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Automação Industrial: Sensores de temperatura

Sensores

Temperatura
Não concordo com o acordo ortográfico
É uma aberração
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 1
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Sensores de Temperatura
O que é a temperatura?
- A temperatura de um objecto é uma medida de quão quente ou frio ele
está. Unidade do S.I.: Kelvin (K).
- No entanto, determinar a temperatura pode ser muito subjectivo, diferentes
pessoas têm diferentes percepções do que é quente e do que é frio. Em
termos simples, a temperatura é dito ser o "grau de calor '.
- Mais cientificamente, é o potencial de transferência de calor, por condução, convecção ou
radiação.
- A diferença de temperatura faz com que o calor flua, assim como uma tensão provoca um
fluxo de corrente num fio. Se dois objectos são colocados em contacto, o calor irá fluir a
partir do mais quente para o mais frio.

Objectos quentes e frios que alcançam o equilíbrio térmico. Quando não houver fluxo de
calor, podemos dizer que ambos os ablectos estão à mesma temperatura.

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Sensores de Temperatura
O que é a temperatura?
- “Temperatura é a propriedade da matéria que reflecte a média da energia
cinética dos átomos de um corpo”. Esta é a propriedade que podemos confiar
quando medimos a temperatura. Quando colocamos um termómetro em contacto
com um objecto, e o calor pára de fluir, a leitura do termómetro, diz-nos a
temperatura do objecto.
 A Energia Térmica de um corpo é a somatória das energias cinéticas dos seus
átomos, e além de depender da temperatura, depende também da massa e do tipo
de substância.
Não confunda temperatura, com calor
A temperatura está relacionada com o calor, mas é diferente dele. O Calor é a energia
que se transfere de um corpo para o outro por diferença de temperatura.
O calor é a energia associada com o movimento dos átomos ou moléculas de que tudo
é feito. Quanto mais energia os átomos têm, mais rápido se movem (num gás ou
líquido) ou mais vigorosamente vibram (num sólido).
- O calor é a quantidade de energia térmica contida num objecto, medida em joules (J).
A aplicação de calor faz com que a temperatura suba - excepto quando um sólido se
funde ou um líquido ferve, em que a temperatura permanece constante!
 A temperatura é medida por um termómetro que é um dispositivo baseado em princípios
termodinâmicos no qual uma propriedade é alterada com a temperatura que é medida e usada para
indicar o valor da temperatura…
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Sensores de Temperatura
O que é a temperatura? Não confunda temperatura, com calor

Mesma temperatura

Diferentes quantidades
de calor

 Calor e temperatura são diferentes porque a energia calorífica de um objecto grande


é maior do que a de um pequeno objecto, mesmo quando as suas temperaturas são
as mesmas.
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Sensores de Temperatura
O que é a temperatura? Métodos de Transferência de Calor
Condução - Processo pelo qual o calor flui de uma região de alta temperatura para outra
de temperatura mais baixa, dentro de um meio sólido, líquido ou gasoso ou entre meio
diferentes em contacto físico directo.

Convecção – Processo de
transporte de energia pela acção Convecção
combinada da condução de calor,
armazenamento de energia e
movimento da mistura.

Radiação

Radiação – Processo pelo qual o calor flui de um corpo de alta temperatura para um de
baixa, quando os mesmos estão separados no espaço, ainda que exista vácuo entre eles.

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Sensores de Temperatura
O que é a temperatura? Escalas de Temperatura
A temperatura da matéria é expressa por um número que corresponde ao grau de
calor numa escala escolhida: Celsius (° C), Fahrenheit (° F) ou Kelvin (K) e é
medida quantitativamente por termómetros.

Os Estados Unidos usam a escala Fahrenheit para expressar as temperaturas.


Nesta escala, o valor de 32 é atribuído ao ponto de congelação da água e 212 ao
seu ponto de ebulição. A conversão da escala Fahrenheit para a Celsius é através
da fórmula: graus Celsius = 5/9 (graus Fahrenheit - 32).

Os cientistas também utilizaram a escala de kelvin, em homenagem ao cientista


britânico Lord Kelvin (William Thomson). Nesta escala, o zero é atribuído a zero
absoluto - a temperatura mais baixa possível. No zero absoluto, uma substância
não tem energia cinética. O zero absoluto corresponde a -273 ° na escala Celsius

Existem ainda outras escalas de temperatura pouco utilizadas, que são as escalas
de Rankine e a escala Réaumur…

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Sensores de Temperatura
O que é a temperatura? Escalas de Temperatura
A escala de temperatura absoluta, ao contrário das outras escalas de temperatura, não é
arbitrária; é definida como um motor de calor reversível ideal trabalhando num ciclo de
Carnot entre duas temperaturas T1 e T2. Se Q1 é o calor recebido pelo valor mais elevado
da temperatura T1, T2 e o calor perdido a uma temperatura inferior T2, o T1 / T2 é definida
igual a Q1 / Q2. Tal temperatura absoluta é independente das propriedades particulares das
substâncias, e é uma função termodinâmica básica…
Thomson teorizou com base em princípios termodinâmicos que a temperatura mais baixa
que pode ser atingida é de -273 ° C.
As medições das variações de pressão e volume com
alterações na temperatura podem ser feitas e representadas
graficamente. A parcela de volume vs temperatura (a uma
pressão constante) e de pressão vs temperatura (a volume
constante) reflectem a mesma conclusão - o volume e a pressão
de um gás é reduzida a zero a uma temperatura de -273 ° C.
 Uma vez que estes são os mais baixos valores de volume e de pressão que são possíveis,
é razoável concluir que -273 ° C era a temperatura mais baixa que era possível conseguir.
 Pode-se fazer um gráfico de “Volume VS Temperatura” e de “Pressão VS temperatura“ cada um terá
intersecção com o eixo x a -2730C. O Volume e a Pressão de um gás parecem reduzir-se a 0 a uma
temperatura muito específica (assumindo que o gás continua a ser um gás).

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Sensores de Temperatura
O que é a temperatura? Escalas de Temperatura
Podemos facilmente converter a temperatura de uma escala para outra por meio de alguns
cálculos que são dados a seguir.

373.15°K 100°C 212°F


Água ferve 671,67 Ra 80,00 ºRé
Kelvin(°K) = Celsius(°C)+ 273.15 363.15°K 90°C 194°F

Celsius(°C) = Kelvin(K) – 273.15 353.15°K 178°F


80°C

343.15°K 70°C 158°F


Fahrenheit (°F) = 9/5C + 32 333.15°K 60°C 140°F

Celsius (°C) = 5/9(F – 32) 323.15°K 50°C 122°F

Temperatura do corpo humano 310.15°K 37°C 98°F

Temperatura Ambiente 298.15°K 25°C 77°F


283.15°K 20°C 68°F

10°C 50°F
281.15°K

273.15°K 0°C 32°F 491,67 Ra 0,00 ºRé


Congelação da água
Zero absoluto 0°K -273.15°C -459.58°F

Kelvin Celsius Fahrenheit


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Sensores de Temperatura
O que é a temperatura? Outras escalas de Temperatura

A escala Rankine (símbolo °R, °Ra) é uma escala de temperatura assim


chamada em homenagem ao engenheiro e físico escocês William John Macquorn
Rankine, que a propôs em 1859.
 Assim como a escala kelvin, o 0°Ra é o zero absoluto, porém o grau Rankine é
definido como sendo igual a um grau Fahrenheit. Assim, a variação de um grau
°Ra equivale á variação de um grau °F. Então a temperatura de -459,67°F é
exactamente igual a 0°Ra.
Apesar de não ser tão popular, a escala Rankine é usada em alguns campos da
engenharia nos Estados Unidos.
A escala Réaumur (símbolo: °Ré, °Re, °R) é uma escala de temperatura
proposta em 1730 pelo físico e inventor francês René Antoine Ferchault de
Réaumur (1683-1757) cujos pontos fixos são o ponto de congelamento da água
(0°Ré) e seu ponto de ebulição (80°Ré).
Assim, a unidade desta escala, o grau Réaumur, vale 4/5 de 1 grau Celsius e
tem o mesmo zero que o grau Celsius.
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Sensores de Temperatura
O que é a temperatura? Outras escalas de Temperatura

Rankine (°Ra) = (°F + 460) Réaumur (°Re) = (4.°C)/5


= °C(9/5)+491.67

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Sensores de Temperatura
Termómetros
A temperatura não pode ser determinada directamente, mas deve ser deduzida a
partir dos seus efeitos eléctricos ou físicos produzidos sobre uma substância,
cujas características são conhecidas. Os medidores de temperatura são
construídos baseados nesses efeitos e são chamados de Termómetros.
Podemos dividir os medidores de temperatura em dois grandes grupos:
Contacto directo: Sem contacto:
Instrumentos de transferência de calor por condução Instrumentos de transferência de calor por radiação

− Termómetro a expansão: −Pirómetro óptico


−de líquidos. −Pirómetro fotoeléctrico
Expansão −de sólido. −Pirómetro de radiação
− Termómetro a pressão a gás: −Câmara de imagem térmica
−de gás.
−de vapor.
− Termómetro a par termoeléctrico.
Eléctricos − Termómetro a resistência eléctrica.(RTDs/Termistores
− Termómetro de semicondutor.
− Termómetro de cristais-líquidos
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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de líquido

 Baseados na lei de expansão volumétrica de um líquido em recipiente fechado.


Trata-se do instrumento mais utilizado na medição da temperatura, devido à
facilidade de operação, baixo custo, e grande variedade de aplicações. O princípio
de funcionamento está baseado na expansão de um líquido em função da
temperatura. O líquido é contido num bolbo, expandindo-se num tubo capilar. O
Mercúrio é o líquido mais utilizado, usando-se também Álcool Etílico, e Tolueno.

Um gás inerte é normalmente utilizado para preencher o espaço acima do


mercúrio. Para temperaturas mais baixas outros líquidos podem ser usados,
como álcool (até - 62°C), pentano (até -200°C) e mistura de propano (até -
217°C).
Vt  Vo.[1   1.( Δt )   2.( Δt )   3.( Δt ) ]
2 3

Vt  Vo.[1   1.( Δt ) ]
Vo = Volume aparente à temperatura 0ºC. V t= Volume aparente à temperatura t.
1, 2, 3. = Coeficiente de expansão do líquido.

O termómetro líquido-em-vidro é destinado para medição da temperatura utilizando a


expansão térmica de um líquido como uma propriedade satisfatória. É empregado em
tecnologia, práticas de laboratório e medicina para medir temperaturas de -200 a 750 ° C.

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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de líquido
Em tubo de vidro
É constituído de um reservatório, cujo tamanho depende da
sensibilidade desejada, soldada a um tubo capilar de seção a
mais uniforme possível fechado na parte superior.

O reservatório e parte do capilar são preenchidos de um líquido. Na parte superior


do capilar existe um alargamento que protege o termómetro no caso da temp.
ultrapassar seu limite máximo.

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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de líquido
Em tubo de vidro
 Os termómetros de líquido em vidro, em particular termómetros de
mercúrio, são usados há quase 300 anos.
Baseia-se na expansão de um líquido com temperatura.
O líquido está contido numa ampola de vidro selada e expande-se por
um furo fino na haste termómetro. A temperatura é lida utilizando uma
escala gravada ao longo do caule.
Simples e
estável

Desvantagens

Precisão e gama de temperatura limitadas.


Requer leitura visual. Vantagens
Não é fácil de automatizar.

Portátil Barato

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Termómetros de Contacto Ponteiro

Termómetro de expansão de líquido Escala Fim de Curso

Em recipiente metálico : Diagrama


Tipo C Tubo Boudon

Pinhão Cremalheira

Zero

Encaixe

Armadura Capilares

Ajuste

Espiral
LÍQUIDOS: Faixa de utilização Ponteira
Mercúrio –35 a +550oC
Xileno –40 a +400oC
Mercúrio
Tolueno –80 a +100oC Álcool etílico
Álcool 50 a +150oC Helicoidal
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Capilares
Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de líquido Elemento de
medição
Em recipiente metálico

Neste termómetro, o líquido preenche todo o recipiente e sob o efeito de um aumento


de temperatura se dilata, deformando um elemento extensível (sensor volumétrico).
Bolbo- reservatório
As dimensões variam de acordo com o tipo de líquido e principalmente com a
sensibilidade desejada. Bolbo embutido em poço de
protecção
Capilares
As dimensões são variáveis, sendo que o diâmetro interno deve ser o menor possível, a fim
de evitar a influencia da temperatura ambiente, porém não deve oferecer resistência a
passagem do líquido em expansão.
Elemento de Medição
O elemento usado é o Tubo de Bourdon usado em termómetros de expansão,
Líquido/Gás/vapor, podendo ser: Tipo C o mais usual, espiral e Helicoidal
São aplicados nas indústrias em geral, para indicação e registo, pois permitem leituras
remotas e são os mais precisos dos sistemas mecânicos de medição de temperatura.
Porém, não são recomendáveis para controlo devido ao facto do seu tempo de resposta
ser relativamente grande. O poço de protecção permite manutenção do termómetro com o
processo em operação.
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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de sólidos (bimetálicos)

Baseia-se no fenómeno da expansão linear dos metais com a temperatura.


Sendo: Onde:
t= Temperatura do metal em oC
Lt = Lo. (1 + α.Δt) Lo = comprimento do metal à temp. de referência to .
Lt = comprimento do metal á temp. t .
α= coeficiente de expansão linear.
Δt= t - to .
Características de construção
O termómetro bimetálico consiste em duas lâminas de metais com coeficientes de expansão
diferentes sobrepostas, formando uma só peça.
Extremidade fixa Extremidade livre
Baixo coeficiente de expansão
Alto coeficiente de expansão

Calor
Variando-se a temperatura do conjunto, observa-se um encurvamento que é proporcional a
temperatura.
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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de sólidos (bimetálicos)
O movimento de flexão é linear com a variação da temperatura e a deflexão da
extremidade livre pode ser lida se se anexar um ponteiro ...
Na prática a lâmina bimetálica é enrolada em forma de espiral ou hélice, o que
aumenta bastante a sensibilidade.
Extremidade fixa

Espiral Helicoidal

Extremidade fixa

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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de sólidos (bimetálicos)
Enrolamento Helicoidal
Funcionamento
Lâmina bimetálica que consiste de dois
metais, tais como latão e ferro niquelado
(invar), soldadas em conjunto para
formar um braço de suporte, fixa numa
das extremidade, e acoplada a um
ponteiro na outra extremidade. Quando
aquecida, ambos os metais se
expandem, mas o bronze expande muito
mais do que o ferro-níquel. O resultado é
um movimento rotativo da tira bimetálica
helicoidal, proporcional á temperatura.
Frio
Calor

 O termómetro mais usado é o de lâmina helicoidal. A faixa de trabalho dos termómetros


bimetálicos vai aproximadamente de -50 a 800 oC, sendo a sua escala bastante linear.
Possui uma exactidão na ordem de +/- 1% .

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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de sólidos (bimetálicos)
Enrolamento Espiral

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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de sólidos (bimetálicos)
calibração:
Calibrar um elemento bimetálico através de comparações de temperaturas conhecidas e
ajustando o comprimento de modo que, para uma dada alteração da temperatura, o ponteiro
terá a deflexão angular adequada. Esta calibração precisa ser feito apenas entre duas
temperaturas para obter linearidade sobre a escala inteira. Se o ajuste de um termómetro
bimetal altera, redefina o ponteiro em apenas um ponto na escala. O termómetro será então
preciso através da escala inteira.
Temperaturas:
Os termómetros bimetálicos são fabricados para operaram em intervalos de temperaturas de –
200°C …-180°C até 500°C. No entanto, a baixas temperaturas a taxa de deflexão cai bastante
rapidamente. Os termómetros bimetálicos são feitos para intervalos até 500°C, sendo que a
sua estabilidade a mais altas temperaturas, não é fiável. Normalmente os termómetros
bimetálicos não são recomendados para uso contínuo acima de 425°C.
Precisão:
Os bons termómetros bimetálicos irão manter a sua precisão indefinidamente. Normalmente
os termómetros bimetálicos industriais são garantidos a 1% do intervalo da escala em
qualquer ponto da mesma. Os tipos de laboratório ou de uso geral mais pequenos são
garantidos 0,5% do intervalo da escala. Melhor precisão pode ser obtida se cada escala for
desenhada à mão, mas o alto custo torna isso impraticável. Para obter a precisão máxima, a
secção da haste que contém o elemento deve ser completamente imersa.
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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de sólidos (bimetálicos)

Overranging:
Os termómetros bimetálicos, em geral, podem suportar temperaturas superiores ao de seu
intervalo de temperaturas, sem danos. Em geral, os fabricantes até 120°C garantem 100% ,
50% até 250°C e 10% até 400°C.

Hastes:
A haste ou um bolbo de um termómetro bimetálico usando um elemento helicoidal pode ser tão
curto como o elemento que contém, tanto como uma polegada. No outro extremo, os
termómetros desse tipo pode ser feitos com hastes até 6 pés (2m) de comprimento, e diâmetro
de uma polegada a 6 polegadas ou maior.

Tipos de termómetros bimetálicos:


Em geral, estão divididos em duas classes: os de tamanhos maiores, com conexões de rosca,
para uso industrial, e os de tamanhos menores, com hastes menores e sem conexões de
rosca, para teste e trabalhos de laboratório. Todos os tamanhos, no entanto, podem ser obtidos
com ou sem roscas.
Também estão disponíveis com hastes em parafuso e hastes de pontas salientes de
substâncias duras. Estas extremidades são integrais com a haste regular e estão em contacto
com o elemento bimetálico, o que permite a transferência de calor rápida.

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Termómetros de Contacto
Sensores de Temperatura de expansão de sólidos (bimetálicos)
Comutadores térmicos, termostatos, relés térmicos etc.
 Os termostatos convencionais ( Ar condicionado): A bobina bimetálica contrai com "frio" e
se expande com calor. O movimento de extensão/retracção, pode fazer accionar um
interruptor para "On" ou "Off“ de Mercúrio ou de outra espécie….
Regulador
Alguns exemplos….

