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UNIÃO
DE
VAMPIROS:

01 - SUBJ UGADOS

VAMPIRE UNION: SUBJUGATED


Kit Tunstall



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Disponibilização: Soryu
Tradução: Ady Miranda
Revisão Inicial: Isabelle
Revisão Final: Elenita
Leitura final e Formatação: Andreia










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I ntrodução



Depois da III Guerra Mundial, a sociedade estava em ruínas.
Por milhares de anos, os vampiros viveram na clandestinidade,
temendo a extinção pelos seres humanos. Eles se aproveitaram do
colapso da sociedade para passar para a luz, tomar o poder e
dominar a raça humana. Os senhores vampiros mantêm os seres
humanos amontoados em Zonas de Quarentena em suas várias
províncias, onde estão sujeitos aos caprichos de cada vampiro...
Nádya está finalmente com idade suficiente para ser incluída no
grupo de mulheres jovens oferecidas aos vampiros como tributo pela
sua "generosidade" para os humanos. Ao contrário da maioria das
garotas, ela quer ser escolhida como um tributo e fica feliz quando o
senhor vampiro de N'work a leva. Ela está cansada de viver
miseravelmente na Q, mas, mais do que qualquer coisa, ela quer
pertencer a Jalen DuMond. Estar à sua mercê excita os lugares mais
sombrios da sua alma e alimenta suas fantasias secretas.
Jalen espera que seu mais novo tributo seja apenas mais uma
diversão, mas não é. Nádya o desafia de uma forma não submissa
que jamais teve, evocando emoções que ele não pode permitir-se
sentir por um humano. Ele está prometido em casamento à filha de
outra família de vampiros poderosos, envolvido em uma guerra feroz
com Rem, seu inimigo mais odiado e preso entre os deveres de um
governante vampiro e os anseios do seu coração.
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Dois senhores vampiros com muitos ideais diferentes disputam
território, suas formas de vida e muito mais. No centro está uma
mulher humana, dividida entre os dois.

 
 
Comentários da revisora Isabelle:  
Adorei  o  livro,  bem  hot!!  É  um  livro  pequeno,  muito  bem  escrito  e  nem  um  pouco 
cansativo.  Muitas  cenas  boas  e  envolventes  e  no  final  dá  aquele  gostinho  de  quero 
mais, nos fazendo esperar ansiosamente pelo próximo livro da série.  
 
Comentário da revisora Elenita: 
 
Livrinho  curto,  mas  bastante  hot,  com  cenas  de  tirar  o  fôlego.  Também  tem  um 
pouco  de  BDSM.  No  geral  gostei  do  livro,  apesar  de  não  curtir  muito  vampiros  e 
BDSM.  Fora  isso,  tenho  certeza  que  quem  curte  o  gênero  vai  gostar.  Preparem 
uma aguinha gelada e deixem um ventilador à mão, por prevenção... rs. 
 
 
Informação da série:
01 – Subjugados – Distribuído
02 – Libertada – Leitura Final
03 – Unified – Na lista


Observação: União de Vampiros é uma série formada por três
partes e composta pelos títulos acima. É necessário ler na ordem
correta!!!


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Prólogo



Nádya abraçou a velha revista contra o pequeno peito e se
esquivou da confusão de pessoas em pé, na rua. Dia e noite os
cidadãos iam e vinham em todo o Q, mas ela sentiu uma diferença
em todos que encontrou esta noite. Havia uma atmosfera de
intencionalidade, juntamente com uma aura quase palpável de medo
que arrepiou os cabelos de sua nuca.
Com um pequeno suspiro de prazer, Nádya olhou para sua avó
e correu em sua direção, passou correndo por um jovem casal
envolvido em um acalorado debate, duas jovens em pé, próximas,
que pareciam ser irmãs e um pequeno grupo familiar, composto pela
mãe, pai e três meninas, pelo menos sete ou oito anos mais velhas
que ela. Invejava-os. Eles eram quase adultos e logo seriam capazes
de fazer suas próprias escolhas. Seus pais não podiam bani-los para
seus quartos sempre que tinham vontade.
Quando alcançou a vovó, Nádya tocou o ombro frágil para
chamar a atenção da mulher mais velha.
-Vovó?
Vovó olhou para ela, com o rosto enrugado em um olhar de
desagrado.
-O que você está fazendo aqui, filha? Eu lhe disse para ficar em
seu quarto hoje à noite.
O lábio de Nádya tremeu com a aspereza do tom de sua avó.
-Estava frio e eu fiquei presa nesta palavra.
Ela estendeu a revista com cuidado para não rasgar as páginas
enquanto mostrava a palavra para sua avó. Vovó havia enfatizado
que os poucos livros e revistas que ela tinha eram insubstituíveis.
Apenas recentemente permitira que Nádya os olhasse sem supervisão
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e ela estava determinada a não lhe dar motivo para lamentar a
concessão do privilégio.
Com a testa franzida, Vovó se aproximou para ver a palavra.
Seus olhos pareciam apertados na fraca luz da noite e o fogo do barril
mais próximo fornecia pouca iluminação.
- "Exterminar".
Nádya repetiu a palavra e perguntou:
-O que isso significa?
A atenção da avó estava focada na distância e ela parecia estar
respondendo automaticamente.
-Matar alguém ou alguma coisa.
-O Presidente permanece firme na sua convicção de que temos
que exterminar os inimigos antes que eles ataquem solo americano
pela terceira vez. Apesar das críticas, ele se recusa a alterar os
planos para um lançamento nuclear na próxima terça-feira se a
Coligação do Oriente Médio não retirar suas tropas de Israel. O
M.E.C. insiste que eles estão apenas recuperando terras roubadas.
Nádya parou de ler em voz alta.
-O que isso significa, vovó?
Pela primeira vez, desde que Nádya a encontrara, o olhar da
mulher estava focado diretamente nela. Ela se ajoelhou ao nível de
Nádya, estremecendo enquanto o fazia.
-Oh, filha, é difícil de explicar. Eu só sei o que minha avó me
disse quando me ensinou a ler usando a coleção de revistas que ela
tinha salvado nos dias após a grande queima, o mesmo que ela
ensinou a minha mãe. Muito tempo antes de eu nascer, quando
minha avó era apenas uma garota, houve uma guerra. Os seres
humanos ainda governavam o mundo e não sabíamos nada sobre
vampiros. Havia dois poderes, e ambos queriam coisas diferentes.
Eventualmente, eles o estabeleceram da pior maneira que possa
imaginar.
-A Grande Queima - sussurrou Nádya.
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Vovó balançou a cabeça e um fio de cabelo branco caiu no seu
rosto.
-Eles lançaram grandes incêndios um para o outro. O fogo
consumiu o mundo e matou a maioria dos seres humanos. Nos dias
que se seguiram, enquanto a humanidade estava tentando juntar os
cacos e encontrar uma maneira de continuar um dia após o outro, os
vampiros se revelaram. Não houve muita resistência. Como poderia
haver? Minha avó me disse que seu irmão mais velho foi um dos que
lutou contra os vampiros e acabou empalado, assim como todos os
outros soldados da ralé do exército. Com eles derrotados, os
vampiros não tiveram nenhum problema em organizar o mundo ao
seu gosto, tendo o que quisessem...
Ela parou de falar, seu olhar maligno preso na parede que
cercava a residência palaciana do clã de vampiros que governava a
província.
-Tomar as filhas de suas mães sem pensar na dor que causa
nas famílias humanas.
Nádya puxou a manga esfarrapada da avó, desejando que a
mulher mais velha não afundasse nos devaneios irritados que não
fazia nenhum sentido para ela.
-Vovó, por que os seres humanos jogaram fogo uns nos outros?
Mais uma vez, os olhos da avó focaram nela. Seu rosto
enrugado insinuou tristeza e outras emoções que Nádya não
conseguia identificar.
-Eu não tenho ideia, criança. Talvez eles nem sequer saibam
por que fizeram isso. O ódio é uma emoção poderosa. Ele pode levá-
la a fazer as coisas sem pensar nas consequências.
Ela esfregou o coto de um braço com a outra mão, claramente
perdida em uma lembrança.
-Você pode ler um pouco para mim, vovó?
Vovó balançou a cabeça.
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-Agora não, Nádya. Vamos voltar para nossos quartos e ficar
escondidas. Esta não é uma noite para que alguém fique aqui fora...
Não que tenhamos outra escolha. - Ela cuspiu na direção geral do
palácio. – Os sanguessugas exigem seu tributo.
-O que é um tributo, vovó?
Antes que sua avó pudesse responder, um silêncio lúgubre caiu
sobre a multidão. Nádya espiou além da rude capa da avó para ver o
que tinha atraído a atenção de todos, virando as cabeças como se
todas as pessoas fossem uma só criatura. Ela ficou boquiaberta, em
choque vendo o pequeno grupo que entrava no centro da Q. Eram
todos homens. Cinco deles usavam o uniforme escarlate da milícia, as
botas estavam altamente polidas e seus uniformes pareciam
intocados, ao contrário dos soldados que patrulhavam a Q
diariamente, cujos uniformes eram gastos e desbotados, botas
arranhadas e um interesse minimo na higiene pessoal. Dos cinco
homens, dois estavam a cavalo e claramente possuiam um grau
superior, ou tinham atribuições melhores do que os homens e
mulheres que faziam a segurança dos cidadãos da Q.
Nádya fechou a boca, embora estivesse, no minímo, admirada
com os dois vampiros montados em lustrosos cavalos pretos. Eles
apareceram silenciosamente no meio deles, fazendo-a se perguntar
se os cavalos eram vampiros de alguma espécie, também.
Ela olhou para o homem mais velho por um segundo, mas sua
pele pálida e olhos redondos fez seu estômago enrolar da mesma
forma que faz bem antes de vomitar. Ela desviou o olhar, olhando
para o homem mais jovem. Ele era claramente um vampiro. A pele
pálida e a tonalidade vermelha em seus olhos verdes traíriam esse
fato mesmo se seu ar de arrogância não tivesse revelado que ele era
da classe dominante. A maneira fria e desdenhosa como lançou um
olhar sobre a multidão causou um rebuliço de medo nela, mas não a
repulsa que ela experimentou ao olhar para o pai dele.
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-Será que todos os vampiros são como eles? - Ela perguntou
para a avó.
Com um visível sobressalto, vovó tirou os olhos dos homens no
centro da multidão.
-Sim. Todos eles são monstros, - disse ela em um tom baixo. -
Agora, corre pra casa, como eu lhe disse.
-Ele não se parece com um monstro. - Ela apontou para o mais
novo.
Fazendo um som para se calar, vovó agarrou sua mão e
empurrou-a para para longe.
-Sai daqui, Nádya. Eu vou encontrá-la quando isto aqui acabar.
Relutantemente, Nádya se virou e deslizou entre as pessoas.
Ninguém a notou, pois eles continuavam observando os vampiros e
seus guardas. Quando ela estava longe da avó o suficiente para que
não a visse, Nádya parou. Ela escorregou em uma abertura estreita
entre duas caixas, contorcendo o corpo delgado no pequeno espaço,
de forma que pudesse espiar sem ser vista.
-Cidadãos da Zona de Quarentena, estamos aqui para cobrar os
tributos. Alinhe as mulheres em idade elegível.
Nádya viu como a multidão se embaralhava e se deslocava em
resposta ao comando do vampiro mais velho. Uma por uma, várias
meninas se separaram do resto dos cidadãos. Soluços ecoaram pela
área de reuniões e a maioria das meninas estava em vários níveis de
angústia emocional. Algumas permaneciam impassíveis, mas a
maioria se amontoava, chorando e lamentando. Várias pessoas que
permaneciam na multidão também estavam fungando e enxugando
as lágrimas. Muitos homens pareciam prontos, à beira da violência.
Seu estômago torceu de medo e confusão quando o vampiro
mais velho desmontou do cavalo para andar em frente à linha de
meninas. Dois guardas vampiros pareciam ser sua sombra. Nádya
não conseguiu segurar um suspiro de choque quando o homem parou
para agarrar os seios de uma moça. Um grito de indignação vindo da
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multidão abafou o pequeno grito de Nádya quando o vampiro rasgou
o corpete da menina para mostrar seus seios. Ele balançou a cabeça
para um dos seus guardas postados em torno do jovem vampiro,
ainda sobre o cavalo. O soldado se aproximou para pegar o braço da
menina, ignorando seus gritos e luta. Ele arrastou-a de volta aos
cavalos e outro guarda amarrou suas mãos e pés
antes de jogá-la em um vagão que Nádya não tinha notado antes.
Em seguida, ele escolheu uma das duas irmãs que Nádya tinha
visto antes. Elas se agarraram uma à outra, chorando e implorando
para não serem separadas, mas o soldado não prestou atenção às
suas súplicas. Ele levantou a mais nova por cima do ombro, levou-a
para ser amarrada e a deixou cair no vagão.
Em estado de choque, entorpecida pelo que estava
presenciando, Nádya viu o velho e lascivo vampiro selecionar mais
duas meninas. Quando estavam no vagão, todas as meninas se
amontoaram, seus gritos misturados em uma cacofonia desarmônica.
O líder do clã dos vampiros parecia prosperar em seus sons de terror
e angústia.
Ele voltou para o cavalo, montando em um salto ágil, antes de
apontar para o filho.
-Escolha um tributo, Jalen.
Nádya observava com uma mistura de fascinação e apreensão
como o homem mais jovem desceu do cavalo. Ele parecia emanar
relutância enquanto caminhava entre as mulheres reunidas.
Finalmente ele pegou uma menina de cabelos escuros,
aparentemente de forma aleatória. Ela rompeu em soluços,
agarrando-se às meninas que estavam mais perto, mas os guardas a
arrancou delas. A expressão de Jalen suavizou e, por um momento,
ele parecia prestes a anular sua escolha. Então ele endireitou os
ombros e deu as costas à garota que tinha escolhido, junto com a
multidão reunida. Uma vez de volta ao cavalo ele ficou ao lado do pai
e os guardas os rodearam.
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-Envie seus homens para os portões amanhã à noite para
coletar alimentos, remédios e os itens essenciais. - Gritou o pai de
Jalen.
Um arrepio subiu pela coluna de Nádya. Com uma compreensão
além de seus anos, ela intuiu que o povo da Q tinha acabado de
negociar a vida das jovens por suprimentos. Ela se sentiu doente e
correu adiante sem pensar, querendo de alguma forma parar o que
estava acontecendo.
Ela diminuiu e Jalen olhou por cima do ombro, encontrando o
olhar dela. Dardos de gelo em seu estômago a fizeram dobrar para
frente, rompendo o breve encontro, embora ela ainda pudesse sentir
o peso de seu olhar sobre ela por mais de meio segundo. Nádya não
olhou para cima até os cavalos correrem, seus cascos batendo na rua
quebrada. Ela observou o jovem mestre vampiro se afastar, confusa
com a reação dela. Ela estava quente e fria ao mesmo tempo, e a
ansiedade apertava seus nervos. Ela deveria ter ficado com medo, e
estava um pouco, mas sua principal emoção foi antecipação. O que
quer que tenha ocorrido no breve momento em que seus olhos se
encontraram foi apenas um prelúdio do que viria a seguir.





