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ORÇAMENTO PÚBLICO
ORÇAMENTO
PÚBLICO

PROFESSOR WILSON ARAÚJO

INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
ESTADO

ESTADO

SURGIMENTO DO ESTADO A lógica da formação do Estado tem como fundamento a necessidade de convivência

SURGIMENTO DO ESTADO

A lógica da formação do Estado tem como fundamento a necessidade de convivência social em comum.

CONCEITO DO ESTADO

CONCEITO DO ESTADO

O Estado é juridicamente a sociedade humana organizada, dentro de um território, com um governo, para

O

Estado

é

juridicamente

a

sociedade humana

organizada,

dentro

de

um território, com um governo, para realização de determinado fim.

FINALIDADE

FINALIDADE

Genericamente, pode-se dizer que a finalidade do Estado é a realização do bem comum.

Genericamente, pode-se dizer que a finalidade do Estado é a realização do bem comum.

FUNÇÕES

FUNÇÕES

Função Normativa P. Legislativo Função Jurisdicional P. Judiciário Função Executiva P. Executivo
Função Normativa P. Legislativo Função Jurisdicional P. Judiciário Função Executiva P. Executivo

Função Normativa P. Legislativo

Função Normativa P. Legislativo Função Jurisdicional P. Judiciário Função Executiva P. Executivo

Função Jurisdicional P. Judiciário

Função Normativa P. Legislativo Função Jurisdicional P. Judiciário Função Executiva P. Executivo

Função Executiva P. Executivo

MEIOS PARA MANUTENÇÃO DO ESTADO

MEIOS PARA MANUTENÇÃO DO ESTADO

COMO CONSEGUIR MEIOS PARA A MANUTENÇÃO DO ESTADO ?

COMO CONSEGUIR MEIOS PARA A MANUTENÇÃO DO ESTADO ?

COMO CONSEGUIR MEIOS PARA A MANUTENÇÃO DO ESTADO ?
COMO CONSEGUIR MEIOS PARA A MANUTENÇÃO DO ESTADO ?
COMO CONSEGUIR MEIOS PARA A MANUTENÇÃO DO ESTADO ? NECESSIDADES PÚBLICAS
COMO CONSEGUIR MEIOS PARA
A MANUTENÇÃO DO ESTADO ?
NECESSIDADES
PÚBLICAS
COMO CONSEGUIR MEIOS PARA A MANUTENÇÃO DO ESTADO ? NECESSIDADES PÚBLICAS
COMO CONSEGUIR MEIOS PARA
A MANUTENÇÃO DO ESTADO ?
NECESSIDADES
PÚBLICAS

“TUDO AQUILO QUE INCUMBE AO ESTADO PRESTAR, EM DECORRÊNCIA DE UMA DECISÃO POLÍTICA, INSERIDA EM NORMA JURÍDICA” (Régis Fernandes de Oliveira e Estevão Horvath)

ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO - AFE

ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO - AFE

“É A PROCURA ÀS SATISFAZER PÚBLICAS” (Alberto Deodato) DE MEIOS PARA NECESSIDADES

“É

A

PROCURA

ÀS

SATISFAZER PÚBLICAS” (Alberto Deodato)

DE

MEIOS

PARA

NECESSIDADES

Aliomar Baleeiro em sua obra “Uma introdução à ciência das finanças” assevera que a Atividade Financeira

Aliomar Baleeiro em sua obra “Uma introdução à ciência das finanças” assevera que a Atividade Financeira do Estado consiste em:

OBTER recursos: Receitas Públicas; CRIAR o crédito público: Endividamento Público; GERIR E PLANEJAR a aplicação dos recursos: Orçamento Público; DESPENDER recursos: Despesa Pública

