Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B

Grandezas físicas e suas medidas Objetivos - Grandezas físicas - Erros - Propagação Introdução Antes de discutirmos mais detalhadamente como expressar corretamente o resultado da medida de um grandeza e os vários problemas envolvidos no processo de medida, teremos que conceituar melhor o que vem a ser uma grandeza. Ao estudar um fenômeno físico qualquer interessa-nos entender como certas propriedades ou grandezas – associadas aos corpos – participam desse fenômeno. É possível traduzir-se a variação de certas propriedades ou comparar os diversos graus de intensidade com que as mesmas se manifestam em corpos materiais por meio de números a elas associados. Pode-se dizer que estas propriedades constituemse nas grandezas físicas associadas aqueles corpos. A descrição meramente qualitativa dos fenômenos, embora necessária, é insuficiente para fins científicos ou técnicos. É preciso dar uma descrição quantitativa dos mesmos,traduzida através das chamadas “leis físicas”, as quais, geralmente, expressam relações entre grandezas físicas. As medidas de grandezas tais como volumes, massas, temperaturas,etc.,são expressas por apenas um único número seguido do “nome” da unidade correspondente. Uma grandeza deste gênero é chamada escalar. No entanto, expressão de leis físicas podem envolver grandezas de natureza mais complexa, como por exemplo a velocidade, a força, o momento de inércia de um corpo rígido,etc., cujas medidas são traduzidas por mais de um número (em geral matrizes de números). Doravante discutiremos apenas a respeito de grandezas escalares. Medida de uma grandeza O resultado de qualquer processo de medição de uma grandeza escalar é expressa por um número real chamaremos de valor da grandeza em questão. Este resultado é indicado como: x=λ x Onde λ é o valor numérico da grandeza x e x representa uma grandeza da mesma espécie tomada como unidade, um “padrão” ou seus múltiplos e submúltiplos. Exemplo: a medida de determinado intervalo de tempo resultou em ∆t = 0.5h Neste caso, λ =0.5 e x = h (nome da unidade de tempo). Note-se que o valor numérico, isoladamente, não caracteriza a medida da grandeza x, porque o resultado da medida depende também de um fator arbitrário que é a escolha da unidade de medida. Exemplo: o mesmo intervalo de tempo referido anteriormente, se expresso em segundos, ficaria: ∆t =1800 s Medidas diretas e indiretas de uma grandezas
A medida direta de uma grandeza é o resultado da leitura de sua magnitude mediante o uso de um instrumento de medida como, por exemplo, a medida de um comprimento com uma régua graduada, a de uma corrente elétrica com um amperímetro, a de uma massa com uma balança ou de um intervalo de tempo com um cronômetro.
Campus Alegrete- unipampa, Avenida Tiaraju, 810- , fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 - Ibirapuitã-Alegrete,RS. http://www.ufp.edu.br/alegrete/

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0002%.br/alegrete/ 2 . http://www. ao passo que l 1000mm ∆l 2mm na segunda medida.Ibirapuitã-Alegrete. O sinal ± na equação (2) indica que o valor de x está compreendido no intervalo ( x * −∆x) ≤ x ≤ ( x * +∆x) Por exemplo.0005) mol (3) Apenas o conhecimento do erro absoluto de uma medida não é suficiente para caracterizar a precisão da mesma. • O meio ambiente.Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B Uma medida indireta é a que resulta da aplicação de uma relação matemática que vincula a grandeza a ser medida com outras diretamente mensuráveis.edu. ao medir uma distância de 1 km cometeu o mesmo erro. uma barra metálica possui comprimento l = 1. Ao medí-la. o valor da massa molecular do hidrogênio é expresso como g mH = (1. Campus Alegrete.. podemos citar a medida da velocidade média de um carro que percorreu um espaço ∆x em um intervalo de tempo ∆t : ∆x v= (1) ∆t Erros de medidas – desvios Repetindo varias vezes a medida de uma mesma grandeza. e ∆x é o erro ou incerteza de medida (erro absoluto). insto é. isto é. o erro relativo foi de 2 partes em 1000000 ( = ) ou 0. As discrepâncias ou erros podem ser atribuídos a diferentes fatores. 810.0078 ± 0. que a primeira. com métodos mais precisos. Erro absoluto e erro relativo O erro é inerente ao próprio processo de medida. fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 . Por exemplo. No entanto.unipampa. l 1000000mm Vê-se claramente que o erro relativo é que expressa a precisão da medida e nos diz que a segunda medida foi feita com maior “rigor”.RS. • A habilidade do operador em efetuar a medida.00m . um observador comete um erro de ∆l = ±2mm . tais como: • O método de medida empregado. • O instrumento utilizado. nunca será completamente eliminado. ∆l 2mm Na primeira medida o erro relativo foi de 2 partes em 1000 ( = ) ou 0.2%. Avenida Tiaraju. Provavelmente o seu custo também foi maior. Poderá ser minimizado procurando-se eliminar o máximo possível as fontes de erros acima citadas. O resultado da medida de uma grandeza x é geralmente indicado na forma seguinte: x = x * ±∆x (2) onde x * é o valor observado em uma única medida ou o valor médio de uma série de medidas.ufp. encontraremos valores nem sempre iguais. Como exemplo.

