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Engenharia Estruturas LAJES NERVURADAS Prof. M.Sc. Antonio de Faria Maio/2010 1
Engenharia Estruturas LAJES NERVURADAS Prof. M.Sc. Antonio de Faria Maio/2010 1

Engenharia Estruturas

LAJES NERVURADAS

Prof. M.Sc. Antonio de Faria

Maio/2010

Introdução Necessidade de reduzir custos LAJES NERVURADAS 2

Introdução

Necessidade de reduzir custos

Introdução Necessidade de reduzir custos LAJES NERVURADAS 2
Introdução Necessidade de reduzir custos LAJES NERVURADAS 2

LAJES NERVURADAS

Introdução Resultam da eliminação do concreto abaixo da linha neutra, propiciando redução do peso próprio

Introdução

Resultam da eliminação do concreto abaixo da linha neutra, propiciando redução do peso próprio e melhor aproveitamento do aço e do concreto Resistência à tração concentrada nas nervuras Material de enchimento não colabora na resistência

Introdução 4

Introdução

Introdução 4
Funções estruturais das lajes Comportamento de placa Comportamento de chapa 5

Funções estruturais das lajes

Comportamento de placa

Comportamento de chapa

Esquema de funcionamentodas lajes pré- moldadas 6

Esquema de funcionamentodas lajes pré- moldadas

Esquema de funcionamentodas lajes pré- moldadas 6
Tipos de lajes nervuradas Laje moldada no local Laje com nervuras pré-moldadas: Vigota de concreto

Tipos de lajes nervuradas

Laje moldada no local Laje com nervuras pré-moldadas:

Laje moldada no local Laje com nervuras pré-moldadas: Vigota de concreto armado Vigota de concreto protendido

Vigota de concreto armado

Vigota de concreto protendido

Vigota

treliçada

Tipos de lajes nervuradas Vigotas com armação treliçada: Bem mais leves Permitem travamento transversal (com

Tipos de lajes nervuradas

Vigotas com armação treliçada:

Bem mais leves Permitem travamento transversal (com o auxílio de plaquetas) É possível se obterem lajes bidirecionais

Tipos de lajes nervuradas Nervuras em duas direções com o auxílio de plaquetas 9

Tipos de lajes nervuradas

Tipos de lajes nervuradas Nervuras em duas direções com o auxílio de plaquetas 9

Nervuras em duas direções com o auxílio de plaquetas

Tipos de lajes nervuradas Vigotas treliçadas e plaquetas 10

Tipos de lajes nervuradas

Vigotas treliçadas e plaquetas

Tipos de lajes nervuradas Vigotas treliçadas e plaquetas 10
Tipos de lajes nervuradas Montagem de laje nervurada bidirecional 11

Tipos de lajes nervuradas

Tipos de lajes nervuradas Montagem de laje nervurada bidirecional 11

Montagem de laje nervurada bidirecional

Materiais de enchimento Blocos cerâmicos ou de concreto Caixotes reaproveitáveis Blocos de EPS: Facilidade de

Materiais de enchimento

Blocos cerâmicos ou de concreto Caixotes reaproveitáveis Blocos de EPS:

Facilidade de corte Baixo módulo de elasticidade Baixo coeficiente de absorção Isolante termo-acústico Resiste bem às operações de concretagem

Materiais de enchimento 13

Materiais de enchimento

Materiais de enchimento 13
Laje Nervurada constituída por trilho 14

Laje Nervurada constituída por trilho

Laje Nervurada constituída por trilho 14
Laje Nervurada constituída por trilho 14
Laje Nervurada constituída por trilho 14
Laje Nervurada constituída por trilho 14
Laje Nervurada constituída por trilho 14
Laje Nervurada constituída por treliça 15

Laje Nervurada constituída por treliça

Laje Nervurada constituída por treliça 15
Laje Nervurada constituída por treliça 15
Laje Nervurada constituída por treliça 15
Laje Nervurada constituída por treliça 15
Laje nervurada treliçada 16

Laje nervurada treliçada

Laje nervurada treliçada 16
Laje nervurada treliçada 16
Laje nervurada treliçada 16
Laje nervurada constituída por trilhos protentidos 17

Laje nervurada constituída por trilhos protentidos

Laje nervurada constituída por trilhos protentidos 17
Laje nervurada constituída por trilhos protentidos 17
Normalização: NBR 14859-1 – Laje pré-fabricada – Requisitos Parte 1: Lajes unidirecionais; NBR 14859-2 -

