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MINICURSO: INTRODUÇÃO À PROGRAMAÇÃO EM MATLAB Profa. Dra. Glaucia Maria Bressan Agosto de 2016 Cornélio

MINICURSO:

INTRODUÇÃO À PROGRAMAÇÃO EM MATLAB

Profa. Dra. Glaucia Maria Bressan

MINICURSO: INTRODUÇÃO À PROGRAMAÇÃO EM MATLAB Profa. Dra. Glaucia Maria Bressan Agosto de 2016 Cornélio Procópio

Agosto de 2016

Cornélio Procópio

Sumário

1. Introdução ao MATLAB MATrix LABoratory

3

2. Operações com vetores e matrizes no MATLAB

4

Operador Dois Pontos ( : )

4

Geração de vetores

5

3. Funções Matemáticas

7

3.1. Funções Logarítmicas e Exponenciais

7

3.2. Funções Trigonométricas

7

3.3. Funções Polinomiais

8

3.4. Variáveis Simbólicas

10

4. Gráficos

11

4.1. Gráficos Bidimensionais

11

4.2. Gráficos Tridimensionais

11

5. Laços e Testes Condicionais

12

5.1.

Criação de uma Função

16

6. Conteúdo de Cálculo

16

 

6.1. Limites

16

6.2. Derivadas

17

6.3. Integrais

17

6.4. Equações Diferenciais

18

6.5. Transformadas

20

Apêndice Listagem de Funções do MATLAB

21

Referências Bibliográficas

22

1.

Introdução ao MATLAB MATrix LABoratory

A capacidade de visualização dos dados é um fator importante na solução de problemas. Às vezes, o dado é um simples número; outras, um grupo de coordenadas x-y-z que representam os quatro vértices de uma pirâmide com uma base triangular no espaço. Podemos representar estes exemplos usando um tipo especial de estrutura de dados:

matriz. Matriz é uma tabela de números dispostos em m linhas e n colunas.

O MATLAB foi desenvolvido no início da década de 80 por Cleve Moler, no

Departamento de Ciência da Computação da Universidade do Novo México, EUA. A

firma comercial MathWorks Inc. detem os direitos autorais destas implementações.

O MATLAB é um software de alta performance voltado para o cálculo

numérico. Apresenta uma linguagem de computação de nível alto usada para cálculos científicos e visualização de dados, construída em um ambiente de programação interativo. A grande vantagem de um sistema interativo é que os programas podem ser testados e executados rapidamente, podendo ser desenvolvidos em um tempo muito menor do que linguagens como Fortran ou C. O ponto negativo é que os programas só

podem ser executados em computadores que tenham o MATLAB instalado. Seu ambiente de trabalho é fácil de ser utilizado, pois os problemas e soluções são escritos em linguagem matemática e não na linguagem de programação tradicional, como muitos outros softwares utilizam.

No MATLAB, os arquivos de comando e programas têm extensão .m (M-files) e

os arquivos de dados binários default tem extensão .mat (MAT-files). Trata-se de um programa-base sucessivamente aumentado pela incorporação de bibliotecas auxiliares chamadas “toolboxes(Otimização, Processamento de Sinais, Estatística, entre outros), que otimizam o tempo gasto para realizar tarefas, uma vez que, o usuário poderá utilizar muitas funções já definidas, poupando o tempo de criá-

las. Versões mais recentes dispõem de interface bastante amigável. O prompt do MATLAB, na forma de dois sinais de maior >> aparece na tela para indicar que o

programa está pronto para receber comandos e executá-los. No MATLAB, os comandos e variáveis escritos em letras maiúsculas são diferentes dos escritos em letras minúsculas. Todos os comandos devem ser digitados em letras minúsculas. No help os comandos aparecem grafados em letras maiúsculas para melhorar a sua legibilidade. Na barra de ferramentas do ambiente do MATLAB, há a opção “help”, onde buscamos pelas funções que queremos executar, explicações e exemplos de execuções destas funções. O comando help funciona muito bem se você sabe exatamente o tópico sobre o qual necessita de ajuda. Já que isso não é sempre o caso, o help pode também levá-lo ao tópico exato que deseja digitando help, sem especificação do tópico.

