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A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

CURSO DE FORMAÇÃO DE OPERADORES DE REFINARIA

A INDÚSTRIA DE PETRÓLEO E ENERGIA, A PETROBRAS E O PAPEL DO OPERADOR

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DE O PERADORES DE R EFINARIA A I NDÚSTRIA DE P ETRÓLEO E E NERGIA ,
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A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

A INDÚSTRIA DE PETRÓLEO E

ENERGIA, A PETROBRAS E O PAPEL DO OPERADOR

AUTORIA E SELEÇÃO DE TEXTOS: MÁRIO NEWTON COELHO REIS

EQUIPE PETROBRAS Petrobras / Abastecimento UN´S: REPAR, REGAP, REPLAN, REFAP, RPBC, RECAP, SIX, REVAP

CURITIBA 2002

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A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

Módulo A Indústria de Petróleo e Energia

Ficha Técnica

Contatos com a Equipe da Repar:

Refinaria Presidente Getúlio Vargas – Repar Rodovia do Xisto (BR 476) – Km16 83700-970 Araucária – Paraná

Mario Newton Coelho Reis (Coordenador Geral) Tel.: (41) 641 2846 – Fax: (41) 643 2717 e-mail: marioreis@petrobras.com.br Uzias Alves (Coordenador Técnico) Tel.: (41) 641 2301 e-mail: uzias@petrobras.com.br Décio Luiz Rogal Tel.: (41) 641 2295 e-mail: rogal@petrobras.com.br Ledy Aparecida Carvalho Stegg da Silva Tel.: (41) 641 2433 e-mail: ledyc@petrobras.com.br Adair Martins Tel.: (41) 641 2433 e-mail: adair@petrobras.com.br

UnicenP – Centro Universitário Positivo Oriovisto Guimarães (Reitor) José Pio Martins (Vice Reitor) Aldir Amadori (Pró-Reitor Administrativo) Elisa Dalla-Bona (Pró-Reitora Acadêmica) Maria Helena da Silveira Maciel (Pró-Reitora de Planejamento e Avaliação Institucional) Luiz Hamilton Berton (Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa) Fani Schiffer Durães (Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa) Euclides Marchi (Diretor do Núcleo de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas)

Helena Leomir de Souza Bartnik (Coordenadora do Curso de Pedagogia) Marcos José Tozzi (Diretor do Núcleo de Ciências Exatas e Tecnologias)

Antonio Razera Neto (Coordenador do Curso de Desenho Industrial) Maurício Dziedzic (Coordenador do Curso de Engenharia Civil) Júlio César Nitsch (Coordenador do Curso de Eletrônica) Marcos Roberto Rodacoscki (Coordenador do Curso de Engenharia Mecânica) Mário Newton Coelho Reis (Autor) Marcos Cordiolli (Coordenador Geral do Projeto) Iran Gaio Junior (Coordenação Ilustração, Fotografia e Diagramação) Carina Bárbara R. de Oliveira Juliana Claciane dos Santos (Coordenação de Elaboração dos Módulos Instrucionais) Érica Vanessa Martins Iran Gaio Junior Josilena Pires da Silveira (Coordenação dos Planos de Aula) Luana Priscila Wünsch (Coordenação Kit Aula) Carina Bárbara R. de Oliveira Juliana Claciane dos Santos (Coordenação Administrativa) Claudio Roberto Paitra Marline Meurer Paitra (Diagramação) Marcelo Gamaballi Schultz Pedro de Helena Arcoverde Carvalho (Ilustração) Cíntia Mara R. Oliveira (Revisão Ortográfica) Contatos com a equipe do UnicenP:

Centro Universitário do Positivo – UnicenP Pró-Reitoria de Extensão Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza 5300 81280-320 Curitiba PR Tel.: (41) 317 3093 Fax: (41) 317 3982 Home Page: www.unicenp.br e-mail: mcordiolli@unicenp.br e-mail: extensao@unicenp.br

Apresentação

A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

É com grande prazer que a equipe da Petrobras recebe você. Para continuarmos buscando excelência em resultados, diferenciação em serviços e competência tecnológica, precisamos de você e de seu perfil empreendedor. Este projeto foi realizado pela parceria estabelecida entre o Centro Universitário Positivo (UnicenP) e a Petrobras, representada pela UN-Repar, buscando a construção dos materiais pedagógicos que auxiliarão os Cursos de Formação de Operadores de Refinaria. Estes materiais – módulos didáticos, slides de apresentação, planos de aula, gabaritos de atividades – procuram integrar os saberes téc- nico-práticos dos operadores com as teorias; desta forma não po- dem ser tomados como algo pronto e definitivo, mas sim, como um processo contínuo e permanente de aprimoramento, caracterizado pela flexibilidade exigida pelo porte e diversidade das unidades da Petrobras. Contamos, portanto, com a sua disposição para buscar outras fontes, colocar questões aos instrutores e à turma, enfim, aprofundar seu conhecimento, capacitando-se para sua nova profissão na Petrobras.

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Cidade:

Estado:

Unidade:

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A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

Sumário

1 A PETROBRAS, A INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E ENERGIA

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1.1 O petróleo na natureza – uma história contada em milhões de anos

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1.2 As maiores reservas de petróleo do mundo

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1.3 A história da Petrobras

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1.4 Anos 50: aprender fazendo

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1.5 Anos 60: perfurando e refinando

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1.6 Anos 70: crise no exterior, sucesso no mar

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1.7 Anos 80: a década dos recordes

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1.8 Anos 90: a década da tecnologia

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2 O TRABALHO DOS OPERADORES

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A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

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A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia

A Petrobras, a Indústria de

A Petrobras, a Indústria de
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
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A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
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A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
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A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
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A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
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PetróleoeEnergia

PetróleoeEnergia
PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia
A Petrobras, a Indústria de PetróleoeEnergia

1.1 O petróleo na natureza – uma história contada em milhões de anos

Os nossos ancestrais, há milhares de anos, utilizavam uma substância escura, densa e vis- cosa para impermeabilizar barcos, iluminar ruas e cidades, unir pedras nas construções e até para preservar seus mortos. Eles não po- deriam supor que estavam trabalhando com petróleo, um mineral que se tornaria uma ri- queza e transformaria o mundo. Estima-se que as jazidas petrolíferas mais novas têm menos de dois milhões de anos, enquanto as mais antigas estão em reservató- rios com cerca de 500 milhões de anos. Mas como isto ocorreu? Durante alguns intervalos do tempo geológico da longa história da Ter- ra, uma enorme massa de organismos vege- tais e animais foi, pouco a pouco, depositan- do-se no fundo dos mares e lagos. Pela ação do calor e da pressão provocada pelo seguido empilhamento de camadas, esses depósitos orgânicos transformaram-se, mediante reações termoquímicas, em óleo e gás. Essas substân-

cias orgânicas são formadas pela combinação de moléculas de carbono e hidrogênio, em ní- veis variáveis. Por isso, o petróleo (óleo e gás) é definido como uma mistura complexa de hidrocarbonetos gasosos, líquidos e sólidos.