Comutador de Mercúrio
Lâmina bimetálica

 Baseados nos mesmos princípios de funcionamento de lâminas bimetálicas, existe um


panóplia muito variada de dispositivos de controlo de temperatura, temperatura máxima,
temperatura mínima, protecção de sobreaquecimento, normalmente aberto ou normalmente
fechado, para temperaturas específicas, etc, que são usados nos mais variados
electrodomésticos, desde fornos eléctricos, maquinas de café expresso, ferros de engomar,
sistemas de ar condicionado….
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Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Sensores de Temperatura de expansão de sólidos (bimetálicos)
Comutadores térmicos, termostatos, relés térmicos etc.
Os termostatos ferros de engomar
Lâmina bimetálica Fixação suporte
Ponto de Contacto
Cobertura
Posição a Frio Zona de contacto

Disco
Bimetálico
Posição a quente Guia

Interruptores térmicos: Microondas, esquentadores Pino Móvel


maquinas de café expresso, fervedores, motores, etc…. Rebite grande
Rebite pequeno

OFF Contacto fixo


Terminal
Contacto Móvel Placa de pressão
Placa de contacto

Disco Base
Bimetálico
Terminais

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Termómetros de Contacto
Sensores de Temperatura de expansão de sólidos (bimetálicos)
Comutadores térmicos, termostatos, relés térmicos etc.
Industriais

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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de Gás
Fisicamente idêntico ao termómetro de expansão de líquido, consta de um bolbo,
elemento de medição e capilar de ligação entre estes dois elementos.

Princípio de funcionamento
O volume do conjunto é constante e preenchido com
um gás a alta pressão. Com a variação da temperatura,
o gás varia a sua pressão, conforme aproximadamente
a lei dos gases perfeitos, com o elemento de medição
operando como medidor de pressão.
A Lei de Gay - Lussac, expressa matematicamente este conceito:
P1 P2 Pn
T1 = T2
= Tn
 Observa-se que as variações de pressão são linearmente
dependentes da temperatura, sendo o volume constante.
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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de Gás
Lei de Gay-Lussac

 No âmbito da química e da física, a Lei de Gay-Lussac é uma lei dos gases


perfeitos que estabelece que sob um volume e quantidade de gás constantes, a
pressão é diretamente proporcional à temperatura.

P1 P2 Pn
T1 = T2
= Tn

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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de Gás
Tubo de Bourdon Tubo Capilar

Reservatório
Gás

Fisicamente idêntico ao termómetro de expansão de líquido… sendo o bolbo


ligeiramente maior.

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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de Gás

Gás Temperatura Crítica


Hélio ( He ) - 267,8 oC
Hidrogénio ( H2 ) - 239,9oC

Nitrogénio ( N2 ) - 147,1oC
Dióxido de Carbono ( CO2 ) - 31,1 oC

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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de Vapor
A sua construção é bastante semelhante ao de expansão de líquidos, baseando o
seu funcionamento na Lei de Dalton:
 "A pressão de vapor saturado depende
somente de sua temperatura e não de seu
volume“.
 A relação existente entre tensão de vapor de um líquido e
Com vapor ou líquido
sua temperatura é do tipo logarítmica e pode ser
simplificada para pequenos intervalos de temperatura em:

log P1 /P 2 = H e . ( 1/T 1 - 1/T2 ) / 4,58


onde: P1 e P 2 = Pressões absolutas relativas as temperaturas.
VAPOR T1 e T2 = Temperaturas absolutas.
H e = Representa o calor latente de evaporação do líquido em
LÍQUIDO VOLÁTIL questão.

LÍQUIDO INERTE

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Termómetros de Contacto
Termómetro de expansão de Vapor
Lei de Dalton
 Semelhante ao de expansão de líquidos, a lei de Dalton diz:
 "A pressão de vapor saturado depende somente da sua temperatura e não do seu
volume“.

1 1
pV Ce   
 Constante P1
 
T1 T2 
T P2 4,58
onde:
P = Pressões absolutas relativas à temperatura.
T = Temperaturas absolutas.
Ce = Calor latente de evaporação do líquido.

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Termómetros de Contacto
Termómetro de Pressão a Vapor

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Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Um termopar consiste de dois condutores metálicos, de natureza distinta, na forma de metais
puros ou de ligas homogéneas. Os fios são soldados num extremo ao qual se dá o nome de
junta quente ou junta de medição. A outra extremidade dos fios é levada ao instrumento de
medição de f.e.m. (força electromotriz), fechando um circuito eléctrico por onde flui a
corrente. O ponto onde os fios que formam o termopar se conectam ao instrumento de
medição é chamado de junta fria ou de referência.

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Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Tipos de termopares
Tipo T: Cu - Co
(+) Cobre (99%), (-)Constantan (Cu 58%-Ni42%). Intervalo de temperaturas
–200 / 370ºC.
Aplicações – criometria, industria de refrigeração, química, petroquímica.
Tipo J: Fe - Co
(+) Ferro (99,5%) (-)Constantan (Cu 58%-Ni42%). Intervalo de
temperaturas –40 / 760ºC.
Aplicações – Centrais de energia, metalúrgica, química, industria em geral.
Tipo E: NiCr - Co
(+) Crómio-Níquel (Cr10%,Ni 90%) (-) Constantan (Cu58%-Ni42%).
Intervalo de temperaturas –200 / 870ºC.
Aplicações – Química, petroquímica.
Tipo K: NiCr - NiAl
(+) Crómio-Níquel (Cr10%, Ni90%) (-) Alumel (Ni 95,4% - Mn1,8% -
Si1,6% - Al 1,2%).Intervalo de temperaturas –200 / 1260ºC.
Aplicações – Metalúrgicas, Siderúrgicas, Fundição, Fabrico de Cimento ….
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Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Tipos de termopares

Tipo S: PtRh 10% - Pt


(+) Platina-Ródio (Pt 90%, Rh 10%), - Platina (Pt 100%).Intervalo de
temperaturas 0 / 1600ºC.
Aplicações – Metalúrgicas, Siderúrgicas, Fundição, Fabrico de Cimento ….

Tipo R: PtRh 13%- Pt


(+) Platina-Ródio (Pt 87%, Rh 13%), (-) Platina (Pt 100%).Intervalo de
temperaturas 0 / 1600ºC.
Aplicações – Metalúrgicas, Siderúrgicas, Fundição, Fabrico de Cimento ….

Tipo B: PtRh 30%- PtRh 6%


(+) Platina-Ródio (Pt 70%, Rh 30%), - Platina-Ródio (Pt 94%, Rh 6%).
Intervalo de temperaturas 600 / 1700ºC.
Aplicações – Metalúrgicas, Siderúrgicas, Fundição, Fabrico de Cimento ….

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 35


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Tipos de termopares Conectores

Uma confusão bem organizada… não há estandardização!....

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 36


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
 A tensão do Termopar: Efeito de Thompson
Na junção de dois metais diferentes, ocorre uma diferença de potencial.
Isto é devido a diferentes concentrações de electrões, isto é, os metais em diferentes
níveis de Fermi.
As concentrações tendem a igualar por difusão de electrões.
ΔV – Diferença de Potencial
1 2
A diferença de potencial final é: V  η1 – Nível de Fermi do metal…
e e – Carga do electrão

T,η1 T+ΔT,η2 η1, η2 – Níveis de Fermi iniciais


Não-equilíbrio Corrente de Electrões

Equilíbrio T,ηrez T+ΔT,ηrez ηrez – Nível de Fermi de equilíbrio

Diferença de potencial

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 37


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
 A tensão do Termopar: Efeito de Thompson
 Thomson concluiu, que a condução de calor ao longo dos fios metálicos de um termopar, que
não transporta corrente, origina uma distribuição uniforme de temperatura em cada fio e,
quando existe corrente, modifica-se em cada fio a distribuição da temperatura numa
quantidade não somente devido ao efeito Joule. A essa variação adicional na distribuição da
temperatura denominou-se efeito Thomson.
Efeito de Peltier
 Peltier descobriu que, dado um par termoeléctrico com ambas as junções à mesma
temperatura, se, mediante uma fonte externa, produzir-se uma corrente no termopar, as
temperaturas das junções variam numa quantidade não inteiramente devido ao efeito Joule.
A esse acréscimo de temperatura foi denominado efeito Peltier.
O coeficiente Peltier depende da temperatura e dos metais que formam uma junção e não
depende da temperatura de outra junção. O efeito Peltier não tem aplicação prática nos
termopares e sim na área de refrigeração com a utilização de semicondutores especiais.
Efeito termoeléctrico de Volta
A experiência de Peltier pode ser explicada através do efeito Volta enunciado a seguir:
"Quando dois metais estão em contacto a um equilíbrio térmico e eléctrico, existe entre eles
uma diferença de potencial que pode ser da ordem de Volts“. Esta diferença de potencial
depende da temperatura e não pode ser medida directamente.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 38
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
 A tensão do Termopar: Efeito de Seebeck

A tensão no termopar é: dV  S AB dT
dV – Diferença de voltagem SAB - ˝coeficiente Seebeck ˝ do par de metais
S AB  S AB T  S AB  S A  S B
 SA, SB
– Coeficiente Seebeck de cada metal simples (em comparação com
um metal de referência).
dT – Diferença de temperatura das uniões.
 Os coeficientes de Seebeck podem ser determinados considerando o efeito
deThompson. k – Constante de Boltzmann.
 k T T – Temperatura do metal.
2 2
SA 
6 0 e η0 – Nível de Fermi a 0o K.
e – Carga do electrão.

 
a, b – Constantes.
VAB  a TB  TA  bTB  TA 
2
TA, TB –Temperaturas das junções.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 39
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
 A tensão do Termopar: Efeito de Seebeck
 A experiência mostra que um circuito constituído por dois
materiais diferentes A e B é percorrido por uma corrente
eléctrica –i+ desde que os contactos nas junções T1 e T2
entre os dois materiais estejam a temperaturas diferentes T .
Este fenómeno é denominado Efeito Seebeck. Na realidade
ocorrem mais três efeitos: o efeito Thomson, o Peltier e o de
Joule.

 Quando dois condutores metálicos A e B de diferentes


naturezas são acoplados mediante um gradiente de
temperatura, os electrões de um metal tendem a migrar de
um condutor para o outro, gerando uma diferença de
potencial eléctrico num efeito semelhante a uma pilha
electroquímica.

 Este efeito é conhecido como Efeito Seebeck sendo capaz de transformar energia
térmica em energia eléctrica com base numa fonte de calor mediante propriedades físicas
dos metais.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 40
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
A tensão no termopar: Simplificando…

A magnitude da fem térmica, depende dos materiais dos fios usados na diferença de
temperatura entre as junções.  A fem eficaz de termopar é dada por: 2 2
 Onde: E  c (T1  T2 )  k (T  T )
1 2
c e k = Constantes dos materiais do termopar.
T1 = Temperatura da junção quente, "hot“.
Exemplo: T2 = Temperatura da junção fria "cold" ou Junção de "referência“.

Durante as experiências com um termopar de cobre-constantan, verificou-se que c = 3,75


x 10-2 mV / °C, e K = 4.50x10-5 mV / °C2. Se T1 = 100 °C e a junção T2 frio é mantida em
gelo, calcular as forças electromotrizes resultantes.
mV
 Solução: E  c (T1  T2 )  k (T 1 T 2)  3.75 10 2 o (100o C  0 o C )
2 2

5 mV
C
 4.50 10 o 2 (100  0 ) C  3.75 mV  0.45 mV  4.20 mV
2 2 o 2

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 41


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Como ler a tensão gerada pelo Termopar

 A figura mostra um termopar tipo-J (J1), numa chama de uma vela


que tem uma temperatura que você quer medir. Os dois fios
termopares estão ligados aos condutores de cobre de um dispositivo
de aquisição de dados (voltímetro ou outro).
 Visto desta forma, o circuito contém três junções metálicas
dissimilares: J1, J2, J3 e. Isto resulta numa tensão de Seebeck entre
J3 J2 e que é proporcional à diferença de temperatura entre J1, que é
detectar a temperatura da chama da vela, e J2 e J3 (junção fria).
 As temperaturas em J2 e J3 devem ser suficientemente próximas de modo que possam ser
assumidas como sendo a mesma temperatura.
Como fio de cobre está ligado a ambos J2 e J3, não haverá tensão adicional a contribuir
para a diferença de temperatura entre as junções J2 / J3, ponto em que a tensão é medido
pelo dispositivo de aquisição de dados. Para determinar a temperatura em J1, você deve
saber as temperaturas de junções J2 e J3. Você pode então usar a tensão medida e a
temperatura conhecida da junção J2 / J3 para aferir a temperatura em J1.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 42
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Como ler a tensão gerada pelo Termopar: Leis básicas dos circuitos termopares
A base da teoria termoeléctrica nas medições de temperatura com termopares está
fundamentada em três leis que garantem a compreensão dos fenómenos que ocorrem ao se
utilizar os sensores tipo termopares na obtenção de valores instantâneos de temperatura em
um processo industrial específico.
Lei do Circuito Homogéneo
A força electromotriz (f.e.m.) termal desenvolvida em um circuito termoeléctrico formado por
dois metais homogéneos mas de naturezas diferentes, depende única e exclusivamente da
diferença de temperatura entre as junções e de suas composições químicas, não sendo
assim interferida pelo gradiente de temperatura e nem de sua distribuição ao longo dos fios.
A(+) T3 A(+)

T1 f.e.m= E T2 T1 f.e.m= E T2

B(-) B(-)
T4 f.e.m= E f.e.m= E
Um exemplo de aplicação prática desta lei, é que podemos ter uma grande variação de temperatura num
ponto qualquer, ao longo dos fios dos termopares, que esta não influirá na f.e.m. produzida pela diferença
de temperatura entre as juntas, portanto, pode-se fazer medidas de temperaturas em pontos bem
definidos com os termopares, pois o importante é a diferença de temperatura entre as juntas.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 43


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Como ler a tensão gerada pelo Termopar: Leis básicas dos circuitos termopares
Lei dos metais intermediários
" A Se entre dois metais diferentes que fazem um termopar, se for introduzido no
circuito um terceiro metal diferente , enquanto a temperatura ao longo de todo o
comprimento do terceiro metal é mantida uniforme, a tensão de saída não será
afectada".
 Deduz-se daí que o circuito termoeléctrico, composto de dois metais diferentes, a
f.e.m. produzida não será alterada ao inserirmos, em qualquer ponto do circuito,
um metal genérico, desde que as novas junções sejam mantidas a temperaturas
T4
iguais. A(+) T3 C
A(+) A(+)
T1 f.e.m= E T2 T1 f.e.m= E T2

B(-) B(-)
Terceiro metal inserido

Um exemplo de aplicação prática desta lei, é a utilização de contactos de latão ou


cobre, para a interligação do termopar ao cabo de extensão no cabeçote.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 44


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Como ler a tensão gerada pelo Termopar: Leis básicas dos circuitos termopares
Lei das temperaturas intermediários
“Se um termopar com duas junções com temperaturas T1 e T2 produz uma tensão de
diferença V1 e uma tensão diferença V2 entre as temperaturas T2 e T3, então a voltagem
gerada quando as temperaturas são T1 e T3 será V1 + V2”.
 Esta lei é muito importante para entender como medir a temperatura a partir de um
termopar. Normalmente, a tensão característica de um termopar é dada para a temperatura
de referência de 0ºC (32ºF).
Vejamos:
O termopar é um termopar tipo K, e o voltímetro utiliza fios de
cobre. No ponto em que está ligado o voltímetro para medir a
tensão, duas novas junções do par termoeléctrico são criadas!
Este é um grande problema dos termopares …. Neste circuito,
estas novas junções são mantidas em 0ºC (32ºF).
 Desta forma, a voltagem medida pode ser directamente convertida em temperatura, uma
vez que a tabela de conversão é geralmente para a temperatura de referência de 0 °C.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 45


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Como ler a tensão gerada pelo Termopar: Leis básicas dos circuitos termopares
Lei das temperaturas intermediários
Mas na vida real, a temperatura de referência não é 0oC. Olhando para o circuito à direita
você pode ver um exemplo mais realista. A temperatura de referência agora é 20oC.
 A temperatura de referência agora é 20oC. A tensão não pode
ser directamente convertida em temperatura, pois a junção de
referência (onde o voltímetro ligado) não está a 0 oC.
 De acordo com a Lei das temperaturas intermediárias, se
soubermos qual a temperatura de referência, então podemos
calcular a temperatura medida, adicionando à tensão medida
uma outra voltagem chamada VREF.

 Esta tensão VREF é a tensão que iria ser criada pelo termopar, se a tensão de referência
diferente de zero fosse medida por um termopar em que essa junção estivesse à
temperatura de referência de 0 °C.

…Eu sei que parece complicado….. Mas talvez não seja!

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 46


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Como ler a tensão gerada pelo Termopar: Leis básicas dos circuitos termopares
Lei das temperaturas intermediários

Vejamos:
O termopar é um termopar tipo K, e o voltímetro utiliza fios de cobre à temperatura de 0 oC e
a temperatura T2 é de 100oC. Conversão directa tirada das tabelas 4.095mV

2º Caso:

No termopar a temperatura T2 é na mesma 100oC mas a


temperatura das junções criadas pelo voltímetro estão a 20oC …..
O voltímetro não mede 4.095mV mas sim 3.297 mV

Neste caso temos que adicionar a tensão VREF que será a tensão
que o termopar mediria se as junções do voltímetro estivessem a
0oC e o termopar a 20oC, que seriam :0.798 mV

Então, nós adicionamos este valor para a tensão medida e a tensão


total é de 0,798 + 3,297 = 4,095 mV, o que corresponde a 100oC!

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 47


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Como ler a tensão gerada pelo Termopar: Leis básicas dos circuitos termopares
Consequências
 Num termopar se uma das junções, é mantida a uma temperatura fixa, de
referência, T2, a força electromotriz E, do termopar é unicamente função da
temperatura T1 da outra junção.

 Se as duas junções estiverem á mesma temperatura a f.e.m., por elas gerada


será zero.
 Assim, a f.e.m. de um termopar não será afectada se em qualquer ponto do
seu circuito for inserido um metal genérico desde que as novas junções
sejam mantidas a temperaturas iguais.
 A diferença de potencial que aparece nos terminais de um termopar é independe
do ponto escolhido para se abrir o circuito do par.