Normalização:

NBR 14859-1 – Laje pré-fabricada – Requisitos Parte 1: Lajes unidirecionais; NBR 14859-2 - Laje pré-fabricada – Requisitos Parte 2: Lajes bidirecionais; NBR 14860-1 – Pré-laje – Requisitos Parte 1: Lajes unidirecionais; NBR 14860-2 – Pré-laje – Requisitos Parte 2: Lajes bidirecionais; NBR 14861 – Painel alveolar de concreto protendido – Requisitos; NBR 6118 – Projeto de estruturas de concreto; NBR 6120 – Cargas para o cálculo de edificações;

– Requisitos; NBR 6118 – Projeto de estruturas de concreto; NBR 6120 – Cargas para o
– Requisitos; NBR 6118 – Projeto de estruturas de concreto; NBR 6120 – Cargas para o
– Requisitos; NBR 6118 – Projeto de estruturas de concreto; NBR 6120 – Cargas para o
– Requisitos; NBR 6118 – Projeto de estruturas de concreto; NBR 6120 – Cargas para o
– Requisitos; NBR 6118 – Projeto de estruturas de concreto; NBR 6120 – Cargas para o
– Requisitos; NBR 6118 – Projeto de estruturas de concreto; NBR 6120 – Cargas para o
Carregamento das Lajes Pré-Moldadas Peso próprio Nervuras; Enchimento; Capa; Revestimento Piso Leve Piso

Carregamento das Lajes Pré-Moldadas

Peso próprio

Nervuras; Enchimento; Capa;

Revestimento

Piso Leve Piso Industrializado Piso Natural

Sobrecarga

NBR 6120

Exercício de Aplicação Um sistema de laje pré-moldada (treliçada) foi usado para compor uma laje

Exercício de Aplicação

Um sistema de laje pré-moldada (treliçada) foi usado para compor uma laje de vão livre igual a 4,0m, simplesmente apoiada nas extremidades em vigas de 15 cm de largura. A carga permanente (peso próprio) g1 é igual a 2,0 kN/m2, a carga de revestimento e contrapiso g2 é igual a 0,5 kN/m2 e a acidental q é igual a 2,0 kN/m2. Qual a armadura necessária As em cada elemento (nervura) para a seção transversal da laje indicada na figura abaixo?

a seção transversal da laje indicada na figura abaixo? Seção Transversal: Cotas em cm Dados: Fck
a seção transversal da laje indicada na figura abaixo? Seção Transversal: Cotas em cm Dados: Fck

Seção Transversal: Cotas em cm

Dados:

Fck = 20 MPa Aço CA-60 c= 1,5 cm Altura do elemento de enchimento = 8,0 cm Espessura da Capa Superior = 4,0 cm

Resolução: Carga atuante em uma nervura: p nervura = 0,42 . (2,0 + 0,5 +

Resolução:

Carga atuante em uma nervura:

pnervura = 0,42 . (2,0 + 0,5 + 2,0) =1,89 kN/m

Momento Fletor máximo em cada nervura:

2 2 p.l 1,89.4,15 = = 4,07 kN.m = 407 kN.cm M nervura = 8
2
2
p.l
1,89.4,15
=
=
4,07 kN.m
=
407 kN.cm
M nervura =
8
8
Seção transversal:
h
f
hf = 4,0 cm
bw = 10,0 cm
b2 = 32 cm
b
h
d
A
w
s
H
= 12 cm
d’
= 2,0 cm
b 2
d = 10,0 cm
 0,10.a
=
0,10.415
=
41,5 cm
b1 ≤
bf = bw + 2.b1 = 10 + 2.16 = 42cm
 0,5.b2
=
0,5.32
=
16cm
Características da Treliça 22

Características da Treliça

Características da Treliça 22
Características da Treliça 22
Características da Treliça 22
Resolução Supondo LN na mesa y * = h f = 4,0 cm k md

Resolução

Supondo LN na mesa y * = h f = 4,0 cm

k md =

M

d 1,4.407

2

b .d .f

f

cd

=

2

42.10 .