O MATLAB apresenta basicamente três janelas no seu ambiente:

a) CommandWindow: Local onde as operações podem ser diretamente feitas.

b) Workspace: espaço destinado às variáveis que estão salvas na memória, onde é

possível visualizar o nome, valor e classe da mesma.

c) CommandHistory: Lista de comandos realizados, organizados por data de execução,

permitindo o comando ser realizado novamente com duplo clique.

Podemos também utilizar M-files, na barra de Menus acessando a guia File>New>M-file, caso se deseje criar procedimentos de forma que estes fiquem salvos em arquivo. Os arquivos salvos são gerados na extensão „nomedoarquivo‟.m que são compilados utilizando-se a CommandWindow

2. Operações com vetores e matrizes no MATLAB

O método mais fácil de introduzir pequenas matrizes no MATLAB é utilizando uma lista explícita. Os elementos de cada linha da matriz são separados por espaços em branco ou vírgulas e as colunas separadas por ponto e vírgula, colocando-se colchetes em volta do grupo de elementos que formam a matriz com o objetivo de limitá-la. A declaração de matrizes é feita da seguinte maneira:

A declaração de matrizes é feita da seguinte maneira: Operador Dois Pontos ( : ) Suponha

Operador Dois Pontos ( : )

Suponha que queiramos armazenar a primeira coluna da matriz data1 em um vetor x, e a segunda coluna em um vetor y. O uso do operador dois pontos (:) é útil na criação de matrizes ou vetores. Dependendo do argumento, pode significar todas as linhas ou todas as colunas da matriz-referência. Por exemplo:

data1 = [0.0,0.0; 0.1 0.2; 0.3 0.6];

x = data1 ( : , 1);

y = data1

2 );

(

:

,

Os elementos do vetor x correspondem à primeira coluna de data1. O segundo comando cria um vetor y cujos elementos correspondem à segunda coluna da matriz data1. Se quiséssemos criar um vetor z cujos elementos sejam os elementos da primeira linha da matriz data1, fazemos:

z = data1(1, : );

O MATLAB também aceita a concatenação de matrizes, por exemplo:

As principais operações são: Transposição: >>B = A ‟ – matriz B recebe a transposta

As principais operações são:

Transposição: >>B = A‟ – matriz B recebe a transposta da matriz A. Soma: >>A = B + C Determinante: >>det(A) Produto de matrizes >>D = A * C Produto elemento a elemento >> D=A.*C Vector-linha>> a = [ 1 3 -4 ] Vector-coluna >> b = [ 1; -2; 3/5 ] Matriz3x3 >> A = [ 1 1 2; 3 5 8; 13 21 34 ] Matriz nula de ordem m x n: >>zeros(m,n) Matriz identidade de ordem mxn: >>eye (m,n) Matriz inversa: >>inv(A) Autovalores: >>[a, b] = eig(A) (retorna em a, uma matriz com os autovetores e, em b, uma matriz com os autovalores associados). Ordem da matriz: >>size(A)

Um elemento individual da matriz pode ser indicado incluindo os seus subscritos entre parêntesis. Por exemplo, dada a matriz A:

A

=

1

2

3

4

5

6

7

8

9

A declaração: >>A(3,3) = A(1,3) + A(3,1)

A

=

1

2

3

4

5

6

7

8

10

Se A é uma matriz quadrada, então diag(A) é um vector cujos componentes são os elementos da diagonal de A. >> A=[3 11 5; 4 1 -3; 6 2 1] >>diag(A)

Geração de vetores

O caractere dois pontos, ":", permite a geração de vectores no MATLAB. A declaração:

= Gera um vector linha contendo os números de 1 a 5 com incremento unitário. Produzindo: x = 1 2 3 4 5

>> x

1

:

5

Outros incrementos, diferentes da unidade podem ser utilizados, como seja o caso do seguinte exemplo que impõe um incremento de pi/4. >> y = 0 :pi/4 : pi y =

0.0000

0.7854

1.5708

2.3562

3.1416

Também são possíveis incrementos negativos.

>> z

=

6

:

-1 :

1

z

=

6

5

4

3

2

1

Solução de Sistemas Lineares

>> x=inv(A)*b

Os quadros a seguir exibem as operações principais e as funções utilizadas no MATLAB para matrizes e operadores.

