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Petrografia Macroscópica Daniel Penido Engenheiro de Minas Sr. MBA – Gestão de Recursos Minerais

Petrografia Macroscópica

Daniel Penido Engenheiro de Minas Sr. MBA Gestão de Recursos Minerais

Definições : Mineral: Minerais, do latim minera , são compostos químicos naturais (raramente elementos nativos),
Definições :
Definições :

Mineral:

Minerais, do latim minera , são compostos químicos naturais (raramente elementos nativos), formados a partir

de diversos processos físico-químicos que operaram na crosta terrestre. A maioria esmagadora desses compostos ocorrem no estado sólido e compõem as rochas.

Um mineral que pode ser explorado economicamente passa a ser denominado de minério e, à atividade referente à sua extração, chamamos mineração.

Estudos experimentais demonstram que cada mineral é formado sob uma condição físico-química específica, ou

seja, a uma determinada temperatura, pressão e concentração dos elementos químicos presentes no sistema.

Os minerais se mantêm imutáveis até que as condições ambientais atinjam os limites de sua estabilidade, a partir do que são substituídos por outros mais estáveis sob a nova condição. Alguns minerais, porém, possuem limites de estabilidade muito amplos e são praticamente imutáveis, como o diamante, o coríndon, o grafite, etc.

Os minerais possuem uma grande variedades de propriedades (cor, dureza, brilho, índice de refração, transparência, clivagem, peso específico, etc), das quais ao menos uma delas serve para distingui-lo de todos os demais.

Rocha:

Definições :

Rocha: Definições : Rocha é todo o material que compõe a crosta terrestre, exceto água e

Rocha é todo o material que compõe a crosta terrestre, exceto água e gelo, podendo ser formada por um único mineral ou por um agrupamento desses.

Segundo a sua origem, a rocha pode ser:

Ígnea - Quando é o resultado do resfriamento do material ígneo existente no interior da Terra, o que pode acontecer a grandes profundidades (plutônicas) ou na superfície (extrusivas).

Metamórfica - Quando é o resultado da transformação de outras rochas através de altas temperatura e pressão.

Sedimentar - Quando é resultado da deposição de fragmentos de outras rochas (desagregadas e transportadas pela ação do vento, água, geleiras ou pela gravidade), formada a partir da decomposição química de uma rocha pré-existente ou, ainda, do acúmulo de detritos orgânicos.

Podemos assim dizer que uma rocha sedimentar tem origem:

Clástica - Quando são formadas por fragmentos e detritos de outras rochas (de qualquer origem), como areias, argilas, conglomerados, xistos, etc;

Química - Quando são formadas pela dissolução ou por uma reação química e posterior precipitação, como os calcários e a calcita;

Orgânica - Quando são formadas a partir da ação de seres vivos, como o carvão mineral.

O Começo de tudo
O Começo de tudo

Certas rochas tais como basalto e sienito foram classificadas na época do império romano. Drescrições Científicas e Classificações Organizadas foram iniciadas no final do século XVIII, por meio de observações a olho nu e a lupa,. No século XIX, foi introduzido o microscópio equipado com polarizadores ópticos. Este isntrumento possibilitou a identificação exata dos minerais constituintes e classificações quantitativas de rochas. Tal estudo, que constitui uma parte da petrologia é denominado PETROGRAFIA e constitui de um todo chamado de petrologia.

Basalto
Basalto

(A)

(B)

Vistas macroscópicas das rochas conhecidas desde a época do império romano, sienito e basalto: (A) Álcali Sienito, Caldas MG; (B) Álcali Olivina Basalto, Mendoza - Argentina

O começo de tudo
O começo de tudo
O começo de tudo A petrografia foi fundada no final do século XVIII por A. G.

A petrografia foi fundada no final do século XVIII por A. G. Werner (1749 1817), na Alemanha e foram baseados em observações a

olho nú e lupas, por isso, as descrições foram

parciais e limitadas.

