Ética e moral Uma reflexão sobre a ética e os padrões de moralidade ocidental Sumário 1. 2. 3. 4.

A A A A moralidade enquanto objeto da ética moral aristocrática moral utilitarista moral kantiana

1. A moralidade enquanto objeto da ética Gôosto não se discute. Correntemente essa frase é utilizada quando se quer estabelecer a idéia de que gôosto é algo radicalmente subjetivo e imutável. Ora, a imensa variedade de sujeitos com preferências e opiniões distintas entre si e o fato de um mesmo suj eito mudar de preferências e opiniões fazem prova de que a complexa estrutura psíquica humana é capaz de aprender e de modificar o que se aprendeu. Subjetividade não comb ina com imutabilidade, logo a frase em questão é contraditória. Diz-se também que personalidade vem da natureza. Quando atribuímos à natureza a existênc ia de alguma coisa, estamos simplesmente dizendo que esta coisa não foi criada pel a cultura, nasce-se com ela. Não há necessidade de aprender o que é natural. O natural é inato. Essa coisa chamada personalidade é inerente à pessoa. Pessoa e personalidade vêm da mesma palavra: persona. Ninguém nasce pessoa. Ninguém refere-se a um bebê como " aquela pessoa" pois sabe-se que personalidade tem a ver com um sistema mais ou m enos definido de gostos, preferências que se vai adquirindo com o tempo. Embora as preferências e as condições que formam a personalidade sejam tão subjetivas e mutáveis, há uma constante que não podemos desprezar. É o princípio do prazer. Todo ser do tado de sensibilidade tem a propensão natural de afastar o que lhe está associado à do r e buscar o que lhe é prazeroso. O gato morde o homem que lhe pisa a cauda e o ve getal cresce em direção ao sol. Para o gato é bom que não lhe pisem na calda. Para a pla nta, é bom crescer em direção ao sol. O ser humano não foge a essa regra. O bebê humano é ca paz de manifestar sua percepção de prazer e dor e essa capacidade não se perde com a i dade. O que muda é a forma como se dá essa manifestação e o objeto do prazer ou o da dor que, por sua vez, dependem das circunstâncias. O que permanece imutável é o fato dos sujeitos estarem sempre buscando o que lhes parece bom, e afastando o que lhes p arece mal. É sobre esses dois conceitos que trata a ética. A ética é uma ciência comprometida com a busca aprofundada das relações entre o homem e os conceitos de bem e de mal. Trata-se de uma ciência da qual não podemos nos esquivar pois o bem e o mal, o certo e o errado, impregnam nossa conduta prática. Embora a grande maioria não pense no assunto, o comportamento humano é uma contínua resposta às questões éticas. É nesse ponto que nasce a distinção entre ética e moral. O dicionarista e pensador Nicola Abbagnano (1901-1990) afirma que moral é "atinent e à conduta" (1982: 652) enquanto a ética é "a ciência com vistas a dirigir e disciplina r a mesma conduta" (1982: 360). A moral seriam as regras práticas e a ética, o funda mento teórico da moral. Dizem-se moral aristotélica, moral kantiana para enfatizar o s respectivos aspectos práticos; ética aristotélica, ética kantiana estariam mais relaci onados aos seus aspectos teóricos. Alguns autores, entretanto, ressaltam que, embo ra haja uma infinidade de morais: moral cristã, moral judaica, moral platônica, mora l kantiana etc, a ética seria uma só. É que, sendo esta uma ciência, trabalha apenas com conceitos universais. Basicamente, são três os modelos de moralidade: aristocrático, utilitarista e kantiano .

