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MÉTODOS DE AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE INVESTIMENTOS

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE INVESTIMENTOS 1
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE INVESTIMENTOS 1

1

a) Deve haver alternativas de investimentos, pois não haverá porquê avaliar a compra de determinado

a) Deve haver alternativas de investimentos, pois não haverá porquê avaliar a compra de determinado equipamento se não houver condições de financiar o mesmo.

b) As alternativas devem ser expressas em dinheiro. Não é possível comparar diretamente, por exemplo, 300 horas/ mensais de mão-de-obra com 500 Kwh de energia. Busca-se sempre um denominador comum, em termos monetários;

c) Serão somente relevantes para a análise as diferenças entre as alternativas. As características idênticas das mesmas deverão ser desconsideradas;

d) Sempre devem ser considerados os juros sobre o capital empregado, pois sempre existem oportunidades de empregar o dinheiro de maneira que ele renda algum valor;

e) Geralmente, em estudos econômicos, o passado não é considerado. Interessa apenas o presente e o futuro, pois o que já foi gasto não poderá ser recuperado.

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EXEMPLO DE ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTOS:

Expandir a planta ou construir uma nova fábrica;

Comprar um carro à vista ou a prazo;

Aplicar seu dinheiro na poupança, em renda fixa ou em ações;

Efetuar transporte de materiais manualmente ou comprar uma correia transportadora;

Construir uma rede de abastecimento de água com tubos de menor ou maior diâmetro.

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a.

Reconhecimento da existência de um problema

Sr. Roberto sempre chega atrasado ao trabalho.

b.

Definição do problema

Necessidade de um meio de locomoção para ir ao trabalho.

c.

Procura de soluções alternativas

Comprar um carro, uma moto ou ir de ônibus.

d.

Análise das alternativa

Buscar informações relativas às alternativas definidas.

e.

Síntese das alternativas

Em termos de custos, consumo, conforto, rapidez, etc.

f. Avaliação das alternativas

Comparação e escolha da alternativa mais conveniente.

g.

Apresentação dos resultados

Relatório final.

4

Na avaliação de alternativas de investimento, deverão ser levados em conta:

a.

Critérios econômicos:

Rentabilidade dos investimentos.

 

b.

Critérios financeiros:

Disponibilidade de recursos.

 

c.

Critérios imponderáveis:

Segurança, status, beleza, localização, facilidade de manutenção, meio ambiente, qualidade, entre outros.

 

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MÉTODOS EQUIVALENTES PARA AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE INVESTIMENTOS

 

Comparação de alternativas de investimento

 
Comparação de alternativas de investimento   Utilização de uma taxa de juros adequada   Antes

Utilização de uma taxa de juros adequada

 
  Utilização de uma taxa de juros adequada   Antes de iniciar a análise e comparação
Antes de iniciar a análise e comparação das diferentes oportunidades de investimento encontradas, deve-se determinar
Antes de iniciar a análise e comparação
das diferentes oportunidades de
investimento encontradas, deve-se
determinar qual será o custo do capital
atribuído à empresa.

6

Este custo refere-se diretamente aos riscos que o investidor irá correr ao optar por determinado investimento, e, conseqüentemente, ao retorno que o mesmo irá esperar por tal ação.

ao retorno que o mesmo irá esperar por tal ação. Taxa Mínima de Atratividade (TMA) A

Taxa Mínima de Atratividade (TMA)

A TMA pode ser definida como a taxa de desconto resultante de uma política definida pelos dirigentes da empresa. Esta taxa deve refletir o custo de oportunidade dos investidores, que podem escolher entre investir no projeto que está sendo avaliado ou em outro projeto similar empreendido por uma outra empresa.