O petróleo é uma substância menos densa

que a água e pode variar tanto do ponto de vis- ta de sua composição química – petróleos de base parafínica, naftênica ou mista – como em relação a seu aspecto. Alguns são fluidos, de cor clara, outros são viscosos, com tonalida- des que vão do castanho-escuro ao preto, pas- sando pelo verde.

O gás pode ser considerado um irmão gê-

meo do petróleo porque, na verdade, é a por- ção do petróleo que se encontra na natureza na fase gasosa. Pode sair do poço sozinho ou associado ao óleo, gerando subprodutos com diferentes características, segundo o aprovei- tamento de seus componentes.

Desprezado no passado, hoje o gás é con- siderado um combustível nobre, devido às muitas vantagens decorrentes de sua utiliza- ção, sejam econômicas, ambientais e de pro- cesso, sobre outros combustíveis. Entre essas vantagens, podem ser citadas: a preservação da qualidade do ar, a possibilidade de substi- tuir qualquer fonte de energia convencional e

o fato de ser um produto acabado – já está pron-

to para a utilização, quando extraído – , não necessitando de estoques e permitindo redu- ção de custos. Na indústria, o emprego do gás representa redução de despesas com manuten- ção de equipamentos, porque a queima com- pleta do gás não deixa resíduos nos fornos e caldeiras. Há, também, comprovada melhoria de rendimento dos equipamentos em relação ao óleo combustível – sem falar na diminui- ção dos gastos com transporte, porque o gás é entregue diretamente através de dutos, a partir das fontes de produção. Uma aplicação do gás que vem sendo in-

centivada é como combustível automotivo. É

o Gás Natural Comprimido, utilizado em fro-

tas de ônibus urbanos e táxis, que permite a redução à metade da emissão de gases poluentes. Além disso, é um combustível mais barato e aumenta a vida útil dos veículos. Outro uso do gás natural que está sendo muito estimulado pelo governo é em usinas termelétricas. Atualmente, a Petrobras parti-

cipa, associada à iniciativa privada, de 23 pro- jetos de construção de termelétricas, de norte

a sul do Brasil, que deverão entrar em opera-

ção entre 2001 e 2004. Destes projetos, 12 são de usinas produtoras apenas de energia elétri- ca. Os outros serão destinados à co-geração, ou seja, vão produzir energia elétrica e vapor, utilizados no processo industrial das unidades da Petrobras, principalmente nas refinarias. Comparadas às hidrelétricas, as termelétricas oferecem muitas vantagens, desde o menor prazo de construção aos menores custos de implantação, além de poderem ser instaladas

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A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

próximas aos centros de consumo, barateando

a distribuição da energia produzida. As

termelétricas a gás natural representam, por- tanto, economia sem poluição.

1.2 As maiores reservas de petróleo do mundo

Condições geológicas tão especiais deter- minaram a distribuição do petróleo de manei- ra bastante irregular na superfície terrestre. Existem no mundo alguns pólos de petróleo, ou seja, regiões que reuniram características excepcionais para seu aparecimento. O maior exemplo é o Oriente Médio, onde estão cerca de 65% das reservas mundiais de óleo e 34% das de gás natural. É interessante notar que as seis maiores reservas de petróleo do mundo

estão em países de pequena extensão territorial:

Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Abu Dhabi, Irã e Venezuela. Isso demonstra que, como qualquer recurso mineral, a distribuição de ja- zidas de petróleo não tem relação com o ta- manho do país ou seu grau de desenvolvimen- to, mas depende somente de fatores controla- dos pela natureza. A distribuição pouco uni- forme do petróleo nas várias regiões do mun- do determinou que existam hoje apenas 80 países produtores, em maior ou menor escala. No Brasil, grandes estados, como o Maranhão e o Pará, apesar de possuírem baci- as sedimentares e de já terem passado por vá- rios processos exploratórios, ainda têm pouca ou nenhuma reserva de petróleo. A maior par-

te de nossas reservas (cerca de 85%) está lo-

calizada no mar, na Bacia de Campos, em fren-

te ao Estado do Rio de Janeiro, um dos meno-

res do país. As reservas totais brasileiras so- mavam, ao final de 1999, 17,3 bilhões de bar- ris de petróleo (óleo + gás), sendo 14,3 bilhões de barris de óleo e 468,4 bilhões de metros cúbicos de gás natural (correspondentes a 3 bilhões de barris de óleo equivalente). As re- servas provadas brasileiras somavam, no mes- mo período, 9,5 bilhões de barris de petróleo (óleo + gás), sendo 8,1 bilhões de barris de óleo e 228,7 bilhões de metros cúbicos de gás (correspondentes a 1,4 bilhão de barris de óleo equivalente). Mesmo depois das megafusões entre grandes companhias de petróleo, que aconteceram nos últimos anos, as reservas bra- sileiras ainda estão em quarto lugar no ranking das maiores super-reservas conhecidas. O to- tal mundial de reservas provadas de petróleo (óleo + gás) é de cerca de 1,2 trilhão de metros cúbicos (ou cerca de 7,4 trilhões de barris),

dos quais 57% estão concentrados nos países árabes próximos ao Golfo Pérsico. O quadro abaixo mostra, em percentuais, os países que possuem as maiores reservas de petróleo (óleo + gás).

Reservas mundiais de óleo (em %)

Arábia Saudita

25,5

Iraque

10,9

Emirados Árabes Unidos

9,4

Kuwait

9,3

Irã

8,7

Venezuela

7,0

Ex-União Soviética

6,3

Líbia

2,9

Estados Unidos

2,8

México

2,7

China

2,3

Nigéria

2,2

Noruega

1,0

Argélia

0,9

Brasil

0,8

Canadá

0,7

Resto do Mundo

6,6

Total no Mundo: 1,03 trilhão de m³ (ou 6,5 trilhões de barris), em 1999

Fontes: Petrobras e BPAMOCOALIVE Statistical Review of World Energy – June 2000

Reservas mundiais de gás (em %)

Ex-União Soviética

38,7

Irã

15,7

Qatar

5,8

Emirados Árabes Unidos

4,1

Arábia Saudita

4,0

Estados Unidos

3,2

Argélia

3,1

Venezuela

2,8

Nigéria

2,4

Iraque

2,1

Malásia

1,6

Indonésia

1,4

Canadá

1,2

Holanda

1,2

Kuwait

1,0

Líbia

0,9

Resto do Mundo

10,8

Total no Mundo: 146,4 trilhões de m³(ou 0,92 trilhão de barris equivalentes), em 1999

