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LÓGICA E ÉTICA NA FILOSOFIA

Fabiano Lins da Silva Prof. Matusalen Correa Junior

Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Informática (LIN0199/2) - Prática do Módulo II

18/05/2016

RESUMO

Este artigo tem como objetivo descrever sobre a lógica, ética e a ética e a lei que são áreas estudadas na filosofia e será exposto às principais teorias e conceitos com relação ao conhecimento filosófico. A lógica pode ser definida como razão, palavra ou expressão e pode ser destacada a lógica formal que se preocupa basicamente com a estrutura do raciocínio e a forma lógica do pensar não tendo importância com a matéria e a lógica material que se constitui pelo raciocínio junto à matéria ou conteúdo. Ainda assim, serão definidos os tipos de argumentação: A dedução que significa conduzir a partir de algo, sendo que é uma forma de raciocínio que vai do geral ao específico, a indução como forma de pensar mais amplo que vai do especifico ao geral e a analogia que é a forma de pensar por certas semelhanças, ou seja, através da comparação. Já as distorções da argumentação como as falácias, que são argumentos falsos, que parece como verdadeiros e essas alterações de argumentação pode ser mencionada como argumentos de caricatura, apelação, generalização, excesso de tendenciosidade e de conclusão precipitada. Após isso, será descrito sobre a ética que está integrada ao estudo fundamentado dos valores morais o qual norteiam o comportamento humano em sociedade, sendo assim será apresentada a ética na concepção socrática, cristão, kantiana, marxista e relativista e a seguir este conteúdo abordado será descrito sobre a ética e a lei e as principais virtudes profissionais que são: responsabilidade, lealdade, iniciativa, honestidade, sigilo, competência, humildade, imparcialidade, otimismo, prudência, coragem e perseverança. O resultado esperado é mostrar as principais ideias que são relacionadas a cada um dos temas, transmitindo um conhecimento filosófico sobre os temas expostos e para assimilação dos conteúdos descritos.

Palavras-chave: Filosofia. Lógica. Ética.

1 INTRODUÇÃO

Na área da filosofia, a lógica é uma forma do conhecimento para encontrar maneiras corretas

de pensar e argumentar, aplicando-se a lógica, sendo que temos a lógica formal e a lógica material.

Serão apresentados os tipos de argumentação tais como dedução, indução e analogia que são

formas de raciocínio e depois as distorções da argumentação que estão às falácias, dentre os grupos

de falácias serão destacadas algumas como: argumentos de caricatura, argumentos de apelação,

argumentos de generalização, argumentos com excesso de tendenciosidade e argumentos de

conclusão precipitada.

Em seguida, será descrito sobre a ética que é compreendida como parte da filosofia e

também como os filósofos da época, estabeleciam princípios sobre a ética e mostraram as principais

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concepções de ética descrevendo as idéias e as críticas principais que se pode fazer em relação à concepção socrática, cristã, kantiana, marxista e relativista. Em relação à ética e lei será retratado sobre diferenças e semelhanças entre si, sendo que as duas apresentam-se como normas a serem seguidas por todos e logo após as palavras que caracterizam a ética na vida profissional, ou seja, as virtudes profissionais que são:

responsabilidade, lealdade, iniciativa, honestidade, sigilo, competência, prudência, coragem, perseverança, compreensão, humildade, imparcialidade e otimismo.

