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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - UnB

CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - CEAD


NAJH YUSUF SALEH AHMAD

PROJETO DE APLICAÇÃO EM EAD

UTILIZAÇÃO DE UMA COMUNIDADE VIRTUAL NO


APRENDIZADO DO COMPONENTE CURRICULAR FÍSICA
NO 3º SEGMENTO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E
ADULTOS NO DISTRITO FEDERAL

Brasília - DF
MARÇO - 2008
NAJH YUSUF SALEH AHMAD

PROJETO DE APLICAÇÃO EM EAD

UTILIZAÇÃO DE UMA COMUNIDADE VIRTUAL NO APRENDIZADO DO


COMPONENTE CURRICULAR FÍSICA NO 3º SEGMENTO DA
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO DISTRITO FEDERAL

Monografia apresentada à Comissão Examinadora do


Centro de Educação a Distância da Universidade de
Brasília como exigência para a obtenção do título de
especialista na área de Educação a Distância

Orientador:

Dr. José Vieira de Sousa

Co-Orientadora:

MSc. Larissa Medeiros

Brasília - DF
MARÇO – 2008

ii
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - UnB
CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - CEAD

PROJETO DE APLICAÇÃO EM EAD


UTILIZAÇÃO DE UMA COMUNIDADE VIRTUAL PARA O APRENDIZADO DO
COMPONENTE CURRICULAR FÍSICA NO 3º SEGMENTO DA EDUCAÇÃO DE
JOVENS E ADULTOS NO DISTRITO FEDERAL

Este trabalho de monografia, quesito parcial para obtenção do título de


especialista na Universidade de Brasília, área de Educação a distância, foi
apreciado por uma Banca Examinadora constituída pelos professores:

___________________________________________________

Prof. Dr. José Vieira de Sousa – FE/UnB

___________________________________________________

Profª MSc Larissa Medeiros – CEAD/UnB

_____________________________________________________

Brasília - DF

MARÇO – 2008

iii
Dedico este trabalho com grande alegria e carinho
primeiramente a Deus por conceder o dom da vida
e sempre guiar os meus caminhos; a minha mãe,
pelo amor, paciência, compreensão, incentivos,
compartilhamento de idéias e disposição para me
ouvir e apoiar; aos meus irmãos pelo apoio
constante e pela grande importância em minha vida.

iv
AGRADECIMENTOS

Aos meus irmãos e amigos em Cristo Jesus, e a todos que de forma


direta ou indireta estiveram presentes em minha vida acadêmica e que participaram
e contribuíram para o meu desempenho espiritual, moral, pessoal e profissional.
Estendo em ato singelo o meu agradecimento ao empenho da Direção,
Coordenação da CEAD/UNB, ao Orientador e a Co-Orientadora do presente
trabalho Prof. Dr. José Vieira de Sousa e a Prof(a). MSc. Larissa Medeiros
respectivamente.
Com afeto e estima agradeço as maravilhosas Tutoras, pois, sem elas a
Pós Graduação não alcançaria o sucesso. Elas, sem exceção, demonstraram
competência, capacidade, destreza, conhecimento e, ainda, de forma vítrea
formaram a ponte entre o mundo virtual e o real, foram sinônimos das palavras:
Carinho, Respeito, Satisfação e Amor. Eu só posso dizer: Muito Obrigado!
Ana Cristina Dusi, tutora em Fundamentos de Ead e Gestão de
Programas de Educação a Distância.
Regina Werneck, tutora em Abordagens Teóricas em EaD e
Planejamento e Avaliação de Cursos a Distância.
Maja Meira, tutora em Mediatização em EaD.
Clara Alcione Martins, tutora em Implantação de Programas de
Educação a Distância.
Larissa Medeiros, tutora em Métodos e Técnicas de Pesquisa em
Educação a Distância.
Aos(As) colegas da Turma do Curso e especial a Marília de Melo e Silva
que mostrou como as amizades podem ser cultivadas no mundo virtual.
Aos amigos Egon Guilherme, Higor Filipe, Bruno Vendruscolo,
Cinthya, Luciana, Rodrigo Miranda, Ozzy, Leandro, Thiago Santos e aos colegas
da Tiger Zone.

v
RESUMO

O presente projeto de aplicação em EAD visa utilizar as Novas Tecnologias da


Informação e das Comunicações – NTIC existentes no mercado de forma simples e
inovadora buscando solucionar os diversos problemas no ensino do componente
curricular Física na esfera da Educação de Jovens e Adultos, seguindo as Diretrizes
Curriculares Nacional do Ministério da Educação e as Normas do Conselho de
Educação do Distrito Federal e aquelas emitidas pela Secretaria de Educação do
Distrito Federal cumprindo o legado da Constituição Federal do Brasil e a Lei de
Diretrizes e Base da Educação Brasileira. Tendo como resultado esperado a)
capacitar alunos(as) da EJA na modalidade a da Educação a Distância, no
componente curricular Física no 3º (terceiro) segmento.; b) contribuir no ensino-
aprendizagem capacitando os(as) alunos(as) participantes do curso a vencerem as
dificuldades do componente curricular Física.;c) Desenvolver metodologias de
ensino-aprendizagem focadas na vivência do aluno(a) em EaD. Almeja-se que por
intermédio deste Projeto de Aplicação em EaD que surja uma Comunidade Virtual
que suplante as dificuldades inerentes ao Componente Curricular com uma
linguagem clara, direta e eficaz. O Projeto de Aplicação em EaD e a respectiva
Comunidade Virtual foram projetados, montados no site: http://educar21.ensinar.org

Palavras Chaves: Projeto de Aplicação, Comunidade Virtual de Aprendizagem,


Educação Jovens e Adultos, Componente Curricular, Física.

vi
ABSTRACT

The present project of application in EAD aims at to use the New Technologies
of the Information and Communications - NTIC existing in the market of simple
and innovative form being searched to solve the diverse problems in the edu­
cation of the curricular component Physical in the sphere of Adult the Young
Education of and, following the Curricular Lines of direction National of the
Ministry of the Education and the Norms of the Advice of Education of the Fed­
eral District and those emitted by the Secretariat of Education of the Federal
District fulfilling to the legacy of the Federal Constitution of Brazil and the Law
of Lines of direction and Base of the Education Brazilian. Having as resulted
waited) in the distance to enable students of the EJA in the modality of the Ed­
ucation, in the Physical curricular component in 3º (third) segment; b) to con­
tribute in the teach-learning enabling the students participant of the course to
win the difficulties of the curricular component physical;c) To develop method­
ologies of teach-learning in the experience of student in EaD. Is longed for that
for intermediary of this Project of Application in EaD that appears a Virtual
Community that supplants the inherent difficulties to the Curricular Component
with a clear, direct and efficient language. The Project of Application in EaD
and the respective Virtual Community had been projected, mounted in the site:
http://educar21.ensinar.org

Keywords: Implementation Project, Virtual Community for Learning, Youth and Adult
Education, Curriculum Component, Physics.

vii
SUMÁRIO
DEDICATÓRIA iv
AGRADECIMENTOS v
RESUMO vi
ABSTRACT vii
LISTA DE QUADROS E TABELAS xi
LISTA DE FIGURA, ORGANOGRAMA E SIGLAS xii
LISTA DOS ROTEIROS xiii
1. INTRODUÇÃO 14
2. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DO PROJETO 20
2.1 ACERVO JURÍDICO-NORMATIVO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS
21
E ADULTOS NO DISTRITO FEDERAL.
2.2. A UTILIZAÇÃO DAS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO
23
E COMUNICAÇÃO
2.3 TÍTULO 25
2.3.1 Curso 25
2.3.2 Área de Conhecimento: 25
2.3.3 O componente curricular Física 25
2.3.4 Regime: Modular. 25
2.3.5 Delimitação Modular para Estudo 25
2.3.6 Foco de Estudos: 25
2.3.7 Número de Vagas 25
2.4 – A UTILIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA EDUCAÇÃO
25
DE JOVENS E ADULTOS NO DISTRITO FEDERAL
2.5 METODOLOGIA DA EJA 26
2.5.1. Recursos Instrucionais 27
2.5.2 Planejamento 28
2.5.3. A Educação no Brasil e em especial no Distrito Federal
28
indicada pelos Números
2.6. COMUNIDADE VIRTUAL E A TRANSFORMAÇÃO DO ALUNO
33
EM PESQUISADOR

viii
3. OBJETIVOS 35
3.1 OBJETIVO GERAL 35
3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 35
4. PÚBLICO-ALVO 36
5. A ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO PROGRAMA DE APLICAÇÃO
37
EM EAD
6. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO 38
7. METODOLOGIA 39
8. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA E DIDÁTICA DO CURSO 40
8.1 SISTEMA DE TUTORIA 41
8.2 RESULTADOS ESPERADOS 42
8.3. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM 42
8.4 RECURSOS TECNOLÓGICOS DA PLATAFORMA ENSINAR 43
8.4.1 Gerenciamento de Cursos 44
8.4.2 Gerenciamento de Usuários 44
8.4.3 Pagamento da Plataforma 44
8.4.4 Plataforma Integrada de Serviços 44
8.4.5 Integram os recursos da Plataforma: 45
8.4.6 Outros Serviços da Plataforma Ensinar 45
9. ASPECTOS GERAIS DO PROJETO. 46
10. OS MATERIAIS DIDÁTICOS 48
11. AVALIAÇÃO DOS MATERIAIS 49
11.1 AVALIAÇÃO DO SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO ACADÊMICA 49
12. ESQUEMA TÉCNICO DA COMUNIDADE VIRTUAL 52
12.1 DESENHO INSTRUCIONAL E AVALIAÇÃO DO CURSO A
53
DISTÂNCIA E DA COMUNIDADE VIRTUAL
12.1.1 Objetivo Geral 53
12.1.2 Objetivo Específico 53
12.1.3 Mapa do Curso - Divisão 53
12.2 PRINCÍPIOS DA CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA 54
12.3 AMBIENTE ABERTO DE APRENDIZAGEM 57
13. CRONOGRAMA 58
14. PARCERIAS 60
15. SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO PROJETO 61
16. SISTEMA DE DIVULGAÇÃO 62
17. ORÇAMENTO 63
18. CONCLUSÃO 64
19. REFERÊNCIAS 65
ANEXO I – EMENTÁRIO 68
ANEXO II - VISUALIZAÇÃO SITE: http://educar21.ensinar.org 70
ANEXO III - PROJETO PEDAGÓGICO E ESTRUTURAL DOS MÓDULOS -
ORGANOGRAMA – ROTEIRO DAS AULAS E O MAPA DO CURSO MOSTRA 74
A SEQÜÊNCIA DOS MÓDULOS

x
LISTA DE QUADROS E TABELAS
QUADROS
QUADRO 1 - INDICE DE CRESCIMENTO DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO
20
ENTRE 2004 E 2005
QUADRO 2 - NÚMERO DE BRASILEIROS MATRICULADOS EM CURSOS
DE EAD, EM 2004, EM INSTITUIÇÕES CREDENCIADAS OFICIALMENTE 21
E EM SEIS OUTRAS INSTITUIÇÕES.
QUADRO 3 – CODEPLAN - POPULAÇÃO URBANA, SEGUNDO A
31
ESCOLARIDADE NO DF – 2004
QUADRO 4 - REDE PÚBLICA - QUATITATIVO DE ALUNOS DE EJA DO 1º
31
E 2º SEGMENTO
QUADRO 5 - OFERTA DE TURMAS DE EJA PELO SISTEMA PÚBLICO
POR SEGMENTOS/TURNO EM CADA REGIÃO ADMINISTRATIVA DE 32
ENSINO - 2006/2º SEMSTRE
QUADRO 6 - INDICADORES EDUCACIONAIS 2000 A 2004 32
QUADRO 7 - ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO 38
QUADRO 8 - PESOS DE AVALIAÇÃO 43
QUADRO 9 - CRONOGRAMA GERAL DE APLICAÇÃO DO PROJETO E
59
CURSO

TABELAS
TABELA 1 - EVOLUÇÃO DA MATRÍCULA, AO LONGO DOS ÚLTIMOS
29
QUATRO ANOS (2004-2007)
TABELA 2 - MATRÍCULAS ENTRE OS ANOS DE 2004 A 2007 30
TABELA 3 - TAXA DE ANALFABETISMO 32
TABELA 4 - DIFERENÇAS DAS TAXAS DE ANALFABETISMO FUNCIONAL
33
ENTRE AS GRANDES REGIÕES.
TABELA 5 – PARALELO ENTRE A EDUCAÇÃO PRESENCIAL E A
41
PRESENTICAL.
TABELA 6 – ORÇAMENTO. 63

xi
LISTA DE FIGURA, ORGANOGRAMA E SIGLAS
FIGURAS
FIGURA 1 - PLATAFORMA ENSINAR -ESQUEMA 44
FIGURA 2 - O PRESENTE PROJETO DE APLICAÇÃO EM EAD ESQUEMA 52

ORGANOGRAMA 1 ANEXO III 74

SIGLAS
ABRAEAD Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância
Art Artigo
Compact Disc read-only memory /
CD-ROM Traduz-se aproximadamente em língua portuguesa para Disco
Compacto - Memória Apenas para Leitura
CEAD Coordenadoria de Educação a Distância
CEB Câmara de Educação Básica
CEDF Conselho de Educação do Distrito Federal
CESAS Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul
CNE Conselho Nacional de Educação
CV Comunidade Virtual
CVA Comunidade Virtual de Aprendizagem
D.O.U. Diário Oficial da União
DF Distrito Federal
EAD Educação a Distância
EJA Educação de Jovens e Adultos
Fundo de Apoio ao Programa Permanente de Alfabetização e Educação
FUNALFA
Básica para jovens e Adultos
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
INEP Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
LDB Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LEI 9.394/96
MEC Ministério da Educação
NEAD NEAD - Núcleo de Educação a Distância
NTIC Novas Tecnologias de Informação e Comunicação
PCs Personal Computers/ Computadores Pessoais
PNE Plano Nacional de Educação
SEDF Secretaria de Estado da Educação do Governo do Distrito Federal
SEED Secretaria de Educação a Distância do MEC
Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Rio de
SENAC – RJ
Janeiro
SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
TIC Tecnologias de Informação e Comunicação
UAB Universidade Aberta do Brasil
UnB Universidade de Brasília

xii
LISTA DOS ROTEIROS - ANEXO III

ROTEIRO 1 - ROTEIRO DAS AULAS DO MÓDULO VI 75


ROTEIRO 2 - ROTEIRO DAS AULAS DO MÓDULO II 75
ROTEIRO 3 - ROTEIRO DAS AULAS DO MÓDULO III 75
ROTEIRO 4 - ROTEIRO DAS AULAS DO MÓDULO IV 76
ROTEIRO 5 - ROTEIRO DAS AULAS DO MÓDULO V 76
ROTEIRO 6 - ROTEIRO DAS AULAS DO MÓDULO VI 76
ROTEIRO 7 – CONTEÚDO DAS AULAS DO MÓDULO I 77
ROTEIRO 8 – CONTEÚDO DAS AULAS DO MÓDULO II 79
ROTEIRO 9 – CONTEÚDO DAS AULAS DO MÓDULO III 80
ROTEIRO 10 – CONTEÚDO DAS AULAS DO MÓDULO IV 82
ROTEIRO 11 - CONTEÚDO DAS AULAS DO MÓDULO V 83
ROTEIRO 12 - CONTEÚDO DAS AULAS DO MÓDULO VI 85

xiii
1. INTRODUÇÃO

Este projeto trata da concepção e organização do Projeto de Aplicação


em Educação a Distância, tendo com foco o componente curricular Física para
alunos (as) da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Distrito Federal, utilizando os
meios de aprendizagem de uma Comunidade Virtual.
O objetivo é contribuir no ensino-aprendizagem capacitando os (as)
alunos (as) da EJA para vencerem as dificuldades do referido componente curricular
evitando, assim, as evasões, reprovações às barreiras da aprendizagem.
A educação a distância é uma modalidade de ensino-aprendizagem que
rompe as barreiras do tempo e do espaço, promovendo diferentes formas de
interação entre alunos e professores (UnB, 2006).
A modalidade de educação à distância, ao utilizar a rede, recorre às
tecnologias de comunicação e informação, criando as Comunidades Virtuais assim
denominadas por Rheingold (1996, p.18):
[“...] comunidades virtuais são os agregados sociais surgidos na Rede,
quando os intervenientes de um debate o levam por diante em número e
sentimento suficientes para formarem teias de relações pessoais no
ciberespaço”. (grifo nosso)

Sartori e Roesler (2006) esclarecem que em uma comunidade virtual as


relações realizam-se mediadas pelo computador, o qual passa a ser um território da
ação a distância das pessoas, pois ali se materializam as relações sociais, culturais
e de conhecimento.
Weber (1987, p.77) chama a atenção que uma comunidade tem a ação
social e fundamentação em um laço emocional e afetivo:
Chamamos de comunidade a uma relação social na medida em que a
orientação da ação social, na média ou no tipo ideal baseia-se em um
sentido de solidariedade: o resultado de ligações emocionais ou tradicionais
dos participantes (WEBER, 1987, p.77).