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Taxa Mínima de Atratividade (TMA)

Taxa Mínima de Atratividade (TMA) taxa de juros da empresa no mercado + incerteza dos valores

taxa de juros da empresa no mercado

+

incerteza dos valores de fluxo de caixa

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CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL (CMPC/WACC)

Capital Próprio + Capital de terceiros

Onde:

D =

E =

valor das dívidas na estrutura de capital; ( Debts) valor do capital próprio na estrutura de capital; ( Equity)

T

c

r

d

r

e

= alíquota de tributação marginal; (corporate tax rate )

= custo do capital de terceiros;( cost of debt )

= custo do capital próprio. ( cost of equity )

( WACC – Weighted Average Cost of Capital )

CMPC =


D

D T

+ E

(

× 1

c

  D  D T + E (  × 1 −  c )

)

×

r

d

+

D

E

+

E

× r

e

CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL (CMPC/WACC) Exemplo: Calcule o CMPC de uma empresa calçadista que
CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL
(CMPC/WACC)
Exemplo:
Calcule o CMPC de uma empresa calçadista que possui
taxa de capital próprio de 15%a.a. e capta cerca de 30% de seus
recursos investidos no mercado a uma taxa de 18%a.a.
CMPC =
 T
D
+ 
E
(
)
× 1 −
×
r
c
d
  D
+ E
D
+ E
  × r
e
30
70
CMPC = 
1
− 0,34
)
30
+ 70
×  (
×
18%
+ 
15%
30
+ 70
× 
CMPC
CMPC = 14,06%a.a.
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PRINCIPAIS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE ALTERNATIVAS:

1. Método do valor presente líquido (VPL)

2. Método do valor anual uniforme equivalente

(VAUE)

3. Método da taxa interna de retorno (TIR)

4. Método da taxa interna de retorno modificada

(TIRM)

5. Método do tempo de recuperação do capital (pay-

back)

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MÉTODO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)

O método VPL calcula o valor presente líquido de um projeto através da diferença entre o valor presente das entradas líquidas de caixa do projeto e o investimento inicial requerido para iniciar o mesmo. A taxa de desconto utilizada é a TMA da empresa.

X Z Y T W 0 1 2 3 4
X
Z
Y
T
W
0
1
2
3
4

TMA (%)

=

VPL = ?

0

1

2

3

4

12

MÉTODO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)

Exemplo: Um investimento tem as seguintes características:

- custo inicial = $25.000,00

- vida útil estimada = 5 anos

- valor residual = $5.000,00

- receitas anuais = $6.500,00

- TMA da empresa: 12% ao ano

Veja se o investimento é interessante para a empresa.

13

MÉTODO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)

Solução:

11.500

 

6.500

6.500

6.500

6.500

0

1

2

3

4

5

VPL (12%) = -25.000 + 6.500 (P/p; 12%; 4) + 11.500 (P/F; 12%; 5) VPL (12%) = 1.268,18

Como VPL > 0, o investimento:

- é vantajoso (viável) economicamente, e

- rende mais do que 12% ao ano!

25.000

14

MÉTODO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)

 

Análise de alternativas com diferentes tempos de vida:

Quando as alternativas têm vidas úteis diferentes, e podem ser renovadas, deve-se equalizar os períodos de tempo dos projetos ao menor múltiplo comum das vidas;

 

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MÉTODO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)

 

Exemplo:

ALTERNATIVA:

‘A’

‘B’

CUSTO INICIAL ($) VIDA ÚTIL ESTIMADA VALOR RESIDUAL ($) CUSTO ANUAL DE OPERAÇÃO ($) TMA = 12% a.a.

Solução:

10.000,00

15.000,00

5 anos

10 anos

2.000,00

1.000,00

1.755,00

1.052,00

 

VPL (A) = -23.811,61 VPL (B) = -20.622,06

Deve-se optar pela alternativa B, que é a que requer menor desembolso.

 

16

MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE (VAUE) Todos os fluxos de caixa são transformados, a
MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE
(VAUE)
Todos os fluxos de caixa são transformados, a uma certa
TMA, numa série uniforme equivalente.
A melhor alternativa será aquela que apresentar:
- o maior benefício anual, ou
- o menor custo anual.
Z
VAUE
Y
TMA (%)
W
=
0
1
2
3
4
0
1
2
3
4
17
T

MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE (VAUE)

Exemplo anterior: Um investimento tem as seguintes características:

- custo inicial = $25.000,00

- vida útil estimada = 5 anos

- valor residual = $5.000,00

- receitas anuais = $6.500,00

- TMA da empresa: 12% ao ano

Veja se o investimento é interessante para a empresa.