Os quadros a seguir exibem as operações principais e as funções utilizadas no MATLAB para matrizes
Os quadros a seguir exibem as operações principais e as funções utilizadas no MATLAB para matrizes
3. Funções Matemáticas O MATLAB contém um conjunto de funções que executam algumas funções matemáticas

3. Funções Matemáticas

O MATLAB contém um conjunto de funções que executam algumas funções matemáticas elementares

3.1. Funções Logarítmicas e Exponenciais

exp: exponencial (ex) log: logaritmo neperiano ou natural (ln x) log10: logaritmo na base 10 (log10 x) log2: logaritmo na base 2 (log2 x) sqrt: raiz quadrada

Exemplo:

>>log(exp(10))

ans =10

>>sqrt(log10(ans))

ans =1

3.2. Funções Trigonométricas

sin: seno sinh: seno hiperbólico asin: arco seno cos: cosseno cosh: cosseno hiperbólico acos: arco cosseno tan: tangente tanh: tangente hiperbólica atan: arco tangente

sec: secante sech: secante hiperbólica asec: arco secante csc: cossecante csch: cossecante hiperbólica acsc: arco cossecante cot: cotangente coth: cotangente hiperbólica acot: arco cotangente

O MATLAB trabalha com radianos, sendo pi = 180º.

Exemplo:

>>cos(pi)

ans =-1

>>acos(ans)

ans =3.1416

>> x=sqrt(2)/2 >> y=asin(x) >> ydeg=y*180/pi

% ângulo para o qual a função seno é

%resposta em graus

3.3. Funções Polinomiais

Um vetor pode ser interpretado como um polinômio quando cada um de seus elementos é associado a cada um dos coeficientes do polinômio, começando pelos coeficientes dos termos de maior grau. Assim, por exemplo, [2 -7 1] será interpretado como 2x 2 − 7x + 1. Os principais comandos são:

roots: Retorna um vetor com as raízes de um polinômio de entrada. polyval: Retorna o valor ou a imagem de um polinômio, dados respectivamente, o polinômio e o valor de sua variável independente. poly: Cria um polinômio a partir de um vetor de entrada contendo suas raízes. polyfit: Determina o polinômio interpolador com os pontos dados por x e y com o grau n.

Exemplos:

>> a=[1,5,6]

a

>>roots(a) ans = -3 -2

>>polyval(a,2)

ans = 20

>>poly([-3,-2])

ans = 1 5 6 >> x=[0: 0.1: 2.5]; >> y=sqrt(x);

>>polinomio_interpolador=polyfit(x,y,3)

>>pontos_interpoladores=polyval(polinomio_interpolador,x) >>plot(x,y,'color','r') >>hold on >>plot(x,pontos_interpoladores)

= 1

5

6

Mais um exemplo. As raízes de um polinómio são -2, 0, 3 e -3±2 i,

Mais um exemplo. As raízes de um polinómio são -2, 0, 3 e -3±2 i, portanto três raízes reais e duas complexas. Eis como se pode calcular um polinómio que tenha tais raízes.

>>raizes = -2 0 3 -3+2*i -3-2*i  >>f = poly (raizes) >>f = poly1 5 1 -49 -78 0 

Será então o polinómio f(x) = x 5 + 5x 4 + x 3 - 49x 2 -78x

Adição de polinômios: f(x) = x 4 - 3x 2 - x + 2 e g(x) = 4 x 3 - 2 x 2 + 5x 16

>>f = 1 0 -3 -1 2 

>>g = 0 4 -2 5 -16  >>s = f + g

s = 1 4 -5 4 -14 

Multiplicação por escalar

>>f = 1 0 -3 -1 2  >>s = 3*f

s = 3 0

-9 -3 6 

Multiplicação de polinômios: f(x) = x 2 - x + 2 e g(x) = 5x 16

>>f = 1 -1 2  >>g = 5 -16  >>s = conv( f, g)

s = 5 -17 -6 -32 

EXERCÍCIO

>> clear all >> x= [0 .1 .2 .3 .4 .5 .6]; >> y=[-0.45 1.9 3.3 6.2 7.1 7.5 7.7]; >> xx=0:.01:.6; %malha mais fina >> p1=polyfit(x,y,1) %ajuste da reta

%p1 =

>> y1=polyval(p1,xx);

>> p3=polyfit(x,y,3) %ajuste pol grau 3

%p3 = -34.7222

>> y3=polyval(p3,xx); >> p6=polyfit(x,y,6); %polin interpolador >> y6=polyval(p6,xx); >> plot(x,y,'*',xx,y1,'-',xx,y3,'.',xx,y6)

14.0893

0.5232

7.7381

21.2520

-0.4440

3.4.