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Capítulo 1



Perdida no escuro, Nádya correu pelo corredor. A pouca luz que
derramava pelas janelas, da lua cheia que fornecia
apenas o suficiente para mostrar, nada bloqueava seu caminho. O
frio das pedras era transferido para seus pés descalços à medida que
batia contra o chão, ferindo-os cada vez que ela dava um passo. O
coração batia no peito e o suor cobria sua testa. Ela arriscou um olhar
por cima do ombro. A forma sombria do homem que a perseguia
continuava atrás dela, mais perto do que da última vez que ela olhou.
Com um soluço ela redobrou seus esforços para escapar,
embora seu coração parecesse prestes a explodir e sua respiração
ecoava através dos ouvidos como o som de um trovão. Ela correu,
impulsionando-se duramente, até que uma neblina caiu sobre seus
olhos. Desesperada, ela virou a cabeça, incapaz de libertar o fôlego
para gritar quando viu que seu perseguidor estava nos seus
calcanhares. O trecho do corredor era sem janelas, mas ela sabia
quem a agarrou assim que aquelas mãos pegaram seus braços e ele
a virou de frente.
-Jalen. – Ela disse, expirando fortemente.
Ele não falou. Suas mãos estavam firmes, prendendo-a em uma
prisão inexpugnável que ele formou com os braços. Debilmente,
Nádya lutou para escapar, embora seu coração não tivesse a intenção
de resistir. Sua boca tomou a dela em um beijo profundo que não
permitiu nenhum protesto ou rejeição. Ela engasgou com a dureza de
seus lábios e a firmeza de seu corpo quando ele puxou-a para mais
perto dele. Jalen aproveitou o momento para mergulhar a língua
dentro de sua boca. Seus mamilos endureceram enquanto sua língua
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acariciava a dela, procurando cada nicho. Seu toque era possessivo e
ela cedeu com alegria.
Seus braços doíam mesmo depois de soltá-la para baixar as
mãos até suas costas. As grandes mãos de Jalen pressionaram a
parte inferior de suas costas para dentro, enfatizando a dureza do
seu duro pênis projetado em sua barriga.
Encorajada pela prova de seu desejo, Nádya escorregou a
língua na boca dele. Uma de suas presas abriu uma ferida em sua
língua e ela recuou devido à pontada de dor. Ele rosnou baixo em sua
garganta, as mãos em suas costas, impedindo-a de escapar. Como se
estivesse determinado a lembrá-la de sua natureza, ele afundou mais
a presa em seu lábio e então roubou o filete de sangue com a língua.
Ao invés de repulsa, Nádya reagiu com uma onda de desejo.
Ele pegou suas nádegas com a outra mão. Um dos dedos
explorou a fenda através do tecido fino do vestido, e ela, por um
impulso, recuou instintivamente. Seus dedos esfregaram contra o
botão enrugado e ela prendeu a respiração, dividida entre a
curiosidade e o medo, que a fez se perguntar se ele iria deslizar o
dedo dentro dela.
Em vez disso, a mão deslizou mais para baixo, para agarrar a
bainha do vestido que caía no meio da coxa. Com um puxão vicioso,
rasgou a roupa de seu corpo, deixando-a nua e vulnerável. Nádya
estremeceu, mas não pelo frio da sala. Seus olhos se arregalaram
enquanto ela tentava se concentrar em seu rosto. A escuridão era
quase onipresente, mas ela podia ver o brilho vermelho de seus
olhos, brilhando como os de um animal. O medo acumulou e ela
tremeu, mas não tentou correr enquanto ele a liberava o suficiente
para tirar suas roupas.
Ela encontrou-o sem resistência quando ele a puxou de volta
para seus braços. Nádya gritou no momento em que seu amante
vampiro a ergueu em seus braços e empurrou-a contra a parede de
pedra fria. O seu pênis era agradável quando empurrou em sua
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vagina. Os dois inalaram fortemente quando seu pênis afundou ao
máximo dentro dela - Nádya pelo calor da dor - e Jalen pelo aperto
de sua passagem inexperiente, sem dúvida.
Ele empurrou nela com força, sem fazer nada para ajudar com
sua inexperiência. A dor logo desapareceu e um prazer inimaginável
se espalhou por ela. Seus quadris doíam e seu estômago se apertou
com um orgasmo que se aproximava. Seu pênis cresceu ainda mais à
medida que ela se convulsionava em torno dele. Nádya prendeu a
respiração enquanto Jalen impulsionava profundamente dentro dela,
ao mesmo tempo em que levava a boca até seu pescoço. Ela jogou a
cabeça para trás, assustada e animada para tê-lo alimentando-se
dela. Seus dentes machucaram ao penetrarem a pele, mas logo a
satisfação assumiu. À medida que ele erguia os quadris e chupava
seu pescoço, seu corpo tremia. Convulsões começaram em seu
ventre e ela gritou, sabendo que a realização estava a poucos
segundos de distância...
-Nádya, acorde.
Num estupor, ainda presa em seu sonho, ela piscou. Foi um
choque não ver Jalen à sua frente, até limpar os resquícios do sono.
Ela reconheceu a avó e tentou tirar o sonho da mente, ignorando a
dor do ato incompleto consumir seu corpo.
-Vovó? O quê?
-Você estava chorando no sono.
-Oh.
Nádya agradeceu à luz acinzentada entrando pela janela
coberta, escondendo o rubor das faces. Ela duvidou que choro fosse a
palavra certa. Mais provavelmente, ela estava gemendo com paixão.
Vovó olhou por cima do ombro.
-Depressa, criança. O tributo é esta noite. Você precisa se
esconder antes que o mestre dos vampiros apareça.
Nádya segurou a língua, sabendo que um argumento seria
inútil. Ela tentou abordar a questão logicamente, apontando como as
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famílias e amigos das meninas elegíveis eram punidos se os vampiros
descobrissem que alguma garota não estava lá. Vovó não se
importava. Ela se recusava a perder outro filho para o flagelo dos
vampiros. Ela podia entender a posição da avó, sabendo que o
conhecimento de que sua filha fora escolhida como tributo e nunca
retornara ao Q, devia assombrá-la todos os dias. Ao mesmo tempo,
Nádya sabia que ela estaria na fileira com as outras meninas, agora
que finalmente tinha idade suficiente para participar, e não por tais
nobres razões.
Desde que ouviu um dos tributos anteriores de Jalen relatar
lembranças de dominação e sombrios encontros sexuais para um
grupo de mulheres mais jovens, há quatro anos, ela estava
determinada que ele devesse selecioná-la. Mesmo antes disso, desde
a noite em que ela o viu pela primeira vez, Nádya soube que o seu
destino estava entrelaçado ao dele. Foi só até Melana fornecer os
detalhes do que ela poderia aguardar como seu tributo que ela soube
exatamente onde seu futuro estava indo. A ideia de resistir ao seu
sombrio domínio encheu de entusiasmo perverso e assombrado os
seus sonhos. Muitas noites ela acordou com o luar fraco escorrendo
pela janela, o coração batendo forte nos ouvidos e seu corpo mole
pelos orgasmos que seu amante vampiro lhe dera em sonhos.
-As outras meninas estão indo em menos de uma hora. Você
deve encontrá-los em Gugg, perto do Musm. Um dos anciãos será o
seu guia através dos desertos fora da Zona de Q. - Vovó fez uma
pausa em suas instruções para abraçar Nádya. -Vou rezar pelo seu
retorno.
Ela deu uma palmadinha no ombro da avó, a culpa atacando-a.
A mulher mais velha estava convencida de que Nádya iria fugir com
segurança e evitar o destino que sua filha tinha suportado - o que
quer que seja. Vovó ficaria ferida e confusa ao ver a neta se juntar às
outras jovens na praça mais tarde, naquela noite. Engolindo
grosseiramente conseguiu falar.
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-Tudo será como deve, vovó.
Quando a mulher mais velha se retirou abruptamente com
lágrimas nadando nos olhos, Nádya não conseguiu chamá-la de volta.
Ela sabia que a avó queria esconder as emoções para não perturbá-
la. Em vez disso, ela se recostou contra o travesseiro, fechou os olhos
e esforçou-se para voltar ao sonho interrompido.
Logo ela estava de volta onde estivera antes de vovó despertá-
la. Ela agarrou-se à imagem mental de Jalen empurrando dentro e
fora de sua vagina. Seus quadris bombearam no ritmo de sua
imaginação. Seus dedos encontraram suas dobras úmidas quando
encontrou seu núcleo. Bombeou os quadris enquanto girava um
polegar em torno do clitóris até que ficou à beira do orgasmo. Ela
mordeu a língua para conter um grito de satisfação quando chegou
ao clímax. Seu corpo tremia com a força da liberação, mas ainda era
superficial e insatisfatório. Conforme relaxava no colchão fino,
diminuindo a respiração para recuperar o controle, ela sabia que teria
esse sentimento vago e vazio enquanto permanecesse sozinha com
seus orgasmos. Depois desta noite tudo mudaria. Ela só esperava
que a realidade de ser um tributo de Jalen estivesse à altura das
fantasias que tinha criado.











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Capítulo 2



Nádya foi até a briga entre as jovens mulheres perto da praça.
Os moradores restantes tinham se separado um pouco, como se a
distância os livrasse da culpa pelo silencioso consentimento. Ela olhou
para a pálida menina ao lado dela, observando o jeito como
estremecia. Havia um frio no ar, mas mesmo mudando a roupa para
nada mais do que um xale tecido com fios de algodão, não estava
com frio o suficiente para estremecer da forma como aquelas ali
perto faziam. Ela não tinha medo deles.
Um grito da multidão lhe chamou a atenção, e ela olhou para a
avó, de quem vinha o som. Sua expressão contorcida com horror,
juntamente com a confusão e a mágoa que Nádya esperava. Ela
tentou confortar a avó com o olhar, mas não fez nenhum progresso.
Somente a chegada do mestre vampiro impediu a avó de correr em
sua direção. Nádya podia ver que ela estava prestes a se aproximar
pela tensão em sua postura diminuindo. Ela sacudiu a cabeça
abruptamente e voltou a olhar a avó, esperando tê-la dissuadido de
qualquer ação precipitada. Ela não queria ser a responsável por sua
avó perder sua outra mão se tentasse interceder.
Jalen entrou primeiro, parecendo estar no mesmo cavalo que
tinha montado quando o viu há nove anos. Os guardas caminharam
silenciosamente atrás dele, o último estava em uma carroça atrelada
a dois cavalos. A procissão tinha mudado desde que o pai de Jalen
fora morto em batalha há cinco anos, mas ainda assim provocou a
agitação de medo inquieto e uma cacofonia de sussurros à sua
chegada. Um estremecimento coletivo percorreu as mulheres em
volta, embora Nádya não se traísse mostrando qualquer emoção.
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Por dentro, o estômago se agitava com uma colônia de
borboletas e, de repente, ela limpou as palmas das mãos suadas no
vestido vermelho. Uma garota ao lado dela desmaiou quando Jalen
desmontou, caindo duramente contra Nádya. Ela encolheu-se com
um movimento impaciente, forçando a outra mulher a ficar sozinha.
Seu olhar permanecia colado no mestre vampiro enquanto ele se
aproximava.
As mulheres pareciam se mover como uma só, inclinando-se e
baixando a cabeça, como uma apresentação. Nádya manteve a
coluna rígida, e quando Jalen chegou, ela encontrou seu olhar o mais
bravamente possível. Um choque percorreu-a quando seus olhares se
encontraram. Seus olhos brilhavam, o vermelho contra o verde, e era
fascinante. Uma onda de vertigem fez sua cabeça girar, tentando-a a
cair como a garota fraca ao seu lado, mas ela resistiu.
Foi um esforço manter, porém seus olhos não vacilaram, mas
ele parecia fazer um furo através dela. Seus olhos exigiam submissão
completa, mas ela segurou o olhar por um longo instante, só quando
ele parecia pronto a explodir foi que ela olhou para baixo,
recatadamente. Ela manteve os olhos baixos, mas ainda podia senti-
lo observando-a por mais um minuto, estudando-a com quente
intensidade. Finalmente ele seguiu em frente e ela relaxou um pouco.
Apesar da certeza de ter chamado sua atenção, ainda era um alívio
ter dois guardas próximos a ela. Eles pegaram-na pelos braços e ela
se colocou entre os dois homens, caminhando, quando eles iriam
levantá-la nos braços para colocá-la no vagão.
No vagão, ela deixou um dos homens levantá-la para dentro e
teve um vislumbre das presas descansando contra o seu lábio
inferior. Medo do que sua nova vida seria a fez tremer por um
segundo, e ela quase tentou sair. Naquele momento ela avistou Jalen
retornar ao cavalo sem ter selecionado mais tributos e seu coração
saltou. Ela engoliu a ansiedade, cruzou as mãos no colo e olhou para
a avó. A mulher mais velha olhou para ela longa e duramente, os
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olhos brilhando pela confusão e ressentimento. Quando ela virou as
costas para Nádya a mensagem era clara.
Ela sabia que escolher esta nova vida iria afastar a avó, mas
ainda assim doeu enfrentar a realidade. Nádya não tinha nenhuma
lembrança da mãe, que fora um tributo ao pai de Jalen quando ela
ainda era criança. A avó tinha interferido e a criou. Ela estava prestes
a perder a mulher que era praticamente sua mãe e esperava que o
que encontrasse com Jalen valesse a pena, valesse a dor que estava
causando à avó.





















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Capítulo 3



Sua nova vida começou com uma viagem rápida no vagão à
residência palaciana do clã de vampiros DuMond. Jalen desmontou na
entrada da frente, galgando os muitos degraus com ágil graça,
enquanto o resto do grupo continuava por trás do enorme Monólito.
Nádya tentou não ficar de boca aberta pelo luxo da propriedade. Ela
tinha visto a casa de longe todos os dias de sua vida, mas de perto,
era quase bonito demais de se olhar. Os tijolos brancos imaculados
brilhavam com um brilho fraco, mesmo no crepúsculo. As luzes que
se filtravam pelas janelas eram muito brilhantes para olhos
acostumados à luz de velas. Ela leu sobre eletricidade em antigas
revistas de divulgação científica e soube que o que ela viu devia ser o
que tentou imaginar muitas noites ao dormir em um quarto frio, em
um prédio antigo que havia escapado da Grande Queima de N'work.
O vagão parou em um prédio mal cheiroso e ela franziu o nariz.
Os cavalos atrelados relincharam dentro do estábulo. Quando um dos
guardas grunhiu para ela, ela caiu fora do vagão, vendo-se
imediatamente cercada pelos guardas. Um agarrou seu braço com
mais força do que o necessário, arrastando-a mais rápido do que ela
podia andar, em direção à parte de trás do edifício principal. A
entrada de serviço não era tão grande quanto a da frente, mas ainda
era impressionante - embora ela mal tivesse tempo de vê-la -
enquanto o guarda a empurrava até um grupo de mulheres. Suas
calças pretas simples e camisas brancas eram tão semelhantes
quanto o uniforme vermelho e cinza da milícia, indicando que eles
eram de algum nível de serviço na casa dos DuMond.
Ela tentou ser complacente quando as mulheres a empurraram
até um luxuoso banheiro no andar de cima. Elas passaram as duas
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horas seguintes cutucando, cutucando, para transformá-la da Nádya
da Q em um tributo para Jalen, mestre vampiro da família DuMond e
da província de N'work. Quando terminaram, ela não se reconheceu
no espelho. Poderia a mulher que a olhava de volta prender a
atenção de Jalen, ou ele iria descartá-la depois de drenar seu
sangue? Seu estômago torcia pela tensão, enquanto contemplava o
destino que ela poderia encontrar.
****
Jalen entrou em seu conjunto de quartos em algum momento
antes do amanhecer, depois de ter perdido a conta das horas
enquanto se saciava de vinho e sangue, ambos fornecidos por uma
empregada doméstica qualquer, tudo em um esforço para
enfraquecer o desejo pelo tributo, à sua espera. Tinha sido em vão.
Ele foi incapaz de apagar a visão do rico cabelo castanho, pele oliva e
profundos olhos castanhos que se recusaram a ceder ao seu domínio
pelos segundos mais longos de sua vida. Ele não estava habituado a
ser desafiado, muito menos por um pedaço de garota humana. Ela
despertou seu interesse e ele não gostou disso.
Alguns da sua comitiva de servos a prepararam para seu
prazer. Ela se sentou recatadamente no estrado perto do pé da
enorme cama. Algemas de aço forte ligavam os pulsos delicados,
mantendo-a sentada enquanto ele se aproximava. Ele tinha visto
ofertas similares inúmeras vezes nos últimos anos, mas algo sobre
esta em particular fez seu coração bater com o sangue que a
empregada doméstica serviu e fora recentemente consumido. Jalen
parou na frente dela, olhando para baixo. A posição da cabeça era
diferente da pose recatada. Estava levantada e os olhos fixos
diretamente nele. Ele esperou que ela tremesse de medo, para que
sua falsa coragem quebrasse sob o brilho predatório em seus olhos.
Ela não o fez, para sua consternação. Seu olhar não vacilou com o
dele, e quanto mais ela olhava para ele, mais sua pele formigava.
23