Como eles não compreediam muito bem a origem de nosso planeta as idéias primordias são chamadas de neptunismo. Ele atribuiu vulcanismo à combustão de carvão mineral em locais profundos. A presença de oxigênio e sua função química não eram conhecidas. Sob ponto de vista atual, a teoria dele é considerada como problemática, por outro lado, as descrições das amostras de mineral foram excelentes. Uma parte da coleção dele está conservada no museu do Rio de Janeiro.

O começo de tudo •
O começo de tudo
O começo de tudo • Na mesma época, apareceu um aristocrata inglês J. Hutton (1726 –

Na mesma época, apareceu um aristocrata inglês J. Hutton (1726 1797) que dedicou a ciência de vários ramos. Ele reconheceu a existência de Calor Subterrâneo, e considerou este calor como causa fundamental da geração de magmas e atividades vulcânicas. A expansão da Terra (paradigma daquele tempo), e as atividades tectônicas eram interpretadas como consequencia do calor subterrâneo.

Ele observou o afloramento de um dique (corpo intrusivo) de forma tabular e de composição granítica, considerando que este graníto era de origem magmática e as rochas encaixantes foram

metamorfoseadas pelo calor do magma. A idéia dele foi denominada de plutonismo e explica que nem

todas as rochas são sedimentares, mas existem rochas originadas do resfriamento e consolidação do magma, denomiada de rochas ígneas, além disto, existem rochas transformadas pelo calor e pressões subterrâneas no estado já sólido deniminadas de rochas metamórficas. Por outro lado, as rochas formadas à partir da sedimentação são denominados de rochas sedimentares. Após seu falecimento houvera mmuitas discussões entre os neptunistas e plutonistas até a década de 20, quando o plutonismo prevalece no mundo científico.

Juntos com J. Lamark e C. Lyell, J. Hutton é conhecido também como fundador do uniformitarismo, um princípio importante da geologia: “Tanto os fenômenos antigos quanto os atuais são controlados pelas mesmas leis físicas e químicas”. Este tinha como visão contrária a igreja que baseada no catastrofismo afiermava que estes mesmos fenômenos são controlados por forças incomuns.

Microscopia •
Microscopia

No meio do século XIX, foram iniciadas as análises químicas de rochas. O microscópio, que foi inventado na mesma época, provocou revoluções drásticas nos estudos de rochas e minerais. Junto com a aplicação da técnica de lâmina delgada, este instrumento possibilitou a análise granulométrica muito fina e com isso complementando os estudos detalhados dos minerais, ou seja, mineralogia óptica. O microscópio equipado de polarizadores é chamado de microscópio petrográfico e os principais pesquisadores são H.C Sorby (1858), Zirkel (1866), Michel Lévy (1877)

H.C Sorby (1858), Zirkel (1866), Michel – Lévy (1877) A Instrumentos Ópticos: (A) Microscópio Petrográfico

A

H.C Sorby (1858), Zirkel (1866), Michel – Lévy (1877) A Instrumentos Ópticos: (A) Microscópio Petrográfico

Instrumentos Ópticos:

(A)

Microscópio Petrográfico

(B)

Lupa Binocular

B

Rochas
Rochas
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas
Sistema de Classificação e
Nomeclatura das Rochas Ígneas
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Definição : As Rochas ígneas, rochas magmáticas ou
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Definição : As Rochas ígneas, rochas magmáticas ou

Definição: As Rochas ígneas, rochas

magmáticas ou rochas eruptivas (derivado do latim ignis, que significa fogo). A formação das rochas ígneas vêm do resultado da

consolidação devida ao resfriamento do

magma derretido ou parcialmente derretido. Elas podem ser formadas com ou sem a cristalização, ou abaixo da superfície como rochas intrusivas (plutônicas) ou próximo à superfície, sendo rochas extrusivas (vulcânicas). O magma pode ser obtido a partir

do derretimento parcial de rochas pré- existentes no manto ou na crosta terrestre.

