DNIT

Publicação IPR - 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO-GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª EDIÇÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Albino Pereira Martins (Responsável Técnico) Eng° Francisco José Robalinho de Barros (Responsável Técnico) Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Téc° Felipe de Oliveira Martins (Tecnólogo em Informática) Téc° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Técª Célia de Lima Moraes Rosa (Técnica em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri (DNIT / DPP / IPR)

COLABORADORES TÉCNICOS
Engº Osvaldo Rezende Mendes (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Francisco José d’Almeida Diogo (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Maria das Graças Silveira Farias (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engª Rosane Roque Jacobson (Centro de Excelência em Engenharia de Transportes – CENTRAN) Engº Osvaldo Barbosa (KANAFLEX / AMITECH – RJ) Eng° MSc Fernando Wickert (Coordenador Técnico Geotêxtil da Fiberweb Bidim) Eng° Eider Gomes de Azevedo Rocha (Consultor da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Engª Carla Borges de Araújo (Consultora da Coordenação de Projetos / DPP / DNIT) Eng° Antônio Máximo da Silva Filho (Superintendência Regional – MA {ex 15ª UNIT/DNIT})

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng°Paulo Romeu de Assunção Gontijo Eng°Saul Birman Eng°Julio César de Miranda Eng°Genésio Almeida da Silva Eng°Ronaldo Simões Lopes Azambuja Eng°Pedro José Martorel Martorel Eng°Haroldo Stewart Dantas Eng°Renato Cavalcante Chaves Eng°Nelson Luiz de Souza Pinto Eng°Willy Alvarenga Lacerda Eng°Rui Vieira da Silva Eng°Antonio Roberto Martins Barbosa de Oliveira Eng°João Maggioli Dantas Eng°Guioberto Vieira de Rezende Eng°Humberto de Souza Gomes

COLABORAÇÃO: GEPEL – Consultoria de Engenharia Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de drenagem de Rodovias. - 2. ed. - Rio de Janeiro, 2006. 333p. (IPR. Publ., 724). 1. Rodovias – Drenagem – Manuais. I. Série. II. Título.
Impresso no Brasil / Printed in Brazil

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

Publicação IPR 724

MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

2ª Edição

Rio de Janeiro 2006

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, Km 163 – Vigário Geral Cep.: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel/Fax.: (21) 3371-5888 e-mail.: ipr@dnit.gov.br TÍTULO: MANUAL DE DRENAGEM DE RODOVIAS

Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado pela Diretoria Colegiada do DNIT em 15/08/2006.

datado de 1990. Centro Rodoviário. atualiza e complementa o nível de informação do Manual original. buscando-se a simplificação de procedimentos e a facilidade de sua aplicação.21240-000. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). vierem a consultá-lo. por ventura. Solicitamos a todos os usuários deste Manual que colaborem na permanente atualização e aperfeiçoamento do texto. Km 163. fruto da revisão e atualização da 1ª Edição do Manual.APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR). RJ Tel/Fax. Neste Manual de Drenagem de Rodovias são apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária. Rio de Janeiro CEP . A presente edição. comentários e críticas ao endereço abaixo. Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra.gov.br .: (21) 3371-5888 E-mail: ipr@dnit. procurando dar maiores e melhores subsídios técnicos aos profissionais que. dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos. a fim de possibilitar o desenvolvimento dos projetos de drenagem para rodovias com eficiência e modernidade. vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu Manual de Drenagem de Rodovias. enviando sugestões. Vigário Geral.

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................................................... 103 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada.......................012..............LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE FIGURAS Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Figura 8 Figura 9 Figura 10 Figura 11 Figura 12 Figura 13 Figura 14 Figura 15 Figura 16 Figura 17 Figura 18 Figura 19 Figura 20 Figura 21 Figura 22 Figura 23 Linha de energia específica .......... 35 Relação entre energia e profundidade críticas ................................................................................. com eixo longo vertical ou horizontal............. 109 Carga para bueiros em célula de cimento......................................................................... 79 Propriedades hidráulicas de estruturas lentículares e elípticas ..012.............................................. 96 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada ......................................... à seção plena com controle de saída n = 0................................................................ 106 Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada em anel biselado ........................................................................................ 38 Grandezas hidráulicas dos bueiros celulares .. 36 Ângulo Ø........................ 111 Carga para bueiros em tubulação de concreto.............................. 94 Cotas hidráulicas no levantamento do Hw........... 34 Variação de energia........................... 78 Curva Kv = f (d) ................................ 112 Carga para bueiros em tubulação oval de concreto.. 39 Curva Kq = g (d) ...................................012.............. com eixo longo horizontal e controle de entrada...................... 102 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto........................ com controle de entrada .......................................... 85 Controle de saída ............................................................................................... 113 ................................................................................................ 34 Largura da superfície livre do fluxo................ 104 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada..................................................................... 80 Esquema de escoamento por orifício ................................... à seção plena com controle de saída n = 0................................................................................................................................................................ 107 Interpolação de curva de coeficiente Ke......... 101 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de cimento e controle de entrada ................. à seção plena com controle de saída n = 0......................................... 105 Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóboda de chapa metálica corrugada com controle de entrada ....................

................... 138 Perfis do fundo e linha d’água ...................................024................................... 132 Gráficos de h = f (AR ⅔) e h = g (v)....................................................................................................024.. à seção plena n = 0................................. 119 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal ........................................ 142 Perfil hidráulico teórico .................................................................. 149 Ábaco II ............................. 120 Profundidade crítica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical............................................................................. 145 Vista em planta dos obstáculos ...... 144 Sobrelevação devida à obstrução de pilares .. 149 Valetas de proteção de corte............................ 117 Profundidade crítica seção retangular ................................................................................................................................................................................... 118 Profundidade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados................................................................. 114 Carga para bueiros em chapa metálica corrugada................................. 155 Figura 34 Figura 35 Figura 36 Figura 37 Figura 38 Figura 39 Figura 40 Figura 41 Figura 42 Figura 43 Figura 44 Figura 45 Figura 46 Figura 47 Figura 48 Figura 49 Figura 50 Figura 51 ..... 146 Coeficientes da fórmula de Rehbock .....2m de diâmetro e boca de montante saliente ..................................024....................... 148 Ábaco I ..................................................................................................................................................................... 155 Seção retangular .......................................................... à seção plena n = 0.................. 121 Profundidade crítica para bueiro lenticular em aço corrugado........................................ 122 Curvas do comportamento hidráulico para bueiros circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1....................................................................................................................................................................... 155 Seção trapezoidal ..... 124 Seção transversal de um rio ................................................................024................................................................................................................................................... 140 Curva dx/dy = f (y) ...................................................... 140 Acréscimo de cota devida ao remanso....................Figura 24 Figura 25 Figura 26 Figura 27 Figura 28 Figura 29 Figura 30 Figura 31 Figura 32 Figura 33 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada........................................... 137 Comprimento elementar ........... 154 Seção triangular................................................................................................................. à seção plena n = 0................................................................................ 115 Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada............. 133 Termos da equação de Bernoulli ..... 146 Vista em perfil d’água e obstáculos ..... 116 Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada....................................................................................... à seção plena n = 0.................................................................

............................... 205 Bacia de contribuição da plataforma................................................................................... 180 Situações da valeta do canteiro central ...................................................................................................................... 163 Sarjeta trapezoidal.............. 161 Seção trapezoidal ........................... 181 Descidas d’água tipo rápido ................................... 190 Perfil do fluxo em descida d’água .................................................................................................................... 174 Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro ..... 206 ............. 183 Elemento para o cálculo da velocidade d’água no pé da descida ................................................................................... 172 Direção de maior declive .................................... 159 Descida d’água em degrau.. 203 Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap”......................................................... 199 Número de Froude.................... 200 Curva para levantamento do comprimento do ressalto ..............................Figura 52 Figura 53 Figura 54 Figura 55 Figura 56 Figura 57 Figura 58 Figura 59 Figura 60 Figura 61 Figura 62 Figura 63 Figura 64 Figura 65 Figura 66 Figura 67 Figura 68 Figura 69 Figura 70 Figura 71 Figura 72 Figura 73 Figura 74 Figura 75 Figura 76 Figura 77 Figura 78 Figura 79 Figura 80 Figura 81 Figura 82 Figura 83 Escalonamento de valetas............................................. 161 Seção retangular .................................................................... 168 Curva d = f (I)........ 176 Comprimento crítico de sarjeta em função de declividade longitudinal d = f (I) ........................... 191 Saída d’água de greide em rampa.................................. 164 Sarjeta retangular ..................... 170 Curvas de comprimento crítico para várias declividades.......................... 198 Esquema completo de um bueiro de greide em corte ................................................... 201 Esquema de um dissipador de energia ............................... 190 Curvas de profundidade e velocidade do líquido ........................................ 193 Esquema completo de um bueiro de greide em aterro ................................................................................................. 170 Meio-fio simples e acostamento ............... 164 Sarjeta trapezoidal com capa ................................................... 172 Meio-fio sarjeta conjugados ....................................................................................................................... 162 Sarjeta triangular ....................................................................................... 204 Dissipador contínuo ao longo do aterro ..... 165 Bacia de contribuição da sarjeta.................................................................................................................................................................. 185 Seção curta de uma descida d’água de comprimento ∆x ................................................................................................................................................................................................................................................. 192 Saída d’água de curva vertical côncava .........................................................

...... 288 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas........... 210 Corta–rios ............ 255 Perfil dos lençóis freáticos rebaixados.................................................................... 236 Área de vazão máxima (I = L) ................................................................................................................... 273 Bocas de lobo . 224 Camada drenante conectada a dreno profundo .................................................................................................. 266 Dreno sub-horizontal com controle na saída .................................... 225 Filtro separador ............ 211 Esquemas de drenos em muros de arrimo................................................................ 267 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL. 1997) ................................................................................. 238 Seções de drenos profundos...................................................................................................................... 286 Seção na entrada da boca-de-lobo....................... 266 Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ETAL......................................................... 288 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas .................................................................................................................................... 229 Nomograma para determinação da seção de vazão .......................................................................................... 258 Drenos em espinha de peixe ............................................................. 268 Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia... 207 Escalonamento de aterro – altura máxima ..................................................................................................................................................................... 237 Área de vazão máxima (I < L)......................................................................................... 290 .................................... 216 Camada drenante ........................................................... 233 Comportamento da água drenada nos pavimentos ................................................................................................................................................................................................... 235 Elementos de cálculo do dreno lateral da base ................Figura 84 Figura 85 Figura 86 Figura 87 Figura 88 Figura 89 Figura 90 Figura 91 Figura 92 Figura 93 Figura 94 Figura 95 Figura 96 Figura 97 Figura 98 Figura 99 Figura 100 Figura 101 Figura 102 Figura 103 Figura 104 Figura 105 Figura 106 Figura 107 Figura 108 Figura 109 Figura 110 Figura 111 Figura 112 Parâmetro no escalonamento do talude .................................. 262 Elementos de um dreno sub-horizontal ...................................... 251 Rebaixamento do lençol freático. 250 Curvas granulométricas................................ 1977) ................... 224 Curvas para agregados de graduação ......................................................................... 227 Elementos para o dimensionamento da camada drenante.......................................................................................... 283 Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas ....................

...................................................................................................................................... 309 Tipos básicos de ensaios de tração para geotexteis ....................................................... 292 Esquema geral de grelha ..................................................................................... 293 Coeficiente de distribuição (n) – Àbaco de Caquot .................................... 318 Mecanismo de filtração................... 326 Composição granulométrica ................ 307 Coeficiente de deflúvio f ... 308 Capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção............................................................................................Figura 113 Figura 114 Figura 115 Figura 116 Figura 117 Figura 118 Figura 119 Figura 120 Figura 121 Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas ........................................................................................... 327 ............................................................................. 322 Ábaco para escolha do fator “C” .........

.. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ......... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) . velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ............ 65 Vazão.............................................. velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) ..........................LISTA DE TABELAS Tabela 1 Tabela 2 Tabela 3 Tabela 4 Tabela 5 Tabela 6 Tabela 7 Tabela 8 Tabela 9 Tabela 10 Tabela 11 Tabela 12 Tabela 13 Tabela 14 Tabela 15 Tabela 16 Tabela 17 Tabela 18 Tabela 19 Vazão........ velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .................................................... 81 ... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ...................................... 60 Vazão. 61 Vazão................................................................................................. 54 Vazão................... 57 Vazão........ velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) ..................................... velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .................. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .................................. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .......... 58 Vazão................................................................ 62 Vazão.......... 53 Vazão.... 52 Vazão.............................................. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ............ 55 Vazão... 66 Tabelas dos circulares parcialmente cheios ................................................................. 76 Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados........................................................ velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .................... velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ..... 56 Vazão.................................................................. 59 Vazão.......... velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) .............. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ................... 56 Vazão............... 63 Vazão............. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ...................................................................................................... 64 Vazão... velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) ........... 51 Vazão.......

...................................................................................................................................... 110 Valores de “n” para metálicos . 254 Granulometria a ser servida por drenos e colchões drenantes ........63 ............. 303 Valores do fator de “m” ..... 126 Velocidades máximas admissíveis para a água ................................................................ velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0. 188 Parâmetros geométricos para seções circulares de canais........................................ variando de “y”min até “y”máx .............................................................................................. 143 Folga “f” para valetas revestidas .................................... 220 Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos................... 82 Vazão por metro linear de soleira ...................................................... 84 Coeficientes de vazão ........................................................................................................ 89 Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro ......................................... 159 Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água ................................................................................................................. 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios menores.... 128 Valores de “x” para “y”................ 220 Coeficientes de condutividade hidráulica (k) ...................................................................................................... 110 Dados para curva de controle de entrada................................................... 128 Valores dos coeficientes de rugosidade “n”.............................................................. 272 “k” em função do ângulo “y”...........Tabela 20 Tabela 21 Tabela 22 Tabela 23 Tabela 24 Tabela 25 Tabela 26 Tabela 27 Tabela 28 Tabela 29 Tabela 30 Tabela 31 Tabela 32 Tabela 33 Tabela 34 Tabela 35 Tabela 36 Tabela 37 Tabela 38 Tabela 39 Tabela 40 Tabela 41 Tabela 42 Tabela 43 Tabela 44 Tabela 45 Tabela 46 Tabela 47 Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados............ 125 Coeficientes de perda em entrada de estruturas: Ke..........63 ................................................. 90 Valores de “n” para concreto .................................................................................................................................. velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com o c = 0...... 88 Vazão........................................................ 127 Valores dos coeficientes de rugosidade “n” para curso d’água natural – arroios maiores ............................ 87 Vazão........ 218 Coeficientes de escoamento superficial .......................................... 123 Dados para as curvas de controle de saída ........................ 252 Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm)............................ 302 Coeficiente de redução das capacidades das bocas-de-lobos ... 287 Planilha para o cálculo de coletas circulares de águas pluviais .......................................................... 303 ..................................................

.................................................................................... 304 Determinação de d 8/3/n e d 5/2 ............ 303 Valores do fator de (a) ............................................................................................................................... 328 ............ 305 Requisitos básicos das mantas geotêxteis .................... 304 Dados numéricos para o cálculo de escoamento em galeria circulares parcialmente cheias.........................Tabela 48 Tabela 49 Tabela 50 Tabela 51 Tabela 52 Tempo de entrada ...................................................................................

................. Valetas de proteção de corte........ 135 Remansos.....................................................................................3.........1...................................................................................................................SUMÁRIO APRESENTAÇÃO .................................3................................1..............................................2.................................... 2.... Bueiros .... 135 Objetivo e características.................. 161 ........................................................................1....................2....................................1..........................................2............................ 2............................ 3........................................ 32 Curvas de comportamento........................................... 07 Lista de Figuras ................ 2....................4............... 154 Dimensionamento hidráulico............. 28 Elementos do projeto ............ 130 Pontilhões......................................................5..............2........... 3.......... 07 Lista de Tabelas .......................... 154 Elementos do projeto .........................................................................2.............. DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES .. 2.....2.............1..................................... 154 Objetivo e características..................... 21 2............. 123 Tabelas diversas...................................... 3..................................................1..............................3.......................................... 12 1........................................................ 2........................ 28 Objetivo e características......................................................................................2 2........................ 2.............. 2...... 2..............................3..............1..................3..............1......3........................................... INTRODUÇÃO ........................3............................................................. 135 Influência dos pilares de pontes...... 25 2.................................... 125 Pontilhões e pontes..........1........................1............. 2.......................... 2...... 3....1 2.......................2....... 144 3............1..... DRENAGEM SUPERFICIAL ............. 130 Pontes .......1.............. 30 Dimensionamento hidráulico.................................................. 156 Valetas de proteção de aterro ...................................................... 131 Obstruções parciais de vazão ............................................... 151 3............1.. 05 Lista de Ilustrações ..........................................

............... 180 Dimensionamento hidráulico ........................... 171 Elementos do projeto ...3.....................................5.. 3..............................................................2 3...............5............ 195 .............................................. 161 Dimensionamento hidráulico ........ 3...5......................... 182 3...2..... 161 Elementos do projeto .....................................1 3.........2................................................8.......................................................................1 3................3.......... 180 Elementos do projeto ..... 162 Sarjetas de corte .......... 3..............................2 Objetivo e características ................................................................................ 194 3................................... 173 Valeta do canteiro central ...............................6.............3.........5 3....................................................................1 3. 3....... 3.........6.....2.....8 Caixas coletoras........ 191 Dimensionamento hidráulico ......................... 3.............................................2 3........................................ 162 Elementos do projeto .................. 191 Elementos do projeto .....................3............................................3 Objetivo e características .............................. 180 Objetivo e características .3.......................................................1................................... 163 Dimensionamento hidráulico ............................8................. 182 Dimensionamento hidráulico ..........3............4.....................7..................3 3..................1 3...............................................1 3...........................4.................................2 3........ 3..2 3............................3 Objetivo e características .......... 182 Elementos do projeto ..................3................2 3............... 171 Dimensionamento hidráulico .............................................................6.....2...... Descidas d`água ...........................................7..................................................................................................................7............... 195 3...7.....3 3......................... 171 Objetivo e características ......... 184 Saídas d`água.....4........6...... 181 3......................... 191 Objetivo e características ................1..4 3..... 162 Objetivo e características .............................................................. 195 Elementos do projeto ..................................................................................... 166 Sarjetas de aterro............................................

..........3...... 199 Dissipadores contínuos .. Escalonamento de taludes ............. 212 3...........2.................................................10.....12...................................2 3........................................12................. 211 3.3.... Camada drenante .................................................. .................................1 3......... 199 3......................1...............2............ 198 3.....13.................12............... 205 3.................... 205 3...................................................................14............................... 223 4........ 224 Objetivo e características ... 197 Objetivo e características .. 197 Elementos do projeto .........................11.....................................3 Objetivo e características .....13............ 227 Drenos rasos longitudinais .9............................................. 214 Dimensionamento hidráulico............................................... 206 3.......... Objetivo e características.................3 3................. Objetivo e características ..............2...... 3..........................1.................................. 212 Dimensionamento hidráulico ...... Bacias de amortecimento.... 3... DRENAGEM DO PAVIMENTO ................................. Corta-rios................... 3............................10....... Elementos geométricos para seções circulares de canais ............... 217 4........................................... 231 .11.................................................. 197 Dimensionamento hidráulico .....2..........................2.......................................... 3....................................................................... 3..................1......................................... Dissipadores de energia... 4..............13....... 4........12.... Drenagem de alívio de muros de arrimo ....................................................1...........8..........................................................................................1 3...........................9...... 4.... 196 Bueiros de greide ............................................................... 205 Elementos do projeto ......11.................................................... 214 3...............3 Objetivo e características ..............................10..... 206 Dimensionamento hidráulico .......2................................................1 ............................................................ 225 Dimensionamento hidráulico ...2...................3 Dimensionamento hidráulico ............... 211 Elementos do projeto ..............2.......................9........ 214 3...........11......................................... 221 4........9................ 3..

................................................................. 246 5..........4............................................. 260 5.................... 4........................................4....................... 248 5.................. 234 Objetivo e características ....................... ......... 5.....................................................................................................4..2............... 4.....................2................... características e projeto .......................................... 243 5.........................5.............. 261 Elementos do projeto ................................... 263 5.......2........ 4................... 231 Dimensionamento hidráulico ..................... 5...................3................1............................... 5..........................................2..........1.......4............3...... 234 Dimensionamento hidráulico ............... Colchão drenante..............................................................................5................................ 240 Dimensionamento .....5................2.............. 5......................................................................... 5................. 232 Drenos laterais de base .......................................... 264 5.......2.............1. 262 Dimensionamento .................. 4....................... Drenos profundos.......... 263 5.............................3 Objetivo e características ...2.......1.. 262 5.................................. 270 5............................................................................3. 240 5......1......4........................... 4.........................1.................2.................1 4......4................................................ 261 Dimensionamento .................................3 Objetivo e características ....4.......................3.. 270 ..........4.......................2.2 Objetivo e características ........................................... 247 Dimensionamento ............ 4................ 246 Elementos do projeto .............................................................................3 Objetivo e características.........5......................... Drenos sub-horizontais ....... 263 Elementos do projeto . 261 5...................................................... 235 Drenos transversais .............1.................................................................1............................................... 5. Drenos espinhas de peixe.................................. Valetões laterais...1..............2 Objetivo e características ................... DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA ......................5.......... 264 Dimensionamento ................... 240 Elementos de projeto ...................3.....1 Objetivo.............. 5...1..........

.........6....................................................... 315 Função reforço ....... 277 6..........3 Bocas-de-lobo............................. 316 ................... 313 7.................................................................... 316 Função proteção ....3......................................295 6... GEOTÊXTEIS – Características.....................1 Introdução ............2............................................ 279 6.....5 Roteiro para projeto para galerias pluviais de seção circular ...................................................... 314 7....................3... 301 6...... Drenos verticais ........................ 284 6............................................2 7......5 7...1 Dimensionamento hidráulico ...... 313 7...................................5...................................................................................................................4 Poço de visita ................ Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo ....3 Função dos geotêxteis ...3.............5.......5...........................................4 Função filtração .....4 7........... ........................................................................... 280 6.................6....................................................................................................... 5......................................................................3 Objetivo e características....................................................................................................3...........................................5........................3 7.....3.................................. 296 Deflúvio a escoar para jusante........................................ 296 Galeria de jusante .... 5.. 270 Elementos do projeto..........................................................................2 6.................................................... ............................. 298 Recomendações ... 273 6...................................... 303 7................................................... 316 Função drenagem transversa ....... 311 7............ 282 6.....................................6..................6...........2 Sarjetas .... 270 5...............5......1........6.......4 Poços-de-visita .........3..............................1 6............................................................... 316 Características dos geotêxteis – Detalhamento ...2 Características dos geotêxteis .......... 315 Função separação ............................3 6........................ 271 Dimensionamento.295 6.......1 7.1 Objetivo e características ......... DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA................................................................................. funções e seu dimensionamento como filtro ............................

317 Porosidade....316 Densidade da fibra ou filamento....................5 Permeabilidade normal....321 Dimensionamento do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea .....316 Espessura.................7 7........................................................321 Resistência a agentes biológicos...........2 Mecanismos de filtração.................321 Resistência a agentes químicos..................10 Resistência ao estouro........................4...............1 7...4........4......319 7...............................22 7...5...4.................................4...................321 Resistência à temperatura................4..6 7........................13 Atrito com o solo................................318 Módulo de rigidez.......4.......4.......................17 7..............................317 Alongamento..317 Diâmetro da fibra ou filamento.......14 Isotropia........3 7........................4.................5 7........................................................................................4..............................4.....................................................................................................4 7............................................23 7...................................................................................21 7.................4...........320 Fluência ...4.......................321 7...............4...............5..4.........18 7........318 7..............317 Resistência à tração.............4....................15 7.......................................1 7............................4......323 .....8 7.........................................................320 Permeabilidade transversal.........319 7..........4......................................................321 Resistência aos raios ultra-violetas ..................................................................12 Flexibilidade..4..............318 Resistência ao puncionamento.4...............319 7................4.....319 7........2 7...................19 7.........................4...............................321 Dimensionamento do geotêxtil para o desempenho da função...321 Resistência à abrasão.........7......4.........................................20 7..................11 Resistência à propagação do rasgo...............................16 7............................................9 Gramatura (densidade superficial)....314 7.............................320 Abertura de filtração (capacidade de retenção de partículas)....................

................328 7.........................Escolha do geotêxtil tendo em vista a instalação mesmo na obra............................330 ........329 do 7.....5 Algumas recomendações para a instalação do geotêxtil como filtro na drenagem subterrânea...5................5...........................3....................................7..........5.............4 Escolha final do geotêxtil tendo em vista a prática...

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Manual de Drenagem de Rodovias 21 1 – INTRODUÇÃO .

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Basicamente. ora apresentada. no futuro. foi parte integrante do conjunto de trabalhos realizados por intermédio do Programa BIRD VII. Esta 2ª Edição manteve a forma original da 1ª Edição. será de larga aplicação. pretendeu o extinto DNER suprir uma lacuna existente no módulo rodoviário. A matéria apresentada fornece as ferramentas indispensáveis à adoção das medidas para a proteção do corpo estradal da ação prejudicial das águas que o atingem. o Manual de Drenagem de Rodovias – 1ª Edição é constituído pelos capítulos referentes à transposição de talvegues. drenagem do pavimento. onde as diferentes técnicas. principalmente as mais importantes. foram tratadas com a profundidade teórica compatível com o projeto rodoviário. ou mesmo. Refere-se ainda esta 2ª Edição às canalizações executadas com novos materiais como o PEAD – polietileno de alta densidade e o PRFV – plástico reforçado com fibra de vidro. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 1 INTRODUÇÃO 23 A 1ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias (1990). acrescentando-se as correções e complementações decorrentes do processo de revisão efetuado. Os assuntos foram abordados obedecendo a uma seqüência lógica. implicando em freqüentes dúvidas e indecisões. drenagem superficial. das infiltrações. das existentes sob a forma de lençóis freáticos ou artesianos. o qual se apoiava na existência de diversos manuais contendo informações não oficializadas. ao seu usuário. A 2ª Edição do Manual de Drenagem de Rodovias. da condução através de talvegues. a adequada utilização dos dispositivos de drenagem nos estudos e projetos de construção e restauração de rodovias. e teve por finalidade orientar e permitir. objetiva a consolidação dos critérios e dos métodos de cálculo usuais. cuja larga aplicação permitiu o seu próprio aprimoramento. Com sua aprovação. cuja utilização em obras rodoviárias se inicia no Brasil e. seja através das precipitações. drenagem subterrânea ou profunda e drenagem de travessia urbana. relativas aos métodos e processos que deveriam ser adotados nos projetos e estudos de drenagem de rodovias.

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Manual de Drenagem de Rodovias 25 2 .DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES MT/DNIT/DPP/IPR .

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a cota do nível d'água máximo a montante. a metodologia adotada é a referente ao escoamento em regime crítico. Não sendo possível a carga a montante. Para bueiros com carga a montante o escoamento é considerado como canal em movimento uniforme. É fundamental que o técnico responsável pelo projeto de uma rodovia tenha ampla consciência da importância da drenagem na garantia da estabilidade da via a ser construída e. a utilização do método alternativo da "Circular nº 5 do Bureau of Public Roads . têm que ser atravessadas sem comprometer a estrutura da estrada. MT/DNIT/DPP/IPR . Além desses procedimentos recomenda-se. atinge o corpo estradal. a drenagem de uma rodovia deve eliminar a água que. o bueiro deve trabalhar livre como canal. técnica e economicamente. sem pressão interna. para o dimensionamento. Esta metodologia se aplica às duas alternativas. e baseia-se. sob qualquer forma. ou a terceiros. que poderia proporcionar o transbordamento do curso d’água causando danos aos aterros e pavimentos e inundação a montante do bueiro. captando-a e conduzindo-a para locais em que menos afete a segurança e durabilidade da via. respeitandose. à seção plena. por imperativos hidrológicos e do modelado do terreno. evidentemente. estabeleça de maneira coerente. para bueiros trabalhando com ou sem carga hidráulica. caso a elevação do nível d'água a montante não traga nenhum risco ao corpo estradal. As obras para transposição dos talvegues podem ser bueiros. Para bueiros trabalhando hidraulicamente como canais. Por outro lado. na pesquisa do nível d'água a montante e a jusante da obra. baseada na energia específica mínima igual à altura do bueiro. A escolha do regime a adotar depende da possibilidade da obra poder ou não trabalhar com carga hidráulica a montante. isto é. essas águas originam-se de uma bacia e que. o bueiro pode ser dimensionado como orifício. No caso da transposição de talvegues. obstáculos a serem vencidos pela rodovia.Manual de Drenagem de Rodovias 2 DRENAGEM DE TRANSPOSIÇÃO DE TALVEGUES 27 Em sua função primordial. o correto dimensionamento das obras de drenagem a serem implantadas. pontilhões e pontes. fundamentalmente. em conseqüência. baseado em ensaios de laboratório e observações de campo. vertedouros ou orifícios. Esse objetivo é alcançado com a introdução de uma ou mais linhas de bueiros sob os aterros ou construção de pontilhões ou pontes transpondo os cursos d'água.USA". Em termos hidráulicos os bueiros podem ser dimensionados como canais.

Os bueiros podem ser classificados em quatro classes. a referida boca deverá ser substituída por uma caixa coletora.1. a lenticular. Tendo em vista a eventual ocorrência de remanso. cujo dimensionamento hidráulico se baseia na fórmula de Manning e na equação da continuidade. quanto à esconsidade. quando a seção for circular. quando a seção transversal for retangular ou quadrada. muro de testa e alas. b) Quanto ao número de linhas São simples. a montante e a jusante. Não são recomendáveis números maiores de linhas por provocar alagamento em uma faixa muito ampla. 2. por exemplo. quanto aos materiais com os quais são construídos. entre elas: a circular. a elíptica e os arcos semicirculares ou com raios variáveis (ovóides). a) Quanto à forma da seção São tubulares. duplos e triplos. elipses ou ovóides. células etc. quanto ao número de linhas. celulares. a saber: • • • • quanto à forma da seção. Compõem-se de bocas e corpo. visando a determinação do perfil hidráulico teórico. foram feitas considerações sobre as obstruções parciais de descargas.Manual de Drenagem de Rodovias 28 Neste capítulo são também apresentadas considerações sobre pontes e pontilhões. de células etc. Corpo é a parte situada sob os cortes e aterros. influindo no dimensionamento hidráulico das pontes e dos bueiros.1 BUEIROS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros são obras destinadas a permitir a passagem livre das águas que acorrem as estradas. Para o caso dos bueiros metálicos corrugados. MT/DNIT/DPP/IPR . As bocas constituem os dispositivos de admissão e lançamento. especial.1 2. quando tiver seções diferentes das citadas anteriormente. e são compostas de soleira. existe uma gama maior de formas e dimensões. quando só houver uma linha de tubos. baseadas na teoria do escoamento gradualmente variado em canais. como é o caso dos arcos. No caso de o nível da entrada d'água na boca de montante estar situado abaixo da superfície do terreno natural. quando houver 2 ou 3 linhas de tubos.

A união (costura) das chapas ou segmentos pode ser feita por meio de parafusos ou cintas. alas e caixas coletoras usa-se alvenaria de pedra argamassada. de acordo com o tipo de produto escolhido.quando o eixo do bueiro coincidir com a normal ao eixo da rodovia. concreto armado. além do PRFV – plástico reforçado de fibra de vidro. simples ou armado. esconsos . – tubos metálicos corrugados Os tubos metálicos corrugados devem ser fabricados a partir de bobinas de aço. – tubos de concreto Os tubos de concreto. ou blocos de concreto de cimento. Nas bocas. Os bueiros devem estar localizados: a) sob os aterros – em geral deve-se lançar o eixo do bueiro o mais próximo possível da linha do talvegue.ABNT. – Quanto à esconsidade A esconsidade é definida pelo ângulo formado entre o eixo longitudinal do bueiro e a normal ao eixo longitudinal da rodovia. não sendo possível. NBR 9795 e NBR 9796 da Associação Brasileira de Normas Técnicas . com recobrimento de argamassa de cimento e areia.quando o eixo longitudinal do bueiro fizer um ângulo diferente de zero com a normal ao eixo da rodovia. – células de concreto As seções transversais-tipos devem obedecer aos projetos elaborados. ser moldados em formas metálicas e ter o concreto adensado por vibração ou centrifugação. segundo normas da AASHTO e ASTM e revestidos adequadamente para resistir as mais diversas condições ambientais. deve-se procurar uma locação esconsa que MT/DNIT/DPP/IPR . além de concreto pré-moldado. devem: obedecer aos projetos-tipo do DNIT. de acordo com as peculiaridades locais. Os bueiros podem ser: normais . chapa metálica corrugada ou polietileno de alta densidade. devendo o concreto ser adensado por vibração.Manual de Drenagem de Rodovias c) Quanto ao material 29 Os materiais atualmente usados para a construção de bueiros no DNIT são de diversos tipos: concreto simples. PEAD. Tubos diferentes daqueles apresentados nos projetos-tipo podem ser aceitos desde que satisfaçam as exigências estabelecidas nas normas NBR-9794.

1. deverá atender a esta descarga com a obra operando em condições de segurança. c) nos cortes – quando for interceptada uma ravina e caso a capacidade de escoamento das sarjetas seja superada. com curvas de nível. de escolha do projetista. se necessário. bem como a altura do aterro sobre o bueiro e valas e descidas d'água por ventura necessárias. tomando-se precauções quanto aos deslocamentos dos canais nas entrada e saída d'água do bueiro. Ao ser escolhida a posição mais recomendável para o bueiro deve ser levada em conta a condição de que. Os estudos geotécnicos devem ser feitos através de sondagens. b) nas bocas dos cortes . para avaliação da capacidade de suporte do terreno natural. 2.4 e 5%. Fundações MT/DNIT/DPP/IPR . Quando a velocidade do escoamento na boca de jusante for superior à recomendada para a natureza do terreno natural existente (ver tabelas no Apêndice A) devem ser previstas bacias de amortecimento. o bueiro deve ser projetado em degraus e deverá dispor do berço com dentes para fixação ao terreno. O projeto terá que ser precedido de um levantamento topográfico adequado. definindo seu comprimento.2 ELEMENTOS DO PROJETO Levantamento topográfico em planta.Manual de Drenagem de Rodovias 30 afaste o eixo o mínimo possível da normal ao eixo da rodovia. a declividade de seu corpo deve variar entre 0. Sobre a planta resultante será projetado o bueiro.quando o volume de água dos dispositivos de drenagem (embora previstos no projeto) for tal que possa erodir o terreno natural nesses locais. folgas e posicionamento das alas. Pesquisa da declividade e estudos geotécnicos. A descarga é definida pelos estudos hidrológicos e a declividade. principalmente nos casos de aterros altos e nos locais de presumível presença de solos compressíveis. normalmente. Determinação do comprimento do bueiro Sobre a seção gabaritada traça-se o perfil ao longo do eixo do bueiro. para permitir seu detalhamento. de metro em metro. Seção transversal O cálculo da seção transversal ou seção de vazão do bueiro vai depender de dois elementos básicos: a descarga da bacia a ser drenada e a declividade adotada. Quando essa declividade for elevada.

ter soluções mais simples. Como os tubos têm que considerar as resistências estabelecidas pela ABNT. quer de concreto quer metálicos. comprimento. devem ser apresentadas em planta : – – – – – localização. de acordo com convenções previamente aprovadas. obras de arte correntes ou apresentarem características que as coloquem entre as obras de arte especiais. com assentamento direto no terreno natural ou em valas de altura média do seu diâmetro. quanto às fundações. comprimento. Para os bueiros metálicos. independente da forma ou tamanho. para melhor adaptação ao terreno natural e distribuição dos esforços no solo. quase sempre. Os bueiros circulares de concreto podem. Em função da altura dos aterros podem. exigir cuidados especiais no que se refere à fundação. cota das extremidades a montante e jusante. deve atender às resistências mínimas especificadas pela ABNT e as necessidades do projeto. face ao seu tamanho e/ou condições adversas dos terrenos de fundação. b) Em perfil segundo o eixo longitudinal contendo: – – – – declividade.Manual de Drenagem de Rodovias 31 Os bueiros podem ser. as obras celulares. Entretanto é muito mais seguro a adoção de uma base de concreto magro. apenas de uma regularização do terreno de assentamento. impõem-se os controles estabelecidos nas normas próprias. pontilhões e as galerias. Recobrimento O recobrimento dos tubos. necessitando. seção transversal. Apresentação Os projetos dos bueiros serão apresentados segundo os seguintes elementos : a) No projeto geométrico. as fundações serão simples. e altura do aterro da rodovia MT/DNIT/DPP/IPR . tipo. porém. muitas vezes. sob o ponto de vista construtivo. Estão neste caso. adotando-se inclusive o estaqueamento. Os recobrimentos máximo e mínimo permitidos para os bueiros devem constar de seus respectivos projetos. e esconsidade.

Manual de Drenagem de Rodovias c) Em seção transversal com os detalhes: – – – 2. sendo baseado em que o escoamento de um bueiro é controlado pela capacidade hidráulica de uma determinada seção de controle do fluxo. com energia específica igual ao seu diâmetro ou altura. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO 32 Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros admite-se que eles possam funcionar como canais.3 de formas e armação. Para o dimensionamento dos bueiros como vertedores. para qualquer tipo de funcionamento anteriormente citados. e a declividade do mesmo. Este método não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro. estabelecendo assim a condição do bueiro funcionar com a entrada não submersa. o que exige a proteção à montante e a jusante aos riscos de erosão. sendo adequado apenas se a altura d'água a jusante ficar abaixo da altura crítica correspondente à descarga. Circular nº 05. para um projeto final mais preciso. das bocas e caixas coletoras. limitando-se sua capacidade admissível á vazão correspondente ao regime crítico. considerando a opção do bueiro trabalhar com carga hidráulica. considera-se a obra como orifício. isto é. No caso (a). Para o dimensionamento dos bueiros como orifícios utiliza-se a Equação de Torricelli e a equação da continuidade. No caso de bueiros trabalhando como canais. com a entrada submersa. Bueiros trabalhando como canais Considerações gerais sobre a hidrodinâmica MT/DNIT/DPP/IPR . vertedouros ou como orifícios. o dimensionamento será feito baseado em duas hipóteses: a) Considerando o funcionamento do bueiro no regime supercrítico. Este método pode ser usado de uma forma geral. Este método é limitado pois não leva em conta as condições externas ao corpo do bueiro. em que a altura d'água sobre a borda superior é nula. a capacidade máxima considerada para o projeto está definida pela vazão correspondente a uma energia específica igual à altura da obra. e leva em consideração os fatores externos e internos do conduto. o comprimento. Tendo em vista as limitações dos métodos já citados. podem-se utilizar os estudos do "Bureau of Public Roads". e do quadro de quantidades de material. a rugosidade das paredes.1. b) Considerando o funcionamento do bueiro no regime subcrítico.

ela será a soma das energias cinética e de pressão. MT/DNIT/DPP/IPR . é constante. Nos casos reais. A equação de Bernoulli e a da continuidade (Q = AV) abriram um vasto campo a hidrodinâmica e permitem resolver inúmeros problemas do movimento dos líquidos em regime permanente. por meio de condutos livres. a soma das alturas representativas das energias geométrica ou de posição (Z).Manual de Drenagem de Rodovias 33 Toda a técnica de drenagem na construção rodoviária se apóia na hidrodinâmica. Fundamentalmente o dimensionamento dos bueiros é feito usando a equação de Bernoulli(1700-1782): Z+ p + v2 = cte 2g γ em que: ao longo de qualquer linha de corrente. escoando sem atrito. devese introduzir na equação acima a perda de carga por atrito da água com as paredes do canal. piezométrica ( p / γ ) e cinética ( V 2 / 2g ). uma vez que seu objetivo é o de afastar. e que depende da rugosidade do revestimento. toda água prejudicial ao corpo estradal. como os que são objeto deste manual. esta última. Convém ressaltar que esta expressão foi deduzida por Bernoulli para fluido perfeito. 1. ou seja. Deste modo. O regime crítico a) As fórmulas que o definem Define-se a energia específica de um líquido como sendo a energia total por unidade de peso em relação ao fundo do canal. como melhor será entendido pela observação da Fig. a profundidade do líquido. correspondendo. genericamente denominado h.

A. portanto. MT/DNIT/DPP/IPR . O fluxo crítico é aquele que se realiza com um mínimo de energia. a variação da energia consumida no escoamento.Linha de energia específica LINHA DE ENERGIA ESPECÍFICA V2 2g 34 h N.h. a profundidade hidráulica definida como a relação entre a área molhada A e a largura da superfície livre do fluxo (Fig. verifica-se a redução da altura d'água h. é apoiada na equação: E = h+ V2 (equação 2. embora o valor de h continue a decrescer (Fig. 2). de acordo com a equação (2. a velocidade de escoamento e h.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 1 . passando por um mínimo. Ao se traçar uma figura com estes elementos referidos a dois eixos cartesianos. Figura 2 . dentro do canal.3). considerando-se a energia em relação ao fundo do canal.01) 2g uma vez Z = O. a energia específica. verificase que a energia diminui com a redução de h.01). modificando-se a velocidade do escoamento pelo aumento da declividade. FUNDO DO CANAL A definição. V.A.Largura da superfície livre do fluxo T N. Para uma dada descarga. d. seguida de elevação. E.

para o mínimo desejado: ⎞ ⎛ Q2 ⎞ ⎛ V2 Q2 Q2 dE = d⎜ + h⎟ = − dA + dh = − tdh + dh + h ⎟ = d⎜ ⎟ ⎜ 2gA 2 ⎟ ⎜ 2g gA 3 gA 3 ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ Fazendo-se dE Q2 T x = 1− dh g A3 ou.Variação de energia 35 2 V 2g h Regime Lento hc Regime Rápido 45º Ec min h > hc I < Ic h < hc I > Ic O ponto de energia mínima define a altura h do regime crítico. e considerando-se que na seção transversal do fluxo. 2). dE = 0 . adota-se o cálculo diferencial. Para se chegar às fórmulas do fluxo que traduzem este estado.01). Daí. tem-se. anulando-se a derivada primeira de E em relação a h na equação (2. correspondente à energia mínima. se T é a superfície livre do canal e A. tem-se dh 1− Q2 T =0 x g A3 As grandezas do fluxo crítico são: MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se. para se obter o mínimo.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 3 . sua área molhada. dA = Tdh (Fig. desde que Q é uma constante e V = Q/A .

pelo menos. MT/DNIT/DPP/IPR . o regime crítico acontece ao longo do bueiro funcionando como canal. como será visto mais adiante e poderá ser melhor entendida com a representação gráfica da Fig. exercendo o controle da capacidade hidráulica da obra. Figura 4 . desde que a declividade seja igual ou superior à crítica e as restrições a jusante não limitem tal capacidade. b) Quantificação da energia específica do fluxo crítico Substituindo-se na equação da energia específica. Correspondendo ao escoamento crítico temse F = 1.Relação entre energia e profundidade críticas 2 V 2g hc = 2/3 Ec IC EC Além de ser o tipo de fluxo que se dá com o mínimo de energia. o valor da velocidade pelo da velocidade crítica Vc = gh c . E =h+ V2 . uma grandeza adimensional que define os escoamentos subcríticos e supercríticos. resultará em: 2g Ec = 3 hc 2 Esta equação é básica para o dimensionamento dos bueiros no regime crítico. em uma seção. 4. c) Fórmulas empíricas que definem a velocidade nos canais.Manual de Drenagem de Rodovias hc = Ac Profundidade crítica Tc 36 Q c = A c gh c Vazão crítica Com a utilização de equação de continuidade a velocidade crítica será: Vc = gh c A expressão V = gh define o numero de Froude.

I = gradiente hidráulico. Essa última ligação só é possível através de fórmulas empíricas como a idealizada por Chezy ou a de Manning. esta. embora empírica. conduzindo a valores aceitáveis para o dimensionamento de sistemas de drenagem. n = coeficiente de rugosidade de Manning. de longo uso. considerado igual à declividade do canal se o fluxo é uniforme. pode-se estabelecer a correlação dos elementos de definição do escoamento com a declividade do canal. A = área molhada. interligando Q. Será demonstrado mais adiante que os cálculos a serem empregados ficarão sobremodo simplificados ao se utilizar o ângulo Ø como parâmetro representativo do referido enchimento (Fig. A e I. R = raio hidráulico (A/P.Manual de Drenagem de Rodovias 37 Considerando a ocorrência de fluxo uniforme. d) Expressões das grandezas hidráulicas visando ao estabelecimento das fórmulas do regime crítico. área molhada dividida pelo perímetro molhado). é definida pela expressão: V = R 2 / 3 xI 1 / 2 n ou. 5). MT/DNIT/DPP/IPR . V. Essa fórmula. de outra forma: I= V 2 x n2 R4/3 Onde: V = velocidade do canal. tem sido largamente empregada em todo mundo. Caso dos bueiros tubulares Os valores necessários ao projeto estão diretamente ligados ao nível do enchimento do respectivo conduto.

Bueiros celulares MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 5 . A= Ø − senØ x D2 8 Perímetro molhado: P= Ø xD 2 Raio hidráulico: R= A Ø − sen Ø xD = p 4θ Largura da superfície livre do fluxo: T = D x sen Ø 2 Profundidade hidráulica: h= A Ø − sen Ø = xD Ø T 8 sen 2 O ângulo Ø será sempre expresso em radianos (rad).A. D/2 d Ø D Obtém-se sua ligação com o tirante d através da fórmula: cos Ø 2d = 1− 2 D Por outro lado. Área molhada. nas fórmulas utilizadas.Ângulo Ø 38 T N.

H A d B onde: H = altura da seção do bueiro. d = tirante. A = área molhada do fluxo.Grandezas hidráulicas de bueiros celulares N. usando as expressões das grandezas hidráulicas.Manual de Drenagem de Rodovias 39 Para as fórmulas do escoamento uniforme serão utilizadas as expressões das grandezas hidráulicas consideradas na Fig. 6 Figura 6 . B = base da seção. Bueiros tubulares A vazão crítica é dada pela expressão: Qc = A c g x hc Substituindo-se a área molhada crítica pelo seu valor: MT/DNIT/DPP/IPR . Pela figura.A. tem-se que: – – – – área molhada: A = Bd perímetro molhado: P = B + 2d raio hidráulico: R = A Bd = P B + 2d profundidade hidráulica: h = A =d T e) As fórmulas do escoamento no regime crítico.

Para se determinar a declividade que proporciona o escoamento em regime crítico lançase mão da expressão de Manning no movimento uniforme: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n Donde: MT/DNIT/DPP/IPR . e em conseqüência a velocidade.5 g x c 512 Ø sen c 2 Velocidade crítica Para a velocidade crítica. finalmente: Qc = (Ø − senØc )1.5 x D2. foram estabelecidas as relações entre o tirante crítico e a vazão. no estudo das fórmulas representativas do regime crítico. em a): Vc = g x h c Substituindo-se hc pelo seu valor definido em função do ângulo Ø tem-se: Vc = Ø c − senØ c g xD Ø 8 sen c 2 Declividade crítica Como visto.Manual de Drenagem de Rodovias Ac = Øc − senØc 8 x D2 40 e a profundidade hidráulica pelo seu valor: hc = Øc − senØc Ø 8 sen c 2 ambos dados em d). obtém-se: Qc = Øc − senØc 8 x D2 x g Øc − senØc xD Ø 8 sen c 2 ou. Para que aconteça o escoamento crítico no movimento uniforme é necessário que a superfície da lâmina d'água seja paralela ao fundo do canal e tenha altura igual ao tirante crítico correspondente à vazão em escoamento.

81 m/s2. em m. em m3/s Vc = 1.5 . resulta: Q c = g x B x d1. em m/s onde: D = diâmetro interno. da velocidade e da declividade faz-se substituição nas fórmulas que constam do item a: Q c = A c g x hc . h e R. os valores de R representados por funções trigonométricas do ângulo Ø e de Vc dados no subitem anterior (velocidade crítica) temse: Ic = n2 Øc − senØc 1 gxDx 4/3 Øc ⎛ Øc − senØc ⎞ 8 sen ⎜ D⎟ 2 ⎜ ⎟ 4Øc ⎝ ⎠ que simplificada torna-se: Ic = n 2 x g Øc Øc x3 Øc 2D(Øc − senØc ) sen 2 Bueiros celulares Para se obter as expressões da vazão. Caso dos bueiros tubulares Efetuando-se as operações possíveis e indicadas.5 . MT/DNIT/DPP/IPR .107 θc − senθc θ sen c 2 D . tem-se: Qc = 0.5 sen Øc 2 x x D2. e tomando-se o valor para g = 9. Vc = g x h c e Ic = n 2 x Vc2 4/3 Rc pelos valores de A.138 (Øc − senØc )1. c Vc = g x dc e ⎛ B + 2d c Ic = n 2 x g x d c ⎜ ⎜ Bxd c ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ f) Simplificação das expressões do item anterior.Manual de Drenagem de Rodovias 41 Ic = n 2 x Vc2 4 Rc / 3 Substituindo-se na expressão acima Ic.

tem-se: Q c = g x B x d1. em m/m Do item e (bueiros celulares).138 sen Øc 2 .5 .5 .015 e g = 9.132 B x d1.5 = 0.869D . d ⎞ ⎛ Øc = 2arc cos⎜1 − 2 c ⎟ a explicitação de dc em função de Qc .786xn2 xØc Ø D1/3 xsen c 2 3 42 Øc Øc − senØc .5 . Bueiros celulares ( ) em m para 1 〉 dc 〉 0 . em m³/s e da expressão do ângulo Ø em função do tirante dc e do diâmetro D.0022 ⎛ 2dc ⎞ ⎜1 + ⎟ B ⎠ d1 / 3 ⎝ c 4/3 .12 dc.786 D − 5 Q c − 4.81 m/s2 e efetuando-se as operações indicadas. Qc (Øc − senØc )1.0235 Q c x 2. as fórmulas do item anterior se tornam passíveis da simplificação abaixo: Q c = 3. leva às duas equações abaixo: dc = 0. em m/s Ic = 0. em m³/s c 0 Vc = 3.596 Qc D .obtida por ajustagem de D⎠ ⎝ curvas. 65 D Adotando-se n = 0.90 D dc = 3. em m MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Ic = 7.5 x D2. em m³/s c donde: ⎛ 1 ⎞ ⎟ dc = ⎜ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 2/3 ⎛Q ⎞ x⎜ c ⎟ ⎝ B ⎠ 2/3 . em m/m Tirante crítico De posse da expressão da vazão crítica em função do ângulo θ . em m para dc 〈 0.

definido por ter uma declividade superior à do regime crítico. isto é.em m ⎝ B ⎠ Dimensionamento dos bueiros Pelo exposto.Manual de Drenagem de Rodovias 43 para g = 9. b) o rápido. definido por uma declividade inferior à do regime crítico. um para o regime crítico e rápido. – Dimensionamento nos regimes crítico e rápido 2 Caso de bueiros tubulares Arbitra-se.0335 rd MT/DNIT/DPP/IPR . ocorrendo o mínimo de energia. destaca-se que o regime de escoamento pode ser dividido em 3 categorias: a) o crítico. em função da declividade. no caso dos bueiros tubulares. que não funcione como orifício. ter-se-á: ⎛Q ⎞ dc = 0. Deste modo. Ec = D como Ec = 3 hc 2 e hc = Øc − senØc xD Øc 8 sen 2 tem-se 3 Ø c − senØ c x xD = E Øc 2 8sen 2 ou Øc − senØc 16 = Øc 3 sen 2 A solução desta equação fornece: Øc = 4. que a altura representativa da energia específica do fluxo crítico seja igual à altura dos bueiros.467 3 ⎜ c ⎟ . c) subcrítico.81 m/s². outro para o regime subcrítico. Existem dois processos para o dimensionamento dos bueiros como canais. de modo a permitir que não haja carga hidráulica a montante.

não havendo interferência a jusante do bueiro. ocorrendo concomitantemente o aumento de velocidade. por intermédio do argumento A/D2: Kv = obtém-se a declividade procurada. Atingido o limite de início da erosão das paredes de concreto.82 3 . arbitrada conforme abordado anteriormente para a condição de energia específica igual a D ou H. a vazão admissível está limitada a do fluxo crítico. considera-se que para as declividades superiores a crítica. Há. Regime rápido ou supercrítico Toda vez que o escoamento no bueiro se dá em uma declividade superior â crítica (regime supercrítico). em m/m D Esses valores são apresentados na Tabela 1 para as dimensões usuais dos tubos. MT/DNIT/DPP/IPR V xn D x I1 / 2 2/3 .56 D . admite-se recurso de procurar outro tipo de tubo com maior resistência à erosão. todavia uma restrição para esta velocidade. até o supercrítico uniforme. junto à boca de saída. é o a a Através da tabela conhecida como dos "Tubos parcialmente cheios”.5 . o que poderá acarretar velocidades excessivas. de 4.716 D Substituindo-se o valor de Q nas fórmulas do item (f). que nos casos dos tubos de concreto. Do fluxo uniforme em regime supercrítico o tirante d'água em relação ao crítico diminui. em m³/s Vc = 2. ou investigar declividade possível de instalação do conduto para que não seja ultrapassada velocidade limite de erosão do material. Assim em termos práticos. tem-se um fluxo uniforme em regime supercrítico.Manual de Drenagem de Rodovias 44 ou Øc = 231o06'09" correspondente a um tirante crítico dc = 0. para a descarga estabelecida. chega-se as fórmulas finais para o dimensionamento dos bueiros tubulares no regime crítico: Qc = 1. para obra de maior extensão.538 D2. No corpo do bueiro funcionando em regime supercrítico o fluxo varia desde o crítico junto a entrada do bueiro.5 m/s. em m/s n2 Ic = 32.

