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Método Kabat Facilitacao Neuromuscular Proprioceptiva Conceito - Método - Técnica Hilde Sabine Reichel Pra le Fisioterapeutas © Hippokra Stuttgart, Gi Verlag Stuttgart many ‘Tradugao de: wo & someone Efetuada por: CARLOTA TRICHTL ¢ TEREZINHA OPPIDO Supervisio Cientifica da Tradusio: PROFESSOR DANILO VICENTE DEFINE Fisioterapeuta, MF por OMS-WCPT Comendador da Ordem do Ipiranga (Estado de Sao Paulo) Coordenador ¢ Professor do Curso de Graduagio em Fisioterapeuta - USP ‘Coordenador do IV Médulo: "Temas de Pedagogia’ em Curso de Pés-graduagio em Fisioterapia - Area de Neurologia - USP (1985) Ex-Presidente, fundador e atual vice-presidente da Associagio Brasileira de Fisioterapia e da Associagio Paulista de Fisioterapia Ex-conselheiro suplente do COFFITO Primeiro Seeretario-tesourcito e fundador da "Sociedad Latinoamericana de Profesores de Terapia Fisica” Presidente © membro do grupo de trabalho para instalagio da Divisio de Reabilitagao Profissional de Vergueiro (DRPV) do HCFMUSP (1973-74) Ex-fisioterapeuta encarregado do Servigo de Fisioterapia do HCFMUSP Ex-diretor do Servigo de Fisioterapia da DRPV (1976-77) PROFESSOR JOSE AMERICO DA SILVA. Professor Titular de Cinesiologia ¢ Biomeciniea - PUC, Campinas Professor Titular de Avaliagio Funcional - UNOESTE, Presidente Prudente - SP © 1998 Editorial Premier “Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida de qualquer forma ou por quaisquer meios, inclusive fotocdpias, sistemas de armazenagem e de recuperagdo de dados, sem a permissdo expressa desta Editor ISBN: 85-86067-17-2 IMPORTANTE: Como todas as cigncias, 1 Medicina € objeto de evolugio continua. Ax pesquisas € as constatagdes clinicas ampliam nossos conhecimentos, especialmente no que se refere & ferapia com medicamentos, Ao encontrar neste livro uma dosaigem ou aplicagio medicamentosa, o leitor pode ter certeza que autores, eventuais colaboradores ¢ editores tiveram extremo cuidado em apurar a acuidade das indicagdes, correspondendo estas, a estudlos cientificos pertinentes. Contudo, a aplicagao dos medicamentos é de responsabilidade exclusiva do leitor. Os autores ¢ editores solicitam a comunicagdo quaisquer anormalidades que venham a ser verificadas. Impreso por impreandes Prosencia Iiprese en Colombia Printed in Colombia Iv Preficio da ediczo em portugues... Concerto pA FN! Introdugao 1-26 As diagonais da FNP 4 Fundamentos neurofisiol6gicos 6 Fundamentos teéricos - Controle dos estigios motores ul ‘Técnica... Estabelecimento dos objetivos 12 Introduga0 do movimento ritmico 12 Combinagio dos movimentos isotdnicos B Estimulo € reflexo de estiramento 4 Manter - Relaxar ~ Movimento ativo (MRA) 1s Movimentos de inversio dindmica 16 Inversio estivell 17 Estabilizagao ritmica 18 Contrair - Relaxar 19 Manter - Relaxar 20 Introdugao das tenicas de FNP 21 Determinagiio das diagonais do tronco, 2 Determinagaio do padrio de pescogo e de cabega 2B Determinagio do padrao de escpula e pelve Determinagao das diagonais do membro superior Determinagao das diagonais do membro inferior Por que a FNP & um conceito? Ela prioriza a fungao; busea 0 potencial do paciente e o utiliza Por meio de tratamento indireto influencia os pontos fracos com tratamento positivo. vi PaproEs DA FNP Padro de cabeca € pescoso .. Padrao do ombro.. Padrao da regidio superior do tronco .. Padrao pélvico Padriio da regi Membros superiors nn.neo Membros inferiores Padro bilateral sevens Nomenelatura 79 Memibros superiores .nssnosnnsnnnssn 80. Membros inferiores 87 Exemplos de aplicay0 une 93, PROGRAMA DE FNP EM COLCHONETE Fundamentos Teéricos Desenvolvimento motor. a 96 Resisténcia no sentido do movimento 97 Efeitos da utilizagao conjunta dos segmentos 98. Desenvolvimento 99 Aplicagaes 102 Principio baSiCOS....nsreonnesensninsininernnte 103, Atividades sous 104 Rolar 104 Virar 10 ~ Controle motor em deetbito lateral... oM Rolar . 