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Equações Diferenciais Lineares

Aparecido J. de Souza

Aula 1 - Motivação e Conceitos Iniciais

Plano de Curso

Ementa: Equações diferenciais lineares de 1 a e 2 a ordem e aplicações. Equações lineares de ordem superior e aplicações. Sistemas de equações lineares de 1 a ordem e aplicações.

Livro Texto: Boyce, W. E. e Diprima, R. C., Equações Diferenciais Elementares e Problemas de Valor de Contorno.

Calendário de Provas:

P1:

04/07/13

Reposição: 13/07/13 (sábado; 14:00h).

P2:

08/08/13

Reposição: 17/08/13 (sábado; 14:00h).

P3:

12/09/13

Reposição: 17/09/13.

Prova Final: 24/09/13.

Atendimento:

Terças das 10:00h até as 12:00h Quintas das 14:00h até as 16:00h.

Motivação - Um objeto em queda

Suponha um objeto caindo livremente perto do nível do mar.

Variável independente: tempo t (s-segundos).

Variável dependente (incógnita): velocidade v = v (t) (m/s);

Importante: Fixação de unidades de medida consistentes.

Hipótese: velocidade positiva para baixo;

2 a lei de Newton: Força = massa × aceleração (F = ma);

a = dv

F = m dv

dt .

=

=

dt Força total: peso + resistência do ar

F = mg v .

Equação diferencial: m dv

dt

= mg v .

m e são constantes (parâmetros) que dependem do objeto, g 9,8m/s 2 : aceleração da gravidade.

Equação Diferencial Ordinária - EDO

F t,y,y ,y , ··· ,y (n) = 0.

A EDO é linear se a função F que a define for linear nas variáveis y , y , y , ··· , y (n) .

A ordem da EDO é dada pela derivada de maior ordem.

Exemplos my + y = mg ,

y + y = sen(t) ,

t 2 y + sen(t)y = cos(t) ,

sen(t)y +t 7 y + 2y = 0 ,

linear de primeira ordem.

linear de segunda ordem.

linear de terceira ordem.

linear de segunda ordem.

y

y =

0 ,

não linear de primeira ordem.

y

(5) y 10 + t sen(y ) = 1 ,

não linear de quinta ordem.

EDO Linear de ordem n Geral

a 0 (t)y (n) +a 1 (t)y (n 1) + ··· +a n 1 (t)y +a n (t)y = g(t).

a j , j = 0,

a

coeficientes constantes se a j , j = 0,

homogênea se g(t) = 0, t I.

Exemplos. my + y = mg , y + y = sen(t) , t 2 y + sen(t)y = t 3 ,

n e g funções contínuas, num mesmo intervalo I e

0

=

0.

,

n forem constantes.

coeficientes constantes, não homogênea.

coeficientes constantes, não homogênea. coeficientes variáveis, não homogênea.

sen(t)y +t 7 y + 2y = 0 , coeficientes variáveis,

homogênea.

y +3/2y + y = 0 , coeficientes constantes,

homogênea.

Solução de uma EDO

Uma função y = (t) é uma solução da EDO

F t,y,y , ··· ,y (n) = 0 num intervalo (

em ( , ), existirem as derivadas de

F t, (t), (t), (t), ··· , (n) (t) = 0, t (

No caso linear devemos ter

a 0 (t) (n) (t)+a 1 (t) (n 1) (t)+ ··· +a n 1 (t) (t)+a n (t) (t)= g(t),

,

) se

está definida

até ordem n e

,

).

t (

,

).

Exemplos. Verifique se as funções dadas são soluções das equações dadas nos intervalos indicados.

(a)y(t)= e 2t ,

(b)y 1 (t) = sen(t), y 2 (t) = sen(2t),

y 2y = 0,

t ( ,).

y +y = 0,

t ( ,).

O Problema de Valores Iniciais para uma Equação Diferencial Linear - EDL

PVI

a 0 (t)y (n) +a 1 (t)y (n 1) + ··· +a n 1 (t)y +a n (t)y = g(t),

y(t 0 )= y 0 , y (t 0 )= y 1 , ··· ,y (n 1) (t 0 )=

y n 1 ,

em que t 0 é um ponto dado no intervalo ( , ) e y 0 , ··· , y n 1 são valores constantes também dados.

Uma função y = (t) é uma solução do PVI, se for uma solução da equação diferencial no intervalo ( , ) e (t 0 )= y 0 , (t 0 )= y 1 , (t 0 )= y 2 , ··· , (n) (t 0 )= y n 1 .

Exemplos. Verifique que as funções dadas são soluções dos PVIs. Qual o maior intervalo onde a solução está definida? (a)y(t)= e 2t , y 2y = 0, y(0)= 1. (b) y (t) = sen(t), y +y = 0, y( /2)= 1, y ( /2)= 0. (c)y(t)= 1/t, y +(1/t)y = 0,y(1)= 1.