18

MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE (VAUE)

Solução:

11.500

 

6.500

6.500

6.500

6.500

0

1

2

3

4

25.000

5

VPL (12%) = -25.000 + 6.500 (P/p; 12%; 4) + 11.500 (P/F; 12%; 5) VPL (12%) = 1.268,18 VAUE (12%) = 1.268,18 (p/ P; 12%; 5) VAUE (12%) = 351,81

Como VAUE > 0, o investimento:

- é vantajoso (viável) economicamente, e

- rende mais do que 12% ao ano!

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MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE (VAUE) Exemplo:

Uma empresa deve escolher entre duas alternativas de investimento, ‘A’ e ‘B’. A alternativa ‘A’ exige um investimento inicial de $10.000,00 e tem custo anual de operação de $1.500,00. Já a ‘B’ exige um investimento inicial de $12.000,00, mas tem um custo anual de operação de $1.350,00. Sabendo-se que a TMA da empresa é de 10% ao ano e que ambas as alternativas durarão 5 anos, qual a opção mais vantajosa para a empresa?

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MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE (VAUE) Solução: 10% Alternativa A: 0 1 2 3
MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE
(VAUE)
Solução:
10%
Alternativa A:
0 1
2
3
4
5
0
1
2
3
4
5
=
1.500
10.000
4.137,97
10%
Alternativa B
0 1
2
3
4
5
0
1
2
3
4
5
=
1.350
12.000
4.515, 50
21
⇒⇒⇒⇒⇒⇒⇒⇒ A uma taxa de 10% a.a. alternativa mais interessante é a ‘A’.

MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE (VAUE)

Análise de alternativas com diferentes tempos de vida:

Quando as alternativas têm vidas úteis diferentes, deve-se supor que:

a. A duração da necessidade é indefinida ou igual a um múltiplo comum da vida das alternativas;

b. Tudo que é estimado para ocorrer no primeiro ciclo de vida do projeto irá ocorrer também em todos os ciclos de vida subseqüentes.

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MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE (VAUE)

Exemplo:

ALTERNATIVA:

Equip. ‘A’

Equip. ‘B’

CUSTO INICIAL ($)

11.000,00

14.000,00

VIDA ÚTIL ESTIMADA

6 anos

9 anos

VALOR RESIDUAL ($)

1.800,00

2.250,00

CUSTO ANUAL DE OPERAÇÃO ($)

795,00

520,00

TMA (a.a.)

15%

15%

Qual a alternativa mais interessante para a empresa?

23

MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE (VAUE) Solução: 1.800 EQUIPAMENTO A 15% 0 1 2
MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE (VAUE)
Solução:
1.800
EQUIPAMENTO A
15%
0 1
2
5
6
0
1
2
5
6
=
11.000 795
2.250 3.495,98
EQUIPAMENTO B
15%
=
14.000 520
3.319,99
24
A uma TMA de 15% a.a., a melhor alternativa para a empresa é a ‘B’.

0 1

2

5

9

0 1 2 5 9 0 1 2 5 9

0

1

2

5

9

Solução:

Para concluir isto, deve-se considerar que:

O equipamento deverá ser útil durante 18 anos, 36 anos e assim por diante, ou indefinidamente;

Ao final de suas vidas úteis, os equipamentos A e B serão substituídos por outros com as mesmas características de funcionamento, custo e vida útil.

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MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)

O método da TIR requer o cálculo de uma taxa que zera o VPL dos fluxos de caixa do projeto de investimento avaliado. Para o gestor determinar se o projeto é rentável ou não para a empresa, deverão ser comparadas a TIR resultante do projeto e a TMA desejada pela empresa.

X Z T Y 0 1 2 3 4
X
Z
T
Y
0
1
2
3
4

W

VPL = 0

0

1

2

3

4

= TIR (%)

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MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)

Exemplo: Um investimento tem as seguintes características:

- custo inicial = $25.000,00

- vida útil estimada = 5 anos

- valor residual = $5.000,00

- receitas anuais = $6.500,00

- TMA da empresa = 12% a.a.

Veja se o investimento é interessante para a empresa.

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MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)

Solução:

11.500

 

6.500

6.500

6.500

6.500

0

1

2

3

4

5

VPL (TIR) = 0 -25.000 + 6.500 (P/p; TIR; 4) + 11.500 (P/F; TIR; 5)= 0 TIR = 13,86% a.a.

Como TIR >= TMA, o investimento:

- é vantajoso e viável economicamente, e - rende 13,86% a.a.

25.000

28

MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)

2.4.