evidentemente. Podem ser evitados pela repetição cuidadosa das medições. Erros Acidentais São devidos a causas diversas e incoerentes. em última instância. admitir como regra geral. Ao efetuá-las. os erros acidentais se mantêm dentro dos limites fixados pelo erro de apreciação (o desvio avaliado).05)cm ou l = (95. geralmente. fontes de ruídos. de modo geral. erros de cálculo. Sistemáticos. 2. deverá fazê-lo da seguinte forma: l = (9. geralmente. fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 . A regra acima não é. em particular a visão e a audição. 3. 810. não deve ser usada indistintamente em todos os casos. aplicação errônea do método de medida. o valor de l = 9.Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B Classificação dos erros Segundo sua natureza os erros são.5cm . para o referido comprimento.Ibirapuitã-Alegrete.. temperatura. Embora possível. isto é.). Fatores relacionados com o próprio observador sujeitos a flutuações. bem como a causas temporais que variam durante a observação ou em observações sucessivas e que escapam a uma análise devido à sua imprevisibilidade. Pode-se.edu. Salvo poucas exceções. 1. um observador se vê obrigado a “apreciar” ou “avaliar” o erro cometido naquela leitura. 2. à leitura em escalas graduadas. as medidas diretas se reduzem. maus hábitos do operador. Exemplo: medindo-se certo comprimento com uma escala milimetrada. (dependendo da situação. Se o observador encontrar.5)mm Os instrumentos de medida são. estimando-se um desvio maior que a metade da menor divisão. Erros Sistemáticos Caracterizam-se por ocorrerem e conservarem. Pequenas variações das condições ambientais (pressão. 3. um observador poderá estimar frações de 0.0 ± 0. em medidas sucessivas. etc. classificados como: 1. erros de leitura na escala de um instrumento. um observador hábil poderia estimar um erro menor).br/alegrete/ 3 . Avenida Tiaraju. o mesmo valor e sinal. ao informar o resultado de sua medida. Nesta estimativa está implícito certo erro acidental de apreciação.ufp. umidade.5 ± 0. absoluta. por exemplo. No caso de instrumentos digitais pode-se admitir que o erro recai sobre o primeiro dígito que Campus Alegrete. ação permanente de uma causa externa. A experiência mostra que. Grosseiros. nem sempre tem fácil correção e. adota-se o desvio avaliado como sendo o erro que afetará o resultado da mesma. etc. graduados tendo-se o cuidado de não se marcar mais divisões que as necessárias para uma indicação correta. http://www. esta deve ser estudada em cada caso particular. então.RS. quando se efetua uma medida uma única vez. Como principais fontes de erros acidentais podemos citar: • • • Os instrumentos de medida. geralmente uma fração da menor divisão da escala. porém não como dogma.unipampa. Para certos instrumentos de precisão é permitida e praticada a avaliação de valores compreendidos entre dois trações consecutivos.5mm. Acidentais. avaliação ou leitura. Por isso. comumente. Erros Grosseiros Ocorrem devido à falta de prática (imperícia) ou distração do operador. escolha errada de escala. Podem ter várias origens tais como: defeitos de instrumentos de medida. que o erro inerente ao instrumento seja aproximadamente a metade da menor divisão da escala.

