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Os Intraterrestres de Stelta - Missão Submarina Extraterrestre - 1

Sumário

- Apresentação
- Prefácio
- Considerações Iniciais
- Palavras de Caio Miranda
- Mensagem do Mestre Shami
- Colônia submarina de Armat
- 1a. Viagem: Armat, o contato inicial
- 2a. Viagem: Armat, uma colônia submarina
- 3a. Viagem: Centro de Estudos do Comportamento Humano
- 4a. Viagem: Centro de Recuperação de águas contaminadas
- 5a. Viagem: Perigo dos experimentos atômicos
- 6a. Viagem: Mortos-Vivos em outra dimensão
- 7a. Viagem: Concepção em Armat
- 8a. Viagem: Esfera mutante
- 9a. Viagem: Livre arbítrio e determinismo
- 10a. Viagem: Horizontes sombrios
- Esclarecimentos Finais
- STELTA - uma cidade subterrânea
- Informações gerais
- Mensagens dos amigos intraterrestres
- Habitantes
- Educação
- Agricultura
- Esporte e Lazer
- Transporte
- Indústria
- Trabalho, Ciência e Pesquisa
- Palavras de alerta de Rarafath ao povo da superfície
- Mensagens finais
- O que há para se ler

Apresentação

Onde situarmos o limite entre o possível e o impossível?


Quem poderia, de sã consciência, estabelecer o ponto exato, a partir do qual todas as
possibilidades seriam imagináveis, mas não materializáveis?

O progresso científico e tecnológico da humanidade atual foi precedido de um período de


quase inércia em todos os setores da atividade humana. No começo deste século essa
posição estática iniciou um processo de aceleração gradativa, inicialmente lento mas
contínuo, culminando hoje com os conhecimentos científicos fantásticos a desafiarem nossa
compreensão. E esse movimento, que se desenvolve em progressão geométrica, faz
rapidamente obsoletas as mais modernas invenções, de modo que o tempo se torna
demasiadamente curto para assimilarmos tantas informações.

Assim, grande parte desa multiplicidade de inovações pode encontrar mentes refratárias, não
aceitando verdades provadas inclusive no plano prático, simplesmente por não
acompanharem o progresso ou por mero ceticismo. Na verdade, até poucos séculos a Terra
tinha forma de disco e era o centro do Universo. E ai de quem ousasse contestar.

Ao apresentarmos nossa obra, partimos do pressuposto de que nada é impossível. Se o que


se nos mostra parece um gritante contra-senso, antes que o denunciemos mister se faz
estudá-lo, para não nos expormos à ridícula posição de voltar atrás e termos de admitir
verdades que teimosamente recusamos.

A primeira vez que ouvimos falar de civilização intraterrestre, as informações sugeriam uma
espécie de ficção. Porém, dada a empolgação que tal assunto desperta num grupo que,
como o nosso, tem a mente sempre aberta a novos conhecimentos, procuramos estudar
todas as obras ao nosso alcance que tratassem da matéria, de modo que foram
surpreendentes as nossas conclusões, principalmente porque, a partir de certo momento,
vivenciamos mais de perto experiências impressionantes que serão contadas no desenvolver
deste livro.

Mais precisamente no início do ano de 1984 fomos bombardeados por mensagens recebidas
através de um dos médiuns do Grupo, que em "viagem astral" recebia a companhia de um
Ser que se dizia morador de um "mundo subterrâneo", pertencente a uma civilização bem
mais evoluída que a nossa, e a partir daí passa a contatar-nos regularmente, descrevendo
com detalhes diversos aspectos desse povo.

O nosso crédito às referidas viagens deve-se basicamente a três argumentos: em primeiro


lugar, a idoneidade do médium. Em segundo, estamos certos de que ele, até então nunca
tinha ouvido falar em civilização intraterrestre, apesar de dois fenômenos de contato de 2º
grau com estes Seres, cujos relatos estão inseridos na presente obra. Em terceiro lugar,
muitas das informações contidas nestas mensagens coincidem com o que outras obras vêm
dizendo sobre o assunto, o que nos força adotarmos um posição de crédito total em relação
a elas.

Simultaneamente, outro médium do Grupo, valendo-se também desse fenômeno de


desdobramento, acompanhado de uma criatura intra-marinha, em viagens reveladoras às
profundezas do oceano, apresentou-nos impressionante trabalho, executado por uma equipe
desses Seres, cuja finalidade é de interesse vital para o Planeta, ameaçado de destruição
pelas freqüentes radiações a que tem estado exposto ultimamente.

Tamanhas revelações seriam absurdas?

O leitor que as julgue, apesar de que, de nossa parte já conhecemos a posição da grande
maioria. É possível até que já nos aguarde uma nova inquisição, no entanto, tínhamos o
compromisso com sua divulgação e nada poderia convencer-nos de desistir.

Eis aí, prezados amigos, nossa contribuição para aqueles que se aprofundam, sem
preconceito, na busca do conhecimento e da verdade. Não exigimos crédito, sugerimos
estudo.

Que possam essas informações ajudar a trazer novas luzes, já que se revestem de grande
importância para todos nós.

Que cada um faça o seu juízo e aguarde, até que novas descobertas acrescentem ao
domínio público, aquilo que aqui foi revelado.

Humildemente, oferecemos nosso trabalho aos estudiosos, ensejando-lhes sucesso na


continuidade dessas pesquisas.

Grupo de Estudos Ramatis

Prefácio

Companheiros,

Abri o vosso coração à majestade do silêncio.

Refleti nas oportunidades inúmeras que deixastes escapar, quando fostes chamados pela
consciência a penetrar as profundezas de vossas almas, a fim de conhecerdes mais
intensamente a magnitude da obra universal.
Considerai os milênios negligenciados em vossas múltiplas vindas sucessivas a este
Planeta, quando intempestivamente recusastes adentrar as portas escancaradas do vosso
progresso, ao atenderdes chamamentos estranhos às vossas necessidades, ora
satisfazendo vosso orgulho, ora atendendo compromissos alheios aos vossos mais nobres
ideais planejados na erraticidade.

Quantas e quantas vezes trocastes a oportunidade da sabedoria e o engrandecimento do


amor espiritual pelos louros da conveniência social, atendendo aos apelos imorais da
imprudência, recusando veementemente a ajuda de vossos Guias, caindo repetidamente nas
redes das insinuações do abismo, sem logrardes satisfação ou resquícios de felicidade.

Aprendestes caminhar tropegamente, quando o indispensável à vossa segurança vos


acompanhava pari-passo, sem que vossos sentidos espirituais se apercebessem de tão
importante aspecto.

O vosso livre-arbítrio, companheiros, vos permite também recusar mais esta oportunidade de
conhecer novas revelações, como vindes fazendo no decorrer das eras, - desconsiderar o
trabalho de irmãos abnegados a vos trazer a "Luz do conhecimento transcedental", em
simplicidade literária, o que muitos já acolheram e assimilaram nas últimas décadas.

A nossa voz não se cala, portadora que é das verdades necessárias a serem reveladas
nesta época, muito embora muitas portas se fechem às nossas investidas, muitos
intermediários se recusem atender nossos chamados, ou a conveniência aparentando zelo
nos cerceie oportunidades esclarecedoras de anunciar à vossa humanidade aquilo que já se
faz merecedora de incorporar a seus conhecimentos.

Muitos dos assuntos tratados nesta obra já são de inteiro conhecimento científico, no entanto
o rótulo confidencial vem determinando aqueles que deles podem se apoderar. Por isso,
havemos de nos valer de vossas experiências mediúnicas para trazer ao público informações
novas, a fim de acrescentar ao seu conhecimento essas importantes revelações.

Aqueles a quem reportamos como propensos juízes, e que pela própria atitude se
reconhecerão como candidatos à recusa impertinente às nossas assertivas, conclamamos a
um retrospecto consciencial, a fim de que não se repitam novos desacertos em sua
peregrinação, e em conseqüência se envolverem na estagnação sujeita aos espíritos
rebeldes.

Quem tiver olhos de ver, veja, dizia o Mestre.


Repetimos nós, ainda hoje, com segurança, impelindo os irmãos para uma nova visão
conjunta do Universo, do Amor e do Bem Comum.

Com a Paz do Senhor,

Ramatis

Considerações Iniciais

Relendo, gostosamente, a magnífica obra de Caio Miranda - ASSIM OUVI DO MESTRE -


surpreendi-me tanto com um texto que ele escreveu na apresentação do livro, que me vi
tentada a transcrevê-lo neste modesto trabalho, tal a identificação entre o seu e o meu
pensamento, a respeito do assunto.

Vivia, naqueles dias, uma espécie de frustração por não poder passar para o papel tudo que
precisava ser dito no início desta obra, por não possuir dons literários, embora ame a
literatura.

Os MESTRES vieram ao meu socorro. Mal comecei a leitura, vibrei intensamente de


alegria... Ali estava, debaixo dos meus olhos, a solução do problema!

Que o querido e saudoso Caio Miranda, de onde estiver, bem como os nossos MESTRES,
me perdoem a ousadia.

Margarida Pinho Carpes


Presidente do Grupo de Estudos Ramatis

Mensagem do Mestre Shami

Prezados Amigos e Irmãos,

Qualquer que seja a estrada, obstáculos far-se-ão visíveis.

Enquanto é dia há luz e podereis transpô-los com recursos da própria visão física.

No entanto, no caminho que trilhais em busca da sabedoria, o dia se fará com o somatório
das experiências até então vividas pelo vosso espírito. Mas as trevas da noite só se
dissiparão com a luz do esforço e da perseverança com que firmardes vossa disposição de
prosseguir.
Sigo com a minha luz.

Mestre Shami

Nota: Enquanto o médium psicografava, viu um velhinho simpático, de túnica branca,


cabelos e barbas brancas, muito magrinho, tipo asceta hindu, andando por um caminho
estreito e deixando suas pegadas bem nítidas, um pé, após outro, como se o terreno fosse
arenoso. Na mão levava um lampião aceso. Em seguida ele disse:

"Mediteis não só na primeira leitura, mas a cada dia, ela vos trará novas lições".

Colônia Submarina de Armat

1ª Viagem - 26 de Maio de 1984

Deixei meu corpo à mesa e fui em espírito, sozinho, até a porta. Lá estava à minha espera
um ser de rosto como o nosso, traços bem feitos. Não tinha cabelos. O crânio era coberto
com uma pele lisa, azul fosco (como látex azul) e no centro alto da cabeça havia algo como
uma barbatana luminosa azul, semelhante a um filamento de neon. Em relação a este
detalhe, fiquei por longo tempo forçando a mente no intuito de entender aquela luz. Intrigava-
me a possibilidade de alguém ter luz no corpo... Pensava, foi um detalhe mal visto, mal
interpretado. Dizia para mim mesmo: isto é um capacete, principalmente por ser azul. Então
lembrei-me que ao olhar o ponto em que o azul da cabeça se destacava do restante do
rosto, nada via que pudesse ser levantado ou separado. Foi então que me lembrei dos
peixes fluorescentes que já em filmes e em fotos, admitindo que aquele amigo era um
homem habitante das águas oceânicas, e que esse ponto fluorescente em sua cabeça
pertencia ao seu corpo, assim como as barbatanas, os braços, etc.

A barbatana iniciava no alto da testa, engrossava luminosa no alto da cabeça e ia até a base
do crânio, no fim do pescoço. Essa luz fluorescente fazia sua pele e tudo em volta refletir
tons suaves de azul e lilás claríssimos. O Ser tinha um tórax bem desenvolvido, equilibrado,
braços como os nossos (membros inferiores não me lembro de tê-los visto). Nesse ponto
raciocinei que não tive permissão de ver-lhe o restante do corpo.