Variáveis Simbólicas

Em algumas situações, nos deparamos com a necessidade de declarar alguma variável como simbólica, ou seja, uma variável para a qual não será atribuído valor numérico. Para isso, usamos os comandos:

sym: Define variáveis, expressões e objetos como simbólicos

x = sym('x') % variável x é simbólica

syms: Determina que os argumentos acompanhados terão caráter simbólico. >>syms x y >> f = x^2*y + 5*x*sqrt(y)

Para encontrar o mínimo de uma função usa-se o comando fminbnd. Dada uma função

f, ao calcular o mínimo de f, obtem-se o ponto máximo de f. >> [xminymin]=fminbnd(‘sin(x)-cos(x)’,0,2*pi)

Para determinar os zeros de uma função existe a função fzero, especificando-se uma

solução inicial para o zero da função. >> zer1=fzero('funcao1',0.5) >> zer2=fzero('funcao1',2.5) >> fzero('sin(1/x)/x', 0.3) >> fzero('-x.^2+6*x',1) >> fzero('sin(3*x)',2) ou >> fzero(@(x) sin(3*x),2)

EXERCÍCIO

A trajetória de uma bola, num chute a gol, descreve uma parábola.

de uma bola, num chute a gol, descreve uma parábola. Supondo que sua altura h ,

Supondo que sua altura h, em metros, t segundos após o chute, seja dado por , vamos determine em que instante a bola atinge a altura máxima.

RESOLUÇÃO ANALÍTICA:

A bola atinge sua altura máxima quando

R.: Logo, a bola atinge a altura máxima 3 segundos após o chute.

RESOLUÇÃO PELO MATLAB:

Os comandos do MATLAB para chegar à resposta, são:

>> x=sym('x'); >> f=@(x)-x^2+6*x; >> x=fminbnd(f,-10,10) >> g=@(x)x^2-6*x; >> x=fminbnd(g,-10,10) x =3.0000

4. Gráficos

Os gráficos podem ser exibidos no MATLAB em duas ou três dimensões. Verificaremos os comandos para cada situação. A expressão das funções a serem plotadas geralmente deve ser declarada como „string‟, ou seja, entre aspas simples, como nos exemplos a seguir.

4.1. Gráficos Bidimensionais

O principal comando para gráficos é o plot.

plot: Plota as colunas de um vetor elemento, se o vetor for real. Se for complexo, imaginária de cada elemento. >> t = 0:pi/50:10*pi; >>plot(t,sin(t)) >> x= -10:0.5:10; >> y=x.^2+1; >>plot(x,y); No mesmo eixo:

>> x=0:.01:10;

>>t=3*cos(5*x);

>>y=x.*sin(x);

>>plot(x,t,x,y)

4.2. Gráficos Tridimensionais

plot3: Plota uma função em 3 dimensões. >> t = 0:pi/50:10*pi;

>>plot3(cos(t),sin(t),t)

>> x=0:0.01:10; >> y=sin(8*x); z=cos(8*x); >> plot3(x,y,z)

ezsurf: Plota a superfície de uma função de 2 variáveis f(x,y) no domínio -2pi<x<2pi e -2pi<y <2pi >> x=sym ('x'); >> y=sym ('y');

>>ezsurf(2*x^2-3*y^2-4)

>>ezsurf('sqrt(1-x^2-y^2)')

EXERCÍCIO

Primeiro é definido um intervalo para x e, em seguida, as funções:

>>X=[0:1:500]

>>A=10+0,02*x

>>B=8+0,03*x

A seguir, o gráfico para analisar o comportamento das funções:

>>plot(x,A,x,B)

5. Laços e Testes Condicionais

Os laços e testes devem ser inseridos nos scripts dos arquivos M-files.