NECESSIDADES P ÚBLICAS
NECESSIDADES P ÚBLICAS
NECESSIDADES P ÚBLICAS MEIOS PARA MANUTENÇÃO DO ESTADO
NECESSIDADES P ÚBLICAS
MEIOS PARA MANUTENÇÃO DO ESTADO
NECESSIDADES P ÚBLICAS MEIOS PARA MANUTENÇÃO DO ESTADO ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO - AFE OBTER RECEITAS
NECESSIDADES P ÚBLICAS
MEIOS PARA MANUTENÇÃO DO ESTADO
ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO - AFE
OBTER
RECEITAS
CRIAR O
CRÉDITO
GERIR E
PLANEJAR
DESPENDER
ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO - AFE DIREITO FINANCEIRO
ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO - AFE
DIREITO FINANCEIRO
DIREITO FINANCEIRO - AFO RAMO DO DIREITO PÚBLICO QUE ESTUDA A ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO SOB
DIREITO FINANCEIRO - AFO
DIREITO FINANCEIRO - AFO
RAMO DO DIREITO PÚBLICO QUE ESTUDA A ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO SOB O PONTO DE VISTA
RAMO DO DIREITO PÚBLICO QUE ESTUDA A
ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO SOB O
PONTO DE VISTA JURÍDICO.
DIREITO FINANCEIRO X DIREITO TRIBUTÁRIO

DIREITO FINANCEIRO

X

DIREITO TRIBUTÁRIO

O Direito Financeiro estuda e disciplina juridicamente a atividade financeira do Estado, envolvendo as receitas públicas,

O Direito Financeiro estuda e disciplina juridicamente a atividade financeira do Estado, envolvendo as receitas públicas, as despesas públicas, os créditos públicos e o orçamento público.

O Direito Tributário tem por objeto a disciplina jurídica de uma das modalidades da receita pública

O Direito Tributário tem por objeto a

disciplina

jurídica

de

uma

das

modalidades da receita pública – o

Tributo.

PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO

PLANEJAMENTO

ORÇAMENTÁRIO

SISTEMA ORÇAMENTÁRIO BRASILEIRO

SISTEMA

ORÇAMENTÁRIO

BRASILEIRO

Atualmente, o processo de integração planejamento-orçamento acabou por tornar o orçamento necessariamente MULTI-DOCUMENTAL, ...

Atualmente, o processo de integração planejamento-orçamento acabou por tornar o orçamento necessariamente MULTI-DOCUMENTAL, ...

em virtude da aprovação, por leis ..., diferentes, de vários documentos (Plano Plurianual - PPA, Lei

em virtude da aprovação, por leis

..., diferentes, de vários documentos (Plano Plurianual - PPA, Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO e Lei Orçamentária Anual - LOA).

NÍVEIS DE PLANEJAMENTO

NÍVEIS DE PLANEJAMENTO

PPA LOA LDO
PPA LOA LDO
PPA LOA LDO
PPA LOA LDO
PPA LOA
PPA
LOA
PPA LOA LDO
LDO
LDO
Hely Lopes Meirelles

Hely Lopes Meirelles

35
35

Na

Administração

Pública,

não

liberdade pessoal. Enquanto na Administração Particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe, na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza.

(Hely Lopes Meirelles)

36
36

PLPLAANONO DEDE AAÇÃO

ÇÃO

Instrumentos de Planejamento

PPPAPA
PPPAPA

Planejar

LDO LDO Orientar
LDO
LDO
Orientar
LOA LOA Executar
LOA
LOA
Executar
Políticas Públicas e Políticas Públicas e Programas de Governo Programas de Governo
Políticas Públicas e
Políticas Públicas e
Programas de Governo
Programas de Governo
PPA 2012-2015 Art. 165 da CF/88 LDO LDO LDO LDO 2015 2014 2013 2012 LOA LOA
PPA 2012-2015 Art. 165 da CF/88 LDO LDO LDO LDO 2015 2014 2013 2012 LOA LOA
PPA
2012-2015
Art. 165
da CF/88
LDO
LDO
LDO
LDO
2015
2014
2013
2012
LOA
LOA
LOA
LOA
2015
2014
2013
2012
ORDINÁRIAS ESPECIAIS TEMPORÁRIAS PPA 2012-2015 Art. 165 da CF/88 LDO LDO LDO LDO 2015 2014 2013
ORDINÁRIAS ESPECIAIS
ORDINÁRIAS
ESPECIAIS