E que a noção de comunidade está ligada à noção de compartilhamento,


de pertencimento a determinado lugar vivido como espaço de relações
intersubjetivas que segundo Rousiley C. M. Maia (1999):
Ao longo da modernização das sociedades, as noções de solidez e
homogeneidade, anteriormente relacionados à noção de comunidade, são
substituídas pela noção de identidades situadas (de pessoas ou grupos) em
locais que poderiam estar dispersos. (MAIA,1999, p.14)

Segundo Kenski (2001), uma das características predominantes das


Comunidades Virtuais é o fator do entrosamento e, outrossim, o poder de evitar o
15

isolamento nos centros urbanos com o uso das ferramentas comunicativas


disponíveis na Internet – como o correio eletrônico, os chats (conversas) e fóruns de
discussão – que garantem maior troca e diálogo entre professores e alunos, bem
como alunos e alunos. Articuladas com as mais novas tecnologias – como a
inserção de vídeos, a comunicação via voz, a visualização dos participantes em
tempo real, ou seja, no momento que estão em aula, uso de simuladores
tridimensionais etc. - as mídias digitais caminham para a integração de suas
possibilidades, oferecendo condições que viabilizam o desenvolvimento de projetos
educacionais para qualquer pessoa, a qualquer tempo e em qualquer lugar, desde
que tenha acesso ao computador e à Internet.
A comunidade virtual dedicada ao processo educativo é denominada de
Comunidade Virtual de Aprendizagem (CVA). O sentido da existência de uma CVA é
a ação coletiva dentro de uma situação gnosiológica. Neste sentido, as
Comunidades Virtuais de Aprendizagem representam à possibilidade de uma troca
de saberes, uma vez que a interlocução no grupo cria a possibilidade de uma
identidade compartilhada, bem como novas possibilidades de construção do
conhecimento.
As Comunidades Virtuais de Aprendizagem promovem um novo modo do
ser, de saber e de apreender, em que cada novo sistema de comunicação da
informação cria novos desafios, que implicam novas competências e novas formas
de construir conhecimento. É interessante ressaltar que essas novas formas de
aprender, que estão surgindo, aproximam-se, cada vez mais, da maneira com que
os seres humanos constroem naturalmente a sua inteligência. Por isso mesmo,
talvez não sejam “novas formas” e sim um efetivo enriquecimento das formas
naturais de aprender, uma vez que a inteligência se desenvolve sempre na e pela
interação, fator não reconhecido ou considerado pelo ensino tradicional.
(MAGDALENA E COSTA, 2003).
Para Lévy (1999), os fatores preponderantes na personificação da
identidade de uma comunidade são: a ação da circulação de objetos e pessoas e a
globalização da nossa sociedade, que resultam e promovem o surgimento de novas
formas de aglutinação e organização de pessoas, que se aproximam por meio de
diversos meios de comunicação, onde, provocam o surgimento das comunidades
virtuais.
O presente projeto de aplicação em EAD visa a utilizar as Novas
16

Tecnologias da Informação e das Comunicações – NTIC existentes no mercado de


forma simples e inovadora buscando solucionar os diversos problemas no ensino.
O projeto busca inserir as Novas Tecnologias da Informação e das
Comunicações – NTIC a favor do ensino e aprendizagem do aluno da EJA na
modalidade EaD no componente curricular Física e seguir as Diretrizes Curriculares
Nacional do Ministério da Educação e as Normas do Conselho de Educação do
Distrito Federal e as emitidas pela Secretaria de Educação do Distrito Federal.
Almeida (2003) apresenta a EaD com altos índices de desistência, mas
que a mesma está disseminada em todas as partes do mundo, devido à sua
potencialidade de atender a crescente parcela da população que demanda pela
formação (inicial ou continuada) a fim de adquirir condições de competir no mercado
de trabalho.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) - LEI 9.394/96
em seu bojo apresenta uma nova forma de aprendizagem e com isso a educação
brasileira está experimentando transformações diversas.
Fato esse, que é observado devido à maior liberdade e autonomia tanto
no ponto de vista pedagógico-administrativo como na financeira das instituições
educacionais para elaborarem seus projetos pedagógicos.
A Lei Federal n. 10.172/2001, que aprovou o Plano Nacional de Educação
(PNE) em 09/01/01, que ressalta a importância da educação à distância e define
prazos para sua implantação e consolidação.
O governo criou programas, projetos e ações que dêem conta da política
de desenvolvimento da EAD no Brasil, por meio da Secretaria de Educação a
Distância do MEC (SEED).
A SEED foi criada em 1995, com a missão de atuar como agente de
inovação dos processos de ensino-aprendizagem, fomentando a incorporação das
Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e da educação à distância aos
métodos didático-pedagógicos das escolas públicas (NEAD, 2007).
A Educação a Distância foi encampada pela Educação de Jovens e
Adultos pelo Parecer CNE/CEB n. 41/02 e Decreto n. 5.622/05.
Aretio (2001) expõe que “a educação a distância se baseia em um diálogo
didático mediado entre o professor (instituição) e o estudante que, localizado em
espaço diferente daquele, aprende de forma independente (cooperativa)”.
As características principais da modalidade são: a) a quase permanente
17

separação do professor e aluno no espaço e no tempo; b) o estudo independente no


qual o aluno controla o tempo, espaço, determinado ritmos de estudo e, em alguns
casos, itinerários, atividades, tempo de avaliação, etc.; c) a comunicação mediada
de via dupla entre professor e estudante; d) o suporte de uma instituição que
planeja, projeta, produz materiais, avalia e realiza o seguimento e motivação do
processo de aprendizagem através da tutoria.
A EaD é um tipo de ensino que o foco está no aluno e não na turma.
Este aluno deve ser considerado como um sujeito do seu aprendizado,
desenvolvendo autonomia e independência em relação ao professor, que o orienta.
A Educação a Distância vai mais além, pois, pode-se atender, em geral, a
uma população estudantil dispersa geograficamente e, em particular, àquela que se
encontra em zonas periféricas, que não dispõem das redes das instituições
convencionais.
A EaD ao administrar mecanismos de comunicação múltipla, apresenta a
possibilidade de melhorar a qualidade da instrução ao atribuir a elaboração dos
materiais didáticos aos melhores especialistas, além de estabelecer a possibilidade
de personalizar o processo de aprendizagem.
A EaD promove a formação de habilidades para o trabalho independente
e para um esforço auto-responsável e formalizar vias de comunicação bidirecionais
e freqüentes relações de mediação dinâmica e inovadora.
A Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância (2007)
apresentou a Teoria da Distância Transacional onde enfatiza que se tratando de
educação a distância o ensino raramente é um ato individual, mas sim um processo
colaborativo que reúne em equipes de planejamento e redes de distribuição a
competência de um certo número de especialistas.
O modelo típico é o da equipe pedagógica composta por especialistas em
conteúdo, designers instrucionais e especialistas em meios, equipe esta que fornece
materiais estruturados que são então usados como base para o diálogo entre alunos
e professores especializados (freqüentemente chamados de tutores), onde se deve
alicerçar a necessidade do aluno em adquirir prática, feedback e aconselhamento.
E em conformidade com a Teoria da Distância Transacional as
estruturações dos processos educacionais a distância seguem uma lógica, que
oferece uma sustentação ao programa que são:
1. Apresentação – onde as informações de curta duração para o
18

computador são preferíveis na forma impressa, pois é um meio rápido de


atualização de informações e pode servir também como uma biblioteca eletrônica
para pessoas que encontram dificuldade de acesso a bibliotecas de livros
impressos;
2. Apoio à motivação do aluno - os designers instrucionais e os
instrutores devem estimular, ou pelo menos manter, o interesse do aluno no que
está sendo ensinado, motivar o aluno a aprender, aperfeiçoar e manter o interesse
do aluno, incluindo sua automotivação. Isto é obtido por meio de diversas técnicas
de incentivo, com filmes, gravações e texto, feedback dos tutores e diálogo
professor-aluno pessoal, individual, não-estruturado;
3. Estímulo à análise e à crítica - estas são habilidades cognitivas de
alto nível, com atitudes e valores associados, que se espera que os alunos
desenvolvam em educação superior. Estruturar o desenvolvimento destas
habilidades e atitudes a distância é bastante trabalhoso;
4. Aconselhamento e assistência - o programa educacional deve
oferecer orientação sobre o uso do material didático, das técnicas para seu estudo e
de algum tipo de referência para indivíduos que precisam de ajuda no
desenvolvimento de suas habilidades de aprendizagem e no enfrentamento de
problemas pedagógicos;
5. Organização de prática, aplicação, testagem e avaliação - um
curso a distância bem estruturado oferece oportunidades para diálogo com um
instrutor como um meio de ajudar o aluno neste processo de testagem real e de
obtenção de feedback, o tutor é particularmente valioso na resposta às tentativas de
aplicação do novo conhecimento por parte do aluno. Mesmo alunos altamente
independentes ficam vulneráveis durante o processo de aplicação, uma vez que não
conhecem o suficiente sobre o assunto para estarem certos de que o aplicam
corretamente;
6. Organização para a construção do conhecimento por parte do
aluno - este processo extremamente importante é certamente a principal
contribuição do computador pessoal para a educação a distância nessa
oportunidade os alunos se envolverem em suficiente diálogo, de modo a
compartilhar com os professores o processo de construção do conhecimento até
recentemente era negada aos alunos a distância.
A solidificação da idéia do presente projeto de aplicação em Ead em
19

utilizar uma Comunidade Virtual deve-se principalmente aos pressupostos básicos


que norteiam uma "comunidade virtual", ou seja, que é um ambiente em que os
usuários são pares entre si com uma meta em comum, ou seja, trocar experiências,
informações e conhecimentos gerando um diálogo de forma colaborativa, utilizando
as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC).
Os resultados esperados serão diversos entre eles a solidificação da
aprendizagem, a concepção e organização do componente curricular Física para
alunos(as) da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Distrito Federal.
20

2. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DO PROJETO

No Brasil, as bases legais para a modalidade de educação a distância


foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n.º
9.394, de 20 de dezembro de 1996), que foi regulamentada pelo Decreto n.º 5.622,
publicado no D.O.U. de 20/12/05 (que revogou o Decreto n.º 2.494, de 10 de
fevereiro de 1998, e o Decreto n.º 2.561, de 27 de abril de 1998) com a
normatização definida na Portaria Ministerial n.º 4.361, de 2004 (que revogou a
Portaria Ministerial n.º 301, de 07 de abril de 1998 ).
No que tange a educação a distância e a educação de jovens e adultos os
principais instrumentos normativos vigentes publicados são a Lei nº 9.394/96, o
Decreto Nº 5.622/05 e a Resolução CNE/CEB nº 01/00.
O levantamento do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a
Distância (ABRAEAD 2004/2005) mostrou o crescimento do número de instituições
autorizadas pelo Sistema de Ensino (CNE e CEE) como mostra o Quadro 1 e
consequentemente o aumento do número de alunos a praticar EAD.

QUADRO 1
INDICE DE CRESCIMENTO DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO ENTRE 2004 E 2005
2004 2005 Crescimento
%
Número de instituições autorizadas ou com cursos 166 217 30,7%
credenciados
Número de alunos nas instituições 309.957 504.204 62,6%
Quadro 1 - Fonte: Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (ABRAEAD 2006)

O Quadro 2 mostra os números da EAD no Brasil e a sua diversidade no


setor, apresentado na ABRAEAD - 2005, no ano de 2004. Onde o Brasil obteve uma
estimativa do número de brasileiros matriculados em cursos de EAD, em 2004, em
instituições credenciadas oficialmente e em seis outras instituições que oferecem
cursos deste tipo.
21

QUADRO 2
NÚMERO DE BRASILEIROS MATRICULADOS EM CURSOS DE EAD, EM 2004, EM
INSTITUIÇÕES CREDENCIADAS OFICIALMENTE E EM SEIS OUTRAS INSTITUIÇÕES.

Fonte Projetos/ Cursos
Alunos
Instituições de Ensino EJA, Técnicos, Fundamental, Médio, Graduação, Pós
309.957
Credenciadas Oficialmente Graduação
Análise e planejamento financeiro, Iniciando um
Sebrae pequeno negócio, Aprender a aprender, Como vender 176.514
mais e melhor
Telecurso 2000 (inclui projetos específicos como Tempo
Fundação Roberto
de Avançar, Tempo de Acelerar, Viva Educação, 393.442
Marinho*
Avançar é preciso, Poronga e Telessalas)
Senai Cursos profissionalizantes diversos 10.305
Ensino médio em rede. As coisas boas de nossa terra,
Governo do Estado de São Imagem fotográfica em sala de aula, Educar na
132.223
Paulo** sociedade da informação, Interaction Students, Aluno
monitor, Números em ação, Trilha de letras
Telemar Educação, Comunidades Virtuais de
Fundação Telemar 77.494
Aprendizagem
TOTAL 1.137.908
Quadro 2 - Fonte: Sanchez, 2005, p. 18
* Média anual das fases do Telecurso 2000, até fevereiro de 2005
** Número referente a programas não-cumulativos com o número do item “ Ensino credenciado
oficialmente”

Nesse diapasão a análise mais simples do quadro é que há uma


penetração em todo o sistema educacional pela EAD, tanto nas instituições
credenciadas nos diversos níveis de ensino como nas iniciativas governamentais.
Conforme Vasconcelos (2007) a Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (PNAD, 23/03/2007, SP), o IBGE apresentou dados de que, no Brasil, 12
em cada 100 brasileiros têm acesso à rede e 8% possuem computador.
Ainda segundo essa pesquisa, o acesso à internet cresce entre os
brasileiros com maior nível de escolaridade. Entre os que estudaram quinze anos ou
mais, o acesso à Web chega a 76,2% dos entrevistados; já, no grupo de pessoas
que estudou até quatro anos, esse índice cai para 2,5%. Enquanto isso, a realidade
de nosso país aponta que 79% de nossa população nunca acessou a rede: apenas
32,1 milhões de brasileiros já tiveram a oportunidade de navegar na internet. Para
37,2% dos entrevistados, o motivo da falta de acesso é o alto custo dos PCs.