Lava - Havaí

Rochas magmáticas Arrefece à BASALTO (Rocha —> Superfície Magmática Vulcânica)
Rochas magmáticas
Arrefece à
BASALTO
(Rocha
—>
Superfície
Magmática Vulcânica)

MAGMA

BASÁLTICO

MAGMA

GRANÍTICO

Arrefece em

Profundidade

Arrefece à

Superfície

Arrefece em Profundidade

>

>

>

GABRO (Rocha Magmática

Plutónica)

RIÓLITO

(Rocha

Magmática Vulcânica)

GRANITO (Rocha Magmática Plutónica), constituído por: Quartzo, Feldspato e Micas

Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas
Sistema de Classificação e
Nomeclatura das Rochas Ígneas
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Magma: Rocha fundida em temperaturas entre 700 até
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Magma: Rocha fundida em temperaturas entre 700 até
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Magma: Rocha fundida em temperaturas entre 700 até

Magma: Rocha fundida em temperaturas entre 700 até 1200 °C. Tem consistência

pastosa e mobilidade variando entre 5

16 km/h Constituintes:

- Líquidos: Íons

móveis: principalmente silício e oxigênio mais Al, Ca, Fe, Mg, K, Mn, Ti e P.

- Sólido: Minerais já

cristalizados ou em cristalização + eventuais fragmentos de rochas IMS

(Xenólitos).

Voláteis (gases

dissolvidos): Vapor de H2O (75 95%),

CO2, SO2, CH4(metano), N+F, Cl, B

-

Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas O magma resulta da fusão (altas temperaturas
Sistema de Classificação e
Nomeclatura das Rochas Ígneas
O magma resulta da fusão (altas temperaturas > 650 oC)
de rochas ígneas, sedimentares e metamórficas. Esta
oC) de rochas ígneas, sedimentares e metamórficas. Esta fusão ocorre no interior da Terra (Crosta e

fusão ocorre no interior da Terra (Crosta e Manto)

Esta fusão ocorre no interior da Terra (Crosta e Manto) Quando o magma se solidifica (cristaliza)

Quando o magma se solidifica (cristaliza) em profundidade ou na superfície da terra, forma-se a Rocha ÍGNEA ou MAGMÁTICA.

Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas
Sistema de Classificação e
Nomeclatura das Rochas Ígneas
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Vulcanismo: Quando o magma chega a superfície da

Vulcanismo: Quando o magma chega a superfície da terra, chama-se LAVA e forma vulcões

e Nomeclatura das Rochas Ígneas Vulcanismo: Quando o magma chega a superfície da terra, chama-se LAVA
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Cristalização: A lava resfriada, cristaliza-se e forma
Sistema de Classificação e
Nomeclatura das Rochas Ígneas
Cristalização: A lava resfriada, cristaliza-se e forma a
rocha vulcânica ou extrusiva.

Basalto

Riolito

Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Cristalização: Quando o magma permanece e critaliza-se
Sistema de Classificação e
Nomeclatura das Rochas Ígneas
Cristalização: Quando o magma permanece e critaliza-se no
interior da terra forma-se a rocha plutônica ou intrusiva.
o magma permanece e critaliza-se no interior da terra forma-se a rocha plutônica ou intrusiva. G

Gabros

Granitos

Magma Ácido Vulcão do tipo estrato
Magma Ácido
Vulcão do tipo estrato

vulcanismo ácido é o tipo de vulcão q tem seu magma ácido

um vulcão assim possui características como:

Porcentagem de sílica maior q 70% Composição riolítica Grande viscosidade

A manifestação externa se dá em formação de piroclastos sem escoadas

densidade e ponto de fusão mais baixos

conclui-se q quanto maior é a porcentagem de sílica, maior é a sua viscosidade, mais baixa é a temperatura, menor é a tendência para formar lavas e maior para formar piroclastos.

característica:

Atividade de ejeção e derramamento de lava; atividades rítimicas.