TEMPORÁRIAS

PPA 2012-2015 Art. 165 da CF/88 LDO LDO LDO LDO 2015 2014 2013 2012 LOA LOA
PPA
2012-2015
Art. 165
da CF/88
LDO
LDO
LDO
LDO
2015
2014
2013
2012
LOA
LOA
LOA
LOA
2015
2014
2013
2012
COMPETÊNCIA LEGISLATIVA O MUNICÍPIO E O DF
COMPETÊNCIA LEGISLATIVA
O MUNICÍPIO E O DF
CONSTITUIÇÃO FEDERAL /88 Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente
CONSTITUIÇÃO FEDERAL /88 Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente
CONSTITUIÇÃO FEDERAL /88
Art. 24. Compete à União, aos
Estados e ao Distrito Federal
legislar concorrentemente sobre:
I - direito tributário, FINANCEIRO,
penitenciário, econômico e
urbanístico;
O MUNICÍPIO E O DIREITO FINANCEIRO
O MUNICÍPIO E O DIREITO FINANCEIRO
O MUNICÍPIO E O DIREITO
FINANCEIRO
CONSTITUIÇÃO FEDERAL /88 Art. 30. Compete aos Municípios: I - ... ; II - suplementar a

CONSTITUIÇÃO FEDERAL /88

Art. 30. Compete aos Municípios:

I -

...

;

II - suplementar a legislação federalea

estadual no que couber;

CONSTITUIÇÃO FEDERAL /88 Art. 30. Compete aos Municípios: I - ... ; II - suplementar a

Competência suplementar dos Municípios

§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer NORMAS

§

-

No âmbito

da legislação

concorrente,

a

competência

da

União

limitar-se-á

a

estabelecer

NORMAS GERAIS.

NORMAS GERAIS CF/88 4.320/64 LRF/00

NORMAS GERAIS

CF/88 4.320/64 LRF/00
CF/88
4.320/64
LRF/00
CF/88

CF/88

Seção II DOS ORÇAMENTOS ARTIGOS 165 a 169
Seção II DOS ORÇAMENTOS ARTIGOS 165 a 169
Seção II
DOS ORÇAMENTOS
ARTIGOS 165 a 169
4.320/64

4.320/64

Art. 1º Esta lei estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos
Art. 1º Esta lei estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos
Art.
Esta
lei
estatui
normas
gerais
de
direito
financeiro
para
elaboração e
controle
dos
orçamentos e balanços da...
... Municípios e do Distrito Federal, de acordo com o disposto no artigo 5, inciso XV,
... Municípios e do Distrito Federal, de acordo com o disposto no artigo 5, inciso XV,
...
Municípios e do Distrito Federal, de
acordo com o disposto no artigo 5,
inciso XV, letra b, da Constituição
Federal.
União,
dos
Estados, dos
LRF 101/00

LRF

101/00

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1 o Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas voltadas
CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1 o Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas voltadas
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1 o Esta Lei Complementar estabelece
normas de finanças públicas voltadas
para a responsabilidade na gestão fiscal,
com amparo no Capítulo II do Título VI da
Constituição.
§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência

§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados.

§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas exercerão gerais, a os Estados competência legislativa plena,

§ 3º - Inexistindo lei federal sobre

normas

exercerão

gerais,

a

os

Estados

competência

legislativa plena, para atender a

suas peculiaridades.

§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei

§

-

A

superveniência

de

lei

federal

sobre

normas

gerais

suspende a

eficácia

da

lei

estadual, no que lhe for contrário.

UNIÃO • NORMAS GERAIS ESTADOS • SUPLEMENTAR Inexist. NG • ESTADOS EXERCERÃO A COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PLENA

UNIÃO

NORMAS GERAIS

ESTADOS

SUPLEMENTAR

Inexist.

NG

ESTADOS

EXERCERÃO

A

COMPETÊNCIA LEGISLATIVA

PLENA

NG SUP.
NG
SUP.

SUSPENÇÃO DA EFICÁCIA

COMPETÊNCIA EM MATÉRIA ORÇAMENTÁRIA
COMPETÊNCIA EM MATÉRIA
ORÇAMENTÁRIA
PODER EXECUTIVO PODER LEGISLATIVO PPA LDO LOA PPA LDO LOA
PODER EXECUTIVO PODER LEGISLATIVO PPA LDO LOA PPA LDO LOA

PODER EXECUTIVO

PODER LEGISLATIVO

PPA LDO LOA
PPA
LDO
LOA
PODER EXECUTIVO PODER LEGISLATIVO PPA LDO LOA PPA LDO LOA
PPA LDO LOA
PPA
LDO
LOA
PRIVATIVA

PRIVATIVA

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: XXIII - enviar ao Congresso Nacional projeto o

Art. 84. Compete

privativamente

ao Presidente da República:

XXIII - enviar ao Congresso

Nacional

projeto

o

de

plano

lei

plurianual,

o

de

diretrizes

orçamentárias e as propostas de

orçamento previstos Constituição;

nesta

Art. 165. Leis de iniciativa do
Art.
165.
Leis
de
iniciativa
do

Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual; II - as diretrizes orçamentárias; III - os orçamentos anuais.