2 LÓGICA

A origem da palavra Lógica vem do grego logos e define-se razão, palavra ou expressão e o pensador Aristóteles foi o criador do pensamento lógico, isso no século IV a.C, pois a Lógica é uma parte da filosofia que estuda o fundamento, a estrutura e as expressões humanas do conhecimento. A lógica também foi empregada para o estudo do pensamento humano e para diferenciar interferências e verificação e se os argumentos estavam corretos ou incorretos. Com a lógica, o filósofo grego Aristóteles instituiu um conjunto de regras rigorosas para que conclusões pudessem ser admitidas como logicamente válidas: o emprego da lógica leva a uma forma de pensar voltado na linha de raciocínio fundamentado em premissas e conclusões. Sendo assim, temos a lógica formal e a lógica material. Na lógica formal analisa a maneira lógica das operações intelectuais, ou seja, que assegura o acordo do pensamento consigo mesmo, de tal forma que os princípios que revela e as regras que formulam se aplicam a todos os objetos da forma de pensar, quaisquer que sejam. Na Lógica material está voltado para o estudo do raciocínio em relação à matéria. É assim que somente no campo da lógica material que se pode falar da verdade: o argumento é válido quando as premissas são verdadeiras e se relacionam adequadamente à conclusão.

3. TIPOS DE ARGUMENTAÇÃO: Dedução, Indução e Analogia.

3.1 Dedução Etimologicamente, a palavra Dedução vem do latim de-ducere, que significa "conduzir a partir de", sendo assim, em um argumento dedutivo correto a conclusão é entendida necessariamente das suas premissas. O que está dito na conclusão é extraído das premissas, pois já está implícito nelas, sem extrapolar o conteúdo das premissas, isto é, a conclusão não quer expressar nada além do que já foi dito antes, nas premissas.

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3.2 Indução

O raciocínio indutivo estabelece uma conclusão de forma geral, sendo um processo mental que, para chegar ao conhecimento ou demonstração da verdade, parte de fatos particulares, comprovados, e tira uma conclusão genérica. É um método baseado na indução, ou seja, numa operação mental que consiste em se estabelecer uma verdade universal ou uma referência geral com base no conhecimento de certo número de dados singulares.

3.3 Analogia

É um determinado tipo de raciocínio que se constrói a partir de certas semelhanças e é capaz de modificar novas semelhanças.

4. DISTORÇÕES DA ARGUMENTAÇÃO

Nas distorções de argumentação existe o termo chamado de falácias que são argumentos falsos que parece como verdadeiros, ou seja, é um raciocínio errado com aparência de verdadeiro. Sendo assim a falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, sem validade ou falho na tentativa de provar eficientemente o que alega.

4.1 Argumentos de Caricatura: é um argumento usado para ridicularizar alguém por meio da

caricatura.

4.2 Argumentos de Apelação: é um argumento com afirmação de ideia de força, que embaraça o

interlocutor.

4.3 Argumentos de generalizações: Esse tipo de argumento adota-se por referência um fato ou

alguns acontecimentos particulares e de forma apressada se conclui sobre o todo.

4.4 Argumentos com excesso de tendenciosidade: diz-se de um argumento errôneo, ou seja, falso,

que mostra a tendência ideológica daquele que guia o raciocínio.

4.5 Argumentos de conclusão precipitada: são argumentos que não adotam uma verificação mais

aprofundada e procedem de conclusões precipitadas.

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5. ÉTICA

A palavra ética é derivada do grego, e significa aquilo que pertence ao caráter. No decorrer da história humana, a ética foi percebida como parte integrante do pensamento filosófico e teve diferentes compreensões ao longo da história do pensamento.

5.1 A Ética na Concepção Socrática

Para filosofo grego Sócrates, é honrado quem tem sabedoria e exercita o bem, caso contrário, quem não reconhece o bem e não o exercita não possui a felicidade. Dessa maneira aquele que comete o mal o faz por ignorância. Porém tem a crítica que se pode fazer é de

representar o problema de descobrir o que é certo e errado somente pelos caminhos do conhecimento.

5.2 A Ética na Concepção Cristã

Essa concepção, a nosso valor se interpreta somente na relação com Deus e não com a sociedade e a crítica a ser feita equivale-se que o ser humano não pode descobrir, por si só, o que é

certo e o que é errado e sendo assim precisa do auxílio divino para praticar o bem.