14 Sentar ls ~ Controle motor. 116 Levanta... = 126 Fiear em pé - Controle motor... 128, 134 136 138. ios em deetibito dorsal/Rotagao do tronco .. 140 Exervicios na posigdo sentada ut Levanta rn A FNP é uma TECNICA. ‘Trabalha com regives definidas e baseia-se no tipo de tratamento © em exercicios repetitivos, Cada movimento prepara o caminho para o proximo, Rolar é uma fase da preparagaio do movimento humano para fear em pé, tendo em vista sempre a postura ereta, ‘Os movimentos tém segiiéncias uncionais coordenads minuciosamente escolhidas, FNP - REEDUCACAO DA MARCHA. Levantar-se & a primeira etapa para andar, A fase de apoio e a fase de balango compoem 0 ciclo da marcha. Pré-requisito 146 Ciclo da marcha 147 Técnica 149. FNP - FUNGOES VITAIS... 161-180 Sao utilizados todas as téenieas e prinespios da FNP. 162 Observacies Facilitagao dos mseulos da mastigagao tos da Lingua Facilitagao dos movim FNP - PLANO DE TRATAMENTO ..... 181 182 182 Bibliogratia Como método, a FNP apresenta possibilidades Assim sendo, © paciente pode ser guiado mente, passo-a-passo, para um conceito de tratamento adequado. vil APRESENTACAO Durante alguns anos, a FNP (Facilitago Neuromuscular Proprioceptiva) foi apenas uma idéia de dificil compreensio, ‘que significava uma compilagdo de conceitos terapéuticos. Agora, essa forma de tratamento minueiosamente trabalhadat & mbasada ciemtificamente encontrou vasta aplicagio, Assim sendo, o livro de H. S, Reichel — uma das mais experientes fisioterapeutas do momento — é uma importante contribuigdo atualizada e de fcil compreensao sobre 0 assunto. A introdugio et apresentagao dos conhecimentos bisicos so representadas de forma ftcil e « supervisio é imediata, com o reforgo de esquet varias regides do corpo, programas em colchonete, reedueagaio da mare P, atividades disrias da FNP e fungoes vitais, com imagens e texto de ficil compreensiio. Ao fim de cada capitulo, as indicagdes ¢ © uso das téenicas de FNP slo repetidos e enfutizados, salientando-se os erros que precisam ser evitados. nas, O livro apresenta ainda padres das Este € um livro didkético de alta qualidade, com o qual & possivel conhecer e praticar a FNP. Pode constituir um texto basico para a formacio de fisioterapeutas, proporcionando lundamentos priticos e texto para consultas. Os profissionais da saiide interessados no assunto podem adquirir uma visto ripida sobre o tema, Prof. Dr. Klaus Steinbriick Diretor Clinico ABREVIACOES Adugai 0 Abdugio Rotagao lateral (externa) Rotacdo medial (interna) Extensio Flexio Inicio do movimento (posicdo inicial) Posigdo intermediaria Final do movimento (posigdo final} Simétrico Assimétrico Rotagio Elevac: Depressio Anterior Post Dectibito dorsal Decibito ventral Deciibito lateral Direita Esquerda Membro superior Membro inferior xi Ad Abd RL. RM Ext Flex IM PI FM Sim Assim Rot ENP = Introducéio = " FACILITACAO, N = NEUROMUSCULAR P = PROPRIOCEPTIVA A fungao motora do paciente deve ser corrigida pela via neuromuscular, por meio da estimu- lagdo dos receptores localizados nas articu- lagdes. nos tenddes e nos masculos, Os objetivos da aplicagao dos prinefpios basicos sio: ‘#Aumento da amplitude do movimento ‘eMethora da estabilidade ‘Direcionamento de um movimento ative por meio da introduc de resist@ncia ideal, da maneira correta ‘# Estinulagao de movimentos coordenados por meio da sincronizagao correta dos estimulos ‘© Ampliagao da resistencia ENP = Introduciio Os padrdes da FNP sito descritos em diagonais pré- estabelecidas. Baseiam-se, em primeira instancia, no entrelagamento muscular das diagonais em espiral do aparetho locomotor. 