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O texto disponibilizado abaixo, foi originalmente publicado no livro "Projeto Ergonômico de Salas de Controle" editado pela Fundação Mapfré

do Brasil e é de autoria da Dra. Venétia Santos e da Dra. Maria Cristina Zamberlan que gentilmente permitiram a sua publicação neste espaço. CONFIGURAÇÃO DAS TELAS Segundo DE KEYSER (1980), seis fatores devem ser respeitados para se chegar a uma boa configuração da tela. A lógica da seqüência - Respeitar a lógica do operador na atividade que será cumprida e não impor a lógica rígida do programa. O espaço - Prever espaços e pontos de referência para reagrupar as informações em unidades de informação, aumentando a quantidade de informação tratada na unidade de tempo. O congestionamento de informações na diagramação da tela implicará em erros. A pertinência da informação retida - Uma das causas do congestionamento é o desejo do projetista em querer colocar tudo na tela. O objetivo é o de reduzir a informação ao que é pertinente ao sujeito e à tarefa exercida. A consistência - Trata-se da coerência interna das representações utilizadas no interior de cada tela e entre as telas. O agrupamento - Trata do agrupamento sobre a tela dos itens e dados em inter-relação. A simplicidade - As telas devem ser simplificadas ao máximo. Isto não significa dizer que elas não podem ter um nível alto de complexidade ou de detalhes, mas somente quando a tarefa exige. Pode ser útil prever uma estruturação de formatos, indo do mais geral e simplificado ao mais detalhado. Segundo DANIELLOU (1987), na configuração das telas deve-se respeitar regras. Regra 1 - Adaptação às características da população. Regra 2 - Ligação da informação com ação: os comandos e informações relativos a uma mesma manobra devem estar próximos. Regra 3 - Verificação: o agrupamento das informações deve favorecer o diagnóstico, quer dizer, facilitar a identificação das configurações significativas. Regra 4 - Evidenciar a informação: as informações mais importantes para a segurança e as informações mais consultadas devem se encontrar nas zonas freqüentemente percorridas pelos olhos na tela (quarto superior esquerdo, se a tela contém numerosas informações e, na parte central, se a tela não tem muitas informações). Regra 5 - Regra de homogeneidade:    as convenções utilizadas devem ser as mesmas para os dispositivos equivalentes; mesma estratégia de exploração visual; mesma graduação para todos os registradores, correspondendo a mesma mínima e máxima;

Se essa divisão for mal feita os usuários terão que trocar várias telas durante a resolução de um problema. e os títulos sublinhados em negrito ou em maiúsculas. Os códigos devem estar próximos da linguagem natural. as colunas deverão ter uma apresentação idêntica em cada página. 4. Quando a operação de um cálculo exigir um tempo de resolução superior a dez segundos. 3 (por exemplo: A62 4156 317). Quando o programa efetua uma interpretação de uma instrução dada pelo usuário ele deve indicar esse fato e solicitar a validação. no mínimo. Os grupos de dados devem ser espaçados de. A tecla de assistência (HELP) deve apresentar as regras do diálogo para uma fase particular. a nível de tela (página). Logo que um erro é detectado. devem vir complementadas com ações passíveis de serem realizadas. para permitir ao usuário associar ou comparar classes de informações similares. o programa deve repor o diálogo da fase na qual o erro foi detectado. os dados de tabelas não devem se estender horizontalmente por mais de uma página (tela). por acaso. se não tiverem uma ordem natural. também. se compor de grupos distintos de 3. impõe uma memorização importante e torna difícil a constituição da representação do estado da unidade. o que é fonte de fadiga visual. devem ser fixados da esquerda para a direita e do alto para baixo. . uma linha. os parágrafos devem ser separados por um espaço de. Os dados apresentados em quadros ou tabelas. Divisão das Informações na Tela A divisão das informações por telas é fundamental. Diálogo com o Computador A utilização de códigos necessita de uma memorização complexa. Deve-se detectar as ligações funcionais entre as informações. na tela deverá aparecer a informação da etapa em que se encontra o cálculo. então a estrutura de apresentação deverá. no mínimo. deverá ser em blocos de três ou quatro unidades cada um.  mesmo sentido de variação. Deve-se poder corrigir erros ou interromper a execução de um procedimento/ comandado incorreto. A apresentação de cinco ou mais números. mesmas abreviações. A estruturação necessária. se for uma série de dez unidades. também é necessária para os dados. o equivalente a um caracter. se. Diagramação dos Dados na Tela A informação deve ser repartida em grupos. se estenderem sobre mais de uma página (tela) na vertical. Quando as mensagens com erro são apresentadas.

