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23/04/2012

23/04/2012 ◦ SHIGLEY, J. E., MISCHKE, C. R., BUDYNAS, R. G.; Projeto de Engenharia Mecânica; 7.
◦ SHIGLEY, J. E., MISCHKE, C. R., BUDYNAS, R. G.; Projeto de Engenharia Mecânica; 7.

SHIGLEY, J. E., MISCHKE, C. R., BUDYNAS, R. G.; Projeto de Engenharia Mecânica; 7. ed. Porto Alegre: Bookman 2005.

HIBBELER, R. C. Resistência dos materiais. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC,

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NORTON, ROBERT L. Projeto de Máquinas: uma abordagem integrada. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.

CALLISTER, W. D. Ciência e Engenharia de Materiais: uma introdução. 5.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2002. 589 p.

CETLIN, P. R.; SILVA, P. S. P. da; PENNA, J. A.; Análise de fraturas; São Paulo: Associação Brasileira de Metais, [19--]. 229 p.

SILVA, P. S. P. da; PENNA, J. A.; Análise de fraturas; São Paulo: Associação Brasileira de

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 Projeto tolerante ao dano: ◦ Existem trincas nas peças antes mesmo de aplicar tensões;

Projeto tolerante ao dano:

Existem trincas nas peças antes mesmo de aplicar tensões;

Essas

o

trincas

podem

crescer

durante

carregamento;

Quando o tamanho da trinca for crítico, retira-se de operação a peça;

Ferramenta de análise: Mecânica da Fratura Linear Elástica (LEFM);

Vidas humanas = Inspeções periódicas!!!!!!!

de análise: Mecânica da Fratura Linear Elástica (LEFM) ; ◦ Vidas humanas = Inspeções periódicas!!!!!!! 3

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Ruptura de tanque de ferro fundido de um destilaria em Boston (1919): 9E6 lts de
Ruptura de tanque de ferro fundido
de um destilaria em Boston (1919):
9E6 lts de melaço viajando a 35
km/h por duas quadras. Ao todo,
150 pessoas feridas e 21 mortos.
Ruptura de um tanque de gás
natural liquefeito em Cleveland
(1944): uma gigantesca bola de fogo
destruiu aproximadamente uma
milha quadrada. Ao todo 79 casas, 2
fábricas e 217 carros destruídos.
131 pessoas mortas, 300 feridas.
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Navios Liberty Ship (1942 – 1952): Os Liberty ships eram navios de carga, usados na
Navios Liberty Ship (1942 – 1952): Os Liberty ships eram navios de carga, usados na
Navios Liberty Ship (1942 – 1952): Os Liberty ships eram navios de carga, usados na

Navios Liberty Ship (1942 – 1952): Os Liberty ships eram navios de carga, usados na II guerra mundial. Tornaram-se lendários por terem sido projetados para fabricação em série, de modo a agilizar o tempo construtivo (2700 foram construidos, sendo que no final da guerra o tempo médio de construção era 5 dias) e também por terem sido pioneiros no uso da solda substituindo rebites. No início 30% deles afundaram com ruptura catastrófica (no final da guerra a taxa caiu para 5%). As causas das rupturas foram a inexistência de barreiras a propagação das trincas, como o fim das chapas, existentes no caso de cascos rebitados; falta de experiência dos soldadares (não havia tempo hábil para treiná-los em função da guerra) e uso de metais de baixa tenacidade.

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Navio-tanque de óleo 6
Navio-tanque de óleo 6

Navio-tanque de óleo

Navio-tanque de óleo 6

6

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Navio atracado durante a II Guerra Mundial. (1943) 7
Navio atracado durante a II Guerra Mundial. (1943) 7
Navio atracado durante a II Guerra Mundial. (1943) 7

Navio atracado durante a II Guerra Mundial.

(1943)

7

Motor de foguete da NASA. 8
Motor de foguete da NASA. 8
Motor de foguete da NASA. 8

Motor de foguete da NASA.