Fontes: Petrobras e BPAMOCOALIVE Statistical Review of World Energy – June 2000

A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

A distribuição das fontes de energia
A distribuição das fontes de energia

Só na segunda metade do século passado,

os métodos primitivos, de pouquíssimo rendi-

mento, deram lugar à ousada idéia de perfurar poços mais profundos. Foi um ex-maquinista

de trem, o americano Edwin Drake, quem pas-

sou à História como o autor da façanha. Per-

furado em 1859, na Pensilvânia, Estados Uni- dos, o poço aberto por Drake com um equipa- mento que funcionava como um bate-estaca,

pelo sistema de percussão, produziu 19 barris por dia, encorajando muitas outras tentativas. Cinco anos depois da descoberta de Drake, funcionavam, nos Estados Unidos, 543 com- panhias dedicadas ao novo ramo de atividade.

O petróleo passou, então, a ser utilizado em

larga escala, substituindo os combustíveis dis-

poníveis, principalmente o carvão, na indús-

tria, e os óleos de rícino e de baleia, na ilumi- nação. A indústria de petróleo começou nos Es- tados Unidos e a primeira grande empresa - Standard Oil, por sua ação considerada dano-

sa à economia do país, foi, em 1914, judicial- mente desmembrada em sete companhias que

se tornaram gigantes no rastro do "boom" do

petróleo e do poderio dos Estados Unidos. Começava, assim, um grande negócio e mais um capítulo da história daquela que se tornaria a principal matéria-prima do século XX, capaz de transformar as relações econômicas do mundo, dando impulso à industrialização e ao progresso tecnológico, diminuindo distân- cias e aumentando o conforto das pessoas.

A Petrobras

A partir de agora você vai conhecer uma

história de sucesso, feita com grandes conquis- tas, muito talento e enorme respeito ao meio ambiente.

A história da Petrobras confunde-se com

a própria história do petróleo brasileiro. Uma

empresa que, próxima de completar 50 anos, chega ao século XXI enfrentando todos os de- safios com muita eficiência.

A Petróleo Brasileiro S/A é:

• Uma companhia integrada que atua na

exploração,produção,refino,comercializa-

ção e transporte de petróleo e seus de- rivados no Brasil e no exterior.

• Uma empresa de energia com enorme responsabilidade social e profunda- mente preocupada com a preservação do meio ambiente.

• Uma companhia que tem a sua trajetó- ria de conquistas premiada por inúme- ros recordes e pelo reconhecimento in- ternacional.

Com sede na cidade do Rio de Janeiro, a Petrobras possui escritórios e gerências de ad- ministração em importantes cidades brasilei- ras como Brasília, Salvador e São Paulo. Além de estar presente em diversas localida- des nas quais existem representações das suas subsidiárias, a Petróleo Brasileiro S/A pos- sui ainda escritórios em Londres, Nova Iorque

e Japão.

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de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador Atuação internacional da Petrobrás. Devido

Atuação internacional da Petrobrás.

Devido à alta competitividade do novo cenário da indústria de energia, a Petrobras reposicionou-se em relação ao futuro, utilizan- do os mais modernos instrumentos de gestão. Uma nova estrutura, forte e bem posicio- nada, está fazendo com que a empresa alcan- ce suas metas estratégicas de expansão, internacionalização, rentabilidade e produti- vidade. De acordo com o novo modelo de estrutura organizacional, a Companhia passa a funcionar com quatro áreas de negócio – E&P (Explora- ção e Produção), Abastecimento, Gás & Ener- gia e Internacional –, duas de apoio – a Finan- ceira e de Serviços – e as unidades corporativas

ligadas diretamente ao presidente. Além de melhorar todo aspecto operacional e os resul- tados da empresa, a nova estrutura abre espa- ço para que os empregados desenvolvam seu potencial e se beneficiem do valor agregado ao negócio. Refino, transporte e comercialização for- mam a cadeia do Abastecimento, também co- nhecida como Downstream, um setor que en- volve unidades industriais (as refinarias), uma extensa rede de dutos, dezenas de navios e ter- minais marítimos. Tudo isso funcionando de acordo com um planejamento cuidadoso, para garantir o abastecimento de derivados do pe- tróleo a todos os pontos do país.

para garantir o abastecimento de derivados do pe- tróleo a todos os pontos do país. Sistema

Sistema de atuação da Petrobrás.

A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

Vinculadas a esta área estão: dez refina- rias no país, duas na Bolívia e uma na Argen- tina; uma fábrica de lubrificantes e duas de fertilizantes; uma unidade de industrialização do xisto. A Petrobras possui dez refinarias:

1. Refinaria Landulpho Alves – (Rlam) – Mataripe, Bahia

2. Refinaria Presidente Bernardes – (RPBC) – Cubatão, São Paulo

3. Refinaria Duque de Caxias – (Reduc) – Campos Elíseos, Rio de Janeiro

4. Refinaria Gabriel Passos – (Regap) – Betim, Minas Gerais

5. Refinaria Alberto Pasqualini – (Refap) – Canoas, Rio Grande do Sul

6. Refinaria de Paulínia (Replan) – Paulínia, São Paulo

7. Refinaria de Manaus (Reman) – Manaus, Amazonas

8. Refinaria de Capuava (Recap) – Mauá, São Paulo

9. Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) – Araucária, Paraná

10. Refinaria Henrique Lage (Revap) – São José dos Campos – São Paulo

Uma fábrica de lubrificantes:

11. Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste – (Lubnor) – Fortaleza, Ceará

E uma unidade de industrialização do Xisto:

12. Superintendência da Industrialização do Xisto (Six) – São Mateus do Sul, Paraná

Duas fábricas de fertilizantes:

13. Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados – (Fafen) – Camaçari – Bahia

14. Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados –

(Fafen) – Laranjeiras – Sergipe Além das atividades da holding, o Siste- ma Petrobras inclui cinco subsidiárias – em- presas independentes com diretorias próprias, interligadas à Sede. São elas:

• Petrobras Gás S.A – Gaspetro, subsi- diária responsável pela comercialização do gás natural nacional e importado;

• Petrobras Química S.A (Petroquisa), que atua na indústria petroquímica;

• Petrobras Distribuidora S.A. – BR, na distribuição de derivados de petróleo;

• Petrobras Internacional S.A. – Braspetro, que atua nas atividades de exploração e produção e na prestação de serviços técnicos e administrativos no exterior;

• Petrobras Transporte S.A. – Transpetro, criada para executar as atividades de transporte marítimo da Companhia. Além disso, há o CENPES, centro de pesqui- sas da Petrobras, que possui uma das mais avan- çadas tecnologias do mundo e é reconhecido in- ternacionalmente pela sua grande competência.

