qual a boca-de-lobo funciona como orifício. obtém-se melhores resultados. Quando ocorre qualquer obstrução. a abertura no meio-fio pouco influi em sua capacidade. A boca-de-lobo combinada é uma associação entre a boca-de-lobo simples e a grelha.1 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Boca-de-lobo simples em ponto baixo de sarjeta Segundo ensaios realizados no laboratório de hidráulica do "Bureau of Public Roads". 6. As grelhas podem ser longitudinais ou transversais. essa abertura torna-se importante para o funcionamento da boca-de-lobo. A desvantagem principal é a baixa eficiência quando utilizada em sarjetas com declividades longitudinais acentuadas. Ensaios de laboratório revelaram que na boca-de-lobo combinada. através de uma depressão na sarjeta junto à face do meio-fio.Manual de Drenagem de Rodovias 284 Portanto. A principal desvantagem das grelhas é a sua obstrução com detritos transportados pelas enxurradas. podendo também ser colocada a montante ou a jusante. por serem as aberturas maiores. MT/DNIT/DPP/IPR . a boca-de-lobo simples pode funcionar basicamente sob duas condições de escoamento: – – Escoamento com superfície livre. Escoamento afogado. acarretando redução substancial em sua capacidade de esgotamento.3. esta altura de fluxo. aumentando-se. são menos freqüentes. enquanto não houver obstrução da grelha. uma abertura coberta com barras metálicas longitudinais ou transversais formando grelhas.

O nomograma da Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 285 Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas. sendo a vazão dada pela fórmula: Q = 1.703y 3 / 2 (equação 6. sendo utilizado tanto para o escoamento como superfície livre quanto para o escoamento afogado. y = altura da água na entrada. L = comprimento da abertura.07) L Onde: h = altura da abertura no meio-fio. em m. 109. em m3/s MT/DNIT/DPP/IPR . pode ser utilizada a Fig. Q = vazão máxima esgotada pela boca-de-lobo. 109 foi construído sobre as seguintes hipóteses: – Para alturas d'água até a altura da abertura (y / h ≤ 1) . a boca-de-lobo funciona como vertedor. Trata-se de uma adaptação baseada em resultados obtidos pelo Bureau of Public Roads. em m. em m.

Manual de Drenagem de Rodovias 286 Figura 109 .Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas. MT/DNIT/DPP/IPR .

tendo sido adotada uma transição no nomograma. C = constante.10) MT/DNIT/DPP/IPR .20 0. de acordo com a tabela abaixo: Tabela 44 . em m. igual a y0 para a boca-de-lobo sem depressão. K = função do ângulo Ø.20 A equação 6.23 0.09 anterior assume a forma seguinte para boca de lobo sem depressão: Q = K x yo x L g x yo (equação 6.7 e y' igual à carga no meio da abertura do meio-fio.101h 3 / 2 (y' / h) L (equação 6. obtida através de pesquisas desenvolvidas pela Universidade John Hopkins: Q (K + C) x y x L onde: g = aceleração da gravidade. = y − h 2 – Para alturas d’água entre uma e duas vezes a altura da abertura no meio-fio. supõe-se que a boca-de-lobo funciona como orifício.Manual de Drenagem de Rodovias 287 Para alturas d'água iguais ou maiores que duas vezes a altura da abertura (y / h ≥ 2 ) . em m/s2.K em função do ângulo Υ tg Ø K gxy (equação 6. y = altura do fluxo na sarjeta imediatamente antes da boca-de-lobo. y0 = profundidade da lâmina d'água na sarjeta.09) 12 24 48 0. o funcionamento da boca-de-lobo é indefinido. ou seja: y. Boca-de-lobo simples em ponto intermediário da sarjeta Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em "pontos intermediários das sarjetas" pode ser usada a seguinte equação.08) onde fez-se c = 0. sendo a vazão dada pela fórmula derivada dos orifícios: Q 1/ 2 = 3. igual a zero para boca-de-lobo sem depressão.

111. e o cálculo do y é apresentado no item 6.Seção na entrada de boca-de-lobo 288 Figura 111 .10 está representada na Fig.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 110 .2 Boca-de-lobo com grelha em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas A equação 6.

a escolha de y depende exclusivamente do projetista.91 x y 0. de sua experiência. quando um dos lados está junto à face do meio-fio. 112 devem ser multiplicados pelos coeficientes de redução da tabela 54 apresentada no Apêndice D. P y = altura d'água na sarjeta sobre a grelha. Na faixa de transição entre 12 e 42 cm. em razão de diversos fatores. e. portanto.42 m Q = 2. que permitiram constatar que a grelha tem um funcionamento análogo ao de um vertedor de soleira livre. para profundidades de lâmina d´água de até 12 cm. como por exemplo. 112 reúne as duas condições acima e os gráficos fornecidos representam as seguintes equações: – Para y < 0. entre os quais enumera-se: MT/DNIT/DPP/IPR . da área total às áreas correspondentes as barras. Q = vazão por metro quadrado de área de abertura da grelha.5 A Onde: Q = vazão por metro linear de perímetro da boca-de-lobo.5 P – Para y > 0. O perímetro P da abertura da grelha deve ser calculado sem levar em consideração as barras internas e descontando-se os lados pelos quais a água não entra. A grelha passa a funcionar como orifício somente quando a lâmina d'água for superior a 42 cm e entre 12 e 42 cm o funcionamento é indefinido. excluído as áreas A ocupadas pelas barras. A é a área útil das aberturas da grelha.655 x y 1. Os resultados obtidos através do nomograma da Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 289 O dimensionamento das bocas-de-lobo com grelha situadas em pontos baixos das sarjetas pode ser feito baseado nas experiências efetuadas pelo United States Corps of Engineers (Hidraulic Laboratory Report nº 54). A Fig. pois. excluindo-se. conseqüentemente. na prática a capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo é menor que a calculada.12 m Q = 1.

Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 290 Figura 112 .

e recomenda a utilização do gráfico da Fig. hipóteses de cálculo que nem sempre correspondem à realidade. MT/DNIT/DPP/IPR . devem-se aplicar coeficientes de redução sobre os valores teóricos calculados. consideradas isoladamente.Manual de Drenagem de Rodovias 291 – – – obstruções causadas por detritos carreados pelas águas. Assim. irregularidades nos pavimentos das ruas. para compensar os efeitos globais desses fatores.2). segundo consta no Manual de Drenagem Urbana de Denver. está assinalada a profundidade y’ que é facilmente calculada uma vez conhecido y0 (item 5. 113 para o dimensionamento. Na seção BB da figura. Por outro lado. junto às sarjetas e bocas-de-lobo.5 cm. igual ao somatório das vazões pela grelha e pela abertura no meio-fio. A Fig. único que pode ser aplicado para configuração de grelhas e de ruas diferentes daquelas dos ensaios. 114 mostra um esquema geral da grelha. 112 e 113 decorre de critérios diferentes adotados na escolha do coeficiente de descarga pêlos orifícios. aproximadamente. A diferença entre os resultados obtidos através das Figs. estudos conduzidos pela Universidade John Hopkins admitem o funcionamento da grelha como orifício a partir de 7. Estudos dessa mesma Universidade mostraram que a capacidade teórica de esgotamento das bocas-de-lobo combinadas é. Bocas-de-lobo com grelha em ponto intermediário das sarjetas Para se estudar o comportamento das grelhas instaladas em pontos intermediários das sarjetas destaca-se em particular "The Design of Storm Water Inlets" que consubstancia o estudo efetuado na Universidade John Hopkins. A seleção de um ou outro método de dimensionamento ficará a critério do projetista.

