Ximena Rodríguez Ambriz Teoría Cooperativista I 30/01/2014 O QUE É COOPERATIVISMO?

A cooperativa é uma associação voluntaria com fins económicos onde a organização é a unidade entre o uso e o controle da empresa, é um empreendimento de serviço e um meio pelo qual funções podem ser levadas com maior facilidade do que individualmente, por isso, a finalidade da cooperativa é prestar serviço aos associados-proprietários-usuários que substituem ao intermediário, sendo um coparticipante na toma de decisões e fiscal em sua aplicação, é formada para prestar serviços a seus associados e não para receber lucros e ele regula-se democraticamente à base de “um homem, um voto” contribuindo com a constituição do capital social. Características do modelo de associação: 1. Propriedade cooperativa: associação de pessoas e não de capital ou que a propriedade é dos associados independentemente das contribuições financeiras individuais. 2. Gestão cooperativa: o poder de decisão é da assembleia dos associados. 3. Repartição cooperativa: distribuição das sobras liquidas financeiras (depois de descontadas despesas administrativas)no final de um ano de trabalho a partir da participação dos associados. Qualquer beneficio económico gerado pela empresa é dividido entre os associados em proporção do uso dos serviços comuns. Cooperativa de consumo: o maior volume de compras de um associado, maior é sua repartição de excedente pela cooperativa. Conexões:

Participacao dos associadoa nas actividades da cooperativa

Funcionamento da cooperativa

Necessidades dos socios

Operacoes da cooperativa

Na Europa do século XVIII, durante o desenvolvimento do capitalismo industrial, as condições de trabalho não foram as mais adequadas, não se apresentava segurança no emprego e em França (até 1875) e Inglaterra (até 1826, y direito de greve em 1875) as associações operárias não eram aceitas, outorgando castigo aos infratores, portanto as primeiras associações operárias são clandestinas, daí vincula-se o surgimento do cooperativismo. No Brasil surgem como sociedades de ajuda mútua constituendo a base da previdência social, do sindicalismo e do cooperativismo, como a associação dos “galieus” que no engenho de açúcar Galileia, criam uma sociedade para enterrar a seus mortos, sendo mau visto por o dono das terras, que tento expulsá-los e daí surge um processo políticos de luta pela desapropriação do engenho. Na Europa o cooperativismo surgiu como um projeto politico para eliminar o regime económico que provoca o capitalismo e

O cooperativismo na Inglaterra mudou algumas condições dos trabalhadores. localizado no meio rural. Na assembleia geral dos . sobretudo como um cooperativismo de serviços e como um instrumento de controle social e político. transformando-se de simples assalariados a “produtores associados” adotando coletivamente a função de empresários. para conseguir a menos preco os insumos que necesitam De utilizacao de equipamento agrícola pesado De pesca De crédito De cooperativas • De produҫão industrial e de trabalho: Constituída por trabalhadores que reúnem capital para o funcionamento de uma empresa que gerem democraticamente como via de escape da opressão patronal. surgindo em 1844 o fonte do cooperativismo com a organização de 28 tecelões de Rochdale como cooperativa de consumo. TIPOS DE COOPERATIVAS De produҫão industrial e de trabalho De produҫão agrícola De transformacao. e descendente é do consumo chega-se ao setor agrícola. conservacao e venda de produtos agríacolas De serviҫos agrícolas Cliassificaҫão das cooperativas por "o objeto ou pela natureza das actividades desenvolvidas por elas ou por seus associados" Lei N°5. surgindo depois às cooperativas operarias de produção e com vantagens para a classe operaria.764 de 16/12/1971 Tipos de cooperativas De consumo De compras em comum. Ao contrario da Europa.Ximena Rodríguez Ambriz Teoría Cooperativista I 30/01/2014 como uma reação proletária aos problemas criados pelo capitalismo. No cooperativismo inglês o autor classifica duas perspectivas de integração setorial: uma ascendente onde de uma comunidade agrícola passando por o beneficiamento da produção tentavam chegar o setor de serviços. no Brasil o cooperativismo cria-se como uma promoção das elites em uma economia agroexplotadora.

descrita por o autor. De consumo: Tem a finalidade de vender a seus associados objetos de primeira necessidade. é uma cooperativa de produção agrícola onde organizam coletivamente a produção económica. Os excedentes são retornados a final de cada exercício financeiro o retornada para fins de investimento e independentemente das cotas partes que cada sócio aporte. adquiridos por maioria. com o objetivo. Os dois exemplos se filiam a federações. como o companheirismo.Ximena Rodríguez Ambriz Teoría Cooperativista I 30/01/2014 associados há igualdade de direito de voto para cada membro e a distribuição das sobras é por as horas de trabalho como escala salarial. outorgando aos camponeses compensações financeiras por o aporte de suas terras e seus instrumentos de trabalho. A ideia mesma foi desarrolhada por desempregados procurando opções de trabalho para o grande numero de profissionais em disponibilidade no mercado. onde por médio de projetos de colonização agrícola cooperativista. Uma cooperativa de trabalho é aquela que reúne profissionais de uma mesma área para oferecer serviços em tal especialidade com a vantagem do que o trabalhador se apresenta coletivamente diante do mercado de trabalho tendo um grande potencial para afrontar os problemas de desemprego. • De produção agrícola: É caracterizada por sua produção em comum de produtos agrícolas ou a terra e cultivada em lotes individuais e seu aproveitamento. com valores igualitários. A Hungria foi o único país socialista que a coletivização das terras teve aumento na produção para mercado interno e para as exportações agrícolas. formando uma cooperativa mista para o abastecimento de produtos agrícolas para o trabalho o para consumo familiar. Também o autor menciona o Moshav. comercialização e a vida social. de melhorar as condições do empreendimento agrícola e aumentar a renda de seus membros com a utilização de certos meios e serviços. que esta cooperativa permite lhes distribuir as vendas ao longo do ano y uma comercialização cooperativa pode ter efeitos positivos sobre a qualidade dos produtos uma vez resultas as necessidades de venda. levando também as contas de cada estabelecimento familiar. criam-se os kibutzim. As cooperativas de produção demostram que os trabalhadores são capazes de organizar seu trabalho e compreender os problemas de uma empresa. os serviços prestados e comercialização são planejados coletivamente de maneira integral. tem direito a um voto em cada assembleia. que em Israel é uma cooperativa de pequenos proprietários com princípios igualitários de ajuda mútua. tornando-se dispensável o papel do comerciante. De serviços agrícolas: É a cooperativa mais conhecida por suportar vários tipos de serviços. Outra experiência se refere ao Estado de Israel. colocando no mais alto da escala moral o trabalho coletivo. como que os agricultores escapem dos comerciantes obtendo melhor paga por os produtos deles. De pesca: Estas cooperativas pode ser determinada como associação-empresa . especializada prestando só um tipo de serviço ou realizar diversas funções como compra e • • • .