 Assim, na prática, frequentemente se utiliza este facto fazendo-se a abertura


coincidir com uma das junções do termopar.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 48


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Correcção da fem em função da temperatura
E
As tabelas existentes da f.e.m. gerada em função da
temperatura para os termopares, têm fixado a junta de
referência a 0°C (ponto de solidificação da água), porém K
nas aplicações práticas dos termopares a junta de
J N
referência é considerada nos terminais do instrumento
de medida e este se encontra-se à temperatura
ambiente que é normalmente diferente de 0°C e variável
T R
com o tempo, tornando assim necessário que se faça S
B
uma correcção da junta de referência, podendo esta ser
automática ou manual.
 Os instrumentos utilizados para medição de temperatura com termopares costumam fazer a
correcção da junta de referência automaticamente, sendo um dos métodos utilizados, a
medição da temperatura nos terminais do instrumento, através de circuito electrónico, sendo
que este circuito adiciona à milvoltagem que chega aos seus terminais, uma milvoltagem
correspondente à diferença de temperatura de 0°C á temperatura ambiente.
 Existem também alguns instrumentos em que a compensação da temperatura é fixa em
20°C ou 25°C. Neste caso, se a temperatura ambiente for diferente do valor fixo, o
instrumento indicará a temperatura com um erro que será tanto maior quanto maior for a
diferença de temperatura ambiente e do valor fixo.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 49
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Erros de ligação : Usando fios de cobre
Geralmente nas aplicações industriais, é necessário que o termopar e o instrumento de
medida se encontrem relativamente afastados, por não convir que o aparelho esteja
demasiadamente próximo do local onde se mede a temperatura. Nestas circunstâncias deve-
se, processar a ligação entre os terminais do cabeçote e o aparelho, através de fios de
extensão ou compensação.
Tal, procedimento é executado sem problemas desde que, o cabeçote onde estão os
terminais do termopar e o aparelho de medição, estejam à mesma temperatura de medição.
Vejamos o que acontece quando esta norma não é seguida.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 50


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Erros de ligação : Inserção de fios de compensação
Uma solução simples que é normalmente usada na prática, será a inserção de fios de
compensação entre o cabeçote e o registador ( aparelho de medida). Estes fios de
compensação em síntese, nada mais são que outros termopares cuja função é compensar a
queda da FEM que aconteceu no caso anterior, ocasionada pela diferença de temperatura
entre o cabeçote e o registador.
Vejamos o que acontece se, no exemplo anterior, ao invés de cobre usamos um fio
compensado. A figura mostra de que maneira se processa a instalação.

A vantagem desta técnica provém do facto de que os fios de compensação, além de terem custo menor
que os fios do termopar propriamente dito, também são mais resistentes. Inversão simples.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 51


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Compensações :Junta de referência a 0°C

Na ilustração a maior parte da tensão é gerada onde os fios passam através da
parede do forno, e, idealmente, não há gradientes de temperatura próximo da
junção quente.
As tensões não são grandes, tipicamente apenas cerca de 40 mV para cada 1 ° C
de diferença de temperatura, mas os instrumentos mais usados exibem leituras
com resolução de 0,1 ° C.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 52
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Compensações: com cabo apropriado

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 53


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Outras Compensações….

O banho de gelo como Referência


Qualquer par termoeléctrico, quando a 0 °C, não gera nenhuma EMF!
Assim, ligando simplesmente os fios dentro de um banho de gelo, as
leituras da junção-K , T1, não são alteradas!

Duplo Forno de Referência


Dois fornos são usados para simular o ponto de referência de gelo. Os fios
do termopar são unidos na polarização oposta dentro de um forno, e, em
seguida, estão ligados com os fios de cobre para o outro forno. Por terem
diferentes temperaturas dentro dos fornos, a referência do ponto de gelo
pode ser simulada.
compensação por hardware
Este é um método muito comum para compensar a temperatura na junção do
termopar de cobre, também chamado "ponto de referência de gelo
electrónico". De acordo com este método, um termístor é colocado no interior
do bloco isotérmico. A resistência do termístor mudará de acordo com a
temperatura no interior do bloco isotérmico. Utilizando uma voltagem de DC e
um par de resistências para controlar o ganho, o circuito irá adicionar a tensão
necessária para a temperatura específica dentro do bloco isotérmico!

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 54


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Outras Compensações….Interfaces Electrónicos
 A sensibilidade para a maioria dos sensores, exige ampliação adequada para detectar e ler
correctamente o sinal, sendo que sensores diferentes podem requer diferentes circuitos
electrónicos para alcançarem o seu propósito.
 O termopar abaixo, utiliza série de amplificadores diferenciais que permitem referenciar e
sensorear pontos, afim de permitir compensação e ajustamentos.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 55


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Termopares de isolamento mineral
É constituído de um ou dois pares termoeléctricos, que são isolados entre si e da
bainha metálica, pelo pó de óxido de magnésio, que possui excelente
condutibilidade térmica e alta compactação. Pó óxido de
Junta de
Magnésio
Medida
Rabicho

Plug
Bainha
Pote

Vantagens
 Estabilidade.
Resposta Rápida.
Grande Resistência Mecânica e Flexibilidade.
 Facilidade de Instalação.
Resistência a Corrosão.
Blindagem Electrostática.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 56
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Termopar industrial tipo J:Termopares de isolamento mineral
Óxido Capa metalizada
Magnésio
Junção Termopar
Ferro

Constantan

Capa metalizada

armadura de aço inoxidável


Fios Termopar “J” trança de aço inoxidável ou simples
fios de ligação também disponíveis
Encaixe de compressão
ajustável

O termopar tipo 'J' é o mais usado, seguido do do tipo 'K‘.


Exposta Isolada Aterrada

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 57


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Termopares industriais (ANSI)
Tipo J

Tipo K

Tipo J

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 58


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Termómetros a termopares

Wireless Thermocouple Temperature Data


Logger Supports TC types J, K, N, and T
Portáteis

Industriais

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 59


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Termómetros a termopares

Thermocouple Terminal Blocks

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 60


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Monitorização de termopares via USB

Termopar

Rede AC

Cabo USB
I-7018
8 canais LBUSB16485B

485+

DATA+ 485-
DATA-

+ 24 VDC Software EZ data Logger


LBCSP-142-025-24 _
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 61
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Medição da Temperatura por Termopar
Monitorização e controlo local da temperatura

Bus Bus
Interno Interno
FBs-TC6
FBs-CB5

FBs-20MCTU

RS-485

Termopares

LBCSP-142-050-24
24 VDC

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 62


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
 Termopares

Vantagens Desvantagens

Simples, robusto Menos estável, menos repetível.


Operação em alta temperatura Baixa sensibilidade para pequenas
Baixo custo variações de temperatura.

Sem problemas resistência dos cabos Fio de extensão devem ser do mesmo
tipo do termopar.
Sensor de temperatura
Fio pode pegar ruídos eléctricos
 Resposta mais rápida às mudanças de irradiados, se não for blindado.
temperatura.
Menor precisão.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 63


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)
metais ou ligas metálicas
maior estabilidade
metálicas maior precisão
maior linearidade
termoresistências

semicondutoras maior sensibilidade


semicondutores em forma cristalina
ou amorfa
Resistência de um fio (ou filme metálico):

l R – Resistência eléctrica 1  – Mobilidade


R  – Resistividade    nq n – Concentração de electrões
A l – Comprimento
A – Área da secção transversal
 q – Carga do electrão

Resistividade das resistências metálicas, à temperatura: T  T0  T


   0 1   T   T 2  
0 – resistividade à temperatura de referência T0.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 64


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)
Termoresistências metálicas
 Os Fabricantes especificam R com tabelas:

 
Metal
W/W/ºC) W/W /ºC2)
R (W)
Platina 0,0039 -8,7510-7 Ni
600 semicondutor
W
Cobre 0,0043 6,2510-8 500 Cu
Tungsténio 0,0046 8,8010-7 400
Pt
Níquel 0,0068 5,1210-6 300
200
100
 RTD de platina é das mais lineares.
0
R0 ºC  100W T (ºC)
-100 100 300 500 700

18/06/2015 Por : Luís Timóteo ©Helena


Cap1-65
Sarmento
65
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)
O Princípio é que a resistência eléctrica dos sensores é fortemente dependente da
temperatura, e muda com a temperatura de uma forma previsível.
 Os Termómetros Padrão de Resistência de
Platina (Standard Platinum Resistance
Thermometers (SPRTs) são os mais precisos.

Resistência
(Ohms)
 No entanto, eles só são adequados para uso
RTD Curva Resistência Vs. Temp. (TCR)
em laboratório.
 Na indústria são usados, termómetros de
TCR = Temperature coefficient of resistance
resistência de platina mais robustos conhecidos
também como IPRTs, Pt100s, RTDs (detectores Temperature (oC)
de temperatura de resistência).

Os sensores de elementos de Resistência de Platina geralmente são fabricados em quatro


configurações:
Wire-Wound (fio bobinado).
Film (película fina).
Coil (Bobine)
Hollow Annulus (bobinado em anel oco)

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 66


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)

Wire-Wound (fio bobinado)


Fio de Platina de
pequena secção
Terminais O elemento sensor de fio bobinado é construído por
enrolamento de um fio detector de platina de de
Revestimento protector pequeno diâmetro em torno de um mandril não condutor.
Mandril não condutor

Film (película fina) O elemento sensor do tipo de película, é feito por


Terminais
deposição de uma fina camada de platina num padrão de
Película fina de Platina
resistência sobre um substrato de cerâmica. Uma camada
Substrato de cerâmica
de vidro é aplicada para a protecção.

Coil (Bobine espiral) O sensor de elemento em espiral, feito através da inserção


Fio de Platina de
pequena secção dos fios de detecção helicoidais num mandril de isolamento
Terminais
cheio de pó, que proporciona um elemento sensor livre de
Tubo de vidro protector tensão.
Powder Packing

Hollow Annulus (bobinado em anel oco)


Bainha exterior O elemento do tipo anel oco é feito enrolando fio de
Mandril de Metal detector de platina em torno de um mandril de metal oco
Terminais intermédios resistente à corrosão. A unidade inteira é revestida com
Isolante Fio sensor de Platina um material isolante.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 67
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)

Efeito do fio dos terminais

Alteração da leitura devido à resistência do fio dos terminais.


Duas abordagens:
> Determinação da resistência do condutor e compensação através do controlador.
> Ligar um fio de ligação adicional a uma extremidade da RTD.

> … Ou ligar um transmissor, com conversão resistência a sinal de baixa tensão e envia-lo
para controlador de temperatura.
1 2 3 1 2 3 4

3-wire RTD

4-wire RTD

RTD RTD

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 68


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)

Efeito do fio dos terminais: RTD de fio de Platina

 Mais Comum: DIN 43760


 Standard temp. coeficiente (alpha =0.00385)
> Para fio de 100 ohms  +0.385 ohms/OC a partir de 0oC.
> alpha = declive médio de 0oC – 100oC .

Uma impedância de 10W dos terminais, implica 10 / 3,85 = 26oC erro na medição.

Terminal
R=5W
RTD
100W

Terminal R=5W

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 69


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)

Efeito do fio dos terminais: RTD de fio de Platina


 Correcção do Problema: Ponte Wheatstone: 3 fios
R3
R2
DVM
A
Vs
Vo C
RTD
R1
B
>FiosA & B estão perfeitamente emparelhados, pelo que os efeitos das impedâncias será
cancelado devido a estarem em pernas opostas da RTD.
>Fios C actua como terminal sensor e não transporta nenhuma corrente.
>Relação não-linear entre a variação da RTD e a tensão de saída da ponte.
 Equação adicional necessária para converter a tensão de saída da ponte para impedância
equivalente da RDT.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 70


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)

Efeito do fio dos terminais: RTD de fio de Platina


 Correcção do Problema: Ponte Wheatstone: 3 fios – Equações
Se Vs & Vo conhecidas, RTD pode ser encontrada.

Vo da ponte desbalanceado com R1 = R2:

 R3 
Vo  Vs    Vs (1 / 2)
 R3  RTD 
Se RTD = R3  Vo = 0 & ponte está equilibrada.

Para determinar RTD assumindo a resistência dos terminais iguais a zero:

 Vs  2Vo 
RTD  R3  
 Vs  2Vo 

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 71


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)

Efeito do fio dos terminais: RTD de fio de Platina


 Correcção do Problema: Ponte Wheatstone: 3 fios – Equações

Se a RTD localizada a alguma distância da configuração de 3 fios  RL aparece em


série com RTD e R3.

R3
R2 RL
Vs DVM
A
Vo C
RL
RTD
R1
B

 Vs  2Vo   4Vo 
RTD  R3    RL  
 Vs  2Vo   Vs  2Vo 
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 72
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)

Efeito do fio dos terminais: RTD de fio de Platina


 Correcção do Problema: Outra abordagem- 4-Fios Ohms
 DVM é directamente proporcional à resistência
+ do RTD .Equação de conversão requerida.
Fonte de corrente
i=0
 Insensível ao comprimento dos fios.
DVM 100 W
 Precisão superior a 3 fios.
RTD
i=0  Desvantagem: É necessário mais um fio.
-
Compensação electrónica:

Vs +
- - +
Vo
RTD

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 73


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)

Conversão Resistência /Temperatura


A RTD é mais linear do que o termopar, mas inda é necessário seguir a curva
característica.
Equação Callendar-Van Dusen
  T   T  T   RT  R0 (1    T )
3
 T
RT  Ro T      1      1  
  100  100 )   100  100  
 RT = Resistência à Temperatura T.
 Exemplo:
Um termómetro de resistência de platina: tem
 Ro = Resistência a T=0oC.
uma resistência de 150W a 20oC. Calcule a
  = Coeficiente deTemperatura a T=0oC. resistência em 50oC (20 = 0,00392).
  = 1.49 (valor típico para platina 0.00392).  Solução:
  = 0 T>0, 0.11 (típico) T<0. R  R0 (1    T )
 150 W [1  0.00392 (50  20) o C ]
167.64W

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 74


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)

Identificação

RTD de 2 fios usa a mesma cor de fio para ambos os terminais.


RTD de 3 fios tem dois fios vermelhos e um branco.

RTD de 4 fios tem dois fios vermelhos e 2 fios brancos.

1 2 3 4
Medição Medida á temperatura
ponta – a – ponta ambiente
Menos de 1 ohm a um
1 a 2; 3 a 4. máximo de alguns ohms.
1 a 3; 1 a 4
107 a 110 ohms
2 a 3; 2 a 4
RTD 4-wire
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 75
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)

 Geralmente as RTs não podem ser usadas com o elemento sensor na sua forma
básica, pois são muito delicadas. Elas são geralmente construídas em algum tipo
de montagem, que permitirá suportar as várias exigências ambientais a que
estarão expostas quando usadas.
 Normalmente estão inseridas num tubo de aço inoxidável com uma graxa
condutora de calor (que também amortece as vibrações). Tubos de diâmetros de
padrão de 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12 e 15 mm, e comprimentos de tubos padrão de 250,
300, 500, 750 e 1000 mm.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 76


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)
Tipos de RTDs
RTDs de Platina
A Platina é de longe o material mais comum em RTDs, principalmente por causa da sua
estabilidade a longo prazo no ar. Existem dois tipos de sensores de Platina, cada um com um
nível diferente de doping "impurezas". Há já algum tempo que tem havido convergência nas
normas de RTDs com platina, tendo a maioria dos países adoptado a norma internacional
IEC751-1983, com a alteração 1, em 1986, e a alteração 2 em 1995. Os EUA continuam a
manter o seu próprio padrão.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 77


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)
Tipos de RTDs: RTDs de Níquel
Os sensores de níquel são preferidos em aplicações sensíveis ao custo, tais como ar
condicionado e bens de consumo. Porque o custo é um problema, eles são geralmente
fabricados com valores de resistência mais elevados de 1k ou 2k ohms de modo que uma
única conexão de dois fios pode ser utilizada (em vez de 3 ou 4 conexões de fios comuns nos
tipos com Platina).
RTDs de níquel – ferro
De menor custo do que a RTD de níquel puro, a RTD níquel-ferro encontra aplicações em
HVAC e outras e aplicações sensíveis ao custo. O alfa = 0,00518.
RTDs de cobre
O cobre é raramente utilizado como um elemento de detecção, sendo usado muitas vezes,
quando uma bobina de cobre existe para outros fins. Por exemplo, num sensor de vibração
onde a bobine faz de sistema de detecção da frequência de vibração. A mesma bobina pode
ser usada para detectar as leituras da temperatura dos sensores, mas de modo que possam
ser compensadas por variações de temperatura induzida. Uma outra aplicação é na medição
da temperatura dos enrolamentos de motores e de transformadores eléctricos.
RTDs de Molibdénio
O Molibdénio tem um coeficiente expansão de temperatura que combina quase perfeitamente com a
alumina, tornando-se um material ideal para sensores tipo pelicula. A faixa útil de temperatura é
normalmente -200 ° C a + 200 ° C e alfa de materiais = 0,00300 ohm / ohm / ° C.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 78


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)

RTDs (Resistance Temperature Detector)

RTD

Aplicações
Ar condicionado e sistemas de refrigeração.
Controlo de Fornalhas.
Serviços de processamento de alimentos.
Pesquisa em Medicina.
Produção têxtil.
Industria de plásticos.
Petroquímica.
Microelectrónica.
Medidas de temperatura em Ar, gás e líquidos.
De Platina, Cobre, Níquel na faixa de –270 / 660 ºC.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 79
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Também chamados detectores de temperatura a resistência (RTDs)

RTDs Vs Termopares
 Vantagens das RTDs
 Estabilidade.
 Repetibilidade.
RTD Probes & Assemblies
 Precisão.
 Resistente a contaminação/corrosão.
 Desvantagens das RTDs
 Custo: Platina = $$$, 2x mais caras.
 Gama de temperaturas limitada.
 Sensível a vibrações.
 Frágil…
 Tempo de resposta mais baixo, 2 a 4 vezes mais lentas.
 O calor deve de ser transferido através de epóxi ou revestimento de vidro.
 Todo o corpo da RTD deve de estar a uma temperatura uniforme antes de uma
medição precisa ser tomada.
 Os Termopares são de longe os sensores de temperatura mais comuns de uso
industrial.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 80
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Termístores
Thermal Resistors: Materiais semicondutores

silício
termistências semicondutoras
PTC
cerâmicas
NTC

   ni q  n   p 
Resistividade dos semicondutores 1
3 Eg 
 n T   T
i
2
e

2 kT
ni – Concentração de portadores intrínsecos.
Eg – Altura da banda proibida.

3

5 k – Constante de Boltzman.
 T  – Condutividade.
2 2
T
 – Mobilidade.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 81


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Termístores
Termoresistências semicondutoras
Os Fabricantes especificam a Rs com tabelas:
6.0

5.0 KTY81-2

4.0
KTY83-1
R (kW)

3.0
KTY81-1
2.0

1.0 KTY84-1
0.0
-100 0 100 200 300 400
T (ºC)

Sensor Valor nominal ( W ) Gama de temperaturas (ºC)  W/W/ ºC) W/W/ ºC 


2

KTY81-1 990-1050 - 55 a 150 7,87E-03 1,87E-05


KTY81-2 1980-2100 - 55 a 150 7,87E-03 1,87E-05
KTY83-1 990-1050 - 55 a 150 7,64E-03 1,73E-05
KTY84-1 970-1050 0 a 300 6,12E-03 1,03E-05

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 82


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Termístores
Termoresistências semicondutoras

Menos lineares que termoresistências metálicas.


Linearização dos sensores KTY (numa determinada gama de temperaturas).

