Acordo N° EIE/07/087/SI2.

466700

GUIA D11 – “ENERGIA NOS EDIFÍCIOS”
PROJECTO P.E.E.S. – “Padrão de Eficiência Energética nas
Escolas”
1. Directiva 2002/91/CE (EPBD) sobre o Desempenho Energético dos Edifícios
O objectivo da presente directiva é o de promover a melhoria do desempenho energético
dos edifícios na Comunidade Europeia, tendo em conta as condições locais e as
condições climáticas externas, bem como as exigências em matéria de condições
térmicas interiores e rentabilidade económica. A directiva assenta sobre três “pilares”:
metodologia para o cálculo do desempenho energético integrado dos edifícios,
certificação energética dos edifícios e inspecção regular das instalações. Aos estados
membros (e/ou regiões e províncias autónomas) compete a fixação e aplicação dos
requisitos mínimos de desempenho energético dos edifícios (edifícios novos e edifícios
existentes de grandes dimensões sujeitos a importantes obras de renovação). Neste
contexto, define-se o Desempenho Energético ou “Energy Performance” como “…
quantidade de energia efectivamente consumida ou calculada para satisfazer as
diferentes necessidades associadas à utilização normal do edifício, que podem incluir,
entre outras, o aquecimento, o aquecimento da água, a refrigeração, a ventilação e a
iluminação.” Esta fracção deve ser traduzida por um ou mais indicadores numéricos, cujo
cálculo tenha tido em conta: o isolamento, as características técnicas da instalação, a
concepção e a localização em relação aos aspectos climáticos, a orientação e a influência
das estruturas vizinhas, a autoprodução de energia e condições térmicas interiores.
De salientar que o desempenho energético pode contemplar a indicação do valor das
emissões de CO2. A metodologia de cálculo do desempenho energético pode ser
diferenciada a nível regional (ou de províncias autónomas); e deve adoptar uma
abordagem comum de modo a contribuir para a criação de um contexto homogéneo para
as iniciativas de poupança de energia dos Estados-membros no sector da construção civil
e assim introduzir um elemento de transparência no mercado imobiliário comunitário. O
certificado de desempenho energético é definido como um documento reconhecido pelo
Estado-Membro ou por uma pessoa colectiva designada por esse Estado, que inclui o
resultado do cálculo do desempenho energético de um edifício efectuado seguindo uma
metodologia. Este deverá incluir necessariamente o valor do desempenho energético
resultante do cálculo, os valores de referência (quais os requisitos mínimos legais e
aqueles relativos ao parque imobiliário) com os quais o consumidor possa estabelecer
comparações e recomendações para a melhoria do desempenho energético sob
condições de rentabilidade económica. Ainda no que concerne a definição das
características e das funções atribuídas ao certificado de desempenho energético convém
referir as seguintes obrigações:
– Na fase de construção/compra e venda/arrendamento deve ser fornecido ao
proprietário/comprador/arrendatário;

1

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700


Tem uma validade máxima de 10 anos;
Deve ser afixado em local claramente visível pelo público em geral nos edifícios
públicos com área superior a 1.000 m2.
EM SÍNTESE
– Adopção de uma metodologia de cálculo do desempenho energético dos edifícios (art.
3°);
– Fixação dos requisitos mínimos em matéria de desempenho energético dos edifícios
(art. 4°) 
novos (art. 5°); 
existentes, com uma grande área, sujeitos a importantes obras de renovação (art. 6°);
– Certificação de desempenho energético dos edifícios (art. 7°);
– Inspecção regular das caldeiras e sistemas de ar condicionado nos edifícios, bem
como uma inspecção dos sistemas de calor com idade superior a 15 anos (art. 8° e
9°).
Aspectos e opções a avaliar no cálculo do desempenho energético
– Condições térmicas interiores;
– Orientação dos edifícios;
– Características térmicas do edifício e sistemas solares passivos;
– Ventilação natural;
– Sistema de aquecimento e de produção de água quente sanitária (AQS);
– Instalação de ar condicionado e de ventilação;
– Instalação de iluminação e integração com a iluminação natural;
– Sistemas solares activos e outros sistemas de geração de calor e electricidade a partir
de fontes de energia renováveis;
– Energia eléctrica produzida por sistemas de cogeração;
– Redes de calor e frio.

Relação entre legislação e normas técnicas
Directiva 2002/91/CE sobre a eficiência
energética nos edifícios
. Adopção de uma metodologia de cálculo do
desempenho energético.
. Definição de requisitos energéticos
. Certificação energética
. Inspecção das instalações

Legislação
Nacional

Normas
Técnicas Europeias

Normas
Técnicas Nacionais

2

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

Pontos fortes e deficiências das normas técnicas europeias
Pontos fortes:
– Avaliação do desempenho energético global;
– Metodologia comum partilhada pelos vários países europeus
Deficiências:
– Demasiado complexas (44 normas com alguns milhares de páginas!)
– Alternativa entre diversos métodos (ausência de uniformização)
– Algumas especificações demasiado genéricas 
Afigura-se a necessidade de normas nacionais.

