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Marialosé Silva

o Sindicato de Trabalhadores da Administração Pública dos Açores quer que seja feita uma alteração de

muito aquém da tabela da Adminis-

acordo de cooperação para pagamen-

uma IPSS mas que e s tá a desem-

O Conse l ho d e Administração

tração Pública. Com base nisso os

to dos funcionários

por parte do

penhar funçõe s no Ins tituto d e

do IAS comprom e teu-s e com o s

técnicos procuraram o SINTAP para

governo."

Acção Social .

t

é cnic o s das IPSS a proced e r à

tentarmos fazer valer esta causa".

Após a formalização

e depois de

O téc nico em questã o nunca

e

quiparação , por ém" nenhum

Já em 2009 esta causa foi incluída

meses de irnpasse, a 8 de Março o Sindicato reuniu em Ponta Delgada com o Governo e "não houve nada

de novo". Ficou definido, prossegue

a explicar Luís A 1111 as, "que no dia 8

de Abril vai haver nova reunião para

negociação

e as

Uniões das Misericórdia e das IPSS

se comprometeram até 31 de Março

desta situação

e xe r ce u funções na mes ma. No

final do m ês, o se u r e cibo d e ven- cim e nto não é pago pelo IAS ,

m a s sim , pela su a e ntidade patro-

nal .

A diferença r e muneratória representa a per da de cerca 300 euros f ace aos colegas da Fun ção

Públi ca . Está, como se entende ,

a apresentar uma contra-proposta à

proposta do Sindicato". O SINTAP propõe ainda que, logo

em caus a um valor importante para um j o vem. Com efeito, o que leva estes

que este contrato fosse celebrado, os técnicos deixariam de receber as cha-

t

equipa ração para a funç ã o públi -

é cnico s a r e ivindicarem uma

madas diuturnidades

e seriam alvo

ca n ã o é apenas a questão s ala-

de avaliação

para progressão

na

rial . De acordo com a nossa

carreira.

fonte, os t écnicos da IPSS ressen-

Importa

frisar

ainda

que

em

. tem - se por não t er as mesmas

Fevereiro este Sindicato apresentou

oport unidades que os co l egas e

o seu caderno reivindicativo

Legislativa da

Região Autónoma dos Açores e teve

boa aceitação por todos os partidos políticos.

20 lOna Assembléia

para

O PSD e o BE já vieram mesmo a

público

estes técnicos e reclamar junto do Governo Regional.

"Todos os partidos, até o Partido Socialista que suporta o governo,

manifestaram

para esta situação. Esperamos

partir da próxima reunião haja algo

em concreto" - afirma Luís Almas.

manifestar

o seu apoio a

a sua sensibilidade

que a

A VOZ DOS TÉCNICOS

t

CConver s amos c om um dest e s

é cnico s que foi contratado por

r e fer e m , por e x emp l o , a que s tão da form a ção. Ademais , este s téc n ico s n ão

t ê m autonomi a nas suas funçõe s,

u m a v e z que es t ã o sob orienta-

çã o dos col e gas da Funç ã o

Públic a e e s t ã o imp e dido s

de

l e var a cabo determinados pro ce - dimentos, des ignada mente, d e

ca

r i z vinculativo .

Outra i rr e gularida d e apont ada

p e lo t é cnico contactado pelo jor-

nal, pre nde - se ' com os sistemas de t r aba l ho. O s t é cnic o s das IPSS

v êe m - se forçado s a cumprir o s

obj e ctivos da Funç ã o Públ i ca e a acatar ori e ntaç ões dos se u s

s up e riores hier á rqu ic o s que s ó o

são na prática.

e feito s e regi s tou. T e mem o s t é c - nicos, tratar - se d e um " j ogo d e

e ntorpecim e n t o " . Par a aquel e s, é

importante que es ta equiparação acon teça de forma cé l ere , poi s entendem que e stão a s e r l e sa - dos . Em rel ação à r e união do pró x i - mo dia 8 d e Abril, os t é cnicos estão cépt i cos mas aguardam com e xpectativa. N o caso de não ser encontràdo um consenso,

a s sume m partir para outras for -

mas d e luta, contudo, r e c e i a a fon te, que alguns co l e gas , devido

à sua situação co n tratua l , não possam participar como deseja- vam nas acções de rei v i ndicações

q ue possam e x istir.