Você é o assessor econômico e financeiro de uma empresa de

grande porte que precisa renovar seu atual processo de fabricação. A seu pedido, o Departamento de Métodos envia as duas alternativas detalhadas abaixo:

 

A

B

CUSTO INICIAL ($) VIDA ÚTIL VALOR RESIDUAL ($) LUCRO ANUAL LÍQ. ($)

2.000,00

3.000.00

10 anos

10 anos

400,00

500,00

500,00

700,00

Utilizando os métodos do VPL e da TIR, analise essas alternativas e faça um relatório que auxilie a direção na tomada de uma decisão.

 

29

MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)

2.4.

Solução

VPL A (15%) =

608,26

TIR A = 22,24% TIR B = 20,15%

 

VPL B (15%) = 636,73

Qual é o mais interessante?? Pelo método VPL a empresa adotaria o projeto B. Pelo método TIR a empresa adotaria o projeto A.

Qual projeto afinal a empresa deve selecionar? DEPENDE

 

30

O PROBLEMA DA TAXA DE REINVESTIMENTO DOS FLUXOS DE CAIXA

Os métodos do VPL e do VAUE reinvestem todos os

fluxos de caixa à TMA, por sua vez, o método da TIR

reinveste-os à própria TIR.

 

Assim, em função de se basearem em premissas de

reinvestimento diferentes, os métodos de avaliação de

alternativas apresentados podem conduzir a decisões

discrepantes entre si.

 
 

31

O PROBLEMA DA TAXA DE REINVESTIMENTO DOS FLUXOS DE CAIXA

 

20.000

 

35.000

Exemplo:

10.000
10.000

1

20.000
20.000

1

 

NPV

 

Projeto

I 0

C1

TIR

(TMA=10%)

A (10.000,00)

20.000,00

100%

8.182,00

B (20.000,00)

35.000,00

75%

11.818,00

32

O

PROBLEMA DA TAXA DE REINVESTIMENTO DOS FLUXOS DE CAIXA

 

Exemplo:

20.000,00

   

15.000,00

10.000,00

 

Projeto A

Projeto B

 
 

VPL

5.000,00

 

0,00

PONTO DE FISCHER 0% 30% 90% 150%
PONTO DE
FISCHER
0%
30%
90%
150%
 

(5.000,00)

(10.000,00)

33

 

Taxa de desconto

 

O

PROBLEMA DA TAXA DE REINVESTIMENTO DOS FLUXOS DE CAIXA

 

Ponto de Fischer:

 

"O ponto de Fischer corresponde à TIR do investimento incremental de um projeto relativamente ao outro“

 
 

20.000,00

PONTO DE FISCHER
PONTO DE
FISCHER

0%

30%

90%

150%

 

Desta forma, o ponto de Fischer mede a TIR do investimento

15.000,00

10.000,00

VPL

incremental de ‘A’ em relação a ‘B’(ou vice-versa).

 

Projeto A

5.000,00

Projeto B

 

0,00

 

(5.000,00)

 

34

 

(10.000,00)

 

Taxa de desconto

 

O PROBLEMA DA TAXA DE REINVESTIMENTO DOS FLUXOS DE CAIXA

Ponto de Fischer (i F ):

Se:

a) i > i F : os métodos do VPL e da TIR dão a mesma ordenação.

b) i < i F : os métodos do VPL e da TIR dão ordenações diferentes.

35

O PROBLEMA DA TAXA DE REINVESTIMENTO DOS FLUXOS DE CAIXA

Ponto de Fischer (i F ):

Essa discrepância nas ordenações é conseqüência das suposições relativas à taxa com que os fundos liberados pelo projeto são reinvestidos:

a. Métodos do VPL e do VAUE: reinvestimento pela TMA. b. Método da TIR: reinvestimento pela TIR.

