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1.Introdução tambémdevemtersuaaplicaçãoembasadanosfundamentosdeengenharia. 2.Fibrasemacrofibraspoliméricas
1.Introdução
tambémdevemtersuaaplicaçãoembasadanosfundamentosdeengenharia.
2.Fibrasemacrofibraspoliméricas

Desde as primeiras aplicações de concreto com fibras (CRF) até hoje, muitas inovações ocorreram. Exemplodissofoi odesenvolvimentodevários tipos defibras deaçocom características específicas para melhorar o desempenho do material, tanto no estado plástico como no endurecido. Com isto viabilizou­seváriasaplicaçõescomooconcretoprojetadoreforçadocomfibrasdestinadoaorevestimento detúneis,quetrouxeumafacilidadeexecutivamuitogrande,eousodefibrasemtubosdeconcretoque, alémdasimplificaçãodoprocessodeproduçãodiminuiperdasdepeçasporquebradebordasduranteo processo de transporte e aplicação. Inovações ocorrem, em geral, pelo fato de pesquisas terem sido desenvolvidas demodoaembasarestas aplicações sobopontodevistadaengenharia.Valeressaltar que,paraaplicações comfinalidadeestrutural,éfundamentalhaverumaverificaçãododesempenhodo materialcompatívelcomummodelodedimensionamento.Quandonãohámodelospúblicosdisponíveis, pode­se lançar mão de avaliações comparativas de desempenho, como ocorreu para a avaliação do concretoprojetadoreforçadocomfibras deaçoquedemonstroudesempenhoigualousuperioràs telas

metálicasdesdequesetenhautilizadoumteoradequado(Figueiredo,1997).Atualmente,outrainovação

tecnológicachegouaomercadobrasileiro:asmacrofibrasplásticasparaoreforçodoconcretoe,comotal,

Asfibraspoliméricas,comoasdepolipropileno(PP),jásãoutilizadasnoconcretoháumbomtempo.Sua aplicaçãotradicionaltinhaoobjetivodepromoverummaiorcontroledafissuraçãonasprimeirasidadesou proporcionaraproteçãopassivadoconcretoduranteincêndios (Figueiredo, Tanesi, Nince, 2002). Neste caso são utilizadas fibras de pequenas dimensões feitas a partir de polipropileno de baixo módulo de elasticidade (Foto 1). Apesar de ainda haver algumas questões associadas à otimização a aplicação dessasfibras,quedeverãosermotivodepesquisasfuturas,asuaaplicaçãofoipossívelemumasériede obrasimportantescomoostúneisdaRodoviadosImigrantes.Istoocorreuporqueésabidoqueousodas fibras,mesmonãootimizado,traráalgumbenefíciotécnicoparaaestrutura.Emoutraspalavras,pode­se questionarseoteordefibras dePP éexageradoouinsuficiente, mas sabe­sequeseráobtidoalgum ganhoemtermosdedesempenhoquandocomparadocomoconcretosemfibras.

Asmacrofibrasdebasepoliméricasurgiramnomercadointernacionalnosanos1990quandocomeçaram

Asmacrofibrasdebasepoliméricasurgiramnomercadointernacionalnosanos1990quandocomeçaram

aserfornecidasemcilindrosqueconsistiamemfeixesdeumgrandenúmerodefibrasunidosporumafita

externa(Foto2).Asprimeirasaplicaçõesocorreramcomoconcretoprojetado,especialmentenaAustrália