11 Unidades da Petrobras.
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Unidades da Petrobras.
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A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador Organograma funcional da Petrobras. 1.3

Organograma funcional da Petrobras.

1.3 A história da Petrobras

Na década de 30, começa a delinear-se a tendência à nacionalização dos bens do subsolo. Em 1938, toda a atividade petrolífera passou, por lei, a ser privativa de brasileiros. Data também daquele ano, a criação do Con- selho Nacional do Petróleo (CNP), com a atri- buição de apreciar os pedidos de pesquisa e lavra de jazidas de petróleo. O decreto de cria- ção do CNP também declarou de utilidade pública o abastecimento nacional de petróleo e regulou as atividades de importação, expor- tação, transporte, distribuição e comércio de petróleo bruto e derivados e o funcionamento da indústria de refino. Além disso, as jazidas de petróleo passaram a constituir patrimônio nacional. No dia 3 de outubro de 1953, do Palácio do Catete, antiga sede do Governo Federal, o presidente Getúlio Vargas enviava mensagem ao povo brasileiro, dando conta de que o Con- gresso acabara de transformar em lei o plano governamental para a exploração do petróleo. "Constituída com capital, técnica e trabalho exclusivamente brasileiros, a Petrobras resul- ta de uma firme política nacionalista no terre- no econômico, já consagrada por outros arro- jados empreendimentos, em cuja viabilidade sempre confiei", disse o presidente. "É, por- tanto, com satisfação e orgulho patriótico que, hoje, sancionei o texto de lei aprovado pelo poder legislativo, que constitui novo marco da nossa independência econômica", concluiu. Estavam lançadas as bases da política pe- trolífera nacional, estabelecida na Lei 2004, que instituiu o monopólio estatal do petróleo

e criou a Petróleo Brasileiro S.A. – a Petrobras – para exercê-lo. Foi um momento histórico e o início de um longo caminho a percorrer.

1.4 Anos 50: aprender fazendo

Ao ser constituída, a nova companhia re- cebeu do Conselho Nacional do Petróleo (CNP) os campos de petróleo do Recôncavo baiano; uma refinaria em Mataripe, na Bahia, uma refinaria e uma fábrica de fertilizantes, ambas em fase de construção, em Cubatão (SP); a Frota Nacional de Petroleiros, com 22 navios, e os bens da Comissão de Industriali- zação do Xisto Betuminoso. A produção de petróleo era de 2.700 barris por dia, represen- tando 27% do consumo brasileiro. Vinha dos campos de Candeias, Dom João, Água Gran- de e Itaparica, todos na Bahia em fase inicial de desenvolvimento. O parque de refino aten- dia a uma pequena fração do consumo nacio- nal de derivados, que se situava em torno de 137 mil barris por dia, a maior parte importada. A década de 1950 foi o tempo do "apren- der fazendo". O Governo deu à nova empresa todos os meios e facilidades para expandir a

indústria petrolífera no país. Com isso, foi pos- sível aumentar a produção, ampliar o parque de refino, melhorar a capacidade de transporte

e incrementar a pesquisa. Ao mesmo tempo, a

nova empresa procurou formar e especializar seu corpo técnico, para atender às exigências da nascente indústria brasileira de petróleo. As opções iniciais foram pela construção de novas refinarias, buscando a redução dos custos de importação de derivados, e pela cri- ação de uma infra-estrutura de abastecimento,

A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

com a melhoria da rede de transporte e insta- lação de terminais em pontos estratégicos do país. Ao final da década, a produção de petró- leo já se elevava a 65 mil barris diários, as re- servas somavam 617 milhões de barris, en- quanto as obras em andamento no setor indus- trial prometiam, para a década seguinte, a auto- suficiência do parque de refino na produção de derivados básicos. Alguns fatos marcantes dos anos 50 foram:

• Início de operação da Refinaria Presi- dente Bernardes (RPBC), em Cubatão, São Paulo (1955);

• Descoberta de petróleo em Nova Olinda, no Amazonas, em 1955, mais tarde considerada subcomercial;

• Início de operação do Terminal de Ma- dre de Deus, na Bahia, que tornou pos- sível exportar para Cubatão o excesso

de petróleo produzido no estado (1956);

• Esforço para adquirir, no mercado in- terno, quantidades cada vez maiores de materiais e equipamentos. Em 1956, a RPBC adquiriu, no país, 78% de seus suprimentos;

• Intensificação das pesquisas geológicas

e geofísicas em todas as bacias sedimentares.

1.5 Anos 60: perfurando e refinando

A década de 60 foi um período de muito trabalho e grandes realizações para a indústria nacional de petróleo. Em 1961, a Petrobras alcançou um de seus objetivos principais: a auto-suficiência na produção dos principais derivados, com o início de funcionamento da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro. Ao longo da década, outras unida- des entraram em operação: as Refinarias Gabriel Passos (Regap), em Betim, Minas Gerais, e Alberto Pasqualini (Refap), em Ca- noas, Rio Grande do Sul (1968). A expansão do parque de refino mudou a estrutura das importações radicalmente. Enquanto, na épo- ca de criação da Petrobras, cerca de 98% das compras externas correspondiam a derivados e só 2% a óleo cru; em 1967, o perfil das im- portações passava a ser 8% de derivados e 92% de petróleo bruto. Para reduzir o custo das importações, o Governo instituiu, em 1962, o monopólio da importação de petróleo e derivados. Essa me- dida permitiu para a Petrobras a realização de

negociações que resultaram em grande econo- mia de divisas para o país, nos anos seguintes. Dois importantes marcos de produção fo- ram alcançados nos anos 60: os 100 mil barris diários de produção, em 1962, e a primeira descoberta de petróleo no mar, em 1968. O campo de Guaricema, no litoral de Sergipe, representou um passo importante para que a Petrobras mergulhasse em direção ao futuro sucesso exploratório na atividade offshore. Outros destaques dos anos 60 foram:

• Início da exploração da plataforma con- tinental, do Maranhão ao Espírito San- to (1961);

• Inauguração do primeiro posto de abas- tecimento da Petrobras, em Brasília

(1961);

• Diversificação das fontes de suprimen- to da Petrobras, até então restritas à Arábia Saudita e Venezuela, para oito países (1965);

• Inauguração da Fábrica de Asfalto de Fortaleza, hoje conhecida como Lubri- ficantes e Derivados de Petróleo do Nordeste – Lubnor (1966);

• Criação do Centro de Pesquisas e De- senvolvimento (Cenpes), atualmente, o maior centro de pesquisas da América Latina (1966);

• Constituição da subsidiária Petrobras Química S.A (Petroquisa), para articu- lar a ação dos setores estatal e privado na implantação da indústria petroquímica no país (1967);

• Levantamentos geofísicos, na bacia de Campos, foram iniciados, tendo sido perfurado o primeiro poço submarino

(1968).