2 ENP -Introducio AS DIAGONAIS DA FNP As diagonais encontram-se no Ponto funcional mediano do corpo. Por meio da projecdo de para- Ielas, cada articulagao proximal produz duas diagonais, ENP. - Principios Ba: Resisténcia ideal maxima Irradiacio e reforco Contato manual Estimulo verbal Feedback visual Tragio Coaptagao (Aproximaco) Estiramento e reflexo de estiramento Os movimentos isotdnicos devem ocorrer facilmente. paciente deve ser capaz de manter as tensdes isométricas Introdugio do principio do excesso de energia para estimulago dos grupos de miisculos mais fracos pelos mais fortes, Possibilita adiregdo adequada para o emprego da forga Indicagdes curtas e répidas. Os. estimulos auditivos facilitam a fungdo motora, Facilita a execugao dos movimentos. A trago proporciona movi- mentos e€ utilizada nos exer- cfcios contra resisténcia. A coaptagao proporciona estabilidade e € empregada hos movimentos contra resisténcia. A introdugio do estiramento ‘ou do reflexo de estiramento facilita a contragéo da musculatura ENP - Principios Basico: Sincronizagio Padroes de movimento Promogio do desempenho normal do movimento através de uma seqiiéncia correta de distal para proximal. Padrao de movimentos sinérgicos que se orientam por movimentos desem- penhados normalmente. ee. UP ae Planos sensério-motores Cortex Niicleos da base Encéfalo Medula espinhal Plano horizontal medular Pras de asi Fld A= rascal Proprig Planejamento Iniciagao, Selegiio Plano emocional Armazenamento Conhecimento dos resultados Programagio de desempenho do movimento Sintonia Postura contra Reagdes automiticas por meio da sensibilidade pro- funda Principio da locomoga0 Inervagao reciproca Reflexo de estiramento cru zado Reflexo monossindptico de estiramento por meio de alongamento extemo 20 Nota: ‘Todo movimento tem inicio na cabega! ENP. idamentos Neurofisiolégicos Processos Basicos Divergéncia Convergéncia Encaminhamento temporal Encaminhamento espacial Estiramento externo Estiramento interno 5] Os PPSE (potenciai simul 1 Repowso Connragio inausa Estirmento informagdes para outros neur6nios, (O neurénio aglomera muitas nformagdes advindas de ‘outros neurénios, pos. sindpticos excitados) li- berados, aos poucos, somam seus efeitos no neur6nio, Si excitados mais neurOnios do que 0 equi- valente & soma das exci- tagOes unitérias dos mesmos. ‘Um mdisculo é levado a uma posigao anterior por via extema, Umestimulo rapido de estiramento leva o mi culo & contragdo, por meio do proprio reflexo. © centro do fuso muscular ndo-contrétil € estirado por ‘meio da contracao intrafusal das fibras musculares: Ia - ativagao dos tecidos. As fibras musculares extra- fusais sio excitadas monos- sinapticamente. ENP - Fundamentos Neurofisioldgicos Proprioceptores Receptores articulares Mecano-receptores Tipo 1 Situam-se na camada extema da cpsula fibrosa Mecano-receptores Tipo I Situam-se na camada inferior a cApsula fibrosa Mecano-receptor Tipo IIT Situam-se préximos aos liga- mentos da articulagzo Fuso muscular Fibras musculares intrafusais cencapsuladas Inervacio eferente: AxOnio motor’ Inervago aferente: Terminagdes Anulo-espirais, Fibras