IF

Definição: Operação condicional. Executa as funções contidas no comando. Pode ser utilizado com else, que executa caso a condição declarada for falsa, e com elseif, que executa a função caso outra condição posteriormente declarada for verdadeira.

A forma geral da declaração if é:

for verdadeira. A forma geral da declaração if é: EXEMPLO 1 O usuário insira um valor

EXEMPLO 1

O usuário insira um valor para a variável x e em seguida mostre se x é maior, menor ou

igual a zero.

é: EXEMPLO 1 O usuário insira um valor para a variável x e em seguida mostre

EXEMPLO 2

EXEMPLO 2  FOR e WHILE O Matlab possui dois tipos de laços, ou seja, dois

FOR e WHILE

O Matlab possui dois tipos de laços, ou seja, dois comandos para gerar loop: o laço for padrão (comparável ao laço for da linguagem C) e o laço condicional while. O laço for repete as instruções dentro do laço até que o índice contador do laço alcance a condição final (Observe o uso da função disp, que exibe na tela o conteúdo do seu argumento). O laço for, tal como o bloco if, deve ser terminado com a instrução end. O comando tem a estrutura a seguir

com a instrução end . O comando tem a estrutura a seguir Os comandos entre as

Os comandos entre as instruções for e end são executados uma vez para cada coluna da expressão matricial. A cada iteração, a variável é atribuída para a próxima coluna da matriz, isto é, durante o i-ésimo ciclo do loop, temos que variável = expressão matricial (: , i ).

EXEMPLO 1

Constrói duas matrizes A e B dadas pela lei A ij =i+j e B ij =i-j e calcule a soma das duas.

EXEMPLO 2 A seguir, a implementação do método de Eliminação de Gauss function [x]=egauss(A,b) if

EXEMPLO 2

A seguir, a implementação do método de Eliminação de Gauss

function [x]=egauss(A,b) if size (b,2)>1; b=b';

end

n=length(b); for k=1:n-1 for i=k+1:n if A(i,k)~=0 multip=A(i,k)/A(k,k);

%b eh vetor coluna

A(i,k+1:n)=A(i,k+1:n)-multip*A(k,k+1:n);

b(i)=b(i)-multip*b(k);

end

end

end for k=n:-1:1

b(k)=(b(k)-A(k,k+1:n)*b(k+1:n))/A(k,k);

end

x=b;

Exemplo de execução:

>> A=[0.5 1 3 0.4; 3 0.2 0.3 1; 0.4 2 1 0.6; 0.9 2 1 3]; >> b=[12 30 22 10]'; >> [x]=egauss(A,b)

O loop while é uma importante estrutura para repetição de um grupo de comandos quando a condição especificada for verdadeira. O formato geral para esta estrutura de controle é:

O formato geral para esta estrutura de controle é: Se a expressão for verdadeira, então o

Se a expressão for verdadeira, então o grupo de comandos A é executado. Depois disto, a condição é novamente questionada. Se for verdadeira, o grupo de comandos é novamente executado. Quando a condição for falsa, o controle pula para o comando posterior ao comando end. As variáveis modificadas no grupo de comandos A devem incluir as variáveis na expressão, ou o valor da expressão nunca será mudado. Se a expressão for verdadeira (ou é um valor não-nulo), o loop torna-se um loop infinito.

EXEMPLO 1

Lê um número e calcule o seu fatorial

EXEMPLO 1 Lê um número e calcule o seu fatorial EXEMPLO 2 - Uma função de

EXEMPLO 2 - Uma função de grau 2

EXEMPLO 1 Lê um número e calcule o seu fatorial EXEMPLO 2 - Uma função de

5.1.

Criação de uma Função

O MATLAB apresenta uma estrutura que nos permite criar funções sob a forma de arquivos M. Há algumas regras para escrever uma função de arquivo M:

A função deve começar com uma linha contendo a palavra function, seguida pelo argumento de saída, um sinal de igual, e o nome da função. Os argumentos para a função devem estar entre parênteses. Esta linha define os argumentos de entrada e saída; As primeiras linhas devem ser comentários porque serão exibidas quando o menu help for usado juntamente com o nome da função; A única informação retornada da função é contida nos argumentos de saída, que são, obviamente, matrizes. Verificar se a função inclui um comando que assegure um valor ao argumento de saída. Uma função que possui mais de uma variável de saída deve apresentar as variáveis de saída dentro de colchetes. Além disso, todos os valores devem ser calculados dentro da função. Uma função que tenha múltiplos argumentos de entrada deve listar os argumentos no comando function.