1.6 Anos 70: crise no exterior, sucesso no mar

No início dos anos 70, o consumo de deri- vados de petróleo duplicou, impulsionado pelo crescimento médio anual do Produto Interno Bruto a taxas superiores a 10% ao ano. Como responsável pelo abastecimento nacional de óleo e derivados, a Petrobras viu-se diante da necessidade de reformular sua estrutura de in- vestimentos, para atender à demanda interna de derivados. Datam desse período o início de construção da Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, a modernização da RPBC e o início de construção da unidade de lubrificantes da Reduc.

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A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

Paralelamente, cresceram os esforços para aumentar a participação do petróleo nacional no consumo brasileiro. A plataforma continen- tal passou a merecer atenção especial. Depois de Guaricema, foram realizadas mais de 20 descobertas de pequeno e médio portes no li- toral de vários estados. Em 1974, a descoberta do campo de Garoupa, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, anunciou uma nova fase para a produção do país. Estava dada a largada para os constantes êxitos conseguidos na bacia de Campos, que rapidamente se transformou na mais importante região produtora. Os anos 70 também foram marcados por crises. Os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) elevaram subs- tancialmente os preços internacionais, provocan- do os chamados choques do petróleo de 1973 e 1979. Com isso, o mercado tornou-se conturba- do e marcado por incertezas não apenas quanto aos preços, como também quanto à garantia do suprimento. Como importante cliente das com- panhias estatais dos países da OPEP, a Petrobras conseguiu manter o abastecimento ao mercado brasileiro, resultado de anos de bom relaciona- mento com aquelas companhias. Para superar as dificuldades cambiais, o Governo adotou medidas econômicas, algumas diretamente ligadas às atividades da Petrobras:

redução do consumo de derivados, aumento da oferta interna de petróleo. Datam desse pe- ríodo a adoção dos contratos de risco, assina- dos entre a Petrobras e companhias particula- res, para intensificar a pesquisa de novas jazi- das, e o desenvolvimento de novas fontes de energia, capazes de substituir os derivados de petróleo. Um exemplo foi o incentivo ao uso do álcool carburante como combustível automotivo, com a criação do Programa Nacio- nal do Álcool. Passou a ser dada prioridade aos investimentos em exploração e produção, ocasionando aumento da produção do petró- leo nacional, que passou a ocupar espaço cada vez maior na carga das refinarias. Alguns marcos dos anos 70 foram:

• Criação de mais cinco subsidiárias: a Petrobras Distribuidora (1971), a Petrobras Internacional – Braspetro (1972), a Petrobras Fertilizantes – Petrofertil, a Petrobras Comércio Inter- nacional – Interbrás (1976) e a Petrobras Mineração – Petromisa (1977);

• Início das operações das refinarias de Paulínia (SP), ainda hoje a maior do país (1972), e Presidente Getúlio Vargas, em Araucária, Paraná (1977);

• Começo da operação do Complexo Petroquímico de São Paulo – I Pólo Petroquímico (1972);

• Aquisição das refinarias de Capuava e Manaus pela Petrobras (1974);

• Pela primeira vez no Brasil, foi reali- zada a extração de óleo de xisto, com a entrada em operação da Usina Protóti- po do Irati, em São Mateus do Sul, Paraná (1972);

• Início da produção de petróleo na bacia de Campos, com um sistema antecipado instalado no campo de Enchova (1977);

• No Alto Amazonas, foi descoberta a acumulação de gás de Juruá, a primei- ra descoberta com possibilidades co- merciais realizada na região amazôni- ca (1978);

• Inauguração da Central de Matérias-Pri- mas da Copene, subsidiária da Petroquisa, em Camaçari, Bahia (1978);

• Ao final da década, o Brasil produzia 165.500 barris de petróleo por dia, 66% dos quais em terra e 34% no mar. A produção média de gás natural atingia 5.200 mil metros cúbicos/dia.

1.7 Anos 80: a década dos recordes

A década de 80 levou a Petrobras a supe- rar grandes desafios. Com as bruscas eleva- ções de preços no exterior, o dispêndio de di- visas do país com petróleo e derivados aumen- tou mais de dez vezes, chegando a alcançar a casa dos 10 bilhões de dólares em 1981. Os investimentos nas atividades de exploração e produção, junto ao esforço desenvolvido na área de comercialização, contribuíram para reduzir a dependência energética. Ao final da década, o dispêndio líquido de divisas com importação de óleo e derivados caía para cer- ca de 3 bilhões de dólares. Para o desafio de produzir em águas na faixa de 120 metros, a Petrobras valeu-se de tecnologia disponível no exterior. Assim, foi implantada a primeira fase de produção da bacia de Campos, que permitiu ao Brasil au- mentar substancialmente a produção de petró- leo. Ao mesmo tempo, a Petrobras ampliou a utilização dos sistemas antecipados, que trou- xeram dois ganhos fundamentais: a possibi- lidade de antecipar receitas e o domínio gradual da tecnologia de produção submarina. A pro- dução passou, assim, a bater sucessivos recor- des, atingindo 675.135 barris diários em de- zembro de 1989.

A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

Os anos 80 trouxeram boas notícias tam- bém para a produção em terra. Em 1988, en- trou em operação o campo de Rio Urucu, no Alto Amazonas, descoberto dois anos antes. Foi um verdadeiro marco histórico das ativi- dades da Petrobras na Amazônia, onde a pro-

cura de petróleo antecedia a própria criação

da empresa. Na área de refino, as instalações industriais da Petrobras foram adaptadas para atender à evolução do consumo de derivados. Para isso, foi implantado, na década de 80, o projeto co-

nhecido como "fundo de barril". Seu objetivo era transformar os excedentes de óleo com- bustível em derivados como o diesel, a gasoli-

na e o gás liquefeito de petróleo (gás de cozi- nha), de maior valor. Outro marco da década foi a atenção es- pecial dada à preservação do meio ambiente.

