Você está na página 1de 28

Transmissão por engrenagens

Elementos de Máquinas II Engenharia Mecânica

Transmissão por engrenagens Elementos de Máquinas II Engenharia Mecânica

Engrenagens cônicas com dentes retos

Segundo Melconian (2012) este tipo de engrenagem é empregado em sistemas que demandam as seguintes características:

Montagem em eixos reversos (concorrentes);

Tem um limite máximo de relação de transmissão de 1:6;

Geralmente são mais onerosas que as engrenagens cilíndricas;

um limite máximo de relação de transmissão de 1:6; – Geralmente são mais onerosas que as

Engrenagens cônicas com dentes retos

Principais características geométricas

dentes retos • Principais características geométricas • Variáveis: – do: diâmetro primitivo – dm:

Variáveis:

do: diâmetro primitivo

dm: diâmetro médio

dk: diâmetro externo

RA: geratriz relativa no diâmetro primito

b: largura do dente

δ: abertura angular entre os eixos

δ1 e δ2 : conicidade de engrenagem relativa no primitivo.

abertura angular entre os eixos – δ1 e δ2 : conicidade de engrenagem relativa no primitivo.

Fonte: Melconian (2012).

Engrenagens cônicas com dentes retos

Principais características geométricas

dentes retos • Principais características geométricas Fonte: Melconian (2012). • Variáveis: – Z : número

Fonte: Melconian (2012).

Variáveis:

Z: número de dentes

so: espessura no primitivo

lo: vão entre os dentes no primitivo

hf: altura do pé do dente

hk: altura da cabeça do dente

hz: altura total do dente

Ze: número de dentes equivalentes

re: raio primitivo da engrenagem equivalente

hz : altura total do dente – Ze : número de dentes equivalentes – re: raio

Engrenagens cônicas com dentes retos

Formulário técnico das características geométricas

Engrenagens cônicas com dentes retos • Formulário técnico das características geométricas Fonte: Melconian (2012).

Fonte: Melconian (2012).

Engrenagens cônicas com dentes retos • Formulário técnico das características geométricas Fonte: Melconian (2012).

Engrenagens cônicas com dentes retos

Formulário técnico das características geométricas

Engrenagens cônicas com dentes retos • Formulário técnico das características geométricas Fonte: Melconian (2012).

Fonte: Melconian (2012).

Engrenagens cônicas com dentes retos • Formulário técnico das características geométricas Fonte: Melconian (2012).

Engrenagens cônicas com dentes retos

Formulário técnico das características geométricas

Engrenagens cônicas com dentes retos • Formulário técnico das características geométricas Fonte: Melconian (2012).

Fonte: Melconian (2012).

Engrenagens cônicas com dentes retos • Formulário técnico das características geométricas Fonte: Melconian (2012).

Engrenagens cônicas com dentes retos

Formulário técnico das características geométricas

Engrenagens cônicas com dentes retos • Formulário técnico das características geométricas Fonte: Melconian (2012).

Fonte: Melconian (2012).

Engrenagens cônicas com dentes retos • Formulário técnico das características geométricas Fonte: Melconian (2012).

Engrenagens cônicas com dentes retos

Formulário técnico das características geométricas

Engrenagens cônicas com dentes retos • Formulário técnico das características geométricas Fonte: Melconian (2012).

Fonte: Melconian (2012).

Engrenagens cônicas com dentes retos • Formulário técnico das características geométricas Fonte: Melconian (2012).

Engrenagens cônicas com dentes retos

O dimensionamento de engrenagens cônicas de dentes retos será aquele proposto por Melconian (2012), e leva em consideração o desgastedesgaste externoexterno e flexãoflexão máximamáxima queque podepode ocorrerocorrer nono basebase dodo dentedente.

O desgaste está atrelado à durezadureza dodo materialmaterial que compõe a

peça, um fatorfator dede serviçoserviço (determinado em função da aplicação)

e

vidavida (ou duraçãoduração) do par engrenado.

resistência à flexão é feita com base em um esforçoesforço que solicita

A

o

dente construído de um determinado material, com uma dada

tensãotensão admissíveladmissível.

solicita A o dente construído de um determinado material, com uma dada tensãotensão admissíveladmissível.

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério do desgaste:

O modelo a seguir é recomendado para dimensionar os pinhões, tendo em vista que as coroas são maiores e, se o pinhão resistir aos esforços, supõe-se que a coroa suportará.

Fator de durabilidade:

W

60 n

p

h

10 6

Onde: np é velocidade angular do pinhão (rpm), h é a duração do par engrenado (h).

 60 n  p  h 10 6 – Onde: np é velocidade angular do

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério do desgaste:

Pressão admissível:

0,487 HB

p adm

6 W
6 W

Onde: HB é a dureza na escala Brinell do material do par (N/m² ou N/mm²) e W é o fator de durabilidade.

 6 W – Onde: HB é a dureza na escala Brinell do material do par

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério do desgaste: 2 M  cos  i  1 2 2 T 1
Critério do desgaste:
2
M
 cos
i 
1
2
2
T
1
b
d
0,2
f
1
m 1
2
2
p
i
adm
– Onde:
Fonte: Melconian (2012).
i  1 2 2 T 1 b  d  0,2  f  

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério do desgaste:

b

1

d

2

m 1

0,2

f

2

M

T

cos

1

2

p adm

2

i 1

i

2

do desgaste: b 1  d 2 m 1  0,2  f 2  M

Fonte: Melconian (2012).

do desgaste: b 1  d 2 m 1  0,2  f 2  M

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério do desgaste:

b

1

d

m 1

a

Um dimensionamento adequado deve observar o intervalo do valor de a em função do apoio da árvore que contém a engrenagem.

observar o intervalo do valor de a em função do apoio da árvore que contém a
observar o intervalo do valor de a em função do apoio da árvore que contém a

Fonte: Melconian (2012).

observar o intervalo do valor de a em função do apoio da árvore que contém a

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério do desgaste:

b

1

a d

 

m 1

[1]

M

1

2

i

1

cos

b

1

d

2

m 1

0,2

f

2

T

[2]

2

p adm

i 2

2

i

Substituindo [1] em [2], tem-se:

a d

m

1

M

1

cos

d

2

0,2

f

2

 

T

1

 

m

1

 

2

i

2

 

p

adm

 
 

M

 

cos

1

2

i

1

1

 
 

0,2

f

2

T

 

2

i

2

 
 

p

adm

   

a

d

m 1

  0,2  f 2  T   2 i 2     p adm  

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério do desgaste:

Cálculo do módulo médio:

m médio

d

m 1

Z

1

Determinação do módulo normalizado:

m

normal

m médio

0,8

Calculado o módulo médio, utiliza-se a tabela de módulos normais para se aproximar para o módulo para um valor padrão.

o módulo médio, utiliza-se a tabela de módulos normais para se aproximar para o módulo para

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério do desgaste:

Recálculo do módulo médio:

Diâmetro médio recalculado:

m

médio r

,

d

1,

m r

0,8m

n

m

mr

,

Z

1

Determinação da largura do pinhão:

b

1

0,2

f

2

M

T

cos

1

p

2

adm

2

i

1

i

2

1

d

2

m 1, r

da largura do pinhão: b 1  0,2  f 2  M T  cos

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério da resistência a flexão na base do dente:

• Critério da resistência a flexão na base do dente: Fonte: Melconian (2012).  flexão 

Fonte: Melconian (2012).

flexão

F

t

q

b m

1

n

e

(2012).  flexão  F t  q  b m 1 n  e –

Compara-se a tensão de flexão obtida a tensão admissível do material escolhido para confeccionar as engrenagens.

– Compara-se a tensão de flexão obtida a tensão admissível do material escolhido para confeccionar as

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério da resistência a flexão na base do dente:

Para determinação do fator de forma da engrenagem cilíndrica de dentes inclinados, deve-se encontrar o número de dentes equivalentes Ze para se utilizar a mesma tabela de fator de forma utilizada para engrenagens de dentes cilíndricos.

Z e

Z

1

(cos )

1

utilizar a mesma tabela de fator de forma utilizada para engrenagens de dentes cilíndricos. Z e

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério da resistência a flexão na base do dente:

Fonte: Melconian (2012).
Fonte: Melconian (2012).

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério da resistência a flexão na base do dente

Se a tensão máxima atuante no dente da engrenagem for superior a tensão admissível, pode-se adotar duas hipóteses para o redimensionamento:

1ª Hipótese: mantém-se o valor do módulo da engrenagem e refaz o cálculo da largura adotando como máxima a tensão admissível.

2ª Hipótese: mantém-se o valor da largura obtida no dimensionamento e altera-se o valor do módulo e, por conseqüência, o valor do diâmetro primitivo.

da largura obtida no dimensionamento e altera-se o valor do módulo e, por conseqüência, o valor

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério da resistência a flexão na base do dente

1ª Hipótese: mantém-se o valor do módulo da engrenagem e refaz o cálculo da largura adotando como máxima a tensão admissível.

flexão

b

1, r

admissível

F

t

F

t

q

b m

1

n , normalizado

e

q

admissível

m

n normalizado

,

e

 admissível F t  F t  q b m  1 n , normalizado

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério da resistência a flexão na base do dente

Encontrado a nova largura da engrenagem, deve-se verificar se a relação entre a largura e o diâmetro primitivo estão nos intervalos recomendados

b

recalculado

d

m 1

a

se a relação entre a largura e o diâmetro primitivo estão nos intervalos recomendados b recalculado
se a relação entre a largura e o diâmetro primitivo estão nos intervalos recomendados b recalculado

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério da resistência a flexão na base do dente

2ª Hipótese: mantém-se o valor da largura da engrenagem e escolhe um novo valor normalizado do módulo da engrenagem e, dessa forma, se altera o diâmetrodiâmetro primitivoprimitivo e a forçaforça tangencialtangencial.

m

médio redefinido

,

d

m

1(

recalculado

)

0,8

Z m

m

n , redefinido

médio redefinido

,

F t , recalculada

2M

t

d

m 1, recalculado

)  0,8    Z m m n , redefinido médio redefinido , F

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério da resistência a flexão na base do dente

Determinada a nova força tangencial, recalcula-se o tensão máxima na base do dente:

flexão

F t , recalculada

q

b m

m , redefinido

e

Deve-se salientar que este método pode se tornar iterativo caso o valores normalizados do módulo, superiores ao primeiro, também não sejam suficiente para diminuir a tensão de flexão.

valores normalizados do módulo, superiores ao primeiro, também não sejam suficiente para diminuir a tensão de

Engrenagens cônicas com dentes retos

Critério da resistência a flexão na base do dente

Semelhante a hipótese anterior, deve-se verificar se o valor da relação entre largura e diâmetro primitivo se encontra nos intervalos recomendados.

b

1

d

O 1, recalculado

a

da relação entre largura e diâmetro primitivo se encontra nos intervalos recomendados. b 1 d O
da relação entre largura e diâmetro primitivo se encontra nos intervalos recomendados. b 1 d O

Exemplo

Exemplo
Exemplo