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Sistemas Elétricos de Potência

4. Análise de Curtos-Circuitos ou Faltas

4.1 Introdução Geral e Curtos Simétricos

Professor: Dr. Raphael Augusto de Souza Benedito

E-mail:raphaelbenedito@utfpr.edu.br disponível em: http://paginapessoal.utfpr.edu.br/raphaelbenedito

4.1.1 Introdução

• A análise de curtos-circuitos representa vital importância para a proteção de sistemas elétricos, tendo em vista que os cálculos de redes em curto são fundamentais no dimensionamento e ajuste dos diversos componentes de proteção.

• O quê é um curto-circuito?

– Um curto-circuito consiste em um contato entre condutores sob potenciais diferentes. Tal contato pode ser direto (metálico) ou indireto (através de arco voltáico).

– Os curtos-circuitos são geralmente chamados “defeitos” ou “faltas” (faults) e ocorrem de maneira aleatória nos sistemas elétricos.

• Quais são as conseqüências dos curtos-circuitos?

– Suas conseqüências podem ser extremamente danosas aos sistemas elétricos, se não forem prontamente eliminados pelos dispositivos de proteção.

• Principalmente devido às altas correntes de curto-circuito.

4.1.1 Introdução

• A partir dessas considerações, podemos dizer que o estudo de curtos-circuitos tem por finalidade:

– Permitir o dimensionamento dos diversos componentes do sistema quando sujeitos às solicitações dinâmicas e efeitos térmicos decorrentes do curto;

– Possibilitar a seleção de disjuntores;

– Permitir a execução da coordenação de relés de proteção;

– Por fim, possibilitar a especificação de pára-raios.

4.1.2 Tipos de Faltas

Tipos ou formas de curtos-circuitos:

Curto-circuito Trifásico ou Simétrico:

• é o tipo que ocorre com menor freqüência;

• nesta situação, admite-se que todos os condutores da rede são solicitados de modo idêntico e conduzem o mesmo valor eficaz da corrente de curto, e por isso é classificado como curto Simétrico;

• seu cálculo pode ser efetuado por fase, considerando apenas o circuito equivalente de seqüência positiva ou seqüência direta, sendo indiferente se o curto envolve ou não o condutor neutro (ou terra).

direta, sendo indiferente se o curto envolve ou não o condutor neutro (ou terra). Fig. 1:

Fig. 1: Curto-circuito trifásico

4.1.2 Tipos de Faltas

Tipos ou formas de curtos-circuitos:

Curto-circuito Bifásico, sem contato de terra:

• é um curto-circuito assimétrico, isto é, desequilibrado;

• desse modo as correntes de curto nos 3 condutores não serão iguais;

• o cálculo deste tipo de curto é realizado através de componentes simétricas, que será abordado futuramente.

de componentes simétricas, que será abordado futuramente. Fig. 2: Curto-circuito bifásico, sem contato de terra

Fig. 2: Curto-circuito bifásico, sem contato de terra

4.1.2 Tipos de Faltas

Tipos ou formas de curtos-circuitos:

Curto-circuito Bifásico, com contato de terra:

• é um curto-circuito assimétrico, assim como o anterior;

• As componentes simétricas também são utilizadas nos cálculos deste tipo de curto.

também são utilizadas nos cálculos deste tipo de curto. Fig. 3: Curto-circuito bifásico, com contato de

Fig. 3: Curto-circuito bifásico, com contato de terra

4.1.2 Tipos de Faltas

Tipos ou formas de curtos-circuitos:

Curto-circuito Monofásico ou Curto para a terra:

• é um curto-circuito assimétrico;

• é o tipo de falta com maior ocorrência em SEPs.

um curto-circuito assimétrico; • é o tipo de falta com maior ocorrência em SEPs. Fig. 4:

Fig. 4: Curto-circuito monofásico

4.1.2 Tipos de Faltas

• Dependendo da maneira como ocorre o restabelecimento do sistema após a ocorrência de uma falta, os curtos- circuitos podem ser classificados em temporários ou permanentes.

temporários são caracterizados por

desaparecerem após a atuação da proteção e imediato restabelecimento do sistema. • Já os curtos permanentes exigem a intervenção de equipes de manutenção antes que se possa religar com sucesso o sistema.