Desconcertado com o comportamento desse tributo, tão
diferente de outras garotas que ele encontrara ao longo dos anos,
Jalen afastou-se dela, caminhando até o bar para se servir de uma
dose de bourbon. Tomou-o de um gole só. O calor transmitido foi
passageiro, dissipando-se logo que ele voltou para a garota e
encontrou o olhar dela ainda sobre ele.
-Quem é você? - Ele perguntou, o tom ríspido pelo álcool.
As perfeitas sobrancelhas se arquearam.
-Eu sou a garota da aldeia que você escolheu.
Ele balançou a cabeça.
-Qual é o seu nome, menina?
-Nádya.
Jalen andou até ela novamente e deliberadamente pairou sobre
ela. Ele esperava que ela se encolhesse de medo, mas seu pescoço
estendeu quando ela inclinou a cabeça para olhar para ele. Parada
como estava, a boca ficava a centímetros de seu pênis e estremeceu
em resposta, lutando contra os limites de sua calça com
desconfortável urgência. Um espasmo atravessou suas bolas quando
o olhar dela mudou para baixo lentamente para descansar em sua
ereção. Ele mal reprimiu de volta um gemido quando ela tocou com a
ponta da língua a parte inferior dos lábios.
Em um esforço para distrair-se da intensa satisfação excitada e
exigente, ele agarrou um punhado de seu cabelo, espesso e escuro.
Os fios ondulados serpenteavam sensualmente em volta de sua mão,
dando a ilusão de que haviam se enlaçado ele. Ele puxou com força
suficiente para colocar a cabeça totalmente para trás, tirando o olhar
dela de seu pênis.
-Você sabe por que está aqui?
-Estou aqui como pagamento pela generosidade que você
mostra ao povo da Q. – O escárnio pingava de suas palavras.
Ele fez uma careta.
-Minha generosidade só é igualada à lealdade do seu povo.
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Jalen erradicara qualquer traço de emoção na voz.
-Meu avô insistiu em algum tipo de pagamento daqueles em
Zonas de Quarentena. Os moradores Q surgiram com a ideia de
tributos. - Seu olhar caiu sobre as algemas dela. -Você pode
agradecer ao seu povo por isso.
Nádya sorriu.
-As algemas não são necessárias, eu lhe garanto. Seus servos
insistiram em me prender, mas eu não ia fugir.
Uma dura risada escapou dele.
-Claro que não. Você quer estar aqui.
-Sim. - Ela olhou para ele por um segundo, como se permitisse
penetrar suas palavras. -Eu escolhi e você sabe disso.
Automaticamente ele sacudiu a cabeça, não tinha certeza por
que ele queria negar sua afirmação.
Ela assentiu com a cabeça, olhando serenamente.
-Eu quero o que você pode me dar.
Irritado, sem razão, Jalen ajoelhou na frente dela, a boca quase
tocando sua artéria carótida.
-Você quer morrer? - Um aumento de satisfação, juntamente
com algo desconfortavelmente similar à autorepulsa, passou por ele
quando ela tremeu. –Você quer que eu tome o seu sangue e jogue
seu corpo sobre a pira?
Ela estremeceu de novo e uma exalação forte a traiu, não
estava assustada, mas excitada.
-Eu quero que você tome mais de mim. - Sua voz era um
pouco mais do que um ronronar gutural. – Que me domine. Dobre-
me à sua vontade.
Jalen sentiu dificuldade para respirar por causa das suas
palavras. Seus olhos perfuraram os dela, em busca de qualquer
indício de artifício. Seu primeiro pensamento foi que ela era uma
armadilha, com a intenção de distraí-lo enquanto um de seus
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inimigos atacava. No entanto, ele só viu sinceridade e desejo em sua
expressão.
-Por que... - Ele limpou a garganta, achando mais fácil falar
depois. -Por que você veio a mim procurar por essas coisas?
-Eu tenho ouvido as coisas que você fez para um de seus
tributos anteriores. Ela odiou, mas quando ouvi o que ela contou, me
excitou tanto. - Ela desviou os olhos quando um rubor floresceu em
seu rosto. -Esses pensamentos abasteceram minhas fantasias quando
eu me tocava... Assombravam meus sonhos...
Ela parou, olhando perdida em seus pensamentos.
Não foi capaz de resistir por muito tempo, Jalen inclinou a
cabeça para tocar os lábios nos dela. Ele a viu fechar os olhos e abrir
os lábios, oferecendo-se. Incapaz de resistir a tão doce tentação, ele
mergulhou a língua em sua boca, abrangendo e provando cada
centímetro dela. Ela gemeu contra sua boca e ele foi incapaz de
segurar um riso rouco dele mesmo. Seu cabelo sedoso parecia
envolver com força ao redor de sua mão, atraindo-o para mais perto,
e ele não conseguiu resistir. Jalen pressionou mais apertado contra
ela. Seus seios acolheram seu duro peito com suavidade, exceto os
mamilos. Eles tocaram em sua pele através das camadas de roupas,
seduzindo-o. Ele levou uma mão para um seio, movendo o polegar
por todo o rígido pico. Jalen deleitou-se em sua áspera exalação e
repetiu o movimento. Mais uma vez ela gemeu, pressionando com
mais urgência contra ele. A plenitude de seu seio na palma da sua
mão fez seu pênis pulsar, incitando-o a empurrá-la de volta e tomá-
la.
Mas ele não queria apressar essa nova experiência. O sexo não
era novo, mas ele nunca teve um tributo igualmente disposto. Jalen
nunca tinha violado nenhuma das mulheres que trouxe para ele, mas
se elas não respondiam ao seu poder de sedução, ele às vezes as
colocava em transe se percebia alguma paixão nelas. Muito poucos de
seus tributos se tornaram suas amantes, em vez disso, se uniam à
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família como servos, se alistavam na milícia ou atuavam como fonte
de sangue para os outros vampiros. Demorou para um tributo
excepcional despertar seu interesse sexual e foram poucos os que
alguma vez o abraçaram sem algum tipo de estímulo ou manipulação.
Nádya era a única entre os tributos a oferecer livremente seu corpo,
e não só isso, mas tudo dela. Ela queria sua dominação, faminta por
ele da mesma forma que o seu corpo estava faminto para se afundar
dentro dela.
Ele interrompeu o beijo e abriu os olhos. A névoa da paixão era
visível na sua expressão satisfeita e ele decidiu que ela não iria
esquecer desta noite. Jalen não queria tomá-la na plataforma de
madeira dura. A maciez da cama o chamava. Ele liberou seu cabelo
para agarrar as correntes em volta dos seus pulsos, rasgando as
correntes das pulseiras de ferro e a ergueu nos seus braços. Ela
aconchegou-se a ele, como se tivesse sido feita para se ajustar nele.
Com um gemido sufocado, ele caminhou até a cama para baixá-la no
colchão. Ela estava diante dele, braços e pernas abertos, obviamente
esperando que ele caísse em cima dela.
O vestido branco dava-lhe um ar virginal que ameaçava
diminuir seu ardor. Com um movimento impaciente, ele agarrou o
decote e rasgou o material transparente da frente, deixando-o
escorregar em torno do corpo. Em resposta, ela sorriu. Ele varreu seu
corpo com o olhar, parando para olhar os seios. Mamilos duros, com
um simples traço de rosa em sua tonalidade escura, se projetavam
diante das auréolas castanhas. Seus seios eram grandes o suficiente
para encher suas mãos, mas não grande demais para seu físico. Seu
estômago plano atraiu seu olhar mais para baixo, até que ele parou
nos cachos entre suas coxas. Mesmo através do cabelo espesso e
escuro ele podia ver os lábios de sua vagina brilhando com os sucos
de sua excitação. Sua boca molhava e ele doía para prová-la.
Jalen fez uma pausa longa o suficiente para tirar as roupas
depois de chutar as botas. Ele gostou da forma como seus olhos se
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arregalaram com cada peça de roupa que ele tirava. Quando as
calças e cuecas sairam, ele não conseguiu conter uma pequena risada
por seus lábios separados. Ela engasgou e sua expressão era uma
mistura de medo e excitação com a visão de seu pênis.
Uma vez que se despiu, Jalen subiu na cama, ajoelhando-se ao
lado dela. Para provocar a ambos, ele esfregou os lábios contra sua
testa e vagou para baixo lentamente. Uma pálpebra fechada
estremeceu rapidamente contra sua boca quando ele tocou-a com os
lábios momentaneamente. Ele arrastou a ponta da língua sobre sua
face, movendo-se cada vez mais para baixo. Chegando aos lábios, ele
parou para lamber cada um, gastando vários segundos para explorar
os contornos exteriores. Ela tentou envolver sua língua com a dela,
mas ele fugiu, levando apenas o tempo suficiente para sugar
brevemente o lábio inferior. Assim que ela gemeu e arqueou o corpo
para cima, ele liberou o lábio e moveu a boca mais abaixo. Ele
mordiscou o queixo e depois desceu pela coluna da garganta. Seu
pulso batendo o chamava, e ele parou para pressionar a língua contra
o enorme ponto. O corpo de Nádya se contraiu de forma quase
imperceptível, mas seus sentidos afiados captaram a hesitação. Sem
querer estragar o momento, ele forçou a boca para baixo.
Jalen se movia em um lento ritmo, até sua boca encontrar o
peito. Ele balançou a língua em seu mamilo, enquanto a mão pegava
o outro seio. No mesmo ritmo, ele acariciava os mamilos de forma
circular, um com a língua e o outro com o indicador e o polegar.
Levantou-a novamente para fora da cama e ela murmurou algo
incoerente. Ele soprou contra o mamilo na boca, apreciando a forma
como ela arqueava ainda mais freneticamente. Dar-lhe prazer era
incrivelmente excitante. Esperando cada reação dela e a cada coisa
nova que ele fazia com ela o deixara quase sem fôlego pela
antecipação. Era como experimentar o que sentia, filtrado através de
seu corpo, e voltava para ele com o dobro da intensidade. Ele não
conseguia pensar em outra maneira de descrevê-lo.
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Enquanto Jalen sugava seu mamilo e seus dedos acariciavam e
puxavam o outro broto, ela se torcia na cama, chorando pelo seu
prazer.
-Por favor. - Disse ela, mais e mais.
Quando ele finalmente conseguiu tirar a boca da doçura do seu
seio, ele levantou a cabeça e olhou para ela.
-Por favor, o quê?
-Por favor. - Choramingou Nádya, parecendo exausta e
emocionalmente cansada.
-Por favor, o quê? - Perguntou ele com mais firmeza. -Eu
espero que você peça o que quer e eu posso ou não permitir que
você receba o que pedir.
Jalen queria lhe dar uma noite mágica, mas ele não conseguia
conter todas as suas tendências dominantes - não que ela fosse lhe
pedir isso.
-Por favor, faça amor comigo. -Ela finalmente pediu com um
sussurro.
Jalen inclinou a cabeça.
-Eu vou fazer. - À medida que ela exalava com alívio, ele teve o
sombrio prazer de acrescentar: - Eventualmente.
Ele abaixou a cabeça para encontrar a vagina, com a intenção
de levá-la ao longo da borda várias vezes antes de ceder ao seu
pedido. Era quase torturante adiar e não mergulhar seu pênis no
calor úmido de sua vagina, mas ele gostava da dor, tanto de dar
quanto de receber. Porque no final da dor esperava um prazer
inacreditável. Eles só tinham que fazer isso bem mais tarde.



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Capítulo 4




Nádya parecia não ter controle sobre seu corpo quando a
cabeça de Jalen desapareceu entre suas coxas. Um segundo depois,
seus dedos estavam separando os cachos que cobriam a vagina e
então seus dedos estavam empurrando os lábios para o lado. Ela
mordeu duramente o lábio inferior quando ele passou a língua ao
redor do clitóris pela primeira vez. Já estava molhada e uma nova
onda de fluídos inundava-a com aquele beijo íntimo. Ele circulava a
língua ao redor do clitóris com o mesmo movimento que usou no
mamilo. Ela agarrou um punhado do edredon macio, tentando parar
de gritar pelas sensações esmagadoras.
Jalen chupou seu clitóris suavemente e ela arqueou contra seu
rosto. Sua vagina convulsionava a cada movimento da língua em todo
o broto sensível. Então ele enterrou o rosto mais profundamente
entre suas pernas, a língua se movendo para baixo, encontrando uma
nova área para provocar. Ela apertou as coxas em volta da cabeça
dele, soluçando pela necessidade.
-Por favor, Jalen. - Ela implorou quando ele mergulhou a língua
em sua abertura em uma pálida imitação dos movimentos que seu
pênis faria dentro dela.
-Por favor, foda-me. - Acrescentou Nádya, lembrando sua
insistência de que ela pedisse especificamente o que queria. Ela
prendeu a respiração, esperando que ele cedesse.
Para sua decepção e deleite, Jalen continuou a lamber sua
vagina, alternando entre empurrar a língua dentro da abertura e
circular o clitóris. Ela arqueou contra ele, sem controle, perdida em
uma descuidada névoa de prazer. Um orgasmo explodiu dentro dela,
sacudindo-a em seu centro com convulsões que se estendiam para
30

fora, fazendo com que até as pernas tremessem. Lágrimas marcaram
seu rosto, causadas pela intensidade da sua liberação.
-Obrigada. - Esperava que sua voz rouca chegasse aos ouvidos
dele, mas estava cansada demais para tentar agradecer em voz alta.
Levou um momento para perceber que Jalen não tinha parado.
Ele não tinha nem mesmo reduzido. Seu corpo reagiu novamente e
ele logo a levou para outro orgasmo. Para seu espanto, foi ainda mais
intenso do que o anterior, ajustando seu trêmulo corpo com seu
clímax. Antes do prazer da liberação desaparecer, ele já estava
construindo outro para ela, urgindo-a em direção a outro, e depois
outro, até que ela sentiu como se cada centímetro do seu corpo
estivesse sintonizado com sua boca. Cada golpe de sua língua em sua
vagina irradiava para fora, do topo de sua cabeça até a ponta dos
pés. Debaixo daquela língua hábil ela se tornou uma massa, uma
massa orgásmica, contorcendo-se de prazer até que era quase
demais para aguentar.
Nádya conseguiu arrastar uma respiração profunda e falar.
-Por favor, pare, Jalen.
Para sua surpresa, ele realmente levantou a cabeça, o rosto
brilhando com a prova de sua excitação e clímax.
-Agora eu vou lhe dar o que você pediu. - Um sorriso sombrio
cruzou suas feições. - Eu vou foder você.
Ela queria implorar por misericórdia, embora parecesse loucura
lhe pedir para não fodê-la quando ela tinha fantasiado sobre isso por
tanto tempo. No entanto, em suas fantasias, ela não estivera quase
sem forças com a exaustão de múltiplos orgasmos, tão cansada que
não tinha certeza se poderia responder ao seu toque.
Conforme Jalen mudava de posição, ficando de joelhos, seu
corpo tremia com o roçar do pênis contra sua vagina, fazendo-a
saber que ela poderia continuar a ter desejo, cansada ou não. Nádya
não foi capaz de levantar-se, mas ele levantou seu corpo,
aparentemente sem esforço. Seu abraço era abrangente,
31

reconfortante e assustador, ele a mudou para o centro da cama antes
de deixá-la desmoronar contra o colchão. Suas dobras conseguiram
ficar ainda mais molhadas quando ele levantou seus quadris para
colocar a cabeça de seu pênis contra sua entrada. Brevemente,
Nádya pensou em confiar a ele que era seu primeiro amante, mas
não conseguiu reunir energia. Tudo o que podia fazer era envolver as
coxas em torno de sua cintura no último segundo antes que ele se
colocasse profundamente dentro dela.
Doeu por um segundo, tanto que ela gritou e quis recuar. Logo,
o impulso passou e sua vagina se estirou para acomodar a medida de
seu pênis. Jalen havia congelado ao entrar ela, seu olhar aborrecido
nela. Ele parecia chocado e irritado, mas ela não conseguia encontrar
palavras para se defender. Até quando ela tinha que ficar na
defensiva sobre isso? Não era típico que uma mulher da idade dela
permanecesse virgem, mas ela conseguiu, evitando tanto os homens
que a queriam seduzir quanto aqueles que a tomariam sem
pedir. Ela sabia, em um nível instintivo, que nenhum dos homens da
Q seria capaz de dar-lhe o tipo de prazer que ela poderia encontrar
com Jalen. Mesmo em sonhos ele parecia trazer-lhe mais êxtase do
que ela poderia encontrar com qualquer outro homem.
Em vez de falar, ela se arqueou contra ele, tomando o resto de
sua ereção com pouco mais que uma pontada de desconforto. Depois
de um longo momento, quando ele parecia despedaçado, Jalen
retirou um pouco, e depois empurrou dentro dela novamente. Ela deu
um suspiro de alívio e tentou se adaptar ao seu ritmo. Ele empurrou
para dentro e para fora dela cada vez mais rápido, até que ambos
estavam respirando com dificuldade. De quem quer que fosse o
sangue do qual ele se alimentou naquela noite, trouxe um rubor
escarlate às suas faces pelo esforço, e ela sabia que seu rosto deveria
estar em um estado similar. Sua posse havia dissipado o cansaço, e
ela ainda estava doendo por outro orgasmo. Minutos atrás, ela não
teria acreditado que poderia ter um clímax novamente, mas quando
32