3

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

2. Nova Regulamentação Portuguesa
– Adopção da directiva 2002/91/CE sobre a eficiência energética (modificações ao
DL 40/90 de 06/02/1990);
– Micro-produção de energia eléctrica (Decreto-Lei 363/2007 de 2 de Novembro de
2007);
– PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética – Portugal
Eficiência 2015.

A certificação energética em Portugal (DL 80/2006)
O governo torna obrigatória a certificação energética nos edifícios novos e existentes.
Desde 2006 foram criadas diversas normas com esse fim. A regulamentação principal em
matéria de certificação encontra-se prevista nos Decretos-Lei nº 78/2006, 79/2006 e
80/2006 de 04/04/2006. A certificação energética permite aos futuros utentes obter
informação sobre os consumos de energia potenciais (novos edifícios ou edifícios sujeitos
a grandes intervenções de reabilitação) e os consumos de energia reais ou aferidos para
padrões de utilização típicos durante o funcionamento normal do edifício. Nos edifícios
existentes, a certificação energética destina-se a proporcionar informação sobre as
medidas de melhoria do desempenho, com viabilidade económica, que o proprietário pode
implementar para reduzir as suas despesas energéticas e, simultaneamente, melhorar a
eficiência energética do edifício. Essencialmente consiste numa avaliação dos requisitos
energéticos integrados de um imóvel com a consequente certificação e atribuição de uma
determinada classe energética. É do interesse do consumidor saber se o edifício é
eficiente do ponto de vista energético. Lembremo-nos que uma casa ou um qualquer outro
edifício construído sem nenhuma estratégia do ponto de vista energético, além de gerar
mais poluição, pode também gerar um agravamento das despesas para quem o habita. É
o certificado energético que permite fornecer informações sobre a tipologia do imóvel que
estamos a comprar sob o ponto de vista da eficiência energética. O certificado de
desempenho energético contém, portanto, todas as informações relacionadas com o
desempenho energético. Em particular, deverá conter: valores de eficiência energética do
edifício, valores regulamentares legais, valores de referência, ou seja, a classe energética.
O processo de certificação energética dos edifícios foi introduzido gradualmente. A partir
de 1 de Julho de 2007, o certificado passou a ser obrigatório para os edifícios novos, com
uma área superior a 1.000 metros quadrados, que peçam licença ou autorização de
construção. A partir de 1 de Julho de 2008, a obrigação estendeu-se aos novos pequenos
edifícios, com área inferior aos 1000 metros quadrados, que peçam licença ou autorização
de construção. A partir de 1 de Janeiro de 2009, a emissão do certificado energético
tornou-se obrigatória para todos os edifícios, quer para actos de compra e venda, quer
para aluguer. O decreto prevê, além disso, a obrigatoriedade para os edifícios novos da
instalação de um sistema solar térmico para o aquecimento das Águas Quentes Sanitárias
– AQS.

4

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

Micro-produção de energia eléctrica
O Decreto-Lei 363/2007 de 2 de Novembro de 2007 “revolucionou” o mercado da
microprodução de energia eléctrica: O processo administrativo de registo e ligação à rede
passa a ser relativamente simples e a aprovação passa a ser automática, com o
cumprimento dos requisitos técnicos impostos. Por outro lado este Decreto-Lei cria um
regime de remuneração bonificado que torna muito mais aliciante o investimento neste
tipo de centrais. Para beneficiar do regime bonificado de remuneração é necessário ser
consumidor de electricidade em Baixa Tensão e preencher os seguintes requisitos:
• Potência de ligação: até 50 % da potência contratada, limitada a 3,68 kW;
• Obrigação de instalação de colectores solares térmicos para produção de Água
Quente Sanitária (área mínima de 2 m2) para os edifícios habitacionais;
• Obrigação de realização de uma auditoria energética ao edifício e implementação das
medidas de economia com tempo de retorno até 2 anos, no caso dos condomínios;
• Obrigação de suportar os custos de ligação à rede.
A remuneração do regime bonificado é de 0,65 €/kWh para os primeiros 10 MW de
potência de ligação registados a nível nacional. Por cada 10 MW adicionais de potência
de ligação registada a nível nacional, a tarifa é reduzida sucessivamente de 5%. De
salientar que o tarifário depende do tipo de energia renovável utilizada, mediante a
aplicação das seguintes percentagens à tarifa de referência:
• Solar fotovoltaico: 100%
• Eólico: 70%
• Hídrica: 30%
• Cogeração a biomassa quando integrada no aquecimento do edifício: 30%
O primeiro contrato tem uma duração de 5 anos. O período adicional é de 10 anos, mas o
tarifário será alterado para o tarifário em vigor no dia 1 de Janeiro do ano em que for
celebrado o novo contrato.
PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética – Portugal Eficiência
2015
Este Plano Estratégico abrange inúmeras medidas nos seguintes sectores de actividade:
Transportes:
• “Renove Carro”: incentivos ao abate de veículos em fim de vida;
• Mobilidade urbana: Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa, Plano de
mobilidade concelhia, Plano de mobilidade para organismos com mais de 500
trabalhadores no mesmo local.
• Sistema de Eficiência Energética nos Transportes: aplicação do RGCE Transportes –
acordos voluntários 5% de redução.
Residencial e Serviços:
• Renove Casa: Substituição de equipamentos de escritório. Amortizações aceleradas
de equipamentos eficientes (Lap Tops, fotocopiadores A/A+).