Os

curtos

4.1.3 Causas de Curtos-Circuitos

• As causas mais freqüentes da ocorrência de curtos- circuitos em sistemas de potência são:

– descargas atmosféricas;

– Falhas em cadeias de isoladores;

– Fadiga e/ou envelhecimento de materiais;

– Ação de vento, neve e similares;

– Poluição e queimadas;

– Queda de árvores sobre as linhas aéreas;

– Inundações e desmoronamentos;

– Ação de animais em equipamentos do sistema;

– Manobras incorretas, etc.

4.1.4 Ocorrência

• Através de análise estatística dos dados sobre curtos- circuitos, foram constatados os seguintes valores médios para a ocorrência dos tipos de defeitos:

– Curtos-circuitos trifásicos: 5%;

– Curtos-circuitos bifásicos, sem contato de terra: 15%;

– Curtos-circuitos bifásicos, com contato de terra: 10%;

– Curtos-circuitos monofásicos: 70%.

• Em sistemas elétricos de grande porte, de modo geral, a maior corrente de curto se verifica nos curtos-circuitos entre linhas (bifásico) ou entre linha e terra.

• Já em sistemas industriais a maior corrente normalmente se verifica em curtos trifásicos.

4.1.5 Hipóteses Simplificadoras

• Para os cálculos de curtos-circuitos em sistemas de transmissão e sub-transmissão é usual a adoção das seguintes simplificações, sem prejuízo ao ajuste dos equipamentos de proteção:

– As resistências em presença das reatâncias são desprezadas, para geradores, linhas, trafos, etc;

– Admite-se impedância nula no ponto de ocorrência do curto-circuito.

na realidade, sempre existe alguma impedância no ponto de curto-circuito, assim, ao ignorá-la fica-se a favor da segurança, já que os cálculos sem a impedância indicarão corrente de curto maiores que as reais;

– As correntes de carga no sistema, existentes antes do curto ocorrer, normalmente são desprezadas em presença das elevadas correntes de curto-circuito (para se obter grande precisão, esta simplificação não é aceita);

– Admite-se que todas as tensões geradas por vários geradores em paralelo estejam em fase e sejam iguais em módulo no instante do curto.

4.1.6 Teoremas Básicos Utilizados nas Análises

• Como ferramentas para os cálculos de curtos-circuitos, costuma- se empregar o Teorema da Superposição de Efeitos e o Teorema de Thevènin.

Teorema da Superposição de Efeitos:

– “Em uma rede elétrica linear com várias fontes, o efeito total sobre um determinado componente da rede pode ser calculado através da soma dos efeitos causados por cada uma das fontes, sendo as demais fontes anuladas e mantidas suas impedâncias internas”.

– Esse teorema é aplicado quando considera-se a corrente de carga do sistema antes da ocorrência do defeito, tornando os resultados mais precisos.

4.1.6 Teoremas Básicos Utilizados nas Análises

Teorema de Thevènin:

– “Em uma rede elétrica linear, podemos substituir uma sub-rede ativa (com fontes e impedâncias) por uma impedância equivalente (Z Th ) e por uma fonte equivalente (tensão de Thevènin, V Th ) em série, entre os terminais “a” e “b” dessa sub-rede.

– A impedância de Thevènin é calculada como a impedância entre os terminais “a” e “b” quando todas as fontes forem “mortas”.

– Já a tensão de Thevènin é a tensão de circuito aberto entre os terminais “a” e “b”.

é a tensão de circuito aberto entre os terminais “a” e “b”. Fig. 5: Equivalente de

Fig. 5: Equivalente de Thevènin para uma Sub-rede A

4.1.6 Teoremas Básicos Utilizados nas Análises

• Se a sub-rede restante for representada apenas por uma impedância (Z), então a seguinte equação é válida:

uma impedância (Z), então a seguinte equação é válida: & I = & V Th Z
uma impedância (Z), então a seguinte equação é válida: & I = & V Th Z

&

I =

&

V Th

Z

Th

+ Z

(1)

• No cálculo de curtos-circuitos tem-se efetiva aplicação do Teorema de Thevènin. Por exemplo, um curto-circuito equivale à colocação de uma impedância nula (Z = 0) entre dois pontos da rede (no caso “a” e “b”).

