O texto disponibilizado abaixo, foi originalmente publicado no livro "Projeto Ergonômico de Salas de Controle" editado pela Fundação Mapfré

do Brasil e é de autoria da Dra. Venétia Santos e da Dra. Maria Cristina Zamberlan que gentilmente permitiram a sua publicação neste espaço. CONFIGURAÇÃO DAS TELAS Segundo DE KEYSER (1980), seis fatores devem ser respeitados para se chegar a uma boa configuração da tela. A lógica da seqüência - Respeitar a lógica do operador na atividade que será cumprida e não impor a lógica rígida do programa. O espaço - Prever espaços e pontos de referência para reagrupar as informações em unidades de informação, aumentando a quantidade de informação tratada na unidade de tempo. O congestionamento de informações na diagramação da tela implicará em erros. A pertinência da informação retida - Uma das causas do congestionamento é o desejo do projetista em querer colocar tudo na tela. O objetivo é o de reduzir a informação ao que é pertinente ao sujeito e à tarefa exercida. A consistência - Trata-se da coerência interna das representações utilizadas no interior de cada tela e entre as telas. O agrupamento - Trata do agrupamento sobre a tela dos itens e dados em inter-relação. A simplicidade - As telas devem ser simplificadas ao máximo. Isto não significa dizer que elas não podem ter um nível alto de complexidade ou de detalhes, mas somente quando a tarefa exige. Pode ser útil prever uma estruturação de formatos, indo do mais geral e simplificado ao mais detalhado. Segundo DANIELLOU (1987), na configuração das telas deve-se respeitar regras. Regra 1 - Adaptação às características da população. Regra 2 - Ligação da informação com ação: os comandos e informações relativos a uma mesma manobra devem estar próximos. Regra 3 - Verificação: o agrupamento das informações deve favorecer o diagnóstico, quer dizer, facilitar a identificação das configurações significativas. Regra 4 - Evidenciar a informação: as informações mais importantes para a segurança e as informações mais consultadas devem se encontrar nas zonas freqüentemente percorridas pelos olhos na tela (quarto superior esquerdo, se a tela contém numerosas informações e, na parte central, se a tela não tem muitas informações). Regra 5 - Regra de homogeneidade:    as convenções utilizadas devem ser as mesmas para os dispositivos equivalentes; mesma estratégia de exploração visual; mesma graduação para todos os registradores, correspondendo a mesma mínima e máxima;

para permitir ao usuário associar ou comparar classes de informações similares. A apresentação de cinco ou mais números. deverá ser em blocos de três ou quatro unidades cada um. Os grupos de dados devem ser espaçados de. também. mesmas abreviações. Se essa divisão for mal feita os usuários terão que trocar várias telas durante a resolução de um problema. então a estrutura de apresentação deverá. devem vir complementadas com ações passíveis de serem realizadas. o programa deve repor o diálogo da fase na qual o erro foi detectado. Diálogo com o Computador A utilização de códigos necessita de uma memorização complexa. por acaso. 4. os dados de tabelas não devem se estender horizontalmente por mais de uma página (tela). Logo que um erro é detectado. no mínimo. . impõe uma memorização importante e torna difícil a constituição da representação do estado da unidade. a nível de tela (página). Os dados apresentados em quadros ou tabelas. se não tiverem uma ordem natural. na tela deverá aparecer a informação da etapa em que se encontra o cálculo. no mínimo. Quando a operação de um cálculo exigir um tempo de resolução superior a dez segundos. as colunas deverão ter uma apresentação idêntica em cada página. Diagramação dos Dados na Tela A informação deve ser repartida em grupos. Quando o programa efetua uma interpretação de uma instrução dada pelo usuário ele deve indicar esse fato e solicitar a validação. se for uma série de dez unidades. A estruturação necessária. e os títulos sublinhados em negrito ou em maiúsculas. Os códigos devem estar próximos da linguagem natural. também é necessária para os dados. A tecla de assistência (HELP) deve apresentar as regras do diálogo para uma fase particular. Deve-se poder corrigir erros ou interromper a execução de um procedimento/ comandado incorreto. Deve-se detectar as ligações funcionais entre as informações. Divisão das Informações na Tela A divisão das informações por telas é fundamental. os parágrafos devem ser separados por um espaço de. o que é fonte de fadiga visual. se compor de grupos distintos de 3. o equivalente a um caracter. se estenderem sobre mais de uma página (tela) na vertical. se. uma linha. devem ser fixados da esquerda para a direita e do alto para baixo.  mesmo sentido de variação. Quando as mensagens com erro são apresentadas. 3 (por exemplo: A62 4156 317).