O primeiro contato com o Ser fez-me estranhar muito seus traços de semelhança com
criaturas marinhas. Em lugar de pernas e pés, na melhor das hipóteses, talvez houvesse
algo como a parte inferior das mitológicas sereias, e provavelmente me apavorasse muito
mais, e por ignorância desistisse de acompanhá-lo, pondo a perder o trabalho fantástico que
hoje se desenvolve. Sobre os ombros havia barbatanas de cores verdes, azuis, amarelas e
violetas, douradas com as das penas do pavão. A primeira vez que as vi estavam abertas,
erguidas sobre os ombros. Algo como espinhas firmavam aquela pele multicor. O fato é que
a analogia que fiz da imagem desde Ser com a dos peixes fez-me vacilar em acompanhá-lo.
Olhava as barbatanas e pensava: alguém que ainda traz no corpo sinais de vida animal
supostamente não inteligente, pode ser um irmão primitivo... Sentia medo de acompanhá-lo.
Olhava para os olhos claros, tranqüilos, de aparência inocente como a das crianças, mas
traduzindo inteligência elevada, que me aguardavam com paciência e tolerância, traduzindo
respostas como se soubesse exatamente o que eu estava pensando. Esperava, dando-me a
chance de pensar, raciocinar e decidir acompanhá-lo ou não.

Ele não me deixou sentir vergonha por analisá-lo, nem se ofendeu com o meu olhar curioso.
Foi então que percebi sua superioridade espiritual. Naquele instante, lembrei-me de que se
ele havia entrado em nossa Casa, deveria ter sido com permissão do nosso Mentor
Espiritual. Decidi-me acompanhá-lo não sabendo exatamente para onde, pois na realidade
não tive coragem nem tempo de perguntar. Atravessamos a porta da sala onde reuníamos
como se ela não existisse. Volitando, subimos a até uns três metros de altura do solo e
olhamos em direção ao mar, que apesar de ser noite, estava azul brilhante como se fosse
dia. Num segundo mergulhávamos num ponto como se fosse na Praia de Camburi, em
águas rasas perto da praia, seguindo vagarosamente em direção leste. O amigo falava-me
como se estivesse dentro do meu cérebro. Na realidade, não sentia nem enxergava meu
corpo material, porém sentia e via o mar, que ele dizia já estar começando a se congestionar
com detritos, restos, sucatas, venenos, sobras, lixos de nossa civilização, e de certa forma
captava seus pensamentos assim: "olha o que estão fazendo com o nosso mundo". E eu me
sentia mentalmente guiado para olhar num direção, onde via latas, metais, plásticos, restos
de embarcação, materiais diversos, comprometendo a paisagem, prejudicando a faunae a
flora daquele mundo submarino, escondido, todavia desprotegido.

Daí então me senti a voar por dentro d"água, a uma velocidade só permitida ao espírito,
assim imagino, porque sabia que havia ido muito, muitíssimo longe, num piscar de olhos.
Estava parado em frente a uma coisa que me parecia ser uma casa. Havia uma cerca baixa
e algas plantadas, com aspecto de jardim. As algas flutuavam verticais, leves, ao sabor da
densidade da água, que não sei porquê, atrapalhava enxergar com nitidez a casa, que
parecia abandonada, desabitada. A visão desse ambiente, casa e jardim, parecia-me irreal
por estar no fundo do mar, o que me fez pensar ser uma visão simbólica. Era um local
bucólico, não sei bem explicar.

Este duelo de pensamentos frente à casa foi a última coisa que vi nesta viagem submarina.

No dia da viagem durante a parada frente à casa abandonada, aconteceram ruídos no


ambiente onde meu corpo físico descansava, que me fizeram voltar à realidade material.
Achei que aqueles ruídos haviam de alguma maneira interrompido a viagem; queria ver e
saber mais, acreditava ter viajado pouco. Contudo, logo depois de descrevê-la para os
colegas de mesa, e agora, ao redigí-la, concluo que a viagem realmente havia terminado. Os
ruídos apenas coincidiram com o seu final, e o que vi e senti foi tanto, uma concessão tão
sublime, que me emociono por julgar não merecê-la.

Abandonamos o local, rumo à superfície, numa velocidade tão fantástica que não me lembro
do tempo dispendido no trajeto da casa submarina até a superfície do mar. Para se ter uma
idéia da rapidez com que saímos da água, apesar de já estarmos a uns 100 metros de altura,
ainda sobrava tempo para presenciar o espetáculo da água se espalhando, ao longe.

Que o Senhor vos abençoe

Irmãos, aqui está o Amigo do Fundo do Mar, trazendo o seu cumprimento ao Povo da Terra,
mas particularmente a vós que me trouxestes nesta mesa de estudos, graças à boa vontade
de Amigos que orientam a tarefa desta casa.

Já notastes a grandeza da dificuldade em aqui me apresentar - referia-se ao grande esforço


feito para incorporar - mas, estejais seguros e certos de que havereis de aprender uma
infinidade de coisas que nem a própria Ciência vos diz agora.

Anotai tudo o que vossos médiuns vos disserem nas andanças que fizerem neste mundo,
que ainda é vosso planeta.

Em seguida, fizemos algumas perguntas a este Ser:

O Amigo é a mesma entidade que levou o nosso companheiro ao fundo do mar?

- Sim, sou eu e acompanhado de outros mensageiros de aparência igual à minha.

Poderia responder-nos sobre um assunto que foi lido por alguém num livro ou revista?

- Sim.

Caindo uma bomba atômica sobre um lugar, as pessoas que ali se encontrassem teriam o
seu corpo astral desintegrado?

- A dificuldade que encontramos em responder tal pergunta, decorre da falta de expressão


adequada na terminologia humana. Havia necessidade de que conhecesseis com
profundidade a natureza do corpo astral, só assim poderíamos responder de maneira a
sermos entendidos. Todavia, na falta de palavra exata poderia o autor do assunto ter dito
"desintegrar o corpo astral", mas não seria desintegração que anulasse uma existência.
Apenas, para que não fiquem sem resposta diremos que haveria um não aniquilamento da
individualidade, mas, uma repercussão íntima além do corpo físico que tendes.

Já vou.

Fiquem com Deus.

Ersam

2ª Viagem - 9 de Junho de 1984

Senti a presença do amigo do mar. Vi-o mais de perto. Tinha então os olhos castanhos-
claros amendoados. Preparei-me várias vezes para acompanhá-lo mas não fui, achando que
iriam precisar de mim para auxiliar na incorporação de algum irmão que pressentia chegar.
Por três vezes fui até a porta e voltei. Numa dessas vezes fiquei sentado no banco perto da
porta. O amigo aguardava-me de pé, esperando que eu me decidisse acompanhá-lo. Foi
quando vi um viajante do espaço (assim achei que fosse), físico semelhante ao nosso, de pé,
atrás de um dos componentes do grupo. Vestido de branco, com detalhes e capacete pratas,
abriu e ergueu algumas vezes os braços de forma significativa, embora para mim incógnita.
Fiquei curioso a respeito do seu rosto. Como se lesse o meu pensamento, tirou o capacete.
Tinha traços finos, pele clara, olhos azuis e cabelos no ombro, também claros, quase
brancos. Nada falou. Mas seu rosto irradiava calma e paz.

Resolvi acompanhar o amigo da viagem anterior. Quando começamos a volitar em direção


ao mar, ouvi sinais de incorporação dificultosa, então resolvi voltar definitivamente. Pedi
desculpas a ERSAM (foi quando ele revelou seu nome) pelo esforço e tempo perdidos.
Fiquei triste com os transtornos, indecisões e principalmente de ter tomado o tempo daquela
criatura.

Senti então que me vinham à mente revelações:

1 - ERSAM era habitante de uma cidade submarina chamada ARMAT.

2 - Que se ligássemos Trindade ou Martins Vaz a Fernando de Noronha com uma reta, e a
partir daí construíssemos um triângulo equilátero, ARMAT ficaria situada nesse terceiro
vértice.

3 - Consegui divisar um aglomerado de construções simples, retas, com coberturas


inclinadas que serviam para captar energia e luz solar. Consegui também ver planos
inclinados, formados por cristais de sal da própria água do mar, aglomerados com precisão e
forma científicas, encadeados pela tecnologia avançada dos homens de ARMAT. A luz do
sol incidente em cada um desses planos refletia e era sucessivamente rebatida nos
seguintes, até o fundo do mar, sem perder o brilho ou o calor. Perguntei-me a respeito de
objetos atravessando estes planos atômicos, como por exemplo navios, peixes, etc, e recebi
uma resposta surpreendente: esses planos podem ser atravessados sem que se perceba ou
que se afete o que lhe interfere. No entanto, uma força poderosa os recompõe
imediatamente, sem prejudicar o fornecimento de energia e luz, tendo em vista que sobre
cada cidade o aglomerado de planos era bastante extenso. Percebi também que esses
planos não são grandes em tamanho, porém formam conjunto de trilhões. A captação de luz
durante o dia assemelha-se a uma chuva maravilhosa de luz piscando nos cristais do sal,
vibrando em todas as cores conhecidas, como se fossem milhões de águas-vivas. Um
espetáculo inimaginável.

3ª Viagem - 30 de Junho de 1984

Dirigí-me à porta. ERSAM aguardava-me. Saímos a volitar. Pressentindo que eu me sentiria


mergulhando na água e fosse sentir muito frio porque era inverno, 18 horas, imediatamente
apareceu em nossa volta algo como uma cápsula transparente. Assim a descrevo porque
estava dentro d"água e não me molhava, mas não via os limites dessa proteção.
Acompanhava-me onde eu e ERSAM fôssemos. Senti que mergulhamos na vertical.
Imediatamente nos encontramos em um espaço imenso, cheio de ar, sob a água. A falta de
água nesse espaço por muito tempo me deixou intrigado. Apesar de ter recebido intuição de
estar em um ponto contaminado do mar não conseguia entender como eles podiam viver em
local sem água. No entanto não me lembro de ter visto ERSAM no espaço sem água onde
eu estava, embora soubesse que ele estava comigo.

Sobre a abóboda da redoma via a água rutilante de reflexos de luz nos cristais de sal. Era
como se fosse uma bolha imensa, submersa. Onde ela tocava no fundo do oceano, em
alguns pontos regularmente distribuídos, havia fontes de luz poderosíssimas, que agora
suponho fossem a causa daquela edificação singular e que ainda acho, pudesse ser
transportada para qualquer outro ponto do mar. Me veio à mente que talvez fosse uma
estação em local contaminado por desagregação de átomos detonados por bombas. Hoje
tenho certeza absoluta de que é assim.

ERSAM estava comigo dentro da cápsula protetora, quando mergulhamos na água, o que
vem provar que onde estávamos indo ele também não podia deixar-se molhar. Percebi
também que onde havia as fontes luminosas que sustentavam o laboratório ambulante, havia
ainda alguma coisa que não pude compreender, talvez um filtro que limpava a água,
recolhendo o lixo atômico e de alguma maneira encaminhando-o, agregado in natura, de
volta ao meio ambiente.

Nesse mesmo dia, ainda fui levado a uma sala escura onde uma tela exibia o que a princípio
julguei fosse um filme. Não sei se esta sala também ficava submersa. A passagem de um
espaço a outro foi brusca. Na tela, um homem de alta posição do governo, com traje militar,
cuja nacionalidade não pude identificar, andava de um lado para outro visivelmente irritado.
Senti que estava bastante mal assessorado no plano espiritual. O que a princípio julguei
fosse um filme, logo percebi ser algo como um tele-jornal tão aperfeiçoado que captava
imagens de qualquer parte e em qualquer plano (físico e astral). Aquele espaço era como se
fosse um centro de estudos para compreensão do comportamento humano onde também se
podia prever, com certa antecedência, acontecimentos ameaçadores para a vida dos povos
submersos e dos próprios terráqueos. Assim eles poderiam nos ajudar e quando isso não
fosse possível, pelo menos se resguardarem das nossas agressões contra nós mesmos e
contra toda a natureza.

Estava cansado. Dormi no meio da viagem, talvez pelo fato de a sala estar escura. Acordei
de pé junto à porta. ERSAM me deixou ali delicadamente. No dia imaginei que talvez ele
pudesse ficar zangado por eu ter dormido no meio de um trabalho tão importante. Foi-se e
eu não lhe pude agradecer a companhia e a viagem. Agradeci então a Deus, pedindo-lhe
que abençoasse ERSAM e sua tarefa. Hoje tenho certeza de que ele se foi antes que eu
acordasse para que eu não me sentisse envergonhado.