C. princípio inteligente do cosmos .C. "a lanterna" etc indicam que este teria sido o maior cínico da história. em grego). é o que revela Sêneca (4 a. prolongada depois pelo império romano. uma via filosófica para se conseguir a independência em nível individual. acostumar-se à sua condição.C. 65. às mais diversas e incríveis aplicações. o homem vale-se da razão. nenhum evento acontece por acaso (teoria da necessidade).C. Não obst ante. alargar -se o que era apertado e os fardos tornarem-se mais leves sobre os ombros que sa berão suportá-los. são morais aristocráticas a moral jud aica. Costuma-se atribuir a razão do surgimento dessa doutr ina ao fato da cidade de Atenas haver perdido sua independência para os macedônicos. para o dia em que sua alma separar-se-á definitiv amente do corpo. o s homens continuam desejando viver em sociedade. Os estóicos são outro exemplo de moral aristocrática.C. 4 a. esses modelos ideais são apenas descrições sem referências a nomes de personagens históricos." (Aristóteles. "Mesmo quando não precisam da ajuda dos outros. Quanto mais virtuoso for o indivíduo. ou seja. graças ao talento do arqui teto. Outro s curiosos relatos envolvendo Diógenes. que significa força) para imitar o modelo ou um ideal de vida proposto. A moral aristocrática A moral aristocrática visa fazer com que o indivíduo se aproxime. Aristóteles (384-322 a. Mas. enfim a t udo aquilo que afasta o homem da simplicidade natural de que dão exemplo os animai s (no caso o cão). O ideal de sabedoria estóica é a completa apatia: indiferença-acomodação diante dos acon tecimentos da vida. a moral budista. às riquezas e às convenções sociais. Relata-se q ue Sócrates caminhava nos mercados apenas para saber do que ele não precisava. A moral aristocrática propõe que cada indivíduo seja dotado das virtudes adequadas (a palavra virtude vem de virtu.) um dos expoentes do estoi cismo: Toda a vida é uma escravidão. migrando para o outro mundo. o estoicismo atravessou séculos. Para vencer os obstáculos. na maioria das vezes. cuja p rincipal virtude é o desprezo às comodidades. a). R eprimir a animalidade ou a sociabilidade distancia o homem da felicidade. Platão (428-348 a. A prática da ascese consiste em viver na contemplação do mundo das idéias ao tempo que se afasta de tudo o que é corpóreo.C. Até mesmo o trajeto de uma folha que se despren de da árvore já foi milimetricamente traçado pelo Logos. pois o home m é um animal social por natureza. 65 d.) definia o homem ideal como aquele que consegue pôr em práti ca tanto a sua animalidade natural como a sua sociabilidade natural. sendo adotado pelos cristãos e até pelo imperad or romano Marco Aurélio (121-180 d. No séc. Sócrates (470-399 a. no ascetismo (filósofo-rei). a moral platônica. no amor ao próximo (Jes us).). Cínico é aquele que vive o descaramento da vida canina. na eliminação dos desejos (Buda).C. queixando-se o m enos possível e não deixando escapar nenhuma das vantagens que ela possa oferecer: n enhum destino é tão insuportável que uma alma razoável não encontre qualquer coisa para co nsolo. maior o seu grau de felicidade.C. Segundo os estóicos. cada vez mais. e um arranjo hábil torna habitável o menor ca nto. tais como o da "visita do imperador". a moral cristã. Para e ncontrar um termo médio entre essas duas naturezas. Acredita-se que o n ome estóico tenha sido inspirado no local onde Zenão de Cício (335-263 a. de um homem ideal e transcendente. O estoicismo foi uma espécie de refúgio espiri tual.) propôs o ideal asceta. (1973: 216) Não se interprete indiferença por alienação: um sábio pode engajar-se na vida política até me . 6). "a mão e a cuia".) ensinava: os pórticos (stoa. Nesse sentido.2. "É evident e que o trabalho do filósofo consiste em se ocupar mais particularmente que os dem ais homens em afastar sua alma do contato com o corpo" (Platão: Fédon.) inventou o ideal cínico (palavra derivada de canino). apela à razão: verás abrandar-se o que resistia. A felicidade plena é obtida quando o indivíduo realiza o ideal proposto. O sábio educa-se para a morte. É preciso. Vê-se freqüentemente um terreno diminuto prestar-se. Política: III. baseada no modelo de homem de fé (Abraão). pois.