mas deve possibilitar "queimar" etapas da seqüência de menus que são apresentados para o usuário experiente (preferência por linguagem de comando):  Dar flexibilidade de acesso por menu ou comando. Os dados numéricos a serem examinados e comparados deverão ser apresentados sob forma gráfica ou de tabela. O tamanho de um menu de cerca de trezentos caracteres é considerável aceitável. segundo sucessão da utilização no tempo). utilizar apenas uma das regras acima para todos os comandos. O número de letras deve ser inferior a três caracteres. O menu deve facilitar a aprendizagem quando for necessário (passos detalhados para acesso e mudança de informações). podem ser reagrupados em duas colunas. . se os itens do menu forem curtos. mas aumenta a precisão das respostas.  Comandos muito numerosos podem ter duas soluções (não exclusivas): combinar comandos funcionais por menu e por linguagem semi natural. se forem apresentadas sob forma de tabelas.As listagens devem ser alinhadas verticalmente e justificadas à esquerda.  Comandos por funções são recomendados em número limitado. Linguagem de Comando As abreviações devem conter o mínimo de letras possíveis e serem semanticamente significativas.  Facilitar a memorização dos comandos na tela/teclado através de sua organização funcional e espacial: utilização das cores para identificar comandos perigosos.  Formatar de modo a minimizar os movimentos para posicionamento do cursor. A combinação das duas formas provoca uma diminuição da rapidez de leitura. fazer corresponder à organização espacial às funções de comandos (colocar os comandos da esquerda à direita. os dados alfanuméricos deverão ser justificados à esquerda. são executados mais rapidamente que a entrada dos caracteres. O número ótimo de alternativas por página se situa entre 4 e 8. reagrupar comandos relacionados com o mesmo tipo de funcionalidade. escolhidos segundo as regras:  as três primeiras letras do nome que designa o comando. os dados numéricos (sem decimais) à direita.   as três primeiras consoantes.

especialmente as mais idosas. azul esverdeado Azul Branco. verde Vermelho Branco. sendo mais fácil. o diâmetro da pupila é um dos mais importantes índices fisiológicos. Segundo KANAYA (1990). já que as diferenças entre luminâncias são menores entre objetos e entre manuscritos e tela. deve-se observar. portanto. porque a nitidez da visão é obtida pela contração da pupila por pessoas que necessitam de lentes corretivas. utilizando os dois tipos de telas.   Duração das operações é mais curta quando os ícones são funcionais. Amarelo verde. alcançando uma maior profundidade de foco. entretanto. de maneira a serem acionados sem deslocamento da mão nem necessitar de um processo de busca visual. azul Amarelo Magenta. verde Azul esverdeado Vermelho. que como na tela com contraste positivo a cintilação da imagem é mais facilmente percebida pelos olhos. vermelho. branco. verde Verde Amarelo. vermelho Branco. ZWAHLEN (1986) e BAUER (1986). Vários experimentos sobre visibilidade. azul Vermelho esverdeado. o diâmetro da pupila do operador fecha e fica menor. azul Vermelho esverdeado. amarelo = texto). Segundo esses autores. 1990. foram realizados por KUCHUE et alli (1986). O desgaste com a adaptação dos olhos é menor. Combinação de Cores para Caracteres e Fundo Cor de Fundo Cor do Caracter Utilizar Evitar Branco Magenta. . azul Verde. azul Eficiência visual segundo as cores dos caracteres nas telas. branco Azul esverdeado. Fonte: ITSEMAP.. amarelo. azul Magenta.reagrupar os comandos por funcionalidade (por exemplo: comandos perigosos são isolados e as cores são associadas às funções: azul = documento. a freqüência de cintilação tem que ser maior do que na tela com contraste negativo. sendo maior a luminância da tela com contraste positivo. INTRODUÇÃO DE CORES NAS TELAS Escolha de Telas com Contraste Positivo ou Negativo Existem dois tipos de tela: as telas com contraste negativo (de fundo escuro e caracteres claros) e as telas com contraste positivo (de fundo claro e caracteres escuros).  A organização por funcionalidade é mais eficaz se os comandos utilizados seqüencialmente são justapostos em blocos. Esses facilitam a aquisição do modelo mental da estrutura do sistema informatizado e substituem uma frase com maior eficiência. azul. Segundo CHARNESS (1985). focar as trocas de objetos. e os reflexos na tela perturbam menos o operador. amarelo Magenta Azul.