8

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Fratura:

Consiste na separação de um corpo em dois ou mais pedaços em resposta a uma tensão de natureza estática;

 

Temperaturas consideradas baixas em comparação a temperatura de fusão do material;

As tensões aplicadas podem ser de compressão, cisalhamento ou torcional.

tração,

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9

 
 

Em engenharia:

Fraturas do tipo:

Dúctil:

 
 

Deformação plástica

considerável e grande absorção de energia

antes da fratura.

 

Frágil:

 

Pouca ou nenhuma defor-

mação plástica antes da fratura.

mação plástica antes da fratura.
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 Em engenharia: ◦ Fraturas do tipo:  Dúctil:  Deformação plástica considerável e grande

Em engenharia:

Fraturas do tipo:

Dúctil:

Deformação plástica

considerável e grande

absorção de energia antes da fratura.

Frágil:

Pouca ou nenhuma defor- mação plástica antes da fratura.

absorção de energia antes da fratura.  Frágil:  Pouca ou nenhuma defor- mação plástica antes
absorção de energia antes da fratura.  Frágil:  Pouca ou nenhuma defor- mação plástica antes
absorção de energia antes da fratura.  Frágil:  Pouca ou nenhuma defor- mação plástica antes

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 Em engenharia: ◦ Fraturas do tipo:  Dúctil:  Deformação plástica considerável e grande

Em engenharia:

Fraturas do tipo:

Dúctil:

Deformação plástica

considerável e grande absorção de energia

antes da fratura.

e grande absorção de energia antes da fratura.  Frágil:  Pouca ou nenhuma defor- mação

Frágil:

Pouca ou nenhuma defor- mação plástica antes da fratura.

absorção de energia antes da fratura.  Frágil:  Pouca ou nenhuma defor- mação plástica antes

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absorção de energia antes da fratura.  Frágil:  Pouca ou nenhuma defor- mação plástica antes

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Processo de fratura envolve duas etapas:

 

Formação da trinca;

Propagação da trinca.

O tipo da fratura depende do mecanismo de propagação da trinca;

 
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Fratura Dúctil:

Caracterizada por extensa deformação plástica na vizinhança da trinca que está avançando;

Processo relativamente lento conforme a trinca se estende (estável);

Preferível em projetos, pois:

A deformação plástica indica que a fratura está por vir;

Maior energia é necessária para induzir uma fratura dúctil, visto que os materiais dúcteis são mais tenazes.

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Fratura Dúctil: Fratura moderadamente dúctil: Fratura altamente dúctil: • Mais comum entre os metais. •
Fratura Dúctil:
Fratura moderadamente dúctil:
Fratura altamente dúctil:
• Mais comum entre os metais.
• Redução na área de ≈ 100%;
• Ex: ouro, chumbo.
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Fratura Dúctil: “microvazios” 45º 16

Fratura Dúctil:

Fratura Dúctil: “microvazios” 45º 16
Fratura Dúctil: “microvazios” 45º 16
Fratura Dúctil: “microvazios” 45º 16

“microvazios”

45º 16
45º
16

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Fractografia eletrônica da região central taça e cone : numerosas microcavidades esféricas (metade de um

Fractografia eletrônica da região central taça e cone: numerosas microcavidades esféricas (metade de um microvazio) .

microcavidades esféricas (metade de um microvazio) . 17 Fratura Dúctil: Fratura tipo taça e cone Fractografia
microcavidades esféricas (metade de um microvazio) . 17 Fratura Dúctil: Fratura tipo taça e cone Fractografia
microcavidades esféricas (metade de um microvazio) . 17 Fratura Dúctil: Fratura tipo taça e cone Fractografia
microcavidades esféricas (metade de um microvazio) . 17 Fratura Dúctil: Fratura tipo taça e cone Fractografia
17
17
microcavidades esféricas (metade de um microvazio) . 17 Fratura Dúctil: Fratura tipo taça e cone Fractografia

Fratura Dúctil:

esféricas (metade de um microvazio) . 17 Fratura Dúctil: Fratura tipo taça e cone Fractografia eletrônica
esféricas (metade de um microvazio) . 17 Fratura Dúctil: Fratura tipo taça e cone Fractografia eletrônica

Fratura tipo taça e cone

. 17 Fratura Dúctil: Fratura tipo taça e cone Fractografia eletrônica da região da borda de

Fractografia eletrônica da região da borda de cisalhamento taça e cone: numerosas microcavidades parabólicas.