la Fibras Il Orgao neurotendineo de Golgi Fibra do tipo tb E composta por aproximadamente dee fibras tendineas extrafusais envolas por uma camada fibrosa c ligadas em série Para © como posterior Fibras extrafusals Prsioneitendine eGo Tarefas Propriedades Disposi¢io ordenada dos misculos tOnicos de adap- tagdo lenta Sentido do movimento ordenado aos misculos fiisicos de adaptagio lenta Efeito inibidor dos reflexos sobre os neurdnios motores Estimulo adequado: esti- ramento rapido, 0 misculo em questi é ativado. += Facilitagio Sistema de controle de alongamento do miisculo Reagem aos alongamentos; parte excitada fica acima do fuso muscular. O miisculo acionado move-se por ini- bigdo autégena, Sistema de controle da tensio muscular ENP - Fundamentos Neurofisiolégicos Estimulos Proprioceptivos Tracio Receptores articulares Coaptagio Estiramento répid Fuso muscular > refiexo de estiramento Tensio contra A. 2 : resisténcia forte Orgaio neurotendineo de Golgi t——_—-> (isometria) Estiramento prolongado ENP - Fundamentos Neurofisiolégicos Mecanismo de resisténcia Bloqueio por impulso positivo Bloqueio por impulso negativo Bloqueio Lateral 10 A BLOQUEIO ANTAGONISTA Flexor xjensor | a ferent ta ta Miseulo Nexor Mésculoextensor B ACOPLAMENTO RETROATIVONEGATIVO, {Bloqueio por imps negativo) Renshaw Congestonamento yh ce para ocento Cc BLOQUEIO LATERAL (circular) pré-sindptico pés-sinéptico Axdnio motor Bloqueio antagonista reef- proco Os neurdnios antagonistas so bloqueados antes de serem excitados. Acoplamento retroativo negativo Os interneurénios inibi- t6rios atuam de volta sobre ‘as células pelas quais foram ativados. Bloqueto lateral Osinterneurdniosinibitérios sto tio interligados, que as células adjacentes ficam blo- queadas. Ao redor da exci- taco forma-se bloqueto. Nota: Cireulos de ligagio blo- queados servem como re- pressio das ativagies ex- cedentes. ENP - Fundamentos Tedricos Estagios do controle motor Mobilidade Estabilidade Estabilidade significa capacidade de manter uma determinada posi- 640, mesmo com estf- mulos externos. Mobilidade significa pOr-se em movimento. Atividade estatico-dinamica controlada Mantém-se um seg- mento esttico, enquanto outro se movimenta, Por exemplo, movimentar a parte superior do tronco, enquanto a pelve fica parada, ou apoiar-se para pegar um objeto. - : © movimento pode ser Habilidade } interrompido em qual- quer ponto, isto é, pode sercontrolado, Assim se interligam conceitos, como, por exemplo, balangar, transferir 0 peso, etc Agora, todos os mo- vimentos sio possiveis; todas as partes do corpo podem movimentar-see ser controladas. ENP - Técnicas OsjETIVO Fomento do movimento funcional por meio de faclitagdo, inibigao, fortalecimento e relaxamento de grupos de misculos. Sio utilizadas contragées musculares concéntricas, exc8ntricas e isométricas. AAs téenicas sio escolhidas para cada individuo, de acordo com a necessidade do paciente. ‘TRODUCAO DE MOVIMENTOS R{TMICOS TECNICA DOS ANTAGONISTAS Obj Execugio Indicagées Posigio de apoio no inicio de um movimento Estudo do movimento Corrigir a coordenagao e a diego do movimento Normalizaco da velocidade do movimento Relaxamenta Inicialmente, movimento passivo realizado pelo fisioterapeuta Panicipagio ativa do paciente Finalmente, aplicagao de resisténcia pelo fisioterapeuta Dificuldade para iniciar um movimento Movimentos realizados muito rapidamente ou muito Tentos Movimentos descoordenados ndo-ritmicos (rigidez, ataxia) Sempre em alteragdes de tensao ENP - Técnicas CoMBINACAO DE MOVIMENTOS ISOTONICOS