4ª Viagem - 30 de Julho de 1984

ERSAM me aguardava à porta.

Saímos em direção ao mar. Sempre tenho a impressão de que vou rumo ao leste, em
direção ao Atlântico. Hoje porém essa referência me falta. Sei apenas que vou em direção ao
mar.

O mergulho vertical desta vez me pareceu diferente. Havia algo como um vácuo no meio do
mar, como aquele centro do redemoinho. Via a água rugir, rodopiando veloz em volta do
vácuo.

Achei o lugar parecido com o espaço abobadado sem água da viagem anterior. Diferia
apenas porque havia algo que não identifiquei: a origem que gerava forças gigantes que
movimentavam a água de forma indescritível. Alguma coisa batia a água como uma imensa
centrífuga. Recebi orientação de ERSAM esclarendo-me que estávamos no Centro de
Recuperação de Águas Contaminadas, situado no caminho de uma das mais poderosas
correntes marítimas, que eu supunha situar-se no Oceano Pacífico. Simultaneamente foi-me
projetado um mapa mundi vivo. Via claramente essa corrente fluir pela costa brasileira vinda
do norte, contornando o continente americano pelo sul e seguindo sua rota pelo Pacífico,
onde num determinado ponto estava a usina. Fiquei maravilhado e emocionado com aquele
imenso trabalho, que cuidava da fauna e da flora marinha e da saúde dos homens, porque
afinal de contas ingerimos sal marinho, alimentamo-nos de peixes e um de nossos lazeres
preferidos é o banho de mar. E para que isso continuasse, nossos amigos irmãos
trabalhavam dia e noite a fim de que esse equilíbrio não se perdesse após cada detonação
de armas nucleares experimentadas em alto mar.

Estava pensando neste trabalho paciente e fantástico, quando senti ERSAM a minha frente.
Em seguida seu rosto se transformou no de um ser monstruoso, mas que de certa forma
guardava traços seus. Senti naquele momento grande pavor, por um instante esqueci tudo,
toda a obra maravilhosa feita por ERSAM e seu povo, para imaginar que ele queria me
assustar e havia preparado uma armadilha. Fui apanhado de surpresa pelo quadro horrendo
que me foi jogado bruscamente na tela mental. Nesse instante senti que ERSAM estivera o
tempo todo ao meu lado. Que aquelas imagens horríveis eram resultado de nossas
experiências atômicas na face dos homens do mar. Nem por segundo havia censura no ar.
Também não me senti envergonhado pelo obra maléfica dos meus irmãos da superfície,
porque percebia um significado maior, além talvez dos sentidos, de todo aquele encontro.
Naquele instante compreendi perfeitamente que todos somos irmãos, não importando o
espaço, o planeta ou a dimensão em que se viva. Senti-me mais encorajado a observar o
quadro triste a minha frente como a projeção de um slide numa grande tela. Os traços
perfeitos do rosto de ERSAM, seu crânio arredondado e iluminado, havia se degenerado. A
pele fina e morena havia se tornado irregular, grosseira como couro de um crocodilo. O
crânio torna-se pontudo, em lugar do filete luminescente havi algo como uma crista dura e
negra. Não via boca nem nariz, apenas alguns rasgos na face assinalavam o lugar antes
ocupado por esses órgãos, em compensação, os olhos haviam se degenerado e a pobre
criatura possuía dois pares deles. A testa alongara demasiado, não havia mais nenhuma
semelhança com meu amigo ERSAM. Era um quadro imensamente triste. Varreram-me da
mente estas visões. Vibrava dentro de mim, só, no vazio, no escuro.

Recuperei novamente a visão. Não sabia se ainda estava ou se havia voltado ao Centro de
Recuperação de Águas. Estive só, por alguns instantes. Então surgiu um ser pequeno, de
aparência igual à nossa; um homem em miniatura. Olhou para mim de modo significativo.
Saiu em direção a um túnel que se adentrava pela terra. Senti instantaneamente grande
simpatia por aquele ser. Fui na direção em que ele havia seguido. Cheguei perto da entrada
do túnel, mas não continuei porque percebi que eu era muito grande para lá entrar. Aguardei-
o por alguns instantes e como ele não voltou, retornei ao local onde estava antes que ele
aparecesse. De lá, olhei para a saída do túnel. Lá estava ele, segurando em sua mãozinha
algo que brilhava e refletia luz, que se modificava com vivas vibrações. Caminhou em minha
direção e entregou-me um belo cristal. Peguei-o e agradeci aquele lindo presente.

Novamente ERSAM estava comigo. Então mentalmente disse-me: Vamos, por hoje basta.
Você até já ganhou um presente.

Quase simultaneamente ERSAM fez referência a criaturas marinhas que lutam com forças
maléficas e que são responsáveis por alguns dos sequestros de homens e objetos em
pontos especiais do mar, como por exemplo a área próxima às Bermudas. De um certa
forma senti que ele nos prevenia. Entramos novamente no centro do redemoinho, protegidos
como no início da viagem e voltamos à porta da sala de reunião. Agradeci a ERSAM pelo
maravilhoso passeio enquanto ele voltava ao mar.

5ª Viagem - 11 de Agosto de 1984

Deixei a mesa em direção à porta da sala. Sabia que lá encontraria ERSAM. Partimos em
direção leste; eu segurando em sua mão. Não me lembro de tê-la visto antes. Quando
peguei, senti que era igual a nossa, um pouco maior e transmitia segurança. Curiosamente
olhei e vi que era esverdeada, coberta em alguns pontos com pequenas e finíssimas
escamas na parte superior.

À proximidade do mar, as cápsulas translúcidas apareceram, envolvendo-nos, e


mergulhamos n"água de maneira diferente. Mergulhamos com os pés. Imediatamente
seguimos em grande velocidade formando um zig-zag aberto, sempre com os pés
precedendo o corpo, como se fôssemos tragados à grande velocidade. Sabia que estávamos
seguindo em direção ao norte, submersos no Atlântico. Jamais havia viajado naquela
posição. Entendia que estávamos numa rota, indo de encontro a um ponto determinado.
Paramos. Vi algumas formas sob as águas, que me lembravam ruínas arquitetônicas.
Surgiram-me à mente três palavras: Atlântida, Mas dos Sargaços e Triângulo das Bermudas.
A seguir nos deparamos frente a um plano translúcido inclinado, muito difícil de ser
percebido. Senti que íamos ser colhidos por ele quando o vi girar. Imediatamente percebi
que estávamos em outro lugar, outra dimensão. Não consegui ver perfeitamente as coisas.
Não sei definir se era água ou uma neblina, só sei que vi volumes grandes de objetos que se
assemelhavam a navios e aviões. Tive a impressão de que lá estavam guardados há muito
tempo, como se ali fosse um grande depósito. ERSAM a meu lado nada falou. Apenas senti
que era hora de retornar. A volta foi mais rápida que um piscar de olhos. Nada de especial
aconteceu.

De volta à mesa, perguntaram-me se ERSAM ainda estava por ali. Respondi que não o
estava vendo. Queriam fazer perguntas. Sugeri que as fizesse pois se ele ainda estivesse
presente decerto não as deixaria de responder.

1) É verdadeira a história dos monstros marinhos que têm sido vistos no litoral brasileiro?

ERSAM: A verdade é que as experiências atômicas têm produzido tantos monstros visíveis
que não deveis duvidar dos que se transformaram com tais radiações, nas profundezas dos
oceanos. Devo lembrar que algumas espécies ainda desconhecidas, sem estarem
transformadas já vos pareciam feias, imaginai então algumas que tenham passado por um
processo de degeneração.

2) Estamos dispostos a publicar um livro a respeito da cidade intraterrestre visitada por um


de nossos médiuns em viagens astrais. Gostaríamos de saber se concorda com a publicação
e se pode colaborar conosco, através do médium, dando-nos informações sobre o seu
trabalho.

ERSAM: Desde o início tem sido esta nossa intenção: divulgá-lo e sem querer ferir-vos,
advertir sobre os perigos dos experimentos atômicos e nucleares. A idéia de divulgar esses
contatos, seja de que forma for apresentado, também é nosso propósito.

6ª Viagem - 20 de Agosto de 1984

Aproximadamente às 21 h. iniciamos os exercícios de desdobramento.

Levantei-me como sempre e dirigi-me à porta da sala. De lá, olhei para todos à mesa,
inclusive me vendo sentado à cabeceira.

É bom registrar que antes de iniciar este trabalho final já havia pressentido estar sendo
esperado por dois seres, um casal.

Antecipadamente, já estava ansioso pela viagem, tendo em vista a curiosidade que me


despertara a respeito da vida diária destes seres, cuja tarefa propúnhamos divulgar. Antevia
o aspecto da mulher. Sabia que em sua cabeça havia dois filamentos de luz que saiam do
alto das têmporas, descreviam uma curva suave para baixo, voltavam à mesma altura,
aproximavam-se atrás da cabeça, para descerem e se juntarem na base do crânio.
Assim realmente era ela, rapidamente notei. Não havia grande diferença entre suas feições e
as dele, que eu já conhecia. No entanto não tive tempo de apreciá-la mais detidamente, pois
logo minhas mãos foram tomadas de forma enérgica, senti-me como sendo assaltado e a
seguir já estava na calçada do local onde nos reuníamos, pronto para sair. Foi quando notei
que algo não corria bem. Pensei um pouco e transmiti idéias às criaturas, algo como "porque
tanta pressa" e "quero ver melhor quem são vocês". Olhei o rosto do meu amigo ERSAM.
Havia algo que não me inspirava confiança. Seus olhos eram fugidíos, como se alguém
usasse uma máscara bem feita. Hoje, quando relembro, sinto que se tivesse tido tempo de
olhar mais um pouco, saberia que era outra pessoa disfarçada. Naquele momento senti-me
fortemente atraído para olhar a mulher e percebi em seus olhos um brilho de perversidade
apenas por instante porque então ela gargalhou, levantou o braço e cobriu-me com algo
como uma asa, uma membrana translúcida, apesar de grossa, de cores mistas, que lhe
ligava o braço ao corpo. Senti-me então levado a voar junto dos seres à grande altura.
Sobrevoávamos o mar e continuávamos a voar. Novamente desconfiei.

Não enxergava bem nessa ocasião. Era como se fosse levado a local que não quisessem
que eu soubesse o caminho. Então senti que estava em um lugar próximo a uma grande
escada fortemente inclinada, sem proteção. Não havia casas por perto. Via a mulher subindo
a escada sozinha. Ela estava de branco e levava uma bandeja com algo como frutas.
Parecia incoerência... Queria voltar, sentia-me só, enganado e abandonado pelo meu amigo.
De repente percebi-me no alto, no final da escadaria. Lembro-me de que não queria ver o
que iria acontecer. Estava sentado num pequeno banco. Coloquei a cabeça entre as mãos e
fiquei a pensar, querendo principalmente voltar. Tinha a sensação de que algo como o meu
corpo que deixei para trás fosse rocado pelo espírito pronto para voltar, mas havia alguma
coisa que me dava ao mesmo tempo força para querer continuar, ir até o fim. Então, abriu-se
em minha mente um imenso quadro. Não sei se era uma vidência dentro da viagem astral,
ou se estava em realidade no local presenciando o que acontecia. Também não saberia
precisar se o tempo era presente, passado ou futuro. Hoje estou propenso a acreditar que
era passado.

