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P Terra, Universo de Vida 12.° Dossier do Professor

DOCUMENTOS DE TRABALHO

Doc. 12 – A importância dos antibióticos

IMUNIDADE E CONTROLO DE DOENÇAS

I – Antibiograma

Nem todos os antibióticos têm a mesma eficiência. Alguns têm um espectro de acção lato, enquanto outros são mais específicos. Para prescrever um antibiótico mais eficaz, o médico pode ter necessi- dade dos resultados de um antibiograma realizado em laboratório.

Na obtenção de um antibiograma procede-se do seguinte modo:

1. Faz-se uma cultura, numa caixa de Petri, da bac- téria que provoca a infecção.

2. Colocam-se sobre a cultura pequenas pastilhas, cada uma impregnada de determinado antibió- tico, mas em todas com a mesma concentração.

3. Cada antibiótico difunde-se através da gelose, entrando em contacto com as bactérias que estão à volta.

4. Se o antibiótico é eficaz, ele destrói as bactérias e forma-se uma zona translúcida à volta da pastilha.

Quanto maior for a zona translúcida, mais eficaz é o antibiótico.

for a zona translúcida, mais eficaz é o antibiótico. Antibiograma II – Como podem actuar os

Antibiograma

II – Como podem actuar os antibióticos sobre a bactéria?

Diferentes antibióticos têm diferentes modos de acção:

– bactericidas – matam a bactéria; – bacteriostáticos – evitam a multiplicação das bactérias, permitindo que o sistema imunitário con- siga debelar a infecção.

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Tetraciclina é bacteriostática. Liga-se aos ribossomas bacterianos, impedindo a ligação do RNA.

aminoácidos * 3 DNA " RNA * ribossomas * 3 proteínas *
aminoácidos
* 3
DNA " RNA * ribossomas
* 3
proteínas
*

Clorofenicol é bacteriostático. Impede a transferência de amino-

ácidos para os ribossomas.

Eritromicina é bacteriostático. Liga-se aos ribossomas da bactéria,

evitando a tradução.

Penicilina é bactericida.

Pára a formação de peptidoglicanos, inibindo as enzimas que promovem a sua síntese. Os peptidoglicanos são importantes moléculas na parede bacteriana. Sem elas,

a

parede torna-se mais fraca e a bactéria absorve água,

o

que provoca a sua lise.

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III – Como se tornam as bactérias resistentes aos antibióticos?

As bactérias reproduzem-se por bipartição, que se realiza em alguns minutos ou em algumas horas, dependendo do tipo de bactérias e das condições ambientais. Esta taxa tão rápida de divisão celular dá origem, frequentemente, a mutações no DNA bacteriano.

dá origem, frequentemente, a mutações no DNA bacteriano. Muitos antibióticos actuam desactivando uma proteína

Muitos antibióticos actuam desactivando uma proteína bacteriana particular. A mudança genética provocada pela mutação pode ter como consequência:

– a perda da proteína-alvo, e assim o antibiótico não pode actuar;

– a alteração de proteína-alvo, o que impede a ligação do antibiótico à bactéria;

– a produção, pela bactéria, de uma enzima que desactiva o antibiótico;

– a produção, pela bactéria, de demasiadas proteínas-alvo, não podendo o antibiótico desactivar todas.

Quando um doente toma um antibiótico, todas as bactérias do seu corpo ficam expostas ao seus efeitos. O antibiótico matará ou parará o crescimento de muitas bactérias. Contudo, se um pequeno número de bactérias tem o DNA mutado, tornando-as resistentes ao efeito daquele antibiótico, então essas bactérias crescem e reproduzem-se rapidamente, tornando-se uma estirpe predomi- nante em pouco tempo. Um futuro tratamento com o mesmo antibiótico não será eficaz contra a nova estripe de bactérias.

Sugestões de exploração

O documento pode permitir tratar aspectos relativos aos antibióticos, como:

– a importância dos antibiogramas na selecção de um antibiótico eficaz.

– diferentes formas de actuação dos antibióticos;

– problemas associados ao aparecimento de estirpes de bactérias resistentes.

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