 Fratura Frágil: ◦ Ocorre sem qualquer deformação apreciável e através de uma rápida propagação

Fratura Frágil:

Ocorre sem qualquer deformação apreciável e através de uma rápida propagação da trinca;

Direção do movimento da trinca está muito próxima de ser perpendicular à direção da tensão de tração aplicada;

do movimento da trinca está muito próxima de ser perpendicular à direção da tensão de tração
do movimento da trinca está muito próxima de ser perpendicular à direção da tensão de tração

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Fratura Frágil:

De preferência evitável em projetos, pois ocorre repentinamente e catastroficamente;

Superfícies de fratura de materiais que falharam de modo frágil terão padrões próprios de distinção;

Qualquer sinal de deformação plástica generalizada estará ausente.

Com freqüência, esses padrões são vistos a olho nu.

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19

 
 

Fratura Frágil:

Para metais muito duros ou com granulação fina, não existirão padrões distinguíveis;

Materiais como o vidro, quando da fratura, apresentam superfície relativamente brilhante e lisa.

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Fratura Frágil:
Fratura Frágil:
Fratura Frágil: 21

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Fratura Frágil: Origem da trinca Origem da trinca “Marcas de sargento” – “V” 22

Fratura Frágil:

Origem da trinca

Fratura Frágil: Origem da trinca Origem da trinca “Marcas de sargento” – “V” 22

Origem da trinca

Fratura Frágil: Origem da trinca Origem da trinca “Marcas de sargento” – “V” 22

“Marcas de sargento” – “V”

22

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Fratura Frágil: 23

Fratura Frágil:

Fratura Frágil: 23
Fratura Frágil: 23
Fratura Frágil: 23
Fratura Frágil: 23

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Fratura Frágil:
Fratura Frágil:

Origem da trinca

Fratura Frágil: Origem da trinca 24
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 Fratura Frágil: ◦ Na maioria dos materiais cristalinos frágeis:  Propagação da trinca corresponde

Fratura Frágil:

Na maioria dos materiais cristalinos frágeis:

Propagação da trinca corresponde à quebra sucessiva de ligações atômicas ao longo dos planos cristalográficos;

Processo conhecido como clivagem;

Como a fratura passa através dos grãos, têm-se fratura transgranular;

 Processo conhecido como clivagem;  Como a fratura passa através dos grãos, têm-se fratura transgranular;

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Fratura Frágil: Fractografia eletrônica – fratura transgranular Facetas de clivagem, com “rios” indicando sentido

Fratura Frágil:

Fratura Frágil: Fractografia eletrônica – fratura transgranular Facetas de clivagem, com “rios” indicando sentido

Fractografia eletrônica – fratura transgranular

Frágil: Fractografia eletrônica – fratura transgranular Facetas de clivagem, com “rios” indicando sentido da
Frágil: Fractografia eletrônica – fratura transgranular Facetas de clivagem, com “rios” indicando sentido da

Facetas de clivagem, com “rios” indicando sentido da propagação da fratura

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 Fratura Frágil: ◦ Em algumas ligas:  A propagaçao das trincas se dá ao

Fratura Frágil:

Em algumas ligas:

A propagaçao das trincas se dá ao longo contornos de grão; Assim, têm-se fratura intergranular;

dos

contornos de grão;  Assim, têm-se fratura intergranular; dos Fractografia eletrônica – fratura intergranular 27

Fractografia eletrônica – fratura intergranular

contornos de grão;  Assim, têm-se fratura intergranular; dos Fractografia eletrônica – fratura intergranular 27

27

Fratura Frágil: Fratura intergranular no MEV. Separação intergranular. 28

Fratura Frágil:

Fratura Frágil: Fratura intergranular no MEV. Separação intergranular. 28
Fratura Frágil: Fratura intergranular no MEV. Separação intergranular. 28

Fratura intergranular no MEV.