segundo sucessão da utilização no tempo). se forem apresentadas sob forma de tabelas. são executados mais rapidamente que a entrada dos caracteres.  Comandos por funções são recomendados em número limitado. mas deve possibilitar "queimar" etapas da seqüência de menus que são apresentados para o usuário experiente (preferência por linguagem de comando):  Dar flexibilidade de acesso por menu ou comando.  Facilitar a memorização dos comandos na tela/teclado através de sua organização funcional e espacial: utilização das cores para identificar comandos perigosos. os dados numéricos (sem decimais) à direita. escolhidos segundo as regras:  as três primeiras letras do nome que designa o comando. se os itens do menu forem curtos.   as três primeiras consoantes. Os dados numéricos a serem examinados e comparados deverão ser apresentados sob forma gráfica ou de tabela.  Formatar de modo a minimizar os movimentos para posicionamento do cursor. Linguagem de Comando As abreviações devem conter o mínimo de letras possíveis e serem semanticamente significativas. O número de letras deve ser inferior a três caracteres. os dados alfanuméricos deverão ser justificados à esquerda. A combinação das duas formas provoca uma diminuição da rapidez de leitura. O tamanho de um menu de cerca de trezentos caracteres é considerável aceitável.  Comandos muito numerosos podem ter duas soluções (não exclusivas): combinar comandos funcionais por menu e por linguagem semi natural. fazer corresponder à organização espacial às funções de comandos (colocar os comandos da esquerda à direita. reagrupar comandos relacionados com o mesmo tipo de funcionalidade. mas aumenta a precisão das respostas.As listagens devem ser alinhadas verticalmente e justificadas à esquerda. podem ser reagrupados em duas colunas. . utilizar apenas uma das regras acima para todos os comandos. O menu deve facilitar a aprendizagem quando for necessário (passos detalhados para acesso e mudança de informações). O número ótimo de alternativas por página se situa entre 4 e 8.

1990. foram realizados por KUCHUE et alli (1986).. . vermelho Branco. azul Vermelho esverdeado. sendo mais fácil. o diâmetro da pupila do operador fecha e fica menor. azul esverdeado Azul Branco. Combinação de Cores para Caracteres e Fundo Cor de Fundo Cor do Caracter Utilizar Evitar Branco Magenta.   Duração das operações é mais curta quando os ícones são funcionais. verde Verde Amarelo. Segundo esses autores. verde Vermelho Branco. já que as diferenças entre luminâncias são menores entre objetos e entre manuscritos e tela. que como na tela com contraste positivo a cintilação da imagem é mais facilmente percebida pelos olhos. utilizando os dois tipos de telas. Amarelo verde. Segundo KANAYA (1990). deve-se observar. azul Eficiência visual segundo as cores dos caracteres nas telas. especialmente as mais idosas. amarelo = texto). azul Magenta. focar as trocas de objetos. de maneira a serem acionados sem deslocamento da mão nem necessitar de um processo de busca visual. Segundo CHARNESS (1985). Fonte: ITSEMAP. azul Vermelho esverdeado. ZWAHLEN (1986) e BAUER (1986). portanto. e os reflexos na tela perturbam menos o operador. o diâmetro da pupila é um dos mais importantes índices fisiológicos. azul Verde. alcançando uma maior profundidade de foco.reagrupar os comandos por funcionalidade (por exemplo: comandos perigosos são isolados e as cores são associadas às funções: azul = documento. verde Azul esverdeado Vermelho. amarelo Magenta Azul. Vários experimentos sobre visibilidade. porque a nitidez da visão é obtida pela contração da pupila por pessoas que necessitam de lentes corretivas. Esses facilitam a aquisição do modelo mental da estrutura do sistema informatizado e substituem uma frase com maior eficiência.  A organização por funcionalidade é mais eficaz se os comandos utilizados seqüencialmente são justapostos em blocos. sendo maior a luminância da tela com contraste positivo. INTRODUÇÃO DE CORES NAS TELAS Escolha de Telas com Contraste Positivo ou Negativo Existem dois tipos de tela: as telas com contraste negativo (de fundo escuro e caracteres claros) e as telas com contraste positivo (de fundo claro e caracteres escuros). vermelho. azul Amarelo Magenta. amarelo. O desgaste com a adaptação dos olhos é menor. a freqüência de cintilação tem que ser maior do que na tela com contraste negativo. branco. branco Azul esverdeado. entretanto. azul.

Utiliza-se fósforos de baixa e média persistência quando a imagem é estática. O ritmo de renovação do fósforo é a freqüência com a qual cada parte da superfície do tubo é novamente iluminada pelos feixes de elétrons.Explicaremos melhor esse mecanismo no item a seguir. o caracter deve ser constantemente regenerado. utilizando um fósforo de baixa ou média persistência com uma freqüência de refrescamento elevada de ordem de 50 a 60 Hz. Pode-se obter uma imagem estável de três maneiras:  utilizando um fósforo de alta persistência. ele começa a desaparecer a uma velocidade que depende da persistência do fósforo. e a luminância da tela. média e alta. a persistência pode ser descrita como uma constante de tempo do fósforo. quer dizer. para que a cintilação não possa ser percebida na tela. A persistência do fósforo é classificada: em baixa. utilizando uma trama entrelaçada combinando com os fósforos de persistência média. 2 segundos e os fósforos de alta remanescência muitos segundos. quando as características do fósforo são de baixa. Os fósforos de média remanescência. Ao contrário. Para manter a imagem visível na tela. O autor mostrou a relação entre as freqüências mínimas. Em relação a cintilação da tela positiva. . utilizando uma freqüência de refrescamento baixa. o período de fosforescência não dura mais que 1 milisegundo. média e alta persistência. o tempo durante o qual a intensidade luminosa caia de 1 a 37% do valor inicial. Essa freqüência é indispensável para evitar a percepção da cintilação e depende da remanescência do fósforo. que não proporcionam cintilação. Isto não só distrai a atenção mas pode perturbar a visão do usuário. Persistência e Cintilação da Imagem Segundo CAKIR (1980). sendo o caso de terminais alfanuméricos. se a imagem não é suficientemente regenerada ela parecerá piscar. Ainda que essa classificação seja arbitrária. do tempo que o fósforo permanecerá luminoso após a excitação do feixe de elétrons.   O uso do contraste positivo das telas é cada vez mais freqüente. logo que um caracter é projetado na tela de um tubo catódico. ou seja. Para os fósforos de baixa persistência. OHTAKE et alli (1985) conduziu um experimento para determinar o limite mínimo da freqüência da tela. os receptores de televisão tem obrigatoriedade de usar fósforos de baixa persistência para permitir a mobilidade da imagem na tela.

ele vem sendo efetivamente estendido às cores denominadas neutras (preto. Os fósforos são compostos que emitem luz quando bombardeados por elétrons. Um objeto que se distingue do seu fundo a partir da luminosidade. Tanto telas de computadores. segundo MURCH (1987).As Cores A cor e o computador A percepção. Embora o termo cor seja geralmente utilizado para descrever atributos como. de forma que possa ser discriminada dele. bem como. tal como o preto ou o cinza. Percepção da cor cromática Segundo MURCH (1987). cinza etc). sete fatores:  As características físicas do próprio objeto e a capacidade de refletir e absorver certos comprimentos de onda da luz. A forma como os indivíduos percebem as cores resulta de.   As condições biomecânicas dos olhos e do sistema visual no momento do estímulo. formas que são diferenciadas do fundo a partir de cores. em uma definição simples.  As características de transmissão das células receptoras e dos centros neutros. tem uma cor cromática. os contornos internos são como margens delimitadas pelas diferenças de cores. de alguma maneira. As imagens geradas pelos computadores também funcionam assim. como vermelho ou verde. do escuro ao alto brilho. A quantidade de luz emitida depende da energia do feixe de elétrons. bem como. é.  A experiência prévia do indivíduo com o objeto ou sensação. ou a partir das duas coisas. Isso significa que a figura deve. As propriedades dos entornos do objeto. a superfície de uma tela colorida é formada de centenas de pequenos pontos de fósforo. por exemplo. . meio através do qual a luz percorre. tem uma cor acromática. linhas. vermelho e verde. O estímulo que permite a formação da percepção contêm contornos e limites criados pelas diferenças de luminosidade. margens. ser diferente do fundo. As diferenças das cores provêm meios para essa discriminação entre figura e fundo: os contornos externos dos objetos. quanto as cópias impressas contém figuras. Um objeto que possui um matiz específico. da diferença de luminosidade. As cores cromáticas e acromáticas podem também apresentar vários níveis de brilho.   As propriedades da fonte luminosa que ilumina o objeto. a diferenciação entre figuras e o seu fundo. a distância percorrida através do meio. As figuras podem ser percebidas somente a partir das diferenças de matizes. brilho e matiz. pelo menos.

