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Confissão de Fé da

Igreja Presbiteriana Renovada do Japão

ÍNDICE

Capítulo 1: De Deus e da Santíssima Trindade

Capítulo 2: Da Criação

Capítulo 3: Das Sagradas Escrituras

Capítulo 4: Da Queda do Homem, do Pecado e do seu Castigo

Capítulo 5: Da Aliança de Deus com o Homem

Capítulo 6: Da Providência

Capítulo 7: De Jesus Cristo, o Mediador

Capítulo 8: Do Perdão dos Pecados

Capítulo 9: Da Livre Agência

Capítulo 10: Da Intercessão de Jesus

Capítulo 11: Da Fé Salvadora

Capítulo 12: Da Igreja

Capítulo 13: Da Missão da Igreja

Capítulo 14: Da Comunhão dos Santos

Capítulo 15: Do Batismo

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Capítulo 16: Da Ceia do Senhor

Capítulo 17: Dos Meios de Graça

Capítulo 18: Do Espírito Santo

Capítulo 19: Do Batismo no Espírito Santo

Capítulo 20: Dos Dons Espirituais

Capítulo 21: Da Santificação

Capítulo 22: Do Retorno de Cristo

Capítulo 23: Do Tribunal de Cristo

Capítulo 24: Do Juízo Final

Capítulo 25: Da Ressurreição dos Mortos

Capítulo 26: Dos Presbitérios e da Assembléia Geral

Capítulo 1: De Deus e da Santíssima Trindade

Cremos na existência de um Deus Trino, Todo Poderoso, vivo e verdadeiro,


sem corpo, membros ou paixões, indivisível, invisível, e imutável, de infinito
poder, sabedoria e bondade; Ele é um espírito puríssimo, Criador e
Sustentador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E na unidade desta
Divindade há três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, da mesma essência e
trino em pessoa, na sua soberania e providência sobre todas as coisas, infinito
em seus atributos; de uma substância, poder e eternidade. O Pai não é de
ninguém - não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado
do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.

Ele é onipresente, onipotente, onisciente, independente, soberano, fiel, justo e


perfeito; Ele é santíssimo; fazendo tudo para a sua glória e segundo o
conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável, em todas as suas
obras e em todos os seus preceitos; Ele não é o autor do mal, nem do pecado,
mas cheio de amor, de misericórdia; é gracioso, longânimo e ao mesmo tempo
justo e terrível em seus juízos, pois odeia o pecado. Sendo da parte dos anjos
e dos homens e de qualquer outra criatura, lhe são devidos todo o culto, todo
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o serviço e obediência, que Ele há por bem requerer deles.

Gn 8:22, Sl 33:13-15, Mt 28:19, At 17:27 e 28 Hb 1:3; Ap 4:11; Hb 11:6. Dt.


6:4; I Co. 8:4, 6; I Ts. 1:9; Jr. 10:10; Jó 11:79; Jó 26:14; Jo 6:24; I Tm
1:17; Dt 4:15-16; Lc 24:39; At. 14:11, 15; Tg 1:17; I Rs 8:27; Sl 92:2; Sl
145:3; Gn 17:1; Rm 16:27; Is 6:3; Sl. 115:3; Ex 3:14; Ef 1:11; Pv. 16:4; Rm
11:36; Ap 4:11; I Jô 4:8; Ex 36:6-7; Hb 11:6; Ne. 9:32-33; Sl 5:5-6; Na 1:2-
3. Mt 3:16-17; 28-19; II Co 13:14; Jo 1:14, 18 e 15:26; Gl 4:6. Romanos.
11:33; Hebreus. 6:17; Sal.5:4; Tiago 1:13-17; I João 1:5; Mat. 17:2; João
19:11; At.2:23; At. 4:27-28 e 27:23, 24, 34.