• Calcula-se a tensão V Th antes do curto-circuito entre “a” e “b”, a impedância de Thevènin vista desses terminais (desprezando-se as resistências), e faz-se uso da equação:

&

Icc =

&

V Th

j

x

Th

(2)

4.1.6 Teoremas Básicos Utilizados nas Análises

• Na realidade, a corrente de curto-circuito (Icc) não se estabelece instantaneamente no seu valor final.

• Há um período transitório cuja duração dependerá da constante de tempo do circuito (L/R).

• Em situações práticas, chega-se ao valor transitório aplicando- se fatores apropriados sobre o valor estacionário obtido pela equação (2).

4.1.7 Cálculo de Curto-Circuito Trifásico ou Simétrico

• Como já mencionado, os condutores no curto-circuito trifásico são solicitados de modo idêntico, o que significa que conduzem o mesmo valor eficaz da corrente de curto.

• Assim, não ocorre desequilíbrio da rede, e como conseqüência o cálculo da corrente de curto-circuito pode ser efetuado por fase.

• No instante em que ocorre o curto-circuito a reatância reduz- se a zero no ponto de falta, e a corrente de curto é limitada pela reatância dos componentes do sistema de potência. Logo, as reatâncias a serem consideradas nos cálculos serão definidas em função do ponto em ocorreu o curto-circuito.

4.1.7 Cálculo de Curto-Circuito Trifásico ou Simétrico

A figura 6 a seguir apresenta uma fase de um sistema trifásico:

6 a seguir apresenta uma fase de um sistema trifásico: Fig. 6: Representação de uma fase

Fig. 6: Representação de uma fase de um sistema trifásico

• A corrente de curto será máxima nos terminais do gerador, já que a corrente será limitada apenas pela reatância interna do gerador.

• Por outro lado, esta corrente Icc será menor à medida que o ponto de aplicação do curto se afasta do gerador, devido ao aumento da reatância. No exemplo da figura 6, pode-se escrever a corrente de curto no ponto da ocorrência como:

V ( Volts ) f V L Icc = = ( A ) (3) x
V
(
Volts
)
f
V
L
Icc =
=
(
A )
(3)
x
( Ohm )
3 ⋅ x
Th
Th

4.1.7 Cálculo de Curto-Circuito Trifásico ou Simétrico

Considerando V L = V b e S b = S 3Ø, como valores bases, em p.u. temos:

V L 2 V Icc 3 ⋅ x b x = x ⋅ z =
V
L
2
V
Icc
3 ⋅ x
b
x
=
x
z
=
x
(
A
)
Icc
=
=
Th
Th
(
)
Th pu
(
)
b
(
)
Th pu
(
)
(
pu
)
S
I
S
b
b
b (
A
)
3
⋅ V
b
V
L
2
3
(
x
V
/
S
)
V
Th pu
(
)
b
b
L pu
(
)
Icc
=
=
(4)
(
pu
)
S
(
x
)
b
Th pu
(
)
3
⋅ V
b

Considerando V L = V b e S b = S 3Ø como valores bases, podemos simplificar Icc em valores p.u:

1 Icc = ( pu ) x Th pu ( )
1
Icc
=
(
pu
)
x
Th pu
(
)

(5)

Geralmente, os cálculos são feitos em p.u. e, em seguida, convertidos em Ampères:

1

x Th (

pu

)

(6)

Icc

(

A )

=

I

b

(

A

)

(

A )

4.1.7 Cálculo de Curto-Circuito Trifásico ou Simétrico

Observação:

Se existirem motores síncronos no sistema, eles devem ser tratados como geradores nos cálculos de curto-circuito.

– Isto porque no instante do curto os motores ficam sem receber energia da rede e continuam girando até algum tempo (devido à inércia).

– Assim, tensões internas são induzidas em seus terminais, fazendo com que eles atuem como geradores nos instantes iniciais do curto-circuito.

4.1.8 Correntes de Curto-Circuito: simetria e assimetria das correntes

• Como visto antes, a corrente decorrente de uma falta dependerá:

– das f.e.m. (forças eletromotrizes) das máquinas;

– das impedâncias dessas máquinas;

– das impedâncias do sistema entre as máquinas e a falta.