5

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

Sistema de Eficiência Energética nos Edifícios: Implementação do solar térmico e da
micro-produção em escolas.
• Renováveis na Hora (ver Micro-produção de energia eólica).
Indústria:
• Sistema de Eficiência Energética na Indústria
Estado:
• Eficiência Energética no Estado: Solar térmico em piscinas e recintos desportivos,
Escola microprodutora, Iluminação Pública: instalação de reguladores de fluxo,
substituição de globos, substituição das lâmpadas de vapor de mercúrio, substituição
de luminária e balastro electrónico em instalações com mais de 10 anos, semáforos
com LEDs.
Estão previstas outras acções a nível dos comportamentos dos consumidores (Energia
nas escolas: monitorização dos consumos, campanhas de sensibilização, “Open week” da
energia. Energia no trabalho: campanhas de sensibilização), bem como de Fiscalidade e
de Incentivos e financiamento.

6

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

3. A auditoria e a reabilitação energética dos edifícios
A Auditoria Energética (Energy Audit) é uma das componentes chave de um programa de
eficiência energética. Os países membros da União Europeia já iniciaram há algum tempo
acções para a certificação energética dos edifícios com vista a corrigir os desperdícios de
energia e promover acções que conduzam a uma redução dos consumos. O diagnóstico
energético tem por objectivo perceber de que modo a energia é consumida, quais são as
causas dos eventuais desperdícios de energia e que intervenções poderão ser sugeridas
ao utente, ou seja, um plano energético que avalie não apenas a viabilidade sob o
aspecto técnico mas, também e sobretudo, sob o aspecto económico das acções
propostas. Baseia-se na recolha e análise de todos os dados referentes ao consumo
energético dos vários utilizadores. Tais dados, que a seguir serão analisados para estudar
o consumo específico, podem ser encontrados principalmente nas facturas. As medições
são efectuadas para obter informações mais detalhadas acerca do edifício em análise.
Um Plano de Acção (Action Plan), incluído na Auditoria Energética (Energy Audit),
identifica todos as medidas e todos os parâmetros necessários para tomar uma decisão. A
Auditoria Energética pode ser elaborada por um especialista que possua conhecimentos
sobre energia e equipamentos energéticos. O Diagnóstico Energético dos edifícios é um
conjunto de observações, recolha e análise de dados relativos aos consumos específicos
e às condições de funcionamento do edifício e das suas instalações, que pode ser
definido como uma “avaliação técnico-económica dos fluxos de energia”.
Os seus objectivos consistem em:
– Elaborar um balanço energético do edifício;
– Identificar potenciais intervenções de melhoria tecnológica;
– Avaliar para cada intervenção as diferentes opções técnicas e económicas;
– Melhorar as condições de conforto e de segurança;
– Reduzir os custos de gestão.
O instrumento principal para conhecer e assim poder intervir eficazmente sobre a situação
energética de uma empresa é a auditoria energética: trata-se de uma análise aprofundada
conduzida através de vistorias junto da unidade produtiva e da análise de documentos
fornecidos pela empresa. São recolhidos os dados de consumo e custos energéticos e
também dados sobre instalações eléctricas, térmicas e frigoríficas (potência,
necessidade/consumo horário, factores de utilização, horas de trabalho, etc.). A partir do
levantamento da distribuição das potências e dos consumos por tipo de utilização
(iluminação, arrefecimento, ar comprimido, outros serviços, áreas de processo), por centro
de custo, por contador de electricidade, por faixa horária e sazonal é elaborado um
balanço energético. Os dados obtidos são comparados com consumos médios de outras
unidades de produção a fim de identificar possíveis intervenções para a redução dos
consumos e dos custos e fazer uma primeira avaliação da sua viabilidade técnicoeconómica. As intervenções podem ser classificadas da seguinte forma:
– Modificação de contratos de fornecimento de energia;
– Melhor gestão das instalações, incluindo das variações dos valores das cargas;
– Modificações tecnológicas nas instalações existentes;

7

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

Novas instalações.

Modalidade de cálculo dos consumos energéticos específicos nas escolas
O objectivo principal do projecto P.E.E.S. é o de estudar o edifício / equipamento
energético de uma escola e identificar possíveis intervenções quer a nível das energias
renováveis, quer a nível da poupança de energia. Os consumos a analisar para realização
da auditoria energética são os consumos de combustíveis e de energia eléctrica.
Relativamente ao aquecimento far-se-á referência ao volume aquecido e à unidade
Graus-Dia. Esta unidade representa a necessidade térmica de aquecimento de uma certa
localidade durante a estação de aquecimento. Mas os consumos de combustível são
influenciados por outros dois parâmetros principais que são as horas diárias de
funcionamento da escola e a sua configuração.
Os consumos da escola são assim corrigidos de acordo com os chamados factores de
“normalização”. Os consumos específicos corrigidos são denominados Indicadores
Energéticos Normalizados para aquecimento IENA. Relativamente ao consumo de energia
eléctrica das escolas, os Indicadores Energéticos Normalizados IENE são simplesmente
retirados da relação entre o consumo médio anual e a área da escola, unicamente no que
respeita ao horário de funcionamento da escola.
FASE 1 – Fazer o levantamento dos consumos de energia
O levantamento dos consumos é feito através das facturas (consumos de combustível e
de energia eléctrica) relativas aos 3 anos anteriores à auditoria. Calcula-se desta forma o
consumo médio anual. É importante ter em conta se ocorreram alterações de volume nas
escolas.
Consumos médios anuais de combustível para o aquecimento
Gás Natural
Gasóleo
Fuel óleo
GPL
Biomassa
Carvão
Rede de calor

