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HISTÓRIA DA ARQUITECTURA MONUMENTAL TEMAI: ANTIGUIDADE CLÁSSICA Arquitectura Grega Dr.ª Goreti Sousa
HISTÓRIA DA ARQUITECTURA MONUMENTAL TEMAI: ANTIGUIDADE CLÁSSICA Arquitectura Grega Dr.ª Goreti Sousa

HISTÓRIA DA ARQUITECTURA MONUMENTAL

TEMAI:

ANTIGUIDADE CLÁSSICA

HISTÓRIA DA ARQUITECTURA MONUMENTAL TEMAI: ANTIGUIDADE CLÁSSICA Arquitectura Grega Dr.ª Goreti Sousa

Arquitectura Grega

Dr.ª Goreti Sousa

Arquitectura Grega

1.ª Parte Introdução In: experience-ancient-greece.com
1.ª Parte
Introdução
In: experience-ancient-greece.com

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. INTRODUÇÃO

A arquitectura clássica refere-se à arquitectura da antiguidade

clássica, especificamente à arquitectura grega e de algum modo a

toda aquela nela inspirada e baseada, como a arquitectura romana,

do Renascimento ou do Neoclassicismo. Pode-se assim dizer que os

elementos que compõem esta corrente arquitectónica são aplicados em diferentes contextos daqueles para os quais foram pensados inicialmente. Este gosto pela corrente clássica e consequentemente pela recriação das suas componentes em edifícios posteriores não tem um período temporal definido e observa-se ao longo da história

da arte nos mais variados revivalismos.

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Na verdade pode considerar-se que a cultura grega foi a base da civilização ocidental.

Na opinião de F. van der Meer, foram três os pilares da civilização ocidental: Grécia, Roma e o Cristianismo. “Ce triple héritage a donné da forme à l aculture de notre Occident.” 1

Esta influência ainda hoje se faz sentir e foi uma constante ao longo

da história da arte e da arquitectura.

Em 1140, durante a construção da Catedral de Chartres, Bernardo, o Director da Escola da Catedral afirmava:

In: history.howstuffworks.com
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“Somos anões aos ombros de gigantes. Se o nosso olhar alcança mais longe, não se deve aos nossos olhos mas à sua elevada estatura.”

. Contexto Geográfico:

O território grego nunca foi, muito rico em termos geográficos.

Basicamente a Grécia era formada por duas pequenas regiões continentais: a Magna Grécia, a Grécia Oriental (uma estreita faixa territorial situada a sudoeste da Turquia) e um arquipélago de

pequenas ilhas situado entre ambas.

Um punhado de cidades costeiras, apoiadas contra uma geografia marcada pelas grandes cadeias montanhosas, unidas apenas pela língua, pela religião e por um modo de vida idêntico.

Neste contexto, para os gregos, a noção de Estado confundia-se com a de cidade.

1 MEER, F. van der Petit Atlas de la Civilization Occidentale, Bruxelles, Éditions Sequoia, [s.d.], p. 10.

As cidades-estado eram um punhado de cidades voltadas sobre si mesmas, unidas por breves ligas, ditadas por um interesse comum, os gregos nunca foram capazes de construir uma verdadeira unidade estatal.

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. CONTEXTO HISTÓRICO

No que diz respeito à história podemos dividir a Civilização Grega em quatro etapas:

. Idade Obscura:

Entre o ocaso das civilizações Micénica e Minoica e o florescimento das grandes cidades gregas, decorreu um período de cerca de quatro séculos, que permanece um mistério, á que se deu o nome de Idade Obscura.

A vaga de destruição do final do século XIII a.C. fez-se acompanhar do abandono da maioria das cidadelas micénicas e da criação de novos habitats.

In: historywiz.com
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Só a partir do séc. XI a.C. certas inovações enriquecem vários domínios desta cultura: surge a cerâmica proto-geométrica, o ferro substitui o bronze e o mar Egeu transformasse lentamente num mar grego.

. Grécia Arcaica:

Este foi um período de três séculos que assistiu ao nascimento das cidades-estados. Uma polis (cidade-estado) é acima de tudo um grupo de homens que se governa livremente. Cada urbe é independente, dotada de instituições específicas. A polis é composta por um território rural e um centro mais ou menos urbanizado, que é sede das instituições comuns.

. Grécia Clássica:

Durante o século VI a.C. a ática e a sua principal cidade, Atenas torna- se uma das regiões mais ricas da Grécia Continental e ao mesmo tempo assume o papel de centro cultural e artístico da Grécia.