2.1 ACERVO JURÍDICO-NORMATIVO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS


NO DISTRITO FEDERAL

a) Lei Orgânica do Distrito Federal de 09/06/1993 em seu Art. 221 expressa que a
Educação, direito de todos, dever do Estado e da família, nos termos da
Constituição Federal, será promovida e incentivada com a colaboração da
22

sociedade, fundada nos ideais democráticos de liberdade, igualdade, respeito aos


direitos humanos e valorização da vida, e terá por fim a formação integral da pessoa
humana, sua preparação para o exercício consciente da cidadania e sua
qualificação para o trabalho.
E nas disposições transitórias o Art. 45, e os incisos de I a V – reforçam
que o Poder Público do Distrito Federal promoverá a formação de professores
alfabetizadores de jovens e adultos, reconhecendo o aproveitamento de estudos as
atividades de alfabetização de alunos de ensino médio.
E os esforços para a erradicação do analfabetismo entre os servidores
públicos do DF, incluindo a destinação de duas horas de suas jornadas de trabalho
para esse fim e assegure nos meios de comunicação social pertencentes ao DF
trinta minutos semanais para veiculação de mensagens de apoio ao programa de
erradicação do analfabetismo no DF.
b) Lei nº 849, de 8 de março de 1995: Cria o Programa Permanente de Alfabetização
e Educação Básica para Jovens e Adultos no âmbito do Distrito Federal.
c) Lei nº 1.008, de 10 de janeiro de 1996: Dispõe sobre o incentivo à capacitação e
formação profissional para o magistério na rede pública do DF
d) Decreto nº 17.505, de 10 de julho de 1996: Regulamenta a lei nº 1008/96
e) Lei nº 1.511, de 3 de julho de 1997: Cria o Fundo de Apoio ao Programa
Permanente de Alfabetização e Educação Básica para jovens e Adultos (FUNALFA).
f) Decreto nº 18.599, de 12 de setembro de 1997: Aprova o regulamento do
FUNALFA. Decreto nº 19.215, de 7 de maio de 1998: Nomeia o Conselho de
Administração do FUNALFA.
g) Conselho de Educação do Distrito Federal
g1) Resolução nº 1/2003-CEDF, estabelece normas para o Sistema de
Ensino do Distrito Federal, em observância às disposições da Lei nº
9.394, de 20 de dezembro de 1996 - Diretrizes e Bases da Educação
Nacional. Brasília 2003
g2) Resolução Nº 1/2001-CEDF, de 13 de junho de 2001, altera a
redação dos artigos 31, 32 e 35 da Resolução n. º 2/98 - CEDF, de
6/7/98 e dispõe sobre a Educação de Jovens e Adultos no Sistema de
Ensino do Distrito Federal.
g3) Resolução Nº 1/2004-CEDF, DE 30 de março de 2004, altera
dispositivos da Resolução nº 1/2003-CEDF, de 26/8/2003 e dá outra
23

providência.
g4) Resolução Nº 1/2005 - CEDF – estabelece normas para o Sistema
de Ensino do Distrito Federal.
g5) Parecer Nº 74/2005 – CEDF - Processo Nº 080.021908/2004,
aprovado na CEB e em Plenário em 29/03/05, tendo como Interessado
o Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul – CESAS/SEE-,
e assim, ratificam a proposta de Educação de Jovens e Adultos a
distância.
A proposta de Educação de Jovens e Adultos do Governo do Distrito
Federal foi divulgada em 10/02/2006, contendo justificativa, estrutura dos cursos de
EJA com indicação de presencial para todos os 3 (três) segmentos e educação a
distância para o 2º e 3º segmento.
Não podemos deixar de fazer menção que a EaD no Brasil tomou um
novo impulso desde a assinatura da Portaria Nº 2.253, de 18/10/2001, autorizou as
instituições de ensino superior do País a oferecerem, na modalidade a distância, até
20% da carga horária total dos seus cursos de graduação presenciais, provocando
uma maior integração entre as duas modalidades de ensino – presencial e a
distância.
Projetos inovadores com o Projeto Universidade Aberta do Brasil (UAB)
que foi aprovado em 2005 com o objetivo de articular e integrar um sistema nacional
de educação superior a distância, para ampliar e interiorizar a oferta do ensino
superior gratuito no Brasil.
Pelo demonstrado até o presente momento e de forma primária podemos
inferir que o cenário brasileiro mudou nos dez últimos anos, assim o atraso aparente
que paralisava o desenvolvimento da Educação a Distância no País deu lugar para
uma nova visão educacional e orientação política.
Destaca-se que infelizmente no Brasil, ainda, perdura uma falta de política
em Recursos Humanos que viabilize o uso das modernas técnicas de produção e
utilização dos meios de ensino.

2.2. A UTILIZAÇÃO DAS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E


COMUNICAÇÃO

A sociedade é dinâmica e podemos dizer que inconformada com toda e


qualquer visão passional. Os movimentos sociais buscam equacionar as relações
24

inter-pessoais, utilizando todos os métodos e formas. A educação sempre foi o elo


de ligação e termômetro para tais movimentos.
A educação busca renovar-se sendo, impossível ignorar as Novas
Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC) na amplitude da vida e do
ensino-aprendizagem, assim como é impossível deixar de apreciar a atuação da
Educação a Distância na vida do estudante moderno e da nova postura do professor
em sala de aula, onde Silva (2001), apresenta que
[...] A sala de aula interativa seria o ambiente em que o professor interrompe
a tradição do falar/ditar, deixando de identificar-se com o contador de
histórias, e adota uma postura semelhante a do designer de software
interativo. Ele constrói um conjunto de territórios a serem explorados pelos
alunos e disponibiliza co-autoria e múltiplas conexões, permitindo que o
aluno também faça por si mesmo.

Aguerrondo (2004), em entrevista à revista Nova Escola em março 2004,


expôs que:
[...] Uma coisa é o artefato tecnológico: o computador, o vídeo, etc. A outra
é o pensamento tecnológico, que requer o artefato, mas existe de modo
independente. O pensamento tecnológico é a capacidade de pensar um
problema, delineá-lo, armar um projeto para resolvê-lo, buscar os materiais
necessários e conseguir solucioná-lo. O fundamental no sistema educativo é
desenvolver o pensamento tecnológico, para aplicar o conhecimento na
prática. Não é simplesmente por ter um computador que a escola e as aulas
deixam de ser ultrapassadas.

Partindo do conceito de Comunidade Virtual (CV) como sendo uma


associação de indivíduos (os membros da comunidade, participantes ou usuários)
que compartilham entre si interesses conhecimento e objetivos em um domínio
específico através da Internet. ( PRIMO,1997)
Denota-se que as Comunidades Virtuais são comunidades construídas na
Internet nas quais os sujeitos compartilham informações e estabelecem relações não
presenciais síncronas ou assíncronas, onde as informações são compartilhadas
através de recursos da Internet (e-mail, listas de discussão, fóruns, ftp, telnet, chat,
mensagens, ferramentas de busca, web, icq e etc), onde as relações ocorrem na
medida em que os sujeitos realizam atividades duráveis ao redor de um determinado
objetivo.(MELO e MEIRA, 2000).
Uma situação de desafio e superação é apresentada ao(a) aluno(a) em
linguagem clara e construída dia-a-dia será o maior incentivador da busca pelo
conhecimento, assim Valente(1999) anuncia que:
[...] a experiência de nossas vidas tem mostrado que, se mantivermos um
ambiente rico, desafiador e estimulador qualquer indivíduo será capa de
aprender sobre praticamente qualquer coisa. Esse deveria ser o objetivo
25

principal da escola compatível com a sociedade de conhecimento.”

2.3 TÍTULO
PROJETO DE APLICAÇÃO EM EAD - UTILIZAÇÃO DE UMA
COMUNIDADE VIRTUAL NO APRENDIZADO DO COMPONENTE
CURRICULAR FÍSICA NO 3º SEGMENTO DA EDUCAÇÃO DE
JOVENS E ADULTOS NO DISTRITO FEDERAL
2.3.1 Curso: Componente Curricular - Física da Educação de Jovens e
Adultos a Distância no 3º Segmento do Distrito Federal
2.3.2 Área de Conhecimento: Ciências da Natureza, Matemática e as suas
Tecnologias.
2.3.3 O componente curricular Física tem carga horária total de 120 horas,
sendo distribuídas em 20 horas para cada módulo.
2.3.4 Regime: Modular. A idéia inicial é não delimitar o número de módulos,
pois, com a necessidade e crescimento intelectual e de Aprendizagem
da Comunidade Virtual a tendência é que o número de Módulos
aumente.
2.3.5 Delimitação Modular para Estudo:
Módulo I – O que é Física?
Módulo II – Cinemática;
Módulo III – Dinâmica;
Módulo IV – Termologia;
Módulo V – Eletricidade e Magnetismo;
Módulo VI – Óptica
2.3.6 Foco de Estudos: Os conteúdos dos módulos ligados indireta ou
diretamente ao 3º (Terceiro) Segmento EJA/EAD praticado no DF.
2.3.7 Número de vagas:
Mínimo: 5(cinco) alunos e
Máximo: 30 (trinta) alunos.

2.4 – A UTILIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS


E ADULTOS NO DISTRITO FEDERAL

O curso a distância via internet de segundo e terceiro segmentos da


Educação de Jovens e Adultos representa um desejo de mudança na oferta de
26

escolarização àqueles que se encontram fora de ambientes escolares.


A Secretaria de Educação do Distrito Federal SEDF, convencionou que o
somente para efeito de desenvolvimento adaptado do Currículo de Educação Básica
à Educação de Jovens e Adultos, deve ser observada a seguinte equivalência onde
o 1º (primeiro) Segmento de EJA - Ensino Fundamental, equivale às 4 (quatro)
séries iniciais do Ensino Fundamental, ou às antigas Fases I e II do Supletivo, 2º
(segundo) Segmento de EJA – Ensino Fundamental, equivale às 4 (quatro)
últimas séries do Ensino Fundamental (5ª a 8ª série), ou à antiga Fase III do
Supletivo e 3º (terceiro) Segmento de EJA – Ensino Médio, eqüivale às 3 (três)
séries do Ensino Médio ou à antiga Fase IV do Supletivo.O curso conforme a
página do está desenvolvida no ambiente virtual de aprendizagem “e-proinfo”, onde
ocorreu o envolvimento da Secretaria de Educação a Distância – SEED, do
Ministério da Educação – MEC e disponibilizado às secretarias de educação
estaduais e municipais do país.
A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal firmou convênio
com o MEC que passou a utilizar os recursos do ambiente virtual.
O endereço do ambiente virtual de aprendizagem é
www.eproinfo.mec.gov.br. O endereço para as matrículas e exames presenciais
finais é L2 Sul, Q. 602, CESAS, local onde também funciona a Coordenadoria de
Educação a Distância – CEAD e encontram-se todos os professores-tutores do
curso, a equipe de coordenação pedagógica e administrativa, e a secretaria.

2.5 METODOLOGIA DA EJA

O ritmo de cada aluno, suas características pessoais e profissionais, sua


experiência de vida, o contexto socioeconômico e cultural, e os seus interesses e
expectativas são pilares da metodologia da Educação de Jovens e Adultos.
A Educação de Jovens e Adultos deve considerar, ainda, os princípios da
andragogia1, tomando os conteúdos significativos como meio para o melhoramento
dos processos cognitivos, básicos para o desenvolvimento de habilidades
necessárias ao domínio das competências requeridas, e privilegiando a capacidade
de pensar e de processar, bem como a autonomia intelectiva, com destaque para o
1
É a arte ou ciência de orientar adultos a aprender (definição creditada a Malcolm Knowles, anos 1970). O termo
remete a um conceito de educação voltado para o adulto, em contraposição à pedagogia, que se refere à
educação de crianças (do grego paidós = criança). Para educadores como Pierre Fourter (1973), a andragogia é
um conceito amplo de educação do ser humano, em qualquer idade. A UNESCO, por sua vez, já utilizou o termo
para referir-se à educação continuada.
27

fato de que jovens e adultos:


• têm desejo de aprender;
• aprendem somente o que sentem necessidade de aprender;
• aprendem praticando, fazendo;
• têm o aprendizado centralizado em problemas reais;
• têm experiência de vida que afeta o aprendizado;
• aprendem melhor em ambiente informal;
• demonstram melhor aproveitamento quando são utilizados
vários métodos, recursos e procedimentos de ensino;
• querem oportunidade para descobrir e construir por si
mesmos.
A seleção e a organização das atividades ou experiências de
aprendizagem pressupõem critérios que se relacionam com:
• contexto do aluno;
• nível de desenvolvimento dos alunos;
• os objetivos pretendidos;
• as normas e os valores que serão cultivados;
• as competências, as habilidades e os procedimentos
requeridos.
Uma das grandes inovações adotadas pela Secretaria de Estado da
Educação do Governo do Distrito Federal(2006) foi reconhecer que a EaD tem o
poder de:
“flexibilizar o sistema de ensino, favorecer a autonomia do aluno para a
construção do conhecimento, criar processos que ajudem a construir o
caminho a ser trilhado pelos cidadãos nos próximos anos, e principalmente
perceber o aluno como sujeito capaz de pensar com criatividade, que tenha
auto-estima, que possa enfrentar mudanças profissionais e de valores, é
reconhecer na educação a distância uma potencialidade concreta para
desenvolver de forma inovadora a Educação de Jovens e Adultos”.

2.5.1. Recursos Instrucionais

Será utilizado material didático adequado à estratégia de ensino e


estudos orientados para o 3º Segmento da EJA/EAD DF, onde o reforço ao processo
de ensino-aprendizagem trabalharam para o enriquecimento curricular. Espera-se
que a Comunidade Virtual crie com o transcorrer uma característica própria e
didática personalizada sedimentada com os estudos orientados e material
viabilizador de estudo e um guia do desenvolvimento do ritmo próprio de cada aluno.
28

2.5.2 Planejamento

A atividade pedagógica é um processo de criação e de recriação de


conhecimento que reduz a distância entre conceitos abstratos e a vida concreta. A
maioria dos alunos jovens e adultos interage com uma grande diversidade de textos;
portanto, o professor deve se utilizar dessas possibilidades de leitura e de escrita
para motivar a aprendizagem.
As interações em sala de aula devem considerar os diferentes ritmos,
comportamentos, experiências pessoais, contextos familiares, valores e níveis de
conhecimento que favorecem a troca de repertórios e de visão do mundo, com a
conseqüente ampliação das capacidades individuais.
O processo de aquisição do conhecimento pressupõe a elaboração de
uma seqüência de atividades pelas quais se espera promover a aprendizagem,
prevendo o tempo e os materiais necessários. É preciso prever, também, como deve
ser feita a avaliação nas várias fases do processo e quais os indicadores que
sinalizarão o grau de alcance das competências e das habilidades inerentes àquele
semestre.

2.5.3. A Educação no Brasil e em especial no Distrito Federal indicada pelos


Números

Preliminarmente, compete apresentar os dados emanados pelo Instituto


Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), conforme o
consta no site: www.inep.gov.br/imprensa/noticias/censo/escolar/news08_01.htm,
onde a Assessoria de Imprensa apresenta que fora publicado em 10 de janeiro de
2007 no Diário Oficial da União o resultado do Censo Escolar da Educação Básica
2007.
A pesquisa mostrou que, no Brasil, estão matriculados 52.969.456
(cinqüenta e dois milhões, novecentos e sessenta e nove mil, quatrocentos e
cinqüenta e seis) estudantes na Educação Básica, sendo que 46.610.710 (quarenta
e seis milhões, seiscentos e dez mil, setecentos e dez) alunos em escolas públicas e
6.358.746 (seis milhões, trezentos e cinqüenta e oito mil e setecentos e quarenta e
seis) alunos em escolas privadas.
29

As redes municipais abrigam a maior parte dos alunos, com 24.516.221


(vinte e quatro milhões, quinhentos e dezesseis mil, duzentos e vinte e um) alunos
matriculados.
O maior número de alunos matriculados encontra-se no estado de São
Paulo possui, com mais de 10.629.102 (dez milhões seiscentos e vinte e nove mil e
cento e doze) alunos na Educação Básica, porém, o estado de Roraima, conta com
apenas 136.148 (cento e trinta e seis mil, cento e quarenta e oito) alunos
matriculados.
A Região Sudeste apresenta o maior número: 20.550.441 (vinte milhões,
quinhentos e cinqüenta, quatrocentos e quarenta e um) e o Centro-Oeste, apresenta
o menor número de alunos matriculados, ou seja, 3.675.676 (três milhões,
seiscentos e setenta e cinco mil, seiscentos e setenta e seis).
As TABELAS 1 e 2 demonstram o declínio nas matrículas entre os anos
de 2004 e 2007, fato esse que vai contra os números apresentados pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) onde mostra que nos últimos sete anos,
a população do Brasil cresceu 8,48%, a uma média anual de 1,21%. Os dados do
IBGE revelam que em 2000, eram 169.799.170 habitantes, alcançando 183.987.291
habitantes em 2007.