A Petrobras passou a dedicar grande quanti-

dade de recursos ao treinamento e à educação

ambiental, assim como ao desenvolvimento de tecnologias específicas de proteção ao meio ambiente e a adoção de um programa de melhoria da qualidade dos combustíveis. Também se destacaram, nos anos 80, os seguintes acontecimentos:

• Entrou em operação a Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos, SP (1980);

• Foram instalados, na bacia de Campos, os Sistemas de Produção Antecipada, com tecnologia desenvolvida pelos téc- nicos da Petrobras (1981);

• Entrou em operação o III Pólo Petroquímico, instalado em Triunfo, RS

(1982);

• Construído, em São Sebastião (SP), o Centro Modelo de Combate à Poluição no Mar por Óleo, o primeiro do país

(1984);

• Alcançada a meta-desafio de produção de 500 mil barris diários de petróleo;

• Realizadas as únicas descobertas co- merciais efetuadas pelas contratantes de risco: gás natural pela Pecten, na bacia de Santos, e óleo pela brasileira Aze- vedo Travassos, na parte terrestre da bacia Potiguar (1985);

• Descobertos os campos de Albacora (1984) e Marlim (1985), os primeiros campos gigantes em águas profundas na bacia de Campos;

• Criado o Programa de Inovação Tecnológica e Desenvolvimento Avança- do em Águas Profundas e Ultraprofundas,

para viabilizar a produção de óleo e gás em águas superiores aos 1.000 metros, mais tarde estendido aos 2.000 e pos- teriormente aos 3.000 metros (1986);

• Consolidado o pioneirismo na explora- ção e produção em águas profundas, com a perfuração de poços em lâminas d'água superiores a 1.200 metros e produção a profundidades de cerca de 400 metros, o que constitui recorde mundial (1986);

• A Petrobras superou seu próprio recor- de, produzindo petróleo a 492 metros no campo de Marimbá, na bacia de Campos (1988);

• Retirado totalmente o chumbo tetraetila da gasolina produzida pela Petrobras

(1989).

1.8 Anos 90: a década da tecnologia

Entra em ação a vanguarda tecnológica:

sensoriamento remoto, poços perfurados ho- rizontalmente, robótica submarina, produção de petróleo em águas ultraprofundas. A Petrobras inicia a década sendo indicada pela Offshore Technology Conference para receber o OTC Distinguished Achievement Award, o maior prêmio do setor petrolífero mundial, em reconhecimento à sua notável contribuição para o avanço da tecnologia de produção em águas profundas. De fato, ao final dos anos 80, a Petrobras encontrava-se diante do desafio de produzir petróleo em águas abaixo de 500 metros, feito não conseguido, até então, por nenhuma com- panhia no mundo. Num gesto de ousadia, de- cidiu desenvolver, no Brasil, a tecnologia ne- cessária para produzir em águas de até mil metros. O sucesso foi total. Menos de uma década depois, a Petrobras dispõe de tecnologia comprovada para produção de pe- tróleo em águas muito profundas. O último recorde foi obtido em janeiro de 1999, no cam- po de Roncador, na bacia de Campos, produ- zindo a 1.853 metros de profundidade. Mas a escalada não pára. Ao encerrar-se a década, a empresa prepara-se para superar, mais uma vez, seus próprios limites. A meta, agora, são os 3 mil metros de profundidade, a serem al- cançados mediante projetos que aliam a ino- vação tecnológica à redução de custos. Além da capacitação brasileira na produ- ção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas, outros desafios foram enfren- tados pelo Centro de Pesquisas da Petrobras durante a década. Entre eles, estão: o aumento

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do fator de recuperação do petróleo das jazi- operador

das, o desenvolvimento de novas tecnologias para adequação do parque de refino ao perfil da demanda nacional de derivados e a formu- lação de novos produtos e aditivos que garan- tam o atendimento à crescente exigência da sociedade brasileira por combustíveis e lubri- ficantes de melhor qualidade. Em agosto de 1997, a Petrobras passou a atuar em um novo cenário de competição ins- tituído pela Lei 9.478, que regulamentou a emenda constitucional de flexibilização do monopólio estatal do petróleo. Com isso, abri- ram-se perspectivas de ampliação dos negócios e maior autonomia empresarial. Em 1998, a Petrobras posicionava-se como a 14.ª maior empresa de petróleo do mundo e a sétima maior entre as empresas de capital aberto, segundo a tradicional pesquisa sobre a atividade da in-

dústria do petróleo, divulgada pela publicação Petroleum Intelligence Weekly. Outros fatos importantes dos anos 90:

A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do

Modificado o estatuto da Petrofertil, de forma a permitir sua atuação no seg- mento do gás natural (1996). Mais tar- de, a Petrofertil tem sua razão social alterada para Petrobras Gás S.A - Gaspetro (1998);

• Superada a marca de produção de um milhão de barris diários de petróleo

(1997);

• Criada a Petrobras Transporte S.A - Transpetro, com o objetivo de construir

e

operar dutos, terminais, embarcações

e

instalações para o transporte e arma-

zenagem de petróleo e derivados, gás e granéis (1998);

• Assinados os primeiros acordos de par- ceria entre a Petrobras e empresas pri- vadas, para desenvolvimento de blocos de exploração, em terra e no mar

(1998);

• A Petrobras obteve da Agência Nacio- nal de Petróleo (ANP), 397 concessões distribuídas em blocos exploratórios, de desenvolvimento da produção e cam- pos em produção, com área total de 458.532 quilômetros quadrados, 7,1% da área sedimentar brasileira (1998);

• Inaugurada a primeira etapa do gasoduto Bolívia-Brasil, entre Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e Campi- nas (SP). Maior obra do gênero na América Latina, o gasoduto vai permi- tir que se amplie consideravelmente a participação do gás natural na matriz energética brasileira (1999).

• O decreto 99.226, de abril de 1990, de- terminou a extinção da Interbrás e da Petromisa;

• Assinado o Acordo Brasil-Bolívia, para importação de gás natural, com a cons- trução de um gasoduto de 2.233 quilô- metros (1993);

• Desenvolvido o projeto Centros de Ex- celência, que associa o Governo, uni- versidades, empresas privadas e a es- tatal na implantação de núcleos de alto saber, com ascendência tecnológica em nível internacional (1997);

ascendência tecnológica em nível internacional (1997); Setor de Petróleo. Valor de Mercado. Em US$ Bilhões. Em

Setor de Petróleo. Valor de Mercado. Em US$ Bilhões. Em 31/01/2001.

A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

a companhia para o mercado de livre compe-

tição, revisando suas estratégias, refocalizando seus negócios em E&P, Refino, Transporte, Comercialização, Distribuição, Gás Natural e Petroquímicos, treinando seu pessoal e abrin- do oportunidades para parcerias com os mais importantes participantes do setor de energia. Todos os esforços deverão convergir para

o crescimento da Companhia, que se tornará uma regional de vulto em poucos anos, man- tendo sua margem de superioridade competi- tiva em tecnologia para águas ultraprofundas

e contribuindo, então, efetivamente para a

integração da energia na América Latina. Assim, esperamos poder implementar os objetivos do Plano Estratégico da Compa- nhia para o período de 2000-2010, uma estra-

tégia para tornar a Petrobras competitiva in- ternacionalmente.