Um bando de homens-peixe (???) seguiam um navio, havia tempo. Era dia. O sol deixava
sua luz atravessar a água, dando uma cor irreal amarelo-esverdeada aqueles homens que
rodeavam seguindo o pequeno navio. Instantes depois, não sei como, senti que aqueles
homens faziam algo como uma corrente mental e pude ver que paralisavam aos poucos a
embarcação. Não vi, mas sabia que no interior da nave as pessoas buscavam o defeito,
surpresos. Novamente vi que os seguidores então aumentavam o poder de concentração e
uma força que identifiquei como destruidora e nefasta vibrava de forma estranha e
agigantando-se foi afetando toda a matéria existente dentro do círculo fechado. O navio foi
se tornando cinzento como se tragado por uma bruma, como uma projeção se
desvanecendo com a chegada da luz. Senti que os tripulantes do navio sofriam uma morte
diferente, atroz na novidade que ela apresentava. Não pude ver o rosto desses irmãos. Foi-
me permitido ouvir gritos apavorantes que me fizeram imaginar a dimensão do sofrimento
causado por aquele tipo de morte, algo como se fosse possível virar uma pessoa pelo
avesso, mantendo-a ainda viva. Imaginei que eles ficariam como mortos-vivos em outra
dimensão.

Voltei angustiado, triste, um pouco deecepcionado por não ter encontrado meu amigo
ERSAM. Mentalmente perguntava o porquê de ter sido enganado por aqueles seres
disfarçados, porque havia permitido tal coisa, e por fim perguntei onde ele havia estado
quando quase havia sido seqüestrado. Senti então emanações de segurança e amizade.
ERSAM bem próximo de mim, disse-me que havia estado junto o tempo todo. Senti forte
emoção, porém surpreso vi-o retornar à Armat, deixando-me plantado em interrogações.

7ª Viagem - 25 de Agosto de 1984

Encontrei-me com o nosso amigo à porta. Não havia dúvida de que era ERSAM. Nem eu
nem ele mencionamos nada a respeito da viagem atribulada do desdobramento anterior.

Instantaneamente após ter como último registro de localização a calçada frente ao local onde
nos reuníamos, via à minha frente o mar na Região Nordeste do Brasil. Julguei, no dia do
desdobramento, que estava plainando sobre aquela região, tão viva era a reprodução da
costa, seus contornos, a água verde do mar nas regiões rasas, translúcidas e claras,
aprofundando no centro, escura e densa. Reparei então que perpendicular ao triângulo
formado pela ponta Nordeste do Brasil e diagonal ao Equador, havia algo como uma grande
muralha nas profundezas do mar. Depois, no fundo do oceano, ficamos demoradamente
observando aquela construção. Havia algo como cortes paralelos por onde a água passava,
em toda a extensão da barreira. Não recebi informações de ERSAM, nem consegui captar
seus pensamentos a fim de entender a utilidade daquela "usina". Lembro-me de que sentia
vontade de sair, já que ali há muito permaneci sem entender o significado daquela
construção, mas havia algo que me forçava a continuar no local. Entendi então que por
aquela barreira passava uma corrente vinda do Atlântico Norte, pelo fundo do oceano.
Chegando próximo ao litoral nordeste brasileiro, que se encontrava arrojado dentro do
Atlântico, a corrente vinha à superfície quando se aproximava da plataforma continental. A
barreira servia então para retirar as impurezas contidas na água e ao mesmo tempo afastá-la
do litoral, desviando-a para a parte central do Atlântico.
Saindo desse ponto, rumamos em direção a Armat. Nesse ínterim perguntei ao nosso amigo
pelo cristal que eu ganhara de presente do pequeno homem, numa viagem anterior.
Respondeu-me que o cristal iria chegar a mim e que não me preocupasse como nem quando
pois o reconheceria; talvez o achasse, talvez ganhasse ou até mesmo o comprasse, não
importaria pois saberia qual era o meu cristal. Após esta resposta quis fazer outras perguntas
mas não sabia como formulá-las de maneira específica pois sempre me escapavam da
mente. Desisti, preferindo prestar atenção ao meu redor. Estava num lugar que imaginei
fosse uma sala de aula. Tudo o que aí vi ou ouvi passou-se numa velocidade incrível, como
flashes, não tendo detalhes precisos sobre os acontecimentos que ali se sucederam.

Quando saí do "Cinturão Nordestino" em direção a Armat vi-me num lugar claro, água tão
limpa que apenas irradiava uma luz verde, assim como a nossa atmosfera acumula o tom
azul, a distância. Havia várias crianças risonhas, brincando. Elas se aproximavam, subiam,
desciam e se espalhavam como pequenos peixes, flutuando. Depois observei uma sala de
aula onde não via paredes nem teto, mas um limite no espaço, tudo também muito claro e
silencioso. As crianças prestavam atenção a um ser que falava de modo calmo, transmitindo
paz, segurança e sabedoria.

O tema da aula era algo como "Há muitas moradas na Casa do Pai". O mestre iniciava a
palestra falando a respeito de nós, terráqueos, que vivemos nesta "Morada" chamada Terra.
Transmitia um imenso amor por nós e ensinava que em todas as situações cabia-lhes
compreender-nos e mesmo que fosse prejudicados não deveriam jamais revidar. Deviam se
proteger e depois reparar os danos, geralmente causados por desequilíbrio no meio
ambiente. Entendi que esse amor e compreensão poderiam ser estendidos e levados a um
grau de até sacrifício. Insistia que devíamos ser compreendidos, ajudados, respeitados e
amados, como se quer a um irmão mais novo, como se quer a uma criança. Nesta sala havia
luz, cor, som, numa harmonia tão perfeita que imaginei fosse o Amor materializando. Sai
desse ambiente sublime e encontrei-me num local parecido com o anterior. Um luz azul
profundo como a da Lua clareava o ambiente com suavidade. O local vibrava como uma
espécie de magia. Vi então dois seres aproximarem-se um do outro. Sabia que era um casal.
Dois corpos meio fluídicos, caminhavam um para o outro. Quando se tocaram,
primeiramente o tórax, na altura do coração, vi cintilar um luz. Em seguida ergueram os
braços. Os braços esquerdos rodearam o corpo do companheiro e ficaram com as mãos
abertas nas costas; os braços direitos foram erguidos para o alto, como fonte de captação de
energia. Então os corpos, dos pés a cabeça foram percorridos por ondas de luz e cintilaram
por algum tempo, sendo que três vezes com maior intensidade. Recebi informação de que o
bebê estava concebido e por um tempo que não sei precisar ele iria se materializar fora do
corpo da mãe. O corpo fluídico se iluminaria e se adensaria até nascer. Esta última etapa sei
que não era demorada. Imagino que contando no nosso tempo seria questão de alguns
minutos. Tenho a intuição de que eles tinham conhecimento da hora exata em que a criança
iria se materializar, qual era o sexo e inclusive quem era o espírito reencarnante.

A partir daí informações mais completas me eram mostradas através da vidência, onde tive
oportunidade de observar cenas oriundas de seu planeta de origem. Recebi informações de
que a alimentação era toda feita à base de algas, líquida dentro de cápsulas ou tabletes,
acho que integralmente absorvida pelo corpo, sendo que se havia algo para ser eliminado
era muito pouco, como uma transpiração, não poluindo a água nem os ambientes, algo
completamente imperceptível. Os nutrientes recebidos dos alimentos variavam de acordo
com a energia captada pelo Sol ou níveis de cultivo em relação à superfície da água, tempo
de colheita, idade das algas, etc.

Em relação aos meios de transporte me foi revelado que não havia carros nem naves dentro
das imensas cidades. Eles se movimentavam velozmente quando necessitavam, talvez a
mais de 80 km/hora. Para fora da cidade, ou seja, fora da proteção anti-poluição atômica, de
um oceano a outro, se é que interpretei perfeitamente, eles se desmaterializavam num ponto
e tornavam a se materializar em outro.

Em seguida perguntei pelas roupas, trajes, apesar de nunca tê-los visto usando nada da
cintura para cima. Da cintura para baixo nunca me fora permitido ver nenhum ser, a não ser
desta vez, quando via as crianças. Tinham duas pernas como nós, apenas os pés eram um
pouco maiores, e onde temos dedos algo como os nossos pés de pato para nadar, sem ser
exagerado e tão desarmonioso ou feio como o que fabricamos. Os pés dos meus amigos
eram maleáveis, flexíveis, translúcidos e quase luminosos, com tonalidades predominantes
de um verde entre o esmeralda e o verde água. Movimentavam-se ora energicamente ora
tão suave que parecia ter sido tocado por uma brisa. Vi que aparentemente nada usavam, no
entando perguntei, por desconfiar que usassem algo colante que eu não percebesse. Ele
respondeu pedindo: olhe para mim. Olhei seu corpo de alto a baixo. Não era em nada
diferente do corpo das crianças. Talvez apenas mais desenvolvido pela idade. Disse-me
alguma coisa como não temos nada a esconder. Os corpos livres e lisos. Cabeça, tronco e
membros livres ao movimento, como o nosso corpo aprefeiçoado. Não havia zonas genitais
visíveis externamente, tenho certeza de que não existiam também internamente ou
encobertas por qualquer membrana. Deduzo que já estão libertos do poder abrasador e
escravizante do sexo. Estariam vivendo um nível altíssimo de exercício do amor, da
caridade, da compreensão.

Senti então que era hora de voltar e agora todos esses flashes vibravam em minha mente,
confusos, por serem projetados e aprendidos tão intensamente vivos e rápidos. Não vi ou
senti a viagem de volta. Estava imerso em todas aquelas maravilhosas revelações. Tomado
de imensa emoção agradeci por tudo e voltei à Terra.

8ª Viagem - 27 de Agosto de 1984

Mergulhamos no mar. Saímos em direção por mim ignorada. Após um tempo paramos em
frente a algo que supus fosse uma projeção, mas depois notei que havia profundidade e um
espaço tridimensional circundante.

Era parecido com uma esfera grande, feita de massa pastosa, de cor azul acinzentada, que
modificava sua superfície como se fosse rasgada por dentro, como se fosse sugada lá do
centro, apareciam espaços ocos que, mutantes e móveis, desapareciam depois, dando lugar
a novas variações, permanecendo sempre esférica; parecia estar viva.

Depois vi o corpo de um desses seres juntar-se à sua superfície e começar a passar pelas
mesmas mudanças, até ser absorvido por ela. Associei tudo isso a um processo de morte e
desagregação da matéria. Achei algo assustador porque me parecia qua a pessoa ia para lá
ainda viva. No entanto, não vi sofrimento nem pânico. A pessoa se entregava aos
movimentos da esfera até ser integrado àquela matéria plástica mutante que parecia ter vida.

Não posso afirmar se é assim que desaparecem os corpos do povo de ARMAT, mas o que vi
no processo foi um muito parecido com o de ERSAM. Achei tudo aquilo grotesco, feio de ser
visto. Pareceu-me que não era a morte condizente com o grau de evolução, que considerei
adiantado em todos os sentidos, para o povo de ARMAT. Mas quem sou eu para julgar um
processo de morte se nem me lembro como foi a minha última passagem?

Imediatamente após essas visões, tudo ficou escuro, como se me varressem da mente as
cenas anteriores. Penso que esse processo é feito pela minha consciência, pois toda vez
que vejo algo desagradável na viagem tudo escurece.

A viagem continuou. Chegamos novamente à barragem da Costa Nordestina. Ela era feita de
um material preto, liso e inteiro e não era alta. A água de uma determinada corrente vindo do
Atlântico Norte era de alguma forma pressionada de cima para baixo, sendo levada a passar
por entre frestras internas a grande velocidade, em atrito com alguns aparelhos existentes,
saindo clara e luminescente. Nessa região, depois da barragem, vi um tubo que pelo método
de sucção colhia algas em grande quantidade.

Voltamos a ARMAT. Paramos num lugar parecido com um pátio interno de uma construção
grega antiga. Vi homens com nossa aparência, idosos, com túnicas brancas até os pés.
Espantei-me e senti dificuldade em compreender a presença daqueles homens da nossa
"Terra" em ARMAT. Aos poucos fui entendendo que foram em sua maioria filósofos,
médicos, professores, etc, enfim, espíritos adiantados que já haviam vivido na face da Terra
e hoje estavam encarnados em ARMAT, e que momentaneamente haviam se apresentado
para mim com suas últimas roupagens terrenas. Isto explicaria o amor que os habitantes de
ARMAT nos dedicam. Em primeiro lugar, por já terem vivido no Planeta, em segundo lugar
porque são espíritos bastante evoluídos.