Capacidade de escoamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 292 Figura 113 .

pois admitindo-se que a parcela d'água na sarjeta ao longo da largura W da grelha irá escoar longitudinalmente para seu interior. escoará lateralmente em direção à grelha como se fosse uma boca-de-lobo simples.5 onde: y.25 x (L'−L ) x g x (y') 1. com lamina de largura (T .W) e profundidade y'.2 x v o x tgØ x ⎜ ⎟ ⎜g⎟ ⎝ ⎠ 0. calculado a partir da fórmula empírica seguinte. conforme mostra a Fig. a grelha deverá possuir um comprimento mínimo L'.114.Esquema geral de grelha 293 A profundidade y' é importante neste método. Para que toda essa água seja esgotada longitudinalmente e lateralmente. então a parcela restante. = y o − W tgØ Se for adotado um valor de L menor que L' haverá um excesso de água q2 que não será esgotado pela grelha e deve ser calculado por: q 2 = 0. baseada em experiências de laboratório: ⎛ y' ⎞ L' = 1.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 114 .5 MT/DNIT/DPP/IPR .

em m. o comprimento da grelha deverá ser maior ou igual a L para que todo o escoamento longitudinal na sarjeta dentro da faixa W da grelha seja esgotado. a vazão que ultrapassa a grelha pode ser calculada por: q3 = Q o ⎛ L ⎞ x ⎜ 1 − 22 ⎟ ⎜ Lo ⎟ ⎝ ⎠ 2 Assim sendo. Ø' = ângulo formado entre o plano da superfície do pavimento e o plano vertical na grelha (tgØ'= 1/i) . Se.Manual de Drenagem de Rodovias 294 Por outro lado. em m.5 O fator m é uma constante que depende da configuração da grelha e os seus valores encontram-se na tabela 34 do Apêndice D. q = q 2 + q3 Finalmente. Vo = velocidade média de escoamento nas sarjetas. a vazão total que ultrapassa a grelha é calculada por. em m2. em m3/s. as águas pluviais não esgotadas ultrapassam as grelhas. as grelhas devem ser dimensionadas de modo que L ≥ L o . em m. Ao = área da seção transversal de escoamento da sarjeta. L' = comprimento da grelha necessário para interceptar. W = largura da grelha. a vazão esgotada pela grelha será. em m. L < Lo. Q = Qo − q Símbolos empregados na formulação matemática: y' = profundidade da lâmina d’água junto à borda externa da grelha. lateralmente. em m/s = Qo/Ao Qo = vazão que escoa na sarjeta. por algum motivo. Em condições normais. MT/DNIT/DPP/IPR . O valor de L é calculado por: ⎛y⎞ Lo = m x v o ⎜ ⎟ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 0. em função do tipo da boca-de-lobo. T = largura da seção molhada de escoamento. yo = profundidade da lâmina d´água na sarjeta. toda a água que escoa fora da grelha q2. em m. Se L for menor que L0.

5 ROTEIRO PARA PROJETO DE GALERIAS PLUVIAIS DE SEÇÃO CIRCULAR Será apresentado a seguir um roteiro para o projeto de galerias pluviais de seção circular visando facilitar o trabalho. devem ser posicionados os poços de visita que atenderão às bocas-de-lobo projetadas e demais casos particulares.4 POÇOS-DE-VISITA Os poços-de-visita são dispositivos especiais que têm a finalidade de permitir mudanças ou das dimensões das galerias ou de sua declividade e direção. e seu espaçamento é função da capacidade hidráulica da sarjeta (item 5. q = vazão total não esgotada pela boca-de-lobo. em m. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 295 i = declividade transversal do pavimento da pista de rolamento. em m3/s. apresentada a seguir. 6. Ø' = ângulo formado entre o plano da sarjeta e o plano vertical. em m. em m3/s. em m. g = aceleração da gravidade. Têm ainda o objetivo de permitir a limpeza nas galerias e a verificação de seu funcionamento e eficiência. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES . e = espaçamento entre as barras longitudinais das grelhas. é composta de três itens fundamentais: poço-de-visita. em m3/s. Qo = vazão que escoa lateralmente à grelha. conforme descrito acima.2) Para os procedimentos a serem seguidos na execução deste dispositivo. que servirá de orientação ao roteiro. 6. São dispositivos também previstos quando. para um mesmo local. em m/s2. concorrem mais de um coletor. L = comprimento da grelha. e otimizando de forma ordenada a seqüência de cálculos. A planilha. As bocas-de-lobo devem ser localizadas imediatamente a montante das curvas dos meiofios nos cruzamentos. Q = vazão esgotada pela boca-de-lobo. segundo as necessidades de captação de águas. Lo = comprimento da grelha necessário para captar toda a água que escoa sobre a grelha. em pontos baixos do perfil e em pontos intermediários. deflúvio a escoar para jusante e galeria de jusante. t = espessura das barras longitudinais das grelhas. Após o dimensionamento e localização das bocas-de-lobo e sarjetas. em m.

escoando pela superfície do solo. Essas áreas devem ser calculadas ou planimetradas e o seu resultado deve ser indicado em hectares. coletora de água de chuva que.Coeficiente de impermeabilidade MT/DNIT/DPP/IPR . b) Coluna 2 . isto é. d) Coluna 4 . a) Coluna 7 .Fundo Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (6) e (17) .5. dividir a área de cada bacia em áreas contribuintes dos diversos-poços-de visita.Estaca Devem ser indicadas as estacas correspondentes aos poços-de-visita. 6.2 DEFLÚVIO A ESCOAR PARA JUSANTE Bacia contribuinte ou bacia de drenagem é uma área definida topograficamente. c) Coluna 3 . e) Coluna 5 .Manual de Drenagem de Rodovias 296 Esta planilha está baseada no modelo adotado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro que é o modelo mais utilizado no país.Terreno Deve ser indicada nesta coluna a cota do terreno do local.Número do poço Os poços-de-visita deverão ser numerados de montante para jusante.Recobrimento Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (16) e (17) . A individualização da bacia contribuinte é necessária e feita pelo traçado em planta topográfica das linhas dos divisores de água ou espigões. f) Coluna 6 . atinge a seção considerada.1 POÇO-DE-VISITA a) Coluna l . de acordo com a locação. Deve ser marcado o divisor de águas de cada bacia que contribua diretamente para a seção de interesse. b) Coluna 8 .Nível d’água Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (5) e (19).Área Determinar a área de cada sub-bacia de contribuição.5. 6.