Ec = H porém.705B ×H1.5 Vc = 2. em m3/s .5 m/s. dentre as que se apresentarem como mais viáveis.60 n × ⎜ 3 + 4H ⎟ . as expressões para dimensionamento dos bueiros celulares se apóiam na condição de que a altura representativa de energia específica do fluxo crítico seja igual à altura do bueiro. pode-se diminuir a declividade do bueiro ou procurar outras alternativas. como B é igual a H que por sua vez é igual ao lado do quadrado (L). em m/m 3H ⎜ B ⎟ ⎝ ⎠ Caso de bueiros celulares de seção quadrada Nos bueiros celulares de seção quadrada. Caso de bueiros celulares de seção retangular Pelas mesmas razões anteriormente apresentadas.em m/s 4/3 2 ⎛ ⎞ Ic = 2. chega-se às seguintes equações finais para dimensionamento dos bueiros celulares de seção retangular: Qc = 1. hc = dc . Ec = daí 3 hc 2 H = 3 hc 2 2 hc = H 3 e Como.705L5/2 Vc = 2.56L1/2 . em m/s MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se: dc = 2 H 3 Levando-se este valor de (d) profundidade crítica às fórmulas apresentadas no item (f). neste caso.56 H .Manual de Drenagem de Rodovias 45 Se essa velocidade for maior do que 4. tem-se que: Qc = 1.em m3/s .

Caso de bueiros lenticulares metálicos corrugados. para quaisquer seções. Esta equivalência fornece as dimensões aproximadas dos dados indispensáveis à determinação das equações para o escoamento crítico. em m/m Estes valores são apresentados na tabela 02 para as dimensões usuais. 9. A partir das dimensões comerciais das estruturas lenticulares constantes em tabelas fornecidas pelos fabricantes.75 n L1/3 46 . recorrendo-se também ao gráfico da Fig. Por terem geometrias mais complexas. Para se calcular suas capacidades e limitações faz-se a equivalência com superfícies retangulares. Por analogia. envolvendo 3 raios distintos (para as partes: topo.Manual de Drenagem de Rodovias 2 Ic = 34. onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = H 3 2 n2 × Vc 4/3 Rc MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se: E c = H . as estruturas lenticulares possuem dimensões e propriedades difíceis de serem expressas por fórmulas práticas. fundo e canto). estimar o tirante crítico. Expressões genéricas Vazão critica Qc = A c g× hc (a) Velocidade crítica Q Vc = c = g× hc (a) Ac Declividade crítica Ic = Considerações iniciais. com o apoio das expressões genéricas que definem o fluxo crítico. por tentativas. de propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares. e por analogia com base nas premissas envolvendo energia e altura crítica pode-se.

17R . 9 de propriedades hidráulicas de estruturas elípticas. por tentativas.944 × AH0.5 . obtém-se: dc ≅ 0. Expressões genéricas Qc = A c g× hc .76A .Manual de Drenagem de Rodovias 47 Utilizando o gráfico da Fig. em m3/s Vc = 2.65H A c ≅ 0. A = área total da seção interna da estrutura Rc ≅ 1. Vc e Ic estão indicados para as dimensões usuais dos mesmos (tabelas 12 a 14). estimando-se. Utilizou-se para auxílio à determinação. onde H = altura da seção interna da estrutura 2 hc = ×H 3 Q Vc = c = g× hc Ac e Ic = 2 n2Vc R4/3 MT/DNIT/DPP/IPR . seguiu-se o mesmo procedimento do adotado para as estruturas lenticulares. 2 Ic = 5.5 . tem-se: Ec = H . Considerações iniciais Por analogia. o gráfico da Fig. o tirante crítico e levando-se em conta que h = A /T. 9. 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ em m/s em m/m Os valores de Qc.316Hn . onde. Caso de bueiros elípticos metálicos corrugados Para a determinação das equações que regem o escoamento crítico para bueiros de forma elíptica. R = raio hidráulico a seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 1.56 ×H0.

5 .26R onde A .56 D MT/DNIT/DPP/IPR .086A ×H0. Vc e Ic estão indicados para as suas dimensões usuais nas tabelas 15 a 17.533D2.5 .Manual de Drenagem de Rodovias 48 Por intermédio do gráfico de propriedades hidráulicas.56H0.5 2 bueiro triplo : Q = 3 ×1.533D2.5 3 Velocidade crítica: V = 2. R 4/3 onde L = vão da seção interna da estrutura em m/s em m/m Os valores de Qc.raio hidráulico à seção plena Substituindo-se estes valores nas fórmulas genéricas obtém-se: Qc = 2. Fórmulas que deram origem as tabelas utilizadas para o dimensionamento dos bueiros (canal no regime crítico) Bueiros tubulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.5 1 bueiro duplo : Q = 2×1.816A Rc ≅ 1. estimando por tentativas o tirante crítico e levando-se em conta que: A hc = c .72H A c ≅ 0. Vc = 2.533D2. Ic = 4.638L ×H1.área total da seção interna da estrutura R .816 H× n2 .5 . Tc obtém-se: dc ≅ 0. em m3/s Qc = 1.

0585 ⎜ 3 + 4H ⎟ ⎜ 3H ⎝ B ⎟ ⎠ Vc = 2. em %.015 3D Área molhada crítica: bueiro simples: A = θ − senθ ×D2 8 ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro duplo : A = 2⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ ⎛ θ − senθ ⎞ 2 bueiro triplo : A = 3⎜ ⎟×D 8 ⎝ ⎠ Bueiros celulares de concreto Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.705B ×H1.015 Área molhada crítica: bueiro simples: A = B × 2 H 3 bueiro duplo: A = 2 ×B × 2 H 3 bueiro triplo: A = 3×B × 2 H 3 Bueiros circulares metálicos corrugados Declividade crítica: 2 I = 3282 n (%) 3D MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 49 Declividade crítica: Ic = 0.705B ×H1.56xV0.5 2 bueiro triplo: Q = 3×1. para n = 0.5 4/3 .5 3 Velocidade crítica: Declividade crítica: ⎛ ⎞ Ic = 0.705B ×H1.739 (%) para n = 0.5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.

021 Bueiros para processo não destrutivon = 0.944 × A ×H1/2 3 Velocidade crítica: Vc = 2.5 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1. a saber: 68mm x 13mmn = 0.316 × H × 0.638 ×L ×H1.5 2 MT/DNIT/DPP/IPR .024 Bueiros lenticulares metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.Manual de Drenagem de Rodovias 50 A rugosidade de bueiros metálicos corrugados é definida em função do tipo da corrugação da chapa.638 ×L ×H1.024 76 mm x 25 mmn = 0.944 × A ×H1/2 2 bueiro triplo: ' Q = 3×1.56 ×H1/2 Declividade crítica: I = c 5.024 2 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎝P⎠ Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Bueiros elípticos metálicos corrugados Vazão crítica: bueiro simples: Q = 1.019 152mm x 51 mmn = 0.944 × A ×H1/2 1 bueiro duplo: Q = 2 ×1.

43 0.81 4.06 12.20 1.65 TIPO BSTC BSTC BSTC BSTC BSTC BDTC BDTC BDTC BTTC BTTC BTTC MT/DNIT/DPP/IPR .80 3.45 1.56 2.22 0.70 0.35 4.73 4.56 × H0.65 0.26 4.70 0.80 1.14 2.88 0.42 1.22 1.84 2.65 0.60 0.71 8.50 1. velocidade e declividade crítica de bueiros tubulares de concreto trabalhando como canal (ec = D) DIÂMETRO (m) 0.56 2.20 1.53 0.60 2.80 3.5 c Declividade crítica: Ic = 4.024 4/3 ⎛A⎞ ⎜ ⎟ ⎜P⎟ ⎝ ⎠ 2 Área molhada crítica: bueiro simples: A = Q /V 1 bueiro duplo: A = Q /V 2 bueiro triplo: A = Q /V 3 Tabela 1 .816 × 0.14 2.87 2.00 1.20 1.00 1.638 ×L ×H1.50 ÁREA MOLHADA VAZÃO 2 CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 0.07 1.29 2.5 3 Velocidade crítica: V = 2.70 0.74 0.67 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.56 2.Vazão.80 0.74 0.14 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.98 2.50 1.88 0.39 0.74 0.60 1.20 3.00 1.Manual de Drenagem de Rodovias 51 bueiro triplo: Q = 3×1.80 3.60 7.

64 13.0 x 2.0 x 1.05 4.00 10.47 20.16 28.69 0.5 3.53 19.5 3.14 3.33 6.5 2.63 4.5 3.78 0.00 5.0 2.0 3.05 3.43 4.0 2.29 26.58 12.0 2.0 3.67 1.69 0.00 5.5 3.0 x 2.26 9.50 2.0 x 2.0 x 3.56 0.5 x 1.5 x 2.5 3.62 4.00 8.58 0.70 17.66 79.00 1.00 6.62 4.44 0.51 0.5 2.05 4.00 12.44 33.14 3.0 x 1.5 x 2.51 0.69 0.5 2.0 x 3.93 40.0 2.0 x 2.54 0.79 28.05 3.5 2.5 2.40 60.0 x 2.76 0.0 x 2.0 x 1.0 x 1.22 26.5 3.56 0.5 3.62 0.55 43.70 6.14 3.00 2.48 17.14 3.0 x 2.0 3.62 4.00 8.62 0.0 x 2.5 x 2.43 4.51 0.05 4.00 10.0 0.05 4.Vazão.Manual de Drenagem de Rodovias 52 Tabela 2 .0 2.68 0.5 2.93 40. velocidade e declividade crítica de bueiros celulares de concreto trabalhando como canal (ec = d) TIPO BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BSCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BDCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC BTCC ÁREA MOLHADA VAZÃO BASE X 2 ALTURA (mxm) CRÍTICA (m ) CRÍTICA (m3/s) 1.0 x 3.76 0.33 6.47 0.5 3.47 0.0 2.0 x 2.96 35.54 0.05 4.05 3.40 14.43 3.44 50.00 15.0 x 3.0 x 2.0 x 2.43 3.44 0.33 4.00 18.58 0.00 8.71 4.62 4.00 12.0 1.0 x 3.0 2.62 0.85 9.62 4.58 0.67 3.50 12.00 4.00 4.0 x 1.14 3.67 8.44 53.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.0 x 2.56 3.05 4.17 3.00 4.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.54 MT/DNIT/DPP/IPR .47 0.72 16.

99 0.80 4.49 108.55 5.Vazão.12 1.90 2.55 1.70 5.61 4.66 7.14 1.26 1.24 29.23 24.49 5.48 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.18 1.75 3.85 6.10 260.00 6.03 1.65 1.28 1.60 4.89 158.43 28.48 6.11 6.46 8.26 195.Manual de Drenagem de Rodovias 53 Tabela 3 .42 58.65 25.22 1.45 7.08 32.15 52.60 6.57 85.15 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.04 17.75 43.15 2.80 TIPO BSTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ÁREA MOLHADA VAZÃO CRÍTICA (m2) CRÍTICA (m3/s) 1.06 7.46 1.70 101.20 19.95 7.95 2.88 4.78 3.07 31.20 3.72 5.92 6.32 6.35 1.53 3.98 0.24 244.47 4.38 140.35 5.02 1.16 1.30 17.40 3.17 2.53 1.43 3.76 36.40 6.63 32.23 4.13 188.72 232.53 6.30 7.80 4.89 4.96 8.58 4.95 5.25 5.39 12.75 15.96 220.08 1.89 132.10 4.35 1.02 8.50 6.05 3.65 3.73 13.07 33.62 11.69 10.05 1.92 6.97 0.21 216.52 19.10 6.97 0.70 6.14 3.04 1.18 55.06 1.11 1.99 5.22 18.75 6.20 4.25 7.16 6.80 1.55 20.13 12.50 1.65 2.85 165.40 34.18 5.86 14.00 5.21 1.59 21.57 77.75 3.72 4.70 5.18 4.68 39.61 5.96 4.60 7.50 5.19 6.07 1.95 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .38 83.39 24.63 10.00 0.78 69.91 126.95 6.30 2.99 7.91 28.24 6.37 1.23 1.17 4.30 22.89 6.11 1.96 0.31 5.43 1.25 4.85 5.12 10.22 6.01 1.75 3.30 4.02 41.17 1. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (mxm) 1.30 1.75 118.

55 1.78 24.15 1.85 5.80 69.56 6.25 7.19 42.89 6.90 2.97 0.23 21.23 22.50 1.24 6.73 29.80 4.83 253.48 488.26 64.75 3.14 1.28 1.37 1.98 0.14 171.26 20.72 5.00 0. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.22 1.46 1.70 6.97 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.53 3.05 38.06 1.72 4.45 13.03 1.30 104.53 390.05 3.21 520.06 7.56 139.84 117.45 9.71 3.43 3.25 4.78 264.48 6.04 1.39 202.32 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 8.18 5.77 317.53 1.91 16.89 4.20 3.30 1.88 4.45 464.51 237.15 2.32 6.77 167.65 3.81 56.04 83.80 1.40 6.08 1.95 7.05 1.75 6.49 30.Vazão.17 4.85 6.49 86.33 15.61 5.10 11.52 73.00 5.16 1.40 3.14 154.30 4.30 2.50 6.20 12.43 1.11 1.78 49.65 1.95 BDTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .16 65.61 44.11 1.75 3.99 5.60 4.32 13.92 6.09 34.85 56.75 3.10 6.47 27.00 6.70 5.26 376.70 5.98 217.95 6.26 1.96 0.50 5.49 5.65 2.23 1.99 7.02 1.58 4.14 3.60 7.93 17.53 6.17 1.45 .19 6.11 6.05 16.37 8. 36.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.45 49.35 78.93 441.30 50.77 281.45 7.47 4.41 39.12 1.42 433.96 4.Manual de Drenagem de Rodovias 54 Tabela 4 .92 6.34 5.18 1.20 4.31 5.99 0.07 1.13 63.25 5.30 7.95 5.01 1.25 25.35 5.80 4.21 1.97 0.36 110.70 330.14 66.35 1.38 20.10 41.10 4.47 58.90 4.60 35.

43 1.40 3.17 1.15 2.47 4.11 1.60 52.49 5.71 257.80 4.66 476.67 397.18 1.71 87.19 6.53 1.14 1.Manual de Drenagem de Rodovias 55 Tabela 5 .35 l .61 5.95 6.20 94.53 6.57 57.20 104.06 1.40 6.50 6.25 4.28 l.95 BTTM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm 152 51 MT/DNIT/DPP/IPR .55 12.Vazão.58 4.75 3.53 3.04 1.96 4.18 73.49 20.08 1.25 5.26 176.99 7.63 650.17 628.46 1.99 0.06 5.15 7.31 5.11 1.16 1.55 1.75 3.07 1.87 24.78 63.72 232.03 117.39 564.00 0.74 380.98 0.65 16.18 5.65 3.85 5.66 495.05 25.20 3.66 61.59 44.61 58.11 6.70 5.23 1.90 2.79 18.72 84.24 98.99 22.75 3.89 4. 30 1.13 51.17 24.21 1.12 1.60 7.80 4.67 54.35 9.38 38.85 33.39 26.88 4.15 422.17 4.05 3.24 45.35 5.43 3.02 1.25 7.50 5.24 6.95 5.09 304.97 0.60 4.84 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 12.21 100.72 5.65 1.37 1 .00 6.95 76.68 74.95 7.91 67.30 2.48 6.20 4.28 84.30 7.32 6.92 6.52 8.06 125.88 31 .75 6.20 41.15 1.80 1.05 1.47 326.35 31.54 166.15 250.01 1.24 129.65 2.99 5.46 156.45 TIPO VELOCIDADE DECLIVIDADE CRÍTICA (m/s) CRÍTICA (%) 3.31 781.68 732.79 585. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.96 0.14 3.10 4.89 662.85 6.97 0.28 109.72 4.50 1.03 1.89 6.26 1.70 5.68 13.06 7.92 6.30 4.67 19.85 6.33 208.10 6.70 6.00 5.80 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.07 30.89 96.22 1.26 356.

67 11.26 1.91 3.60 4.13 4.39 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.43 4.26 1.03 3.25 5.45 1.60 1.73 30.20 4.95 2.40 3. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.22 47.25 5.63 10.80 2.06 55.80 3.47 27.62 11.03 3.65 12.44 10.15 1.45 1.55 1.72 4.80 4.25 69.55 1.50 1.24 3.34 1.40 1.61 5.21 1.34 1.20 2.28 1.73 2.28 4.11 9.43 3.61 5.21 1.31 1.19 1.20 2.04 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.37 5.41 1.33 17.26 21.99 5.51 139.40 4.80 3.66 8.23 1.12 1.42 62.60 3.01 27.23 1.00 3.28 1.14 9.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.40 2.62 1.72 4.00 2.83 12.86 4.12 1.17 1.35 75.09 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.80 3..00 3.08 32.84 124.49 5.16 65.50 1.Manual de Drenagem de Rodovias 56 Tabela 6 .00 2.90 4.30 98.60 4.42 6.43 3.37 5.58 4.01 13.41 2.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.40 4.42 40.69 1.90 28.62 3.73 13.38 19.14 1.49 5.28 4.12 5.80 4.87 1.80 8.Vazão.24 3.14 154.47 4.62 1.93 8.15 49.18 1.62 3.96 6.81 5.96 7.80 3.42 3.68 37.78 1.15 1.08 3.17 1.97 4.63 3.31 1.80 3.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.72 DECLVIDADE CRÍTICA (%) 1.12 5.79 56.11 23.91 15.23 23.70 43.13 4.86 4.77 171.54 1.20 4.11 BSTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO Tabela 7 .58 4.60 1.39 86.30 25.11 BDTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .11 110.80 2.07 4.16 6.71 20.37 1.84 7.60 2.Vazão.43 4.93 13.20 1.36 33.40 1.40 3.00 4.32 13.34 22.78 1.60 17.14 1.41 1.56 4.69 1.20 3.19 1.80 3.38 85.57 77.80 5.80 5.69 9.37 1.60 3.86 15.72 5.68 16.00 4.99 5.40 2. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.70 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.60 2.20 3.97 4.20 1.83 6.

20 2.43 4.15 257.40 2.20 1.25 10.20 14.41 1.25 18.43 3.46 147.Vazão.09 129.80 4.72 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.72 232.00 3.37 1.49 20.45 1.15 1.07 28.31 1.99 5.02 41.04 50.28 4.23 1.76 208.86 4.40 26.20 4.12 1.60 1.26 1.85 7.50 1.58 4.33 71.60 4.00 2.09 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.26 186.62 1.89 31.03 3.87 23.Manual de Drenagem de Rodovias 57 Tabela 8 .20 3.34 1.03 113.61 5.67 14.22 8.60 2.12 5.80 2.80 5.54 4.17 1.85 34.89 19.21 1.62 3.80 3.69 1.40 4.25 5.40 1.55 1.62 5.28 1.60 3.11 BTTM BUEIRO PARA PROCESSO NÃO DESTRUTIVO MT/DNIT/DPP/IPR .72 4.40 12.80 3.19 1.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 2.02 33.15 16.13 60.37 5. velocidade e declividade crítica de bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.40 3.20 41.13 4.69 84.59 45.89 26.78 1.00 4.14 1.24 3.17 166.97 4.80 3.74 10.24 98.13 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 7.49 5.95 38.60 3.

80 2.70 1.43 3.55 13.43 3.90 2.33 15.36 2.09 1.40 1.78 6.28 1.Vazão.97 0.53 1.18 1.03 2.68 2.67 3.96 0.01 0.34 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 1.22 0.10 1.56 2.50 1.70 1.81 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 0.24 3.60 1.99 0.48 3.42 2.01 0.14 3.53 3.63 8.80 1.34 4.06 1.95 3.96 0.60 0.03 3.84 5.14 3.11 1.30 1.56 2.18 1.50 1.39 0.99 0.60 1.89 4.11 8.80 1.40 1.90 4.02 1.66 7.00 1.73 2.74 1.41 1.62 2.62 DECLIVIDADE CRÍTICA 1.34 3.88 1.97 0.22 4.20 1.20 1.95 2.94 BSTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm BDTM CORRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .17 2.09 1.04 1.11 1.60 0.53 3.43 0.00 1.24 3.73 0.80 1.87 1.06 1.03 3.15 1.92 3.96 5.Manual de Drenagem de Rodovias 58 Tabela 9 .95 2.68 2.40 1.90 2.34 3. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 0.35 1.30 1.45 9.92 3.07 3.15 1.94 1.29 2.26 17.71 3.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 0.04 1.56 4.20 1.98 2.18 1.46 1.91 7.80 2.10 1.54 1.93 11.00 1.08 3.

11 1 .06 4.24 3.18 1.67 12. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.94 BTTM CURRUGAÇÃO 68 x 13 mm 68 13 MT/DNIT/DPP/IPR .60 3.30 1.25 8.09 1.85 6.50 1.01 0.68 2.18 2.81 2.86 10.99 0.00 1.80 2.92 3.03 3.88 26.62 5.02 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.60 1.04 1.56 2.20 1.33 19.05 3.60 5.34 3.80 1.53 3.89 17.Vazão.10 1.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.70 1.40 1.90 2.52 7.22 5.67 14.96 0.14 3.06 1 .22 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.43 3.62 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.54 4.97 0.15 1.Manual de Drenagem de Rodovias 59 Tabela 10 .84 7.99 22.

03 3.43 3.09 71.41 3.04 1.19 1.99 26.95 2.18 3.18 1.92 3.30 2.43 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.50 2.80 2.43 3.Vazão.07 1.24 3.60 1.00 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.60 36.28 13.62 5.42 2.29 1.30 2.80 2.30 15.24 3.89 19.30 1.33 1.69 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 2.10 1.00 2.54 4.88 4.45 55.90 45.70 3.83 3.Manual de Drenagem de Rodovias 60 Tabela 11 .40 1.77 10.26 1.45 9.05 4.00 1.88 4.34 24.00 BSTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BDTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm BTTM CORRUGAÇÃO 76 x 25mm 76 25 MT/DNIT/DPP/IPR . 15 18.03 2.50 2.40 1.91 7.90 4.66 8.24 3.93 13.00 1.62 3.76 4.81 6.05 3.36 23.37 7.24 1.52 8.67 14.80 2.06 4.24 1.92 3.22 4. velocidade e declividade crítica para bueiros circulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) BASE X DIÂMETRO (m x m) 1.30 1.92 3.39 5.19 1.05 4.29 1.40 1.29 1.70 3.21 4.95 3.50 2.00 2.10 1.67 12.14 3.08 3.73 47.14 3.96 6.70 3.30 2.43 2.85 7.50 1.21 4.30 1.15 1.35 1.71 3.60 1.33 17.00 2.43 2.43 3.50 1.67 12.62 3.19 1.33 1.02 36.00 1.26 1.55 11.07 1.33 1.03 3.88 4.00 1.04 1.14 3.16 16.62 3.05 4.54 1.36 2.24 1.07 1.10 1.90 5.79 8.56 4.15 1.60 30.04 1.60 1.21 4.03 3.02 1.22 9.50 1.26 1.86 10.15 1.11 8.25 TIPO VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 2.

96 69.82 47.Manual de Drenagem de Rodovias 61 Tabela 12 .08 1.70x3.69 4.85x1.77 10.45 1.30 10.34 3.30 1.99 0.54 4.12 1.40x3.76 77.30x3.89 39.51 1.20x2.10 5.50 5.47 4.84 3.98 0.85 14.85x1.72x3.03 5.96 BSLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .36 53.07 1.11 1.09 5.41 8.55x3.72 19.32 4.02 6.02 0.55 15.71 15.15 5.93 7.30 4.79 4.27x4.21 8.25 3.29 1.46 62.12 TIPO VÃO x ALTURA (mxm) 1.88 4.70 2.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.00x3.75x2.03 3.40 2.43 13.51 4.00x3. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 1.95 6.16 1.42 36.05 4.04 1.98 0.26 66.37 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.03 4.20x1.46 29.13 8.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 4.36 4.96 0.90 4.92 4.99 5.40 5.05x2.11 10.95x3.19 3.48 3.80 6.63 74.25x2.86 6.10 4.65 13.72 4.22x3.08 1.85 3.20x3.47 11.85 4.70 5.93 31.56 2.17 12.32 49.35 5.72 7.01 1.33 37.Vazão.

90 4.41 30.29 1.60 21.36 4.85x1.74 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.40 5.63 94.22x3.92 139.07 1.00x3.00x3.22 20.93 22.10x2.47 4.Manual de Drenagem de Rodovias 62 Tabela 13 .72 106.20x3.12 4.54 20.72x3.54 4.25 149.98 0.72 4.42 16.92 124.38 6.19 10.50 5.84 3.75x2.26 16.08 1.65 75.85x1.70 2.03 5.96 0.12 1.43 38.40x3.52 154.03 3.Vazão.92 4.25x2.86 27.98 0.86 62.43 14.70 5.70x3.92 59.30 1.31 26.85 4.52 133.79 4.30 4.02 0.04 1.34 3.78 79.96 BDLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .10 31.51 1.20x1.01 1.25 3.06 8.95x3.05x2.34 25.45 1.55x3.80 6.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.15 5.16 1.65 98.25 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.32 4.95 6.48 3.83 17.71 29.99 5.10 4.11 1.05 4.00 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 9.03 13.86 14. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 3.30x3.99 0.08 1.51 4.83 72.88 4.69 4.85 3.27x4.35 5.40 2.86 6.09 5.

25 3.35 5.29 15.51 4.00x3.24 26.10 4.48 3.28 232.29 1.67 6.32 4.40 25.40 2.88 4. 15 58.95 6.22x3.78 200.03 5.45 1.96 0.40 33.05x2.84 3.15 21.88 208.30x3.11 1.32 31.25 108.08 160.09 5.86 6.12 1.47 4.30 4.02 0.41.79 21.04 1.10 12.79 4.90 4. velocidade e declividade crítica de bueiros lenticulares metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 4.00 VAZÃO CRÍTICA (m2/s) 14.90 31.99 5.10x2.70 5.20x3.56 44.69 4.85 4.37 89.45 1.85x1.79 94.99 0.29 41 .97 148.54 4.05 20.12 45.50 5.65 47.96 BTLM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm ALTURA VÃO MT/DNIT/DPP/IPR .92 4.00x3.40x3.Manual de Drenagem de Rodovias 63 Tabela 14 .31 30.08 1.37 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 1.01 1.25x2.85 3.03 3.16 1.08 1.57 9.40 5.67 119.96 40.30 1.27x4.34 3.20x1.75x2.88 224.72 4.72x3.36 4.98 0.Vazão.98 113.15 5.95x3.12 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 1.05 4.70 2.55x3.51 1.11 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 3.80 6.52 37.39 186.07 1.98 0.64 24.70x3.85x1.

79 0.56 223.42x5.29 165.07 255.83x6.25x7.01 39.03 402.16 171.89 6.95 39.82 8.60 21. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 14.11 10.20 22.68 BSEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .00 143.00x4.40 29.73 0.26 192.16 7.72 0.75 0.85 7.77 0.75x5.07 147.97 55.55 7.78 0.76 0.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.17x6.09 4.28x5.22 5.29 7.77 0.89 6.17 6.82 283.19x9.35x3.43 248.41 5.59 5.86 0.46 7.23 22.97x6.03 114.71 0.82 6.62 101.33x6.57 44.44 269.Vazão.03 73.13 32.69 0.78 6.23 31.30 47.11x6.15x3.72 0.21 8.68x4.62 6.30 6.40 214.99 19.22x5.02 355.78 15.47x4.82 0.40x4.90 287.83 8.45 9.63 6.12 10.15 64.94 36.20 24.11 294.79x5.70 0.11 7.15 9.Manual de Drenagem de Rodovias 64 Tabela 15 .81 11.06 229.55x5.36 89.13 201.93 TIPO VÃO X ALTURA (mxm) 5.84 5.85 10.56 70.02 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 74.14 6.51 12.06x6.46 28.33 6.22 42.36 28.09x4.65 7.85 0.46 56.65 6.71 0.72 0.68 317.47 7.34 5.50 6.76 10.42 10.02 5.25 394.86x4.15 220.18 6.69 0.15 17.57 34.74 0.92 125.41 60.56x5.77 0.96 6.69 25.39x7.58x8.42 6.78 0.79x8.28 7.68 7.03 21.98 6.71 6.05 47.01x4.77 118.17 6.23x4.90 481.83 174.12x3.41 24.84 9.81 146.50 10.69x7.85 0.41 69.84 10.64x6.43 42.73 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.71 0.62 5.81 0.78 7.77 0.10 11.07 9.69 0.67x4.46 5.68 6.93 5.93 8.75 31.32 48.04 44.70 0.75 0.76 11.31 8.60 14.17 25.93 36.75 0.94 437.81 5.89x3.88 105.50 79.81 0.97 7.68 191.24 6.77 9.78x5.80 0.50 5.04 5.46 9.14 6.54 8.52 6.29 34.70 0.71 121.50x6.72 0.69 6.01 138.83 0.79 0.95x5.84 0.50 10.97x6.64 544.22 19.78 323.51x5.74 0.10 321.84 0.71 0.54x6.92 8.63 5.90x7.02 50.80 11.17 14.87 4.30 5.27 5.

24 6.46 7.15 9.02 ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 29.14 294.63 5.78 6.Manual de Drenagem de Rodovias 65 Tabela 16 .90x7.69 6.77 0.78 7.71 0.86 497.04 710.14 6.56x5.79x8.78 0.59 5.72 56.11x6.50 5.08 88.20 28.21 8.80 429.86 72.68x4.82 49.55 7.50 10.74 0.72 179.16 7.36 634.72 0.24 203.17 6.23x4.30 34.54 8.75x5.42 242.40x4.31 8.66 348.10 94.90 78.85 10.71 0.34 29.89x3.76 0.26 402.83 8.47x4.50 62.46 44.63 6.09 4.64x6.92 56.68 DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0.71 6.04 101.30 129.80 11.45 9.06 229.52 384.39x7.69x7.50 789.12x3.28 1089.58 69.80 0.20 643.55x5.06 42.44 85.97 7.72 0.85 7.69 0.84 9.46 5.30 5.75 0.Vazão.12 447.46 VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5.83 0.15x3.46 63.30 10.81 11.02 78.88 539.67x4.34 50.76 210.82 8.02 277.71 0.80 963.62 292.76 10.93 5.42 6.96 6.64 566.40 44.47 7.72 0.78 0.17x6.80 59.14 69.54 237.82 120.41 5.80 574.98 38.78x5.70 0.00x4.29 7.84 0.32 342.84 250.12 459.86x4.64 96.52 6.36 382.69 0.54x6.68 TIPO BDEM CORRUGAÇÃO 152 x 51mm v h MT/DNIT/DPP/IPR .10 11.88 875.12 10.86 84.11 10.26 64.12 141.70 0.79 0.85 0.75 0.58 331.75 0.50x6.18 6.56 31.89 6.33x6.27 5.92 8.42 10.51x5.79x5.88 72.68 7.84 10.69 0.68 6.77 0.09x4.83x6.94 110.28x5.22 5.84 0.06x6.46 9.19x9.76 11.79 0.98 6.77 0.84 5.00 158.73 0.22x5.87 4.71 0.06 147.22 588.07 9.44 38.81 0.85 0.20 42. velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d) VÃO X ALTURA (m/m) 5.92 112.17 6.50 6.95x5.97x6.77 0.14 88.25x7.01x4.02 5.81 5.34 5.28 7.33 6.65 6.62 6.74 0.70 0.58x8.00 286.14 6.51 12.11 7.65 7.30 6.60 94.40 49.06 804.97x6.42x5.81 0.30 440.89 6.82 0.38 51.56 646.72 0.35x3.93 8.04 510.04 5.86 VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 149.77 9.82 6.82 138.86 0.62 5.

Manual de Drenagem de Rodovias

66

Tabela 17 - Vazão, velocidade e declividade crítica de bueiros elípticos metálicos corrugados trabalhando como canal (ec = d)
ÁREA MOLHADA CRÍTICA (m2) 44,34 46,80 42,51 44,97 57,45 51 ,09 63,66 57,69 66,60 73,80 63,60 66,51 76,38 85,23 74,07 7 7,2 5 93,39 97,08 85,20 88,71 104,79 108,69 95,85 117,87 104,82 108,66 127,71 132,03 117,90 142,29 126,12 132,06 152,91 165,15 142,38 158,96 145,23 180,45 193,68 212,79

TIPO

VÃO X ALTURA (mxm) 5,89x3,89 6,12x3,96 6,15x3,63 6,35x3,71 6,40x4,62 6,68x4,24 6,86x4,78 7,01x4,25 7,09x4,85 7,42x5,16 7,47x4,47 7,67x4,55 7,75x5,11 7,95x5,54 8,00x4,83 8,23x4,93 8,28x5,82 8,51x5,92 8,56x5,21 8,79x5,31 8,97x6,07 9,17x6,15 9,22x5,46 9,50x6,45 9,55x5,77 9,78x5,84 9,83x6,76 10,06x6,84 10,11x6,12 10,39x7,11 10,54x6,30 10,64x6,50 10,69x7,42 10,90x7,85 10,97x6.81 11,25x7,80 11,33x6,76 11,58x8,10 11,79x8,51 12,19x9,02

VAZÃO CRÍTICA (m3/s) 223,50 238,23 207,09 221,64 316,08 269,31 355,86 305,76 375,00 429,09 344,13 363,21 441,48 513,03 416,43 438,78 576,39 603,87 497,49 522,45 660,18 689,04 573,21 766,20 643,68 671,46 849,33 833,29 746,34 970,32 809,70 861,06 1065,75 1184,04 951,09 1206,30 965,82 1313,70 1444,92 1634,19

VELOCIDADE CRÍTICA (m/s) 5,04 5,09 4,87 4,93 5,50 5,27 5,59 5,30 5,63 5,81 5,41 5,46 5,78 6,02 5,62 5,68 6,17 6,22 5,84 5,89 6,30 6,34 5,98 6,50 6.14 6,18 6,65 6,69 6,33 6,82 6,42 6,52 6,97 7,17 6,68 7,14 6,65 7,28 7,46 7,68

DECLIVIDADE CRÍTICA (%) 0,86 0.85 0,85 0,84 0,84 0,83 0,82 0,81 0,81 0,80 0,79 0,79 0,78 0,78 0,77 0,77 0,77 0,77 0,76 0,75 0,75 0,75 0,74 0,74 0,73 0,72 0,72 0,72 0,72 0,71 0,71 0,70 0,71 0,71 0,70 0,70 0,69 0,69 0,69 0,68

BDEM CORRUGAÇÂO 152 x 51mm

v h

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

67

Dimensionamento no regime subcrítico

Sempre que a declividade do bueiro for inferior à crítica, o dimensionamento (seção e velocidade do fluxo) será obtido por intermédio das equações gerais do fluxo. Equações gerais do fluxo Apresentam-se a seguir as equações gerais do fluxo para os bueiros tubulares (seção circular) e celulares (seção quadrada ou retangular). Para os bueiros de seção lenticular ou elíptica que não dispõem de fórmulas simples que relacionem suas grandezas hidráulicas, o procedimento para seu dimensionamento no regime subcrítico é apresentado adiante, no roteiro para dimensionamento. Bueiros tubulares Usando-se os valores obtidos em (d), e substituindo-os na fórmula de item (c) com recurso à equação da continuidade obtêm-se as equações gerais do fluxo para uma declividade estabelecida Velocidade:
I1/2 ⎛ Ø − senØ ⎞ V=3⎜ ⎟ x D2/3 x 4Ø n ⎝ ⎠
2

e vazão:
Q= Ø − senØ Ø − senØ 2 I1/2 x D2 x 3 D x 8 4Ø n

ou
1 Q= 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

xD

8/3

I1/2 x n

Na expressão da velocidade, V = K v x D2 / 3 x fazendo-se:
⎛ Ø − senØ ⎞ 3 ⎜ ⎟ = Kv 4Ø ⎝ ⎠
2

I1 / 2 n

tem-se:

MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

68

Kv = ou:

V xn D x I1 / 2
2/3

Na expressão de vazão, fazendo-se:
1 16
3

(Ø − senØ )5
2Ø 2

= KQ

tem-se; Q = K Q x D8 / 3 x ou: KQ = Qxn D x I1 / 2
8/3

I1 / 2 n

ou ainda;
⎛ Qxn ⎞ ⎟ D=8 ⎜ ⎜ K x I1 / 2 ⎟ ⎝ Q ⎠
3

Coeficientes K v e K Q Os coeficientes KV e KQ, como se pode verificar, são funções exclusivas do ângulo Ø, o qual, por sua vez, está ligado ao tirante “d” e ao diâmetro D através da equação:
cos
ou
⎛ 2d ⎞ Ø = 2 arc cos⎜1 − ⎟ D⎠ ⎝

2d Ø = 1− (d) D 2

Assim, como Ø, KQ e Kv estão ligados ao tirante “d” e ao diâmetro D, pode-se tabelá-los em função da relação d/D. É a tabela dos parcialmente cheios, já citada, de grande utilidade no estudo dos bueiros nos regimes subcrítico e rápido, utilizada no item (a) e apresentada adiante, na tabela 18. Bueiros celulares Usando-se os valores das grandezas hidráulicas obtidas em “d”, a fórmula de Manning e com auxílio da equação da continuidade, obtêm-se as equações do fluxo nos bueiros celulares para uma declividade estabelecida:
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Velocidade:
1/ 2 ⎛ Bd ⎞ I V=3 ⎜ ⎟ x n ⎝ B + 2d ⎠ 2

,

em m/s

Vazão: ⎛ Bd ⎞ Q = Bd⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ ou:
Q=3
2/3

x

I1 / 2 , em m³/s n

(B x d)5 (B + 2d)2

x

I1 / 2 n

, em m³/s

Na expressão da velocidade, fazendo-se: ⎛ Bd ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ B + 2d ⎠ tem-se: I1 / 2 V = Kv x n ou: Kv = nxV I1 / 2
2/3

= Kv

Na expressão da vazão, fazendo-se:
3

(B + 2d)2

(Bd)5

= KQ

tem-se; Q = KQ x
OU:

I1 / 2 n

KQ =

Qxn I1/ 2

Existem nos bueiros celulares três grandezas a serem consideradas: a largura B, o tirante d e a altura H.
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Para se chegar a uma solução deve-se fixar uma delas, em geral B, para determinar a outra, d. A terceira, H, é uma conseqüência de d, pois admite-se uma folga, isto é, uma altura livre entre a lâmina d'água e a laje superior do bueiro, relacionada ao tirante. O DNIT tem adotado uma folga mínima de 25 % sobre d; desse modo a altura do bueiro passa a ser: H= d 0,80

Coeficientes K v e K Q Esses coeficientes são funções de B e d, portanto de duas variáveis. As curvas das Fig. 7 e 8 correlacionam B e d respectivamente a K Q e K v Nessas curvas o valor de B varia de 1,00 m a 3,00 m com intervalos de 0,50 m e o valor de (d) varia de 0,20 m até 3,00 m. Roteiro para dimensionamento Dados a) O valor de Q é conhecido porque é a descarga da bacia a ser drenada , calculada nos estudos hidrológicos do projeto; b) O valor de I é conhecido pelo levantamento topográfico do local onde o bueiro deverá ser implantado; c) O valor n (coeficiente de Manning) é conhecido pois depende da natureza do material de que será feito o bueiro (concreto, chapa metálica, corrugada etc). Seqüência das operações Bueiros tubulares a) admite-se inicialmente um valor para a relação d/D, variando de 0,20 a 0,80, optandose em geral pelo valor máximo; b) com o valor adotado para a relação d/D, entra-se na tabela dos parcialmente cheios, para obtenção do coeficiente K Q c) com K Q determina-se o valor do diâmetro teórico e se este mostrar-se inadequado pelas restrições do local de assentamento ou por não existir comercialmente tubo com diâmetro de tal porte, deverá ser considerado bueiro de seção múltipla, dividindo-se a descarga de projeto pelo número de linhas de tubo a adotar. Ao final será fixado para a linha de tubos simples ou múltipla o diâmetro mais próximo comercialmente disponível; d) com o diâmetro comercial calcula-se o novo valor de K Q obtendo-se na tabela a relação d/D, e o valor de K v , que fornecerá o valor de V, comparando a velocidade de
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escoamento com os valores mínimo e máximo aceitáveis, função da sedimentação das partículas em suspensão e da erosão das paredes dos tubos; e) se os valores acima estiverem dentro dos limites estabelecidos, o dimensionamento é concluído; caso contrário, faz-se nova tentativa com outra relação d/D, procurando-se aumentar ou diminuir a velocidade. Bueiros celulares Com os valores de Q, I e n, calcula-se K Q e com o valor de K Q obtém-se o valor de d, definindo-se conseqüentemente o valor B escolhido. Com os valores de B e d, na curva de K v , obtêm-se K v e conseqüentemente V. Estando o valor de V entre os limites permitidos e atendendo às condições locais, dá-se o dimensionamento como aceito, caso contrário, procura-se, mediante novas tentativas, dimensões que conduzam a valores aceitáveis. Quando o valor de Q conduz a um valor de K Q acima do limite superior das curvas, isso significa a necessidade da adoção de bueiros duplos e triplos. O cálculo é então refeito com o valor de Q dividido por 2 ou 3, conforme o número de linhas dos tubos. Bueiros lenticulares ou elípticos metálicos corrugados Tanto para os bueiros lenticulares como para aqueles de seção elíptica, por não se dispor de formulas simples que expressam o fluxo conforme a variação de lâmina d'água, o procedimento de cálculo atendendo a uma declividade de assentamento preestabelecida será diferente. Primeiramente deve-se calcular a vazão à seção plena para a declividade estabelecida e também a altura crítica relativa à descarga dada para conhecer o regime a que se refere. A vazão à plena seção é determinada com o auxílio das tabelas 19 ou 20 de onde são extraídos a área e o perímetro molhado da seção plena. Definido o coeficiente n a partir do tipo de corrugação escolhidos, determina-se, através da expressão de Manning e da equação da continuidade, a vazão à plena seção. Igualando a descarga de projeto à vazão escoada pelo bueiro, obtém-se através em um dos gráficos do diagrama 19 o tirante crítico correspondente que servirá de referência para definir o regime de funcionamento do fluxo na seção escolhida e a necessidade de ampliação da área da seção considerada. Se o tirante crítico superar a 65 % da altura da seção para os bueiros lenticulares e a 72 % da altura nos bueiros elípticos, deverá ser ensaiada seção maior ou seção múltipla, considerando-se nesta última a descarga, e correspondentemente a vazão de projeto, como sendo a descarga total dividida pelo número de linhas. Definida a vazão à plena seção e a altura crítica referente à descarga de projeto, passase ao dimensionamento hidráulico do bueiro funcionando parcialmente cheio.
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O tirante para a descarga de projeto dada é obtido através da utilização dos ábacos da Fig. 9, que define as propriedades hidráulicas desses tipos de estruturas; entrando-se com a relação entre a vazão a escoar e a vazão à seção plena, obtendo-se o valor percentual do tirante em relação à altura total da seção e daí o seu valor para o fluxo normal. Semelhantemente ao adotado para os demais bueiros, admite-se uma lâmina d'água máxima de 80 % da altura total da seção e uma lâmina mínima de 20%. Se o tirante encontrado situar-se fora desses limites deverá ser ensaiada uma nova seção ou seção múltipla. Ainda através da Fig. 9 pode-se verificar que a vazão máxima para os bueiros lenticulares é obtida para um tirante de 88 % da altura total da estrutura, sendo aproximadamente 8 % superior à vazão à plena seção e que nos bueiros elípticos a vazão máxima se dá com um tirante de 92 % da altura total, representando aproximadamente 10 % a mais que a vazão à plena seção. – Velocidades e vazões máximas para bueiros tubulares com declividades fixadas

Substituindo-se na Formula de Manning: V= R 2 / 3 x I1 / 2 n

o raio hidráulico R pela sua expressão A/P, tem-se; I1 / 2 ⎛ A ⎞ V= x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

Para I constante, a velocidade será máxima quando a derivada de A/P, for nula. A e P, porém, são funções de (Ø) , sendo a condição de velocidade máxima dada pelos valores dessas variáveis que anulem a derivada da função f (Ø) , ou seja:
P dA dP −A dØ dØ = 0 P2

ou ainda,

P

dA dP =A dØ dØ

(1)

De (d),
P= Ø dP D x D , donde = 2 dØ 2
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e
A= Ø − senØ x D2 , donde 8

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dA 1 − cosØ x D2 = dØ 8

Substituindo-se os valores de P, A,
ØD − Øcos ØxD3 = ØD − senØxD3 Øcos ØxD3 = senØx D3 tg Ø = Ø ou

dA dP e na igualdade (1), tem-se; dØ dØ

equação cuja solução é:
Ø = 4,4934 rad, Ø = 257027'10"

ou
⎛ ⎝ 2d ⎞ ⎟ D⎠

Como, porém, Øc = 2 arc cos ⎜1 −
Øc = −0,626 2 2d 1− = −0,626 D cos

daí, d = 0,813D que corresponde ao tirante para a condição da velocidade máxima. Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para velocidade e vazão fornece: a velocidade máxima Vmáx = 0,452 D 2 / 3 x I1 / 2 n

e a vazão correspondente a esta velocidade
D8 / 3 x I 1/ 2 Q = 0,309 n

Vazão máxima Associando-se a fórmula de Manning; V= I1 / 2 ⎛ A ⎞ x⎜ ⎟ n ⎝P⎠
2/3

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a equação de continuidade, tem-se: I1 / 2 ⎛ A 5 / 2 ⎞ ⎟ x⎜ Q= n ⎜ P ⎟ ⎝ ⎠
2/3

A vazão máxima se verificará quando A/P5/2, função de Ø, for máxima; vale dizer, quando sua derivada em relação a Ø for nula,isto é,
5 dA dP PxA 3/2 − A 5/2 2 dØ dØ = 0 P2

ou

5p x

dA dP = 2A x dØ dØ
dA dP e por suas expressões obtidas no item anterior, tem-se: dØ dØ

Substituindo-se P, A,

(Ø − senØ ) x D2 x D 5ØD (1 − cosØ ) 2 x D =2 2 8 8 2
ou
5Ø (1 − cosØ) = 2 (Ø − senØ)

ou ainda,
3Ø − 5Ø cosØ + 2 senØ = 0

cuja solução é
Ø = 5,2781 rad ou Ø = 302024'46" , que corresponde a um tirante de d = 0,938 D

Esse valor de Ø levado às equações gerais do fluxo para vazão e velocidade fornece: para vazão máxima Q máx = 0,335 D 8 / 3 x I1 / 2 n

e para a velocidade correspondente a essa vazão V = 0,438 D 2 / 3 x I1 / 2 n

A observação dos dados encontrados permite chegar a uma importante conclusão:
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d = Tirante d'água D = Diâmetro do bueiro A = Área molhada R = Raio Hidráulico Q = Vazão (m3/s) n = Coeficiente de rugosidade de Manning I = declividade do bueiro (m/m) K K V ×n V D2/3 × I1/2 = = Q×n Q D8/3 × I1/2 MT/DNIT/DPP/IPR . para Bueiros de Seção Circular. KV e KQ. Área Molhada.Manual de Drenagem de Rodovias 75 "A velocidade máxima não corresponde à vazão máxima". em função da altura relativa do tirante. Raio Hidráulico.

1756 0.2331 0.1611 0.1199 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .01 0.0864 0.00406 0.0242 0. 0.2512 0.1099 0.00050 0.0326 0.3243 0.2401 0.2642 0.2649 KV 0.2739 0.3428 0.2843 0.45 0.2051 0.40 0.0409 0.07 0.34 0.3624 0.1416 0.0461 0.37 0.06 0.0571 0.4124 KQ 0.1298 0.01313 0.21 0.3787 0.3863 0.0147 0.1982 0.1050 0.00221 0.1364 0.30 0.26 0.4127 0.10 0.0301 0.0961 0.1506 0.0534 0.2780 0.1516 0.49 0.0635 0.3535 0.3825 0.0610 0.1772 0.50 0.2258 0.44 0.0362 0.1349 0.54 0.0353 0.29 0.1401 0.1614 0.19 0.0173 0.0956 0.3727 0.3708 0.0733 0.1003 0.0755 0.3443 0.2435 0.1267 0.41 0.3527 0.28 0.1152 0.2220 0.0575 0.4426 R/D 0.55 A/D2 0.01126 0.0350 0.1691 0.2546 0.00521 0.52 0.2074 0.1247 0.2650 0.0427 0.2291 0.38 0.1197 0.1466 0.3827 0.1259 0.48 0.0196 0.0513 0.05 0.1039 0.2836 0.1847 0.1718 0.13 0.0871 0.1566 0.0294 0.00093 0.1535 0.1558 0.03 0.3032 0.3748 0.47 0.0220 0.1711 0.36 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios d/D 0.31 0.1623 0.0600 0.1890 0.09 0.2582 0.14 0.0776 0.0497 0.39 0.3580 0.2934 0.18 0.0910 0.4034 0.0037 0.0389 0.3190 0.3080 0.2562 0.00005 0.2182 0.3927 0.2367 0.1118 0.2295 0.1489 0.1786 0.16 0.0650 0.4095 0.0197 0.1825 76 MT/DNIT/DPP/IPR .08 0.3328 0.2260 0.00150 0.4065 0.1449 0.1147 0.3394 0.0273 0.2441 0.4327 0.0534 0.2102 0.1662 0.2133 0.2531 0.2716 0.1365 0.2621 0.0885 0.0013 0.2062 0.1965 0.1148 0.0451 0.3295 0.1891 0.1312 0.2167 0.0811 0.3666 0.2965 0.3627 0.1381 0.0152 0.0691 0.1877 0.0192 0.2214 0.33 0.3130 0.00306 0.1281 0.1453 0.00953 0.35 0.1019 0.0695 0.2142 0.0739 0.3023 0.0331 0.1978 0.00021 0.1800 0.25 0.3899 0.04 0.2500 0.24 0.2355 0.17 0.46 0.53 0.0730 0.0394 0.42 0.2020 0.00651 0.0066 0.0105 0.0813 0.0986 0.1935 0.3345 0.20 0.12 0.2592 0.0262 0.0668 0.1206 0.23 0.51 0.22 0.4027 0.3229 0.15 0.3490 0.0881 0.32 0.0820 0.3934 0.0069.00795 0.1592 0.3136 0.1097 0.0929 0.27 0.3968 0.4227 0.2905 0.4002 0.2468 0.0559 0.0132 0.1802 0.1042 0.2450 0.02 0.2366 0.43 0.11 0.0470 0.1709 0.0246 0.1665 0.