= 4,0 cm k md = M d 1,4.407 2 b .d .f f cd =

2,0

1,4

= 0,095

para kmd

=

0,095

tabela

→

kx

=

0,149

y

=

1,19 cm

<

hf

=

4,0 cm

Como y < h f linha neutra na mesa k z = 0,940

k

x

=

A s =

0,149

ε

c

= 0,323%

ε

s

= 1,0%

M

d 1,4.407

k .d.f

z

yd

=

0,94.10.

c = 0,323% ε s = 1,0% M d 1,4.407 k .d.f z yd = 0,94.10.

60

1,15

Domínio 2

= 1,16 cm

2

Armadura adotada:

Treliça TB 8M 2 # 5,0 mm - As inf = 0,393 cm 2 Armadura Adicional 2 # 7,0 mm - As inf = 0,770 cm 2 As tot = 1,163 cm 2

Resolução: Verificação da Flecha Características geométricas da seção transversal no estádio I sem a presença

Resolução: Verificação da Flecha

Características geométricas da seção transversal no estádio I sem a presença de armadura:

Área da Seção Transversal

A g

(

b

b

)

h

+ b

h = (42 -10).4 +10.12 = 248 cm

2

=

 

f

w

f

w

 

(b

f

b

w

)

  h

2

2

f

+

b

w

h

2

2

 

A

g

 

(b

 

b

 

)

h

3

+

b

w

 

h

3

 

f

w

f

   

+

(b

 
   

f

 

12

 

12

 
 

3

3

Centro de Gravidade

y cg

=

Momento de Inércia

I

I

g

g

=

=

(

)

42 -10 .4

+

10.12

+

12 12

(

42

)

4  

2

12

2

-10 .

 

42

 

2

+

10 .

 

2

 

248

 
 

b

h

h

f

2

+

 

w

)

f

y

cg

2

2

 

=

10 .4. 3,94

)

4  

2

b

w

(

= 3,94 cm

h

y

cg

12 

12

2

2

+ 10.12. 3,94

h

2

2

= 2.601,63 cm

4

Resolução: Verificação da Flecha Características geométricas da seção transversal no estádio I com a presença

Resolução: Verificação da Flecha

Características geométricas da seção transversal no estádio I com a presença de armadura:

Área da Seção Transversal

αe =

A

h

=

E

s 210.000

E

c

=

Seção Transversal α e = A h = E s 210.000 E c = 0,85.5600. 20

0,85.5600. 20

= 9,865

( b

f

b

w

)

h

f

+ b

w

h + A α 1 = 42-10 .4 +10.12+1,16.(9,865 1) = 258,28cm

s

(

)

(

)

2

Centro de Gravidade

b

w

)

 

h

2

f

2

h

2

2

y

h

=

(

42

)

-10 .

4

2

2

+

10.

12

2

2

+

(

1,16. 9,865

)

1 .10

 

258,28

 

h

f

2

b

h

 

y

 

h  

2

2

A

s

 

(

 

1

)

 

(

 

d

)

2

2

 

+

w

h

 

+

α

y

h

4  

2

2

+

10.12. 4,18

12

2

2

+

1,16.(9,865

1)(. 4,18

10)

2

(b

f

+

b

w

A (α

s

d

+

1)

y

h

=

= 4,18 cm

A

h

Momento de Inércia

I

h

I h

 

(b

 

b

w

)

 

h

3

b

 

h

3

 

 

f

 

f

+

w

 

12

12

 

(

)

42 -10 .4

3

+

10.12

3

+

(

 

=

=

12

12

+

42

(b

f

b

)

w

)

h

f

10 .4. 4,18

=

2.964,79 cm

4

Resolução: Verificação da Flecha
Resolução: Verificação da Flecha

Características geométricas da seção transversal no estádio II:

x

II

b

w

b

f

42

2

+

a

1

=

=

2 2

=

a h . (b - b )

2

=

f

f

w

= 21,0 cm

(

α

e

-1).A '

s

+

α

e

. A

s

=

9,865.1,16

=

11,44 cm

2

2 h f a = - d'. ( α -1 .A ' - d. )
2
h f
a
=
- d'.
(
α
-1 .A ' - d.
)
α
.A -
.
(
3
b
- b
)
=
-10.9,865.1,16
=
-114,43 cm
3
e
s
e
s
f
w
2
2
2
- a
±
a
- 4.a .a
-11,44
±
11,44
4.21.( 114,43)
2
2
1
3
=
=
=
2,08 cm
2.a
2.21
1
3
b f
. x
II
.A .
(
)
2
+ α
x
- d
+ α
(
-1 . A '. x
)
(
- d'
)
2
I x, II0 =
e
s
II
e
s
II
3

Ix, II0 =

42 . 2,08

3

3

+

[

9,865.1,16. 2,08

10

]

2

=

843,79 cm

4

<

h

f

=

4,0 cm

Inércia equivalente - Branson E cs = 0,85.5600. f ck = 0,85.5600. 20 = 21287,4

Inércia equivalente - Branson

Ecs = 0,85.5600.