quando as características do fósforo são de baixa. OHTAKE et alli (1985) conduziu um experimento para determinar o limite mínimo da freqüência da tela. Em relação a cintilação da tela positiva. Isto não só distrai a atenção mas pode perturbar a visão do usuário. 2 segundos e os fósforos de alta remanescência muitos segundos. Utiliza-se fósforos de baixa e média persistência quando a imagem é estática. média e alta. que não proporcionam cintilação. do tempo que o fósforo permanecerá luminoso após a excitação do feixe de elétrons. e a luminância da tela. ele começa a desaparecer a uma velocidade que depende da persistência do fósforo. utilizando uma freqüência de refrescamento baixa. os receptores de televisão tem obrigatoriedade de usar fósforos de baixa persistência para permitir a mobilidade da imagem na tela. se a imagem não é suficientemente regenerada ela parecerá piscar. . Para os fósforos de baixa persistência. O autor mostrou a relação entre as freqüências mínimas. utilizando um fósforo de baixa ou média persistência com uma freqüência de refrescamento elevada de ordem de 50 a 60 Hz. o caracter deve ser constantemente regenerado. quer dizer. ou seja. sendo o caso de terminais alfanuméricos. Ao contrário. Essa freqüência é indispensável para evitar a percepção da cintilação e depende da remanescência do fósforo. Ainda que essa classificação seja arbitrária. logo que um caracter é projetado na tela de um tubo catódico. o tempo durante o qual a intensidade luminosa caia de 1 a 37% do valor inicial. o período de fosforescência não dura mais que 1 milisegundo. Persistência e Cintilação da Imagem Segundo CAKIR (1980). A persistência do fósforo é classificada: em baixa. utilizando uma trama entrelaçada combinando com os fósforos de persistência média. a persistência pode ser descrita como uma constante de tempo do fósforo. Os fósforos de média remanescência. Para manter a imagem visível na tela. média e alta persistência. Pode-se obter uma imagem estável de três maneiras:  utilizando um fósforo de alta persistência.Explicaremos melhor esse mecanismo no item a seguir. para que a cintilação não possa ser percebida na tela.   O uso do contraste positivo das telas é cada vez mais freqüente. O ritmo de renovação do fósforo é a freqüência com a qual cada parte da superfície do tubo é novamente iluminada pelos feixes de elétrons.

em uma definição simples. de alguma maneira. As cores cromáticas e acromáticas podem também apresentar vários níveis de brilho. é. Um objeto que possui um matiz específico.  A experiência prévia do indivíduo com o objeto ou sensação. formas que são diferenciadas do fundo a partir de cores. pelo menos.   As propriedades da fonte luminosa que ilumina o objeto. Isso significa que a figura deve. bem como. como vermelho ou verde. tal como o preto ou o cinza. Percepção da cor cromática Segundo MURCH (1987). As diferenças das cores provêm meios para essa discriminação entre figura e fundo: os contornos externos dos objetos. segundo MURCH (1987). A forma como os indivíduos percebem as cores resulta de. Um objeto que se distingue do seu fundo a partir da luminosidade. Os fósforos são compostos que emitem luz quando bombardeados por elétrons. bem como. O estímulo que permite a formação da percepção contêm contornos e limites criados pelas diferenças de luminosidade. Embora o termo cor seja geralmente utilizado para descrever atributos como. ele vem sendo efetivamente estendido às cores denominadas neutras (preto. linhas. da diferença de luminosidade. A quantidade de luz emitida depende da energia do feixe de elétrons. Tanto telas de computadores. do escuro ao alto brilho. vermelho e verde.As Cores A cor e o computador A percepção. ou a partir das duas coisas. meio através do qual a luz percorre. tem uma cor acromática. de forma que possa ser discriminada dele. tem uma cor cromática. por exemplo. a diferenciação entre figuras e o seu fundo. . ser diferente do fundo. os contornos internos são como margens delimitadas pelas diferenças de cores. margens. a distância percorrida através do meio.   As condições biomecânicas dos olhos e do sistema visual no momento do estímulo. As imagens geradas pelos computadores também funcionam assim. sete fatores:  As características físicas do próprio objeto e a capacidade de refletir e absorver certos comprimentos de onda da luz. brilho e matiz.  As características de transmissão das células receptoras e dos centros neutros. As figuras podem ser percebidas somente a partir das diferenças de matizes. quanto as cópias impressas contém figuras. As propriedades dos entornos do objeto. a superfície de uma tela colorida é formada de centenas de pequenos pontos de fósforo. cinza etc).