Jalen circulou seus quadris, batendo em um ponto que lhe deixou no
limite, seu corpo convulsionou mais uma vez,e suas coxas travaram
em torno de seus quadris. As dobras estavam apertadas em torno do
pênis de Jalen, ordenhando-o até a última gota de satisfação e ele
gritou quando gozou. O jorro quente de sua libertação a encheu,
intensificando seu orgasmo até que seu corpo tremeu com sua força.
Em algum ponto, ela parecia derreter na cama com Jalen ainda em
cima dela. Fundida a ele, ela caiu em um sono sem sonhos, mais
satisfeita do que que já sonhara que pudesse estar.
Jalen finalmente retirou-se da garota, rolando longe dela, mas
não deixou a cama. Seu costume seria enviá-la para seu próprio
quarto, mas Nádya estava tão profundamente adormecida que ele
não achava que conseguiria acordá-la. Sem querer carregá-la, ou
pedir aos servos para removê-la, ele ficou preso com ela em sua
cama durante a noite. Incomodava-o que Nádya tivesse invadido seu
quarto e sua cama.
Inferno, ela ainda invadiu seus pensamentos e mudou suas
ações. Ele nunca tinha sentido nada mais do que paixão passageira
por seus tributos. Isso era tudo que ele queria experimentar. Era
tolice entregar-se aos sentimentos por uma das garotas previstas
para seu entretenimento e sustento. Ele tinha então perdido
completamente o controle e querido agradar a um ser humano que
além de tudo sentira nojo dele. Seu pai estava certo sobre ele? Ele
era fraco? Tão gentil para os seres humanos miseráveis que agora se
indentificava com eles?
Ou era esta humana em particular que destacou suas gentis
emoções? Jalen balançou a cabeça, determinado a não seguir essa
linha de pensamento. O deslize de hoje à noite não tinha nada a ver
com Nádya. Foi um momento de fraqueza de sua parte, sem dúvida
causada por todos os problemas que pesavam sobre ele. Ela não
tinha nada de especial e ele iria provar isso a ambos ignorando sua
existência, a partir de amanhã.
33

Capítulo 5

Nádya despertou na mesma cama de luxo onde tinha acordado
três manhãs antes. Em algum momento durante aquela noite, Jalen a
tinha levado para seu quarto, coincidentemente em nenhum lugar
perto dele. Por toda a atenção que tinha pagado, ele não estava
sabendo se ela saiu do quarto de nenhuma maneira. Ela não tinha,
principalmente porque não sabia se lhe era permitido.
Embora o quarto fosse bonito, o colchão confortável e a roupa
de cama de cetim fossem mais do que sempre sonhou, ela passou
mais uma noite inquieta, sentindo-se um pouco mais descansada do
que estivera antes de ir dormir.
Apesar de sonolenta, Nádya também estava enjoada de olhar
para as mesmas quatro ricas paredes e determinada a escapar por
um tempo. Ela deslizou da cama e caminhou pelo tapete macio com
os pés descalços. Não era de seu feitio dormir nua antes de vir viver
na fazenda DuMond, mas o canto da sereia dos lençóis de cetim a
atraiu para ceder ao impulso hedonista.
À medida que ela afastava a cortina, Nádya pensava sobre
outros impulsos para os quais ela gostaria de se render. A noite com
Jalen tinha apenas intensificado seu desejo por ele, ao invés de saciá-
lo.
O sol tinha descambado quase abaixo do horizonte e ela
apertou os olhos por causa do brilho ofuscante do crepúsculo, para
comprovar as atividades no pátio. Ela tinha naturalmente caído no
cronograma mantido pelo resto da família, levantando-se ao
anoitecer e indo para a cama antes do amanhecer. Os vampiros mal
podiam tolerar a luz do sol, assim eles o evitavam. Todos, menos os
guardiões humanos, faziam o mesmo.
A comoção no pátio acabou por ter homens e mulheres
praticando para a batalha. Sua atenção logo se desviou deles, mas
34

ela sentiu pouco interesse de sua alta janela até que os olhos se
acenderam sobre os jardins, pouco visíveis de seu ponto de vista.
A emoção disparou através dela e ela correu para se lavar e
vestir. Após a primeira busca no quarto de luxo, ficou em pânico, não
tinha ideia de onde encontrar suas roupas da Q. Uma rápida busca no
quarto rendeu uma abundância de belas vestes no enorme closet.
Algumas eram muito grandes e outras eram muito pequenas, mas ela
encontrou algumas que serviram. Então, ela vestiu com pressa os
jeans e uma camisa de manga longa para afastar o frio da noite. O fio
da Borgonha foi fundamental no desenho, mas ela ainda demorou
alguns segundos, maravilhada com a forma daquele algodão macio,
comparado com a roupa caseira que ela estava acostumada a usar.
Quanto aos sapatos demorou um pouco, porque ela teve que
classificar por inumeráveis prateleiras. Depois que ela finalmente
encontrou o grupo das botas, levou alguns minutos para encontrar
um par confortável do seu tamanho. Depois disso, ela correu por todo
o quarto e abriu a porta, preparando-se desafiadoramente para
enfrentar qualquer um que tentasse bloquear seu caminho. Um
sentimento de decepção a devastou quando não encontrou ninguém
fora do quarto. Jalen tinha tão pouco interesse nela que não tinha
sequer se preocupado em colocar um guarda para se assegurar de
que ela permaneceria.
A falta de guarda tornou mais fácil descer a escada em caracol,
a qual levou a outro patamar com mais escadas que finalmente a
levaram até o andar inferior. Ela entrou em um salão enorme,
aliviada por não encontrar nenhum entretenimento. A madeira rica do
mobiliário parecia velha, desgastada com uma suave camada de
ferrugem pela idade, embora os estofados parecessem frescos e
novos.
Nádya não encontrou ninguém, exceto uma assustada
empregada enquanto saia da casa. A mulher deliberadamente evitou
seus olhos e continuou seu destino com uma braçada de roupas de
35

cama. Segundos depois de passar pela empregada, Nádya estava
fora e respirando ar fresco. Da mesma forma que a mansão era
elegante, era sufocante também - literal e figurativamente.
Ela se esquivava da maioria das pessoas em sua direção
enquanto se encaminhava para os jardins. Para sua surpresa,
ninguém tentou impedi-la. Parecia que ela poderia continuar
caminhando de volta para a Q e ninguém iria impedi-la. Sentindo-se
um pouco mal-humorada, ela pisava na terra, ignorando
deliberadamente a beleza da paisagem, sem vontade de ser animada
por uma flor brilhante ou um artístico arranjo de folhagem.
Sua irritação fugiu logo que ela entrou no jardim. Apenas nas
revistas ela vira algo sequer próximo da cena adiante dela. Ela vagou
por flores e árvores, arbustos, moitas e pequenas surpresas
encantadoras, como o banco de pedra cercado pelas roseiras
vermelho-sangue que lhe davam a ilusão de total privacidade.
Nádya perdeu a noção do tempo enquanto explorava os jardins,
encontrando novas maravilhas na vegetação. Ela e sua avó
mantinham um jardim comum com outras pessoas do seu bloco, mas
o que crescia neles eram os alimentos básicos da vida. Neste Éden,
fabuloso, ela viu muitas coisas para as quais não tinha nem nome.
Com um sentimento de aventura curiosa, ela se distraiu com
qualquer coisa que a interessasse, tentando entender os resultados
mistos. Antes que percebesse, ela estava cheia e cansada da longa
caminhada. Ela retornou ao banco de pedra protegido pelas rosas e
enroladas na superfície dura. Era desconfortável, mas ainda assim
reconfortante na sua própria forma. Antes que percebesse, tinha
adormecido.
Nádya acordou com o som de cães latindo. Ela se levantou,
recuando pela cãibra no pescoço. Automaticamente ela olhou para a
propriedade e ficou chocada ao ver luzes por toda parte. Confusa e
curiosa, ela se levantou, espreguiçou-se e começou a caminhar de
volta para a casa, estabelecendo um ritmo rápido.
36

Quando ela surgiu de uma sebe, Nádya gritou quando três
guardas da milícia a cercaram, as mãos sobre o cinto de armas. Um
falava no rádio em seu ombro.
- Nós a encontramos.
Ela se viu pressionada entre dois homens fortes e pediu para ir
à frente. O medo a invadiu conforme ia começando a entender que o
frenesi era por causa dela. Nádya tentou anular a centelha de prazer
que sentiu ao saber que Jalen percebera que ela partiu e deu o
alarme para encontrá-la. Ele não tinha esquecido completamente
dela.
Sua alegria foi de curta duração, enquanto os homens a
escoltavam para a mansão, ignorando as escadas para empurrá-la
para dentro de um elevador. Ela mal teve tempo de pensar conforme
eles a apressavam para onde quer que estivesse sendo levada. Ela
vibrou com medo e antecipação, imaginando ver Jalen novamente.
Eles a levaram para o quarto dele, mas ele não estava sozinho.
Nádya engasgou quando viu a loira nua sentada em uma recatada
cadeira perto da lareira apagada.
Jalen acenou para os homens e eles empurraram Nádya em
uma espreguiçadeira com mais força do que o necessário. Esfregou
uma mancha dolorida em seu braço e disparou um olhar maligno em
quem a tinha apertado. Ela transferiu o olhar ressentido para Jalen
quando os guardas partiram.
-Você achou que podia fugir, escrava?
O tom e expressão Jalen não revelaram suas emoções.
Ela balançou a cabeça.
-Eu não estava fugindo.
-Mentirosa. - Ele chegou mais perto, pairando sobre ela. -
Escapar é impossível. Você não vai deixar esta propriedade até que
eu permita. - Sua voz baixou uma oitava, assumindo um tom
esfumaçado. -Se eu permitir isso.
37

-Eu não estava fugindo. - Disse ela com firmeza. -Eu estava
apenas explorando os jardins.
Jalen bufou e a loira riu. Ele se virou para ela.
-O que a diverte, Sienna?
-O seu novo animal de estimação, Mestre. - Ela lançou um olhar
de claro desprezo sobre Nádya. -Por que não a manda de volta para
casa se ela está tão desesperada para escapar?
-Não.
Disseram Nádya e Jalen ao mesmo tempo. A negativa dele foi
sem emoção, emitida em um tom firme, enquanto a dela foi alta com
uma ponta de ansiedade.
-Não. - Ele disse novamente. -Eu acho que ela será divertida,
pelo menos por um tempo ainda.
Sienna encolheu os ombros.
-Claro, Mestre. - Ela estava claramente descontente pela
decisão, mas muito bem treinada para protestar.
-Posso ir?
Perguntou Nádya com os dentes cerrados, queimando de raiva
pelas acusações que tinha enfrentado. Ela ignorou a voz na parte
traseira de sua mente que sussurrou que ela estava mais com dor do
que com raiva. Ela não poderia se importar se ele tivesse uma mulher
diferente em sua cama todas as noites.
-Não.
Ele se afastou dela para acenar para Sienna em direção a ele.
Ela obedeceu sem um pingo de hesitação.
Nádya mordeu a língua para não gritar com eles quando a loira
ajoelhou-se na frente dele e abriu seu robe. Ele não usava nada por
baixo e, mesmo com raiva, ela não podia ignorar como seu corpo era
lindo. Sienna deve ter compartilhado da mesma apreciação, porque
fez um som baixo na parte traseira da garganta enquanto tomava o
pênis na mão, guiando-o em direção à boca. Nádya choramingou de
38

angústia conforme a loira descia em Jalen. Ela caminhou em direção
à porta.
-Fique.
Ele nunca levantou a voz, mas o comando ressoou em cada
sílaba, fazendo-a congelar.
Voltou para eles e desta vez engasgou com horror. Marcas feias
de chicote apareciam nas costas de Sienna, talhadas profundamente
na sua carne. As cicatrizes eram velhas e brancas, mas elas
chocaram Nádya da mesma forma. Seu olhar voou para Jalen, a
pergunta silenciosa aparentemente refletida nos olhos dela.
-Sienna pode lhe dizer em primeira mão o que acontece com
tributos que fogem.
Ele dobrou os joelhos o suficiente para alcançar as costas e
afastar uma faixa de cabelo loiro para mostrar as marcas em sua
pele.
Seu estômago se revirou com náuseas e ela reagiu sem pensar.
-Você é um doente, coisa desprezível.
Jalen endureceu e Sienna levantou a cabeça, os olhos
arregalados pelo choque, ela olhou para Nádya.
-O senhor não fez isso. - Seus olhos azuis brilhavam com
lágrimas reprimidas, mas ela franziu boca devolvendo com raiva. -Ele
salvou-me do pai dele. Não se atreva a falar com ele desse jeito,
você pouco...
-Sienna.
Com apenas um toque de mão sobre sua cabeça, ela se
acalmou. Seu olhar nunca se desviou de Nádya. Ele parecia
aborrecido e ela pensou que poderia estar, porque Sienna arruinou a
imagem que ele estava tentando projetar de si mesmo.
-Sinto muito.
Nádya sentia genuinamente por suas palavras feias, mas a
rigidez em seu tom originou-se da dor que ela sentiu por ele tocar
outra mulher na frente dela.
39

Ele não reconheceu seu pedido de desculpas. Ela ficou sem jeito
por um segundo, deixando o silêncio se alongar, antes de voltar para
a porta.
-Você não foi dispensada, escrava.
Suas frias palavras penetraram sua pele, cravaram-se no seu
cérebro, e enviaram um arrepio na espinha. Relutante, ela virou-se
para enfrentá-lo.
-O que você quer de mim?
Jalen moveu a mão de forma quase imperceptível e ela
respondeu como se tivesse puxado uma trela invisível para empurrá-
la para frente. Ela parou na frente dele tentando encontrar seu olhar,
mas era quase impossível. Ele era muito intimidante, muito grande
para ela se levantar e encará-lo como igual. Isso era tudo o que ela
poderia fazer para se impedir de atirar-se aos pés dele e implorar
para não ser tão frio com ela.
-Ajoelhe-se.
Nádya obedeceu, olhando para ele enquanto caía de joelhos ao
lado de Sienna. Ele não emitiu outro comando, mas alguém mais
parecia estar no controle de seu corpo à medida que ela levantava as
mãos para acariciar suas coxas. Sienna baixou a boca, mais uma vez
engolindo seu pênis grosso e ele jogou a cabeça para trás, a luz do
candelabro fazendo brilhar suas presas enquanto elas se alongavam.
Ele bombeava os quadris no ritmo dos movimentos de Sienna
enquanto Nádya acariciava suas coxas e pressionava beijos na lateral
e no quadril. Ela lambeu sua pele, encontrando na suave frieza um
delicioso contraste com o calor que percorria seu corpo.
Jalen enterrou a mão em seus cabelos, puxando com força
suficiente para doer, mas ela não protestou. Nádya continuou a
lamber e a acariciar enquanto Sienna o sugava. Os sons apaixonados
que ele dava ecoavam na cabeça de Nádya e eles eram
estranhamente reconfortantes, envolvendo-a em uma névoa de
paixão.
40

Quando Jalen virou a cabeça para enfrentar Sienna, ela não
resistiu. A outra mulher deu lugar, retirando-se para se sentar sobre
seus calcanhares enquanto a boca de Nádya substituía a dela. Seu
pênis era grosso e quase mais do que ela poderia tomar. Nádya
estirou a boca para acomodar o tamanho dele e tentar imitar os
movimentos que Sienna usara. Foi estranho até que ela inclinou a
cabeça ligeiramente e seu pênis parecia deslizar profundamente em
sua boca com facilidade. Ela chupou e lambeu, sem ter muita certeza
do que fazer.
Ele devia ter percebido sua incerteza, porque a mão na cabeça
dela se abriu e ele acariciou seus cabelos.
-Muito bom. Você é uma natural chupadora de pênis, não é,
Nádya?
Ela teria respondido, mas sua ereção impediu uma resposta
verbal. Ela tentou acenar antes de perder-se no ritmo da sucção do
seu pênis. Ele a elogiou com uma voz suave e sua mão ficou em sua
cabeça, orientando e segurando-a. Nádya fechou os olhos, perdida
nas sensações que fluiam através dela. Ela não podia ter imaginado
que pudesse ser tão gratificante chupar o pênis de um homem. Devia
ter sido um ato que só seria agradável para Jalen, mas sua vagina
estava escorregadia e molhada pela necessidade. Suas coxas
tremiam cada vez em que ele se lançava contra seu rosto, e ela
estava ansiosa para seu pênis deslizar para dentro de sua fenda com
a mesma facilidade com que se movia em sua boca.
Nádya estava tão perdida dentro do momento que havia
esquecido de Sienna, até que a outra mulher se ajoelhou atrás dela,
segurando seus seios. Ela engasgou com a violação, tentando se
afastar. A mão de Jalen apertou como um torno, segurando sua boca
cativa contra o pênis dele.
-Não lute contra isso, Nádya. Você está aqui para me agradar,
e isso me agrada.
41