quanto o desvio avaliado no próprio equipamento utilizado para a medida. as diferenças entre eles são atribuídas aos erros acidentais. • Uma medida precisa é aquela para a qual os erros acidentais são pequenos. Costuma-se. a série de medidas do diâmetro de um fio. . Precisão e exatidão de uma medida De um modo simples podemos dizer que: • Uma medida exata é aquela para a qual os erros sistemáticos são nulos ou desprezíveis. iguais entre si. Já no segundo caso. x N não são. é feita a partir do equipamento utilizado tal como discutido no item sobre erros acidentais e o resultado será dado por x ± ∆x . Descontado os erros grosseiros e sistemáticos.Ibirapuitã-Alegrete. ∆x . consideramos que foi feita uma série de N medidas para a grandeza x ... d . Avenida Tiaraju. geralmente.edu. como exemplo.05cm: φ (cm) 2. a medida da grandeza x será dada por x = x ± d . fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 . A medida direta de uma grandeza x com seu erro estimado pode ser feito de duas formas distintas: • Medindo-se apenas uma vez a grandeza x . nos trabalhos comuns de laboratório. realizar-se uma série de N medidas para a grandeza a ser mensurada e representar o seu valor na forma.95 O valor médio do diâmetro do fio. a estimativa do erro na medida.unipampa. N d =∑ i =1 di N (6) Neste caso.br/alegrete/ 4 .. • Medindo-se várias vezes a mesma grandeza x sob as mesmas condições físicas. ∆x . 810.05 2. No primeiro caso.10 1. http://www. φ . x = x ± ∆x ' (7) ' onde ∆x pode ser tanto desvio médio absoluto. é a média aritmética dos valores absolutos dos desvios. resulta em N φ =∑ i =1 φi N = 2. d .ufp.RS.Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B flutua.00 2. Tomemos. ou seja.05 2. feitas com um instrumento cuja precisão é de 0. d i . escolhendo-se sempre o maior dos dois.03cm Campus Alegrete. φ .. x 2. O valor médio da grandeza que está sendo medida é dado por: N x=∑ i =1 xi N (4) (5) Denomina-se desvio de uma medida a diferença: di = xi − x e o desvio médio absoluto.. os valores medidos x 1. Medida direta de uma grandeza: como estimar o erro de uma medida.

. (11) ∂x ∂y A partir da equação (11). ∆y.718. o resultado final da medida seria expresso com o desvio médio absoluto: φ = (2.ufp.04cm i =1 N Como o desvio médio absoluto é menor que o erro do instrumento. d . http://www. é baseado na aplicação de resultado do cálculo diferencial.. y ± ∆y.........br/alegrete/ 5 . ∆y.... (9) ∂x ∂y As diferenciais na equação (9) poderão ser substituídas pelos erros ∆V ..unipampa. Suponhamos que a grandeza V a ser determinada esteja relacionada com outras duas ou mais... para este conjunto de dados encontramos N d d = ∑ i = 0.): • Adição: V ± ∆V = ( x ± ∆x) + ( y ± ∆y ) = ( x + y ) ± (∆x + ∆y ) • Subtração: V ± ∆V = ( x ± ∆x) − ( y ± ∆y ) = ( x − y ) ± (∆x + ∆y ) • Multiplicação: V ± ∆V = ( x ± ∆x) ⋅ ( y ± ∆y ) = ( x ⋅ y ) ± ( x ⋅ ∆y + y ⋅ ∆x) • Multiplicação por uma constante: V ± ∆V = c ⋅ ( x ± ∆x) = c ⋅ x ± c ⋅ ∆x • • • • Potência: V ± ∆V = ( x ± ∆x)n = x n ± n ⋅ x n −1 ⋅ ∆x ( x ± ∆x) x 1 Divisão: V ± ∆V = = ± ⋅ ( x ⋅ ∆x + y ⋅ ∆y ) ( y ± ∆y ) y y 2 Cosseno: V ± ∆V = cos( x ± ∆x) = cos( x) ± sin( x) ⋅ ∆x Seno: V ± ∆V = sin( x ± ∆x) = sin( x) ± cos( x) ⋅ ∆x Campus Alegrete. ∆x. Um método usualmente aplicado e que nos dá o valor de ∆V imediatamente em termos de ∆x. o aluno poderá obter as seguintes regras de propagação de erros.. fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 . que é dado por: ∂f ∂f ∆V = ∆x + ∆y + ..01 cm.Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B Calculando o desvio médio absoluto.05)cm Caso a precisão do equipamento fosse de 0.) (8) onde f é uma relação conhecida de x ± ∆x.. procurar-se-á obter o maior valor de ∆V .... 810.Ibirapuitã-Alegrete.. sempre que tais erros forem suficientemente pequenos: ∂f ∂f ∆V = ∆x + ∆y + .04)cm Propagação de erros em medidas indiretas A medida de uma grandeza é dita indireta quando sua magnitude e seu erro são calculados a partir de uma operação matemática entre outras grandezas medidas diretamente. y ± ∆y.05 cm: φ = (2. tomamos o erro estimado na medida como sendo 0. (10) ∂x ∂y Como os erros ∆x.... onde c e n são constantes quaisquer e e é o número neperiano (e = 2.RS. A diferencial total de V nos dará ∂f ∂f dV = dx + dy + .03 ± 0. ∆y.edu. Avenida Tiaraju.03 ± 0.. são procedidos do sinal ± . através da relação V = f ( x ± ∆x.