RP
Temperatura TA TB TC
R sensor RA RB RC
RL Rsensor

RPB  RPA  RPC  RPB  RL

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 83


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Termístores
Termoresistências cerâmicas semicondutoras
 Misturas de óxidos metálicos (ferro, níquel, cobre, magnésio, cobalto, titânio e
urânio) cozidas a altas temperaturas.
B

   0e
B  0 NTC NTC Negative Temperature Coeficient
T B  0 PTC PTC Positive Temperature Coeficient

NTC PTC NTC 1 1 


B   
C
  T    T e 0
 T T0 
T0  25º C
D

1  B
 
 T T0

T2
A
B TC

TC temperatura de Curie

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 84


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Termístores

Thermal Resistors: Materiais semicondutores, como as termístores são muito sensíveis à


temperatura e a resistência aumenta/diminui muito fortemente, quando a temperatura varia.
Bem adequado para uso em pequenas sondas com resposta rápida, por exemplo, como
limitadores de corrente em circuitos electrónicos e em termometria médica, onde é
alcançada boa sensibilidade sobre faixas de temperatura limitadas.

As mais comuns são de coeficiente de temperatura negativo - (NTC).

As de coeficiente de temperatura positivo - (PTC).

Uma vez que o valor da resistências é elevado, geralmente


vários kilohms, as conexões geralmente são de 2 fios, podendo
assim serem usadas sem erro significativo. As Termístores não
estão normalizadas, deve-se ter em contas as especificações
do fabricante.

Gama de temperaturas: -100 / 300ºC.


Extremamente sensíveis: Erros -/+ 0.01ºC

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 85


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Termístores
Um semicondutor utilizado como um sensor de temperatura. Mistura de óxidos de
metais á pressão na forma grânulos, pastilha ou outras formas…Grânulos podem
ser muito pequenos, inferior a 1 mm em alguns casos, são depois encapsulados
em vidro /epóxi… Type R at 0C R at 25C R at 50C Maximum

 A resistência diminui à medida que a Bead(glass-coated) 8.8 kW 3.1 kW 1.3 kW 300 C


temperatura aumenta, coeficiente de Disk 283W 100W 40.7W 127 C
temperatura (NTC) termístor negativo.

Resistência
(Ohms)
Pode-se ver que a curva de resistência / temperatura não
é linear ao longo de um intervalo de temperatura, embora
as unidades que estão disponíveis hoje com uma
linearidade melhor do que 0,2% ao longo de um intervalo
Temperature (oC)
de temperatura de 100 ° C
 A sensibilidade típica de um termístor é de aproximadamente 3 mV / ° C a 200 ° .
O modelo matemático básico utilizado para termístores é a equação Steinhart-Hart,
descoberta pelos oceanógrafos IS S. R. Steinhart e Hart, que sua forma mais simples é:
1/T = A + B(ln R) +C(ln R)3
Em que T é a temperatura em Kelvin, A, B, e C são coeficientes do termístor, ln é o logaritmo
natural, e R é a resistência em ohms..
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 86
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Termístores

Exemplo:
O circuito da Figura é para ser usado para a medição de temperatura. O termístor é um tipo
de 4 kW. O medidor é um amperímetro de 50 mA com uma resistência de 3W, Rc está
ajustada para 17W, e VT, a tensão de alimentação é de 15 V. Quais serão as leituras do
amperímetro para 25 °C e para 65oC?
Os termístores têm o seu valor padrão á temperatura ambiente
A de 25oC, para temperaturas abaixo deste valor, a resistência
3W aumenta.
VT 15V
4KW Termístor I   3.73 mA
VT RT 4000W  17 W  3 W
15V
Para 65oC temos que consultar o valor na tabela do
Rc termístor para essa temperatura, supunhamos que mede
17W
950W…
VT 15V
I   15.5 mA
RT 950W  17 W  3 W

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 87


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Termístores

Thermistors Probes & Assemblies

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 88


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Termístores

Controlo

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 89


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Termístores Símbolo

Medições de Temperatura com Termístores

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 90


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros a resistência : Termístores

Vantagens
Alta sensibilidade a pequenas variações de temperatura
Medições mais estáveis com o uso.
Podem usar fios extensores de cobre ou níquel.

Desvantagens
Gama de temperaturas limitada.
Sensor frágil.
“Drift” inicial de precisão.
Descalibração se usado para além da gama específica de temperaturas.
Poucos standards de substituição.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 91


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros de semicondutores

Um diodo de silício (junção PN) polarizado inversamente apresenta uma tensão
proporcional à temperatura da sua junção. Nos equipamentos electrónicos,
inclusive industriais, é muito comum usar uma junção PN polarizada inversamente
para medir a temperatura ambiente.

São pequenos e resultam do facto dos diodos semicondutores terem


características de tensão-corrente que são sensíveis à temperatura.

Faixas de medição de temperatura são pequenas em comparação com os


termopares e RTDs, mas podem ser bastante precisos e baratos.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 92


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros de semicondutores
Sensores de Temperatura à base da junção P-N
 Uma junção entre um semiconductor dopado-N e um semicondutor dopado-P. Normalmente
silício dopado-N (também germânio, gálio-arsenieto, etc.). A junção é um simples diodo
polarizado directamente.
+I (mA) Corrente Directa

Voltage
m
inversa “Joelho” Polarização
N P ruptura Directa
Voltagem Inversa
-V +
Voltagem Directa V
Cátodo (K) Ânodo (A)

Silício -20 mA 0,7V Silício


Zener Breakdown Germânio -50 mA
ou região de 0,3V Germânio
Sentido convencional da Polarização
avalanche
corrente Inversa
-I (A)
Corrente inversa
Corrente directa é dependente da temperatura. Qualquer diodo semicondutor funcionará.
Normalmente é detectada, a tensão através do díodo…

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 93


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros de semicondutores
Sensores de Temperatura à base da junção P-N

N P  Corrente directa através do diodo: I = I0 e qV/2 kT


E
 Tensão aos terminais do diodo: Vf = qg  2kT
q ln C
I0 – Corrente de saturação. I
Eg – Energia da Band-gap. -2.0 mV/oC
q – Carga do electrão.
k – Constante de Boltzman. -2.3 mV/oC
C – Constante independente da temp. Si, 1 mA

T – Temperatura (K). Si, 10 A

 Se C e I são constantes, Vf é linear com a temperatura.


 O diodo é um dispositivo NTC.
 Sensibilidade: 1-10mV / oC (corrente dependente).
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 94
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros de semicondutores
Sensores de Temperatura à base da junção P-N
 Os sensores de temperatura de semiconductores podem ser classificados em
cinco tipos principais seguintes:

Sensores de Temperatura de saída de tensão


Estes tipos de sensores geralmente precisam de uma fonte de alimentação
eléctrica para a sua excitação. Eles dão uma saída linear eficaz sob a forma de
sinais de tensão. Além disso, eles oferecem bastante baixa impedância de saída…

Sensores de Temperatura de saída de corrente


Em oposição aos sensores de temperatura de saída de tensão, a impedância de
saída destes sensores é muito alta. Eles geralmente funcionam como reguladores
de corrente constantes que são projectados para passar um microamperes por
grau Kelvin. Eles também precisam de uma tensão de entrada que pode variar
entre 4 e 30 V.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 95
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros de semicondutores
Sensores de Temperatura à base da junção P-N
Sensores de Temperatura de Saída Digital
Estes são os principais sensores concebidos para a integração de um sensor e
um conversor de analógico para digital, numa placa de circuitos integrados. Estes
sensores não oferecem interfaces digitais padrão. Por isso, eles não podem ser
utilizados para a medição com dispositivos de medição convencionais. Alguns
deles são especialmente fabricados para permitir o seu uso com
microprocessadores para a gestão térmica.
Sensores de Temperatura Silício com saída de Resistência
Estes são sensores de temperatura simples, projectados com a ajuda de
equipamentos de fabricação de semicondutores típico. As características de
resistência/temperatura habituais dos materiais semicondutores tornam a sua
utilização mais simples. Além disso, estes sensores oferecem alta tolerância para
a migração do iões, por conseguinte, são adicionalmente mais estáveis em
relação a outros sensores de temperatura de semicondutores. No entanto, cuidado
extra deve ser exercido ao empregar esses sensores devido às suas outras
características…
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 96
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros de semicondutores
Sensores de Temperatura à base da junção P-N
 Entretanto, os modernos sensores de temperatura baseados em
semicondutor são fornecidos na forma de um circuito integrado. Muitas vezes
eles incluem funções que os tornam verdadeiros termómetros digitais numa
única pastilha. Podem oferecer grande precisão e estabilidade, mas a faixa
de temperatura é bastante limitada, variando de –50 a + 300 oC.
1,63068 centímetros

Termómetros de Semicondutores
-Características dos materiais semicondutores são dependentes
da temperatura.
-Gama de temperaturas: -230 / 150ºC.
-Alta sensibilidade
6,35 milímetros -Boa linearidade.
-Grande precisão.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 97


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros de semicondutores
Sensores de Temperatura à base da junção P-N: LM35
 O circuito é baseado em sensor de temperatura LM35 analógico, ADC0804 e
AT89S51 microcontrolador. LM35 é um IC sensor de temperatura analógico
que se pode medir um intervalo de temperatura de -55 a 150 ° C. A sua
tensão de saída varia 10mV por ° C .

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 98


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros de semicondutores
Sensores de Temperatura à base da junção P-N: TMP100/101
Os ICsTMP100 TMP101 e são ideais para medição de temperatura numa extensa
variedade de aparelhos de comunicações, computadores, instrumentos de
consumo, meio ambiente, aplicações industriais e instrumentação. Gama de
temperatura dos –55°C aos +125°C, alta resolução, interface I2C, baixo consumo,
alimentação de 2,7 a 5,5V…

Aplicações
Controlo temperatura fonte alimentação.
Protecção térmica periféricos de
computador.
 Portáteis.
Telemóveis.
Maquinaria de escritórios.
 Controlo de termostatos.
Monitorização sistemas HVAC.
Dispositivos electromecânicos e digitais
de controlo de temperatura…

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 99


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros de semicondutores

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 100


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros de semicondutores
Termómetros de cristais líquidos
Os cristais líquidos, como toda a matéria, são feitas de átomos.
Quando aquecem, os átomos movem-se mais rapidamente. À
medida que os átomos se movem de forma suficientemente rápida,
a substância vai progredindo alterando o estado de sólido para
líquido ou para gás.

O mesmo tipo de explicação funciona para cristais líquidos. Se estiverem frios, os


cristais estão mais ordenados e mais unidos, com o aumento da temperatura o
espaçamento entre cristais aumenta. As moléculas que são muito sensíveis à
temperatura mudam de posição / torção em relação às mudanças de temperatura.
Esta mudança na estrutura molecular afecta os comprimentos de onda de luz que
são absorvidos e reflectidas pelos cristais líquidos, o que resulta numa mudança
aparente na cor de cada evento temperatura.

Contêm cristais líquidos que mudam de cor ao longo de um determinado intervalo


de temperaturas.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 101


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Termómetros de semicondutores
Termómetros de cristais líquidos
Várias misturas de cristais líquidos são usadas, cada mistura num
recipiente separado e cada luz de cor para uma temperatura
específica
Nos de tipo digital, cada recipiente é coberto com uma matriz de um número que
corresponde à temperatura à qual a mistura do recipiente torna-se mais brilhante
(acende).

Termómetros destinados a ser colocados na testa e a maioria dos termómetros


digitais interiores são deste tipo.

Sem aplicações industriais.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 102


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros de Contacto
Estão em contacto físico com a substância ou objecto.

Vantagens: Desvantagens:
Vasta gama de aplicações. Requerem contacto físico.
 Precisão relativa.  Resposta lenta.
Uso simples. Sujeito a detioração / contaminação.
Económicos.

Termopar RTD Termístor IC semicondutor


V W W V/A

Voltagem ou Corrente
Resistência

Resistência
Voltagem

Temperatura (oC) Temperatura(oC) Temperatura(oC) Temperatura(oC)

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 103


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
 Com nossos olhos, vemos o mundo em luz visível. Considerando que a luz visível preenche
apenas uma pequena porção do espectro de radiação, a luz invisível cobre a maior parte da
gama espectral restante. A radiação de luz invisível transporta muito mais informação
adicional.
 A descoberta da radiação infravermelha
William Herschel descobriu por acaso a radiação
infravermelha em 1800. Através de um prisma de vidro,
projectou as diversas cores da luz solar sobre uma
mesa, e usando sensíveis termómetros de mercúrio,
mediu a temperatura de cada cor. Com isto, ele testou o
aquecimento das diferentes cores do espectro. Ele
notou que a temperatura aumentava no sentido do
violeta para o vermelho. No entanto notou que a
temperatura subia ainda mais na área para lá da
extremidade vermelha do espectro. Finalmente ele
encontrou a temperatura máxima muito para trás a área
vermelha. Hoje em dia, esta área é chamada de "área
de comprimento de onda de infravermelhos".

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 104


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Espectro electromagnético infravermelhos (IV)
Rádio Microondas Infravermelhos Ultravioletas Raios-X Raios-Gama

103 10-2 10-5 1.5x10-6 10-8 10-10 10-12


Comprimentos de ondas

Infravermelhos
(IV)
Luz Visível Ultravioletas
(UV)
Infravermelhos
(IV)

IV-Térmico

1000m 50m 25m 15m 8m 3m 780nm


IV- Longínquo IV-Médio IV-próximo
(FIR) (MIR) (NIR)
Infravermelhos
A radiação infravermelha cobre uma parte muito limitada em toda a gama do espectro electromagnético:
Inicia-se no intervalo visível de cerca de 0,78 m e termina em comprimentos de onda de cerca de 1000 m.

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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Princípios Básicos: Radiação Térmica
 Radiação térmica ou transmissão de calor por radiação, é a taxa de emissão de
energia de um dado material, dada a sua temperatura. A radiação térmica está
relacionada com a energia libertada devido às oscilações ou transições dos
electrões, átomos, iões ou moléculas mantidos unidos pela energia interna do
material.

 Toda a forma de matéria, com temperatura acima do zero absoluto, emite


energia térmica.

 Nos gases ou outros materiais transparentes (materiais com absorção interna


desprezível), a energia térmica irradia-se através de seu volume. Para materiais
com alta absorção interna, como os metais, apenas algumas centenas de
camadas atómicas mais externas contribuem para a emissão de energia térmica.

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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Princípios Básicos: Radiação Térmica
 Os comprimentos de onda utilizados para a medição de temperatura compõem
o chamando espectro electromagnético, onde está o espectro IV.
 A zona do visível abrange comprimentos de onda entre 0,4 μm e 0,7 μm, e os IV
entre 0,7μm e 1000 μm. Os pirómetros de IV usam a banda entre 5 μm e 20 μm.

 As ondas longas têm comprimentos desde 3 a 100 μm com uma temperatura de


700°C.
 As ondas médias vão desde 1,4 a 3 μm, e temperaturas típicas de 950°C a
1600°C.
 As ondas curtas 0,78 a 1,4 μm, com temperatura de 2200°C.
 As ondas longas são mais ou menos sensíveis à cor e são absorvidas pela água.
 As ondas médias são insensíveis à cor e são absorvidas prontamente pela água,
por muitos plásticos e pinturas.
 As ondas curtas são mais penetrantes do que as ondas longas e são boas para
metais quentes.
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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Princípios Básicos: Radiação Térmica-Lei da radiação de Planck
 Cada corpo com uma temperatura acima do zero absoluto (-273,15 ° C = 0
Kelvin) emite uma radiação electromagnética a partir da sua superfície, que
é proporcional à sua temperatura intrínseca. Uma parte desta chamada
radiação intrínseca é a radiação infravermelha, que pode ser utilizada para
medir a temperatura de um corpo (Lei de Planck da radiação).

2hc 2
I b,  , T   5
1
Wm 2 sr 1m 1
 hc

Onde: e kT
1
h = 6.625 X 10-27 erg/sec (Constante de Planck).
K = 1.38 X 10-16 erg/K (Constante de Boltzmann )
C = Velocidade da luz no vácuo.
Relação da distribuição espectral da radiação térmica com a temperatura

 Esta lei regula a intensidade da radiação emitida por unidade de área superficial numa
direcção fixa (ângulo sólido) do corpo negro em função do comprimento de onda para
uma temperatura fixa.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 108
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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Princípios Básicos: Radiação Térmica-Lei da radiação de Planck

A lei de Planck descreve, 102


Relação entre Temperatura e Energia
matematicamente, a quantidade
de energia emitida por um 101

Emitancia radiante relativa


material numa dada temperatura,
para cada comprimento de onda 1
.
10-1 1500°C
1000°C
542°C
10-2
260°C
 Porém, a lei de Panck aplica-se 20°C
apenas a radiadores perfeitos, 10-3
que teoricamente emitem a uma
taxa de 100% da energia 10-4
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
armazenada em forma de calor. Comprimento de Onda (microns)
Curva de Planck (radiação característica de um corpo negro)
Fonte: Raytek

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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Princípios Básicos: Radiação Térmica - Lei Wien
Os corpos emitem radiação a qualquer temperatura (…), mas para cada temperatura há um
comprimento de onda em que a emissão de radiação é máxima.
O comprimento de onda a que corresponde a intensidade máxima da radiação varia
inversamente com a temperatura absoluta. A relação exprime-se por:
1.0E+04
1.0E+03
5500K
B
 máx 
Spectral radiance [W / cm³ µm]

1.0E+02 (5326°C)
3000K
1.0E+01
(2726°C) T
1.0E+00 1500K
1.0E-01 (1226°C)
1.0E-02 800K
(526°C)
1.0E-03 500K
Com B= 2,898×10-3 mK, a constante
1.0E-04 (226°C) de proporcionalidade.
200K
1.0E-05
0.1 1 (- 73°C) 10 100
Wavelength[µm]

A radiação com λmax ≈ 1×10-5m , localiza-se na zona infravermelho do espectro electromagnético.

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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Princípios Básicos: Lei de Stefan-Boltzmann
 A radiação total emitida por um corpo em condições ideais, é função única da
temperatura.
4 Obtém-se integrando a fórmula de Planck ao longo
wb  T dos comprimentos de onda.
8 900 k
Wb = Potencia radiante [W/m2] 7
σ = Constante de Stefan-Boltzmann

SPECTRAL RADIANT EMITANCE


[5,7x10-8 W/K4m2] 6

 T = Temperatura absoluta [K].