TECNICA DOS ANTAGONISTAS Objetivos Corregao do controle ativo do movimento Corregio da coordenagaio Aumento da amplitude do movimento Reforgo da musculatura Aprendizado, introdugao de movimentos excéntricos funcionais Execugio ‘Trata-se de contragdes concéntricas, excéntricas e estabilizadoras dos agonistas, sem relaxamento. fisioterapeuta exerce resistencia & contragtio concentrica e segue- se uma contragdo estabilizadora na posigao final; 0 paciente deve deixar-se levar novamente & posigZo inicial lentamente, oferecendo resisténcia. A contragiio excéntrica pode ocorrer também antes da coneéntrica, Em qualquer ponto da realizago do movimento, pode haver mudanga de uma contragio para outra, Menor controle de movimentos Menor coordenagao dos movimentos Restrigdo da extensdo do movimento ativo Fraqueza muscular aps contusdes na prt ENP - Técnicas EstiMULO DE ESTIRAMENTO - REFLEXO DE ESTIRAMENTO “Estiramento inicial” ou “Estiramento repetitivo” ‘TECNICA DOS AGONISTAS Objetivos Execugio Indicagies Contra-indicagies Fecilitago do movimento inicial Corregiio da extensao ativa do movimento Fortalecimento da musculatura Diminuigdo dos sintomas de fadiga Apoio do movimento na dirego correta Por meio de um rapido estimulo de estiramento no inicio do movimento, a contragio da musculatura seri facilitada pelo reflexo proprio. O reflexo de estiramento s6 pode ser solto sob tensaio da musculatura em repouso, Os componentes da rotagZo so acentuados. Pede-se ao paciente que realize uma contragfo, juntamente com tum pequeno estiramento. ‘Ao mesmo tempo, o fisioterapeuta efetua resisténcia adequada. Reduzindo-se a forga dos miisculos, pade-se executar outro reflexo de estiramento. Fraqueza muscular (miisculo grau 3) Dificuldade para iniciar 0s movimentos Fadiga Diminuigdo da percepgdo do movimento Instabilidade articular Dores Estruturas dsseas instaveis (fraturas, osteoporose) Masculos ou tenddes danificados Fraqueza muscular (misculo grau 2 oa menos) ENP - Técnicas MANTER - RELAXAR - MOVIMENTO aTrVvo (MA) TECNICA DOS AGONISTAS Objetivos Execugio Indicagoes Contra-indicagées Correcdo do inicio do movimento Aumento da inervagio gama Inicialmente, ocorre uma parada isométrica na posi¢ao proximal do miisculo. Escolhe-se a posigio na qual os muisculos podem desenvolver melhor uma tensilo isométrica, A seguir, solicita-se que o paciente relaxe. Esse periodo é usado para levar os agonistas para uma posigio mais alongada. Depois, solicita-se ao paciente que realize retengio, com o fisioterapeuta fazendo © maximo de resisténcia, Dificuldade para iniciar © movimento Impossibilidade de manter os mésculos alongados, Incapacidade para vencer resistencia isométrica Fraqueza muscular ENP - Técnicas MoVIMENTOS DINAMICOS DE INVERSAO - “Inversdo lenta” TECNICA DOS ANTAGONISTAS Objetivos Corregio da extensao do movimento ativo Fortalecimento da musculatura Promogio da coordenagao (mudanga fiuente de movimento) Diminuigao da fadiga Relaxamento Execugio Trata-se de movimento ativo que inverte as diregdes sem intervalos. Indicagées Fraqueza dos misculos agonistas Problemas na inversdo da diregaio Fadiga de musculatura exereitada ou treinada Relaxamento da musculatura hipert6nica 16 ENP - Técnicas INVERSAO ESTABILIZADORA ‘TECNICA DOS ANTAGONISTAS. Objetivos Execucio Indicagées Corregaio da estabilidade e do equilibrio Fortalecimento da musculatura Trata-se de contragdes isotdnicas alternadas, cujo movimento & resistido durante a coaptagao demorada do fisioterapeuta. Menor estabilidade Fraqueza muscular Impossibilidade de