Capítulo 2: Da Criação

Cremos na criação divina como uma evidência que revela a sabedoria e poder
divinos. Que a criação foi um ato totalmente voluntário da vontade do trino
Deus. Ele criou o universo para revelar a sua glória, seu eterno poder e
bondade, criar ou fazer do nada, pelo poder de sua palavra, no espaço de seis
dias, e tudo muito bom, o mundo e tudo o que nele há, quer as coisas visíveis
quer as invisíveis. No sexto dia criou o homem, macho e fêmea, segundo sua
própria imagem, semelhança, dotados de almas racionais e imortais, de
inteligência, volição, retidão e perfeita santidade, com a lei de Deus escrita em
seus corações e o poder de cumpri-la.

Contudo, com possibilidade de transgredi-la, sendo deixados à liberdade de


sua própria vontade, que era mutável. Também receberam a determinação de
não comerem da árvore da ciência do bem e do mal. Enquanto obedeceram a
este preceito, foram felizes em sua comunhão com Deus e tiveram domínio
sobre as criaturas. Ap 4.11; Is 43.7; Sl 19.1-2; Gn 1-3;

Capítulo 3: Das Sagradas Escrituras

Cremos na inspiração verbal, na veracidade e na integridade da Escritura


Sagrada, que inclui o Velho e o Novo Testamentos, tal como revelada
originalmente, e na suprema autoridade sobre assuntos de fé e de caráter
cristão, razão porque deve ser crida, obedecida e recebida pelos homens como
a declaração de Deus sobre todas as coisas necessárias para a nossa vida e
salvação, contribuindo tudo para a glória do Deus Soberano.

Nela nem todas as coisas são claras em si mesmas, mas as verdades que
precisam ser aprendidas e observadas são tão claras que ninguém será privado
do seu conhecimento. Tudo o que o ser humano precisa ouvir da parte de Deus

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está contido neste livro. No seu conteúdo nada será mudado nem por obra do
Espírito Santo e nem por ação alguma do homem.

A nossa segurança de que a Escritura Sagrada é a Palavra infalível de Deus


vem, principalmente, do testemunho do Espírito Santo, que na sua obra
interna, testifica esta verdade aos corações dos salvos. Por outro lado,
rejeitamos enfaticamente os livros apócrifos como inspirados, considerando-os
apenas como uma produção da imaginação do homem – Rm 15:4, I Tm 3:15;
II Tm 3:14-17, II Pe 1:19-21; I Jo 2:20;27; 1 Jo 5:9; Gl 1:8; 1 Co 2: 9,10,
11:13,14 Sl. 119:105; 2 Pe 3:16.

Capítulo 4: Da Queda do Homem, do Pecado e do seu Castigo

Cremos na pecaminosidade universal dos homens, herança adquirida através


do primeiro casal desde que, pela primeira vez, transgrediu a vontade de
Deus, tornando-os mortos e corrompidos em as suas faculdades, destituindo-
os da glória de Deus e colocando-os sob juízo. Embora a queda de Adão tenha
afetado seriamente a natureza humana, as pessoas não ficaram no estado de
total incapacidade espiritual de escolha. Este delito e natureza corrompida
foram imputados a seus filhos, deixando-os adversos a todo bem e inclinados
ao mal, submetendo todos os seus descendentes à morte humana e espiritual.
– Gn 3:13; Rm 3: 9, 19, 23; 5:6; 7:18; 1Co 15:21-22, 45, 49; Gl 3:10; Ef
2:2-3; 6:18; 2Ts 1:9; 1Jo 1:7-9, 3:4.

Capítulo 5: Da Aliança de Deus com o Homem

Cremos na aliança de Deus com o homem como expressão do seu amor e da


sua misericórdia, meio pelo qual Ele oferece livremente a vida e a salvação em
Cristo Jesus a todos os homens. Ao homem caído, Deus oferece a vida e a
salvação em Cristo Jesus. No entanto, o homem precisa reconhecer-se
pecador, crer e prestar obediência aos ensinamentos sagrados.

A aliança feita na dispensação do Velho testamento, e que era administrada


através de promessas, profecias, sacrifícios, circuncisão, o cordeiro pascal,
entre outros tipos e ordenanças que prefiguravam o Messias prometido, não foi
capaz de levantar o homem no seu grande anseio de redenção. Assim, Deus
realizou uma segunda aliança, plena, firme e imutável, na morte expiatória e
vicária de Cristo Jesus. – Rm 3:20,21; Gn 3:15; Is 42:6; Jo 3:16; Gl 3:21; Mt.
28:18-20; Hb 1:1,2; Hb 9:15-17.