CRIME DE RESPONSABILIDADE

CRIME DE RESPONSABILIDADE

Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a

Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:

VI - a lei orçamentária;

Atenção! Apesar do comando constitucional mencionar competência privativa, existe entendimento do Supremo Tribunal Federal que essa

Atenção! Apesar do comando constitucional mencionar competência privativa, existe entendimento do Supremo Tribunal Federal que essa competência é exclusiva e vinculada.

Ou seja, compete somente ao Presidente da República encaminhar os projetos de lei de orçamento e

Ou seja, compete somente ao Presidente da República encaminhar os projetos de lei de orçamento e ainda dentro dos prazos estabelecidos na CF ao Poder Legislativo.

Se um membro do Congresso Nacional, Senador ou Deputado, caso tomasse a iniciativa de encaminhar um

Se um membro do Congresso Nacional, Senador ou Deputado, caso tomasse a iniciativa de encaminhar um ou todos os projetos de lei acarretaria uma inconstitucionalidade formal.

RESPONSABILIDADE DO CN

RESPONSABILIDADE DO CN

Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta

Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional,

com a sanção do Presidente da

República,

não

exigida

esta

para

o

especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor

sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre:

II

-

plano

plurianual,

diretrizes

orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito, dívida pública e emissões de curso forçado;

EXERCÍCIO FINANCEIRO LEI 4.320/64
EXERCÍCIO FINANCEIRO
LEI 4.320/64
01/01 31/12 Art. 34 4.320/64
01/01 31/12 Art. 34 4.320/64
01/01 31/12 Art. 34 4.320/64
01/01
01/01
31/12 Art. 34 4.320/64
31/12
Art. 34
4.320/64
SESSÃO LEGISLATIVA CF/88
SESSÃO LEGISLATIVA
CF/88
Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 2 de fevereiro a 17

Art.

57.

O

Congresso Nacional

reunir-se-á, anualmente, na Capital

Federal, de 2 de fevereiro a 17 de

julho e

de

dezembro.

de

agosto a

22

de

1º PERÍODO: 02/02 17/07

1º PERÍODO:

02/02
02/02
17/07
17/07
1º PERÍODO: 02/02 17/07
2º PERÍODO 01/08 22/12

2º PERÍODO

01/08
01/08
22/12
22/12
1º PERÍODO: 02/02 17/07 2º PERÍODO 01/08 22/12

1º PERÍODO:

02/02
02/02
17/07
17/07
1º PERÍODO: 02/02 17/07 2º PERÍODO 01/08 22/12

2º PERÍODO

01/08
01/08
22/12
22/12
1º PERÍODO: 02/02 17/07 2º PERÍODO 01/08 22/12

1º PERÍODO:

02/02
02/02
17/07
17/07
1º PERÍODO: 02/02 17/07 2º PERÍODO 01/08 22/12

2º PERÍODO

01/08
01/08
22/12
22/12
NATUREZA JURÍDICA DO ORÇAMENTO
NATUREZA JURÍDICA DO
ORÇAMENTO
SENTIDO FORMAL
SENTIDO FORMAL
SENTIDO FORMAL
Lei em sentido formal representa todo ato normativo emanado de um órgão com competência legislativa, irrelevante.

Lei

em

sentido

formal

representa

todo

ato

normativo

emanado

de

um

órgão

com

competência legislativa, irrelevante.

sendo

o

conteúdo

SENTIDO MATERIAL
SENTIDO MATERIAL
SENTIDO MATERIAL
Lei em sentido material corresponde a todo ato normativo, emanado por órgão do Estado, mesmo que

Lei em sentido material corresponde a todo ato normativo, emanado por órgão do Estado, mesmo que não incumbido da função Legislativa. O importante agora é o conteúdo, que define qualquer conjunto de normas dotadas de abstração e generalidade, ou seja, com aplicação a um número indeterminado de situações futuras.