contragdes isométricas ENP - Técnicas EsTABILIZACAO RITMICA TECNICA DOS ANTAGONISTAS, Execugio Indicagoes Contra-indicagées Corregio das possibilidades de movimento ativo e passivo Fortalecimento muscular Corregio da estabilidade e do equilfbrio Diminuigao das dores So contragées isométricas altemnadas contra resisténcia, sem {que ocorram movimentos. O fisioterapeuta opde resistencia & contragdo isométrica dos antagonistas, © paciente nao deve querer executar 0 movimento. O fisioterapeuta diminui a resistencia aos poucos, e o paciente responde totalmente. O fisioterapeuta coloca a mao no lado posto ¢ aumenta a resisténcia lentamente nesse lado, Extensdo limitada de movimento Dores Estabilidade articular Fraqueza da musculatura antagonista Menor equilforio Lesbes cerebelares Disfungdes cerebelares Incapacidade para executar as instrugSes corretamente ENP - Técnicas CoNTRAGAO - RELAXAMENTO. TECNICA DOS ANTAGONISTAS Objetivos Execugdio Indicagies ‘Aumento da extensdo do movimento passivo e ativo Contragio isot6nica contra resisténcia da musculatura encurtada, com relaxamento imediato € movimento dentro dos limites. A parte do corpo ou a articulagao é levada (ativa ou passivamente) até © ponto méximo da posiglo final. © paciente € solicitado a contrair a musculatura mais curta contra resist@neia do fisioterapeuta. O impulso ‘no movimento é mfnimo, mas devem ser ativados todos os componentes dacontragio, Esta deve ser mantida no minimo por 5 segundos, devendo ocorter, entio, o relaxamento. © movimento é repetido, dando-se prefeitncta a0’ movimenta atv, Limitaga0 de movimento com deficiéneia muscular ENP - Técnicas MANTER - RELAXAR ‘TECNICA DOS ANTAGONISTAS Objetivos Execugio Indicagées Contra-indicages 20 Aumento da extensio do movimento ativo € passive Diminuigao das dores corre uma contragio isoméitica contra resisténcia, com relaxamento subseqiient, Na esisténcia, acentua-se o componente de rotagio. Qualquet movimento ¢ evitado, No mais, a programagao segue como em Contrair-Relaxar. Limitagio da eXtensdo ativa e passiva do movimento Dores Falta de capacidade para executar contragies isométricas. ENP - Técnicas ALCANCE DAS TECNICAS DE FNP Introdugo de um movimento Aprender um movimento Fortalecimento muscular Reflexo de estiramento inicial e repetitive Correcéo da coordenacio edo controle dos movimentos Reflexo de estiramento repetitive no inicio do movimento Corregio da mobilidade Diminuigéo das dores Introdugdo de movimento ritmico Reflexo de estiramento Introdugdo de movimento ritmico Combinagao de movimentos isot6nicos Repetir o reflexo de estiramento no inicio € durante 0 movimento Combinagdo de movimentos isot6nicos ‘Técnicas dinamicas de inversio Estabilizacéo ritmica Corregio da estabilidade Combinagio de movimentos isot6nicos Inversao estabilizadora Introdugdo do movimento ritmico Combinagao de movimentos isot6nicos Inversdo dindmica Inversdo estabilizadora Estabilizagao ritmica Corregio da resisténcia ‘Técnicas dindmicas de inversio Inversao estabilizadora Estabilizagao ritmica Estiramento ou reflexo de estiramento no inicio do movimento, repetido durante 0 movimento Técnicas dindmicas de inversdo Inversio estabilizadora Estabilizagao ritmica Estiramento e reflexo de estiramento no inicio do movimento Contrair - Relaxar Manter - Relaxar Manter - Relaxar Estabilizagao sfumica a ENP - Determinagéo das diagonais do tronco [As diagonais do corpo fazem interseegao no ponto funcional central do corpo. A partir delas, so produzidos os padres das partes superior e inferior do tronco. 