TABELA 1
EVOLUÇÃO DA MATRÍCULA, AO LONGO DOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS (2004-2007)
2004 2005 2006 2007

Total 56.851.090 56.471.804 55.942.047 52.969.456

Estadual 24.351.782 23.571.777 23.175.567 21.914.653

Municipal 24.949.623 25.286.425 25.243.156 24.516.221

Privada 7.371.305 7.431.103 7.346.203 6.358.746

Federal 178.380 182.499 177.121 179.836


Fonte: INEP
30

TABELA 2
MATRÍCULAS ENTRE OS ANOS DE 2004 A 2007
Etapas/ Matrículas nos anos
Modalidades de 2004 2005 2006 2007 Diferença Variação %
Educação Básica 2006-2007 2006-2007
Educação Infantil 6.903.763 7.205.039 7.016.095 6.494.616 -521.479 -7,43

Ensino 34.012.43 33.534.70 33.282.66 32.086.18 -1.196.475 -3,59


Fundamental 4 0 3 8

Ensino Médio 9.169.357 9.031.302 8.906.820 8.360.664 -546.156 -6,13

EJA 5.718.061 5.615.426 5.616.291 4.980.827 -635.464 -11,31

Educação 371.382 378.074 375.488 336.702 -38.786 -10,33


Especial

Educação 676.093 707.263 744.690 688.648 -56.042 -7,53


Profissional
TOTAL 56.851.09 56.471.80 55.942.04 52.947.64 -2.994.402 -5,35
0 4 7 5
Fonte: INEP

O IBGE aponta que o Distrito Federal abriga uma população estimada em


2006, de 2.383.784 de habitantes, tendo como área territorial total 5.822,1 km², o
que representa em termos de densidade populacional de aproximadamente 400
hab./km² com população. O INEP avalia que 26,6% dos habitantes foram
matriculados em 2007, que coaduna com o levantamento realizado pela Codeplan
(Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central) nota-se que de uma
população de 2.096.534 pessoas, há 54.247 não alfabetizadas, o que corresponde a
2,6% da população. Somando-se os dados, tem-se 688.273 pessoas a exigir ensino
fundamental completo ou 32, 8% da população do DF.
QUADRO 3
CODEPLAN - POPULAÇÃO URBANA, SEGUNDO A ESCOLARIDADE NO DF – 2004
ESCOLARIDADE POPULAÇÃO PERCENTUAL
Item
01 Analfabeto 54.247 2,6%
02 Saber ler e escrever 28.540 1,4%
03 Alfabetização de adultos 4.422 0,2%
04 1º grau incompleto 634.026 30,2%
05 Menor de 7 anos fora da escola 154.944 7,4%
06 Total/População 2.096.534
Fonte: CODEPLAN 2004

Pensando nas 13 (treze) Regiões Administrativas do Distrito Federal, em


2004, do total de 105 (cento e cinco) escolas que ofertam EJA, apenas 66(sessenta
e seis) possuem mais de 500 alunos contra 39 (trinta e nove) que atendem menos
31

de 500 alunos.
No Quadro 4, tem-se da rede pública, o quantitativo de alunos de EJA em
2006/2º semestre, apenas, no 1º e 2º segmento, faltando informações oficiais do 3º
segmento, que impedem a totalização para possíveis comparações com anos
anteriores.

QUADRO 4
REDE PÚBLICA - QUATITATIVO DE ALUNOS de EJA DO 1º E 2º SEGMENTO
1º SEGMENTO
SEMESTRE TOTAL
1º 2º 3º 4º
TOTAL 2.053 2.089 2.343 2.526 9.011
2º SEGMENTO
SEMESTRE TOTAL
1º 2º 3º 4º
TOTAL 7.666 7.881 8.432 8.313 32.292
TOTAL GERAL 1º E 2º
41.303
SEGMENTO
Fonte: GDF/SEE/SUBSEP/DEJA,2006, 2º semestre.

No Quadro 5 observa-se que total de 122 escolas com matrículas para a


EJA em 2006/2º semestre o que confirma a tendência decrescente de oferta pela
diferença de 22,3% de escolas, tomando-se como referência a oferta de EJA em 157
escolas no ano de 2004, conforme aponta o Quadro 6.
Obteve-se o quantitativo total de 1391 turmas, carecendo o número de
matrículas por turma para melhor análise. De modo geral, há uma diversidade na
relação entre número de escolas e turmas oferecidas em segmento e turnos.
Evidencia-se uma maior concentração da oferta de escolas, por ordem decrescente,
no Plano Piloto, Ceilândia e Núcleo Bandeirante e de turmas no Plano Piloto,
Ceilândia e Taguatinga. O 1º segmento2 tem a maior oferta de escolas (54%) e o 2º
segmento3 a maior oferta de turmas (39%), sendo bastante evidente a
predominância da oferta de turmas no turno noturno.

2
1o Segmento de EJA - Ensino Fundamental, equivale às 4 (quatro) séries iniciais do Ensino Fundamental
3
2o Segmento de EJA – Ensino Fundamental, equivale às 4 (quatro) últimas séries do Ensino Fundamental (5ª a
8ª série)
32

QUADRO 5
OFERTA DE TURMAS DE EJA PELO SISTEMA PÚBLICO POR SEGMENTOS/TURNO EM CADA
REGIÃO ADMINISTRATIVA DE ENSINO - 2006/2º semestre
1º segmento 2º segmento 3º segmento Total de Total de
REGIÃO M T V T N T M T V T N T M T V T N T escolas turmas
BRAZLÂNDIA 01 08 01 02 01 12 03 32
CEILÂNDIA 02 08 08 36 01 06 10 78 01 06 06 66 14 200
GAMA 05 17 03 36 02 34 09 87
GUARÁ 02 10 02 20 02 24 06 54
NÚCLEO 06 20 04 36 04 38 11 94
BANDEIRANTE
PARANOÁ 02 13 03 30 02 13 04 56
PLANALTINA 07 28 s.i s.i s.i s.i 08 28
PLANO PILOTO 03 14 02 10 11 50 03 19 02 17 08 64 02 17 02 17 04 54 22 262
RECANTO DAS EMAS 05 21 03 28 02 26 07 75
SAMAMBAIA 06 27 05 48 04 44 10 119
SANTA MARIA 02 19 04 59 01 12 06 90
SÃO SEBASTIÃO 03 18 03 25 01 14 04 57
SOBRADINHO 04 19 05 41 03 28 10 88
TAGUATINGA 04 26 05 63 01 16 02 44 08 149
TOTAL DE TURMAS -- 14 -- 18 -- 312 -- 19 -- 23 -- 540 -- 17 -- 39 -- 409 --- 1391
TOTAL DE ESCOLAS 03 -- 04 -- 66 -- 03 -- 03 -- 56 -- 02 -- 04 -- 34 -- 122 ---
Fonte: GDF/SEE/SUBSEP/DEJA,2006,2º semestre. s.i.– sem informação M- matutino V- vespertino N- noturno T-
turma

QUADRO 6
INDICADORES EDUCACIONAIS 2000 A 2004
FONTE: GDF – Secretaria de Estado ANO
da Educação
INDICADORES/INSTITUIÇÕES 2000 2001 2002 2003 2004
Nº de matrículas 89.044 95.696 94.877 96.766 90.168
Nº de professores 2.689 2.763 2.638 2.386
Nº de escolas 182 176 174 171 157
Fonte: INEP

E ao analisar os dados, deparamos com a triste realidade que há 634.026


pessoas com ensino fundamental incompleto (no Brasil são 65 milhões) ou 30,2% de
analfabetos funcionais, ou seja, a taxa de analfabetismo (Tabela 3) na última década
do século XX - 1991/2000, a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais
de idade caiu de 20,1% para 13,6 % .
TABELA 3
TAXA DE ANALFABETISMO
Taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou
mais de idade Brasil
1970 33,60%
1980 25,50%
1991 20,10%
2000 13,60%
Fonte: Síntese de Indicadores Sociais 2000

A queda foi mantida devidamente percebida ao longo dos primeiros anos


do século XXI, chegando a 11,8% em 2002. No entanto, apesar dessa redução, o
país ainda tem um total de 14,6 milhões de pessoas analfabetas.
33

O analfabetismo funcional é definido como a pessoa que possui menos de


quatro anos de estudos completos.
Na América Latina, a UNESCO ressalta que o processo de alfabetização
só se consolida de fato para as pessoas que completaram a 4ª série. Entre aquelas
que não concluíram esse ciclo de ensino, se tem verificado elevadas taxas de volta
ao analfabetismo (Boletim: Projecto Principal de Educação en America Latina e el
Caribe, 1993).
De acordo com essa definição, em 2002 o Brasil apresentava um total de
32,1 milhões de analfabetos funcionais, o que representava 26% da população de
15 anos ou mais de idade como se verifica.

TABELA 4
DIFERENÇAS DAS TAXAS DE ANALFABETISMO FUNCIONAL ENTRE AS GRANDES REGIÕES.
Taxa de analfabetismo funcional das pessoas de 15 anos ou mais de idade, segundo as
grandes regiões - 2002
1992 2002
Brasil 36,9% 26%
Norte 33,2% 24,7%
Nordeste 55,2% 40,8%
Sudeste 29,4% 19,6%
Sul 28,9% 19,7%
Centro-Oeste 33,8% 23,8%

2.6. COMUNIDADE VIRTUAL E A TRANSFORMAÇÃO DO ALUNO EM


PESQUISADOR

O artigo de agosto, 2002, da Revista Nova Escola online, n. 154 traz em


seu bojo com o título: Sobre possibilidades didáticas e modelos pedagógicos afirma
que o currículo tradicional afasta as crianças, jovens e adultos do mundo real.
Porém entre diversas propostas inovadoras temos a do professor
Fernando Hernández que promove uma aproximação entre os conteúdos e
aprendizagem.
A proposta é polêmica na área educacional, onde, requer a
reorganização o currículo tradicional por projetos, em vez das tradicionais
disciplinas, em suma essa seria a principal proposta do educador espanhol
Fernando Hernández. Ele se baseia nas idéias de John Dewey (1859-1952), filósofo
e pedagogo norte-americano que defendia a relação da vida com a sociedade, dos
meios com os fins e da teoria com a prática.
O professor Fernando Hernández (1998) em seu trabalho “Transgressão
e Mudança na Educação – Os Projetos de Trabalho”, põe em xeque a forma atual de
34

ensinar, pois em seu modelo apresenta que o docente abandone o papel de


“transmissor de conteúdos” para se transformar num pesquisador. O aluno, por sua
vez, passaria de receptor passivo a sujeito do processo.
Segundo Hernández (1998) primeiro passo é determinar um assunto — a
escolha pode ser feita partindo de uma sugestão do professor ou por consenso entre
os discentes. Hernández afirma categoricamente que todas as coisas podem ser
ensinadas por meio de projetos, basta que se tenha uma dúvida inicial e que se
comece a pesquisar e buscar evidências sobre o assunto.
Por diversas vezes Hernández alerta que não basta o tema ser “do gosto”
dos alunos, mas, se faz necessário despertar a curiosidade por novos
conhecimentos.
Como etapa primordial e importante enumera a de levantamento de
dúvidas e definição de objetivos de aprendizagem. Nesse ponto, leciona o educador
que para o projeto se tornar realidade e avançar em suas metas é primordial que à
medida que as perguntas surjam, as mesmas sejam respondidas sendo ideal fazer
anotações para comparar erros e acertos. Todo o trabalho deve estar alicerçado nos
conteúdos pré-definidos pela escola e pode (ou não) ser interdisciplinar.
A forma organizacional e didática deve ser para Hernández primordial, ou
seja, definir os problemas a resolver e depois, escolher a(s) disciplina(s) no caso do
Distrito Federal, escolher os componentes curriculares. Nunca o inverso.
Uma Comunidade de Aprendizagem que presencial ou virtual pode e
deve ser utilizada como uma das muitas maneiras de garantir o sucesso do discente.
Hernández explica que se faz necessário que os estudantes tenham aulas
expositivas (presenciais ou virtuais), participem de seminários ou fóruns, trabalhem
em grupos e individualmente, ou seja, estudem em diferentes situações.
35

3. OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

Desenvolver um programa de capacitação para alunos(as) de EJA do


Distrito Federal na modalidade da Educação a Distância com uma perspectiva que
priorize a socialização, respeitando a parametrização nacional em aspectos gerais
atuando na peculiaridade regional bem como a especificidade do componente
curricular.

3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

a) Capacitar alunos(as) da EJA na modalidade a da Educação a


Distância, abordando o planejamento e a implementação do componente
curricular Física no 3º (terceiro) segmento.

b) Desenvolver metodologias de ensino-aprendizagem focadas na


vivência do aluno(a) em EaD.

c) Contribuir e capacitar o aluno por meio das Novas Técnicas de


Informação de Comunicação a vencerem as dificuldades do componente
curricular Física.
d) Facilitar e introduzir o aluno excluído ao mundo digital por intermédio
das Novas Técnicas de Informação de Comunicação.
36

4. PÚBLICO-ALVO

Segundo a visão de Satori e Roesler (2005, p. 142) existe uma corrente


entre o desenho pedagógico e a interação em um curso a distância com o público-
alvo, in verbis:
“O desenho pedagógico de um curso a distância é composto pela definição
do público-alvo, dos objetivos educacionais, da organização curricular, da
arquitetura de distribuição dos conteúdos, das mídias que irão proporcionar
a interação e do sistema de avaliação da aprendizagem.”

E nesse diapasão, o presente projeto de aplicação em EAD é destinado


aos estudantes devidamente matriculados(as) no 3º (terceiro) segmento4 da
Educação de Jovens e Adultos (EJA) na modalidade Educação a Distância (EAD) no
Distrito Federal que estejam com dificuldades no aprendizado no componente
curricular Física e complementando, que tenham acesso a Internet e não sejam
portadores de necessidades especiais.
Uma comunidade virtual terá no mínimo 5(cinco) alunos e no máximo
30(trinta) alunos.