Ela diminuiu, permitindo que seu corpo ficasse mole. Sua pele
se arrepiou com mil aranhas invisíveis, enquanto a outra mulher a
tocava. Apesar do desconforto com o ato, seus seios responderam,
endurecendo os mamilos.
-Você tinha razão, mestre. Ela é muito divertida.
A respiração de Sienna flutuava no pescoço de Nádya enquanto
ela falava, fazendo-a tremer. Seus lábios tocaram a garganta de
Nádya e ela choramingou, tanto em protesto quanto por prazer.
Conforme Sienna mordiscava sua pele, Nádya tentava ignorar as
sensações que a boca da outra mulher provocava e focou na tarefa
que Jalen tinha atribuído a ela. Seu ritmo acelerou e ela balançou a
cabeça para continuar, quase sufocando cada vez que ele afundava
no fundo da sua garganta.
Jalen grunhiu e arqueou contra o rosto dela à medida que
jorros quentes irromperam de seu pênis, enchendo sua boca. Ela
engoliu o mais rápido possível, tomando a última gota de satisfação
que ele derramou sobre ela.
-Bom, animal de estimação.
Ele acariciou a cabeça dela quando ela olhou para ele. Nádya
não conseguia esconder a adoração que estava sentindo que parecia
irradiar de seus poros. Ela ficou surpresa ao ver que não parecia
diferente quando se olhou no espelho. Sua pele devia estar brilhando.
A sensação de calor que a inundava fugiu no momento em que
ele retirou a mão e deu um passo para trás. Sienna continuou a tocá-
la e a beijá-la, e Nádya tentou se livrar da outra mulher, mas de
repente percebeu o quão legal sua pele era. Ocorreu-lhe que Sienna
era um vampiro, assim que os dentes da outra mulher levemente
penetraram em seu pescoço.
-Não.
Ela lutava para libertar-se enquanto a outra mulher apertava o
abraço em torno dela.
-Sienna. - O tom afiado de Jalen fez a loira solta-la.
42

-Ainda não, minha querida. Ainda há diversão para se ter com
este tributo.
Suas palavras foram como um copo de água gelada no rosto.
Nádya tropeçou em pé e correu cegamente para a porta, tendo
problemas para ver através do véu de lágrimas que obscureciam sua
visão. Desta vez, quando Jalen chamou seu nome, ela não teve
nenhum problema em resistir a ele. Em vez disso, ela continuou
correndo, abriu a porta e disparou pelo corredor. Ela continuou
correndo até que entrou no quarto que lhe fora atribuído, onde se
jogou na cama e chorou.
Mesmo em seu sofrimento, ela tinha se permitido não suavizar.
A porta bateu contra a parede segundos mais tarde. Ela olhou para
cima através dos olhos cheios de lágrimas e viu Jalen enquadrado na
entrada. A raiva irradiava dele e ela tremia de medo enquanto ele
espreitava a cama e avançou até pairar sobre ela.
-Nunca corra para longe de mim, tributo.
Nádya enxugou as lágrimas e se esforçou para tornar seu tom
irritado.
-Eu não vou fazer isso. Você não pode me obrigar.
-Eu não posso? - Ele arqueou uma sobrancelha. -Você está aqui
para o meu divertimento. Lembre-se disso, escrava. Você queria isso.
Ela balançou a cabeça.
-Não.
Jalen enrolou os lábios com desprezo óbvio.
-Você fez tudo que estava ao seu alcance para chamar minha
atenção. Você mesma disse que queria esse estilo de vida.
-Eu queria você, não isso... Com essa mulher.
Ela desviou o olhar, incapaz de suportar o escrutínio em seu
olhar tingido de vermelho. Seus olhos poderiam despi-la e revelar as
profundezas da sua alma em um instante. Ela estava muito
vulnerável para esconder suas emoções no momento.
43

A cama rangeu enquanto ele se sentava. Ela rolou, determinada
a não olhar em seus olhos. A escravidão não era necessária para
dobrá-la a sua vontade. Bastava compartilharem um olhar. Ela não
queria desmoronar e acabar fazendo algo que não tinha interesse em
fazer, apenas para sua diversão. Nádya queria Jalen, mas ela queria
ser mais do que o seu brinquedo. Ela queria ser importante para ele.
Ele afastou uma mecha de cabelo que escondera o rosto dela.
Nádya choramingou quando ele a virou de costas para que sua
cabeça ficasse em seu colo. Seus olhos exerciam aquele magnetismo
misterioso, atraindo-a, e seus olhares se enfrentaram em uma
silenciosa batalha de vontades.
Ela se rendeu primeiro, sentindo-se fraca com seu abraço.
-O que você quer que eu faça?
-Isso.
Jalen a ergueu em seus braços, sua boca procurando a dela em
um beijo profundo. Ela suspirou de contentamento e abriu os lábios
para permitir sua língua em seu interior. Ele explorou os recantos
úmidos com estimulante perfeição até que seu corpo todo doía para a
liberação. Sua boca varreu mais abaixo, e ela arqueou a coluna para
oferecer mais de seu corpo. Os lábios de Jalen afinaram na curva do
pescoço dela e ela estremeceu, com uma mistura de medo e desejo,
enquanto as presas dele procuravam os furos superficiais que Sienna
havia deixado em sua pele. Ele aprofundou os furos e o sangue jorrou
em sua boca. Tonturas varreram Nádya, embora soubesse que não
podia ser da perda de sangue, pelo menos não ainda. Tinha que ser
uma reação a tudo o que estava acontecendo.
Seu corpo estremeceu, atormentado pelo desejo, enquanto
Jalen se alimentava dela. Sua sucção e sons dele engolindo acalmou-
a com deslumbrante paixão e ela perdeu o controle do tempo. Em
algum momento, ela percebeu que ele tinha parado de se alimentar e
agora simplesmente segurava-a enquanto acariciava seus cabelos.
Ela olhou para ele, sentindo-se completamente desligada. Ternura
44

parecia brilhar em seus olhos verdes e o vermelho, característica dos
vampiros, tinha desvanecido para o fundo. Perdida, girando em um
tufão, ela não conseguia esconder a verdade.
-Eu o amo, Jalen. Eu o amei desde o momento em que o vi, se
é que uma jovem garota pode sentir tal coisa. Eu sabia que você
seria meu.
Ele mudou o modo em que sua cabeça estava sobre a cama,
suas mãos libertando seus cabelos.
-Você pertence a mim, Nádya.
Suas palavras levantaram seu humor, embora sua expressão a
deixasse hesitante e confusa.
-Foi o destino.
Ele bufou.
-Não, é a luxúria. Ela vai desaparecer e você vai optar por se
tornar uma serva na casa, voltar para o Q, ou
sair para o mundo. Vou substituí-la e será como se você nunca
tivesse existido.
Lágrimas escorriam pelo rosto dela.
-Como você pode ser tão cruel? - Ela perguntou com um
sussurro rouco.
-Eu sou quem eu sou. Eu sou o que nasci para ser. Cruel seria
estimular essa paixão que você sente. - Jalen encolheu os ombros,
olhando indiferente. -Eu não tenho sido cruel com você, animal de
estimação.
Ela balançou a cabeça.
-Você tem sido sim. Você está quebrando meu coração sem
motivo.
Ele saltou e ficou em pé com um movimento suave.
-Se você quiser ver crueldade, posso mostrá-la a você, mas eu
a desaconselho quando a isso.
Os lábios de Nádya tremiam.
45

-Nada do que você possa fazer pode ser pior do que o que você
está dizendo.
-Veremos. - Disse ele, parecendo ter perdido o interesse na
discussão. -Eu vou deixar você descansar agora, animal de
estimação. Se eu não tiver esquecido tudo sobre você até amanhã,
talvez eu lhe mostre a crueldade da minha espécie.
Nádya o viu sair com olhos tão mortos quanto a centelha de
esperança ardente em seu coração, que ele tinha quase extinguido.
Tudo o que ela tinha pensado que ia acontecer ao tornar-se o tributo
de Jalen fora uma fantasia de menina. A realidade era dura e brutal -
ela não era nada mais que um meio para saciar seus apetites, sejam
eles sexuais ou de sobrevivência. Se ela quisesse continuar gostando
de ficar à sua mercê, tinha que endurecer o coração para seu mestre
e esmagar sem dó qualquer indício de amor que sentia. Enquanto ela
mantivesse suas interações em um nível puramente físico, ele não
seria capaz de quebrar seu coração.
Jalen parou fora da porta de Nádya, seu aguçado senso de
audição dizendo-lhe que ela tinha se levantado da cama para ir ao
banheiro. Ele tocou a porta de madeira com a ponta dos dedos,
ansiando abri-la e tomar de volta suas palavras. Seu coração tinha
corrido pelas palavras dela, e por um segundo, ele imaginou como
seria ter alguém como Nádya ao seu lado, como sua co-regente. Ela
era aberta e generosa e parecia acreditar que estava apaixonada por
ele. Foi provavelmente apenas o primeiro rubor da atração sexual e
paixão, mas o que fazer se havia mais do que isso? E se ela
realmente o amava? Como seria a sensação de ter um parceiro de
vida que o queria para mais do que status e o que ele poderia trazer,
politicamente, para a união? Estar com Nádya seria completamente o
oposto da união fria lavrada com Kumiko.
No entanto, ele resistiu ao impulso de voltar para seu quarto.
Seria tolice encorajar a humana a se apaixonar por ele. Ele era um
poderoso vampiro senhor da guerra, prometido em casamento à filha
46

de outro clã poderoso. A amante humana não era uma anomalia em
seu mundo, mas ele nunca poderia esperar que as outras famílias
vampiro fossem aceitá-lo tomando Nádya como algo mais.
Kumiko, sua futura esposa, não se preocuparia com suas
indiscrições enquanto Nádya permanecesse nas sombras, mas ela
não toleraria que a fizesse de tola. Ele precisava da aliança com o clã
Yazura para derrotar o grande número da família Rem. Não havia
futuro para ele e Nádya, e ela tinha que ver isso. Assim como ele
também tinha. Se ele tinha alguma vontade de fazer algo precipitado
que ia contra os interesses do seu reino, precisava lutar contra isso.
Se isso significava ser cruel, ele faria o que tinha que ser feito. Era
seu dever como filho mais velho e sobrevivente patriarca do clã
DuMond. O que Jalen, o homem, procurava, não significava nada
quando comparado com o que Jalen, o governante, tinha de fazer.















47

Capítulo 6



Jalen parecia ter esquecido sua existência. Durante cinco dias
ela esperara uma convocação, caindo ainda mais em desespero
quando não veio. Onde ela uma vez desejara escapar do quarto e
explorar, agora ela agarrava-se ao consolo que ele oferecia. Ela
passou boa parte do tempo na cama, deitada de costas, olhando para
o teto com olhos cegos. Pensamentos lotavam sua mente,
atormentando-a com arrependimentos, dúvidas, e que e se. Ela
desistiu da vida pobre que tinha na Q voluntariamente a fim de
experimentar esta vida, mas o que ganhou? Nádya estava tão certa
de que tomara a decisão certa, que tudo o que encontrasse como
amante de Jalen seria maravilhoso. Que tola tinha sido.
Quando ele finalmente se lembrou de sua existência através do
envio de um guarda para levá-la para ele, uma infinidade de emoções
fervilhava nela. A primeira foi uma corrida de excitação porque logo
estaria em seus braços. A próxima foi raiva por ignorá-la por tanto
tempo, ela não gostou da forma como ele a machucou, dando-lhe as
costas. Alívio estava na mistura também - ele não havia se esquecido
dela. Por último, o medo, maculando todas as outras emoções,
dando-lhes um amargo tormento. Ele a havia ameaçado com
crueldade na próxima reunião, e agora ela se perguntava se ele
poderia livrá-la. Ela fizera uma ameaça vazia, tinha conscientimente
se recusado a se debruçar sobre a possibilidade, mas agora não podia
negar o medo que tinha permanecido em sua mente o tempo todo.
O guarda lhe dera 15 minutos para tomar banho e se vestir, e
ela gastou mais analisando seus sentimentos, então vestiu
apressadamente a primeira coisa que a mão dela tocou. Por um acaso
ela tinha uma grande sorte, e acabou vestindo um kimono de seda
48

vermelho segundos antes de o guarda entar novamente em seu
quarto sem bater. Ele não falou. Em vez disso, segurou-a pelo braço
e a puxou junto a ele, sem sequer dar-lhe tempo para calçar os
sapatos. Seus pés descalços escorregavam no piso de madeira polida,
mas o guarda a impedia de cair.
Seu braço doía no momento em que chegou ao outro quarto
com o qual ela não estava familiarizada. Enormes portas francesas
deslizaram ao se abrir quando se aproximaram, e Nádya derrapou até
parar quando o guarda estacou e jogou seu braço. Ela se debateu
antes de recuperar o equilíbrio e tentou se colocar em linha reta.
Sombras dominavam a sala, muito pouco aliviada pelos diâmetros da
iluminação fornecida pelas luzes do teto. Ela entrou no quarto,
tentando parecer digna.
Ela vacilou, quando uma névoa de formas à sua direita estava
iluminada o suficiente para deixá-la ver o que estava acontecendo.
Nádya engasgou. Um emaranhado de corpos se contorciam juntos,
tornando quase impossível ver quantos estavam envolvidos no
frenesi, ou o que estavam fazendo. Ela podia perceber um macho
fodendo outro, enquanto que o homem tinha a cabeça enterrada
entre as coxas de uma mulher. A visão surpreendeu, mas não tanto
quanto a reação dela própria. O desejo despertou para a vida com a
rapidez de uma queimadura. Às pressas, ela desviou os olhos em um
esforço para negar o efeito.
Outro grupo atraiu seu olhar, e ela se admirava de que uma
pessoa poderia contorcer seu corpo da forma que a mulher fazia. Um
homem estava atrás dela, bombeando dentro dela, enquanto ela
chupava o pênis de outro.
De alguma forma, Nádya forçou seus pés para se mover,
achando semelhantes atos chocantes onde quer que olhasse. Mesmo
quando ela acabou com sua cabeça voltada completamente para
frente, ela podia ver as pessoas perifericamente, e os sons da paixão
oprimindo a suave música tocando no fundo.
49

Depois do que pareceu uma eternidade, ela avistou Jalen. Para
sua surpresa, ele estava recostado numa espreguiçadeira, não estava
envolvido nos atos sexuais ao seu redor. Ela não podia discernir seu
humor a partir de sua expressão. Congelada, ela ficou a estabilizar os
passos que levavam à sua plataforma, olhando para ele, curiosa.
-Ajoelhe-se. - Sua primeira palavra a ela, em cinco dias foi tão
dura e controladora que ela se encolheu. Nádya se abaixou, apoiando
os joelhos contra o degrau de mármore frio. Com uma careta, ela
inclinou a cabeça.
-Mestre. - O título era amargo na sua boca, e ela teve que
resistir ao desejo de cuspir para limpar o mau gosto.
-Venha até mim.
Ela se levantou, endireitou os ombros, e marchou até as
escadas. Muito em breve, ela se viu em pé na frente dele.
Jalen ficou de pé em uma série de movimentos sem pressa. Levou
toda sua força de vontade encará-lo, imaginando o que iria
acontecer. Parecia que um deles devia falar, mas o silêncio continuou
enquanto ele colocava uma mão fria em suas costas para guiá-la até
o estrado. Ela não resistiu quando ele a levou através das sombras e
luz alternada, passando pelos corpos se contorcendo, para uma área
na parte de trás do enorme quarto onde a luz parecia incapaz de
penetrar. Não que a luz não atingisse a área. Pelo contrário, parecia
que algo a repelia.
Nádya piscou e a ilusão passou. De repente, ela podia ver tudo
muito bem. A mão apertando a boca era tudo que a impedia de
gritar. Não teria importância se ela tivesse feito isso, porque o grito
da vítima teria se arrastado sobre o dela. Horrorizada, ela
estremeceu com o homem acorrentado a um pilar enquanto um
chicote empunhado por um homem enorme batia em suas costas.
Três ansiosas vampiras ajoelharam-se aos pés do prisioneiro,
lançando-se para cima para lamber os rios de sangue que escorriam
de suas costas, nádegas e pernas.
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Enjoada, ela se virou, só para Jalen virá-la de volta novamente.
-Não.
A exalação dura chamou a atenção dos participantes no terrível
quadro por um segundo, mas logo voltaram para sua sangria.
-Assista à crueldade. - Disse ele num sussurro. -Veja o que eles
fazem, por minhas ordens, e ainda me diga sobre seu amor.
Lágrimas turvaram sua visão, poupando-lhe os detalhes mais
sangrentos, embora nada abafasse sua audição. Cada grito da vítima,
cada rosnado de prazer ou fome dos vampiros, e cada fresta do
chicote esfolando a pele do humano ecoaram através da sua cabeça,
deixando-a fisicamente doente.
Ela piscou para clarear a visão quando a vítima fez um novo
som. A bílis subiu para o fundo da sua garganta enquanto ele grunhia
com satisfação, enquanto seu pênis convulcionava, atraindo os
vampiros do sexo feminino aos seus pés com a ejaculação. Nádya
franziu o nariz em desgosto quando duas das mulheres assobiaram e
arranharam uma à outra pelas próximas gotas de sua essência. A
vencedora lambeu-o do pé da vítima, certamente saboreando.
-Obrigado, Mestre. - Disse o sub enquanto inclinava-se
levemente contra o pilar, a exaustão evidente em sua postura,
embora ele brilhasse de satisfação.
Nádya se virou, e desta vez Jalen permitiu, embora a seguisse.
Ela se virou de volta para ele, uma vez que foram uns poucos passos
desde a cena de tortura. Com o canto do olho ela viu o grande
homem desfazer as correntes e levantar cuidadosamente o humano
em seus braços, como se o frágil sub fosse feito de vidro. A
justaposição de crueldade e ternura do enorme vampiro - batendo no
pequeno humano em um momento e sendo gentil no próximo – a
confundia. Como ele poderia machucar o humano se ele se importava
com ele, o que obviamente o fazia, pela forma como acariciou os
cabelos loiros do rosto do homem antes de levá-lo embora?
51

