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COMARCA DE PORTO ALEGRE

JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA
Av. Otto Niemeyer, 2000, 7º andar, sala 704
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Processo nº:
Natureza:
Autor:

001/3.12.0012620-9 (CNJ:.0084523-63.2012.8.21.0001)
Cobrança
Ricardo Natalio Silva Krassmann
Dalvim dos Santos Nene
Roberto Posser Carnellosso

Réu:

Estado do Rio Grande do Sul
Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul
- IPERGS

Juiz Prolator:
Data:

Juiz de Direito - Dr. Angelo Furlanetto Ponzoni
19/06/2013

Vistos etc.
Dispensado o relatório.
Pretendem os autores a condenação do IPERGS a
restituir, e do ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL a cessar os descontos
previdenciários sobre as parcelas de 1/3 de férias, horas aula, horas-extras,
substituição de posto, GIPSA e/ou funções gratificadas.
Afasto a preliminar de ilegitimidade passiva do Estado do
Rio Grande do Sul, porquanto, sendo a parte autora servidores militares, o
pagamento de suas remunerações é efetuado pelo Estado, que repassa os
valores ao IPERGS. Assim, o IPERGS é legítimo para responder pela
restituição dos valores indevidamente descontados, e o Estado pela
cessação destes.
Afasto a preliminar de inépcia da inicial, porquanto ainda
que o pedido seja no sentido de restituição de descontos sobre GIPSA e/ou
função gratificada, nos cálculos, a parte autora individualiza a pretensão.
Cuidando-se de pretensão à restituição de contribuições
previdenciárias, aplicável à hipótese a prescrição progressiva das
prestações, à medida que completarem o prazo de 5 (cinco) anos, contados
da data do ato ou fato do qual se originaram (art. 3º, Decreto nº 20.910/32).
No mérito, tenho que procede em parte o pedido.
Quanto à contribuição previdenciária sobre o abono
constitucional de férias, o Estado, mediante o Decreto-Estadual n.
48.431/2011, autorizou a restituição dos descontos por meio de transação
administrativa.
Na hipótese presente, houve transação na via
administrativa, tendo havido, quanto a este pedido, perda do objeto para os
autores que firmaram acordo com o Estado.
Quanto a GIPSA e hora-aula, aduzem os demandados a
não percepção dessas parcelas, com o que anuíram os demandantes na
medida que não impugnaram os cálculos dos demandados.
Quanto às demais parcelas os demandados deixam de

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001/3.12.0012620-9 (CNJ:.008452363.2012.8.21.0001)

Nesse sentido: RECURSO CONTRA SENTENÇA. respectivamente). As diferenças vencimentais devidas serão atualizadas de acordo com a variação do IGP-M. melhor dimensiona a natureza do benefício em foco. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO.960/09. PEDIDO DE REAJUSTE DO VALOR UNITÁRIO DO VALE-REFEIÇÃO. Turma Recursal da Fazenda Pública. nos termos da Lei nº 11. aliás.00-0. excluídas eventuais parcelas prescritas. JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTES os pedidos formulados pela PARTE AUTORA em face do IPERGS a restituir aos autores os valores referentes à contribuição previdenciária indevidamente descontada sobre as rubricas 1/3 de férias. respectivamente. contudo os valores pretendidos. e o ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL a cessar o desconto sobre a 2 64-5001/2013/2347148 001/3. CONTRATO DE ESTAGIO. Não é ilíquida a decisão que estabelece os elementos necessários à apuração do quantum debeatur mediante simples cálculo aritmético. 3. 1.0012620-9 (CNJ:. impugnando. Deixo de fixar o valor da condenação.008452363. desde 1° de março de 2000 até 31 de março de 2010 (Leis Estaduais n°s 11.06.21. substituição de posto e horaextra até a efetiva sustação. Na réplica.0001) . mormente considerando a pluralidade de autores e pedidos.8. permitindo-se que.468/2000 e 13. impugnando apenas a sistemática de aplicação de juros e correção monetária.429/2010. Turmas Recursais. momento a partir do qual deverão ser adotados os índices da remuneração básica e os oficiais aplicados à caderneta de poupança.2009. têm direito ao reajuste do valerefeição. SÚMULA 33 DO TJRS. FDRH. 2. Relator: Heleno Tregnago Saraiva. consoante determina o Decreto nº 43. tendo em vista o resultado da demanda. quando da expedição da RPV possa o Estado apresentar os cálculos e os elementos necessários para a correta averiguação dos valores. havendo a necessidade de readequação dos cálculos das partes.102/04. Entendimento consolidado no Recurso Extraordinário n° 428. respeitada a prescrição qüinqüenal. os autores não se opuseram aos valores nominais apresentados na defesa. assim como os estagiários da Administração Pública que tenham percebido o benefício. Os servidores públicos estaduais. Julgado em 21/06/2012) Isso posto. UNÂNIME. O valor unitário do vale-refeição deverá ser atualizado segundo os índices do IEPE/UFRGS. (Recurso Cível Nº 71003769833. Saliente-se que não se trata de sentença ilíquida. até 30. PACIFICAÇÃO DA MATÉRIA. porquanto fixados os critérios para apuração do valor devido.ofertar contestação por dispensa autorizada pelo expediente administrativo n. observados os dias de efetivo exercício e autorizada a compensação com eventuais valores já satisfeitos pelo réu. que. 27822-10. 4.12.2012.991-1/RS julgado pelo STF e na Súmula n° 33 do TJRS.

pelos índices oficiais de remuneração básica. 19 de junho de 2013. caso ainda não cessadas. Registre-se.0001) . horas-extras. substituições de posto/função gratificada e GIPSA. que o pedido de AJG deverá ser examinado na eventualidade de interposição de recurso. Com o trânsito em julgado. Angelo Furlanetto Ponzoni Juiz de Direito 3 64-5001/2013/2347148 001/3. A correção monetária deve ser calculada pelo IGPM e. a partir de 30 de junho de 2009.2012.contribuição previdenciária incidente sobre os valores percebidos pelos autores por horas-aulas.12. consoante Lei 9.8.21. Considerando que em sede de 1º grau no Juizado Especial da Fazenda Pública não há condenação em honorários advocatícios e custas processuais.703/2012. deverão os demandados apresentarem o cálculo da condenação atualizado no prazo de 05 dias.008452363. Publique-se. com incidência de juros conforme a remuneração adicional.0012620-9 (CNJ:.494/97 c/c a Lei 12. Intime-se. a contar da citação. Porto Alegre.