74 0.2948 0.4301 0.3286 0.2842 0.4519 0.2917 0.2928 0.1933 0.60 0.75 0.6815 0.3024 0.2797 0.2306 0.6143 0.5780 0.2998 0.2921 0.4445 0.3043 0.2703 0.2900 0.65 0.3239 0.3039 0.4153 0.7504 0.4444 0.2821 0.7115 0.4523 0.4362 0.3008 0.1879 0.71 0.5404 0.6054 0.6319 0.2705 0.62 0.2881 0.7662 0.3353 0.3038 0.57 0.4507 0.2933 0.94 0.4345 0.4724 0.7854 R/D 0.4517 0.4213 0.4524 0.4429 0.3007 0.6405 0.3349 0.4462 0.3008 0.7560 0.7816 0.7707 0.4398 0.2511 0.6736 0.2962 0.6573 0.69 0.2787 0.4822 0.2658 0.84 0.3335 0.2666 0.3339 0.97 0.2963 0.5872 0.83 0.77 0.4256 0.4522 0.3018 0.2862 0.85 0.99 1.5018 0.2842 0.81 0.2995 0.3247 0.4489 0.2560 0.2460 0.91 0.2728 0.4457 0.7749 0.5964 0.7320 0.4142 0.7384 0.4505 0.2752 0.4425 0.3031 0.98 0.3151 0.2969 0.2735 0.3305 0.2094 0.3182 0.4376 0.4498 0.3026 0.5115 0.4489 0.79 0.7445 0.Tabela dos circulares parcialmente cheios (Continuação) d/D 0.67 0.7186 0.4323 0.4499 0.1987 0.68 0.70 0.82 0.5308 0.4524 0.6489 0.73 0.87 0.3033 0.3042 0.7785 0.5594 0.4267 0.4381 0.95 0.3083 0.59 0.4279 0.3118 0.7254 0.4309 0.3117 77 A Ø − senØ = 2 8 D R Ø − senØ = D 40 MT/DNIT/DPP/IPR .80 0.89 0.4231 0.5212 0.2409 0.3017 0.56 0.6893 0.3322 0.3212 0.58 0.7612 0.2799 0.64 0.6231 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 18 .4476 0.5499 0.2500 KV 0.66 0.2829 0.3322 0.3968 KQ 0.90 0.7043 0.2200 0.2776 0.86 0.4414 0.4512 0.4920 0.2040 0.88 0.3041 0.2358 0.2980 0.2886 0.6655 0.2865 0.2987 0.76 0.4625 0.4402 0.4480 0.4526 0.78 0.2253 0.6969 0.2147 0.5687 0.4514 0.3263 0.00 A/D2 0.7841 0.93 0.4206 0.2895 0.61 0.3351 0.3036 0.4469 0.3043 0.2609 0.2944 0.4180 0.3345 0.92 0.3047 0.96 0.3293 0.2676 0.63 0.4520 0.4343 0.72 0.2753 0.2975 0.

A.Curva KQ = g(d) CURVA KQ = g (d) Q (m /s) KQ = 9.00 (dm) MT/DNIT/DPP/IPR .00 B = B 3.00 0 0.00 m 1. d 8. 00 m 6.00 2.00 B =3 .20 1.10 0. 5 = 00 2.00 0 m B 7. m 0 1.00 Qn I 3 I (m/m) N.00 2.5 B= .00 3.00 2.Manual de Drenagem de Rodovias ⎛R ⎞ KV = ⎜ ⎟ ⎝D ⎠ 2/3 ⎛ Ø − senØ ⎞ = 3 ⎜ ⎟ 4Ø ⎝ ⎠ 2/3 − 78 2 KQ = A ⎛R ⎞ ×⎜ ⎟ 2 ⎝D ⎠ D (Ø − senØ 1 ×3 16 2Ø 2 )5 ⎛ 2d ⎞ Ø = 2arc ⋅ cos ⋅ ⎜1 − ⎟ D ⎠ ⎝ Figura 7 .00 4.0 B =1 0m 5.

00 2.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 8 .00 d (m) MT/DNIT/DPP/IPR .00 Kv= Va I B= 0m 3.00 =1 m 0.00 3. 0 0.90 B= m 2.20 1.20 0.80 m 2.Curva KV = f(d) 79 CURVA KV = f (d) 1.50 0. 5 0.40 0.50 B .60 B= 0m 1.30 0.70 0. 0 0 B= 0.10 0 0.

8 0.1 0.2 0.1 1.7 0.1 1.6 0.1 0.4 0.5 0.0 1.2 1.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 9 .3 0 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA MT/DNIT/DPP/IPR .7 0.3 0 0.9 VALORES PROPORCIONAIS RELATIVOS A SEÇÃO PLENA 90 PM 80 A = Área R = RAIO HIDRÁULICO PM = PERÍMETRO MOLHADO A 70 AR2/3 60 R AR2/3 A 20 PM 30 50 40 ELIPSE HORIZONTAL 10 0.2 0.8 0.Propriedades hidráulicas de estruturas lenticulares e elípticas 80 SEÇÃO PLENA PERÍMETRO MOLHADO 90 PORCENTAGEM D A ALTURA TOTAL PORCENTAGEM DA ALTURA TOTAL Área 80 70 60 50 VAZÃO 40 30 20 RAIO HIDRÁULICO 10 1.2 1.6 0.3 0.4 0.0 1.9 1.5 0.3 0.

05 2.10 4.22 3.75 2.67 18.20 1.10 2.40 5.95 3.56 15.27 6.40 3.39 6.80 16.05 2.97 12.00 PERÍMETRO (m) 5.41 13.22 7.08 15.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 19 .49 10. 4.28 16.80 6.15 5.07 11.12 15.23 19.00 3.90 4.42 8.90 MT/DNIT/DPP/IPR .70 11.35 19.95 6.54 13.85 4.50 5.70 5.85 3.85 1.40 2.00 3.55 3.12 9.65 17.72 3.86 6.20 3.35 5.Perímetro molhado e área da seção plena de bueiros lenticulares metálicos corrugados 81 DIMENSÕES VÃO ALTURA 1.85 1.65 14.60 9.25 3.77 14.27 4.88 3.30.01 11.99 5.21 12.30 13.70 2.30 3.45 13.70 3.52 ÁREA (m2) 2.58 11.62 9.70 16.05 4.25 11.25 2.

89 6.21 27.33 26.85 7.94 24.90 7.83 36.42 25.18 39.29 26.80 17.20 48.95 Bueiros trabalhando como vertedores Objetivo e características Denominam-se vertedores as aberturas projetadas na parte superior das paredes de um reservatório qualquer através das quais possa se escoar o líquido represado.82 44.00 4.62 6.83 6.58 8.85 10.90 23.01 23.02 22.24 69.06 6.51 12.97 6.33 25.29 7.77 29.01 4.Perímetro e área da seção plena de bueiros elípticos metálicos corrugados DIMENSÕES VÃO ALTURA (m) (m) 5.23 4.15 9.79 8.21 8.75 5.51 5.28 31.94 22.54 8.Manual de Drenagem de Rodovias 82 Tabela 20 .12 3.25 7.11 20.36 73.39 23.81 28.56 5.76 11.67 19.20 53.97 62.64 31.42 10.55 22.67 19.79 5.19 9.30 10.82 44.21 30.32 15.07 9.63 18.11 19.45 9.59 27.17 6.76 18.21 31.02 59.81 11.59 22.69 7.71 18.01 27.63 6.53 58.50 20.68 28.90 26.28 5.71 6.84 9.11 10.02 PERÍMETRO (m) 15.83 8.22 5.97 6.47 7. MT/DNIT/DPP/IPR .15 86.07 20.40 4.35 3.32 15.50 21.60 33.89 3.77 9.21 42.09 4.85 26.96 6.33 6.58 38.23 42.38 27.50 10.11 21.24 29.25 30.95 5.82 8.15 51.37 18.92 8.12 10.52 67.24 6.76 79.86 4.55 53.76 10.13 17.66 34.31 8.46 9.78 5.39 7.67 4.15 3.04 ÁREA (m2) 18.19 17.16 7.11 6.40 52.98 24.78 7.47 4.46 23.21 58.50 6.02 23.24 16.15 20.55 7.84 10.11 7.97 48.54 6.80 15.42 5.64 6.21 34.80 11.55 5.19 26.40 39.68 4.10 11.83 30.93 8.

para o vertedor. Dimensionamento hidráulico Cálculo da largura L A solução do problema é. Os vertedores podem ser considerados orifícios em que a altura da parede sobre a borda superior é nula. o coeficiente de Coriolis e o coeficiente de descarga do orifício.Manual de Drenagem de Rodovias 83 Na drenagem rodoviária o vertedor desempenha uma grande função no escoamento da água acumulada nas várzeas extensas ou em terrenos alagadiços. o cálculo de L. O tempo de escoamento vai ser estabelecido em função da largura L dos vertedores projetados. para c = 0. pode começar pela fórmula da vazão dos orifícios: ⎡ 3/2 ⎤ 3/2 ⎛ ⎢⎛ V2 ⎞ ⎥ 2 V2 ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎥ − ⎜h + α Q = cb 2g ⎢⎜ h + α 2g ⎟ ⎥ 2g ⎟ 3 ⎟ ⎜ 1 ⎟ ⎢⎜ 2 ⎢⎝ ⎣ ⎠ ⎝ ⎠ ⎥ ⎦ onde h1 e h2 são as alturas d'água nas bordas do orifício(inferior e superior). y. = H.devida a WEISSBACH: 2 Q = C 3 L 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ 2g ⎢ − ⎜α ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥ ⎥ ⎦ como 2 C 2g = 1. 3 L e tomando L=1. escolhido pela prática ou resultante de tentativas a serem feitas. Então. calcular o tempo em que se deseja fazer a drenagem e escolher o número e a largura L dos vertedores. pois. Fazendo h1. a altura d`água sobre a soleira do vertedor.838 . obtém-se a fórmula básica da vazão dos vertedores retangulares. têm-se MT/DNIT/DPP/IPR . L a sua largura. têm-se: 3/2 ⎡ 2 ⎞ ⎛ V2 ⎢⎛ ⎜H + α V ⎟ Q = 1.622.838 ⎢ −⎜ ⎜ ⎜ 2g 2g ⎟ ⎢⎝ ⎠ ⎝ ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3/2 ⎤ ⎥ ⎥×L ⎥ ⎦ Desprezando-se a velocidade de aproximação V. será o resultado da divisão da descarga total registrada pela descarga de cada vertedor. b sua largura. = 0 e h2. O número dos vertedores.

multiplicam-se os valores indicados de vazão pela largura real.34 106.0 1 57 1.5 555.838 ⎜ L − ⎛ ⎝ 2H ⎞ 3/2 ⎟ H 10 ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR .61 27.0 ∗Para os vertedores com largura menor ou maior que um metro.14 67.838 × LH3/2 84 ou L= Q 1.90 164.2 964. a Fórmula de Francis passa a ser: Q = 1. Pinto).57 14. Tabela 21 .2H. Influência da contração As contrações ocorrem nos vertedores de represamentos e naqueles cuja largura é inferior às dos canais onde se acham instalados.53 86.72 20. Vertedores retangulares em parede delgada e sem contrações.12 76. De acordo com Francis.6 750.Vazão por metro linear de soleira ALTURA H (cm) 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 20 Q (l/s) 9.5 1442.50 ALTURA H (cm) 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 ∗ Q (l/s) 230.05 34.7 1195. muito usada na Inglaterra e nos recomendada para uso no Brasil (Dilson F.24 96.3 381. a mais comum nas rodovias. para a contração bilateral. deve-se considerar na fórmula do item anterior uma correção para o valor de L.5 650. que passaria a ser tomado igual a L-0.5 855.68 58.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 1. Usando a Fórmula de Francis pode-se tabelar a vazão por metro linear de soleira como a seguir.1 1316.838H3/2 Estados Unidos e que é a Fórmula de Francis.58 49.04 41.2 1077. Desse modo.0 302.1 465.

do comprimento e da declividade do bueiro. sendo independente da rugosidade das paredes. Dimensionamento hidráulico Estudo do fluxo Considerando-se o escoamento indicado na Fig. Z1 e Z2 .2H sendo D o diâmetro e H a altura do bueiro.2D ou HW ≥ 1.Esquema de escoamento por orifício V1 (1) h Z1 Z2 (2) V2 DATUM em que: V1 e V2 . aplicando-se o teorema de Bernoulli.pressões nessas seções respectivamente.Manual de Drenagem de Rodovias 85 Bueiros trabalhando como orifício Objetivo e características Diz-se que um bueiro trabalha como orifício quando o nível d`água a montante (HW) atende à condição: HW ≥ 1. vale dizer. da diferença de cotas dos níveis d'água a montante e a jusante. Diz-se. P1 e P2 . Como se trata do deslocamento de uma partícula d`água no regime permanente entre S1. 10: Figura 10 . tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . que a vazão depende de sua carga a montante.velocidades nas seções S1 e S2. nesse caso.cotas das seções S1 e S2 relativas a um plano de referência (datum). e S2.

98. Cc. Desse modo. Z1 – Z2 = h. de acordo com a lei de continuidade: Q = AV = A 2g × h Acontece que. que. então. Por outro lado. porque é a pressão atmosférica atuando nas seções S1 e S2. obtém-se: V = 2g × h A vazão do orifício seria. A vazão através do orifício seria então: Q = C × C × A 2g × h V C ou fazendo C ×C =C V C Q = CA 2g × h MT/DNIT/DPP/IPR . porém.64. V1 será muito inferior a V2 e poderá ser desprezada. Essa contração é habitualmente representada por outro coeficiente. a velocidade real do jato sofre uma redução que costuma ser representada por um coeficiente CV.Manual de Drenagem de Rodovias 86 V2 V2 P P z+ 1+ 1 =z + 2 + 2 2 γ γ 2g 2g Considerando-se. carga hidráulica da seção S2 (eixo) tem-se: V2 V2 2 = 1 +h 2g 2g ou V = V 2 + 2g × h 2 1 Como a área da seção S1 (superfície da água acumulada a montante do bueiro) é muito superior à área da seção S2 (orifício). devido à viscosidade do líquido. que P1 = P2.97 ou 0. sem que se cometa erro apreciável. foi verificado que o jato sofre uma contração tornando-se inferior à seção do orifício.62 e 0. segundo Weissbach. osciIa entre 0. cujo valor é 0.

63. Esses dois valores. a diferença depende do coeficiente de vazão. os coeficientes de vazão C. no entanto. atinge valores entre 0. como os processos de cálculo de vazões são os mesmos para os dois casos. Verifica-se.60 a 0. as paredes dos orifícios são divididas em delgadas e espessas.643 0. representam alturas de aterro de. não seja maior do que duas vezes o diâmetro ou a sua altura. para o diâmetro do bueiro de 1. segundo MANNING. a estrutura comumente empregada. seria a de um bocal e não de um orifício. A velocidade máxima para a obra deverá ser inferior ao limite de erosão das paredes dos bueiros.548 Carga hidráulica Toda a conceituação exposta presupõe que a carga hidráulica. coeficiente de vazão. no caso dos bueiros.588 e 0. variando de 0. são os seguintes: Tabela 22 . Deve-se considerar. não podendo ultrapassar 1. para os dois modelos (orifícios e bocais) são próximos um do outro. os coeficientes de vazão 0.588 0.5 vezes o diâmetro do orifício. que para as alturas médias comuns de aterro em torno de 15 metros. a contar do centro de gravidade da seção do bueiro. O nível d'água a montante não poderá ultrapassar a cota de nível mínimo admissível fixada em função da altura do aterro e das restrições de alagamento a montante por ventura existentes.Coeficientes de vazão L D C 10 25 50 75 100 0. para o caso dos bueiros tubulares. respectivamente.63.Manual de Drenagem de Rodovias 87 sendo que C. que. Porém. Desse modo. Chamando L o comprimento do bueiro e D o seu diâmetro. respectivamente. MT/DNIT/DPP/IPR . o que excluiria a opção do modelo.548.770 0. 20 e 30 metros. os Coeficientes de Vazão C.62 e 0. nos livros de Hidráulica mais comuns em nosso país.0 metro. Em resumo.674 0. MANNING recomenda para L/D = 75 e L/D = 100. mais ou menos.

40 1.67 4.21 4.53 3.04 11.12 11.36 15.40 8.74 3.63 88 TIPO DIÂMETRO (m) 0.05 3.67 13.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 23 .14 5.89 5.60 0.95 4.35 3.30 1.29 5.65 3.46 4.68 13.99 5.97 7.54 10.75 1.58 V (m/s) 2.43 17.10 3.87 3.19 4.95 13.57 6.77 3.42 3.70 1.32 4.68 3.192xD 2 h 1 e V = 2.32 4.60 1. velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.44 11.69 10.17 6.50 4.80 1.93 4.63 5.14159 h e Q = 2.58 (m3/s) 0.62 7.2 D Q (m3/s) 0.00 1.5 D Q (m3/s) 0.32 h = 1.04 4.48 15.10 1.41 4.20 1.71 4.98 4.62 3.14 4.79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR .67 1.21 3.90 4.50 1.48 3.58 4.80 1.37 2.00 h = 1.83 Q h = 2D V (m/s) 3.74 3.06 3.83 4.10 4.05 10.06 3.78 9.90 2.54 BSTC OU BSTM Vazão: bueiro simples: Q1 = Velocidade: V = c 2g × h c 2g 4 × D 2 × 3.79 4.23 5.23 7.37 2.54 2.Vazão.86 1.73 3.44 5.40 3.06 3.58 3.19 V (m/s) 2.19 8.

velocidade e carga hidráulica de bueiros tubulares trabalhando como orifício com c = 0.79 h h = carga hidráulica MT/DNIT/DPP/IPR .Vazão.63 89 Vazão: bueiro duplo: Q = 2Q = 4.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 24 .384 × D 2 h 2 1 bueiro triplo: Q = 3Q = 6.576 × D 2 h 3 1 Velocidade: V = 2.

56 58.32 4.24 6.34 63.43 11.00 2.43 51.61 123.83 5.00 2.20 41.32 4.56 19.00 3.50 2.83 4.86 V 3.84 5.00 1.83 5.00 3.98 93. MT/DNIT/DPP/IPR .40 4.5 m/s).95 10.58 6.Manual de Drenagem de Rodovias 90 Tabela 25 .50 3.01 121.32 4.791BH h 1 bueiro duplo: bueiro triplo: Q = 2× Q 2 1 Q = 3×Q 3 1 B = Base.00 2.59 V 3.00 2.84 29.00 40.50 1.83 5.84 BDCC BTCC Vazão: bueiro simples: Q = 2.07 106.58 6.42 12.40 5.00 2.01 81.40 4.32 4.32 4.26 47.01 81.00 2.84 6.98 93.06 8.00 H 1.58 6.52 33.50 2.00 3.92 h = 2.24 6.50 3.66 34.42 184.19 4.77 30.50 3.02 100.0 H Q 3.54 53.81 61.00 3.85 25.50 3.50 1. significando nesses casos que a vazão do bueiro corresponderá à carga hidráulica que satisfaça a velocidade admissível.40 5.51 95.00 2.50 3.Vazão e velocidade dos bueiros celulares trabalhando como orifício para cargas hidráulicas em relação à altura do bueiro TIPO BSCC B 1.00 3.40 5.58 6.89 72.24 6.00 2.83 5.83 5.49 46.00 2.51 90.17 31.58 6.24 4.00 2.79 h ∗ A velocidade excede o valor limite de erosão do concreto (4.2 H Q 3.00 2.50 3.00 2.24 5.34 27.89 72.41 82.83 5.40 4.50 3.00 2.98 V 3.94 36.00 3.19 4.19 4.57 58.50 2.92 5.00 2.83 108.61 117.83 5.30 4.24 6.24 6.55 60.77 142.83 4.30 4.40 5.5 H Q 3.00 2.40 5.01 21.83 3.00 2.83 5.00 2.00 2.24 6.66 62.50 3.92 4.34 87.30 24.05 67.23 17.00 3.83 5.92 4.58 6.50 2.42 9.50 2.74 4.84 5.02 35.50 22.00 2.02 39.83 5. H = altura do bueiro e h = carga hidráulica Velocidade: V = 2.21 16.83 5.75 33.05 71.83 5.84 6.78 18.00 h =1.74 3.32 4.74 4.95 4.40 5.48 140.64 77.00 2.67 54.53 44.07 101.00 1.83 4.92 5.06 66.24 5.29 38.83 5.61 159.88 14.06 3.00 2.30 4.30 h = 1.42 4.33 31.30 4.50 2.32 51.01 66.59 48.83 4.04 78.

A profundidade da água represada. segurança. dada a freqüência de sua repetição. em pesquisas de campo e laboratório. em alguns casos. em todos os seus aspectos (funcional. Devido às baixas velocidades geralmente verificadas na maioria dos represamentos. Controle de entrada Controle de entrada significa que a capacidade de descarga do bueiro é controlada na sua entrada pela profundidade da água represada a montante (HW). os bueiros são tratados. há muito tempo. MT/DNIT/DPP/IPR . denotando grande interesse em fugir ao empirismo reinante. com controle de entrada. se dedicando ao estudo de novas técnicas para a solução dos problemas de drenagem. com protótipos. se isso for tecnicamente viável. Essas pesquisas serviram de base para a confecção de nomogramas que permitem determinar a capacidade dos bueiros com controle de entrada. foram obtidas através de pesquisas em modelos nos laboratórios e verificadas. a superfície da água e a linha energética na boca de montante dos bueiros são consideradas coincidentes. têm merecido especial atenção pela importância que essas estruturas representam para o corpo estradal. no caso dos bueiros. que é o parâmetro dimensionante da capacidade da obra. é a distância vertical da soleira do bueiro à linha energética na sua entrada. de duas formas: − − Com controle de entrada. quanto ao fluxo. Em outras palavras: o bueiro com controle de entrada deve ter seção transversal mínima e condições de boca que permitam escoar a vazão desejada com o máximo de represamento permitido pelo projeto. Eles dão a altura da água represada (HW).Manual de Drenagem de Rodovias 91 Dimensionamento de bueiro segundo a Circular nº 5 do “Bureau of Public Roads” Generalidades Os norte-americanos vêm. não há inconveniente no represamento ou aumento da profundidade do curso d'água a montante da obra. A engenharia busca a melhor obra ao menor custo. Com controle de saída. econômico e ambiental) Tipos de funcionamento de bueiros Com essa orientação. As relações entre profundidade de represamento e altura ou diâmetro do bueiro (HW/D) para os vários tipos de bueiros circulares e em arco. Partindo dessa premissa. no caso (HW). inclusive com uso de modelos reduzidos. Os bueiros. pela geometria da boca de entrada e pela seção transversal do conduto.

He e Hf. L = Comprimento do corpo do bueiro. 11B e 11C. A energia consumida provém da carga represada a montante eé expressa pela equação: H = H + He + H (equação 2. Os procedimentos da Circular nº 5 fornecem os métodos para a determinação precisa da profundidade da água na entrada para as condições de escoamento mostrados nas figuras 11A. na equação (2. conforme Figuras 11A e 11B. e R = Raio hidráulico. necessária para vencer as resistências de entrada e a Hf . até o valor de 0.02) obtém-se: H = ⎢1 + K e + ⎢ ⎢ ⎣ ⎡ 2g × n 2 × L ⎤ V 2 ⎥ (equação 2. a parcela He. é a perda na entrada da boca que depende da sua geometria. Para o caso indicado pela figura 11D a precisão do método diminui. diz-se que o bueiro está trabalhando a seção plena. A carga H.Manual de Drenagem de Rodovias 92 Controle de saída O escoamento de bueiros com controle de saída pode ocorrer com o conduto total ou parcialmente cheio. He = Ke (V2/2g). (V2/2g). quando o regime do fluxo é de controle de saída.33 ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR .03) ⎥ 2g R 1. No apêndice B são encontrados valores de Ke para vários tipos de boca. sendo aceitável. entretanto. Essas parcelas. (m) V = Velocidade média do fluxo no corpo do bueiro. Nas Figuras 11C e 11D os bueiros estão escoando à seção parcialmente cheia e com controle de saída.02) V f Onde: Hv = V2/2g . Se a seção do bueiro está cheia em todo o seu cumprimento. usualmente expressas em metros de altura d'água são: a parcela HV. enchendo-o completamente em todo seu comprimento. é a energia consumida no atrito ao longo do bueiro: n = Coeficiente de rugosidade de Manning. é a parte da carga que produz velocidade. em parte ou em todo o seu comprimento.33] . é composta por três parcelas importantes. necessária para o escoamento através de um bueiro. H f = [(2gn 2 L)/R 1. (m/s2) (m) Substituindo-se os valores de HV. (m/s) g = Aceleração da gravidade. correspondente à velocidade.75D. decorrente das perdas ao longo do corpo do bueiro.

pois. na definição de HW. ocorrendo alturas d'água superiores e. (Fig. 11B) é contada a partir da altura d`água na boca de jusante. inferiores.03) pode ser resolvida facilmente com auxílio dos nomogramas de 8 a 14. nem sempre. 11C e 11D) exige-se o traçado das curvas de remanso. Cada um deles diz respeito a uma seção definida do corpo do bueiro e a um valor do coeficiente n.Manual de Drenagem de Rodovias 93 A equação (2. MT/DNIT/DPP/IPR . a perda de carga H (Fig. ou seja. a altura da água a montante. é ela que vai definir o bueiro. quando se exige rigor nas soluções. como é o caso das verificações e alterações de projetos. O dimensionamento consiste. Entretanto. as descargas fluem a seção plena. Quando o nível d'água a jusante do bueiro submerge sua boca de jusante ou quando o bueiro flui na boca de saída a seção plena. sendo H a diferença entre esse nível e o de HW a montante. Estas considerações dizem respeito aos bueiros operando à plena seção. indicando a dimensão mínima que atenda às imposições do projeto. Quando a altura d'água na boca de saída é inferior à altura do bueiro. para bueiro descarregando a plena seção. como se verá a seguir. às vezes. à altura dos bueiros na entrada. Para os casos comuns este método permite soluções aceitáveis. portanto.

a partir do qual H deverá ser medido.12. HIDR.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 11 . pela equação: H W = H + ho − L × Io (equação 2.04) MT/DNIT/DPP/IPR . HW A H SUPERFÍCIE D´ÁGUA D SUPERFÍCIE D´ÁGUA HW H SUPERFÍCIE D´ÁGUA Equação geral para controle de saída A altura do tirante hidráulico HW é obtido com a introdução de um fator ho. e o ponto da linha piezométrica equivalente. altura entre a soleira do bueiro. na boca de jusante. como pode ser observado na Fig. A relação de HW com H é dada.Controle de saída A SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA 94 B SUPERFÍCIE D´ÁGUA H HW SUPERFÍCIE D´ÁGUA C SUPERFÍCIE D´ÁGUA GRAD.

"Curva de Remanso". sendo necessário efetuar os cálculos e tendo o canal de saída seção transversal. não influindo no cálculo da altura d'água a montante HW. 11C e 11D). Cálculo da profundidade da água na saída (TW) Sendo um fator externo. ho é igual à profundidade da água na saída. Todavia. declividade e rugosidade razoavelmente uniformes. e D é o diâmetro ou altura do bueiro. e a profundidade da água (TW) é bem menor que a profundidade crítica. Na maioria das vezes os canais naturais de saída são mais largos que os bueiros. em bueiros escoando com controle de saída. 11A). Pesquisa de HW Quando o nível d'água na saída está acima da crista do bueiro (Fig. dc é a profundidade crítica. Quando TW é o valor de h0 (maior dos valores). recomenda-se a utilização das equações da dinâmica do movimento uniformemente variado. TW pode ser controlado através de obstrução na saída. O valor de dc não pode exceder ao valor de D. extraída dos nomogramas 15 a 20. isto é. as dimensões e forma do bueiro e a profundidade da água na saída (TW). Sendo TW influenciado pelo nível d'água de outros cursos. uma vez que devem ser levadas em consideração a descarga. a definição de h0 torna-se mais complexa. por níveis d'água de outros cursos ou por influência de marés. nesta última expressão é a distância vertical desde a soleira até a linha piezométrica equivalente. apresentado no item 1. obtém-se a altura do represamento a montante (HW) somando-se H ao nível d'água na saída (TW).4. o ponto correspondente à profundidade crítica está suficientemente submerso de modo a não afetar HW. Nesse caso. MT/DNIT/DPP/IPR . A Fig. pode-se determinar aproximadamente a profundidade do fluxo no canal de saída pela fórmula de Manning. sendo este o limite superior daquele. a profundidade da água na saída (TW) pode ser um fator importante para o cálculo da altura d'água represada a montante HW e da capacidade hidráulica do bueiro. 11B. Se o nível d'água na saída está em nível ou abaixo da crista do bueiro na boca de jusante (Fig. h0 é o maior dos dois seguintes valores: TW (profundidade d'água na saída) ou 2 dc + D h0. 12 fornece a visualização gráfica do que foi dito anteriormente. ou marés.Manual de Drenagem de Rodovias 95 onde L é o comprimento do bueiro e Io a sua declividade em metros por metro.

Por isso. Um elemento importante para isso. Deve-se ter em conta que. D = diâmetro ou altura do bueiro TW = profundidade do fluxo de descarga dc = profundidade crítica. é o conhecimento da velocidade da água na boca de jusante. A velocidade na saída do bueiro deve ser comparada com a velocidade máxima da corrente. para definir a necessidade de proteção do canal de saída. muitas vezes. Figura 12 . do uso de dissipadores de energia no canal de descarga.Cotas hidráulicas no levantamento de HW L = comprimento do bueiro. de acordo com o tipo de material de que é constituído o bueiro e sua seção transversal. Io = declividade do bueiro H = obtido através de nomograma. geralmente. h0 = altura piezométrica equivalente As informações locais e a observação do comportamento de outras obras na região podem ser de grande ajuda na solução do problema. pode haver necessidade. As velocidades calculadas podem ser comparadas com as de outras existentes ou com as de correntes naturais. HW = profundidade hidráulica a montante do bueiro. a velocidade máxima do fluxo no centro do canal é consideravelmente mais alta do que a velocidade média do fluxo considerando toda a seção. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 96 Velocidade do fluxo A velocidade da água no corpo dos bueiros é superior à dos canais naturais.

para os tempos de recorrência exigidos. c) declividade definida do bueiro em m/m.5 a 2. No caso do controle de saída a velocidade média na boca de jusante será a descarga dividida pela área da seção transversal do fluxo. não sendo conhecida a profundidade do fluxo. no caso de funcionamento a plena seção. Etapa III .Coletar os elementos necessários ao projeto que são os seguintes: a) descarga Q de projeto. pode ser usada a fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Como a solução se faz por tentativa. admitindo-se um valor arbitrado como. Essa área pode ser tanto aquela correspondente à profundidade crítica como a profundidade a jusante. c) uso dos nomogramas para controle de entrada. f) características do bueiro para a 1a tentativa. A solução final deve resultar da análise econômica. b) utilização das tabelas do fluxo crítico. o valor de R passa a ser desconhecido. e) velocidade média e máxima das águas no talvegue.Manual de Drenagem de Rodovias 97 Na determinação da velocidade média na seção transversal. b) comprimento L aproximado do bueiro em m. Etapa II . por exemplo: HW = 1. Roteiro para dimensionar bueiros Etapa I . lenticulares.Na primeira tentativa para seleção das dimensões da seção transversal do bueiro adotam-se um dos seguintes critérios: a) seleção arbitrária. uma vez que. o uso de várias linhas de tubos e de bueiros celulares. o uso de ábacos pode ser útil para resolver essa equação. em m3/s. em m/s. incluindo seção transversal e tipo de boca de montante. na boca de jusante dos fluxos com controle de entrada.0 D No caso de restrição de recobrimento dos bueiros nos aterros pode-se aumentar o número de linhas o que pode redundar em menores alturas de aterro ou maiores recobrimentos. d) altura admissível de represamento na entrada HW. elípticos ou arcos metálicos corrugados com largura maior do que a altura são soluções que devem ser consideradas. em m. O aumento da altura dos aterros.Definição de HW MT/DNIT/DPP/IPR .

75D. como descrito no parágrafo acima.Computar a velocidade de saída para o tamanho e forma dos bueiros a serem testados.o valor de HW. b) Supondo Controle de Saída. MT/DNIT/DPP/IPR . na boca de jusante. a) Se ocorrer o controle de saída na etapa IV. Calcular aproximadamente a profundidade da lâmina d'água (TW) na boca de jusante. fazer ho igual a TW e achar HW pela equação: HW = H + ho – Io x L Para TW de elevação menor do que o topo do bueiro de jusante. HW é definido pelo produto de HW/D. achar HW pela equação anterior. torna-se muito menos preciso quando se situar abaixo de 0. Etapa IV . porém. D. pela altura ou diâmetro do bueiro. assim obtido. tomando. como explicado na Etapa IIIb Etapa VI . ho igual ao maior entre estes dois valores: dc + D ou TW 2 Nota . sendo Ao a área molhada.Manual de Drenagem de Rodovias 98 a) Supondo controle de entrada Usando os dimensionamentos obtidos na etapa II.Através da comparação dos valores de HW obtidos na etapa IIIa e IIIb (controle de entrada e de saída).Verificando-se a existência de um fluxo de controle de saída e obtido um valor de HW maior do que aceitável. Etapa V . Se HW é maior do que o permitido pelo projeto. para as condições de cheias do projeto. adota-se um bueiro com maior seção transversal ou linhas múltiplas. aumentando a seção ou o número de linhas de bueiros até obter valor aceitável antes de tentar valores pelo controle de saída. a velocidade de saída na boca de jusante deverá ser suposta igual à velocidade média no corpo do bueiro calculada pela fórmula de Manning. a velocidade de saída. deve-se fazer nova tentativa. é igual a Q/Ao. procurar o HW nos nomogramas de controle de entrada apropriados de n0 1 a 7. Essa área será a total da seção do bueiro se a boca de jusante estiver submersa. obtido nos nomogramas. Para TW de elevação igual ou maior do que o topo do bueiro na saída d’água. b) Verificado o controle de entrada na etapa IV. valor mais alto indicará o tipo de fluxo a ser considerado para a situação de funcionamento de projeto.

e a descarga (Q). tipo de bueiro (concreto ou metálico). dimensões: de D ou B. estender horizontalmente o ponto de interseção em (1) para (2) ou (3) e ler HW/D. elevação admissível da água na entrada HW. se outro tipo de entrada entre as indicadas nos nomogramas for a indicada. Calcular HW/D. em m. em m (admissível ou pretendida). ler HW/D na escala (1). Calcular HW. marcar a interseção dessa reta na escaIa (1) de HW/D. MT/DNIT/DPP/IPR . – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. Unir por linha reta o diâmetro do bueiro ou a altura (D). Ligar o ponto determinado (1) à dimensão do bueiro na escala à esquerda. em m3/s. se for usada a (2) ou (3) estender horizontalmente até (1). multiplicando HW/D por D. tipo de bueiro (concreto ou metálico).Manual de Drenagem de Rodovias 99 Orientação para utilização dos nomogramas para cálculo dos bueiros com controle de entrada. Determinação da elevação d`água na entrada HW (m) – Dados: descarga Q. Assinalar HW/D na escala adequada. em m. Determinação da seção do bueiro – Dados: • • descarga Q. Se a escala (1) de HW/D representar o tipo de entrada utilizada. ou Q/B quando se tratar de bueiro celular. em m. em m3/s. – – Determinação da vazão Q – • • • Dados: elevação d'água na entrada. dimensões: de D ou B. ler Q ou Q/B na escala da descarga. – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. HW.

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tipo do bueiro (de concreto ou metálico). – – – – Selecionar o nomograma de acordo com o tipo de bueiro. Calcular HW/D para uma dimensão arbitrária. Assinalar a posição de HW/D sobre a escala adequada ao tipo de entrada. Estender o valor de HW até a escala (1). Unir o ponto determinado acima à descarga de projeto marcada na escala de vazão e obter na escala do diâmetro o valor correspondente. Se o valor de D, ou base (vão) x altura, obtidos acima, não coincidir com o valor inicialmente adotado, repetir o procedimento com outro valor.

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Figura 13 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros em célula de concreto com controle de entrada

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Figura 14 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubo de concreto e controle de entrada

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Figura 15 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto, com eixo longo horizontal e controle de entrada

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Figura 16 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros de tubulação oval de concreto com eixo longo vertical e controle de entrada

HW/D

ENTRADA

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Figura 17 - Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com tubo de chapa metálica corrugada, com controle de entrada.

HW/D

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Manual de Drenagem de Rodovias 106 Figura 18 . com controle de entrada HW/D MT/DNIT/DPP/IPR .Profundidade da carga hidráulica a montante para bueiros com arco em abóbada de chapa metálica corrugada.

Manual de Drenagem de Rodovias 107 Figura 19 .Profundidade da carga hidráulica para bueiros circulares com controle de entrada com anel biselado MT/DNIT/DPP/IPR .

conforme as instruções a seguir: – • • se os valores de n e Ke adotados enquadram-se naqueles do nomograma. Observe-se que os nomogramas em estudo não levam à solução final da altura d'água a montante (HW) uma vez que dão apenas o valor de H na equação: H W = H + ho − L × Io onde h é obtido conforme o seguinte procedimento: – – d +D ho = c 2 se o nível d'água na saída for igual ou maior que o do topo de bueiro.Manual de Drenagem de Rodovias 108 Utilização dos nomogramas para o cálculo de HW nos bueiros com controle de saída. ainda. para algumas condições de funcionamento parcialmente cheios. nos casos de bueiro operando a seção plena em toda a sua extensão. mas o valor de Ke é intermediário aos das curvas aí existentes. se o valor de n adotado enquadra-se naqueles do nomograma. determinando-se assim o ponto que corresponde ao comprimento do bueiro na curva do Ke adotado (Fig. Determinar o coeficiente de entrada (Ke) conforme o seu tipo e de acordo com a tabela constante no final do texto. interpola-se uma curva para o Ke adotado e liga-se por uma reta o comprimento dado. em m3/s. tipo do bueiro (de concreto ou metálico) . Os nomogramas para bueiros com controle de saída são utilizados para a determinação do valor de H (perda de carga a jusante. assinala-se na curva correspondente ao Ke o comprimento do bueiro. se o nível d'água na saída se situar abaixo do topo do bueiro. 20). Assinalar no nomograma o comprimento do bueiro (na escala L). Poderão ser usados. MT/DNIT/DPP/IPR . ho é obtido adotando-se o maior dos valores seguintes: ho = TW Determinação da perda da carga a jusante H – • • Dados: descarga Q. igualar ho a TW. assinalado nas duas curvas adjacentes de Ke. – Escolher o nomograma adequado ao bueiro utilizado.

por meio de uma linha reta. Para os casos em que forem empregados bueiros elípticos metálicos corrugados. Ligar o ponto da linha de base à descarga de projeto. com o valor do comprimento corrigido devido à diferença entre os coeficientes de rugosidade. Marcar o cruzamento dessa com a linha de base. à escala das dimensões do bueiro (D para bueiros tubulares ou B x H no caso dos celulares. n1= coeficiente de Manning do bueiro. – Calcular HW pela equação: H W = H + ho − L × Io Valores de n para materiais normalmente usados: MT/DNIT/DPP/IPR . marcada na escala de vazão e ler o valor da perda de carga a jusante na escala (H).Manual de Drenagem de Rodovias Figura 20 . – Ligar o valor (L1). lenticulares e elípticos).Interpolação de curva de coeficiente Ke 1 ke 1 3 ke 2 P1 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 1 P2 = PONTO DO COMPRIMENTO DADO EM 2 1 = CURVA DE COEFICIENTE ke 1 (existente) 2 = CURVA DE COEFICIENTE ke 2 (existente) 3 = CURVA INTERPOLADA DE COEFICIENTE ke P1 . como obtido anteriormente.P2 = RETA LIGANDO OS PONTOS DO COMPRIMENTO DADO. EXISTENTES NO NOMOGRAMA P = PONTO CORRESPONDENTE AO COMPRIMENTO DADO NA CURVA INTERPOLADA DE ke P2 ke2 P P1 109 • se o n adotado não se enquadra nos definidos pelo nomograma. e n2= coeficiente de Manning do nomograma. utiliza-se um comprimento corrigido (L1) dado por: 2 ×L ⎛n ⎞ L =⎜ 1⎟ 1 ⎜n ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ 2⎠ onde: L= comprimento real do bueiro. utilizar os nomogramas para estruturas elípticas em concreto.

Ler a altura d'água na escala H.024 0. melhorando sua rugosidade e conseqüentemente sua capacidade. Fixar esse ponto e ligar à descarga dada indicada na escala de vazão. asfalto ou outro material.019 0. Para avaliar essa variação. Ligar o ponto apropriado (ver instrução 1) na escala do comprimento do bueiro à sua área e marcar o ponto de interseção na linha de base.Valores de n para metal MATERIAL CORRUGAÇÕES (mm) 66 x 12.024 Cálculo da seção transversal da célula retangular.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 26 .015 110 Tabela 27 . MT/DNIT/DPP/IPR .4 152 x 51 Bueiros para processo não destrutivo n 0.021 0.7 Metálicos Aço Corrugado 76 x 25. Os bueiros metálicos corrugados podem ser revestidos após sua montagem com concreto. utiliza-se a equação de ponderação dada por Azevedo Netto: n 2 ∑ Pn × η n n =1 n ∑ Pn n=4 η médio = n −1 ∑ Pn × nn n 2 Onde P equivale aos perímetros molhados correspondentes às rugosidades n dos materiais de uma seção transversal de um bueiro em contato com o escoamento.Valores de n para concreto MATERIAL Concreto TIPOS Tubos e Células n 0.

à seção plena.012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. calcule HW pelos métodos descritos.Carga para bueiros em célula de concreto. com controle de saída n =0.Manual de Drenagem de Rodovias 111 Figura 21 . MT/DNIT/DPP/IPR .

à seção plena com controle de saída n = 0.Carga para bueiros em tubulação de concreto.012 112 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 22 . calcule HW pelos métodos descritos.

à seção plena. Devem ser invertidas no caso de eixo longo vertical.Manual de Drenagem de Rodovias 113 Figura 23 . com controle de saída n = 0. Obs: As dimensões em escala de tamanho estão ordenadas para instalação com eixo longo horizontal.012 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. com eixo longo vertical ou horizontal. MT/DNIT/DPP/IPR .Carga para bueiros em tubulação oval de concreto. calcule HW pelos métodos descritos.

024 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. calcule HW pelos métodos descritos. MT/DNIT/DPP/IPR . à seção plena n = 0.Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada.Manual de Drenagem de Rodovias 114 Figura 24 .

à seção plena n = 0.024 115 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento.Carga para bueiros em chapa metálica corrugada. calcule HW pelos métodos descritos.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 25 . MT/DNIT/DPP/IPR .

à seção plena n = 0.Carga para bueiros circulares em chapa metálica corrugada. calcule HW pelos métodos descritos.024 116 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 26 .

calcule HW pelos métodos descritos.Carga para bueiros lenticulares em chapa metálica corrugada.024 117 Nota: No caso da geratriz de saída sem afogamento. a seção plena n = 0. Obs: Para dimensões intermediárias deve-se fazer a interpolação das rugosidades.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 27 . MT/DNIT/DPP/IPR .

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 28 .Profundidade critica seção retangular 118 MT/DNIT/DPP/IPR .

Profundidade critica para bueiros circulares metálicos corrugados MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 119 Figura 29 .

Manual de Drenagem de Rodovias 120 Figura 30 .Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo horizontal MT/DNIT/DPP/IPR .

Profundidade critica tubulação oval de concreto de eixo longo vertical MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 121 Figura 31 .

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 32 .Profundidade critica para bueiro lenticular em aço corrugado 122 MT/DNIT/DPP/IPR .

Os traçados foram obtidos com emprego dos nomogramas constantes neste Capítulo.98 1.14 3. pelos nomogramas para Controle de Entrada. dentro de certos limites de alturas de represamento (HW) e de descargas.73 0.04 1.1. para Controle de Saída.81 1.53 4. 5 .52 0.29 1.07 2.34 0.61 0.27 0.46 0.66 *Nom.57 1.22 1. 33 foram traçadas para um bueiro de 1.18 0.34 1.91 0.10 1. Usualmente os gráficos são feitos para intervalos de comprimentos de 7.07 2.20 m de diâmetro e 60 m de comprimento. para cada comprimento e tipo de bueiro. A primeira relação de valores.59 0. As curvas da Fig.30 0.21 0. Estas curvas são aplicáveis.62 0.44 3.Manual de Drenagem de Rodovias 2.05 3.24 0.2 D 0.Tubo com boca de montante saliente (3) MT/DNIT/DPP/IPR . Tabela 28 .82 2. este pode ser feito mais rapidamente apoiado nas "curvas de comportamento".76 0.15 0.e a segunda.86 3.4 CURVAS DE COMPORTAMENTO 123 Quando os projetos dos bueiros não exigem grande rigor no dimensionamento.61 0.59 1.Dados para curva de controle de entrada HW * D Q* ⎛ m3 /s ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ H W = H W × 1.5 a 15 m.85 0.40 0.52 2.83 2.06 4.

Manual de Drenagem de Rodovias 124 Figura 33 .2 m de diâmetro e boca de montante saliente MT/DNIT/DPP/IPR .Curvas do comportamento hidráulico para bueiro circulares de chapa corrugada para processo não destrutivo com 1.

82 0.79 0.40 0.68 3.77 2. 11 0% (m) 0.16 1.46 2.96 5.5 TABELAS DIVERSAS Coeficiente de perdas da entrada Coeficiente Ke para determinação de perda na entrada de uma estrutura.56 1.00 0.16 0.ou pela equação 2. com controle de saída: Perda na entrada: He = K e × V 2 2g MT/DNIT/DPP/IPR .36 3.85 1.69 0.13 1.16 3.24 0.Dados para as curvas de controle de saída Q dc 125 dc + D 2 H HW para vários Io (m3/s) Nom.08 3.80 3.82 1.29 3.5% 2.85 1. 11 .64 1.39 0.01 1.06* 0.04 2.35 4.47 3.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 29 .1. operando cheio ou parcialmente cheio.10 1.68 2.13 H d +D = H + ho − L × Io onde.58 0.24 2.55 2.77 3.70 0.12 1.66 4.24 0.30 0. seja um conduto.91 0.25 1.0% 0.59 2.48 0.04 1.38 3.07 1.05 4.08 0.01 1.43 2.10 1.38 4.5% 1% 1.34 0.27 5.55 0.98 1. seja bueiro. 16 (m) (m) Nom.74 2.95 1.11 4.02 2.07 2.16 1.95 1. hc c W 2 *Nom.15 0.92 4.60 1.

5 0.2 0.2 0.Bordas arredondadas (R = 1/12 D) Muros de ala em ângulos entre 30° e 75° em relação ao bueiro Geratriz reta Geratriz arredondada Muros de ala em ângulo entre 10° e 20° em relação ao bueiro Geratriz reta Muros de Ala Paralelos Geratriz reta 0. Bueiro metálico corrugado e Bueiro Celular de Concreto Projetando-se para fora do aterro (sem muro de testa).5 0.Manual de Drenagem de Rodovias 126 Tabela 30 .2 0.5 0.Coeficientes de perda em entradas de estruturas: Ke TIPO DE ESTRUTURA E DE ENTRADA Tubo de concreto Bolsa projetando-se para fora do aterro.5 Coeficiente Ke MT/DNIT/DPP/IPR .7 0.4 0. Muro de testa ou muro de testa com muros de ala .9 0.2 0.5 0.7 0.5 0.2 0. Muro de testa ou muro de testa com muros de ala e final do tubo em ângulo reto Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro (somente para bueiros metálicos corrugados) Seção terminal de entrada conformada com a saia do aterro Muro de testa paralelo ao aterro (sem muros de ala).Final do tubo Em bolsa Em ponta Arredondado (R = 1/2 D) Final do tubo em bisel para adaptar -se à saia do aterro. Borda em ângulo reto . Com seção terminal de entrada conformada com a saída do aterro. Ponta projetando-se para fora do aterro.5 0.

80 – 1.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 31 . algumas piscinas e bancos de areia Idem.050 0.35 – 0. seixo rolado e poucos matacões Fundo de seixos com grandes matacões Várzeas (adjacente ao curso d'água natural) MT/DNIT/DPP/IPR 0.080 0. densos salgueiros nas margens Para árvores dentro do canal com ramos submersos no estágio alto todos os valores acima devem ser acrescidos de Para seção irregular.Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .02 0.50 – 0. sinuoso. árvores e plantas ao longo das margens submersas no alto estágio Fundo de cascalho. aumente os valores acima de Correntes montanhosas.50 2.30 1.50 4.20 2.050 0.85 0. alguma vegetação e pedras Alguma vegetação.20 0.00m Cursos d'água em região plana Limpo.40 0.01 0.Arroios Menores – Largura à superfície no estágio de inundação menor que 30.70 – 1. plantas livres nas margens Alguma vegetação.80 0.regular.035 0. meandros suaves.030 0.048 0.070 0.040 0.80 0.60 – 1.050 0.035 0.025 0.050 0.045 0.030 0.070 0. margens íngremes.060 0.00 – 4. com charcos.80 0.35 – 0.070 0.02 . cheio e de fundo regular Idem.00 3.30 – 0.040 0.033 0. sem vegetação no canal.00 127 Tabela 32 .50 – 1. plantas pesadas nas margens Correntes muito lentas.30 – 1.Velocidades máximas admissíveis para a água COBERTURA SUPERFICIAL Grama comum firmemente implantada Tufos de grama com solo exposto Argila Argila coloidal Lodo Areia fina Areia média Cascalho fino Silte Alvenaria de tijolos Concreto de cimento portiand Aglomerados consistentes Revestimento betuminoso Velocidade máxima m/s 1.040 0.45 0. mas com pedras e vegetação Limpo.01 0. cheias de plantas e piscinas profundas Alguma vegetação.

019 0. pouca vegetação rasteira.024 0.100 Tabela 34 .040 0.040 0. mas com grande crescimento de renovos Arvoredo denso.Manual de Drenagem de Rodovias Pasto sem arbustos: Capim baixo Capim alto Áreas cultivadas Semeadura Vegetação rasteira alinhada Vegetação rasteira não alinhada Mato cerrado.arbustos dispersos Arbustos pequenos e árvores Vegetação de média a densa Árvores de grande porte Salgueiros densos em verão Terra limpa com tocos de árvores (250 a 400 por Ha sem renovos) Idem.050 0.Valores dos coeficientes de rugosidade n Condutos Ferro Fundido Revestido Não revestido 0.021 0. algumas árvores baixas.028 0.025 0.040 0.021 0.120 0.Arroios Maiores – Largura à superfície no estágio de inundação maior que 30.040 0.010 0.060 0.00m ( O valor de n é menor que aqueles para arroios menores de características equivalentes uma vez que as margens são relativamente menos influentes) Seção regular sem matacões ou arbustos Seção irregular e não trabalhada 0.070 0.024 0.030 0.035 0.080 0.045 0.014 0.115 0.160 Tabela 33 .110 0.025 0.200 0.120 0.030 128 0.100 0. mas com o estágio caudaloso atingindo os ramos 0.050 0.030 0.011 0.011 0.070 0.025 0.028 Metálico com corrugação de 68 x 13mm Metálico com corrugação de 76 x 25mm Metálico com corrugação de 152 x 51mm Bueiros para processo não destrutivo MT/DNIT/DPP/IPR .060 0. estágio caudaloso sob os ramos Idem.035 0.050 0.080 0.050 0.Valores dos coeficientes de rugosidade n para cursos d'água natural .

012 0.017 0.016 0.020 0.013 0.017 0.020 0.015 0.011 129 0.020 0.013 0.013 0.014 0.013 0. paredes em: Concreto conformado Pedra irregular em argamassa Pedra seca (rip-rap) Tijolo Envernizado Em argamassa de cimento Alvenaria revestida Asfalto Liso Áspero Cobertura vegetal Madeira aplainada Sem tratamento 0.011 0.022 0.015 0.017 0.017 0. com superfície de: Acabamento a colher Acabamento a desempenadeira Acabamento com cascalhos no fundo Sem acabamento Sobre escavação em rocha boa Sobre escavação em rocha irregular Fundo em concreto acabado com desempenadeira e paredes com: Pedra aparelhada em argamassa Pedra irregular em argamassa Alvenaria de pedra rebocada Alvenaria de pedra rejuntada Fundo em cascalho.027 0.010 0.013 0.013 0.033 0.030 0.016 0.023 0.023 0.015 0.020 0.013 0.015 0.011 0.016 0.012 0.015 0.010 0.020 0.017 0.025 0.017 0.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Cimento Superfície acabada Argamassa Canais abertos revestidos Concreto.012 MT/DNIT/DPP/IPR .020 0.