O novo modelo de organização, aprovado

dia 20 de outubro de 2000, pelo Conselho de Administração, irá dotar a companhia de mo- dernos instrumentos de gestão e torná-la mais

ágil, transparente e eficiente. Com isso, a empresa dá um passo decisivo para atingir as me- tas estratégicas de expansão, internacionalização, rentabilidade e produtividade. De acordo com o novo modelo, a compa- nhia passa a funcionar com quatro áreas de negócio – E&P, Abastecimento, Gás & Ener- gia e Internacional –, duas áreas de apoio - a Financeira e de Serviços – e as unidades corporativas ligadas diretamente ao presiden- te. A estrutura incorpora o conceito de unida- des de negócio, já adotado pelas maiores com- panhias de petróleo e energia do mundo. Fo- ram criadas 40 unidades vinculadas às áreas de negócio. Cada unidade de negócio vai ope- rar com mais autonomia nas decisões e inde- pendência para administrar orçamento e inves- timento. Haverá metas e responsabilização pelos resultados. Será possível avaliar cada atividade da companhia com mais precisão, corrigir desvios do planejado, enfatizar os bons desempenhos e atuar com rapidez sobre os mais fracos.

O mesmo princípio valerá para as áreas de

serviço. Elas vão ser avaliadas pelo que agrega-

O Presente

Como todas as grandes corporações petro- líferas, a Petrobrás é uma companhia integra- da, que opera em todas as atividades do setor de petróleo, como a exploração, produção, re- fino, transporte, comercialização, importação e exportação de petróleo e seus derivados. Para se ter uma idéia da real evolução da empresa, observe com cuidado os próximos dados. Dos 2.700 barris/dia de petróleo pro- duzidos quando foi criada, a Petrobrás chega ao final do ano de 2000 com produção de cer- ca de um milhão e 300 mil barris por dia de óleo e 39 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. Aproximadamente 61% desse total vêm do mar e são produzidos através de uma centena de plataformas, fixas e flutuan- tes. A capacidade de refino ultrapassou a mar- ca de 1milhão e 600 mil barris de petróleo por dia. A distribuição conta com mais de 7.000 postos espalhados pelo país.

A Petrobras hoje é a empresa que detém o

maior número de certificados ISO 9000 no

país. Esse certificado, na economia globalizada de hoje, representa um verdadeiro passaporte para o comércio internacional.

A Petrobras entende que, em um cenário

cada vez mais competitivo, a imagem das empresas está relacionada à conscientização de seus empregados de que o aprimoramento da qualidade, a minimização de impactos ao meio ambiente e a segurança do homem e do patrimônio são fatores decisivos para o aumen- to da produtividade. Por isso, a Companhia dedica igual atenção ao seu desenvolvimento tecnológico e aos aspectos de proteção ao meio ambiente.

O futuro

Uma visão do ano 2010: a Petrobras será posicionada como uma empresa de energia, presente nos mercados mundiais, líder da in- dústria na América Latina, com grande ênfa- se na prestação de serviços, e livre para atuar na condição de empresa internacional.

Depois de operar no Brasil por cerca de meio século como uma companhia monopo- lista, e levando em consideração a atual aber- tura do setor petrolífero, assim como a resul- tante chegada de competidores em negócios upstream e downstream, torna-se claro que a Petrobras atingiu um muito importante ponto de inflexão. O grande desafio, hoje, é preparar

rem de valor aos diversos negócios da empresa e terão que se tornar competitivas. Além de me- lhorar a operação e os resultados da empresa, a nova estrutura abre espaço para que os emprega-

dos desenvolvam seu potencial e criatividade e se beneficiem do valor agregado ao negócio.

espaço para que os emprega- dos desenvolvam seu potencial e criatividade e se beneficiem do valor
espaço para que os emprega- dos desenvolvam seu potencial e criatividade e se beneficiem do valor
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A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

Otrabalho do operador
Otrabalho
do
operador

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Nas refinarias da Petrobrás, o número de operadores corresponde a aproximadamente 40

a 50% de seu pessoal efetivo. Estes profissio-

nais são responsáveis por operar as plantas de processo, sistemas de utilidades e sistemas de transferência e estocagem dentro de rigorosos padrões de segurança e confiabilidade. Para assumir tal responsabilidade, os ope- radores da Petrobrás passam por um longo período de capacitação e amadurecimento pro- fissional. Nos dias atuais, um operador capa- citado deverá passar por 3 a 5 anos de apren- dizagem intensiva. Para cobrir as exigências de um processo de produção contínua, o trabalho do operador dá-se em turnos ininterruptos de revezamento, sendo na maioria das refinarias da Petrobrás em turnos de oito horas. Para tal, são construídas

escalas em que, a partir de ciclos definidos, são alternados períodos de trabalho e folga.

A carreira do operador possui os cargos

de Operador I, Operador II e Técnico de Ope- ração, sendo o último exercido em horário ad-

ministrativo. Dentro da carreira, existe ainda

a função de supervisor, exercida por operado-

res que têm a responsabilidade de liderar os grupos de turno.

A atuação dos operadores dá-se em

dois processos chave: nas operações de campo e no monitoramento e controle das unidades no console. Nas operações de campo, cabe ao opera- dor realizar rotinas e manobras visando man- ter as operações sob controle, proporcionan- do, assim, a máxima eficiência e segurança

operacional. Durante as suas rotinas, o opera- dor realiza a monitoração e operação de equi- pamentos e sistemas, amostragens de insumos

e produtos e análises para controle. Na realização das manobras no campo, o operador basicamente intervém sobre os equi- pamentos de processo. Mas, uma operação que