4
3o Segmento de EJA – Ensino Médio, eqüivale às 3 (três) séries do Ensino Médio ou à antiga Fase IV do
Supletivo.
37

5. A ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO PROGRAMA DE APLICAÇÃO EM


EAD

O curso será gratuito para os(as) alunos(as) matriculados(as) no sistema


educacional brasileiro no que tange a Educação de Jovens e Adultos, isso, tanto no
Distrito Federal como em qualquer unidade da Federação.
As propostas do programa de aplicação em EaD em sua organização são:
a) Propõe-se um tutor a distância por componente curricular para
cada comunidade virtual de 5 a 30 alunos;
b) Os tutores a distância serão selecionados e assumidos pela
coordenação geral.
c) O corpo docente do Programa será constituído por professores
formadores, responsáveis pela organização do material didático,
docência, palestras, seminários, videoconferências, videostreaming,
oficinas, mediação on-line e avaliação da produção final e; por
palestrantes convidados, e/ou especialistas em diferentes áreas
(design gráfico, informaticistas, áudio-visual, design instrucional,
Biblioteconomia, ciência da informação, pedagogia).
38

6. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO

O Projeto de Aplicação do componente curricular Física será dividido em


módulos conforme a explanação nos itens 2.3.5/2.3.7. Os módulos serão
organizados na forma de temáticas com abordagem teórico-prático por meio de
conferências, exposições dialogadas, (on-line) e oficinas de produção de exercícios.
Os temas do Componente Curricular Física e as respectivas cargas
horárias eleitos inicialmente para iniciar o projeto foram:

QUADRO 7
ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO
Módulo Tema Carga Horária
I O que é Física? 20
II Cinemática 20
III Mecânica 20
IV Termologia 20
V Eletricidade e Magnetismo 20
VI Óptica 20
Total 120
39

7. METODOLOGIA

A proposta será desenvolvida com base em uma metodologia teórico-


prática-reflexiva, oportunizando aos participantes conhecer a modalidade a distância
em seu sentido fundamental, superando barreiras geográficas e temporais.
Os temas do componente curricular serão abordados de forma
transversal, desenvolvendo-se em atividades de caráter teórico-prático,
basicamente, sustentado em informações impressas e on-line, exposições
dialogadas.
O Curso na modalidade a distância terá atividades presenciais no início e
no fim de cada módulo. Os temas serão desenvolvidos por meio de um Ambiente
Virtual de Aprendizagem, desenvolvido no site http://aprender21.ensinar.org
O material didático será constituído por recursos previamente
selecionados, tais como: livros, textos on-line, objetos de aprendizagem, bem como
o material disponibilizado na Rede Internacional Virtual de Educação (RIVED), sites
especializados em física, sites especializados em educação, guias impressos e
outros. As atividades propostas pelos professores em cada tema contextualizarão os
temas em função dos projetos de cada curso, de cada instituição e de cada
participante por meio da elaboração de projetos, produção de materiais, discussões
síncronas e assíncronas.
O curso está organizado em módulos e temas, com uma ordem
hierárquica no desenvolvimento das atividades, onde as mesmas serão
desenvolvidas pedagogicamente em um movimento hipertextual.
40

8. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA E DIDÁTICA DO CURSO

A organização geral do curso compreende momentos presenciais e a


produção de material visando a máxima utilização das Novas Tecnologias da
Informação e da Comunicação (NTIC).
A preocupação com a educação é constante e desde a década de 70
onde a UNESCO tem mostrado o seu interesse como ressaltamos o que traçou em
1972, in verbis:
“a educação deve ter por finalidade não apenas formar as pessoas visando
uma profissão determinada, mas sobre tudo colocá-las em condições de se
adaptar a diferentes tarefas e de se aperfeiçoar continuamente, uma vez
que as formas de produção e as condições de trabalho evoluem: ela deve
tender, assim, a facilitar as reconversões profissionais” (UNESCO, 1972)

8.1 SISTEMA DE TUTORIA

Em função dos princípios que norteiam esta proposta curricular, a tutoria


adquire aqui uma importância fundamental, com a característica de orientação de
estudos, de organização das atividades individuais e grupais, de incentivo ao prazer
das descobertas.
A Tabela 5 apresenta uma comparação entre a Educação Presencial e a
Distância Neste contexto, pode-se redefinir o papel do professor: “mais do que
ensinar, trata-se de fazer aprender (...), concentrando-se na criação, na gestão e na
regulação das situações de aprendizagem” (PERRENOUD, 2000:139). O professor-
tutor atua como mediador, facilitador, incentivador, investigador do conhecimento, da
própria prática e da aprendizagem individual e grupal (ALMEIDA, 2001).
O novo papel do professor-tutor precisa ser repensado para que não se
reproduzam nos atuais ambientes de educação a distância concepções tradicionais
das figuras do professor/aluno.
É preciso superar a postura ainda existente do professor transmissor de
conhecimentos. Passando, sim, a ser aquele que imprime a direção que leva à
apropriação do conhecimento que se dá na interação. Interação entre aluno/aluno e
aluno/professor, valorizando-se o trabalho de parceria cognitiva;..elaborando-se
situações pedagógicas onde as diversas linguagens estejam presentes.
O papel do professor como repassador de informações deu lugar a um
agente organizador, dinamizador e orientador da construção do conhecimento do
aluno e até da sua auto-aprendizagem. Sua importância é potencializada e sua
41

responsabilidade social aumentada. “Seu lugar de saber seria o do saber humano e


não o do saber informações” (ALVES; NOVA, 2003:19), sendo a comunicação mais
importante do que a informação. Sua função não é passar conteúdo, mas orientar a
construção do conhecimento pelo aluno.

TABELA 5
PARALELO ENTRE A EDUCAÇÃO PRESENCIAL E A PRESENTICAL
EDUCAÇÃO PRESENCIAL EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Conduzida pelo Professor Acompanhada pelo tutor

Atendimento ao aluno, em consultas


Predomínio de exposições o tempo inteiro individualizadas ou em grupo, em situações em que
o tutor mais ouve do que fala

Processo centrado no professor Processo centrado no aluno

Diversificadas fontes de informações (material


Processo como fonte central de informação
impresso e multimeios)

Interatividade entre aluno e tutor, sob outras formas,


Convivência, em um mesmo ambiente físico,
não descartada a ocasião para os “momentos
de professores e alunos, o tempo inteiro
presenciais”

Ritmo determinado pelo aluno dentro de seus


Ritmo de processo ditado pelo professor
próprios parâmetros

Múltiplas formas de contato, incluída a ocasional


Contato face a face entre professor e aluno
face a face

Elaboração, controle e correção das Avaliação de acordo com parâmetros definidos, em


avaliações pelo professor comum acordo, pelo tutor e pelo aluno

Atendimento, pelo professor, nos rígidos Atendimento pelo tutor, com flexíveis horários,
horários de orientação e sala de aula lugares distintos e meios diversos
Fonte: Sá, Iranita. Educação a Distância: Processo Contínuo de Inclusão Social.Fortaleza,CEC,
1998:47

Mauri Collins e Zane Berge (1996, APUD PALLOFF; PRATT, 2002)


classificaram as várias tarefas e papéis exigidos do professor online em quatro
áreas: pedagógica, gerencial, técnica e social.
a) Função pedagógica - diz respeito ao fomento de um ambiente
social amigável, essencial à aprendizagem online.
b) Função gerencial - envolve normas referentes ao agendamento
do curso, ao seu ritmo, aos objetivos traçados, à elaboração de
regras e à tomada de decisões.
c) Função técnica - depende do domínio técnico do professor, sendo
então capaz de transmitir tal domínio da tecnologia aos seus alunos.
42

d) Função social - significa facilitação educacional. O professor é


responsável por facilitar e dar espaço aos aspectos pessoais e
sociais da comunidade online.

8.2 RESULTADOS ESPERADOS

Espera-se como resultados deste projeto:


a) capacitar alunos(as) da EJA na modalidade a da Educação a
Distância, no componente curricular Física no 3º (terceiro)
segmento.
b) contribuir no ensino-aprendizagem capacitando os(as) alunos(as)
participantes do curso a vencerem as dificuldades do componente
curricular Física.
c) Desenvolver metodologias de ensino-aprendizagem focadas na
vivência do aluno(a) em EaD e dos problemas de aprendizagem
encontrados.
d) divulgar e disseminar ações inovadoras no uso de tecnologias
digitais aplicadas à educação, ao crescimento intelectual e ao
amadurecimento do aluno de EaD;
e) buscar e promover o crescimento do fomento à produção de
conhecimento científicos e tecnológicos voltadas para a educação
tanto presencial quanto a distância nas diversas áreas do
conhecimento;
f) debater a necessidade do constante aprimoramento dos
profissionais da educação, em especial aos ligados a modalidade à
distância;
g) verificar o comportamento dos alunos ante a modalidade da
Educação a Distância;

8.3. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

O processo de avaliação é aqui entendido como um processo de


acompanhamento do aluno em seu aprendizado, muito mais que um método de
aferir resultados, ainda mais por se tratar de uma Comunidade Virtual, a avaliação
de aprendizagem será tomada como um parâmetro infra-didático. Assim, o processo
de avaliação será desencadeado em vários momentos e não apenas ao final do
43

período, e servirá para correções de rumos quanto ao momento e à adequação dos


materiais fornecidos, ao desempenho da tutoria e das orientações acadêmicas, e
quanto à necessidade ou não de materiais de reforço. Será uma avaliação
processual, com vistas ao objetivo final que é o aprendizado do conteúdo por parte
dos alunos e da própria comunidade virtual.
O sistema de avaliação para o componente curricular, se fará nos
seguintes níveis:
α) Auto-avaliação, através de exercícios disponíveis ao final de
cada unidade do programa, de modo que o próprio aluno tenha
condições de saber do seu desempenho.
β) Avaliação individual, conhecida como Auto-Avaliação, que tem
como primazia fazer o aluno conhecer os seus pontos fortes e
fracos no conteúdo curricular;
χ) Avaliação individual feita pelo tutor, onde se observará o
andamento do processo de aprendizagem, da motivação, do
empenho do aluno, muito mais do que a aquisição de conteúdos.
δ) Avaliação das atividades grupais feitas pelo tutor, onde se
observará o funcionamento do grupo e dos indivíduos dentro do
grupo, bem como o rendimento dos processos coletivos.
ε) Avaliação presencial

São indicados os seguintes pesos para a realização da avaliação:

QUADRO 8
PESOS DE AVALIAÇÃO
Itens de Avaliação Pesos
Auto-avaliação 20%
Avaliação individual 20%
Avaliação individual feita pelo tutor 20%
Avaliação das atividades grupais feitas pelo tutor 20%
Avaliação Presencial 20%
Total 100%

8.4 RECURSOS TECNOLÓGICOS DA PLATAFORMA ENSINAR

O presente Projeto de Aplicação em EaD foi desenvolvido na Plataforma


Ensinar, que é um site de treinamento é um ambiente completamente independente
44

onde o gestor pode criar e gerenciar seus cursos e por possuir uma flexibilidade e
recursos atuais, conforme consta no Anexo II.
A flexibilidade e recursos disponíveis na plataforma são:
8.4.1 Gerenciamento de Cursos
Assim que cria o site, o gerente/professor/tutor poderá propor quantos
cursos desejar dentro do site.

8.4.2 Gerenciamento de Usuários


O gerente/professor/tutor pode especificar as permissões de cada usuário
no seu site, incluindo professores, alunos, pessoal de secretaria, tutores, etc. Poderá
abrir as inscrições para os cursos e através de um sistema de aprovação selecionar
quais alunos participarão do curso.

8.4.3 Pagamento da Plataforma


O Site pode ser testado gratuitamente por 1 mês para qualquer um de
nossos planos sem compromisso. Após esse período será enviado um boleto
bancário por e-mail.

8.4.4 Plataforma Integrada de Serviços


A plataforma integrada de serviços do Ensinar oferece uma completa
estrutura para a implantação de sua estratégia de ensino utilizando a tecnologia
própria como demonstra a Figura 1.

Figura 1 Fonte: www.ensinarnet.com.br Plataforma Ensinar -Esquema


45

8.4.5 Integram os recursos da Plataforma:

a) Boleto bancário; b) Progresso dos alunos; c) Videoconferência


integrada; d) Grupos; e) Certificado digital;f) Cartão de crédito e Depósito online;
g) Múltiplos cursos por site; h) Criação de aulas; i) Relatórios gerenciais; j)
Apresentações multimídia; k) Sistema de mensagens interna; l) Acesso seguro
SSL 128 bits; m) Construção de formulários; m) Auditoria de notas; o) Controle de
freqüência; p) Comércio eletrônico; q) SCORM; r) Formulários de pesquisa; s)
Criação de avaliações; t) Ferramentas de autoria; u) Construção de exercícios
interativos; v) Personalizar cadastro dos usuários;

8.4.6 Outros Serviços da Plataforma Ensinar


a) TV Ensinar; b) Certificação Digital para Conteúdos; c) Atendente
Virtual; d) Fábrica de Conteúdos; e) Gerenciamento Financeiro; f) Entrega de
Material Didático; g) Processo Seletivo Online; h) Treinamentos; i) Consultoria para
Projetos.
46

9. ASPECTOS GERAIS DO PROJETO.

Segundo Maturana e Varella (1995), o conhecimento, seria a conduta


adequada num contexto estabelecido, as repostas aos estímulos externos descritas
por um observador. Toda conduta observada pode ser um ato cognitivo. A Cognição
é a ação efetiva, é o processo de acoplamento estrutural no qual faz emergir as
interações com o mundo interno e externo.
Através da cognição é possível acompanhar as mudanças externas e
estruturais visando manter e conservar sua organização viva.
O que os observadores entendem por conhecimento é o que considera
como ações (comportamentos, pensamentos, reflexões...) adequadas naquele
contexto, domínio. E validadas de acordo com o critério de aceitabilidade.
O processo de cognição consiste na criação de um campo de
comportamentos através da conduta dentro do seu domínio de interações. O
processo cognitivo humano difere dos outros seres devido ao tipo de interações que
fazemos (linguagem, etc...)
Assim, tendo como a definição de Processo Cognitivo como sendo a
realização das funções estruturais da representação (idéia ou imagem que
concebemos do mundo ou de alguma coisa) ligadas a um saber referente a um dado
objeto. Constitui na execução em conjunto das unidades do saber da consciência,
que foram baseados nos reflexos sensoriais, representações, pensamentos e
lembranças, com o processo mental que consiste em escolher ou isolar um aspecto
determinado de um estado de coisas relativamente complexo, a fim de simplificar a
sua avaliação, classificação ou para permitir a comunicação do mesmo através da
Abstração.
Maturana e Varella (1995), expõem que aprender não é um processo de
acumular representações do meio. Aprender é um continuo processo de
transformação do comportamento. Os Objetivos Educacionais Cognitivos referem-se
às atividades intelectuais ou a resolução de alguma tarefa intelectual, nesse
diapasão, as interações entre seres humanos são essenciais para o processo
cognitivo humano.
Houve uma preocupação com a dinâmica da Comunidade Virtual e o
próprio desenvolvimento do Projeto de Aplicação em EaD no Componente Curricular
Física da EJA e para tal foi escolhido um outro ambiente, similar ao moodle e
47

distante da visualização do sistema utilizado pelo e-proinfo.


Buscou-se na Internet algo diferente, inovador, prático e compenetrado
como um site de treinamento. E assim, nasceu a idéia de utilizar o site
www.ensinarnet.com.br, ambiente parceiro da Universidade Federal do
Pernambuco.
48

10. OS MATERIAIS DIDÁTICOS

Dentre os meios e recursos didáticos possíveis, se planeja utilizar


basicamente:
 Materiais impressos: guias de estudos, cadernos de exercícios,
unidades didáticas, textos, livros, etc.
 Materiais instrumentais: seja para utilização em aulas práticas de
laboratório, seja para observações individuais domésticas a partir
de elementos da própria realidade do aluno. Importante aqui é
ressaltar a grande quantidade de objetos de aprendizagem já
disponíveis nos diversos “sites” da Internet.
 Materiais audiovisuais: fitas de áudio, vídeo, Web, Internet
 Suporte informático: sistemas multimeios (CD-ROM),
videoconferência.
49

11. AVALIAÇÃO DOS MATERIAIS

Todos os materiais produzidos serão previamente testados e avaliados


por uma equipe competente.
Para Neder (1996) o processo de avaliação pressupõe dimensões e
níveis diferenciados, que se entrelaçam, se determinam, formando uma rede de
significações necessárias para redefinição das ações propostas em nível do projeto
político a que se vincula.
A avaliação do material didático do curso só pode ser trabalhado em
interface com outras dimensões e níveis do processo avaliativo. Há uma vinculação
direta, em certos aspectos, com a questão da aprendizagem, que pode ser
analisado em diferentes perspectivas:
a) pelo aluno, no sentido de verificar em que medida os conteúdos
selecionados e trabalhados são por ele compreendidos,
possibilitando-lhes atitude crítica frente ao seu fazer pedagógico.;
b) pelo orientador acadêmico, no sentido de analisar, pelo contato
direto com os alunos, as dificuldades de compreensão do conteúdo
e sua relação com sua prática profissional.;
c) pelo autor, responsável pela elaboração do material didático, no
sentido de verificar o significado dos conhecimentos selecionados e
organizados por ele para a vida do acadêmico;
d) Finalmente, a avaliação é feita pela equipe da Comunidade
Virtual, responsável pela coordenação do curso, que, a partir das
análises e das avaliações dos outros atores anteriormente citados,
propõe ou não a revisão e/ou redefinição do material.

