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CRAS - Recursos

Quais ações dos serviços prestados pelo PAIF são financiadas pelo PBF?

O PBF - Piso Básico Fixo financia as seguintes ações dos serviços prestados pelo PAIF -

Programa de Atenção Integral à Família, ofertados exclusivamente no CRAS – Centro de

Referência de Assistência Social.

1) Entrevista familiar;

2) Visitas domiciliares;

3) Palestras voltadas à comunidade ou à família, seus membros e indivíduos;

4) Grupos: oficinas de convivência e de trabalho socioeducativo para as famílias, seus membros e indivíduos; ações de capacitação e inserção produtiva;

5) Campanhas socioeducativas;

6) Encaminhamento e acompanhamento de famílias e seus membros e indivíduos;

7) Reuniões e ações comunitárias;

8) Articulação e fortalecimento de grupos sociais locais;

9) Atividades lúdicas nos domicílios com famílias em que haja criança com deficiência;

10) Produção de material para capacitação e inserção produtiva, para oficinas lúdicas e para campanhas socioeducativas, tais como vídeos, brinquedos, materiais pedagógicos e outros destinados aos serviços sócio-assistenciais;

11) Deslocamento da equipe para atendimento de famílias em comunidades quilombolas, indígenas, em calhas de rios e em zonas rurais.

Existem outras ações que podem ser financiadas pelo PBF?

O Piso Básico Fixo poderá financiar, de modo complementar e exclusivamente no território de

abrangência do CRAS, a rede socioassistencial para desenvolvimento das seguintes ações

voltadas a indivíduos e membros vulneráveis das famílias referenciadas:

1) Grupos de convivência e sociabilidade geracionais e intergeracionais, para crianças, adolescentes, jovens e idosos;

2) Atividades lúdicas para crianças de 0 (zero) a 6 (seis) anos, que visem à estimulação das crianças, o fortalecimento de laços familiares e a interação entre a criança e os demais membros da família e da comunidade;

3) Implementação das ações de capacitação e inserção produtiva;

4) Ações complementares de promoção da inclusão produtiva para beneficiários do Programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada – BPC.

Como utilizar os recursos do Piso Básico Fixo? Os recursos do PAIF podem ser usados para o financiamento das despesas em custeio para a execução dos serviços e ações socioassistenciais ofertados pelo PAIF no CRAS ou no âmbito do seu território.

A utilização deve ser orientada pela Portaria nº. 448 de 2002, do Ministério da Fazenda,

Secretaria do Tesouro Nacional. É importante lembrar, no entanto, que a portaria orienta o gasto de recurso de diversas políticas públicas. Assim, ao consultar a portaria é preciso observar a PNAS - Política Nacional de Assistência Social /2004 e a Portaria n°. 442, de

26/08/2005, bem como o Guia de Orientações Técnicas para o CRAS - Centro de Referência de Assistência Social.

IMPORTANTE: De acordo com o Manual para Agentes Municipais da Controladoria Geral da União (CGU), os recursos não devem ser utilizados para o pagamento de aluguel de imóvel, pagamento de salários a funcionários públicos, recolhimento de encargos sociais, rescisão de contrato de trabalho, vale-transporte e vale- refeição, passagens e diárias, aquisição de bens e material permanente, construção ou ampliação de imóveis.

O documento está disponível no site: www.cgu.gov.br. No lado esquerdo da tela, clique em Publicações e Orientações; na página seguinte, selecione o item “Gestão de Recursos Federais - Manual para os Agentes Municipais”, abaixo de Cartilhas e Manuais.

É possível comprar medicamentos, vacinas ou similares com os recursos referentes do PAIF? Não. A política de assistência social não financia o gasto da política de saúde. E a título de informação, seguem as seguranças afiançadas pela assistência social:

a) segurança de acolhida - provida por meio de ofertas públicas de espaços e serviços

localizados prioritariamente em territórios de maior vulnerabilidade, com condições de escuta profissional qualificada, informação, referência, concessão de benefícios, de aquisições materiais, sociais e socioeducativas;

b) segurança social de renda - operada por meio de concessão de Benefícios de Prestação

Continuada da Assistência Social – BPC nos termos da lei, para cidadãos não incluídos no sistema contributivo de proteção social que apresentem vulnerabilidades decorrentes do ciclo de vida e, ou, incapacidade para a vida independente e para o trabalho; e concessão de auxílios financeiros sob determinadas condicionalidades;

c) segurança de convívio familiar e comunitário - oferta pública de rede de serviços

continuados que garantam oportunidades e ação profissional para: construção, restauração e fortalecimento de laços de pertencimento (de natureza geracional, intergeracional, familiar, de vizinhança e interesses comuns e societários); exercício capacitador e qualificador de vínculos

sociais e de projetos pessoais e sociais de vida em sociedade;

d) segurança de desenvolvimento da autonomia individual, familiar e social - provisão

estatal de ações profissionais para o desenvolvimento de capacidades e habilidades para o exercício do protagonismo, da cidadania; a conquista de maior grau de liberdade, respeito à dignidade humana, protagonismo e certezas de proteção social para o cidadão, a família e a sociedade; a conquista de maior grau de independência pessoal e qualidade nos laços sociais para os cidadãos e cidadãs sob contingências e dificuldades, e

e) segurança de sobrevivência a riscos circunstanciais - provisão de acesso estatal, em

caráter transitório, de auxílios em bens materiais e em dinheiro, denominados de benefícios eventuais para indivíduos e famílias sob riscos e vulnerabilidades circunstanciais e nos casos de calamidade pública.

Por que o município ainda não recebe recursos para o PAIF? Os municípios que ainda não recebem recursos do co-financiamento federal para oferta do PAIF por meio do Piso Básico Fixo podem manter a quantidade de CRAS que considerar necessário com recursos próprios.

Em junho de 2008, o MDS começou a co-financiar o PAIF em mais 598 municípios do país. Os critérios para a expansão de 2008 foram pactuados em reunião da CIT - Comissão Intergestores Tripartite, realizada no dia 07 de maio de 2008, em São Luis (MA).

É possível desenvolver PAIF no CRAS mesmo não recebendo co-financiamento do Governo Federal (Fundo a Fundo)? Os municípios podem implantar o CRAS e desenvolver o PAIF, independentemente do co- financiamento do Governo Federal. Aqueles que não são co-financiados podem desenvolver o

PAIF no CRAS com recursos próprios.

Como fazer a prestação de contas dos Pisos de Proteção Social?

A prestação de contas dos Pisos de Proteção Social é feita pela Prefeitura, por meio do órgão

gestor da Assistência Social, no preenchimento do Demonstrativo Sintético Anual de Execução Físico Financeiro (disponível no SUASWEB).

O Demonstrativo deve ser submetido à avaliação do Conselho Municipal de Assistência Social

quanto à verificação do cumprimento do atendimento às famílias e aos indivíduos e dos recursos financeiros utilizados correspondentes a cada piso de proteção.

É importante lembrar que os documentos pertinentes (notas fiscais, recibos, faturas, entre

outros legalmente aceitos) devem permanecer no município em bom estado de conservação, identificados e por, no mínimo, cinco anos ou pelo prazo determinado em legislação específica, caso haja solicitações posteriores pelos órgãos de fiscalização ou pelo MDS.