religião e política. com base em seus conhecimentos de história. como crêem certos ignorantes. Vamos explicar melhor: Para Hobbes. quando as circunstâncias tornam impossível o controle das emoções. 3. a idéia de que os epicuristas pregavam a volúpia do corpo é falsa. cultivavam a amizade (a prática de viver em seletos círculos de amigos era considera da condição fundamental na vida do sábio epicurista). enfim à polít ica do dia a dia que tanto permeava a agitada vida nos bastidores políticos de Flo rença. Thomas Hobbes (1588-1679)." O utilitarismo é a moral dos números. de dores ou medos). ao mesmo tempo qu . golpes sucessivos. o gozo e a alegri a são prazeres de movimento. Eram iconoclastas em relação aos mitos sobre mo rte. para ating ir tal permanência. pensador italiano.) criou o modelo de sábio epicurista: o homem que pr atica plenamente a virtude da ataraxia (despreocupação. ou seja. Nicolau Maquiavel (1469 -1527). Ao definir o utilitarismo. "Se dois homens desejam a mesma coisa. então. os povos muçulmanos parecem estar em franco acordo com a doutrina estóica pois regularmente repetem a expressão maktub (estava escrito). Em O Príncipe ele faz uma descrição em forma de aconselhamento. o filósofo irlandês Francis Hutcheson (1694 -1746) assim se expressa: "a melhor ação é aquela que produz a maior felicidade ao maior número de pessoas. pela sua vivacidade. produzem-na a ausência de dores. é aco nselhável a prática do suicídio. casuísmos. mortes violentas e desapossamentos mútuos. a tradição nos legou o termo maquiavélico como designativo de um modelo que se firmou como um dos marcantes exemplos de moral utilitarista: a que visa um maior número de dias no poder. Não obstante. não e stá naturalmente aparelhado para sentir-se incomodado com a dor alheia quando sua sobrevivência está em jogo. Nem a posse das riquezas nem a abundância das coisas nem a obtenção de cargos ou o pod er produzem a felicidade e a bem-aventurança. Esta condição só pode ser arranjada com a existência de um contrato social e d e um Leviatã. não é um ser naturalmente cordial e sociável. mas ao prazer de nos acharmos livres de sofrimentos do corpo e de perturbações da alma (Epicuro. segundo o Dicionário de Filosof ia de Abbagnano (1962: 614). O modus vivendi de Epicuro e seu s discípulos foi chamado de aurea mediocritas (mediocridade dourada) por Horácio. filósofo inglês.1993: 25) Efetivamente. Eles praticavam uma espécie de otimismo profilático que se aproxima muito do famoso "jogo do contente" da personagem Poliana. Epicuro de Samos (341-270 a. o homem é. Isolados em jardins afastados das agitações da vida citadina. tal máxima tenha origem jesuíta. Nesse ponto. a mod eração nos afetos e a disposição de espírito que se mantenha nos limites impostos pela nat ureza. o ideal seria que as coisas não ocorressem da forma como a históri a demonstrara. Ele tinha horror a governos de ocasiões. da conduta do governante que pretende permanecer no pod er por um tempo relativamente longo. tem sobre si a culpa de haver defendido que os fins justificam os meios embora. que o praze r é fim. particípio passado do verbo catab (escrever). que se encontram em desacordo cono sco ou não nos compreendem. Todas as ações devem ser medidas pelo bem maior para o maior número. Quando dizemos. A ausência de perturbação e de dor são prazeres estáveis. mais feliz será a espéci e humana. mas chega mesmo a confessar que.mo porque estava escrito. parte do princípio de que quanto menor for o número de invasões. o lobo do homem (homo homini lupus). não queremos referir-nos aos prazeres dos intemperantes ou aos produzidos p ela sensualidade. naturalmente. ausência de aborrecimentos. A moral utilitarista A moral utilitarista caracteriza-se pela ausência do transcendente e de modelos a priori a ser imitados. Segundo sua parenética (termo que diz respeito aos aconsel hamentos práticos).C. A virtude do sábio é o control e absoluto de suas emoções. A injustiça que recai so bre Maquiavel vem da dificuldade que se tem de separar o mero descrever e o opin ar. por seu turno.

A soberania do Leviatã não é desejável porque além de retirar do homem a sua liberdade natural impossibilita a construção de uma li berdade civil. mas em virtude da idéi a de dignidade de um ser racional que não obedece a outra lei senão àquela que ele mes mo simultaneamente se dá" (Kant. só pode ser mantida com a existência de um Leviatã (monstro amedrontador e forte) que se expressa preferencialmente na figura de um rei. suas relações de poder. Se não puder. garantindo assim a continuidade do Estado civil. Quando só restarem lobos.. Foi a civilização que fez com que muitos cordeiros se tornassem violentos e pensassem ser lobos. no estado de naturez a. filósofo suíço. as forças naturais produzirão superlobos que devorarão antig os lobos numa