Não obs tante, a partir do di a 8

d e Abril, n a sequ ê nc i a da reu n ião entre o SINTAP e os r epr e sentan -

t

e s do Gov e rno Regi ona l dos

Açores , , s e n ã o se r e gistar e m

quai s quer alteraçõe s , cons id e r a o

t

é cnico, irá aum e nta r a probabili -

dade de ocorrer acções de r e i vin - dicação com mais v i s i bilidad e .

Ques t ionado s obre a posi ç ã o dos se u s col e gas da Função

Pública em r e laç ã o a tudo i s to, o téc ni c o rev ela que, na sua opi - nião, podia ex istir uma predi s po-

sição maior no que concerne às questões d e solidariedade e ntr e os co l ega s . L embra a propó s ito, a

dinâ mica g e r a da entre os t r a ba-

l hador es da COFACO .

cláusulas

no contrato colectivo

de'

no C a de r no Reivindicativo do SIN-

trabalho das rpss e a revalorização

TAP, e 2.010 não foi excepção.

profissional e remuneratória

do pes-

"A nossa proposta é que se faça

soal

técnico

superior

das

justiça a esta situação e que haja

uma

r PSS/M isericórdias,

esta situa-

ção pela

quando reuniu com secretária regio-

nal

Solidariedade

Marques,

sindical - mostrou abertura para ana-

lisar, discutir e procurar uma solução. TR1I3UNADAS ILHAS esteve à con- versa com Luís Armas do SINTAP que nos esclareceu sobre estas situa-

ções e nos explicou

tudo o que tem de combater

sido feito no sentido esta ilegalidade. "De acordo

foram feitas,

que

o SINTAP denunciou

primeira

da Habitação,

vez em 2009,

Trabalho

Ana

Paula

e

Social,

que - segundo a estrutura

com as contas

na Região

existem

cerca de 5.00 técnicos superiores, 150 dos quais estão nas I PSS e trabalham para as IPSS. 350 deles são contrata-

dos

no

Instituto de Acção Social, que é um departamento do governo" - explica Luís Armas.

pelas

IPSS

e trabalham

O sindicalista

adiantou ainda que

"estes técnicos não são sequer requi- sitados, são mesmo contratados pelas

I PSS e depois exercem

públ ica, respeitando

na função

os horários de

trabalho, com subordinação hierár-

quica e estão satisfazendo as necessi-

dades permanentes

ganhando pela tabela das IPSS que é

do serviço mas

revalorização rernuneratória desses técnicos superiores, tanto os que tra-

balham nas instituições e para as ins- tituições, como os outros" - afirma o sindicalista.

Os montantes envolvidos

nesta

luta vão dos 90 até aos 502 euros de

diferença salarial entre uns e outros, o que é muito dinheiro num orça- mento familiar.

A 16 de Outubro de 2009 houve

uma reunião com a secretária regio-

nal da Habitação, Trabalho e Solida- riedade Social, Ana Paula Marques,

conforme já referimos.

nião "apresentamos a nossa proposta

e foi-nos sugerido que formalizásse- mos a mesma. Fizemos essa formali- zação em Novembro 2009, com con- hecimento da União das IPSS e

ou seja, as

União das Misericórdias, entidades empregadoras".

Nessa reu-

Questionado sobre a posição des-

tas entidades,

semanário que "essas entidades não

se manifestam contra esta nossa acção. As Uniões têm um acordo de

cooperação com o Instituto de Acção Social e se essa situação vier acom- panhada do respectivo dinheiro eles

não se opõe, as instituições

não

podem é pagar essa diferença por si,

no

isso tem que ser con ternplado

disse a este

Armas