5.3 A Ética na Concepção Kantiana

A mesma recomenda que o conceito ético seja extraído do fato de que cada pessoa deva se comportar de acordo com princípios universais aplicáveis a todos, sem exclusão, contanto que se exija do próximo o mesmo que exigimos de nós e análise a fazer é a dificuldade de alcançar um consenso entre o ser humano sendo o que é certo e o que é errado.

5.4 A Ética na Concepção Marxista

O pensador Karl Marx acreditava que numa sociedade onde vivem exploradores e explorados, é a moral da classe dominante que prevalece e exclusivamente poderá prevalecer uma moral verdadeira quando vivermos numa sociedade sem classes e uma crítica a fazer é como seria esta sociedade sem classes e sem propriedade privada.

5.5 A Ética na Concepção Relativista

Para essa concepção declara que cada pessoa deve ter o entendimento do que é certo e o que é errado, tendo como referências as suas próprias concepções e, portanto, a avaliação a fazer seria como adequar aos interesses de cada indivíduo.

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6. A ÉTICA E LEI

Segundo Santos (1997, p. 12), a ética faz referência a um “conjunto de hábitos e costumes, efetivamente vivenciados por um grupo humano”, enquanto que a lei faz referências a “acordos de caráter obrigatório, estabelecidos entre pessoas de um grupo, para garantir justiça mínima, ou direitos mínimos de ser”.

A ética e a lei possuem várias semelhanças sendo que as duas classificam-se como regras

que devem ser adotadas por todos, pois buscam recomendar uma melhor convivência entre os seres humanos e procedem de um caráter histórico e social que se norteiam por valores próprios de uma

determinada sociedade. A ética aponta para uma conduta humana na sociedade sob a ótica do bem e do mal, produzida pelo costume.

Já a lei se expressa de maneira mais objetiva na sociedade e a ética se diferencia por ser

mais informal, enquanto que a lei se mostrar-se como um instrumento formal, escrito e promulgado.

Sendo assim, a ética poderá adotar uma variação no âmbito de um mesmo grupo, e já a lei se mostra como sendo única para um determinado grupo. Portanto o descumprimento de uma regra ética será capaz de ocasionar uma rejeição do grupo ou um isolamento do infrator, entretanto que o descumprimento de uma lei ou sua não obediência ocorre uma penalidade ao infrator.

A esfera de amplitude da ética é maior, alcançando vários aspectos da vida humana e já a lei

se limita a questões especificas de condutas na sociedade. Porém a ética se distingue mais pela liberdade do ser humano e a lei é exigida para o cumprimento obrigatório de todos os indivíduos do grupo.

7 VIRTUDES PROFISSIONIAS

Em artigo publicado na revista Exame, em 2000, o consultor dinamarquês Clauss Moller (apud RAMOS, 2004) faz uma apresentação das principais virtudes profissionais que devem fazer parte da sua formação e do seu trabalho.

7.1 Responsabilidade: É a forma de atuar de agir de modo favorável aos interesses da equipe e de

seus clientes, dentro e fora da organização.

7.2 Lealdade: É quando um colaborador é integro, ou seja, leal à empresa e esse individuo defende a

organização e sente-se orgulho de fazer parte do quadro de colaboradores e o mesmo aponta

sugestões em seu ambiente de trabalho.

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7.3 Iniciativa: O próprio nome já diz, é quando se tem iniciativa e procurar fazer algo no interesse

da organização.

7.4 Honestidade: Ser honesto, e possuir a confiança que ao individuo é depositada.

7.5 Sigilo: É quando se tem o respeito aos segredos das pessoas, dos negócios e das empresas.

7.6 Competência: É sempre está à procura do aperfeiçoamento contínuo de suas habilidades e

conhecimentos. “A função de um citarista é tocar cítara, e a de um bom citarista é tocá-la bem” (ARISTÓTELES, 2003, p.27).

7.7 Prudência: Todo trabalho para ser efetuado exige segurança, sendo assim deve considerar

situações complexas e difíceis e tomar as decisões com maior segurança.