Unidade de
medida
mc
litros
litros
litros
kg
kg
Mcal

Ano

Ano

Ano

Consumo médio anual

Consumos médios anuais de energia eléctrica
Unidade de
medida
Contrato
(contador) nº
Contrato
(contador) nº

Ano

Ano

Ano

Consumo médio anual

kWh
kWh

8

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

FASE 2 – Fazer o levantamento da volumetria bruta aquecida, da área bruta dos
pisos e da área de dispersão dos edifícios
Volumetria Bruta Aquecida (V)
É obtida através das plantas, se disponíveis, ou então mede-se o edifício com uma fita
métrica a partir do exterior. Em V incluem-se os muros exteriores e são excluídas as
partes do edifício não aquecidas (caves, sótãos, armazéns, garagem, etc.). Se a escola
for composta por mais edifícios, V será a soma das volumetrias dos edifícios considerados
individualmente.
Área Bruta com Pisos (Ap)
A área dos pisos é obtida através das plantas ou por observações directas, incluindo nas
medidas também as paredes interiores, sendo excluídas as paredes exteriores.
Área de Dispersão (S)
A área de dispersão é obtida pela soma das áreas individuais que envolvem o volume
bruto aquecido V (paredes exteriores, telhados, placas do piso térreo).
V
Ap
S

m3
m2
m2

FASE 3 – Identificar os Graus-Dia da localidade onde se encontra situada a escola
Para efectuar as comparações entre os consumos de combustível para aquecimento é
conveniente ter em conta as diferenças climáticas das localidades onde são situadas as
escolas. Para o efeito, os consumos específicos são “dessazonalizados” através dos
Graus-Dia (GD) que são obtidos como somatório das diferenças de temperatura interior
de projecto (20°C em Portugal) e a temperatura média diária exterior, para todos os dias
de aquecimento dos meses de Inverno de uma determinada localidade. Tendo em conta
que na maior parte dos municípios não estão disponíveis os GD efectivos por ano, são
adoptados os previstos na lei.
FASE 4 – Identificar o factor de normalização do consumo para aquecimento para
ter em conta a configuração dos edifícios
Por um mesmo volume aquecido de dois edifícios, aquele que tem uma maior área de
dispersão consome necessariamente mais energia com o aquecimento. Surge pois a
necessidade de normalizar os consumos específicos (aquecimento) das escolas
auditadas com um factor que tenha em conta a configuração do edifício escolar. O
parâmetro de interesse é expresso pela relação entre S e o seu V. Desta relação e da
tipologia da escola calcula-se o factor de normalização Fe. Este último será multiplicado
pelo consumo específico para aquecimento.
V
S
S/V

m3
m2
2
m / m3

9

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

FASE 5 – Identificar o factor de normalização dos consumos de energia para ter em
conta o horário de funcionamento da escola
Neste caso, o factor de normalização é válido quer para os consumos de energia térmica
quer para os de electricidade, na medida em que ambos dependem das horas de
funcionamento da escola.
O factor Fh (h/g) será de seguida multiplicado pelo consumo específico para aquecimento
e pelo consumo específico de energia eléctrica da própria escola.

FASE 6 – Calcular os Indicadores Energéticos Normalizados
MODELO PARA O CÁLCULO DO IENP PARA AQUECIMENTO
Escola
Localidade
Consumos médios anuais de combustível para o aquecimento
Gás Natural
mc
×
=
kWh
Gasóleo
l
×
=
kWh
Fuel óleo
l
×
=
kWh
GPL
l
×
=
kWh
Biomassa
kg
=
kWh
Carvão
kg
=
kWh
Rede de calor
Mcal
=
kWh
Consumo anual total da escola =
kWh
(A)
Volumetria bruta aquecida V =
m3
(B)
Graus-dia da localidade onde está situada a escola GG =
(C)
Factores de normalização Fe =
(D)
Factores de normalização Fh =
(E)
CÁLCULO DO INDICADOR ENERGÉTICO NORMALIZADO IENR PARA AQUECIMENTO
IENP = (A)x(D)x(E)x1.000 / (B)x(C) =
Wh/m3*GD*ano

MODELO PARA O CÁLCULO DO IENE PARA O CONSUMO DE ENERGIA ELÉCTRICA
Escola
Localidade
Consumos médios anuais de energia eléctrica
Contrato (contador) n°
=
kW h
Contrato (contador) n°
=
kW h
Contrato (contador) n°
=
kW h
Contrato (contador) n°
=
kW h
Consumo anual total da escola =
kWh (A)
Área bruta por pisos do edifício Ap =
m2 (B)
Factor de normalização Fh =
(C)
CÁLCULO DO INDICADOR ENERGÉTICO NORMALIZADO IENE PARA O CONSUMO DE EN. ELÉCTRICA
IENE = (A) (C) / (B) =
kWh/m2*ano