2 PARTE SUPERIOR DO TRONCO Flexo, inclinagdo lateral e rotagio para a esquerda Flexao, inclinacdo lateral e rotagio para a direita Extensiio, inclinagio lateral e rotagdo para a direita Extensio, inclinagdo e rotagéo para a esquerda PARTE INFERIOR DO TRONCO Flexo, inclinagio lateral e rotagio para a direita Flexi, inclinagio ¢ rotagdo para a esquerda Extensibo, inclinagio lateral e rotago para a esquerda Extensii, inclinagdo lateral ¢ rotagdo para a direita 0 ombro direito aproxima- se do quadril esquerdo € 0 tronco acompanha © ombro esquerdo apro- xima-se do quadril direito e © tronco acompanha © ombro direito afasta-se do quadril esquerdo eo tronco acompanha © ombro esquerdo afasta- se do quadril direito © 0 tronco acompanha © quadril esquerdo apro- xima-se do ombro direito ¢ © tronco acompanha © quadtil direito aproxima- se do ombro esquerdo e 0 tronco acompanha © quadril esquerdo afasta- se do ombro direito e 0 tronco acompanha © quadril direito afasta-se do ombro esquerdo ¢ 0 tronco acompanha ENP. - Determinacdo de padrées de cabeca e pescoco As diagonais eruzam-se na regtio eérvico-torsecica, 0 mento indica 0 movimento. A cabeca deve movimentar-se de um Indo para outro no plano simétrico, isto é, cruzar a inha mediana. Padrao de flexao da cabega Flexiio com inclinagao lateral ¢ rotagdio para a esquerda Flexo com inclinagio lateral e rotagio para a direita Padrao de extensao da cabega Extensiio, inclinagio lateral e rotagio para a esquerda inclinagio lateral e rotago para © mento move-se da direita para a esquerda e a cabega acompanha O mento move-se da esquerda para a direita e a cabega acompanha © mento move-se da direita para a esquerda e a cabega acompanha ‘O mento move-se daesquerda para a direita e a cabeca acompanha jes da escdpula e da ENP. Determin: Escapula: elevagao anterior depressao posterior PApRAO DA FSCAPULA: Escépula: elevagio posterior depressio anterior Observagio: A dirego do movimento € indicada pelo acromio e 0 movimento comega nesse ponto de referéncia. Os componentes da rotagdo formam-se a partir do angulo inferior da escdpula. Pelve: elevagdo anterior depressdo posterior PApRAO DA PELVE /\ f\ Pelve: elevagao posterior depressao anterior Observagiio: A diregéo do movimento é indicada pela espinha ilfaca Antero-superior. O inicio do movimento é na coluna, na pelve ou no tier isquistico. 24 ENP - Determinacao das diagonais do membro superior Primeira diagonal Flexao - adugao - rotagdo lateral (externa) e ig si (D1) Extensio - abdugdo - rotago medial (interna) Segunda diagonal Flexio - abdugao - rotagio lateral (externa) (D2) Extensfio - abduedo - rotagao medial (interna) Observagio: A diferenciagio é feita por pontos de referéneia_proxi- ‘mais, intermedidrios ou dis- tais. Os movimentos dos pon- tos de rotagio proximais distais sao fortemente rela- cionados entre si © ponto de rotagao inter~ medidrio pode ser intro- duzido livremente, isto é, pode ir na directo do movi- ‘mento ou contra ela. 25 ENP - Determinacdo das diagonais do membro inferior Primeira diagonal (D1) Segunda diagonal (D2) 26 Flexao - adugdo - rotagdo lateral (externa) Extenso - abdugZo - rotagio medial (interna) Flexio - abdugio - rotagdo medial (interna) Extensio - adugo - rotagdo lateral (externa) Observagio: Os pontos de cotagao so diferenciados como pro- ximais, intermedirios € dis- tais. O movimento dos pontos de rotacdo proximais e distais sto fortemente inter-rela- cionados. O ponto de rotago intermedisrio pode ser intro- duzido livremente, isto & pode acompanhar © movi- ‘mento ou ser contrério a ele