7.8 Coragem: A coragem colabora a reagir às críticas, quando forem indevidas e nós defender

quando estamos cientes do nosso dever. “O homem que evita e teme a tudo, não enfrenta coisa

alguma, torna-se um covarde” (ARISTÓTELES, 2003, p.42).

7.9

Perseverança: É ser consistente, ou seja, não desanimar diante das decepções ou mágoas.

8.0

Compreensão: É uma das qualidades que ajuda na aproximação e no diálogo profissional.

8.1

Humildade: É quando se exerce a autoanálise, admitindo que não é o dono da verdade.

8.2

Imparcialidade: É ser imparcial, ou seja, ter uma posição justa nas situações que terá que

enfrentar.

8.3 Otimismo: É ser sempre otimista, acreditando na capacidade de realização das pessoas e

expressando energia e bom humor.

9 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A lógica é uma ciência profundamente ligada à Filosofia, sendo assim já que o raciocínio é a manifestação do conhecimento, e que o conhecimento busca a verdade, é necessário estabelecer algumas normas para que essa meta possa ser atingida. Dessa maneira, a lógica é o ramo da

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filosofia que cuida das regras do bem pensar, ou do pensar de forma correta, sendo, por isso, um

instrumento do pensar.

A aprendizagem da lógica não constitui um fim em si. Ela só tem sentido durante um meio

de garantir que a nossa forma de pensar proceda corretamente a fim de chegar a conhecimentos

verdadeiros. É possível dizer que a lógica trata dos argumentos, assim sendo, das conclusões a que

chegamos através da apresentação de evidências que a sustentam. O principal organizador da lógica

clássica foi o filosofo Aristóteles no século IV a.C, e o mesmo dividiu em lógica formal e material.

Dando continuidade, pode-se dizer que foi percebido que as falácias têm inferência inválida

com aparência de válida e ocorre quando se desrespeita umas das regras de inferência. Também

foram expostas as falácias mais comuns concedendo destaque aos argumentos de caricatura,

apelação, generalização, excesso de tendenciosidade e conclusão precipitada.

Nesse momento, admite dizer que a ética faz parte da filosofia, sendo responsável pela

averiguação dos princípios que motivam, alteram, disciplinam ou norteiam o comportamento

humano, pensando a respeito da essência das normas, valores, prescrições e advertências presentes

em qualquer realidade social e ao longo do texto foi incluída a ética na concepção socrática, cristã,

kantiana, marxista e relativista.

Para concluir entende que a ética e a lei é muito importante para a vida das pessoas, sendo

que já faz parte de nossas vidas e ao decorrer desse artigo espera que as ideias relacionadas a cada

um dos temas venham a construir para aquisição de um conhecimento filosófico e para absorver os

conteúdos expostos.

REFERÊNCIAS

ARANHA; MARTINS. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2003. Disponível em

<http://blog.educacaoadventista.org.br/indagacoesfilosoficas/index.php?op=post&idpost=20>.

Acesso em 04 de junho de 2016.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Martin Claret, 2003.

DANTAS, Gabriela Cabral Da Silva. “O que é lógica?”; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/o-que-logica.htm>. Acesso em 03 de junho de 2016.

JOLIVET, Régis. “Curso de Filosofia”; Consciência Org. Disponível em

<http://www.consciencia.org/cursofilosofiajolivet2.shtml#comments>. Acesso em 03 de junho de

2016.

RAMOS, Valéria A. de Souza. Ética profissional. Disponível em:

<http://www.sinescontabil.com.br/etica/etica_profissional.htm>. Acesso em: 10 ago. 2004.

SANTOS, Antônio Raimundo dos. Ética: caminhos da realização humana. São Paulo:

Avemaria, 1997.

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TOMELIN, Janes Fidélis; SIEGEL, Noberto. Filosofia Geral e da educação. Indaial: Ed. Grupo UNIASSELVI, 2013. p. 73-98.