50 0.140 2.025 0.040 0.025 0.025 0. não possam ser construídos bueiros.120 0. altura elevada 0.028 0. alguma vegetação Vegetação densa ou plantas aquáticas em canais profundos Fundo em terra. limpa Com grama curta.025 0. limpo Terra.022 0.1 PONTILHÕES E PONTES PONTILHÕES Objetivo e características Os pontilhões são obras usadas para a transposição de talvegues nos casos em que.022 0.e paredes limpas Escavado com dragline ou dragado Sem vegetação Arbustos nas margens Cortes em rocha Baseada na seção do projeto Lisa e uniforme Áspera e irregular Canais não conservados.023 0. recentemente com pletada Limpa.018 0.035 0.030 0.018 0.080 0.050 0. vegetação e arbustos sem cortar Vegetação densa.028 0. e arbustos nas paredes Idem.110 0.027 0.035 0.025 0. pouca vegetação Em solo pedregulhoso.Manual de Drenagem de Rodovias Continuação da tabela 34 Canais abertos não revestidos Terra em segmento reto e uniforme Limpa. MT/DNIT/DPP/IPR .030 0. por imposição da descarga de projeto ou do greide projetado.100 0.035 0.022 130 0. altura igual à profundidade do fluxo Fundo limpo.016 0.080 0.035 0.030 0.070 0. após intempérie Saibro.030 0.035 0. seção uniforme.025 0. maior altura do fluxo Arbustos em quantidade. paredes em pedra Fundo em pedra e margens cobertas de vegetação Fundo em seixos.022 0.040 0. em segmento sinuoso Sem vegetação Grama.2.035 0.026 0.2 2.

Elementos de projeto Tempo de recorrência O tempo de recorrência a adotar na determinação da descarga de projeto deve ser compatível com o porte da obra e sua vida útil.Manual de Drenagem de Rodovias 131 Elementos de projeto Os elementos necessários ao projeto dos pontilhões são os mesmos das pontes com exceção do tempo de recorrência que. obtida pelos estudos hidrológicos.2. 2. por esta razão. levando em conta o tempo de recorrência adotado e os métodos de cálculo recomendados para o caso. cuja transposição não pode ser feita por bueiros e pontilhões. ou do seu gradiente. Fixação do coeficiente de Manning a adotar para o curso d`água após inspeção local e exame da tabela própria constante de Apêndice B. de vidas humanas e de propriedades adjacentes. de preferência os estatísticos. Por sua maior importância e pelas suas extensões estas obras exigem estruturas mais complexas do que as usadas nos pontilhões e. Dimensionamento hidráulico Inicialmente devem ser obtidos os seguintes elementos: – Descarga do projeto. Esse valor está relacionado ao menor risco a temer com referência à destruição da obra ou interrupção do tráfego. do qual devem distar 100m cada um. MT/DNIT/DPP/IPR . sendo um a montante e outro a jusante do eixo da rodovia. sempre que possível. Declividade do leito do rio. se considera em geral inferior ao das pontes. apresentado no capítulo 2 deste Manual. Levantamento de seções normais ao curso do rio no local de sua travessia pelo eixo da rodovia a montante e jusante. determinada entre dois pontos distantes no mínimo de 200m. no caso dos pontilhões. – – – Método de determinação da cota de máxima cheia e vão da obra. no seu dimensionamento os procedimentos de cálculo deverão ser mais rigorosas.2 PONTES Objetivo e características São obras-de-arte destinadas a vencer os talvegues formados pelos cursos d'água. com a importância da rodovia e com o risco a temer de sua interrupção ou da destruição da obra.

correspondendo à altura h1. corresponde uma área molhada (A). são relacionados através da fórmula de Manning: V=R 2/3 × I1/2 n Figura 34 . que. raio hidráulico (R) e velocidade (V). obtém-se: Q = AR 2/3 × I1/2 n Quando o nível for N1. um perímetro molhado (P) e. ter-se-á: V1 = Q1 = 2/3 R1 ×I1/2 e n 2/3 A1R1 ×I1/2 n Para o nível N2 (altura h2) ter-se-á: V2 = Q2 = R2/3 ×I1/2 2 e n A 2R2/3 × I1/2 2 n Para o nível NK (altura K) ter-se-á: VK = 2/3 RK ×I1/2 e n MT/DNIT/DPP/IPR .Seção transversal de um rio L = Vão livre mínimo da ponte Nível do ponto mais baixo da Ponte (Infradorso da Estrutura) NMC N NK SEÇÃO: N1 0 N´1 : N2 0 N´2 : Nk 0 N´k : N 0 N´ : P1 P2 P3 P4 A1 A2 AK A R1 R2 RK R N2 N1 Ak A2 A1 0 N´2 hk N´1 h1 h2 A N´K N´ Tirante Substituindo V pelo seu valor Q/A (equação de continuidade). em conseqüência.Manual de Drenagem de Rodovias 132 Para cada altura h do nível d´água.

No eixo das ordenadas. Variando-se. referente a uma travessia. 35) . portanto. verifica-se sempre: AR2/3 = Q × n I1/2 Determinação do vão da ponte Sendo I e n constantes e independentes da altura do nível d'água.Manual de Drenagem de Rodovias 133 QK = 2/3 AKRK × I1/2 n Para qualquer nível d'água. os valores de h acima especificados. marcam-se os valores de AR2/3 e V. em valor. a ARmáx . Considerações complementares a) Vão livre MT/DNIT/DPP/IPR . Com o valor do Qmáx. em duas escalas.Gráficos de h = f(AR2/3) e h = g(V) No eixo das abcissas. A partir deste vai se obter. fornecido pelos estudos hidrológicos. o valor de hmáx e na curva de V o valor da velocidade para a seção de cheia máxima prevista. os valores de h entre os praticamente aconselháveis. verifica-se que V e Q são função apenas de h. Figura 35 . traçam-se duas curvas referidas a dois eixos cartesianos (Fig. obtém-se o valor da expressão: Q ×n máx I1/2 2/3 que é igual. para simplificação dos desenhos. no eixo das ordenadas. então.

quando do abaixamento rápido das águas. d) Verificação da velocidade Tendo em vista o comprimento das pontes. Nesse caso necessita-se de estudo de remanso acrescentando-se ao nível de máxima cheia do rio. às vezes há necessidade de verificação das velocidades na "caixa do rio" dentro da pesquisa da probabilidade de ocorrência de erosão do terreno nas margens e no fundo do rio. c) Verificação do vão Apôs a concepção estrutural. definindo assim o limite das fundações da ponte. Nesses casos recomenda-se. a seção de vazão deve ser fixada. A constatação da probabilidade de erosão nas margens do rio exigirá obras de proteção e a probabilidade de erosão no fundo do rio levará à estimativa da cota final da erosão. MT/DNIT/DPP/IPR . o inconveniente da erosão dos aterros próximos à ponte. e) Apresentação Além do projeto estrutural. cota de máxima cheia. no qual a ponte está sendo projetada. isto é. no estudo das pontes em rios próximos ao litoral. as pontes são apresentadas no Projeto Geométrico. Igual precaução deve ser tomada em relação à elevação das marés. aqueles que não apresentam caixas definidas. adotando-se os procedimentos antes apresentados. deve ser confirmada a seção de vazão considerando-se a largura e forma dos pilares. a construção de bueiros de alívio calculados como orifício. e como vertedores no caso de aterros de baixa altura. a pressão provável das águas sobre os aterros da rodovia. b) Influência de remansos e marés Deve ser verificado se o rio para o qual se cogita a construção da ponte deságua em outro curso d´água ou barragem. a fim de que se verifique a ocorrência de alguma variação apreciável na seção de vazão com comprometimento inclusive da velocidade da água. pois poderá coincidir uma máxima cheia do rio com a maré no nível máximo. com as seguintes características: – – – estacas iniciais.Manual de Drenagem de Rodovias 134 No caso dos rios espraiados. considerando-se: – – – a imposição do greide da rodovia. no caso de aterros altos. vão livre. a elevação do nível d'água devido ao remanso. se possível. em planta e perfil.

3.Manual de Drenagem de Rodovias 135 – 2. Essa definição implica na observância de duas condições: O escoamento é permanente.2 REMANSOS Escoamento gradualmente variado em canais Denomina-se movimento gradualmente variado em canais ao escoamento que se dá em regime permanente. o nível d'água máximo provável.3 2. OBSTRUÇÕES PARCIAIS DE VAZÃO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo deste item é determinar os efeitos das obstruções parciais sobre o funcionamento hidráulico das pontes e bueiros. as suas características hidráulicas permanecem constantes ao longo do intervalo de tempo sob consideração. ou da forma como é mais conhecido. uma vez que muitos são os casos de obstruções que interferem com o dimensionamento dessas obras. Tornam-se necessárias para este estudo algumas considerações teóricas sobre o escoamento gradualmente variado em canais. a distribuição hidrostática das pressões é verificada em uma seção. linhas de corrente são praticamente paralelas. e pelas marés. em conseqüência. na vertical ou na normal ao fundo. b) A declividade é pequena. No caso dos bueiros. isto é. O desenvolvimento teórico apresentado a seguir parte das seguintes premissas: a) A fórmula correspondente ao escoamento uniforme pode ser usada para avaliar a declividade da linha de energia do escoamento gradualmente variado. MT/DNIT/DPP/IPR . cuja profundidade varia gradualmente ao longo da extensão do canal. 2. desde que sejam levadas em conta os valores da velocidade e do raio hidráulico que ocorrem na seção em estudo. o "remanso". hoje freqüentes em nosso país. isto é.1 nível d'água na época do estudo de campo. e. conforme descrito no item de transposição de talvegues. calculado conforme descrito. visando à determinação do perfil hidráulico teórico.3. pode sofrer variações consideráveis devido aos efeitos do remanso. a fixação do nível d'água a jusante é importante no dimensionamento. No caso das pontes. Todavia. merece especial atenção. indiferentemente. o efeito do remanso provocado pelas barragens. logo: – a profundidade do escoamento pode ser medida.

constante ao longo do canal. conseqüentemente a forma é constante d) A distribuição de velocidades na seção do canal é fixa. c) O canal é prismático. são funções exponenciais da profundidade. f) O coeficiente de rugosidade é independente da profundidade de escoamento. 36. No caso de revestimentos diversos adota-se a média ponderada dos diversos coeficientes. e) O "fator de condução" K. adiante definidos. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 136 – – a lei hidrostática da distribuição de pressões pode ser aplicada. Equação dinâmica do movimento gradualmente variado A carga total acima do plano de referência é dada pela equação de Bernoulli: 2 H = Z + d × cosθ + α V 2g onde: α = coeficiente de Coriolis V = velocidade média da seção Os outros termos da equação encontram-se definidos na Fig. e o "fator de seção” Z. logo. não há admissão de ar no escoamento. logo os coeficientes de distribuição e de velocidades são constantes.

Adotando o fundo do canal como eixo do x e derivando-se em relação a x.05) A equação 01 é chamada de "equação dinâmica do movimento gradualmente variado". a declividade da linha da lâmina energética é igual à do fundo. se dd/dx = 0.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 36 . tem-se: − J = −I + cos Ø dd = dx dd d + α× dx dx ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V 2 ⎞ dd dx ⎟ × × 2g ⎟ dx dd ⎟ ⎠ I− J d ⎛ V2 ⎞ ⎟ cosØ + α × ⎜ dd ⎜ 2g ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ (equação 2.De cliv ida dx de = I x Plano de Referência Na Fig. É fácil constatar que dd/dx representa a declividade de linha d'água. e explicitando -se a relação dd/dx. e que. e que. cos Ø H y Ø 9 0º d Z Fun d o . a declividade será menor que a do fundo. 37.Termos da equação de Bernoulli 2 α V 2g 137 Plano de carga Dinâmico L in ha de E n e rg ia - D ecli v ida de =J dH d . se dd/dx > 0. Para um ângulo Ø pequeno tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . tem-se: dH = dZ + cosØ dd + α × d ⎛ V 2 ⎞ ⎟ ⎜ dx dx dx dx ⎜ 2g ⎟ ⎟ ⎜ ⎝ ⎠ α e Ø supostos constantes. a declividade será maior que a do fundo e. se dd/dx < 0. dx representa um comprimento elementar medido ao longo do fundo do canal. Pode-se verificar que: −J= −I= dH (declividade da linha de energia) dx dZ dx Substituindo os valores de J e I na equação anterior.

06) Para definição do perfil de lâmina d´água procede-se da seguinte forma: – Inicialmente define-se o termo α x d/dy (V2/2g).Manual de Drenagem de Rodovias cosØ ≅ 1 e d ≅ y . dd dy ≅ dx dx 138 Aplicando esse resultado na equação (2. que conduz a: Q = = g T C A3 C × T C g α substituindo-se A 3 /T por ZC. tem-se: C C MT/DNIT/DPP/IPR . que representa a variação da taquicarga. tem-se: dy = dx I− J d 1+ α dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ (equação 2.07) g× A 3 Fazendo Z = A 3/T (equação 2.Comprimento elementar T (largura do tirante) dy dA tem-se: d α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ d =α× dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ d⎛ A − 2 ⎞ ⎜ ⎟ dQ 2 ⎠ = ×α ⎝ 2g dy 2gA 2 Q2 ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− α × Q2 dA α × Q2 × T × =− .05). logo. ou seja: g × A 3 dy g × A3 α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 2 = − α × Q × T (equação 2.08) e lembrando que no escoamento crítico a seguinte relação ocorre: 3 α × Q2 AC . Sendo V = Q/A. onde Q é um valor constante. e mais: Figura 37 .

onde J = I.08) e (2. tem-se: dy/dx = I x (1 – K2n/K2)/(1 .09) g/ α 139 Substituindo-se (2. onde Kn representa o fator de condução para o escoamento uniforme. I= K2 Q2 portanto J = I × n (equação 2. pode-se escrever: J = I = (Q2/K2n). tem-se: 1 V = × R2/3 × J1/2 n J= n2 × V 2 n2 × Q 2 ∴J= ∴J= R 4/3 A 2 × R 4/3 Q2 1 × A 2 × R 4/3 2 n . ou ainda.14) MT/DNIT/DPP/IPR .11) × A 2 × R2/3 e J = K2 n2 Considerando a descarga Q em escoamento uniforme.09) em (2. tem-se: 2 Kn J (equação 2.06) os valores de αx(dx/dy) (V2/2q) e J por seus equivalentes obtidos respectivamente nas equações (2.13).Manual de Drenagem de Rodovias Zc = Q (equação 2.12).Análise do valor de J O termo J representa a declividade da linha energética De acordo com a fórmula de Manning. de acordo com a maior parte da literatura especializada: 2 dx 1 1 − (Z c /Z ) = × dy I 1 − (K /K )2 n (equação 2.10) e (2. fator de condução: K2 = Q2 1 (equação 2.07).11) pela equação (2.Chamando-se 1/n x A x R2/3 de K.13) = I K2 Substituindo-se na equação (2. tem-se: α× d dy ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ V2 2g ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ =− Z2 C (equação 2.12) 2 K2 Kn Dividindo membro a membro a equação (2.10) Z2 .Z2C/Z2).

e y2 tem-se a distância que separa as seções de profundidade y1 e y2. Figura 38 .Perfis do fundo e linha d’água y Linha d´Água y1 Fundo x 1 y2 x x 2 b) A Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 140 . Esta área é sensivelmente igual a um retângulo de dimensões dy e dx/dy. 38 representa perfis do fundo e linha d'água do canal. onde se encontram assinaladas as seções (1) e (2).Curva dx/dy = f (y) dx dy dy dx dy 1 dx dy = f (y) dx dy y1 y2 dx dy 2 y Nesta figura pode-se observar que a área assinalada representa a distância dx percorrida quando se faz y variar de um valor dy. Tem-se.Através do que foi apresentado. portanto. 39 representa a curva dx/dy = f (y) Figura 39 . para a expressão da área o valor: dx = dx dy dy Fazendo a integração entre os limites y1. indica-se o seguinte procedimento para a determinação da linha energética: MT/DNIT/DPP/IPR . y x = ∫y 2 d x d 1 d y y (Figura 39) x x 2 = x1 − x = ∫x 2 d x (Figura 38) 1 .Determinação do perfil da linha d'água a) A Fig.

Cota do nível d'água máximo provável no caso de pontes ou cota de instalação da obra. têm por objetivo ilustrar de modo prático a teoria apresentada anteriormente. determine-se o perfil da linha d'água. no caso de bueiros. Roteiro de cálculo Os procedimentos de cálculo.Manual de Drenagem de Rodovias 141 1º . (d). (I). Dados conhecidos – – – – – – – – – Cota do obstáculo. utiliza-se a fórmula para a determinação da área do trapézio [∆ A y ]y j = i ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟i ⎟ ⎠ + 2 ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ j × ∆ y = ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ dx dy ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ médio × ∆ y O valor da distância x entre as seções de profundidade y1. Para a determinação desta área define-se subáreas que são assemelhadas a trapézios.Arbitrando valores de y. em intervalos ∆y. De posse dos valores de x e y. (yn). (a). 2º . Descarga de projeto. 4º . Coeficiente de Rugosidade. (Ci). devido ao remanso. (Co). e ainda pela curva dx/dy = f (y) e pelo eixo dos x. através da equação (2. visando determinar o acréscimo de cota que sofrerá o nível d'água. barragens. fazendo-se y variar de y1 até y2. Tirante correspondente ao escoamento uniforme. Distância da obra ao obstáculo.14) determinam-se os valores correspondentes de dx/dy.Determina-se a área sob a curva dx/dy = f (y) e desse modo chega-se aos valores de x. Assim para calcular o valor da subárea limitada pelas verticais y = yi e y = yj. Declividade média do fundo do canal. Coeficiente de Coriolis. (Q). marés etc. Seção do canal. MT/DNIT/DPP/IPR . (n) . a seguir apresentados. e y2 será dada pela soma das áreas dos trapézios obtidos pela expressão anterior.Constrói-se a curva dx/dy = f (y) ou trabalha-se com a tabulação desses valores. no local da obra.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 40 . 40 21.Acréscimo de cota devido ao remanso Ci Co 142 ymin yn ymax I d A determinar: ⎡ ⎛ ⎞⎤ y = yn + ⎢Co − ⎜ Ci − I × d ⎟⎥ . de tal forma que ymín < y < ymáx e determinam-se os valores de x correspondentes. fator de seção para o escoamento uniforme. ⎜ máx 100 ⎟⎥ ⎢ ⎝ ⎠⎦ ⎣ Zc = Q . fator de condução para o escoamento uniforme. ver Fig. I – Arbitram-se valores para y. g/α Kn = Q . organizando-se a seguinte tabela: MT/DNIT/DPP/IPR .

2 dx/dy = 1 / I ⎛1− Z / Z ⎞ / (1− Kn / K )2 . A . T . (equação 2.perímetro molhado. R = A/P raio hidráulico. P . área sob a curva dx/dy = f(y).Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 35 .Valores de x para y variando de ymin até ymax Y T A P R R2/3 R2/3 máx 143 K Z dx/dy ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠máx ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠1 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠2 ∆A - X Ymáx Tmáx Amáx Pmáx Rmáx Kmáx Zmáx 0. MT/DNIT/DPP/IPR .0 Y1 T1 A1 P1 R1 R1 K1 Z1 ∆A1 ∆A2 ∆A3 * X1 Y2 T2 A2 P2 R2 R2 K2 Z2 X2 Y3 T3 A3 P3 R3 R3 K3 Z3 ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠3 * X3 * * * * * * * * * Ymín Tmín Amín Pmín Rmín R2/3 mín Kmín Zmín ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠mín ∆Amín Xmín Onde: Y .15) ⎜ ⎟ C ⎝ ⎠ ⎛ dx ⎞ ⎛ dx ⎞ ⎜ ⎟ ×⎜ ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎜ dy ⎟ ⎝ ⎠i ⎝ ⎠J ∆A = 2 × ∆y . Z= A 3/T fator de seção. fator de condução. K = 1/n × AR2/3 .largura da superfície livre do fluxo. X = ∑ ∆A .cotas das seções arbitradas. distâncias das seções arbitradas.área molhada.

14) é assintótico ao perfil correspondente ao escoamento uniforme. segue-se um alargamento. Assim.3 INFLUÊNCIA DOS PILARES DE PONTES A implantação de pilares no leito do curso d'água constitui-se em um fenômeno semelhante a uma contração. uma queda a seguir e depois. Fig. havendo. deverá ser verificada. No caso dessas obstruções. 2. deve-se estabelecer um valor para ymín tal que: Y − Yn mín <E Yn onde E = erro aceitável. uma vez que com a obstrução decorrente resulta a redução da área da seção transversal do fluxo e a formação de remanso a montante do obstáculo.Perfil hidráulico teórico Acréscimo a ser considerado ymin yn y3 y y local da obra y2 y1 ymáx xmin x3 x2 d x1 Pela facilidade hoje atingida com os procedimentos computacionais este cálculo é feito através de processos iterativos como. por exemplo o “Direct Step Method”.Manual de Drenagem de Rodovias 144 – Desenha-se em escala conveniente o perfil hidráulico teórico. quando x → ∞ Entretanto. y → yn. de uso corrente em cálculo hidráulico.3. 41. à redução da seção. MT/DNIT/DPP/IPR . Marcando-se no eixo dos x a distância do local da obra ao obstáculo (d). Se o projeto da obra de arte já adota esse tirante em 3. lê-se graficamente o valor do acréscimo a ser considerado. ao trabalhar-se no caso real. Figura 41 .00 ou mais metros acima do nível de máxima cheia. isto é. Nota: O perfil hidráulico representado pela equação (2. considerando geralmente da ordem de 2%. de forma a estabelecer o tirante livre mínimo para a estrutura. com a elevação do nível a montante do estrangulamento. em determinadas circunstâncias. uma elevação do nível d'água que. não há necessidade de calcular a sobrelevação decorrente da obstrução.

em ensaios de laboratório. para V2.Manual de Drenagem de Rodovias 145 nova elevação até estabilizar na profundidade normal de escoamento (Fig.0 para pilares retangulares e entre 0. a velocidade se reduz de V1 para V2 e a elevação do nível da água será calculada pela fórmula: 2 2 2 2 V1 − V 2 V 2 − V2 V 2 − V2 −K 1 = (1 .0 para pilares arredondados. No trecho obstruído. fato que vai provocar um aumento da velocidade da água de V1. Esses valores são determinados. em decorrência. 42). normalmente. pode-se escrever que os valores de y1 e y2 são definidos pelas expressões: Y1 = α 2 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V1 + K`⎢ 2 − 1 ⎥ ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ 2 ⎡ V2 V2 ⎤ V2 − V 2 ⎥ − K" ⎢ 2 − ⎢ 2g 2g 2g ⎥ ⎣ ⎦ Y2 = α em que a é o coeficiente de Coriolis e os valores de K e K" são função da forma dos pilares. uma diminuição das cotas da superfície da água. devendo estar situados entre 0. calculada pela expressão: 2 2 2 2 V2 − V1 V 2 − V1 V 2 − V1 +K 2 = (1 + K) 2 2g 2g 2g Se a seção aumenta. os pilares produzem uma redução da veia líquida.1 e 2.Sobrelevação devida à obstrução de pilares y1 v1 y2 v2 v Além da redução da largura livre do fluxo.5 e 1. Se a seção transversal do canal é reduzida.K) 1 2g 2g 2g Nessas condições. MT/DNIT/DPP/IPR . pode-se encontrar regime sub ou supercrítico. no caso da redução da seção provocada por pilares de ponte. Figura 42 . haverá. função direta do perfil aerodinâmico da seção daqueles.

Vista em perfil d’água e obstáculos O valor de y correspondente à diferença das taquicargas a montante da ponte e entre os pilares e pode ser escrito como a seguir: Y=α 2 2 V 2 − V1 2g Sendo.Vista em planta dos obstáculos Figura 44 .Manual de Drenagem de Rodovias 146 Face às dificuldades expostas e a fim de possibilitar uma aplicação prática de mais fácil utilização. é norma corrente o emprego do Método de Bresse. Bresse partia do pressuposto que essa obstrução determinava o perfil da água de acordo com as figuras 43 e 44. tem-se: Y=α Q2 2g ⎡ 1 1 − 2 ⎢ 2 2 2 2 L (h + y ) ⎢C × λ ×h ⎣ ⎤ ⎥ ⎥ ⎦ MT/DNIT/DPP/IPR . para determinar o valor da sobrelevação decorrente da implantação dos pilares de ponte no leito do rio. Figura 43 . Q = AV ou V = Q/A e substituindo. pela equação de continuidade.

em m.97.em m3/s .95. afilada e circular.Manual de Drenagem de Rodovias 147 onde: Y . variável com a forma dos pilares (adimensional). e l . Q . obtém-se um novo valor de y: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y2 = α − 2g ⎢ C 2 × λ2 × h 2 L2 h + y ⎢ 1 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) Finalmente. calcula-se o valor de y1: Y1 = α Q2 ⎡ 1 ⎤ ⎢ C 2 × λ2 × h 2 ⎥ 2g ⎣ ⎦ Levando-se esse valor y1 à equação geral. cilíndrica.coeficiente de contração.85. desprezando-se o segundo termo no colchete. em m.40 σ + σ 2 + 9 σ 4 ⎞ (1 + F ) 3 ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ 2g em que.largura da lâmina da água. aplicável principalmente para o escoamento em regime subcrítico. 45: MT/DNIT/DPP/IPR 2 . ou seja.95. O cálculo de y deve ser feito pelo método das aproximações sucessivas. de seção triangular. em m.é a sobrelevação.aceleração da gravidade (9.profundidade da lâmina d'água para a descarga Q.descarga de projeto.80 e 0. c . O coeficiente c para os pilares de seção quadrada tem valor entre 0. entra-se de novo na fórmula geral.2 via de regra). 0. L .é o coeficiente de Coriolis (1. α .90 a 0. 0. conforme Fig.largura livre da lâmina d'água.81 m/s2). g . h . tem a seguinte expressão: V Y = [δ − σ (δ − 1)]⎛ 0. ao valor da sobrelevação y a ser acrescida ao nível de máxima cheia: ⎡ Q2 ⎢ 1 1 Y =α − ⎢ C 2 × λ2 × h 2 2g L2 h + y ⎢ 2 ⎣ ⎤ ⎥ 2⎥ ⎥ ⎦ ( ) A fórmula de Rehbock. com esse valor de y2. 0. com razoável aproximação.em m. chegando-se.

l2) l1 onde l1 é a seção total e l2 a seção obstruída pelos pilares. Figura 45 .profundidade hidráulica. ou seja. se retangular ou quadrada.81 m/s2). Observe-se que esses ábacos foram elaborados a partir de ensaios de laboratório. σ . portanto. se retangulares ou circulares. MT/DNIT/DPP/IPR . por sua vez. vai definir em que classe se enquadra o escoamento no trecho obstruído e.Manual de Drenagem de Rodovias 148 δ . se é ou não aplicável a fórmula de Rehbock. h3 . onde: V3 . g . e. O ábaco I.aceleração da gravidade (9. e.Coeficiente da fórmula de Rehbock Y h1 v1 h´ 2 h3 h2 v3 v2 i1 i2 i´2 i c i3 Os valores do coeficiente δ.velocidade após a obstrução.coeficiente adimensional. resultantes dos estudos experimentais de Yarnell. aparecem no ábaco I e no ábaco II.número de Froude a jusante: F = V2 / g x h3. de acordo com as seções dos pilares. variando com a seção do pilar. (l1 . F .taxa de redução da seção de vazão. elaborado em função dos valores de σ e F.

no ábaco I. terão valores de F na área não hachurada.Ábaco II A fórmula de Rehbock é aplicável para os escoamentos em regime sub-crítico. tem efeito reduzido na sua eficiência hidráulica. aqueles que. ou seja. MT/DNIT/DPP/IPR . isto é.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 46 . O aumento do comprimento do pilar em relação à sua largura.Ábaco I 149 Figura 47 . a elevação do valor do afilamento do pilar (E = l/C).

4 INFLUÊNCIA DOS PILARES NA FIXAÇÃO DO NÍVEL DE MÁXIMA CHEIA A JUSANTE DAS OBRAS DE ARTE ESPECIAIS. Por outro lado. a colocação dos pilares em ângulo inferior a 10° em relação à corrente. o que acontecerá se esse ângulo atingir 20 ou mais. l2.00 m em um ponto a 2 km ou menos de sua foz ou do ponto em que deságua em outro curso d'água de maior porte.Manual de Drenagem de Rodovias 150 podendo-se admitir que a relação ótima comprimento-largura ou espessura varia com a velocidade e está normalmente compreendida entre 4 e 7. obriga à verificação dos seus níveis de máxima cheia e se estes irão influenciar aquele do rio sobre o qual será projetada a obra.3. sendo esse acréscimo função da descarga. MT/DNIT/DPP/IPR . Esse coeficiente de contração é a relação entre a seção contraída na veia líquida l’2 e a seção entre os pilares. não afeta significativamente o valor do remanso. da profundidade e do grau de contração. A execução de uma ponte de vão maior que 30. isto é: M = l’2 / l2 2.

Manual de Drenagem de Rodovias 151 3 – DRENAGEM SUPERFICIAL MT/DNIT/DPP/IPR .

.

Manual de Drenagem de Rodovias 3 DRENAGEM SUPERFICIAL 153 A drenagem superficial de uma rodovia tem como objetivo interceptar e captar. a teoria do movimento uniforme em canais. devido à precisão necessária. utiliza-se uma série de dispositivos com objetivos específicos. as águas provenientes de suas áreas adjacentes e aquelas que se precipitam sobre o corpo estradal. sua localização e posicionamento. elementos de projeto e dimensionamento hidráulico. Nos elementos de projeto procurou-se mostrar os tipos de seções e revestimentos mais utilizados e recomendados. Caixas coletoras. Em objetivo e características procurou-se mostrar os aspectos particulares de cada dispositivo. No dimensionamento hidráulico procurou-se simplificar ao máximo as complexas metodologias da hidrodinâmica. MT/DNIT/DPP/IPR . Sarjeta de canteiro central. Valetas de proteção de aterro. e algumas especificações mais importantes para a construção. Sarjetas de corte. Em alguns capítulos. resguardando sua segurança e estabilidade. Para cada dispositivo foram abordados os sub-itens objetivo e características. porém. na maioria dos casos. não foi possível abrir mão da dinâmica do movimento uniformemente variado. Descidas d'água. a saber: – – – – – – – – – – – – Valetas de proteção de corte. Escalonamento de taludes. Bueiros de greide. Saídas d'água. sugerindo-se sempre a consulta às novas Especificações de Serviço da Diretoria de Planejamento e Pesquisa do DNIT. Corta-rios. Dissipadores de energia. Para um sistema de drenagem superficial eficiente. Sarjetas de aterro. conduzindo ao deságüe seguro. considerando.

retangulares ou triangulares como indicam as Figs. por isso são pouco recomendadas para grandes vazões. 50. impedindo-as de atingir o talude de corte.1.0 a 3. Deverão ser localizadas proximamente paralelas às cristas dos cortes. Figura 48 .1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de cortes têm como objetivo interceptar as águas que escorrem pelo terreno natural a montante.51. a seção a adotar nos cortes em rocha deverá ser retangular.1 3. 49. comprometendo a estabilidade do corpo estradal.1.2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de cortes podem ser trapezoidais.0 metros. O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e a crista do corte e apiloado manualmente. conforme indicado na Fig. Na escolha do tipo de seção deve-se observar que as seções triangulares criam plano preferencial de escoamento d'água. As valetas de proteção serão construídas em todos os trechos em corte onde o escoamento superficial proveniente dos terrenos adjacentes possa atingir o talude.Valeta de proteção de corte 3. a uma distância entre 2. 3.Manual de Drenagem de Rodovias 154 Torna-se importante acrescentar que o projeto de um sistema de drenagem superficial rodoviária deve ser feito de modo a sempre compatibilizar os requisitos operacionais dos dispositivos e seus custos de execução. MT/DNIT/DPP/IPR . 48. Por motivo de facilidade de execução.

sendo isso obrigatório quando elas forem abertas em terreno permeável. Os revestimentos da valeta de corte deverão ser escolhidos de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B) e conforme a natureza do material do solo.Seção trapezoidal α α I H I B As valetas com forma trapezoidal são mais recomendáveis por apresentarem maior eficiência hidráulica. para evitar que a infiltração provoque instabilidade no talude do corte. Atenção especial deve ser dado ao revestimento da valeta triangular. Em princípio. convém sempre revestir as valetas.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 49 . MT/DNIT/DPP/IPR .Seção retangular H B Figura 51 .Seção triangular 155 l α l α H Figura 50 .

Pedra arrumada. c = coeficiente de escoamento. V= 1 n × R2/3 × i1/2 (fórmula de Manning). adimensional. i = intensidade de precipitação. pela própria forma da seção. Vegetação. A = área de contribuição. Em caso de revestimento de concreto este devera ter espessura mínima de 0. 3. MT/DNIT/DPP/IPR . esta devera ser rejuntada com argamassa de cimento-areia no traço 1:4.Manual de Drenagem de Rodovias 156 pois. onde a área de drenagem é limitada pela própria valeta e pela linha do divisor de águas da vertente a montante. fixado de acordo com o complexo solocobertura vegetal e declividade do terreno (tabela 39 do Apêndice C). passa-se ao dimensionamento hidráulico propriamente dito através da fórmula de Manning e da equação da continuidade. Quando do revestimento em pedra. Alvenaria de tijolo ou pedra. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004. utilizando-se o método racional. aerofotogramétricos ou expeditos. Os tipos de revestimentos mais recomendados são: – – – – Concreto. A expressão da fórmula racional é: Q= C×i× A 36 × 104 onde: Q = descarga de contribuição em m3/s.08 m.1. há uma tendência mais acentuada à erosão e infiltração. determinada através de levantamentos topográficos. Quanto ao processo construtivo e demais especificações. fixada no estudo hidrológico. e resistência Fck / 15Mpa para 28 dias. Fixada a vazão de contribuição.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para proceder ao dimensionamento hidráulico das valetas. em cm/h para a chuva de projeto. em m2. há necessidade de estimar a descarga de contribuição.

determina-se a declividade da valeta. tais como: perímetro molhado. a comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura h. (tabelas 27 e 28 do Apêndice B).467 × ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ – – – – – – – Q B ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 2 . a largura e a inclinação das paredes laterais nas trapezoidais ou a inclinação das paredes laterais em caso de seção triangular. A seqüência de cálculo a seguir para o projeto da valeta será como abaixo descrito: – fixa-se o tipo de seção a ser adotada.seção retangular MT/DNIT/DPP/IPR . dá-se valores para a altura (h). recalculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção. fixa-se a velocidade máxima admissível (v). e aplicando a fórmula de Manning e a equação de continuidade. determina-se a velocidade e a descarga admissível da valeta. em m2. em m/m. Através de tentativas.Manual de Drenagem de Rodovias Q = A ⋅ V (Equação da continuidade) 157 onde: V = velocidade de escoamento. deixando a altura h a determinar. A = área molhada. em m. em m/s. verifica-se o regime do fluxo através do cálculo da altura crítica cujas fórmulas a empregar para as diversas seções são: h c = 0. função do tipo de revestimento adotado. adimensional. a comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto. Q = vazão admissível na valeta. geralmente a largura em caso de valetas retangulares. raio hidráulico e área molhada. n = coeficiente de rugosidade de Manning. i = declividade longitudinal da valeta. R = raio hidráulico. tendo em vista o tipo de revestimento escolhido e conseqüentemente o valor do coeficiente de rugosidade n (tabela 34 do Apêndice B). em m3/s.

de acordo com as seguintes fórmulas e indicações: Para valetas em terra com capacidade até 0. z = inclinação da parede da valeta (relação da horizontal para a vertical). em cm.728 × 5 ⎜ ⎟ ⎜ Z ⎟ ⎝ ⎠ ⎛ ⎞ 2 2g 2 . que é a distância vertical do topo da valeta à superfície da água na condição do projeto.0 m3/s f = 46 × h MT/DNIT/DPP/IPR . em cm. Para valetas em terra com capacidade de 0. Q = vazão de projeto na valeta em m3/s. v = velocidade do escoamento.2⋅ h f = folga (bordo livre). em m/s.Seção trapezional 10 × z 158 sendo Ho = h + V Q h c = 0.Seção triangular onde: h = altura crítica.Manual de Drenagem de Rodovias 4 × z × Ho − 3B + 16 × z2 × H + 16 × z × Ho × B + 9 × B2 o2 hc = . em m. f = 0. na situação de projeto.3m3/s. h = profundidade da valeta. h = altura do fluxo. em m. – Se h < hc o regime do fluxo é supercrítico h > hc o regime do fluxo é subcrítico h = hc o regime do fluxo é crítico – – A altura do fluxo na valeta. B = base da valeta.3 a 10. g = aceleração da gravidade m/s2. dentro de uma faixa de 10% da altura crítica deve ser evitada. em m. Determina-se o bordo livre da valeta.

0.25 . 52.40 . porque então a velocidade do escoamento seria superior à permissível.80 10 13 14 15 18 20 Quando a declividade longitudinal da valeta não puder acompanhar a declividade natural do terreno.Escalonamento de valetas Declividade Natural do Terreno ( α %) Declividade Admissível para o Nível D´água (β %) H E O espaçamento entre as barragens será calculado pela expressão: E= 100 × H α−β MT/DNIT/DPP/IPR .84 .0.56 0. Figura 52 .2.80 acima de 2.Manual de Drenagem de Rodovias 159 Para valetas revestidas pode ser usada a seguinte tabela: Tabela 36 .56 .40 1.Folga f para valetas revestidas Q(m3/s) f (cm) Até . no máximo) por meio de pequenas barragens transversais de acordo com a Fig.84 0.1.0.25 0. ela devera ser escalonada em trechos de menor declividade (2%.

em %.6. Acontece na prática. quando o perfil longitudinal da valeta apresentar-se sinuoso com vários pontos baixos.0m entre dois vertedouros consecutivos. As pequenas barragens podem ser executadas com diversos materiais: madeiras. a grandes profundidades da valeta. a necessidade de retirada da água da valeta de proteção de corte para a sarjeta ou para a caixa coletora de um bueiro de greide.Manual de Drenagem de Rodovias 160 onde: E = espaçamento. α = declividade natural do terreno. É aconselhável que o espaçamento não ultrapasse 50m. Assunto a ser visto com mais detalhes no item 3. como mostra a Fig. Essas descidas d´água em geral são construídas em degraus. quando o terreno a montante da valeta apresentar um talvegue secundário bem definido. para que haja um escoamento contínuo. 53 . devido às seguintes particularidades: – quando nos cortes muito extensos e de pequena declividade o comprimento crítico da valeta for atingido. não raro. o que corresponde à declividade de 2% com diferença de nível de 1. H = altura da barragem do vertedouro. ocasionando a concentração de água num único local. MT/DNIT/DPP/IPR . concreto. ou através de "rápidos" com anteparos. – – Nesses casos. em m. β = declividade desejada para o nível d'água em cada trecho escalonado. chapas metálicas. etc. obrigando. o dispositivo de saída d´água da valeta de proteção de corte para a plataforma é comumente denominado descida d'agua. em m. em % . o que obrigaria a construção de seção com grandes dimensões.

apresentadas a seguir: Figura 54 . impedindo-as de atingir o pé do talude de aterro.2. 54 e 55. conduzindo -as com segurança ao dispositivo de transposição de talvegues.Descida d’água em degraus Valeta de proteção de corte 161 Descida d´água em degraus Talude de corte Sarjeta de corte Bueiro de greide Caixa coletora Semi .1 VALETAS DE PROTEÇÃO DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As valetas de proteção de aterros têm como objetivo interceptar as águas que escoam pelo terreno a montante. conforme as Figs.plataforma 3. Além disso.0 e 3. As seções adotadas podem ser trapezoidais ou retangulares.0 metros.Seção trapezoidal 2. O material resultante da escavação deve ser colocado entre a valeta e o pé do talude de aterro. apiloado manualmente com o objetivo de suavizar a interseção das superfícies do talude e do terreno natural.2. 3.0 Talude de aterro a b h a b Material apiloado manualmente MT/DNIT/DPP/IPR . aproximadamente paralelas ao pé do talude de aterro a uma distancia entre 2.2 3.2 ELEMENTOS DE PROJETO As valetas de proteção de aterro deverão estar localizadas.0 < d < 3.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 53 . têm a finalidade de receber as águas das sarjetas e valetas de corte.

até o ponto de MT/DNIT/DPP/IPR .1.2. natureza do solo e fatores de ordem econômica e estética.0 < d < 3. longitudinalmente à rodovia.3. Os tipos de revestimento mais recomendados são: – – – – concreto. Quanto às especificações e processos construtivos.0 h Material Apiloado Manualmente O revestimento da valeta de proteção de aterro deverá ser escolhido de acordo com a velocidade do escoamento (tabela 31 do Apêndice B).3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico das valetas de proteção de aterro faz-se de forma idêntica ao das valetas de proteção de corte. a captação das águas provenientes das sarjetas e valetas de proteção de corte.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 55 .1. para valetas de proteção de corte. 3.1 SARJETAS DE CORTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A sarjeta de corte tem como objetivo captar as águas que se precipitam sobre a plataforma e taludes de corte e conduzi-las. equação da continuidade e método racional. e as Especificações de Serviço DNIT 018/2004. 3. ou seja através da fórmula de Manning.3. deverão ser observadas as recomendações do item 3. além da proteção do talude de aterro. Cuidado especial deve ser tomado na fixação da área de contribuição quando a valeta tiver como objetivo. pedra arrumada.3 3. vegetação. seguindo-se a metodologia do item 3. alvenaria de tijolo ou pedra.Seção retangular 162 Talude de Aterro 2.2.

Figura 56 . Mantendo as declividades transversais estabelecidas. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 163 transição entre o corte e o aterro. Conforme indicado na Fig.Sarjeta Triangular LT 1 a L2 L1 A co stamen to H a 1 1 4 1% Os valores extremos da distância da borda do acostamento ao fundo da sarjeta (L1). sendo construídas à margem dos acostamentos.00m a seção da vazão ainda for insuficiente.0 metros. com dimensões convenientes para atender à descarga de projeto. deve-se adotar a sarjeta de seção trapezoidal seguindo as seguintes recomendações. ou então.2 ELEMENTOS DE PROJETO As sarjetas de corte podem ter diversos tipos de seção. pois. de forma a permitir a saída lateral para o terreno natural ou para a valeta de aterro.deverá então ser adotada seção tipo trapezoidal ou retangular. a sarjeta deve ter do lado do acostamento a declividade de 25% ou seja 1:4. – Sarjeta triangular A sarjeta triangular é um tipo bem aceito. situam-se entre os valores de 1. terminando em pontos de saída convenientes (pontos de passagem de corte para aterro ou caixas coletoras). o aumento de L1 fornecerá um acréscimo de L2. e do lado do talude a declividade deste. de acordo com a seção de vazão necessária. Quando para o valor máximo de L1 = 2. 56. com a finalidade de proteger os veículos desgovernados que tendam a cair na mesma. e conseqüentemente um acréscimo na capacidade hidráulica da sarjeta. a sarjeta é dotada de uma barreira tipo meio-fio.0 a 2. 57. De acordo com a Fig.3. dependendo da capacidade de vazão necessária. – Sarjeta trapezoidal Quando a sarjeta triangular de máximas dimensões permitidas for insuficiente para atender à descarga de projeto. H e LT. As sarjetas devem localizar-se em todos os cortes. para a caixa coletora de um bueiro de greide. além de apresentar uma razoável capacidade de vazão. conta a seu favor com o importante fato da redução dos riscos de acidentes. 3.

Sarjeta trapezoidal Talude de Corte 164 Sarjeta Acostamento Meio-fio barreira O meio fio barreira deverá ter aberturas calculadas. 57. As placas têm a finalidade também de evitar que a sarjeta seja obstruída pela entrada de materiais carreados pelas águas. pode-se optar pela sarjeta retangular. 58 ode-se também projetar a sarjeta capeada descontinuamente. MT/DNIT/DPP/IPR . Figura 58 . em espaçamento conveniente de modo a permitir a entrada d'água proveniente da pista.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 57 . ou em caso de cortes em rocha pela facilidade de execução. conforme indicado na Fig.Sarjeta trapezoidal com capa Talude de corte Capa A costa men to Sarjeta Quando a seção triangular não atender à vazão para a descarga de projeto. Usa-se nesse caso também o meio fio de proteção com a mesma finalidade já citada. de modo a permitir a entrada d'água pela cobertura existente entre duas placas consecutivas. De acordo com a Fig.

aumentando assim sua capacidade hidráulica. alvenaria de pedra argamassada. Os principais tipos de revestimentos são: – – – – – – concreto. isto é. ele é função da velocidade de erosão. Quanto ao revestimento das sarjetas de corte. O revestimento vegetal. as conseqüências da erosão e do custo do revestimento. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B. alvenaria de tijolo. cuidados especiais quanto à erosão devem ser levados em conta. tem o inconveniente do alto custo de conservação. “H” Variável MT/DNIT/DPP/IPR . revestimento vegetal. pedra arrumada revestida. Sarjetas de corte sem revestimento devem ser evitadas.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 59 . Deve -se levar em conta neste caso o aspecto técnico-econômico. Tendo em vista a localização da sarjeta junto ao pé do talude de corte.Sarjeta retangular 165 Talude de corte 1 a Meio-fio Sarjeta A costamento Neste caso tem-se a vantagem de poder variar sua profundidade ao longo do percurso. pedra arrumada. proporcionando uma declividade mais acentuada que o greide da rodovia. apesar do excelente desempenho como função estética. pois deslizamentos de talude podem provocar paralisações no tráfego e conseqüentes prejuízos significativos.

Manual de Drenagem de Rodovias 166 Na execução do revestimento das sarjetas de corte.0m serão executadas juntas de dilatação preenchidas com argamassa asfáltica.3 O dimensionamento hidráulico da sarjeta de corte consiste na determinação de uma seção transversal com capacidade hidráulica suficiente para atender à descarga de projeto.00m. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de corte são: – – as características geométricas da rodovia. área de implúvio. o revestimento deverá ser dosado racionalmente para uma resistência mínima à compressão simples Fck = 15 Mpa a 28 dias. prevendo o lançamento concreto em lances alternados. quando for de concreto.3. A intervalos de 12. isto é. a sarjeta deverá ser moldada no local com formas de metal ou de outro material que proporcionem bom acabamento. As formas (guias) serão espaçadas de 3. deverá haver uma perfeita união entre a face da sarjeta de concreto e o pavimento do acostamento. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT-018/2004. Pela comparação entre a descarga afluente e a capacidade de vazão da sarjeta determina-se o seu comprimento crítico. A concretagem envolverá um plano executivo. MT/DNIT/DPP/IPR . Apresentam-se entretanto.10m. a espessura mínima para a sarjeta de concreto triangular é de 0.08m e para a retangular e trapezoidal é de 0. rejuntada com argamassa de cimento e areia no traço de 1:4. DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO – 3. a seguir.o diâmetro máximo deve ser de 0.10m. evitando-se penetração d´água na sua junção. algumas indicações complementares que devem ser seguidas: – – – – – – – – – quando o revestimento for de pedra argamassada. quando a sarjeta de concreto moldada no local se situar sobre uma base granular drenante. a distância máxima da sarjeta para que não haja transbordamento. do Os segmentos intermediários serão executados após o início do processo de cura dos demais redundando em juntas “secas”. antes do lançamento do concreto deverá o local ser forrado com material impermeável que evite o preenchimento dos vazios da camada drenante pela penetração do concreto.

duração freqüência. estão dentro do limite de aplicabilidade desse método. c = coeficiente médio de escoamento superficial (adimensional). fornecida pelo estudo hidrológico para um tempo de duração de 5 minutos e tempo de recorrência de 10 anos.sendo pequenas. i = intensidade de precipitação (cm/h). de vez que as áreas de contribuição. 60). Sendo a área de contribuição formada por superfície de diferentes coeficientes de escoamento adota-se a média ponderada de seus valores. (ver Fig. calcula-se a contribuição por metro linear da rodovia pela aplicação da fórmula racional. A = (L1 + L 2 ) × d MT/DNIT/DPP/IPR . usando-se como peso as respectivas larguras dos implúvios. Coeficiente médio de escoamento superficial (c). composto da seção da plataforma contribuinte e da projeção horizontal equivalente do talude de corte.área de contribuição por metro linear da sarjeta. – Cálculo da descarga de projeto Para o cálculo da descarga de projeto. Área de contribuição (A) A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo equivalente onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro a largura do implúvio. L ×C +L ×C C= 1 1 2 2 LT Intensidade de precipitação (i) O valor da intensidade de precipitação é obtido na curva de intensidade .01) 36×104 Q = descarga por metro linear da rodovia (m3/s/m). A fórmula básica é: Q= Onde: C×i× A (equação 3. (faixas de rolamento e talude de corte). elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto. (m2/m).Manual de Drenagem de Rodovias 167 – coeficiente médio de escoamento superficial. A . levando-se em conta a diversidade do revestimento que compõe a bacia de captação.

L2 = largura da projeção horizontal equivalente do talude de corte. 1 V = ×R2/3 ×Ι1/2 (equação de Manning) n V= Q (equação da continuidade) A MT/DNIT/DPP/IPR . Figura 60 . Havendo escalonamento de taludes. C2 = coeficiente de escoamento superficial do talude de corte. Cálculo da capacidade de vazão da sarjeta A capacidade hidráulica máxima da sarjeta é obtida pela associação das equações de Manning e da continuidade. C1 = coeficiente de escoamento superficial da plataforma da rodovia. Será nuIo ou se restringirá à largura do assentamento contíguo para a sarjeta na borda externa das curvas. elucida o que foi dito. Será a largura da semiplataforma nos trechos em tangente e toda a plataforma contribuinte para a sarjeta na borda interna das curvas. Excetuam-se os casos em que se torna necessária a construção de descidas com deságüe diretamente na sarjeta de corte. já que os demais terão as águas conduzidas por meio de dispositivos próprios para fora do corte.Bacia de contribuição para sarjeta Off-set do talude de corte Retângulo equivalente da projeção Horizontal do talude de corte C2 L2 L1 + L2 Plataforma Sarjeta de corte C1 d L1 onde: L1 = faixa da plataforma da rodovia que contribui para a sarjeta.Manual de Drenagem de Rodovias 168 A Fig. apresentada a seguir. a largura máxima L2 a ser considerada no cálculo do implúvio é referente à projeção horizontal do primeiro escalonamento. 60.

(m). i e L. R e n são conhecidos de acordo com a sarjeta projetada. (m3/s).03. ficando I. (m2). (adimensional). declividade longitudinal da sarjeta. I = declividade da sarjeta.Manual de Drenagem de Rodovias 169 do que resulta. (m/s) . n = coeficiente de rugosidade. como única variável ao longo do trecho estudado. tem-se: C ×i×L × d 36 × 10 4 = 1 n × A × R 2/3 × Ι 1/2 d = 36 × 10 × 4 A × R 2/3 × Ι 1/2 C×i×L ×n (equação 3. os valores de A. (m/m). R = raio hidráulico. Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta função da sua declividade longitudinal. Igualando-se as equações (3.02) V = velocidade de escoamento. do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia. função da chuva de projeto. os valores de C. A = área molhada da sarjeta. Q = vazão máxima admissível.01) e (3.02) e considerando à área de implúvio A = L x d (área do retângulo de contribuição).03) Na equação 3. passa-se à determinação do seu comprimento crítico para as diversas declividades do greide correspondente aos cortes existentes. são conhecidos. A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR . Comprimento crítico Fixada a seção prévia da sarjeta. Q= onde : 1 n × A × R 2/3 × I1/2 (equação 3.

Curvas de comprimento crítico para várias declividades d (m) (Comprimento crítico) I1 I2 I3 L (m) (Largura do implúvio) Além de determinar o posicionamento de saídas d'água.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 61 . podendo-se estabelecer um sistema que dê diretamente os comprimentos críticos baseados em eixos coordenados. determina-se uma curva para cada declividade. não é recomendada a adoção de uma altura média de corte. e sim seus valores individuais. Dessa forma. passando o gráfico a constituir-se de uma família de curvas. assumindo a seguinte forma: Figura 62 . o cálculo do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta. MT/DNIT/DPP/IPR . tendo nas abscissas as larguras do implúvio e nas ordenadas os comprimentos críticos.Curva d = f(I) d (m) 170 d2 d1 I1 I2 I(m/m) Quando em um determinado trecho houver grande variação dos valores do implúvio. cujos valores estão indicados na tabela 31 do Apêndice B.