Capítulo 6: Da Providência

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Cremos na Doutrina da Providência de Deus, que na sua imensa sabedoria,
poder, justiça, bondade e amor sustenta, dirige, preserva, dispõe e governa
todas as coisas por Ele criadas, desde a maior até a menor, dirigindo-as para o
seu determinado fim.

Deus governa sobre o universo, sobre o mundo físico, sobre as nações, sobre o
nascimento do homem e sua vida, na proteção dos justos, no suprimento das
necessidades do seu povo, nas respostas às orações e no desmascaramento e
castigo dos ímpios.

Deus, na sua misericórdia, permite, muitas vezes, que os seus filhos sejam
entregues às tentações e ao engano dos seus corações; e uma vez humilhados
e castigados, possam depender mais do seu poder e da sua graça redentora,
ficando mais sóbrios e vigilantes contra o pecado. Sl 103:19; Sl 104:14; Jó
12:23; Sl 4:8; Gn 22:8; Is 20:5,6; Sl 7:12,13; II Cr 32:25,26,31; Lc
22:31,32; II Co 12:7-9.

Capítulo 7: De Jesus Cristo, o Mediador

Cremos em Jesus, o eterno filho de Deus, Unigênito do Pai, a segunda pessoa


da Trindade, verdadeiro Deus e também verdadeiro homem, Profeta,
Sacerdote e Rei, cabeça e salvador da sua igreja, herdeiro de todas as coisas e
salvador do mundo; cremos na sua concepção virginal, identificando-se
inteiramente com o ser humano ainda que sem pecado; nas suas duas
naturezas interior, perfeitas e distintas – divindade e humanidade vistas de
forma inconfundível em uma só pessoa, em um só Cristo, consubstancial com
o Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade,
excetuando o pecado, mediador entre Deus e o homem;

Cremos que Ele honrou a lei divina por sua obediência pessoal, e em sua
morte vicária e expiatória na cruz fez provisão para a redenção dos homens do
pecado; cremos na sua ressurreição corporal e sua ascensão à direita de Deus
Pai, onde é o único mediador, participando da natureza de Deus e do homem,
e em cuja pessoa efetua-se a reconciliação entre Deus e o homem. Ele voltará
em poder e glória para julgar o mundo e consumar sua missão redentora.
Habita agora em todos os salvos como Senhor vivo e para sempre presente. –
Sl 68:18; Is 42:1; Jo 1:1,2,14 20-28; Rm 9:5; Ef 4:10; 1 Tm 2:5; 1 Pe
1:19,20; 1 Jo 5:20.

Capítulo 8: Do Perdão dos Pecados

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Cremos no perdão dos pecados, acessível somente através da justificação de
Cristo imputada aos regenerados por meio da fé nele. Cristo, por sua morte
expiatória, purifica o pecador, que é justificado e perdoado somente pela graça
de Deus – Rm 3:24-26; cap. 5; 10:13; 2Co 5:21; Ef 2:8-10; Gl 5:6.

Capítulo 9: Da Livre Agência

Cremos no livre arbítrio do homem que o deixa em liberdade para escolher


tanto o bem quanto o mal, mas quando transferido para o estado de graça
encontra-se liberto da escravidão do pecado e pode decidir pelo que é
espiritualmente correto, mas por causa da corrupção, nele ainda existente, não
o faz com perfeição e continua desejando não somente o que é bom, como
também o que é mau.

Antes da queda, no estado de inocência, o homem era potencialmente livre


para fazer o bem, agradando a Deus no seu viver. Agora somente será
imutavelmente livre para fazer unicamente o bem quando estiver no estado de
glória.

A pregação do evangelho é um apelo ao livre arbítrio do homem. Ele é


decididamente livre para aceitar a Cristo ou rejeitá-LO.– Dt 30:19; Jo 5:40,
8:34,36; Tg 1:14; Fl 2:13; Rm 6:18,22; Gl 5:17; Ef 4:13; Jd 24; I Jo 3:2.