Estas atividades formam vulcões tipo estrato. A lava que fica na cratera e na chaminé‚ é rica em gases. A expansão dos gases proporcionam explosões jogando no ar, pedaços de lava bem como fragmentos das rochas adjacentes sob a forma de cinzas. Posteriormente, ocorrem os derrames de lava. As explosões e os derrames ocorrem seguindo uma certa ritmicidade. Então, temos uma alternância de lavas e material piroclástico.

Vulcanismo Básico
Vulcanismo Básico

A viscosidade das lavas (resistência em fluir) depende da:

- capacidade de retenção do gás;

- quantidade de sílica (quanto maior for a riqueza da lava em sílica, mais baixa é a temperatura

necessária para a manter no estado líquido e maior é a sua viscosidade);

- temperatura da lava relativamente à sua temperatura de solidificação (ponto de fusão).

Da conjugação entre estas 3 variáveis resulta uma variedade de lavas, com diferentes graus de viscosidade e fluidez.

As lavas básicas são pobres em sílica, têm facilidade em libertar os gases e têm ponto de fusão alto (1300 ºC), sendo expelidas a uma temperatura muito superior à da sua solidificação (1500 ºC), e daí a sua fluidez.

Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas
Sistema de Classificação e
Nomeclatura das Rochas Ígneas
Serie Descontínua
Serie Descontínua
Serie Descontínua Série Descontínua · Durante o arrefecimento, os minerais, ao reagirem com o magma residual,

Série Descontínua · Durante o arrefecimento, os minerais, ao reagirem com o magma residual, originam novos minerais com uma composição química e uma estrutura cristalina diferentes. Todos os minerais desta série possuem ferro (Fe) e magnésio (Mg).

Série Contínua
Série Contínua
Série Contínua Série Contínua Os plagioclasios, uma vez formados, reagem com o magma residual, sendo o

Série Contínua Os plagioclasios, uma vez formados, reagem com o magma residual, sendo o cálcio progressivamente substituído pelo sódio, originando plagióclasios Albiticos composição gradualmente diferente, mas

que mantêm a sua estrutura interna.

diferente, mas que mantêm a sua estrutura interna. Após a cristalização dos minerais das duas séries,

Após a cristalização dos minerais das duas séries, o magma residual apresenta um baixo teor em Fe e Mg e um elevado teor em sílica (SiO2), K+ e Al:

forma-se o feldspato potássico, moscovite e

quartzo

Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Basaltico
Sistema de Classificação e
Nomeclatura das Rochas Ígneas
Basaltico
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Basaltico Andesítico Granitico
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Basaltico Andesítico Granitico

Andesítico

Granitico

Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Olivina
Sistema de Classificação e
Nomeclatura das Rochas Ígneas
Olivina
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Olivina Ortopiroxênio Anfibólio
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Olivina Ortopiroxênio Anfibólio
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Olivina Ortopiroxênio Anfibólio
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Olivina Ortopiroxênio Anfibólio

Ortopiroxênio

Anfibólio

Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Biotita
Sistema de Classificação e
Nomeclatura das Rochas Ígneas
Biotita
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Biotita Feldspato potássico Muscovita
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Biotita Feldspato potássico Muscovita
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Biotita Feldspato potássico Muscovita
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Biotita Feldspato potássico Muscovita

Feldspato potássico

Muscovita

Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Quartzo
Sistema de Classificação e
Nomeclatura das Rochas Ígneas
Quartzo
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Quartzo Plagioclásio Cálcico Plagioclásico Sódico
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Quartzo Plagioclásio Cálcico Plagioclásico Sódico
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Quartzo Plagioclásio Cálcico Plagioclásico Sódico
Sistema de Classificação e Nomeclatura das Rochas Ígneas Quartzo Plagioclásio Cálcico Plagioclásico Sódico

Plagioclásio Cálcico

Plagioclásico Sódico

Minerais Formadores • Feldspatos – Alcalinos e Plagioclásios
Minerais Formadores
• Feldspatos – Alcalinos e Plagioclásios