• O valor dessa corrente de curto varia consideravelmente desde o instante imediato após a falta até seu valor final em regime permanente.

Resposta transitória da corrente para uma rede RL

( ) =

i t

R t

/ L

sen

(

)]

α θ

V

[

sen

 

max

(

t

)

 

|

Z

|

 

ω +α θ ε

Componente senoidal

Componente CC

Sendo: | z |=

α − θ − ε Componente senoidal Componente CC Sendo: | z | = R 2

R

2

+ (ωL)

2

e

θ

=

tg

1

(

/

ωL R

)

(7)

4.1.8 Correntes de Curto-Circuito: simetria e assimetria das correntes

de Curto-Circuito: simetria e assimetria das correntes • Dificilmente a corrente de curto-circuito será

• Dificilmente a corrente de curto-circuito será simétrica (primeira situação acima), na prática, a corrente de curto é parcialmente assimétrica.

• De modo geral, a corrente de curto é sempre composta de duas componentes: uma contínua que decresce exponencialmente; e uma alternada que varia senoidalmente com o tempo.

4.1.8 Correntes de Curto-Circuito: simetria e assimetria das correntes

Curto-circuito trifásico nos terminais de um Gerador

Correntes de Curto-Circuito: simetria e assimetria das correntes Curto-circuito trifásico nos terminais de um Gerador

4.1.9 Potência de Curto-Circuito

No ponto de curto-circuito a potência elétrica é nula, já que a tensão é nula. Entretanto, definiu-se como potência de curto-circuito trifásico ou capacidade de curto-circuito ou capacidade de ruptura, o produto:

de curto-circuito ou capacidade de ruptura , o produto: 3 ⋅ S V L ⋅ I

3

S

V

L

I

CC 3 ⋅
CC
3 ⋅

φ

=

V

L

VA

=

CC

3φ

Em valores p.u., temos:

S

S

V

L

I

CC

CC 3

S

S

CC

φ

3

(

pu

)

=

CC

φ

3

(

pu

)

=

CC

φ

3

(

pu

)

=

S b 3 ⋅
S
b
3 ⋅

1

S

b

x

Th pu

(

)

I

b

V

L

S

b

V

b

x

Th pu

(

)

Se V L = V b , então:

1 S = CC 3 φ ( pu ) x Th pu ( )
1
S
=
CC
3
φ
(
pu
)
x
Th pu
(
)

(8)

(9)

(10)

4.1.10 Seleção de Disjuntores

• A corrente de curto-circuito a ser interrompida por disjuntores é assimétrica, normalmente. Isto porque, as correntes resultantes de um curto-circuito trifásico são assimétricas em pelo menos 2 fases (em decorrência da defasagem natural do sistema).

• Como os cálculos para obtenção destas correntes assimétricas são trabalhosos e complicados, na seleção de disjuntores recorre-se a fatores de multiplicação (fator “m”), os quais são aplicados à corrente eficaz simétrica inicial. Dessa forma, os resultados obtidos são aproximados.

Definição: Corrente instantânea de um disjuntor - É a corrente que o disjuntor deve suportar imediatamente após a ocorrência de um curto-circuito, desprezando-se a corrente que circula antes da falta e utilizando-se reatâncias sub-transitórias de geradores e motores.

4.1.10 Seleção de Disjuntores

• A partir dessas considerações, a corrente instantânea pode ser obtida aplicando-se à corrente eficaz inicial simétrica o fator “m” extraído da relação a seguir:

simétrica o fator “m” extraído da relação a seguir: *Obs.: Esses disjuntores (abaixo de 600V) são

*Obs.: Esses disjuntores (abaixo de 600V) são considerados de abertura instantânea e suas correntes instantâneas e de interrupção, tem o mesmo valor.

Definição: Corrente nominal de Interrupção ou Capacidade de Ruptura - É a corrente que o disjuntor deve ser capaz de interromper no instante em que seus contatos se separam. Ela é menor que a corrente instantânea e depende da velocidade do disjuntor (8, 5, 3 ou 2 ciclos é a medida de tempo transcorrido entre a ocorrência da falta e a extinção do arco).

4.1.10 Seleção de Disjuntores

• Para determinação da Corrente Nominal de Interrupção, devem ser levados em conta:

– Para geradores => reatâncias sub-transitórias;

– Para motores => reatâncias transitórias.