11.1 AVALIAÇÃO DO SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO ACADÊMICA

O trabalho de orientação acadêmica é um dos pontos nevrálgicos de


sistemas de EAD. A professora Neder(2002) expõe que a avaliação deve seguir
alguns requisitos a citar:
a) Referentes à análise e avaliação do curso e da metodologia do EAD:
a1) Apontar as falhas do sistema de orientação acadêmica;
a2) Avaliar, com base nas dificuldades dos alunos, o material
didático utilizado no curso;
50

a3) Informar sobre a necessidade de apoios complementares não


previstos pelo projeto;
a4) Apontar problemas relativos à metodologia da educação à
distância, a partir das observações e das críticas recebidas dos
alunos;
a5) Participar do processo de avaliação do curso.

b) Referente à dimensão do acompanhamento e avaliação do processo


ensino-aprendizagem:
b1)Participar dos cursos de aprofundamento teórico relativos aos
cursos de diferentes áreas a serem trabalhadas no curso;
b2) Familiarizar-se com a metodologia de EAD;
b3) Conhecer e participar das discussões relativas à confecção e
uso do material didático;
b4) Suprir as possíveis deficiências do material didático;
b5) Auxiliar o aluno na aquisição de conceitos e habilidades;
b6) Motivar o aluno, auxiliando-o a compreender as relações do
estudado com seus interesses particulares e profissionais;
b7) Auxiliar o aluno a superar dificuldades, orientando-o
individualmente ou em grupo;
b8) Ajudar o aluno em suas dificuldades, motivando-o a buscar no
material didático complementar respostas às suas dúvidas;
b9) Detectar os principais problemas dos alunos, tentando,
diagnosticar as causas para auxiliá-lo a solucioná-los;
b10) Auxiliar o aluno em sua auto-avaliação;
b11) Avaliar todos os fatores do processo ensino-aprendizagem;
b12) Relacionar-se com os demais orientadores para avaliações
durante e após o desenvolvimento do curso.
A referida autora ainda expõe que em razão dessas exigências impostas
ao trabalho de orientação, é preciso que as pessoas selecionadas para exercerem
esta função tenham um período preparatório que lhes possibilite: (a) trabalhar
referenciais teóricos sobre sistemas de EAD; (b) conhecer e discutir o projeto no
qual se envolverá; (c) estudar a respeito de sistemas de orientação, muitas vezes
denominados de tutoria.
51

Além disso, é preciso que os orientadores acadêmicos tenham formação


em áreas afins àquelas que serão trabalhadas no curso.
52

12. ESQUEMA TÉCNICO DA COMUNIDADE VIRTUAL

É importante que o professor detenha o conhecimento sobre as diversas


abordagens teóricas para a melhoria da qualidade de ensino, bem como sobre
utilização de métodos, técnicas e recursos de instrução.
A educação continuada do professor é parte integrante no presente
projeto.
A expressão Educação à Distância cobre as diferentes formas de estudo
em todos os níveis que não se encontram sob a contínua e imediata supervisão dos
tutores, presentes com seus alunos na sala de aula, mas, não obstante, se
beneficiam do planejamento, orientação e acompanhamento de uma organização
tutorial.
A característica geral mais importante do estudo à distância é que ele se
baseia na comunicação não direta.
O presente Projeto de Aplicação em EaD tem um esquema similar ao
apresentado por Jayme Teixeira Filho – em seu livro "Comunidades Virtuais"
(SENAC – RJ, 2002) com demonstra a Figura 2:

1. 7.
Planejar Avaliar

2.
Criar 6.
Gerir

3.
Povoar 5.
Medir

4.
Desenvolver

O presente Projeto de Aplicação em EaD Esquema - Figura 2

A uma forte tendência no presente Projeto para que o professor abandone


o papel de “Transmissor de conteúdos” e assuma um novo papel, ou seja, de
53

pesquisador e por intermédio da Comunidade Virtual de Aprendizagem ocorra uma


transformação no Aluno Receptor Passivo em Aluno Sujeito do Processo.

12.1 DESENHO INSTRUCIONAL E AVALIAÇÃO DO CURSO A DISTÂNCIA E DA


COMUNIDADE VIRTUAL

12.1.1 Objetivo Geral:


Ao final do curso o(a) aluno(a) deverá estar apto a compreender, discutir
e resolver os exercícios do Componente Curricular Física do 3º Segmento da
Educação de Jovens e Adultos na modalidade EaD, de acordo com abordagens
instrucionais, utilizando as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação

12.1.2 Objetivo Específico: Ao final do curso o(a) aluno(a) deverá estar apto a:
 Entender os conceitos básicos e principais características da
Física.
 Compreender as possíveis formas de utilização da Física no
cotidiano.
 Utilizar recursos da informática como apoio ao campo da Física.
 Reconhecer as formas de utilização de microcomputador.

12.1.3 Mapa do Curso - Divisão:


a) 6(seis) Módulos interdisciplinares, diretamente ligados ao conteúdo do
Componente Curricular:
(1) O que é Física?;
(2) Cinemática;
(3) Dinâmica;
(4) Termologia;
(5) Eletricidade e Magnetismo
(6) Óptica
b) Fórum;
c) Chat;
d) Bate-Papo;
e) Glossário;
f) Vídeos;
g) Exercícios Resolvidos;
54

h) Fale Com!
i) Leitura interessante
Para melhor visualizar o presente mapa,convido que verifique o Anexo III.

12.2 PRINCÍPIOS DA CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA

a) O Curso é voltado para as necessidades do público alvo:


Os elementos fundamentais da Comunidade Virtual e do Curso
referem-se à exigência auxiliar aos alunos do Componente
Curricular Física da Educação de Jovens e Adultos do 3º Segmento
do Distrito Federal com base nos problemas de aprendizagem
vivenciados pelos próprios alunos. A realidade do aluno é o primeiro
passo para que o aluno vença as dificuldades disciplinares.
b) Desenvolvimento equilibrado de competências:
Um segundo elemento central da concepção pedagógica do
curso é o desenvolvimento equilibrado de competências.
c) Aquisição de conhecimentos:
Ao mesmo tempo em que aprende as informações e atualizadas,
o aluno aprender a aprender.
d) Treinamento em habilidades:
A Comunidade Virtual irá cultivar o lado das habilidades
individuais, fazendo com que nenhum aluno fique só no mundo
virtual, sendo acelerado com Fóruns, Chat, Bate-Papo, Fale Com!, e
Teleconferência. O desenvolvimento de um outro conjunto de
habilidades deve ser estimulado entre os estudantes inclusive as
habilidades socioafetivas.
e) Promoção de atitudes éticas:
Um curso deve preocupar com as atitudes que cercam e
caracterizam os seus alunos. É preciso, portanto, dar uma atenção
especial ao desenvolvimento de atitudes, buscando que sejam
coerentes com os valores éticos. Vale ressaltar que, em uma
sociedade profundamente desigual como a brasileira, o
compromisso com a transformação social é um dos valores éticos
que devem ser fortalecidos.
55

f) Seleção de conhecimentos, habilidades e atitudes essenciais:


A educação tradicional sobrecarrega os alunos com
informações, sem permitir ao estudante distinguir o que é essencial
do que é acessório. A disputa entre as disciplinas por maior Carga
horária, tão comum nas escolas tradicionais, decorre dessa
concepção equivocada de que o importante é a quantidade de
informações transmitidas.
g) Educação centrada no aluno:
O estudante é estimulado a adotar uma postura ativa, dentro de
um processo de criação de oportunidades de aprendizagem, que lhe
permita aprender a usar o método científico, buscando e avaliando
as informações disponíveis e desenvolvendo sua capacidade de
análise.
h) Educação integrada e integradora:
A realidade não se apresenta às pessoas de forma fragmentada,
como supõe o currículo baseado em disciplinas. Se a educação de
forma geral deve servir para preparar o aluno para a vida
profissional, deve ser capaz de integrar as disciplinas e fornecer o
conjunto dos recursos cognitivos, afetivos e psicomotores
necessários à solução de cada problema.
i) Ênfase na avaliação formativa:
A avaliação, dentro da nova concepção pedagógica, tem como
objetivo ajudar o estudante a amadurecer e a melhorar seu
desempenho. A aferição da aprendizagem deve representar um
processo de compreensão dos avanços, limites e dificuldades que
os alunos estão encontrando para atingir os objetivos propostos.
Deve ser compreendida como um ato dinâmico que subsidie o
redirecionamento da aprendizagem, possibilitando o alcance dos
resultados desejados.
A avaliação formativa visa, exatamente, o acompanhamento do
processo de aprendizagem do aluno. Possibilita, ao professor/tutor,
conhecer as dificuldades dos alunos e, por conseguinte, identificar o
tipo de ajuda mais adequada que pode ser dado ao mesmo para
desenvolver suas potencialidades. A avaliação somativa, por sua
56

vez, ajudará o professor/tutor a identificar a aprendizagem


efetivamente ocorrida ao final dos módulos do curso.
j) Individualização curricular:
O modelo tradicional de ensino não permite que o estudante
tenha seus próprios objetivos educacionais. O currículo é um só para
todos. Ora, cada pessoa tem seu próprio estilo de aprendizagem.
Impor um formato único a todos os alunos pode, assim, dificultar o
desenvolvimento das competências de muitos.
Uma estratégia para individualizar o currículo, ou seja, torná-lo o
mais adequado possível para cada aluno, é dar amplo espaço às
atividades eletivas. As eletivas permitem, ao estudante, reconhecer,
dentro do contexto dos objetivos gerais estabelecidos pela escola,
os seus próprios objetivos. Desse modo, possibilitam, respeitadas as
necessidades coletivas, um esforço dirigido para as necessidades
específicas de cada indivíduo.
k) Uso de pequenos grupos:
O trabalho em pequenos grupos é um elemento fundamental da
concepção pedagógica do curso. Antes de tudo, permite a
aprendizagem do trabalho em equipe, o que é fundamental para a
socialização e para a prática profissional. Além disso, o uso de
pequenos grupos facilita a interação, estreita as relações entre o
professor e os alunos, abrem espaço para o estudante expressar
suas idéias, viabiliza a avaliação formativa e favorece o
desenvolvimento do pensamento crítico.
l) Formação docente:
A nova concepção pedagógica requer docentes que tenham
uma visão global da profissão e não apenas das exigências de suas
especialidades. É imperioso desenvolver programas de capacitação
docente de modo permanente, em um amplo conjunto de
competências: métodos educacionais, avaliação, pesquisa, gestão
de projetos, administração. Vale lembrar que os atuais médicos não
foram formados para ensinar.
57

12.3 AMBIENTE ABERTO DE APRENDIZAGEM

A Comunidade Virtual e o próprio Curso apresentam uma abordagem


mista (objetivista e construtivista), pois utiliza situações-problema que ligam
conteúdos a conceitos, estabelecem modelos de entendimento dos problemas e cria
um ambiente aberto de aprendizagem.
O ABRAEAD (2005) aponta que a Teoria de Desenho Instrucional
utilizada valoriza a reflexão feita a partir de múltiplas perspectivas de análise e que
exige o pensamento divergente para solucionar um problema, ou seja, não existe
uma única resposta correta, mas múltiplos caminhos e respostas possíveis para
solucionar o problema.
Os valores adotados para o projeto em Ambiente Aberto de
Aprendizagem são os seguintes:
o Busca e reflexão pessoal;
o Pensamento divergente;
o Aprendizagem auto-dirigida e autonomia para o aprendiz, que
deverá receber suporte metacognitivo;
o Aprendizagem mediada por experiências e teorias pessoais do
aprendiz;
o Atividades que envolvem participação do aprendiz em situações e
problemas concretos, relevantes e reais;
o Fornecer ferramentas e recursos de apoio à aprendizagem.
Para colocar em prática esses valores foram utilizados, ferramentas,
recursos e guias de apoio à aprendizagem. O Ambiente Aberto de Aprendizagem é
um desenho adequado para o público alvo do presente projeto em EAD, pois
possibilita ao adulto, incluindo o jovem devidamente matriculado no 3º Segmento da
Educação de Jovens e Adultos na modalidade EaD do Distrito Federal.
O projeto conta com vários apoios à aprendizagem, facilitando auto-
instrução, flexibilizando o estudo, diminuindo a distância transacional entre tutores e
alunos, respeitando os conhecimentos, e experiências pessoais relevantes
acumuladas pelo aluno (adulto típico de EAD), bem como disponibilizando ricos
recursos adicionais de apoio ao estudo e ao aprofundamento da aprendizagem.
58

13. CRONOGRAMA

O Projeto de Aplicação em EaD nasceu na matrícula do Curso de Pós


Graduação em EaD, que em primeiro momento apresentou uma declinação para a
Universidade Corporativa, contudo, o foco do projeto em meio a realidade do Brasil
transformou e potencializou o projeto em viagens realizadas para as Regiões Norte
e Nordeste do nosso país, onde é vítreo a gigantesca carência de professores em
diversas áreas e principalmente nas exatas, tendo a Física como um dos principais
bloqueios na aprendizagem.
Visualizando a EaD como um grande auxiliar ao combate das
desigualdades pertinentes em nosso país surgiu o grande desejo em aprender a
desenvolver um plano de ação digno dos mais carentes que auxiliem o discente no
sentimento de liberdade e no desejo inefável do conhecimento. Com as Novas
Técnicas de Informação e Comunicação (NTIC) podemos considera-las como uma
linha de ligação entre os alvos e sentimentos de nossa nação, e assim, o
cronograma foi teleologicamente desenvolvido ao longo do curso, no entanto, o
cronograma de fato, aonde, veio se tornar um trabalho decisivo com uma
abordagem didática e real ocorreu nos últimos meses.
Nesse diapasão o presente Planejamento de Aplicação em EaD, foi
criado para contribuir com a aprendizagem de no máximo 30 estudantes da
Educação de Jovens e Adultos matriculados na modalidade EaD do 3º segmento no
Distrito Federal, a comunidade virtual estará estudando o Componente Curricular
Física.
59

2008 2009
Ano /

Novembro

Novembro
Dezembro

Dezembro
Setembro

Setembro
Fevereiro

Fevereiro
Meses

Outubro

Outubro
Janeiro

Janeiro
Agosto

Agosto
Junho

Junho
Março

Março
Julho

Julho
Maio

Maio
Abril

Abril
Período de

Organização do
Projeto x x

Cadastro e
Treino de X X
Tutores
Preparação de
Material,
X X X X X
Divulgação e
inscrição
Inicio e
Término das X
Atividades

Aulas X X

1ª e 2 Avaliação
Semestral dos
alunos
1ª e 2 Avaliação
Semestral dos
Tutores
1ª e 2 Avaliação
Semestral do
Material
Quadro 9 - Cronograma Geral de Aplicação do Projeto e Curso
60

14. PARCERIAS

Um Projeto desta natureza e amplitude poderá ser viabilizado, não que


seja necessário, mas, envolvendo a comunidade por meio de parcerias com as
Secretaria de Educação do Distrito Federal.
61

15. SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO PROJETO

A Instituição de Ensino irá criar a prática constante de avaliar cursos,


departamentos, programas. Este Projeto não poderia estar divorciado desta diretriz
que deve ser Institucional.
Um dos principais parâmetros utilizados para a avaliação dos cursos de
Educação de Jovens e Adultos é a sua taxa de sucesso, onde se observa o numero
de alunos que ingressa, em relação ao número que conclui, buscando entender os
fatores que interferiram em sua trajetória.
Do ponto de vista do Projeto como um todo, há de se observar,
sobretudo, quatro itens: a garantia da infra-estrutura necessária para o desempenho
das atividades; a aplicabilidade e eficiência do projeto pedagógico; a adequação dos
materiais didáticos elaborados e a atuação das tutorias.
O Projeto deverá ser avaliado ao final de cada ano, tendo-se como
parâmetros os itens definidos acima.
62