40 : para zona suburbana. O tempo de entrada depende geralmente da declividade e das características de superfície de drenagem. Nas galerias. em min.2. isto é. tc = te + tp onde: tc = tempo de concentração. r = 0. única. tp = tempo de percurso.15. que poderá ser tomado igual a 1 se a área for inferior a 1 ha. esta área é igual à respectiva área local. n = A-0. corresponde a um tempo inicial de entrada. ou tempo requerido pelo escoamento superficial para fluir sobre a superfície.Tempo de concentração O tempo de concentração para galerias de drenagem urbana. em min. ábaco de Caquot. até atingir a primeira boca de lobo a montante. No caso do primeiro poço-de-visita.15. 115. te = tempo de entrada.cujas águas fluem para ele. MT/DNIT/DPP/IPR .Área total Na coluna 9 devem ser indicados. do item 5. o tempo de percurso depende das suas características hidráulicas e extensão: valores indicados na coluna (23). No caso do primeiro poço-de-visita ou boca-de-lobo. ou igual ao inverso desta área elevado à potência de 0. e um tempo de percurso que é o tempo que decorre desde a entrada no conduto (sarjeta ou galeria) até o ponto de interesse. baseado nos estudos de Burkli-Ziegler.80 : para áreas muito urbanizadas (zona central da cidade). r = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 297 Em função do grau de urbanização da área do projeto.25 : para zona rural. r = 0. d) Coluna 10 . a ser indicado na coluna (11). e) Coluna 11 .60 : para zona residencial urbana. em min. Na prática pode ser obtido através da tabela 56 do Apêndice D. o tempo de percurso na sarjeta pode ser obtido para equação 6. na forma cumulativa. isto é. a soma das áreas locais contribuintes para cada poço-de-visita. c) Coluna 9 . em quatro categorias: r = 0.Coeficiente de distribuição A coluna (10) deverá ser preenchida com o coeficiente de distribuição (n). em hectares. Os valores de (n) podem ainda ser obtidos da Fig. Apêndice D. as áreas totais. classificar a impermeabilidade das áreas locais (r). se a área total for maior que 1 ha.

No caso do primeiro poço de visita o deflúvio total a escoar será o próprio deflúvio parcial coluna (14). onde (a) é um fator função dos coeficientes de impermeabilidade (r). h) Coluna 14 . de acordo com o estudo hidrológico. numa primeira tentativa.17 e 6 . Apêndice D. Esta distância não deve ser inferior a 0.Manual de Drenagem de Rodovias 298 O tempo de concentração mínimo adotado em sistemas urbanos é de t = 10 minutos f) Coluna 12 . 6.3 GALERIA DE JUSANTE a) Colunas 16. coeficiente de distribuição (col 10). intensidade pluviométrica (i). e do tempo de concentração (t). determina-se a intensidade de precipitação através das curvas de intensidade .Deflúvio total a escoar O deflúvio total a escoar a ser indicado na coluna (15) será obtido pelo somatório dos deflúvios parciais na forma cumulativa. que é a distância vertical entre o greide no centro do poço-de-visita e o prolongamento da geratriz superior externa do coletor. ou através da equação de chuvas adotada para a localidade. Após a escolha do tempo de recorrência da chuva de projeto. e o recobrimento.Declividade. ou pelo gráfico da Fig. e 2.Coeficiente de deflúvio O coeficiente de deflúvio a ser indicado na coluna (13) deverá ser calculado com base no critério de Fantoli pela fórmula f = ax (i x t). Apêndice D.duração e freqüência. a ser indicado na coluna (14). é obtido através do método racional pelo produto dos seguintes fatores: área da bacia local em ha (col 7). podem ser determinados através da tabela 54 do Apêndice D. intensidade pluviométrica em mm/h (col 12). já que não há contribuição de trecho anterior. a declividade "I" do primeiro trecho do coletor a ser indicado na coluna (16).60 metros. MT/DNIT/DPP/IPR .5. o diâmetro "d". g) Coluna 13 . Os valores de (a). a ser indicado na coluna (6). coeficiente de deflúvio (col 13).Intensidade pluviométrica A intensidade pluviométrica a ser indicada na coluna (12) é a quantidade de precipitação que ocorre em uma unidade de tempo (mm/h). coluna (17) deste mesmo coletor.78 (fator numérico de conversão de unidades). Fig. 117. para uma chuva com uma dada freqüência e com uma duração igual ao tempo de concentração. 116. escolher à priori. diâmetro e recobrimento Pelo exame do greide da rodovia e orientado pelo gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção.Deflúvio parcial O deflúvio parcial em l/s. i) Coluna 15 .

coluna (17). coluna (6). isto é. Para o preenchimento desta coluna devemse aguardar os cálculos efetuados para o preenchimento da coluna (19). Apêndice D. coluna (15). coluna (16). K= onde: Q = deflúvio a escoar. Col4 = Col5 + Col19 d) Coluna 20 . em m/m.Enchimento O enchimento. coluna (5). expresso em porcentagem. e a cota do terreno. é a relação entre o tirante normal e o diâmetro do tubo. c) Coluna 19 . Através da tabela 58. na coluna (18). coluna (5) e o tirante normal coluna (19). tem-se inicialmente que calcular o fator de condução K. valor este a ser indicado em porcentagem.Manual de Drenagem de Rodovias 299 Sendo conhecido o diâmetro.Tirante normal Para o cálculo do tirante normal. coluna (3) pode ser calculada a cota do fundo do poço-de-visita. i = declividade da galeria. determina-se o valor de d8/3/n. determina-se o enchimento y/d. O tirante normal (y) a ser indicado na coluna (19). o recobrimento. será a soma da cota do fundo. mediante a seguinte operação: Col5 = Col3 − (Col6 + Col17) b) Coluna 18 . por d8/3/n tem-se o argumento c2: c2 = K d8 / 3 n Q i Entrando-se com o valor de c2 na tabela 59 do Apêndice D.Tirante crítico MT/DNIT/DPP/IPR . será obtido através da equação: y =c ×d 2 A cota do nível d'água a ser indicada na coluna (4). em m/s. a relação entre o tirante d'água (y) e o diâmetro (d) do tubo. em função do diâmetro escolhido coluna (17) e do coeficiente de rugosidade do tubo (n). a ser indicado na coluna (18). Dividindo-se o fator de condução (K).

a ser indicado na coluna (20). yc < y o regime é subcrítico. Coluna 21 . yc/d. Dividindo o módulo crítico(M). em m/s2. determina-se o valor de d5/2. c3 = M d5 / 2 Q g Entrando-se com o valor de (03) na tabela 59 do apêndice D. A = área da seção molhada. em m/s. Através da tabela 58. em função do diâmetro escolhido. g = aceleração da gravidade. coluna (15). O tirante crítico (yc) será obtido através da equação: yc = c3 x d Donde pode-se concluir que se: yc > y o regime é supercrítico.Velocidade de escoamento A velocidade de escoamento será determinada pela equação da continuidade. em m3/s. em m2. determina -se o enchimento crítico. yc = y o regime é crítico. Q = deflúvio a escoar. v= onde: V = velocidade de escoamento. pode ser determinado através do cálculo do módulo crítico (M): M= onde: Q = deflúvio a escoar. Q A MT/DNIT/DPP/IPR . por d5/2. coluna (17). Apêndice D. a ser indicado na coluna (21). coluna (15). tem-se o argumento (c3). em m/s.Manual de Drenagem de Rodovias 300 O tirante crítico(yc).