3cm Os algarismos 9 e 2 do valor médio são exatos. Algarismos significativos Suponhamos que uma pessoa ao fazer uma série de medidas do comprimento de uma barra. as entenderá melhor na sala de aula ou discutindo com seu professor. não faz sentido fornecer os algarismos correspondentes aos centésimos.Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B • • Logaritmo: V ± ∆V = log c ( x ± ∆x) = log c ( x) ± Exponencial: V ± ∆V = c ( x ±∆x ) log c (e) ⋅ ∆x x = c x ± c x ⋅ ln(c) ⋅ ∆x onde todos os termos posteriores ao sinal ± são tomados em valor absoluto.8360cm .RS. tem obtido os seguintes resultados: . Deste modo. ∆l . os algarismos 3 e 6 são desprovidos de significado físico e não é correto escrevê-los. O estudante não deve ficar impressionado com todas estas expressões. estes algarismos são utilizados para efetuar arredondamento ou simplesmente são desprezados. o erro estimado de uma medida deve conter apenas o seu algarismo mais significativo. bastando conhecer as derivadas parciais das funções que surgirem durante o curso de laboratório. ∆l = 0. porém o algarismo 8 já é duvidoso porque o erro estimado afeta a casa que lhe corresponde..312cm Como o erro da medida está na casa dos décimos de cm. O modo correto de escrever o resultado final desta medida será então: l = (92. Os algarismos menos significativos de erro são utilizados apenas para efetuar arredondamento ou simplesmente são desprezados. Neste caso.8 ± 0. fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 .ufp. Campus Alegrete.erro estimado. Qualquer outra regra de propagação de erro poderá ser obtida pelo mesmo método.unipampa. l = 92.3)cm Nos casos em que o erro da medida não é estimado devemos também escrever os algarismos significativos da grandeza mensurada com critério. uma vez que. 810.br/alegrete/ 6 . fatalmente. Ou seja. l.edu. deve ser expresso apenas por ∆l = 0. http://www. ou seja.Ibirapuitã-Alegrete. todos os termos pertencentes ao erro são positivos e sempre se somam.Comprimento médio. Avenida Tiaraju. milésimos de cm e assim por diante.