Esses homens, de cabelos brancos, pele clara mas bronzeados de sol, conversavam em tom
baixo, vozes calmas, numa palestra harmoniosa, sem ardor excessivo, mas com verdadeira
emoção. Não ouvi o que falavam, apenas sabia que conversavam. Era como se visse por
trás de um vidro transparente e intransponível.

Depois desta cena vi um grande ginásio coberto. O teto era como um caleidoscópio imenso,
vivo e colorido. Apreciei-o por longo tempo, só então me dei conta de que estava no meio de
um simpósio e a matéria em pauta era o amor ao próximo, o amor sacrifício, mas útil, o amor
pela humanidade; o amor cósmico por todas as criaturas do Universo.

Esse encontro irradiava ondas de amor e calor que atravessavam o tempo e o espaço.
Atuando de diversas formas na face da Terra em toda a aura viva do Planeta, desfazia
substâncias deletérias e asfixiantes que envolviam o orbe. Era um trabalho de uma força
incalculável.

Surpreso e emocionado voltei ao local de reunião do Grupo Ramatis.

9ª Viagem - 3 de Setembro de 1984

Saímos da sala de reunião, em direção leste, direto ao mar. Em questão de segundos


estávamos em Armat, dentro de um ginásio coberto ou algo assim, onde não me lembro de
ter visto água. Só sei que o que vi, ouvi e senti, talvez nunca mais viverei.

Do alto caíam flores, imensas, suavemente, e vinham acompanhadas de música


desconhecida. Era física, cariciosa no corpo, suave, tocando a gente, transformavam-se em
luz e cor e se desmanchavam em perfume, diferente de como o sentimos aqui. Sem sufocar,
era intenso, vívido, muito difícil de explicar, nossos sentidos são um nada para viver aquele
espetáculo.

Fui levado daí direto a um ponto próximo das Bermudas. Lá sentindo ERSAM a meu lado,
aguardamos um plano que iria girar e nos levar a outra dimensão. Passamos. Estávamos
num local onde havia vários volumes como grandes botijões contendo material radioativo e
acho que até bombas não detonadas.
Foi rápida a visita a este depósito. Voltamos para frente do plano e aguardamos a volta à
dimensão Terra Século XX, 1984. Daí partimos em direção à calota polar norte. Na ida achei
que iria visitar alguma cidade intraterrestre pois tive a certeza de que ali havia uma entrada
para uma delas. Mas o que vi foi um degelo, grandes blocos de desagregavam do todo, e eu
sabia que aquilo era um trabalho que estava sendo feito para equilibrar o clima, abalado por
desmatamentos devastadores e criminosos, por detonações de armas nucleares,
gigantescos represamentos de água, desfazendo processos naturais milenares que em
conjunto formavam ciclos regulares de variações climáticas. Tudo preparado, restava agora
um trabalho imenso à espera dos homens intramarinhos. Esse degelo artificial sendo
distribuído pelas diversas correntes marinhas e percorrendo todos os oceanos voltaria a
equilibrá-lo. Mas uma coisa também ficou clara: os amigos do mar não podiam interferir além
do que lhes era permitido e creio que eles só estavam lançando mão desses recursos para
que não destruíssemos a Terra antes que findasse o seu tempo. E tenho certeza de que
quando esse tempo se cumprir eles não mais poderão levantar um dedo a nosso favor,
mesmo que seus corações sangrem de dor, considerando o amor que nos dedicam.

Voltamos em direção ao sul. Passamos por sobre o cinturão do nordeste e chegamos a


Armat.

Nesse dia me foi permitido saber que todo o alimento era feito de algas. Podiam ser sólidos,
em tabletes redondos ou líquidos dentro de recipientes pequenos, transparentes. Acho que
se alimentavam muito pouco, e pelo que pude perceber, não levavam alimentos para casa,
talvez se alimentassem no trabalho uma vez por dia, não tenho certeza.

Também obtive esclarecimentos a respeito do trabalho. Parte da mão-de-obra era absorvida


pela fabricação de alimentos, outra trabalhava na agregação de cristais de sal que captavam
a luz e a energia do sol através da água. Outra grande parte trabalhava nos laboratórios
espalhados pelos quatro cantos dos oceanos. Entendi também que rodiziavam no trabalho,
não existindo grupos específicos que lidassem sempre com alimentos e outros sempre com
cristais, tornando enfadonho o trabalho. Não existia diferença entre as tarefas; as de
aparência mais humilde eram as que sustentavam a mais intelectual e sem a primeira a
segunda não existiria. Um amigo do fundo do mar deixava o serviço num laboratório de
pesquisas anti-contaminação nuclear e voltava para os cristais ou alimentos com a mesma
vontade e alegria. Quero deixar claro que estas explicações se devem apenas ao fato de ter
eu achado que confeccionar plaquetas de cristais seria tão monótono, que caso fosse a
nossa humanidade ter que enfrentar aquele trabalho, criar-nos-ia logo uma classe operária
para enfrentar aquele serviço maçante sem jamais deixá-lo e uma privilegiada para executar
as tarefas mais amenas.
Também soube que os habitantes de Armat têm período de infância bem curto mas não sei
dizer o quanto em equivalência ao nosso tempo.

Nesse ponto ressalto o fato de que desde a 8ª viagem passei apenas a sentir ERSAM ao
meu lado. Vejo-o com certa dificuldade no início da viagem. Daí em diante sei apenas que
me acompanha de perto.

10ª Viagem - 10 de Setembro de 1984

ERSAM chegou. Só pude vê-lo com muita dificuldade. Lembro-me de que fazia um grande
esforço para conseguir enxergá-lo e, mesmo assim, o que via era uma imagem fraca, quase
transparente.

Saímos em direção ao mar. Não mergulhamos imediatamente. Observávamos grandes


redemoinhos de água negra, densa e ligeira na superfície do mar. Não sei se a água era
negra por estar noite, ou se simbolizava a poluição exagerada pelos detritos que lançamos
ao mar.

Nessa viagem não sei exatamente porque só percorríamos pontos do mar transtornados por
forças e correntezas assustadoras. Nada mais posso escrever, porque apesar da viagem ter
sido longa, todo o tempo foi gasto observando fenômenos que inquietavam e sacudiam o
mar. Nesse instante me veio à mente que o que vi se refere ao que acontecerá nos dias que
antecederem à invasão dos continentes pelo mar. Acredito também que me foi mostrado
como o mar estaria descontrolado, abalado e imprestável até mesmo para navegação, caso
não fosse o trabalho dos irmãos de Armat, recompondo-o e limpando-o a cada vez que dele
abusamos.

Esclarecimentos Finais

ERSAM está vivo.

O trabalho faz parte de uma missão de socorro, iniciada há 50 anos atrás. ERSAM e seus
irmãos são voluntários. Foi-me esclarecido que todo o equipamento deixado no fundo dos
mares tem capacidade de funcionar por mais vinte anos, tempo suficiente para que se defina
o futuro da Terra.

Voltarão em naves espaciais para o seu planeta de origem. Foi me dito ainda que o corpo
aparentando forma e cores marinhas era usado para melhor conviver com a fauna dos
mares.
Estavam indo embora. Alguns já haviam partido. Nesse instante, vi naves saindo da água.
Eram como pratos muito finos, de metal prateado, coisa bem comum.

Soube também que ficaria mais difícil a partir daquele momento estabelecer novas
comunicações, o que não siginificava a impossibilidade total de novos contatos futuramente.

Olhando para ERSAM, tentava avaliar o sacrifício daquele povo. Voluntários, desafiando a
vida em planeta estranho, não levavam absolutamente nada de nosso. Não receberam
louros nem aplausos, nem Prêmio Nobel por terem salvo a vida no Planeta Terra, quando
reintegraram átomos e transformaram lixo atômico e radiação, impedindo que as águas do
mar se tornassem veículos da morte, salvando a fauna e a flora marinhas.

À minha frente, ERSAM já não tinha barbatanas nem escamas coloridas. Mais alto que nós,
pele clara, aparência humana dos terráqueos, traços de fisionomia perfeitos, apenas o
filamento de luz permanecia no alto da cabeça, como da primeira vez que o vi.

Após algumas reflexões, perguntei-lhe como poderíamos agradecer ou retribuir tão grande
trabalho. Disse-me apenas que o que fizeram nós também um dia o faríamos por outros
povos, impulsionados pelo amor que aos poucos desenvolvemos através das experiências
infinitas vividas ao longo das sucessivas jornadas no plano físico.

AMAR foi o último verbo que ele conjugou.

Que amor é esse que desconheço, que faz as pessoas saírem de suas casas, deixarem
suas conquistas, para ajudar povos atrasados a não se destruírem, correndo o risco de
serem elas próprias aniquiladas, e acabada a tarefa, saírem assim como se nunca
houvessem existido?

Essa interrogação, guardo-a para momentos de reflexão certo de que o tempo me dará a
resposta, se não aqui, em algum ponto da eternidade.

Urge aguardar.

O médium que viajou com Ersam

Stelta - Uma cidade subterrânea

Informações Gerais

Narrarei nas páginas que se seguem as experiências paranormais ou mediúnicas que tive
durante seis meses do ano de 1984.
Utilizando da capacidade do meu corpo astral deixar o físico com a maior facilidade, nas
reuniões mediúnicas das segundas-feiras, do G.E.S. de Jesus, e, deixar-me levar por meu
Guia, para regiões belas e desconhecidas no interior da Terra, aí conheci uma incrível e
soberba civilização que me foi dado visitá-la por algum tempo.

A descrição do que vi e senti, aí está nestas páginas, mas, havendo tantas coisas novas,
totalmente desconhecidas para mim e sendo eu neófita no assunto e inculta na arte de
escrever, talvez não consiga transmitir aos leitores uma pálida idéia do que realmente lá
existe. Esperamos que a intuição e a boa vontade de todos facilitem as coisas e possam,
assim, receberem através de suas mentes as emoções e belezas que vi durante esse
período. Jamais as esquecerei.

A cidade que visitamos, cujo nome é Stelta, não fica em outro Planeta, nem em outra
Galáxia, porém, aqui mesmo na Terra, no seu interior.

Chega-se lá, a este mundo intraterrestre por passagens subterrâneas existentes em várias
partes da superfície do globo, mas, conhecidas somente de uns poucos Iniciados.

A energia e a luz que abastecem a cidade são fornecidas por um sol artificial, colocado em
um lugar central sendo muito parecido a um radar gerando calor e uma intensa
luminosidade.

O interessante é que se olhando para cima, para a abóboda celeste, constata-se que não há
céu azul nem firmamento e que tudo é da cor da terra queimada, pois a parte interna da
cidade intraterrestre é como uma imensa bolha, tanto em comprimento como em altura. * Um
dos acessos utilizados por nós a essa cidade foi através de uma gruta que fica num local
encoberto pela vegetação.

Depois de entrarmos na gruta senti como se estivesse passando por um túnel no qual
flutuava e avançava até chegar à cidade.

Certo dia quando fui trazida de volta, saí pela "base de lançamento de discos voadores" e já
na superfície, na encosta das montanhas, reparando bem, pareceram-me aquelas que ficam
ao longe e ao longo de quem sobe a serra para Domingos Martins, ES.

Certa vez, em meados de agosto, estando a viajar com Rarafath e sentindo muita dor de
cabeça - a dor de cabeça me acompanhou no corpo astral - ele levou-me a conhecer um
hospital de sua cidade aproveitando o ensejo para medicar-me.
Ainda dentro do disco paramos em frente à porta de enorme construção circular. Todo o
prédio ficava bem elevado, sendo sustentado por uma grande coluna central.

Ao abrir-se a porta do edifício, saímos da construção e entramos no hospital que


resplandecia de limpeza e organização. Não se via nenhum vai e vem de enfermeiros,
médicos, pessoal de limpeza e visitantes.