multiplica-se o valor do argumento c1. de acordo com o projeto. v= e) Coluna 22 . V = velocidade de escoamento. tabela 58 do Apêndice D. devido à resistência a erosão do tubo de concreto. coluna 22. 6. em m.4 RECOMENDAÇÕES E 1 x V 60 A velocidade de escoamento não deverá ser superior a 4. coluna 21. função de y/d já determinado na coluna (20) pelo diâmetro escolhido coluna (17). nem inferior a 1. MT/DNIT/DPP/IPR . visando facilitar a auto-limpeza. expresso em minutos: tp = onde: tp = tempo de percurso. coluna 23 . ao quadrado.Tempo de percurso Q c1 x d2 O tempo de percurso no trecho. a ser indicado na coluna 23 é o resultado da divisão da extensão do trecho do coletor a montante pela respectiva velocidade de escoamento. f) Coluna 23 .5 m/s. E = extensão.5. Os procedimentos a serem seguidos na execução dos dispositivos devem obedecer às Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES .40 m. em min.Manual de Drenagem de Rodovias 301 Para a determinação da área da seção molhada. tabela 59 do Apêndice D. A altura d'água calculada não deverá ser inferior a 20 % nem superior a 85 % do diâmetro do coletor. O diâmetro mínimo tanto para os ramais de boca-de-lobo como para as galerias não deverá ser inferior a 0.0 m/s.Extensão A extensão deverá ser indicada em metros na coluna 22. em m/s.

min Total Conc.POÇO DE VISITA BACIA LOCAL DEFLUVIO A ESCOAR PARA JUSANTE GALERIA DE JUSANTE LOCAÇÃO CONTRIBUIÇÃO PARCIAL Tirante Defl. escoar m % m % m/s m Normal Crítico Coef. Tempo Total a Declividade Diâmetro Enchimento Recobrimento Velocidade Extensão Percurso Nível Área Tempo Intes Coef. Defl. Parcial ℓ/s Nº Estaca d´água m m m m ha Imper. m ha min mm/h mm/h ℓ/s 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 COTAS NO POÇO Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 45 . Pluv.Planilha para cálculo de coletores circulares de águas pluviais 1 2 3 4 5 6 MT/DNIT/DPP/IPR 302 . Distr. Defl. Terreno Fundo Área Coef.

3 m = 6.6 COEFICIENTES DE REDUÇÃO DAS CAPACIDADES DAS BOCAS DE LOBO 303 Tabela 46 . jardins.Tempo de entrada Natureza da área 1 – Área de construção densas 2 – Áreas residenciais 3 – Parques.Manual de Drenagem de Rodovias 6. ou longitudinal com barras Transversais Combinada Tipo de Boca-de-Lobo % permitida sobre o valor teórico 80 65 50 80 60 50 110% dos valores indicados para a grelha correspondente Tabela 47 .Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo Localização nas Sarjetas Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Simples combinada Com grelha Simples Grelha longitudinal Grelha transversal.6 Tabela 48 .Valores do fator m BOCA DE LOBO COMBINADA Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e GRELHAS Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e m = 4.0 m = 3.0 m = 8. campos 10 min 12 min 15 min Declividade da Sarjeta I<3% 7 min 10 min 12 min I>3% MT/DNIT/DPP/IPR .

029 a = 0.40 0.Determinação de d 8 3 n e d 5 2 Diâmetro m 0.38 0.1358 0.2500 0.0770 76.5385 1.15 0.4670 17.8000 50.0254 0.30 0.2789 0.0529 0.7330 36.4400 0.6400 0.0179 0.2025 0.8100 1.9230 99.45 0.2321 1.00 1.Valores do fator (a) r = 0.80 r = 0.6670 5.6920 42.1012 0.20 d 2 d8/3 n n = 0.6667 n = 0.10 1.3330 66.6154 12.0890 0.8462 6.0400 0.40 r = 0.50 0.4620 58.1444 0.015 d 5/2 m 2 0.0625 0.7684 1.0769 5.0087 0.0000 1.25 a = 0.60 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 49 .23 0.2691 1.5774 MT/DNIT/DPP/IPR .6920 29.0225 0.0000 1.4615 1.0769 1.1600 0.013 0.4900 0.018 304 Tabela 50 .0900 0.6670 86.5724 0.6923 8.058 a = 0.70 0.60 r = 0.0770 19.0000 2.0670 25.3850 10.3600 0.9231 3.0312 0.90 1.4100 0.80 0.25 0.0493 0.1769 0.20 0.043 a = 0.2310 125.0000 108.

1347 0.0549 0.0174 0.0735 0.1248 0.3930 0.0597 0.57 0.3717 0.1242 0.5400 0.5690 C2 0.1148 0.0811 0.0273 0.3599 0.2450 0.5590 0.0461 0.0981 0.18 0.3828 0.1612 0.4030 0.2276 0.64 0.22 0.43 0.2739 0.42 0.1451 0.3229 0.0805 0.1107 0.0237 0.1604 0.3727 0.1002 0.0361 0.1298 0.1050 0.1890 0.5020 0.19 0.0910 0.2202 0.55 0.27 0.1719 0.0818 0.26 0.52 0.1773 0.3949 0.3069 0.0694 0.1668 0.2355 0.39 0.0864 0.3827 0.1883 0.1828 0.0752 0.68 C1 0.1535 0.3328 0.41 0.56 0.0432 0.2550 0.29 0.4720 0.4162 0.2461 0.2014 0.37 0.45 0.5120 0.Manual de Drenagem de Rodovias 305 Tabela 51 .2185 0.25 0.60 0.21 0.4920 0.2853 0.34 0.0961 0.0613 0.1383 0.0498 0.0152 0.4330 0.15 0.3627 0.2651 0.3263 0.4530 0.0331 0.58 0.2074 0.44 0.0698 0.1312 0.0246 0.3157 0.24 0.3466 0.0653 0.Dados numéricos para o cálculo do escoamento em galerias circulares parcialmente cheias y d 0.4620 0.67 0.2251 0.2642 0.1830 0.1762 0.1988 0.3527 0.0955 0.47 0.1174 0.1044 0.4062 0.3374 0.0197 0.0535 0.2934 0.66 0.1199 0.0418 0.1530 0.54 0.0394 0.4430 0.20 0.2305 0.36 0.5220 0.40 0.4230 0.2354 0.1401 0.33 0.35 0.1559 0.0304 0.1711 0.0862 0.4130 0.48 0.59 0.0221 0.2260 0.53 0.28 0.1800 0.23 0.2098 0.0646 0.0805 0.49 0.1449 0.2510 C3 0.50 0.1982 0.63 0.31 0.0340 0.2090 0.1683 0.4820 0.5500 0.2836 0.1844 0. 0.2098 0.2038 0.65 0.2368 0.2149 0.1455 0.2751 0.1030 0.0573 0.3130 0.4312 0.5310.0269 0.1110 0.0377 0.2410 0.30 0.2956 0.2546 0.0302 0.51 0.32 0.1508 0.61 0.2167 0.0427 0.17 0.0777 0.0921 0.3420 0.1198 0.1261 0.62 0.16 0.3032 0.1366 0.1926 0.38 0.1623 0.0739 0.4444 MT/DNIT/DPP/IPR .2464 0.46 0.0304 0.