LEIS FORMAIS e MATERIAIS FORMAIS
LEIS
LEIS

FORMAIS e MATERIAIS

FORMAIS

SENTIDO FORMAL Lei de efeito concreto, individual, pois seu conteúdo assemelha-se aos atos administrativos individuais ou
SENTIDO FORMAL
SENTIDO FORMAL

Lei

de

efeito

concreto,

individual,

pois

seu

conteúdo

assemelha-se

aos

atos

administrativos individuais ou concretos.

LOA Formal
LOA Formal
LOA
Formal
LOA Formal Temporária
LOA Formal Temporária
LOA
Formal
Temporária
LOA Formal Temporária Ordinária
LOA Formal Temporária Ordinária
LOA
Formal
Temporária
Ordinária
LOA Formal Temporária Ordinária Especial
LOA Formal Temporária Ordinária Especial
LOA
Formal
Temporária
Ordinária
Especial
O STF abstrato pode exercer o controle de constitucionalidade de normas orçamentárias.

O

STF

abstrato

pode

exercer

o

controle

de

constitucionalidade

de

normas orçamentárias.

O STF deve exercer sua função precípua de fiscalização da constitucionalidade das leis e dos atos

O STF deve exercer sua função precípua de fiscalização da constitucionalidade das leis e dos atos normativos quando houver um tema ou uma controvérsia constitucional, suscitada em abstrato, independentemente do caráter geral ou específico, concreto ou abstrato de seu objeto.

NATUREZA JURÍDICA CORRENTES DOUTINÁRIAS

NATUREZA JURÍDICA CORRENTES DOUTINÁRIAS

A primeira corrente, liderada pelo alemão HOENNEL, dispõe que o orçamento é sempre uma lei porque

A primeira corrente, liderada pelo alemão HOENNEL, dispõe que o orçamento é sempre uma lei porque emana do Poder Legislativo, um órgão legiferante. Para Hoennel, tudo que é revestido de lei tem conteúdo de lei. Assim o orçamento é uma lei em sentido formal e material.

A segunda corrente, cujo principal expoente é MAYER, classifica as leis de acordo com seu conteúdo

A segunda corrente, cujo principal expoente é MAYER, classifica as leis de acordo com seu conteúdo e não de acordo com o órgão de onde emanam. Assim, o orçamento é lei em sentido formal, porém não em sentido material.

Já a terceira corrente, na qual se destaca LÉON DUGUIT, o orçamento é formalmente uma lei,

Já a terceira corrente, na qual se destaca LÉON

DUGUIT, o orçamento é formalmente uma lei, mas seu conteúdo em algumas de suas partes ato administrativo e em outras lei. Desta forma, a parte do orçamento relativa às despesas e às receitas originárias seria ato administrativo, porém na parte relativa à autorização para cobrança de receitas derivadas, deveria ser considerado lei.

LOA ATO ATO ADM. ADM. ORIGINÁRIAS RECEITA DESPESA TRIBUTÁRIA LEI
LOA
ATO
ATO
ADM.
ADM.
ORIGINÁRIAS
RECEITA
DESPESA
TRIBUTÁRIA
LEI
A quarta corrente, defendida por GATON JÈZE, dispõe que o orçamento não pode ser entendido como

A quarta corrente, defendida por GATON JÈZE, dispõe que o orçamento não pode ser entendido como uma lei em nenhuma parte de seu conteúdo, ainda que tenha forma de uma lei.

HOENNEL MAYER Lei formal e material Lei formal LÉON DUGUIT Natureza complexa Gaston Jèze Lei formal

HOENNEL

MAYER

HOENNEL MAYER Lei formal e material Lei formal LÉON DUGUIT Natureza complexa Gaston Jèze Lei formal

Lei formal e material

HOENNEL MAYER Lei formal e material Lei formal LÉON DUGUIT Natureza complexa Gaston Jèze Lei formal

Lei formal

LÉON DUGUIT

HOENNEL MAYER Lei formal e material Lei formal LÉON DUGUIT Natureza complexa Gaston Jèze Lei formal

Natureza

complexa

Gaston Jèze

HOENNEL MAYER Lei formal e material Lei formal LÉON DUGUIT Natureza complexa Gaston Jèze Lei formal

Lei formal

Aspectos das Leis Orçamentárias
Aspectos das Leis Orçamentárias
Aspectos das Leis
Orçamentárias
TÉCNICO ECONÔMICO POLÍTICO JURÍDICO