Quartzo

Biotita e Muscovita

Olivina

Feldspatóides

• Feldspatos – Alcalinos e Plagioclásios • Quartzo • Biotita e Muscovita • Olivina • Feldspatóides
Félsicos •
Félsicos

Feldspatos e Quartzos considerados minerais claros

Ricos em Si, Al, Ca, Na e K

e Quartzos – considerados minerais claros • Ricos em Si, Al, Ca, Na e K •

Feldspatos (FK e PI) e Quartzo

e Quartzos – considerados minerais claros • Ricos em Si, Al, Ca, Na e K •
e Quartzos – considerados minerais claros • Ricos em Si, Al, Ca, Na e K •
Máficos • Minerais Densos
Máficos
• Minerais Densos

Ricos em Fe e Mg

Piroxênios, anfibólios e Olivinas

Máficos • Minerais Densos • Ricos em Fe e Mg • Piroxênios, anfibólios e Olivinas
Máficos • Minerais Densos • Ricos em Fe e Mg • Piroxênios, anfibólios e Olivinas
Máficos • Minerais Densos • Ricos em Fe e Mg • Piroxênios, anfibólios e Olivinas
Máficos • Minerais Densos • Ricos em Fe e Mg • Piroxênios, anfibólios e Olivinas
Feldspatóides Nefelina (nicóis) • Leucita
Feldspatóides
Nefelina (nicóis)
• Leucita

Nefelina

Sodalita

Feldspatóides Nefelina (nicóis) • Leucita • Nefelina • Sodalita Leucita (nicóis) Sodalita (nicóis)
Feldspatóides Nefelina (nicóis) • Leucita • Nefelina • Sodalita Leucita (nicóis) Sodalita (nicóis)
Feldspatóides Nefelina (nicóis) • Leucita • Nefelina • Sodalita Leucita (nicóis) Sodalita (nicóis)
Feldspatóides Nefelina (nicóis) • Leucita • Nefelina • Sodalita Leucita (nicóis) Sodalita (nicóis)
Feldspatóides Nefelina (nicóis) • Leucita • Nefelina • Sodalita Leucita (nicóis) Sodalita (nicóis)
Feldspatóides Nefelina (nicóis) • Leucita • Nefelina • Sodalita Leucita (nicóis) Sodalita (nicóis)

Leucita (nicóis)

Sodalita (nicóis)

Critérios de Classificação A - Profundidade de cristalização • B – Estrutura* •
Critérios de Classificação
A - Profundidade de cristalização
• B – Estrutura*

C - Textura: é o tamanho e o arranjo dos minerais constituintes

da rocha

• D - Quantidade da Sílica (SiO2) ~ quartzo

• E – Índice de Cor

• F – Composição: quartzo, feldspato alcalino e plagioclásio

• G – Casos especiais

Critérios de Calssificação A - Classificação por Profundidade
Critérios de Calssificação
A - Classificação por Profundidade

• Vulcânicas: riolitos, dacitos, andesitos e

basaltos

• Sub-vulcânicas* microgranito,

microgabro (diabásio)

• Plutônicas: granitos, granodioritos, dioritos e gabros

Estruturas B – Estruturas*
Estruturas
B – Estruturas*

• Maciça

• Orientada

• Vesicular

• Amigdaloidal

Maciça 1- Maciça - isótropa Distribuição caótica dos minerais.
Maciça
1- Maciça - isótropa
Distribuição caótica dos minerais.
Maciça 1- Maciça - isótropa Distribuição caótica dos minerais.
Orientada 2- Orientada
Orientada
2- Orientada

Orientação dos minerais (amostra de mão)

Ex. sienito com estrutura fluidal

Vesicular 3- Vesicular Com cavidades sem preenchimento (amostra de mão). Estas vesículas foram
Vesicular
3- Vesicular
Com cavidades sem
preenchimento (amostra de
mão). Estas vesículas foram

formadas por bolhas de gases dissolvidos no magma. Só ocorre em rochas vulcânicas

de mão). Estas vesículas foram formadas por bolhas de gases dissolvidos no magma. Só ocorre em
Amigdaloidal 4- Amigdaloidal Com cavidades
Amigdaloidal
4- Amigdaloidal
Com cavidades

preenchidas por minerais, Ex: quartzo (amostra de mão). Também só ocorre em

rochas vulcânicas.