enoCanadá(Morgan, Rich, 1996). Aos poucos estatecnologiasedisseminouechegouaoBrasil em anosmaisrecentes. Atualmente, existem vários fabricantes disponibilizando diferentes tipos de macrofibras no mercado brasileiro (Foto 3). No entanto, ao contrário do que se espera das fibras de PP convencionais, estas macrofibras sãoproduzidas paraseobterum reforçoestrutural, nos mesmos moldes queumafibrade aço. Ousodessasmacrofibrastemváriosatrativosemrelaçãoàsfibrasdeaço,comoofatodenãoestarem sujeitasàcorrosãoeletrolítica,oquepossibilitaumamaiordurabilidadeemambientesmaisagressivos. Outravantagemestánomenorimpactoqueestasfibrascausamnatrabalhabilidadedoconcretopelofato delasseremmaisflexíveisqueasfibrasdeaço. Com isto, as macrofibras dificultam menos amobilidaderelativados agregados, facilitandoinclusiveo bombeamentodomaterial, paramesmos teores em volume. Istoéparticularmenteinteressanteparao caso do concreto projetado, onde as fibras poliméricas irão representar uma chance menor de entupimentos noprocesso. Paraos pavimentos, amenordensidadedafibrairárepresentarum menor riscodesegregaçãoe, com isto, evitarfaltadereforçonasuperfíciedaplacadeconcreto. Todavia, a maior flexibilidade, devida ao menor módulo de elasticidade, em conjunto com a menor resistência irá demandarteoresemvolumediferentesdaquelesutilizadosparaoreforçodoconcretocomfibrasdeaço,o quepodeprejudicarafluidezdomaterial.Assim,nãoépossívelrealizaramerasubstituiçãodeumafibra pelaoutra,masdeve­sesimrealizarestudosdedosagemespecíficos.

3.Dosagemdoconcretocomfibras Pararealizarumbomestudodedosagem,éfundamentalaespecificaçãodosrequisitosdedesempenho
3.Dosagemdoconcretocomfibras Pararealizarumbomestudodedosagem,éfundamentalaespecificaçãodosrequisitosdedesempenho

3.Dosagemdoconcretocomfibras

Pararealizarumbomestudodedosagem,éfundamentalaespecificaçãodosrequisitosdedesempenho estrutural em projeto e que se tenha uma metodologia de ensaios bem estabelecida para a sua determinação. Metodologias de dosagem para o reforço do concreto com fibras de aço já foram desenvolvidas e publicadas no Brasil (Figueiredo, 1997; Higa et al, 2007) e, como é natural, estas procuram determinaroteorótimodefibras queatendeos requisitos detenacidadedoconcreto. Istoé avaliado por métodos de ensaio já padronizados no exterior, mas que, com a exceção dos tubos de

concreto,aindanãocontamcomnormabrasileira.Apesardestalimitação,épossívelrealizarosestudos que permitam estabelecer teores distintos de diferentes fibras que atendam os mesmos requisitos de desempenho. O exemplo da Figura 1 contém diferentes curvas de dosagem para fibras de diferentes fatoresdeforma(relaçãoentreocomprimentodafibraeodiâmetrodocírculocomáreaequivalenteàsua seçãotransversal)reforçandoamesmamatrizdeconcreto.Nota­sequefibrascomdiferentesresistências do aço (fs) apresentam também diferentes desempenhos, mesmo quando possuem fatores de forma similares. Por essa razão a norma de especificação de fibras de aço NBR 15530:07 classificou as mesmassegundoofatordeformaearesistênciadoaço.Extrapolandooraciocínio,énaturalesperarque hajadiferenças decomportamentodoconcretocom fibras deaçoem relaçãoàquelecom macrofibras poliméricasdadoqueestesmateriaispossuemresistênciaefatoresdeformabemdistintos.

Quandooconcretoéreforçadocom fibras poliméricas,

Quandooconcretoéreforçadocom fibras poliméricas, oproblemadadeterminaçãodatenacidadefica aindamaiscomplexooquedificultaoseucontroleedosagem.Apesardealgunstrabalhosjáteremsido desenvolvidosnoBrasil,comosetratadeummaterialdedisponibilidaderecente,ovolumedepesquisas específicasaindaéreduzido.

AntonioDominguesdeFigueiredo­ProfessorDoutor.DepartamentodeEngenhariadeConstrução Civil,EscolaPolitécnicadaUniversidadedeSãoPaulo

Novembro2011.

ArtigooriginalmentepublicadonaRevistaConcreto&Construçãonº 59(p.39­43)

Oconteúdodesteartigorefleteaopiniãodoautor.

Participeenviandoseutextoparaanapre@anapre.org.br

59(p.39­43) Oconteúdodesteartigorefleteaopiniãodoautor. Participeenviandoseutextopara anapre@anapre.org.br