acarretam mudanças na percepção de sua cor e saturação. pureza e luminância. A pureza da cor se comporta de forma semelhante. O aumento na pureza das cores apresentadas na tela maximiza a sua percepção. das características do seu entorno. Para uma boa discriminação das imagens. . O aumento da luminância da cor no display ou o aumento do seu brilho geralmente resulta na melhoria da percepção e discriminação da cor. particularmente dentro da faixa entre azuis e amarelos.Os fósforos são distribuídos na tela em grupos de três (tríade). Em geral. deve ser considerado como campo mínimo 20 minutos de arco. a capacidade de discriminação se torna mais apurada. outro emitindo comprimentos de ondas luminosas médios. por exemplo. Mudanças na luminância de uma imagem em cores. Tamanho do campo colorido O tamanho do campo colorido é muito importante na percepção da cor. Os principais fatores que influenciam a discriminação de cores na tela são: comprimento de onda. As imagens coloridas tendem a ser percebidas como acromáticas a níveis ou muito baixos ou muito altos de luminância. se reduz principalmente nos campos pequenos. com um fósforo emitindo comprimentos de ondas luminosas longos. na faixa entre os amarelos e azuis. a qualidade da informação codificada por cores numa tela depende da efetiva diferenciação entre as cores. os verdes. Diferenciação das cores nas telas Segundo SILVERSTEIN (1987). a partir dos quais a percepção acromática começa a cair. depende do tamanho da imagem. e o terceiro emitindo comprimentos de ondas luminosas curtos. Para apresentar um objeto vermelho na tela. todos os fósforos vermelhos que formam o contorno e o interior do objeto são estimulados a emitir luz. Na medida que os comprimentos de ondas das cores apresentadas na tela se diferenciam. figuras com tamanhos menores do que 15 minutos de arco visual ficam prejudicadas com relação a percepção de cor e discriminação. Objetos verdes e azuis são apresentados na tela num processo semelhante a esse. os azuis. A habilidade de discriminação entre cores. Também os níveis. bem como. os vermelhos. esses três fatores são determinados por características do hardware.

tanto uma quanto outra. SILVERSTEIN & MERRIFIELD. TEICHNER. requerendo um controle das cores mais rígido (KREBS et alli. 1978. 1971). 1981. capazes de perceberem e diferenciarem as cores. SILVERSTEIN & MERRIFIELD.Adaptação do nível de brilho O nível de adaptação ao brilho. A área de visualização direta. é limitada numa área de 1 a 2 graus do ângulo visual e contém somente receptores cones. 1976. e pioram. 1974). Recomenda-se o uso de três a sete cores numa mesma tela. Símbolos coloridos apresentados num fundo claro são percebidos como mais saturados do que os mesmos símbolos coloridos apresentados num fundo escuro (FARREL & BAOTH. 1979). diminuem em número na periferia da retina. 1985). KINNEY. o aumento do número de cores afeta o hardware em termos da capacidade de produção de cores e da estabilidade das cores produzidas. Localização do estímulo da cor A região da retina atingida por meio do estímulo visual afeta profundamente a percepção das cores (HURVICH. 1978. varia em função da luminância da imagem na tela. A figura a seguir mostra a distribuição dos receptores cones e dos receptores bastonetes na retina. da luminância do fundo da tela e da luminância do campo visual em torno da tela. KINNEY. A percepção das cores e a acuidade visual são maiores na fóvea. Se a adaptação do observador é o resultado da luminância emitida e refletida pela tela. Número de cores na tela O número de cores usadas para codificar informações afeta profundamente a discriminação das cores (SEMPLE et alli. Na medida em que se aumenta o número de cores. Observa-se que a densidade de receptores cones. por parte do observador da tela do computador. 1975. . Sendo assim. PITT & WINTER. a discriminação se torna mais difícil. quando as cores forem utilizadas com o propósito de codificar informações (HAEUSING. Fundo da tela Os efeitos do fundo da tela estão relacionados ao nível de adaptação do observador e ao contraste de luminância da tela em questão. 1979. a fóvea. na medida em que o que deve ser visualizado se afasta dessa região central. 1979). 1981 e 1985. a percepção da cor aumentará na medida que o nível de adaptação aumenta. KREBS et alli. A capacidade de discriminação de cores aumenta na medida em que a luminância do ambiente e da imagem aumentam sincronizadamente. O aumento da sensibilidade cromática resultante de um entorno luminoso geralmente facilita a discriminação da cor.

Características visuais da população usuária O último fator a ser considerado são as características da população usuária. A visão das cores varia em função da idade do observador. aproximadamente. pode ser usado um repertório de três ou quatro cores. que ocorre para um grau de estímulo à cor localizado em vários graus de excentricidade a partir da fóvea. Demanda de desempenho O tipo de desempenho de discriminação de cor. azul. 1976. amarelo). . acarretarão um esforço visual semelhante à leitura de um livro ou ao trabalho numa linha de montagem onde tenham que ser observados detalhes. O tipo de desempenho requerido é determinado pelo tipo de aplicação da tela e pelo método de codificação de cor empregado. A discriminação comparativa ou relativa requer a detecção de diferenças simultaneamente apresentadas em amostras de cores. resultam numa diminuição da sensibilidade ao contraste e há perdas especialmente na sensibilidade à luz em Comprimentos de onda curtos. KREBS et alli. Mudanças na pigmentação ocular. O número de cores discrimináveis e a exatidão e confiabilidade dos julgamentos de cor são consideravelmente maiores em situações comparativas do que em situações que requeiram um julgamento absoluto e individual da cor (HAEUSING. As figuras a seguir mostram os resultados de um estudo de KINNEY (1979). na medida que se requeira o julgamento absoluto da cor. Fadiga visual Atividades que demandem a visualização de uma tela em cores. (HAEUSING. Os resultados dos gráficos indicam que a cor pode ser efetivamente usada para codificar os displays.As zonas de percepção das cores na retina não são simétricas: a sensibilidade ao azul e amarelo abrange mais a periferia visual da retina do que a sensibilidade ao vermelho e verde (HURVICH. 1978). A distância dos olhos até a tela. Essa diferença básica de desempenho se mantém independentemente do tipo de figura. A discriminação absoluta de cor envolve o reconhecimento e a identificação de amostras de cor individualmente. com o aumento da idade e a redução progressiva de tansmissão nos meios oculares. 1963). é determinante na distinção de cores em telas. 1976. numa faixa entre 10 e 15 graus na periferia visual da fóvea. o livro ou a linha de montagem é semelhante. verde. que ilustra a deterioração do julgamento de cores (vermelho. KINNEY. esse número pode ser elevado a seis ou sete cores. seguida por um declínio gradual que se acentua em torno dos 65 anos (BURNHAM et alli. A boa discriminação das cores se mantém até. 1979). e geralmente se dá em condições visuais também semelhantes. demandado ao observador. sejam superfícies coloridas. SILVERSTEIN & MERRIFIELD. os 25 anos. 1981. sinais luminosos ou imagens geradas em telas de computadores. na medida em que ela seja bem projetada. 1981). Para telas em cores utilizadas em meios operacionais. Quando a demanda for a discriminação comparativa.

