DNIT

Publicação IPR - 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO-GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª EDIÇÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Albino Pereira Martins (Responsável Técnico) Eng° Francisco José Robalinho de Barros (Responsável Técnico) Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Téc° Felipe de Oliveira Martins (Tecnólogo em Informática) Téc° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Técª Célia de Lima Moraes Rosa (Técnica em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri (DNIT / DPP / IPR)

COLABORADORES TÉCNICOS
Engº Osvaldo Rezende Mendes (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Francisco José d’Almeida Diogo (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Maria das Graças Silveira Farias (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Rosane Roque Jacobson (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Osvaldo Barbosa (KANAFLEX / AMITECH – RJ) Eng° MSc Fernando Wickert (Coordenador Técnico Geotêxtil da Fiberweb Bidim) Eng° Eider Gomes de Azevedo Rocha (Consultor da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Engª Carla Borges de Araújo (Consultora da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Eng° Antônio Máximo da Silva Filho (Superintendência Regional – MA {ex 15ª UNIT/DNIT})

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng°Paulo Romeu de Assunção Gontijo Eng°Saul Birman Eng°Julio César de Miranda Eng°Genésio Almeida da Silva Eng°Ronaldo Simões Lopes Azambuja Eng°Pedro José Martorel Martorel Eng°Haroldo Stewart Dantas Eng°Renato Cavalcante Chaves Eng°Nelson Luiz de Souza Pinto Eng°Willy Alvarenga Lacerda Eng°Rui Vieira da Silva Eng°Antonio Roberto Martins Barbosa de Oliveira Eng°João Maggioli Dantas Eng°Guioberto Vieira de Rezende Eng°Humberto de Souza Gomes

COLABORAÇÃO: GEPEL – Consultoria de Engenharia Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de drenagem de Rodovias. - 2. ed. - Rio de Janeiro, 2006. 333p. (IPR. Publ., 724). 1. Rodovias – Drenagem – Manuais. I. Série. II. Título.
Impresso no Brasil / Printed in Brazil

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

Publicação IPR 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª Edição

Rio de Janeiro 2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, Km 163 – Vigário Geral Cep.: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel/Fax.: (21) 3371-5888 e-mail.: ipr@dnit.gov.br TÍTULO: MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado pela Diretoria Colegiada do DNIT em 15/08/2006.

Km 163. Solicitamos a todos os usuários deste Manual que colaborem na permanente atualização e aperfeiçoamento do texto. enviando sugestões. a fim de possibilitar o desenvolvimento dos projetos de drenagem para rodovias com eficiência e modernidade.21240-000. dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos.: (21) 3371-5888 E-mail: ipr@dnit. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). datado de 1990. buscando-se a simplificação de procedimentos e a facilidade de sua aplicação. A presente edição. Neste Manual de Drenagem de Rodovias são apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária. por ventura. Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra. Vigário Geral. Rio de Janeiro CEP .gov. atualiza e complementa o nível de informação do Manual original.br . Centro Rodoviário. vierem a consultá-lo. RJ Tel/Fax. vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu Manual de Drenagem de Rodovias. procurando dar maiores e melhores subsídios técnicos aos profissionais que. fruto da revisão e atualização da 1ª Edição do Manual. comentários e críticas ao endereço abaixo.APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR).

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...................... 36 Ângulo Ø................................................012...........012.... 104 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada.................... com controle de entrada ................................................................................................................... 112 Carga para bueiros em tubulação oval de concreto.......... 111 Carga para bueiros em tubulação de concreto. 102 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto........................................... 105 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóboda de chapa metálica corrugada com controle de entrada .....................................................................................LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE FIGURAS Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Figura 8 Figura 9 Figura 10 Figura 11 Figura 12 Figura 13 Figura 14 Figura 15 Figura 16 Figura 17 Figura 18 Figura 19 Figura 20 Figura 21 Figura 22 Figura 23 Linha de energia específica ......................................................................................... 101 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de cimento e controle de entrada .. 109 Carga para bueiros em célula de cimento.............................................. à seção plena com controle de saída n = 0...................... 103 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada......................................... 96 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada ............................................................................................. 34 Largura da superfície livre do fluxo................................................ 94 Cotas hidráulicas no levantamento do Hw.......................................................................................... à seção plena com controle de saída n = 0.......................................................... 79 Propriedades hidráulicas de estruturas lentículares e elípticas ............................................012.................................................... 78 Curva Kv = f (d) ... 85 Controle de saída ................................... 38 Grandezas hidráulicas dos bueiros celulares ................................ com eixo longo vertical ou horizontal........................................................................ 34 Variação de energia............. 106 Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada em anel biselado ................................ 80 Esquema de escoamento por orifício ....... 107 Interpolação de curva de coeficiente Ke. à seção plena com controle de saída n = 0....... com eixo longo horizontal e controle de entrada..................................................................... 35 Relação entre energia e profundidade críticas ..... 113 ......................................................................................... 39 Curva Kq = g (d) ....................

..................................024......................................................024........................................................................................................................................ à seção plena n = 0....................024................................. 146 Vista em perfil d’água e obstáculos ............ à seção plena n = 0............................. 114 Carga para bueiros em chapa metálica corrugada.......................................................... 121 Profundidade crítica para bueiro lenticular em aço corrugado................................................................................................................................................................................................................. 146 Coeficientes da fórmula de Rehbock ............................................................................................................. 142 Perfil hidráulico teórico ........................................ à seção plena n = 0............................................................ 138 Perfis do fundo e linha d’água ...................................... 119 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal .. 149 Valetas de proteção de corte.............................................. 118 Profundidade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados.......................... 154 Seção triangular................................................................. 145 Vista em planta dos obstáculos .............................................024.............. 122 Curvas do comportamento hidráulico para bueiros circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1......... 120 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical............ 117 Profundidade crítica seção retangular ................. 137 Comprimento elementar ........................................................................................ 124 Seção transversal de um rio ..................................................... 116 Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada.............................................. 155 Figura 34 Figura 35 Figura 36 Figura 37 Figura 38 Figura 39 Figura 40 Figura 41 Figura 42 Figura 43 Figura 44 Figura 45 Figura 46 Figura 47 Figura 48 Figura 49 Figura 50 Figura 51 . 133 Termos da equação de Bernoulli ................................................................. 140 Curva dx/dy = f (y) .................................................................................................................................................... 155 Seção trapezoidal .......................................................................... 149 Ábaco II ....................................................................................................... 148 Ábaco I .... 144 Sobrelevação devida à obstrução de pilares .................. 140 Acréscimo de cota devida ao remanso...............................................................2m de diâmetro e boca de montante saliente ............................................................................. à seção plena n = 0................Figura 24 Figura 25 Figura 26 Figura 27 Figura 28 Figura 29 Figura 30 Figura 31 Figura 32 Figura 33 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada........... 132 Gráficos de h = f (AR ⅔) e h = g (v)......................... 155 Seção retangular ........................................................ 115 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada............................................................

..................... 170 Curvas de comprimento crítico para várias declividades................................................... 190 Curvas de profundidade e velocidade do líquido .......................... 198 Esquema completo de um bueiro de greide em corte ......................................... 163 Sarjeta trapezoidal.................................................. 161 Seção trapezoidal ............................... 206 ............................................................................ 172 Direção de maior declive ..................... 191 Saída d’água de greide em rampa......................................................................................................................................................................................................................... 204 Dissipador contínuo ao longo do aterro ........................................................................................................ 180 Situações da valeta do canteiro central .. 199 Número de Froude................... 168 Curva d = f (I)........................................................................................... 185 Seção curta de uma descida d’água de comprimento ∆x .. 162 Sarjeta triangular ........................................................................................................ 200 Curva para levantamento do comprimento do ressalto ..................................................................................................................................................................................................... 201 Esquema de um dissipador de energia ...................................................................... 170 Meio-fio simples e acostamento ........................... 205 Bacia de contribuição da plataforma................................... 161 Seção retangular .. 190 Perfil do fluxo em descida d’água ................................................................ 165 Bacia de contribuição da sarjeta.......................................................................................... 203 Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap”.. 174 Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro .................................................................................................... 176 Comprimento crítico de sarjeta em função de declividade longitudinal d = f (I) ......................................... 172 Meio-fio sarjeta conjugados .......... 164 Sarjeta trapezoidal com capa .... 159 Descida d’água em degrau.........................................................Figura 52 Figura 53 Figura 54 Figura 55 Figura 56 Figura 57 Figura 58 Figura 59 Figura 60 Figura 61 Figura 62 Figura 63 Figura 64 Figura 65 Figura 66 Figura 67 Figura 68 Figura 69 Figura 70 Figura 71 Figura 72 Figura 73 Figura 74 Figura 75 Figura 76 Figura 77 Figura 78 Figura 79 Figura 80 Figura 81 Figura 82 Figura 83 Escalonamento de valetas.............................................................................. 164 Sarjeta retangular ................ 192 Saída d’água de curva vertical côncava ............................ 181 Descidas d’água tipo rápido .................... 193 Esquema completo de um bueiro de greide em aterro .............................................................................................................. 183 Elemento para o cálculo da velocidade d’água no pé da descida ................................................

....................................................................................................................................... 290 .............................. 250 Curvas granulométricas....................................... 255 Perfil dos lençóis freáticos rebaixados....................... 210 Corta–rios ........................................................................................ 236 Área de vazão máxima (I = L) ............................ 225 Filtro separador .................................................................................................................. 224 Curvas para agregados de graduação ........................ 262 Elementos de um dreno sub-horizontal ......................................... 283 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas ................ 207 Escalonamento de aterro – altura máxima ............................................. 268 Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia....................................................................... 266 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL.......... 227 Elementos para o dimensionamento da camada drenante................................................................................................ 1977) ... 1997) ..... 288 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas.......... 238 Seções de drenos profundos..................................................................Figura 84 Figura 85 Figura 86 Figura 87 Figura 88 Figura 89 Figura 90 Figura 91 Figura 92 Figura 93 Figura 94 Figura 95 Figura 96 Figura 97 Figura 98 Figura 99 Figura 100 Figura 101 Figura 102 Figura 103 Figura 104 Figura 105 Figura 106 Figura 107 Figura 108 Figura 109 Figura 110 Figura 111 Figura 112 Parâmetro no escalonamento do talude ............................................................... 229 Nomograma para determinação da seção de vazão .......................... 267 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL............................................................................................. 273 Bocas de lobo ............................................. 211 Esquemas de drenos em muros de arrimo.................................... 288 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas ....................... 224 Camada drenante conectada a dreno profundo ........................................................................................................................ 237 Área de vazão máxima (I < L)................................................................................................. 235 Elementos de cálculo do dreno lateral da base ...... 286 Seção na entrada da boca-de-lobo................ 251 Rebaixamento do lençol freático........................................................................... 216 Camada drenante ...................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 266 Dreno sub-horizontal com controle na saída ........ 233 Comportamento da água drenada nos pavimentos ....................... 258 Drenos em espinha de peixe .......................................................................................

.... 307 Coeficiente de deflúvio f ................................................................................................................................ 327 ...........................................Figura 113 Figura 114 Figura 115 Figura 116 Figura 117 Figura 118 Figura 119 Figura 120 Figura 121 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas ......................................................................... 292 Esquema geral de grelha ................................................................................................................................................................................................ 309 Tipos básicos de ensaios de tração para geotexteis ................................................. 293 Coeficiente de distribuição (n) – Àbaco de Caquot .................... 322 Ábaco para escolha do fator “C” ................................................... 318 Mecanismo de filtração............................... 326 Composição granulométrica ..................... 308 Capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção.....

...................... 61 Vazão................................................ velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .. 63 Vazão........ velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ........................ velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) .. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ............................... 55 Vazão.................... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) ........................... velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ....................................... 62 Vazão....................... 60 Vazão....................... 51 Vazão........................................................................... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ........ 56 Vazão......................................... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ..................................................................... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ............... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ..................... 54 Vazão................. velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) .. 59 Vazão........... 65 Vazão....................................... velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ........ velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ............ 81 .... 56 Vazão................................ 64 Vazão.................. 58 Vazão...................................................................................... 66 Tabelas dos circulares parcialmente cheios .............. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ........... 57 Vazão..........LISTA DE TABELAS Tabela 1 Tabela 2 Tabela 3 Tabela 4 Tabela 5 Tabela 6 Tabela 7 Tabela 8 Tabela 9 Tabela 10 Tabela 11 Tabela 12 Tabela 13 Tabela 14 Tabela 15 Tabela 16 Tabela 17 Tabela 18 Tabela 19 Vazão.............................................................................. 52 Vazão.................. 53 Vazão.................................................... 76 Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados........... velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ...... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .................... velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ...................

...... 252 Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm)................. 188 Parâmetros geométricos para seções circulares de canais................................................................................... 128 Valores dos coeficientes de rugosidade “n”..................................... 220 Coeficientes de condutividade hidráulica (k) ................................... 302 Coeficiente de redução das capacidades das bocas-de-lobos ................... 110 Valores de “n” para metálicos .......................................................................................................................... 159 Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água .................. 90 Valores de “n” para concreto .................... 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios menores............................................................................................................................Tabela 20 Tabela 21 Tabela 22 Tabela 23 Tabela 24 Tabela 25 Tabela 26 Tabela 27 Tabela 28 Tabela 29 Tabela 30 Tabela 31 Tabela 32 Tabela 33 Tabela 34 Tabela 35 Tabela 36 Tabela 37 Tabela 38 Tabela 39 Tabela 40 Tabela 41 Tabela 42 Tabela 43 Tabela 44 Tabela 45 Tabela 46 Tabela 47 Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados..... 220 Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos.......................................................................................................................................................................................................................................... 82 Vazão por metro linear de soleira ......................................................................................................................................... 88 Vazão........................................................... 125 Coeficientes de perda em entrada de estruturas: Ke......................63 ................................... velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0... 218 Coeficientes de escoamento superficial ... 128 Valores de “x” para “y”................ 287 Planilha para o cálculo de coletas circulares de águas pluviais .................................................63 ............................................................................ 303 ..................................... 89 Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro ........................... 110 Dados para curva de controle de entrada. 87 Vazão..................................................................... 143 Folga “f” para valetas revestidas ........................................................................................................ 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios maiores ......... 303 Valores do fator de “m” ....................... 254 Granulometria a ser servida por drenos e colchões drenantes .... 126 Velocidades máximas admissíveis para a água ... variando de “y”min até “y”máx ............................... 272 “k” em função do ângulo “y”......... velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0.. 123 Dados para as curvas de controle de saída ...................... 84 Coeficientes de vazão ................

................................................................................................ 303 Valores do fator de (a) ............................ 328 .................Tabela 48 Tabela 49 Tabela 50 Tabela 51 Tabela 52 Tempo de entrada .............................................................................. 304 Determinação de d 8/3/n e d 5/2 ...................................................................................... 305 Requisitos básicos das mantas geotêxteis ......... 304 Dados numéricos para o cálculo de escoamento em galeria circulares parcialmente cheias.................................................

..............................................4............3.....1............................................................................ 3...............1.................. 25 2.................................................................. 21 2...................................... 2........... 3.......... 05 Lista de Ilustrações ...................3........................................... 2.................................SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ....... 07 Lista de Tabelas .................................... 130 Pontilhões...................... 32 Curvas de comportamento.....................................2...........5................................................ 144 3.................................................... 3.......3.................................... 151 3...................... 3.........................1................................................................................3............... 125 Pontilhões e pontes.............................1. Bueiros ............1 2...........................1...................................................................................... 2......................................1.........1..... 2............................ 12 1.....3.. 2................ 161 ..................................................1. 30 Dimensionamento hidráulico............................. DRENAGEM SUPERFICIAL ............... 28 Objetivo e características........................2............ 154 Dimensionamento hidráulico............................. 130 Pontes ... 2......................2 2.............................................1............................. 135 Remansos.. 2...................................................... 156 Valetas de proteção de aterro .......... Valetas de proteção de corte...2..................................................................... 154 Objetivo e características........1........2..2...................... 135 Influência dos pilares de pontes.......................... DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES ........ 135 Objetivo e características..................... 123 Tabelas diversas.2...............3............... INTRODUÇÃO ............................. 07 Lista de Figuras .................................................................... 28 Elementos do projeto ................................. 2................................. 154 Elementos do projeto ................3.......................2............................................... 2...........................................................1.........................................................................1....................................................... 2.................................1................. 131 Obstruções parciais de vazão .....................

.........3 3.............8...........................3..............................1............ 173 Valeta do canteiro central ......6..................................................... 180 Elementos do projeto ..........................................................................................3...........2. 191 Objetivo e características ......................5 3......................7...........................4....3.. 180 Dimensionamento hidráulico . 191 Elementos do projeto ................ 195 3........................ 161 Dimensionamento hidráulico ...4....1 3............................................ 3.........3..............4..6..... 184 Saídas d`água....1 3........................................2. 3..........................................3......3 3... 162 Sarjetas de corte ...................................... 3........... 3.........................................6...............................................................7...............................5.....7.......................2 Objetivo e características ............................................... 182 3...................... 195 Elementos do projeto ........................................................ 161 Elementos do projeto ... 171 Elementos do projeto ...................2 3................................5.............. 3............ 181 3.....................................................................................2 3... 182 Elementos do projeto .................................. 163 Dimensionamento hidráulico . 3.................................... 180 Objetivo e características ................................... 194 3.........................2 3.............................3 Objetivo e características ..................................3.............................................................................................. 3............8 Caixas coletoras............2.....................7.................5............................................. 195 ..... 162 Elementos do projeto ........................6............................................................................... 171 Objetivo e características .......1 3.............1 3. 191 Dimensionamento hidráulico ....2 3.................2..1 3.......... Descidas d`água ................2 3....................................................................................................4 3..........................8....... 182 Dimensionamento hidráulico .................. 166 Sarjetas de aterro....................................... 162 Objetivo e características .....1............... 171 Dimensionamento hidráulico ................................................................3...3 Objetivo e características ......................................................

4........................................... 214 3....................................................... 206 3......2..............2...... 199 Dissipadores contínuos ..... Dissipadores de energia.................... 212 Dimensionamento hidráulico .............. 3.........................................2...............11......................................10.............................. 205 3..............1................... 3.......2................. 3... 198 3....................................10...9...11...........................................................12................ Objetivo e características ... 214 3............................................ 196 Bueiros de greide ....................... 231 ......................................................... 197 Elementos do projeto .. ........ 197 Dimensionamento hidráulico ....... 221 4.....9...............13...... DRENAGEM DO PAVIMENTO ...................................8.................................... Objetivo e características.....................11......3 3.................................. 205 Elementos do projeto ....................................................10......................... 211 Elementos do projeto ....................................14......11.............................. 3................12......................... 205 3.......3......2......................................... 212 3....... 217 4..................................................1..................... 197 Objetivo e características .........1 .......................... 211 3........ 206 Dimensionamento hidráulico .... 199 3.. Camada drenante .................................. 227 Drenos rasos longitudinais .....................2.........12..... 4........................12................. Escalonamento de taludes . 224 Objetivo e características ....... 225 Dimensionamento hidráulico .............................3 Objetivo e características .. 214 Dimensionamento hidráulico............................................................... Corta-rios................9................................................. Drenagem de alívio de muros de arrimo ...... 223 4.....................9.....3 Objetivo e características ..................................................... 3............................................................................................................1........3...2 3......13............ 4....................13...... Bacias de amortecimento............................2........................1 3...1............. Elementos geométricos para seções circulares de canais ....................................1 3..............................2. 3................................................3 Dimensionamento hidráulico .....................................

............ 246 5.................................................. 247 Dimensionamento ........................................................... 5...... 234 Objetivo e características ............ 5.........4. Drenos sub-horizontais ....................................................... 248 5..................................1......................................2 Objetivo e características ................3 Objetivo e características ...1....... 235 Drenos transversais ......................................................5............................................3 Objetivo e características...........................1....................... 263 Elementos do projeto ............ 4.................. 261 5..........1....................2........4................................2 Objetivo e características ............................................... 5.. 5......2..............1............. 262 5.................................... 243 5..... 261 Dimensionamento .. 270 ....3.............................3 Objetivo e características ....................................2.................. 5...................... 262 Dimensionamento ... Colchão drenante........................................................................................1....................................................... 4.......................................3.......3......................................... 270 5...................................................................................................................... 264 5..............1 4................3............................. 261 Elementos do projeto ....4.............................4.................................... 263 5......................................... 231 Dimensionamento hidráulico ............... Drenos profundos..................................................... 4............................2................1....... 240 Elementos de projeto ...1...................... 263 5.................... 240 Dimensionamento ........... 264 Dimensionamento ...2....................2...........4. 4..1 Objetivo................ ... Valetões laterais....1...........2.5...........................................5..2......................................1................. 246 Elementos do projeto .......... 4...5............... características e projeto .......................... 240 5. Drenos espinhas de peixe.............................................3...........5........2..................................................... 260 5.................................. DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA .................................................4...................... 5........... 234 Dimensionamento hidráulico .... 4......... 5.............. 232 Drenos laterais de base .........................................4.............4...........

............... 280 6. 315 Função reforço .................... 5............................1 7..4 Poço de visita ................... Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo .........4 Poços-de-visita ......................... 273 6.. 298 Recomendações .....................5............... 313 7............................................2 7................6................. 316 Características dos geotêxteis – Detalhamento .................................6................................................. GEOTÊXTEIS – Características......................................................................295 6................... 316 Função drenagem transversa ...............................................................................................4 Função filtração .................................................1 6................3..... 279 6................2 Sarjetas ...... 316 Função proteção .... 296 Deflúvio a escoar para jusante.. 284 6................ 271 Dimensionamento.............. Drenos verticais ................5.3 7............................................6...........................................5 Roteiro para projeto para galerias pluviais de seção circular .............................................................................................................2 6.................................. 270 5............................5 7............... 301 6.........3............3....... 296 Galeria de jusante ....3....................................................................................1...........295 6........................................................2........................5...... 314 7............................ 282 6......................6................3....................................................... 313 7.............................................................3 Função dos geotêxteis ................................3 6..............2 Características dos geotêxteis ............................5.....3 Objetivo e características.......................... DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA.................. 277 6...............3 Bocas-de-lobo.................................................................................... 303 7........................... 311 7................ 270 Elementos do projeto.. funções e seu dimensionamento como filtro .............. ............................................1 Objetivo e características ...............1 Introdução .......4 7.................... . 316 ................... 5..........................................1 Dimensionamento hidráulico ................................................... 315 Função separação .....................................6....................................5.................3..........................................

.......4..9 Gramatura (densidade superficial).....................................................................................................4.321 Resistência à temperatura...20 7............5 7...............321 Resistência aos raios ultra-violetas .319 7...318 Módulo de rigidez...........................................................................4.....................11 Resistência à propagação do rasgo..............................4......................................................3 7............................................4.....4..............................321 Resistência a agentes químicos..321 Dimensionamento do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea ..320 Permeabilidade transversal.......................317 Diâmetro da fibra ou filamento.................................321 Resistência à abrasão..............................................................21 7................................317 Alongamento...............7........................317 Resistência à tração.4..................1 7.....................316 Espessura..........................17 7.......316 Densidade da fibra ou filamento.....4....4 7......317 Porosidade..........................................................318 7....22 7.................320 Abertura de filtração (capacidade de retenção de partículas).......7 7...........19 7..4..............321 7........................319 7...........................................318 Resistência ao puncionamento...8 7............4.................................4..................................4.....4....................................4....23 7..........................................................................4..........................321 Dimensionamento do geotêxtil para o desempenho da função.................5 Permeabilidade normal...............4.........4..............................4....16 7....12 Flexibilidade...........319 7.....6 7......................18 7.............4...............323 .............2 7.....................................14 Isotropia.......314 7..................4....10 Resistência ao estouro..321 Resistência a agentes biológicos......5.............................................13 Atrito com o solo....................................4.......5......320 Fluência ....319 7..................................................................4...................................................15 7..2 Mecanismos de filtração..........................1 7.................4.......................

.......5.....330 ....................................................................................3..............5 Algumas recomendações para a instalação do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea.7.....................5........329 do 7.328 7.5.....4 Escolha final do geotêxtil tendo em vista a prática..Escolha do geotêxtil tendo em vista a instalação mesmo na obra.........................................

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Manual de Drenagem de Rodovias 21 1 – INTRODUÇÃO .

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das existentes sob a forma de lençóis freáticos ou artesianos. Com sua aprovação. será de larga aplicação. seja através das precipitações. A 2ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias. foi parte integrante do conjunto de trabalhos realizados por intermédio do Programa BIRD VII. ao seu usuário. drenagem superficial. Refere-se ainda esta 2ª Edição às canalizações executadas com novos materiais como o PEAD – polietileno de alta densidade e o PRFV – plástico reforçado com fibra de vidro. drenagem do pavimento. Esta 2ª Edição manteve a forma original da 1ª Edição.Manual de Drenagem de Rodovias 1 INTRODUÇÃO 23 A 1ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias (1990). Os assuntos foram abordados obedecendo a uma seqüência lógica. drenagem subterrânea ou profunda e drenagem de travessia urbana. ora apresentada. implicando em freqüentes dúvidas e indecisões. a adequada utilização dos dispositivos de drenagem nos estudos e projetos de construção e restauração de rodovias. o Manual de Drenagem de Rodovias – 1ª Edição é constituído pelos capítulos referentes à transposição de talvegues. no futuro. onde as diferentes técnicas. o qual se apoiava na existência de diversos manuais contendo informações não oficializadas. cuja utilização em obras rodoviárias se inicia no Brasil e. da condução através de talvegues. Basicamente. pretendeu o extinto DNER suprir uma lacuna existente no módulo rodoviário. foram tratadas com a profundidade teórica compatível com o projeto rodoviário. objetiva a consolidação dos critérios e dos métodos de cálculo usuais. cuja larga aplicação permitiu o seu próprio aprimoramento. das infiltrações. e teve por finalidade orientar e permitir. A matéria apresentada fornece as ferramentas indispensáveis à adoção das medidas para a proteção do corpo estradal da ação prejudicial das águas que o atingem. ou mesmo. MT/DNIT/DPP/IPR . acrescentando-se as correções e complementações decorrentes do processo de revisão efetuado. principalmente as mais importantes. relativas aos métodos e processos que deveriam ser adotados nos projetos e estudos de drenagem de rodovias.

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Manual de Drenagem de Rodovias 25 2 .DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES MT/DNIT/DPP/IPR .

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captando-a e conduzindo-a para locais em que menos afete a segurança e durabilidade da via. caso a elevação do nível d'água a montante não traga nenhum risco ao corpo estradal. Por outro lado. a cota do nível d'água máximo a montante. para bueiros trabalhando com ou sem carga hidráulica. Esse objetivo é alcançado com a introdução de uma ou mais linhas de bueiros sob os aterros ou construção de pontilhões ou pontes transpondo os cursos d'água. que poderia proporcionar o transbordamento do curso d’água causando danos aos aterros e pavimentos e inundação a montante do bueiro. em conseqüência. na pesquisa do nível d'água a montante e a jusante da obra. para o dimensionamento. a utilização do método alternativo da "Circular nº 5 do Bureau of Public Roads . sob qualquer forma. o correto dimensionamento das obras de drenagem a serem implantadas. Além desses procedimentos recomenda-se. Em termos hidráulicos os bueiros podem ser dimensionados como canais. pontilhões e pontes. evidentemente. ou a terceiros. No caso da transposição de talvegues. baseada na energia específica mínima igual à altura do bueiro. Não sendo possível a carga a montante. baseado em ensaios de laboratório e observações de campo. a drenagem de uma rodovia deve eliminar a água que. A escolha do regime a adotar depende da possibilidade da obra poder ou não trabalhar com carga hidráulica a montante. MT/DNIT/DPP/IPR . estabeleça de maneira coerente. têm que ser atravessadas sem comprometer a estrutura da estrada. sem pressão interna. Esta metodologia se aplica às duas alternativas. Para bueiros trabalhando hidraulicamente como canais. Para bueiros com carga a montante o escoamento é considerado como canal em movimento uniforme.USA". à seção plena. As obras para transposição dos talvegues podem ser bueiros. obstáculos a serem vencidos pela rodovia. isto é. por imperativos hidrológicos e do modelado do terreno. É fundamental que o técnico responsável pelo projeto de uma rodovia tenha ampla consciência da importância da drenagem na garantia da estabilidade da via a ser construída e. o bueiro deve trabalhar livre como canal. a metodologia adotada é a referente ao escoamento em regime crítico. respeitandose. essas águas originam-se de uma bacia e que. vertedouros ou orifícios.Manual de Drenagem de Rodovias 2 DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES 27 Em sua função primordial. técnica e economicamente. e baseia-se. fundamentalmente. o bueiro pode ser dimensionado como orifício. atinge o corpo estradal.

a montante e a jusante. baseadas na teoria do escoamento gradualmente variado em canais. MT/DNIT/DPP/IPR . visando a determinação do perfil hidráulico teórico. cujo dimensionamento hidráulico se baseia na fórmula de Manning e na equação da continuidade. foram feitas considerações sobre as obstruções parciais de descargas. quando houver 2 ou 3 linhas de tubos. quanto à esconsidade.1. 2.1 BUEIROS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros são obras destinadas a permitir a passagem livre das águas que acorrem as estradas. influindo no dimensionamento hidráulico das pontes e dos bueiros. Compõem-se de bocas e corpo. Para o caso dos bueiros metálicos corrugados. Não são recomendáveis números maiores de linhas por provocar alagamento em uma faixa muito ampla. a lenticular. No caso de o nível da entrada d'água na boca de montante estar situado abaixo da superfície do terreno natural. As bocas constituem os dispositivos de admissão e lançamento. células etc. e são compostas de soleira. muro de testa e alas. Tendo em vista a eventual ocorrência de remanso. quando a seção transversal for retangular ou quadrada. b) Quanto ao número de linhas São simples. Corpo é a parte situada sob os cortes e aterros. por exemplo. a) Quanto à forma da seção São tubulares. a elíptica e os arcos semicirculares ou com raios variáveis (ovóides). existe uma gama maior de formas e dimensões. especial. quanto ao número de linhas. a referida boca deverá ser substituída por uma caixa coletora.Manual de Drenagem de Rodovias 28 Neste capítulo são também apresentadas considerações sobre pontes e pontilhões. quanto aos materiais com os quais são construídos. como é o caso dos arcos. elipses ou ovóides.1 2. duplos e triplos. quando a seção for circular. entre elas: a circular. Os bueiros podem ser classificados em quatro classes. de células etc. quando só houver uma linha de tubos. celulares. a saber: • • • • quanto à forma da seção. quando tiver seções diferentes das citadas anteriormente.

quando o eixo longitudinal do bueiro fizer um ângulo diferente de zero com a normal ao eixo da rodovia. alas e caixas coletoras usa-se alvenaria de pedra argamassada. de acordo com as peculiaridades locais. com recobrimento de argamassa de cimento e areia. – Quanto à esconsidade A esconsidade é definida pelo ângulo formado entre o eixo longitudinal do bueiro e a normal ao eixo longitudinal da rodovia. Tubos diferentes daqueles apresentados nos projetos-tipo podem ser aceitos desde que satisfaçam as exigências estabelecidas nas normas NBR-9794. Os bueiros podem ser: normais . ou blocos de concreto de cimento. Os bueiros devem estar localizados: a) sob os aterros – em geral deve-se lançar o eixo do bueiro o mais próximo possível da linha do talvegue. concreto armado. segundo normas da AASHTO e ASTM e revestidos adequadamente para resistir as mais diversas condições ambientais. PEAD. A união (costura) das chapas ou segmentos pode ser feita por meio de parafusos ou cintas. além de concreto pré-moldado. esconsos . NBR 9795 e NBR 9796 da Associação Brasileira de Normas Técnicas . não sendo possível. – tubos metálicos corrugados Os tubos metálicos corrugados devem ser fabricados a partir de bobinas de aço.Manual de Drenagem de Rodovias c) Quanto ao material 29 Os materiais atualmente usados para a construção de bueiros no DNIT são de diversos tipos: concreto simples. deve-se procurar uma locação esconsa que MT/DNIT/DPP/IPR . Nas bocas. ser moldados em formas metálicas e ter o concreto adensado por vibração ou centrifugação. devem: obedecer aos projetos-tipo do DNIT. chapa metálica corrugada ou polietileno de alta densidade.quando o eixo do bueiro coincidir com a normal ao eixo da rodovia. – tubos de concreto Os tubos de concreto. simples ou armado. além do PRFV – plástico reforçado de fibra de vidro. de acordo com o tipo de produto escolhido.ABNT. devendo o concreto ser adensado por vibração. – células de concreto As seções transversais-tipos devem obedecer aos projetos elaborados.

2 ELEMENTOS DO PROJETO Levantamento topográfico em planta.1. para avaliação da capacidade de suporte do terreno natural. se necessário. com curvas de nível. Sobre a planta resultante será projetado o bueiro. deverá atender a esta descarga com a obra operando em condições de segurança.Manual de Drenagem de Rodovias 30 afaste o eixo o mínimo possível da normal ao eixo da rodovia. tomando-se precauções quanto aos deslocamentos dos canais nas entrada e saída d'água do bueiro. O projeto terá que ser precedido de um levantamento topográfico adequado. para permitir seu detalhamento. Pesquisa da declividade e estudos geotécnicos.4 e 5%. b) nas bocas dos cortes . A descarga é definida pelos estudos hidrológicos e a declividade. Fundações MT/DNIT/DPP/IPR . de escolha do projetista.quando o volume de água dos dispositivos de drenagem (embora previstos no projeto) for tal que possa erodir o terreno natural nesses locais. folgas e posicionamento das alas. de metro em metro. Determinação do comprimento do bueiro Sobre a seção gabaritada traça-se o perfil ao longo do eixo do bueiro. Quando a velocidade do escoamento na boca de jusante for superior à recomendada para a natureza do terreno natural existente (ver tabelas no Apêndice A) devem ser previstas bacias de amortecimento. 2. Os estudos geotécnicos devem ser feitos através de sondagens. bem como a altura do aterro sobre o bueiro e valas e descidas d'água por ventura necessárias. a declividade de seu corpo deve variar entre 0. Seção transversal O cálculo da seção transversal ou seção de vazão do bueiro vai depender de dois elementos básicos: a descarga da bacia a ser drenada e a declividade adotada. o bueiro deve ser projetado em degraus e deverá dispor do berço com dentes para fixação ao terreno. Ao ser escolhida a posição mais recomendável para o bueiro deve ser levada em conta a condição de que. c) nos cortes – quando for interceptada uma ravina e caso a capacidade de escoamento das sarjetas seja superada. normalmente. Quando essa declividade for elevada. definindo seu comprimento. principalmente nos casos de aterros altos e nos locais de presumível presença de solos compressíveis.

quanto às fundações. face ao seu tamanho e/ou condições adversas dos terrenos de fundação. adotando-se inclusive o estaqueamento. quer de concreto quer metálicos. independente da forma ou tamanho. Os recobrimentos máximo e mínimo permitidos para os bueiros devem constar de seus respectivos projetos. as obras celulares. impõem-se os controles estabelecidos nas normas próprias. Para os bueiros metálicos. exigir cuidados especiais no que se refere à fundação. sob o ponto de vista construtivo. apenas de uma regularização do terreno de assentamento. obras de arte correntes ou apresentarem características que as coloquem entre as obras de arte especiais. cota das extremidades a montante e jusante. deve atender às resistências mínimas especificadas pela ABNT e as necessidades do projeto. Em função da altura dos aterros podem. quase sempre. ter soluções mais simples. e altura do aterro da rodovia MT/DNIT/DPP/IPR . Apresentação Os projetos dos bueiros serão apresentados segundo os seguintes elementos : a) No projeto geométrico. Estão neste caso. muitas vezes. necessitando.Manual de Drenagem de Rodovias 31 Os bueiros podem ser. pontilhões e as galerias. comprimento. seção transversal. devem ser apresentadas em planta : – – – – – localização. Os bueiros circulares de concreto podem. Como os tubos têm que considerar as resistências estabelecidas pela ABNT. para melhor adaptação ao terreno natural e distribuição dos esforços no solo. de acordo com convenções previamente aprovadas. porém. b) Em perfil segundo o eixo longitudinal contendo: – – – – declividade. com assentamento direto no terreno natural ou em valas de altura média do seu diâmetro. comprimento. tipo. as fundações serão simples. Recobrimento O recobrimento dos tubos. Entretanto é muito mais seguro a adoção de uma base de concreto magro. e esconsidade.

para qualquer tipo de funcionamento anteriormente citados.Manual de Drenagem de Rodovias c) Em seção transversal com os detalhes: – – – 2. e leva em consideração os fatores externos e internos do conduto. Tendo em vista as limitações dos métodos já citados. podem-se utilizar os estudos do "Bureau of Public Roads". Circular nº 05.1. em que a altura d'água sobre a borda superior é nula. considerando a opção do bueiro trabalhar com carga hidráulica. a rugosidade das paredes. No caso de bueiros trabalhando como canais. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO 32 Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros admite-se que eles possam funcionar como canais. Este método não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro. com a entrada submersa. Este método é limitado pois não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro. o dimensionamento será feito baseado em duas hipóteses: a) Considerando o funcionamento do bueiro no regime supercrítico. e a declividade do mesmo. e do quadro de quantidades de material. b) Considerando o funcionamento do bueiro no regime subcrítico. o comprimento.3 de formas e armação. das bocas e caixas coletoras. considera-se a obra como orifício. sendo baseado em que o escoamento de um bueiro é controlado pela capacidade hidráulica de uma determinada seção de controle do fluxo. o que exige a proteção à montante e a jusante aos riscos de erosão. estabelecendo assim a condição do bueiro funcionar com a entrada não submersa. Para o dimensionamento dos bueiros como orifícios utiliza-se a Equação de Torricelli e a equação da continuidade. isto é. sendo adequado apenas se a altura d'água a jusante ficar abaixo da altura crítica correspondente à descarga. com energia específica igual ao seu diâmetro ou altura. limitando-se sua capacidade admissível á vazão correspondente ao regime crítico. a capacidade máxima considerada para o projeto está definida pela vazão correspondente a uma energia específica igual à altura da obra. Para o dimensionamento dos bueiros como vertedores. vertedouros ou como orifícios. Este método pode ser usado de uma forma geral. No caso (a). para um projeto final mais preciso. Bueiros trabalhando como canais Considerações gerais sobre a hidrodinâmica MT/DNIT/DPP/IPR .

Deste modo. como os que são objeto deste manual. Fundamentalmente o dimensionamento dos bueiros é feito usando a equação de Bernoulli(1700-1782): Z+ p + v2 = cte 2g γ em que: ao longo de qualquer linha de corrente. Nos casos reais. como melhor será entendido pela observação da Fig. A equação de Bernoulli e a da continuidade (Q = AV) abriram um vasto campo a hidrodinâmica e permitem resolver inúmeros problemas do movimento dos líquidos em regime permanente. ou seja. escoando sem atrito. por meio de condutos livres. e que depende da rugosidade do revestimento. uma vez que seu objetivo é o de afastar. a soma das alturas representativas das energias geométrica ou de posição (Z). a profundidade do líquido. esta última. Convém ressaltar que esta expressão foi deduzida por Bernoulli para fluido perfeito. genericamente denominado h. correspondendo. toda água prejudicial ao corpo estradal.Manual de Drenagem de Rodovias 33 Toda a técnica de drenagem na construção rodoviária se apóia na hidrodinâmica. MT/DNIT/DPP/IPR . devese introduzir na equação acima a perda de carga por atrito da água com as paredes do canal. ela será a soma das energias cinética e de pressão. piezométrica ( p / γ ) e cinética ( V 2 / 2g ). O regime crítico a) As fórmulas que o definem Define-se a energia específica de um líquido como sendo a energia total por unidade de peso em relação ao fundo do canal. 1. é constante.

2). Figura 2 .h. a variação da energia consumida no escoamento.3).Linha de energia específica LINHA DE ENERGIA ESPECÍFICA V2 2g 34 h N. MT/DNIT/DPP/IPR . verifica-se a redução da altura d'água h. passando por um mínimo. d. verificase que a energia diminui com a redução de h. a velocidade de escoamento e h. Para uma dada descarga. O fluxo crítico é aquele que se realiza com um mínimo de energia. seguida de elevação.01). a profundidade hidráulica definida como a relação entre a área molhada A e a largura da superfície livre do fluxo (Fig. V.A. Ao se traçar uma figura com estes elementos referidos a dois eixos cartesianos. modificando-se a velocidade do escoamento pelo aumento da declividade.A.01) 2g uma vez Z = O. considerando-se a energia em relação ao fundo do canal. de acordo com a equação (2. a energia específica.Largura da superfície livre do fluxo T N. embora o valor de h continue a decrescer (Fig. é apoiada na equação: E = h+ V2 (equação 2. dentro do canal. portanto.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 1 . E. FUNDO DO CANAL A definição.

Daí. dA = Tdh (Fig. para o mínimo desejado: ⎞ ⎛ Q2 ⎞ ⎛ V2 Q2 Q2 dE = d⎜ + h⎟ = − dA + dh = − tdh + dh + h ⎟ = d⎜ ⎟ ⎜ 2gA 2 ⎟ ⎜ 2g gA 3 gA 3 ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ Fazendo-se dE Q2 T x = 1− dh g A3 ou. para se obter o mínimo. adota-se o cálculo diferencial. se T é a superfície livre do canal e A.01).Manual de Drenagem de Rodovias Figura 3 . Para se chegar às fórmulas do fluxo que traduzem este estado. sua área molhada. desde que Q é uma constante e V = Q/A . tem-se dh 1− Q2 T =0 x g A3 As grandezas do fluxo crítico são: MT/DNIT/DPP/IPR . dE = 0 .Variação de energia 35 2 V 2g h Regime Lento hc Regime Rápido 45º Ec min h > hc I < Ic h < hc I > Ic O ponto de energia mínima define a altura h do regime crítico. anulando-se a derivada primeira de E em relação a h na equação (2. tem-se. e considerando-se que na seção transversal do fluxo. correspondente à energia mínima. 2). tem-se.

MT/DNIT/DPP/IPR . exercendo o controle da capacidade hidráulica da obra. c) Fórmulas empíricas que definem a velocidade nos canais. em uma seção.Relação entre energia e profundidade críticas 2 V 2g hc = 2/3 Ec IC EC Além de ser o tipo de fluxo que se dá com o mínimo de energia. uma grandeza adimensional que define os escoamentos subcríticos e supercríticos. pelo menos. o regime crítico acontece ao longo do bueiro funcionando como canal. o valor da velocidade pelo da velocidade crítica Vc = gh c . Correspondendo ao escoamento crítico temse F = 1. 4. E =h+ V2 . como será visto mais adiante e poderá ser melhor entendida com a representação gráfica da Fig. resultará em: 2g Ec = 3 hc 2 Esta equação é básica para o dimensionamento dos bueiros no regime crítico. b) Quantificação da energia específica do fluxo crítico Substituindo-se na equação da energia específica. Figura 4 . desde que a declividade seja igual ou superior à crítica e as restrições a jusante não limitem tal capacidade.Manual de Drenagem de Rodovias hc = Ac Profundidade crítica Tc 36 Q c = A c gh c Vazão crítica Com a utilização de equação de continuidade a velocidade crítica será: Vc = gh c A expressão V = gh define o numero de Froude.

A e I. A = área molhada. Essa última ligação só é possível através de fórmulas empíricas como a idealizada por Chezy ou a de Manning. conduzindo a valores aceitáveis para o dimensionamento de sistemas de drenagem. embora empírica. interligando Q. esta. área molhada dividida pelo perímetro molhado). Essa fórmula. n = coeficiente de rugosidade de Manning. R = raio hidráulico (A/P. Caso dos bueiros tubulares Os valores necessários ao projeto estão diretamente ligados ao nível do enchimento do respectivo conduto. considerado igual à declividade do canal se o fluxo é uniforme. é definida pela expressão: V = R 2 / 3 xI 1 / 2 n ou. Será demonstrado mais adiante que os cálculos a serem empregados ficarão sobremodo simplificados ao se utilizar o ângulo Ø como parâmetro representativo do referido enchimento (Fig. 5). MT/DNIT/DPP/IPR . de longo uso. pode-se estabelecer a correlação dos elementos de definição do escoamento com a declividade do canal.Manual de Drenagem de Rodovias 37 Considerando a ocorrência de fluxo uniforme. V. I = gradiente hidráulico. tem sido largamente empregada em todo mundo. de outra forma: I= V 2 x n2 R4/3 Onde: V = velocidade do canal. d) Expressões das grandezas hidráulicas visando ao estabelecimento das fórmulas do regime crítico.

Ângulo Ø 38 T N.A.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 5 . A= Ø − senØ x D2 8 Perímetro molhado: P= Ø xD 2 Raio hidráulico: R= A Ø − sen Ø xD = p 4θ Largura da superfície livre do fluxo: T = D x sen Ø 2 Profundidade hidráulica: h= A Ø − sen Ø = xD Ø T 8 sen 2 O ângulo Ø será sempre expresso em radianos (rad). D/2 d Ø D Obtém-se sua ligação com o tirante d através da fórmula: cos Ø 2d = 1− 2 D Por outro lado. Bueiros celulares MT/DNIT/DPP/IPR . Área molhada. nas fórmulas utilizadas.

B = base da seção. H A d B onde: H = altura da seção do bueiro. tem-se que: – – – – área molhada: A = Bd perímetro molhado: P = B + 2d raio hidráulico: R = A Bd = P B + 2d profundidade hidráulica: h = A =d T e) As fórmulas do escoamento no regime crítico.A. 6 Figura 6 . usando as expressões das grandezas hidráulicas.Grandezas hidráulicas de bueiros celulares N.Manual de Drenagem de Rodovias 39 Para as fórmulas do escoamento uniforme serão utilizadas as expressões das grandezas hidráulicas consideradas na Fig. d = tirante. A = área molhada do fluxo. Bueiros tubulares A vazão crítica é dada pela expressão: Qc = A c g x hc Substituindo-se a área molhada crítica pelo seu valor: MT/DNIT/DPP/IPR . Pela figura.

5 x D2. finalmente: Qc = (Ø − senØc )1. em a): Vc = g x h c Substituindo-se hc pelo seu valor definido em função do ângulo Ø tem-se: Vc = Ø c − senØ c g xD Ø 8 sen c 2 Declividade crítica Como visto. e em conseqüência a velocidade. foram estabelecidas as relações entre o tirante crítico e a vazão. no estudo das fórmulas representativas do regime crítico. Para se determinar a declividade que proporciona o escoamento em regime crítico lançase mão da expressão de Manning no movimento uniforme: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n Donde: MT/DNIT/DPP/IPR . Para que aconteça o escoamento crítico no movimento uniforme é necessário que a superfície da lâmina d'água seja paralela ao fundo do canal e tenha altura igual ao tirante crítico correspondente à vazão em escoamento. obtém-se: Qc = Øc − senØc 8 x D2 x g Øc − senØc xD Ø 8 sen c 2 ou.5 g x c 512 Ø sen c 2 Velocidade crítica Para a velocidade crítica.Manual de Drenagem de Rodovias Ac = Øc − senØc 8 x D2 40 e a profundidade hidráulica pelo seu valor: hc = Øc − senØc Ø 8 sen c 2 ambos dados em d).

Vc = g x h c e Ic = n 2 x Vc2 4/3 Rc pelos valores de A.138 (Øc − senØc )1.107 θc − senθc θ sen c 2 D . em m/s onde: D = diâmetro interno.5 .5 sen Øc 2 x x D2. tem-se: Qc = 0. e tomando-se o valor para g = 9.5 . da velocidade e da declividade faz-se substituição nas fórmulas que constam do item a: Q c = A c g x hc .Manual de Drenagem de Rodovias 41 Ic = n 2 x Vc2 4 Rc / 3 Substituindo-se na expressão acima Ic. h e R. os valores de R representados por funções trigonométricas do ângulo Ø e de Vc dados no subitem anterior (velocidade crítica) temse: Ic = n2 Øc − senØc 1 gxDx 4/3 Øc ⎛ Øc − senØc ⎞ 8 sen ⎜ D⎟ 2 ⎜ ⎟ 4Øc ⎝ ⎠ que simplificada torna-se: Ic = n 2 x g Øc Øc x3 Øc 2D(Øc − senØc ) sen 2 Bueiros celulares Para se obter as expressões da vazão. MT/DNIT/DPP/IPR . em m. em m3/s Vc = 1.81 m/s2. Caso dos bueiros tubulares Efetuando-se as operações possíveis e indicadas. resulta: Q c = g x B x d1. c Vc = g x dc e ⎛ B + 2d c Ic = n 2 x g x d c ⎜ ⎜ Bxd c ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ f) Simplificação das expressões do item anterior.