10

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

4. Desempenho energético dos edifícios e tecnologias eficientes
O invólucro do edifício
O termo "invólucro do edifício" realça o conceito de globalidade das partes que definem
um ambiente interior (caracterizado por condições climático/ambientais estáveis) em
relação a um ambiente exterior (variável por natureza).
O desempenho do invólucro deve garantir o conforto térmico e higrométrico das áreas
confinadas e a limitação dos consumos energéticos mediante a satisfação dos seguintes
requisitos de desempenho: requisitos ambientais, manutenção da temperatura do ar nos
espaços habitáveis nas estações de funcionamento dos sistemas de aquecimento entre
os limites legais de 20 – 22 °C, manutenção das condições de conforto térmico nos
ambientes interiores no período de Verão, requisitos tecnológicos:
1. Controlo dos fenómenos de condensação superficial e intersticial;
2. Controlo da combinação “Temperatura – Humidade – Ventilação”;
3. Resistência térmica e inércia térmica para efeitos de poupança de energia e do
conforto ambiental interior.
Os modelos de controlo ambiental
Retomando a definição de R. Banham, é possível descrever os desempenhos energéticos
do invólucro arquitectónico segundo quatro modelos de controlo ambiental:
1. Invólucro conservador, caracterizado por um tipo de controlo ambiental que utiliza
paredes grossas, com poucas aberturas, para reduzir as dispersões térmicas durante
as várias estações do ano.
2. Invólucro selectivo, semelhante ao invólucro conservador mas com a inovação de
utilizar grandes vãos envidraçados para a iluminação e o aquecimento solar passivo.
3. Invólucro regenerativo, que confia aos equipamentos energéticos (caldeiras, ar
condicionado,..) todos os problemas do controlo ambiental e assume o invólucro
exclusivamente como barreira para diminuir a interacção entre o interior e o exterior.
4. Invólucro eco-eficiente ou ambientalmente interactivo ou bioclimático avançado, que
propõe um controlo baseado na harmonia entre o ambiente exterior e o edifício com a
possibilidade de gerir os fluxos de energia totais através das modificações das partes
envolventes, a configuração do edifício, a organização e as configurações e acções
do invólucro.
Este último modelo gere os fluxos através da regulação de dispositivos fixos ou ajustáveis
(persianas, abertura/fecho de janelas, saídas de ar, etc.), ou com controlo e regulação
manual ou automática em relação ao tipo de utilização e à complexidade do edifício.
Outros autores identificam ainda um quinto modelo de controlo ambiental: o invólucro
arquitectónico inteligente, adaptável e interactivo, concebido e realizado para se adaptar
como um autêntico ser vivo às variações das condições ambientais exteriores. O
invólucro, como “pele”, realiza o papel determinante de sistema dinâmico de filtro
ambiental, capaz não só de regular os fluxos de calor, de radiação, ar e vapor, mas
também de converter a radiação em energia (térmica e eléctrica) utilizável para o
“metabolismo” dos edifícios, e em geral assumir uma série de desempenhos chave que o
tornam o elemento fundamental de um processo global de interacção eco-eficiente com os

11

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

factores ambientais naturais. Analisando os desempenhos energéticos do invólucro,
deverá considerar-se também a possibilidade de produzir energia através dos seus
componentes, para além de conservar energia a favor do ambiente interior. A
’”inteligência” de um componente de fachada pode-se, assim, medir em relação às
modalidades através das quais aproveita as fontes de energia renováveis para assegurar
a manutenção das condições confortáveis no seu interior em termos de aquecimento,
refrigeração, ventilação e iluminação naturais.
Evolução das tecnologias em relação com os desempenhos energéticos do invólucro do
edifício
O conceito de invólucro como componente tecnológica capaz de mediar os fluxos de
energia provenientes do exterior para o interior do edifício nasce com o arquétipo do
modelo arquitectónico.
No momento histórico em que o homem decide construir um refúgio artificial contra os
agentes climáticos e ambientais, procura propor soluções construtivas capazes de
melhorar as condições do espaço confinado destinado a ser habitado. O invólucro
arquitectónico foi evoluindo lentamente do elemento barreira, predominantemente
protector, para um complexo sistema - filtro selectivo e polivalente, capaz, por um lado, de
optimizar as interacções entre o ambiente interior e o ambiente exterior (e vice-versa) às
variações das diversas condições climáticas e ambientais ocorridas ao longo do dia, ao
longo do ano, e mesmo ao longo da vida do organismo edifício e/ou do homem que o
habita; por outro lado, de responder sempre cada vez mais no sentido “inteligente” às
mesmas mudanças psicológicas, sociológicas e culturais do modo de viver as relações
com tais factores ambientais por parte dos utentes.
A configuração e as funções do invólucro registaram ao longo dos tempos uma evolução
substancial quer no que se refere ao uso dos materiais (passou-se de invólucros
primordialmente massivos, construídos em pedra para invólucros cada vez mais “leves”,
construídos com áreas transparentes) quer no que se refere ao desempenho dos seus
componentes. Do conceito de invólucro como elemento energeticamente passivo, de
separação entre o ambiente interior e o exterior, passa-se para o conceito de invólucro
como elemento dinâmico e interactivo do complexo sistema energético que regula o
funcionamento do edifício e que caracterizam a imagem. As paredes maciças são
substituídas por áreas transparentes com dimensões cada vez maiores, que nos tempos
recentes substituem e constituem o único elemento de delimitação arquitectónica.
O uso cada vez mais frequente de vãos envidraçados na construção dos edifícios
desenvolve-se a partir de finais do século XIX, coincidindo com a revolução industrial, e
comporta o desenvolvimento e a pesquisa de materiais capazes de garantir desempenhos
energéticos semelhantes aos materiais tradicionais com os quais durante séculos foram
construídos os edifícios. O vidro passa a regular os fluxos energéticos associados à
passagem de calor, à transmissão da luz para uma iluminação adequada dos ambientes
interiores e à protecção da radiação solar nos meses de temperaturas mais elevadas. As
soluções tecnológicas e a escolha dos materiais garantem os requisitos estéticos ditados