-Por que você me mostrou isso? - Perguntou Nádya com um
sussurro baixo.
Jalen olhou para ela e seus olhos se estreitaram.
-Você tem que se livrar dessas noções românticas do que eu
sou.
-Por quê? O que importa o que penso de você?
Ele abriu a boca, parou por um segundo, e disse:
-Se você não aceitar a verdade, vai se machucar ainda mais.
Um sorriso instável se firmou em seus lábios.
-Eu sabia que você gostava de mim. - Era a coisa errada a
dizer. Ela podia dizer pela forma como sua expressão escureceu.
Ele se inclinou para baixo, com o rosto próximo ao dela.
-Você não significa nada para mim, humana.
Sob a frieza, ela podia sentir saudade. Mesmo ao tentar
convencê-la de que ele era um monstro, mas sua boca parecia
prestes a ajustar-se sobre a dela. Ela estendeu a mão para tocar sua
face, traçando-a com um dedo delicado.
-Está tudo bem. Você não tem que ter medo de como se sente.
Jalen se endireitou bruscamente, virou as costas para ela e
apontou para um atarracado vampiro vestido com couro, de bíceps
protuberantes e uma expressão rude.
-Joseph, prepare a escrava.
Com um sobressalto, Nádya percebeu que ele estava falando
sobre ela enquanto Jalen empurrava-a para o outro vampiro. Joseph
levantou-a com um braço, parecendo despreocupado por ela estar
chutando e arranhando seus braços. Ela gritava e rebolava até que
ele a deixou cair descuidadamente contra o pilar, rasgando o
quimono de seu corpo. O apoio ainda estava escorregadio com o
sangue do ocupante anterior e suor, e ela se encolheu longe do
mármore. Seria amarrada pela cintura, pois Joseph envolvia uma
corrente em torno dela. A descrença a fez sacudir a cabeça quando
Jalen começou a contornar o pilar.
52

-Por favor, não faça isso.
Ele voltou a considerá-la desapaixonadamente. Nádya estava
pressionada contra o pilar, quando Joseph correu a ponta da correia
para baixo em sua coluna vertebral. Ela estremeceu, querendo negar
que a sensação era agradável, mas não conseguiu. Seus olhos
procuraram os de Jalen e seus olhares travaram. O seu plano era
manter-se forte diante do que ele estava fazendo. Afinal, ele estava
fazendo isso para puni-la por fazê-lo sentir algo que não queria. Ela
sabia disso. No entanto, ele não iria ajudá-la a lidar com o medo da
dor que viria.
A carícia sensual de um dos vampiros a fez saltar e desviar o
olhar de Jalen. Ela reconheceu a loira como
Sienna. Quando outra mulher apertou a parte superior do corpo de
Nádya, esfregando seus seios sugestivamente, ela puxou de volta
tanto quanto a cadeia permitia. Mais uma vez ela encontrou os olhos
de seu amante, os dela cheios de súplica.
-Por favor, Jalen.
Ele chegou mais perto, inclinou-se mais perto, mas não falou.
Com um aceno de Jalen, o vampiro começou o flagelo. A primeira
estalo do chicote foi uma picada de luz, quase agradável, mas ela se
encolheu e gemeu.
-Por favor. - Ela sussurrou para seus ouvidos apenas -Não faça
isso.
O chicote de Joseph conheceu sua pele novamente, com uma
força mais sensível ao toque, e ela gritou. Mais uma vez ele a
chicoteou, e ela caiu contra o pilar.
-Bastardo. - A acusação era pouco mais que um sussurro
ofegante, mas sua audição vampírica devia ser afiada o suficiente
para ouvi-la.
-Você ainda me ama, Nádya?
Perguntou Jalen em um tom baixo que exalava prazer sádico.
Mas ela ouviu o anseio por baixo, embora não pudesse ter certeza se
53

ele estava inadvertidamente traindo suas emoções, ou se sua própria
mente estava adicionando esse elemento. Quando ela não respondeu,
ele se inclinou ainda mais perto, esperando até que Joseph a
chicoteasse de novo antes de repetir:
-Você me ama?
O fogo queimava suas costas e cada cílio latejava de dor,
embora nenhuma gota de sangue fora derramado ainda. A raiva
emprestou-lhe força para ficar em pé e levantar a cabeça, embora
emoção honesta solicitasse sua resposta.
-Sim, maldito, eu amo. - Nádya pressionou a testa contra o
mármore e fechou os olhos, preparada para suportar tantos ataques
do chicote quanto Jalen considerasse necessário pelo crime de tocar
seu coração.
-Isso é o suficiente. - Disse Jalen com uma voz áspera.
Seus olhos se abriram às suas palavras, e ela se levantou quando ele
abriu o segundo bloqueio segundos depois. Conforme a cadeia caía
para o chão de mármore com uma conversão, ela se inclinava contra
o pilar de apoio.
-Mestre, você nos prometeu sangue. - Sienna cravou as unhas
na panturrilha de Nádya. -Seu sangue.
Jalen a ignorou.
–Todos, fora. - Sua voz ecoou por toda a sala, fazendo com que
as pessoas envolvidas em vários atos congelassem. -Deixem-nos.
Embora seu tom não admitisse nenhum argumento e
provocasse mais debandada em um frenesi de roupas e corpos,
Sienna permaneceu de joelhos, as unhas ainda furando
desconfortavelmente a carne de Nádya, apesar de seus esforços para
sacudir a loira para se livrar dela.
-Eu exijo sangue deste tributo.
Um rosnado feroz torceu os traços do rosto de Jalen, tornando-
o temível.
-Você exige algo de mim?
54

Sienna engoliu visívelmente e seu tom suavizou.
-Peço humildemente que me permita provar esta humana,
Mestre.
-A humana pertence a mim. Eu não compartilho. Agora, saia.
Sienna deve ter percebido que ele estava furioso com ela,
porque se levantou e correu para a porta sem parar para pegar uma
roupa das pilhas espalhadas.
Teria sido um motivo de orgulho ficar parada até a última
testemunha sair, mas sua força fugiu com a partida de Sienna, e ela
caiu no chão. O azulejo frio acalmou a dor da carne machucada, e ela
teria permanecido ali indefinidamente se Jalen se não a levantasse
nos braços e a levasse para a espreguiçadeira. Ele a deitou sobre a
face antes de se sentar ao lado dela.
-Eu o odeio. - Disse ela com voz grossa.
-Você queria me odiar. - Ele parecia divertido e seus dedos
eram gentis escovando o cabelo dela para trás para olhar as marcas.
-Não haverá cicatrizes.
-Estou muito grata.
Nádya fechou os olhos, a mente um turbilhão de confusão. Ela
não entendia como podia ser tão frio um momento e tão bom no
próximo, assim como o outro vampiro dominante. As duas
personalidades não deveriam ser compatíveis, mas ela não poderia
imaginá-lo de outra maneira. Ela realmente amava Jalen –
provavelmente, o amara no momento em que seus olhos se
encontraram quando ela era apenas uma garota - e que incluía todas
as facetas do homem. Ela adorava o ditador cruel, tanto quanto
amava o amante carinhoso que lhe mostrou tal gratificação. Claro,
ela odiava o lado sádico de sua natureza quase tanto quanto o
amava. Desafiou suas ordens mesmo quando sabia que estas iriam
dar-lhe prazer incrível, então ela era uma contradição também.
Tentar montar o quebra-cabeça ia dar-lhe dor de cabeça e ela
já estava com dor o suficiente. Nádya tentou limpar seus
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pensamentos, e enquanto ela os empurrava de sua mente, percebeu
que o toque de Jalen tinha mudado de um exame distante para um
afagar leve que provocaca arrepios em sua espinha.
-O que você quer de mim, Jalen?
A mão parou nas suas costas e ele olhou para ela, a expressão
desprotegida. Os olhos de Jalen refletiam confusão.
–Eu não sei. - Ele encolheu os ombros. -A única coisa que sei é
que eu não deveria querer nada de você. Isso está errado.
-Como é que pode estar errado se é algo que você quer, que
pode fazer você feliz?
Seus lábios se torceram no pálido arremedo de um sorriso.
-Você é humana, Nádya. Nada sobre você, salvo seu sangue e
sofrimento, devia me fazer feliz. Se meu pai ainda estivesse vivo ele
empalaria nós dois se soubesse o que estava acontecendo. Ter
sentimentos por um humano seria o horror final aos seus olhos.
Ela não respondeu ao comentário sobre o pai. O tempo tinha
turvado sua memória sobre o homem, embora o povo da Q
ainda falasse de suas más obras. As cicatrizes profundas que ele
tinha deixado, como aquelas nas costas de Sienna, eram a prova
ampla que as histórias eram verdadeiras.
-O que está acontecendo entre nós?
-Por enquanto, apenas isto.
Ele abaixou a cabeça para tomar posse de sua boca. Ela cedeu
de bom grado, unindo a língua à dele. Nádya se torcia para chegar
mais perto dele e gritou quando a almofada de veludo arranhou os
machucados nas costas. Jalen interrompeu o beijo tempo suficiente
para se levantar, levantou-a nos braços e sentou na poltrona com ela
escarranchada nele.
Do seu novo ponto de vista, ela podia ver seu rosto contorcido
de prazer. Experimentando, ela girou os quadris, apertando sua
vagina contra a espessura da sua ereção. Jalen gemeu e ela mordeu
a língua para conter o próprio grito.
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Ele envolveu os seios dela com as mãos, dedilhando os mamilos
simultaneamente. Ela arqueou as costas para oferecer-lhe mais, o
que serviu para colocar sua vagina latejante ainda mais perto do seu
pênis. Se não fosse o tecido da calça, a cabeça teria sido envolvida
em suas dobras escorregadias.
Nádya gritou quando Jalen puxou seus mamilos.
Instintivamente, ela se inclinou mais para perto, dobrando-se sobre
seu peito nu, com as mãos presas entre eles. Ela deslizou o corpo de
lado, desfrutando do modo como ele gemia de prazer. As almofadas
de seus polegares continuavam girando em torno dos botões
endurecidos, enviando uma onda de choque de êxtase por todo seu
corpo.
-Por favor.
-Por favor, o quê? - Ele perguntou com voz áspera.
-Foda-me, Jalen. - Nádya sentou-se enquanto proferia o
pedido, com as mãos indo até a cintura de suas calças. Ao seu ligeiro
aceno, ela desfez as amarrações e deslizou as mãos para dentro.
Jalen apertou as mãos sobre as coxas para segurá-la firme e levantou
as nádegas para permitir que ela puxasse para baixo o material. Ela
pegou a roupa interior, juntamente com as calças, empurrando-os
até a metade das pernas, até não conseguir afastá-las mais.
-Monte-me, animal de estimação.
Seu coração saltou àquela palavra, pronunciada desta vez como
um carinho misturado com afeição, ao invés de um título desdenhoso
destinado a ilustrar sua subserviência. Ela separou as coxas
amplamente e se ergueu, afastando-se dele o suficiente para alinhar
seus corpos perfeitamente. Lentamente, Nádya desceu em cima dele,
abraçando a cabeça de seu pênis com sua fenda por um longo
segundo antes de ceder à vontade de engolir mais. Ele encheu um
centímetro de cada vez, estirando-a de maneira satisfatória, até que
seu pênis ficou enterrado até o cabo dentro de sua vagina.
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Ela se balançava contra ele, desajeitada no começo pela
novidade de regular o ritmo. Os dedos de Jalen seguravam na carne
de seus quadris enquanto ele a guiava, ajustando o ritmo até que ela
ganhou confiança. Nádya inclinou-se ligeiramente para descansar as
mãos sobre o peito, raspando seus mamilos com as unhas. Ele jogou
a cabeça para trás, a respiração se tornando irregular. Ele estava à
sua mercê.
Seus olhos se arregalaram. De repente, compreendeu o que
não fazia sentido antes. Em sua posição atual, ele parecia estar à sua
mercê. Ela poderia fazer o que quisesse com ele, mas tudo o que
queria era agradá-lo. Se ele pedisse a ela para chicotea-lo da forma
que ela fora chicoteada, não teria hesitado em fazê-lo, desde que
tivesse certeza que ele iria gostar. A fim de fazê-lo feliz ela lhe daria
qualquer coisa, seja prazer ou dor.
A epifania a abalou. Ela ainda não compreendia todos os ramos
do estilo de vida no qual ele estava introduzindo-a. Era muito
complicado para absorver em apenas alguns dias. Tudo que sabia era
que agora ela tinha um maior apreço por como devia ser difícil
assumir o papel dominante, ser o único administrando e controlando
a dor com o intuito de satisfazer o sub. Apenas incrível força de
vontade e um profundo sentimento de carinho para com o parceiro
guiava um Dom enquanto ele dominava seu animal de estimação.
-Nádya? - Ela piscou novamente, encontrando o olhar de Jalen.
-Sim?
-Há algo de errado? Você quer parar?
Com uma careta ela perguntou:
-Por que você acha isso?
-Você parou de se mexer e está com uma peculiar expressão no
rosto. Podemos tentar uma posição diferente.
Ela balançou a cabeça.
- Assim está bom. - Ela se arqueou contra ele, saboreando cada
centímetro de seu eixo dentro dela. -Tão bom.
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Pensamentos profundos se espalharam por sua mente e ela
perdeu-se nas sensações que percorriam seu corpo. Em algum
momento ele lançou os quadris e apertou as mãos, balançando juntos
em um ritmo que parecia tão natural quanto respirar. Nádya gozou
mais de uma vez, cada vez pausando por tempo suficiente para
permitir um estremecimento antes de começarem a balançar
novamente. Jalen pareceu atingir sua liberação algumas vezes
também, mas seu pênis continuava duro.
Perderam no tempo todo o sentido enquanto faziam amor,
perdidos um no outro durante horas. Um orgasmo intenso vinha
crescendo dentro dela o tempo todo, alimentado pelas liberações
menores, até que finalmente tomou conta dela, fazendo-a gritar com
o clímax. A voz de Jalen juntou-se à dela em uma cacofonia
harmoniosa, e seu pênis convulsionou dentro dela várias vezes. Por
mútuo acordo, sem uma palavra trocada, eles relaxaram. Jalen
levantou-se primeiro antes de levantá-la em seus braços. Ela se
contentou em ficar em seus braços enquanto ele a levava do quarto,
repleta de horas de amor.
Ela esperava que ele a levasse para o quarto dela, mas ele
ignorou sua porta preferindo o próprio quarto. Quando eles entraram
no suntuoso quarto ele a levou direto para a cama, colocando-a sobre
seu estômago para poder olhar suas costas. Nádya estremeceu
quando seus lábios escovaram um dos machucados mais profundos.
-Eu sinto muito. - Ele colocou uma série de beijos suaves nas
suas costas. – Nunca mais vou machucá-la de novo, Nádya.
Ela fez um som sem compromisso enquanto o sono tomava
conta dela. Nádya queria acreditar em Jalen. Ela sabia que ele
acreditava nas próprias palavras, mas como ele poderia realizá-las?
Ele era um mestre vampiro poderoso e ela sabia que ele deveria se
casar com um vampiro de outra família muito em breve. Ela nunca
poderia ser mais do que sua amante. Ele já estava machucando-a,
quebrando seu coração apenas por fazer o que tinha que fazer.
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Capítulo 7