2845 0.6714 0.8017 306 MT/DNIT/DPP/IPR .3267 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 51 – (Continuação) y d 0.7320 0.2561 0.70 0.2607 0.3263 0.6230 0.7767 0.6890 0.80 0.6185 0.76 0.74 0.7040 0.4700 0.71 0.3011 0.2970 0.6570 0.89 C1 0.3183 0.5870 0.3151 0.78 0.2928 0.81 0.6140 0.2751 0.7120 0.82 0.84 0.6960 0.3243 0.4987 0.6526 0.7380 C2 0.86 0.3115 0.7270 0.6400 0.72 0.6898 0.69 0.3300 C3 0.3047 0.6020 0.7250 0.6348 0.7190 0.83 0.3079 0.5400 0.5599 0.79 0.2881 0.5108 0.2798 0.7106 0.4570 0.6320 0.88 0.6810 0.7527 0.85 0.6740 0.2705 0.2659 0.75 0.6970 0.77 0.5240 0.6050 0.6490 0.6660 0.4831 0.3212 0.5543 0.73 0.6051 0.5780 0.87 0.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 115 .Coeficiente de distribuição (n) .Àbaco de Caquot 307 MT/DNIT/DPP/IPR .

Coeficiente de deflúvio f 308 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 116 .

Gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 309 Figura 117 .

.

FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 311 GEOTÊXTEIS CARACTERÍSTICAS.

.

os geotêxteis possuem características (propriedades) que definem seu comportamento quando instalados em uma estrutura pertencente à obra. esses materiais são submetidos a alguns ensaios que simulm situações reais e que fornem resultados que ser usados dimensionamento.1 Os geotêxteis são materiais têxteis permeáveis com aplicação em obras ou estruturas geotécnicas. Como tantos outros materiais aplicados em obras de engenharia. • • Processo de fabricação Matéria-prima Essas características são divididas em quatro grupos: • • • • Características Físicas Características Mecânicas Características Hidráulicas Características de Durabilidade Com relação ao processo de fabricação os geotêxteis podem ser tecidos ou não-tecidos.2 CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis derivam diretamente de dois fatores básicos. Características físicas: a) Gramatura (densidade superficial) b) Espessura c) Densidade da fibra ou filamento d) Diâmetro da fibra ou filamento e) Porosidade MT/DNIT/DPP/IPR . 7. Para se definir as características dos geotêxteis. ou pelo menos que servir de subsídios para a seleção produto mais adequado situação de obra Esta situação de obra pode estar ligada ao desempenho do geotêxtil ou às suas condições de instalação. FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO INTRODUÇÃO 313 7.Manual de Drenagem de Rodovias 7 OS GEOTÊXTEIS: CARACTERÍSTICAS. que muitas vezes definem também o desempenho.

Manual de Drenagem de Rodovias 314 Características mecânicas: a) Resistência à tração b) Alongamento c) Módulo de rigidez d) Resistência ao Puncionamento e) Resistência ao estouro f) Resistência à propagação do rasgo g) Flexibilidade h) Atrito com o solo i) Isotropia Características hidráulicas: a) Permeabilidade normal b) Permeabilidade transversal c) Abertura de filtração (Porosimetria) .Capacidade de retenção de partículas. Características de durabilidade: a) Fluência b) Resistência à abrasão c) Resistência aos raios ultra-violetas d) Resistência à temperatura e) Resistência a agentes químicos f) Resistência a agentes biológicos 7.3 FUNÇÕES DOS GEOTÊXTEIS A função de um geotêxtil é tudo aquilo que se espera que o mesmo desempenhe na estrutura pertencente à obra. As funções são: – – – Filtração Separação Reforço MT/DNIT/DPP/IPR .

quando instalado entre um solo e um meio drenante. ao mesmo tempo que retém as partículas do solo necessárias à sua estabilização. ou seja. o geotêxtil permite a livre passagem da água. Deve-se observar que são características importantes para função: • • • Permeabilidade Porosidade Abertura de Filtração (capacidade de retenção de partículas) Para a instalação (Resistência a esforço de instalação) • • • • Resistência à tração Alongamento Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo FUNÇÃO SEPARAÇÃO 7. mantendo cada qual suas características. É importante que fique claro que as funções derivam e dependem das Características dos geotêxteis. se esperamos que um geotêxtil desempenhe uma determinada função na obra e condição básica que este possua as características exigidas para tal e com determinados valores (dimensionamento) 7. o geotêxtil impede que estes se misturem.2 Quando instalado entre dois materiais de granulometrias diferentes.Manual de Drenagem de Rodovias 315 – – Proteção Drenagem Nas obras os geotêxteis podem desempenhar simultânea ou isoladamente as funções apresentadas.1 FUNÇÃO FILTRAÇÃO Por exemplo.3. Aqui também são características importantes: – – – – Abertura de filtração Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo Resistência à tração MT/DNIT/DPP/IPR . ao mesmo tempo que permite a livre passagem da água nos dois sentidos evitando sub-pressões.3.

Manual de Drenagem de Rodovias 7.3 FUNÇÃO REFORÇO 316 O geotêxtil atua como reforço sempre que solicitado à tração no sentido de aumentar a resistência do material que o envolve.5 Espessura Resistência ao Puncionamento FUNÇÃO DRENAGEM TRANSVERSAL Função desempenhada pelo geotêxtil quando transporta gases ou líquidos através de sua espessura no plano da manta. também chamadas de propriedades.4. São características importantes: – – 7. onde o importante é caracterizar: – – 7.3.4 Resistência à tração Alongamento Rigidez Atrito com o solo Fluência FUNÇÃO PROTEÇÃO Nessa função o geotêxtil absorve os esforços e tensões localizadas que se incidissem diretamente sobre o material protegido poderiam danificá-lo.3.4.4 Espessura Permeabilidade CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis.3. São características importantes: – – – – – 7.2 Símbolo: Unidade: (gramas/m) ESPESSURA – – Símbolo: Unidade: (mm) MT/DNIT/DPP/IPR .1 GRAMATURA (DENSIDADE SUPERFICIAL) – – 7. são as seguintes: 7.