São Paulo. Manning. Hazoff. A. Facultad de Ciencias Exactas e Ingenieria. 1981.. F. Johnston Jr. 810.unipampa. Avenida Tiaraju.W. 3. 6. Nussenzveig. 1. S. Universidad Nacional de Rosario. http://www. Cambridge University Press. Vol. “Mecânica Vetorial para Engenheiros: Estática”. “Experimental College Physics: A Laboratory Manual”. G.ufp. fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 . Majorana e W. 1959. Edgard Blücher Ltda.. M. H. Piacentini. Creus e R. Edgard Blücher Ltda. Instituto Tecnológico de Aeronáutica. McGraw-Hill Book Company. 1980. 1. 1973. A. Calor e Acústica”. 1. 7. Vol. USA. “Practical Physics”. N.RS. “Manual de Laboratório de Física: Mecânica. G. E. 1985. 2. P. “Mecânica”. 4.br/alegrete/ 7 . McGraw-Hill do Brasil. Beer e E. Departamento de Física. Vol. São José dos Campos. São Paulo. Campus Alegrete. D. 1954. Cambridge. da Cunha.edu. Squires. Rego e W. R. 5. M. São Paulo. B. V. “Introduccion al trabajo em el laboratorio”. White e K. Timoner.Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B Tabela 1: Principais unidades do SI usadas em mecânica Bibliografia 1.Ibirapuitã-Alegrete. L. “Curso de Física Básica: Mecânica”. F.

Construa sempre seus gráficos obedecendo as seguintes regras gerais: a. uma informação confusa. deste carro durante 10 s e montou a tabela 1. http://www. ele observou o resultado esperado.ufp. Campus Alegrete. Redimensionando adequadamente as escalas.Ibirapuitã-Alegrete. fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 . De todas as maneiras possíveis de se apresentar a dependência entre duas variáveis. de maneira clara em cada eixo coordenado. um carro em movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV). . os eixos devem conter apenas os números necessários à leitura das divisões. Faça uma análise dos títulos e comentários das figuras deste texto e de outros livros.Escalas especiais para construção de gráficos. devem ser construídos na forma mais clara possível para quem lê o trabalho e não para quem o faz.unipampa. visualmente. a de que a posição.RS. Os resultados experimentais são usualmente representados em gráficos e. Os nomes das grandezas tabeladas e suas respectivas unidades deverão aparecer uma única vez como demonstrado nas tabelas apresentadas a seguir. sua equação horária será dada por: 1 S = S0 + at 2 = 1000 + t 2 (MKS) 2 Um observador médio a posição. Tomemos como exemplo. S.edu. do carro variava linearmente em função do tempo. Coloque titulo e comentário. Não coloque valores especiais. geralmente temos em mãos um conjunto de dados (x. a representação por meio de gráficos é a que mais se aproxima de nossa intuição. por esta razão. Neste caso. t. Construção de tabelas e gráficos Após a realização de um experimento. 810. Inicialmente ele escolheu as escalas do gráfico na forma indicada pela figura 1A. ou seja. 0 1000 1 1001 2 1004 3 1009 4 1016 Tabela 1: MRUV 5 6 7 1025 1036 1049 8 1064 9 1081 10 1100 (1) t(s) S(m) Com estes dados em mãos ele construiu o gráfico S x t. S0 = 1000 m. com aceleração a = 2 m/s2. faça-o na própria curva. É conveniente que a pessoa que irá folhear o seu trabalho possa entender do que trata o gráfico sem recorrer ao texto.y) que podem ser apresentados de duas formas distintas: utilizando uma tabela de dados e/ou um gráfico.Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B Tabelas e gráficos Objetivos . o qual parte da posição inicial. em repouso. c. Avenida Tiaraju. ou no eixo através de algum símbolo.br/alegrete/ 8 . uma parábola. Escolha as escalas de maneira a não se obter um gráfico mal dimensionado. S. Coloque a grandeza a ser representada e sua unidade.. para ter uma idéia do tipo de informação que eles podem ter. Fora disso.Construção de tabelas. As tabelas devem ser preparadas com muita clareza. b. . a qual indicava. figura 1B. . figura 1.Determinação dos coeficientes angular e linear de uma reta obtida a partir de dados experimentais.Construção de gráficos. Se quiser ressaltar algum valor.