Durante as duas semanas seguintes Jalen cumpriu a palavra,
tornando difícil para Nádya guardar seu coração. Não importava se
não havia futuro para eles quando ela estava tão presa ao presente.
Tratava-a delicadamente, com respeito e carinho. Ela mudou-se para
o quarto dele e não houve mais quaisquer lições ou tentativas dele de
fazê-la parar de amá-lo. Na verdade, ele parecia encorajar seu amor
a crescer. Jalen parecia prosperar com isso e ela celebrava em
mostrar-lhe como se sentia. As coisas tinham sido quase perfeitas,
embora Jalen só falasse as palavras para si mesmo. Ele ainda tinha
que dizer que a amava, e embora lhe mostrasse de mil maneiras, ela
queria ouvir a confirmação de seus lábios.
A única outra sombra que pairava sobre sua felicidade era que
a data do casamento de Jalen se aproximava. Tinham ainda alguns
meses à frente, mas os preparativos já tinham começado. Ela não
podia andar pela mansão ou pelas terras sem ver algum sinal da
próxima união. Funcionários estavam ocupados preparando a antiga
propriedade para deixá-la absolutamente perfeita. O quarto adjacente
ao de Jalen estava passando por uma redecoração para atender os
gostos de Kumiko, e ela frequentemente observava Jalen parando no
meio de alguma tarefa, uma expressão preocupada no rosto, com as
sobrancelhas igualmente apertadas e lábios franzidos que surgiam
cada vez que alguém mencionava o casamento.
Nádya estava tentando permanecer no fundo de sua vida, para
estar lá para ele quando precisasse dela, mas sabia que os outros
tinham notado a mudança em seu relacionamento. Ela tinha ouvido
sussurros e sentia os olhares onde quer que fosse. Os guardas
tratavam-na com consideração, como faziam os servos, enquanto os
outros vampiros a tratavam com um desdém mal disfarçado. Ela
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tinha passado a maior parte do tempo na suite de Jalen para evitar
confrontos.
Felizmente havia muita coisa para mantê-la ocupada, mesmo
quando Jalen não estava explorando cada centímetro do seu corpo e
lhe ensinado novas formas de amar. Ele tinha uma grande variedade
de coisas que ela nunca tinha visto antes, desde um sistema de
intercomunicação que usava para se comunicar com as outras bases,
a uma coisa chamada televisão holográfica. Ele tinha milhares de
pequenos discos que se encaixavam no leitor e ela passou inúmeras
horas assistindo documentários, filmes e programas de TV
preservados desde antes da grande queima. Jalen
lhe dissera que alguns programas novos foram criados desde então,
mas a tecnologia não existia mais para torná-los amplamente
disponíveis.
Ele já tinha desaparecido da cama quando ela acordou, então
Nádya tinha tomado banho e se vestido, preparando-se para ocupar
sua noite em frente do HGTV. Ela abriu a porta para a sala de
entretenimento e deu um passo para dentro antes de perceber que a
sala já estava ocupada. Jalen parou diante da tela gigante, sem falar,
de costas para ela. A mulher na tela teve sua inteira atenção, ou ele
a teria ouvido entrar na sala. Ele não deu nenhum sinal de ter
consciência da presença de Nádya.
Nádya congelou, dividida entre curiosidade e boas maneiras.
Ela sabia que não deveria escutar, mas a mulher que estava na tela
capturou a atenção dela também. Suas delicadas características
asiáticas, olhos elípticos, pele pálida, cabelos negros e brilhantes
revelaram sua identidade. Verdade, ela poderia ter sido qualquer
membro do clã Yazura, mas Nádya sabia que era Kumiko. Seu
coração apertou quando confrontada pela beleza perfeita da outra
mulher. Como Jalen poderia querê-la de alguma maneira, até mesmo
como amante, uma vez que Kumiko estava disponível para ele?
-Estou perturbada com os rumores que ouvi, Jalen.
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Ele enrijeceu a espinha.
-Eu já lhe disse que não há nada de acordo com eles.
A língua rosa de Kumiko disparou para fora com rapidez de um
gato lambendo os lábios vermelhos.
-Eu quero acreditar em você, mas o rumor persiste que você
tenha tomado uma humana como sua companheira.
-Nós não somos casados ainda, Kumiko. Eu não lhe devo
nenhuma explicação por qualquer uma das minhas ações.
Ela arqueou uma sobrancelha.
-Claro que não, e, por favor, não me entenda mal. Eu não me
importo se você se diverte com uma humana no momento. O que me
interessa é que a informação que chegou até mim é que suas ações
estão minando sua autoridade. Por favor, não insulte minha
inteligência negando que você teve que matar dois dissidentes na
semana passada quando tentaram derrubar você.
Jalen inclinou a cabeça.
-Eu lidei com a situação.
A voz de Kumiko permaneceu equilibrada, mas para Nádya,
seus olhos azuis, um grande contraste com suas feições
predominantemente da Ásia, parecia brilhar com raiva.
-Meu ponto é que não teria tido uma tentativa se você não lhes
tivesse dado razão para pensar que estava tornando-se fraco.
Comporte-se de acordo com um lorde vampiro e não haverá novos
desafios.
-Adeus, Kumiko. - Jalen se inclinou para pressionar um botão
no painel de controle, cortando a noiva antes que ela pudesse
responder. Ele caiu para frente e Nádya precisou de toda sua força
para não ir até ele e tentar tirar a tensão que apertava seus ombros.
Ela sentiu que ele não queria que ouvisse a conversa, por isso o
deixou tão silenciosamente quanto pode, querendo que não soubesse
que estivera ali.
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Ela voltou ao quarto e atirou-se em uma poltrona estofada. O
que ela devia fazer com a informação que ela ouviu? Obviamente sua
presença era uma fonte de fraqueza para Jalen. Seu coração
esqueceu-se de bater por um momento quando insistiu no
pensamento dos dois dissidentes que tinham tentado tirar Jalen da
governança. Se tivessem sido bem sucedidos, seu amante agora
estaria morto. Se só com o pensamento de viver sem Jalen ficou
difícil respirar, então, como ela poderia sequer pensar em deixá-lo?
Mas como poderia pensar em ficar se ela era um perigo para ele?
Jalen interrompeu seu devaneio ao entrar na sala. Sua
expressão não traía nada da conversa com a futura noiva. Ele parou
na cadeira para beijá-la profundamente antes de falar.
-Eu quero que você fique na suíte esta noite.
Ela assentiu com a cabeça.
-Eu sei que é melhor que os outros não me vejam.
Ele franziu a testa, os olhos sondando como se a despisse.
-O que você ouviu, Nádya?
Ela encolheu os ombros, olhando só por cima do ombro para
evitar seu olhar.
-É mais fácil ficar aqui do que lidar com os outros. É...
Incômodo ter tantos olhos em cima de mim o tempo todo.
Sua expressão suavizou.
-Eles só olham porque você é muito bonita.
Nádya deu uma risadinha com o insano pensamento, mas ele
falou de novo antes que ela pudesse responder.
-A única razão pela qual estou pedindo para você ficar na suíte
esta noite é porque uma unidade do exército de Rem está atacando.
Eles chegarão aos muros em breve e eu preciso levar a milícia.
Uma bola de medo súbito saltou em sua garganta, o que tornou
difícil falar.
-Tenha cuidado, - ela sussurrou. Nádya desejava suplicar que
ele não fosse, mas se conteve. Ele não podia evitar conduzir os
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soldados contra os invasores do clã Savage e nem sequer podia
pensar em não agir assim. Era seu dever, como governante do clã
DuMond e da província de N'work.
Ele deu todas as indicações de estar despreocupado, mas seu
abraço apertado desmentia o tom casual.
-Nada vai me impedir de voltar para você no momento. - E
então ele se foi, deixando-a saudosa de seu toque e doente no
coração com todas as coisas se erguendo entre eles. Pelo menos o
medo de perdê-lo havia lhe dado algo novo para se preocupar - não
que isso fosse um medo mais fácil de lidar.
Embora soubesse que poderia prejudicar Jalen ainda mais,
Nádya não conseguiu resistir ao impulso de correr pelas escadas,
quando ele voltou algumas horas depois. A maré de humanos e
vampiros cercavam os soldados que retornavam assombrados, mas
ela lutou para abrir caminho até à frente para que pudesse vê-lo no
minuto em que a milícia passava pelos portões. Ela tremeu de alívio
ao ver Jalen na liderança. O sangue manchava roupas e corpo, mas
ele parecia ileso. Ela correu para ele, mas diminuiu enquanto ele se
aproximava, sabendo que não tinha o direito de cumprimentá-lo.
A multidão em volta dele de repente gritava e aplaudia, fazendo
Nádya olhar ao redor com curiosidade. O que causou aquele furor
abrupto? Tinha que ser mais do que o retorno seguro de Jalen, ou
eles teriam começado as aclamações logo que o avistaram.
Seu olhar voltou para Jalen e os soldados, desta vez
concentrando-se no homem montado um pouco atrás de Jalen. Ele
era áspero e confuso, com um cabelo preto selvagem pendurado nas
costas e em volta do rosto. Ela torceu o nariz para a aparência dele,
mas seu estômago se agitou quando seus olhares se cruzaram. Seus
olhos eram de um azul profundo e pareciam penetrar no seu núcleo.
Ela engasgou, a cor queimando seu rosto, e deu um passo para trás,
desesperada para escapar daquele olhar. Ele a deixava
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desconfortável e se recusou a analisar o porquê, afastando-se do que
revelaria.
Nádya virou-se para voltar para a casa, mas mãos fortes a
prenderam, arrastando-a de volta. Ela virou-se para encarar Sienna.
-Solte-me.
-Não. Você deve cumprimentar Jalen. Você é a amante dele. –
A expressão de Sienna torcia com desgosto enquanto ela empurrava
Nádya para longe dela.
Nádya tropeçou para trás, fugindo da multidão e caiu na lama a
apenas alguns metros do cavalo de Jalen. A multidão riu e ela olhou
para baixo, ardendo de humilhação. Não foi senão quando mãos
suaves tocaram seus ombros que ela levantou a cabeça. Jalen estava
sobre ela, e ele levantou-a nos braços, parecendo despreocupado
pelo caminho diante dele.
-Traga nossos convidado para o jantar, - ele gritou por cima do
ombro, sem economizar um olhar para o homem sobre o cavalo. -
Vamos ver como o clã de Rem é civilizado ao vivo.
Seus comentários suscitaram uma onda de riso cruel. Nádya
escondeu o rosto contra seu peito.
-Sinto muito. - Disse ela em voz baixa. –Eu não devia ter
descido.
-Shh. - Ele roçou os lábios contra sua têmpora. -Não se
preocupe com o que os outros dizem.
Ela não respondeu, não sabia como verbalizar seus medos.
Nádya sabia que enfraqueceu Jalen aos olhos dos outros e ele não
podia se dar ao luxo de afastar adversários ao mesmo tempo que
lidava com a ameaça do exército de Rem. Ele também não poderia
perder o clã Yazura, porque só os seus números combinados seriam
suficientes para derrotar o exército de Rem. Nádya tinha aprendido
muito no pouco tempo em que morava na casa dos DuMond. Como
uma residente da Q fora ignorante de qualquer uma das maquinações
políticas das várias famílias de vampiros, e ela desejava que pudesse
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voltar àquele estado de ingenuidade, onde sua única preocupação era
como chamar a atenção de Jalen para que ele fosse buscá-la como
seu próximo tributo.
Jalen se sentou ao seu lado com o prisioneiro à sua direita.
Nádya ainda não tinha compartilhado uma refeição com a família de
Jalen e sua comitiva. Para seu alívio, a maioria dos olhos estava em
Rem Savage, ao invés dela mesma. Ela deu uma olhada no homem
maltrapilho com o canto do olho e ficou surpresa ao vê-lo sentado
sem uma pitada de tensão, como se as cordas que o amarravam à
cadeira não estivessem lá.
Por sua parte, ela estava tão desconfortável que não teve
coragem nem para experimentar a comida do prato. Os outros ao seu
redor pareciam não ter problema para comer e devoravam a rara
costela privilegiada com evidente prazer. Nádya encontrou o olhar de
Rem e a pena a invadiu quando viu a fome em seus olhos. Ela sabia
pouco sobre o clã Savage, mas a julgar pela aparência de seu líder,
sua existência não era de luxo. Ela sabia o que era fome, tendo
crescido na Q, e ficou enojada ao ver os que estavam sentados na
grande mesa comendo na frente do prisioneiro. Um olhar sobre Jalen
revelou que ele não estava comendo e seu olhar não tinha vacilado
com Rem. Ela percebeu sua expressão ilegível, mas ficou incomodada
pelo comportamento insensível de Jalen.
-Por que vocês estão fazendo isso com ele? - Perguntou ela em
um sussurro.
Jalen virou a cabeça para olhar para ela, uma carranca no
rosto.
-O que você quer dizer?
-Você não acha que é cruel colocá-lo numa situação como esta?
- Nádya olhou Rem e viu-o olhando para ela. Ele usava o mesmo
olhar faminto e isso a fez sentir um desconforto.
Jalen se inclinou mais para perto, a incredulidade refletida em
sua expressão.
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-Sua preocupação é com o meu inimigo? O que há de errado
com você?
Ela enrijeceu.
-Eu posso sentir compaixão por alguém tratado assim.
-O que fiz que seja tão ofensivo? - Perguntou Jalen, seu tom
tornava impossível avaliar seu humor.
Ela apontou para as placas de ferro da mesa, e depois para
Rem.
-Você não tem ideia de como é estar com fome, Jalen. Você
cresceu em uma mansão, nunca se preocupou com nada. Como você
pode esperar entender por que isso é errado?
O rosto de Jalem estava a centímetros do seu próprio, quando
ele pulou para frente.
-Se quer meu convidado alimentado, você o alimenta. - Quando
ela hesitou, ele empurrou Nádya aos seus pés. -Vá em frente,
escrava. Alimente o prisioneiro.
Nádya queria desaparecer quando o silêncio caiu sobre a sala e
cada olhar estava centrado sobre ela. Seus lábios tremiam e as
lágrimas escaldavam a parte de trás de seus olhos. Só o fato de
saber que Jalen já estava em uma posição vulnerável a impedia de
recusar sua ordem e correr para o hall. Isso, e a compaixão para com
o prisioneiro. Firmou a boca, marchou para Rem e pegou um pedaço
de carne com um garfo. Sua mão tremia quando ela levou o utensílio
à boca dele e seu estômago revirou quando ele abriu a boca para
pegar a oferta, lambendo os dentes do garfo com um cuidado
exagerado, de uma maneira que parecia muito sugestiva para ser
acidental.
-Obrigado, querida. - Ele piscou para ela. -Não admira que você
esteja ocupado demais para cuidar de seu povo, Jalen, com tais
tentadoras distrações. - Rem examinou Nádya da cabeça aos pés,
deixando claro que ele não estava falando sobre a comida.
Jalen se levantou.
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-Você não tem ideia do que faço para o povo.
Rem aceitou outra mordida que ela ofereceu timidamente antes
de responder.
-Sei que eles sobrevivem, mas sobreviventes não vivem. -
Mais uma vez ele olhou para Nádya, desta vez com pena. -Apenas
alguns têm algum tipo de privilégio, e eles pagam um preço terrível.
A raiva derramava de Jalen em ondas quase visíveis.
-Você não sabe nada de liderança, Rem Savage. Está um passo
acima de um ser humano imundo, e só porque o clã Yazura
converteu-o em um de nós enquanto estava sob a ilusão de que iria
parar sua rebelião.
Nádya endureceu com o insulto aos seres humanos. Então, seu
curto período de tempo com ele não tinha feito nada para abrir sua
mente. Ele iria partilhar sua cama com um ser humano imundo,
beber o sangue de um, mas nunca iria se abrir mais do que isso. Ela
tinha conhecimento de que não havia futuro para eles, mas quando
ela pensava que era por causa de pressões externas tinha sido mais
fácil de aceitar. Saber o que Jalen realmente sentia por ela quebrou
seu coração.
No piloto automático, ela ofereceu a Rem outra mordida da
costela, surpresa quando ele recusou.
-Não está com fome?
Ele piscou para ela.
–Faminto, querida, mas por outra coisa.
Nádya deu um pulo quando Jalen apareceu por trás dela, sua
mão na parte inferior das suas costas. Ela se virou para olhar para
ele, não exatamente encontrando seus olhos. Sua dor era muito
óbvia para que ela fosse capaz de encontrar seu olhar diretamente.
Enquanto ele ficava ali, ela quebrou o silêncio pesado.
- Precisa de alguma coisa, meu senhor? – A amargura tingiu
suas últimas palavras.
-Alimente o prisioneiro.
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Com um olhar severo, Nádya indicou o garfo no prato, ainda
espetando um pedaço de carne.
- O Sr. Savage se recusa, Mestre.
-Ele não vai se recusar.
Uma vaga ideia do que ele queria que ela fizesse estava
golpeando contra o cérebro dela, e ela tentou resistir abraçando o
conhecimento.
–Eu não sei o que você quer, Mestre.
-Seu sangue. - Gritou Sienna. -O mestre quer que você
alimente o pedaço de sujeira. -Sua risada fria enviava calafrios até a
coluna vertebral de Nádya. -Uma refeição adequada, sujeira para
sujeira.
Ela se obrigou a encontrar seu olhar, implorando.
-Por favor, Jalen.
Uma emoção não identificável passou por seus olhos antes de
sua boca firmar.
-Não negamos nossa hospitalidade a um convidado, Nádya.
Depois de tudo, ele merece uma última refeição.
Todos os seus instintos gritavam para ela fugir, mas um olhar
pela sala revelou que os espectadores estavam ávidos esperando pela
resposta aos pedidos de Jalen, tanto quanto estavam ansiosos para
testemunhar sua humilhação.
-Não. - Pela primeira vez, a fachada de Rem estava sem o
colapso de emoções. Ele parecia tanto em pânico quanto com raiva.
-Ela tem um sabor delicioso.
Nádya derreteu quando Jalen alisou o cabelo longe de seu
pescoço para revelar duas marcas de punção. Suas mãos eram
suaves, agitando todas as sensações que sempre evocava, mesmo
sob aquelas circunstâncias. Quando pegou seu seio através do tecido
fino da blusa, o mamilo endureceu em resposta e ela gemeu.
Tentando como estava, era impossível resistir ao toque sensual de
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Jalen e ela recostou-se contra ele, inclinando a cabeça para que seus
lábios encontrassem um acesso mais fácil ao seu pescoço.
-Tão gostosa. - Seus lábios fizeram cócegas contra sua carne,
fazendo-a tremer e ela prendeu a respiração, tanto pela dor quanto
pelo temor da mordida. Quando seus lábios penetraram a carne dela,
ela choramingou - um som que tinha mais prazer do que dor. Ela
fechou os olhos enquanto ele se alimentava dela, esquecendo-se
temporariamente da audiência e do que ele queria dela. Por um
segundo, estavam apenas os dois ali. Muito em breve, Jalen quebrou
o feitiço, empurrando-a para frente. Ela se preparou para a queda,
estendendo as mãos. Elas aterrissaram no peito sólido de Rem
enquanto ela caia sobre ele. Nádya tentou se afastar, mas Jalen
estava lá para segurá-la contra Rem.
-Beba. - Jalen empurrou o pescoço contra a boca de Rem.
-Não. – Disseram Rem e Nádya ao mesmo tempo, e ela podia
sentir a resistência que irradiava do homem sob ela. Ele não queria o
que Jalen queria. Ela não se importava que Jalen bebesse dela. Com
ele, parecia uma ligação íntima, que reforçava que havia mais a união
do que simplesmente sexo. À luz de seu comportamento, como ela
poderia enganar-se pensando que era mais que desejo? Beber
sangue não era místico ou espiritual para Jalen. Era simplesmente o
sustento, além de uma forma eficaz de mostrar seu domínio a todos,
enquanto seu inimigo era humilhado.
-Não. - Rem resmungou a palavra e Nádya sentiu seus dentes
arranhando sua pele. Ele estava tremendo e ela sabia que o homem
estava perto de se render. Ela fechou os olhos, preparando-se para a
violação.
-Nádya, você sabia que Rem era um ser humano há apenas
alguns anos atrás? - Jalen esfregava suas costas enquanto falava,
embora a outra mão fosse uma pinça de ferro em seu pescoço, que
não afrouxaram quando ela tentou levantar a cabeça.
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-O pai de Kumiko pensava que a melhor maneira de lidar com a
praga incômoda era fazer dele um vampiro. Tinha suposto que
perderia seus seguidores humanos. - Jalen bufou. –Foi uma falha,
mas tenho aprendido com o fracasso que a única maneira de lidar
com este homem é matando-o. Venho tentando fazer isso nos quatro
últimos anos e, amanhã de manhã, ele vai morrer ao nascer do sol,
empalado no pátio para que todos possam ver.
A alegria irrompeu da assembleia àquelas palavras.
-Coma, Rem, - disse Jalen suavemente, somente para os
ouvidos dele e de Nádya. -Você não vai encontrar ambrosia mais
deliciosa em lugar nenhum.
Com um gemido, Rem lambeu os arroios de sangue de seu
pescoço. Nádya esperava que ele fosse áspero e ganancioso, para
rasgar dentro dela. Em vez disso, ele foi gentil, sua língua lambendo
cada gota de sangue enquanto evocava sensações que ela
experientou apenas com Jalen. Ela gemeu quando ele pressionou um
beijo no pescoço, pouco antes de correr suas presas em sua veia.
Sua vagina se apertou enquanto ele sugava seu sangue. As palmas
das mãos se fecharam em punhos, e ela agarrou um punhado de sua
camisa, tentando puxá-lo para mais perto. Rem a liberou da mesma
forma que sua cabeça começava a nadar.
-Obrigado. - ele sussurrou contra sua orelha enquanto Jalen a
puxava.
Por um segundo, desorientada, ela resistiu às mãos de Jalen e
tentou agarrar Rem. Jalen prendeu-a e levantou-a nos braços. Ela
estava vagamente consciente do riso e das vozes cruéis daquelas
pessoas olhando aquela exposição, mas ele estava cuidadoso
também.
-Deixem-nos. – O comando de Jalen cortou qualquer
argumento e o silêncio absoluto desceu instantes depois que a soltou.
Nádya olhou para ele com olhos atordoados, confusos. Como
ela poderia responder da mesma maneira a Rem como fazia com
71