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Atenas tinha-se tornado uma cidade próspera e cosmopolita, que atraía a si poetas, músicos e artistas de toda a Grécia.

Paralelamente a cidade passou por uma profunda reorganização social e política. Na segunda metade do séc. VI a.C. o poder da aristocracia terra tenente foi enfraquecendo e colocou em causa o sistema político oligárquico.

Progressivamente o poder foi sendo alargado a camadas mais vastas

de cidadãos atenienses, lançando as bases da democracia ateniense.

Atenas transformara-se numa democracia, um regime em que a grande maioria da população tinha participação política. Todos os adultos do sexo masculino nascidos de um casamento legal de um cidadão ateniense e de uma mulher ateniense eram considerados atenienses.

Péricles terminou a consolidação da Democracia Grega. Todos os magistrados eleitos passam a receber um salário e todos os cidadãos tinham direito de voto nas questões relacionadas com a política da cidade.

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As guerras Persas tiveram um papel significativo nesta ascensão. No

início deste período o império Persa ameaçava absorver as cidades-

estado gregas.

Os atenienses organizaram uma confederação conhecida como a Liga

de Delfos, com o objectivo de afastar os Persas. Esta aliança

proporcionava barcos, homens e dinheiro.

Eram os atenienses que controlavam esses fundos, pelo que se transformou na maior força militar da liga e na cidade mais rica.

Durante o século V a.C. Atenas tornou-se política, económica e culturalmente a maior cidade-estado de toda a Grécia.

O poder crescente de Atenas alarmou as restantes cidade-estado

muitas das quais formaram uma nova aliança defensiva com Esparta.

O conflito não tardou a transformar-se em guerra. A Guerra do

Peloponeso durou trinta anos.

No final da Idade Clássica, Atenas havia perdido a guerra mas a sua influência cultural não se vira abalada, mantendo o seu papel de principal foco de difusão cultural de toda a Grécia.

. Grécia Helenística:

Devido às desgastantes lutas internas o território grego tornou-se permeável a ameaças externas, acabando por ser absorvido pelo império macedónio.

Graças à integração do território grego no vasto império de Filipe e às lendárias conquistas de Alexandre a cultura grega expandiu-se e ganhou uma dimensão quase universal.

Com as conquistas de Alexandre a cultura grega chega às fronteiras da Índia, chegando mesmo a insinuar-se perante o majestoso Egipto.

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A morte de Alexandre, o Grande, em plena juventude, pôs um fim abrupto neste grande Império. Os seus herdeiros apressaram-se a dividi-lo: Os Seleucidas assumem o controlo da Síria e da Pérsia, os Ptolomeus do Egipto e as antigas cidades livres da Grécia recuperam a sua autonomia.

Contudo o seu apogeu cultural havia passado e estas não tardaram a ser integradas no Império Romano.

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2.ª Parte Arquitectura
2.ª Parte
Arquitectura

. ARQUITECTURA GREGA

Ao contrário do que acontece na actualidade, em que a arquitectura tem ao seu dispor um reportório quase ilimitado de formas, a arquitectura grega apenas dispunha de um punhado de formas elementares.

Também

actualmente.

o

papel

do

arquitecto

era

diferente

à

que

assume

Na Grécia Clássica a estrutura e a forma de um edifício eram determinadas pelos responsáveis pela construção, normalmente as autoridades da cidade ou os sacerdotes do templo. O arquitecto limita-se, nesta primeira fase, a passar as suas ideias para o papel. Uma vez acertados todos os detalhes era formado um comité de oficiais para assumir a responsabilidade da sua execução. Tal como actualmente eram celebrados contratos com artesãos ou oficinas para a realização de determinadas tarefas.

Apesar deste sistema perfeitamente organizado a construção era extremamente demorada. Uma única coluna implicava equipas de cinco a sete pedreiros a trabalhar durante dois meses.

Nas civilizações minóica e micénica o principal tema da arquitectura foi o palácio. Pelo contrário para os gregos a criação mais importante foi o templo.

A grande inovação estrutural que fez a originalidade da arquitectura

grega foi a colunata exterior que rodeia o santuário. A coroa de fustes de pedra formando um cortinado solidamente ritmado e transparente representa a principal conquista plástica da

arquitectura grega.