12

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

pelas novas linguagens arquitectónicas. A inovação tecnológica aplica-se a novos
materiais transparentes subdivididos pelas seguintes categorias: passivos, activos e de
alto desempenho. Os materiais passivos (painéis prismáticos, LCP, FISH, OKASOLAR,
etc.) são todos aqueles que, graças simplesmente à forma, conseguem modificar a
quantidade de energia transmitida através do invólucro em função da inclinação da
radiação solar. Os materiais activos (vidros cromogénicos, vidros electrocrómicos, vidros
holográficos, etc.) modificam a quantidade de energia transmitida em função de estímulos
exteriores fornecidos ao sistema, como corrente impressa, variação de temperatura ou
variação de energia solar incidente. Os materiais de alto desempenho (aerogel, TIM),
estão aptos a satisfazer, graças às suas propriedades intrínsecas, a maior parte dos
requisitos de conforto. Em muitos edifícios contemporâneos, o invólucro é realizado com
sistemas de fachada que permitem acumular a energia solar incidente e transformá-la em
calor para aquecimento do espaço ambiente. Noutros, o invólucro torna-se um verdadeiro
e autêntico elemento activo de produção de energia, graças à integração de sistemas
tecnológicos de energia renováveis (fotovoltaico e solar térmico). As superficies verticais
opacas e transparentes são desenvolvidas como componentes tecnológicos complexos
capazes de interagir com as condições ambientais envolventes, de forma a reduzir as
necessidades de energia do edifício. Fachadas ventiladas (opacas), sistemas solares
activos (colectores solares e células fotovoltaicas) e sistemas solares passivos (estufas
solares) tornam-se elementos recorrentes na concepção do invólucro arquitectónico e
transformam-se frequentemente em laboratórios de pesquisa na área de projecto para
experimentar a inovação tecnológica, por exemplo nas fases de concepção, realização e
gestão de um “green building”.
Invólucro e eficiência energética do edifício
Os desempenhos energéticos de todo o edifício dependem da eficiência do invólucro. Se
os componentes de construção (verticais, horizontais, transparentes, opacos) não forem
concebidos e realizados em consonância com os desempenhos energéticos do edifício, a
dispersão dos fluxos de calor que passem através do mesmos comprometerão os
consumos energéticos finais. Existem três tipos de transferência de energia: por radiação
(UV, infravermelhos), por condução (contacto entre materiais com diferentes
temperaturas) e por convexão (deslocação do ar). As dispersões térmicas que ocorram
sob a forma de calor dependem da diferença de temperatura entre a face interior e
exterior do próprio invólucro e da resistência térmica do material (ou combinações de
materiais) de que o invólucro é feito. Os materiais que compõem um invólucro que separa
dois ambientes com temperaturas diferentes oferecem uma resistência à passagem do
calor que varia em relação directa com a espessura do material e em relação inversa com
a sua “facilidade” de transmitir o calor (transmissão).
– A transmissão térmica (U) (W/m²K), o coeficiente global de transmissão do calor é
definido pela norma UNI 7357 como o “fluxo de calor que passa de um local para o
exterior (ou para outro local) através de uma parede por m2 de área da parede por K
de diferença entre a temperatura do local e a temperatura exterior, ou do local
contíguo”.