figura 3.. de um corpo em movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV).RS. é conveniente distingui-los usando símbolos diferentes tais como: círculo. Isto também deve ser feito quando desejamos colocar. de um corpo em queda livre partindo do repouso. pode-se indicar o intervalo de confiança das medidas com auxílio de barras. Em ambos os casos. A linha que passa pelos pontos é uma contribuição subjetiva do observador às medidas. h. f. vamos supor que um cientista observou a altura. t.asteriscos.edu. Se a curva for uma reta.unipampa. e. Para exemplificar esta sugestão. construídos com escalas diferentes. a uma dada altura h0 = 500 m. onde as acelerações gT = 9. figura 2. Quando necessário. S.ufp. respectivamente. Se os pontos provirem de diversas séries de medidas diferentes. 810. deve-se explicar o significado dos símbolos em uma legenda. trace a linha de tal maneira que a distância média entre os pontos seja mínima. triângulos.6m / s 2 . Figura 1: Gráficos de posição. Campus Alegrete. uma família de curvas. http://www. Avenida Tiaraju. t.br/alegrete/ 9 . em duas situações distintas: na terra e na Lua. em função do tempo. por g L = 1. Esta não deve ser mais proeminente que os próprios pontos.Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B d. Os resultados por ele obtidos estão apresentados na Tabela 2 e figura 4. em apenas um papel. etc. em função de tempo.Ibirapuitã-Alegrete.8m / s 2 e gravitacionais são diferentes e dadas. fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 . quadrados.

ufp.unipampa.br/alegrete/ 10 . http://www.edu. Avenida Tiaraju. 810.Ibirapuitã-Alegrete..Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B Figura 4: Gráfico de queda livre de um corpo em duas situações distintas: na Terra e na Lua.RS. fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 . Campus Alegrete.

h.Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B Escalas Nos gráficos.edu.RS. com os coeficientes angulares. ser representada por uma função conhecida. como em função do tempo. a. fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 . Avenida Tiaraju. http://www. Caso 2: Quando estamos trabalhando com funções do tipo da equação (2) porém com b=0. a queda livre de um corpo medida tanto na Terra como na Lua. (4) e (5).unipampa. Logicamente.ufp. Teremos agora. para os dois casos são dadas por: 1 hT = 500 − gT t 2 ( MKS ) (4) 2 e 1 hL = 500 − g L t 2 ( MKS ) (5) 2 Ambas equações. 810. obtemos uma reta na forma y = az + b (3) Cujo coeficiente angular é a constante a. a linha que une os diferentes pontos assinalados é uma curva que pode. de modo a se obter uma reta. Logo. o gráfico mais fácil de ser traçado e analisado é uma reta. figura 4. é comum efetuarem-se transformações em uma ou ambas variáveis. t.. Para transformá-las em retas basta graficar hT e hL em função da nova variável z = t 2 . representam parábolas. nos casos onde existe a possibilidade de previsão da forma da função. quando graficamos y contra a nova variável z = x n . 1 hT = 500 − gT Z ( MKS ) (6) 2 e 1 z hL = 500 − g L ( MKS ) (7) 2 Onde ambas equações representam retas. Vejamos os três casos mais utilizados no decorrer do curso de laboratório: Caso 1: Supondo que os dados tabelados e graficados nos façam suspeitas de uma função do tipo: y = ax n + b (2) a qual obviamente não corresponde a uma reta quando graficamos y × x .br/alegrete/ 11 . em alguns casos. As equações horárias da altura. Porém. y = ax n (10) Campus Alegrete. dados por 1 aT = − gT (8) 2 e 1 aL = − g L (9) 2 e nos fornecem diretamente as acelerações gravitacionais da Terra e da Lua. Tomemos como exemplo. figura 5.Ibirapuitã-Alegrete.