EXEMPLO

Calcular os valores para a função:

function. EXEMPLO Calcular os valores para a função: 6. Conteúdo de Cálculo 6.1. Limites Para calcular
function. EXEMPLO Calcular os valores para a função: 6. Conteúdo de Cálculo 6.1. Limites Para calcular

6. Conteúdo de Cálculo

6.1. Limites

Para calcular o limite de uma expressão simbólica utilizamos o comando „limit‟:

>>limit(f(x),x,a) Onde f(x)é a função para a qual se quer calcular o limite, x é a variável e a é o valor para o qual x tende.

>>limit(F,a): determina o limite de F com uma variável simbólica tendendo a a >>limit(F): determina o limite coma = 0 >>limit(F,x,a,'right'): calcula o limite com x tendendo a a pela direita >>limit(F,x,a,'left'): calcula o limite com x tendendo a a pela esquerda

Exemplos:

o limite com x tendendo a a pela esquerda Exemplos:

>>limit('(abs(x^2)-1)/(x^2-1)',x,1,'right')

6.2. Derivadas Para calcular a derivada de uma função
6.2. Derivadas Para calcular a derivada de uma função

6.2. Derivadas

Para calcular a derivada de uma função utilizamos o comando „diff‟:

diff(f(x),'v'): diferencia expressão simbólica f(x)em torno de uma variável simbólica v; diff(f(x),n):f(x) é a função que se pretende derivar e n a ordem da derivada diff(f(x),'v',n):diferencia em torno de uma variável v, f(x)por n vezes.

Exemplos:

>>diff(sin(2*x))

Devolve a resposta 2*cos(2*x) que é a derivada de sen(2x).

Por exemplo, o comando

>>diff(sin(2*x),2)

Devolve a resposta -4*sen(2*x) que é a 2 a. derivada de sen(2x).

Exemplo:

>>syms x; >>f=sqrt(log(x)+exp(x)); >>diff(f) ans =

1/2/(log(x)+exp(x))^(1/2)*(1/x+exp(x))

>>pretty(ans)

6.3. Integrais

Para calcular a integral de uma função utilizamos o comando „int‟:

int(F): integração indefinida da função F em relação a uma variável simbólica já definida; int(F,a,b): integra de forma definida a função F de a até b.

int(S,v,a,b):integra F de a abem função de uma variável v;

Exemplo:

>>syms x >> y=sqrt(x^2+5); >> f=int(y,x) %indefinida >>g = int(y,x,2,5) % definida de 2 a 5.

6.4. Equações Diferenciais

Podemos resolver problemas de valor inicial de 1ª ordem utilizando as funções ODE‟:

ode23

ode45

Resolver equação diferencial. Método de baixa ordem; (Método de Runge-Kutta de 2ª e 3ª Ordem).

Resolver equação diferencial. Método de alta ordem; (Método de Runge-Kutta-Fehlberg de 4ª e 5ª Ordem).

Por exemplo, considere o problema de valor inicial:

No intervalo:

Primeiramente, criamos um arquivo „yp.m‟ com a função que desejamos calcular, que é

. Esta função deve ter a seguinte forma:

function dy = yp(t,y)

dy=((1/t^2)*(y+3*t));

Em seguida, no prompt do Matlab, efetuamos:

>> [t,y]=ode45('yp',[1,4],-2);

>>plot(t,y)

Mais um exemplo: Considere a EDO

y’= 4y + e 2x

function dy=deriva(x,y) dy = 4*y + exp(2*x);

Define-se a condição inicial e aplica-se ode23

>>xo=3;

>>[x,y]=ode23('deriva',0,1,xo);

EXEMPLO: Plotar um gráfico da resposta de um sistema dinâmico no tempo no MATLAB.