13

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

A condutividade ou condutibilidade térmica (l) (W/(m—K)) de um material indica o fluxo
de calor que, em condições estáveis, passa através de uma camada de material na
presença de uma diferença unitária de temperatura entre as duas faces opostas do
material considerado. A condutividade depende da porosidade (densidade) e do
conteúdo higrométrico do material.
– A resistência térmica (R) (m²K/W) total de uma parede, que é obviamente a inversa da
transmissão térmica, será dada pela soma das diferentes resistências que o fluxo de
calor vai encontrar ao longo do percurso do elemento mais quente para o mais frio.
Deve ser dada atenção especial aos desempenhos térmicos do invólucro do edifício em
regime térmico variável (naqueles períodos em que o aquecimento é temporário ou
intermitente), mas sobretudo nos meses de Verão. Durante a sucessão de dias
caracterizados por valores elevados de temperatura e de intensidade de radiação solar,
os invólucros dos edifícios deverão ser concebidos e realizados de modo a garantir
condições ambientais de conforto no interior dos espaços confinados, mesmo na ausência
de sistemas de arrefecimento. Para esse efeito, assume particular importância: o sistema
de protecção das radiações solares (estores, palas, sombreamento), a inércia térmica das
paredes do edifício, quantificável com base na atenuação (s) da amplitude das variações
da temperatura superficial interna relativamente à do ambiente interior e no atraso de fase
(f), isto é, no intervalo de tempo em que as variações de temperatura exterior se
transmitem ao interior (horas). São assegurados bons desempenhos, sob este ponto de
vista, por paredes opacas capazes de fornecer como valores de referência s< 0,05 e f > 8
horas, por um período de 24 horas. Para reduzir os consumos energéticos para
climatização no Verão é fundamental reduzir os valores máximos de temperatura no
interior e retardar a emissão de energia térmica, para as horas nocturnas, quando a
temperatura do ar exterior se encontrar nos valores mínimos e o fenómeno de reirradiação arrefecer rapidamente as áreas exteriores. As perdas de calor através do
invólucro podem ser reduzidas através das seguintes estratégias:
– Utilizar a massa térmica;
– Prevenir a condução de calor acrescentando isolamento térmico ao invólucro para
aumentar a sua resistência térmica;
– Projectar o edifício de forma mais compacta para reduzir a área total, através da qual
o calor pode ser transmitido;
– Acrescentar barreiras ao fluxo de calor radiativo através, por exemplo, da colocação
de folhas de alumínio atrás dos radiadores, utilizando vidros isolantes e com baixa
emissividade, assim como proceder ao isolamento das caixas das janelas e portas
onde se encontram as persianas exteriores.
Na fase de projecto do invólucro do edifício deverá ser dada particular atenção ao controlo
e à verificação dos fenómenos de condensação intersticial e superficial, como previsto
pela Norma UNI EN ISO 13788, tendo em conta às condições higrométricas internas e
externas do edifício e às características (espessura, condutividade térmica, resistência à
difusão do vapor) de cada camada de material que compõe a parede. O cálculo da
condensação intersticial é efectuado quantificando os perfis das temperaturas e das
pressões do vapor de água (saturado e efectivo) no interior da parede: se a pressão de

14

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

vapor efectiva (Pe) atingir ou ultrapassar a pressão de vapor saturado (Ps), haverá
formação de condensação. Tal fenómeno pode ser combatido dispondo por ordem
decrescente as camadas que compõem a estrutura em função da sua permeabilidade ao
vapor de água (os materiais com maior resistência ao vapor são os primeiros a ser
colocados no interior, os com menor resistência são os últimos a ser colocados no
exterior).
Os fenómenos de condensação superficial verificam-se, pelo contrário, quando a
temperatura da área interna da parede é inferior à temperatura de condensação do ar do
ambiente habitado. Através do cálculo do perfil da temperatura no interior da parede,
determina-se também o valor da temperatura superficial interna, tornando-se assim
possível avaliar os eventuais riscos de condensação superficial.

Reabilitação energética dos edifícios
Por reabilitação energética dos edifício entende-se todas as operações, tecnológicas e de
gestão, aptas a conferir uma nova (anteriormente inexistente) ou superior (anteriormente
inadequada) qualidade de desempenho às construções existentes do ponto de vista do
rendimento energético, voltada para a racionalização dos fluxos energéticos que decorrem
entre o sistema-edifício (invólucro + instalações) e o ambiente exterior. Em geral, as
intervenções de reabilitação energética do património imobiliário existente têm por fim:
– Melhorar o conforto dos ambientes interiores;
– Reduzir os consumos de energia;
– Reduzir as emissões poluentes e o seu impacto no ambiente;
– Utilizar racionalmente os recursos, através da utilização de fontes de energia
renováveis em substituição dos combustíveis fósseis;
– Optimizar a gestão dos serviços energéticos.
O conceito de reabilitação energética do existente – em correlação com o de
sustentabilidade do construído – é promovido a nível internacional por políticas que
respondem à necessidade de uma alteração substancial no processo de construção,
gestão e manutenção os edifícios existentes, a chave, no âmbito da construção, para a
salvaguarda do ambiente, da saúde e do bem-estar do ser humano. A recente actividade
de legislação e redacção de normas técnicas sobre o desempenho energético das
construções define parâmetros de eficiência cada vez mais restritivos e critérios de
poupança cada vez mais vinculativos, impondo intervenções e padrões de desempenho
mais elevados, por exemplo nas fases de concepção, realização e gestão de um “green
building”. Paralelamente, os governos de muitos Estados europeus introduziram
incentivos económicos para agilizar as intervenções de reabilitação energética que
garantam tempos de retorno dos investimentos compatíveis com as capacidades de
investimento dos proprietários dos imóveis e o ciclo de vida das tecnologias empregues.
As intervenções principais de reabilitação aplicam-se ao sistema tecnológico e à gestão
energética do edifício e têm a ver fundamentalmente com:
– A melhoria do desempenho térmico do edifício (aumento do isolamento térmico,
substituição das janelas, instalação de sistemas de protecção solar...);