Inércia equivalente - Branson E cs = 0,85.5600. f ck = 0,85.5600. 20 = 21287,4 MPa

fck = 0,85.5600.

- Branson E cs = 0,85.5600. f ck = 0,85.5600. 20 = 21287,4 MPa = 2129

20 = 21287,4 MPa = 2129 kN/cm

Ecs.Ic = 2129.2964,79 = 6.312.037,91 kN.cm

2

2

(

E .I

)

eq

=

E

CS

.

  M

3

R

a

.I +

c

M

1-   M


R

M

a

3

M r =

α

. f

ct, inf

.I

c

y

t

1,2.0,221.2601,63

=

12 - 3,94

. I

II

E

cs

. I

c

= 85,57 kN.cm

Situações de carregamento por nervura Permanente: p 1 = (g 1 +g 2 ).0,42 =

Situações de carregamento por nervura

Permanente:

p 1 = (g 1 +g 2 ).0,42 = (2,0 + 0,5).0,42 = 1,05 kN/m=0,0105 kN/cm

Quase permanente:

p 2 = (g 1 +g 2 +0,4.q).0,42 = (2,0+0,5+0,4.2,0).0,42 = 1,39 kN/m=0,0139 kN/cm

Rara:

p 3 = (g 1 +g 2 +q).0,42 = (2,0+0,5+2,0).0,42 = 1,89 kN/m = 0,0189 kN/cm

Sobrecarga:

p 4 = (q).0,42 = 2,0.0,42 = 0,84 kN/m = 0,0084 kN/cm

Verificação da flecha para carga permanente – q=1,05 kN/m M at = q.l 2 =

Verificação da flecha para carga permanente – q=1,05 kN/m

M at =

q.l

2

=

0,0105.415

2

= 226 kN.cm

(

(

E

E

. I

. I

)

)

8

eq

eq

= 2129 .

8

  85,57

 

226

=

{

2129 . 141,22

+

3

.2601,63

797,99

}

+

E

cs

(E . I)

eq =

1.999.578

Ecs . Ic

E cs

I eq

= 21290 MPa

= 939,15 cm

4

(

E .I

)

eq

=

E

CS

1-   85,57  

226

. I

c

a perm =

5.q.l

4 5.0,0105.415

4

=

(

384. E.I

)

eq

384.1999578

= 2,03 cm

.

3

  M

3

1-   M

R

a

.I +

c

R

M

M

a

.843,79

E

cs

. I

c

3

. I

II

E

cs

. I

c

Verificação da flecha para carga quase permanente – q=1,30 kN/m M at = ( (

Verificação da flecha para carga quase permanente – q=1,30 kN/m

M at =

(

(

(

E . I

E . I

E . I

)

)

)

q.l

2

eq

eq

eq

8

=

=

=

=

0,0130.415

2

= 280 kN.cm

2129 .

8

  85,57

 

280

3

.2601,63

{

2129 . 74,26

+

819,71

}

E

1.903.262

Ecs . I

c

E cs

= 21290 MPa

(

E.I

)

eq

=

E

CS

.

  M

M

R

a

. I

1-   85,57

+

280

cs

c

3

3

.I +

c

1-   M

R

M

a

3

.843,79

. I

II

E

cs

E

cs

. I

c

. I

c

I eq

= 893,97 cm

4

a perm =

5.q.l

4 5.0,0130.415

4

(

384. E.I

)

eq

=

384.1903262

=

2,64 cm

Verificação da flecha para carga rara – q=1,89 kN/m M at = q.l 2 8

Verificação da flecha para carga rara – q=1,89 kN/m

M

at =

q.l

2

8

(

(

(

E . I

E . I

E . I

)

)

)

eq

eq

eq

=

=

=

=

0,0189.415

2

8

= 406,88 kN.cm

(

2129 .

  85,57

406,88

3

.2601,63 +

2129 . 24,20

{

+

835,94

}

E

cs

. I

c

1.831.238

Ecs . I

c

E .I

)

eq

=

E

CS

.