Aplicando a Transformada de Laplace: plot (t,x,’b.’) 19

Aplicando a Transformada de Laplace:

Aplicando a Transformada de Laplace: plot (t,x,’b.’) 19
Aplicando a Transformada de Laplace: plot (t,x,’b.’) 19
Aplicando a Transformada de Laplace: plot (t,x,’b.’) 19
Aplicando a Transformada de Laplace: plot (t,x,’b.’) 19

plot (t,x,’b.’)

Aplicando a Transformada de Laplace: plot (t,x,’b.’) 19
Aplicando a Transformada de Laplace: plot (t,x,’b.’) 19
Aplicando a Transformada de Laplace: plot (t,x,’b.’) 19
Aplicando a Transformada de Laplace: plot (t,x,’b.’) 19
Aplicando a Transformada de Laplace: plot (t,x,’b.’) 19

6.5.

Transformadas

6.5. Transformadas 20
6.5. Transformadas 20
6.5. Transformadas 20

Apêndice Listagem de Funções do MATLAB

1. Comandos de funções matemáticas

abs(x)

Valor absoluto ou módulo de um número complexo

acos(x)

Arco cosseno

acosh(x)

Arco cosseno hiperbólico

angle(x)

Ângulo de um número complexo

asin(x)

Arco seno

asinh(x)

Arco seno hiperbólico

atan(x)

Arco tangente

atan2(x,y)

Arco tangente em quatro quadrantes

atanh(x)

Arco tangente hiperbólica

conj(x)

Conjugado complexo

cos(x)

Cosseno

cosh(x)

Cosseno hiperbólico

exp(x)

Exponencial

fix(x)

Arredonda para inteiro na direção de zero

floor(x)

Arredondar para inteiro na direção de menos infinito

imag(x)

Parte imaginária de um número complexo

log(x)

Logaritmo natural

log10(x)

Logaritmo na base 10

real(x)

Parte real de um número complexo

rem(x,y)

Resto da divisão de x por y

round(x)

Arredondar para o próximo número inteiro

sign(x)

Função sinal: retorna o sinal de um argumento.

sin(x)

Seno

sinh(x)

Seno hiperbólico

sqrt(x)

Raiz quadrada

tan(x)

Tangente

tanh(x)

Tangente hiperbólica

2. Comandos para funções matriciais

eig

Autovalores e Autovetores;

chol

Fatorização de Cholesky;

svd

Decomposição em fator singular;

inv

Inversa;

lu

Fatorização triangular LU;

qr

Fatorização ortogonal QR;

norm

Norma 1, Norma 2, Norma F, Norma Infinita;

cond

Número de condição na norma 2;

rank

Número de linhas linearmente independentes;

sqrtm

Matriz de raiz quadrada;

poly

Polinômio característico;

det

Determinante;

triu(A)

Gera uma matriz com os elementos acima da diagonal principal

tril(A)

de A e zera os elementos que estão abaixo; Gera uma matriz com os elementos abaixo da diagonal principal de A e zera os elementos que estão acima;

diag(A)

Fornece os elementos da diagonal;

rot90(A)

Roda a matriz em sentido anti-horário;

3. Formatos de saída

Format short

4 dígitos depois de vírgula

23.2134

Format long

14 dígitos depois da vírgula

23.21340435736339

Format short e

5 dígitos com exponencial

2.321e+001

Format long e

15 dígitos com exponencial

2.321340435736330e+001

Referências Bibliográficas

ARENALES, S.; DAREZZO, A. Cálculo Numérico: aprendizagem com o apoio de software, 1ª. edição, Thomson, 2007

BARROSO, L. C. Cálculo Numérico (com aplicações). Ed. Harbra, 1987

CHAPMAN, S. J. Programação em MATLAB para engenheiros. Tradução técnica:

Flávio Soares Correa da Silva, São Paulo, Thomson Learning, 2006.

FALCÃO, M. I. Iniciação ao MATLAB. Universidade do Minho, 2001.

FRANCO, N. B. Cálculo Numérico. Editora Pearson Education (2006).

PET MATEMÁTICA UFSM. Noções Básicas de Utilização e Programação em MATLAB. Santa Maria, 2010.

PET MATEMÁTICA UFC. Programação em MATLAB. IV Semana de Tecnologia,

2009.

RUGGIERO, M.A.G.; LOPES, V.L.R. Cálculo Numérico: Aspectos Teóricos e Computacionais. Makron Books, 2a Edição, 1997.