TÉCNICO

ECONÔMICO

POLÍTICO

JURÍDICO

TÉCNICO Classificações contábeis

TÉCNICO

TÉCNICO Classificações contábeis

Classificações contábeis

TÉCNICO Classificações contábeis Atinente às classificações contábeis, metodologias utilizadas, tudo, com o fim de dar transparência

TÉCNICO

TÉCNICO Classificações contábeis Atinente às classificações contábeis, metodologias utilizadas, tudo, com o fim de dar transparência

Classificações contábeis

Atinente

às

classificações

contábeis,

metodologias utilizadas, tudo, com o fim de dar

transparência e realidade ao orçamento.

ECONÔMICO Recursos X Necessidades

ECONÔMICO

ECONÔMICO Recursos X Necessidades

Recursos X Necessidades

ECONÔMICO Recursos X Necessidades Racionalidade econômica para o administrador que compatibiliza necessidades da coletividade com a

ECONÔMICO

ECONÔMICO Recursos X Necessidades Racionalidade econômica para o administrador que compatibiliza necessidades da coletividade com a

Recursos X Necessidades

Racionalidade

econômica

para

o

administrador que compatibiliza necessidades da coletividade com a estimativa de receita.

POLÍTICO Plano de ação do governo Destaca o fato de que o orçamento reflete o plano

POLÍTICO

POLÍTICO Plano de ação do governo Destaca o fato de que o orçamento reflete o plano

Plano de ação do governo

Destaca o fato de

que o orçamento reflete o

plano de ação do governo, sempre elaborado

com base em uma decisão política.

JURÍDICO Diploma legal - Lei O orçamento sempre será representado por um diploma legal, com todas

JURÍDICO

JURÍDICO Diploma legal - Lei O orçamento sempre será representado por um diploma legal, com todas

Diploma legal - Lei

O orçamento sempre será representado por um diploma legal, com todas as peculiaridades que o caracteriza.

FUNÇÕES DO ORÇAMENTO
FUNÇÕES DO
ORÇAMENTO
VISÃO JURÍDICO-LEGAL

VISÃO

JURÍDICO-LEGAL

CF/88 4.320/64; LRF PPA LDO LOA
CF/88 4.320/64; LRF PPA LDO LOA
CF/88
4.320/64; LRF
PPA
LDO
LOA
CF/88 4.320/64; LRF PPA LDO LOA
CF/88 4.320/64; LRF PPA LDO LOA
CF/88
4.320/64; LRF
PPA
LDO
LOA
MODELO CONSTITUCIONAL BRASILEIRO

MODELO

CONSTITUCIONAL

BRASILEIRO

PPA LOA LDO
PPA LOA LDO
PPA LOA LDO
PPA LOA LDO
PPA LOA
PPA
LOA
PPA LOA LDO
LDO
LDO
PPA : PPA : 2004-2007 2004-2007

PPA :

PPA :

2004-2007

2004-2007

PPA : PPA : 2008-2011 2008-2011

PPA :

PPA :

2008-2011

2008-2011

DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL
DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL

E EDUCAÇÃO DE QUALIDADE.

DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL E EDUCAÇÃO DE QUALIDADE.
PPA : PPA : 2012-2015 2012-2015 LEI Nº 12.593, DE 18 DE JANEIRO DE 2012.

PPA :

PPA :

2012-2015

2012-2015

LEI Nº 12.593, DE 18 DE JANEIRO DE

2012.

METODOLOGIA METODOLOGIA DO PPA DO PPA

METODOLOGIA

METODOLOGIA

DO PPA

DO PPA

PROGRAMAS
PROGRAMAS

PORTARIA Nº 42, DE 14 DE ABRIL DE

1999

(Publicada no D.O.U. de 15.04.99)

Art. 2° Para os efeitos da presente Portaria, entendem-se por:

a) Programa, o instrumento de organização da ação governamental visando à concretização dos objetivos pretendidos, sendo mensurado por indicadores estabelecidos no plano plurianual;

A organização das ações do governo sob a forma de programas visa proporcionar maior racionalidade e

A organização das ações do governo sob a forma de programas visa proporcionar maior racionalidade e eficiência na administração pública e ampliar a visibilidade dos resultados e benefícios gerados para a sociedade, bem como elevar a transparência na aplicação dos recursos públicos.