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In: estiradorsemrima.blogspot.com
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Esta série de cilindros de pedra erguidos uns ao lado dos outros é a imagem de marca das ordens gregas.

A estrutura de um templo grego do período clássico é muito simples.

Apresenta uma planta rectangular, com uma entrada é feita por um

vestíbulo ou pronaos.

Este dá acesso a uma sala rectangular chamada naos o cella, onde está

a estátua do deus.

Em alguns templos, atrás da cella, existe um outro espaço onde se guarda o tesouro do templo. Quando este não existe, atrás da cella aparece outro espaço idêntico ao pronaos, mas que ao contrário deste, não dá acesso a nenhuma sala, o opistódomos. A justificação

para este espaço é meramente estética, pois garante a simetria perfeita da construção.

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Esta estrutura base repete-se em todos os templos clássicos. Contudo estes variam em alguns pontos como o número, a disposição e a decoração das colunas nas fachadas.

. CLASSIFICAÇÃO DOS TEMPLOS GREGOS:

Em função da disposição das colunas:

.

In antis Apresenta duas colunas na fachada frontal

.

Ápteros- Não apresenta colunas.

.

Próstilo Apresenta colunas só na fachada dianteira

.

Anfipróstilo Apresenta colunas na parte dianteira e traseira do templo

.

Períptero O templo é rodeado de colunas por todos os lados

.

Díptero Apresenta uma fila dupla de colunas

.

Pseudoperíptero - Apresenta as colunas adoçadas à parede

.

Monópteros ou tholos Edifício de Planta circular.

Em função do número de colunas na fachada:

.

Tetrástilo (4 colunas),

.

Hexástilo (6 colunas),

.

Octástilo (8 colunas),

.

Decástilo (10 colunas)

III. Em função das medidas e da decoração das fachadas:

In: en.wikipedia.org
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. As Ordens Clássicas:

Em finais do século VII a.C. estava já estabelecido o cânon do templo grego.

Um cânon é um conjunto de medidas e de normas decorativas que sendo aplicadas por todos garante a unidade estética da arte clássica. Em arquitectura ao cânon dá-se o nome de ordem.

A fachada de um templo clássico é composta por três elementos:

base, coluna e entablamento.

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Sobre uma pequena plataforma rectangular e escalonada (estereóbato) dispõem-se as colunas. O esteróbato apresenta invariavelmente três pequenos degraus que elevam o templo do terreno circundante. A plataforma superior (corresponde ao terceiro degrau) designa-se estilóbato.

A

coluna é circular, estriada e subdivide-se em: base, fuste e capitel.

O

fuste não era monolítico, mas formado por secções chamadas

tambores. As colunas estão separadas entre si por uma distância regular que se chama entre-colunio e que varia de templo para

templo.

Sobre as colunas desenvolve-se a cobertura do templo. É esta que forma o entablamento que se desenvolve por todas as fachadas do templo, sendo nas fachadas mais estreitas rematado por um frontão triangular.

O

entablamento subdivide-se em 3 elementos:

 

.

Arquitrave: Elemento horizontal de pedra que une entre si dois pés-direitos, neste caso suas colunas. Constitui a parte inferior do entablamento.

.

Friso: Peça igualmente vertical que se encontra entre a arquitrave e a cornija.

.

Cornija: Peça saliente que descansa sobre o friso.

Sobre o entablamento descansa o frontão, um plano triangular cujo fundo se chama tímpano, que deve a sua forma à cobertura a duas águas.

O frontão está coroado por acroteras (figuras de animais) e no tímpano colocam-se esculturas alusivas à divindade a quem é consagrado o templo.

In: doric-column.com
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Em função das características das colunas e dos entablamentos podemos distinguir três ordens arquitectónicas: Dórica, Jónica e Corintia.

Ordem Dórica:

É considerada a mais sóbria e

Enquanto tal representa a imagem do ideal de beleza clássica.

simples das três ordens gregas.

Pelas mesmas razões a ordem dórica é considerada um símbolo masculino, uma vez que se pode dizer que é forte e racional.

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O fuste da coluna dórica arranca directamente do estilóbato, não tem

base. O fuste estriado, é de aresta viva, diminuindo de diâmetro

desde a base até ao topo. Apresenta entasis na parte central.

Entre o capitel e o fuste há um conjunto de ranhuras chamada colarinho.

O capitel dórico é formado por duas peças: o equino (moldura

convexa) e o ábaco (paralelepípedo quadrado que recebe

directamente a carga da cobertura).

