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Capitalismo, Consumo e Sustentabilidade

Capitalismo, Consumo e Sustentabilidade

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Publicado porBruno Duarte
Reflexão e pesquisa sobre a necessidade da Sustentabilidade como factor de inovação do capitalismo e de influência nos modelos de consumo.
Análise das motivações das empresas quando adoptam políticas de sustentabilidade.
Reflexão e pesquisa sobre a necessidade da Sustentabilidade como factor de inovação do capitalismo e de influência nos modelos de consumo.
Análise das motivações das empresas quando adoptam políticas de sustentabilidade.

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Published by: Bruno Duarte on Feb 06, 2012
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Sustentabilidade, Capitalismo, Sustentabilidade  

RARS 2011/2012 

SUSTENTABILIDADE E CAPITALISMO EM SOCIEDADE
MOTIVAÇÕES, RAZÕES E ASPIRAÇÕES EMPRESARIAIS

PARA LÁ DA IDEOLOGIA, UMA NECESSIDADE A esfera problemática global Mais de sessenta anos após a Segunda Guerra Mundial, o modelo de desenvolvimento económico desde então alimentado necessita de ser repensado, pelo que muitos reconhecem a necessidade de abandonar o pensamento económico de curto prazo em prol de um ‘Capitalismo Sustentável’ e ético [1] [3].

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Colocando os factos de forma assertiva, não há alternativa ao desenvolvimento sustentável [8] uma vez que existem problemas sociais cuja necessidade de ‘resolução’ será inegável [1]:   Alterações climáticas; Escassez de água;
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Este ensaio pretende assim construir uma reflexão, sem preconceitos ideológicos, sobre como os negócios convivem e deveriam conviver com os desafios do desenvolvimento sustentável numa sociedade capitalista. Na abordagem das questões relacionadas com o consumo e capitalismo não serão abordados os produtos financeiros e suas naturezas. No conceito de sustentabilidade utilizado, considera-se incluído no mesmo, o de responsabilidade social, tanto do Estado, como das empresas. A esfera empresarial As Empresas não poderão ser chamadas a fazer o trabalho dos Governos, mas irão ser chamadas a mobilizar grande parte do capital necessário para fazer face a desafios nunca antes vistos [1]…

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As partes interessadas Ao questionar-se o pensamento ‘capitalista de curto prazo’ (do lucro imediato e a qualquer custo), deparam-se-nos questões como qual o interesse das empresas na destruição do mercado? Se as Bruno Duarte Pág. 1

 

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pessoas, como consumidores deixam de consumir (forçadas pela miséria e não por mudança de atitude face ao consumo), qual o futuro de quem vende? O indivíduo depara-se também com questões interessantes no que respeita às suas aspirações como tal versus aspirações como consumidor.

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Será assim necessário criar a consciencialização, educação e consciência do poder de influência de todas as partes interessadas no sentido de atacar tanto os problemas ambientais como económicos motivados pelo pensamento de curto prazo:    o indivíduo cidadão; o indivíduo consumidor; ….
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No entanto, não só de boa vontade nem reconhecimento dos problemas sociais, ambientais e económicos sobrevivem as empresas e os indivíduos. Daí que os Governos tenham a sua função reguladora, tornando a concorrência justa ou, infelizmente, sendo ineficazes e ineficientes, bloqueando os negócios.

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SUSTENTABILIDADE EM ‘MARCHA’ NOS NEGÓCIOS A menos que ocorram grandes cataclismos naturais, económicos ou sociais, o modelo de desenvolvimento ocidental não sofrerá mudanças radicais, pelo que …
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Eco estratégia nas empresas Segundo um estudo da Ernst&Young, 44% das empresas abrangidas pelo mesmo estão a aumentar os seus investimentos eco-friendly desde a crise financeira de 2008, tendo-se chegado à conclusão que algumas empresas entendem que, mesmo com pouca regulação em termos de ‘carbono’, certos tipos de investimentos verdes fazem sentido em termos comerciais [2]. No entanto, ainda existem muitas empresas que estão convencidas que o facto de se tornarem mais eco-friendly irá necessariamente fazê-las perder competitividade [8].

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Sustentabilidade nos negócios e valor acrescentado A ausência de sustentabilidade nas empresas causa danos nas mesmas, sendo que muitas empresas e investidores, segundo os autores em [1], potenciam a criação de lucro a longo termo pela sustentabilidade. Al Gore e Blood, em [1], assim como Schumpeter em [2] e os autores de [8], apontam uma série de benefícios para as empresas que adoptam práticas sustentáveis, por exemplo:
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O valor não acrescentado e os paradoxos laborais contemporâneos A sustentabilidade nas dimensões ambientais e vantagens económicas associadas às mesmas, como a redução de resíduos e energia consumidas, são de fácil compreensão. Levanta-se no entanto outra questão, que é a da sustentabilidade aplicada aos trabalhadores. Este é um jogo delicado onde o factor competitividade é também complexo no que respeita a vantagens e desvantagens de uma empresa ‘tratar bem das pessoas’. Algumas das questões a levantar serão, por exemplo:
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Esta discussão oscilará entre as visões mais ‘socialistas’ e ‘liberais’ dos mercados de trabalho e não será aqui aprofundada.

Eco resposta nas empresas: porquê, o quê e para quê? Como já anteriormente foi referido, a compreensão dos motivos que levam as empresas a responder aos desafios ecológicos é importante por duas razões [4]:
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A compreensão destes factores permitirá não só considerar estímulos às empresas que incorporem a sustentabilidade, mas também para expor e actuar face às práticas menos sérias, que usem o mote da sustentabilidade no âmbito das relações públicas sem suporte real.
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Os autores, em [4], estudando um grande universo de empresas de diversos sectores de actividade, partiram de um modelo preliminar de quatro drivers para a Eco-resposta Corporativa:
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Os drivers apontados acima estão em consonância com diversos benefícios já enumerados acima. No entanto, não só de vantagens dependem estes drivers, mas também de pressões externas. Os quatro drivers, respectivamente, estão associados a [4]:
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Embora este modelo providencie um bom ponto de partida, segundo os autores de [4], este não tem em conta colectas sistemáticas de dados e não derivam de uma exploração dos contextos que catalisam as motivações e as suas interacções. Assim, procederam então a um estudo que teve em conta, segundo os mesmos, os aspectos em falta no modelo anterior, fazendo uma divisão vertical entre contextos, motivações das empresas e suas iniciativas de resposta, com uma divisão horizontal em contexto ecológico, contexto de actividade organizacional e contexto individual, associando as ligações entre os vários ‘elementos da matriz’, diferenciando o contributo positivo ou negativo que os contextos têm sobre as motivações e, consequentemente, os seus resultados:

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Passa-se agora à explicação da divisão entre contextos feita pelos autores de [4], que ilustra claramente como estes diferem entre si e têm implicações como catalisadores de boas práticas de sustentabilidade ou como factores restritivos e inibidores de acção com substância.

Saliência das questões
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Coesão do sector (campo de actuação)
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Preocupação individual
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CAPITALISMO SUSTENTÁVEL, CONSUMISMO SUSTENTÁVEL? Situações de exclusão social como as que são mostradas no mini documentário intitulado de ‘A ilha das flores’, onde é vedado a seres humanos de camadas socioeconómicas desfavorecidas o acesso a bens de consumo essenciais [10], constituem uma realidade trágica. A resolução deste tipo de problemas é evidentemente uma necessidade, pelo que o papel dos governos e empresas em conjunto é inegável. Consumo insustentável 
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Consumo sustentável A filosofia craddle-to-craddle1, de ‘fechar o ciclo’ das coisas através do design de bens que quando obsoletos constituirão matérias-primas para novos usos ou mesmo para transformação e geração de novos produtos, ilustra novos avanços para lá do espectro da reciclagem tradicional.
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Diversos estudos mostram que os consumidores, em massa, estão cientes dos problemas ecológicos, mas que a sua sensibilidade ao preço os impede muitas vezes de comprar produtos ‘verdes’, ou mais verdes. Daí que a filosofia de design e marketing de produto defendida por John Grant em [12] de
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Não se podem negar as questões paradoxais entre as problemáticas da sustentabilidade e do marketing. Enquanto uma rejeita o consumismo, a outra incentiva-o. O desafio é tentar conjuga-los, usando o marketing como ferramenta de venda de novos estilos de vida [12]. Sustentabilidade no capitalismo: Empresas e Estado Estando nos dias de hoje os grandes grupos económicos privados a enriquecer enquanto muitos estados estão a falir, que responsabilidades têm estas empresas para além da realização de lucro? [13].
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 Do berço ao berço.  Pág. 5

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Considerações finais

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Existem motivações para as empresas incorporarem preocupações de sustentabilidade no seu modo de actuar e de criar valor.

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. Alguém perguntou: ‘Podemos criar uma carruagem que se move sem cavalos a puxá-la’? REFERÊNCIAS UTILIZADAS
[1] Gore, A., Blood, D., A Manifesto for Sustainable Capitalism – How business can embrace environmental, The Wall Street Journal, 14/12/2011, and governance metrics. http://online.wsj.com/article/SB10001424052970203430404577092682864215896.html, ultimo acesso em 08/01/2012. [2] Schumpeter, Why firms go green – Despite governments’ failure to put a price on carbon, more business see profits in greenery. The Economist, 12/11/2011, http://www.economist.com/node/21538083, último acesso em 08/01/2012. ….

social

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