Entre essas duas suposições, o reinvestimento pela TMA é mais realista

36

O PROBLEMA DA TAXA DE REINVESTIMENTO DOS FLUXOS DE CAIXA

Ponto de Fischer (i F ):

2.4 Retomando o exercício anterior, defina o ponto de Fischer dos projetos e faça uma discussão sobre os mesmos.

37

O PROBLEMA DA TAXA DE REINVESTIMENTO DOS FLUXOS DE CAIXA

Ponto de Fischer (i F ):

2.4

3.000,00 2.500,00 2.000,00 1.500,00 Ponto Fischer = 15,72% 1.000,00 A 500,00 B - 5% 10%
3.000,00
2.500,00
2.000,00
1.500,00
Ponto Fischer = 15,72%
1.000,00
A
500,00
B
-
5%
10%
15%
20%
25%
30%
35%
(500,00)
(1.000,00)
(1.500,00)
VPL (R$)

TMA (%)

38

MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO MODIFICADA (TIRM)

O método da TIRM também requer o cálculo de uma taxa que zera o VPL dos fluxos de caixa do projeto de investimento avaliado.

Porém, trabalha com o problema da taxa de reinvestimento dentro do método TIR.

Isto é, o método TIR pressupõe que as parcelas de entrada (positivas) são reaplicadas à TIR, assim como as parcelas de saída (negativas) são obtidas ao valor da TIR também.

39

MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO MODIFICADA (TIRM)

Desta forma, a TIRM pressupõe que a empresa consegue reaplicar as entradas do FC a determinada taxa e captar recursos para o financiamento das saídas a uma outra taxa:

Duas taxas:

1) Taxa de reaplicação: taxa com a qual a empresa consegue reaplicar suas entradas;

2) Taxa de captação: taxa com a qual a empresa consegue captar recursos no mercado, pode ser uma taxa de financiamento.

40

MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO MODIFICADA (TIRM) 80 80 80 80 0 1 2
MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO
MODIFICADA (TIRM)
80
80
80
80
0
1
2
3
4
5
TIR = 17,46%
100
100
41
MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO
MODIFICADA (TIRM)
382,3
Taxa de reaplicação = 12% a.a.
80
80
80
80
=
0
1
2
3
4
5
0
1
2
3
4
5
Taxa de captação = 10% a.a.
0
1
2
3
4
5
0
1
2
3
4
5
=
100
100
42
190,9

MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO MODIFICADA (TIRM)

Fluxo de caixa final:

382,3

1

2

3

4

5

190,9

TIRM = 14,90%

43

MÉTODO DO TEMPO DE RECUPERAÇÃO DO CAPITAL (PAY- BACK)

O período de pay-back é o tempo necessário para que o valor dos

fluxos de caixa previstos e acumulados seja igual ao valor

inicialmente investido. Ou seja, é o tempo que um projeto leva para

se pagar.

A escolha de um projeto está ligada diretamente ao período de

retorno do capital mínimo exigido pela empresa, isto é, o ponto de corte.

É um dos métodos mais simples de avaliação, porém ainda muito

utilizado pelas empresas, por incorporar riscos e proporcionar à mesma, a escolha de projetos que retornam o capital investido o quanto antes.

44

MÉTODO DO TEMPO DE RECUPERAÇÃO DO CAPITAL (PAY- BACK)

Exemplo:

A)

3.333

3
3

10.000

B)

2.500

10
10

10.000

Períodos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Payback
Períodos
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Payback
Projeto A (10.000,00) 3.333 3.333 3.334 - - - - - - - 3 anos
Projeto A
(10.000,00)
3.333
3.333
3.334
-
-
-
-
-
-
-
3 anos
Projeto B (10.000,00) 2.500 2.500 2.500 2.500 2.500 2.500 2.500 2.500 2.500 2.500 45 4
Projeto B
(10.000,00)
2.500
2.500
2.500
2.500
2.500
2.500
2.500
2.500
2.500
2.500
45 4 anos
- - - - 3 anos Projeto B (10.000,00) 2.500 2.500 2.500 2.500 2.500 2.500 2.500

MÉTODO DO TEMPO DE RECUPERAÇÃO DO CAPITAL (PAY- BACK)

Pay-back com atualização:

TMA = 10% a.a.

2.500

3 10
3
10

10.000

10.000

A) -10.000 + 3.333 (P/F; 10%;1) + 3.333 (P/F; 10%; 2) +

= 0

n

> 3, o investimento não se paga.