( w/cm2x103 (m))
5
800 k
 Representam a área por baixo 4
da curva de Planck para uma
determinada temperatura. 3

 A potência radiada por um ser 1


humano, supondo uma temperatura
300K (27oC) e uma área de 2 m2, é 0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
de 1 kW. WAVELENGHT (m)

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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Princípios Básicos: : Lei de Stefan-Boltzmann - Emissividade
 Corpo Negro: Um objecto capaz de absorver toda a radiação que incide
sobre ele em qualquer comprimento de onda.
 Nenhuma superfície emite mais radiação infravermelha que um corpo negro à
mesma temperatura.
 Corpo Real: As superfícies só são capazes de emitir uma determinada
porção da energia que emitiria um corpo negro.
 O parâmetro que determina a capacidade de emissão é a emissividade .
Um corpo real tem uma emissão dada pela Lei de Stefan-Boltzmann. wb=   T4
A emissividade representa a capacidade de emissão dos corpos reais (0 <  <
1) É igual a 0 para um corpo reflector perfeito (não absorve nenhuma radiação;
É igual a 1 para um corpo negro (absorvedor perfeito).

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 112


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Princípios Básicos: : Lei de Stefan-Boltzmann - Emissividade

Para um objecto opaco a Emissividade e a Reflectividade são complementares.


 Alta Emissividade significa baixa reflectividade e vice-versa. A lei da conservação da
energia mostra que :
  Emissividade
 1
Onde:
  Reflectividade
 Para alvos opacos  0, e a equação fica reduzida a:   Transmissividade
 1
Até agora, discutimos emissividade como uma propriedade de superfície do
material. É isso e muito mais!
 A forma de um objecto afecta a sua emissividade.
 Para os materiais semi-transparente, a espessura vai afectar a emissividade.
Outros factores que afectam a emissividade incluem:
 Ângulo de visão, temperatura e comprimento de onda.

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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Princípios Básicos: Emissividade
^
 A emissividade de um corpo é ê 2,
T 4
eb
definida como sendo a razão da
Ib  
radiação emitida por este corpo
em relação à radiação emitida por
 
um corpo negro. ê3


ê 1,^
A radiação emitida por um corpo está espacialmente distribuída: I b  f ( r ,  ,  )
Os perigos da radiação infravermelha não são realmente consideradas "perigos", mas
"avisos". Porque os "perigos" não são extremamente graves. Mas, ainda assim podem causar
danos. A exposição prolongada a níveis elevados de IV vai resultar em queimaduras e
sobreaquecimento…
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 114
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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Princípios Básicos: Emissividade
Deve-se ter em conta que  é função de  , de T e do ângulo de incidência.
 Variação com : A emissividade toma valores muito distintos em função da região
espectral considerada

 Variação com T:  diminui com o aumento de T nos “Não – Metais”.


  aumenta com o aumento de T nos “Metais”.

Variação com ângulo de incidência:


A partir de certo ângulo, a emissividade baixa rapidamente sendo nula para um
ângulo de incidência de 90º.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 115


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Princípios Básicos: Emissividade
Distribuição espectral de diferentes Emissividades

 =1.0 (corpo negro “blackbody”


Energia relativa

=0.9 (corpo cinza “graybody”

 varia c/ comprimento de onda


(non-graybody”)

Comprimento de onda(m)

A dependência do comprimento de onda da Emissividade, significa que diferentes


câmaras de infravermelho podem obter valores diferentes para o mesmo objecto.
E os dois estarem correctos!

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 116


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro: Princípio de funcionamento
 O pirómetro é um tipo de termómetro. É um equipamento que mede a irradiação
térmica da superfície de um objecto e informa a temperatura. Diferentes tipos de
pirómetros foram desenvolvidos pelo homem – hoje trata-se de um dispositivo que
não necessita de contacto, contrastando com outros meios de obter informação
sobre a temperatura de um objecto, como o termopar ou como a
termorresistência.
 A origem do nome é do grego “pyro”, que significa fogo, e metros, que significa
medida/medição. O termo foi cunhado para descrever equipamentos capazes de
medir temperaturas acima da incandescência - com brilho perceptível pelo olho
humano.
 O impulso que motivou o desenvolvimento de pirómetros foi a necessidade de
medir a temperatura de objectos muito quentes, que impossibilitavam contacto
directo, como metais fundidos, cerâmicas e outros processos industriais, estrelas e
também a temperatura em câmaras, como as de vácuo. Hoje em dia os pirómetros
são métodos eficazes (com erros próximos de 2% e que diminuem conforme a
temperatura aumenta) para medição de temperatura inclusive negativas.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 117


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro: Princípio de funcionamento
 Cada material a ser medido apresenta uma resposta espectral própria
(emissividade). Temperaturas baixas (< 500ºC) apresentam radiação IV na área
não visível, porém a partir de 600ºC a radiação IV começa a entrar no espectro
visível.

 A Emissividade é o termo usado para quantificar as características de emissão de


energia de diferentes materiais e superfícies.

 Por exemplo, um sensor com uma resposta espectral de 3,43 microns é optimizado
para medir a temperatura superficial de polietileno e derivados. Um sensor de 5
microns é usado para medir a superfície do vidro, e um sensor de 1 micron, para
metais e lâminas metálicas.

 Portanto,
para uma medição correcta, torna-se necessário conhecer o material a
ser medido para o ajuste manual no equipamento da emissividade, que,
normalmente, varia entre 0,1 e 1 micron.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 118


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro: Princípio de funcionamento
 A energia emitida pelo objeto atinge o sistema óptico do instrumento, que conduz a energia
para um ou mais detectores fotossensíveis.
 O detector converte a energia IV num sinal eléctrico que, por sua vez é convertido num valor
de temperatura, que se baseia na equação de calibração do sensor e na emissividade do
alvo.
Fonte de Calor
Ambiente

Fonte de Calor T

A
E Sensor
I - Radiação Incidente.
R - Radiação reflectida.
Alvo T - Radiação Transmitida.
A - Radiação absorvida.
E - Radiação emitida.

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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro: Princípio de funcionamento
 Um sensor foto sensível sintonizado para detectar uma banda específica do espectro IV,
recebe energia radiante do alvo através do sistema óptico.
Janela e Óptica

453¡C
SP1 470¡C
EMS ¯.85

Objecto Atmosfera Detector Electrónica, Display


ou outras saídas
 A energia radiada é proporcional a emissividade a dada temperatura e comprimento de
onda, de forma que para obter um valor preciso e coerente de temperatura para uma
superfície o operador precisa conhecer a emissividade do material que ele está medindo.
 Qualquer que seja o equipamento, ele indicará sempre a temperatura média da área
delimitada pelo campo de visão do aparelho.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 120


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro: Princípio de funcionamento
 Ele captura a energia infravermelha invisível emitida a partir de todos os objectos acima do
zero absoluto. A energia é então convertida para um sinal eléctrico que depois de
processado indica num visor as unidades de temperatura.
 São compostos de dois mecanismos que actuam em conjunto na informação da temperatura
da superfície de um objecto: Um sistema óptico.
Um sistema de detecção.
O sistema óptico focaliza a radiação térmica do objecto sobre um detector, permitindo que o
mesmo adquira radiação de uma forma constante e eficiente, e selecciona os diferentes
comprimentos de onda através de filtros.
O sistema de detecção utiliza basicamente dois processos para informar a temperatura:
Um processo quântico. A corrente depende da temperatura.
Um processo térmico. A tensão gerada depende da temperatura.
Os pirómetros estão divididos em dois grandes grupos: ópticos e de radiação.

 A física por detrás do pirómetro por radiação está na relação entre a radiação térmica e a
temperatura através da lei de Stefan-Boltzmann e Lei de deslocamento de Wien.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 121


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro: Princípio de funcionamento - Óptica
 O sistema óptico determina o diâmetro da área circular ou campo de visão do
aparelho.
 O objecto deve preencher o Campo de Visão.
Errado

Bom
Ideal

Sensor
Fonte: Raytek
Objecto maior Objecto igual à Objecto menor que
que área de área de leitura área de leitura
leitura

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 122


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro: Princípio de funcionamento - Óptica

 O diâmetro do ponto focal em relação à energia radiante recebida…

d(95%)
d(90%)

 O diâmetro do ponto focal é expresso como


uma percentagem da energia radiante emitida.

d (95%)  3 x d (90%)

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 123


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro: Princípio de funcionamento - Óptica
 A resolução óptica é definida como a relação entre a distância do dispositivo de medição do
alvo, e o diâmetro do ponto alvo (D: S) (distance – to - Spot Ratio).

distância (D)
Definição: D/S =
Diâmetro do alvo (S)
 O rácio da distância ao ponto alvo (D: S), indica o tamanho do campo de medição que um
termómetro de infravermelhos sem contacto usa, para fornecer uma leitura de temperatura.
Quanto maior for a relação, maior a resolução, e menor é a área que pode ser medida.

 Por exemplo, um D:S de 8: 1 significa que o campo de medição é de cerca de 1“ de


diâmetro, quando o alvo está a cerca de 8" de distância.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 124


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro: Princípio de funcionamento – Óptica- Relação D/S
 A relação D / S - Distância em relação ao ponto de medição, refere-se a uma característica
muito importante do seu termómetro IV . Esta razão é o tamanho da área a ser avaliada pelo
termómetro e tem em conta a distância. Por outras palavras, a área a ser medida torna-se
maior à medida que a distância aumenta. Isto tem um impacto profundo sobre a exactidão ou
a precisão da leitura. Se o alvo que você está medindo é de 6 polegadas de tamanho, e seu
termómetro IV tem uma relação de D/S de 8: 1, a distância máxima que você pode medir de
forma confiável a temperatura do alvo é de 48 polegadas.

 Para além desta distância, não só é o alvo a ser medido, mas o que mais se enquadra no
"spot" está a ser medido também. Isto significa que se um objecto muito quente é o alvo, e
existem ambientes mais frios à sua volta, as medidas tomadas para além da distância
máxima incluirá elementos mais frios, reduzindo a "média" do que está no "ponto alvo”.

D/S Ratio x Target Size 8:1 x 6 = máxima distância de medição - 48 “.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 125


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro: Princípio de funcionamento – Óptica- Relação D/S
 Este índice e faixa de temperatura, são os dois maiores factores a considerar ao comprar
um termómetro infravermelho. O exemplo que se segue explica a razão D / S.

1” Spot
3”
2”
1”

12” 24” 36” 12”

D
Distância de Medição

D/S Ratio x Target Size 12:1 x 3 = máxima distância de medição - 36“.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 126


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: características
 Os sensores de temperatura de radiação operam com radiação electromagnética cujo
comprimento de onda esteja na faixa visível e no infravermelho que vai de 0,3 a 0,72 m e
são baseados na lei da radiação segundo Planck.
 O Intervalo de comprimentos de onda deve ser escolhido para se adequar à temperatura.
Deve ser tão curto quanto possível, para conseguir a melhor sensibilidade e menores erros.
Excepção principal é quando o alvo tiver exposto à radiação a partir de aquecedores dum alto
forno.
 A luz infravermelha embora invisível ao olho humano, funciona do mesmo modo que a luz
visível, e pode ser focada, reflectida ou absorvida.
 Este dispositivo é usado em lugares onde sensores de temperatura de contacto físico como
termopares, RTD, e Termístores falhariam por causa da alta temperatura da fonte.
 É vantajoso pois é independe da capacidade de interpretação das cores do operador e pode
ser utilizado para diversas aplicações através da implementação de filtros permissivos para
apenas a faixa do espectro electromagnético desejada. Todavia, sofre impacto de toda
radiação do local que chega ao detector - radiação que pode ser muito mais intensa do que a
do objecto que se deseja medir a temperatura - dificultando o processo de medição. …
 O equipamento é construído com uma lente que focaliza a radiação emitida num sensor, que
é sensível à luminosidade, e gera uma voltagem que é proporcional à radiação focalizada.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 127
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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Características do design
 O sistema de base de medição para um termómetro de radiação compreende os
seguintes elementos:
Alvo de medição.
Um sistema óptico que recolhe e direcciona a radiação.
Os elementos do sistema óptico também podem ser usados para modificar a
resposta espectral do termómetro.

Um sensor que gera um sinal, geralmente eléctrico, relacionado com o


fluxo de energia incidente.
Uma fonte de referência que pode ser fisicamente situada no próprio
instrumento ou localizada num laboratório de calibração.
Um meio de processamento e exibição do sinal de leitura.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 128


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Diagrama
 Um pirómetro de radiação é um termómetro de radiação, que em termos muito simples,
consiste de um sistema óptico e detector que dá informação num display.

 Os Termómetros de radiação funcionam como câmaras, com um sistema óptico (lentes ou


espelhos) e um filtro que selecciona a gama de comprimento de onda (banda de frequências)
sobre a qual é sensível a termómetro e concentra-se em um detector de radiação, cuja saída
indica a intensidade de radiação e, consequentemente, a temperatura .
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 129
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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Diagrama

Fonte de
Calor
I
R

Fonte de T
Calor A
E

I - Radiação Incidente..
R - Radiação reflectida.
T - Radiação Transmitida.
A - Radiação absorvida..
E - Radiação emitida..
 Além da radiação emitida a partir do alvo, o sensor também recebe a radiação
reflectida…
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 130
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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento
 Um termómetro de radiação, em termos muito simples, consiste de
um sistema óptico e detector.
 O sistema óptico foca a energia emitida por um objecto sobre o detector, o qual é
sensível à radiação. A saída do detector é proporcional à quantidade de energia
irradiada pelo objecto-alvo (menos a quantidade absorvida pelo sistema óptico), e
a resposta do detector para os comprimentos de onda de radiação específicos.
Esta saída pode ser usada para aferir a temperatura dos objectos.
O emissividade, ou emitância, do objecto é uma variável importante na conversão
da saída do detector para um sinal preciso da temperatura.
Detector de radiação térmica
 O sensor térmico aproveita a energia que a radiação transporta e que corresponde ao calor.
Este sensor detecta então o calor que a radiação transporta.
 De modo geral, existem dois tipos de sensores conhecidos pela sua capacidade de
resposta espectral: próxima à região de infravermelho, e afastada da região de
infravermelho, aproximadamente de 0,8 a 40µm. O primeiro tipo é conhecido como
detector quântico, e o segundo tipo, como detector térmico.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 131
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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Térmicos
 Neste caso, a energia electromagnética absorvida provoca o aquecimento do
dispositivo. Isto provoca a alteração de alguma propriedade do material que é função
da temperatura e pode ser medida por uma das seguintes formas:
- Medida directa da temperatura (calorimetria).
- Mudança na resistência eléctrica do material.
- Um sinal de corrente ou tensão termoeléctrica.
- Alteração da Carga ou Capacitância do dispositivo.
 Utilizado em pirómetros de radiação :O detector é aquecido pela radiação incidente.
Detector deve ser ....
1)De alta sensibilidade (sinal de saída / potência radiação incidente).
2) Propriedades estáveis com o tempo. Detectores de radiação térmica podem ser:
3) Alta resistência a choques e vibrações.
4) Baixa inércia térmica. Termopilha
5)O sinal de saída independente da posição pirómetro.  Fotocélula
6)Saída de alta relação sinal-ruído.
 Piroeléctricos
7)alta emissividade.
8)Sensibilidade independente do comprimento de onda.
 Bolómetro de metal

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 132


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Térmicos
Termopilha
 Termopilha - Consiste de vários termopares ligados em série. Um termopar consiste na
junção de dois materiais com coeficientes termoeléctricos diferentes. Quando as duas
junções estão a diferentes temperaturas, surge uma corrente proporcional à diferença de
temperatura entre as duas junções.
 Esta corrente deve-se à diferenças no nível de Fermi nos metais e a dependência com a
temperatura do nível de Fermi. Se uma terceira e quarta junção com um terceiro metal
condutor (geralmente cobre) for introduzida e mantida ambas na mesma temperatura, o
efeito dessas duas últimas se cancelam e a tensão medida corresponde à tensão efectiva
entre as duas junções originais.
 São dispositivos de geração de tensão, o que pode ser pensado uma matriz de termopares
em miniatura.
 A termopilha mais sensível (detecção superior) é feita a partir de bismuto-antimónio (BiSb)
em vez de silício.
 A energia térmica líquida radiactiva é equilibrada pelas perdas por condução e convecção.
Um procedimento de calibração relaciona a temperatura de equilíbrio do alvo com a
temperatura desejada da fonte emissora. Este tipo de instrumento é normalmente utilizado
para temperaturas superiores a 550ºC.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 133


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Térmicos
Termopilha
T1 T2

Termopares Peltier cells

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 134


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Térmicos
Termopilha: TP337 x
O sensor de termopilha é composto por uma série de 116 termoelementos,
formando uma região sensível de tamanho 545 m (diâmetro). O sensor está
hermeticamente selado num invólucro de metal TO-5, com um filtro óptico. Este
filtro padrão permite que as medições sejam efectuadas na faixa espectral de
comprimento de onda superior a 5 m. O sensor térmico apresenta um ruído quase
branco, comparável a uma resistência óhmica. Ele tem um sinal constante em
função da frequência até ao seu limite de frequência, e é directamente proporcional
à radiação incidente.

Pin 2 termístor pin


Pin 4 termístor pin (GND)
Pin 1 saída (+) termopilha
Pin 3 saída (-) termopilha

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 135


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Térmicos
Fotocélula
 As células fotoeléctricas são pequenos dispositivos que produzem uma variação eléctrica em
resposta a uma alteração na intensidade da luz. As fotocélulas podem ser classificadas
como fotovoltaicas ou fotocondutoras.
 Uma célula fotovoltaica é uma fonte de energia, cuja tensão de saída varia em relação à
intensidade da luz, na sua superfície.
 A célula fotocondutora é um dispositivo passivo, não é capaz de produzir energia; sua
resistência varia em relação à intensidade da luz, na sua superfície.

 Pirómetros com fotocélulas não estão limitados a temperaturas elevadas da fonte, podendo
operar em faixas de -40º a 4600ºC.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 136


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Térmicos
Piroeléctricos Radiação incidente

 Detector Piroeléctrico - Certos cristais dieléctricos


apresentam polarização dieléctrica espontânea. Metal
Quando o momento de dipolo eléctrico for
dependente da temperatura o material pode ser + + + + + +
usado como um sensor. O detector é construído na _ _ _ _ _ _
forma de um condensador e as cargas induzidas nas
duas faces do cristal pelos dipolos internos Metal
estabelecem uma corrente ou diferença de potencial
que pode ser medida por um circuito externo.

 Os sensores piroelétricos têm como elemento


básico um material que liberta cargas
eléctricas quando recebe radiação IV.