As paredes divisórias internas, cama, aparelhamentos médicos-cirúrgicos tudo era


confeccionado em material transparente, tipo acrílico, de grande resistência.

Quando algum habitante sente-se mal, dirige-se ao hospital onde fica internado, sendo
levado a uma das enfermarias onde é colocado numa estufa, muito parecida a uma
encubadora nossa, para crianças.

Em pontos vitais do seu corpo são colocadas agulhas que através de fios ligados a
aparelhos médicos sofisticadíssimos, aí ficam, até serem suas energias revitalizadas.

Como já disse linhas atrás, estava com grande dor de cabeça, então Rarafath mandou
deitar-me numa espécie de urna, pois quando chegasse à crosta nada mais sentiria.
Realmente, sentí-me aliviada ao retornar e tomar meu corpo físico no Centro. Mais tarde,
após chegar em casa a dor de cabeça já havia desaparecido. Na urna senti como se fosse
um vácuo dentro dela, não havia qualquer interferência externa e meu corpo parecia flutuar.

Como vocês estão vendo tudo isso é muito difícil de explicar.

Em outra oportunidade Rarafath levou-me a sobrevoar Vitória (ES), antes de partimos rumo
a Stelta. Essa mudança de itinerário proporcionou-me a visão de um lindo espetáculo, a
cidade parecia uma imensa e linda jóia incrustada de pedras preciosas.

Em seguida dirigimo-nos para a nossa cidade de estudos. Visitamos uma bela Igreja,
enorme, com o teto abobadado e muitos bancos pela nave. Nas paredes alguns painéis que
não consegui distinguir direito o que era. Informaram-me que entre eles não existe líder
religioso permanente. Os mais estudiosos em assuntos transcendentais, em dia de culto,
fazem palestras para aqueles que comparecem ao templo.

Saindo da Igreja, visitei o palácio do governo. Aí também não existe um presidente, monarca
ou líder partidário.
A cidade é governada por um Parlamento fixo, semelhante a nossa Academia de Letras.
Quando morre um dos membros do Parlamento, é preenchida a sua vaga por meio de
eleição interna feita por seus líderes que se entendem e se afinizam.

Cada componente dessa instituição age em sua área específica mas ninguém toma decisão
sem consultar aos interesses de toda comunidade.

Eles já se aprimoraram e conseguiram vencer a rivalidade, coisa inexistente entre eles.

Depois fomos em alguns segundos até uma bela praia, com seus coqueiros, suas águas
azuis e transparentes, onde pulavam, brincando sobre a água, golfinhos, baleias, arraias e
muitos outros peixes e mamíferos. Disseram-me na ocasião que todos os animais terrestres
e aquáticos, sujeitos a extinção aqui na crosta, são levados para lá a fim de evitar o seu
desaparecimento.

Certo dia, já no final de outubro, Rarafath levou-me direto a um grande anfiteatro com uma
enorme tela onde era observado por diversas pessoas, tudo que se passava na superfície
terrestre.

Estes controles são feitos por meio de imagens captadas por discos voadores.

Explicou-me que seu povo tem a MISSÃO de supervisionar e policiar a crosta terrestre,
ajudando no que for possível em nosso dia a dia, quanto à poluição ambiental do ar, como
das águas e à preservação da fauna e da flora.

Certa vez, em uma de minhas viagens perguntei ao amigo se pessoas do nosso Centro
Espírita, companheiros de atividades mediúnicas, poderiam me acompanhar em uma de
minhas visitas a Stelta. Respondeu-me que sim, muito embora não cogitem destas visitas no
momento.

O inverso porém sempre acontece. Eles visitam a superfície da Terra muitas vezes.
Entretanto ao se materializarem aqui tomam a forma humana comum em seu corpo e
aspecto, para não serem uma aberração entre nós e não assustarem ninguém.

Evitam quaisquer envolvimentos e descobertas antes da hora. Não querem fazer alarde de
sua cidade, de suas naves e de sua avançada tecnologia.

O objetivo dessas excursões à superfície é o conhecimento da civilização, e exame "in loco"


dos problemas humanos, do sofrimento do povo no seu cotidiano.
Esta participação efetiva na vida e nos problemas da humanidade terrestre, da vivência, da
medida exata de nossa escala de valores, das nossas reais necessidades se fazem
necessárias para que sejam revertidas em forma de auxílio.

Certa vez, estando dentro da Cidade, dali saímos por um túnel e fomos parar em uma região
completamente diferente. Enquanto tudo que me fora dado ver até àquele dia, eram lugares
de cor cinza, com linhas aerodinâmicas e bem avançadas em técnica, pois a cidade parece
ser construída dentro duma imensa campânula de vidro, sem possuir ruas como as nossas,
sendo suas casas, local de trabalho, diversões e tudo mais, suspensos, acima do chão,
usando túneis com esteira de correr para locomoção. Como dizia, deparei-me com um local
onde prevalecia a cor verde. Tudo era muito brilhante e limpo, parecendo artificial.

Árvores lindíssimas e um riozinho cristalino correndo mansamente em meio a tão bucólica e


encantadora paisagem, plena de muita calma e paz. Os peixes nadavam à flor d"água e
suas escamas brilhavam nas águas claras do riacho.

*Cheguei a esta conclusão pois os mesmos observamos aqui em cima, quando vemos o céu
se encontrar com a terra ou o mar na linha do horizonte.

Mensagens dos Amigos Intraterrestres

1ª mensagem psicografada

Queridos amigos, o vosso trabalho é válido, mas há ainda um longo caminho a ser trilhado.
Não vos desanimeis. Um dia chegareis à verdade e me encontrareis.

Rarafath
Morador de um dos mundos subterrâneos

2ª mensagem

O túnel por onde você passou não era uma cobra* e sim o "túnel do tempo", aquele que o
levou às profundezas da Terra que é também habitada por Seres de quem você viu o perfil.
O corpo não lhe foi dado ainda ver. Breve verá. Não se impressione pois voltará lá outras
vezes.

Rarafath

*Palavras do médium:
Quando comecei minhas viagens no Astral, julguei que estivesse entrando pela boca de uma
gigantesca cobra, o que posteriormente me foi explicado que era um túnel que dava entrada
para um dos mundos subterrâneos existentes na Terra.

3ª mensagem

Paz para todos.

O mundo que você visita não é no Universo** e sim um mundo intraterrestre; mais vezes lhe
levarei lá para mostrar-lhe como ele é e como funciona.

Não se assuste.

Rarafath

**Esclarecimentos do médium:

Em outra de minhas viagens pensei estar observando o Universo. Mais tarde obtive a
explicação de que se tratava de uma "cidade intraterrestre", assunto que, até aquele
momento, nunca ouvira falar.

Habitantes

Os steltanos são um povo remanescente de um continente que submergiu, mas, não é a


Atlântida.

Os sobreviventes encontraram, sob a superfície oceânica, uma entrada para o interior do


Planeta que veio a ser o seu mundo intraterrestre.

Este túnel submarino, quando chega ao seu final, as águas que por ele correm formam uma
praia belíssima.

Os habitantes desse mundo intraterrestre são muito altos e magros, seus membros finos e
compridos, suas cabeças são grandes e largas não possuindo cabelos nem pavilhão das
orelhas terminando por faces afiladas, com olhos oblíquos e boca proeminente. Eles são
muito parecidos, lembram cópias xerox.

Visitei uma família constituída por um casal e uma criança. Sua rotina durante o dia era mais
ou menos a seguinte: pela manhã fazem o desejum e em seguida o homem sai para o
trabalho. À mulher cabe levar a criança à escola ou creche e só então dirige-se para seu
trabalho fora do lar. No final do dia faz o mesmo trajeto de volta à casa. Aí então dá início a
algumas tarefas caseiras que por sinal são pouquíssimas.*

À noite o homem senta-se confortavelmente, coloca sua leitura em dia; a mulher faz a
arrumação da mesa para uma refeição. A criança estuda em frente a um computador.

Todos silenciosos e compenetrados em suas respectivas tarefas. Terminadas as mesmas


reúnem-se para conversar um pouco e em seguida recolhem-se para o descanso.

Segundo informaram-me, a mulher para engravidar não necessita da participação do


companheiro, pois ela possue os dois aparelhos reprodutores, tanto o masculino como o
feminino.

Para dar à luz, a mãe procura um hospital. O processo do nascimento é indolor.


Esclareceram-me que quando o bebê está na hora de nascer, desmaterializa-se dentro da
mãe e passa para o mundo exterior materializando-se novamente. A partir desse momento
não depende tanto de sua mães como as nossas crianças. É como se fosse um animalzinho,
uma vez nascido, não demorará muito e estará andando sem precisar passar por aqueles
estágios de arrastar, engatinhar e andar. Sua alimentação é simples, como também a dos
adultos, não sendo necessário ser feita separadamente como a dos terráqueos.

Quando as pessoas sentem aproximação da morte natural procuram um lugar tranqüilo e ali
se volatizam, se desintegram, não sobrando nada. Elas simplesmente se esfumam,
desaparecendo no ar.

*Nota do médium:

Nas minhas andanças pela Cidade, observei que os nossos irmãos não usam roupas,
dispensando portanto a tarefa de lavá-las. A alimentação é preparada em fábricas e sendo
doada a toda a comunidade. Pareceu-me que eles vivem dentro de um socialismo altamente
evoluído. Não há portanto detritos, lixo.

Educação

Em suas salas de aulas constatei que os alunos não dependem de professores para lhes
ministrarem as matérias. Cada um deles senta-se em frente a um minicomputador e as
matérias vão sendo administradas e aprofundadas na medida da capacidade e aptidão de
cada um.
O ensino não é esquematizado e estanque, não possue um currículo obrigatório para todos a
um mesmo tempo, como acontece em nossas escolas.

Visitei um enorme laboratório onde várias pessoas pesquisavam. Este laboratório tinha o
formato de uma ferradura e as pessoas ficavam sentadas observando por intermédio de
seus pequenos aparelhos, que tinham comunicação direta com uma grande tela situada no
final da sala, na qual era projetada a figura de um corpo humano, sobressaindo todo o seu
sistema vascular. Parecia ser uma aula de anatomia.

Cada aluno por meio de seu aparelho fazia sobressair, naquele sistema, a parte que mais lhe
interessava e isto era feito com muita ordem.

Nessa tela vi projetada, posteriormente, a detonação de uma bomba atômica com seu
enorme cogumelo e sua agressão à natureza, como a terra queimada e deserta sem sinais
de vida. Foi uma visão bastante triste e deprimente.

Agricultura

A área de campo cultivada é imensa e o processo de irrigação é aéreo. Há diversos tipos de


hortaliças e legumes plantados em canteiros, assim como o cultivo de extensas áreas de
árvores frutíferas.

As frutas e legumes são colhidos, tratados e seu suco engarrafado e armazenado por
processo totalmente mecanizado. As cenouras, por exemplo, são sugadas do interior da
terra por aparelhos indo para uma máquina onde são trituradas e seu suco já sai diretamente
em garrafas que são hermeticamente fechadas.

Conforme explicação de Rarafath, toda essa alimentação que está sendo guardada será
destinada aos futuros hóspedes terráqueos, nos primeiros tempos de exílio, até que eles se
acostumem com o novo tipo de alimentação dos intraterrestres que é sintética.

Nota do médium:

Segundo várias mensagens recebidas por mim e outro companheiros do nosso Centro
Espírita, comunicações estas que estão de acordo com várias obras publicadas em
diferentes épocas e partes do mundo, a Terra está vivendo os últimos estertores de um ciclo,
de uma civilização falida, passando os seus habitantes encarnados e a sua população astral
por um processo de seleção final que é o "juízo final" tão falado e previsto por todas as
religiões e pelos novos profetas nos tempos atuais.
Os escolhidos, ou os da direita do Cristo herdarão uma nova Terra; não desaparecerão na
hecatombe dos últimos dias, tragados por maremotos, terremotos, incêndios, inundações,
fome, guerra, epidemias, etc. Serão antes "arrebatados" ou retirados em corpo físico da
superfície do globo por irmãos extras e intraterrestres, cuidadosamente abrigados em
alguma parte deste nosso Universo pois a "Casa do Pai tem muitas moradas", onde
permanecerão por tempo indeterminado, até que haja novamente condições de vida na face
do Planeta.