A habilidade de discriminação entre cores. Em geral. na faixa entre os amarelos e azuis. pureza e luminância. Para apresentar um objeto vermelho na tela. se reduz principalmente nos campos pequenos. Também os níveis. particularmente dentro da faixa entre azuis e amarelos. figuras com tamanhos menores do que 15 minutos de arco visual ficam prejudicadas com relação a percepção de cor e discriminação. outro emitindo comprimentos de ondas luminosas médios. Os principais fatores que influenciam a discriminação de cores na tela são: comprimento de onda. todos os fósforos vermelhos que formam o contorno e o interior do objeto são estimulados a emitir luz. Na medida que os comprimentos de ondas das cores apresentadas na tela se diferenciam. Para uma boa discriminação das imagens. . depende do tamanho da imagem. deve ser considerado como campo mínimo 20 minutos de arco. por exemplo. os vermelhos. com um fósforo emitindo comprimentos de ondas luminosas longos. das características do seu entorno. acarretam mudanças na percepção de sua cor e saturação.Os fósforos são distribuídos na tela em grupos de três (tríade). os azuis. a qualidade da informação codificada por cores numa tela depende da efetiva diferenciação entre as cores. a partir dos quais a percepção acromática começa a cair. O aumento da luminância da cor no display ou o aumento do seu brilho geralmente resulta na melhoria da percepção e discriminação da cor. e o terceiro emitindo comprimentos de ondas luminosas curtos. a capacidade de discriminação se torna mais apurada. A pureza da cor se comporta de forma semelhante. Mudanças na luminância de uma imagem em cores. os verdes. O aumento na pureza das cores apresentadas na tela maximiza a sua percepção. Objetos verdes e azuis são apresentados na tela num processo semelhante a esse. esses três fatores são determinados por características do hardware. Diferenciação das cores nas telas Segundo SILVERSTEIN (1987). bem como. Tamanho do campo colorido O tamanho do campo colorido é muito importante na percepção da cor. As imagens coloridas tendem a ser percebidas como acromáticas a níveis ou muito baixos ou muito altos de luminância.

1981 e 1985. SILVERSTEIN & MERRIFIELD. Se a adaptação do observador é o resultado da luminância emitida e refletida pela tela. Recomenda-se o uso de três a sete cores numa mesma tela. na medida em que o que deve ser visualizado se afasta dessa região central. Na medida em que se aumenta o número de cores. 1976. a discriminação se torna mais difícil. 1975. 1985). 1979). KINNEY. 1974). Localização do estímulo da cor A região da retina atingida por meio do estímulo visual afeta profundamente a percepção das cores (HURVICH. 1971). tanto uma quanto outra. A capacidade de discriminação de cores aumenta na medida em que a luminância do ambiente e da imagem aumentam sincronizadamente. Símbolos coloridos apresentados num fundo claro são percebidos como mais saturados do que os mesmos símbolos coloridos apresentados num fundo escuro (FARREL & BAOTH. varia em função da luminância da imagem na tela.Adaptação do nível de brilho O nível de adaptação ao brilho. Sendo assim. KINNEY. é limitada numa área de 1 a 2 graus do ângulo visual e contém somente receptores cones. O aumento da sensibilidade cromática resultante de um entorno luminoso geralmente facilita a discriminação da cor. KREBS et alli. a percepção da cor aumentará na medida que o nível de adaptação aumenta. requerendo um controle das cores mais rígido (KREBS et alli. 1979. e pioram. A percepção das cores e a acuidade visual são maiores na fóvea. 1979). SILVERSTEIN & MERRIFIELD. Observa-se que a densidade de receptores cones. 1981. . Número de cores na tela O número de cores usadas para codificar informações afeta profundamente a discriminação das cores (SEMPLE et alli. o aumento do número de cores afeta o hardware em termos da capacidade de produção de cores e da estabilidade das cores produzidas. 1978. PITT & WINTER. da luminância do fundo da tela e da luminância do campo visual em torno da tela. A figura a seguir mostra a distribuição dos receptores cones e dos receptores bastonetes na retina. por parte do observador da tela do computador. 1978. quando as cores forem utilizadas com o propósito de codificar informações (HAEUSING. capazes de perceberem e diferenciarem as cores. A área de visualização direta. diminuem em número na periferia da retina. a fóvea. TEICHNER. Fundo da tela Os efeitos do fundo da tela estão relacionados ao nível de adaptação do observador e ao contraste de luminância da tela em questão.