O entablamento é composto por uma arquitrave lisa e um friso

dividido em triglifos (peça rectangular formada por três ranhuras verticais) e métopas (espaços quadrados, entre os triglifos, aptos

para ser decorados). Estas devem ser em número par e devem coincidir com os eixos das colunas.

A cornija é saliente e apresenta nos espaços que coincidem com os

triglifos pequenas saliências denominadas gotas (mutulos).

A ordem dórica embora totalmente em pedra sugere uma origem em

madeira. Mantém certos elementos construtivos necessário e, construções de madeira mas tecnicamente estranhos às construções em pedra. Elementos como travejamentos e pregos foram incorporados nestes templos sob a forma de detalhes formais com elevado valor ornamental. Os triglifos seriam os vestígios petrificados das vigas que suportavam o tecto. As gotas imitam as cunhas ou cavilhas de madeira que uniam as vigas. As métopas seriam a representação do espaço vazio que ficava entre as vigas e que

inicialmente eram cobertas com lajes de cerâmica.

In: etc.usf.edu
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Ordem Jónica:

Nesta ordem as colunas são mais altas e delgadas que as colunas dóricas, pelo que se considera uma representação feminina. É

também uma ordem com um maior peso ornamental.

O fuste da coluna jónica repousa numa peça intermédia chamada

base, formada por duas molduras convexas (os toros) e uma côncava (escócia).

O fuste é cilíndrico, estriado e pode apresentar entâsis tal como na

ordem dórica. Mas à diferença desta as estrias não formam arestas

vivas. São biseladas formando uma superfície chamada filete.

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O capitel está formado por uma espécie de equino decorado com

relevos ovalados e com volutas aos lados.

A arquitrave consta de três faixas escalonadas, a última das quais pode ser decorada com relevos ovalados.

O friso é conitinuo, podendo ser liso ou decorado em relevo.

A cornija possui mais relevo que a dórica e está enriquecida com

formas ovaladas e dentadas.

Tal como na ordem Dórica, o frontão está coroado por acróteras.

Nesta ordem, as colunas tradicionais podem ser substituídas por estátuas femininas, chamadas Cariátides, ou mais excepcionalmente com estátuas masculinas, designadas.

Ordem Coríntia:

É uma variação, ou evolução da ordem jónica da qual se diferencia

pela forma do capitel e por uma maior riqueza ornamental, também

é mais alta, acentuando o carácter ornamental.

In: stolenfrommysister.blogspot.com
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O capitel está formado por duas filas de folhas de acanto, e por

pequenas volutas nos ângulos superiores.

No templo grego, a escultura não se limitava a uma simples ornamentação, era ela que dava significado ao monumento e conferia ao santuário uma dimensão espiritual particular. As decorações em baixo-relevo inseriam a obra construída num complexo sistema cosmológico-religioso. A decoração era a chave que permitia descodificá-lo.

Esta decoração revela um homem que se sente imerso num universo simultaneamente próximo dos deuses e dos monstros. Sobre o frontão dispunha-se assustadoras imagens de um bestiário de seres monstruosos. Mas em compensação no interior da nãos repousava a estátua do deus em toda a sua majestade.

Por outro lado este templo permanece, através do seu pórtico, ligado

à origem natural do culto. As colunas dispostas lado a lado fazem uma clara alusão às árvores e aos bosques consagrados ao culto.

O TEATRO:

O teatro grego começou por ter um carácter religioso, político e social. Foram construídos nos flancos da colina, uma vez que precisavam de aproveitar o desnível para suster a plateia.

O teatro grego estava dividido em três zonas:

.

Cávea era o local da plateia, estavam escalonadas em semicírculos e onde os degraus convergem para o centro. A cávea estava dividida em dois ou três sectores.

.

Orquestra espaço reservado para os coros e onde se dançava e se realizavam as acções dramáticas de cena. O espaço da orquestra, geralmente em solo de terra batida tem forma semi- circular ou mais raramente circular.

.

Scena - formado por uma comprida e estreita plataforma limitada por uma construção e uma decoração permanente e unida a uma câmara posterior destinada a vestuário. ex.: Teatro de Dionísio em Micenas, Delfos.

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In: ciaatemporal.blogspot.com
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Os lugares de honra eram decorados com esculturas. Inicialmente seriam de madeira mas logo passam a ser de pedra.

BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA:

Arquitectura Grega

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CARVAJAL,

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Edificios

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