O filho Prodigo "E disse: Certo homem tinha dois filhos; e o mais moço disse ao pai: Pai dá-me a parte dos

bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda."( Lc 15. 11 , 12- 32). Os líderes religiosos judaicos não entendem o amor de Cristo pelos pecadores. Precisamos ler essa parábola partindo do seu contexto histórico. A intenção de Cristo não é apenas a de dizer que Deus ama os homens, mas que Deus ama os homens pecadores. Pecado, perdição e amor. Esses são os três temas principais da parábola mais famosa da Bíblia. Em primeiro lugar, sua intenção é revelar o porquê de o ser humano ser considerado pecador. Em seguida, Cristo revela a natureza da conseqüência maior do pecado que é a perdição. Em terceiro lugar, Cristo revela a extensão do amor que Deus tem pelos pecadores perdidos. Só entenderemos o cristianismo e a própria missão de Cristo se compreendermos essa parábola. Vejamos, portanto, a primeira verdade que ela tenciona ensinar: a natureza do pecado humano. O filho mais novo via o pai como alguém rude, incapaz de compartilhar de todos os bens, por isso, exige sua parte da herança. A rebeldia, entretanto, estava no filho, que descumprindo a lei judaica, se torna herdeiro antes da morte do pai. Desperdiça toda herança, fica na miséria. Pobre e infeliz resolve pedir ajuda a um fazendeiro. Pensou encontrar ali abrigo, comida e misericórdia, mas, não foi o que aconteceu. Sentiu fome, frio e solidão, dia após dia. "E ninguém lhe dava nada" (v.16) "E tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!"(v.17)Ele percebeu que o pai era bondoso, generoso até mesmo com os trabalhadores (com quem não tinha parentesco), não seria com ele, filho? Percebeu que os bens materiais não foram capazes de fazê-lo feliz. Entendeu que ninguém o compreenderia tão bem quanto seu Pai. Para a maior parte dos cristãos, que por diversas vezes ouviram referências a essa parábola em sermões dominicais, a estória significa pouco mais do que a infinita generosidade do Pai, que recebe de braços abertos o filho pródigo que saiu de sua Casa para entregar-se à

e ponde-lhe um anel na mão. mas que. Nunca deixara a casa do pai. "Pai. porque desconhecem o Pai. conforme a lei.. imundas como um chiqueiro. ser perdoados e recebidos de novo pelo Pai. "fazendeiros" que nada têm a oferecer. e veste-lho. faz questão do cabrito matado para festa . Quantas lembranças do pai.. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa. que é um verdadeiro exemplo de quantos ensinamentos podem estar velados na linguagem do simbolismo. nunca investira em um relacionamento com o pai.30). uma nova aliança. Mas existe muito mais riqueza por trás dessa parábola. Essa interpretação singela tem seus méritos e satisfaz a grande massa dos fiéis. e já não sou digno de ser chamado teu filho. julgam-no distante. Por isso. Incapaz de compreender sentimentos. uma maior parte da herança (dois terços). Quantas pessoas estão passando por problema semelhante? O pai da parábola representa Deus. O filho agora estava bem abrigado nos braços do Pai. impiedoso e egoísta. Mesmo tenho muitos bens.ou seja. enquanto o mais novo(um terço). o filho volta para casa. desta feita. por não conhecê-lo. era moderado e cumpria com seus deveres. É mais uma lembrança de que o erro não compensa. se tivermos a desgraça de cair no pecado (e quem não caiu incontáveis vezes?) podemos. não o conhecia. porém. recebendo apenas "a parte que lhe cabe na herança" (a vida com suas mazelas).devassidão. suas vidas sujas. Imagino-o derramando lágrimas durante a viagem. pequei contra o céu e perante ti. e alparcas nos pés" (versos 21 e 22) As vestes representam um novo espírito. que só têm olhos para seus "porcos". Sua falta de amor era tamanha que sequer consegue chamar "meu irmão" e se refere ao irmão como: "este teu filho" (v. em última análise. As sandálias representam um novo caminho. dissipando sua herança. Optam por viver afastado. Arrependido. eterna. Procuram ajuda nos "fazendeiros" do mundo. o anel. de amar os injustos pecadores. por meio da verdadeira contrição. • O Filho mais velho Recebeu do pai. Muitos.