B) -10.000 + 2.500 (P/F; 10%;1) + 2.500 (P/F; 10%; 2) +

= 0

n = 5,37 anos

46

A)

3.333

B)

ADEQUAÇÃO DOS MÉTODOS APRESENTADOS:

Métodos do VPL e VAUE - VANTAGENS

1) São métodos baseados no fluxo de caixa dos investimentos;

2) Fazem uso do conceito do valor do dinheiro no tempo;

3) A decisão de investir ou não em um investimento reflete exatamente as necessidades da empresa, e não depende do julgamento arbitrário do gestor;

4) Incorporam no seu cálculo todo o fluxo de caixa do projeto;

5) Fornecem uma estimativa direta das mudanças na riqueza do acionista, derivadas do investimento realizado.

47

Métodos do VPL e VAUE - DESVANTAGENS

1) Aparentam ser menos palpáveis para os envolvidos no processo de decisão;

2) Taxa de reaplicação dos fluxos de caixa envolvidos no projeto.

Método da TIR - VANTAGENS

1) Apelo psicológico e intuitivo que a mesma proporciona = não exige cálculo do custo de capital da empresa e é facilmente interpretado;

2) Leva em consideração o valor do dinheiro no tempo;

3) Proporciona a eliminação da decisão subjetiva e baseada em opiniões arbitrárias de gestores;

4) Baseia-se nos fluxos de caixa do projeto.

48

Método da TIR - DESVANTAGENS

1) Difícil de calcular;

2) Pode proporcionar múltiplas taxas internas de retorno;

3) Taxas de reinvestimento dos fluxos de caixa envolvidos.

Método do pay-back - VANTAGENS

1) Simples cálculo e interpretação;

2) Incorpora na sua aplicação o risco envolvido no projeto;

3) Se descontado, pode levar em consideração o valor do dinheiro no tempo.

49

Método do pay-back - DESVANTAGENS

1) Se simples, não considera o valor do dinheiro no tempo;

2) Desconsidera os fluxos de caixa posteriores ao período de pay-back;

3) Subjetividade, ligada ao ponto de corte.

50

ADEQUAÇÃO DOS MÉTODOS APRESENTADOS:

 

MÉTODO DO VPL Adequado a investimentos que envolvam o curto prazo, ou que se realizem num pequeno número de períodos.

MÉTODO DO VAUE Adequado a análises que envolvam atividades operacionais da empresa, e especialmente para os investimentos que são normalmente repetidos.

MÉTODO DA TIR Permite uma maior transparência à análise de investimentos, facilitando a comparação com índices gerais e/ ou setoriais.

MÉTODO DO PAY-BACK Somente como método complementar.

 
 

51

Publicação

Ano da

Pesquisa

Empresas da

amostra

Tamanho

da amostra

Valor Presente

Líquido (VPL)

Taxa Interna

de Retorno

Retorno de

Capital -

Sensibilidade do

Gestor

Outro/ Não

especificado

 

(TIR)

Payback

 

1959

   

19%

34%

-

13%

KLAMMER, 1972

1964

Empresas produtoras

184

38%

24%

8%

   

dos EUA

 

-

 

1970

   

57%

12%

-

5%

 

1971

Empresas dos EUA

167

20%

71%

67%

10%

FREMGEN, 1973

 

-

sem porte específico

 

GITMAN; FORRESTER, 1977

1977

Grande porte nos

103

10%

54%

9%

 

-

-

   

EUA

   

KIM; FARRAGHER, 1981

1975

Grande porte nos

200

26%

37%

15%

-

-

1979

 

EUA

19%

49%

12%

-

-

OBLAK; HELM, 1980

1980

Multinacionais EUA

58

14%

60%

10%

-

-

   

Empresas da lista

 

21%

KIM et al., 1986

1985

367

 

49%

19%

-

3%

 

Fortune 1000

 

1974

   

10%

33%

26%

14%

-

 

Empresas entre as

 
   

FENSTERSEIFER et al., 1987

1979

500

mais produtivas

153

10%

46%

24%

7%

-

1985

do Brasil

10%

50%

23%

4%

-

SAUL, N., 1995

1985

Maiores empresas do Brasil, setores

variados

132

8%

50%

19%

-

8%

1990

11%

50%

19%

6%

   

Empresas entre as

   

COOPER et al., 1997

1990

500

mais rentáveis

113

13%

57%

20%

-

4%

dos EUA

 

ARNOLD; HATZAPOULOS,

 

G, M e P empresas

   

2000

296

80%

81%

70%

-

31%

2000

do Reino Unido

 
 

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