138 sen Øc 2 .0022 ⎛ 2dc ⎞ ⎜1 + ⎟ B ⎠ d1 / 3 ⎝ c 4/3 . em m para dc 〈 0.obtida por ajustagem de D⎠ ⎝ curvas.596 Qc D . em m MT/DNIT/DPP/IPR . em m³/s e da expressão do ângulo Ø em função do tirante dc e do diâmetro D.81 m/s2 e efetuando-se as operações indicadas. Qc (Øc − senØc )1. leva às duas equações abaixo: dc = 0.5 = 0. 65 D Adotando-se n = 0.5 .5 x D2. em m³/s c 0 Vc = 3.786xn2 xØc Ø D1/3 xsen c 2 3 42 Øc Øc − senØc . em m/s Ic = 0.0235 Q c x 2. em m³/s c donde: ⎛ 1 ⎞ ⎟ dc = ⎜ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 2/3 ⎛Q ⎞ x⎜ c ⎟ ⎝ B ⎠ 2/3 .132 B x d1. em m/m Do item e (bueiros celulares).90 D dc = 3.015 e g = 9. tem-se: Q c = g x B x d1.Manual de Drenagem de Rodovias Ic = 7.12 dc.869D . Bueiros celulares ( ) em m para 1 〉 dc 〉 0 .5 . as fórmulas do item anterior se tornam passíveis da simplificação abaixo: Q c = 3.5 . d ⎞ ⎛ Øc = 2arc cos⎜1 − 2 c ⎟ a explicitação de dc em função de Qc . em m/m Tirante crítico De posse da expressão da vazão crítica em função do ângulo θ .786 D − 5 Q c − 4.

outro para o regime subcrítico. ter-se-á: ⎛Q ⎞ dc = 0. definido por uma declividade inferior à do regime crítico. de modo a permitir que não haja carga hidráulica a montante. Deste modo. um para o regime crítico e rápido.em m ⎝ B ⎠ Dimensionamento dos bueiros Pelo exposto. destaca-se que o regime de escoamento pode ser dividido em 3 categorias: a) o crítico. que a altura representativa da energia específica do fluxo crítico seja igual à altura dos bueiros. Existem dois processos para o dimensionamento dos bueiros como canais.81 m/s². no caso dos bueiros tubulares. Ec = D como Ec = 3 hc 2 e hc = Øc − senØc xD Øc 8 sen 2 tem-se 3 Ø c − senØ c x xD = E Øc 2 8sen 2 ou Øc − senØc 16 = Øc 3 sen 2 A solução desta equação fornece: Øc = 4. c) subcrítico.0335 rd MT/DNIT/DPP/IPR . em função da declividade. isto é. b) o rápido.467 3 ⎜ c ⎟ . ocorrendo o mínimo de energia. que não funcione como orifício. definido por ter uma declividade superior à do regime crítico.Manual de Drenagem de Rodovias 43 para g = 9. – Dimensionamento nos regimes crítico e rápido 2 Caso de bueiros tubulares Arbitra-se.

não havendo interferência a jusante do bueiro. até o supercrítico uniforme. junto à boca de saída. para obra de maior extensão.716 D Substituindo-se o valor de Q nas fórmulas do item (f).5 m/s. todavia uma restrição para esta velocidade. Assim em termos práticos. Regime rápido ou supercrítico Toda vez que o escoamento no bueiro se dá em uma declividade superior â crítica (regime supercrítico). de 4. o que poderá acarretar velocidades excessivas. arbitrada conforme abordado anteriormente para a condição de energia específica igual a D ou H. MT/DNIT/DPP/IPR V xn D x I1 / 2 2/3 . Atingido o limite de início da erosão das paredes de concreto. para a descarga estabelecida.82 3 . ou investigar declividade possível de instalação do conduto para que não seja ultrapassada velocidade limite de erosão do material. em m/s n2 Ic = 32.56 D . que nos casos dos tubos de concreto. considera-se que para as declividades superiores a crítica.Manual de Drenagem de Rodovias 44 ou Øc = 231o06'09" correspondente a um tirante crítico dc = 0.5 . a vazão admissível está limitada a do fluxo crítico. admite-se recurso de procurar outro tipo de tubo com maior resistência à erosão. por intermédio do argumento A/D2: Kv = obtém-se a declividade procurada.538 D2. No corpo do bueiro funcionando em regime supercrítico o fluxo varia desde o crítico junto a entrada do bueiro. ocorrendo concomitantemente o aumento de velocidade. Há. é o a a Através da tabela conhecida como dos "Tubos parcialmente cheios”. em m/m D Esses valores são apresentados na Tabela 1 para as dimensões usuais dos tubos. tem-se um fluxo uniforme em regime supercrítico. em m³/s Vc = 2. chega-se as fórmulas finais para o dimensionamento dos bueiros tubulares no regime crítico: Qc = 1. Do fluxo uniforme em regime supercrítico o tirante d'água em relação ao crítico diminui.

as expressões para dimensionamento dos bueiros celulares se apóiam na condição de que a altura representativa de energia específica do fluxo crítico seja igual à altura do bueiro. neste caso. dentre as que se apresentarem como mais viáveis. pode-se diminuir a declividade do bueiro ou procurar outras alternativas. Caso de bueiros celulares de seção retangular Pelas mesmas razões anteriormente apresentadas. Ec = daí 3 hc 2 H = 3 hc 2 2 hc = H 3 e Como. em m/m 3H ⎜ B ⎟ ⎝ ⎠ Caso de bueiros celulares de seção quadrada Nos bueiros celulares de seção quadrada. em m/s MT/DNIT/DPP/IPR . como B é igual a H que por sua vez é igual ao lado do quadrado (L). chega-se às seguintes equações finais para dimensionamento dos bueiros celulares de seção retangular: Qc = 1.56 H . Ec = H porém.705L5/2 Vc = 2.5 m/s.56L1/2 . hc = dc . tem-se: dc = 2 H 3 Levando-se este valor de (d) profundidade crítica às fórmulas apresentadas no item (f).60 n × ⎜ 3 + 4H ⎟ .Manual de Drenagem de Rodovias 45 Se essa velocidade for maior do que 4.5 Vc = 2.705B ×H1. tem-se que: Qc = 1.em m3/s .em m/s 4/3 2 ⎛ ⎞ Ic = 2. em m3/s .

fundo e canto). e por analogia com base nas premissas envolvendo energia e altura crítica pode-se. Esta equivalência fornece as dimensões aproximadas dos dados indispensáveis à determinação das equações para o escoamento crítico. Para se calcular suas capacidades e limitações faz-se a equivalência com superfícies retangulares. estimar o tirante crítico.Manual de Drenagem de Rodovias 2 Ic = 34. A partir das dimensões comerciais das estruturas lenticulares constantes em tabelas fornecidas pelos fabricantes. as estruturas lenticulares possuem dimensões e propriedades difíceis de serem expressas por fórmulas práticas.75 n L1/3 46 . com o apoio das expressões genéricas que definem o fluxo crítico. para quaisquer seções. envolvendo 3 raios distintos (para as partes: topo. tem-se: E c = H . Por analogia. em m/m Estes valores são apresentados na tabela 02 para as dimensões usuais. por tentativas. recorrendo-se também ao gráfico da Fig. Por terem geometrias mais complexas. onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = H 3 2 n2 × Vc 4/3 Rc MT/DNIT/DPP/IPR . Caso de bueiros lenticulares metálicos corrugados. de propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares. 9. Expressões genéricas Vazão critica Qc = A c g× hc (a) Velocidade crítica Q Vc = c = g× hc (a) Ac Declividade crítica Ic = Considerações iniciais.

tem-se: Ec = H . 9 de propriedades hidráulicas de estruturas elípticas. onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = ×H 3 Q Vc = c = g× hc Ac e Ic = 2 n2Vc R4/3 MT/DNIT/DPP/IPR . Expressões genéricas Qc = A c g× hc . seguiu-se o mesmo procedimento do adotado para as estruturas lenticulares. em m3/s Vc = 2.316Hn . Considerações iniciais Por analogia. o gráfico da Fig. estimando-se. 9. Caso de bueiros elípticos metálicos corrugados Para a determinação das equações que regem o escoamento crítico para bueiros de forma elíptica. o tirante crítico e levando-se em conta que h = A /T.5 . onde. obtém-se: dc ≅ 0. Vc e Ic estão indicados para as dimensões usuais dos mesmos (tabelas 12 a 14).Manual de Drenagem de Rodovias 47 Utilizando o gráfico da Fig. por tentativas.944 × AH0.17R .76A .65H A c ≅ 0. R = raio hidráulico a seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 1. 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ em m/s em m/m Os valores de Qc. 2 Ic = 5. A = área total da seção interna da estrutura Rc ≅ 1. Utilizou-se para auxílio à determinação.5 .56 ×H0.

Manual de Drenagem de Rodovias 48 Por intermédio do gráfico de propriedades hidráulicas. R 4/3 onde L = vão da seção interna da estrutura em m/s em m/m Os valores de Qc.26R onde A . em m3/s Qc = 1.raio hidráulico à seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 2.72H A c ≅ 0.086A ×H0.56 D MT/DNIT/DPP/IPR .816 H× n2 .área total da seção interna da estrutura R . Tc obtém-se: dc ≅ 0.533D2.638L ×H1. Vc e Ic estão indicados para as suas dimensões usuais nas tabelas 15 a 17.5 3 Velocidade crítica: V = 2.5 2 bueiro triplo : Q = 3 ×1.5 . Vc = 2. estimando por tentativas o tirante crítico e levando-se em conta que: A hc = c .5 .816A Rc ≅ 1.533D2. Fórmulas que deram origem as tabelas utilizadas para o dimensionamento dos bueiros (canal no regime crítico) Bueiros tubulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.5 .5 1 bueiro duplo : Q = 2×1.533D2.56H0. Ic = 4.

015 Área molhada crítica: bueiro simples: A = B × 2 H 3 bueiro duplo: A = 2 ×B × 2 H 3 bueiro triplo: A = 3×B × 2 H 3 Bueiros circulares metálicos corrugados Declividade crítica: 2 I = 3282 n (%) 3D MT/DNIT/DPP/IPR .0585 ⎜ 3 + 4H ⎟ ⎜ 3H ⎝ B ⎟ ⎠ Vc = 2.Manual de Drenagem de Rodovias 49 Declividade crítica: Ic = 0.705B ×H1.705B ×H1.5 2 bueiro triplo: Q = 3×1.015 3D Área molhada crítica: bueiro simples: A = θ − senθ ×D2 8 ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro duplo : A = 2⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro triplo : A = 3⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ Bueiros celulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.5 3 Velocidade crítica: Declividade crítica: ⎛ ⎞ Ic = 0. para n = 0.705B ×H1.56xV0.5 4/3 . em %.5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.739 (%) para n = 0.

Manual de Drenagem de Rodovias 50 A rugosidade de bueiros metálicos corrugados é definida em função do tipo da corrugação da chapa.944 × A ×H1/2 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.638 ×L ×H1.024 2 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎝P⎠ Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Bueiros elípticos metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.944 × A ×H1/2 2 bueiro triplo: ' Q = 3×1. a saber: 68mm x 13mmn = 0.019 152mm x 51 mmn = 0.56 ×H1/2 Declividade crítica: I = c 5.5 2 MT/DNIT/DPP/IPR .638 ×L ×H1.021 Bueiros para processo não destrutivon = 0.024 76 mm x 25 mmn = 0.5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.944 × A ×H1/2 3 Velocidade crítica: Vc = 2.316 × H × 0.024 Bueiros lenticulares metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.

14 2.816 × 0.67 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.43 0.5 c Declividade crítica: Ic = 4.74 0.024 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ 2 Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Tabela 1 .56 2.74 0.88 0.00 1.06 12.71 8.53 0.88 0.70 0.14 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.80 0.65 0.20 1.84 2.00 1.45 1.39 0.20 1. velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = D) DIÂMETRO (m) 0.60 1.80 3.56 × H0.73 4.60 7.70 0.35 4.65 0.98 2.5 3 Velocidade crítica: V = 2.87 2.07 1.60 0.00 1.50 1.74 0.42 1.65 TIPO BSTC BSTC BSTC BSTC BSTC BDTC BDTC BDTC BTTC BTTC BTTC MT/DNIT/DPP/IPR .22 1.80 1.81 4.56 2.14 2.80 3.80 3.638 ×L ×H1.60 2.Manual de Drenagem de Rodovias 51 bueiro triplo: Q = 3×1.70 0.26 4.22 0.50 1.Vazão.20 1.20 3.50 ÁREA MOLHADA VAZÃO 2 CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 0.56 2.29 2.

67 1.47 20.93 40.54 0.0 2.00 18.00 12.29 26.0 x 3.43 3.0 x 3.00 12.62 4.0 x 3.0 2.0 x 2.78 0.51 0.00 4.00 8.5 x 2.0 x 1.05 4.0 x 2.0 x 2.05 4.44 53.14 3.70 6.0 2.0 2.0 2.50 12.0 3. velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) TIPO BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC ÁREA MOLHADA VAZÃO BASE X 2 ALTURA (mxm) CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 1.14 3.00 8.43 4.14 3.43 3.54 MT/DNIT/DPP/IPR .00 5.5 x 2.69 0.5 3.54 0.5 2.00 2.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.0 x 2.67 8.05 3.5 3.50 2.58 0.5 x 1.5 2.76 0.00 4.56 3.00 6.69 0.5 2.Vazão.58 0.56 0.56 0.33 6.70 17.79 28.40 60.17 3.44 50.53 19.00 10.0 x 3.00 10.33 6.67 3.05 4.62 0.47 0.0 x 1.0 x 2.05 3.93 40.05 4.0 2.48 17.5 3.5 2.00 8.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.5 3.00 15.0 x 1.44 33.63 4.0 x 2.76 0.44 0.0 x 3.72 16.44 0.62 0.0 1.0 2.47 0.05 4.5 3.66 79.14 3.26 9.43 4.0 x 1.5 3.5 2.0 x 2.0 x 1.85 9.51 0.0 x 2.68 0.96 35.55 43.00 1.5 x 2.0 0.05 3.47 0.58 0.69 0.0 3.0 x 2.51 0.16 28.0 3.5 3.Manual de Drenagem de Rodovias 52 Tabela 2 .0 x 2.62 0.00 5.62 4.0 x 2.33 4.14 3.40 14.22 26.71 4.64 13.5 3.62 4.58 12.62 4.5 2.0 x 2.05 4.62 4.00 4.

92 6.78 3.70 5.39 24.11 6.04 1.53 3.47 4.25 5.32 6.22 6.96 0.06 7.11 1.30 7.72 232.98 0.99 5.26 195.28 1.69 10.45 7.52 19.99 0.80 1.06 1.22 18.46 8.14 3.30 4.00 0.30 17.23 24.95 6.08 32.02 1.48 6.61 5.50 5.18 55.05 3.53 6.02 41.57 77.62 11.96 4.63 10.63 32.75 43.11 1.07 1.80 4.30 2.92 6.43 3.17 1.10 260.95 5.16 1.Vazão.89 132.96 8.19 6.65 25.23 1.12 1.22 1.90 2.75 3.95 7.72 4.89 4.49 5.35 5.50 6.26 1.10 6.42 58.15 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.48 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.50 1.65 3.70 101.89 158.01 1.60 7.25 4.30 1.Manual de Drenagem de Rodovias 53 Tabela 3 .37 1.76 36.17 4.16 6.05 1.10 4.55 20.07 31.25 7.39 12.15 52.88 4.40 34.97 0.99 7.14 1.40 6.55 5.61 4.80 4.03 1.68 39.43 1.70 6.91 126.59 21.46 1.23 4.75 15.20 19.38 140.91 28.95 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .20 4.57 85.65 1.75 3.08 1.75 6.96 220.75 118.85 6.43 28.78 69.13 12.58 4.40 3.24 6.73 13.60 6.21 216. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (mxm) 1.24 244.72 5.85 5.15 2.30 22.85 165.18 4.18 1.70 5.35 1.13 188.55 1.02 8.04 17.86 14.21 1.38 83.35 1.53 1.00 5.75 3.12 10.49 108.07 33.20 3.97 0.17 2.80 TIPO BSTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ÁREA MOLHADA VAZÃO CRÍTICA (m2) CRÍTICA (m3/s) 1.31 5.65 2.95 2.66 7.18 5.89 6.00 6.60 4.24 29.

24 6.48 6.18 1.77 167.01 1.77 281.23 22.14 66.45 464.11 1.61 5.80 1.11 6.33 15.80 4.30 4.49 30.72 4.10 11.32 13.40 6.14 3.65 1.77 317.Manual de Drenagem de Rodovias 54 Tabela 4 .08 1.10 6.05 1.26 1.75 3.96 4.18 5.60 4.00 6.39 202.19 42.75 6.71 3.78 49.34 5.02 1.32 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 8.04 83.53 6.30 7.12 1.98 217.92 6.45 49.55 1.14 154.21 1.88 4.14 1.97 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.53 390.25 5.16 1.89 6.25 25.05 3.97 0.72 5.70 330.41 39.31 5.23 1.96 0.10 41.37 8.75 3.47 58.35 78.81 56.65 3.84 117.78 24.45 .93 441.80 4.14 171.20 3.06 7.50 5.48 488.25 4.11 1.47 4.99 7.60 7.89 4.50 1.19 6.15 2.58 4.90 4.30 1.21 520.26 376.91 16.95 5.00 5.50 6.09 34.99 0.35 5.93 17.20 12.75 3.43 1.25 7.73 29.43 3.10 4.70 6.45 13.07 1.51 237.56 139.98 0.47 27.70 5.56 6.90 2.83 253.95 BDTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .04 1.13 63. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.28 1.05 16.15 1.95 6.53 3. 36.17 1.85 5.30 2.85 6.17 4.95 7.80 69.06 1.32 6.23 21.36 110.52 73.16 65.85 56.60 35.26 20.30 50.99 5.20 4.70 5.78 264.35 1.05 38.49 5.97 0.30 104.46 1.03 1.49 86.61 44.26 64.65 2.45 9.38 20.22 1.45 7.42 433.40 3.92 6.Vazão.53 1.00 0.37 1.

24 6.74 380.87 24.95 7.89 662.21 100.35 9.37 1 .24 98.22 1.09 304.30 4.85 5.95 6.24 45.47 4.06 125.68 732.00 5.05 25.50 6.05 1.70 5.18 5.11 1.57 57.30 7.28 109.66 476.53 1.10 4.66 495.67 397.20 3.28 l.07 1.58 4.13 51.78 63.35 l .15 7.97 0.85 33.47 326.48 6.14 1.65 3.43 1.35 31.75 3.55 1.75 3.59 44.46 1.02 1.32 6.66 61.00 0.75 6.31 5.21 1.20 104.67 54.33 208.63 650.99 0.03 117.60 4.15 2.88 4.43 3.65 2.99 22.61 58.91 67.40 3.60 7.54 166.79 585.50 5.28 84.38 38.92 6.85 6.25 4.11 1.67 19.49 5.60 52.23 1.90 2.06 5.00 6.85 6.55 12.79 18.46 156.17 24.96 4.20 4.50 1.71 87.75 3.10 6.98 0.72 84.20 94.72 232.84 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 12.07 30.39 564.95 5.70 6.49 20.18 1.40 6.88 31 .72 5.95 BTTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .68 13.17 4.68 74.95 76.15 1.12 1.14 3.99 7.89 4.05 3.24 129.89 6.17 1.16 1.97 0.15 422.72 4.30 2.08 1.03 1.11 6.06 1.04 1.80 1.25 7.17 628.20 41.26 356.92 6.99 5.45 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.96 0.Vazão.31 781. 30 1.19 6.35 5.80 4.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.39 26.53 6.26 1.89 96.Manual de Drenagem de Rodovias 55 Tabela 5 .65 16.18 73.25 5.61 5.71 257.70 5. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.53 3.80 4.52 8.65 1.06 7.15 250.26 176.01 1.

16 6.41 1.11 BSTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO Tabela 7 .90 4.08 32.31 1.28 4.67 11.60 4.78 1.99 5.60 1.83 6.25 69.93 13.31 1.26 1.41 1.78 1.84 124.11 9.47 4.72 5.00 3.25 5.49 5.35 75.18 1.80 4.77 171.24 3.Vazão.80 4.62 1.66 8.06 55.15 1.Manual de Drenagem de Rodovias 56 Tabela 6 .73 30.40 3.57 77.63 3.60 4.80 2.36 33.24 3.60 17.20 1.60 3.96 7.42 6.44 10.83 12.32 13.25 5.72 DECLVIDADE CRÍTICA (%) 1.11 23.60 2.17 1.58 4.19 1.23 23.40 1.99 5.87 1.91 15.80 8.07 4.43 4.40 3.60 1.97 4.47 27.69 1.65 12.55 1.40 2.51 139.41 2.58 4.26 1.21 1.11 110.12 5.80 3.01 13.80 3.45 1.60 2.80 5. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.37 5.49 5.86 4.96 6.30 25.14 9. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.22 47.04 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.54 1.60 3.61 5.42 62.38 19.15 49.80 2.80 3.69 1.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.19 1.20 3.55 1.37 1.15 1.28 1.28 1.03 3.17 1.13 4.86 4.21 1.80 5.45 1.68 37.80 3.73 2.03 3.14 1.86 15.40 4.14 154.72 4.39 86.50 1.28 4.40 1.38 85.12 1.14 1.08 3.37 1.62 3.20 3.34 1.91 3.00 2.70 43.93 8.12 1.62 1.43 4.20 4.80 3.00 4.40 2..71 20.90 28.12 5.62 3.30 98.16 65.50 1.63 10.34 22.23 1.81 5.39 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.56 4.11 BDTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .70 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.09 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.62 11.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.68 16.13 4.43 3.42 40.42 3.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.00 3.20 2.26 21.84 7.00 2.73 13.20 2.79 56.40 4.34 1.61 5.23 1.72 4.Vazão.43 3.69 9.97 4.80 3.20 4.20 1.37 5.01 27.00 4.95 2.33 17.

04 50.80 3.31 1.Vazão.40 2.25 5.59 45. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.62 5.72 4.54 4.60 2.00 3.89 26.78 1.89 19.60 3.43 3.69 84.72 232.37 1.97 4.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.40 12.34 1.95 38.20 4.20 41.24 98.13 60.Manual de Drenagem de Rodovias 57 Tabela 8 .61 5.12 1.20 3.20 1.99 5.23 1.26 1.20 2.89 31.28 4.40 26.28 1.80 3.87 23.49 5.86 4.21 1.41 1.25 10.13 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 7.24 3.00 2.76 208.26 186.17 1.40 1.60 3.15 16.62 3.17 166.15 257.14 1.69 1.33 71.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.80 5.03 3.12 5.40 3.02 33.60 1.40 4.85 7.80 4.09 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.49 20.80 2.45 1.62 1.43 4.55 1.67 14.50 1.19 1.15 1.13 4.02 41.00 4.80 3.11 BTTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .37 5.03 113.58 4.46 147.74 10.09 129.22 8.85 34.25 18.60 4.07 28.20 14.

33 15.56 2.40 1.56 4.98 2.67 3.03 3.Manual de Drenagem de Rodovias 58 Tabela 9 .80 2.10 1.08 3.01 0.63 8.18 1.93 11.11 1.53 1.03 2.95 3.96 0.60 0.70 1.68 2.62 2.73 0.43 0.30 1.04 1.99 0.45 9.90 4.00 1.80 1.71 3.24 3.18 1.07 3.29 2.20 1.91 7.40 1.94 BSTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm BDTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .92 3.36 2.00 1.90 2.97 0.11 8.70 1.80 2.48 3.00 1.60 0.43 3.54 1.84 5.96 5.34 4.81 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 0.26 17.34 3.09 1.03 3.34 3.97 0.56 2.73 2.14 3.14 3.40 1.80 1.95 2.87 1.Vazão.20 1.04 1.99 0.89 4.78 6.17 2.88 1.24 3. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 0.60 1.15 1.22 4.80 1.01 0.06 1.90 2.53 3.50 1.41 1.74 1.43 3.20 1.10 1.35 1.02 1.06 1.46 1.92 3.50 1.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.60 1.39 0.94 1.55 13.11 1.34 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.53 3.30 1.66 7.18 1.95 2.15 1.22 0.42 2.09 1.96 0.62 DECLIVIDADE CRÍTICA 1.68 2.28 1.

10 1.52 7.84 7.94 BTTM CURRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .43 3.25 8.60 1.00 1.70 1.34 3.97 0.02 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.18 2.06 1 .62 5.60 3.14 3.15 1. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.01 0.Vazão.62 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.67 14.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.50 1.40 1.88 26.18 1.99 0.68 2.03 3.06 4.85 6.11 1 .24 3.Manual de Drenagem de Rodovias 59 Tabela 10 .81 2.90 2.60 5.80 1.09 1.89 17.67 12.22 5.56 2.92 3.53 3.96 0.80 2.04 1.30 1.33 19.05 3.86 10.22 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.99 22.54 4.20 1.

33 17.50 2.30 1.29 1.02 1.05 3.67 12.79 8.40 1.07 1.00 2.93 13.14 3.73 47.00 2.21 4.89 19.67 14.43 3.70 3.25 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.08 3.37 7.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.00 1.21 4. 15 18.83 3.22 9.55 11.86 10.21 4.33 1.43 3.19 1.00 1. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.30 2.69 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.03 3.26 1.43 3.09 71.05 4.43 2.80 2.60 1.92 3.19 1.90 4.05 4.81 6.40 1.26 1.36 23.24 1.18 1.50 1.04 1.22 4.41 3.66 8.80 2.30 2.00 2.62 3.50 1.05 4.96 6.30 15.24 3.10 1.60 30.99 26.14 3.56 4.03 2.50 1.24 1.45 55.00 1.91 7.45 9.33 1.50 2.24 1.50 2.14 3.29 1.10 1.Vazão.18 3.03 3.33 1.00 1.07 1.39 5.71 3.10 1.04 1.88 4.90 45.15 1.24 3.00 BSTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BDTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BTTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm 76 25 MT/DNIT/DPP/IPR .88 4.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.40 1.15 1.35 1.92 3.85 7.60 1.62 3.88 4.16 16.60 1.34 24.Manual de Drenagem de Rodovias 60 Tabela 11 .04 1.07 1.70 3.06 4.54 1.43 2.15 1.70 3.77 10.42 2.92 3.29 1.24 3.11 8.95 3.90 5.62 5.03 3.95 2.36 2.67 12.26 1.54 4.30 1.62 3.80 2.76 4.52 8.19 1.30 1.60 36.28 13.30 2.02 36.

72 4.70 2.79 4.71 15.19 3.96 BSLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .46 29.85x1.11 10.51 4.55 15.84 3.93 7.10 5.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.29 1.47 4.08 1.51 1.47 11.17 12.89 39.37 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.33 37.00x3.41 8.96 69.98 0.36 4.48 3.25x2.50 5.95x3.45 1.32 49.35 5.05x2.85 14.26 66.90 4.09 5.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.76 77.72 7.93 31.36 53.30 10.08 1.99 0.04 1.10 4.75x2.86 6.12 1.92 4.00x3.20x3.65 13.70 5.01 1.Vazão.56 2.13 8.22x3.11 1.85 3.80 6.42 36.16 1.03 3.55x3.21 8.63 74.72x3.40x3.20x1.02 0.77 10.Manual de Drenagem de Rodovias 61 Tabela 12 .30x3.69 4.03 4.40 2.95 6.99 5.46 62.98 0.30 1.25 3.03 5.85 4.96 0.43 13.40 5.34 3.15 5.32 4.20x2.07 1.85x1.70x3.82 47.12 TIPO VÃO x ALTURA (mxm) 1.02 6.05 4.27x4.30 4.72 19.88 4.54 4. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.

27x4.93 22.12 1.40 2.70x3.80 6.08 1.83 17.47 4.71 29.07 1.03 5.92 4.54 4.03 13.72 4.52 154.04 1.72 106.95x3.10x2.30x3.08 1.03 3.42 16.22x3.92 139.25 3.45 1.92 59.52 133.05 4.34 3.79 4.55x3.99 0.25x2.40 5.85x1.85 3.86 27.85 4.98 0.22 20.16 1.78 79.96 0.12 4.88 4.40x3.75x2.69 4.26 16.06 8.85x1.65 75.30 4.70 2.34 25.48 3.92 124.86 62.99 5.63 94.96 BDLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .74 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.86 6.29 1.32 4.95 6.86 14.20x3.36 4.43 14.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.90 4.38 6.65 98.43 38.31 26.51 1.54 20.35 5.05x2.11 1.60 21.00x3.15 5.25 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.09 5.Manual de Drenagem de Rodovias 62 Tabela 13 .83 72.41 30.19 10.10 4. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 3.50 5.98 0.20x1.70 5.01 1.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 9.00x3.25 149.30 1.84 3.72x3.51 4.02 0.10 31.Vazão.

37 89.22x3.29 15.54 4.35 5.70 5.32 31.90 31.25x2.11 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.05x2.88 224.85 4.69 4.08 1.08 1.95 6.03 3.10 4.37 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.79 94.04 1.78 200.09 5.67 6.30x3.51 4.72 4.Manual de Drenagem de Rodovias 63 Tabela 14 .16 1.75x2.34 3.48 3.86 6.50 5.15 21.57 9.10x2.01 1.97 148.11 1.51 1.40 33.56 44.52 37.70 2.05 20.84 3.32 4.29 1.85x1.40 25.45 1.98 113.99 5.02 0.08 160.20x3.12 1.99 0.25 3.28 232.41.10 12.55x3.25 108.47 4.24 26.40x3.85x1.29 41 .67 119.03 5.85 3.27x4.12 45.72x3.64 24.88 4.07 1.96 BTLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .30 4.05 4.98 0.00 VAZÃO CRÍTICA (m2/s) 14.20x1.00x3.98 0.92 4.95x3.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.90 4.30 1.00x3.65 47.80 6.36 4.88 208.70x3.40 5.79 21.31 30.96 0.79 4.Vazão.96 40. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.40 2.15 5. 15 58.39 186.45 1.

71 6.97 7.15 220.62 6.99 19.98 6.14 6.23x4.07 9.95 39.03 114.75x5.46 5.72 0.85 0.18 6.46 7.78 323.93 5.13 201.28 7.56 70.11 294.36 89.46 28.19x9.74 0.29 7.12x3.54x6.30 5.86 0.00x4.42 6.43 248.15 17.81 5.57 34.25x7.87 4. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 14.93 8.40 29.14 6.60 21.36 28.77 0.52 6.02 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 74.27 5.97 55.04 5.65 7.78 7.25 394.90 481.50 79.93 36.29 34.60 14.93 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 5.68x4.85 0.45 9.55x5.96 6.75 0.12 10.69x7.94 36.65 6.03 73.50x6.90 287.41 24.90x7.50 5.50 6.56x5.24 6.02 50.89 6.33 6.77 0.70 0.44 269.00 143.76 10.77 118.75 31.04 44.82 0.84 5.78 0.01 39.71 121.64 544.50 10.69 0.17 25.59 5.15 9.22 19.97x6.83 0.79 0.17x6.83 8.95x5.Vazão.09x4.02 5.03 21.10 321.20 24.17 14.75 0.05 47.39x7.58x8.75 0.41 60.71 0.56 223.22 5.72 0.76 11.94 437.40 214.77 0.10 11.01 138.77 9.92 8.67x4.69 25.68 191.81 0.81 11.55 7.22x5.42 10.46 56.47x4.81 0.69 0.17 6.70 0.71 0.68 7.17 6.30 47.28x5.80 11.62 5.78x5.06 229.82 283.23 31.11 7.41 5.71 0.84 0.84 9.42x5.16 171.97x6.30 6.51 12.26 192.50 10.Manual de Drenagem de Rodovias 64 Tabela 15 .72 0.16 7.63 6.41 69.34 5.92 125.79x5.40x4.54 8.69 6.01x4.85 7.83 174.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.03 402.11x6.72 0.32 48.15x3.84 0.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.62 101.78 0.70 0.11 10.83x6.68 BSEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .15 64.29 165.21 8.69 0.88 105.89 6.64x6.57 44.33x6.81 146.77 0.76 0.74 0.68 317.63 5.13 32.78 15.51x5.85 10.22 42.79x8.73 0.80 0.09 4.89x3.84 10.23 22.31 8.20 22.78 6.43 42.79 0.71 0.02 355.07 255.35x3.46 9.06x6.07 147.82 8.47 7.86x4.68 6.82 6.

98 6.56 646.87 4.17x6.01x4.14 69.67x4.12 459.74 0.80 59.71 0.46 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.79 0.86 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 149.63 6.93 8.17 6.46 5.04 5.14 88.54 237.15x3.42x5.70 0.04 101.79x5.81 0.69 6.25x7.55 7.80 0.80 963.76 11.84 250.30 440.56 31.69 0.86 0.92 112.69 0.72 0.64x6.69 0.12x3.75 0.09 4.10 11.22 5.64 96.70 0.59 5.79 0.54 8.44 85.34 5.50 6.46 44.46 63.78 0.93 5.92 56.68 6.65 6.78 7.86 497.47x4.92 8.40x4.81 0.02 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 29.14 294.28 1089.06 147.86 72.84 10.72 179.28 7.00 158.44 38.77 0.85 0.16 7.75 0.77 0.88 539.20 643.71 0.08 88.63 5.51x5.10 94.28x5.04 510.64 566.71 0.07 9.68 TIPO BDEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .80 574.82 0.09x4.36 634.86x4.17 6.68x4.82 120.69x7.26 402.52 384.66 348.98 38.72 0.45 9.73 0.80 429.82 138.50 10.40 49.86 84.58 331.89 6.00 286.78 6.79x8.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.04 710.14 6.84 5.30 34.39x7.42 242.18 6.36 382.54x6.62 292.62 6.60 94.14 6.88 875.68 7.33 6.83x6.12 141.50 5.76 0.50x6.76 10.75 0.83 0.74 0.11 7.26 64.06 804.24 203.02 277.85 0.77 0.78 0.Vazão.81 11.97x6.40 44.83 8.06x6.20 28.51 12.72 0.00x4.27 5.11x6.90 78.32 342.84 9.19x9.15 9.71 0.88 72.89x3.Manual de Drenagem de Rodovias 65 Tabela 16 .76 210.30 129.30 10.46 7.80 11.77 9.72 56.85 10.50 789.38 51.70 0.29 7.30 6.82 6.22 588.23x4.77 0.89 6.62 5.71 6.78x5.96 6.22x5.84 0.12 447.56x5.41 5.97 7.82 49.52 6.02 78.12 10.95x5.58 69.46 9.58x8.24 6.84 0.11 10.42 6.81 5.31 8.30 5.72 0.55x5.65 7.94 110.20 42.34 50.35x3.06 229.33x6.47 7.85 7.97x6.34 29.06 42.90x7.50 62.02 5. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) VÃO X ALTURA (m/m) 5.42 10.75x5.82 8.21 8.

Manual de Drenagem de Rodovias

66

Tabela 17 - Vazão, velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d)
ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 44,34 46,80 42,51 44,97 57,45 51 ,09 63,66 57,69 66,60 73,80 63,60 66,51 76,38 85,23 74,07 7 7,2 5 93,39 97,08 85,20 88,71 104,79 108,69 95,85 117,87 104,82 108,66 127,71 132,03 117,90 142,29 126,12 132,06 152,91 165,15 142,38 158,96 145,23 180,45 193,68 212,79

TIPO

VÃO X ALTURA (mxm) 5,89x3,89 6,12x3,96 6,15x3,63 6,35x3,71 6,40x4,62 6,68x4,24 6,86x4,78 7,01x4,25 7,09x4,85 7,42x5,16 7,47x4,47 7,67x4,55 7,75x5,11 7,95x5,54 8,00x4,83 8,23x4,93 8,28x5,82 8,51x5,92 8,56x5,21 8,79x5,31 8,97x6,07 9,17x6,15 9,22x5,46 9,50x6,45 9,55x5,77 9,78x5,84 9,83x6,76 10,06x6,84 10,11x6,12 10,39x7,11 10,54x6,30 10,64x6,50 10,69x7,42 10,90x7,85 10,97x6.81 11,25x7,80 11,33x6,76 11,58x8,10 11,79x8,51 12,19x9,02

VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 223,50 238,23 207,09 221,64 316,08 269,31 355,86 305,76 375,00 429,09 344,13 363,21 441,48 513,03 416,43 438,78 576,39 603,87 497,49 522,45 660,18 689,04 573,21 766,20 643,68 671,46 849,33 833,29 746,34 970,32 809,70 861,06 1065,75 1184,04 951,09 1206,30 965,82 1313,70 1444,92 1634,19

VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5,04 5,09 4,87 4,93 5,50 5,27 5,59 5,30 5,63 5,81 5,41 5,46 5,78 6,02 5,62 5,68 6,17 6,22 5,84 5,89 6,30 6,34 5,98 6,50 6.14 6,18 6,65 6,69 6,33 6,82 6,42 6,52 6,97 7,17 6,68 7,14 6,65 7,28 7,46 7,68

DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0,86 0.85 0,85 0,84 0,84 0,83 0,82 0,81 0,81 0,80 0,79 0,79 0,78 0,78 0,77 0,77 0,77 0,77 0,76 0,75 0,75 0,75 0,74 0,74 0,73 0,72 0,72 0,72 0,72 0,71 0,71 0,70 0,71 0,71 0,70 0,70 0,69 0,69 0,69 0,68

BDEM CORRUGAÇÂO 152 x 51mm

v h

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

67

Dimensionamento no regime subcrítico

Sempre que a declividade do bueiro for inferior à crítica, o dimensionamento (seção e velocidade do fluxo) será obtido por intermédio das equações gerais do fluxo. Equações gerais do fluxo Apresentam-se a seguir as equações gerais do fluxo para os bueiros tubulares (seção circular) e celulares (seção quadrada ou retangular). Para os bueiros de seção lenticular ou elíptica que não dispõem de fórmulas simples que relacionem suas grandezas hidráulicas, o procedimento para seu dimensionamento no regime subcrítico é apresentado adiante, no roteiro para dimensionamento. Bueiros tubulares Usando-se os valores obtidos em (d), e substituindo-os na fórmula de item (c) com recurso à equação da continuidade obtêm-se as equações gerais do fluxo para uma declividade estabelecida Velocidade:
I1/2 ⎛ Ø − senØ ⎞ V=3⎜ ⎟ x D2/3 x 4Ø n ⎝ ⎠
2

e vazão:
Q= Ø − senØ Ø − senØ 2 I1/2 x D2 x 3 D x 8 4Ø n

ou
1 Q= 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

xD

8/3

I1/2 x n

Na expressão da velocidade, V = K v x D2 / 3 x fazendo-se:
⎛ Ø − senØ ⎞ 3 ⎜ ⎟ = Kv 4Ø ⎝ ⎠
2

I1 / 2 n

tem-se:

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

68

Kv = ou:

V xn D x I1 / 2
2/3

Na expressão de vazão, fazendo-se:
1 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

= KQ

tem-se; Q = K Q x D8 / 3 x ou: KQ = Qxn D x I1 / 2
8/3

I1 / 2 n

ou ainda;
⎛ Qxn ⎞ ⎟ D=8 ⎜ ⎜ K x I1 / 2 ⎟ ⎝ Q ⎠
3

Coeficientes K v e K Q Os coeficientes KV e KQ, como se pode verificar, são funções exclusivas do ângulo Ø, o qual, por sua vez, está ligado ao tirante “d” e ao diâmetro D através da equação:
cos
ou
⎛ 2d ⎞ Ø = 2 arc cos⎜1 − ⎟ D⎠ ⎝

2d Ø = 1− (d) D 2

Assim, como Ø, KQ e Kv estão ligados ao tirante “d” e ao diâmetro D, pode-se tabelá-los em função da relação d/D. É a tabela dos parcialmente cheios, já citada, de grande utilidade no estudo dos bueiros nos regimes subcrítico e rápido, utilizada no item (a) e apresentada adiante, na tabela 18. Bueiros celulares Usando-se os valores das grandezas hidráulicas obtidas em “d”, a fórmula de Manning e com auxílio da equação da continuidade, obtêm-se as equações do fluxo nos bueiros celulares para uma declividade estabelecida:
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Velocidade:
1/ 2 ⎛ Bd ⎞ I V=3 ⎜ ⎟ x n ⎝ B + 2d ⎠ 2

,

em m/s

Vazão: ⎛ Bd ⎞ Q = Bd⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ ou:
Q=3
2/3

x

I1 / 2 , em m³/s n

(B x d)5 (B + 2d)2

x

I1 / 2 n

, em m³/s

Na expressão da velocidade, fazendo-se: ⎛ Bd ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ tem-se: I1 / 2 V = Kv x n ou: Kv = nxV I1 / 2
2/3

= Kv

Na expressão da vazão, fazendo-se:
3

(B + 2d)2

(Bd)5

= KQ

tem-se; Q = KQ x
OU:

I1 / 2 n

KQ =

Qxn I1/ 2

Existem nos bueiros celulares três grandezas a serem consideradas: a largura B, o tirante d e a altura H.
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Para se chegar a uma solução deve-se fixar uma delas, em geral B, para determinar a outra, d. A terceira, H, é uma conseqüência de d, pois admite-se uma folga, isto é, uma altura livre entre a lâmina d'água e a laje superior do bueiro, relacionada ao tirante. O DNIT tem adotado uma folga mínima de 25 % sobre d; desse modo a altura do bueiro passa a ser: H= d 0,80

Coeficientes K v e K Q Esses coeficientes são funções de B e d, portanto de duas variáveis. As curvas das Fig. 7 e 8 correlacionam B e d respectivamente a K Q e K v Nessas curvas o valor de B varia de 1,00 m a 3,00 m com intervalos de 0,50 m e o valor de (d) varia de 0,20 m até 3,00 m. Roteiro para dimensionamento Dados a) O valor de Q é conhecido porque é a descarga da bacia a ser drenada , calculada nos estudos hidrológicos do projeto; b) O valor de I é conhecido pelo levantamento topográfico do local onde o bueiro deverá ser implantado; c) O valor n (coeficiente de Manning) é conhecido pois depende da natureza do material de que será feito o bueiro (concreto, chapa metálica, corrugada etc). Seqüência das operações Bueiros tubulares a) admite-se inicialmente um valor para a relação d/D, variando de 0,20 a 0,80, optandose em geral pelo valor máximo; b) com o valor adotado para a relação d/D, entra-se na tabela dos parcialmente cheios, para obtenção do coeficiente K Q c) com K Q determina-se o valor do diâmetro teórico e se este mostrar-se inadequado pelas restrições do local de assentamento ou por não existir comercialmente tubo com diâmetro de tal porte, deverá ser considerado bueiro de seção múltipla, dividindo-se a descarga de projeto pelo número de linhas de tubo a adotar. Ao final será fixado para a linha de tubos simples ou múltipla o diâmetro mais próximo comercialmente disponível; d) com o diâmetro comercial calcula-se o novo valor de K Q obtendo-se na tabela a relação d/D, e o valor de K v , que fornecerá o valor de V, comparando a velocidade de
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escoamento com os valores mínimo e máximo aceitáveis, função da sedimentação das partículas em suspensão e da erosão das paredes dos tubos; e) se os valores acima estiverem dentro dos limites estabelecidos, o dimensionamento é concluído; caso contrário, faz-se nova tentativa com outra relação d/D, procurando-se aumentar ou diminuir a velocidade. Bueiros celulares Com os valores de Q, I e n, calcula-se K Q e com o valor de K Q obtém-se o valor de d, definindo-se conseqüentemente o valor B escolhido. Com os valores de B e d, na curva de K v , obtêm-se K v e conseqüentemente V. Estando o valor de V entre os limites permitidos e atendendo às condições locais, dá-se o dimensionamento como aceito, caso contrário, procura-se, mediante novas tentativas, dimensões que conduzam a valores aceitáveis. Quando o valor de Q conduz a um valor de K Q acima do limite superior das curvas, isso significa a necessidade da adoção de bueiros duplos e triplos. O cálculo é então refeito com o valor de Q dividido por 2 ou 3, conforme o número de linhas dos tubos. Bueiros lenticulares ou elípticos metálicos corrugados Tanto para os bueiros lenticulares como para aqueles de seção elíptica, por não se dispor de formulas simples que expressam o fluxo conforme a variação de lâmina d'água, o procedimento de cálculo atendendo a uma declividade de assentamento preestabelecida será diferente. Primeiramente deve-se calcular a vazão à seção plena para a declividade estabelecida e também a altura crítica relativa à descarga dada para conhecer o regime a que se refere. A vazão à plena seção é determinada com o auxílio das tabelas 19 ou 20 de onde são extraídos a área e o perímetro molhado da seção plena. Definido o coeficiente n a partir do tipo de corrugação escolhidos, determina-se, através da expressão de Manning e da equação da continuidade, a vazão à plena seção. Igualando a descarga de projeto à vazão escoada pelo bueiro, obtém-se através em um dos gráficos do diagrama 19 o tirante crítico correspondente que servirá de referência para definir o regime de funcionamento do fluxo na seção escolhida e a necessidade de ampliação da área da seção considerada. Se o tirante crítico superar a 65 % da altura da seção para os bueiros lenticulares e a 72 % da altura nos bueiros elípticos, deverá ser ensaiada seção maior ou seção múltipla, considerando-se nesta última a descarga, e correspondentemente a vazão de projeto, como sendo a descarga total dividida pelo número de linhas. Definida a vazão à plena seção e a altura crítica referente à descarga de projeto, passase ao dimensionamento hidráulico do bueiro funcionando parcialmente cheio.
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O tirante para a descarga de projeto dada é obtido através da utilização dos ábacos da Fig. 9, que define as propriedades hidráulicas desses tipos de estruturas; entrando-se com a relação entre a vazão a escoar e a vazão à seção plena, obtendo-se o valor percentual do tirante em relação à altura total da seção e daí o seu valor para o fluxo normal. Semelhantemente ao adotado para os demais bueiros, admite-se uma lâmina d'água máxima de 80 % da altura total da seção e uma lâmina mínima de 20%. Se o tirante encontrado situar-se fora desses limites deverá ser ensaiada uma nova seção ou seção múltipla. Ainda através da Fig. 9 pode-se verificar que a vazão máxima para os bueiros lenticulares é obtida para um tirante de 88 % da altura total da estrutura, sendo aproximadamente 8 % superior à vazão à plena seção e que nos bueiros elípticos a vazão máxima se dá com um tirante de 92 % da altura total, representando aproximadamente 10 % a mais que a vazão à plena seção. – Velocidades e vazões máximas para bueiros tubulares com declividades fixadas

Substituindo-se na Formula de Manning: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n

o raio hidráulico R pela sua expressão A/P, tem-se; I1 / 2 ⎛ A ⎞ V= x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

Para I constante, a velocidade será máxima quando a derivada de A/P, for nula. A e P, porém, são funções de (Ø) , sendo a condição de velocidade máxima dada pelos valores dessas variáveis que anulem a derivada da função f (Ø) , ou seja:
P dA dP −A dØ dØ = 0 P2

ou ainda,

P

dA dP =A dØ dØ

(1)

De (d),
P= Ø dP D x D , donde = 2 dØ 2
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e
A= Ø − senØ x D2 , donde 8

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dA 1 − cosØ x D2 = dØ 8

Substituindo-se os valores de P, A,
ØD − Øcos ØxD3 = ØD − senØxD3 Øcos ØxD3 = senØx D3 tg Ø = Ø ou

dA dP e na igualdade (1), tem-se; dØ dØ

equação cuja solução é:
Ø = 4,4934 rad, Ø = 257027'10"

ou
⎛ ⎝ 2d ⎞ ⎟ D⎠

Como, porém, Øc = 2 arc cos ⎜1 −
Øc = −0,626 2 2d 1− = −0,626 D cos

daí, d = 0,813D que corresponde ao tirante para a condição da velocidade máxima. Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para velocidade e vazão fornece: a velocidade máxima Vmáx = 0,452 D 2 / 3 x I1 / 2 n

e a vazão correspondente a esta velocidade
D8 / 3 x I 1/ 2 Q = 0,309 n

Vazão máxima Associando-se a fórmula de Manning; V= I1 / 2 ⎛ A ⎞ x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

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a equação de continuidade, tem-se: I1 / 2 ⎛ A 5 / 2 ⎞ ⎟ x⎜ Q= n ⎜ P ⎟ ⎝ ⎠
2/3

A vazão máxima se verificará quando A/P5/2, função de Ø, for máxima; vale dizer, quando sua derivada em relação a Ø for nula,isto é,
5 dA dP PxA 3/2 − A 5/2 2 dØ dØ = 0 P2

ou

5p x

dA dP = 2A x dØ dØ
dA dP e por suas expressões obtidas no item anterior, tem-se: dØ dØ

Substituindo-se P, A,

(Ø − senØ ) x D2 x D 5ØD (1 − cosØ ) 2 x D =2 2 8 8 2
ou
5Ø (1 − cosØ) = 2 (Ø − senØ)

ou ainda,
3Ø − 5Ø cosØ + 2 senØ = 0

cuja solução é
Ø = 5,2781 rad ou Ø = 302024'46" , que corresponde a um tirante de d = 0,938 D

Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para vazão e velocidade fornece: para vazão máxima Q máx = 0,335 D 8 / 3 x I1 / 2 n

e para a velocidade correspondente a essa vazão V = 0,438 D 2 / 3 x I1 / 2 n

A observação dos dados encontrados permite chegar a uma importante conclusão:
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Raio Hidráulico. KV e KQ. Área Molhada. para Bueiros de Seção Circular. em função da altura relativa do tirante. d = Tirante d'água D = Diâmetro do bueiro A = Área molhada R = Raio Hidráulico Q = Vazão (m3/s) n = Coeficiente de rugosidade de Manning I = declividade do bueiro (m/m) K K V ×n V D2/3 × I1/2 = = Q×n Q D8/3 × I1/2 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 75 "A velocidade máxima não corresponde à vazão máxima".

2260 0.18 0.36 0.26 0.2621 0.3624 0.2355 0.2965 0.0147 0.44 0.3130 0.14 0.1147 0.2214 0.1298 0.0353 0.50 0.3243 0.0733 0.3787 0.2649 KV 0.3927 0.1611 0.2934 0.03 0.0610 0.1401 0.1614 0.0534 0.2291 0.2642 0.1206 0.1623 0.1847 0.1003 0.49 0.0691 0.3443 0.51 0.0242 0.2468 0.2592 0.0037 0.0362 0.33 0.38 0.25 0.0910 0.3229 0.3080 0.0389 0.0173 0.1152 0.1247 0.1099 0.0811 0.2367 0.1718 0.16 0.2295 0.39 0.2780 0.1772 0.0635 0.0513 0.22 0.01126 0.0220 0.2531 0.27 0.2450 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios d/D 0.1558 0.0132 0.1592 0.1891 0.2062 0.00021 0.3627 0.0246 0.41 0.4002 0.0820 0.30 0.0559 0.3863 0.1665 0.1965 0.3328 0.1535 0.0394 0.00093 0.3527 0.0961 0.0730 0.0571 0.1978 0.0881 0.0013 0.3136 0.47 0.2366 0.3032 0.23 0.54 0.3827 0.1756 0.1267 0.1800 0.11 0.1259 0.32 0.00521 0.2220 0.1381 0.0986 0.40 0.2512 0.3394 0.2905 0.0331 0.2331 0.4426 R/D 0.00406 0.2546 0.00005 0.52 0.1097 0.31 0.0192 0.0451 0.2435 0.2739 0.1449 0.55 A/D2 0.1364 0.00150 0.1662 0.29 0.13 0.2258 0.0575 0.09 0.2441 0.3899 0.1877 0.4227 0.4127 0.1365 0.06 0.0409 0.0196 0.0534 0.2142 0.1516 0.1197 0.3023 0.3295 0.2500 0.0864 0.1050 0.3708 0.1312 0.2102 0.28 0.24 0.35 0.1935 0.48 0.0755 0.20 0.2582 0.45 0.1709 0.3968 0.1416 0.04 0.2020 0.1019 0.0273 0.0600 0.0152 0.34 0.4124 KQ 0.0461 0.0813 0.46 0.4095 0.2074 0.1566 0.0956 0.1118 0.0776 0.1466 0.3748 0.4027 0.01 0.19 0.0262 0.42 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .10 0.0294 0.0885 0.0066 0.1042 0.1711 0.3535 0.0326 0.2051 0.08 0.3580 0.0871 0.12 0.3190 0.0427 0.1281 0.0470 0.17 0.01313 0.43 0.4327 0.2836 0.2562 0.0301 0.2182 0.3490 0.1039 0.0069.1890 0.0929 0.00050 0.1786 0.4065 0.2716 0.0197 0.2401 0.1453 0.00953 0. 0.00221 0.1199 0.07 0.1506 0.53 0.2167 0.1825 76 MT/DNIT/DPP/IPR .00306 0.2133 0.1691 0.1489 0.0739 0.3428 0.37 0.00795 0.0497 0.0695 0.0650 0.0105 0.2650 0.3934 0.3666 0.1349 0.0350 0.21 0.1982 0.05 0.3825 0.3345 0.15 0.02 0.4034 0.0668 0.1148 0.3727 0.00651 0.1802 0.2843 0.

2921 0.6736 0.60 0.2799 0.2987 0.93 0.6319 0.3117 77 A Ø − senØ = 2 8 D R Ø − senØ = D 40 MT/DNIT/DPP/IPR .4376 0.82 0.79 0.5018 0.5115 0.6143 0.4309 0.00 A/D2 0.3335 0.58 0.74 0.3083 0.4301 0.3007 0.2658 0.97 0.4526 0.6489 0.7854 R/D 0.96 0.2881 0.65 0.4507 0.4524 0.2409 0.4402 0.7384 0.3293 0.3339 0.7560 0.6893 0.2147 0.3008 0.4153 0.2728 0.4445 0.2842 0.3026 0.2900 0.2933 0.2895 0.73 0.4514 0.4323 0.75 0.4213 0.5872 0.85 0.4180 0.2948 0.83 0.59 0.2735 0.6655 0.86 0.6054 0.4469 0.2776 0.4256 0.2560 0.2842 0.3042 0.2705 0.7662 0.77 0.6573 0.2829 0.7504 0.4444 0.2962 0.80 0.94 0.2500 KV 0.5964 0.7445 0.7841 0.4498 0.2862 0.4414 0.5687 0.4520 0.4429 0.98 0.3351 0.4522 0.71 0.3017 0.3353 0.57 0.76 0.4499 0.2703 0.3036 0.7186 0.3345 0.4505 0.3263 0.7320 0.64 0.4279 0.4231 0.7612 0.7043 0.2998 0.2094 0.95 0.5212 0.4822 0.7785 0.67 0.3047 0.2040 0.3322 0.4920 0.99 1.2995 0.5404 0.2963 0.63 0.3039 0.89 0.2358 0.1987 0.3043 0.2865 0.3043 0.81 0.5780 0.2676 0.4457 0.2200 0.7115 0.3041 0.6969 0.3018 0.3151 0.3182 0.68 0.2969 0.91 0.4345 0.4462 0.2666 0.70 0.4267 0.6231 0.2975 0.3008 0.4724 0.6405 0.3239 0.2253 0.2609 0.3349 0.4343 0.56 0.3038 0.2944 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios (Continuação) d/D 0.3212 0.88 0.3286 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .4519 0.1933 0.4381 0.4625 0.87 0.3031 0.2752 0.7707 0.4512 0.72 0.4362 0.3322 0.4524 0.3118 0.7749 0.2821 0.2917 0.62 0.4476 0.2980 0.66 0.2306 0.2753 0.4517 0.3033 0.4489 0.4142 0.92 0.5594 0.7254 0.2460 0.4206 0.3968 KQ 0.78 0.4523 0.61 0.2928 0.3305 0.5499 0.4480 0.4398 0.2511 0.6815 0.69 0.4425 0.3024 0.3247 0.2787 0.1879 0.84 0.90 0.5308 0.2797 0.2886 0.7816 0.4489 0.

00 Qn I 3 I (m/m) N.00 0 m B 7.00 B =3 .00 2.5 B= .00 B = B 3.Curva KQ = g(d) CURVA KQ = g (d) Q (m /s) KQ = 9.00 0 0. m 0 1.00 m 1.00 2.00 2.A. 5 = 00 2.20 1.Manual de Drenagem de Rodovias ⎛R ⎞ KV = ⎜ ⎟ ⎝D ⎠ 2/3 ⎛ Ø − senØ ⎞ = 3 ⎜ ⎟ 4Ø ⎝ ⎠ 2/3 − 78 2 KQ = A ⎛R ⎞ ×⎜ ⎟ 2 ⎝D ⎠ D (Ø − senØ 1 ×3 16 2Ø 2 )5 ⎛ 2d ⎞ Ø = 2arc ⋅ cos ⋅ ⎜1 − ⎟ D ⎠ ⎝ Figura 7 . 00 m 6.10 0.00 (dm) MT/DNIT/DPP/IPR .00 3.00 4.0 B =1 0m 5. d 8.

00 d (m) MT/DNIT/DPP/IPR .30 0.50 0.Curva KV = f(d) 79 CURVA KV = f (d) 1.40 0.00 =1 m 0.90 B= m 2.50 B .00 3. 0 0 B= 0.20 0.10 0 0.80 m 2.70 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 8 .60 B= 0m 1.20 1. 5 0.00 Kv= Va I B= 0m 3.00 2. 0 0.

5 0.2 1.1 1.8 0.2 0.3 0.9 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA 90 PM 80 A = Área R = RAIO HIDRÁULICO PM = PERÍMETRO MOLHADO A 70 AR2/3 60 R AR2/3 A 20 PM 30 50 40 ELIPSE HORIZONTAL 10 0.Propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares e elípticas 80 SEÇÃO PLENA PERÍMETRO MOLHADO 90 PORCENTAGEM D A ALTURA TOTAL PORCENTAGEM DA ALTURA TOTAL Área 80 70 60 50 VAZÃO 40 30 20 RAIO HIDRÁULICO 10 1.3 0 0.3 0 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA MT/DNIT/DPP/IPR .1 1.1 0.8 0.4 0.3 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 9 .0 1.2 0.5 0.6 0.9 1.7 0.4 0.7 0.1 0.6 0.0 1.2 1.

70 2.23 19.65 17.08 15.41 13.42 8.20 3.27 4.35 19.00 3.97 12.22 7.54 13.01 11.40 5.95 6.10 4.77 14.27 6.85 1.30.50 5.15 5.72 3.30 13.20 1.30 3.05 4.05 2.90 4.Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados 81 DIMENSÕES VÃO ALTURA 1.25 11.67 18.99 5.70 11.00 3.56 15.25 2.22 3.45 13.25 3.95 3.80 16.70 16.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 19 .10 2.88 3.40 3.49 10.28 16.90 MT/DNIT/DPP/IPR .60 9.80 6.39 6.40 2.86 6.21 12.12 9.65 14.12 15.70 3.55 3.62 9.75 2.00 PERÍMETRO (m) 5.70 5.05 2. 4.58 11.35 5.07 11.85 4.85 1.52 ÁREA (m2) 2.85 3.

24 16.84 10.69 7.64 31.66 34.83 30.94 22.38 27.59 22.96 6.81 11.89 3.90 23.22 5.62 6.42 25.15 86.97 62.04 ÁREA (m2) 18.98 24.17 6.18 39.67 19.37 18.06 6.47 4.21 8.33 6.45 9.63 6.83 6.Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados DIMENSÕES VÃO ALTURA (m) (m) 5.78 7.75 5.20 53.11 19.97 48.21 30.84 9.95 5.82 44.11 21.19 17.89 6.24 6.21 58.67 4.33 26.28 31.58 38.68 4.97 6.07 20.02 PERÍMETRO (m) 15.02 22.97 6.02 23.85 10.29 26.85 7.15 9.21 31.15 51.50 10.00 4.55 7.24 29.20 48. MT/DNIT/DPP/IPR .92 8.13 17.40 4.21 34.33 25.40 52.59 27.25 30.85 26.95 Bueiros trabalhando como vertedores Objetivo e características Denominam-se vertedores as aberturas projetadas na parte superior das paredes de um reservatório qualquer através das quais possa se escoar o líquido represado.86 4.23 4.80 11.50 6.11 6.19 9.53 58.01 4.11 10.02 59.36 73.42 10.28 5.25 7.24 69.80 15.01 27.15 3.83 36.77 29.39 23.51 5.63 18.68 28.19 26.71 6.01 23.82 8.80 17.16 7.58 8.55 22.21 27.11 20.94 24.23 42.54 6.10 11.Manual de Drenagem de Rodovias 82 Tabela 20 .40 39.71 18.12 3.90 26.31 8.51 12.76 79.35 3.77 9.55 53.93 8.12 10.54 8.30 10.32 15.64 6.50 21.56 5.50 20.07 9.29 7.79 8.76 10.55 5.32 15.15 20.83 8.52 67.46 23.21 42.81 28.46 9.39 7.76 11.82 44.78 5.76 18.67 19.11 7.60 33.09 4.42 5.47 7.79 5.90 7.

escolhido pela prática ou resultante de tentativas a serem feitas. pois. O número dos vertedores. = 0 e h2.Manual de Drenagem de Rodovias 83 Na drenagem rodoviária o vertedor desempenha uma grande função no escoamento da água acumulada nas várzeas extensas ou em terrenos alagadiços. têm-se MT/DNIT/DPP/IPR . b sua largura. pode começar pela fórmula da vazão dos orifícios: ⎡ 3/2 ⎤ 3/2 ⎛ ⎢⎛ V2 ⎞ ⎥ 2 V2 ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎥ − ⎜h + α Q = cb 2g ⎢⎜ h + α 2g ⎟ ⎥ 2g ⎟ 3 ⎟ ⎜ 1 ⎟ ⎢⎜ 2 ⎢⎝ ⎣ ⎠ ⎝ ⎠ ⎥ ⎦ onde h1 e h2 são as alturas d'água nas bordas do orifício(inferior e superior). têm-se: 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ Q = 1. obtém-se a fórmula básica da vazão dos vertedores retangulares. o cálculo de L. o coeficiente de Coriolis e o coeficiente de descarga do orifício. a altura d`água sobre a soleira do vertedor. Então. O tempo de escoamento vai ser estabelecido em função da largura L dos vertedores projetados.devida a WEISSBACH: 2 Q = C 3 L 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ 2g ⎢ − ⎜α ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥ ⎥ ⎦ como 2 C 2g = 1. Fazendo h1. = H.622. para c = 0.838 ⎢ −⎜ ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥×L ⎥ ⎦ Desprezando-se a velocidade de aproximação V. 3 L e tomando L=1.838 . será o resultado da divisão da descarga total registrada pela descarga de cada vertedor. y. Os vertedores podem ser considerados orifícios em que a altura da parede sobre a borda superior é nula. L a sua largura. calcular o tempo em que se deseja fazer a drenagem e escolher o número e a largura L dos vertedores. para o vertedor. Dimensionamento hidráulico Cálculo da largura L A solução do problema é.

multiplicam-se os valores indicados de vazão pela largura real. Influência da contração As contrações ocorrem nos vertedores de represamentos e naqueles cuja largura é inferior às dos canais onde se acham instalados.34 106.838 ⎜ L − ⎛ ⎝ 2H ⎞ 3/2 ⎟ H 10 ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR .0 302.24 96.5 1442. para a contração bilateral.2H.04 41.0 1 57 1.12 76. Usando a Fórmula de Francis pode-se tabelar a vazão por metro linear de soleira como a seguir. a mais comum nas rodovias. Vertedores retangulares em parede delgada e sem contrações.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 1.68 58.5 855.838H3/2 Estados Unidos e que é a Fórmula de Francis.3 381.838 × LH3/2 84 ou L= Q 1.72 20.61 27.58 49. deve-se considerar na fórmula do item anterior uma correção para o valor de L.57 14. que passaria a ser tomado igual a L-0. muito usada na Inglaterra e nos recomendada para uso no Brasil (Dilson F.6 750.5 650.1 1316.50 ALTURA H (cm) 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 ∗ Q (l/s) 230.14 67.0 ∗Para os vertedores com largura menor ou maior que um metro.7 1195.2 964.2 1077.Vazão por metro linear de soleira ALTURA H (cm) 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 20 Q (l/s) 9.5 555.1 465. Pinto).05 34. De acordo com Francis. Tabela 21 .53 86.90 164. Desse modo. a Fórmula de Francis passa a ser: Q = 1.

do comprimento e da declividade do bueiro. que a vazão depende de sua carga a montante.velocidades nas seções S1 e S2. e S2. Como se trata do deslocamento de uma partícula d`água no regime permanente entre S1.pressões nessas seções respectivamente. P1 e P2 . Dimensionamento hidráulico Estudo do fluxo Considerando-se o escoamento indicado na Fig. 10: Figura 10 .2H sendo D o diâmetro e H a altura do bueiro.2D ou HW ≥ 1. Z1 e Z2 . nesse caso. tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . da diferença de cotas dos níveis d'água a montante e a jusante.cotas das seções S1 e S2 relativas a um plano de referência (datum). vale dizer.Manual de Drenagem de Rodovias 85 Bueiros trabalhando como orifício Objetivo e características Diz-se que um bueiro trabalha como orifício quando o nível d`água a montante (HW) atende à condição: HW ≥ 1.Esquema de escoamento por orifício V1 (1) h Z1 Z2 (2) V2 DATUM em que: V1 e V2 . Diz-se. aplicando-se o teorema de Bernoulli. sendo independente da rugosidade das paredes.

A vazão através do orifício seria então: Q = C × C × A 2g × h V C ou fazendo C ×C =C V C Q = CA 2g × h MT/DNIT/DPP/IPR . segundo Weissbach.64. a velocidade real do jato sofre uma redução que costuma ser representada por um coeficiente CV. que P1 = P2.97 ou 0.62 e 0. carga hidráulica da seção S2 (eixo) tem-se: V2 V2 2 = 1 +h 2g 2g ou V = V 2 + 2g × h 2 1 Como a área da seção S1 (superfície da água acumulada a montante do bueiro) é muito superior à área da seção S2 (orifício). porque é a pressão atmosférica atuando nas seções S1 e S2. porém. então. que. Por outro lado. devido à viscosidade do líquido. Desse modo. osciIa entre 0.98. cujo valor é 0.Manual de Drenagem de Rodovias 86 V2 V2 P P z+ 1+ 1 =z + 2 + 2 2 γ γ 2g 2g Considerando-se. de acordo com a lei de continuidade: Q = AV = A 2g × h Acontece que. Z1 – Z2 = h. obtém-se: V = 2g × h A vazão do orifício seria. sem que se cometa erro apreciável. V1 será muito inferior a V2 e poderá ser desprezada. Essa contração é habitualmente representada por outro coeficiente. Cc. foi verificado que o jato sofre uma contração tornando-se inferior à seção do orifício.

segundo MANNING.588 0.63. os Coeficientes de Vazão C. que. mais ou menos. como os processos de cálculo de vazões são os mesmos para os dois casos.63.588 e 0.674 0. as paredes dos orifícios são divididas em delgadas e espessas. 20 e 30 metros. atinge valores entre 0. variando de 0.548 Carga hidráulica Toda a conceituação exposta presupõe que a carga hidráulica. não podendo ultrapassar 1. O nível d'água a montante não poderá ultrapassar a cota de nível mínimo admissível fixada em função da altura do aterro e das restrições de alagamento a montante por ventura existentes.62 e 0.643 0.548. Chamando L o comprimento do bueiro e D o seu diâmetro. MANNING recomenda para L/D = 75 e L/D = 100. para os dois modelos (orifícios e bocais) são próximos um do outro. MT/DNIT/DPP/IPR . que para as alturas médias comuns de aterro em torno de 15 metros. no entanto. os coeficientes de vazão 0. para o diâmetro do bueiro de 1. a estrutura comumente empregada. são os seguintes: Tabela 22 . a contar do centro de gravidade da seção do bueiro. para o caso dos bueiros tubulares.770 0. o que excluiria a opção do modelo. respectivamente.Coeficientes de vazão L D C 10 25 50 75 100 0. os coeficientes de vazão C. Esses dois valores. respectivamente. Desse modo. no caso dos bueiros. seria a de um bocal e não de um orifício. Verifica-se.0 metro. Porém. a diferença depende do coeficiente de vazão. Em resumo. coeficiente de vazão. nos livros de Hidráulica mais comuns em nosso país. não seja maior do que duas vezes o diâmetro ou a sua altura.Manual de Drenagem de Rodovias 87 sendo que C. A velocidade máxima para a obra deverá ser inferior ao limite de erosão das paredes dos bueiros.5 vezes o diâmetro do orifício. representam alturas de aterro de.60 a 0. Deve-se considerar.

5 D Q (m3/s) 0.17 6.19 4.32 h = 1.97 7.40 3.10 1.58 3.54 BSTC OU BSTM Vazão: bueiro simples: Q1 = Velocidade: V = c 2g × h c 2g 4 × D 2 × 3.73 3.50 4.60 0.80 1.05 10.70 1.93 4.69 10.48 3.67 13.99 5.83 4.58 V (m/s) 2.62 7.95 4.2 D Q (m3/s) 0.30 1.90 4.10 3.54 10.42 3.67 4.12 11.74 3.79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR .67 1.54 2.14 5.40 1.80 1.19 V (m/s) 2.46 4.04 4.53 3.58 (m3/s) 0.23 7.41 4.23 5.29 5.44 11.78 9.32 4.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 23 .00 1.65 3.06 3.48 15.58 4.36 15.79 4.37 2.83 Q h = 2D V (m/s) 3.86 1.21 3.Vazão.32 4.71 4.63 88 TIPO DIÂMETRO (m) 0.95 13. velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.00 h = 1.40 8.04 11.19 8.87 3.74 3.89 5.192xD 2 h 1 e V = 2.37 2.20 1.75 1.68 3.14159 h e Q = 2.14 4.50 1.35 3.06 3.44 5.62 3.43 17.21 4.77 3.98 4.10 4.60 1.57 6.90 2.06 3.05 3.63 5.68 13.

velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.63 89 Vazão: bueiro duplo: Q = 2Q = 4.79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR .576 × D 2 h 3 1 Velocidade: V = 2.384 × D 2 h 2 1 bueiro triplo: Q = 3Q = 6.Vazão.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 24 .

0 H Q 3.24 6.75 33.34 27.95 4.49 46.83 4.83 108.40 4.00 3.88 14.58 6.04 78.78 18.00 h =1.79 h ∗ A velocidade excede o valor limite de erosão do concreto (4. H = altura do bueiro e h = carga hidráulica Velocidade: V = 2.67 54.2 H Q 3.30 4.58 6.61 123.84 5.66 34.24 5.00 2.20 41.00 2.40 5.43 51.50 3.06 66.58 6.85 25.07 101.56 58.17 31.50 2.95 10.00 40.Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro TIPO BSCC B 1.74 4.50 2.00 3.66 62.32 4.92 4.34 63.00 2.00 2.00 2.01 121.50 2.00 1.40 5.00 3.52 33.83 5.21 16.30 4.55 60.54 53. significando nesses casos que a vazão do bueiro corresponderá à carga hidráulica que satisfaça a velocidade admissível.24 6.24 6.92 5.00 2.00 3.58 6.00 H 1.50 3.83 4.40 5.59 V 3.05 67.07 106.50 22.00 2.83 5.48 140.30 4.42 4.00 2.06 8.50 3.51 95.5 m/s). MT/DNIT/DPP/IPR .92 5.00 2.83 5.00 2.32 4.24 4.00 3.50 3.32 4.83 5.24 6.83 5.83 5.00 2.50 2.00 2.06 3.84 6.42 12.61 159.02 39.50 2.42 9.40 5.01 81.01 21.42 184.98 93.19 4.98 V 3.83 4.74 3.83 5.34 87.00 2.00 2.58 6.59 48.92 h = 2.77 142.02 100.Manual de Drenagem de Rodovias 90 Tabela 25 .40 4.81 61.83 5.00 2.53 44.32 4.51 90.57 58.50 1.50 1.89 72.84 BDCC BTCC Vazão: bueiro simples: Q = 2.00 2.00 2.50 3.83 3.24 6.83 5.05 71.56 19.24 5.5 H Q 3.00 2.26 47.19 4.61 117.29 38.83 5.58 6.74 4.30 24.40 5.00 2.01 66.50 3.94 36.32 4.86 V 3.00 1.83 5.00 2.30 h = 1.92 4.84 29.791BH h 1 bueiro duplo: bueiro triplo: Q = 2× Q 2 1 Q = 3×Q 3 1 B = Base.30 4.83 5.50 3.84 5.00 2.32 4.83 5.40 4.23 17.00 3.77 30.40 5.50 3.00 3.24 6.50 2.64 77.98 93.83 4.89 72.01 81.43 11.33 31.02 35.84 6.32 51.19 4.41 82.

Com controle de saída.Manual de Drenagem de Rodovias 91 Dimensionamento de bueiro segundo a Circular nº 5 do “Bureau of Public Roads” Generalidades Os norte-americanos vêm. quanto ao fluxo. se dedicando ao estudo de novas técnicas para a solução dos problemas de drenagem. Controle de entrada Controle de entrada significa que a capacidade de descarga do bueiro é controlada na sua entrada pela profundidade da água represada a montante (HW). os bueiros são tratados. em pesquisas de campo e laboratório. no caso dos bueiros. há muito tempo. em todos os seus aspectos (funcional. Eles dão a altura da água represada (HW). a superfície da água e a linha energética na boca de montante dos bueiros são consideradas coincidentes. Em outras palavras: o bueiro com controle de entrada deve ter seção transversal mínima e condições de boca que permitam escoar a vazão desejada com o máximo de represamento permitido pelo projeto. em alguns casos. pela geometria da boca de entrada e pela seção transversal do conduto. Os bueiros. Essas pesquisas serviram de base para a confecção de nomogramas que permitem determinar a capacidade dos bueiros com controle de entrada. segurança. A engenharia busca a melhor obra ao menor custo. denotando grande interesse em fugir ao empirismo reinante. que é o parâmetro dimensionante da capacidade da obra. dada a freqüência de sua repetição. foram obtidas através de pesquisas em modelos nos laboratórios e verificadas. se isso for tecnicamente viável. inclusive com uso de modelos reduzidos. com controle de entrada. Partindo dessa premissa. não há inconveniente no represamento ou aumento da profundidade do curso d'água a montante da obra. com protótipos. As relações entre profundidade de represamento e altura ou diâmetro do bueiro (HW/D) para os vários tipos de bueiros circulares e em arco. no caso (HW). Devido às baixas velocidades geralmente verificadas na maioria dos represamentos. econômico e ambiental) Tipos de funcionamento de bueiros Com essa orientação. têm merecido especial atenção pela importância que essas estruturas representam para o corpo estradal. de duas formas: − − Com controle de entrada. MT/DNIT/DPP/IPR . é a distância vertical da soleira do bueiro à linha energética na sua entrada. A profundidade da água represada.

necessária para vencer as resistências de entrada e a Hf . é composta por três parcelas importantes. (V2/2g). necessária para o escoamento através de um bueiro. Essas parcelas. é a energia consumida no atrito ao longo do bueiro: n = Coeficiente de rugosidade de Manning. Nas Figuras 11C e 11D os bueiros estão escoando à seção parcialmente cheia e com controle de saída.02) V f Onde: Hv = V2/2g .75D. He e Hf. A carga H. a parcela He. enchendo-o completamente em todo seu comprimento. Para o caso indicado pela figura 11D a precisão do método diminui. é a parte da carga que produz velocidade. usualmente expressas em metros de altura d'água são: a parcela HV. 11B e 11C. (m/s) g = Aceleração da gravidade. quando o regime do fluxo é de controle de saída. até o valor de 0. L = Comprimento do corpo do bueiro. He = Ke (V2/2g). em parte ou em todo o seu comprimento. é a perda na entrada da boca que depende da sua geometria. e R = Raio hidráulico. A energia consumida provém da carga represada a montante eé expressa pela equação: H = H + He + H (equação 2. conforme Figuras 11A e 11B.33 ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR . diz-se que o bueiro está trabalhando a seção plena. No apêndice B são encontrados valores de Ke para vários tipos de boca. decorrente das perdas ao longo do corpo do bueiro. (m/s2) (m) Substituindo-se os valores de HV. H f = [(2gn 2 L)/R 1.02) obtém-se: H = ⎢1 + K e + ⎢ ⎢ ⎣ ⎡ 2g × n 2 × L ⎤ V 2 ⎥ (equação 2. entretanto.03) ⎥ 2g R 1. na equação (2. Os procedimentos da Circular nº 5 fornecem os métodos para a determinação precisa da profundidade da água na entrada para as condições de escoamento mostrados nas figuras 11A. sendo aceitável.Manual de Drenagem de Rodovias 92 Controle de saída O escoamento de bueiros com controle de saída pode ocorrer com o conduto total ou parcialmente cheio.33] . Se a seção do bueiro está cheia em todo o seu cumprimento. (m) V = Velocidade média do fluxo no corpo do bueiro. correspondente à velocidade.

às vezes. ou seja. na definição de HW. a perda de carga H (Fig. a altura da água a montante.03) pode ser resolvida facilmente com auxílio dos nomogramas de 8 a 14. pois. ocorrendo alturas d'água superiores e. como é o caso das verificações e alterações de projetos. Entretanto. Quando a altura d'água na boca de saída é inferior à altura do bueiro. Quando o nível d'água a jusante do bueiro submerge sua boca de jusante ou quando o bueiro flui na boca de saída a seção plena. para bueiro descarregando a plena seção. 11B) é contada a partir da altura d`água na boca de jusante. 11C e 11D) exige-se o traçado das curvas de remanso. O dimensionamento consiste. quando se exige rigor nas soluções. é ela que vai definir o bueiro.Manual de Drenagem de Rodovias 93 A equação (2. portanto. Cada um deles diz respeito a uma seção definida do corpo do bueiro e a um valor do coeficiente n. indicando a dimensão mínima que atenda às imposições do projeto. Para os casos comuns este método permite soluções aceitáveis. como se verá a seguir. à altura dos bueiros na entrada. MT/DNIT/DPP/IPR . Estas considerações dizem respeito aos bueiros operando à plena seção. nem sempre. as descargas fluem a seção plena. inferiores. sendo H a diferença entre esse nível e o de HW a montante. (Fig.

altura entre a soleira do bueiro. na boca de jusante.04) MT/DNIT/DPP/IPR . HIDR. como pode ser observado na Fig.12. A relação de HW com H é dada. pela equação: H W = H + ho − L × Io (equação 2.Controle de saída A SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA 94 B SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA C SUPERFÍCIE D´ÁGUA GRAD.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 11 . HW A H SUPERFÍCIE D´ÁGUA D SUPERFÍCIE D´ÁGUA HW H SUPERFÍCIE D´ÁGUA Equação geral para controle de saída A altura do tirante hidráulico HW é obtido com a introdução de um fator ho. e o ponto da linha piezométrica equivalente. a partir do qual H deverá ser medido.

MT/DNIT/DPP/IPR . sendo este o limite superior daquele. sendo necessário efetuar os cálculos e tendo o canal de saída seção transversal. recomenda-se a utilização das equações da dinâmica do movimento uniformemente variado. 11C e 11D). 12 fornece a visualização gráfica do que foi dito anteriormente. Se o nível d'água na saída está em nível ou abaixo da crista do bueiro na boca de jusante (Fig. 11B. uma vez que devem ser levadas em consideração a descarga. as dimensões e forma do bueiro e a profundidade da água na saída (TW). em bueiros escoando com controle de saída. declividade e rugosidade razoavelmente uniformes. A Fig. nesta última expressão é a distância vertical desde a soleira até a linha piezométrica equivalente. extraída dos nomogramas 15 a 20. Nesse caso.Manual de Drenagem de Rodovias 95 onde L é o comprimento do bueiro e Io a sua declividade em metros por metro. Todavia. Sendo TW influenciado pelo nível d'água de outros cursos. O valor de dc não pode exceder ao valor de D. o ponto correspondente à profundidade crítica está suficientemente submerso de modo a não afetar HW. 11A). isto é. ou marés. a definição de h0 torna-se mais complexa. e D é o diâmetro ou altura do bueiro. não influindo no cálculo da altura d'água a montante HW. e a profundidade da água (TW) é bem menor que a profundidade crítica. por níveis d'água de outros cursos ou por influência de marés. obtém-se a altura do represamento a montante (HW) somando-se H ao nível d'água na saída (TW). TW pode ser controlado através de obstrução na saída. a profundidade da água na saída (TW) pode ser um fator importante para o cálculo da altura d'água represada a montante HW e da capacidade hidráulica do bueiro. apresentado no item 1. pode-se determinar aproximadamente a profundidade do fluxo no canal de saída pela fórmula de Manning. dc é a profundidade crítica. Na maioria das vezes os canais naturais de saída são mais largos que os bueiros. Cálculo da profundidade da água na saída (TW) Sendo um fator externo. "Curva de Remanso". Pesquisa de HW Quando o nível d'água na saída está acima da crista do bueiro (Fig. h0 é o maior dos dois seguintes valores: TW (profundidade d'água na saída) ou 2 dc + D h0. Quando TW é o valor de h0 (maior dos valores). ho é igual à profundidade da água na saída.4.

Manual de Drenagem de Rodovias 96 Velocidade do fluxo A velocidade da água no corpo dos bueiros é superior à dos canais naturais. a velocidade máxima do fluxo no centro do canal é consideravelmente mais alta do que a velocidade média do fluxo considerando toda a seção. Deve-se ter em conta que. para definir a necessidade de proteção do canal de saída. é o conhecimento da velocidade da água na boca de jusante. A velocidade na saída do bueiro deve ser comparada com a velocidade máxima da corrente. muitas vezes. do uso de dissipadores de energia no canal de descarga.Cotas hidráulicas no levantamento de HW L = comprimento do bueiro. HW = profundidade hidráulica a montante do bueiro. MT/DNIT/DPP/IPR . h0 = altura piezométrica equivalente As informações locais e a observação do comportamento de outras obras na região podem ser de grande ajuda na solução do problema. de acordo com o tipo de material de que é constituído o bueiro e sua seção transversal. Figura 12 . As velocidades calculadas podem ser comparadas com as de outras existentes ou com as de correntes naturais. D = diâmetro ou altura do bueiro TW = profundidade do fluxo de descarga dc = profundidade crítica. geralmente. Por isso. Io = declividade do bueiro H = obtido através de nomograma. pode haver necessidade. Um elemento importante para isso.

c) declividade definida do bueiro em m/m. b) comprimento L aproximado do bueiro em m. lenticulares. A solução final deve resultar da análise econômica. b) utilização das tabelas do fluxo crítico. pode ser usada a fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Como a solução se faz por tentativa. O aumento da altura dos aterros. f) características do bueiro para a 1a tentativa.Coletar os elementos necessários ao projeto que são os seguintes: a) descarga Q de projeto. elípticos ou arcos metálicos corrugados com largura maior do que a altura são soluções que devem ser consideradas. no caso de funcionamento a plena seção. incluindo seção transversal e tipo de boca de montante. o uso de várias linhas de tubos e de bueiros celulares. admitindo-se um valor arbitrado como. em m/s.0 D No caso de restrição de recobrimento dos bueiros nos aterros pode-se aumentar o número de linhas o que pode redundar em menores alturas de aterro ou maiores recobrimentos. e) velocidade média e máxima das águas no talvegue. Etapa II . não sendo conhecida a profundidade do fluxo. No caso do controle de saída a velocidade média na boca de jusante será a descarga dividida pela área da seção transversal do fluxo.Na primeira tentativa para seleção das dimensões da seção transversal do bueiro adotam-se um dos seguintes critérios: a) seleção arbitrária. o uso de ábacos pode ser útil para resolver essa equação. Essa área pode ser tanto aquela correspondente à profundidade crítica como a profundidade a jusante. Roteiro para dimensionar bueiros Etapa I . uma vez que. c) uso dos nomogramas para controle de entrada.5 a 2. em m3/s. por exemplo: HW = 1. em m.Manual de Drenagem de Rodovias 97 Na determinação da velocidade média na seção transversal. Etapa III . o valor de R passa a ser desconhecido. na boca de jusante dos fluxos com controle de entrada.Definição de HW MT/DNIT/DPP/IPR . para os tempos de recorrência exigidos. d) altura admissível de represamento na entrada HW.

valor mais alto indicará o tipo de fluxo a ser considerado para a situação de funcionamento de projeto. ho igual ao maior entre estes dois valores: dc + D ou TW 2 Nota .o valor de HW. fazer ho igual a TW e achar HW pela equação: HW = H + ho – Io x L Para TW de elevação menor do que o topo do bueiro de jusante. como descrito no parágrafo acima. Se HW é maior do que o permitido pelo projeto. como explicado na Etapa IIIb Etapa VI . Etapa IV . deve-se fazer nova tentativa.Através da comparação dos valores de HW obtidos na etapa IIIa e IIIb (controle de entrada e de saída).Manual de Drenagem de Rodovias 98 a) Supondo controle de entrada Usando os dimensionamentos obtidos na etapa II. Essa área será a total da seção do bueiro se a boca de jusante estiver submersa. aumentando a seção ou o número de linhas de bueiros até obter valor aceitável antes de tentar valores pelo controle de saída. a velocidade de saída na boca de jusante deverá ser suposta igual à velocidade média no corpo do bueiro calculada pela fórmula de Manning. adota-se um bueiro com maior seção transversal ou linhas múltiplas. obtido nos nomogramas. porém. sendo Ao a área molhada. pela altura ou diâmetro do bueiro. tomando.Verificando-se a existência de um fluxo de controle de saída e obtido um valor de HW maior do que aceitável. b) Supondo Controle de Saída. Para TW de elevação igual ou maior do que o topo do bueiro na saída d’água. procurar o HW nos nomogramas de controle de entrada apropriados de n0 1 a 7.75D. na boca de jusante. a velocidade de saída. Calcular aproximadamente a profundidade da lâmina d'água (TW) na boca de jusante.Computar a velocidade de saída para o tamanho e forma dos bueiros a serem testados. assim obtido. torna-se muito menos preciso quando se situar abaixo de 0. D. é igual a Q/Ao. MT/DNIT/DPP/IPR . achar HW pela equação anterior. HW é definido pelo produto de HW/D. b) Verificado o controle de entrada na etapa IV. a) Se ocorrer o controle de saída na etapa IV. Etapa V . para as condições de cheias do projeto.

HW. se for usada a (2) ou (3) estender horizontalmente até (1). tipo de bueiro (concreto ou metálico). Determinação da seção do bueiro – Dados: • • descarga Q. Unir por linha reta o diâmetro do bueiro ou a altura (D). tipo de bueiro (concreto ou metálico). se outro tipo de entrada entre as indicadas nos nomogramas for a indicada. em m. – – Determinação da vazão Q – • • • Dados: elevação d'água na entrada. em m. em m3/s. – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. marcar a interseção dessa reta na escaIa (1) de HW/D. elevação admissível da água na entrada HW. ler Q ou Q/B na escala da descarga. MT/DNIT/DPP/IPR . estender horizontalmente o ponto de interseção em (1) para (2) ou (3) e ler HW/D. – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. dimensões: de D ou B. e a descarga (Q). Calcular HW. Determinação da elevação d`água na entrada HW (m) – Dados: descarga Q. Ligar o ponto determinado (1) à dimensão do bueiro na escala à esquerda. Calcular HW/D. ler HW/D na escala (1). dimensões: de D ou B. multiplicando HW/D por D. em m3/s.Manual de Drenagem de Rodovias 99 Orientação para utilização dos nomogramas para cálculo dos bueiros com controle de entrada. Se a escala (1) de HW/D representar o tipo de entrada utilizada. ou Q/B quando se tratar de bueiro celular. Assinalar HW/D na escala adequada. em m (admissível ou pretendida). em m.

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tipo do bueiro (de concreto ou metálico). – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. Calcular HW/D para uma dimensão arbitrária. Assinalar a posição de HW/D sobre a escala adequada ao tipo de entrada. Estender o valor de HW até a escala (1). Unir o ponto determinado acima à descarga de projeto marcada na escala de vazão e obter na escala do diâmetro o valor correspondente. Se o valor de D, ou base (vão) x altura, obtidos acima, não coincidir com o valor inicialmente adotado, repetir o procedimento com outro valor.

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Figura 13 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada

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Figura 14 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de concreto e controle de entrada

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Figura 15 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto, com eixo longo horizontal e controle de entrada

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Figura 16 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada

HW/D

ENTRADA

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Figura 17 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada, com controle de entrada.

HW/D

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com controle de entrada HW/D MT/DNIT/DPP/IPR .Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóbada de chapa metálica corrugada.Manual de Drenagem de Rodovias 106 Figura 18 .

Manual de Drenagem de Rodovias 107 Figura 19 .Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada com anel biselado MT/DNIT/DPP/IPR .

Assinalar no nomograma o comprimento do bueiro (na escala L). 20). assinalado nas duas curvas adjacentes de Ke. para algumas condições de funcionamento parcialmente cheios. Poderão ser usados. – Escolher o nomograma adequado ao bueiro utilizado. determinando-se assim o ponto que corresponde ao comprimento do bueiro na curva do Ke adotado (Fig. MT/DNIT/DPP/IPR . tipo do bueiro (de concreto ou metálico) . mas o valor de Ke é intermediário aos das curvas aí existentes. Determinar o coeficiente de entrada (Ke) conforme o seu tipo e de acordo com a tabela constante no final do texto. igualar ho a TW. interpola-se uma curva para o Ke adotado e liga-se por uma reta o comprimento dado. em m3/s. nos casos de bueiro operando a seção plena em toda a sua extensão. assinala-se na curva correspondente ao Ke o comprimento do bueiro.Manual de Drenagem de Rodovias 108 Utilização dos nomogramas para o cálculo de HW nos bueiros com controle de saída. se o nível d'água na saída se situar abaixo do topo do bueiro. conforme as instruções a seguir: – • • se os valores de n e Ke adotados enquadram-se naqueles do nomograma. ainda. se o valor de n adotado enquadra-se naqueles do nomograma. Observe-se que os nomogramas em estudo não levam à solução final da altura d'água a montante (HW) uma vez que dão apenas o valor de H na equação: H W = H + ho − L × Io onde h é obtido conforme o seguinte procedimento: – – d +D ho = c 2 se o nível d'água na saída for igual ou maior que o do topo de bueiro. ho é obtido adotando-se o maior dos valores seguintes: ho = TW Determinação da perda da carga a jusante H – • • Dados: descarga Q. Os nomogramas para bueiros com controle de saída são utilizados para a determinação do valor de H (perda de carga a jusante.

com o valor do comprimento corrigido devido à diferença entre os coeficientes de rugosidade.P2 = RETA LIGANDO OS PONTOS DO COMPRIMENTO DADO. utiliza-se um comprimento corrigido (L1) dado por: 2 ×L ⎛n ⎞ L =⎜ 1⎟ 1 ⎜n ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ 2⎠ onde: L= comprimento real do bueiro. utilizar os nomogramas para estruturas elípticas em concreto. – Ligar o valor (L1). Para os casos em que forem empregados bueiros elípticos metálicos corrugados. n1= coeficiente de Manning do bueiro. como obtido anteriormente.Interpolação de curva de coeficiente Ke 1 ke 1 3 ke 2 P1 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 1 P2 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 2 1 = CURVA DE COEFICIENTE ke 1 (existente) 2 = CURVA DE COEFICIENTE ke 2 (existente) 3 = CURVA INTERPOLADA DE COEFICIENTE ke P1 . – Calcular HW pela equação: H W = H + ho − L × Io Valores de n para materiais normalmente usados: MT/DNIT/DPP/IPR . à escala das dimensões do bueiro (D para bueiros tubulares ou B x H no caso dos celulares. e n2= coeficiente de Manning do nomograma. lenticulares e elípticos). Ligar o ponto da linha de base à descarga de projeto. Marcar o cruzamento dessa com a linha de base. marcada na escala de vazão e ler o valor da perda de carga a jusante na escala (H). por meio de uma linha reta. EXISTENTES NO NOMOGRAMA P = PONTO CORRESPONDENTE AO COMPRIMENTO DADO NA CURVA INTERPOLADA DE ke P2 ke2 P P1 109 • se o n adotado não se enquadra nos definidos pelo nomograma.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 20 .

021 0.7 Metálicos Aço Corrugado 76 x 25.024 Cálculo da seção transversal da célula retangular.Valores de n para metal MATERIAL CORRUGAÇÕES (mm) 66 x 12. Os bueiros metálicos corrugados podem ser revestidos após sua montagem com concreto.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 26 . Para avaliar essa variação.015 110 Tabela 27 . Ligar o ponto apropriado (ver instrução 1) na escala do comprimento do bueiro à sua área e marcar o ponto de interseção na linha de base.024 0. MT/DNIT/DPP/IPR .4 152 x 51 Bueiros para processo não destrutivo n 0. asfalto ou outro material. melhorando sua rugosidade e conseqüentemente sua capacidade.019 0. Ler a altura d'água na escala H.Valores de n para concreto MATERIAL Concreto TIPOS Tubos e Células n 0. Fixar esse ponto e ligar à descarga dada indicada na escala de vazão. utiliza-se a equação de ponderação dada por Azevedo Netto: n 2 ∑ Pn × η n n =1 n ∑ Pn n=4 η médio = n −1 ∑ Pn × nn n 2 Onde P equivale aos perímetros molhados correspondentes às rugosidades n dos materiais de uma seção transversal de um bueiro em contato com o escoamento.

Carga para bueiros em célula de concreto. à seção plena.Manual de Drenagem de Rodovias 111 Figura 21 . calcule HW pelos métodos descritos. MT/DNIT/DPP/IPR .012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. com controle de saída n =0.

Carga para bueiros em tubulação de concreto.012 112 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 22 . MT/DNIT/DPP/IPR . calcule HW pelos métodos descritos. à seção plena com controle de saída n = 0.

com eixo longo vertical ou horizontal. Devem ser invertidas no caso de eixo longo vertical.Manual de Drenagem de Rodovias 113 Figura 23 . Obs: As dimensões em escala de tamanho estão ordenadas para instalação com eixo longo horizontal. MT/DNIT/DPP/IPR . com controle de saída n = 0. calcule HW pelos métodos descritos.Carga para bueiros em tubulação oval de concreto.012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. à seção plena.

calcule HW pelos métodos descritos. à seção plena n = 0.Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada.Manual de Drenagem de Rodovias 114 Figura 24 . MT/DNIT/DPP/IPR .024 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.

à seção plena n = 0. MT/DNIT/DPP/IPR .024 115 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. calcule HW pelos métodos descritos.Carga para bueiros em chapa metálica corrugada.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 25 .

MT/DNIT/DPP/IPR . à seção plena n = 0. calcule HW pelos métodos descritos.Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 26 .024 116 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.

a seção plena n = 0.Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada. calcule HW pelos métodos descritos. Obs: Para dimensões intermediárias deve-se fazer a interpolação das rugosidades.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 27 . MT/DNIT/DPP/IPR .024 117 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.

Profundidade critica seção retangular 118 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 28 .

Profundidade critica para bueiros circulares metálicos corrugados MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 119 Figura 29 .

Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 120 Figura 30 .

Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 121 Figura 31 .

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 32 .Profundidade critica para bueiro lenticular em aço corrugado 122 MT/DNIT/DPP/IPR .

dentro de certos limites de alturas de represamento (HW) e de descargas. pelos nomogramas para Controle de Entrada.91 0.07 2.59 1. A primeira relação de valores.18 0. 33 foram traçadas para um bueiro de 1. Tabela 28 .10 1.15 0.5 a 15 m.83 2.e a segunda.14 3.53 4.82 2. Estas curvas são aplicáveis.66 *Nom.73 0.62 0.Dados para curva de controle de entrada HW * D Q* ⎛ m3 /s ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ H W = H W × 1.05 3. As curvas da Fig.27 0.40 0.85 0. este pode ser feito mais rapidamente apoiado nas "curvas de comportamento".98 1.61 0.2 D 0.1.4 CURVAS DE COMPORTAMENTO 123 Quando os projetos dos bueiros não exigem grande rigor no dimensionamento.59 0.46 0.34 0.57 1.61 0.06 4. Usualmente os gráficos são feitos para intervalos de comprimentos de 7.81 1.Tubo com boca de montante saliente (3) MT/DNIT/DPP/IPR .24 0.07 2.76 0. para cada comprimento e tipo de bueiro.Manual de Drenagem de Rodovias 2.86 3.29 1.22 1.21 0.34 1. para Controle de Saída.44 3.04 1.30 0.52 2.20 m de diâmetro e 60 m de comprimento. 5 .52 0. Os traçados foram obtidos com emprego dos nomogramas constantes neste Capítulo.

Curvas do comportamento hidráulico para bueiro circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1.2 m de diâmetro e boca de montante saliente MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 124 Figura 33 .

95 1.64 1.66 4.82 1.70 0.16 0.85 1.08 0.25 1.5% 2.80 3.11 4.13 H d +D = H + ho − L × Io onde.27 5.60 1. seja bueiro.07 2.24 0.16 3.46 2.96 5.04 1.06* 0.35 4.92 4.85 1.05 4.5 TABELAS DIVERSAS Coeficiente de perdas da entrada Coeficiente Ke para determinação de perda na entrada de uma estrutura.12 1. hc c W 2 *Nom.77 3.74 2. seja um conduto. 11 .55 2.43 2.02 2.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 29 .01 1.08 3.38 3.16 1.10 1.40 0.69 0.55 0.77 2.01 1.47 3.15 0.ou pela equação 2. com controle de saída: Perda na entrada: He = K e × V 2 2g MT/DNIT/DPP/IPR .30 0.24 2.0% 0.58 0.38 4.34 0. operando cheio ou parcialmente cheio.91 0.79 0.5% 1% 1.82 0.98 1.39 0.68 2.10 1. 11 0% (m) 0.59 2.07 1.04 2.48 0.56 1. 16 (m) (m) Nom.Dados para as curvas de controle de saída Q dc 125 dc + D 2 H HW para vários Io (m3/s) Nom.24 0.1.16 1.36 3.95 1.13 1.29 3.68 3.00 0.

Com seção terminal de entrada conformada com a saída do aterro.2 0.Manual de Drenagem de Rodovias 126 Tabela 30 .5 0.5 Coeficiente Ke MT/DNIT/DPP/IPR .5 0. Borda em ângulo reto .5 0.Final do tubo Em bolsa Em ponta Arredondado (R = 1/2 D) Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro.Bordas arredondadas (R = 1/12 D) Muros de ala em ângulos entre 30° e 75° em relação ao bueiro Geratriz reta Geratriz arredondada Muros de ala em ângulo entre 10° e 20° em relação ao bueiro Geratriz reta Muros de Ala Paralelos Geratriz reta 0.4 0.2 0. Bueiro metálico corrugado e Bueiro Celular de Concreto Projetando-se para fora do aterro (sem muro de testa). Muro de testa ou muro de testa com muros de ala .2 0.9 0.5 0.5 0.2 0. Muro de testa ou muro de testa com muros de ala e final do tubo em ângulo reto Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro (somente para bueiros metálicos corrugados) Seção terminal de entrada conformada com a saia do aterro Muro de testa paralelo ao aterro (sem muros de ala).2 0.Coeficientes de perda em entradas de estruturas: Ke TIPO DE ESTRUTURA E DE ENTRADA Tubo de concreto Bolsa projetando-se para fora do aterro.5 0. Ponta projetando-se para fora do aterro.7 0.7 0.

20 0.regular. árvores e plantas ao longo das margens submersas no alto estágio Fundo de cascalho.Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .80 0.50 – 0.30 – 0.070 0.85 0. com charcos. margens íngremes.048 0.50 2.050 0.00 127 Tabela 32 .02 .50 4. mas com pedras e vegetação Limpo.035 0.00 – 4.00 3. algumas piscinas e bancos de areia Idem. plantas pesadas nas margens Correntes muito lentas.060 0. plantas livres nas margens Alguma vegetação.040 0.80 0. cheio e de fundo regular Idem.033 0.040 0.040 0. meandros suaves. sinuoso.45 0.80 0. sem vegetação no canal.40 0.Velocidades máximas admissíveis para a água COBERTURA SUPERFICIAL Grama comum firmemente implantada Tufos de grama com solo exposto Argila Argila coloidal Lodo Areia fina Areia média Cascalho fino Silte Alvenaria de tijolos Concreto de cimento portiand Aglomerados consistentes Revestimento betuminoso Velocidade máxima m/s 1.35 – 0.045 0.050 0.070 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 31 .30 1.080 0.70 – 1.01 0.030 0.050 0.30 – 1. densos salgueiros nas margens Para árvores dentro do canal com ramos submersos no estágio alto todos os valores acima devem ser acrescidos de Para seção irregular.01 0.035 0.025 0. seixo rolado e poucos matacões Fundo de seixos com grandes matacões Várzeas (adjacente ao curso d'água natural) MT/DNIT/DPP/IPR 0.80 – 1.00m Cursos d'água em região plana Limpo.030 0.50 – 1.02 0. alguma vegetação e pedras Alguma vegetação. cheias de plantas e piscinas profundas Alguma vegetação.050 0.60 – 1. aumente os valores acima de Correntes montanhosas.070 0.35 – 0.20 2.Arroios Menores – Largura à superfície no estágio de inundação menor que 30.

160 Tabela 33 .030 0.030 128 0.019 0.040 0.120 0.010 0. mas com grande crescimento de renovos Arvoredo denso.021 0.040 0.050 0. mas com o estágio caudaloso atingindo os ramos 0.025 0.120 0.011 0.035 0.00m ( O valor de n é menor que aqueles para arroios menores de características equivalentes uma vez que as margens são relativamente menos influentes) Seção regular sem matacões ou arbustos Seção irregular e não trabalhada 0.060 0.110 0.045 0.100 0.028 0.035 0.080 0. pouca vegetação rasteira.050 0.070 0.025 0.025 0.060 0.040 0. algumas árvores baixas.040 0.Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .arbustos dispersos Arbustos pequenos e árvores Vegetação de média a densa Árvores de grande porte Salgueiros densos em verão Terra limpa com tocos de árvores (250 a 400 por Ha sem renovos) Idem.100 Tabela 34 .028 Metálico com corrugação de 68 x 13mm Metálico com corrugação de 76 x 25mm Metálico com corrugação de 152 x 51mm Bueiros para processo não destrutivo MT/DNIT/DPP/IPR .Valores dos coeficientes de rugosidade n Condutos Ferro Fundido Revestido Não revestido 0.021 0.070 0.030 0.080 0. estágio caudaloso sob os ramos Idem.011 0.200 0.Manual de Drenagem de Rodovias Pasto sem arbustos: Capim baixo Capim alto Áreas cultivadas Semeadura Vegetação rasteira alinhada Vegetação rasteira não alinhada Mato cerrado.Arroios Maiores – Largura à superfície no estágio de inundação maior que 30.014 0.050 0.050 0.115 0.024 0.024 0.

010 0.020 0.016 0.015 0.013 0.013 0.023 0.015 0.013 0.013 0.017 0.015 0.014 0.016 0.027 0.020 0. com superfície de: Acabamento a colher Acabamento a desempenadeira Acabamento com cascalhos no fundo Sem acabamento Sobre escavação em rocha boa Sobre escavação em rocha irregular Fundo em concreto acabado com desempenadeira e paredes com: Pedra aparelhada em argamassa Pedra irregular em argamassa Alvenaria de pedra rebocada Alvenaria de pedra rejuntada Fundo em cascalho.017 0.013 0.012 0.020 0.017 0.012 0.017 0.011 0.017 0. paredes em: Concreto conformado Pedra irregular em argamassa Pedra seca (rip-rap) Tijolo Envernizado Em argamassa de cimento Alvenaria revestida Asfalto Liso Áspero Cobertura vegetal Madeira aplainada Sem tratamento 0.033 0.016 0.011 129 0.025 0.022 0.030 0.012 MT/DNIT/DPP/IPR .010 0.020 0.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Cimento Superfície acabada Argamassa Canais abertos revestidos Concreto.017 0.020 0.015 0.013 0.020 0.023 0.011 0.015 0.013 0.

1 PONTILHÕES E PONTES PONTILHÕES Objetivo e características Os pontilhões são obras usadas para a transposição de talvegues nos casos em que.016 0.035 0.035 0.050 0.025 0.028 0. seção uniforme.018 0.110 0.028 0.022 0. não possam ser construídos bueiros.040 0. MT/DNIT/DPP/IPR .2. limpo Terra. paredes em pedra Fundo em pedra e margens cobertas de vegetação Fundo em seixos. pouca vegetação Em solo pedregulhoso.100 0. recentemente com pletada Limpa.022 0.030 0.030 0.023 0.e paredes limpas Escavado com dragline ou dragado Sem vegetação Arbustos nas margens Cortes em rocha Baseada na seção do projeto Lisa e uniforme Áspera e irregular Canais não conservados.080 0. limpa Com grama curta.080 0. altura elevada 0.140 2.070 0.027 0.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Canais abertos não revestidos Terra em segmento reto e uniforme Limpa.025 0.040 0.120 0.025 0. após intempérie Saibro. maior altura do fluxo Arbustos em quantidade. altura igual à profundidade do fluxo Fundo limpo.026 0. por imposição da descarga de projeto ou do greide projetado.2 2.50 0.025 0.022 130 0.035 0.035 0.035 0.030 0.025 0.025 0.030 0. vegetação e arbustos sem cortar Vegetação densa. e arbustos nas paredes Idem.035 0.018 0.022 0. em segmento sinuoso Sem vegetação Grama. alguma vegetação Vegetação densa ou plantas aquáticas em canais profundos Fundo em terra.

levando em conta o tempo de recorrência adotado e os métodos de cálculo recomendados para o caso. MT/DNIT/DPP/IPR . do qual devem distar 100m cada um. Dimensionamento hidráulico Inicialmente devem ser obtidos os seguintes elementos: – Descarga do projeto. Esse valor está relacionado ao menor risco a temer com referência à destruição da obra ou interrupção do tráfego.2 PONTES Objetivo e características São obras-de-arte destinadas a vencer os talvegues formados pelos cursos d'água. – – – Método de determinação da cota de máxima cheia e vão da obra. Por sua maior importância e pelas suas extensões estas obras exigem estruturas mais complexas do que as usadas nos pontilhões e. por esta razão. se considera em geral inferior ao das pontes. de vidas humanas e de propriedades adjacentes. Fixação do coeficiente de Manning a adotar para o curso d`água após inspeção local e exame da tabela própria constante de Apêndice B. determinada entre dois pontos distantes no mínimo de 200m. obtida pelos estudos hidrológicos. de preferência os estatísticos. Levantamento de seções normais ao curso do rio no local de sua travessia pelo eixo da rodovia a montante e jusante. sempre que possível. ou do seu gradiente. no caso dos pontilhões. Declividade do leito do rio. no seu dimensionamento os procedimentos de cálculo deverão ser mais rigorosas. com a importância da rodovia e com o risco a temer de sua interrupção ou da destruição da obra.2. Elementos de projeto Tempo de recorrência O tempo de recorrência a adotar na determinação da descarga de projeto deve ser compatível com o porte da obra e sua vida útil. cuja transposição não pode ser feita por bueiros e pontilhões. 2. apresentado no capítulo 2 deste Manual. sendo um a montante e outro a jusante do eixo da rodovia.Manual de Drenagem de Rodovias 131 Elementos de projeto Os elementos necessários ao projeto dos pontilhões são os mesmos das pontes com exceção do tempo de recorrência que.

raio hidráulico (R) e velocidade (V). que. ter-se-á: V1 = Q1 = 2/3 R1 ×I1/2 e n 2/3 A1R1 ×I1/2 n Para o nível N2 (altura h2) ter-se-á: V2 = Q2 = R2/3 ×I1/2 2 e n A 2R2/3 × I1/2 2 n Para o nível NK (altura K) ter-se-á: VK = 2/3 RK ×I1/2 e n MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 132 Para cada altura h do nível d´água. correspondendo à altura h1.Seção transversal de um rio L = Vão livre mínimo da ponte Nível do ponto mais baixo da Ponte (Infradorso da Estrutura) NMC N NK SEÇÃO: N1 0 N´1 : N2 0 N´2 : Nk 0 N´k : N 0 N´ : P1 P2 P3 P4 A1 A2 AK A R1 R2 RK R N2 N1 Ak A2 A1 0 N´2 hk N´1 h1 h2 A N´K N´ Tirante Substituindo V pelo seu valor Q/A (equação de continuidade). um perímetro molhado (P) e. são relacionados através da fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Figura 34 . obtém-se: Q = AR 2/3 × I1/2 n Quando o nível for N1. corresponde uma área molhada (A). em conseqüência.

verifica-se que V e Q são função apenas de h. os valores de h entre os praticamente aconselháveis. No eixo das ordenadas. marcam-se os valores de AR2/3 e V. Variando-se.Manual de Drenagem de Rodovias 133 QK = 2/3 AKRK × I1/2 n Para qualquer nível d'água. referente a uma travessia. Figura 35 . em valor. Com o valor do Qmáx. os valores de h acima especificados. traçam-se duas curvas referidas a dois eixos cartesianos (Fig. para simplificação dos desenhos. 35) . no eixo das ordenadas. A partir deste vai se obter. a ARmáx . fornecido pelos estudos hidrológicos. em duas escalas. obtém-se o valor da expressão: Q ×n máx I1/2 2/3 que é igual. Considerações complementares a) Vão livre MT/DNIT/DPP/IPR . então. o valor de hmáx e na curva de V o valor da velocidade para a seção de cheia máxima prevista.Gráficos de h = f(AR2/3) e h = g(V) No eixo das abcissas. verifica-se sempre: AR2/3 = Q × n I1/2 Determinação do vão da ponte Sendo I e n constantes e independentes da altura do nível d'água. portanto.

aqueles que não apresentam caixas definidas. a pressão provável das águas sobre os aterros da rodovia. em planta e perfil. vão livre. e) Apresentação Além do projeto estrutural. Igual precaução deve ser tomada em relação à elevação das marés. a fim de que se verifique a ocorrência de alguma variação apreciável na seção de vazão com comprometimento inclusive da velocidade da água. a construção de bueiros de alívio calculados como orifício. se possível. MT/DNIT/DPP/IPR . e como vertedores no caso de aterros de baixa altura. a elevação do nível d'água devido ao remanso. no caso de aterros altos. isto é. com as seguintes características: – – – estacas iniciais. o inconveniente da erosão dos aterros próximos à ponte. Nesses casos recomenda-se. adotando-se os procedimentos antes apresentados. quando do abaixamento rápido das águas.Manual de Drenagem de Rodovias 134 No caso dos rios espraiados. definindo assim o limite das fundações da ponte. cota de máxima cheia. Nesse caso necessita-se de estudo de remanso acrescentando-se ao nível de máxima cheia do rio. c) Verificação do vão Apôs a concepção estrutural. b) Influência de remansos e marés Deve ser verificado se o rio para o qual se cogita a construção da ponte deságua em outro curso d´água ou barragem. pois poderá coincidir uma máxima cheia do rio com a maré no nível máximo. no qual a ponte está sendo projetada. deve ser confirmada a seção de vazão considerando-se a largura e forma dos pilares. d) Verificação da velocidade Tendo em vista o comprimento das pontes. as pontes são apresentadas no Projeto Geométrico. no estudo das pontes em rios próximos ao litoral. a seção de vazão deve ser fixada. A constatação da probabilidade de erosão nas margens do rio exigirá obras de proteção e a probabilidade de erosão no fundo do rio levará à estimativa da cota final da erosão. considerando-se: – – – a imposição do greide da rodovia. às vezes há necessidade de verificação das velocidades na "caixa do rio" dentro da pesquisa da probabilidade de ocorrência de erosão do terreno nas margens e no fundo do rio.

3. o "remanso". 2. o nível d'água máximo provável.3 2. hoje freqüentes em nosso país.2 REMANSOS Escoamento gradualmente variado em canais Denomina-se movimento gradualmente variado em canais ao escoamento que se dá em regime permanente. indiferentemente. No caso dos bueiros. merece especial atenção. Tornam-se necessárias para este estudo algumas considerações teóricas sobre o escoamento gradualmente variado em canais. a distribuição hidrostática das pressões é verificada em uma seção. uma vez que muitos são os casos de obstruções que interferem com o dimensionamento dessas obras. Essa definição implica na observância de duas condições: O escoamento é permanente. O desenvolvimento teórico apresentado a seguir parte das seguintes premissas: a) A fórmula correspondente ao escoamento uniforme pode ser usada para avaliar a declividade da linha de energia do escoamento gradualmente variado. linhas de corrente são praticamente paralelas.Manual de Drenagem de Rodovias 135 – 2. visando à determinação do perfil hidráulico teórico. Todavia. No caso das pontes. isto é. o efeito do remanso provocado pelas barragens. logo: – a profundidade do escoamento pode ser medida.1 nível d'água na época do estudo de campo. conforme descrito no item de transposição de talvegues. OBSTRUÇÕES PARCIAIS DE VAZÃO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo deste item é determinar os efeitos das obstruções parciais sobre o funcionamento hidráulico das pontes e bueiros. a fixação do nível d'água a jusante é importante no dimensionamento. MT/DNIT/DPP/IPR . pode sofrer variações consideráveis devido aos efeitos do remanso.3. e pelas marés. ou da forma como é mais conhecido. e. as suas características hidráulicas permanecem constantes ao longo do intervalo de tempo sob consideração. calculado conforme descrito. desde que sejam levadas em conta os valores da velocidade e do raio hidráulico que ocorrem na seção em estudo. em conseqüência. b) A declividade é pequena. na vertical ou na normal ao fundo. isto é. cuja profundidade varia gradualmente ao longo da extensão do canal.

conseqüentemente a forma é constante d) A distribuição de velocidades na seção do canal é fixa. constante ao longo do canal. e o "fator de seção” Z. No caso de revestimentos diversos adota-se a média ponderada dos diversos coeficientes. MT/DNIT/DPP/IPR . adiante definidos. logo. f) O coeficiente de rugosidade é independente da profundidade de escoamento. não há admissão de ar no escoamento. Equação dinâmica do movimento gradualmente variado A carga total acima do plano de referência é dada pela equação de Bernoulli: 2 H = Z + d × cosθ + α V 2g onde: α = coeficiente de Coriolis V = velocidade média da seção Os outros termos da equação encontram-se definidos na Fig. 36.Manual de Drenagem de Rodovias 136 – – a lei hidrostática da distribuição de pressões pode ser aplicada. logo os coeficientes de distribuição e de velocidades são constantes. são funções exponenciais da profundidade. e) O "fator de condução" K. c) O canal é prismático.

tem-se: dH = dZ + cosØ dd + α × d ⎛ V 2 ⎞ ⎟ ⎜ dx dx dx dx ⎜ 2g ⎟ ⎟ ⎜ ⎝ ⎠ α e Ø supostos constantes. dx representa um comprimento elementar medido ao longo do fundo do canal. cos Ø H y Ø 9 0º d Z Fun d o . Adotando o fundo do canal como eixo do x e derivando-se em relação a x. se dd/dx > 0. a declividade da linha da lâmina energética é igual à do fundo. e que. Pode-se verificar que: −J= −I= dH (declividade da linha de energia) dx dZ dx Substituindo os valores de J e I na equação anterior.Termos da equação de Bernoulli 2 α V 2g 137 Plano de carga Dinâmico L in ha de E n e rg ia - D ecli v ida de =J dH d . e que.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 36 . Para um ângulo Ø pequeno tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . a declividade será maior que a do fundo e. tem-se: − J = −I + cos Ø dd = dx dd d + α× dx dx ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V 2 ⎞ dd dx ⎟ × × 2g ⎟ dx dd ⎟ ⎠ I− J d ⎛ V2 ⎞ ⎟ cosØ + α × ⎜ dd ⎜ 2g ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ (equação 2. se dd/dx < 0. 37.De cliv ida dx de = I x Plano de Referência Na Fig. a declividade será menor que a do fundo. É fácil constatar que dd/dx representa a declividade de linha d'água. se dd/dx = 0. e explicitando -se a relação dd/dx.05) A equação 01 é chamada de "equação dinâmica do movimento gradualmente variado".

tem-se: dy = dx I− J d 1+ α dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ (equação 2. tem-se: C C MT/DNIT/DPP/IPR . logo. onde Q é um valor constante.Manual de Drenagem de Rodovias cosØ ≅ 1 e d ≅ y .06) Para definição do perfil de lâmina d´água procede-se da seguinte forma: – Inicialmente define-se o termo α x d/dy (V2/2g). Sendo V = Q/A.07) g× A 3 Fazendo Z = A 3/T (equação 2. que representa a variação da taquicarga. e mais: Figura 37 . dd dy ≅ dx dx 138 Aplicando esse resultado na equação (2. que conduz a: Q = = g T C A3 C × T C g α substituindo-se A 3 /T por ZC.05). ou seja: g × A 3 dy g × A3 α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 2 = − α × Q × T (equação 2.08) e lembrando que no escoamento crítico a seguinte relação ocorre: 3 α × Q2 AC .Comprimento elementar T (largura do tirante) dy dA tem-se: d α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ d =α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ d⎛ A − 2 ⎞ ⎜ ⎟ dQ 2 ⎠ = ×α ⎝ 2g dy 2gA 2 Q2 ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− α × Q2 dA α × Q2 × T × =− .

Z2C/Z2).11) × A 2 × R2/3 e J = K2 n2 Considerando a descarga Q em escoamento uniforme.Chamando-se 1/n x A x R2/3 de K.10) Z2 .07).08) e (2.09) g/ α 139 Substituindo-se (2. tem-se: 2 Kn J (equação 2.12). onde Kn representa o fator de condução para o escoamento uniforme.Manual de Drenagem de Rodovias Zc = Q (equação 2. onde J = I.13).09) em (2.14) MT/DNIT/DPP/IPR .Análise do valor de J O termo J representa a declividade da linha energética De acordo com a fórmula de Manning. fator de condução: K2 = Q2 1 (equação 2. ou ainda. pode-se escrever: J = I = (Q2/K2n). tem-se: 1 V = × R2/3 × J1/2 n J= n2 × V 2 n2 × Q 2 ∴J= ∴J= R 4/3 A 2 × R 4/3 Q2 1 × A 2 × R 4/3 2 n .13) = I K2 Substituindo-se na equação (2.12) 2 K2 Kn Dividindo membro a membro a equação (2. tem-se: α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− Z2 C (equação 2.06) os valores de αx(dx/dy) (V2/2q) e J por seus equivalentes obtidos respectivamente nas equações (2.11) pela equação (2. tem-se: dy/dx = I x (1 – K2n/K2)/(1 . I= K2 Q2 portanto J = I × n (equação 2. de acordo com a maior parte da literatura especializada: 2 dx 1 1 − (Z c /Z ) = × dy I 1 − (K /K )2 n (equação 2.10) e (2.

Manual de Drenagem de Rodovias 140 . indica-se o seguinte procedimento para a determinação da linha energética: MT/DNIT/DPP/IPR .Através do que foi apresentado. para a expressão da área o valor: dx = dx dy dy Fazendo a integração entre os limites y1.Determinação do perfil da linha d'água a) A Fig. y x = ∫y 2 d x d 1 d y y (Figura 39) x x 2 = x1 − x = ∫x 2 d x (Figura 38) 1 . Figura 38 . 38 representa perfis do fundo e linha d'água do canal. Esta área é sensivelmente igual a um retângulo de dimensões dy e dx/dy.Curva dx/dy = f (y) dx dy dy dx dy 1 dx dy = f (y) dx dy y1 y2 dx dy 2 y Nesta figura pode-se observar que a área assinalada representa a distância dx percorrida quando se faz y variar de um valor dy. 39 representa a curva dx/dy = f (y) Figura 39 . onde se encontram assinaladas as seções (1) e (2).Perfis do fundo e linha d’água y Linha d´Água y1 Fundo x 1 y2 x x 2 b) A Fig. Tem-se. e y2 tem-se a distância que separa as seções de profundidade y1 e y2. portanto.

Dados conhecidos – – – – – – – – – Cota do obstáculo. MT/DNIT/DPP/IPR . Assim para calcular o valor da subárea limitada pelas verticais y = yi e y = yj. Coeficiente de Coriolis. (Co). (yn).Determina-se a área sob a curva dx/dy = f (y) e desse modo chega-se aos valores de x. marés etc. em intervalos ∆y.14) determinam-se os valores correspondentes de dx/dy. a seguir apresentados. fazendo-se y variar de y1 até y2. barragens. (d). determine-se o perfil da linha d'água. e ainda pela curva dx/dy = f (y) e pelo eixo dos x. (Ci). através da equação (2. (n) . utiliza-se a fórmula para a determinação da área do trapézio [∆ A y ]y j = i ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟i ⎟ ⎠ + 2 ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ j × ∆ y = ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ médio × ∆ y O valor da distância x entre as seções de profundidade y1.Arbitrando valores de y. Declividade média do fundo do canal. no caso de bueiros. visando determinar o acréscimo de cota que sofrerá o nível d'água. Descarga de projeto. (I). Tirante correspondente ao escoamento uniforme. Distância da obra ao obstáculo. e y2 será dada pela soma das áreas dos trapézios obtidos pela expressão anterior. devido ao remanso. Coeficiente de Rugosidade.Manual de Drenagem de Rodovias 141 1º . no local da obra.Constrói-se a curva dx/dy = f (y) ou trabalha-se com a tabulação desses valores. (a). 2º . 4º . (Q). Seção do canal. têm por objetivo ilustrar de modo prático a teoria apresentada anteriormente. De posse dos valores de x e y. Para a determinação desta área define-se subáreas que são assemelhadas a trapézios. Roteiro de cálculo Os procedimentos de cálculo. Cota do nível d'água máximo provável no caso de pontes ou cota de instalação da obra.

g/α Kn = Q . fator de condução para o escoamento uniforme. ⎜ máx 100 ⎟⎥ ⎢ ⎝ ⎠⎦ ⎣ Zc = Q . de tal forma que ymín < y < ymáx e determinam-se os valores de x correspondentes. fator de seção para o escoamento uniforme. 40 21. ver Fig.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 40 .Acréscimo de cota devido ao remanso Ci Co 142 ymin yn ymax I d A determinar: ⎡ ⎛ ⎞⎤ y = yn + ⎢Co − ⎜ Ci − I × d ⎟⎥ . organizando-se a seguinte tabela: MT/DNIT/DPP/IPR . I – Arbitram-se valores para y.

largura da superfície livre do fluxo.Valores de x para y variando de ymin até ymax Y T A P R R2/3 R2/3 máx 143 K Z dx/dy ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠máx ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠1 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠2 ∆A - X Ymáx Tmáx Amáx Pmáx Rmáx Kmáx Zmáx 0.perímetro molhado.15) ⎜ ⎟ C ⎝ ⎠ ⎛ dx ⎞ ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ×⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠i ⎝ ⎠J ∆A = 2 × ∆y . P . distâncias das seções arbitradas. área sob a curva dx/dy = f(y). K = 1/n × AR2/3 .Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 35 .área molhada. (equação 2. 2 dx/dy = 1 / I ⎛1− Z / Z ⎞ / (1− Kn / K )2 . A . Z= A 3/T fator de seção. fator de condução. T .cotas das seções arbitradas. MT/DNIT/DPP/IPR . X = ∑ ∆A . R = A/P raio hidráulico.0 Y1 T1 A1 P1 R1 R1 K1 Z1 ∆A1 ∆A2 ∆A3 * X1 Y2 T2 A2 P2 R2 R2 K2 Z2 X2 Y3 T3 A3 P3 R3 R3 K3 Z3 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠3 * X3 * * * * * * * * * Ymín Tmín Amín Pmín Rmín R2/3 mín Kmín Zmín ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠mín ∆Amín Xmín Onde: Y .

de uso corrente em cálculo hidráulico. segue-se um alargamento. 2.Manual de Drenagem de Rodovias 144 – Desenha-se em escala conveniente o perfil hidráulico teórico. isto é. havendo. Figura 41 . MT/DNIT/DPP/IPR . com a elevação do nível a montante do estrangulamento. Marcando-se no eixo dos x a distância do local da obra ao obstáculo (d). quando x → ∞ Entretanto. deve-se estabelecer um valor para ymín tal que: Y − Yn mín <E Yn onde E = erro aceitável. Se o projeto da obra de arte já adota esse tirante em 3. por exemplo o “Direct Step Method”. de forma a estabelecer o tirante livre mínimo para a estrutura. lê-se graficamente o valor do acréscimo a ser considerado. No caso dessas obstruções. uma elevação do nível d'água que. y → yn. considerando geralmente da ordem de 2%. em determinadas circunstâncias. uma vez que com a obstrução decorrente resulta a redução da área da seção transversal do fluxo e a formação de remanso a montante do obstáculo. Fig. Assim. deverá ser verificada. uma queda a seguir e depois.14) é assintótico ao perfil correspondente ao escoamento uniforme. não há necessidade de calcular a sobrelevação decorrente da obstrução. ao trabalhar-se no caso real. 41.3 INFLUÊNCIA DOS PILARES DE PONTES A implantação de pilares no leito do curso d'água constitui-se em um fenômeno semelhante a uma contração.3. à redução da seção.00 ou mais metros acima do nível de máxima cheia. Nota: O perfil hidráulico representado pela equação (2.Perfil hidráulico teórico Acréscimo a ser considerado ymin yn y3 y y local da obra y2 y1 ymáx xmin x3 x2 d x1 Pela facilidade hoje atingida com os procedimentos computacionais este cálculo é feito através de processos iterativos como.

haverá.Manual de Drenagem de Rodovias 145 nova elevação até estabilizar na profundidade normal de escoamento (Fig. normalmente.Sobrelevação devida à obstrução de pilares y1 v1 y2 v2 v Além da redução da largura livre do fluxo. MT/DNIT/DPP/IPR . uma diminuição das cotas da superfície da água. em decorrência.5 e 1. No trecho obstruído. fato que vai provocar um aumento da velocidade da água de V1. função direta do perfil aerodinâmico da seção daqueles.0 para pilares retangulares e entre 0. em ensaios de laboratório.0 para pilares arredondados. devendo estar situados entre 0.1 e 2.K) 1 2g 2g 2g Nessas condições. a velocidade se reduz de V1 para V2 e a elevação do nível da água será calculada pela fórmula: 2 2 2 2 V1 − V 2 V 2 − V2 V 2 − V2 −K 1 = (1 . pode-se encontrar regime sub ou supercrítico. Figura 42 . calculada pela expressão: 2 2 2 2 V2 − V1 V 2 − V1 V 2 − V1 +K 2 = (1 + K) 2 2g 2g 2g Se a seção aumenta. Esses valores são determinados. 42). Se a seção transversal do canal é reduzida. para V2. os pilares produzem uma redução da veia líquida. pode-se escrever que os valores de y1 e y2 são definidos pelas expressões: Y1 = α 2 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V1 + K`⎢ 2 − 1 ⎥ ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V 2 ⎥ − K" ⎢ 2 − ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ Y2 = α em que a é o coeficiente de Coriolis e os valores de K e K" são função da forma dos pilares. no caso da redução da seção provocada por pilares de ponte.

Figura 43 . Q = AV ou V = Q/A e substituindo. para determinar o valor da sobrelevação decorrente da implantação dos pilares de ponte no leito do rio.Vista em perfil d’água e obstáculos O valor de y correspondente à diferença das taquicargas a montante da ponte e entre os pilares e pode ser escrito como a seguir: Y=α 2 2 V 2 − V1 2g Sendo.Vista em planta dos obstáculos Figura 44 . tem-se: Y=α Q2 2g ⎡ 1 1 − 2 ⎢ 2 2 2 2 L (h + y ) ⎢C × λ ×h ⎣ ⎤ ⎥ ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR . Bresse partia do pressuposto que essa obstrução determinava o perfil da água de acordo com as figuras 43 e 44. é norma corrente o emprego do Método de Bresse. pela equação de continuidade.Manual de Drenagem de Rodovias 146 Face às dificuldades expostas e a fim de possibilitar uma aplicação prática de mais fácil utilização.

Manual de Drenagem de Rodovias 147 onde: Y . de seção triangular. 0. O cálculo de y deve ser feito pelo método das aproximações sucessivas. 0.largura da lâmina da água. L .em m. O coeficiente c para os pilares de seção quadrada tem valor entre 0. ao valor da sobrelevação y a ser acrescida ao nível de máxima cheia: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y =α − ⎢ C 2 × λ2 × h 2 2g L2 h + y ⎢ 2 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) A fórmula de Rehbock. obtém-se um novo valor de y: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y2 = α − 2g ⎢ C 2 × λ2 × h 2 L2 h + y ⎢ 1 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) Finalmente.em m3/s . aplicável principalmente para o escoamento em regime subcrítico. 0. afilada e circular. conforme Fig. ou seja. c .descarga de projeto. desprezando-se o segundo termo no colchete.é a sobrelevação.em m.97.40 σ + σ 2 + 9 σ 4 ⎞ (1 + F ) 3 ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ 2g em que.2 via de regra). em m. Q . α . calcula-se o valor de y1: Y1 = α Q2 ⎡ 1 ⎤ ⎢ C 2 × λ2 × h 2 ⎥ 2g ⎣ ⎦ Levando-se esse valor y1 à equação geral.aceleração da gravidade (9. em m.coeficiente de contração.largura livre da lâmina d'água.95.85. chegando-se. com razoável aproximação.95.profundidade da lâmina d'água para a descarga Q. variável com a forma dos pilares (adimensional).80 e 0.90 a 0. g .é o coeficiente de Coriolis (1. 45: MT/DNIT/DPP/IPR 2 . entra-se de novo na fórmula geral.81 m/s2). h . e l . tem a seguinte expressão: V Y = [δ − σ (δ − 1)]⎛ 0. cilíndrica. com esse valor de y2.

resultantes dos estudos experimentais de Yarnell.l2) l1 onde l1 é a seção total e l2 a seção obstruída pelos pilares. onde: V3 . se é ou não aplicável a fórmula de Rehbock. elaborado em função dos valores de σ e F.velocidade após a obstrução. e. aparecem no ábaco I e no ábaco II.Coeficiente da fórmula de Rehbock Y h1 v1 h´ 2 h3 h2 v3 v2 i1 i2 i´2 i c i3 Os valores do coeficiente δ. vai definir em que classe se enquadra o escoamento no trecho obstruído e. variando com a seção do pilar.número de Froude a jusante: F = V2 / g x h3. O ábaco I. por sua vez. e. h3 . ou seja. se retangular ou quadrada. portanto. Observe-se que esses ábacos foram elaborados a partir de ensaios de laboratório. MT/DNIT/DPP/IPR . de acordo com as seções dos pilares.profundidade hidráulica. se retangulares ou circulares. Figura 45 . g . σ .81 m/s2). (l1 .Manual de Drenagem de Rodovias 148 δ .aceleração da gravidade (9. F .taxa de redução da seção de vazão.coeficiente adimensional.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 46 . MT/DNIT/DPP/IPR . aqueles que. no ábaco I. a elevação do valor do afilamento do pilar (E = l/C). isto é. tem efeito reduzido na sua eficiência hidráulica. terão valores de F na área não hachurada. O aumento do comprimento do pilar em relação à sua largura.Ábaco I 149 Figura 47 .Ábaco II A fórmula de Rehbock é aplicável para os escoamentos em regime sub-crítico. ou seja.

Manual de Drenagem de Rodovias 150 podendo-se admitir que a relação ótima comprimento-largura ou espessura varia com a velocidade e está normalmente compreendida entre 4 e 7. da profundidade e do grau de contração. o que acontecerá se esse ângulo atingir 20 ou mais. isto é: M = l’2 / l2 2. MT/DNIT/DPP/IPR . Por outro lado. A execução de uma ponte de vão maior que 30. não afeta significativamente o valor do remanso. a colocação dos pilares em ângulo inferior a 10° em relação à corrente. sendo esse acréscimo função da descarga.3.00 m em um ponto a 2 km ou menos de sua foz ou do ponto em que deságua em outro curso d'água de maior porte. obriga à verificação dos seus níveis de máxima cheia e se estes irão influenciar aquele do rio sobre o qual será projetada a obra.4 INFLUÊNCIA DOS PILARES NA FIXAÇÃO DO NÍVEL DE MÁXIMA CHEIA A JUSANTE DAS OBRAS DE ARTE ESPECIAIS. l2. Esse coeficiente de contração é a relação entre a seção contraída na veia líquida l’2 e a seção entre os pilares.

Manual de Drenagem de Rodovias 151 3 – DRENAGEM SUPERFICIAL MT/DNIT/DPP/IPR .

.

Nos elementos de projeto procurou-se mostrar os tipos de seções e revestimentos mais utilizados e recomendados. porém.Manual de Drenagem de Rodovias 3 DRENAGEM SUPERFICIAL 153 A drenagem superficial de uma rodovia tem como objetivo interceptar e captar. Em objetivo e características procurou-se mostrar os aspectos particulares de cada dispositivo. devido à precisão necessária. Para um sistema de drenagem superficial eficiente. Caixas coletoras. não foi possível abrir mão da dinâmica do movimento uniformemente variado. considerando. No dimensionamento hidráulico procurou-se simplificar ao máximo as complexas metodologias da hidrodinâmica. Saídas d'água. a teoria do movimento uniforme em canais. Sarjeta de canteiro central. resguardando sua segurança e estabilidade. na maioria dos casos. Valetas de proteção de aterro. Sarjetas de corte. as águas provenientes de suas áreas adjacentes e aquelas que se precipitam sobre o corpo estradal. Sarjetas de aterro. sugerindo-se sempre a consulta às novas Especificações de Serviço da Diretoria de Planejamento e Pesquisa do DNIT. Descidas d'água. elementos de projeto e dimensionamento hidráulico. conduzindo ao deságüe seguro. a saber: – – – – – – – – – – – – Valetas de proteção de corte. Para cada dispositivo foram abordados os sub-itens objetivo e características. MT/DNIT/DPP/IPR . Escalonamento de taludes. e algumas especificações mais importantes para a construção. Em alguns capítulos. utiliza-se uma série de dispositivos com objetivos específicos. Bueiros de greide. Dissipadores de energia. sua localização e posicionamento. Corta-rios.

Valeta de proteção de corte 3. Figura 48 .1. Deverão ser localizadas proximamente paralelas às cristas dos cortes.1. 3. retangulares ou triangulares como indicam as Figs. O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e a crista do corte e apiloado manualmente. As valetas de proteção serão construídas em todos os trechos em corte onde o escoamento superficial proveniente dos terrenos adjacentes possa atingir o talude. comprometendo a estabilidade do corpo estradal.1 3. a uma distância entre 2.0 metros.2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de cortes podem ser trapezoidais. 50. MT/DNIT/DPP/IPR . conforme indicado na Fig. 49.0 a 3. Por motivo de facilidade de execução. por isso são pouco recomendadas para grandes vazões. 48.51. impedindo-as de atingir o talude de corte. a seção a adotar nos cortes em rocha deverá ser retangular.Manual de Drenagem de Rodovias 154 Torna-se importante acrescentar que o projeto de um sistema de drenagem superficial rodoviária deve ser feito de modo a sempre compatibilizar os requisitos operacionais dos dispositivos e seus custos de execução.1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de cortes têm como objetivo interceptar as águas que escorrem pelo terreno natural a montante. Na escolha do tipo de seção deve-se observar que as seções triangulares criam plano preferencial de escoamento d'água.

Em princípio. convém sempre revestir as valetas. Os revestimentos da valeta de corte deverão ser escolhidos de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B) e conforme a natureza do material do solo. sendo isso obrigatório quando elas forem abertas em terreno permeável.Seção retangular H B Figura 51 .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 49 .Seção triangular 155 l α l α H Figura 50 . MT/DNIT/DPP/IPR . Atenção especial deve ser dado ao revestimento da valeta triangular.Seção trapezoidal α α I H I B As valetas com forma trapezoidal são mais recomendáveis por apresentarem maior eficiência hidráulica. para evitar que a infiltração provoque instabilidade no talude do corte.

c = coeficiente de escoamento. há necessidade de estimar a descarga de contribuição. Pedra arrumada. e resistência Fck / 15Mpa para 28 dias. Fixada a vazão de contribuição. utilizando-se o método racional. A expressão da fórmula racional é: Q= C×i× A 36 × 104 onde: Q = descarga de contribuição em m3/s. V= 1 n × R2/3 × i1/2 (fórmula de Manning). esta devera ser rejuntada com argamassa de cimento-areia no traço 1:4. pela própria forma da seção. determinada através de levantamentos topográficos. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004.Manual de Drenagem de Rodovias 156 pois. fixada no estudo hidrológico. 3. onde a área de drenagem é limitada pela própria valeta e pela linha do divisor de águas da vertente a montante. Quanto ao processo construtivo e demais especificações. Alvenaria de tijolo ou pedra. Vegetação. fixado de acordo com o complexo solocobertura vegetal e declividade do terreno (tabela 39 do Apêndice C). Os tipos de revestimentos mais recomendados são: – – – – Concreto. aerofotogramétricos ou expeditos.08 m. em cm/h para a chuva de projeto.1. MT/DNIT/DPP/IPR . adimensional. A = área de contribuição. i = intensidade de precipitação. Em caso de revestimento de concreto este devera ter espessura mínima de 0. em m2. há uma tendência mais acentuada à erosão e infiltração.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para proceder ao dimensionamento hidráulico das valetas. passa-se ao dimensionamento hidráulico propriamente dito através da fórmula de Manning e da equação da continuidade. Quando do revestimento em pedra.

dá-se valores para a altura (h). e aplicando a fórmula de Manning e a equação de continuidade.seção retangular MT/DNIT/DPP/IPR . R = raio hidráulico. deixando a altura h a determinar. A seqüência de cálculo a seguir para o projeto da valeta será como abaixo descrito: – fixa-se o tipo de seção a ser adotada. adimensional. determina-se a velocidade e a descarga admissível da valeta. (tabelas 27 e 28 do Apêndice B). determina-se a declividade da valeta. geralmente a largura em caso de valetas retangulares. fixa-se a velocidade máxima admissível (v). n = coeficiente de rugosidade de Manning. recalculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção. em m. i = declividade longitudinal da valeta. tendo em vista o tipo de revestimento escolhido e conseqüentemente o valor do coeficiente de rugosidade n (tabela 34 do Apêndice B).Manual de Drenagem de Rodovias Q = A ⋅ V (Equação da continuidade) 157 onde: V = velocidade de escoamento. tais como: perímetro molhado. a comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto. raio hidráulico e área molhada. função do tipo de revestimento adotado. A = área molhada. a comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura h. em m2. em m/s. Q = vazão admissível na valeta. em m/m. Através de tentativas. verifica-se o regime do fluxo através do cálculo da altura crítica cujas fórmulas a empregar para as diversas seções são: h c = 0. a largura e a inclinação das paredes laterais nas trapezoidais ou a inclinação das paredes laterais em caso de seção triangular.467 × ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ – – – – – – – Q B ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 2 . em m3/s.

em cm. f = 0.2⋅ h f = folga (bordo livre). z = inclinação da parede da valeta (relação da horizontal para a vertical).Seção trapezional 10 × z 158 sendo Ho = h + V Q h c = 0. de acordo com as seguintes fórmulas e indicações: Para valetas em terra com capacidade até 0. dentro de uma faixa de 10% da altura crítica deve ser evitada.3m3/s.Manual de Drenagem de Rodovias 4 × z × Ho − 3B + 16 × z2 × H + 16 × z × Ho × B + 9 × B2 o2 hc = . em cm. Determina-se o bordo livre da valeta. em m.3 a 10. que é a distância vertical do topo da valeta à superfície da água na condição do projeto.Seção triangular onde: h = altura crítica. g = aceleração da gravidade m/s2. Q = vazão de projeto na valeta em m3/s. em m. h = altura do fluxo.728 × 5 ⎜ ⎟ ⎜ Z ⎟ ⎝ ⎠ ⎛ ⎞ 2 2g 2 . – Se h < hc o regime do fluxo é supercrítico h > hc o regime do fluxo é subcrítico h = hc o regime do fluxo é crítico – – A altura do fluxo na valeta. em m/s. h = profundidade da valeta. B = base da valeta. na situação de projeto. em m. Para valetas em terra com capacidade de 0. v = velocidade do escoamento.0 m3/s f = 46 × h MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 159 Para valetas revestidas pode ser usada a seguinte tabela: Tabela 36 .Escalonamento de valetas Declividade Natural do Terreno ( α %) Declividade Admissível para o Nível D´água (β %) H E O espaçamento entre as barragens será calculado pela expressão: E= 100 × H α−β MT/DNIT/DPP/IPR .2.0.40 .25 .0.0. Figura 52 .80 acima de 2.80 10 13 14 15 18 20 Quando a declividade longitudinal da valeta não puder acompanhar a declividade natural do terreno.84 0.40 1.1.56 0.84 .Folga f para valetas revestidas Q(m3/s) f (cm) Até .56 .25 0. no máximo) por meio de pequenas barragens transversais de acordo com a Fig. porque então a velocidade do escoamento seria superior à permissível. 52. ela devera ser escalonada em trechos de menor declividade (2%.

53 . concreto.0m entre dois vertedouros consecutivos. β = declividade desejada para o nível d'água em cada trecho escalonado. As pequenas barragens podem ser executadas com diversos materiais: madeiras. É aconselhável que o espaçamento não ultrapasse 50m.Manual de Drenagem de Rodovias 160 onde: E = espaçamento. MT/DNIT/DPP/IPR . em m. ou através de "rápidos" com anteparos. para que haja um escoamento contínuo. o dispositivo de saída d´água da valeta de proteção de corte para a plataforma é comumente denominado descida d'agua. quando o terreno a montante da valeta apresentar um talvegue secundário bem definido. devido às seguintes particularidades: – quando nos cortes muito extensos e de pequena declividade o comprimento crítico da valeta for atingido. Acontece na prática. o que obrigaria a construção de seção com grandes dimensões. ocasionando a concentração de água num único local.6. Essas descidas d´água em geral são construídas em degraus. Assunto a ser visto com mais detalhes no item 3. em % . obrigando. a necessidade de retirada da água da valeta de proteção de corte para a sarjeta ou para a caixa coletora de um bueiro de greide. quando o perfil longitudinal da valeta apresentar-se sinuoso com vários pontos baixos. H = altura da barragem do vertedouro. o que corresponde à declividade de 2% com diferença de nível de 1. α = declividade natural do terreno. em %. – – Nesses casos. etc. como mostra a Fig. a grandes profundidades da valeta. em m. chapas metálicas. não raro.

0 < d < 3.2.0 e 3. 3.0 metros.Seção trapezoidal 2. 54 e 55.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 53 .Descida d’água em degraus Valeta de proteção de corte 161 Descida d´água em degraus Talude de corte Sarjeta de corte Bueiro de greide Caixa coletora Semi . aproximadamente paralelas ao pé do talude de aterro a uma distancia entre 2. apiloado manualmente com o objetivo de suavizar a interseção das superfícies do talude e do terreno natural. conforme as Figs. As seções adotadas podem ser trapezoidais ou retangulares.2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de aterro deverão estar localizadas.2 3. conduzindo -as com segurança ao dispositivo de transposição de talvegues. O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e o pé do talude de aterro.2.1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de aterros têm como objetivo interceptar as águas que escoam pelo terreno a montante. têm a finalidade de receber as águas das sarjetas e valetas de corte.apresentadas a seguir: Figura 54 . Além disso. impedindo-as de atingir o pé do talude de aterro.plataforma 3.0 Talude de aterro a b h a b Material apiloado manualmente MT/DNIT/DPP/IPR .

seguindo-se a metodologia do item 3. alvenaria de tijolo ou pedra. além da proteção do talude de aterro.2. ou seja através da fórmula de Manning.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 55 .1.3 3.2. pedra arrumada.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico das valetas de proteção de aterro faz-se de forma idêntica ao das valetas de proteção de corte. 3. deverão ser observadas as recomendações do item 3. vegetação. Os tipos de revestimento mais recomendados são: – – – – concreto.1. até o ponto de MT/DNIT/DPP/IPR .Seção retangular 162 Talude de Aterro 2. para valetas de proteção de corte. Quanto às especificações e processos construtivos. Cuidado especial deve ser tomado na fixação da área de contribuição quando a valeta tiver como objetivo.0 h Material Apiloado Manualmente O revestimento da valeta de proteção de aterro deverá ser escolhido de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B).0 < d < 3.3.1 SARJETAS DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A sarjeta de corte tem como objetivo captar as águas que se precipitam sobre a plataforma e taludes de corte e conduzi-las. 3.3. longitudinalmente à rodovia. natureza do solo e fatores de ordem econômica e estética. a captação das águas provenientes das sarjetas e valetas de proteção de corte. equação da continuidade e método racional. e as Especificações de Serviço DNIT 018/2004.

sendo construídas à margem dos acostamentos. MT/DNIT/DPP/IPR . de forma a permitir a saída lateral para o terreno natural ou para a valeta de aterro.3. com dimensões convenientes para atender à descarga de projeto. 56. Quando para o valor máximo de L1 = 2.Manual de Drenagem de Rodovias 163 transição entre o corte e o aterro. 3. além de apresentar uma razoável capacidade de vazão. para a caixa coletora de um bueiro de greide. deve-se adotar a sarjeta de seção trapezoidal seguindo as seguintes recomendações. situam-se entre os valores de 1. conta a seu favor com o importante fato da redução dos riscos de acidentes. 57. Figura 56 . a sarjeta deve ter do lado do acostamento a declividade de 25% ou seja 1:4.0 metros. dependendo da capacidade de vazão necessária.0 a 2. e do lado do talude a declividade deste. com a finalidade de proteger os veículos desgovernados que tendam a cair na mesma. Conforme indicado na Fig. De acordo com a Fig.deverá então ser adotada seção tipo trapezoidal ou retangular. de acordo com a seção de vazão necessária.00m a seção da vazão ainda for insuficiente. – Sarjeta triangular A sarjeta triangular é um tipo bem aceito.Sarjeta Triangular LT 1 a L2 L1 A co stamen to H a 1 1 4 1% Os valores extremos da distância da borda do acostamento ao fundo da sarjeta (L1). terminando em pontos de saída convenientes (pontos de passagem de corte para aterro ou caixas coletoras). H e LT. a sarjeta é dotada de uma barreira tipo meio-fio. e conseqüentemente um acréscimo na capacidade hidráulica da sarjeta. pois. Mantendo as declividades transversais estabelecidas. As sarjetas devem localizar-se em todos os cortes. – Sarjeta trapezoidal Quando a sarjeta triangular de máximas dimensões permitidas for insuficiente para atender à descarga de projeto.2 ELEMENTOS DE PROJETO As sarjetas de corte podem ter diversos tipos de seção. ou então. o aumento de L1 fornecerá um acréscimo de L2.

58 ode-se também projetar a sarjeta capeada descontinuamente. MT/DNIT/DPP/IPR . 57. pode-se optar pela sarjeta retangular. De acordo com a Fig. Usa-se nesse caso também o meio fio de proteção com a mesma finalidade já citada. ou em caso de cortes em rocha pela facilidade de execução. em espaçamento conveniente de modo a permitir a entrada d'água proveniente da pista. conforme indicado na Fig. As placas têm a finalidade também de evitar que a sarjeta seja obstruída pela entrada de materiais carreados pelas águas. Figura 58 . de modo a permitir a entrada d'água pela cobertura existente entre duas placas consecutivas.Sarjeta trapezoidal com capa Talude de corte Capa A costa men to Sarjeta Quando a seção triangular não atender à vazão para a descarga de projeto.Sarjeta trapezoidal Talude de Corte 164 Sarjeta Acostamento Meio-fio barreira O meio fio barreira deverá ter aberturas calculadas.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 57 .

alvenaria de tijolo. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. tem o inconveniente do alto custo de conservação.Sarjeta retangular 165 Talude de corte 1 a Meio-fio Sarjeta A costamento Neste caso tem-se a vantagem de poder variar sua profundidade ao longo do percurso. Sarjetas de corte sem revestimento devem ser evitadas. as conseqüências da erosão e do custo do revestimento. cuidados especiais quanto à erosão devem ser levados em conta. Deve -se levar em conta neste caso o aspecto técnico-econômico. aumentando assim sua capacidade hidráulica. ele é função da velocidade de erosão. apesar do excelente desempenho como função estética. pedra arrumada. revestimento vegetal. Os principais tipos de revestimentos são: – – – – – – concreto.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 59 . O revestimento vegetal. pois deslizamentos de talude podem provocar paralisações no tráfego e conseqüentes prejuízos significativos. alvenaria de pedra argamassada. proporcionando uma declividade mais acentuada que o greide da rodovia. Quanto ao revestimento das sarjetas de corte. isto é. “H” Variável MT/DNIT/DPP/IPR . pedra arrumada revestida. Tendo em vista a localização da sarjeta junto ao pé do talude de corte.

do Os segmentos intermediários serão executados após o início do processo de cura dos demais redundando em juntas “secas”.10m. quando for de concreto. A concretagem envolverá um plano executivo. Pela comparação entre a descarga afluente e a capacidade de vazão da sarjeta determina-se o seu comprimento crítico. Apresentam-se entretanto.3 O dimensionamento hidráulico da sarjeta de corte consiste na determinação de uma seção transversal com capacidade hidráulica suficiente para atender à descarga de projeto. a espessura mínima para a sarjeta de concreto triangular é de 0. área de implúvio. a seguir. deverá haver uma perfeita união entre a face da sarjeta de concreto e o pavimento do acostamento.08m e para a retangular e trapezoidal é de 0. algumas indicações complementares que devem ser seguidas: – – – – – – – – – quando o revestimento for de pedra argamassada. As formas (guias) serão espaçadas de 3. rejuntada com argamassa de cimento e areia no traço de 1:4. MT/DNIT/DPP/IPR . evitando-se penetração d´água na sua junção. isto é. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT-018/2004. a distância máxima da sarjeta para que não haja transbordamento. antes do lançamento do concreto deverá o local ser forrado com material impermeável que evite o preenchimento dos vazios da camada drenante pela penetração do concreto. a sarjeta deverá ser moldada no local com formas de metal ou de outro material que proporcionem bom acabamento.3.Manual de Drenagem de Rodovias 166 Na execução do revestimento das sarjetas de corte.00m.o diâmetro máximo deve ser de 0.0m serão executadas juntas de dilatação preenchidas com argamassa asfáltica. A intervalos de 12.10m. prevendo o lançamento concreto em lances alternados. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO – 3. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de corte são: – – as características geométricas da rodovia. quando a sarjeta de concreto moldada no local se situar sobre uma base granular drenante. o revestimento deverá ser dosado racionalmente para uma resistência mínima à compressão simples Fck = 15 Mpa a 28 dias.

Manual de Drenagem de Rodovias 167 – coeficiente médio de escoamento superficial. (m2/m). estão dentro do limite de aplicabilidade desse método. i = intensidade de precipitação (cm/h). A . de vez que as áreas de contribuição. calcula-se a contribuição por metro linear da rodovia pela aplicação da fórmula racional. levando-se em conta a diversidade do revestimento que compõe a bacia de captação. A fórmula básica é: Q= Onde: C×i× A (equação 3. Sendo a área de contribuição formada por superfície de diferentes coeficientes de escoamento adota-se a média ponderada de seus valores. Coeficiente médio de escoamento superficial (c).01) 36×104 Q = descarga por metro linear da rodovia (m3/s/m).área de contribuição por metro linear da sarjeta. (faixas de rolamento e talude de corte).duração freqüência.sendo pequenas. elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto. A = (L1 + L 2 ) × d MT/DNIT/DPP/IPR . L ×C +L ×C C= 1 1 2 2 LT Intensidade de precipitação (i) O valor da intensidade de precipitação é obtido na curva de intensidade . c = coeficiente médio de escoamento superficial (adimensional). 60). usando-se como peso as respectivas larguras dos implúvios. (ver Fig. – Cálculo da descarga de projeto Para o cálculo da descarga de projeto. fornecida pelo estudo hidrológico para um tempo de duração de 5 minutos e tempo de recorrência de 10 anos. composto da seção da plataforma contribuinte e da projeção horizontal equivalente do talude de corte. Área de contribuição (A) A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo equivalente onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro a largura do implúvio.

60. C2 = coeficiente de escoamento superficial do talude de corte. Havendo escalonamento de taludes. elucida o que foi dito. C1 = coeficiente de escoamento superficial da plataforma da rodovia. Será nuIo ou se restringirá à largura do assentamento contíguo para a sarjeta na borda externa das curvas. Cálculo da capacidade de vazão da sarjeta A capacidade hidráulica máxima da sarjeta é obtida pela associação das equações de Manning e da continuidade. 1 V = ×R2/3 ×Ι1/2 (equação de Manning) n V= Q (equação da continuidade) A MT/DNIT/DPP/IPR . Excetuam-se os casos em que se torna necessária a construção de descidas com deságüe diretamente na sarjeta de corte. L2 = largura da projeção horizontal equivalente do talude de corte. Será a largura da semiplataforma nos trechos em tangente e toda a plataforma contribuinte para a sarjeta na borda interna das curvas.Manual de Drenagem de Rodovias 168 A Fig. já que os demais terão as águas conduzidas por meio de dispositivos próprios para fora do corte. apresentada a seguir. Figura 60 .Bacia de contribuição para sarjeta Off-set do talude de corte Retângulo equivalente da projeção Horizontal do talude de corte C2 L2 L1 + L2 Plataforma Sarjeta de corte C1 d L1 onde: L1 = faixa da plataforma da rodovia que contribui para a sarjeta. a largura máxima L2 a ser considerada no cálculo do implúvio é referente à projeção horizontal do primeiro escalonamento.

(m2).01) e (3. tem-se: C ×i×L × d 36 × 10 4 = 1 n × A × R 2/3 × Ι 1/2 d = 36 × 10 × 4 A × R 2/3 × Ι 1/2 C×i×L ×n (equação 3. Q= onde : 1 n × A × R 2/3 × I1/2 (equação 3.02) V = velocidade de escoamento. I = declividade da sarjeta. (adimensional). Igualando-se as equações (3. do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia. são conhecidos. A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR . declividade longitudinal da sarjeta. função da chuva de projeto. como única variável ao longo do trecho estudado. (m3/s). (m/s) . Q = vazão máxima admissível. os valores de A.Manual de Drenagem de Rodovias 169 do que resulta.03. Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta função da sua declividade longitudinal. n = coeficiente de rugosidade. os valores de C.02) e considerando à área de implúvio A = L x d (área do retângulo de contribuição). (m/m). A = área molhada da sarjeta.03) Na equação 3. passa-se à determinação do seu comprimento crítico para as diversas declividades do greide correspondente aos cortes existentes. (m). Comprimento crítico Fixada a seção prévia da sarjeta. R = raio hidráulico. ficando I. R e n são conhecidos de acordo com a sarjeta projetada. i e L.

tendo nas abscissas as larguras do implúvio e nas ordenadas os comprimentos críticos. Dessa forma.Curva d = f(I) d (m) 170 d2 d1 I1 I2 I(m/m) Quando em um determinado trecho houver grande variação dos valores do implúvio.Curvas de comprimento crítico para várias declividades d (m) (Comprimento crítico) I1 I2 I3 L (m) (Largura do implúvio) Além de determinar o posicionamento de saídas d'água. MT/DNIT/DPP/IPR . determina-se uma curva para cada declividade.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 61 . o cálculo do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta. e sim seus valores individuais. passando o gráfico a constituir-se de uma família de curvas. não é recomendada a adoção de uma altura média de corte. assumindo a seguinte forma: Figura 62 . cujos valores estão indicados na tabela 31 do Apêndice B. podendo-se estabelecer um sistema que dê diretamente os comprimentos críticos baseados em eixos coordenados.

trapezoidais. A seção transversal deve seguir os projetos-tipos do DNIT. etc. de modo a garantir a segurança dos veículos em circulação. MT/DNIT/DPP/IPR . no caso de ser possível considerar um alagamento temporário do acostamento.4 3.4. aumentando com isso a altura necessária para o primeiro escalonamento de aterro. interseções e trechos urbanos é o meio-fio-sarjeta conjugados. podendo ser triangulares. trechos onde. etc. for mais econômica a utilização da sarjeta.Manual de Drenagem de Rodovias 3. 63 e 64 ilustram melhor o que foi dito. Em situações eventuais. A indicação da sarjeta de aterro deve fundamentar-se nas seguintes situações: – – trechos onde a velocidade das águas provenientes da pista provoque erosão na borda da plataforma. conduzindo-as ao local de deságüe seguro. ilhas. retangulares. Sendo a sarjeta de aterro um dispositivo que pode comprometer a segurança do tráfego. As Figs. para coletar e conduzir as águas provenientes dos ramos. o tipo meio-fio simples também poderá ser usado. estaduais. Um tipo de sarjeta de aterro muito usado atualmente nas rodovias federais. ELEMENTOS DE PROJETO – 3. cuidados especiais devem ser tomados quanto ao posicionamento e à seção transversal a ser utilizada.1 SARJETAS DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 171 A sarjeta de aterro tem como objetivo captar as águas precipitadas sobre a plataforma. interseções.4.2 A sarjeta de aterro posiciona-se na faixa da plataforma contígua ao acostamento. de modo a impedir que provoquem erosões na borda do acostamento e/ou no talude do aterro. em conjunto com a terraplenagem. de acordo com a natureza e a categoria da rodovia.

MT/DNIT/DPP/IPR . solo betume.Meio-fio simples e acostamento Meio-fio simples Acostamento Canteiro ou passeio i% NA 172 Área de alongamento Talude de aterro Figura 64 . solo. Na execução da sarjeta de aterro de concreto de cimento deverão ser observadas as indicações próprias ao material. todavia levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado.Meio-fio-sarjeta conjugados Acostamento Meio-fio sarjeta conjugados Canteiro ou passeio i% NA Talude de aterro Quanto ao revestimento. concreto betuminoso.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 63 . a classe da rodovia e os condicionantes econômicos. Deve-se. Os materiais mais indicados para a construção do dispositivo são: – – – – – concreto de cimento. solo cimento. não há recomendações rígidas no tocante ao material a ser empregado na construção da sarjeta de aterro. conforme exposto para sarjetas de corte.

exigindo. O cálculo da velocidade do escoamento na borda da plataforma determinará a necessidade ou não da utilização da sarjeta. – – – – as características geométricas da rodovia. A execução das sarjetas de solo-betume ou solo-cimento deve obedecer às especificações particulares do projeto rodoviário. Entende-se por comprimento crítico da sarjeta a distância máxima acima da qual sua vazão admissível é inferior à descarga de projeto.usa-se o próprio traço do revestimento de concreto betuminoso.1 . elementos para o cálculo da vazão. de modo que não haja transbordamento. dependendo evidentemente da quantidade do serviço. por não se justificar estudo de composição especial para construção deste dispositivo. quando tais misturas estão indicadas também para outros serviços.4. b) Optando pela utilização do dispositivo. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de aterro são.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Pode-se dividir o dimensionamento hidráulico da sarjeta de aterro em dois subitens: a) Além dos fatores econômicos. o dimensionamento hidráulico consistirá basicamente no cálculo da máxima extensão admissível da sarjeta. 3. tendo em vista que o escoamento se dará na direção da reta de maior declive. uma descida d´água. ou que a faixa de alagamento admissível no acostamento não ultrapasse os valores pré-fixados. área de implúvio. elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto. isto é.Manual de Drenagem de Rodovias 173 Na execução das sarjetas de concreto betuminoso adota-se preferencialmente o traço usado para o binder. podendo também ser construídas para funcionamento temporário durante o tempo de execução da rodovia. ou. MT/DNIT/DPP/IPR . quando este não esta previsto.4. de acordo com os limites de erosão do material de que é construído o aterro. As sarjetas em solo são indicadas apenas para rodovias secundárias. ou durante período curto de utilização. portanto. Cálculo da velocidade de escoamento na borda da plataforma Para a determinação da velocidade de escoamento na borda da plataforma. conforme tabela 31 do Apêndice B. alguns cálculos preliminares precisam ser feitos. função da declividade longitudinal do greide e da declividade transversal da plataforma. conforme mencionado no item 3. no entanto. comprimento crítico. de pequena importância econômica. a necessidade da utilização da sarjeta em aterro está condicionada fundamentalmente pela velocidade de erosão na borda da plataforma.

Figura 65 . CA = t = curva de nível. L = largura do implúvio.000). β = declividade transversal da plataforma da rodovia. cota A = B x L. Cota A = cota C mas. Para se chegar ao comprimento da reta de maior declive.Direção de maior declive y C h B Eixo α F β L D E A Bordo onde: α = declividade longitudinal da rodovia. BE = D = comprimento da reta de maior declive. I = declividade da reta de maior declive. O comprimento y da reta CB será: cota C – cotaB = α × y ou α × y = cotaC MT/DNIT/DPP/IPR . considerando a cota de B como referência (0. cumpre observar: Para que CA seja uma curva de nível. 65.Manual de Drenagem de Rodovias 174 – Comprimento da reta de maior declive Considerando a Fig.

tem-se: D= – L β α 2 + β 2 (equação 3.05) – Determinação da descarga no bordo da plataforma Aplicando-se o método racional. retângulos. tem-se: D L = t y Substituindo-se os valores de t e y. tem-se: I= β ×L β ×L ∴I = ×t h L× Y Fazendo-se as substituições já demonstradas de y e t.Manual de Drenagem de Rodovias y= cota C β × L = α β 175 Considerando o triângulo BAC. retângulos.04) Declividade da reta de maior declive Considerando os triângulos. tem-se: I= β ×L L × × α2 + β2 β α L × ×L α I = α2 + β2 (equação 3. tem-se fazendo CA = t t2 = y2 + L2 Substituindo y pelo seu valor. tem-se: L t L = portanto h = × y t h y Como a cota de F é também β x L. t2 ⎛β ⎞ = ⎜ ×L⎟ ⎜α ⎟ ⎝ ⎠ 2 + L2 = 2 β2 × L2 + L2 × α2 = α2 ⎛L⎞ = α2 + β 2 ⎜ ⎟ ⎜α⎟ ⎝ ⎠ ∴t = L 2 2 α +β α Considerando os triângulos. BAC e BAE. MT/DNIT/DPP/IPR . BAC e BFC e fazendo FB = h .

função do tipo de revestimento da rodovia.Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro sarjeta de aterro A bordo E eixo da rodovia L sarjeta de aterro A´ d bordo D Corte AA´ L Substituindo a equação (3. m3/s/m.06) Como A = D x 1. de acordo com a tabela 39 do Apêndice C.06) A = L β ×Ι.05) em (3. A = área de contribuição por metro linear da sarjeta em m2/m. de acordo com a equação (3. Figura 66 . logo Q = c × i× L × Ι β × 36 × 10 4 MT/DNIT/DPP/IPR . c = coeficiente de escoamento. pode-se também considerar que: D= L β × Ι (equação 3. i = intensidade de precipitação em cm/h.Manual de Drenagem de Rodovias q= C×i× A 36×104 176 onde: q = descarga de contribuição por metro linear da plataforma em.04).

A velocidade no bordo da plataforma pela fórmula de Strickler é: V = KR 2/3 Ι 1/2 onde.07) e (3. A = Q/V. C × i× L α2 + β2 (equação 3. Q = onde. Q=A×V então. tem-se: C × i × L α2 + β 2 β × 36 × 10 4 = V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 V = Ι 3/10 × K 3/5 × C 2/5 × i 2/5 × L2/5 × α 2 + β 2 166. e como A = R.07) β × 36 × 10 4 Q = descarga no bordo da plataforma em m3/s/m. 1/2 V 5/3 Ι = K × 5/3 ⇒ Q 2/3 = Q 5/3 V K + Ι 1/2 Q Q= V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 (equação 3. Q = K × A × R2/3 × Ι1/2 mas.08) e isolando V. Pela equação da continuidade.92 × β 2/5 ( )1/5 (equação 3.08) Igualando-se então as equações (3. Como a espessura do fluxo é pequena em relação ã largura.Manual de Drenagem de Rodovias 177 ou. toma-se o raio hidráulico igual ao tirante d'água em conseqüência A = l x R. tem-se: Q ⎛Q⎞ Q = K× ×⎜ ⎟ V ⎝V⎠ 2/3 × Ι1/2 ou seja.09) MT/DNIT/DPP/IPR . R = A/P e K é o coeficiente de rugosidade de Strickler. tomado igual ao inverso do coeficiente de rugosidade de Manning.

09) determina a velocidade do escoamento na borda da plataforma. onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro é a largura do implúvio. o dimensionamento hidráulico tem a seguinte sistemática apresentada a seguir: Cálculo da máxima extensão admissível – Cálculo da vazão de contribuição A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo. i = intensidade de precipitação em cm/h. Fig. C = coeficiente de escoamento superficial. – Cálculo da capacidade hidráulica máxima da sarjeta A capacidade máxima de vazão da sarjeta será determinada pela associação das fórmulas de Manning e da continuidade: V = 1 n R 2/3 Ι 1/2 (fórmula de Manning) Q (equação da continuidade) A V= Q= 1 n AR 2/3 Ι 1/2 (equação 3.11) onde: Q = vazão máxima admitida na sarjeta em m3/s. Caso seja necessário o projeto do dispositivo. A = área de contribuição em m2. A comparação desta velocidade com os valores limites de velocidade de erosão do material de construção do aterro na tabela 31 do Apêndice B. função da seção transversal da rodovia. definirá a necessidade ou não da sarjeta de aterro. ou semiplataforma nos trechos em tangente.10) 36x104 Onde: Q = vazão de contribuição em m3/s. 66.Manual de Drenagem de Rodovias 178 A equação (3. Calcula-se a contribuição da plataforma em caso de trechos superelevados. pela aplicação do método racional: Q= C×i× A (equação 3. MT/DNIT/DPP/IPR .

condicionada pela capacidade máxima de sarjeta. Igualando as equações 7 e 8. como única variável ao longo do trecho estudado. I = declividade longitudinal da sarjeta. Pela equação 7. 67) . 60) 36 × 10 4 Q = C × i× d × L 36 × 10 4 onde: d = comprimento crítico a determinar. L são conhecidos em função da chuva de projeto. em m. do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia.10) com a capacidade máxima de vazão admitida pela sarjeta (equação 3. – Cálculo do comprimento crítico da sarjeta O comprimento crítico da sarjeta será obtido igualando-se a descarga de contribuição (equação 3. O cálculo deste comprimento irá definir o espaçamento máximo entre as saídas d'água. n são conhecidos. A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR . em m. em m. Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) (Fig . que geralmente acompanha o greide da rodovia.12. os valores de A. em m/m. declividade longitudinal da sarjeta. R = raio hidráulico. L = largura do implúvio. que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta em função da sua declividade longitudinal. ficando I. em m2.12) C × i× L × n Na equação 3. os valores C. i. A = área molhada da sarjeta. de acordo com a sarjeta projetada. temos: C × i× d × L 1 = AR 2/3 I1/2 n 30 × 10 4 d = 36 × 10 4 AR 2/3 I1/2 (equação 3. Q= C × i× A .Manual de Drenagem de Rodovias 179 n = coeficiente de rugosidade. R. mas A = d x L (Fig.11). função do tipo de revestimento da sarjeta de acordo com as tabelas 34 do Apêndice B.

torna-se necessário drená-lo superficialmente através de um dispositivo chamado de valeta do canteiro central.5 3. onde as pistas são separadas por um canteiro central côncavo. ou seja. 3.2 ELEMENTOS DE PROJETO As seções transversais das valetas do canteiro central são em geral de forma triangular cujas faces têm as declividades coincidentes com os taludes do canteiro. cujos valores são os da tabela 31 do Apêndice B. 68).1 VALETA DO CANTEIRO CENTRAL OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Quando uma rodovia for projetada em pista dupla.5. isto é. 3. a velocidade limite de erosão. ou reduzir o espaçamento entre saídas d'água.d = f(I) (dm) L2 L1 I1 I2 I (m/m) – Verificação da velocidade de escoamento A determinação do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta. Quando a velocidade de escoamento ultrapassar a máxima permissível.10. Com este procedimento. de forma a obter a velocidade de escoamento abaixo dos valores críticos de erosão. reduz-se a altura da lâmina d´água.Manual de Drenagem de Rodovias 180 Figura 67 . (Fig. que pode ser calculada de acordo com a equação da continuidade deve-se usar dissipadores de energia. Esta valeta tem como objetivo captar as águas provenientes das pistas e do próprio canteiro central e conduzi-las longitudinalmente até serem captadas por caixas coletoras de bueiros de greide. conforme o item 3. MT/DNIT/DPP/IPR .5.Comprimento crítico em função da declividade longitudinal .

tipo meia cana. a não ser em casos de canteiros muito largos e planos. também segue a mesma metodologia apresentada para sarjeta de corte. Figura 68 . que irá determinar o posicionamento das caixas coletoras. Quanto ao revestimento da valeta do canteiro central. e demais recomendações feitas para a valeta de corte. O revestimento vegetal.Situações da valeta do canteiro central Pista Esquerda Canteiro Central Pista Direita em nível Pista Direita em desnível Valeta do Canteiro Central para pistas em nível Valeta do Canteiro Central para pistas em desnível O cálculo do comprimento crítico.4.5. e formas trapezoidal ou retangular.Manual de Drenagem de Rodovias 181 Podem ser usadas seções de forma circular.3 para sarjeta de corte baseada na fórmula de Manning associada à equação de continuidade. 3. apesar do excelente desempenho como função estética. Valetas do canteiro central sem revestimento devem ser evitadas. quando ocorrer a insuficiência hidráulica das seções de forma triangular ou meia cana.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da valeta do canteiro central segue a mesma metodologia apresentada no item 2. deve-se levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado. tem o inconveniente do alto custo de conservação. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. Na execução do revestimento das valetas do canteiro central devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004. MT/DNIT/DPP/IPR .

principalmente nos aterros. No aterro. ou de pequenos talvegues. às valetas de banquetas quando é atingido seu comprimento crítico e em pontos baixos. deve ser previsto o confinamento da descida no talude de aterro. por se localizar em um ponto bastante vulnerável na rodovia. A analise técnica e econômica desse conjunto de fatores levará o projetista à escolha de uma descida do tipo rápido ou em degraus. do terreno natural. e. devidamente nivelada e protegida com o revestimento indicado para os taludes. conforme apresentado na Fig. Tratando-se de cortes. pelos taludes de corte e aterro.6 3. as descidas d'água conduzem as águas provenientes das sarjetas de aterro quando é atingido seu comprimento crítico. Assim.6. 69. nos pontos baixos. as descidas d'água têm como objetivo principal conduzir as águas das valetas quando atingem seu comprimento crítico. 3. Não raramente. as descidas d'água são necessárias visando conduzir o fluxo pelo talude até o terreno natural. Posicionam-se sobre os taludes dos cortes e aterros seguindo as suas declividades e também na interseção do talude de aterro com o terreno natural nos pontos de passagem de corte-aterro. desaguando numa caixa coletora ou na sarjeta de corte. das características geotécnicas dos taludes. desaguando no terreno natural.2 ELEMENTOS DE PROJETO As descidas d'água podem ser do tipo rápido ou em degraus. A descida d'água. MT/DNIT/DPP/IPR .1 DESCIDAS D'ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 182 As descidas d'água tem como objetivo conduzir as águas captadas por outros dispositivos de drenagem. devido à necessidade de saída de bueiros elevados desaguando no talude do aterro. As descidas d'água também atendem. através das saídas d'água. no caso de cortes e aterros. requer que cuidados especiais sejam tomados para se evitar desníveis causados por caminhos preferenciais durante as chuvas intensas e conseqüentes erosões que podem levar ao colapso toda a estrutura.6.Manual de Drenagem de Rodovias 3. da necessidade da quebra de energia do fluxo d'água e dos dispositivos de amortecimento na saida. A escolha entre um e outro tipo será função da velocidade limite do escoamento para que não provoque erosão.

MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 69 . o erodindo. em calha tipo rápido ou em degraus. É desaconselhável a seção de concreto em módulos. semicircular ou meia cana. pois a ação dinâmica do fluxo pode acarretar o descalçamento e o desjuntamento dos módulos. o que rapidamente atingiria o talude. em tubos de concreto ou metálicos. de concreto ou metálica .Descida d’água tipo rápido 183 Bacia de amortecimento A J Descida d´água A PLANTA Saída d´água x y CORTE AA Bacia de amortecimento As descidas d'agua podem ter a seção de vazão das seguintes formas: – – – retangular.

9 × H1. Para o detalhamento dos projetos de execução deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 . fixando-se o valor da largura (L) e determinando-se o valor da altura (H). Método I Neste caso. Evidentemente. A escolha do método depende da precisão que se queira dar aos cálculos. H = altura média das paredes laterais da descida. vê-se que: MT/DNIT/DPP/IPR . em m. baseada em experiências de laboratório. em m. que representa o talude de uma seção em aterro. Considerando a Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 184 No caso da utilização de módulos. Q = 2. L = Largura da descida d'água. o segundo método é mais preciso. em m3/s. a saber: Pela fórmula empírica. as peças deverão ser assentadas sobre berço previamente construídos.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico consiste em calcular as dimensões da descida d'água de forma que esta possa conduzir ao deságüe seguro a vazão a ela destinada por outros dispositivos de drenagem superficial. embora o primeiro possa ser considerado satisfatório para obras de repercussão econômica menos significativa. O dimensionamento pode ser feito por dois métodos. – Cálculo da velocidade da água no pé da descida. 3.07 × L0. em calha ou degraus. o dimensionamento pode ser feito através da expressão empírica seguinte. as descidas retangulares podem ser executadas no local com formas de madeira.6 onde: Q = Descarga de projeto a ser conduzida pela descida d'água. ou através da teoria hidráulica do movimento uniformemente variado.6.70 . Quanto à execução.

função evidentemente da velocidade limite de erosão do material de que será construída a descida. Havendo necessidade de um cálculo mais preciso deve-se optar pelo segundo método. aplicado às seções A e B. em virtude principalmente do aumento da seção de vazão. esta sofre uma sensível redução quando o fluxo passa pela saída d'água. fornece: Z +P + V2 = cte 2g V2 V2 Z A + PA + = Z B + PB + 2g 2g como PA = PB = pressão atmosférica e Z A = ZB + H . Método II MT/DNIT/DPP/IPR . desconsidera-se o valor de Va e a expressão anteriormente citada toma a forma: Vb = 2gh O objetivo da determinação da velocidade no pé da descida d'água é o dimensionamento da bacia de amortecimento e/ou dissipadores de energia.Elementos para cálculo da velocidade d’água no pé da descida 185 O teorema de Bernoulli. Na prática. Como essa velocidade Va é teoricamente igual à velocidade da água na sarjeta de aterro. considera-se Va igual à velocidade da água na sarjeta.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 70 . A velocidade teórica calculada acima conduz a valores acima dos valores reais. têm-se: Vb = 2 Va + 2gH Para efeito de cálculo.

A Fig.13) Io − If Io − If onde: E é a energia específica. a velocidade e a distância à origem. 71. a é o coeficiente de energia. dividindo-se a descida em curtas seções. se o regime for supercrítico deve ser conduzido para jusante. ilustra uma seção curta de uma descida de comprimento ∆x. e admitindo-se que α1 =α 2 =α V 2 2g E = y + α Nas equações acima y é a profundidade do fluxo.13 e os passos de cálculo são a seguir expostos: – Determinação do regime do fluxo A determinação do regime do fluxo é um fator importante.14) R 3/4 O método é baseado na equação 3. Io é a declividade do fundo e If. Os cálculos são executados por etapas. Os cálculos conduzidos na direção errada tendem inevitavelmente a conduzir a resultado divergente do perfil do fluxo. tem-se: V2 V2 Io × ∆x + y 1 + α 1 = y2 + α 2 + If × ∆x 2g 2g isolando ∆x: ∆x = E 2 − E1 ∆E = (equação 3. Aplicando-se o Teorema de Bernoulli às seções extremas (seção 1 e 2) . é a declividade da linha de energia. pois se o regime for subcrítico o cálculo por etapas deve ser conduzido para montante. considerar do fluxo gradualmente variado. V é a velocidade média. Usando-se a fórmula de Manning. a declividade da linha de energia ou declividade de atrito é expressa por: If = n2V 2 (equação 3. determinando-se em cada seção a profundidade do líquido.Manual de Drenagem de Rodovias 186 Este método consiste em determinar o perfil da linha d'água ou a curva de profundidade da água ao longo da descida. – Determinação da profundidade crítica Para descidas d'agua retangulares a profundidade crítica será determinada pela expressão: MT/DNIT/DPP/IPR .

1 V = × R2/3 × I1/2 (Manning) o n V= Q (continuidade) A Sendo: A = L × yn e P = L + 2yn R= L × yn L + 2yn tem-se: ⎛ L × yn ⎞ ⎟ yn = ⎜ ⎜ L + 2y ⎟ n⎠ ⎝ 2/3 Q×n = 1/2 Io × L MT/DNIT/DPP/IPR . em m. em m3/s. b = largura da descida d'água. pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade.5 onde : do .467 3 b 187 onde: y = profundidade crítica. Para descidas d'água circulares a profundidade crítica será determinada da seguinte forma: Determinar o fator de seção: Z= Q g Z =W do 2. retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de y crítico. Q = vazão. – Determinação da profundidade normal Para descidas d'água com seção retangular.Manual de Drenagem de Rodovias Q2 Y c = 0. em m. Com o valor de W.é o diâmetro da seção circular. a profundidade normal do regime uniforme pode ser calculada por tentativas.

Io = declividade do fundo.Profundidade do fluxo. correspondente à profundidade y. – Determinação do perfil da linha d'água ou curva de profundidade Para a condução dos cálculos organiza-se a seguinte tabela: Tabela 37 . em m2. o AR 2/3 =t d8/5 o Com o valor de t. em m. em m/m. em m3/s. retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de yn. Para descidas d'água de seção circular a profundidade normal pode ser determinada também pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade. adimensional . n = coeficiente de rugosidade de Manning.Área molhada. valores arbitrários. em m. MT/DNIT/DPP/IPR . Q = vazão de escoamento.Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água Q= n= Io= α= Yc= Yn= Y (1) Y1 Y2 Yn A (2) A1 A2 An R (3) R1 R2 Rn R2/3 (4) 4/3 R1 4/3 R2 4/3 Rn V (5) V1 V2 Vn α V 2 2g (6) E (7) E1 E2 En ∆E (8) ∆E1 ∆En If (9) If1 If2 Ifn If Io − If ∆X (12) ∆X1 ∆Xn X (13) X1 Xn (10) If1 Ifn (11) - (α V2 2g)1 (α V2 2g)2 (α V2 2g)n (Io − If )1 (Io − If )n onde: Col 1 .Manual de Drenagem de Rodovias 188 onde: yn = profundidade normal. em m. Col 2 . L = largura da descida. n×Q AR2/3 = 1/2 Io Dividido por d8/3 .

O aspecto do fluxo é como indicado na Fig. em m. em m. conseqüentemente. isto é. da coluna 8. MT/DNIT/DPP/IPR .Raio hidráulico. Desta forma. 72. com o valor de n e os valores calculados nas colunas 4 e 5.Declividade da linha de energia calculada pela equação 3. Posteriormente o fluxo estará a uma profundidade menor que Yc.Diferença entre a declividade do fundo (Io).Variação da energia específica. em m. Col 9 .14. Isso significa que a seção de controle está na entrada e conseqüentemente a água entrará na descida na profundidade crítica. este valor é obtido acumulando-se os valores da coluna 12. pelo valor da coluna 11. Col 12 . em m/s.Manual de Drenagem de Rodovias 189 Col 3 .Média aritmética da declividade da linha de energia. obtida pela diferença entre o valor da coluna 7 da mesma linha e da linha anterior.Potência a 4/3 do raio hidráulico.Velocidade média. Pode-se também traçar a curva de profundidade do líquido. a velocidade em cada seção. em m/m. obtida somando-se a carga de velocidade (coluna 6) à profundidade do fluxo (coluna 1). calculada pela equação 3. e Yn-1.13 ou pela divisão do valor de ∆E. Col 5 . obtida dividindo a vazão (Q).Carga da velocidade. que terá o aspecto mostrado na Fig. em m/m. Col 7 . no caso das descidas d'água. as declividades são sempre altas. é calculado o perfil hidráulico do fluxo na descida d'água e. Col 11 . Col 8 .Distância de cada seção estudada à origem. Col 6 . pela área molhada (A) da coluna 2. obtida pela média dos valores da coluna 9 da mesma linha e da linha anterior. mas maior que Yn e tendendo para este valor.Energia específica em m. em m.Distância entre duas seções consecutivas de profundidade Yn. 73. Convém observar que. a profundidade crítica Yc é maior que a profundidade normal Yn. em m. Col 13 . Col 4 . em m/m. Col 10 . e a declividade média da linha de energia.

5 0.0 1.2 0.0 10.0 8.4 0.0 20.0 16.Seção curta de uma descida de comprimento ∆x 190 Figura 72 .0 0.0 MT/DNIT/DPP/IPR .0 2.0 12.1 0 10 20 30 40 Distância à Seção Crítica em Metros Altura D´Água Velocidade Velocidade em m/s 4.8 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 71 .Curvas de profundidade e velocidade do líquido Descida D´Água para Talude x:y 24.0 Altura do Fluxo em c m 3.0 6.

3.7 3. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 73 . O rebaixamento gradativo da seção. nos meios rodoviários também denominados de entradas d'água. São. nos pontos de passagem de corte para aterro. e considerado nas notas de serviço de pavimentação. Localizam-se na borda da plataforma. 74. é um método eficiente de captação. as saídas d'água devem ser projetadas obedecendo aos seguintes critérios: a) Greide em rampa Neste caso. conforme mostrado nas Fig. 74 e 75 . são dispositivos destinados a conduzir as águas coletadas pelas sarjetas de aterro lançandoas nas descidas d'agua.2 ELEMENTOS DE PROJETO As saídas d`água devem ter uma seção tal que permita uma rápida captação das águas que escoam pela borda da plataforma conduzindo-as às descidas d'água. Considerando sua localização.7. nos pontos baixos das curvas verticais côncavas. O rebaixamento da borda deve ser controlado com rigor. algumas vezes. como esquematicamente se mostra na Fig. junto às pontes. nos pontos onde é atingido o comprimento crítico da sarjeta.Perfil do fluxo em descida d’água 191 3. junto aos acostamentos ou em alargamentos próprios para sua execução.7. portanto. dispositivos de transição entre as sarjetas de aterro e as descidas d'água. pontilhões e viadutos e.1 SAÍDAS D`ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As saídas d'água. o fluxo d'água se realiza num único sentido.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 74 .Saída d’água de greide em rampa 192 MT/DNIT/DPP/IPR .

75. convergindo para um ponto baixo. Figura 75 .Manual de Drenagem de Rodovias 193 b) Curva vertical côncava (ponto baixo) Neste caso o fluxo d'água se dá nos dois sentidos.Saída d’água de curva vertical côncava MT/DNIT/DPP/IPR . como esquematicamente é mostrado na Fig.

X. ou seja.20 para declividades da sarjeta entre 2% e 5% (adimensional).5 vezes a largura da descida d'água. As saídas d'água de concreto são executadas no local conjuntamente com as descidas d'água. toda a água proveniente das sarjetas até as respectivas descidas d'água. As chapas metálicas são moldadas no canteiro de obra e fixadas no local. tomado igual a 0. O raio da curva da concordância entre a saída d'água e a descida d'água deve ser igual a altura H da descida. sem turbulências. K = coeficiente. Quanto ao revestimento. conhecidas "a priori" a largura B e a altura H da descida d'água: – – O espaçamento entre o alinhamento da sarjeta e o início da descida.Manual de Drenagem de Rodovias 194 Para maiores detalhes sobre a seção das saídas d'água. função da declividade. 3. de modo a interceptar todo o seu fluxo (m). devem ser consultados os projetos tipo do DNIT. O valor de L (Figs. Para maiores esclarecimentos deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 . correspondente à abertura da sarjeta. através de chumbadores. y = altura do fluxo na sarjeta (m). é dado pela fórmula: L= Q K × Y × g× Y onde: L = comprimento da abertura na sarjeta ou largura da saída d'água. deve ser igual a 2. Q = descarga afluente pela sarjeta (m3/s). MT/DNIT/DPP/IPR . as saídas d'água podem ser de concreto com superfície lisa ou de chapas metálicas. largura da saída. 74 e 75 ). A determinação dos demais elementos constituintes da saída d'água pode ser feita como se segue.7. B (Fig. g = aceleração da gravidade (m/s2).3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da saída d'água consiste em determinar a largura da entrada de forma a conduzir. 74 e 75 ).

Nas extremidades das descidas d'água de corte.8.8 3. nos casos em que as águas ao atingir o terreno natural possam provocar erosões. podem ser: caixas coletoras. Nos pontos de passagem de cortes para aterros. Coletar as águas provenientes de áreas situadas a montante de bueiros de transposição de talvegues. 3. quanto ao fechamento. coletando as águas das sarjetas de modo a conduzi-las para o bueiro. de sua declividade e direção. ou ainda quando a um mesmo local concorre mais de um bueiro. As caixas coletoras localizam-se: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte. No terreno natural.2 As caixas coletoras.Manual de Drenagem de Rodovias 195 – O valor mínimo recomendado para a largura da saída d'água é de 7 vezes a largura B da descida d'água. conduzindo-as ao dispositivo de deságüe seguro.8. junto ao pé do aterro. Coletar as águas provenientes das descidas d'água de cortes. permitindo sua construção abaixo do terreno natural. podem ser com tampa ou abertas. quando se deseja construir um bueiro de transposição de talvegues abaixo da cota do terreno. caixas de inspeção ou caixas de passagem e. conduzindo as águas para o bueiro de greide ou coletor longitudinal. sendo. quando se torna necessária a condução das águas desses dispositivos para fora do corte sem a utilização das sarjetas. que as levará para o deságüe apropriado.1 CAIXAS COLETORAS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As caixas coletoras têm como objetivos principais: – – Coletar as águas provenientes das sarjetas e que se destinam aos bueiros de greide. Permitir a inspeção dos condutos que por elas passam. ELEMENTOS DE PROJETO – – – 3. – – – MT/DNIT/DPP/IPR . portanto. inaplicável a boca convencional. com o objetivo de verificação de sua funcionalidade e eficiência. quanto à sua função. Possibilitar mudanças de dimensão de bueiros.

Nos trechos com drenos profundos com o objetivo de vistoriar seu funcionamento. em forma de grelha.8. Nos lugares para os quais concorra mais de um bueiro. MT/DNIT/DPP/IPR . pode-se determinar a área transversal útil das caixas pela fórmula dos orifícios: A = 0. As caixas de passagem localizam-se: – – Onde houver necessidade de mudanças de dimensão. 3. A seção tipo das caixas coletoras deverá obedecer aos projetos tipos do DNIT onde são indicadas as dimensões e detalhes das tampas. As caixas abertas são indicadas quando têm finalidade coletora e localizam-se em pontos que não comprometam a segurança do tráfego. Para a execução das caixas deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 026/2004 . sendo localizadas em pontos que possam afetar a segurança do tráfego ou se destinem a coletar águas contendo sólidos em volume apreciável e que possam obstruir os bueiros ou coletores. As caixas de inspeção localizam-se: – – Nos locais destinados a vistoriar os condutos construídos tendo em vista verificar sua eficiência hidráulica e seu estado de conservação. transferindo-as para bueiros. são indicadas quando tem a finalidade coletora.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Embora as dimensões das caixas coletoras sejam fixadas pelas dimensões dos dispositivos para os quais estão indicadas como coletora de passagem ou inspeção. declividade.226 Q C H onde: A = Área útil da caixa. direção ou cotas de instalação de um bueiro.Manual de Drenagem de Rodovias 196 – – Nos canteiros centrais das rodovias com pista dupla. em m2. Em qualquer lugar onde se torne necessário captar as águas superficiais. As caixas com tampa. As caixas com tampa removível são indicadas quando têm a finalidade de inspeção e de passagem.

C = Coeficiente de vazão. Nos pés das descidas d'água dos cortes. H = Altura do fluxo. MT/DNIT/DPP/IPR . recebendo as águas das valetas de proteção de corte e/ou valetas de banquetas. A profundidade das caixas será determinada pelas cotas de instalação dos condutos que delas partem ou chegam. 76 e 77 ). Localizam-se nos seguintes pontos: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte em seção mista ou quando. 3.1 BUEIROS DE GREIDE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros de greide são dispositivos destinados a conduzir para locais de deságue seguro as águas captadas pelas caixas coletoras (Figs. evitando-se que as águas provenientes das sarjetas de corte deságuem no terreno natural com possibilidade de erodi-lo.9. – – – Caixas coletoras. 3. Nas seções em corte .9 3. projeta-se um bueiro de greide longitudinalmente à pista até o ponto de passagem de corte-aterro.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos constituintes de um bueiro de greide são. a ser tomado igual a 0. – – – Os bueiros de greide podem ser implantados transversal ou longitudinalmente ao eixo da rodovia. Boca. em m3/s.60. em m. Nos pontos de passagem de corte-aterro. Corpo.Manual de Drenagem de Rodovias 197 Q = Vazão a captar. captadas através de caixas coletoras. quando não for possível o aumento da capacidade da sarjeta ou a utilização de abertura de janela no corte a jusante. em seção de corte for possível o lançamento da água coletada através de janela de corte.9. conduzindo ao deságue as águas coletadas dos dispositivos de drenagem do canteiro central. com alturas de recobrimento atendendo à resistência de compressão estabelecida para as diversas classes de tubo pela NBR-9794 da ABNT. Nas rodovias de pista dupla.

aplicando-se o método de cálculo de descarga mais conveniente. obedecendo às mesmas considerações formuladas para os bueiros de transposição de talvegues. As caixas coletoras que atendem aos bueiros de greide. são geralmente dotadas de tampa em forma de grelha. função do vulto econômico da obra. ao nível do terreno ou no talude de aterro. Tendo em vista maior facilidade de limpeza. o diâmetro mínimo a adotar para o bueiro de greide é de 0. observando-se sempre.80m. Figura 76 . 3. com muito rigor.Esquema completo de um bueiro de greide em aterro – – MT/DNIT/DPP/IPR . dimensionado sem carga hidráulica a montante.9. função da altura da caixa coletora e policiando-se sempre a velocidade do fluxo a jusante.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros de greide devem ser obedecidas as seguintes recomendações: – A descarga de projeto deverá ser obtida pela soma das descargas das obras de drenagem superficial afluentes às caixas coletoras ou pelo levantamento da bacia de contribuição ao bueiro de greide. a cota máxima do nível d'água a montante. embora em ocasiões especiais possa ser dimensionado com carga hidráulica a montante. . Para a execução de bueiros de concreto devem ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 023/2004. fixando-se o tempo de recorrência. O bueiro de greide deve ser. sempre que possível. dos dois lados da pista e ainda no canteiro central.Manual de Drenagem de Rodovias 198 As caixas coletoras poderão ser construídas de um lado da pista. O corpo do bueiro de greide é constituído em geral de tubos de concreto armado ou metálicos. sendo neste caso necessário construir uma descida d'água geralmente dotada de bacia de amortecimento. A boca será construída à jusante. por estarem posicionadas próximo às pistas.

Elementos de projeto O projeto das bacias de amortecimento deve seguir os projetos tipos do DNIT.10 DISSIPADORES DE ENERGIA Dissipadores de energia. Na saída das sarjetas de corte.1 Dissipadores localizados Dissipadores contínuos BACIAS DE AMORTECIMENTO Objetivo e características As bacias de amortecimento. mediante a dissipação de energia. Na boca de jusante dos bueiros. Quanto à construção. de modo a evitar o fenômeno da erosão. devem ser seguidas as especificações de serviço DNIT 022/2006 . quer no deságue para o terreno natural.nos pontos de passagem de corte-aterro. Dimensionamento hidráulico O dimensionamento hidráulico será função da velocidade de escoamento d`água a montante e da altura do fluxo afluente. quer no escoamento através do dispositivo de drenagem. a diminuir a velocidade da água quando esta passa de um dispositivo de drenagem superficial qualquer para o terreno natural. MT/DNIT/DPP/IPR . As bacias de amortecimento serão instaladas de um modo geral nos seguintes locais: – – – No pé das descidas d´água nos aterros.10.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 77 . são obras de drenagem destinadas. reduzindo consequentemente sua velocidade. ou dissipadores localizados.Esquema completo de um bueiro de greide em corte 199 3. como o nome indica. Os dissipadores de energia classificam-se em dois grupos: – – 3. são dispositivos destinados a dissipar energia do fluxo d´água.

Figura 78 .7 y1 V1 F = 1.1.5 .5 L y2 V2 F = 2.7 e 2.5 e entre 4.5 F = 4. Para o número de Froude até 1.0 Calcula-se o número de Froude pela expressão: F1 = V1 g × Y1 MT/DNIT/DPP/IPR .5 e 9. calculada através de experiências do BPR.0 F > 9. o ressalto hidráulico que ocorre na bacia de amortecimento é função da variação do numero de Froude.9. pois haverá apenas pequena turbulência superfície da água.4.Número de Froude F = 1 .7 .0 o efeito amortecedor para o ressalto que se forma pode ser feito através de uma bacia de amortecimento horizontal lisa de concreto.7.Manual de Drenagem de Rodovias 200 Segundo experiências elaboradas pelo Bureau of Reclamation – USA. Para o número de Froude entre 1.2.5 . E a determinação deste ressalto hidráulico permitirá o dimensionamento do dispositivo (Fig.78 ). não há necessidade de preocupações.

Manual de Drenagem de Rodovias 201 onde : F1 = Número de Froude. após do ressalto. e. 78. calcula-se o valor de Y2 pela equação acima. baseado em experiências de laboratório do BPR. em m. Y1 e F1 = como descrito acima.Curva para levantamento do comprimento do ressalto MT/DNIT/DPP/IPR . em m/s2. Y1 = altura do fluxo afluente à bacia.7 Descidas d´Água). Figura 79 . em m. V1 = velocidade do fluxo afluente à bacia. é: Y2 1 = Y1 2 onde : Y2 = Altura do fluxo na saída. em m/s . g = aceleração da gravidade. por conseguinte o comprimento da bacia de amortecimento. ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ 2 1 + 8F 1 ⎟ − 1 ⎟ ⎠ ⎞ Calculado o número de Froude e determinada a altura do fluxo afluente (ver item 2. A equação que determina a altura do fluxo na saída da bacia de amortecimento. A longitude do ressalto. pode ser determinada pelo gráfico da Fig.

que são deflectores que produzem o efeito estabilizador no ressalto.85 × Y 2 . em m.5 a 11 ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜100 − 1 ⎟ × Y2 . ` Y2 = ⎜1. L = comprimento do ressalto. podem ser usadas as seguintes fórmulas: F1 = V1 gY1 Y ⎛ 2⎞ Y 2 = 1 ⎜ 1 + 8F1 ⎟ − 1 ⎜ ⎟ 2 ⎝ ⎠ ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜1. onde: Y2 = altura do fluxo na saída. para F1 = 11 a 17 ⎜ 800 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR . em m.10 − ⎜ ⎝ ⎛ F1 ⎞ ⎟× Y 120 ⎟ 2 ⎠ Y` Z= 2 3 Para o número de Froude até 17. para F1 = 5.5 ⎜ 120 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ ` Y2 = 0. devem ser usadas bacias de amortecimento com guarnições. cunhas e dentes.Manual de Drenagem de Rodovias 202 Entrando-se no gráfico com o valor do número de Froude determina-se o valor de L Y2 . em m. A altura da parede da bacia de amortecimento pode ser determinada através da expressão: ` H = Y2 + Z onde: H = Altura da parede. Nesse caso.10 − 1 ⎟ × Y2 . para F1 = 1.7 a 5.

foram definidos anteriormente. Figura 80 . Y2.38 Y` Z= 2 3 C = 0. C = Altura da soleira.5 × Y2 F1 × 0. justificando neste caso o projeto completo de uma bacia de amortecimento. e na saída de outros dispositivos cuja velocidade da água não comprometa seriamente o terreno natural. V1. as quais devem possuir formas irregulares e seus diâmetros MT/DNIT/DPP/IPR .Esquema de um dissipador de energia É recomendável a utilização de dissipador tipo "rip-rap" na saída das bacias de amortecimento. 80. Os demais valores e melhores esclarecimentos podem ser identificados na Fig. 80. Y1. saída de bueiros. H e L. g. ver Fig.07Y2 onde: F1. Deve ser construído com as pedras dispostas em desordem. A extensão do “rip-rap”. deve ser adequada para a velocidade e volume d’água que sai do dissipador e as condições do leito a jusante.Manual de Drenagem de Rodovias ` H = Z + Y2 203 L= 4.

05 1.64 g/cm 3 0.30 0.Manual de Drenagem de Rodovias 204 resultam de um cálculo determinado pelas curvas da Fig.Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap” 7. afim de que permaneçam estáveis. em cm.0 2.45 0. O diâmetro da pedra (K) obtido na Fig.64g/cm3.0 1. em Metros MT/DNIT/DPP/IPR . 81.75 0.0 6.5 4. em metros.20 Diâmetro Esférico Equivalente da Pedra.64k w −1 Onde: Kw = diâmetro da pedra a ser usada.60 0.5 7.5 6. 81 é para pedras com peso específico de 2.5 2.5 1:1 Para Pedra Pesada 2. Entrando no gráfico com a velocidade de saída da água do dispositivo a montante e com a inclinação longitudinal do terreno de jusante. K = diâmetro da pedra obtido do gráfico.0 12:1 4:1 3:1 2:1 11/2 :1 Velocidade (Vs) em Metros por Segundo 5.0 4. Para pedras com outro peso específico. o diâmetro corrigido pode ser obtido pela expressão : Kw = 1. em cm.5 1.0 0.15 0.5 5. w = peso específico da pedra de diâmetro Kw. determina-se o diâmetro esférico equivalente da pedra. em g/cm3 Figura 81 .5 3.90 1.0 3.

5cm (ver Fig. atinjam. de acabamento áspero obtido com o assentamento em disposição irregular de pedras de dimensões aproximadas de 7.Dissipador contínuo ao longo de aterro 0. não o afetando (Fig. Elementos de projeto O dissipador contínuo utilizado ao longo do aterro deve ser construído com uma camada de concreto de aproximadamente 0. devem ser seguidos os projetos tipos do DNIT.0 3. MT/DNIT/DPP/IPR . diminuir a velocidade da água continuamente ao longo de seu percurso. mediante a dissipação de energia.075m 0. Quanto à construção devem ser seguidas as Especificações de serviço DNIT 022/2004 .através do escoamento superficial. 8261). Figura 82 . uma velocidade acima dos limites de erosão dos materiais que os compõe. Localizam-se em geral nas descidas d´água.2 DISSIPADORES CONTÍNUOS 205 Objetivo e características O dissipador contínuo tem como objetivo.10m CONCRETO DE Fck ≥ 15 Mpa 9. na forma de degraus .Manual de Drenagem de Rodovias 3. 82).50m 0. e ao longo do aterro.50m de largura com espessura de 0.075 0. de modo a evitar o fenômeno da erosão em locais que possa comprometer a estabilidade do corpo estradal.10.075 0.35m BRITA 0. portanto. de forma contínua. sem criar preferências e.1 ESCALONAMENTO DE TALUDES OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O escalonamento de taludes tem como objetivo evitar que as águas precipitadas sobre a plataforma e sobre os taludes.10 m.11. Para o projeto do dissipador contínuo tipo degraus . de forma que a água precipitada sobre a plataforma seja conduzida pelo talude.11 3.

a largura da plataforma.Manual de Drenagem de Rodovias 206 As banquetas neste caso são providas de dispositivos de captação das águas.Bacia de contribuição da plataforma MT/DNIT/DPP/IPR .11. contribuem as águas que se precipitam sobre a plataforma e sobre o talude de aterro.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento da altura máxima entre banquetas. há a necessidade de considerar nos cálculos a contribuição da plataforma. Para efeito do desenvolvimento dos cálculos podem-se considerar as Figs. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos de projeto necessários ao cálculo do escalonamento são: a intensidade de precipitação. b) Se houver sarjeta de aterro. de modo que a velocidade de escoamento seja inferior à de erosão do talude.11. 3. o coeficiente de rugosidade de Strickler. 83 e 84 . sarjetas de banqueta. O dimensionamento consiste em calcular a altura máxima entre a borda do acostamento e a primeira banqueta. Figura 83 . Cálculo do primeiro escalonamento de aterro Para o primeiro escalonamento. 3. deve-se observar dois casos: a) Se a rodovia não é provida de sarjeta de aterro. a declividade transversal e longitudinal da plataforma e a velocidade admissível de erosão do talude. os coeficientes de escoamento do talude e da plataforma. o parâmetro definidor da declividade do talude. os procedimentos para os cálculos do primeiro escalonamento de aterro são semelhantes ao cálculo para os demais escalonamentos em aterro e em corte. para o primeiro escalonamento de aterro. que conduzirão as águas ao deságue seguro.

m3/s. H = altura máxima do primeiro escalonamento. Q = descarga total no ponto B. b = projeção horizontal do talude. q = descarga da plataforma no ponto P. α = declividade longitudinal da rodovia. K = coeficiente de rugosidade de Strickler. β = declividade transversal da plataforma. A = área de contribuição. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 84 . i = intensidade de precipitação. qp= descarga do talude no ponto B. igual ao inverso do coeficiente de Manning. m/m (média pista + acostamento) . m3/s. C2 = coeficiente de escoamento do talude.Parâmetros no escalonamento do talude 207 Onde: L = largura da plataforma que contribui para o escoamento no talude. mm/min. a = parâmetro definidor da declividade do talude. m3/s. m/m. m2. I = declividade da reta de maior aclive. C1 = coeficiente de escoamento da plataforma.

V = K × R2/3 × i1/2 o Pela equação da continuidade. onde: C × i × H× a qB = 2 6 × 104 – Cálculo da descarga total em B.15) – Cálculo da descarga em P (qp) Aplicando o método racional.15) A= β L × I ou.3 : tem-se: D= β L × I (equação 3. Pela Fig. qp = β × 6 × 104 C1 × i × L × I ou de acordo com a equação I = α 2 + β 2 C ×i×L α 2 × β 2 qp = 1 (equação 3. 84 ) Pelo método racional C ×i× A qB = 2 6 × 104 onde. C ×i× A qp = 1 6 × 104 Como A = D x 1. 83 .16) β × 6 × 104 – Cálculo da descarga em B devido a contribuição do talude. 84 .4.Manual de Drenagem de Rodovias 208 D = projeção horizontal da reta de maior aclive. 84 ). tem-se: H/1 = b/a e considerando a faixa unitária de contribuição. por semelhança de triângulos. a velocidade em B. ou de acordo com a equação (3. pela fórmula de Strickler. Tendo em vista as equações apresentadas no item 3. A = b x 1. QB = qp + qB (equação 3. Q . MT/DNIT/DPP/IPR .17) Por outro lado. qB. ou A = H x a. (Fig. Fig. (Fiq.

velocidade admissível de erosão do material do talude. (parâmetro definidor da declividade do talude). de modo que a velocidade da água precipitada chegue a seu pé com valor abaixo do limite de erosão. pode-se considerar a Fig.18) K 3/2 – Cálculo da altura do 1° escalonamento em aterro.17) 2 2 C × i × H× a V 5/2 × a3/4 C1 × i × L × α + β = + 2 β × 6 ×104 6 × 104 K 3/2 Explicitando o valor de H: H= 2. 85 64. igual portanto ao raio hidráulico.5 C ×L × α 2 + β 2 Va × 6 × 104 − 1 C2 × a × β C2 × i × a0. têm-se: ⎛Q ⎞ V = K×⎜ B ⎟ ⎜ V ⎟ ⎠ ⎝ 2/3 ⎛ 1⎞ ×⎜ ⎟ ⎜a⎟ ⎝ ⎠ 1/2 QB = V 5/2 × a3/4 (equação 3.5 onde. MT/DNIT/DPP/IPR . io = 1/a.25 × K1. pois a espessura do fluxo é pequena em relação a largura.Manual de Drenagem de Rodovias 209 QB = A x V. onde A = 1 x R. de acordo com a tabela 31 do Apêndice B. Para a determinação da altura máxima de aterro ou corte. Cálculo dos demais escalonamentos em aterro e corte. V = Va . sem necessidade de escalonamento. Fazendo as substituições na equação (3.

19) e (3. será: qc = C2 × i × A 6 × 104 Como: A = H× a × L qc = C2 × i× H × a 6 × 10 4 (equação 3.20) K3/2 Igualando as equações (3.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 85 . a vazão qC. V = K × R 2/3 × i1/2 o Considerando que qc = A × V .20). qc = V5/2 × a3/4 (equação 3. C2 × i × H× a 6 ×104 = V5/2 × a3/4 K3/2 MT/DNIT/DPP/IPR . R = A e io = 1 a Tem-se: q 2/3 11/2 V =K× c × v a ou seja. pela fórmula de Strickler.Escalonamento de aterro: altura máxima 210 H 1 a ac C – Cálculo da descarga em C (qC) Aplicando o método racional.19) A velocidade em C. por metro de largura.

que será máximo quando a velocidade V for a admissível (Va). Figura 86 .12. 86 ).5 Esta fórmula nada mais é do que a fórmula do item anterior sem o subtraendo do 2º membro. coloquem em risco a estabilidade dos aterros. sem a parcela correspondente à vazão proveniente da plataforma da rodovia. 3.rio MT/DNIT/DPP/IPR . obrigando a construção de sucessivas obras de transposição de talvegues.25 × K1. – – – Evitar que um curso d'água existente interfira com a diretriz da rodovia.12 3.Manual de Drenagem de Rodovias 211 e explicitando o valor de H.Corta-Rio curso d´água natural IA R ODOV corta . resulta: H= 2. Afastar as águas que ao serpentear em torno da diretriz da estrada. Melhorar a diretriz da rodovia.5 Va × 6 × 104 C2 × i × a0.1 CORTA-RIOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os corta-rios são canais de desvio abertos com a finalidade de: (Fig. isto é.

projeto vertical. quando for o caso. com a mesma referência seções transversais típicas com indicação dos taludes laterais de acordo com a natureza do solo e detalhando. o revestimento adotado.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico dos corta-rios pode ser feito pela fórmula de Manning associada à equação da continuidade: Fórmula de Manning 1 V = × R2/3 × I1/2 n onde: V = Velocidade de escoamento. I = Declividade do canal. em m3/s. em m2. constando do perfil longitudinal altimétrica do projeto da rodovia. A = Área molhada. 3.12. em m. memória de cálculo. em m/s. em m/s. R = Raio hidráulico. projeto horizontal. V = Velocidade de escoamento.Manual de Drenagem de Rodovias 3.12. n = Coeficiente de rugosidade (adimensional) Equação da continuidade Q=A×V onde: Q = Vazão admissível. MT/DNIT/DPP/IPR . e a construção das obras necessárias para substituí-lo. No projeto do corta-rio deverá sempre haver um comparativo econômico entre a construção deste.2 ELEMENTOS DE PROJETO 212 O projeto de corta-rio deverá constar de: – – – – – levantamento topográfico da área. constando de plantas amarradas ao projeto da rodovia e em escala conveniente. em m/m.

g = Aceleração da gravidade. em m/s. Determina-se pelo projeto vertical a declividade do corta-rio. geralmente a largura. determinando-se a altura no dimensionamento. em m/s2.Manual de Drenagem de Rodovias 213 A sequência de cálculo para o dimensionamento do corta-rio é: – Determina-se a descarga de projeto do curso d'água afluente para um tempo de recorrência compatível com o custo econômico da obra através de um método de cálcuIo apropriado. A comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura (h). Através de tentativas atribuem-se valores para a altura (h).00: Movimento subcrítico MT/DNIT/DPP/IPR . Aplicando-se a fórmula de Manning e a equação da continuidade determina-se a velocidade e a vazão admissível no canal. D= T A Sendo: A = Área da seção transversal do canal.00: Movimento supercrítico.tendo em vista o tipo de revestimento escolhido.00: Movimento crítico. F = 1. F < 1. calculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção. Fixa-se a velocidade máxima admissível. em m2. T = Largura da superfície livre do canal em m. A comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto. Pode-se verificar o regime do fluxo no canal através do número de Froude: F= V gD – – – – – – – Onde: V = Velocidade média do fluxo. e conseqüentemente o coeficiente de rugosidade n (tabelas 27 e 28 do Apêndice B) . Se: F > 1. Fixa-se o tipo de seção a ser adotada e uma de suas dimensões.

00m de altura. Em alguns casos. causa comum de colapso de obras de arrimo em áreas urbanas.13. O sistema de drenagem serve ainda para captar possíveis infiltrações devidas a rupturas em canalizações de serviços públicos. Para muros de arrimo com menos de 2. Para alturas maiores que 2. as condições geométricas e de estabilidade durante a construção determinam o tipo e posicionamento da drenagem. do posicionamento e características dos elementos drenantes. em grau elevado.00m. pode ser mais econômico omitir-se a drenagem e projetar-se o muro considerando o empuxo hidrostático adicional. ou antieconômica.13 3.2d Determina-se a borda livre do canal. Por sua vez. com maior consumo de materiais. pela fórmula: Sendo: d = Altura do canal. de modo a diminuir o empuxo total sobre ela . em cm.1 DRENAGEM DE ALÍVIO DE MUROS DE ARRIMO OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS A drenagem interna de estruturas de arrimo tem por objetivo aliviar as pressões hidrostáticas e hidrodinâmicas do lençol d'água porventura existente no maciço a ser arrimado. pois a consideração do empuxo pleno leva a projetos mais robustos. distância vertical do topo do canal à superfície da água na condição de projeto. nas proximidades da obra. O posicionamento dos elementos drenantes é crucial para o desempenho e o cálculo dos esforços atuantes na obra. MT/DNIT/DPP/IPR . a drenagem é geralmente feita ao longo da face vertical do muro.13. 3. O nível d'água no maciço e a vazão d'água a ser percolada através do sistema de drenagem são elementos vitais para o projeto da drenagem. 3. chegando a dobrar o empuxo calculado para o solo sem água . devido a dificuldades executivas ou falta de materiais drenantes.Manual de Drenagem de Rodovias 214 – f = 0.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico do sistema de drenagem está intimamente associado ao projeto do muro. O efeito da água em contato com a estrutura é apreciável. pois os esforços transmitidos à obra dependem. a ausência de drenagem passa a ser perigosa caso o efeito da água não seja considerado.

O sistema de drenagem deve obedecer às regras usuais de materiais filtrantes.ABGE (1996). MT/DNIT/DPP/IPR . mas na maioria das vezes. especialmente no caso de cortinas ancoradas em solos com predominância siltosa. a execução de drenagem inadequada. Sérias erosões internas. imporão a espessura mínima a ser executada. a permeabilidade do material de drenagem deve ser pelo menos 100 (cem) vezes maior que a permeabilidade do solo a ser drenado. são freqüentes. Onde as condições geométricas e de estabilidade durante a construção não o permitam. calculadas com auxílio de uma rede de fluxo. como mostrado nas Figs. outras disposições no sistema de drenagem poderão ser adotadas. geralmente maior que a obtida por cálculo. Deve-se dar preferência ao uso de materiais granulares de comprovada permeabilidade e com granulometria adequada. de modo a não haver carregamento de finos do interior da massa de solo. sem obedecer a critérios de filtro ou sem capacidade para escoar a vazão real do solo. deverão ser consideradas no cálculo de estabilidade. 87a e 87c pode-se ignorar as pressões da água no contato com a parede e no plano de ruptura. é causa de muitos insucessos em obras de arrimo. é essencial que se conheça a permeabilidade do maciço a drenar. as pressões devidas à água.Manual de Drenagem de Rodovias 215 Com drenagem inclinada. A não obediência àobservância dessa regra é fator de muitos insucessos. A falta de drenagem. ou. Para o cálculo da vazão que o sistema de drenagem deverá comportar. por razões práticas de ordem construtiva.Como material drenante também podem ser utilizados tubos dreno plásticos. 87b e 87d. terminando em colapso de estradas ou do terreno a montante. detalhados no Boletim 04 da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental . Como regra geral. A espessura mínima do dreno pode ser calculada. como indicado nas Figs. Essa permeabilidade pode ser obtida por meio de ensaios de infiltração "in-situ". Nestes casos.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 87 .Esquemas de drenos em muros de arrimo 216 porosos MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 217 Um projeto de obra de contenção deve necessariamente enfatizar os detalhes de drenagem. pedriscos. 3. As camadas drenantes podem ser substituídas por tubos-dreno de plástico perfurados. O dimensionamento do geotêxtil tem que ser criterioso. misturas de solo. nas recomendações dos fabricantes. Materiais comumente utilizados são as mantas geotêxteis. revestidos por envelope apropriado. areias grossas. entre outros. O envelope deve seguir os critérios de proteção contra a erosão do solo e deve ser escolhido em função do tipo de solo ou aterro através das curvas granulométricas. de forma a tentar atingir o melhor desempenho. e no proposto no Anexo deste Manual. de acordo com o métodos constantes na literatura. deve-se levar em conta a contribuição que o dreno recebe por metro linear. lavados e peneirados e pedras britadas. o comprimento do muro e a capacidade de vazão do dreno atestada pelo fabricante. devendo ser o seu uso objeto de uma análise técnico-econômica em função de suas facilidades de instalação e características de desempenho em confronto com eventuais dificuldades de instalação e não disponibilidade dos materiais granulares filtrantes. a declividade do tubo. seixos rolados.14 ELEMENTOS GEOMÉTRICOS PARA SEÇÕES CIRCULARES DE CANAIS do = diâmetro y = profundidade do fluxo A = área molhada P = perímetro molhado R = raio hidráulico T = largura do topo D = profundidade hidráulica A = A D = fator de seção para cálculo do fluxo crítico MT/DNIT/DPP/IPR . apresentando métodos executivos e fornecendo os elementos necessários a uma boa execução dos serviços. A substituição de camadas de materiais granulares filtrantes por materiais sintéticos (geotêxteis) é possível. Para cálculo do diâmetro do tubo.

1927 0.10 0.1100 0.2294 0.5908 1.1662 0.1199 0.0350 0.0147 0.0451 0.1241 0.8660 0.2650 AR 3 do 3 0.1982 0.0805 0.0470 0.6258 0.2994 0.16 0.0105 0.9992 D do 0.6761 0.22 0.4949 0.2074 0.9656 0.2003 0.0534 0.1558 0.12 0.0095 0.30 0.0928 1.3627 0.Manual de Drenagem de Rodovias 218 Tabela 38 .0153 0.2061 0.2004 0.3172 0.2242 0.7846 0.0065 0.1711 0.1147 0.6499 0.0549 0.9798 0.0813 0.04 0.9950 0.1810 1.20 0.1528 0.2553 0.0497 0.1449 0.1990 0.0909 0.0015 0.9871 0.2260 0.0152 0.0981 0.7377 0.2934 0.50 0.41 0.0239 1.36 0.34 0.0871 0.0820 0.2098 0.3928 0.0220 0.1844 0.2355 0.4510 0.1466 0.1935 0.3727 0.4359 0.0031 0.0010 0.3032 0.0336 0.2239 1.0574 0.48 0.1800 0.4907 1.0197 0.1252 0.4505 1.1020 0.7954 0.1364 0.2486 0.47 0.0196 0.0066 0.1505 0.0066 0.9998 0.3352 0.1044 0.5508 1.0000 0.0134 0.0964 0.0697 0.2025 1.1452 0.0129 0.9837 0.5103 0.9968 0.2404 0.7075 0.8285 0.1546 0.51 0.0242 0.2500 0.1039 0.9708 0.0695 0.4130 Z do 2 .0406 0.40 0.1516 0.1373 1.0571 0.38 0.0333 0.1107 0.0736 0.2167 0.0701 1.8980 0.0087 0.1178 0.2736 0.2459 0.8773 0.2561 T do 0.17 0.8146 0.0474 0.1566 0.1926 0.0668 0.2220 0.1850 0.3919 0.2739 0.46 0.1106 0.1890 0.0053 0.0646 0.1610 0.1324 0.0003 1.9521 0.1801 0.0369 0.9330 0.02 0.0013 0.0986 0.3827 0.0079 0.6108 R do 0.0027 0.28 0.8417 0.1398 0.1622 0.1682 0.1348 0.1196 0.5308 1.9928 0.1755 0.9764 1.1365 0.4706 1.0179 0.0929 0.0635 0.0862 0.2020 0.0217 0.0326 0.9600 0.0037 0.0776 0.2450 0.0069 0.0069 0. 5 0.0536 0.0273 0.0690 0.03 0.5426 0.08 0.42 0.3898 1.0192 0.1614 0.1535 0.29 0.7684 0.2242 0.3229 0.13 0.0600 0.1042 0.9404 0.1259 0.26 0.9273 0.0009 0.2652 0.0001 0.33 0.2400 0.8542 0.1206 0.1453 0.2257 0.2568 0.3132 0.1623 0.1401 0.0000 0.1381 0.9250 0.0464 0.0513 0.4028 0.9020 0.6940 0.0503 0.2186 0.3078 1.0132 0.2661 1.1603 0.0052 0.9474 0.5724 0.3828 0.1696 0.25 0.0612 0.1774 0.0921 0.1050 0.3262 0.1978 0.3412 0.3490 1.5735 0.5355 0.18 0.1281 0.1761 0.4127 MT/DNIT/DPP/IPR .09 0.6094 0.0754 0.0270 0.0427 0.2800 0.2181 0.0113 0.1848 0.1593 1.0864 0.6000 0.5708 1.0394 0.7332 0.0418 0.6726 0.0040 0.2142 0.0238 0.3527 0.0650 0.2908 0.0004 0.23 0.0739 0.1245 0.2011 0.7513 0.0268 0.0202 0.0597 0.2434 0.9755 0.3082 0.21 0.1152 1.4027 0.8000 0.7141 0.11 0.8230 0.6435 0.2838 0.19 0.06 0.05 0.15 0.1298 0.1118 0.9998 1.9992 0.9902 0.3927 0.2822 0.0262 0.39 0.0301 0.3446 0.3538 0.35 0.1152 0.8763 0.9075 0.1416 0.1034 0.14 0.01 0.2084 0.0610 0.31 0.45 0.3428 0.0131 0.0822 0.1312 0.07 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais 2 y do 0.9982 0.0752 0.4303 1.0039 0.2162 0.0339 0.43 0.4101 1.0892 0.3328 0.0005 0.2366 0.3730 0.2102 0.2531 0.0017 0.0751 0.44 0.2451 1.0460 0.9165 0.1664 8 0.24 0.3482 0.0542 0.0682 0.0961 0.3694 1.0359 0.37 0.1172 0.8879 0.1472 0.2642 0.0294 0.4750 0.2467 0.2836 0.7670 0.2331 0.0304 0.9539 0.2275 0.3284 1.0247 0.2546 0.2366 0.0173 0.3634 0.0107 0.1709 0.8500 0.0472 1.4027 0.0885 0.0811 0.49 0.1310 0.32 0.1891 0.0002 0.2870 1.1097 0.0955 0.0022 0.0409 0.27 0.0378 0.52 A d 2 o P do 0.5108 1.

2830 0.7098 0.5554 ∞ AR 3 do 3 0.3040 0.7749 0.9075 0.2787 0.5426 0.61 0.7754 0.3932 1.2653 2.3037 0.4831 0.1895 2.95 0.8417 0.2649 0.3373 0.3484 0.6524 0.3353 0.5022 0.1933 0.57 0.3263 0.9968 0.4625 0.0784 1.2608 0.8146 0.2665 0.8016 0.64 0.7380 0.4038 2.2302 0.5404 0.2252 0.6489 0.78 0.8000 0.3350 0.6061 2.3340 0.0888 1.6467 2.2460 0.8285 0.7854 MT/DNIT/DPP/IPR .8980 0.2407 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 38 .79 0.7684 0.9276 0.2199 0.7320 0.6130 1.9770 2.5872 0.0000 D do 0.3118 0.5530 0.67 0.5392 0.53 0.3186 2.7254 0.2797 0.1772 0.6815 0.3240 0.2896 0.9330 0.7560 0.2996 0.2820 2.4566 0.7389 2.1715 0.2092 0.9871 0.6893 0.6655 0.4327 0.2864 0.1264 1.9964 1.2922 0.59 0.9982 0.5398 0.76 0.5724 0.4723 0.5115 0.6096 0.3044 0.0354 1.2500 T do 0.3082 0.1176 2.6742 0.4670 0.2980 0.2408 1.7115 0.2984 0.5594 0.4359 0.8879 0.7707 0.7504 0.5666 0.9656 0.6918 0.9902 0.7722 1.5212 0.6250 0.3026 0.3008 0.6404 0.3008 0.96 0.7043 0.3032 0.5018 0.2702 0.5850 0.3349 0.1878 0.7926 1.7934 2.65 0.3291 0.1652 2.4694 0.9798 0.4981 2.7612 0.5248 0.6573 0.4234 0.0944 2.3322 0.6177 0.2949 0.1752 1.9404 0.6318 0.86 0.83 0.3017 0.6710 1.2818 0.3051 0.4918 1.82 0.80 0.2146 0.9400 ∞ Z do 2 .2143 2.8970 0.2776 0.1987 0.8338 1.7104 0.9928 0.92 0.6897 0.75 0.7518 1.2395 2.6011 0.3264 0.4920 0.2751 0.56 0.3919 0.6726 0.6509 1.74 0.9725 1.97 0.00 219 A d 2 o P do 1.70 0.69 0.4902 0.4188 0.8586 0.2930 0.4340 0.3462 2.9600 0.3248 0.7315 1.5948 0.4066 0.6258 0.6499 0.94 0.8686 0.7662 0.1412 2.3324 0.9606 0.6308 1.2703 0.8170 0.3117 8 2 0.4426 0.90 0.8546 1.89 0.2839 0.0264 2.5308 0.77 0.2735 0.3017 0.58 0.6408 0.2358 0.87 0.4227 0.9708 0.2962 0.6707 0.7113 1.7816 0.2881 0.8132 1.7498 0.2840 0.2963 0.3412 0.9755 0.6143 0.2653 0.5681 2.9412 3.4655 2.85 0.6347 0.6054 0.9165 0.3033 0.0714 2.66 0.3006 0.7445 0.63 0.7846 0.7785 0.6911 1.3042 0.0488 2.2950 0.3212 0.9950 0.3158 0.2899 0.2041 0.6906 2.55 0.5103 0.3830 0.7296 0.7307 0.8285 0.9837 0.9823 2.3345 0.98 0.6969 0.1990 0.5144 0.9292 0.2944 0.5540 0.4437 0.2753 0.2917 0.6231 0.2973 0.7916 3.3286 0.5322 2.4341 2.2728 0.81 0.71 0.4448 0.0242 1.93 0.73 0.2800 0.5804 0.7528 0.5100 0.2880 0.8965 1.3560 0.2591 0.7513 0.8660 0.5687 0.3038 0.3336 0.8420 0.3045 0.3746 2.8578 2.7186 0.1825 0.2860 0.4558 0.84 0.8773 0. 5 0.3307 0.3110 1.1416 R do 0.3182 0.9606 1.7682 1.99 1.2510 0.7934 0.2935 0.7332 0.0042 2.9474 0.88 0.4822 0.2995 0.4786 0.3710 0.5780 0.91 0.9177 1.6736 0.4309 0.60 0.7710 0.54 0.8542 0.5270 0.2676 0.6000 0.3945 0.8755 1.2848 0.2916 2.3050 1.6940 0.62 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais (Continuação) y do 0.6572 0.3151 0.3041 0.2500 0.2969 0.9539 0.1800 1.5695 0.72 0.3025 0.2620 0.7841 0.5499 0.5964 0.9391 1.68 0.7141 0.4964 0.2794 0.8917 0.4526 0.'3043 0.2748 0.9250 0.4750 0.

5 1.90 0.40 – 0.005 a 0.04 0.10 – 0.0 0.50 – 0.0 a 2.0 a 7.25 0.10 – 0.0 2.Coeficientes de condutividade hidráulica (k) Tipo de material granulometria (cm) K (cm/s) Brita 5 Brita 4 Brita 3 Brita 2 Brita 1 Brita 0 Areia Grossa Areia Fina Silte Argila 7.10 – 0.40 – 0.5 0.95 0.10 – 0.80 – 0.5 2.70 0.70 – 0.0005 100 80 45 25 15 5 1 x 10-1 1 x 10-3 1 x 10-5 1 x 10-8 MT/DNIT/DPP/IPR .5 a 1.5 a 5.30 Tabela 40 .5 a 10.15 – 0.Coeficientes de escoamento superficial Características da superfície Coeficiente de escoamento Revestimento de concreto de cimento portland Revestimento betuminoso Revestimento primário Solos sem revestimento com baixa permeabilidade Solos sem revestimento com permeabilidade moderada Taludes gramados Prados e campinas Áreas florestais Terrenos cultivados em zonas altas Terrenos cultivados em vales 0.0 5.Manual de Drenagem de Rodovias 220 Tabela 39 .005 menor que 0.30 0.60 0.40 0.0 a 2.2 a 0.65 0.0 0.0005 a 0.40 0.

Manual de Drenagem de Rodovias 221 4 – DRENAGEM DO PAVIMENTO MT/DNIT/DPP/IPR .

.

segundo pesquisa realizada.são drenos que recebem as águas drenadas pela camada drenante. aliviadas pelos drenos laterais e transversais que recebem as águas por ele transportadas.Manual de Drenagem de Rodovias 4 DRENAGEM DO PAVIMENTO 223 O avanço da técnica da drenagem dos pavimentos tem sido grande nas últimas décadas e os técnicos vem reconhecendo cada vez mais a sua importância. que atravessam os revestimentos numa taxa variando de 33 a 50 % nos pavimentos com revestimentos asfálticos e de 50 a 67 % nos pavimentos de concreto cimento. seja ele asfáltico ou de concreto de cimento. podem causar sérios danos à estrutura do pavimento.1 OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo dessa técnica é defender o pavimento das águas que possam danificá-lo. Drenos laterais de base . no caso de índices pluviométricos inferiores aos citados. sendo. se não forem adotadas dispositivo especial para drená-las. encaminhando-as para fora da plataforma. 4.são drenos que tem a função de recolher as águas que se infiltram na camada de base. obtendo-se coeficientes de infiltrações inferiores. com a finalidade de drenar as águas infiltradas para fora da pista de rolamento. os drenos transversais e os drenos laterais de base. essa drenagem se faz necessária.500 milímetros e nas estradas com um TMD de 500 veículos comerciais. Drenos transversais . Os dispositivos usados são a base drenante e os drenos rasos longitudinais. indicada sua localização nos pontos MT/DNIT/DPP/IPR . à medida que se consiga melhorar as condições de vedação da superfície dos pavimentos. quando atingida sua capacidade de vazão. inclusive base e sub-base. conduzindo-as para fora da faixa estradal.são os drenos posicionados transversalmente à pista de rolamento em toda a largura da plataforma. Drenos rasos longitudinais . de um modo geral. no Brasil. usualmente. Essas infiltrações podem ocorrer para a situação de chuvas de duração de 1 (uma) hora e tempo de recorrência de 1 (um) ano. De um modo geral. sendo usualmente utilizados nas situações em que o material da base dos acostamentos apresenta baixa permeabilidade. nas regiões onde anualmente se verifica uma altura pluviométrica maior do que 1. não obstante sejam recomendados. Camada drenante . Essas águas. são de duas procedências: infiltrações diretas das precipitações pluviométricas e provenientes de lençóis d'água subterrâneos. com granulometria apropriada colocada logo abaixo do revestimento.é uma camada de material granular. Essas águas.

sendo que a segunda é utilizada nos casos em que é possível conectar com os drenos profundos. localizam-se entre o revestimento e a base e se estendem até os drenos rasos longitudinais ou as bordas livres. caso existentes. ou em outros locais onde se necessitar drenar as bases permeáveis.Camada drenante Figura 89 .Camada drenante conectada a dreno profundo MT/DNIT/DPP/IPR . As Figs. se infiltram no pavimento.Manual de Drenagem de Rodovias 224 baixos das curvas côncavas. Figura 88 . provenientes das precipitações pluviométricas. Será tratada neste capítulo a drenagem dos pavimentos devido às águas que. tendo em vista que as águas oriundas dos lençóis subterrâneos são abordadas no capítulo 5 deste Manual. 88 e 89 mostram a posição em que são colocadas.2 CAMADA DRENANTE As bases drenantes. como já foi dito. 4. em relação aos demais elementos do pavimento.

.2.etc. Nesse desenho verifica-se Figura 90 . por exemplo: 11/4" à 3 4" . de graduação aberta. 90. A experiência tem recomendado algumas curvas para agregados de graduação que estão reproduzidas na Fig. exigem um afastamento relativamente pequeno entre os tamanhos máximos e mínimos.1 ELEMENTOS DO PROJETO 225 Dimensões Suas espessuras variam de acordo com as condições pluviométricas das regiões onde se situam e são fixadas pelas necessidades hidráulicas de drenagem das rodovias. de modo a manter a permeabilidade elevada. 3 8" à 1 8" .Manual de Drenagem de Rodovias 4. As faixas usadas.Curvas para agregados de graduação MT/DNIT/DPP/IPR . britados ou não. Materiais usados De um modo geral. os materiais usados nas bases drenantes são agregados de rocha sadia.

quando compactadas nos limites necessários às exigências estruturais. MT/DNIT/DPP/IPR . ex: solo do sub-leito. influir na alteração das citadas características. conseqüentemente. de vez que a compactação pode fazer variar o tamanho dos agregados e. e nº 4. tanto para a granulometria como para a condutividade hidráulica. por motivos estruturais. uma sub-base. Observa-se neste caso que se verifica apenas.1cm/s para a faixa dos de menores dimensões. de intercalar materiais que se constituam em filtro-separador para evitar sua mistura e comprometimento da capacidade drenante (Figuras 91a e 91b ). se as granulometrias não forem adequadas. misturar pequenas quantidades de asfalto na ordem de 2% aos agregados. A presença de materiais finos nos agregados reduzem sobremodo sua condutividade hidráulica. um pequeno decréscimo da condutividade hidráulica.Manual de Drenagem de Rodovias que as cinco granulometrias recomendadas se situam entre os diâmetros de: 1 1 " 1 2 1 " 2 226 e 1”. ou. deve-se ter o mesmo cuidado em se dispor de elementos filtros-separadores para evitar mistura. Materiais contendo porcentagem de silte e argila. comuns no Brasil. A condutividade hidráulica dessas faixas é avaliada pelos respectivos coeficientes de condutividade hidráulica que variam de k = 42cm/s para a faixa dos agregados de maior tamanho a k = 2. pelo menos. Para os elementos filtros-separadores pode-se utilizar materiais granulares adequados ou materiais sintéticos (geotêxteis). Recomenda-se que as características dos agregados usados sejam controladas durante os trabalhos de construção. Nos casos de subleitos argilosos. valores amplamente satisfatórios. drenos laterais de base e drenos transversais. poderão ter suas condutividades hidráulicas extremamente reduzidas. para proteger a base drenante da intrusão de materiais finos que possam obstruir os poros da camada drenante. que envolvam contatos com seu material de enchimento e materiais de granulometrias diferentes. em certos casos. provenientes do subleito. intrusão de finos e comprometimento da capacidade drenante (Figura 91c e 91d ). Entre as camadas drenantes (bases e sub-bases) e entre as camadas drenantes e o subleito deve-se ter o cuidado. com amostras tiradas da própria camada drenante. 3" 4 e 3" 3" . Entre os drenos rasos longitudinais. É recomendável. 8 8 e nº 4 e nº 8. mesmo reduzidas. depois de compactada. há sempre necessidade de uma base de valor estrutural sob a base drenante.

I = gradiente hidráulico (m/m).Filtro separador Revestimento Revestimento Base (drenante) Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito (a) (b) GEOTEXTIL Sub-leito Revestimento Revestimento Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito Dreno Base (drenante) Sub-leito GEOTEXTIL Dreno (d) (c) O dimensionamento da base drenante. além dos cuidados normais para a sua escolha e dimensionamento como filtro-separador. normal à direção do fluxo (m2). 4. K = Coeficiente de condutividade hidráulica (m/s).2. relativa ao escoamento dos líquidos nos meios porosos: Q = KAI onde: Q = vazão (m3/s). quando instalados entre camadas estruturais sujeitas a carga de tráfego deve-se balizar sua escolha na resistência mecânica do tecido. A = área de escoamento. MT/DNIT/DPP/IPR . baseia-se na Lei de Darcy.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Considerações iniciais Figura 91 . assim como todos os drenos não providos de condutos.Manual de Drenagem de Rodovias 227 No caso dos geotêxteis.

tem-se. fixada a espessura da camada drenante. (Fig.0m de largura. determinar um material com granulometria que garanta um coeficiente de condutividade capaz de permitir a vazão considerada. I. Determinação da quantidade de água a escoar Adotando uma taxa de infiltração C.50 a 0.50 revestimento de concreto de cimento 0.Manual de Drenagem de Rodovias Deve-se considerar também: – – O volume d'água que se infiltra no revestimento do pavimento. 92) e a intensidade i da chuva em centímetros por hora (cm/h).00 m a largura da faixa de penetração na distância D.1 ano tempo de duração .1 hora Os problemas que aparecem no projeto das bases drenantes podem exigir dois tipos de soluções. pelo método racional: Q= C × i × D × 24 ⎛ 3 ⎜m /dia⎞ ⎟ ⎝ ⎠ 100 Sendo Q a quantidade d'água a escoar na faixa de 1.67 – chuva de projeto: tempo de recorrência . Determinação do gradiente hidráulico Face aos valores a considerar.33 a 0. MT/DNIT/DPP/IPR . para maior segurança do escoamento necessário e um valor mínimo para permitir sua perfeita execução. 228 O tempo máximo que as águas infiltradas podem permanecer nas camadas do pavimento e suas interfaces sem danificar sua estrutura. Os valores que têm sido empregados são os seguintes: – taxas de infiltração para a camada de revestimento: revestimento de concreto betuminoso 0.1 hora tempo máximo de permanência das águas nas camadas do pavimento . verifica-se que o dimensionamento da base drenante vai depender do gradiente hidráulico. considerando de 1. – fixado o tipo de material drenante pela sua granulometria e respectivo coeficiente de condutividade hidráulica. referida no item anterior. – A camada deve ter uma espessura real com 2cm a mais que a calculada. calcular a espessura da base drenante para a descarga considerada.

escolhem-se. cumpre observar-se no triângulo ABC: MT/DNIT/DPP/IPR .Elementos para o dimensionamento da camada drenante α = declividade longitudinal da rodovia no segmento considerado (rampa). Os valores α e β são os das declividades do segmento representativo do trecho sob projeto. dos trechos de projetos. D = projeção horizontal da reta de maior declive. A área de infiltração unitária é constituída de uma faixa de 1. Para se chegar ao valor do gradiente hidráulico I. β = declividade transversal da rodovia no segmento considerado (superelevação). L = largura da faixa considerada sujeita à infiltração. as situações mais desfavoráveis como representativas. B e C = pontos localizados no nível do fluxo da camada drenante sobre o dreno longitudinal. A = ponto localizado no nível inferior da camada drenante. 92 : Figura 92 . do trecho. X = projeção horizontal da reta de maior declive (sobre um plano vertical passando pelo dreno longitudinal).Manual de Drenagem de Rodovias 229 Não sendo possível variar o dimensionamento da camada drenante a cada mudança do seu gradiente. Considera-se a Fig.0 m de largura e comprimento igual a D. Para efeito de cálculo são feitas as seguintes hipóteses: – – – A água infiltrada no pavimento percola por suas camadas segundo a reta de maior declive. h = diferença de nível entre os pontos considerados.

oferecendo a relação: X +L α β Por outro lado. Pela fórmula de Darcy: Q = KAI como. tem-se: ( ) L 2 β + α2 β I= = L 2 2 β +α β ( ) β2 + α 2 Determinação da espessura “e” da camada drenante conhecida sua permeabilidade hidráulica.C) = X α h⎛ A − C ⎞ = h (A −B ) + h⎛ B − C ⎞ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ donde.Manual de Drenagem de Rodovias 230 D = L2 + X 2 Para a reta de maior declive X = L α β Na Fig. onde X = L α / β e que h(A − C) = Lβ + Xα = Lβ + L α 2 / β .B ) = L β h(B . de um ponto qualquer P. h (A . valor procurado Nessa última expressão. tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . I = h (A −C ) D . A = e x l. considerando a equação anterior D = L2 x X 2 . sendo "e" a espessura da camada drenante. do segmento de reta BC. afastando x do ponto B. 92 . para projeção P'. o coeficiente angular da reta passando por esse ponto e A será dado por: f(x) = α X+Lβ X 2 + L2 O máximo da função f (x) = f (X) define a reta de maior declive.

com a face superior localizada no prolongamento da face superior da base drenante.Manual de Drenagem de Rodovias 231 e= Q KI Substituindo-se o valor de Q pelo valor dado em 3. 88 e 89. para compensar deficiência das hipóteses feitas. tem-se: K= 24C x i x D 100ei 4. segue: e= 24C x i x D 100KI A este valor teórico de "e" deve-se acrescentar 2. como foi dito anteriormente.3 4. Não é possível. Pela fórmula de Darcy.2. como se observa nas Figs. ou aconselhável.3.3. interconectar a camada drenante com drenos longitudinais profundos que se façam necessários ao projeto. Deverão ser construídos quando: – – Não é técnica e economicamente aconselhável a extensão da camada drenante a toda largura da plataforma.0cm. como no item anterior.1 DRENOS RASOS LONGITUDINAIS ELEMENTOS DO PROJETO a) Utilização A função dos drenos rasos longitudinais.2. MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se: K= Q IA Substituindo-se o valor de Q pela expressão dada em 4. conduzindo-as longitudinalmente até o local de deságue.2 e de A por e x 1. b) Localização Os drenos longitudinais são localizados abaixo da face superior da camada drenante e de modo que possam receber todas as suas águas.2. é receber as águas drenadas pela base drenante. Determinação da permeabilidade hidráulica da camada drenante de espessura pré-fixada. c) Forma e dimensões A forma do dreno longitudinal é a de um pentágono achatado ou de um retângulo.

a fórmula de Darcy para escoamento de água em meios porosos. 89). onde a combinação do diâmetro. emprega-se para o dimensionamento da seção de vazão desejada. aproximadamente. b) traçar uma linha ligando a inclinação do tubo (I) à linha auxiliar (1) passando pela linha do diâmetro prefixado como primeira tentativa. Os procedimentos para utilização do nomograma da Fig. c) traçar uma linha ligando o índice de infiltração (i) em mm/h. 93 são a seguir discriminados: a) fixar a priori um diâmetro. 4. 88 e devem ser tais que impeçam o contato do tubo com os materiais de base e sub-base.Manual de Drenagem de Rodovias 232 As dimensões dos lados do pentágono devem guardar. à linha auxiliar (2). Eventualmente. 93 apresentada a seguir. são o resultado da divisão da capacidade de vazão do dreno pela descarga unitária da base drenante. Tratando-se de drenos com tubos. Quando forem aproveitados os drenos longitudinais profundos. utilizando a escala para tubos de paredes lisas ou tubo corrugado. obtido multiplicando a intensidade de precipitação de projeto pela taxa de infiltração considerada 0. o dimensionamento pode ser feito através da Fig.3. quando forem cegos. d) Materiais usados Os materiais usados terão.50 para revestimento de concreto betuminoso e 0. estes devem ter também sua face superior no nível da face superior da base drenante.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO .Determinação da seção de vazão Os drenos rasos longitudinais devem ser preferencialmente dotados de tubos. conforme pode ser visto na seção transversal (Fig. Os comprimentos dos drenos longitudinais estão correlacionados com as distâncias que devem guardar entre si as saídas d'água laterais do deságue de alívio dos referidos drenos.50 a 0. a mesma condutividade hidráulica da camada drenante. largura do pavimento. comprimento crítico e inclinação do tubo dará ao projetista a condição mais adequada e econômica para o projeto. no mínimo. as proporções da Fig. Estas distâncias ou comprimentos críticos.60 m. considerando que a largura normal de uma faixa de tráfego é de 3. passando por (L).33 a 0. MT/DNIT/DPP/IPR .67 para revestimento de concreto de cimento). assunto abordado no capítulo de drenagem subterrânea. por sua vez. como primeira tentativa.

conforme abordado no capítulo de drenagem subterrânea. N = número de furos por metro linear de dreno. N= Q 0. f) repetir a operação para outro diâmetro se a primeira tentativa não resultar em solução técnica economicamente adequada para o projeto específico.Nomograma para determinação da seção de vazão 233 d) ligar o ponto sobre a linha auxiliar (1) ao ponto sobre a linha auxiliar (2). O dimensionamento pode ser feito também. daí. e) ler a distância entre as saídas d'água (x).0 metro da base drenante.85A MT/DNIT/DPP/IPR .10 m. A = a área de cada orifício. isto é: onde: h = a carga sobre cada orifício suposta em média de 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 93 .61). Cd = coeficiente de vazão (número de Reynolds geralmente igual a 0. pela fórmula de Hazen-Williams Scobey. Cálculo do número mínimo de furos do dreno longitudinal A descarga a ser drenada por metro linear de dreno longitudinal será a correspondente à descarga de 1.

atravessando os acostamentos.4 DRENOS LATERAIS DE BASE Objetivo São drenos que tem a mesma função dos drenos rasos longitudinais.Manual de Drenagem de Rodovias 234 Recomenda-se a abertura dos furos variando entre 0. As águas drenadas passam a correr junto à base dos acostamentos até esgotar a capacidade da camada drenante quando serão captadas pelos drenos laterais de base que as conduzirão a lugar de deságue seguro. I = gradiente hidráulico.4.2 foram discriminadas todas as condições necessárias de projeto abordadas até aqui e o tempo máximo de permanência das águas na camada drenante é fixado em 1 hora. No item 4. .Cálculo do tempo máximo de permanência das águas infiltradas na camada drenante.1 ELEMENTOS DE PROJETO Posicionamento Os drenos laterais de base posicionam-se no acostamento entre a borda da camada drenante e a borda livre. O cálculo desse tempo é feito por meio da divisão dos comprimentos dos percursos da água na camada drenante pelas respectivas velocidades em cada trecho. 4.60 a 10mm conforme o diâmetro da brita que envolver o tubo. K = coeficiente de condutividade hidráulica. As velocidades deverão ser calculadas pela fórmula: V= sendo: V = velocidade de percolação. provocando o fluxo das águas segundo geralmente a reta de maior declive determinada pelas declividades longitudinal e transversal do acostamento. Materiais usados MT/DNIT/DPP/IPR . qual seja. ηe = porosidade efetiva do material usado. KI ne 4. a de recolher a água drenada pela camada drenante porém explorando mais a sua capacidade de escoamento.2.

É comum. para um dreno lateral (Fig. onde será o local indicado no projeto. por sua vez. com base nas declividades longitudinal e transversal do acostamento. dentro de 1hora. até que seja atingida a capacidade máxima da camada drenante. Desse modo. principalmente em pavimentos existentes. incluindo o percurso na referida camada. 94 ). quando as águas drenadas pela camada drenante se aproximarem dos acostamentos. que os materiais dos acostamentos tenham condutividade hidráulica menor que aqueles das camadas correspondentes do pavimento. Considera-se a Fig. 4. este.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento dos drenos laterais é feito tendo em vista a seção transversal a adotar ou. quando houver restrições a essa seção.Comportamento da água drenada nos pavimentos Cálculo da seção transversal necessária A seção de vazão do dreno deverá ter uma área que permita o escoamento da água drenada pela camada drenante. os valores dos coeficientes de condutividade hidráulica dos materiais usados nas respectivas camadas drenantes. O espaçamento máximo entre os drenos laterais deve ser obtido pela divisão da vazão de projeto do dreno lateral pela contribuição por metro linear da camada drenante.Manual de Drenagem de Rodovias 235 Os materiais dos drenos laterais de base devem ser inertes e ter. comumente representado pela linha de maior declive. Figura 94 . pelo menos. vão tender a se escoar longitudinalmente junto a eles.4. Como já foi adotado anteriormente no cálculo da espessura da camada drenante. 95 MT/DNIT/DPP/IPR . admitese que a inclinação do dreno seja igual ao seu gradiente hidráulico. a pesquisa de materiais que tenham coeficientes de condutividade hidráulica que permitam o uso da seção imposta pelas condições locais.

96 .2. incluindo seu prolongamento para deságue do dreno em área livre. pertencente. de baixo para cima. Por outro lado. as áreas: MT/DNIT/DPP/IPR . também. Ter-se-á. na camada do revestimento da rodovia.Elementos de cálculo do dreno lateral de base A α β L D Pista de Rolamento 236 X B αa La βa A` C Da Xa B´ C´ Acostamento Adotando-se os símbolos e letras descritos em 4. viu-se anteriormente. Na Fig. por analogia com os cálculos anteriormente feitos para a camada drenante: Xa = α β a a L 2 D a = X a + L2a Ia = h(A − C) 2 Da ou seja.2 e acrescentando: A’ = ponto localizado ao nível inferior da borda da camada drenante. Q = ci x D x 24 100 Essa descarga precisa ser drenada pelos drenos laterais porque qualquer excesso além da sua espessura irá provocar o aparecimento de pressões. ao dreno lateral. o valor de Ia necessário ao emprego da fórmula de Darcy. que irá ser abordada mais adiante.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 95 . B´ e C´ = pontos localizados ao nível do fundo do dreno lateral na boca de jusante. La = largura do acostamento. quando se tratou do dimensionamento da camada drenante que a descarga de água infiltrada na base segundo o Método Racional era por metro linear.

Figura 96 . h’=h.2´ . percolando longitudinalmente. 2 Am h β 2´ ℓ=L Essa figura dá a área de vazão máxima. ⎛ h + h' ⎞ A m = L⎜ ⎟ ⎝ 2 ⎠ Como.declividade transversal da pista de rolamento. for menor do que a da camada drenante. com largura igual à da faixa de contribuição da infiltração (I = L).1´. 1’. a seção passa a ser a da Fig.Área de vazão máxima (l = L) 1 β 1” h´ 1´ N. sem pressão de baixo para cima. Se a largura da seção de vazão.1”. 2. β . porém.A.representam a base drenante ou base permeável. tem-se: βL ⎞ ⎛ A m = L⎜ h − ⎟ 2 ⎠ ⎝ Esta hipótese se verifica. quando h > βL . MT/DNIT/DPP/IPR .2´ . I > L . 2.Manual de Drenagem de Rodovias 237 1. isto é.representam a seção de vazão da água infiltrada. porém. 97 .β L .

passa a ter o valor Am = h2 2β Determinada a área de vazão máxima. Amáx = área máxima permissível (m) α = gradiente hidráulico.Área de vazão máxima (l < L) L 238 1 β N.A. 1= h 2β a área máxima. definida pelos pontos 1´ 2. já será possível empregar-se a fórmula de Darcy. 1´ 2 β h ℓ<L 2´ Verifica-se. normal ao fluxo. para obtenção do Qmáx para o cálculo do espaçamento dos drenos laterais. K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada ou base drenante. que a seção de escoamento da água fluindo longitudinalmente passa a ter forma triangular. A m .2´ e sua área passa a ser: Am = 1h 2 2β Sendo. igual à declividade longitudinal da rodovia.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 97 . por aproximação. assim. Qmáx = K Amáx α Qmáx = vazão máxima permissível na camada drenante ou base permeável obtida pelas condições anteriormente expostas (m/dia). MT/DNIT/DPP/IPR . considerando. porém. (m/dia).

CD da Fig. Q Cálculo da seção de vazão do dreno lateral de base Obtido o valor de Qm tem-se.Manual de Drenagem de Rodovias 239 Conhecendo-se Qmáx. e. e b a largura. K = coeficiente de condutividade hidráulica do material a ser usado no dreno lateral de base (m/dia) . tem-se: Qmáx = εmáx Q que dá εmáx = Qmáx . pela Fórmula de Darcy: Qmáx = K A s Ia ou As = Qa KIa onde: Qmáx = vazão máxima que vai funcionar como descarga para o cálculo da área do dreno lateral de base (m3/dia). como Q é a vazão referente à contribuição das águas por metro linear da rodovia de acordo com o método racional. Tempo máximo de permanência das águas no sistema O tempo máximo de permanência das águas no sistema de drenagem será o do percurso ABCD composto dos trechos AB. Comumente adota-se o dreno de base com a mesma altura da camada a ser drenada por ele. por outro lado. 95 . BC. do que resulta determinar apenas a largura (b) do dispositivo: b= As h Onde h é a altura da base e consequentemente do dreno. entre drenos consecutivos. o espaçamento procurado. geralmente a declividade da reta de maior declive do acostamento (m/m). Ia = declividade do dreno lateral de base. As = área do dreno lateral de base (m2). O tempo gasto no percurso será a divisão da extensão do trecho pelas respectivas velocidades de percurso: t AD = L AB L BC L CD + + V AB VBC V CD MT/DNIT/DPP/IPR .

as velocidades de percolação serão. no caso de projetos novos. com tubos ou sem tubos.5. K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada drenante ou base permeável (m/s).1 DRENOS TRANSVERSAIS ELEMENTOS DE PROJETO Utilização São drenos destinados a drenar as águas que atravessam as camadas do pavimento. b) nos locais em que se deseje drenar águas acumuladas nas bases permeáveis.Manual de Drenagem de Rodovias 240 Por sua vez. ou suas interfaces.5. O espaçamento entre drenos consecutivos deverá ser calculado tendo em vista sua vazão de projeto e a contribuição recebida resultante da infiltração verificada por metro quadrado. iguais aos agregados das bases drenantes. 4.5 4. I = gradiente hidráulico (m/m) η e = porosidade efetiva do material usado. não drenadas por outros dispositivos (caso das restaurações). 4. no caso de pavimentos existentes ou camadas drenantes.2 DIMENSIONAMENTO Os drenos transversais do pavimento são projetados como drenos cegos. ou com tubos-dreno ranhurados ou perfurados. isto é. sem tubos. devem ter coeficientes de condutividade hidráulica maiores ou. MT/DNIT/DPP/IPR . Os materiais usados nos drenos transversais. em cada trecho. longitudinalmente. Localização Os drenos transversais do pavimento são indicados nos seguintes locais: a) em pontos baixos das curvas verticais côncavas. calculadas pela fórmula: V = ηe KI sendo: V = velocidade de percolação (m/s). pelo menos.

abaixo do revestimento.Manual de Drenagem de Rodovias 241 Os elementos básicos usados para o dimensionamento dos drenos transversais são os mesmos adotados no item 4.2 O dimensionamento hidráulico deve seguir o que já foi exposto no item 4. Nos casos de drenagem das bases drenantes (projetos de restauração) o dreno transversal também deve ser feito na largura dos acostamentos e de acordo com a técnica usada para os drenos laterais de base. Esse tipo de dreno assume importante desempenho no caso das restaurações de rodovias. onde os drenos deverão atravessar toda a largura da pista e acostamento. uma base drenante sem o necessário deságüe. MT/DNIT/DPP/IPR .3.2.2 tanto para dreno cego como para tubos. onde houver. excetuando-se os casos de curva côncava no perfil.

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Manual de Drenagem de Rodovias 243 5 -DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA MT/DNIT/DPP/IPR .

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pelos rebaixamentos dos referidos lençóis freáticos. obedecendo às leis da capilaridade.Manual de Drenagem de Rodovias 5 DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA 245 No que interessa à drenagem das estradas. c) Colchão drenante. topografia e clima. percussão. nos capítulos 1 - No presente capítulo. podendo formar lençóis subterrâneos. tem dois destinos : parte escorre sobre a superfície dos solos e parte se infiltra. indicam-se os recursos selecionados ao longo dos anos para resolver os problemas causados pela água de infiltração. ou reduzida. a) Drenos profundos. havendo variação das condições em função das graduações que tornam os solos mais ou menos permeáveis ou impermeáveis. rotativa e em certos casos. Quando a água escoa superficialmente. f) Drenos verticais de areia. por abertura de poços a pá e picareta.00 metros do subleito das rodovias. De um modo ou de outro. MT/DNIT/DPP/IPR . dependendo do tipo de solo da área considerada. por intermédio dos recursos que oferece a hidrologia. e) Valetões laterais. É claro que estas situações não são únicas e distintas. há sempre a necessidade indiscutível de manter-se o lençol freático a profundidades de 1.50 a 2. b) observações geológicas e pedológicas necessárias. a água das chuvas . c) conhecimento da pluviometria da região. Há ainda um terceiro aspecto pelo qual a água se apresenta: a "franja capilar". influenciadas pelo tipo de solo . as situações são tratadas Transposição de Talvegues e 2 . b) Drenos espinha de peixe.Drenagem Superficial. A solução dos projetos de drenagem subterrânea exige : a) conhecimento da topografia da área. d) Drenos horizontais profundos. por meio dos seguintes dispositivos. resultante da ascensão capilar a partir dos lençóis d'água. com obtenção de amostras dos solos por meio de sondagens a trado. criando condições próprias para cada região. A influência produzida pela "franja capilar" deve ser eliminada.

Nos trechos em corte. Há casos em que não são colocados tubos no interior dos drenos. em profundidades da ordem de 1. geralmente nas proximidades dos acostamentos. preferencialmente. impedindo-o de atingir o subleito. ser instalados sob os aterros. de materiais plásticos (corrugados. ranhurados) e metálicos. bem como nas áreas eventualmente saturadas próximas ao pé dos taludes. a 1. MT/DNIT/DPP/IPR . flexíveis perfurados. recomenda-se que sejam instalados. etc. tendo por finalidade captar e aliviar o lençol freático e. consequentemente. materiais drenantes: britas. cerâmicos (perfurados). cascalho grosso lavado. também. proteger o corpo estradal. geotextil. Podem. Materiais Os materiais empregados nos drenos profundos diferenciam-se de acordo com as suas funções. mesmo sem a presença de água na ocasião da pesquisa do lençol freático. Devem ser instalados nos trechos em corte.1 DRENOS PROFUNDOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 246 Os drenos profundos têm por objetivo principal interceptar o fluxo da água subterrânea através do rebaixamento do lençol freático. agregados britados. no mínimo. etc. a saber: materiais filtrantes: areia.1 5.50m do pé dos taludes. de fibro-cimento.Manual de Drenagem de Rodovias 5. Os drenos profundos são instalados. para evitar futuros problemas de instabilidade. Nestes casos eles são chamados de " drenos cegos " .50 a 2. materiais condutores: tubos de concreto (porosos ou perfurados). bem como quando forem encontradas camadas permeáveis sobrepostas a outras impermeáveis. Localização Os drenos profundos devem ser instalados nos locais onde haja necessidade de interceptar e rebaixar o lençol freático. quando ocorrer a possibilidade de aparecimento de água livre.00m.1. nos terrenos planos que apresentem lençol freático próximo do subleito.

1. no canteiro de obras. com o uso de tubos. de plástico rígido ou flexível corrugado. Os diâmetros dos tubos comerciais variam de 10 a 15cm. Sua altura vai depender da profundidade do lençol freático podendo chegar a 1. de cerâmica. à medida que se aumenta o raio hidráulico do dreno. Os tubos deverão ser instalados com os furos voltados para cima.Manual de Drenagem de Rodovias 5. devem ter no fundo a largura mínima de 50cm e de boca a largura do fundo mais 10cm. tubos de diâmetros maiores. Tubos Devem ser constituídos por tubos de concreto.00m. caixas de inspeção e estruturas de deságue. poderão ser perfurados. Os tubos de concreto podem conter furos com diâmetros variando de 6 a 10mm. devendo apresentar uma granulometria adequada à vazão escoada. pois. Poderão ser utilizados materiais naturais com granulometria apropriada ou geotexteis. Material de enchimento O material de enchimento da vala pode ser filtrante ou drenante. direcionando o fluxo da água do solo para o tubo. abertas manual ou mecanicamente. sendo que nos tubos de materiais plásticos flexíveis corrugados são utilizadas ranhuras de 0. reduzindo a colmatação.2 ELEMENTOS DE PROJETO 247 Os drenos profundos são constituídos por vala. com a finalidade de aumentar o raio hidráulico na interface solo-envelope. em casos especiais de terrenos altamente porosos ou rochas com fendas amplas. materiais drenante e filtrante.6 a 10mm. No caso de drenos com tubos podem ser utilizados envoltórios drenantes ou filtrantes constituídos de materiais naturais ou sintéticos. A função do material filtrante é a de permitir o escoamento da água sem carrear finos e consequentemente evitar a colmatação do dreno. juntas. pode-se utilizar apenas o material drenante.50m. Há casos em que. Na medida da necessidade. Valas As valas. A função do material drenante é a de captar e ao mesmo tempo conduzir as águas a serem drenadas. com a função de captação ou de envoltório. reduz-se a possibilidade de arraste de finos do solo. e metálicos. MT/DNIT/DPP/IPR . podendo apresentar tubos-dreno. ou no máximo 2.

exige que se encha a base da vala do dreno com material impermeável até a altura dos furos iniciais e na outra condição deve-se colocar filtro como material de proteção no fundo da vaIa. Das recomendações de Terzaghi tem-se as seguintes condições: • Condição de permeabilidade d 15% F ≥ 5d 15% S (máximo de 5% passando em peneira nº 200) • Condição de não entupimento do material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR . Para evitar a colmatação e atender as condições de vazão. Quando selados contém uma camada de material impermeável. . rígidos ou flexíveis. 5. Materiais (escolha e dimensionamento) As granulometrias dos materiais drenantes e filtrantes. há dois modelos a considerar.3 DIMENSIONAMENTO No dimensionamento dos drenos profundos. e drenos cegos. ou envoltório. são obtidas pelo processo de Terzaghi . cascalho ou areia lavada. apresentados no anexo. Material de enchimento No enchimento da vala é recomendada a utilização de materiais inertes: pedra britada. podendo ser selados ou não.1. ou seja: drenos com tubos. com granulometria própria e adequada. não há necessidade de direcionar as aberturas de entrada d'água. poderá haver a necessidade de execução de drenos descontínuos. voltados para cima.Manual de Drenagem de Rodovias 248 A posição dos furos. e no caso de geotêxteis pelo método do Comité Francês de Geotexteis e Geomembranas. por disporem de orifícios em todo o perímetro. pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service. Drenos com tubos Os drenos são constituídos por uma vala onde são instalados os tubos e o material de enchimento. e outras considerações. No caso de tubos plásticos corrugados flexíveis.

de material filtrante.vala enchida unicamente com material filtrante – são as seguintes as recomendações: MT/DNIT/DPP/IPR . 85% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando. 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando. 60% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 10% passando. do solo a drenar. do material filtrante. 85% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 60% passando. do solo a drenar. o método recomenda os cuidados expostos a seguir: • Uso de dreno contínuo (Fig. 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando do solo a drenar. do material filtrante. do material filtrante. do material filtrante.Manual de Drenagem de Rodovias d 15% F F ≤ 5d 85% S S S 249 d 15% d 50% ≤ 40 d 15% ≤ 25 d F 50% • Condição de não entupimento do tubo d 85% F ≥ de • Condição de uniformidade d 2≤ 60% d 10% F ≤ 20 F Onde: de = diâmetro do furo do tubo d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando. 50% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando. 98A) . 50% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando. 10% F Além dessas condições.

em rocha.enchimento da vala com material filtrante e com um material de proteção envolvendo o tubo. Figura 98 . ou.vala enchida com material drenante protegido em toda a altura da vala pelo material filtrante. Uso do dreno descontínuo (Fig. nos casos em que o material filtrante não satisfizer. • Uso de dreno descontínuo (Fig.Seções de drenos profundos Material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR . b) No caso em que o valor do diâmetro da porcentagem de 15% (passando) do material filtrante. com furos dos tubos voltados para baixo: • a) Quando houver excepcional quantidade de água no corte. obtido pelo cálculo da exigência de não entupimento do material filtrante. nos casos de terrenos altamente porosos. • Uso do dreno descontínuo (Fig.vala cheia com material drenante protegido por material filtrante em toda altura da vala com furos do tubo voltados para cima. nos cortes em rocha. unicamente.Manual de Drenagem de Rodovias 250 a) O material filtrante deve satisfazer a todas as exigências anteriormente listadas. No caso das figuras 98A. a não intrusão de finos no material filtrante. 98B e 98C pode-se utilizar tubos plásticos com furos distribuídos ao longo de sua parede. com fendas amplas. 98D) . à condição de não entupimento dos furos do tubo. No caso do material envelopante deve-se seguir os critérios de estabilidade utilizados para drenagem subterrânea deste manual para evitar excesso de finos dentro do tubo. for maior do que o valor do diâmetro de 15% (passando) do mesmo material. c) Nos cortes em rocha quando houver a possibilidade de intrusão de finos no material drenante de enchimento. 98C) . 98B) . obtido pelo cálculo da exigência de "permeabilidade". b) Assegurar.

Determinação gráfica de material filtrante e drenante (proteção) MT/DNIT/DPP/IPR . 99. A primeira passando pelos pontos A e B e a segunda a partir do ponto C. com direção mais ou menos paralela à reta A’B’. determinando uma área dentro da qual se posicionarão todas as curvas. tenta-se a mistura com dois materiais de granulometria diversas.Da condição de não entupimento do material filtrante Inicialmente adotam-se os menores diâmetros correspondentes às porcentagens de 15. face às características dos solos dos cortes em estudo. segundo Terzaghi (Fig. nas jazidas encontradas. 99 pontos A e B). 50 e 85% (porcentagens passando) dos solos a drenar e com esses valores calculam-se os valores máximos que deverão ter os diâmetros das porcentagens de 15 e 50% do material filtrante. satisfazendo às exigências do processo de Terzaghi para projetos de filtros de drenos. curvas granulométricas que limitem faixas.Da condição de permeabilidade Adota-se em seguida o maior diâmetro da porcentagem de 15% (passando) dos solos a drenar e com ele calcula-se o valor mínimo do diâmetro da quantidade de 15% do material filtrante.Manual de Drenagem de Rodovias 251 Para escolha do filtro no caso de materiais naturais determina-se. . Quando a jazida não atende às exigências. (Fig. Por esses três pontos obrem-se duas curvas granulométricas. Figura 99 . ponto C). .

Essa redução de velocidade faz com que o carreamento de partículas para o interior do tubo seja pequeno ou praticamente nulo.Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos Recomendação Classificação unificada dos solos Descrição do solo filtro envelope velocidade mínima no dreno SP (Fino) SM (Fino) ML Areias mal graduadas. brita ou areia grossa lavada. Um envelope convenientemente selecionado impede que haja a liberação de partículas do solo e o conseqüente carreamento delas para o tubo. livre de matéria orgânica.42m/s sem filtro Nenhuma para solos com pouco ou MT/DNIT/DPP/IPR . solos arenosos micáceos ou diatomáceos ou siltosos ou siltes elásticos Cascalho mal graduado. indicado a seguir. nas recomendações de uso de envelope ou filtro do Soil Conservation Service: Tabela 41 . mistura de areia e cascalho com pouco ou nenhum fino Areias argilosas. tais como. areia .argilosos. misturas areia-argila mal graduadas Areias siltosas. mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Opcional.areia mal graduada Siltes inorgânicos e areias muito finas. palha. Pode ser necessário com drenos de tubos flexíveis Nenhuma com filtro ---0. Materiais de envelope Como envelope pode ser utilizado cascalho. O envelope deve ter a função de permitir.argila mal graduada Necessita Não é necessário onde é usado filtro de areia ou cascalho mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Nenhuma Sujeito à determinação no local Não necessário onde é usado filtro de areia e cascalho. A seleção do tipo de envelope depende de vários fatores. o movimento da água do solo para o dreno. areias finas siltosas ou argilosas com pequena plasticidade Siltes inorgânicos. misturas cascalho. areia grossa filtro MH GP SC SM (grosso) GC CL Argilas inorgânicas de plasticidade média ou Nenh uma Areias siltosas. condições climáticas e tipos de solos. misturas silte . com a finalidade de proporcionar uma redução do gradiente hidráulico nas proximidades do tubo com a conseqüente redução da velocidade do fluxo nos poros do solo. argila ou outro material que possa alterar sua condutividade hidráulica com o tempo. pela sua permeabilidade. mistura de siltes . etc).areia mal graduada Cascalhos . disponibilidade de material apropriado.Manual de Drenagem de Rodovias 252 Outros critérios Define-se envelope como todo material colocado entre o tubo de um dreno e o solo. pó de pedra. O envelope também pode se constituir diretamente de material sintético (geotêxtil) ou orgânico natural (fibra de coco.

são definidos os coeficientes relativos à declividade e forma das curvas granulométricas: Coeficiente de uniformidade: Cu = D 60 D10 Coeficiente de curvatura: C c = D 10 × D 60 (D 30 )2 Onde D10.Manual de Drenagem de Rodovias SP. Para determinar se o material é suficientemente graduado.42m/s para solos com apreciáveis quantidades de finos É importante considerar as condições climáticas quando se pretende empregar envelope orgânico.o material deverá ser produzido mecanicamente. MT/DNIT/DPP/IPR . Para ser bem graduado o coeficiente de uniformidade deve atender à condição de ser maior que 4 para o material graúdo e maior que 6 para o material miúdo e. se deteriora facilmente. argilas com cascalho arenoso. . areias com cascalhos. respectivamente. o coeficiente de curvatura deve estar compreendido entre 1 e 3 para ambos os materiais. nº 30 e nº 60. pobres Mesmo que SP e GP Cascalhos bem graduados.GP(grosso) GW SW CH OL OH Pt baixa. segundo as recomendações do Bureau of Reclamation. são os diâmetros das partículas em mm. passando nas peneiras n° 10. que em regiões tropicais. siltosas. Face à dificuldade de se encontrar material natural que atenda a estas características. Granulometria de material natural para envelope O material deve apresentar uma granulometria com 100% passando na peneira de 11/2" polegadas e no máximo 5% passando na peneira nº 50. misturas cascalho-areia com pouco ou nenhum fino Areias bem graduadas. em complementação. com pouco ou nenhum fino Argilas expansivas inorgânicas Siltes orgânicos e siltes-argilas orgânicas de baixa plasticidade Argilas orgânicas de média e alta plasticidade Turfa 253 nenhum fino ---0. D30 e D60. em pontos percentuais da curva granulométrica do material escolhido.

3 0.0 12.0 3. Soil Conservation Service e o Bureau of Reclamation recomenda um envelope de 4 polegadas de espessura ao redor do tubo.52 2.3 0. O U.0 15.05 0.0 20. ou só solo. que se formaram através da superfície dos terrenos e se dirigem para a plataforma da rodovia.4 13.1 38.1 17.074 0. MT/DNIT/DPP/IPR .0 5.38 0.Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm) Material Ocorrente Diâmetro em mm correspondente a 60% passando Limites inferiores % passando 100 60 30 10 5 0 100 Limites superiores % passando 60 30 10 5 254 0 0.074 0. Cálculo do diâmetro dos tubos Há duas condições típicas de uso para os drenos longitudinais.0 0. ou do filtro.10 0.05 0. a saber: rebaixamento do lençol freático ou interceptação do fluxo d'água das infiltrações. passam por ela.0 8.33 0.8 5.52 9.3 0.10 0.40 0.20mm ) . 15 % e 85 %) do material do envelope.52 9. os envelopes devem ser formados por material com diâmetro inferior a 11/2" .81 1.074 38.59 0.1 38.59 0. Além disso.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 42 .0 3.25 0.07 1.7 10.25 1.3 0.52 9.074 0.59 0.1 38.59 Nas situações em que ocorrer a necessidade de filtro o Soil Conservation Service recomenda o seguinte: D 50 filtro = 12 a 58 D 50 solo D15 filtro = 12 a 40 D15 solo Para solos e envelopes com partículas distribuídas uniformemente. S.1 10.3 2.45 0.00 9. Para ambos os casos há necessidade de ser determinada a descarga de projeto.42 0. poderá ser utilizada a seguinte relação: D 15 filtro < 5 D 15 solo Nessas expressões Di representa o diâmetro da peneira em que somente i % (50 %.0 3. 90% com diâmetro inferior a 3/4". e não mais que 10% devem passar na peneira nº 60 (≅ 0.0 - 0.30 1. admitindo um mínimo de 3 polegadas.02 0.5 3.

I = gradiente hidráulico. A = área da seção normal à direção do fluxo. H = altura máxima do lençol. X = distância entre o tubo e o ponto de altura máxima do lençol. K = coeficiente de permeabilidade.00m. tem-se: A = Y × I ou I = dy dx Assim. da linha do lençol freático. a ser rebaixado. Num ponto Py de coordenadas x e y. tem-se: Q = K × A ×I onde: Q = descarga no meio poroso.Rebaixamento de lençol freático 255 a Considerando-se a contribuição de um lado do dreno e a extensão de um metro.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 100 . pela lei de Darcy. pela lei de Darcy. tem-se: Q = Ky dy dx ou Qdx = K y × dy Através integração: Y2 Qdx = K y × dy ou Q x = K +c 2 MT/DNIT/DPP/IPR . na largura de 1.

y = H. y = d. adota-se C= 132. então: 0 =K ⎛ 2 d2 d2 d2 ⎞ ⎜Y ⎟ − + c ou. assim como os de cerâmica. Conhecendo-se o valor de Q é recomendável para o cálculo do diâmetro do tubo perfurado ou poroso a fórmula de Scobey: V = 0. V = 0.5 onde: V = velocidade do escoamento (m/s). Para os tubos de concreto liso. função da distância compreendida entre o dreno e os limites desta área. Dreno interceptante Para o dreno profundo com função interceptante deve-se ter o cuidado de considerar a precipitação na área a drenar. c = coeficiente que depende da rugosidade das paredes internas do tubo. então: Q= K ⎛ 2 2⎞ ⎜ ⎟ ⎜H − d ⎟ 2× X ⎝ ⎠ Como os valores de d são bem inferiores aos de H.625 × I0. D = diâmetro (m). pode-se admitir d = 0 e a expressão de Darcy pode ser expressa por: Q= K 2 H 2× X Havendo contribuição dos dois lados do tubo o valor de Q deve ser duplicado para cada metro do dreno. ou Q = 0.269 × c × D 0.63 × I0.54 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 256 Quando x = 0. c = −K e Qx = K⎜ 2 ⎟ 2 2 ⎜ 2 ⎟ ⎝ ⎠ Quando x = X. Q = vazão (m/s).2113 × c × D0. Também é usada a fórmula de Hazen . bem acabados.5 .355 × c × D0.Willians. I = declividade do dreno (m/m).625 × I0.

sendo.63 × I0. Alguns projetistas preferem a fórmula de Manning. anteriormente obtida. geralmente de forma retangular (m2).tabela 30 do capítulo 2. porém. Materiais As granulometrias dos materiais. Cálculo da seção de vazão O cálculo é feito com a fórmula de Darcy Q = K × A ×I onde: Q = vazão do dreno. em virtude da conveniência do tubo trabalhar a meia seção. I = gradiente hidráulico do dreno considerado igual à sua declividade (m/m). de modo que se faz necessário fixar uma dimensão para obter a outra. A área A comumente é retangular e com isto A = bh. ou pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Servie. são muito semelhantes. são obtidas pelo processo de Terzaghi.2785 × c × D2.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 0. deve ser igual ao dobro da descarga Q. Geralmente fixa-se b (largura) para se obter h. flexíveis. drenantes e filtrantes. que também pode ser usada no caso.016. O problema quase sempre consiste em definir a área A de vazão do dreno ou um material com a condutividade hidráulica K capaz de permitir a vazão face à descarga Q. corrugados. MT/DNIT/DPP/IPR .54 257 Onde os símbolos têm a mesma significação. c = 120 para os tubos de concreto bem acabados e os de cerâmica. adotar coeficiente de rugosidade de Manning de 0. A vazão. igual à descarga de projeto (m3/dia). já exposto. Drenos cegos Tem sua utilização nos casos em que o volume d'água a drenar é pequeno e a extensão do dreno é reduzida. Para tubos-drenos plásticos. K = coeficiente de condutividade hidráulica do material drenante usado (m/dia) . A = área da seção transversal do dreno. As duas fórmulas.015 a 0. como se observa. face à sua baixa capacidade drenante. a ser exigida em ambas as fórmulas.

Manual de Drenagem de Rodovias 258 Comprimento crítico Após o cálculo da vazão do dreno torna-se necessário calcular o comprimento crítico do tubo usado no dreno. 101). e a outra em aumentar o número de linha de tubos. os pontos em que o tubo atinge a capacidade de serviço calculada. em que a primeira consiste em conectar-se à linha dos drenos-tubos de maior diâmetro. Q = vazão admissível do dreno (m3/s) . por metro linear (m3/s/m) . Nesta situação surgem duas soluções alternativas. Determinação do espaçamento entre drenos longitudinais No caso do uso de drenos longitudinais há necessidade de que seja definido o número de linhas necessárias para se conseguir a drenagem da área (Fig. Figura 101 . repetindo-se esta operação sucessivamente. O comprimento crítico é obtido pela fórmula: L= Q q onde: L = comprimento crítico (m). Nesses pontos indica-se o deságue com o tubo de alívio. y) h L E x d y dx L MT/DNIT/DPP/IPR . isto é. q = a contribuição que o dreno recebe.Perfil dos lençóis freáticos rebaixados PRECIPITAÇÃO SOBRE A PLATAFORMA Franja do lençol freático rebaixado P (x.

será: Q = q× A i ou Q = q × X (equação 5.sendo x o comprimento da faixa de um metro de largura. igualando-se (5.03) onde: A = área total da seção do dreno.01) e a descarga proveniente da infiltração. obtém-se: qx2 + Ky 2 = C MT/DNIT/DPP/IPR . após sua construção (m).Manual de Drenagem de Rodovias 259 Este dimensionamento é conseguido com a igualdade de vazão da água infiltrada com a capacidade drenante dos tubos a serem usados. K = condutividade hidráulica do solo (m/s). de coordenadas x e y. normal ao deslocamento do fluido. I = gradiente hidráulico (m/m). a) Cálculo da água infiltrada . tratando-se de descarga num meio poroso. no caso. q = contribuição da infiltração por m2 de área sujeita à precipitação (m3/s/m2). h = altura do lençol freático acima da linha dos drenos. então: Como a água infiltrada deverá ser escoada pelo dreno. segundo a lei de Darcy Q = K × A × I (equação 5.04): qx = −K y dy dx ou qx × dx + K y × dy = 0 Integrando-se. são utilizados os símbolos abaixo: E = espaçamento das linhas dos drenos (m).02) e (5.04) Porém. por sua vez. ter-se-á para gradiente hidráulico: I= − dy dx (equação 5.02) Esta descarga deverá ser escoada. têm-se. No cálculo. A = 1 x y. têm-se: A =I×X i (equação 5. Num ponto P.

agora. y = h e C = Kh2 Então.05) K 2 h2 h q Fazendo-se. resultando. obtém-se: 2 E2 K 2 = h 4 q e. MT/DNIT/DPP/IPR . finalmente E = 2h K q que é o espaçamento máximo permissível e dá ao projetista a possibilidade de verificar se no projeto há necessidade de serem usados duas. situada no meio da distância entre os drenos. x = L e têm-se: L2 =1 K 2 h q ou K L2 = h2 (equação 5. Sendo E = L . obtém-se: X 2 h2 + = 1 (equação 5. faz-se x = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 260 Para determinação da constante. y = 0. guardando entre si distâncias inferiores a E. três ou mais linhas de drenos.06) q Substituindo-se (6) em (5). ambos os membros por Kh2/q resulta: Y2 X2 + = 1 (equação 5.07) h2 L2 que é a equação de uma elipse cujos semi-eixos são a metade da distância entre os drenos e a altura igual à altura máxima do lençol freático. têm-se: qx2 + Ky2 = Kh2 ou. dividindo-se ambos os membros por q: X2 + Kh2 K 2 = h q q Dividindo-se.

conforme se vê na Fig.2 ELEMENTOS DE PROJETO Tratando-se de drenos a serem construídos à pequena profundidade. 5.Manual de Drenagem de Rodovias 5. Geralmente são de pequena profundidade e. a fórmula a ser aplicada no dimensionamento é a de Darcy: Q = K × A ×I Tratando-se de drenos com tubos verificar o item 4.3 (Cálculo da Seção de Vazão). Podem também ser necessários nos aterros quando o solo natural for impermeável.1 DRENOS EM ESPINHAS DE PEIXE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 261 São drenos destinados à drenagem de grandes áreas.2. Os coeficientes de permeabilidade dos agregados adotados podem ser obtidos na tabela 32. de acordo com os métodos descritos no item 5. normalmente usados em série.3.2 5.1. 5.1.1. Podem ser exigidos em cortes.2.1. deste Manual. Para o projeto há necessidade de ser calculada a descarga. MT/DNIT/DPP/IPR . Conforme as condições existentes podem desaguar livremente ou em drenos longitudinais.2. por este motivo. sem tubos. quando os drenos longitudinais forem insuficientes para a drenagem da área.3 (Materiais) deste Manual.3.3 DIMENSIONAMENTO Tratando-se de drenos cegos. pavimentadas ou não. Podem ser projetados em terrenos que receberão aterros e nos quais o lençol freático estiver próximo da superfície. é conveniente que sejam adotados drenos do tipo cego ou com tubo dreno. 102. em sentido oblíquo em relação ao eixo longitudinal da rodovia ou área a drenar. 5. embora possam eventualmente ser usados com tubos. do Apêndice C. Os materiais usados precisam atender às exigências do item .

b) nos cortes em que o lençol freático estiver próximo do greide da terraplenagem. situadas a pequena profundidade do corpo estradal.3 5. A remoção das águas coletadas pelos colchões drenantes deverá ser feita por drenos longitudinais.1 COLCHÃO DRENANTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo das camadas drenantes é drenar as águas.Drenos em espinha de peixe 262 5. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 102 . c) na base dos aterros onde houver água livre próximo ao terreno natural. São usadas: a) nos cortes em rocha.3. em que o volume não possa ser drenado pelos dreno "espinha de peixe". d) nos aterros constituídos sobre terrenos impermeáveis.

Manual de Drenagem de Rodovias 5.3.2 DIMENSIONAMENTO

263

Para o dimensionamento do colchão drenante, como se trata, ainda, de meio poroso, há necessidade das seguintes determinações: a) Volume de água a escoar pela camada numa faixa de 1,0 metro de largura e comprimento, na direção do fluxo, até o limite da bacia de contribuição (Q); b) Gradiente hidráulico do fluxo que poderá ser substituído pela declividade da camada. Além dessas determinações há necessidade de pesquisa no campo para obtenção do material drenante e filtrante, cujas granulometrias deverão obedecer, conforme o caso, aos critérios de Terzaghi, do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service e do Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas ou literatura técnica especializada, conforme Anexo a este Manual. Os coeficientes de permeabilidade das camadas deverão atender às necessidades da vazão. De posse destes elementos, o cálculo da espessura da camada não será difícil e vai depender do emprego da lei de Darcy:
Q = K × A ×I

5.4 5.4.1

DRENOS SUB-HORIZONTAIS OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS

Os drenos sub-horizontais são aplicados para a prevenção e correção de escorregamentos nos quais a causa determinante da instabilidade é a elevação do lençol freático ou do nível piezométrico de lençóis confinados. No caso de escorregamentos de grandes proporções, geralmente trata-se da única solução econômica a se recorrer. São constituídos por tubos providos de ranhuras ou orifícios na sua parte superior, introduzidos em perfurações executadas na parede do talude, com inclinação próxima à horizontal. As Figs. 103 e 104 mostram um dreno típico. Estes tubos drenam a água do lençol ou lençóis, aliviando a pressão nos poros. Considera -se mais importante que o alívio da pressão a mudança da direção do fluxo d'água, orientando-se assim a percolação para uma direção que contribui para o aumento da estabilidade. Em solos ou rochas permeáveis ou muito fraturadas a vazão pode ser grande, enquanto que em solos menos permeáveis a vazão pode ser pequena ou nula, embora o alívio de pressão esteja presente; neste caso as vazões podem ser tão pequenas que a água recolhida evapora ao longo de seu caminho no interior do tubo, sendo porém seu efeito positivo. Neste último caso, somente com a instalação de instrumentação adequada poderá este efeito ser aquilatado, como se verá no item 4.5.5.
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Manual de Drenagem de Rodovias 5.4.2 ELEMENTOS DE PROJETO

264

Para se projetar uma bateria de drenos sub-horizontais é necessário, primeiramente, caracterizar-se geotecnicamente o maciço, por meio de sondagens adequadas, verificando-se em seguida em que caso se enquadra o material do talude. Para isso, distinguem-se três situações: a) rochas ou solos heterogêneos com relação à permeabilidade; b) materiais essencialmente homogêneos com relação à permeabilidade; c) escorregamentos relativamente "impermeáveis" cobrindo formações mais permeáveis e saturadas, com nível piezométrico elevado; No primeiro caso, a drenagem tem o objetivo de interceptar o maior número possível de veios permeáveis ou bolsões permeáveis. Torna-se necessário o caso de rochas sedimentares ou metamórficas fraturadas (gnaisses bandeados, por exemplo). É necessário levantar o sistema de faturamento e as direções das fraturas. A direção dos drenos deve ser tal que intercepte cada família de fraturas, com o maior número possível de fraturas interceptadas por dreno. Pode ser necessário, em alguns casos, dispor os drenos em forma de leque, irradiando-os de um único ponto na superfície do talude, em um ou vários locais. No caso de rochas ou solos homogêneos quanto à permeabilidade, podem-se utilizar ábacos existentes para uma primeira estimativa do número, comprimento e espaçamento dos drenos, de modo a atingir-se a redução desejada das poro-pressões. No terceiro caso, o comprimento dos drenos deve ser tal que a camada saturada de alta permeabilidade seja interceptada ao longo de um trecho perfurado do tubo com comprimento razoável. Deve ser considerada a necessidade de utilizar o dreno dotado de trecho perfurado apenas nesta camada mais profunda, de modo a não se irrigar camadas mais superficiais, não saturadas, com a água que corre pelo tubo sob pressão.
5.4.3 DIMENSIONAMENTO

Considera-se que o fluxo no interior dos tubos é livre, isto é, a pressão da água no interior dos drenos é igual à pressão atmosférica. As Figs. 105 e 106 reproduzem os ábacos citados. Noveiller (1981) apresenta ábaco para um caso particular de talude usando o método das diferenças finitas para resolver a equação tridimensional de Laplace, não sendo aplicável para um caso mais geral. A condição inicial da pressão dos poros em talude (antes da colocação dos drenos) é caracterizada pela relação Hu/H das Figs. 105 e 106. Nas faixas de Hu/H entre 0,5 e 0,64 a melhora da estabilidade do talude expressa por ∆F/Fo (onde ∆F é o acréscimo do fator de segurança existente, Fo) é muito pouco influenciada pelas condições de pressões dos poros. Os ábacos dão, pois, resultados aceitáveis para a faixa de Hu/H = 0,5 a 0,7. Em
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taludes com relação superior a este os resultados ficam subestimados, e para relações menores os ábacos superestimam a influência dos drenos. A altura do talude H é definida como a altura entre o pé e a crista. Em alguns casos a área instável ou de instabilidade potencial poderá ser localizada ocupando apenas uma parcela da altura total. Em tais casos, a altura equivalente do talude a ser utilizada como entrada nos ábacos pode ser a distância vertical entre a base até a parte superior da área instável ou potencialmente instável, como mostra a Fig. 105. Para estabilizar trechos com extensões maiores que 4H, em planta , deve usar-se os ábacos para estabilização geral, partes (a) das Figs. 105 e 106, adotando-se o incremento de segurança desejado, ∆F/Fo. Com este valor busca-se a curva e, comprimento do dreno para a largura unitária do talude, de menor valor. Da interseção obtêm-se os valores ótimos de S/H e L/H, onde S é o espaçamento em planta dos drenos e L o seu comprimento. Na Fig. 104 (a), para o caso do valor desejado na melhoria do fator de segurança ∆F/Fo = 0,25, obtem-se, interpolando nas curvas e , o valor mínimo requerido para e (no caso, 0,7), e os valores ótimos de S/H e L/H são 2,5 e 3,6, respectivamente. Se, por alguma outra razão, for mais vantajoso usar drenos mais curtos, o mesmo aumento de segurança obtém-se para L/H = 2 e S/H = 2,9, para um mesmo comprimento total de drenos. Pode-se ainda, no mesmo gráfico, verificar que para drenos com relação L/H = 1 e S/H = 0,8 tem-se o mesmo acréscimo de segurança, porém com um comprimento unitário total de drenos, e, igual a 1,1. Neste caso, portanto, estarão sendo gastos mais drenos para obter um mesmo aumento de segurança. No entanto, as condições reais podem conduzir a esta última escolha, desde que a geologia do local não atenda às hipóteses de homogeneidade e de isotropia admitidas nos ábacos. Assim, os ábacos de Kenney devem ser usados com a devida cautela.

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 103 - Elementos de um dreno sub-horizontal

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Figura 104 - Dreno sub-horizontal com controle na saída

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 105 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 106 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

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é necessário esperar 1 mês. Recomendações para a execução Introdução Os drenos sub-horizontais previstos nos projetos terão as dimensões indicadas nos mesmos. Execução dos drenos Generalidades Os drenos deverão ser executados nos locais e com as características previstas em projeto. em cada caso.Manual de Drenagem de Rodovias 269 Para o caso de taludes com extensões menores ou iguais a 4H. Nestes solos de Cv mais baixo é necessário um número maior de drenos longos para reduzir o tempo necessário para o aumento de segurança desejado. e cerca de seis meses para solos com Cv entre 10-6 e 10-7 m2/s. 105 e 106. Materiais Os tubos para os drenos sub-horizontais poderão ser metálicos ou plásticos. aumenta quanto menor for o coeficiente de adensamento (Cv) do solo. de acordo com a geologia local e a experiência do projetista. devendo ser ajustados. para um aumento de 20 por cento no fator de segurança. saturados. Quanto mais suave o talude. o tempo necessário para que se façam sentir estes benefícios. a direção em planta e as inclinações com a horizontal. Os espaçamentos e comprimentos obtidos através dos mesmos são úteis como previsão inicial. que: – Para o mesmo comprimento total de drenos instalados. para solos siltosos e arenosos (Cv entre 10-5 e 10-6 m2/s). drenos longos mais espaçados são mais eficientes no que se refere a aumento de fator de segurança do que drenos mais curtos. Taludes argilosos e compressíveis. Acima deste comprimento poderá ser necessário o emprego de material mais resistente. em linhas gerais. MT/DNIT/DPP/IPR . – – É importante salientar. com espaçamento menor. tipo ferro galvanizado ou inoxidável. pode-se concluir. não devendo apresentar fraturas. Dos estudos existentes. maior o comprimento necessário dos drenos. no que se refere a comprimento e diâmetro. mais uma vez. como o PEAD rígido com as dimensões indicadas no projeto. até comprimentos da ordem de 40 metros. em termos do aumento do fator de segurança. também podem beneficiar-se dos efeitos promovidos pelos drenos sub-horizontais Contudo. deve ser usadas as partes (b) das Figs. Tipicamente. devendo ser respeitadas as locações das bocas. que os ábacos citados são de aplicação restrita a taludes com inclinação da ordem de 1:2 e 1:3 (V:H).

argilas sensíveis e turfas pode representar problemas de solução difícil e onerosa e.0 m e os taludes de 3/2. Não obstante a economia obtida no sistema de drenagem. a fim de reduzir os custos de implantação. que vão da remoção do solo por escavação ou deslocamento até as técnicas construtivas. deve ser precedida de um amplo estudo de campo e laboratório e de um criterioso estudo comparativo de custos.1 VALETÕES LATERAIS OBJETIVO. quando possível. a não ser que hajam alargamentos substanciais. pelo acostamento. processo este designado por falso-aterro. a garantia da estabilidade dos aterros construídos sobre depósitos de argila mole saturada pode. ao mesmo tempo. visto poder trabalhar como sarjeta e dreno profundo.5 a 2.5.6. ser alcançada com o uso da velocidade de compressão controlada ou pré-adensamento. normalmente. de um lado. A opção pela solução mais favorável técnica e econômica. ao reduzir os recalques pós-construtivos. em regiões planas. Sob o ponto de vista técnico-econômico. CARACTERÍSTICAS E PROJETO Existem casos em que se recomendam os valetões laterais formados a partir do bordo do acostamento. drenos cartão e os drenos fibro-químicos. deve-se realizar cuidadoso exame do assunto na fase de projeto. Recomenda-se o revestimento dos taludes do canal com gramíneas. Entre a extensa gama de soluções possíveis de utilização.1 DRENOS VERTICAIS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A eventual necessidade de executar um trecho rodoviário com aterros sobre depósitos de solos moles. O dispositivo (valetão lateral). 5.5 5. aparecem os drenos verticais de areia. pré-adensamento. e do outro pelo próprio talude do corte.Manual de Drenagem de Rodovias 270 As definições de uso e a execução obedecerão às Especificações de Serviço DNIT 017/2004-ES. a estrada ficará sem acostamento confiável na época das chuvas e nos tempos secos terá um acostamento perigoso. velocidade de construção controlada. por outro lado. algumas vezes. pode exercer sua dupla função sem dificuldade. tais como: siltes ou argilas orgânicas. ou seja.6 5. usando. 5. vai MT/DNIT/DPP/IPR . A profundidade do mesmo será de 1. o que equivale a dizer que os valetões laterais vão funcionar independentemente da plataforma da rodovia. etc. face à rampa necessária. sendo este valetão constituído. bermas estabilizadoras. uma sobrecarga que..

5. Deve-se observar que os solos altamente orgânicos – turfosos. tubo de ponta aberta. igualmente. drenagem rotativa. Ocorre. conforme amplamente verificado em experiências realizadas. de baixa condição de permeabilidade. para a aceleração desse processo de adensamento. atender ao equilíbrio do maciço.cujas principais características são a alta permeabilidade relativa. os depósitos de solos compressíveis são. pode indicar a aplicação dos drenos verticais de areia para apressar o processo de adensamento da argila. MT/DNIT/DPP/IPR . aliado ao fato de que normalmente a permeabilidade horizontal é menor que a vertical. pois.Manual de Drenagem de Rodovias 271 contribuir para o aumento da resistência ao cisalhamento e.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os drenos verticais de areia consistem. faz com que se reduza o tempo de drenagem. cravado por percussão ou jato d'água. que.6. O processo de adensamento com drenos fibro-químicos tem a mesma sistemática. além de espessos. nos quais são instalados cilindros com material granular de boa graduação. diminuindo. além de um recalque devido à compressão secundária maior que aquele devido ao adensamento primário em período de 10 a 15 anos após o carregamento. assim. por exemplo . com os mesmos tipos de cravação citados. apesar de ser uma solução onerosa. Muitas vezes. o tubo cravado por jato d'água e o uso da cravação por punção. ao ser empregada deve sempre ser precedida de ampla investigação técnica-econômica. basicamente. o uso de drenos verticais de areia ou drenos fibro-químicos. será possível o uso desse dispositivo em solos turfosos quando eles se assentam sobre camadas de argila mole de baixa velocidade de adensamento o que. A instalação dos drenos de areia é procedida por métodos que podem ser descritos como de tubo de ponta fechada. tendo em vista que a permeabilidade dos solos turfosos pode baixar com elevado carregamento a níveis extremos. assim. Os processos acima enumerados apresentam pontos favoráveis e desfavoráveis. os recalques pós-construção. contribuir para a estabilização do aterro ou da fundação e para apressar. em determinadas circunstâncias. alta sensibilidade para perturbação. tornando então recomendável. sendo indicada para acelerar o aumento da resistência ao cisalhamento e. na execução de furos verticais penetrando na camada de solo compressível. sendo que entre os de maior eficiência podem ser citados o jato d'água rotativo. fazendo com que o adensamento se produza de modo muito lento. Os drenos fibro-químicos são implantados com a cravação dos perfis por punção o que transforma o processo mais rápido e menos oneroso. O uso dos drenos de areia. A compressão decorrente expulsa a água dos vazios do solo o que. jato de água rotativo. apenas. o processo de adensamento. não são susceptíveis ao uso dos drenos verticais de areia. a trado helicoidal contínuo com haste sólida ou oca e cravação por vibração. porém.

Em função dos estudos feitos apresenta-se a seguir a granulometria a ser obedecida pelo material do dreno e do colchão drenante.022 0. deverá obedecer aos critérios de Terzaghi ou Soil Conservation Service e.Granulometria a ser seguida por drenos e colchões drenantes Peneiras Nº Diâmetro (mm) % em peso passando Drenos Tapete drenante 1/2" 3/8" 8 30 50 100 12.Manual de Drenagem de Rodovias 272 Observação importante a fazer relaciona-se com os requisitos necessários para o material dos drenos e do colchão drenante. MT/DNIT/DPP/IPR .70 9. A escolha das granulometrias de material drenante e filtrante. aos do Comitê Francês de geotêxteis e geomembranas. Tabela 43 . além de permitir a drenagem da água que é extraída do solo quando da compressão. no caso de uso de geotêxteis.006 90 a 100 25 a 100 5 a 50 0 a 20 0a3 50 a 100 5 a 50 0 a 20 0a5 - Os materiais granulares dos colchões drenantes devem ser protegidos por filtros granulares ou geotêxteis para impedir a penetração de partículas finas do solo em seu interior e conseqüente diminuição de sua capacidade de condução de água. o qual. deve também evitar a penetração de partículas nos drenos tornando-os eventualmente inoperantes.093 0.011 0. ou literatura técnica especializada conforme Anexo deste Manual.52 0.

É necessário no projeto definir-se o espaçamento dos drenos. embora alguns técnicos admitam essa utilização. ( u r. quando se tem: n= de dw MT/DNIT/DPP/IPR .107. assim.Manual de Drenagem de Rodovias 5.Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia 273 A partir da Figura 107. Em qualquer hipótese convém deixar ressaltado que. Em solos uniformes. e do adensamento com drenagem radial através das soluções e gráficos. quando esses ensaios podem conduzir a valores sem a necessária compatibilidade para a construção.3 DIMENSIONAMENTO Figura 107 . uma vez que. via de regra. esses coeficientes de adensamento podem ser obtidos através de ensaios de laboratório com amostras indeformadas de diâmetro relativamente pequeno. o que não ocorre com os solos estratificados com diferentes características geológicas. Parte-se. usando-se o método de separação das variáveis. as perturbações do solo conseqüentes à introdução de drenos verticais de areia conduzem a grandes deformações. as teorias de adensamento disponíveis são aplicáveis a pequenas deformações e. seu uso fica muito restrito. segundo alguns autores. uma vez que consideram que os resultados obtidos são razoáveis e satisfatórios. para o que pede-se a atenção para a Fig.6. através de gráficos próprios desenvolvidos por Barron. v). v) e também o excesso médio de pressão na água dos poros resultantes da massa do solo. então para a análise do adensamento com drenagem vertical. por intermédio da teoria de Terzaghi. pode-se alcançar o valor do excesso de pressão na água dos poros em um ponto. após algum tempo (u r.

presença constante de fiscalização. carregamento lento durante a construção. devendo ser dada ênfase à verificação instrumental de todos os elementos. não acumular material de aterro lançado em qualquer ponto da área trabalhada. igualar ou suplantar a eficiência dos drenos de areia. MT/DNIT/DPP/IPR . controle do material de enchimento. dw = diâmetro do dreno. ao setor de consolidação de materiais de baixa consistência.05 Finalmente. também. controle de continuidade. Os valores de de e dw são obtidos nos ensaios de adensamento. controle da compactação e comprimento dos drenos. a menores custos. Assim: S= de 1. fazendo com que indústrias em vários países tenham criado diversos tipos de drenos pré-fabricados visando. partindo-se do diâmetro de influência do dreno: de = 1. cumpre assinalar que é essencial que a execução dos drenos de areia seja encarada como uma operação em seqüência ao projeto. controle da verticalidade. O espaçamento será então. o que. A evolução tecnológica chegou.05 × S onde: S = é o espaçamento entre os drenos. basicamente. como por exemplo: – – – – – – – – – controle de locação. adequadas análises de estabilidade.Manual de Drenagem de Rodovias 274 onde: de = diâmetro de influência do dreno. em última análise. representa a necessidade da adoção de uma série de cuidados na fase de construção.

75cm. Com base na afirmativa de Kjellman.8 mm e cuja execução reside em um processo de extrema simplicidade e rapidez. constituídos basicamente por núcleos condutores plásticos flexíveis de seções variadas envolvidos por filtros geotêxteis. o perímetro do dreno será 2A + 2B . enquanto se admitido o dreno fibro-químico com largura igual a A e espessura igual a B. revestido em ambos os lados por um tecido de fibra sintética. MT/DNIT/DPP/IPR . respectivamente 10. o que equivale dizer que o dreno fibro-químico será equivalente a um dreno de areia de 5cm de diâmetro. encontra-se D = 5. admitindo que um dreno de areia tenha o diâmetro D. por equivalência.0cm.Manual de Drenagem de Rodovias 275 O princípio fundamental veio da constatação do cientista sueco Kjellman (1948) de que a eficiência dos drenos verticais depende em grande parte do perímetro e muito pouco da área de sua seção transversal e. temos: πD = α (2A + 2B ) ou D= α (2A + 2B ) π Admitindo-se para valores de A e B e α. o perímetro da seção transversal será πD. Existem ainda numerosos produtos sintéticos para drenagem vertical (geocompostos).0cm.28cm e 0. em conseqüência. fabricado industrialmente em faixas extensas de larguras igual a 100 mm e espessura de 2. que a eficiência do dreno será proporcional ao perímetro do dreno. citada. O dreno fibro-químico de origem japonesa é constituído de um núcleo acanelado de polietileno. 0. Estabelecendo um coeficiente de forma para a seção transversal retangular. podendo admitir-se uma produção média de 1000 m de drenos por dia.

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Manual de Drenagem de Rodovias 277 6 .DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA MT/DNIT/DPP/IPR .

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procurou-se minimizar o trabalho com a adoção de planilha de cálculo.Manual de Drenagem de Rodovias 6 6. e no segundo cabe ao projeto de implantação o adequado sistema pluvial de drenagem para os trechos urbanos. Este capítulo será apresentado basicamente na forma de um roteiro para o dimensionamento dos dispositivos na parte hidráulica. Em trechos urbanos. assegurando o trânsito público e protegendo a rodovia e as propriedades particulares dos efeitos danosos das chuvas intensas. as rodovias atravessam áreas urbanas levando consigo seus benefícios à população. não se aplicando a sistemática adotada em trechos rurais. quando de sua implantação. é. salientando-se ainda que. vias de regra. ajustado aos novos rumos da Hidrologia para a determinação das descargas afluentes. são de ocorrência frequente trechos urbanos ao longo das rodovias. No primeiro caso citado cabe.1 DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 279 Em todo o País. uma vez que aqui não está envolvida somente a segurança do veículo e do seu usuário. O objetivo. fornecer ao projetista rodoviário os elementos básicos para promover de forma satisfatória o escoamento das águas das áreas urbanas. Tendo em vista os inevitáveis e extensos cálculos no enfoque do movimento uniformemente variado. O sistema de drenagem de transposição urbana de águas pluviais é com posto dos seguintes dispositivos: MT/DNIT/DPP/IPR . no enfoque urbano. surgem núcleos populacionais. embora seja importante observar que não será dada à matéria o mesmo enfoque que é dado quando do projeto de complexas redes de drenagem como importante item do planejamento urbano. As áreas urbanas ao longo das rodovias são inevitáveis e problemáticas. tornando-se um fato grave a inexistência de uma drenagem específica. a drenagem deve ser tratada de forma mais específica e detalhada. a drenagem urbana está afetada ao gerenciamento municipal. Tendo em vista o exposto acima. nos projetos de restauração. pois. na maioria das vezes de forma desordenada. com a implantação da rodovia e com os benefícios dela resultantes. mas também. apresentando dois processos de ocorrência bem definidos: em primeiro lugar. em segundo lugar. ou os já existentes e relativamente distantes da rodovia avançam sobre suas margens. quando o país experimenta um rápido processo de urbanização. tabelas e ábacos. de toda a população urbana que vive as margens da rodovia. a colocação deste capítulo no Manual de Drenagem Rodoviária é plenamente justificável. a adequação do sistema de drenagem as novas realidades.

ver Fig.2 SARJETAS As sarjetas em trecho urbano têm como objetivo conduzir as águas que se precipitam sobre a plataforma da rodovia e áreas adjacentes ao ponto de captação que normalmente é uma boca de lobo. galerias.10. visando à otimização dos cálculos. em suma. Z = Z = tgθ . em m/m. se necessário. podendo. 280 Devido à necessidade de constar na planilha. 6. isto é. Se esta estiver localizada em trecho de declividade uniforme. conforme visto no item anterior.Manual de Drenagem de Rodovias – – – – – sarjetas. poços de visita. Z = recíproca da declividade transversal. bocas de lobo.375 x y 8 / 3 x Z x o onde: Qo = vazão da sarjeta. a determinação das "descargas afluentes". Yo = altura d'água na sarjeta. qualquer que seja o seu tipo. pode-se utilizar a formula de Izzard baseada na fórmula de Manning: Q o = 0. a declividade e a rugosidade da sarjeta e as superfícies do pavimento sobre as quais a água escoa. a altura d'água na sarjeta dependerá das suas características de escoamento como conduto livre. sua localização e espaçamento. em m3/s. Para o cálculo da altura d'água na sarjeta para uma dada vazão ou vice-versa. MT/DNIT/DPP/IPR I1 / 2 (equação 6. será tratada neste capítulo.01) n . I = declividade longitudinal da sarjeta. A capacidade de esgotamento de uma boca de lobo. Tais características incluem a seção transversal. As estruturas especiais tais como dissipadores de energia contínuos e descontínuos e as considerações sobre ressalto hidráulico já foram apresentadas no item 3. 110. estruturas especiais. depende da altura d'água no trecho da sarjeta imediatamente a montante da boca de lobo. em m. n = coeficiente de rugosidade de Manning. embora de domínio da Hidrologia. serem aplicadas também na drenagem urbana. da capacidade de vazão da sarjeta.

01.78 x 10 −7 x C x i x A (equação 6. para que não haja transbordamento da sarjeta. pois. pela equação da continuidade: 1 Vo = 0. i = intensidade de precipitação. obtém-se: 0. que pode ser expressa como. em m.958 x 1 / 4 Z ⎛ I1 / 2 ⎞ x⎜ ⎜ n ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ 3/ 4 x Q1 / 4 (equação 6. Pelo método racional.04). onde: L = largura do implúvio.78 x 10 −7 x C x i x L x d n 0. em m/s.78 x 10 x C x i x L x n (equação 6.03) o A determinação da velocidade de escoamento na sarjeta (V ) é importante. O comprimento crítico irá definir o espaçamento máximo entre bocas de lobo. em mm/h. Igualando-se a capacidade hidráulica da sarjeta.05) MT/DNIT/DPP/IPR . além de ter limites restritos. em m2. Q = 2.02) e. d = comprimento crítico da sarjeta. com a descarga afluente (equação 6.04) onde: Q = descarga afluente à sarjeta. função do tipo de revestimento.Manual de Drenagem de Rodovias Dessa expressão. em m. A = área de drenagem. Para o cálculo do espaçamento entre as bocas de lobo pode-se utilizar a fórmula de Izzard associada à fórmula racional para a determinação das descargas afluentes. A = L x d.375 x y 8 / 3 x Z x I1 / 2 o −7 2. C = coeficiente de escoamento superficial.375 x y 8 / 3 x z x o d= I1 / 2 = 2. equação 6. obtém-se: Y = 1.445 x 1 ⎛ Q ⎞ x ⎜ 1/ 2 o ⎟ Z3/8 ⎝ 1 / n ⎠ 3/8 281 (equação 6. permite determinar o tempo de percurso na sarjeta.

em m. no cruzamento de ruas. No primeiro caso. Bocas-de-lobo situadas em pontos baixos das sarjetas. Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 282 O tempo de percurso na sarjeta pode ser determinado através da equação: tp = onde: tp = tempo de percurso na sarjeta. podem ser classificados em dois tipos.3 BOCAS-DE-LOBO d 60v o (equação 6. 6.06) Bocas de lobo são dispositivos especiais que têm a finalidade de captar as águas pluviais que escoam pelas sarjetas para. Fig. Além desses tipos. A boca-de-lobo simples é constituída de uma abertura vertical no meio-fio denominada guia-chapéu. Fig. No segundo caso. MT/DNIT/DPP/IPR . conduzi-las às galerias subterrâneas. em min. d = comprimento da sarjeta. Basicamente. 108 (b). em m/s. Em casos especiais pode haver uma combinação dos dois tipos. através da qual se permite a entrada da água pluvial que escoa sobre as sarjetas. e a entrada das águas pluviais ocorre peias duas extremidades da boca-de-lobo. isto é. Vo = velocidade de escoamento. a saber: – – Boca-de-lobo simples. em seguida. caso em que a caixa coletora fica situada sob a faixa da sarjeta. Boca-de-lobo com grelha. 108 (a) . caso em que a caixa coletora fica situada sob o passeio. podem ainda ser classificados quanto à localização em: – – Bocas-de-lobo situadas em pontos intermediários das sarjetas. as bocas-de-lobo localizam-se em trechos contínuos e de declividade uniformes das sarjetas e a entrada das águas pluviais se dá através de apenas uma das extremidades da boca-de-lobo. a boca-de-lobo localiza-se em pontos baixos das sarjetas ou junto à curvatura dos meio-fios. com abertura no meio-fio. 108 (c).

Bocas-de-lobo 283 A capacidade de esgotamento de uma boca-de-lobo simples é função da rapidez com que se processa a mudança de direção do fluxo na sarjeta.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 108 . MT/DNIT/DPP/IPR .

Localiza-se em pontos intermediários das sarjetas ou em pontos baixos. A boca-de-lobo combinada é uma associação entre a boca-de-lobo simples e a grelha. através de uma depressão na sarjeta junto à face do meio-fio. segundo estejam localizadas paralela ou perpendicularmente em relação à direção do escoamento. Escoamento afogado. A principal desvantagem das grelhas é a sua obstrução com detritos transportados pelas enxurradas. Ensaios de laboratório revelaram que na boca-de-lobo combinada. enquanto não houver obstrução da grelha. 6. As grelhas podem ser longitudinais ou transversais. podendo também ser colocada a montante ou a jusante. A principal vantagem da boca-de-lobo simples é que as obstruções por detritos. acarretando redução substancial em sua capacidade de esgotamento. a abertura no meio-fio pouco influi em sua capacidade. por serem as aberturas maiores. a boca-de-lobo simples pode funcionar basicamente sob duas condições de escoamento: – – Escoamento com superfície livre. Se a grelha for colocada a jusante da abertura. funcionando como um conjunto único. porém. obtém-se melhores resultados. são menos freqüentes. a capacidade de esgotamento da boca-de-lobo será substancialmente aumentada. no qual a boca-de-lobo funciona como um vertedor. sendo que normalmente a grelha é instalada defronte a abertura do meio-fio. A desvantagem principal é a baixa eficiência quando utilizada em sarjetas com declividades longitudinais acentuadas. por exemplo. essa abertura torna-se importante para o funcionamento da boca-de-lobo.Manual de Drenagem de Rodovias 284 Portanto. aumentando-se. MT/DNIT/DPP/IPR .1 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Boca-de-lobo simples em ponto baixo de sarjeta Segundo ensaios realizados no laboratório de hidráulica do "Bureau of Public Roads". uma abertura coberta com barras metálicas longitudinais ou transversais formando grelhas. Quando ocorre qualquer obstrução. no qual a boca-de-lobo funciona como orifício. A boca-de-lobo com grelha possui. Numerosas experiências têm mostrado que as grelhas constituídas de barras longitudinais são mais eficientes e menos sujeitas às obstruções do que aquelas compostas por barras transversais.3. esta altura de fluxo. embora sejam inevitáveis.

Trata-se de uma adaptação baseada em resultados obtidos pelo Bureau of Public Roads. em m. y = altura da água na entrada. O nomograma da Fig. 109. em m3/s MT/DNIT/DPP/IPR . 109 foi construído sobre as seguintes hipóteses: – Para alturas d'água até a altura da abertura (y / h ≤ 1) . em m. Q = vazão máxima esgotada pela boca-de-lobo. L = comprimento da abertura.07) L Onde: h = altura da abertura no meio-fio. pode ser utilizada a Fig. em m. a boca-de-lobo funciona como vertedor.703y 3 / 2 (equação 6.Manual de Drenagem de Rodovias 285 Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas. sendo utilizado tanto para o escoamento como superfície livre quanto para o escoamento afogado. sendo a vazão dada pela fórmula: Q = 1.

Manual de Drenagem de Rodovias 286 Figura 109 . MT/DNIT/DPP/IPR .Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas.

igual a zero para boca-de-lobo sem depressão. = y − h 2 – Para alturas d’água entre uma e duas vezes a altura da abertura no meio-fio. ou seja: y. y0 = profundidade da lâmina d'água na sarjeta. obtida através de pesquisas desenvolvidas pela Universidade John Hopkins: Q (K + C) x y x L onde: g = aceleração da gravidade.20 0.7 e y' igual à carga no meio da abertura do meio-fio. de acordo com a tabela abaixo: Tabela 44 .10) MT/DNIT/DPP/IPR .20 A equação 6.101h 3 / 2 (y' / h) L (equação 6. em m. C = constante.09) 12 24 48 0. supõe-se que a boca-de-lobo funciona como orifício. K = função do ângulo Ø. Boca-de-lobo simples em ponto intermediário da sarjeta Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em "pontos intermediários das sarjetas" pode ser usada a seguinte equação. em m/s2.08) onde fez-se c = 0. sendo a vazão dada pela fórmula derivada dos orifícios: Q 1/ 2 = 3.23 0. tendo sido adotada uma transição no nomograma.Manual de Drenagem de Rodovias 287 Para alturas d'água iguais ou maiores que duas vezes a altura da abertura (y / h ≥ 2 ) . y = altura do fluxo na sarjeta imediatamente antes da boca-de-lobo. o funcionamento da boca-de-lobo é indefinido.K em função do ângulo Υ tg Ø K gxy (equação 6. igual a y0 para a boca-de-lobo sem depressão.09 anterior assume a forma seguinte para boca de lobo sem depressão: Q = K x yo x L g x yo (equação 6.

e o cálculo do y é apresentado no item 6.10 está representada na Fig.Seção na entrada de boca-de-lobo 288 Figura 111 . 111.2 Boca-de-lobo com grelha em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas A equação 6.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 110 .

112 reúne as duas condições acima e os gráficos fornecidos representam as seguintes equações: – Para y < 0. da área total às áreas correspondentes as barras. A grelha passa a funcionar como orifício somente quando a lâmina d'água for superior a 42 cm e entre 12 e 42 cm o funcionamento é indefinido. A Fig. que permitiram constatar que a grelha tem um funcionamento análogo ao de um vertedor de soleira livre. pois.12 m Q = 1. como por exemplo. conseqüentemente. entre os quais enumera-se: MT/DNIT/DPP/IPR . A é a área útil das aberturas da grelha. portanto. na prática a capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo é menor que a calculada. Q = vazão por metro quadrado de área de abertura da grelha.91 x y 0. a escolha de y depende exclusivamente do projetista. e.5 A Onde: Q = vazão por metro linear de perímetro da boca-de-lobo. quando um dos lados está junto à face do meio-fio.655 x y 1.5 P – Para y > 0. excluído as áreas A ocupadas pelas barras. O perímetro P da abertura da grelha deve ser calculado sem levar em consideração as barras internas e descontando-se os lados pelos quais a água não entra.Manual de Drenagem de Rodovias 289 O dimensionamento das bocas-de-lobo com grelha situadas em pontos baixos das sarjetas pode ser feito baseado nas experiências efetuadas pelo United States Corps of Engineers (Hidraulic Laboratory Report nº 54). em razão de diversos fatores. 112 devem ser multiplicados pelos coeficientes de redução da tabela 54 apresentada no Apêndice D.42 m Q = 2. Os resultados obtidos através do nomograma da Fig. P y = altura d'água na sarjeta sobre a grelha. para profundidades de lâmina d´água de até 12 cm. excluindo-se. Na faixa de transição entre 12 e 42 cm. de sua experiência.

Manual de Drenagem de Rodovias 290 Figura 112 .Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .

Bocas-de-lobo com grelha em ponto intermediário das sarjetas Para se estudar o comportamento das grelhas instaladas em pontos intermediários das sarjetas destaca-se em particular "The Design of Storm Water Inlets" que consubstancia o estudo efetuado na Universidade John Hopkins. 114 mostra um esquema geral da grelha.2). e recomenda a utilização do gráfico da Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 291 – – – obstruções causadas por detritos carreados pelas águas. Assim. Por outro lado. A seleção de um ou outro método de dimensionamento ficará a critério do projetista. 112 e 113 decorre de critérios diferentes adotados na escolha do coeficiente de descarga pêlos orifícios. Estudos dessa mesma Universidade mostraram que a capacidade teórica de esgotamento das bocas-de-lobo combinadas é. 113 para o dimensionamento. Na seção BB da figura. segundo consta no Manual de Drenagem Urbana de Denver. junto às sarjetas e bocas-de-lobo. único que pode ser aplicado para configuração de grelhas e de ruas diferentes daquelas dos ensaios.5 cm. aproximadamente. estudos conduzidos pela Universidade John Hopkins admitem o funcionamento da grelha como orifício a partir de 7. consideradas isoladamente. para compensar os efeitos globais desses fatores. devem-se aplicar coeficientes de redução sobre os valores teóricos calculados. igual ao somatório das vazões pela grelha e pela abertura no meio-fio. A diferença entre os resultados obtidos através das Figs. irregularidades nos pavimentos das ruas. hipóteses de cálculo que nem sempre correspondem à realidade. está assinalada a profundidade y’ que é facilmente calculada uma vez conhecido y0 (item 5. A Fig. MT/DNIT/DPP/IPR .

Capacidade de escoamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 292 Figura 113 .

conforme mostra a Fig.114.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 114 .W) e profundidade y'.5 onde: y. = y o − W tgØ Se for adotado um valor de L menor que L' haverá um excesso de água q2 que não será esgotado pela grelha e deve ser calculado por: q 2 = 0.25 x (L'−L ) x g x (y') 1. calculado a partir da fórmula empírica seguinte.5 MT/DNIT/DPP/IPR . a grelha deverá possuir um comprimento mínimo L'. escoará lateralmente em direção à grelha como se fosse uma boca-de-lobo simples. Para que toda essa água seja esgotada longitudinalmente e lateralmente. pois admitindo-se que a parcela d'água na sarjeta ao longo da largura W da grelha irá escoar longitudinalmente para seu interior. baseada em experiências de laboratório: ⎛ y' ⎞ L' = 1.Esquema geral de grelha 293 A profundidade y' é importante neste método.2 x v o x tgØ x ⎜ ⎟ ⎜g⎟ ⎝ ⎠ 0. então a parcela restante. com lamina de largura (T .

em m2. W = largura da grelha. em m. O valor de L é calculado por: ⎛y⎞ Lo = m x v o ⎜ ⎟ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 0.Manual de Drenagem de Rodovias 294 Por outro lado. Se L for menor que L0.5 O fator m é uma constante que depende da configuração da grelha e os seus valores encontram-se na tabela 34 do Apêndice D. Vo = velocidade média de escoamento nas sarjetas. em m. as grelhas devem ser dimensionadas de modo que L ≥ L o . Em condições normais. por algum motivo. Ao = área da seção transversal de escoamento da sarjeta. q = q 2 + q3 Finalmente. o comprimento da grelha deverá ser maior ou igual a L para que todo o escoamento longitudinal na sarjeta dentro da faixa W da grelha seja esgotado. Q = Qo − q Símbolos empregados na formulação matemática: y' = profundidade da lâmina d’água junto à borda externa da grelha. em m. toda a água que escoa fora da grelha q2. L < Lo. a vazão que ultrapassa a grelha pode ser calculada por: q3 = Q o ⎛ L ⎞ x ⎜ 1 − 22 ⎟ ⎜ Lo ⎟ ⎝ ⎠ 2 Assim sendo. Se. em função do tipo da boca-de-lobo. yo = profundidade da lâmina d´água na sarjeta. a vazão total que ultrapassa a grelha é calculada por. em m. T = largura da seção molhada de escoamento. em m3/s. L' = comprimento da grelha necessário para interceptar. as águas pluviais não esgotadas ultrapassam as grelhas. lateralmente. em m. MT/DNIT/DPP/IPR . em m/s = Qo/Ao Qo = vazão que escoa na sarjeta. Ø' = ângulo formado entre o plano da superfície do pavimento e o plano vertical na grelha (tgØ'= 1/i) . a vazão esgotada pela grelha será.

devem ser posicionados os poços de visita que atenderão às bocas-de-lobo projetadas e demais casos particulares. conforme descrito acima. segundo as necessidades de captação de águas. em m. Após o dimensionamento e localização das bocas-de-lobo e sarjetas. em m. em pontos baixos do perfil e em pontos intermediários. que servirá de orientação ao roteiro. é composta de três itens fundamentais: poço-de-visita.2) Para os procedimentos a serem seguidos na execução deste dispositivo. Ø' = ângulo formado entre o plano da sarjeta e o plano vertical. Lo = comprimento da grelha necessário para captar toda a água que escoa sobre a grelha. em m.Manual de Drenagem de Rodovias 295 i = declividade transversal do pavimento da pista de rolamento. Qo = vazão que escoa lateralmente à grelha.5 ROTEIRO PARA PROJETO DE GALERIAS PLUVIAIS DE SEÇÃO CIRCULAR Será apresentado a seguir um roteiro para o projeto de galerias pluviais de seção circular visando facilitar o trabalho. Q = vazão esgotada pela boca-de-lobo. Têm ainda o objetivo de permitir a limpeza nas galerias e a verificação de seu funcionamento e eficiência. L = comprimento da grelha. em m3/s. 6. concorrem mais de um coletor. q = vazão total não esgotada pela boca-de-lobo. A planilha. As bocas-de-lobo devem ser localizadas imediatamente a montante das curvas dos meiofios nos cruzamentos. São dispositivos também previstos quando. em m. apresentada a seguir. MT/DNIT/DPP/IPR . g = aceleração da gravidade. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES . e seu espaçamento é função da capacidade hidráulica da sarjeta (item 5. em m3/s. e = espaçamento entre as barras longitudinais das grelhas. e otimizando de forma ordenada a seqüência de cálculos. para um mesmo local. 6. em m3/s.4 POÇOS-DE-VISITA Os poços-de-visita são dispositivos especiais que têm a finalidade de permitir mudanças ou das dimensões das galerias ou de sua declividade e direção. t = espessura das barras longitudinais das grelhas. em m/s2. deflúvio a escoar para jusante e galeria de jusante.

b) Coluna 8 . isto é.1 POÇO-DE-VISITA a) Coluna l . 6.Número do poço Os poços-de-visita deverão ser numerados de montante para jusante. coletora de água de chuva que.Nível d’água Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (5) e (19).Coeficiente de impermeabilidade MT/DNIT/DPP/IPR . e) Coluna 5 .5.Terreno Deve ser indicada nesta coluna a cota do terreno do local.Manual de Drenagem de Rodovias 296 Esta planilha está baseada no modelo adotado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro que é o modelo mais utilizado no país.Estaca Devem ser indicadas as estacas correspondentes aos poços-de-visita. atinge a seção considerada. 6. Essas áreas devem ser calculadas ou planimetradas e o seu resultado deve ser indicado em hectares. f) Coluna 6 . a) Coluna 7 . dividir a área de cada bacia em áreas contribuintes dos diversos-poços-de visita.Fundo Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (6) e (17) .5. c) Coluna 3 . d) Coluna 4 . A individualização da bacia contribuinte é necessária e feita pelo traçado em planta topográfica das linhas dos divisores de água ou espigões.2 DEFLÚVIO A ESCOAR PARA JUSANTE Bacia contribuinte ou bacia de drenagem é uma área definida topograficamente. b) Coluna 2 .Recobrimento Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (16) e (17) . Deve ser marcado o divisor de águas de cada bacia que contribua diretamente para a seção de interesse.Área Determinar a área de cada sub-bacia de contribuição. de acordo com a locação. escoando pela superfície do solo.

em min.40 : para zona suburbana. n = A-0. tp = tempo de percurso. o tempo de percurso depende das suas características hidráulicas e extensão: valores indicados na coluna (23). Os valores de (n) podem ainda ser obtidos da Fig. isto é. Na prática pode ser obtido através da tabela 56 do Apêndice D. baseado nos estudos de Burkli-Ziegler.Tempo de concentração O tempo de concentração para galerias de drenagem urbana. classificar a impermeabilidade das áreas locais (r). e) Coluna 11 . em quatro categorias: r = 0. esta área é igual à respectiva área local. te = tempo de entrada.25 : para zona rural. Nas galerias.Área total Na coluna 9 devem ser indicados. No caso do primeiro poço-de-visita.cujas águas fluem para ele.15. em min. até atingir a primeira boca de lobo a montante. d) Coluna 10 . ou igual ao inverso desta área elevado à potência de 0. r = 0. 115. r = 0. MT/DNIT/DPP/IPR . a soma das áreas locais contribuintes para cada poço-de-visita.60 : para zona residencial urbana.15. se a área total for maior que 1 ha. corresponde a um tempo inicial de entrada. r = 0. em hectares. ábaco de Caquot. na forma cumulativa. tc = te + tp onde: tc = tempo de concentração. c) Coluna 9 . Apêndice D. e um tempo de percurso que é o tempo que decorre desde a entrada no conduto (sarjeta ou galeria) até o ponto de interesse. No caso do primeiro poço-de-visita ou boca-de-lobo. a ser indicado na coluna (11). em min.Manual de Drenagem de Rodovias 297 Em função do grau de urbanização da área do projeto. ou tempo requerido pelo escoamento superficial para fluir sobre a superfície.Coeficiente de distribuição A coluna (10) deverá ser preenchida com o coeficiente de distribuição (n).2. do item 5. as áreas totais. que poderá ser tomado igual a 1 se a área for inferior a 1 ha. O tempo de entrada depende geralmente da declividade e das características de superfície de drenagem. o tempo de percurso na sarjeta pode ser obtido para equação 6.80 : para áreas muito urbanizadas (zona central da cidade). única. isto é.

já que não há contribuição de trecho anterior. para uma chuva com uma dada freqüência e com uma duração igual ao tempo de concentração. 117. Esta distância não deve ser inferior a 0. a ser indicado na coluna (6). diâmetro e recobrimento Pelo exame do greide da rodovia e orientado pelo gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção.3 GALERIA DE JUSANTE a) Colunas 16. determina-se a intensidade de precipitação através das curvas de intensidade . Apêndice D.Coeficiente de deflúvio O coeficiente de deflúvio a ser indicado na coluna (13) deverá ser calculado com base no critério de Fantoli pela fórmula f = ax (i x t).Manual de Drenagem de Rodovias 298 O tempo de concentração mínimo adotado em sistemas urbanos é de t = 10 minutos f) Coluna 12 . g) Coluna 13 .duração e freqüência. escolher à priori. onde (a) é um fator função dos coeficientes de impermeabilidade (r). a ser indicado na coluna (14). de acordo com o estudo hidrológico.Deflúvio total a escoar O deflúvio total a escoar a ser indicado na coluna (15) será obtido pelo somatório dos deflúvios parciais na forma cumulativa.17 e 6 . intensidade pluviométrica em mm/h (col 12). podem ser determinados através da tabela 54 do Apêndice D. e do tempo de concentração (t). e o recobrimento. Apêndice D.78 (fator numérico de conversão de unidades). MT/DNIT/DPP/IPR .Intensidade pluviométrica A intensidade pluviométrica a ser indicada na coluna (12) é a quantidade de precipitação que ocorre em uma unidade de tempo (mm/h). Os valores de (a). Após a escolha do tempo de recorrência da chuva de projeto. No caso do primeiro poço de visita o deflúvio total a escoar será o próprio deflúvio parcial coluna (14).5. e 2. ou através da equação de chuvas adotada para a localidade. o diâmetro "d". intensidade pluviométrica (i). coluna (17) deste mesmo coletor. numa primeira tentativa. Fig. ou pelo gráfico da Fig. é obtido através do método racional pelo produto dos seguintes fatores: área da bacia local em ha (col 7).60 metros. coeficiente de deflúvio (col 13). a declividade "I" do primeiro trecho do coletor a ser indicado na coluna (16).Declividade. que é a distância vertical entre o greide no centro do poço-de-visita e o prolongamento da geratriz superior externa do coletor. h) Coluna 14 . i) Coluna 15 .Deflúvio parcial O deflúvio parcial em l/s. coeficiente de distribuição (col 10). 6. 116.

Através da tabela 58. coluna (17). c) Coluna 19 . em função do diâmetro escolhido coluna (17) e do coeficiente de rugosidade do tubo (n). O tirante normal (y) a ser indicado na coluna (19). i = declividade da galeria. isto é. mediante a seguinte operação: Col5 = Col3 − (Col6 + Col17) b) Coluna 18 . Dividindo-se o fator de condução (K). na coluna (18). tem-se inicialmente que calcular o fator de condução K. valor este a ser indicado em porcentagem. K= onde: Q = deflúvio a escoar.Tirante normal Para o cálculo do tirante normal. Apêndice D. coluna (5). é a relação entre o tirante normal e o diâmetro do tubo. coluna (16). a relação entre o tirante d'água (y) e o diâmetro (d) do tubo. determina-se o enchimento y/d.Manual de Drenagem de Rodovias 299 Sendo conhecido o diâmetro. coluna (5) e o tirante normal coluna (19). coluna (15). Para o preenchimento desta coluna devemse aguardar os cálculos efetuados para o preenchimento da coluna (19). e a cota do terreno.Tirante crítico MT/DNIT/DPP/IPR . o recobrimento. Col4 = Col5 + Col19 d) Coluna 20 . a ser indicado na coluna (18). determina-se o valor de d8/3/n. em m/s.Enchimento O enchimento. coluna (6). em m/m. coluna (3) pode ser calculada a cota do fundo do poço-de-visita. por d8/3/n tem-se o argumento c2: c2 = K d8 / 3 n Q i Entrando-se com o valor de c2 na tabela 59 do Apêndice D. será a soma da cota do fundo. expresso em porcentagem. será obtido através da equação: y =c ×d 2 A cota do nível d'água a ser indicada na coluna (4).

a ser indicado na coluna (21). determina -se o enchimento crítico. O tirante crítico (yc) será obtido através da equação: yc = c3 x d Donde pode-se concluir que se: yc > y o regime é supercrítico. Apêndice D. tem-se o argumento (c3). coluna (15). em m/s. Dividindo o módulo crítico(M). c3 = M d5 / 2 Q g Entrando-se com o valor de (03) na tabela 59 do apêndice D. pode ser determinado através do cálculo do módulo crítico (M): M= onde: Q = deflúvio a escoar. em m/s2. por d5/2. yc = y o regime é crítico. em função do diâmetro escolhido. yc < y o regime é subcrítico. em m/s. determina-se o valor de d5/2. em m3/s. a ser indicado na coluna (20). coluna (17). v= onde: V = velocidade de escoamento. A = área da seção molhada. Através da tabela 58.Manual de Drenagem de Rodovias 300 O tirante crítico(yc). Q = deflúvio a escoar.Velocidade de escoamento A velocidade de escoamento será determinada pela equação da continuidade. Q A MT/DNIT/DPP/IPR . em m2. coluna (15). yc/d. g = aceleração da gravidade. Coluna 21 .

coluna 23 . E = extensão. função de y/d já determinado na coluna (20) pelo diâmetro escolhido coluna (17).Tempo de percurso Q c1 x d2 O tempo de percurso no trecho. V = velocidade de escoamento. Os procedimentos a serem seguidos na execução dos dispositivos devem obedecer às Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES .40 m. A altura d'água calculada não deverá ser inferior a 20 % nem superior a 85 % do diâmetro do coletor. de acordo com o projeto.0 m/s. devido à resistência a erosão do tubo de concreto. em m. tabela 58 do Apêndice D. 6. ao quadrado.Extensão A extensão deverá ser indicada em metros na coluna 22. coluna 21.5. tabela 59 do Apêndice D. em m/s. visando facilitar a auto-limpeza. em min. multiplica-se o valor do argumento c1. expresso em minutos: tp = onde: tp = tempo de percurso. coluna 22. O diâmetro mínimo tanto para os ramais de boca-de-lobo como para as galerias não deverá ser inferior a 0. MT/DNIT/DPP/IPR . v= e) Coluna 22 . a ser indicado na coluna 23 é o resultado da divisão da extensão do trecho do coletor a montante pela respectiva velocidade de escoamento.Manual de Drenagem de Rodovias 301 Para a determinação da área da seção molhada.4 RECOMENDAÇÕES E 1 x V 60 A velocidade de escoamento não deverá ser superior a 4.5 m/s. f) Coluna 23 . nem inferior a 1.

Planilha para cálculo de coletores circulares de águas pluviais 1 2 3 4 5 6 MT/DNIT/DPP/IPR 302 . Defl. m ha min mm/h mm/h ℓ/s 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 COTAS NO POÇO Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 45 . Defl. Parcial ℓ/s Nº Estaca d´água m m m m ha Imper. escoar m % m % m/s m Normal Crítico Coef. Terreno Fundo Área Coef. Distr. Pluv. Tempo Total a Declividade Diâmetro Enchimento Recobrimento Velocidade Extensão Percurso Nível Área Tempo Intes Coef.POÇO DE VISITA BACIA LOCAL DEFLUVIO A ESCOAR PARA JUSANTE GALERIA DE JUSANTE LOCAÇÃO CONTRIBUIÇÃO PARCIAL Tirante Defl. min Total Conc.

jardins.6 COEFICIENTES DE REDUÇÃO DAS CAPACIDADES DAS BOCAS DE LOBO 303 Tabela 46 .3 m = 6. campos 10 min 12 min 15 min Declividade da Sarjeta I<3% 7 min 10 min 12 min I>3% MT/DNIT/DPP/IPR .0 m = 8. ou longitudinal com barras Transversais Combinada Tipo de Boca-de-Lobo % permitida sobre o valor teórico 80 65 50 80 60 50 110% dos valores indicados para a grelha correspondente Tabela 47 .Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo Localização nas Sarjetas Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Simples combinada Com grelha Simples Grelha longitudinal Grelha transversal.6 Tabela 48 .Manual de Drenagem de Rodovias 6.Valores do fator m BOCA DE LOBO COMBINADA Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e GRELHAS Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e m = 4.Tempo de entrada Natureza da área 1 – Área de construção densas 2 – Áreas residenciais 3 – Parques.0 m = 3.

38 0.40 0.2321 1.0493 0.1444 0.6920 42.3330 66.00 1.6920 29.015 d 5/2 m 2 0.0900 0.2025 0.5774 MT/DNIT/DPP/IPR .4900 0.0312 0.0770 19.80 0.25 0.Determinação de d 8 3 n e d 5 2 Diâmetro m 0.4100 0.0625 0.4615 1.90 1.4670 17.0000 1.0529 0.6923 8.Valores do fator (a) r = 0.3850 10.4620 58.10 1.0769 1.2500 0.0225 0.25 a = 0.60 r = 0.1600 0.8000 50.3600 0.2789 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 49 .6154 12.23 0.50 0.20 0.9231 3.0179 0.0890 0.4400 0.9230 99.8462 6.058 a = 0.013 0.7684 1.1769 0.0000 108.0769 5.0770 76.0087 0.60 0.6400 0.1358 0.40 r = 0.2691 1.6667 n = 0.029 a = 0.6670 5.80 r = 0.15 0.5724 0.018 304 Tabela 50 .0000 1.0400 0.20 d 2 d8/3 n n = 0.5385 1.0000 2.30 0.0254 0.6670 86.8100 1.7330 36.70 0.45 0.043 a = 0.1012 0.2310 125.0670 25.

1559 0.1604 0.3599 0.53 0. 0.48 0.2450 0.28 0.2251 0.3229 0.3328 0.0269 0.51 0.0237 0.0653 0.0811 0.27 0.34 0.0739 0.4312 0.40 0.0331 0.0777 0.1242 0.1988 0.0818 0.61 0.2167 0.5020 0.55 0.4444 MT/DNIT/DPP/IPR .2836 0.1711 0.18 0.3069 0.1312 0.19 0.1261 0.2934 0.30 0.0694 0.1002 0.23 0.1366 0.5400 0.1198 0.46 0.1926 0.1044 0.4430 0.0597 0.64 0.4620 0.50 0.1623 0.2956 0.2546 0.0735 0.1883 0.37 0.2090 0.0498 0.0549 0.1107 0.0805 0.24 0.1800 0.1530 0.1401 0.4030 0.2642 0.22 0.26 0.42 0.3420 0.2355 0.1668 0.31 0.1449 0.1030 0.15 0.0174 0.44 0.1174 0.0152 0.0613 0.25 0.3717 0.1612 0.43 0.1773 0.1828 0.3930 0.2014 0.20 0.4920 0.0221 0.60 0.68 C1 0.0304 0.65 0.2739 0.17 0.1844 0.3527 0.2510 C3 0.66 0.2305 0.0573 0.45 0.59 0.0394 0.5120 0.36 0.0432 0.2368 0.62 0.0535 0.49 0.4530 0.0197 0.3827 0.4130 0.0302 0.2074 0.41 0.1347 0.16 0.2185 0.0864 0.0273 0.2410 0.0961 0.5690 C2 0.5310.0418 0.4330 0.29 0.0461 0.1762 0.32 0.1719 0.57 0.5500 0.2149 0.5590 0.1148 0.1890 0.67 0.3130 0.2651 0.0981 0.1683 0.3263 0.2461 0.1199 0.4062 0.0805 0.0955 0.0377 0.1383 0.52 0.2098 0.0361 0.2276 0.3828 0.2751 0.33 0.3032 0.4720 0.Manual de Drenagem de Rodovias 305 Tabela 51 .0246 0.63 0.4230 0.0752 0.1298 0.2464 0.0427 0.2354 0.21 0.5220 0.1982 0.0862 0.0340 0.4820 0.2853 0.3727 0.38 0.1535 0.3949 0.0698 0.2260 0.1248 0.4162 0.58 0.2202 0.Dados numéricos para o cálculo do escoamento em galerias circulares parcialmente cheias y d 0.1451 0.2550 0.0304 0.1110 0.1830 0.2098 0.47 0.0921 0.3627 0.0646 0.3157 0.35 0.3466 0.56 0.1050 0.39 0.0910 0.1455 0.54 0.2038 0.1508 0.3374 0.

80 0.2705 0.73 0.5240 0.3267 0.7767 0.77 0.2561 0.6490 0.6570 0.85 0.7250 0.8017 306 MT/DNIT/DPP/IPR .6020 0.3115 0.71 0.6051 0.6185 0.6970 0.83 0.89 C1 0.4700 0.7190 0.3151 0.3212 0.78 0.6810 0.3011 0.6400 0.2798 0.6740 0.76 0.5108 0.6050 0.69 0.2928 0.81 0.6140 0.3047 0.70 0.6890 0.72 0.6714 0.7320 0.3243 0.79 0.7106 0.5543 0.6960 0.7380 C2 0.7040 0.3300 C3 0.6320 0.7270 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 51 – (Continuação) y d 0.3079 0.5599 0.5870 0.75 0.2607 0.5400 0.4987 0.2659 0.6898 0.6230 0.2970 0.82 0.4831 0.74 0.6348 0.6526 0.87 0.3183 0.5780 0.3263 0.2751 0.2881 0.88 0.86 0.7120 0.7527 0.2845 0.4570 0.84 0.6660 0.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 115 .Coeficiente de distribuição (n) .Àbaco de Caquot 307 MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 116 .Coeficiente de deflúvio f 308 MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias 309 Figura 117 .Gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção MT/DNIT/DPP/IPR .

.

Manual de Drenagem de Rodovias 311 GEOTÊXTEIS CARACTERÍSTICAS. FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO MT/DNIT/DPP/IPR .

.

os geotêxteis possuem características (propriedades) que definem seu comportamento quando instalados em uma estrutura pertencente à obra.1 Os geotêxteis são materiais têxteis permeáveis com aplicação em obras ou estruturas geotécnicas. ou pelo menos que servir de subsídios para a seleção produto mais adequado situação de obra Esta situação de obra pode estar ligada ao desempenho do geotêxtil ou às suas condições de instalação. esses materiais são submetidos a alguns ensaios que simulm situações reais e que fornem resultados que ser usados dimensionamento. • • Processo de fabricação Matéria-prima Essas características são divididas em quatro grupos: • • • • Características Físicas Características Mecânicas Características Hidráulicas Características de Durabilidade Com relação ao processo de fabricação os geotêxteis podem ser tecidos ou não-tecidos. Para se definir as características dos geotêxteis. Como tantos outros materiais aplicados em obras de engenharia. 7. FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO INTRODUÇÃO 313 7. Características físicas: a) Gramatura (densidade superficial) b) Espessura c) Densidade da fibra ou filamento d) Diâmetro da fibra ou filamento e) Porosidade MT/DNIT/DPP/IPR . que muitas vezes definem também o desempenho.Manual de Drenagem de Rodovias 7 OS GEOTÊXTEIS: CARACTERÍSTICAS.2 CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis derivam diretamente de dois fatores básicos.

Manual de Drenagem de Rodovias 314 Características mecânicas: a) Resistência à tração b) Alongamento c) Módulo de rigidez d) Resistência ao Puncionamento e) Resistência ao estouro f) Resistência à propagação do rasgo g) Flexibilidade h) Atrito com o solo i) Isotropia Características hidráulicas: a) Permeabilidade normal b) Permeabilidade transversal c) Abertura de filtração (Porosimetria) . Características de durabilidade: a) Fluência b) Resistência à abrasão c) Resistência aos raios ultra-violetas d) Resistência à temperatura e) Resistência a agentes químicos f) Resistência a agentes biológicos 7. As funções são: – – – Filtração Separação Reforço MT/DNIT/DPP/IPR .3 FUNÇÕES DOS GEOTÊXTEIS A função de um geotêxtil é tudo aquilo que se espera que o mesmo desempenhe na estrutura pertencente à obra.Capacidade de retenção de partículas.

ao mesmo tempo que permite a livre passagem da água nos dois sentidos evitando sub-pressões. quando instalado entre um solo e um meio drenante. Aqui também são características importantes: – – – – Abertura de filtração Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo Resistência à tração MT/DNIT/DPP/IPR . É importante que fique claro que as funções derivam e dependem das Características dos geotêxteis.3. ou seja.Manual de Drenagem de Rodovias 315 – – Proteção Drenagem Nas obras os geotêxteis podem desempenhar simultânea ou isoladamente as funções apresentadas.3. Deve-se observar que são características importantes para função: • • • Permeabilidade Porosidade Abertura de Filtração (capacidade de retenção de partículas) Para a instalação (Resistência a esforço de instalação) • • • • Resistência à tração Alongamento Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo FUNÇÃO SEPARAÇÃO 7. o geotêxtil impede que estes se misturem.1 FUNÇÃO FILTRAÇÃO Por exemplo. ao mesmo tempo que retém as partículas do solo necessárias à sua estabilização. se esperamos que um geotêxtil desempenhe uma determinada função na obra e condição básica que este possua as características exigidas para tal e com determinados valores (dimensionamento) 7.2 Quando instalado entre dois materiais de granulometrias diferentes. mantendo cada qual suas características. o geotêxtil permite a livre passagem da água.

São características importantes: – – – – – 7.4.4 Espessura Permeabilidade CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis.4.3.Manual de Drenagem de Rodovias 7. são as seguintes: 7.5 Espessura Resistência ao Puncionamento FUNÇÃO DRENAGEM TRANSVERSAL Função desempenhada pelo geotêxtil quando transporta gases ou líquidos através de sua espessura no plano da manta.4 Resistência à tração Alongamento Rigidez Atrito com o solo Fluência FUNÇÃO PROTEÇÃO Nessa função o geotêxtil absorve os esforços e tensões localizadas que se incidissem diretamente sobre o material protegido poderiam danificá-lo.3. também chamadas de propriedades.1 GRAMATURA (DENSIDADE SUPERFICIAL) – – 7.3 FUNÇÃO REFORÇO 316 O geotêxtil atua como reforço sempre que solicitado à tração no sentido de aumentar a resistência do material que o envolve.3.2 Símbolo: Unidade: (gramas/m) ESPESSURA – – Símbolo: Unidade: (mm) MT/DNIT/DPP/IPR . São características importantes: – – 7. onde o importante é caracterizar: – – 7.

118. Figura 118 . µm) Dimensão da seção transversal da fibra ou filamento que compõe o Geotêxtil 7.3 DENSIDADE DA FIBRA OU FILAMENTO 317 – – Símbolo : ρf Unidade : (Kg/m3. Analiticamente: η = 1− µ ϑf ⋅ Tg RESISTÊNCIA À TRAÇÃO 7.4.4.6 – Símbolo: α E = força por unidade de largura para um dado alongamento α f = força por unidade de largura na ruptura – Unidade (KN/m) Os três tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis são os constantes da Fig.4.Manual de Drenagem de Rodovias 7.4 DIÂMETRO DA FIBRA OU FILAMENTO – – Símbolo: d f Unidade: (mm .5 POROSIDADE – – Símbolo: (ηGT ) Unidade: (%) É a relação entre o volume de vazios do geotêxtil e o volume total do mesmo. g/m3) É a própria densidade da matéria-prima com que são fabricadas. 7.Tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis a) faixa estreita (strip test) b) faixa larga (wide width test) c) agarramento (grab test) MT/DNIT/DPP/IPR .4.

N) Representa o esforço concentrado e praticamente estático que pedras. arames e outros objetos contundentes aplicam no geotêxtil durante sua instalação e/ou vida útil.4. é muito utilizado por ser bastante prático. pela sua reduzida largura.8 MODULO DE RIGIDEZ – – Símbolo: J Unidade : (KN/m) É a inclinação da curva tensão X deformação obtida nos ensaios de tração. 7.4. b) Considerado um ensaio de performance. e pode assumir valores diferentes dependendo de cada fase da curva. 7. O ensaio consiste em se fazer penetrar uma determinada punção sobre a amostra de geotêxtil e medir o esforço necessário para tal. pois. mas não traduz corretamente o desempenho do geotêxtil devidamente confinado pelo solo. produz distorções no resultado devido à grande estricção que o corpo de prova sofre na sua parte central. c) O ensaio de agarramento (GRAB-TEST) simula a solicitação de tração no geotêxtil quando utilizado entre duas pedras que tendem a se afastar. 7.4. O módulo (J) depende do formato da curva tensão (α ) X deformação (ε ) .9 RESISTÊNCIA AO PUNCIONAMENTO a) Puncionamento estático: – – símbolo:Fp unidade: (KN.Manual de Drenagem de Rodovias 318 a) O ensaio de faixa estreita não é utilizado para caracterizar o comportamento de geotêxteis.7 ALONGAMENTO – – Símbolo: ε Unidade:(%) Corresponde à deformação que o geotêxtil sofre nos ensaios de tração. Esse ensaio só é usado para controle de qualidade da fabricação. b) Puncionamento dinâmico – – símbolo : Wi Unidade : (J) MT/DNIT/DPP/IPR . para caracterizar um geotêxtil.

ou em ensaios mais empíricos. 7.4.13 ATRITO COM O SOLO Característica muito importante quando o geotêxtil atua como reforço.) O ensaio de caracterização consiste em se aplicar uma carga hidráulica através de uma membrana de borracha na amostra de geotêxtil instalada em uma flange. em se medir o diâmetro do furo provocado pela punção e energia padronizadas. MT/DNIT/DPP/IPR . O ensaio (não normalizado para geotêxteis) consiste em lançar uma função sobre a amostra do geotêxtil e verificar a energia máxima de resistência ao impacto.4. 7. fendas. KN) Em situações onde o geotêxtil sofre danos localizados. o atrito com o solo está ligado à interação entre este e o geotêxtil como medida da transmissão do esforço. 7.Manual de Drenagem de Rodovias 319 Representa a solicitação dinâmica pontual que pedras e enrocamentos lançados impõe sobre o geotêxtil especialmente durante sua instalação. rachaduras. 7.14 ISOTROPIA Característica inerente ao geotêxtil que possui as mesmas propriedades mecânicas em todas as direções dentro do seu plano de fabricação.11 RESISTÊNCIA À PROPAGAÇÃO DO RASGO – – símbolo: FT unidade: (N. é importante que esses danos não se propaguem para não comprometer ainda mais o seu desempenho.10 RESISTÊNCIA AO ESTOURO – – símbolo: PB unidade: (KPa. etc. MPa) É o esforço distribuído que solos moles ou líquidos impõem ao geotêxtil quando apoiado em substrato que apresente grandes vazios (espaços intragranulares. O ensaio de caracterização consiste em se fazer tracionar os lados não paralelos de um corpo de prova trapezoidal no qual se faz um corte inicial.4. 7.12 FLEXIBILIDADE Essa propriedade está ligada à capacidade de acomodação do geotêxtil no terreno ou substrato onde é instalado.4.4.

Em outras palavras. representa o tamanho da maior partícula que atravessa o geotêxtil nas condições de ensaio (capacidade de retenção de partículas). A determinação de Kt é feita fazendo-se percolar água pela sua espessura em condições de carga hidráulica conhecida lei de DARCY.4. essa é a característica que expressa sua capacidade em ser atravessado por um fluxo de água perpendicularmente ao plano do geotêxtil. É comum se expressar a permeabilidade transversal do geotêxtil. É comum se expressar a permeabilidade normal do geotêxtil através de sua permissividade (Ψ ) . que é o produto de seu coeficiente de permeabilidade transversal pela sua espessura.17 ( ) ABERTURA DE FILTRAÇÃO (CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE PARTÍCULAS) – – Símbolo:Of Unidade (mm.15 PERMEABILIDADE NORMAL 320 – – Símbolo: Kn Unidade: (cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade normal. µm ) Característica que representa o tamanho do maior poro do geotêxtil.16 – – símbolo:Kt unidade:(cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade transversal. A determinação de Kn é feita através da passagem de um fluxo de água em regime laminar pelo geotêxtil em um permeâmetro de carga constante aplicando-se a lei de DARCY.4.4. Ψ= Kn −1 s Tg ( ) PERMEABILIDADE TRANSVERSAL 7.que é a relação entre o coeficiente de permeabilidade normal e a espessura do geotêxtil. essa é a característica que expressa a capacidade do geotêxtil em conduzir um fluxo de água (ou gases) pela sua espessura no sentido paralelo à sua superfície. Ø = Kt Tg cm /s 7. MT/DNIT/DPP/IPR . através da sua transmissividade (Ø) .Manual de Drenagem de Rodovias 7.

concentração e demais condições do produto em contato com o geotêxtil. consistem na determinação do tamanho da maior partícula de um solo padrão que atravessa o geotêxtil em condições de percolação de água ou a seco com vibração. – Solo em contato direto com o geotêxtil MT/DNIT/DPP/IPR .1 MECANISMOS DE FILTRAÇÃO Para o correto dimensionamento do geotêxtil como filtro é importante que se entenda os dois mecanismos básicos de filtração a que os geotêxteis.19 RESISTÊNCIA À ABRASÃO Característica pouco importante para a maioria das aplicações do geotêxtil. 7. 7.18 FLUÊNCIA Corresponde à característica.4.23 RESISTÊNCIA A AGENTES BIOLÓGICOS Resistência da matéria-prima do geotêxtil aos agentes biológicos em contato. não desejável de um geotêxtil.20 RESISTÊNCIA AOS RAIOS ULTRA-VIOLETAS Característica ligada à degradação da matéria prima do geotêxtil quando exposto à luz do sol. representa sua maior ou menor suscetibilidade em alterar sua textura superficial quando submetida a esforços de abrasão por cravação ou arrasto.4. via de regra não há com o que se preocupar. 7. 7. como os demais tipos de filtros.21 RESISTÊNCIA À TEMPERATURA Característica da matéria-prima de importância quando o geotêxtil entrar em contato com altas temperaturas. bem diferentes entre si.4.Manual de Drenagem de Rodovias 321 Os ensaios existentes. em se deformar ao longo do tempo quando submetido à carga constante.5. Nas aplicações enterradas. podem vir a ser submetidos. 7. Característica derivada da matéria-prima.4.22 RESISTÊNCIA A AGENTES QUÍMICOS Característica da matéria-prima ligada à sua degradação ou resistência aos elementos químicos.5 O DIMENSIONAMENTO FUNÇÃO FILTRAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA DRENAGEM SUBTERRÂNEA – 7. 7.4.4. 7.

enxurradas com partículas em suspensão. etc. Formando um novo arcabouço estável e criando um filtro natural. Segundo Rollin e Denis (4). o geotêxtil só pode ser instalado quando for possível o acesso ao mesmo para retirada do material retido. Nesse mecanismo de filtração (figura 119c) o geotêxtil vai retendo as partículas em suspensão e deixando passar o fluído. formação reticulada em abóbada (figura 119b): Em solos argilosos.(b) Geotêxtil retendo partículas em sus. etc. Nesse caso. praticamente por tempo indefinido.(c) MT/DNIT/DPP/IPR . retrolavagem ou até substituição do geotêxtil. Geotêxtil em contacto com o solo: Figura 119 . lavagem. seguindo as duas formações básicas que seguem – formação reticulada em pontes (figura 119a): Após a passagem. a aderência entre partículas do solo e as fibras do geotêxtil faz com que o processo seja semelhante ao anterior. em uma primeira fase de algumas partículas mais Finas. necessitando manutenção. as mais grossas que vão para junto do geotêxtil são retidas. nesse mecanismo de filtração o geotêxtil atua como barreira provocando a formação de um filtro natural. – b) Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluido percolante É o caso da filtração de águas brutas de rios para abastecimento. drenos de barragem. formando um filtro natural. pensão . Com o passar do tempo as partículas retidas na superfície vão tornando o sistema menos permeável.(a) Formação reticulada em abóboda . esgotos industriais e domésticos. onde a água percola limpa através dos poros do solo. Nesse caso o geotêxtil pode ser instalado enterrado e sem acesso ao mesmo.Manual de Drenagem de Rodovias 322 – Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluído percolante a) Solo em contato direto com o geotêxtil É o caso dos drenos subterrâneos de rebaixamento de lençol freático.Mecanismos de filtração Vazios Geotêxtil Fibras Geotêxtil Geotêstil em contacto com o solo: Formação reticulada em ponte .

2 O DIMENIONAMENTO DO GEOTÊXTIL PARA O DESEMPENHO DA FUNÇÃO 323 Filtração Para o dimensionamento de um geotêxtil como filtro em uma drenagem subterrânea (ou sub-superficial). – – Critério de retenção Critério de permeabilidade ou seja. da mesma forma que para o dimensionamento de filtros granulares.5. dois critérios básicos devem ser considerados.Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas adota como método de escolha (dimensionamento) do geotêxtil como filtro a metodologia que segue: Critério de Permeabilidade A perda de carga ∆h à passagem do geotêxtil é dada pela relação: MT/DNIT/DPP/IPR . de percolação e. todos os métodos de dimensionamento de geotêxteis como filtros propõe a seguinte relação: – kn ≥ C ⋅ ks Critério de Permeabilidade onde: Ks = coeficiente de permeabilidade do solo base C = constante do método Kn = coeficiente de permeabilidade normal do geotêxtil – Of ≤ B ⋅ d Critério de Retenção onde d = diâmetro da partícula do solo base tal que 85% em peso são inferiores a este diâmetro. o geotêxtil deve ser permeável o suficiente para evitar perturbações no solo por problemas de pressão. B = constante do método Of = abertura de filtração do geotêxtil (capacidade de retenção) O CFGG . suficientemente capaz de reter as partículas necessárias para a estabilização do solo em contato Praticamente.Manual de Drenagem de Rodovias 7. ao mesmo tempo.

com o fator de correção A. compressão sob carga: Fator 3 gradiente 1s ≤ 10 : equivale a Fator 10 perda de carga admissível: ∆h = 0. kn ⎛ kn ⎞ Tg ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ A ⎝ ⎠ * * * Fator de Correção A (Produto de termos corretivos ou pré-fixados) a) Obras com alto nível de segurança (barragens. kn ≥ 10 5 ks tg pois. novo e não comprimido.Manual de Drenagem de Rodovias 324 ⎛ kn ⎞ ks is ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ ⎛ kn ⎞ onde ⎜ ⎟ = permissividade do geotêxtil na obra em S-1 ⎜ Tg ⎟ ⎝ ⎠ Kn = coeficiente de permeabilidade do geotêxtil em m/s Ks = coeficiente de permeabilidade do solo em m/s Tg = espessura do geotêxtil em m is = gradiente hidráulico no solo ou vizinho do geotêxtil (adimensional) Obs : A permissividade é a medida sob pressão nula (AFNOR NF 38. etc) – – – – – contaminação: na colocação na obra ou em funcionamento: Fator 100.016) A permissividade da obra será a permissividade do geotêxtil.1 m: equivale a Fator 10 coeficiente de segurança global: Fator 3 A permissividade do geotêxtil deve ser. ⎛ kn ⎞ ks x is ⎜ ⎟= ⎜ tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ kn tg ks x is = ∆h A MT/DNIT/DPP/IPR .

C4 onde C 1 – influência da granulometria granulometria continua e bem graduada C1 = 1 granulometria uniforme C1 = 0. Of é obtido através do ensaio de peneiramento hidrodinâmico (AFNOR NF-G 38017) A comparação acima é afetada por coeficientes para levar em conta condições particulares.8 solos densos e confinadosC2 = 1. ligadas à granulometria do solo.25 C 3 – escoamento hidráulico MT/DNIT/DPP/IPR . pode-se considerar a contaminação desprezível kn ≥ 10 3 ks tg Critério de Retenção É comparada a abertura de filtração ( Of ) do geotêxtil. Floreiras. 12% passando na peneira 200 (0. com as partículas maiores do solo (d 85 ) a filtrar.074mm).10 kn = 10 5 ks tg b) Outras Obras (Trincheiras Drenantes. tipo de escoamento e função do geotêxtil.8 C 2 – influência do solo solos -fofos ou não confinadosC2 = 0.C2.Manual de Drenagem de Rodovias 325 kn ks x is x A = tg ∆h kn 10 x 100 x 3 x 3 x ks = tg 0. Drenagem De Taludes. Etc) kn ≥ 10 4 ks tg c) No caso de areias puras: equivalente de areia > 60. compacidade. como segue: Of ≤ c d 85 sendo C=C1.C3.

3.Manual de Drenagem de Rodovias 326 gradiente hidráulico:i < 5 C3 = 1 5 < i < 20 C3 = 0.Ábaco para escolha do fator “C” NOTA: No caso de aplicações filtro-drenantes (drenagem transversal) os valores de “C” obtidos no ábaco. são multiplicados por C4 = 0. pode ser feita diretamente sobre o "ÁBACO" abaixo: Figura 120 .6 (proteção de margem) C 4 – função do geotêxtil função de filtroC4 = 1 função filtro-drenante (drenagem transversal)C4 = 0.3 Gráfico para Determinação de C A escolha do fator "C". do geotêxtil como filtro.8 20 < i < 40 fluxo reversoC3 = 0. MT/DNIT/DPP/IPR .

aplica-se a regra de retenção. o geotêxtil deve reter os elementos mais grossos e deixar passar os elementos mais finos. se não. a abertura de filtração Of é comparado ao d85 da fração granulométrica inferior a este patamar (considera-se o patamar como sendo 100% passando). areias pouco argilosas onde a porção argila não constitua uma matriz continua). nos quais a curva granulométrica apresenta um patamar acima do limite de "20% passando".Manual de Drenagem de Rodovias 327 – no caso de solos-finos. se ela conduzir a um valor de Of superior a 50 µm.Composição granulométrica Para os solos que apresentam a possibilidade de terem partículas finas percolando nos seus vazios (britas pulverulentas. Neste caso a composição granulométrica tem a forma indicada na Figura 121 a seguir: Figura 121 . adota-se Of = 50 µm. MT/DNIT/DPP/IPR . respeitando o critério seguinte: 4 ⋅ d15 〈 Of 〈 C ⋅ d 85 Considerações Porosimetria Medida da dimensão dos poros do geotêxtil e sua distribuição percentual. Comentários Para solos de granulometrias descontínuas.

Tabela 52 . para garantir a eficácia do mesmo durante sua instalação e vida útil. é muito importante a escolha final de um geotêxtil em relação ao outro levando-se em conta as características que seguem (resistência à esforços de instalação): – – – – – Resistência à tração Alongamento Resistência ao puncionamento Resistência ao estouro Resistência à propagação do rasgo Requisitos básicos das mantas geotêxteis As mantas geotêxteis. mas. 7.Manual de Drenagem de Rodovias 328 Abertura de Filtração (Of) Diâmetro do maior poro do geotêxtil.5. corresponde ao diâmetro do maior elemento de solo capaz de atravessar o geotêxtil sobre a ação da percolação de água. utilizadas como materiais filtrantes nos drenos.Requisitos básicos das mantas geotêxteis Requisitos Permeabilidade Abertura de Filtração Resistência à tração Alongamento εr Resistência ao puncionamento Norma (ABNT) NBR-15223 NBR-15229 NBR-15224.5 MT/DNIT/DPP/IPR .3 ESCOLHA DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A INSTALAÇÃO DO MESMO NA OBRA As características de permeabilidade e retenção de partículas são primordiais para o desempenho da Função Filtração do geotêxtil. não devem tecidos. Cu = d60 d10 (usado na definição do C1) Coeficiente de Uniformidade Parâmetros do Solo: d85: corresponde ao diâmetro da partícula do solo tal que 85% em peso são inferiores a esse diâmetro d60. ocasião em que esforços mecânicos poderão danificálo. NBR-12824 NBR-15224. NBR-12824 NBR-13359 ou NBR-15224 Unidade cm/s µm kN/M % kN Dreno Profundo ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥ 12 ≥ 30 ≥ 2. agulhadas e atender aos seguintes requisitos básicos (Tabela 60). d10 e d15 = conceitos análogos ao d85.5 Superficial ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥8 ≥ 30 ≥ 1.

o projetista pode e deve colocar sua escolha final tendo em conta também a tradição de uso de certos geotêxteis em condições de instalação e solos conhecidos. A circulação de equipamentos da obra sobre a trincheira drenante antes de sua conclusão (selo) deve ser proibida. A instalação do geotêxtil.4 ESCOLHA FINAL DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A PRÁTICA 329 Tendo em vista a recente apresentação e uso dos métodos de dimensionamento de Geotêxteis para a Função Filtração. enchimento e selo.5 ALGUMAS RECOMENDAÇÕES DRENAGEM SUBTERRÂNEA PARA A INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA Preparo do terreno: as superfícies onde será instalado o geotêxtil deverão.Manual de Drenagem de Rodovias 7. A união do geotêxtil para o fechamento do filtro e emenda de duas mantas pode ser feita por recobrimento de 0. Objetos contundentes deverão ser removidos Instalação e união dos geotêxteis: O geotêxtil deve ser instalado convenientemente contra o fundo e paredes da trincheira drenante para prevenir solicitações exageradas quando da colocação do material de enchimento e também para evitar a presença de "cavidades" entre o solo e o geotêxtil. dentro do possível. estarem isentas de lama ou de água com partículas em suspensão para evitar algum tipo de poluição das mesmas.30 m (aceita-se até 0.20 m) Colocação do material de enchimento (material drenante): o sentido de lançamento do material de enchimento deverá ser tal que impeça o levantamento e deslocamento do geotêxtil nos locais de recobrimento. causando a movimentação indesejada do solo a drenar. 7. devem ser feitas logo após a abertura da vala. Após o enchimento da trincheira e rebatimento do geotêxtil na superfície (fechamento superior do filtro) deverá ser imediatamente executado o selo superior para impedir a entrada de partículas na trincheira drenante devido às águas de enxurrada.5. MT/DNIT/DPP/IPR .5. NOTAS: Recomendações complementares dos catálogos e folhetos dos fabricantes dos geotêxteis devem ser considerados para obter o melhor desempenho possível dos mesmos.

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Manual de Drenagem de Rodovias 331 BIBLIOGRAFIA MT/DNIT/DPP/IPR .

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COMITÉ FRANÇAIS DES GÉOTEXTILES ET LE GÉOMEMBRANES. p. n. New Orleans. P. Geotextiles and geomembranes. 3th. M. 0livier. R. A. Bulletin de Liaison des Laboratoires des Ponts et Chaussées. GIROUD. 456-470. 1984-1985. Paris. Nouvelle approche de la mesure de la résistance à la traction des géotextiles non-tissés. definitions.. ed. 1987. properties and designs. 2. 5. Paris: Rhône-Poulenc. New Jersey: PrenticeHall. mai/jun. ROLLIN. Proceedings. Mn: Industrial Fabrics Association International. 107. 1986. DENIS R. 4. Geosynthetic filtration in landfill design. 2. 5th. St. L. Designing with geosynthetics. 1980. Les géotextiles: guide de l'utilisateur. In: Geosynthetic’87 Conference. PERFETTI Jacques. J. p. MT/DNIT/DPP/IPR .. Paris. v. 3. Paul.1987. 2005.Manual de Drenagem de Rodovias BIBLIOGRAFIA 333 1. Recommandations pour l'emploi des géotextiles dans les systemes de drainage et de filtration. Jacques. KOERNER.. PERFETTI. ed. New Orleans. GICOT. 83-92. 6. RIGO. Jean-Marie. 1987.

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