 Os sensores piroeléctricos permitem obter uma “visão infravermelha”. No entanto, eles


precisam de elementos adicionais para operar e um deles é a lente de Fresnel para
concentração da radiação IV.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 137
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Térmicos
Piroeléctricos: Chips
 Os sensores piroeléctricos operam com a radiação infravermelha muito fraca que é emitida
por qualquer corpo que se encontre a uma temperatura acima do zero absoluto.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 138


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Térmicos
Bolómetro de metal:
O bolómetro foi inventado pelo astrónomo Samuel P. Langley em ~ 1880.
 Um bolómetro é um dispositivo que muda a temperatura quando absorve a energia de uma
partícula. Trata-se basicamente de uma termoresistência , isto é, de um dispositivo cuja
resistência eléctrica varia com a temperatura.
 Pode ser construído tanto a partir de metais (dispositivos clássicos) quanto com
semicondutores (dispositivos modernos) que apresentem dependência significativa da
resistência eléctrica com a temperatura. Os modernos microbolómetros utilizam
materiais absorventes como o óxido de vanádio (VOX) ou silício amorfo.
A operação de um bolómetro é relativamente simples, requerendo
entretanto um circuito de polarização e uma resistência de carga como
mostrado na Figura. A tensão de saída do circuito deve ser através de
um condensador para desacoplar o nível DC da polarização. O sinal de
saída pode ser expresso por:
Resposta rápida.
Sensível.
Caro.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 139


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Quânticos
 São componentes fotocondutivos ou fotovoltaicos, (fotodiodo) cujo
funcionamento baseia-se na interacção de fotões com a rede cristalina dos
materiais semicondutores. É o princípio do efeito fotoeléctrico descoberto por
Einstein.

 Basicamente, Einstein partiu do princípio de que a luz, pelo menos em


certas circunstâncias, poderia ser modelada por pacotes de energia
denominados fotões. A energia de um único fotão podia ser calculada por:

E= h.v
 Fotocondutorou Fotoresistor - Neste caso, os fotões absorvidos acarretam
um aumento na população de portadores de carga (electrões ou lacunas)
fazendo com que a resistência eléctrica do dispositivo diminua.
-Tempo de resposta menor.
- Precisam ser resfriados (semicondutores de “gap” estreito).

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 140


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Quânticos
Diodo
Diodo Ânodo
+
Cátodo
-
Símbolo
D1
Comportamento + P- N-
- Elementos
 A difusão na junção PN de P e N em N em P
doped doped
semiconductores

provoca uma região de deplexão não condutora. Região de deplexão

 A região de deplexão é reforçada pela polarização 1N412


Aparência típica
do componente
inversa.
 A deplexão é quebrada por polarização directa. I

 Quando polarizado, alta corrente flui através da Forward


bias
junção. current

 Muito pouca corrente polarizado inversamente, mas


acima da tensão de pico inversa (PIV) (normalmente
destrói o diodo de rectificação), mas OK para os V
zeners). Junction
Breakdown Voltage
voltage 0.7 - silicon
(PIV) 0.3 - germanium
Reverse
bias
current

BAE
4/11/2006
5413
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 141 141
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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Quânticos
Fotodiodo
Fotodiodo - Consiste em uma junção p-n, conforme, onde ocorre a formação de uma
zona de transição entre uma região de material semicondutor cuja condutividade
eléctrica é dominada por portadores de carga tipo-n (electrões) e uma região cuja
condutividade é dominada por portadores de carga tipo-p (lacunas).
Um fotodiodo é um tipo de célula fotoeléctrica capaz de converter a luz em corrente ou
tensão, dependendo do modo de operação. A célula solar comum, tradicional usado para
gerar energia solar eléctrico é um grande fotodiodo área.
Fotodiodos são basicamente diodos polarizados inversamente, com janelas ópticas que
permitem lhe seja “iluminada” a junção PN. Como qualquer diodo, a corrente de fuga
(também conhecida como ‘dark current‘ de um fotodiodo) aumenta exponencialmente com a
temperatura de acordo com a equação do diodo de William Shockley. Isto é conhecido como
a eficiência quântica do fotodiodo. A eficiência quântica de um fotodiodo irá aumentar com a
temperatura, de modo, bem como o ruído induzido termicamente.

Símbolo
Um fotodiodo foi projectado para operar em polarização inversa…

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 142


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Quânticos
Fotodiodo
 A absorção de um fotão de energia suficiente, eleva um electrão para a banda de condução
e deixa uma lacuna na banda de valência. A absorção de fotões na região de deplexão induz
fluxo de corrente .

Banda de Condução
 A Condutividade do semicondutor é aumentada.
- Electrão
Nível
de
 O fluxo de corrente no semicondutor é induzido. Energy gap Energia

+ Lacuna
 A camada de deplexão deve ser exposta
opticamente à fonte de luz e de espessura Banda de Valência
suficiente para interagir com a luz.

Fotão (hv)

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 143


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Quânticos
Fotodiodo Estrutura Corrente

Voltage
Isc (light level dependent)
Dark current

Photovo
ltaic mo
de load
line
Current
Terminal

Isolamento
Increasing Light level
Área Activa p+
Photoco
nductiv
e
Região de deplexão load lin mode
e
região -n

Difusão n+
Metalização
A absorção na camada de deplexão tem como
consequência o fluir de corrente através do
Terminal
fotodiodo e se o diodo estiver polarizado
inversamente, será induzido um fluxo considerável
de corrente.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 144
Automação Industrial: Sensores de temperatura

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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Funcionamento – Detectores Quânticos
Sensores de Temperatura à base semicondutores sensíveis ao espectro IV.

16 InGaAs PIN photodiode


Near Infrared (NIR) spectrophotometers
InGaAs PIN photodiode

MLX90614 chip

Detectores Quânticos
Conversão directa de fotões em sinal eléctrico. Detectores
fotocondutores: a absorção de fotões resulta num aumento da
condutividade do material.

Infrared receiver diode

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 145


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Alinhamento
 Pirómetros são muitas vezes equipados com um telescópio de alinhamento ou com lasers
que, ou são incorporados ou inseridos na parte frontal do dispositivo. O feixe de laser
permite ao utilizador apontar para o ponto de medição ainda mais rapidamente e com
precisão, o que favorece consideravelmente as aplicações do dispositivo de medição de IV.
Em particular, é muito útil a vista sobre a zona de medida com um laser para a medição de
objectos em movimento e em condições pouca luz.
 Podemos distinguir entre as seguintes configurações de apontadores laser:
1. Feixe laser com um “offset” em relação ao eixo óptico
Este é o modelo mais simples, especialmente para dispositivos com baixa resolução óptica
(para medição grandes de objectos). O ponto de laser visa aproximadamente o centro do
objecto de medição, mas há um erro perceptível a pequenas distâncias.
2. Feixe laser coaxial
Este feixe de laser sai do centro da óptica e mantém-se ao longo do eixo óptico. O centro do
ponto de medição é precisamente marcado em qualquer distância de medição.
3. Laser Duplo / Twin
Laser com dois pontos de mira pode ser utilizado para mostrar o diâmetro do ponto de
medição ao longo de uma longa distância. Com isso, o utilizador não necessita de adivinhar
o tamanho do diâmetro ou calcular previamente…
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 146
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Alinhamento
4. Mira laser Circular com offset
Este dispositivo é a solução mais simples para não só mostrar a localização da área de
medição, mas também o tamanho e forma exterior do mesmo. A superfície de medição está
dentro do círculo laser a partir de uma certa distância mínima em diante. O fabricante calcula
o círculo laser a ser maior do que o ponto de medição real, a fim de reduzir o erro de
paralaxe. Consequentemente, o utilizador tem de garantir que o círculo laser é preenchido
pelo objecto para ter uma medição correcta.
A mira laser circular com offset, tem uma marca circular que é maior do que o ponto de
medição real, o qual é, em seguida, situado no interior do círculo a laser a partir de uma
certa distância de medição…

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 147


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Alinhamento
5. Mira laser coaxial de 3 pontos de precisão (Dimension True)
Um feixe de laser é dividido para projectar três pontos laser brilhantes numa linha que
permite ao utilizador marcar claramente as dimensões do local de medição de todas as
distâncias e ângulos de medição. O ponto laser do meio, sempre mostra o centro do alvo,
enquanto que os dois outros pontos marcam o diâmetro do ponto de medição.
Além disso, a posição dos pontos exteriores pode ser usada para indicar a distância para o
menor tamanho de ponto possível. Quando os pontos exteriores alinharem na vertical ou na
horizontal, é indicada a distância para o ponto menor tamanho (focal).

Ponto Focal

Anel com prismas

No ponto focal os três


pontos mostram o menor
tamanho do “spot”
Elemento difractivo

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 148


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Alinhamento

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 149


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação: Detectores de radiação térmica
Vantagens:
 O dispositivo pode ser usado para medir a temperaturas muito elevadas, sem contacto
directo com a fonte de calor (metal fundido)..
 A maior vantagem é que a lente óptica pode ser ajustada para medir a temperatura de
objectos que são menores 1/15 polegada de diâmetro, e que são mantidos a uma distância
relativamente longa do dispositivo de medição..
 O campo de “visão” do dispositivo é mantido com a construção dos componentes do
instrumento, tais como as lentes e espelhos curvos.
 Medição de temperaturas de -32ºC até 3000ºC.
 Erro do 1% ou 2%.

Desvantagens:
 Custo elevado.
 Necessita conhecer emissividade do corpo.
 Pode ter interferências do meio ambiente.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 150


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de radiação

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 151


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro Óptico: Principio de funcionamento
 Tem como princípio básico utilizar o olho do operador para comparar o brilho de um objecto
quente com o brilho de um filamento de lâmpada dentro do instrumento. Pode também ser
utilizada uma chama para comparação. O operador modifica a corrente no filamento até que
este tenha o mesmo brilho que o objecto e então usa uma escala graduada e calibrada para
medir a temperatura. Lâmpada padrão
Lente Lente Objectiva
Visor

Filtro Vermelho Bateria Tela de Absorção


(0.65m)
Amperímetro

Reóstato

 É um método mais barato que pode ser utilizado, todavia, como o sistema funciona utilizando
o olho humano, as radiações do espectro que podem ser comparadas são bastante limitadas,
compreendendo somente a faixa do visível, de forma que o corpo precisa estar quente o
suficiente para emitir com comprimentos de onda entre 400 e 700 nanómetros.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 152
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro Óptico: Principio de funcionamento - ajustamento

  

 O filamento está escuro, o que indica que está mais frio que a fonte de calor.

O filamento está brilhante, o que indica que está mais quente que a fonte de calor.

O filamento desaparece, o que indica há igualdade entre o filamento e a fonte de


calor.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 153
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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro Óptico: Funcionamento e características
 O pirómetro óptico é portátil e opera como uma câmara de filmagem. Um foco ajustável
permite ao operar focalizar a imagem na fonte cuja temperatura se quer medir. O filamento
da lâmpada padrão é colocado no mesmo plano da imagem, de modo que os dois
aparecem sobrepostos quando vistos através do olho.

É usado o balanço nulo, com um reóstato, movendo um dial de calibração, para variar a
corrente através da do filamento da lâmpada padrão até que ela desapareça no campo da
temperatura desconhecida.

 A faixade aplicação do pirómetro óptico manual é limitada inferiormente a 760oC, pois há


emissão insuficiente de luz visível para uma comparação precisa abaixo deste valor. À
temperatura de 1320oC a imagem torna-se brilhante demais para se olhar, porém os filtros
permitem a medição de temperaturas até de 3500oC.

O uso do olho humano como detector restringe a precisão, pois o olho responde
simultaneamente à cor e ao brilho e não responde directamente à energia, sendo a decisão
subjectiva pois os dois olhos não são absolutamente iguais e não se pode calibrar o olho
humano…

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 154


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro Óptico:

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 155


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro Óptico:
Vantagens:
 Leve.
 Portátil.
 Precisão razoável.

Desvantagens:
 Requer o ajuste manual pelo operador.
 Não se aplica a alarmes, registo ou controlo.
 Só pode ser usado em temperaturas relativamente altas, onde se tem muita energia visível.
 Está sujeito a erros de emissividade inerentes ao pirómetro e do observador.
 Deve ser conhecida a relação entre tamanho do alvo e distância do pirómetro.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 156


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro de fibra óptica:
O grupo de sensores conhecidos como termómetros de fibra óptica geralmente refere-se aos
dispositivos de medição temperaturas mais elevadas, em que é utilizada a física radiação de
corpo negro. Os termómetros de fibra óptica ou sensores de temperatura de fibra óptica são
basicamente tubos de luz que são utilizados principalmente para a medição da temperatura
em situações complexas.
Os sensores são construídos exclusivamente por finas fibras de vidro. Fazem uso do
mesmo tipo de fibra que é usado em sistemas de comunicação, e que também são usadas
como meio de comunicação entre o sensor e a unidade de processamento de sinal noutros
tipos de termómetros.
Existem basicamente duas abordagens por meio do qual se pode facilmente medir a
temperatura. Eles são:

Usando Interferência de Fase.


Usando deformação da fibra .

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 157


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro de fibra óptica:
Usando Interferência de Fase.
A Medição de temperatura com fibra óptica usando esta técnica está mostrada na figura
seguinte.
Fibra Óptica Camada transparente sensível à Metal
temperatura

Diferença de fase entre dois feixes reflectidos

 O material utilizado para a detecção da temperatura é aplicado directamente na


parte clivada da fibra óptica. A camada transparente sensível à temperatura
também está lá presente. Assim, a luz de entrada será reflectida de volta em duas
partes. Ao medir a diferença de fase entre os dois feixes de luz reflectidos, pode-
se facilmente determinar a temperatura.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 158
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro de fibra óptica:
Usando Interferência de Fase.
A construção da sonda de fibra óptica típica é mostrada na páginas anterior. Ao estimular
uma variedade de materiais como sensores de fósforos, semicondutores ou cristais líquidos
através das ligações de fibra óptica, pode-se facilmente medir temperaturas alvo na gama de
100 °C a 400 °C.

O sistema de medição de temperatura activo envolve a cabeça de detecção contendo


fósforo luminescente ligado na ponta de uma fibra óptica. Uma fonte de luz pulsada a partir
do conjunto de instrumentos excita a substância fluorescente de luminescência e a
velocidade de decaimento da luminescência é dependente da temperatura.

Este tipo de arranjo permite executar adequadamente medições de temperatura em alvos


com superfícies aquecidas não-brilhantes com a temperatura a mais de 400 °C.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 159


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro de fibra óptica:
Usando deformação da fibra .
 Nesta técnica emprega-se um mecanismo de detecção de temperatura convencional com
tira bimetálica, como mostrado na figura, para a deformação da fibra óptica. Esta
deformação ou flexão da fibra, deve ser suficiente para produzir uma diferença
considerável.
Fibra deformada Grampos

Tira bimetálica

Fibra óptica

Suportes rígidos

Como o custo dos sensores de temperatura de fibra óptica é muito alto, eles só são
utilizados em situações em que a sua utilização é de inegável interesse e que vale a pena
o investimento.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 160


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro de fibra óptica:
 Os Pirómetro de fibra óptica são usados em aplicações que envolvem
interferência de fortes campos eléctricos ou magnéticos. Isto faz com que seja
possível colocar o sistema electrónico sensível, fora da zona de perigo. Típico
destas aplicações são de aquecimento por indução e soldadura por indução.

 Uma vez que as próprias fibras ópticas não contêm componentes electrónicos, a
temperatura de funcionamento pode ser significativamente aumentada sem a
necessidade de refrigeração. A temperatura padrão de uso é de 200 °C, com a
temperatura mais alta possível até 300 °C. Os custos de instalação e de operação
contínua por ponto de medição são baixos, uma vez que não é necessária
nenhuma refrigeração a água.

 Nos dispositivos modernos, é possível substituir o cabo fibra óptica e óptica sem
necessidade de recalibração. Basta introduzir um número de calibração de fábrica
com vários dígitos. Fibras ópticas estão disponíveis para comprimentos de onda
de 1 m e 1,6 m.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 161


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro de fibra óptica:
Um pirómetro fibra óptica consiste em 3 partes:
 1 cabeça óptica.
1 fibra de vidro.
1 unidade de processamento de sinal.
A cabeça óptica possui apenas a óptica e nada de electrónica. O
conversor é o detector estão na unidade de processamento de sinal. A fibra óptica faz a
ligação.
 Pirómetros de fibra óptica podem ser classificados como dispositivos de banda larga, banda
estreita, ou de razão.

 Estes dispositivos utilizam uma fibra óptica (guia de luz) para dirigir a radiação até ao
detector.

 É basicamente usado onde o campo de visão para o alvo não é claro (câmara de pressão).
 A resposta espectral das fibras é de cerca de 2 mícrons, e por isso é útil para medir as
temperaturas de objectos a partir de 100 °C.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 162


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro de fibra óptica:
 Em fibra óptica, a radiação captada é transmitida pela reflexão interna
total. A camada interna é chamada de núcleo e a camada externa é
revestimento. Por conseguinte, o sinal pode ser transmitido sem
qualquer perda. A fibra óptica pode ser de uma única fibra (monofibra)
ou multifibra.

A comparação entre uma fibra única e multifibras é a seguinte:


Quebra na fibra mono, pode ser imediatamente detectada, diferente no caso de
multifibras.
Não há desgaste no revestimento para fibra mono mas em multifibras o
revestimento individual de cada fibra pode ficar danificado devido ao atrito entre
eles.
A fibra óptica multifibra é relativamente menos cara e também o seu raio de
curvatura é menor, torna-a útil em muitas aplicações.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 163


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro de fibra óptica: Pirómetro de relação de 2 cores
Neste aparelho existem dois sensores que recebem radiação de diferentes comprimentos
de onda (de cor diferente, portanto). A radiação proveniente do corpo é focada por uma lente
objectiva, sendo depois dividida para os dois sensores por um espelho quente (ou frio). Um
espelho quente é um espelho que reflecte a radiação de comprimento de onda maior e
transmite a radiação de comprimento de onda menor; o espelho frio funciona ao contrário. A
ilustração esquemática deste pirómetro. É a seguinte:

Sensor
2
Lente
objectiva
Filtro 2 Sensor
Alvo 1

Espelho Filtro 1
O rácio de energia medido entre os dois comprimentos de
onda é, em seguida, convertido num valor de temperatura.
Este método de medição permite aos pirómetros de relação
compensarem a variação de emissividade em campos de visão
parcialmente com obstruções ópticas.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 164
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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro de fibra óptica: Pirómetro de relação de 2 cores - Características
Os Pirómetros de relação (ou de 2 cores) podem medir a temperatura quando:
1. O alvo é menor do que o “spot” ou está em constante mudança no tamanho (mais
frio do que o fundo-alvo).
2. O alvo move-se através do “spot” dentro do tempo de resposta.
3. A linha de visão para o alvo é restrita (poeira ou outras partículas, vapor ou fumaça).
4. Alterações de emissividade durante a medição.
5. O factor de atenuação fornece informações adicionais sobre a processo tecnológico,
ou pode ser usado como um alarme no caso de maior contaminação das lentes ou
visores.
Existem dois tipos de tecnologias de pirómetros de relação, a tecnologia de duas cores utiliza
um detector de sanduíche para um conjunto fixo de comprimentos de onda.
 A tecnologia de dois comprimentos de onda usa um único detector com dois comprimentos
de onda únicos e seleccionáveis, que permite todos os benefícios de um pirómetro de duas
cores, além de alguns recursos adicionais significativos.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 165


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro de fibra óptica: Pirómetro de relação
Pirómetros de 2 cores
 Comprimento de onda de uso geral ;
 Compensa emissividade variável e obstrução óptica ou desalinhamento modestos;
 Usado quando há um caminho claro entre a óptica do pirómetro e alvo;
 Para medir temperaturas acima de 1100ºF / 600ºC.
 Ideal para materiais ferrosos uniformemente aquecidos e sem escala.