• Nos cálculos, propriamente dito, a corrente de interrupção será a corrente eficaz inicial simétrica multiplicada por um fator “M” em função da velocidade do disjuntor.

por um fator “M” em função da velocidade do disjuntor. • Para disjuntores localizados na barra

• Para disjuntores localizados na barra do gerador (para potência trifásica maiores que 500MVA) os fatores apresentados acima devem ser acrescidos de 0,1 cada, antes de sua aplicação.

4.1.11 Exercícios

Exercício 1: Um gerador síncrono conectado em Y com potência nominal de 30 MVA e tensão nominal de 6,6 kV, está ligado ao lado de baixa tensão de um trafo trifásico -Y com potência nominal de 30 MVA e tensões nominais de 6,6/66 kV, como mostrado na figura abaixo. Desprezando-se a corrente de carga antes da falta e admitindo tensão nominal no instante em que ocorre o defeito, calcule: a) o valor da corrente de curto-circuito trifásico em Ampères e em p.u. no ponto 1. b) o valor da corrente de curto-circuito trifásico em Ampères e em p.u. no ponto 2 .

curto-circuito trifásico em Ampères e em p.u. no ponto 2 . Fig. 7: Diagrama unifilar da

Fig. 7: Diagrama unifilar da rede elétrica do exercício 1

Resposta: a) Icc = 10,497 kA; Icc(pu) = 4 pu; b) Icc = 820,1 A; Icc(pu) = 3,125 pu.

4.1.11 Exercícios

Exercício 2: Determine a corrente de curto-circuito trifásico em Ampères e em p.u. no ponto F da figura abaixo (lado de AT do trafo), desprezando-se a corrente de carga antes da falta e admitindo-se tensão nominal no instante em que ocorre o defeito. Considere a potência base como 10 MVA e que todas as reatâncias já estão nas referidas bases.

e que todas as reatâncias já estão nas referidas bases. Fig. 8: Diagrama unifilar da rede

Fig. 8: Diagrama unifilar da rede elétrica do exercício 2

Resposta: a) Icc = 500,44 A; Icc(pu) = 5,98086 pu.

4.1.11 Exercícios

Exercício 3: A partir do sistema elétrico apresentado a seguir, calcule o valor da corrente de curto-circuito trifásico em Ampères e em p.u. no ponto F, desprezando-se a corrente de carga antes da falta e admitindo-se tensão nominal no instante em que ocorre o defeito. Adote Sb = 150 MVA e Vb = 138 kV na linha.

ocorre o defeito. Adote Sb = 150 MVA e Vb = 138 kV na linha. Fig.

Fig. 9: Diagrama unifilar da rede elétrica do exercício 3

Resposta: Icc = 1394,6 A;

Icc(pu) = 2,2222 pu.

4.1.11 Exercícios

Exercício 4: Dois geradores são ligados em paralelo ao lado de baixa tensão de um trafo trifásico como mostrado na figura abaixo. O gerador 1 apresenta tensão nominal de 13,8 kV e potência nominal de 50MVA. O gerador 2 apresenta tensão nominal de 13,8 kV e potência nominal de 25MVA. Cada gerador tem reatância sub-transitória de 25%. O trafo tem potência nominal de 75MVA e tensões nominais de 13.8/69 kV com reatância de 10%. Antes de ocorrer a falta, a tensão no lado de alta tensão do transformador é 66kV. O trafo está em vazio, e não há corrente circulando entre os geradores. Calcule:

a) a corrente sub-transitória (em Ampères e em pu) no local do curto;

b) a corrente sub-transitória (em Ampères e em pu) no Gerador 1;

c) a corrente sub-transitória (em Ampères e em pu) no Gerador 2.

sub-transitória (em Ampères e em pu) no Gerador 2. Fig. 10: Diagrama unifilar da rede elétrica

Fig. 10: Diagrama unifilar da rede elétrica do exercício 4

Resposta: a) Icc = 1715,73 A; Icc(pu) = 2,734 pu. b) Icc = 5719,85 A; Icc(pu) = 1,8229 pu.; c) Icc = 2859,98 A; Icc(pu) = 0,91147 pu.