118.4.3 DENSIDADE DA FIBRA OU FILAMENTO 317 – – Símbolo : ρf Unidade : (Kg/m3.5 POROSIDADE – – Símbolo: (ηGT ) Unidade: (%) É a relação entre o volume de vazios do geotêxtil e o volume total do mesmo. g/m3) É a própria densidade da matéria-prima com que são fabricadas.4.6 – Símbolo: α E = força por unidade de largura para um dado alongamento α f = força por unidade de largura na ruptura – Unidade (KN/m) Os três tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis são os constantes da Fig. Analiticamente: η = 1− µ ϑf ⋅ Tg RESISTÊNCIA À TRAÇÃO 7. Figura 118 .Manual de Drenagem de Rodovias 7. µm) Dimensão da seção transversal da fibra ou filamento que compõe o Geotêxtil 7.4.Tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis a) faixa estreita (strip test) b) faixa larga (wide width test) c) agarramento (grab test) MT/DNIT/DPP/IPR .4.4 DIÂMETRO DA FIBRA OU FILAMENTO – – Símbolo: d f Unidade: (mm . 7.

c) O ensaio de agarramento (GRAB-TEST) simula a solicitação de tração no geotêxtil quando utilizado entre duas pedras que tendem a se afastar. arames e outros objetos contundentes aplicam no geotêxtil durante sua instalação e/ou vida útil. b) Considerado um ensaio de performance. mas não traduz corretamente o desempenho do geotêxtil devidamente confinado pelo solo. O ensaio consiste em se fazer penetrar uma determinada punção sobre a amostra de geotêxtil e medir o esforço necessário para tal.7 ALONGAMENTO – – Símbolo: ε Unidade:(%) Corresponde à deformação que o geotêxtil sofre nos ensaios de tração.Manual de Drenagem de Rodovias 318 a) O ensaio de faixa estreita não é utilizado para caracterizar o comportamento de geotêxteis. pela sua reduzida largura. é muito utilizado por ser bastante prático. O módulo (J) depende do formato da curva tensão (α ) X deformação (ε ) . Esse ensaio só é usado para controle de qualidade da fabricação. e pode assumir valores diferentes dependendo de cada fase da curva.4. 7. 7.8 MODULO DE RIGIDEZ – – Símbolo: J Unidade : (KN/m) É a inclinação da curva tensão X deformação obtida nos ensaios de tração. 7. para caracterizar um geotêxtil. b) Puncionamento dinâmico – – símbolo : Wi Unidade : (J) MT/DNIT/DPP/IPR .4. pois. produz distorções no resultado devido à grande estricção que o corpo de prova sofre na sua parte central.9 RESISTÊNCIA AO PUNCIONAMENTO a) Puncionamento estático: – – símbolo:Fp unidade: (KN.4. N) Representa o esforço concentrado e praticamente estático que pedras.

7. KN) Em situações onde o geotêxtil sofre danos localizados.4.4. MPa) É o esforço distribuído que solos moles ou líquidos impõem ao geotêxtil quando apoiado em substrato que apresente grandes vazios (espaços intragranulares.11 RESISTÊNCIA À PROPAGAÇÃO DO RASGO – – símbolo: FT unidade: (N.14 ISOTROPIA Característica inerente ao geotêxtil que possui as mesmas propriedades mecânicas em todas as direções dentro do seu plano de fabricação. é importante que esses danos não se propaguem para não comprometer ainda mais o seu desempenho.4. etc. 7.4.10 RESISTÊNCIA AO ESTOURO – – símbolo: PB unidade: (KPa. ou em ensaios mais empíricos.12 FLEXIBILIDADE Essa propriedade está ligada à capacidade de acomodação do geotêxtil no terreno ou substrato onde é instalado. 7.Manual de Drenagem de Rodovias 319 Representa a solicitação dinâmica pontual que pedras e enrocamentos lançados impõe sobre o geotêxtil especialmente durante sua instalação. O ensaio de caracterização consiste em se fazer tracionar os lados não paralelos de um corpo de prova trapezoidal no qual se faz um corte inicial.4.) O ensaio de caracterização consiste em se aplicar uma carga hidráulica através de uma membrana de borracha na amostra de geotêxtil instalada em uma flange. O ensaio (não normalizado para geotêxteis) consiste em lançar uma função sobre a amostra do geotêxtil e verificar a energia máxima de resistência ao impacto.13 ATRITO COM O SOLO Característica muito importante quando o geotêxtil atua como reforço. fendas. em se medir o diâmetro do furo provocado pela punção e energia padronizadas. o atrito com o solo está ligado à interação entre este e o geotêxtil como medida da transmissão do esforço. rachaduras. 7. 7. MT/DNIT/DPP/IPR .

que é a relação entre o coeficiente de permeabilidade normal e a espessura do geotêxtil. É comum se expressar a permeabilidade transversal do geotêxtil.4. Ψ= Kn −1 s Tg ( ) PERMEABILIDADE TRANSVERSAL 7. representa o tamanho da maior partícula que atravessa o geotêxtil nas condições de ensaio (capacidade de retenção de partículas).17 ( ) ABERTURA DE FILTRAÇÃO (CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE PARTÍCULAS) – – Símbolo:Of Unidade (mm. através da sua transmissividade (Ø) . que é o produto de seu coeficiente de permeabilidade transversal pela sua espessura. A determinação de Kn é feita através da passagem de um fluxo de água em regime laminar pelo geotêxtil em um permeâmetro de carga constante aplicando-se a lei de DARCY.4. essa é a característica que expressa a capacidade do geotêxtil em conduzir um fluxo de água (ou gases) pela sua espessura no sentido paralelo à sua superfície.4. essa é a característica que expressa sua capacidade em ser atravessado por um fluxo de água perpendicularmente ao plano do geotêxtil. µm ) Característica que representa o tamanho do maior poro do geotêxtil. Em outras palavras. É comum se expressar a permeabilidade normal do geotêxtil através de sua permissividade (Ψ ) . MT/DNIT/DPP/IPR .15 PERMEABILIDADE NORMAL 320 – – Símbolo: Kn Unidade: (cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade normal.16 – – símbolo:Kt unidade:(cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade transversal.Manual de Drenagem de Rodovias 7. A determinação de Kt é feita fazendo-se percolar água pela sua espessura em condições de carga hidráulica conhecida lei de DARCY. Ø = Kt Tg cm /s 7.

22 RESISTÊNCIA A AGENTES QUÍMICOS Característica da matéria-prima ligada à sua degradação ou resistência aos elementos químicos.23 RESISTÊNCIA A AGENTES BIOLÓGICOS Resistência da matéria-prima do geotêxtil aos agentes biológicos em contato. em se deformar ao longo do tempo quando submetido à carga constante. – Solo em contato direto com o geotêxtil MT/DNIT/DPP/IPR . 7. 7.5. podem vir a ser submetidos.4.1 MECANISMOS DE FILTRAÇÃO Para o correto dimensionamento do geotêxtil como filtro é importante que se entenda os dois mecanismos básicos de filtração a que os geotêxteis. Nas aplicações enterradas.19 RESISTÊNCIA À ABRASÃO Característica pouco importante para a maioria das aplicações do geotêxtil. 7. 7. 7. não desejável de um geotêxtil.4. consistem na determinação do tamanho da maior partícula de um solo padrão que atravessa o geotêxtil em condições de percolação de água ou a seco com vibração.4.5 O DIMENSIONAMENTO FUNÇÃO FILTRAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA DRENAGEM SUBTERRÂNEA – 7. Característica derivada da matéria-prima. via de regra não há com o que se preocupar.4.18 FLUÊNCIA Corresponde à característica. 7. representa sua maior ou menor suscetibilidade em alterar sua textura superficial quando submetida a esforços de abrasão por cravação ou arrasto.4. bem diferentes entre si.21 RESISTÊNCIA À TEMPERATURA Característica da matéria-prima de importância quando o geotêxtil entrar em contato com altas temperaturas.4.20 RESISTÊNCIA AOS RAIOS ULTRA-VIOLETAS Característica ligada à degradação da matéria prima do geotêxtil quando exposto à luz do sol. como os demais tipos de filtros. 7.Manual de Drenagem de Rodovias 321 Os ensaios existentes. concentração e demais condições do produto em contato com o geotêxtil.