Eis aí a razão porque os nossos amigos e irmãos de Stelta estão se preparando para a hora
decisiva, para o grande evento, quando as Forças Supremas do Bem derem basta a toda
essa confusão e loucura que reina entre nós, onde os autênticos valores que são as coisas
do espírito estão subvertidas, subestimadas, abastardadas e denegridas pelos prazeres
imediatos da matéria. Nunca se viu tanta devassidão, corrupção e violência.

Creiam ou não, nem por isso o desenrolar dos acontecimentos será evitado, a menos que a
criatura humana passe a amar a Deus acima e em todas as coisas. Procurasse se renovar
interiormente e sabemos como essa transformação é difícil nos poucos anos que nos restam,
quando esbanjamos tempo e oportunidades durante dois mil anos.

"Aquele que tiver olhos de ver que veja e ouvidos de escutar que escute".

Esporte e Lazer

Um dia ao chegar a Stelta, encontrei-me diferente. Desta vez era noite e Rarafath disse-me
que iria mostrar um pouco da vida noturna.

Dedica-se o povo desta cidade a diversas modalidades de esporte e a arte também é muito
apreciada.

Visitei um salão enorme onde grupos de quatro pessoas sentadas ao redor de uma mesa,
jogavam o que parecia ser xadrez. Havia também , neste salão, outros tipos de jogos que
desenvolvem a mente e o raciocínio.

Não vi jogos de cartas, nem bebidas sendo servidas a ninguém.

Numa de minhas viagens paramos em frente ao Restaurante Interplanetário. Uma vez lá


dentro, pude observar grupos de pessoas sentadas em mesas cujas cadeiras estavam de
costas umas para as outras, dispostas em círculos pelo salão. Alguns conversavam entre si,
outros prestavam atenção ao que se passava em um pequeno palco onde artistas tocavam
alguns instrumentos.
A luz era suave, transmitindo muita calma.

Estranhamente não pude ouvir o que eles tocavam, nem qualquer som de conversas.
Pareceu-me que tudo era telepaticamente transmitido.

Fui também a um salão que parecia ficar num estádio e onde várias duplas jogavam um jogo
muito parecido com xadrez e outras pessoas de pé, observavam com muito interesse o
desenrolar dos jogos.

Compareci também a um enorme teatro. Achei tudo muito interessante. A platéia, atenciosa,
observava o que passava no palco. O que mais me chamou a atenção foi o interior do teatro
que não era revestido de cinza como vi em todos os locais que visitei, porém, todo ele
decorado com pinturas diversas nas paredes e no teto.

Os atores trabalhavam vestidos, com roupagem de muito colorido, beleza e riqueza. Parecia
uma caracterização do nosso mundo.

Ao terminar o espetáculo todos aplaudiram e se retiraram. Quando finalmente saímos, já ao


apagar das luzes, não havia mais ninguém do lado de fora e a cidade parecia adormecida,
porém bela e feericamente iluminada.

Nesse dia havia encontrado Stelta diferente das outras vezes em que a visitara, é que era
noite e assim conheci um pouco de sua vida noturna.

Quero registrar aqui que, às vezes, nessas viagens astrais, deparamos com seres estranhos,
feios, que nos causam pavor e foi o que aconteceu dessa vez.

Quando saí do Centro Espírita dei com umas carrancas enormes. Tive medo e voltei. Depois
falei comigo mesmo, que não havia porque ficar receosa, pois do lado de fora Rarafath
deveria estar a minha espera. Voltei e foi o que aconteceu. Ele me estendeu a mão como de
costume e aquelas figuras horrendas não perturbaram. Na volta, ao saltar do disco na porta
do Grupo Espírita os seres estranhos haviam desaparecido. Tudo estava calmo.

Dei um até breve a Rarafath e entrei.

Fiz esta anotação para dizer às pessoas que treinam essa faculdade que nem eu nem outros
médiuns do Grupo nunca tivemos problemas em nossas viagens pois temos sempre ao lado
um Amigo, mesmo que em alguns momentos não o estejamos a vê-lo, todavia sentimos a
sua inconfundível presença.
Transporte

Os meios de transporte de Stelta, lugar para nós completamente desconhecido, são todos
aéreos. Seus sistemas de comunicação são todos computadorizados.

Todas as conduções trafegam no ar, em cima de trilhos ou coisa semelhante, tanto sobem
como descem e fazem curvas em todos os sentidos.

Existe aquilo que comumente chamamos de "discos voadores", tipo pequeno, para passeios
e trabalho, comportando três passageiros. Correm à alta velocidade e são como os nossos
carros sem as todas ou aviões sem asas. Há também os transportes coletivos que carregam
maior quantidade de pessoas.

Vi umas conduções muito parecidas com os nossos trens e que se locomovem através de
um só trilho central desenvolvendo grande velocidade, sendo como já citei, também aéreas.
Fazem suas paradas pré-determinadas, em estações bem equipadas e organizadas.

Visitei um "campo de pouso" e para minha surpresa existiam centenas de "discos voadores"
parados.

Eu e o Menor amigo, nos dirigimos a um deles. Disse-me na ocasião que iria mostrar-me por
dentro e dar-me algumas explicações a respeito. Ao chegarmos perto, abriu-se
automaticamente uma porta descendo uma escada embutida. Entramos e lá dentro existia
uma espécie de corredor com portas de um lado e do outro, como se fosse um vagão
dormitório de trem.

Esclareceu-me que aquelas cabines serviriam mais tarde para transportar habitantes da face
da terra por ocasião do arrebatamento, para lá viverem temporariamente até poderem voltar
à superfície depois que "acontecimentos previstos" tenham passado.

A velocidade desenvolvida pelos aparelhos independe do seu tamanho ou tarefa a ser


realizada, bem como das manobras por eles efetuadas, tanto no sentido vertical como
horizontal, das suas bruscas paradas. Seu movimento, suave como uma folha solta ao vento,
é simplesmente surpreendente.

Indústria

Visitamos uma de suas indústrias. Fomos ver como são fabricados os seus "discos
voadores".
Em um hangar bastante espaçoso, vi vários deles sendo fabricados em série por robôs. Em
sua linha de montagem tanto produzem os discos coletivos como os de passeio.

Deram-me também explicação de que aquelas luzes que vemos nas suas variadas gamas
de cores eram provenientes da combustão do contato com o ar atmosférico.

Nessa ocasião recebi o aviso de que não deveríamos nos aproximar, aqui na superfície, de
uma nave espacial, pois poderíamos correr o risco de sair com graves queimaduras, devido
à radioatividade existente em torno do aparelho, só nos aproximando quando fôssemos
convidados a fazê-lo, sem receio de contaminação. Subentende-se, nesse caso, que a área
em torno do aparelho está limpa.*

O sistema de propulsão das naves é feito por geradores de forças que queimam o ar
produzindo a combustão que lança a nave à alta velocidade e em todos os sentidos.

A força gravitacional em Stelta foi dominada através de processos científicos que nós da
crosta viremos a descobrí-lo também. É um processo, diz o Mentor, que depois de dominado
passará a ser muito simples para nós inclusive em nossos vôos espaciais, em que não
precisaremos de tanto combustível para os lançamentos das nossas naves.

Em seguida, respondeu a seguinte pergunta feita por companheiro do Grupo:

- Já temos condições de desenvolver naves semelhantes, no estágio atual de conhecimentos


terrestres a partir da energia atômica?

- Como disse anteriormente, as naves poderão ser feitas e serão, porém a partir do domínio
da gravidade e não precisarão mais da energia atômica que em muitos casos é prejudicial ao
mundo, embora atualmente venha prestando muitos serviços.

- Vai ser por meio de um sistema bem mais simples que vocês dominarão a energia.

- Este estágio, o atômico, vocês o ultrapassarão em breve.

* Neste dia Rarafath me disse já haver por duas vezes aparecido para mim em seus discos
voadores. Agora, caros leitores, aproveito o ensejo para contar-lhes o avistamento que tives,
realmente, por duas vezes:

- 1ª aparição:

Lá pelos idos de 1960, estando a passar o verão com minha família na praia de Nova
Almeida (ES), para ser mais exata, do lado de Joaripe, que naquele tempo era uma praia
primitiva, contando com pouquíssimas casas, sem luz elétrica, ou qualquer outra infra-
estrutura, a não ser os traçados das ruas, fora isso era toda cheia de capoeiras. Nossa casa
ficava como já disse, isolada pelos lados e atrás, pela frente morava uma família de
Maratimba.

Olhando-se pela janela via-se somente escuridão e o céu se destacava mais ainda com suas
noites enluaradas e estreladas. Certa noite, depois da casa toda fechada, estávamos na
cozinha, onde era iluminada por um lampião, cheguei à janela para fechá-la, foi quando
fiquei estática olhando para fora e vendo um enorme objeto que resplandecia de luzes de
variadas cores, e aquilo vinha se aproximando em direção à nossa casa.

Poderiam dizer ser reflexo de algum tipo de luz, mas como já disse, não tínhamos iluminação
pública e nesta noite o céu não estava tão claro, nem estrelado, para haver qualquer tipo de
ilusão de ótica. Saindo do meu torpor, trêmula de medo, fechei a janela e contei para minha
família o que havia se passado. Todos queriam ver, mas eu na minha prudência e medo não
deixei. Só bem mais tarde quando tomamos coragem e nos propusemos a olhar, já não
havia nada, somente o ambiente por nós tão conhecido, do objeto, que vinha se
aproximando lentamente como se fosse pousar, este não se via mais.

- 2ª aparição:

Uma madrugada de verão muito quente, no ano de 1969, o ar sem brisa nenhuma,
dormíamos com a janela aberta eu e minhas irmãs. Lá pelas tantas, acordei, coisa que me
acontece muito raramente e, olhando pela janela o céu, vi um objeto que se movimentava a
uma velocidade espantosa: subia e descia, fazia círculos, desaparecia, para em seguida
reaparecer novamente nos mesmos movimentos e era todo iluminado com suas luzes de
vários matizes. Fiquei observando durante algum tempo, depois novamente o medo me
invadiu e tampei a cabeça. Depois de algum tempo a descobri e lá estava o mesmo objeto
em sua evolução para de repente desaparecer do meu campo visual. Pensando que voltaria
outra vez, chamei por minhas irmãs e ficamos a observar o céu por algum tempo, porém não
o vimos mais. Depois dessa segunda aparição, não tornei a ver qualquer objeto estando em
vigília.

Trabalho - Ciência - Pesquisa

Aportei por diversas vezes em uma torre muito alta. Dentro de sua cúpula vários seres
trabalhando ativamente com computadores. Tenho a impressão de que daqueles enormes
painéis eletrônicos partem todos os comandos daquele mundo estranho. Em seguida fomos
para a sala de "Controle da Terra" onde numa tela de proporções gigantescas, apareciam
cenas do que se passava aqui na superfície. Suas experiências, suas guerras, suas
descobertas, poluições, desmatamentos, o avanço da sua tecnologia e da ciência, enfim,
tudo de bom ou ruim que homem constrói à sua volta.

Aproveitando a oportunidade de estarmos conversando e nos movimentando de um lugar


para outro perguntei a Rarafath a pedido de alguém da nossa reunião, como ele se
apresentava quando vinha me buscar, se em corpo astral ou de que maneira?

- Em nosso mundo já evoluímos bastante e por isso podemos nos transportar para onde
quisermos, desaparecendo momentaneamente do nosso ambiente e voltarmos em seguida à
forma material. Podemos nos transportar também assim, como vou lhe demonstrar agora*,
transpondo barreiras, como paredes blindadas, vidros de qualquer tipo, ou qualquer outro
obstáculo.

- Podemos agora estar aqui e aparecermos no mais longíquo lugar.