Capítulo 10: Da Intercessão de Jesus

Cremos na intercessão de Jesus, em quem habitou toda a plenitude e que


sendo santo, inocente, incontaminado, cheio de graça e de verdade esteve
perfeitamente preparado para ser o único mediador e fiador entre Deus e os
homens; Cremos que Ele comparece diante de Deus por nós, que sua
intercessão é expressa diante de Deus ao nosso favor; que Ele é o nosso
Paracleto; que sua intercessão inclui: o seu comparecimento diante de Deus
em nosso favor, como sacrifício por nossos pecados, como nosso Sumo
Sacerdote, cuja obra é base para recebermos a remissão de nossos pecados, o
dom do Espírito Santo e todo o bem necessário; que Ele realiza a defesa contra
a sentença da lei e as acusações de Satanás, que é o grande acusador; que
sua oferta de si mesmo como nosso penhor, que não só provará que as
demandas da justiça foram satisfeitas, mas que seu povo será obediente e fiel;
que a apresentação como sacrifício das pessoas dos redimidos, santificando
seu coração e todos os seus serviços, tornando-as aceitas diante de Deus por
meio do suave aroma de seus próprios méritos. Rm 8:34; Hb 1:8,9; Cl 2:3,
1:9; Hb 7:26; Jo 1:14; 1 Tm 2:5; Hb 9.24
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Capítulo 11: Da Fé Salvadora

Cremos na Fé Salvadora, como uma atividade do homem, mas potencialmente


produzida por Deus no coração do pecador pela qual os eleitos são habilitados,
por obra do Espírito Santo e, ordinariamente, pela ministração da Palavra de
Deus, a aceitar e a receber a Cristo como Senhor e Salvador que nos conduzirá
à justificação, a santificação e a vida eterna e a crer nas Escrituras Sagradas
como verdades reveladas, abraçando as suas promessas sejam presentes ou
futuras, bem como agir de conformidade com os ensinamentos ali ministrados
– Hb 10:39; 2 Co 4:13; Ef 1:17-20; Jo 6:42 1 Ts 2:13 1 Jo 5:10; Ef 4:15,16.

Capítulo 12: Da Igreja

Cremos na Igreja, santa, invisível e universal, que é o Corpo de Cristo,


composto de todos os cristãos que experimentaram o novo nascimento,
independente da etnia, cor ou condição socioeconômica e que na terra se
manifestam nas congregações locais a quem Cristo conferiu o ministério, os
oráculos e as ordenanças de Deus para congregar e aperfeiçoar os santos, ao
longo desta dispensação que se encerrará com o arrebatamento dos salvos.
Cristo é o cabeça, o único Senhor desta igreja. Ele é o Rei absoluto, não
havendo outro. Qualquer outra manifestação será atribuída ao anticristo, ao
homem do pecado e ao filho da perdição.

Mas esta igreja não é inteiramente pura. Ela está sujeita ao erro, ao pecado e,
conseqüentemente, até mesmo a apostasia, razão da sua necessidade de
perseverar nos ensinamentos sacrossantos do Senhor Jesus – Jo 1:12,13,3:3-
7; Ef 4:11-13; Is 59:21; Mt 28:19,20; Cl 1:18; I Pe 5:2-4; II Ts 2:3,4.

Capítulo 13: Da Missão da Igreja

Cremos que a igreja é o Corpo de Cristo, a habitação de Deus através do


Espírito, divinamente designada para o cumprimento da grande comissão.
Cada crente nascido do Espírito é uma parte integral da comunidade dos
santos cujos nomes estão escritos no Livro da Vida.

Considerando que o propósito de Deus concernente ao homem é alcançar


aquele que está perdido, ser adorado pelo homem e edificar um corpo de
salvos na imagem do seu Filho, a prioridade maior para pertencer a esta
assembléia é: 1) ser uma agência de Deus para a evangelização do mundo; 2)
ser um corpo em unidade onde o homem possa adorar a Deus; 3) ser um
canal do propósito de Deus para a edificação dos santos a fim de ser a perfeita

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imagem do seu Filho.

A Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil existe expressamente para viver o


modelo apostólico do Novo Testamento, ensinando e encorajando os crentes a
uma vida com Deus sob a égide do Espírito Santo, a fim de serem capacitados
para evangelizar o mundo, que terão as manifestações sobrenaturais do
Espírito Santo – Ef 1:22,23; 2:22; Hb 12:23; At. 1:8; Mt 28:19,20; Mc
16:15,16; I Co 12:13; Ef 4:11-16; I Co. 12:28; 14:12; Mc 16:15,20; At 4:29-
31; Hb 2:3,4.

Capítulo 14: Da Comunhão dos Santos

Cremos na comunhão dos santos que, pelo Espírito e pela fé, estão unidos a
Cristo como o cabeça e uns aos outros, em amor, como membros do mesmo
corpo; participam dos mesmos dons e graças e devem contribuir para a
manutenção desta unidade para proveito mútuo.

Os santos, devem manter uma sociedade santa e plena comunhão no culto de


Deus, e na realização de todos os outros serviços espirituais, que visam a
edificação do corpo de Cristo, bem como estarem dispostos a socorrerem uns
aos outros em suas necessidades físicas, materiais e espirituais, segundo suas
posses, habilidades e necessidades, dando em todo o tempo, glória a Deus. 1
Jo 1:3; Ef 3:16,17; Jo 1:16; 1 Ts 5:11,14; Hb 10:24,25; 1 Jo 3:17.

Capítulo 15: Do Batismo

Cremos no batismo por imersão total do corpo, como sacramento


neotestamentário, uma só vez em água a uma mesma pessoa, instituído por
Jesus Cristo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, como forma solene
de admissão na igreja visível, como também de sinal de regeneração e de
consagração a Deus com o propósito de andar em novidade de vida.

A ordenação do batismo por imersão total nas águas é uma ordenança de


Jesus. Todos aqueles que se arrependeram dos seus pecados e creram em
Jesus como Senhor e salvador devem ser batizados. Em conseqüência, eles
declaram para o mundo que estão mortos com Cristo e estão ressuscitando
com Ele para uma vida em novidade – Mt. 28:19; Mc 16:16; At 10:47,48; Cl
2:1, 2:11,12; 1 Co 12:13; Rm 4:11; Rm 6:4; Gl 3:27; Tt 3:5.

Capítulo 16: Da Ceia do Senhor

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Cremos na Ceia do Senhor como sacramento do corpo e do sangue de Jesus
instituída por Ele mesmo para ser celebrada pela igreja como lembrança do
sacrifício de sua morte expiatória e vicária.

Tomamos o pão como símbolo do Corpo de Cristo e o cálice como símbolo do


seu sangue derramado para remissão dos nossos pecados e os consagramos,
mediante a oração, separando-os do seu uso comum sem, contudo, alterar a
sua substância – o pão continua sendo pão e o vinho continua sendo vinho.
Rejeitamos a doutrina da transubstanciação por ser contrária aos
ensinamentos sagrados, bem como ao senso comum e à razão – em momento
algum o pão e o vinho poderiam ser transformados na carne e no sangue do
Senhor Jesus.

Temos na celebração da ceia um memorial ao sacrifício vicário de Cristo em


nosso favor e uma oportunidade de selar a nossa comunhão com os membros
do seu corpo – que é a igreja.

Temos a firme convicção de que todos os salvos que participam dignamente da


ceia recebem bênçãos espirituais, sendo alvo dos benefícios da morte de Jesus.
Ao contrário destes, os que participam indignamente tornam-se réus da morte
de Jesus, resultando na condenação própria, enquanto permanecerem neste
estado. 1 Co 11:23-26; 10:16,17,21, 12:13; Mt 26:26-28; Lc 24:6,39.

Capítulo 17: Dos Meios de Graça

Cremos nos Meios de Graça como àquelas atividades na comunhão da igreja


que Deus usa para distribuir mais graça aos cristãos. A Igreja Presbiteriana
Renovada do Japãol incentiva, encoraja e valoriza os meios de graça.
Entendemos por meios de graça: O ensino da Palavra, a oração individual, a
oração uns pelos outros, o jejum, o batismo, a ceia do Senhor, a adoração, a
disciplina da igreja, a oferta, os dons espirituais, a comunhão, a evangelização
e o ministério individual.