progressão infinita de vidas cada vez mais fortes. fizessem com que os cordeiros reconhecessem que são cordeiros. co mandante autoritário e único que gera em todos o sentimento generalizado de medo da punição. Nietzsche afir ma que dicotomia entre bem e mal não passa de invencionice resultante do ressentim ento e da fraqueza dos cordeiros. metaforicamente. filósofo prussiano. Kant fornece uma regra para saber se uma decisão nossa obedece ou não ao imperati vo categórico: indague a si mesmo se a razão que te faz agir de determinada maneira pode ser convertida em lei universal. suas estratégias. S er autônomo é obedecer a si mesmo ou ao que vem de dentro. A civilização nasce desse contrato social. Foucault é o criador da microética. confortável e segura. Para realizar a autonomia. filósofo alemão.e é impossível ela ser gozada por ambos. que só é possível quando a vontade geral é soberana. os homens promovem uma guerra de todos contr a todos (bellum omnium contra omnes). Nunca instrumentalizar o homem é a exigência maior do imperativo categóric o. Para Frede rich Nietzsche (1844 -1900)." (Hobbes. eles se tornam inimigos. É u ma moral que pretende ir além do bem e do mal (se é que isso é possível).] uma espécie de tirania contra a 'natureza' e também contra a 'razão'" (Nietzsche.. em determinados momentos. Tais quais cordeiros livres. bem mais útil. É o inverso do heterônomo (o que obedece ordem do outro. produtiva. Nesse caso a questão moral só poderia ser definida dentro de um contexto muito específico onde se levariam em conta os sujeitos envolvidos. uma complexidade tal que o cordeiro. a natureza produz homens-lobos e homen s-cordeiros e não podemos ignorar que lobos estão aparelhados para devorar cordeiros . de ideais transcendentes e a segunda. guerra inútil porque põe em risco a própria cons ervação humana. obedece ao que vem de fora). 1785:16). que via na animalidade humana não lob os e sim cordeiros.. E ssa nova situação. entretanto. portanto perceberam e admitiram entre si a vantagem em ca da um reprimir sua animalidade natural em prol de uma mútua convivência pacífica. A ação moral exige a autonomia do agente. vivem em plena felicidade. 4. est . "Toda moral é [. válida para todos os homens. Ainda a respeito da dicotomia lobo/cordeiro há outras observações curiosas. A base da moral utilitária de Hobbes sofreu inúmeras críticas. Não se pode falar em ética sem autonomia pois a ação heterônoma (cuja vontade vem de fora) não é uma ação ética. a principal partiu de J ean-Jacques Rousseau (1712 -1778). 1886: 110) Michel Foucault (1926-1984) diria que lobos e cordeiros habitam cada um de nós e a mbos teriam desenvolvido estratégias de sobrevivência que tornariam extremamente com plexa a luta entre os dois. S ua intuição principal foi que o indivíduo deve estar livre para agir "não em virtude de qualquer outro motivo prático ou de qualquer vantagem futura. A moral kantiana A moral kantiana é a concebida por Immanuel Kant (1724 -1804). Relegados ao estado de natureza. A moral istocrática e a utilitarista não são eticamente válidas porque dependem de algo exterior : a primeira. A moral nietzschi ana é a da exuberância da força e do vitalismo das potências naturais ou superhumanas.. A conquista da liber dade civil estaria na reeducação por meio de leis "corderiais" que. a ação moral deve obedecer apenas ao imperativo categórico: o bom senso interior que todos nós temos de perceber que não somos instrumentos e s im agentes. os homens. 1651: 43 ). Os homens. de ideais imanentes. poderia estar sob a condição de ataque.

estás agindo premido por circunstâncias exteriores a ti. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas p ara as regras propostas pela Moral e pelo Direito. [. como uma forma de garantir o seu bem-viver . Estas três áreas de conhecimento se distinguem. significa "modo de ser".htm. O conceito de liberdade ética parte da distinção entre ação reflexa e ação deliberada.br/HCPA/gppg/eticmor. pas samos a ter liberdade de escolher entre entregar-se à ação ou ir de encontro a ela. antes. mas utilizam este mesmo referencial moral comum. porém. moral e direito. se completam. A Ética é o est udo geral do que é bom ou mau.. Voltemos ao exemplo do gato que morde o homem que lhe pisou a cauda.Mora l e Direito . A ação reflexa é "instintiva". Kant desperta a questão da liberdade étic a. ou seja. em que condições nossa ação pode ser considerada uma ação deliberada? Henri Bergson (1859 -1941) e Jean-Paul Sartre (1905 -1980) respondem a essa perg unta de forma radical: O livre-arbítrio é a qualidade que melhor define o homem. Nietzsche e Foucault? . sobre o qual se assesta m os "costumes" ou as "normas adquiridas". Ambas. porém têm grandes vínculos e até mesmo sobreposições. é o mesmo que ação autônoma. não se pode dizer que o gato agiu de forma