Fratura Frágil: Fratura intergranular no MEV. Separação intergranular. 28

Separação intergranular.

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 Princípios da Mecânica da Fratura: ◦ Materiais dúcteis → materiais frágeis; ◦ Compreensão dos

Princípios da Mecânica da Fratura:

Materiais dúcteis → materiais frágeis;

Compreensão dos mecanismos de fratura;

Quantifica a relação entre:

Propriedades do material,

Nível tensão,

Defeitos geradores de trincas;

Meios de propagação de trincas.

Engenheiros mais equipados!!!!

tensão,  Defeitos geradores de trincas;  Meios de propagação de trincas. ◦ Engenheiros mais equipados!!!!

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 Princípios da Mecânica da Fratura: ◦ Concentração de tensão:  A resistência à fratura

Princípios da Mecânica da Fratura:

Concentração de tensão:

A resistência à fratura de um material sólido é função das forças de coesão que existem entre os átomos:

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30

Estimou-se que esta resistência coesiva teórica em E/10;

Entretanto, experimentalmente

as resistências a fratura apresen- tavam valores entre 10 e 1000 vezes menores.

E/10;  Entretanto, experimentalmente as resistências a fratura apresen- tavam valores entre 10 e 1000 vezes

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 Princípios da Mecânica da Fratura: ◦ Concentração de tensão:  Em 1920, Alan Griffith

Princípios da Mecânica da Fratura:

Concentração de tensão:

Em 1920, Alan Griffith propôs que essa discrepância entre os resultados é devido a presença de defeitos na superfície ou no interior dos materiais;

Têm-se assim um concentrador de tensão que deteriora a resistência à fratura.

dos materiais;  Têm-se assim um concentrador de tensão que deteriora a resistência à fratura. Alan

Alan A. Griffith

dos materiais;  Têm-se assim um concentrador de tensão que deteriora a resistência à fratura. Alan

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 Princípios da Mecânica da Fratura: 32

Princípios da Mecânica da Fratura:

 Princípios da Mecânica da Fratura: 32

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 Princípios da Mecânica da Fratura: ◦ Concentração de tensão: ◦ Assim, a tensão máxima

Princípios da Mecânica da Fratura:

Concentração de tensão:

Assim, a tensão máxima aplicada:

onde:

tensão: ◦ Assim, a tensão máxima aplicada: ◦ onde:  σ m representa a tensão máxima;

σ m representa a tensão máxima;

σ 0 representa a tensão nominal aplicada;

ρ e representa o raio de curvatura da extremidade da trinca;

a representa o comprimento de uma trinca superficial ou metade do comprimento de uma trinca interna.

da trinca;  a representa o comprimento de uma trinca superficial ou metade do comprimento de

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 Princípios da Mecânica da Fratura: ◦ Concentração de tensão: ◦ Para microtincas em que

Princípios da Mecânica da Fratura:

Concentração de tensão:

Para microtincas em que ρ e é pequeno, (a/ρ e ) 1/2 é muito maior que a unidade:

Têm-se ainda:

) 1 / 2 é muito maior que a unidade: ◦ Têm-se ainda:  onde Ke
) 1 / 2 é muito maior que a unidade: ◦ Têm-se ainda:  onde Ke

onde Ke é o fator de concentração de tensões;

) 1 / 2 é muito maior que a unidade: ◦ Têm-se ainda:  onde Ke

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 Princípios da Mecânica da Fratura: ◦ Concentração de tensão:  Uma outra abordagem: •

Princípios da Mecânica da Fratura:

Concentração de tensão:

Uma outra abordagem:

Uma outra abordagem: • Tensão máxima em (±a, 0); • Quando a=b, têm-se um círculo, o
Uma outra abordagem: • Tensão máxima em (±a, 0); • Quando a=b, têm-se um círculo, o

Tensão máxima em (±a, 0); Quando a=b, têm-se um círculo, o concentrador de tensão é igual a 3; Para uma trinca fina, b/a 0, (σy) m → ∞ (fisicamente impossível!!!). Porém, quando deformação plástica ocorre, a tensão será finita na ponta da trinca.