Pirómetros de 2 comprimentos de onda


 Comprimentos de onda devidamente seleccionados ;
 Compensa emissividade variável, temperatura gradiente e obstrução óptica ou
desalinhamento severos;
 Comprimento de onda pode ser seleccionado para visualizar através de água, vapor,
chamas, plasma, etc.
 Para medir temperaturas acima de 200ºF / 95ºC;
 Melhores escalas de tolerância a gradientes de temperatura e de interferência não-cinza
(20x menos erros), devido a uma maior separação entre os comprimentos de onda…

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 166


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros de fibra óptica:

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 167


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro de fibra óptica:
Características principais das fibras ópticas:
 Exibem micro flexão e efeitos interferometria;
 Submetem-se a mudança no índice de refracção e comprimento da fibra;
 Demonstram mudança na polarização e efeitos de difracção de grelha;
 Também sofrem o efeito de Sagnac quando a luz viaja geralmente em torno de um
circuito em direcções diferentes, que pode ser utilizado para detectar a rotação e
alteração do índice de refracção e comprimento de fibra;
 Não é afectada por interferência electromagnética (EMI) de grandes motores,
transformadores, máquinas de soldar e semelhantes;
 Não é afectada por interferências de rádio frequência (RFI) de comunicações sem fio e
actividade de relâmpagos;
 Pode ser focada para medir locais pequenos ou precisos:
 Não conduz ou conduzirá corrente eléctrica (ideal para locais com perigo de explosão);
 O cabos de fibra podem ser instalados em condutas existentes, esteiras, ou tubagens,
alguns podendo suportar temperaturas até mais de 300oC…

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 168


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetro de fibra óptica:
Aplicações dos pirómetros de fibras ópticas:
 Sensor de temperatura em regiões perigosas e inseguras, onde o uso de sensores de
temperatura convencionais não é viável;
 Medições de temperatura em caso á base de metais de e produção de vidro;
 Medição de temperatura em queimadores de caldeiras com chamas , tubos e áreas
vitais de turbinas.
 Indústrias de semicondutores para as actividades envolvendo fusão, pulverização
catódica, e crescimento de cristais;
 Todos os tipos de fornos;
 Processos de sinterização;
 Operações automatizadas de soldagem;
 Ações de processamento na indústrias de cimento, refractários e químicas que
envolvem altas temperaturas;
 Processamento de plásticos, fabricação de papel e actividades de processamento de
alimentos que envolvam baixas temperaturas;
 Medicina, terapia laser….etc
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 169
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros
Aplicações
Segurança - Localização de incêndios
Materiais perigosos .
Defeito em transformadores .
Busca e salvamento.
Foco de calor em Cinzas (durante o rescaldo).
Manutenção de equipamentos.
Alimentos - Temperaturas nas áreas de armazenamento e serviço
Temperaturas de refrigeração, cozimento e lavadoras.
Transporte de alimentos.
Processos de fabricação
Metais e tratamento térmico.
Impressão, papel e recuperação de cal.
Vidro.
Cura e secagem de pinturas.
Alimentos.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 170


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros
Aplicações
Aquecimento, Ventilação, Ar - Condicionado e Refrigeração (HVAC/R)
Vazamento de dutos.
Termostatos.
Temperatura ambiente.
Sistemas de distribuição de vapor.
Linhas de compressores.
Balanceamento de temperatura.
Manutenção de Fábricas e Instalações
Manutenção preventiva e preditiva.
Auditorias de energia.
Programas de manutenção de veículos e frotas.
Conexões eléctricas.
Áreas classificadas.
Motores, bombas e mancais .

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 171


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Pirómetros
Aplicações
Transporte terrestre e aéreo
Vazamento de dutos.
Falhas de cilindros.
Sistemas de refrigeração de motores.
Freios e mancais.
Conversores catalíticos.
Sistemas hidráulicos
Automação e Controlo
Combate a incêndios
Redes de distribuição de energia electrica….

…..E muito…. Muito mais!

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 172


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Vantagens:
Não é necessário qualquer contacto com o produto;
Os tempos de resposta tanto ou mais rápidos que termopares;
Sem a corrosão ou oxidação para afectar a precisão do sensor;
Boa estabilidade ao longo do tempo;
Alta repetibilidade.

Desvantagens:
Custo inicial elevado;
Maior complexidade – é necessária electrónica de apoio ;
Variações de emissividade podem afectar a precisão da medição de temperatura;
Campo de visão e tamanho de ponto podem restringir a aplicação do sensor;
A precisão de medição pode ser afectada por poeira, fumaça, radiação no meio ambiente.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 173


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Imagem térmica sem contacto e Termografia
 O calor é uma forma de energia. A energia térmica é armazenada na matéria (tudo à nossa
volta), assim como a energia eléctrica é armazenada numa bateria. Um objecto que não
contém nenhuma energia de calor é muito frio, e diz-se que está á temperatura de zero
absoluto (-460 F ou -273 oC). Esta é a temperatura mais fria que pode estar qualquer coisa,
porque contém absolutamente zero de energia térmica. Como o calor é adicionado ao
objecto, a sua temperatura sobe. Quanto mais energia de calor um objecto contém, mais
quente fica!...
 Como vimos anteriormente, a energia infravermelha é emitida como resultado da vibração
atómica e molecular. Quando o objecto está frio estas vibrações são relativamente lentas e a
quantidade de energia libertada é relativamente pequena. Quando um objecto fica mais
quente, a frequência das vibrações aumenta e a quantidade total de energia infravermelha
aumenta significativamente. A frequência das vibrações está relacionada com o
comprimento de onda da energia produzida. Quanto mais elevada for a frequência, mais
curto é o seu comprimento de onda.
 Em geral, para a maioria dos materiais, a energia de infravermelhos não é emitida numa
única frequência ou comprimento de onda, mas ao longo de uma gama de comprimentos de
onda pertencentes a um padrão de distribuição similar a uma curva de forma de sino
desequilibrada.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 174
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Termografia…Espectro infravermelho (IV)

Próx.

O espectro de infravermelho é dividido em infravermelho próximo, infravermelho


curto, infravermelho médio e infravermelho distante ou longos.
infravermelho próximo (NIR)- (0.75-3 μm),
infravermelho médio(3-6 μm),
infravermelho distante(6-15 μm),
infravermelho extreme (15-100 μm).
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 175
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Termografia
1300oC

Radiância espectral (W/cm2/ m)


Como pode ser visto na figura ao lado, em 1200
qualquer comprimento de onda aumenta a
1100
quantidade de energia infravermelha com
um aumento da temperatura; No entanto, 1000
o comprimento de onda do pico de 900
800
emissão é maior para os objectos de 700
temperatura mais baixa e mais curto para
os objectos de maior temperatura.

Comprimento de onda (m)

Em termos gerais, a quantidade total de energia infravermelha emitida por um


objecto é proporcional à temperatura elevada à quarta potência. Portanto, uma
alteração relativamente pequena na temperatura pode representar uma mudança
relativamente grande na energia infravermelha. Por esta razão, os termómetros de
infravermelhos podem ser altamente precisos…

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 176


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Termografia…Princípios
Radiação térmica:- Lei da distribuição espectral de Planck:
8hc 1 Lei de Wien para a máxima emissão:
I ( , T )  . u
 5
e hc / kT  1 max 
T
 Todos os objectos emitem radiação infravermelha de acordo com a temperatura à qual eles
estão. Quanto mais quente estiver um objecto, maior será a intensidade da radiação e o
comprimento de onda emitido na qual a radiação é emitida ao máximo, irá tornar-se cada
vez mais pequeno (que é descrito pelas leis de Planck e Wien).
 A figura à direita mostra um exemplo que esclarece isto. Uma haste de
metal aquecido por um indutor em espiral. A parte da barra que está fora
do indutor, está fora efeito de aquecimento, e por isso tem a cor do
metal. Quando nos aproximamos da parte da barra que está sendo
aquecida a cor da barra muda para vermelho e depois para amarelo, ou
seja, o seu comprimento de onda diminui. A barra não muda de cor, ela
ainda tem a cor do metal, mas começa a emitir radiação de calor, parte
da qual cai no espectro visível.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 177
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Termografia…Princípios
Uma chávena de café quente emite radiação térmica. Essa
radiação não podem ser detectada com os nossos olhos porque
tem um comprimento menor do que o comprimento de onda do
espectro visível, no entanto, se sente com a mão, mesmo sem
tocar na chávena.
Se colocássemos a chávena num forno e elevássemos a temperatura a uns mil
graus, então veríamos que se tornava vermelha ou amarela (assumindo que o
material chávena suportasse essas temperaturas, o café claramente seria
vaporizado).
O espectro de infravermelho é dividido em infravermelho próximo, infravermelho
curto, infravermelho médio e infravermelho distante. Uma dessas subdivisões,
que é usado em câmaras térmicas de combate a incêndios é o infravermelho
distante. Isto é assim por duas razões principais: em primeiro lugar, a maioria das
emissões de objectos com temperaturas entre 20 e 2000oC queda dentro do
infravermelho distante, e as outras subdivisões não podem penetrar tão
facilmente o fumo.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 178
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Termografia…Princípios
Termometria – é a parte da física que estuda as medidas de temperaturas e os efeitos
provocados pela sua variação.
 A Termometria de radiação pode ser estendida para medir não apenas a temperatura num
pequeno ponto numa superfície, mas sim construir uma imagem bidimensional de uma
grande área da superfície ou mesmo completa.
Termografia: é uma técnica que permite mapear um corpo ou uma região com o intento de
distinguir áreas de diferentes temperaturas, sendo portanto uma técnica que permite a
visualização artificial da luz dentro do espectro infravermelho.
Imagem infravermelha:- É um tipo de imagem que utiliza a luz de comprimento de onda
do espectro acima do visível. O infravermelho activo envia um feixe de luz infravermelha e
reúne as ondas reflectidas para formar uma imagem numa tela ou num par de óculos. O
filme IV é sensível aos infravermelho (IV) de radiação na imagem térmica de 250 °C a 500
°C
imagem térmicas: - É um tipo de imagem que determina a imagem com base na
temperatura absoluta do objecto. A imagem é formada com base na assinatura de calor do
objecto, dispositivos térmicos gravam as assinaturas térmicas atuais dos dispositivos com
base em seu padrão de calor e não precisam de um feixe como os dispositivos de IV
activos. A faixa do termovisor é de aproximadamente -50 °C a mais de 2.000 °C.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 179
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Termografia…Princípios
Processamento de imagem: É qualquer forma de processamento de sinal para
o qual a entrada é uma imagem, como uma fotografia ou frame de vídeo e a
saída pode ser tanto uma imagem ou um conjunto de características ou
parâmetros relacionados com a imagem.
As cores para a ciência da comunicação, estão divididas em dois modelos de
cores principais que são RGB e CMYK.
 RGB - Um modelo de cores aditivas em que vermelho, verde e azul são
combinadas em diversas maneiras para reproduzir uma variedade de
cores. O branco é a combinação "aditiva" de todas as luzes coloridas
preliminares
CMYK

 CMYK - modelo de cores subtractivo refere-se ás quatro tintas usadas na


impressão a cores: ciano, magenta, amarelo e chave (preto) o modelo
CMYK é chamado subtractivo porque as tintas "subtraem" o brilho do
branco.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 180
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Termografia…Condicionantes Físicas e Tecnológicas

 Emissividade espectral: Conveniente usar a banda onde a emissividade é mais elevada –


onda larga.

 Contraste térmico: A onda curta tem uma sensibilidade 2,2 vezes superior à onda larga.

 Reflexão: A onda curta capta melhor as reflexões solares enquanto que a onda larga
é mais sensível a radiações de baixa temperatura.

 Absorção atmosférica: Pouca influência a distâncias curtas. Para distâncias longas é


melhor a transmissão na onda larga. Para atmosferas muito húmidas e quentes a
transmissão é superior em onda curta.

 Detectividade: Precisão de medida:- Os sensores de onda curta têm uma detectividade 7


vezes superior aos dos utilizados em onda larga.

 Precisão de medida: Os sensores de onda curta têm uma detectividade 7 vezes superior
aos dos utilizados em onda larga. Ambos têm alta precisão, mas as onda curtas são
menos sensíveis a variações de , distância e temperatura ambiente, proporcionando
maior precisão nestas situações.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 181
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Termografia… Caracterização de um sistema de termografia
Sensibilidade: Representa a menor diferença de temperatura que pode ser medida ou
detectada, sendo especificada por:
NETD (Noise Equivalent Temperature Difference).
 MDT (Minimum Detectable Temperature).
Resolução geométrica: Indica a dimensão do objecto mais pequeno que o sistema é capaz
de reconhecer, sendo especificada por:
SRF (Slit Response Function).
MRTD (Minimum Resolvable Temperature Difference)
Os Termómetros infravermelhos vs Câmaras de imagem térmica
 Os Termómetros Infravermelhos (IV) são fiáveis e muito úteis para leituras de temperatura
num único ponto, mas, para a digitalização de grandes áreas, é fácil perder partes críticas
como fugas de ar, áreas com isolamento insuficiente, ou intrusão de água.

 A FLIR (Forward Looking Infra-Red), câmara de imagem térmica pode digitalizar prédios
inteiros, aquecimento e instalações de climatização. Ela nunca perde uma área de
problema potencial não importa quão pequeno seja.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 182


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Termografia… Caracterização de um sistema de termografia
Factores que influenciam a medição da temperatura
Factores externos:
Nestas condições a energia, I, que alcança o “scanner” é dada por
Objecto I  I p   (1   ) I a  (1  ) I at
Atmosfera

Ambiente

Ip – Energia que seria emitida pela superfície considerada como um corpo negro.
Ia – Energia emitida pelo meio envolvente.
Iat – Energia emitida pela atmosfera.
 - Factor de emissividade da superfície.
- Coeficiente de transmissividade da atmosfera.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 183
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Termografia…História
A imagem térmica é a técnica de usar o calor emitido por um objecto para
produzir uma imagem dele ou para localizá-lo em ambientes sem luz ambiente e
pode penetrar obscurantistas, tais como fumaça, nevoeiro e neblina. Esta
tecnologia, primeiro desenvolvida para fins militares no final dos anos 1950 e
1960 pela Texas Instruments, Hughes Aircraft e Honeywell em tecnologias de
misseis antiaéreos, reconhecimento aéreo e de satélites, depois visão nocturna e
miras infravermelhas…

… foi, nos últimos anos, cedida para aplicações civis e comerciais, sendo usada
no combate ao fogo, sistemas de vigilância, aplicações industriais de
manutenção, segurança, transporte, médico, e muitas outras indústrias!...

O primeiro sistema de termografia por infravermelhos, disponível no mercado,


capaz de produzir uma imagem térmica em tempo real, ocorreu em 1966.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 184


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Termografia…História
No início, a maior parte dos equipamento utilizados, precisava de ser arrefecido a
temperaturas muito baixas, para melhorar a sua sensibilidade uma vez que o seu
próprio calor poderia interferir ma medição e daí que a sua portabilidade era
muito limitada.

Na década de 1980 foram desenvolvidos novos sensores de estado sólido, como
Bário Titanato de Estrôncio (BST chamado por sua sigla em Inglês) e os
microbolómetros. Estes detectores foram os primeiros que não exigirem
refrigeração criogénica para boa sensibilidade, o que abriu possibilidades para o
seu uso portátil.

Após 1992, parte da tecnologia desenvolvida até então no domínio militar foi
libertada e assim começou a corrida para oferecer câmaras que atendam às
necessidades das actividades, tais como combate a incêndios e combate ao
crime, e aplicações industriais…

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 185


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Imagem Térmica …
 Muito antes do ser humano descobrir … já a natureza evoluíra… Algumas serpentes
podem perceber diferentes intensidades de calor provenientes de corpos de “sangue
quente” e a distância da emissão, por meio de um sistema termossensível existente em
ambos os lados das suas cabeças, entre a narina e o olho, conhecido como fosseta loreal.
Trata-se de um sistema de visão sem usar os olhos (já que de visão propriamente dita as
serpentes são quase cegas). Desconhece-se o alcance deste sistema térmico para criar
imagens no cérebro destas serpentes… mas … funciona!
Objecto á esquerda estimula Membrana censora de calor
o pit do lado esquerdo.

Objecto á direita estimula o


pit do lado direito.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 186


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Câmara Térmica…Funcionamento
 Então, uma câmara térmica é um dispositivo capaz de detectar a radiação térmica a partir
de uma cena e, em seguida, converter os diferentes valores para uma imagem.

 Funciona em ambientes sem luz ambiente e pode penetrar em meios obscurantistas, tais
como fumaça, nevoeiro e neblina.

 As câmaras termográficas usam um detector chamado de microbolómetro para sentir a


energia térmica. Os microbolómetros são compostos de uma matriz de pixels que são feitas
de uma variedade de diferentes materiais, mais comuns, como o silicone amorfo e o óxido
de vanádio. Quando a energia térmica emitida por um objecto que atinge o material, o
material é aquecido, mudando a sua resistência eléctrica. Esta resistência pode então ser
medida e traduzida em um valor de temperatura. Um termograma é então produzido pela
atribuição das cores ou tons de cada um desses valores de temperatura.

 Normalmente a natureza é em escala cinza, objectos negros são frios, objectos brancos
são quentes e a profundidade da cinza indica variações entre os dois. Algumas câmaras
térmicas, no entanto, adicionam cor às imagens para ajudar os utilizadores a identificar os
objectos em diferentes temperaturas. … mas graduada por intensidades!

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 187


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Câmara Térmica…Funcionamento - Diagrama

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 188


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Câmara Térmica…Funcionamento - Diagrama
 Uma lente especial (óptica) focaliza a luz infravermelha.
 A luz focalizada é varrida por elementos detectores infravermelhos.
Os elementos detectores criam um padrão de temperatura muito detalhado chamado
termograma (traduzido em impulsos eléctricos e enviam para o processador de sinais).