Em situações eventuais. o tipo meio-fio simples também poderá ser usado. trechos onde. de acordo com a natureza e a categoria da rodovia. Sendo a sarjeta de aterro um dispositivo que pode comprometer a segurança do tráfego.1 SARJETAS DE ATERRO OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 171 A sarjeta de aterro tem como objetivo captar as águas precipitadas sobre a plataforma. MT/DNIT/DPP/IPR . for mais econômica a utilização da sarjeta. estaduais. A indicação da sarjeta de aterro deve fundamentar-se nas seguintes situações: – – trechos onde a velocidade das águas provenientes da pista provoque erosão na borda da plataforma. ELEMENTOS DE PROJETO – 3.Manual de Drenagem de Rodovias 3. no caso de ser possível considerar um alagamento temporário do acostamento. cuidados especiais devem ser tomados quanto ao posicionamento e à seção transversal a ser utilizada. de modo a garantir a segurança dos veículos em circulação. A seção transversal deve seguir os projetos-tipos do DNIT. As Figs. Um tipo de sarjeta de aterro muito usado atualmente nas rodovias federais. interseções e trechos urbanos é o meio-fio-sarjeta conjugados. retangulares.4. etc. podendo ser triangulares.4. ilhas.4 3. etc. para coletar e conduzir as águas provenientes dos ramos. em conjunto com a terraplenagem. conduzindo-as ao local de deságüe seguro. aumentando com isso a altura necessária para o primeiro escalonamento de aterro. 63 e 64 ilustram melhor o que foi dito. interseções. trapezoidais.2 A sarjeta de aterro posiciona-se na faixa da plataforma contígua ao acostamento. de modo a impedir que provoquem erosões na borda do acostamento e/ou no talude do aterro.

Os materiais mais indicados para a construção do dispositivo são: – – – – – concreto de cimento. a classe da rodovia e os condicionantes econômicos. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 63 .Meio-fio simples e acostamento Meio-fio simples Acostamento Canteiro ou passeio i% NA 172 Área de alongamento Talude de aterro Figura 64 . Deve-se. solo betume. conforme exposto para sarjetas de corte. concreto betuminoso.Meio-fio-sarjeta conjugados Acostamento Meio-fio sarjeta conjugados Canteiro ou passeio i% NA Talude de aterro Quanto ao revestimento. não há recomendações rígidas no tocante ao material a ser empregado na construção da sarjeta de aterro. solo cimento. solo. todavia levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado. Na execução da sarjeta de aterro de concreto de cimento deverão ser observadas as indicações próprias ao material.

no entanto. b) Optando pela utilização do dispositivo. O cálculo da velocidade do escoamento na borda da plataforma determinará a necessidade ou não da utilização da sarjeta.4. ou que a faixa de alagamento admissível no acostamento não ultrapasse os valores pré-fixados. ou. A execução das sarjetas de solo-betume ou solo-cimento deve obedecer às especificações particulares do projeto rodoviário. por não se justificar estudo de composição especial para construção deste dispositivo.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Pode-se dividir o dimensionamento hidráulico da sarjeta de aterro em dois subitens: a) Além dos fatores econômicos. isto é. área de implúvio. conforme tabela 31 do Apêndice B. Entende-se por comprimento crítico da sarjeta a distância máxima acima da qual sua vazão admissível é inferior à descarga de projeto. portanto. exigindo. quando tais misturas estão indicadas também para outros serviços. 3. de modo que não haja transbordamento. – – – – as características geométricas da rodovia. alguns cálculos preliminares precisam ser feitos. função da declividade longitudinal do greide e da declividade transversal da plataforma. podendo também ser construídas para funcionamento temporário durante o tempo de execução da rodovia. elementos para o cálculo da vazão. tendo em vista que o escoamento se dará na direção da reta de maior declive.Manual de Drenagem de Rodovias 173 Na execução das sarjetas de concreto betuminoso adota-se preferencialmente o traço usado para o binder. dependendo evidentemente da quantidade do serviço. o dimensionamento hidráulico consistirá basicamente no cálculo da máxima extensão admissível da sarjeta. Os elementos básicos para o dimensionamento da sarjeta de aterro são.usa-se o próprio traço do revestimento de concreto betuminoso.4. ou durante período curto de utilização. a necessidade da utilização da sarjeta em aterro está condicionada fundamentalmente pela velocidade de erosão na borda da plataforma. uma descida d´água. comprimento crítico. de pequena importância econômica. de acordo com os limites de erosão do material de que é construído o aterro.1 . conforme mencionado no item 3. Cálculo da velocidade de escoamento na borda da plataforma Para a determinação da velocidade de escoamento na borda da plataforma. quando este não esta previsto. As sarjetas em solo são indicadas apenas para rodovias secundárias. MT/DNIT/DPP/IPR . elementos hidrológicos para o cálculo da descarga de projeto.

000). cumpre observar: Para que CA seja uma curva de nível. Figura 65 . CA = t = curva de nível. Cota A = cota C mas. cota A = B x L. I = declividade da reta de maior declive. BE = D = comprimento da reta de maior declive. 65.Direção de maior declive y C h B Eixo α F β L D E A Bordo onde: α = declividade longitudinal da rodovia. β = declividade transversal da plataforma da rodovia.Manual de Drenagem de Rodovias 174 – Comprimento da reta de maior declive Considerando a Fig. L = largura do implúvio. Para se chegar ao comprimento da reta de maior declive. O comprimento y da reta CB será: cota C – cotaB = α × y ou α × y = cotaC MT/DNIT/DPP/IPR . considerando a cota de B como referência (0.

tem-se fazendo CA = t t2 = y2 + L2 Substituindo y pelo seu valor. tem-se: I= β ×L β ×L ∴I = ×t h L× Y Fazendo-se as substituições já demonstradas de y e t. BAC e BFC e fazendo FB = h . tem-se: D= – L β α 2 + β 2 (equação 3. tem-se: I= β ×L L × × α2 + β2 β α L × ×L α I = α2 + β2 (equação 3.05) – Determinação da descarga no bordo da plataforma Aplicando-se o método racional. tem-se: D L = t y Substituindo-se os valores de t e y. t2 ⎛β ⎞ = ⎜ ×L⎟ ⎜α ⎟ ⎝ ⎠ 2 + L2 = 2 β2 × L2 + L2 × α2 = α2 ⎛L⎞ = α2 + β 2 ⎜ ⎟ ⎜α⎟ ⎝ ⎠ ∴t = L 2 2 α +β α Considerando os triângulos. BAC e BAE. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias y= cota C β × L = α β 175 Considerando o triângulo BAC. retângulos. retângulos. tem-se: L t L = portanto h = × y t h y Como a cota de F é também β x L.04) Declividade da reta de maior declive Considerando os triângulos.

Figura 66 . pode-se também considerar que: D= L β × Ι (equação 3.06) Como A = D x 1.04). de acordo com a equação (3.Vistas do pavimento para o dimensionamento de sarjetas de aterro sarjeta de aterro A bordo E eixo da rodovia L sarjeta de aterro A´ d bordo D Corte AA´ L Substituindo a equação (3.Manual de Drenagem de Rodovias q= C×i× A 36×104 176 onde: q = descarga de contribuição por metro linear da plataforma em.06) A = L β ×Ι. c = coeficiente de escoamento. A = área de contribuição por metro linear da sarjeta em m2/m.05) em (3. m3/s/m. de acordo com a tabela 39 do Apêndice C. logo Q = c × i× L × Ι β × 36 × 10 4 MT/DNIT/DPP/IPR . função do tipo de revestimento da rodovia. i = intensidade de precipitação em cm/h.

e como A = R. toma-se o raio hidráulico igual ao tirante d'água em conseqüência A = l x R. tem-se: C × i × L α2 + β 2 β × 36 × 10 4 = V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 V = Ι 3/10 × K 3/5 × C 2/5 × i 2/5 × L2/5 × α 2 + β 2 166. R = A/P e K é o coeficiente de rugosidade de Strickler. A velocidade no bordo da plataforma pela fórmula de Strickler é: V = KR 2/3 Ι 1/2 onde. Pela equação da continuidade. Q = K × A × R2/3 × Ι1/2 mas. tem-se: Q ⎛Q⎞ Q = K× ×⎜ ⎟ V ⎝V⎠ 2/3 × Ι1/2 ou seja. Como a espessura do fluxo é pequena em relação ã largura.92 × β 2/5 ( )1/5 (equação 3. C × i× L α2 + β2 (equação 3.09) MT/DNIT/DPP/IPR .08) e isolando V. A = Q/V.07) e (3. 1/2 V 5/3 Ι = K × 5/3 ⇒ Q 2/3 = Q 5/3 V K + Ι 1/2 Q Q= V 5/2 K 3/2 × Ι 3/4 (equação 3. Q = onde. Q=A×V então.08) Igualando-se então as equações (3. tomado igual ao inverso do coeficiente de rugosidade de Manning.Manual de Drenagem de Rodovias 177 ou.07) β × 36 × 10 4 Q = descarga no bordo da plataforma em m3/s/m.

A comparação desta velocidade com os valores limites de velocidade de erosão do material de construção do aterro na tabela 31 do Apêndice B. o dimensionamento hidráulico tem a seguinte sistemática apresentada a seguir: Cálculo da máxima extensão admissível – Cálculo da vazão de contribuição A bacia de contribuição para a sarjeta é um retângulo. i = intensidade de precipitação em cm/h.Manual de Drenagem de Rodovias 178 A equação (3. ou semiplataforma nos trechos em tangente. C = coeficiente de escoamento superficial.09) determina a velocidade do escoamento na borda da plataforma. Fig. – Cálculo da capacidade hidráulica máxima da sarjeta A capacidade máxima de vazão da sarjeta será determinada pela associação das fórmulas de Manning e da continuidade: V = 1 n R 2/3 Ι 1/2 (fórmula de Manning) Q (equação da continuidade) A V= Q= 1 n AR 2/3 Ι 1/2 (equação 3. pela aplicação do método racional: Q= C×i× A (equação 3. A = área de contribuição em m2. Calcula-se a contribuição da plataforma em caso de trechos superelevados. 66. Caso seja necessário o projeto do dispositivo.10) 36x104 Onde: Q = vazão de contribuição em m3/s. onde um dos lados é o comprimento a determinar e o outro é a largura do implúvio. definirá a necessidade ou não da sarjeta de aterro. MT/DNIT/DPP/IPR . função da seção transversal da rodovia.11) onde: Q = vazão máxima admitida na sarjeta em m3/s.

L são conhecidos em função da chuva de projeto. – Cálculo do comprimento crítico da sarjeta O comprimento crítico da sarjeta será obtido igualando-se a descarga de contribuição (equação 3. n são conhecidos. A = área molhada da sarjeta. que permite determinar o comprimento crítico da sarjeta em função da sua declividade longitudinal. em m. de acordo com a sarjeta projetada. Pode-se assim elaborar a curva d = f (I) (Fig . que geralmente acompanha o greide da rodovia. em m. os valores C. os valores de A. Pela equação 7. como única variável ao longo do trecho estudado. 60) 36 × 10 4 Q = C × i× d × L 36 × 10 4 onde: d = comprimento crítico a determinar.10) com a capacidade máxima de vazão admitida pela sarjeta (equação 3. Igualando as equações 7 e 8.Manual de Drenagem de Rodovias 179 n = coeficiente de rugosidade. em m2. L = largura do implúvio. declividade longitudinal da sarjeta. R = raio hidráulico. do tipo de revestimento da pista e das características geométricas da rodovia. em m. temos: C × i× d × L 1 = AR 2/3 I1/2 n 30 × 10 4 d = 36 × 10 4 AR 2/3 I1/2 (equação 3. em m/m. A curva d = f (I) assume a seguinte forma: MT/DNIT/DPP/IPR . ficando I.12. 67) .11). mas A = d x L (Fig. i. R. I = declividade longitudinal da sarjeta.12) C × i× L × n Na equação 3. O cálculo deste comprimento irá definir o espaçamento máximo entre as saídas d'água. função do tipo de revestimento da sarjeta de acordo com as tabelas 34 do Apêndice B. condicionada pela capacidade máxima de sarjeta. Q= C × i× A .

que pode ser calculada de acordo com a equação da continuidade deve-se usar dissipadores de energia.d = f(I) (dm) L2 L1 I1 I2 I (m/m) – Verificação da velocidade de escoamento A determinação do comprimento crítico está também condicionado à velocidade limite de erosão do material utilizado no revestimento da sarjeta. torna-se necessário drená-lo superficialmente através de um dispositivo chamado de valeta do canteiro central. a velocidade limite de erosão.5 3. ou seja. de forma a obter a velocidade de escoamento abaixo dos valores críticos de erosão.10. Quando a velocidade de escoamento ultrapassar a máxima permissível.2 ELEMENTOS DE PROJETO As seções transversais das valetas do canteiro central são em geral de forma triangular cujas faces têm as declividades coincidentes com os taludes do canteiro. MT/DNIT/DPP/IPR . ou reduzir o espaçamento entre saídas d'água. onde as pistas são separadas por um canteiro central côncavo.1 VALETA DO CANTEIRO CENTRAL OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Quando uma rodovia for projetada em pista dupla. 3. (Fig. Esta valeta tem como objetivo captar as águas provenientes das pistas e do próprio canteiro central e conduzi-las longitudinalmente até serem captadas por caixas coletoras de bueiros de greide. reduz-se a altura da lâmina d´água. 68). conforme o item 3. Com este procedimento. isto é.Manual de Drenagem de Rodovias 180 Figura 67 . 3.5.5.Comprimento crítico em função da declividade longitudinal . cujos valores são os da tabela 31 do Apêndice B.

e formas trapezoidal ou retangular. também segue a mesma metodologia apresentada para sarjeta de corte. apesar do excelente desempenho como função estética. Valetas do canteiro central sem revestimento devem ser evitadas. que irá determinar o posicionamento das caixas coletoras. Na execução do revestimento das valetas do canteiro central devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 018/2004. O revestimento vegetal. tem o inconveniente do alto custo de conservação. Quanto ao revestimento da valeta do canteiro central. 3. a não ser em casos de canteiros muito largos e planos. tipo meia cana. Figura 68 . e demais recomendações feitas para a valeta de corte. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B.3 para sarjeta de corte baseada na fórmula de Manning associada à equação de continuidade.Manual de Drenagem de Rodovias 181 Podem ser usadas seções de forma circular. quando ocorrer a insuficiência hidráulica das seções de forma triangular ou meia cana. MT/DNIT/DPP/IPR .4.Situações da valeta do canteiro central Pista Esquerda Canteiro Central Pista Direita em nível Pista Direita em desnível Valeta do Canteiro Central para pistas em nível Valeta do Canteiro Central para pistas em desnível O cálculo do comprimento crítico.5. deve-se levar em conta a velocidade limite de erosão do material empregado.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da valeta do canteiro central segue a mesma metodologia apresentada no item 2.

e. devidamente nivelada e protegida com o revestimento indicado para os taludes.1 DESCIDAS D'ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 182 As descidas d'água tem como objetivo conduzir as águas captadas por outros dispositivos de drenagem. através das saídas d'água. às valetas de banquetas quando é atingido seu comprimento crítico e em pontos baixos. As descidas d'água também atendem. no caso de cortes e aterros. conforme apresentado na Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 3.6. Assim. ou de pequenos talvegues. Não raramente. nos pontos baixos. as descidas d'água são necessárias visando conduzir o fluxo pelo talude até o terreno natural. da necessidade da quebra de energia do fluxo d'água e dos dispositivos de amortecimento na saida. as descidas d'água têm como objetivo principal conduzir as águas das valetas quando atingem seu comprimento crítico. do terreno natural. A escolha entre um e outro tipo será função da velocidade limite do escoamento para que não provoque erosão. das características geotécnicas dos taludes. 69. principalmente nos aterros.6. desaguando no terreno natural. MT/DNIT/DPP/IPR . as descidas d'água conduzem as águas provenientes das sarjetas de aterro quando é atingido seu comprimento crítico.2 ELEMENTOS DE PROJETO As descidas d'água podem ser do tipo rápido ou em degraus. deve ser previsto o confinamento da descida no talude de aterro. Posicionam-se sobre os taludes dos cortes e aterros seguindo as suas declividades e também na interseção do talude de aterro com o terreno natural nos pontos de passagem de corte-aterro. devido à necessidade de saída de bueiros elevados desaguando no talude do aterro. A analise técnica e econômica desse conjunto de fatores levará o projetista à escolha de uma descida do tipo rápido ou em degraus. requer que cuidados especiais sejam tomados para se evitar desníveis causados por caminhos preferenciais durante as chuvas intensas e conseqüentes erosões que podem levar ao colapso toda a estrutura. desaguando numa caixa coletora ou na sarjeta de corte.6 3. pelos taludes de corte e aterro. No aterro. A descida d'água. 3. Tratando-se de cortes. por se localizar em um ponto bastante vulnerável na rodovia.

MT/DNIT/DPP/IPR . É desaconselhável a seção de concreto em módulos. pois a ação dinâmica do fluxo pode acarretar o descalçamento e o desjuntamento dos módulos. em calha tipo rápido ou em degraus. o que rapidamente atingiria o talude.Descida d’água tipo rápido 183 Bacia de amortecimento A J Descida d´água A PLANTA Saída d´água x y CORTE AA Bacia de amortecimento As descidas d'agua podem ter a seção de vazão das seguintes formas: – – – retangular.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 69 . semicircular ou meia cana. em tubos de concreto ou metálicos. o erodindo. de concreto ou metálica .

07 × L0.70 . baseada em experiências de laboratório. Método I Neste caso.9 × H1. – Cálculo da velocidade da água no pé da descida. Para o detalhamento dos projetos de execução deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 . o dimensionamento pode ser feito através da expressão empírica seguinte. O dimensionamento pode ser feito por dois métodos. as peças deverão ser assentadas sobre berço previamente construídos. em m3/s. Q = 2. em m.6 onde: Q = Descarga de projeto a ser conduzida pela descida d'água. em m. as descidas retangulares podem ser executadas no local com formas de madeira.Manual de Drenagem de Rodovias 184 No caso da utilização de módulos. L = Largura da descida d'água. 3. fixando-se o valor da largura (L) e determinando-se o valor da altura (H). H = altura média das paredes laterais da descida.6. a saber: Pela fórmula empírica. Quanto à execução.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico consiste em calcular as dimensões da descida d'água de forma que esta possa conduzir ao deságüe seguro a vazão a ela destinada por outros dispositivos de drenagem superficial. embora o primeiro possa ser considerado satisfatório para obras de repercussão econômica menos significativa. Evidentemente. A escolha do método depende da precisão que se queira dar aos cálculos. em calha ou degraus. Considerando a Fig. ou através da teoria hidráulica do movimento uniformemente variado. que representa o talude de uma seção em aterro. o segundo método é mais preciso. vê-se que: MT/DNIT/DPP/IPR .

função evidentemente da velocidade limite de erosão do material de que será construída a descida. aplicado às seções A e B. Como essa velocidade Va é teoricamente igual à velocidade da água na sarjeta de aterro. desconsidera-se o valor de Va e a expressão anteriormente citada toma a forma: Vb = 2gh O objetivo da determinação da velocidade no pé da descida d'água é o dimensionamento da bacia de amortecimento e/ou dissipadores de energia. têm-se: Vb = 2 Va + 2gH Para efeito de cálculo. A velocidade teórica calculada acima conduz a valores acima dos valores reais. em virtude principalmente do aumento da seção de vazão. Na prática. considera-se Va igual à velocidade da água na sarjeta.Elementos para cálculo da velocidade d’água no pé da descida 185 O teorema de Bernoulli. esta sofre uma sensível redução quando o fluxo passa pela saída d'água. Havendo necessidade de um cálculo mais preciso deve-se optar pelo segundo método. Método II MT/DNIT/DPP/IPR . fornece: Z +P + V2 = cte 2g V2 V2 Z A + PA + = Z B + PB + 2g 2g como PA = PB = pressão atmosférica e Z A = ZB + H .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 70 .

Io é a declividade do fundo e If. ilustra uma seção curta de uma descida de comprimento ∆x. A Fig. a velocidade e a distância à origem. considerar do fluxo gradualmente variado. Os cálculos conduzidos na direção errada tendem inevitavelmente a conduzir a resultado divergente do perfil do fluxo. e admitindo-se que α1 =α 2 =α V 2 2g E = y + α Nas equações acima y é a profundidade do fluxo. tem-se: V2 V2 Io × ∆x + y 1 + α 1 = y2 + α 2 + If × ∆x 2g 2g isolando ∆x: ∆x = E 2 − E1 ∆E = (equação 3.13) Io − If Io − If onde: E é a energia específica. determinando-se em cada seção a profundidade do líquido. Aplicando-se o Teorema de Bernoulli às seções extremas (seção 1 e 2) . dividindo-se a descida em curtas seções.13 e os passos de cálculo são a seguir expostos: – Determinação do regime do fluxo A determinação do regime do fluxo é um fator importante.14) R 3/4 O método é baseado na equação 3. é a declividade da linha de energia. pois se o regime for subcrítico o cálculo por etapas deve ser conduzido para montante. Os cálculos são executados por etapas. a é o coeficiente de energia. 71. – Determinação da profundidade crítica Para descidas d'agua retangulares a profundidade crítica será determinada pela expressão: MT/DNIT/DPP/IPR . Usando-se a fórmula de Manning. se o regime for supercrítico deve ser conduzido para jusante. a declividade da linha de energia ou declividade de atrito é expressa por: If = n2V 2 (equação 3.Manual de Drenagem de Rodovias 186 Este método consiste em determinar o perfil da linha d'água ou a curva de profundidade da água ao longo da descida. V é a velocidade média.

retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de y crítico.467 3 b 187 onde: y = profundidade crítica. a profundidade normal do regime uniforme pode ser calculada por tentativas. b = largura da descida d'água. em m. 1 V = × R2/3 × I1/2 (Manning) o n V= Q (continuidade) A Sendo: A = L × yn e P = L + 2yn R= L × yn L + 2yn tem-se: ⎛ L × yn ⎞ ⎟ yn = ⎜ ⎜ L + 2y ⎟ n⎠ ⎝ 2/3 Q×n = 1/2 Io × L MT/DNIT/DPP/IPR . pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade. Com o valor de W. – Determinação da profundidade normal Para descidas d'água com seção retangular.Manual de Drenagem de Rodovias Q2 Y c = 0. em m3/s. em m. Para descidas d'água circulares a profundidade crítica será determinada da seguinte forma: Determinar o fator de seção: Z= Q g Z =W do 2.5 onde : do . Q = vazão.é o diâmetro da seção circular.

Parâmetros para determinação do perfil da linha d’água Q= n= Io= α= Yc= Yn= Y (1) Y1 Y2 Yn A (2) A1 A2 An R (3) R1 R2 Rn R2/3 (4) 4/3 R1 4/3 R2 4/3 Rn V (5) V1 V2 Vn α V 2 2g (6) E (7) E1 E2 En ∆E (8) ∆E1 ∆En If (9) If1 If2 Ifn If Io − If ∆X (12) ∆X1 ∆Xn X (13) X1 Xn (10) If1 Ifn (11) - (α V2 2g)1 (α V2 2g)2 (α V2 2g)n (Io − If )1 (Io − If )n onde: Col 1 . em m/m. Q = vazão de escoamento. correspondente à profundidade y. L = largura da descida. MT/DNIT/DPP/IPR . adimensional . – Determinação do perfil da linha d'água ou curva de profundidade Para a condução dos cálculos organiza-se a seguinte tabela: Tabela 37 . Col 2 .Área molhada. em m. em m. em m3/s. n = coeficiente de rugosidade de Manning. n×Q AR2/3 = 1/2 Io Dividido por d8/3 .Manual de Drenagem de Rodovias 188 onde: yn = profundidade normal. retira-se da tabela 38 do Apêndice C o valor de y/do determinando-se assim o valor de yn. Io = declividade do fundo. o AR 2/3 =t d8/5 o Com o valor de t.Profundidade do fluxo. valores arbitrários. em m2. em m. Para descidas d'água de seção circular a profundidade normal pode ser determinada também pela aplicação da fórmula de Manning associada à equação da continuidade.

obtida somando-se a carga de velocidade (coluna 6) à profundidade do fluxo (coluna 1). este valor é obtido acumulando-se os valores da coluna 12.Variação da energia específica.13 ou pela divisão do valor de ∆E. Col 5 . conseqüentemente. a profundidade crítica Yc é maior que a profundidade normal Yn. Col 9 . mas maior que Yn e tendendo para este valor. em m.Distância entre duas seções consecutivas de profundidade Yn.Média aritmética da declividade da linha de energia.Distância de cada seção estudada à origem. que terá o aspecto mostrado na Fig. obtida dividindo a vazão (Q). 73. calculada pela equação 3.Energia específica em m.Velocidade média. Col 13 . Col 7 . da coluna 8. obtida pela diferença entre o valor da coluna 7 da mesma linha e da linha anterior. Desta forma.Carga da velocidade. isto é. a velocidade em cada seção. Pode-se também traçar a curva de profundidade do líquido. 72. no caso das descidas d'água. e a declividade média da linha de energia. MT/DNIT/DPP/IPR . Convém observar que.Potência a 4/3 do raio hidráulico. Col 12 . em m. em m. pela área molhada (A) da coluna 2. Col 6 .Declividade da linha de energia calculada pela equação 3. obtida pela média dos valores da coluna 9 da mesma linha e da linha anterior.14.Raio hidráulico.Diferença entre a declividade do fundo (Io). em m/m. Col 11 . Col 10 . em m/m. Isso significa que a seção de controle está na entrada e conseqüentemente a água entrará na descida na profundidade crítica. em m/m. as declividades são sempre altas. Posteriormente o fluxo estará a uma profundidade menor que Yc. pelo valor da coluna 11. O aspecto do fluxo é como indicado na Fig. em m/s. Col 4 .Manual de Drenagem de Rodovias 189 Col 3 . com o valor de n e os valores calculados nas colunas 4 e 5. em m. é calculado o perfil hidráulico do fluxo na descida d'água e. e Yn-1. Col 8 . em m.

0 16.1 0 10 20 30 40 Distância à Seção Crítica em Metros Altura D´Água Velocidade Velocidade em m/s 4.0 0.0 MT/DNIT/DPP/IPR .5 0.Seção curta de uma descida de comprimento ∆x 190 Figura 72 .0 Altura do Fluxo em c m 3.0 2.0 6.0 8.8 0.4 0.0 1.0 12.Curvas de profundidade e velocidade do líquido Descida D´Água para Talude x:y 24.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 71 .0 20.0 10.2 0.

São. como esquematicamente se mostra na Fig. pontilhões e viadutos e. 74. portanto. nos meios rodoviários também denominados de entradas d'água. e considerado nas notas de serviço de pavimentação. junto aos acostamentos ou em alargamentos próprios para sua execução. é um método eficiente de captação. 74 e 75 .7.1 SAÍDAS D`ÁGUA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As saídas d'água. 3. são dispositivos destinados a conduzir as águas coletadas pelas sarjetas de aterro lançandoas nas descidas d'agua. nos pontos baixos das curvas verticais côncavas. O rebaixamento da borda deve ser controlado com rigor.Perfil do fluxo em descida d’água 191 3. nos pontos onde é atingido o comprimento crítico da sarjeta. junto às pontes.7. o fluxo d'água se realiza num único sentido. MT/DNIT/DPP/IPR . Considerando sua localização. conforme mostrado nas Fig. nos pontos de passagem de corte para aterro. O rebaixamento gradativo da seção. as saídas d'água devem ser projetadas obedecendo aos seguintes critérios: a) Greide em rampa Neste caso.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 73 . algumas vezes. dispositivos de transição entre as sarjetas de aterro e as descidas d'água. Localizam-se na borda da plataforma.2 ELEMENTOS DE PROJETO As saídas d`água devem ter uma seção tal que permita uma rápida captação das águas que escoam pela borda da plataforma conduzindo-as às descidas d'água.7 3.

Saída d’água de greide em rampa 192 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 74 .

Manual de Drenagem de Rodovias 193 b) Curva vertical côncava (ponto baixo) Neste caso o fluxo d'água se dá nos dois sentidos. convergindo para um ponto baixo. como esquematicamente é mostrado na Fig. 75. Figura 75 .Saída d’água de curva vertical côncava MT/DNIT/DPP/IPR .

g = aceleração da gravidade (m/s2). toda a água proveniente das sarjetas até as respectivas descidas d'água. O valor de L (Figs. B (Fig. A determinação dos demais elementos constituintes da saída d'água pode ser feita como se segue.20 para declividades da sarjeta entre 2% e 5% (adimensional). 74 e 75 ). MT/DNIT/DPP/IPR . 3. é dado pela fórmula: L= Q K × Y × g× Y onde: L = comprimento da abertura na sarjeta ou largura da saída d'água.Manual de Drenagem de Rodovias 194 Para maiores detalhes sobre a seção das saídas d'água. Q = descarga afluente pela sarjeta (m3/s). largura da saída. X. conhecidas "a priori" a largura B e a altura H da descida d'água: – – O espaçamento entre o alinhamento da sarjeta e o início da descida. Para maiores esclarecimentos deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 021/2004 . 74 e 75 ).5 vezes a largura da descida d'água. tomado igual a 0. através de chumbadores. O raio da curva da concordância entre a saída d'água e a descida d'água deve ser igual a altura H da descida.7. correspondente à abertura da sarjeta. y = altura do fluxo na sarjeta (m). as saídas d'água podem ser de concreto com superfície lisa ou de chapas metálicas. função da declividade. sem turbulências. ou seja.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico da saída d'água consiste em determinar a largura da entrada de forma a conduzir. de modo a interceptar todo o seu fluxo (m). As chapas metálicas são moldadas no canteiro de obra e fixadas no local. K = coeficiente. As saídas d'água de concreto são executadas no local conjuntamente com as descidas d'água. Quanto ao revestimento. deve ser igual a 2. devem ser consultados os projetos tipo do DNIT.

de sua declividade e direção. conduzindo-as ao dispositivo de deságüe seguro. junto ao pé do aterro. quando se torna necessária a condução das águas desses dispositivos para fora do corte sem a utilização das sarjetas. quando se deseja construir um bueiro de transposição de talvegues abaixo da cota do terreno. sendo. quanto à sua função.8. quanto ao fechamento. podem ser: caixas coletoras. ELEMENTOS DE PROJETO – – – 3. Coletar as águas provenientes das descidas d'água de cortes. caixas de inspeção ou caixas de passagem e. 3. ou ainda quando a um mesmo local concorre mais de um bueiro. conduzindo as águas para o bueiro de greide ou coletor longitudinal. podem ser com tampa ou abertas. Possibilitar mudanças de dimensão de bueiros. No terreno natural. – – – MT/DNIT/DPP/IPR . Permitir a inspeção dos condutos que por elas passam.8.Manual de Drenagem de Rodovias 195 – O valor mínimo recomendado para a largura da saída d'água é de 7 vezes a largura B da descida d'água. Nos pontos de passagem de cortes para aterros. coletando as águas das sarjetas de modo a conduzi-las para o bueiro. Coletar as águas provenientes de áreas situadas a montante de bueiros de transposição de talvegues. que as levará para o deságüe apropriado. As caixas coletoras localizam-se: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte. inaplicável a boca convencional. nos casos em que as águas ao atingir o terreno natural possam provocar erosões. portanto.8 3. Nas extremidades das descidas d'água de corte. permitindo sua construção abaixo do terreno natural.1 CAIXAS COLETORAS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS As caixas coletoras têm como objetivos principais: – – Coletar as águas provenientes das sarjetas e que se destinam aos bueiros de greide.2 As caixas coletoras. com o objetivo de verificação de sua funcionalidade e eficiência.

MT/DNIT/DPP/IPR . As caixas com tampa removível são indicadas quando têm a finalidade de inspeção e de passagem. transferindo-as para bueiros.226 Q C H onde: A = Área útil da caixa. Nos trechos com drenos profundos com o objetivo de vistoriar seu funcionamento. em forma de grelha. As caixas abertas são indicadas quando têm finalidade coletora e localizam-se em pontos que não comprometam a segurança do tráfego.8. Para a execução das caixas deverão ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 026/2004 .Manual de Drenagem de Rodovias 196 – – Nos canteiros centrais das rodovias com pista dupla. As caixas de inspeção localizam-se: – – Nos locais destinados a vistoriar os condutos construídos tendo em vista verificar sua eficiência hidráulica e seu estado de conservação. declividade. em m2. são indicadas quando tem a finalidade coletora. Nos lugares para os quais concorra mais de um bueiro. pode-se determinar a área transversal útil das caixas pela fórmula dos orifícios: A = 0. As caixas com tampa. direção ou cotas de instalação de um bueiro. 3. Em qualquer lugar onde se torne necessário captar as águas superficiais. As caixas de passagem localizam-se: – – Onde houver necessidade de mudanças de dimensão.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Embora as dimensões das caixas coletoras sejam fixadas pelas dimensões dos dispositivos para os quais estão indicadas como coletora de passagem ou inspeção. sendo localizadas em pontos que possam afetar a segurança do tráfego ou se destinem a coletar águas contendo sólidos em volume apreciável e que possam obstruir os bueiros ou coletores. A seção tipo das caixas coletoras deverá obedecer aos projetos tipos do DNIT onde são indicadas as dimensões e detalhes das tampas.

3.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos constituintes de um bueiro de greide são.60. em m3/s. projeta-se um bueiro de greide longitudinalmente à pista até o ponto de passagem de corte-aterro. 76 e 77 ).1 BUEIROS DE GREIDE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os bueiros de greide são dispositivos destinados a conduzir para locais de deságue seguro as águas captadas pelas caixas coletoras (Figs.Manual de Drenagem de Rodovias 197 Q = Vazão a captar. C = Coeficiente de vazão. Boca. conduzindo ao deságue as águas coletadas dos dispositivos de drenagem do canteiro central.9 3. em m. Nas seções em corte . com alturas de recobrimento atendendo à resistência de compressão estabelecida para as diversas classes de tubo pela NBR-9794 da ABNT. evitando-se que as águas provenientes das sarjetas de corte deságuem no terreno natural com possibilidade de erodi-lo. captadas através de caixas coletoras.9. – – – Caixas coletoras. A profundidade das caixas será determinada pelas cotas de instalação dos condutos que delas partem ou chegam. em seção de corte for possível o lançamento da água coletada através de janela de corte. – – – Os bueiros de greide podem ser implantados transversal ou longitudinalmente ao eixo da rodovia. Corpo. H = Altura do fluxo. Localizam-se nos seguintes pontos: – Nas extremidades dos comprimentos críticos das sarjetas de corte em seção mista ou quando.9. MT/DNIT/DPP/IPR . recebendo as águas das valetas de proteção de corte e/ou valetas de banquetas. Nos pés das descidas d'água dos cortes. 3. quando não for possível o aumento da capacidade da sarjeta ou a utilização de abertura de janela no corte a jusante. Nas rodovias de pista dupla. a ser tomado igual a 0. Nos pontos de passagem de corte-aterro.

sempre que possível. ao nível do terreno ou no talude de aterro. . o diâmetro mínimo a adotar para o bueiro de greide é de 0. As caixas coletoras que atendem aos bueiros de greide. com muito rigor.80m. Figura 76 . O bueiro de greide deve ser. Tendo em vista maior facilidade de limpeza. são geralmente dotadas de tampa em forma de grelha. função do vulto econômico da obra. sendo neste caso necessário construir uma descida d'água geralmente dotada de bacia de amortecimento. obedecendo às mesmas considerações formuladas para os bueiros de transposição de talvegues. observando-se sempre. A boca será construída à jusante. função da altura da caixa coletora e policiando-se sempre a velocidade do fluxo a jusante. dimensionado sem carga hidráulica a montante. fixando-se o tempo de recorrência. aplicando-se o método de cálculo de descarga mais conveniente.9. dos dois lados da pista e ainda no canteiro central.Esquema completo de um bueiro de greide em aterro – – MT/DNIT/DPP/IPR . O corpo do bueiro de greide é constituído em geral de tubos de concreto armado ou metálicos. embora em ocasiões especiais possa ser dimensionado com carga hidráulica a montante. Para a execução de bueiros de concreto devem ser seguidas as Especificações de Serviço DNIT 023/2004. por estarem posicionadas próximo às pistas.Manual de Drenagem de Rodovias 198 As caixas coletoras poderão ser construídas de um lado da pista.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento hidráulico dos bueiros de greide devem ser obedecidas as seguintes recomendações: – A descarga de projeto deverá ser obtida pela soma das descargas das obras de drenagem superficial afluentes às caixas coletoras ou pelo levantamento da bacia de contribuição ao bueiro de greide. a cota máxima do nível d'água a montante. 3.

10 DISSIPADORES DE ENERGIA Dissipadores de energia. são obras de drenagem destinadas. reduzindo consequentemente sua velocidade.1 Dissipadores localizados Dissipadores contínuos BACIAS DE AMORTECIMENTO Objetivo e características As bacias de amortecimento. As bacias de amortecimento serão instaladas de um modo geral nos seguintes locais: – – – No pé das descidas d´água nos aterros. devem ser seguidas as especificações de serviço DNIT 022/2006 . Os dissipadores de energia classificam-se em dois grupos: – – 3. como o nome indica.nos pontos de passagem de corte-aterro.10. Na saída das sarjetas de corte. MT/DNIT/DPP/IPR . Na boca de jusante dos bueiros. Elementos de projeto O projeto das bacias de amortecimento deve seguir os projetos tipos do DNIT. são dispositivos destinados a dissipar energia do fluxo d´água. ou dissipadores localizados.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 77 . quer no deságue para o terreno natural. de modo a evitar o fenômeno da erosão. Quanto à construção. mediante a dissipação de energia. a diminuir a velocidade da água quando esta passa de um dispositivo de drenagem superficial qualquer para o terreno natural.Esquema completo de um bueiro de greide em corte 199 3. quer no escoamento através do dispositivo de drenagem. Dimensionamento hidráulico O dimensionamento hidráulico será função da velocidade de escoamento d`água a montante e da altura do fluxo afluente.

5 e 9.7.2. Figura 78 .0 o efeito amortecedor para o ressalto que se forma pode ser feito através de uma bacia de amortecimento horizontal lisa de concreto.0 F > 9.1.78 ).0 Calcula-se o número de Froude pela expressão: F1 = V1 g × Y1 MT/DNIT/DPP/IPR . calculada através de experiências do BPR.7 y1 V1 F = 1.7 e 2. E a determinação deste ressalto hidráulico permitirá o dimensionamento do dispositivo (Fig.7 .Número de Froude F = 1 . Para o número de Froude entre 1. Para o número de Froude até 1. o ressalto hidráulico que ocorre na bacia de amortecimento é função da variação do numero de Froude.5 .5 F = 4.4.5 . pois haverá apenas pequena turbulência superfície da água.Manual de Drenagem de Rodovias 200 Segundo experiências elaboradas pelo Bureau of Reclamation – USA. não há necessidade de preocupações.5 e entre 4.9.5 L y2 V2 F = 2.

após do ressalto. ⎛ ⎜ ⎜ ⎝ 2 1 + 8F 1 ⎟ − 1 ⎟ ⎠ ⎞ Calculado o número de Froude e determinada a altura do fluxo afluente (ver item 2. em m.Manual de Drenagem de Rodovias 201 onde : F1 = Número de Froude. em m/s2. calcula-se o valor de Y2 pela equação acima. V1 = velocidade do fluxo afluente à bacia. A longitude do ressalto.Curva para levantamento do comprimento do ressalto MT/DNIT/DPP/IPR .7 Descidas d´Água). Figura 79 . e. em m. g = aceleração da gravidade. Y1 = altura do fluxo afluente à bacia. por conseguinte o comprimento da bacia de amortecimento. em m/s . A equação que determina a altura do fluxo na saída da bacia de amortecimento. é: Y2 1 = Y1 2 onde : Y2 = Altura do fluxo na saída. 78. Y1 e F1 = como descrito acima. baseado em experiências de laboratório do BPR. pode ser determinada pelo gráfico da Fig.

85 × Y 2 .7 a 5. cunhas e dentes. podem ser usadas as seguintes fórmulas: F1 = V1 gY1 Y ⎛ 2⎞ Y 2 = 1 ⎜ 1 + 8F1 ⎟ − 1 ⎜ ⎟ 2 ⎝ ⎠ ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜1. L = comprimento do ressalto.10 − 1 ⎟ × Y2 . Nesse caso. em m. que são deflectores que produzem o efeito estabilizador no ressalto.Manual de Drenagem de Rodovias 202 Entrando-se no gráfico com o valor do número de Froude determina-se o valor de L Y2 . para F1 = 5. para F1 = 11 a 17 ⎜ 800 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ MT/DNIT/DPP/IPR . em m. onde: Y2 = altura do fluxo na saída. devem ser usadas bacias de amortecimento com guarnições. A altura da parede da bacia de amortecimento pode ser determinada através da expressão: ` H = Y2 + Z onde: H = Altura da parede.5 a 11 ⎛ F2 ⎞ ` Y2 = ⎜100 − 1 ⎟ × Y2 .5 ⎜ 120 ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ ` Y2 = 0. para F1 = 1.10 − ⎜ ⎝ ⎛ F1 ⎞ ⎟× Y 120 ⎟ 2 ⎠ Y` Z= 2 3 Para o número de Froude até 17. em m. ` Y2 = ⎜1.

Y2. Os demais valores e melhores esclarecimentos podem ser identificados na Fig. foram definidos anteriormente.07Y2 onde: F1. A extensão do “rip-rap”. ver Fig. saída de bueiros.5 × Y2 F1 × 0. g.Esquema de um dissipador de energia É recomendável a utilização de dissipador tipo "rip-rap" na saída das bacias de amortecimento. Y1.Manual de Drenagem de Rodovias ` H = Z + Y2 203 L= 4. V1.38 Y` Z= 2 3 C = 0. 80. Deve ser construído com as pedras dispostas em desordem. Figura 80 . as quais devem possuir formas irregulares e seus diâmetros MT/DNIT/DPP/IPR . 80. justificando neste caso o projeto completo de uma bacia de amortecimento. deve ser adequada para a velocidade e volume d’água que sai do dissipador e as condições do leito a jusante. H e L. C = Altura da soleira. e na saída de outros dispositivos cuja velocidade da água não comprometa seriamente o terreno natural.

64g/cm3.0 0.Curvas de diâmetro esférico equivalente de pedra para “rip-rap” 7. Entrando no gráfico com a velocidade de saída da água do dispositivo a montante e com a inclinação longitudinal do terreno de jusante.0 1.0 12:1 4:1 3:1 2:1 11/2 :1 Velocidade (Vs) em Metros por Segundo 5.45 0.0 2. 81 é para pedras com peso específico de 2. w = peso específico da pedra de diâmetro Kw. Para pedras com outro peso específico.5 5.5 4.64 g/cm 3 0. O diâmetro da pedra (K) obtido na Fig.05 1.90 1.0 6. o diâmetro corrigido pode ser obtido pela expressão : Kw = 1. 81.60 0. K = diâmetro da pedra obtido do gráfico. em metros.0 3. em Metros MT/DNIT/DPP/IPR .75 0.15 0. determina-se o diâmetro esférico equivalente da pedra. em cm.0 4.64k w −1 Onde: Kw = diâmetro da pedra a ser usada. afim de que permaneçam estáveis.20 Diâmetro Esférico Equivalente da Pedra.5 2.5 1. em cm.5 7.30 0.5 1:1 Para Pedra Pesada 2.5 3.5 6.Manual de Drenagem de Rodovias 204 resultam de um cálculo determinado pelas curvas da Fig. em g/cm3 Figura 81 .

075 0. portanto.50m 0. atinjam.10m CONCRETO DE Fck ≥ 15 Mpa 9. de forma que a água precipitada sobre a plataforma seja conduzida pelo talude. Figura 82 .50m de largura com espessura de 0. mediante a dissipação de energia. de forma contínua. Quanto à construção devem ser seguidas as Especificações de serviço DNIT 022/2004 .075m 0.075 0.10.11 3. Elementos de projeto O dissipador contínuo utilizado ao longo do aterro deve ser construído com uma camada de concreto de aproximadamente 0.Dissipador contínuo ao longo de aterro 0. na forma de degraus . 82). e ao longo do aterro.Manual de Drenagem de Rodovias 3.2 DISSIPADORES CONTÍNUOS 205 Objetivo e características O dissipador contínuo tem como objetivo. sem criar preferências e.5cm (ver Fig. não o afetando (Fig. devem ser seguidos os projetos tipos do DNIT.10 m. Localizam-se em geral nas descidas d´água. de acabamento áspero obtido com o assentamento em disposição irregular de pedras de dimensões aproximadas de 7.35m BRITA 0.11.1 ESCALONAMENTO DE TALUDES OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O escalonamento de taludes tem como objetivo evitar que as águas precipitadas sobre a plataforma e sobre os taludes.0 3. de modo a evitar o fenômeno da erosão em locais que possa comprometer a estabilidade do corpo estradal. uma velocidade acima dos limites de erosão dos materiais que os compõe. 8261).através do escoamento superficial. diminuir a velocidade da água continuamente ao longo de seu percurso. MT/DNIT/DPP/IPR . Para o projeto do dissipador contínuo tipo degraus .

que conduzirão as águas ao deságue seguro. b) Se houver sarjeta de aterro. a largura da plataforma. os procedimentos para os cálculos do primeiro escalonamento de aterro são semelhantes ao cálculo para os demais escalonamentos em aterro e em corte.Manual de Drenagem de Rodovias 206 As banquetas neste caso são providas de dispositivos de captação das águas.11. Figura 83 . deve-se observar dois casos: a) Se a rodovia não é provida de sarjeta de aterro. há a necessidade de considerar nos cálculos a contribuição da plataforma.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Para o dimensionamento da altura máxima entre banquetas. Cálculo do primeiro escalonamento de aterro Para o primeiro escalonamento. 3. o coeficiente de rugosidade de Strickler.11. a declividade transversal e longitudinal da plataforma e a velocidade admissível de erosão do talude. para o primeiro escalonamento de aterro. 3. Para efeito do desenvolvimento dos cálculos podem-se considerar as Figs. sarjetas de banqueta. o parâmetro definidor da declividade do talude.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os elementos de projeto necessários ao cálculo do escalonamento são: a intensidade de precipitação. 83 e 84 . de modo que a velocidade de escoamento seja inferior à de erosão do talude.Bacia de contribuição da plataforma MT/DNIT/DPP/IPR . contribuem as águas que se precipitam sobre a plataforma e sobre o talude de aterro. O dimensionamento consiste em calcular a altura máxima entre a borda do acostamento e a primeira banqueta. os coeficientes de escoamento do talude e da plataforma. de acordo com a tabela 26 do Apêndice B.

mm/min. m2. b = projeção horizontal do talude. H = altura máxima do primeiro escalonamento. a = parâmetro definidor da declividade do talude.Parâmetros no escalonamento do talude 207 Onde: L = largura da plataforma que contribui para o escoamento no talude. I = declividade da reta de maior aclive. qp= descarga do talude no ponto B. i = intensidade de precipitação. A = área de contribuição. MT/DNIT/DPP/IPR . m/m (média pista + acostamento) . Q = descarga total no ponto B. m/m. K = coeficiente de rugosidade de Strickler. β = declividade transversal da plataforma. m3/s. igual ao inverso do coeficiente de Manning. C1 = coeficiente de escoamento da plataforma. q = descarga da plataforma no ponto P. m3/s. α = declividade longitudinal da rodovia. m3/s. C2 = coeficiente de escoamento do talude.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 84 .

83 . ou A = H x a.Manual de Drenagem de Rodovias 208 D = projeção horizontal da reta de maior aclive.15) A= β L × I ou. 84 ) Pelo método racional C ×i× A qB = 2 6 × 104 onde. MT/DNIT/DPP/IPR . Fig. Tendo em vista as equações apresentadas no item 3. Q . onde: C × i × H× a qB = 2 6 × 104 – Cálculo da descarga total em B. (Fig. por semelhança de triângulos. tem-se: H/1 = b/a e considerando a faixa unitária de contribuição. V = K × R2/3 × i1/2 o Pela equação da continuidade. 84 . 84 ).16) β × 6 × 104 – Cálculo da descarga em B devido a contribuição do talude.3 : tem-se: D= β L × I (equação 3.15) – Cálculo da descarga em P (qp) Aplicando o método racional. A = b x 1. (Fiq. a velocidade em B.4. C ×i× A qp = 1 6 × 104 Como A = D x 1. ou de acordo com a equação (3. QB = qp + qB (equação 3. pela fórmula de Strickler. qB. qp = β × 6 × 104 C1 × i × L × I ou de acordo com a equação I = α 2 + β 2 C ×i×L α 2 × β 2 qp = 1 (equação 3. Pela Fig.17) Por outro lado.

18) K 3/2 – Cálculo da altura do 1° escalonamento em aterro. de modo que a velocidade da água precipitada chegue a seu pé com valor abaixo do limite de erosão. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 209 QB = A x V. Fazendo as substituições na equação (3. de acordo com a tabela 31 do Apêndice B.5 C ×L × α 2 + β 2 Va × 6 × 104 − 1 C2 × a × β C2 × i × a0. V = Va .25 × K1. Cálculo dos demais escalonamentos em aterro e corte. Para a determinação da altura máxima de aterro ou corte. pois a espessura do fluxo é pequena em relação a largura. 85 64. pode-se considerar a Fig. (parâmetro definidor da declividade do talude).5 onde. têm-se: ⎛Q ⎞ V = K×⎜ B ⎟ ⎜ V ⎟ ⎠ ⎝ 2/3 ⎛ 1⎞ ×⎜ ⎟ ⎜a⎟ ⎝ ⎠ 1/2 QB = V 5/2 × a3/4 (equação 3. sem necessidade de escalonamento. onde A = 1 x R. igual portanto ao raio hidráulico.velocidade admissível de erosão do material do talude. io = 1/a.17) 2 2 C × i × H× a V 5/2 × a3/4 C1 × i × L × α + β = + 2 β × 6 ×104 6 × 104 K 3/2 Explicitando o valor de H: H= 2.

19) A velocidade em C. por metro de largura.Escalonamento de aterro: altura máxima 210 H 1 a ac C – Cálculo da descarga em C (qC) Aplicando o método racional.20) K3/2 Igualando as equações (3. qc = V5/2 × a3/4 (equação 3. será: qc = C2 × i × A 6 × 104 Como: A = H× a × L qc = C2 × i× H × a 6 × 10 4 (equação 3. V = K × R 2/3 × i1/2 o Considerando que qc = A × V . C2 × i × H× a 6 ×104 = V5/2 × a3/4 K3/2 MT/DNIT/DPP/IPR . a vazão qC. pela fórmula de Strickler. R = A e io = 1 a Tem-se: q 2/3 11/2 V =K× c × v a ou seja.20).19) e (3.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 85 .

Figura 86 . resulta: H= 2. que será máximo quando a velocidade V for a admissível (Va). coloquem em risco a estabilidade dos aterros. Afastar as águas que ao serpentear em torno da diretriz da estrada.1 CORTA-RIOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS Os corta-rios são canais de desvio abertos com a finalidade de: (Fig. obrigando a construção de sucessivas obras de transposição de talvegues. Melhorar a diretriz da rodovia.12 3. 3. sem a parcela correspondente à vazão proveniente da plataforma da rodovia.Manual de Drenagem de Rodovias 211 e explicitando o valor de H. – – – Evitar que um curso d'água existente interfira com a diretriz da rodovia.Corta-Rio curso d´água natural IA R ODOV corta . isto é.25 × K1. 86 ).rio MT/DNIT/DPP/IPR .5 Va × 6 × 104 C2 × i × a0.5 Esta fórmula nada mais é do que a fórmula do item anterior sem o subtraendo do 2º membro.12.

12. quando for o caso. constando do perfil longitudinal altimétrica do projeto da rodovia. com a mesma referência seções transversais típicas com indicação dos taludes laterais de acordo com a natureza do solo e detalhando. o revestimento adotado. 3. em m. projeto horizontal. e a construção das obras necessárias para substituí-lo. em m/m.3 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico dos corta-rios pode ser feito pela fórmula de Manning associada à equação da continuidade: Fórmula de Manning 1 V = × R2/3 × I1/2 n onde: V = Velocidade de escoamento. em m/s. I = Declividade do canal. A = Área molhada. R = Raio hidráulico.Manual de Drenagem de Rodovias 3. No projeto do corta-rio deverá sempre haver um comparativo econômico entre a construção deste. em m3/s. em m/s. projeto vertical. n = Coeficiente de rugosidade (adimensional) Equação da continuidade Q=A×V onde: Q = Vazão admissível. V = Velocidade de escoamento.2 ELEMENTOS DE PROJETO 212 O projeto de corta-rio deverá constar de: – – – – – levantamento topográfico da área.12. em m2. constando de plantas amarradas ao projeto da rodovia e em escala conveniente. memória de cálculo. MT/DNIT/DPP/IPR .