imoral ou antiética. os termos ética e moral não se c onfundem. As leis tem uma base territorial. Ética. "conjunto de normas adqui ridas pelo homem".. José Roberto. Acessado em 7 jun. A Moral estabelec e regras que são assumidas pela pessoa. Ao realçar a exigência da autonomia da ação moral. do grego "ethos". Logo. O homem está condenado à liberdade porque nunca pode decidir não escolher. A questão da liberdade ética pode ser assim resumida: Levando-se em conta que somos animais e ocasionalmente agimos de forma reflexa. QUESTÕES a) Faça esquemas com os conceitos fornecidos pelos textos que seguem: Texto 01 A ética estuda o comportamento moral dos homens em sociedade. plasmando o comportamento moral do ho mem. significa "costume". mas não podemos dizer que ele escolheu morder o homem. não é eticamente boa porque falta-te a autonomia. se diferenciam. T nto a Moral como o Direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma certa previsibilidade para as ações humanas. Assim." (GOLDIM. A Moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pess oas que sequer se conhecem. ambos os termos se referem a duas qualidades especific amente humanas: o "modo de ser" ou o "caráter" de cada um. do latim "mores". de uma escolha. Embora estejam intimamente relacionados. Di ante da consciência de que nos vemos forçado a realizar algo por imposição exterior.ufrgs. Ela é diferente de ambos . Esta reflexão sobre a ação humana é que a caract eriza. O D ireito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteir as do Estado. " caráter" e moral. grupos sociais e até mesmo toda a sociedade. elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem.]. estuda uma forma específica de comportamento humano.a tua ação não é digna de um ser racional. seja uma ação del iberada. independe da vontade do agente.2000) b) Como você se posiciona diante da análise sobre a dicotomia lobo / cordeiro em Hob bes. Disponível na Internet http://o rion. Ética. Texto 02 "É extremamente importante saber diferenciar a Ética da Moral e do Direito.pois não estabelece regras. Rousseau. O gato tentou afastar o que lhe era um mal. O bem ético é um bem em si mes mo. A a eliberada é aquela que resulta de uma decisão. Apenas as ações deliberadas podem ser analisadas sob o ponto de vista ético. Seu objeto de atenção são os atos humanos cons cientes e voluntários que afetam outros indivíduos. A p rópria condição humana exige que todo ato humano seja um ato de escolha.

ed. Nicola. as ações humanas tornar-se-ão heterônomas. Fédon ou da alma. 1993.C. 1.W. (Coleção Os Pensadores). 1973. 25. d) Leia o texto que segue e responda: qual a relação entre a lei de ouro e o imperat ivo categórico kantiano? O conselho parenético mais famoso é sem dúvida aquele que é conhecido como a lei de ouro .c) Faça um aprofundamento sobre a questão da autonomia e do livre arbítrio na contempo raneidade tomando como parâmetro o texto a seguir: Diante das atuais imposições massivas de padrões de consumo e comportamento. ou seja.C. 216. Dicionário de Filosofia. Thomas. muitas vezes violentos. 1973. e no cristianismo: "Tudo o que vocês quiserem que as pessoas façam a vocês. Leviatã. Da tranqüilidade da alma. por Alfredo Bosi e Maurice Cunio et alii.C. São Paulo: Abril Cultural. Do contrário. ou reproduções imperfeitas de modelos preestabelecidos . Escritos de Filosofia II: ética e cultura. Além do Bem e do Mal . repetida sob diversas formas em diferentes épocas e culturas. Bibliografia Específica: ABBAGNANO. moral e direito. meras reações reflexas a es ulos. Política. 1988..3 1). São Paulo: Mestre Jou. p. LIMA VAZ.). Traduzido por Paulo José de Souza. São Paulo: Abril Cultural. KANT. São Paulo: Loyola. Ética. e rev.C. Ética.489 a. 1996. conforme se vê no co nfucionismo: "Aquilo que não desejas para ti. 1979.ufrg s. São Paulo: Cia das Letras. José Roberto. cap." Confúci o (551 a. PLATÃO. Tradução por Márcio Pugliesi e Edson Bini. HOBBES.2000. Sabbat 31a). NIETZSCHE. no judaísmo: "Não faças aos outros o que não queres que te façam. p. Trad. 1980.Prelúdio a Uma Filosofia do Porvir. . São Paulo: Abril Cultural.htm. façam-no também a elas. (Coleção Os Pen sadores). a contemp oraneidade aponta para a necessidade de promover condições de realização de ações éticas. Fundamentação da metafísica dos costumes (1785). . ARISTÓTELES. São Paulo: Hemus. SÊNECA. Henrique C. 2.199?. F.12 e Lucas 6. 1982. (Coleção Os Pensadores) GOLDIM." (Mateus 7. -10 d. Brasília: UnB. coord. também não o faças às outras pessoas. (Coleção Os Pensadores). Immanuel. Livro I. É n ssário dotar as pessoas de autonomia a fim de que se possa discutir valores éticos. São Paulo: Abril Cultur al. " Rabi Hillel (60 a. EPICURO. Disponível na Internet http://orion. Acessado em 7 jun.br/HCPA/gppg/eticmor.

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