a princípio pode parecer simples, na realida-

de, exige deste profissional a articulação de

diversos conhecimentos e competências. Ao realizar uma manobra, por mais simples que seja, o operador estará utilizando suas compe- tências em teoria do processo; segurança, saú- de e meio ambiente; equipamentos; procedi- mentos; comunicação etc. A experiência de- monstra que operadores competentes, além de realizar tal articulação, quando atuam sobre um equipamento e sistema específico, nunca per- dem a noção da totalidade, ou seja, são capa- zes de compreender claramente a conseqüên- cia da sua ação para o processo. Nos últimos dez anos, a revolução da tecnologia da informação trouxe inúmeras mudanças para as operações das plantas de processo. Uma grande reestruturação produti- va vem consolidando-se através da automação de operações que no passado eram feitas ma- nualmente e, principalmente, transformando os sistemas de controle e monitoramento. As ino- vações tecnológicas realizadas substituíram sistemas de base eletromecânica para sistemas com base microeletrônica, o que exige do ope- rador capacidade para lidar com sistemas di- gitais. Com essas inovações tecnológicas, os operadores precisam ter novas habilidades, como por exemplo, a capacidade para lidar com sistemas informatizados. Atualmente, as modernas plantas de pro- cesso são monitoradas através de Centros In- tegrados de Controle, onde os operadores con- trolam as plantas através de sistemas de informática chamados consoles. No monitoramento das plantas através dos consoles, é exigido do operador um nível máxi- mo de articulação de saberes e competências, pois seu trabalho exigirá relacionar um gran- de número de variáveis de processo, visando antecipar problemas e buscar o nível ótimo de eficiência. Nesta posição, os operadores com- petentes não se limitam a consultar informa- ções, mas sim são capazes de construir a in- formação, ponto que os leva até a identificar pro- blemas em equipamentos e instrumentos.

A Indústria de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador

de Petróleo e Energia, a Petrobras e o papel do operador A exigência por articular um

A exigência por articular um conjunto de

O operador assume sua primeira ativida-

saberes e competências intensifica-se, tanto no campo quanto no console, quando a atuação

do operador deixa de ser manter a condição normal e passa a ser atuar em situações de anor- malidade ou mesmo em emergências. Além

no campo quando está apto a realizar ma-

nobras com confiabilidade e segurança. Isto pode ocorrer num horizonte de oito a doze

meses a partir de sua formação básica, estan- do este tempo sujeito a variações de acordo

de

de

todo conhecimento técnico necessário, pas-

com a especificidade do processo e de cada

sa

a ser exigido do operador um grande con-

Unidade da Cia.

trole emocional e capacidade de tomar deci- sões rápidas, já que, em questões de segun- dos, este pode colocar em risco sua segurança pessoal, de seus colegas e até mesmo do am- biente e das comunidades circunvizinhas. Exige-se deste profissional uma compre- ensão clara de sua responsabilidade. A segu- rança das pessoas, instalações e a preservação do meio ambiente devem prevalecer sobre a produção. Isto requer profissionais que bus- quem sua autonomia profissional, através do aperfeiçoamento contínuo, não só para lidar com questões técnicas, mas, também, para, entendendo o contexto e cenário de nossa in-

dústria, ser capaz de tratar de questões éticas.

A formação inicial ocorre através de um

intensivo processo de capacitação, que se ini-

cia com o Curso de Formação de Operadores.

O objetivo dessa capacitação é o de construir

uma base de saberes essenciais para que ope- radores possam iniciar sua formação específi-

ca. A partir daí, estes poderão aprender a ope- rar as plantas de processo, normalmente com o acompanhamento de um operador mais ex- periente, que atua como treinador.

A assunção destas atividades não conclui

a formação do operador, apenas a inicia. É necessário, pois, o contínuo aperfeiçoamento para adquirir novas atribuições e responsabi-

lidades como: liberar equipamentos, partir e parar sistemas, diagnosticar e solucionar pro- blemas e atuar em situações anormais e de emergência.

A partir do momento em que a competên-

cia nas operações de campo está solidificada,

o operador inicia sua capacitação em

monitoramento e controle no console, sendo esta passagem um marco para sua carreira pro- fissional. Para fazer frente às novas demandas do mundo do trabalho, tem sido exigido deste profissional um novo conjunto de competên- cias. Estudo recente da Job Performance Systems, Inc. (EUA), relaciona como princi- pais demandas mentais para operadores de console:

atenção seletiva – a capacidade para concentrar-se, diante da possibilidade de distrações;

de console: atenção seletiva – a capacidade para concentrar-se, diante da possibilidade de distrações; 19 •
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de console: atenção seletiva – a capacidade para concentrar-se, diante da possibilidade de distrações; 19 •
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sensibilidade para problemas – a ca- pacidade para determinar quando algo está errado ou o que poderá dar errado;

associação de tempo – capacidade para dividir a atenção entre múltiplos eventos;

raciocínio – capacidade para analisar as causas de uma série de eventos. Com base em nossa experiência, associa- mos às demandas definidas pela Performance Systems, competências que, ao longo dos últi- mos anos, vêm se consolidando como essen- ciais para adequar o perfil dos operadores às novas exigências do trabalho.

Capacidade de trabalhar em equipe

Capacidade de decidir sob tensão

Capacidade de autodesenvolvimento

decidir sob tensão • Capacidade de autodesenvolvimento ção das perdas de produção, através da preci- são

ção das perdas de produção, através da preci- são na realização das manobras e intervenções que assegurem o menor desgaste possível dos equipamentos. Problemas com seguran- ça operacional e proteção ambiental podem além de cau- sar perdas de produção, oca- sionar danos muito mais gra- ves, à vida humana e ao ambi- ente, na maioria das vezes irreparáveis. Portanto, nessas dimensões, não se pode espe- rar níveis de desempenho me- nores do que a excelência. Para isso, é necessária a vigi- lância permanente dos opera- dores nas condições de segu- rança das plantas de processo. Tal compromisso deve ser es- tabelecido por todos os níveis funcionais, sendo as chefias responsáveis por dar aos ope- radores os meios necessários para uma atua- ção segura. Toda atividade, seja ela industrial ou não, é consumidora de recursos. É o uso racional destes recursos que produz melhores resulta- dos para o Refino, seja na redução dos custos de produção e, conseqüentemente, contribu- indo para preços mais competitivos, seja na maximização dos volumes, através da plena utilização do potencial dos equipamentos. Neste caso, as atuações do operador tanto na eliminação de desperdícios, quanto na identi- ficação e eliminação de gargalos operacionais têm uma contribuição definitiva.

Para maiores informações consulte a nossa home page e o plano estratégico da empresa

www.petrobras.com.br

e o plano estratégico da empresa www.petrobras.com.br Estas são as demandas atuais, que se esta- beleceram

Estas são as demandas atuais, que se esta- beleceram a partir dos novos processos pro- dutivos, exigindo um trabalhador não só capaz de saber fazer, mas também de saber pensar e saber ser. Por fim, é necessário compreender qual a contribuição do operador para o desempenho das Refinarias. Numa refinaria de petróleo, os indicado- res de performance da produção estão relaci- onados à eficiência operacional, segurança operacional, proteção ambiental e otimização de recursos. A eficiência operacional, de forma geral, refere-se às perdas de produção em um deter- minado período, o que significa dizer que toda perda operacional reduz a performance das refinarias. Espera-se, portanto, que os opera- dores sejam capazes de contribuir para a redu-

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