(fisicamente impossível!!!). Porém, quando deformação plástica ocorre, a tensão será finita na ponta da trinca.
 

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a tensão será finita na ponta da trinca.   35  Princípios da Mecânica da Fratura:

Princípios da Mecânica da Fratura:

Concentração de tensão:

Esse efeito não ocorre apenas microscopicamente;

Entalhes, arestas, furos, etc. também influenciam;

 Esse efeito não ocorre apenas microscopicamente;  Entalhes, arestas, furos, etc. também influenciam; 36
 Esse efeito não ocorre apenas microscopicamente;  Entalhes, arestas, furos, etc. também influenciam; 36
36
36

36

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Princípios da Mecânica da Fratura:

 
 
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Princípios da Mecânica da Fratura:

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Princípios da Mecânica da Fratura:

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Princípios da Mecânica da Fratura:

Concentração de tensão:

Materiais frágeis são mais sensíveis a concentradores de tensão do que materiais dúcteis;

Em materiais dúcteis, a deformação plástica faz com que ocorra uma distribuição mais uniforme de tensão. Assim, esse fator de concentração de tensão apresenta valores máximos menores que os teóricos.

Em materiais frágeis, não ocorre redistribuição de tensões, prevalecendo os valores teóricos.

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Princípios da Mecânica da Fratura:

Concentração de tensão:

 

Griffith também propôs que todos os materiais frágeis contêm uma população de pequenos defeitos e trincas com variedade de tamanhos, geometrias e orientações;

A fratura ocorrerá quando, com aplicação de tensão de tração, a resistência à tração teórica do material é excedida na extremidade desses defeitos;

Dessa forma a trinca se propaga rapidamente;

Se nenhum defeito estivesse presente, a resistência à fratura seria igual à resistência de tração do material.

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41

 
 

Princípios da Mecânica da Fratura:

Teoria de Griffith da Fratura Frágil:

 

Durante a propagação de uma trinca ocorre:

 

Liberação de energia elástica = energia armazenada pelo material à medida que ele é elasticamente deformado;

Novas superfícies livres que aumentam a energia de superfície do sistema.

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42

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Princípios da Mecânica da Fratura:

Teoria de Griffith da Fratura Frágil:

 

Girffith desenvolveu um critério para estimar, em uma trinca elíptica, a tensão crítica σ c exigida para propagação de uma trinca em um material frágil:

onde

 onde

E representa o módulo de elasticidade;

γ s representa a energia de superfície específica;

a representa o comprimento de uma trinca superficial ou metade do comprimento de uma trinca interna.

Aplicável somente para materiais exclusivamente frágeis, sem nenhuma deformação plástica!!!!!!!!

Aplicável somente para materiais exclusivamente frágeis, sem nenhuma deformação plástica!!!!!!!!

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Princípios da Mecânica da Fratura:

Teoria de Griffith da Fratura Frágil:

 

Na maioria dos metais e muitos polímeros, existe uma pequena percela de deformação plásica durante a fratura;

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44

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Princípios da Mecânica da Fratura:

Teoria de Griffith da Fratura Frágil:

 

Nesse caso, o termo γ s da equação anterior deve ser arranjado como γ s = γ s + γ p ;

γ p representa a energia de deformação plástica;

Assim:

representa a energia de deformação plástica;  Assim: 45    Princípios da Mecânica da Fratura:
45

45

 
 

Princípios da Mecânica da Fratura:

Teoria de Griffith da Fratura Frágil:

 

Para materiais altamente dúcteis, γ p >> γ s , de tal forma que:

dúcteis, γ p >> γ s , de tal forma que:  Na década de 1950,

Na década de 1950, G. R. Irwin incorporou γ p e γ s em um único termo:

 Na década de 1950, G. R. Irwin incorporou γ p e γ s em um

onde c é conhecido por taxa crítica de liberação de energia de deformação.