15

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

A substituição de componentes obsoletos das instalações de climatização e de
iluminação por outros mais eficientes do ponto de vista energético e com menor
impacto no ambiente em termos de emissões produzidas;
– A utilização de energia gratuita do sol para a produção de energia eléctrica (painéis
fotovoltaicos) e térmica (colectores solares);
– A correcta gestão da ventilação natural e do arrefecimento passivo a fim de limitar a
utilização de ar condicionado no Verão, responsável pelo aumento dos consumos
eléctricos;
– A optimização do tarifário de fornecimento de electricidade e gás;
– A introdução de sistemas de contagem individual dos consumos de energia.
Tecnologias eficientes
– Solar térmico: tecnologia usada para a produção de Água Quente Sanitária, para
aquecimento, para secagem, esterilização e dessalinização;
– Solar fotovoltaico: instalação eléctrica que aproveita a energia solar para produzir
energia eléctrica mediante efeito fotovoltaico;
– Cogeração: produção simultânea de energia térmica e eléctrica;
– Biomassa para aquecimento (ex. pellet): utilização da biomassa para a produção de
energia térmica;
– Redes de calor: consiste na distribuição, através de uma rede de tubos isolados e
enterrados, de água quente, água sobreaquecida ou vapor, proveniente de uma
central térmica, com circuito de retorno à mesma central. Nas redes de calor, com
caldeiras a biomassa com leito fluidizado, podem-se queimar todos os resíduos de
madeira, mesmo muito húmidos e com baixo poder calorífico. Nas caldeiras de
biomassa das habitações, pelo contrário, esses resíduos não são utilizáveis. Deve se
utilizada lenha seca e de qualidade, em pedaços de dimensões adequadas, ou
escolher caldeiras a pellets se se pretender automatizar a instalação, evitando o
abastecimento contínuo (várias vezes ao dia na estação de Inverno).
– Sistemas de acumulação térmica (calor ou frio): funcionam como um depósito de
fornecimento e consumo de energia térmica que permite baixar as potências
necessárias (e.g. o aquecedor de água eléctrico que aquece a água no seu interior
durante um determinado período de tempo e pode de seguida distribui-la em poucos
minutos), diferir temporalmente procura e oferta (p. ex. os sistemas solares térmicos
que quando há sol acumulam calor para disponibilizá-lo de noite ou nos dias
nublados), garantir aos utilizadores o calor mesmo nos casos de ausência de
fornecimento térmico (p. ex. os muros espessos de edifícios velhos uma vez
aquecidos mantêm um ambiente confortável mesmo no caso de temporário mau
funcionamento da instalação de aquecimento). A dissociação da produção do frio do
seu consumo é hoje um tema que assume grande importância para muitíssimos
utilizadores, com a passagem para a tarifa multi-horária, não só da maioria dos
contratos em média tensão, mas também daqueles em baixa tensão. Uma instalação
com acumulação de frio assegura aos utilizadores os mesmos desempenhos de um
sistema tradicional, ao qual se junta maior confiança e menores custos de
funcionamento;

16

www.pees-project.eu

Acordo N° EIE/07/087/SI2. 466700

Iluminação eficiente para espaços interiores: permite conseguir poupanças de energia
muito elevadas, frequentemente entre os 30% e os 50%. Se considerarmos que a
iluminação representa cerca de um terço na factura da electricidade no sector
residencial percebemos que a racionalização dos consumos é essencial para uma
boa gestão energética. As intervenções exequíveis recaem em duas categorias
principais: substituição de componentes e sistemas por outros mais eficientes
(lâmpadas fluorescentes compactas, balastros electrónicos); adopção de sistemas
automáticos de regulação, para acender e apagar os pontos de luz (sensores de
luminosidade e de presença).
Computador, monitor e periféricos: existe um elevado potencial de poupança de
energia, graças ao empenho dos fabricantes na produção de equipamentos mais
eficientes, que levou a grandes diferenças nos consumos de electricidade: se um
computador fixo com ecrã com tubo de raios catódicos chega a consumir 200 W, um
computador fixo com ecrã LCD consumirá apenas 125 W, descendo até aos 30 W
para os computadores portáteis. Uma análise realizada sobre o ciclo de vida destes
equipamentos mostra que a redução dos consumos permite diminuir
significativamente a factura de energia eléctrica, sobretudo no sector terciário onde
estes aparelhos chegam a representar 11,4% dos consumos eléctricos totais.
Telegestão: permite monitorizar e controlar equipamentos à distância. A monitorização
contínua do funcionamento dos vários componentes permite, além disso, avisar
automaticamente quando chega o momento de executar manutenções preventivas ou
extraordinárias e substituir os componentes, com benefícios económicos e de gestão.
As aplicações possíveis são múltiplas, quer na gestão da Iluminação Pública, quer na
gestão de caldeiras e redes de distribuição de calor e frio.

17

www.pees-project.eu

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful