Você está na página 1de 16

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio M APA DO S ITE A LEGRIA F

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

MAPA DO SITE

ALEGRIA FINANCEIRA FUNDAMENTAL MÉDIO GEOMETRIA TRIGONOMETRIA CÁLCULOS SUPERIOR

ENSINO SUPERIOR :: EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ORDINÁRIAS: TRANSFORMADAS DE LAPLACE

Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais
Mas
a
vereda
dos
justos
é
como
a
luz
da
aurora,
que
vai
brilhando
mais
e
mais
até
ser
dia
perfeito. Bíblia Sagrada: Provérbios 4:18

Introdução às Transformadas de Laplaceaté ser dia perfeito. Bíblia Sagrada: Provérbios 4:18 Transformada de Laplace Funções seccionalmente contínuas

Transformada de LaplaceProvérbios 4:18 Introdução às Transformadas de Laplace Funções seccionalmente contínuas Função de ordem

Funções seccionalmente contínuasàs Transformadas de Laplace Transformada de Laplace Função de ordem exponencial Existência da Transf. de

Função de ordem exponencialTransformada de Laplace Funções seccionalmente contínuas Existência da Transf. de Laplace Propriedades lineares das

Existência da Transf. de Laplaceseccionalmente contínuas Função de ordem exponencial Propriedades lineares das Transf. de Laplace Tabela de

Propriedades lineares das Transf. de Laplacede ordem exponencial Existência da Transf. de Laplace Tabela de Propriedades das Transf. de Laplace Solução

Tabela de Propriedades das Transf. de Laplacede Laplace Propriedades lineares das Transf. de Laplace Solução de uma EDO Linear Derivadas de Transformadas

Solução de uma EDO Linearde Laplace Tabela de Propriedades das Transf. de Laplace Derivadas de Transformadas de Laplace Convolução de

Derivadas de Transformadas de Laplacedas Transf. de Laplace Solução de uma EDO Linear Convolução de funções Produto de Transformadas de

Convolução de funçõesde uma EDO Linear Derivadas de Transformadas de Laplace Produto de Transformadas de Laplace Solução de

Produto de Transformadas de Laplacede Transformadas de Laplace Convolução de funções Solução de Equações Integro-diferencial Decomposição

Solução de Equações Integro-diferencialde funções Produto de Transformadas de Laplace Decomposição em frações parciais Solução de Sistemas

Decomposição em frações parciaisde Laplace Solução de Equações Integro-diferencial Solução de Sistemas de EDOL Solução de Equações com

Solução de Sistemas de EDOLIntegro-diferencial Decomposição em frações parciais Solução de Equações com coeficientes variáveis

Solução de Equações com coeficientes variáveisem frações parciais Solução de Sistemas de EDOL Translações de funções Transformada de Laplace de

Translações de funçõesde EDOL Solução de Equações com coeficientes variáveis Transformada de Laplace de função periódica Função Gama

Transformada de Laplace de função periódicacom coeficientes variáveis Translações de funções Função Gama Introdução às Transformadas de Laplace

Função Gamade funções Transformada de Laplace de função periódica Introdução às Transformadas de Laplace Oliver Heaviside,

Introdução às Transformadas de Laplace

Oliver Heaviside, ao estudar processos simples para obter soluções de Equações Diferenciais, vislumbrou um método de Cálculo Operacional que nos leva às Transformadas de Laplace, que é um método simples que serve para transformar uma Equação Diferencial com condições iniciais (PVI: Problema com Valores Iniciais) em uma equação algébrica, de modo a obter uma solução deste PVI de uma forma indireta sem calcular a solução geral da Equação Diferencial através de integrais e derivadas.

da Equação Diferencial através de integrais e derivadas. Como este processo é útil em Matemática, Computação,

Como este processo é útil em Matemática, Computação, Engenharias, Física e outras ciências aplicadas, o método se torna importante neste contexto. As transformadas de Laplace são muito usadas em diversas situações, porém aqui trataremos de suas aplicações na resolução de Equações Diferenciais Ordinárias Lineares.

Transformada de Laplace

Se f=f(t) é uma função definida para todo t>0 e s é um parâmetro real positivo tal que a integral imprópria

F(s)=

s é um parâmetro real positivo tal que a integral imprópria F(s)= o e − s

o

e st f(t) dt

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

converge para algum valor finito de s e para todos os valores maiores do que s, então F(s) é chamada a Transformada de Laplace da função f=f(t).

Observação: A transformada de Laplace depende de s e é representada por uma letra maiúscula F, enquanto que a função original que sofreu a transformação depende de t e é representada por uma letra minúscula f. É muito comum usar a letra L e a notação abaixo para representar a transformada de Laplace da função f:

L[f(t)] = F(s)

Exemplos: Demonstra-se que:

a. L[1]=1/s, (s>0)

b. L[t]=1/s², (s>0)

c. L[exp(at)]=1/(s−a), (s>a)

d. L[sen(kt)]=k/(s²+k²)

e. L[cos(kt)]=s/(s²+k²)

Exercícios: Calcular as transformadas de Laplace das funções:

a. f(t)=senh(kt)

b. f(t)=cosh(kt)

c. f(t)=t.exp(−at)

d. f(t)=exp(at).cos(bt)

e. f(t)=t²

Sugestão: Considerar que para todo z complexo, vale a relação de Euler:

exp(iz) = e iz = cos(z) + i sen(z)

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

Uma função f=f(t) é seccionalmente contínua sobre um intervalo real [a,b] fechado e

limitado, se ela é contínua no interior de um número finito de subintervalos de [a,b],

n }, onde a função f deve

ter limites laterais à esquerda e à direita, sendo que a diferença entre esses dois limites laterais em cada ponto t j (salto de f em t j ) deve sempre ser finita.

exceto possivelmente em um conjunto finito de pontos {t 1 ,t 2 ,

,t

Exemplo: Uma função seccionalmente contínua é a função degrau unitário:

seccionalmente contínua é a função degrau unitário: Função de ordem (tipo) exponencial Uma função f=f(t) é
seccionalmente contínua é a função degrau unitário: Função de ordem (tipo) exponencial Uma função f=f(t) é
seccionalmente contínua é a função degrau unitário: Função de ordem (tipo) exponencial Uma função f=f(t) é

Função de ordem (tipo) exponencial

Uma função f=f(t) é de ordem (ou tipo) exponencial em [0, M>0 e µ real, tal que para todo t>0 se tem:

em [0, M>0 e µ real, tal que para todo t>0 se tem: ), se existem

), se existem constantes

|f(t)|< M exp(µt)

Exemplos:

a. f(t)=t² é de ordem exponencial pois |f(t)|<2exp(t).

b. f(t)=t².cos(at) é de ordem exponencial pois |f(t)|<2.exp[(1+a)t].

c. f(t)=exp(t

3/2

) não é de ordem exponencial.

d. f(t)=t

n .exp(at).cos(bt) é de ordem exponencial.

e. g(t)=t

n .exp(at).sen(bt) é de ordem exponencial.

Existência da Transformada de Laplace

Se f=f(t) é seccionalmente contínua para todos os intervalos finitos de [0,

de tipo exponencial de ordem a quando t definida por:

) e se f=f(t) é

, a Transformada de Laplace F=F(s),

por: ) e se f=f(t) é , a Transformada de Laplace F=F(s), F(s)= 0 e −
por: ) e se f=f(t) é , a Transformada de Laplace F=F(s), F(s)= 0 e −
por: ) e se f=f(t) é , a Transformada de Laplace F=F(s), F(s)= 0 e −

F(s)= 0 e st f(t) dt

existe e converge absolutamente para s>a, onde a>0 é um número fixado.

Observação: Neste material, assumiremos que todas as funções f=f(t) utilizadas devem

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

ser de ordem exponencial quando t

finito de [0,

EDO: Transfo ser de ordem exponencial quando t finito de [0, ). http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio e

).

Transfo ser de ordem exponencial quando t finito de [0, ). http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio e

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

e seccionalmente contínuas em todo intervalo

Sobre a transformada inversa de Laplace: A partir de uma função f=f(t) (do tipo citado na observação acima), podemos construir a sua transformada de Laplace F=F(s), assim, dada uma função F=F(s) podemos questionar se existe uma função f=f(t) tal que F(s)=L[f(t)]? Esta função é a transformada inversa de Laplace de F=F(s). Para esta inversa, utilizaremos a notação:

L 1 [F(s)] = f(t)

Na realidade, duas transformadas inversas de Laplace para a mesma função F=F(s) são iguais a menos de uma constante, mas aqui não levaremos isto em consideração tendo em vista que estaremos procurando soluções particulares para cada Equação Diferencial Ordinária Linear.

A transformada de Laplace e a transformada inversa de Laplace funcionam como operadores inversos um do outro, como podemos observar pelos exemplos abaixo:

Se s>0:

L[1]=1/s,

equivale a

L 1 [1/s]=1

Se s>a:

L[exp(at)]=1/(s−a),

equivale a

L 1 [1/(s−a)]=exp(at)

Um modo prático para obter as transformadas inversas de Laplace é pelo uso de tabelas, mas às vezes serão necessárias algumas propriedades para facilitar o cálculo da transformada inversa de Laplace.

Propriedades lineares das Transformadas de Laplace

A Transformada de Laplace é uma transformação linear, isto é, quaisquer que sejam as funções f e g e qualquer que seja o escalar k, valem:

L[f+g] = L[f] + L[g]

e

L[k.f] = k L[f]

Exemplo: L[a+bt+ct²]=a.L[1]+b.L[t]+c.L[t²].

Exercícios: Calcular as transformadas indicadas:

a. L[1+t+t²]=?

b. L[sen(t)+cos(t)]=?

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

A Transformada inversa de Laplace também é uma transformação linear, isto é:

L 1 [F+G] = L 1 [F] + L 1 [G]

e

L 1 [k.F] = k L 1 [F]

Exemplo: L 1 [(8/s)−16/s²]=8.L 1 [1/s]−16.L 1 [1/s²].

Exercícios: Calcular as transformadas inversas:

−1

a. [3/(s−a) + 5/(s−b)]

L

−1

b. [(2s+5)/(s²−25)]

L

Tabela e Propriedades das Transformadas de Laplace

 

No.

Função f(t)

Transformada F(s)

Condição

1

 

1

1/s

s

> 0

2

 

t

1/s²

s

> 0

3

 

2/s³

s

> 0

4

 

t

n

n!/s n+1

s

> 0

5

 

cos(at)

s/(s²+a²)

s

> 0

6

 

sen(at)

a/(s²+a²)

s

> 0

7

 

e

at

1/(s−a)

s

> a

8

e

at cos(bt)

(s−a)/[(s−a)²+b²]

s

> a

9

e

at sen(bt)

b/[(s−a)²+b²]

s

> a

10

 

ch(at)

s/(s²−a²)

s>|a|

11

 

sh(at)

a/(s²−a²)

s>|a|

12

t.cos(at)

(s²−a²)/[s²+a²]²

s

> 0

13

t.sen(at)

2as/[s²+a²]²

s

> 0

Ordem

Propriedade

A

L[f+g] = L[f] + L[g]

B

L 1 [F+G] = L 1 [F) + L 1 [G)

 

C

L[k f] = k L[f]

D

L 1 [kF] = k L 1 [F]

E

L[e at f(t)] = F(s+a)

F

L 1 [F(s+a)] = e at L 1 [F(s)]

 

G

L[−t.f(t)] = F ' (s)

H

L[(−t) k .f(t)] = F (k) (s)

 

I

F(s).G(s) = L[(f*g)(t)]

 

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

 

F(s)

t

J

= L[

J = L[ f(u) du]

f(u) du]

s

0

K

L[f (n) ] = s n F(s) − s n1 f(0) −s n2 f '(0) −s n3 f "(0) −

−f

(n−1) (0)

L

L[

f(t)

] =

L L[ f(t) ] = F(u) du

F(u) du

t

s

Solução de uma Equação Diferencial Ordinária Linear

Pela propriedade K da tabela, temos que:

L[f (n) ] = s n F(s) −s n1 f(0)−s n2 f '(0) −s n3 f "(0) −

−f

(n−1) (0)

Em particular, tomando n=2 e n=1 e usando f(t) = y(t) e F(s) = Y(s), temos que:

L[y"]=s²Y(s)−s.y(0)−y'(0)

L[y']=s.Y(s)−y(0)

Exemplo: Obteremos a solução do Problema com Valor Inicial com uma EDO linear de 1a. ordem:

y' + y = e t ,

y(0) = 5

Aplicando a Transformada de Laplace a esta Equação Diferencial Ordinária Linear, obtemos:

L[y'+y]=L[exp(−t)]

L[y']+L[y]=1/(s+1)

s

Y(s)−y(0)+Y(s)=1/(s+1)

s

Y(s)−5+Y(s)=1/(s+1)

Y(s)(1+s)=1/(s+1)+5

Y(s)=1/(s+1)²+5/(s+1)

Pela tabela, obtemos que: L[t.e t ]=1/(s+1)² e L[e t ]=1/(s+1), assim, a solução do PVI é:

y(t) = t.e t + 5. e t = (t+5).e t

Exemplo: Obteremos agora a solução do Problema com Valor Inicial com uma EDO linear de 2a. ordem:

y" − 2 y' − 3 y = 6 e t ,

y(0) = 1,

y'(0) = 3

Aplicando a Transformada de Laplace a esta equação, obtemos:

L[y"−2y'−3y]=L[6 exp(t)] L[y"]−2L[y']−3 L[y]=L[6 exp(t)]

[s².Y(s)−s−3]−2[s.Y(s)−1]−3Y(s)=6/(s−1)

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

então:

Y(s)(s²−2s−3)=6/(s−1)+1

Y(s)(s+1)(s−3)=6/(s−1)+1

Y(s)=6/[(s−1)(s+1)(s−3)]+1/[(s+1)(s−3)]

Como esta última função pode ser decomposta pelo método das frações parciais, na forma:

Y(s) = (−3/2)/(s−1) + (3/4)/(s+1) + (7/4)/(s−3)

então, aplicando as transformadas inversas de Laplace através do uso das tabelas, obtemos a solução do PVI:

y(t) = −3/2 e t + 3/4 e t + 7/4 e 3t

Derivadas de Transformadas de Laplace

Seja a Transformada de Laplace:

F(s)=

e − s t f(t) dt st f(t) dt

0

Derivando ambos os lados desta igualdade em relação à variável s, obtemos:

logo

desta igualdade em relação à variável s, obtemos: logo F'(s)= 0 e − s t (−t)f(t)

F'(s)= 0 e st (−t)f(t) dt

F'(s) = L[(−t).f(t)]

Tomando as derivadas sucessivas de F, obtemos uma fórmula geral:

F (n) (s) = L[(−t) n .f(t)]

Convolução de funções

Sejam f=f(t) e g=g(t) funções integráveis para as quais o produto é também uma função integrável. Definimos a convolução de f e g, (ou produto de convolução), denotada por f¤g, como:

(f¤g)(t)=

t

de convolução), denotada por f¤g, como: (f¤g)(t)= t 0 f(t−u) g(u) du Quando temos uma função

0

f(t−u) g(u) du

Quando temos uma função f com uma propriedade fraca relacionada com a suavidade e outra função g com propriedade forte relacionada com a suavidade então a convolução f¤g é uma outra função com propriedades melhores que as funções f e g.

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

Existem muitas outras propriedades e aplicações da convolução, mas é possível demonstrar sem muita dificuldade que valem as seguintes propriedades:

1. Comutatividade: f¤g = g¤f

2. Associatividade: f¤(g¤h) = (f¤g)¤h

3. Distributividade: f¤(g+h) = f¤g + f¤h

4. Nulidade: f¤0 = 0

5. Identidade: f¤

= f¤g + f¤h 4. Nulidade : f¤0 = 0 5. Identidade : f¤ = f,

= f,

onde

f¤h 4. Nulidade : f¤0 = 0 5. Identidade : f¤ = f, onde é a

é a distribuição delta de Dirac.

Produto de Transformadas de Laplace

Se F(s) = L[f(t)] e G(s) = L[g(t)], então:

F(s).G(s) = L[(f¤g)(t)]

Muitas vezes denotamos simplesmente:

L[f¤g] = F(s).G(s)

Como um caso particular desta última propriedade, se g(t)=1, então G(s)=1/s (s>0), assim:

(1/s) F(s) = L[(f¤1)(t)]

o que significa que:

t F(s) = L[ s 0
t
F(s)
= L[
s 0

f(u) du]

Se as transformadas de f=f(t), g=g(t) e h=h(t) são tomadas respectivamente como F=F(s), G=G(s) e H=H(s), e assumindo que G(s)=1/s=H(s) (s>0), obteremos:

F(s)

t u

= L[ f(v) dv du]
= L[
f(v) dv du]

0 0

Exercício: Usando o Princípio da Indução Finita (PIF), podemos demonstrar que

L 1 [1/(s−a) n ) = e at t n1 /(n−1)!

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

Seja o PVI dado pela Equação Integro-Diferencial

y' + 2 y − 3

t

dado pela Equação Integro-Diferencial y' + 2 y − 3 t y(u) du = 5(1+t), y(0)=2

y(u) du = 5(1+t),

y(0)=2

 

0

Aplicando

a

Transformada

de

Laplace

a

ambos

os

membros

da

equação

integro−diferencial, obtemos:

 
 

t

L[y'] + 2 L[y] − 3L[

e assim, temos em sequência:

t L[y'] + 2 L[y] − 3L[ e assim, temos em sequência: 0 y(u) du ]

0

y(u) du ] = 5 L[1+t]

sY(s)−2+2Y(s)−3(1/s)Y(s)=(5/s)+(5/s²)

Y(s)(s+2−3/s)=(5/s)+(5/s²)+2

Y(s)=[2+(5/s)+(5/s²)]/(s²+2s−3)

Usando o método das frações parciais e a Transformada inversa de Laplace, obtemos:

y(t) = −(5/3) + 3 e t + (2/3) e 3t

Exercício: Resolver as equações:

a. y' + Int[y(t)] = 1, y(0) = 2

b. y' − y − 6 Int[y(t)] = 12 exp(3t), y(0)= −3

c. y + Int[(y(t)] = sen(2t)

onde

Int[y(t)] =

t

y(0)= −3 c. y + Int[(y(t)] = sen(2t) onde Int[y(t)] = t 0 y(u) du Decomposição

0

y(u) du

Decomposição em frações parciais

Quando trabalhamos com Transformadas de Laplace é muito comum tomarmos uma função racional (divisão de um polinômio F(s) por outro polinômio G(s) ambos na variável s) e realizar uma decomposição deste quociente em frações mais simples. Tomaremos três hipóteses essenciais na sequência:

a. Os polinômios F=F(s) e G=G(s) têm somente coeficientes reais;

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

b. Os polinômios F=F(s) e G=G(s) não têm fatores em comum;

c. O grau do numerador F=F(s) é menor que o grau do denominador G=G(s).

São quatro os casos que analisados:

1.

O polinômio G=G(s) que está no denominador tem um fator não repetido (s−a).

Assim:

Y(s)=F(s)/G(s) = A/(s−a) + R(s)

e a transformada inversa de Laplace nos dá:

L 1 [Y(s)] = A e at + L 1 [R(s))

onde

Q(s)=(s−a)F(s)/G(s)

e a constante A é dada por:

A=Q a (a)=F(a)/G'(a)

Exercício: Obter a função f=f(t) tal que

F(s)=(7s−1)/[(s−3)(s+2)(s−1)]

Resposta: f(t) = 2 exp(3t) − exp(−2t) − exp(t)

2.

O

polinômio G=G(s) tem um fator repetido (s−a) m . Aqui:

Y(s) = F(s) /G(s) = A m /(s−a) m + A m1 /(s−a) m1 + A 1 /(s−a) + R(s)

e

a transformada inversa de Laplace nos dá com L 1 [Y(s)]=y(t):

y(t)=e at [A m t m1 /(m−1)! +A m1 t m2 /(m−2)!+

+A

2 t+A 1 ]+L 1 [R(s)]

onde as constantes A 1 , A 2 , A 3 ,

, A m são dadas por:

A m =Q a (a)

A k =1/(m−k)! (Q a ) (mk) (a)

(k=1,2,3,

,m−1)

onde a função Q a é definida por:

Q a (s) = (s−a) m F(s)/G(s)

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

Exercício: Mostrar que a função f=f(t) tal que F(s)=1/[(s−4)(s−3)³] é dada por:

f(t) = 2exp(3t)[−t²−2t−2] + exp(4t).

Em momento algum chamamos a atenção para o fato que o número a deveria ser real ou complexo, entretanto se a é um número complexo da forma c+di, então podemos fazer a decomposição em frações parciais de uma forma um pouco diferente, pois sabemos da Álgebra que se a=c+di é uma raiz de G(s)=0, então a =c−di (conjugado de a) também é uma raiz de G(s)=0, pois todos os coeficientes do polinômio G(s) são números reais.

3. polinômio G=G(s) tem um fator complexo s−a não repetido. Neste caso:

O

Y(s) = F(s) /G(s) = A/(s−a) + R(s)

e

multiplicando pelo conjugado de s−a = conj(s−a), teremos constantes c e d tal

que:

Y(s)=F(s)/G(s) = A conj(s−a) /[(s−c)²+d²] + R(s)

ou seja

Y(s)=F(s)/G(s) = (As +B)/[(s−c)²+d²] + R(s)

onde agora A e B são números reais.

A

transformada inversa de Laplace nos dá:

L 1 [Y(s)) = (1/d) exp(ct) [ T a cos(dt) + S a sen(dt)] + L 1 [R(s))

4. polinômio G(s) tem um fator complexo (s−a)². Neste caso:

O

Y(s) = F(s)/G(s) = A/(s−a)² + R(s)

e multiplicando por (conj(s−a))², teremos:

Y(s) = (As+B)/[(s−c)²+d²]² + (Cs+D)/[(s−c)²+d²] + R(s)

onde agora A, B, C e D são números reais.

O restante segue de forma similar aos casos anteriores.

Exercício: Se F(s)=(s²+2)/[s²+2s+5]², mostrar que a função f=f(t) tal que L[f]=F é dada por f(t)=2exp(−t)[(t/16).cos(2t)+{(−t/4)+7/32}sen(2t)].

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

incógnitas x=x(t) e y=y(t), podemos aplicar a Transformada de Laplace a cada Equação Diferencial Ordinária de forma que L[x]=X(s) e L[y]=Y(s) e fazer com que o sistema recaia num sistema algébrico com duas equações nas incógnitas X=X(s) e Y=Y(s).

Veremos como isto funciona com um exemplo relativamente simples mas suficientemente amplo para mostrar a funcionalidade do método.

Exemplo:

Ordinárias Lineares

Determinar

a

solução

do

sistema

com

x'(t)+x(t)+y'(t)−y(t)=2

x"(t)+x'(t)−y'(t)=cos(t)

duas

Equações

Diferenciais

com as condições iniciais: x(0)=0, x'(0)=2, y(0)=1.

L[x"(t)]=s²X(s)−sx(0)−x'(0)=s²X(s)−x'(0)

L[x']=s.X(s)−x(0)=s.X(s)

L[y']=s.Y(s)−y(0)=s.Y(s)−1

L[2]=2/s

L[cos(t))=s/(s²+1)

então

L[x'(t)+x(t)+y'(t)−y(t)]=L[2]

L[x"(t)+x'(t)−y'(t)]=L[cos(t)]

logo, poderemos escrever:

(s+1) X(s)+(s−1)Y(s)=1+2/s

(s²+s)X(s)− s

Y(s)=1+s/(s²+1)

Este sistema resolvido pela regra de Cramer, nos fornece:

X(s) = 1/s² + 1/(s²+1) Y(s) = 1/s² + s/(s²+1)

E com as transformadas inversas de Laplace destas funções obteremos:

x(t) = t + sen(t) y(t) = t + cos(t)

Resolução de Equações com coeficientes variáveis

Já mostramos antes, que a derivada em relação ao parâmetro s, fornece

d/ds {L[f(t)]} = F'(s) = L[(−t) f(t)]

e que em geral:

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

o que significa que a "n-ésima derivada da transformada de Laplace de f=f(t) é igual à transformada de Laplace da função (−t) n f(t)", isto é:

d n /ds n L[f(t)] = L[(−t) n f(t)]

Em particular, se tomarmos f(t) = y'(t), obteremos:

d/ds L[y'(t)] = L[−t.y'(t)]

que pode ser escrito na forma:

L[t.y '(t)] = − d/ds L[y ']

e como L[y ')=sY(s)−y(0), então

L[t.y '(t)] = −d/ds[sY(s)−y(0)] = − s Y '(s) − Y(s)

Resumindo, temos para a primeira derivada:

L[t y '(t)] = − s Y '(s) − Y(s)

Repetindo o processo para a função f(t)=y "(t), teremos:

L[t y "(t)] = − s² Y '(s) − 2s Y(s) + y(0)

Aplicação: Resolver o Problema com Valor Inicial com uma EDOL com coeficientes

variáveis:

y"+t.y'−2y=4,

y'(0)=0,

y(0)=0

Solução: Aplicando a transformada de Laplace a ambos os membros da igualdade,

obteremos:

L[y " + t y ' − 2y) = L[4)

Como:

L[y"(t)]=s²Y(s)−s.y(0)−y'(0)=s²Y(s)

L[t.y']=−s.Y'(s)−Y(s)

L[4]=4/s

então obtemos uma EDO linear, mas agora Y=Y(s) é a função incógnita:

Y'(s) + (3−s²)/s Y(s) = −4/s²

Resolvendo esta EDO linear, obtemos:

Y(s) = 4/s³ + C exp(s²/2)/s³

e calculando a transformada inversa de Laplace desta última função e tomando C=0, teremos a solução:

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

y(t) = 2 t²

Translações de funções

Tomando a Transformada de Laplace

F(s)=

de funções Tomando a Transformada de Laplace F(s)= 0 e − s t f(t) dt e

0

e st f(t) dt

e

multiplicando ambos os lados da igualdade por e sb com b>0, teremos:

e

sb F(s)=

0 e − s ( b + t ) f(t) dt

0 e s(b+t) f(t) dt

e

substituindo u=b+t, poderemos escrever:

e sb F(s)=

e − s u f(u−b) du su f(u−b) du

0

Se f(t)=0 para t<0, temos que f(u−b)=0 se u<b e f(u−b)=f(t) se u>b, logo, o gráfico de y=f(u−b) é o mesmo que o gráfico da função y=f(t) transladada para a direita b unidades. Assim:

f(u−b) = L 1 [ e sb L[f(t)] ]

ou seja:

L[f(u−b)] = e sb F(s)

Exemplo: Seja a função f(t)=cos(t) com t em [0,

unidades para a direita f

função f(t)=cos(t) com t em [0, unidades para a direita f (t) = cos(t− ). ]

(t) = cos(t−

com t em [0, unidades para a direita f (t) = cos(t− ). ] e a

).

com t em [0, unidades para a direita f (t) = cos(t− ). ] e a

] e a translação associada de

direita f (t) = cos(t− ). ] e a translação associada de Transformada de Laplace de

Transformada de Laplace de uma função periódica

Consideremos uma função periódica de período p>0, isto é, uma função tal que f(t+p)=f(t) para todo t>0. A Transformada de Laplace de f é dada por:

F(s)=

t>0. A Transformada de Laplace de f é dada por: F(s)= 0 e − s t

0

e st f(t) dt

Fazendo a decomposição desta integral em infinitas integrais realizadas sobre os

sub−intervalos de comprimento , para escrever: 2 F(s)=( + + + 0 1
sub−intervalos de comprimento
, para escrever:
2
F(s)=(
+
+
+
0
1

) e st f(t) dt

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

Substituindo u=t−

integral e assim por diante, poderemos escrever:

u=t− integral e assim por diante, poderemos escrever: na segunda integral, u=t−2 na terceira integral, u=t−3

na segunda integral, u=t−2

por diante, poderemos escrever: na segunda integral, u=t−2 na terceira integral, u=t−3 na quarta −s(u+ e

na terceira integral, u=t−3

na segunda integral, u=t−2 na terceira integral, u=t−3 na quarta −s(u+ e −s(u+2 F(s) = e

na quarta

−s(u+ e −s(u+2 F(s) = e −su f(u)du + e ) f(u)du + ) f(u)du
−s(u+
e −s(u+2
F(s) =
e −su f(u)du +
e
) f(u)du +
) f(u)du +
0
0
0
que pode ser reescrito:
+ e −2s
+ e −3s
F(s)=(1 + e −s
+
)
0 e −su f(u) du

e como a expressão dentro dos parênteses é a soma dos termos de uma PG, segue

que:

O que fizemos aqui para p=

dos termos de uma PG, segue que: O que fizemos aqui para p= F(s)= 1 1

F(s)=

1 1 − e −s 0
1
1 − e −s
0

e su f(u) du

, vale também para outros valores reais.

Exemplo: Para a função f(t)=sen(t) com 0<t< e f(t)=0 se t> 1+e s F(s)= e
Exemplo: Para a função f(t)=sen(t) com 0<t<
e f(t)=0 se t>
1+e s
F(s)=
e −st sen(t) dt =

0

s²+1

, é possível mostrar que

Exemplo: Para a função definida por f(t)=t se 0<t<6 e f(t+6)=f(t) para todo t real, então

1 F(s)= e −st f(t) dt = e −st t dt
1
F(s)=
e −st f(t) dt =
e −st t dt

0 1−e 6s 0

e esta última integral pode ser calculad por integração por partes, assim

L[f)(s) = 1/[1−e 6s ] {1/s²(1−e 6s )−6 e 6s /s}

A função Gama

A função gama, denotada por

6 s /s} A função Gama A função gama, denotada por = (z), é definida através

=

(z), é definida através da integral imprópria:6 s /s} A função Gama A função gama, denotada por = e −t t z−1

e −t t z−1 d t e −t t z−1 dt

0

Se substituirmos t=sv na função Gama, acima definida, obteremos:

Matematica Essencial: Superior: EDO: Transfo

http://www.uel.br/projetos/matessencial/superio

(n) = 0 e −sv (sv) z−1 dv
(n) =
0 e −sv (sv) z−1 dv

o que significa que para t=sv>0, vale:

L[t z1 ] =

L[t z − 1 ] = (z)/s z

(z)/s z

Já sabemos para para todo n natural: L[t n1 ]=(n−1)!/s n , assim, se em particular, tomarmos z=n um número natural, poderemos escrever:

(n) = (n−1)!

(n) = (n−1)!

A função fatorial é definida para números inteiros não negativos, mas a função gama é

uma extensão da função fatorial e além disso, ela pode ser obtida para todo todo número real onde esta integral converge.

Aplicando a propriedade G da tabela de transformadas:

L[−t.f(t)] = F'(s)

e

tomando f(t)=t n1 , seguirá que:

 
 

L[(−t) t n1 ] = d/ds {

  L[(−t) t n − 1 ] = d/ds { (n)/s n }= −n. (n)/s n

(n)/s n }= −n.

  L[(−t) t n − 1 ] = d/ds { (n)/s n }= −n. (n)/s n

(n)/s n+1

e

como L[t n ]=

(n+1)/s n + 1 , segue que para todo n natural, vale:

(n+1)/s n+1 , segue que para todo n natural, vale:

(n+1) = n. (n)

(n+1) = n.

(n+1) = n. (n)

(n)

Na verdade, a função gama pode ser definida para todos os valores de x reais, exceto para os x que são inteiros não positivos. Esta é uma função recursiva que define a função fatorial.

Construída por Ulysses Sodré. Home-page atualizada em 17-nov-2006.