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46

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Princípios da Mecânica da Fratura:

Teoria de Griffith da Fratura Frágil:

 

Arranjando adequadamente, tem-se que:

Frágil:    Arranjando adequadamente, tem-se que:  Dessa forma, e extensão da trinca ocorre quando

Dessa forma, e extensão da trinca ocorre quando πσ 2 a/E excede o valor de c para o material específico sendo considerado.

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47

 
 

Princípios da Mecânica da Fratura:

Análise de Tensão de Trincas:

Existem três modos distintos de propagação de trincas:

Encontrado com maior freqüência Tração
Encontrado com
maior freqüência
Tração
três modos distintos de propagação de trincas: Encontrado com maior freqüência Tração Rasgamento Deslizamento

Rasgamento

Deslizamento

 

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23/04/2012  Princípios da Mecânica da Fratura: ◦ Análise de Tensão de Trincas: Usando funções de
23/04/2012  Princípios da Mecânica da Fratura: ◦ Análise de Tensão de Trincas: Usando funções de

Princípios da Mecânica da Fratura:

Análise de Tensão de Trincas:

da Mecânica da Fratura: ◦ Análise de Tensão de Trincas: Usando funções de tensão complexas, tem-se

Usando funções de tensão complexas, tem-se que o campo de tensões de um elemento dx dy na vizinhança da ponta da trinca é função da distância radial r e do ângulo θ:

é função da distância radial r e do ângulo θ : 49  Princípios da Mecânica

49

é função da distância radial r e do ângulo θ : 49  Princípios da Mecânica
é função da distância radial r e do ângulo θ : 49  Princípios da Mecânica

Princípios da Mecânica da Fratura:

Análise de Tensão de Trincas:

Tensão plana = placa relativamente fina.
Tensão plana = placa
relativamente fina.

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 Princípios da Mecânica da Fratura: ◦ Análise de Tensão de Trincas: Perto da ponta

Princípios da Mecânica da Fratura:

Análise de Tensão de Trincas:

Perto da ponta da trinca: Tem-se também que: permanece constante a medida em que

Perto da ponta da trinca:

Perto da ponta da trinca: Tem-se também que: permanece constante a medida em que

Tem-se também que:

Perto da ponta da trinca: Tem-se também que: permanece constante a medida em que

permanece constante a medida em que

Perto da ponta da trinca: Tem-se também que: permanece constante a medida em que
Perto da ponta da trinca: Tem-se também que: permanece constante a medida em que
 

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que: permanece constante a medida em que   51  Princípios da Mecânica da Fratura: ◦

Princípios da Mecânica da Fratura:

Análise de Tensão de Trincas:

É comum ainda definir um fator K, chamado de fator de intensidade de tensão: com

É comum ainda definir um fator K, chamado de fator de intensidade de tensão:

um fator K, chamado de fator de intensidade de tensão: com kpsi(m) 1 / 2 .

com

kpsi(m) 1/2 .

Como estamos tratando do Modo I

unidade

de

MPa(m) 1/2

ou

fator de intensidade de tensão: com kpsi(m) 1 / 2 . Como estamos tratando do Modo
fator de intensidade de tensão: com kpsi(m) 1 / 2 . Como estamos tratando do Modo
 

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23/04/2012  Princípios da Mecânica da Fratura: ◦ Análise de Tensão de Trincas: Para deformação plana:
23/04/2012  Princípios da Mecânica da Fratura: ◦ Análise de Tensão de Trincas: Para deformação plana:

Princípios da Mecânica da Fratura:

Análise de Tensão de Trincas:

Para deformação plana: Tensão plana = placa relativamente fina. onde B é a espessura do
Para deformação plana:
Tensão plana = placa
relativamente fina.
onde
B
é
a
espessura
do
material.

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fina. onde B é a espessura do material. 53  Princípios da Mecânica da Fratura: ◦
fina. onde B é a espessura do material. 53  Princípios da Mecânica da Fratura: ◦

Princípios da Mecânica da Fratura:

Análise de Tensão de Trincas:

O fator de intensidade de tensão é uma função ainda da geometria, do tamanho e da forma da trinca, e do tipo de carregamento .