resultam numa diminuição da sensibilidade ao contraste e há perdas especialmente na sensibilidade à luz em Comprimentos de onda curtos. . demandado ao observador. 1978). As figuras a seguir mostram os resultados de um estudo de KINNEY (1979). na medida em que ela seja bem projetada. Essa diferença básica de desempenho se mantém independentemente do tipo de figura. 1981. O tipo de desempenho requerido é determinado pelo tipo de aplicação da tela e pelo método de codificação de cor empregado. com o aumento da idade e a redução progressiva de tansmissão nos meios oculares. na medida que se requeira o julgamento absoluto da cor. Quando a demanda for a discriminação comparativa. sinais luminosos ou imagens geradas em telas de computadores. o livro ou a linha de montagem é semelhante. 1963). Mudanças na pigmentação ocular. verde. acarretarão um esforço visual semelhante à leitura de um livro ou ao trabalho numa linha de montagem onde tenham que ser observados detalhes. O número de cores discrimináveis e a exatidão e confiabilidade dos julgamentos de cor são consideravelmente maiores em situações comparativas do que em situações que requeiram um julgamento absoluto e individual da cor (HAEUSING. numa faixa entre 10 e 15 graus na periferia visual da fóvea. 1976. Características visuais da população usuária O último fator a ser considerado são as características da população usuária. e geralmente se dá em condições visuais também semelhantes. sejam superfícies coloridas. Demanda de desempenho O tipo de desempenho de discriminação de cor. pode ser usado um repertório de três ou quatro cores. A boa discriminação das cores se mantém até. que ocorre para um grau de estímulo à cor localizado em vários graus de excentricidade a partir da fóvea. 1979). (HAEUSING. Os resultados dos gráficos indicam que a cor pode ser efetivamente usada para codificar os displays. A discriminação absoluta de cor envolve o reconhecimento e a identificação de amostras de cor individualmente. os 25 anos. seguida por um declínio gradual que se acentua em torno dos 65 anos (BURNHAM et alli. A visão das cores varia em função da idade do observador. Para telas em cores utilizadas em meios operacionais. aproximadamente. SILVERSTEIN & MERRIFIELD. KREBS et alli. que ilustra a deterioração do julgamento de cores (vermelho. é determinante na distinção de cores em telas. Fadiga visual Atividades que demandem a visualização de uma tela em cores. A distância dos olhos até a tela. 1981).As zonas de percepção das cores na retina não são simétricas: a sensibilidade ao azul e amarelo abrange mais a periferia visual da retina do que a sensibilidade ao vermelho e verde (HURVICH. A discriminação comparativa ou relativa requer a detecção de diferenças simultaneamente apresentadas em amostras de cores. amarelo). esse número pode ser elevado a seis ou sete cores. azul. KINNEY. 1976.