Não adotaram a “doutrina cooperativa” como ideologia. Este cooperativismo de elites economicamente funciona para os empresários capitalistas e politicamente para os que no podem competir individualmente. sendo que para identificar uma verdadeira associação cooperativa. como Maranhão que os camponeses construírem um paiol para defender sua produção dos intermediários. É por isso que o Estado promove organização de cooperativas que beneficiam aos grandes proprietários e excluem aos parceiros e os pequenos proprietários. mais bem como “controle social”. Como o autor cita as cooperativas rurais nordestinas as quais comercializam produtos de predominância dos grandes proprietários (açúcar. transporte. surgindo um cooperativismo informal. O autor também fala de que não se devem considerar as cooperativas como instituição. pois essas leis tem origens elitistas do cooperativismo latinoamerícano tipo conservador que exclui experiências cooperativas das classes não elitistas. gestão e repartição de cooperativas. manipulando a “doutrina cooperativa” para fins não cooperativos. es decir. mas as políticas tem preferencia para os produtos de exportação e expansão pecuária. Itália e Alemanha. Esta “doutrina cooperativa” é melhor que seja apresentada como teoria para justificar a nobreza das práticas cooperativistas. o desenvolvimento das cooperativas deu sucesso obrando com produtos de exportação de matérias primas para a indústria. • De crédito: Pode ser realizado por associações de primer grau ou por cooperativas mistas que funcionam como banco. é decir. sem embargo. Suecia (para exportação). comercialização do pescado. sendo a elite ou os proprietários de alta renda. pois é um cooperativismo que ajuda os interesses das elites. • COOPERATIVISMO E IDEOLOGIA CONSERVADORA As elites latinoaméricanas tinham copiado nas décadas de 1930 e 1940 modelos de cooperativa europeus que lhes convenha. De cooperativas: aquelas cooperativas locais que enfrentam problemas comuns são equacionadas e chamadas de segundo grau ou central. e com esse capital realizam emprestamos a sus membros ou para outros tipos de cooperativas.Ximena Rodríguez Ambriz Teoría Cooperativista I 30/01/2014 utilização de barcos de pesca. etc. para depois surgir também uma produção coletiva como as “roças . algodão. priorizando os negócios individuais e os privilégios de classe. só por ter requisitos em lei. os maiores beneficiários dos serviços das cooperativas. Este tipo de cooperativa está sujeito as políticas econômicas e financeiras do pais onde desenvolve-se. recebem depósitos de sus associados e terceiros. confundindo o que é cooperativismo e distinguindo o cooperativismo conservador capitalista do não capitalista. embora os que não são da elite podem se unir para competir e se fracassaram. deve ter as características de propriedade. Tem experiências em Noruega. tendo também em pouca escala um cooperativismo de produção de alimentos básicos. que estão organizadas por classes. cacau). as quais assumem responsabilidade de beneficio y comercialização da produção. é uma falsa perspectiva. Tem exemplo de como um cooperativismo funciona na construção alternativa das classes oprimidas. não é por uma desigualdade de acesso políticoeconômica. sino por uma falta de organização coletiva. No Brasil.

. mas como já foi visto anteriormente. O autor menciona também o Movimento dos Sem-Terra (MST) que por um modelo de mudança social. onde algumas cream experiências pré-cooperativas de carácter de agricultura familiar com produtos orgânicos levados diretamente ao consumidor urbano. 2007. Brasil. há desenvolvido mais de 160 cooperativas de tipo CPA. nas quais a produção dessas roҫas é dividida equitativamente pelas famílias que participaram no processo de trabalho. e outras entidades que militam a favor da Agricultura Familiar. Tefé e na Bahia. democrático e autoparticipativo. existe esse cooperativismo que serve ao capitalismo e outo tipo de carácter mais social. Finalmente. na realidade o cooperativismo se vê como uma terceira via entre o capitalismo e o socialismo. G. BIBLIOGRAFÍA Rios. eliminando ao intermediário. Depois da ditadura militar. Editora Brasiliense.Ximena Rodríguez Ambriz Teoría Cooperativista I 30/01/2014 comunitárias” em Piauí. tendo como bases: a propriedade social ao serviço da coletividade y satisfação das necessidades humanas. CPS y de Crédito. agentes de Estado e ONGs exigem a constituição de associações. O que é cooperativismo.

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