Assim:

da forma da trinca, e do tipo de carregamento .  Assim:  onde β é

onde β é o fator de modificação da intensidade de tensão.

trinca, e do tipo de carregamento .  Assim:  onde β é o fator de

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β  

β

 
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55

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β   55   β 56
β   55   β 56
β   55   β 56
 
β
β
β
β
β
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56

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β 57
β 57
β 57
β
β
β 57
β 57

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β 58
β 58

β

β 58

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β 59

β

β 59
β 59

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β 60
β 60

β

β 60

60

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Para deformação plana: onde B é a espessura do material. 61
Para
deformação
plana:
onde
B
é
a
espessura
do
material.
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 Princípios da Mecânica da Fratura: ◦ Tenacidade à fratura:  Quando a magnitude de

Princípios da Mecânica da Fratura:

Tenacidade à fratura:

Quando a magnitude de K I atinge um valor crítico, a trinca começa a se propagar;

Nessa situação temos um fator de intensidade de tensão crítica K Ic ;

a trinca começa a se propagar;  Nessa situação temos um fator de intensidade de tensão
a trinca começa a se propagar;  Nessa situação temos um fator de intensidade de tensão

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Princípios da Mecânica da Fratura:

Tenacidade à fratura:

 

K Ic é uma propriedade do material que depende, além do próprio material, de:

Modo da trinca;

Processamento do material;

Temperatura;

Razão de carregamento;

Estado de tensão na região da trinca.

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63

 
 

Princípios da Mecânica da Fratura:

Tenacidade à fratura:

 

K Ic também é conhecido como tenacidade a fratura do material.

Para metais de engenharia:

20 ≤ K Ic ≤ 200 MPa(m) 1/2

Para polímeros de engenharia e cerâmicos:

1 ≤ K Ic ≤ 5 MPa(m) 1/2

Para um aço 4340, quando devido a um tratamento térmico tem σ esc de 800 para 1600 MPa, K Ic decresce de 190 a 40 MPa(m) 1/2 .

a um tratamento térmico tem σ e s c de 800 para 1600 MPa, K I

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 Princípios da Mecânica da Fratura:  Valores típicos de K I c à temperatura

Princípios da Mecânica da Fratura:

Valores típicos de K Ic à temperatura ambiente:

de

Escoamento

Tensão

Princípios da Mecânica da Fratura:  Valores típicos de K I c à temperatura ambiente: de

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 Princípios da Mecânica da Fratura:  Valores típicos de K I c à temperatura

Princípios da Mecânica da Fratura:

Valores típicos de K Ic à temperatura ambiente, para deformação plana:

Para deformação plana: onde B é a espessura do material. 66
Para
deformação
plana:
onde
B
é
a
espessura
do
material.
66

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Princípios da Mecânica da Fratura:

Tenacidade à fratura:

 

Para aplicações reais, é desejável que o material seja certificado de acordo com testes padronizados:

 
 

Ex: norma E399 da American Society for Testing and Materials (ASTM).

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67

 
 

Princípios da Mecânica da Fratura:

Tenacidade à fratura:

 

O projetista deve atentar aos seguintes aspectos:

 

Operação a baixa temperatura:

pode ser um indicativo chave de que fratura frágil é um possível modo de falha;

 

Literatura não fornece muitas informações;

Ensaio de laboratório pode ser uma saída.

Ensaio Charpy com entalhe em “V” em aço A-36.
Ensaio Charpy
com entalhe em
“V” em aço A-36.

ºC

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Princípios da Mecânica da Fratura:

Tenacidade à fratura:

 

O projetista deve atentar aos seguintes aspectos:

 

Relação σ esc /σ última :

 

Uma razão alta indica que existe a possibilidade de fratura frágil, uma vez que o material tem pouca habilidade para absorver energia de deformação plástica;

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69

 
 

Princípios da Mecânica da Fratura:

Tenacidade à fratura:

 

O projetista deve atentar aos seguintes aspectos:

 

Pode-se utilizar, como fator de segurança:

 
 
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