Com cavidades preenchidas por minerais, Ex: quartzo (amostra de mão). Também só ocorre em rochas vulcânicas.
Textura C - Classificação por texturas
Textura
C - Classificação por texturas

• Fanerítica

Equigranular

Porfirítica

Afanítica

• Vítrea

Fanerítica Textura Fanerítica
Fanerítica
Textura Fanerítica

É típica de rochas plutônicas em razão do resfriamento lento do magma no interior da crosta. Assim, só ocorre e é indicativa de rochas plutônicas (Ex:granito) Pode ser fina, média, grossa.

> 30 mm muito grossa

Pode ser fina, média, grossa. > 30 mm muito grossa 5 – 30 mm grossa 1

5 30 mm grossa

1 5 mm média < 1 mm fina

Porfirítica Textura Porfirítica
Porfirítica
Textura Porfirítica

Grãos maiores que se sobressaem em relação à uma matriz mais fina (Ex: granitos e andesitos). Pode ocorrer

em rochas plutônicas e vulcânicas.

em relação à uma matriz mais fina (Ex: granitos e andesitos). Pode ocorrer em rochas plutônicas
em relação à uma matriz mais fina (Ex: granitos e andesitos). Pode ocorrer em rochas plutônicas
Afanítica TEXTURA AFANÍTICA
Afanítica
TEXTURA AFANÍTICA

É formada por minerais muito finos (não visíveis). É típica de rochas vulcânicas em razão do

resfriamento rápido do magma

(lava) na superfície (Ex:

basaltos e riolitos)

típica de rochas vulcânicas em razão do resfriamento rápido do magma (lava) na superfície (Ex: basaltos
Vítrea
Vítrea

Textura vítrea formada por vidro vulcânico (obsidiana). É típica de rochas vulcânicas.

Vítrea Textura vítrea formada por vidro vulcânico (obsidiana). É típica de rochas vulcânicas .
Quantidade de Sílica D - Classificação por quantidade de sílica
Quantidade de Sílica
D - Classificação por quantidade de sílica

Ácidas (félsicas): > 66% de SiO2 (quartzo presente e visível)

Intermediárias : 52 - 66% de SiO2 (quartzo de 0 a 5%).

Básicas (máficas) : 45 - 52% de SiO2 (quartzo ausente ou muito

pouco e há muitos minerais de Fe e Mg ou

máficos)

Ultrabásicas (ultramáficas) : < 45% de SiO2 (quartzo ausente e

há muitos minerais de Fe e Mg ou máficos.

Índice de Cor E – CLASSIFICAÇÃO POR ÍNDICE DE COR
Índice de Cor
E – CLASSIFICAÇÃO POR ÍNDICE DE COR

A cor das rochas ígneas é expressa pela % de

minerais escuros presentes na rocha e dá o

índice de cor:

Leucocráticas: 0 a 35% de minerais escuros.

Mesocráticas: 35 a 65% de minerais escuros.

Melanocráticas: 65 a 90% de minerais escuros.