No processador de sinais


os impulsos são
Detector IV Processador traduzidos em informação
(uncooled) de sinal a partir dos elementos em
dados para o display.
Ópticas

Energia IV
Cena
Vídeo Monitor
Digital display
Detectando a diferença de
temperatura entre o fundo e os
objectos em primeiro plano.

A unidade de processamento de sinal envia a informação para o ecrã.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 189


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Câmara Térmica…Modernos detectores: - Thermal Light Valve pixel
 A Radiação IV de longo comprimento de
onda é absorvida pela válvula de luz  Oaquece
pixel está termicamente isolado e
térmica do pixel em resultado da absorção da
radiação.

Radiação IV de longo
comprimento de onda
(~10 m) vinda da cena
Luz laser
de 0.8 m

 O chip tem um filtro óptico


de banda estreita para
 Oressonante
comprimento de onda
NIR, altera em
cada pixel .
 A quantidade de luz NIR reflectida pala
função do aumento de traseira do pixel para o gerador CMOS
temperatura. de termograma altera-se…
http://www.photonics.com

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 190


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Câmara Térmica…Funcionamento
 Uma lente especial focaliza a luz infravermelha emitida por todos os objectos em vista.
 A luz focalizada é varrida por uma matriz de elementos detectores de infravermelhos. Os
elementos detectores criam um padrão de temperatura muito detalhado chamado
termograma. Leva apenas cerca de um trigésimo de segundo para a matriz obter a
informação de temperatura e fazer o termograma. Esta informação é obtida a partir de
vários milhares de pontos no campo de visão do conjunto de detectores.
 Cada um dos milhares de elementos detectores (12.280 / 19.200 / 76.800 sensores), em
cada pixel, contem um valor de temperatura específico. O gerador de imagens ou
termograma, através da utilização de um conjunto de algoritmos complexos, atribui cores
específicas que correspondem exactamente ao valor da temperatura encontrada nas
coordenadas XY específicas do termograma.
 O termograma criado pelos elementos detectores é traduzido em impulsos eléctricos.
 Os impulsos são enviados para uma unidade de processamento de sinal, com um chip
dedicado, que traduz a informação dos elementos dados, para exibição num display.
 A unidade de processamento de sinal envia a informação para o ecrã, onde ela aparece
como várias cores, dependendo da intensidade de emissão de infravermelhos. A
combinação de todos os impulsos a partir de todos os elementos cria a imagem térmica.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 191
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Câmara Térmica…Funcionamento
 Os sensores podem detectar mudanças de
temperatura tão pequenas como 0,2oC.

YYY Elements
É como ter milhares de termómetros de
infravermelhos num único instrumento.

120
 A diferença de temperatura mínima que
uma câmara termográfica pode medir é
chamada de Sensibilidade Térmica ou
Noise Equivalent Temperature Difference
(NETD).
 Algumas câmaras guardam uma imagem
simples, que na verdade não contêm 160
XXX Elements
quaisquer medidas.
 As câmaras totalmente radiométricas armazenam as medidas reais de
temperatura que podem ser analisadas posteriormente num PC.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 192


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Câmara Térmica…Funcionamento – 320/240 vs 160/120 de resolução
320/240 160/120

76.800 pixéis mostram detalhes


19.200 pixéis
adicionais de pequenos pormenores
 Câmaras de imagens feitas com matrizes de 160/120 são menos caras, mas são
adequadas o suficiente para a maioria dos utilizadores / aplicações…
 As câmaras com matrizes 320/240 têm quatro vezes mais pixéis e se elas têm as mesmas
dimensões globais (display),e todas as outras coisas são iguais, terá quatro vezes mais
detalhe.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 193
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Câmara Térmica…Funcionamento – Futura análise em PC
Local
Alteração da Emissividade
Ajuste da temperatura ambiente

Insira as medições de
precisas do ponto ou MIN /
MAX / medições média da
área
Ligar grade da temperatura

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 194


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Câmara Térmica…Funcionamento - Blocos

http://www.thermoteknix.com/products/oem-thermal-imaging/miricle-thermal-imaging-modules/

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 195


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Câmara Térmica…Funcionamento – Blocos final

http://www.thermoteknix.com/products/oem-thermal-imaging/miricle-thermal-imaging-modules/

 Com as modernas matrizes de detectores, é possível produzir um mapa de temperatura


com uma resolução típica de 380 por 290 pixels. Normalmente a natureza é em escala
cinza, objectos negros são frios, objectos brancos são quentes e a profundidade da cinza
indica variações entre os dois. Algumas câmaras térmicas, no entanto, adicionam cor às
imagens para ajudar os utilizadores a identificar os objectos em diferentes temperaturas. …
mas graduada por intensidades!

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 196


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Câmara Térmica…Funcionamento – Portátil (de mão)
Botão de gravação
Botões de uso fácil rápida/playback

Punho robusto
ergonomicamente projectado

Display de alta resolução


Menu de controlo simples

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 197


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Câmara Térmica…Funcionamento – imagem Térmica

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 198


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Tipos de Dispositivos de imagens térmicas
 A maioria dos dispositivos de imagens térmicas digitalizar a uma taxa de 30 vezes por
segundo (frames). Podem detectar temperaturas que variam entre -20oC a 2000oC), e
podem normalmente detectar mudanças de temperatura de cerca de 0,2oC.
 Existem dois tipos comuns de dispositivos de imagens térmicas:
 Non-refrigerados - Este é o tipo mais comum de dispositivode imagens térmicas. Os
elementos detectores de infravermelhos estão contidos numa unidade que opera à
temperatura ambiente. Este tipo de sistema é completamente silencioso, activa de
imediato, e tem uma bateria interna.
 Criogenicamente refrigerados - Mais caros e mais susceptíveis a danos causados por uso
acidentado, estes sistemas têm os elementos selados dentro de um contêiner que está
refrigerado a 0oC. A vantagem de um tal sistema é a resolução e sensibilidade incrível que
resultam do arrefecimento dos elementos. Os sistemas refrigerados criogenicamente
podem "ver" uma diferença tão pequena quanto 0,1oC a partir de mais de 300m de
distância, que é o suficiente para dizer se uma pessoa está armada ou não, a essa
distância!
 Ao contrário da maioria dos equipamentos de visão nocturna, que utilizam uma tecnologia de
melhoramento de imagem, a imagem térmica é melhor para a detecção de pessoas ou trabalhos na
escuridão quase absoluta com pouca ou nenhuma iluminação ambiente (ou seja, estrelas, luar, etc,)

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 199


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Tipos de Dispositivos de imagens térmicas: Mecanismos de refrigeração

 Aumentam a sensibilidade do sensor.


 Minimizam a emissão do próprio sensor
 Azoto líquido: método simples mas em desuso.
Termoeléctrico (Efeito de Peltier): podem-se atingir temperaturas na ordem dos
-70 ºC.
 Ciclo de Stirling fechado: onde se alcançam temperaturas de cerca de -196 ºC.

Outros tipos de sensores de elevada sensibilidade:


Microbolómetros (não refrigerados);
 QWIP (Quantum Well Infrared Photodetector)

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 200


Automação Industrial: Sensores de temperatura 201
Termómetros sem Contacto
O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Tipos de Dispositivos de imagens térmicas: Sistemas de varrimento

 Existem dois sistemas distintos para a formação da imagem:


 Sistema de varrimento - constituído por um único sensor e por um sistema de
varrimento óptico.
 Sistema FPA (Focal Plane Array) - em que o detector é constituído por uma
matriz bidimensional de sensores.
 Existem câmaras que trabalham em cada uma das bandas, com refrigeração
dos detectores.
Sistema de varrimento Sistema FPA
Um elevado número de sensores captam
A imagem é formada linha a linha por um
simultaneamente todos os pontos da
conjunto de espelhos giratórios.
imagem.

Tempo de integração bastante curto (5 s) Tempo de integração elevado (15 ms)

O varrimento óptico implica uma grande Os sistemas electrónicos substituem os


complexidade mecânica. sistemas mecânicos.

Sensores do tipo MCT (Mercúrio-Cádmio- Sensores compostos tipicamente por PtSi


telúrio). e InSb

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 201


Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas: - Variáveis importantes na medição de temperatura
Emissividade da superfície,
Reflectividade térmica da superfície,
Temperatura de fundo,
Capacitância térmica,
Ângulo de visão,
Carga do sistema,
Distância do alvo,
Transferência de calor,
 Condições solares e eólicas.
As definições da câmara….
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 202
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas: - Variáveis importantes na medição de temperatura
Reflexão, absorção e transmissão
 Quando a radiação IV atinge a superfície de um objecto, podem acontecer três coisas…
Alguns raios podem ser reflectidos ();
Alguns raios podem ser absorvido como calor (); 
Alguns raios podem passar através do objecto ().
 Da 1ª Lei da Termodinâmica: ++=1 =0
ρ
 Da Lei de Kirchhoff temos:
Emissividade () = Absorvidade ()

Transmissão Portanto:  +  +  = 1
A maioria dos materiais são opacos (não transparentes).
Alguns materiais são parcialmente transparente:
 Atmosfera;  Para materiais opacos  = 0,  = 1 - 
 Material das lentes IV;
 Películas finas de plástico. Esta relação é fundamental para a operação de
uma câmara termográfica.

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 203


Automação Industrial: Sensores de temperatura 204
Termómetros sem Contacto
O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas: - Variáveis importantes na medição de temperatura
Reflexão, absorção e transmissão
 Num corpo não negro, uma parte da radiação total incidente é absorvida e, por
conservação de energia, o restante é reflectido () na superfície e transmitido () através

     1
do corpo.

Corpo negro:   1,     0 Corpo transparente:   1,     0


Espelho perfeito:   1,     0

 No campo de aplicação da termografia as superfícies são na maioria das vezes opacas


ao infravermelho  =0 e a sua capacidade emissiva é constante (para T e 
considerados) e menor que 1, assim temos:

Corpo cinzento:    1

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 204


Automação Industrial: Sensores de temperatura

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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas: - Variáveis importantes na medição de temperatura
Medição da Temperatura com câmara Térmica TB

 Cada elemento detector único é focado W TT


num ponto do alvo, e recebe radiação
emitida a partir alvo W, a radiação de W
fundo reflectida pelo alvo W e a
radiação transmitida por trás alvo W.
W

 Apenas a radiação emitida W nos diz a temperatura da superfície, e a câmara de imagens


deve eliminar a radiação reflectida e a transmitida para medi-la.
O operador deve informar a câmara qual é a emissividade do alvo,
e a temperatura de fundo. Em seguida, a câmara de imagens pode calcular a
temperatura do alvo.
WTotal = WEmitida + WReflectida + WTransmitida
=T TT4+ T TB4+ 0
WTotal= T TT4 + (1 - T) TB4
T= 1 - T
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 205
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas: - Variáveis importantes na medição de temperatura
Maneiras de estimar a temperatura de fundo
Use da temperatura ambiente; Alvo
Faça imagens térmicas do fundo; Câmara
Use uma cortina de folha de alumínio para a eliminar.
Cortina de folha de
alumínio amarrotada
 A folha amarrotada de alumínio de cozinha suavizada, age como um reflector difuso
A temperatura do fundo é a temperatura da envolvente para trás e para os lados da
câmara, onde emana a radiação reflectida.
 Muitas vezes a temperatura do fundo tem pouco efeito sobre a medição da temperatura
alvo.
Emissividade alvo é alta;
Quando a temperatura alvo é maior do que o fundo…
WTotal = T TT4 + (1 - T) TB4

>
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 206
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas:
Aplicações das câmaras de imagens Térmicas:
 Monitoramento das condições térmicas de equipamentos e processos industriais.
 Inspecções a envolvente dos edifícios e as perdas de energia.
 Mapeamento térmico.
 Imagens Térmicas Digitais a infravermelha na área da saúde.
 Termografia aérea Arqueológica.
 Veterinária de imagens térmicas.
 Combate a incêndios.
 Busca e salvamento.
 Visão térmica nocturna.
 Vigilância UAV.
 Investigação.
 Controlo de processos.
 Ensaios Não Destrutivos.
 Vigilância, segurança e defesa.
 Química
 Vulcanologia….. Meteorologia…. Etc…

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 207


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas: Aplicações – Segurança em zonas de fronteiras
 Devido à sua capacidade de
detectar alvos do tamanho de um
homem em distâncias
extremamente longas, na
escuridão total e em condições
climatéricas extremas, as câmaras
de imagem térmica são
extremamente adequadas para a
vigilância das fronteiras.

 Geralmente, são utilizadas


câmaras refrigeradas em aplicações de segurança de fronteira
porque proporcionam melhor desempenho e maior alcance do que um detector não
refrigerado.

 Se o terreno for montanhoso e não permitir visualizar uma distância de 20 km, podem
também ser usadas câmaras de imagem térmica não refrigeradas na segurança das
fronteiras.

 As câmaras de imagem térmica podem ser integradas nos sistemas de radar…


18/06/2015 Por : Luís Timóteo 208
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas: Aplicações – Segurança em zonas de fronteiras

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18/06/2015 Por : Luís Timóteo 209


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas: Aplicações – Segurança, busca e salvamento
 Com uma câmara termográfica, pode-se parar e verificar a propriedade à distância,
identificar qualquer pessoa ali presente.

 O perímetro de vigilância é uma outra aplicação em que as imagens térmicas podem ser
usadas para melhorar drasticamente os resultados e reduzir o tempo comprometido com
uma determinada operação.
 As câmaras de imagem térmica também são usados em operações de busca e salvamento,
pois podem ser capazes de pesquisar até 500m em qualquer direcção.

Imagem térmica de uma área de estacionamento em


Imagem térmica tomada durante uma
que uma pessoa está tentando se esconder atrás de
operação de busca e salvamento
um carro.
18/06/2015 Por : Luís Timóteo 210
Automação Industrial: Sensores de temperatura

Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas: Aplicações – Visão nocturna, defesa
 As Câmaras de imagem térmica são excelentes ferramentas
para visão nocturna. Elas detectam radiação térmica e não
precisam de uma fonte de iluminação.

 Elas produzem uma imagem na mais escura das noites e


podem ver através de nevoeiro, chuva e fumaça.

 As câmaras de imagem térmica são amplamente utilizadas


para complementar as novas ou existentes redes de
segurança, e também para visão nocturna em aviões, onde
são mais conhecidas como " FLIR " (forward-looking infrared).

FLIR

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 211


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas: Aplicações – Medicina e veterinária
 Digital Infrared Thermal Imaging (DITI) é uma técnica de diagnóstico não-invasivo e não
envolve a exposição a radiações. As principais áreas em que esta técnica é utilizada são:
 A detecção precoce do cancro do peito.
Monitoramento de processos de cura.
Monitoramento de Doenças e Vírus.
 Rastreio de febres epidémicas (H1N1, SARS, MERS, EBOLA… etc).
Rastreio generalizado, em áreas como aeroportos, para monitorar a potencial propagação
de vírus.
Rastreio de uma determinada região do corpo para identificar e monitorar as condições
localizadas…

Controlo de epidemias Detecção precoce do cancro Uso veterinário

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 212


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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas: … e muitas outras aplicações!

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O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas:
Vantagens das imagens Térmicas:
 Método não-invasivo e não-destrutivo, portanto, pode ser aplicado, enquanto o
equipamento está em pleno funcionamento operacional.
 Produzem medição de temperatura rápida, precisa e imediata na ajuda de detecção de
falhas e avarias.
 As câmaras são fáceis de instalar e as pesquisas podem ser realizadas em qualquer
momento conveniente.
 Capazes de capturar alvos em movimento em tempo real e em condições de pouca luz.
 Podem ser usadas para medir ou observar indivíduos em áreas inacessíveis ou
perigosas para outros métodos.
 Podem ajudar a identificar fugas de ar, documentando a dispersão de calor irregular e
identificação de possíveis irregularidades no isolamento.
 As câmaras podem passivamente observarem todos os objectos, independentemente da
luz ambiente.

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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas:

Limitações das câmaras de imagens Térmicas:


 As Câmaras de qualidade são caras (muitas vezes mais de 3.000 USD), as mais baratas
são de resolução baixa de apenas 40x40 até 120x120 pixéis.
 As imagens podem ser difíceis de interpretar com precisão quando baseadas em certos
objectos específicos com temperaturas irregulares.
 Medições de temperatura precisas são prejudicadas por diferentes emissividades e
reflexões a partir de outras superfícies.
 A maioria das câmaras tem precisão de ± 2% ou pior, na medição da temperatura e não
são tão precisas como os métodos de contacto.
 Só conseguem detectar as temperaturas directamente da superfície.
 As câmaras de imagem térmica não podem ser usadas para ver os objectos sob a água.
 Porque a energia térmica pode ser reflectida em superfícies brilhantes, as câmaras de
imagem térmica não podem ver através do vidro
 Além disso, as câmaras de imagem térmica não podem ver através das paredes…

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 215


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Termómetros sem Contacto


O sistema de medição de temperatura por infravermelhos (IV)
Camaras Térmicas:

Conclusões:
 A Tecnologia de imagem térmica oferece a capacidade de ver e direccionar
forças opostas através da escuridão da noite ou em um campo de batalha
coberto de fumaça.

 As propriedades que fizeram a detecção de infravermelhos valiosas para os


serviços militares em todo o mundo, também se tornaram mais valiosas, para a
industria, medicina, ciência, investigação, segurança, busca e salvamento e
combate a incêndios…

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 216


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Tenha um Bom Dia e … Sorria!


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Automação Industrial: Sensores de temperatura

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Automação Industrial: Sensores de temperatura

Bibliografias
http://www.edtec.com.br/termopares.htm
http://labeee.ufsc.br/~luis/ecv4211/Apostilas/termopares.PDF
http://in3.dem.ist.utl.pt/labcombustion/emeecourse/presentations/pres8.pps.
http://www.pcbheaven.com/wikipages/How_Thermocouples_Work/
http://www.electronics.teipir.gr/personalpages/papageorgas/download/2/shmeiwseis/ELECTRONIC_COMPONENTS/thermist
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http://www.capgo.com/Resources/Temperature/RTDs/RTD.html

http://www.atncorp.com/hownightvisionworks

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pir%C3%B4metro
http://in3.dem.ist.utl.pt/labcombustion/EMEEcourse/presentations/pres5.pps.

http://www.ebah.pt/content/ABAAAgNLQAA/temperatura?part=4

http://www.accuratesensors.com/pdf/news/finalhandbook.pdf.

http://www.deltat.com/pdf/Infrared%20Energy,%20Emissivity,%20Reflection%20%26%20Transmission.pdf.

http://electronics.howstuffworks.com/gadgets/high-tech-gadgets/nightvision2.htm

Fluke Thermal Imaging .ppt

18/06/2015 Por : Luís Timóteo 219