Podemos transformar esta função em uma reta através de outra mudança de coordenadas.br/alegrete/ 12 . é denominado papel dilogarítmico ou dilog. denominado papel milimetrado. equação (11). fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 .unipampa. existe um terceiro tipo de função que aparecerá constantemente no decorrer do curso que é a função exponencial. um papel com escalas logarítmicas ao longo dos eixos coordenados e.e kx (14) Figura 6: gráficos em papéis milimetrado (A) e dilogarítmico (B) para a função y = 10 x3 . resulta na curva apresentada na figura 6A. A.RS. Utiliza-se para representar esta função. tomando Y= log (y) e X = log (x).Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B Figura 5: Gráfico da queda livre de um corpo. com hxt2. Caso 3: Finalmente. Para exemplificar este caso. y = a. em duas situações distintas: na Terra e na Lua. corresponde ao expoente da função.. o mesmo resulta na reta descrita pela expressão log( y ) = 3. e o coeficiente linear é dado por B = log(a). tomemos um caso hipotético que representa um fenômeno físico qualquer que relaciona as grandezas y e x da seguinte forma: y = 10 x3 (12) O gráfico em um papel com as duas escalas lineares. o coeficiente angular. http://www. 810. quando realizamos esta transformação a equação (10) transforma-se em Y = Ax + B (11) Para esta reta.log( x) + log(10) (13) E apresentada na figura 6B. Avenida Tiaraju. Neste caso. A=n. fazendo a transformação de coordenadas y = ln( y ) (15) Campus Alegrete.edu.Ibirapuitã-Alegrete. por esta razão.ufp. Fazendo o gráfico em papel dilogarítmico.

Y2 ) são pares de pontos pertencentes a reta previamente escolhida e Y3 corresponde à leitura no gráfico onde a reta intercepta o eixo Y.RS. adequando-as aos tipos diferentes de gráficos utilizados: monolog ou dilog. http://www.edu. graficados em um papel qualquer.Y). com o seguinte procedimento: Y −Y A= 2 1 (19) X 2 − X1 e B = Y3 (20) Onde ( ( X 1 . os valores dos coeficientes angular e linear. equação (14). fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 . podemos determinar. sem que necessariamente se tenha uma reta como resultado final.Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B Teremos como resultado a nova função y = kx + ln(a ) (16) Logo. sendo o eixo Y com escala logarítmica. 810. papel monologatítmico ou monolog.br/alegrete/ . Podemos reescrever as equações (19) e (20). também são convenientes à representação de funções cujos intervalos de definição cobrem diversas potências de 10. monologarítmico ou dilogarítmico.e −0.Ibirapuitã-Alegrete. seja ele milimetrado. ela se torna uma reta com coeficiente angular dado pela constante k e coeficiente linear dado por ln(a). Y1 )e( X 2 . podemos escrever as equações (19) e (20) nas formas [log( y2 ) − log( y1 )] A= (21) ( X 2 − X1 ) Figura 7: Gráficos em papéis milimetrado (A) e monologarítmico (B) para a função. graficando a função exponencial. Tomemos como exemplo. Determinação dos coeficientes angular e linear de uma reta obtida a partir de dados experimentais Se aos dados experimentais (X. No caso do papel monolog.. em um gráfico cujo eixo vertical possui uma escala logarítmica e o eixo horizontal tem escala linear.25 x (17) Cujos gráficos em papéis milimetrado e monologarítmico estão mostrados na figura 7.ufp. A e B respectivamente. pudermos associar uma reta do tipo Y = Ax + B (18) Tal como fizemos na figura 2. Os papéis com escalas logarítmicas. 13 Campus Alegrete. a função exponencial dada por y = 5. mono ou dilogarítmico.unipampa. figura 8. graficamente. Avenida Tiaraju.

. Avenida Tiaraju. B = log( y3 ) (22) Caso contrário devemos fazer (Y2 − Y1 ) A= (23) [log( X 2 ) − log( X 1 )] e B = log( y3 ) (24) Para o papel dilog. 810.edu. os termos com letras minúsculas.718.Ibirapuitã-Alegrete. equações (21) e (26). http://www. representam os dados experimentais antes de sofrerem a transformação logarítmica. x e y.RS. Campus Alegrete.br/alegrete/ 14 . onde os dois eixos são logarítmicos. As escalas logarítmicas são válidas para qualquer base porém. fone: (55) 34261052 CEP: 97546-550 .ufp.Ministério da Educação Universidade Federal do Pampa Campus Alegrete / Laboratório de Física Turmas T90A / T90B Figura 8: Representação dos pontos pertencentes a melhor reta ajustada aos pontos experimentais.. temos [log( y2 ) − log( y1 )] A= (26) [log( X 2 ) − log( X 1 )] Em todos os casos..unipampa. utilizamos geralmente as bases: 10 e (número neperiano = 2..).

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