do irmão: "Nunca me deste um cabrito (V. Esse filho representa os fariseus. Esse filho também precisa de arrependimento. Ele não se alegrou com a volta do irmão. encontro íntimo e real com seu pai (Deus). conduzindo-o a salvação. o Pastor é Jesus. Ele sempre os recebe com alegria e amor. No Filho Pródigo. ou mesmo pelos que já se encontram salvos. Uma casa que manteve a candeia acesa por todo o tempo em que o filho esteve distante. a candeia acesa para ir em busca dos perdidos. Então: Sendo a igreja a mãe.o Pai É Deus. a mesma que buscou a dracma. presentes em Lucas 15: A parábola da Ovelha Desgarrada. pois. Houve festa no céu na parábola da Ovelha. Jesus É o bom Pastor que deu sua vida pelas ovelhas. a mãe é a Igreja. a Candeia. Esse filho ainda não conhece o verdadeiro amor. Na Dracma Perdida. . redime o homem de todo pecado. àquele pai. Era egoísta. seu sacrifício na cruz. O filho mais velho estava sempre em casa (Igreja) só que sua candeia estava apagada. sem amor pelos perdidos. derramado lágrimas em suas petições a Deus. Ele é o retrato da Igreja inoperante. não orava por isso. necessita ter o fogo do Espírito Santo. a igreja. Todas falam do resgate do pecador arrependido e da necessidade de arrependimento dos fariseus. festa na casa do filho pródigo. sequer procurava saber como estava. O Espírito Santo. Dracma Perdida e Filho Pródigo. Deus está sempre esperando os filhos retornarem para casa. morta. A Igreja é representante de Deus.29). Há semelhança entre as três que se relacionam entre si. não significa necessariamente. na parábola da dracma. nunca buscou-o. Ela é a casa do filho pródigo. Jesus contou três parábolas seguidas. • A mãe do filho pródigo Entendo que não por acaso. Então: Aqui está o papel da Trindade na salvação do homem. Está no templo. Vejo que na Parábola da Ovelha. É assim que agem os cristãos cheios do Espírito Santo. salvação. deve ter orado pela volta do filho. festa na casa da mulher. conhecer a Deus. ela está presente na parábola do filho pródigo. A casa do pai representa o templo.

• Veja agora as seis lições extraídas da parábola do filho pródigo: 1. Pare para considerar hoje se você vive para a glória daquele que o criou. Cristo não fala de uma coisa. Pois. Doado não para a sua destruição. mas para o enriquecimento da sua vida. Cristo escolhe a figura do Pai. Pare para considerar hoje o que você recebeu. Um Deus que tem enriquecido sua vida das mais diferentes formas. mas tem sido mantido pelo poder de Deus. . Você poderia ter morrido no ventre da sua mãe. santo e glorifica a Deus. E ao escolher um ser humano com quem pudesse comparar a Deus. Pare para considerar hoje a sua origem. 4. 2. Você tem vivido para fazer Deus sorrir? Sua maior obsessão é levá-lo a se ver em você? 6. Você não apenas foi criado. Compete a cada um de nós. 3. tomarmos a decisão de gastar nossa vida naquilo que é belo. E tudo isso na presença daquele que é a causa de tudo o que temos e somos. Pare para considerar hoje o quanto você tem desperdiçado da herança que recebeu. ou ter sido apenas uma possibilidade na mente de Deus. Não menospreze o que lhe foi dado por amor. Pense na origem de tudo o que foi criado. Como você tem administrado a liberdade recebida? 5. Pense no fato de que você poderia ter sido um aborto literal ou metafísico. esse ser absolutamente amável. Pare para considerar hoje o que você tem feito da sua liberdade. Pare para considerar hoje o caráter do autor de tudo o que você tem e é. é isso o que Deus é. mas de alguém.

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