16. SISTEMA DE DIVULGAÇÃO

O Programa de Aplicação terá 2(duas) formas de divulgação, uma


presencial com cartazes fixados nas dependências das Escolas do Distrito Federal
que ministram a EJA na modalidade EaD e outra forma será efetivar o cadastrado
nas principais ferramentas de busca que servirão para divulgar. Um Site de Busca é
o meio muito fácil e rápido para um usuário da internet encontrar o que deseja. São
muito simples de usar, basta digitar a palavra ou frase do assunto que deseja e
apertar um botão, em sua tela aparecerão muitos sites sobre aquilo que você
procura. Um Site de Busca de modo geral atrai visitas ao site.
O projeto será divulgado na Rede em 63 Sites de Busca para divulgar o
projeto e site gratuitamente. Dentre esses sites, citamos os seguintes:
http://www.acbusca.com.br; http://www.achaaqui.com; http://www.achegratis.com;
http://www.achei.com.br; http://www.acheiaqui.com.br/www;
http://www.acheitudo.com; http://www.achem.com.br; http://www.aldeota.com;
http://www.aonde.com; http://www.aonde.com.br etc.
63

17. ORÇAMENTO

Para a solidificação do presente projeto, que irá contribuir para gerar uma
estabilidade educacional na Educação de Jovens e Adultos no Distrito Federal, o
investimento é baixo, considerando os resultados que dele poderão advir. Será
montado um grupo de pesquisa com uma rede local com no mínimo de dois
servidores e doze estações de trabalho onde deverá atuar mais de vinte
pesquisadores e estudantes bolsistas nas diversas áreas da educação e TI, e ainda,
possuirá uma excelente equipe trabalhando site: http:// educar21.ensinar.org, que é
um espaço do projeto desenvolvido pelo www.ensinarnet.com.br
Para o sucesso do trabalho de desenvolvimento deve-se incluir o módulo
de adaptação, o módulo de modelagem, e o módulo de interface.
Projeta-se o orçamento incluindo a divulgação conforme a Tabela 6 de R$
TABELA 6
ORÇAMENTO
Valor Total
Evento Histórico Quantidade Distribuição Valor em R$
em R$
1 Professor/Tutor 2 Durante o curso R$ 2.000,00 R$ 36.000,00
2 Web Designer 1 Durante o curso R$ 800,00 R$ 14.400,00
3 Divulgação 2 Início de Cada R$ 10.000,00 R$ 20.000,00
Semestre
Total R$ 70.400,00
64

18. CONCLUSÃO

A sociedade, a educação e a pedagogia conseguiram grandes aliadas


contra a exclusão social e econômica, ou seja, as Novas Tecnologias de Informação
e Comunicação (NTIC), que estão mostrando a capacidade de oferecerem para a
educação e ensino que aliadas ao interesse, empenho e capacidade humana
criativa surgirá uma nova forma de aprender, ou melhor, algo a mais que as
gerações passadas não conheceram. Atualmente, a comunicação entre continentes
se dá em tempo real, e mais ainda, as escolas, faculdades e universidades por
intermédio da rede mundial de computadores conseguem se integrar. As pessoas
estão utilizando o computador para coisas simples, como ir ao supermercado, a
farmácia, e até mesmo a reunião de pais e mestres de uma escola, como também,
as mais complexas, como um médico dar um diagnóstico em tempo real, separadas
por um continente.
Sabemos que por intermédio das Novas Tecnologias o acesso a sala de
aula, é possível e assim, democratizar a educação aniquilando o isolamento entre
turmas e pessoas proporcionando a dignidade da pessoal humana como fator de
comprometimento político.
O presente projeto de aplicação proporcionará aos estudantes o algo a
mais, pois de forma simplória em linguagem de fácil acesso as grandes verdades da
serão trazidas à tona, os alunos descobrirão que as barreiras foram criadas para
serem transpostas ou derrubas. E ao final os alunos descobriram que são humanos
e com capacidade de comunicar de forma simples e segura. A pedagogia solidificará
o segredo do aprender-aprender e o professor cumprirá o seu sacerdócio.
65

19. REFERÊNCIA

ABRAEAD, Anuário Brasileiro estatístico de Educação Aberta e a Distância, 2005.


Disponível no site: http://aprender.UnB.br/file.php/1039/Livro_-
_Educacao_a_Distancia_-_Primeira_Parte/Parte_1_-_capitulo_C_-
_Abordagens_de_desenho_-_aplicacoes.doc. Acesso em 16 de janeiro de 2008

ABRAEAD, Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância


(ABRAEAD). São Paulo: Instituto Monitor, 2006. Disponível em:
http://www.abraead.com.br/anuario/anuario2006.pdf. Acesso em 02 nov. 2007.

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Legislação Complementar: Lei Nº. 9394, de 20 de dezembro de 1996, 4. ed. rev.
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GARCÍA ARETIO, L. La educación a distancia. De la teoria a la práctica.


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66

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VARELA, F. El árbol del conocimiento. Santiago: Editorial Universitaria, 1995. WINO­
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NOVA ESCOLA, Transgressão e Mudança na Educação: publicado em agosto de


2002, disponível em:
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SÁ, Iranita M. A. Educação a Distância: Processo Contínuo de Inclusão Social.


Fortaleza, C.E.C., 1998

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aprendizagem e da produção de materiais didáticos impressos e on-line.
Tubarão: Editora Unisul, 2005.

SARTORI, A. S.; ROESLER. J.; Narrativa e dialogicidade nas comunidades


virtuais de aprendizagem, Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-
Graduação em Comunicação, p.2-9, abril, 2006

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UNESCO, 1972

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Fundamentos de EaD, Unidade 2, Bases Conceituais, Pluralidade de Definições,
2006, p. 9

VALENTE, José Armando, O computador na sociedade do conhecimento. Ed.


Nied, 199. 156 p.

Vasconcelos, P. A. C. de; França,G.; Santos L. 2007, EaD: uma Visão Global dos
seus Contextos e Aplicações.Disponível em:
http://www.adtevento.com.br/intercom/2007/resumos/R0552-1.pdf acesso em 21 de
dez. 2007

WEBER, M. Conceitos Básicos de Sociologia. Editora Moraes. São Paulo, 1987

DECRETO Número 5.622, publicado no D.O.U. de 20/12/05

PORTARIA Ministerial Número 4.361, de 2004

Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (ABRAEAD


2004/2005)

www.se.df.gov.br, apresentação do curso acesso em 11 de dezembro de 2007.

http://www.nead.ufpr.br/conteudo/artigos/experiencia_ead.pdf:, EXPERIÊNCIAS EM
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL, Martins, Onilza Borges, 2001, Acesso em
12 de nov. 2007
68

ANEXO I

EMENTÁRIO

CINEMÁTICA
Ementa: Cinemática do ponto. Leis de Newton. Estática e dinâmica da partícula.
Trabalho e energia. Conservação de energia. Momento linear e sua conservação.
Programa: •Medidas Físicas; •Movimento Retílineo ; • Velocidade média ; •Cálculo
Vetorial; •Movimento num Plano ; •Força e Movimento I ; *Força e Movimento II ;
•Trabalho e Energia; • Lei da Conservação da Energia; • Sistemas de Partículas;
•Colisões; •Movimento de Rotação

ELETROSTÁTICA
Ementa: Eletrostática: campo, divergência, rotacional, potencial, trabalho e energia,
condutores.
Programa: •Análise vetorial; • Eletrostática; Campo eletrostático na matéria; •
Magnetostática;Campo magnetostático na matéria

ELETROMAGNETISMO
Ementa: Fenômenos elétricos e magnéticos. Conceitos de campos elétrico e
magnético. Situações estacionárias e quase-estacionárias.
Programa: • A Lei de Coulomb; • O Campo Elétrico; • A Lei de Gauss; • O Potencial
Elétrico; • Capacitores e Dielétricos; • Corrente e Resistência; • Força Eletromotriz e
Circuitos DC; • O Campo Magnético; • Fonte de Campo Magnético; • A Lei de
Faraday; • Equações de Maxwell; •Energia do campo magnético; • Magnetismo em
Meios Materiais; •Corrente Alternada

HIDRODINÂMICA
Ementa: Elementos de cálculo matricial, vetorial e tensorial. Análise tensorial.
Cinemática dos fluidos. Estática dos fluidos.
Programa: • Cálculo vetorial e tensorial; • Conceitos e princípios básicos
69

HIDROSTÁTICA
Ementa: Hidrostática; pressão. Hidrodinâmica; viscosidade. Movimento harmônico.
Ondas mecânicas; interferências. Ondas sonoras e acústicas. Termologia.
Temperatura. Termometria; dilatação térmica. Calor. Primeiro principio de
termodinâmica. Segundo principio da termodinâmica.
Programa: •Movimento periódico; •-Temperatura e calor; • Propriedades térmicas da
matéria; • Primeira Lei da Termodinâmica; • Segunda Lei da Termodinâmica; • Som
e audição.

OSCILAÇÕES ELETROMAGNÉTICAS. ÓTICA. INTRODUÇÃO À FÍSICA


MODERNA
Ementa: Oscilações eletromagnéticas. Ótica. Introdução à física moderna.
Programa: • Equações de Maxwell e Ondas Eletromagnéticas; • Propriedades da
Luz
70
ANEXO II

VISUALIZAÇÃO SITE: http://educar21.ensinar.org


71
72

GERENCIAMENTO DO SITE
1 - VISÃO GERAL
73
74

ANEXO III

PROJETO PEDAGÓGICO E ESTRUTURAL DOS MÓDULOS -


ORGANOGRAMA – ROTEIRO DAS AULAS E O MAPA DO CURSO
MOSTRA A SEQÜÊNCIA DOS MÓDULOS.

Apresentação do organograma e Grade Curricular de cada Módulo será


melhor visualizada, uma vez que é apresentado o site de forma simples e clara.

Planejamento e Avaliação
Módulo I Módulo II Módulo III Módulo IV Módulo V Módulo VI

Aula 1 Aula 1 Aula 1 Aula 1 Aula 1 Aula 1

Aula 2 Aula 2 Aula 2 Aula 2 Aula 2 Aula 2

Aula 3 Aula 3 Aula 3 Aula 3 Aula 3 Aula 3

Aula 4 Aula 4 Aula 4 Aula 4 Aula 4 Aula 4

Aula 5 Aula 5 Aula 5 Aula 5 Aula 5 Aula 5

Aula 6 Aula 6 Aula 6 Aula 6 Aula 6 Aula 6

Aula 7 Aula 7 Aula 7 Aula 7 Aula 7 Aula 7

Aula 8 Aula 8 Aula 8 Aula 8 Aula 8 Aula 8

Aula 9 Aula 9 Aula 9 Aula 9 Aula 9 Aula 9

Aula 10 Aula 10 Aula 10 Aula 10 Aula 10 Aula 10

Aula 11 Aula 11 Aula 11 Aula 11

Aula 12 Aula 12 Aula 12 Aula 12

Aula 13 Aula 13 Aula 13 Aula 13

Aula 14 Aula 14 Aula 14 Aula 14

Aula 15 Aula 15

Aula 16

Aula 17

Aula 18

Aula 19

Organograma 1 – Mapa do Curso


75

1 - ROTEIROS DAS AULAS DOS MÓDULOS.

Módulo I – O que é Física?


Aula 1 - O que faz a Física?
Aula 2 - Quais as áreas da Física?
Aula 3 - Qual é a Filosofia da Física?
Aula 4 - Quais são as divisões da Física?
Aula 5 – Fórum - Qual a sua visão da Física?
Aula 6 - Conhecendo as Dimensões – Exercício – Prática Animada
Aula 7 - Medidas e Grandezas Físicas – Exercício – Prática Animada
Aula 8 - Aprenda a Medir Um Lago – Exercício – Prática Animada
Aula 9 - "Raio da Terra"– Exercício – Prática Animada
Aula 10 - As partículas e as forças fundamentais – Exercício – Prática Animada
Aula 11 - Como Estudar Física
Aula 12 - Fórum - Onde Encontramos a Física, Como Estudar Física e Como Resolver
Problemas de Física?
Aula 13 -Como Resolver Problemas de Física
Aula 14 -Onde encontro a Física no Cotidiano?

ROTEIRO 1– Roteiro das Aulas do Módulo I

Módulo II – Cinemática
Aula 1 - Introdução aos Conceitos Físicos
Aula 2 - Aceleração Escalar
Aula 3 - Movimento Uniforme (M.U)
Aula 4 - Movimento Uniformemente Variado (M.U.V)
Aula 5 - Movimento Circular
Aula 6 - Velocidade Média Escalar e Vetorial
Aula 7 - Gravitação Universal
Aula 8 - Movimento Circular Uniformemente Variado (MCUV)
Aula 9 - Equação de Torricelli
Aula 10 - Hidrostática
Aula 11- Princípio de Pascal
Aula 12 - Pressão
Aula 13 - Vamos lançar um projétil em um Forte?
Aula 14 - Exercícios Resolvidos de Cinemática
ROTEIRO 2 – Roteiro das Aulas do Módulo II

Módulo III – Dinâmica


Aula 1 - Dinâmica
Aula 2 - 2ª Lei de Newton
Aula 3 - Princípio da Ação e Reação ou a 3ª Lei de Newton
Aula 4 - Princípio da Inércia ou a 1ª Lei de Newton
Aula 5 - Força
Aula 6 - Empuxo
Aula 7 - Impulso e Quantidade de Movimento
Aula 8 - Potência e Rendimento
Aula 9 - Trabalho de uma Força
Aula 10 - Aprenda Brincando sobre Impulso
Aula 11 - Aprenda Brincando sobre Molas
Aula 12 - Aprenda Brincando sobre Roda Viva
Aula 13 - Aprenda Brincando sobre Variação de Movimento
Aula 14 - Vamos aprender a fazer uma Mudança?
76

Aula 15 - Aprenda Brincando sobre as Leis de Conservação


Aula 16 - Aprenda Brincando sobre Conservação de Movimento
Aula 17 - Aprenda o que é força na prática
Aula 18 - Veja a atuação da Força em um Plano Inclinado
Aula 19 - Força de Empuxo nos Líquidos
ROTEIRO 3 – Roteiro das Aulas do Módulo III

Módulo IV – Termologia
Aula 1 - Sensação Térmica
Aula 2 - Temperatura e Calor
Aula 3 - Termômetros e Escalas Termométricas
Aula 4 - Dilatação Térmica e a Calorimetria
Aula 5 - Dilatação Superficial
Aula 6 - Dilatação Linear
Aula 7 - Dilatação Volumétrica
Aula 8 - Dilatação dos Líquidos
Aula 9 – Troca e Propagação do Calor
Aula 10 - Calor Latente
Aula 11 - Estudo dos Gases
Aula 12 - Termodinâmica
Aula 13 - Energia Interna
Aula 14 - Princípios da Termodinâmica
Aula 15 - Dilatação térmica dos sólidos e líquido
Fórum - O Calor e o Homem
ROTEIRO 4 – Roteiro das Aulas do Módulo IV

Módulo V - Eletricidade e Magnetismo


Aula 1 – Eletromagnetismo I
Aula 2 - Carga Elétrica
Aula 3 – Condutores e Isolantes
Aula 4 – Transferência de Carga Elétrica
Aula 5 - Eletroscópio
Aula 6 - Eletromagnetismo II
Aula 7 – Conheça os Raios Catódicos
Aula 8 – Arco Elétrico
Aula 9 - Estática
Aula 10 – Fórum – Imagine você ficando um mês sem eletricidade. O que mudaria em sua
vida?
ROTEIRO 5 – Roteiro das Aulas do Módulo V

Módulo VI –Óptica
Aula 1 - Óptica I
Aula 2 - Funciomamento do Olho Humano
Aula 3 - Óptica 2
Aula 4 - Teoria da Cores
Aula 5 - Óptica 3
Aula 6 - Espelho Côncavo
Aula 7 - Espelhos Esféricos
Aula 8 - Entendendo os espelhos de Gauss
Aula 9 – Atividade “ Cor e Luz”
ROTEIRO 6 – Roteiro das Aulas do Módulo VI
77

2 - PROJETO PEDAGÓGICO E ESTRUTURAL DOS MÓDULOS:

1) ROTEIRO 7 – Conteúdo das Aulas do Módulo I


Módulo I
Objetivo: Apresentar a física aos alunos que estão iniciando o estudo da ciência, destacando
alguns de seus aspectos interessantes, quase sempre não abordados em cursos tradicionais.
Título: O que é Física? Avaliação de
Conteúdos
Objetivos Específicos: Aprendizagem
- Características da ciência;
- Delimitação do estudo da
ciência em comparação as
Aula 1 – apresentar e comentar o demais: - Análise de exemplos
lugar ocupado pela Física entre os - Mostrar Física como ciência de descrições de
demais ramos do conhecimento. fundamental; necessidades.
- Relacionamento da Física
com a Matemática;

- Análise de exemplos
Aula 2 – Apresentar em forma de lista
- Lista das áreas da Física de descrições de
as áreas de atuação da Física
necessidades.
- Particularidades da Física;
- Noções de Determinismo
Aula 3 – Apresentar em caráter
Científico; - Análise de exemplos
despretensioso a Filosofia da Física.
- Apresentar superficialmente de descrições de
Apresentar as idéias sem qualquer
as algumas Teorias Filosóficas necessidades
preocupação com a memorização
da Física

Aula 4 – Apresentar as divisões da


- Conceitos básicos das
Física a citar: A física teórica; A física - Análise de exemplos
divisões da Física;
experimental; A física aplicada; de descrições de
- Apresentar propriedades mais
- Discorrer sobre a natureza e a sua necessidades.
estudadas nos fenômenos.
complexidade
- Busca e reflexão pessoal;
- Pensamento divergente;
Aula 5 – Fórum – Estimular aos A avaliação formativa
alunos a participarem ativamente dos - Aprendizagem auto-dirigida e com apreciação no
debates, levando-os a perceber o autonomia para o aprendiz, acompanhamento do
estreito relacionamento da ciência e com suporte metacognitivo; processo de
da tecnologia com as nossas vidas e aprendizagem do
- Aprendizagem mediada por
com a sociedade em geral. aluno..
experiências e teorias pessoais
do aluno;

Análise de exemplos
Aula 6 – Apresentação de Exercícios
- Exemplos de Dimensões. de descrições de
Práticos mediada por Computador.
necessidades
- Apresentação das medidas e
Análise de exemplos
Aula 7 – Apresentação de Exercícios grandezas que é vivenciada
de descrições de
Práticos mediada por Computador. todos os dias por todos.
necessidades.
Aula 8 – Apresentação de Exercícios - Apresentação das medidas e Análise de exemplos
Práticos mediada por Computador. grandezas que é vivenciada de descrições de
todos os dias por todos com necessidades.
77

78

situações que envolvem


comparações ou estimativas de
grandezas como comprimento,
massa, tempo e velocidade,.

- Apresentação das medidas e


grandezas que é vivenciada
todos os dias por todos com
Análise de exemplos
Aula 9 – Apresentação de Exercícios situações que envolvem
de descrições de
Práticos mediada por Computador. comparações ou estimativas de
necessidades.
grandezas como comprimento,
massa, tempo e velocidade,.

- Apresentação das medidas e


grandezas que é vivenciada
todos os dias por todos com
Análise de exemplos
Aula 10 – Apresentação de Exercício situações que envolvem
de descrições de
Prático mediada por Computador comparações ou estimativas de
necessidades.
grandezas como comprimento,
massa, tempo e velocidade.

Texto adaptado por Alberto


Ricardo Präss, do livro “Física
Na Escola Secundária”, de
Aula 11 – Apresentar de forma Análise de exemplos
Oswald H. Blackwood, Wilmer
simples os princípios básicos da de descrições de
B. Herron & William C. Kelly
Metodologia Científica para o Estudo. necessidades.
Tradução de José Leite Lopes
e Jayme Tiomno Editora Fundo
de Cultura
- Busca e reflexão pessoal;
- Pensamento divergente;
Aula 12 – Fórum – Estimular aos A avaliação formativa
alunos a participarem ativamente dos - Aprendizagem auto-dirigida e com apreciação no
debates, levando-os a perceber o autonomia para o aprendiz, acompanhamento do
estreito relacionamento da ciência e com suporte metacognitivo; processo de
da tecnologia com as nossas vidas e aprendizagem do
- Aprendizagem mediada por
com a sociedade em geral. aluno..
experiências e teorias pessoais
do aluno;

Aula 13 – Apresentar de forma Texto adaptado por Alberto Análise de exemplos


simples os princípios básicos da Ricardo Präss, do livro “Física de descrições de
Metodologia Científica para o Estudo. Na Escola Secundária”, necessidades.
- Vídeo Tema do Ano Mundial Análise de exemplos
Aula 14 – Apresentar por meio de
da Física - 2005. de descrições de
Vídeo a Física na Natureza.
necessidades.
79

2) ROTEIRO 8 – Conteúdo das Aulas do Módulo II

Unidade II
Objetivo: Ao final o aluno será capaz de realizar uma análise dentro da cinemática (sem se
preocupar com as causas do movimento) e em que se refere o movimento ao longo de uma
linha reta e conhecer o movimento unidimensional.
Título: Cinemática Avaliação de
Conteúdos
Objetivo Específico: Aprendizagem
A avaliação formativa
com apreciação no
Aula 1 – Introdução aos Conceitos Introdução aos Conceitos acompanhamento do
Físicos Físicos processo de
aprendizagem do
aluno..
A avaliação formativa
com apreciação no
acompanhamento do
Aula 2 – Aceleração Escalar Aceleração Escalar
processo de
aprendizagem do
aluno..
A avaliação formativa
com apreciação no
Aula 3 – Movimento Uniforme (M.U) Movimento Uniforme (M.U) acompanhamento do
processo de
aprendizagem do aluno..
A avaliação formativa
com apreciação no
Aula 4 – Movimento Uniforme Variado Movimento Uniforme Variado
acompanhamento do
(M.U.V) (M.U.V)
processo de
aprendizagem do aluno..
A avaliação formativa
com apreciação no
Aula 5 – Movimento Circular Movimento Circular acompanhamento do
processo de
aprendizagem do aluno..
A avaliação formativa
com apreciação no
Aula 6 – Velocidade Média Escalar e Velocidade Média Escalar e
acompanhamento do
Vetorial Vetorial
processo de
aprendizagem do aluno..
A avaliação formativa
com apreciação no
Aula 7 – Gravitação Universal Gravitação Universal acompanhamento do
processo de
aprendizagem do aluno..
A avaliação formativa
Movimento Circular com apreciação no
Aula 8 – Movimento Circular
Uniformemente acompanhamento do
Uniformemente Variado(MCUV)
Variado(MCUV) processo de
aprendizagem do aluno..
Aula 9 – Equação de Torricelli Equação de Torricelli A avaliação formativa
com apreciação no
acompanhamento do
80

processo de
aprendizagem do aluno..
A avaliação formativa
com apreciação no
Aula 10 – Hidrostática Hidrostática acompanhamento do
processo de
aprendizagem do aluno..
A avaliação formativa
com apreciação no
Aula 11 – Princípio de Pascal Princípio de Pascal acompanhamento do
processo de
aprendizagem do aluno..
A avaliação formativa
com apreciação no
Aula 12 – Pressão Pressão acompanhamento do
processo de
aprendizagem do aluno..
A avaliação formativa
com apreciação no
Aula 13 – Vamos lançar um projétil Vamos lançar um projétil em
acompanhamento do
em um Forte? um Forte?
processo de
aprendizagem do aluno..
A avaliação formativa
com apreciação no
Aula 14 – Exercícios Resolvidos Exercícios Resolvidos acompanhamento do
processo de
aprendizagem do aluno..

3) ROTEIRO 9 – Conteúdo das Aulas do Módulo III

Unidade III –
Objetivo: Ao final o aluno será capaz de identificar situações dentro da mecânica, reconecer os
fatos e resolver os diversos tipos de exercícios.
Título: Dinâmica Conteúdos Avaliação de
Objetivo Específico: Aprendizagem
Aula 1 – Dinâmica Dinâmica Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 2 – 2ª Lei de Newton 2ª Lei de Newton Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 3 – 3ª Lei de Newton 3ª Lei de Newton Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 4 – 1ª Lei de Newton 1ª Lei de Newton Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 5 – Força Força Análise de exemplos de
81

descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 6 – Empuxo Empuxo Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 7 – Impulso e Quantidade de Impulso e Quantidade de Análise de exemplos de
Movimento Movimento descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 8 – Potência e Rendimento Potência e Rendimento Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 9 – Trabalho de uma Força Trabalho de uma Força Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 10 – Aprenda Brincando sobre Aprenda Brincando sobre Análise de exemplos de
Impulso Impulso descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 11 - Aprenda Brincando sobre Aprenda Brincando sobre Análise de exemplos de
Molas Molas descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 12 - Aprenda Brincando sobre Aprenda Brincando sobre Análise de exemplos de
Roda Viva Roda Viva descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 13 - Aprenda Brincando sobre Aprenda Brincando sobre Análise de exemplos de
Movimento Movimento descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 14 - Aprenda Brincando sobre Aprenda Brincando sobre Análise de exemplos de
uma Mudança uma Mudança descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 15 - Aprenda Brincando sobre Aprenda Brincando sobre Análise de exemplos de
Leis de Conservação Leis de Conservação descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 16 - Aprenda Brincando sobre Aprenda Brincando sobre Análise de exemplos de
Conservação de Movimento Conservação de Movimento descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 17 – Aprenda o que é força na Aprenda o que é força na Análise de exemplos de
prática prática descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 18 – Veja a atuação da Força em Veja a atuação da Força em Análise de exemplos de
um Plano Inclinado um Plano Inclinado descrições de
82

necessidades e
resolução de exercícios
Aula 19 – Força de Empuxo nos Força de Empuxo nos Análise de exemplos de
Líquidos Líquidos descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 20 – Conhecendo a Hidrostática Conhecendo a Hidrostática Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios

4) ROTEIRO 10 – Conteúdo das Aulas do Módulo IV


Unidade IV
Objetivo: Ao final o aluno será capaz de conhecer os fundamentos da Termodinâmcia, ser
capaz de definir Calor e Temperatura
Título: Termologia Conteúdos Avaliação de
Objetivo Específico: Aprendizagem
Aula 1 – Sensação Térmica Sensação Térmica Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 2 – Temperatura e Calor Temperatura e Calor Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 3 – Termômetros e Escalas Termômetros e Escalas Análise de exemplos de
Termométricas Termométricas descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 4 – Dilatação Térmica e a Dilatação Térmica e a Análise de exemplos de
Calorimetria Calorimetria descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 5 – Dilatação Linear Dilatação Linear Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 6 – Dilatação Linear Dilatação Linear Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 7 – Dilatação Volumétrica Dilatação Volumétrica Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 8 – Dilatação dos Líquidos Dilatação dos Líquidos Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 9 – Troca e Propagação do Troca e Propagação do Análise de exemplos de
Calor Calor descrições de
83

necessidades e
resolução de exercícios
Aula 10 - Calor Latente Calor Latente Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 11 – Estudo dos Gases Estudo dos Gases Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 12 – Termodinâmica Termodinâmica Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 13 – Energia Interna Energia Interna Análise de exemplos de
descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 14 – Princípios da Princípios da Análise de exemplos de
Termodinâmica Termodinâmica descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 15 – Dilatação Térmica dos Dilatação Térmica dos Análise de exemplos de
Sólidos e Líquidos Sólidos e Líquidos descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 16 – Fórum – O Calor e o Fórum Verificação no Fórum
Homem

5) ROTEIRO 11 – Conteúdo das Aulas do Módulo V

Unidade V
Objetivo: Ao final o aluno será capaz de conhecer os fundamentos da Eletricidade e do
Magnetismo
Título: Eletricidade & Magnetismo Avaliação de
Conteúdos
Objetivo Específico: Aprendizagem
1- Onde não está a
eletricidade?
2 - Pondo ordem dentro e
Análise de exemplos de
fora de casa.
descrições de
3 - Elementos dos
Aula 1 – Eletromagnetismo I necessidades
Circuitos Elétricos
Resolução de
4 - Cuidado! É 110 ou
Exercícios
220?
5 - A Conta de Luz
6 - Exercícios
Análise de exemplos de
descrições de
Aula 2 – Carga Elétrica Carga Elétrica
necessidades e
resolução de exercícios
Aula 3 – Condutores e Isolantes Condutores e Isolantes Análise de exemplos de
84

descrições de
necessidades e
resolução de exercícios
Análise de exemplos de
Aula 4 – Transferência de Carga Transferência de Carga descrições de
Elétrica Elétrica necessidades e
resolução de exercícios
Análise de exemplos de
descrições de
Aula 5 – Eletroscópio Eletroscópio
necessidades e
resolução de exercícios
7. Chuveiros elétricos
8. Lâmpadas e fusíveis
9. A potência nos
aparelhos resistivos Análise de exemplos de
10. O controle da corrente descrições de
Aula 6 – Eletromagnetismo 2 elétrica necessidades
11. Ligações elétricas nas Resolução de
resistências Exercícios
12. Circuitos elétricos e
sua representa
13. Exercícios
Análise de exemplos de
descrições de
Aula 7 – Conheça os Raios Catódicos Raios Catódicos
necessidades e
resolução de exercícios
Análise de exemplos de
descrições de
Aula 8 – Arco Elétrico Arco Elétrico
necessidades e
resolução de exercícios
Análise de exemplos de
descrições de
Aula 9 – Estática Estática
necessidades e
resolução de exercícios
Análise de exemplos de
Aula 10 – Fórum - Imagine você
descrições de
ficando um mês sem eletricidade. O Fórum necessidades e
que mudaria em sua vida?
resolução de exercícios
Análise de exemplos de
descrições de
Aula 11 – Conhecendo a Eletrização Eletrização
necessidades e
resolução de exercícios
Análise de exemplos de
Aula 12 – Experimentando Experimentando descrições de
Resistência Elétrica Resistência Elétrica necessidades e
resolução de exercícios
85

6) ROTEIRO 12 – Conteúdo das Aulas do Módulo VI

Unidade VI
Objetivo: Ao final o aluno será capaz de identificar os diversos tipos de espelhos e conhecer a forma de
funcionamento.
Título:Óptica
Conteúdos Avaliação de Aprendizagem
Objetivo Específico:
1. A visão
2. Uma visão do curso
3. Recepção e registro de
imagens
Análise de exemplos de
4. A câmara escura
descrições de
Aula 1 – Óptica 1 5. Foto-grafar
necessidades e resolução
6. Acertando câmara e filme
de exercícios
7. A vídeo gravação ou a
câmara de TV
8. De olho no olho
9. Duas ópticas
Análise de exemplos de
Funcionamento do Olho
Aula 02 - Funcionamento do Olho Humano descrições de
Humano
necessidades
Fontes de luz (e de calor)
As cores da luz e a sua
decomposição
As cores e a sua composição Análise de exemplos de
As cores e a sua complicação descrições de
Aula 03 – Óptica 2
As cores da luz e a sua necessidades e resolução
explicação de exercícios
Imagem quântica
A luz e a cor das Estrelas
Laser
Análise de exemplos de
Aula 04 – Teoria das Cores Teoria das Cores descrições de
necessidades
Análise de exemplos de
Espelhos planos, esféricos
descrições de
Aula 05 – Óptica 3 Defeitos da visão e as lentes
necessidades e resolução
esféricas
de exercícios
Análise de exemplos de
Fundamentos Teóricos dos
Aula 06 – Espelho Côncavo descrições de
Espelhos Côncavos
necessidades
Fundamentos Teóricos da Análise de exemplos de
Aula 07 – Espelhos Esféricos Reflexão em Espelhos descrições de
Esféricos necessidades
Identificar o Centro de
Aula 08 – Entendendo os Espelhos de Experiência com os Espelhos
Curvatura, Foco e Vértice
Gauss de Gauss
do Espelho
Vamos realizar uma Identificação matemática
Aula 09 – Atividade Cor e Luz experiência pela simulação por traz deste fenômeno
de mistura de cores. físico
Aula 10 – Fórum – O Homem e a Luz A matéira Estudada Verificação no Fórum