Jalen? Como poderia Jalen compartilha-la daquele jeito? Ela valia tão
pouco para ele que era mais importante ser usada para humilhar e
enfraquecer seu inimigo do que considerar seus sentimentos?
Jalen abaixou a cabeça, tocando sua testa na dela.
-Eu sinto muito, meu amor. - Beijou seus lábios. - Eu não
consigo explicar... - Ele a arrastava, aparentemente perdido. Sua
expressão ficou pensativa enquanto ele carregava Nádya para fora da
sala de banquete.
-Eles estão questionando minha autoridade. Desde que você
chegou eu fiquei fraco, eles dizem. - Jalen a abraçou mais apertado. -
Eu acho que eles podem ver como me sinto sobre você e me
enfraqueço aos seus olhos. Eu tinha que provar...
-Que você não me ama. - Ela resmungou com voz áspera,
drenada fisica e emocionalmente.
-Eu tinha que provar a eles que não têm efeito sobre minhas
decisões, que eu ainda sou totalmente cruel, assim como meu pai. –
A tristeza nublou seus olhos. -Tenho mostrado a eles a minha força,
mas a que custo? - Ele esfregou o rosto enquanto a recebia em seu
quarto. -Você pode me perdoar pelo modo como tenho tratado você,
Nádya?
Ela não sabia o que responder quando ele a colocou na cama.
Ele a magoara, mas como ele mesmo tinha feito, ela sabia o que
motivara a maioria das suas ações. No entanto, ele tinha um
desprezo tão claro pelos seres humanos, então como poderia
realmente sentir algo por ela além de luxúria? E o que ela sentia por
ele, se pudesse responder a Rem de forma semelhante? Para evitar
responder ela fechou os olhos, fingindo dormir ao som dos passos de
Jalen. Eventualmente, o sono caiu sobre ela e não mais ouviu o fluxo
constante de palavras de Jalen enquanto ele falava e andava.

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Capítulo 8



Ele deveria ter esperado por isso. Maldição! Jalen pesquisava a
carnificina em volta dele, enojado porque o exército de Rem o tinha
pegado de surpresa. Ele estivera tão ocupado agonizando sobre seus
sentimentos, derramando seu coração para Nádya enquanto ela
dormia que não dera atenção suficiente à segurança. Por que não lhe
ocorreu que o exército de Rem iria aparecer para resgatar seu líder
capturado? Eles eram ferozmente leais àquele homem.
Eles não tinham demorado muito para dominar a guarda
familiar e tirar Rem da masmorra no porão.
Pelos relatórios, fora um pequeno, mas eficiente time composto
de seres humanos e vampiros que resgatara seu líder. Eles tinham
causado algum estrago, mas foram embora sem causar danos graves
a ninguém.
Jalen não conseguia descobrir por que Rem não aproveitou a
vantagem e o matou quando teve chance. Ele havia caído na cama ao
lado de Nádya em algum momento no meio da noite, exausto de
pesquisar sua alma e tentando descobrir como fazê-lo funcionar.
Tinha ela ouvido sua confissão quando ele a pegou nos braços?
Teriam suas palavras de amor caído em ouvidos surdos ou ela
estivera acordada tempo suficiente para ouvi-lo quando ele disse “Eu
a amo?” Ele tinha se reclinado para dormir em uma nuvem quente de
contentamento, determinando que teria que encontrar uma maneira
de cancelar seu casamento iminente com Kumiko, tomar Nádya como
esposa e ainda manter o controle do clã DuMond. Embora ele não
soubesse como faria isso acontecer, bastou saber que era o que ele
queria, que fora o suficiente para enchê-lo de paz pela primeira vez
desde que conseguia se lembrar em sua memória recente.
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A próxima coisa da qual ele se lembrava era que Rem estava
pairando sobre ele, uma espada em uma mão, uma grossa clava na
outra. O primeiro pensamento de Jalen foi proteger Nádya, mas ela já
estava fora da cama. Enquanto esperava pela morte procurou-a com
os olhos e a viu, caída sobre o ombro de Rem, dormindo ainda ou
talvez aprisionada na inconsciência. Mil pensamentos correram pela
sua cabeça, mas antes que tivesse a chance de agir baseado em
qualquer um deles, alguém do grupo de Rem tinha batido com o lado
de sua cabeça e Jalen apagara.
Que ele tivesse despertado era um milagre. Por que não tinha
seu inimigo cortado sua garganta? Rem sabia que Jalen tinha
planejado empalá-lo mais tarde naquela manhã, então, por que ele
teria misericórdia? Não fazia sentido e ele balançou a cabeça sem
conseguir pensar. Com um gemido sufocado ele embalou a cabeça
enquanto uma dor aguda atravessava suas têmporas, quase o
cegando pela força.
-Senhor?
Ele piscou, conseguindo olhar para o guarda perto da porta de
sua suíte em ruínas.
-Sim?
-A Senhora Yazura está tentando contato com você, Mestre.
Jalen balançou a cabeça, lamentando o movimento
imediatamente e se pôs de pé. Porém, instável e um pouco tonto pela
lesão na cabeça, seu andar era suave quando entrou na sala de
entretenimento para atender a chamada da noiva. Seus planos
haviam sido alterados drasticamente em questão de minutos e, mais
uma vez, enfrentou uma união indesejada com aquela mulher.
O rosto dela, desenhado com linhas de raiva, esperava quando
ele apertou o botão.
-Você o deixou escapar?
Ele estremeceu com o tom estridente que ecoava na sua
cabeça.
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-Eu pensava que ele tinha uma guarda adequada.
-Você pensou? - Ela fez uma careta, arreganhando os dentes
brancos cintilantes. -Você tinha nas mãos a solução para nossos
problemas e o deixou escapar. Pior ainda, eu ouvi que ele subjugou
você? - Kumiko examinou-o com os olhos apertados. -Você vai
sobreviver?
Jalen não confundiu a preocupação em seu tom de voz como se
fosse com ele. Ele sabia que ela estava preocupada sobre quem iria
sucedê-lo se caísse morto pelo ferimento na cabeça.
-Vou viver.
Ela assentiu com a cabeça uma vez, rapidamente.
-Muito bem. À luz desse desastre, é preciso adiantar a
cerimônia. Nossas famílias precisam se juntar oficialmente o mais
rapido possível. O exército daquela besta cresce a cada dia e, se
quisermos preservar o que temos, temos de derrotá-lo.
Oh, como ele queria discutir. Jalen desejava ser capaz de
rejeitar Kumiko como noiva. Mas se fizesse isso, ele também estaria
acrescentando o clã Yazura à sua lista de inimigos, e não tinha
soldados suficientes para combater o clã de Rem, muito menos uma
milícia bem armada e bem organizada como a Yazura. A realidade era
que ele precisava dos números de Kumiko para reforçar sua própria
milícia. Era sua única eterna esperança de conseguir que Nádya
voltasse. Ele estava disposto a fazer qualquer coisa para tê-la ao seu
lado novamente, para salvá-la de Rem Savage. Cheio de desgosto,
que escondeu com sucesso, Jalen disse:
-Eu concordo.
Ela pareceu surpresa com seu consentimento, mas logo
recuperou a compostura.
-Muito bem. Não posso deixar meu clã, pelo menos, não por
mais de três semanas. Vou adiantar meus preparativos e partir para
encontrar você tão rápido quanto puder.
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-Vou aguardar sua chegada. - A mentira pareceu pesada em
sua língua, e ela deve ter sentido sua falta de entusiasmo, porque
desconectou a ligação sem dizer mais nada.
Jalen desabou no sofá, mais uma vez segurando a cabeça.
Aquela dor não era nada comparada à de seu coração. Seu peito
doía, e ele achava difícil respirar. O que estava acontecendo com
Nádya agora? O que Rem estava fazendo com ela? Seu estômago
mexia com náuseas enquanto ele imaginava as coisas horríveis que
seu amor podia estar passando naquele momento. Ela estava
chamando seu nome, esperando por ele para salvá-la?
Ele rangeu os dentes, tentando forçar de lado os pensamentos
que o assolavam. Não adiantava torturar a si mesmo. Nádya estava
além de seu alcance no momento, tanto quanto ele queria salvá-la.
Se ele tentasse reunir suas forças para atacar Rem, eles se
amotinariam. Em desvantagem numérica de quatro para um, ele
sabia que alguns de seus soldados teriam que se arriscar a dominar o
exército de Rem para resgatar Jalen, sem falar na sua amante
humana. Até as milícias de Kumiko, se se juntassem às suas tropas,
não poderiam resgatar Nádya. Uma vez que tivesse aumentado o
número de soldados, nada poderia fazer com que a deixasse, ele
prometeu. Ele faria o que fosse preciso para trazer Nádya de volta, e
ele não se importava com o que Kumiko, ou qualquer outra pessoa,
pensava sobre a necessidade que tinha dela. Eles podiam vê-la como
sua fraqueza, mas ele sabia a verdade. Nádya era a sua força. Tê-la
com ele o reforçava e, ao ser separada dele, sem ter ideia de seu
destino, tornava-o mais fraco do que nunca foi. Ele tinha que
esconder isso, de todo o mundo. Se alguém desconfiasse, nunca mais
iria vê-la novamente, e isso era inaceitável. Ele tinha que se reunir a
Nádya. Jalen recusou-se a pensar em um futuro sem ela.
Ele caminhou até a varanda, olhando para a estrada que ligava
a mansão, depois a Q, e dentro do território de Rem.
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– Espere por mim, meu amor. Eu estou chegando. Apenas
espere.

Continua em: Libertada

Kit Tunstall


Kit Tunstall vive em Idaho com o marido, o filho de dois anos
de idade e dois cães que pensam que são humanos. Quando não está
atrás de uma criança ou escrevendo o próximo livro, ela gosta de
cozinhar, ler, viajar, artes e costura - embora ela nem costure, nem
tinja meias como escreve. Ela também tem aulas na faculdade em
regime de meio período e vem trabalhando para terminar o seu grau
durante os últimos oito anos, conforme o tempo permite.
Kit começou a ler com a idade de três e não parou desde então.
O amor pela palavra escrita e um casamento inteligente com um
homem que a apoia a levou a uma carreira em tempo integral como
escritora. Romances sempre a intrigaram, e romance erótico é uma
extensão natural, porque explora mais completamente as emoções
entre o herói e a heroína. A liberdade para cruzar gêneros e mistura-
los em histórias originais também a atrai. Além disso, esse tipo de
história é muito divertida de contar.
Seu site é http://www.kittunstall.com/