(c) MT/DNIT/DPP/IPR . Formando um novo arcabouço estável e criando um filtro natural. Nesse caso. etc. esgotos industriais e domésticos. Geotêxtil em contacto com o solo: Figura 119 . a aderência entre partículas do solo e as fibras do geotêxtil faz com que o processo seja semelhante ao anterior. necessitando manutenção. Segundo Rollin e Denis (4). – b) Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluido percolante É o caso da filtração de águas brutas de rios para abastecimento. enxurradas com partículas em suspensão. etc. nesse mecanismo de filtração o geotêxtil atua como barreira provocando a formação de um filtro natural. pensão . Nesse caso o geotêxtil pode ser instalado enterrado e sem acesso ao mesmo. praticamente por tempo indefinido.(b) Geotêxtil retendo partículas em sus. lavagem. Nesse mecanismo de filtração (figura 119c) o geotêxtil vai retendo as partículas em suspensão e deixando passar o fluído. formando um filtro natural. drenos de barragem. seguindo as duas formações básicas que seguem – formação reticulada em pontes (figura 119a): Após a passagem. formação reticulada em abóbada (figura 119b): Em solos argilosos. as mais grossas que vão para junto do geotêxtil são retidas.(a) Formação reticulada em abóboda . retrolavagem ou até substituição do geotêxtil. Com o passar do tempo as partículas retidas na superfície vão tornando o sistema menos permeável. o geotêxtil só pode ser instalado quando for possível o acesso ao mesmo para retirada do material retido. em uma primeira fase de algumas partículas mais Finas.Mecanismos de filtração Vazios Geotêxtil Fibras Geotêxtil Geotêstil em contacto com o solo: Formação reticulada em ponte . onde a água percola limpa através dos poros do solo.Manual de Drenagem de Rodovias 322 – Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluído percolante a) Solo em contato direto com o geotêxtil É o caso dos drenos subterrâneos de rebaixamento de lençol freático.

todos os métodos de dimensionamento de geotêxteis como filtros propõe a seguinte relação: – kn ≥ C ⋅ ks Critério de Permeabilidade onde: Ks = coeficiente de permeabilidade do solo base C = constante do método Kn = coeficiente de permeabilidade normal do geotêxtil – Of ≤ B ⋅ d Critério de Retenção onde d = diâmetro da partícula do solo base tal que 85% em peso são inferiores a este diâmetro. dois critérios básicos devem ser considerados.Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas adota como método de escolha (dimensionamento) do geotêxtil como filtro a metodologia que segue: Critério de Permeabilidade A perda de carga ∆h à passagem do geotêxtil é dada pela relação: MT/DNIT/DPP/IPR . ao mesmo tempo.Manual de Drenagem de Rodovias 7.2 O DIMENIONAMENTO DO GEOTÊXTIL PARA O DESEMPENHO DA FUNÇÃO 323 Filtração Para o dimensionamento de um geotêxtil como filtro em uma drenagem subterrânea (ou sub-superficial). o geotêxtil deve ser permeável o suficiente para evitar perturbações no solo por problemas de pressão.5. suficientemente capaz de reter as partículas necessárias para a estabilização do solo em contato Praticamente. de percolação e. B = constante do método Of = abertura de filtração do geotêxtil (capacidade de retenção) O CFGG . da mesma forma que para o dimensionamento de filtros granulares. – – Critério de retenção Critério de permeabilidade ou seja.

novo e não comprimido. etc) – – – – – contaminação: na colocação na obra ou em funcionamento: Fator 100. kn ⎛ kn ⎞ Tg ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ A ⎝ ⎠ * * * Fator de Correção A (Produto de termos corretivos ou pré-fixados) a) Obras com alto nível de segurança (barragens. com o fator de correção A.Manual de Drenagem de Rodovias 324 ⎛ kn ⎞ ks is ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ ⎛ kn ⎞ onde ⎜ ⎟ = permissividade do geotêxtil na obra em S-1 ⎜ Tg ⎟ ⎝ ⎠ Kn = coeficiente de permeabilidade do geotêxtil em m/s Ks = coeficiente de permeabilidade do solo em m/s Tg = espessura do geotêxtil em m is = gradiente hidráulico no solo ou vizinho do geotêxtil (adimensional) Obs : A permissividade é a medida sob pressão nula (AFNOR NF 38. compressão sob carga: Fator 3 gradiente 1s ≤ 10 : equivale a Fator 10 perda de carga admissível: ∆h = 0.016) A permissividade da obra será a permissividade do geotêxtil. kn ≥ 10 5 ks tg pois. ⎛ kn ⎞ ks x is ⎜ ⎟= ⎜ tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ kn tg ks x is = ∆h A MT/DNIT/DPP/IPR .1 m: equivale a Fator 10 coeficiente de segurança global: Fator 3 A permissividade do geotêxtil deve ser.

Of é obtido através do ensaio de peneiramento hidrodinâmico (AFNOR NF-G 38017) A comparação acima é afetada por coeficientes para levar em conta condições particulares. tipo de escoamento e função do geotêxtil.25 C 3 – escoamento hidráulico MT/DNIT/DPP/IPR . com as partículas maiores do solo (d 85 ) a filtrar.074mm). Floreiras. 12% passando na peneira 200 (0.C2.C3.C4 onde C 1 – influência da granulometria granulometria continua e bem graduada C1 = 1 granulometria uniforme C1 = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 325 kn ks x is x A = tg ∆h kn 10 x 100 x 3 x 3 x ks = tg 0.8 C 2 – influência do solo solos -fofos ou não confinadosC2 = 0. pode-se considerar a contaminação desprezível kn ≥ 10 3 ks tg Critério de Retenção É comparada a abertura de filtração ( Of ) do geotêxtil. ligadas à granulometria do solo.8 solos densos e confinadosC2 = 1. compacidade. Etc) kn ≥ 10 4 ks tg c) No caso de areias puras: equivalente de areia > 60. Drenagem De Taludes. como segue: Of ≤ c d 85 sendo C=C1.10 kn = 10 5 ks tg b) Outras Obras (Trincheiras Drenantes.