Ultramáficas: 80-100% de minerais escuros

Mineralógica - Modal F – Composição mineralógica – modal •
Mineralógica - Modal
F – Composição mineralógica – modal

Q quartzo, tridimita, cristobalita

A alkali-feldspato (ortoclásio, microclínio, pertita, anortoclásio, sanidina e albita (An0 - An5)

P plagioclásio (An5 An100) e escapolita

F feldspatóides (nefelina, leucita, kalsilita,

peseudoleucita, sodalita, cancrinita, analcima, hauynita)

M minerais máficos e correlatos (mica,

anfibólios, piroxênios, olivina, opacos, epidoto, granada, melilita, monticellita, carbonatos primários)

Diagrama QAPF Classificação com base no Diagrama QAPF (Q=Quartzo, A=Feldspato Alcalino, P=Plagioclásio, F=
Diagrama QAPF
Classificação com base no Diagrama QAPF (Q=Quartzo, A=Feldspato
Alcalino, P=Plagioclásio, F= Feldspatóide)
QAPF Uso do gráfico QAPF e nomenclatura • Apropriado para rochas plutônicas e vulcânicas
QAPF
Uso do gráfico QAPF e nomenclatura
• Apropriado para rochas plutônicas e vulcânicas

• Q+A+P+F= 100% - Q e F se excluem mutuamente

• Nome raiz pode receber prefixos complementares

• Não existe um gráfico único para todas as rochas

ígneas

• Minerais escuros são excluídos para efeito de classificação

Ex rocha com Q=10%, A=30%, P=20% e M= 40%

Valores são recalculados para:

• Q= 100x10/60 = 16,7%

• A= 100x10/60 = 50%

• P= 100x20/60 = 33,3%

Nome da rocha QUARTZO-MONZONITO (campo 8)

Diagrama Triangular
Diagrama Triangular

Para plotar uma rocha com a composição: 70% X, 20% Y,

e10% Z em diagrama triangular

Casos Especiais Casos especiais
Casos Especiais
Casos especiais

• Rochas piroclásticas

• Rochas piroclásticas-epiclásticas

Carbonatitos

• Rochas lamprofíricas

• Rochas melilíticas

• Rochas charnoquíticas

• Rochas ultramáficas

• Classificação química (TAS – total alkali silica)

Classificação Piroclásticas Classificação das Rochas Piroclasticas. a. Baseado no tipo de material. After Pettijohn
Classificação Piroclásticas
Classificação das Rochas Piroclasticas.
a. Baseado no tipo de material. After Pettijohn (1975) Sedimentary Rocks, Harper &
Row,
and Schmid (1981) Geology, 9, 40-43.
b. Baseado no tamanho do material. After Fisher (1966) Earth Sci. Rev., 1, 287-298.
and Schmid (1981) Geology, 9, 40-43. b. Baseado no tamanho do material. After Fisher (1966) Earth
Piroclásticas e Mistas Rochas piroclásticas e mistas (piroclásticasepiclásticas)
Piroclásticas e Mistas
Rochas piroclásticas e mistas (piroclásticasepiclásticas)
Ultramáficas
Ultramáficas
Gabróicas
Gabróicas
Vulcânicas
Vulcânicas
Carbonatitos
Carbonatitos
Lamprófiros
Lamprófiros
Melíticas
Melíticas
Charnoquitos
Charnoquitos
Quadro de Resumo
Quadro de Resumo
A chemical classification of volcanics based on total alkalis vs. silica. After Le Bas et

A chemical classification of volcanics based on total alkalis vs. silica. After Le Bas et al.

(1986) J. Petrol., 27, 745-750. Oxford University Press.

Referências Decifrando a Terra
Referências
Decifrando a Terra

Para saber mais

Teixeira, Toledo, Fairchild & Taioli Ed.Oficina de Textos

Para Entender a Terra

Press, Siever, Grotzinger e Jordan Ed. Bookman

Classification of Igneous Rocks and Glossary of Terms

Le Maitre, R.W. e outros. Blackwell Scientific Publications. London, 1989.

Petrography of igneous and metamorphic rocks

Philpotts, A.R

Englewood Cliffs, N.J. Prentice Hall. 1998

Petrografia Macroscópica das Rochas ígneas, sedimentares e metamórficas Sgarbi, G.N.C. belo Horizonte UFMG. 2007.