  M

M

R

a

1-   85,57

406,88

3

E cs

= 21290 MPa

I eq

= 860,14 cm

4

a

perm

=

5.q.l

4 5.0,0189.4 15

4

=

(

384. E.I

)

eq

384.183123 8

=

3,99 cm

3

.I

c

+

1-   M

R

M

a

  .843,79

3

 

. I

II

E

cs

E

cs

. I

c

. I

c

Valores da flecha para as diferentes combinações   P M at M I eq a

Valores da flecha para as diferentes combinações

 

P

M

at

M

I

eq

a

atuante

a

limite

Ação

(kN/m)

(kN.cm)

 

r /M at

(cm

4 )

(cm)

(cm)

Permanente

1,05

226

0,379

939,15

 

2,03

1,66

Quase Permanente

1,30

280

0,306

893,97

 

2,64

1,66

Rara

1,89

407

0,210

860,14

 

3,99

1,66

A flecha devida à carga acidental é dada pela diferença entre a carga total (combinação rara) e a carga permanente, assim:

a q = a rara – a perm = 3,99 –2,03 = 1,96 > a limite = l/350 = 1,19 cm

Limites de deslocamentos – aceitabilidade sensorial – NBR 6118 – Item Razão da Limitação  

Limites de deslocamentos – aceitabilidade sensorial – NBR 6118 – Item

Razão da Limitação

 

Deslocamento a considerar

Deslocamento-

Exemplo

Limite

Visual

Deslocamentos visíveis em elementos estruturais

Total

l/250

Outros

Vibrações sentidas no piso

Devido a cargas acidentais

l/350

Efeito da fluência do concreto – Avaliação da flecha diferida no tempo – NBR 6118

Efeito da fluência do concreto – Avaliação da flecha diferida no tempo – NBR 6118 – 17.3.2.1.2

∆ ξ α = f 1 + 50. ρ '
ξ
α
=
f
1
+
50.
ρ
'
A' s ρ = ' b.d
A' s
ρ =
'
b.d

O valor de ρ’ será ponderado no vão de maneira análoga ao cálculo de I eq ;

A s ’- área da armadura de compressão no trecho considerado; ξ - coeficiente – função do tempo, sendo: ∆ξ = ξ (t) - ξ (to)

t 0,32  0,68.0,996 . t para t ≤ 70 meses; - ξ (t) 
t
0,32
 0,68.0,996 . t
para t
70 meses;
-
ξ (t)
2 para t
70 meses

t – tempo em meses, quando se deseja o valor da flecha diferida; t o – idade, em meses, relativa à data de aplicação da carga de longa duração;

O valor da flecha total no tempo infinito (a t, ) será (1+a f ) vezes a flecha imediata;

at, ∞ = at, o.(1+ αf)
at, ∞ = at, o.(1+ αf)
Verificação do efeito da fluência
Verificação do efeito da fluência

O cálculo do efeito da fluência é realizado com a combinação quase permanente (1,30 kN/m); O tempo t o (idade, em meses, relativa a data de aplicação da carga de longa duração, no caso 14 dias);

kN/m); O tempo t o (idade, em meses, relativa a data de aplicação da carga de
 

14

t0 =

= 0,47

 

30

ξ

(t0)

=

ξ

(

)

=

t

0,68.0,996 .t

0,32

=

0,68.0,996

0,47

.0,47

2,0 (valor fixo para t

70 meses

α

f

=

ξ

1

+

50.

ρ

'

2 - 0,53

=

1

= 1,47

0,32

=

0,53

O valor da flecha total no tempo infinito será a flecha ocorrida em razão da carga obtida pela combinação quase permanente multiplicada por (1 + α f );

atotal, = 2,64.(1+1,47) = 6,52 cm >

l

250

= 1,66cm

Verificação do efeito da fluência Porém, pode ser dada uma contraflecha de até L/350; a

Verificação do efeito da fluência

Porém, pode ser dada uma contraflecha de até L/350;

acf = -

l 415

= −

350 350

= − 1,19 cm

atotal, = 6,52 -1,19 = 5,33 cm >

l

250

= 1,66cm

Assim, a condição de deformação não estaria atendida; Neste caso seria necessário, por exemplo, fazer a continuidade dessa laje com a adjacente ou então aumentar sua altura;