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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Aterramento Tarefa 3 Esquemas de Aterramento BT

Leonardo Cassimiro Carneiro da Cunha

10. Apresente o diagrama trifilar idêntico ao apresentado na Figura 2 para o esquema de aterramento IT

Uma impedância Zs (da ordem de 1000 a 2000 ohms) é ligada permanentemente entre o neutro do enrolamento de BT do transformador e a terra. Todas as partes metálicas expostas e estranhas à instalaçãosão ligadas a um eletrodo de terra.

à instalaçãosão ligadas a um eletrodo de terra. 14. Quais são as características elétricas de um

14. Quais são as características elétricas de um dispositivo diferencial residual? Apresente-as e as descreva.

Corrente nominal (In); Tensão nominal (Un); Frequênica nominal (f); Corrente diferencial-residual nominal de atuação (IΔn); A corrente diferencial-residual é a diferença entre a corrente de ida e a corrente que volta, fazendo com que uma força atue sobre uma alavanca metálica e abra o circuito.

20. Para o sistema elétrico industrial mostrado na Figura 3, cujo esquema deaterramento de baixa tensão é TN-C o que ocorre com as massas do Quadro de Distribuição Geral (QDG) quando ocorre um curto monofásico paraa massa no Quadro de Distribuição Terminal (QDT1). Como esta situação pode ser minimizada?

Em caso de um curto para a massa, como toda corrente de desequilíbrio do sistema volta pelo mesmo condutor, é muito difícil manter todas as massas equipotencializadas. Se, por um acaso, as massas do quadro geral estiverem com um comprometimento, pode haver um aparecimento de tensão e causar problemas com os equipamento. Esse problema pode ser minimizado criando pontos de aterramento nos quadros QDT1 e QDG, para minimizar a ação da corrente de falta.

21. Para o sistema elétrico industrial mostrado na Figura 3, cujo esquema de

aterramento de baixa tensão é TN-C-S o que ocorre com as massas do Quadro

de Distribuição Geral (QDG) quando ocorre um curto monofásico para a massa no Quadro de Distribuição Terminal (QDT1). Como esta situação pode ser minimizada?

Não acontece nada. O sistema TN-C-S possui a vantagem de ter as qualidades do sistema TT e as vantagens do sistema TN-C.

28. Como o dispositivo DR pode ser usado como proteção complementar para choques por contato direto?

No contato direto, a pessoa toca um condutor eletricamente carregado que está funcionando normalmente. O dispositivo DR é um interruptor automático que desliga correntes pequenas que um disjuntor não consegue detectar, mas que podem ser fatais se percorrerem o corpo humano.

31. Resumo

O esquema de aterramento de uma instalação elétrica é o esquema que mostra como o aterramento da instalação deve ser feito segundo a especificação desejada. A escolha do esquema de aterramento determina as medidas a serem tomadas para proteção das pessoas contra choques por contatos direto e indireto. Vários são os tipos de esquema de aterramento. O esquema TT, um ponto da alimentação é diretamente aterrado com eletrodos independentes das massas. Todas as massas protegidas contra contatos indiretos devem ser ligadas a um único ponto, para evitar malhas e o surgimento de tensões de passo. Nos esquemas TN, um ponto da instalação, em geral o neutro, é diretamente aterrado e as massas dos equipamentos são ligadas a esse ponto por um condutor. No TN-C, as funções de neutro e proteção são exercidas pelo mesmo condutor (PEN), no TN-S, os condutores neutro e proteção são distintos e no esquema TN-C-S, são utilizados os esquemas TN-C e TN-S na mesma instalação. No esquema IT, a alimentação não tem ponto aterrado ou o aterramento é feito através de uma impedância relativamente alta, as massas são diretamente aterradas. Quando se faz uma isolação de um circuito, se quer evitar quaisquer correntes de fuga, porém nenhuma isolação é perfeita e por menor que seja, vai haver uma corrente de fuga para a terra. Ao se fazer um esquema de proteção, deve-se levar em conta alguns aspectos: competência das pessoas, resistência elétrica do corpo humano e contato das pessoas com o potencial da terra. Os esquemas de aterramento tem algumas restrições. O esquema TN-C é proibido para circuitos com condutor inferior a 10mm². É também proibido para condutores flexíveis. Esse esquema também é proibido para instalações onde há