a sensibilidade retiniana. alteração das cores dos objetos. a recepção e a percepção das imagens visuais no cérebro e a eficiência muscular de controle de movimentação e fixação do olhar. A fadiga perceptiva pode ocorrer acompanhada ou não da fadiga muscular dos olhos. turvamento e embaçamento da visão. ou como a perda temporária da capacidade de resposta ou reação devido a uma estimulação contínua. cujos primeiros efeitos são a nível muscular. temporariamente. Os sintomas dessa fadiga são nitidez anormal devido a incapacidade de manter o foco e a fixação do olhar. em condições tais como:     Visualizar objetos próximos. Visualizar e discriminar imagens pouco nítidas por longos períodos. enquanto a fadiga perceptiva resulta de esforços prolongados de interpretação de imagens visuais. A fadiga ocorre. e pode ser atenuada por meio de repouso. não são atenuados pelo repouso.Segundo SMITH (1987). embora alguns dos sintomas da fadiga visual possam ser decorrentes dos esforços perceptivos. quando se executa uma atividade monótona. . crônica ou induzida pela tarefa. por fatores subjetivos ou por mudanças a nível fisiológico. tal como. Esses sintomas parecem também ocorrer quando nos ocupamos em algumas atividades por longos períodos de tempo. excessiva ou difícil dos músculos oculares com o objetivo de manter o foco visual apurado. a fadiga visual pode se manifestar pelo desempenho. As funções geralmente vulneráveis aos efeitos da fadiga são o sistema focal dos olhos. A fadiga aguda é caracterizada pelos sintomas produzidos pelas atividades fatigantes de trabalho de curta duração. Isso indica que ela pode ser causada pelo trabalho dos músculos oculares ou pela redução da capacidade mental. A fadiga induzida pela tarefa é. por exemplo. Pesquisas acerca da fadiga visual indicam que ela pode ser aguda ou induzida pela tarefa. confusão de imagens e visão dupla. Dirigir por longos períodos de tempo em condições visuais inadequadas. ler um livro durante mais de três horas. Entretanto. por um longo período. Os sintomas da fadiga visual variam de acordo com as características pessoais. A primeira se refere a movimentação dos olhos (sistemas de fixação e de focalização). Não dormir por vários dias. a fadiga visual vem sendo entendida por muitos pesquisadores como sendo uma combinação entre a fadiga dos músculos oculares e a fadiga perceptiva. em alguns casos. Pode ser caracterizada como aguda. o que pode ser rapidamente revertido por uma mudança de atividade de trabalho. fisiológico e rapidamente reversível. O termo "fadiga" pode ser definido como a saturação de um organismo devido ao esforço. numa estrada com neblina à noite. produzida ou induzida pelo trabalho numa tarefa específica. decorrente da contração prolongada. A fadiga visual pode ser definida como um efeito funcional. A fadiga crônica implica em fenômenos fisiológicos que são cumulativos e. tal como.

. levando à má postura e à compressão dos músculos do pescoço. Em muitos casos. a preferência dos operadores pelo uso de telas em cores para a codificação das informações deve ser considerada como um critério válido no momento de decisão de usá-las ou não. Estudos realizados com pilotos indicaram que eles. decorrente da rigidez da posição do pescoço. 1981). cores altamente saturadas para a codificação das informações (BEYER. as telas em cores eram de uso mais natural e aumentavam sua capacidade de detecção de detalhes. Entretanto. ser decorrente da posição relativa da cadeira. A dor de cabeça pode ser atribuída às condições de visualização da tela do computador. confundido com o da fadiga visual. A fadiga visual pode ser medida por meio da avaliação dos mesmos índices da fadiga mental. também. cinco pesquisas. Conseqüências do uso de telas em cores sobre o operador A informação obtida por meio de telas em cores pode. se sentiam mais seguros com a codificação por cores. mas. nessas cinco pesquisas. Os operadores sob estudo. entretanto. SILVERSTEIN & MERRIFIELD. outras formas de fadiga ou estresse são confundidas com a fadiga visual. o índice de piscamento dos olhos e o diâmetro da pupila. até o presente momento. uma vez projetada. 1971. que levaram em conta índices subjetivos de preferência e respostas a questionários. sistematicamente. mas pode. ou não. com ambiente físico adequado e condições administrativas de trabalho satisfatórias. as queixas acerca do estresse visual se reduzem significativamente. Segundo SILVERSTEIN (1987). na medida em que. um indivíduo pode estar exposto à fadiga postural devido ao trabalho estático dos músculos. para eles. os usuários tendem a preferir o uso de telas cromáticas ao invés de telas monocromáticas. produzir vantagens significativas de desempenho em relação a uma tela monocromática. apesar de não se poder mensurar essa melhoria de desempenho. causando dores de cabeça. Os músculos posteriores do pescoço podem estar comprimindo os nervos que se irradiam para a cabeça. Quando os usuários dos terminais dispõem de mobiliário ajustável e bem projetado. de fato. preferiam telas em cores para o comando de aviões e selecionavam.O conceito de fadiga mental cognitiva é. indicavam uma forte tendência ao uso de telas em cores. muitas questões acerca do impacto do uso das telas em cores ainda permanecem sem resposta. Segundo CHRIST (1975). Segundo esses operadores o uso de telas em cores era menos monótono e proporcionava menos fadiga mental e visual. Alguns dos indicadores da fadiga mental são a fusão e tremulação críticas de visão. Por exemplo.

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