a sensibilidade retiniana. A fadiga ocorre. em condições tais como:     Visualizar objetos próximos. excessiva ou difícil dos músculos oculares com o objetivo de manter o foco visual apurado. tal como. temporariamente. A fadiga visual pode ser definida como um efeito funcional. não são atenuados pelo repouso.Segundo SMITH (1987). A fadiga crônica implica em fenômenos fisiológicos que são cumulativos e. em alguns casos. . Não dormir por vários dias. embora alguns dos sintomas da fadiga visual possam ser decorrentes dos esforços perceptivos. a fadiga visual pode se manifestar pelo desempenho. ou como a perda temporária da capacidade de resposta ou reação devido a uma estimulação contínua. numa estrada com neblina à noite. A primeira se refere a movimentação dos olhos (sistemas de fixação e de focalização). Pode ser caracterizada como aguda. turvamento e embaçamento da visão. produzida ou induzida pelo trabalho numa tarefa específica. A fadiga induzida pela tarefa é. por exemplo. cujos primeiros efeitos são a nível muscular. crônica ou induzida pela tarefa. por fatores subjetivos ou por mudanças a nível fisiológico. Os sintomas dessa fadiga são nitidez anormal devido a incapacidade de manter o foco e a fixação do olhar. enquanto a fadiga perceptiva resulta de esforços prolongados de interpretação de imagens visuais. fisiológico e rapidamente reversível. Entretanto. confusão de imagens e visão dupla. Isso indica que ela pode ser causada pelo trabalho dos músculos oculares ou pela redução da capacidade mental. ler um livro durante mais de três horas. Os sintomas da fadiga visual variam de acordo com as características pessoais. o que pode ser rapidamente revertido por uma mudança de atividade de trabalho. por um longo período. As funções geralmente vulneráveis aos efeitos da fadiga são o sistema focal dos olhos. Pesquisas acerca da fadiga visual indicam que ela pode ser aguda ou induzida pela tarefa. e pode ser atenuada por meio de repouso. O termo "fadiga" pode ser definido como a saturação de um organismo devido ao esforço. a recepção e a percepção das imagens visuais no cérebro e a eficiência muscular de controle de movimentação e fixação do olhar. Visualizar e discriminar imagens pouco nítidas por longos períodos. Dirigir por longos períodos de tempo em condições visuais inadequadas. A fadiga aguda é caracterizada pelos sintomas produzidos pelas atividades fatigantes de trabalho de curta duração. A fadiga perceptiva pode ocorrer acompanhada ou não da fadiga muscular dos olhos. alteração das cores dos objetos. decorrente da contração prolongada. tal como. quando se executa uma atividade monótona. a fadiga visual vem sendo entendida por muitos pesquisadores como sendo uma combinação entre a fadiga dos músculos oculares e a fadiga perceptiva. Esses sintomas parecem também ocorrer quando nos ocupamos em algumas atividades por longos períodos de tempo.

1981). entretanto. uma vez projetada. Entretanto. nessas cinco pesquisas. cores altamente saturadas para a codificação das informações (BEYER. Conseqüências do uso de telas em cores sobre o operador A informação obtida por meio de telas em cores pode. Em muitos casos. decorrente da rigidez da posição do pescoço. causando dores de cabeça. SILVERSTEIN & MERRIFIELD. que levaram em conta índices subjetivos de preferência e respostas a questionários. indicavam uma forte tendência ao uso de telas em cores. se sentiam mais seguros com a codificação por cores. preferiam telas em cores para o comando de aviões e selecionavam. cinco pesquisas. os usuários tendem a preferir o uso de telas cromáticas ao invés de telas monocromáticas. Estudos realizados com pilotos indicaram que eles. as telas em cores eram de uso mais natural e aumentavam sua capacidade de detecção de detalhes. até o presente momento. A fadiga visual pode ser medida por meio da avaliação dos mesmos índices da fadiga mental. Os músculos posteriores do pescoço podem estar comprimindo os nervos que se irradiam para a cabeça. Os operadores sob estudo. 1971. outras formas de fadiga ou estresse são confundidas com a fadiga visual. também. de fato. apesar de não se poder mensurar essa melhoria de desempenho. A dor de cabeça pode ser atribuída às condições de visualização da tela do computador. Quando os usuários dos terminais dispõem de mobiliário ajustável e bem projetado. muitas questões acerca do impacto do uso das telas em cores ainda permanecem sem resposta. . levando à má postura e à compressão dos músculos do pescoço. o índice de piscamento dos olhos e o diâmetro da pupila. mas. na medida em que. confundido com o da fadiga visual. mas pode. Por exemplo. Segundo CHRIST (1975). Alguns dos indicadores da fadiga mental são a fusão e tremulação críticas de visão. Segundo SILVERSTEIN (1987). com ambiente físico adequado e condições administrativas de trabalho satisfatórias. produzir vantagens significativas de desempenho em relação a uma tela monocromática.O conceito de fadiga mental cognitiva é. um indivíduo pode estar exposto à fadiga postural devido ao trabalho estático dos músculos. sistematicamente. para eles. a preferência dos operadores pelo uso de telas em cores para a codificação das informações deve ser considerada como um critério válido no momento de decisão de usá-las ou não. Segundo esses operadores o uso de telas em cores era menos monótono e proporcionava menos fadiga mental e visual. ser decorrente da posição relativa da cadeira. ou não. as queixas acerca do estresse visual se reduzem significativamente.