- Podemos estar visíveis para uns e invisíveis para outros. E assim me apresento, visível
para você e invisível para os demais membros que compõem o seu Grupo de Trabalho.

Visitei um enorme laboratório onde trabalhavam várias pessoas com tubos de ensaio do
tamanho de uma pessoa e de material transparente como o vidro. Dentro desses tubos
acontecem a materialização e desmaterialização.

A operação se realiza do seguinte modo: um deles entra em um tubo, o operador liga os


controles e a pessoa desmaterializa-se passando a materializado a outro tubo. Tudo isso
num abrir e fechar de olhos. O Mentor explicou-me que esse sistema é utilizado nos
terrestres que para lá são levados.

As pessoas que passam por este processo, além da transformação de sua forma humana
em seres de forma e aparência igual a deles, dá-se também uma evolução moral e
intelectual de muitos anos à frente do seu estado anterior. Era como nascer de novo em
outra dimensão, num mundo muito mais avançado em ciência, moral e tecnologia.**

Deve ser por este motivo que nunca em minhas andanças por lá, tenha visto algum ser
humano como nós, naturalmente se passaram a viver ali definitivamente foram submetidos
ao citado processo. Todos são tão parecidos que lembram cópias xerox.

Na viagem do dia 10 de agosto seguimos o caminho de costume, dirigindo-nos para altas


montanhas e sob a base de uma delas entramos por um túnel. Chegando na cidade, fomos a
um local muito parecido com um observatório.
Entramos em um anfiteatro, sentamo-nos e pusemo-nos a observar cientistas que mais
abaixo lidavam com aparelhos computadorizados. À frente deles havia uma tela côncava de
aproximadamente 180º, que passou a refletir o que agora procuro narrar.

Primeiramente apareceu todo o sistema solar e diga-se de passagem, leitor amigo, que o
que vi é difícil, muito difícil, quase impossível de ser descrito, de tão lindo e transcendental.

No centro o sol com toda sua força, luz e calor, surgiram depois os demais planetas em
tamanhos e cores diferentes sobre um fundo de azul puro. Logo após, aparecia outro quadro,
já em fundo escuro e mostrando outros sistemas solares e galáxias inteiras.

Mostraram-nos então toda a tela, com uma beleza indescritível, como uma caixa de veludo
negro que se abria deixando ver brilhantes e mais brilhantes cintilando lá dentro. Era o
Cosmos em toda sua imensidão infinita, com a grandiosidade que só o Soberano de Todo o
Universo pode criar.

Desfeito esse quadro, voltaram a mostrar-nos novamente o fundo azul com a Terra
aproximando-se lentamente e ocupando toda a tela. Via-se então a camada atmosférica
coberta de nuvens brancas. A imagem aproxima-se mais, vê-se a divisão das águas e dos
continentes cada vez mais perto, até identificarmos um ponto focalizado na América do
Norte. O ponto era o Pentágono. Vimos oficiais uniformizados, com suas pastas, uns
entrando, outros saindo. Logo a seguir apareceu somente a fachada da Casa Branca e
depois a do Capitólio. Como num filme, foram surgindo lentamente diversos lugares do
Planeta.

Na Rússia apareceu o Kremlin. Dali pulamos para a China e Japão com seus templos e
pagodes. A seguir fomos ao Irã com suas guerras. Daquela parte do Globo voltamos a nos
distanciar outra vez fazendo um retrocesso. As cores e as formas eram tão intensas que nos
davam a impressão de estarmos apreciando ao vivo, "in loco".

Como tudo aquilo era lindo e grandioso!... Agradeço ao Pai por estes instantes de raras
belezas que me foi dado admirar e prosternar-me espiritualmente diante do poder e da glória
do Grande Arquiteto do Universo!

Nessa imensidão da atmosfera descortinei, também, uma nave espacial nossa fazendo sua
viagem e satélites seguindo suas órbitas.

Na ocasião Rarafath me disse que este é um trabalho feito ininterruptamente com muito
cuidado e exatidão. Que eles procuram ajudar e suavizar no que é possível a agressão do
homem à Terra para proteção nossa e deles, pois com tantos testes nucleares o solo, o ar e
o mar ficam poluídos e esta contaminação pode acabar por prejudicá-los, já que eles
também fazem parte deste mesmo Planeta.

* Nota:

Sua demonstração consistiu em passar através de uma parede, como se ali não existisse
obstáculo à sua frente e depois retornou. Na falta do termo apropriado diria que suas células
se desintegraram, ultrapassaram a barreira e se integraram outra vez formando o seu corpo
tangível.

** Nota:

Queremos esclarecer que nem todos os terrestres serão acolhidos por esses irmãos
passarão pelo citado processo de evolução. Somente aquelas pessoas espiritualmente
evoluídas que aqui se encontram encarnadas com a finalidade de executarem uma
específica tarefa, ao serem arrebatadas passarão pelo processo descrito, pois a justiça
divina não distribui favores e nem oferece privilégios a quem quer que seja. "A cada um será
dado segundo suas obras e merecimentos". Palavras do Mestre Jesus. Esta é a Lei.

Palavras de Alerta

Queridos Irmãos,

Conforme prometi, aqui estou dando-lhes a minha mensagem para encerrar este trabalho
feito com carinho e alguma cota de sacrifício.

Quero dizer aos leitores que o que foi visto e escrito por esse médium é um pálido retrato
daquilo que lhe foi mostrado.

Do nosso mundo, por assim dizer, foi levantada uma pequena cortina. Não fiquem
sobressaltados com o que lhes foi dado conhecer, pois o que em nossa Cidade existe é com
o consentimento de Deus, SER SUPREMO DE TODO O UNIVERSO. Eram necessários
estes conhecimentos para que fiquem de sobreaviso do que está para vir. Não se assustem!

Quanto ao pessoal do Grupo, digo-lhes que não esmoreçam nos seus trabalhos pois a seara
do Senhor é grande.

Digo-lhes mais, você serão criticados por alguns e por muitos julgados insensatos, mas não
façam caso e continuem com esse trabalho por vocês traçado.
Algum dia, talvez não tão distante, serão acreditados. Aí então, críticos e descrentes se
renderão diante da verdade dos fatos.

Deixo-lhes uma palavra de alento e de esperança: confiem no CRIADOR com todas as suas
forças e com toda sua fé.

Estive com vocês por uns tempos em viagens astrais e breve continuaremos, pois já lhes
disse que existem muitas outras colônias subterrâneas e iremos visitar algumas.

Aqui ficamos, zelando por "seu Mundo" do qual também fazemos parte.

Deixo-os na paz de Deus e em Deus confiem.

Até breve,

Rarafath
(O intraterrestre que conduziu o médium em suas visitas, em corpo astral, a STELTA, sua
linda cidade subterrânea)

Mensagens Finais

Irmãos,

Quando parecer próxima a vitória das Trevas e da ignorância sobre a luz dos que sonham;

Quando parecer inútil a luta pela paz por se haverem esgotados todos os esforços para esse
fim;

Quando o desentendimento entre as Nações superar o clímax do desespero;

Quando estilhaços da violência atingirem os que trabalham na direção do bem;

Quando os horrores da destruição imprimirem nas criaturas as marcas do desânimo;

Quando o som das trombetas de guerra retumbarem nos corações amargurados;

Quando a devastação das lavouras pelas pragas consumirem os últimos fios de esperança;
ainda havereis de ter fé pois será chegada a hora em que arrebataremos aqueles que forem
escolhidos pois eis que eles próprios escolheram o caminho que os levaram até nós.
Arfat
Habitante de STELTA, uma cidade intraterrestre

Salve irmãos,

Companheiros de jornada, amigos no tempo e no espaço.

Carrego comigo a ansiedade de quem tem algo a vos transmitir há muito tempo, a espera do
momento oportuno que demorava a chegar. Trago-vos a paz em nome de todos os
MESTRES ASCENCIONADOS e em nome de RAMATIS, um dos nossos Mestres Maiores e
vos desejo "libertação".

Caminhai, a jornada muitas vezes apresenta aspectos dolorosos, mas não vos deixeis
enganar por promessas sedutoras e atraentes que revestidas de ornamentação luminosa, na
verdade não tem luz própria.

Caminhantes, mesmo que tropeceis numa dessas pedras fulgurantes que refletem apenas
raios de luz jogados em sua direção, não temais, as próximas serão menores, porém
valiosos tesouros.

Não vos perturbeis nesta marcha que ascende às estrelas. Incompreensão de alguns em
forma de insinuações destruidoras, há de ser para vós injeção de ânimo e disposição para o
estudo, afim de consolidar a confiança de que sabeis onde ides, não vos deixando abater
pelas ofensivas porque a compreensão do vosso estado e o daquele que vos persegue já
vos é patrimônio do próprio espírito.

Nos céus não se descansa e para ingressardes nas esferas espirituais maiores, há que se
treinar através da experiência, vencendo os pedregulhos da obstinação os atoleiros da
intriga, as ciladas inimigas e encontrar o atalho que reduz o tempo da caminhada.

Avante caminhantes, o tempo passa.

Coragem amigos, o tempo voa.

Força companheiros, nós os aguardaremos.

Até lá.

Paz com todos.


Paz em nome do MESTRE.

(Sem assinatura)

Nota:

Foram vistos pelo médium dois Intraterrestres. Eram altos, magros, braços longos, ausência
de pêlos, cabeça grande, olhos oblíquos, bondosos, inspirando paz e confiança. Muito
simpáticos. Saíram rindo e acenando para o médium.

Esta mensagem foi psicofônica.

O que há para se ler

1. Os Exilados de Capela - Cte. Edgard Armond.

2. O Despertar dos Mágicos - Jacques Bergier e Louis Pauwels.

3. Os Arquivos do Insolito - Guy Tarade.

4. As Crônicas dos Mundos Paralelos - Guy Tarade.

5. Mergulho no Hiperespaço - Gal. Moacyr Uchôa.

6. Governantes Invisíveis - Serge Hutin.

7. OVNI - E as Civilizações Extraterrestres - Guy Tarade.

8. O Eremita - T. Lobsang Rampa.

9. Capítulos da Vida - T. Lobsang Rampa.

10. Você e a Eternidade - T. Lobsang Rampa.

11. A Terra Oca - Raymond Bernard.

12. Os Intraterrestres - Marie Thérèse Guincard e P. Paolantoni.

13. Shambhala - Andrew Tomas.

14. Mensagens Extraterrestres - Luiz Gonzaga S. de Paula.


15. Atlântida - Roselis von Sass.

16. No Limiar do Mistério da Sobrevivência - Hamilton Prado.

17. Viagens Fora do Corpo - Robert A. Monroe.

18. Mensagens do Astral - Ramatis.

19. Mistérios do Roncador - Udo O. Luckner.

20. UFOS - Nossa Missão no Planeta Terra - E. Amaral.

21. Num Disco Voador Visitei outro Planeta - A. Rossi.

22. Os Discos Voadores, Utopia ou Realidade - Arthur Berlet.

23. Minha História - Uri Geller.

24. Uri Geller - Andrija Puharich.

25. O Apocalipse Interpretado - Mários Sanches.

26. Profecias de Nostradamus - José Marques da Cruz.

27. Juízo Final - Aeton Ramaiana.

28. A Cidade dos Sete Planetas - Polo Noel Atan.

29. A Raça Futura - Bulwer Lytton.

30. O Rei do Mundo - Renê Guenon.

31. Na Cortina do Tempo - Cte. Edgard Armond.

32. Assim Ouvi do Mestre - Caio Miranda.

33. A Índia Secreta - Paul Brunton.

34. O Egito Secreto - Paul Brunton.

35. Edgard Gayce, o Homem do Mistério - Tomas Sugrue.

36. Bestas, Homens e Deuses - Ferdinand Ossendowski.


37. As Profecias da Pirâmide - Mx Toth.

38. O Livro do Inexplicável - Jacques Bergier.

39. A Gêneses - Alan Kardec.

40. Mistérios e Magias do Tibet - Chiang Sing.

Fonte: http://www.extraseintras.com.br/mensagens.asp?s=1&ident=63
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