Rm 1.16; 2 Co 1.24; Tg 1.18; 1Pe 1.23; 2Tm 3.15,16; At 20.32; Rm 15.4; Ef


6.17; Hb 4.12; Mt 28.19; Rm 6.2-5; Cl 2.12; At 2.38; At 8.39; At 16.34; 1Co
10.16,17, 21; 1Co 11.29-30; Mt 26.26; Jo 6.52-58; At 4.24-30,31; At 2.42; At
12.5; Hb 4.16;

Capítulo 18: Do Espírito Santo

Cremos no Espírito Santo, a terceira pessoa da trindade, procedente do Pai e

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do Filho, da mesma substância e igual em poder e glória; agente eficaz na
aplicação da obra da redenção – convence os homens do pecado, da justiça e
do juízo, conduzindo-os ao arrependimento e à fé; concede dons aos crentes,
unindo-os e consolando-os.

Cremos na dinâmica e na criatividade do Espírito Santo na história da igreja,


revelando coisas novas. Ele inspirou santos homens do passado para
escreverem as Escrituras. Através da iluminação capacita homens a
entenderem a verdade. Ele exalta a Cristo. Desenvolve o caráter cristão. Ele
sela o crente para o dia da redenção final. Sua presença é a segurança de que
Deus trará o crente à plenitude da estatura de Cristo. Ilumina e capacita o
crente e a igreja para a adoração, a evangelização e o serviço. – Mt 9:17,
3:16,17; Jo 3:8, 15:26, 16:13,14; 2 Co 13:13; 2 Pe 1:19-21; At 7:51-53.

Capítulo 19: Do Batismo no Espírito Santo

Cremos no Batismo no Espírito Santo, que nos é dado por Jesus, na


contemporaneidade dos dons espirituais, distribuídos pelo Espírito Santo para a
edificação, a consolação e a exortação de acordo com a sua soberana vontade,
comumente evidenciado pelo falar em línguas.

Cremos que há uma diferença entre ter o Espírito Santo e ser batizado com o
Espírito Santo. Todos os que são salvos têm o Espírito, mas podem ainda não
ter sido batizados no Espírito Santo. O batismo no Espírito Santo é um dom
que todos podem receber depois de convertidos. É algo que pode e deve ser
buscado por aqueles que ainda não o receberam. Cremos que é Jesus quem
batiza no Espírito Santo. – Mt 3:11; Rm 12:3-8; 1 Co 12:1-12; Rm 8: 9; At 2:
38; Mt 7: 7; Lc 24: 49

Capítulo 20: Dos Dons Espirituais

Cremos na contemporaneidade dos Dons Espirituais, como instrumentos para a


edificação pessoal e da igreja, distribuídos pelo Espírito Santo para a sua
edificação, conforme a sua soberana vontade. É dever dos cristãos buscar,
com zelo, os dons espirituais, exercitando-os com ordem e disciplina, no amor
e no temor do Senhor, buscando sempre a edificação, consolação e exortação
dos membros do corpo.

Cremos na manifestação dos dons espirituais de forma pura e exata; na sua


funcionalidade, na sua utilidade e nos seus resultados práticos, cuja
operosidade está completamente desassociada de adivinhações, prognósticos,
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agouros e feitiçarias I Co 12:1-11; I Co 14:1-40; Joel 2:28,29; Dt.18:9-14.

Capítulo 21: Da Santificação

Cremos na possibilidade e na necessidade de viver uma vida santa na terra,


somente através da graça de Deus e da ajuda do Espírito Santo, santificador
que em nós habita. Este estado de santidade que deve atingir o homem todo é
imperfeito nesta vida, face a persistência da natureza corrompida, resultando
na luta irreconciliável do espírito contra a carne, mas que culminará com a
vitória do homem regenerado.

Esta santidade tem raízes na regeneração e se realiza na vida interior dos


salvos com reflexos externos; continua por toda a vida e pode ser mais
acentuada em uns e menos em outros, havendo uma necessidade dos
redimidos serem cooperadores de Deus no crescimento de uma vida santa aqui
na terra.– Rm 6:11,14; II Co 3:18; Hb 9:3-14;Hb 12:23; 1 Pe 1:15,16; 1 Ts
5:23; 1 Jo 1:10; Fl 3:2 Gl 5:17.

Capítulo 22: Do Retorno de Cristo

Cremos na certeza da segunda vinda pré-milenial do Senhor Jesus, de forma


pessoal e corpórea, em corpo glorificado, em duas fases distintas: a primeira
invisível ao mundo para o arrebatamento da sua igreja e a segunda, visível e
com a sua igreja glorificada, que se darão respectivamente antes da tribulação
e na instalação do milênio. A primeira vinda precederá a glorificação dos
santos e a segunda, o julgamento das nações; uma é iminente - poderá
ocorrer a qualquer momento; a outra, não. – Zc 14:5; Mt 24:21; Mt 25:31-46;
At 1:11; 1 Ts 4:16-17; Hb 9:28; Jo 14:3.

Capítulo 23: Do Tribunal de Cristo

Cremos na existência do Tribunal de Cristo, onde os salvos comparecerão


diante dele unicamente para serem avaliados e, conseqüentemente,
galardoados proporcionalmente pelos seus feitos à obra de Deus na terra - Rm
14:10-12, 8:33; 2 Co 5:10.

Capítulo 24: Do Juízo Final

Cremos que haverá um julgamento final, depois do milênio e da rebelião que


ocorre depois desse período, para juízo dos incrédulos, juntamente com o
diabo e os seus anjos, a besta e o falso profeta, para condenação eterna no
lago de fogo, vindo depois disto novos céus e nova terra. Este juízo final é a
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culminação de muitos prenúncios em que Deus premiou a justiça ou puniu a
injustiça ao longo da história. O Senhor Jesus Cristo será o Juiz neste
julgamento com a participação da igreja. – Ap 22:12; I Co 6:2,3; 20.11-15;
2Tm 4.1; At 10.42; Jo 5.26-27; Mt 25.31-46; Mc 9.43-48; Ap 19.20; 21.8;
2Pe 3.13.

Capítulo 25: Da Ressurreição dos Mortos

Cremos na ressurreição corpórea dos justos, para encontrar o Senhor nos


ares, para o gozo eterno; cremos na ressurreição dos ímpios para a
condenação eterna, no dia do juízo final.

Cremos que no último dia, os que estiverem vivos não morrerão, mas serão
transformados; todos os mortos serão ressuscitados com os seus próprios
corpos, e não outros, embora com qualidades diferentes, e se unirão
novamente às suas almas, para sempre.

Cremos que os corpos dos injustos serão, pelo poder de Cristo, ressuscitados
para a desonra; os corpos dos justos serão, pelo seu Espírito, ressuscitados
para a honra e para serem semelhantes ao próprio corpo glorioso de Cristo. Jo
12:48; At 17:31,10;42; Ap 20:13-15.

Capítulo 26: Dos Presbitérios e da Assembléia Geral

Para melhor governo e maior edificação da Igreja, deverá haver as reuniões


dos Presbitérios e a convocação da Assembléia Geral. Em virtude do seu cargo
e do poder que Cristo lhes deu para edificação e não para destruição, cabe aos
responsáveis criar tais assembléias e reunir-se nelas quantas vezes julgarem
útil para o bem da Igreja, observando as Normas da Igreja Presbiteriana
Renovada do Brasil.

Todos nós podemos errar, portanto, não devemos constituir as nossas decisões
regra de fé e prática, mas que podem ser usados como auxílio no bom
desenvolvimento da obra do Senhor. At.15:2, 4, 6; 20:17, 28; Ap 2:1-6;
At.15:2, 4, 6; 20:17, 28; Ap 2:1-6.

Aprovada pela Diretoria Administrativa da IPRB - dezembro de 2003

Fonte: Manual de Normas e Regras da IPRB-2003

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