um alto risco de incêndio ou explosão. A razão é que as conexões das partes metálicas estranhas do edifício ao condutor PEN cria um fluxo de corrente nas estruturas resultando em um risco de incêndio e perturbações eletromagnéticas. Durante faltas da isolação essas correntes de circulação são consideravelmente aumentadas. Devido às altas correntes de curto e tensões de toque uma desconexão automática é obrigatória no evento de uma falha na isolação. Esta desconexão precisa ser provida por disjuntores ou fusíveis. Nas instalações com um condutor combinado neutro e proteção os dispositivos de correntes residuais não podem ser usados com este propósito desde que uma falta da isolação para a terra também constitui um curto circuito fase/neutro. A continuidade no fornecimento de energia, a compatibilidade eletromagnética e o incêndio: a corrente de falta da isolação é elevada (da ordem de vários kA), durante uma falha na isolação BT a queda de tensão na fonte, as perturbações eletromagnéticas e o risco de danos (incêndio, enrolamentos de motores e estruturas magnéticas) são altos. Partindo para o esquema TN-S, sob condições normais, o neutro do transformador, as partes condutoras expostas e o eletrodo de terra estão ao mesmo potencial ainda que fenômenos transitórios não possam ser excluídos e podem levar ao uso de pára-raios entre os condutores fase, neutro e partes metálicas externas. A continuidade do fornecimento, a compatibilidade eletromagnética e o incêndio: os efeitos de faltas entre a alta e baixa tensão, falhas na isolação de alta tensão e falhas na isolação de baixa tensão são semelhantes àqueles descritos para o esquema TN-C. Em particular, a corrente nas falhas de isolação não é limitada por nenhuma impedância do eletrodo terra e é por isso alta (vários kA).

36. O que significa uma instalação elétrica no esquema TT? Explique e mostre com o auxílio de uma figura como é este esquema de aterramento?

Significa que o neutro da fonte é aterrado e que todas as partes metálicas da instalação são aterradas separadamente da instalação elétrica, podendo ser diretamente aterradas, uma por uma, ou tendo todas elas aterradas num só ponto.

Figura 1 - Referente ao problema 36, aterramento TT. 40. Explique porque nas prescrições da

Figura 1 - Referente ao problema 36, aterramento TT.

40. Explique porque nas prescrições da NBR 5410 para implantação do seccionamento automático no esquema de aterramento TN a equipotencialização tem ser única.

Porque quando há uma falta, tendo todas as massas sob um mesmo potencial assegura que a corrente de curto não procure um percurso mais fácil para o terra. Por exemplo, a carcaça de uma piscina deve estar aterrada pois está enterrada na terra, se houver um curto, o terra evitará que esta corrente passe por dentro da piscina e machuque as pessoas.

42. Explique porque nas prescrições da NBR 5410 para implantação do seccionamento automático no esquema de aterramento TN o aterramento dos condutores de proteção deve ser feito em tantos pontos quanto possível.

Porque evita com que haja uma diferença de potencial no terra graças à distância entre o terra geral, na caixa de distribuição geral, por conta da impedância da linha, permitindo com que a corrente ache um caminho de menor impedância e tensão para escorrer.

49. Para a situação mostrada na Figura 15, com um quadro de distribuição de uma instalação elétrica de um apartamento e uma geladeira. Os três fios na lateral esquerda são o circuito de distribuição que vem do CDM (Centro de Distribuição de Medição) da edificação. Pergunta-se:

a) Qual o esquema de aterramento desta instalação de baixa tensão? Qual o tipo de fornecimento deste consumidor?

É um consumidor com suprimento monofásico e aterramento no esquema do tipo TN-S.

b) Apresente as ligações necessárias para alimentação do circuito terminal esboçando os condutores entre a alimentação e o quadro de distribuição terminal e em entre ele o circuito terminal da geladeira.

de distribuição terminal e em entre ele o circuito terminal da geladeira. Figura 2 - Imagem

Figura 2 - Imagem referente a questão 49-b.