00: Movimento subcrítico MT/DNIT/DPP/IPR . determinando-se a altura no dimensionamento. F = 1.00: Movimento crítico. g = Aceleração da gravidade. Pode-se verificar o regime do fluxo no canal através do número de Froude: F= V gD – – – – – – – Onde: V = Velocidade média do fluxo. Aplicando-se a fórmula de Manning e a equação da continuidade determina-se a velocidade e a vazão admissível no canal. Através de tentativas atribuem-se valores para a altura (h). e conseqüentemente o coeficiente de rugosidade n (tabelas 27 e 28 do Apêndice B) . Fixa-se o tipo de seção a ser adotada e uma de suas dimensões.00: Movimento supercrítico. calculando-se os respectivos elementos hidráulicos da seção. em m/s. Fixa-se a velocidade máxima admissível. A comparação entre a descarga afluente e a vazão admissível orientará a necessidade ou não do aumento da altura (h). F < 1.Manual de Drenagem de Rodovias 213 A sequência de cálculo para o dimensionamento do corta-rio é: – Determina-se a descarga de projeto do curso d'água afluente para um tempo de recorrência compatível com o custo econômico da obra através de um método de cálcuIo apropriado. em m2. Determina-se pelo projeto vertical a declividade do corta-rio. T = Largura da superfície livre do canal em m. D= T A Sendo: A = Área da seção transversal do canal.tendo em vista o tipo de revestimento escolhido. em m/s2. A comparação entre a velocidade de escoamento e a velocidade admissível orientará a necessidade ou não de alterar o revestimento previsto. geralmente a largura. Se: F > 1.

pois a consideração do empuxo pleno leva a projetos mais robustos. devido a dificuldades executivas ou falta de materiais drenantes. Para muros de arrimo com menos de 2.Manual de Drenagem de Rodovias 214 – f = 0. pode ser mais econômico omitir-se a drenagem e projetar-se o muro considerando o empuxo hidrostático adicional. O efeito da água em contato com a estrutura é apreciável. pela fórmula: Sendo: d = Altura do canal. com maior consumo de materiais. distância vertical do topo do canal à superfície da água na condição de projeto. Por sua vez. 3. MT/DNIT/DPP/IPR . as condições geométricas e de estabilidade durante a construção determinam o tipo e posicionamento da drenagem. O posicionamento dos elementos drenantes é crucial para o desempenho e o cálculo dos esforços atuantes na obra. 3. ou antieconômica.2d Determina-se a borda livre do canal. a ausência de drenagem passa a ser perigosa caso o efeito da água não seja considerado. causa comum de colapso de obras de arrimo em áreas urbanas. em grau elevado.13.1 DRENAGEM DE ALÍVIO DE MUROS DE ARRIMO OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS A drenagem interna de estruturas de arrimo tem por objetivo aliviar as pressões hidrostáticas e hidrodinâmicas do lençol d'água porventura existente no maciço a ser arrimado.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento hidráulico do sistema de drenagem está intimamente associado ao projeto do muro. nas proximidades da obra. O sistema de drenagem serve ainda para captar possíveis infiltrações devidas a rupturas em canalizações de serviços públicos.13. Para alturas maiores que 2. O nível d'água no maciço e a vazão d'água a ser percolada através do sistema de drenagem são elementos vitais para o projeto da drenagem. a drenagem é geralmente feita ao longo da face vertical do muro. Em alguns casos.00m. pois os esforços transmitidos à obra dependem. em cm. do posicionamento e características dos elementos drenantes. de modo a diminuir o empuxo total sobre ela .13 3.00m de altura. chegando a dobrar o empuxo calculado para o solo sem água .

terminando em colapso de estradas ou do terreno a montante. calculadas com auxílio de uma rede de fluxo. deverão ser consideradas no cálculo de estabilidade. 87a e 87c pode-se ignorar as pressões da água no contato com a parede e no plano de ruptura. detalhados no Boletim 04 da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental . Para o cálculo da vazão que o sistema de drenagem deverá comportar. MT/DNIT/DPP/IPR . é essencial que se conheça a permeabilidade do maciço a drenar. a permeabilidade do material de drenagem deve ser pelo menos 100 (cem) vezes maior que a permeabilidade do solo a ser drenado. sem obedecer a critérios de filtro ou sem capacidade para escoar a vazão real do solo. Onde as condições geométricas e de estabilidade durante a construção não o permitam. 87b e 87d. Deve-se dar preferência ao uso de materiais granulares de comprovada permeabilidade e com granulometria adequada. outras disposições no sistema de drenagem poderão ser adotadas.Manual de Drenagem de Rodovias 215 Com drenagem inclinada. como indicado nas Figs. A espessura mínima do dreno pode ser calculada. Como regra geral. a execução de drenagem inadequada. O sistema de drenagem deve obedecer às regras usuais de materiais filtrantes. de modo a não haver carregamento de finos do interior da massa de solo. geralmente maior que a obtida por cálculo. A falta de drenagem. A não obediência àobservância dessa regra é fator de muitos insucessos. é causa de muitos insucessos em obras de arrimo. Sérias erosões internas. as pressões devidas à água.Como material drenante também podem ser utilizados tubos dreno plásticos. por razões práticas de ordem construtiva. Essa permeabilidade pode ser obtida por meio de ensaios de infiltração "in-situ". mas na maioria das vezes. são freqüentes. Nestes casos. especialmente no caso de cortinas ancoradas em solos com predominância siltosa. ou.ABGE (1996). imporão a espessura mínima a ser executada. como mostrado nas Figs.

Esquemas de drenos em muros de arrimo 216 porosos MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 87 .

e no proposto no Anexo deste Manual. 3. misturas de solo. O dimensionamento do geotêxtil tem que ser criterioso. lavados e peneirados e pedras britadas. apresentando métodos executivos e fornecendo os elementos necessários a uma boa execução dos serviços. de forma a tentar atingir o melhor desempenho. de acordo com o métodos constantes na literatura. devendo ser o seu uso objeto de uma análise técnico-econômica em função de suas facilidades de instalação e características de desempenho em confronto com eventuais dificuldades de instalação e não disponibilidade dos materiais granulares filtrantes. areias grossas. O envelope deve seguir os critérios de proteção contra a erosão do solo e deve ser escolhido em função do tipo de solo ou aterro através das curvas granulométricas.Manual de Drenagem de Rodovias 217 Um projeto de obra de contenção deve necessariamente enfatizar os detalhes de drenagem.14 ELEMENTOS GEOMÉTRICOS PARA SEÇÕES CIRCULARES DE CANAIS do = diâmetro y = profundidade do fluxo A = área molhada P = perímetro molhado R = raio hidráulico T = largura do topo D = profundidade hidráulica A = A D = fator de seção para cálculo do fluxo crítico MT/DNIT/DPP/IPR . Materiais comumente utilizados são as mantas geotêxteis. Para cálculo do diâmetro do tubo. nas recomendações dos fabricantes. revestidos por envelope apropriado. deve-se levar em conta a contribuição que o dreno recebe por metro linear. a declividade do tubo. A substituição de camadas de materiais granulares filtrantes por materiais sintéticos (geotêxteis) é possível. o comprimento do muro e a capacidade de vazão do dreno atestada pelo fabricante. seixos rolados. pedriscos. entre outros. As camadas drenantes podem ser substituídas por tubos-dreno de plástico perfurados.

9998 0.1042 0.0646 0.2642 0.0964 0.0955 0.1566 0.0751 0.0027 0.46 0.0549 0.2459 0.0037 0.2061 0.0600 0.16 0.25 0.4028 0.1312 0.4510 0.1373 1.1891 0.0173 0.2908 0.1850 0.2004 0.3482 0.0000 0.2404 0.20 0.0196 0.3627 0.3538 0.0247 0.2167 0.0406 0.1711 0.2220 0.9539 0.1039 0.8500 0.2739 0.2020 0.1118 0.2275 0.5308 1.2838 0.31 0.8980 0.3694 1.1696 0.2181 0.0095 0.2870 1.07 0.0497 0.3032 0.0776 0.1152 0.1662 0.0270 0.4907 1.0813 0.0961 0.0129 0.9075 0.0981 0.2331 0.0474 0.0536 0.51 0.2994 0.1100 0.1364 0.3229 0.2011 0.5735 0.13 0.0294 0.19 0.2500 0.8146 0.1416 0.37 0.2486 0.0040 0.6000 0.0179 0.1535 0.08 0.8417 0.0460 0.7684 0.1199 0.7846 0.0113 0.0013 0.8230 0.1472 0.9982 0.3527 0.27 0.1206 0.0242 0.5103 0.0909 0.0066 0.2546 0.0736 0.1982 0.2260 0.0003 1.0811 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais 2 y do 0.7075 0.1398 0.1466 0.9998 1.0087 0.45 0.38 0.1810 1.1774 0.3428 0.1761 0.0220 0.1453 0.5426 0.0885 0.8763 0.02 0.0862 0.2162 0.8660 0.1603 0.0004 0.0238 0.9764 1.9020 0.1935 0.2003 0.3078 1.3172 0.1365 0.9600 0.1516 0.21 0.0754 0.3828 0.9928 0.0359 0.03 0.3730 0.0065 0.3284 1.2652 0.5708 1.0217 0.0239 1.1281 0.39 0.29 0.9837 0.2142 0.0005 0.1172 0.1452 0.7141 0.0427 0.4750 0.2736 0.2098 0.2366 0.0470 0.10 0.9273 0.1401 0.1020 0.0697 0.1682 0.0928 1.9521 0.3898 1.2467 0.0192 0.2568 0.2451 1.6108 R do 0.1546 0.0268 0.06 0.8542 0.6435 0.1044 0.1927 0.1610 0.0009 0.3490 1.0301 0.1348 0.0010 0.2366 0.2650 AR 3 do 3 0.9330 0.4101 1.0695 0.9165 0.3262 0.3919 0.0682 0.1709 0.0701 1.9992 0.0464 0.0333 0.3352 0.1107 0.4027 0.0069 0.0871 0.5908 1.15 0.1310 0.05 0.4027 0.14 0.0739 0.9755 0.0132 0.1664 8 0.0986 0.0668 0.5724 0.0929 0.0409 0.0597 0.2434 0.0022 0.0262 0.0571 0.1505 0.2553 0.2561 T do 0.1978 0.0921 0.0378 0.8000 0.2934 0.0105 0.1252 0.7670 0.0451 0.1147 0.0339 0.6258 0.0152 0.50 0.1890 0.3928 0.0039 0.0031 0.0000 0.0472 1.17 0.4505 1.2836 0.0147 0.0805 0.04 0.2239 1.3082 0.3727 0.8285 0.9968 0.2074 0.1848 0.1241 0.0574 0.1245 0.1106 0.1381 0.7954 0.6761 0.0001 0.0690 0.48 0.1593 1.0534 0.0002 0.0418 0.0066 0.24 0.1259 0.01 0.1178 0.2450 0.32 0.0542 0.0202 0.0153 0.4359 0.1528 0.0610 0.3328 0.41 0.2242 0.0612 0.0336 0.1324 0.0069 0.0017 0.5355 0.42 0.0864 0.1097 0.34 0.30 0.8879 0.1623 0.52 A d 2 o P do 0.49 0.36 0.1926 0.0820 0.0394 0.3634 0.6094 0.2661 1.18 0.09 0.0822 0.3827 0.1449 0.1050 0.4127 MT/DNIT/DPP/IPR .0079 0.0350 0.4949 0.3927 0.3132 0.5108 1.2294 0.1801 0.9656 0.4130 Z do 2 .2822 0.1614 0.9474 0.9250 0.6499 0.0650 0.0053 0.8773 0.0015 0.0752 0.2800 0.47 0.0635 0.35 0.0052 0.9871 0.6726 0.9798 0.2102 0.0326 0.11 0.2257 0.6940 0.4303 1.1298 0.3446 0.43 0.1622 0.1034 0.9992 D do 0.1558 0.0304 0.22 0.0892 0.9404 0.26 0.28 0.23 0.0131 0.44 0.9708 0.1196 0.0134 0.4706 1.2242 0.2186 0.2531 0.1990 0.1800 0.0503 0.0107 0.Manual de Drenagem de Rodovias 218 Tabela 38 .9950 0.1755 0.0369 0.0273 0.3412 0.2084 0.9902 0.7332 0.0197 0.40 0.1844 0.7513 0.2400 0.12 0.2025 1.1152 1.5508 1.0513 0. 5 0.33 0.2355 0.7377 0.

7754 0.3038 0.8773 0.7307 0.3082 0.3710 0.4918 1.8420 0.5530 0.61 0.7098 0.5681 2.6318 0.0784 1.9770 2.9823 2.5780 0.2922 0.2984 0.9412 3.9276 0.5850 0.4341 2.2776 0.3350 0.3373 0.6742 0.3045 0.68 0.7682 1.6489 0.5248 0.6258 0.2973 0.1176 2.6893 0.1715 0.3340 0.7104 0.2794 0.2408 1.2996 0.9391 1.2199 0.3212 0.3412 0.4309 0.1990 0.7504 0.7513 0.0242 1.5022 0.0944 2.00 219 A d 2 o P do 1.7315 1.3286 0.89 0.63 0.3186 2.95 0.4426 0.1412 2.3026 0.7684 0.83 0.3322 0.2995 0.3182 0.7518 1.8660 0.6572 0.4750 0.79 0.6573 0.7560 0.7749 0.3248 0.6524 0.4526 0.6710 1.5554 ∞ AR 3 do 3 0.4902 0.2963 0.5687 0.7934 2.5212 0.99 1.2620 0.5322 2.5594 0.2980 0.9950 0.6906 2.5804 0.3919 0.2407 0.3040 0.7389 2.6408 0.1772 0.6736 0.87 0.0000 D do 0.2944 0.2653 0.8016 0.2358 0.2653 2.7916 3.80 0.3291 0.7707 0.84 0.6969 0.4981 2.78 0.8586 0.2839 0.0264 2.5144 0.4359 0.8132 1.8965 1.66 0.4327 0.2950 0.3264 0.7528 0.5499 0.2665 0.4066 0.3462 2.6815 0.7841 0.3349 0.5540 0.4920 0.4831 0.9330 0.98 0.7113 1.71 0.3051 0.8285 0.6499 0.6940 0.3560 0.55 0.5695 0.5666 0.4566 0.4234 0.3017 0.7186 0.9600 0.5724 0.3263 0.2860 0.1933 0.8917 0.1416 R do 0.1264 1.2041 0.6130 1.6911 1.3151 0.2753 0.2864 0.7445 0.1987 0.3307 0.1800 1.3037 0.88 0.7380 0.3117 8 2 0.7296 0.9928 0.7816 0.9871 0.7141 0.9075 0.2881 0.8285 0.3324 0.54 0.2800 0.8546 1.9902 0.9708 0.2252 0.7934 0.4723 0.4964 0.91 0. 5 0.6054 0.2500 0.0888 1.5018 0.9539 0.6467 2.3830 0.4670 0.1652 2.6707 0.2500 T do 0.2787 0.9606 0.8338 1.67 0.3008 0.69 0.56 0.7612 0.2962 0.0714 2.6096 0.81 0.5392 0.3345 0.4625 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 38 .2143 2.2676 0.9165 0.3006 0.9400 ∞ Z do 2 .0488 2.9982 0.2460 0.9964 1.8170 0.1895 2.8970 0.3118 0.7710 0.2751 0.3041 0.2146 0.7320 0.1825 0.2820 2.97 0.64 0.2649 0.7115 0.6347 0.2830 0.3336 0.2728 0.6011 0.4227 0.3158 0.5426 0.9606 1.2930 0.2899 0.3033 0.3240 0.8879 0.76 0.2395 2.2302 0.72 0.7043 0.6404 0.86 0.4558 0.2896 0.8542 0.62 0.9250 0.4340 0.5948 0.2818 0.9474 0.4448 0.3932 1.7846 0.9404 0.3044 0.2702 0.8000 0.8980 0.6509 1.6177 0.0354 1.4694 0.7498 0.96 0.93 0.2608 0.6061 2.2797 0.6918 0.9292 0.8578 2.7785 0.3042 0.5404 0.1752 1.58 0.2510 0.5103 0.5872 0.3050 1.4655 2.3746 2.9755 0.6250 0.77 0.8146 0.7926 1.75 0.7332 0.60 0.3484 0.2840 0.9968 0.90 0.9798 0.3032 0.4822 0.85 0.9177 1.2848 0.59 0.5964 0.7662 0.3353 0.0042 2.4038 2.2916 2.82 0.7854 MT/DNIT/DPP/IPR .2917 0.3008 0.2735 0.6000 0.2935 0.6726 0.5115 0.3025 0.73 0.8755 1.'3043 0.8417 0.74 0.65 0.3017 0.8686 0.53 0.92 0.2880 0.9656 0.6655 0.6143 0.5270 0.2949 0.3945 0.5100 0.9837 0.2969 0.1878 0.2092 0.57 0.6308 1.9725 1.4786 0.5308 0.2703 0.70 0.4437 0.5398 0.4188 0.7254 0.94 0.7722 1.2748 0.6897 0.2591 0.Parâmetros geométricos para seções circulares de canais (Continuação) y do 0.3110 1.6231 0.

5 1.5 a 5.0 0.0 a 7.0 a 2.80 – 0.40 – 0.0005 a 0.65 0.10 – 0.0 a 2.15 – 0.005 a 0.30 Tabela 40 .40 0.Manual de Drenagem de Rodovias 220 Tabela 39 .70 0.50 – 0.0005 100 80 45 25 15 5 1 x 10-1 1 x 10-3 1 x 10-5 1 x 10-8 MT/DNIT/DPP/IPR .70 – 0.Coeficientes de condutividade hidráulica (k) Tipo de material granulometria (cm) K (cm/s) Brita 5 Brita 4 Brita 3 Brita 2 Brita 1 Brita 0 Areia Grossa Areia Fina Silte Argila 7.90 0.60 0.5 2.0 0.0 5.40 – 0.30 0.5 a 1.40 0.10 – 0.95 0.5 0.0 2.25 0.Coeficientes de escoamento superficial Características da superfície Coeficiente de escoamento Revestimento de concreto de cimento portland Revestimento betuminoso Revestimento primário Solos sem revestimento com baixa permeabilidade Solos sem revestimento com permeabilidade moderada Taludes gramados Prados e campinas Áreas florestais Terrenos cultivados em zonas altas Terrenos cultivados em vales 0.2 a 0.10 – 0.10 – 0.5 a 10.005 menor que 0.04 0.

Manual de Drenagem de Rodovias 221 4 – DRENAGEM DO PAVIMENTO MT/DNIT/DPP/IPR .

.

Essas águas. Drenos rasos longitudinais .1 OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo dessa técnica é defender o pavimento das águas que possam danificá-lo.500 milímetros e nas estradas com um TMD de 500 veículos comerciais. à medida que se consiga melhorar as condições de vedação da superfície dos pavimentos. quando atingida sua capacidade de vazão. De um modo geral. não obstante sejam recomendados. Essas águas. usualmente. que atravessam os revestimentos numa taxa variando de 33 a 50 % nos pavimentos com revestimentos asfálticos e de 50 a 67 % nos pavimentos de concreto cimento. no caso de índices pluviométricos inferiores aos citados. indicada sua localização nos pontos MT/DNIT/DPP/IPR . sendo usualmente utilizados nas situações em que o material da base dos acostamentos apresenta baixa permeabilidade. nas regiões onde anualmente se verifica uma altura pluviométrica maior do que 1.são os drenos posicionados transversalmente à pista de rolamento em toda a largura da plataforma. Drenos transversais . seja ele asfáltico ou de concreto de cimento.Manual de Drenagem de Rodovias 4 DRENAGEM DO PAVIMENTO 223 O avanço da técnica da drenagem dos pavimentos tem sido grande nas últimas décadas e os técnicos vem reconhecendo cada vez mais a sua importância. os drenos transversais e os drenos laterais de base. com a finalidade de drenar as águas infiltradas para fora da pista de rolamento. no Brasil. são de duas procedências: infiltrações diretas das precipitações pluviométricas e provenientes de lençóis d'água subterrâneos. 4.são drenos que recebem as águas drenadas pela camada drenante. essa drenagem se faz necessária.é uma camada de material granular. Os dispositivos usados são a base drenante e os drenos rasos longitudinais. encaminhando-as para fora da plataforma. Drenos laterais de base . de um modo geral. sendo. conduzindo-as para fora da faixa estradal. podem causar sérios danos à estrutura do pavimento. inclusive base e sub-base. segundo pesquisa realizada. com granulometria apropriada colocada logo abaixo do revestimento. Camada drenante .são drenos que tem a função de recolher as águas que se infiltram na camada de base. aliviadas pelos drenos laterais e transversais que recebem as águas por ele transportadas. obtendo-se coeficientes de infiltrações inferiores. se não forem adotadas dispositivo especial para drená-las. Essas infiltrações podem ocorrer para a situação de chuvas de duração de 1 (uma) hora e tempo de recorrência de 1 (um) ano.

caso existentes. provenientes das precipitações pluviométricas. em relação aos demais elementos do pavimento.Camada drenante conectada a dreno profundo MT/DNIT/DPP/IPR . 88 e 89 mostram a posição em que são colocadas. ou em outros locais onde se necessitar drenar as bases permeáveis. sendo que a segunda é utilizada nos casos em que é possível conectar com os drenos profundos. tendo em vista que as águas oriundas dos lençóis subterrâneos são abordadas no capítulo 5 deste Manual.2 CAMADA DRENANTE As bases drenantes. localizam-se entre o revestimento e a base e se estendem até os drenos rasos longitudinais ou as bordas livres. 4. Será tratada neste capítulo a drenagem dos pavimentos devido às águas que.Camada drenante Figura 89 . Figura 88 .Manual de Drenagem de Rodovias 224 baixos das curvas côncavas. As Figs. como já foi dito. se infiltram no pavimento.

Curvas para agregados de graduação MT/DNIT/DPP/IPR .1 ELEMENTOS DO PROJETO 225 Dimensões Suas espessuras variam de acordo com as condições pluviométricas das regiões onde se situam e são fixadas pelas necessidades hidráulicas de drenagem das rodovias. A experiência tem recomendado algumas curvas para agregados de graduação que estão reproduzidas na Fig.2. os materiais usados nas bases drenantes são agregados de rocha sadia.Manual de Drenagem de Rodovias 4.etc. 3 8" à 1 8" . britados ou não.. de graduação aberta. As faixas usadas. 90. Materiais usados De um modo geral. exigem um afastamento relativamente pequeno entre os tamanhos máximos e mínimos. Nesse desenho verifica-se Figura 90 . por exemplo: 11/4" à 3 4" . de modo a manter a permeabilidade elevada.

tanto para a granulometria como para a condutividade hidráulica. por motivos estruturais. A presença de materiais finos nos agregados reduzem sobremodo sua condutividade hidráulica. Entre as camadas drenantes (bases e sub-bases) e entre as camadas drenantes e o subleito deve-se ter o cuidado. que envolvam contatos com seu material de enchimento e materiais de granulometrias diferentes. para proteger a base drenante da intrusão de materiais finos que possam obstruir os poros da camada drenante. com amostras tiradas da própria camada drenante. valores amplamente satisfatórios. em certos casos. Entre os drenos rasos longitudinais. A condutividade hidráulica dessas faixas é avaliada pelos respectivos coeficientes de condutividade hidráulica que variam de k = 42cm/s para a faixa dos agregados de maior tamanho a k = 2. 8 8 e nº 4 e nº 8. quando compactadas nos limites necessários às exigências estruturais.Manual de Drenagem de Rodovias que as cinco granulometrias recomendadas se situam entre os diâmetros de: 1 1 " 1 2 1 " 2 226 e 1”. Nos casos de subleitos argilosos. conseqüentemente. de vez que a compactação pode fazer variar o tamanho dos agregados e. Para os elementos filtros-separadores pode-se utilizar materiais granulares adequados ou materiais sintéticos (geotêxteis). mesmo reduzidas.1cm/s para a faixa dos de menores dimensões. de intercalar materiais que se constituam em filtro-separador para evitar sua mistura e comprometimento da capacidade drenante (Figuras 91a e 91b ). pelo menos. 3" 4 e 3" 3" . comuns no Brasil. e nº 4. há sempre necessidade de uma base de valor estrutural sob a base drenante. influir na alteração das citadas características. intrusão de finos e comprometimento da capacidade drenante (Figura 91c e 91d ). Observa-se neste caso que se verifica apenas. se as granulometrias não forem adequadas. É recomendável. provenientes do subleito. Materiais contendo porcentagem de silte e argila. depois de compactada. uma sub-base. um pequeno decréscimo da condutividade hidráulica. poderão ter suas condutividades hidráulicas extremamente reduzidas. ex: solo do sub-leito. Recomenda-se que as características dos agregados usados sejam controladas durante os trabalhos de construção. MT/DNIT/DPP/IPR . deve-se ter o mesmo cuidado em se dispor de elementos filtros-separadores para evitar mistura. ou. misturar pequenas quantidades de asfalto na ordem de 2% aos agregados. drenos laterais de base e drenos transversais.

além dos cuidados normais para a sua escolha e dimensionamento como filtro-separador. A = área de escoamento. K = Coeficiente de condutividade hidráulica (m/s). baseia-se na Lei de Darcy. relativa ao escoamento dos líquidos nos meios porosos: Q = KAI onde: Q = vazão (m3/s).2. assim como todos os drenos não providos de condutos. 4.Manual de Drenagem de Rodovias 227 No caso dos geotêxteis. I = gradiente hidráulico (m/m). quando instalados entre camadas estruturais sujeitas a carga de tráfego deve-se balizar sua escolha na resistência mecânica do tecido. normal à direção do fluxo (m2).Filtro separador Revestimento Revestimento Base (drenante) Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito (a) (b) GEOTEXTIL Sub-leito Revestimento Revestimento Base (drenante) Sub-base (filtro) Sub-leito Dreno Base (drenante) Sub-leito GEOTEXTIL Dreno (d) (c) O dimensionamento da base drenante. MT/DNIT/DPP/IPR .2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Considerações iniciais Figura 91 .

referida no item anterior. Os valores que têm sido empregados são os seguintes: – taxas de infiltração para a camada de revestimento: revestimento de concreto betuminoso 0. Determinação do gradiente hidráulico Face aos valores a considerar. I. 92) e a intensidade i da chuva em centímetros por hora (cm/h). MT/DNIT/DPP/IPR . calcular a espessura da base drenante para a descarga considerada. Determinação da quantidade de água a escoar Adotando uma taxa de infiltração C.50 revestimento de concreto de cimento 0. – A camada deve ter uma espessura real com 2cm a mais que a calculada.1 ano tempo de duração .00 m a largura da faixa de penetração na distância D.0m de largura. considerando de 1. verifica-se que o dimensionamento da base drenante vai depender do gradiente hidráulico.Manual de Drenagem de Rodovias Deve-se considerar também: – – O volume d'água que se infiltra no revestimento do pavimento.50 a 0. 228 O tempo máximo que as águas infiltradas podem permanecer nas camadas do pavimento e suas interfaces sem danificar sua estrutura.1 hora Os problemas que aparecem no projeto das bases drenantes podem exigir dois tipos de soluções. pelo método racional: Q= C × i × D × 24 ⎛ 3 ⎜m /dia⎞ ⎟ ⎝ ⎠ 100 Sendo Q a quantidade d'água a escoar na faixa de 1. – fixado o tipo de material drenante pela sua granulometria e respectivo coeficiente de condutividade hidráulica. fixada a espessura da camada drenante.33 a 0. tem-se. (Fig. determinar um material com granulometria que garanta um coeficiente de condutividade capaz de permitir a vazão considerada.67 – chuva de projeto: tempo de recorrência .1 hora tempo máximo de permanência das águas nas camadas do pavimento . para maior segurança do escoamento necessário e um valor mínimo para permitir sua perfeita execução.

h = diferença de nível entre os pontos considerados. escolhem-se. D = projeção horizontal da reta de maior declive. Para se chegar ao valor do gradiente hidráulico I.Manual de Drenagem de Rodovias 229 Não sendo possível variar o dimensionamento da camada drenante a cada mudança do seu gradiente. X = projeção horizontal da reta de maior declive (sobre um plano vertical passando pelo dreno longitudinal). B e C = pontos localizados no nível do fluxo da camada drenante sobre o dreno longitudinal. as situações mais desfavoráveis como representativas. Os valores α e β são os das declividades do segmento representativo do trecho sob projeto.Elementos para o dimensionamento da camada drenante α = declividade longitudinal da rodovia no segmento considerado (rampa). Considera-se a Fig.0 m de largura e comprimento igual a D. 92 : Figura 92 . L = largura da faixa considerada sujeita à infiltração. Para efeito de cálculo são feitas as seguintes hipóteses: – – – A água infiltrada no pavimento percola por suas camadas segundo a reta de maior declive. do trecho. A = ponto localizado no nível inferior da camada drenante. cumpre observar-se no triângulo ABC: MT/DNIT/DPP/IPR . dos trechos de projetos. β = declividade transversal da rodovia no segmento considerado (superelevação). A área de infiltração unitária é constituída de uma faixa de 1.

C) = X α h⎛ A − C ⎞ = h (A −B ) + h⎛ B − C ⎞ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ ⎜ ⎝ ⎟ ⎠ donde. sendo "e" a espessura da camada drenante. para projeção P'. oferecendo a relação: X +L α β Por outro lado.Manual de Drenagem de Rodovias 230 D = L2 + X 2 Para a reta de maior declive X = L α β Na Fig. onde X = L α / β e que h(A − C) = Lβ + Xα = Lβ + L α 2 / β . valor procurado Nessa última expressão. h (A . considerando a equação anterior D = L2 x X 2 . do segmento de reta BC. o coeficiente angular da reta passando por esse ponto e A será dado por: f(x) = α X+Lβ X 2 + L2 O máximo da função f (x) = f (X) define a reta de maior declive. tem-se: MT/DNIT/DPP/IPR . 92 . tem-se: ( ) L 2 β + α2 β I= = L 2 2 β +α β ( ) β2 + α 2 Determinação da espessura “e” da camada drenante conhecida sua permeabilidade hidráulica. de um ponto qualquer P. afastando x do ponto B. A = e x l. I = h (A −C ) D .B ) = L β h(B . Pela fórmula de Darcy: Q = KAI como.

88 e 89. ou aconselhável. c) Forma e dimensões A forma do dreno longitudinal é a de um pentágono achatado ou de um retângulo. com a face superior localizada no prolongamento da face superior da base drenante. b) Localização Os drenos longitudinais são localizados abaixo da face superior da camada drenante e de modo que possam receber todas as suas águas.0cm.2. tem-se: K= Q IA Substituindo-se o valor de Q pela expressão dada em 4. Não é possível. interconectar a camada drenante com drenos longitudinais profundos que se façam necessários ao projeto. Deverão ser construídos quando: – – Não é técnica e economicamente aconselhável a extensão da camada drenante a toda largura da plataforma. tem-se: K= 24C x i x D 100ei 4.2.3. é receber as águas drenadas pela base drenante. como foi dito anteriormente.2 e de A por e x 1. para compensar deficiência das hipóteses feitas.1 DRENOS RASOS LONGITUDINAIS ELEMENTOS DO PROJETO a) Utilização A função dos drenos rasos longitudinais. Pela fórmula de Darcy.Manual de Drenagem de Rodovias 231 e= Q KI Substituindo-se o valor de Q pelo valor dado em 3. MT/DNIT/DPP/IPR .3 4. segue: e= 24C x i x D 100KI A este valor teórico de "e" deve-se acrescentar 2. Determinação da permeabilidade hidráulica da camada drenante de espessura pré-fixada. como se observa nas Figs.3. como no item anterior.2. conduzindo-as longitudinalmente até o local de deságue.

conforme pode ser visto na seção transversal (Fig. 88 e devem ser tais que impeçam o contato do tubo com os materiais de base e sub-base. são o resultado da divisão da capacidade de vazão do dreno pela descarga unitária da base drenante.60 m. passando por (L). Eventualmente. comprimento crítico e inclinação do tubo dará ao projetista a condição mais adequada e econômica para o projeto. Quando forem aproveitados os drenos longitudinais profundos. 89). 93 são a seguir discriminados: a) fixar a priori um diâmetro. a fórmula de Darcy para escoamento de água em meios porosos.3. Estas distâncias ou comprimentos críticos. considerando que a largura normal de uma faixa de tráfego é de 3. b) traçar uma linha ligando a inclinação do tubo (I) à linha auxiliar (1) passando pela linha do diâmetro prefixado como primeira tentativa. 93 apresentada a seguir. d) Materiais usados Os materiais usados terão. no mínimo. o dimensionamento pode ser feito através da Fig. aproximadamente. Tratando-se de drenos com tubos. assunto abordado no capítulo de drenagem subterrânea. por sua vez. Os procedimentos para utilização do nomograma da Fig. à linha auxiliar (2). estes devem ter também sua face superior no nível da face superior da base drenante.50 para revestimento de concreto betuminoso e 0. emprega-se para o dimensionamento da seção de vazão desejada. 4. largura do pavimento. a mesma condutividade hidráulica da camada drenante. as proporções da Fig.50 a 0.33 a 0.Determinação da seção de vazão Os drenos rasos longitudinais devem ser preferencialmente dotados de tubos. c) traçar uma linha ligando o índice de infiltração (i) em mm/h. onde a combinação do diâmetro. MT/DNIT/DPP/IPR . utilizando a escala para tubos de paredes lisas ou tubo corrugado.67 para revestimento de concreto de cimento). Os comprimentos dos drenos longitudinais estão correlacionados com as distâncias que devem guardar entre si as saídas d'água laterais do deságue de alívio dos referidos drenos.Manual de Drenagem de Rodovias 232 As dimensões dos lados do pentágono devem guardar.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO . obtido multiplicando a intensidade de precipitação de projeto pela taxa de infiltração considerada 0. quando forem cegos. como primeira tentativa.

0 metro da base drenante. e) ler a distância entre as saídas d'água (x). pela fórmula de Hazen-Williams Scobey.85A MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 93 . Cd = coeficiente de vazão (número de Reynolds geralmente igual a 0. O dimensionamento pode ser feito também. A = a área de cada orifício.61).Nomograma para determinação da seção de vazão 233 d) ligar o ponto sobre a linha auxiliar (1) ao ponto sobre a linha auxiliar (2). isto é: onde: h = a carga sobre cada orifício suposta em média de 0. N = número de furos por metro linear de dreno. N= Q 0. Cálculo do número mínimo de furos do dreno longitudinal A descarga a ser drenada por metro linear de dreno longitudinal será a correspondente à descarga de 1. f) repetir a operação para outro diâmetro se a primeira tentativa não resultar em solução técnica economicamente adequada para o projeto específico.10 m. conforme abordado no capítulo de drenagem subterrânea. daí.

4. As velocidades deverão ser calculadas pela fórmula: V= sendo: V = velocidade de percolação.2 foram discriminadas todas as condições necessárias de projeto abordadas até aqui e o tempo máximo de permanência das águas na camada drenante é fixado em 1 hora.1 ELEMENTOS DE PROJETO Posicionamento Os drenos laterais de base posicionam-se no acostamento entre a borda da camada drenante e a borda livre. a de recolher a água drenada pela camada drenante porém explorando mais a sua capacidade de escoamento. As águas drenadas passam a correr junto à base dos acostamentos até esgotar a capacidade da camada drenante quando serão captadas pelos drenos laterais de base que as conduzirão a lugar de deságue seguro. No item 4. Materiais usados MT/DNIT/DPP/IPR . O cálculo desse tempo é feito por meio da divisão dos comprimentos dos percursos da água na camada drenante pelas respectivas velocidades em cada trecho. 4. KI ne 4. qual seja.2.4 DRENOS LATERAIS DE BASE Objetivo São drenos que tem a mesma função dos drenos rasos longitudinais. provocando o fluxo das águas segundo geralmente a reta de maior declive determinada pelas declividades longitudinal e transversal do acostamento.60 a 10mm conforme o diâmetro da brita que envolver o tubo. K = coeficiente de condutividade hidráulica. I = gradiente hidráulico. ηe = porosidade efetiva do material usado.Manual de Drenagem de Rodovias 234 Recomenda-se a abertura dos furos variando entre 0. . atravessando os acostamentos.Cálculo do tempo máximo de permanência das águas infiltradas na camada drenante.

principalmente em pavimentos existentes. quando houver restrições a essa seção. incluindo o percurso na referida camada.2 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO O dimensionamento dos drenos laterais é feito tendo em vista a seção transversal a adotar ou. até que seja atingida a capacidade máxima da camada drenante. Figura 94 . comumente representado pela linha de maior declive.Manual de Drenagem de Rodovias 235 Os materiais dos drenos laterais de base devem ser inertes e ter. 95 MT/DNIT/DPP/IPR . vão tender a se escoar longitudinalmente junto a eles. 94 ). onde será o local indicado no projeto. dentro de 1hora. que os materiais dos acostamentos tenham condutividade hidráulica menor que aqueles das camadas correspondentes do pavimento.4. com base nas declividades longitudinal e transversal do acostamento. por sua vez.Comportamento da água drenada nos pavimentos Cálculo da seção transversal necessária A seção de vazão do dreno deverá ter uma área que permita o escoamento da água drenada pela camada drenante. 4. os valores dos coeficientes de condutividade hidráulica dos materiais usados nas respectivas camadas drenantes. para um dreno lateral (Fig. quando as águas drenadas pela camada drenante se aproximarem dos acostamentos. Como já foi adotado anteriormente no cálculo da espessura da camada drenante. este. Desse modo. pelo menos. admitese que a inclinação do dreno seja igual ao seu gradiente hidráulico. É comum. a pesquisa de materiais que tenham coeficientes de condutividade hidráulica que permitam o uso da seção imposta pelas condições locais. O espaçamento máximo entre os drenos laterais deve ser obtido pela divisão da vazão de projeto do dreno lateral pela contribuição por metro linear da camada drenante. Considera-se a Fig.

de baixo para cima. as áreas: MT/DNIT/DPP/IPR . na camada do revestimento da rodovia. viu-se anteriormente.2. pertencente. por analogia com os cálculos anteriormente feitos para a camada drenante: Xa = α β a a L 2 D a = X a + L2a Ia = h(A − C) 2 Da ou seja. Ter-se-á.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 95 . 96 .2 e acrescentando: A’ = ponto localizado ao nível inferior da borda da camada drenante. Por outro lado. quando se tratou do dimensionamento da camada drenante que a descarga de água infiltrada na base segundo o Método Racional era por metro linear. incluindo seu prolongamento para deságue do dreno em área livre. Q = ci x D x 24 100 Essa descarga precisa ser drenada pelos drenos laterais porque qualquer excesso além da sua espessura irá provocar o aparecimento de pressões. o valor de Ia necessário ao emprego da fórmula de Darcy. Na Fig. ao dreno lateral. La = largura do acostamento.Elementos de cálculo do dreno lateral de base A α β L D Pista de Rolamento 236 X B αa La βa A` C Da Xa B´ C´ Acostamento Adotando-se os símbolos e letras descritos em 4. B´ e C´ = pontos localizados ao nível do fundo do dreno lateral na boca de jusante. também. que irá ser abordada mais adiante.

Manual de Drenagem de Rodovias 237 1. tem-se: βL ⎞ ⎛ A m = L⎜ h − ⎟ 2 ⎠ ⎝ Esta hipótese se verifica.representam a seção de vazão da água infiltrada.1”. 2.representam a base drenante ou base permeável. ⎛ h + h' ⎞ A m = L⎜ ⎟ ⎝ 2 ⎠ Como. Figura 96 . a seção passa a ser a da Fig. isto é.β L . MT/DNIT/DPP/IPR .A. sem pressão de baixo para cima. Se a largura da seção de vazão. β . h’=h. quando h > βL .1´. percolando longitudinalmente.2´ .Área de vazão máxima (l = L) 1 β 1” h´ 1´ N. com largura igual à da faixa de contribuição da infiltração (I = L). 2 Am h β 2´ ℓ=L Essa figura dá a área de vazão máxima. for menor do que a da camada drenante.2´ .declividade transversal da pista de rolamento. porém. 97 . 2. porém. I > L . 1’.

para obtenção do Qmáx para o cálculo do espaçamento dos drenos laterais. passa a ter o valor Am = h2 2β Determinada a área de vazão máxima.A. já será possível empregar-se a fórmula de Darcy. 1´ 2 β h ℓ<L 2´ Verifica-se. Qmáx = K Amáx α Qmáx = vazão máxima permissível na camada drenante ou base permeável obtida pelas condições anteriormente expostas (m/dia). K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada ou base drenante. porém. que a seção de escoamento da água fluindo longitudinalmente passa a ter forma triangular. A m . igual à declividade longitudinal da rodovia. definida pelos pontos 1´ 2. assim. considerando. (m/dia). MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 97 . normal ao fluxo.2´ e sua área passa a ser: Am = 1h 2 2β Sendo. 1= h 2β a área máxima. Amáx = área máxima permissível (m) α = gradiente hidráulico.Área de vazão máxima (l < L) L 238 1 β N. por aproximação.

Tempo máximo de permanência das águas no sistema O tempo máximo de permanência das águas no sistema de drenagem será o do percurso ABCD composto dos trechos AB. por outro lado. do que resulta determinar apenas a largura (b) do dispositivo: b= As h Onde h é a altura da base e consequentemente do dreno. e b a largura. BC. o espaçamento procurado. geralmente a declividade da reta de maior declive do acostamento (m/m). K = coeficiente de condutividade hidráulica do material a ser usado no dreno lateral de base (m/dia) . Q Cálculo da seção de vazão do dreno lateral de base Obtido o valor de Qm tem-se. Ia = declividade do dreno lateral de base. As = área do dreno lateral de base (m2). tem-se: Qmáx = εmáx Q que dá εmáx = Qmáx . pela Fórmula de Darcy: Qmáx = K A s Ia ou As = Qa KIa onde: Qmáx = vazão máxima que vai funcionar como descarga para o cálculo da área do dreno lateral de base (m3/dia). 95 . Comumente adota-se o dreno de base com a mesma altura da camada a ser drenada por ele. O tempo gasto no percurso será a divisão da extensão do trecho pelas respectivas velocidades de percurso: t AD = L AB L BC L CD + + V AB VBC V CD MT/DNIT/DPP/IPR . e. como Q é a vazão referente à contribuição das águas por metro linear da rodovia de acordo com o método racional.Manual de Drenagem de Rodovias 239 Conhecendo-se Qmáx. CD da Fig. entre drenos consecutivos.

Localização Os drenos transversais do pavimento são indicados nos seguintes locais: a) em pontos baixos das curvas verticais côncavas. MT/DNIT/DPP/IPR . pelo menos. no caso de pavimentos existentes ou camadas drenantes. K = coeficiente de condutividade hidráulica da camada drenante ou base permeável (m/s). isto é. ou com tubos-dreno ranhurados ou perfurados.2 DIMENSIONAMENTO Os drenos transversais do pavimento são projetados como drenos cegos. sem tubos. iguais aos agregados das bases drenantes.Manual de Drenagem de Rodovias 240 Por sua vez. não drenadas por outros dispositivos (caso das restaurações). O espaçamento entre drenos consecutivos deverá ser calculado tendo em vista sua vazão de projeto e a contribuição recebida resultante da infiltração verificada por metro quadrado. Os materiais usados nos drenos transversais. devem ter coeficientes de condutividade hidráulica maiores ou. 4. com tubos ou sem tubos. em cada trecho.5. 4.5 4.5. longitudinalmente. I = gradiente hidráulico (m/m) η e = porosidade efetiva do material usado. no caso de projetos novos. b) nos locais em que se deseje drenar águas acumuladas nas bases permeáveis.1 DRENOS TRANSVERSAIS ELEMENTOS DE PROJETO Utilização São drenos destinados a drenar as águas que atravessam as camadas do pavimento. ou suas interfaces. as velocidades de percolação serão. calculadas pela fórmula: V = ηe KI sendo: V = velocidade de percolação (m/s).

Esse tipo de dreno assume importante desempenho no caso das restaurações de rodovias. abaixo do revestimento. uma base drenante sem o necessário deságüe. MT/DNIT/DPP/IPR .2 tanto para dreno cego como para tubos. excetuando-se os casos de curva côncava no perfil. onde os drenos deverão atravessar toda a largura da pista e acostamento.2.3.2 O dimensionamento hidráulico deve seguir o que já foi exposto no item 4. onde houver. Nos casos de drenagem das bases drenantes (projetos de restauração) o dreno transversal também deve ser feito na largura dos acostamentos e de acordo com a técnica usada para os drenos laterais de base.Manual de Drenagem de Rodovias 241 Os elementos básicos usados para o dimensionamento dos drenos transversais são os mesmos adotados no item 4.

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Manual de Drenagem de Rodovias 243 5 -DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA MT/DNIT/DPP/IPR .

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A influência produzida pela "franja capilar" deve ser eliminada. ou reduzida.Drenagem Superficial. indicam-se os recursos selecionados ao longo dos anos para resolver os problemas causados pela água de infiltração. percussão.00 metros do subleito das rodovias. Há ainda um terceiro aspecto pelo qual a água se apresenta: a "franja capilar". por abertura de poços a pá e picareta. MT/DNIT/DPP/IPR . topografia e clima. resultante da ascensão capilar a partir dos lençóis d'água. b) observações geológicas e pedológicas necessárias. e) Valetões laterais. a água das chuvas . c) Colchão drenante.Manual de Drenagem de Rodovias 5 DRENAGEM SUBTERRÂNEA OU PROFUNDA 245 No que interessa à drenagem das estradas. É claro que estas situações não são únicas e distintas. f) Drenos verticais de areia. c) conhecimento da pluviometria da região. A solução dos projetos de drenagem subterrânea exige : a) conhecimento da topografia da área. por meio dos seguintes dispositivos. por intermédio dos recursos que oferece a hidrologia. nos capítulos 1 - No presente capítulo. podendo formar lençóis subterrâneos. tem dois destinos : parte escorre sobre a superfície dos solos e parte se infiltra. obedecendo às leis da capilaridade.50 a 2. dependendo do tipo de solo da área considerada. Quando a água escoa superficialmente. rotativa e em certos casos. d) Drenos horizontais profundos. pelos rebaixamentos dos referidos lençóis freáticos. De um modo ou de outro. as situações são tratadas Transposição de Talvegues e 2 . influenciadas pelo tipo de solo . há sempre a necessidade indiscutível de manter-se o lençol freático a profundidades de 1. com obtenção de amostras dos solos por meio de sondagens a trado. b) Drenos espinha de peixe. criando condições próprias para cada região. havendo variação das condições em função das graduações que tornam os solos mais ou menos permeáveis ou impermeáveis. a) Drenos profundos.

bem como quando forem encontradas camadas permeáveis sobrepostas a outras impermeáveis.50m do pé dos taludes. de fibro-cimento. ser instalados sob os aterros. cerâmicos (perfurados). materiais condutores: tubos de concreto (porosos ou perfurados). geotextil. nos terrenos planos que apresentem lençol freático próximo do subleito. no mínimo. consequentemente. proteger o corpo estradal.Manual de Drenagem de Rodovias 5. Devem ser instalados nos trechos em corte. para evitar futuros problemas de instabilidade.1 5. agregados britados.00m. Nestes casos eles são chamados de " drenos cegos " .1. em profundidades da ordem de 1. Os drenos profundos são instalados. Localização Os drenos profundos devem ser instalados nos locais onde haja necessidade de interceptar e rebaixar o lençol freático. recomenda-se que sejam instalados. tendo por finalidade captar e aliviar o lençol freático e. ranhurados) e metálicos. etc.1 DRENOS PROFUNDOS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 246 Os drenos profundos têm por objetivo principal interceptar o fluxo da água subterrânea através do rebaixamento do lençol freático. Nos trechos em corte. MT/DNIT/DPP/IPR . quando ocorrer a possibilidade de aparecimento de água livre. impedindo-o de atingir o subleito. Podem.50 a 2. flexíveis perfurados. a saber: materiais filtrantes: areia. mesmo sem a presença de água na ocasião da pesquisa do lençol freático. Materiais Os materiais empregados nos drenos profundos diferenciam-se de acordo com as suas funções. geralmente nas proximidades dos acostamentos. cascalho grosso lavado. a 1. Há casos em que não são colocados tubos no interior dos drenos. preferencialmente. também. materiais drenantes: britas. bem como nas áreas eventualmente saturadas próximas ao pé dos taludes. etc. de materiais plásticos (corrugados.

50m. juntas. no canteiro de obras. A função do material drenante é a de captar e ao mesmo tempo conduzir as águas a serem drenadas.2 ELEMENTOS DE PROJETO 247 Os drenos profundos são constituídos por vala. Material de enchimento O material de enchimento da vala pode ser filtrante ou drenante. podendo apresentar tubos-dreno. com a função de captação ou de envoltório. com a finalidade de aumentar o raio hidráulico na interface solo-envelope. Os tubos de concreto podem conter furos com diâmetros variando de 6 a 10mm. pois. Na medida da necessidade. MT/DNIT/DPP/IPR . poderão ser perfurados. devendo apresentar uma granulometria adequada à vazão escoada. Os diâmetros dos tubos comerciais variam de 10 a 15cm. de plástico rígido ou flexível corrugado. tubos de diâmetros maiores. No caso de drenos com tubos podem ser utilizados envoltórios drenantes ou filtrantes constituídos de materiais naturais ou sintéticos. direcionando o fluxo da água do solo para o tubo.Manual de Drenagem de Rodovias 5. sendo que nos tubos de materiais plásticos flexíveis corrugados são utilizadas ranhuras de 0. ou no máximo 2. Valas As valas. com o uso de tubos. Há casos em que. Os tubos deverão ser instalados com os furos voltados para cima. devem ter no fundo a largura mínima de 50cm e de boca a largura do fundo mais 10cm.00m. Sua altura vai depender da profundidade do lençol freático podendo chegar a 1. caixas de inspeção e estruturas de deságue.1. Tubos Devem ser constituídos por tubos de concreto. pode-se utilizar apenas o material drenante. reduz-se a possibilidade de arraste de finos do solo. materiais drenante e filtrante. e metálicos. de cerâmica. Poderão ser utilizados materiais naturais com granulometria apropriada ou geotexteis. à medida que se aumenta o raio hidráulico do dreno. reduzindo a colmatação.6 a 10mm. A função do material filtrante é a de permitir o escoamento da água sem carrear finos e consequentemente evitar a colmatação do dreno. abertas manual ou mecanicamente. em casos especiais de terrenos altamente porosos ou rochas com fendas amplas.

ou seja: drenos com tubos. podendo ser selados ou não. voltados para cima. 5. com granulometria própria e adequada. cascalho ou areia lavada. por disporem de orifícios em todo o perímetro. exige que se encha a base da vala do dreno com material impermeável até a altura dos furos iniciais e na outra condição deve-se colocar filtro como material de proteção no fundo da vaIa. Drenos com tubos Os drenos são constituídos por uma vala onde são instalados os tubos e o material de enchimento. e no caso de geotêxteis pelo método do Comité Francês de Geotexteis e Geomembranas. No caso de tubos plásticos corrugados flexíveis.1. ou envoltório. apresentados no anexo. há dois modelos a considerar. rígidos ou flexíveis. e outras considerações. Das recomendações de Terzaghi tem-se as seguintes condições: • Condição de permeabilidade d 15% F ≥ 5d 15% S (máximo de 5% passando em peneira nº 200) • Condição de não entupimento do material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR . Para evitar a colmatação e atender as condições de vazão. Quando selados contém uma camada de material impermeável. Material de enchimento No enchimento da vala é recomendada a utilização de materiais inertes: pedra britada. . são obtidas pelo processo de Terzaghi .3 DIMENSIONAMENTO No dimensionamento dos drenos profundos. e drenos cegos. pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service. não há necessidade de direcionar as aberturas de entrada d'água. Materiais (escolha e dimensionamento) As granulometrias dos materiais drenantes e filtrantes.Manual de Drenagem de Rodovias 248 A posição dos furos. poderá haver a necessidade de execução de drenos descontínuos.

do solo a drenar. 85% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando. do solo a drenar. 50% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 85% passando. 85% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 60% passando. do material filtrante. do material filtrante. do material filtrante. 98A) . 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando do solo a drenar. o método recomenda os cuidados expostos a seguir: • Uso de dreno contínuo (Fig.vala enchida unicamente com material filtrante – são as seguintes as recomendações: MT/DNIT/DPP/IPR . 50% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando. 15% S d = diâmetro correspondente à porcentagem de 50% passando. 10% F Além dessas condições.Manual de Drenagem de Rodovias d 15% F F ≤ 5d 85% S S S 249 d 15% d 50% ≤ 40 d 15% ≤ 25 d F 50% • Condição de não entupimento do tubo d 85% F ≥ de • Condição de uniformidade d 2≤ 60% d 10% F ≤ 20 F Onde: de = diâmetro do furo do tubo d = diâmetro correspondente à porcentagem de 15% passando. 60% F d = diâmetro correspondente à porcentagem de 10% passando. do material filtrante. de material filtrante.

a não intrusão de finos no material filtrante. 98C) . 98B) . • Uso do dreno descontínuo (Fig. c) Nos cortes em rocha quando houver a possibilidade de intrusão de finos no material drenante de enchimento. No caso das figuras 98A. Uso do dreno descontínuo (Fig.Manual de Drenagem de Rodovias 250 a) O material filtrante deve satisfazer a todas as exigências anteriormente listadas. 98D) . com fendas amplas. Figura 98 . com furos dos tubos voltados para baixo: • a) Quando houver excepcional quantidade de água no corte. • Uso de dreno descontínuo (Fig. à condição de não entupimento dos furos do tubo.Seções de drenos profundos Material filtrante MT/DNIT/DPP/IPR . b) No caso em que o valor do diâmetro da porcentagem de 15% (passando) do material filtrante.vala cheia com material drenante protegido por material filtrante em toda altura da vala com furos do tubo voltados para cima. obtido pelo cálculo da exigência de "permeabilidade". b) Assegurar. obtido pelo cálculo da exigência de não entupimento do material filtrante. nos casos em que o material filtrante não satisfizer.vala enchida com material drenante protegido em toda a altura da vala pelo material filtrante. 98B e 98C pode-se utilizar tubos plásticos com furos distribuídos ao longo de sua parede. nos casos de terrenos altamente porosos. unicamente. nos cortes em rocha. ou. em rocha. No caso do material envelopante deve-se seguir os critérios de estabilidade utilizados para drenagem subterrânea deste manual para evitar excesso de finos dentro do tubo. for maior do que o valor do diâmetro de 15% (passando) do mesmo material.enchimento da vala com material filtrante e com um material de proteção envolvendo o tubo.

A primeira passando pelos pontos A e B e a segunda a partir do ponto C. com direção mais ou menos paralela à reta A’B’. determinando uma área dentro da qual se posicionarão todas as curvas. face às características dos solos dos cortes em estudo. curvas granulométricas que limitem faixas. Quando a jazida não atende às exigências. satisfazendo às exigências do processo de Terzaghi para projetos de filtros de drenos. (Fig. ponto C). 50 e 85% (porcentagens passando) dos solos a drenar e com esses valores calculam-se os valores máximos que deverão ter os diâmetros das porcentagens de 15 e 50% do material filtrante. tenta-se a mistura com dois materiais de granulometria diversas.Da condição de permeabilidade Adota-se em seguida o maior diâmetro da porcentagem de 15% (passando) dos solos a drenar e com ele calcula-se o valor mínimo do diâmetro da quantidade de 15% do material filtrante. .Manual de Drenagem de Rodovias 251 Para escolha do filtro no caso de materiais naturais determina-se. nas jazidas encontradas. Por esses três pontos obrem-se duas curvas granulométricas. 99 pontos A e B).Da condição de não entupimento do material filtrante Inicialmente adotam-se os menores diâmetros correspondentes às porcentagens de 15. 99. segundo Terzaghi (Fig. . Figura 99 .Determinação gráfica de material filtrante e drenante (proteção) MT/DNIT/DPP/IPR .

areia . Pode ser necessário com drenos de tubos flexíveis Nenhuma com filtro ---0. misturas cascalho.Uma classificação para determinar a necessidade para filtros ou envelopes e velocidades mínimas nos drenos Recomendação Classificação unificada dos solos Descrição do solo filtro envelope velocidade mínima no dreno SP (Fino) SM (Fino) ML Areias mal graduadas.argila mal graduada Necessita Não é necessário onde é usado filtro de areia ou cascalho mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Nenhuma Sujeito à determinação no local Não necessário onde é usado filtro de areia e cascalho. indicado a seguir.areia mal graduada Siltes inorgânicos e areias muito finas. areia grossa filtro MH GP SC SM (grosso) GC CL Argilas inorgânicas de plasticidade média ou Nenh uma Areias siltosas. brita ou areia grossa lavada. Essa redução de velocidade faz com que o carreamento de partículas para o interior do tubo seja pequeno ou praticamente nulo. argila ou outro material que possa alterar sua condutividade hidráulica com o tempo.Manual de Drenagem de Rodovias 252 Outros critérios Define-se envelope como todo material colocado entre o tubo de um dreno e o solo. O envelope também pode se constituir diretamente de material sintético (geotêxtil) ou orgânico natural (fibra de coco.42m/s sem filtro Nenhuma para solos com pouco ou MT/DNIT/DPP/IPR . misturas silte . mistura de areia e cascalho com pouco ou nenhum fino Areias argilosas. Materiais de envelope Como envelope pode ser utilizado cascalho.argilosos. com a finalidade de proporcionar uma redução do gradiente hidráulico nas proximidades do tubo com a conseqüente redução da velocidade do fluxo nos poros do solo. o movimento da água do solo para o dreno. palha. misturas areia-argila mal graduadas Areias siltosas. livre de matéria orgânica. mistura de siltes . disponibilidade de material apropriado. pela sua permeabilidade. mas pode ser necessário com tubos flexíveis e outros tipos de filtros Opcional. tais como. pó de pedra. etc). nas recomendações de uso de envelope ou filtro do Soil Conservation Service: Tabela 41 . A seleção do tipo de envelope depende de vários fatores.areia mal graduada Cascalhos . areias finas siltosas ou argilosas com pequena plasticidade Siltes inorgânicos. condições climáticas e tipos de solos. O envelope deve ter a função de permitir. solos arenosos micáceos ou diatomáceos ou siltosos ou siltes elásticos Cascalho mal graduado. Um envelope convenientemente selecionado impede que haja a liberação de partículas do solo e o conseqüente carreamento delas para o tubo.

Para ser bem graduado o coeficiente de uniformidade deve atender à condição de ser maior que 4 para o material graúdo e maior que 6 para o material miúdo e. Para determinar se o material é suficientemente graduado. são definidos os coeficientes relativos à declividade e forma das curvas granulométricas: Coeficiente de uniformidade: Cu = D 60 D10 Coeficiente de curvatura: C c = D 10 × D 60 (D 30 )2 Onde D10. passando nas peneiras n° 10. pobres Mesmo que SP e GP Cascalhos bem graduados. siltosas. D30 e D60. Granulometria de material natural para envelope O material deve apresentar uma granulometria com 100% passando na peneira de 11/2" polegadas e no máximo 5% passando na peneira nº 50. em complementação. nº 30 e nº 60.GP(grosso) GW SW CH OL OH Pt baixa. o coeficiente de curvatura deve estar compreendido entre 1 e 3 para ambos os materiais. em pontos percentuais da curva granulométrica do material escolhido. MT/DNIT/DPP/IPR . se deteriora facilmente.o material deverá ser produzido mecanicamente. respectivamente. argilas com cascalho arenoso. areias com cascalhos. Face à dificuldade de se encontrar material natural que atenda a estas características. que em regiões tropicais. são os diâmetros das partículas em mm. segundo as recomendações do Bureau of Reclamation. misturas cascalho-areia com pouco ou nenhum fino Areias bem graduadas. com pouco ou nenhum fino Argilas expansivas inorgânicas Siltes orgânicos e siltes-argilas orgânicas de baixa plasticidade Argilas orgânicas de média e alta plasticidade Turfa 253 nenhum fino ---0. .Manual de Drenagem de Rodovias SP.42m/s para solos com apreciáveis quantidades de finos É importante considerar as condições climáticas quando se pretende empregar envelope orgânico.

59 0. Além disso.45 0.5 3. a saber: rebaixamento do lençol freático ou interceptação do fluxo d'água das infiltrações. os envelopes devem ser formados por material com diâmetro inferior a 11/2" .05 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 42 .30 1.0 5. e não mais que 10% devem passar na peneira nº 60 (≅ 0.42 0. 15 % e 85 %) do material do envelope.0 3.25 0. admitindo um mínimo de 3 polegadas.074 0.10 0. ou do filtro. MT/DNIT/DPP/IPR .3 0.0 0.0 20. poderá ser utilizada a seguinte relação: D 15 filtro < 5 D 15 solo Nessas expressões Di representa o diâmetro da peneira em que somente i % (50 %.0 3.0 12.52 9.1 38. Para ambos os casos há necessidade de ser determinada a descarga de projeto.81 1.10 0.05 0.52 9.0 8.8 5.0 15.02 0.00 9.33 0.59 0.0 - 0.1 38.1 38.25 1.7 10.4 13.3 0.07 1.0 3. Cálculo do diâmetro dos tubos Há duas condições típicas de uso para os drenos longitudinais. S.20mm ) .59 Nas situações em que ocorrer a necessidade de filtro o Soil Conservation Service recomenda o seguinte: D 50 filtro = 12 a 58 D 50 solo D15 filtro = 12 a 40 D15 solo Para solos e envelopes com partículas distribuídas uniformemente. que se formaram através da superfície dos terrenos e se dirigem para a plataforma da rodovia.38 0.3 0. O U.52 9.1 10. Soil Conservation Service e o Bureau of Reclamation recomenda um envelope de 4 polegadas de espessura ao redor do tubo.Limites de graduação para envelopes (diâmetro das partículas em mm) Material Ocorrente Diâmetro em mm correspondente a 60% passando Limites inferiores % passando 100 60 30 10 5 0 100 Limites superiores % passando 60 30 10 5 254 0 0.3 0.59 0.40 0.3 2.1 17.074 0.52 2. ou só solo. passam por ela. 90% com diâmetro inferior a 3/4".074 38.074 0.

A = área da seção normal à direção do fluxo. I = gradiente hidráulico. da linha do lençol freático.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 100 . K = coeficiente de permeabilidade. tem-se: Q = K × A ×I onde: Q = descarga no meio poroso. tem-se: Q = Ky dy dx ou Qdx = K y × dy Através integração: Y2 Qdx = K y × dy ou Q x = K +c 2 MT/DNIT/DPP/IPR . na largura de 1. Num ponto Py de coordenadas x e y. X = distância entre o tubo e o ponto de altura máxima do lençol. H = altura máxima do lençol.Rebaixamento de lençol freático 255 a Considerando-se a contribuição de um lado do dreno e a extensão de um metro. pela lei de Darcy. a ser rebaixado. pela lei de Darcy. tem-se: A = Y × I ou I = dy dx Assim.00m.

Também é usada a fórmula de Hazen . c = −K e Qx = K⎜ 2 ⎟ 2 2 ⎜ 2 ⎟ ⎝ ⎠ Quando x = X. então: 0 =K ⎛ 2 d2 d2 d2 ⎞ ⎜Y ⎟ − + c ou. pode-se admitir d = 0 e a expressão de Darcy pode ser expressa por: Q= K 2 H 2× X Havendo contribuição dos dois lados do tubo o valor de Q deve ser duplicado para cada metro do dreno. ou Q = 0. I = declividade do dreno (m/m).54 MT/DNIT/DPP/IPR .63 × I0. função da distância compreendida entre o dreno e os limites desta área. y = d. bem acabados.625 × I0. Para os tubos de concreto liso. assim como os de cerâmica. adota-se C= 132. Conhecendo-se o valor de Q é recomendável para o cálculo do diâmetro do tubo perfurado ou poroso a fórmula de Scobey: V = 0.Manual de Drenagem de Rodovias 256 Quando x = 0. Dreno interceptante Para o dreno profundo com função interceptante deve-se ter o cuidado de considerar a precipitação na área a drenar.355 × c × D0. y = H.5 . c = coeficiente que depende da rugosidade das paredes internas do tubo. D = diâmetro (m).269 × c × D 0. Q = vazão (m/s). então: Q= K ⎛ 2 2⎞ ⎜ ⎟ ⎜H − d ⎟ 2× X ⎝ ⎠ Como os valores de d são bem inferiores aos de H.5 onde: V = velocidade do escoamento (m/s).625 × I0. V = 0.Willians.2113 × c × D0.

A área A comumente é retangular e com isto A = bh. Para tubos-drenos plásticos. são muito semelhantes. K = coeficiente de condutividade hidráulica do material drenante usado (m/dia) .016. I = gradiente hidráulico do dreno considerado igual à sua declividade (m/m). igual à descarga de projeto (m3/dia).2785 × c × D2. como se observa. O problema quase sempre consiste em definir a área A de vazão do dreno ou um material com a condutividade hidráulica K capaz de permitir a vazão face à descarga Q. corrugados. As duas fórmulas. deve ser igual ao dobro da descarga Q. c = 120 para os tubos de concreto bem acabados e os de cerâmica. face à sua baixa capacidade drenante. drenantes e filtrantes. MT/DNIT/DPP/IPR .54 257 Onde os símbolos têm a mesma significação. Materiais As granulometrias dos materiais. a ser exigida em ambas as fórmulas. em virtude da conveniência do tubo trabalhar a meia seção. Cálculo da seção de vazão O cálculo é feito com a fórmula de Darcy Q = K × A ×I onde: Q = vazão do dreno. adotar coeficiente de rugosidade de Manning de 0. ou pelas determinações do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Servie.tabela 30 do capítulo 2. flexíveis. geralmente de forma retangular (m2).63 × I0. anteriormente obtida. A = área da seção transversal do dreno. já exposto. que também pode ser usada no caso. sendo. Geralmente fixa-se b (largura) para se obter h. de modo que se faz necessário fixar uma dimensão para obter a outra. Alguns projetistas preferem a fórmula de Manning. A vazão.Manual de Drenagem de Rodovias Q = 0. porém. são obtidas pelo processo de Terzaghi. Drenos cegos Tem sua utilização nos casos em que o volume d'água a drenar é pequeno e a extensão do dreno é reduzida.015 a 0.

isto é. 101). Q = vazão admissível do dreno (m3/s) . y) h L E x d y dx L MT/DNIT/DPP/IPR . repetindo-se esta operação sucessivamente.Manual de Drenagem de Rodovias 258 Comprimento crítico Após o cálculo da vazão do dreno torna-se necessário calcular o comprimento crítico do tubo usado no dreno. Nesses pontos indica-se o deságue com o tubo de alívio. por metro linear (m3/s/m) . os pontos em que o tubo atinge a capacidade de serviço calculada. Figura 101 . q = a contribuição que o dreno recebe. e a outra em aumentar o número de linha de tubos.Perfil dos lençóis freáticos rebaixados PRECIPITAÇÃO SOBRE A PLATAFORMA Franja do lençol freático rebaixado P (x. Nesta situação surgem duas soluções alternativas. em que a primeira consiste em conectar-se à linha dos drenos-tubos de maior diâmetro. Determinação do espaçamento entre drenos longitudinais No caso do uso de drenos longitudinais há necessidade de que seja definido o número de linhas necessárias para se conseguir a drenagem da área (Fig. O comprimento crítico é obtido pela fórmula: L= Q q onde: L = comprimento crítico (m).

Manual de Drenagem de Rodovias 259 Este dimensionamento é conseguido com a igualdade de vazão da água infiltrada com a capacidade drenante dos tubos a serem usados. no caso.04) Porém. igualando-se (5. a) Cálculo da água infiltrada . normal ao deslocamento do fluido. obtém-se: qx2 + Ky 2 = C MT/DNIT/DPP/IPR . têm-se. de coordenadas x e y.04): qx = −K y dy dx ou qx × dx + K y × dy = 0 Integrando-se. Num ponto P. I = gradiente hidráulico (m/m). q = contribuição da infiltração por m2 de área sujeita à precipitação (m3/s/m2). segundo a lei de Darcy Q = K × A × I (equação 5. K = condutividade hidráulica do solo (m/s).02) e (5.sendo x o comprimento da faixa de um metro de largura. h = altura do lençol freático acima da linha dos drenos. tratando-se de descarga num meio poroso. ter-se-á para gradiente hidráulico: I= − dy dx (equação 5.02) Esta descarga deverá ser escoada. são utilizados os símbolos abaixo: E = espaçamento das linhas dos drenos (m). No cálculo. A = 1 x y. então: Como a água infiltrada deverá ser escoada pelo dreno. por sua vez. após sua construção (m). têm-se: A =I×X i (equação 5.01) e a descarga proveniente da infiltração.03) onde: A = área total da seção do dreno. será: Q = q× A i ou Q = q × X (equação 5.

y = h e C = Kh2 Então. resultando.07) h2 L2 que é a equação de uma elipse cujos semi-eixos são a metade da distância entre os drenos e a altura igual à altura máxima do lençol freático. faz-se x = 0. x = L e têm-se: L2 =1 K 2 h q ou K L2 = h2 (equação 5. situada no meio da distância entre os drenos. dividindo-se ambos os membros por q: X2 + Kh2 K 2 = h q q Dividindo-se. Sendo E = L . y = 0. obtém-se: 2 E2 K 2 = h 4 q e. agora. têm-se: qx2 + Ky2 = Kh2 ou.05) K 2 h2 h q Fazendo-se. obtém-se: X 2 h2 + = 1 (equação 5.Manual de Drenagem de Rodovias 260 Para determinação da constante. ambos os membros por Kh2/q resulta: Y2 X2 + = 1 (equação 5.06) q Substituindo-se (6) em (5). finalmente E = 2h K q que é o espaçamento máximo permissível e dá ao projetista a possibilidade de verificar se no projeto há necessidade de serem usados duas. guardando entre si distâncias inferiores a E. três ou mais linhas de drenos. MT/DNIT/DPP/IPR .

conforme se vê na Fig. Os materiais usados precisam atender às exigências do item . quando os drenos longitudinais forem insuficientes para a drenagem da área.Manual de Drenagem de Rodovias 5. embora possam eventualmente ser usados com tubos.2. Para o projeto há necessidade de ser calculada a descarga. do Apêndice C.1. por este motivo. pavimentadas ou não. 5.1.1 DRENOS EM ESPINHAS DE PEIXE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 261 São drenos destinados à drenagem de grandes áreas. 5.3 (Cálculo da Seção de Vazão). deste Manual. Podem também ser necessários nos aterros quando o solo natural for impermeável.2 ELEMENTOS DE PROJETO Tratando-se de drenos a serem construídos à pequena profundidade.2.3. Geralmente são de pequena profundidade e.2. Os coeficientes de permeabilidade dos agregados adotados podem ser obtidos na tabela 32.2 5. normalmente usados em série.1. é conveniente que sejam adotados drenos do tipo cego ou com tubo dreno.3. a fórmula a ser aplicada no dimensionamento é a de Darcy: Q = K × A ×I Tratando-se de drenos com tubos verificar o item 4.3 DIMENSIONAMENTO Tratando-se de drenos cegos. Podem ser projetados em terrenos que receberão aterros e nos quais o lençol freático estiver próximo da superfície. MT/DNIT/DPP/IPR . sem tubos. em sentido oblíquo em relação ao eixo longitudinal da rodovia ou área a drenar.3 (Materiais) deste Manual. Podem ser exigidos em cortes. 5. Conforme as condições existentes podem desaguar livremente ou em drenos longitudinais.1. 102. de acordo com os métodos descritos no item 5.

Drenos em espinha de peixe 262 5. São usadas: a) nos cortes em rocha.1 COLCHÃO DRENANTE OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS O objetivo das camadas drenantes é drenar as águas. c) na base dos aterros onde houver água livre próximo ao terreno natural. em que o volume não possa ser drenado pelos dreno "espinha de peixe". d) nos aterros constituídos sobre terrenos impermeáveis. MT/DNIT/DPP/IPR . situadas a pequena profundidade do corpo estradal. A remoção das águas coletadas pelos colchões drenantes deverá ser feita por drenos longitudinais.3.3 5.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 102 . b) nos cortes em que o lençol freático estiver próximo do greide da terraplenagem.

Manual de Drenagem de Rodovias 5.3.2 DIMENSIONAMENTO

263

Para o dimensionamento do colchão drenante, como se trata, ainda, de meio poroso, há necessidade das seguintes determinações: a) Volume de água a escoar pela camada numa faixa de 1,0 metro de largura e comprimento, na direção do fluxo, até o limite da bacia de contribuição (Q); b) Gradiente hidráulico do fluxo que poderá ser substituído pela declividade da camada. Além dessas determinações há necessidade de pesquisa no campo para obtenção do material drenante e filtrante, cujas granulometrias deverão obedecer, conforme o caso, aos critérios de Terzaghi, do Bureau of Reclamation e Soil Conservation Service e do Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas ou literatura técnica especializada, conforme Anexo a este Manual. Os coeficientes de permeabilidade das camadas deverão atender às necessidades da vazão. De posse destes elementos, o cálculo da espessura da camada não será difícil e vai depender do emprego da lei de Darcy:
Q = K × A ×I

5.4 5.4.1

DRENOS SUB-HORIZONTAIS OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS

Os drenos sub-horizontais são aplicados para a prevenção e correção de escorregamentos nos quais a causa determinante da instabilidade é a elevação do lençol freático ou do nível piezométrico de lençóis confinados. No caso de escorregamentos de grandes proporções, geralmente trata-se da única solução econômica a se recorrer. São constituídos por tubos providos de ranhuras ou orifícios na sua parte superior, introduzidos em perfurações executadas na parede do talude, com inclinação próxima à horizontal. As Figs. 103 e 104 mostram um dreno típico. Estes tubos drenam a água do lençol ou lençóis, aliviando a pressão nos poros. Considera -se mais importante que o alívio da pressão a mudança da direção do fluxo d'água, orientando-se assim a percolação para uma direção que contribui para o aumento da estabilidade. Em solos ou rochas permeáveis ou muito fraturadas a vazão pode ser grande, enquanto que em solos menos permeáveis a vazão pode ser pequena ou nula, embora o alívio de pressão esteja presente; neste caso as vazões podem ser tão pequenas que a água recolhida evapora ao longo de seu caminho no interior do tubo, sendo porém seu efeito positivo. Neste último caso, somente com a instalação de instrumentação adequada poderá este efeito ser aquilatado, como se verá no item 4.5.5.
MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias 5.4.2 ELEMENTOS DE PROJETO

264

Para se projetar uma bateria de drenos sub-horizontais é necessário, primeiramente, caracterizar-se geotecnicamente o maciço, por meio de sondagens adequadas, verificando-se em seguida em que caso se enquadra o material do talude. Para isso, distinguem-se três situações: a) rochas ou solos heterogêneos com relação à permeabilidade; b) materiais essencialmente homogêneos com relação à permeabilidade; c) escorregamentos relativamente "impermeáveis" cobrindo formações mais permeáveis e saturadas, com nível piezométrico elevado; No primeiro caso, a drenagem tem o objetivo de interceptar o maior número possível de veios permeáveis ou bolsões permeáveis. Torna-se necessário o caso de rochas sedimentares ou metamórficas fraturadas (gnaisses bandeados, por exemplo). É necessário levantar o sistema de faturamento e as direções das fraturas. A direção dos drenos deve ser tal que intercepte cada família de fraturas, com o maior número possível de fraturas interceptadas por dreno. Pode ser necessário, em alguns casos, dispor os drenos em forma de leque, irradiando-os de um único ponto na superfície do talude, em um ou vários locais. No caso de rochas ou solos homogêneos quanto à permeabilidade, podem-se utilizar ábacos existentes para uma primeira estimativa do número, comprimento e espaçamento dos drenos, de modo a atingir-se a redução desejada das poro-pressões. No terceiro caso, o comprimento dos drenos deve ser tal que a camada saturada de alta permeabilidade seja interceptada ao longo de um trecho perfurado do tubo com comprimento razoável. Deve ser considerada a necessidade de utilizar o dreno dotado de trecho perfurado apenas nesta camada mais profunda, de modo a não se irrigar camadas mais superficiais, não saturadas, com a água que corre pelo tubo sob pressão.
5.4.3 DIMENSIONAMENTO

Considera-se que o fluxo no interior dos tubos é livre, isto é, a pressão da água no interior dos drenos é igual à pressão atmosférica. As Figs. 105 e 106 reproduzem os ábacos citados. Noveiller (1981) apresenta ábaco para um caso particular de talude usando o método das diferenças finitas para resolver a equação tridimensional de Laplace, não sendo aplicável para um caso mais geral. A condição inicial da pressão dos poros em talude (antes da colocação dos drenos) é caracterizada pela relação Hu/H das Figs. 105 e 106. Nas faixas de Hu/H entre 0,5 e 0,64 a melhora da estabilidade do talude expressa por ∆F/Fo (onde ∆F é o acréscimo do fator de segurança existente, Fo) é muito pouco influenciada pelas condições de pressões dos poros. Os ábacos dão, pois, resultados aceitáveis para a faixa de Hu/H = 0,5 a 0,7. Em
MT/DNIT/DPP/IPR

Manual de Drenagem de Rodovias

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taludes com relação superior a este os resultados ficam subestimados, e para relações menores os ábacos superestimam a influência dos drenos. A altura do talude H é definida como a altura entre o pé e a crista. Em alguns casos a área instável ou de instabilidade potencial poderá ser localizada ocupando apenas uma parcela da altura total. Em tais casos, a altura equivalente do talude a ser utilizada como entrada nos ábacos pode ser a distância vertical entre a base até a parte superior da área instável ou potencialmente instável, como mostra a Fig. 105. Para estabilizar trechos com extensões maiores que 4H, em planta , deve usar-se os ábacos para estabilização geral, partes (a) das Figs. 105 e 106, adotando-se o incremento de segurança desejado, ∆F/Fo. Com este valor busca-se a curva e, comprimento do dreno para a largura unitária do talude, de menor valor. Da interseção obtêm-se os valores ótimos de S/H e L/H, onde S é o espaçamento em planta dos drenos e L o seu comprimento. Na Fig. 104 (a), para o caso do valor desejado na melhoria do fator de segurança ∆F/Fo = 0,25, obtem-se, interpolando nas curvas e , o valor mínimo requerido para e (no caso, 0,7), e os valores ótimos de S/H e L/H são 2,5 e 3,6, respectivamente. Se, por alguma outra razão, for mais vantajoso usar drenos mais curtos, o mesmo aumento de segurança obtém-se para L/H = 2 e S/H = 2,9, para um mesmo comprimento total de drenos. Pode-se ainda, no mesmo gráfico, verificar que para drenos com relação L/H = 1 e S/H = 0,8 tem-se o mesmo acréscimo de segurança, porém com um comprimento unitário total de drenos, e, igual a 1,1. Neste caso, portanto, estarão sendo gastos mais drenos para obter um mesmo aumento de segurança. No entanto, as condições reais podem conduzir a esta última escolha, desde que a geologia do local não atenda às hipóteses de homogeneidade e de isotropia admitidas nos ábacos. Assim, os ábacos de Kenney devem ser usados com a devida cautela.

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 103 - Elementos de um dreno sub-horizontal

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Figura 104 - Dreno sub-horizontal com controle na saída

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 105 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

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Manual de Drenagem de Rodovias Figura 106 - Ábacos para dimensionamento de drenos sub-horizontais (Adup Kenny ET AL., 1977)

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maior o comprimento necessário dos drenos. não devendo apresentar fraturas. também podem beneficiar-se dos efeitos promovidos pelos drenos sub-horizontais Contudo. drenos longos mais espaçados são mais eficientes no que se refere a aumento de fator de segurança do que drenos mais curtos. Taludes argilosos e compressíveis. em linhas gerais. para solos siltosos e arenosos (Cv entre 10-5 e 10-6 m2/s). Dos estudos existentes. em cada caso. saturados. Os espaçamentos e comprimentos obtidos através dos mesmos são úteis como previsão inicial. mais uma vez. para um aumento de 20 por cento no fator de segurança. Quanto mais suave o talude. devendo ser respeitadas as locações das bocas. Materiais Os tubos para os drenos sub-horizontais poderão ser metálicos ou plásticos. 105 e 106. até comprimentos da ordem de 40 metros.Manual de Drenagem de Rodovias 269 Para o caso de taludes com extensões menores ou iguais a 4H. Recomendações para a execução Introdução Os drenos sub-horizontais previstos nos projetos terão as dimensões indicadas nos mesmos. devendo ser ajustados. que: – Para o mesmo comprimento total de drenos instalados. de acordo com a geologia local e a experiência do projetista. com espaçamento menor. e cerca de seis meses para solos com Cv entre 10-6 e 10-7 m2/s. – – É importante salientar. MT/DNIT/DPP/IPR . no que se refere a comprimento e diâmetro. é necessário esperar 1 mês. aumenta quanto menor for o coeficiente de adensamento (Cv) do solo. deve ser usadas as partes (b) das Figs. em termos do aumento do fator de segurança. Execução dos drenos Generalidades Os drenos deverão ser executados nos locais e com as características previstas em projeto. o tempo necessário para que se façam sentir estes benefícios. tipo ferro galvanizado ou inoxidável. Nestes solos de Cv mais baixo é necessário um número maior de drenos longos para reduzir o tempo necessário para o aumento de segurança desejado. pode-se concluir. que os ábacos citados são de aplicação restrita a taludes com inclinação da ordem de 1:2 e 1:3 (V:H). a direção em planta e as inclinações com a horizontal. Acima deste comprimento poderá ser necessário o emprego de material mais resistente. como o PEAD rígido com as dimensões indicadas no projeto. Tipicamente.

argilas sensíveis e turfas pode representar problemas de solução difícil e onerosa e. deve ser precedida de um amplo estudo de campo e laboratório e de um criterioso estudo comparativo de custos. uma sobrecarga que. usando.5 5. normalmente.1 DRENOS VERTICAIS OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS A eventual necessidade de executar um trecho rodoviário com aterros sobre depósitos de solos moles.5 a 2.1 VALETÕES LATERAIS OBJETIVO. processo este designado por falso-aterro. ser alcançada com o uso da velocidade de compressão controlada ou pré-adensamento. sendo este valetão constituído. ao mesmo tempo. que vão da remoção do solo por escavação ou deslocamento até as técnicas construtivas. e do outro pelo próprio talude do corte. deve-se realizar cuidadoso exame do assunto na fase de projeto. drenos cartão e os drenos fibro-químicos. ou seja. em regiões planas. pelo acostamento.5. quando possível.6 5. A profundidade do mesmo será de 1. vai MT/DNIT/DPP/IPR . aparecem os drenos verticais de areia.. ao reduzir os recalques pós-construtivos. visto poder trabalhar como sarjeta e dreno profundo. 5. pode exercer sua dupla função sem dificuldade. CARACTERÍSTICAS E PROJETO Existem casos em que se recomendam os valetões laterais formados a partir do bordo do acostamento. Entre a extensa gama de soluções possíveis de utilização. face à rampa necessária. a não ser que hajam alargamentos substanciais. a estrada ficará sem acostamento confiável na época das chuvas e nos tempos secos terá um acostamento perigoso. velocidade de construção controlada. O dispositivo (valetão lateral). pré-adensamento.Manual de Drenagem de Rodovias 270 As definições de uso e a execução obedecerão às Especificações de Serviço DNIT 017/2004-ES. algumas vezes. A opção pela solução mais favorável técnica e econômica. Sob o ponto de vista técnico-econômico. de um lado. a fim de reduzir os custos de implantação. etc. tais como: siltes ou argilas orgânicas. 5. a garantia da estabilidade dos aterros construídos sobre depósitos de argila mole saturada pode.0 m e os taludes de 3/2. Não obstante a economia obtida no sistema de drenagem. o que equivale a dizer que os valetões laterais vão funcionar independentemente da plataforma da rodovia. por outro lado.6. Recomenda-se o revestimento dos taludes do canal com gramíneas. bermas estabilizadoras.

será possível o uso desse dispositivo em solos turfosos quando eles se assentam sobre camadas de argila mole de baixa velocidade de adensamento o que. nos quais são instalados cilindros com material granular de boa graduação. aliado ao fato de que normalmente a permeabilidade horizontal é menor que a vertical. ao ser empregada deve sempre ser precedida de ampla investigação técnica-econômica. 5. apesar de ser uma solução onerosa. tubo de ponta aberta. a trado helicoidal contínuo com haste sólida ou oca e cravação por vibração. porém.2 ELEMENTOS DE PROJETO Os drenos verticais de areia consistem. com os mesmos tipos de cravação citados. os depósitos de solos compressíveis são. de baixa condição de permeabilidade. drenagem rotativa. que. A compressão decorrente expulsa a água dos vazios do solo o que. MT/DNIT/DPP/IPR . pois.cujas principais características são a alta permeabilidade relativa. assim. fazendo com que o adensamento se produza de modo muito lento. além de um recalque devido à compressão secundária maior que aquele devido ao adensamento primário em período de 10 a 15 anos após o carregamento.6. para a aceleração desse processo de adensamento. tornando então recomendável. sendo que entre os de maior eficiência podem ser citados o jato d'água rotativo. conforme amplamente verificado em experiências realizadas. tendo em vista que a permeabilidade dos solos turfosos pode baixar com elevado carregamento a níveis extremos. O processo de adensamento com drenos fibro-químicos tem a mesma sistemática. em determinadas circunstâncias. alta sensibilidade para perturbação. faz com que se reduza o tempo de drenagem. o uso de drenos verticais de areia ou drenos fibro-químicos. o processo de adensamento. pode indicar a aplicação dos drenos verticais de areia para apressar o processo de adensamento da argila. não são susceptíveis ao uso dos drenos verticais de areia. Os drenos fibro-químicos são implantados com a cravação dos perfis por punção o que transforma o processo mais rápido e menos oneroso. atender ao equilíbrio do maciço. sendo indicada para acelerar o aumento da resistência ao cisalhamento e. diminuindo.Manual de Drenagem de Rodovias 271 contribuir para o aumento da resistência ao cisalhamento e. por exemplo . Ocorre. cravado por percussão ou jato d'água. jato de água rotativo. assim. basicamente. o tubo cravado por jato d'água e o uso da cravação por punção. contribuir para a estabilização do aterro ou da fundação e para apressar. A instalação dos drenos de areia é procedida por métodos que podem ser descritos como de tubo de ponta fechada. Muitas vezes. igualmente. na execução de furos verticais penetrando na camada de solo compressível. Deve-se observar que os solos altamente orgânicos – turfosos. além de espessos. O uso dos drenos de areia. apenas. os recalques pós-construção. Os processos acima enumerados apresentam pontos favoráveis e desfavoráveis.

022 0. além de permitir a drenagem da água que é extraída do solo quando da compressão.70 9. deve também evitar a penetração de partículas nos drenos tornando-os eventualmente inoperantes. Tabela 43 . o qual. A escolha das granulometrias de material drenante e filtrante.52 0.Granulometria a ser seguida por drenos e colchões drenantes Peneiras Nº Diâmetro (mm) % em peso passando Drenos Tapete drenante 1/2" 3/8" 8 30 50 100 12. MT/DNIT/DPP/IPR . aos do Comitê Francês de geotêxteis e geomembranas.011 0. Em função dos estudos feitos apresenta-se a seguir a granulometria a ser obedecida pelo material do dreno e do colchão drenante. deverá obedecer aos critérios de Terzaghi ou Soil Conservation Service e.093 0. no caso de uso de geotêxteis.006 90 a 100 25 a 100 5 a 50 0 a 20 0a3 50 a 100 5 a 50 0 a 20 0a5 - Os materiais granulares dos colchões drenantes devem ser protegidos por filtros granulares ou geotêxteis para impedir a penetração de partículas finas do solo em seu interior e conseqüente diminuição de sua capacidade de condução de água. ou literatura técnica especializada conforme Anexo deste Manual.Manual de Drenagem de Rodovias 272 Observação importante a fazer relaciona-se com os requisitos necessários para o material dos drenos e do colchão drenante.

v) e também o excesso médio de pressão na água dos poros resultantes da massa do solo. através de gráficos próprios desenvolvidos por Barron. e do adensamento com drenagem radial através das soluções e gráficos. seu uso fica muito restrito. É necessário no projeto definir-se o espaçamento dos drenos. o que não ocorre com os solos estratificados com diferentes características geológicas. após algum tempo (u r. as perturbações do solo conseqüentes à introdução de drenos verticais de areia conduzem a grandes deformações. esses coeficientes de adensamento podem ser obtidos através de ensaios de laboratório com amostras indeformadas de diâmetro relativamente pequeno. Parte-se. usando-se o método de separação das variáveis. para o que pede-se a atenção para a Fig. uma vez que consideram que os resultados obtidos são razoáveis e satisfatórios. quando se tem: n= de dw MT/DNIT/DPP/IPR . via de regra.107. uma vez que.Manual de Drenagem de Rodovias 5. então para a análise do adensamento com drenagem vertical.3 DIMENSIONAMENTO Figura 107 . assim. as teorias de adensamento disponíveis são aplicáveis a pequenas deformações e. Em solos uniformes. pode-se alcançar o valor do excesso de pressão na água dos poros em um ponto. Em qualquer hipótese convém deixar ressaltado que. quando esses ensaios podem conduzir a valores sem a necessária compatibilidade para a construção. por intermédio da teoria de Terzaghi. embora alguns técnicos admitam essa utilização.Modelo de espaçamento de drenos verticais de areia 273 A partir da Figura 107. ( u r. v).6. segundo alguns autores.

Manual de Drenagem de Rodovias 274 onde: de = diâmetro de influência do dreno.05 × S onde: S = é o espaçamento entre os drenos. o que. adequadas análises de estabilidade.05 Finalmente. representa a necessidade da adoção de uma série de cuidados na fase de construção. ao setor de consolidação de materiais de baixa consistência. controle do material de enchimento. devendo ser dada ênfase à verificação instrumental de todos os elementos. como por exemplo: – – – – – – – – – controle de locação. também. em última análise. presença constante de fiscalização. controle da compactação e comprimento dos drenos. cumpre assinalar que é essencial que a execução dos drenos de areia seja encarada como uma operação em seqüência ao projeto. Os valores de de e dw são obtidos nos ensaios de adensamento. controle de continuidade. Assim: S= de 1. O espaçamento será então. carregamento lento durante a construção. fazendo com que indústrias em vários países tenham criado diversos tipos de drenos pré-fabricados visando. não acumular material de aterro lançado em qualquer ponto da área trabalhada. basicamente. controle da verticalidade. a menores custos. A evolução tecnológica chegou. MT/DNIT/DPP/IPR . igualar ou suplantar a eficiência dos drenos de areia. partindo-se do diâmetro de influência do dreno: de = 1. dw = diâmetro do dreno.

o que equivale dizer que o dreno fibro-químico será equivalente a um dreno de areia de 5cm de diâmetro. podendo admitir-se uma produção média de 1000 m de drenos por dia.0cm. que a eficiência do dreno será proporcional ao perímetro do dreno. enquanto se admitido o dreno fibro-químico com largura igual a A e espessura igual a B.28cm e 0. O dreno fibro-químico de origem japonesa é constituído de um núcleo acanelado de polietileno.Manual de Drenagem de Rodovias 275 O princípio fundamental veio da constatação do cientista sueco Kjellman (1948) de que a eficiência dos drenos verticais depende em grande parte do perímetro e muito pouco da área de sua seção transversal e. em conseqüência. o perímetro da seção transversal será πD. revestido em ambos os lados por um tecido de fibra sintética.0cm. respectivamente 10. encontra-se D = 5. o perímetro do dreno será 2A + 2B . Estabelecendo um coeficiente de forma para a seção transversal retangular. Existem ainda numerosos produtos sintéticos para drenagem vertical (geocompostos). citada.8 mm e cuja execução reside em um processo de extrema simplicidade e rapidez. 0. Com base na afirmativa de Kjellman.75cm. MT/DNIT/DPP/IPR . admitindo que um dreno de areia tenha o diâmetro D. temos: πD = α (2A + 2B ) ou D= α (2A + 2B ) π Admitindo-se para valores de A e B e α. fabricado industrialmente em faixas extensas de larguras igual a 100 mm e espessura de 2. por equivalência. constituídos basicamente por núcleos condutores plásticos flexíveis de seções variadas envolvidos por filtros geotêxteis.

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Manual de Drenagem de Rodovias 277 6 .DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA MT/DNIT/DPP/IPR .

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a colocação deste capítulo no Manual de Drenagem Rodoviária é plenamente justificável. embora seja importante observar que não será dada à matéria o mesmo enfoque que é dado quando do projeto de complexas redes de drenagem como importante item do planejamento urbano. salientando-se ainda que.Manual de Drenagem de Rodovias 6 6. a adequação do sistema de drenagem as novas realidades.1 DRENAGEM DE TRAVESSIA URBANA OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS 279 Em todo o País. Em trechos urbanos. no enfoque urbano. As áreas urbanas ao longo das rodovias são inevitáveis e problemáticas. fornecer ao projetista rodoviário os elementos básicos para promover de forma satisfatória o escoamento das águas das áreas urbanas. nos projetos de restauração. tornando-se um fato grave a inexistência de uma drenagem específica. vias de regra. ajustado aos novos rumos da Hidrologia para a determinação das descargas afluentes. e no segundo cabe ao projeto de implantação o adequado sistema pluvial de drenagem para os trechos urbanos. surgem núcleos populacionais. assegurando o trânsito público e protegendo a rodovia e as propriedades particulares dos efeitos danosos das chuvas intensas. mas também. na maioria das vezes de forma desordenada. Este capítulo será apresentado basicamente na forma de um roteiro para o dimensionamento dos dispositivos na parte hidráulica. O objetivo. é. são de ocorrência frequente trechos urbanos ao longo das rodovias. em segundo lugar. O sistema de drenagem de transposição urbana de águas pluviais é com posto dos seguintes dispositivos: MT/DNIT/DPP/IPR . tabelas e ábacos. uma vez que aqui não está envolvida somente a segurança do veículo e do seu usuário. não se aplicando a sistemática adotada em trechos rurais. No primeiro caso citado cabe. quando o país experimenta um rápido processo de urbanização. procurou-se minimizar o trabalho com a adoção de planilha de cálculo. a drenagem urbana está afetada ao gerenciamento municipal. a drenagem deve ser tratada de forma mais específica e detalhada. ou os já existentes e relativamente distantes da rodovia avançam sobre suas margens. apresentando dois processos de ocorrência bem definidos: em primeiro lugar. Tendo em vista os inevitáveis e extensos cálculos no enfoque do movimento uniformemente variado. quando de sua implantação. de toda a população urbana que vive as margens da rodovia. com a implantação da rodovia e com os benefícios dela resultantes. pois. Tendo em vista o exposto acima. as rodovias atravessam áreas urbanas levando consigo seus benefícios à população.

a determinação das "descargas afluentes". Se esta estiver localizada em trecho de declividade uniforme.2 SARJETAS As sarjetas em trecho urbano têm como objetivo conduzir as águas que se precipitam sobre a plataforma da rodovia e áreas adjacentes ao ponto de captação que normalmente é uma boca de lobo. galerias. MT/DNIT/DPP/IPR I1 / 2 (equação 6. pode-se utilizar a formula de Izzard baseada na fórmula de Manning: Q o = 0. n = coeficiente de rugosidade de Manning. depende da altura d'água no trecho da sarjeta imediatamente a montante da boca de lobo. da capacidade de vazão da sarjeta.10. em m3/s. Z = Z = tgθ . a declividade e a rugosidade da sarjeta e as superfícies do pavimento sobre as quais a água escoa. bocas de lobo. As estruturas especiais tais como dissipadores de energia contínuos e descontínuos e as considerações sobre ressalto hidráulico já foram apresentadas no item 3. em m/m. Tais características incluem a seção transversal. A capacidade de esgotamento de uma boca de lobo. Z = recíproca da declividade transversal. em suma. Yo = altura d'água na sarjeta. qualquer que seja o seu tipo. a altura d'água na sarjeta dependerá das suas características de escoamento como conduto livre. 110. em m.Manual de Drenagem de Rodovias – – – – – sarjetas. I = declividade longitudinal da sarjeta. estruturas especiais.375 x y 8 / 3 x Z x o onde: Qo = vazão da sarjeta. serem aplicadas também na drenagem urbana. 280 Devido à necessidade de constar na planilha. Para o cálculo da altura d'água na sarjeta para uma dada vazão ou vice-versa. poços de visita. se necessário. 6. isto é. podendo. ver Fig. conforme visto no item anterior.01) n . embora de domínio da Hidrologia. visando à otimização dos cálculos. sua localização e espaçamento. será tratada neste capítulo.

com a descarga afluente (equação 6.375 x y 8 / 3 x Z x I1 / 2 o −7 2. além de ter limites restritos.04) onde: Q = descarga afluente à sarjeta. função do tipo de revestimento.03) o A determinação da velocidade de escoamento na sarjeta (V ) é importante. A = L x d.958 x 1 / 4 Z ⎛ I1 / 2 ⎞ x⎜ ⎜ n ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ 3/ 4 x Q1 / 4 (equação 6.78 x 10 −7 x C x i x A (equação 6. em m. Para o cálculo do espaçamento entre as bocas de lobo pode-se utilizar a fórmula de Izzard associada à fórmula racional para a determinação das descargas afluentes.78 x 10 x C x i x L x n (equação 6.Manual de Drenagem de Rodovias Dessa expressão. em mm/h. A = área de drenagem. obtém-se: Y = 1. Pelo método racional. que pode ser expressa como. permite determinar o tempo de percurso na sarjeta. pois. onde: L = largura do implúvio. para que não haja transbordamento da sarjeta.02) e. Q = 2. em m. obtém-se: 0. C = coeficiente de escoamento superficial. O comprimento crítico irá definir o espaçamento máximo entre bocas de lobo.04).445 x 1 ⎛ Q ⎞ x ⎜ 1/ 2 o ⎟ Z3/8 ⎝ 1 / n ⎠ 3/8 281 (equação 6.375 x y 8 / 3 x z x o d= I1 / 2 = 2. equação 6. pela equação da continuidade: 1 Vo = 0.78 x 10 −7 x C x i x L x d n 0. d = comprimento crítico da sarjeta.01. i = intensidade de precipitação.05) MT/DNIT/DPP/IPR . em m/s. em m2. Igualando-se a capacidade hidráulica da sarjeta.

podem ainda ser classificados quanto à localização em: – – Bocas-de-lobo situadas em pontos intermediários das sarjetas.3 BOCAS-DE-LOBO d 60v o (equação 6. 108 (a) . Fig. Bocas-de-lobo situadas em pontos baixos das sarjetas. 108 (c). podem ser classificados em dois tipos.Manual de Drenagem de Rodovias 282 O tempo de percurso na sarjeta pode ser determinado através da equação: tp = onde: tp = tempo de percurso na sarjeta. através da qual se permite a entrada da água pluvial que escoa sobre as sarjetas. as bocas-de-lobo localizam-se em trechos contínuos e de declividade uniformes das sarjetas e a entrada das águas pluviais se dá através de apenas uma das extremidades da boca-de-lobo. Fig. no cruzamento de ruas. em min. No segundo caso. caso em que a caixa coletora fica situada sob a faixa da sarjeta. com abertura no meio-fio. a saber: – – Boca-de-lobo simples. Em casos especiais pode haver uma combinação dos dois tipos. No primeiro caso. 108 (b). conduzi-las às galerias subterrâneas.06) Bocas de lobo são dispositivos especiais que têm a finalidade de captar as águas pluviais que escoam pelas sarjetas para. isto é. Boca-de-lobo com grelha. Fig. caso em que a caixa coletora fica situada sob o passeio. e a entrada das águas pluviais ocorre peias duas extremidades da boca-de-lobo. em seguida. Vo = velocidade de escoamento. 6. MT/DNIT/DPP/IPR . A boca-de-lobo simples é constituída de uma abertura vertical no meio-fio denominada guia-chapéu. Basicamente. em m. em m/s. d = comprimento da sarjeta. Além desses tipos. a boca-de-lobo localiza-se em pontos baixos das sarjetas ou junto à curvatura dos meio-fios.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 108 .Bocas-de-lobo 283 A capacidade de esgotamento de uma boca-de-lobo simples é função da rapidez com que se processa a mudança de direção do fluxo na sarjeta. MT/DNIT/DPP/IPR .

6. funcionando como um conjunto único. Numerosas experiências têm mostrado que as grelhas constituídas de barras longitudinais são mais eficientes e menos sujeitas às obstruções do que aquelas compostas por barras transversais. no qual a boca-de-lobo funciona como um vertedor. segundo estejam localizadas paralela ou perpendicularmente em relação à direção do escoamento. uma abertura coberta com barras metálicas longitudinais ou transversais formando grelhas.1 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO Boca-de-lobo simples em ponto baixo de sarjeta Segundo ensaios realizados no laboratório de hidráulica do "Bureau of Public Roads". por serem as aberturas maiores. A principal vantagem da boca-de-lobo simples é que as obstruções por detritos. esta altura de fluxo. a abertura no meio-fio pouco influi em sua capacidade. Localiza-se em pontos intermediários das sarjetas ou em pontos baixos. A boca-de-lobo com grelha possui. são menos freqüentes. Escoamento afogado. podendo também ser colocada a montante ou a jusante. a boca-de-lobo simples pode funcionar basicamente sob duas condições de escoamento: – – Escoamento com superfície livre. A principal desvantagem das grelhas é a sua obstrução com detritos transportados pelas enxurradas. a capacidade de esgotamento da boca-de-lobo será substancialmente aumentada. obtém-se melhores resultados.Manual de Drenagem de Rodovias 284 Portanto. através de uma depressão na sarjeta junto à face do meio-fio. Quando ocorre qualquer obstrução. aumentando-se. As grelhas podem ser longitudinais ou transversais. acarretando redução substancial em sua capacidade de esgotamento. A desvantagem principal é a baixa eficiência quando utilizada em sarjetas com declividades longitudinais acentuadas. MT/DNIT/DPP/IPR . enquanto não houver obstrução da grelha. Se a grelha for colocada a jusante da abertura. A boca-de-lobo combinada é uma associação entre a boca-de-lobo simples e a grelha. no qual a boca-de-lobo funciona como orifício. Ensaios de laboratório revelaram que na boca-de-lobo combinada. porém. embora sejam inevitáveis. essa abertura torna-se importante para o funcionamento da boca-de-lobo. sendo que normalmente a grelha é instalada defronte a abertura do meio-fio. por exemplo.3.

Manual de Drenagem de Rodovias 285 Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas. pode ser utilizada a Fig. em m3/s MT/DNIT/DPP/IPR . 109 foi construído sobre as seguintes hipóteses: – Para alturas d'água até a altura da abertura (y / h ≤ 1) . em m. y = altura da água na entrada. Q = vazão máxima esgotada pela boca-de-lobo.703y 3 / 2 (equação 6. sendo a vazão dada pela fórmula: Q = 1. 109. Trata-se de uma adaptação baseada em resultados obtidos pelo Bureau of Public Roads. em m. a boca-de-lobo funciona como vertedor. em m. sendo utilizado tanto para o escoamento como superfície livre quanto para o escoamento afogado.07) L Onde: h = altura da abertura no meio-fio. O nomograma da Fig. L = comprimento da abertura.

Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos baixos das sarjetas.Manual de Drenagem de Rodovias 286 Figura 109 . MT/DNIT/DPP/IPR .

09) 12 24 48 0.20 A equação 6. tendo sido adotada uma transição no nomograma.101h 3 / 2 (y' / h) L (equação 6.09 anterior assume a forma seguinte para boca de lobo sem depressão: Q = K x yo x L g x yo (equação 6. = y − h 2 – Para alturas d’água entre uma e duas vezes a altura da abertura no meio-fio.10) MT/DNIT/DPP/IPR . o funcionamento da boca-de-lobo é indefinido. igual a zero para boca-de-lobo sem depressão.08) onde fez-se c = 0. Boca-de-lobo simples em ponto intermediário da sarjeta Para a determinação da capacidade de esgotamento da boca-de-lobo simples em "pontos intermediários das sarjetas" pode ser usada a seguinte equação. sendo a vazão dada pela fórmula derivada dos orifícios: Q 1/ 2 = 3. y0 = profundidade da lâmina d'água na sarjeta. C = constante. igual a y0 para a boca-de-lobo sem depressão.23 0. y = altura do fluxo na sarjeta imediatamente antes da boca-de-lobo. supõe-se que a boca-de-lobo funciona como orifício. em m/s2.Manual de Drenagem de Rodovias 287 Para alturas d'água iguais ou maiores que duas vezes a altura da abertura (y / h ≥ 2 ) .7 e y' igual à carga no meio da abertura do meio-fio.K em função do ângulo Υ tg Ø K gxy (equação 6. de acordo com a tabela abaixo: Tabela 44 .20 0. em m. K = função do ângulo Ø. ou seja: y. obtida através de pesquisas desenvolvidas pela Universidade John Hopkins: Q (K + C) x y x L onde: g = aceleração da gravidade.

Manual de Drenagem de Rodovias Figura 110 .Capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo simples em pontos intermediários das sarjetas A equação 6.Seção na entrada de boca-de-lobo 288 Figura 111 . e o cálculo do y é apresentado no item 6.10 está representada na Fig. 111.2 Boca-de-lobo com grelha em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .

Na faixa de transição entre 12 e 42 cm. como por exemplo. O perímetro P da abertura da grelha deve ser calculado sem levar em consideração as barras internas e descontando-se os lados pelos quais a água não entra. excluindo-se.42 m Q = 2. Os resultados obtidos através do nomograma da Fig. Q = vazão por metro quadrado de área de abertura da grelha. 112 reúne as duas condições acima e os gráficos fornecidos representam as seguintes equações: – Para y < 0.655 x y 1. de sua experiência.5 P – Para y > 0. da área total às áreas correspondentes as barras. A grelha passa a funcionar como orifício somente quando a lâmina d'água for superior a 42 cm e entre 12 e 42 cm o funcionamento é indefinido. P y = altura d'água na sarjeta sobre a grelha. excluído as áreas A ocupadas pelas barras. e. para profundidades de lâmina d´água de até 12 cm. conseqüentemente. que permitiram constatar que a grelha tem um funcionamento análogo ao de um vertedor de soleira livre. na prática a capacidade de esgotamento das bocas-de-lobo é menor que a calculada. entre os quais enumera-se: MT/DNIT/DPP/IPR . em razão de diversos fatores. a escolha de y depende exclusivamente do projetista.12 m Q = 1. quando um dos lados está junto à face do meio-fio.5 A Onde: Q = vazão por metro linear de perímetro da boca-de-lobo.91 x y 0. A Fig. A é a área útil das aberturas da grelha.Manual de Drenagem de Rodovias 289 O dimensionamento das bocas-de-lobo com grelha situadas em pontos baixos das sarjetas pode ser feito baseado nas experiências efetuadas pelo United States Corps of Engineers (Hidraulic Laboratory Report nº 54). 112 devem ser multiplicados pelos coeficientes de redução da tabela 54 apresentada no Apêndice D. portanto. pois.

Manual de Drenagem de Rodovias 290 Figura 112 .Capacidade de esgotamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .

Na seção BB da figura. e recomenda a utilização do gráfico da Fig. devem-se aplicar coeficientes de redução sobre os valores teóricos calculados. 112 e 113 decorre de critérios diferentes adotados na escolha do coeficiente de descarga pêlos orifícios. Estudos dessa mesma Universidade mostraram que a capacidade teórica de esgotamento das bocas-de-lobo combinadas é. segundo consta no Manual de Drenagem Urbana de Denver. Assim. A diferença entre os resultados obtidos através das Figs. Bocas-de-lobo com grelha em ponto intermediário das sarjetas Para se estudar o comportamento das grelhas instaladas em pontos intermediários das sarjetas destaca-se em particular "The Design of Storm Water Inlets" que consubstancia o estudo efetuado na Universidade John Hopkins. MT/DNIT/DPP/IPR . hipóteses de cálculo que nem sempre correspondem à realidade. junto às sarjetas e bocas-de-lobo.5 cm.Manual de Drenagem de Rodovias 291 – – – obstruções causadas por detritos carreados pelas águas. aproximadamente. está assinalada a profundidade y’ que é facilmente calculada uma vez conhecido y0 (item 5. consideradas isoladamente. A Fig. 114 mostra um esquema geral da grelha. Por outro lado.2). único que pode ser aplicado para configuração de grelhas e de ruas diferentes daquelas dos ensaios. estudos conduzidos pela Universidade John Hopkins admitem o funcionamento da grelha como orifício a partir de 7. para compensar os efeitos globais desses fatores. irregularidades nos pavimentos das ruas. 113 para o dimensionamento. igual ao somatório das vazões pela grelha e pela abertura no meio-fio. A seleção de um ou outro método de dimensionamento ficará a critério do projetista.

Manual de Drenagem de Rodovias 292 Figura 113 .Capacidade de escoamento das grelhas localizadas em pontos baixos das sarjetas MT/DNIT/DPP/IPR .

conforme mostra a Fig. pois admitindo-se que a parcela d'água na sarjeta ao longo da largura W da grelha irá escoar longitudinalmente para seu interior. Para que toda essa água seja esgotada longitudinalmente e lateralmente.114.Manual de Drenagem de Rodovias Figura 114 . com lamina de largura (T .5 MT/DNIT/DPP/IPR .Esquema geral de grelha 293 A profundidade y' é importante neste método. baseada em experiências de laboratório: ⎛ y' ⎞ L' = 1.2 x v o x tgØ x ⎜ ⎟ ⎜g⎟ ⎝ ⎠ 0.W) e profundidade y'. escoará lateralmente em direção à grelha como se fosse uma boca-de-lobo simples. calculado a partir da fórmula empírica seguinte.25 x (L'−L ) x g x (y') 1. a grelha deverá possuir um comprimento mínimo L'.5 onde: y. = y o − W tgØ Se for adotado um valor de L menor que L' haverá um excesso de água q2 que não será esgotado pela grelha e deve ser calculado por: q 2 = 0. então a parcela restante.

L' = comprimento da grelha necessário para interceptar. as águas pluviais não esgotadas ultrapassam as grelhas. Q = Qo − q Símbolos empregados na formulação matemática: y' = profundidade da lâmina d’água junto à borda externa da grelha. Se. MT/DNIT/DPP/IPR . T = largura da seção molhada de escoamento. Se L for menor que L0.5 O fator m é uma constante que depende da configuração da grelha e os seus valores encontram-se na tabela 34 do Apêndice D. Ø' = ângulo formado entre o plano da superfície do pavimento e o plano vertical na grelha (tgØ'= 1/i) . as grelhas devem ser dimensionadas de modo que L ≥ L o . a vazão que ultrapassa a grelha pode ser calculada por: q3 = Q o ⎛ L ⎞ x ⎜ 1 − 22 ⎟ ⎜ Lo ⎟ ⎝ ⎠ 2 Assim sendo. a vazão total que ultrapassa a grelha é calculada por. Em condições normais. toda a água que escoa fora da grelha q2. L < Lo. Ao = área da seção transversal de escoamento da sarjeta. lateralmente. em m. q = q 2 + q3 Finalmente. em m/s = Qo/Ao Qo = vazão que escoa na sarjeta. O valor de L é calculado por: ⎛y⎞ Lo = m x v o ⎜ ⎟ ⎜ g⎟ ⎝ ⎠ 0. em m2. o comprimento da grelha deverá ser maior ou igual a L para que todo o escoamento longitudinal na sarjeta dentro da faixa W da grelha seja esgotado. em função do tipo da boca-de-lobo. por algum motivo. em m. em m3/s. W = largura da grelha. em m.Manual de Drenagem de Rodovias 294 Por outro lado. em m. yo = profundidade da lâmina d´água na sarjeta. a vazão esgotada pela grelha será. Vo = velocidade média de escoamento nas sarjetas. em m.

t = espessura das barras longitudinais das grelhas. Após o dimensionamento e localização das bocas-de-lobo e sarjetas. Qo = vazão que escoa lateralmente à grelha. em m. em m/s2. apresentada a seguir. e = espaçamento entre as barras longitudinais das grelhas. em m. Ø' = ângulo formado entre o plano da sarjeta e o plano vertical. em pontos baixos do perfil e em pontos intermediários. deflúvio a escoar para jusante e galeria de jusante. em m3/s. Têm ainda o objetivo de permitir a limpeza nas galerias e a verificação de seu funcionamento e eficiência. e seu espaçamento é função da capacidade hidráulica da sarjeta (item 5. concorrem mais de um coletor. em m. é composta de três itens fundamentais: poço-de-visita. conforme descrito acima.2) Para os procedimentos a serem seguidos na execução deste dispositivo. 6. g = aceleração da gravidade. A planilha. 6. em m3/s. para um mesmo local. que servirá de orientação ao roteiro. devem ser obedecidas as Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES . em m3/s. em m. As bocas-de-lobo devem ser localizadas imediatamente a montante das curvas dos meiofios nos cruzamentos. segundo as necessidades de captação de águas. São dispositivos também previstos quando.5 ROTEIRO PARA PROJETO DE GALERIAS PLUVIAIS DE SEÇÃO CIRCULAR Será apresentado a seguir um roteiro para o projeto de galerias pluviais de seção circular visando facilitar o trabalho. MT/DNIT/DPP/IPR .4 POÇOS-DE-VISITA Os poços-de-visita são dispositivos especiais que têm a finalidade de permitir mudanças ou das dimensões das galerias ou de sua declividade e direção. e otimizando de forma ordenada a seqüência de cálculos. devem ser posicionados os poços de visita que atenderão às bocas-de-lobo projetadas e demais casos particulares. Q = vazão esgotada pela boca-de-lobo. L = comprimento da grelha. Lo = comprimento da grelha necessário para captar toda a água que escoa sobre a grelha.Manual de Drenagem de Rodovias 295 i = declividade transversal do pavimento da pista de rolamento. q = vazão total não esgotada pela boca-de-lobo.

2 DEFLÚVIO A ESCOAR PARA JUSANTE Bacia contribuinte ou bacia de drenagem é uma área definida topograficamente. isto é.Fundo Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (6) e (17) .Estaca Devem ser indicadas as estacas correspondentes aos poços-de-visita. Essas áreas devem ser calculadas ou planimetradas e o seu resultado deve ser indicado em hectares. coletora de água de chuva que. 6.5. dividir a área de cada bacia em áreas contribuintes dos diversos-poços-de visita. atinge a seção considerada.Terreno Deve ser indicada nesta coluna a cota do terreno do local. Deve ser marcado o divisor de águas de cada bacia que contribua diretamente para a seção de interesse. b) Coluna 8 . 6. d) Coluna 4 . e) Coluna 5 . b) Coluna 2 .5. f) Coluna 6 .Número do poço Os poços-de-visita deverão ser numerados de montante para jusante. escoando pela superfície do solo.Área Determinar a área de cada sub-bacia de contribuição.Manual de Drenagem de Rodovias 296 Esta planilha está baseada no modelo adotado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro que é o modelo mais utilizado no país.Coeficiente de impermeabilidade MT/DNIT/DPP/IPR .Nível d’água Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (5) e (19).1 POÇO-DE-VISITA a) Coluna l . a) Coluna 7 . de acordo com a locação.Recobrimento Para o preenchimento desta coluna deve-se aguardar os cálculos efetuados para as colunas (16) e (17) . A individualização da bacia contribuinte é necessária e feita pelo traçado em planta topográfica das linhas dos divisores de água ou espigões. c) Coluna 3 .

25 : para zona rural.Coeficiente de distribuição A coluna (10) deverá ser preenchida com o coeficiente de distribuição (n). 115. baseado nos estudos de Burkli-Ziegler. r = 0. corresponde a um tempo inicial de entrada. c) Coluna 9 .60 : para zona residencial urbana. em hectares. as áreas totais. em min. em quatro categorias: r = 0. em min. ábaco de Caquot.15. r = 0. o tempo de percurso depende das suas características hidráulicas e extensão: valores indicados na coluna (23). o tempo de percurso na sarjeta pode ser obtido para equação 6. na forma cumulativa.Tempo de concentração O tempo de concentração para galerias de drenagem urbana. tp = tempo de percurso. r = 0. em min. No caso do primeiro poço-de-visita ou boca-de-lobo. que poderá ser tomado igual a 1 se a área for inferior a 1 ha. a soma das áreas locais contribuintes para cada poço-de-visita. classificar a impermeabilidade das áreas locais (r). n = A-0. ou tempo requerido pelo escoamento superficial para fluir sobre a superfície. Nas galerias. Na prática pode ser obtido através da tabela 56 do Apêndice D.2. Os valores de (n) podem ainda ser obtidos da Fig. O tempo de entrada depende geralmente da declividade e das características de superfície de drenagem. até atingir a primeira boca de lobo a montante.cujas águas fluem para ele. isto é. a ser indicado na coluna (11). d) Coluna 10 . Apêndice D.40 : para zona suburbana.15. esta área é igual à respectiva área local. e um tempo de percurso que é o tempo que decorre desde a entrada no conduto (sarjeta ou galeria) até o ponto de interesse. No caso do primeiro poço-de-visita. se a área total for maior que 1 ha. única. ou igual ao inverso desta área elevado à potência de 0.Manual de Drenagem de Rodovias 297 Em função do grau de urbanização da área do projeto. tc = te + tp onde: tc = tempo de concentração. MT/DNIT/DPP/IPR .Área total Na coluna 9 devem ser indicados. isto é. e) Coluna 11 .80 : para áreas muito urbanizadas (zona central da cidade). te = tempo de entrada. do item 5.

78 (fator numérico de conversão de unidades). Apêndice D.Deflúvio parcial O deflúvio parcial em l/s. 117. coeficiente de distribuição (col 10). Os valores de (a). 116. e o recobrimento. i) Coluna 15 . 6. o diâmetro "d".5. escolher à priori. de acordo com o estudo hidrológico. intensidade pluviométrica em mm/h (col 12).Deflúvio total a escoar O deflúvio total a escoar a ser indicado na coluna (15) será obtido pelo somatório dos deflúvios parciais na forma cumulativa. onde (a) é um fator função dos coeficientes de impermeabilidade (r).17 e 6 . ou pelo gráfico da Fig. MT/DNIT/DPP/IPR . coeficiente de deflúvio (col 13). Esta distância não deve ser inferior a 0. Apêndice D. g) Coluna 13 .Intensidade pluviométrica A intensidade pluviométrica a ser indicada na coluna (12) é a quantidade de precipitação que ocorre em uma unidade de tempo (mm/h). para uma chuva com uma dada freqüência e com uma duração igual ao tempo de concentração. que é a distância vertical entre o greide no centro do poço-de-visita e o prolongamento da geratriz superior externa do coletor. a ser indicado na coluna (14). Fig.3 GALERIA DE JUSANTE a) Colunas 16.duração e freqüência. a ser indicado na coluna (6). e 2. No caso do primeiro poço de visita o deflúvio total a escoar será o próprio deflúvio parcial coluna (14).60 metros. diâmetro e recobrimento Pelo exame do greide da rodovia e orientado pelo gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção. intensidade pluviométrica (i). a declividade "I" do primeiro trecho do coletor a ser indicado na coluna (16).Declividade. ou através da equação de chuvas adotada para a localidade. podem ser determinados através da tabela 54 do Apêndice D. e do tempo de concentração (t). já que não há contribuição de trecho anterior. numa primeira tentativa. determina-se a intensidade de precipitação através das curvas de intensidade . h) Coluna 14 .Manual de Drenagem de Rodovias 298 O tempo de concentração mínimo adotado em sistemas urbanos é de t = 10 minutos f) Coluna 12 . é obtido através do método racional pelo produto dos seguintes fatores: área da bacia local em ha (col 7). Após a escolha do tempo de recorrência da chuva de projeto.Coeficiente de deflúvio O coeficiente de deflúvio a ser indicado na coluna (13) deverá ser calculado com base no critério de Fantoli pela fórmula f = ax (i x t). coluna (17) deste mesmo coletor.

O tirante normal (y) a ser indicado na coluna (19). Dividindo-se o fator de condução (K). coluna (17). coluna (15). coluna (5). Através da tabela 58. expresso em porcentagem. determina-se o enchimento y/d. em m/s. o recobrimento. coluna (3) pode ser calculada a cota do fundo do poço-de-visita. na coluna (18).Manual de Drenagem de Rodovias 299 Sendo conhecido o diâmetro.Tirante crítico MT/DNIT/DPP/IPR . Apêndice D. coluna (5) e o tirante normal coluna (19). a ser indicado na coluna (18). c) Coluna 19 . mediante a seguinte operação: Col5 = Col3 − (Col6 + Col17) b) Coluna 18 . K= onde: Q = deflúvio a escoar. determina-se o valor de d8/3/n.Tirante normal Para o cálculo do tirante normal. a relação entre o tirante d'água (y) e o diâmetro (d) do tubo. e a cota do terreno. Para o preenchimento desta coluna devemse aguardar os cálculos efetuados para o preenchimento da coluna (19). será a soma da cota do fundo. tem-se inicialmente que calcular o fator de condução K. i = declividade da galeria. coluna (6). em função do diâmetro escolhido coluna (17) e do coeficiente de rugosidade do tubo (n). Col4 = Col5 + Col19 d) Coluna 20 . será obtido através da equação: y =c ×d 2 A cota do nível d'água a ser indicada na coluna (4).Enchimento O enchimento. valor este a ser indicado em porcentagem. em m/m. é a relação entre o tirante normal e o diâmetro do tubo. coluna (16). isto é. por d8/3/n tem-se o argumento c2: c2 = K d8 / 3 n Q i Entrando-se com o valor de c2 na tabela 59 do Apêndice D.

em m2. em m3/s. em m/s. yc = y o regime é crítico. em m/s2. g = aceleração da gravidade. yc/d. yc < y o regime é subcrítico. coluna (15). Dividindo o módulo crítico(M).Manual de Drenagem de Rodovias 300 O tirante crítico(yc). em m/s. Q A MT/DNIT/DPP/IPR . em função do diâmetro escolhido. coluna (15). Coluna 21 . Apêndice D. tem-se o argumento (c3). por d5/2. a ser indicado na coluna (21). coluna (17). Q = deflúvio a escoar. v= onde: V = velocidade de escoamento.Velocidade de escoamento A velocidade de escoamento será determinada pela equação da continuidade. pode ser determinado através do cálculo do módulo crítico (M): M= onde: Q = deflúvio a escoar. a ser indicado na coluna (20). A = área da seção molhada. O tirante crítico (yc) será obtido através da equação: yc = c3 x d Donde pode-se concluir que se: yc > y o regime é supercrítico. determina-se o valor de d5/2. Através da tabela 58. c3 = M d5 / 2 Q g Entrando-se com o valor de (03) na tabela 59 do apêndice D. determina -se o enchimento crítico.

40 m. Os procedimentos a serem seguidos na execução dos dispositivos devem obedecer às Especificações de Serviço DNIT 030/2004-ES . V = velocidade de escoamento. O diâmetro mínimo tanto para os ramais de boca-de-lobo como para as galerias não deverá ser inferior a 0.Tempo de percurso Q c1 x d2 O tempo de percurso no trecho. em m/s. E = extensão. A altura d'água calculada não deverá ser inferior a 20 % nem superior a 85 % do diâmetro do coletor. multiplica-se o valor do argumento c1.Extensão A extensão deverá ser indicada em metros na coluna 22. tabela 59 do Apêndice D. ao quadrado. expresso em minutos: tp = onde: tp = tempo de percurso. f) Coluna 23 . em m. coluna 23 . MT/DNIT/DPP/IPR . visando facilitar a auto-limpeza. função de y/d já determinado na coluna (20) pelo diâmetro escolhido coluna (17).0 m/s.4 RECOMENDAÇÕES E 1 x V 60 A velocidade de escoamento não deverá ser superior a 4.5. v= e) Coluna 22 . a ser indicado na coluna 23 é o resultado da divisão da extensão do trecho do coletor a montante pela respectiva velocidade de escoamento.5 m/s. 6. em min. coluna 21. de acordo com o projeto. nem inferior a 1.Manual de Drenagem de Rodovias 301 Para a determinação da área da seção molhada. coluna 22. tabela 58 do Apêndice D. devido à resistência a erosão do tubo de concreto.

Distr. m ha min mm/h mm/h ℓ/s 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 COTAS NO POÇO Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 45 . min Total Conc. Tempo Total a Declividade Diâmetro Enchimento Recobrimento Velocidade Extensão Percurso Nível Área Tempo Intes Coef. Pluv. Defl. Terreno Fundo Área Coef. escoar m % m % m/s m Normal Crítico Coef.Planilha para cálculo de coletores circulares de águas pluviais 1 2 3 4 5 6 MT/DNIT/DPP/IPR 302 . Defl.POÇO DE VISITA BACIA LOCAL DEFLUVIO A ESCOAR PARA JUSANTE GALERIA DE JUSANTE LOCAÇÃO CONTRIBUIÇÃO PARCIAL Tirante Defl. Parcial ℓ/s Nº Estaca d´água m m m m ha Imper.

6 Tabela 48 . ou longitudinal com barras Transversais Combinada Tipo de Boca-de-Lobo % permitida sobre o valor teórico 80 65 50 80 60 50 110% dos valores indicados para a grelha correspondente Tabela 47 .Coeficientes de redução das capacidades das bocas-de-lobo Localização nas Sarjetas Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Baixo Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Ponto Intermediário Simples combinada Com grelha Simples Grelha longitudinal Grelha transversal.Valores do fator m BOCA DE LOBO COMBINADA Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e GRELHAS Grelhas com algumas barras transversais e t ≤ e Grelhas com diversas barras transversais e t ≤ e m = 4.Manual de Drenagem de Rodovias 6. jardins.6 COEFICIENTES DE REDUÇÃO DAS CAPACIDADES DAS BOCAS DE LOBO 303 Tabela 46 .0 m = 8.0 m = 3. campos 10 min 12 min 15 min Declividade da Sarjeta I<3% 7 min 10 min 12 min I>3% MT/DNIT/DPP/IPR .3 m = 6.Tempo de entrada Natureza da área 1 – Área de construção densas 2 – Áreas residenciais 3 – Parques.

10 1.2789 0.3600 0.8462 6.5385 1.20 0.0254 0.4670 17.4900 0.80 0.1012 0.60 0.0770 19.45 0.90 1.15 0.40 r = 0.2310 125.8000 50.23 0.0000 2.0179 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 49 .0087 0.1769 0.7684 1.015 d 5/2 m 2 0.4615 1.1600 0.0000 1.0400 0.6670 86.20 d 2 d8/3 n n = 0.00 1.9231 3.6923 8.4620 58.38 0.0769 5.0670 25.9230 99.3330 66.0312 0.0225 0.2691 1.25 0.5724 0.6670 5.0000 1.70 0.013 0.4100 0.40 0.Valores do fator (a) r = 0.7330 36.60 r = 0.0770 76.043 a = 0.2500 0.2025 0.4400 0.80 r = 0.0529 0.3850 10.1358 0.5774 MT/DNIT/DPP/IPR .0890 0.0000 108.Determinação de d 8 3 n e d 5 2 Diâmetro m 0.25 a = 0.029 a = 0.058 a = 0.0900 0.0625 0.30 0.018 304 Tabela 50 .0769 1.1444 0.50 0.6154 12.8100 1.6920 42.6667 n = 0.6920 29.0493 0.2321 1.6400 0.

56 0.0805 0.4130 0.5400 0.1401 0.3599 0.5020 0.1982 0.4620 0.2098 0.4062 0.25 0.19 0.0273 0.1455 0.0361 0.21 0.22 0.2149 0.1844 0.3420 0.15 0.1110 0.23 0.20 0.0961 0.0777 0.Manual de Drenagem de Rodovias 305 Tabela 51 .41 0.4444 MT/DNIT/DPP/IPR .0752 0.5500 0.65 0.0432 0.3229 0.0418 0.1830 0.1148 0.1107 0.0811 0.2836 0.62 0.58 0.50 0.1762 0.2014 0.59 0.60 0.28 0.37 0.1800 0.0818 0.0304 0.2739 0.0221 0.0461 0.2354 0.2934 0.1449 0.68 C1 0.0597 0.3069 0.4820 0.0698 0.64 0.4230 0.1890 0.0394 0.0862 0.1366 0. 0.0549 0.33 0.0197 0.0981 0.2368 0.0269 0.0921 0.2546 0.0735 0.24 0.40 0.2074 0.3717 0.1668 0.63 0.57 0.2305 0.1612 0.2410 0.1312 0.1050 0.3032 0.54 0.5310.1559 0.43 0.4162 0.53 0.36 0.2642 0.1604 0.2260 0.45 0.4330 0.51 0.1242 0.0246 0.1623 0.2550 0.16 0.0427 0.3828 0.3157 0.2038 0.1711 0.55 0.2450 0.3466 0.1199 0.1530 0.5690 C2 0.3374 0.3949 0.0498 0.0174 0.1347 0.3727 0.17 0.66 0.4920 0.2202 0.2185 0.38 0.29 0.39 0.0955 0.1198 0.0304 0.4312 0.5120 0.44 0.4430 0.1926 0.0805 0.1248 0.48 0.1828 0.1773 0.4530 0.1508 0.2651 0.0653 0.3827 0.Dados numéricos para o cálculo do escoamento em galerias circulares parcialmente cheias y d 0.0739 0.27 0.2853 0.2090 0.0694 0.1451 0.5590 0.2355 0.0340 0.2251 0.4720 0.0646 0.2464 0.4030 0.61 0.2956 0.67 0.3130 0.31 0.1383 0.30 0.1002 0.3527 0.1883 0.49 0.0237 0.1535 0.42 0.1174 0.5220 0.2276 0.1261 0.0331 0.2510 C3 0.0535 0.2461 0.1044 0.2098 0.1988 0.2167 0.0910 0.0377 0.0302 0.3627 0.35 0.1719 0.3263 0.26 0.34 0.0573 0.1298 0.18 0.1683 0.3930 0.32 0.0864 0.0152 0.0613 0.47 0.3328 0.2751 0.52 0.1030 0.46 0.

69 0.7320 0.2881 0.70 0.6400 0.7767 0.6890 0.6526 0.2845 0.87 0.6898 0.78 0.71 0.86 0.8017 306 MT/DNIT/DPP/IPR .85 0.6660 0.3267 0.6050 0.6740 0.88 0.2798 0.4700 0.5870 0.2751 0.3011 0.3183 0.6140 0.3115 0.3047 0.4831 0.5599 0.2607 0.7120 0.76 0.6714 0.6810 0.84 0.79 0.7040 0.6970 0.2928 0.5108 0.7250 0.77 0.3212 0.2561 0.3300 C3 0.2659 0.73 0.82 0.7190 0.6230 0.3151 0.72 0.80 0.5780 0.6490 0.83 0.7106 0.Manual de Drenagem de Rodovias Tabela 51 – (Continuação) y d 0.4570 0.3263 0.3243 0.7270 0.5543 0.6051 0.6320 0.89 C1 0.74 0.6185 0.75 0.3079 0.6570 0.5240 0.6348 0.5400 0.81 0.2705 0.7380 C2 0.4987 0.6020 0.2970 0.7527 0.6960 0.

Àbaco de Caquot 307 MT/DNIT/DPP/IPR .Coeficiente de distribuição (n) .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 115 .

Coeficiente de deflúvio f 308 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias Figura 116 .

Gráfico de capacidade de escoamento dos condutos circulares operando em regime livre a plena seção MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 309 Figura 117 .

.

FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 311 GEOTÊXTEIS CARACTERÍSTICAS.

.

Para se definir as características dos geotêxteis. Como tantos outros materiais aplicados em obras de engenharia.Manual de Drenagem de Rodovias 7 OS GEOTÊXTEIS: CARACTERÍSTICAS. 7.2 CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis derivam diretamente de dois fatores básicos. • • Processo de fabricação Matéria-prima Essas características são divididas em quatro grupos: • • • • Características Físicas Características Mecânicas Características Hidráulicas Características de Durabilidade Com relação ao processo de fabricação os geotêxteis podem ser tecidos ou não-tecidos. FUNÇÕES E SEU DIMENSIONAMENTO COMO FILTRO INTRODUÇÃO 313 7. esses materiais são submetidos a alguns ensaios que simulm situações reais e que fornem resultados que ser usados dimensionamento. que muitas vezes definem também o desempenho. os geotêxteis possuem características (propriedades) que definem seu comportamento quando instalados em uma estrutura pertencente à obra. ou pelo menos que servir de subsídios para a seleção produto mais adequado situação de obra Esta situação de obra pode estar ligada ao desempenho do geotêxtil ou às suas condições de instalação.1 Os geotêxteis são materiais têxteis permeáveis com aplicação em obras ou estruturas geotécnicas. Características físicas: a) Gramatura (densidade superficial) b) Espessura c) Densidade da fibra ou filamento d) Diâmetro da fibra ou filamento e) Porosidade MT/DNIT/DPP/IPR .

Capacidade de retenção de partículas. Características de durabilidade: a) Fluência b) Resistência à abrasão c) Resistência aos raios ultra-violetas d) Resistência à temperatura e) Resistência a agentes químicos f) Resistência a agentes biológicos 7.Manual de Drenagem de Rodovias 314 Características mecânicas: a) Resistência à tração b) Alongamento c) Módulo de rigidez d) Resistência ao Puncionamento e) Resistência ao estouro f) Resistência à propagação do rasgo g) Flexibilidade h) Atrito com o solo i) Isotropia Características hidráulicas: a) Permeabilidade normal b) Permeabilidade transversal c) Abertura de filtração (Porosimetria) .3 FUNÇÕES DOS GEOTÊXTEIS A função de um geotêxtil é tudo aquilo que se espera que o mesmo desempenhe na estrutura pertencente à obra. As funções são: – – – Filtração Separação Reforço MT/DNIT/DPP/IPR .

Aqui também são características importantes: – – – – Abertura de filtração Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo Resistência à tração MT/DNIT/DPP/IPR . Deve-se observar que são características importantes para função: • • • Permeabilidade Porosidade Abertura de Filtração (capacidade de retenção de partículas) Para a instalação (Resistência a esforço de instalação) • • • • Resistência à tração Alongamento Resistência ao Puncionamento Resistência à propagação do rasgo FUNÇÃO SEPARAÇÃO 7.1 FUNÇÃO FILTRAÇÃO Por exemplo.2 Quando instalado entre dois materiais de granulometrias diferentes.Manual de Drenagem de Rodovias 315 – – Proteção Drenagem Nas obras os geotêxteis podem desempenhar simultânea ou isoladamente as funções apresentadas. ou seja.3. se esperamos que um geotêxtil desempenhe uma determinada função na obra e condição básica que este possua as características exigidas para tal e com determinados valores (dimensionamento) 7. ao mesmo tempo que retém as partículas do solo necessárias à sua estabilização. o geotêxtil impede que estes se misturem. quando instalado entre um solo e um meio drenante. o geotêxtil permite a livre passagem da água. mantendo cada qual suas características. É importante que fique claro que as funções derivam e dependem das Características dos geotêxteis. ao mesmo tempo que permite a livre passagem da água nos dois sentidos evitando sub-pressões.3.

1 GRAMATURA (DENSIDADE SUPERFICIAL) – – 7. onde o importante é caracterizar: – – 7.5 Espessura Resistência ao Puncionamento FUNÇÃO DRENAGEM TRANSVERSAL Função desempenhada pelo geotêxtil quando transporta gases ou líquidos através de sua espessura no plano da manta.3 FUNÇÃO REFORÇO 316 O geotêxtil atua como reforço sempre que solicitado à tração no sentido de aumentar a resistência do material que o envolve. São características importantes: – – – – – 7.Manual de Drenagem de Rodovias 7.3. São características importantes: – – 7.3.4 Espessura Permeabilidade CARACTERÍSTICAS DOS GEOTÊXTEIS As características dos geotêxteis.4 Resistência à tração Alongamento Rigidez Atrito com o solo Fluência FUNÇÃO PROTEÇÃO Nessa função o geotêxtil absorve os esforços e tensões localizadas que se incidissem diretamente sobre o material protegido poderiam danificá-lo.4.3. são as seguintes: 7. também chamadas de propriedades.2 Símbolo: Unidade: (gramas/m) ESPESSURA – – Símbolo: Unidade: (mm) MT/DNIT/DPP/IPR .4.

Tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis a) faixa estreita (strip test) b) faixa larga (wide width test) c) agarramento (grab test) MT/DNIT/DPP/IPR . Analiticamente: η = 1− µ ϑf ⋅ Tg RESISTÊNCIA À TRAÇÃO 7. 7. Figura 118 .4. g/m3) É a própria densidade da matéria-prima com que são fabricadas. 118.5 POROSIDADE – – Símbolo: (ηGT ) Unidade: (%) É a relação entre o volume de vazios do geotêxtil e o volume total do mesmo. µm) Dimensão da seção transversal da fibra ou filamento que compõe o Geotêxtil 7.Manual de Drenagem de Rodovias 7.4.3 DENSIDADE DA FIBRA OU FILAMENTO 317 – – Símbolo : ρf Unidade : (Kg/m3.6 – Símbolo: α E = força por unidade de largura para um dado alongamento α f = força por unidade de largura na ruptura – Unidade (KN/m) Os três tipos básicos de ensaios de tração para geotêxteis são os constantes da Fig.4.4 DIÂMETRO DA FIBRA OU FILAMENTO – – Símbolo: d f Unidade: (mm .4.

Manual de Drenagem de Rodovias 318 a) O ensaio de faixa estreita não é utilizado para caracterizar o comportamento de geotêxteis.4. e pode assumir valores diferentes dependendo de cada fase da curva. b) Considerado um ensaio de performance. c) O ensaio de agarramento (GRAB-TEST) simula a solicitação de tração no geotêxtil quando utilizado entre duas pedras que tendem a se afastar. Esse ensaio só é usado para controle de qualidade da fabricação. mas não traduz corretamente o desempenho do geotêxtil devidamente confinado pelo solo. 7.9 RESISTÊNCIA AO PUNCIONAMENTO a) Puncionamento estático: – – símbolo:Fp unidade: (KN. para caracterizar um geotêxtil. O ensaio consiste em se fazer penetrar uma determinada punção sobre a amostra de geotêxtil e medir o esforço necessário para tal. N) Representa o esforço concentrado e praticamente estático que pedras. é muito utilizado por ser bastante prático. b) Puncionamento dinâmico – – símbolo : Wi Unidade : (J) MT/DNIT/DPP/IPR . pois. produz distorções no resultado devido à grande estricção que o corpo de prova sofre na sua parte central. pela sua reduzida largura.4. 7.7 ALONGAMENTO – – Símbolo: ε Unidade:(%) Corresponde à deformação que o geotêxtil sofre nos ensaios de tração.4. O módulo (J) depende do formato da curva tensão (α ) X deformação (ε ) . arames e outros objetos contundentes aplicam no geotêxtil durante sua instalação e/ou vida útil. 7.8 MODULO DE RIGIDEZ – – Símbolo: J Unidade : (KN/m) É a inclinação da curva tensão X deformação obtida nos ensaios de tração.

O ensaio (não normalizado para geotêxteis) consiste em lançar uma função sobre a amostra do geotêxtil e verificar a energia máxima de resistência ao impacto.4.4. 7. 7. fendas.) O ensaio de caracterização consiste em se aplicar uma carga hidráulica através de uma membrana de borracha na amostra de geotêxtil instalada em uma flange.Manual de Drenagem de Rodovias 319 Representa a solicitação dinâmica pontual que pedras e enrocamentos lançados impõe sobre o geotêxtil especialmente durante sua instalação. ou em ensaios mais empíricos. MT/DNIT/DPP/IPR . é importante que esses danos não se propaguem para não comprometer ainda mais o seu desempenho. 7. etc.4.13 ATRITO COM O SOLO Característica muito importante quando o geotêxtil atua como reforço. em se medir o diâmetro do furo provocado pela punção e energia padronizadas.12 FLEXIBILIDADE Essa propriedade está ligada à capacidade de acomodação do geotêxtil no terreno ou substrato onde é instalado. 7. O ensaio de caracterização consiste em se fazer tracionar os lados não paralelos de um corpo de prova trapezoidal no qual se faz um corte inicial. rachaduras. 7.10 RESISTÊNCIA AO ESTOURO – – símbolo: PB unidade: (KPa. KN) Em situações onde o geotêxtil sofre danos localizados.4.11 RESISTÊNCIA À PROPAGAÇÃO DO RASGO – – símbolo: FT unidade: (N.4.14 ISOTROPIA Característica inerente ao geotêxtil que possui as mesmas propriedades mecânicas em todas as direções dentro do seu plano de fabricação. MPa) É o esforço distribuído que solos moles ou líquidos impõem ao geotêxtil quando apoiado em substrato que apresente grandes vazios (espaços intragranulares. o atrito com o solo está ligado à interação entre este e o geotêxtil como medida da transmissão do esforço.

A determinação de Kt é feita fazendo-se percolar água pela sua espessura em condições de carga hidráulica conhecida lei de DARCY.que é a relação entre o coeficiente de permeabilidade normal e a espessura do geotêxtil.4.Manual de Drenagem de Rodovias 7.16 – – símbolo:Kt unidade:(cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade transversal. µm ) Característica que representa o tamanho do maior poro do geotêxtil. que é o produto de seu coeficiente de permeabilidade transversal pela sua espessura. essa é a característica que expressa a capacidade do geotêxtil em conduzir um fluxo de água (ou gases) pela sua espessura no sentido paralelo à sua superfície. representa o tamanho da maior partícula que atravessa o geotêxtil nas condições de ensaio (capacidade de retenção de partículas). MT/DNIT/DPP/IPR . É comum se expressar a permeabilidade transversal do geotêxtil. essa é a característica que expressa sua capacidade em ser atravessado por um fluxo de água perpendicularmente ao plano do geotêxtil.17 ( ) ABERTURA DE FILTRAÇÃO (CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE PARTÍCULAS) – – Símbolo:Of Unidade (mm. através da sua transmissividade (Ø) . Em outras palavras. Ø = Kt Tg cm /s 7.15 PERMEABILIDADE NORMAL 320 – – Símbolo: Kn Unidade: (cm/s) Representada pelo seu coeficiente de permeabilidade normal. A determinação de Kn é feita através da passagem de um fluxo de água em regime laminar pelo geotêxtil em um permeâmetro de carga constante aplicando-se a lei de DARCY. Ψ= Kn −1 s Tg ( ) PERMEABILIDADE TRANSVERSAL 7.4.4. É comum se expressar a permeabilidade normal do geotêxtil através de sua permissividade (Ψ ) .

– Solo em contato direto com o geotêxtil MT/DNIT/DPP/IPR . 7.22 RESISTÊNCIA A AGENTES QUÍMICOS Característica da matéria-prima ligada à sua degradação ou resistência aos elementos químicos.1 MECANISMOS DE FILTRAÇÃO Para o correto dimensionamento do geotêxtil como filtro é importante que se entenda os dois mecanismos básicos de filtração a que os geotêxteis. bem diferentes entre si. 7.21 RESISTÊNCIA À TEMPERATURA Característica da matéria-prima de importância quando o geotêxtil entrar em contato com altas temperaturas.23 RESISTÊNCIA A AGENTES BIOLÓGICOS Resistência da matéria-prima do geotêxtil aos agentes biológicos em contato.4.20 RESISTÊNCIA AOS RAIOS ULTRA-VIOLETAS Característica ligada à degradação da matéria prima do geotêxtil quando exposto à luz do sol. representa sua maior ou menor suscetibilidade em alterar sua textura superficial quando submetida a esforços de abrasão por cravação ou arrasto.5 O DIMENSIONAMENTO FUNÇÃO FILTRAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA DRENAGEM SUBTERRÂNEA – 7.19 RESISTÊNCIA À ABRASÃO Característica pouco importante para a maioria das aplicações do geotêxtil. 7. via de regra não há com o que se preocupar. podem vir a ser submetidos. consistem na determinação do tamanho da maior partícula de um solo padrão que atravessa o geotêxtil em condições de percolação de água ou a seco com vibração.4.4. em se deformar ao longo do tempo quando submetido à carga constante. não desejável de um geotêxtil. 7.4.18 FLUÊNCIA Corresponde à característica. 7. 7. Nas aplicações enterradas. Característica derivada da matéria-prima.4.4. concentração e demais condições do produto em contato com o geotêxtil.Manual de Drenagem de Rodovias 321 Os ensaios existentes. 7. como os demais tipos de filtros.5.

onde a água percola limpa através dos poros do solo. o geotêxtil só pode ser instalado quando for possível o acesso ao mesmo para retirada do material retido.(c) MT/DNIT/DPP/IPR . as mais grossas que vão para junto do geotêxtil são retidas.(b) Geotêxtil retendo partículas em sus. Nesse caso o geotêxtil pode ser instalado enterrado e sem acesso ao mesmo. Com o passar do tempo as partículas retidas na superfície vão tornando o sistema menos permeável. Segundo Rollin e Denis (4). Formando um novo arcabouço estável e criando um filtro natural. seguindo as duas formações básicas que seguem – formação reticulada em pontes (figura 119a): Após a passagem. etc. Geotêxtil em contacto com o solo: Figura 119 . esgotos industriais e domésticos. etc. praticamente por tempo indefinido. formação reticulada em abóbada (figura 119b): Em solos argilosos.(a) Formação reticulada em abóboda . enxurradas com partículas em suspensão. Nesse caso. em uma primeira fase de algumas partículas mais Finas.Mecanismos de filtração Vazios Geotêxtil Fibras Geotêxtil Geotêstil em contacto com o solo: Formação reticulada em ponte . lavagem. nesse mecanismo de filtração o geotêxtil atua como barreira provocando a formação de um filtro natural. a aderência entre partículas do solo e as fibras do geotêxtil faz com que o processo seja semelhante ao anterior. Nesse mecanismo de filtração (figura 119c) o geotêxtil vai retendo as partículas em suspensão e deixando passar o fluído. pensão . retrolavagem ou até substituição do geotêxtil. formando um filtro natural. drenos de barragem. necessitando manutenção.Manual de Drenagem de Rodovias 322 – Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluído percolante a) Solo em contato direto com o geotêxtil É o caso dos drenos subterrâneos de rebaixamento de lençol freático. – b) Geotêxtil retendo partículas em suspensão no fluido percolante É o caso da filtração de águas brutas de rios para abastecimento.

– – Critério de retenção Critério de permeabilidade ou seja.Manual de Drenagem de Rodovias 7. B = constante do método Of = abertura de filtração do geotêxtil (capacidade de retenção) O CFGG .Comitê Francês de Geotêxteis e Geomembranas adota como método de escolha (dimensionamento) do geotêxtil como filtro a metodologia que segue: Critério de Permeabilidade A perda de carga ∆h à passagem do geotêxtil é dada pela relação: MT/DNIT/DPP/IPR .2 O DIMENIONAMENTO DO GEOTÊXTIL PARA O DESEMPENHO DA FUNÇÃO 323 Filtração Para o dimensionamento de um geotêxtil como filtro em uma drenagem subterrânea (ou sub-superficial). de percolação e.5. da mesma forma que para o dimensionamento de filtros granulares. o geotêxtil deve ser permeável o suficiente para evitar perturbações no solo por problemas de pressão. todos os métodos de dimensionamento de geotêxteis como filtros propõe a seguinte relação: – kn ≥ C ⋅ ks Critério de Permeabilidade onde: Ks = coeficiente de permeabilidade do solo base C = constante do método Kn = coeficiente de permeabilidade normal do geotêxtil – Of ≤ B ⋅ d Critério de Retenção onde d = diâmetro da partícula do solo base tal que 85% em peso são inferiores a este diâmetro. ao mesmo tempo. dois critérios básicos devem ser considerados. suficientemente capaz de reter as partículas necessárias para a estabilização do solo em contato Praticamente.

com o fator de correção A. kn ⎛ kn ⎞ Tg ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ A ⎝ ⎠ * * * Fator de Correção A (Produto de termos corretivos ou pré-fixados) a) Obras com alto nível de segurança (barragens.1 m: equivale a Fator 10 coeficiente de segurança global: Fator 3 A permissividade do geotêxtil deve ser. compressão sob carga: Fator 3 gradiente 1s ≤ 10 : equivale a Fator 10 perda de carga admissível: ∆h = 0. ⎛ kn ⎞ ks x is ⎜ ⎟= ⎜ tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ kn tg ks x is = ∆h A MT/DNIT/DPP/IPR . novo e não comprimido. kn ≥ 10 5 ks tg pois. etc) – – – – – contaminação: na colocação na obra ou em funcionamento: Fator 100.Manual de Drenagem de Rodovias 324 ⎛ kn ⎞ ks is ⎜ ⎟ = ⎜ Tg ⎟ ∆h ⎝ ⎠ ⎛ kn ⎞ onde ⎜ ⎟ = permissividade do geotêxtil na obra em S-1 ⎜ Tg ⎟ ⎝ ⎠ Kn = coeficiente de permeabilidade do geotêxtil em m/s Ks = coeficiente de permeabilidade do solo em m/s Tg = espessura do geotêxtil em m is = gradiente hidráulico no solo ou vizinho do geotêxtil (adimensional) Obs : A permissividade é a medida sob pressão nula (AFNOR NF 38.016) A permissividade da obra será a permissividade do geotêxtil.

C2. Of é obtido através do ensaio de peneiramento hidrodinâmico (AFNOR NF-G 38017) A comparação acima é afetada por coeficientes para levar em conta condições particulares. ligadas à granulometria do solo.C4 onde C 1 – influência da granulometria granulometria continua e bem graduada C1 = 1 granulometria uniforme C1 = 0. pode-se considerar a contaminação desprezível kn ≥ 10 3 ks tg Critério de Retenção É comparada a abertura de filtração ( Of ) do geotêxtil. Floreiras. Etc) kn ≥ 10 4 ks tg c) No caso de areias puras: equivalente de areia > 60.25 C 3 – escoamento hidráulico MT/DNIT/DPP/IPR .074mm). com as partículas maiores do solo (d 85 ) a filtrar.Manual de Drenagem de Rodovias 325 kn ks x is x A = tg ∆h kn 10 x 100 x 3 x 3 x ks = tg 0.10 kn = 10 5 ks tg b) Outras Obras (Trincheiras Drenantes. compacidade.C3. tipo de escoamento e função do geotêxtil.8 C 2 – influência do solo solos -fofos ou não confinadosC2 = 0. 12% passando na peneira 200 (0.8 solos densos e confinadosC2 = 1. Drenagem De Taludes. como segue: Of ≤ c d 85 sendo C=C1.

3. são multiplicados por C4 = 0.6 (proteção de margem) C 4 – função do geotêxtil função de filtroC4 = 1 função filtro-drenante (drenagem transversal)C4 = 0. MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 326 gradiente hidráulico:i < 5 C3 = 1 5 < i < 20 C3 = 0.Ábaco para escolha do fator “C” NOTA: No caso de aplicações filtro-drenantes (drenagem transversal) os valores de “C” obtidos no ábaco. pode ser feita diretamente sobre o "ÁBACO" abaixo: Figura 120 .3 Gráfico para Determinação de C A escolha do fator "C". do geotêxtil como filtro.8 20 < i < 40 fluxo reversoC3 = 0.

se não. nos quais a curva granulométrica apresenta um patamar acima do limite de "20% passando". adota-se Of = 50 µm. aplica-se a regra de retenção.Composição granulométrica Para os solos que apresentam a possibilidade de terem partículas finas percolando nos seus vazios (britas pulverulentas. MT/DNIT/DPP/IPR . se ela conduzir a um valor de Of superior a 50 µm. o geotêxtil deve reter os elementos mais grossos e deixar passar os elementos mais finos.Manual de Drenagem de Rodovias 327 – no caso de solos-finos. respeitando o critério seguinte: 4 ⋅ d15 〈 Of 〈 C ⋅ d 85 Considerações Porosimetria Medida da dimensão dos poros do geotêxtil e sua distribuição percentual. Neste caso a composição granulométrica tem a forma indicada na Figura 121 a seguir: Figura 121 . Comentários Para solos de granulometrias descontínuas. a abertura de filtração Of é comparado ao d85 da fração granulométrica inferior a este patamar (considera-se o patamar como sendo 100% passando). areias pouco argilosas onde a porção argila não constitua uma matriz continua).

Cu = d60 d10 (usado na definição do C1) Coeficiente de Uniformidade Parâmetros do Solo: d85: corresponde ao diâmetro da partícula do solo tal que 85% em peso são inferiores a esse diâmetro d60. para garantir a eficácia do mesmo durante sua instalação e vida útil. NBR-12824 NBR-15224.5 Superficial ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥8 ≥ 30 ≥ 1. agulhadas e atender aos seguintes requisitos básicos (Tabela 60). utilizadas como materiais filtrantes nos drenos.3 ESCOLHA DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A INSTALAÇÃO DO MESMO NA OBRA As características de permeabilidade e retenção de partículas são primordiais para o desempenho da Função Filtração do geotêxtil.5 MT/DNIT/DPP/IPR .Manual de Drenagem de Rodovias 328 Abertura de Filtração (Of) Diâmetro do maior poro do geotêxtil. 7. não devem tecidos.Requisitos básicos das mantas geotêxteis Requisitos Permeabilidade Abertura de Filtração Resistência à tração Alongamento εr Resistência ao puncionamento Norma (ABNT) NBR-15223 NBR-15229 NBR-15224.5. mas. d10 e d15 = conceitos análogos ao d85. ocasião em que esforços mecânicos poderão danificálo. é muito importante a escolha final de um geotêxtil em relação ao outro levando-se em conta as características que seguem (resistência à esforços de instalação): – – – – – Resistência à tração Alongamento Resistência ao puncionamento Resistência ao estouro Resistência à propagação do rasgo Requisitos básicos das mantas geotêxteis As mantas geotêxteis. Tabela 52 . corresponde ao diâmetro do maior elemento de solo capaz de atravessar o geotêxtil sobre a ação da percolação de água. NBR-12824 NBR-13359 ou NBR-15224 Unidade cm/s µm kN/M % kN Dreno Profundo ≥ 3x 10-1 ≤ 2D85solo ≥ 12 ≥ 30 ≥ 2.

causando a movimentação indesejada do solo a drenar. devem ser feitas logo após a abertura da vala. dentro do possível.5. Após o enchimento da trincheira e rebatimento do geotêxtil na superfície (fechamento superior do filtro) deverá ser imediatamente executado o selo superior para impedir a entrada de partículas na trincheira drenante devido às águas de enxurrada. A união do geotêxtil para o fechamento do filtro e emenda de duas mantas pode ser feita por recobrimento de 0. A circulação de equipamentos da obra sobre a trincheira drenante antes de sua conclusão (selo) deve ser proibida. NOTAS: Recomendações complementares dos catálogos e folhetos dos fabricantes dos geotêxteis devem ser considerados para obter o melhor desempenho possível dos mesmos. Objetos contundentes deverão ser removidos Instalação e união dos geotêxteis: O geotêxtil deve ser instalado convenientemente contra o fundo e paredes da trincheira drenante para prevenir solicitações exageradas quando da colocação do material de enchimento e também para evitar a presença de "cavidades" entre o solo e o geotêxtil.4 ESCOLHA FINAL DO GEOTÊXTIL TENDO EM VISTA A PRÁTICA 329 Tendo em vista a recente apresentação e uso dos métodos de dimensionamento de Geotêxteis para a Função Filtração. MT/DNIT/DPP/IPR . A instalação do geotêxtil. enchimento e selo. o projetista pode e deve colocar sua escolha final tendo em conta também a tradição de uso de certos geotêxteis em condições de instalação e solos conhecidos. estarem isentas de lama ou de água com partículas em suspensão para evitar algum tipo de poluição das mesmas. 7.30 m (aceita-se até 0.Manual de Drenagem de Rodovias 7.20 m) Colocação do material de enchimento (material drenante): o sentido de lançamento do material de enchimento deverá ser tal que impeça o levantamento e deslocamento do geotêxtil nos locais de recobrimento.5 ALGUMAS RECOMENDAÇÕES DRENAGEM SUBTERRÂNEA PARA A INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL COMO FILTRO NA Preparo do terreno: as superfícies onde será instalado o geotêxtil deverão.5.

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Manual de Drenagem de Rodovias 331 BIBLIOGRAFIA MT/DNIT/DPP/IPR .

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Bulletin de Liaison des Laboratoires des Ponts et Chaussées. J. A. Recommandations pour l'emploi des géotextiles dans les systemes de drainage et de filtration. COMITÉ FRANÇAIS DES GÉOTEXTILES ET LE GÉOMEMBRANES. ROLLIN. Les géotextiles: guide de l'utilisateur. ed. Paris. 2005. New Orleans. 5. R. RIGO. Designing with geosynthetics. mai/jun. Jacques. p. Paris. definitions. 1984-1985. 1987. 2.1987. 2. properties and designs. P. In: Geosynthetic’87 Conference.. 1980. MT/DNIT/DPP/IPR . 83-92. 5th. GICOT. p. Jean-Marie. 0livier. 107. Nouvelle approche de la mesure de la résistance à la traction des géotextiles non-tissés. PERFETTI.. Paris: Rhône-Poulenc. M. L. DENIS R. New Orleans. PERFETTI Jacques. 1986. ed.. KOERNER.Manual de Drenagem de Rodovias BIBLIOGRAFIA 333 1. 6. GIROUD. n. 3. 3th. 1987. 456-470. Paul. 4. Mn: Industrial Fabrics Association International. Proceedings. Geotextiles and geomembranes. v. St. Geosynthetic filtration in landfill design. New Jersey: PrenticeHall.

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