Manual de Drenagem de Rodovias 326 gradiente hidráulico:i < 5 C3 = 1 5 < i < 20 C3 = 0. pode ser feita diretamente sobre o "ÁBACO" abaixo: Figura 120 .8 20 < i < 40 fluxo reversoC3 = 0.3 Gráfico para Determinação de C A escolha do fator "C". MT/DNIT/DPP/IPR . do geotêxtil como filtro.3. são multiplicados por C4 = 0.Ábaco para escolha do fator “C” NOTA: No caso de aplicações filtro-drenantes (drenagem transversal) os valores de “C” obtidos no ábaco.6 (proteção de margem) C 4 – função do geotêxtil função de filtroC4 = 1 função filtro-drenante (drenagem transversal)C4 = 0.

respeitando o critério seguinte: 4 ⋅ d15 〈 Of 〈 C ⋅ d 85 Considerações Porosimetria Medida da dimensão dos poros do geotêxtil e sua distribuição percentual. se ela conduzir a um valor de Of superior a 50 µm. a abertura de filtração Of é comparado ao d85 da fração granulométrica inferior a este patamar (considera-se o patamar como sendo 100% passando). Comentários Para solos de granulometrias descontínuas. areias pouco argilosas onde a porção argila não constitua uma matriz continua). nos quais a curva granulométrica apresenta um patamar acima do limite de "20% passando".Manual de Drenagem de Rodovias 327 – no caso de solos-finos.Composição granulométrica Para os solos que apresentam a possibilidade de terem partículas finas percolando nos seus vazios (britas pulverulentas. adota-se Of = 50 µm. aplica-se a regra de retenção. o geotêxtil deve reter os elementos mais grossos e deixar passar os elementos mais finos. MT/DNIT/DPP/IPR . Neste caso a composição granulométrica tem a forma indicada na Figura 121 a seguir: Figura 121 . se não.

ocasião em que esforços mecânicos poderão danificálo.3 ESCOLHA DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A INSTALAÇÃO DO MESMO NA OBRA As características de permeabilidade e retenção de partículas são primordiais para o desempenho da Função Filtração do geotêxtil. Cu = d60 d10 (usado na definição do C1) Coeficiente de Uniformidade Parâmetros do Solo: d85: corresponde ao diâmetro da partícula do solo tal que 85% em peso são inferiores a esse diâmetro d60. não devem tecidos. é muito importante a escolha final de um geotêxtil em relação ao outro levando-se em conta as características que seguem (resistência à esforços de instalação): – – – – – Resistência à tração Alongamento Resistência ao puncionamento Resistência ao estouro Resistência à propagação do rasgo Requisitos básicos das mantas geotêxteis As mantas geotêxteis. corresponde ao diâmetro do maior elemento de solo capaz de atravessar o geotêxtil sobre a ação da percolação de água. 7.Requisitos básicos das mantas geotêxteis Requisitos Permeabilidade Abertura de Filtração Resistência à tração Alongamento εr Resistência ao puncionamento Norma (ABNT) NBR-15223 NBR-15229 NBR-15224. NBR-12824 NBR-15224. para garantir a eficácia do mesmo durante sua instalação e vida útil. NBR-12824 NBR-13359 ou NBR-15224 Unidade cm/s µm kN/M % kN Dreno Profundo ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥ 12 ≥ 30 ≥ 2. Tabela 52 .5 MT/DNIT/DPP/IPR .5 Superficial ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥8 ≥ 30 ≥ 1.Manual de Drenagem de Rodovias 328 Abertura de Filtração (Of) Diâmetro do maior poro do geotêxtil. mas.5. utilizadas como materiais filtrantes nos drenos. agulhadas e atender aos seguintes requisitos básicos (Tabela 60). d10 e d15 = conceitos análogos ao d85.

5. dentro do possível. 7. causando a movimentação indesejada do solo a drenar.5. A circulação de equipamentos da obra sobre a trincheira drenante antes de sua conclusão (selo) deve ser proibida. A união do geotêxtil para o fechamento do filtro e emenda de duas mantas pode ser feita por recobrimento de 0. Objetos contundentes deverão ser removidos Instalação e união dos geotêxteis: O geotêxtil deve ser instalado convenientemente contra o fundo e paredes da trincheira drenante para prevenir solicitações exageradas quando da colocação do material de enchimento e também para evitar a presença de "cavidades" entre o solo e o geotêxtil. MT/DNIT/DPP/IPR . estarem isentas de lama ou de água com partículas em suspensão para evitar algum tipo de poluição das mesmas.Manual de Drenagem de Rodovias 7. enchimento e selo. A instalação do geotêxtil. Após o enchimento da trincheira e rebatimento do geotêxtil na superfície (fechamento superior do filtro) deverá ser imediatamente executado o selo superior para impedir a entrada de partículas na trincheira drenante devido às águas de enxurrada.30 m (aceita-se até 0. NOTAS: Recomendações complementares dos catálogos e folhetos dos fabricantes dos geotêxteis devem ser considerados para obter o melhor desempenho possível dos mesmos.5 ALGUMAS RECOMENDAÇÕES DRENAGEM SUBTERRÂNEA PARA A INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA Preparo do terreno: as superfícies onde será instalado o geotêxtil deverão. devem ser feitas logo após a abertura da vala. o projetista pode e deve colocar sua escolha final tendo em conta também a tradição de uso de certos geotêxteis em condições de instalação e solos conhecidos.20 m) Colocação do material de enchimento (material drenante): o sentido de lançamento do material de enchimento deverá ser tal que impeça o levantamento e deslocamento do geotêxtil nos locais de recobrimento.4 ESCOLHA FINAL DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A PRÁTICA 329 Tendo em vista a recente apresentação e uso dos métodos de dimensionamento de Geotêxteis para a Função Filtração.

.

Manual de Drenagem de Rodovias 331 BIBLIOGRAFIA MT/DNIT/DPP/IPR .

.

New Jersey: PrenticeHall. definitions. Paris: Rhône-Poulenc. Mn: Industrial Fabrics Association International. Geotextiles and geomembranes. 1986.1987. 6. 107. New Orleans. properties and designs. 1987.. Recommandations pour l'emploi des géotextiles dans les systemes de drainage et de filtration. MT/DNIT/DPP/IPR . 1987. St. p. GIROUD. Bulletin de Liaison des Laboratoires des Ponts et Chaussées. 0livier.Manual de Drenagem de Rodovias BIBLIOGRAFIA 333 1. Geosynthetic filtration in landfill design. R. Jean-Marie. ROLLIN. ed. Paul. Paris. RIGO. 2. DENIS R. 5th. COMITÉ FRANÇAIS DES GÉOTEXTILES ET LE GÉOMEMBRANES. mai/jun. A. P. 2005. 5. PERFETTI Jacques. Les géotextiles: guide de l'utilisateur. L. 1984-1985. PERFETTI. 83-92. KOERNER. M. In: Geosynthetic’87 Conference. 3. n. Paris. 3th. ed. Proceedings. Jacques.. 2. New Orleans. GICOT. Nouvelle approche de la mesure de la résistance à la traction des géotextiles non-tissés.. v. 1980. 456-470. p. J. 4. Designing with geosynthetics.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful